Page 1

Oleiros Magazine

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

www.oleirosmagazine.com

Jornal do Concelho de Oleiros • Directora: Daniela Silva • Edição e propriedade: RVJ - Editores, Lda • Periodicidade: Trimestral www.rvj.pt • Dezembro 2011 • nº41 • Ano XI • Preço: 1 Euro

Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico. Autorização n.º 0852209GRC

Estrada para a Sertã pronta no final de 2012 Pág. 3

Deseja-lhe Boas Festas

Montanhas de Oleiros guardam arte rupestre Oleiros assinalou o Dia Internacional das Montanhas com visitas guiadas às serras do concelho. A arte rupestre foi um dos atractivos.

Câmara quer requalificar jardim público de Oleiros Pág. 5

Empresa quer encontrar ouro nas serras do concelho

Junta anima comércio local

Pág. 6

orvalho

Gaio canta Janeiras Pág. 14

Pág. 5

Sarnadas faz festa e procissão em dia de S. Simão Pág. 9 publicidade

oleiros

Ministério da economia já autorizou

estreito

Ginástica para todas as idades Pág. 3

Pág. 8

Deseja-lhe Feliz Natal e Próspero Ano Novo

RVJ - Editores

Pirotecnia faz finais de ano em África

Pág. 4


2

Oleiros Magazine

Publicidade

Dezembro de 2011


Destaque

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

Editorial

Estrada para a Sertã

O interior também conta

Pronta no final de 2012

O próximo ano avizinha-se como um dos mais difíceis da nossa democracia, em termos económicos e sociais, com prejuízos agravados para quem vive no interior do país. As crises económicas têm o condão de poder trazer novas oportunidades. Mas para que isso seja feito é necessário que sejam implementadas políticas sérias e honestas, tendo em conta o território no seu todo e a especificidade de cada região, de cada concelho. Significa isto que o interior do país deve merecer uma atenção redobrada de quem decide. Todas as políticas que sejam publicitadas no sentido de se afirmar que é para poupar dinheiro são bem vistas pela população. Acontece que, muitas vezes, nem sequer se fazem contas à diferença entre o custo e o benefício para as populações, prevalecendo o argumento de que se tem que poupar. Um exemplo muito concreto dessa situação é o projecto que o Governo tem de extinguir freguesias que, no caso de Oleiros atingiria, a concretizar-se, pelo menos duas (Amieira e Vilar Barroco). Mas afinal qual é o prejuízo que as freguesias do concelho de Oleiros dão ao país? Muito provavelmente, nenhum. Aliás o encerramento de juntas de freguesia iria obrigar à existência de funcionários públicos nessas localidades, de forma a darem resposta aos serviços prestados à população. Uma mudança que sairia mais cara e que não garantiria o mesmo serviço às pessoas. Estamos a falar de um concelho bastante envelhecido onde, cada dia que passa, as pessoas necessitam de mais apoio. E as juntas de freguesia garantem muito desse apoio. São a segurança que resta a muitos cidadãos. E o país faz-se com as pessoas e não contra elas. Criar oportunidades a partir de uma crise não passa seguramente por isto. Passa por demonstrar às pessoas que há caminhos que podem ser percorridos e que há outras maneiras de os percorrer. Oleiros tem pela frente desafios importantes. Tem também em curso obras importantes como a estrada entre Oleiros e a Sertã, e a construção de diversas infra-estruturas. O Município de Oleiros foi dos que a nível nacional conseguiu melhores taxas de execução dos projectos a que se candidatou. Significa isto que no nosso concelho há bons exemplos de gestão e perseverança, de quem acredita que no interior do país pode estar muito do seu sucesso. A todos um feliz Natal e um próspero ano novo. A direcção

A Ascendi, concessionária da Estradas do Pinhal Interior Sul, pretende concluir a construção da nova estrada entre Oleiros e a Sertã no final de 2012. As obras estão a decorrer em bom ritmo na freguesia do Mosteiro e quando estiver concluída aquela ligação encurtará o tempo de viagens entre as duas sedes de concelho de 40 para 20 minutos. Como o Oleiros Magazine já tinha anunciado, em primeira mão, a nova estrada terá um perfil de itinerário complementar. Apresenta, por isso, vias próprias para a circulação de veículos lentos. Segundo apurámos, a partir de Março, as obras decorrerão 24 horas por dia, de modo a que a estrada esteja pronta no final do próximo ano. José Marques, presidente da Câmara de Oleiros, mostra-se satisfeito com o decorrer das obras. Em declarações ao nosso jornal, revela que “com a conclusão daquela ligação todas as infra-estruturas rodoviárias, com excepção de uma nova estrada para a capital de distrito, ficam concluídas até ao final do meu mandato”. Ainda no âmbito da construção da nova estrada entre Oleiros e a Sertã, a Câmara de Oleiros so-

3

As obras decorrem a bom ritmo

licitou à Estrada de Portugal que o troço entre os semáforos situados à entrada da vila e o bairro das Salinas (antiga estrada nacio-

nal) volte de novo para a tutela das Estradas de Portugal, fazendo assim parte da Concessão Pinhal Interior.

A nova estrada é aguardada há mais de uma década pelos oleirenses, vai aproximar o concelho ao IC8 e ao litoral do país.

Prospecção pode começar em breve

Oleiros com ouro para explorar A prospecção de ouro e prata poderá começar a curto prazo no concelho de Oleiros, através da empresa Minaport – Minas de Portugal. Esta prospecção resulta de protocolos assinados entre o Ministério da Economia e diversas empresas do sector para prospecção e exploração de minério em Portugal. A Minaport pretende intervir em duas áreas geográficas. A principal área de prospecção abrange para além do concelho de Oleiros, os de Castelo Branco, Proença-aNova e Vila Velha de Ródão. Para além dessa zona, será feita prospecção numa outra área do concelho de Oleiros, numa zona que faz fronteira com os concelhos do Fundão e Pampilhosa da Serra. José Marques, presidente da Câmara de Oleiros, “diz que caso se confirme a prospecção e, numa fase posterior, a exploração, o concelho sairá beneficiado. Esses investimentos criarão riqueza e garantirão mais postos de trabalho”.

As áreas onde vai ser feita a propecção

A importância do sector mineiro em Portugal e a valorização

que determinados minérios estão a ter nas cotações internacionais

levou a que no último ano aumentasse o número de pedidos de prospecção e exploração. O ministro da Economia, Álvaro Pereira, sublinhou que a aposta nesses “recursos muito valiosos terão um impacto nas regiões onde serão desenvolvidos, trazendo “novas e melhores condições de vida para as populações”. Álvaro Pereira considera que o sector mineiro pode assumir-se como um motor para o desenvolvimento económico e das regiões, destacando que o Governo está interessado “em agilizar investimentos”. Para o Ministro da Economia, “o sector mineiro é um dos motores da reforma económica em que estamos apostados e que permite a criação de postos de trabalho, e aumento da receita fiscal. Além disso, tem impacto nas exportações e reduz a dependência de matérias-primas que vêm de fora, numa altura em que os preços têm vindo a subir”.


4

Oleiros Magazine

Destaque

Dezembro de 2011

No tempo em que o Volfrâmio saía do concelho

Montanhas de Oleiros, uma riqueza para descobrir

O Município de Oleiros, em parceria com o Geopark Naturtejo, assinalou pelo segundo ano consecutivo, a 11 de Dezembro, o Dia Internacional das Montanhas. Uma iniciativa que permitiu aos participantes perceberem a importância das montanhas de Oleiros e daquilo que elas representaram no passado para a população do concelho. Com o tema “Entre paisagens ricas de antiguidade e as riquezas das entranhas da Terra”, a iniciativa permitiu recordar as misteriosas montanhas de Oleiros, onde nasceu o Padre António de Andrade, “escalador dos Himalaias e descobridor do Tibete”, em 1581. As actividades iniciaram-se no Posto de Turismo de Oleiros com uma pequena sessão de esclarecimento sobre a “Arqueologia nas Montanhas de Oleiros”. João Caninas, arqueólogo da Associação de Estudos de Alto Tejo deu o mote para uma palestra complementada por uma visita guiada a um dos locais do Concelho de Oleiros onde a arte rupestre marca presença. Facto que demonstra a ocupação antiga da região, cujos achados recentes na Serra Vermelha remontam há cerca de 5000 anos. Junto à estátua dedicada ao padre António de Andrade, houve ainda um momento de homenagem, num período em que a RTP acaba de emitir um documentário sobre a viagem deste jesuíta, difundindo a nível nacional a chegada do “ primeiro europeu ao tecto do mundo”. Recorde-se que esta figura inspirou a criação da Rota da Montanha, anunciada no ano passado, por ocasião da celebração do Dia Internacional das Montanhas e da qual nasceu um interessante mapa turístico do concelho de Oleiros que se encontra acessível no Posto de Turismo Municipal. As montanhas de Oleiros guardam também as “Memórias do Volfrâmio” explorado nas Minas das Fragas do Cavalo,

tendo sido feita a visita à paisagem profundamente marcada pelas escombreiras e pelas galerias e poços mineiros abandonados. Neste âmbito foi lançado o folheto “Património Geomineiro de Oleiros”, uma ferramenta que apresenta aos visitantes e turistas uma nova potencialidade do concelho de Oleiros, que está a ser actualmente alvo de estudo aprofundado pela equipa do Geopark Naturtejo, em estreita colaboração com o Município de Oleiros e com a comunidade local. A realidade dos tempos do volfrâmio na região na primeira metade do século XX está a desvanecer-se mas a “Febre do Ouro

Negro”, na qual toda esta região esteve envolvida, faz parte da História Universal e não pode ser esquecida devendo mesmo ser valorizada. O almoço “Sabores da Montanha” permitiu saborear alguns dos paladares de Oleiros, não faltando a inolvidável sopa de castanha, o queijo de cabra, o tradicional maranho, as filhós e as papas de carolo, assim como o histórico vinho Calum ou o tradicional chá de carqueja. O Natal na Montanha ficou também marcado pelo concerto Clássicos de Natal na Igreja Matriz de Oleiros, pela Orquestra Típica Albicastrense.

Concerto de Natal

Igreja de Oleiros recebe OTA A Orquestra Típica Albicastrense realizou, no passado dia 11 de Dezembro, na Igreja Matriz de Oleiros, o Concerto “Clássicos de Natal”. A Igreja do século XVI, monumento de importância nacional, esteve repleta por um público entusiasmado pelos temas natalícios tradicionais portugueses e do Mundo. No adro da Igreja, os participantes puderam ainda contemplar um exemplar da floresta notável autóctone de Portugal, o Freixo do Adro, um Monumento Vivo de Oleiros que faz parte da Rota de Árvores Monumentais, criada no âmbito do Ano Internacional das Florestas. O concerto esteve integrado nas comemorações de Natal daquela vila e foi promovido pela Câmara de Oleiros, com o apoio da Paróquia local. A Orquestra Típica Albicastrense é um dos principais grupos do distrito, sendo dirigida pelo maestro Carlos Salvado. O concerto, de uma hora, mostrou clássicos de Natal da Beira Baixa, do Alentejo e do mundo.

Deseja-lhe Boas Festas


Concelho

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

5

No centro cívico de Oleiros

breves

Jardim público requalificado

Candidatura aprovada

Álvaro ganha cais

A candidatura efectuada pela Câmara de Oleiros ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (Provere) para a construção de um cais fluvial em Álvaro foi aprovada. O investimento ronda os 70 mil euros e a nova estrutura é tida como importante para a promoção do turismo e actividades desportivas na albufeira de Álvaro.

A obra deverá avançar ainda este ano, e para além do novo cais flutuante poderão ser adquiridas também gaivotas e pequenas canoas para recreio. Recorde-se que esta era uma obra que a autarquia de Oleiros já tinha prometido à freguesia, sendo que a mesma se realizaria caso o financiamento do Provere não fosse aprovado.

A Câmara de Oleiros pretende apresentar uma candidatura a fundos comunitários para a requalificação do jardim público situado em frente aos Paços do Concelho. O projecto da intervenção já está a ser efectuado pela empresa JJCSA. De acordo com o documento prévio a que tivemos acesso, “com a intervenção pretende-se criar um jardim e um edifício com aspecto funcional, dentro duma envolvente com aspecto contemporâneo, de linhas simples e sóbrias dentro da linguagem do espaço envolvente à Câmara Municipal, objecto de intervenção recente”. Uma das novidades daquele espaço poderá ser a construção de uma pequena cafetaria “com uma estrutura de madeira à vista e uma esplanada, bem como a remodelação do coreto existente”. O presidente da autarquia garante que a obra avançará caso a candidatura seja aprovada. José Marques participou, este mês, numa reunião com os responsáveis do Programa Mais Centro, onde

foram referidos os concelhos com maiores taxas de execução das obras com candidaturas aprovadas. “O nosso concelho é um dos que possui uma das maiores taxas da Comunidade Médio Tejo/Pinhal Interior Sul”, disse. Como há muitos municípios com taxas de execução baixas e sem meios para concretizarem pro-

jectos, vão ser abertas novas candidaturas para as autarquias que tenham essa capacidade, como é o caso da de Oleiros. “Além da requalificação do jardim, queremos candidatar a construção de um pavilhão multiusos para o Hotel de Santa Margarida, destinado à realização de eventos”, disse José Marques.

a partir de oleiros

Teatro para o Distrito

A peça de teatro produzida pela equipa da Biblioteca Municipal de Oleiros (BMO) “Sementes Mágicas: o Medronho e a Castanha” está a percorrer o Distrito de Castelo Branco. Após uma actuação em Penamacor, no passado dia

8 de Novembro, a equipa da BMO levou a peça ao palco da Biblioteca Municipal de Vila de Rei, no passado dia 7 de Dezembro. Recorde-se que esta peça resulta de um trabalho de equipa que começa assim a sua digressão além fronteiras.

Finais de ano

Pirotecnia na Costa do Marfim

Oleiros

Iluminação de Natal

A vila de Oleiros já tem a funcionar a iluminação de Natal. Este ano a autarquia optou por uma iluminação diferente e concentra-

da nas principais artérias da vila. A iluminação foi ligada no dia 8 e irá estar a funcionar até ao dia de Reis.

A Pirotecnia Oleirense, através do Grupo Luso Pirotecnia, vai realizar um espectáculo de final de ano em Habijan, capital da Costa do Marfim. Isso mesmo apurou o Oleiros Magazine junto de João Paulo Ribeiro, responsável da Luso Pirotecnia e da Pirotecnia Oleirense. João Paulo Ribeiro referiu ainda que no continente africano a

Luso Pirotecnia realizará ainda um espectáculo de final de ano em Dakar, no Senegal. No que respeita a espectáculos de final de ano, a Luso Pirotecnia e a Pirotecnia Oleirense marcarão presença nos principais eventos nacionais, com destaque para Lisboa (Parque das Nações, Albufeira, Almada, Viseu e Caldas da Rainha.

Oleiros também terá um espectáculo de final de ano, o qual tradicionalmente é visto por milhares de pessoas. Recorde-se que a Luso Pirotecnia Oleirense tem conquistado vários prémios internacionais, sendo neste momento um dos grupos pirotécnicos mais conceituados no mundo.


6

Oleiros

Oleiros Magazine

Dezembro de 2011

Concurso tem o apoio do Oleiros Magazine

Junta premeia árvores e montras A Junta de Freguesia de Oleiros está a promover o 1º Concurso de Árvores de Natal e o 1º Concurso de Montras de Oleiros. No total encontram-se a participar na iniciativa cerca de 30 montras de diferentes entidades, e 17 árvores de natal (expostas na sede da autarquia). O concurso tem o apoio do Oleiros Magazine e no entender do presidente da Junta de Freguesia, Alfredo Martins, a “iniciativa está a ultrapassar as expectativas”. O objectivo passa por dinamizar “o comércio tradicional da vila e, ao mesmo tempo, promover o espírito natalício. Para o comércio local a iniciativa é muito boa. A própria afluência de público à exposição de árvores de Natal levou-nos a ter a sede da Junta de Freguesia aberta também aos fins-de-semana, entre as 10 e as 12 horas e entre as 14 e as 17 horas”. As árvores a concurso estão identificadas por um pseudónimo. De acordo com o regulamento, o júri terá em conta aspectos como a criatividade, os tipos de materiais utilizados e a memória descritiva. Participam no concurso de árvores de Natal diversas instituições como o Rancho de Oleiros, Filarmónica Oleirense, casa do Benfica, Pinhal Total, ARCO, Juve

breves

oleiros

Alunos de Oleiros visitam a Valnor

Alfredo Martins junto à exposição das árvores de Natal

Bombeiro, Jardim de Infância e Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade. Já o concurso é aberto a todos os comerciantes com estabelecimentos abertos na freguesia. O júri terá em conta a originalidade e criatividade, harmonia e estética do conjunto, as cores e os materiais utilizados.

Em ambos os concursos os prémios são de 150 euros para os primeiros lugares, 100 euros para os segundos, e 50 euros para os terceiros. O Oleiros Magazine associa-se à iniciativa e atribui um troféu aos primeiros classificados de cada um dos concursos. Alfredo Martins revelou ao Oleiros Magazine que durante o

próximo ano serão realizadas várias actividades na nova sede da Junta de Freguesia. Uma das que está a ser preparada será a exposição de fotografias de antigos militares da freguesia que defenderam Portugal na antiga guerra colonial. Uma iniciativa que terá também o apoio do Oleiros Magazine.

Um grupo de 24 alunos do 4.º ano da Escola Básica de Oleiros visitou, no passado dia 28 de Novembro, o Centro Integrado de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos da Valnor, em Avis. A iniciativa promovida pela Câmara de Oleiros teve por objectivo incentivar os alunos para a prática da reciclagem, vendo in loco o encaminhamento dos resíduos que separam nas suas casas, assim como a forma como estes são valorizados. As crianças puderam ainda visitar a secção de compostagem e de produção de biodiesel a partir dos óleos alimentares usados.


Concelho

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

7

Oleiros desafia jovens

BREVES

Ideias inovadoras a concurso

Paulo Júlio, secretário de Estado da Administração Local, com os autarcas de Oleiros

Autarcas alertam para

Perigos do fim de freguesias A Comunidade Inter-municipal do Pinhal Interior Sul (CIPIS) que congrega os concelhos da Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei alertou o Secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, sobre os perigos da diminuição do número de freguesias naquele território. José Marques, presidente da CIPIS e da Câmara de Oleiros, aproveitou a cerimónia que assinalou o Dia da Comunidade (que decorreu na passada sexta-feira, em Vila de Rei) para abordar junto daquele membro do Governo a questão. O autarca espera que o Documento Verde da reforma administrativa não venha a contribuir ainda mais para o esvaziamento destes territórios. “Não podemos deixar de alertar para a aplicação dos critérios no que se refere à reestruturação no número de freguesias. Numa lógica de bom senso devemos avaliar caso a caso. Este é um território marcado pela difícil topografia, o que dificulta os acessos das populações (na sua maioria envelhecidas e dispersas)”. No entender de José Marques, “a aplicação de alguns critérios definidos nesse documento leva a que se inviabilizem algumas das freguesias actuais, o que poderá contribuir para o isolamento dos seus habitantes”. O autarca vai mais longe e defende que “deveria haver mais benefícios para quem vive no interior, garantindo a manutenção dos recursos naturais enquanto bem comum, a humanização do território e a preservação da sua identidade”. O autarca lembrou o potencial da região, a qual tem a floresta como uma das alavancas para o seu desenvolvimento. José Marques recordou ainda que também o turismo é um

sector importante, no qual importa fazer um trabalho em conjunto, para que se possa criar um modelo complementar. Paulo Júlio acabou por não se referir ao Documento Verde, optando por explicar a reforma em curso da administração local. E num discurso, já não tanto pedagógico como há quatro meses atrás, veio mostrar que será possível trabalhar o inter-municipalismo para além dos fundos comunitários. Para tal está em curso um estudo a levar a cabo por duas comunidades intermunicipais e que vão delinear as bases do reforço importância destas instituições no futuro próximo. Um trabalho que tem por missão libertar recursos individuais dando competências às comunidades inter-municipais que antes eram da inteira responsabilidade de cada município. Aquele membro do Governo não quer que o poder central continue a despejar competências mas sim a descentralizar ao invés do que tem acontecido até aqui. No que toca ao combate ao esvaziamento do território é preciso trabalhar na fixação de população porque de outra maneira não é possível segurar os mais novos e por isso o secretário de estado lançou mais uma vez o desafio de se investir em boas políticas como algumas que já são levadas a cabo a nível concelhio, transpondoas agora para uma escala maior. A cerimónia serviu ainda para distinguir os jovens que participaram nas actividades desportivas desenvolvidas no âmbito do Dia da Comunidade. Luís Biscaia (Rádio Condestável)

A Câmara de Oleiros tem em curso o concurso de ideias “Empreendedorismo 2011”, no âmbito da estratégia desenvolvida pela Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Sul (CIMPIS). O concurso pretende desenvolver o espírito empreendedor da população em geral, contribuindo para a promoção do desenvolvimento e dinamismo locais. Segundo a autarquia, com esta iniciativa pretende-se valorizar o potencial do concelho, fomentando a criação de uma nova dinâmica, imagem, produtos e serviços, ao mesmo tempo que se pretende promover e apoiar uma cultura empreendedora no concelho de Oleiros. Em nota enviada à Comunicação Social, a Câmara revela que podem participar no concurso todos os que completem 18 anos até ao dia 31 de Janeiro de 2011, in-

dividualmente ou em grupo, bem como pessoas colectivas; tendo estes que ter por objectivo a exploração da ideia ou conceito de negócio. As candidaturas podem ser individuais ou apresentadas por equipas até cinco elementos de promotores da ideia apresentada a concurso, em que pelo menos dois dos seus elementos sejam jovens em frequência do ensino superior ou recém licenciados à procura de primeiro emprego. A formalização das candidaturas a concurso será efectuada através do preenchimento do Formulário de Candidatura, o qual pode ser obtido no site da autarquia (www.cm-oleiros.pt), e do envio do Curriculum Vitae do(s) promotore(s) da ideia a concurso. As inscrições estão abertas até ao próximo dia 31 de Janeiro de 2012.

O concurso, para além da atribuição de prémios para as três melhores ideias concorrentes, contempla ainda a possibilidade de concessão de apoios para a concretização dos projectos mais inovadores e originais. São admitidas para concurso quaisquer ideias e projectos que potenciem o incremento de novas perspectivas de negócio, focando as mais diversas fileiras, tais como indústria, energia, serviços, comércio, turismo, inovação, entre outros. Do mesmo modo, os projectos podem estar associados a uma ou mais temática envolvendo, por exemplo: novos produtos, serviços e tecnologias; marketing; comunicação; imagem, gestão comercialização; rotas e itinerários; qualidade; história; cultura; planeamento e ordenamento do território; ambiente; desporto; energia ou cooperação.

joão bártolo

Novo presidente da Generg João Bártolo é o novo presidente do Conselho de Administração da Generg SGPS, sucedendo no cargo a Carlos Monjardino, que nos últimos nove anos liderou o grupo. O conselho de Administração da Generg, passa a assim a ter a seguinte composição: João Bártolo (presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva), Hélder Serranho, Luís Guimarães (ambos vogais executivos), Carlos

Pimenta, Brandão Pinto, Yves Jourdain, Grzegorz Górski e António Gaivão (vogais não executivos). João Bártolo que tem sido um dos impulsionadores dos fortes investimentos da energia eólica no interior do país, com destaque para o concelho de Oleiros, onde implementou o Parque Eólico do Pinhal Interior. João Bártolo mantém ainda as funções de presidente da Comissão Executiva da Generg.

Pelo Ministério

ZIF da Madeirã constituída O Ministério da Agricultura acaba de criar a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) da Madeirã. A ZIF tem uma área de dois mil 722 hectares, os quais englobam prédios rústicos nas freguesias de Madeirã e Pedrógão Pequeno. O Ministério da Agricultura revela que a ZIF da Madeirã é assegurada pela Associação dos Produtores Florestais de Alvelos e Muradal.

Deseja Boas Festas a todos os clientes e amigos Deseja-lhe Boas Festas

Boas Festas


8

Freguesias

Oleiros Magazine

Estreito

BREVES

Ginástica para todos A Junta de Freguesia de Estreito está a promover uma actividade que pretende pôr a freguesia a praticar exercício físico. Duas vezes por semana decorrem aulas de ginástica para idosos e de aeróbica, no Pavilhão João Dias. Com inscrições gratuitas, estas actividades são asseguradas por um técnico qualificado e têm tido bastante adesão. As aulas começaram a ser ministradas no início do mês e o balanço para já é positivo. Eugénio Alves, presidente da Junta, refere que “deste modo a Junta garante que todos tenham acesso à prática do desporto, de forma gratuita, fomentando hábitos de vida saudáveis e melhor qualidade de vida”. Para além daquelas duas aulas, a iniciativa integra uma outra sessão no Lar do Estreito, também ministrada pelo técnico Filipe Henriques. Recorde-se que a aposta da Junta de Freguesia na promoção do desporto de manutenção não é nova. Este ano a Freguesia ofereceu coletes reflectores a todos os que realizam caminhadas, de forma a que possam caminhar nas estradas em segurança. Para além disso, tem dado o seu apoio aos percursos pedestres da freguesia,

Dezembro de 2011

bem como a outras actividades desportivas. O autarca sublinha que “a nossa estratégia de desenvolvimento passa pelo turismo. Além do Museu da Montanha, iremos construir um cais na albufeira de Álvaro e pretendemos inserir a aldeia da Isna na rede das Aldeias de Xisto”, disse. A nova Rota da Montanha apresentada no passado dia 12, consiste numa rota viária cujo itinerário contempla a passagem pelos geomonumentos de Oleiros, num percurso amplo que abrange outros pontos de interesse turístico

do concelho. A nova rota vai integrar as Rotas Naturtejo 2011 e, futuramente, a Rede de Museus de Montanha. Para já foi criado um novo pacote turístico, com a duração de 3 dias/2 noites e de 10 a 12 de Dezembro, em que os participantes poderão conhecer as paisagens, as tradições e os encantos destas montanhas, num programa recheado de experiências. Afinal, o cimo das montanhas de hoje foi outrora fundo de oceanos repletos de vida que registaram a história dos últimos 600 milhões de anos.

estreito

Novo estradão para Isna Os técnicos da Câmara de Oleiros estão já a fazer o levantamento topográfico para a construção de um estradão, em terra batida, com 7 metros de largo, entre o Estreito e a Isna. Eugénio Alves, presidente da Junta de Freguesia, explica ao Oleiros Magazine, que a construção daquela via é bastante importante, “pois coloca-nos mais perto do IC8. Actualmente temos que ir a Oleiros e depois à EN351 para podermos aceder àquele itinerário complementar, num total de 28 quilómetros. Com este novo caminho apenas teremos que percorrer 7 quilómetros”. O autarca lembra que a abertura da estrada é uma ambição antiga da Freguesia que a Câmara tornará realidade. “Estamos já a contactar com os proprietários dos terrenos, pois queremos que a estrada fique com sete metros de

Eugénio Alves

largura”, diz. Para já a estrada ficará em terra batida, mas no futuro poderá vir a ser alcatroada. Outra ligação que poderá ser melhorada une o Estreito ao Vilar. O plano de actividades da Câmara de Oleiros prevê o alcatroamento da via.

Vilar Barroco

Melhores caminhos A Junta de Freguesia de Vilar Barroco já concluiu a obra de colocação de manilhas em caminhos rurais de Vilarinho, para facilitar o escoamento de águas pluviais. A obra custou cerca de 5000 euros. Os materiais foram oferecidos pela Câmara de Oleiros, enquanto a Jun-

ta pagou a mão-de-obra. O presidente da Junta, Manuel Costa, está agora empenhado em que sejam feitas duas obras na freguesia, designadamente a recuperação do telhado do pavilhão desportivo e a remodelação do telhado do edifício da escola.

Estreito

Natal dá prémios Pelo quinto ano consecutivo, a Junta de Freguesia de Estreito está a realizar o concurso de melhores enfeites e iluminações de Natal. As inscrições são gratuitas e os prémios variam entre os 100 euros para o primeiro classificado e os 50 euros para segundo e terceiros lugares. Este ano o Oleiros Magazine também se associou à iniciativa e oferece uma assinatura anual do nosso jornal aos primeiros três classificados. Como manda a tradição, também a freguesia está a ser ilumi-

Estreito

nada. Este ano, e em tempos de crise, a autarquia optou por uma iluminação de Natal mais amiga do ambiente, colocando luzes apenas na sede da Junta e na antiga torre do Estreito. Almoço de Natal Como também já é tradição, a Junta de Freguesia promoveu um almoço de Natal convívio com todas as crianças do jardim de infância e da escola do 1º ciclo, professores e funcionários. O almoço decorreu no passado dia 16, no Estreito.

Obras na Junta O edifício da Junta de Freguesia do Estreito encontra-se em obras de requalificação. A intervenção está a ser feita ao nível do telhado, pinturas, e da

substituição do piso, janelas e persianas. Aquele imóvel já com cerca de 20 anos nunca tinha tido uma intervenção de fundo. As obras de-

verão estar concluídas no final de Janeiro. A requalificação do edifício está a cargo da Câmara de Oleiros e integra ainda a construção de sanitários para deficientes.

Boas Festas


Freguesias

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

breves mosteiro

Calçadas recuperadas A Câmara de Oleiros está a proceder à recuperação de calçadas na freguesia de Mosteiro, designadamente na sede de freguesia, em Roqueirinho e Vale do Souto. Os trabalhos iniciaram este mês e estarão concluídos em Fevereiro próximo.

s.simão

Casais faz almoço Um grupo de casais naturais da Silvosa, Vinha e Cardosa (freguesia de Sarnadas de S. Simão) reuniu-se, no passado dia 22 de Outubro, para assinalar o dia de São Simão, padroeiro da Freguesia. A iniciativa decorreu num restaurante em Castelo Branco, e envolveu diversas actividades ao longo do dia, como jogos tradicionais, uma sessão de fados, música (harmónio) e um bailarico. No final ainda houve tempo para se degustar um bolo comemorativo do evento e de aniversário de um dos presentes.

Álvaro

Casa de convívio avança As obras de transformação do edifício do antigo lavadouro em casa de convívio continuam em bom ritmo na freguesia de Álvaro. Os materiais são fornecidos pela Câmara de Oleiros e a mão-deobra é paga pela Junta de Freguesia. De acordo com o presidente da Junta, António Antunes Correia, as obras deverão estar concluídas em meados de 2012. Recorde-se que a Junta já realizou uma obra semelhante em Sarnadas, criando um espaço que tem sido muito usado pela população.

Festa de São Simão em Sarnadas

Até o tempo ajudou em Dia de São Simão Dezenas de pessoas acorreram este ano à localidade de Sarnadas de São Simão para participar na santa missa e procissão em honra do patrono da freguesia. O tempo ajudou e o domingo, 30 de Outubro, fica na história da freguesia que recuperou esta tradição velha de anos. Após a missa das 10h30, a localidade foi percorrida por dezenas de populares numa procissão inédita, pois este ano contou com a presença da Sociedade Filarmónica Oleirense, o que abrilhantou o retomar de uma romaria que foi o principal evento público da freguesia ao longo da sua história. Na parte da tarde, os muitos populares, entre eles muitos visitantes que retornaram à localidade propositadamente, reuniram-se no pavilhão gimnodesportivo, onde teve lugar um lanche. A festa foi animada com a presença do popular acordeonista Carlos Agostinho, de Cardosa. Muitos dos presentes referiram que seria interessante começar a organizar este romaria com maior regularidade, ainda que fosse em detrimento da festa de Verão. Para o ano está assumido que a romaria de

São Simão será de novo organizada. Ano Novo No Pavilhão A passagem de ano vai ter festa rija em Sarnadas de São Simão. As inscrições para a festa estão a ser recolhidas por António Januário, que promete uma festa a sério no pavilhão gimnodesportivo. Os interessados devem informar o mais depressa possível para que o Mestre Manuel Simão possa preparar as iguarias com a qualidade a que já habituou em muitos locais de Portugal. De referir que este convívio está aberto a toda a população.

Deseja-lhe Boas Festas Deseja-lhe um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo

9


Freguesias

10 Oleiros Magazine

ISNA

Dezembro de 2011

BREVES

EDP faz nova linha A EDP Distribuição acaba de concluir uma nova linha para abastecimento à freguesia da Isna, localidade do concelho de Oleiros. Segundo a EDP, “esta nova saída da subestação (SE) de Oleiros, cuja linha beneficiou do aumento da secção de 30 para 90 mm2, teve um custo na ordem dos 65 mil Euros e contribui, significativamente, para a melhoria da qualidade do serviço prestado pela EDP Distribuição à zona de Isna”. Recorde-se que até ao momento aquela zona era alimentada através de uma linha antiga e sujeita a condições climatéricas muito adversas, pelo que era urgente a sua substituição. Em comunicado enviado ao Oleiros Magazine, a EDP Distribuição explica que, por isso, foi feita a “substituição dessa mesma linha por uma outra, integralmente nova, com a aplicação de uma tecnologia muito mais recente e cujas potencialidades asseguram uma maior e melhor capacidade de resposta às previsíveis intem-

150 pessoas

Roqueiro com magusto A associação União Roqueiro realizou, em Novembro, o seu tradicional magusto, num evento que reuniu 150 pessoas na sede da colectividade. Para além do almoço, a iniciativa integrou a tradicional prova de vinhos e claro está o magusto, onde as castanhas assadas foram péries e, consequentemente, às necessidades da população”. Esta intervenção além da melhorar a distribuição de energia à

acompanhadas com música popular a cargo dos Seca Adegas. Depois veio o caldo verde e uma sardinhada. A festa decorreu na antiga escola primária, hoje sede da associação, a qual irá ser ampliada com o arranjo de uma segunda sala.

freguesia da Isna, permite dar uma melhor capacidade de “resposta de alimentação de energia eléctrica à vila de Oleiros”.

Exposição Oleiros Magazine

Magazine no Sobral e Orvalho A exposição Oleiros: Uma década de Magazine tem estado a percorrer as diversas freguesias do concelho de Oleiros. A mostra que retrata o concelho de Oleiros de acordo com as páginas do jornal Oleiros Magazine. No passado mês de Novembro a exposição esteve no Sobral, seguindo durante o mês de Dezembro e Janeiro para o Orvalho. No Orvalho, a exposição será inaugurada no dia 23, pelas 15H30, na sede da Junta de Freguesia. A entrada é gratuita. A mostra é composta por vários painéis com as notícias, reportagens e entrevistas publicadas no Oleiros Magazine durante os últimos 10 anos. A exposição já esteve patente em Oleiros, Estreito, Sarnadas de S. Simão, Vilar Barroco, Álvaro, Cambas e Sobral. Durante o próximo ano a mostra percorrerá as restantes freguesias. A promoção desta exposição está a cargo da RVJ – Editores, empresa proprietária do Oleiros Magazine e conta com os apoios da Câmara de Oleiros e das diferentes Juntas de Freguesia.

Vilar Barroco

Póvoa de Cambas em festa A Associação “Os Amigos da Póvoa de Cambas” realizou, no passado dia 12 de Novembro, o seu tradicional magusto. A inicia-

tiva decorreu na sua sede social, a antiga escola primária da localidade. Participaram no magusto associados e amigos da colectividade.

Em magusto

Sobral reúne povo A Junta de Freguesia de Sobral e a Comissão de Festas promoveram, em Novembro, mais uma edição do tradicional magusto. A iniciativa reuniu mais de 100 convivas e para além do almoço convívio, a festa prosseguiu

tarde dentro e integrou a inauguração da exposição Oleiros: Uma década de Magazine. Uma mostra da responsabilidade do Oleiros Magazine, que esteve patente na sede da Junta até ao início deste mês.


Actualidade

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine 11

BREVES Álvaro

Pelos caminhos de Xisto

O ciclo de percursos pedestres “A pé pelos Caminhos do Xisto” promovido pela ADXTur, em parceria com os vários parceiros locais, decorreu com a realização de mais dois percursos pedestres nos passados dias 25 de Setembro e 23 de Outubro, no qual a empresa Waypoint é a principal impulsionadora, sob a coordenação dos vários parceiros da Rede das Aldeias do Xisto, como é o caso do Município de Oleiros e da Junta de Freguesia de Álvaro. Trata-se dos Caminhos do Xisto de Álvaro “Mui nobre villa” e “Pelos Meandros do Zêzere”, os quais se desenvolvem na envolvência daquela histórica villa que outrora já foi sede de concelho. Por este motivo, em sinal da nobreza e importância da terra, o casario evidencia a alvura da cal sobre o xisto, facto que faz com que esta emblemática Aldeia do Xisto integre

O Rancho de Oleiros marcou presença na iniciativa

Produtos locais o conjunto das chamadas “aldeias brancas” que integram a Rede.

Jardim de Infância - Oleiros

Obras a bom ritmo

Iniciadas no passado mês de Junho, decorrem a bom ritmo, as obras de construção do edifício destinado ao novo Jardim-deinfância de Oleiros, sendo que, o prazo para a sua conclusão é de 10 meses. Concurso Público

adjudicado à firma Teixeira Pinto & Soares, Lda., pelo valor de 395.035,53 euros a que acresce o respectivo IVA. O novo edifício situa-se junto da Escola Sede, no espaço entre esta e o edifício da escola do 1.º ciclo.

www.oleirosmagazine.com

Feira mostra concelho Se dúvidas houvesse quanto à importância da mostra de produtos regionais que acompanhou a Semana dedicada ao Medronho e à Castanha, o sucesso das iniciativas revela que a autarquia fez uma aposta certa. Milhares de pessoas passaram pela vila durante os dias do evento. A iniciativa permitiu ainda aos muitos visitantes assistirem às actuações de Tiago Silva, Abílio Alves, Sociedade Filarmónica Oleirense, Amigos da Concertina e Rancho Folclórico e Etnográfico de Oleiros. No entender da autarquia, esta foi mais uma aposta ganha, tanto mais que para além da promoção da castanha e do medronho, foi possível apresentar os mais variados produtos «made in

Oleiros». Na mostra não faltou o artesanato e a tradição de uma boa alambicada ficou garantida pela Associação Recreativa de Vale do Souto, com o fabrico de uma aguardente de medronho caseira e sem misturas. Para os mais gulosos houve os famosos geodoces, as geleias, os licores ou, porque não dizê-lo, o caipironho (uma espécie de caipirinha com aguardente de medronho). A mostra reuniu em Oleiros alguns dos melhores artesãos do concelho. A arte de tratar o linho, de moldar a madeira, a pedra ou o barro deu um colorido diferente ao evento. Paralelamente ao evento, o comércio local apostou numa

decoração diferente para as suas montras, com o medronho e a castanha a fazerem parte do cenário. O desporto também esteve em destaque, com a Pinhal Total a organizar, em parceria com a autarquia e com a Pinhal Maior, a V Maratona de BTT “Rota do Medronho”. E para quem não gosta de pedalar, houve a hipótese de caminhar, com o passeio Rota da Castanha, as quais, no total, reuniram cerca de 100 participantes. Presente esteve também a Escuderia Castelo Branco aproveitou a oportunidade para divulgar a próxima edição do rali Rota do Medronho, a qual se realiza nos dias 10 e 11 de Março de 2012.

Filarmónica

Sede quase pronta

As obras de construção da nova sede da Sociedade Filarmónica Oleirense decorrem em bom ritmo, encontrando-se em acabamentos finais a nível do seu interior. A obra foi adjudicada pelo Município de Oleiros, através de concurso público, à firma Lourantunes, Lda., sendo o valor de 444.000,00 euros, acrescido do respectivo IVA.

Deseja-lhe um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Deseja-lhe Boas Festas


Entrevista

12 Oleiros Magazine

Dezembro de 2011

Fernando Pádua, cardiologista

O senhor coração Luta há mais de 50 anos contra a hipertensão arterial, pela prevenção das doenças cardiovasculares e o apoio à promoção da Saúde. Conhecido como «o homem do coração», em entrevista ao Oleiros Magazine deixou conselhos de grande utilidade para novos e velhos, para poupar dinheiro e vidas. Afinal, diz o médico, «nós somos aquilo que bebemos e comemos».

evitar as doenças da civilização que não são evitáveis num grau avançado. É preciso que as pessoas se consciencializem que somos aquilo que comemos e que bebemos. E vamos sempre a tempo de educar para a saúde. Os mais hábitos ganham-se, mas também se perdem. Os portugueses reclamam que lhes falta informação. Existem campanhas de prevenção no terreno ou em preparação? A Fundação Portuguesa de Cardiologia está a tomar conta da vila de Almodôvar, no Alentejo, em termos de promoção de saúde e prevenção dos bons hábitos nas crianças, nos adultos e nos idosos. Talvez por ser um meio pequeno, a nossa grande ajuda para passar a mensagem está a ser o papel desempenhado pelos professores que estão a promover rastreios às crianças. Os testes concluíram que 30 por cento de crianças têm defeitos de visão e 40 por cento têm problemas de audição. Andamos a batalhar contra o insucesso escolar, mas as causas do fracasso começam nestes indicadores. Há muito trabalho pela frente, mas estou apostado em fazer de Almodôvar o concelho mais saudável de Portugal.

Os mais novos não se lembram, mas teve um programa que se chamava «O seu motor», com o José Manuel Tudela, onde dava conselhos à população, quando o País tinha níveis de iliteracia altos e se situava na cauda em termos de cuidados de saúde. Sente-se, de alguma forma, um precursor? Ter um médico a falar aos portugueses no único canal de televisão que existia foi uma grande novidade, visto que estávamos em 1972. Esse programa era visto por cerca de 1 milhão de telespectadores. Durante meia hora eram dadas lições e conselhos básicos ao nível da prevenção de doenças através de uma linguagem acessível. Comparava-se o colesterol com o óleo do carro, o Castrol, a tensão arterial com a tensão dos pneus do carro, e o sedentarismo a um carro parado, que enferruja, necessitando de fazer uma rodagem regular. Pessoas de norte a sul, muitas delas que não tinham um médico na sua aldeia, juntavam-se diante de um televisor, os que o tinham, para ver e ouvir o programa. De lá para cá, o Portugal evoluiu muito nos índices estatísticos, mas há ainda muito trabalho e sensibilização pela frente. Ficou conhecido como «o homem do coração» (que chegou a ser título de um livro) e pelas suas lutas anti-tabágicas. O seu lema é prevenir hoje, para não remediar amanhã. É fácil introduzir os valores da profilaxia junto do povo português, reconhecidamente avesso a mudar hábitos enraizados? A natureza humana é toda ela resistente à mudança. Não são só os portugueses. A minha luta junto da população tem sido pela medicina preventiva, nomeadamente na minha faceta de cidadão, que também o sou, mesmo antes de ser cardiologista. Tenho constatado que as pessoas adoecem, em grande medida, por desconhecimento e por incorrerem em erros que seriam relativamente fáceis de evitar. Veja o caso das doenças silenciosas que só se manifestam quando a enfermidade já atingiu um estádio muito avançado. Tive um professor que dizia que em Portugal tudo começa na instrução primária. O mesmo é dizer, as doenças também. Actualmente, os miúdos começam a fumar pelos 11 anos e quando chegam a adultos gastam rios de dinheiro para se desabituarem do tabaco, recorrendo a técnicas várias, como o hipnotismo, a acumpuntura, a psiquiatria e agora já temos o cigarro electrónico. Já para não falar do aumento do consumo de álcool, especialmente nas jovens do sexo feminino. É um erro crasso, faz mal e muitas vezes acaba por matar ao volante. É preciso sensibilizar a população para as vantagens de uma vida saudável? Especialmente os mais jovens. É neles onde tudo começa e os hábitos também se começam a sedimentar. Fazer desporto ou um passeio diário a pé é fundamental. Contudo, há um aspecto que eu gostaria de enfatizar. Podia-se pensar que tinham sido os médicos, mas afinal foram as companhias seguradoras que descobriram que as causas das doenças residiam nos riscos, como a tensão alta, peso excessivo, o stress, etc. Nos anos 30, as seguradoras concluíram que era maior o risco de fazer o seguro de vida de uma pessoa gorda, do que de uma magra. Pela estatística, o mais gordo morria mais cedo, logo tinham de pagar mais. Em meados dos anos 50, logo depois de eu sair da faculdade, surgiu o problema do tabaco, associado ao cancro do pulmão. Hoje sabemos que é das maiores tragé-

Experiências como estas podem multiplicar-se de forma espontânea noutros recantos de Portugal? Seria muito bom. Recentemente fui passar uns dias às Termas das Caldas da Felgueira, na zona de Viseu e um café da zona divulgou junto da população que eu iria fazer um passeio a pé durante a noite. Sabe quantas pessoas compareceram? 120. Fiquei espantado. As pessoas são capazes de mudar comportamentos se foram mobilizadas e se lhes for explicado que precisam de fazer diferente. Que papel deve desempenhar o Ministério da Saúde num contexto de carestia financeira? Seria bom que tivéssemos um genuíno Ministério da Saúde, porque o que temos tido em Portugal é o Ministério da Doença. Só estão preocupados em tratar das enfermidades. Já estive reunido com o actual ministro, Paulo Macedo, e o grande problema é que não há dinheiro. Os cortes são inevitáveis.

dias da Humanidade porque é a principal causa de morte do mundo dito civilizado. A hipertensão continua a ser um «calcanhar de Aquiles» na saúde dos portugueses? A habituação ao sal começa em bebé quando a mãe dá a sopinha com sal porque o bebé berra já que a comida lhe sabe mal. A prevalência do sal na nossa gastronomia tem razões históricas e culturais. O sal era a riqueza de séculos passados, e era o frigorífico e o conservador de alimentos. Os romanos recebiam muitas vezes o seu salário convertido numa dose de sal para ajudar em casa a conservar durante mais tempo a carne ou o peixe. Portugal foi o primeiro país do mundo ocidental a ter uma lei que impõe limites ao teor de sal no pão. Produzir e vender pão com mais de 1,4 gramas de sal (por 100 gramas de produto final ou 0,55 gramas de sódio) passa a poder ser punido com coimas até cinco mil euros. Foi uma medida positiva? Foi um bom princípio e mais um marco de evolução atingido. Contudo, o ideal para a saúde era que comêssemos menos de 5 gramas de sal por dia. O “nosso” alentejano ao comer 1 quilo de pão por dia come 3 vezes mais o sal que devia ingerir só com o pão. Isto sem contar com o sal que está contido na restante alimentação. O enfoque da sua prevenção tem recaído na faixa etária sub-20. Como convencer os

jovens a deixarem de comer fast food? Não se muda de hábitos de um dia para o outro. É um processo lento, que até a própria indústria alimentar pode ajudar, mas o protagonismo para operar a mudança devia ser dos pais e não é. Deviam sensibilizar os filhos, mas o que acontece é que são os primeiros a fomentar a asneira. Os encarregados de educação demitiram-se deste papel e quem tem verdadeiramente a saúde das crianças na mão são os professores. Lamentavelmente retiraram-lhes o ensino de uma disciplina fundamental neste domínio, a Biologia, e em muitas escolas os ginásios disponíveis não apresentam condições mínimas para a prática desportiva. Em muitos casos, chove lá dentro. As cadeias de fast food estão a fazer um grande esforço para alterar a ideia feita que só vendem comida nociva para a saúde, como por exemplo a McDonald’s, passe a publicidade… Em Inglaterra, ao lado dos restaurantes da McDonald’s já há empresas a venderem sandwiches saudáveis. O próprio McDonald’s tem-se adaptado às novas tendências, com produtos bem mais adequados a uma saúde equilibrada. Eu tenho uma mnemónica interessante para os mais jovens e que se baseia no «A, E, I, O, U». Assim, o «A» é de alimentação saudável, o E de exercício, o «I» a inibição de fumar, o «O» de «omissão do sal» e o «U» significa «Uma consulta anualmente». Estas etapas são cruciais para

Os cortes no sistema nacional de saúde vão trazer riscos acrescidos na eficiência do serviço prestado aos utentes? A resposta é: «Elementar, meu caro Watson». Por mais que se diga o contrário, não se pode contrariar uma evidência. Subir impostos nos ginásios não é uma medida pouco amiga da saúde da população? Não é uma medida que incentive o exercício, mas deixe que lhe reforce a minha ideia que o melhor exercício que existe é passear a pé. E isso é gratuito. Temos um slogan que é «atenção à tensão, pare de fumar e vá passear». Pondo em prática integralmente esta mensagem, metade da saúde está garantida. Se a componente preventiva da saúde tivesse sido seguida há mais tempo teríamos poupado dinheiro e vidas? Em 1972 comecei a minha luta pública contra a tensão em todos os sítios por onde passava, na rua, nos transportes, na televisão, nos corredores dos hospitais, etc. Acusaram-se de causar alarme social, mas o que acontece é que no espaço de uma década morreram menos 9 mil portugueses por ano de hipertensão. Já viu o sofrimento humano que se evitou e o dinheiro que foi poupado aos cofres do Estado? Diz que a economia em saúde tem sido sempre esquecida. Porquê? Respondo-lhe com um exemplo: Na década de 80, conseguimos convencer o ministro da Saúde, Maldonado Gonelha, que era importante criar um instituto de cardiologia preventiva,


Dezembro de 2011

Entrevista

Oleiros Magazine 13

em Portugal. Ele gostou da ideia, mas preferiu chamar uma equipa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar a situação concreta do nosso País. O parecer foi esclarecedor e houve luz verde para avançar. No dia da inauguração disseram-me que o instituto ia ser, para além da cardiologia preventiva, também de prevenção da saúde, com especial enfoque para o problema das doenças crónicas não transmissíveis. Como outros distritos recusaram, muito por causa de guerra entre os ministérios da Saúde e da Educação, o programa-piloto CINDIM esteve 15 anos, apenas em Setúbal, como zona de demonstração. Estou certo que se perdeu uma boa hipótese para alargar este projecto a todo o País – E tão necessário que era. As doenças oncológicas têm registado um aumento exponencial nos últimos anos. Como explica? Primeiro que tudo, as doenças do foro oncológico têm muitos pontos de contacto com as doenças cardíacas. O tabaco é um dos principais causadores do cancro, bem como uma deficiente alimentação. Comer mais vegetais combate o cancro dos intestinos e colo-rectais. Se se usasse toda a prevenção cardiovascular em termos de doenças crónicas evitávamos 80 por cento dos internamentos hospitalares. Estou certo que teríamos infraestruturas hospitalares em excesso para a procura. Nas próximas eleições, com ou sem troika, virá um governo que se puder vai construir mais hospitais, em vez de apostar na medicina preventiva. É confrangedor ver que há milhares de portugueses sem médicos de família. O médico de proximidade é o clínico mais importante na medicina. Como justifica esta carência de meios humanos? É um problema de gestão? Considero que existe um problema na distribuição dos médicos de família. Se a pessoa tivesse direito a escolher o seu clínico haveria uma selecção natural que fazia com que todos os médicos tivessem trabalho. O conselho que dou aos utentes é que se agarrem a um médico que confiem como se fosse um tesouro. O mé-

dico é o melhor remédio que os doentes têm. Concorda com o recrutamento de médicos estrangeiros para os nossos hospitais? Acredito que a livre circulação de médicos por toda a Europa é benéfica. Não concordo é que se chamem médicos de fora quando cá temos muitos clínicos no desemprego e outros que se reformaram porque estavam desmotivados. Se são precisos mais médicos, precisamos mais faculdades e vice-versa. Não podemos é formar só por formar. É como deixar os pacientes em macas nos corredores dos hospitais à espera que se lembrem deles.

O recurso às novas tecnologias leva a que muitos médicos se limitem a debitar os sintomas do doente que têm em frente para um computador, que depois indica a medição recomendada. Como médico muito experimentado que é, como vê este sinal dos tempos? A ligação médico-doente tem vindo a perder-se com a introdução das novas tecnologias, primeiro com o computador, agora, mais recentemente, com a receita electrónica. É um sinal dos tempos, mas acaba por ser compreensível que quando o médico tem duas dezenas de pacientes na sala de espera não pode perder meia

hora a ouvir todos os doentes. Os papéis desapareceram e o reflexo é alguma desumanização no relacionamento entre médico e doente. Faz confusão, nomeadamente a algumas pessoas mais idosas que precisam de mais atenção para os seus problemas. Imagine como é que esta gente vai fixar os nomes da vasta gama de genéricos que temos. Só para o colesterol e a tensão há mais de meia centena de remédios diferentes, para o mesmo fim. Só muda a cor, a forma dos comprimidos e os enganos são frequentes. Texto : Nuno Dias da Silva Foto: Nuno Dias da Silva


Concelho

14 Oleiros Magazine

Casa da Comarca da Sertã

Américo Almeida distinguido A obra de Américo Pereira de Almeida e o papel que aquele regionalista teve na defesa dos interesses do concelho de Oleiros, sobretudo na defesa da construção da ponte de Álvaro, foram distinguidos pela Câmara de Oleiros. Numa cerimónia promovida pela Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa, no dia 26 de Novembro, o presidente da autarquia de Oleiros, José Marques, elogiou o seu trabalho. O autarca de Oleiros atribuiu ao homenageado um excelente trabalho na defesa da construção da ponte “pois deslocava-se ele frequentemente aos Ministérios sempre acompanhado de pessoas da Comissão, inclusive representantes da Pampilhosa da Serra. Foi uma obra que marcou, que ficou e é muito útil”, realçou o autarca. Lamentando a situação de pouca saúde do homenageado e salientando o seu exemplo de empenho, e carácter regionalista, disse que

Dezembro de 2011

breves Ainda a mostra gastronómica

Pinhal Total fez BTT

Integrado na V Mostra do Medronho e da Castanha, evento promovido pelo Município de Oleiros e Associação de Desenvolvimento Local Pinhal Maior, o dia 30 de Outubro (Domingo) esteve reservado ao desporto na floresta com a V Maratona de BTT “Rota do Medronho”, numa parceria com a Associação Pinhal Total, e com a Caminhada “Rota da Castanha”, promovida pelo Gabinete de Desporto do Município de Oleiros, iniciativas que no total

naquele momento ia entregar ao filho a Medalha do Município, por isso ter sido deliberado em reunião de Câmara. Perante um salão repleto de pessoas, a cerimónia de homena-

reuniram cerca de 100 participantes. A componente de animação foi uma aposta deste certame que pretendeu assim atrair fluxos turísticos ligados à componente do lazer, ao mesmo tempo que se divulgou o património natural e cultural do concelho. Os participantes, para além destas actividades de âmbito desportivo, puderam ainda participar na V Mostra Gastronómica do Medronho e da Castanha e na II Mostra de Produtos Locais.

gem finalizou com a entrega de placas comemorativas da homenagem, por parte do Presidente da Direcção da C.C.S., Eng. Pedro Amaro, a três dos homenageados e ao filho de Américo de Almeida.

Em Oleiros

Gaio canta Janeiras O Grupo de Danças e Cantares do GAIO vai cantar as Janeiras na Câmara de Oleiros, no próximo dia 27 de Dezembro, pelas 14h30. Esta é mais actuação que já é tradicional num grupo que tudo tem feito para animar a freguesia de Orvalho, o Concelho e outras paragens do País. Um dos bons exemplos foi a animação da Feira de 8 de Dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição. Além da arruada, os responsáveis do Grupo de Amigos Incondicionais de Orvalho conseguiu autorização para utilizar um espaço onde antes funcionou uma antiga taberna e dinamizou o local, com música tradicional, venda de filhós, sonhos e vinho caseiro oferecido pelos associados. A iniciativa foi muito valorizada pelas muitas pessoas que participaram e será algo a repetir nos próximos anos. Além deste evento, o Gaio comemorou mais um aniversário no dia 30 de Outubro, com a realização de uma jornada que envolveu almoço, magusto e lanche ajantarado. O aniversário foi animado pelo Rancho Folclórico e pelo Grupo de Bombos de Dornelas do Zêzere.

Marcelo Rebelo de Sousa presente

Comarca elogia Pe. Manuel Antunes A Casa da Comarca da Sertã distinguiu, no passado dia 4 de Novembro, na sua sede em Lisboa, o Padre Manuel Antunes. A iniciativa contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa. A homenagem àquele jesuíta e ilustre pedagogo, contou com a presença de diversos amigos, antigos alunos e admiradores. Na ocasião foi apresentada a “Obra Completa do Padre Manuel Antunes”, editada em 14 volumes pela Fundação Calouste Gulbenkian, cuja coordenação geral esteve a cargo de José Eduardo Franco, Presidente da Direcção do Instituto Europeu de

Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes. Além de Marcelo Rebelo de Sousa, discursaram ainda Manuel José do Carmo Ferreira (Presidente da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa), Raul Miguel Rosado Fernandes e o Padre António Vaz Pinto, director da revista Brotéria. A iniciativa foi abrilhantada pela participação da banda de música de investigação “Ai Deus e u é”, do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Agente Oleiros Magazine

Boas Festas

Telef: 272 272 654 654 114 114 -- 6160 6160 Estreito Estreito Telef:


Concelho

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine 15

Conferência de Leitura “Ler +

breves

É preciso combater a iliteracia

Oleiros

Hora do Conto para crianças

A Biblioteca Municipal de Oleiros continua a apostar na iniciativa Hora do Conto, a qual se destina às crianças dos jardins de infância do concelho. No passado dia 7 de Dezembro, apresentou a história “O país da música”. Já em Novembro, a 23 e 24, a equipa da Biblioteca tinha apresen-

tado o conto “Os Ovos Misteriosos”, da autoria de Luísa Ducla Soares e Manuela Bacelar. Destinada às crianças do ensino Pré-Escolar do concelho, esta é uma actividade que pretende criar dinâmicas apelativas de adesão das crianças à prática da leitura e que tem revelado bastante sucesso.

O presidente da Câmara de Oleiros, José Marques, considera que é necessário combater a iliteracia. O autarca referiu isso mesmo durante a sessão de abertura da Conferência de Leitura Ler +, integrada no Plano Nacional de Leitura, e que decorreu naquela vila, no passado dia 27 de Novembro. “Uma sociedade mais culta é uma sociedade mais competitiva e bem-sucedida”, disse o autarca, para depois sublinhar o esforço que a autarquia tem feito nesse sector. “Sempre houve a preocupação de dotar as infra-estruturas municipais com todos os recursos que facilitem a vida à população, melhorando a sua qualidade de vida e investindo nos meios que permitam a sua valorização pessoal”. Como exemplo, o autarca referiu “o apetrechamento do acervo bibliográfico municipal com livros actuais e de qualidade, e o acesso das pessoas à informação e comunicação”. O presidente da Câmara deu ainda outros exemplos de como a autarquia se tem empenhado na promoção da leitura, como a publicação da Agenda Cultural, a qual é tido no sector cultural como uma das melhores produzidas no país, e o website do Município. Ana Luzia Martins, responsável pela Biblioteca, aproveitou

José Marques presidiu à conferência

a ocasião para lembrar o papel da família na promoção do gosto pela leitura, reforçando a sua importância, nomeadamente em idade pré-escolar. Isabel Costa, coordenadora da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade, foi outra das palestrantes da conferência. Para aquela responsável o Plano Nacional de Leitura, assim como a adesão à Rede de Bibliotecas Escolares, veio aumentar o espólio bibliográfico da Biblioteca. “É essencial motivar para a leitura, mas este não deve ser um acto que se impõe”, disse. Participaram ainda na sessão Telma Veríssimo, técnica estagi-

ária da Biblioteca Municipal de Oleiros, a qual destacou algumas das actividades desenvolvidas com o intuito de criar e fortalecer os hábitos de leitura nas crianças, desde a 1.ª infância. Telma Veríssimo deu conta das iniciativas “Faz lá um poema”, destinada aos alunos do 1.º Ciclo e da Hora do Conto, destinada ao ensino pré-escolar. “Actividades que mereceram elogios por parte da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas”, disse. Já, Maria Eduarda Rodrigues, responsável pela Biblioteca da Escola Superior Agrária de Castelo Branco abordou o impacto das novas tecnologias sobre o livro impresso.


16 Oleiros Magazine

Actualidade

Dezembro de 2011

educação Reforma curricular

Menos aulas, mais ciências O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, acaba de garante que a revisão curricular proposta pelo governo não foi feita “a olhar para orçamento” mas para conseguir “um melhor ensino”, reduzindo a carga horária em vários anos, designadamente no 3º Ciclo e Secundário, pelo que os alunos que frequentam estes níveis de Ensino no Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade, em Oleiros, terão uma carga horários mais leve já a partir do próximo ano. Em conferência de imprensa de apresentação da proposta de revisão da estrutura curricular para o 2º e 3º ciclo do ensino básico e para o secundário, Nuno Crato afirmou que a intenção foi “centrar mais o currículo nos conhecimentos fundamentais e reforçar a aprendizagem nas disciplinas essenciais”. As “sacrificadas” foram as da área não curricular, como Formação Cívica e Estudo Acompanhado. Em seu lugar, no segundo ciclo aparecem cinco horas facultativas de Apoio ao Estudo. Este Apoio “depende da disponibilidade das escolas” e só se inscrevem nele os alunos que o quiserem. O secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, afirmou que a redução de carga horária não vai significar desemprego para os professores do quadro mas não deu a mesma garantia para os contratados. Só se vai saber ao certo quando a proposta estiver fechada, o que deverá acontecer em fevereiro de 2012, afirmou, indicando que os professores contratados servem para “suprir necessidades que os

Os Bombeiros de Oleiros desejam-lhe Boas Festas

professores do quadro não cobrem”. História e Geografia no sétimo e nono anos e Ciências Naturais e Físico-Química do sétimo ao nono são disciplinas que aumentam uma aula por semana em relação ao currículo anual. A proposta, que estará em discussão pública até final de janeiro de 2012, reduz a carga horária na maior parte dos anos, cortando em disciplinas como Formação Cívica, acabando com a segunda opção anual no secundário. A tutela entende que os conteúdos de Formação Cívica podem ser mantidos mas ensinados em outras disciplinas e defende que no 12º ano, como se trata de ano final com exames, vale mais a pena concentrar o estudo em menos disciplinas. Feitas as contas, segundo a proposta, a carga horária no 2º ciclo (5º e 6º anos) é reduzida de 33 a 34 horas semanais para 30 a 31 horas. No terceiro ciclo, mantémse nas 34 a 35 no sétimo ano, diminui uma para 33 a 34 no oitavo e quatro no nono ano, que passa de 36 a 37 para 32 a 33. No secundário, a maior redução é no 12º ano, que passa de 13 a 14 para 10. No décimo passa de 17,5 a 19 para 17 a 18 e no 11º ano passa de 17 a 18,5 para 17 a 18. A disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação desaparece do nono ano e passa para os 5º e 6º. O Inglês passa a ser obrigatório a partir do quinto ano. Nuno Crato afirmou que a revisão dos programas não é para já, indicando que “nada pior do que mexer em tudo ao mesmo tempo”.


Dezembro de 2011

Cultura

Oleiros Magazine 17

António Lobo Antunes apresenta novo livro

Regressar a Angola com a Comissão das Lágrimas António Lobo Antunes é um dos grandes escritores de língua portuguesa de sempre e uma das vozes sonantes na literatura mundial. Autor de 31 livros, - o primeiro livro Memória de Elefante foi publicado em 1979 - conta mais de 30 anos de carreira literária. Tem 69 anos e já venceu todos os prémios literários que um escritor pode ganhar, menos o “Gordo”, como ele mesmo chama ao Prémio Nobel. A propósito dos prémios que conquistou, desvaloriza com humor: “pareço um cavalo», para depois acrescentar «o dinheiro dá jeito”. À questão se faz falta uma vida inteira para aprender a escrever é com uma citação de Hipócrates, não fosse António Lobo Antunes também médico - que responde: “não chega. Estou sempre a aprender a escrever. ‘A arte é longa, a vida é breve, a experiência enganadora’ e a gente nunca aprende”. António Lobo Antunes falava ao Oleiros Magazine, após apresentar o mais recente livro, Comissão das Lágrimas, edição D.Quixote. O autor do Tratado das Paixões da Alma, Manual dos Inquisidores, e O Meu Nome é Legião esteve no auditório da Biblioteca Municipal, da cidade de Castelo Branco, no dia 4 de Novembro, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Castelo Branco, da Editora D. Quixote/ Leya e da Livraria Amar`Arte. Comissão das Lágrimas é um retorno a África. Sobre o momento de partida para o livro diz: “não recordo bem como é que aquela voz começou a falar e levou-me para Angola. Não sei. Se perguntar a uma pereira porque dá peras, ela não é capaz de explicar. Era aquilo que tinha de ser escrito, independentemente da minha vontade”.

Comissão das Lágrimas vai buscar o título ao tribunal onde passaram os suspeitos de envolvimento no Golpe de Estado de Maio de 1977, em Angola. O Golpe foi liderado por Nito Alves, dissidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A obra fala da cora-

gem de uma mulher, Elvira, a quem chamavam Virinha. A comandante do batalhão feminino do MPLA que foi presa, torturada e morta na sequência da alegada tentativa de golpe de estado em Angola. Ao ser torturada ela nunca deixou de cantar.

E o escritor também sofre com o sofrimento dos seus personagens? “Claro que se sofre. É uma mistura de sentimentos. Mas não há um sentimento sem o seu contrário. Não há sofrimento sem alegria; não há violência sem suavidade; não há secura sem ternura. Os sentimentos são muito complexos, contraditórios e simultâneos”, explica ao Ensino Magazine. As guerras, o Salazarismo, a guerra colonial vivida na primeira pessoa, levam-no a denominar como perigosos os Substantivos Abstractos. “Substantivos Abstractos como a Honra, a Pátria…os políticos amam a Humanidade, mas não amam os homens”, diz. O pai do escritor defendia “a coragem, a verdade, e o rigor” como valores fundamentais do carácter humano. A conversa prossegue. Um bom livro, tal como os homens, também tem de ter valores?, questionámos. -“Não só. Mas, tem de haver um sentido ético da escrita, senão não se sente”, esclarece, enquanto explica que está “sempre a negociar os livros com a morte”. Por isso, diz que só se sente bem a escrever e sofre de sentimento de culpa se não o faz. António Lobo Antunes, ainda não começou o próximo livro. Mas, para marcarmos encontro na Comissão das Lágrimas, ou na obra que se seguirá, é preciso saber se o livro é um lugar de encontro entre o autor e o leitor. Para António Lobo Antunes deve ser, isso sim, “Um lugar de procura”... Texto: Eugénia Sousa Foto: Pedro Loureiro


Propostas

18 Oleiros Magazine

boa mesa

Um Cheirinho de Natal… As Filhós em Mil Folhas com Mousse de Queijo e Gelado Ingredientes p/ as Filhós (25 pax): 3 Cháv. Café de Azeite 2 Cháv. Café de Aguardente 1 Cháv. Café de ANIS SECO DÓMÚZ 3 Cháv. Café de Leite 3 Cháv. Café de Sumo de Laranja 3 Ovos 1 Kg de Farinha Q.B. de Sal

Dezembro de 2011

gadgets

HP Touch Smart 520

O Touch Smart é o novo modelo da HP de conceito all-in-one (tudo em um). Das características do modelo destaque para o ecrã táctil e reclinável, com 23” de diagonal; tecnologia de som Beats desenvolvido pela Hewlett Packard em parceria com a Beats by Dr. Dre; as várias funções para reprodução multimédia; resolução 1920*1080 Full HD; processador Intel Core i32100 de 3.10 GHz e memória RAM DDR3 de 2 GB; drive para leitura e gravação de dicos DVD Super Multi . Dispõe de HD de 500GB e vem equipado com sistema operativo Windows 7 Home Premium de 64 bits. Preço aproximado 999 Euros.

Quad 9L Active Integrado na série Active, a QUAD aposta em colunas de som HI-FI com amplificador digital integrado, dispensando a utilização de um amplificador de sinal externo. As colunas 9L Active são de duas vias e incorporam um amplificador de 60 Watts de potência, possibilitando a utilização quer a computadores com leitores digitais portáteis, quer a outros componentes Hi-Fi; dispõem de entrada de sinal para tomada RCA , ligação USB e entrada minijack. As colunas vêm equipadas com tweeter, unidades de médios e abertura bass reflex traseira.

Preparação da Filhós: Misturar todos os ingredientes até ficar uma massa homogénea. Deixar descansar por 30 minutos. Esticar, cortar e fritar em azeite. Ing. Gelado de ANIS DÓMÚZ (25 pax): 1,5 L de Leite 1,5 L de Natas 600g de Gemas 600g de Açúcar 150g de ANIS MEL DAMAS DÓMÚZ 60g de Estabilizante Preparação do Gelado de ANIS DÓMÚZ: Ferver o leite e as natas. Misturar aos restantes ingredientes. Deixar arrefecer completamente e levar à máquina de gelados até ficar cremoso e sólido. Ingred. Mousse de Queijo (25

pax): 180g de Natas 1 Vagem de Baunilha 6 Folhas de Gelatina 120g de Açúcar em Pó 600g de Queijo Neutro 440g de Natas Preparação da Mousse de Queijo: Levar as 1ªs natas ao lume com a baunilha e o açúcar em pó até ferver. Adicionar a gelatina demolhada. Juntar ao queijo e envolver as restantes natas batidas. Ingredientes para os Medronhos (25 pax): 200g de Medronhos 50g de Açúcar

1 Laranja em Zeste 25g de Manteiga 750 ml de Garraf. do Comendador Preparação para os Medronhos: Derreter o açúcar na RESERVA DO COMENDADOR com a manteiga. Adicionar a zeste de Laranja, por fim os medronhos. Empratamento: Num prato fazer camadas de filhós e de mousse de queijo. Aplicar um cordão de molho de medronhos e diospiro. Finalizar com o gelado. Chef Mário Rui Ramos Chef Executivo Ô Hotels & Resorts - Termal de Monfortinho

motor

O meu Primeiro Porsche

Hoje a crónica vai ser um pouco revivalista, trazendo para aqui a história do meu primeiro Porsche, não que seja verdadeiramente meu, mas porque foi aquele que até hoje perdura na minha memória e que continuo a acarinhar. O meu primeiro contacto com um verdadeiro Porsche, foi em 1977 (aos 14 anos) num Rali de Castelo Branco onde o meu conterrâneo André Martinho se apresentou com um Carrera RS nesta prova do campeonato nacional. Lembro-me de o ver à partida, mesmo em frente à Câmara Municipal. Não sendo um piloto “de fábrica”, o André conseguiu ao longo dos anos um conjunto muito interessante de resultados. Naqueles tempos um “Porsche de corridas” numa cidade do interior era, para quem nutria gosto pela competição automóvel, o verdadeiro centro das atenções da rapaziada. Inúmeras vezes acompanhávamos o Zé (mecânico do André Martinho) a preparar o carro antes e após cada rali, no stand/oficina, na Praça Rainha D. Leonor, bem perto da Escuderia Castelo Branco. Era uma prazer estar sentado na esplanada das Tílias e ver o Zé trabalhar empenhadamente na preparação da “bomba branca”. Desde então, acompanhei diversas corridas do André ao vivo, no Rali de Portugal, nas Rampas de Portalegre e Serra da Estrela, bem como nos ralis da minha terra.

Devido à diferença de idade, não era muito chegado ao André, que sendo uma pessoa reservada, não regateava no entanto explicações aos miúdos mais curiosos. Já falecido vitima daquelas doenças que não perdoam, o André não teve ainda a homenagem merecida. Para já aqui fica uma foto, da então revista Motor de Abril de 1978, da sua participação do Vinho do Porto de 78. O CA-50-14 foi sem dúvida o meu primeiro Porsche, pela forma como o acompanhei, bem à semelhança do que fazem hoje os fanáticos do futebol com as suas equipas. Ao que sei o carro ainda existe no Porto, aguardando restauro. Bem perto de onde morava, outros gigantes do mundo Porsche, deslocavam-se por essa altura, todos os anos a Portugal, mostrando que eram dos melhores a preparar Porsches de corrida. É verdade foi na “rampa da serra” que algumas vezes vi o Jean -Marie e o Jacques Almeras, exibiremse ao mais alto nível, chegando mesmo o Jean-Marie a vencer a edição de 1978. Também eles foram para mim “uma fonte de inspiração Porsche”, especialmente, quando uma vez por ano, tínhamos esse “banho de cultura Porsche” nas assistências junto ao estádio da Covilhã. Outro marco importante, na “minha cultura Porsche”, remonta também ao ano de 1978, com a vitória surpresa do Jean Pierre Nicolas no Monte Carlo. Numa época

pouco globalizada, foi a influência dos irmãos Pires Preto, (meus colegas de liceu) que me chamaram a atenção para o feito do Jean Pierre que conseguiu bater as equipas de fábrica que lutavam pela vitória, nas provas do mundial de ralis. O Tó Zé e o Carlos Pires Preto (já falecido), apressaram-se a comparar o kit 1:43 e rapidamente produziram a réplica deste famoso Carrera Almeras. Em 2008, trinta anos depois dos factos que relatei, o meu amigo Luis Brito conseguiu levar-me à catedral Porsche em Stuttgart. Visitámos a fábrica e o museu, onde para além da tecnologia sobressaiu o carinho com que são construídas estas maravilhas, mas ao mesmo tempo foi uma permanete visita ao passado, com as recordações das corridas do Carrera RS do André a estarem sempre presentes. Paulo Almeida

Samsung Galaxy S II Com a promessa «É tudo o que você espera e muito mais», o novo telemóvel da Samsung, Galaxy S II chegou ao mercado. Vem equipado com ecrã táctil Super Amoled Plus 4,3”; câmara de 8 Megapixéis com Autofocus e Flash Led; tecnologia 3,5 G; processador de 1,2 Ghz dual core; Wi-Fi e DLNA; GPS e Bússola digital. O preço aproximado é de 499 Euros.

livros BERTRAND. Eneida, de Vergílio, com tradução de Luís Cerqueira, Cristina Guerreiro e Ana Alexandra Alves (professores da Faculdades de Letras de Lisboa). Após uma longa guerra que opõe Gregos a Troianos, os Gregos conquistam Tróia. Liderados por Eneias, um grupo de troianos consegue fugir da cidade e partir em busca de uma nova pátria. As suas aventuras, desventuras e feitos gloriosos ficarão para sempre, narrados nesta obra.

ESFERA DOS LIVROS. As Guerras de Napoleão, Charles de Escaide. Para além das lendas e do mito, quem era esta figura que tão profundamente marcou a Europa? Mais do que a biografia de Napoleão Bonaparte ou uma análise completa sobre as suas campanhas militares, a obra é um estudo sobre as guerras levadas a cabo e que se estenderam a territórios tão vastos como a Península Ibérica, Rússia, Turquia, Balcãs ou Escandinávia.

DON QUIXOTE. Gaspar, Belchior & Baltasar, de Michel Tournier. Quem foram os Reis Magos, que há mais de dois mil anos seguiram uma estrela para homenagear o magnífico Filho de Deus e Salvador do mundo? Cada um deles trazia a sua própria história e motivação. Gaspar sofria com um desgosto de amor; Baltasar procurava reabilitar as imagens votadas à destruição, por um clero fanático; Belchior fora destituído de trono e fugira para se salvar; e Taor, o quarto Rei Mago? Mais de vinte anos depois da primeira edição, vale a pena ler ou reler Gaspar Belchior & Baltasar.


Opinião

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine 19

crónicas da terra

O Natal e as plantas

Dos leitores

Juve Bombeiros torna sonho em realidade Daniel Lucas, é o protagonista desta história…Daniel teve o desenvolvimento normal de uma criança até aos cinco anos, até ter começado a ter perda de equilíbrio e força muscular. Depois de diversos exames, foi-lhe diagnosticado distrofia muscular, tendo lhe sido dada uma esperança de vida reduzida. Daniel tem agora 19 anos, e luta constantemente para que todos os seus dias sejam um dia normal como os de todos os jovens da sua idade. O Daniel tinha um sonho… conhecer o Estádio da Luz! Os elementos da Juvebombeiro de Oleiros, conheciam este sonho e quiseram torná-lo realidade! Fizeram o contacto com o Sport Lisboa e Benfica que se prontificou a ajudar o sonho do Daniel! Dia 29 de Outubro, Daniel, os seus pais e alguns elementos

da Juvebombeiro, rumaram a Lisboa numa viatura dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, para visitar o Estádio e assistir ao Benfica-Olhanense onde foi recebido pelo presidente das Casas do Benfica do País que com todo o gosto lhe ofereceu uma visita guiada. O que Daniel não esperava, foi receber uma bola autografada pelos elementos do Plantel da equipa do Benfica. Daniel, tornou-se um jovem com um sonho, para um jovem com um sonho realizado…e ainda ajudou mais o Benfica ter ganho 2-1! Daniel, é um exemplo de força e luta! Com o constante apoio dos seus pais, a palavra “impossível”, não entra na sua vida…é normal, e é normal aos olhos dos seus mais próximos! Rute Antunes

Novamente no Natal…esta é talvez a época festiva mais comemorada pelo Mundo fora e aquela que traz a si associadas mais tradições. Pondo de parte o lado consumista da troca excessiva de presentes, reflectida no dia 26 de Dezembro nos caixotes do lixo a transbordar de papel de embrulhos, existe uma série de hábitos que, felizmente, se vão perpetuando e que não deixam esquecer a verdadeira essência do Natal. A reunião das famílias é uma delas e a complementar esse tão aguardado reencontro, as nossas casas ganham vida e alegria. A grinalda à porta de entrada parece dizer a quem por ali entra “sê bemvindo à minha casa”. Nestes pequenos pormenores que tornam a nossa casa mais acolhedora, as plantas dão o seu precioso contributo e algumas espécies são imediatamente associadas à época natalícia. A Santíssima Trindade está representada em todas as casas, através da forma triangular do pinheiro, cuidadosamente ornamentado. O facto destas árvores se manterem verdes durante o Inverno, converteu-as num dos principais símbolos de Natal, a ponto de despoletar todo um negócio em redor da comercialização destes espécimes. Actualmente, é muito comum a sua substituição por árvores artificiais, o que poderá ser vantajoso para quem não tem fá-

cil acesso à versão natural. Não é o caso dos habitantes da nossa região, que facilmente obtêm um bonito exemplar, contribuindo para o necessário desbaste do pinhal. É portanto uma opção de gosto e de prática optar por um ou outro. A mesma conversa já não se aplica a uma outra espécie natalícia…Ilex aquifolium, ou seja, o azevinho. É certo que a sua folhagem recortada e espinhosa de um verde intenso e os seus frutos vermelhos fazem sucesso em qualquer decoração. Mas atenção…esta é uma espécie em vias de extinção, protegida por lei no nosso País, pelo DL n.º 423/89 de 2 de Dezembro. A sua venda é legal, se a sua proveniência for de cortes autorizados. Não tendo a certeza da sua legalidade, o melhor é não comprar, mas se fizer muita questão em ter azevinho

nas decorações natalícias, poderá plantar um no seu jardim…precisa de solo com características ácidas, bem drenado, e protegido da exposição solar excessiva. Desta forma, para além de ter durante todo o ano no seu jardim uma espécie tipicamente natalícia, contribuirá para a sua sobrevivência, dando assim o seu presente de Natal à Natureza. E já agora, mais um presentinho para o ambiente…papéis de embrulho no eco ponto azul! Feliz Natal! Cláudia Mendes (Bióloga)


20 Oleiros Magazine

Opinião

Dezembro de 2011

opinião

À mesa com todos Com a chegada do Natal, realizamse as tradicionais Ceias de Natal, onde o “Bacalhau com Todos” marca a sua presença habitual, não faltando as genuínas couves produzidas no concelho, a partir da agricultura de subsistência. Na verdade, a generalidade da hortaliça que se produz em Oleiros é bastante apreciada e sempre teve um lugar de destaque como acompanhante dos mais variados pratos. Influenciados pelo clima e pelo solo, é da conjugação de diversos factores que resultam afamados produtos da terra, obtidos através de uma agricultura familiar e de pequena escala, vindo assim aumentar o rendimento destes agregados nos espaços rurais. Actualmente, com a crescente preocupação dos consumidores por questões relacionadas com a Saúde, verifica-se um aumento da procura pelos produtos naturais e obtidos segundo um modo de produção mais saudável, garantindo aos consumidores a exigida segurança alimentar. Por outro lado, a oferta destes produtos encontra-se concentrada nas zonas rurais, em micro produções familiares, das quais resulta um excedente de produção que tem o seu valor económico e que na maior parte das vezes é desaproveitado, facto que em algumas frágeis economias familiares poderia representar um importante acréscimo de rendimento. Do ponto de vista sócio-ambiental, no âmbito de um sistema produtivo agrosilvo-pastoril, a agricultura pode funcionar como tampão à progressão dos incêndios florestais, humanizando a paisagem, beneficiando os ecossistemas e consequentemente, garantindo a subsistência da fauna autóctone. A tendência que se verifica actualmente, face ao contexto económico que se vive em toda a Europa, prende-se com o retorno aos campos agrícolas. As pessoas começam a perceber cada vez mais as vantagens sociais, ambientais e económicas de produzirem os seus próprios alimentos, garantindo a sua segurança alimentar. Colocam-se então duas questões: como escoar estes bens alimentares, dotados de valor económico e os quais poderiam representar benefícios directos em muitos orçamentos familiares e simultaneamente; como fazer chegar ao consumidor, ávido de produtos alimentares saudáveis, esse excedente de produção que à partida iria ser desperdiçado? Segundo a frase popular “quem não é capaz de produzir o que come, passa fome” e sabendo que em Portugal importamos sessenta por cento do que comemos, talvez não seja difícil perceber que estamos perante uma situação que merece uma reflexão abrangente. Talvez a resposta esteja numa mudança de mentalidades e na criação de mecanismos que permitam um escoamento eficaz desses produtos, fazendoos chegar a diversos lares, restaurantes e alojamentos turísticos. Desta forma fomentavam-se as economias locais, mantendo a actividade agrícola em muitas zonas desfavorecidas, ao mesmo tempo que se diminuíam as importações nacionais, tirando partido dos produtos de qualidade que existem nos quintais portugueses, para os quais existe procura, mas que invariavelmente desperdiçamos. Votos de boas Consoadas. Texto: Inês Martins Foto: “O Santos” comida Portuguesa


Desporto

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine 21

Todo-o-terreno

Pneus, escolha e utilização correcta No todo o terreno a utilização de pneus ideais nas condições ideais é uma mais-valia para a circulação em segurança e para a correcta transposição dos obstáculos. Para isso devemos saber identificar a informação contida nestes. Olhando de perto para o flanco dos pneus temos uma basta informação sobre os mesmos, que descreve a largura, a série, o diâmetro, o índice de velocidade e de carga, além de outras informações referentes ao seu fabrico. É no sentido de que se faça a escolha e utilização correcta dos pneus para o tipo de todo o terreno que praticamos que deixo o seguinte texto, onde tento explicar algumas das nomenclaturas inscritas nos pneus utilizados no todo o terreno que podem ser aplicadas aos pneus em geral e quais as condições em que os mesmos devem ser utilizados. Vamos tomar como exemplo um dos pneus mais utilizados nos veículos todo o terreno, o BFgoodrich Mud Terrain KM2 com a seguinte nomenclatura inscrita na lateral: LT 235/85 R 16 120/116 Q M+S. A inscrição LT, indica o tipo de pneu e significa “Light Truck”, podendo ser usados em veículos comerciais ligeiros até 3500 kg, 235/85 R 16 indica-nos a dimensão e o tipo de construção do pneu. 235 é a largura do pneu em milímetros, 85 é a razão entre a altura da secção do pneu e a largura da sua secção, expressa em percentagem. Ou seja, a altura é 85% de 235. A letra R indica que estamos perante um pneu com o tipo de construção radial e, por conseguinte, muito mais eficaz em inúmeros aspectos que os pneus tipo diagonal ou convencional. O 16 representa o diâmetro da jante em polegadas. Por último, passemos aos índices de carga e velocidade. O número 120 indica o índice de carga ou peso máximo que o pneu suporta, numa montagem simples, garantido todas as condições de segurança. O 116 é o índice de carga para uma montagem dupla, ou seja um veículo com rodado duplo. A letra Q indica a velocidade máxima para qual o pneu foi con-

maior número de Lonas ou Telas (PR) ex: 8 ou 10.

cebido. Neste exemplo a velocidade máxima que o pneu suporta é 160 km/h. M+S é a designação da sua aptidão para utilização no Inverno “Mud + Snow”, ou seja pode ser usado em piso de lama e neve. Pressão de um Pneu 4x4 (Fora de Estrada) A pressão de um pneu deve ser indicada ao tipo de terreno que se vai pisar. Para se conseguir um aumento significativo de tracção é obvio que, se baixarmos a pressão, o aumento de superfície do pneu em contacto com o solo é superior e isto é muito favorável em pisos tais como lama, areia e pedras. Mas se baixarmos demasiado a pressão pode ser prejudicial pois facilita que o pneu descole mais facilmente da jante e fica mais vulnerável a cortes laterais. No caso de usar câmara-de-ar, estas, com pouca pressão aquecem e enfraquecem. Com pneus com pouca pressão fica muito mais difícil a condução. Por isso é sempre aconselhável, que depois de deixar de ser necessário a utilização com baixa pressão, voltar a por a pressão indicada para a viatura. Pressão para Lama: É permitido reduzir a pressão para aumentar a área de contacto do pneumático

e a capacidade de flutuação. Pressão para Neve: Em estrada deve-se manter a pressão normal. Fora de estrada em condições difíceis deve reduzir-se a pressão a fim de beneficiar a tracção. Pressão em Rocha/Pedra: Neste caso é mais complicado pois, se baixar a pressão irá aumentar a tracção, mas o pneu fica muito mais sensível a golpes e cortes laterais. Pressão em Areia: Em areia solta devera reduzir-se a pressão para aumentar a tracção. Escolha o Pneu Certo A escolha de um pneu certo ou o mais indicado para o veículo e para os tipos de terrenos em que o veículo anda é uma tarefa muito complicada. Não existe um pneu que se adapte a todos os tipo de terreno.

Pneus para Lama: Em terrenos com muita lama, quanto maior forem os sulcos ou gomos do pneu, maior tracção terá. Isto ainda será melhor se os pneus tiverem um grande poder de auto limpeza, senão o pneu perderá a tracção. Pneus para Pedras/Rochas: Neste tipo de piso é muito difícil ganhar tracção pois as pedra tipo cascalho ou mesmo pedras soltas podem dificultar muito a condução. E neste tipo de terrenos os pneus ficam muito veneráveis a cortes laterais por isso o mais indicado é a montagem de pneus bastante reforçados lateralmente, este pneus são os que possuem um

Pneus de Neve: Estes pneus são muito pouco comercializados no nosso pais, devido às nossas condições climatéricas. Existem vários tipos de pneus de neve, mas normalmente são pneus com os perfis quase idênticos aos pneus Mistos, os 50%-50%. Alguns destes pneus possuem pequenos orifícios no piso, para se adaptar uns “pregos especiais para a obtenção de uma maior tracção. A solução ideal no nosso caso são as correntes especiais para este tipo terrenos que se encontram à venda. Agora depois desta aula teórica, escolha os pneus mais indicados para a sua viatura, para tirar o máximo partido dela, e gaste os pneus em grandes aventuras, de preferência pela nossa região. João Alves Fotos: Arquivo

Pneus para Areia: Em terrenos arenosos o mais indicado são os pneus largos, para se conseguir obter uma maior base de contacto com o solo, pois assim é muito mais difícil a atascamento. Claro que isto tudo melhora se baixarmos a pressão para aumentar ainda mais o contacto com o solo.

Deseja-lhe Boas Festas


Desporto

22 Oleiros Magazine

Dezembro de 2011

Bredas da Bafareira

Prova em Janeiro O IX Passeio Todo-o-terreno Bredas da Bafareira vai realizar-se a 21 de Janeiro e tem como objectivo juntar dezenas de convivas a tripular motos quatro, jipes e motas de crosse. Organizado pela Associação Os Amigos da Bafareira, o passeio tem o apoio

da Câmara de Oleiros, Junta de freguesia do Estreito e do Oleiros Magazine. De acordo com o programa, as inscrições e o pequeno almoço iniciam-se às 8h30. O almoço está previsto para as 12h30 e haverá espaço para uma prova de medro-

nho cerca das 15 horas. O jantar convívio está marcado para as 19 horas. Todos os participantes terão direito a um brinde. Os interessados devem inscrever-se através dos telefones 964534119, 963038837, 967908716 ou 966474999.

1ª divisão distrital, Estreito e Oleiros

À procura do cimo da tabela As equipas do Águias do Moradal e da Associação Recreativa e Cultural de Oleiros continuam a realizar um campeonato distrital dentro das suas expectativas, ocupando respectivamente as terceira e quinta posições com 22 e 19 pontos. A penúltima jornada da primeira volta acabou por não ser positiva para nenhum dos conjuntos, já que ambos perderam. O Estreito foi ao terreno do Sernache, por 1-0 (foi a primeira derrota fora, tendo falhado uma grande penalidade). O Oleiros não resistiu ao líder e perdeu em casa por 1-4. Após esta 12ª jornada comanda o campeonato a equipa da Atalaia, com 29 pontos, seguindo-se o Sernache com 28. Recorde-se que as duas equipas do concelho de Oleiros definiram como objectivos para esta época os primeiros lugares da tabela classificativa. Espera-se por isso uma boa segunda volta das duas formações do concelho de Oleiros.

Medalhados

Oleiros com campeões da natação A equipa de Pequenos Grandes Nadadores das Piscinas Municipais de Oleiros, composta por José Pedro Graça, Ricardo Mateus, Alexandra Mateus e Maria Regina,

destacou-se no Campeonato de Natação do Pinhal Interior Sul. A equipa de Oleiros conquistou três medalhas de bronze, uma medalha de prata e uma medalha de ouro.

Oleiros

Hidrojump nas Piscinas Depois da Hidrobike e Hidroterapia, as Piscinas Municipais de Oleiros terão ao seu dispor aulas de Hidrojump. Com a inclusão desta nova modalidade, dá-se conti-

Foto: Alberto Ladeira

Freguesia de Mosteiro

A Junta de Mosteiro deseja-lhe um Bom Natal e um Feliz Ano Novo

nuidade à política de oferta desta infra-estrutura municipal aos seus utentes de aulas únicas de combinação de fitness, música e ritmo. As inscrições estão abertas.

Isna

ISCA faz campanha da resina O Isna Sport Clube e Alvélos promoveu, na sua sede social, a exposição temática “A Campanha da Resina”, cuja concepção está a cargo de Paulo Santiago, numa produção do Centro de Ciência Viva da Floresta. A exposição apresentou-se dividida em dez painéis que pretendem retratar o ciclo de produção da resina, bem como os diferentes métodos utilizados neste processo. Assim, é possível ver as diversas fases da resinagem, que constitui o processo de extracção

da gema dos pinheiros bravos, e que representou uma das principais actividades económicas do mundo rural ao longo do século XX. A iniciativa conta, ainda, com diversos apoios institucionais, tais como: União Europeia, Ciência Inovação 2010, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Município de Proençaa-Nova, Vieirafabril – Indústria e Comércio de Resinas, lda, PinhalInova – Madeiras Tratadas, lda e Rancho Folclórico “Os Resineiros” de Corgas.

www.oleirosmagazine.com


Desporto

Dezembro de 2011

Oleiros Magazine

23

Todo-o-Terreno

Trilhos do Estreito animam concelho O 12º Passeio Todo o Terreno “2011 Trilho Estreito” realizado no passado dia 26 de Novembro voltou a superar as expectativas. Num dia em que o sol fez companhia durante todo o dia, os participantes responderam em força ao desafio e compareceram mais uma vez em grande número, tendo excedido todas as expectativas da organização. Num evento (organizado pela Associação Trilhos do Estreito) que constitui um marco ao nível dos acontecimentos ligados ao Todo o Terreno a nível regional e até mesmo nacional, 307 aventureiros distribuídos por 105 jipes e 43 motos de duas e quatro rodas e bugiy compareceram no local de concentração que mais um ano foi a sede da Junta de Freguesia do Estreito, onde foram formalizadas as inscrições, distribuídos os brindes e foi servido um primeiro pequenoalmoço. Após um briefing inicial os participantes iniciaram o percurso definido, tendo trilhado caminhos das freguesias do Estreito, Sarnadas de S. Simão, Vilar Barroco e Oleiros. A primeira paragem foi na localidade de Sarnadas de S. Simão onde foi servido um reforço ao pequeno-almoço para retemperar forças e onde os participantes tiveram oportunidade de trocar as primeiras impressões, sempre num animado convívio. Após esta paragem a caravana continuou o percurso com passagem obrigató-

ria pelas mais exuberantes serras e ribeiras da região e por aldeias de xisto. Percurso este que os conduziu de novo até à localidade de Vilar Barroco e depois para o Estreito onde um agradável almoço esperava por todos no pavilhão multiusos da freguesia. Para a parte da tarde havia duas opções. Os participantes po-

deriam fazer mais 15 km de percurso TT ou ir directamente para a pista de obstáculos, tendo a maior parte optado por fazer o percurso, após o qual entraram na pista de obstáculos. Com participantes desde Braga a Lisboa, de Leiria a Castelo Branco, a organização do passeio não poderia estar mais satisfeita, pois no final

deste todos se mostraram satisfeitos com o que viram e com o que viverem neste dia. A iniciativa teve o apoio do Oleiros Magazine. A Associação Trilhos do Estreito agradece a presença de todos os participantes presentes neste XII Passeio Todo o Terreno, bem como à Câmara Municipal de Oleiros, à Junta de Freguesia do Estreito, à

Junta de Freguesia de Vilar Barroco e à Junta de Freguesia de Sarnadas de S. Simão e a todos os seus Patrocinadores que ano após ano continuam a apoiar este evento, pois sem este apoio era impossível chegar onde chegámos, prometendo assim dar continuidade a esta actividade que, ano após ano, continua a divulgar a nossa região.


24 Oleiros Magazine

Oleiros Magazine Publicação periódica nº 123920

Publicidade

Dezembro de 2011

Director: Daniela Silva • Edição e Propriedade: RVJ - Editores, Lda, Empresa Jornalística nº 221610 Gerência: Vitor Tomé, João Carrega e Rui Rodrigues (accionistas com mais de 10 por cento do capital social) Redacção, Serviços Administrativos e Comerciais: Av. do Brasil, 4 R/C • 6000-909 Castelo Branco • Telefone/Fax 272324645 • oleirosmagazine@rvj.pt • www.rvj.pt/oleirosmagazine • Impressão: Gráfica Almondina • Trimestral • 4000 exemplares de tiragem

Oleiros Magazine Dezembro 2011  

Jornal do Concelho de Oleiros

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you