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O JORNA L Maceió, domingo, 23 de janeiro de 2011 | Ano XVII | Nº 108 | www.ojornalweb.com

Caso Bruna: pai luta para reaver a filha nos EUA Página A9

ALAGOAS

R$ 2,00

UMA HISTÓRIA QUE VEM

DO MAR

Projetos sustentáveis serão premiados

Quase 70 anos depois, alagoana conta como seu nome foi parar na história do Brasil após escapar de ataque de submarino alemão Lula Castello Branco

Correria de pais e alunos para o retorno às aulas Página A14

Graziella Schmitt fala de Maria Paixão

Com previsão de tempo ruim, dicas para dirigir na chuva Página A15

A arte de desenhar e pintar com Beth Melro

Mário Tilico estreia hoje no comando do CSA

ona Walderez, uma das sobreviventes do naufrágio do navio Itagiba, fato ocorrido no dia 17 de agosto de 1942, fala com exclusividade a O JORNAL sobre o episódio que colocou Alagoas e o Nordeste brasileiro em importantes páginas da história mundial. Páginas B1, B2, B3, B7 e B8

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Esportes

CO TAÇÕES Dólar (compra) ......1.6710 Dólar (venda) .........1.6730

Euro (compra) ...... 2.2717 Euro (venda) ......... 2.2746 Poupança .............. 0,6305

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MARÉS 06h04.................... 2.1 12h09.................... 0.2

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Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: comercial@ojornal-al.com.br

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O JORNAL

Política

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Contexto Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

DENTRO DE CASA Apesar das declarações de neutralidade em relação à eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, na prática o governo está tão preocupado quanto os candidatos em disputa. É assim mesmo. Aindependência dos Poderes, especialmente quando envolve a eleição da Mesa Diretora, é figura de retórica. Uma Mesa Diretora desfavorável traz problemas sérios para o governo. Um presidente que não seja aliado pode complicar o governo em questões cruciais, pois é o presidente quem decide sobre as prioridades da pauta levada à votação do plenário. Mas faz tempo que o governo não se vê numa situação tão cômoda. Imagine que, com o governador Téo Vilela, o “grupo dos 14” foi desfeito, e o governo assiste à disputa entre dois correligionários tucanos. Talvez por isso o governador Téo Vilela tenha dito que está equidistante do processo. Essa equidistância significa cautela para não melindrar - afinal, a disputa entre os deputados Fernando Toledo e Inácio Loiola se dá no “ninho tucano”. Ou seja: dentro de casa.

BASE

NEGA

O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) já está trabalhando a sua candidatura a prefeito de Maceió em 2012. Lessa quer se reaproximar da vereadora Heloísa Helena e “ressuscitar” a esquerda em Alagoas – que, nos últimos anos, anda capenga.

O senador Renan Calheiros (PMDB) negou a existência do acordo com o senador José Sarney (PMDB), que lhe garante assumir a presidência do Senado em 2012, num sistema de rodízio. Sarney também negou o acordo em nota à imprensa.

Gastos com cartão corporativo somam R$ 80 milhões em 2010 Mesmo com aumento, governo defende transparência do dispositivo Um levantamento feito pelo site Contas Abertas revelou que as despesas com o cartão de pagamentos do governo federal, também conhecido como cartão corporativo, atingiram o valor recorde de R$ 80 milhões em 2010. O montante representa R$ 15 milhões a mais do que o registrado em 2009. Desde que foi implantado, em agosto de 2001, os gastos com o cartão já atingiram R$ 357,6 milhões. Figurando o topo da lista dos que mais utilizaram os cartões ao longo dos últimos nove anos, está a Presidência da República, com quase R$ 105,5 milhões pa-

gos, dos quais 93% não podem ser discriminados por serem “informações protegidas por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”. Apesar disso, em 2010, foi o Ministério do Planejamento – e suas unidades vinculadas –, que liderou o ranking. A pasta triplicou o gasto em relação a 2009 e desembolsou o total de R$ 19,3 milhões. Amaior parte destes recursos foi utilizada por agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que participaram do recenseamento demográfico em aproximadamente 58 milhões de domicílios brasileiros.

O cartão corporativo foi implementado pelo decreto n° 3.892 de agosto de 2001 para facilitar os pagamentos de rotina das autoridades. O objetivo era descomplicar a vida dos servidores públicos que poderiam utilizá-lo para gastos emergenciais e essenciais. Os cartões de crédito do governo servem para que servidores possam fazer pagamentos ou saques sem precisar de uma autorização prévia da União. O mecanismo substituiu o modelo de “suprimentos de fundos”, em que eram enviadas ordens bancárias a contas pessoais de servidores públicos para

Gastos da Abin custam R$ 11 mi

Ministro dos Esportes, Orlando Silva sobreviveu à crise de 2008, após ter comprado tapioca com cartão corporativo

PERDAS E DANOS O ex-secretário do Trabalho, Régis Cavalcante, é um pote até aqui de mágoas. Ele não se elegeu deputado estadual e o PPS perdeu visibilidade no governo.

NOVA

VELHO

O deputado Fernando Toledo (PSDB), que pleiteia a reeleição para a presidência da Assembleia, disse que a discussão sobre o valor do duodécimo ficará para a nova Mesa Diretora, que será eleita em fevereiro.

O deputado Paulão (PT) está se despedindo da Assembleia Legislativa com a certeza de que, nessa nova legislatura, nada será diferente. Paulão cobrou em vão a abertura da “caixa-preta” e transparência na Casa.

PRONTA AÇÃO O presidente nacional do PSOL, José Maria, instruiu o partido a se posicionar contra o reajuste nos subsídios dos parlamentares. O PSOL entrou na Justiça contra o reajuste.

LUCRO

VAZIA

O advogado Hect César, que integra o diretório do PDT, deixou claro que a vereadora Amilka Melo (PDT) negociou com o prefeito Cícero Almeida a retirada do seu nome da lista pedindo a criação da Comissão Especial de Investigação (CEI).

Depois de chamar a vereadora Amilka Melo de inoperante, Hect César disse que o negócio foi fechado com o prefeito sem a interferência do governador Téo Vilela – que é adversário do marido da vereadora, o ex-deputado Dudu Albuquerque.

LUXO DE LIXO A “CEI do Lixo” é para investigar a denúncia do Ministério Público Estadual sobre o desvio de R$ 200 milhões nos contratos para a coleta do lixo em Maceió.

EITA!

LADO

O vereador Luiz Pedro sempre se refere ao prefeito Cícero Almeida com uma série de adjetivos nada lisonjeiros. Mas o último adjetivo usado pelo vereador para definir o prefeito foi até ameno: “traíra”.

O prefeito Cícero Almeida jura que não sabe até hoje o motivo da ira do vereador Luiz Pedro contra ele. “Eu sempre o ajudei. Estive ao lado dele nos momentos mais difíceis da vida dele”, repete o prefeito.

Entenda o Portal da Transparência Criado em 2004, o Portal da Transparência, site do governo federal na internet, recebeu muitos acessos nos últimos dias. Em janeiro, a média foi de 1.564 acessos diários. Na primeira semana de fevereiro, a média diária subiu para 7.146, segundo a Controladoria Geral da União (CGU) - um crescimento superior a 350%. No portal, estão divulgados os gastos da União em diversas modalidades e programas, incluindo as despesas com os cartões corporativos. No portal, alguns órgãos, no entanto, não têm as despesas com o cartão detalhadas (como o nome do funcionário, despesas, estabelecimentos e datas). Segundo o governo, isso é feito por questões de segurança. Um dos órgãos nesta situação é a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

PARA FAZER A CONSULTA DOS GASTOS COM CARTÃO CORPORATIVO DO GOVERNO NA INTERNET É SIMPLES, CONFIRA:

QUESTÃO FECHADA

1º – Acesse www.transparencia.gov.br e clique na opção “Aplicações diretas”;

O vereador Luiz Pedro avisa que não adianta lhe pedir para retirar a assinatura favorável à instalação da Comissão Especial de Investigação, a “CEI do Lixo”.

2º – Escolha a opção “Cartões de Pagamento do Governo Federal”, o ano e depois clique no botão “Efetuar Consultas”;

EXPRESSAS Os 14 municípios localizados nos Vales dos Rios Paraíba e Mundaú assinam amanhã, 24, o protocolo para formação do consórcio do aterro sanitário. A assinatura do protocolo será durante reunião no auditório da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com participação da promotora Carmen Silva. Na Bacia Leiteira e Sertão, o consórcio formado para construção do aterro sanitário teve a intermediação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco. Dia 27, quinta-feira, às 20 horas, será realizado o coquetel de lançamento dos blocos carnavalescos “As pecinhas de Maceió” e “Sururu de Olinda”. Será no “Absolut”. O ex-deputado Dudu Albuquerque diz que não influencia a esposa, a vereadora Amilka Melo (PDT), nas decisões que ela toma.

3º – Basta clicar nos links dos Ministérios para ter acesso a informações detalhadas.

pagar despesas excepcionais. O mau uso dos cartões corporativos abalou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, após uma análise da base de dados do governo apresentar gastos suspeitos feitos por vários ministros. O caso resultou na demissão da então ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que usou o cartão corporativo para pagar compras em um free shop. Na época, ganhou destaque também a notícia de que o então ministro do Esporte, Orlando Silva, havia usado o documento até para pagar uma tapioca.

Podemos perceber que os gastos são progressivos, veja:

2007 2006 2005 2004

– – – –

R$ R$ R$ R$

75.823.819,44 33.027.679,89 21.706.269,63 14.151.233,77

Sob o manto da “garantia da segurança do Estado”, as despesas sigilosas por meio do cartão corporativo da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, deram um salto no ano passado. Os servidores do órgão responsável por desenvolver atividades voltadas para a defesa da sociedade brasileira desembolsaram R$ 11,2 milhões, com a justificativa de que as “informações são protegidas por sigilo. O aumento foi de 66% em relação aos R$ 6,8 milhões consumidos em 2009, de acordo com dados da ONG Contas Abertas (veja quadro). O aumento dos gastos contrasta com a nova realidade da Abin na gestão Dilma Rousseff. Ligada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a agência tem futuro incerto em função da possibilidade de ser desvinculada do órgão militar. Desde a posse de Dilma, o GSI — agora comandado pelo general José Elito — perdeu a Secretaria Nacional de Políticas contra as Drogas (Senad), levada para a estrutura do Ministério da Justiça. A mudança provocou a saída de 52 funcionários de cargos de confiança, o que esvaziou o poder dos militares no Planalto. Os gastos na agência são feitos de forma descentralizada. Cada superintendência estadual ou escritório de representação é responsável pelas despesas com os cartões. Isso, segundo uma alta fonte do Comando Militar, aumenta o risco de abusos — muitos já identificados pelo próprio GSI. Um dos motivos é o atraso com que o núcleo central tem acesso aos dados e consegue identificar despesas tidas como irregulares. O outro é a dificuldade de fiscalização in loco. Além do controle interno, o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscaliza as contas da Abin. Entre as irregularidades já identificadas estão a aquisição de material permanente e pagamentos e gratificações a informantes e colaboradores. A prática, segundo a fonte, mantém-se na agência. Ao todo, na administração pública, os portadores dos mais de 13 mil cartões de pagamento do governo espalhados pelo país torraram, de forma secreta, quase R$ 32 milhões em 2010. Em 2009, dois anos depois das primeiras denúncias de uso irregular do cartão corporativo, o montante chegou a R$ 27,6 milhões. Um decreto regulamenta o uso dos cartões corporativos, mas não trata do caso específico de despesas sigilosas.

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Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

ESPERANÇA

OAB contesta aposentadorias vitalícias de ex-governadores Ophir Cavalcante reclama de pagamento especial e recorreu ao STF

O Governo Dilma Rousseff ainda está em seu início, mas as primeiras medidas fazem crer que as expectativas positivas da população serão correspondidas: a máquina está sendo preparada para manter e aperfeiçoar os avanços da Era Lula. O combate à pobreza extrema talvez seja o maior destaque positivo até o momento, mas também a rapidez com que se decidiu liberar, por medida provisória, R$ 780 milhões aos atingidos pela tragédia das chuvas.

POSSE

FRITANDO

Terça-feira tem posse solene do procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, para o segundo mandato no comando do Ministério Público Estadual. O evento acontece no Centro de Convenções, a partir das 19h.

Mesmo querendo ficar, o nome da vereadora Amilka Melo frita dentro do PDT. Os dirigentes do partido odiaram a movimentação da vereadora, que retirou o nome do requerimento que quer investigar a Máfia do Lixo em Maceió.

CURIOSO Uma coisa pode se dizer do novo secretário estadual de Assistência Social, Marcelo Palmeira: ele está engajado em conhecer a área – que nunca teve nenhuma relação com sua vida política. Na última semana, ele fez até uma visita ao Centro Integrado de Atenção e Prevenção à Violência Contra Idosos, inaugurado em outubro de 2009.

REUNIÃO

RECADO

O governador Teotonio Vilela Filho reunirá o secretariado amanhã para a apresentação de um diagnóstico das condições sociais e econômicas de Alagoas. O workshop, que começa às 8h30 e durará todo o dia no Hotel Radisson, contará com a presença de representantes do BNDES.

A última rebelião no Baldomero Cavalcanti foi um recado para o comando da Intendência Penitenciária. “Ninguém está tranquilo no cargo”, diziam alguns agentes depois de conversarem com os presos que se mobilizaram. Recado para o tenente-coronel Carlos Luna.

Agora é só conversar”

Rivaldo, 38 anos, negociando sua ida para jogar no São Paulo.

PROBLEMA

O fazendeiro Fernando Medeiros, marido da viceprefeita de Palmeira dos Índios, Verônica Medeiros, aparece cada vez mais envolvido na morte do empresário Jair Gomes de Oliveira, o “Grilo”. O problema pessoal agora denigre ainda mais a já queimada gestão da Prefeitura.

Lista já tem mais de 90 beneficiados Nem mesmo uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pagamento de aposentadoria vitalícia a exgovernador tem inibido quem deixou o cargo nos últimos meses de requisitar em seus estados o benefício, que pode chegar a R$ 24 mil por mês. Ana Júlia Carepa (PT), do Pará, Leonel Pavan (PSDB), de Santa Catarina, e Roberto Requião

(PMDB), do Paraná conseguiram o benefício. Eles se juntaram a um grupo de mais de 90 ex-chefes de estado que continuam pendurados na folha de pagamento dos estados mesmo após o término de seus mandatos. Essa lista deve aumentar nos próximos dias. A ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) deu

entrada no pedido de aposentadoria especial no início deste mês e, segundo a Secretaria da Fazenda, espera uma autorização da gestão do adversário Tarso Genro (PT) para a liberação do pagamento.Ana Júlia e Pavan receberão neste mês seu primeiro vencimento como ex-governadores. Já Requião teve o primeiro pagamento em dezembro.

Ex-presidente não recebe o benefício

FORA

As pensões para ex-governadores quase que voltaram em Alagoas em 2007. No entanto, o projeto do deputado Dudu Albuquerque (PSDC) não foi para frente, e o benefício continuou valendo apenas para quem passou pelo cargo antes de 1988.

VOLTOU Depois de longas férias no Rio de Janeiro, o delegado-geral de Polícia Civil, Marcílio Barenco, voltou a aparecer na última sexta-feira. Ele é um dos mais ansiosos para saber qual será o futuro da Secretaria de Defesa Social. Por enquanto, seu nome tem garantia para permanecer no cargo.

FUMO O governador Teotonio Vilela, que às vezes dá uns traquinhos, principalmente após eventos muito corridos e nervosos, sancionou a lei que proíbe o fumo em locais públicos. A multa vai de R$ 1 mil até R$ 40 mil.

DIRETAS Amanhã, no suplemento do Diário Oficial do Estado, tem entrevista com o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM). E, falando em Nonô, ele anda cada vez mais indignado por não ter indicado nenhum secretário no atual governo. Arcebispo de Aracaju, o alagoano Dom Henrique Soares passa alguns dias em Maceió conversando com outros religiosos. O Sindicato dos Jornalistas reúne, nesta segundafeira, profissionais aposentados da categoria para um café da manhã, a partir das 8h, no Restaurante Manjericão, na Ponta Verde.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, falou sobre as ações de inconstitucionalidade da Ordem no Supremo Tribunal Federal (STF) contra todos os ex-governadores que passaram a ganhar pensões vitalícias pelo cargo que ocupavam. A OAB contesta no STF as leis de pelo menos nove Estados que concedem aposentadorias vitalícias a exgovernadores e viúvas de exgovernadores. Há uma decisão de 2007 do STF contra a concessão desse subsídio para ex-governadores. Para Ophir, a prática ‘atenta contra o princípio da moralidade pública, afrontando a Constituição Federal’ na medida em que quebra a isonomia entre os cidadãos brasileiros. O objetivo da OAB é, não só suspender as aposentadorias futuras ou as pensões futuras, mas também corrigir as do passado, segundo explicou Cavalcante. Mas a discussão é antiga. Em setembro de 2007, o então presidente nacional da OAB, Cezar Britto, chegou a determinar o encaminhamento às 27 seccionais dos Estados e do Distrito Federal o pedido de informações sobre os ex-governadores que recebiam pensão vitalícia do Estado, chamada à época de “BolsaPijama”, e também prometeu ingressar no STF com uma Adin. Agora, a expectativa da Ordem é que o STF, ao julgar o primeiro caso, edite uma súmula vinculante, estendendo a decisão para aos demais Estados e Distrito Federal. O presidente da OAB considera que a concessão do benefício também é injusta com o cidadão brasileiro que tem que fazer contribuições durante 35 anos para receber uma aposentadoria ‘miserável’. ‘É um despropósito que um ex-governador ao término desse mandato passe a receber o subsídio integral de governador, muitas vezes acumulando com outras aposentadorias. Isso efetivamente é de revoltar, é algo que precisa acabar definitivamente no país’, afirmou.

Pedro Simon disse que está vivendo crise financeira

Criticado, Álvaro Dias doou recursos para caridade

STF cassou aposentadoria em 2007 A concessão do benefício, embora prevista nas constituições estaduais, é polêmica. Em 2007, o STF cassou a aposentadoria do ex-governador do Mato Grosso do Sul Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, sob o argumento de que ela era inconstitucional. Os ministros consideraram que o pagamento atentava contra o princípio da moralidade por criar regalias a ex-governadores, enquanto a maioria dos cidadãos tem que trabalhar mais de 30 anos para conquistar a aposentadoria. Nem ex-presidentes da República têm direito ao privilégio, extinto na Constituição de 1988. A decisão da corte, que deveria servir de exemplo para outros estados, não surtiu efeito e, três anos depois, o número de políticos que usufruem do benefício continua crescen-

do. Em alguns casos, o dispêndio ajuda a piorar quadros financeiros já complicados. Criticado, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que vai doar para entidades assistenciais toda a aposentadoria vitalícia que requereu ao governo do Paraná no fim do ano passado. Se o pedido de recebimento de retroativos também for autorizado pela administração estadual, Dias receberá cerca de R$ 1,56 milhão referente ao benefício dos últimos cinco anos. O senador tem direito a receber aposentadoria de R$ 24,1 mil por mês, em caráter vitalício, por ter sido exgovernador do Paraná entre 1987 e 1991. Ele pediu o benefício 20 anos após ter deixado o cargo. Com ele, dez ex-chefes do Executivo paranaense se beneficiam de uma lei estadual que prevê a benesse. O custo

este ano é de R$ 4,4 milhões. No Rio Grande do Sul, o senador Pedro Simon (PMDB), 80, disse que pode voltar atrás da decisão de acumular o salário do Senado (R$ 26 mil) com a aposentadoria que começou a receber recentemente por ter governado o Rio Grande do Sul de 1987 a 1990 (R$ 24 mil). Ele já recebeu cerca de R$ 52 mil referentes aos meses de novembro e dezembro e uma parte do 13º de 2010. Simon justificou o pedido de aposentadoria como ex-governador afirmando que vive numa situação financeira “muito difícil”. Após 20 anos, Simon pede aposentadoria como ex-governador gaúcho. Ele disse que fez o pedido antes de o Congresso reajustar os salários, em dezembro. “Nasci mesmo para ser franciscano”.

A Constituição Federal de 1988 acabou com esse tipo de aposentadoria especial para ex-presidentes da República. A medida deveria ter sido replicada nos estados. Alguns seguiram o exemplo e ajustaram suas constituições estaduais, suspendendo o benefício aos governadores. Outros não o fizeram e continuam a conceder o privilégio. Em 2007, o STF cassou a aposentadoria do ex-governador do Mato Grosso do Sul Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, alegando inconstitucionalidade. Mas isso também não serviu de alerta. Em dezembro passado, o Conselho Federal da OAB criou uma forma de agilizar a contestação das aposentadorias vitalícias. Os conselheiros tomaram a decisão durante uma reunião em que deliberavam o ajuizamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) específica contra o pagamento do benefício pelo governo de Sergipe. “O plenário deliberou o ajuizamento de tantas Adins quantas forem necessárias em todo o Brasil. Com isso, o pedido de ação sobre a situação em cada estado não precisa mais passar pela apreciação do plenário para seguir ao Supremo. Temos agora uma autorização geral”, disse Cavalcante.

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ENTREVISTA/ANA DAYSE DÓREA

“A Ufal vive um momento diferente” Sumaia Villela Repórter

om uma gestão recheada de marcos – a Universidade Federal de Alagoas se instalou no interior –, a reitora Ana Dayse Dórea percorre seu último ano de gestão em um momento histórico, a Ufal completa 50 anos. No entanto, nem tudo foi fácil durante os oito anos em que esteve no cargo. Ela enfrentou algumas polêmicas, a exemplo do indiciamento de estudantes pela Polícia Federal por um incidente ocorrido du-

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rante reunião do Conselho Universitário e foi acusada de tentar privatizar a universidade ao aprovar o Reuni. Chegando ao mais alto cargo da instituição no início do primeiro governo Lula, depois de acumular experiência em quase todas as suas esferas – professora, chefe de departamento, diretora e vice-reitora –, a médica recebeu o desafio de reestruturar e expandir a universidade que passou por anos difíceis nos tempos de Fernando Henrique Cardoso. Ana Dayse conversou com O JORNAL sobre esse período e o momento dinâmico em que vive a universidade alagoana. Fotos: Larissa Fontes/Estagiária

Primeiro, eu gostaria que a senhora fizesse um balanço dos oitos anos da sua gestão, porque é emblemático, são 50 anos da Ufal, que passou por décadas de sucateamento – a universidade brasileira como um todo – e agora teve uma grande expansão. As coisas acontecem no tempo certo. Tive muita alegria e um resultado muito satisfatório de ter sido reitora da Universidade Federal de Alagoas nesses últimos sete anos. Consegui coincidir com um momento onde houve no país uma oportunidade de investimento na educação brasileira. Nós assumimos em dezembro de 2003, quando a universidade passava por momentos muito difíceis, não só de sucateamento da sua infraestrutura, mas da falta de professores, de técnicos administrativos, e um limite na oferta de vagas. E aí há a fase do Brasil onde o Governo Federal investe, provocado pelos reitores da época. Nós assumíamos nesse período. E foi possível fazer esse investimento na Ufal e transformá-la um pouco, não só no campus principal, em Maceió. Surgiu a grande oportunidade da expansão. E ela começa quando nós assinamos um convênio de adesão ao projeto de expansão do Governo Federal. Com isso criaram o Campus Arapiraca? Sim, criamos o Campus Arapiraca. Em seguida, em 2007, o Ministério da Educação propõe outro plano, o Reuni, de reestruturação e expansão das universidades federais, que veio complementar, oportunizar, aquela expansão pensada para o primeiro momento. Foi um ano muito difícil, a adesão da universidade foi muito polêmica, mas nós sabíamos que não era o momento de recuar, nem parar o seu crescimento, e aí o Conselho Universitário entendeu dessa forma, e hoje temos um resultado grande. Novos cursos são oferecidos em Maceió, o Campus do Sertão está funcionando em Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema desde o ano passado, além de concursos públicos para professores e técnicos, e recursos vieram para garantir investimentos em pesquisa e expansão. Temos muitas dificuldades ainda, muitos desafios, porque isso não se faz do dia para a noite, nem por milagre. Isso é um projeto que só tem começo, não tem fim, e a cada ano a gente vem investindo mais. A interiorização da universidade gerou desenvolvimento local e substancial. Porém, alguns problemas de infraestrutura ganharam as páginas da imprensa, houve mobilizações e vocês tiveram que fazer licitação novamente em um dos casos. Como anda a busca de soluções para essas carências? Implantar a universidade no interior é saber que você vai con-

viver com muitos desafios, problemas e dificuldades. Mas faz parte de qualquer processo de mudança. A Ufal tinha uma dívida com o Interior, se a gente considerar a situação de outras universidades – não precisa nem analisar o Sudeste ou o Sul, mas o próprio Nordeste. Essa interiorização já se dava há muito tempo na maioria dos estados. Problemas são muitos, principalmente de infraestrutura. O ritmo da implantação do trabalho acadêmico é diferente do ritmo da infraestrutura. Planejar a construção de prédios, de obras, tem dado muita dor de cabeça para nós, porque tivemos dificuldade com os prazos. Em todos os seis municípios nós tivemos uma parceria muito forte com as prefeituras. Contamos também com a bancada federal, que tem sido uma aliada, angariando recursos. Então tenho certeza que nós vamos superar essas dificuldades, porque eu acho que o melhor já acontece que é a oportunidade dada aos jovens de frequentar uma universidade pública. Se você imaginar que 68,5% dos estudantes do nível médio estudam no interior, esse é um dado que justifica a interiorização. E em relação à qualidade da educação? Isso é um lado que eu digo que é muito positivo. A universidade está renovada em seu quadro. Nós temos hoje em torno de 900 professores concursados, e sua grande maioria, em torno de 90%, tem mestrado e doutorado. Tanto faz concurso público no interior como na capital, nós já exigimos a qualidade dos professores através de sua titulação. Porque isso significa produzir ciência, transferir conhecimento, novos investimentos para o desenvolvimento local. Não é só oferecer cursos para formar pessoas, mas levar desenvolvimento científico, cultural e artístico.

Em 50 anos, a universidade cresceu e ganhou o mundo; Ufal está interiorizada, com recursos do Reuni e em breve selecionando alunos apenas pelo Enem

melhorar o índice educacional desse estado. Há o pensamento dentro da universidade de que ela é o grande vetor de desenvolvimento local, não é só um projeto de desenvolvimento acadêmico. É uma coisa demorada, não acontece de repente, mas a médio e longo prazo a gente consegue fazer uma transformação.

E o argumento daquela parcela de estudantes que inicialmente foram contrários à adesão ao Reuni, de que o campus de Maceió perderia qualidade? Como ficou isso depois da implantação? Hoje eu acredito que esse movimento estudantil tem mudado. Aquele foi um momento de país, não só de Alagoas. Havia todo um movimento nacional, e estava tendo um processo Tem a questão de reeleição da preda qualidade de sidência da Revida também. pública. E ali havia, Exato. A cidade na verdade, ideoloprecisa ter o mínimo gias contrárias dos para a pessoa quepartidos. E o movirer viver. E aí você Ainda temos mento estudantil se tem que pensar na educação básica, muitos desafios, posicionou contrário ao Reuni porque porque eles têm fimas já vencemos ele pertencia ao seglhos, vão precisar ter bastante mento ideológico de educação. No intepartidos contrários rior a maioria das esà presidência. Hoje colas é pública, então são investimentos que vão esse movimento não tem mais puxando outros, e eu acho que esse argumento, porque, de fato, estamos contribuindo. Tanto que não foi aquela tragédia que eles no processo de interiorização da previam, muito pelo contrário. universidade nós escolhemos os As universidades se instalaram cursos de cada região pensando no interior, estão funcionando; nessa indução. Por exemplo: se dizia que não iria ter profestodos os nossos campi possuem sor, e tem professor, tem qualiPedagogia, ou seja, formação de dade. Nós temos hoje alunos do professor, porque nós precisa- interior já fazendo a mobilidade mos cuidar da formação para estudantil, passando seis meses na Europa, em Portugual, na Espanha. Dos 14 alunos que estão no programa de licenciatura com a Universidade de Columbia, 10 são do interior. E a relação conturbada com esses alunos? Houve processo, alguns foram indiciados. Como está hoje a relação com o DCE [Diretório Central dos Estudantes, com os órgãos estudantis, e com esse grupo? A relação com o movimento estudantil hoje é de muito respeito. O movimento estudantil tem o seu projeto, seu modo de ver esse momento, mas nós também, como pessoas adultas e, antes de tudo, educadores, temos uma convivência de muito respeito. Aquele momento foi lamentável, e, se alguns dos nossos alu-

Falando em futuro breve, a senhora não pode mais concorrer à reitoria. Já existe algum nome para concorrer à sucessão com seu apoio? Não ainda definido pelo grupo da gestão, mas nós teremos candidato. A nossa gestão tem muita responsabilidade com esse projeto, porque ele não é um projeto da reitora Ana Deyse, Como assim foi movido por é algo discutido e construído coletivamente na universidade. Foi eles? Eles foram ao Ministério um projeto ousado, grande; nós assumimos a universidade com Público [da União]. 14 mil alunos, e hoje estamos E a ação do Ministério re- deixando mais de 20 mil alunos – com esse novo vestibular nós sultou contrária? vamos para 25 mil Isso. Eles procuraalunos, e isso preciram o Ministério sa ser consolidado. Público para dizer Auniversidade preque tinham sido cisa continuar cresagredidos. Quando cendo em quantidaeles começaram a inde e principalmente vestigar, buscar inem qualidade. No formações e assistir meu caso, eu quero aos vídeos, o MP me aposentar. chegou à conclusão Encerro minha carde que eles não reira acadêmica, eram vítimas, eles mas com uma satiseram os réus. fação de ter trabalhado em prol da Voltando à ineducação e de uma fraestrutura, agora coisa que eu acrediem relação aos alunos do interior que Aquele movimento to que é o desenvolerrou, foi vimento do meu esainda vêm estudar tado. aqui: ano passado, lamentável foi anunciada a Não há nenhum construção de uma nome que possa ser nova residência universitária, uma concha acús- dito ainda, de pessoas que se tica... esses projetos têm prazo? destacaram na sua gestão? Tem lideranças boas na uniPara a residência universitária são previstas 12 casas, cada versidade. Eu acredito que nos uma com capacidade para 36 ha- próximos dias esse nome surgibitantes. Nós deveremos acomo- rá naturalmente. dar em torno de 430 estudantes. E virá do corpo de pró-reHoje nós só temos 100 vagas oferecidas para residência. Nós es- itores? Não sei. Faz parte da gestão tamos construindo no Campus essas 12 casas, duas delas já em da universidade (risos). Tem fase de acabamento, outras qua- muita gente boa. tro sendo licitadas. Eu acredito E a senhora acha que vão ter que até meados deste ano nós consigamos transferir os alunos dois blocos definidos, que a para condições melhores lá en- oposição vai ter um nome forte? Acredito que até mais, de recima, e eu espero até o final da gestão deixar essa primeira etapa pente. O processo democrático da residência concluída. A con- na universidade é muito rico, e cha acústica faz parte de um cen- é bom que haja interessados, distro de integração comunitária cutindo e pensando a universique também está sendo licitado dade, construindo, né? Mas esno Campus, como outras unida- taremos unidos. Eu digo que a des e faculdades que estão sendo universidade deve ensinar a construídas dentro do Reuni. Da fazer política. Então eu espero mesma forma nós já estamos tra- que depois de um processo desbalhando com o processo de ses, as forças que querem dirigir construção de restaurante uni- a Ufal, se somem no fim em prol versitário para Arapiraca e do crescimento da instituição. Delmiro Gouveia. A questão da A Ufal vai expandir a partiresidência no interior também está nos planos, ainda não para cipação do Enem na seleção dos esse ano, mas para um futuro alunos? Nós já temos uma decisão do breve. nos estão respondendo a algum processo, ele não foi movido pela gestão da universidade, mas por eles mesmos. Porque o processo que a universidade moveu à época já foi arquivado. O que gerou o caso desses dois ou três estudantes foi movido por eles mesmos, e, infelizmente, eles foram considerados culpados.

Conselho Universitário de que não teremos mais vestibular no próximo ano. Nós utilizaremos o Enem. Já o utilizamos nesses dois anos, para cobrir vagas remanescentes, ou seja, aquelas que não tiveram pessoas aprovadas; então já temos a decisão de que, no próximo ano vamos aderir ao Enem. Então, a experiência da Ufal com o Enem foi positiva? A Ufal não tem ainda muita experiência, mas tem o que a gente já conhece das outras universidades – são 39 que já participam de alguma forma. Aquelas que já estão com um processo mais adiantado, e o que nós temos de avaliação nossa, quando do nosso encontro de reitores, é sempre muito positiva. O Enem eu acho que é um ganho, que não só socializa a universidade, mas provoca a formação do ensino médio, em que você não fica apenas discutindo como deve ser feito o ensino médio para passar no vestibular, como estava sendo feito. Você precisa dar uma formação cidadã, cultural. A cada ano o Enem vai ser avaliado, melhorado, e os problemas que houveram ano passado, nesse já vai ser melhor. Para terminar, qual a senhora acha que foi o grande marco dessa geração, em relação aos 50 anos da Ufal? Onde a Ufal está agora e para onde está indo? A universidade quando foi criada resultou da fusão de seis faculdades: Direito, Medicina, Odontologia, Engenharia, Economia e Filosofia. E a cidade, o estado era pequeno. Cinquenta anos depois, o país é outro. O Nordeste é outro. Ela vive um momento de mundo diferente. Hoje a educação superior é internacional, nossos alunos estão na Europa, na Ásia, nos Estados Unidos. Ela passou por uma coisa difícil que foi o regime militar, de muita dificuldade inclusive para o movimento estudantil. Eu vivenciei como aluna. E hoje nós discutimos na universidade as grandes questões do Brasil e do Mundo. A universalidade e a pluralidade dela permitem que ela seja crítica, mas que seja também empreendedora, inovadora. E esse momento de comemoração dos 50 anos é muito rico; você tem não só a liberdade de expressão, mas a responsabilidade com o desenvolvimento cultural, científico, social, do estado e do país. Essa universidade quer ser o dobro disso daqui a cinquenta anos.

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O JORNAL

Opinião A6

Avaliação da qualidade das praias “Qualquer que seja o resultado obtido não representa a praia como um todo” Alder Flores Advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental

O índice de qualidade das praias do litoral alagoano é realizado através de um programa de monitoramento ambiental atendendo as exigências definidas na resolução n° 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determina e estabelece critérios para classificação das águas destinadas a recreação e contato primário, ou seja, quando existir o contato direto com o usuário (mergulho esqui, etc.). A avaliação da qualidade das praias em termo de balneabilidade é baseada nos índices microbiológicos de coliformes fecais em conformidade com os critérios determinados na Resolução citada. As praias são classificadas em quatro categorias: excelente, muito boa, satisfatória e imprópria, de acordo com a densidade de coliformes fecais ou totais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma de cinco semanas consecutivas. Ressaltamos que a categoria excelente, muito boa e satisfatória pode ser agrupada em uma única categoria definida como própria. O monitoramento para avaliação da qualidade das praias do litoral alagoano é realizado através de coletas semanais da água do mar em pontos (pontual) pré-estabelecidos, pelo órgão Ambiental Estadual. Neste sentido deve ser observado que a coleta para analise é efetuada em um ponto de praia, e qualquer que seja o resultado obtido não representa a praia como um todo, mas aquele ponto e naquela hora. É importante destacar que uma analise de água é espacial e temporal, e quando o resultado analítico demonstrar que aquele ponto coletado e analisado foi considerado impróprio para o banho, a norma aconselha que os banhistas guardem uma distancia mínima de 100 metros do ponto considerado como impróprio para o banho como medida de segurança. Outro ponto a destacar, se observa no artigo 6° da resolução 274 do Conama que estabelece que os resultados dos analises poderão abranger períodos menores que 05 semanas, desde que cada um desses períodos seja especificado e tenha sido coletadas e analisadas pelo menos 05 amostras, durante o tempo mencionado, com intervalo mínimo de 24 horas. Em analise preliminar, podemos concluir que ao se observar o decaimento bacteriano do ponto coletado o período de amostragerm pode ser em intervalos menores de tempo e que não havendo outro fator, o resultado a ser emitido deverá atender aos padrões de balneabilidade. Finalizando, os usuários das praias alagoanas devem ficar atentos a emissão dos boletins de balneabilidade e verificar quais pontos de praias foram considerados como impróprios para o banho, no entanto a impropriedade de um ponto não implica que toda a praia esteja nesta condição em razão de uma analise de água ser pontual e espacial e um ponto não representa um todo.

Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

Que ódio é esse? Ainda não está devidamente explicado o acirramento dos ânimos entre as torcidas organizadas de CRB e CSA, em Maceió, e do Coruripe e do ASA, no interior. Os dois primeiros, considerados os grandes, são arquirrivais dentro de campo. Todo mundo sabe disso. No interior, ASA e Coruripe são duas grandes forças, mas não chegam a ser inimigos mortais. No interior, os confrontos ocorrem, mas nem se comparam com os registrados na capital. A não ser que uma torcida de lá de Arapiraca ou de Coruripe se encontre com uma de Maceió. Em Coruripe, as organizadas foram divididas em duas: Império Verde e Inferno Verde. Em Arapiraca, o nome da torcida organizada é igualmente sugestivo: Mancha Negra. No entanto, a “guerra” por lá ainda é branda e não despertou a revolta da sociedade alagoana. Quanto à questão da falta de explicação para o ódio que um integrante da Comando Vermelho nutre pelo membro da Mancha Azul – e o inverso é

verdadeiro –, quem está de fora, analisando o comportamento desses pseudotorcedores, pode encontrar inúmeras explicações. Uma delas seria o fato de essas pessoas nunca terem sido torcedoras na vida e usam a organizada para legitimar o comportamento violento que sempre tiveram onde foram criados ou cresceram. Vale lembrar integrantes de torcidas organizadas são pessoas de várias localidades e, assim, eles se conhecem só de dentro daquele grupinho malvado. Quem está avaliando percebe ainda que, em Maceió, cresceu assustadoramente o número de homicídios, principalmente de jovens. A polícia atribui esse crescimento ao tráfico de drogas. No ano passado, muita gente envolvida com o tráfico de drogas, que foi morta ou presa, usava camisa da Mancha Azul ou da Comando. Inclusive uma grande quantidade de maconha e crack foi apreendida com o membro da Mancha. Será que o acirramento do ódio entre torcedores de CRB e CSA não tem ligação direta com o tráfico?

Ponto de vista

San

Não apedrejem a moça nua “Interesses comerciais altíssimos estão em jogo nesses casos” João Baptista Herkenhoff Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha e escritor / jbherkenhoff@uol.com.br / www.jbherkenhoff.com.br

A tragédia dos crimes não esclarecidos “As estatísticas são aterradoras” Renan Calheiros Senador e líder da bancada do PMDB

O Brasil, nos últimos anos, tem obtido muitos avanços sócio-econômicos. E tem razões para comemorá-los. Melhoramos a distribuição de renda, reduzimos drasticamente a quantidade de brasileiros situados na linha da pobreza e geramos milhões de empregos com carteira assinada. Mas em um aspecto crucial o país precisa avançar rapidamente: a segurança pública. A insegurança em nossas cidades permanece como a maior preocupação de mães e pais de famílias. As estatísticas são aterradoras. Mas este retrato ganhou números dramáticos no mais recente – e inédito – levantamento feito sobre quantidade de homicídios não esclarecidos. A média de assassinatos mantém o Brasil no topo deste ranking funesto. Segundo o estudo feito pelo Conselho Nacional do Ministério Público as polícias civis acumulam pelo menos 60 mil inquéritos sobre homicídios abertos até dezembro de 2007 e, até agora, não elucidados. São os casos de assassinatos – maior crime previsto no Código Penal – em que os autores não foram identificados e, por isso, permanecem impunes. As montanhas de inquéritos não solucionados são maiores no Paraná, com 9.281 casos, no Espírito Santo, com 8.893, e no Rio de Janeiro, com 8.524. Entre os cinco primeiros ainda figuram a Bahia, com 6.903 inquéritos em aberto, e Minas Gerais, com mais de 5.419 assassinatos não esclarecidos. Este quadro pode ser até mais grave, isso porque vários estados e o Distrito Federal não repassaram informações e outros forneceram dados parciais. Os números deste estudo pioneiro, sem dúvida, impressionam e deixam preocupadas as mais experientes autoridades, habituadas a lidar com a violência e a impunidade no Brasil. Um volume tão elevado preocupa já que, nesta estatística, não estão computados outros delitos como, por exemplo, tráfico de drogas e contrabando de armas. Em alguns estados podemos nos deparar com problemas de gestão. Mas, inquestionavelmente, estamos diante de deficiências estruturais e da falência do atual modelo de segurança pública, que atribui esta competência exclusivamente aos estados. Sabidamente a escassez de recursos nos estados asfixia os orçamentos e os investimentos em segurança estão muito aquém do que nossa realidade aconselha. Novos mutirões da justiça poderão contribuir para atenuar o problema, mas não terão alcance e nem eficácia para solucionar um quadro tão dramático. Neste aspecto, a recente reforma do Código do Processo Penal, que ainda vai ser analisada pelos deputados, precisa ser sopesada. A criação de um segundo juiz para acompanhar o processo após a denúncia pode representar procrastinação e aumentar o volume da pilha de 60 mil inquéritos sem solução.

A respeito de um fato real acontecido no Espírito Santo faço uma reflexão ética e jurídica, que me parece pertinente em qualquer lugar. Desejo partilhar com eventuais leitores esta reflexão. A hipocrisia da sociedade é, às vezes, revoltante. Não vejo nenhuma reação social à exibição de atrizes nuas, rodopiando sensualmente em canais abertos de televisão, em horários franqueados a todas as idades. Interesses comerciais altíssimos estão em jogo nesses casos. O lucro é franquia para qualquer comportamento, mesmo aqueles que agridem nossos filhos, nossas filhas, nossos netos, nossas netas. Os artigos da Constituição Federal que determinam tenha a televisão finalidade educativa, com a criação de um Conselho Nacional de Comunicação Social, formado por representantes da sociedade civil, ainda dependem de efetivação honesta, não obstante a Constituição tenha ultrapassado vinte anos de vigência. A regulamentação séria e a execução independente desses artigos reduz o lucro e ai de quem queira mexer com o “deus lucro”. Não se vê qualquer relação (ou se vê, mas se finge não ver) entre a cena da atriz nua que rodopia com luxúria diante de milhões de pessoas e a cena da pobre Leidiane, que também rodopia, igualmente nua, diante de um público de, quando muito, duas centenas de pessoas. O fato, que aconteceu em Vitória, teve repercussão nacional. Leidiane rodopiou para ganhar setecentos

reais. Viúva, com três filhos, tendo ainda sob responsabilidade a Mãe, foi tentada pela promessa de recompensa. Quem são os responsáveis por esses bailes que propiciam clima para essas coisas? Quais os interesses econômicos que estão atrás de tudo? A sociedade está preocupada em exaltar valores positivos, em formar a juventude, em assegurar escola pública de ótima qualidade para todos? A sociedade está engajada no esforço de formar cidadãos e cidadãs que encontrem seu lugar no mundo? A sociedade está abrindo canais de esperança e de futuro para milhões de pessoas que suplicam por uma oportunidade de trabalho? Ou a sociedade só sabe levantar o braço pedindo que Madalena seja apedrejada? Não apedrejem Leidiane. Eu me solidarizo com essa moça e com sua família. Eu me solidarizo com a Mãe de Leidiane, que teve uma crise nervosa na Delegacia, vendo a filha ser fotografada e filmada. Não pode um gesto impensado destruir a vida de uma jovem, comprometendo inclusive o sossego de seus filhos, ainda pequenos. Se o inquérito chegar à Justiça, tenha complacência com Leidiane, juiz ou juíza a quem couber o caso. Temos de defender valores morais, sim. Temos de velar para que o sexo, um dom de Deus, não seja banalizado. Mas temos de ter misericórdia também. A lei não existe para ser interpretada friamente. Em alguns momentos é preciso que o intérprete pouse sobre a lei um olhar de ternura.

O JORNAL Diretor-Executivo Sálvio de Taine Maciel salviomaciel@ojornal-al.com.br

Marcial Lima Professor

Essa semana, um fato foi exposto. Um alagoano, ciceroneando turistas amigos, ao visitar um equipamento cultural, perguntou à servidora, que respondia por aquele espaço, por seu superior, componente do primeiro escalão do governo municipal. Ela disse não conhecê-lo. E não fazia alusão ao conhecimento pessoal. Não o conhecia pelo nome, não sabia de sua existência. E, mercê da insistência dos visitantes, a jovem, candidamente, justificou: “Moço, muita gente passa por aqui”. O evento me remeteu ao dia em que, diante da galeria de fotos dos gestores que estiveram na secretaria estadual de Educação, resolvi levantar a média de permanência de seus titulares. Era de dez meses. No momento, refleti: que tipo de gestão poderemos esperar de tamanha rotatividade e da variedade de perfis que ali estão? Questão que se agrava quando sabemos que, quando das substituições, tem-se como hábito mudar do chefe de gabinete ao motorista. Como se pensassem: onde houver um cargo comissionado, uma função gratificada, “serve aos meus”. Retomando ao início deste artigo, acautelo-me para não cair no simplismo do pré-julgamento, adjetivando os envolvidos, pois o que vem a público é, apenas, um ângulo da questão. Não quero classificar o fato como bizarro, lamentável ou sintomático. Mas, coincidentemente, os aspectos que vêm sendo priorizados entre os analistas da efetividade na Gestão Pública são, justamente, os descompassos, em terras tupiniquins, motivados pelos equívocos resultantes da ausência de capacitação técnica, pela incipiência conceitual, pelo pensar em curto prazo, pela descontinuidade de programas e projetos, pelo isolamento dos órgãos públicos, que atuam considerando, só e tão-somente, seu quintal; pela ausência de ação comunitária, pelo estranhamento dos gestores diante de qualquer reclamo republicano. A alternância é exigência básica na democracia. Espanta, no entanto, quando políticos, com prazo de permanência já estipulado, brigam por cargo público tendo como único foco as eleições que se aproximam. Sem qualquer projeto voltado para o bem comum, para alcançarem seu intento, negociam instantes no guia eleitoral, buscam a visibilidade momentânea, acomodam os seus, regateiam votos no parlamento. Quando no cargo, não têm a mínima preocupação com o que vinha sendo feito. Têm pressa. Por assim ser, após o pleito eleitoral, ao se propor mudanças, é comum ouvir-se dos servidores efetivos: calma, somos da casa, vocês estão aqui de passagem. É! A atitude da moça, lá do começo, talvez tenha algum sentido. Em face de tão alta rotatividade, saber dos chefes de plantão é apenas um detalhe. Afinal, tanta gente passa por aqui... Cartas à Redação: opiniao@ojornal-al.com.br

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Nacional

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Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: nacional@ojornal-al.com.br

605 mil falham com o Bolsa Família Taxa representa 3,45% do total de beneficiados; Ministério do Desenvolvimento Social vai notificar 400 mil famílias Fazer com que o filho seja um estudante assíduo é uma das condições fundamentais para que as 12 milhões de famílias participantes do Programa Bolsa Família recebam o auxílio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Social. Mas, nos últimos dois meses letivos, 605.388 crianças e adolescentes não cumpriram as metas de frequência escolar estabelecidas pelo programa: presença em 85% das aulas para alunos de 6 a 15 anos e em 75% para estudantes de 16 e 17 anos. Apesar de representar pouco diante de todos os beneficia-

dos – que ultrapassam os 17 milhões em todo o País –, as faltas desses 3,45% dos participantes são motivo para preocupação dos ministérios que cuidam do Bolsa Família. “O programa é muito grande e o número percentual de descumprimento, pequeno. Mas há muitos alunos com problemas para continuar na escola e merecem um olhar mais próximo”, afirma Cláudia Baddini, diretora de condicionalidades do Programa Bolsa Família. O relatório de acompanhamento da frequência escolar mostra que, em outubro e no-

vembro, as causas mais apontadas para justificar as faltas dos alunos foram doença (18% dos que descumpriram) e abandono (22%). No primeiro caso, as ausências não comprometem o recebimento do benefício. Mas no segundo, sim. A explicação de Cláudia é simples: os pais não podem controlar a doença dos filhos, mas podem evitar que eles larguem os estudos. Entre os 605 mil estudantes que não cumpriram as exigências do programa, mais de 70% apresentam justificativas que podem comprometer a manutenção da bolsa mensal. São cri-

anças e adolescentes que deixaram de ir à escola por causa da negligência dos pais, porque trabalham, sofrem violência ou discriminação, se desinteressaram pelo ambiente escolar ou desistiram de continuar estudando. Professores ou coordenadores são responsáveis por preencher os formulários de frequência criados pelo programa para acompanhar as crianças. É importante notar que as justificativas variam de acordo com a idade analisada. Entre os estudantes de 6 a 15 anos, 81 mil faltaram às aulas por negligência dos pais, 63 mil por desinteresse

ou desmotivação e 75 mil abandonaram os estudos em outubro. Em novembro, os números praticamente se repetem. “É pouco, mas é grave percebermos que há cerca de 300 crianças que faltaram porque foram submetidas a trabalho infantil”, ressalta. No caso dos jovens (com 16 e 17 anos), 80% dos 114 mil e dos 112 mil estudantes que não atingiram a meta de frequência escolar em outubro e novembro, respectivamente, apresentaram justificativas que afetam a manutenção do benefício. A causa mais apontada para a falta desses jovens é a desistência dos es-

tudos. Em novembro, 52 mil abandonaram o colégio (46,70% do total de descumprimentos). “Ao final do ano, há um aumento do descumprimento, principalmente se olharmos para os jovens”, analisa Cláudia. Ela ressalta que as informações são dadas pela própria escola. “É o olhar da escola sobre o aluno. Às vezes, o que é considerado negligência por professores é falta de condição familiar mesmo”, diz. Por isso, as equipes de assistentes sociais do programa têm feito um acompanhamento mais próximo de quem não cumpre as metas.

Projeto acompanha famílias uma a uma Ainda em experiência, um projeto acompanha 18 mil famílias. Em reuniões e parcerias, os assistentes procuram identificar as necessidades de cada família e incluí-las em outros programas sociais. A proposta é ajudá-las a manter os filhos na escola e recebendo o benefício, que varia de R$ 22 a R$ 200. Em outubro, 110 mil deixaram de ir à escola porque estavam doentes. No mês seguinte, 94 mil. Ações podem ser tratadas para melhorar esse índice. No início do ano, 400 mil beneficiários serão notificados por não terem cumprido as exigências. Os reincidentes têm o benefício bloqueado por 30 dias. Depois podem ser suspensos e, só na quinta repetição são cancelados. As famílias podem apresentar recursos. “Isso leva tempo e a intenção não é cancelar. Dessas 400 mil notificações, menos de 4% viram cancelamentos”, destaca Claudia. NOS ESTADOS - Os dados mostram que São Paulo é o Estado no qual a taxa de descumprimento da frequência exigida pelo programa foi a mais alta: 8%. No total, 133.210 beneficiários do Bolsa Família faltaram mais do que deveriam às aulas. As porcentagens mais altas seguem nos Estados de Mato Grosso do Sul (6,53%), Rio Grande do Sul (5,91%), Paraná (5,8%) e Espírito Santo (5,57%). Na outra ponta, os Estados onde as crianças tiveram participação mais alta às aulas são Amapá (1,23%), Pará (1,3%), Piauí (1,65%) e Distrito Federal (1,66%), Maranhão (1,78%), Rondônia (1,87%) e Acre (1,98%). Segundo o MEC, os menores Estados e municípios têm menos beneficiados e, com isso, acompanham mais facilmente a trajetória de cada aluno.

Evasão escolar entre as famílias incluídas no programa federal é maior em São Paulo e menor no Amapá

Sem o retorno das informações Nos últimos anos, o governo federal realizou campanhas nos municípios atendidos pelo Bolsa Família para que houvesse mais controle sobre as condições exigidas para manutenção dos benefícios. As chamadas “condicionalidades” do programa são divididas em três áreas: saúde, educação e assistência so-

cial. Na saúde, os pais precisam manter o cartão de vacinação das crianças menores de 7 anos atualizado e os mais velhos frequentando postos de saúde. Este mês, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome recebeu informações sobre a frequência escolar de 15,5 milhões de alu-

nos de 6 a 17 anos, que podem ser beneficiados pelo programa, que representa o monitoramento de 88% dos beneficiários. Em 2005, quando o MDS e o MEC desenvolveram um sistema para controlar a presença dos alunos, o governo só recebia informações de 6,3 milhões de crianças e adolescentes.

Entenda os critérios de pagamento O Bolsa Família atende a famílias com renda per capita de até R$ 140. A renda é calculada a partir da soma dos recursos que todas as pessoas recebem e dividida pelo número de pessoas do domicílio. Se a renda média for de até R$ 70, a família é considerada extremamente pobre e recebe o benefício básico de R$ 68 e, se tiver

crianças e adolescentes de 5 a 15 anos na escola, ganha R$ 22 por cada um, num limite de até três pessoas por família. Além disso, se mantiver até adolescentes de 15 a 17 na escola, pode receber mais R$ 33 por cada um. O total recebido pode chegar, no máximo, a R$ 200, com a permanência de cinco pessoas na escola.

As famílias que ganham renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 não recebem benefício básico, mas apenas o variável, de acordo com o total de famílias na escola. Além de manter crianças e adolescentes na escola, as famílias beneficiárias devem manter crianças com vacinação em dia e gestantes fazendo exames pré-natais.

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Imigrantes latinos sofrem cerco nos EUA Arizona tornou inglês língua oficial e cobra três vezes mais para estrangeiros que querem cursar faculdade Na campanha presidencial de 2008, o candidato republicano John McCain visitou em 25 de agosto a Central High School, onde sua mulher Cindy havia completado o ensino médio. Mas o colégio antes “branco” e de classe alta agora era em sua maioria hispânico, o que fez o presidenciável perguntar, segundo Craig Pletenik: “Mas aqui ainda é uma escola normal?” Ao que ouviu de um professor: “Sim, continua uma escola normal. A única diferença é que são estudantes mais pobres e latinos.” Juntamente com as outras 16 escolas que compõem o Distrito de Ensino Médio de Phoenix, a Central High School é um exemplo da mudança demográfica por que passou o Estado americano do Arizona nos últimos 15 anos – de majoritariamente branco para um

número crescente de hispânicos. De acordo com Pletenik, que é gerente de Relações Comunitárias do distrito escolar, enquanto em 1985 mais de 50% dos alunos eram anglosaxões e o número de latinoamericanos não chegava a 30%, atualmente 78% dos 25 mil estudantes das 17 escolas são hispânicos. “Hoje apenas 6% dos nossos estudantes são brancos. Ou seja, 94% são hispânicos, negros, asiáticos, indígenas”, afirmou. “De todos os nossos estudantes, 60% vêm de casas onde a primeira língua é o espanhol”, disse. Com o mesmo fenômeno acontecendo em outros distritos escolares do Estado, a reação à ascensão dos imigrantes e seus descendentes veio em uma série de medidas, incluindo uma aprovada em 2000,

quando se estabeleceu o inglês como língua oficial do Estado. Lei similar está em vigor na Califórnia e Minnesota e foi aprovada em Oklahoma paralelamente às eleições legislativas de 2 de novembro. “Na educação, isso significou que não poderíamos ensinar em outra língua que não o inglês. Tudo que oferecêssemos aos estudantes - livros, instruções, materiais nas classes – tinha de ser em inglês”, explicou a educadora Noemi Cortes. Para a especialista em Aquisição de Idiomas do Distrito Escolar de Osborn, enquanto a medida foi justificada como a forma de fazer com que todas as crianças e jovens do Estado se tornassem adultos fluentes em inglês, haveria na verdade um desconforto de parte da população em ouvir nas ruas um idioma que não compreendem e ver anúncios escritos nessa língua.

Estandes vazios no Gran Mercado de Phoenix; feira hispânica teve queda de 80% no uso de sua capacidade

Imersão no inglês 4 horas por dia Leis migratórias e crise econômica Para acelerar a aprendizagem do inglês na categoria de English Language Learning (ELL, Aprendizagem da Língua Inglesa, em tradução livre), os alunos no ensino médio têm de cumprir quatro horas diárias de classes que incluam conversação, leitura, redação e gramática. “Se os estudantes serão submetidos a essa imersão no ELL, quando vão estudar matemática, ciências, arte? Eles não serão capazes de se graduar em quatro anos. É injusto segregá-los”, disse Pletenik. O objetivo da intensidade do programa, afirmou o gerente de Relações Comunitárias, seria acelerar o processo para retirar os estudantes dessa categoria em curto prazo – e econo-

mizar dinheiro. “Cada distrito escolar do Arizona recebe anualmente US$ 6 mil por estudante. Para ensinar inglês, gastamos uns US$ 500 a mais”, calculou, acrescentando que muitos educadores avaliam que esse adicional não é suficiente para tornar alguém fluente no idioma. Segundo Pletenik, o Estado também tornou os testes mais fáceis para garantir um maior índice de aprovação e limitou a um ano o financiamento do programa para cada aluno. “Apesar de os especialistas nunca dizerem isso, essas medidas são antiimigração”, disse. Outra ação que teve como alvo os imigrantes ou seus descendentes foi aprovada em

2006, obrigando-os a comprovar a cidadania para cursar uma universidade. Se não conseguirem, têm de pagar a mensalidade cobrada de quem vem de outro Estado – três vezes mais. “Em vez de desembolsar US$ 8 mil por ano, os que não têm documentos pagam US$ 22 mil”, afirmou. Por conta disso, segundo Pletenik, há casos de estudantes promissores que tentam conseguir bolsas para estudar em outros Estados. “Estamos tendo uma fuga de cérebros. Os melhores estão deixando o Arizona para que tenham melhores oportunidades em outros lugares”, disse.

No Gran Mercado da capital do Arizona, Phoenix, as boasvindas são dadas por corredores vazios e estandes sem compradores. Em uma rápida caminhada pela feira hispânica, que funciona nos fins de semana para a venda de produtos que vão de chapéus típicos, calçados e roupas a alimentos e bebidas, fica claro que no local já houve um número bem maior de comerciantes. Os espaços vagos e a falta de público denunciam: muitos latino-americanos partiram. Apresentado como "Um pedacinho do México em Phoenix", o Gran Mercado tem atualmente 20% de sua capacidade utilizada, de acordo com o gerente-geral Hector Padilla, de 40 anos. "Antes havia 700 a 800 vende-

dores, mas atualmente trabalham aqui entre 100 e 200", afirmou o guatematelco, que começou a gerenciar a feira em 1994, três anos depois da inauguração. Com a queda na arrecadação de aluguéis dos estandes e no número de visitantes - de mais de 2 milhões para 520 mil por ano -, o proprietário americano do Gran Mercado demitiu 300 empregados, contou Padilla. VENDAS - Adiminuição no número de latino-americanos foi sentida pelos vendedores do Gran Mercado, onde Padilla diz que só trabalham migrantes legalizados. “Há dois ou três anos, ganhávamos US$ 3 mil por fim de semana. Agora, são uns US$ 400”, afirmou o vendedor mex-

icano Manuel Soto, de 49 anos, que chegou aos EUA com 13 e teve seu status regularizado cinco anos depois. Há 40 anos no país, Francisco Medina relata situação similar. “Em 2001, cheguei a faturar US$ 17 mil por fim de semana. Agora ganho US$ 300”, disse o mexicano de 67 anos, que comerciava CDs e passou a vender salgadinhos com a queda gradual de movimento. Segundo ele, que conseguiu a cidadania americana cinco anos depois de chegar aos EUA, o golpe definitivo contra a presença de hispânicos no Estado foi a controvertida lei de imigração SB1070, que propõe a apropriação de competências federais pelo Estado para prender ilegais.

Brechas dão lugar a curso bilíngue Recessão e lei para o empregador Aproveitando-se de três brechas na legislação que estabeleceu o inglês como língua oficial do Arizona, o distrito de Osborn conseguiu manter um programa bilíngue para crianças do ensino fundamental, que neste ano completou 15 anos, contou a educadora Noemi. Aprimeira brecha para matricular crianças cujo primeiro idioma não seja o inglês é a permissão para um ensino bilíngue se houver confirmação de que os alunos são oralmente profici-

entes na língua inglesa. “Então aplicamos um teste e, se as crianças se qualificam, podem ser matriculadas”, disse. Asegunda lacuna é o fato de que qualquer criança com pelo menos 10 anos pode participar do programa, independentemente de sua proficiência em inglês. “Por que 10 anos se tornaram a idade crítica? Suponho que seja porque alunos nessa faixa etária escrevem em sua língua materna, o que facilitaria a transição para o inglês”, afir-

mou Noemi. De acordo com a educadora, a última brecha é usada raramente e refere-se a casos extremos de estudantes que não conseguem se adaptar a um ensino exclusivo em língua inglesa. Dos 3 mil alunos do Distrito Escolar de Osborn, composto por seis unidades de ensino, 30% fazem parte do programa de ensino bilíngue de inglês e espanhol, cujo objetivo é alfabetizar as crianças e torná-las fluentes nos dois idiomas.

O ano é sintomático por marcar o início da recessão americana e a entrada em vigor no Arizona da Lei de Sanções ao Empregador, que determinou a emissão de multas contra empresários que empregassem imigrantes ilegais. Aprovada em 2007 para começar a ser aplicada em 1º de janeiro do ano seguinte, a legislação fez com que muitos migrantes, em sua maioria hispânicos, ficassem sem possibilidade de sustento. “Perto do Natal de 2007, conheci um eletricista que

havia sido demitido com outros 89 colegas. Seu chefe resolveu pôr todos na rua ao saber da nova lei”, contou James Garcia, diretor de Comunicação da Câmara Hispânica de Comércio do Arizona. Arecessão que se seguiu à crise econômica de 2008 também foi outra causa de desemprego. Como um em cada três postos de trabalho no Arizona relacionavase à construção civil e à habitação, com grande parte dessas vagas sendo ocupadas por hispânicos,

o colapso do setor em todo o país atingiu desproporcionalmente o Estado. “Desde 2007, estima-se que o Arizona tenha perdido cerca de 350 mil empregos (equivalentes a 5,3% da população de 6,6 milhões). Destes, 20% a 22% provavelmente foram no setor de construção”, afirmou Garcia. Sem muitas chances de conseguir emprego, pelo menos 100 mil imigrantes ilegais deixaram o Estado em 2008, segundo estimativa do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

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Caso Bruna: pai tenta reaver a filha Eduardo Vasconcelos pede na Justiça, desde 2004, a guarda da filha, que foi levada ilegalmente para os EUA Alessandra Vieira Elô Baêta Repórteres

Foi através de um amigo que Eduardo conheceu Michelly. Logo, troca de olhares e pequenas gentilezas comuns aos enamorados passaram de esporádicos a constantes encontros. Namoro selado, mas longe de chegar perto daque-

las duradouras histórias de amor que terminam aos pés do altar ou diante do juiz. Teve um fim. “Ela tinha voz mansa, aparentava ser tranquila, mas só aparentava... Era, na verdade, muito ciumenta e agressiva... Brigávamos muito... Por isso resolvi terminar...”. Depois de algum tempo, a recaída em um encontro casual resultou na surpresa: Michelly

estava grávida. A notícia soou como um presente para Eduardo e sua família. Era a oportunidade de tornar os seus pais avós. Sete de setembro do ano de 1997. Bruna Maria nasce na Maternidade Frei Fabiano, em Maceió. A pequena crescia em constante convívio com o pai, embora Eduardo e Michelly não fossem casados. Sete anos

depois, uma sequência de fatos desencadeados pela mãe de Bruna iria separar Eduardo da filha... Em 2004, a alagoana Michelly de Paula, 32, daria início a um drama pouco comum em Alagoas. Após assumir namoro com o norte-americano Rodney Richards e o desejo de se casar e morar nos Estados Unidos, comunica a inten-

ção de levar a pequena Bruna Maria Vasconcelos com ela. A ideia não agradou ao pai Eduardo Vasconcelos, 36. “Naturalmente fui contra. Não queria que minha filha ficasse na dependência moral e financeira de uma pessoa que a própria mãe mal conhecia. Eu nunca o vi pessoalmente, mas não tenho boas referências dele. Certo dia, minha filha

disse que, em um quarto de motel, durante uma viagem que fez com a mãe e o americano, presenciou a Michelly apenas de calcinha, se ‘abraçando’ com Rodney, que estava apenas de cueca. Entrei em contato com ela, pedindo que evitasse essa situação diante da filha, ela negou, disse que era fruto da imaginação de Bruna”.

Trama planejada para sair do País Mas Michelly insistia na ideia da viagem, alegando ser uma oportunidade de “mudar de vida”, já que no Brasil vivia apenas da pensão que Eduardo pagava “religiosamente em dia” para cobrir todas as despesas da filha. “Sugeri que ela fosse, mas que Bruna ficasse comigo e depois de um ano voltaríamos a conversar sobre o assunto para decidirmos o que fosse melhor para a nossa filha. Ela fingiu concordar...”, disse Eduardo com exclusividade ao O JORNAL. Tempos depois, Michelly procurou Eduardo solicitando que assinasse o passaporte de Bruna. Era o primeiro ato de uma trama ousada. “Inicialmente, também não concordei. Ela disse que isso não estaria autorizando a viagem de Bruna e que,

como ela tinha solicitado o passaporte das duas, caso eu não assinasse, o processo dela teria que ser recomeçado, e isso iria prejudicá-la. Como eu pretendia fazer uma viagem para a Disney com minha filha, resolvi ir à Polícia Federal me certificar do que eu estaria assinando. Fui informado por um agente que realmente não estaria autorizando a viagem, isso seria apenas a emissão de um documento de identidade internacional e que, para viajar, a criança necessitaria de uma autorização minha. Com o objetivo de não prejudicar os interesses da mãe em se casar com o americano, assinei a emissão do Passaporte. Não imaginei que, neste momento, estaria facilitando uma ação criminosa que Michelly planejava”. (A.V. e E.B.)

Ousadia para enganar a Justiça Foi no Recife que a mãe em um voo da American Air de Bruna seguiu com o seu Lines para Denton, no Texas. plano. Entrou com um pedi- Descobriram também toda a do de autorização de viagem trama feita por Michelly para no Juizado da Infância e da conseguir a autorização de Adolescência informando que viagem de forma fraudulenta, residia na capital pernambu- aparentemente enganando a cana, segundo Eduardo, apre- Justiça pernambucana. Não sentando um comprovante de posso acreditar que o juiz residência de uma amiga de tenha tido participação nesse sua mãe e alegando que ele crime”. se encontrava em local “incerto e não sabido”. “Declarou INVESTIGAÇÕES ainda que eu era um pai au- Daniel Fantini, delegado da sente e que não pagava pen- Polícia Federal de Minas são há mais de dois anos. Por Gerais - à época atuando em isso, o juiz autorizou a via- Alagoas -, prosseguiu as ingem após ter me intimado por vestigações. De acordo com edital, do qual não tomei co- as declarações de Eduardo, nhecimento porque sempre indiciou Michelly em um provivi em Alagoas ”. cesso criminal que está Uma jogada de em fase conclusiva na mestre. Era tudo o que Justiça Federal e pediu Michelly precisava a prisão preventiva da para dar continuidade mãe da menina, mas “Não ao seu plano. A ida a teve seu pedido negaPernambuco era a ga- sabíamos do. “Identificamos que rantia de que Eduardo a mãe de Bruna se o que não teria como provar fazer nem valeu de uma autoriseu constante convívio zação da Justiça pera quem com a filha e, portanto, nambucana com inforrecorrer” mações falsas, afirnão estaria em “local incerto e não sabido”, mando que residia em fator determinante Pernambuco e que a para a publicação do criança não via o pai há edital, o qual descodois anos, mas Bruna sempre nhecia por sua circulação ser viveu e estudou em Maceió. apenas a nível estadual. Entramos em contato com a Interpol (Polícia Internacional) DESESPERO - Em maio para saber onde a menina esde 2005, um telefonema de tava residindo nos Estados Michelly concretizou o drama: Unidos e solicitamos a prisão Bruna tinha sido levada para preventiva de Michelly. A os Estados Unidos sem o co- Justiça pernambucana foi innhecimento de Eduardo. “Eu duzida a erros, é difícil atribuir e meus pais ficamos desespe- responsabilidades. As mentirados. Não sabíamos o que ras possibilitaram a autorizafazer nem a quem recorrer. ção”, explicou Fantini, afirMeu pai deu queixa nas polí- mando que a vida de Bruna cias Civil e Federal. A Civil era constantemente acompafez muito pouco, apenas con- nhada tanto pelo pai quanto firmou que a mãe e minha pelos avós paternos. “As fotos filha não se encontravam no apresentadas por ele comproendereço de residência e que vam a estreita convivência”, os familiares não sabiam infor- completa. (A.V. e E.B.) mar onde elas estavam. A Polícia Federal foi mais ativa e rapidamente descobriu que Continua nas páginas a mãe e a menor embarcaram A10, A11 e A12.

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Fotos: Arquivo pessoal

Viagem sem autorização O pesadelo estava apenas começando. No Recife, Eduardo tentou revogar a autorização de viagem, “em decisão, a juíza Valeria Bezerra Pereira Wanderley, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Pernambuco, declarou em despacho que os erros processuais do juiz Robinson José de Albuquerque Lima, responsável pelo documento autorizando a viagem de Bruna, foram muitos e evidentes, que sua decisão foi lesiva aos interesses do pai, mas que nada poderia fazer, já que a viagem já teria sido consumada e que era um fato sem retorno”. Sob a orientação do Ministério Público de Pernambuco, o processo em Alagoas foi iniciado. No final de 2005, Eduardo e os pais obtiveram uma Ordem de Busca e Apreensão da menor e Carta Rogatória – pedido que deve ser encaminhado ao órgão jurisdicional de outro país para que este colabore na prática de um determinado ato processual - expedida e traduzida por tradutor juramentado. “Esses documentos não foram envia-

dos à Justiça dos Estados Unidos por conta de a Justiça alagoana não saber os caminhos corretos para fazê-los chegar ao juiz americano”. “Fui informado que se tratava de uma execução e que, entre Brasil e Estados Unidos, execuções deveriam ser cumpridas através de Pedido de Extradição, e não de Cartas Rogatórias. Como o caso não se enquadrava para um Pedido de Extradição, a decisão do juiz estadual nunca foi cumprida”. Uma informação equivocada da Justiça de Alagoas que agravaria ainda mais a situação. Mais tarde, Eduardo tomaria conhecimento da importância não só da emissão como também do prazo de envio da Carta Rogatória exigido por lei. AÇÃO - Em seguida, a procuradora Niedja Kaspary da Procuradoria Geral da República em Alagoas, moveu ação na Justiça Federal baseada no Tratado de Haia (leia mais sobre o tratado no box, pág.12). “Após longo período, onde ficaram comprovados

meus direitos como pai, o cumprimento de minhas obrigações e a forma criminosa como a mãe conseguiu a autorização de viagem sem meu consentimento, tivemos a Decisão da juíza Cíntia Menezes Brunetta de Ordem de Busca e Apreensão da menor e consequente guarda ao meu favor”. De acordo com Eduardo, após o processo de tradução e encaminhamento da Decisão à Autoridade Central Administrativa Brasileira, ficou sabendo de que necessitaria de advogado nos Estados Unidos para dar entrada no documento e acompanhar o caso. “Mas eu não tinha dinheiro para contratar advogado particular. Um ano depois, a Autoridade Central Administrativa Brasileira me conseguiu dois advogados pro-bono (sem custos) nos Estados Unidos. Finalmente dei entrada no Processo Judicial no Estado do Texas, baseado na Carta Rogatória e no Tratado de Haia”. (A.V. e E.B.). Continua nas páginas A11 e A12.

Bruna sorridente com o pai Eduardo durante uma das festas de aniversário que passou ao lado dele

Bruna em uma viagem com a avó paterna

Em uma festa, vestida de matuta, com o avô

Bruna e as colegas de turma divertindo-se na sala de aula quando ainda morava e estudava em Maceió

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Peleja nos tribunais americanos desde o início do ano Estava iniciada a batalha para ter Bruna de volta; agora, nos tribunais. No início de janeiro deste ano, Eduardo foi informado pelos advogados americanos Michael Ramirez e Melinda Bali que haveria audiência e que era necessária a sua presença nos Estados Unidos. Em Dallas, Eduardo contatou seus advogados e apresentou os últimos documentos solicitados, entre eles, fotos, recibos de Pensão Alimentícia e outras evidências do seu contato com a filha. “Fui, inclusive, informado que a mãe declarou que minha filha tinha sido diagnosticada com epilepsia e que

o possível motivo seria as minhas agressões físicas a ela. Fiquei transtornado, a notícia foi muito dura para mim. Minha filha havia desenvolvido uma doença grave e as calúnias da mãe tinham atingido níveis doentios. Nunca dei sequer um beliscão em minha filha. Bruna sempre foi uma criança muito obediente e educada, uma filha exemplar e maravilhosa. A melhor filha que um pai poderia ter”, declarou Eduardo de um hotel em Dallas, no Texas, onde está hospedado desde o último dia 11. 13 de janeiro de 2011. Tribunal do Estado do Texas.

Antes do início da audiência, que duraria mais de sete horas, Eduardo aguardava a chegada de Bruna na esperança de lhe entregar sua boneca favorita. “Fui proibido pelo juiz de ter qualquer tipo de contato com minha filha, de sequer falar com ela. Vi Bruna entrar de cabeça baixa. Não me olhou. Em seguida entraram a mãe e o americano, que não me dirigiram o olhar, mesmo percebendo que os olhava diretamente”. Ainda no tribunal, Eduardo sofre mais um duro golpe: o sobrenome de sua filha não era mais Vasconcelos, e sim Richards,

e o americano, seu tutor. “Naturalmente fiquei indignado com isso, mas mantive a calma”, diz. Durante a entrevista, o pai de Bruna afirma ter sido o depoimento de Michelly cercado de mentiras e contradições. “Ficou evidente para todos, inclusive para o juiz, que fazia caretas quando ela se contradizia e, por vezes, invocava termos legais para se esquivar de determinadas resposta, obviamente, orientada por seus advogados. Outro crime que ela terá que responder será o de alienação parental (quando um dos pais treina a criança para que ela rompa os

laços afetivos com o outro genitor), isso ficou muito claro. Para Eduardo, durante o depoimento, o americano agiu com frieza. “Ele é muito frio... Deu-me a impressão que tudo tinha sido planejado por ele, que diz não poder ter filhos e resolveu patrocinar essa ação de rapto internacional de menor”. Bruna também foi ouvida, mas em particular, pelo juiz. A principal questão, para a Justiça americana, era a comprovação da remoção ilegal da menor e o descumprimento do Tratado de Haia. “No final, o juiz disse aos meus advogados que não era

sua decisão ainda, mas que não esperassem que ele retirasse uma filha de perto da mãe, de onde estava perfeitamente adaptada. Deu a entender, ainda, que se valeria do fato de a Carta Rogatória não ter sido emitida até um ano após a remoção da criança. Disse também ter percebido que houveram diversos crimes cometidos por Michelly, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e que havia outros meios de fazer cumprir a decisão da Justiça Brasileira, mas não na sua corte. Ficamos arrasados! Foi praticamente uma antecipação da sua decisão”. (A.V. e E.B.)

Fotos: Arquivo pessoal

Ação de adoção: um duro golpe Ainda sob o efeito da provável decisão da Justiça americana favorável à mãe de Bruna, Eduardo é intimado por um oficial de Justiça com Ação de Adoção de sua filha por Rodney, que, a essa altura, já estava casado com Michelly. Eduardo conta que recebeu orientações dos seus advogados para responder à ação, caso contrário, correria

à revelia e perderia todos os seus direitos de pai. Foi informado, ainda, que, por se tratar de Direito de Família, deveria procurar o Consulado Brasileiro, em Houston, na Flórida, a fim de conseguir um advogado. “Procurei o Consulado em busca de ajuda, pois não tenho condições financeiras de pagar um advogado. O

cônsul afirmou que apenas poderia indicar o nome de um profissional brasileiro com escritório em Dallas, que os Estados Unidos são um país capitalista, que aqui advogados realmente cobram caro e que eu não teria como ter assistência jurídica gratuita pelo Estado, já que não sou cidadão americano”. (A.V. e E.B.)

Bruna ao lado de sua boneca preferida, que Eduardo ansiava entregar a ela na audiência nos EUA

No nome, menor perdeu o sobrenome do pai, que foi substituído pelo do americano casado com Michelly

Investigações do caso em Alagoas Na 1ª Vara da Justiça Federal de Alagoas há um Processo Criminal contra Michelly de Paula por declarações falsas e sequestro internacional de menor. “Na Ação Penal movida contra a mãe de Bruna, o Ministério Público acusa Michelly de falsificação de documentos para a retirada da criança do Brasil”, explica o juiz André Tobias Granja, ressaltando não poder dar mais informações sobre o caso por determinação da Lei Orgânica Nacional da Magistratura, que não permite a concessão

de entrevistas sobre casos concretos. De acordo com informações obtidas na Justiça da Infância e da Juventude de Alagoas sobre os trâmites para a retirada de menor do País, uma série de fatores possibilitaram a saída de Bruna do Brasil em companhia da mãe: a solicitação da Autorização de Viagem no Juizado de outro Estado (Pernambuco), a alegação de que Eduardo estava em “local incerto e não sabido”, além da comprovação falsa de endereço domiciliar.

O JORNAL também foi ao endereço onde mãe de Bruna residia em Maceió. Recebida por Paola Rachel Cavalcante, que se apresentou como prima de Michelly, a jovem confirmou: “Sim, ela está nos Estados Unidos”. A promessa era de que Paola iria entrar em contato com a prima no dia seguinte, mas a reposta, já era esperada. “Ela me disse que não tem nada a ver com isso. Não quer falar sobre o assunto”. (A.V. e E.B.) Continua na página A12.

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Sequestros internacionais estão cada vez mais comuns Dramas assim, embora inusitados em Alagoas, são bastante comuns em outras partes do mundo. Segundo dados publicados no site BBC Brasil, foram registrados, em 2008, 1.082 casos envolvendo 1.615 crianças sequestradas dos Estados Unidos por um dos pais. Um aumento de 36% em relação aos 794 casos de 2007. Em 2006, foram 642 casos. Ainda segundo o site, o senador republicano Rush Holt,

afirmou recentemente no Congresso dos EUA, durante uma audiência sobre o tema, que: “Em um mundo incrivelmente conectado, americanas e americanos estão cada vez mais encontrando seus parceiros em outras partes do Planeta. Em casos extremos, os parceiros estrangeiros removem filhos desse país”. Segundo a G1, 27 casos de sequestros internacionais foram registrados junto ao governo brasileiro. Em todos

eles, crianças e adolescentes são levados por um dos pais, sem o consentimento do excônjuge. Das 82 crianças que o Brasil tenta repatriar, 18 estão nos Estados Unidos. O segundo país que mais mantém crianças brasileiras de forma supostamente irregular é Portugal, com 12 casos, seguido de Itália, com 11 casos. Recentemente, no Brasil, o caso de maior repercussão é o do garoto Sean Goldman, que nasceu nos Estados Uni-

dos, veio com a mãe, Bruna Bianchi, passar férias no Brasil, mas os dois não retornaram. O pai biológico, o americano David Goldman, iniciou uma batalha judicial para levar o menino de volta. Bianchi se casou novamente e morreu no parto da segunda filha. Em dezembro de 2009, David recebeu uma liminar da Justiça brasileira determinando a devolução do garoto e os dois voltaram juntos para os Estados Unidos. Os avós ma-

ternos de Sean não se conformam com a decisão da Justiça e continuam lutando pela sua guarda. Da mesma forma que os familiares do pequeno Sean, a avó paterna de Bruna Vasconcelos, dona Kátia Vasconcelos, também não perde a esperança de trazer a neta de volta. No Orkut criou a comunidade “Procuro minha neta Bruna”, com 39 membros, onde mantém uma enquete com a seguinte pergunta:

“Você acha justo uma criança ser afastada do convívio do pai, sem nenhuma explicação?”. Em sua página no site de relacionamento faz um pedido: “O meu único objetivo no Orkut é saber notícias de minha neta. Movida por um sentimento de indignação, apelo para as pessoas de bom coração, conhecidas, desconhecidas, anônimas, avós, mães, pais, filhos, por notícias de minha neta. Nada mais que isso”. (A.V. e E.B.).

Arquivo pessoal

SAIBA MAIS SOBRE O TRATADO DE HAIA

Um dos pontos mais importantes para Haia é o respeito aos direitos das crianças. Nesse sentido, várias convenções da Haia tratam especificamente desta questão. O Brasil é signatário de duas convenções que dizem respeito às crianças: a sobre adoção internacional (1993), na qual o Brasil participou ativamente na sua elaboração e a convenção de 1980, que trata do sequestro internacional de crianças, que o Brasil ratificou. A Convenção da Haia de 25 de outubro de 1980 sobre os aspectos civis da subtração internacional de menores trata de combater o sequestro parental de crianças através de um sistema de cooperação entre autoridades centrais e um procedimento rápido para restituição do menor ao país de residência habitual. As autoridades centrais em cada país proporcionam assistência para a localização da criança e para alcançar, onde seja possível, a restituição voluntária da criança ou uma solução amigável para as questões de guarda. Essas autoridades também cooperam para prevenir maiores prejuízos ao menor, iniciando ou ajudando a iniciar o procedimento para a restituição e fazendo

todos os arranjos administrativos necessários para garantir a restituição da criança com o menor risco possível. A Convenção da Haia de 1980, atualmente vigente em 78 países, já contribuiu para a resolução de milhares de casos de subtração ou retenção indevida de crianças. Tem, ademais, caráter preventivo ao servir como desestímulo à conduta da subtração de crianças do seu seio familiar. Isto ocorre por conta da clareza de sua mensagem de que o sequestro interparental é prejudicial à criança, que tem direito a manter contato com ambos os pais, e à simplicidade de seu instrumento fundamental, que é a ordem de restituição ao país de residência habitual da criança, que deve ser efetuada da forma mais rápida possível. A Incadat, banco de dados sobre Subtração Internacional de Menores (www.incadat.com), disponibiliza acesso facilitado a inúmeras decisões judiciais, em todo o mundo, relativas à aplicação da Convenção da Haia sobre sequestro internacional de menores. Fonte: Supremo Tribunal Federal – STF

ENTENDA O CASO BRUNA

1997 – Nasce Bruna Maria Vasconcelos 2004 – Michelly de Paula revela seu namoro com o americano Rodney Richards e seu desejo de deixar o Brasil para residir nos Estados Unidos levando a filha consigo. - Michelly solicita a Eduardo sua assinatura para a retirada do passaporte de Bruna. - Michelly entra com um pedido de Autorização de Viagem para Bruna no Juizado da Infância e da Juventude de Pernambuco com documento e declarações falsos sobre seu endereço familiar e omitindo a constante convivência de Eduardo com a filha. 2005 – Michelly telefona para Eduardo informando ter levado Bruna para os EUA. - O pai de Eduardo comunica o caso às polícias Civil e Federal de Alagoas. - É dada entrada em um processo federal e solicitada a prisão preventiva de Michelly. - Eduardo obtém Ordem de Busca e Apreensão da menor e Carta Rogatória. - Movida Ação Criminal de Repatriação da Menor, baseada no Tratado de Haia. - Ação da Procuradoria-Geral da República em Alagoas é encaminhada à Autoridade Central Administrativa Brasileira. - Eduardo consegue dois advogados pro-bono nos Estados Unidos. 2011 - Eduardo é informado da audiência no Tribunal do Texas. - Eduardo segue para os Estados Unidos para comparecimento à audiência. - Eduardo toma conhecimento de que o sobrenome de Bruna havia sido mudado de Vasconcelos para Richards. - Eduardo é intimado por oficial de Justiça, nos EUA, sobre Ação de Adoção de Bruna pelo americano Rodney Richards. - Eduardo entra em contato com o Consulado Brasileiro em Houston, na Flórida, para conseguir advogado. - Eduardo está em Dallas desde o último dia 11, aguardando a decisão do juiz americano sobre o caso Bruna.

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Começa a corrida de volta às aulas Para garantir um retorno tranquilo é preciso pesquisar e ficar atento ao que diz o Código do Consumidor Marco Antônio

Valdete Calheiros Repórter

Dentro de alguns dias, quando o ano letivo 2011, tiver início, a rotina de atividades escolares, provas bimestrais, farda escolar e transporte dos estudantes irá voltar ao cotidiano de muitas famílias. Até lá, a preocupação de pais e mães ou responsáveis diz respeito às melhores escolhas para garantir uma boa educação às crianças sem, entretanto, comprometer, ainda mais, o orçamento familiar. O momento agora é de pesquisar. Pesquisar preços e melhores condições de pagamento. A lista de itens a serem adquiridos antes do início das aulas é bastante extensa. Vai da farda à mochila. Sem esquecer dos livros, lápis e dos incontáveis livros ou módulos de estudo. Adespesa é ainda maior para quem tem filhos matriculados em aulas diversas como inglês, judô, ballet ou natação. Cada um desses esportes ou aulas extras requer uma nova e extensa relação de materiais e roupas específicas. Em Alagoas, o Procon (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor) tenta minimizar o “sofrimento” dos pais ao dar algumas dicas de como a convivência com as escolas pode ser “pacífica” desde que, ambas as partes, cumpram suas obrigações especificadas

no contrato. Entre as queixas mais comuns estão a lista de material escolar, a não-devolução da taxa da matrícula quando da desistência dos pais em manter a criança no estabelecimento, retenção de documentos da vida escolar do aluno em casos de inadimplência e reajuste no preço da matrícula. FISCALIZAÇÕES - Nas semanas que antecedem o início das aulas, as reclamações mais freqüentes que chegam ao Procon são sobre a retenção de documentação da vida escolar do aluno devido à falta de pagamento das mensalidades escolares. Outro ponto importante é o reajuste de matrículas, o órgão fiscalizou o índice que foi de no máximo 7%. Ataxa seguiu o reajuste da inflação. Uma das dúvidas mais frequentes dos consumidores diz respeito à abusividade dos contratos, cobrança de taxas extras e juros por atraso acima da inflação. Na tentativa de dirimir essas dúvidas, o Procon elaborou uma planilha explicativa onde informa o que é, ou não, permitido pelas escolas. De acordo com a diretoraadjunta do Procon, Thaís Correia, os pais de alunos devem ter livre acesso às planilhas de custos das escolas. Já as escolas reclamam do alto índice de inadimplência. A presidente da Federação e

Nas livrarias, as crianças querem escolher os materiais dos personagens infantis da moda; mesmo diante do apelo dos pequenos, vale pesquisar

Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Alagoas, Bárbara Heliodora Costa e Silva, afirmou que o maior problema enfrentado atualmente pelas escolas é a falta de pagamento das mensalidades escolares. Conforme o Sindicato, o índice no Estado gira

em torno de 20% a 25%. “ Se o colégio sofre com a falta de pagamento é natural que este custo seja analisado e embutido na mensalidade”. Aí vai o alerta: diante ou não do alto índice de inadimplência, a diretora-adjunta do Procon,

Thaís Correa, lembrou que, em hipótese alguma, a escola pode negar documentação ao aluno. Mesmo em casos extremos onde a inadimplência atingiu o pagamento do ano letivo completo. “O aluno é o único que não pode ser prejudicado nem sofrer

Cuidados com o peso da mochila

Movimento crescente nas livrarias No Centro de Maceió o movimento nas livrarias já é bastante intenso. No entanto, a tendência é que o movimento seja bem maior na última semana antes do início das aulas. Alguns estabelecimentos sabem, inclusive, que terão que ampliar o horário de funcionamento para atender a demanda. O proprietário de uma livraria no comércio, Bernardo Ferreira, contou que os consumidores mantêm o hábito de deixar tudo para última hora. “Aí, não tem jeito. As pessoas compram material escolar e livros didáticos tudo em cima da hora. Na correria típica de início do ano letivo”. A família da estudante Juliana Lisboa é uma exceção à regra. Os pais da garota disseram que é melhor fazer a compra do material no intervalo do almoço do trabalho quando, normalmente, as livrarias e papelarias estão mais vazias. Enquanto os pais de Juliana Lisboa concediam a entrevista, a menina enchia a cestinha de compras com materiais escolares da marca e do modelo que a agradava. “Eles pagam, mas a gente escolhe. Afinal, é a gente que vai usar durante todo o ano”, disse a estudante. A gerente de outra livraria, Simone Barros, disse que alguns consumidores têm o bom hábito de pesquisar preços, por isso, demoram a se decidir por um estabelecimento. Outros são mais despreocupados mesmo e deixam tudo para o último instante. No Farol, a proprietária de uma livraria e papelaria, Flávia Ferreira, afirmou que, por enquanto, o movimento na livraria ainda está tranquilo. A procura dos pais pelos livros começa, costumeiramente, nas últimas semanas deste mês. A empresária disse que para facilitar a vida dos clientes, está utilizando redes sociais como o face-

book, o orkut e o twitter para que os pais disponibilizem a relação de livros que serão, posteriormente, entregues pela livraria. “Hoje em dia, por conta de inúmeras atividades cotidianas, diversas pessoas não têm tempo para ir a uma livraria. Então, resolvemos oferecer esse serviço para além de facilitar a vida dessas pessoas, fidelizarmos nossos clientes. Contamos com um serviço de moto entrega que leva todos os livros didáticos à residência do cliente”, explicou Flávia Ferreira. Quem tem um pouco mais de tempo e disposição

para andar alguns metros atrás de títulos de livros, alguns deles raros, e não quer gastar nenhum centavo a mais por isso, tem nos alfarrábios (popularmente conhecidos como sebos) uma boa opção. Há dezenas deles localizados no Centro de Maceió. De qualquer forma a ordem é pesquisar. De acordo com o Procon, a diferença de preços de uma livraria para outra pode chegar a 180% em Maceió. A pesquisa completa feita pelo Procon pode ser acessada através do e n d e r e ç o : w w w. p r o con.al.gov.br/pesquisas-deprecos/2011.

A escolha da mochila também deve ser uma preocupação dos pais. Não basta o acessório agradar ao dono. Embora, as crianças e os adolescentes optem pelas mochilas coloridas que tragam estampadas personagens que estão em evidência, os pais devem adequar o tamanho da mochila à necessidade e a idade do filho. Ninguém duvida da importância do acessório. Amochila é um acessório indispensável para quem carrega livros, apostilas e cadernos. O perigo está quando a mochila carrega mais peso do que o estudante pode carregar. Sem os devidos cuidados, a mochila pode causar danos à saúde óssea, ocasionando problemas crônicos como má postura e até provocando desvios graves da coluna como a escoliose acentuada, a hiperlordose e a hipercifose. O alerta é do médico pediatra, Sérgio Lira, que atua no setor de ortopedia do Hospital Geral do Estado. Ele explicou que como a criança está em fase de desenvolvimento, ela não deve fazer muita tensão em partes isoladas no corpo, para que não haja alteração no crescimento. De acordo com o especialista, são inúmeras as enfermidades que podem afetar uma criança ou jovem que utiliza mochila de forma inadequada ou com peso superior ao permitido.

“Dores na região lombar, baixo rendimento durante as aulas, irritabilidade durante o período escolar são sintomas que podem estar relacionados com o excesso de peso das mochilas. As alterações ocorridas na idade escolar acarretam inúmeros problemas posturais e causam lesões gradativas,” contou. A recomendação da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica é a de que o peso da mochila fique sempre nos 10% do peso corporal da criança. Ou seja, se a criança pesa 25 quilos, a mochila deve pesar até 2,5 quilos. A disposição dos materiais na mochila deve privilegiar a utilização de todos os seus compartimentos de modo que os objetos mais pesados se encontrem no centro e mais próximos das costas, uma forma de prevenir problemas futuros. O ortopedista Rogério Barboza explicou que a escoliose e a hipercifose, conhecida popularmente como corcunda, são os principais problemas que podem ser acarretados ou agravados pela má postura e o excesso de peso nas mochilas escolares. Segundo ele, as mochilas devem ter tiras largas e acolchoadas, pois as estreitas podem causar compressão nos ombros, gerar dor e restringir circulação; também devem contar com duas alças, por distribui o peso uniformemente, completou.

constrangimento, por causa da inadimplência.Aescola não pode aplicar ao aluno nenhuma sanção pedagógica, deixar de aplicar provas ou não entregar livros ou módulos. E a escola pode, depois de 90 dias, inserir o devedor no SPC”, orientou.

Cuidados na escolha do transporte escolar Existem em Maceió 137 veículos habilitados para o transporte escolar, segundo o presidente da Associação dos Transportadores Escolares de Maceió, Williams José de Araújo Silva. Avistoria nos veículos é feita semestralmente pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). O tempo de vida útil de um veículo é de até oito anos, conforme a Associação. O motorista Silvan de Melo França é uma das pessoas habilitadas para transportar crianças e adolescentes em veículos escolares. Ele está no ramo há oito anos e destaca os cuidados que se deve ter ao transportar estudantes. “Direção sempre requer bastante atenção. Mas, neste caso especiífico, os cuidados são ainda maiores. Somos responsáveis por até 15 passageiros de uma única vez”, afirmou, lembrando que essa é a quantidade máxima permitida. O motorista Marcos Fábio Tenório Florentino também dirige van escolar há 10 anos e frisou a importância do curso de direção defensiva e de primeiros socorros, obrigatórios para esse tipo de trabalho. Segundo ele, crianças a partir dos três anos de idade já podem ser transportadas com cuidado. “O cinto de segurança é indispensável”. Os pais devem redobrar os cuidados na hora de contratar um transporte escolar. Saber se os motoristas são habilitados é de extrema importância para garantir que os filhos serão transportados com todo cuidado possível. Em fevereiro do ano passado, um acidente envolvendo uma van chocou os alagoanos. A van escolar em que os meninos Pedro Roberto Barbosa de Araújo e Micael Silva Beneval, ambos de 8 anos, eram transportados foi atingida na traseira por um veículo Golf. Pedro Roberto morreu no local. Micael Silva faleceu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE). O motorista da van havia parado no acostamento para apanhar uma criança. O condutor do Golf não tinha habilitação e estava embriagado como confessou à Polícia Rodoviária Federal. Testemunhas afirmaram que algumas crianças não usavam o cinto de segurança no momento do acidente.

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Cidades

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Chuvas exigem atenção ao dirigir Ao trafegar por ruas alagadas, o condutor precisa seguir algumas orientações para garantir a segurança O verão, marcado por fortes chuvas que atingem as cidades, no Brasil, é marcado também por cuidados que se deve ter ao trafegar por ruas alagadas. Seguindo orientações básicas de especialistas no assunto, é possível preservar tanto a integridade do veículo quanto a do motorista e passageiros. É essencial passar devagar por poças de água. O carro que passa por elas em alta velocidade corre risco de molhar o distribuidor do motor, fazendo o carro morrer. È preciso evitar também passar por redemoinhos de água, pois eles podem sinalizar a existência de bueiros abertos. Por fim, o motorista não deve criar ondas, que

podem subir no capô e molhar o duto de admissão, provocando calço hidráulico. É importante procurar passar por ruas com ladeiras e sem pontos de alagamentos, além de engatar a primeira marcha do carro manual ou automático (“L) e acelerar constantemente. Mesmo parado, é preciso manter o carro acelerado para evitar que entre água no escape. Outras dicas são nunca trocar de marcha dentro da poça, esperar outros carros passarem pela área alagada para checar a profundidade, e manter o giro em torno de 2.500 rpm. Fonte: Cesvi Brasil

Sistema de alertas não saiu do papel O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reconheceu na última quinta-feira (20) que os governos anteriores não implantaram um sistema nacional de alerta e prevenção de desastres, embora ele estivesse previsto em decreto publicado em 2005, no primeiro mandato do presidente Lula. Esse sistema de alerta foi anunciado no início desta semana em resposta aos danos das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, onde mais de 700 pessoas morreram víti-

mas de deslizamentos . Entre as medidas anunciadas pelo governo estão a compra de 700 pluviômetros e novos radares e o aviso de alerta às populações em áreas de risco até seis horas antes do evento climático. De acordo com Mercadante, o sistema não foi implantado anteriormente porque as condições meteorológicas eram mais favoráveis. Ele reconheceu ainda que o país não tem uma ‘cultura de prevenção de desastres naturais’ e que precisa aprimorar a previsão climática.

SONHO DE MENINA

Estudante visita redação e diz querer ser jornalista Thallysson Alves Estagiário*

Nem o Supremo Tribunal Federal (STF) nem as dificuldades rotineiras na vida do comunicador são capazes de apagar o brilho no olhar daquele que sonha ser jornalista. É o que acontece com a estudante do ensino médio Luana da Silva Acioli, de 17 anos, que na última quarta-feira pôde acompanhar a rotina dos jornalistas de O JORNAL e os trabalhos da assessoria de comunicação do Grupo João Lyra; locais que a deixaram encantada e fortificaram a sua vontade de realizar o desejo. A estudante veio até o prédio-sede de O JORNAL com o argumento de descobrir como criar um folder para a academia onde frequenta as aulas de Kung Fu. “Meu professor criou alguns grupos de trabalhos e me deu o desafio de desenhar um panfleto para ser distribuído nas ruas. Como eu não sei por onde começar, vim para O JORNAL, para ter uma ideia”, explicou. O dia de Luana Acioli começou após uma conversa com o editor-geral Deraldo Francisco. Depois desse encontro, ela conheceu a estagiária Gabriela Lapa, que apresentou as atividades diárias. “Fomos ao IML [Instituto Médico Legal] e à Central de Polícia apurar duas

A estudante Luana Acioli durante visita à redação de O JORNAL

pautas. Mas foi no último lugar que eu fiquei muito tensa. Tive medo”, declarou. “Voltamos da delegacia conversando sobre o que vi. A Gabriela me contou algumas coisas que às vezes acontecem, e, quando voltamos para redação, observei como ela redigia a matéria. No almoço conheci alguns jornalistas, e no retorno fui para a assessoria de comunicação do Grupo João Lyra, onde conheci a jornalista Isolda Herculano”, relatou a estudante do 3º ano do Ensino Médio. Com Isolda Herculano, a jovem disse ter esclarecido algumas dúvidas sobre a criação do panfleto, razão que ela expôs como argumento da visita. “A assessora me apresentou o tra-

balho dela e indicou alguns programas que eu posso utilizar para criar os folders”, disse. Questionada sobre o que sentiu no primeiro contato com os jornalistas, a estudante revelou que esteve com medo de se frustrar com o que poderia presenciar. “É como se eu tivesse uma ideia em minha mente que eu não queria perder. Mas ainda bem que isso não aconteceu. Avisita só fez fortalecer minha vontade de ser jornalista”, contou. “Quero estar nas ruas, apurar os fatos, viver toda essa adrenalina vivenciada pelo jornalista”, argumentou Luana Acioli. “Tenho esperança de um dia ser uma grande repórter”, disse. *Sob a supervisão da Editoria de Cidades

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O que pensam nossos bons malditos Eles não têm papas na língua, são teimosos, rebeldes e estão remando contra a maré do aceitável: são livres Larissa Fontes Estagiária*

O nome pode ser assustador, mas todos estão acostumados a vê-los por aí. São malditos, embora não venham do mal nem o preguem. A alcunha também pode ser outra: undergrounds, alternativos, marginais. Logo são reconhecidos: remam contra a maré e estão à margem da cultura aprovada. Não gostam de regras, não se preocupam com opiniões alheias, trabalham com liberdade, não tem papas na língua, são muitas vezes teimosos, rebeldes e odiados. Van Gogh, hoje considerado um dos maiores mestres da pintura universal, em vida, não foi compreendido e viveu atormentado: foi tratado como louco, pas-

sou fome, ficou na miséria e terminou suicidando-se. Arthur Rimbaud, um gênio da poesia francesa que escreveu toda a sua obra ainda adolescente, era o príncipe dos marginais, tão maluco que chegou a traficar escravos. Jean Genet, o dramaturgo francês, filho de prostituta com pai desconhecido, criou toda uma mitologia pessoal marcada por escândalos, embora depois de um tempo tenha sido reconhecido e recebido prêmios. Cazuza, para citar um artista mais recente e conhecido, apesar de também poder ser rotulado de “pop” e “filhinho de papai”, teve uma vida conturbada, regada a álcool e drogas e morreu de Aids, ainda jovem. Em Alagoas, temos alguns bons malditos em várias vertentes artísticas. Segundo o músico e

poeta Rogério Dias, os que vivem na contra cultura acabam levando essa fama: “Sou contestador e tenho opinião, sempre fui mais anarquista, irônico e até escrachado”, explica-se em um discurso de ativista social. O que contesta? O sistema. Abraça todas as causas, desde as ambientais às políticas. “Levo protestos a sério. Se é pra chegar e botar fogo num ônibus, vamos botar. Encaro como uma guerra mesmo, eu luto, não brinco. Maldizem as pessoas que contestam”, diz. Rogério ainda explica que a sociedade tem o costume de fazer daquele que incomoda um folclore, ou seja: vira figurinha carimbada, termina perdendo a opinião e não sendo levado a sério. “O perigo se estende até onde o rótulo invalida/anula a arte e vice-

versa”, escreveu o diretor teatral Lael Correa num artigo sobre a arte marginal. Achiles Escobar, grande nome das nossas artes plásticas, é um verdadeiro justiceiro “eternamente em contramão, sempre brigando contra o sistema”. Genioso, já recusou vários trabalhos por não estar inspirado, por não ter gostado da proposta ou por simplesmente não estar afim de fazê-lo. E dinheiro nenhum o faz mudar de idéia. Para ele, o papel do artista é trabalhar a evolução de idéias e de comportamento, de dar segmento a esse processo e avalia que nesse ponto, Alagoas é muito arcaica. “A arte não dá dinheiro e isso é vergonhoso para um país. As pessoas associam a arte e os artistas a tudo que não tem valor.

Aí a gente joga a maldição em cima deles! A arte é divina. Nós somos malditos, mas somos divinos”, revolta-se. “O maldito é apaixonante”. O ator Marcos Vanderlei, um dos melhores do estado, diz que todos são malditos só pelo fato de serem artistas: “É carregar um fardo. Antigamente era coisa de puta, hoje é coisa de desocupado. Ninguém sobrevive de arte. E eu digo sobrevive mesmo, e não vive. Essa é a maldição”, critica. É tido como maldito pelo comportamento rebelde e pelas causas que defende: “Eu falo e falo mesmo. Bendito é quem se curva. Eu não. É bom não ter papas na língua e ainda se valer disso, ter reconhecimento. Pior do que ser maldito é ser ignorado”, conclui. O ator Naélinton Santos é

Rogério Dias

Naélinton Santos

31 anos e 16 de carreira

36 anos e 17 de carreira

tranquilo e prefere praticar a política da boa vizinhança, mas seu ser maldito está em suas vestes e nas personalidades que tem criado. “Quem vê um cara de calça de retalhos no meio da rua, pensa logo que é um doido. E de fato, só um doido mesmo para não aceitar a doidice em que a ditadura da mídia impõe.”, declara. Saiu da informalidade e foi ser funcionário público acreditando que poderia desenvolver projetos em benefício da classe e da população, mas “infelizmente, a máquina do poder executivo não se sensibiliza e o projeto foi emperrado. Meu objetivo não era um cabide de emprego e eu desisti. Mas não me dei por vencido”, disse. *Sob a supervisão da Editoria de Cidades

Fotos: Acervo pessoal

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ator e, talvez, o mais bendito dos malditos. Protesta contra a desunião da classe e diz que está se tornando mais maldito agora. “Não me incomodo e, nesse sentido, sou maldito, sim. A posição dos malditos é provocar um questionamento do que somos, fazemos e queremos nesse mundo; caso contrário, é aceitar a perda de sua identidade e viver sem razão. Sou o que sou e serei até quando eu mesmo quiser mudar. Vivo o prazer de construir e desconstruir.”

É

músico e poeta, comanda a banda Poesia Musicada no Pandeiro; ator e um dos fundadores do Quintal Cultural, uma instituição artística situada na comunidade da Vila Brejal; escritor (publicou dois livros: Os poetas Sabem no ano 2000 e Tela de Plasma em 2006); e palhaço de circo. Artista maldito e marginal assumido, embora hoje esteja mais calmo: “Tudo que eu vivo é intenso”.

Marcos Vanderlei

Achiles Escobar

44 anos e 20 de carreira

44 anos e 36 de carreira Larissa Fontes/Estagiária

Larissa Fontes/Estagiária

ator da Cia do Teatro da Meia-Noite, mas também fez muitos trabalhos para a Infinito Enquanto Truque. Dentre os espetáculos que encenou, estão Genética (IET, 2002), Os Navegantes (IET, 2008) e, o mais recente, Insônia (Cia da Meia Noite, 2008). A maioria dos espetáculos em que atuou foi escrita por autores marginais, entre eles, o seu preferido: Jean Genet. Diz que está feliz sendo assumidamente um artista maldito.

um resistente no bairro do Jaraguá, onde ainda mantém seu ateliê, o Tendão D’Achiles. Acha que “todos deveriam ser um pouco malditos”, pois isso seria a solução pra tudo. Briga por ele e por qualquer um que achar que vale a pena: “Sou maldito por que brigo? Então vou ser até morrer! Até meu último suspiro, eu vou ser maldito mesmo!”

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Franquias nacionais “invadem” Arapiraca Bom momento da economia e localização geográfica são apontados como responsáveis pela expansão Fotos: Eduardo Almeida

Eduardo Almeida Repórter

ARAPIRACA- De olho num mercado em expansão, franquias nacionais começam a enxergar na população do Agreste potenciais consumidores. Ainstalação de uma rede de departamentos e outra de fast food em Arapiraca, nos meses de outubro e dezembro do ano passado, deu início a uma intensa corrida, que promete se acirrar até o final do ano, com a construção do primeiro shopping center do interior de Alagoas. Conforme Diego Duremberg, gerente de uma rede de departamentos, a chegada da marca em Arapiraca é resultado de três anos de estudos. “Aempresa avaliava a possibilidade de instalar uma unidade no município desde 2008. O crescimento econômico da cidade na última década e a localização estratégica, com facilidade de acesso para o Sertão, foram os principais fatores que possibilitaram a chegada da rede”. O gerente lembrou que a marca deve abrir uma nova unidade no município até dezembro deste ano, quando as obras de construção do shopping Pátio Arapiraca serão concluídas. Duremberg afirmou que a instalação de outra loja faz parte da política de expansão da empresa em Alagoas. “Até o final de 2010, devem ser abertas mais duas lojas no Estado, elevando para sete o número de unidades em Alagoas”, acrescentou. E a aposta das empresas começa a dar resultados, de acordo com Duremberg. “A expectativa de venda da empresa para o último final de ano foi supera-

da. Os principais produtos vendidos são eletromésticos e eletroeletrônicos”. Ele lembrou que os resultados são impulsionados pela renda per capita da população arapiraquense – a maior do Estado conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se as franquias comemoram os bons resultados, os consumidores também festejam a redução nos preços dos produtos devido à concorrência. O fotógrafo Izaias Félix, 36 anos, afirma que a chegada de grandes empreendimentos no município dá mais autonomia para os consumidores. “Agora, nós temos opção de escolha. Nós podemos decidir onde queremos comprar e a melhor forma de pagar a mercadoria”, ponderou. “As franquias fazem com que os consumidores comprem na região e movimente a economia local. Antes da chegada de lojas de rede, era preciso ir até Maceió ou outro grande centro para ter acesso a esses produtos, o que acabava injetando dinheiro em um outro município. Arapiraca precisava de redes há tempos. A população do interior do Estado merecia”, avaliou o fotógrafo enquanto comprava eletrodomésticos. O auxiliar em serviços gerais Marcos Paulo, 31 anos, garante que a chegada de lojas de rede no município trouxe como principal benefício a redução dos preços dos produtos. “Sem dúvidas, as mercadorias ficaram mais baratas. Quando a concorrência aumenta, os preços baixam. E as lojas de rede conseguem baratear os produtos porque compram em grande quantidade, o que não acontece com pequenos comerciantes”.

Redes apostam em preços baixos para atrair novos consumidores

Shopping atrairá novas redes para a região A construção do Shopping Pátio Arapiraca deverá atrair para a região Agreste novas franquias nacionais. O projeto inicial prevê a construção de quatro âncoras e de 210 lojas, entre redes e locais. A expectativa do consórcio que vai gerir o shopping Pátio Arapiraca é de que a unidade seja inaugurada entre novembro e dezembro do próximo ano, quando as vendas estarão aquecidas devido ao período natalino. Aobra está orçada em aproximadamente R$ 64 milhões e vai injetar cerca de R$ 14 milhões por mês na economia local. As 210 lojas da unidade devem gerar entre 1.500 e 1.800 empregos com carteira assinada. O projeto inicial do primeiro shopping center do interior

de Alagoas previa a construção de 116 lojas, divididas em um único piso. Porém, a adesão de franquias nacionais obrigou a direção a ampliar o número. “A expectativa do consórcio responsável pelo empreendimento é de expandi-lo em, no máximo, três anos. O shopping está sendo construído já se pensando na expansão. Toda a estrutura dele foi reforçada para suportar mais um pavimento. Inicialmente, apenas parte da obra terá segundo piso. Outra parte terá subsolo, onde ficarão concentrados serviços como consultórios médicos”, informou o empresário Robson Rodas, um dos sócios-proprietários do Pátio Arapiraca. O empresário acrescentou que o faturamento da unidade

em Arapiraca deve superar os valores gerados pelo shopping Pátio Maceió, localizado no Benedito Bentes, ainda no primeiro ano de funcionamento. Segundo ele, a unidade da capital movimenta algo em torno de 17 milhões por mês. “O Pátio Arapiraca perderá apenas para o Maceió Shopping, que movimenta cerca de 30 milhões mensais. O município desponta como uma referência no interior do estado”. Conforme Rodas, as obras de construção do shopping nunca estiveram paradas. Ele explicou, entretanto, que o projeto sofreu sucessivas mudanças com a adesão de novos clientes e que isso obrigou o grupo a diminuir o ritmo de trabalho. Ele afirmou ainda que está pre-

Clientes apontam preço baixo como benefício

vista para janeiro – mas ainda sem data definida – uma reunião com os proprietários de lojas para a apresentação do projeto final e detalhamento de como irá funcionar o empreendimento. “Hoje, nós contamos com 79 pessoas trabalhando no local. Mas, esse número deverá aumentar para cerca de 200 em março, quando a construção será acelerada. O projeto não sofrerá mais nenhuma mudança, porque todas as unidades disponíveis já foram comercializadas. Além disso, nós temos prazos firmados com a prefeitura, com as redes nacionais e com o empresariado local, e podemos pagar multas, caso estes prazos sejam descumpridos”, completou. (E.A.)

Izaias diz que consumidores têm mais opções

Empresas geram emprego e renda Além de movimentar a economia local, a chegada de franquias em Arapiraca gera emprego e renda para a população da região Agreste do Estado. O gerente de uma loja de departamentos, Diego Duremberg, afirma que 85% dos funcionários da empresa são natu-

rais da própria cidade, o que representa, na prática, quarenta e sete empregos diretos. Ele diz que a qualificação profissional impede a importação de mão de obra. “Achegada da Ufal [Universidade Federal de Alagoas] e de empresas profissionalizantes no

município foi decisiva para a formação de mão de obra local. Não há a necessidade de importar profissionais, porque eles estão disponíveis no mercado. Podemos apenas repassar as diretrizes da empresa e capacitalos quanto às nossas normas”, completa. (E.A.)

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IDEIA ALAGOANA

Projeto Eucalipto é destaque no Sul Nos últimos três meses, Estado recebeu a visita de representantes de empresas de celulose e pré-moldados Da Editoria de Municípios BATALHA - O Projeto de Cultivo de Eucalipto do Estado de Alagoas está chamando a atenção de empresas multinacionais e nacionais instaladas na região Centro-Sul do país. Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Brito, gestor do projeto pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), nos últimos quatro meses, o Estado recebeu três visitas de representantes de empresas do ramo de celulose, de pré-moldados de madeira e de uma empresa de cogeração de energia. De acordo com ele, os enviados das empresas a Alagoas ressaltaram que o sucesso do projeto, que está prestes a completar um ano e meio, reflete o empenho do governo do

Estado. “Em cada visita, não vinha apenas uma pessoa. Eram representantes de empresas diferentes”, salientou Vinícius Brito. “Já temos a garantia de que, quando o eucalipto estiver sendo produzido em escala, haverá compra garantida por essas empresas. Existe até a possibilidade de alguma delas vir a se instalar em Alagoas”, analisou o coordenador do projeto, que preferiu não revelar o nome das empresas interessadas a pedido de seus representantes. Lançado em 2009, o principal objetivo do Projeto do Eucalipto é criar alternativas para o setor produtivo e agricultores familiares, promovendo o desenvolvimento sustentável, gerando emprego e renda para as famílias do campo, com medidas socioeconômicas e ambientais positivas para o Estado.

Cidades do interior do Estado se destacam com produção de eucalipto

Produtividade gera renda Os municípios que receberam as sete unidades demonstrativas com as variedades de eucaliptos foram: Batalha, Passo do Camaragibe, Rio Largo, Maceió, Cajueiro, Igreja Nova e Teotônio Vilela. Em cada uma das unidades há 50 variedades diferentes de eucalipto. De acordo com o gestor Vinícius Brito, cada unidade possui dois hectares, e as 50 varie-

dades se dividem em 40 clones e 10 espécies puras. “A estimativa de produtividade do eucalipto em todo o Estado é de aproximadamente 40 metros cúbicos por hectare ao ano, acima da média nacional”, frisou Vinícius Brito. Ele lembra que o projeto foi lançado em 2009, para criar alternativas para trabalhadores rurais do interior do Estado.

Técnicos de MG virão a Alagoas Em fevereiro, lembra o gestor, pesquisadores de uma empresa vinculada à Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, virão a Alagoas para fazer a biometria das árvores plantadas nas unidades experimentais. Segundo Vinícius Brito, eles farão a avaliação do desenvolvimento, da adaptabilidade e resistência a pragas e doenças. “Outras áreas cultivadas em Alagoas sem uso de tecnologia e sem sementes de origem conhecida também apresentam produtividade elevada, devido à adaptabilidade do eucalipto às condições naturais do Estado. A área total de floresta cultivada em Alagoas já passa de 1.500 hectares”, destacou. São parceiros do Projeto de Cultivo de Eucalipto do Estado de Alagoas a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Desenvolvimento Econômico, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae/AL), a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Grupo Carlos Lyra, Grupo Toledo, Usina Seresta, Companhia Agropecuária Pratagy (Cimapra) e Sindicato das Cerâmicas (Sindcer).

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Grand

Monde Por Aroldo Marques

E-mail: harold_marques@hotmail.com

O barman Alex posa com o empresário Pedro, que esteve no Escritório Botequim recentemente e ganhou uma Brejo dos Bois

A empresária Romilda Pessoa brinda a idade nova de Izabel Pessoa em noite vip no Porto Pirá

*SE FOR AO TEATRO, NÃO ME CHAME!

sua disposição de disputar a sucessão municipal de Arapiraca no próximo ano.

Até quando teremos que assistir nos palcos araENLACE piraquenses o teatro besteirol? Nos anos 90 a trupe do Jeison Wallace com sua Cinderela deu o tom piEduardo Fon e Iná Graccy se encontram felizes cante e engraçado com textos com um humor, diapós cerimônia de casamento que aconteceu na gamos, rasgado. Mas Cinderela de JW foi um mito. romântica cidade de Crato, Ceara – onde reside a Cinderela era a extravagância e o humor em dose família da então noiva – Luis Lúcio e Ana Fon, pais certa. Depois da Cinderela vários grupos moverdo noivo e uma trupe da família Fon estiveram am-se nesse ambiente do besteirol, repetindo as presentes no casamento. Iná Graccy vestiu um belísmesmas nuanças das falas, vestuário e personasimo vestido da três Jolie, foi maquiada por André gens. Cinderela foi um marco, o resto cheira a pláFon... Todo o evento foi fotografado por André Fon gio. O que incomoda é observar que passamos os e Mônica Siqueira... Votos de muita felicidade ao últimos dez anos recebendo os grupos do teatro besnovo casal. Parabéns! teirol. Uma farra de humor feito por homens travestidos, mas com uma performance aquém do LIGADO Jeison Wallace. Estamos cansados de ver e rever, ano após ano, as mesmas estorinhas mascaradas Meninos eu ouvi e sempre escuto e curto! O prode novidades. O teatro denso já nos visitou, mas grama que é líder de audiência na Imprima Fm 105,3 cá é coisa rara. É lamentável que o teatro entre nós Um staff de bons profissionais estar preparado para bem servir o cliente Porto Pirá Steak House "Xamego da Imprima" que vai ao ar todos os dias tenha se tornado sinônimo de patifaria, do humor das 16 as 18 horas, tendo como locutor âncora Rafael barato. Os grupos teatrais que trazem besteirol semBarbosa e as personagens Duilza, Rúbia e o "veio" pre terão público por aqui, o problema é que a agenda dos nossos PORTO PIRÁ II Genézio encenado pelo talentoso Tarciso Mazanno... O maior barateatros se repetem nesse estilo como se o teatro não pudesse ser uma arma para reanimar, refazer e reafirmar o homem e sua humanidaNa noite de abertura do Porto Pirá Steak House, entre os pre- to! Tarciso Mazanno, polivalente é professor de jiu-jtsu, locutor, tamde. Onde está o drama, a tragédia, a política e a filosofia em nosso sentes conheci o enófilo Alípio Carvalho Neto, estudioso da cultu- bém lidera com o programa Stúdio Pan, que vai ao ar das 70h30minm teatro? Queremos a comédia. Queremos também outros teatros ra do vinho, coleciona diploma de 13 cursos específicos cursados as 10 horas na Jovem Pan Arapiraca. Xamego da Imprima simplespossíveis. É ruim ir ao teatro para ver mais do mesmo ( Davy Sales). inclusive nos países da Europa como: Portugal, Espanha e França mente "arrasa"!!! e na America Latina, Argentina e no Chile. Alípio por já conhecer o 13ª FEIJOADA BY HAROLD consultor da casa social Fernando Baltazar, não ficou surpreso com FESTA DA PADROEIRA Definida a programação da Festa da Padroeira de a excelente adega composta de 150 rótulos de vinhos diferentes, A13ª edição da Feijoada By Harold, vai acontecer mesmo no dia mas ficou encantado com a beleza da decoração do Porto Pirá e co- Arapiraca, que começou no dia 23 de janeiro e se encerrará 09 de abril, em clima de ressaca do Carnaval 2011, e virá com mui- mentou sobre Fernando Baltazar dizendo ter sido uma aquisição pro- no próximo dia 2 de fevereiro. A programação de um dos eventas novidades musicais, entre elas o retorno da Banda Patusco de fissional acertada do empresário Sinaldo Pessoa. "Fernando Baltazar tos religiosos mais importantes do interior alagoano já está à Olinda, só que dessa vez num clima de alto astral do carnavalesco tem conhecimento e educação, uma pessoa gentilíssima vai acres- disposição no site oficial da Prefeitura de Arapiraca (www.arade Olinda, isto é, com porta bandeira, madrinha da Escala de Samba, centar muito na cultura gastronômica da sociedade arapiraquense" piraca.al.gov.br). O Parque Ceci Cunha vivenciará a tradicional festa onde todas as tribos se encontram para confraterniBonecos de Olinda... e muito mais!!! Aguardem detalhes e novas in- assegurou. zar o Ano Novo em clima de Boas Festas. formações!

ROGÉRIO TEÓFILO

PORTO PIRÁ I Aportar para um drinque, uma refeição, e principalmente para conhecer a cozinha de parilla... Porto Pirá Steak House é o point dos bacanas da metrópole do agreste alagoano, teve suas portas abertas no dia 18 de janeiro, e a sociedade alagoana respondeu sim prestigiando com suas presenças... Sendo a grande novidade Porto Pirá continua recebendo - diga-se de passagem, com bastante elegância - os mais variados segmentos sociais que ficam encantados com a beleza arquitetônica da casa e os serviços que são oferecidos.

No coquetel de lançamento da 11ª edição da Revista Matéria Prima, de propriedade da cronista Jacira Leão, ocorrido na noite da ultima quinta-feira, 13, no pátio do Colégio Bom Conselho, o secretário de Estado da Educação Rogério Teófilo (PPS) foi muito cumprimentado pelo público presente ao evento. Aedição prestou uma significativa homenagem ao Colégio Bom Conselho pela passagem dos seus 60 anos de fundação. Rogério Teófilo - que é filho do diretor Dr. Moacir Auto Teófilo - estava acompanhado da esposa, médica Lucia Rafaele Cajueiro, indagado pelos convidados assegurou

ESCRITÓRIO COMEDORIA Junior e Fábio Rogério comandam brevemente sua mais nova investida em Arapiraca, comento sobre o Escritório Comedoria, um restaurante que vai funcionar no centro da cidade oferecendo um delicioso cardápio com serviço self service. Em Maceió, Fabinho trará novidades para os notívagos. Já o Escritório Botequim que fica no Bairro Cavaco em Arapiraca, desponta como o point mais agitado da city... O lugar é ponto de encontro de jovens, empresários e políticos de segunda a segunda. Agradabilíssimo! André Fon

André Fon

Dra. Cida Pontes Fon,Catarina Fon,André Fon, Luana Fon (que veio especialmente de Houston-USA com seu esposo para o casamento) e Camila Fon

O revival dos anos 80 ficou marcado pela presença de gente bonita e muita animação

Eduardo Fon e Iná Graccy ladeados por Luiz Lúcio e Ana Fon, momento de felicidade

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O JORNAL

Economia

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Inovação e criatividade: são vários os modelos das chamadas portas designer, sendo algumas com cristais ou com fechadura, porém todas com garantia de durabilidade de dez anos e muita segurança

Empresa de AL conquista hotelaria Multidoor cresce mais de 47% em exportações e abre primeira loja de varejo, inovando no mercado Nide Lins Repórter

O crescimento do turismo internacional abriu portas e janelas para empresa alagoana Multidoor, que atualmente exporta seus projetos e produtos para diversos países como Angola, Cuba, Panamá, África do Sul, e Estados Unidos. Aempresa está entre as principais exportadoras do Estado, tanto que de 2009 para 2010, registrou o aumento de 47,97% nas vendas ao exterior. Além do fortalecimento do mercado internacional, no final do ano passado, a empresa criou a primeira loja conceito de varejo com esquadrias (kits de portas pronta) para atender a demanda dos arquitetos, consumidores final e construção civil. O segmento de hotelaria no ano passado representou 25%

do faturamento e para este ano a previsão é de 30%. No ranking nacional, a empresa lidera o mercado do Norte e Nordeste com 60% de participação; Sul e Sudeste, 30% e exportação 10%. Para o diretor da Multidoor, Rodrigo Pimentel Lopes, nos últimos dois anos o mercado de Alagoas era menos de 5% e, no ano passado, cresceu para 8%. “Com a chegada de novos hotéis em Maceió, as vendas no Estado cresceram. Mas, a nossa atuação na hotelaria começou com a rede Arccor Hotels no Brasil. Arede tinha uma série de exigências internacionais para se implantar no País, entre elas, as portas acústicas (isolamento de som) e com resistência ao fogo. Acreditamos nesse mercado e investimos em pesquisa para criar tecnologia. O resultado é

que a rede Arccor é nosso principal cliente, com a aquisição de 60% dos kits de portas. Atualmente, a empresa tem credibilidade no setor pela tecnologia empregada e qualidade”, explicou Pimentel. Ainda segundo o empresário, no Brasil a utilização das portas com isolação sonora vem em uma crescente. “Ahotelaria tem com o objetivo de oferecer o máximo de comodidade aos seus consumidores, além de segurança”. Em Maceió, no recém-inaugurado hotel Tropicalis, todas as portas são da empresa alagoana, mas outros dois hotéis com inauguração prevista para fevereiro na praia de Pajuçara, também levarão a assinatura da Multidoor: o Meridiano e o Mercure, esse último integrante da rede de hotéis do grupo Accor. Segundo Rodrigo Pimentel, porta com isolamento acústico e resistente ao fogo segue padrão internacional

Cristais são destaque na nova linha No ano passado a empresa alagoana lançou na Equipotel em São Paulo (maior feira de hotelaria e gastronomia da América Latina) a nova linha de designer de luxo, as portas com detalhes de cristais Swarovski (Austrália). Com certificado da Associação Brasileira Normas Técnicas (ABNT), as novas portas com cristais Multidoor foram pensadas para atender os clientes de perfil exigente e de maior poder aquisitivo. Segundo o empresário Rodrigo Pimentel, antes não era vantajoso fabricar portas sob encomenda, já que a linha de produção estava voltada para fabricação das portas em série. “Hoje, podemos atender o mercado de varejo. Na loja Multidoor Store os arquitetos e os consumidores

conhecem o mix de produtos, e assim já podem criar projetos arquitetônicos ou reformar com as portas sob medida. Este também é o mercado em crescimento. Quem compra um apartamento de luxo sempre muda a porta com conceito de designer”, disse Pimentel. Outra novidade da empresa é “Retrofit” - substituição de portas comuns por portas de alto desempenho. As portas Multidoor com isolação sonora reduzem de 24 a 34 decibels (dB),tecnologia que se adapta não só a hotéis, como residências, hospitais, fábricas e empresas de todos os segmentos. “Na primeira etapa, técnicos especialistas vão até a obra para medir os níveis de ruído existentes, sugerindo o melhor pro-

duto para cada ambiente. Também são analisados os impactos construtivos para retirada da porta antiga, sempre privilegiando uma operação limpa, sem sujeira ou barulho, afinal, fazemos o Retrofit com o hotel em pleno funcionamento”, explica. Ainda segundo Rodrigo Pimentel, os empresários que optam pelo Retrofit as principais vantagens e facilidades da técnica são a economia, pois, um produto com desempenho acústico tem uma vida útil de 20 anos com manutenção zero, a facilidade com entregas programadas, a instalação é rápida e a praticidade, devido a mudança das portas ser realizada com o hotel em pleno funcionamento. (N.L.)

Grupo familiar começou há 30 anos A Multidoor é uma empresa familiar que gera cerca de 200 empregos diretos e se funde com a história da Pimentel Lopes, que este ano completa 30 anos. A história começou na década de 80 com marcenaria para residências. Neste começo atendeu a expansão da Barra de São Miguel e foi pioneira no varejo e distribuição de madeira e correlatos. No final dos anos 80 nasce o projeto da indústria para atender um mercado maior com uma linha de esquadrias e de móveis planejados. Depois dos anos 90 a empresa, segundo Rodrigo Pimentel, “mudou de canal” e se estruturou para atender empresas de construção de todo o Nordeste, em seguida o foco do negócio migrou para as contrutoras. “Não existia uma cultura de porta pronta, e no ano de 1996 participamos da Feira da Construção Civil (Feicon), em São Paulo, onde lançamos o kit

A madeira utilizada pela fábrica tem certificação: garantia de procedência

porta pronta. E expandimos em São Paulo, mas as grandes empresas copiaram. Depois também as construtoras preferiram investir nas portas mais econômicas. Então apostamos na primeira geração de hotéis, em Alagoas, o primeiro foi a Meliá (atual Maceió Altantic). Com o turismo em expansão estamos no caminho certo”,

disse Rodrigo Pimentel. A Multidoor está presente em hotéis na costa do Sauípe, no Royal Tulip Brasília Alvorada, no Serhs Natal Grand Hotel, no Novotel Santos Dumontdo Rio de Janeiro, no Hotel Ibis Morumbi e no complexo Iberostar Laguna Azul em Varadero - Cuba entre outros. (N.L.)

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COMÉRCIO

Temporários são efetivados nas lojas Segundo a Aliança Comercial dos Retalhistas de Alagoas, contratações temporárias ainda estão acontecendo Valdete Calheiros Repórter

Dez por cento dos trabalhadores temporários do comércio varejista de Maceió acabam sendo contratados de forma efetiva. A constatação é da Aliança Comercial dos Retalhistas de Alagoas que afirmou ainda que o índice é conside-

rado bom e garante um incremento na economia local. A efetivação, segundo a entidade, já é uma realidade em Maceió. O presidente da Aliança Comercial, João Correia Barros, disse que as contratações temporárias, embora em número menor, continuam nos meses de janeiro e fevereiro

por conta das vendas de material escolar nas livrarias e papelarias e dos produtos carnavalescos em algumas lojas da capital. “Certamente, seria bem melhor se o índice de contratação fosse superior aos 10%. Mas, ainda assim, temos muito a comemorar. Afinal de contas é uma grande quantidade

de pessoas empregadas que, até pouco tempo, estavam fora do mercado de trabalho”, destacou. De acordo com a Aliança Comercial, no último trimestre de ano passado, cerca de duas mil pessoas foram contratadas para trabalhar no comércio de Maceió por conta da alta demanda do Natal, Ano Novo e

férias. Esse número vem crescendo a cada ano. Em 2009, o comércio gerou cerca de 1.500 novos empregos temporários. De acordo com João Correia Barros, os funcionários são efetivados ou porque se destacaram durante as vendas e os atendimentos ou por uma renovação natural nas vagas de

trabalho do comércio. Ainda conforme a Aliança Comercial, o comércio varejista está diante dos seus melhores índices de vendas. “A expectativa é muito boa e tende a melhorar ainda mais. Certamente, há espaço para funcionários qualificados e empenhados diante de uma nova chance de emprego”, avaliou. Marco Antônio

Durante o período de final de ano, muitos foram os temporários; agora, alguns deles permanecem nos empregos

Brasileiros são os mais confiantes na economia entre 24 países Os habitantes de economias emergentes são muito mais confiantes sobre suas perspectivas financeiras do que os habitantes de economias avançadas, com 78% dos brasileiros otimistas em comparação a apenas 4% da população francesa, diz pesquisa da Ipsos. Dos 24 países analisados, os cidadãos do Brasil foram os mais confiantes sobre a força da economia nos próximos seis meses. A Índia ficou em segundo lugar, com 61% de otimismo, seguida pela Arábia Saudita, com 47%, de acordo com a sondagem “Pulso Econômico do Mundo”, conduzida em dezembro. Depois de França, os países menos otimistas foram Japão, Hungria e Grã-Bretanha. Os questionamentos foram sobre os hábitos de consumo de longo prazo de seus cidadãos. “As pessoas não estão pessimistas como estavam em 2009. Mas há apenas uma confiança morna neste momento”, disse Cliff Young, analista do Ipsos

Public Affairs, em referência à confiança global. A Alemanha, cuja economia teve, em 2010, o maior crescimento desde a reunificação, foi a nação mais otimista da Europa. Mesmo assim, apenas 27% dos alemães acreditam que a economia irá se fortalecer mais. Apesar da recuperação econômica, o gasto dos consumidores alemães continua baixo. Apesquisa do Ipsos, realizada mensalmente, também mostrou que o otimismo alemão caiu 8 pontos em dezembro. ARússia viu uma queda semelhante. No agrupamento por regiões, a mais otimista foi a América Latina, com 52%. As nações do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) registraram 50% de otimismo, enquanto Oriente Médio e África viram uma taxa de 32%. AEuropa foi a região mais pessimista, com 16%. Apesquisa foi realizada entre 10 e 20 de dezembro, com cerca de 19 mil pessoas.

SETOR FINANCEIRO

BC: 1.700 vão se aposentar até 2014 Em abril, o Banco Central vai prorrogar o prazo de validade de seu último concurso por mais um ano. Bom para quem foi classificado e está na fila de espera, já que a instituição vai chamando os aprovados à medida que as vagas aparecem. A boa notícia para quem tem interesse em trabalhar na instituição que paga acima de R$ 5 mil para o nível médio e R$ 13 mil para o nível superior, é que mesmo chamando todos os classificados no último certame, ainda há a necessidade de cobrir novas vagas que surgirão com a aposentadoria dos atuais servidores. Pelas contas do BC, cerca de 1.700 de seus funcionários terão condições de se aposentar até 2014. No último concurso foram oferecidas 150 vagas iniciais de nível médio e foram aprovados 300 candidatos. Para analista (superior) foram 350 vagas, sendo que passaram 410 pessoas. Procurador foram 20 quadros, e passaram 60. Ou seja, o BC tem 1.700 servidores na agulha para aposentadoria e possui um banco de talentos de 250 pessoas. Todos os aprovados dentro do número de vagas oferecido já assumiram seus

postos. A instituição informa que as vagas que forem surgindo serão preferencialmente ocupadas pelos aprovados no último concurso até a data de validade do certame. A ideia do banco é só realizar um novo concurso quando este atual perder a validade. Além de ter de cumprir o edital, o Banco Central quer evitar o custo de um evento como este, que segundo avalia, é um processo custoso e lento. A despesa de um concurso, no entanto, tem menos a ver com verba e mais com tempo e esforço. “O custo financeiro em si não existe, pois a taxa de inscrição dos candidatos paga a empresa organizadora. Mas há o custo intangível, de mão de obra. Um concurso nacional exige a dedicação de muita gente, durante muito tempo”, informa o BC por meio de sua assessoria. Na última concorrência realizada em 2009, a instituição ofereceu salário de nível médio de R$ 5.221 e de nível superior de R$ 13.264. A concorrência foi grande, 244.347 inscritos para 500 vagas efetivas, numa relação de 488 candidatos por vaga.

Empolgados com o atual momento econômico, brasileiros vão às compras

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Economia

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EspaçoConsumidor Thiago Gomes noticias@ojornalweb.com.br

BEM-VINDO Caros consumidores, Foi pensando na garantia dos seus direitos e na oportunidade de informar sobre eles que O JORNAL lança, a partir desta edição, a coluna Espaço Consumidor. Todas os domingos, você poderá conferir neste espaço dicas de como ser um consumidor esperto, que sabe comprar, trocar, usufruir dos serviços públicos e privados sem ser colocado para trás. A coluna assume o compromisso de tirar as suas dúvidas, sempre com base no que dizem os especialistas da área. E planeja que aqui seja um canal aberto, interativo, feito para você e por você também. A pretensão é deixá-lo “antenado” acerca de todos os fatos do universo do direito do consumidor. Para isso, o que for tratado aqui será escrito numa linguagem de fácil compreensão, citando sempre fatos corriqueiros. Quando for preciso, este colunista vai cobrar – e muito – dos órgãos competentes o cumprimento da lei que defende o consumidor.

CARTÃO NÃO PASSOU? Nesta época do ano, com as ofertas tentadoras nas vitrines das lojas, fica até difícil não ceder à tentação de comprar. E um risco comum é, depois de enfrentar uma fila, você passar pelo constrangimento de o cartão de crédito não ser autorizado para a compra. Sem xingar o vendedor, verifique se houve problemas na maquineta ou no sistema. Se estiver tudo certo, inclusive no saldo do seu cartão, vale até ingressar na Justiça contra a operadora e pedir indenização. Para isso, reúna provas na hora da compra. Enquadra-se em constrangimento. Ei... você precisa estar certo, viu! Nada de procurar o Judiciário se estiver devendo ou com o cartão estourado.

PAGOU DUAS VEZES! Já aconteceu de você pagar duas vezes a mesma fatura e só depois lembrar que estava no débito automático? O valor pode até ser baixo, mas deverá ser devolvido pela empresa prestadora do serviço. Neste caso, o procedimento é bem simples. Basta escrever uma carta, com aviso de recebimento, à empresa requerendo a devolução do dinheiro excedente. Aí é somente aguardar. Se não for ressarcido, reclame no Procon ou na OAB e encaminhe cópia para a agência que regulamenta o serviço.

“SE ARREPENDEU”? Essa é muito boa para quem gosta de comprar produtos em catálogos, pela Internet, por correspondência ou telefone. Sabia que está disponível o direito de arrependimento? Funciona assim: você compra a mercadoria dessa forma, sem ao menos pisar na loja, mas não ficou satisfeito. Depois que receber o que não gostou, você tem um prazo de sete dias para desistir da compra e devolver o produto. E o melhor é que seu dinheiro estará de volta, corrigido, sendo ressarcido nas despesas de postagem. Entre em contato com a empresa e usufrua deste direito.

ESPONJA DE PRATOS Diga-me qual a razão lógica de uma escola pedir na lista de material escolar esponja de pratos? E pregador de roupas? É uma lavanderia ou um colégio? O Procon de Alagoas está nas ruas fiscalizando esses absurdos. Todo ano, isso é divulgado, mas os diretores não se moldam. Os pais devem reclamar e não comprar, de forma alguma, esses materiais excedentes. Caso prefiram, podem ligar para 3313-1796 e denunciar a irregularidade. A escola pode ser multada.

NO MERCADINHO É MELHOR Preste atenção também no preço dos artigos escolares. A variação pode ser bastante significativa de uma papelaria para outra. Uma boa dica, além de pesquisar muito antes de comprar, é visitar aqueles mercadinhos de bairro. Neles, há opções, sim, para os estudantes e com o valor baixinho. Pode ser mais vantagem escolher os cadernos, borrachas, canetas e as cartolinas nesses locais. Os livros da garotada, para quem quer economizar, podem ser comprados ou trocados nessas feiras de segunda mão.

SOJA, MILHO E ALGODÃO

Cultivo de transgênicos já chega a 67% da área plantada Ao todo, cerca de 25,29 milhões de hectares correspondem à produção Anay Cury G1

Aredução dos custos de produção e o aumento da demanda têm incentivado a utilização de sementes transgênicas por produtores de soja, milho e algodão - as únicas três commodities do País em que a modificação genética pode ser utilizada em quase todos os estados. De acordo com dados do setor, o crescimento da adesão à tecnologia tem avançado em ritmo acelerado desde que o plantio foi autorizado no Brasil. Na safra 2010-2011, mais da metade de toda a área semeada conta com tecnologia transgênica. Do total de 37,54 milhões de hectares com plantação de soja, milho e algodão, cerca de 67%, ou 25,29 milhões de hectares, correspondem a produção transgênica, segundo levantamento da consultoria Céleres. Um hectare equivale a 10.000 metros quadrados. Entre as três commodities cuja produção transgênica é permitida, a soja tem a maior área plantada, bem como a mais expressiva adesão à tecnologia. Do total de 23,61 milhões de hectares de plantação do produto, 75% contam com sementes modificadas. Na safra 2003-2004, quando o plantio foi regulamentado, a adesão à tecnologia era de 22,1% do total de terras onde a soja era cultivada. Já na safra que será colhida em 2011 essa percentual chega a 75,3%. A produção da oleaginosa foi a primeira a receber autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Na Monsanto, dois terços da produção de soja nesta safra é transgênica, segundo o diretor de marketing da empresa, André Franco. “Aprevisão é de que, na próxima safra, esse percentual chegue a 80%, podendo ser ainda maior nos próximos três anos.” Aperspectiva positiva da empresa deve-se ao tripé “maior produtividade, mais facilidade

de manejo e menor custo de pro- tem que se manter no mercado”, dução”, de acordo com o diretor. afirmou. Na região Sul do País, que Aintrodução da modificação concentra a segunda maior área genética também tem se intenside produção transgênica de soja, ficado entre os produtores de 7,98 milhões de hectares - atrás milho (inverno), alcançando 75,7% apenas do Centro Sul, 16,34 mido total da área plantalhões - o cultivo do grão só foi da do grão no país na mantido graças à oferpróxima safra. Na de ta das sementes trans2008-2009, época em gênicas, na avaliação que foi concedida a perA estimativa missão para que as culde Mauro de Rezende Lopez, pesquisador do turas contassem com seé que na Centro de Estudos mentes transgênicas, a próxima Agrícolas do Instituto adesão era de 14,7%. safra o Brasileiro de Economia Na segunda safra (Ibre) da Fundação do milho 2010-2011, do percentual Getulio Vargas (FGV). total da área plantada, aumente “Se não fossem os de 5,30 milhões de hecpara 80% transgênicos, a soja tares, 4,019 milhões teria sido varrida do têm produção transgêcampo. Aconcorrência nica. O crescimento da com a Argentina era produçõa no país tem sido da muito grande. Os porordem de 10 pontos percentuais tos da Argentina, do Uruguai, a cada ano, segundo o diretor do Paraguai são melhores que da Monsanto. os nossos, sem contar o custo do “Não há restrições de produtofrete, que aqui é muito maior. As res quanto ao uso de sementes sementes transgênicas baixaram transgênicas. Avantagem financeios custos de produção. Os pro- ra é substancial. O uso de água, de dutores tiveram de aderir. Você diesel e até a emissão de CO2 na

atmosfera são reduzidos. Não há motivos para que os produtores não optem por essa tecnologia”, disse Alda Lerayer, diretora-executiva do Conselho de Informações de Biotecnologia, PhD em genética molecular de plantas. A adesão às sementes transgênicas pelos produtores de algodão ainda é pequena, se comparada à de soja e milho. No entanto, a exemplo do que ocorre com as outras commodities, a utilização de sementes está crescendo. Na safra de 2004-2005, ano em que a autorização para o cultivo foi dada, 3,3% das terras tinham sementes transgênicas. Já nesta safra, que será colhida em 2011, a introdução da cultura já atinge 25,7% da área total. Segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a área global de plantações transgênicas ocupa mais de 100 milhões de hectares, em cerca de 50 países, seja cultivando ou importando variedades geneticamente modificadas para consumo humano ou animal.

Perspectivas são de que tecnologia avance ainda mais A tendência é que a utilização da tecnologia cresça cada vez mais, na avaliação do pesquisador da FGV, Mauro de Rezende Lopez, principalmente com o avanço da demanda pelo mercado externo. “A população de Índia e China crescem. Eles não têm comida suficiente e vêm pro-

curar aqui”, disse. O “grande problema”, para o pesquisador, é quanto à limitação da produção. “Todas as combinações levaram a produção a patamares incríveis de produtividade. Mas estamos chegando ao limite”, afirmou Lopez, sinalizando o aumento dos preços.

No dia 17 de dezembro, o Grupo Intergovernamental para Alimentos da FAO Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) afirmou que os mercados mundiais de alimentos enfrentam um longo período de elevação de preços, sem pre-

cedentes, e é provável que o índice de preços calculado pela entidade atinja novo recorde ainda em dezembro. Para ele, o aperto na oferta mundial de vários produtos agrícolas faz com que uma queda de cotações na safra 2011/12 seja altamente improvável.

BANDA LARGA Pelo jeito, o ministro Paulo Bernardo começou bem nas Comunicações. Como anunciou a banda larga a preço popular, recebeu logo pressão das operadoras para redução do ICMS – aquele imposto embutido ao preço de todas as mercadorias. Pelo que ele já declarou à imprensa, não vai baixar a cabeça para os empresários. “Se tirar o ICMS e as empresas não baixarem o preço, o consumidor não ganha nada”. Ele quer reduzir o tributo, mas lembrou de quem vai ter o serviço em casa. Boa sacada, ministro.

Tecnologia foi empregada inicialmente no País no plantio de soja

Apesar da resistência de ambientalistas, o algodão transgênico avança

APAGUE A LUZ Os medidores de energia estão trabalhando como nunca em janeiro. Crianças e adultos em casa representam maior consumo dos aparelhos elétricos e eletrônicos nessa época do ano. É bom se “ligar” que a fatura da Eletrobras, antiga Ceal, está vindo mais cara desde agosto, quando foi aprovado reajuste médio de 6,56% para os 102 municípios alagoanos. Quem não economizar neste mês vai ter surpresa na conta de luz perto do carnaval. Lembre-se das dívidas do fim de ano também. Vai pesar...

Mande dicas, tire dúvidas ou denuncie você também pelo noticias@ojornalweb.com ou pelo 4009-1995, no período da tarde.

Indústria já utiliza produtos em larga escala Todos os segmentos da indústria de alimentos utilizam tanto o milho quanto a soja e seus derivados em larga escala. De acordo com levantamento do Conselho de Informações sobre Biotecnologia, há presença desse tipo de produto em bebidas e salgadinhos, balas, doces e chocolates, alimentos prontos, molhos, leites, queijo e congelados, entre outros. De acordo com a Embrapa,

estão em estudo outras variedades de produtos geneticamente modificados, como feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, soja com tolerância à seca, café e cana-de-açúcar com resistência à broca, entre outras. Para que comecem a ser produzidas e comercializadas, essas variedades ainda terão de ser aprovadas pela CTNBio. O OUTRO LADO - Enquan-

to alguns têm perspectivas positivas quanto à expansão dos transgênicos, há aqueles que defendem ainda o cultivo tradicional. Para o Greenpeace, o avanço da produção transgênica tende a acabar com um mercado em potencial na Europa. “Há poucas semanas, foi enviado à Comissão Europeia um abaixoassinado com 1 milhão de assinaturas contra esse tipo de produção. O Brasil ainda exporta

sua produção convencional. Se isso acabar, acabará esse mercado no exterior”, defendeu Iran Magno, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace. Magno também tem ressalvas quanto aos efeitos do consumo do produto transgênico na saúde: “os riscos ainda não foram comprovados, nem para um lado nem para o outro”, afirmou.

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TETO DE R$ 130 MIL? O governo da presidente Dilma Rousseff já prepara a sua primeira bondade política para dar um incentivo adicional à segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida e aos financiamentos para uma parcela da classe média. Estagnado há mais de três anos, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em cidades com mais de 1 milhão de habitantes pode ser corrigido ainda neste mês pelo Conselho Curador do FGTS e saltar de R$ 130 mil para algo entre R$ 150 mil e R$ 170 mil. O objetivo é acelerar o programa entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Brasília e Rio - onde os preços dos imóveis são mais elevados e não se enquadravam nos montantes definidos pelo FGTS. Ao mexer no teto do valor do imóvel financiado para regiões metropolitanas e grandes cidades, também serão revistos os limites para localidades com menos moradores. Para cidades com população entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, o valor é de R$ 100 mil e nos demais municípios, R$ 80 mil. A sugestão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que essas faixas sejam fixadas em R$ 100 mil e R$ 130 mil. Para o teto, a proposta é de R$ 150 mil. O aumento do limite de R$ 130 mil é uma reivindicação antiga do setor de construção civil. Isso porque os valores inferiores tiveram uma atualização em 2009.

GUERRA DO AMIANTO Recentemente a Unicamp divulgou a pesquisa "Avaliação do Impacto Econômico da Proibição do uso do Amianto na Construção Civil no Brasil" - condenando o uso do amianto e sugerindo sua substituição - como contraponto ao estudo socioeconômico "O Papel dos Produtos de Amianto na Cadeia da Construção Civil", em 2009, publicado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e que defende os produtos fabricados a partir do amianto crisotila.

Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: comercial@ojornal-al.com.br

Financiar ou adquirir um consórcio, eis a questão! Quem não tem pressa para morar deve contratar um financiamento A compra da casa própria é um dos maiores sonhos, se não o maior, de muitos brasileiros. Para realizá-lo, contudo, são poucas as pessoas que têm condições financeiras de fazê-lo sem recorrer a alguma forma de crédito. Assim, nessas horas, surge a pergunta: o que é melhor, financiamento ou consórcio? De acordo com o vice-presidente de habitação do SecoviSP (Sindicato da Habitação), Flávio Prando, a resposta para tal questão passa por diversos fatores, como tempo e dinheiro disponível para a entrada. Quem quer sair do aluguel, por exemplo, talvez deva optar pelo financiamento, já que esta modalidade permite que o dinheiro esteja à mão em um curto espaço de tempo. Outra vantagem, ainda conforme Prando, é o fato de o financiamento bancário contar com seguro de vida e invalidez permanente, protegendo a família do tomador do empréstimo, se houver necessidade. Por outro lado, alerta o especialista, o comprador precisa ficar atento às taxas de juros e possuir alguma reserva para

dar de entrada. “Apesar de não serem altos, quem pretende adquirir um financiamento imobiliário precisa pesquisar bem os juros bancários para garantir o melhor negócio”, diz. O consórcio, por sua vez, é uma boa opção para quem não tem condições de adquirir um financiamento, por não ter, por exemplo, dinheiro suficiente para a entrada. Além disso, é uma modalidade válida para quem não tem pressa de ter o imóvel, já que o consorciado, por meio de sorteio ou lance, pode tanto ser contemplado rapidamente como ter de esperar até anos pela carta de crédito. Quem opta por esta modalidade deve ainda estar preparado para arcar com a taxa de administração e verificar se a administradora e os grupos estão regulares. Independentemente de qual será a opção de crédito para a compra da casa própria, Prando sugere que o comprador reserve de 3% a 4% do valor do imóvel para pagar despesas com documentação.

BANIR OU NÃO? As conclusões dos dois estudos são divergentes e, mais uma vez, surgem novas discussões acerca do banimento do amianto no Brasil. Um artigo publicado no Jornal DCI OnLine/SP - contra o estudo da Unicamp e a favor do uso da fabricação do amianto - esquentou esta semana a guerra de argumentos dos dois lados da contenda.

Financiamentos movimentaram R$ 57 bi; consórcios, R$ 50 bi

FALTA O OUTRO LADO

O financiamento ainda é o tipo de crédito mais utilizado por quem adquire imóveis no Brasil. No ano passado, estimase que o valor movimentado tenha sido de R$ 57 bilhões, devendo atingir R$ 85 bilhões em 2011, segundo dados divulgados pelo próprio Secovi-SP. Já os consórcios, segundo a Associação Brasileira de

O artigo não mede palavras e põe o dedo na ferida ao analisar as disputas comerciais por trás da polêmica. Para quem acompanha o tema vale a pena a leitura. Resta agora esperarmo que alguém lance outro artigo que faça o contraponto. Quem se habilita?

TÁ DIFÍCIL A Caixa Econômica Federal prometeu estratificar os dados do Programa Minha Casa Minha Vida nesta sexta-feira. Pena que ficou tudo apenas no campos das promessas. O detalhamento dos números de 2010 permitirá avaliar quais faixas de renda se beneficiaram mais e ajudará a redirecionar os recursos do governo federal para a segunda etapa do programa.

À DERIVA A área de comunicação da Ademi-AL está à deriva. Desde que a jornalista Alexandra Alves deixou o posto a página da entidade deixou de ser atualizada e a mídia especializada ficou sem os informes da entidade. A última nota publicada na web data de 28 de outubro do ano passado.

EM FOCO

Administradoras de Consórcios, foram responsáveis pela utilização de R$ 49,9 milhões de recursos provenientes do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas, desde que as novas regras para o uso do fundo entraram em vigor, em março de 2010, até novembro do mesmo ano.

Até novembro, as contemplações nos consórcios de imóveis aumentaram 4,8%, na comparação com o mesmo período de 2009, chegando a 61,7 mil. De janeiro a novembro do ano passado, a comercialização de novas cotas atingiu 209,4 mil, o que representa uma alta de 11,4%, em relação a igual período de 2009.

EM CRUZ DAS ALMAS

Imóveis são autuados por despejo irregular de esgotos A Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal deProteção ao Meio Ambiente (Sempma), realizou nesta sextafeira (21) mais uma ação de tamponamento de redes de esgotos irregulares. Dessa vez, a ação esteve concentrada na orla do bairro de Cruz das Almas. A iniciativa é uma ação continuada e já vem sendo desenvolvida pelo órgão em diversos pontos da orla dacapital. De acordo com técnicos da Sempma, o principal objetivo da atividade é monitorar as regiões onde estabelecimentos comerciais, edifícios e residênciasparticulares estejam des-

pejando o esgoto nas galerias de maneira errada epoluindo as praias, além de estarem dificultando e retardando a conclusão deobras de saneamento em alguns bairros. A ação, iniciada nas primeiras horas da manhã, conta com o apoio de equipes das secretarias de Infraestrutura e Urbanização do município (Seminfra) e do Estado (Seinfra) e envolve, também, a gentes da Casal e funcionários da construtora responsável pelas obras de saneamento realizadas naquela localidade. Para o secretário Ricardo Ramalho, a fiscalização é fun-

damental para que haja um trabalho mais rígido, no sentido de constatar possíveis anormalidades em relação às redes de esgoto que despejam dejetos no mar. “É imprescindível que estejamos atentos às falhas que são cometidas e afetam o meio ambiente, buscando formas de evitar a poluição das praias de Maceió”, afirmou. Os proprietários dos imóveis que apresentam irregularidades quanto à eliminação do esgoto devem ser autuados e posteriormente monitorados para que o problema não volte a ocorrer.

O vice-presidente de Responsabilidade Social da Ademi-AL, Ronald Vasco Junior, acompanhará de perto a pesquisa que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção iniciará nesta segunda-feira (24). A Pesquisa de Responsabilidade Social dimensionará como o “construbusiness” nesta importante área. O estudo será feito em 12 capitais brasileiras. Maceió está fora. Que tal uma pesquisa local nos mesmos moldes? Moradora observa buraco escondido sobre tampa onde são despejadas as águas inservíveis da residência

TECNOLOGIA

Pernambuco terá fábrica de painéis solares Pernambuco ganhará a primeira fábrica de painéis para geração de energia das Américas - a Eco Solar do Brasil. Afábrica terá capacidade anual de produzir 850 mil painéis fotovoltaicos, responsáveis pela captação e armazenagem da energia solar. A grande fornecedora de tecnologia para a Eco Solar é a suíça Oerlikon Solar, com mais de 100 anos de atuação. O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para armazenar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotada pela empresa, chamada de “filme fino”, é que as placas são feitas de material 100% limpo, mais eficiente e mais barato, garante ele: “Essa é uma tecnologia que tem um custo acessível. No início, iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação.” TELHA FOTOVOLTAICA - Converter a luz do sol em eletricidade não significa necessariamente fazer uma cobertura no telhado com painéis solares sem graça. A empresa SRS Energy, da Filadélfia, desenvolveu uma placa, a Solé, que faz esse trabalho sem comprometer a estética: tem o formato de uma telha de barro, na cor azul escuro. O produto foi especificamente produzido para ser compatível com as telhas de cerâmica fabricadas pela empresa parceira E.U.Tile - assim, será dada aos seus clientes a opção de cobrir uma seção de seu telhado com a nova versão, mais fashion, das placas fotovoltaicas. As telhas já estão disponíveis no mercado americano, mas ainda não chegaram ao Brasil. ASRS Energy diz que as telhas Solé, feitas de um polímero de alta performance usado frequentemente nos parachoques de automóveis, são leves, inquebráveis e recicláveis.

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Confira as promoções na Revista da TV

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Lula Castello Branco

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Gilson Monteiro/Repórter ezessete de agosto de 1942, 10h50, litoral sul da Bahia. O navio Itagiba mercante é torpedeado pelo submarino alemão U-507. Em menos de dez minutos, a embarcação vai a pique. A última sobrevivente resgatada é uma alagoana de apenas 4 anos, a pequena Walderez Cavalcante, encontrada em alto-mar numa frágil caixa de madeira. Trinta e seis pessoas morreram. Doze de janeiro de 2011, Porto de Maceió, 10 horas. Walderez Cavalcante, agora com 73 anos, relembra o trágico episódio, enquanto contempla, emocionada, o horizonte do mesmo Oceano Atlântico que, em mares baianos, marcaria para sempre a sua história, levando-a às capas das principais

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revistas da época e forçando o Brasil a entrar de vez na Segunda Guerra Mundial. A saga de Dona Walderez consta nos registros da Cinemateca Nacional, nos famosos filmes oficiais de guerra. Mas é nesse relato pessoal, contado a O JORNAL pela própria “pequenina náufraga”, como a chamaram os jornais do período, que conhecemos a real dimensão desse drama e desta personagem singular, verdadeiro documento vivo de um conflito que colocou Alagoas e o Nordeste brasileiro em importantes páginas da história mundial.

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Alguém, uma alma bondosa, pressentindo o perigo, me colocou numa caixa de leite condensado da Nestlé, de madeira, que estava com os suprimentos da baleeira, segurou minhas mãos nas bordas da caixa e disse: 'Segure!'

A menina Walderez e seu pai, Octávio de Barros Cavalcante, depois de serem resgatados após Itagiba ir a pique

LANÇADA AO MAR

1951: UMA NOVA TRAGÉDIA

Seis embarcações torpedeadas no litoral nordestino e quase 500 mortes em apenas três dias. Essa foi a resposta dos nazistas, em 1942, ao apoio velado do Brasil aos Estados Unidos, que contava com a borracha brasileira para alimentar sua indústria bélica. O apelo popular para comover a nação e “justificar” o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial veio nas imagens da pequenina náufraga Walderez Cavalcante e de seu pai, Octávio de Barros Cavalcante. Vítimas do naufrágio do navio Itagiba, da Companhia Nacional de Navegação Costeira, pai e filha alagoanos eram o retrato do ultraje à família brasileira, atacada covardemente pelos alemães. Depois de escapar da explosão do navio, a pequena Walderez é levada pelo pai para uma das baleeiras, barcos utilizados como salva-vidas. Mas tragicamente o mastro da embarcação parte a baleeira ao meio. Desgarrada do pai, a garota fica duas horas em alto mar, até ser resgatada na praia da cidade de Valença, na Bahia, em uma caixa de madeira do famoso “leite moça”, da Nestlé. Sessenta e oito anos após o naufrágio, Dona Walderez foi localizada pela reportagem de O JORNAL. Ainda vivendo em solo alagoano, ela contou detalhes de sua dramática aventura em alto mar, em uma visita ao Porto de Maceió. Um monólogo emocionado e nostálgico, mas também um registro oral da História do Brasil, e dessa notável alagoana. “Eu sempre acompanhava meu pai nas viagens. Ele me deixava no Rio de Janeiro, na casa de minha madrinha, e quando voltava de Santos me pegava de volta. Desta vez saímos de Vitória do Espírito Santo com destino a Bahia no dia 15 de agosto. Na manhã do dia 17, o navio sofreu um estremecimento, após uma forte explosão, e alguém gritou:’Fomos torpedeados’. Eu era muito menina, mas lembro que eu estava com uma vassoura pequena, brincando de limpar o convés. E só vi quando meu pai desceu a escada correndo, me pegou pela cintura e subiu. Aí eu já vi muita fumaça e um apito. Fomos para a baleeira, mas o mastro do navio caiu em cima da baleeira, e ela se partiu ao meio. Foi aí que eu me separei do meu pai que ficou enganchado nos fios do telégrafo, com a bacia quebrada. Muito ferido. Mas alguém, uma alma bondosa, pressentindo o perigo, me colocou numa caixa de leite condensado da Nestlé, de madeira, que estava com os suprimentos da baleeira, segurou minhas mãos nas bordas da caixa e disse: ‘Segure’. É tudo o que eu lembro”, recorda dona Walderez. “Pior ainda foi para os sobreviventes do Itagiba que foram resgatados pelo Arará, um navio que estava próximo. Pois o Arará foi torpedeado logo em seguida. Ou seja, os que escaparam foram náufragos duas vezes”, recorda.

Mas o naufrágio do vapor Itagiba não seria a única tragédia na trajetória da alagoana Walderez. Nove anos depois, alguns dias após seu Octávio de Barros Cavalcante aportar com sua humilde família no Rio de Janeiro, a mãe de Walderez, dona Zilda Monteiro Cavalcante, morre em um acidente de trem, no bairro de Anchieta. “Depois disso tudo nossa vida foi muito traumática. Em 1951 resolvemos mudar para o Rio. Chegamos numa sextafeira, e numa segunda-feira minha mãe faleceu num desastre de trem que houve em Anchieta. Morreram ela e meu irmão. Foi aquele desmantelo, tivemos que voltar para Maceió e meu pai distribuiu os nove filhos entre os familiares. Eu fui morar com minha avó”, conta, com um olhar vago.

“ME DEVOLVAM AO MAR” Depois de uma pausa, pensativa, ela prossegue com seu relato. “Então avistaram alguma coisa muito distante, que eles presumiram ser alguém. Foram atrás e me resgataram. Eu fui a última sobrevivente a ser resgatada. Mas eu era muito pequena, e aí você não avalia o risco que está correndo. É a sua sorte. Me levaram para um navio. Lembro que tinha cobertores pretos e botaram em mim, mas eu disse que não estava com frio”, conta dona Walderez, com um olhar ainda perdido no horizonte às margens do Porto de Maceió. Ela conta que ao ser hospitalizada, o seu pai ainda não sabia que destino teria levado sua pequena garota. “Meu pai conseguiu se livrar dos fios do telégrafo e foi resgatado. Foi levado ao Hospital Português da Bahia, e então ele disse que, se eu não vivesse, ele não queria viver, que o jogassem na água outra vez. Que o devolvessem ao mar. Mas eu estava sã e salva. Depois de socorrida fui levada para a casa da filha do prefeito da Cidade de Valença, Nilza Coutinho de Oliveira Queiroz, que eu nunca mais voltei a ver”.

GOTA D'ÁGUA - O Itagiba, cenário do drama dos alagoanos Walderez e Octávio, integra uma lista de seis embarcações (5 navios e um barco), afundadas na costa nordestina pelo submarino nazista U-507, entre os dias 15 e 18 de agosto de 1942. O dramático episódio, que deixou 479 mortos, seria a gota d'água para que o Brasil abandonasse sua postura oficialmente neutra, até então, e entrasse de vez na Segunda Guerra Mundial, aliando-se aos americanos e, quatro dias depois, declarando guerra contra as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Para explicar mais claramente o que estava por trás dos ataques ao Itagiba, e aos navios Baipendi, Araraquara, Aníbal Benévolo e Arará, além do barco Jacira, conversamos com um dos maiores pesquisadores do assunto, o professor baiano Edgard da Silva Oliveira. Capitaneando um grupo de pesquisa que há mais de uma década estuda os ataques nazistas surpresas no Nordeste brasileiro, Oliveira reside em Valença, cidade baiana de 84 mil habitantes, em cuja costa naufragaram os navios mercantes Arará e Itagiba. Foi na praia de Guaibim, na costa de Valença, que a pequena Walderez foi encontrada. “Como os Estados Unidos centralizavam toda a produção bélica, houve uma grande necessidade de borracha para a confecção dos pneus, correias e peças afins. Na época não havia a borracha sintética e os países asiáticos produtores do látex natural estavam sob domínio das tropas Japonesas. Com essa valorização da borracha, e com a intenção de impedir essa exportação, Hitler designou a missão da Tonnagekrieg (Guerra de Tonelagem), que consistia em eliminar dos Aliados, a capacidade de transporte de matérias primas e de produtos estratégicos via oceano”, explica o professor. “Em fevereiro, houve um primeiro torpedeamento ao navio Buarque, afundado perto da flórida. Mas a gota d'água foi o episódio envolvendo o Itagiba e o Arará. Após o torpedeamento, os sobreviventes do Itagiba foram resgatados pelo Arará. Mas logo em seguida, o submarino nazista voltou a atacar, e atingiu o Arará. Matando grande parte dos que haviam escapado do outro navio. Esse duplo naufrágio foi considerado uma afronta à soberania nacional, e o presidente Getúlio Vargas declarou guerra no dia 22 de agosto, dias após os ataques”, conta. Os torpedeamentos na costa nordestina seguiam uma determinação do almirante Karl Dönitz, anunciada no dia sete daquele agosto de 1942, autorizando o comandante do U-507, Harro Schacht, a fazer manobras livres, ou seja, atacar sem autorização, as embarcações brasileiras. O professor Edgard Oliveira conta que os militares tripulantes dos submarinos que atacaram o litoral brasileiro foram recebidos como heróis de guerra na Alemanha nazista.

COMO NASCEU A PAUTA Em setembro do ano passado, a revista de curiosidades Superinteressante, da editora Abril, dedicou um trecho da reportagem “Pearl Harbor no Brasil”, à história da "pequenina náufraga". O texto dizia: “No dia 21 de agosto, o Diário da Bahia estampou a foto de uma garotinha de 4 anos sentada em uma cama de hospital. Era filha de um tripulante do Itagiba, Octávio Cavalcante, que chegou à praia agarrada a uma caixa”. “A pequenina náufraga recebe curativos enquanto os seus dedinhos fazem o V da vitória, que não poderá deixar de vir", previa a legenda. “Reproduzida em toda a parte, a ‘pequenina náufraga’ se tornou mais popular que Carmen Miranda", continuava. Na edição de dezembro, a mesma revista trouxe um pequeno relato (reprodução acima), de autoria de Dona Walderez, afirmando ser ela a garota náufraga. Esse foi o ponto de partida da reportagem de O JORNAL para localizá-la. Convidamos, então, nosso repórter Gilson Monteiro, que se aprofundou em pesquisas para desenvolver a matéria. Após diversos contatos, um mês depois, Dona Walderez estava recontando a sua saga à nossa reportagem. É o resultado desse trabalho que publicamos na edição de hoje. Deraldo Fancisco Editor-Geral

479 MORTOS - Nos cinco navios torpedeados foram exatamente 479 mortos. Foram 36 no Itagiba; 256 no Baependi; 131 no Araraquara e mais 36 baixas no Aníbal Benévolo. Os três ocupantes do barco saíram com vida. (G.M.)

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Reprodução/ Vídeo

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O Getúlio conclamou o povo à guerra com minha imagem e a do meu pai. Que era a imagem da família ultrajada

Ironicamente, Walderez não sofreu ferimentos no naufrágio; braço quebrado foi por peraltice

O DRAMA ENTRA PARA A HISTÓRIA Consciente da importância de seu passado para a história de Alagoas e para sua própria trajetória de vida, Walderez Cavalcante enfrentou a burocracia da Marinha Brasileira e conseguiu uma cópia do filme produzido pela Cinemateca Nacional, onde os torpedeamentos dos navios da costa brasileira são registrados oficialmente. Assim é narrada a história da pequena alagoana e de seu pai, no filme “Cine Jornal Brasileiro Vol. 2, Nº 146”, produzido pelo Departamento Nacional de Imprensa e Propaganda, o D.I.P. “Walderez Cavalcante, uma encantadora garotinha de quatro anos. Viveu, entretanto, um dos mais impressionantes episódios do afundamento do Itagiba. Atirada ao mar com a explosão do torpedo, conseguiu agarrar-se a uma caixa vazia, ficando assim ao sabor das ondas até ser salva. Justa e tocante, é, pois, a homenagem que aqui lhe prestam as crianças baianas. Walderez é filha do tripulante do Itagiba, Octávio Cavalcante, e aqui a vemos fazendo companhia a seu pai, que se acha hospitalizado”, narra o vídeo em preto e branco. Em seu pequeno acervo “histórico-sentimental”, dona Walderez ainda guarda um exemplar do livro A agressão, editado pela Imprensa Nacional, relatando os ataques alemães no litoral nordestino. “Esses documentos de guerra são dificílimos de conseguir. Mas um irmão meu, que mora no Rio de Janeiro, foi em busca, disse que eu fazia parte daquela história, mas a marinha não queria liberar. Foi preciso minha filha falar com o Ministro da Cultura para poderem liberar. E mesmo assim só liberaram um trecho de uns três minutos em que aparece a minha parte na história. Também consegui uma foto oficial do Itagiba, que guardo até hoje. Tirei uma cópia e mandei fazer uma montagem com o navio no mar", conta, mostrando a ilustração com orgulho de quem fez parte da história.

pital com o braço fraturado. Mas não se tratava de um ferimento do naufrágio. A verdade é que eu, brincando com os filhos da dona da casa em que fui acolhida, correndo pela casa, cai e fraturei o braço. Do naufrágio eu não tive absolutamente nada”, conta dona Walderez, com um sorriso que ainda lembra o da garotinha de quatro anos vista nas imagens oficiais do naufrágio.

MAIS POPULAR QUE CARMEM MIRANDA A imprensa da época, mesmo com o pouco desenvolvimento das telecomunicações, fez ampla cobertura dos torpedeamentos. E a surpreendente história da garotinha e sua desventura numa caixinha de leite condensado em alto mar foi destaque de jornais e revistas da época. Com a colaboração do historiador e pesquisador baiano, Edgard Oliveira, a reportagem de O JORNAL teve acesso às edições do jornal Diário da Bahia, um dos muitos periódicos que estamparam a foto da pequena Walderez em suas capas. Jornal de Salvador, editado até o começo do século XX. A edição do dia 21 de agosto de 1942, quatro dias após o naufrágio, traz a foto da pequena náufraga na capa e, no miolo, o título “Milagre de Deus”. “Valderez foi salva milagrosamente. A expressiva fotografia mostra a pequenina náufraga recebendo curativos de uma irmã da caridade, enquanto que seus dedinhos fazem o ‘V’ da vitória - que não poderá deixar de vir -”, dizia a legenda fotografia.

Político habilidoso, o então presidente da República, Getúlio Vargas, não perdeu tempo, e viu no drama familiar do tripulante do Itagiba e de sua filha um forte apelo para que a nação brasileira o apoiasse na declaração oficial de guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Uma cruzada antinazista diante da “agressão covarde e criminosa”, como dizia o próprio Vargas em nota oficial do governo brasileiro divulgada no dia 24 de agosto, sete dias após o torpedeamento do Itagiba. “O Getúlio conclamou o povo à guerra com minha imagem e a do meu pai. Que era a imagem da família ultrajada. Então ele clamou o povo brasileiro à luta por causa da minha fotografia. O naufrágio do Itagiba foi a gota d'água para que o Brasil declarasse guerra às potências do Eixo”, afirma Dona Walderez.

“MILAGRE DE DEUS” - Os grandes semanários de circulação nacional também não perderam a chance de contar a história da pequena família de alagoanos, vítima dos submarinos nazistas. Revistas como Manchete e O Cruzeiro, com reportagens recheadas pelas fotografias oficiais fornecidas pelo Departamento Nacional de Imprensa e Propaganda (D.I.P.). Na época, muitos chegaram a dizer que a alagoana ficou mais popular do que a estrela Carmem Miranda. Modesta, dona Walderez acha graça na comparação. “Mas isso é exagero (risos). Realmente o assunto foi manchete em todo lugar. Fizeram reportagens nas revistas Manchete, O Cruzeiro, que na época eram muito famosas, como se fossem a revista Veja que temos hoje. Todos queriam conhecer a garotinha que sobreviveu ao torpedeamento do navio, segurada em uma caixa de madeira. Isso comovia as pessoas”, conta a passageira do Itagiba. Hoje, dona Walderez conta um pouco de sua história em um blog que mantém na Internet, no endereço www.sobreviventeitagiba.blogspot.com. A página traz algumas fotografias e um resumo do drama passado na costa baiana. “O blog foi feito por minha neta. Coloquei lá algumas fotos e um relato do episódio. Acho importante esse registro, já que colocam tudo hoje em dia na Internet”. (G.M.)

SÃ E SALVA - “O curioso é que eu apareci nas fotos e filmes ao lado de meu pai, na cama do hos-

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“PROPAGANDA DE GUERRA”

NESTLÉ: HOMENAGEM E PRÊMIOS A "façanha" involuntária da "pequenina náufraga" do Itagiba lhe rendeu homenagens da indústria de alimentos Nestlé. Aproveitando que a caixa vazia de madeira que salvou a vida da pequena Walderez era de leite condensado da famosa marca, a empresa ofereceu à garota alguns presentes. "Veio um representante da Nestlé, que trouxe uma boneca, um conto de réis em um envelope, e também o financiamento de toda a minha educação. Mas como teria que ser em São Paulo, minha mãe não aceitou", relembra Walderez. "Tiramos uma foto, eu, o representante da Nestlé, e tem outras pessoas na fotografia das quais eu não me lembro", diz. FATO MARCANTE - O episódio da garotinha encontrada em uma caixa de leite condensado marcou tanto a empresa que ainda hoje, na página da Nestlé na Internet, o relato faz parte da linha do tempo que conta a história da companhia suíça no Brasil. No endereço www.nestle.com.br, na aba "História", no link "Linha do Tempo", a saga envolvendo Walderez e a caixa de leite condensado é um dos fatos que marcaram a história da empresa no ano de 1942. "A menina Valderez Cavalcanti foi salva do naufrágio do vapor Itagiba, nas costas da Bahia, graças a uma caixa de LEITE MOÇA®, que lhe serviu de salva-vidas. Ganhou da NESTLÉ® uma boneca e um conto de réis", diz o texto, ilustrado por uma foto da garota segurando a boneca.


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UMAS POUCAS PALAVRAS

O Brotinho Ai, ai, brotinho Não cresça meu brotinho E nem murche como a flor Ai, ai, brotinho Eu sou um galho velho, mas Quero seu amor. Meu brotinho, por favor, não cresça Por favor, não cresça Já é grande o cipoal Tá sobrando galharia seca Tá pegando fogo no meu Carnaval.

Continua Penedo Seguimos com Penedo, recordando. Pelo menos, diverte e fica um pequeno depoimento sobre a Rua da Penha e seus mundos na transição dos 40 para os 50. Penedo era muito grande para viver na minha cabeça, mas a Rua da Penha era um universo legal. Aconchegante.

O Pirata da perna de pau Eu sou o pirata da perna de pau [Eu sou o Getúlio já fui Ditador] Dos olhos de vidro, da cara de mau [Com os votos dos trouxas, eu sou Senador] Minha galera Tem quinze anos de navegação Trouxe a miséria O câmbio negro e a inflação De um lado eu sou pai dos pobres

O que faz Penedo Descansa correndo de um navio afundado.

E mãe dos ricos em compensação Ao povo vou dar muita roupa Roupa, de algodão.

Sávio de Almeida

MIOLO DE POTE: CAPELA, PENEDO E O RESTO DO MUNDO (IV)

A rua: vedetes, política e costumes Luiz Sávio de Almeida música rival de A Balzaquiana aparece com Francisco Carlos, El Broto e foi muito cantada na Penha. Curiosamente, os autores eram Luiz Gonzaga e Humberto Texeira. A palavra brotinho, segundo Ziraldo – com o significado que assumiu – vem de A Normalista de David Nasser. Chama atenção o espírito carnavalesco que o Seu Lula e Humberto Texeira conseguiram produzir. O brotinho aparece em outra marchinha: Sassaricando, cantada pela Virgínia Lane, as mais belas pernas do Brasil e bem conhecidas por Getúlio Vargas. A própria Virgínia contou seus 15 anos de amor com Gêgê e garantiu que estava no Catete no dia da morte dele, afirmando que ele jamais se matou. Durma-se com um tiro desse! Ela não era bonita, mas sem dúvida suas pernas eram um vestígio da primitiva Eva, embora que, na minha cabeça, Eva devia ser automodável, ora ficando belíssima ou dragão. Adão deve ter escolhido na hora certa e a Serpente foi a primeira cafetina do mundo. Se Adão tivesse mexido em Eva sem a interferência da Serpente, haveria pecado original? Um dos grandes sucessos da vedete foi Sassaricando. Para mim, Sassaricando e a Chiquita Bacana são ícones de folia. A primeira faz surgir um verbo maravilhoso e sabe que todo mundo leva a vida no arame; a segunda, cria um poderoso ser a vestir-se com a casca de uma banana nanica e somente fazia o que o coração mandava. Resultado: para sassasaricar mesmo, somente uma Chiquita Bacana dita existencialista, palavra que nos versos é pessimamente utilizada, mas que ficou com formoso hit carnavalesco. Dessas revistas famosas, nada vi, mas sim as suas versões cinematográficas, conforme entendo que tenham sido as chanchadas. No entanto, cheguei a ver o

A

grande Mesquitinha e acho que foi no Recreio no Rio, levado pelo meu pai que adorava o que vou chamar de burlesco, para não me referir a uma safadeza inteligente. Pois foi quando conheci o Mesquitinha e acho que eu já estava morando em Bicas, Minas Gerais, cidade perto do Rio de Janeiro. O interessante é que não me lembro de ter visto as chanchadas em Penedo. Na certa vi, pois nomes como Grande Otelo e Oscarito não eram desconhecidos por mim: eram os dois maiores comediantes do Brasil. Mas eu forço e forço e o cinema nacional não aparece na cabeça. Não sou especialista, mas acho que na linguagem do cinema repete-se a concepção das revistas, especialmente no que era chamado de filme de Carnaval. Repito que não me lembro dele em Penedo, aliás, eu suponho recordar que filme nacional não era tão bem visto assim pela molecada, pois o negócio efetivamente era o cowboy e os seriados, passando pelos piratas. De Getúlio, lembro de sua ida à Rua da Penha, entrando numa casa verde que ficava em frente a do pai da Dona América. Era muita gente. Fiquei vendo da porta lá de casa; não me deixaram ir. Também me lembro da ida do Brigadeiro; esse, papai nos levou e tiramos até uma fotografia. Era o Brigadeiro Eduardo Campos. Foi no aeroporto em Penedo; não recordo do que fez na cidade. A fotografia ainda existe. Getúlio e Brigadeiro ficaram na minha cabeça, com suas candidaturas em 1950. Existia uma marchinha de Carnaval que falava no pirata da perna de pau. É uma gravação de 1947 com Nulo Roland e o compositor era o famoso João de Barro, o Briguinha. Lembro que se cantava contra o Gêgê uma paródia dessa música. Ouvi muito também o seguinte, mas pela rádio: Borombombom/ Estourou o foguete/ Borombombom/ O Gêge tá no Catete!

Tro-lo-lo em 1920. As coristas e o destaque

A triunfal chegada; eis Penedo

Francisco Carlos

Virgínia Lane: haja razão de estado

A doença do cai-cai

As vedetes que me restaram As vedetes ficaram famosas no teatro de revista e durante anos representaram padrões de desejos. Uma ultra famosa foi Luz del Fuego e ela realmente era merecedora e se fez presente no imaginário penedense da época. Foi em 1944 que começou a bailar com suas serpentes em um circo no Rio de Janeiro e é aí que começa a vedete. Belíssima, dominava a cena com seu tipo nacional. Irmã de um senador da República devia ser um calo no sapato político dele, especialmente depois que publica seu diário, deixando inúmeros inconvenientes expostos, escancarados. Ela tinha cabeça e enfrentava com suas propostas públicas; não era apenas uma

vedete, mas uma vedete que atanazava. É uma figura que merece um belo estudo, mas sua vida era absolutamente podada pelas senhoras que viam o pudico ser levado no deboche. Ela terminou tragicamente morta na década de sessenta, já sem a riqueza, o prestígio e a beleza. Outra mulher de cuja existência se sabia, mas que não poderia por vias oficias tornar-se penedense, era a Elvira Pagã, dita a primeira mulher a usar biquíni no Rio de Janeiro, em Copacabana, 1950; Rainha do Carnaval no Rio de Janeiro, morreu meio caduca. Era uma turma de primeira linha, como Mara Rúbia e tantas outras, consideradas assim como o diabo

em pessoa. Mas elas existiam como prova de que a luxúria se fazia nas fraldas de Penedo. Não chegavam ainda a me atentar. A Companhia Walter Pinto me atentou pelos anos finais dos cinqüenta e começo dos 60, com as vedetes maravilhosas em espetáculos, por exemplo, na Festa da Mocidade do Recife. Títulos como Tem Bububu no Bobobo, É xique-xique no Pixoxó não podem sair da lembrança. Walter Pinto alterou o teatro de revista que se esboça nos finais do século XIX, teatro que em grande parte e junto com as emissoras, será responsável na montagem de um cenário de profissionalização do músico brasileiro.

E voltando ao sebite Acho este termo sebite de propriedade espantosa. Quem já viu um sebite, sabe da propriedade de aplicá-lo à mulher amostrada, exibida. O sebite é frenético, jamais para; baixa e levanta, olha e desolha... Eu particularmente acho que é um belo pássaro, estando desaparecido como a garrincha, aquela espécie de casaca de couro pequena. Não se escuta mais o pitiguari. É a casaca de couro que, como fala a genial música de Rui de Moraes e Silva, cantada pelo Jackson do

Pandeiro vive de combinação: Cantando as duas na telha. Mas a parte da saudade de pássaros será em outro lugar. Eu gosto de mexer com música. Entendo perfeitamente as recordações que faziam o Lincoln Cavalcante publicar uma coletânea. Minha irmã tinha uma coleção de cadernos cheios de letras e mais letras. Aliás, a primeira letra de música que ficou na minha cabeça – não que eu me recordasse, mas pela história repetidamente contada por

minha mãe – é dá influência da II Guerra Mundial, ela levando a uma fala particular sobre o amor. Foi cantada pelo Gilberto Alves pela Odeon. A letra era de Roberto Martins. Eu não estava em Penedo, mas em Pirapora (1944), Minas Gerais e esse era tempo mesmo de guerra: Pra mostrar que braço é braço, Eu conquistei Sicília, Enfrentei balas de aço, Mas conquistei Sicília.

Luz Del Fuego

Mara Rúbia

A guerra e meu nascimento Madrugada e tudo escuro, com o medo dos submarinos alemães atacarem; era o famoso blackout. Rua Mato Grosso, a casa ainda está em pé. Lá dentro, minha irmã, minha tia Nini, meu pai. Tio Lauro saiu no meio do escuro para buscar o médico: João Azevedo. Tia Nini estava ali para ajudar a minha mãe: solidariedade de irmã. Chega o médico; situação feia. Sou arrancado a fórceps e ainda conservo a marca do ferro na testa. Já estava numa situação precária, quase roxo, e como se diz, a tripa enrolada no pescoço. O médico pega e não choro; é um custo e berro, ainda obstinado para viver. Entrei no mundo à custa de um fórceps. Olhei a vida durante um blackout. Quase que imediatamente fui colocado em um trem para Capela, assim que o res-

guardo da minha mãe permitiu. Passei um tempo sob os cuidados da Tia Nini e fui batizado na Matriz da Capela, tendo ela como madrinha, Tio Isaís como Padrinho, José Edson (filho da Nini) como padrinho e a Leda (filha), madrinha. Da forma como minha família pensava, eu fui entregue à responsabilidade da Tia Nini que passou a ser a Dindinha, modo como fui acostumado a tratá-la. Da Capela, voltei para Maceió e peguei um Ita com direção ao Rio de Janeiro e de lá para Pirapora foi de trem. Em suas memórias, meu pai conta sobre a viagem. Na volta, o navio era afundado. Guerra. Eu estive perto ao nascer no blackout, ao comer no mais absoluto escuro, ao andar no que foi afundado.

Contava um amigo e sisudo cidadão, algo que deve ficar registrado e que faz parte da história miúda, daquele picado do dia-a-dia. E é sobre a guerra. Dizia ele que na área de Jaraguá aconteceu uma violenta transformação, com as tropas aliadas acampando por lá. Segundo ele, a maioria de “americanos” era feita de filipinos e a tropa invadiu a região de Jaraguá, a tal ponto que até posto médico aliado havia na região. Com isso, aconteceu uma pesada interferência no mercado. A cotação de um programa em Jaraguá antes da invasão era de vamos supor, Cr$ 10,000. A conquista faz aumentar desesperadamente o preço, colocando a população nativa fora do páreo: o negócio agora era dollar e a vinte paus. Pronto; havia Maceió sido atingida duramente em sua vida. Quem podia? Preço duplo e ainda mais em dollar? Havia sido um golpe fatal na luxuria urbana. Então, houve uma brilhante e inteligentíssima reação. Correu como um raio a notícia de que filipino transmitia uma doença chamada de cai-cai; era fatal, pior do que gonorréia, cancro duro, cancro mole e outros azares do desregramento, artes do cão. E foi assim que a cai-cai interferiu e quem fizesse programa com filipino estava marcada, que ninguém era tolo de se arriscar. O nacional voltou ao mercado com o preço adequado ao seu tamanho de renda. Não sei na realidade, como chamar a essa coisa que é a molecagem coletiva. Alguém deveria tratá-la. Maceió é cheia disso. Aquilo surge e de uma hora para a outra está em pleno uso, cutucando aqui, mexendo ali. A grande maioria é feita por situações engraçadas, como, por exemplo, as histórias do Celite; elas

beliscavam o machismo alagoano, dando até confusão pesada, segundo se dizia, na Rua do Comércio. Ela é fantástica e a meu ver contraria o repouso no padrão, e mostra como tudo é possível nos limites de ser efetivamente provável, por mais extraordinária que seja. Não seria possível caso inexistisse Maceió e caso inexistisse um tempo de Maceió. Será que eu poderia dar a Maceió o nome de espaço amostral, onde tudo seria possível e, então, liquidar com a ideia do absurdo? Mas o que seria Maceió sem aquilo que não era ele e que permite que ele seja? O que fica liquidado, em qualquer dos casos, é Maceió ou o absurdo? Vamos cair fora da confusão, mas vou dizer uma coisa: eu jamais apostaria, mesmo com todas as possíveis vantagens, que aconteceria o caso Celite em Maceió. Celite foi o pavor de muita reputação de macho em Maceió. Eram diversas as abordagens, mas a coisa acontecia mais ou menos assim. O espírito de porco chegava e dizia: “Olha, eu sou seu amigo e sou obrigado a contar um negócio que vai deixar você ficar bravo!”. Em seguida perguntava: “Você conhece o Celite?”. A resposta era não e o espírito de porco dizia: “Aquilo não vale nada; tava dizendo que você sentava nas pernas dele!”. Daí vinha o fio dessa, o fio daquela outra... O espírito de porco dizia: “Pois a Rua do Comércio tá cheia, não sei quantas pessoas vieram me falar. Eu tinha que te dizer!”. Lá vinha: “E onde esse cara tá, para eu dar-lhe um tiro nos cornos!”. “Diz!”. E diziam que gente foi bater na casa São Luiz atrás de um empregado chamado Celite e quase morre de raiva ao saber que Celite era a marca de um vaso sanitário.

Termina a guerra; papai consegue transferência para Penedo. Como voltar? Havia um dono de teco-teco que vinha para estes lados. Chamava-se Euclides Paletó. Viemos praticamente por cima do rio. Chovia, teto encoberto; sem ver a terra, Euclides Paletó estava perdido. Decide descer, precisava ver onde se encontrava, o combustível estava acabando. Desce, olha, estávamos em cima da Paulo Afonso. Não sei como ele pousa. Dormimos por ali. No outro dia, levantamos vôo, chegamos a Penedo à tarde e de nada me lembro. Da viagem restam fotos, mas eu não lembro. Fomos para o Hotel Brasil e logo subimos para uma casa no Cajueiro Grande, bem em frente ao Hospital. Somente quando vou para a Rua da Penha é que surge a real percepção de uma rua. Não deve ter sido fácil para minha mãe; o desacerto com papai deveria ser quase imediato. Ela vivia de se adaptar e sair. Foi levada para os sertões de Minas Gerais; mal arrumou, mal viajava, se bem que era para perto da família. Talvez pelo estilo de vida, os filhos da Dondon se uniam, procuravam estarem juntos.

A tragédia da vida do meu pai, não deu tanta aproximação assim com sua família. Parte estava na baixada fluminense em Duque de Caxias, o pessoal da Donana, tinha gente em Neves no Rio de Janeiro, tio Joel perdido pelo meio do mundo, tio Arlindo bem de vida no Recife, Tia Eluzanira casada com o Júlio Calixto na Igreja Nova, na região da Palmeira, acho que chegada para Quebrangulo. Da parte da mamãe, Tia Lurdes, Tio Lourenço e a mãe deles se encontravam em Arapiraca, depois de terem passado por Limoeiro de Anadia. Fim de ano, arranjava-se uma forma de ir para a Capela, casa da minha avó, onde moravam Dindinha Nini e Dindinho Isaías. A casa enchia; primo para todo lado. Tio Isaís era administrador de um engenho, parece que o Pitimiju e todos os dias montava em um cavalo, saía pela manha, depois voltava à tardinha. Sentava, tomava café, conversava bem pouco e se preparava para a jornada do dia seguinte. Tempos depois, ele larga a cana e vai plantar fumo na Lagoa do Peleve, depois de uma experiência que não deu muito certo: o sisal.

A linguiça em Limoeiro de Anadia Tia Lurdes era professora e foi trabalhar em Limoeiro de Anadia; com ela foram a minha avó e o Tio Lourenço que fazia lingüiça de primeira. A receita era antiga; minha mãe sabia e costumava fazer na Rua da Penha. As gamelas se enchiam de carne de porco, carne de boi, especiarias e depois as tripas iam sendo cheias; primeiro eram lavadas com extremo cuidado, depois enfiava-se um canudo de mamão, soprava, desligava as partes e se introduzia as carnes; dali ela seguia para a corda, secar, sendo recolhida à noite por conta do sereno. Durante o dia, e aí eu não gostava, eu ficava com uma vara na mão espantando urubu. As coisas eram antigas, aprendidas com minha avó que por sua vez aprendeu com a Dindinha Mariquinhas, a mãe da minha avó. Eu ainda comi muito lombo cego, os bifes conservados em frigideiras cobertas com banha de porco, agüentavam quase semana apesar do calor penedense. Não tínhamos geladeira e também não se podia ir todos os dias ao mercado. Não sei como minha mãe se safava. De carne, lembro do bife mal passado, da carne de panela, do picadinho, da charque assada na brasa e de um rosbife que jamais senti depois semelhante sabor, salvo na Vitória do Periperi quando era feito pela Peta ou por

minha sogra: D. Guiomar. Fígado era servido, mas fantástico era um picadinho, também do tempo do ronca, onde acho que existiam discretos pedaços de toucinho. O café da manhã deve continuar o mesmo da grande maioria das casas nordestinas: queijo, ovo, pão, cuscuz, inhame, macaxeira. Cada um vai tendo seus gostos dentro desse trivial. Eu, por exemplo, tenho as minhas cismas. Somente gosto do inhame linheiro e sem ser gosmento e nem seco: gosmento escorrega, seco esfarinha. Macaxeira eu somente gosto da vela; quem tiver sua maxaceira espapaiada que se abençoe pra lá. Batata doce eu somente gosto pequena; aquele batatão não me convence. E por aí vai, que o cuscuz fofinho é o que dá água na boca, e especial com leite. Experimente ele com leite, uns pedacinhos de charque frito e uma cebolinha roxa frita também. O jantar repetia um pouco o que aparecia pela manhã, acrescido de sobras do almoço e de sopa, coisa que eu detestava e tomava obrigado. Mas gostava imensamente de pão com leite, biscoito Maisena ou Maria com leite. O pão vinha com o pãozeiro, o balaio na cabeça, a coberta alva e limpa. O leite vinha com o leiteiro e era colocado na vasilha de lá de casa.


O JORNAL

Espaço B4

B5

Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: ojornal@ojornal-al.com.br

UMAS POUCAS PALAVRAS

O Brotinho Ai, ai, brotinho Não cresça meu brotinho E nem murche como a flor Ai, ai, brotinho Eu sou um galho velho, mas Quero seu amor. Meu brotinho, por favor, não cresça Por favor, não cresça Já é grande o cipoal Tá sobrando galharia seca Tá pegando fogo no meu Carnaval.

Continua Penedo Seguimos com Penedo, recordando. Pelo menos, diverte e fica um pequeno depoimento sobre a Rua da Penha e seus mundos na transição dos 40 para os 50. Penedo era muito grande para viver na minha cabeça, mas a Rua da Penha era um universo legal. Aconchegante.

O Pirata da perna de pau Eu sou o pirata da perna de pau [Eu sou o Getúlio já fui Ditador] Dos olhos de vidro, da cara de mau [Com os votos dos trouxas, eu sou Senador] Minha galera Tem quinze anos de navegação Trouxe a miséria O câmbio negro e a inflação De um lado eu sou pai dos pobres

O que faz Penedo Descansa correndo de um navio afundado.

E mãe dos ricos em compensação Ao povo vou dar muita roupa Roupa, de algodão.

Sávio de Almeida

MIOLO DE POTE: CAPELA, PENEDO E O RESTO DO MUNDO (IV)

A rua: vedetes, política e costumes Luiz Sávio de Almeida música rival de A Balzaquiana aparece com Francisco Carlos, El Broto e foi muito cantada na Penha. Curiosamente, os autores eram Luiz Gonzaga e Humberto Texeira. A palavra brotinho, segundo Ziraldo – com o significado que assumiu – vem de A Normalista de David Nasser. Chama atenção o espírito carnavalesco que o Seu Lula e Humberto Texeira conseguiram produzir. O brotinho aparece em outra marchinha: Sassaricando, cantada pela Virgínia Lane, as mais belas pernas do Brasil e bem conhecidas por Getúlio Vargas. A própria Virgínia contou seus 15 anos de amor com Gêgê e garantiu que estava no Catete no dia da morte dele, afirmando que ele jamais se matou. Durma-se com um tiro desse! Ela não era bonita, mas sem dúvida suas pernas eram um vestígio da primitiva Eva, embora que, na minha cabeça, Eva devia ser automodável, ora ficando belíssima ou dragão. Adão deve ter escolhido na hora certa e a Serpente foi a primeira cafetina do mundo. Se Adão tivesse mexido em Eva sem a interferência da Serpente, haveria pecado original? Um dos grandes sucessos da vedete foi Sassaricando. Para mim, Sassaricando e a Chiquita Bacana são ícones de folia. A primeira faz surgir um verbo maravilhoso e sabe que todo mundo leva a vida no arame; a segunda, cria um poderoso ser a vestir-se com a casca de uma banana nanica e somente fazia o que o coração mandava. Resultado: para sassasaricar mesmo, somente uma Chiquita Bacana dita existencialista, palavra que nos versos é pessimamente utilizada, mas que ficou com formoso hit carnavalesco. Dessas revistas famosas, nada vi, mas sim as suas versões cinematográficas, conforme entendo que tenham sido as chanchadas. No entanto, cheguei a ver o

A

grande Mesquitinha e acho que foi no Recreio no Rio, levado pelo meu pai que adorava o que vou chamar de burlesco, para não me referir a uma safadeza inteligente. Pois foi quando conheci o Mesquitinha e acho que eu já estava morando em Bicas, Minas Gerais, cidade perto do Rio de Janeiro. O interessante é que não me lembro de ter visto as chanchadas em Penedo. Na certa vi, pois nomes como Grande Otelo e Oscarito não eram desconhecidos por mim: eram os dois maiores comediantes do Brasil. Mas eu forço e forço e o cinema nacional não aparece na cabeça. Não sou especialista, mas acho que na linguagem do cinema repete-se a concepção das revistas, especialmente no que era chamado de filme de Carnaval. Repito que não me lembro dele em Penedo, aliás, eu suponho recordar que filme nacional não era tão bem visto assim pela molecada, pois o negócio efetivamente era o cowboy e os seriados, passando pelos piratas. De Getúlio, lembro de sua ida à Rua da Penha, entrando numa casa verde que ficava em frente a do pai da Dona América. Era muita gente. Fiquei vendo da porta lá de casa; não me deixaram ir. Também me lembro da ida do Brigadeiro; esse, papai nos levou e tiramos até uma fotografia. Era o Brigadeiro Eduardo Campos. Foi no aeroporto em Penedo; não recordo do que fez na cidade. A fotografia ainda existe. Getúlio e Brigadeiro ficaram na minha cabeça, com suas candidaturas em 1950. Existia uma marchinha de Carnaval que falava no pirata da perna de pau. É uma gravação de 1947 com Nulo Roland e o compositor era o famoso João de Barro, o Briguinha. Lembro que se cantava contra o Gêgê uma paródia dessa música. Ouvi muito também o seguinte, mas pela rádio: Borombombom/ Estourou o foguete/ Borombombom/ O Gêge tá no Catete!

Tro-lo-lo em 1920. As coristas e o destaque

A triunfal chegada; eis Penedo

Francisco Carlos

Virgínia Lane: haja razão de estado

A doença do cai-cai

As vedetes que me restaram As vedetes ficaram famosas no teatro de revista e durante anos representaram padrões de desejos. Uma ultra famosa foi Luz del Fuego e ela realmente era merecedora e se fez presente no imaginário penedense da época. Foi em 1944 que começou a bailar com suas serpentes em um circo no Rio de Janeiro e é aí que começa a vedete. Belíssima, dominava a cena com seu tipo nacional. Irmã de um senador da República devia ser um calo no sapato político dele, especialmente depois que publica seu diário, deixando inúmeros inconvenientes expostos, escancarados. Ela tinha cabeça e enfrentava com suas propostas públicas; não era apenas uma

vedete, mas uma vedete que atanazava. É uma figura que merece um belo estudo, mas sua vida era absolutamente podada pelas senhoras que viam o pudico ser levado no deboche. Ela terminou tragicamente morta na década de sessenta, já sem a riqueza, o prestígio e a beleza. Outra mulher de cuja existência se sabia, mas que não poderia por vias oficias tornar-se penedense, era a Elvira Pagã, dita a primeira mulher a usar biquíni no Rio de Janeiro, em Copacabana, 1950; Rainha do Carnaval no Rio de Janeiro, morreu meio caduca. Era uma turma de primeira linha, como Mara Rúbia e tantas outras, consideradas assim como o diabo

em pessoa. Mas elas existiam como prova de que a luxúria se fazia nas fraldas de Penedo. Não chegavam ainda a me atentar. A Companhia Walter Pinto me atentou pelos anos finais dos cinqüenta e começo dos 60, com as vedetes maravilhosas em espetáculos, por exemplo, na Festa da Mocidade do Recife. Títulos como Tem Bububu no Bobobo, É xique-xique no Pixoxó não podem sair da lembrança. Walter Pinto alterou o teatro de revista que se esboça nos finais do século XIX, teatro que em grande parte e junto com as emissoras, será responsável na montagem de um cenário de profissionalização do músico brasileiro.

E voltando ao sebite Acho este termo sebite de propriedade espantosa. Quem já viu um sebite, sabe da propriedade de aplicá-lo à mulher amostrada, exibida. O sebite é frenético, jamais para; baixa e levanta, olha e desolha... Eu particularmente acho que é um belo pássaro, estando desaparecido como a garrincha, aquela espécie de casaca de couro pequena. Não se escuta mais o pitiguari. É a casaca de couro que, como fala a genial música de Rui de Moraes e Silva, cantada pelo Jackson do

Pandeiro vive de combinação: Cantando as duas na telha. Mas a parte da saudade de pássaros será em outro lugar. Eu gosto de mexer com música. Entendo perfeitamente as recordações que faziam o Lincoln Cavalcante publicar uma coletânea. Minha irmã tinha uma coleção de cadernos cheios de letras e mais letras. Aliás, a primeira letra de música que ficou na minha cabeça – não que eu me recordasse, mas pela história repetidamente contada por

minha mãe – é dá influência da II Guerra Mundial, ela levando a uma fala particular sobre o amor. Foi cantada pelo Gilberto Alves pela Odeon. A letra era de Roberto Martins. Eu não estava em Penedo, mas em Pirapora (1944), Minas Gerais e esse era tempo mesmo de guerra: Pra mostrar que braço é braço, Eu conquistei Sicília, Enfrentei balas de aço, Mas conquistei Sicília.

Luz Del Fuego

Mara Rúbia

A guerra e meu nascimento Madrugada e tudo escuro, com o medo dos submarinos alemães atacarem; era o famoso blackout. Rua Mato Grosso, a casa ainda está em pé. Lá dentro, minha irmã, minha tia Nini, meu pai. Tio Lauro saiu no meio do escuro para buscar o médico: João Azevedo. Tia Nini estava ali para ajudar a minha mãe: solidariedade de irmã. Chega o médico; situação feia. Sou arrancado a fórceps e ainda conservo a marca do ferro na testa. Já estava numa situação precária, quase roxo, e como se diz, a tripa enrolada no pescoço. O médico pega e não choro; é um custo e berro, ainda obstinado para viver. Entrei no mundo à custa de um fórceps. Olhei a vida durante um blackout. Quase que imediatamente fui colocado em um trem para Capela, assim que o res-

guardo da minha mãe permitiu. Passei um tempo sob os cuidados da Tia Nini e fui batizado na Matriz da Capela, tendo ela como madrinha, Tio Isaís como Padrinho, José Edson (filho da Nini) como padrinho e a Leda (filha), madrinha. Da forma como minha família pensava, eu fui entregue à responsabilidade da Tia Nini que passou a ser a Dindinha, modo como fui acostumado a tratá-la. Da Capela, voltei para Maceió e peguei um Ita com direção ao Rio de Janeiro e de lá para Pirapora foi de trem. Em suas memórias, meu pai conta sobre a viagem. Na volta, o navio era afundado. Guerra. Eu estive perto ao nascer no blackout, ao comer no mais absoluto escuro, ao andar no que foi afundado.

Contava um amigo e sisudo cidadão, algo que deve ficar registrado e que faz parte da história miúda, daquele picado do dia-a-dia. E é sobre a guerra. Dizia ele que na área de Jaraguá aconteceu uma violenta transformação, com as tropas aliadas acampando por lá. Segundo ele, a maioria de “americanos” era feita de filipinos e a tropa invadiu a região de Jaraguá, a tal ponto que até posto médico aliado havia na região. Com isso, aconteceu uma pesada interferência no mercado. A cotação de um programa em Jaraguá antes da invasão era de vamos supor, Cr$ 10,000. A conquista faz aumentar desesperadamente o preço, colocando a população nativa fora do páreo: o negócio agora era dollar e a vinte paus. Pronto; havia Maceió sido atingida duramente em sua vida. Quem podia? Preço duplo e ainda mais em dollar? Havia sido um golpe fatal na luxuria urbana. Então, houve uma brilhante e inteligentíssima reação. Correu como um raio a notícia de que filipino transmitia uma doença chamada de cai-cai; era fatal, pior do que gonorréia, cancro duro, cancro mole e outros azares do desregramento, artes do cão. E foi assim que a cai-cai interferiu e quem fizesse programa com filipino estava marcada, que ninguém era tolo de se arriscar. O nacional voltou ao mercado com o preço adequado ao seu tamanho de renda. Não sei na realidade, como chamar a essa coisa que é a molecagem coletiva. Alguém deveria tratá-la. Maceió é cheia disso. Aquilo surge e de uma hora para a outra está em pleno uso, cutucando aqui, mexendo ali. A grande maioria é feita por situações engraçadas, como, por exemplo, as histórias do Celite; elas

beliscavam o machismo alagoano, dando até confusão pesada, segundo se dizia, na Rua do Comércio. Ela é fantástica e a meu ver contraria o repouso no padrão, e mostra como tudo é possível nos limites de ser efetivamente provável, por mais extraordinária que seja. Não seria possível caso inexistisse Maceió e caso inexistisse um tempo de Maceió. Será que eu poderia dar a Maceió o nome de espaço amostral, onde tudo seria possível e, então, liquidar com a ideia do absurdo? Mas o que seria Maceió sem aquilo que não era ele e que permite que ele seja? O que fica liquidado, em qualquer dos casos, é Maceió ou o absurdo? Vamos cair fora da confusão, mas vou dizer uma coisa: eu jamais apostaria, mesmo com todas as possíveis vantagens, que aconteceria o caso Celite em Maceió. Celite foi o pavor de muita reputação de macho em Maceió. Eram diversas as abordagens, mas a coisa acontecia mais ou menos assim. O espírito de porco chegava e dizia: “Olha, eu sou seu amigo e sou obrigado a contar um negócio que vai deixar você ficar bravo!”. Em seguida perguntava: “Você conhece o Celite?”. A resposta era não e o espírito de porco dizia: “Aquilo não vale nada; tava dizendo que você sentava nas pernas dele!”. Daí vinha o fio dessa, o fio daquela outra... O espírito de porco dizia: “Pois a Rua do Comércio tá cheia, não sei quantas pessoas vieram me falar. Eu tinha que te dizer!”. Lá vinha: “E onde esse cara tá, para eu dar-lhe um tiro nos cornos!”. “Diz!”. E diziam que gente foi bater na casa São Luiz atrás de um empregado chamado Celite e quase morre de raiva ao saber que Celite era a marca de um vaso sanitário.

Termina a guerra; papai consegue transferência para Penedo. Como voltar? Havia um dono de teco-teco que vinha para estes lados. Chamava-se Euclides Paletó. Viemos praticamente por cima do rio. Chovia, teto encoberto; sem ver a terra, Euclides Paletó estava perdido. Decide descer, precisava ver onde se encontrava, o combustível estava acabando. Desce, olha, estávamos em cima da Paulo Afonso. Não sei como ele pousa. Dormimos por ali. No outro dia, levantamos vôo, chegamos a Penedo à tarde e de nada me lembro. Da viagem restam fotos, mas eu não lembro. Fomos para o Hotel Brasil e logo subimos para uma casa no Cajueiro Grande, bem em frente ao Hospital. Somente quando vou para a Rua da Penha é que surge a real percepção de uma rua. Não deve ter sido fácil para minha mãe; o desacerto com papai deveria ser quase imediato. Ela vivia de se adaptar e sair. Foi levada para os sertões de Minas Gerais; mal arrumou, mal viajava, se bem que era para perto da família. Talvez pelo estilo de vida, os filhos da Dondon se uniam, procuravam estarem juntos.

A tragédia da vida do meu pai, não deu tanta aproximação assim com sua família. Parte estava na baixada fluminense em Duque de Caxias, o pessoal da Donana, tinha gente em Neves no Rio de Janeiro, tio Joel perdido pelo meio do mundo, tio Arlindo bem de vida no Recife, Tia Eluzanira casada com o Júlio Calixto na Igreja Nova, na região da Palmeira, acho que chegada para Quebrangulo. Da parte da mamãe, Tia Lurdes, Tio Lourenço e a mãe deles se encontravam em Arapiraca, depois de terem passado por Limoeiro de Anadia. Fim de ano, arranjava-se uma forma de ir para a Capela, casa da minha avó, onde moravam Dindinha Nini e Dindinho Isaías. A casa enchia; primo para todo lado. Tio Isaís era administrador de um engenho, parece que o Pitimiju e todos os dias montava em um cavalo, saía pela manha, depois voltava à tardinha. Sentava, tomava café, conversava bem pouco e se preparava para a jornada do dia seguinte. Tempos depois, ele larga a cana e vai plantar fumo na Lagoa do Peleve, depois de uma experiência que não deu muito certo: o sisal.

A linguiça em Limoeiro de Anadia Tia Lurdes era professora e foi trabalhar em Limoeiro de Anadia; com ela foram a minha avó e o Tio Lourenço que fazia lingüiça de primeira. A receita era antiga; minha mãe sabia e costumava fazer na Rua da Penha. As gamelas se enchiam de carne de porco, carne de boi, especiarias e depois as tripas iam sendo cheias; primeiro eram lavadas com extremo cuidado, depois enfiava-se um canudo de mamão, soprava, desligava as partes e se introduzia as carnes; dali ela seguia para a corda, secar, sendo recolhida à noite por conta do sereno. Durante o dia, e aí eu não gostava, eu ficava com uma vara na mão espantando urubu. As coisas eram antigas, aprendidas com minha avó que por sua vez aprendeu com a Dindinha Mariquinhas, a mãe da minha avó. Eu ainda comi muito lombo cego, os bifes conservados em frigideiras cobertas com banha de porco, agüentavam quase semana apesar do calor penedense. Não tínhamos geladeira e também não se podia ir todos os dias ao mercado. Não sei como minha mãe se safava. De carne, lembro do bife mal passado, da carne de panela, do picadinho, da charque assada na brasa e de um rosbife que jamais senti depois semelhante sabor, salvo na Vitória do Periperi quando era feito pela Peta ou por

minha sogra: D. Guiomar. Fígado era servido, mas fantástico era um picadinho, também do tempo do ronca, onde acho que existiam discretos pedaços de toucinho. O café da manhã deve continuar o mesmo da grande maioria das casas nordestinas: queijo, ovo, pão, cuscuz, inhame, macaxeira. Cada um vai tendo seus gostos dentro desse trivial. Eu, por exemplo, tenho as minhas cismas. Somente gosto do inhame linheiro e sem ser gosmento e nem seco: gosmento escorrega, seco esfarinha. Macaxeira eu somente gosto da vela; quem tiver sua maxaceira espapaiada que se abençoe pra lá. Batata doce eu somente gosto pequena; aquele batatão não me convence. E por aí vai, que o cuscuz fofinho é o que dá água na boca, e especial com leite. Experimente ele com leite, uns pedacinhos de charque frito e uma cebolinha roxa frita também. O jantar repetia um pouco o que aparecia pela manhã, acrescido de sobras do almoço e de sopa, coisa que eu detestava e tomava obrigado. Mas gostava imensamente de pão com leite, biscoito Maisena ou Maria com leite. O pão vinha com o pãozeiro, o balaio na cabeça, a coberta alva e limpa. O leite vinha com o leiteiro e era colocado na vasilha de lá de casa.


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Aventura Selvagem (Reprise) Pesca Alternativa Vrum Ganhe Mais Dinheiro com Jequiti Igreja Mundial Domingo Legal Eliana Roda a Roda Jequiti Programa Silvio Santos

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Santa Missa Sagrado Gazeta Rural Pequenas Empresas Globo Rural Auto Esporte Esporte Espetacular Esquenta! Temperatura Máxima Querem Acabar Comigo (Exibição em HD) 14h30 - Domingão do Faustão 15h45 - Futebol

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Canal 5 23h00 - De Frente com Gabi 00h00 - Série - Arquivo Morto // Cold Case 01h00 - Série - Desaparecidos // Without A Trace 02h00 - Série - Estética // Nip/Tuck 03h00 - Encerramento

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“ ” Ainda hoje, quando vejo fumaça, me faz trazer as lembranças de volta

VIVENDO PERTINHO DO MAR Hoje, dona Walderez Cavalcante vive com uma de suas três filhas em um dos bairros da orla marítima de Maceió, cidade onde nasceu. “Eu nasci aqui em Maceió, ali, na Jangadeiros Alagoanos. Meus avós maternos eram de Paripueira, e meus avós paternos de União dos Palmares”, conta. Casou-se com Genésio de Moura Cavalcante, que conheceu numa viagem a Recife. Seu Genésio faleceu há quatro anos. Seu Octávio Cavalcante, o “moço do convés”, pai e companheiro de bordo de Walderez, faleceu em 1991, aos 81 anos. “Meu pai era um homem do mar. Eu do lado dele, e ele sempre seguindo seu destino no mar”, fala, com saudades. Vizinha do mesmo oceano que fez de sua infância uma página da história do Brasil, dona Walderez rende homenagens a sua terra. “Nessa reportagem, quero que você destaque uma coisa: que eu me orgulho de ser brasileira, e da terra onde eu nasci. Eu ando em todos os lugares, mas amo Maceió. Alagoas é o mais miserável estado da nação, mas é o lugar que eu amo de paixão. Se eu renascesse eu queria renascer em Maceió”, profetiza.

A “pequena náufraga” e a boneca que ganhou da fábrica de leite condensado

OS TRAUMAS DA TRAGÉDIA Se fisicamente a pequena Walderez Cavalcante saiu praticamente ilesa, psicologicamente o naufrágio do Itagiba deixaria traumas que fazem dona Walderez freqüentar o divã do analista ainda hoje. Em busca de respostas para os medos e angústias do pesadelo vivido na infância, Walderez se tornou psicóloga, clinicando durante 15 anos no Ministério da Saúde. O drama vivido inconscientemente aos quatro anos, na idade adulta ainda provocam reações de pânico. “Quando alguma coisa me ameaçava, era como se eu tivesse vivendo aqueles momentos novamente. Aquela tragédia que passei ficou servindo de uma espécie de referência de ameaça. Durante muito tempo eu não consegui falar sobre esse episódio. Quando tocavam no assunto eu começava a chorar. Mas agora eu voltei a falar. Mas trabalhei muito a minha cabeça. Tenho um profissional muito amigo que quando digo: ‘estou em pânico’, ele vem e resolve meu problema. A tragédia me deixou muitos traumas. A idéia de ser psicóloga veio daí, desses traumas todos”, relata dona Walderez, com um olhar perdido no horizonte, mas passando confiança de quem já consegue controlar as emoções. Do cenário da tragédia, marcaram sua memória a fumaça e o apito do Itagiba. Elementos que ainda hoje despertam nostalgia e angústia. “Ainda hoje, se tiver alguma coisa que tenha fumaça eu fico enlouquecida. O apito também. Foram duas coisas que me marcaram: a fumaça e o apito. Um apito, assim, de saudade. E uma fumaça que você não sabe onde vai parar. Da mesma forma que eu não sabia onde ia parar dentro daquela caixa. Uma fumaça negra, e um apito, que você não sabia o que ira acontecer ali naquele navio. Isso me marcou muito, e ainda hoje quando vejo fumaça me faz trazer as lembranças de volta”, conta, repetindo um olhar vago. O RETORNO AO MAR - Depois da tragédia do fatídico 17 de agosto de 1942, a pequena Walderez só voltaria a entrar no mar aos sete anos de idade, num episódio traumático no cais do Recife. “A primeira vez que eu voltei a pegar um navio fiz o maior escândalo no cais do Recife. Quando eu olhava para cima e via aquela fumaça... eu só lembrava da fumaça do Itagiba. Vinha tudo muito forte em minha cabeça. A fumaça e apito. Eu olhava para dentro do navio e via aquela fumaça e eu não queria entrar de jeito nenhum. Foi um escândalo. Mais aí depois muitas pessoas conversaram comigo, até

que me convenceram, eu com muito medo, ainda assim viajei”, relembra.

“O MAR É A MINHA CASA” Os traumas que ainda povoam o subconsciente de dona Walderez e que ainda hoje a levam ao divã do analista, não comprometeram a relação entre a “pequenina náufraga” e o oceano. Na visita ao Porto de Maceió, no último dia 12, acompanhada da reportagem de O JORNAL, onde dona Walderez relatou emocionadamente suas lembranças do Itagiba, o clima foi de reverência ao mar. Mesmo com a distância geográfica entre as águas maceioenses e o revolvo mar baiano onde pereceu a embarcação, a imensidão do atlântico emoldurou perfeitamente as lembranças de dona Walderez, que chama o oceano de “minha casa”. “Além de tudo o que vivi no Itagiba, conheci meu esposo, falecido há quatro anos, numa viagem de navio. Então minha história é marcada pelo mar. O mar é a minha casa. Todos os dias eu olho o mar. Todos os dias. Gosto de contemplar aquela imensidão, aquele horizonte que não acaba mais. Saber que eu estive naquele horizonte, e o mar me devolveu sã e salva. Então o mar, o mar é meu amigo. O mar me devolveu a vida, ou seja, me devolveu tudo”, deslumbra-se dona Walderez, enquanto caminha pelo Porto de Maceió, contemplando o transatlântico Orchestra, da companhia MSC, do Panamá. “Apesar de tudo o que aconteceu, não tenho mágoas do mar. Minha filha acha engraçado porque toda vez que eu passo pelo mar eu digo: aqui é a porta da minha casa. Quando estou próximo ao mar, me sinto feliz”, diz emocionada. LEMBRANÇAS DO PAI - Com os olhos úmidos, as lembranças do pai: “Eu tinha irmãos, mas eu é que sempre fui a companheira de viagem de meu pai. Tínhamos uma espécie de simbiose, duas almas juntas, e unidas ainda mais depois do Itagiba. Meu pai era um homem do mar, e fui sua fiel companheira de aventuras”, conta. A relação entre dona Walderez e “sua casa”, o mar, é respeitosa, mas a ausência do pai a faz evitar uma proximidade maior com o oceano. “Hoje eu não entro mais no mar. Eu só entrava porque eu confiava cegamente no meu pai. Mas hoje não. Não tem quem me faça eu ir com a água acima da cintura que eu não entro”. (G.M.)

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O Itagiba afundou a 10 quilômetros da costa de Valença e a 200 metros de profundidade

Sobreviventes do Itagiba: pesquisa do professor Edgard Oliveira achou lista com nomes de oito militares e 73 soldados

LISTA DE SOBREVIVENTES Em meio à documentação histórica em posse do professor Edgard de Oliveira, uma relíquia, a lista de náufragos do Itagiba publicada pelo jornal Diário da Bahia. O documento traz o título “Relação geral dos náufragos do vapor Itagibá”, escrito com acento agudo. Na relação, o pai da pequena Walderez Cavalcante, Otávio de Barros Cavalcanti é o 49º tripulante, de uma lista de 50 nomes. A lista é encerrada com o nome de João da Silva, que exercia a função de “foguista”. O nome de dona Walderez é o último da lista dos 13 passageiros civis: “Walderez de Barros Cavalcante (criança, filha de Otávio de Barros Cavalcanti)”, talvez obedecendo à ordem dos resgates, considerando que a menina de quatro anos foi a última a ser salva. Na mesma lista dos passageiros civis, uma outra criança, “Vera Beatriz Peres do Canto”. A lista ainda traz os nomes de oito militares, 73 soldados, e 24 pessoas desaparecidas. O documento também traz os nomes de 15 sobreviventes e de 20 desaparecidos do vapor Arará.

LOCALIZANDO EMBARCAÇÕES Vítimas de uma mesma ofensiva nazista, o Itagiba e as outras cinco embarcações ficaram esquecidas no fundo do atlântico após o naufrágio. Mas o resgate desse capítulo da história do Brasil e do Nordeste começa acontecer. Em agosto do ano passado, o grupo de pesquisa capitaneado pelo professor pesquisador baiano Edgard da Silva Oliveira, localizou os destroços do barco Jacira. A localização só foi possível graças a um farto material acumulado em 13 anos de pesquisa. O grupo reuniu preciosidades históricas como o diário de bordo do submarino U-507, facilitando as buscas. O Jacira foi encontrado a uma profundidade de 49 metros. Confirmando a tese de que o alvo dos ataques era a borracha exportada pelo Brasil, o barco foi encontrado ainda carregado de látex apodrecido. “Temos os diários de bordo, e interpretando as cartas, um mergulhador, amigo nosso, conseguiu localizar o Jacira, que está a 5 quilômetros da costa. Há dois anos o governo alemão liberou esse material para pesquisa, e temos em nosso grupo um alemão, o pesquisador Hteffen Hermann. E comprovando que o interesse dos nazistas era a borracha, o mergulhador encontrou uma gosma apodrecida, que nada mais é o do que o látex depois de todos esses anos”, relata o professor. Depois de localizar o Jacira, o grupo planeja uma empreitada mais ambiciosa, buscando estrutura para encontrar os destroços do Itagiba e do Arará. Navios que estão em águas mais profundas do que o barco localizado em agosto do ano passado. “O Itagiba afundou a 10 quilômetros da costa de Valença e a 200 metros de profundidade. O equipamento de mergulho de que dispomos só é suficiente para trabalhos até 50 metros. Para ir mais fundo, é preciso um equipamento mais sofisticado, por isso estamos propondo essa importante pesquisa para grupos de maior envergadura, que possam financiar essa empreitada", afirma o professor. “Se fizemos a leitura correta das coordenadas do Jacira, então, tudo indica que estaremos certos também sobre a

localização do Itagiba e do Arará”, comemora o professor. O grupo coordenado pelo professor Edgard conta com a participação de um cinegrafista Murilo Diolino; os historiadores Francisco Neto e Araken Galvão; os professores Moacir Saraiva, Wilson Ohl e Jorge Silveira; o pesquisador Hteffen Herman e o escritor Alfredo Gonçalves. O grupo é gerenciado por Sirleide Andrade e a direção de produção é de Péricles Palmeira. HORA DO NAUFRÁGIO - Algumas informações do naufrágio, ocorrido há 68 anos, divergem. Apesar de dona Walderez e relatos de outros sobreviventes registraram o naufrágio do Itagiba entre as 10h40 e as 10h50 da manhã; no diário de bordo do submarino alemão, que o professor Oliveira teve acesso, o naufrágio aparece como alvo atacado por volta das 15 horas. “Esse é o registro que consta do U-507”, diz Oliveira.

ATAQUES ALEMÃES Depoimentos, fotografias, vídeos, e a possível recuperação dos destroços dos navios torpedeados no litoral nordestino devem ser reunidos em um documentário, e em um livro, idealizados pela equipe coordenada pelo professor Edgard. O documentário, formatado para ser uma superprodução, já despertou interesse de uma rede de TV estrangeira. “Temos muito material. Diário de bordo do submarino U-507. Entrevistas com sobreviventes e pessoas que participaram do resgate dos feridos, e muito material acumulado em todo esse tempo de pesquisa, será reunido em um livro, e também nesse documentário. Quanto mais a gente pesquisa mais elementos encontramos. É uma história repleta de coisas pitorescas. Uma rede de TV estrangeira já mostrou interesse, mas também iremos conversar com a Petrobrás”, conta o professor. “Esse tipo de documentário precisa de uma estrutura muito grande, com equipamento e câmeras que possam filmar em águas profundas. O material é de muita importância, e teremos que ter uma produção à altura”, conclui o professor. (G.M.)

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JATIÚCA REF: 001 - JATIÚCA – VENDO/TROCO apto c/ Sala p/ 2 ambientes, com varanda, 4 quartos sendo 02 suítes, WC social, Cozinha, área de serviço, DCE, 02 vagas de garagem. Área 120m². R$ 400 mil. Aceito: imóvel menor valor, e carro, financio. Tr. 93514440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 0107 – NOVO! NOVO! NOVO!! - 162m² - R$ 645.000,00 – Jatiúca. O Aptº: Sala de estar e jantar com varanda, 04 suítes, sendo 2 máster com closet e 2 com WC reversível, lavabo, cozinha, despensa, área de serviço, dependência completa de empregada, WC social. O Prédio: subsolo, pilotis, mezanino com salão de festa, bar, salão de jogos, salão de ginástica, piscina com deck, gerador, 02 vagas na garagem. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. LUIZ TAVARES VENDE Edf.Iliminatto sala de estar,jantar,varanda,suite principal 2/4 sendo um reversivel,wc social,cozinha e área de serviço. Tr: 9607-8869/ 81428717/9924-7267 Creci 1251 LUIZ TAVARES VENDE Edf.Aquarius-105,38m² 0/4, sendo uma suíte sala em L com varanda cozinha área de serviço, dce valor 320.000,00 a combinar. Tr: 9607-8869/ 8142-8717/9924-7267 Creci 1251 REF: 037 – STELLA MARIS – BDB -Andar alto, de frente. 115m². Sala com varanda, 03 quartos, sendo 1 suíte + DCE, cozinha, 02 vagas de garagem, R$ 300.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. LUIZ TAVARES VENDE Edf.Tiziane, 319m² sala de estar jantar com varanda, 4 sutes sendo uma master, um lavabo,2/4 de empregado um banheiro de serviço, circulação interna com sala intima, sala de almoço,copa cozinha despença áre de serviço, 05 vagas de garagem valor, 1450.000,00. Tr: 9607-8869/ 8142-8717/9924-7267 Creci 1251 REF: 0138 - JATIÚCA - Ed. Dony Coutinho - Sala de estar/jantar, varanda, circulação interna, 04 suítes sendo 01 master, lavabo, cozinha com área de serviço e quarto de empregada com banheiro. Completo de armários em 03 quartos sociais, na cozinha e nos banheiros sociais. TODO REFORMADO. 247,53m² vagas de garagem. R$ 1.100.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 0137 - JATIÚCA - Ed. Saint Denis - Apartamento com varanda, 01 sala de estar/jantar, circulação interna, 03 quartos sendo 01 suíte, 01 wc social, cozinha, despensa, área de serviço e quarto e banheiro de empregada: 91,85m², 02 vagas de garagem. R$ 270.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

4009-1961

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Ed. Relanche - Sala c/ varanda, wc´s c/ blindex, 3 qtos. c/ arms. s/ 01 suite, coz. c/ arms, serviço, 01 vaga, elevador. R$ 170 mil. Edificio Montnimes - Dispomos de 03 unidades nascente com sala, wc social, 3 qtos (st) coz, serv, piscina, salão de festas. A partir de R$ 192 mil. CRUZ DAS ALMAS Condominio Vilagio di Firenze Andar alto, nascente, exc. vista p/ mar, varanda, sala, wc soc, 3 qtos (st) coz, serv, 2 elev, 01 vaga. PONTA VERDE Ed. Dom Fernando Aragão - Sala c/ var, wc social, 3 qtos (st) s/ 2 com varanda, cozinha, seriço, dce. Ed. Sorrento - Sala, wc social, 3 qtos (st), cozinha, serviço, 2 elev, 01 vaga. R$ 180 mil. Ed. Spazio Vitalle - ATENÇÃO IVESTIDORES - PREÇO ABAIXO TABELA - entrega julho/2012 - Padrão Delman quarto e sala . Ed. Classic - Área 144m² Entrega fev/11 - Temos as melhores ofertas, 2 vagas, piscina, sala 2 amb, 4 qtos. s/ 2 suites, coz, serv, dce. Ed. Revenant - Área 93m³ - Sala c/ var, wc social, 3 qtos (st) cozinha, serv, dce, 2 vagas. Ed. Houston - Sala c/ var, 3 qtos (st) coz, serv, dce, piscina, 2 vagas. Ed. Brilhanche - Dispomos de várias unidades: Área 64,36m² sala c/ varanda, wc social, 2 qtos (st) coz, serv, 2 elev, gerador, 01 vaga. Entrega abril/12. Ed. Maison D'elseés - Varnada, sala, wc social c/ blindex, 3 qtos (st), coz. c/ arms, serv, dce, 2 vagas.

Ed. Pascoal I - Cobertura duplex: Área 286m² - Vista para o mar, sala 3 ambientes, 3 qtos s/ 02 suite, wc social, copa/cozinha com armários, serviço, dce. 1º. Piso: Terraço descoberto, piscina, wc, 01 suite com varanda, 03 vagas. Ed. Pallais Royal - Beira Mar 194m² - 3 vgs, piscina, sl. festas, sala 3 amb, c/ terraço, lavabo, 3 suites, coz. serv, dce. Ac. Apto. Ed. Delphos - Área 155m³³ - piso granito, sala 3 amb, c/ var c/ vista mar, home, 3 qtos s/ 2 suites ( sts. c/ arms, coz. c/ arms, serv, dce, 3 vagas, piscina sl. festa Ed. Rui Palmeira - sala c/ varanda, wc soc, 3 qtos s/ 01 revers, coz, serv, wc serv. R$ 150 mil. Ed. Maranelo - quarto e sala, 3 elevadroes, gerador, gás, lazer na cobertura com sala ginástica equipada, salão gourmet, piscina. Ed. Pio X - quarto e sala, andar alto, nascente, com armários - R$ 130 mil. JATIUCA Ed. Via Verde - Área 120m² Sala c/ var, wc social, 3 qtos ( st) cozinha, serv, dce, piscina, 2 vagas. Ed. Arlindo Soares - Área 95m² - a 300m mar - 2 vagas, sala , 3 qtos s/ 02 suites ( 01 revers), wc´s c/ Box, e arms, cozinha c/ arm, sob o balcão, serviço, dce. Ed. Venanzi - Area 120m² - sala c/ var, wc social, 3 qaurtos sendo 2 suites ( 01 revers) coz, serv, dce, 2 vagas. Ed. Nirvana - Sala em L, varanda em L, wc social c/ box, 3 qtos (st) c/ arms, coz. c/ arms, serv, dce; Ed. Catuni - Varanda, sala, wc social c/ blindex,, 2 qtos (st) c/ arms, wc suíte c/ blindex, coz. c/ arms, serv, Ed. Zuzu - Sala, wc social com Box e arm, 3 qtos sendo 01 c/ arm, coz. com arms, serv, wc serviço. R$ 160 mil.

REF: 0124 – STELLA MARIS – Edf. Santiago de Compostella – 120m², de frente, 3º andar, 03 quartos, sendo 1 suíte, varanda, cozinha, WC social, 2 vagas. R$ 330 mil. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

LUIZ TAVARES VENDE Edf.Sam Benito linda vista p/ o mar todo reformado ¾ sendo uma suite,dce,sala com varanda, wc social,cz, área de serviço aceita, c.e.f valor, 220 mil. Tr: 9607-8869/ 8142-8717/9924-7267 Creci 1251

REF: 082 - JATIÚCA - ÁREA 84,93M² - (RUA DA OI). Sala de estar/jantar, varanda, 03 quartos sendo 01 suíte, wc social, cozinha, área de serviço. 1 vaga de garagem. - Estamos lhe esperando! R$ 160.000,00. E ainda financio! - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 0136 - ED. VIVENDA DA PRAIA - 106,30M² - Sala de estar/jantar, varanda, 03(três) quartos, sendo um suíte, 02(dois) WC’s sociais, uma dependência completa de empregada, cozinha, área de serviço e uma vaga de garagem. R$ 150.000,00 – 01 Vaga de Garagem: - Av. Alvaro Calheiros Mangabeiras - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 080 - STELLAMARIS - EDIFÍCIO ÁGATA– Área de 93,05m2 3 Quartos, sendo 1 suíte, sala em “L”, cozinha, WC social, WC de serviço, dependência de empregada, 1 Vaga de garagem. R$ 295.000,00 - TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 083- UMA VERDADEIRA PINTURA! EDF. PIET MONDRIAN – 6º andar – nascente Área: 84,22m² na Jatiúca - sala de estar/jantar, varanda, 02 quartos suítes + 01 quarto reversível, wc social, cozinha área de serviço, WC de serviço, 02 vagas de garagem p/veículo de porte médio. Aproveite! R$ 235.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. LUIZ TAVARES VENDE Edf. Maison Paris, Stella Maris - 127m², pronto p/ morar, 03 suítes, lavabo varanda, despensa, sala p/ 02 ambientes, DCE, 02 vagas de garagem. Tr: 9607-8869/ 81428717/9924-7267 Creci 1251 REF: 064 - JATIÚCA– Próximo a Churrascaria Panta’s. Aptº c/ 3 quartos sociais com armários, sala de estar/jantar, área de 82,39m2, 01 WC social, cozinha, área de serviço, quarto e WC de empregado(a). Todo no armário embutido, com 2 varandas, todo reformado, 2 Vagas. Apenas R$ 150.000,00. Pode ser totalmente financiado pela CEF. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 0128 – JATIÚCA– 61,55M² - Edf. Lotus Stúdio - Quarto e sala – 9º andar, sala com varanda, cozinha, WC social, 1 vaga de garagem. Projeto modificado. R$ 125 mil com toda mobília. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 065 – ÁREA DE 98,4M² Apartº no Stella Maris com 3 Quartos, sendo 1 suíte, 1 quarto reversível, varanda, sala para 2 ambientes, cozinha, WC social, área de serviço, WC de serviço, 2 Vagas de garagem. R$ 189.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

MANGABEIRAS LUIZ TAVARES VENDE Edf.Horácio Ferreira Otimo lançameno, já em construção melhor preço por M² ¾,sendo 02 sute, sala p/ 02 ambiente com varanda,mais área de serviço piscina, play graud,fitness, binquedo Teka espaço gourmet saao de festa,beat Center sala de estudo,02 vagas de garagem. Tr: 9607-8869/ 81428717/9924-7267 Creci 1251

OUTROS BAIRROS REF: 0134 – PINTANGUINHA – Pra Você que gosta do que é bom! 1º andar em construção. jardim, terraço, mesanino, gabinete, 3 quartos sendo 2 suítes, sala de estar, sala de jantar, wc social, despensa, dependência completa de empregada, garagem p/ 2 carros. Apenas R$ 345.000,00 – Também aceitamos carro! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 0116 - EDIFÍCIO RESIDENCIAL ARTEMÍSIA Apartamento com 3 quartos, sendo 1 suíte, sala de estar e jantar, circulação, WC social, cozinha, WC de serviço e varanda, 1 Vaga de garagem: Área: 72,73m2 Valor: R$ 84.000,00. Cond. R$ 85,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

PONTA VERDE REF: 061 – A BEIRA-MAR de Ponta Verde lhe espera de braços abertos! - Aptº c/ 373,83m2 Varanda, 02 salas de estar, sala de jantar, estar/íntimo, circulação, 03 suítes, 01 lavabo, copa, cozinha, despensa, área de serviço, 02 quartos de empregada com 1 wc. Todo em mármore italiano! Com armários e split, 4 vagas de garagem. R$ 1.840.000,00 - E ainda tem mais essa: forma de pagamento? À combinar! TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 040 - PONTA VERDE – Av. Sandoval Arroxelas – 10º Andar! 03 quartos, sendo 01 suíte, cozinha, Wc social, dependência de empregada. 01 vaga de garagem. R$ 240 mil - TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 045 – PONTAVERDE - EDF. TÍVOLI - aptº c/ varanda, sala de estar/jantar, 04 suítes sendo 02 reversíveis, copa/cozinha, área de serviço, despensa, 01 quarto e 01 wc de empregada. Área: 139,97m², 02 vagas de garagem. R$ 380.000,00. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343 REF: 041 - AV. SANDOVAL ARROXELAS – 85M² - De frente! Ponta Verde – 03 quartos, sendo 01 suíte, cozinha, Wc social, dependência de empregada. 02 vagas de garagem. Cond. R$ 375,00 - R$ 240 mil - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 050 - PONTA VERDE, próximo ao Bompreço - 67,18m2: Sala de estar, sala de jantar, 02 suítes, sendo1 com closet, cozinha e área de serviço, 02 vagas de garagem. Apenas R$ 200.000,00 à combinar. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 052 - PONTA VERDE – É CLÁSSICO! É GRANDE! Um luxo! Aptº c/ 453,92m2- Varanda, sala de jantar, sala de estar para 4 ambientes, lavabo, estar íntimo, circulação, 03 suítes, 01 suíte master com 02 closets e 02 wcs, ampla cozinha com sala de almoço, despensa, área de serviço com 02 quartos, 01 wc e terraço técnico, dependência de empregada e 06 vagas de garagem. R$ 2.650.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 054 - PONTAVERDE -Aptº c/ 97,50m2 - 03 Quartos sendo 02 suítes, varanda, sala para 02 ambientes, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada, 02 vaga de garagem. R$ 320.000,00. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 056 - PONTA VERDE - ED. FRANCISCO BRENAN - Aptº c/ 130m² - Sala de estar/jantar com varanda, circulação interna, 04 quartos sendo 01 suíte e 01 suíte master, banheiro social, cozinha, área de serviço, quarto e WC de serviço, 01 vaga, (cabem dois carros médios). R$ 455.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 060 - PONTA VERDE, Aptº 702 c/ 286,00m2 - 04 quartos sendo 02 c/ suíte, 01 closet, 01 wc social, cozinha, dependência de empregada, área de serviço, sala de estar/jantar, 02 varandas. Cômodos do último pavimento: terraço descoberto, sala de estar, piscina, 01 quarto c/ suíte, ducha, wc social, closet, 01 lavabo, vagas de garagem com capacidade para 03 veículos. R$ 660.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 058 - PONTAVERDE,Aptº c/ 99,77m2 - 03 Quartos sociais sendo 02 suítes, varanda, sala para 02 ambientes, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada. 01 vaga de garagem que comporta 2 veículos pequenos. Entrega Julho 2010. Reserve o seu! R$ 297.000,00 TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 057 - PONTA VERDE, Foi entregue em julho de 2010 - Aptº c/ 99,77m2, 03 Quartos, sendo 02 suítes, varanda, sala para 02 ambientes, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada. 02 vagas de garagem. R$ 283.000,00. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 051 - PONTAVERDE –Aptº c/ 83,35m2 - R. Sandoval Arroxelas - Sala de jantar, sala de estar com varanda, circulação, 01 suíte, 01(um) quarto social, WC social, 01(um) quarto reversível, cozinha, área de serviço, WC de serviço e 01 vaga de garagem. R$ 300.000,00 à combinar. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. LUIZ TAVARES VENDE Edf.Humaita vista para o mar, sala para 02 ambiemte com varanda ¾,sendo uma suite, WC sicial, área de serviço, dce, aceita, c.e.f valor, 220 mil. Tr: 9607-8869/ 81428717/9924-7267 Creci 1251

Ed. Xingú - Sala c/ varanda, wc social c/ Box e arm, 3 qtos (st) s/ 01 revers, cozinha c/ arm, serv, wc serv, 2 elev, 01 vaga. R$ 150 mil . Financio CEF. MANGABEIRAS Ed. Savoy - Varanda, sala em L, wc social com Box blindex, 2 qutos sendo 01 suite com arm, wc com blindxe, coz.c/ arms, sob o balcão , serv. Apenas R$ 120 mil. SITIO S. JORGE/ B. DURO Edificio Racine - R$ 75 mil quarto e sala, wc, cozinha americana, 2 elevadores, gerador. FAROL Ed. Palazzo Margiore - Área 250m² - Linda vista mar e lagoa, 4 vagas livres, piscina, churras, apoio, sala estudo, vídeo, ginástica, salão festas mezanino, sala 3 amb. c/ var, home, lavabo, 4 suites s/ 01 c/ hidro, copa, coz, serv, dce. SERRARIA Conjunto José Tenório - Sala, wc social, 2 quartos, cozinha com área de serviço integrada. R$ 58.000,00.

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O JORNAL JORNA L

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Domingo, 23 de janeiro de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br

Hoje tem garoa e

Marco Antônio

Começar de novo Novo técnico do CSA, Mário Tilico começa a mostrar o seu trabalho contra o Murici

Corinthians, Palmeiras e Santos são as atrações do domingão de Campeonato Paulista Editor de Esportes

O Paulistão já chegou a sua terceira rodada. Por enquanto, os grandes clubes estão cumprindo as metas de se manterem no grupo dos oito que se classificam para a fase final. Três times se destacam na rodada de hoje. O Corinthians pega o Noroeste, às 16h, no Pacaembu. No mesmo horário, o Grêmio Prudente recebe o Santos no Estádio Eduardo Farah. Fechando a rodada, o Palmeiras pega o Oeste, às 18h30 (de Alagoas), em Itápolis.

O Timão venceu o primeiro jogo, diante da Portuguesa, e empatou o segundo, contra o Bragantino. O técnico Tite ainda não confirmou a equipe, mas pretende escalar alguns reservas. Dessa forma, o alagoano Morais e o meia Danilo têm boas chances de serem aproveitados. Quem deve voltar ao time é o atacante Ronaldo. “Ele tem condições de jogar domingo e quarta-feira. Fez um bom trabalho durante a semana. Ronaldo precisava estruturar a condição física. O resultado nos deixa muito feliz”,

disse o preparador físico Eduardo Silva, em entrevista ao Marca Brasil. O Palmeiras foi pressionado pela torcida após o empate com o Botafogo-SP, mas se recuperou na última quinta-feira, goleando o Ituano por 4 x 1. O atacante Kleber disse que a vitória foi fundamental para melhorar o ambiente no Palestra. “Precisávamos desse resultado. A pré-temporada foi difícil, mas agora deu para a gente se soltar, conseguir jogar um pouco melhor. Essa vitória nos deixa um pouco mais aliviados”, admitiu.

Peixe venceu suas duas partidas No Santos, a meta é manter hoje os 100% de aproveitamento. Mesmo atuando sem Neymar, o Peixe já marcou sete gols em duas partidas e sua defesa foi vazada apenas uma vez. Experiente, o zagueiro Edu Dracena tenta conter a euforia da garotada. “Não é o que planejávamos,

estamos aquém do esperado. Ainda falta assimilar melhor o que o Adilson deseja, precisamos o mais rápido possível melhorar a parte física e técnica. Não é pelas duas vitórias que temos que estar empolgados. Não podemos achar que somos o melhor time do Brasil e, quando perdermos, o

pior. Se produzirmos tudo o que se espera de nós, vamos dar bastante trabalho”, comentou o zagueiro. Outros três jogos fecham a terceira rodada do Paulistão: São Caetano x Ituano, Americana x Botafogo e Paulista x São Bernardo. (V.M.)

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futebol Victor Mélo

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Kleber vai comandar o ataque do Palmeiras contra o Oeste

PROGRAMAÇÃO ESPORTIVA DE HOJE NA TV 08h30 - Futebol Campeonato Italiano - Udinese x Internazionale - ESPN Brasil, Sportv 11h - Futebol Campeonato Italiano - Bologna x Lazio - ESPN 11h - Futebol Campeonato Italiano - Sampdoria x Juventus - ESPN Brasil, RedeTV 11h - Futebol Campeonato Italiano - Bari x Napoli - ESPN HD 11h - Vôlei Superliga Feminina de Vôlei - Vôlei Futuro x Rio de Janeiro - Sportv 11h - Basquete NBB 2010/2011 - Paulistano x Araraquara - Sportv 2 11h30 Futebol Campeonato Alemão - Borussia M gladbach x Bayer Leverkusen - Bandsports 13h - Futebol Campeonato Holandês - Venlo x PSV - ESPN 13h - Basquete NBB 2010/2011 - Pinheiros x Franca - Sportv 2 13h30 - Futebol Sul-Americano Sub-20 - Brasil x Bolívia - Band, ESPN Brasil, Sportv 14h30 - Handebol Mundial Masculino - Suécia x Croácia - Bandsports 15h - Futebol Campeonato Espanhol - Real Madrid x Mallorca - ESPN, ESPN HD 13h40 - Futebol Sul-Americano Sub-20 - Equador x Paraguai - Sportv 2 16h - Futebol Campeonato Carioca – Nova Iguaçu x Vasco - Globo 16h45 - Futebol Campeonato Italiano - Milan x Cesena - ESPN Brasil, ESPN HD 17h - Futebol Campeonato Espanhol - Villarreal x Real Sociedad - ESPN 18h30 - Futebol Campeonato Paulista - Oeste x Palmeiras - Sportv 19h - Rúgbi Heineken Cup - Leicester x Benetton Treviso - ESPN 20h30 - Futebol americano NFL - Pittsburgh Steelers x New York Jets ESPN, ESPN HD


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WILLIAN E A SELEÇÃO SUB-20 A seleção sub-20 tem mais uma desafio hoje na primeira fase do Sul-Americano. O duelo com a Bolívia está marcado para as 13h20 (de Alagoas) e pode definir a classificação da equipe. Por enquanto, a seleção tem 100% de aproveitamento. No primeiro jogo, Neymar decidiu, marcou quatro gols e levou o time nas costas contra o Paraguai. O sucesso do atacante chamou a atenção dos marcadores colombianos. Muito bem vigiado na segunda partida, contra a Colômbia, quinta-feira, o craque pouco apareceu até os 41´ do segundo tempo, quando carimbou a vitória por 3 x 1. No primeiro tempo, Diego Maurício foi mais incisivo e assustou os defensores adversários. Na etapa final, o meia Lucas entrou no jogo e o ataque funcionou. Primeiro, como homem-surpresa, Casemiro abriu o marcador e, na sequência, o alagoano Willian José deixou sua marca. Ele também deu a assistência para Neymar fechar a conta. Pouco acionado, o centroavante quase não foi notado na etapa inicial, mas, quando as jogadas pelas pontas começaram a aparecer, seu futebol ganhou destaque. Contratado pelo São Paulo, a mais nova revelação do Estado é um definidor. Seus pontos fortes são a colocação e a finalização, com destaque para o cabeceio. Willian foi mais um jogador que deixou Alagoas antes de despontar nos grandes clubes da capital e apareceu no Grêmio Prudente, no ano passado. Torçamos para que ele tenha no Morumbi a mesma sorte e competência do também alagoano Aloísio Chulapa, um autêntico desbravador de defesas.

OBJETIVO A seleção sub-20 busca uma das duas vagas nas Olimpíadas de Londres. Para isso, precisa ficar em primeiro ou em segundo na competição, que, a partir da próxima fase, terá um confronto entre os seis melhores desta etapa.

CINCO Neymar é o artilheiro do Sul-Americano, com cinco gols em apenas duas partidas. Há quem diga que os organizadores da competição quiseram aumentar o peço dos ingressos após a atuação brilhante do atacante contra o Paraguai.

MURICI X FLAMENGO A diretoria do Murici avisa que já confeccionou os ingressos para o jogo do dia 16 de fevereiro, contra o Flamengo, na Copa do Brasil, no Rei Pelé. "Na próxima terça-feira, vamos divulgar os preços e os locais da venda dos bilhetes. Vamos entrar em contato com a Federação Alagoana de Futebol para saber qual é a real capacidade do Rei Pelé para divulgarmos quantos ingressos vão ser vendidos. Estamos trabalhando com a meta de 20 mil", explicou o assessor de imprensa do clube, Jailson Colácio.

CURTO-CIRCUITO Depois de enfrentar a Bolívia, o Brasil encerra sua participação na primeira fase contra o Equador, no dia 25. A partida está marcada para as 23h10 (de Alagoas).

Dor de cotovelo Mesmo com vitórias, seleção sub-20 enfrenta torcida contra no Peru

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Ele é Carioca!

Vasco, Botafogo e Fluminense jogam hoje pela 2ª rodada do Estadual do Rio

Victor Mélo Editor de Esportes

Apesar de Neymar ter dado show contra o Paraguai e o Brasil ter vencido a Colômbia, em Tacna prevalece a lei da torcida pela equipe mais fraca. Mesmo que as manifestações sejam ordeiras, a torcida tacnenha sempre se coloca contrária à equipe brasileira. Hoje, a seleção brasileira encara a Bolívia, às 13h30 (de Alagoas). Na partida diante dos colombianos, jogo em que o futebol brasileiro não conseguiu hipnotizar os peruanos, cada falta marcada a favor do Brasil era motivo para vaias da plateia. O gol colombiano foi comemorado com uma demorada ‘ola’ no Estádio Jorge Basadre. Os ataques contra os brasileiros eram acompanhados por gritos e palmas. Pelo visto, os adversários são em muito maior número do que os 11 que estão em campo. TREINADOR Suspenso por sua expulsão no jogo contra o Paraguai, o técnico Ney Franco retorna ao comando no banco de reservas contra a Bolívia. A satisfação por voltar ao habitat natural é comparável com a felicidade do treinador em poder contar com o retorno dos suspensos Zé Eduardo e Henrique. Segunda Ney, que não adiantou se mantém a equipe que bateu a Colômbia, isso significa mais possibilidades táticas à sua disposição. “Além do Casemiro e do Lucas, o Willian também se posicionou bem demais na partida. Os retornos também serão muito importantes, pois ganharemos novas possibilidades”, vibrou Ney, que indicou que jogadores pendurados devem forçar um cartão amarelo no próximo compromisso brasileiro.

Alagoano Willian busca seu espaço entre os titulares da seleção sub-20

SUL-AMERICANO SUB 20 GRUPO B Seleção

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

Brasil

6

2

2

0

0

7

3

+4

Paraguai

3

2

1

0

1

3

4

-1

Equador

1

1

0

1

0

1

1

0

Colômbia

1

2

0

1

1

2

4

-2

Bolívia

0

1

0

0

1

0

1

-1

A segunda rodada do Campeonato Carioca será fechada hoje com seis partidas.Os destaques são os duelos envolvendo os grandes clubes da capital. O primeiro a entrar em campo é o Vasco. Depois de perder na estreia para o Resende, por 1 x 0, o time cruzmaltino busca a reabilitação contra o Nova Iguaçu, às 16h (de Alagoas), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O técnico PC Gusmão comandou um coletivo na última sexta-feira e deve confirmar o time do Vasco com: Fernando Prass; Fagner, Cesinha, Fernando (Douglas) e Ramón; Rômulo, Allan, Felipe e Carlos Alberto, Eder Luis e Marcel (Jeferson). O Fluminense tenta conquistar a segunda vitória na competição a partir das 18h30 (de Alagoas), contra o Olaria, no Estádio do Engenhão. Expulso na primeira partida do Tricolor no Estadual, o alagoano Souza vai cumprir suspensão nesta noite. Muricy pode escalar Marquinho ou colocar Rodriguinho no time e recuar Tartá. Ainda sem ritmo de jogo, o meia Deco pode ser poupado. O Botafogo vai encarar a Cabofriense, também às 18h30 (de Alagoas), no Estádio Cláudio Moacir, em Cabo Frio. Na última quinta-feira, o Glorioso venceu o Duque de Caxias, de virada, por 2 x 1, mas uma declaração do atacante Loco Abreu causou mal-estar dentro do grupo. “A gente tem que dar um jeito, porque este ano não é mais surpresa, agora todo mundo já sabe como joga o Botafogo e temos de encontrar uma solução para jogar melhor e não sofrer sufoco. Hoje (quinta), com todo o respeito, se fosse outro time mais qualificado a gente não ia virar, não”, declarou o jogador. O técnico Joel Santana não gostou e repreendeu Loco, que já teve problemas com ele no ano passado. Completam a rodada de hoje Resende x Americano, Duque de Caxias x Macaé e Madureira x Bangu.

ALAGOANO 15h15 - Santa Rita x ASA 15h15 - Ipanema x CSE 16h - CSA x Murici ALEMÃO 11h30 - Borussia M gladbach x Bayer Leverkusen 13h30 - Hoffenheim x St. Pauli BAIANO 16h - Bahia x Feirense 16h - Vitória da Conquista x Ipitanga 16h - Colo-Colo-BA x Fluminense-BA 16h - Bahia de Feira x Camaçari 16h - Atlético-BA x Serrano 16h - Juazeiro x Vitória CEARENSE 16h - Horizonte-CE x Crato 16h - Guarani-CE x Icasa 16h - Ceará x Quixadá 16h - Limoeiro x Fortaleza 16h30 - Guarany-CE x Itapipoca ESPANHOL 13h Zaragoza x La Coruña 13h - Getafe x Espanyol 13h - Almería x Osasuna 13h - Sporting de Gijón x Atlético de Madri 15h - Real Madrid x Mallorca 17h - Villarreal x Real Sociedad CARIOCA 16h - Resende x Americano-RJ 16h - Nova Iguaçu x Vasco 16h - Duque de Caxias x Macaé 16h - Madureira x Bangu 18h30 - Fluminense x Olaria 18h30 - Cabofriense x Botafogo GAÚCHO 16h - Universidade x Grêmio 16h - Ypiranga-RS x Porto Alegre 16h - Lajeadense x Veranópolis 18h30 - Caxias x Cruzeiro-RS 19h - São Luiz x Inter de Santa Maria INGLÊS 13h - Blackburn Rovers x West Bromwich Albion ITALIANO 08h30 - Udinese x Internazionale 11h - Bari x Napoli 11h - Bologna x Lazio 11h - Chievo Verona x Genoa 11h - Fiorentina x Lecce 11h - Sampdoria x Juventus 16h45 - Milan x Cesena

Carlos Alberto está confirmado entre os titulares do Vasco que enfrentam o Nova Iguaçu

A força do regulamento da competição A tradicional fórmula de disputa do Campeonato Carioca se mantém em 2011. São dois grupos de oito equipes cada, sendo que no primeiro turno (Taça Guanabara) os confrontos são dentro do grupo, e se classificam os dois melhores de cada, que

AGENDA DE HOJE

se enfrentam na semifinal, e os vencedores jogam a final. No segundo turno (Taça Rio), as partidas são disputadas de maneira que os times do grupo Aenfrentam as equipes do grupo B, repetindo o mesmo regulamento para se

chegar ao campeão da Taça Rio. Ao final, se a mesma equipe vencer os dois turnos, ela já se sagra campeã estadual. Caso contrário, os campeões de cada turno se enfrentam em dois jogos, fazendo a disputa da final.

PAULISTA 16h - Corinthians x Noroeste 16h - Grêmio Prudente x Santos 16h - Paulista x São Bernardo 18h30 - Oeste x Palmeiras 18h30 - São Caetano x Ituano 18h30 - Americana x Botafogo-SP PERNAMBUCANO 16h - Petrolina x América-PE 16h - Vitória-PE x Ypiranga-PE 16h -Araripina x Sport SUL-AMERICANO SUB-20 13h30 - Brasil x Bolívia 15h40 - Equador x Paraguai * Horários de Alagoas

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Luciano Milano

É proibido tropeçar Depois de perder para o Corinthians-AL, ASA busca a reabilitação contra o Santa Rita Luciano Milano Repórter

O meio-campista Alberoni pode ser a novidade do ASA para o jogo contra o Santa Rita, hoje, às 15h15, no estádio Olival Elias, em Boca da Mata. Pelo menos foi com ele na equipe titular que o técnico Vica treinou a maior parte do trabalho técnico-tático que comandou na tarde da última sexta-feira em Arapiraca. Se isso acontecer, Alberoni marcará sua estreia vestindo a camisa alvinegra.

Em um treinamento bastante movimentado, Vica fez outras mudanças ao logo do trabalho e avisou que só define hoje, nos vestiários, os 11 que começam jogando. O certo mesmo é que o lateral-direito Sérgio deve ganhar a posição de titular porque Chiquinho, que vestiu a camisa 2 nas duas primeiras rodadas, está com fadiga muscular e não atua. Na mesma situação de Chiquinho encontra-se o atacante Alexsandro Celin. Ainda existe a possibilidade de

mais um jogador estrear logo mais à tarde: o zagueiro Toninho. Se Vica optar por ele, quem sobrará será o zagueiro André Nunes, permanecendo os três zagueiros. Já se Alberoni entrar como titular, Vica tirará o zagueiro Sílvio e recuará Cal para fazer a função de terceiro homem da defesa. Alberoni atuaria como um segundo volante com mais liberdade para ir à frente. "Tenho dúvidas que só devem ser tiradas lá em Boca da Mata. Ganhei opções como Alberoni,

Toninho, o Marcelo Costa e outros atletas. Por isso, ainda vou pensar mais um pouco", declarou Vica. SANTA RITA - Valdinei; Sabará, Laerson, Rodolfo e Arlindo; Jacobina, Rafael, Cristiano e Cleiton Pernambucano; Dinda e Daysinho. Técnico Manuel Pinheiro. ASA - Paulo César; André Nunes, Cal e Edson Veneno; Sérgio, Marielson, Alberoni, Didira e André Medeiros; Vitinha e Thiago.

Alvinegro define projeto para construção de CT O ASAultima detalhes para execução do projeto de construção do Centro de Treinamento do clube, que será erguido no bairro de Bananeiras, zona rural de Arapiraca. De acordo com o assessor de imprensa do clube, Igor Castro, na próxima quinta-feira, uma reunião com dois arquitetos que cuidam do projeto definirá o planejamento inerente à área dos dois profissionais. Em seguida, será a vez do engenheiro Geovane Farias entrar em ação e, também, passar a produzir e entregar relatório dando parecer dele sobre gastos e outras neces-

sidades para o início da construção. Ainda de acordo com Igor Castro, após esse processo o Departamento de Markenting entrará em ação, colocando na rua uma campanha para que o torcedor alvinegro possa se engajar e ajudar na construção do CT. Igor disse que em avaliação preliminar feita pelo clube, o ASAdeve precisar levantar em torno de R$ 5 milhões para dotar o terreno, que mede 94\400m, de três campos - sendo um de 110\70, outro de 97\65 e um terceiro socyte -, além de alojamentos, academia e caixa de areia.

Desse valor, explicou o assessor, o ASA tem R$ 1 milhão da negociação do atacante Júnior Viçosa com o Grêmio. "Com esse dinheiro, o ASA pretende iniciar a primeira etapa do CT, que é a construção dos três campos, assim como murar todo o terreno. Em seguida, o torcedor vai poder começar a contribuir para que possamos equipar o local de alojamento, academia, refeitório entre outras coisas", detalhou o assessor do ASA. Numa terceira etapa, será construída a parte administrativa do CT.

OUTRO JOGO - CSE e Ipanema se enfrentam hoje, às 15h15, no Estádio Arnon de Mello, em Santana. O Tricolor está empolgado com a vitória conquistada sobre o CSA, na última quartafeira, por 1 x 0, em Palmeira. O Tricolor soma quatro pontos e ainda não perdeu no Estadual. O Ipanema precisa da vitória para sair das últimas posições. Nas duas primeiras rodadas do campeonato, o Canarinho perdeu para o Coruripe, em casa, e o CRB, no Rei Pelé. (L.M.)

Agremiação Sportiva Arapiraquense

ASA


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Centro Sportivo Alagoano

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CSA

Panela de pressão

Técnico Mário Tilico estreia hoje no CSA com a missão de fazer o time engrenar Victor Mélo

Marco Antônio

Editor de Esportes

O técnico Mário Tilico já estreia no CSA sob pressão. Depois de voltar à Primeira Divisão do Alagoano, o Azulão apresentou claros sinais de fraqueza nas duas primeiras rodadas do Estadual e tem a missão de se livrar hoje da incômoda lanterna. Nesta tarde, o desafio do time é bater o atual campeão alagoano, o Murici, às 16h, no Estádio Rei Pelé. O Alviverde vem de uma vitória sobre o Santa Rita, por 1 x 0, e pretende sair da rodada no G-4. A derrota para o rival CRB, no último domingo, custou o cargo do técnico Lino. Tilico, que já trabalhou no Remo e no Juventude, e estava Esporte Clube Marinho-RJ, chegou terçafeira e, das arquibancadas, assistiu à derrota para o CSE, por 1 x 0, em Palmeira. “Cheguei ao CSA para realizar um trabalho de qualidade. Sei da pressão que é defender as cores desse clube e da pressão de sua torcida, mas gosto de desafios’’, declarou o treinador, que defende o diálogo com os jogadores. “Respeito os meus atletas, mas cobro no momento em que devo cobrar. Fui boleiro e conheço bem o meio. Com o jogador você não pode mentir, e a verdade faz parte do meu cotidiano”, emendou. Preocupado com as más atuações do CSA no Estadual, o novo treinador promoverá algumas mudanças na equipe. A primeira alteração será na zaga, já que Carlos Diogo foi dispensado na última sexta-feira. Tilico deve recuar o volante Anderson e fechar a zaga com Fabrício Tocha. Josuel deve entrar no meio-campo e, assim, o time voltará à formação 4-4-2, com Celso e Rafael compondo as laterais. De acordo com o trabalho realizado pelo técnico no último coletivo, Josuel, Lau, Edson Sá e Adriano Costa devem ser confirmados no meiocampo. Na frente, ainda sem contar com Diego Torres e Alisson, entregues ao Departamento Médico, o treinador deve escalar Temersson e Tico Mineiro.

Mário Tilico (à dir.) fez mudanças no time do CSA

Meias Gustavo e Everlan reforçam o Murici nesta tarde O Murici se reabilitou da derrota na estreia do Estadual. Depois de perder para o ASA, em Arapiraca, o atual campeão alagoano venceu o Santa Rita na última quarta-feira e soma três pontos na tabela. O destaque da equipe continua sendo o atacante Alexsandro, autor do único gol da equipe no Alagoano 2011 até agora. A boa notícia para o técnico Gilmar Batista foi a liberação da dupla Gustavo e Everlan. O primeiro foi regularizado na CBF e o segundo cumpriu suspensão de duas rodadas. Nas demais posições, Gilmar deve manter a base que vem atuando. O goleiro continua sendo Dias, com a zaga sendo formada pela dupla Nado e Sinval. Alex assumiu a lateral-direita e Paulinho, que perdeu um pênalti na última quarta-feira, continua na es-

querda. Gilmar trabalha com três homens de contenção, Branco, Serginho ou Edvaldo e Gueba, com Everlan sendo o responsável pela organização das jogadas. Na frente, Gustavo pode ser adiantado para atuar ao lado de Alexsandro. O maior problema do Murici é a lateral-direita. Gilmar já improvisou o volante Gueba e o atacante Alex no setor, mas a diretoria ainda procura por um jogador para o setor. “Também estamos buscando no mercado um zagueiro, um atacante e talvez um volante. O Serginho foi negociado, mas ficará conosco até fevereiro. A novidade da semana foi a contratação do atacante Bilu, que estava parado, mas tem muita qualidade e vai nos ajudar. Ele deve se apresentar ao Gilmar nesta segunda-feira”, explicou o assessor de imprensa do clube, Jaílson Colácio.

GUIA DO TORCEDOR Quando: hoje Onde: Estádio Rei Pelé Hora: às 16h

CSA: Anderson Paraíba; Celso, Anderson, Fabrício Tocha e Rafael; Josuel, Lau, Adriano Silva e Edson Sá; Temersson e Tico Mineiro. Técnico: Mário Tilico. Murici: Dias, Alex, Nado, Sinval e Paulinho; Branco, Edvaldo, Guêba e Evelran; Gustavo (Franco) e Alexsandro. Técnico: Gilmar Batista.


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CRB

Poder de fogo do ataque alvirrubro já anima os torcedores no Campeonato Estadual Luciano Milano Repórter

Ainda é cedo para cravar que a dupla de ataque alvirrubra vai dar o que falar nesse Estadual. Mas já da para desconfiar que sim. Formado por Fernando Sá e Halace, o setor tem sido um dos destaques nesse início de competição local. Até o jogo do sábado contra o Sport Santo Antônio, Sá e Halace haviam mar-

cado um gol, cada. Entretanto, o rendimento da dupla dentro de campo rendeu elogios do técnico Edson Ferreira e da torcida alvirrubra. “São dois bons jogadores, que têm demonstrado isso dentro de campo. O Sá é mais experiente do que o Halace, e tem dado força para todos do time. Em campo, passa a ser um dos líderes entre os atletas. Com a bola no pé, também tem mostrado que, apesar de ser um atacante e viver

de gols, não hesita em fazer o passe para o companheiro, como aconteceu no gol que o Halace fez contra o Ipanema”, disse Edson Ferreira. “Já o Halace também dá mostras de que é um jogador com boa presença de área e oportunista. Ele ainda não está no melhor de sua forma, porém sei que tem qualidade. Aos poucos, vai ganhando ritmo de jogo e, quando estiver 100%, será ainda mais útil”, comentou o técni-

co regatiano. Além de Fernando Sá e Halace, o ataque alvirrubro conta com o rápido Luiz André, que tem entrado e sido uma opção interessante para o CRB. Com sua velocidade, tem vencido as defesas adversárias e é uma sombra para os titulares. Mais duas opções para o setor são o experiente Serginho Baiano e Gil Xavier, que foi relacionado pela primeira vez no último sábado. Lula Castelo Branco

Hallace começa a se destacar com a camisa do CRB

Galo vai jogar na quarta contra o Corinthians-AL O CRB atuou na tarde de ontem pela terceira rodada do Campeonato Alagoano. A partida foi disputada em Atalaia, contra o Sport Santo Antônio. O time do técnico Edson Ferreira folga neste domingo e retorna aos trabalhos amanhã, segundo informou o supervisor de futebol alvirrubro Marcos Lima Verde. Os trabalhos têm como foco a partida da próxima quarta-feira, contra o Corinthians-AL, às 20h30, no estádio Rei Pelé. A estatística do Galo em jogos no Trapichão em 2011 fala a

favor do time alvirrubro: dois jogos, duas vitórias. ALAN - Contra o Timão da Via Expressa permanece a expectativa do meia Alan fazer sua estreia vestindo a camisa regatiana. Dos quase 15 contratados pela diretoria, apenas ele ainda não conseguiu condição de jogo. Isso porque a supervisão do Galo aguarda, com certa ansiedade, que o nome do jogador seja publicado no Boletim Informativo Diário (BID), da Confederação Brasileira de

Futebol (CBF). A demora – todos os outros já estão liberados – se dá porque Alan atuou, na última temporada, no Cruz Azul, do México. Por ser transferência internacional, a documentação de um país para outro tramita com mais lentidão. Antes de ir jogar no México, Alan também vestiu a camisa do Fluminense nos anos 90. Lima Verde lembra que o meia já poderia ter sido liberado, caso a CBF não tivesse fechado na quinta-feira e sextafeira por conta do feriado de São

Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. “Estamos confiantes que a regularização do Alan saia o mais rápido possível. Esperávamos que pudesse ter saído até a última sexta, mas o feriado lá no Rio de Janeiro fez com que a CBF fechasse na quinta-feira e também na sexta, infelizmente. Mas no que depender de mim, ele vai ser liberado”, disse Marcos Lima Verde. Outro que aguarda liberação, mas do Departamento Físico, é o atacante Serginho. (L.M.)

Clube de Regatas Brasil

Bola pra frente


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ATLETISMO

Por uma boa causa Alagoano Damião dedica vitória às vítimas do Rio Com a temperatura de mais de 35ºC foi disputada na última quinta-feira a Corrida de São Sebastião, no Rio de Janeiro. A prova homenageia o padroeiro da cidade. Tanto no masculino como no feminino, os vencedores foram atletas alagoanos: Damião Ancelmo de Souza e Marily dos Santos. O evento serviu também como posto de entrega de donativos para as vítimas das enchentes na região serrana do Rio. Antes do largada, às 8h, no Aterro do Flamengo, o Arcebispo Dom Orani Tempesta abençoou a cidade e pediu um minuto

de silêncio para as vítimas. A prova contou com 8 mil participantes. Entre os homens Damião venceu com o tempo de 29min55, seguido por Giovani dos Santos, 30min06, e José Márcio da Silva, 30min26. Damião e Giovani treinam na equipe Pé de Vento, na cidade de Petrópolis, uma das mais atingidas pelas chuvas semana passada na região serrana do Rio. Damião fez questão de dedicar o resultado às vítimas da tragédia. “Dedico esta vitória a todos os que morreram e para os que estão sofrendo em decorrência das

chuvas”, comentou o alagoano Damião, que chegou a trabalhar como voluntário no transporte de pessoas e mantimentos. Na prova feminina, Marily, 34min59, precisou superar a queniana Maurine Kipchumba, segunda colocada, 36min10. Na terceira posição ficou Adriana Aparecida da Silva, com 36min29. “Tive muita força de vontade e muita coragem para vencer. Liderei a prova desde a largada. Respeito as quenianas da mesma forma que as brasileiras, mas é bom ganhar delas”, disse a alagoana radicada na Bahia.

Fórmula 1 teve aumento de audiência em 2010 A FOM (Formula One Management), empresa que administra a Fórmula 1, anunciou nesta sexta-feira que a audiência televisiva das corridas aumentou na temporada de 2010. De acordo com a entidade, 527 milhões de espectadores acompanharam o campeo-

nato do ano passado, o mais disputado da década, enquanto o do ano passado havia contabilizado 7 milhões a menos. Um total de 16 mil horas foram televisionados ao redor de 187 países. “Enquanto 2010 proporcionou algumas ótimas coisas, 2011

promete ser ainda melhor, pois a Fórmula 1 busca se estabelecer nos mercados emergentes e encantar nossa audiência ao redor do mundo”, comemorou Bernie Ecclestone, chefe da FOM. Atemporada 2011 será a primeira a ser televisionada em alta definição.

Equipes apelam para pilotos pagantes A temporada deste ano vai marcar uma mudança clara nos rumos da Fórmula 1. Mais do que nunca, as equipes da categoria estão numa situação em que é preciso encontrar pilotos que levam bastante dinheiro para uma de suas vagas. O exemplo mais claro da nova tendência é o da equipe Williams, que abriu mão do talentoso alemão Nico Hulkenberg para colocar no lugar o apenas esforçado Pastor Maldonado, que leva consigo milhões da empre-

sa petrolífera estatal venezuelana PDVSA. O quadro se repete também em outros times. A Renault, que deixou de ter a grana da montadora, voltou a se render aos patrocinadores do diletante russo Vitaly Petrov; a Sauber abriu espaço para o mexicano Sérgio Perez, protegido do multibilionário Carlos Slim; na Virgin o belga Jerome d’Ambrosio pagou cinco milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) pelo posto de titular; e a sem-

pre claudicante Hispania resgatou o veterano Narain Karthikeyan, que leva o patrocínio da empresa automotiva indiana Tata. Este verdadeiro leilão de cockpits é um reflexo direto da saída de montadoras como BMW, Honda e Toyota da categoria. Quando havia uma profusão delas no grid, em meados da última década, havia muito mais investimento e interesse em contratar os melhores pilotos disponíveis.

Damião venceu a Corrida de São Sebastião


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WILLIAN E A SELEÇÃO SUB-20 A seleção sub-20 tem mais uma desafio hoje na primeira fase do Sul-Americano. O duelo com a Bolívia está marcado para as 13h20 (de Alagoas) e pode definir a classificação da equipe. Por enquanto, a seleção tem 100% de aproveitamento. No primeiro jogo, Neymar decidiu, marcou quatro gols e levou o time nas costas contra o Paraguai. O sucesso do atacante chamou a atenção dos marcadores colombianos. Muito bem vigiado na segunda partida, contra a Colômbia, quinta-feira, o craque pouco apareceu até os 41´ do segundo tempo, quando carimbou a vitória por 3 x 1. No primeiro tempo, Diego Maurício foi mais incisivo e assustou os defensores adversários. Na etapa final, o meia Lucas entrou no jogo e o ataque funcionou. Primeiro, como homem-surpresa, Casemiro abriu o marcador e, na sequência, o alagoano Willian José deixou sua marca. Ele também deu a assistência para Neymar fechar a conta. Pouco acionado, o centroavante quase não foi notado na etapa inicial, mas, quando as jogadas pelas pontas começaram a aparecer, seu futebol ganhou destaque. Contratado pelo São Paulo, a mais nova revelação do Estado é um definidor. Seus pontos fortes são a colocação e a finalização, com destaque para o cabeceio. Willian foi mais um jogador que deixou Alagoas antes de despontar nos grandes clubes da capital e apareceu no Grêmio Prudente, no ano passado. Torçamos para que ele tenha no Morumbi a mesma sorte e competência do também alagoano Aloísio Chulapa, um autêntico desbravador de defesas.

OBJETIVO A seleção sub-20 busca uma das duas vagas nas Olimpíadas de Londres. Para isso, precisa ficar em primeiro ou em segundo na competição, que, a partir da próxima fase, terá um confronto entre os seis melhores desta etapa.

CINCO Neymar é o artilheiro do Sul-Americano, com cinco gols em apenas duas partidas. Há quem diga que os organizadores da competição quiseram aumentar o peço dos ingressos após a atuação brilhante do atacante contra o Paraguai.

MURICI X FLAMENGO A diretoria do Murici avisa que já confeccionou os ingressos para o jogo do dia 16 de fevereiro, contra o Flamengo, na Copa do Brasil, no Rei Pelé. "Na próxima terça-feira, vamos divulgar os preços e os locais da venda dos bilhetes. Vamos entrar em contato com a Federação Alagoana de Futebol para saber qual é a real capacidade do Rei Pelé para divulgarmos quantos ingressos vão ser vendidos. Estamos trabalhando com a meta de 20 mil", explicou o assessor de imprensa do clube, Jailson Colácio.

CURTO-CIRCUITO Depois de enfrentar a Bolívia, o Brasil encerra sua participação na primeira fase contra o Equador, no dia 25. A partida está marcada para as 23h10 (de Alagoas).

Dor de cotovelo Mesmo com vitórias, seleção sub-20 enfrenta torcida contra no Peru

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Ele é Carioca!

Vasco, Botafogo e Fluminense jogam hoje pela 2ª rodada do Estadual do Rio

Victor Mélo Editor de Esportes

Apesar de Neymar ter dado show contra o Paraguai e o Brasil ter vencido a Colômbia, em Tacna prevalece a lei da torcida pela equipe mais fraca. Mesmo que as manifestações sejam ordeiras, a torcida tacnenha sempre se coloca contrária à equipe brasileira. Hoje, a seleção brasileira encara a Bolívia, às 13h30 (de Alagoas). Na partida diante dos colombianos, jogo em que o futebol brasileiro não conseguiu hipnotizar os peruanos, cada falta marcada a favor do Brasil era motivo para vaias da plateia. O gol colombiano foi comemorado com uma demorada ‘ola’ no Estádio Jorge Basadre. Os ataques contra os brasileiros eram acompanhados por gritos e palmas. Pelo visto, os adversários são em muito maior número do que os 11 que estão em campo. TREINADOR Suspenso por sua expulsão no jogo contra o Paraguai, o técnico Ney Franco retorna ao comando no banco de reservas contra a Bolívia. A satisfação por voltar ao habitat natural é comparável com a felicidade do treinador em poder contar com o retorno dos suspensos Zé Eduardo e Henrique. Segunda Ney, que não adiantou se mantém a equipe que bateu a Colômbia, isso significa mais possibilidades táticas à sua disposição. “Além do Casemiro e do Lucas, o Willian também se posicionou bem demais na partida. Os retornos também serão muito importantes, pois ganharemos novas possibilidades”, vibrou Ney, que indicou que jogadores pendurados devem forçar um cartão amarelo no próximo compromisso brasileiro.

Alagoano Willian busca seu espaço entre os titulares da seleção sub-20

SUL-AMERICANO SUB 20 GRUPO B Seleção

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

Brasil

6

2

2

0

0

7

3

+4

Paraguai

3

2

1

0

1

3

4

-1

Equador

1

1

0

1

0

1

1

0

Colômbia

1

2

0

1

1

2

4

-2

Bolívia

0

1

0

0

1

0

1

-1

A segunda rodada do Campeonato Carioca será fechada hoje com seis partidas.Os destaques são os duelos envolvendo os grandes clubes da capital. O primeiro a entrar em campo é o Vasco. Depois de perder na estreia para o Resende, por 1 x 0, o time cruzmaltino busca a reabilitação contra o Nova Iguaçu, às 16h (de Alagoas), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O técnico PC Gusmão comandou um coletivo na última sexta-feira e deve confirmar o time do Vasco com: Fernando Prass; Fagner, Cesinha, Fernando (Douglas) e Ramón; Rômulo, Allan, Felipe e Carlos Alberto, Eder Luis e Marcel (Jeferson). O Fluminense tenta conquistar a segunda vitória na competição a partir das 18h30 (de Alagoas), contra o Olaria, no Estádio do Engenhão. Expulso na primeira partida do Tricolor no Estadual, o alagoano Souza vai cumprir suspensão nesta noite. Muricy pode escalar Marquinho ou colocar Rodriguinho no time e recuar Tartá. Ainda sem ritmo de jogo, o meia Deco pode ser poupado. O Botafogo vai encarar a Cabofriense, também às 18h30 (de Alagoas), no Estádio Cláudio Moacir, em Cabo Frio. Na última quinta-feira, o Glorioso venceu o Duque de Caxias, de virada, por 2 x 1, mas uma declaração do atacante Loco Abreu causou mal-estar dentro do grupo. “A gente tem que dar um jeito, porque este ano não é mais surpresa, agora todo mundo já sabe como joga o Botafogo e temos de encontrar uma solução para jogar melhor e não sofrer sufoco. Hoje (quinta), com todo o respeito, se fosse outro time mais qualificado a gente não ia virar, não”, declarou o jogador. O técnico Joel Santana não gostou e repreendeu Loco, que já teve problemas com ele no ano passado. Completam a rodada de hoje Resende x Americano, Duque de Caxias x Macaé e Madureira x Bangu.

ALAGOANO 15h15 - Santa Rita x ASA 15h15 - Ipanema x CSE 16h - CSA x Murici ALEMÃO 11h30 - Borussia M gladbach x Bayer Leverkusen 13h30 - Hoffenheim x St. Pauli BAIANO 16h - Bahia x Feirense 16h - Vitória da Conquista x Ipitanga 16h - Colo-Colo-BA x Fluminense-BA 16h - Bahia de Feira x Camaçari 16h - Atlético-BA x Serrano 16h - Juazeiro x Vitória CEARENSE 16h - Horizonte-CE x Crato 16h - Guarani-CE x Icasa 16h - Ceará x Quixadá 16h - Limoeiro x Fortaleza 16h30 - Guarany-CE x Itapipoca ESPANHOL 13h Zaragoza x La Coruña 13h - Getafe x Espanyol 13h - Almería x Osasuna 13h - Sporting de Gijón x Atlético de Madri 15h - Real Madrid x Mallorca 17h - Villarreal x Real Sociedad CARIOCA 16h - Resende x Americano-RJ 16h - Nova Iguaçu x Vasco 16h - Duque de Caxias x Macaé 16h - Madureira x Bangu 18h30 - Fluminense x Olaria 18h30 - Cabofriense x Botafogo GAÚCHO 16h - Universidade x Grêmio 16h - Ypiranga-RS x Porto Alegre 16h - Lajeadense x Veranópolis 18h30 - Caxias x Cruzeiro-RS 19h - São Luiz x Inter de Santa Maria INGLÊS 13h - Blackburn Rovers x West Bromwich Albion ITALIANO 08h30 - Udinese x Internazionale 11h - Bari x Napoli 11h - Bologna x Lazio 11h - Chievo Verona x Genoa 11h - Fiorentina x Lecce 11h - Sampdoria x Juventus 16h45 - Milan x Cesena

Carlos Alberto está confirmado entre os titulares do Vasco que enfrentam o Nova Iguaçu

A força do regulamento da competição A tradicional fórmula de disputa do Campeonato Carioca se mantém em 2011. São dois grupos de oito equipes cada, sendo que no primeiro turno (Taça Guanabara) os confrontos são dentro do grupo, e se classificam os dois melhores de cada, que

AGENDA DE HOJE

se enfrentam na semifinal, e os vencedores jogam a final. No segundo turno (Taça Rio), as partidas são disputadas de maneira que os times do grupo Aenfrentam as equipes do grupo B, repetindo o mesmo regulamento para se

chegar ao campeão da Taça Rio. Ao final, se a mesma equipe vencer os dois turnos, ela já se sagra campeã estadual. Caso contrário, os campeões de cada turno se enfrentam em dois jogos, fazendo a disputa da final.

PAULISTA 16h - Corinthians x Noroeste 16h - Grêmio Prudente x Santos 16h - Paulista x São Bernardo 18h30 - Oeste x Palmeiras 18h30 - São Caetano x Ituano 18h30 - Americana x Botafogo-SP PERNAMBUCANO 16h - Petrolina x América-PE 16h - Vitória-PE x Ypiranga-PE 16h -Araripina x Sport SUL-AMERICANO SUB-20 13h30 - Brasil x Bolívia 15h40 - Equador x Paraguai * Horários de Alagoas

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Hoje tem garoa e

Marco Antônio

Começar de novo Novo técnico do CSA, Mário Tilico começa a mostrar o seu trabalho contra o Murici

Corinthians, Palmeiras e Santos são as atrações do domingão de Campeonato Paulista Editor de Esportes

O Paulistão já chegou a sua terceira rodada. Por enquanto, os grandes clubes estão cumprindo as metas de se manterem no grupo dos oito que se classificam para a fase final. Três times se destacam na rodada de hoje. O Corinthians pega o Noroeste, às 16h, no Pacaembu. No mesmo horário, o Grêmio Prudente recebe o Santos no Estádio Eduardo Farah. Fechando a rodada, o Palmeiras pega o Oeste, às 18h30 (de Alagoas), em Itápolis.

O Timão venceu o primeiro jogo, diante da Portuguesa, e empatou o segundo, contra o Bragantino. O técnico Tite ainda não confirmou a equipe, mas pretende escalar alguns reservas. Dessa forma, o alagoano Morais e o meia Danilo têm boas chances de serem aproveitados. Quem deve voltar ao time é o atacante Ronaldo. “Ele tem condições de jogar domingo e quarta-feira. Fez um bom trabalho durante a semana. Ronaldo precisava estruturar a condição física. O resultado nos deixa muito feliz”,

disse o preparador físico Eduardo Silva, em entrevista ao Marca Brasil. O Palmeiras foi pressionado pela torcida após o empate com o Botafogo-SP, mas se recuperou na última quinta-feira, goleando o Ituano por 4 x 1. O atacante Kleber disse que a vitória foi fundamental para melhorar o ambiente no Palestra. “Precisávamos desse resultado. A pré-temporada foi difícil, mas agora deu para a gente se soltar, conseguir jogar um pouco melhor. Essa vitória nos deixa um pouco mais aliviados”, admitiu.

Peixe venceu suas duas partidas No Santos, a meta é manter hoje os 100% de aproveitamento. Mesmo atuando sem Neymar, o Peixe já marcou sete gols em duas partidas e sua defesa foi vazada apenas uma vez. Experiente, o zagueiro Edu Dracena tenta conter a euforia da garotada. “Não é o que planejávamos,

estamos aquém do esperado. Ainda falta assimilar melhor o que o Adilson deseja, precisamos o mais rápido possível melhorar a parte física e técnica. Não é pelas duas vitórias que temos que estar empolgados. Não podemos achar que somos o melhor time do Brasil e, quando perdermos, o

pior. Se produzirmos tudo o que se espera de nós, vamos dar bastante trabalho”, comentou o zagueiro. Outros três jogos fecham a terceira rodada do Paulistão: São Caetano x Ituano, Americana x Botafogo e Paulista x São Bernardo. (V.M.)

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futebol Victor Mélo

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Kleber vai comandar o ataque do Palmeiras contra o Oeste

PROGRAMAÇÃO ESPORTIVA DE HOJE NA TV 08h30 - Futebol Campeonato Italiano - Udinese x Internazionale - ESPN Brasil, Sportv 11h - Futebol Campeonato Italiano - Bologna x Lazio - ESPN 11h - Futebol Campeonato Italiano - Sampdoria x Juventus - ESPN Brasil, RedeTV 11h - Futebol Campeonato Italiano - Bari x Napoli - ESPN HD 11h - Vôlei Superliga Feminina de Vôlei - Vôlei Futuro x Rio de Janeiro - Sportv 11h - Basquete NBB 2010/2011 - Paulistano x Araraquara - Sportv 2 11h30 Futebol Campeonato Alemão - Borussia M gladbach x Bayer Leverkusen - Bandsports 13h - Futebol Campeonato Holandês - Venlo x PSV - ESPN 13h - Basquete NBB 2010/2011 - Pinheiros x Franca - Sportv 2 13h30 - Futebol Sul-Americano Sub-20 - Brasil x Bolívia - Band, ESPN Brasil, Sportv 14h30 - Handebol Mundial Masculino - Suécia x Croácia - Bandsports 15h - Futebol Campeonato Espanhol - Real Madrid x Mallorca - ESPN, ESPN HD 13h40 - Futebol Sul-Americano Sub-20 - Equador x Paraguai - Sportv 2 16h - Futebol Campeonato Carioca – Nova Iguaçu x Vasco - Globo 16h45 - Futebol Campeonato Italiano - Milan x Cesena - ESPN Brasil, ESPN HD 17h - Futebol Campeonato Espanhol - Villarreal x Real Sociedad - ESPN 18h30 - Futebol Campeonato Paulista - Oeste x Palmeiras - Sportv 19h - Rúgbi Heineken Cup - Leicester x Benetton Treviso - ESPN 20h30 - Futebol americano NFL - Pittsburgh Steelers x New York Jets ESPN, ESPN HD


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Graziella Schmitt fala de sua personagem na nova novela do SBT P谩gina 5

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TV POP

Luiza Dantas/CZN

RISO FÁCIL - Maria Clara Gueiros ficou mais conhecida depois que estreou no "Zorra Total". Mas, desde 1990, a atriz faz participações em novelas da Globo. "Deus nos Acuda" e "Rainha da Sucata" foram algumas delas. "Em 'Pecado Capital', fiz uma namorada do Salgadinho, vivido por Rogério Cardoso, mas cortaram e não foi ao ar. Olha que coisa, eu toda amarradona e paguei um 'micão'", lembra, entre gargalhadas. No ar em "Insensato Coração" como a perua Bibi Castellani, Maria Clara está empolgada com o novo trabalho. O convite, aliás, foi uma boa surpresa. "Estava no médico quando atendi ao telefonema do Gilberto. Ele perguntou: 'Você aceita?'. Eu disse: 'Onde é que assino?'", conta, bem-humorada. PRESENÇA OFICIAL - Hebe Camargo pensa grande ao planejar sua estreia na RedeTV!. A apresentadora quer a participação de Dilma Rousseff em seu sofá. Caso isso aconteça, a data de estreia poderá ser alterada. Se Dilma aceitar participar, o programa deve ir ao ar no dia 1º de março, ao vivo, e não no dia 15, como estava previsto.

DE OLHO NA BALANÇA - Com a proximidade do Carnaval, Geovanna

OUTRA OPÇÃO - "Passione" já acabou, mas Leandra Leal e Júlio Andrade criaram um final alternativo para a novela. Os dois atores fizeram um curta que contou com a participação de grande parte do elenco e produção da novela. Nele, o número de assassinatos é bem maior e Clara, personagem de Mariana Ximenes, apronta ainda mais. O vídeo foi apresentado aos atores na festa de encerramento da novela.

SEM ESFORÇO - Milena Toscano nasceu com a genética abençoada. Tanto

PLANOS MODERNOS - Jayme Monjardim pretende fazer o primeiro programa em 3D na Globo. Ao que tudo indica, o diretor deve usar a tecnologia em um especial de fim de ano de Renato Aragão. A terceira temporada de "Acampamento de Férias", que já está começando a ser produzida, ainda não vai ser em terceira dimensão, no entanto. Isso porque seria necessário um tempo de preparo maior. Para a próxima temporada, que deve ir ao ar em outubro, as gravações acontecerão em Paraty, no Rio de Janeiro. SEM PARAR - Aos 18 anos, Júlia Oristânio estreia na tevê como a "mariachuteira" Josiane de "Malhação". Filha do ator Giuseppe Oristânio, ela sempre quis seguir a carreira do pai, mas preferia não admitir. "Quando as pessoas perguntavam, eu dizia que não tinha nada a ver comigo, mas tinha a vontade tímida de fazer um teste", conta. Hoje, a atriz tem certeza que quer continuar atuando. "Quando a novela terminar, quero fazer faculdade de Artes Cênicas", destaca.

JORNAL da TV

que não precisa fazer dieta para manter as curvas no lugar. A atriz é fã de arroz e feijão e não deixa o prato passar batido. Quanto aos cuidados com a pele, a intérprete da Manuela de "Araguaia" também não tem neuroses. Só se preocupa em não tomar sol e limpar e hidratar bem a cútis. Apesar do jeito básico, Milena não dispensa uma boa maquiagem para sair.

LADO B - Rafael Almeida ficou conhecido como o romântico Luciano de "Páginas da Vida", mas ele não é só ator. O rapaz começou a carreira como músico. E, agora, além de atuar, também trabalha como diretor. "Entrei para a faculdade de Cinema e abri a minha produtora de vídeo. Faço clipes, curtas e publicidade", conta ele, que vai voltar ao ar como o monitor Leo, da minissérie "Acampamento de Férias II".

SÉTIMA ARTE - Com o fim de "Sansão e Dalila", Rafaela Mandelli vai se dedicar ao cinema novamente. A atriz, que voltou ao ar, depois de um ano e meio afastada da tevê, como a filisteia Ieda, poderá ser vista nas telonas este ano. "Vou estrear 'Reis e Ratos', um filme com direção de Mauro Lima. Faço a Amélia, uma cantora que seduz o presidente. É um papel bem diferente das outras coisas que já fiz", adianta. EDITORA DE JORNAIS DE ALAGOAS LTDA

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ENDEREÇO Rodovia AL 101 Norte, Km 06, 3600 Jacarecica - Maceió/AL - CEP: 57038-800

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Editor-Geral Deraldo Francisco deraldo@ojornal-al.com.br

Tominaga está suando a camisa para manter a forma. Isso porque a apresentadora do "Video Show" será destaque da escola Grande Rio. Por isso, ela está contando com a orientação de um "personal trainer" para se preparar para desfilar na avenida do samba.

Diretora Comercial Eliane Pereira comercial@ojornal-al.com.br

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TELETEMA

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HUMILDE – Em "Escrito Nas Estrelas", da Globo, Cássia Kiss (foto) viveu uma zelosa "mãe-fantasma". Em seu próximo trabalho, "Morde Assopra", novela que substituirá "Ti-Ti-Ti", ela vai ser a mãe de um garoto que só arranja problema. Na trama, a atriz interpretará Dulce, uma mulher batalhadora que é constantemente enganada pelo filho, Guilherme, de Klebber Toledo. O folhetim deve ir ao ar em março. DISPUTADO – Caio Castro, que está no ar como o Edgar de "Ti-Ti-Ti", da Globo, é presença confirmada em "Fina Estampa", próxima trama de Aguinaldo Silva. Na história, o papel do ator será o par romântico da personagem de Adriana Birolli. A previsão de estreia é para novembro.

LIBERA – A próxima temporada do "Amor & Sexo" estreia dia 1° de fevereiro, na Globo. Na produção, que é apresentada por Fernanda Lima, haverá um quadro chamado "Gayme", que contará com a participação de "gays" desconhecidos disputando um carro como prêmio.

MUDANÇA – No dia 1º de abril, estreia "Algo de Errado" na Globo. Protagonizado por Jorge Fernando, o seriado conta a saga de um homossexual assumido e de sucesso que, após um acidente, vira heterossexual. Com 14 episódios, a produção é assinada por Fernanda Young e Alexandre Machado.

NÚMEROS – Depois de viver o Diego de "Bela, A Feia", da Record, Daniel Erthal volta ao ar em "Rebelde", próxima novela da emissora. Na trama de Margareth Boury, o ator será Arthur, um professor de Matemática com fortes traços de vilania. O folhetim ainda não tem data de estreia definida. HISTÓRIA – "Amor e Revolução", próxima novela do SBT, terá Isadora Ribeiro no elenco. Na história, ela será Bianca, a diretora de uma escola que cuida de crianças cujos pais foram executados pela ditadura. O último trabalho de Isadora na tevê foi em "Uma Rosa com Amor". APROVADA – "A Liga" volta ao ar no dia 22 de março, na Band. A principal novidade fica por conta da nova integrante Sophia Reis. Rafinha Bastos, Débora Vilalba e Thaíde continuam na produção, que mostra diferentes pontos de vistas sobre o mesmo tema.

DESTAQUE – A apresentadora Hebe já tem data para estrear na RedeTV!: 15 de março. O nome do programa, que será dirigido por Paulo Trevisan, ainda não foi definido.

GOLPE – Leonardo Vieira será um vendedor de cachorro-quente, capaz de tudo para ascender socialmente, em "Vidas em Jogo", que substituirá "Ribeirão do Tempo" na Record. O folhetim deve estrear em abril.


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MAPA DA MINA Por Natalia Palmeira

BATE-PAPO (SBT, DOM, 0 H)

ESPIRITISMO

"NERD" EM APUROS

(Globo, ter, 23:30 h)

(SBT, qua, 16:30 h)

No "De Frente Com Gabi" deste domingo, Marília Gabriela entrevista Lúcia Veríssimo. A atriz, que integra o elenco de "Amor e Revolução", próxima novela do SBT, vai falar sobre carreira e vida pessoal.

A trajetória de Chico Xavier será contada em quatro episódios, a partir desta terça. A microssérie "Chico Xavier" é baseada no livro "As Vidas de Chico Xavier" e é dirigida por Daniel Filho. Além disso, conta com um elenco formado por Nelson Xavier, Ângelo Antonio, Tony Ramos, Christiane Torloni e Giulia Gam, entre outros.

No novo episódio da série "Chuck", Sr. Bartowski está desenvolvendo um relógio batizado de governador para dar a Chuck total controle sobre o intersetorial e afastar de vez o risco de ele enlouquecer. Enquanto uma bancada de superiores questionam a general Beckman sobre Chuck, Shawn reaparece em grande estilo, detalhando o seu estado de saúde.

SURFE VIGIADO (Globo, dom, 9:30 h) A segunda temporada de "Nas Ondas de Noronha" estreia neste domingo, no "Esporte Espetacular". No "reality show", as equipes formadas por artistas, surfistas profissionais e internautas competem entre si nas míticas ondas da Praia do Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha. A ex-BBB Fani Pacheco e os cantores Gabriel Pensador e Felipe Dyllon são os participantes dessa edição.

CELEBRIDADE NO FOCO

VERSÃO PRAIANA

DE OLHO NAS PROPAGANDAS

(MTV, seg, 22:30 h)

(TV Brasil, qui, 22 h)

Dj Marlboro é o novo convidado do "Luau MTV". Com apresentação de Bia e Branca e a participação de mais de dez "MC's" o programa vai mostrar o funk direto das areias da praia do Leme, no Rio de Janeiro.

Os cuidados com a publicidade infantil é a pauta do "Caminhos da Reportagem" desta semana. O programa também mostra como governo, empresários e sociedade civil estão trabalhando para ter uma propaganda mais ética.

JOGOS DE VERÃO

(MTV, ter, 22:30 h)

(MTV, sex, 22:30 h) No "Talk Show do Bento", o apresentador recebe Bruno Chateaubriand. O "socialite" carioca conversa sobre homossexualidade, casamento "gay", conta que quer adotar dois filhos em 2011 e discute com Bento em defesa de Narcisa Tamborindeguy.

Nesta sexta, o "Programa a 2" tem provas ligadas à estação mais quente do ano. "Corrida de Pé de Pato", "Funk do Gemido" e "Altinha" são algumas delas. O já tradicional "Quiz do Beijo" segue firme e forte.

VIAJANTE (TV Brasil, sab, 20 h) Ziraldo e Heloísa Perissé são os entrevistados do "Arte com Sérgio Britto". O programa segue com sua temporada de reprises dos bate-papos mais marcantes.

Rapidinhas # Em "Acerto de Contas", o novo alvo da equipe é um ex-corrupto. O plano parecia simples mas tudo dá errado quando Nate, Sophie e o juiz são feitos reféns. (Band, dom, 23 h) # A série "Alfinetadas - Eve", que tem como protagonista a "rapper" americana Eve, estreia neste domingo. (SBT, dom, 3:30) # Nova Iguaçu joga contra o Vasco em mais uma partida do Campeonato Carioca. (Globo, dom, 16:45 h) # A segunda temporada do "Acampamento de Férias" estreia nesta segunda. Protagonizada por Renato Aragão, a microssérie vai misturar aventura, ação e romance. (Globo , seg, 16:30 h)

# O "Cara e Coroa" procura saber se os prazeres etílicos fazem parte da vida dos jovens e idosos brasileiros. João circula por Belo Horizonte, enquanto Milton visita Campinas para tratar do assunto. (TV Brasil, seg, 20:30 h) # Dançarinos profissionais e aspirantes continuam na busca por um lugar ao sol em mais uma edição de "Se Ela Dança, Eu Danço". (SBT, qua, 20:30 h) # "A Revista do Cinema Brasileiro" conta como o samba se tornou trilha sonora oficial dos filmes brasileiros (TV Brasil, sab, 22:30 h)


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PRIMEIRA MÂO

Graziella Schmitt se prepara para viver sua primeira protagonista na tevê Por Natalia Palmeira PopTevê

O detalhismo na hora de descrever Maria Paixão deixa evidente a satisfação de Graziella Schmitt com o papel da protagonista de "Amor e Revolução", próxima novela do SBT. Com um sorriso rasgado e jeito tranquilo, a atriz se perde no tempo ao falar do novo trabalho, previsto para estrear em março. A história começa em 1964, ano do golpe militar no Brasil. Na trama, escrita por Tiago Santiago, ela será uma estudante revolucionária que entrará para a luta armada contra a ditadura. "Ela é filha de um jornalista comunista. A essência da personagem é a luta pelos ideais de igualdade social. É um papel bem forte", adianta. Mas, junto com a empolgação, veio também o peso de dar vida ao papel principal da novela. "É uma grande oportunidade. Sinto uma responsabilidade maior, mas procuro não pensar muito nisso", destaca, entre risos. O grande conflito de Maria Paixão será o romance com José Guerra, vivido por Cláudio Lins. Nos moldes de Romeu e Julieta, o casal terá de encarar o

ódio entre as famílias. Isso porque ela é filha do jornalista Batistelli, interpretado por Licurgo Spínola, que luta contra a ditadura. Ele é filho de um militar que contribuiu para o golpe de 64. "É uma situação complicada. Quando você tem ideais, uma criação diferente, fica difícil para manter uma relação", argumenta. Para dar vida ao papel, Graziella fez dois testes. "Me apaixonei pela personagem de cara. Quando li a sinopse, vi que ela tem um discurso muito bonito e emocionante", ressalta. Acostumada a viver tipos bem menos complexos desde sua estreia como atriz na pele de Laila, do seriado "Sandy & Junior", Graziella está se empenhando bastante. Apesar do conhecimento que já tinha da história política brasileira, ela contratou um historiador para debater os acontecimentos da época e se familiarizar com tema. "As escolas não dão o devido valor que deve sobre esse assunto. É um momento da história riquíssimo. Quando me falaram que a novela se passa no ano de 64, adorei", empolga-se. Além disso, ela participou de "workshops" com o elenco, aulas de luta e ainda assistiu a filmes nacionais como "Cabra Cega", de Toni Venturi, e "Batismo de Sangue",

de Helvécio Ratton. "Sempre tive paixão por esse tema. Assisti ao documentário 'Hércules 56' e ao filme 'Como, Quando e Porque se Depõe um Presidente", enumera a atriz, que também está lendo "Ditadura Envergonhada", livro de Elio Gaspari. Apesar da dedicação para aprender mais sobre o momento em que a novela se passa, Graziella admite que só com o tempo vai realmente compreender melhor a personagem. "Uma coisa é estudar em casa, outra é na prática. A gente tem de estar se relacionando com os outros atores, cenário, diretor... É aí que a personagem vai tomando forma", analisa a atriz, que gravou apenas as primeiras cenas de Maria. "Estou louca para ver o resultado no ar", se empolga. A mudança de visual e o figurino também contribuem no processo de composição da personagem. Para dar vida à revolucionária, ela escureceu os cabelos e está evitando tomar sol. "As roupas são lindas. Vou usar cortes acinturados e muitas cores vibrantes como vermelho, verde bandeira, azul e amarelo", conta ela, sobre a personagem que também vai contar com um lenço como adereço, mas que depois servirá como recurso para se esconder dos militares.


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RETRATO FALADO

Louise D' Tuani espera novos conflitos em Ribeirão do Tempo

Por Gabriel Sobreira PopTevê

Na novela "Ribeirão do Tempo", da Record, a história de Sônia, personagem interpretada por Louise D' Tuani, tem quase os mesmos elementos do clássico "Romeu e Julieta", do dramaturgo inglês William Shakespeare: o amor entre jovens proibido pelas famílias. Na trama de Marcílio Moares, ela é apaixonada por André, papel de Vitor Facchinetti, filho do maior desafeto do pai da adolescente. Com as famílias em "pé-de-guerra", a gravidez da jovem parece que veio, enfim, garantir para paz tantos conflitos. Entre prisões e acusações de pedofilia, o amor Nome – Louise D' Tuani Gomes Teixeira. Nascimento – 17 de abril de 1989, na cidade do Rio de Janeiro. Na tevê – "Assisto a muitas séries como 'The Tudors' e 'Gossip Girl'". Ao que não assiste – Programas sensacionalistas. Nas horas livres – "Gosto de sair com amigos e ir ao cinema". No cinema – "Gostei muito do filme 'Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos', de Woody Allen". Livro – "Sidarta", de Hermann Hesse. Música – "Adoro MPB. Ouço muito Chico Buarque". Prato predileto – Comida japonesa. O melhor do guarda-roupa – "Sou apaixonada por minha camisa florida". Perfume – "Be Delicious", de Donna Karan. Homem bonito – Ashton Kutcher. Mulher bonita – Gisele Bündchen.

entre o casal parece vencer o conflito familiar. "Acho que a gravidez da minha personagem veio para, de uma certa forma, unir as duas famílias", palpita. Esta não é a primeira vez que Louise vive uma mãe na adolescência. Na novela "Luz do Sol", sua personagem perdeu o filho logo nos primeiros momentos da gravidez. "Fiquei triste. Queria contracenar com barrigão e depois com um bebê, mas tudo bem", conforma-se, entre risos. Para sua atual personagem, Louise não é só pensamento positivo. Ela acredita que pode estar bem longe do tão esperado final feliz. "As famílias vão brigar muito ainda por causa desta gravidez não planejada. Mas, de verdade, espero que eles sejam muito felizes juntos", torce. Cantor – Caetano Veloso. Cantora – Maria Gadú. Ator – Al Pacino. Atriz – Meryl Streep. Escritor – Clarice Lispector. Melhor viagem – "Para o Havaí e Nova Iorque, em 2007. Foi inesquecível". Sinônimo de elegância – Educação. Gula – Queijos. Inveja – "De quem sabe cantar". Cobiça – "Comprar uma cobertura de frente para a praia do Leblon". Preguiça – "De praticar corrida". Vaidade – "Cuidar da minha pele". Mania – "Praticar careta o tempo todo", diz, entre risos. Filosofia de vida – "Quem acredita sempre alcança".


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Odilon Wagner e Renato Aragão

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Gil Coelho, Rafael Ritto, Livian Aragão, Renato Aragão, Luana Dandara,

Rafael Almeida, Luana Dandara, Gil Coelho, Eike Duarte, Rafael Rito e Luan Assimos

Maria Fernanda Cândido e Livian Aragão

Jayme Monjardim, Renato Aragão e Marcus

"Acampamento de Férias II" conta com efeitos especiais e locações externas Por Natalia Palmeira PopTevê

Aventura, diversão, fantasia e humor. Esses são os elementos principais de "Acampamento de Férias II – A Árvore da Vida", minissérie protagonizada por Renato Aragão e dirigida por Marcus Figueiredo, que estreia dia 24. Em cinco capítulos, a segunda temporada do programa conta a história de um grupo de crianças que vai passar uma temporada na fictícia colônia de férias Paraíso. Lá, Lili, Greg, Batata, Pepê e Patty, vividos por Lívian Aragão, Eike Duarte, Rafael Ritto, Luan Assimos e Luana Dandara, respectivamente, têm a missão de encontrar a "Árvore da Vida", que garante a paz e o equilíbrio da humanidade. Para mostrar a trajetória e os perigos enfrentados por Didi e as crianças, a produção vai contar com muitos efeitos especiais e gravações em locações de difícil acesso. "É uma história com ação, emoção e comédia. Não é voltado só para o público infantil, mas para todas as idades", garante o diretor. A maioria das cenas foi feita longe dos estúdios de gravação. As cidades de São Bento do Sapucaí e

Ubatuba, em São Paulo, foram as locações escolhidas para remeter ao clima dos típicos acampamentos de férias americanos. "Nós não queríamos levar a imagem do estúdio e que parecesse um faz-de-conta. Por isso, optamos por gravar em cenários reais", justifica Renato. As gravações na região serrana paulista foram consideradas a parte mais difícil da produção da minissérie. "A gente demorava quatro horas para chegar no topo de uma montanha e gravar uma cena de briga com o personagem do Odilon Wagner. No ar, essa cena não vai durar mais que dois minutos. Era uma dificuldade, mas valeu a pena", lembra Renato, de uma das cenas de briga feita com o vilão da história, Tenório. A história começa bem antes, com os antepassados de Didi e Tenório. Em 1500, ano do descobrimento do Brasil, Didi Malasartes e Raul Tenorious, também interpretados por Renato e Odilon, respectivamente, chegam ao país nas caravelas de Pedro Álvares Cabral. Eles têm a importante missão de encontrar a árvore da vida, replantá-la e, assim, garantir a paz e a estabilidade do planeta. "O Tenório já mostra o caráter ruim lá em 1500, quando tenta trair Didi e se apropriar da árvore", adianta Odilon. Na verdade, Raul

Tenorious queria encontrar a árvore e, com a ajuda dos ensinamentos de um livro escrito por um sábio monge da época, adquirir os poderes concedidos por ela. "Esse vilão é um personagem genial, porque ele provoca as crianças. O objetivo do papel é trazer essa reflexão entre o certo e o errado, a boa ação e o inadequado", analisa o ator. A rivalidade volta à tona quando Lili encontra uma carta da época do Descobrimento e descobre o poder da árvore. "Ela é uma aventureira. Vai encontrar sereia, enfrentar dinossauros e ser capturada por uma lula gigante", adianta Lívian. Para criar esses "personagens", foram utilizados efeitos de computação gráfica em 3D. "O mais interessante nas gravações foi desenvolver as cenas em que a turma toda voa pelos céus e também a que Didi e Lili encolhem até ficarem com 10 cm", acrescenta o produtor de efeitos gráficos e visuais, Rafael Ambrósio. Já a trilha sonora foi inspirada nos filmes "Harry Potter", "Parque dos Dinossauros" e "As Crônicas de Nárnia". "Já fiz a produção musical de três novelas e o 'Acampamento' foi o mais difícil. Mas também o mais prazeroso", ressalta o produtor musical, Rogério Vaz.


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PERSONAGEM DA SEMANA

Em Araguaia, da Globo, Ângelo Antônio mostra personagem plural Por Gabriel Sobreira PopTevê

Ângelo Antônio jura que a escolha de perfis díspares de seus personagens não é algo premeditado. Para o intérprete do conservador Geraldo de "Araguaia", as decisões sobre aceitar um papel têm a ver, além de outros motivos, com a história do folhetim, onde o personagem está inserido na trama e que história esta conta. "Eu até pensei nisso quando alguém me falou: 'você escolhe muito bem seus papéis'", recorda o ator, entre risos. Na novela de Walther Negrão, o personagem de Ângelo Antônio é o delegado da localidade de Girassol e aliado do fazendeiro, e vilão, Max Martinez, vivido por Lima Duarte. "O meu personagem está no limite de qualquer possibilidade. Tento construí-lo para dar margem aos autores fazerem o que bem entenderem. Acho isso muito legal", vibra. Com papéis de considerável tom dramático no currículo, Ângelo revela que tem tentado dar pitadas de humor no seu personagem Geraldo. "Acho que o humor pode dar uma nova perspectiva na figura do personagem. E eu gosto de comédia, fiz pouco na tevê", analisa. Mas, segundo o ator, a reação do público tem sido a mais positiva possível. "Outro dia um homem chegou perto de mim e disse: 'Eu quero ter uma conversa com o senhor. O Solano é do bem, só faz coisas boas. O Pimpinela também. Precisava te falar isso'", diverte-se. P - Você estreou na tevê na novela "Pantanal", de 1990, de Benedito Ruy Barbosa, para a extinta Manchete. Já na Globo, o seu primeiro trabalho foi na novela "O Dono do Mundo", de 1991, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Qual a importância dessas tramas na sua carreira? R - É impressionante percebe que até hoje as pessoas se lembram de "O Dono do Mundo". Foram trabalhos marcantes por diversos fatores. A história do meu personagem, o Guilherme, mais conhecido como Beija-Flor, era incrível. Trabalhar com aquele elenco logo na minha estreia na emissora era genial. "Pantanal", que foi outro momento mágico e importante na minha carreira, só tenho a agradecer.

P - Em "Araguaia", o seu personagem tem diversas atitudes de vilão. Qual é a principal característica que você tenta imprimir nele? R - Acho que ele é um ser humano. Tem todas as possibilidades de estar em um lugar e daqui a pouco estar em um outro lado oposto. Ele é um desvairado. Acho que ele tem uma possibilidade de mudança e que encontre um caminho mais digno, mas até então eu acho que ele é um absurdo. P - Você acredita que existe a possibilidade de redenção para seu personagem na trama de Walther Negrão? R - Eu acho que a redenção é possível para o Geraldo. O amor sempre salva. Pode sempre pu-

rificar, é uma possibilidade. Mas ainda não acredito muito nele não. Ele é um cara mais falso. Acho que tudo é possível. P - Desde 1999, quando você fez a novela "Suave Veneno", da Globo, sua presença na tevê tem sido constante. Além disso, está sempre no teatro e no cinema. Já teve vontade de parar um pouco? R - Não tenho parado de trabalhar, graças a Deus. Já tem um tempo que estou emendando um trabalho no outro. Depois de Araguaia farei mais um filme e quero dar uma parada. Pelo menos uns meses. Isso se não aparecer nenhum personagem muito legal (risos).

ANIVERSÁRIOS DA SEMANA DE 22 A 28 DE JANEIRO 22/01 - Marília Pêra, 68 anos. 24/01 - Anna de Aguiar, 41 anos. 25/01 - Bianca Castanho, 32 anos, Gisele Fraga, 41 anos, Carolina Ferraz, 43 anos, Beth Goulart, 50 anos. 26/01 - Bárbara Borges, 31 anos. 27/01 - Daniele Valente, 34 anos. Nesta data, há 32 anos, foi ao ar o último capítulo de "Sinal de Alerta". A novela foi escrita por Dias Gomes e Walter George Durst e dirigida por Walter Avancini, Jardel Mello, Gonzaga Blota e Paulo Ubiratan. A história

do folhetim se passa no Rio de Janeiro e trata da vida de Tião Borges (Paulo Gracindo), um importante empresário que polui o meio ambiente. Sua exmulher Talita (Yoná Magalhães) é sua principal algoz que usa o próprio jornal dela, a "Folha do Rio", para denunciar as irregularidades da companhia do antigo parceiro. Para ajudar a jornalista, duas funcionárias da empresa de Tião se juntam a Talita. Consuelo (Isabel Ribeiro) e Adelaide (Ruth de Souza) fazem protestos e viram líderes contra a poluição.

Além dos problemas na empresa, o empresário enfrenta o drama de sua noiva Sulamita (Vera Fischer) ser acusada de envolvimento com drogas. Rudi Caravalla (Jardel Filho) e Chico Tibiriçá (Carlos Eduardo Dolabella) são intelectuais que sonham em levar para as telas do cinema a vida de Tião. Angelina Muniz, Fernando Eiras, Bete Mendes, Renata Sorrah, Sônia Regina, entre outros, também faziam parte do elenco. 28/01 - Alice Borges, 45 anos.


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A SEMANA DAS NOVELAS MALHAÇÃO - Rede Globo - 17h15 Segunda (24/01) - Duda inventa uma desculpa para não falar com Raquel. Raquel mostra para Duda uma foto sua vestida como militar que foi colada no mural da escola. Catarina conta para Pedro por que terminou o namoro com ele. Fausto avisa Luiza que vai afastar Raquel de seus filhos. Maicon dá a chave de seu quarto para Dona Zica. Carlito manda Maicon perder o próximo jogo do Nacional. Pedro comenta com Raquel que precisa parar de fazer festas para não perder sua bolsa de estudos.

Terça (25/01) - Raquel tenta convencer Pedro a continuar dando festas. Raquel sugere que Duda faça um teste fotográfico. Lurdes proíbe Pedro de fazer festas. Um rapaz entrega uma mala preta a Dona Zica, que desconfia. Maicon fica nervoso quando Carlito decide apresentá-lo a seu sócio. Cláudia flagra Roberto falando com uma mulher pelo telefone. Tereza e Odilon vão ao Botecão e ele não gosta de ter que pagar a conta. Fausto oferece dinheiro para Raquel se afastar de sua família.

Quarta (26/01) - Raquel não aceita a proposta de Fausto e ameaça prejudicar Catarina. Raquel convence Catarina a ir para a sauna e diz que vai cuidar de Julinha. Maicon conversa com um repórter, mas descobre que a mala preta está vazia. Catarina descobre que Raquel inventou para a família que encontrou Julinha sozinha. Cláudia olha o celular de Roberto e constata diversas chamadas de Vitória. Rogério convida Josiane para um teste em sua agência. Anísio, o sócio de Carlito, conhece Maicon. Cláudia exige que Catarina pare de perseguir Raquel.

Quinta (27/01) - Catarina diz à família que tentará se entender com Raquel. Maicon conversa com Anísio. Pedro decide tocar na festa indicada por Raquel. O inspetor mostra que alguém furou os quatro pneus do carro de Raquel e acusa Catarina. Cláudia invade o apartamento onde Roberto está com Vitória e fica constrangida ao descobrir que ela é uma corretora de imóveis. Josiane se surpreende ao ver Duda chegar na agência de modelos. Lúcio e Raquel flagram Catarina e Pedro juntos na Caldeira.

Sexta (28/01) - Rogério faz o teste com Duda antes de Josiane. Pedro avisa que vai continuar fazendo festas com Catarina. Duda se sai bem na sessão de fotos. Rogério diz a Josiane que ela não tem o mesmo carisma de Duda. Anísio pede para falar com Maicon momentos antes do jogo e o goleiro se preocupa. Na frente de Lorelai, Lurdes diz para Theo que não o autorizou a trazer a namorada para dormir em casa. Fausto confessa a Catarina que teme as verdadeiras intenções de Raquel. Raquel leva Duda para a balada e Pedro a repreende.

ARAGUAIA - Rede Globo - 18h Segunda (24/01) - Ruriá acorda vendo a imagem de Iaru e sai à procura de Estela. Ruriá encontra Estela caída e implora que ele seja sacrificado no lugar de sua neta. Ruriá segura Solano pelo braço e ele passa mal. Estela afirma que ficar com ela é a única chance que Solano tem de continuar vivo. Fred conta para Manuela sobre o relacionamento de Amélia e Vitor. Amélia fica emocionada com a compreensão de Manuela. Terê finge ter uma visão quando toca a mão de Ametista. Pimpinela encontra o irmão de Elisa e, ao comemorar, quase beija Nancy.

Terça (25/01) - Estela e Manuela se enfrentam. Safira se despede de Pérola e Cirso antes de viajar. Solano se enfurece por não encontrar Manuela na fazenda. Terê desconfia de que Manuela esteja enganada em relação aos sentimentos de Estela. Estela pega uma roupa de Solano. Solano encontra Manuela antes que ela fale com o índio Carajá e os dois discutem. Vitor entra no carro de Amélia assim que Max se afasta. Vitor exige que Amélia se separe de Max. Manuela e Cirso esperam para falar com Iuraru. Estela entrega para o cacique Carajá a roupa que pegou de Solano.

Quarta (26/01) - Beatriz sofre por ter mentido para Solano. Lenita ajuda Tavinho a escolher um presente para Esmeralda. Amélia explica a Vitor que ainda não é momento de se separar de Max. Estela e Iuraru iniciam o ritual com a roupa de Solano. Manuela invade a oca do cacique e fica chocada ao encontrar Estela. Esmeralda recebe o presente. Estela sai da oca e manda Manuela entrar. Iuraru se ofende com os comentários de Manuela. Solano e Manuela surgem no momento em que Estela está no início de seu ritual.

Quinta (27/01) - Solano arranca o pote das mãos de Estela e o quebra. Ruriá sorri vitorioso e some da estância. Max questiona Vitor sobre a sociedade com Amélia. Janaína prova o vestido de noiva e se emociona. Estela sofre ao ver Solano e Manuela se beijando. Solano se reconcilia com a mãe. Ametista e Ricardo se beijam. Neca desiste de Ametista e tenta reconquistar Glorinha. Nancy afirma a Pimpinela que eles não namoram porque ele é pobre. Solano afirma a Beatriz que não vai sair do Araguaia. Amélia ouve Max fazendo ameaças em um telefonema.

Sexta (28/01) - Max finge preocupação com Amélia quando Manuela chega à fazenda. Safira encontra Jussara, enteada de seu pai biológico, e fica intrigada ao descobrir que ela conhece sua mãe. Jussara conta a Safira que Estevão se arrependeu de ter abandonado Pérola grávida. Manuela, Fred e Vitor temem pela segurança de Amélia. Estela abraça Solano e pede proteção. Beatriz pergunta se Mariquita acredita na maldição. Solano aparece na estância com Estela e sai para procurar Ruriá. Manuela se despede de Amélia, que liga para Vitor, mas é surpreendida por Max.

Sábado (29/01) - Max chama Amélia para jantar. Safira volta de viagem e abraça a Cirso. Estela aconselha Manuela a ir embora do Araguaia com Solano. Max obriga Amélia a ficar com ele. O fazendeiro faz um acordo com um comparsa. Terê toca em Vitor e tem um mau pressentimento. Safira conta para Geraldo que Cirso não é seu pai. Solano decide levar Beatriz até a estalagem. Terê hipnotiza Pimpinela e consegue fazê-lo lembrar do rosto do assassino de Elisa. Solano deixa Beatriz na estalagem e volta para a casa de show. Solano é atingido por uma flecha no peito e cai.

Sexta (28/01) - Jaqueline se arrepende de ter beijado Jacques e acaba machucando-o. Valquíria rompe com Luti. Desirée pede que Armandinho se afaste dela. Stéfany faz intriga contra Desirée para Jorgito. Amanda demonstra carinho pela família e Bruna simpatiza com ela. Clotilde fica sabendo que Ricardo saiu do coma. Amanda visita a mãe e é recebida com carinho. Suzana conta para Luísa que flagrou Ariclenes beijando Marta. Mário visita Cecília na clínica, vestido de Valentim. Marcela ouve Luísa dizer para Edgar que espera um filho dele.

Sábado (29/01) - Marcela despreza Edgar. Mário conversa com Cecília. Quando Queiroz chega à clínica, Ariclenes foge com o falso Valentim. Ariclenes procura Suzana na editora e ela conta que o viu beijando Marta. Jaqueline tenta aproximar Thaísa de Eduardo. Nicole passa o batom de Victor Valentim e Chico a agarra. Magda flagra Chico beijando Nicole. Amanda pede para Camila não iludir seu irmão. Marcela garante a Renato que não irá mais chorar. Amanda escuta Ariclenes dizendo que ela é filha de Jacques.

Sexta (28/01) - Eunice não acredita em Raul. Raul se emociona ao ver Pedro acordado, mas não conta sobre Luciana. Leila decide que vai sair com Cadu. Dois clientes de Raul rompem o contrato com sua empresa. Valdir decide fugir e se despede de Selminha. Norma chega à chácara acompanhada por Silveira e se surpreende ao encontrar Léo na propriedade. O vilão finge estar apaixonado por Norma. Felipe fica interessado em Bibi ao notar que ela é uma mulher rica. Raul conversa com Marina e descobre seu romance com Pedro.

Sábado - (29/01) - Léo confirma a Eunice que Pedro estava apaixonado por outra mulher. Bibi percebe que Felipe só tem interesse em seu dinheiro. Leila e Cadu são flagrados por um segurança. Bibi vai embora e deixa Felipe pagar a sua conta. Norma decide se encontrar com Léo longe da chácara. Raul declara guerra contra Werner. Léo beija Norma e consegue várias informações sobre a vida de Silveira. Marina conta para Eunice sobre seu romance com Pedro. Eunice invade o quarto de Pedro e o acusa de ter matado Luciana.

TI-TI-TI Segunda (24/01) - Edgar desiste de viajar para o Rio de Janeiro. Nicole percebe que Marta está apaixonada por Ariclenes. Magda vai ao ateliê para se encontrar com Chico. Renato passeia com Marcela no Rio de Janeiro. Valquíria sugere uma sessão de cinema com Luti e o novo casal, Camila e Ângelo. Jacques e Ariclenes se encontram no bar e acabam bebendo juntos. Jaqueline recebe seus convidados no ateliê. Ariclenes incentiva Jacues a procurar Jaqueline. Jacques invade a inauguração e cai aos pés de Jaqueline, pedindo perdão.

Terça (25/01) - Jacques é contido por Thales. Clotilde sugere que Beatrice M. não dê destaque a Jaqueline em seu blog e Mabi se irrita. Thales pergunta a Jaqueline se Julinho e Eduardo são namorados. Ariclenes não recorda que se declarou para Marta e ela fica furiosa. O exame de DNA confirma que Armandinho e Magali pertencem à família de Rebeca. Ricardo sai do coma e liga para Clotilde. Luísa sente um enjoo e desconfia de que esteja grávida. Jacques e Clotilde aparecem de surpresa no ateliê de Valentim e flagram Ariclenes vestido do espanhol.

Quarta (26/01) - Luti descobre que Ariclenes foi desmascarado por Jacques. Armandinho pede ajuda a Dorinha para ficar igual a Jorgito. Clotilde arma um plano para divulgar que Valentim é uma farsa. Mabi ouve o pai convocando a imprensa para uma coletiva e avisa a Luti. Desirée afirma para Armandinho que ama Jorgito. Thales vai ao salão de Julinho e o convida para sair. Renato sai com Marcela para comemorar os desfiles do Fashion Rio e os dois se divertem. Jacques recebe os jornalistas para a coletiva.

Quinta (27/01) - Marta aparece na casa de Jacques e interrompe a coletiva. Ela revela a Jacques que Amanda é sua filha e ameaça contar para a imprensa que ele a abandonou grávida se ele desmascarar Ariclenes. Jacques anuncia que convocou a imprensa para pedir perdão a Jaqueline. Ariclenes comemora. Ariclenes e Marta se beijam. Suzana vê a cena. Thales marca um lanche com Julinho. Suzana desabafa com Irina. Jacques avisa Marta que não quer contato com Amanda. Chico despreza Nicole. Valquíria descobre que Victor Valentim é Ariclenes. Jacques procura Jaqueline.

Insensato Coração - Rede Globo - 21h Segunda - (24/01) - Marina confessa para Luciana que se apaixonou por Pedro. Luciana afirma que vai viajar com o ex-noivo e Pedro pede para Léo convencê-la a ficar em Florianópolis. Carol e André saem juntos e se beijam. Raul pede o divórcio a Wanda e exige que ela saia de sua casa. Léo se esforça para convencer Luciana a desistir de viajar com o irmão e decide levá-la até o aeroporto. Valdir abastece o tanque da aeronave e Pedro não presta atenção. Luciana implora para viajar com o ex-noivo. Marina vê o avião de Pedro decolar e entra em pânico quando a aeronave explode.

Terça - (25/01) - Marina vai ao hospital para onde os dois são levados. Marina avisa a Eunice sobre o acidente com Luciana. Léo conta aos pais que Pedro se acidentou. Léo vê Marina no hospital e se aproxima da designer. Zeca repreende Valdir por ter abastecido o avião de Pedro com o combustível errado. Wanda sente-se mal e Léo a leva para emergência do hospital onde Pedro está internado. Norma leva Silveira ao hospital. Silveira confessa a Norma que possui uma grande quantia de dinheiro escondida em casa e Léo ouve na conversa.

Quarta (26/01) - Léo observa Norma e a segue pelo hospital. Léo ouve a ligação que Norma faz para o advogado de Silveira. Eunice e Zuleica se despedem de Luciana. Dr. Moreira avisa à família de Pedro que ele não consegue movimentar as pernas. Eunice tem uma crise nervosa no hospital e Raul perde a paciência com ela. Natalie pensa em fazer outro ensaio fotográfico para tentar voltar à mídia. Werner conversa com o dono da carga que Pedro transportava e teme que tenha que arcar com o prejuízo. Léo se apresenta para Norma com o nome de Armando.

Quinta (27/01) - Léo inventa uma história para Norma. Werner fala para os repórteres que Pedro foi o culpado pelo acidente. Léo volta a falar com Norma e ela se encanta por ele. Wanda e Raul visitam Pedro na UTI. Raul defende Pedro. Eunice culpa Pedro pela morte de Luciana. Léo afirma a Afrânio que vai conseguir muitos dólares para investir no negócio que tanto deseja. Carol fica chateada ao ver fotos de André em uma boate. Raul revela para Eunice que Luciana implorou para viajar com Pedro.

RIBEIRÃO DO TEMPO - Record - 22h00 Segunda (24/01) - Léia conta a Sancha que Flores a pediu em casamento. Sancha diz a Léia para aceitar o pedido, mas ela diz que por enquanto não vai poder porque precisa resolver umas coisas. Mateus se declara para Filomena. Querêncio diz a Marisa que a quer de branco no casamento. Virgílio vai tirar satisfações com Iara e diz que vai embora da cidade. Mateus dá uma flor a Filomena. Sérgio conta a Diana que André irá se casar. Romeu e Joca conversam. Querêncio convida todos para o show de despedida de Marisa.

Terça (25/01) - Filomena convida Mateus para a festa de Marisa. Joca chama Arminda para acompanhá-lo na despedida de Marisa. Ela diz que vai como executiva e que ele não pode chegar perto dela. Karina lança olhares para Tito e Filomena fica irritada, mas se segura. Marisa começa sua apresentação, que tem o Enforcado como tema. Flores chega à casa de Léia e os dois se dirigem ao quarto de Joca. Joca e Arminda trocam olhares durante a apresentação. Flores tira a pistola de um esconderijo e mostra a Léia.

Quarta (26/01) - Marisa agradece a presença de todos e se despede explicando que irá se casar. Querêncio empurra Ajuricaba, que tenta detê-lo, e dá um soco em Ari. Ajuricaba prende Querêncio. Nicolau chega na prisão com o habeas corpus, seguido por manifestantes a favor do futuro prefeito. Querêncio e Marisa vão ao Solar para conhecer seus aposentos. Querêncio decide mostrar a casa, se depara com o quadro que fez de sua mãe e fica pensativo. Ari diz a Virgínia que está tendo seu último ato como prefeito, escrever seu testamento.

Quinta (27/01) - Karina conta a Zuleide seu plano para se vingar de Tito e Filomena. Bruno diz a Teixeira que Arminda e Joca têm um caso. Tito e Karina se encontram e se beijam. Zuleide fotografa tudo de seu esconderijo. O dois vão para um local mais tranqüilo para conversar. Filomena recebe um telefonema anônimo falando para não confiar em Tito. Karina mente para Tito dizendo que ainda o ama. Karina e Tito vão ao motel. Filó fica perturbada com a ligação e lembra o que Tito disse antes de sair de casa. Tito diz a Karina que está nervoso.

Sexta (28/06) - Tito não consegue transar com Karina, fica constrangido e decide ir embora. Karina comenta ao telefone com Zuleide, sem entrar em detalhes, sobre o encontro com Tito. O padre declara Querêncio e Marisa como marido e mulher. O casal recebe os cumprimentos de todos. Querêncio joga a gravata para o alto e diz que quem pegar vai ser o próximo a se casar. Sereno pega e fica animado. Marisa joga o buquê, que é pego por Vera. Querêncio e Marisa chegam ao Solar e se beijam apaixonados.

Os resumos dos capítulos de todas as novelas são de responsabilidade de cada emissora – Os capítulos que vão ao ar estão sujeitos a eventuais reedições.


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FILMES DA SEMANA DOMINGO, 23/01 Querem Acabar Comigo (Globo, 13:45 h) Are We There Yet?, de Brian Levant. Com Ice Cube, Nia Long e Aleisha Allen. EUA, 2005, cor, 95 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia – "Playboy" solteirão arruma namorada divorciada com dois filhos. Na véspera de Natal, ela precisa ficar trabalhando em Nova Iorque e ele se oferece a levar as crianças de Washington ate lá. Como nunca aceitaram qualquer namorado da mãe, elas vão fazer da viagem um inferno para o "playboy". Butch Cassidy (Band, 21 h) Butch Cassidy and the Sundance Kid, de George Roy Hill. Com Paul Newman, Robert Redford e Katherine Ross. EUA, 1969, cor, 111 min. Classificação etária: 14 Anos. Aventura – Dois amigos inseparáveis, Butch Cassidy e Sundance Kid, que lideram o Bando do Buraco na Parede, assaltando trens e bancos, são dois dos mais procurados bandidos do Velho Oeste. Butch arquiteta os planos e Sundance faz mágicas com uma arma nas mãos. Cansados de fugir dos melhores policiais escalados para prendê-los, os dois partem para a Bolívia, juntos da linda Etta Place, em busca de um descanso da vida de foras-da-lei. O fato de não falarem quase nada de espanhol não é um problema para os dois caras maus mais legais que já cavalgaram pelo Oeste. Van Helsing - O Caçador de Monstros (Record, 23 h) Van Helsing, de Stephen Sommers. Com Hugh Jackman, Kate Beckinsale e Richard Roxburgh. EUA, 2004, cor, 131 min. Classificação Etária: 14 Anos. Aventura – O Dr. Van Helsing é um dos principais especialistas em monstros do século XIX. Contratado pela Igreja Católica, ele parte para o leste europeu com a missão de eliminar o mais perigoso dos vampiros: o conde Drácula. Ele terá a ajuda de Anna Valerious, tendo de enfrentar monstros como o lobisomem e Frankenstein. O Contrato (Globo, 23:50 h) The Contract, de Bruce Beresford. Com Morgan Freeman, John Cusack e Jamie Anderson. EUA/Alemanha, 2006, cor, 96 min. A emissora não informou a classificação etária. Suspense – Ray Keene é um pai de família que parte em uma viagem para tentar a reconciliação com seu filho. No entanto, ele está no meio de uma missão: escoltar um criminoso procurado pelo FBI que cruza seu caminho. Ao mesmo tempo em que tenta proteger seu filho, precisa fugir de um grupo que tenta resgatar o criminoso. Água Negra (Globo, 1:35 h) Dark Water, de Walter Salles. Com Jennifer Connelly, John C Reilly e Tim Roth. EUA, 2005, cor, 105 min. A emissora não informou a classificação etária. Suspense – Dahlia Williams separouse recentemente. Ela tenta começar uma vida nova, em um novo apartamento e em um novo emprego. Mas a separação litigiosa se transforma em uma complicada batalha pela custódia da criança. Paralelamente, fatos estranhos começam a acontecer no apartamento para o qual ela se mudou.

Cuestión de Fe (TV Brasil, 23 h) Cuestión de Fe, de Marcos Loayza. Com Óscar García, Jorge Ortiz Sánchez e Jorge Mendívil. Bolívia, 1995, cor, 89 min. Classificação etária: 18 Anos. Drama – O escultor de santos Domingo e seu ajudante Pepelucho recebem o pedido de fabricar uma virgem em tamanho natural. Depois do trabalho realizado, eles terão de levar a estátua até San Mateo, um povoado escondido no coração da selva boliviana, distante de onde eles vivem. Para isso, contam com a ajuda de Joaquín, que possui uma caminhonete a qual chama de La Ramona. Juntos, eles embarcam em uma longa jornada de aventura. À Queima Roupa (Band, 1:45 h) Family of Cops, de Ted Kotcheff. Com Charles Bronson, Angela Featherstone e Sebastian Spence. Canadá/EUA, 1995, cor, 91 min. Classificação etária: 14 Anos. Drama – Afamília inteira do chefe de polícia de Milwaukee, Paul Fein, se vê envolvida em uma rede de intrigas e crimes, quando a filha mais nova é acusada de assassinar um homem de negócios multimilionário.

SEGUNDA, 24/01 Como se Fosse a Primeira Vez (Globo, 15:35 h) 50 First Dates, de Peter Segal. Com Adam Sandler, Drew Barrymore e Rob Schneider. EUA, 2004, cor, 99 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia – Henry Roth é um veterinário paquerador que vive no Havaí. Porém, ele se apaixona por Lucy, garota cuja memória foi afetada em acidente de carro, resultando daí o que seria uma sucessão ininterrupta de primeiros encontros. A Fantástica Fábrica de Chocolate (SBT, 17:30 h) Charlie and The Chocolate Factory, de Tim Burton. Com Johnny Depp, Freddie Highmore e David Kelly. EUA/Inglaterra, 2005, cor, 115 min. Classificação Etária: Livre. Comédia – O recluso e egocêntrico Willy Wonka, dono da maior fábrica de chocolates do mundo, resolve realizar um concurso internacional para escolher cinco crianças que irão visitar sua fábrica. Cinco convites dourados foram colocados em cinco de seus chocolates e distribuídos pelo mundo. Os ganhadores são recebidos pelo próprio Wonka, que os apresenta à fábrica e, para apenas um deles, ele reserva um prêmio. Stardust - O Mistério da Estrela (Globo, 22:45 h) Stardust, de Matthew Vaughn. Com Charlie Cox, Claire Danes e Robert De Niro. EUA/Inglaterra, 2007, cor, 127 min. A emissora não informou a classificação etária. Aventura – Para conquistar uma garota, o jovem Tristan lhe promete uma estrela cadente. A jornada o leva a uma terra esquecida e misteriosa, além dos muros da cidade em que vive. Lá, ele descobre que a estrela é, na verdade, uma linda mulher. Embarca então em uma incrível aventura para proteger a beldade celestial, já que uma poderosa feiticeira quer roubar sua luz para permanecer jovem para sempre.

Amores Possíveis (Globo 2:05 h) Amores Possíveis, de Sandra Werneck. Com Murilo Benício, Carolina Ferraz e Emilio De Melo. Brasil, 2000, cor, 98 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia – Carlos fica esperando na porta do cinema por sua namorada Julia, que não aparece. O filme narra três desdobramentos de possibilidades dessa história, 15 anos depois. Na primeira, ele, executivo e casado, reencontra mulher de seus sonhos. Na segunda, ele, "gay", tem problemas com a ex-esposa. Na terceira, ele, filho único e mulherengo, se envolve com moça de comportamento nada convencional.

TERÇA, 25/01 Toy Story - Um Mundo de Aventuras (Globo, 15:50 h) Toy Story, de John Lasseter. Elenco não informado. EUA, 1995, cor, 80 min. A emissora não informou a classificação etária. Animação – O aniversário de Andy está chegando e os brinquedos estão nervosos com medo de serem esquecidos por alguma nova maravilha da tecnologia. Os bonecos Woody, um caubói do faroeste, e Buzz Lightyear, um astronauta do espaço, se conhecem e disputam a preferência de Andy. O Guarda-Costas (SBT, 17:30 h) The Bodyguard, de Mick Jackson. Com Kevin Costner, Whitney Houston e Gary Kemp. EUA, 1992, cor, 129 min. Classificação Etária: 10 Anos. Romance – Frank Farmer, um renomado ex-agente do serviço secreto americano, é contratado pela estrela do "show business", Rachel Marron, quando ela enfrenta ameaças de um fã psicótico.

QUARTA, 26/01 Bailey, Um Cão Que Vale Bilhões (Globo, 15:35 h) Bailey's Billions, de Gary Winick. Com Dean Cain, Laurie Holden e Tim Curry. Canadá, 2004, cor, 90 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia – Com a morte de sua dona, Bailey, um simpático cachorro da raça Golden Retriever, herda uma imensa fortuna. É quando o ambicioso casal, que dirige uma fundação em defesa dos animais, entra em cena, planejando arrancar a grana do mais novo e peludo milionário da praça. Miss Simpatia (SBT, 17:30 h) Miss Congeniality, de Donald Petrie. Com Sandra Bullock, Michael Caine e Benjamin Bratt. EUA, 2000, cor, 109 min. Classificação Etária: Livre. Comédia – A agente do FBI, Gracie Hart, é designada para se infiltrar no concurso de beleza Miss EUA. As garotas sofriam ameaças de um temido criminoso conhecido como "cidadão". Mesmo avessa à vaidade, a desajeitada e durona Gracie terá de se transformar em uma linda e "sexy" candidata. Tudo em nome da missão policial.

QUINTA, 27/01 Johnny Kapahala - De Volta ao Havaí (Globo, 15:35 h) Johnny Kapahala Back On Board, de Eric Bross. Com Brandon Baker, Robyn Lively e Mary Page Keller. EUA, 2007, cor, 90 min. A emissora não informou a classificação etária.

Comédia – Johnny, um jovem campeão de "snowboarding" em Vermont, vai ao Havaí para o casamento do avô, uma lenda do surfe. Mas, além de dar uma mão ao avô em uma disputa comercial, acaba tendo de ajudar o enteado dele a adaptar-se a nova família. Debi & Lóide - Dois Idiotas em Apuros (SBT, 17:30 h) Dumb & Dumber, de Peter Farrelly. Com Jim Carrey, Jeff Daniels e Lauren Holly. EUA, 1994, cor, 107 min. Classificação Etária: Livre. Aventura – O atrapalhado motorista Lóide se apaixona por Mary Swanson, uma passageira que embarcou para Aspen. Ao ver uma maleta esquecida, Lóide acredita ser de Mary e por isso convence o também perturbado amigo Debi a acompanhá-lo nessa louca viagem até Aspen. Eles só não imaginam o perigo que representa a tal maleta. As Predadoras (Band, 23:15 h) Boa vs. Phyton, de David Flores. Com Jaime Bergman, Kirk B. R. Woller e Angel Boris. EUA, 2004, cor, 91 min. Classificação Etária: 16 Anos. Terror – Dois dos maiores e mais assustadores predadores da natureza estão prontos para a ação. Quando uma gigantesca jiboia se perde em uma reserva florestal privada, o FBI precisa libertar uma cobra ainda maior para seguir e capturar a jiboia antes que um grupo de caçadores ambiciosos, querendo fazer fortuna, capture sua presa, ou pior: sejam capturados por ela.

SEXTA, 28/01 Inspetor Bugiganga 2 (Globo, 15:35 h) Inspector Gadget 2, de Alex Zamm. Com French Stewart, Elaine Hendrix e Tony Martin. EUA, 2003, cor, 89 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia – As coisas parecem tranquilas em Riverton, mas tudo começa a dar errado para o inspetor Bugiganga. Claw planeja uma fuga fantástica da prisão e um novo crime do século. Enquanto isso, o prefeito da cidade revela um novo G2: uma super-robô de alta tecnologia. O inspetor Bugiganga e sua nova parceira G2 junto com outros amigos se unem para salvar o mundo. Superman - O Retorno (SBT, 17:30 h) Superman Returns, de Bryan Singer. Com Brandon Routh, Kevin Spacey e Kate Bosworth. EUA, 2006, cor, 97 min. Classificação Etária: 10 Anos. Comédia – Após cinco anos ausente, Superman retorna à Metrópolis e se depara com um novo cenário: apesar do aumento da violência, as pessoas se acostumaram a viver sem ele. O seu grande amor, Lois Lane, agora tem um filho, um noivo e uma carreira jornalística. E Lex Luthor, solto, usa seus poderes para conquistar inescrupulosamente o mundo. Moacir Arte Bruta (TV Brasil, 23 h) Moacir Arte Bruta, de Walter Carvalho. Com Moacir Soares de Faria, Siron Franco e Domingos Soares de Farias. Brasil, 2005, cor, 72 min. A emissora não informou a classificação etária. Documentário – O projeto registra o dia a dia do artista Moacir desenhando sem parar e a visita do artista plástico goiano Siron Franco, em uma espécie de confronto entre o primitivo e o moderno.


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Elizângela avalia sua carreira e fala sobre sua personagem em Ti-Ti-Ti Luiza Dantas/CZN

Por Geraldo Bessa PopTevê

Estar na tevê é natural para Elizângela. "É como andar e comer. É ir lá e fazer simplesmente", analisa a intérprete da divertida Nicole de "Ti-Ti-Ti". Toda a desenvoltura à frente das câmaras vem da experiência acumulada ao longo dos 48 anos de convívio com os "sets" de gravação. "Cresci nos estúdios. Não procurei a televisão, foi ela quem veio atrás de mim", gaba-se. A estreia na tevê foi no programa de entrevistas "A Outra Face do Artista", da extinta TV Excelsior Rio, em 1963. Nele, atores encenavam, ao vivo, fases da vida dos entrevistados. "Minha primeira aparição foi interpretando a vedete Diana Morel quando criança", recorda a atriz que, atualmente, está em sua 31ª novela. Acostumada a interpretar papéis cômicos na televisão, principalmente no horário das sete, Elizângela sentiu a necessidade de ser mais criteriosa com os convites de trabalho que recebe. Principalmente, depois de dar vida a Cilene de "A Favorita", em 2008. "Sou conhecia pelas comédias. Então, foi uma manei-

ra de mostrar um lado denso e dramático. Saía exausta das gravações. Gostei e quero experimentar mais coisas diferentes", confessa. Por isso, ela faz questão de deixar claro que aceitou o personagem em "Ti-TiTi", uma comédia escrachada, pela vontade de voltar a trabalhar com o diretor Jorge Fernando. A última novela dirigida por ele em que a atriz atuou foi "Jogo da Vida", de 1981. Além disso, ela tem intimidade com o texto de Cassiano Gabus Mendes. "Fiz três novelas do Cassiano. Quando o Jorge Fernando me ligou falando da história eu não tive como recusar", justifica. Na trama, adaptada por Maria Adelaide Amaral, Elizângela é uma costureira que pensa alto. Uma mulher ambiciosa e, ao mesmo tempo, leve e divertida, seu nome real é Daguijane, mas gosta de ser chamada de Nicole, pseudônimo inspirado na atriz de cinema Nicole Kidman. "É possível ver muitas mulheres iguais a Nicole por aí. Ela sempre trabalhou muito, foi abandonada pelo marido e criou a filha com muito esforço", destaca. Além disso, Nicole vive uma engraçada relação com Chico, de Rodrigo Lopez, o desajeitado assistente de Ariclenes/Victor

Valentin, de Murilo Benício. "Ela tem dificuldade em aceitar o fato de ele ser mais novo e ter aquele jeito malandro", diverte-se a atriz fluminense de 55 anos. A preparação para a novela foi tranquila. Elizângela não é adepta dos intensos processos de composição por que passam certos atores. Para ela, se o folhetim é bem escrito, todos os argumentos para a construção emocional estão no texto. "A sinopse já trazia um desenho muito interessante da personagem. Quando li os primeiros dez capítulos do roteiro já tinha noção exata de como a Nicole deveria ser", destaca. O único estudo feito pela atriz foi em relação à profissão de costureira. Ela contou com a ajuda das costureiras da equipe de figurinismo da trama. A maior mudança foi em relação ao visual. A morena de cabelos na altura dos ombros deu lugar a uma loura de fios curtos. "No começo estranhei, pois cortaram e clarearam muito. Depois achei bom. Faz parte desse meu desejo de fazer coisas diferentes", confessa a atriz, que se prepara para voltar ao teatro assim que a novela terminar, em meados de março. "Estou selecionando textos e morrendo de saudades do palcos", conclui.


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