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O J ORNALZ ÃO - E D . 1.044- 23/04/2016

COLUNA GOSPEL por Rogério Moscardini

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Demora para fazer cirurgia faz perna de homem encurtar seis centímetros

E a próxima? Em uma série que passou na TV, o presidente de um país fictício normalmente terminava as reuniões de equipe com três palavras: "E a próxima?". Era a sua maneira de sinalizar que a questão anterior estava encerrada e que estava pronto para seguir em frente. As pressões e responsabilidades da vida no Palácio do Governo exigiam que ele não concentrasse sua atenção no que estava no espelho retrovisor, pois ele precisava manter o olhar adiante e seguir em frente. Em certo sentido, o apóstolo Paulo tinha o mesmo tipo de perspectiva de vida. Ele sabia que ainda não tinha "chegado lá" espiritualmente e que havia um longo caminho pela frente para se assemelhar a Cristo. O que ele poderia fazer? Poderia agarrar-se ao passado, com seus fracassos, decepções, lutas e disputas, ou poderia aprender com aquelas experiências e prosseguir em direção à próxima. Em Filipenses 3, Paulo relata como decidiu viver sua vida: "...esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (v. 13-14). É uma perspectiva que impulsiona à frente para abarcar o futuro. É isto que também precisamos ansiar, enquanto buscamos ser transformados à imagem do Salvador e aguardamos pela eternidade com Ele. Mantenha seus olhos fixos no prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Depois de nove meses de idas e vindas a hospitais tentando uma cirurgia na perna e não conseguindo, o resultado, claro, não poderia ser bom. Sua perna diminuiu seis centímetros. O drama do operador de máquinas, Junior César Delbue, 34, morador da rua Pernambuco, Vila Ranzani, começou quando ele sofreu um acidente automobilístico, há exatos nove meses, na rodovia padre Donizetti, no trevo de acesso a Tambaú. Ele conta que foi socorrido com fratura exposta do fêmur, até a Santa Casa daqu ela cidade. Dado a gravidade do caso e como não havia recursos em Tambaú, ainda segundo ele, foi então levado para São João da Boa Vista para ser operado. "Cheguei lá com o exame de raioss-x que tiraram em Tambaú e em seguida me operaram o fêmur", contou Delbue. Ele diz ainda que retornou a São João da Boa Vista por cerca de três meses após a operação, até que recebeu autorização do médico para fazer fisioter ap ia em Santa Rosa.

A surpresa - "Tudo parecia bem, até que algumas sessões depois, a fisioterapeuta decidiu interromper o tratamento por causa das fortes dores que eu estava sentindo. Ela me deu uma carta na qual recomendou que um exame de raios-x da bacia fosse feito, para detectar a causa das dores e do inchaço da perna", explicou. O novo exame constatou algo inimaginável: fratura na bacia já em fase de cicatrização, e o pior, o osso estava "colando" de maneira errada. Segundo ele, o problema só pode ser corrigido com cirurgia. A mãe do rapaz, Joana Delbue, diz que depois do diagnóstico desta fratura os médicos de São João da Boa Vista não quiseram operá-lo. "Disseram que ele precisava procurar a Saúde daqui para fazer a operação", explicou. E aí, novas dores de cabeça. "Há seis meses estamos tentando marcar a operação na Secretaria Municipal de Saúde, mas a resposta é sempre a mesma: não tem vaga", frisa ela.

Não há vagas - Junior, diz que chegou a consultar com um clínico geral da rede municipal de Saúde. Este o encaminhou a um ortopedista - também da rede municipal de Saúde - que por sua vez pediu um novo exame de raios-x da bacia, que provou a existência de fratura. "O ortopedista deu encaminhamento de urgência para Ribeirão Preto. Isso faz seis meses. Aqui não tem como fazer essa operação", diz a mãe indignada com a situação. Segundo ela, a resposta é sempre a mesma, que não há vaga, e que por isso não conseguem agendar, lamenta a mãe que co mpleta: "meu maior medo é ver meu filho, um rapaz novo, ficar defeituoso por causa desse problema que não se resolve por falta de vagas".

Enquanto aguarda pela cirurgia, a rotina do rapaz é de doloridas idas e vindas ao hospital escorado por um par de muletas.

DE OLHO NA CIDADE

Falta de chuva - A falta de chuva já começa a preocupar. Queimadas, como esta na rodovia Padre Donizetti começam a aparecer em diversos pontos do município. Choooove, chuva!

O Jornalzão, edição 1044  

Jornal semanal de Santa Rosa de Viterbo

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