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Oficina de Escrita 2018/2019

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ÍNDICE

Pág. HISTÓRIAS EM 80 PALAVRAS

SELEÇÃO DE NARRATIVAS DE TEMA LIVRE

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INTRODUÇÃO A Oficina de Escrita foi implementada em cinco turmas de 7º ano, na disciplina de português, tendo como objetivo geral a melhoria das competências de escrita. A primeira atividade pedida aos alunos foi a elaboração de textos a partir de imagens em sequência, os quais não deveriam ultrapassar 80 palavras. Estas breves narrativas tiveram como objetivos primordiais estimular a criatividade, motivar para a escrita lúdica e incutir nos alunos a capacidade de síntese. A segunda atividade centrou-se na planificação, produção e divulgação de textos narrativos de tema livre, aplicando as categorias inerentes a esta tipologia textual. Em ambas as atividades, os alunos trabalharam em pares/ pequenos grupos, em sala de aula, tendo redigido e apresentado os textos, procedendo ao seu aperfeiçoamento a partir de indicações específicas constantes de uma grelha elaborada pelos professores. Posteriormente, os textos foram reescritos em suporte digital, na BE. Usaram-se as imagens que se seguem, a partir de sugestões do livro de Margarida Fonseca Santos, Desafios em 77 palavras: Imagem de referência para a turma A

Imagem de referência para as turmas B, C e F

Encontram-se ainda nesta coletânea alguns textos da turma D, em que a criatividade foi estimulada através de tema livre.

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HISTÓRIAS EM 80 PALAVRAS Estava um belo dia no parque onde havia vendedores de balões, pois no parque existem sempre crianças. Entre todas elas havia um irmão e uma irmã. A rapariga estava ansiosa para comprar um balão, por isso, como era de esperar, pediu ao irmão para lhe comprar um. Depois do passeio, foram para casa e bateram à porta. De repente, a mãe dos dois irmãos exclamou: - Acham que isto são horas de chegar?! Não se esqueceram que têm de fazer os trabalhos de matemática, pois não? - Oh mãe, fazemos amanhã. Está descansada. – respondeu o irmão mais velho. Passado algum tempo, o pai, que era lenhador, chegou a casa, bastante feliz, mas a sua felicidade tinha acabado no momento em que a sua mulher lhe tinha dito que iam à igreja, pois ele queria ir ao ginásio levantar pesos. Pelo caminho iam atirando pedras ao lago enquanto passavam numa ponte. Já na igreja, todos queriam ter alguma coisa divertida para fazer, pois a missa não era muito interessante. O pai olhava para os sapatos das pessoas, a irmã usava caixas na cabeça e o irmão lia um livro sobre acampamentos. Alice Campos Beatriz Felgueiras 7ºA Tudo começou com um estrondo, como um balão a explodir, mas mais forte. O meu pai, assustado, levou-nos para a sala de pânico e trancou a porta a sete chaves. Ficámos lá tanto tempo que nem o melhor matemático o conseguiria contar. Estava um frio de rachar e não tínhamos lenha para nos aquecer. Naquele momento, nada nos faria felizes. Lá fora, os soldados estavam bem preparados para a ocasião. Eram fortes, pois conseguiam levantar mais de 70Kg, mas ninguém era capaz de sobreviver às granadas. Alguns evacuavam a cidade pelas pontes. Depois da guerra terminar, os soldados foram-nos chamar a dizer que tinham ganho a guerra e que podíamos parar de nos esconder. Decerto que este momento ficará registado na História. Nunca mais quererei sair da minha zona de conforto! Anna Carolina Antunes Daniel Denominato 7ºA Oficina de Escrita 2018/2019

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Era uma vez uma menina chamada Maria, que estava a brincar com um balão no seu jardim. Sem querer, o balão rebentou na cara da sua mãe e ela ficou frustrada. A Maria tentou animá-la com uma piada: - Mãe, há a maçã mãe, a maçã filha e a… maçaneta. A mãe não achou piada e ordenou-lhe que fosse fazer os trabalhos. Depois de os fazer, a Maria, irritada, tirou uma folha da árvore e começou a rir-se, pois a folha caiu na mão do gnomo do jardim. Seguidamente, decidiu pegar num peso de 1Kg, mas deixou-o cair numa pedra que voou na sua direção e, para se desviar, fez uma pirueta à Spider-man. Depois, foi buscar a uma caixa o seu fato de super-herói, o “Super-reciclagem”, e começou a escrever uma história acerca dele. Finalmente, foi para a sua tenda ler a história que tinha inventado. Duarte Pires Herlander Lima 7ºA

Era uma vez uma menina que tinha um balão. Um dia, estava a brincar com ele, mas o balão rebentou. A chorar, foi ter com a mãe, que a consolou, dizendo que não era o fim do mundo. Ela parou de chorar e foi para o carro, pois ia para a escola e estava atrasada. Quando chegou à escola, bateu à porta e abriu a fechadura. Na sala, a professora estava a escrever cálculos no quadro para os alunos resolverem, pois de ali a meia hora iriam cortar uma árvore e precisavam de saber onde iriam cortar. Assim que a árvore caiu, o chão estremeceu e os alunos começaram a rir-se, estava muita poeira no ar e, no meio dela, apareceu um padre que parecia ser pesado, pois a cada passo que dava parecia que uma pedra muito grande caía no chão. De repente, o padre começou a fazer ginástica e, quando parou, encontrou uma caixa com máscaras, tirou uma e pô-la na cara. Dentro da máscara estava um livro muito pequeno, que falava sobre dois rapazes que tinham ido acampar, mas quando deram por si não tinham tenda para dormir.

Francisca João Lopes 7ºA

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Era uma vez uma menina que foi almoçar com a sua família a um restaurante chamado “O Balão de Comidas”. Precisou de ir à casa-de-banho, mas ficou trancada lá dentro. Por sorte, estava lá um lenhador que partiu a fechadura da porta e ela saiu. Ficou muito agradecida e feliz, pois não tinha de faltar à explicação de matemática. Viu que o lenhador era um duende e perguntou-lhe: - Como conseguiu partir a fechadura? - Ah, eu levanto muitos pesos e pratico muito exercício físico! O meu machado também ajudou! respondeu ele. Ao ir para casa, tropeçou numa caixa de tinta permanente e ficou com a cara toda suja. Com vergonha, tapou a sua cara com uma máscara e foi viver para uma tenda na floresta. Madalena Santos João Guerreiro 7ºA

Eram seis e meia da manhã e a Mafalda já estava acordada, pois era o seu dia de anos. Ela pôs o perfume mais caro que tinha, e a mãe penteou-a. Depois, foram para a escola. Quando lá chegaram, ela estava atrasada e, por coincidência, naquele dia havia uma atividade sobre a desflorestação, por isso a porta da sala normal estava trancada. Durante a aula, houve uma grande risota, pois a Maria fez as suas "necessidades" para um saco de um quilo de arroz que encontrou no chão. O Eduardo atirou a sua borracha para a Maria, pois achava que iam ficar de castigo. Mas, pelo contrário, como eram os anos da Mafalda, a professora deixou toda a gente sair mais cedo. Durante o intervalo, chegou a mãe da Mafalda com uma caixa cheia de sacos com gomas. O Eduardo, que queria ser engraçado, colocou o seu saco na cabeça. À tarde, enquanto a mãe da Mafalda preparava as malas, a Mafalda lia um livro para depois ir acampar. Ela nunca mais se esqueceu desse dia. Miguel Rolo Martim Rodrigues 7ºA

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UM DIA NO VATICANO Guiomar, Lôno e restante família encontravam-se numas férias de família no Vaticano. Para as iniciarem, foram a um parque onde diariamente passava o Papa para cumprimentar a população. Naquele parque, havia uma senhora que vendia balões para animar as crianças. Lôno, irmão de Guiomar, comprou um que, por azar, se furou de imediato. A vendedora acariciou-o, dando-lhe um de graça. A família voltou para o hotel. Guiomar pôs a mão no puxador e foram almoçar. Ela lembrou-se de um texto que tinha lido na aula: “O menino cortador de lenha”. A menina gostava muito desse texto. Avistaram do quarto o Papa e foram para o parque com um bolo de limão, com um quilograma, que a mãe dos meninos tinha feito, enquanto Guiomar se exercitava. Mais tarde, no hotel, encontraram uma caixa aberta e entregaram-na ao senhor Edgar, o rececionista muito tímido. Como modo de agradecimento, o senhor Edgar ofereceu um livro ao Lôno sobre acampamentos.

Marta Polena Beatriz Silva 7º A Uma Tarde com o Pai Numa linda manhã, a Joana estava brincar com o balão. De repente, esse balão caiu-lhe da mão e furou-se. Ela ficou muito triste e foi a correr ter com o seu pai. Este, sem saber o que fazer, prometeu-lhe que, depois da escola, poderiam acampar. Então, a Joana saiu de casa e foi para a escola. Depois das aulas, o pai foi buscá-la e foram para a floresta, como prometido. A Joana estava tão sorridente que até foi rezar com o pai, o que detestava. Depois, o pai foi buscar os pesos que tinham no carro para prender a tenda e a Joana foi buscar alguma fruta. Quando acabaram, ela foi brincar. Fez ginástica, dançou e, de seguida, teve uma bela ideia. Foi buscar uma caixa aberta e mascarou-se. Mais à tarde, o pai lembrou-a que tinha teste no dia seguinte. Então, ela foi estudar. Estudou, estudou..., até que o pai lhe disse que ela já podia descansar. À noite, eles acabaram de montar a tenda e foram dormir. Para Joana, este foi o dia mais feliz da sua vida. Filipe Miranda Leonor Vale 7ºA

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O sonho do leitão Delicioso Um dia, o leitão estava a abrir uma garrafa quando a rolha saltou para a casa do vizinho. O leitão foi à casa do vizinho, que lhe abriu a porta: - Olá, leitão Delicioso! Entra! Estava só a usar o meu almofariz. – disse o vizinho. O despertador começou a tocar e o leitão acordou no seu quarto: - Era só um sonho… - bocejou o leitão Delicioso. Pegou numa folha de papel e desenhou uma mota a jogar ténis com um carro.

João Abecasis Margarida Contente 7ºB Num dia ensolarado, Harry, o leitãozinho, estava a brincar com a sua rolha, como sempre. Depois de se entreter, foi moer a farinha no seu almofariz. Quando acabou de moer a farinha, ele foi ver as horas no seu despertador e reparou que estava atrasado para ver o seu jogo de ténis. Ao terminar o jogo, pegou numa folha de papel e começou a desenhar uma mota. Não conseguiu acabar o desenho, pois uma bola de ténis acertou-lhe na cabeça. Catarina Branco Miguel Gouveia 7ºB História dos quatro porquinhos Era uma vez uma família de porcos. O pai porquinho tirou a rolha da garrafa, enquanto a mãe moía uns grãos no almofariz. Entretanto, o despertador tocou e a filha porquinha retirou a francesinha do forno, pois eles iam ter um banquete. Como o filho porquinho era um diabrete, ele decidiu fazer um desenho numa folha de papel. A meio do banquete, eles perceberam que faltava molho de soja, então foram buscá-lo de mota. Entretanto, levaram com uma bola de ténis. Carolina Laranja Miguel Oliveira 7ºB

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Uma vida na Quinta Sempre imaginei como seria viver numa quinta…Todos os dias, teria de tratar dos leitões, das vacas e dos cavalos. Faria grandes festas, onde choveriam rolhas de grande bebedeira. Faria os meus próprios cereais no almofariz. Acordaria antes do sol nascer, com o meu despertador encarnado. Escreveria os meus dias numa folha. Iria à cidade na minha mota. E, ao final do dia, brincaria com o meu cão e a sua bola de ténis. Seria uma vida trabalhosa, mas perfeita. Henrique Brito Mariana Costa 7ºB

A quinta do Sr. António António vivia numa quinta com porcos, cavalos, burros e vacas. Um dia, em que estava cheio de sede, foi beber um copo de vinho e, ao abrir a garrafa, deixou cair a rolha para dentro de um almofariz. Quando o alarme tocou para ir trabalhar, ele foi buscar a sua pasta e deixou cair uma folha de papel. Quando se ia a sentar na sua mota, encontrou uma bola de ténis. Matilde Casquilho Rita Arrais 7ºB

Era uma vez um leitão que, certo dia, estava a tomar o seu banho de lama. A certa altura, engoliu uma rolha enfeitiçada. O seu estômago mastigou-a, como se fosse um almofariz. Adormeceu num sono roncoso. Acordou com um despertador e caiu-lhe em cima uma folha de papel com um texto sobre uma notícia de um acidente de mota. Nesse acidente, houve uma vítima mortal. Tudo isto aconteceu após uma mota ter tropeçado numa bola de ténis atirada por um bebé. Francisca Ripper Alice Guerreiro 7ºB

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A grande batalha Havia um leitão chamado Alfredo, que era muito estúpido, porque pensava que a rolha era uma varinha com estrelinhas a brilhar. O Gervásio Pinto Amarelo era bastante otário, pois pensava que o almofariz era uma espada. O Gervásio Pinto Amarelo era um despertador que fazia origamis com folhas de papel, e depois vendia. O Gervásio estava a passear de mota e encontrou o Alfredo. Aí, houve uma batalha, durante a qual eles foram esmagados por uma bola de ténis gigante. Cecília Manuel 7ºB 15 de novembro de 2011 Querido diário, Hoje, quando o meu pai chegou do trabalho, a minha mãe já tinha preparado o jantar: leitão. Eu, os meus irmãos e a minha mãe bebemos água, como normalmente, mas o meu pai bebeu vinho. Quando ele abriu a garrafa, a rolha saltou para a minha cabeça e magoou-me. Então, a minha mãe foi fazer um creme no almofariz e fui deitar-me. Liguei o despertador e escorreguei numa folha de papel, numa motinha e numa bola. Inês Pereira Filipa Firmo 7ºB

A vida de um leitão Era uma vez um leitão que tinha o dom de conseguir tirar rolhas das garrafas. Um dia, engasgou-se, morreu e serviu de jantar. Para o temperar, foi utilizado um almofariz. Para controlar o tempo de cozedura, foi utilizado um despertador. O cozinheiro leu a receita numa folha de papel, e o leitão foi levado por um rapaz que conduzia uma mota. Mas, quando foi entregar o leitão, escorregou numa bola de ténis. Miguel Lopes Gonçalo Timas 7ºB

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Pig, o novo animal de estimação Clara, de treze anos, sonhava ter um animal. Um dia, os seus pais adotaram um leitão e a rapariga deu-lhe o nome de Pig. Em honra do Pig, Clara decidiu fazer um jantar especial. Tirou a rolha do vinho e moeu vegetais com o almofariz. Depois do jantar, cansada, a rapariga adormeceu. No dia seguinte, a Clara acordou ao som do despertador. Depois, escreveu numa folha que iria com o seu pai numa mota jogar ténis. David Sara 7ºB

A Pastelaria do Porquinho José O chefe pasteleiro Porquinho José foi à loja das cortiças comprar uma rolha, para a garrafa de vinho, que tinha em casa. Depois passou pela loja das especiarias e comprou baunilha para moer no seu almofariz. No dia seguinte, o despertador tocou de madrugada e o grande pasteleiro desenhou numa folha o bolo especial do dia. Foi para a sua pastelaria na sua mota scooter vespa. Ao chegar, foi atingido por uma bola de ténis, vinda do campo ao lado. Ana Cunha Filipe Chung 7ºB

Um rapaz chamado Joaquim morava numa fazenda com a sua família. Tinha uma criação de suínos. Havia um leitão que tinha a mania de comer rolhas. Um dia, a família estava a moer alho no almofariz e Joaquim estava a dormir. O despertador tocou, Joaquim assustou-se e caiu em cima de uma folha. Depois viu que estava atrasado para a escola. Então, conduziu a grande velocidade a sua mota e levou com uma bola de ténis amarela. Mariana Ripper Ricardo Martins 7ºB

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Um sonho inesperado Numa quinta no Douro, havia um porco cujo dono bebia muito vinho. Certo dia, o porco encontrou uma rolha e reparou que estava algo escrito nela - era a localidade de uma outra quinta chamada Almofariz, onde se cultivavam cereais. Nesse momento, o despertador da sua consciência tocou e ele teve a brilhante ideia de deixar um recado numa folha ao seu dono, a informar que estaria fora da quinta e que demoraria algum tempo. O porco não sabia como chegar à quinta e foi então que viu um homem numa mota e aproveitou a boleia. Quando chegou, viu, no meio de um campo de trigo, uma bola de ténis e percebeu que ser jogador de ténis era o seu sonho. Ema Ucha Maria Outeiro 7ºC

O Rolha que comia rolhas No campo, numa quinta distante da cidade, trabalhava um agricultor que tinha um porco chamado Rolha. Este nome tinha-lhe sido atribuído devido à sua estranha mania de comer rolhas. A esposa do agricultor preocupava-se com este hábito e, então, todos os dias moía cereais num almofariz para lhe preparar a ração. Certo dia, o pobre homem decidiu acabar com esta história. Ajustou o despertador, pegou numa folha e fez uma lista dos ingredientes mais refinados, para lhe preparar uma ração mais apetitosa. Pegou na mota e dirigiu-se para a cidade. No caminho, encontrou uma bola de ténis que parecia ser a diversão ideal que faltava ao seu porco. Voltou a casa e entregou a bola ao Rolha, que nunca mais a largou, o que fez com que se esquecesse do seu estranho hábito. Mariana Alexandrino Yara Alves 7º C

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O dia da rolha solta Era uma vez um menino que vivia numa quinta, onde havia porcos. Nessa quinta, existia também uma adega de vinho. Certo dia, o menino passou por lá, encontrou uma rolha no chão, decidiu trazê-la para casa e triturou-a num almofariz de pedra, utilizando essa pasta para fazer um trabalho da escola. No outro dia de manhã, quando o despertador tocou, o menino colou a pasta num papel, colocou-a na mochila e arrancou na sua mota em direção à escola. À tarde, um amigo convidou-o para jogar ténis. Pedro Lobo Beatriz Oteda 7ºC

O

porco inteligente

Era uma vez um porco que parecia normal, pois tinha quatro patas, duas orelhas, dois olhos e um nariz, como todos os outros. No entanto, ele era tao inteligente, que era capaz de fazer tudo ou mais que os humanos. Este porco fazia coleção de rolhas antigas de vinho, e moía a própria comida no seu almofariz. Todos os dias acordava com o despertar do seu relógio e, de seguida, fazia uma lista, numa folha de papel, com as tarefas diárias. Depois ía de acelera para o seu trabalho que era no maior clube de ténis do seu país. Que porco tão à frente! Inês de Sousa Joana Torres Paulo 7ºC

O porco e os sonhos Oficina de Escrita 2018/2019 13


Era uma vez um porco que estava a comer erva e encontrou uma rolha. Queria comê-la, mas como era demasiado grande, foi buscar o almofariz mágico, onde a triturou logo. De repente, quando o despertador tocou, acordou e percebeu que estava a sonhar e percebeu, então, que tudo o que tinha acontecido no seu sonho, ele tinha escrito num papel, no dia anterior. Já acordado, o porco olhou para a estrada e viu um senhor numa mota a passar. O senhor atirou-lhe uma bola de ténis que lhe acertou no focinho e o porco voltou aos seus sonhos. Diogo Cruz Diogo Pereira 7ºC O Tesouro Existia um porco chamado Donk que, um dia, partiu em busca de um tesouro. Como não tinha o mapa, foi buscá-lo a casa do mocho. A meio do caminho, ele deparou-se com um problema: tinha de atravessar o rio e não sabia nadar. Portanto, agarrou numa rolha e usou-a como boia. Em casa do mocho, tropeçou num almofariz por se ter assustado com o barulho de um despertador que tinha tocado de repente. Mas agarrou numa folha de papel e fugiu dali. Pediu uma mota emprestada para se deslocar até ao local indicado no mapa e ficou radiante quando descobriu que o tesouro era, afinal, uma bola de ténis assinada pelos BTS, de quem era grande fã. Carolina Delgado Constança Baganha 7ºC Na quinta do avô Armindo, havia um porco chamado Asdrúbal que era muito diferente dos outros, pois só se sustentava com rolhas trituradas num almofariz de granito. Certo dia, ao meio dia e meio, o despertador tocou e o porco Asdrubal lembrou-se de escrever uma carta ao agricultor, a pedir mais rolhas, pois já tinha poucas. Então, depois de ter escrito a carta, foi pela estrada na sua motorizada, em direção a casa do agricultor. No regresso, encontrou uma bola de ténis e decidiu convidar uma amiga para jogar com ele. Laila Awan Matilde Leite 7ºC Um dia na quinta Oficina de Escrita 2018/2019 14


A minha mãe vive numa quinta onde tem muitos leitões. Um dos leitões engoliu uma rolha e a minha mãe teve que ficar o dia inteiro no veterinário com ele. Quando entraram no gabinete do veterinário, tiraram-lhe a rolha e desfizeram-na num almofariz. A seguir foram para a quinta descansar. Tocou o despertador e a minha mãe deu-lhe os medicamentos, pois o veterinário tinha escrito, numa folha de papel, os horários para os administrar. No final da tarde, pegou no leitão e na mota e foram para o parque brincar com uma bola de ténis. Lara Costa Leonardo Villaça 7ºC De manhã, acordei e vi no meu mealheiro, em forma de porco, que tinha dinheiro suficiente para comprar uma rolha. Com essa rolha, aproveitei para tapar o gargalo da minha garrafa de vinho, porque não queria que se estragasse. Ia utilizá-lo no meu jantar. À tarde fui comprar carne de vaca e moí-a com o meu almofariz. Como tinha convidados, pus o meu despertador para as 8:30. Esqueci-me de comprar uma folha de papel, pois queria fazer uma pintura mas, como não tinha muito tempo, utilizei a minha mota. No supermercado estavam a dar bolas de ténis e eu trouxe uma, pois gostava de brincar com o meu cão depois de jantar. João Bryant Sebastião Miguel 7ºC O porco brincalhão Era uma vez um porco que seguia o seu dono para todo o lado. Um dia, o dono foi a uma adega onde havia muitas rolhas e o porco começou a brincar com elas. Quando acabou de brincar, ficou cansado, com sede e com fome e foi para casa. Já em casa, o dono pôs a ração do porco num almofariz mas, quando ia meter a primeira migalha, ouviu o despertador tocar e foi ver o que se passava. Viu o seu porco a destruir um monte de folhas de papel e, como estava agitado, decidiu dar uma volta com ele para o acalmar. Levou-o na mota e foram ambos ao parque brincar com uma bola de ténis. Afonso Oliveira Vera Silva Bernardo Sousa

O dia a dia de um porco Era uma vez um porco que, estranhamente, teve uma festa de madrugada. Bebeu tantas garrafas de vinho que, de manhã, só se Oficina de Escrita 2018/2019 15


viam rolhas no chão. Quando acordou, foi triturar no seu almofariz alimentos para o seu pequeno almoço e, sem querer, triturou uma rolha que comeu sem se aperceber. Entretanto, o seu despertador tocou e o porco lembrou-se que tinha de fazer um texto num papel para o trabalho. Depois, arranjou-se e foi entregá-lo na sua moto amarela. No final do dia, como estava cansado do trabalho, para relaxar, foi jogar ténis com os seus amigos, que tinham uma bola pronta para jogar. Inês Pais Leonor Bernardo 7ºC Numa manhã de quinta-feira, o Sr. Afonso acordou e foi buscar a comida para dar ao seu porco Helly. Depois, preparou o seu pequeno-almoço, retirou a rolha à garrafa de vinho para o colocar no copo e esmigalhou a sua aveia no almofariz. Mais tarde, o seu despertador tocou, pois tinha acordado mais cedo. Após o seu pequeno-almoço, foi ao correio, onde tinha um papel para assinar. Dirigiu-se, então, ao banco, de mota, para entregar o papel e de seguida foi praticar desporto com uma bola de ténis. Matilde Raposo Mafalda Prazeres 7ºC Afonso Morais era um menino que, no verão, fazia uma banca de limonada. Tudo o que ganhava, ele guardava no seu porquinho mealheiro. O seu pai era enólogo e todos os dias deixava duas garrafas de vinho vazias para o filho guardar a sua limonada mas, nesse dia, uma dessas garrafas tinha a rolha para dentro. Então, teve de pedir outra. Depois, foi buscar dez folhas de hortelã para a limonada, voltou para casa e moeu-as no almofariz. No dia seguinte, o despertador não tocou, então chegou atrasado, pegou nas garrafas, na sua folha de preços e pediu ao seu irmão mais velho para o levar de mota. Pelo caminho, teve de mandar a bola preferida do seu cão, uma bola de ténis, pois ele não parava de os seguir. Sara Garcez Rafaela Mendes 7ºC Era uma vez um porco chamado Ladislau, que tinha um filho chamado Mamadou, que colecionava rolhas. Como tinha os dentes muito sensíveis, Ladislau tinha que usar o almofariz para moer a comida do filho.

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Às sete da manhã, o alarme do Ladislau ouviu-se, com o seu toque habitual : “Como é que é, maltinha? Daqui, com vocês, é Ric Fazeres”. Mamadou chegou atrasado às aulas, pois precisava de uma folha de papel. Ladislau ainda tentou chegar a tempo, com a sua moto, mas não conseguiu. Mamadou chegou a casa muito contente, pois recebeu uma bola de ténis por ter tido excelente num teste. Salvador Veiga Gonçalo Paulo 7ºF No sábado, o João recebeu uma notícia: ia para a quinta dos avós. Quando chegou, foi cumprimentar os avós e, logo de seguida, foi ter com os porcos. Estava tudo uma confusão, com imensos objetos espalhados no chão: uma rolha suja de vinho, um almofariz cheio de restos de comida e outras coisas. Depois de limpar tudo, teve de ir arrumar a sua mochila. Quando chegou ao quarto, apanhou um susto porque o seu relógio não estava no lugar e havia imensos papéis espalhados pelo quarto. Logo de seguida, ouviu uma mota a chegar - era o seu tio, que tinha acabado de vir da oficina, pois tinha uma bola de ténis dentro do motor. Joana Roldão Leonor Moura 7ºF A história do homem e a sua querida amada Era uma vez um homem que cuidava do seu porco, o João. Quando o homem estava a levar o vinho para beber, a rolha saltou, a garrafa caiu no chão, entornou o vinho, e o pobre homem escorregou nele. Como não tinha nada para beber, decidiu moer uvas com o almofariz. Quando olhou para o relógio, percebeu que já estava na hora de ir ter com a sua amada, a menina De Loures. Decidiu escrever uma carta numa folha de papel suave e perfumado. O homem agarrou na sua mota e foi ter com a sua amada. Quando chegou, conversaram e beberam o vinho. Pegaram numa bola de ténis e em duas raquetes para jogar. Divertiram-se e foram os dois muito felizes e cansados para as suas casas. Gonçalo Reis Luísa Oliveira,7ºF No dia de Natal, a família Silva, que adorava festejá-lo mais do que ninguém, acordava cedo para ir ao talho comprar o melhor porco do dia, porque as crianças não gostavam de bacalhau nem do famoso peru da sua avó Camila. Oficina de Escrita 2018/2019 17


Os pais iam ao talho, os filhos Duarte e Alice compravam batatas e sumos e os seus avós Camila e José tratavam do vinho tinto maravilhoso, com uma rolha apresentável. Assim, todos tinham uma tarefa e a empregada, com o seu almofariz, fazia o seu doce caseiro. O relógio batia quase a meia-noite. Todos faziam a troca de presentes e, para isso, usavam uma folha de papel da Alice, que adorava desenhar. À meia-noite, o Duarte recebeu uma mota vermelha e a Alice recebeu uma bola de ténis e as raquetes, pois ela queria entrar num campeonato. E assim foi mais um Natal da família Silva. Rodrigo Rodrigues Sofia Matias 7ºF “Pá,pá,pá!” (Tocou o alarme) e acordou o porquinho Josefino, preparado para mais um dia de trabalho. Josefino, para o pequeno almoço, só tinha um chá preto e um pouco de açúcar caseiro que ele próprio tinha feito. A função do porquinho era desfazer rolhas. Por volta do meio-dia, encontrava-se no armazém “LIDL” com os seus trabalhadores para enrolar as rolhas com um papel especial e, por volta das três horas, o porquinho transportava as rolhas de mota para o cento de ténis, encontrando-se com o seu amigo Vasco Almeida da Silva Brízido. E assim a rotina do porquinho Josefino realizou-se. Rodrigo Costa Afonso Coimbra 7ºF Era uma vez um porco chamado José, que vivia numa “penthouse” em Nova Iorque. Os donos do José eram uns ricaços que tinham herdado a fortuna de uma quinta de produção de rolhas que pertencia à família deles. O maior medo do José era ir parar a uma cozinha qualquer e ser triturado num almofariz, ou ser cozinhado numa panela. José acordava todos os dias, às nove horas, com o som do alarme do seu relógio roxinho, e ia desenhar numa folha de papel. Ele adorava desenhar motas. Outra coisa que ele adorava fazer era brincar com a sua bola de ténis assinada pelo célebre Roger Federer, no Open da Austrália. Carolina Oliveira Maria Mendes 7ºF

A vida de um cozinheiro Oficina de Escrita 2018/2019 18


O meu pai era cozinheiro e o que mais gostava de comer era carne de porco, acompanhada por um bom vinho “Monte-Velho”, sem esquecer que quem tirava a rolha era ele próprio. Em casa, tudo o que era decoração equivalia a instrumentos de cozinha! Tínhamos muitos almofarizes, saleiros, etc. Ele acordava às seis de manhã, pois o seu relógio despertava-o todos os dias, para escrever na sua folha de papel os novos pratos que tinha em mente. Ia de mota para o trabalho e, nos seus tempos livres, brincava com o cão e a sua bola de ténis.

O PORQUINHO ALCOÓLICO

Constança Sardo Catarina Lopes 7ºF

Um porquinho alcoólico chamado Sr. Moreira vivia na Porcolândia. Sendo ele alcoólico, comprava muitas bebidas e colecionava as rolhas das mesmas. Certo dia, acordara de ressaca. Como estava mesmo mal, o Sr.Moreira foi visitar a D. Alzira, a melhor traficante local, e disse-lhe: - Quem tem almofariz, faz me um chá! Depois de beber o chá, o Sr. Moreira adormeceu. Quando acordou, olhou para o relógio. Eram três da tarde e tinha-se esquecido de entregar as folhas dos impostos ao Sr. Zé. Logo, pegou na mota e foi ter com ele. Entretanto, levou com uma bola de ténis e morreu. Daniel Ramalho Gabriel Vicêncio Vasco Almeida 7ºF Querido diário, Ontem foi o meu aniversário e recebi um porquinho da Índia. Para festejar a chegada do porquinho, abrimos uma garrafa de champanhe e a rolha saltou para o meu nariz, o que não foi muito agradável! Como eu estava muito agitada, a minha mãe fez-me um chá com o almofariz, para ver se eu acalmava! Passados cinco minutos de eu ter adormecido, o irritante barulho do relógio acordou-me. Lembrei-me que tinha TPC para fazer, então peguei numa folha de papel e comecei a fazê-lo. O meu tio, quando chegou, caiu da mota por causa da bola de ténis do meu porquinho. Só me apetecia rir, mas não me pareceu o mais indicado. Ana Rita Baptista Matilde Neves 7ºF

Tod e o seu péssimo dia Oficina de Escrita 2018/2019 19


Certo dia, um senhor chamado Tod estava a ver televisão, quando apareceu um anúncio sobre um bruxo vidente. Tod entrou logo em contacto com o bruxo e combinaram encontrarse. O bruxo mentiu-lhe e transformou-o num porco. Tod ficou muito chateado, só lhe apetecia um bom vinho para esquecer tudo. Mas, como era um porco, não conseguia tirar a rolha da garrafa. Ficou triste e começou a pensar em tudo o que já não podia fazer: cozinhar com o almofariz, desligar o relógio que era o seu despertador, desenhar os seus desenhos nas suas folhas de papel, ir de mota para o trabalho e fazer o seu desporto favorito, ténis (nem conseguia tocar nas bolas de ténis, porque elas fugiam). Tod percebeu que a sua vida ia mudar por completo a partir desse dia. Isabel Courela Santiago Marques 7ºF

A minha casa é muito estranha, não é como as outras, porque a minha é uma quinta. Em vez de eu ter um gato ou um cão, tenho um porco de estimação. O seu nome é Alberto. Hoje, ao almoço, recebi em minha casa convidados especiais. Comprei o melhor vinho da região. Na hora de o abrir, a rolha não queria sair. Fiz figura de ursa. Mas, felizmente, recebi o meu almofariz. Já à tarde, tive de ir ao concurso de talentos de animais! Olhei para o relógio e espanteime com as horas! Estava atrasada! Saí a correr. No final do concurso, o júri pegou na sua folha de papel e anotou tudo o que tinha acontecido. Ficámos em segundo lugar! Tivemos de ir de mota para o campo. Eu e o meu porco adoramos jogar. Ele pegou na bola de ténis e jogámos durante horas. Laura Morgado Joana Brizida 7ºF

O Lápis Oficina de Escrita 2018/2019 20


Existia um lápis totalmente diferente dos outros, vivia num mundo sem fim. Era preto, não tinha nada de especial, ninguém o queria. Ao escrever, ele diminuía de tamanho lentamente, não era como os outros, que se gastavam rapidamente. Um dia, um pequeno rapaz, ruivo e sonhador, chamado Martim, percebeu que aquele era o lápis ideal para ter imaginação e para ser um grande poeta. Martim acreditou e tornouse um grande poeta, lado a lado com o seu lápis. Inês Veludo 7ºD

Os meus erros Sempre quis saber a doce sensação de estar aqui, viva. A minha alma sempre esteve morta, recheada de erros. Chegou o dia final, os meus olhos trancaram como duas portas e apenas via preto. Alucinações das dores do meu coração subiam ao de cima. Sempre que uma passava, eu sentia um pedaço do meu coração a cair, sentia dor e sofrimento, as coisas mais profundas escorriam como lava com a força de todos os meus erros. Leonor Rosa 7ºD

A terra A Terra, o planeta azul, é denominado assim pela água pura que contém. O planeta da Natureza, da beleza, da simplicidade, mas também da pureza que este mísero astro tem. A Terra também é casa da vida, a única e perfeita vida que o ser humano conhece, a casa dos sentimentos, a casa da igualdade, mas também a casa da morte. Nada no universo poderá bater a perfeição do nosso planeta, nem mesmo o sol ou um simples cometa. Lourenço Marques 7ºD

Lucky Oficina de Escrita 2018/2019 21


Era a melhor, honesta, amiga e tão bela! Todos os dias chegava a casa e via-a ali, sentada à minha, espera com aquele sorriso brilhante. Ela pegava no seu brinquedo e arrastava-me para a brincadeira. Todos os dias era uma alegria - corríamos, brincávamos e até desabafávamos, claro que não percebia nada do que ela dizia, mas ela parecia que me entendia, pois quando estava triste, ela tentava sempre animar-me. Mas ela ficou adoentada. E dia após dia cada vez ia ficando mais doente. Tentei animála, mas de nada valeu, pois ela foi-se embora, ocupando metade do meu coração. Jéssica Gonçalves 7ºD

Mariana e o mar Mariana é uma menina com sete anos de idade. Nas férias de verão, Mariana viaja para casa dos seus avós, no Algarve. Quando vai à praia, o que mais a fascina é o mar. Ela crê que o mar é uma enorme banheira cheia de água com sal, cristalina e com algumas “ervas” [algas]. O que ela nunca viu foi a vida marinha que o mar contém - os peixes, os corais e os outros animais todos - para ela isso é tudo desconhecido. Hoje, Mariana completa oito anos de idade. O seu avô, o Senhor António, decide oferecer-lhe, como prenda de aniversário, uma exploração profunda aos mares do Algarve. O dia foi espetacular para ela, finalmente descobriu o que há muito se perguntava. Agora, que já sabe o que contém o mar, Mariana mudou. É uma menina mais feliz, mas principalmente mais satisfeita consigo mesma. Martim Belas 7ºD

O Santuário Oficina de Escrita 2018/2019 22


O mar é um lugar misterioso, que ninguém conhece. Apenas podemos afirmar que é um lugar imenso e cheio de vida. Todos os dias me dedico a pensar sobre o assunto: qual é a profundidade do mar? Quais os seus tesouros? Quantas espécies lá existem? Será que há um outro mundo nas profundidades não exploradas? Esta última opção agrada-me. Dos milhares, milhões de espécies que morrem todos os dias, pergunto-me estas nunca tivessem morrido ou desaparecido e, numa outra tentativa de vida, tivessem fugido. E se nos quilómetros que ainda não explorámos for o santuário dos animais, onde possam agir normalmente e ser eles mesmos? O santuário! Porque é que este só pode existir na imaginação de alguém? Porque é que não lutamos por este santuário? Maria Leonor Marques 7ºD

Oficina de Escrita 2018/2019 23


SELEÇÃO DE NARRATIVAS DE TEMA LIVRE Em busca da princesa imperfeitamente perfeita Em Londres, durante a era medieval, havia um príncipe de nome Jorge, filho do rei Francisco III. Ainda era jovem, mas o seu pai obrigara-o a procurar a sua noiva para que dentro de três meses se realizasse o casamento real. Jorge estava sentado na sua cama a refletir, quando, de repente, um ruído esquisito, denominado por bater à porta, o perturbou. - Entre e diga-me que traz boas novas! – pediu Jorge. - Perdão, sua alteza. Boas novas não trago, mas aqui tem o seu pêssego tão desejado. -lamentou o escudeiro. - Obrigado, Edgar. Por favor, retire-se. Este assunto por que tanto debato temme provocado enxaquecas. Antes de mais, o pêssego real está ótimo! – exclamou o príncipe. Edgar retirou-se dos aposentos do príncipe com um ar carrancudo, mas preocupado. Jorge continuava o seu debate sobre o casamento real. « Toc! Toc! Toc! Toc! Toc! ». Edgar volta a bater à porta, mas desta vez com boas notícias, ou más, dependendo do ponto de vista. - Príncipe! Desculpai-me pelo incómodo! Seu pai, o rei, ordenou-me que o convocasse para uma reunião, que se realizará dentro de momentos, na escadaria real. – anunciou Edgar – Parece importante!!! O príncipe, sem mais demoras, saiu do quarto a correr. De repente, sem querer, Jorge pisou Isabel, a nova lava-escadas do palácio. - Peço desculpa, Sua Alteza! – desculpou-se Isabel, enquanto fazia uma vénia. - Não peça desculpa, a culpa foi claramente minha. Como se chama? – perguntou o príncipe. - Filhooo! Vejo que já conheceu a nova lava-escadas do palácio, Isabel. – comentou o rei, entornando o balde de água pelas escadas abaixo – Desculpe, NÃO era a minha intenção. - Pai, porque que me chamastes? É sobre o casamento? - Óbvio, meu querido filho, dentro de vinte dias vêm três novas pretendentes. – esclareceu o pai. - É bom que escolha uma delas, já não tem muito tempo. Oficina de Escrita 2018/2019 24


- Eu sei, pai, mas não se esqueça que não pode ser uma qualquer… - explicou Jorge enquanto era interrompido. - Pois não, obviamente, tem de ser a mais rica. – interrompeu o rei. - Não! Não pode ser uma qualquer, tem de ser a tal, a que me fará sorrir todas as manhãs, a que me fará brilhar os olhos sempre que a vir. Tem de ser simpática, inteligente, destemida, alegre e, acima de tudo, engraçada. – alertou o Jorge. - Isso são balelas! Ser rico e poderoso é, sem dúvida, o mais importante. Por favor, não venha com esses disparates, é melhor ir para os seus aposentos de imediato! – Finalizou D. Francisco III. O príncipe, como lhe tinha sido ordenado, abandonou a escadaria real e dirigiu-se aos seus aposentos. Sentado na cama a refletir sobre as palavras do seu pai, começou a sentir um aperto no coração e uma vontade enorme de chorar. Então, começou a chorar... Sem mais demoras, Isabel, a lava-escadas, ao ouvir este choro, entrou no quarto e tentou animá-lo. À medida que o tempo ia passando, o príncipe apaixonou-se lentamente por Isabel. Todos os dias falavam às escondidas e o príncipe ia visitar Isabel. Começaram a namorar também às escondidas... Jorge já tinha tentado adiar a visita das princesas, mas o seu pai nunca deixara. Faltavam apenas dez dias para que elas viessem. Jorge insistiu tanto para que o seu pai cancelasse, que o pai acabou por fazê-lo quando suspeitou que Jorge amava alguém. Não era mentira, mas o príncipe sabia que era um amor impossível. - Jorge, porque não me disse que já tinha uma “amiga colorida”? Como se chama? É bom que seja rica...- insistia D. Francisco III. - Chama-se Isab... Isabelina! - mentia Jorge para esconder o seu segredo com Isabel, a lava-escadas - É carinhosa, simpática e... - Rica?!- Questionou o pai. - Sim. - enganando o pai, para que não se apercebesse. - Ótimo! Quero conhecê-la o mais rápido possível! Amanhã, pode ser? – entusiasmou-se o rei. - Amanhã?! A...a...a Sim, pode ser!- atrapalhou-se Jorge. Já passava das dez e meia da noite, quando Isabel e Jorge se encontraram no jardim.

Oficina de Escrita 2018/2019 25


- Isabel! Desculpai-me! Finalmente consegui cancelar a visita das três princesas... começando pelas boas notícias- Mas o meu pai apenas cancelou a visita para conhecer a minha “alma gémea”. - Agora é que estamos feitos! O que iremos fazer? Se nos descobrem, irei para as masmorras e nunca mais nos poderemos voltar a ver... – stressou Isabel. - Calma! Arranjaremos uma solução. - afirmou o príncipe. Então, como Jorge tinha dito, arranjaram uma solução. Isabel vestiu os melhores trajes que tinha e fez-se passar por princesa. - Eu não lhe disse, Isabel ?! Tudo correu bem! Faltam três dias para o casamento, onde selaremos o nosso amor e ninguém nos poderá impedir de sentirmos o que sentimos. – sistematizou o Príncipe. - Ainda bem que tudo está a correr bem! – suspirou. O príncipe casou com Isabel. Todos estavam contentes até o rei se aperceber do que se estava a passar. - Como me pode mentir? - disse o rei muito indignado - Ela não é rica! O que vê nela? -

Nela

vejo

tudo,

amor, carinho, paixão, simpatia,

beleza,

delicadeza, tudo! Eu amo-a!- declarou Jorge. E, assim, o rei pôde aprender a amar, pois mesmo que Isabel não fosse rica, ainda poderia ser perfeitamente imperfeita. Não nos podemos esquecer do típico clássico: “E viveram felizes para todo o sempre.”

Marta Polena Beatriz Silva 7ºA

Oficina de Escrita 2018/2019 26


Dia um de abril de 2020, algures numa aldeia em Trás-os-montes, quatro irmãos, duas raparigas chamadas Aurora e Raquel e dois rapazes chamados Rodrigo e Lourenço, filhos de uma família de agricultores, brincavam alegremente pelos campos. Era uma brincadeira divertida e tudo corria bem até decidirem dividir-se, os rapazes escondiam-se e as raparigas, por sua vez, procuravam-nos. Como de costume, as raparigas esperavam cerca de 30 segundos e depois procuravam-nos. Durante esses 30 segundos, os rapazes decidiram esconder-se atrás da igreja, onde estava a decorrer um batizado. As raparigas dividiram-se: a Raquel foi para a parte mais antiga da aldeia, enquanto a Aurora se dirigiu para a parte mais moderna, onde a maioria dos proprietários das

casas

se

resumiam

a

emigrantes. Elas procuraram e procuraram por tudo o que era canto, mas não encontraram os rapazes. Tocou o sino da igreja e as raparigas lembraram-se que aquele era o único lugar onde ainda

não

tinham

entrar, pois

visto. Decidiram

sabiam

que

não lá

decorria um evento. Quando procuraram atrás da igreja, encontraram no chão apenas os óculos do Lourenço, com uma lente partida e o anel preferido do Rodrigo. Assustadas, as correram

desesperadamente

até casa

do

tio Manuel,

que

raparigas

imediatamente

as

acalmou, perguntando o que se passava. Elas, ainda assustadas, responderam: - Alguém levou o Rodrigo e o Lourenço! O tio Manuel achou ridícula a situação e perguntou-lhes o que as levava a achar tal coisa. Elas, de imediato, explicaram-lhe toda a situação e ainda insistiram para que o tio fosse procurá-los. Demorou bastante tempo até que elas o conseguissem convencer de que algo se passava e com tantas e tantas notícias que ele via todos os dias, acabou por acreditar realmente que alguém os tinha levado. Oficina de Escrita 2018/2019 27


Andaram de casa em casa, por toda a aldeia e até por algumas aldeias próximas, mas ninguém os tinha visto! Naquele momento, todos começaram a ficar cada vez mais preocupados, pois não sabiam onde os irmãos poderiam estar. Com tudo isto, o tio Manuel decidiu ligar para a polícia que atenciosamente lhe respondeu: - Sr. Manuel, faremos os possíveis para encontrar os seus sobrinhos. Mantenha a calma e, se vir algo suspeito, contacte-nos! Passaram-se alguns minutos e os três continuavam à procura dos irmãos. Lembraram-se então que, se levassem os acessórios que se encontravam atrás da igreja, poderiam ajudar a polícia a encontrar os rapazes. Foram então para a esquadra e procuraram pelo Sr. João, o polícia atencioso que os tinha ajudado durante a chamada. Bateram à porta do seu gabinete e, mal o abriram, viram os irmãos e mais alguns membros da família gritarem: - Feliz dia das mentiras!! As gémeas ficaram muito aliviadas, mas ao mesmo tempo irritadas por os irmãos lhes terem pregado aquela partida. Mais tarde, quando descobriram que elas eram as únicas que não sabiam disto e que até o tio Manuel o sabia, ficaram ainda mais irritadas com todos eles. Mas a verdade é que, quando elas chegaram à escola no primeiro dia de aulas, a professora pediulhes que fizessem uma composição sobre uma aventura e elas escreveram tudo o que se tinha passado e ainda escreveram várias outras inspiradas nesta história. Tornaram-se ambas famosas escritoras quando cresceram, tudo graças a este dia. Cátia e Joana 7ºA

Oficina de Escrita 2018/2019 28


Um sonho tornado realidade Certo dia, estava Leonor em sua casa. Ela era uma rapariga desejosa por conhecer o mundo. O seu sonho era ir à neve, até que um dia ganhou coragem para dizer aos pais o seu desejo: - Pai, mãe, tenho uma coisa para vos dizer. - Então o que é, Leonor?- perguntam Rafael e Ana, pais de Leonor. - Eu gostava de ir à neve, praticar desportos, e escalar montanhas, divertir-me! - exclamou Leonor. - Acho uma excelente ideia! - disse o pai. - Vou pedir ao meu chefe uns dias de folga. Concordas, Ana? - Claro que sim! - concordou a mãe de Leonor. - Será uma grande aventura! Então, uns dias depois, dirigiram-se ao aeroporto para apanhar o avião até Andorra. Foi uma longa viagem e o pior foi que não havia voos diretos para Andorra, por isso tinham de aterrar em Barcelona e depois alugar um carro para se dirigirem ao destino pretendido. Ao chegarem ao hotel, ficaram impressionados com a quantidade de atividades que podiam praticar naquele local. Tinham a certeza de que se iam divertir, mas tinham em mente que havia um mundo fantástico a que eles não estavam habituados. Fora do hotel, estava tudo coberto de neve onde se podiam fazer diversas coisas. No dia seguinte, finalmente foram

à

neve

para

praticar esqui. Ao chegarem à montanha, Leonor

avistou um

brilho

no topo e estava ansiosa por descobrir o que originava aquela luz brilhante. Apesar de se ter questionado a si própria sobre a origem daquele brilho, achou que o melhor era ir lá descobrir o que era.

Oficina de Escrita 2018/2019 29


Então, dirigiu-se para a montanha, mas antes de subir deparou-se com quatro rapazes que estavam a discutir: Diogo, Lourenço e Tomás estavam a exibir-se perante Afonso. De repente, aperceberam-se da presença de Leonor e mais uma vez os três rapazes continuaram a exibirse, mas Afonso questionou-se sobre o que Leonor estava ali a fazer, pois era sempre simpático com as pessoas. Leonor ignorou os rapazes e continuou o seu percurso na montanha. Afonso, preocupado, seguiu Leonor até ao topo. Leonor chegou ao cimo e encontrou o objeto que originou todo aquele brilho: uma coroa de ouro. A rapariga estava bastante feliz, mas instantes depois a sua felicidade desapareceu, pois deparou-se com um enorme urso polar que não estava a gostar da sua presença. Afonso conseguiu despistá-lo, pegou na coroa e fugiu com Leonor até um chalet na montanha. E foi aí que Leonor tomou a decisão de entregar a coroa a Afonso, porque a verdade é que ele é que tinha sido o herói do momento. Todos voltaram para junto das suas famílias e fizeram-se muitas amizades inesperadas. Tinha havido muitas peripécias, mas o que importa é que Leonor tinha vivido o seu sonho!

Beatriz e Francisca 7ºA

Oficina de Escrita 2018/2019 30


Amizade inesperada Era uma manhã de domingo, onde já se viam vestígios de primavera. A neve era escassa e o calor aumentava. Parecia um dia igual a todos os outros até a Dona Hortência descer pelas escadas com uma cara pálida: «O que se passa!?» - pensei. Chamou-nos (a mim e à filha) e contou-nos a triste notícia: D. Romero tinha falecido no seu décimo terceiro dia de viagem a caminho de África. O acontecimento abalou todos, mas Madalena parecia a mais perturbada. Já tinham passado três dias desde que Madalena não saía do seu quarto. A corte não entendia o que se passava. O famoso palácio, conhecido pela sua alegria, estava agora frio e triste como os invernos rigorosos. A pobre rapariga costumava pedir para deixarem as refeições atrás da porta, mas nesse dia decidi entrar. O seu rosto rosado estava agora pálido, os seus cabelos doirados pareciam escurecer, os seus olhos cor de avelã estavam agora sem brilho. Andei lentamente para junto da sua cama e sentei-me. Agarrei nas suas mãos finas e suaves e perguntei: - O que se passa, menina Madalena? Ela olhou-me com os olhos a lacrimejar e disse: - Agora, que perdi o meu pai, quem vai cuidar de mim? Quem vai brincar comigo? - A sua mãe, pois claro, menina! - Não, a minha mãe já tem muitos problemas com que se preocupar e não tem tempo para as minhas lamúrias. - Ó menina, não fique assim! A partir de hoje todos os dias ao pôr-do-sol venho aqui brincar consigo, ouvir os seus problemas e ajudá-la a resolvê-los. Ela acenou e eu saí. Passaram-se alguns anos e a nossa amizade floria. Tínhamo-nos uma à outra, até a Madalena, num dos nossos passeios, me dizer: Oficina de Escrita 2018/2019 31


- Tenho que te contar uma coisa. Vou partir em viagem, como homenagem a meu pai. Eu e ele fazíamos passeios de barco todos os meses e eu desenvolvi um gosto pelo mar, pelo desconhecido e pela natureza. Só assim posso ser realmente livre, mas não podia de maneira alguma partir sem te agradecer por tudo o que fizeste e fazes por mim. Obrigada pelas manhãs de escapadelas à cozinha, pelas tardes de brincadeiras no jardim, pelas noites que passaste a ouvir os meus queixumes…Obrigada por tudo! Quando Madalena me abraçou, as lágrimas foram inevitáveis. Sentia uma conexão com a rapariga que nunca tinha sentido com mais ninguém. Ia sentir falta dela, mas não a podia impedir de viajar, de ser livre. No dia seguinte, ajudei-a a arrumar as coisas e levei-a ao porto. Madalena despediu-se e partiu. É a última recordação que tenho dela. Mariana Costa e Sara Silva 7ºB

Oficina de Escrita 2018/2019 32


Inspetor Piruças e o Caso Brasa Um dia, na esquadra de Oeiras, os agentes altamente treinados, Carolina e Miguel, receberam uma denúncia de vários incêndios na mesma região em horas praticamente idênticas em diferentes dias. Deram o nome de “Caso Brasa” à investigação. Os agentes imediatamente começaram a investigar o caso, descobrindo várias evidências sobre o incendiário Salvador Vidigal, mas não conseguiram capturá-lo. Sabendo que precisavam de um cão para continuar a investigação, foram procurar adotar um. Após uma pequena discussão sobre o nome, acabaram por denominá-lo Piruças. Passado um tempo, no verão de 2049, uma época muito seca, os agentes Carolina e Miguel, em conjunto com o seu amigo fiel, Piruças, investigaram o incêndio da Amazónia, que devastou metade da floresta. Os agentes, cansados destes incêndios devastadores, mandaram cercar a restante floresta Amazónia. Um mês depois, uma unidade avistou dois suspeitos dirigindo-se ao perímetro cercado, reconhecendo Salvador Vidigal e uma desconhecida. A unidade desapareceu desde então. Desconfiando do desaparecimento da unidade, os agentes e o Piruças dirigiram-se ao local do acontecimento. A uma certa distância, avistaram um corpo, suspeitando que fosse o agente da unidade desaparecida. Aperceberam-se então de que não se tratava de um desaparecimento, mas sim de um homicídio. Enquanto os agentes investigavam o local, Piruças encontrou uma luva e seguiu o seu cheiro até aos criminosos, que acabaram por ser os suspeitos iniciais. Piruças ladrou, para o encontrarem, e depois mordeu a perna de um dos criminosos. Entretanto os agentes chegaram, Miguel correu para apanhar o criminoso que Piruças deixou escapar e Carolina algemou o que o Piruças mordeu. Afinal de contas, os criminosos eram Salvador Vidigal e Marta Santos, que foram presos e os agentes Carolina, Miguel e Piruças celebraram. Carolina Laranja e Miguel Oliveira 7ºB Oficina de Escrita 2018/2019 33


À PROCURA DA FELICIDADE

Numa tarde de verão em 2012, estava eu no meu quarto a pensar como seria bom ser rico. Como seria tão bom ser rico… Nada me iria faltar e não ia ter esta triste vida. Seria muito mais feliz, teria todos aqueles jogos, poderia ter um Iphone X’s Max, ténis da Gucci, teria uma mansão, seria mais popular na escola… seria tudo muito melhor. À noite, fui-me deitar. Acordei com o som de uma buzina, olhei lá para fora, por um vitral gigante, e não podia acreditar. Eu estava em Nova Iorque! Levantei-me rapidamente e fui ver a casa. Sim! Eu tinha acordado numa mansão, com piscina, jacuzzi, tudo o que eu podia imaginar. A meio do caminho encontrei uma mulher que, pelos vistos, era minha madrasta. Estive a falar um pouco com ela e contou-me que os meus pais já tinham morrido, e só me restava ela. Ao jantar, ela deixou-me a refeição em cima da mesa e, por baixo do guardanapo, estava um cartão de crédito com um bilhete a dizer “compra o que quiseres”. Foi o melhor momento da minha vida! No primeiro dia, fui a Times Square e desejei. Fiz isso a semana toda e acabei por

comprei tudo o que sempre me fartar.

Ao longo dos dias, fui sentindo falta de amor e carinho. Olhava para a rua e via a felicidade nos olhos das criancinhas a brincarem com os pais e os irmãos. - Querido, querido, acorda! Anda brincar com os teus primos! – disse a minha tia. - Sim? – respondi eu com uma voz ensonada. Acordei e estava na minha casa. Afinal de contas, tudo isto tinha sido um sonho! Aprendi que a família e os amigos são a maior riqueza que existe. Alice Guerreiro; Mariana Prudêncio e Mariana Ripper 7ºB

Oficina de Escrita 2018/2019 34


Uma canção Era uma vez uma menina chamada Celeste. Ela adorava passear pela floresta. Ouvir os pássaros a cantar, a água das cascatas a correr… para ela, tudo o que provinha da natureza era maravilhoso. Um dia, depois da escola, decidiu dar um passeio pela floresta, pensando sair de lá com a imaginação perfeita para fazer o trabalho de português. Entrou floresta dentro e estava encantada. Era tudo lindo! Enquanto caminhava, um passarinho de todas as cores pousou no seu ombro. Tinha todas as cores do arco-íris: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Roxo, e Violeta. A Celeste nunca tinha visto algo assim. Ela conhecia todo o tipo de pássaros e achou impossível haver mais. Quando o passarinho levantou voo, Celeste sentiu que queria que ela o seguisse. Então, foi exatamente o que ela fez. E com toda a razão. O passarinho levou-a a um lugar mágico, algo que nunca tinha visto. Tinha todos os animais à sua frente: esquilos, pássaros, borboletas, flamingos, cisnes, etc.… ela estava encantada e não conseguia pensar em mais nada senão em cantar. Então lembrou-se de uma música que a sua mãe lhe tinha ensinado sobre o quanto a natureza é maravilhosa. Quando começou a cantar, todos os animais se sentaram a ouvi-la: Temos de saber Que a natureza é importante Se apenas um a respeitar Não será bastante.

Um igual a um Todos igual a muito mais Devemos sempre ajudar Por exemplo, reciclar.

Quando Celeste acabou, todos os animais bateram palmas. Ela brincou muito com eles. Eram tão fofinhos que não resistiu. Quando olhou o seu relógio, viu que já era tarde. Despediu-se e o passarinho levou-a até ao local onde se conheceram. Já em casa, contou tudo à mãe, que obviamente não acreditou, mas a Celeste não se importou. Escreveu a sua história para o seu trabalho de português, apesar de toda a gente ter achado que era inventado. Teve a melhor nota pela criatividade e Celeste sentiu-se tão feliz que daí em diante todos os dias ia cumprimentar os seus novos amigos. Filipa Ferreira, 7ºD Oficina de Escrita 2018/2019 35


Sou quem sou Desde pequena que vivo de forma diferente. Vivo livremente, seguindo sempre os meus instintos. Desde pequena que vivo sempre com a minha família, comendo o que caçamos e dormindo onde conseguimos. Pois é, desde pequena que vivo com lobos. Eu não podia deixar de os notar como seres diferentes de mim, mesmo que nunca me tenham excluído por agir de forma diferente. Mesmo com a mãe sempre ao meu lado, eu sentia-me um pouco solitária. Gostava de estar, de vez em quando, separada do grupo. Gostava de sair da gruta e ir beber água do riacho sozinha, ir ouvir os pássaros a cantar e correr montes e montes sozinha. Ao olhar o meu reflexo nas águas da chuva, via um ser muito diferente da minha matilha, via uma cápsula indefesa perante os outros que escondia alguém muito forte e corajoso. Enquanto brincava com os meus amigos do grupo, começaram a gozar comigo por ser diferente. Em lágrimas, não aguentei mais e fui desabafar no colo da minha mãe. Ela não entendia o porquê de eu estar tão magoada e então revelou-me um segredo de família. Entendi que não importa de onde eu tenha vindo ou o meu passado. Entendi que tudo isso não passa de algo que agora é quase uma ilusão. Entendi que o que importa é quem somos e o que queremos ser. Levei a mão à cara para limpar as lágrimas e, sem querer, fiz um arranhão na minha face. Ganhei muita coragem e fui enfrentar os outros lobos. A cada passo que dava era como se o chão se deslocasse e me fizesse cair. Ao erguer a cabeça, era como se visse um penhasco que eu precisaria de enfrentar. Ao encarar os lobos que gozaram comigo, fiz notar o arranhão, fiz notar uma marca de presença e sobrevivência, de orgulho e dignidade. Não foi preciso dizer muitas palavras para que entendessem uma mensagem tão breve e clara como esta: “Posso agir de forma diferente, mas não deixo de ser igual a vocês, não deixo de ser eu, não deixo de ser um lobo”. Teresa de Brito 7ºD

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Interestelar Tinhas tu, Murph , 10 anos quando eu parti à descoberta de um novo planeta com vida. A minha amiga e colega Tânia, o John e o Michael foram comigo na missão. Quando parti para a NASA, vi o sofrimento nos teus olhos, mas sabia que iria voltar para te contar esta história. Já no vulcão, as coisas não foram fáceis, pensei logo em ti e no Harry.

Como te disse, 60 anos cá na Terra correspondem a 1 ano no espaço, daí a razão de eu não ter envelhecido. Demorámos cerca de um dia e nove horas a chegar ao espaço. Entrámos numa nova Galáxia, a LJ 100. Passámos por um planeta inacreditavelmente cheio de lava, outro colorido, feito de uma substância a que se chamava “slime” e outro que rodava ao contrário. Lembreime logo de ti, que adoravas explorar as coisas anormais, ou seja, anomalias. Por fim, chegámos a um planeta que tinhas características parecidas com as da Terra, logo decidimos explorá-lo. A aterragem foi bastante complicada e, infelizmente, a nave danificou-se. Ficámos em pânico, pois desse modo não conseguiríamos voltar para a Terra. A nossa sorte foi mesmo o planeta permitir a existência de vida. Fizemos vários testes e tentámos arranjar a nave o mais depressa possível. A Tânia encarregou-se de estudar o planeta enquanto eu, o John e o Michael tentávamos arranjar a nave. Conseguimos voltar passado um ano lá e sessenta cá. Eu fui reconhecida pela NASA como Megui Johnson, a mulher interestelar. Laura Morgado 7ºF

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CONCLUSÃO

Os textos apresentados nesta publicação são o resultado de um trabalho colaborativo, que imprimiu uma dinâmica positiva e diferenciada nas aulas de português nas turmas do 7º ano de escolaridade. Contudo, face aos objetivos planificados para a Oficina de Escrita, as professoras envolvidas constataram que o produto final ficou aquém das expectativas delineadas, uma vez que o tempo útil para a sua consecução foi escasso, contando apenas com 90 minutos quinzenais por turma, interrompidos pela realização das semanas multidisciplinares, pelas atividades de avaliação e visitas de estudo. Não obstante a resistência que os alunos manifestam relativamente à escrita, consideramos que os incentivámos, através da criatividade, a estruturar melhor as suas produções textuais.

Maria Luzia Carapeto Olga Afonso Paula Ramos

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Profile for Olga Afonso

Oficina de escrita  

Coletânea de textos escritos pelos alunos de 7º ano 2018/19

Oficina de escrita  

Coletânea de textos escritos pelos alunos de 7º ano 2018/19

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