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Oleiros Magazine

novembro 2020

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www.oleirosmagazine.com

Jornal do Concelho de Oleiros • Diretora: Daniela Silva • Edição e propriedade: RVJ - Editores, Lda • Periodicidade: Trimestral www.rvj.pt • novembro 2020 • nº 76 • Ano XVI • Preço: 1 Euro

concelho de oleiros é um dos territórios beneficiados

Há 700 milhões de euros para mudar a nossa floresta Foto: CMO

O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, em Oleiros, numa reunião com autarcas, produtores florestais e empresários.

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boas práticas

Ordem dos Psicólogos atribui Selo Comunidades a Oleiros

no tempo em que o mar passou por aqui

Mais de 400 milhões de anos descobertos em Oleiros

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educação

Alunos da escola ganham concurso do IPCB Pág. 6

Bolsas de estudo para o Ensino Superior

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transportes

Ligação a Castelo Branco volta a ser diária Pág. 5

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condomínios de aldeia

oleiros

Dia do Concelho distingue personalidades e empresas

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desporto

Oleiros segue na Taça Pág. 11

Reboucinhas, uma aldeia pioneira no país A aldeia de Reboucinhas, na freguesia de Cambas é pioneira, a nível nacional, ao aderir ao programa lançado pelo Governo “Condomínio de Aldeias”. A par daquela localidade só mais 10 em todo o país irão arrancar com um projeto-piloto que pretende incrementar novas ocupações do espaço florestal. Pág. 3

constantino sakellarides, ex-diretor geral de saúde

O vírus anda mais depressa que o conhecimento

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Destaque

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Concelho de Oleiros é um dos territórios beneficiados

Há 700 milhões de euros para a nossa floresta 700 milhões de euros é quanto o Estado tem disponível para, nos próximos quatro ou, cinco anos, intervir em territórios como o de Oleiros, no âmbito do programa das Áreas Integradas da Gestão da Paisagem. O anúncio foi feito naquela vila do Pinhal, pelo Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, durante uma reunião promovida pelo autarca oleirense, Fernando Jorge, no passado dia 20 de outubro. O governante disse que esta é uma oportunidade única para se mudar a floresta e torná-la mais resiliente a situações de incêndios florestais e às alterações climáticas. O programa prevê a intervenção em espaços contínuos de pelo menos 100 hectares de floresta, embora, como referiu o Secretário de Estado, o ideal são áreas com mil hectares. Na prática o Estado pagará o projeto, a intervenção e a sua gestão. E para que não haja espaços não intervencionados em áreas em que se pretende intervir, está previsto “o arrendamento forçado das terras, a um preço justo, para evitar que haja espaços não intervencionados no meio dos outros. Para os prédios em que não se identifique o proprietário, a empresa pública FlorestGal ficará com a sua guarda durante 15 anos. Se entretanto aparecer o proprietário, ele ser-lhe-á devolvido. Caso contrário, depois ficará para o domínio do Estado”, explicou João Paulo Catarino.

Fernando Jorge, presidente da Câmara de Oleiros, promoveu a reunião com o Secretário de Estado das Florestas

Para este programa podem candidatar-se entidades como autarquias, associações de produtores e proprietários. O Secretário de Estado considera que este é um momento único, uma espécie de hora da verdade que pode mudar o futuro destes territórios. E diz que “não há razões para não se conseguirem constituir, nestes concelhos, áreas integradas da gestão da paisagem e a partir daí provar que esta aposta funciona. Todos já percebemos o que temos que fazer. Com a ocupação do solo a 90% de pinho e eucalipto dificilmente, com as alterações climáticas em cur-

so, nos conseguimos defender. É importante compartimentar a floresta, com espécies mais resilientes, mas onde o pinheiro bravo e o eucalipto também tenham o seu espaço”. A reunião permitiu também ao autarca de Oleiros questionar a tutela sobre a indemnização que havia sido prometida aos proprietários dos terrenos visados pela faixa de gestão de combustível situada entre os concelhos de Oleiros, Castelo Branco e Proença-a-Nova, aquando da sua visita ao local em janeiro de 2019. João Paulo Catarino esclareceu que “a in-

demnização está prevista, sendo necessária a representação georreferenciada dos diferentes prédios rústicos”. O cadastro simplificado, cujo arranque no concelho de Oleiros teve de ser adiado devido à pandemia, foi também considerado importante neste processo. A questão da isenção de impostos que os proprietários/empresários terão de pagar pela venda de madeira ardida, também foi debatida, num assunto que também foi enunciado na carta enviada pelos autarcas ao Presidente da República e a alguns membros do Governo (ver peça em baixo).

Incêndio de setembro consumiu 20 mil hectares

Autarcas escrevem ao Presidente da República O presidente da Câmara de Oleiros classificou os incêndios deste verão registados no concelhos de Oleiros como uma catástrofe. No último, ocorrido em setembro, arderam cerca de 20 mil hectares de terreno, 16 mil dos quais no concelho, e os prejuízos podem ascender aos 77 milhões de euros. Perante um cenário dantesco como o que afetou o concelho, o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Jorge, em conjunto com os seus congéneres de Proença-a-Nova, João Lobo, e de Castelo Branco, José Augusto Alves (os três concelhos afetados pelo incêndio de setembro) escreveram ao Presidente da República, PrimeiroMinistro e a outros membros do Governo. Em todo o território as histórias de quem tudo perdeu repetem-se. O pinhal e a floresta são o suporte das famílias que funcionam como um banco natural, onde quando é necessário algum investimento ou suprir alguma necessidade se vai à terra. Por onde passou o último incêndio não deixou nada em pé. Chegou a consumir 900 hectares de floresta por hora e foi combatido, durante três dias por combatido por 911 bombeiros, apoiados por 311 viaturas e 11 meios aéreos. Fica a carta enviada pelos três autarcas: “Como é do conhecimento de V. Exª, os nossos Concelhos de Castelo Branco, Proença-a-Nova e Oleiros sofreram um incêndio devastador nos dias 13, 14, 15 e 16 de setembro,

Foto: Nuno Abelho

tendo sido considerado o maior fogo deste ano na Europa. Neste incêndio, muitos habitantes que praticavam uma agricultura de subsistência, perderam as suas hortas, pomares, vinhas e os alimentos de animais domésticos. Quanto às habitações não arderam casas de primeira habitação, embora várias sofressem significativos danos, quer a nível de janelas, portas e telhados bem como fachadas. Arderam sim, vários anexos agrícolas (palheiros, anexos

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de habitações, alfaias agrícolas, vedações, canos para rega...) Existem vários munícipes com necessidade de apoio social e psicológico, apoios esses que tem estado a ser dado por equipas dos Municípios. Acrescem a destruição de muitas infraestruturas municipais, desde estradas a sinalética. Com as chuvas, uma grande quantidade de carvão vai correr para as barragens que abastecem imensas povoações incluindo Lisboa, ha-

vendo ainda o perigo de derrocadas que se não se atuar para as evitar vão acontecer imensos acidentes. Para tudo isto são necessárias verbas que os Municípios atingidos não possuem e esperam a solidariedade do Governo Central para minimizar todos estes enormes prejuízos. Medidas já anteriormente tomadas noutros incêndios podiam ser uma ajuda para as populações e Municípios donde destaco: 1. Um apoio simplificado à reposição do potencial agrícola até 5 mil euros por proprietário. 2. Bonificar a madeira ardida. 3. Isentar o IRS aos proprietários que vão ser obrigados a vender a madeira, ou permitir que as verbas recebidas da madeira ardida possa ser incluída no IRS em vários anos (sugerindo 10 anos). 4. Um apoio para a replantação de medronheiros (considerados como corta-fogo, mas que também arderam) e apoio para as vedações ardidas. 5. Uma ligação viária entre Castelo Branco e Oleiros, permitindo assim reduzir os custos das matérias-primas produzidas no Concelho de Oleiros, diminuindo a distância em cerca de 20Km e ajudando a combater o despovoamento. 6. Apoio quer através da APA quer da CCDR-C ou mesmo do Ministério competente, para repor as infraestruturais agora destruídas”.


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Condomínios de aldeia EDITORIAL

A hora da verdade O último verão foi dos mais catastróficos para o concelho de Oleiros. Dois violentos incêndios, um em 25 de julho, de que resultou uma vítima mortal (um jovem bombeiro da corporação de Proença-a-Nova) e outro em 13 de setembro, consumiram uma área significativa do concelho. Só o último deverá ter queimado cerca de 20 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas, o equivalente a uma área de 20 mil campos de futebol! O presidente da Câmara de Oleiros classificou os momentos como uma catástrofe. Muitos oleirenses perderam tudo. Aquilo porque lutaram toda a vida evaporou-se com o calor das chamas. Por onde passou, nada ficou. Os prejuízos são brutais a que se somam os provocados pela pandemia. Este é o momento do país mostrar aquilo que vale, de criar mecanismos reais de recuperação, de mudar a floresta, de potenciar o desenvolvimento económico e de garantir que os produtores florestais não fiquem com uma mão cheia de nada. O Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, anunciou uma verba de 700 milhões de euros exclusivamente para ser aplicada em territórios como os de Oleiros. Uma aposta que faz parte do programa das Áreas Integradas da Gestão de Paisagem, e que de forma objetiva procura diversificar a floresta, suportando de forma direta a elaboração de projetos, a intervenção e a gestão das áreas. O desafio foi feito precisamente em Oleiros e o ideal é que haja áreas contínuas de cerca de mil hectares. Esta é um momento que pode mudar o futuro e que esperemos possa ser bem sucedido. Nunca houve um músculo financeiro tão grande e com objetivos tão concretos. Saiba a região aproveitar, unir-se e trabalhar em conjunto, porque se assim não for e não houver projetos, o dinheiro será, concretiza, utilizado noutras regiões. Depois das catástrofes dos incêndios deste verão, chegou a hora da verdade. Já se perdeu muito tempo e o território, como está, dificilmente aguentará outro verão como este. A direção

Reboucinhas é pioneira no país A aldeia de Reboucinhas, na freguesia de Cambas é pioneira, a nível nacional, ao aderir ao programa lançado pelo Governo “Condomínio de Aldeias”. A par daquela localidade só mais 10 em todo o país irão arrancar agora com um projeto-piloto que pretende incrementar novas ocupações do espaço florestal existente em volta das aldeias. O programa foi anunciado em Oleiros, no passado dia 20 de outubro, pelo Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, numa reunião de trabalho promovida pelo presidente da câmara local, Fernando Jorge, onde participaram autarcas das freguesias, empresários, produtores florestais e a que se juntou o Presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves. Aquela aldeia da freguesia de Cambas é a primeira a avançar para este projeto-piloto, mas no concelho poderão avançar outras. Neste momento só puderam concorrer as aldeias com densidade florestal superior a 70% nos 100 metros circundantes ao aglomerado, algo que poderá ser revisto, sendo essa percentagem diminuída. Se isso acontecer a candidatura para que outras aldeias aderiram poderá avançar. Mas afinal o que se pretende com os condomínios de aldeia? João Paulo Catarino explica que se pretende ocupar e utilizar os solos de uma forma diferente, através de

O Secretário de Estado anunciou o programa Condomínio de Aldeias

atividades agrícolas silvopastoris e o fomento das atividades de turismo, lazer e recreação baseados nos recursos e valores naturais. “Precisamos de ter mais agricultura no meio da floresta”, justifica o Secretário de Estado, para quem há outra mais-valia neste processo: “associada à criação destes Condomínios haverá uma medida de apoio aos proprietários para fazer a manutenção desses espaços”. No total o programa tem uma dotação de “meio milhão de euros” e serão lançados novos avisos para que sejam feitas candidaturas. Uma das questões levantadas pela autarquia oleirense, através da técnica superior do município, Cláudia Mendes, está relacionada com a limitação da exigência de 70% de área florestal em volta das aldeias. Um valor que, no entender é elevado, e que o João Paulo Ca-

tarino mostrou abertura para que no futuro possa ser reduzido. De acordo com o programa Condomínio de Aldeia, disponível no site do Governo, tem diferentes objetivos específicos, dos quais se destacam os seguintes: - Garantir a remoção total ou parcial da biomassa florestal, através da afetação do solo a usos não florestais com o objetivo de reduzir, prevenir e minimizar os riscos associados a fenómenos de incêndios rurais; - Criação de comunidades mais resistentes e resilientes ao fogo, por via de ações de mitigação, gestão e ordenamento territorial (e.g. valorização económica da biomassa; faixas ou manchas de descontinuidade; reconversão da paisagem); - Aumento da resiliência dos ecossistemas, espécies e habitats

aos efeitos das alterações climáticas. De igual modo pretende promover a adoção de soluções estruturais e de base natural, recorrendo à prestação dos serviços pelos ecossistemas, que permitam a: - Revitalização das atividades agrícolas e silvopastoris e o fomento das atividades de turismo, lazer e recreação baseados nos recursos e valores naturais; - Manutenção de zonas abertas, em mosaico, que promovam descontinuidades em manchas arbóreas e arbustivas, asseguradas por sistemas de gestão de combustível; - Valorização dos aglomerados rurais do ponto de vista paisagístico e urbanístico, valorizando os seus ativos naturais, patrimoniais e culturais e garantindo maior segurança e conforto das populações.

E garantir o preço mínimo

Governo pode avançar para leilões de madeira O Secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino, referiu, em Oleiros, em reunião promovida no passado dia 20 de outubro pelo presidente da câmara local, Fernando Jorge, que o Governo poderá avançar para a criação de leilões de madeira queimada, na sequência do último grande incêndio que queimou mais de 20 mil hectares nos concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova e Castelo Branco. Na reunião onde participaram autarcas das freguesias, empresários, produtores florestais e a que se juntou o presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves, o governante afastou a ideia de serem criados parques de madeira,

Foto: Nuno Abelho

O incêndio deixou os proprietários com uma mão cheia de nada

pois no seu entender as experiências do passado demonstram que aos produtores pouco chegou da venda da madeira. “Essa não pode ser a solução. O Estado tem que ter

uma preocupação sobre se o preço pago é o justo”, assegurou. No entender de João Paulo Catarino, a opção poderá passar por leilões se a situação assim o exigir:

“Pelo que temos conhecimento, neste momento está a ser justo o valor pelo que a madeira está a ser adquirida, pois há vários players a comprar. Mas o Governo está preparado, se se justificar, nestes três concelhos (Castelo Branco, Oleiros e Proençaa-Nova) a organizar com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas leilões dessa madeira”. Uma medida que “só fará sentido se a madeira não for paga ao preço justo. Se esses leilões acontecerem e verificarmos que o valor de procura é mais baixo que o mínimo estabelecido, o Governo pagará a diferença. Mas se for muito baixo, então o Estado fica com a madeira queimada, tritura-a e deixa-a nos terrenos”.


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Investigação revela antiga glaciação

Mais de 400 milhões de anos de história descobertos no concelho de Oleiros Fósseis marinhos, com idade compreendida entre os 444 e os 467 milhões de anos, foram descobertos numa área localizada entre as povoações de Cambas e Orvalho, durante trabalhos de investigação coordenados pela paleontóloga Sofia Pereira, da Universidade de Coimbra. Os trabalhos de campo decorreram entre 4 e 7 de outubro numa área que é parte integrante do Geopark Naturtejo e os fósseis encontrados “correspondem ao período Ordovícico Médio a Superior”, como explica a autarquia de Oleiros. A investigação teve o apoio do município daquele concelho do Pinhal, da Naturtejo e deverão ter continuidade com o apoio da Junta de Freguesia de Orvalho, localidade que deverá acolher um Centro de Interpretação, onde ficarão reunidos alguns dos fósseis agora descobertos e que no futuro venham a ser encontrados. Em nota enviada ao Oleiros Magazine, a autarquia explica que esta investigação conta com a participação de Carlos Neto Carvalho, diretor científico do Geopark Naturtejo (o primeiro a ser criado em Portugal e a ter a chancela da Unesco). Nessa área terá sido identificada “a ocorrência de faunas onde abundam diferentes espécies de trilobites e de minúsculos crustáceos ostracodos, braquiópodes, bivalves, equinodermes, briozoários, entre muitos outros”. De resto, Carlos Neto Carvalho já tinha

No concelho de Oleiros foram descobertos fósseis marinhos com mais de 400 milhões de anos

descrito fósseis que datam de há quase 480 milhões de anos. Ao Reconquista, a autarquia explica que os trabalhos agora realizados permitiram descobrir “novos sítios paleontológicos, incluindo fósseis de braquiópodes nunca antes identificados em Portugal”. O Município justifica esta declaração na pa-

Visite a nossa freguesia cumpra as regras da DGS

lavras de Jorge Colmenar, especialista espanhol a trabalhar na Universidade de Ghent, na Bélgica. A autarquia recorda que os investigadores “detetaram evidências de uma antiga glaciação que sucedeu há 450 milhões de anos e que levou à segunda maior extinção

em massa de sempre, com o desaparecimento de 85% da vida marinha de então”. A mesma nota esclarece que as pequenas “rochas calcárias, com uma enorme diversidade de pequenos fósseis muito bem preservados, permitem identificar um período de rápido aquecimento global que poderá ter despoletado a glaciação ordovícica”. E acrescenta: “estas são evidências de alterações climáticas do passado que nos podem ajudar a prever cenários para um futuro próximo do nosso planeta”. O território onde hoje está o concelho de Oleiros terá sofrido uma glaciação. Diz o Município que “nas Portas do Muradal, próximo de Vilar Barroco foram encontrados, entre rochas muito deformadas por colisões de continentes, restos de fósseis bem preservados de uma fauna com características incomuns para a sua idade”. Os trabalhos de investigação vão prosseguir na Serra do Moradal e prevê-se que os primeiros resultados possam ser publicados no início do próximo ano, na revista Geoconservation Research dedicado aos fósseis dos Geoparques UNESCO europeus. Outras áreas que se revelaram ricas em fósseis destas idades incluem o Monumento Natural das Portas de Ródão, a Serra do Perdigão e a Herdade de Vale Feitoso.


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Boas práticas

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Ordem dos Psicólogos atribui Selo Comunidades a Oleiros

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Bombeiros com novos veículos de combate e transporte Os Bombeiros Voluntários de Oleiros têm, desde o verão, dois novos veículos, numa aquisição apoiada pela Câmara local: uma ambulância de transporte não urgente de doentes e um Veículo Rural de Combate a Incêndios - VRCI 08 - SCANIA P (G) 360 4X4. Albino Caldeira, presidente da direção dos Bombeiros, considera que o veículo de combate vai permitir “servir melhor a nossa comunidade. Este veículo é de extrema

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necessidade, e vem colmatar uma deficiência que já há algum tempo se fazia sentir dada a inoperacionalidade do VRCI substituído”. Em comunicado, aquele responsável expressa o agradecimento às entidades envolvidas, “imprescindíveis na prossecução do bom desempenho das atribuições funcionais dos nossos Bombeiros contribuindo, assim, para melhorar o tempo de resposta na defesa das pessoas e bens das Nossas Gentes”.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses atribuiu ao Município de Oleiros o “Selo Comunidades Pró-Envelhecimento 2020/21”. O prémio distingue as comunidades portuguesas cujas políticas, programas, planos estratégicos e práticas sejam sinónimo de um compromisso forte e real com a promoção do envelhecimento saudável e bem-sucedido. De acordo com a Ordem dos Psicólogos na atribuição deste prémio, teve-se em consieração critérios na área da Segurança, Habitação e Mobilidade; Bem-Estar e Saúde; Relações Sociais e Inclusão; Cultura e Educação ao Longo da Vida; Participação Ativa e Cidadania. Este prémio vem assim reconhecer o trabalho que a autarquia tem vindo a desenvolver, através da implementação de diferentes programas, como o apoio psicológico, a unidade móvel de saúde e o apoio prestado aos cuidadores informais. O trabalho realizado pela autarquia fez com que fosse, em

2019, distinguido com o prémio Município do Ano, pela Universidade do Minho, num concurso onde a autarquia oleirense se destacou pelo Programa de Apoio ao Luto. O concurso foi promovido pela Universidade do Minho e pretendeu reconhecer as “boas práticas de projetos implementados pelos municípios com impacto no território, na economia e na socie-

dade, promovendo o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade”. O programa teve início em 2015 e tem sido desenvolvido pela psicóloga Rafaela Lopes. Para além de apoiar as pessoas que estão a viver o luto, o programa vai mais além e constitui um instrumento de saúde importante que chega a todas as freguesias do concelho de Oleiros.

Transporte

Ligação a Castelo Branco volta a ser diária Incêndio de julho

Apoios para Oleiros, Amieira, Isna e Mosteiro A Câmara de Oleiros está a atribuir apoios aos proprietários das várias localidades das freguesias de Oleiros-Amieira, Isna e Mosteiro que foram fortemente afetadas por um incêndio, no período de 25 a 29 de julho. Este apoio decorre, à semelhança do que aconteceu noutras ocorrências congéneres em anos anteriores, o Município de Oleiros. Em nota de imprensa, a autarquia recorda que “um número considerável de pessoas viu-se sem água própria e recolhida de nascentes ou depósitos, uma vez que as tubagens de plástico arderam”. Diz o Município que os seus

técnicos “fizeram um levantamento inicial dos prejuízos e constataram a falta de água para consumo humano, bem como de tubagens de água (que arderam), necessárias aos proprietários de terrenos e/ou animais, que assim se viram privados do abastecimento de água proveniente de nascentes próprias”. O apoio foi aprovado por unanimidade em Reunião de Câmara, no dia 14 de agosto, pretendendo mitigar os prejuízos causados pelo incêndio, traduzindo-se no ressarcimento dos custos que os habitantes lesados tiveram de suportar para restabelecer o seu potencial produtivo.

O transporte rodoviário entre Oleiros e Castelo Branco, que foi interrompido devido à pandemia de COVID-19 e retomada parcialmente no dia 6 de julho, voltou à regularidade diária, informou a autarquia em comunicado. Assim, e de acordo com a autarquia, “a Carreira Intermunicipal, entre Oleiros e Castelo Branco, tem saída do terminal rodoviário de Oleiros pelas 06h05 e saída do terminal de Castelo Branco pelas 17h35. A ida tem as seguintes paragens e horários: Oleiros (06H05), Estreito (06H25), Alto da Foz do Giraldo (06H50) e Castelo Branco (08H10). A volta tem as seguintes paragens e horários: Castelo Branco (17H35), Alto da Foz do Giraldo (18H45), Estreito (19H05) e Oleiros (19H25)”. De referir que este transporte é gerido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, enquanto Autoridade de Transporte competente quanto aos serviços públicos

de transporte de passageiros intermunicipais na área geográfica que abrange. Importa referir que a legislação em vigor limita o número de pessoas nos autocarros e deter-

mina a adoção de normas preventivas de segurança e higiene, nomeadamente a obrigatoriedade do uso de máscara e o distanciamento social entre os passageiros.

Silvia Maria Afonso da Silva Garcia Guerra


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Educação

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Autarquia atribui

Bolsas para estudar no Superior

A Câmara de Oleiros irá atribuir bolsas de estudo para os alunos residentes no concelhos que pretendam estudar no Ensino Superior. As candidaturas decorreram até ao passado dia 15 de outubro, e não há limite na atribuição das mesmas. À semelhança de anos anteriores, estão disponíveis dois tipos de bolsas: Uma para “estudantes com dificuldades eco-

nómicas que frequentem ou pretendam frequentar o ensino superior e consiste na comparticipação dos encargos inerentes à sua frequência em qualquer estabelecimento de ensino superior do país. Os candidatos têm que ser residentes no concelho de Oleiros no mínimo há três anos e ter menos de 30 anos”. A outra, que surge no âmbito do protocolo assinado com o IPCB

(Instituto Politécnico de Castelo Branco) e a UBI (Universidade da Beira Interior), e onde não são tidas em consideração as condições financeiras do estudante. Na prática é elegível qualquer aluno que tenha frequentado a Escola Padre António de Andrade, ou resida no concelho de Oleiros há mais de dois anos. A bolsa corresponde ao valor anual da propina em todas as escolas do IPCB e da UBI.

Um por todos, todos pelo ambiente

Escola ganha concurso do Politécnico

O Agrupamento de Escolas padre António de Andrade, de Oleiros, foi um dos vencedores do concurso “Um por todos, todos pelo ambiente”, promovido pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco, no âmbito dos seus 40 anos. O concurso distinguiu os melhores trabalhos de escolas dos concelhos de Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, e teve como objetivo “perceber as preocupações dos jovens do 3º Ciclo e do Ensino Secundário sobre o impacto da sociedade no ambiente, assim como ouvir as suas propostas sobre como nos podemos tornar mais sustentáveis e amigos do planeta”. No concelho de Oleiros foram distinguidos os trabalhos de Vera Fernandes, Inês Mateus e Carolina do Carmo (3º ciclo) sobre a questão “Oleiros tem no Pinhal um problema ambiental), e de Adriana Pessoa, Mariana Antunes e Catarina Martins (prémio que transitou do secundário), sobre a “Bela ribeira de Oleiros”. Ambas as equipas pertencem ao Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade. No concelho de Castelo Branco foi premiada a reportagem em vídeo realizada pelos alunos da Escola Cidade de Castelo Branco do Agrupamento Nuno Álvares, Afonso Carrega, Inês Ramalho e Gabriel Lopes e pela docente Flo-

rinda Baptista Carrega. A equipa abordou a questão da azolla no Rio Ponsul. Para além do vídeo foi também apresentado um cartaz alusivo ao trabalho. Em Proença-a-Nova foram também premiados dois trabalhos. No 3º ciclo os alunos Alexandra Cabral, Francisco Mendonça, Maria Manso e Matilde Manso, e a professora Madalena Catarino saíram vencedores com um trabalho sobre o tema “Vamos acabar com as plantas invasoras”. No ensino secundário, e também do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, a equipa composta por Leonor Cardoso, Diana Martins, Rodrigo Tomaz e Mariana Afonso foi premiada com pelo trabalho “Queremos diminuir os incêndios/desflorestação”. Já em Vila Velha de Ródão, a equipa do Agrupamento de Escolas, constituída por Jorge Gouveia,

Isaura Vicente, Ana Alves, Sofia Monteiro e Rui de Matos (3º ciclo) com o tema “por um melhor ambiente” saiu premiada. Na sua página de internet, o IPCB “destaca o esforço de todas as equipas participantes, alunos e docentes, que apesar das dificuldades inerentes ao estado de emergência decorrente da pandemia COVID-19, apresentaram a sua candidatura ao concurso, com trabalhos que vêm ao encontro do espírito do concurso, e são exemplificativos da preocupação das equipas, das escolas e da nossa região com a preservação do ambiente”. Os trabalhos apresentados consistiram num vídeo, em formato Mp4, com um máximo de 5 minutos, onde se descreve a identificação do problema e a solução proposta. Apresentaram também um cartaz em formato A1.

Escola com estúdio para fazer rádio O Agrupamento de Escolas Padre António de Andrdade de Oleiros vai poder usufruir de um estúdio de rádio, o qual pode ser utilizado pelos alunos que participarem no projeto “Rádio Escolas – Rádio Miúdos”. O estúdio permite a gravação de vídeo, assegurando todas as condições para um projeto multimédia inteiramente feito “por crianças e para crianças”. O “Clube de Rádio” recomeçou no dia 21 de outubro, respeitando as normas emitidas pela Direção-Geral de Saúde. Esta iniciativa teve início em 2019 e foi trazida pelo Município de Oleiros ao AEPAA. Todas as atividades a desenvolver terão em conta as recomendações da Direção-Geral de Saúde, tendo em conta a pandemia de Covid-19. À semelhança do que aconteceu no ano letivo anterior, os profissionais da Rádio Miúdos deslocam-se a Oleiros para impulsionar e apoiar a Rádio Escola em Oleiros.

Para além do apoio da equipa da Rádio Miúdos, o projeto conta ainda com a colaboração dos técnicos municipais da equipa multidisciplinar do Plano Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, bem como do Gabinete de Comunicação do Município. Este “Clube de Rádio” procura proporcionar a oportunidade de as crianças crescerem numa cidadania participativa, ao mesmo tempo que potencia a aquisição de competências bastante pertinentes nos dias de hoje - como o pensamento crítico, a criatividade, o trabalho em equipa e a comunicação - de forma regular e em contexto real. O projeto surgiu no âmbito de uma candidatura ao Programa Parcerias para o Impacto, inserido no Programa Operacional de Inclusão Social e Emprego (PO ISE) e tem a duração de três anos. A Rede Rádio Escolas da Rádio Miúdos está presente em 120 escolas a nível nacional, sendo três delas internacionais.

Saúde

Testes ao Covid-19 no Agrupamento de Escolas Professores e funcionários não docentes do Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade realizaram, no início deste ano letivo, testes serológicos à Covid-19. Esta iniciativa, financiada pela autarquia de Oleiros, teve um caráter preventivo. Em nota enviada ao Oleiros Magazine o Município explica que ser “fundamental realizar esta ação de testagem, de forma a mitigar o risco de propagação do vírus na

comunidade escolar do Concelho e tentar que o ano letivo 2020/2021 arranque o mais tranquilamente possível”. Na mesma nota, a Câmara salienta o facto de estar a trabalhar “de forma contínua com as autoridades de saúde competentes, tomando medidas que visam a segurança não só das crianças e jovens, como de todos os habitantes do Concelho e daqueles que nos visitam”.


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Autarcas, funcionários e empresários

No Dia do Concelho Oleiros distinguiu os seus A Câmara de Oleiros distinguiu, no Dia do Concelho, a 10 de agosto, diferentes personalidades e empresas, como forma de reconhecimento pelo trabalho realizado em prol daquele território. Numa cerimónia que se realizou no Jardim Público, tendo em conta os constrangimentos impostos pela pandemia, foram entregues diferentes condecorações tendo em conta as áreas de intervenção. Assim, no setor cultural foram condecoradas com a Medalha de Mérito Municipal - Pinha de Mérito Municipal (grau de prata), a Senhora Maria Afonso dos Santos Silva e a Senhora Maria Ermelinda Matias Garcia. No setor empresarial, receberam a Medalha de Mérito Municipal - Pinha de Mérito Municipal (grau de prata), as empresas: José Afonso & Filhos, Lda, Pirotecnia Oleirense Fogos de Artifícios, Lda, e Pinorval Indústria de Madeiras, Lda. No setor autárquico foram distinguidos com a Medalha de Mérito Municipal - Pinha de Mérito Municipal (grau de ouro) os ex-presidentes: Comendador José Santos Marques, Maria Guiomar Romão (a título póstumo, como presidente da Comissão Administrativa), e Fernando Luís (a título póstumo). Ainda neste setor foram condecorados com a Medalha de Mérito Municipal - Pinha de Mérito Municipal (grau de ouro), os Ex-Presidentes da Assembleia Municipal de Oleiros: José Augusto Luís, António Xavier Gomes, Alfredo de Jesus Martins, José Augusto da Conceição Martins, e a título póstumo: Álvaro Ferreira de Matos e Augusto da Silva Fernandes. No setor profissional, a Medalha Municipal de Dedicação e Bons Serviços - Pinha Municipal de Dedicação e Bons Serviços (grau de ouro) foi entregue aos trabalhadores municipais em exercício de funções com o tempo efetivo mínimo de 30 anos de serviço. São eles: António Fernandes, Fernando Antunes Filipe, Jaime Alves, José Alves Rente, João Manuel Lourenço Luís. Foram ainda condecorados com a Medalha Municipal de Dedicação e Bons Serviços - Pinha Municipal de Dedicação e Bons Serviços, os extrabalhadores municipais aposentados após 25 de setembro de 2017. Sendo eles: Dinis Lourenço da Silva (grau de ouro), Eduardo Mateus, Vítor Manuel Martins Gonçalves e Daniel Alves (grau de prata), e Francelina Jorge Agostinho Pedroso e João Ramos Moreira (grau de bronze). Na mesma cerimónia foram assinados protocolos de cooperação com instituições de solidariedade social e com associações culturais e desportivas, sendo as seguintes entidades: Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros (que vê o protocolo reforçado no sentido de fazer face

às adversidades trazidas pelo surto pandémico - passando de 114,500.00 euros para 120.000,00 euros); e com o Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 1080 - Oleiros (no valor de 7.500,00 euros; Associação Pinhal Total Oleiros Aventura (12.000,00€); Associação Recreativa e Cultural de Vale do Souto (6.000,00€); Associação Trilhos do Estreito (9.000,00€); Confraria Gastronómica do Cabrito Estonado (5.000,00€); Grupo dos Amigos Incondicionais do Orvalho (12.000,00€);

Representante dos Jogos santa casa

Rancho Folclórico e Etnográfico de Oleiros (18.000,00€); Sociedade Filarmónica Oleirense (20.000,00€); Grupo Maltez e Desportivo do Mosteiro (6.000,00€). Foram ainda celebrados três contratosprograma com as seguintes associações: Associação Recreativa e Cultural de Oleiros (68.000,00€); Casa do Benfica em Oleiros (30.000,00€); Grupo Desportivo Águias do Muradal (43.600,00€). Foram também assinados os acordos

com o Centro Social Paroquial do Estreito (4.200,00€) + (10.000,00€ apoio extra); Santa Casa da Misericórdia de Álvaro (4.800,00€) + (5.000,00€ apoio extra); Santa Casa da Misericórdia de Oleiros (9.000,00€) + (30.000,00€ apoio extra); Centro Social do Orvalho, por ter valências técnicas próprias no âmbito da fisioterapia, apenas será atribuído o apoio extraordinário para fazer face às vicissitudes do novo Coronavírus (55.000,00€)”.


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Freguesias

Oleiros Magazine

novembro 2020

Melhoramento de vias rurais

Madeirã executa obras O autarca esteve na Farmácia Xavier Gomes, no Orvalho

Orvalho

Autarquia reconhece esforço O presidente da Câmara de Oleiros considera que “as farmácias têm um papel fundamental junto da população, principalmente a idosa, por exemplo na preparação da medicação que devia ser subsidiada e apoiada pelo governo central, porque se evitavam muitas idas às urgências com este serviço e permitia por isso poupar”. O autarca falava à margem

de uma visita efetuada à Farmácia Xavier Gomes, no Orvalho, na sequência de um convite da Associação Nacional de Farmácias. “Em tempo de pandemia, as farmácias são o único serviço aberto em localidades como o Orvalho, trabalhando a qualquer hora”, destacou. Esta iniciativa da Associação Nacional de Farmácias teve por missão “perceber o esforço que as

farmácias têm desenvolvido para continuar a oferecer um serviço de qualidade e segurança aos seus utentes”. No entender daquele organismo, as farmácias do concelho de Oleiros “trabalham todos os dias para servir as necessidades dos cidadãos” sendo “muitas vezes, a porta de entrada e de saída no Sistema de Saúde”.

A Junta de Freguesia da Madeirã está a realizar obras de melhoramento nalgumas vias rurais. Estes trabalhos fazem parte do seu plano de atividades. De entre as obras destacamse a colocação de manilhas em linhas de água, na Cava e Madeirã; e o alargamento da via no Vilarejo (com a cedência de terreno pelo

proprietário), permitindo o atravessamento daquele lugarejo a veículos automóveis. Em nota enviada ao Oleiros Magazine, a freguesia aborda também a questão da pandemia, afirmando que até ao momento não teve nenhum caso positivo na nossa freguesia. “Oxalá assim nos mantenhamos”, refere a autarquia.

Abastecimento de água

Malhadancha com novas condutas

A Câmara de Oleiros está a instalar uma nova conduta de água de ligação do subsistema de Vilar Barroco - que tem água com qualidade e em quantidade - ao subsistema de Malhadancha. A informação foi adiantada ao Oleiros Magazine pelo próprio município, o qual refere que “a conduta vai ter cerca de dois quilómetros de extensão e vai ser ligada ao reservatório existente na Malhadancha”. Esta intervenção tem como objetivo garantir o cumprimento dos valores limites estabelecidos na legislação em vigor e, assim, melhorar significativamente a

Toponímia

Mosteiro coloca novas placas

qualidade da água nesta povoação. O subsistema de Malhadancha apresenta um histórico

de incumprimentos ao ferro e ao manganês que necessitavam de ser corrigidos.

A Junta de Freguesia do Mosteiro acaba de colocar algumas placas identificativas das localidades da freguesia. Em nota enviada ao Oleiros Magazine, Fernando Alves explica que “as placas foram

colocadas em locais que não existiam”. Entre outras, foram colocadas placas à entrada da Freguesia, na Póvoa do Escaldado e na Foz da Sardeira.


Freguesias

novembro 2020

ambiente

Sobral limpa floresta cipal de Oleiros e abrangeu vários quilómetros. Para a realização destes trabalhos foi utilizada uma máquina niveladora.

Cultura

Festival de Música interrompido O II Festival de Música do Pinhal, que estava a percorrer algumas freguesias do concelho, foi interrompido na sequência do incêndio de grandes proporções que afetou o concelho, e do

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Cultura

breves

A Junta de Freguesia de Sobral efetuou trabalhos de limpeza na floresta. Esta iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Câmara Muni-

Oleiros Magazine

Estado de Contingência. O Festival que arrancou na tarde de 13 de setembro com um espetáculo do grupo Velvet Quintet, na Igreja Matriz do Estreito, iria decorrer até 27 de setembro.

Gonçalo Salvado recebe prémio internacional O livro de poesia Denudata da autoria do poeta português Gonçalo Salvado, e que tem a chancela da RVJ Editores, acaba de ser premiado com o Prémio Álvares de Azevedo atribuído pela União Brasileira de Escritores, com sede no Rio de Janeiro. O prémio foi comunicado ao poeta pela diretoria da União Brasileira de Escritores. Este prémio literário, considerado um dos mais importantes do género no Brasil, foi já outorgado a poetas de grande relevo na poesia de língua portuguesa, como o brasileiro Ferreira Gullar. Para Gonçalo Salvado “este prémio constitui uma importante prova de reconhecimento do meu labor poético, que muito me honra e é quase um símbolo para mim, na medida em que é batizado com o nome de um poeta, autor de alguns dos mais emblemáticos poemas amorosos da poesia brasileira, ligado ao Romantismo, movimento com o qual, interiormente, sempre me identifiquei”. O livro Denudata, (RVJ Editores), é ilustrado com desenhos inéditos do escultor Francisco Simões e fotografias de Manuel Magalhães, figura cimeira da fotografia em Portugal. A obra conta com um Prefácio do poeta brasileiro Carlos Nejar, recentemente nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, e com um texto de abertura da crítica de arte e

poeta Maria João Fernandes. Do prefácio de Carlos Nejar realçamos: “A poesia de Gonçalo Salvado, que se singulariza em grandeza na nova poesia portuguesa, com vários livros, agora mais ainda em Denudata, não se volta apenas ao amor como tema, ou busca, ou obsessão, é desnudez da linguagem, sede se despindo em corpo e corpo que se perfaz em alma”. Do texto de abertura de Maria João Fernandes destacamos: “A mulher na poesia de Gonçalo Salvado representa a maior luz, a maior energia possíveis, mistério capaz de inspirar, como o Sagrado, terror e maravilha. É plenitude do Ser devolvido à sua mágica essência que cintila numa luz total e transfigurante que em si abarca a noite”.

De lembrar que para este livro o autor teve o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco e foi apresentado em 2018, nesta cidade, pelo escritor e ensaísta Pedro Mexia e posteriormente no Porto, pelo Filósofo Sousa Dias. De lembrar, igualmente, que não é a primeira vez que a União Brasileira de Escritores atribui um prémio a Gonçalo Salvado. Em 2013, foi-lhe concedido pela mesma instituição o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen pelo conjunto da sua obra. Gonçalo Salvado nasceu em 1967 em Lisboa, onde reside, tendo passado toda a sua infância e a sua juventude em Castelo Branco. Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, tem vindo a assumir-se como um poeta exclusivo do amor, do erótico e do feminino. Publicou quinze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Acerca da sua poesia pronunciou-se, entre outros, António Ramos Rosa: “Poeta lírico e erótico de um lirismo muito claro e muito perfeito, de uma claridade e unidade estilística extraordinárias.” Presentemente prepara um novo livro de poesia: Quando A Luz do Teu Corpo Me Cega, ilustrado com desenhos inéditos de Álvaro Siza Vieira. Da obra constará uma versão em Braille.

Artesanato

Jorge Marquez e Luís Pinheiro expõem no Porto

Oleiros

Posto de Turismo tem horário de inverno O Posto de Turismo de Oleiros está já a funcionar de acordo com o novo horário. Encontra-se aberto todos os dias (de segunda a domingo) das

10 horas às 13 e das 14 às 18 horas. O Posto de Turismo, devido às obras no edifício principal, está a funcionar em instalações localizadas no Jardim Público.

Jorge Marquez e Luís Pinheiro, escultores radicados no concelho de Oleiros, têm patente, desde o passado dia 3 de outubro, uma exposição conjunta no conceituado Armazém portuense R&B, de Raquel e Batata Cerqueira Gomes. As obras de arte em filigrana (da autoria de Jorge Marquez) e de ferro e pedra (de Luís Pinheiro) estão patentes até ao final do mês naquele espaço, situado na Rua da Miragaia, no Porto.


Entrevista

10 Oleiros Magazine

novembro 2020

Constantino Sakellarides, ex-diretor geral da saúde

Um novo vírus pandémico expande-se mais depressa que o nosso conhecimento sobre ele O primeiro destes polos tem a ver com a forma como a rede de saúde pública do país consegue controlar a transmissão do vírus: diagnosticando os infetados e orientando-os para isolamento e tratamento quando necessário; identificando os seus contactos, testandoos, e quando indicado pondo-os de quarentena; testando regularmente as populações mais expostas à infeção. Isto não só tem que ser feito, mas tem que ser feito nos tempos próprios, rapidamente. É importante quantificar e partilhar esse desempenho a nível local, regional e nacional: os atos, os tempos e os resultados. Quando esta rede de saúde pública já não consegue responder suficientemente bem a uma elevada intensidade de transmissão, isso deve ser do conhecimento dos outros dois polos. Porque irá condicionar as suas opções.

Poucos sabem de saúde pública como ele. Constantino Sakellarides perspetiva o que foi feito no combate à pandemia até ao momento e identifica os três «polos» fundamentais para uma gestão eficaz da transmissão da Covid-19. Não é de agora a sua «preocupação» com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Os últimos meses vieram demonstrar que se tem gasto demasiado tempo com o debate sobre o financiamento do sistema e prestado menos atenção às necessidades de recrutamento e alocação de recursos humanos nos diversos setores de intervenção? Devese enterrar, de uma vez por todas, a dicotomia entre público e privado? O SNS necessita substancialmente de mais recursos. E tem sido feito um esforço considerável, nos últimos anos, para ir superando o legado devastador do “cortar na saúde” dos anos da “troika”: mais financiamento, mais profissionais, mais equipamentos e melhores instalações. No entanto, seria importante que esta injeção de mais recursos, este acrescentar, fosse acompanhado pelas transformações que o SNS há muito vai requerendo, para responder aos desafios dos nossos dias. Estes centramse, em grande parte, nas situações associadas ao envelhecimento da nossa população: a resposta às pessoas com múltiplas patologias, disfunções e fragilidades que necessitam de uma gestão atenta e oportuna do percurso que terão de fazer, sem se perder, através dos vários tipos de cuidados de que necessitam. Os sistemas de saúde, quase universalmente, têm três setores de características e objetivos distintos: o público, o privado social e o privado com fins lucrativos. Reconhecer objetivamente o que os distingue e o que os aproxima é a melhor forma de conseguir formas apropriadas de colaboração entre estes três setores, para o benefício das pessoas, a curto e longo prazo. É praticamente unânime considerar que fazer o confinamento, tendo sido uma decisão politicamente difícil, foi relativamente fácil de executar. Todavia, o desconfinamento revelou falhas ao nível do planeamento. Faltou uma estratégia integrada e, eventualmente, um pouco mais de paciência? O confinamento geral foi um mal necessário, no período inicial da pandemia. Permitiu proteger os mais suscetíveis à agressão pandémica e manter os serviços de saúde a funcionar. Mas o preço pago e a pagar é alto, em múltiplos aspetos.

Foto: Direitos Reservados

A preparação do desconfinamento foi muito difícil. Porque o tempo disponível foi muito limitado e porque ninguém sabia exatamente qual seria a melhor maneira de o fazer bem – na história da saúde pública moderna, nunca se tinha confinado e desconfinado assim antes! Mas há ainda uma terceira dificuldade de raízes mais profundas. Como escreve o Professor Costa Silva, nas suas reflexões recentes, o país tem múltiplas competências funcionais disponíveis, mas em muito menor grau, as competências institucionais de que necessita. Isto quer dizer que temos nas nossas organizações públicas uma “primeira linha” de combate que se dedica aos desafios imediatos, mas falta-nos, com frequência, uma “segunda linha” que avalie resultados e pense o país no futuro. Sem esta “segunda linha” não há pensamento, análise e planeamento estratégico, associado a um processo de aconselhamento científico estruturado, contínuo e independente. Neste contexto, aprender com a experiência é difícil – e os poderes tendem aprender com dificuldade – pelo que tendemos a “chegar tarde”. Numa crise destas dimensões, estas limitações tornam-se muito mais aparentes.

Visite a nossa freguesia mas seja responsável...

As múltiplas dificuldades na gestão da crise epidémica na Grande Lisboa, no decurso da última primavera e verão, ilustram bem essas limitações. Fizeram-se planos a curto prazo, com importantes omissões, sem um Estratégia de Saúde Pública (2020-2021) que os informasse e enquadrasse. O que pode acontecer, por volta dos meses de novembro/dezembro, quando a gripe sazonal e a Covid-19 se encontrarem? As pandemias (na sua forma mais aguda) têm sido, felizmente, fenómenos relativamente raros – três, ao todo, no século XX. E estas foram pandemia de gripe. A pandemia agora em curso é a primeira produzida por um coronavírus. Por outras palavras, um novo vírus pandémico expande-se mais depressa que o nosso conhecimento sobre ele. Suspeitava-se de uma segunda vaga epidémica no outono e inverno, quando arrefece, escurece e a vida nos “espaços interiores” intensifica-se. Mas ela iniciou-se, em vários países europeus, em pleno verão! Temos que ser sempre prudentes quando tentamos falar no futuro de uma pandemia. Mas, felizmente, por vezes, também há notícias menos más. A informação que temos do último inverno no hemisfério sul, dos países onde esta informação é de confiança, é que o que fazemos para nos proteger do coronavírus, os três M’s – metros, máscaras e mãos – são particularmente eficazes na proteção da transmissão do vírus da gripe sazonal. Ou seja, houve muito pouca gripe no hemisfério sul este ano. Mas nunca fiando: é necessário conseguirmos uma boa adesão à vacinação contra a gripe e os serviços de saúde estão a preparar-se na gestão dos diferentes percursos dedicados a diferentes tipos de doenças. Não é possível prever quando é que a vacina contra a Covid-19 vai estar disponível e muito menos se conhece a sua real eficácia. Até que a pandemia seja oficialmente declarada pelas autoridades sanitárias como estando ultrapassada, quais são os seus conselhos, para decisores políticos e população em geral? Passarão, de facto, alguns meses ainda, antes da vacina pandémica nos chegar ao braço. Entretanto, a resposta à pandemia terá necessariamente três “polos”.

E qual é o papel dos restantes polos? O segundo destes polos tem a ver com os conhecimentos e comportamentos das pessoas. Aqui o objetivo é conseguir, para cada circunstância concreta, o melhor equilíbrio possível entre a necessidade de proteção e o desejo de realizar as nossas aspirações pessoais, intelectuais e afetivas. E só poderemos configurar esse equilíbrio, se tivermos informação concreta sobre o que ocorres nos outros dois polos, naquilo que diz respeito aos espaços da nossa convivência. O terceiro polo é constituído pelos cuidados de saúde. Estes preparam-se melhor para o que os espera, quando mais informados estiverem sobre o que ocorre nos outros dois polos. Dessa forma, poderão preparar-se melhor para responder tanto à Covid-19 como às outras necessidades de saúde. Gerir bem a pandemia significa saber com precisão o que ocorre em cada um desses polos, partilhar ativamente esta informação e assegurar a articulação dos polos entre si, em todas as circunstâncias. Um desafio complexo, mas necessário. As medidas de higiene reforçadas nas escolas no âmbito da prevenção da Covid-19 poderão, caso exista um padrão de continuidade no futuro, ajudar a minorar os contágios em termos de gripes e constipações? Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer no que diz respeito à literacia da sua população ao nível da educação para a saúde? Sim, temos ainda um longo caminho a percorrer nesta matéria. E esta seria uma boa ocasião para conseguirmos aqui um salto qualitativo significativo. Para isso, seria necessário aderirmos à ideia de que há duas vertentes na saúde pública atual. A primeira é a saúde pública centralista, normativa e autoritária, própria das situações de emergência. Recebemos orientações, para obedecer. Há momentos que não pode ser de outra maneira. Mas isso só é sustentável para períodos de tempo relativamente curtos – um par de meses, talvez. A segunda vertente da saúde pública, pelo contrário, não apela à obediência, mas sim à inteligência individual e coletiva. Depende da partilha contínua de informação de qualidade, de forma a que esta se possa transformar em conhecimento e influenciar comportamentos, ou seja, em agir com conhecimento de causa e confiança. De que modo é que essas duas vertentes se têm articulado? Como se tem observado estamos ainda longe de conseguir o equilíbrio necessário entre estas duas vertentes da saúde pública. Nuno Dias da Silva In Ensino Magazine


Desporto

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Oleiros Magazine 11

Futebol

breves

Futebol Distrital

Águias do Moradal procuram a melhor forma A equipa do Águias do Moradal que está a participar no Campeonato Distrital de Futebol procura regressar este ano ao campeonato nacional. Com três jogos disputados, ocupa a quarta posição com quatro pontos, fruto da vitória por 3-0 no terreno do Proença-a-Nova e do empate a um golo ante o Belmonte. Na próxima jornada a equipa do Estreito vai receber o Estrelas do Zêzere, num jogo onde a equipa do Águias surge como favorita já que o seu adversário ainda não somou qualquer ponto.

Oleiros segue na Taça e recebe Gil Vicente A equipa da Associação Recreativa e Cultural de Oleiros passou à 3ª eliminatória da Taça de Portugal, ao vencer, em casa, o Mirandela, por 3-2, e irá agora defrontar a equipa do, Gil Vicente, equipa da Iª Liga, na condição de visitado. Depois de há anos atrás ter recebido o Sporting Clube de Portugal. No encontro com o Mirandela, os locais dominaram nos primeiros 45 minutos, mas só chegaram ao golo ao minuto 30, de penalti, o qual foi apontado por Ricardo Almeida. Dos poucos ataques do Mirandela no primeiro tempo, ao minuto 45 na sequência de um canto, após uma saída em falso do guarda-redes Palha, valeu a intervenção do defesa central Marco, que evitou o golo do empate. Na etapa complementar houve muita entrega, determinação e transpiração. Os dois conjuntos tiveram arte e engenho para chegar ao golo. O resultado foi alternando

até ao final da partida, que teve os últimos minutos impróprios para cardíacos, com os locais a passarem há terceira eliminatória.

Marcadores: Ricardo Almeida 30 P, Patrick 52, De Jesus 65, Kennedy 74, Duvan Guerra 88. Francisco Carrega

Lazer e Desporto

Piscinas de Oleiros já funcionamento Oleiros

Ginásio abre mas com restrições O Ginásio Municipal de Oleiros reabriu ao público no passado dia 1 de outubro, cumprindo as normas e recomendações emitidas pelas autoridades de saúde. Os interessados deverão efetuar uma inscrição prévia, e só são permitidas apenas duas pessoas por hora nas instalações do giná-

sio, e a higienização é feita após cada utilização. No que diz respeito às aulas de grupo, existe o limite máximo de 5 utentes por modalidade. Estarão disponíveis as seguintes modalidades: Dance Kids, Localizada, Jump, Cross Training e Cycling.

A piscina interior do Complexo Desportivo das Piscinas Municipais de Oleiros reiniciou as suas atividades no passado dia 6 de outubro. DE acordo com a autarquia, e cumprindo as normas da DGS, foram implementadas várias medidas de prevenção, sendo que a piscina interior pode ser utilizada por um máximo de 10 pessoas por modalidade. A reabertura do espaço está a decorrer durante o mês de outubro. Na primeira quinzena iniciaram-se as modalidades de Regime Livre, Natação Adultos, Hidroginástica Sénior, Hidroginástica Adultos, Hidrobike e Hidro T. Na segunda estão a ser disponibilizadas as modalidades de Natação Bebés, AMA, Aprendizagem I, II, III e IV e Aperfeiçoamento A e B.

Os utentes que participarem nas aulas de piscina têm que usar toalha, chinelos, fato de banho e touca, manter uma distância mínima de 3 metros entre si e o

professor e os restantes utentes, colocar o material em local próprio para desinfeção e respeitar todas as indicações dadas pelo professor.


12 Oleiros Magazine

Oleiros Magazine Publicação periódica nº 123920

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Diretora: Daniela Silva • Edição e Propriedade: RVJ - Editores, Lda, Empresa Jornalística nº 221610 Gerência: Vitor Tomé, João Carrega e Rui Rodrigues (accionistas com mais de 10 por cento do capital social) Redacção, Serviços Administrativos e Comerciais: Av. do Brasil, 4 R/C • 6000909 Castelo Branco • Telefone 272324645 • oleirosmagazine@rvj.pt • www.oleirosmagazine.com • Impressão: Gráfica Almondina - Zona Industrial de Torres Novas • Trimestral • 4000 exemplares de tiragem • Estatuto Editorial: www.oleirosmagazine.com

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Oleiros Magazine - novembro 2020  

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