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O JORNALZÃO E D I Ç Ã O 824 04/02/2012

OPINIÃO

2 EDITORIAL

CARTAS À REDAÇÃO

Abuso - Nesta edição matéria informa que está havendo abuso de funcionários municipais que usam carros púbicos para afazeres particulares, como ir ao banco, levar crianças para a escola e outros. É preciso que isto seja apurado seriamente porque a coisa pública não pode ser usada como se fosse particular. E não adianta apenas o jornal publicar e a administração apurar. O cidadão tem o dever de denunciar, afinal é o seu dinheiro que está sendo usado. Hoje todo celular tem uma câmera, tirar uma foto é fácil. Se viu algum tipo de abuso, fotografe, denuncie. Assim você auxilia a administração pública a cuidar bem do seu dinheiro. Faça a sua parte.

Deslizes ortográficos Prezados editores, Dentre os vários deslizes ortográficos que ainda deparamos, um deles está se generalizando. Seria "santarrosense (O Jornalzão / capa - edição 823)" ou "santarosense (Folha Favorita / editorial - edição 131)" ou "santarossense (Macanudo / capa - edição 251)"? Conforme reforma ortográfica em implantação (Acordo Ortográfico de 1990) o termo "santa-rosense" continua "santa-rosense". Pela regra (sem exce-

Falecimentos 23/01 Sebastiana Rodrigues Teixeira, 72 anos 30/01 Paulo Sordi, 76 anos 31/01 Ercília Escarso Anotte, 83 anos 02/02 Benedito Luiz, 67 anos 03/02 Leonilda Prates Zílio, 86 anos

POESIA

Tatuagem Cedi meu corpo, como um livro para você escrever suas dores. E escolheste meus pés como prefácio. E a cada página virada, doe-me a coluna vertebral, como que cortada pela lâmina fria de seus dedos. Agora, tatuado e recluso em sua gaveta, transito febril entre seus prendedores de cabelo, aguardando na folha branca de meu peito, o final libertador de sua história. Pedro Ivo (08.03.08)

EXPEDIENTE O JORNALZÃO é uma publicação da editora André Nagib Moussa ME - Redação: rua Condessa Filomena Matarazzo, 95 - Centro - Santa Rosa de Viterbo-SP - CEP 14.270-000 Fone/fax: (16) 3954 3289 Usuário Papel Imune: UP-08109/014 - Diretor Administrativo: André Nagib Moussa - Diretor de Redação: Victor Cervi - Reportagem: Pity Gouvêa. Colaboradores: Padre Alex, Clélia Zanardo, Angelo E. Monici, Serginho Gomes, Romeu Antunes, Adri Voltan, Natane e Rogério Moscardini Arte finalista: Junior - Contato Comercial: Joana Michelette Tiragem: 3.000 exemplares - Circulação: Santa Rosa de Viterbo e São Simão Periodicidade: Semanal - R$ 2,00 por exemplar - Impressão: Grafisc, São Carlos. Email:ojornalzao@ojornalzao.com “Artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do jornal.” O Jornalzão se reserva o direito de resumir cartas que considerar inadequadas ao espaço disponível. O JORNALZÃO É AFILIADO À ABRARJ

ções) usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos: mato-grossensedo-sul, ribeirão-pretano, espírito-santense, santacruzense.Um abraço. Zé Renato Nota da redação No Brasil, o novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em 2009, com quatro anos de adaptação às novas regras, em que tanto a grafia anteri-

or como a nova são aceitas oficialmente. A partir de 1º de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será somente a prevista no Novo Acordo. Segundo diz o novo Acordo Ortográfico, com uso obrigatório a partir de primeiro de janeiro de 2013, "emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma uni-

dade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: [...] mato-grossense, norte-americano, santa-rosense, sul-africano"... Hoje, o Jornalzão usa as duas formas: santa-rosense e santarrosense. O jornal entende que são as duas corretas. A partir de 2013 (caso a data não mude), quando o uso do novo Acordo Ortográfico for obrigatório, o Jornalzão passará a usar apenas santa-rosense.

Agradecimento E o verão chegou! Marcou! E vai ficar guardado na memória! Foram dez dias de muita alegria, diversão, lazer e atividades para não deixar ninguém parado. Todo fim de tarde era sempre assim: Vinha gente de todo lado. Crianças, idosos, adolescentes, donas de casa, empresários. Ali todos se juntavam para praticar exercícios, ou aprender uma coreografia, ou simplesmente se divertir! Em 2012 o Verão Santa Rosa se consolidou como uma das maiores ações populares da cidade

e entrou de vez no gosto da galera. Nem mesmo a chuva que insistentemente caiu por alguns dias foi suficiente para esfriar os ânimos dos santa-rosenses que suaram a camisa e aproveitaram todas as atrações planejadas pela organização do evento. Na quadra coberta um festival de talentos do futsal e do handebol, com disputas acirradas e jogos memoráveis. Nas areias as emocionantes disputas do futevôlei e do vôlei de areia, com direito a duplas de outras cidades para deixar o espetáculo ainda mais bonito e competitivo.

Na rua disputas entre os amantes do basquete num clima bem amigável. Logo mais à frente a tenda da saúde e do empreendedorismo, oferecendo serviços de qualidade e informações importantes à população. Teve ainda corrida de rua, passeio ciclístico, manhã de lazer e uma emocionante competição de skate. E pra terminar toda noite as cortinas do palco se abriam para os músicos locais. Todo grupo pode mostrar seu talento. Do sertanejo ao eletrônico. Do axé ao gospel. Todos os ritmos tiveram seu espaço.

Mas tudo isso só aconteceu por um motivo em especial. Você! Que participou com todo seu ânimo e que não poupou esforços pra suar a camisa. Que saiu toda tarde pra exercitar o corpo e pra sacudir a alma. O Verão Santa Rosa foi feito pra você e por você. Meu muito obrigado a todos que estiveram presentes. O calor humano superou o clima de verão e esquentou de vez os nossos corações. Um grande abraço e valeu! Marquinho Ferri Diretor de Esporte e Lazer

Escola agrícolas deixam a desejar No Brasil os agricultores são vítimas do nosso inadequado e descontextualizado sistema de educação rural, desde as escolas fundamentais rurais, escolas agrotécnicas, faculdades de ciências agrárias e de educação/pedagogia, até os serviços de extensão rural. Com pouquíssimas exceções, estas instituições não estão proporcionando, nem aos extensionistas e nem aos agri-

cultores, os conhecimentos teórico-práticos úteis que ambos necessitam possuir para corrigir as ineficiências e solucionar os problemas que ocorrem no seu negócio agrícola. Sem nenhuma dúvida, a baixa qualidade da educação agrícola é a principal causadora da pobreza e do subdesenvolvimento imperante nas zonas rurais. Portanto, o melhoramento da sua qualidade deverá ser

a grande e urgente prioridade; porque, concreta e objetivamente, não existem motivos para continuar postergando-o e apresentando justificativas para não fazê-lo. As instituições de educação, e especialmente os educadores que nelas trabalham, estão convidados a corrigir as profundas debilidades e ineficiências existentes no sistema de educação rural. Este não pode continuar omitin-

do-se como se não estivesse causando os sofrimentos, angústias e fracassos de milhões de famílias rurais que, por falta de uma educação mais funcional, instrumental e adequada às necessidades de vida e de trabalho no campo, seguem submersas na falta de oportunidades, na desesperança e na frustração. Polan Lacki, engenheiro agrônomo

O Jornalzão edição 824  

Jornal semanal de Santa Rosa de Viterbo, semana de 4 a 10 de fevereiro de 2012