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Diretor: André Nagib Moussa (Mtb 34286) - Santa Rosa de Viterbo, 30/12/2016 - Ano 23 - N.º 1.080 - Semanal - Fone/Fax 3954 3289

R$ 3,00

ENTREVISTA COM CASSINHO

“O tempo vai dizer como foi minha administração”

Posse será no “Coliseu” - Nando assume dia 1º em solenidade às 10h00. O Jornalzão tentou uma entrevista com o futuro prefeito, chegou a enviar as perguntas, mas ele infelizmente não respondeu

Biólogo cria centenas de aves em sua chácara

A chácara de Humberto é um santuário

Papo de boleiros - Cinco craques santa-rosenses falam sobre suas carreiras no futebol.

Sem dengue e com forte calor - Na tarde de quinta feira o termômetro da praça “Conde” marcou 37 graus, com sensação térmica de mais. Apesar do calor e das fortes chuvas, que têm caído frequentemente, nenhum caso de dengue foi registrado na cidade nos meses de novembro e dezembro.

Assessores de Nando já conversam sobre carnaval de rua


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EDITORIAL Toda virada de ano fazemos nossos votos. Um quer emagrecer, o outro se curar, a outra comprar sua casa, parar de fumar, ganhar dinheiro, ... Nós queremos continuar existindo. E para isso contamos com nossos fiéis leitores que quase todo sábado esgotam as edições nos pontos de venda. Contamos com nossos anunciantes, que com seus anúncios geram negócios. Todos precisam de uma imprensa livre, sem vícios, consciente e responsável. E os novos políticos - Do nosso novo prefeito esperamos transparência. Uma administração honesta, com respeito ao cidadão, com o cumprimento das promessas e, claro, com amplo acesso a informação. Dos vereadores esperamos o sonhado projeto de redução salarial, que valerá apenas para a próxima legislatura, mas que seria um passo gigantesco para começarmos a mudar o nosso pobre Brasil. E que cumpram minimamente o que lhes cabe: fazer Leis e fiscalizar o seu cumprimento. Obrigado, Clélia - Uma parceria de anos que deu certo se encerra aqui. Com a nova atribuição na Diretoria de Cultura Municipal, nossa colunista Clélia Zanardo nos dá um até logo. Desejamos a ela todo o sucesso do mundo, à frente do novo desafio. E fica registrado o nosso muito obrigado pelo excelente trabalho realizado. Boa sorte, Clélia. Bem-vindo, Edi - Edi Carlos aceitou o desafio de ser nosso novo colunista social. Seja bem-vindo e temos a certeza de que a parceria também será duradoura.

EXPEDIENTE

COLUNA GOSPEL

CRÔNICA DA SEMANA

por Rogério Moscardini

Daniel Almada

Que alívio!

Ano Novo

Um triturador de papel picotou centenas de papeis e outros itens na cidade de Nova Iorque, EUA, no final do ano passado. Os organizadores do dia anual chamado "Que alívio" encorajaram as pessoas a trazer para a rua central os seus sofrimentos e memórias ruins do ano que terminava e enfiá-los no potente cortador industrial que os atirava numa enorme caçamba. Alguns participantes cortaram pedaços de papel com as palavras "o mercado de capitais" ou "câncer". Outros destruíram extratos bancários, e uma pessoa picou um e-mail recebido de um namorado que havia desmanchado com ela. Nós ansiamos por rasgar as memórias de coisas ruins que outras pessoas nos fizeram ou circunstâncias difíceis pelas quais estamos passando. O apóstolo Paulo queria alívio para o seu sofrimento de momento, uma enfermidade que o enfraquecia (2 Coríntios 12: 7-10). Deus, porém, disse a ele: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza". Deus não removeu o problema de Paulo. Em vez disso, o Senhor deu-lhe a graça para suportá-lo. Ao meditarmos nas dificuldades elas nos sobrecarregam, afetando os nossos relacionamentos e nossa perspectiva da vida. Como pessoas que creem em Cristo, nós temos um lugar para onde levar estas cargas. Lemos em 1 Pedro 5:7: Lance sobre o Senhor toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós". Deus nos concede graça suficiente para o que tivermos que enfrentar.

O Ano novo vem velho como o tempo e as estrelas, e, no entanto, nos comove com sua marca lúdica do porvir. Chega inteiro, bem vestido, todo de branco, de sapato novo, sorriso matreiro, sempre tomando um gole de champanhe barato e com os olhos claros fixos no mar de flores. Parece, e talvez seja, avô das moças bonitas e bisavô das crianças tímidas. Sim, um avô daqueles que se tornaram encantados e que jamais perdem o doce hábito da visita aos netos e bisnetos da Terra.

O JORNALZÃO é uma publicação da editora André Nagib Moussa ME - Redação:rua José Garcia Duarte, 182 - Centro - Santa Rosa de Viterbo-SP - CEP 14.270-000 Fone/fax: (16) 3954 3289 Usuário Papel Imune: UP-08109/014 - Diretor de Redação: André Moussa Free lancer - Gabriel Caldas e Romeu Antunes Contato Comercial: Daniel Pereira Tiragem: 2.500 exemplares - Circulação: Santa Rosa de Viterbo e São Simão Periodicidade: Semanal - R$ 3,00 por exemplar - E-mail:ojornalzao@ojornalzao.com Impressão: Grafisc, São Carlos. “Artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do jornal.” O Jornalzão se reserva o direito de resumir cartas que considerar inadequadas ao espaço disponível. O JORNALZÃO É AFILIADO À ABRARJ

Na próxima semana o Jornalzão circula normalmente no sábado


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Eleição para presidência da Câmara tem dois pretendentes Chicão do Depósito e Marinho Titarelli são candidatos "Sou candidato mesmo se tiver apenas o meu voto". Assim garantiu a sua candidatura à presidência da Câmara o empresário Marinho Titarelli, 49, eleito pelo PV. Ele diz que durante a campanha trabalhou arduamente falando de mudanças e acredita que seu nome significa isso. "Respeito demais meus nobres colegas, mas estou apto a assumir. Tenho capacidade, tempo e represento uma mudança necessária na política", disse. Marinho foi o segundo mais votado nas últimas eleições. Teve 415 votos. O favorito, porém, é

o Chicão do Depósito, PPS. Eleito com 337 votos, ele tem aoio do grupo ligado ao fut uro prefeito Nando, composto por seis vereadores e possivelmente mais o voto do vereador Bode. Ontem, por telefone, ele disse que fez uma reunião j á com o gru po e o nome dele foi o “da vez”. A eleição acontece no dia 1º, na primeira sessão da nova Câmara. Depois, os novos nobres edis entram em "merecidas" férias de um mês, recebendo o "suado" salário de quase 5 mil mensais sem fazer nada. A primeira sessão ordinária da nova Câmara é

dia 06 de fevereiro de 2017. Presidente pode ser prefeito - Outro atrativo para o novo Presidente da Câmara é a possibilidade de ser prefeito por pelo menos 90 dias. Com o processo na justiça das contas de campanha rejeitadas do prefeito eleito Nando Gasperini, o novo presidente da Câmara poderá assumir a prefeitura a qualquer momento. A finalização do processo de Nando deve durar aproximadamente um ano e caso ele perca, assu me a prefeitura o presidente da Câmara, que, por Lei, deve marcar nova eleição.

Posse será no Coliseu Depois de décadas sendo no Grêmio Recreativo, a solenidade de posse dos novos vereadores, prefeito e vice prefeito será no espaço de eventos Coliseu, na rua 9 de Julho, ao lado da farmácia do Zizico. A solenidade começa às 10h da manhã. A entrada é aberta, mas os lugares são limitados. Depois de empossados os vereadores vão para a Câmara eleger o novo presidente. Lá, os lugares são para apenas 60 pessoas. Prefeito e vice prefeito eleitos vão para a prefeitura, para a transmissão simbólica das chaves da prefeitura. A solenidade não é aberta ao público devido ao pequeno espaço do gabinete.

Assessores de Nando já conversam sobre carnaval de rua No orçamento municipal de 2017 está prevista uma verba de R$ 70 mil para o carnaval popular, e a ideia do prefeito eleito, Nando Gasperini, é realizar o evento. A informação foi dada anteontem por Rogério Moscardin, que estará no departamento de planejamento e finanças da nova administração. Bate papos informais já foram feitos entre ele, Clélia Zanardo e Pedro Ribeiro, ligados ao departamento de Cultura. - E stá previ st o no plano de governo do Nando a reativação de eventos que ficaram perdidos, e o carnaval é um del es. No bat e papo , co nversamo s sobre local, licitações, riscos e outros detalhes que

envolvem o carnaval. Moscardin adiantou que a praça Conde F. Matarazzo (Estrela Azul) não t em mai s co ndi ções de

abrigar a festa de Momo, por causa da quadra de espo rtes. - Mas a co nfi rmação, só depo is do Nando

assumir a Prefeitura, com os números na mão. O último carnaval reali zado pela P refei t ura ocorreu em 2013.


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Apesar da crise, supermercados tiveram natal melhor que no ano passado Romeu Antunes Dois dos três supermercados da cidade venderam mais no natal deste ano do que em 2015, apesar dos três admitirem que a crise ainda persiste. Um dono aposta que situação melhora a partir de agosto do ano que vem. Outro sonha com a reativação da usina Amália em 2018. Todos perceberam que a população, neste ano, só resolveu comprar na última hora o que salvou o mês de dezembro que parecia perdido.

- Tenho mui to que agradecer a Deu s qu e o movimento de natal foi muito bom neste ano - comemorou na última segunda feira Antônio Pereira de Almeida, 62 anos, dono do Supermercado Real. Os números ainda não estavam fechados, mas ele calcula que o natal deste ano suplantou em 10% o do ano passado, impressão confirmada pelo gerente da loja localizada na Av. São Paulo (há mais uma na cidade e outra em Guariba). Antônio baseia-se no fluxo de pessoas, e o gerente, na repo-

sição das gôndolas. - A crise ainda tá por aí, e acho que vai até mais ou menos agosto de 2017 quando começa a melhorar - aposta o mineiro de Turmalina (Vale do Jequitinhonha). Para ele, novo governo municipal demora a engrenar, mas depois de seis meses 'engrena' e tudo melhora. Por conta do movimento do natal, Antônio Pereira mandou publicar, na presente edição do Jo rnalzão, um agradecimento aos clientes.

Crise chegou também para comida e remédios Segundo o gerente do Gricki, no mês de dezembro, costumeiramente bom, as vendas foram fracas, mas melhoraram nas vésperas do natal. - Mas não foram maiores que no mesmo período de 2015 - revela Luiz Fernando da Silva Araújo, 28 anos, salientando que isso já era esperado pela empresa.

- A crise chegou também às farmácias e supermercados, os últimos a serem afetados. O gerente acrescenta que tem recebido, na loja da rua Sebastião Vilela de Andrade, currículo atrás de currículo de candidatos a emprego no supermercado que tem lojas também em São Simão e Ribeirão.

- Não temos vagas, e quem tá empregado aqui não quer sair. Depois de 8 anos na loja de São Simão, Luiz Fernando deixo u a rede em 2012, mas retornou em julho para o posto em que está. - De lá até agora só contratei 3 pessoas, uma delas para substituir um acidentado.

Reposição de gôndolas permitiu detectar venda maior

'Amigos do Nino' faz almoço beneficente e rifa de garrote Para poder ajudar no tratamento de Matheus Garcia (Nino), que se envolveu em um acidente automobilístico na semana passada, um grupo organizado pelo Fábio Sachetto e o Cléber Ribeiro, fará um almoço beneficente no dia 5 de fevereiro, no Centro de treinamento do Totó, onde haverá prova de Três Tambores e uma rifa de um garrote, no valor de R$10, doado pela vereadora eleita Fabiula Bonacin.

Marcos sonha com reativação da usina Marcos Roberto Lourenço, 45 anos, gerente administrativo da rede Solar (três lojas em Santa Rosa e uma em Palmeiras), observou ligeira melhora neste natal, em relação ao ano passado. - Como em todo ano, o pessoal deixa para comprar na última hora. Nossas vendas foram muito boas nas vésperas do natal, cerca de 10% a mais que no

ano passado. Nas vésperas do dia primeiro (hoje e amanhã) o movimento vai crescer muito. Sobre a crise, ele filosofa. - Quem faz o pessimismo é o próprio povo. Ficar falando em crise só piora. Um casamento que uniu as famílias Biagi e Titot o - de u sineiros - faz Marcos acreditar no sonho

de retomada da usina que já se chamou Amália e Ibirá, cercada de cana. - Essa usina é cercada de cana. Acredito muito que essas duas empresas, Biagi e Titoto, podem reabrir a usina em 2018, o que ativaria a economia do município. Admitindo que "atravessamos um ano ruim", ele já não vê mais "rodinhas falando que a coisa tá ruim".

Ladrões furtam R$ 5 mil de casa no Morumbi Ladrões levaram R$5 mil de uma casa no Morumbi, na sexta-feira (23), por volta das 20h. A vítima afirmou no B.O que havia saído para resolver alguns problemas particulares, e quando retornou, constatou que seu quarto estava bagunçado e não encontrou mais o dinheiro. Não tinha sinais de arrombamentos. Acredita-se que os criminosos entraram pela janela de outro quarto, que travava com apenas um parafuso. Até o momento, ninguém foi preso.


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ENTREVISTA, CASSINHO

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Cassinho diz que o tempo vai dar a nota para sua administração 1 - Prefeito, há quatro anos atrás o senhor assumia a prefeitura de Santa Rosa. O senhor entrega hoje a prefeitura da forma que imaginava lá atrás? Cassinho: Qu ero agradecer o Jornalzão por nos conceder este espaço. Estamos "entregando" a prefeitura de uma maneira muito mais satisfatória do que imaginávamo s há alguns meses atrás. Quando assumimos o mandato, sabíamos das dificuldades que enfrentaríamos, porém a crise foi muito mais acentuada do que se imaginava. Com as medidas adotadas por nós, conseguimos fechar muito bem o mandato. 2 - Como o seu sucessor vai pegar a prefeitura (finanças, frota, etc)? Cassinho: A próxima administração vai encontrar uma prefeitura abastecida,

com a frota renovada, inclusive com manutenção feita. Combustível para, pelo menos, 15 dias, merenda lotada, obras iniciadas e outras com ordens de serviços dadas, convênios assinados, inclusive na data de ontem. Mais de 120 ofícios entregues a senadores, deputados estadual e federal. Deixaremos praticamente todos os fornecedores pagos e o que não for pago ficará em torno de 850 mil, dinheiro que virá da repatriação, que será creditado em nossa gestão, na data de hoje, 30/12, conforme informação do tesouro nacional. Ficará um saldo de 270 mil reais em conta vinculada do trânsito e mais de 1 milhão e 200 mil reais na educação. Pagamos parte das férias de 2017, 13º e o salário do mês de dezembro e todos os seus respectivos impostos, ficando os precatórios que são parce-

lados conforme a lei e está rigorosamente em dia. Por isso, acredito, estou deixando a prefeitura em perfeita ordem financeira. 3 - Qual a sua maior frustração n estes quatro anos? Cassinho: Não carrego mágoa nem outro ressentimento. A mudança na maneira de administrar é muito nova e a população, muito em breve, entenderá tudo o que foi feito, e tenho certeza, não vai admitir outra maneira de se utilizar os recursos vindos de seus impostos. 4 - E sua maior alegria? Cassinho: Foi a confiança que Deus me depositou para administrar nossa cidade, com todas as dificuldades que sabíamos que enfrentaríamos, e nunca Ele nos desamparou. Tenho um enorme

orgulho e alegria de ter tido o privilégio de ser prefeito desta terra que tanto amo. 5 - Daqui a quatro anos o Cassinho se aventura novamente na política? Cassinho: A política, principalmente postular um cargo de prefeito, não é uma aventura, e sim uma missão. Não sei qual será o meu futuro político, vou deixar Deus trilhar meu caminho, como sempre tem acontecido. E se for esse meu chamamento, não tenho como ir contra. De momento, vou dedicar muito do meu tempo a minha família, pois nesses 4 anos a dedicação foi quase que total à nossa cidade. 6 - O senhor disse uma vez que "não foi eleito para ser miss simpatia, e sim para gerir o dinheiro do povo". Mas a simpatia não faz parte da política também? O senhor se acha antipático? Cassinho: A sociedade, o povo, quer ver o dinheiro dos seus impostos bem administrados. Ele quer o gestor que utiliza da melhor maneira possível . Um cheque em branco que cada eleitor deu no dia das eleições. As pessoas que me conhecem sabem muito bem da minha personalidade, porém, existe um grupo de pessoas que não me conhece e tenta o tempo todo fazer de mim uma pessoa que não sou. Não vão conseguir me transformar de maneira nenhuma. De antemão me coloco à disposição de toda população, pois, com 54 anos de idade, não são 4 como prefeito que vão mudar a minha maneira de ser. Continuarei morando em Santa Rosa e contribuindo com o que puder para nosso município. 7 - O que o senhor acha do papel do Jornalzão durante sua administração?

Criticamos, sugerimos, e às vezes elogiamos. A imprensa local é golpista e manipuladora? Cassinho: O papel do Jornalzão, como dos outros jornais, é de levar a informação à população, porém uns, sem citar nomes, o fazem com mais independência. "Informação é igual comida, quanto bem feita, alimenta". 8 - O senhor enfrentou duas CPIs que foram devidamente arquivadas. Estes momentos foram os mais críticos de sua gestão? Cassinho: Quanto a uma CP e uma CPI no mandato, as duas foram arquivadas, demonstrando que em nenhum momento houve dolo ou má fé do gestor. Mas, além disso, a nossa administração passou por momentos dificílimos, como a crise financeira, política e institucional, sendo a política no meu ver a mais séria, pois a população está descrente da classe. Precisamos de uma reforma política urgente, em nível nacional. 9 - Olhando para trás, o que o senhor faria de diferente na sua gestão? Cassinho: A análise, se diferente, inda vou ver. Uma coisa tenho certeza, fiz o melhor que pude diante de tantas dificuldades. 10 - O senhor não lançou candidato a prefeito. Apoiou veladamente o Chiaperini e tomou "pancada" de todos os lados, mas notamos que segurou de pé. Como o senhor avalia isso? Cassinho: Optei por não apoiar ninguém, porém até hoje me imputam isso ou aquilo. O povo não é bobo, não cai nessa mais não. Eles sabem de quem é a responsabilidade e não adianta querer se esquivar dela. Nós não somos obrigados a ocupar cargo nenhum, o fazemos

por opção. Ninguém pode alegar que foi pego de surpresa, pois as informações estão aí, de uma maneira rápida e transparente, a menos que não se participe dos acontecimentos da cidade. O povo cobra e deve cobrar mesmo, pois é o seu dinheiro que está sendo administrado. Quanto a ter me mantido de pé eu acredito em um ser superior, que é Deus, e este não nos desampara nunca. Nunca vi ninguém ser abandonado por ele, por ser justo e fazer o certo. 11 - De zero a dez, qual a nota que o senhor daria a sua administração? Cassinho: A nossa administração fez tudo o que pode diante das crises que atravessamos. Só tenho que agradecer a cada um que fez parte dela e a todos os funcionários municipais. Quanto à avaliação da administração, vamos aguardar para que, com o tempo, a população a faça. 12 - Finalizamos na doze, prefeito. Use o espaço para suas disposições finais. Cassinho: Para finalizar, agradeço a Deus por tudo que faz na minha vida, a população de Santa Rosa que me confiou este mandato, a todas as pessoas que colaboraram direta e indiretamente com a administração, a todos os funcionários públicos municipais. Agradeço em especial minha esposa que desempenhou com brilhantismo seu papel à frente do Fundo Social e todo apoio que ela e meus filhos me deram ao longo desta jornada. Agradeço a compreensão que teve meu neto, minha mãe e meus familiares pelas eventuais ausências. Quero desejar a todos, especialmente a cada santa-rosense, um ano novo cheio de paz e esperança. Que Deus continue nos abençoando. Um abraço a todos.


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EDITAL DE PROCLAMAS PARA CASAMENTO EDITAL DE PROCLAMAS nº. 2308 Faço saber que pretendem se casar e apresentam os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nº. I III e IV do Código Civil, os pretendentes: // MARCELO CARLOS LEAL e MANUELA EGIDIO LEAL DE SOUZA //. Ele, natural de São Simão, Estado de São Paulo, nascido aos quatro (04) de outubro de um mil novecentos e setenta e um (1971), profissão administrador, estado civil divorciado, domiciliado e residente à Rua Santo Elias, 245, Jardim Nova Roma, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filho de ARILDO DAS GRAÇAS OLIVEIRA LEAL e de dona APARECIDA DAS GRAÇAS BATISTA LEAL. Ela, natural de São Paulo, Estado de São Paulo, nascida aos vinte e três (23) de abril de um mil novecentos e setenta e cinco (1975), profissão professora, estado civil solteira, domiciliada e residente à Rua Santo Elias, 245, Jardim Nova Roma, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filha de MANOEL EGIDIO DE SOUZA NETO e de dona LUCIA HELENA LEAL. (Conversão de União Estável) EDITAL DE PROCLAMAS nº. 2309 Faço saber que pretendem se casar e apresentam os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nº. I III e IV do Código Civil, os pretendentes: // ALVARO BERNARDO DE LIMA e FABIANA CRISTINA LOPES //. Ele, natural de Suzano, Estado de São Paulo, nascido ao primeiro (01) de março de um mil novecentos e oitenta (1980), profissão prensista, estado civil solteiro, domiciliado e residente à Rua Yukio Yamashita, 134, Dom Bosco, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filho de AMAURI MACHADO DE LIMA e de dona MAURA BERNARDO DE LIMA. Ela, natural de São Simão, Estado de São Paulo, nascida aos vinte e um (21) de dezembro de um mil novecentos e oitenta e um (1981), profissão vendedora, estado civil solteira, domiciliada e residente à Rua Yukio Yamashita, 134, Dom Bosco, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filha de ANTONIO CLAUDIO LOPES e de dona LUZIA DIVINA FLAVIA LOPES. Se alguém souber de algum impedimento ao casamento de algum dos contraentes acima, oponha-o na forma da lei. Eu, Gisele Calderari Cossi - Oficial.


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De Emus até pombas, biólogo santa-rosense cria centenas de aves em sua chácara Gabriel Carmello Caldas

Ao chegar à chácara do Biólogo Humberto Fonseca Mendes, 40 , qu e é uma espécie de santuário de aves, a pequena Mafarda já estava esperando toda ansiosa no portão. Simpática e brincalhona, já deu o ar de sua graça fazendo algumas gracinhas e passou sua cabeça pelas minhas pernas, como se tivesse marcando território em mim. Ela é apenas um bebê, mas isso não a impede de ter fortes sentimentos. Sempre que não lhe dava carinho, emburrava e gritava. Antes que eu me esqueça, ela é um cateto, mas vive como se fosse um cão de estimação junto com os outros e aos três meses de vida, é a grande atração do 'zoológico' adaptado. Durante todo o trajeto, ela nos guiou, acompanhou e, como sempre, exigiu carinho. Os três 'dinossauros' - Tão curiosas quanto a Mafarda, três E mus se aproximaram rapidamente

de mim, bicaram meu caderno, câmera, cami sa, mas sem agressi vidade, tudo na brincadeira. Toda vez que tentava fotografar, elas metiam a carona na lente. Quanto mais mexia no zoom, maior era a curiosidade. As Emus são aves naturais da Austrália, que se assemelham com o avestruz, chegam até 2m de altura e 70 kg. O trio, ainda é bem novinho, mas já são imponentes. Brinquei que pareciam dinossauros, Humberto respondeu que na verdade todas elas são, fazendo uma referência à teoria da evolução, na qual acreditase que as aves são descendentes dos dinossauros. Elas só se acalmaram quando tomaram banho de mangueira. Segundo o biólogo, o clima aqui é muito quente, e mesmo sendo fim de tarde, o termômetro passava facilmente dos 30 graus. Pena pra todo lado "Nu nca pensei em fazer outra coisa na minha vida que não fosse ser biólogo. Sempre tive o maior apoio

de toda minha família, e desde pequeno, tive muito contato com os animais", explicou Humberto, que há

quatro anos, depois de muitas economias, conseguiu montar seu 'zoológico' particular. A princípio, sua intenção era criar caval os, mas estes seriam muito caros, e mesmo sendo especialista em insetos, sempre teve fascínio por aves. Não se sabe exatamente quantos espécimes ele tem, mas é seguro afirmar que vivem mais de mil. E das mais diversas: Belos pavões, que amam ostentar seus leques, perus brancos e pretos que sobreviveram lindamente aos natais, pombas que parecem um leão, os afiados e desafinados gansos, um casal de cisnes negros, cinco espécies de gal inhas, angolas, um tucano que esta tentando voltar para a natureza, periquitos, marrecos e até o 'Patolino'. Mesmo assim, como um 'pai coruja',

Humberto em uma rápida passada de olhos, sabe se um dos seus filhotes sumiu ou não. Ao redor da chácara, também são plantadas muitas mudas de árvores, frutíferas e não frutíferas, com a intenção de chamar mais espécies silvestres para se alimentarem e também se refugiarem e beber água, em um laguinho artificial. Amor, carinho e muitos ovos - Para poder criar tantos animais tem que

ter o dom. "Não adianta apenas gostar e querer cuidar, é preciso mão de obra especializada e entender a peculiaridade de cada bicho", explica Mendes. Além de amor, é preciso dinheiro. Cuidar de tantos bichos é caro, todavia, o 'zoológico' é auto sustentável, graças as 'Galinhas dos ovos de ouro', aliás, não só gali nhas, os o vos das aves são vendidos e a grana é toda revertida de volta. Alguns pintinhos também são vendidos.


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Um ano em doze capas

Na primeira semana de 2016, ano de eleições municipais, O Jornalzão realizou enquete e cravou: Nando é o preferido e Chiaperini o segundo. E foi o que deu nas eleições, 10 meses depois.

O Jornalzão mostrou a deflagração da operação “Alba Branca”, que investiga desvios de dinheiro público na merenda escolar em todo estado de São Paulo, inclusive Santa Rosa.

A dengue chegou com força, colocando o município em estado de emergência. Hospital e postos de saúde ficaram lotados de tantos casos positivos.

Servidora municipal que deu o golpe do IPTU foi denunciada e acabou, mais tarde, sendo exonerada. O Jornalzão também foi atuante, denunciando lixo clandestino criado pela própria prefeitura.

Durou nove dias a greve dos servidores municipais, que depois se mostrou ineficaz. o Jornalzao também mostrou que o novo espaço da feira ivre foi aprovado pelos usuários.

O local para a construção do novo cemitério foi aprovado em Audiência Pública. Ao lado do Montorão o empreendimento deve começar com investimentos públicos e privado.


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RETROSPECTIVA

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O que foi notícia em 2016

Definidos os cinco candidatos a prefeito, o Jornalzão abriu espaço para que todos pudessem expor suas opiniões nos mais diversos assuntos relativos à administração. os cinco prefeituráveis participaram.

Os bancos entraram em grave na cidade e o Coletivo Biquirim organizou mais um evento com qualidade.

Nando Gasperini foi eleito prefeito com surpreendentes 7.776 votos, 54% do eleitorado. Chiaperini ficou em segundo.

Promotor abre Ação para investigar suposto fraude eleitoral na composição das chapas de vereadores. Segundo ele, mulheres teriam sido usadas apenas para abrir vagas para homens. Os partidos com mulheres que tiveram zero voto estão na mira. O processo deve durar um ano.

As contas de campanha da dupla vencedora Nando e Renato foi rejeitada pela Justiça Eleitoral. Um processo foi aberto e a definição deve durar por todo o ano de 2017. Se o mandato for cassado, haverá nova eleição.

Semana que teve comoção pela morte da menina Karen, que entristeceu toda a cidade e também um recorde de acesso na internet para ver o “cão sem freio” Jack, com 4 milhões de acessos.


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O JORNALZÃO NAS RUAS

Sonhos, metas e realizações. O que você quer para 2017? O Jornalzão foi às ruas ouvir o que o nosso povo disse sobre o que querem para 2017. E você, quer o que no ano novo? por Eduardo Fedi

Edvar Ribeiro Silva,

Nair Murari, 82 "Queria um carro e arrumar a minha casa."

Carlos Roberto de Oliveira, 56 "Continuar com saúde e trabalhando firme."

Justo João Bosco de Brito, 68 "Espero ganhar na mega sena."

Marcelo Luis Massaro, 45 "Arrumar um emprego mais próximo de casa para passar mai s tempo com a família."

José Luis Vieira, 72 "Arrumar a documentação da minha casa."

Cristiane Aparecida Marotta, 31 "Crescimento profissional."

Wellington Jivago Celleghim, 32 "Aumentar os serviços da minha empresa e abrir um restaurante."

Wanderl ey Augusto Monteiro, 67 "Manutenção do meu emprego e da minha saúde."

46 "Melhorar e evoluir pessoalmente, conseguir um novo imóvel."

Apareci do Marco s,

Divino Gomes, 67 "Planejo para o próximo ano muita paz e felicidade."

Valdeir José Camargo, 43 "Um emprego e muita saúde."

Laércio Martins, 68 "Quero um carro novo e comprar uma casa."

Elza de Nascimento Barros, 61 "Quero melhorar em tudo, conseguir uma melhor condição de vida pro meu filho."

Ana Aparecida da Silva, 61 "Pret endo consertar os meu s erros pessoai s, amar mais ao próximo."

Rafaela Teixeira Marques, 24 "Melhoria na vida profissional, comprar uma casa."

Maria das Dores de Souza, 75 "Quero uma casa própria."

Renato Salviato Cicolani, 26 "Ser mais caridoso e econômico."

49 "Quero conseguir um emprego e mudar de vida."


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SAUDADE DA FAZENDA AMÁLIA

Há 25 anos, Santa Rosa ficou aflita por causa do 'papelão' Em janeiro e fevereiro de 1992 a situação da fábrica de apel do Grupo Matarazzo, na Fazenda Amália, era aflitiva. Matérias publicadas pelo jornal 'O Santa Rosa' - transcritas abaixo - registraram o problema que afetou drasticamente a economia do município.

Papelão pára e dá licença aos operários Ao meio dia da última quarta-feira a CPFL cortou a energia que movimentava a fábrica de Papelão de Amália. Por isso a direção da empresa resolveu colocar em licença remunerada 80% de seus 180 funcionários, mantendo na fábrica um grupo de operários para o processamento de celulose. Desde o começo do ano passado o Papelão não pagava as contas de energia a CPFL. Com a dívida já ultrapassando os 300 milhões de cruzeiros, foi feito um

acordo para o pagamento dos débitos. Mas a fábrica não conseguiu cumprir, resultando então no corte de energia na quarta-feira. A fábrica de Papelão, que tem um faturamento de 700 mil dólares/mês está em concordata - a primeira parcela da concordata foi paga recentemente - e deve a seus funcionários diferenças de salário e a segunda parcela do décimo terceiro. Esperança Apesar da crise, um

do s di reto res da fábri ca mostrava-se esperançoso: "- Termos matéria prima e mercado comprador" - dizia ele. Mas sua esperança maior residia no seguinte fato: um empresário de São Paulo acabara de telefonar declarando interesse em arrendar ou comprar a fábrica. "- Deus fecha u ma porta, mas abre uma janela" - comentava o esperançoso diretor.

Sindicato diz que Prefeitura tem que ajudar O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Papel de São Paulo distribuiu nota à imprensa onde afirma que "piora cada vez

mais a situação dos trabalhadores pertencentes às Indústrias Reunidas Matarazzo, antigo império empresarial que entrou em decadência há alguns anos". "Hoje - prossegue a nota do sindicato - nem os salários são pagos em dia, os reajustes determinados por lei estão sendo parcelados; o Fundo de Garantia há tempos não é recolhido, o dinheiro das férias e do décimo terceiro dos trabalhadores até o momento não foram pagos". Depois de di-

zer que a situação dos trabalhadores é crítica em todas as unidades do Grupo Matarazzo, a nota do sindicato afirma que "as prefeituras, como a de Santa Rosa, onde a população depende da Indústria Matarazzo para sobreviver, terão de ajudar na solução do problema. Igual colaboração - conclui - esperamos do Congresso Nacional, das Assembleias Estaduais, dos Governadores e da Presidência da República." (O Santa Rosa, 25-01-1992).

Tabela do sindicato publicado por O Santa Rosa, em 22 de fevereiro de 1992

Maria Pia quer Fundação Sob o título acima, o Boletim Papeleiro, do sindicato da categoria publicou matéria informando que "as empresas Matarazzo serão transformadas em Fundação; o governador Luiz Antônio Fleury Filho, e seu secretário especial Luiz Belluzzo vão se empenhar para resolver o problema das dívidas e da falta de dinheiro do Grupo". (...) "Este é o último resultado das gestões dos nossos sindicatos (de S. Paulo e Minas Gerais) feitas junto às autoridades e à direção do Grupo Matarazzo. Transformar o velho império empresarial em fundação foi uma decisão tomada pela presidente do Grupo, Maria Pia Matarazzo, e transmitida à última reunião dos nossos dirigentes com as autoridades estaduais". (O Santa Rosa, 22-2-1992)


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PAPO DE BOLEIROS

Jornalzão reúne cinco craques para um bate papo Nei da Vila foi promessa, Índio fez gol no Flamengo, Alexandre jogou Europe League, Cardoso foi "rei" na Romênia e Felipinho é "pérola" do Atalanta O Jornalzão reuniu esta semana cinco craques futebolistas da cidade, que se destacaram jogando bola. Foi um papo descontraído, cheio de histórias - nem todas engraçadas, que mostrou Santa Rosa no coração de todos eles. Índio e Cardoso são os mais faladores e contadores de causos. Os "da Vila", Nei e Alexandre, sofreram na carreira e Felipinho prestou uma atenção danada na conversa - rindo bastante das histórias de Cardoso. Todos eles vão se encontrar em um rachão neste sábado, 8h30min, no campão, junto com ex-jogadores que defenderam as cores do Santa Rosa e Amália.

Nei da Vila era o craque do Botafogo O Nei da Vila sempre desconversa quando falamos do motivo de sua saída do Botafogo de Ribeirão Preto. E assim, a gente respeita o seu silêncio. Nei era o capitão de um dos times mais vitoriosos do Botafogo de Ribeirão Preto, que foi vice-campeão paulista de 2001, perdendo a final para o Corinthians. "O Nei sempre foi o carregador de piano do time. Era o craque, a nossa referência", contou Doni, goleiro daquele time e que jogou no Corinthians, seleção brasileira, na Roma e Liverpool. Nei era o craque do time que tinha, além de Doni, Cicinho, Luciano Ratinho, Leandro, Douglas, Robert, entre outros. Nei da Vila não tem mágoas. Mantém a amizade com os boleiros da época e hoje é agente da Donisoccer, que descobriu o craque Felipinho. "Fiz grandes amigos no futebol e os conservo até hoje e isso é o que vale", disse.

Índio é xerife no Sul Co m 48 ano s, Márcio Abreu, o Índio brinca hoje no time máster do Joinvile, que faz apresentações no sul do país. De férias em Santa Rosa ele relembra su as boas passagens por vários times, principalmente os de Santa Catarina, onde vestiu a camisa de três grandes: Avaí, Criciúma e Joinvile. Por lá também jogou no Fraiburgo e Juventus, onde foi vice campeão e vice artilheiro do estadual. "Minha boa fase, de maior visibilidade foi no Criciúma, onde disputei o brasileirão de 96 e fiz gols contra Flamengo e Fluminense", conta. Índio teve também uma passagem por Portugal, que não deu muito certo. Hoje ele mora em Joinvile, trabalha em uma grande empresa no ramo de plásticos, e passa suas férias em Santa Rosa.

Timão da cidade: Alexandre Villa, Cardoso e Nei. Agachados: Felipinho e Índio

Atleta

Onde despontou

Técnico que admira

Referência local

Nei da Vila

Central

Rubinho e José Carlos Même e índio

Cardoso

Amália e Sta Rosa

Conrado

Alexandre Villa

Santa Rosa F.C.

José Carlos e Conrado Nei da Vila e Gutinho

Felipinho

Santa Rosa

Vavá

Quin, Bê e Gutinho

Índio

Amália

Jair Pimenta

Futrica e Lucão

Nei, Mateuzinho e ìndio


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Cardoso quer projeto social na cidade Em Santa Rosa Cardoso é mai s co nhecido como Bê, e sem dú vida "é o mais falador de todos". Suas hist órias, na maiori a engraçadas, arranca gargalhadas de todos que as ouvem. Mas o craque também tem históri as t rist es, comum a todos os jogadores de futebol. "Outro dia li uma pesquisa e o salário médio do jogador de futebol brasileiro é de 1.500 reais. Quem faz fortuna é um número mínimo de atletas", disse. Cardoso disputou o último campeonato brasileiro da série A pelo rebaixado América mineiro. Chegou com o campeonato em andamento, demorou 4 meses para acertar a documentação e só fez um jogo, contra o Grêmio. Ele já foi campeão Goiano, pelo Atlético; baiano, pelo Vitória (seu técnico era Caio Junior, morto no acidente da Chapecoense) e rodou o mundo jogando futebol. A estabilidade ele encontrou na Romênia, onde foi ídolo e craque de um time de nome bem difícil. "Lá Deus me abençoou", conta. Ele também jogou na Rússia, onde segundo ele, "cansou de apanhar do CSKA". Seu futuro é incerto, mas ele diz que quer jogar mais dois anos. "Estou com 32 e acho que dois anos eu ainda jogo em alto nível", disse. Seu sonho é "tocar" um projeto com jovens atletas em Santa Rosa.

Alexandre Villa jogou Liga Europa

Felipinho é o “novo imperador”

Felipinho com Nei da Vila, embarcando para Europa O goleirão "Tadal" também rodou por diversos times do Brasil e exterior. Ele começou no Comercial de Ribeirão Preto e passou pelo União São João, Noroeste, América, Botafogo, Sertãozinho, Romênia e hoje joga pelo Avenida, time da segunda divisão gaúcha, da cidade de Santa Cruz do Sul. Villa sofreu com duas lesões de meniscos e ligamento seguidas, onde teve que "se virar" praticamente sozinho no tratamento. Hoje, recuperado, só pensa em voltar a jogar. Um vídeo roda pelas redes sociais com grandes defesas suas, narradas por locutores do Sportv. Com 35 anos, ele conta que uma grande experiência sua foi pelo Unirea Urziceni, onde na temporada 2008/ 2009 chegou a disputar uma Liga Europa. "Foi emocionante. Jogamos contra o Sevilha do Luís Fabiano e contra o Stuttgart da Alemanha", contou. "O que a gente tem de bom são os amigos e vou confessar aqui. Quando passei dificuldades com minhas contusões, o Cardoso que me ajudou", segredou.

Ainda tímido no meio dos "velhinhos", Felipinho falou pouco e foi o que mais prestou atenção na conversa, como que tirando uma lição de tudo que ouviu. Com 17 anos, Felipinho é a 'pérola" das categorias de base do Atalanta, time que mais revela craques na Itália. Em junho de 2017, o garoto completa 18 anos e deve assinar seu primeiro contrato profissional com a equipe de Bérgamo. Atacante, ele chamou a atenção quando num treino do time principal do Atalanta, que disputa série A italiana, fez um golaço, deixando no chão o zagueiro Rafael Tolói, ex-São Paulo. De férias em Santa Rosa o aspirante a craque volta para Itália no dia 10 ou 11 de janeiro e logo na chegada tem que se concentrar para disputar a final de um torneio juvenil contra a Roma. "Deixamos para trás a Inter de Milão e Juventus e vamos para a final com a Roma", disse. Felipinho Clemente conta que já está totalmente adaptado na Itália. "Estou bem tranquilo lá, bem assistido e bem adaptado. Já joguei até na neve", contou.


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Da série: nunca apaga! São 10h de um dia qualquer desta semana. O sol brilha forte e a luz está acesa! Rua Maria Aparecida Ferreira, defronte ao nº - 27.

"Mal" vindo à Santa Rosa! Toda cidade, por menor que seja, tem um cartão postal. Os turistas que visitam a tal cidade procuram por ele e não raras vezes voltam trazendo novos visitantes. Cidadãos inteligentes, sabendo da importância que tem um cartão postal para a economia da cidade, o mantém limpo e conservado. Aqui fazemos ao contrário. O nosso cartão postal é um monte de entulho jogado na entrada da cidade para afastar os visitantes e esfriar ainda mais a economia. "Mal" vindo à Santa Rosa! Parece ser a mensagem.

Cadê a placa? A planta cresceu e "engoliu" a placa se sinalização de "PARE", na rua José Antônio de Oliveira, esquina com avenida prof.ª Luíza Garcia Ribeiro. Moradores dizem que já avisaram a prefeitura sobre o fato, e reclamam que nada fizeram a respeito.

FALA NOSSO TETO

Serginho Gomes

Eleição da Associação de Bairros - Alemão não compareceu à entrevista Na edição passada, neste espaço, Sueli Corato, candidata à presidência da Associação L.U.A/J.P, apresentou suas principais propostas para a entidade. Esta semana seria a vez do seu adversário- Alemão do Sindicato. Porém, por motivo de trabalho, Alemão não pode comparecer a entrevista marcada. Duas chapas oficializaram a candidatura, Alemão do Sindicato e Sueli Corato e já estão em campanha. A eleição ocorrerá no dia 8 de Janeiro de 2.017. Somente moradores do bairro podem votar.

GRAMÁTICA NA MEDIDA Dica curta; logo, curta! Algumas pessoas ainda têm dúvidas em como concordar o verbo "ser" ao dizer as horas. Memorizemos assim: a partir de 2, diremos "são" : "são duas horas "; com os restantes, usaremos "é": "meia-noite" (ou "zero hora"), "meio-dia" e "uma hora" ficariam "é meia-noite", "é meio-dia" e "é uma hora". Fique de olho! Aline Vilela é professora da rede privada de ensino e corretora de vestibulares. #gramáticanamedida

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Reunião tensa acerta detalhes da eleição Na última terça-feira (27), às 20h, foi realizada na rua Ricardo Sordi, nº-7, reunião para esclarecer dúvidas e acertar detalhes da eleição que definirá o próximo presidente da Associação de Bairros L.U.A/J.P. Além do atual presidente, Antônio Flaviano Silva, participaram da reunião os candidatos à sua sucessão. Pela chapa número 1-Alemão do Sindicato e pela chapa 2 -Sueli Aparecida Corato e seu vice-Florival Barbareli Sobrinho (Lebrinha). A reunião foi mediada por Serginho Gomes. Apesar de havido momentos de tensão e conflito entre os participantes, ele elogiou a iniciativa: - Todos estão de parabéns. Este é um ato de cidadania que outros bairros deveriam copiar. Se todos fizessem isso, estariam contribuindo para uma cidade melhor, frisou Serginho. A eleição ocorrerá no dia 8 de Janeiro de 2.017. Somente moradores do bairro podem votar.


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O Jornalzão, edição 1080  
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Jornal semanal de Santa Rosa de Viterbo

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