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Abril 2012

Oleiros Magazine

Oleiros Magazine

www.oleirosmagazine.com

Jornal do Concelho de Oleiros • Directora: Daniela Silva • Edição e propriedade: RVJ - Editores, Lda • Periodicidade: Trimestral www.rvj.pt • Abril 2012 • nº42 • Ano XI • Preço: 1 Euro

Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico. Autorização n.º DE03042011SNC/GSCCS Pub

Oleiros garante SAP no concelho A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) e a Câmara de Oleiros acabam de assinar um acordo que garante a continuidade do Serviço de Atendimento Pág. 3 Permanente (SAP) em Oleiros, todos os dias da semana e 24 horas por dia. Na inauguração da creche em Oleiros

Cuidados continuados abrem no Orvalho Pág. 7

Ministro anuncia mais apoio aos idosos

Pág. 6

Concelho contra fim do Tribunal e de freguesias

Oleiros de boas contas e sem desemprego Pág. 4

Escolas mantêm-se no Estreito e Orvalho

Pág. 3

O emprego bom ... entrevista

Pág. 12

... de Boss AC

RVJ-Editores

publicidade

Pág. 5 Pub

Festival Gastronómico

Cabrito e maranho são reis em Oleiros

Pub

Boa Páscoa

Pág. 8

Boa Páscoa


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Destaque

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ULSCB garante serviço, mas extingue extensões de saúde

breves Editorial

Ataque ao interior do país Portugal está a assistir a um dos maiores ataques do Estado ao interior do país e às suas gentes. A extinção de freguesias, o anúncio de fecho de tribunais (já há quem defende também o encerramento dos serviços das finanças), e os cortes no investimento público são factores que nada contribuem para a equidade territorial. Estas medidas demonstram um corte cego por parte do Estado, que assim tira pouco aos que já não têm quase nada. A extinção de freguesias no concelho de Oleiros (pelo menos duas estão em risco) nada contribui para diminuir o Orçamento de Estado. Os gastos com as freguesias do concelho são tão irrisórios, que certamente não dariam para construir um pequeno troço de uma curta estrada municipal. Mas os custos que essa medida acarreta para os cidadãos residentes é imenso e traduz-se no abandono do Estado às populações, que na sua maioria são compostas por pessoas idosas, que vêm na Junta de Freguesia a esperança que lhes resta. O possível encerramento do Tribunal em Oleiros é outra medida incompreendida. O funcionamento o Tribunal em Oleiros quase não tem custos para o Ministério da Justiça (não paga renda, nem água – a autarquia suporta). Tal situação apenas afasta os cidadãos da justiça. Qualquer Governo (independentemente da cor política a que pertença) que adopte medidas como as atrás descritas está a virar costas a um território cuja população tem tanto direito aos direitos como outras pessoas que vivem nos grandes centros urbanos e no litoral. Uma população que, apesar de viver no interior e de estar longe dos centros de decisão, paga os seus impostos como os demais cidadãos e, indirectamente, por via disso, suporta prejuízos de transportes públicos que não utiliza. É tempo de se deixarem as demagogias de lado e de se assumir que o encerramentos de serviços no Interior do País nada contribuem para a diminuição do défice, nem para emagrecer o Orçamento de Estado. Como sempre o Oleiros Magazine estará ao lado das pessoas do concelho, fazendo ouvir a sua voz. A existência de serviços do Estado no concelho é um direito que não deve ser perdido. A direcção

Oleiros garante SAP

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) e a Câmara de Oleiros acabam de assinar um acordo que garante a continuidade do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) em Oleiros, todos os dias da semana e 24 horas por dia, com a presença de médicos. Este acordo vai ao encontro dos anseios da autarquia, a qual sempre defendeu a permanência do SAP na vila. No entanto, e segundo apurámos, a falta de médicos na região centro obrigou a ULSCB a extinguir as extensões de saúde de Foz Giraldo, Cambas, Madeirã e Sobral. Uma medida que não agrada à autarquia. “lamentamos que isso suceda, pois essa medida vai prejudicar muito as populações, compostas maioritariamente por pessoas idosas”, começou por referir o presidente da Câmara, José Marques. O autarca sublinhou que “a falta de médicos está na origem dessa medida. A Câmara de Oleiros está disponível para apoiar as freguesias a pagar os transportes (gasóleo) para deslocarem as pessoas para a nova extensão de saúde”. Segundo apurámos, os habitantes de Foz Giraldo vão passar a utilizar a extensão de saúde de Orvalho. Cambas poderá servirse da extensão de Orvalho ou Oleiros, e a Madeirã e Sobral utilizarão o centro de saúde de Oleiros. José Marques refere que a “a autarquia está disponível para

O SAP vai continuar a funcionar e um hospital de rectaguarda poderá avançar

apoiar as freguesias. A Junta do Orvalho, por exemplo já tem recebido o nosso apoio para o transporte de Foz Giraldo para o Orvalho”. Reunião sobre Centro Entretanto, o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, José Tereso, e o presi-

dente da ULSCB, Vieira Pires, vão visitar o Centro de Saúde de Oleiros no sentido de estudarem possíveis utilizações da zona não utilizada naquele edifício. A visita, na qual participará o presidente da Câmara, servirá para os responsáveis da saúde na região centro possam verificar as potencialidades de todo aquele espaço (o primeiro piso está praticamente

por utilizar). José Marques, presidente da autarquia, já sugeriu que o Centro pudesse acolher um hospital de rectaguarda ou uma unidade de cuidados continuados. Recorde-se que o aproveitamento daquele espaço para serviços de saúde e de apoio à população é uma medida defendida pelo presidente da autarquia desde que o Centro de Saúde foi inaugurado.

1º ciclo e pré-escolar

Estreito e Orvalho mantêm escolas?!

A Câmara de Oleiros e a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) poderão ter chegado a um entendimento sobre o não encerramento das escolas de 1º ciclo de Estreito e de Orvalho. Na reunião, realizada recentemente, a autarquia de Oleiros demonstrou aos técnicos da DREC que é impossível o fecho desses estabelecimentos. Para além das distâncias percorridas pelas crianças que hoje frequentam essas escolas, a própria escola de acolhimento, em Oleiros, não tem capacidade para receber todos os alunos. “Não podemos obrigar as crianças a fazer mais esses sacrifícios e da nossa parte não há condições para assegurar a transferência dos alunos”, disse José Marques, para depois acrescentar que “a Câmara opõe-se ao encerramento dessas escolas”. O autarca diz que “a ideia com que se ficou após a reunião foi de que as escolas não irão encerrar”. José Marques refere que “foi também demonstrado que é expectável que o número de crianças venha a subir nessas freguesias, fruto do aumento de postos de trabalho”.

A escola do Estreito foi totalmente recuperada e recebe crianças do pré-escolar e do 1º ciclo

Além disso, diz, foram efectuados grandes “investimentos nas esco-

las. A do Estreito, por exemplo, foi totalmente requalificada, numa

intervenção que custou 113 mil euros”.


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Destaque

Oleiros Magazine

Anuário dos Municípios Portugueses

BREVES

Televisão Digital Terrestre

PT instala antena e estuda zonas sombra A Portugal Telecom já instalou uma antena retransmissora do sinal de televisão digital terrestre (TDT) no Concelho de Oleiros, disse ao Oleiros Magazine o presidente da Câmara, José Marques. A instalação do retransmissor por parte da Portugal Telecom surgiu depois da Câmara de Oleiros ter alertado aquela empresa para o facto da maioria do concelho de Oleiros não ter acesso ao sinal da televisão digital terrestre, o qual a 26 de Abril substituirá o analógico. A grande preocupação da autarquia de Oleiros encontra-se agora nas freguesias de Estreito e de Orvalho, onde há zonas sombra, isto é locais onde a cobertura da TDT não chega à casa das pessoas. Segundo apurámos, no Estrei-

to essa situação será ultrapassada através de antenas localizadas em territórios próximos. Já algumas localidades da freguesia de Orvalho e algumas freguesias do concelho do Fundão precisam mesmo de uma antena retransmissora. A solução poderá passar por uma antena que sirva todas aquelas populações. Algo que irá agora ser discutido com a Portugal Telecom. Para se ter acesso aos quatro canais generalistas, é necessário um aparelho de televisão preparado para receber o sinal TDT, ou um televisor mais antigo a qual será ligado um descodificador. Sem a instalação dessa antena, a solução das pessoas passará pela aquisição de uma antena parabólica, para além do descodificador.

Oleiros de boas contas e sem desemprego

Oleiros é uma das autarquias de pequena dimensão que tem melhor gestão financeira, segundo o anuário financeiro dos Municípios Portugueses, feito pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. A autarquia liderada por José Marques (Oleiros) surge na 20ª posição da classificação do ranking global entre as câmaras de pequena dimensão. Oleiros surge ainda entre os municípios com menor índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior (6º lugar), e entre os que têm menor endividamento líquido (9ª posição). Mas os resultados de Oleiros demonstram ainda que no Concelho quase que não há desemprego. Segundo um estudo desenvolvido pelo Semanário Expresso, Oleiros é o segundo concelho do país com menor taxa de desemprego (3,1%). Aquele semanário efectuou também uma análise sobre as regiões que estão a resistir melhor à crise, e Oleiros surge na terceira posição entre todos os municípios do país. Para o presidente da Câmara, José Marques, estes dados “revelam o trabalho que tem vindo a ser feito no nosso concelho. As políticas da autarquia, neste domínio, têm dado todas as condições para que as empresas se fixem no concelho”. José Marques destaca também o trabalho dos empresários do concelho, bem como das instituições

O concelho de Oleiros é um dos mais bem geridos

de solidariedade social. “Para eles dou-lhes também uma palavra de estímulo”, disse. No entender do autarca, “a Câmara tem feito um importante trabalho para fixar empresas no concelho e os resultados são positivos”. José Marques adianta que “a Câmara de Oleiros tem aplicado políticas de apoio às famílias do concelho, as quais vão desde os transportes escolares e alimentação para os alunos do concelho, a outro tipo de intervenção social com o apoio no arranjo e reconstrução de residências em mau estado”. Recorde-se que neste momento Oleiros garante o abastecimento de água ao domicílio a preços mais

baixos do país. Para além disso, os seus habitantes pagam menos 5% de IRS. O estudo revela que Oleiros surge também em destaque no estudo desenvolvido pelo Expresso no que se refere ao índice de crise. O concelho do Pinhal surge na terceira posição entre os municípios que melhor estão a resistir à crise. O estudo partiu do número de desempregados, e envolveu a população activa, população residente e a taxa de actividade da região, para além do rácio de crédito vencido, variação dos preços das casas 2011 e o facto de o município estar ou não em processo de saneamento financeiro.

Para requalificação do quartel

O júri divulgou os vencedores

Concurso de ideias

Autarquia premeia projectos inovadores A Câmara de Oleiros acaba de divulgar os vencedores do Concurso de Ideias “Empreendedorismo 2011”. O projeto de Econature, da autoria de Isabel Lopes e Berto Patrício, foi o grande vencedor da iniciativa promovida pela Câmara de Oleiros. Na segunda posição ficou a ideia apresentada por Daniel Gonçalves (Desporto Aventura) e em terceiro a Frutos do Pinhal, desenvolvida por Ana Carina Lourenço. Os vencedores poderão agora, por um período de 3 anos, usufruir

Abril 2012

de um espaço cedido pelo município de Oleiros, no qual vai ser possível, de forma gratuita, domiciliar o seu escritório. Após a implementação da referida empresa, será ainda facultado apoio técnico por parte da Associação Pinhal Maior, também por um período de 3 anos. Recorde-se que o concurso foi desenvolvido pela Câmara de Oleiros, no âmbito da Comunidade Intermunicipal Pinhal Interior Sul (CIMPIS), a qual integra ainda os municípios de Oleiros, Proença-aNova, Sertã e Vila de Rei.

Bombeiros candidatam-se a fundos comunitários

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros aguardam pela aprovação da candidatura efectuada ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para a requalificação do quartel. A candidatura teve já o parecer positivo da comissão mista (a qual integra a Protecção Civil), pelo que é expectável que as obras venham a ser comparticipadas. O investimento previsto ronda os 415 mil euros, a intervenção abrange ampliação, remodelação e requalificação do quartel. Segundo o Oleiros Magazine

apurou, serão intervencionadas as áreas de comando, balneários, zona de formação, e cobertura do

edifício. Todo o edifício será adequado a pessoas portadoras de deficiência (mobilidade).

Boa Páscoa

Páscoa Feliz

Deseja uma boa Páscoa


Destaque

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BREVES oLEIROS

Espaço Internet fez formação O Espaço Internet de Oleiros promoveu mais uma acção de formação de iniciação à internet direccionada a todos aqueles que pretendam iniciarse no mundo das novas Tecnologias da Informação e Comunicação. A formação compreendeu um total de duração de 10 horas, numa acção gratuita que pretendeu dotar os formandos de competências básicas adequadas para uma utilização correta de hardware e software.

Oleiros

JuveBombeiro promove baile

A associação JuveBombeiro de Oleiros pretende promover, a 7 de Abril, um baile de Páscoa com a actuação de Leonel Nunes. Uma actividade cujas receitas reverterão para ajudar crianças com deficiências. O plano de actividades integra ainda um torneio de sueca, uma noite de fados, uma sessão geocashing pelo concelho, e o apoio à organização do Natal do Bombeiro. Recorde-se que este ano aquela associação já promoveu um passeio de bicicletas, o qual contou com 30 participantes. Oleiros

Escuteiros acampam nas Várzeas O Agrupamento 1080 do Corpo Nacional de Escutas de Oleiros está presente em duas actividades na Páscoa. Os lobitos vão acantonar na antiga Escola Primária das Várzeas. Por sua vez, os pioneiros irão participar, de 31 de Março a 4 de Abril no já habitual Acampamento da Gardunha.

Justiça

Oleiros contra o fecho do Tribunal

A Câmara de Oleiros opõe-se frontalmente ao encerramento do tribunal no concelho A reacção do presidente da Câmara, José Marques, surgiu logo após o anúncio da proposta do Ministério da Justiça do novo mapa judicial, onde o Tribunal de Oleiros é apontado como um dos que devem encerrar. Em declarações ao Oleiros Magazine, José Marques, revela “o assunto é bastante importante, pelo que terá que ser discutido com a ministra da Justiça ou com o Secretário de Estado, e não com um chefe de gabinete”. O autarca adianta que foi entregue um documento ao Ministério da Justiça, ao Gabinete do Primeiro Ministro, à Presidência da República, à As-

sembleia da República e aos deputados, onde são sublinhadas as razões para se manter o Tribunal em Oleiros. Os critérios que levaram à elaboração da proposta prendem-se com o número de processos (os que têm menos de 250 devem encerrar), com a distância entre o tribunal a encerrar e o que o vai acolher (menos de uma hora de viagem), com a qualidade das instalações e com o fato de estas serem ou não do Ministério da Justiça. José Marques assegura que “enquanto eu estiver à frente da Câmara de Oleiros vou opor-me frontalmente a este tipo de propostas”.

O autarca lembra que “as instalações onde está situado o Tribunal são da autarquia, logo o Ministério da Justiça não tem qualquer gasto com rendas. A própria água consumida é suportada pela autarquia, e a eletricidade também o foi até há cerca de seis anos. Mas se o problema é esse, nós também suportaremos a energia eléctrica!”. O presidente da Câmara de Oleiros adianta que o Tribunal de Oleiros tem apenas três funcionários, os quais fazem parte dos quadros do Ministério da Justiça, pelo “que o ministério terá sempre esses custos a seu cargo em Oleiros ou noutro local”. José Marques crítica ainda a distância a percorrer para o Tribu-

nal de acolhimento, neste caso na Sertã. “Mais de metade do concelho de Oleiros encontra-se a muito mais de uma hora da Sertã”, diz o autarca. O presidente oleirense diz mesmo que quem elaborou a proposta “não saiu do seu gabinete e não conhece a realidade do concelho. A Oleiros ninguém veio e, tal como sucedeu noutras questões, a autarquia nem sequer foi contactada”. No que respeita ao número de processos, o autarca de Oleiros adianta que “o Tribunal tem cerca de 240. E só não tem mais porque devido à lentidão da justiça há casos de pessoas que foram vítimas de furtos e que decidiram não apresentar queixa”.

Reforma autárquica

Concelho diz não ao fim de freguesias

O presidente da Câmara de Oleiros voltou a mostrar-se contra o encerramento de freguesias no concelho. José Marques considera que “no entender da autarquia as freguesias não devem encerrar, pois prestam um serviço de proximidade às populações, e não têm qualquer custo para o Governo, nem para o Orçamento Geral do Estado”. Em Oleiros há duas freguesias que podem estar em causa (Vilar Barroco e Amieira), já que têm menos de 150 habitantes. O Governo quer que até Julho as Assembleias Municipais decidam sobre quais as freguesias que devem agregar-se. Se isso não acontecer, o Estado diz que irá agir compulsivamente, cumprindo as indicações de uma

comissão técnica, que funcionará junto da AR com a missão de apreciar a conformidade de todas as propostas apresentadas. A lei que o Governo vai enviar à Assembleia da República (e que resulta do Livro Verde da Reforma do Poder Local) revela que as cerca de 280 freguesias com menos de 150 habitantes (a maioria em zonas desertificadas e no interior do país) terão obrigatoriamente de agregar-se. Caso isso se confirme, no distrito de Castelo Branco há cinco freguesias que correm o risco de desaparecer. São elas Sarzedo (concelho da Covilhã) que segundo os Censos 2011 tem 130 habitantes; Amieira (115 habitantes) e Vilar Barroco (113 habitantes)

– ambas no concelho de Oleiros; Idanha-a-Velha (63 habitantes) – concelho de Idanha-a-Nova; e Bemposta (120 habitantes) – concelho de Penamacor. Mas se aquela pode ser a regra, o Governo não afasta a possibilidade de outras freguesias virem a ser extintas. A proposta de lei revela parâmetros mínimos de agregação. Isto é, a reorganização é feita tendo em conta os três níveis de enquadramento (nível 1 – áreas com mais de 500 habitantes por quilómetro quadrado; nível 2 – entre 100 a 500 habitantes por quilómetro quadrado; e nível 3 – menos de 100 habitantes por quilómetro quadrado). Por cada nível há uma percentagem mínima exigida para

as agregações. No caso do interior do país, que se encontra todo no nível 3, essa percentagem de agregação varia entre os 50% (para freguesias dentro da malha urbana - freguesias cujo território se situe, total ou parcialmente, no mesmo lugar urbano ou em lugares urbanos [lugar com população igual ou superior a dois mil habitantes] sucessivamente contíguos) e os 25% para as restantes freguesias. Diz ainda a proposta de lei, que a identidade das freguesias agregadas passará a ser União das Freguesias. Serão ainda criados os Conselhos de Freguesia, compostos por cidadãos residentes nos territórios das freguesias agregadas.

Boa Páscoa


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Sociedade

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Ministro inaugura creche em Oleiros

Mota Soares quer mais apoio aos idosos

alternativas mais dignificantes e humanizantes. É fundamental que Portugal tenha uma nova geração de apoio domiciliário e o protocolo que fizemos com as instituições de solidariedade, como as misericórdias, vai nesse sentido”. O ministro revela que esse apoio “pode passar por serviços de teleassistência ou de socialização na comunidade, de modo a que os idosos possam ser sinalizados. De forma a que se garanta a sua segurança e o combate ao isolamento, mas que ao mesmo tempo permitamos que eles mantenham as suas rotinas, o seu estilo de vida e que não sejam forçados a sair de suas casas”.

Pedro Mota Soares abordava a questão do apoio aos idosos, depois do provedor da Santa Casa de Oleiros, João Mateus, ter solicitado apoio ao ministério da Segurança Social para a abertura de uma unidade de cuidados continuados em Oleiros. “A Santa Casa possui um edifício com 12 quartos com casas de banho independentes (onde antes funcionou o Centro de Saúde), o qual pode ser adaptado”. O provedor acrescentaria ainda que “caso a solução seja a construção de uma nova estrutura, também temos um terreno disponível”. Mas a este desafio, o ministro nada respondeu.

Páscoa Feliz

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Pedro Mota Soares, Ministro da Segurança Social, inaugurou, no passado dia 24 de Fevereiro, em Oleiros a nova creche da Santa Casa da Misericórdia de Oleiros. A creche da Santa Casa de Oleiros representa um investimento 414 mil euros, tendo sido financiado em 186 mil euros pelo Programa Pares e em 35 mil euros pela Câmara de Oleiros. O governante destacou a importância daquela estrutura, a qual permite acolher 33 crianças. “É preciso apostarmos em equipamentos como este, os quais permitem a compatibilização entre a vida profissional e familiar. Esta é uma obra de referência”, disse Mota Soares. A visita a um dos concelhos mais envelhecidos da região, foi aproveitado por Mota Soares para anunciar novas medidas de apoio à terceira idade, sobretudo no que respeita ao apoio domiciliário. “Portugal tem regras que ofendem a sensibilidade das pessoas. Isto porque as instituições poderiam servir mais famílias e idosos, mas não o podem fazer devido às regras que são muito restritas. E isso coloca graves situações financeiras às instituições”. Em declarações ao Oleiros Magazine o ministro lembrou que deve ser alterado o paradigma de apoio aos mais velhos, através de outros programas. “Temos que mudar a forma como acolhemos os nossos idosos. Portugal tem tido uma resposta, quase exclusiva, que os institucionaliza em lares. Chegou a altura de procurar

Presidente reclama serviços A presença do ministro em Oleiros foi aproveitada pelo presidente da autarquia para lembrar a importância dos serviços do Estado no concelho. “Inquieta-nos o eventual fecho de serviços no concelho, o que se traduziria numa perda de segurança. Não será pouco ético agravar ainda mais a situação destes territórios ?”. Para José Marques, “numa óptica de justiça e equidade social impõemse medidas que facilitem o regresso de gente ao interior. A Câmara de Oleiros tudo tem feito para que isso aconteça, prestando apoio às famílias, investindo no parque escolar, apoiando as Ipss (instituições particulares de solidariedade social) e apostando no bem estar das pessoas”. O autarca diria ainda que “é preciso encontrar as melhores respostas à interioridade, onde há pouca natalidade e a população está envelhecida. O desafio que temos pela frente passa por reverter este fenómeno. Como referiu o Presidente da República, é nos tempos difíceis que temos que ter a ousadia de pensar no futuro”. Também sobre estas questões Mota Soares nada disse.


Sociedade

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Ligação à Sertã

Obra em bom ritmo Encontram-se a decorrer, dentro do previsto, as obras de construção da EN 238 entre Oleiros e a Sertã. Recorde-se que esta é uma obra há muito reivindicada pelas populações, num traçado de 19,7 km (menos 6 km que o actual) o

que permitirá reduzir o tempo de acesso à Sertã em 53%, ao mesmo tempo que garante o necessário estabelecimento de condições de segurança rodoviária. Esta obra faz parte da concessão de estradas do Pinhal Interior, ganha pelo consórcio Ascendi.

Oleiros debate alcoolismo

Por uma vida saudável A Câmara de Oleiros promoveu, no início de Março, uma conferência sobre hábitos de vida saudável, a qual contou com a participação de diversos especialistas. A dependência ao álcool e às drogas foi o tema principal do debate. Célia Franco, médica psiquiatra, começou por lembrar que “a maior causa de doença e sofrimento em Portugal é o alcoolismo”. Aquela clínica abordava a questão das drogas lícitas e ilícitas, entendidas como substâncias que têm efeito nocivo sobre a saúde das pessoas, nomeadamente através de um uso, que passando a fase de abuso, chega a dependência. Por sua vez, a psicóloga Vera Raposo abordou a questão da recaída do doente, entendida como oportunidade de aprendizagem. “É normal que a recaída

aconteça no mínimo três vezes até a pessoa ser considerada abstinente. Essa recaída acontece, na maioria dos casos, devido à experiência de afetos negativos”. Já Conceição Pascoal, assistente social, levou para debate a questão do sofrimento. “Esta é uma doença da qual ninguém está livre de sofrer, directa ou indirectamente. A família é a primeira a aperceber-se e a sofrer com esta doença, sendo fundamental uma atitude mais saudável por parte da família e dos amigos”. Ao longo dos trabalhos foi ainda abordada a questão da prevenção primária, onde o papel da família foi sublinhado. No final, foi apresentado um psicodrama, por Ana Luzia Martins, uma das organizadoras do evento.

Unidade de cuidados continuados

Orvalho é referência nacional

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa, inaugurou, no passado dia 14, a unidade de cuidados continuados de Orvalho para média e longa duração. Aquela unidade está segundo António Natário (responsável pelo Centro Social de Orvalho) avaliada em 2,7 milhões de euros e com capacidade para 32 camas. Para fazer face a este investimento, o Centro recebeu 750 mil euros do Programa Modelar, 250 mil euros da Câmara de Oleiros e 30 mil euros da população. O secretário de Estado sublinhou a importância daquela estrutura, propriedade do Centro Social de Orvalho, o qual presta cuidados a 120 idosos, nas valências de lar, centro de dia, apoio domiciliário e cuidados continuados.

O governante adiantou que até ao final do ano Portugal terá cerca de 6.000 camas destinadas aos cuidados continuados de curta, média e longa duração. “Dentro de três anos esse número subirá para as 7.000 camas”, disse. Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Oleiros voltou a alertar para a necessidade de se implementarem medidas que combatam a desertificação. José Marques disse que Oleiros começa a ser uma referência na área da geriatria e que essa é uma área em que se pode apostar. O presidente da Câmara voltou a reclamar mais médicos para o seu concelho, referindo que as pessoas se sentem inseguras. Leal da Costa aproveitou a ocasião para lembrar que dentro

de quatro anos o país será autosuficiente no que respeita a médicos de família. O governante referiu que este ano está a ser feito “o esforço de colocar a trabalhar todos os médicos de medicina familiar que terminem o internato”. O secretário de Estado acrescentou que “está também a ser aumentado o número de vagas para o internato de medicina geral e familiar”. O membro do Governo disse que o objectivo é o país deixar “de ter necessidade de importar médicos” e garantiu que “não está em causa a qualidade nem a capacidade de trabalho desses médicos”, mas sublinhou: “Queremos criar condições para termos médicos portugueses a trabalhar no nosso país”.

Freguesia de Mosteiro

Feliz Páscoa

RVJ-Editores

Deseja uma boa Páscoa

A Junta de Mosteiro deseja-lhe uma Feliz Páscoa


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Oleiros

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Festival de Gastronomia em Oleiros

Cabrito e maranho são reis

A Câmara de Oleiros promove, nos dias 31 de Março, 1, 7 e 8 de Abril a quarta edição Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho. Mais uma vez este evento surge na quadra pascal e promete trazer muitos visitantes ao concelho. Nos dias 1, 4, 5, 6, 7 e 8 de Abril, a vila veste-se de roxo. A secular tradição da Páscoa em Oleiros não deixa ninguém indiferente, sobretudo com as procissões, ao

anoitecer, na quarta, quinta e sexta-feira Santa, e à hora de almoço no domingo de Páscoa, com a eucaristia e Procissão da Ressurreição do Senhor. Durante esses fins-de-semana, esses sabores são reis e podem constituir uma oportunidade para se degustar o cabrito estonado ou o maranho de Oleiros. À semelhança de anos anteriores são vários os restaurantes aderentes, casos da Casa Peixo-

to, Encosta do Sol, Ideal, Maria Pinha, O Carteiro, Prontinho, Regional e Slide. Para a autarquia de Oleiros estão reunidos os ingredientes para que aquele período seja uma oportunidade para que quem não conhece o concelho o possa fazer, e para que quem o conhece volte a saborear os sabores regionais e a desfrutar de um território classificado pela Unesco, através do geoparque Naturtejo.

Abril 2012

Em fase de acabamentos

Sede da Filarmónica está quase pronta As obras de construção da nova sede da Sociedade Filarmónica Oleirense decorrem a bom ritmo. A obra foi adjudicada pelo Município de Oleiros, através de concurso público, à firma Lourantunes, Lda., sendo o valor de

444.000,00 €, acrescido do respetivo IVA. Nesta data os trabalhos referem-se aos acabamentos ao nível do seu interior e instalação de alguns equipamentos, nomeadamente instalação eléctrica e sistema de ar condicionado.

Educação

Jardim de infância quase pronto

As obras de construção do edifício destinado ao novo Jardim-deinfância de Oleiros encontram-se a decorrer em bom ritmo. Aquele imóvel começou a ser construído no passado mês de Junho, sendo que, o prazo para a sua conclusão é de 10 meses. As obras foram adjudicadas, após Concurso Público, à firma Teixeira Pinto & Soares, Lda., pelo valor de 395.035,53 € a que acresce o respetivo IVA. O novo edifício situa-se junto da Escola Sede, no espaço entre esta e o edifício da escola do 1.º ciclo.

Equipamentos

Hotel Sta. Margarida em concurso público

Teatro em Oleiros

Conta-me como foi…

A peça de teatro “Ai… naquele tempo” foi levada a cena pelas técnicas da biblioteca de Oleiros e pelos alunos do 4º anos da EB1 de Oleiros, no passado dia 18 de Março, no auditório da Casa da Cultura. A iniciativa integrou-se no projeto “Conta-me como foi, dirte-ei como será”, e contou com a citação de alguns provérbios

A Câmara de Oleiros tem a decorrer os concurso e procedimentos para a decoração, aquisição de mobiliário diverso e respetivos equipamentos, com vista ao ultimar das obras do Hotel Santa Margarida.

Entretanto, o Gabinete Jurídico da autarquia está já a elaborar o caderno de encargos para se proceder à concessão do Hotel. Segundo apurámos, há três empresas interessadas na exploração do hotel.

pelos alunos e terminou com a entoação da marcha de Oleiros, apoiada pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Oleiros. Recorde-se que esta iniciativa resultou de uma recolha de provérbios, costumes e vocábulos antigos, junto dos idosos dos lares de 3.ª idade do concelho e foi agraciada pelo empenho das entidades intervenientes.

Boa Páscoa

Páscoa Feliz

Páscoa Feliz


Oleiros

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BREVES

Abastecimento

Casalinho com água ao domicílio Encontram-se concluídos os trabalhos de abastecimento domiciliário de água, nas povoações de Casalinho do Dão e Vale da Colmeia, na freguesia de Oleiros, os quais foram executados por administração directa da

Câmara Municipal de Oleiros. Foi beneficiada a mina onde é feita a captação, bem como a construção de reservatório para armazenamento e tratamento da água e ainda a respectiva rede de distribuição em ambas as povoações.

Açafa on-line apresentada

Oleiros em revista científica

A Apresentação pública da quarta edição da revista Açafa On-line decorreu, no passado dia 24 de Março, em Oleiros. A escolha do concelho como palco deste acontecimento, prendeu-se com o facto de muitos dos artigos publicados abordarem temas referentes a lugares de Oleiros. O Vereador da Câmara Municipal de Oleiros, Vitor Antunes, referiu que “hoje, os Oleirenses conhecem melhor a Pré-História

recente do concelho”. O autarca destacou ainda a estreita cooperação que tem havido entre o município e a Associação de Estudos do Alto Tejo. A apresentação contou com as intervenções dos investigadores José d´Encarnação, Carlos Neto de Carvalho, do Geopark Naturtejo, João Caninas, da Associação de Estudos do Alto Tejo, Sara Canotilho, Maria do Céu Martins e João Pedro Gonçalves.

A sessão terminou com uma conferência proferida por Diamantino Ínsua Pereira, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade do Minho, o qual centrou a sua apresentação na classificação de diferentes geossítios, à escala nacional e sua integração num inventário dinâmico onde se inclui, na categoria de relevo e drenagem fluvial no Maciço Ibérico Português, os “meandros do rio Zêzere”.

Percurso pedestre

Trilho dos Apalaches no con-

Foliões em Oleiros

Desfile de Carnaval animou a vila A exemplo de anos anteriores o Município de Oleiros, promoveu o tradicional desfile de carnaval no qual participaram algumas das associações do concelho e também alguns a título particular. O evento decor-

reu no domingo dia 19 de Fevereiro, no espaço envolvente ao edifício dos Paços do concelho e contou com bastante afluência de público. No final a todos os intervenientes foi servido o respectivo jantar.

O mais famoso percurso pedestre do mundo, o International Appalachian Trail (IAT), com cerca de 3500 Km e que atravessa a cordilheira das montanhas Apalaches no sentido do seu comprimento (passando por 14 estados dos EUA) poderá expandir-se até ao continente europeu, via Geopark Naturtejo, a partir da Serra do Muradal, em Oleiros. Este projecto de expansão intitula-se Pangea, em alusão ao supercontinente que existiu durante as eras paleozóica e mesozóica, quando as placas continentais colidiram e se formaram as montanhas Apalaches, as montanhas Caledonian da Europa Ocidental, o Maciço Ibérico e a Cordilheira do Atlas de Marrocos.

Boa Páscoa

Feliz Páscoa

Recorde-se que o IAT é visitado anualmente por 4 milhões de pessoas, seja para andar apenas alguns metros ou para percorrê-la em toda a sua extensão (o que leva em média 6 meses de caminhada), pelo que este é também conhecido como “o maior trilho contínuo de pegadas humanas do mundo”. Por todos os motivos, percorrer o mais famoso trilho do mundo, é considerado uma obrigação para todos os pedestrianistas que “devem fazê-lo pelo menos uma vez na vida”. A organização internacional do IAT entende que faz todo o sentido que o Trilho Internacional dos Apalaches entre em Por-

tugal sob inteira influência do Maciço Ibérico, através do Geopark Naturtejo e dentro deste, na sua zona de montanha por excelência, no concelho de Oleiros: a Serra do Muradal. Segundo a Naturtejo, a entrada do International Appalachian Trail em Portugal, deveria ser feita através de uma rota pensada segundo os requisitos exigidos pelo IAT. A Rota do Muradal, seria então um percurso pedestre com característica de Grande Rota (mais de 30 Km) que para além de integrar a Rota das Montanhas de Oleiros, poderia ainda estabelecer a ligação entre diversas freguesias situadas na área de influência desta serra.


Freguesias

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Mosteiro

Largo da Igreja arranjado Oleiros

Junta coloca calçadas

A Junta de Freguesia de Oleiros está a calcetar diversas ruas nas localidades de Peso Redondo e Foses. As obras estão a ser feitas em colaboração com a Câmara de Oleiros. Alfredo Martins, presidente da freguesia, justifica esta intervenção com o facto de terem sido construídas novas casas e de outras terem sido recuperadas, por pessoas que ao regressaram definitivamente ao concelho, ou ali se deslocam para passar alguns dias. Para além daquelas obras, Alfredo Martins revela que na Serrasqueira, o novo centro de conví-

vio (que resultou da recuperação de um antigo lavadouro e que tem capacidade para 80 pessoas) vai ficar dotado de uma cozinha e casas de banho. O presidente da Junta revela que esta intervenção tem o apoio da Câmara, e resulta após acordo com o proprietário (José João) do espaço onde as duas estruturas ficam instaladas. Já no Borralhal, a Junta está a apoiar, em parceria com a Câmara, a associação local para a recuperação da antiga escola primária. A escola foi cedida pela Câmara de Oleiros e será uma casa de convívio para a população.

Rosa Afonso expõe em Oleiros A Junta de Freguesia de Oleiros tem patente, de 28 de Março a 10 de Abril, na Junta de Freguesia, a exposição de pintura da autoria de Rosa Afonso. Natural do concelho, a autora reside em Oleiros, onde tem um atelier de pintura decorativa. Situado no centro histórico da vila, é neste espaço que a conhecida artesã local expõe e vende algumas das peças decorativas que pinta, muitas destas dedicadas ao património de Oleiros.

Oleiros

Guerra do ultramar na Junta

A Junta de Freguesia de Oleiros, com o apoio do Oleiros Magazine, vai ter patente a partir de 22 de Abril, uma exposição sobre a guerra do Ultramar. A iniciativa apresenta fotografias de antigos soldados da freguesia de Oleiros que combateram em África. A mostra estará patente durante um mês, estando também prevista a realização de um colóquio sobre o tema, em data ainda a designar. O objectivo desta iniciativa passa por recordar aquele período que marcou várias gerações de portugueses e que ainda hoje faz parte da vida de muitas famílias. A iniciativa está também inserida na dinamização que a Freguesia de Oleiros pretende dar à sua nova sede. Uma das actividades que marcaram este conjunto de actividades foi o concurso de árvores de Natal (cujas árvores estiveram expostas na sede) e o concurso de montras de Natal. Os dois eventos também tiveram o apoio do Oleiros

Os concursos de montras e árvores de Natal marcaram a actividade na nova sede

Magazine. A turma do 4º ano da Escola Básica de Oleiros e a Sapataria Central, de Oleiros, foram os vencedores dos concursos de árvores de Natal e de Montras, respectivamente. Os vencedores destas iniciativas promovidas pela Junta de Freguesia de Oleiros, receberam também o troféu Oleiros Magazine. No concurso de árvores de Natal a Filarmónica Oleirense e a préescola de Oleiros, conquistaram as segunda e terceira posições. Nesta

Boa Páscoa

prova houve ainda duas menções honrosas para as turmas do 3º ano da Escola Básica de Oleiros e para o 6º ano da Escola Básica e Secundária Padre António Andrade. Já no concurso das montras de Natal a Farmácia Garcia Guerra e a Casa Agrícola de Oleiros, obtiveram os segundo e terceiro lugares. O júri decidiu ainda atribuir menções honrosas à Casa Peixoto, Restaurante Ideal, Café Boaventura, Restaurante Maria Pinha e A Serrana.

As obras de requalificação do espaço envolvente da nova Igreja Matriz da sede de freguesia de Mosteiro decorrem a bom ritmo e deverão estar concluídas antes da festa anual da freguesia. Os trabalhos encontram-se a ser executados por adminis-

tração directa da Câmara Municipal, no que diz respeito à aplicação de lancil, criação de espaços ajardinados e drenagem de águas pluviais e o respectivo calcetamento, no tocante à mão de obra, foi adjudicado à empresa José Louro.

Isna

Liga com dirigentes João Nuno Reis acaba de ser eleito presidente da Liga de Amigos da Freguesia de Isna, numa Assembleia Geral realizada na casa da Comarca da Sertã, em Lisboa. A lista foi eleita por unanimidade. A Mesa da Assembleia-Geral continua a ser presidida pelo juiz desembargador

Armindo Ribeiro Luís (sócio nº 1), e o Conselho Fiscal é liderado por Hermano Nunes Mendes, sócio nº 11. Na Assembleia Geral foi ainda aprovado o Relatório e Contas da Gerência do ano 2011 e apresentado o Plano Actividades e Orçamento para 2012.

Vidigal elege direcção

Aprovi com Conselhos A Associação Progresso do Vidigal (Aprovi), no Estreito, já elegeu os novos corpos sociais para os próximos anos. Na direcção mantém-se como presidente Adelino Esteves , tendo ao seu lado Adérito Mateus, João Mateus, José Barata e Manuel Mateus. Para a Assembleia Geral foram eleitos Adelino Gonçalves, Ana Paula Mateus e José Gonçalves. Já o Conselho Fiscal é composto por João Gonçalves, Fernando Gaspar e Maria de Jesus Batista. Foram ainda eleitos como suplentes efectivos José Antunes,

Fernanda Esteves, Teresa Rei, Adélia Mateus e Alzira Mateus. A grande novidade da Assembleia Geral foi a eleição dos representantes para os Conselho Consultivo Sénior e Júnior. Para o sénior foram eleitos João Mateus (Eira), Abílio Mateus, Manuel Mateus, Joaquim Mateus, Manuel Gonçalves, João Mateus (Estrada) e Amândio Esteves. Para o júnior foram escolhidos Orlando Caixeirinho, Cecília Esteves, Pedro Antunes, José Gaspar, Tiago Gaspar, João Rente, Carolina Rente e Ana Mateus.


Freguesias

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Oleiros Magazine

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Cambas

Centro Social avança O Centro Social de Cambas viu aprovado o projecto que apresentou ao programa Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) para a recuperação da antiga escola primária da freguesia. Ramiro Roque, presidente do Centro, adianta que esta aprovação vai permitir que a instituição possa funcionar com centro de dia e com apoio domiciliário. O investimento rondará os 270 mil euros e o projecto tem ainda os apoios da Câmara de Oleiros e da Pinhal Maior. Ramiro Roque espera que a obra possa ser adjudicada

Estreito

Sede está como nova

dentro de dois meses, de forma a que em 2014 o centro possa começar a funcionar. Aquela estrutura prestará apoio a 32 pessoas.

Vilar Barroco

Escola e pavilhão em obras O telhado do pavilhão desportivo da localidade de Vilar Barroco vai ser alvo de uma intervenção para evitar a degradação da estrutura. A obra já foi entregue e deverá ficar concluída cerca de um mês depois da

data de início. Ainda em Vilar Barroco, vai ser eubstituído o telhado do edifício da escola, que se encontra muito degradado. As obras também demorarão cerca de um mês após início, devendo estar concluídas esta Primavera.

Madeirã

Junta melhorada O edifício da Junta de Freguesia e as instalações dos correios vão entrar em obras a 15 de Abril. A empreitada prevê a reconstrução das instalações e os trabalhos de-

verão ficar concluídos até final do ano. Até lá, os serviços da Junta de Freguesia e dos Correios continuam a funcionar nas antigas instalações da Junta de Freguesia.

Sobral

Desgarrada e passeios A freguesia de Sobral recebe um encontro de acordeonistas no próximo dia 28 de Abril, no recinto das festas. A organização está a cargo da Comissão de Festas, tem início cerca das 12 horas, com um almoço, seguindo-se o convívio e as actuações. Os participantes pagam cinco euros. Ainda em Sobral, mas a 20 de Maio, terá lugar um passeio

de motorizadas, que tem início às oito horas, com as inscrições, seguindo depois das 9 em direcção a Madeirã, passando por Oleiros e regressando a Sobral. A organização está a cargo de populares e conta com o apoio da Junta de Freguesia. Os interessados em inscrever-se devem contactar Sérgio Gonçalves através dos números 965757403 ou 964297026.

As obras de requalificação da sede da Junta do Estreito estão praticamente concluídas. A intervenção, efectuada pela Câmara de Oleiros, durou três meses e consistiu na substituição do telhado e das persianas, e na realização de pinturas, diversos trabalhos de conservação, construção de um novo wc para deficientes. Com esta intervenção, o presidente da Junta, Eugénio Alves, assegura que o edifício fica energeticamente mais eficiente, já que vai utilizar muita da lu-

minosidade do exterior. Estrada para a Lisga O levantamento topográfico para a construção da estrada municipal entre o Estreito e a Lisga está quase completo. Os trabalhos estão a ser realizados pelo Gabinete de Apoio Técnico da Sertã e a estrada será construída pela Câmara de Oleiros. Aquela via tem uma extensão de sete quilómetros e a largura de sete metros. A estrada será construída, nesta primeira fase, em terra batida,

ficando preparada para posteriormente ser alcatroada. A via ficará ligada à estrada da Isna. Concurso com vencedores A Junta de Freguesia do Estreito premiou a residência de Sesaltina e Aníbal Antunes com o prémio da melhor iluminação de Natal da freguesia. Na segunda posição classificou-se Maria de Lurdes (rua do ventoso) e na terceira a Associação União Roqueiro.

Álvaro

Novo cais no verão

A Câmara de Oleiros vai avançar com a instalação de um novo cais flutuante na albufeira de Álvaro. Segundo apurámos, o cais será flutuante e deverá entrar em funcionamento no verão. Para além do cais ficarão também disponíveis outros equipamentos, como canoas. Para apoiar a época balnear também o bar entrará em funcionamento. António Correia, presidente da Freguesia, assegura que a Junta está receptiva a propostas para a exploração do restaurante Olhar o Zêzere. Aquele espaço é um dos mais

modernos do concelho e possui uma vista invejável sobre o Rio Zêzere. Ainda na freguesia de Álvaro, António Correia adianta que a Casa de Convívio de Pesseguei-

ros está concluída. As obras foram realizadas com o apoio da Câmara de Oleiros, que cedeu os materiais. O espaço pretende ser um ponto de convívio para o residentes da aldeia.

Cardosa

Água com estação

Por administração directa da Câmara Municipal, decorrem trabalhos de ampliação e beneficiação da estação de tratamento de água, na localidade de Cardosa, freguesia de Sarnadas de S. Simão. Os trabalhos compreendem a instalação de doseador para aplicação do respectivo tratamento nas águas de consumo humano.

Boa Páscoa

Agente

Oleiros Magazine

Telef: 272 272 654 654 114 114 -- 6160 6160 Estreito Estreito Telef:


Cartaz

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Entrevista

Emprego Bom de Boss AC

Nas músicas, que o país inteiro canta, está lá tudo. As pessoas ouvem, gostam e identificam-se. Como diz na letra é um «gajo normal», um «tuga do Mindelo», mas foi «Sexta-Feira» que o projectou como um dos maiores fenómenos de popularidade do presente ano. Quando fosse grande gostaria de ter sido inventor, mas acabou como rapper. E de sucesso. Senhoras e senhores, «Boss AC» ou simplesmente AC, para os amigos…

Apesar da sua mãe interpretar as mornas e você o rap, pensa que podem coincidir numa música? A minha mãe já participou num dueto comigo no primeiro álbum, mas tenho esperança que possamos repetir a experiência, desta feita num disco da autoria dela. Sempre teve ouvido e queda para a música? Quando eu andava na escola gostava de ser inventor ou cientista. Nunca quis ser artista nem nada que se parecesse. De qualquer forma, enquanto rapper, indirectamente também estou a inventar, enquanto criador musical. Por isso, constato que não estou assim tão longe do meu sonho de criança. Diz em várias entrevistas que enquanto criança fazia questão de se sentar na primeira fila. Era bom aluno? Eu gostava muito da escola. Na

Considera-se um músico de intervenção? Fujo sempre do rótulo de música de intervenção. Antes de ser músico, sou um cidadão. Sou um cidadão activo e quero ter voz activa. Contesto os que protestam por tudo e por nada e depois no dia das eleições, vão para a praia. Quando o barco bate na rocha já sabemos todos o que aconteceu. Todos temos convicções, mas abdicamos de expressá-las. Muitos esquecem que o voto em branco é valido.

escola primária, as minhas disciplinas preferidas eram o Português, a Matemática, as Ciências e a Biologia. Já na altura, as composições e os ditados saíam em rima. Escreveu no seu Facebook : «Já levo uns aninhos de estrada mas com este álbum tem-me acontecido uma coisa inédita: é a primeira vez que os meus amigos compram o disco». É um sinal de maturidade na sua carreira? É um sinal de reconhecimento. Sempre tive o apoio incondicional dos amigos em todos os meus lançamentos anteriores, solicitando os discos, autógrafos com dedicatória, etc. Mas admito que este, tanto pela reacção dos meus mais íntimos como para o público em geral, ultrapassou todas as expectativas e tem um simbolismo especial. Como encara o fenómeno descontrolado da pirataria em paralelo com a internet, em que os discos vão parar integralmente ao público ainda antes do seu lançamento?

É preciso muita calma e evitar extremismos quando se fala deste tema. No meio está a virtude. A música não vai deixar de existir, mas o negócio tem claramente de ser repensado. Evidentemente que prejudica a indústria e quem nela trabalha. Os custos são muito elevados para as editoras e dói imenso perder dinheiro. A partir daí começa o ciclo vicioso. As editoras não investem, os artistas não gravam, etc. Mas a internet tem o lado virtuoso de promover músicas e trabalhos que sem ela estariam condenados ao anonimato… Esse é o lado positivo que importa não negligenciar: sem esta globalização não seria possível chegar a determinados recantos que jamais pensariam que me ouviriam. Recebo e-mails de imensos lusófonos espalhados pelas diferentes partes do mundo, mas também de estrangeiros, por exemplo, da Polónia, Austrália, etc. No final do mês de Fevereiro, a música «Sexta-Feira, emprego bom já», contabilizava 1,5 milhões de visualizações no YouTu-

be e continua a crescer a um ritmo galopante. Não me importava nada que me pagassem um cêntimo por cada visualização (risos)… Na música «Sexta-feira, emprego bom já» tece uma crítica social e creio que também visa uma certa juventude que quer ter tudo sem esforço. Admite que é uma crítica de duplo sentido? Eu procurei uma fazer uma caricatura adequada à situação actual. As pessoas vão interpretar a música como quiserem, por mais explícito que eu queira ter sido em termos de letra. Como assinala, e bem, a minha visão aponta culpas às políticas dos governos, mas esta geração não está isenta de responsabilidades por cair num certo conformismo. Não é inocente eu dizer «alguém me arranje um emprego já». Dizer emprego ou trabalho é uma diferença subtil, mas importante, que muda tudo. Alguma juventude peca por excesso de preguiça? Nos trabalho há os que não

Páscoa Feliz

RVJ-Editores

Em que medida é que as raízes cabo-verdianas condicionaram a sua carreira musical? Tive uma influência indirecta dos meus pais, mas as coisas aconteceram espontaneamente. O meu pai, Toi Firmino, formou-se para ser professor, mas a vocação acabou por desviá-lo para a pintura. A minha mãe, Ana Firmino, é uma cantora e actriz de Cabo Verde. Admito que este convívio desde tenra idade com o universo musical tenha facilitado a minha incursão no meio artístico.

conseguem e há os que não querem. Mas às vezes temos de nos sujeitar, mesmo que não gostemos.

Fale-nos um pouco do que esteve na base da concepção do vídeo «Sexta-feira». Muitos dizem que é inspirado nos bonecos da Playmobil, outros dizem que são Legos. Afinal do que se trata? Garanto que a Lego não pagou nada (risos). São bonecos articulados concebidos por uma animação a cargo de um produtor e um designer em 3D. Apresentaram-me a maquete e eu disse «é isto mesmo». Quisemos transportar o espírito bem-disposto de toda a banda, através de um vídeo fresco, inovador e diferente de tudo. A crise também já se faz sentir na frequência do ensino superior. Segundo dados recentes, 3300 estudantes cancelaram a inscrição na faculdade desde o início do ano lectivo, por incapacidade financeira. Não considera frustrante? Faltam condições económicas, há muito desmotivação e poucos incentivos. Perante este contexto, o caminho rumo à desilusão é curto. Muitos estudantes formam-se em pura teoria para ter um emprego melhor e acabam na caixa de um supermercado. Isto é o exemplo acabado de que possuir formação superior não é garantia de nada. Diz na sua música «Sexta-fei-


Cartaz

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ra» que «não tirou o curso superior de otário». É uma mensagem para muitos jovens que formamse direitinhos para os centros de emprego? Estou consciente que não vou mudar o mundo com uma música, mas com tantas discussões que se continuam a gerar, tenho a sensação que já fiz a minha parte. A exposição da sua música pode convertê-la num hino de uma geração? Não sei. Gosto da identificação e do retrato, encaixam bem no momento delicado, mas só o tempo dirá se será hino. Uma vitória, por mais pequena que seja, já foi conseguida, estou satisfeito. Mas como tudo indica que a situação vai piorar, provavelmente em 2013 ou 2014 vão surgir outras músicas, na senda desta. Como comenta o convite à emigração feito por dois governantes deste executivo? Considero ridículo e inédito. Em vez de incentivar a nova geração e os novos quadros, de promover a investigação e o desenvolvimento, dizem «tás mal, muda-te». Trata-se de mais um sintoma do claro divórcio entre o povo e os políticos. O que mais o preocupa no desemprego jovem: a emigração de portugueses qualificados ou a clara sensação de que o país não tem um projecto para os jovens? Os organismos oficiais são

os últimos que podem fomentar este tipo de discurso. Têm é de tudo fazer para arranjar soluções. Esta debandada dos jovens licenciados vai deixar marcas. Faz o

lembrar o sentimento com que se fica quando um pai deixa o próprio filho na rua. Para já ainda temos profis-

A Cara da notícia O «Boss» português Normalmente quando o apresentam, dizem: «este aqui é o Boss». E ao que ele responde, célere: «Boss não, o AC». E acrescenta: «AC para os amigos». Foi daqui que nasceu o título do seu último trabalho. Pode não parecer, mas Ângelo César Firmino, ou «AC» para os amigos, está perto de completar duas décadas de carreira. Nasceu em Lisboa a 14 de Outubro de 1975. É filho de pais caboverdianos e é considerado o pai do hip hop português. Cresceu no bairro da Bica, na capital, «a olhar o Tejo e os eléctricos, entre o fado e a morna, alfacinha de gema com sangue de Cabo Verde», como se define. Também sobre estas questões Mota Soares nada disse.

Oleiros Magazine 13

sionais suficientes e capazes, mas se os realmente bons emigrarem em massa significa que ficaremos entregue aos medíocres? O pior é que o sentimento de desilusão generalizada não se aplica apenas aos jovens. As perspectivas futuras são cada vez mais sombrias. Estamos todos na corda bamba sem saber o que vai acontecer amanhã. Até os empregados com contratos efectivos não sabem os que lhes espera. As leis laborais foram suavizadas para facilitar os despedimentos. Nada é seguro. Tenho casos de familiares e amigos próximos que estavam em empresas que aparentemente vendiam saúde e que, subitamente, foram despedidos. Vivemos num grande ponto de interrogação.

com que os confrontos não passem das palavras? Os confrontos não resolvem nada. Veja que na Grécia e em Espanha só agravaram a situação. Mas o aperto económico e financeiro vai em crescendo. Não estou a dizer que devemos pegar em «cocktails molotov» e em paus e pedras e começar uma guerra, mas como eu digo na minha música, qualquer dia «a bolha rebenta»

O futuro do país é uma incógnita e a juventude está no meio do turbilhão. Que papel têm desempenhado os movimentos dos indignados e outros congéneres para mudar o actual estado de coisas? Eu creio que a mobilização é sempre positiva. Com uma cidadania activa, juntos podemos mudar as coisas. Mas não chega. Creio que há muita inconsequência no passar das ideias à prática. Não se sabe muito bem contra quê está o movimento dos indignados, por exemplo. Do mesmo modo que continuar a apelidar de «geração rasca» uma determinada geração é um mero truque de linguística, sem consequências práticas.

Sente-se um privilegiado no actual contexto? Quem assim pensa esquece-se que eu próprio tenho uma profissão bastante volátil. Cíclica, tem momentos bons e outros menos bons. Já me perguntaram; «que autoridade tens para falar em emprego bom se tens um super emprego?». Esta análise é fruto do mediatismo que me rodeia, só que ser figura pública ainda não paga contas. Tenho de pagar a renda como todos, abastecer o carro como todos, ir ao supermercado como todos. Com a agravante de não haver «fim do mês». Isto aplica-se a qualquer profissão liberal na área do entretenimento. Está longe de ser um mar de rosas.

O almirante Pinheiro de Azevedo dizia que o «povo é sereno». Os brandos costumes vão fazer

Dentro ou fora da Europa, com ou sem euro, este país tem futuro? Quero acreditar que sim. O governo e a oposição têm que acabar com as guerrinhas de comadres. Trabalhar em prol do bem comum e fazer prevalecer o bom senso.

Texto: Nuno Dias da Silva Fotos: Universal Music

Freguesias Roqueiro

Tradição e colaboração

Orvalho

GAIO fez São Sebastião O Grupo dos Amigos Incondicionais do Orvalho (GAIO) realizou, no passado dia 22 de Fevereiro, no Orvalho, os festejos em honra de S. Sebastião. A iniciativa teve início com uma procissão para a Igreja Matriz, seguindo-se a missa e regresso da imagem do Santo à capela. Durante a tarde, a animação foi constante e espontânea com a venda de ofertas e lanche para toda a população, não faltando um concerto da Fi-

larmónica Pampilhosense na sede da Junta de Freguesia de Orvalho, para satisfação de todos os presentes. Já no dia 24 de Março, o Gaio promoveu o “Mini-Passeio da Primavera”, o qual inclui um lanche, servido a meio do percurso, assim como um jantar convívio nas instalações do Grupo Desportivo Recreativo e Cultural de Orvalho. A iniciativa foi animada pela actuação do artista José Lourenço.

Dia da Mulher

JS dá flores na Madeirã A Juventude Socialista de Oleiros assinalou, no passado dia 10 de Março o dia da mulher, numa iniciativa promovida pelo

turismo rural “Vilar dos Condes” em Madeirã. Para além do convívio, todas as mulheres presentes receberam flores.

A Associação do Roqueiro continua a desenvolver o seu plano de actividades. No último mês de Março participou na iniciativa Limpar Portugal. A associação limpou as fontes do Roqueiro e de Vale de Ouzanda. Participaram no evento 30 participantes. Também em Março, a associação colaborou na organização do convívio dedicado ao Dia da Mulher, numa iniciativa que contou com o apoio da Câmara de Oleiros (a qual ofereceu rosas às participantes). Outra das actividades desenvolvidas pela Associação foi a matança do porco. A actividade pretendeu recordar aquela tradição antiga da aldeia e voltou a reunir mais de uma centena de participantes. O evento foi animado pelo Grupo Seca Adegas e pelo acordeonista João Alves. Ao longo do dia, para além do desmanche do porco, foram também produzidos os famosos enchidos. Nesta actividade, a Associação já utilizou toda a sua sede social, uma vez que as duas salas da antiga escola primária foram transformadas num salão. Apesar de ainda ir ser melhorada, aquela estrutura permitiu, já no passado sábado, acolher os sócios e amigos da colectividade.

A Associação limpou as fontes de Roqueiro e de Vale de Ouzanda

A matança do porco foi mais um momento de convívio animado com música


Opinião

14 Oleiros Magazine

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Crónicas da terra

Primavera, paisagem, polén e espirros!

À parte o pormenor de que todos se queixam (e com razão) de que pouco se viveram dias de Inverno, e que a Primavera chegou bem mais cedo do que deveria, a verdade é que ela realmente chegou, no calendário, a 20 de Março, no hemisfério norte. Esta é a estação do ano paisagisticamente mais interessante, por toda a beleza e explosão de vida que traz. À perceção da nossa vista, as caducifólias despidas no Inverno ganham nova folhagem, dando abrigo às novas famílias de aves, as pequenas flores surgem nos campos, formando verdadeiros tapetes floridos que despertam o nosso sentido olfativo com o aroma que é característico a cada uma das milha-

res de espécies existentes. Esta serenidade primaveril tornarse-ia bem mais turbulenta se o olho humano pudesse detectar toda a actividade presente no ar. Microscopicamente, milhares de grãos de pólen circulam, transportados por aves, insectos e até pequenos mamíferos, ou simplesmente vagueiam ao sabor do vento. Anteras, deiscência, estigmas, tubo polínico, mitose, citocinese, pistilo, óvulo, saco embrionário, fertilização… termos envolvidos no complexo cenário que ocorre à nossa vista, mas que não vemos. Infelizmente, para uma grande percentagem da população humana, esta não é a época mais indicada para passear ao ar

livre e apreciar o fantástico cenário colorido. É que flores são sinónimo de pólen, e pólen é sinónimo de alergias. A chuva que habitualmente contribui para uma amenização da concentração de pólenes, tem estado ausente, e assim têm aumentado as idas às consultas de alergologia. Na região onde nos encontramos, é vulgar ouvir-se a frase “ já há pó do pinheiro…”, ou seja, já paira no ar o pólen das árvores que mais abundam por estas paragens. E apesar da sua alergenicidade ser considerada baixa, o problema é que há muitas destas árvores a contribuir para a sua produção. O mesmo se passa com o pólen do eucalipto. Para além destes, existem outras es-

pécies com produção de pólen de alergenicidade elevada, tais como a oliveira, as gramíneas e erva parietária. Há no entanto períodos do dia mais críticos em termos de contagens polínicas, e que correspondem às horas mais quentes, uma vez que os pólenes são levados para a atmosfera pelas correntes de ar quente. Quando o ar começa a arrefecer, os grãos de pólen descem para o chão, pelo que o início da manhã e o final da tarde se tornam mais seguros para quem sofre com as alergias. Por isso, não se ponham os passeios ao ar livre de parte…feitos à hora certa, não trazem tantos problemas ao nosso sistema

respiratório, para além de que são estas as horas do dia com melhor luz para tirar umas belas fotografias…fica a dica! Cláudia Mendes Bióloga

Crónica

Carolino ou Agulha, a escolha que faz a diferença nos estuários dos rios Sado, Tejo e Mondego, onde a conjugação de factores como o solo, a temperatura, o número de horas de sol e a água, dão origem à sua singularidade. Este é um cereal que apresenta diferentes formatos de acordo com a variedade. “Carolino” caracteriza-se por possuir um bago branco, curto e gordo, com maior poder de absorção dos sabores e um baixo teor de amilose (um dos componentes do amido). Depois de cozido, o grão fica solto, boleado e envolto num molho cremoso e aveludado. Tradicionalmente, o arroz carolino é empregue em receitas típicas de carne (como o arroz de cabidela, de miúdos ou de

pato); de peixe (como o arroz de Tamboril), eventualmente, de marisco ou de legumes (cozinhado com tomate, feijão, pimentos, favas, ervilhas, coentros ou grelos). Esta variedade é ainda empregue em enchidos (como a morcela de arroz ou os maranhos do Pinhal) e em conhecidas sobremesas (veja-se o caso do arroz doce). Apesar das suas reconhecidas vantagens nutricionais, o facto de o arroz carolino requerer maiores exigências na cozedura, faz com que seja normalmente preterido face ao arroz agulha, de origem asiática. Assim, é comum dizerse que “o arroz agulha é o arroz utilizado por pessoas menos experientes na cozinha”.

Sabendo que o arroz alimenta mais da metade da população humana do planeta, sendo a terceira maior cultura cerealífera do mundo (apenas ultrapassado pelo milho e o trigo), será importante verificar que Portugal é autossuficiente na produção de arroz do tipo “carolino”, pelo que valeria a pena apostar a sério na sua produção. Um aumento no consumo da variedade portuguesa de arroz poderia fomentar a economia nacional. A solução prende-se com a valorização do produto, através da elaboração de estratégias para esta fileira que passam por uma promoção eficaz junto dos consumidores portugueses. Estes são apenas alguns

dos aspectos a desenvolver no imediato, se nos queremos afirmar tirando partindo das nossas potencialidades. Inês Martins Engenheira Agrónoma

Páscoa Feliz

RVJ-Editores

Como é sabido, Portugal é um dos principais consumidores de arroz da Europa. Se ao comprarmos este produto, seja numa mercearia de bairro, supermercado ou grande superfície, tivermos a noção que ao optar por determinada variedade podemos estar a favorecer o desenvolvimento económico nacional, talvez a nossa escolha seja outra. Parece tão fácil contribuir para o progresso do país… Um pequeno gesto, numa colectiva e benéfica preocupação patriótica, pode fazer a diferença … O arroz carolino corresponde à variedade genuinamente portuguesa (por contraste, a variedade “agulha”, é originária dos países asiáticos), sendo cultivada


Opinião

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Oleiros Magazine 15

motor

Land Rover, a evolução de um mito

Series II 1967 (cima) e Defender 2007

neste modelo continuavam a ser as que eram utilizadas nos Series, apenas com algumas alterações. O nome Land Rover 90 deriva da distância entre eixos deste modelo, no entanto foi resultado de uma operação de Marketing, pois na realidade a distância entre eixos é de mais 4.5 polegadas do que o então existente Serie III 88’’, tendo no total 92.5’’ (polegadas), no entanto este foi batizado de Land Rover 90 por ser mais apelativo. Em 1986, o Land Rover 90 recebe um motor Turbo Diesel, pois a Land Rover começou a ser criticada pelos seus motores de baixa potência. O conceito de motor de baixa potência, mas altamente resistente,

que trabalhava durante décadas, já não vendia. A nova geração de compradores, já é mais exigente e quer mais. Então foi introduzido o 2.5L de 4 cilindros, adaptado com turbo. Esta unidade produzia 85 cavalos, que representa um aumento de potência na ordem dos 13% em relação aos motores iguais mas aspirados. Em 1990 o Land Rover 90 foi renomeado de Defender (90, 110 ou 130 conforme a sua distância entre eixos). As principais razões para esta nova denominação foi a necessidade de distinguir este veículo utilitário dos demais, Discovery e Range Rover, e distinguir a LandRover como companhia, no seu pleno direito, visto que tinha saído do controlo go-

vernamental, ao ser comprada pela British Aerospace, em 1988. O Defender apareceu com um novo motor Turbo Diesel, o 200 Tdi com intercooler e injecção directa. Este desenvolvia já uma potência de 107 cv. Este motor permitiu ao Defender, um andamento confortável em altas velocidades, assim como rebocar cargas elevadas a uma velocidade aceitável mesmo em percursos a subir, com a grande vantagem de continuar a ser económico. Até hoje alguns entusiastas deste motor, dizem que o 200tdi foi o melhor motor colocado no Defender. Em 1994, aparece o 300TDI com a mesma cilindrada do 200tdi, mas com 111 cv. Ele tem a mesmo estrutura, mas ganhou cerca de 200 alterações que provocaram uma significativa melhoria da sua performance. Com estas modificações, a economia de combustível fui aumentada, mas o utilizador perdeu protagonismo na sua manutenção, devido ao facto de este motor ser mais complexo. Entretanto o 300Tdi já não conseguia cumprir com os limites de emissões de gases. Então em 1998, o Defender recebeu uma nova motorização, um 5 cilindros de 2.5L, sem bomba injectora, mas sim com injectores bomba, turbo, intercooler, chamado TD5, vindo a ser a única opção a nível de motorização. Este novo motor com controlo electrónico tem mais 11 cv que o anterior (300tdi), mas onde se nota a grande diferença é no refinamento do mesmo. Os tradicionalistas criticaram muito este sistema electrónico, dizendo que tinham medo do seu comportamento em condições extremas... Com o passar do tempo, este medo deixou de fazer sentido e o motor provou ser robusto e fiável. O problema foi que a manutenção e as suas reparações se tornaram mais complexas e mais caras. Muita da manutenção já não dispensa os computadores, o que não está acessível nas nossas garagens de casa,

logo, obriga a ter uma manutenção especializada. Em 2002 o Defender sofre a maior alteração a nível de interiores desde o início da sua produção, recebendo um tablier redesenhado que podia já albergar um rádio, estando também disponíveis vidros eléctricos, pára-brisas aquecido assim como os espelhos, ar condicionado, controlo de tracção e bancos em pele. O motor sofre também ligeiras alterações para poder cumprir as normas ambientais Euro III. Em 2007 aparece o Defender com um motor da ford, com 2.4L de 4 cilindros, com tecnologia Common Rail. Este motor tem 122 cv, e vem equipado com uma caixa de 6 velocidades, facto esse que permite uma 1ª ainda mais curta do que a caixa anterior R380 e uma 6ª mais longa, para melhor andamento em estrada. Exteriormente ele tem algumas modificações. No capot, notase um alto, que foi criado para albergar o novo motor, os flaps para a ventilação já não existem, apenas permanecendo a forma gravada na chapa. No interior o tablier é completamente novo, albergando espaço para air-bags, ar condicionado e uma panóplia de botões, bem ao estilo moderno. Desde a sua criação até ao seu já anunciado fim, este é um modelo em que a sua forma pouco ou nada variou ao longo dos anos, mantendo sempre as suas características de um puro e duro, com uma aptidão para o todo o terreno fora de serie. Amado por uns e odiado por outros, o Land Rover Defender é um veículo que ficará para sempre na história do mundo automóvel! João Alves

Páscoa Feliz

RVJ-Editores

A Land Rover, marca inglesa, dedica-se à construção de veículos todo o terreno há mais de 60 anos. O primeiro Land Rover foi apresentado em 1948. Foi concebido com uma simplicidade brilhante para proporcionar capacidades extraordinárias com uma robustez e durabilidade inigualáveis. Efectivamente, seis décadas depois estima-se que mais de dois terços de todos os Land Rover produzidos ainda se encontrem em circulação, muitos destes nas condições mais extremas e nos locais mais inóspitos do planeta. Quando iniciou a produção dos primeiros veículos todo o terreno, a Land Rover adoptou o nome de Series. O Series I em produção de 1948 a 1958, o Séries II em produção de 1958 até 1971 e o Series III, que foi produzido de 1971 até 1985. Nos inícios dos anos 80, a LAND ROVER começou a pensar na substituição do Series III, tendo em 1984 lançado o Land Rover 90. Externamente havia poucas diferenças entre os Series e os Land Rover 90, uma ligeira revisão na grelha frontal e o seu posicionamento à face dos outros painéis para que o carro pudesse albergar os motores que já estariam em planeamento. Tinha também embaladeiras de plástico, que serviam para cobrir o facto de que estes tinham os eixos mais compridos e o para-brisas era maior e feito numa só peça. Por dentro, os acabamentos foram também melhorados (painel de instrumentos e bancos). A nível de suspensão as molas de lâminas, foram substituídas por molas helicoidais, facto esse que melhorou o conforto e a articulação (cruzamento) dos eixos, sendo esta uma das melhores características deste modelo, pois aumentou consideravelmente o seu desempenho fora de estrada. A direcção assistida foi introduzida, mas como opção (extra). O Land Rover 90, aparece já com tracção permanente às 4 rodas, trazendo uma caixa de transferências com bloqueio de diferencial, similar aos modelos de hoje. As motorizações utilizadas


Propostas

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boa mesa

Linguiça Frita com Cogumelos

Ingredientes: 200gr Agaricus bisporus laminados 1/2uni Broa de Milho 3uni Dentes de Alho 300gr Linguiça cortada às Rodedas 1/2dl Azeite q.b. Sal e Pimenta de Moinho Preparação: Numa frigideira com o azeite quente, juntar a linguiça em rodelas. Quanto estiver frita, adicionar o alho e deixar alourar ligeiramente. Juntar os cogumelos e só depois de bem salteados se rectifica os temperos e consequentemente o sal. Servir sobre uma fatia de broa de milho. Dica: O sal se adicionado precocemente aos cogumelos irá precipitar a saída dos sucos.

+ informação: Agaricus é um grande e importante género de cogumelos, contendo tanto espécies comestíveis como venenosas, possivelmente com mais de 300 membros em todo o mundo. O género inclui o comum (“botão”) cogumelo (Agaricus bisporus) e o cogumelo do campo (Agaricus campetris), que é o cultivo dominante de cogumelos no Ocidente. As espécies de Agaricus apresentam geralmente frutificações carnosas, maioritariamente de tamanho médio a grande; o chapéu é hemisférico inicialmente, depois convexo e finalmente mais ou menos aplanado ou ligeiramente deprimido, de cor embranquecida ou parda. O pé é cilíndrico e tanto regular como engrossado ou atenuado para a base; sempre porta um anel, mais ou menos desenvolvido, que pode ser persistente ou caduco e se separa com facilidade da carne do chapéu.

Abril 2012

livros Casa das Letras.1Q84 2, de Haruki Murakami. O primeiro volume de 1Q84 revelou a existência de um novo mundo, que escapa aos contornos da realidade e de um novo tempo, em que o ano de 1984 deu lugar ao ano de 1Q84. Neste segundo volume da trilogia, regressamos a um cenário marcado pela violência e a desilusão onde se desenham os contornos de um amor sempre adiado entre a bela Aomame e Tengo.

Civilização. Civilização - O Ocidente e os Outros, de Nial Ferguson. O que caracterizava a civilização da Europa Ocidental e consitiu num trunfo em relação aos impérios do Oriente? Segundo o autor, a resposta desenvolveu-se em seis “aplicações-chave: “competição, ciência, democracia, medicina, consumismo e ética do trabalho”. A nova questão que se impõe é: o Ocidente ainda mantém essa ascensão? Chef Mário Rui Ramos

(Chef Executivo Complexo Termal de Monfortinho)

Esfera dos Livros. Isabel I - de Inglaterra e seu Médico Português - de Isabel Machado. Após a ascensão de Isabel I ao trono de Inglaterra, o médico português Rodrigo Lopes chega a Inglaterra. Longe de imaginar que o seu destino se cruzaria com o da poderosa filha de Henrique VIII, e da sua prima Ana Bolena, o médico judeu começa a traçar o seu percurso na nova pátria. Mas a cumplicidade com a jovem rainha vai revelar-se fatal para o português.

gadgets

IPad 3 da Apple

O novo iPad 3 da Apple chegou a Portugal este mês Março. As novidades do novo tablet passam por quatro núcleos A5*, um ecrã com maior resolução e um leque de novas funcionalidades de conectividade. Das suas características destaque também para o ecrã táctil de 9,7” Retina Display, com quatro vezes mais pixéis que no iPad 2; a câmara traseira com sensor de 5 Megapixéis, resolução Full HD (1080p) para a gravação de vídeo. A conectividade da Apple estreia o suporte a redes 4G. Numa das versões o iPad 3 estará disponível em versões com ou sem 4G e memória interna de 16GB, 32GB e 64GB.

Samsung Galaxy Y Duos A novidade da Samsung no mercado português, o Galaxy Y Duos é o primeiro smartphone da marca com capacidade para suportar a utilização de dois cartões SIM em simultâneo. O novo smartphone Dual SIM tem processador de 832MHz e sistema Android 2.3 Gingerbread. Com um corpo em metal polido, integra uma câmara com sensor de 3MP e ecrã tátil com 3,14” (320 x 240 pixéis). De acordo com a Samsung, este smartphone é vocacionado para uma utilização profissional/social, incluindo funcionalidades de comunicações escritas online, como o serviço multiplataforma ChatON, ou do Social Hub, a partir do qual é possível juntar numa única caixa de entrada, mails, SMS e mensagens das redes sociais.

Páscoa Feliz

Oleiros Magazine Reserve já o seu espaço para a edição da Feira do Pinhal Contacto: 272 324 645 • Email: rvj@rvj.pt

D. Quixote. A Zona de Desconforto, de Jonathan Franzen. A Zona de Desconforto revela, sem pudores, o perfil de um rapaz tímido, que tinha medo de raparigas populares, bailes de liceu e da morte social que se abateria sobre ele se fosse visto como um “tóto”, pelos seus pares. Depois dos romances Liberdade e Correcções, que conseguiram a proeza de consagrar o autor como um autêntico fenómeno literário, a autobiografia de Jonathan Franzen, escrita entre a ironia e a ternura, traz as inquietações e os seus sonhos da juventude.


Desporto

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actualidade

Casa do Benfica em Oleiros

Fundada em 28 de Setembro de 2007, a Casa do Benfica em Oleiros (CBO) é hoje uma das associações mais dinâmicas do concelho, movimentando cerca de 50 atletas e treinadores na escola de futebol e futsal (infantis), no futsal sénior e 25 raparigas e senhoras na Escola de Dança e Aeróbica. António Mendes, o presidente da CBO explica que para além daquelas actividades, têm sido desenvolvido outras iniciativas. “Temos promovido diversos eventos na sede, como torneios de Sueca, Matraquilhos, Malha, Dominó, Belga e Damas. Fora da Sede realizámos um Torneio de Futebol de 7 e um Torneio de Veteranos de Futebol de 7. Além disso, organizamos os jantares de aniversário, o jantar das Gloriosas (jantar para as mulheres benfiquistas), a festa da Cerveja, bem como algumas festas temáticas. Como não podia deixar de ser, organizamos frequentemente excursões ao Estádio da Luz para assistir ao jogos do Sport Lisboa e Benfica”. O presidente da CBO lembra que desde sempre um dos objectivos da Casa passou por tornar a colectividade como uma “parte activa no associativismo do Concelho. No início tivemos a intenção de desenvolver a escola de futebol e promover alguns dos torneios na sede. Com o tempo, outras iniciativas apareceram com a participação e o entusiasmo que os nossos sócios, e não só, colocam nas actividades”. António Mendes diz que “um desses exemplos é a equipa de Futsal Sénior. Colocámos jovens do nosso Concelho a praticar um desporto que gostam - grande parte deles não praticava desporto federado -, e colocar o nosso território a praticar um desporto com grande adesão no país”. Nesta caminhada, a CBO tem contado com os apoios da Câmara e Junta de Freguesia de Oleiros. “É esse apoio, conjugado com empresas do concelho, que nos permite manter estas actividades desportivas”. Perante estes dados, António Mendes refere que a CBO desempenha um papel importante no concelho no fomento de práticas desportivas. “A nossa Casa, bem

como as nossas actividades, estão abertas a todas as pessoas, independente da cor clubística, por isso qualquer pessoa que queira praticar desporto é sempre bem vindo. No caso dos mais jovens, já tivemos miúdos de outras freguesias a jogar na Escola de Futebol. Com o protocolo com a Escola Padre António de Andrade esperamos alargar ainda mais a outras freguesias essa participação. Como também temos em mente continuar com a equipa de infantis para o escalão seguinte, pensamos que esse número de participantes irá aumentar”, explica. E se ao nível local a CBO tem desenvolvido um trabalho que começa a ser reconhecido pelo concelho, a nível nacional, António Mendes assegura que “a relação com os dirigentes do SLB tem sido a melhor possível. Tivemos sempre o apoio deles em tudo o que precisámos. Mas nós também temos cumprido com o que são os Estatutos do Clube e honrado o nome do Sport Lisboa e Benfica”. Com 450 sócios (e o objectivo de atingir os 500), a Casa do Benfica em Oleiros é uma das mais modernas do país. “Desde o início que pensámos em criar um espaço em que os sócios e simpatizantes da Casa e do SLB pudessem conviver e assistir aos jogos do nosso Clube”, adianta António Mendes, para depois acrescentar: “o processo de uniformização da imagem das Casas do Sport Lisboa e Benfica aparece no ano a seguir à criação da CBO. Conjugando estes dois factos, e com o repto que nos foi lançado pelo responsável por esse processo e presidente da Casa do

Benfica em Proença-a-Nova, Jorge Jacinto, criaram-se condições para que em 18 de Abril de 2009, fosse feita a Inauguração Oficial da Casa do Benfica em Oleiros pelo Presidente do SLB, Luis Filipe Vieira. Este processo foi bastante rápido. Em cerca de 4 meses preparámos tudo, desde negociar contratos a preparar a Inauguração, o que fez com que a Casa do Benfica em Oleiros fosse a 1ª casa a ser inaugurada com a Nova Imagem das Casas do Benfica”. E é na nova sede da CBO que se podem encontrar todos os produtos oficiais do Sport Lisboa e Benfica, bem como alguns produtos da Casa do Benfica em Oleiros. António Mendes, diz que “em relação à aquisição de bilhetes, que obedece a determinadas regras, entendemos que não se justifica para já a colocação de uma máquina em Oleiros. Também a nossa proximidade, quer geográfica quer institucional e pessoal, com as Casas de Proença a Nova e Castelo Branco faz com que seja fácil a aquisição de bilhetes por parte da nossa Casa”. Outra das mais valias da sede da CBO passa pelo acesso gratuito à internet, durante o horário de funcionamento daquele espaço (sextas, sábados e domingos, e noutros dias da semana em que haja jogo do SLB). A terminar, António Mendes recorda alguns momentos marcantes do clube. “Nestes quase cinco anos, destaco a data da fundação, o dia da inauguração oficial – com a visita do presidente -, a presença da águia Vi-

tória na Feira do Pinhal, a Escola de Futebol, com a evolução dos miúdos que connosco começaram em 2008, e mais recente-

mente a equipa de Futsal Sénior, que logo no 2º ano de competição chega ao Play-off e à Final Four da Taça”, diz.

Boa Páscoa

Páscoa Feliz

Boa Páscoa


Desporto

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Pinhal Total

Prova de Oleiros junta 300 participantes

A quinta edição do Passeio Turístico Pinhal Total voltou a ultrapassar as expectativas e a estar em destaque no panorama nacional, no passado dia 25 de Fevereiro. O evento, que contou com o apoio do Oleiros Magazine, reuniu 300 participantes e pautou-se pela boa disposição. Ao longo do dia os concorrentes puderam usufruir da boa

gastronomia da região e ao mesmo tempo desfrutarem dos trilhos e das paisagens do concelho de Oleiros. A aposta neste tipo de provas foi ganho e o Concelho de Oleiros começa já a ser reconhecido como um dos melhores territórios para esta modalidade. A prova terminou com um jantar e com a animação do artista do concelho, Miguel Agostinho.

Carlos Lourenço reeleito Carlos Lourenço foi eleito, por unanimidade, para mais um mandato como presidente da Pinhal Total As eleições realizaram-se dia 5 de Fevereiro. Os corpos sociais ficaram compostos do seguinte modo: Assembleia Geral - Presidente: Alfredo de

Jesus Martins; Vice-presidente: Cláudio Miguel Facucho Lopes e Secretário: Nelma Joana Ventura Antunes; Conselho Fiscal: Presidente: Jorge Manuel Cordeiro Rodrigues; Vogal-relator: Carlos Manuel Garcia Costa e Vogal: Amélia Regina Fernandes Ribeiro; Direcção: Presidente: Carlos Manuel da Piedade Lourenço; Vice-presidente: João Paulo Fer-

nandes Ribeiro; Vice-presidente: Paulino José Antunes Mendes; Secretário: António José Lopes Luís; Vogal-secretário: Nuno Alexandre Mendes Fernandes; Tesoureiro: António Jorge Fernandes Antunes; Vogal-tesoureiro: José Eduardo Mendes Alves; Vogal: Emanuel Teotónio Pedroso dos Reis Matias e Vogal: Sérgio Lopes Batista.

esta progredisse no terreno de acordo com o planeado. No final da etapa esta conseguiu validar 23 waypoints, 1 CH e o CF, tendo falhado a validação do 2º CH, pelo que viu a sua pon-

tuação final ser reduzida em 30%. Feitas as contas a equipa classificou-se em 11º lugar, posição que a equipa considera aquém das expectativas, pois o objectivo neste primeiro ano de participação no CNN seria ficar no top 10 das melhores equipas nacionais. A Associação Trilhos do Estreito agradece ao Jornal Reconquista, ao Oleiros Magazine, à Câmara Municipal de Oleiros, à Junta de Freguesia do Estreito e às seguintes entidades, Pirotecnia Oleirense, Henrique Mateus & Filhos, Lda, Auto Mecânica Alcambar, Construções JJR, João de Sousa Baltasar, S.A., João Carlos Martins Afonso, Bernardino da Conceição Mateus, comércio e reparação de automóveis, Café Laurinda, Maria João Seguros, Porque Será, automóveis, Auto Reparadora Moradal, Acrialbi e ALANProfissional.

Trilhos do Estreito

Navegar, navegar…

A equipa de navegação do Trilhos do Estreito participou na 1ª etapa do Campeonato Nacional de Navegação (CNN). Esta etapa decorreu no concelho de Mafra, com início na Ericeira e a equipa do concelho obteve a 11ª posição. Participaram 27 equipas mas apenas 21 conseguiram terminar a prova dentro do horário previsto, tendo as restantes sido desclassificadas por chegarem ao controlo horário de chegada já fora do tempo limite. Numa etapa que se viria a verificar muito competitiva, estavam em jogo 56 waypoints distribuídos em 3 estratégias e livres, existindo ainda 2 controlos horários (CH) e 1 controlo fotográfico (CF), que caso não fossem validados dentro do horário previsto implicavam a penalização de 30% na pontuação final, cada um. Para difi-

cultar mais a navegação era proibido circular em todas as estradas alcatroadas, podendo as mesmas apenas ser atravessadas. A equipa dos Trilhos do Estreito

sentiu algumas dificuldades em definir a sua estratégia, pois as falhas que tiveram no sistema informático de navegação provou quebras no andamento da equipa, não permitido que

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Desporto

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breves Atletismo

Oleiros a Correr O Oleiros Magazine volta a ser media partner do 3.º Grande Prémio de Atletismo “Oleiros a Correr” organizado conjuntamente pelo Município de Oleiros e Associação Pinhal Total. A iniciativa realiza-se no próximo dia 15 de Abril e tem o apoio técnico da Associação de Atletismo de

Castelo Branco. A prova começa às 10H00 na praça do município. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através dos seguintes contatos: 272341753, 272680130, ou dos endereços eletrónicos cbranco@fpatlestismo.org, e topografia@cm-oleiros.pt.

Futebol

Facucho treina Oleiros

David Facucho é o novo treinador da equipa de futebol sénior da Associação Recreativa e Cultural de Oleiros, substituindo no cargo João Paulo Natário. A notícia foi confirmada ao Oleiros Magazine pelo presidente da colectividade Ramiro Roque e é justificada pelo facto dos

resultados não serem os desejados pela direcção. A substituição de João Paulo Natário foi tomada após a derrota, em casa, por 5-1, frente ao Cernache, no passado domingo. David Facucho assumiu o comando técnico do Oleiros até ao final da época, mantendo-se também como jogador.

Passeio

Rota do Cabrito

A associação Pinhal Total realiza, no próximo dia 1 de abril o seu 5.º passeio pedestre, este ano com o nome “Rota do Cabrito”. A organização deste evento associa-se à celebração do Festival

Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho, privilegiando assim a fileira da caprinicultura. Mais informações em www.pinhaltotal.com.

Oleiros

Férias desportivas na Vila

A Câmara de Oleiros realiza, de 2 a 5 de abril, as “Férias desportivas Páscoa 2012”. A iniciativa destina-se a um público infanto-juvenil, dos 6 aos 15 anos e decorrerá diariamente, das 9H00 às

12H30 e das 14H00 às 17H30. Os participantes poderão assim desfrutar de uma oferta diversificada de actividades. Os interessados deverão dirigir-se àquela infraestrutura para recolher mais informações.

Páscoa Feliz

cAMPEONATO dISTRITAL

Estreito vence derby No último derby do campeonato distrital de futebol entre equipas do concelho realizado, no passado dia 24 de Março, a vitória sorriu ao Águias do Moradal, que perante o seu público venceu o Oleiros por 2-0. Nesta partida os comandados de David Facucho entraram, como o próprio referiu, de uma forma calculista. O Oleiros acabou por sofrer o primeiro golo através de um erro defensivo, aos 28 minutos. Apesar da derrota, David Facucho, mostrou-se “satisfeito com o desempenho da minha equipa. A nossa equipa está confiante e vamos fazer o melhor possível no resto do campeonato”. O Estreito justificou a vitória pelo futebol praticado, mas a luta pelo título continua difícil. João Laia prometeu lutar até ao final por esse objectivo.

Márcio Lopes e Nuno Farinha. Ag. Moradal: Manuel Silva; Gil Duarte, Fiuza, Marco (João Mateus, aos 77’), Carvalheiro, Rui Paulo (Daniel Fernandes, aos 68’), Tomé (André Filipe, aos 90’), Edmilson, Quinzinho, Manoel e Patas. Treinador: João Laia. Oleiros: Carlos Nabais; Rui Paulo, Gelson, Facucho, Humberto, João André, Caio, Quim Garcia, Rafael (Dimauro, aos 66’), Yero (Miguel, aos 87’), e Esteves (Pinheiro, aos 75). Técnico: David Facucho. Golos: Edmilson, aos 28’ e Manoel, aos 63’. Disciplina: cartão amarelo para Marco, aos 51’; Edmilson, aos 69’; Carvalheiro, aos 93’ (Estreito); e Facucho, aos 27’; Carlos Nabais, aos 28’; Esteves, aos 43’; Rafael, aos 47’ e Humberto, aos 53’.

Campo do Ventoso, no Estreito. Árbitro: André Nunes, auxiliado por

Texto e foto: Nuno Ribeiro (Rádio Condestável)


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RVJ-Editores

Páscoa Feliz

Oleiros Magazine Publicação periódica nº 123920

Director: Daniela Silva • Edição e Propriedade: : RVJ - Editores, Lda, Empresa Jornalística nº 221610 Gerência: Vitor Tomé, João Carrega e Rui Rodrigues (accionistas com mais de 10 por cento do capital social) Redacção, Serviços Administrativos e Comerciais: Av. do Brasil, 4 R/C • 6000-909 Castelo Branco • Telefone/Fax 272324645 • oleirosmagazine@rvj.pt • www.rvj.pt/oleirosmagazine • Impressão: Gráfica Almondina • Trimestral • 4000 exemplares de tiragem


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