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O JORNA L Maceió, domingo, 17 de outubro de 2010 | Ano XVII | Nº 26 | www.ojornalweb.com

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ALAGOAS

Um crime imperfeito Empresário capixaba foi desarmado, dopado e morto com um tiro na cabeça dentro do próprio carro Hornella Giurizatto, de 33 anos, esposa do empresário capixaba Luiz Fernando Mattedi Tomazi, 41, morto em Maceió no último dia 14 de setembro, está presa sob a acusação de encomendar o crime. As investigações da polícia alagoana revelaram uma série de erros cometidos pelas seis pessoas envolvidas na trama mortal. Cinco delas estão presas. Páginas A9, A10 e A11

R$ 2,00

PV deve definir hoje posição sobre 2º turno para presidente O PV da senadora Marina Silva (AC) decide hoje qual será a posição do partido no segundo turno das eleições presidenciais deste ano. No primeiro turno, Marina ficou na terceira posição, com 19% dos votos válidos. Página A4

Por uma vida nova, é preciso combater a obesidade Para voltar a ter uma vida saudável, quem sofre de obesidade mórbida precisa ser submetido a uma cirurgia de redução de estômago. É nesse momento que a pessoa sente todas as dificuldades do serviço público. Página A13

Operação Navalha: O JORNAL traz hoje a verdade do caso Páginas A2 e A3 Marco Antônio

Uma viagem ao fundo da terra no Agreste Uma jazida de cobre com capacidade para produzir 200 milhões de toneladas foi localizada entre as cidades de Arapiraca e Craíbas, no Agreste alagoano. Páginas A25 e A26

Os limites e as superações no analfabetismo

Fabia Muniz, alagoana costurando o mercado

Em Alagoas, 24% da população vive à revelia da leitura e da escrita. São os 554 mil analfabetos vivendo num mundo onde a exclusão começa no mercado de trabalho e continua no cerceamento do direito de ser votado. Páginas A17 a A20

Comércio de Arapiraca terá crescimento Em Arapiraca, a Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) espera um crescimento de 15% no comércio com as vendas de eletrodomésticos, roupas e alimentos. Página A21

Marco Antônio

O lado espevitado da atriz Bianca Bin

Dois A trajetória do alagoano Ibys Maceioh no cenário musical

Olheiros do futebol investem nos talentos de AL

CSA decide hoje vaga na elite contra o São Domingos

Nesta edição, o JORNAL traz matéria especial sobre o processo de avaliação de talentos numa peneira realizada em Ipioca e a estrutura dos times locais, que lutam sem recursos para manter as revelações no Estado.

Na partida hoje à tarde, no Estádio Rei Pelé, contra o São Domingos, o CSA pode selar o seu retorno à primeira divisão do Campeonato Alagoano. Na partida de hoje, o Azulão pode perder até por três gols de diferença.

Esportes

Na peneira realizada em Ipioca, meninos apostaram no talento com bola e chuteiras

Página A28

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O JORNAL

Política A2

Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

SOBE OU NÃO SOBE? Considerado “o cara” das eleições deste ano, o senador eleito e deputado federal Benedito de Lira (PP) ainda não respondeu uma questão que já foi feita a ele em entrevistas por jornalistas: se a candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff, chegar a Alagoas e subir no palanque do candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT), ele também sobe? Biu declarou apoio na disputa ao governador e candidato à reeleição Teotonio Vilela Filho (PSDB), que vota, para presidente, no ex-governador de São Paulo José Serra (também PSDB).

PLÁSTICO Em parceria com a Cadeia Produtiva de Química e Plástico (CPQP) de Alagoas, a Braskem, o Sebrae, o Estado e o Sindicato das Indústrias de Plástico e Tinta de Alagoas, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) inaugura amanhã o Núcleo de Tecnologia do Plástico do Senai Alagoas (Ntplás). O evento acontece às 11 horas da manhã, no Centro de Educação Profissional Napoleão Barbosa/ Unidade Senai, no Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante, no Tabuleiro do Martins.

MEIO ANO A situação na Assembleia Legislativa realmente não é das melhores. Além da polêmica envolvendo o corte de energia pela Eletrobras devido a pagamentos em atraso, outros problemas chamam a atenção na Casa. Um deles envolve o elevador da parte do prédio onde funciona o plenário, que está quebrado a seis meses, como confidenciam deputados e funcionários do Legislativo estadual.

ÁGUA E ÓLEO “Televisão é uma coisa, imprensa é outra”. A declaração partiu de um dos seguranças da Câmara Municipal de Maceió esta semana, ao impedir que jornalistas da mídia impressa tivessem acesso ao plenário da Casa em uma sessão, diferentemente de equipe de reportagem de uma retransmissora de TV mesmo sem usar o traje completo exigido pelo regimento interno da Câmara. Estudante de jornalismo e futuro presidente da Casa, o vereador Galba Novaes (PRB) garantiu que, em sua gestão, a situação será diferente.

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: politica@ojornal-al.com.br

Operação Navalha: governadores e empresários são réus no STJ Processo em relação a Vilela está suspenso porque ALE não autorizou andamento O governador e candidato a reeleição pelo PSDB, Teotonio Vilela Filho (PSDB), está entre os réus de processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com base no inquérito da Operação Navalha, desencadeada pela Polícia Federal em 2007 e que investigou desvio de recursos destinados a obras de infraestrutura em diversos Estados, incluindo Alagoas, através de suposta fraude nas licitações. Ainformação de que Vilela é réu na ação penal 536, que tem como relatora a ministra Eliana Calmon, pode ser conferida nas páginas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da Justiça Federal em Alagoas, na internet, conforme apurou O JORNAL. O tucano tem negado que seja réu - fato que é apontado pelo candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT), seu adversário no segundo turno deste ano para o governo do Estado - e acusado o pedetista. Um embate que tem tomado conta do guia eleitoral. Vilela chega a afirmar que é Lessa o réu. Vilela chegou a afirmar, em debate realizado no primeiro turno da eleição pela TV Pajuçara, que o processo contra ele teria sido arquivado. Mas, na verdade, o tucano permanece como réu na ação penal 536 que tramita no STJ, juntamente com outras 60 pessoas, entre elas o dono da Construtora

Gautama, o empresário Zuleido Veras, apontado como maior beneficiado no esquema. Em despacho publicado em cinco de agosto de 2008, a ministra Eliana Calmon, que também ocupa, atualmente, o cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determina suspensão do processo em relação a Vilela, considerando, segundo mostra documento, “ofício enviado pela Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas, assinado pelo Deputado Fernando Toledo, comunicando que a Casa Legislativa Estadual, no dia 16 de julho do corrente ano negou autorização para o processamento da ação penal decorrente de denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o Governador do Estado, Teotônio Brandão Vilela Filho”. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico www.stj.jus.br, o site oficial do STJ. A verdade é que a decisão da ministra apenas suspende o processo, mas não arquiva a denúncia, como disse Vilela no debate. Ou seja, o governador permanece como réu. Na mesma decisão de agosto de 2008, a ministra determina que os autos devem aguardar em cartório, durante a suspensão, voltando a tramitar por ocasião da finalização do mandato de governador. Na prática, a decisão não beneficia Vilela em definitivo, considerando que todos os prazos voltarão a transcorrer normalmente, no momento em que o governador venha a ficar sem mandato eletivo.

Situação de Lessa é diferente A situação do ex-gov- que teria dado continuiernador Ronaldo Lessa é dade ao suposto contrato diferente da do tucano fraudulento para obras da Teotonio Vilela Filho. O macrodrenagem do Tabucandidato do PDT é pro- leiro do Martins, que becessado na Ação Civil Pú- neficiava a empresa Gaublica 0003139-25.2009.4.05. tama, que à época, teria 8000, que tramita na 4ª sublocado a obra à Cipesa Vara da Justiça Federal em Engenharia Alagoas, que ainda está S/A. na fase de citação A assessoria dos envolvidos. de campanha Lessa só poderá de Vilela sugeser considerado riu que O JORréu caso o juiz Ex-governador NAL entrasse aceite a petição do em contato com aparece na o advogado da MPF. Segundo o ação, mas advogado do excoligação “Frengovernador, José ainda não foi te pelo Bem de Fragoso, Lessa Alagoas” Acitado ainda não foi citadriano Soares, do pela Justiça. “O que não atenRonaldo não é réu deu aos telefoem nenhuma ação nemas da nossa penal oriundo do equipe. O JORNAL inquérito da Opetentou ouvir o advogado ração Navalha”, alega o que patrocina a causa de advogado. A ação pode ser Vilela na ação penal que visualizada na página no tramita no STJ, Antonio endereço www.jfal.gov.br. Carlos de Almeida Castro, O ex-governador apa- cujo escritório funciona em rece na Ação Civil Públi- Brasília. Mas as ligações ca juntamente com mem- para o escritório dele tambros da comissão de licita- bém não foram atendidas. ção da secretaria de Infraestrutura de seu governo, (Continua na página A3)

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Política

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Contexto

(CONTINUAÇÃO DA PÁGINA A2)

Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

PROVA DE FOGO Segundo maior colégio eleitoral do Estado, a eleição no segundo turno em Arapiraca é um teste para o prefeito Luciano Barbosa (PMDB) – que perdeu no primeiro turno. O vice-prefeito e atual secretário estadual de Educação, Rogério Teófilo, foi o grande vitorioso porque enfrentou e derrotou a máquina municipal, da qual não tem direito sequer ao gabinete. Ao centralizar o apoio à candidatura à reeleição do deputado estadual Ricardo Nezinho, o prefeito atraiu a ira de quem não conseguiu se eleger e, pior, de quem se elegeu – como é o caso do vereador Severino Pessoa – mas guarda mágoas pela falta de apoio. Luciano carrega agora o peso da culpa por ter “impedido” Arapiraca de manter uma bancada, no mínimo, de cinco deputados. Na Legislatura que vem, terá apenas dois deputados estaduais. Mesmo bem avaliado administrativamente, Luciano corre o risco de sair desgastado dessa campanha, e isso pode lhe ser fatal na pretensão de eleger o sucessor em 2012. É que uma eleição é sempre o preparativo para a próxima.

PESO

CERCO

Treze vereadores, dos 21 em Maceió, declararam apoio ao candidato a governador pela “Frente de Oposição”, Ronaldo Lessa (PDT). O apoio foi arregimentado pelo vereador Galba Novaes, cumprindo mais uma tarefa dada pelo senador Fernando Collor (PTB).

O senador Fernando Collor pediu para os vereadores “cercarem a periferia” de Maceió e “irem buscar lá na grota” os votos necessários à vitória de Lessa nesse segundo turno. Lessa obteve o apoio dos vereadores durante café da manhã, sexta-feira, num hotel.

CONTRA O MAL - Do candidato a governador Ronaldo Lessa: “O Collor e eu nos juntamos contra o neoliberalismo, que não pode voltar ao Brasil”.

VAI

VEM

O senador Fernando Collor confirmou presença em pelo menos um comício de Ronaldo Lessa em Maceió. Será no Virgem dos Pobres, onde está a base popular de Collor na capital alagoana – afinal, foi ele quem criou o Conjunto Habitacional quando foi prefeito.

O senador Renan Calheiros (PMDB) garante que o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff virão a Alagoas em campanha e em apoio à candidatura de Ronaldo Lessa ao governo do Estado. Renan tem insistido na presença de Lula e Dilma neste segundo turno.

PESOS PESADOS - “Sem dúvida, será importantíssima” – definiu Lessa sobre a presença do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff no palanque dele.

DEFESA O vereador Paulo Corintho (PDT) citou o próprio delegado da Polícia Federal, Políbio Brandão, que o indiciou por compra de votos na eleição municipal em 2008, como “testemunha” de que não cometeu o crime eleitoral de que lhe acusam.

ALELUIA Segundo o vereador Paulo Corintho, a denúncia contra ele é anônima e refere-se a um cadastro de eleitores que teria sido feito na igreja evangélica que ele freqüenta. “O delegado (Políbio Brandão) frequenta a mesma igreja”, disse.

Trechos de documento do STJ mostram que Vilela é réu e que processo em relação a ele está suspenso porque Assembleia negou autorização

Operação Navalha foi deflagrada em 2007

LINHA DE FRENTE O prefeito de Piaçabuçu, Dalmo Santana, deu 2.236 votos ao deputado federal Chico Tenório (PMN); O deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB), que se reelegeu, obteve 1.563 votos no município.

TROCO

Eleito deputado estadual, o vereador por Arapiraca, Severino Pessoa (PPS), disse que não deve nada ao prefeito Luciano Barbosa (PMDB) e alfinetou: “Pelo contrário: quando mais precisei dele (Luciano Barbosa), ele me faltou. Não cumpriu com nada que me prometeu”.

O prefeito Luciano Barbosa quer eleger o vereador Rogério Nezinho presidente da Câmara Municipal de Arapiraca, mas, se depender do atual presidente, Josias Albuquerque, e dos vereadores Tarcisio Frente e Severino Pessoa, o futuro presidente será o vereador Moises Machado.

EXPRESSAS O prefeito afastado de São Luís do Quitunde, Jean Cordeiro, acusa o atual prefeito, também afastado, Cícero Cavalcante de ter armado uma farsa para prejudicá-lo. Denunciado por compra de votos na eleição em 2008, Jean Cordeiro foi afastado do cargo. Mas garante que vai “desmascarar” a farsa. Prefeito de Boca da Mata, José Tenório anuncia a instalação de Internet gratuita no município ainda este ano. Estado vai pagar o 13º salário para todos os servidores junto com o pagamento do mês de outubro – que, para quem recebe até R$ 2 mil, será dia30. Amanhã, 18, é “Dia do Médico”, com direito a “Noite Cultural” no auditório do Conselho Regional de Medicina.

A Operação Navalha, da Polícia Federal, que foi deflagrada em 2007, desarticulou uma quadrilha que fraudava licitações de obras públicas ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento

(PAC) e ao Programa Luz para Todos, ambos do governo federal. À época, a PF cumpriu 48 mandados de prisão em nove estados (Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Gros-

so e São Paulo) e no Distrito Federal. Gravações da Polícia Federal denunciam um suposto envolvimento do governador de Alagoas, Teotonio Vilela no favorecimento à constru-

tora Gautama em Alagoas. Além de Vilela, são suspeitos de envolvimento no esquema o governador do Maranhão, Jackson Lago, e o empresário Zuleido Veras, dono da Gautama.

PF deve ouvir ex-governadores e Zuleido Veras Na próxima terça-feira, os ex-governadores Ronaldo Lessa e Manoel Gomes de Barros, e o dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, irão ser ouvidos pelo delegado federal Felipe Vasconcelos Correia. Segundo a assessoria de comunicação da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, os depoimentos servirão para aprofundar as investigações, a pedido da Controladoria Geral da União (CGU), que, por meio de um relatório, solicitado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas, e por parlamentares estaduais e federais alagoanos, solicitou mais informações a respeito do processo envolvendo os contratos para as obras da macrodrenagem do Tabuleiro do Martins. “Não estamos rebatendo advogados aqui, mas é de interesse da instituição esclarecer que, esses depoimentos

Zuleido Veras será ouvido na Polícia Federal sobre macrodrenagem

são um desdobramento da operação Navalha. Mesmo com o inquérito concluído, nada impede que a Justiça peça novas diligências para

aprofundar as investigações. Nesse caso, a CGU, em sua secretaria executiva, mandou que, através de relatório de uma auditoria especial, a pe-

dido de MPE e de alguns parlamentares estaduais e federais de Alagoas, que fossem aprofundadas as investigações dos processos em envolvendo essa obra da macrodrenagem, onde foi detectado um superfaturamento de R$ 14 milhões, o que em valores atualizados chega a R$ 16 milhões. Essa solicitação foi feita diretamente à direção da Polícia Federal em Brasília”, disse o assessor de comunicação da PF, Fábio Jorge. A convocação de Lessa para depor chegou a ser criticada pelo advogado do ex-governador, José Fragoso. “É muito estranha essa convocação para depois agora, num momento político. Se o inquérito já foi concluído, e remetido ao Ministério Público Federal, que já propôs a ação penal, não há porque tomar esses depoimentos”, questiona o advogado.

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Política

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Vice de Serra visita Alagoas na terça Índio da Costa se elegeu deputado federal no RJ com discurso conservador contra homossexuais e movimentos sociais Alexandre H. Lino Repórter

Após a visita do candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff, o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), o vice na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), acertou agenda para Maceió na próxima terça-feira, com início às 10 horas da manhã. A visita é a sinalização da campanha que o tucano não deve mesmo chegar até Alagoas até o final da eleição. A programação da visita ainda não foi divulgada, mas uma entrevista coletiva

já foi acertada. O encontro tem o objetivo de reforçar a campanha presidencial no Nordeste, onde a dupla recebeu a pior votação no primeiro turno, vencendo apenas em Maceió. Índio da Costa foi escolhido para ser o vice de Serra na última hora, já que o tucano preferia a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ou Aécio Neves (PSDB-MG), formando uma chapa “puro sangue”. No entanto, a pressão do DEM, antigo PFL, fez com que os tucanos aceitassem o acordo.

Com 39 anos e pouca experiência, o candidato a vicepresidente de Serra está no final do primeiro mandato como deputado federal e até hoje tinha sido apenas vereador. Formado em direito, ex-administrador do parque do Flamengo, na zona sul do Rio, duas vezes vereador, Indio vem de família abastada: o pai (Luiz Eduardo) é dono de um importante escritório de arquitetura no Rio e o primo (Luís Octavio) é dono do banco Cruzeiro do Sul. Ele declarou patrimônio de R$ 1,5 milhão ao TRE, incluindo um ultraleve (avaliado em R$ 171 mil) e um barco (R$ 207 mil).

Ele se capitalizou na política com um discurso conservador, sendo contrário, por exemplo, à união civil entre homossexuais e defendendo a criminalização dos movimentos sociais. Mesmo com pouca experiência na Câmara dos Deputados, Índio da Costa foi um dos relatores da lei complementar 135/2010, a “Lei do Ficha Limpa”. O texto que foi aprovado no Congresso Naional, segundo integrantes de movimentos sociais e juristas, difere em muito do documento original que foi protocolado como projeto de lei de iniciativa popular.

Histórico de problemas e confusões é antigo Índio da Costa foi duramente criticado, até mesmo por aliados, quando levantou a possibilidade de que o presidente Lula estivesse bêbado quando disse que o DEM era um partido que deveria ser “extirpado” da política brasileira. “Depois do almoço, Lula falou aquele bando de besteiras. Não sei se ingeriu bebida alcoólica ou não”, chegou a acusar. O histórico dele com polêmicas e confusões é antigo. Em 2005, Índio, então secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro, foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

da Merenda, instalada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, após reportagens veiculadas no jornal carioca O Dia. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público. O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas. Índio da Costa se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas testemunhas alegam que ele estava visivelmente embriagado.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propôs até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado pelos demais vereadores, que o acusaram de defender uma “verdadeira limpeza social” nas ruas do Rio. Desde o início da campanha, inclusive, o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa afirmou que “petistas estavam ficando ricos no gover-

no”, além de ter acusado, sem provas, o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Nos dois casos ele foi censurado por Serra. Em julho, o candidato disse que mais de 1,5 milhão de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Mesmo sem experiência, Índio da Costa relatou “Lei do Ficha Limpa”

PARA MINISTRO DO TST PRESIDÊNCIA

Advogado alagoano entra na lista tríplice

PV diz hoje posição sobre segundo turno A senadora pelo Acre e ex-candidata à presidência da República, Marina Silva, e seu partido, o PV, devem anunciar hoje sua posição em relação ao segundo turno das eleições presidenciais. O partido, realiza em São Paulo plenária, que definirá o apoio a um dos candidatos - Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) - ou a neutralidade. Participam da reunião convencionais indicados pelas bases partidárias e mais 15 integrantes da sociedade civil, sem filiação no PV, que, segundo o partido contribuíram para o projeto representado por Marina Silva. Segundo o site oficial da legenda, terão direito a voz e voto na reunião: o Conselho Político Nacional do Partido Verde; os

candidatos a governador e senador do PV nas eleições deste ano; os deputados federais eleitos da legenda em 2010; o candidato a vice-presidente, Guilherme Leal; cinco representantes do grupo de Programa de Governo; cinco representantes do Movimento Marina Silva e; cinco representantes de entidades religiosas. No primeiro turno da disputa presidencial, a senadora conseguiu 19 milhões de votos – cerca de 19,33% dos votos válidos. A plenária nacional do PV será realizada a partir das 11 horas da manhã. Às 14 horas, está programada uma entrevista coletiva com Marina Silva e com o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, e o vice Alfredo Sirkis.

Marina teve cerca de 19% dos votos no primeiro turno das eleições

“FICHA LIMPA”

Recurso movido por Maluf é negado no TSE

Maluf ainda pode recorrer ao pleno do TSE contra decisão de ministro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou arquivar recurso apresentado pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, que indeferiu a candidatura dele à reeleição com base na lei complementar 135/2010, a “Lei do Ficha Limpa”. Para o ministro, os advogados perderam o prazo para questionar a decisão do TRE de São Paulo. Maluf pode recorrer contra a decisão ao plenário do TSE, mas se os outros ministros concordarem com Marco Aurélio, o pedido de registro de candidatura dele pode-

rá ser arquivado. Nesse caso, Maluf não poderá ser considerado eleito. O parlamentar foi barrado por condenação em ato doloso (quando há intenção) de improbidade administrativa, o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, impede o deputado de concorrer nas eleições. Para o ministro, o recurso deveria ter sido apresentado até o dia 3 de setembro, mas foi protocolado somente no dia 5 de setembro. O deputado recebeu quase 500 mil votos, o que o elegeria para a Câmara dos Deputados. A defesa do deputado tem 3 dias corridos, até amanhã, para entrar com recurso contra a decisão do ministro.

O advogado alagoano Adriano Costa Avelino está na lista tríplice que será encaminhada pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Milton de Moura França, ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a quem caberá escolher o novo ministro do TST. Além dele, integram a lista os advogados Luís Carlos Moro (São Paulo) e Delaíde Alves Miranda Arantes (Goiás). O escolhido ocupará a vaga aberta em função da aposentadoria do ministro José Simpliciano Fontes de Faria Fernandes. A eleição , com votação secreta e participação de 26 ministros, foi realizada no início da tarde da última quinta-feira pelo pleno do TST, em sessão especialmente convocada para essa finalidade. Em agosto, Adriano Avelino foi incluído pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na lista sêxtupla para preenchimento da vaga de ministro TST destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional. Vinte e um advogados se inscreveram para concorrer à indicação para compor a lista da OAB. Avelino foi o 4º da lista,

também composta pelos advogados André de Carvalho Pagnoncelli (Mato Grosso do Sul); Othoniel Furtado Gueiros Neto (Pernambuco) e Luiz Gomes (Rio Grande do Norte). Após a escolha do nome do candidato final à vaga pelo presidente da República, este ainda será encaminhado ao Senado Federal para sabatina e, se aprovado, nomeado ministro do TST. Para o presidente da OAB Alagoas, Omar Coelho de Mello, a manutenção de Adriano Avelino na lista é muito importante para o Estado, já que Alagoas nunca teve um ministro integrando a instância máxima da Justiça do Trabalho. QUEM É - Advogado militante inscrito na OAB Alagoas desde o ano de 1994, Adriano Avelino tem 37 anos. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac), possui Especialização em Direito Privado e atua como professor de Direito Coletivo do Trabalho na Faculdade de Maceió (Fama). Desempenhou diversas funções na OAB Alagoas, entre elas a de Ouvidor Geral, no ano de 2009.

Adriano Avelino já desempenhou diversas funções na OAB Alagoas

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Obesidade na infância mobiliza Câmara Um em cada quatro estudantes do ensino fundamental está acima do peso, segundo pesquisa feita pelo IBGE Agência Câmara

ma o parlamentar.

Pelo menos um em cada quatro estudantes do último ano do ensino fundamental está fora do peso considerado ideal para a idade. Mais do que uma questão de estética, os quilos a mais nessa fase da vida podem ter como reflexo a obesidade e outras doenças crônicas na vida adulta. Tramitam na Câmara dos Deputados pelo menos 15 projetos relacionados à obesidade e à promoção da alimentação saudável. Em abril último foi aprovada uma proposta sobre o assunto - o Projeto de Lei 127/07, do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) -, que obriga as creches e escolas do nível fundamental a substituir, em suas dependências e para os fins de comercialização, os alimentos não saudáveis por alimentos saudáveis, conforme critérios a serem estabelecidos por autoridades sanitárias. A proposta foi enviada para o Senado. Entre os projetos em tramitação na Câmara está a criação de uma Política Nacional de Combate à Obesidade Infantil, com princípios e diretrizes para ações voltadas para educação nutricional e segurança nutricional da população e a obrigatoriedade da divulgação de advertência sobre o risco obesidade em embalagens de produtos altamente calóricos. Além disso, uma frente parla-

FRENTE PARLAMENTAR - Em 2007, foi criada na Câmara a Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional. O grupo reúne cerca de 230 deputados e senadores que trabalham para incluir, no texto da Constituição Federal, o direito à alimentação de qualidade. A frente também quer sistematizar os projetos de lei sobre alimentação e nutrição, além de incentivar a criação de grupos semelhantes nos estados e municípios. O coordenador da Frente, deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) explica que a obesidade é uma das preocupações do grupo, principalmente no que diz respeito à alimentação do escolar. O parlamentar explica que, nos últimos anos, com melhorias na distribuição de renda, houve mudança no estilo de vida da população, que passou a substituir alimentos tradicionais e mais baratos, como arroz e feijão, por comidas industrializadas, como biscoitos e salgadinhos. “Aquestão da obesidade precisa ser encarada como uma questão de saúde pública. A intervenção do Estado é necessária tanto com leis que melhorem a alimentação do escolar e nos restaurantes comunitários quanto em campanhas de educação, para que as famílias façam mudanças nos hábitos alimentares dentro de casa”, argumenta.

Para o deputado Lobbe Neto, a alimentação saudável deveria constar nas disciplinas de Ciências e Biologia dos ensinos fundamental e médio

mentar tem entre seus temas a promoção de uma alimentação mais saudável para os jovens. Os resultados da Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense) de 2009, publicada no mês passado, indicam que 23,2% dos estudantes do 9º ano de escolas públicas e privadas das capitais brasileiras estão acima do peso. Dos alunos que estão acima

do peso ideal, 16% têm sobrepeso (IMC entre 25 e 30) e 7,2% são obesos (IMC maior do que 30). O IMC ou Índice de Massa Corporal é uma medida da adequação do peso de uma pessoa em relação à sua altura. A pesquisa, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), avaliou o estado nutricional de 58,9 mil alunos (cerca de 1% do total de

estudantes do 9º ano). O levantamento também indicou que 2,9% estão abaixo do peso. O deputado Lobbe Neto defende que os alimentos muito calóricos sejam retirados das escolas e substituídos por outros mais saudáveis, como sucos, frutas e pão integral. Ele também apresentou um projeto que inclui a “educação alimentar” no conteúdo das dis-

ciplinas de Ciências e Biologia dos ensinos fundamental e médio, respectivamente. “Por meio da escola e da substituição de uma alimentação não saudável, como as guloseimas e frituras, por alimentação saudável, vamos contribuir para diminuir o índice de obesidade da juventude brasileira e no futuro diminuindo o índice de obesos adultos”, afir-

EPIDEMIA MUNDIAL Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade já afeta cerca de metade da população adulta, e o problema vem crescendo principalmente entre crianças e adolescentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata a obesidade como uma epidemia mundial. CRIANÇAS ACIMA DO PESO EM ALGUNS PAÍSES* País Alemanha Argélia Austrália Brasil Canadá EUA Índia França

Idade 5 a 17 6 a 10 9 a 13 7 a 10 12 a 17 6 a 17 5 a 17 11 a 17

Meninos (%) 20,4 10,3 25 23 33,2 35,1 12,9 21,6

Meninas (%) 20 8,7 30 21,1 25,8 36 8,2 16,5

*Fonte: International Obesity Taskforce (IOTF) Pesquisas realizadas entre 2000 e 2007 Endocrinologista Rosana Radominski defende maior incentivo à prática de esportes por parte do Estado

PROJETOS QUE TRAMITAM NA CÂMARA PARA COMBATER A OBESIDADE * 7304/10: torna obrigatória a divulgação de mensagens nutricionais e advertências nos estabelecimentos comerciais e nos produtos que contenham elevado teor de gordura, sódio e açúcar.

itário * 1234/07: estabelece princípios e diretrizes para as ações voltadas para a educação nutricional e segurança alimentar e nutricional da população e dá outras providências

* 7174/10: torna obrigatória a inserção, nos rótulos e embalagens de alimentos, de advertência sobre o elevado teor de sódio

* 325/07: inclui a disciplina de Educação Alimentar na grade escolar do ensino fundamental e médio, sendo obrigatória em toda rede de ensino do País

* 6803/10: institui a Política de Combate à Obesidade * 6522/09: cria o Programa de Prevenção, Orientação e Tratamento da Obesidade Infantil * 3793/08: institui a obrigatoriedade de conter nas propagandas de alimentos e bebidas com teores de açúcar, sal e gorduras superiores aos recomendados pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, de informações sobre danos a saúde no consumo exagerado de tais alimentos e bebidas * 3703/08: inclui os portadores de obesidade grave ou mórbida como beneficiário do atendimento prior-

* 128/07: inclui o tema “Educação Alimentar” no conteúdo das disciplinas de Ciências e Biologia nos currículos do ensino básico * 1699/03: institui a Política de Prevenção e Controle dos Distúrbios Nutricionais e das Doenças Associadas à Alimentação e Nutrição no sistema educacional brasileiro * 1480/03: torna obrigatória a divulgação de advertência sobre obesidade em embalagens de produtos altamente calóricos * 6848/02: proíbe a comercialização e consumo de guloseimas nas escolas do nível básico

Pais precisam ser mais esclarecidos Na avaliação da presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a endocrinologista Rosana Radominski, os dados sobre obesidade, principalmente na infância e na adolescência, indicam a necessidade da adoção de políticas públicas estruturadas. Para ela, há necessidade de uma intervenção global principalmente para esclarecer os pais sobre a importância de oferecerem aos filhos uma alimentação saudável e de ficarem atentos ao excesso de peso. “Os pais procuram atendimento quando o filho não come. No entanto, o fato de a criança estar mais gordinha não preocupa, tanto que apenas 20% dos pais com filhos acima do peso pedem orientação aos pediatras”, afirma a médica. Rosana adverte que a avaliação do estado nutricional de crianças e adolescentes deve ser feita pelo médico, uma vez que não há um corte preciso sobre o ponto em que há excesso de peso ou mesmo obesidade. “Os valores variam de acordo com o sexo e a idade. O IMC

não pode ser aplicado diretamente”, alerta. Para ela, o Estado deveria atuar com melhorias no atendimento pré-natal, para que a gestante não engorde demais, promover mais políticas que incentivem a prática de esportes, interferir na alimentação oferecidas nas escolas, além da capacitação de profissionais de saúde para ficarem atentos à questão. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade já é encarada como uma questão de saúde pública, uma vez que já afeta cerca de metade da população adulta, e o problema vem crescendo principalmente entre crianças e adolescentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata a obesidade como uma epidemia mundial. De acordo com o Ministério da Saúde, o monitoramento do estado nutricional da população é feito por meio do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) e da a realização de pesquisas periódicas sobre o tema. Entre outras ações, em 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sa-

nitária (Anvisa) publicou a Resolução 24, que regula a propaganda de produtos alimentícios com excesso de sal, açúcar e gordura saturada ou gordura trans. Em 2006, foi publicada portaria interministerial que instituiu as diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas. RISCOS À SAÚDE - O excesso de peso em todas as idades, inclusive na infância e na adolescência, está associada a riscos à saúde, como complicações metabólicas, aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e resistência à insulina. Estima-se que, em países desenvolvidos, o excesso de peso seja responsável diretamente por 2 a 6% dos custos totais da atenção à saúde em vários países em desenvolvimento. Além de representar mais gastos para a saúde, a obesidade cada vez mais precoce está antecipando doenças como diabetes, hipertensão arterial e problemas circulatórios, o que compromete diretamente a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos.

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O JORNAL

Opinião A6

Sanção ambiental e a ampla defesa “Saber do que está sendo acusado” Alder Flores Alder Flores, advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental

A legislação de nº 9.784/99 citou vários critérios que objetivam garantir o direito à ampla defesa, de que é titular o administrado perante a administração pública. É importante ressaltar quais: a divulgação oficial dos atos administrativos; a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinara a decisão; a exigência dos atos formais necessários à garantia dos direitos dos administrados; e a garantia dos direitos à comunicação, a apresentação de alegações finais, a produção de provas e a interposição de recursos, especialmente nos casos em que os processos possam resultar em sanções para aquelas situações de litígio. Ressaltamos que a noção da ampla defesa, contextualizada no ordenamento jurídico, ensina a faculdade de fazer-se assistir por advogado, quando a representação não for obrigatória, e a possibilidade de apresentação de novas alegações/documentos, que deverão necessariamente ser considerados pela autoridade que exarou a decisão. É importante citar, ainda, o direito à produção de todas as provas permissíveis em direito, além do acesso aos processos, bem como da extração de cópias para acompanhamento. No processo administrativo ambiental a situação se conjuga ao que se encontra disposto na constituição federal, que assegura ao interessado a ampla defesa e o contraditório, de acordo com o que citamos anteriormente. Outro fato que deve ser muito bem esclarecido é que os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do parecer jurídico e na decisão da autoridade julgadora. É cediço que, na esfera administrativa, o contraditório é, no fundo, sinônimo de ampla defesa. O primeiro requisito para que alguém possa exercitar o direito de defesa de maneira eficiente é saber do que está sendo acusado, além do mais durante o processo é preciso assegurar o acesso a todo o processo, possibilitando ainda a apresentação de razões e documentos e de produzir provas testemunhais, periciais e ao final conhecer os fundamentos e a motivação da decisão proferida. A garantia vinda da constituição em relação ao direito da ampla defesa determina que seja dada ao infrator acusado a possibilidade de apresentação de defesa prévia à decisão administrativa, no sentido de que seja a mesma conhecida e considerada pela autoridade competente. Outro fato que deve ser exaustivamente lembrado, é que o direito de defesa não se confunde com o direito de recorrer. Nada que se preste para assegurar o exercício de defesa que a constituição determina seja ampla, pode ser negado. Por outro lado, o princípio do contraditório ensina que a parte seja efetivamente ouvida e que seus argumentos sejam efetivamente considerados no julgamento. Em razão dos princípios instituídos na carta constitucional, para a garantia dos direitos mais fundamentais do individuo e mesmo da pessoa jurídica, todo e qualquer empecilho ao seu correto exercício deve por direito ser declarado inconstitucional, sendo o mesmo contraditório ao ordenamento jurídico. Isto é o que ensina a lei.

Bicicletas e humanismo “O ciclismo oxigena o cérebro, constitui passatempo para o espírito e desenvolve a inteligência” João Baptista Herkenhoff Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha e escritor / jbherkenhoff@uol.com.br / www.jbherkenhoff.com.br

Andar de bicicleta lembra-me a infância em Cachoeiro de Itapemirim, a terra de Rubem Braga e Roberto Carlos. Ruas com calçamento de paralelepípedos, poucos carros, nenhum motorista correndo. Trânsito realmente humano, quase diria trânsito fraterno. A convivência entre carros e bicicletas era absolutamente tranquila. Não me recordo de um único atropelamento de ciclista por carro, ou de pedestre por ciclista. A bicicleta é um transporte alternativo que deve ser valorizado se pensamos em políticas públicas centradas em referenciais de humanismo. Andar de bicicleta faz bem à saúde. A bicicleta reclama do ciclista postura correta, participação das pernas na pedalagem e dos braços no manejo do volante, além de respiração correta e atenção. O ciclismo oxigena o cérebro, constitui passatempo para o espírito, desenvolve a inteligência. Em países adiantados e cultos, como a França, o ciclismo é um esporte que desfruta da adesão de altíssimo percentual da população. No Brasil, temos também cidades de ciclistas, como Joinville, em Santa Catarina. Se praticado em grupo o ciclismo é, no caso dos jovens, um valioso instrumento de socialização e, no caso dos idosos, um remédio contra a solidão. Embora tenha seu maior contingente de adeptos no seio da juventude, o ciclismo é largamente praticado por adultos. Pessoas mais velhas podem ter no ciclismo eficiente prevenção de doenças cerebrais e do coração. O ciclismo não distingue sexos, seja entre os jovens - rapazes e moças - seja entre os mais velhos - senhoras e senhores. Além dos benefícios que proporciona à saúde, a bicicleta é um transporte baratíssimo, pois não consome combustível. Devido ao grande aumento do número de carros, a bicicleta exige hoje, nas cidades médias e grandes e também nas estradas, a construção de ciclovias. Elas garantem a segurança do ciclista evitando acidentes. Temos de resistir ao modelo social que elege as metas simplesmente econômicas como as essenciais, fazendo do ser humano mero instrumento e produto da Economia. A essa visão equivocada, que se funda numa deformação ética inaceitável, temos de opor a ideia de que o homem é o arquiteto e o destinatário da História. Dentro dessa concepção, a construção de ciclovias acompanhará, necessariamente, a construção de rodovias e avenidas.

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

“O eleitor apavorado” O PT agora se preocupa em reverter o clima de pavor que surgiu em parte do eleitorado neste segundo turno e que fez Dilma Rousseff praticamente estagnar nas pesquisas. O partido avaliou que o “eleitor apavorado” é aquele cidadão que, em 4 de janeiro de 2010, achava que Dilma não tinha nenhuma chance de engrenar; que em 4 de setembro já acreditava que ganharia a presidência no primeiro turno; e que acordou no dia 4 de outubro achando que Serra venceu o segundo turno. O apavorado cumpre, neste meio da campanha, um papel mais perigoso que o “tucano-debaixo-astral” cumpriu na campanha do Serra em setembro de 2010. Naquele momento, Dilma passou à frente com folga nas pesquisas, desmoralizando o discurso tucano segundo o qual ela não tinha chances. Parte do eleitorado tucano se acovardou e Serra começou a despencar nas pesqui-

sas. Só que veio o escândalo da Erenice e o paraquedas do tucano se abriu. Os petistas e os que votam em Dilma já sabem que a diferença, a partir de agora, é que não haverá um terceiro turno. Portanto, o “eleitor apavorado” é um perigo e se torna um “quinta-coluna sem saber”. Desorganiza as fileiras e ajuda o inimigo, usando uma linguagem bem militar, como na verdade as campanhas são pensadas por seus estrategistas. O que devem fazer os que apoiam Dilma e que não querem assistir à derrota da candidata de Lula? Algo parecido com o que o “Estado-Maior tucano” fez no final do primeiro turno: ir com tudo na jugular do adversário, como a petista fez no debate da Band, mostrando os erros e contradições de José Serra. E dizer para o “eleitor apavorado”: “Ao invés de perguntar se vamos ganhar, responda quantos votos você já ganhou hoje”.

Ponto de vista

San

Tem gente que não existe “O que não devemos ser é lagartixa, viver balançando a cabeça pra tudo e pra todos”

Laelson Moreira de Oliveira Poeta

Cá estava eu tergiversando com meus botões, quando cheguei a está incomensurável conclusão: tem gente que não existe. O que existe, senhoras e senhores da plateia, é um calhamaço de rascunho, rabiscado por ninguém sabe quem, sem sentido, formas, linhas ou entrelinhas, com caricaturas taxadas de “pessoas”. Até provarem o contrário. Se aparece um sujeito, pasta sob o sovaco, mostrando uma revistinha, dizendo que é um estudioso disso ou daquilo, mando ele pro inferno, cafundó dos Judas; se chega outro e me diz que a terra tem um buraco no meio, minha vontade é de jogá-lo lá e cobri-lo de areia; se na esquina da contramão encontro outro, embriagado, dizendo que gosta de Lobsang Rampa, meto-lhe um Charles Bukowski no meio e acabo com a conversa; se tem mais um que acredita em discos voadores... pombas!, assim também já é demais! Tudo no mundo tem limite. Até o limite. Meu amigo “Ricardjim” Camelo disse que às vezes sou a favor do contra. Nada contra. Mas é que assim deve ser. Até contra certas pessoas. Senão, acabamos caindo numa malha fina prolixa desgraçada, e vai tudo pro beleléu.. Ninguém gosta de ninguém, quem quiser que acredite o contrário. Aqui, nesse mundinho que criaram, cada um deve ser por si. Só isso. E acham que até isso basta. É como alguém chegar pra você e pedir ajuda. Qualquer um pode ajudar, sendo que com um pé na frente e outro atrás; quem ajuda, ao mesmo tempo está pensando em cobrar, seja de que forma for, lá na frente. “Não, eu não ajudo o próximo pensando em alguma coisa

em troca”. Duvido. Balela. Mentira. Hipocrisia. Quando ajudamos, pensamos em ser recompensados, sim. Essa é uma verdade nua e crua; mais crua que nua! E ainda tem gente que diz que isso é uma coisa normal. Normal é você ver um engolindo o outro, por besteiras, coisas fúteis, fazer o que quiser e ficar por isso mesmo. Quero ver, e ouvir, alguém chegar e dizer na cara, no tapa, vapt-vupt, “ajudo, vou ganhar o quê, ou quanto, por isso?” Aí o sujeito fica embasbacado, olhando estupefato e pergunta: “E é assim?” É, jumento! É assim mesmo! A vida num é tão cor de rosa, não. Se a gente não aprender a viver a vida, ela nos quebra em vários pedaços. E aí a gente se ferra. De verde, amarelo, azul e branco. Isso não tem nada a ver com ser contra ou não. É pura realidade, mano. O que não devemos ser é lagartixa, viver balançando a cabeça pra tudo e pra todos. Não bastassem as conclusões que tiramos antecipadamente, temos sempre a mesma filosofia de que somos duros, moralistas, corretinhos, certinhos que só a desgraça, quando na verdade somos um poço de ignorância, resultado das mistificações de tudo que nos rodeia: cultural, étnica o diabo-a-oito (diabo-a-quatro já está defasado). E andando assim, colocamos nada diferente do que a vida no trampolim das nossas desgraças. E muitas vezes pensando, e desejando, a desgraça dos outros. E aí, é aquela história, salve-se quem for capaz; quem não for, se quebre e fique de biquinho calado. É a vida... mano.

O JORNAL Diretor-Executivo Sálvio de Taine Maciel salviomaciel@ojornal-al.com.br

Marcial Lima Professor

Michel Foucault nos diz que, através da origem, o homem se articula com o já começado. Ao nascer, crescer, adolescer, tornar-se adulto em determinado bairro/cidade/estado/nação, adquirimos hábitos, costumes, modos de pensar, de agir, de ser, reeditando práticas, hierarquizando valores e, na ilusão da originalidade de sermos o cara, estamos, aqui e ali, reeditando a história. Há décadas, vimos testemunhando momentos em que uma nova energia espalha-se em nossa Maçayó-k. Questões que, durante longo tempo, encontravam-se relegadas às calendas gregas, voltam à tona com intenso vigor, mas, logo retornamos à calmaria. Um dia, Suy Chamusca, lá no então tranquilo Bosque do Planalto, onde morávamos, perguntou: “Em Alagoas, essa inconsistência, essa descontinuidade, é atávica?” É como se, naquela entrevista, onde falávamos em festivais de música, de teatro, de caravanas de cultura, de movimentos estudantis voltados para a cultura, em alegres carnavais, a jovem repórter fosse tomada pelo sentimento de que aqui tudo já se fez, mas nada existe. Querendo ir à causa desse fenômeno, poderemos intuir que vários motivos se interpenetram. O distanciamento histórico das instituições culturais em relação aos reais anseios da comunidade, talvez seja um deles. O círculo vicioso imposto pelas articulações políticas, com idas e vindas que se perpetuam, frustrando programas e projetos iniciados, regredindo a práticas já comprovadamente ineficazes, talvez seja outro. Interessante percebermos que, nesses casos, há, por um lado, uma conduta de posse, e, a ela fazendo contrapondo, alguns que desenvolveram uma preocupante dependência ao poder, e não se reciclam, vendo o controle social como uma ameaça ao mesmismo. Pode-se também avaliar que as reivindicações de uma grande maioria que faz o segmento cultural são tão particulares que não chegam a se universalizar, nem a se impor como um direito de cidadania. Nos anos 30 do século passado, Lukács defendia um programa de governo que tivesse a cultura como eixo de sustentação, sendo a política o meio que viabilizaria sua realização. Advogava a cultura promovendo a transformação social, fechada à intolerância do mero proselitismo. Dizia que se a ação cultural for além do superficialismo “poderá tornar o homem mais consciente, mais humano, ampliado na capacidade de autoconhecimento e no conhecimento da própria vida”. E, no dizer de Carlos Matus, a estratégia não deve se referir ao mero cálculo do possível, mas à construção de viabilidades. Em mim, a certeza de que temos condições de interferir na realidade; comprometendo-se, apaixonando-se, pois “só nos move, aquilo que nos comove”. Cartas à Redação: opiniao@ojornal-al.com.br

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“Aqui, tudo já se fez, mas nada existe”.

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Cárcere privado lidera agressões à mulher Denúncias de ameaças de morte feitas pelas vítimas precisam receber mais atenção, cobra secretária nacional Os relatos de ameaça, lesão corporal e cárcere privado são os destaques do balanço da Central de Atendimento a Mulher - Ligue 180, da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), divulgado na última sexta-feira. Os números referem-se aos atendimentos de janeiro a setembro deste ano. Nesse período, foram registradas 47.244 ocorrências de lesão corporal e 12.788 ameaças, o que corresponde a um aumento de 234% e 102%, respectivamente, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. O número de mulheres presas em suas casas saltou de 86 para 359 (317%). A Central registrou 552.034 atendimentos somente este ano. Isso significa um aumento de 123% na procura pelo serviço, em relação ao mesmo

período de 2009. Em quase 70% dos casos, os filhos presenciam as agressões. As 12.788 ameaças correspondem a 14,6% do total de atendimentos e os 47.244 relatos de lesão totalizam 54%. Os principais agressores são maridos, companheiros ou excompanheiros. De acordo com os relatos, 58% das vítimas são agredidas diariamente. Em 51% dos casos, a mulher diz correr risco de morte. A secretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, destaca que quando a mulher diz que é ameaçada, os agentes de segurança pública devem acreditar e providenciar a medida protetiva. A voz de uma mulher que reporta estar sendo ameaçada tem de ter credibilidade. Pois só a vítima é quem tem a real dimen-

são do risco que corre”, alerta a secretária. Há oito dias, em Itajaí (SC), Márcia Regina de Souza Pacheco foi assassinada pelo ex-marido na frente de uma delegacia, depois de registrar sete boletins relatando a ameaça, de acordo com o previsto na Lei Maria da Penha. No começo do ano em Minas Gerais, a cabeleireira Maria Islaine de Morais, de 31 anos, também foi assassinada pelo ex-marido, depois fazer de cinco denúncias. Segundo Aparecida Gonçalves, outro aspecto que chama a atenção nos casos atuais de violência é o aumento do grau de crueldade. “Nestes últimos períodos temos visto como os homens estão sendo cruéis com as mulheres. Não podemos assegurar se isto já havia ou se só agora estamos vendo estes crimes”, disse.

Aparecida Gonçalves chama atenção para o aumento do grau de crueldade das agressões contra a mulher

SEGURANÇA CONFIRA OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA LEI MARIA DA PENHA Do total de informações prestadas pela Central (121.528), 50,4% correspondem à Lei Maria da Penha (61.280).

(66,5%) não depende financeiramente do companheiro. PACTO NACIONAL PELO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

TIPOS DE VIOLÊNCIA Dos 88.960 casos de violência relatados, 51.736 correspondem a violência física, 1.873 a sexual (tipo de violência que mais aumentou), 10.569 a moral, 1.526 a patrimonial e 22.897 a psicológica. De acordo com a Central, 38.020 mulheres são agredidas diariamente, o que corresponde a 58% do total de agressões, 39,3% (22.624) relataram que a violência começou desde o inicio da relação, 71% das vítimas mora com o agressor e 54.168 mulheres

É um acordo federativo entre os governos federal, estadual e municipal. Seu objetivo é planejar ações para consolidar a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres por meio da implementação de políticas públicas integradas em todo o território nacional. Conta com 23 Estados. As únicas unidades da federação que não aderiram foram Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, o que pode agravar ainda mais a situação de violência.

Combate à criminalidade é reforçado em 25 cidades Desde a última sexta-feira, o combate à criminalidade foi reforçado em mais 25 municípios do país com a instalação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), espaço que articula ações de prevenção e repressão por meio de um trabalho conjunto entre órgãos federais, estaduais e municipais. De acordo com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o GGIM faz parte das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania

(Pronasci). No total, 147 prefeituras integram o programa. Aimplantação dos gabinetes nos 25 municípios que firmaram convênio com o Ministério da Justiça vai custar R$26 milhões. “Vamos trabalhar com a Polícia militar, com a Polícia Civil. Quando necessário, a Polícia Federal e fazer videomonitoramento nas áreas mais afetadas. Vamos unir tecnologia com preparação policial para enfrentamento da violência e da criminalidade.”

As cidades que assinaram convênio na sexta foram: Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Camaragibe (PE), Natal (RN), Nossa Senhora do Socorro (SE), Marica e Macaé (RJ), Sumaré, Guararema, Suzano, Estância Hidromineral de Poá, Itaquaquecetuba, Guarujá e São Carlos (SP), Almirante Tamandaré, Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais (PR) e Pelotas e Rio Grande, Cruz Alta, Venâncio Aires e Taquara (RS) e Cristalina (GO).

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A história do crime “mais que imperfeito” Os detalhes do assassinato do empresário capixaba Luiz Fernando Mattedi e como a esposa se transformou na maior suspeita Deraldo Francisco Editor-Geral

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o final da tarde do dia 14 de setembro, uma terça-feira, às 17 horas, a capixaba Hornella Giurizatto Libard, de 33 anos, deu um chá de camomila, com o ansiolítico Rivotril, ao marido, o empresário do ramo de torrefação de café Luiz Fernando Mattedi Tomazi, de 41 anos. Minutos depois, quando o medicamento já começava a fazer efeito, a mulher o convidou para ir ao encontro de “duas pessoas” que lhe venderiam uma arma de fogo. Em Maceió, ele tinha uma pistola, que sumiu misteriosamente; como vivia com medo de ser emboscado, o empresário capixaba sempre andava armado. Por isso, ele concordou em ir comprar uma arma e, por não estar se sentindo bem, pediu para a esposa dirigir o carro [o veículo Citröen prata de placa MRA-6383/Colatina-ES]. Ao marido, a mulher contou que iria encontrar as “duas pessoas” numa região erma, na entrada da Grota do Pau d´Arco, no Jacintinho. E assim foi feito. A mulher guiava o carro do casal de Garça Torta até o local combinado e, entre as 19h e as 19h30, foi até uma pequena estrada de barro, nas proximidades do acesso ao Restaurante Buganvillia, sentido Farol-Praias. Já na estrada, Hornella parou o carro, e pelas portas traseiras do veículo entraram os criminosos. Pelo lado esquerdo entrou um bandido conhecido como “Binho” [único da trama que ainda não foi preso]; pela direita, Marquinhos [Marcos Paulo da Silva]. Os dois seriam as pessoas que iriam “vender a arma”. Era assim que Luiz Fernando estava entendendo a história e, por isso, não esboçava nenhuma preocupação. Devido ao relaxamento do corpo, cruzou a perna direita sobre a esquerda, recostou-se ao banco do carro como se fosse cochilar. De tão “cansado”, ele mal respondeu ao cumprimento de “opa!” feito por Marquinhos, que ficou bem atrás do seu banco. O silêncio era total dentro do veículo, que se encontrava, estrategicamente, com os vidros fechados. Hornella seguiu dirigindo em marcha bem lenta e, de repente, ouviu-se o estampido seco do disparo de arma de fogo. Marquinhos foi quem fez o disparo que atingiu a cabeça de Luiz Fernando, que, por estar preso ao cinto de segurança, não caiu com o impacto do tiro. Como ele estava quando vivo e cansado, ficou já morto e inerte. Em seguida, os dois saíram correndo do carro. Marquinhos [alto e magro] foi visto por uma testemunha correndo com a arma na mão. Enquanto isso, Hornella tirava a aliança de casamento que foi usada como parte do pagamento pela morte do marido. Depois saiu do carro e sentouse numa pedra para esperar a polícia, a quem contou que ela e o marido foram vítimas de um sequestro seguido de assassinato de Luiz Fernando. Àquele momento, nem o mais inexperiente policial militar acreditou na versão. Mas faltavam as provas, e elas vieram poucos dias depois com o esclarecimento e a prisão de quase todos os envolvidos. Assim será o relatório do delegado Waldor Coimbra Lou, do 9º Distrito, que preside o inquérito de Nº 233/2010, que trata do assassinato do empresário capixaba. No entanto, a motivação para o crime ainda não está identificada. Fala-se em traição, uma vez que há informações de que Hornella tinha um caso amoroso. Também se admite a possibilidade de um crime movido apenas pela ambição da mulher, que queria se ver livre do marido, amoroso, mas chato e grosso ao mesmo tempo. Pode haver outra motivação, mas ela ainda não veio aos autos do inquérito.

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Yvette Moura/Arquivo

Luiz Fernando não desconfiou do plano macabro; dopado, não percebeu armação

Hornella: frieza não impossibilitou a sucessão de erros

Os envolvidos e a sucessão de erros O assassinato do empresário Fernando Mattedi é o que se pode chamar de um crime mais que imperfeito. Ou seja, do ponto de vista do anonimato, tinha tudo para dar errado. As pessoas envolvidas – cinco ao todo, de forma direta, e mais três, de forma indireta – cometeram uma série de erros que foram guiando a polícia até o esclarecimento final do crime. O fato foi tão gritante que irritou até velhos policiais alagoanos acostumados a investigar crimes bem articulados. “A viúva [Hornella Giurizatto] subestimou a polícia alagoana. Isso nos deixou revoltados. Somos policiais experientes e sabemos trabalhar em investigações”, disse o policial civil Themildo Duarte, chefe de Operações do 9º Distrito e que trabalha no caso

há mais de um mês. Antes mesmo de o corpo do marido ser liberado do Instituto Médico Legal de Maceió, na quarta-feira pela manhã Hornella Giurizatto surpreendeu a polícia alagoana quando, de forma espontânea, compareceu ao 9º Distrito para oferecer oficialmente a sua versão sobre o caso. Ela foi à delegacia acompanhada de um advogado. Àquele momento, ela tinha apenas falado com uma guarnição da Polícia Militar e ao delegado plantonista na Central de Polícia. Ao policial Themildo Duarte, a viúva contou que estava passeando de carro com o marido quando, num sinal em Cruz das Almas, foi abordada por dois bandidos que entraram no carro e lhe obrigaram a conduzi-los

até o local onde houve o assassinato. Segundo ela, os bandidos estavam nervosos; e, no meio da discussão dentro do carro, um deles atirou na cabeça de Fernando Mattedi. Àquele momento, indagada pelo escrivão sobre a possibilidade de quando a “casa cair”, ela vir a ser acusada na morte do marido, Hornella disse que “essa policiazinha de ‘m.’ de Alagoas não tinha como provar o seu envolvimento no crime”. “Vou a Colatina, no Espírito Santo, pessoalmente buscar essa mulher e dizer-lhe que a polícia de Alagoas sabe investigar”, comentou o escrivão. Após o depoimento da viúva, ela foi liberada e tratou de providenciar a liberação do corpo do marido para sepultamento. (D.F.)

O tráfico de drogas entrou na trama da morte As investigações chegaram a Emerson Fragoso Coto, sócio falido de Fernando Mattedi e que, inclusive, morava com ele na casa de Garça Torta. Foi a partir do depoimento dele que o caso começou a ser esclarecido. Por conta disso, Emerson Fragoso corre o risco de morte na prisão. A participação efetiva dele no crime é quase nenhuma e deve ser colocado em liberdade nos próximos dias. Ele é homossexual e tem um relacionamento amoroso com um rapaz chamado La Martine, que seria envolvido com o tráfico de drogas no Jacintinho. São amigos de La Martine, o casal de traficantes Rosineide da Silva, a “Neidinha”, e Claudemilson

Sátiro Oliveira, o “Mota”. Emerson os conheceu e, depois levou Hornella até eles. Àquele momento, já se imaginava matar Fernando Mattedi, motivo pelo qual a mulher do empresário foi apresentada ao casal de traficantes. Foi a partir dessas informações que a polícia descobriu que, no meio dessa amizade, foi articulado o primeiro plano para matar o empresário. Tudo deveria parecer um assalto. Só que, no dia marcado para o crime, o taxista que daria fuga aos criminosos – cujos nomes a polícia ainda não os tem – desistiu da empreitada e os deixou no meio do caminho. Assim, a emboscada foi abortada. Mas, bem antes disso,

Hornella tinha deixado o marido desarmado. Ocorre que, devido à sua participação na Operação Broca, Fernando Mattedi ficou com medo de morrer e, por isso, comprou uma pistola PT 380, com a qual andava. Poucos dias antes de ser assassinado, ele foi informado pela esposa de que alguns ladrões tinham invadido sua casa e levado a arma, computadores, suas joias e uma quantia em dinheiro. Assim, Fernando Mattedi ficou sem poder reagir a uma emboscada. Estava do jeito que Hornella queria e tinha planejado: sem arma, o marido era um alvo fácil. A polícia já descobriu que as joias foram penhoradas. (D.F.)

Luiz Fernando Mattedi, empresário estabelecido no Espírito Santo, veio para Maceió depois de ser envolvido em esquema de fraude tributária

Claudemilson Sátiro Oliveira, o Mota, traficante casado com Neidinha. Coube a ele a contratação dos matadores e a trama do plano; foi preso na Grota do Pau d’Arco e está na Casa de Custódia

Marcos Paulo da Silva, o Marquinhos. Foi ele quem atirou em Fernando; é o mais violento do grupo; foi preso em Arapiraca e está na Casa de Custódia

Rosineide da Silva, a Neidinha, foi quem, junto com marido, contratou os assassinos Binho e Marquinhos; chegou a receber R$ 4 mil pelo serviço; está presa no presídio Santa Luzia


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Pernas cruzadas: uma das provas Mas a polícia alagoana não demoraria e chegaria à verdade em pouco tempo. Uma pedra retirada do caminho foi a desvinculação do crime com a Operação Broca. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), não havia riscos para Fernando Mattedi, a

partir do que disse em seu depoimento à Polícia Federal. Ou seja, a queima de arquivo, como os criminosos queriam que a polícia alagoana pensasse, foi descartada de imediato. As circunstâncias em que a vítima foi encontrada também in-

trigavam a polícia. Ninguém, sob a ameaça de uma arma de fogo, consegue ficar tão à vontade como ficou Fernando Mattedi. “Ele estava à vontade porque quem lhe matou era pessoa conhecida dele ou da esposa”, comentou Themildo Duarte. (D.F.)

Prisões em Alagoas e no Espírito Santo De posse de todas essas informações, o delegado Waldor Coimbra Lou pediu a prisão de todos os envolvidos, partindo de Hornella. Ou seja, a “casa caiu” para todo o grupo. O jargão policial significa que tudo foi descoberto e que não adianta mais mentir sobre o crime. O juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital, decretou a prisão de todos os acusados de envolvimento nesse crime. A primeira a ser presa foi Hornella Giurizatto. Ela foi presa pela Polícia Federal,

O plano e a participação de cada um Mas foi o segundo plano de morte que deu certo, pelo menos no que imaginaram os envolvidos. A pedido de Hornella, Neidinha e o marido Mota fizeram contato com “Binho” e Marquinhos e tramaram a morte. O casal não apareceria no local do crime. A Hornella, coube a missão de levar a vítima para o local da execução. Aos dois [Binho e Marquinhos] coube a execução, como aconteceu, segundo as investigações da polícia alagoana. Ainda não se sabe ao certo

quanto custou a morte de Fernando Mattedi. Dinheiro vivo mesmo só tem conhecimento de R$ 500, que foram divididos igualmente entre os executores e o casal de agenciadores. Mas, segundo Marquinhos, Neidinha recebeu de Hornella R$ 4 mil e ficou com a maior parte do dinheiro. Além disso, a aliança de Fernando Mattedi, seu notebook, uma máquina fotográfica e outros pertences de valor teriam entrado na negociação. A polícia recuperou parte do material na casa de Neidinha. (D.F.)

Hornella Giurizatto Libard planejou o crime, contratou os assassinos, dopou o marido e o conduziu para a morte. Está presa no Espírito Santo, mas virá para Alagoas

Emerson Fragoso Coto, sócio falido de Fernando, foi quem apresentou Hornella aos executores do assassinato; foi preso e está na Casa de Custódia, mas pode ser solto por não ter envolvimento

Binho, o único da trama que ainda está foragido. Foi contratado, junto com Marquinhos para executar o plano de assassinar o empresário Luiz Fernando

no último dia 9, em Colatina/ES. APF entrou no caso porque ainda se suspeitava de que o crime pudesse ter relação com a Operação Broca. Depois, em Maceió, a polícia alagoana prendeu Neidinha e o marido Mota, na Grota do Pau d´Arco, no Jacintinho. Em Arapiraca, foi preso Marquinhos, considerado o mais violento do grupo. O posto de mais frio e calculista do bando é de Hornella Giurizatto, conforme a própria polícia reconhece. Emerson Fragoso também foi

preso. Quando foi surpreendido pela polícia, ele estava na casa de Fernando Mattedi, em Garça Torta. Na verdade, segundo a polícia, ele não tem participação direta no crime, e sua prisão tem caráter de prevenção, uma vez que há riscos de ele ser morto. Marquinhos, Mota e Emerson estão presos na Casa de Custódia; Neidinha, no Presídio Feminino Santa Luzia; e Hornella em Colatina/ES. Amanhã, uma equipe de policiais do 9º DP viaja ao Espírito Santo para recambiar a acusada para Maceió. (D.F.)

Operação Broca envolvia empresário No início do ano, o empresário Luiz Fernando Mattedi Tomazi foi ouvido pela Polícia Federal no Espírito Santo na Operação Broca, que investigou as ações de uma organização criminosa envolvida em fraude tributária na exportação de café. Das 38 empresas do ramo da torrefação de café do Espírito Santo, 17 foram investigadas, inclusive a de Luiz Fernando. No entanto, o nome dele não aparece na relação das 22 pessoas que tiveram a

prisão preventiva solicitada pelo MPF nem na lista dos nove nomes com decretação de prisão temporária. Ou seja, Luiz Fernando foi ouvido nos autos do inquérito policial, mas não teve a prisão recomendada pelo MPF ,o que, no Estado, ensejou os comentários de que ele denunciou muita gente e, por isso, foi beneficiado pelo instituto da “delação premiada”. Com medo de morrer, o empresário capixaba abandonou o ramo e

fugiu com a família para Maceió, onde chegou em março passado. Em Garça Torta, ele alugou por um ano uma confortável casa, com piscina e à beira mar, por R$ 1.900, ao mês. Ele pagou à vista o equivalente a um ano de contrato. Assim, o aluguel da casa está pago até março de 2011. Lá, Luiz Fernando passou a morar com a esposa Hornella Giurizatto, a filha M.F., de 5 anos, e o sócio falido, Emerson Fragoso Coto. (D.F.)


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Combate à obesidade: por uma nova vida Vontade é essencial, mas não é tudo; programa de cirurgia bariátrica inclui reeducação alimentar e suporte psicológico Carolina Sanches Editora-adjunta de Cidades

Quem sofre de obesidade mórbida – caracterizada por Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40 – e precisa se submeter a uma cirurgia de redução de estômago tem dificuldades para conseguir tratamento gratuito. Em Alagoas, o único hospital que realiza o acompanhamento e a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA). Com o Programa de Tratamento da Obesidade Mórbida, o hospital realiza a cirurgia bariátrica (a redução do estômago) e tem mudado a vida de pessoas. Hoje, o programa conta com cerca de 700 cadastrados e 300 que já foram submetidos à cirurgia que continuam fazendo o acompanhamento. Implantado em 2002, o programa conquistou reconhecimento nacional pelo índice positivo em atender o paciente em todas as suas necessidades.

As pessoas que são submetidas ao procedimento cirúrgico, segundo os especialistas do hospital, podem chegar a perder até mais de 50% do seu peso, o suficiente para que voltem a ter qualidade de vida e recuperem a auto-estima. A nutricionista do hospital, Emilia Wanderley, explicou que, para ingressar no programa, o interessado precisa dar entrada pelo serviço social do hospital que o encaminha para o cirurgião que avalia o caso e faz as orientações. Depois disso, o paciente retorna ao HUPAA e é cadastrado, passando por entrevistas com psicólogo, assistente social e nutricionista. Todo processo passa por reuniões, exames, contato com a família e participação nos Grupos de Apoio (Gapons). “Para que o paciente passe pela cirurgia é preciso que ele esteja preparado com a nova vida. A redução de estômago ajuda muito, porém, a mudança de vida só é completa com a adoção de hábitos saudáveis”, destaca a nutricionista.

Nutricionista Emília Wanderley explica que, para o sucesso da cirurgia, o paciente tem de estar preparado para uma nova vida

Nível financeiro também é avaliado Durante o período que o paciente se prepara para a cirurgia, é feito todo um trabalho que envolve familiares para que contribuam no processo. Também é verificada a condição financeira. “Após a cirurgia, o paciente tem que ter uma alimentação que contenha produtos nutricionais que são caros e isso precisa ser avaliado antes para que ele possa conseguir ter o sucesso desejado”, expôs Emilia Wanderley. A nutricionista explicou que a grande característica dos pacientes é que são realmente com obesidade mórbida e doenças associadas. “A cirurgia só se aplica aos casos extremos em que o excesso de peso implica em danos à saúde. Alguns pacientes que participam do programa e conseguem controlar a alimentação e perder peso algumas vezes nem precisam passar pelo procedimento”, relata. Segundo a nutricionista, a obesidade é fruto de fatores genéticos (geralmente há mais obesos na família), distúrbios metabólicos (engorda-se des-

proporcionalmente à quantidade de calorias ingeridas) e ambientais (oferta e estímulo ao consumo de alimentos calóricos). “A maioria das pacientes que chegam para participar do programa engordam pela alimentação inadequada, mas nem sempre reconhecem que esse é o motivo”, relata. PREPARO – Quem está no final da fila chega à primeira colocação em dois anos em média. Neste período, o paciente participa das reuniões em grupos quando acontecem as trocas de experiência entre os pacientes que se preparam para a cirurgia e os que já passaram por ela. Também são realizadas atividades físicas aeróbicas no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), consultas ambulatoriais e atenção biopsicosocial. “Alguns pacientes reclamam do tempo de espera pela cirurgia, mas a demora também é justificada porque o HU é o único hospital em Alagoas que realiza o procedimento pelo SUS”, destacou Emilia Wanderley. (C.S.)

“O mundo não está preparado para os gordos” Quem participa do programa e já se submeteu a cirurgia conta que houve uma grande mudança de vida. Com apenas quatro meses que foi submetida ao procedimento, a auxiliar de consultório dentário Taciana Alves, de 31 anos, já se sente vitoriosa. Apesar do pouco tempo de ter feito a cirurgia, ela já perdeu 32 quilos. A auxiliar participa do programa há dois anos e disse que foi indicada pelo médico responsável pela cirurgia, Guilherme Farias. Ela conta que estava com 139 quilos e que recorreu ao programa depois de muitas dietas de remédios para emagrecer. “Com as dietas eu até conseguia perder alguns quilos, mas isso era muito lento e logo desistia. Também tive que tomar remédios para depressão que me fizeram engordar mais”, conta. Ao relembrar sua vida antes da cirurgia, Taciana diz que tudo era muito complicado e que sofria com preconceito. “Enquanto eu não con-

Taciana diz que vida era complicada antes da cirurgia: humilhação

seguia operar, sofria a humilhação de não passar pela catraca do ônibus, não poder me sentar numa cadeira de shopping, sem contar que existem poucas lojas de roupa para gordos”, conta. Com a expressão triste de

quem “nunca soube o que é ser magra”, Taciana reclama da padronização das coisas. “O mundo não está preparado para pessoas gordas”, lamenta. A auxiliar de consultório dentário disse que tem conse-

guido, através do trabalho da equipe que faz parte do programa do HUPAA, que tem conseguido superar o preconceito. Hoje, ela se diz mais disposta para se locomover e que pratica atividade física regularmente. “Antes estava tão desanimada que deixei até de frequentar eventos sociais e festas. Parece que todos ficam me olhando só porque era mais gorda do que o padrão. Se uma pessoa magra come alguma coisa ninguém olha, mas se uma pessoa acima do peso for comer já ficam de olho”, relatou. Após a cirurgia bariátrica, Taciana diz que teve que mudar de comportamento. A alimentação diminuiu e agora ela precisa de suplementos nutricionais e comer de uma em uma hora. “Sei que tenho que mudar de comportamento pra sempre, mas o resultado que posso conseguir com isso vale o sacrifício. Antes eu sofria com problemas de artrose e hipertensão e hoje a situação mudou”, afirmou.

Perfil social de pacientes virou livro O programa do HUPAA realizou uma pesquisa através dos pacientes e constatou que o impacto da cirurgia bariátrica na vida profissional dos indivíduos a ela submetidos é significativo. Houve inserção de 6% dos pesquisados no mercado de trabalho, com diminuição no índice de desemprego e aumento de 13% de valor do salário, ainda que os postos de atuação apresentem vínculos precários de trabalho e informalidade. A pesquisa também constatou que 81% dos pacientes são mulheres e 19% homens, com 40% em idade entre 31 e 40 anos. A maioria tinha apenas o ensino médio completo e 32% eram trabalhadores informais. “Muitos pacientes trabalham com alimentos e isso pode ser um fator para o aumento do peso”, relata a nutricionista Emilia Wanderley, ao acrescentar que cerca de 80% dos participantes considera que houve melhoria importante na produtividade, disposição física e relação interpessoal. A pesquisa completa pode ser encontrada no livro sobre experiências no tratamento da obesidade mórbi-

da do HUPAA. Com o título “Obesidade Mórbida: uma abordagem multidisciplinar”, o livro mostra ao leitor como funciona o programa - que não se resume à preparação do paciente para a cirurgia bariátrica. A narrativa conduz a uma leitura leve, com linguagem clara e acessível. Os depoimentos de pacientes e fotos ilustrativas são um atrativo forte na obra e revelam a humanização no atendimento a esses pacientes, proporcionando um rico aprendizado ao leitor. Os autores são: Angélica Crispin (assistente social), Emília Wanderley (nutricionista), Alaíde Mendonça e Ivan Romero Rivera (cardiologistas); Alessandra Cansanção (psicóloga) e Jean Toscano (professor de educação física e organizador da obra). “O universo literário dispõe de inúmeras obras com diferentes abordagens sobre a obesidade mórbida, um tema tão importante quanto recorrente, especialmente porque os efeitos adversos dessa patologia à saúde são graves e vão além da preocupação com o excesso de peso”, destaca o professor Jean Toscano. (C.S.)

Programa e apoio familiar para a mudança total Carolina Sanches

Para o comerciante Carlos André Torres, 38 anos, o acompanhamento do programa e o apoio da família foram fundamentais antes e após a cirurgia. Ele participa do programa há um ano e meio e fez a cirurgia há menos de um mês. “Quando entrei no programa, eu tinha plano de saúde, mas optei por fazer no Hospital Universitário porque já tinha referências e gostei do acompanhamento que é realizado lá”, contou. Carlos chegou ao hospital com 140 quilos e já havia eliminado 10 antes do procedimento. “Estava sendo acompanhado por nutricionistas e praticava atividade física, por isso, meus hábitos alimentares estavam começando a mudar”, disse. Diferente de Taciana Alves, o comerciante disse que nunca se sentiu mal por estar acima do peso. Ele relatou que apenas procurou o hospital por problemas de saúde como e porque estava preocupado com o futuro. “Este primeiro mês tenho que ficar a base de líquido e sempre indo as consultas no hospital”, diz. Quem deseja participar do programa precisa ter persis-

Carlos chegou ao hospital com 140 quilos; antes da cirurgia, já tinha perdido 10: preocupação era a saúde

tência para não desanimar. Este é o caso da comerciante Armely Goes, 48 anos. Ela está na fase das entrevistas e disse que já tinha assistido a uma palestra do hospital há alguns anos, mas que não teve coragem de participar. Após problemas com va-

rizes por causa do excesso de peso, ela decidiu procurar o programa e tentar fazer a cirurgia. Com 120 quilos, Armely sabe que terá que passar por algumas etapas até conseguir o que deseja, mas diz que sua saúde está acima de qualquer coisa.

“Não tenho plano de saúde e a cirurgia particular é muito cara. Por isso, estou começando no programa e vou continuar até conseguir o meu objetivo. Também quero motivar meus dois filhos que são mais gordos do que eu”, contou. (C.S.)

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Família de André Jerônimo prepara os últimos detalhes para a caminhada

Nas ruas, pela paz no trânsito Parentes de vítimas de acidentes se unem numa ação pacífica pela vida Thallysson Alves/Estagiário

Láyra Santa Rosa Repórter

Uma caminhada pela paz no trânsito está marcada para acontecer hoje, logo mais às 9h, pela Avenida Silvio Viana, na Pajuçara. O evento contará com a presença de familiares de vítimas de acidentes de trânsito, lembrando a memória de cada um que perdeu sua vida motivada principalmente pela imprudência de terceiros. A manifestação está sendo organizada por parentes do policial Federal André Jerônimo Costa de Barros, morto no Panfletos e apelo à consciência da sociedade: mais respeito à vida dia 24 de maio de 2009, após ser atingido por um carro em os sonhos, planos e até a expec- que aconteceu com André alta velocidade, que era condu- tativa de um simples almoço Jerônimo não se repitam. Além zido por um em desabilitado em família desapareceram por de pedir aos governantes mais e alcoolizado. “Era um domin- causa de um ato irresponsá- rigor nos julgamentos de crigo quando recebemos a notí- vel”, lembrou o filho da vítima, mes de trânsito. “Estamos chacia do acidente. Meu pai tinha João Paulo Barros. mando todas as pessoas para saído para cuidar dos canários De acordo com o filho do participarem desse ato, que inque ele criava. Ele tinha dito policial, a idéia da manifestação teressa à qualquer cidadão. que voltaria em breve para al- surgiu pela necessidade de Hoje, somos nós quem sofremoçar. No meio da manhã, nos conscientizar as pessoas para mos com a perda de um ente avisaram do acidente e todos que situações parecidas com a querido, mas todos estão sujei-

tos a passar pela mesma história. Infelizmente, a maioria dos acidentes acontece devido à imprudência de motoristas que se arriscam com a mistura de álcool e direção”, lamentou João Paulo. Ainda no durante a caminhada, os organizadores do evento pretendem chamar a atenção da sociedade e também dos políticos locais para uma mudança na Legislação de Trânsito, para que esse tipo de crime seja tratado com mais rigor por parte da Justiça. “As pessoas continuam se arriscando por terem a certeza de que não serão punidos e os acidentes envolvendo pessoas inocentes acabam crescendo. O problema é que as leis de trânsito são muito brandas e o que fica é um sentimento de impunidade. É preciso uma mudança na legislação, que passe a tratar esses casos como crimes comuns, dando uma punição mais rígida para quem se arrisca na direção perigosa”, afirmou.

Julgamento de acusado acontece esta semana A caminhada está marcada para ter inicio às 9h, com concentração na Praça Multieventos. “Vamos percorrer toda a orla, com faixas e camisas lembrando as vítimas do trânsito, principalmente o meu pai. Essa caminhada coincide ainda, com a semana do julga-

mento do responsável pelo acidente que tirou a vida do meu pai e vamos aproveitar para pedir a sensibilização das pessoas por Justiça. Acreditamos muito que ele deverá ser punido”, completou João Paulo. Está marcado para às 8h, da próxima quarta-feira, dia 20, o

julgamento do técnico de enfermagem Rafael Teixeira. Diferente dos outros casos de crime de trânsito, ele será submetido a júri popular, na 9ª Vara Criminal da Capital, no Fórum do Barro Duro. “Tivemos uma vitória que foi conseguir que ele fosse pronunciado por crime

doloso contra a vida. Ele estava sem carteira de motorista, dirigia embriagado e pegou o carro de uma pessoa sem pedir. Sabia do risco e mesmo assim quis correr. Agora esperamos que ele seja punido e responda pague pelo que fez”, afirmou o filho do PF. (L.S.R.)

Policial: morto por motorista bêbado e sem CNH Rafael Teixeira está aguardado o julgamento em liberdade. No dia do acidente ele estava numa festa e resolveu sair para comprar mais bebida no veículo Ford Ranger, de cor preta, placas MUV-3802. Em alta velocidade, ele perdeu o controle num trecho da rua principal do Conjunto Murilópolis, capotando várias vezes e caindo em cima do carro do policial Federal, André Jerônimo, que seguia num veículo Prisma na mão contraria. A pancada foi toda em cima do PF, que morreu na mesma hora. No local do acidente, várias latas de cerveja foram encontradas caídas do carro conduzido por Teixeira, e apesar de ele não ter feito o exame do etilômetro, testemunhas inclusive uma promotora de Justiça, constataram que ele estava alcoolizado. No mesmo dia do acidente, o proprietário da ca-

minhonete, José Amaro da Silva, foi até a Delegacia de Plantão I, para prestar queixa pelo furto do veículo, já que o técnico de enfermagem teria pego sem autorização. Para familiares e amigos de André Jerônimo, a expectativa é de que Rafael Teixeira seja condenado. “Após o acidente, ele só queria saber do carro que tinha pego sem autorização, jamais se preocupou com a vida de quem ele tirou. Meu pai era uma pessoa boa, íntegra e cheia de princípios. Jamais imaginei perdêlo dessa forma. Agora esperamos que esse motorista seja condenado. Quem bebe e pega um carro, tem a mesma intenção de matar que alguém que pega uma arma. Estamos confiantes de que o júri vai tomar a decisão certa e que o juiz irá proferir uma sentença justa”, completou o filho do policial federal morto. (L.S.R.)

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André Jerônimo: profissional respeitado, pai e marido exemplar

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Criatividade na luta por um lugar ao sol Sem carteira assinada, alagoanos contornam as dificuldades da informalidade para se manter no mercado Gabriela Lapa Estagiária

Garantir um lugar no mercado de trabalho exige cada vez mais preparação. Sem a oportunidade de estudar e de se especializar para enfrentar essa competitividade, uma parte da população acaba criando o próprio espaço, investindo em pequenos serviços que, mesmo sem a estabilidade e a segurança do emprego formal, são revertidos em renda no final do mês. É um setor que também cresce e exige mais esforços dos seus empregados. Mas ao contrário do mercado tradicional, depende de um fator que não pode ser encontrado em cursos extracurriculares. No mercado informal de trabalho, a criatividade é o passaporte para o sucesso. A rotina do comerciante Cícero Gonçalves da Silva, de 50 anos, começa antes do sol nascer. Às 2h da manhã, ele e a esposa estão de pé organizando a mercadoria que vão

levar para vender no Centro. O casal não tem funcionários nem loja, mas vive da renda obtida com as massas que faz na própria casa. O balcão de Cícero Gonçalves é uma grande caixa de isopor; a propaganda é feita no grito, cantando e batendo as mãos no quadril. E para os clientes, ele não é Cícero. Das 2h às 17h, é o Vaqueiro da Pizza quem assume o batente. “Trabalho com isso há tanto tempo que nem sei direito quantos anos tenho de serviço. Assim, no chute, deve ser pelo menos uns 40”, diz o comerciante. Com o chapéu de vaqueiro na cabeça, ele dispõe as pizzas em cima do isopor e faz a propaganda em forma de verso para quem passa na Rua do Comércio. As rimas têm temas variados para atrair os clientes, e já renderam 15 minutos de fama ao seu criador, que foi personagem de uma reportagem de televisão. “Mulherada, tire a água de casa/Vamos vencer o inimigo/ vamos lá, vocês enten-

dem/ Vamos lá, minha gente, indivíduo pode conseguir acabar com o mosquito da grandes resultados vendendo dengue”, canta o vaqueiro. amendoim de terno e gravata, Para a economista Luciana mas isso não vai ser suficienCaetano, Cícero Gonçalves é te para manter o lucro no uma exceção à lei da sobrevi- mesmo patamar para sempre. vência no mercado informal. Em pouco tempo, as pessoas já Segundo ela, a maioria das não vão se sentir tão pessoas não consegue se atraídas por aquela manter em um mesnovidade, e ele terá mo segmento por que buscar outros tanto tempo, já que meios de chamar a precisa reinventar atenção”, avalia. Mercado constantemente a É na hora de veninformal maneira de vender o cer essas dificuldades seu produto para caque a criatividade do representa tivar o cliente. Em faz a dipelo menos trabalhador Maceió, não é difícil ferença. Para Cícero 20% do PIB Gonçalves, o Vaqueiencontrar exemplos disso: são vendedoro da Pizza, viver só de Alagoas res de picolé que udo que arrecada com sam terno e gravata, a venda das massas de pamonha circué resultado de conhelando com carro de cimentos adquiridos em oito som e até de amenanos de trabalho em uma pizdoim com máquinas de car- zaria paulista, bem antes de tão de crédito: para sobrevi- vir para Maceió. “Mudei porver vale tudo. que não aguentava mais ser “A pessoa explora o mer- empregado. Ser o seu próprio cado enquanto ele dá oportu- patrão é a melhor coisa do nidade para isso”, explica mundo”, conta o vaqueiro. Luciana Caetano. “Um mesmo Com a ideia na cabeça e a técLula Castello Branco

Genésio Rodrigo, o Galego do Veneno, trabalha perto do Mercado da Produção há 40 anos: “Sou o homem mais feliz do mundo”, afirma

nica necessária, ele e a esposa passaram a preparar tudo o que iam vender, e com o tempo, conseguiram estabelecer uma rede fixa de clientes. O casal recebe até pedidos de encomendas. “Fazemos pizzas e pães caseiros, também”, anuncia o vaqueiro, que ganha em média R$ 900 por mês. A possibilidade de encontrar um lugar ao sol sem as exigências do mercado tradicional é o que motiva muitas pessoas a sustentar um negócio informal. Mas ser o seu próprio patrão tem um preço alto: é preciso lidar com a ausência de direitos trabalhistas, de salário fixo e com a instabilidade do serviço. Para a maioria, não existe equilíbrio entre receitas e despesas. Mesmo assim, segundo Luciana Caetano, o número de pessoas que se propõe a investir nesse tipo de negócio é crescente. “O IBGE tem dados que apontam uma participação muito grande de pessoas com esse perfil na nossa economia”, conta Luciana. Atual-

mente, toda a renda gerada pelos trabalhadores informais equivale a, pelo menos, 20% do Produto Interno Bruto de Alagoas (PIB), que é a soma de tudo o que é produzido no estado. A economista acredita que essa estatística seja resultado não só de um mercado formal bastante exigente, mas também da inserção de novas tecnologias nas empresas. “Níveis elevados de escolaridade e especializações não são a realidade da maior parte da população, principalmente em Alagoas. Essas pessoas têm que suprir suas necessidades de alguma forma, então acabam procurando um negócio alternativo, menos lucrativo mas que tem alguma rentabilidade, de qualquer forma. Além disso, a chegada de novas tecnologias significa uma redução de mão de obra nas empresas. São trabalhadores que têm um grau de instrução maior, mas também acabam ficando de fora do mercado”, completa Luciana Caetano. Fotos: Fabyane Almeida/Estagiária

Cícero Gonçalves, o Vaqueiro, sonha em abrir a própria pizzaria

Galego do Veneno: “Trabalho para matar o tempo” A vida de autônomo não seduz apenas quem quer ter o próprio negócio ou quem não encontra oportunidade no mercado formal. Ela também agrada àqueles que buscam apenas um dinheiro extra para complementar a renda da família. Segundo Luciana Caetano, esse contingente é formado por pessoas que já contam com um emprego fixo ou com algum tipo de benefício, e não precisam se preocupar com o retorno financeiro da atividade. É o caso de Genésio Rodrigo dos Santos, mais conhecido como Galego do Veneno. Ele trabalha há mais de 40 anos nas proximidades do Mercado da Produção e já

vendeu de tudo um pouco, mas hoje dispõe apenas dos artigos que lhe renderam o apelido. “Tem veneno contra formiga, barata e rato. Quem quiser comprar, por favor, respeite a fila”, grita o Galego, ao microfone. Sentado em uma cadeira de armar, Genésio dos Santos tem poucos instrumentos de trabalho. Além do microfone usado para ampliar o alcance da própria propaganda, só o tabuleiro com os venenos e um fusquinha antigo fazem companhia ao esperto vendedor, que vive da aposentadoria. “Trabalho para matar o tempo. É melhor do que ficar em casa, ocioso”, explica. Ele não se importa com a

baixa lucratividade, e ao ser questionado sobre a escolha do produto que vende, dá uma resposta simples: “Ninguém pede veneno. Quando eu vendia cebola, abacaxi ou laranjas, todo mundo queria uma de graça. Agora, não, duvido que alguém queira um saco de veneno”, diz o bem humorado Galego. E completa: “Não tenho rotina, não preciso dar satisfações a ninguém. Sou o homem mais feliz do mundo”. Ao contrário do vaqueiro da pizza, o Galego do Veneno não sonha em abrir seu próprio estabelecimento. Ele nem sequer pensa em aumentar o faturamento. É o retrato do

trabalhador que sustenta a economia informal, mesmo com a baixa rentabilidade do seu negócio. “Essas pessoas ganham pouco ou quase nada, dependendo do produto que ofereçam. Mas em todos os casos a renda acaba movimentando o mercado tradicional. Seja prestando serviço como manicure ou cabeleireira, por exemplo, ou no comércio, a pessoa que vende também precisa comprar. Então ela não está no mercado formal, mas de certa forma trabalha em conjunto com ele”, avalia Luciana Caetano. Por isso, de acordo com ela, a participação do setor é tão grande e influente na economia alagoana.

Para Luciana Caetano, é preciso mudar para se manter no mercado

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Analfabetismo: limites e superações Na era da necessidade de conhecer novos códigos de leitura, 24% de alagoanos nem sabem ler Gilson Monteiro Repórter

Mesmo que um exemplar deste jornal chegasse a cada um dos 901 mil domicílios do Estado, 554 mil pessoas estariam impedidas de ler esta reportagem. É a parcela de 24,6% de alagoanos analfabetos. Uma fatia da população cujas estratégias de sobrevivência em um mundo letrado já não são mais suficientes para inseri-los no mercado de trabalho, ou para garantir alguns direitos civis,

como ser votado, por exemplo. Nesse “universo paralelo” dos que vivem à revelia da leitura e da escrita, restam o mercado informal como sobrevida econômica, e o distanciamento exponencial de uma sociedade cada vez mais gráfica, onde a necessidade de se decifrar os velhos e os novos códigos da língua, como a informática, por exemplo, vem transformando a educação formal, ao longo dos tempos, num verdadeiro funil de acesso ao mundo sócio, eco-

nômico, e culturalmente ativo. Para os que têm acesso à escola, a trajetória errante da oferta educacional de baixa qualidade, somada à falta de estrutura, começam a gerar uma categoria de “neo-analfabetos”. Um cenário contemporâneo que inclui os “analfabetos digitais”, e o fenômeno do “analfabetismo funcional no ensino superior”, alunos que chegam aos bancos das faculdades com um nível de leitura e de escrita rudimentar. Areportagem de O JORNAL foi até União dos Palmares, terra

de um dos maiores expoentes da cultura alagoana, o poeta de renome nacional, Jorge de Lima, para buscar os paradoxos do universo dos iletrados. Gente que viu o nome escrito em uma folha de papel pela primeira vez, como a desempregada Maria Madalena, de 31 anos; e cidadãos como Manoel Barros de Souza, o “seu Neco”, um aposentado de 82 anos que, sem nunca ter frequentado uma sala de aula, disserta com maturidade sobre temas como capitalismo e a lei da “Ficha limpa”. Gilson Monteiro

Família Oliveira: analfabetismo passa entre as gerações

NÚMEROS Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, a PNAD/2009 do IBGE, Alagoas tem hoje 554 mil analfabetos. Nas salas de aula, 22.639 alagoanos estão em fase de alfabetização por meio do programa Brasil Alfabetizado. Por mês, o Instituto de Identificação de Maceió emite,em média, 180 Carteiras de Identidade para pessoas não alfabetizadas.

Cícera não sentiu preconceito

Ex-prefeita diz que estudo não é garantia

Família sem leitura sofre sem chance de emprego Na periferia de União dos Palmares, não muito distante do sobrado onde nasceu o “príncipe dos poetas” Jorge de Lima, a família de Dona Maria de Oliveira, 53 anos, pode ser considerada emblemática na construção do quadro atual do analfabetismo no Estado. Dona Maria e sua filha Madalena, de 31 anos, nunca foram à escola. A filha mais jovem, Rubinete, de 19, é analfabeta funcional, e dois netos, de oito anos, estão fora da escola. Os três netos menores, um com cinco, e dois com quatro anos, não conseguem vagas

em creches. Nenhum dos entrevistados na cidade conheciam o escritor conterrâneo, autor de clássicos da poesia, como “Nêga Fulô”. Em uma família onde ninguém sabe decifrar o alfabeto, as limitações impostas pela ausência da educação formal são percebidas no dia-a-dia. Tarefas simples para os alfabetizados como inserir um contato telefônico em um aparelho de celular, ou ler o nome em uma embalagem de remédio, dependem de algum vizinho que tenha “mais leitura” que a família de Dona Maria, como

afirma a filha Madalena de Oliveira. “Tenho celular, mas para ‘mexer’ tenho que pedir ao vizinho. Quando tem um remédio e não sabemos para que serve, também pedimos para o vizinho”, explicou a desempregada, emocionada ao ver pela primeira vez seu nome escrito em um bloco de papel pela reportagem. “É bonito. E quero estudar, mas é complicado. Meu marido não quer que eu estude à noite, e as aulas para adultos só são à noite aqui no bairro”, disse. A irmã de Madalena, Rubinete, também diz sentir falta de ter

mais “leitura”. “Fiz até a terceira série, mas parei para trabalhar. Sinto falta de leitura quando assisto televisão, e também queria aprender para poder ler aquelas revistas de novela”, conta a jovem. Henrique Oliveira, de 8 anos, filho de Madalena, abandonou a escola recentemente. “Eu mesmo tirei ele da escola. Ele é muito inquieto, aí preferi tirar”, justificou a mãe analfabeta, garantindo, sem muita convicção, que irá colocar o filho de volta na escola. “Vou colocar ele de novo sim, ele tem que estudar”, desconversou. (G.M.)

Histórias comuns entre muitos alagoanos

Sem leitura, direitos civis são limitados

A história de Dona Maria, escolaridade, o jovem auxinascida na zona rural, se con- liar de serviços gerais de uma funde com a da maioria dos empresa local, foi lamentada alagoanos que trocaram o ao não saber solelápis e a borracha pelas fertrar o nome do próramentas do trabaprio filho, Michael. lho braçal. “No meu “Estudei somente tempo era difícil. Saí até a primeira série. logo da escola para Saí da escola para ajudar a família, “Estudei até trabalhar”, queicasei, fiquei viúva e xou-se. a 1ª série; fui criar meus fiConstatando saí da lhos”, justifica-se a que o caso da famíaposentada. escola para lia de dona Maria Em frente à não é um caso isotrabalhar” Dona Maria, mora lado na comunidaWelington de de, a reportagem Almeida, um jovem de O JORNAL viside 22 anos que mora tou outras famílias com a esposa, Maria vizinhas, e apenas na 21ª Cristina, também de residência encontrou uma 22 anos. Ambos não sabem família totalmente alfabetiler nem escrever. A falta da zada. (G.M.)

A morosidade na erradicação do analfabetismo no Brasil provoca situações incômodas quando às leis e normas do país que precisam serem adequadas também aos 14 milhões de analfabetos. O resultado são limitações na representação popular, onde o analfabeto pode votar, mas não pode ser votado, além de ser enquadrado entre as categorias cujo voto é facultativo. O analfabeto ainda é impedido de possuir, pelo menos legalmente, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O cientista político da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Alberto Saldanha, afirma que é realmente necessária a educação formal para exercer cargos públicos, mas discorda de teses que atribuem a essa parce-

la da população à baixa qualidade da classe política. Nas eleições gerais deste ano, 325.009 alagoanos analfabetos estavam aptos a votar, uma fatia de 15, 97% do eleitorado. “Quem vai ocupar um cargo eletivo, precisa elaborar projetos, propostas, e precisa dominar os códigos para fazer isso. Como ele vai debater essas demandas? Mas isso não significa que os candidatos letrados sejam garantia de bons representantes. Há ainda o equívoco de se colocar nas costas dos analfabetos a culpa pela baixa qualidade dos nossos representantes. Essa é uma visão elitista, de quem quer afastar as classes mais pobres do processo político”, teoriza Alberto Saldanha. (G.M.) Continua nas páginas A18, A19 e A20

Em 2004, a comerciante Cícera Pereira da Silva, a Cícera do Bar, de Satuba, enfrentou polêmica semelhante à vivida hoje pelo palhaço Tiririca, eleito deputado federal no último dia 3, e acusado pela Justiça Eleitoral de ser analfabeto, o que a impediria de exercer o cargo. Passados seis anos, a exprefeita fala pela primeira vez sobre os problemas que enfrentou à época em que foi eleita prefeita da cidade, com 2.649 votos, e teve sua diplomação questionada pelo segundo colocado na disputa, Zezito Costa, que alegava que Cícera era analfabeta. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu manter a prefeita no cargo. Passados o tempo, Cícera diz que pretende voltar a frequentar uma sala de aula. Mesmo com os preconceitos sofridos, a ex-prefeita diz nunca ter se sentido humilhada com as suspeitas de ser analfabeta, ao acreditar que educação formal avançada não necessariamente é garantia de “inteligência”. “Nunca me senti humilhada. Eu não sou formada, mas estudei até a oitava série. Sempre enfrentei tudo aquilo com muita tranquilidade, sem aperreio, pois todos confiavam em mim. Não é porque se tem estudo que a pessoa é mais inteligente que a outra. Vou voltar a estudar. Ainda não voltei porque estava com problema de saúde, e em primeiro lugar vem a saúde da gente. Mas no próximo ano eu volto a estudar”, conta a ex-prefeita. (G.M.)

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Larissa Fontes/Estagiária

Mercado se fecha para quem não lê Se no cotidiano o analfabeto consegue driblar o mundo letrado, no mercado de trabalho essa ausência da educação formal se transforma numa barreira cada vez mais instransponível. Essa exclusão pode ser calculada pelos dados do Ministério do Trabalho. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, de 2009, as chances de um alagoano analfabeto conseguir uma vaga no mercado formal de trabalho é de menos de meio por cento, mais precisamente, 0,05%. Em 2009, dos 446.136 mil trabalhadores alagoanos com carteira assinada, apenas 23.354 eram analfabetos, ou 5,23% do total. Amaior fatia do emprego formal fica com os que alcançaram o ensino médio completo: 29,64%, ou 132.244 trabalhadores.

Cícero Péricles: vagas formais para analfabetos estão sendo eliminadas

SALÁRIO - E para aqueles que conseguem passar pelo funil cada vez mais estreito do emprego formal, a desvantagem aparece no soldo do final do mês. Pelos dados do Ministério do Trabalho, a remuneração média de um empregado analfabeto com carteira assinada é 46% menor do que a faixa

salarial de um empregado com ensino médio. Em relação ao trabalhador com ensino superior, essa diferença salarial sobre para 78%. O resultado desses números, analisa o economista Cícero Péricles de Carvalho, é a formação de um gigantesco exército de trabalhadores informais, que reúne aqueles que não possuem educação formal, e para quem o mercado formal de trabalho já fechou as portas. “A cada dia vão sendo eliminadas uma a uma as atividades formais que antes dispensavam o domínio da leitura e da escrita. Gradativamente o mercado de trabalho é dominado pelos novos códigos, e quem não domina esses códigos, sobretudo as atividades informatizadas, vai sendo excluído desse mercado. Restam a eles, o mercado informal, causando esse inchaço de vendedores ambulantes e serviços de toda sorte que surgem como única saída”, teoriza o especialista da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). “O mercado está cada vez mais exigente. A demanda por mão de obra qualificada pas-

sou a ser uma realidade mesmo nas funções mais rudimentares. E isso só tende a crescer. A automação, o computador está em todo lugar, e quem não dominar essa linguagem, não terá lugar nesse mercado”, conclui Péricles. SINE - Cientes da realidade excludente apontada pelo economista da Ufal, cada vez mais, os trabalhadores com baixa ou nenhuma escolaridade deixam de procurar vaga no mercado formal de trabalho. É o que tem acontecido no Sistema Nacional de Emprego, Trabalho, Emprego e Renda, o Sine, onde o cadastramento de analfabetos tem sido irrisório. De janeiro a setembro deste ano, dos 8.041 trabalhadores que preencheram um formulário em busca de emprego, apenas 24 eram analfabetos. A maioria dos que tomaram a iniciativa, 3.831 pessoas, possuem o ensino médio completo. “Ainda cadastramos essas pessoas, mas as chances de elas conseguirem uma vaga é mínima, quase zero, mesmo em trabalhos braçais”, afirma Nadja Beirute, assistente do Sesi. (G.M.)

Senac tem capacitação até para empregada doméstica Depois que a automação escapou das fábricas e passou a dominar até mesmo as tarefas mais simples, como pagar uma passagem de ônibus ou cozinhar, a necessidade de uma base técnico-teórica lota os cursos técnicos, que já não abrigam analfabetos em suas salas de aula. No Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, o Senac, um dos cursos mais recentes é o preparatório para Empregada Doméstica. A função, que até recentemente abrigava boa parte das mulheres que não conseguiam

uma colocação no mercado formal de trabalho hoje tem alto nível de exigência e já alcançou funções como garçom e camareira, vagas cujos candidatos para trabalhar em estabelecimentos de Maceió, precisam saber falar pelo menos o espanhol. “Tudo hoje exige o mínimo de conhecimento. Seja para anotar um recado, para administrar uma medicação, ligar aparelhos como microondas, para tudo isso se exige o domínio da leitura. Em funções como garçom, é necessário informática para operar

palmtops para as comandas eletrônicas, e até mesmo o idioma espanhol, em áreas turísticas Toda educação técnica precisa ter uma base teórica”, analisa a diretora regional do Senac Alagoas, Telma Ribeiro Guimarães. Ela conta que recentemente foram oferecidas 22 vagas gratuitas para o curso de garçom, mas a falta de escolaridade barrou muitos pretendentes, e a turma acabou não sendo formada. “Às vezes se diz que esses cursos são caros, mas no PSG [Programa Senac de Gratui-

dade], o curso é de graça, e nem assim não conseguimos formar a turma para o curso de garçom”, lamenta a diretora. Há algumas décadas, o Senac já não comporta analfabetos em sala de aula. E gradativamente vão diminuindo o número de cursos que exigem apenas o ensino fundamental incompleto. Cursos como manicure e pedicure, frentista e costureiro já exigem do aluno, pelo menos a sétima série do Ensino Fundamental. Esses são algumas dos 14 cursos, dentre os

89 oferecidos pela instituição, que ainda comportam alunos nessa faixa de escolaridade. A diretora do Senac revela uma preocupação com a baixa qualidade do ensino público, refletida diretamente na dificuldade de aprendizado observada em muitos alunos. “Essas pessoas chegam aqui com a declaração de ensino fundamental ou médio, e geralmente são egressos do ensino público, mas não possuem um nível de informação condizendo com esse grau de instrução”, teoriza Telma Ribeiro. (G.M.) Marco Antônio

Empresa oferece aulas após o expediente Em algumas poucas empresas, sobretudo as que lidam com prestação de serviços como jardinagem e gari, algumas portas ainda permanecem abertas para os analfabetos. Em Maceió, algumas empresas privadas, em parceria com o Serviço Social da Indústria, o Sesi, proporcionam a funcionários analfabetos a oportunidade de voltar a frequentar a sala de aula. Iniciativas como estas que possibilitaram a trabalhadores como Antônio Bezerra da Silva e Lenildo dos Santos, ambos de 31 anos, frequentarem uma sala de aula após o expediente de trabalho. Funcionários de uma das maiores empresas de serviços de manutenção e limpeza da capital, os dois alunos falam com entusiasmo das lições aprendidas numa sala de aula instalada nas dependências da empresa em que trabalham como garis. “O trabalho é puxado, mas é muito bom vir estudar. Já sei assinar e ler meu

nome, e quando cheguei aqui não sabia. Estudei muito pouco, pois tive que começar a trabalhar cedo”, disse Lenildo, casado, pais de dois filhos. José Bezerra faz coro com o colega de trabalho e de sala de aula. “Mudou muita coisa na minha vida quando aprendi a ler. Não saber ler é ruim para tudo, faz até vergonha. Estou estudando há um ano aqui e não quero parar mais”, entusiasma-se o funcionário. A psicóloga Rosane Acioli, diretora do departamento de Recursos Humanos da empresa, diz que os funcionários que frequentam as aulas são mais dispostos e faltam menos ao trabalho. “Já pude constatar isso com os fiscais. Esses funcionários são mais dispostos no seu dia-a-dia, são mais bem humorados, mais satisfeitos. A escola melhora a qualidade de vida dessas pessoas, fazendo-as enxergar perspectivas de futuro”, avaliou a psicóloga. (G.M.)

José e Lenildo começaram as aulas de alfabetização depois da jornada de trabalho: maior rendimento

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Número de alunos que chegam às faculdades sem ter noção de interpretação de texto assusta especialistas: são os analfabetos funcionais

Analfabetos funcionais chegam às salas do ensino superior As deficiências nas primeiras etapas do precário sistema educacional brasileiro começam a gerar alunos com dificuldades de alfabetização até mesmo no curso superior. O fenômeno já chamou a atenção de especialistas da área, que começam a classificar esses estudantes como “analfabetos funcionais”. A Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) classifica o analfabeto funcional como a pessoa incapaz de interpretar o que

lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas. A professora universitária Cícera Paiva afirma já ter presenciado o fenômeno em várias turmas que já lecionou. Sem especificar nomes de alunos ou da instituição, a professora cita algumas “aberrações” que já presenciou. No curso de Gestão de Marketing, em uma faculdade privada da capital, a professora se surpreendeu ao perceber a grafia da palavra “sexo”, por um dos alunos.

“Quase não acredito quando vi a palavra “sequiço”, ao em vês de “sexo”. Parece piada, mas não é. É muito comum alunos que não sabem ler corretamente um texto, muito menos interpretar. Muitos lêem, mas não compreendem, além da ortografia precária”, observou a professora. “Em outro caso, eu havia acabado de escrever no quadro a palavra ‘profissão’, grafada com dois esses, mas logo em seguida o aluno escreveu com ‘c cedilha’”, espantou-se Cícera Paiva.

Para a docente, o fenômeno do analfabetismo funcional no ensino superior deixa poucas possibilidades de se formar profissionais qualificados. “Acapacidade de esses alunos compreenderem o conteúdo é mínima. E isso poderá comprometer o futuro profissional dessas pessoas, deixando poucas possibilidades de se formar profissionais realmente qualificados”, teorizou. Para professora-doutora da Ufal, Marinaide Freitas, espe-

cialista em alfabetização, esses universitários se limitaram a aprender os códigos linguísticos, mas não conseguem utilizálos adequadamente. “São pessoas que aprenderam o código, e a decodificá-lo. Mas não aprenderam a interpretá-lo, a compreender, por exemplo, um texto, os conteúdos. Leitura é, sobretudo, a sua compreensão, a sua interpretação e sua interação com o contexto em que se coloca aquele conteúdo”, teorizou a especialista. (G.M.)

Ignorante digital: a nova exclusão Ao mesmo tempo em que não consegue eliminar ou reduzir os altos índices de analfabetismo, Alagoas começa a liderar outro ranking excludente: os analfabetos digitais. Uma parcela da população que ainda não teve acesso às novas tecnologias da informação. Pelos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD-2009, apenas 12,6% dos lares alagoanos possui um computador. O acesso à internet ainda é menor, ficando em 12,3%. A Secretaria Executiva em Alagoas da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), estima que cerca de 50% das escolas públicas alagoanas ainda não possuam um computador. Para o professor-doutor Luís Paulo Mercado, coordenador do Grupo de Pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação

da Ufal, os números do IBGE ainda não deixam clara a exclusão digital no Estado. “O fato de eu ter computador não significa necessariamente que eu faça uso dessa ferramenta. As estatísticas nessa área apontam cenários diferentes, pois temos que colocar como variantes, por exemplo, as lan houses, que são muito usadas, inclusive nas periferias. Um garoto pode não ter computador em casa, mas ter um acesso constante à rede nas lan houses. Há números que apontam para uma exclusão, e outros que apontam para um crescimento na inclusão”, afirmou o professor que coordena o projeto piloto do UCA (Um Computador por Aluno), em Alagoas. “Estamos fazendo a capacitação dos professores que irão atuar nesse projeto. Aideia é que o aluno levasse o note-

book para casa, para que essa ferramenta possa ser socializada com o restante da família, mas provavelmente o computador ficará na escola”, explicou o professor. Para a professora-doutora Marinaide Freitas, especialista em alfabetização, a exclusão digital dá continuidade ao processo de alienação do cidadão aos novos códigos de linguagem. “Inicialmente, temos o analfabeto a quem não foi possibilitado o processo de aprendizagem da leitura e escrita e suas interpretações. As deficiências agora passam para outra exclusão, que é a digital. Tanto para os que não têm acesso ao universo digital, porque não possuem a ferramenta; ou porque não dominam os códigos antigos, e não estão aptos a compreender essas novas linguagens”, teorizou a professora. (G.M.)

Sociedade letrada exige criatividade

Luís Paulo: analfabetos digitais são os novos excluídos da sociedade

Para os especialistas, o analfabetismo é muito mais complexo do que o simples impedimento de decifrar o alfabeto, formar palavras ou construir frases. Anova pedagogia tenta acabar com a ideia de que analfabetismo é sinônimo de pouca inteligência, de baixo “Q.I”. A prova disso são as estratégias de sobrevivências, que, segundo os especialistas, são as saídas, como as encon-

tradas por Madalena de Oliveira, de União dos Palmares, ao pedir ao vizinho para registrar um contato na agenda de seu celular. “As pesquisas têm mostrado que você, ao se alfabetizar, não se torna mais inteligente. Porque mesmo analfabeto, você sustenta sua família, paga impostos, e cria estratégias de sobrevivência em um mundo letrado. Como é que você pega

um ônibus? Ou pela cor, ou pelo número, ou perguntando e mentindo, dizendo que esqueceu os óculos ou pergunta ao motorista. Ele nunca diz que é analfabeto, pois há um preconceito muito forte ainda contra o analfabetismo. Então, mesmo sem saber ler, a pessoa usa o celular, ou assiste o noticiário na TV”, afirma a professora-doutora Marinaide Freitas. (G.M.)

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Marco Antônio

Seis livros por mês depois de voltar a estudar Reflexos de um mesmo sistema socioeconômico que os arrancou à força das salas de aulas na infância, as histórias de quem retorna aos bancos escolares na idade adulta surpreendem pela força e entusiasmo. Por motivos distintos, os colegas de sala, Expedito Ferreira Lessa e Ademário Marques da Silva, ambos de 51 anos, resolveram voltar a estudar, e frequentam as aulas da 5ª etapa, equivalente a 7ª e 8ª séries do ensino fundamental no Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Paulo Freire, no centro de Maceió. Expedito parou de estudar aos 18 anos para criar os quatro irmãos após a morte prematura da mãe. Sendo o mais velho da prole, o agricultor jamais permitiu que os irmãos abandonassem a escola para trabalhar. Ele conta que muitas noites chegava a sonhar com a sala de aula. “Vim de Santa Luzia do Norte. Minha mãe morreu e aos

18 anos tive que tomar conta do sítio. Aí eu deixei de estudar, mas coloquei todos os meus irmãos na escola. Nunca deixei que nenhum deles saísse da escola para trabalhar. Hoje o caçula é engenheiro agrônomo, outra é técnica em enfermagem, Tem um que é professor do Ensino Médio, e tem uma irmã que terminou o segundo grau, e casou”, orgulha-se Expedito. “Sempre vinha na mente a vontade de estudar. Muitas noites eu sonhava com a escola, vendo a professora falar, entrando na sala, escrevendo. Aí eu ia passando aqui na Rua do Sol e vi a placa dizendo que tinha matricula aberta. Vim e estou estudando. Até que série pretendo estudar? Não penso em parar mais. Não vou parar mais nunca, mais nunca”, garntiu Expedito, com a satisfação de quem está recuperando o tempo perdido. Já Ademário, atualmente de-

sempregado, voltou a estudar para ter mais chances no mercado de trabalho. Ele se apaixonou pela leitura, e de março até agora já leu 48 livros, o que dá uma média de 6,8 livros por mês, bem superior à média nacional, que é de 4,7 livros por ano por pessoa. Da infância pobre na zona rural do interior do Estado, até o retorno à sala de aula, foram 38 longos anos, que Ademário tenta recuperar com ansiedade. “Em 1992 vim morar em Maceió, mas só pude estudar em 1996. Fui fazer um curso, mas precisava do ensino fundamental em diante, aí resolvi estudar. Agora não tenho intenção de parar mais. Não sei se vou fazer uma faculdade, só sei que não quero parar mais de estudar”, planeja o porteiro profissional. Apaixão de Ademário pode ser vista na pilha de livros na mesa de sua casa, no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Entre

os títulos, muita publicação de auto-ajuda, incluindo o best-seller “O monge e o executivo”, literatura gospel, brasileira e estrangeira. Títulos que ele registra em uma lista guardada como uma relíquia. “Desde março já li 48 livros. Só não leio mais porque o preço do livro não é muito acessível. Adoro o Augusto Cury [autor de auto-ajuda]. Já li Drumond, que é bom, mas é muito difícil, preciso ser ler mais. Também já li Machado [de Assis], que é de tirar o chapéu, fantástico. Ainda não li nada do Graciliano [Ramos], mas pretendo ler”, empolga-se, concluindo com uma sugestão de leitura para a reportagem de O JORNAL. “Já leu O Caçador de Pipas? É uma história muito impactante, muito forte. Leia que você vai gostar. É uma obra inesquecível. Quando comecei a ler não parei mais. Leia que vale a pena”, garantiu.

Ademário: 48 livros desde março

“A leitura do mundo precede a da palavra” N a terra do poeta Jorge de Lima, União dos Palmares, a reportagem de O JORNAL encontrou um curioso personagem que ilustra bem a máxima do educador Paulo Freire, de que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Essa visão de mundo está presente nesta entrevista com o agricultor aposentado Manoel Barros de Souza. Aos 82 anos, há dez filiado ao Partido dos Trabalhadores, o “Seu Neco”, como é conhecido, - O que o senhor acha do voto do analfabeto? - Hoje vota o analfabeto e vota o “de menor”. Eu acho muito mais “apoiado” o analfabeto que sabe votar, “de que” mesmo o menor, mesmo tendo o estudo desde criança. O jovem não tem condições, com “madurez” de mente, de saber o que está fazendo no voto. Hoje o jovem de 16 anos, não procura ainda a responsabilidade e a consciência, pois antes de tudo é uma pessoa ainda imatura. - Mas os analfabetos não podem ser candidatos... - Se a pessoa tem “intrusidade” [capacidade] de se eleger, eu acho que ele poderia entrar na candidatura. Depende do adiantamento da mente dele. Depende de “pra quê” ele quer se eleger. Esses objetivos podem empurrá-lo para um crescimento de visão. Por que um candidato como Tiririca se elegeu? Porque é um palhaço, se apresenta ao

apesar de jamais ter sentado em um banco de escola, discorre com facilidade sobre temas como o projeto “Ficha limpa” e o voto do analfabeto. Sobre a candidatura do palhaço Tiririca, ele dispara: “É um candidato feito pela televisão”. A entrevista reproduz literalmente as falas de “seu Neco”, respeitando sua pronúncia tão particular de um cidadão que representa milhares de brasileiros analfabetos.

povo e o povo se ilude. Um ma coisa eu me queixo da “home” que não tem propos- Justiça, que tá muito lenta ta de administração. Um “pra” isso. AJustiça está muito “home” que nunca “amigáve” com apresentou neesses fichas suja. nhuma realização. “Os ficha suja” já E por que foi vodeveria ter sido tado? Foi na ilusão exonerado da poda televisão, moslítica há muito trado no país em tempo. A maior peso. É um candiparte depende da dato feito pela teleJustiça. visão. Mas se ele Tenho um pramudar, e como ele zer de que nunca pegou logo uma votei num desses “posse” federal, candidatos ficha ele vai fazer como suja. Somente da diz o ditado, vai Assembreia [Legis“nascer de novo”, “O Tiririca se lativa] “passou” deixar de ser pa- elegeu porque onze fraudador. Eu lhaço e passar a ser nunca votei num um trabalhador o povo foi desses que “fraupra nação. dou” o Estado. na ilusão da Sempre prestei - O que o se- televisão” atenção nos ficha nhor acha da lei suja antes dessa lei. da “Ficha limpa”? - O que eu acho é que isso - Como o senhor vê a comjá deveria ter acontecido. Se for pra do voto, que ainda é tão para eu me queixar de algu- comum em Alagoas?

A cidade mais letrada do Brasil Considerando a marca alagoana de líder no ranking do analfabetismo, a reportagem de O JORNAL analisou a realidade de um município que representa o outro extremo dessa realidade. São João do Oeste, no Estado de Santa Catarina, é destaque por ser o município com o menor índice de analfabetismo no país. O município de 6.269 habitantes, tem atualmente apenas 25 analfabetos, que são pessoas de idade avançada em sua maioria. Segundo o secretário Municipal de Educação de São João do Oeste, Denilson João Grasel, as explicações para esse quadro que parece impossível, a curto ou médio prazos para Alagoas, incluem aspectos culturais e de gestão pública. Projetos como alfabetização de adultos e escola em tempo integral já são uma realidade no município muito antes dessas modelos serem adotados pelo governo federal. Um sinal da preocupação dos gestores é perceptível na fi-

gura do próprio secretário, que atendeu o telefonema da reportagem, às 7h:30 da manhã pelo telefone fixo da secretaria de Educação. “Inicialmente, temos que considerar todo um processo de colonização, que foi a base dessa formação cultural, aonde as escolas vieram junto com os imigrantes alemães. Desde cedo, esses imigrantes financiavam os professores paroquiais. A isso soma-se uma cobrança da própria população. Antes mesmo de o governo federal criar, nós já atuávamos com a modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Temos também algo próximo à escola de tempo integral. Na verdade o aluno tem disciplinas extras, que são opcionais, que estendem a carga horária. São aulas de música, informática, arte, canto, e línguas estrangeiras”, explicou o secretário. No pequeno município, professores chegam a visitar alguns alunos que possam estar com al-

guma dificuldade de ir até à escola. Quando isso é possível, evita-se a evasão”, acrescentou. RECURSOS - Enquanto os gestores alagoanos se queixam da falta de dinheiro para gerir a educação, São João do Oeste recebe do governo federal recursos até inferiores aos enviados a municípios alagoanos com população semelhante. Para efeito de comparação, enquanto o município catarinense recebeu para a área de educação, até o momento, R$ 197.059,67; Campestre, leste alagoano, com 6.178 habitantes, já recebeu este ano R$ 229.704,52, ou seja, quase R$ 30 milhões a mais. Os números são do Portal Transparência. “Aqui recebemos pouco mais dos 25% determinado pela Constituição para a área da educação. Mas há um compromisso dos gestores, e com a população mais politizada, há uma cobrança quanto a isso”, afirma Denilson Grasel. (G.M.)

- “Projudica” a democracia, e o defeito não está só em quem compra, o defeito está em quem vende também. Porque se todo mundo tivesse uma mente sadia, já sabia, porque o expediente deles é esse. Se chega a comprar voto, já sabe que é porque não merece se eleger. Os que têm ação perante o povo, ele sabe que merece, e então não precisa comprar. - O que o senhor acha dos sistemas capitalista e socialista? - Socialismo é uma categoria que existe, mas não é nada estranho. Para o governo, o capitalismo é até mais ofensivo, ou menos servidor, do que o socialismo. O socialismo é uma administração mais justa, e o capitalismo é mais duro, é mais opressor. - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a maioria folgada no Congresso Nacional. O senhor, como integrante do PT, acha isso bom para

a democracia? - Oposição tem que ter. Se não tivesse a oposição na política, “canidato a canidato”, o que se elege faz o que quer, porque ninguém “empossava”, ninguém olhava, nem pesquisava a administração dele. É necessária. - Para o senhor, que nunca estudou, qual a importância da escola, da educação? - Acho importante a escola, o estudo; porque se eu tivesse alcançado essas condições de ter estudado, eu entendia mais as coisas, e talvez eu tinha dado um passo a frente “nas condição financeira”, facilidade de trabalho, essas coisas. Ainda essa semana eu assisti na reportagem, uma escola com cinco anos sem ter aula porque não tem benefício no prédio. E cadê “os governo?” Que interesse é esse pela educação? São mil crianças sem estudo à falta de uma reforma no prédio. (G.M.)

Estudante da UNB faz pesquisa em AL Os altos índices de analfabetismo em Alagoas chamaram a atenção da estudante de jornalismo da Universidade de Brasília (UNB), Ana Clara Martins, que visitou o Estado para fazer a pesquisa para o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O JORNAL acompanhou a universitária em uma de suas visitas, na Vila dos Pescadores, em Jaraguá, em Maceió, onde ela encontrou personagens como o pescador Amaro dos Santos, que se classifica como alguém “cego de um olho”. O pescador de 56 anos, 33 deles tirando o sustento na pescaria nas lagoas da capital, faz uma avaliação pessimista daqueles que não dominam a leitura e a escrita. “É difícil para pegar ônibus,

tem que perguntar aos outros. É como se o ‘cabra’fosse cego dum olho. Sempre tive vontade de saber ler, mas sete dias na maré não tinha tempo para isso”, lamentou. Para Ana Clara, a experiência foi chocante, pela facilidade de encontrar pessoas que nunca frequentaram uma sala de aula. “Resolvi fazer meu TCC sobre o analfabetismo em Alagoas depois de ver os números alarmantes. Achei que ia ser difícil, mas a primeira pessoa que encontrei era analfabeta, a outra que estava próxima também era, e outros, e outros. É uma situação preocupante, que chega a chocar”, disse a estudante. O material colhido em Maceió será transformado em uma reportagem, que servirá como TCC. (G.M.)

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Comércio estima expansão de até 15% Eletrodomésticos, roupas e alimentos devem ser responsáveis pelo aumento, conforme a CDL Eduardo Almeida Repórter

ARAPIRACA – Impulsionado pelo poder de compra da classe C, o comércio de Arapiraca estima um crescimento de até 15% nas vendas para os próximos meses. Eletrodomésticos, roupas e alimentos devem ser os responsáveis pelo aumento, de acordo com pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do município – que é apontado pelo jornal econômico Gazeta Mercantil como a 11ª cidade mais empreendedora do País. A presidente da CDL Arapiraca, Vera Lúcia, explicou que a expansão teve início em outubro, com o Dia das Crianças, e deve seguir até o início de janeiro, depois do réveillon. Ela informou que o município ainda não tem estatísticas sobre o movimento do comércio no último dia 12, mas citou a média nacional, que foi 12% em relação ao ano passado, conforme o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado na quarta-feira. “Há tempos, Arapiraca não registrava um fluxo de clientes tão intenso com no último feriado. Os estoques de algumas lojas foram completamente esvaziados. Embora não tenhamos

dados oficiais, acreditamos que o crescimento foi proporcional ao de todo o País. É provável que as vendas continuem aumentando até o início de janeiro, pois, historicamente, esse é um dos melhores períodos do ano para o comércio”, avaliou a presidente da CDL. Vera Lúcia afirmou que dois fatores contribuem para o desenvolvimento do setor na cidade: a localização e a infraestrutura. Mas, ressaltou que os comerciantes estão investindo cada vez mais em suas empresas, com o objetivo de aproximar os produtos dos clientes. Ela lembrou que, nesse contexto, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) tem sido fundamental, oferecendo capacitações para os empreendedores. “Arapiraca está em uma região privilegiada e acaba servindo como referência para os demais municípios. Além disso, os gestores municipais têm ampliado a infraestrutura da cidade, dando condições para a chegada de novos empreendimentos. Outro fator que contribui para esse crescimento são as capacitações. Tanto empresários quanto empregados têm participado e já podemos observar uma mudança de pen-

Período de contratações temporárias teve início em outubro

samento”, observou. Ainda segundo Vera Lúcia, outra explicação para a expansão nas vendas são as campanhas que as empresas desenvolvem. Para este final de ano, a CDL, em parceria com 617 lojas, esta-

rá realizando o sorteio de um carro, cinco motos, cinco notebooks e cinto TVs. Ela explicou que, para concorrer, é necessário apenas que os clientes comprem em lojas cadastradas. “Essa é uma forma de esti-

Contratações temporárias têm início em outubro ARAPIRACA – De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca, Wilton Malta, as contratações temporárias para o final de ano têm início em outubro, antes do Dia das Crianças. Ele explicou que as empresas buscam profissionais qualificados e que tenham conhecimento prévio da área de atuação em que pretendem atuar, pois o curto espaço de tempo não permitiria capacitações ou treinamentos. “O mais indicado é que os postulantes a empregos estejam preparados para ocupar o cargo, ou seja, que tenham conhecimento do ramo em que vão atuar. Uma empresa que trabalha com vestuário, por exemplo, não pode contratar um profissional sem conhecimento específico porque não terá o tempo necessário para treiná-lo. É preciso otimizar o tempo e os custos para que as vendas não sejam prejudicadas”, informou. A presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Arapiraca, Vera Lúcia, afirmou que algumas empresas chegam a dobrar o número de funcionários entre os meses de outubro e dezembro. Segundo ela, é importante que os temporários consigam desempenhar bem suas funções, pois o índice de contratação após esse período é alto. Ela explicou que, em alguns casos, não há substituição de colaborador, mas a abertura de novos postos. “O desempenho dos temporários é o termômetro para a con-

Vera Lúcia diz que localização e infraestrutura das lojas contribuem para o crescimento das vendas

tratação. Se um funcionário dá mais rendimento do que outro, ele pode vir a substituir ou ser contratado para impulsionar as vendas em períodos de menor movimento. É importante que os profissionais contratados enxerguem a oportunidade e dêem o melhor de si. Eles não devem se limitar ao período para o qual foram contratados inicialmente”, afirmou Vera Lúcia. Para o presidente da Associação

Comercial de Arapiraca, Régis Jackson Cavalcante, parte da população de Arapiraca ainda não despertou para a necessidade de qualificação técnica. Ele disse que a procura por cursos profissionalizantes está longe da ideal, mas que essa realidade deve mudar nos próximos anos, com a chegada de redes nacionais e de indústrias não apenas no município, mas em toda a região Agreste do Estado. “Achegada de novas empre-

sas deverá modificar o pensamento da população, pois somente aqueles com qualificação profissional terão oportunidades. Embora isso seja uma exigência do mercado, algumas pessoas ainda não se habituaram. Essa mudança deve acontecer já nos próximos anos, pois Arapiraca cresce hoje a índices elevados. A discussão sobre qualificação deve ser levantada, porque é uma realidade”, relatou. (E.A.)

mular a compra nas empresas associadas a CDL. O município conta hoje com mais de 3 mil lojas, sendo que apenas 617 estão ligadas à Câmara Lojista. O sorteio de brindes é uma das alternativas e tem surtido efei-

to. Nós realizamos a campanha todos os anos e o movimento sempre é crescente. Nunca registramos queda nesse período do ano, se comparado aos mesmos meses do ano anterior”, expôs.

Empresários analisam preferências ARAPIRACA – A presidente da CDL Arapiraca, Vera Lúcia, afirma que os empresários da cidade estão investindo em pesquisas para aproximar seus produtos do público. Em parceria com a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), eles buscam monitorar as preferências dos consumidores e saber que tipo de mercadoria é mais procurada. O poder de compra é outro fator analisado e pode influenciar diretamente no negócio. “O empresário busca sempre a aproximação com seu público. Se conhecemos as preferências dele, temos como buscar satisfazê-los. É importante que saibamos como investir para que os negócios tenham prosperidade. Mais importante que injetar dinheiro em uma empresa é saber para onde está indo o investimento e se ele vai dar retorno. Ser empreendedor é essa eterna busca pelo cliente”, completou Vera Lúcia. O presidente da Associação Comercial de Arapiraca, Régis Jackson Cavalcante, avalia como imprescindível a necessidade de

pesquisa. Nesse contexto, ele inclui a importância de diálogo com os gestores públicos, tanto no âmbito municipal como estadual. Para ele, também se faz necessária a participação da academia nessas discussões. “É importante que os empresários percebam as mudanças do mercado e saibam se adequar a elas. Para tanto, é necessário que sejam discutidos temas como a ampliação da infraestrutura local, o direcionamento dos investimentos e a criação e revitalização de pontos comerciais. Sem esse diálogo, não há como obter êxito nos negócios. Outro fator importante é incluir os universitários nessa discussão, para que tenham voz e vez”. Cavalcante lembrou que a chegada de um shopping em Arapiraca deve provocar impactos no comércio local. “Os comerciantes terão que discutir junto à Secretaria de Indústria e Comércio formas de superar o impacto causado pelo shopping, que, sem dúvidas, trará benefícios para a cidade. É necessário discutir uma revitalização para o Centro”, ponderou. (E.A.)

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Auto Posto São Luiz está localizado na Avenida Governador Muniz Falcão, no bairro São Luiz

Exemplares de O JORNAL são distribuídos gratuitamente para os clientes do estabelecimento

AUTO POSTO SÃO LUIZ

Fazendo a diferença em Arapiraca Com atendimento de qualidade e combustível atestado, estabelecimento conquista um público exigente Localizado na Avenida Governador Muniz Falcão, 151, no bairro São Luiz, em Arapiraca, o Auto Posto São Luiz apresenta um atendimento de qualidade que tem conquistado o público mais exigente. Além do combustível atestado pela distribuidora Petrovia, o estabelecimento tem uma po-

lítica de valorização de clientes, que inclui desde a fidelização até a entrega de brindes em datas comemorativas, como Dia dos Pais, Natal e Ano Novo. O Posto funciona entre as 07h00 e as 22h00, com um serviço diferencial que inclui uma loja de conveniência e a primei-

A cama elástica fez um grande sucesso entre todos os pirralhos

ra franquia da Casa do Pão de Queijo em Arapiraca, além de uma farmácia e um salão de beleza para maior comodidade dos clientes. Também é realizada a entrega de exemplares de O JORNAL diariamente. Mais de 200 jornais são distribuídos aos clientes, independente do valor do abastecimento.

A distribuidora de combustíveis que atende ao posto é a Petrovia, que tem o respaldo do grupo Temape (Terminais Marítimos de Pernambuco S/A), com sede no Porto de Suape. A gasolina comercializada na rede Petrovia é produzida pela Petrobras e atestada pelo padrão Temape, que coleciona

certificações, além de passar pelo crivo do laboratório SGS do Brasil. O álcool combustível e o diesel também contam com o mesmo rigor. Além da qualidade de atendimento, o posto possui bombas das mais modernas do Brasil, que garantem a qualidade do combustível ofere-

cido. O equipamento conta com uma blindagem que impede violação e não permite a venda sem nota fiscal. E o filtro de vidro transparente facilita a visibilidade do combustível que é oferecido. O Auto Posto São Luiz foi o primeiro do Estado a adquirir o equipamento, que está em vigor.

A diversidade de brincadeiras não deixava ninguém parado

Auto Posto São Luiz comemora Dia das Crianças Depois das homenagens de Dia das Mães e Dia dos Pais, o Auto Posto São Luiz comemorou, em 12 de outubro, o Dia das Crianças. Palhaços e equilibristas comandaram a animação, que contou ainda com cama elástica e piscina de bolinhas. Além de recreação, as crianças que participaram do evento tiveram à disposição sorvete e pipoca. Eles foram brindados com “pintinhos” e puderam fazer pinturas artísticas na pele, com o acompanhamento de profissionais. As comemorações tiveram início ainda pela manhã e se estenderam até a tarde. Durante todo o evento, funcionários do Auto Posto São Luiz monitoraram as crianças para evitar acidentes. Os pais que abasteceram

os veículos no posto participaram das brincadeiras, acompanhando os filhos e interagindo com os animadores. Eles também foram brindados com exemplares de O JORNAL, que são distribuídos diariamente pelo autoposto a seus clientes. O mototaxista Jairo da Silva, 27 anos, conta que esta é a primeira vez que é homenageado pelo Auto Posto São Luiz. Ele ressalta que nunca recebeu esse tratamento em outros estabelecimentos comerciais. Para Jairo, além da qualidade do combustível, esse é o diferencial do autoposto: prestigiar não apenas os clientes, mas os filhos dos consumidores. Ele contou ainda que sua filha se mostrou surpresa com a homenagem e com a atenção dispensada a ela.

“Não imaginava que pudéssemos comemorar o Dia das Crianças dessa forma, com palhaços, pipoca, brincadeiras e muita descontração. Foi uma surpresa boa tanto para ela quanto para mim. Vim abastecer minha motocicleta e me deparei com a homenagem. Trouxe ela, que já tomou sorvete, comeu pipoca e se divertiu na cama elástica. São iniciativas como esta, do Auto Posto São Luiz, que deveriam ser copiadas por outras empresas”, disse o mototaxista. Para o contador Reinaldo Soares, dois pontos diferenciam o Auto Posto São Luiz dos demais estabelecimentos da cidade: a qualidade do combustível e a interatividade com os consumidores. Ele conta que esta é a primeira vez que participa dos

eventos promovidos pelo posto, mas afirma que pretende repetir a dose. Ele diz ainda que nunca recebeu em nenhum outro estabelecimento o mesmo tratamento que é dispensado pelos funcionários do autoposto. “É um tratamento diferenciado. Não é preciso muito tempo para perceber isso. Os funcionários são educados, nos tratam bem, e o posto oferece serviços que nenhum outro dispõe. Nunca havia sido prestigiado dessa forma em pontos comerciais, e fico feliz com a iniciativa. Espero que ela se repita e que outras empresas copiem, porque os bons exemplos merecem ser copiados. Meu filho também agradece, pois desfrutou de todos os recursos”, acrescentou.

Os animadores da comemoração fizeram a alegria das crianças

Análise comprova qualidade do combustível do Auto Posto São Luiz

Equipamento testa os combustíveis No Auto Posto São Luiz, a qualidade dos produtos é comprovada através de um equipamento que realiza testes, e os clientes do estabelecimento têm a possibilidade de verificar a procedência dos combustíveis. O posto emite análises sempre que solicitado e ainda oferece um brinde para os clientes que se interessam pelo teste. O segurança Josinei dos Santos realizou o teste e destaca a importância da análise para o consumidor. “Acho muito importante o posto mostrar ao cliente a qualidade com combustível que ele esta adquirindo. Nunca vi um teste como este e acho que todos os postos de combustível deveriam fazer isso”, disse Josinei, que também destacou o atendimento no local. “Gosto muito do atendimento e dos

serviços que são disponibilizados no mesmo espaço. Algumas vezes vou até o posto somente para ir à farmácia ou a loja de conveniência. Todo o serviço oferecido é feito com muita atenção. Quando chegamos somos bem recepcionados”, afirmou. O comerciante Thales Roberto também destacou o atendimento do Auto Posto São Luiz. Ele conta que o estabelecimento oferece um bom café, que faz parte do tratamento oferecido aos clientes. “Sabemos da qualidade do combustível oferecido no posto e isso faz muita diferencia para o veículo. O atendimento atrai, mas se não houver qualidade no produto não teria como manter os clientes”, destacou o comerciante, que sempre abastece no estabelecimento.

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Grand

Monde Por Aroldo Marques

E-mail: harold_marques@hotmail.com

O empresário Jadielson Pessoa e a amada esposa passeiam nos jardins lodrinos apaixonados

UMA TURNÊ PELA EUROPA Chiques... Portugal, Londres e Paris! ACidade Luz, uma das mais bonitas do mundo. Difícil é fazer um top five da cidade quem tem alguns dos melhores endereços do planeta. Nesse clima a família Pessoa em nome dos irmãos empresários Genildo e Valdely, Jadielson e Erika, Jarbas Pessoa e Mirtes, o amigoirmão Edvaldo e Kilza, Alexandre e Adriana, Leomarx e Marta... Eles fizeram um tour de 15 dias pela Europa onde puderam vivenciar momentos de felicidade e encantamento em vários países da europa, foi uma experiencia ímpar entre eles. Hotéis clássicos e contemporâneos, museo do Louvre, Jardin Du Luxembbourg, castelos medievais... E o passeio no Rio Sena... Todos voltaram encantados!

PAPALÉGUAS DO ASFALTO Sob presidência do professor Jânio Melanias e coordenação de Severino Ferreira de Mello Dias, o popular Dias, vai acontecer a 6ª edição do Arapiraca Moto Fest, um evento que já consta no calendário turístico e concrenta motociclista de todo o país, cada qual com suas preciosas máquinas, são mais de 150 motoclubes e cerca de 600 ou mais motociclistas que estarão vivenciando o encontro festivo nos dias 5, 6 e 7 de novembro... é o motoclube Papaléguas do Asfalto anfitrionando os amantes do circuito sócio-cultural na Metrópole do Agreste alagoano. Sejam bem vindos!

RESIDENCIAL ELDORADO Arapiraca não para por aí... É o só o começo! Afirma o empresário Jadielson Pessoa que traz mais uma novidade para Arapiraca junta-

Dira Lino faz de suas interpretações musicais um estilo próprio e conquista os corações dos apaixonados

O casal de médico Arthur e Cecília Dantas e os empresários Leane Magalhães e Jaime Campos, na inauguração da franquia Bob´s em Arapiraca

mente as organizações do grupo Unicompra; O lançamento do Residêncial Eldorado, que vai acontecer no Bairro Eldorado dia 26 de novembro, tem o cantor Almir (exFevers) como convidado especial para cerimônia festiva!

to em Gravatá-PE, AOops! É o que há de tecnologia avançada prestando um ótimo trabalho para seus usuários. Acesse: www.oops.com.br e confirme!

BOB´S

CRIANÇA DE OURO 2010 Como o mês de outubro é dedicado às crianças, o Residencial Ouro Verde de Arapiraca estende as comemorações e neste domingo dia 17, realiza o Criança de Ouro 2010, uma festa de muita cor e alegria, tendo como ponto alto o desfile da loja infantil Kite Kids do casal de empresário Leane Magalhães e Jaime Campos. O evento tem caráter filantrópico, pois a entrada exige uma lata de leite que será doada a uma entidade social. Um festa que recebe a assinatura da Comissão de Festa Ouro Verde. Parabéns!

Jadielson e Erika, Genildo e Valdely, Jarbas e Mirtes, Edivaldo e Kilza e Alexandre e Adriana em Londres, na maior Roda Gigante do mundo, desfrutam de merecidas férias Arapiraca. O Desfile terá cobertura especial do fotografo e apresentador André Fon para o seu programa Planeta Fashion TV Mar, com também da coluna Grand Monde by Harold. Oops! faz sucesso na Net Isto mesmo, o site da provedora Oops! Agora bem mais acessa-

Bob's é uma cadeia de restaurantes brasileira, fundada em 1952, pelo jogador de tênis americano Robert Falkenburg, campeão do torneio de Wimbledon em 1948. É a segunda maior rede de fast food do Brasil e uma das maiores da América Latina. Conta com 600 lojas, em quatro países diferentes: Brasil, Portugal, Angola e Chile. O Ponto inicial da internacionalização da marca começou na Angola, em sua primeira loja internacional aberta em Luanda, Angola. Atualmente a marca Bob's é franqueada e operada pela empresa de orígem francesa GRSA, uma empresa que atualmente pertence ao grupo britânico Compass Group. E no ultimo dia 13 de outubro, a sociedade arapiraquense foi comtemplada com mais uma franquia a Bob´s XV de Novembro, um empreendimento da

do com a aquisição de expressivos profissionais da área de comunicação, entre eles os jornalista Roberto TENTAÇÃO FASHION Gonçalves e Roberto Baia, este coluAempresária do mundo fashion nista e demais colaboradores que Nizete Freire esteve em Fortalezaalimentam o site com uma variedaCE, onde foi conferir as coleções da de de importantes matérias mosmarcas que comercializa na grande trando um excelente conteúdo de UM POUCO Arapiraca, Nizete é proprietária do noticias. De DE DIRA LINO complexo Tentação Fashion, que disClaudemon Autodidata, aprendeu a cantar tribuir para Alagoas as griffes: Silveira, que e tocar violão sozinha, de gosto muKokid, Colméia, Cardigan, S E T N LA também é sical apurado e nascida num meio Handara e Zignum, que irão POPSTR A SSA foi proprietáor at O de muita ser apresentadas em megay! on nt Marcelo A de o da çã rio do Hora lin a co o mudesfile no dia 23 de outubro, um m ou co m to iro do ne pi Ja cu O tel fazenda nte do Rio de ra para sua clientela de todo o au st re um flagrado em Céu Aberarta-feira. lo Brasil Estado de Alagoas, em mosa na ultima qu a esta fazendo uma turnê pe en or m Viúva ai tra da coleção Primaver/Verão a Pi e ne qu ci é an e Fr qu teatral: O  A ex-BBB e Alto Verão 2010 no parque seu espetáculo para apresentar Ceci Cunha... um agente da Tem? filme RED é de eles ao lado no l O Desfile pe pa jo , cu Los Ang  Bruce Willis Tentação ição de gala em icipou de exib rt pa , IA C fashion caína, Lindsay ha! da esposa e fil ação de dependência de co escido com já marca irm te nf i o seu pa r cr  Após co o calenmília e sobretud fa a lp cu an Lonh dário de isão com sorades! ele atrás das gr nda, George Michael deixa pr r a liberdaeventos ve gu  Na ultima se s quatro semanas o cantor re na cidade pó riso no rosto! A mportar! d e ia e Miguel co se ve de as m ex-BBBs Tessal os de, o, or m na eses de o namoro ficou  Após nove m igos! E ainda: Revelam que am viram somente alegria! r! Após detido marcado pela usão, por favo nf co os en M .. fotografo em  Dado, Dado. o Dolabella bate boca com ad D , as por drog ento de moda. do pedaço! Goiânia em ev novo solteiro s ai m o é e ym ila Barbosa  Mulheres! Ja o namoro de três anos com M ar in Acaba de term es da emissora e curte férias! pelos corredor seu ídolo: o ou ul rc ci lli te  Henri Cas nhecer um de mente para co Band especial a. iz Daten fotografada apresentador Lu rou capa de CD: a atriz foi vi em Portugal Vera Lúcia, presidente da  Susana Vieira projeto Brasil Encena, lançada do ar CDL e seu esposo Marcolino, para particip essado a um asil. sempre prestigiando os e depois no Br Lohan, de 24 anos, teria conf nseguiria y co sa a el , ho empreendimentos fil m co  A atriz Lind e de ser mãe e qu arapiraquense, desta vez, amigo o desejo . o tima em Sã bria presenças na Bob´s se mantiver só hen se casou em cerimônia in chuva de a tc re ito G re y di XV de Novembro m m co ci  Tham in C a iu a Janain un se a El o. ul Pa o e poemas. bolinha de sabã

sicalidade - fato que descobriu há pouco tempo - , seu avó, seu pai e até mesmo o seu tio Josiel eram amantes da musica, se espelha no seu pai Pedro Antonio Lino, conhecidíssimo pelo codinome Bereguedé, uma família marcada pela tradição da cultura da cana e da fumicultura Dira Lino, a Dirá Bereguedé, mesmo achando que estreou tarde como cantora profissional, antes só cantava como hobby entre amigos e familiares, hoje se apresenta nos barzinhos e em shows como uma preciosa revelação tendo no seu repertório uma variedade musical cantando, com ela mesmo diz, de A a Z, Dira é a cantora da vez no circuito cultural de Arapiraca quando com sua belíssima voz interpreta os clássicos da MPB e a musica "brega" o romantismo toma conta, e Dira Lino canta de corpo e alma. Na sua intimidade gosta de ouvir musicas internacionais, Pink Floyd, Led Zeppilin..., mas para ela Maria Betânia é a musa da musicalidade brasileira. Falando de política é uma pessoa muito centrada nas questões sociais e tem muita admiração pelo prefeito Luciano Barbosa como gestou, "é o político modelo do país" Disse ser uma pessoa realizada por ter uma família bonita e viver os momentos da vida com intensidade, acredita em DEUS e a cidade que gosta de viver é Arapiraca. Dira Lino, a pop Dira Bereguedé, é a prata da casa no Na Baxa Botequim sempre as quintas-feira. Boa pedida para quem gosta de ouvir e ver uma excelente artista cantar.

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MARAGOGI NA SEGUNDA GUERRA

O que a História conta sobre as minas Historiador Dirceu Lindoso viu uma delas e diz que o Exército a enterrou a seis metros de profundidade Jorge Barboza Repórter

MARAGOGI - O prestigiado historiador maragogiense Dirceu Lindoso, 78 anos, autor de “A Utopia Armada – Rebelião de Pobres nas Matas do Tombo Real” (1983) e “A Formação de Alagoas Boreal” (2000), era um garoto de sete anos quando o navio mercante inglês Clement foi afundado pelo couraçado alemão Admiral Graf Spee, a 70 milhas NE do litoral do município vizinho de Porto de Pedras. Naquele final de 1939, a

Segunda Grande Guerra havia acabado de ser declarada entre a Inglaterra e a França de um lado, e a Alemanha do outro. O menino Dirceu, em Maragogi, ouviu um estrondo nas galés e correu com os amiguinhos para o alto do Cruzeiro. “Uma série de fatos aconteceu antes do aparecimento dessas minas aquáticas em Maragogi. O tiroteio nas galés por ali foi um desses acontecimentos. Já adulto, quando eu falava das minas, ninguém acreditava. Meu tio, que era do Exército Brasi-

leiro, foi quem mandou enterrar aquela que a Marinha procura agora no centro da cidade”, afirmou o historiador, lembrando os remotos anos 1940, quando militares abriram trincheira na praia e ninguém podia tomar banho de mar. O “tiroteio”, que levou a pique o navio inglês, foi presenciado pelo infante Lindoso, atualmente residindo em Maceió. “Nós subimos o Cruzeiro correndo e ficamos olhando. O ataque aconteceu à altura de Porto de Pedras, que a gente avista toda de lá

de cima. Anos depois, eu soube que se tratava do navio inglês Clement”, contou o historiador, afirmando que, após esse episódio, oficiais chegaram a Porto de Pedras e o Exército abriu trincheira em Maragogi, “entre a cidade e o mar”. “Uma hora depois do ataque em Porto de Pedras”, continuou o autor de “A Guerra dos Cabanos”, “apareceu um avião vindo do Aeroporto de Recife, soltando bombas, indo embora logo depois”. Segundo Lindoso, nessa época conturbada, com a guerra acon-

tecendo na Europa, os países aliados sendo pegos de surpresa com a invasão da Polônia pela Alemanha, lançando seus navios aos mares do Atlântico Sul em busca de mantimentos, os submarinos inimigos não eram incomuns nas profundidades oceânicas de Maragogi. Quanto às minas, ele admite ter visto uma “no pátio, no centro da cidade” (hoje, Praça Batista Acioli). O tio militar, Luís Acioli Wanderley, teria aberto um buraco de seis metros e ali a enterrado. “A primeira mina, essa que foi

Arquivo

O historiador Dirceu Lindoso viu uma das minas que estão sendo procuradas pela Marinha do Brasil

encontrada pelos trabalhadores este ano, os americanos tiraram a espoleta dela e disseram para o pescador: ‘Jogue lá no mar’. Esta eu cheguei a ver. Aquelas outras da Praia do Antunes, o mar entra por baixo e deve tê-las afundado ainda mais. Mas essas eu não vi. A que está enterrada no pátio não está com a espoleta. Maragogi mudou tanto. A mina que encontraram recentemente estava ali no Beco da Stephany, onde hoje tem o clube. O tamanho era razoável, se explodisse acabava com Maragogi.” Arquivo

O couraçado alemão Admiral Graf Spee, que detonou o navio inglês Clement em Porto de Pedras

Cosmógrafos vieram na Colônia; americanos, na Segunda Grande Guerra Mas americanos em Maragogi? Bem, eles vieram para o Nordeste, construíram base em Fortaleza (CE). “No Ceará, aconteceu o encontro do presidente Getúlio Vargas com o colega americano Franklin Roosevelt. Isso tornou a base americana em Fortaleza conhecida. Mas havia pequenos destacamentos americanos em Recife e em Maceió”, explicou o historiador. E mais: segundo ele, o porto natural da antiga colônia de pescadores, com

seus extensos arrecifes e sendo ainda parte do território da colonial Vila de Bom Sucesso (batizada posteriormente de Porto Calvo), era conhecido desde que os holandeses invadiram a capitania de Pernambuco e o general Maurício de Nassau trouxera ao Brasil, e a Maragogi, não somente artistas e arquitetos, mas cientistas como o médico naturalista Willem Pizo e o astrônomo e cartógrafo Georg Marcgrave. “Os holandeses tinham doReprodução

Terras e mares maragogienses mapeados pelos cosmógrafos de Nassau

is grandes cosmógrafos”, apontou Lindoso, referindo-se aos profissionais públicos que, no século 17, demarcavam terras e mares descobertos e a descobrir. “Pizo e Marcgrave fizeram mapas daquela região de Maragogi com os arrecifes, rios, riachos, tudo como vemos ali até hoje. Antes de chegarem o submarino alemão, o navio inglês e as minas, apareceu muita gente, fotografando. Um zepelin da Alemanha veio para a América. Eu sei disso porque uma

prima minha se casou com um piloto brasileiro que estudou essas coisas na Alemanha. Maragogi era conhecida.” Ao escrever o clássico “A Utopia Armada”, sobre a Guerra dos Cabanos, que ocorreu entre os anos de 1831 e 1835, na região que vai de Barra Grande a Porto Calvo, marcando uma luta de classes entre a aristocracia rural, aliada aos camponeses, e uma burguesia comercial emergente, Lindoso diz que, ele mesmo, fez um mapa

dessa região. “O Exército veio, pediu licença e usou esse material, que eles não tinham. Eu estive na Alemanha em 1958. Onde eu sabia que havia arquivo holandês, ia lá para pesquisar e estudar. De Recife para Maceió, existem dois portos naturais, que são a Gamela de Barra Grande, que é o antigo nome de Maragogi, e o Porto de Maceió. Depois disso, é tudo praia, chã.” Segundo o historiador, Maragogi, com seus tantos quilô-

metros de arrecifes, fora escolhida para o desembarque de diversas embarcações no período da Segunda Guerra. “Não tem um lugar tão bom para entrar. Os ingleses entravam ali, trazendo correspondência da Inglaterra para o Brasil, no início do século 20. Um desses navios naufragou, o Coroa da Áustria. Eles traziam um sino que o Marcos Saldanha, proprietário do Hotel Salinas, levou para o seu engenho Marrecas.” Jorge Barboza

A equipe dos fuzileiros navais do Rio de Janeiro escava o território de Maragogi há quase duas semanas: busca das minas perdidas

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Economia

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Viagem ao fundo da terra em Alagoas Jazida de cobre, com capacidade para produzir 200 milhões de toneladas, foi localizada entre Arapiraca e Craíbas Roberto Vilanova Repórter

Atenção! Preparar para a “viagem” ao fundo da terra, no Agreste de Alagoas. O que para os humanos ainda é impossível, para as “sondas inteligentes” é tarefa corriqueira: de 2007 até 2009 elas realizaram 394 “viagens”, para bisbilhotar as profundezas do Agreste, e descobriram uma jazida de cobre com 200 milhões de toneladas no limite de Arapiraca com Craíbas, e outra jazida em Igaci. Guiadas por computador, as “sondas inteligentes” pertencem à Mineradora Vale Verde, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, que recebeu autorização do governo federal para explorar as jazidas – além de cobre, as “sondas in-

teligentes” também descobriram ouro, níquel, ferro e vanádio, além de minerais não-metálicos. A expectativa da empresa é que, em 2014, estejase produzindo 40 mil toneladas de cobre por ano. SATISFEITO - O presidente da Mineradora Vale Verde, Carlos Bertoni, festeja a descoberta pela compensação dos investimentos realizados até agora no Agreste alagoano – foram mais de 400 milhões de dólares, segundo Bertoni – e, também, porque em 2014 o Brasil vai poder dobrar a sua produção de cobre – graças à jazida alagoana, que tem 20 anos de vida útil, segundo ainda Bertoni. A Vale Verde seguiu o rastro das pesquisas realizadas na década de 80 pela extinta Empresa de Desenvolvimento

dos Recursos Naturais Gomes Torres e Carlos Fontes (EDRN). Na época, os técni- Barros e decidiu requerer direicos da EDRN não estavam sa- tos de exploração ao Ministétisfeitos com a participação rio de Minas e Energia. pífia de Alagoas na produção Depois da privatide minérios no País – que era zação da Companhia de apenas 0,43% - e Vale do Rio Doce o indecidiram vasculhar teresse pelas jazidas Com as o subsolo alagoano, a alagoanas aumentou. partir do Agreste para Foi criada a Minerapesquisas o Sertão. dora Vale Verde – que iniciais, Com essas pesquié subsidiária da Vale foram sas iniciais, foram redo Rio Doce – e requegistradas 344 ocorrênrido em definitivo a registradas cias minerais no Aoutorga da área, para 344 greste e Sertão alagoafim de exploração, ocorrências nos, sendo 314 minecom a imediata imrais metálicos e 30 nãoplantação da infraesminerais metálicos. A Compatrutura básica, que nhia Vale do Rio Doce, compreende estradas, que ainda era estatal, energia elétrica e abastecimense interessou pelas to d´agua com redes especiais. pesquisas dos técnicos alagoanos Mário Eugênio Calheiros, NÃO-METÁLICOS - EmJosé Batista Siqueira, Abrahão bora os minerais metálicos –

ouro, cobre, ferro, etc. – detenham os maiores valores no mercado, as “sondas inteligentes” mostraram nessas suas 394 “viagens” ao fundo da terra, no Agreste alagoano, que a abundância de minerais nãometálicos também pode impulsionar a produção industrial, sobretudo para produção de fertilizantes e para a construção civil. Por exemplo: as “sondas inteligentes” detectaram a presença de “apatita” – um mineral não-metálico que contém Fosfato de Cálcio e Flúor, e serve como matéria-prima para produção de fertilizantes e Ácido Fosfórico. A apatita só é encontrada na Alemanha, Sri Lanka, Suíça, México e Brasil (Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Alagoas). “Cianita” – que é matéria-

prima para indústria de refratários e para a metalúrgica; “Bismutinita” – que é matériaprima para produção de cosméticos, porcelana e granada de mão; e “Barita” – que é matéria-prima para produção de tintas e borrachas. E, entre os minerais metálicos, a surpresa foi a descoberta do vanádio – que, imaginava-se, o Brasil não possuía. Metal branco, o vanádio é usado na fabricação de semi-condutores de energia para industria eletrônica e de informática, o País importa da África 4 mil toneladas por ano. A jazida de vanádio no Agreste alagoano ainda não foi dimensionada porque está associada ao ferro, mas a certeza de sua presença é animadora para os projetos de mineração no Estado. Continua na página A26

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Economia

O JORNAL JORNA L

A26

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: economia@ojornal-al.com.br

Lula Castello Branco

Da Salgema à atual Braskem, a indústria instalada no Pontal da Barra, em Maceió, é a maior do Estado

Foram as perfurações realizadas no Agreste que descobriram a riqueza de metais existentes em Alagoas

Mecânico baiano descobre o salgema por acaso durante manutenção Coube a um mecânico de sondas, na Bahia, descobrir na década de 50 a reserva de salgema em Maceió. Ao fazer o reparo das sondas da Petrobras, que exploravam petróleo em Riacho Doce, o mecânico baiano Euvaldo Luz encontrou fragmentos de salgema; ele guardou a descoberta para si e na década de 60 entrou com pedido ao governo federal para beneficiar

o salgema. O mecânico baiano se associou à francesa Du Pont e dessa sociedade surgiu a Salgema Indústrias Químicas de Alagoas. Sem dinheiro para permanecer no projeto, Euvaldo Luz vendeu sua parte ao governo federal e este, no processo de privatização, vendeu sua parte à Odebrecht – que criou a Trikem, atualmente, Braskem.

VASTO - Existem seis jazidas de salgema com valor comercial, no Brasil. São elas: Nova Olinda, no Amazonas; Vera Cruz, na Bahia; Itaituba, no Pará; Luiz Correia, no Piauí; Rosário do Catete, em Sergipe; e Maceió. Dessas seis jazidas, a mais importante pelo alto teor de pureza, maior espessura e fácil prospecção está em Maceió, de acordo com rela-

tório da Sudene. A jazida de salgema em Maceió atinge um vasto campo no subsolo, que compreende do Mutange, em Bebedouro, até Riacho Doce. Encontra-se a 1 mil metros de profundidade e tem 99% de teor de pureza, ou seja, 99% de Cloreto de Sódio, e 1% restante de ferro, magnésio e cálcio. A espessura da jazida de salgema na Capital alagoana

atinge a 100 metros. Depois de beneficiado, através da eletrólise, o salgema se decompõe em Cloro e Hidrogênio. Com o cloro, pode-se fabricar uma série de produtos mediante a combinação com o eteno, tais como: Óxido de Propeno – que é matéria-prima para produção de espuma e lycra; Clorofórmio – que é o solvente da Penicilina; Cloreto de Metila

– que é matéria-prima para produção de borracha Butílica, mais conhecida como Silicone, entre outros produtos. Com o cloro e o eteno, tem-se o Dicloretano, do qual se extrai a matéria-prima para produção do PVC (Policloreto de Vinila) – que produz plásticos resistentes; e o MVC (Monocloreto de Vinila) – que produz plásticos maleáveis.

Gás processado na UPGN do Pilar abastece as indústrias locais e mais de Sergipe, Bahia e Pernambuco

Gás natural, maior jazida do País No relatório elaborado por preende os municípios de técnicos alagoanos, com a su- Marechal Deodoro, Pilar, Copervisão dos geólogos José queiro Seco, Santa Luzia do Robinson Alcoforado, do De- Norte e São Miguel dos Campartamento Nacional de Propos – e é a maior jadução Mineral (DNPM), e zida de gás natural, José Nivaldo de dissociado do petróMoura, da Sudene, leo, do País. consta que 20% do solo alagoano é forPRODUÇÃO Todos os mado de “elementos São 2 milhões de dias, são paleomesóreos”, ou metros cúbicos de seja, produz gás nagás por dia extraíextraídos tural, petróleo e turdos dessas jazidas 2 milhões fa. no entorno da Capide metros Nessa “viagem” tal alagoana. Benecúbicos ao fundo da terra, ficiado na Unidade em Alagoas, as “sonde Processamento das inteligentes” de Gás Natural trouxeram informa(UPGN), instalada ções para os humana Chã do Pilar, o gás é nos decifrarem – e transformado para abastecer todos ficaram estarrecidos as indústrias em Alagoas, Sercom o que viram. A jazida de gipe, Bahia e Pernambuco. gás natural se estende pelo Dos 2 milhões de metros cúentorno de Maceió, que com- bicos, 1,8 milhão viram gás

industrial. Os 200 mil metros cúbicos restantes são usados para a produção de 160 toneladas de Gás Liquefeito do Petróleo (GLP), o conhecido gás de cozinha, o que equivale a 12 mil botijões de gás de 13 quilos por dia. Finalmente, no beneficiamento do gás natural, ainda sobram 28 mil litros de gasolina por dia. A “promissora” viagem que as “sondas inteligentes” realizam pelas profundezas das terras alagoanas estimula novas aventuras. No mapeamento geológico do Estado, há áreas incluídas que antes não se imaginava pudesse representar algo mais que simples caatinga. “É uma situação, sem dúvida, privilegiada”, atesta o geólogo José Alcoforado, ao se referir ao subsolo alagoano.

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JORNAL

O JORNAL

Imobiliário

A27

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: imobiliario@ojornal-al.com.br

Imóveis.com Theodomiro Jr.

imobiliario@ojornal-al.com.br

QUEM PAGA A CONTA? Tornar obrigatório a instalação de equipamentos de segurança em escadas de condomínios residenciais, assim como em acessos rolantes e esteiras é o que propõe o Projeto de Lei (PL) 7589/10, em tramitação na Câmara Federal. A proposta também prevê a obrigatoriedade da instalação de equipamentos de acessibilidade. O autor do projeto é o deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). De acordo com a proposta, as escadas rolantes deverão ter barreiras de metal que impeçam a passagem de carrinho de bebê ou de carrinho com criança. No que diz respeito às esteiras, a proposta prevê a instalação de travas de metal que se encaixem nos carrinhos de compras. Já as escadas e rampas deverão ter corrimãos em cada trecho. O proposta é bom só tem um problema: quem vai pagar a conta?

RESIDENCIAL PÁTIO 1 A Contrato Engenharia lançou neste final de semana o Residencial Pátio, um empreendimento que deve bombar nas vendas. Motivo? O empreendimento fica literalmente ao lado do Shopping Pátio, na Avenida Menino Marcelo.

RESIDENCIAL PÁTIO 2 O Residencial Pátio será composto por 384 apartamentos distribuídos em 03 torres com 17 pavimentos por torre, sendo 1 Pilotis e 16 Pavimentos Tipo. Cada Pavimento Tipo será composto por 08 apartamentos e área comum. São três tipos de plantas, medindo 51,48m2, 53,05m² e 51,67m². As unidades possuem sala de estar/jantar, dois quartos sendo, uma suíte, um bwc social e cozinha americana/serviço.

JOVENS CLIENTES Uma fatia da sociedade vem se destacando na aquisição de imóveis financiados. O grupo de pessoas com menos de 35 anos responde pela maior fatia dos financiamentos habitacionais assinados na Caixa Econômica Federal. Enquanto em 2000 os jovens representavam 51% dos contratos, hoje eles já respondem por 58,3% das negociações concretizadas no País.

DEMOLIU, FOI PUNIDO O empresário Francisco Barbosa foi condenado a um ano e dois meses de reclusão e multa por crime ambiental por ter demolido imóvel tombado pela União, no município de Penedo. A decisão tem fundamento na Lei 9.605/98 (art 62, II) e atende à denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em Alagoas, encaminhada à Justiça alagoana em 2008. É, até para demolir um imóvel é preciso cuidado hoje em dia.

EM PENEDO O empresário Francisco Barbosa alegou que o imóvel teria desabado, mas a perícia no local confirmou a demolição. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direito, na forma de serviços à comunidade e prestação pecuniária.

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

Especialista explica como agilizar a quitação de dívida Planejar pagamentos avulsos é dica importante Para o segundo semestre deste ano, os bancos reservaram nada menos que R$ 41 bilhões para o financiamento imobiliário. Trata-se de um recorde absoluto, que deve somar até dezembro nada menos que R$ 76 bilhões. Com tanto dinheiro disponível no mercado, quem ganha é o consumidor, que encontra taxas de juros baixas e facilidades para tomar o empréstimo, porém, antes de ir às compras, é preciso tomar alguns cuidados importantes. Consultamos o advogado Leandro Pacífico, da Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), que nos elecou as seguintes dicas: 1 - Compre e pague um imóvel primeiro para depois adquirir um maior. 2 - Use todo o saldo que tiver no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como entrada, diminuindo o valor financiado. 3 - Poupar por um ano o valor equivalente ao que pagaria no financiamento. Usando este valor poupado

como entrada, isto reduzirá dois anos de financiamento ou. Também poderá reduzir o valor das prestações mensais, neste caso, o impacto será menor. 4 - Opte por um plano de correção com índices que acompanhem a evolução de salário, normalmente com reajuste anual. O IPC (Índice de preços ao Consumidor) é o índice oficial utilizado na correção da datas-base dos empregados da iniciativa privada. Buscar financiamentos atrelados ao IPC ou INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é a melhor alternativa existente hoje. 5 - Não comprometa mais do que 15% da renda mensal com a primeira prestação. Isto acarretará em uma folga para que, durante o financiamento, ele venha a comprometer até 30% sem lhe tornar um inadimplente. 6 - A cada dois anos saque o FGTS e amortize parte do saldo devedor para se livrar mais rápido da dívida. Este prazo é o mínimo permitido por lei.

Recursos extras devem amortizar financiamento Para advogado Leandro Pacífico, da Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), os consumidores que financiarem um imóvel devem guardar recursos extras - como férias

vencidas, 13º salário ou outros - para amortizar o saldo devedor do financiamento. “Não compensa manter uma poupança, já que ela rende apenas TR (Taxa Referencial) + 6% ao ano de correção e

juros. Já o seu contrato de financiamento custa TR + 8 a 12% ao ano. Ele diz ainda que o interessado deve usar o 13º salário para amortizar o saldo devedor. “Lembre-se sem-

pre que um financiamento é empréstimo de dinheiro a juros e quanto mais rápido devolver o dinheiro emprestado, menos juros irá pagar”, explica Luciano Pacífico.

“VAI FALTAR DINHEIRO” Os brasileiros gastaram até 43,9% a mais com consórcios em agosto deste ano em comparação com o mesmo mês de 2009. O maior aumento foi constatado no setor de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, cujo valor médio desembolsado subiu de R$ 2.648 para R$ 3.811, conforme a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Índice de imóveis atualizará balanços e substituirá a TR O novo Índice Nacional dos Preços de Imóveis, que o governo pretende lançar em 2011, deverá ter outra finalidade além do monitoramento do setor imobiliário para evitar bolhas. Ele poderá ser utilizado como índice de atualização monetária do valor das garantias dos imóveis financiados, nos balanços dos bancos. Atualmente, se utiliza o mesmo indexador do contrato habitacional, a TR (Taxa

EM FOCO

Referencial). O entendimento de técnicos do governo e do setor privado é que a TR não é um índice adequado, pois não guarda qualquer relação com o comportamento real dos valores dos imóveis. Além disso, em um ambiente de instabilidade, pode gerar distorções e esconder problemas nos balanços das instituições financeiras. A substituição da TR pelo novo índice não terá impac-

to para os mutuários, pois os contratos continuarão sendo corrigidos pelo indexador contratado, atualmente a TR. O efeito seria apenas do ponto de vista contábil nos balanços dos bancos. Segundo técnicos envolvidos nas discussões, a adoção de um índice de preços para corrigir os balanços dos bancos poderia ter evitado, por exemplo, os problemas com financiamentos imobiliários no período de hipe-

rinflação, antes da implantação do Plano Real, em julho de 1994. Naquela época, os balanços dos bancos informavam que os créditos estavam amparados com folga pelas respectivas garantias (imóveis financiados) - o que não condizia com a realidade. O valor dos imóveis nem de longe acompanhava os índices de inflação e o preço real valor do imóvel era muito inferior ao saldo devedor.

Material de construção já é importado da China ERRATA Na semana passada, cometemos um erro ao incluirmos Teixeira no sobrenome de Antonio Mariano Gulden Gravatá, gerente-geral da Agência Jatiúca, da Caixa Econômica Federal. Quem gentilmente nos alertou sobre o erro foi Lilian Gravatá, esposa do nosso amigo. Mariano continua internado na UTI Neuro da Santa Casa de Maceió após sofrer um acidente vascular cerebral. Continuamos torcendo pela sua recuperação.

A casa do brasileiro tem ganhado toques cada vez mais internacionais. Depois da invasão de eletroeletrônicos, agora são os materiais de construção que atravessam o oceano para montar e decorar as residências nacionais. Do aço usado para levantar o imóvel aos materiais de acabamento, como portas, pisos, fechaduras e louças sanitárias, tudo tem sido comprado no exterior.

A casa do brasileiro tem ganhado toques cada vez mais internacionais. Depois da invasão de eletroeletrônicos, agora são os materiais de construção que atravessam o oceano para montar e decorar as residências nacionais. Do aço usado para levantar o imóvel aos materiais de acabamento, como portas, pisos, fechaduras e louças sanitárias, tudo tem sido comprado no exterior.

Entre as mercadorias mais compradas, principalmente na China e Índia, estão as pastilhas de vidro para fachadas de prédios, portas, fechaduras e metais e louças sanitárias. Outro produto muito procurado no exterior é a cerâmica e o porcelanato - na última compra, a Héstia trouxe 15 contêineres de porcelanato. Segundo o presidente da Associação Paulista das Cerâmicas de

Revestimentos, João Oscar Bergstron Neto, em 2004 o volume de importação de cerâmica da China era de 500 mil metros quadrados (m²). Em 2010, já são 20 milhões de m² - aumento de 3.900%. As importações têm ajudado a evitar uma explosão de preços. Mesmo assim, até setembro, o índice que mede a variação dos preços dos materiais de construção teve alta de 6,94%.

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O JORNAL

Esportes Estou chegando, elite! A28

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br

Contra o São Domingos, CSA define hoje se volta ou não à Primeira Divisão do Alagoano Marco Antônio

Luciano Milano Repórter O torcedor azulino acordou hoje eufórico com o provável retorno do CSAà Primeira Divisão do futebol alagoano. Nas hostes azul e branco do Mutange, não se fala em outro resultado diante do São Domingos, às 16h de hoje, no Estádio Rei Pelé, que não confirme a classificação do clube para a Primeira Divisão do futebol alagoano em 2011. Rebaixado pela segunda vez na década, o CSA pode até perder por 3 gols de diferença que, mesmo assim, carimba sua vaga na elite do Estado na próxima temporada. Por outro lado, se perder por quatro ou mais gols, o time do técnico Lino amargaria a permanência na Segundona

local, o que seria mais uma tragédia na gloriosa história de 37 títulos em Alagoas. "Esse é o momento onde todos nós azulinos temos que os unir e lotar o Rei Pelé para empurrar a equipe rumo à classificação e retorno à Primeira Divisão em 2011. Apesar da vitória semana passada com certa vantagem, não há nada ganho. Sabemos que o São Domingos vai querer reverter a situação, mas estamos prontos para a batalha", declarou o vice-presidente de futebol Cícero Eugênio. Para a partida, o técnico Lino deverá fazer somente uma alteração em relação ao time titular que jogou na semana passada: será o retorno do zagueiro Sinval, que entra no lugar de Carlos Diogo. Ao lado de Serginho, Everlan e

Paulinho, Sinval chegou atrasado na concentração para o jogo contra Sete de Setembro, na fase de classificação a Segundona. Após esse episódio, o zagueiro ficou como opção. "É mais um momento histórico para o futebol alagoano e para o CSA. Um clube da grandeza deste aqui não poderia disputar a Segunda Divisão, respeitando os adversários. Se o Lino optar por mim, estarei pronto para ajudar", declarou Sinval. Mesmo sem ser originariamente da posição, o meiocampista Marco Antônio deve ser mantido na lateral-esquerda, setor onde jogou e chegou até a marcar um gol na vitória por 3x0 também no Rei Pelé. CSA - Jéferson; Celso,

Marco Antônio vai jogar na lateral-esquerda

Toninho, Sinval e Marco Antônio; Anderson, Serginho, Lau e Everlan; Paulinho

Macaíba e Catanha. SÃO

DOMINGOS

-

Elisandro; Jorginho, Sabará, Laerson e Gel; Neto, Isac, Cona e Rildo; Nailton e Adriano.

GUIA DO TORCEDOR

AGENDA

11h00 Cesena x Parma

16h45 Schalke 04 x Hapoel Tel Aviv

11h00 Juventus x Lecce

16h45 Lyon x Benfica

11h00 Palermo x Bologna

16h45 Rangers x Valencia

11h00 Sampdoria x Fiorentina

16h45 Manchester United x Bursaspor

16h45 Bari x Lazio

16h45 Panathinaikos x Rubin Kazan 16h45 Barcelona x Kobenhavn

Hoje *(Horários de Brasília) Amanhã

Quinta-feira

Campeonato Brasileiro 16h00 Guarani x Corinthians

Campeonato Inglês

16h00 Atlético-MG x Avaí

17h00 Blackburn Rovers x Sunderland Campeonato Espanhol

16h00 Vitória x Grêmio Prudente

17h00 Hércules x Villarreal

21h45 San José x Newell s Old Boys Liga Europa

18h30 São Paulo x Santos

15h00 Zenit x HNK Hadjuk

Terça-feira

18h30 Palmeiras x Ceará

15h00 Anderlecht x AEK

18h30 Fluminense x Botafogo Campeonato Brasileiro - Série B

15h00 Young Boys x Odense

Campeonato Brasileiro - Série C

19h30 Ponte Preta x Bragantino

15h00 Stuttgart x Getafe

10h00 Paysandu-PA x Salgueiro

19h30 São Caetano x Portuguesa

15h00 Metalist x Sampdoria

19h30 Brasiliense-DF x Ipatinga-MG

15h00 Debreceni x PSV

Campeonato Brasileiro - Série D

19h30 Guaratinguetá x Icasa

15h00 Borussia Dortmund x PSG

17h00 Joinville x América-AM

21h00 Figueirense x Bahia

15h00 Karpaty x Sevilla

18h00 Guarany-CE x Vila Aurora

21h00 Coritiba x Vila Nova-GO

15h00 Utrecht x Steaua Bucareste

21h50 Náutico x Paraná Clube

15h00 Napoli x Liverpool

Campeonato Francês

21h50 América-MG x ASA

15h00 CSKA Sofia x Rapid Viena

13h00 Lorient x Valenciennes

21h50 América-RN x Santo André

15h00 Besiktas x Porto

13h00 Lens x Rennes

21h50 Duque de Caxias x Sport

17h05 Manchester City x Lech 17h05 Salzburg x Juventus

17h00 Lyon x Lille Copa Sul-Americana

17h05 Atlético de Madri x Rosenborg

Campeonato Argentino - Apertura

20h20 Independiente x Defensor Sporting

17h05 Aris x Bayer Leverkusen

15h00 Olimpo x Lanús

23h00 LDU x Unión San Felipe

17h05 Sporting x Gent 17h05 Lille x Levski Sofia

17h00 Boca Juniors x Huracán 19h10 Racing Club x Argentinos Juniors

Liga dos Campeões

17h05 Villarreal x PAOK

21h20 Godoy Cruz x River Plate

14h30 Spartak Moscow x Chelsea

17h05 Dinamo Zagreb x Club Brugge

16h45 Roma x Basel

17h05 Sheriff x BATE Borisov

Campeonato Inglês

16h45 Bayern de Munique x Cluj

17h05 AZ x Dynamo de Kiev

10h30 Everton x Liverpool

16h45 Olympique x Zilina

17h05 Palermo x CSKA Moscow

13h00 Blackpool x Manchester City

16h45 Ajax x Auxerre

17h05 Sparta Praga x Lausanne

16h45 Real Madrid x Milan Campeonato Alemão

16h45 Braga x Partizan Belgrado

11h30 Kaiserslautern x Eintracht Frankfurt

16h45 Arsenal x Shakhtar Donetsk

Sexta-feira Campeonato Brasileiro - Série B

13h30 Hoffenheim x Borussia M gladbach

21h00 Santo André x Ponte Preta

Quarta-feira

21h00 Guaratinguetá x São Caetano

Campeonato Espanhol 13h00 Racing Santander x Almería

Copa Sul-Americana

13h00 La Coruña x Osasuna

20h30 Peñarol x Goiás

13h00 Levante x Real Sociedad

22h00 Palmeiras x Universitario de Sucre

Campeonato Argentino - Apertura

13h00 Mallorca x Espanyol

22h00 Independiente Santa Fe x Atlético-MG

20h20 Arsenal Sarandí x Godoy Cruz

GR ÊMIO x CRUZEIRO Hoje, Olímpico, 16h GRÊMIO - Problemas - Souza (machucado), Borges (machucado), André Lima (machucado, dúvida) - Time provável (4-3-1-2) - Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Vílson, Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas; Jonas e Diego. Técnico: Renato Gaúcho. CRUZEIRO - Problemas - Montillo (machucado, dúvida), Diego Renan (amidalite, dúvida), Leonardo Silva (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Fábio, Jonathan, Caçapa, Edcarlos e Pablo; Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício e Roger; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. Técnico: Cuca. ARBITRAGEM - Paulo César de Oliveira (SP); Roberto Braatz, Fabrício Vilarinho da Silva.

GUARANI x CORINTHIANS Hoje, Brinco de Ouro, 16h

GUARANI - Problemas - Ricardo Xavier (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Douglas, Rodrigo Heffner, Fabão, Aílson e Fabiano; Renan e Paulo Roberto; Reinaldo, Barboza e Mário Lúcio; Mazola. Técnico: Vágner Mancini. CORINTHIANS - Problemas - Alessandro (machucado), Jucilei (machucado, dúvida), Boquita (terceiro cartão), Bruno César (machucado), Jorge Henrique (machucado), Dentinho (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Júlio César, Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf e Paulinho; Iarley, Elias e Danilo; Ronaldo. Técnico: Fábio Carille. ARBITRAGEM - Sálvio Spínola (SP); Ednílson Corona, Osny Antônio Silveira.

FLUMINENSE x BOTAFOGO Hoje, Engenhão, 18h30

FLUMINENSE - Problemas - Fred (machucado), Belletti (machucado), Fernando Henrique (machucado), Deco (machucado) Time provável (3-4-1-2) - Rafael, Mariano, Gum, Leandro Eusébio e Carlinhos; Diogo Diguinho, Marquinho e Conca; Émerson e Washington. Técnico: Muricy Ramalho. BOTAFOGO - Problemas - Fabio Ferreira (machucado), Herrera (machucado), Maicosuel (machucado) - Time provável (3-41-2) - Jéferson, Leandro Guerreiro, Danny Morais e Antônio Carlos; Alessandro, Marcelo Mattos, Somália e Marcelo Cordeiro; Lúcio Flávio; Jóbson e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana. ARBITRAGEM - Djalma Beltrami (RJ); Dibert Pedrosa, Ediney Guerreiro Mascarenhas.

21h00 Duque de Caxias x América-MG PALMEIRAS x CEARÁ Hpje, Arena Barueri, 18h30

22h20 Vélez Sarsfield x Estudiantes

15h00 Athletic Bilbao x Zaragoza Copa do Nordeste

17h00 Sporting de Gijón x Sevilla

Campeonato Português

21h00 Vitória x Ceará

17h15 Acadêmica x Nacional da Madeira

Campeonato Italiano 08h30 Cagliari x Internazionale

Liga dos Campeões

11h00 Brescia x Udinese

16h45 Internazionale x Tottenham

Campeonato Alemão

11h00 Catania x Napoli

16h45 Twente x Werder Bremen

16h30 Hamburgo x Bayern de Munique

TABELA DO BRASILEIRO SÉRIE A PG 54 52 49 48 47 44 43 43 43 41 41 38 34 34 31 30 29 28 28 21

J 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29 29

V 15 15 14 14 14 10 12 11 10 11 9 9 8 7 7 7 8 8 7 5

E 9 7 7 6 5 14 7 10 13 8 14 11 10 13 10 9 5 4 7 9

D 5 7 8 9 10 5 10 8 6 10 6 9 11 9 12 13 16 17 15 15

PALMEIRAS - Problemas - Marcos (machucado), Vítor (machucado), Valdivia (machucado, dúvida), Pierre (machucado, dúvida), Kléber (expulso), Maurício Ramos (machucado, dúvida) - Time provável (4-2-3-1) - Deola, Márcio Araújo, Danilo, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho e Marcos Assunção; Tinga, Lincoln e Rivaldo; Dinei. Técnico: Luiz Felipe. CEARÁ - Problemas - Washington (emprestado pelo Palmeiras), Marcelo Nicácio (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Michel Alves, Boiadeiro, Ânderson, Fabrício e Vicente; Heleno, João Marcos, Michel e Geraldo; Misael e Magno Alves. Técnico: Dimas Filgueiras. ARBITRAGEM - Rodrigo Nunes de Sá (RJ); Márcia Lopes Caetano, Luiz Muniz de Oliveira.

SÃO PAULO x SANTOS Hoje, Morumbi, 18h30

Atualizada antes dos jogos de ontem Equipe 1º Cruzeiro 2º Fluminense 3º Corinthians 4º Santos 5º Internacional 6º Botafogo 7º Atlético-PR 8º Grêmio 9º Palmeiras 10º São Paulo 11º Vasco 12º Ceará 13º Guarani 14º Flamengo 15º Vitória 16º Avaí 17º Atlético-GO 18º Atlético-MG 19º Goiás 20º G.Prudente

ATLÉTICO MINEIRO - Problemas - Diego Tardelli (machucado, dúvida), Leandro (machucado), Ricardinho (machucado), Fabiano (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Werley, Réver e Fernandinho; Zé Luís, Ale, Serginho e Diego Souza; Daniel Carvalho e Obina. Técnico: Dorival Júnior. AVAÍ - Problemas - Gabriel (machucado), Sandro (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Renan, Patrick, Émerson, Émerson Nunes e Eltinho; Rodrigo e Rudinei; Caio, Robinho e Jéferson; Roberto. Técnico: Vágner Benazzi. ARBITRAGEM - Héber Roberto Lopes (PR); Altemir Hausmann, José Amílton Pontarolo.

Copa Sul-Americana 20h15 Avaí x Emelec

16h00 Grêmio x Cruzeiro 16h00 Atlético-GO x Vasco

ATLÉTICO MINEIRO x AVAÍ Hoje, Arena do Jacaré, 16h

GP 39 49 52 48 35 42 31 48 35 39 34 24 31 30 32 39 39 35 32 28

GC 26 31 38 35 28 32 35 36 29 40 30 29 43 32 40 46 47 51 48 46

SG 13 18 14 13 7 10 -4 12 6 -1 4 -5 -12 -2 -8 -7 -8 -16 -16 -18

% 62% 60% 56% 55% 54% 51% 49% 49% 49% 47% 47% 44% 39% 39% 36% 34% 33% 32% 32% 28%

SÃO PAULO - Problemas - Jorge Wágner (machucado), Casemiro (amidalite, dúvida), Xandão (machucado) - Rogério, Jean, Alex Silva, Miranda e Diogo; Richarlyson e Rodrigo Souto; Lucas, Dagoberto e Fernandinho; Ricardo Oliveira. Técnico: Paulo César Carpegiani. SANTOS - Problemas - Léo (machucado), Felipe (machucado), Bruno Rodrigo (machucado), Rodriguinho (machucado), Marquinhos (machucado), Paulo Henrique Ganso (machucado), Marcel (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum, Danilo, Arouca e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte. ARBITRAGEM - Sandro Meira Ricci (DF); Émerson Augusto de Carvalho, Márcio Luiz Augusto.

VITÓRIA x PRUDENTE Hoje, Barradão, 18h30

VITÓRIA - Problemas - Thiago Martinelli (terceiro cartão), Neto Coruja (terceiro cartão), Uéllinton (cumpre expulsão contra o São Paulo), Jonas (machucado), Eduardo (machucado), Elkesson (machucado, dúvida) - Time provável (4-3-1-2) - Viáfara, Nino, Wallace, Ânderson Martins e Rafael Cruz; Vânderson, Bida, Ramon e Jackson; Adaílton e Júnior. Técnico: Antônio Lopes. PRUDENTE - Problemas - Marcelo Oliveira (machucado), Rodrigo Mancha (machucado), Rafael Martins (machucado), Hugo (machucado), Leonardo (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Giovanni, Bruno Ribeiro, Ânderson Luís, Diego e Arthur Henrique; Ânderson Pedra, Roberto, João Vítor e Adriano Pimenta; William e Wesley. Técnico: Fábio Giuntini. ARBITRAGEM - Edivaldo Elias da Silva (PR); Ivan Carlos Bohn, José Carlos Dias Passos. *Horários de Brasília

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Dois

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B1 Larissa Fontes / Estagiária

Ibys Maceioh

Com 34 anos de carreira, três CDs gravados - além da participação em diversos trabalhos de artistas nacionais - e às vésperas de gravar um DVD, cantor e compositor é uma das referências no universo musical em Alagoas e fora dela. Responsável pela formação de muitos músicos no Estado, o violonista tem hoje a sua trajetória contada nas próximas páginas do Caderno Dois PÁGINAS B2, B3, B7 E B8.

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B2

Uma ideia na CABEÇA e um VIOLÃO na mão Fotos: Divulgação

Elô Baêta Repórter

le nasceu na histórica e alagoana Porto Calvo. Lá cresceu, correu, brincou. Mas algo parecia o diferenciar - ao menos no seu íntimo - dos outros pequeninos de calças curtas. Um desejo acalentado, batendo-lhe no peito como se com ele tivesse nascido, distante passava das peraltices do mundo dos inocentes: postar os dedos no violão e meter-se a tocar como gente grande. E lá estava ele, compenetrado no seu sonho, em meio às serestas e modas de viola que davam o som a sua cidade, a devorar cada toque, cada tom, cada timbre, com os olhos vidrados, como se participante fosse da melhor das brincadeiras de criança. Tendo de deixar para trás a sua cidade-mãe e partir para a capital Maceió, jamais deixou de tocar para frente o seu ideal de ser um músico, um violonista. E começou a botar as mãos na massa - ou melhor, no violão - através dos ensinamentos de mestre de Zé Romeiro, discípulo de Dilermando Reis. Foi com ele que aprendeu muitos dos segredos e manhas do instrumento a tanto acalentado nos seus sonhos. Foi com o violão que ele

E

não só conheceu como se inspirou em vários ritmos; do samba ao xaxado; da bossanova ao blues; do coco à música clássica, ao jazz.... Foi pelo violão que ele entrou noites adentro enfiado nos estudos sobre ele e debruçado nas partituras para melhor explorá-lo e passar adiante tudo o que sabia no futuro. Foi o violão que o levou à garoa, de braços abertos para ele, de São Paulo pela primeira vez - e que por lá ainda continua sendo muito bem-recebido como um respeitável músico das Alagoas. Foi com o violão que construiu uma obra musical com identidade própria. Foi através do violão que passou a dar uma sonoridade peculiar às apresentações em emissoras de rádio, em noites de bailes e em shows em clubes maceioenses. Foi pelo violão que trocou o seu nome pouco incomum de batismo, Valmiro Pedro da Costa, tornando-se artística e musicalmente conhecido e respeitado como Ibys Maceioh (antes grafado Íbis Maceió). Eis um sonho de menino que se concretizou. Eis um homem, hoje um artista, que se consolidou e que já tem completos 34 anos de história na música, local e nacional. Continua nas páginas B3, B7 e B8.

Ibys Maceioh deixou Porto Calvo, a cidade onde nasceu, para dar asas na capital de Alagoas ao seu sonho de infância de cantar e tocar violão

Circo (*) Meu mundo é feito um circo, Que sobrevive sem plateia, Armado por longos mastros, De canetas azuis que sustentam Brancas lonas de papel pautado. Nada de mágico, nada engraçado, Feito os palhaços, nada de luzes, Multiformes, cores mil, nada! É só um circo, ao centro o palco E a corda bamba sempre a sacudir, Pinto minha face de cinza chumbo, E contraceno mudo, Sem música ao fundo, riscando tudo Com palavras soltas. Feras que domo, quando tomo Um bocado de tristeza E faço da solidão A destreza para retê-las comigo. Nada de mágico, Nada engraçado, Feito os palhaços, Nada de luzes Multiformes, cores mil, Nada! É só um circo...

Música de autoria de Ibys Maceioh em parceria com Rogério Noia da Cruz que compõe o CD “Pequeno ensaio de um poeta em construção”.

Músico subiu ao palco do Teatro Deodoro para comemorar 34 anos de história na música lançando um álbum com a seleção do repertório de sua trajetória

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B3

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Divulgação

Poeta e cronista, Rogério da Cruz buscou o apoio de antigos parceiros para musicar os poemas de sua autoria que compõem o novo álbum

Musicando um poeta, volta à cena Agora, Maceioh surge com mais um trunfo em mãos, nascido do sempre histórico encontro entre Música Popular Brasileira e poesia; bem pensado e bemnutrido como sempre o são os sonhos antigos. Um sonho não de todo dele, mas que dele fala com o orgulho de ser um dos parceiros e colaboradores tanto do trabalho, o álbum Pequeno ensaio de um poeta em construção, quanto do seu autor e amigo, o poeta, cronista e compositor paulista Rogério Noia da Cruz & parceiros; muitos, tanto alagoanos quanto brasileiros. Recente e já dando vistas de bem-visto e bem-elaborado nos redutos do interior paulista por onde já passou para ser lançado, o disco chega provando, como diz Elifas Andreato na sua contracapa, que: “Se as palavras têm a força do verbo e da verdade, a música toca a alma e brinca com as palavras...”. E é Ibys quem se porta ao seu lado (de Rogério) abrindo esse encontro poético musical com Circo. Como amigo e camarada de da Cruz, Ibys fala sobre o álbum com simplicidade, mas com a firmeza de um experiente artista. “É um disco eclético, com toadas, músicas africanas, sambas, em 14 poemas de autoria do Rogério musicados por mim e por outros parceiros. Participar dele tem muita importância por ser um trabalho bem-elaborado, que envolve muitos nomes. Esperamos que chegue a mais gente, que atinja um público maior”, destaca. E é ele quem vem apresentando calorosamente Pequeno ensaio de um poeta em construção por aqui - cujo lançamento está previsto para o ano que vem - e o seu idealizador, que fundou e presidiu o Grupo Artístico e Cultural Vinícius de Moraes; que produziu muitos shows musicais de poesias, como Coração noturno, de Pedro Paulo Zavagli, Pela fresta do cotidiano, de Roberto de Oliveira...; e que é

CD conta com a participação do alagoano Ibys Maceioh na primeira faixa, intitulada Circo

o autor das já editadas obras poéticas Fato, ato feito, Círculo contínuo, Antologia poética G.A.C. Vinicius de Moraes, Poeta e poesia, Vida versada em samba e soneto e Girassol. Com os dois pés nas Alagoas - sua família é do município de Água Branca , da Cruz também fala sobre Ibys como um dos convidados a participar do seu mais recente trabalho e parceiro de longos anos. “Além de termos vários trabalhos juntos e dos tantos shows que fi-

zemos em São Paulo, em mais de 20 anos de parceria, o Ibys sempre me dá um respaldo muito grande em Maceió. É um músico de grande talento, grande compositor e amigo. Tinha de marcar presença nesse meu novo trabalho”, afirma, informando mais um show de lançamento do álbum, previsto para o dia 11 de dezembro, no Sesc-São Paulo. (E.B.) Continua nas páginas B7 e B8.

TV ABERTA EDUCATIVA 05h00 05h30 06h00 07h00 08h00 09h00 11h00 11h45 12h00 12h20 12h40 13h00 13h30 14h00

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Via Legal Brasil Eleitor Palavras de Vida Santa Missa Viola Minha Viola Campeonato Brasileiro Série C ABZ do Ziraldo Curta Criança Horário Político Presidente (2º Turno) Horário Político Governador (2º Turno) Catalendas Dango Balango TV Piá Stadium

Canal 3 15h00 16h00 17h00 17h30 18h00 19h00 19h30 19h50 20h10 21h30 22h00 23h45 00h45 01h45

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A'Uwê Ver TV De Lá pra Cá Cara e Coroa Papo de Mãe Conexão Roberto D'Ávila Horário Político Presidente (2º Turno) Horário Político Governador (2º Turno) EsportVisão Nova África Cine Ibermédia A Grande Música DOC TV Curta Brasil

Canal 7

TV GAZETA 04h45 05h45 05h55 06h25 06h57 08h00 08h30 11h30 12h00 12h20 12h40 13h15 14h45

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Santa Missa Sagrado Gazeta Rural Pequenas Empresas Globo Rural Auto Esporte Esporte Espetacular Aventuras do Didi Horário Político I Presidente Horário Político I Governador Os Caras de Pau Temperatura Máxima Beethoven 2 Globo Notícia

15h00 - Futebol 2010 - Campeonato Brasileiro: Atlético GO x Vasco 17h00 - Domingão do Faustão 19h30 - Horário Político II - Presidente 19h50 - Horário Político II - Governador 20h10 - Fantástico 22h00 - Hipertensão 23h40 - Domingo Maior - O Homem da Casa 01h15 - Festival de Música SWU 02h10 - Sessão de Gala - Margot e o Casamento

TV ALAGOAS A emissora não forneceu sua sua programação.

Canal 5

01h15 - IURD 04h25 - Bíblia em Foco 04h55 - Desenhos Bíblicos 05h45 - Nosso Tempo - IURD 06h15 - Desenhos Bíblicos 07h00 - Record Kids 08h00 - Ponto De Luz 09:00 - Informativo Cesmac 09h30 - Conexão 10h00 - Alagoas Da Sorte 11h00 - Tudo É Possível 12h00 - Horário Eleitoral - Presidência da Republica

06h00 09h30 10h00 11h00 11h30 12h00 12h20 14h30 17h00 18h30 19h30 19h50 20h10

Canal 11

TV PAJUÇARA 12h20 12h40 15h00 19h00 19h30 19h50 22h00 23h00 00h15 -

Horário Eleitoral Governador Tudo É Possível Programa Do Gugu Domingo Espetacular Horário Eleitoral Presidência da Republica Horário Eleitoral Governador A Fazenda Serie Heroes IURD

TV BANDEIRANTES Canal 38

22h15 22h30 23h30 00h00 00h45 02h45

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Info Brasil Caminhoneiro Info Que Dureza Liga dos Campeões Magazine Horário Eleitoral Band Esporte Clube (Continuação) Campeonato Brasileiro Terceiro Tempo O Formigueiro Horário Eleitoral Família Dinossauros Domingo no Cinema A Razão do Meu Afeto Busão do Brasil Canal Livre Mundo Fashion Show Business Cine Band A Última Aposta Vida Vitoriosa


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Espaço B4

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Umas poucas palavras Continuamos hoje com o Sertão Glocal. Aparece o restante da apresentação realizada pelo José Marques de Melo e pela Rossana Gaia. Colocamos, também, o começo de notas

escritas por um dos colaboradores do livro: Virgílio Wanderley Nepomuceno Agra. Muito se pode ver do passado do sertão no trecho que reproduzimos.

Sávio de Almeida

Apresentaçao (II) José Marques de Melo e Rossana Gaia ste livro foi projetado como um testemunho dos intelectuais orgânicos da diáspora santanense, reavivando o simbolismo diluído pelo tempo e esmaecido pelo espaço. Seus autores são majoritariamente escritores ou criadores que preservaram a memória glocalizada às margens do Ipanema, transformando suas lembranças em aluvião capaz de tornar perene o fluxo hídrico do rio que corre no imaginário daqueles que nasceram ou viveram na cidade abençoada pela Senhora Santana. Foram convocados para este mutirão telúrico-afetivo representantes de várias gerações, que podem ser identificadas através de três figuras emblemáticas. A geração do começo do século comparece por intermédio do nonagenário pediatra social Aguinaldo Nepomuceno Marques, que está celebrando o cinquentenário do seu livro "Fundamentos do Nacionalismo". Por sua vez, o ícone da geração do meio é o sexagenário José Geraldo Wanderley Marques, ecólogo e poeta, cuja produção literária está eivada do lirismo santanense e da nostalgia sertaneja. Finalmente, a nova geração apare-

E

ce por intermédio do argonauta que pilota semanalmente a nave portadora das "Saudações Caetés"; Virgílio Wanderley Nepomuceno Agra, apesar de forjado no simbolismo objetivo da engenharia, preservou a verve literária e a subjetividade dos ancestrais batavos, socializando suas impressões do cotidiano via internet. Atenderam prontamente ao nosso chamado outros intelectuais que, sem possuir cidadania santanense, demonstram sensível empatia pela cidade e suas personagens. São, por exemplo, os casos da pernambucana Magnólia Rejane Andrade dos Santos, as cariocas Renira Lisboa de Moura Lima e Flávia Campos Cerullo, bem como dos alagoanos Luiz Sávio de Almeida, Edilma Bomfim, Enaura Quixabeira Rosa e Silva. Cada um desses solícitos colaboradores traz a sua leitura da obra de um dos intelectuais santanenses aqui destacados pela celebração de efemérides decorrentes dos respectivos itinerários bibliográficos. Na verdade, duas motivações se cruzaram para nutrir este projeto. Uma, cronologicamente datada, ou seja, a fundação do Ginásio Santana, simbolizando a expansão do ensino secundário alagoano, antes circunscrito à capital, mas que o voluntaris-

mo dos fundadores da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos transportou para o sertão. Desta maneira, alargaram as fronteiras cognitivas de uma geração ávida de oportunidades culturais para ascender na escala social. Outra, predestinada a fazer História, na medida em que a universidade entreabre as portas da sociedade moderna aos sertanejos manietados por carências socioeconômicas. Trata-se de iniciativa que vai eclodir plenamente no próximo decênio. A promessa de "educação para todos" começa a adquirir vigência na abertura do Campus Sertão às margens do Ipanema. Jovens antes condenados a ocupar funções subalternas no estamento gerencial da sociedade podem, pela competência adquirida nos umbrais da academia, galgar posições de liderança e de comando. Este foi o ponto de partida dos organizadores deste livro coletivo. Fruto de uma instigante provocação do humanista Luiz Sávio de Almeida, a coletânea preenche uma lacuna na biografia dos seus organizadores. Circunstancialmente desgarrados da comunidade que os fortificou culturalmente, um residente em São Paulo e outra domiciliada em Maceió, eles saldam uma dívida de gra-

tidão. Devolvem aos seus conterrâneos fatia do conhecimento que acumularam ao longo das respectivas carreiras acadêmicas. Para tanto, contaram com a participação voluntária de vários outros santanenses, além dos já mencionados, inclusive dois descendentes de santanense, como são os casos de Aída Bastos Marques e de Marcos Marques Pestana, além de pessoas que moram na cidade e muito contribuíram no processo de busca de informações como Valquíria Maria Nascimento e Alberto Agra. Agradecemos ainda à Danuza Azevedo que, da Paraíba, nos enviou dados relevantes. Luitgarde Cavalcanti Barros, Maria do Socorro Ricardo e Marcello Ricardo Almeida engrossam o cordão da diáspora situada ao sul das Alagoas. Djalma de Melo Carvalho, Maikel Marques, Lucia Nobre e Virgilio Agra formam o contingente dos que vivem em Maceió. Finalmente, José Pinto de Araújo é o único colaborador que tem os pés fincados às margens do Ipanema, embora circule pelo universo glocal, integrando o mutirão cenecista que espalha conhecimento na imensidão do território brasileiro. A todos eles o nosso reconhecimento pelo apoio e, sobretudo, pela prontidão que demonstraram ao produzir textos

cativantes em tão pouco tempo. Finalmente, o agradecimento àqueles que estiveram na retaguarda deste projeto: o humanista Luiz Sávio de Almeida, que suscitou a publicação deste livro, quando publicou o ensaio "Diáspora intelectual santanense, a vanguarda da terra espinhosa" na seção dominical "O Espaço" de O Jornal, Maceió, no dia 6/9/2009; bem como os estadistas Márcio Pinto de Araújo e Luis Abílio de Sousa Neto, que nunca perderam oportunidades, no exercício do poder estadual, para fortalecer o ânimo da comunidade santanense espalhada pelo mundo afora. Torna-se indispensável uma palavra efusiva, expressando o nosso agradecimento a toda a equipe da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que garante a publicação e a circulação do livro, bem como aos que integram a EDUFAL. Os organizadores tem vínculos afetivos com a instituição, uma por ter sido aluna de diferentes cursos em diferentes momentos da vida acadêmica e o outro por ser professor honoris causa da instituição. Trabalhos assim nos fazem repensar nossas origens e nos permitem retribuir um pouco do muito que UFAL nos concedeu.


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ornal@ojornal-al.com.br

Quem é Zé Marques Um encantado com sua terra e doutor de evidência em sua área.

Trilhas santanenses: passa boi, passa boiada, passa história pela estrada (I) Virgílio Wanderley Nepomuceno Agra antana do Ipanema, cidade de aproximadamente 44.000 habitantes, lá no pedaço alagoano do sertão nordestino, no ponto em que o Riacho Camoxinga encontra o Rio Ipanema, constitui-se, para os padrões da região, num pequeno polo. É lógico que, para chegar à condição atual, houve a influência de diversos fatores que vão desde a atuação de determinados personagens da sua história até fatores da geografia física da região. Explicar o motivo do relativo sucesso dessa pequena cidade está muito além da minha condição, mas, pelo menos, contar a história de como foi a vida dos seus pioneiros, isso, eu posso tentar. Desde os meus tempos de menino, quando estudava nas bancas do Instituto Sagrada Família, contavam-me que a história de Santana do Ipanema começara com a chegada de uns caras que receberam uma sesmaria do rei e tal e coisa e coisa e tal. Consultando dados divulgados numa enciclopédia virtual divulgada na grande rede (internet), descobri a mesma história e essa conversa particularmente me incomoda, porque não existe nenhum lugar do mundo cuja história comece com um documento emitido por "El Rey". Com licença da palavra, no mínimo, a historiografia oficial está se esquecendo do tempo em que essas terras eram o habitat das preguiçasgigantes e esquece também do tempo em que os nativos andavam pelados sem culpa nem pudor. Curiosamente, a rua onde eu morava e onde também era situada a minha saudosa escola dos tempos de criança, a Avenida Martins Vieira recebera este nome em homenagem a um dos pioneiros da cidade e que seria um dos beneficiados pela suposta concessão da sesmaria. Ora essa, a mesma história que nos é passada nas bancas escolares também nos ensina que mesmo nos primórdios do Brasil colônia o sertão nordestino já vinha sofrendo a ocupação por parte de fazendeiros que substituíam a população indígena pela criação de gado, de modo que sempre me pareceu que alguma peça não encaixava corretamente nesse quebra-cabeças da história da minha cidade natal. O tempo passou até que, recentemente, descobri que um artigo publicado em dezenove de março de 1971 no Diário de Pernambuco pelo historiador alagoano Tadeu Rocha dava conta que as terras que hoje abrigam Santana do Ipanema faziam parte de uma propriedade denominada "Fazenda Picada", cujo proprietário chamado João Carlos de Melo vendeu-a em 1771 a Martinho Vieira Rego. O artigo publicado por Tadeu era baseado na antiga escritura de compra e venda e graças a ela pude fazer algumas constatações: - Primeiro: Martinho Vieira Rego não foi o primeiro homem de descendência europeia a ser o possuidor das terras onde nasceu Santana do Ipanema; - Segundo: o transmissor da posse das terras não era Rei de Portugal, aliás, a esposa de João Carlos de Melo, Dona Maria de Lima era analfabeta, qualidade nada interessante para um suposto membro da nobreza; - Terceiro: minha rua homenageou um cara com o nome errado. Como história é algo que não tem começo nem fim, o curioso foi o desenrolar do negócio, pois enquanto Martinho Vieira Rego mudou o nome da propriedade de "Fazenda Picada" para "Fazenda Ribeira do Panema", entrando para a história como um dos pioneiros da criação da futura cidade, João Carlos de Melo, segundo minha bisavó, morreu incógnito de uma picada de cobra jararaca numa propriedade que ele adquiriu em Olho d'Água da Cruz, nas proximidades de onde hoje é a cidade de Carneiros - AL. A sede da antiga "Fazenda Picada", localizada a alguns quilômetros de Santana, rio acima, teve um destino nada glorioso. No começo do século XX, transformou-se em local de retiro para os portadores de varíola, doença que antigamente também era chamada de bexiga. Naquela época quem apresentava os sinais da doença era obrigado a transferir-se para aquele lugar, por ser afastado da zona urbana, para não contaminar os demais. Ricos e pobres, anônimos e famosos, uma vez apresentando os sinais da doença eram imediatamente afastados do convívio social e

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iam morar na "Picada", caso se curassem voltariam, caso contrário... Alberto Agra, meu tio, contou-me que até a década de cinquenta ainda havia no local as ruínas de uma capelinha tosca e algumas catacumbas que acolheram aqueles cuja estada naquele lugar foi, lamentavelmente, "o fim da picada". Uma vez esclarecida a dúvida que eu tinha, sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, voltei minhas atenções para um outro personagem que considero importantíssimo para a história do lugar, o Padre Francisco José Correia de Albuquerque. Natural da cidade de Penedo - AL, segundo alguns historiadores doutorou-se em Direito Canônico pela Universidade de Coimbra. Se ele realmente se formou em Coimbra ou não eu não posso assegurar, afinal de contas eu não vi a cara dele no retrato da turma de formatura, mas uma coisa era certa "o cabra era preparado". Dotado de muita iniciativa e grande espírito de liderança o Padre Francisco Correia chegou à Ribeira do Panema em 1787 e caiu nas graças de um irmão de Martinho Vieira Rego que curiosamente chamava-se Martinho Rodrigues Gaia. Estranho? Pois é! Apesar de terem sobrenomes completamente diferentes um do outro, segundo depoimentos prestados por antigos moradores da cidade os dois eram irmãos. Eu acho que os pais deles deviam gostar muito do nome "Martinho" e por isso resolveram batizar logo dois filhos como o mesmo prenome. Com apoio de Martinho Rodrigues Gaia o Padre Francisco Correia construiu uma capela consagrada a Senhora Santa Ana, num platô próximo à foz do Riacho Camoxinga com o Rio Ipanema, junto a um pequeno cemitério que havia no lugar e de frente a uma estradinha que existia paralelamente ao rio. Não sei, e jamais poderei tirar essa dúvida, se os pioneiros que construíram a capela tinham a real ideia da importância do local escolhido, ou mesmo se foi um mero acaso. Mas, acontece que naquela região há um conjunto de serras que começa na margem do rio e, esparramando-se na direção norte, entra no vizinho estado de Pernambuco. De modo que, tanto as estradas que procuravam contorná-las, como aquelas poucas que as atravessavam, convergiam exatamente para a Ribeira do Panema. Sendo assim, aquele lugar era uma rota de passagem dos carreiros, conduzindo os seus carros de bois, como também dos almocreves que tangiam suas tropas de burros, levando cargas de sertão adentro, ou dele trazendo os seus produtos. Em qualquer lugar do mundo a palavra poço significa um buraco no chão, profundo e estreito, de onde se obtém água. No sertão essa palavra tem também outro significado. Nos rios sertanejos as águas correm apenas em algumas épocas do ano, no entanto, passado o período das cheias, em alguns trechos as águas permanecem acumuladas formando grandes poças e essas poças passaram a ser denominadas de poços. Em alguns desses "poços" formavam-se bancos de areia que serviam de passagem àqueles que atravessavam os rios nas épocas da seca ou no tempo em que as águas já haviam perdido em muito a sua força. Da confluência do Riacho Camoxinga com o Rio Ipanema formou-se um "poço" que desempenhou um importante papel no surgimento e desenvolvimento da cidade e que ficou conhecido como Poço do Juá. Na época da seca o seu lado de montante sempre tinha muita água, mas o lado oposto permitia uma ótima travessia para carros de bois, tropas de burros, montarias e pessoas a pé. Quando chegava a época das cheias as águas do Ipanema corriam forte, arrastando tudo que tivesse na frente, mas ao chegarem ao Poço do Juá as águas espalhavam-se, perdendo grande parte da sua força, garantindo assim condições que permitiam uma travessia mais segura com o emprego de canoas. Desse modo, o local tornou-se um ponto preferencial para cruzar o rio; enquanto em outros lugares a operação era realizada muitas vezes em jangadas improvisadas, no Poço do Juá havia vários canoeiros que garantiam que naquele lugar um roteiro de viagem jamais sofreria interrupção. E foi assim, na beira de uma estrada de terra, espremida entre uma serra e um rio temporário que Santana do Ipanema começou a ser construída. De um lado da estrada, de costas para a serra e de frente

para o rio foi construída a igreja, enquanto que do outro lado, de frente para a igreja e de costas para o rio surgiram as primeiras casas comerciais. Para o lado em que o sol nascia, ao longo de um pequeno trecho, a estrada acompanhava o rio, passando pela Maniçoba, Bebedouro e Mandacaru, conduzia os viajantes a Palmeira dos Índios e Maceió, em Alagoas e Bom Conselho e Garanhuns, em Pernambuco. Na direção oposta ramificava-se. Uma das ramificações seguia na direção norte, cruzava as serras e conduzia a Águas Belas - PE. Outro na direção oeste, após atravessar o Ipanema perto do Poço Grande, conduzia a Poço das Trincheiras, Maravilha e Ouro Branco, enquanto que, na direção sul, a travessia do Poço do Juá abria o caminho na direção de Olho D'Água das Flores e Pão de Açúcar que na época era o porto que abastecia o sertão de Alagoas e Pernambuco. Além da atividade comercial que começou a se desenvolver na área próxima à igreja, na região da Maniçoba e Bebedouro foram construídos vários curtumes. Quando a estrada que conduzia à Maniçoba começou a se transformar em rua, começou a ser conhecida como Rua do Sebo e, mais adiante, mais próximo aos curtumes, a denominação era Rua do Couro. De uma maneira geral, a atividade econômica que se desenvolvia na Ribeira do Panema seguia o padrão daquilo que ocorria em todas as demais regiões do Brasil colonial, ou seja, a produção de produtos primários e a comercialização dos seus excedentes. De acordo com os diversos ciclos econômicos mundiais e a sua potencialidade, a região produziu principalmente couros, feijão, milho e algodão. Cabia, então, aos carreiros e almocreves levar pelas estradas empoeiradas esses produtos para Pão de Açúcar, lá na beira do Rio São Francisco, trazendo na volta os produtos que abasteciam o comércio local. No século XIX e início do século XX, com o desenvolvimento da indústria de tecidos no mundo inteiro, havia uma grande ênfase à produção de algodão. Até hoje em Santana do Ipanema existem algumas empresas especializadas no beneficiamento do produto. Mas antes que essas empresas fossem instaladas na região o algodão era desencaroçado com o uso de uma máquina chamada de bolandeira. A bolandeira era um mecanismo feito de madeira e movido a força animal. Após o tratamento dado ao produto, o caroço do algodão era usado para alimentação do gado, enquanto as plumas eram amarradas em fardos, que eram então levados, em carros de bois, para Pão de Açúcar numa viagem que durava aproximadamente dois dias, sendo que hoje, em estrada asfaltada, dura cerca de meia hora. Os carreiros viajavam normalmente em comboios compostos por, em média, quatro carros, partindo normalmente às quintas-feiras pela manhã e chegando ao seu destino aos sábados. Conversando com Seu Antônio Hilário, carreiro aposentado e atualmente residindo em Santa Brígida - BA, ele me contou que os carros atravessavam o Poço do Juá e, passando entre a Serra do Cruzeiro e a Serra da Remetedeira, seguiam em direção ao Riacho João Gomes, seguiam o leito do riacho por algum tempo e, atravessando-o, passavam por trás da Pedra do Sapo, pela Moita dos Nobres, Moita dos Camilos, Olho D'Água da Cruz, Lagoa das Antas, passavam pela fazenda de Seu Luiz dos Anjos, pela Ponta da Serra, Baralho, Meirus e, descendo a ladeira que dava acesso à cidade, finalmente, chegavam a Pão de Açúcar. Há muito tempo meu pai contou-me uma história, confirmada por tio Alberto, que havia em Pão de Açúcar um músico cego conhecido como "Nezinho Cego". Por conta da deficiência visual ele tinha uma acuidade auditiva tão boa a ponto de ser capaz de identificar uma enxada pelo som que a ferramenta emitia. Disse-me que os amigos de Seu Nezinho colocavam uma certa quantidade de enxadas sobre o balcão de uma venda e ele então dava uma pequena pancada com o nó dos dedos em cada peça, em seguida alguém trocava aleatoriamente apenas uma delas e ele era desafiado a, repetindo a pancada, identificar se a troca de fato ocorreu e qual das enxadas havia sido trocada. Seu Nezinho nunca perdeu a aposta.


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Roteiro

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Artes plásticas Música Teatro Dança Cinema Literatura Artesanato

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Hoje  A peça “Caderno de Memórias – Uma comédia romântica” segue às 20h no palco do centenário Teatro Deodoro. O espetáculo, que fez temporada no Rio de Janeiro, com texto de Jean Claude Carrière e direção de Moacyr Góes, também marca o retorno da atriz Dira Paes aos palcos. Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (estudantes e idosos acima de 60 anos), à venda na Loja Levi’s (Maceió Shopping). Mais informações: (82) 3325-2373/9601-2828.  O Trio Blues, formado por Wagner Sampaio (guitarra e voz), Alessandro Aru (baixo) e Léo Amorim (bateria), se apresenta no Quintal, Restaurante, Música e Bar (Praça São Pedro, 460, em Garça Torta - próximo ao restaurante Lua Cheia), a partir das 16h. No repertório, muito blues e rock. Couvert: R$ 5. Mais informações: (82) 99390391.

Em Breve  Zizi Possi (foto) leva o seu Cantos & Contos ao palco do Teatro Gustavo Leite (Centro Cultural e de Exposições - Jaraguá), no dia 7 de novembro, às 20h. Ingressos vão estar à venda em breve no stand Sue Chamusca (Maceió Shopping). Mais informações: (82) 3235-5301 / 9925-7299 / info@chamusca.com.br.  O Teatro Deodoro (Centro de Maceió) será palco da apresentação comemorativa dos cinco anos da peça Romeu e Juli...eeita?!?, no próximo dia 23 deste mês, às 20h. Deste a sua primeira exibição, o espetáculo foi assistido por 250 mil espectadores, passou por mais de 15 cidades, lançou o um DVD. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (estudante) + 1kg de alimento não perecível, à venda no estande Viva Alagoas (Maceió Shopping). Mais informações: (82) 3336-2898 / 9973-9923 / 9967-1074 / www.romeuejulieeita.com.  Quinteto Leão do Norte, de Pernambuco, encerra o Sonora Brasil 2010 com apresentações no dia 25, às 19h30, no Sesc Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges), e no dia 26 deste mês, às 20h, em Maceió (Rua Barão de Alagoas, 229, Sesc Centro). O Quinteto Leão do Norte, de Pernambuco, foi formado especialmente para realizar o circuito do Sonora Brasil 2010, com o propósito de apresentar a obra de Santoro e Guerra-Peixe, composta para combinação mista de cordas e sopros. Entrada franca. Mais informações: 0800 284 2440 / (82) 33263133  “Místico Clã de Sereia” é a montagem da Academia e Companhia de Dança Maria Emília Clark e seu Projeto Social, em comemoração aos seus 10 anos. O espetáculo, que acontece no Teatro Gustavo Leite (Centro Cultural e de Exposições, em Jaraguá – Maceió), nos dias 19 (19h), 20 (19h) e 21 de novembro (16h e 19h), contextualiza a vida e a obra do artista alagoano Djavan pelo olhar coreográfico de Maria Emília Clark, e da concepção enredo e texto de Fernando Gomes.


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As chances na terra da garoa Seu trajeto começa com um voo - o primeiro deles - tão alto quanto o seu ideal de menino do interior de ser artista, no fulgor dos seus 22 anos, rumo à desenvolvida e cultural São Paulo. Foi lá que ficou marcada a sua participação no Festival Internacional de Música (atual Festival de Inverno de Campos do Jordão), na Feira de MPB, na série Novos intérpretes. Também foi lá onde muitas ideias trocou em rodas de conversas com gente de peso da Música Popular Brasileira; muitos foram os bons papos e bons contatos com o concertista Noé Lourenço, com Eduardo Gudin, com Chico César. A terra da garoa foi - e continua sendo - só benesses para ele. Foi ela que também lhe rendeu a honra de ser aluno do bem-conhecido no meio musical da cidade Turíbio Santos e, do mérito de dele ter recebido sábios ensinamentos musicais, surgiu o convite para soltar a sua voz e os seus já bem apurados acordes como professor do renomado internacionalmente - sob a batuta, como fundador e como diretor, de Zimbo Trio - Centro Livre de Aprendizado Musical (Clam), elevando o seu conceito no nível dos gabaritados.

Radicado em São Paulo Tão harmonioso convívio nos redutos paulistas tinha de ser consolidado. E foi, criando raízes mais profundas com a terra, sendo radicado a ela. Bom para as plateias paulistas que o ouviam e melhor ainda para Alagoas, que, também através dele, aparecia no cenário nacional, pois suas composições jorravam de sua mente com uma força tamanha que não havia outro caminho senão o de invadir os palcos da cidade em muitos shows. Tudo isso merecia registros. E logo veio o primeiro deles em um pequeno vinil - o saudoso compacto. De um lado, Vendaval invadindo as vitrolas; do outro, as mensagens positivas de Otimismo. Suas duas primeiras canções gravadas e, com elas, o embarque na caravana do projeto Pixinguinha e em muitas outras apresentações.

Shows em diversas cidades de São Paulo, em Maceió e no Rio de Janeiro marcam a carreira e a presença do cantor e compositor no cenário musical local e nacional

De volta a sua terra e formando profissionais Longa e harmoniosa foi a sua estada em São Paulo, mas não o suficiente para fazê-lo abrir mão de, “como um bom filho que a sua casa torna”, voltar a sua terra-natal, em 1986. Foi por aqui que novamente soltou o verbo como professor de música; dessa vez, em um cantinho fundado por ele e por outro alagoano, o flautista Uruba: a Escola Livre de Artes Musicais (Elam), no bairro do Poço. Foram poucos os anos - apenas quatro - em que por lá ficou, mas muitos foram os que cresceram musicalmente com a ajuda das suas mãos.

SAMBA CARIOCA - Mas as cidades são paulinas pareciam não querer abrir mão da sua presença. Como uma espécie de chamamento e com o violão debaixo do braço, lá se foi ele para lá, mais uma vez. Casas de shows o esperavam, e parcerias com compositores dos grandes o aguardavam para serem reforçadas. Em uma delas, com o conceituado sambista carioca Zé Keti, foi contagiado pelas batidas certeiras do samba da cidade maravilhosa.

Foi do sambista que partiu o grande empurrão, já nos seus últimos dias de vida, para que Ibys deixasse por um tempo o solo paulista e marcasse presença nos redutos do samba do Rio de Janeiro. Dentre outras tantas, as parcerias com Sílvio Márcio, Mário Mammana, Luiz Carlos Bahia, Renato Fialho, Mamede, Pedro Paulo Zavagli e Kátia Teixeira são por ele sempre lembradas como essenciais na sua carreira. (E.B.) Continua na página B8.

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B8

Coletânea dos 34 anos de carreira do músico é destaque como o mais recente trabalho

Raízes nordestinas do violonista são marcas registradas nos álbuns

Três CDs, muitos estilos e, em breve, Brasilidades O ano era 2000 e o acontecimento, dos mais marcantes, para ele, para os seus ouvintes de carteirinha, para os seus parceiros e admiradores: o lançamento de Suave, o seu primeiro CD. De fato, o que se ouve nele são composições das mais variadas, mas a sonoridade nordestina por lá permanece, magistral. Tanto que ganhou uma releitura, gerando o seu segundo fruto, Cabelo de milho. São sambas, toadas, xote e

bossa nova com o brilho de Oswaldinho do Acordeon e do violonista do Duofel, Fernando Melo. Ele fala sobre as tantas alterações no trabalho, mas se apressa em revelar a manutenção das suas sempre raízes nordestinas. "O trabalho só não foi alterado em sua identidade nordestina, que se mantém, podendo agradar a gregos e troianos", destaca Ibys. Quando surgiu o terceiro deles, em 2008, a pergunta que

não queria calar sobre a comemoração das suas mais de três décadas de história com a música trouxe como resposta Ibys Maceioh - 34 anos de música. A seleção de um repertório de uma vida dedicada à música. Nele, o passeio é generoso por vários ritmos, por muitas vozes, por grandes nomes e, claro, por sucessos autorais, sempre acompanhados de boas e velhas parcerias. Nas 17 faixas - respeitosa-

mente selecionadas pelo programador musical da rádio Educativa FM de Maceió, Rui Agostinho -, ouve-se de tudo. Desde Gilberto Gil na De onde vem o baião, Jacinto Silva e Onildo Almeida em Gírias do norte/Coco sincopado e Zé Keti em A voz do morro a Tributo a Pixinguinha, na sua letra e voz; Aqui Alagoas, em parceria com Sílvio Márcio; Meu reisado, ao lado de Fernando Sérgio Lira, e outras mais.

Como autor desses, destacou-se e também como participante de outros dois. Ele e o seu violão, como convidados dos mais especiais, lá estão no álbum Zimbo Trio convida e na coletânea Chorano - choro alagoano; neste último aparece em Choro desvalido, em parceria com Mário Mammana. Por aqui, já vem sendo aguardado por muitos em um novo show, Brasilidades, no palco do SescCentro, no primeiro dia de de-

zembro, para a gravação de mais um trabalho autoral, que ficará registrado não só em CD como também em DVD. Assim sendo, seja aqui, na terra da garoa, na cidade maravilhosa ou em qualquer outro canto do País, a música brasileira só tem a agradecer à presença de Ibys no seu cenário. E Alagoas, só tem a se orgulhar de tê-lo vivendo por aqui e carregando a sua capital pelo Brasil afora até no nome. (E.B.)

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Marco Antônio

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br

Grandes clubes do País fazem “peneirão” em Alagoas para caçar novos talentos do futebol Páginas 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12

Olheiros


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Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.co

Fotos: Marco A

Técnico do Flexeiras, Alex Silva tenta animar seus jogadores após uma derrota: lições do esporte

Este ano, o lateral-esquerdo Wálber disputou sua primeira “penei

Por uma vaga no futuro Olheiros de grandes clubes nacionais “garimpam” talentos do futebol em Alagoas Victor Mélo Editor de Esportes

Abola corria ansiosa embaixo de chuva num campo localizado no povoado de Ipioca, em Maceió. Meninos, em sua grande maioria maltratados pelo País, disputavam uma partida como se buscassem um abrigo no futuro. Eram apenas 30 minutos para provarem o seu valor. Estava ali a chance, talvez a única, da

evolução social, da mudança de vida. Quarta-feira, dia 22 de setembro de 2010. Dez times foram divididos num pequeno torneio disputado na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), que levaria os destaques a grandes clubes do futebol brasileiro. Com o sucesso de alagoanos pelos quatro cantos do País do futebol, os "olheiros" limparam suas lentes e vieram buscar talentos genuínos

em Alagoas, sem vícios e com muita vontade de mudar sua trajetória. Eis a explicação para tantos jogadores locais, como Denis Marques, Morais e Elton, despontarem no futebol bem longe de nossos clubes. Terminada a partida entre Esporte Clube Flexeiras e F.F. Sports, uma cena chamou mais a atenção de quem acompanhava a "peneira" do que os dribles do destaque do jogo: o pequeno

Wálber da Costa, de 11 anos, chorava as dores do esporte. "Fiquei muito triste porque nosso time perdeu de 3 x 0 para o F.F. Sports. Essa foi a primeira peneira de que participei, e o jogo foi eliminatório", lamentou o menino, que, um pouco mais calmo, respondeu com orgulho quando foi perguntado sobre sua posição em campo: "Sou lateralesquerdo!". O treinador do time de Wálber

reuniu os garotos após a de e, com segurança, tentou an los. "Gente, eu sei que mundo quer ganhar, mas não vai ser a última oportuni de vocês. Não quero ver ning triste ou chorando. A gente que levantar a cabeça. Os c tinham jogadores mais ve são de 96. Bola pra frente", fa o ainda jovem Alex Silva, que 21 anos, já foi apresentado ao sombrio do esporte.

Técnico é exemplo de perseverança Alex Silva havia passado pelo Santa Cruz e Sete de Setembro e, em 2008, era profissional do CSA, mas uma grave lesão o afastou dos gramados. "Sou meia-atacante, conhecido no meio esportivo como Alex Flecha. Infelizmente, tive que parar aos 18 anos, quando estava no CSA. Vida de boleiro é complicada, né? As coisas começavam a se acertar na minha carreira, mas no dia 1º de maio de 2008 tive a péssima ideia de disputar uma pelada com os amigos em Flexeiras, minha cidade. Resultado: sofri lesões no ligamento cruzado e no menisco", contou Alex. O técnico do time de Flexeiras disse que se apresentou ao CSAno

dia seguinte com o joelho inchado e não renovou o contrato. Ele precisava ser submetido a uma cirurgia no valor de R$ 5 mil. "O clube agiu corretamente comigo, até porque não me machuquei jogando no CSA. Meu contrato acabou no dia 30 de abril de 2008. Foi muito azar, mas Deus sabe o que faz. Os médicos do clube fizeram um tratamento conservador, só que o caso era grave, precisava mesmo operar. Passei um ano e sete meses tentando conseguir o dinheiro para fazer a cirurgia. Aliás, a metade, já que o médico Sérgio Canuto, da Ortoclinic, se sensibilizou com a minha situação e não cobrou a outra metade. Agora, eu estou trabalhando a

parte física para tentar voltar", explicou Alex Flecha. Apaixonado pelo esporte, ele resolveu trabalhar com meninos que buscavam, em Flexeiras, espaço no futebol. "Quero ajudar esse pessoal. Temos os times sub15 e esse sub-13 por lá e trabalhamos com mais de cem meninos. Em Flexeiras, há apenas um campo, e não dá para treinar muito. O apoio quase não existe, mas a gente insiste. O grupo veio jogar aqui, por exemplo, com o terno (uniforme) emprestado. Além da parte esportiva, o projeto também é social. Agente ajuda a educar esses meninos carentes, tentando mostrar a eles os caminhos corretos". (V.M.)

Alex sofreu uma grave lesão e conheceu o lado sombrio do fute


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Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br Fotos: Marco Antônio

Jogadores humildes têm mais chances

O ex-jogador do CSE Marcos Bezerra (no chão) observa uma partida do “peneirão” disputado na AABB

Facilitador de talentos Marcos Bezerra organiza “peneiras” no Estado e traz olheiros para avaliar os garotos Victor Mélo Editor de Esportes

O "peneirão" de Ipioca foi organizado pelo ex-jogador do CSE Marcos Bezerra. Ele fechou parcerias para aproveitar o espaço da Associação Atlética Banco do Brasil e convidou pessoas conceituadas no futebol brasileiro para observar as revelações do Estado. Em 2003, Marcos fundou o Instituto de Desenvolvimento Social e Esportivo do Sertão Alagoano (Indessal), que tem como um dos objetivos apresentar meninos bons de bola de Alagoas a grandes clubes do País. O seu trabalho foi iniciado há sete anos em São José da Tapera, cidade que já teve o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil no início da década. "O tempo passou, e agora estamos tentando dar um pouco mais de condições para os meninos mostrarem o seu talento. Na primeira peneira, que foi acom-

panhada de perto por vocês de O JORNAL, tínhamos 900 meninos e pouca estrutura. O campo de terra batida não facilitava as coisas e também faltava material. Em Tapera, também não tive apoio das autoridades, mas não desisti. Agora, estamos inaugurando uma subsede em Maceió e dando a oportunidade de garotos, em sua maioria de famílias muito humildes, serem avaliados por observadores de Santos, Bahia, Vitória, Inter e Grêmio", declarou Marcos. O presidente do Indessal disse estar animado com o acordo fechado com a AABB para utilizar as instalações do centro de Ipioca, onde os profissionais de CRB e CSA já realizaram muitos treinamentos este ano. "As condições são boas. Também arrumamos material, para que o trabalho seja realizado com organização. Hoje, nosso projeto contempla 300 meninos", disse. O ex-jogador Toninho, que já

defendeu as cores de CSAe CRB, faz parte da equipe de Marcos. "Esse tipo de trabalho é importante. Os garotos são avaliados, e ninguém cobra R$ 1,00. Além disso, através da parceria com olheiros de grandes clubes do futebol brasileiro, podemos encaminhar os destaques. Aqui é feita uma triagem. Avaliamos aqui meninos de 93 a 98. Esse trabalho organizado também é mais seguro para os atletas. Há muita gente desonesta no futebol, e é muito importante para os pais lidarem com agentes credenciados", destacou Toninho, que parou de jogar aos 35 anos. "Já atuei em CRB e CSAe tive que largar o futebol profissional há três anos por causa de um infarto. Graças a Deus, me recuperei e estou trabalhando em outras áreas. Depois disso, já passei pelas divisões de base do CRB e agora também tenho um projeto social. É legal poder ajudar quem precisa", destacou. (V.M.)

É voz corrente nas divisões Fernandão, atualmente no São de base do futebol que o garoto Paulo. A família dele é rica, mas de origem humilde tem mais o atleta pagou o preço, passou chances de vencer na carreira. O pelas fases seletivas do futebol e coordenador das Divisões da foi até campeão mundial", arBase do Vitória, Carlos gumentou. Anunciação, o Carlão, era um dos olheiros que acompanhavam PADRINHOS - Nos clubes, o "peneirão" em Ipioca. Ele ex- também há interferências de conplicou o motivo: "Isso acontece selheiros e dirigentes porque o menino pobre está para que parentes ou mais disposto a pagar jogadores indicados o preço exigido pelo por eles sejam aceitos futebol. São grandes na base. Carlão confirMeninos da os desafios enfrentamou que esses pediclasse média dos especiais também dos pelo boleiro até chegar ao time profissão comuns no Vitória, têm mais sional, e, normaldificuldades mas a atenção especial mente, salvo algumas é dada apenas fora de para exceções, meninos de campo. enfrentar os classe média, por ex"Não podemos desafios do emplo, sentem mais deixar de atender a um futebol dificuldades em ficar pedido de um conselonge da família e em lheiro do clube para se adaptar mesmo ao observar um garoto; meio". mas daí a colocá-lo no time tiDe acordo com o tular há uma distância enorme. ex-jogador Toninho, há uma Damos a atenção devida em repreferência dos clubes para tra- lação a horário e alimentação do balhar com garotos mais hu- garoto; checamos seu material; e mildes. "Realmente são poucos os psicólogos atendem com os jogadores de destaque no fute- presteza. Porém no campo de bol brasileiro que vieram das jogo é que a vaga é decidida. O classes mais altas. Existe uma futebol é muito seletivo. Se um pressão da família para eles es- menino for filho de um dirigente tudarem e buscarem objetivos e não for bom de bola, não vai menos arriscados do que o fute- passar na frente de quem é fera. bol. Um exemplo de sucesso que A torcida não deixaria", explieu poderia citar é o do atacante cou. (V.M.)

As chuteiras velhas e furadas não tiram o ânimo dos garotos


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Olhar aguçado Empresário Rivelino Morais trabalha em parceria com Santos, Bahia, Grêmio e Internacional Victor Mélo Editor de Esportes

Ex-jogador do Bahia e da Catuense, Rivelino Morais deixou os gramados aos 29 anos. Ele levou a experiência que adquiriu como atleta para fora das quatro linhas e hoje, aos 35, percorre o País com o olhar aguçado, buscando novos talentos do futebol brasileiro.

Rivelino tem uma empresa chamada Bahia Soccer e trabalha para o agente Fifa Reginaldo Campos. Sua área de atuação é o Nordeste, e sua missão é indicar jovens jogadores para Santos, Bahia, Grêmio e Inter. "Não viemos a Alagoas a passeio. Fazemos um trabalho sério de observação e costumamos levar alguns garotos de “peneirões” como esse para grandes

clubes. Chegando lá, eles são melhor avaliados, já que vão enfrentar meninos que já passaram por esse processo seletivo e têm qualidade. Quem se destacar no meio de outros jogadores bons de bola é aproveitado. O período inicial dessa triagem é de 15 dias. Nesse tempo, o garoto também dá mostras se vai sentir falta de casa, dos amigos, e o seu potencial é observado com mais

rigor", contou Rivelino. O olheiro disse que sua empresa também tem muitos parceiros espalhados pelo País. Quando ele não pode fazer a observação nos locais em que os talentos despontaram, confia na indicação e avalia o jogador em Salvador. "A princípio, observo as partes técnica e física dos garotos. Depois, são feitas avaliações

mais específicas. Em peneirões como esse de Maceió, os jogadores dão indícios do que podem fazer, mas existem fatores externos que contribuem para ele vingar ou não no futebol, como a saída de casa, por exemplo. Apesar dessas dificuldades, a safra atual é muito boa. Só neste ano, encaixei de 12 a 15 garotos em grandes clubes", disse observador.

Fotos: Marco Antônio

Técnicos estão podando o talento Perguntado se a supervalorização do aspecto físico e as exigências de resultados das equipes da base estão inibindo a formação de novos armadores no futebol brasileiro, o empresário Rivelino Morais alfinetou os treinadores das categorias inferiores. "Há muitos técnicos na base que optam pelo esquema 3-5-2, e isso realmente sacrifica os jogadores mais habilidosos. Nós, olheiros, damos importância à questão física, mas também não viramos as costas para o talento nato. Se fosse assim, não haveria espaço no futebol para jogadores como Romário, Garrincha e Maradona, por exemplo. E há esse espaço. Apesar de esses que citei não fazerem parte do padrão de um atleta, a qualidade técnica superava as dificuldades físicas, no caso do Garrincha, e a estatura, no caso de Romário e Maradona. O futebol continua sendo democrático", explicou. RANKING - Mesmo trabalhando com o Bahia mais diretamente, o olheiro dá destaque às categorias de base do Vitória. "Eles são uma Rivelino Morais disse que neste ano descobriu entre 12 e 15 garotos

Exigência por resultados na base atrapalha a formação de meias

referência não só no Nordeste, mas no Brasil. Destacaria também o trabalho desenvolvido no País por Inter, Grêmio e Cruzeiro. No Rio, o Fluminense está à frente dos demais". Rivelino considera as competições realizadas nas divisões de base importantes para o desenvolvimento dos

atletas. "O trabalho feito no dia a dia é até didático, já que o garoto aprende noções de tática e pode corrigir defeitos de fundamento, mas os campeonatos ajudam porque servem de parâmetro. Nessas competições, o trabalho específico dos atletas e dos clubes é comparado e devidamente avaliado". (V.M.)


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Carlos Anunciação é o coordenador das divisões de base do Vitória

No Nordeste, clube baiano é a referência na formação de jogadores na base

O exemplo do Vitória Victor Mélo Editor de Esportes

Na década de 80, o Vitória vivia à sombra do rival Bahia. O Tricolor conquistou o cobiçado título brasileiro de 1988 e sobrava entre os clubes do Nordeste. Os dois rivais de Salvador tomaram caminhos opostos nos anos que se seguiram, e o sucesso do Rubro-Negro veio a partir

do investimento na prata da casa. Coordenador das Divisões de Base do clube, Carlos Anunciação lembra que o projeto começou no início da década de 90. "Apartir do momento em que o Vitória decidiu quais caminhos iria seguir, iniciamos um trabalho ousado em 1991. O clube investiu na formação de atletas, e, aos poucos, nós fomos fortalecendo os núcleos. Saímos buscando novos

valores pelo Nordeste, e o resultado já apareceu dois anos depois. Com uma base que brilhou na Copa São Paulo de Juniores, o Vitória surpreendeu os tubarões do futebol brasileiro e chegou à final do Brasileirão contra o Palmeiras. Foi uma geração espetacular, que tinha Dida, Alex Alves, Paulo Isidoro...". O clube baiano continuou revelando grandes jogadores

para o futebol brasileiro e conquistando os troféus mais importantes do mundo nas divisões de base. "O Vitória passou a ser referência na base. Nosso clube é conhecido nos quatro cantos do Planeta por causa desse investimento e não pode perder essas características, até porque é difícil competir com os grandes clubes do eixo Sul-Sudeste no que diz respeito a recursos para

contratar e montar equipes fortes. Fazemos isso com atletas identificados com a nossa camisa e também temos um ótimo retorno financeiro. Não foi à toa que o clube foi finalista este ano da Copa do Brasil", detalhou. "Hoje, o lema do Vitória é ´22 jogadores convocados para a seleção brasileira´. Essa frase resume nosso trabalho", completou Carlão. Fotos: Marco Antônio

Crise mudou os rumos do clube Em 2004, o Vitória mudou sua política de investimento na base e trouxe medalhões para a disputa do Brasileirão. Já consagrados, os baianos Edílson e Vampeta retornaram ao clube, que começou até bem o Nacional. Mas, no decorrer da competição, o clube entrou numa séria crise financeira e despencou na tabela, sendo rebaixado para a Série B. Quando todos pensavam que o Rubro-Negro retomaria o posto na elite, uma sequência de maus resultados na Segundona afun-

dou ainda mais o clube. "A queda para a Série C, em 2005, foi catastrófica. Não se faz divisão de base sem recursos, e, com os seguidos rebaixamentos, o dinheiro sumiu e houve cortes profundos nos investimentos feitos na base. Bons profissionais foram demitidos. Felizmente, com garotos da casa mesmo, aos poucos, o clube foi se reerguendo, voltando à Série B, em 2006, e à elite do futebol brasileiro, em 2008", lembrou Carlão. Hoje, de acordo com o coor-

denador das Divisões de Base, o Vitória voltou a ter uma grande estrutura. "Para revelar talentos e mesmo levar atletas promissores para o clube, é preciso dar condição aos meninos. Contamos com mais ou menos 150 profissionais. Além das comissões técnicas, temos psicólogo, assistente social e pessoas preparadas para dar assistência a esses garotos. Atualmente, o Vitória gasta entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês para manter a qualidade nas divisões de base", informou. (V.M)

Carlão viaja pelo País buscando revelações do futebol brasileiro


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Fotos: Marco Antônio

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A idade ideal para o garoto deixar a casa dos pais e buscar a vida num grande clube

Tudo tem o seu tempo Victor Mélo Editor de Esportes

O tempo é inimigo dos pequenos boleiros. Os clubes querem trabalhar com jogadores mais jovens, que podem, assim, passar por várias etapas seletivas até chegar ao profissional. Coordenador das Divisões de Base do Vitória, Carlos Anunciação disse que há uma idade ideal para o garoto ser selecionado. "A melhor idade é 13 anos. Engraçado, com 12, as chances de o menino não se

adaptar ao clube são muito maiores. Muitos garotos são aprovados nas peneiras que fazemos pelo País, têm o consentimento dos pais para irem à nossa sede em Salvador, mas sentem falta de casa e não conseguem render. Isso também acontece com meninos mais velhos, mas, a partir dos 13, eles absorvem melhor o impacto da mudança. Por isso, observamos com mais cuidado os jogadores nessa idade. A partir dos 14, eles são mais propensos a terem vícios das peladas de rua e queimam etapas que consideramos

importantes. Quanto maior for a idade, mais difícil é encontrar um jogador que chegará ao futebol profissional. Sempre destacando, é claro, que há exceções", explicou Carlão. Um dos jogadores de maior destaque já formados no futebol alagoano, o goleiro Dida (ex-Cruzeiro, seleção e Milan) foi descoberto pelo coordenador da base do Vitória aos 16 anos. "O Dida foi um fenômeno. Descobrimos o jogador aqui em Alagoas quando estava na equipe profissional do

Cruzeiro de Arapiraca. Ele foi a Salvador e tinha realmente muita qualidade. Concentrado, o Dida se destacou na Copa São Paulo e, em 93, já foi o goleiro do Vitória no time que chegou à decisão do Brasileiro contra o Palmeiras. Essa foi uma das joias que encontramos em Alagoas (Wilson e Gerônimo também foram da geração de Dida). A água daqui é muito boa. Há muitos talentos prontos para serem descobertos. Por isso, estamos aqui enfrentando sol e chuva para observar esses meninos", contou Carlão.


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Olheiros falam sobre os três níveis do boleiro Os observadores dos grandes clubes costumam dividir o futebol em três categorias de avaliação: a do talento, a do bom jogador e a do esforçado. Para ganhar uma chance na base, o atleta precisa se encaixar em um desses perfis. "Não participamos de peneiras apenas para buscar os jogadores “fora-desérie”. Esses são fáceis de reconhecer, mas difíceis de encontrar. Um Neymar, por exemplo, arrebentaria numa peneira como essa. Driblaria todo mundo, marcaria muitos gols e não seria preciso ninguém especializado para descobrir o seu talento. Até o vendedor de picolé bateria os olhos no moleque e diria: ´É este!`. Mas o futebol precisa também do jogador esforçado, o carregador de piano. Aquele atleta que se mata em campo na marcação

Joãozinho Paulista observa os fundamentos Treinador das categorias de base do CRB, Joãozinho Paulista disse que observa, principalmente, os fundamentos dos garotos nas peneiras que acompanha. "O jeito de bater na bola é muito importante. Você reconhece o talento pela forma que ele chuta, executa um lançamento e dá um passe. Também observo o posicionamento. Tem muito garoto que Joãozinho corre o campo todo e ressalta a não guarda posição. importância A gente percebe tem noção de do jeito de o quem cobertura, quem se garoto bater coloca bem na área. Com essas caracterísbola ticas, o jogador pode ser levado para o clube para ser trabalhado com carinho", explicou Joãozinho, que foi um dos melhores centroavantes do futebol alagoano. "Essa é uma posição difícil, mas gratificante. Para trabalhar nela, você precisa, antes de qualquer coisa, gostar de fazer gols. Eu gostava, e muito. Hoje, para um jogador de área fazer sucesso, é fundamental ter força, velocidade e saber se posicionar. Ele também precisa saber arrematar. No CRB, uma de minhas apostas é o garoto Talisson, que leva muito jeito para a coisa", revelou. (V.M.)

para o talentoso se destacar. Esses precisam ter potencial físico; e, para descobrilos, é fundamental ter o olho clínico", revelou o olheiro Rivelino Morais. Coordenador das Divisões de Base do Vitória, Carlos Anunciação disse que o bom jogador compõe grandes times, mas não costuma desequilibrar como o craque. "Esses sabem virar um jogo, batem falta ou são centroavantes sem muita habilidade, mas com faro de gol. Temos muitos desses espalhados pela Série A. O craque é mais raro. De cem, só sai um com capacidade de desequilibrar. No Brasil, considero o meia Douglas, do Grêmio, um jogador diferenciado. Ele está no nível dos argentinos badalados (D´Alessandro, Conca e Montillo). O Ganso também é excepcional", destacou. (V.M.)

Rivelino (2o da dir. para a esq.) disse que há no futebol o talento, o bom jogador e o esforçado

Lesões e baladas são inimigas dos atletas A glória e o fracasso andam juntos no futebol. Os contratos milionários e os holofotes da imprensa em cima dos principais jogadores escondem o quanto é difícil para um atleta ultrapassar todas as etapas do esporte e se tornar profissional. Mesmo quando atingem esse objetivo, não são poucos os boleiros que tombam em combate. Os olheiros dizem que essas incertezas movem as divisões de base. "O futebol não é uma ciência exata. Muitos fatores contribuem para um jogador brilhar ou se apagar nos gramados. Nesses meus

quase 30 anos de profissão, já vi muitos casos de garotos que arrebentavam na base e não se firmaram. Pela experiência que adquiri, diria que os maiores inimigos dos jogadores são as lesões e as baladas. Amistura delas pode ser fatal para o futuro do atleta", afirmou Carlos Anunciação, coordenador das Divisões de Base do Vitória. Carlão conta que o melhor jogador das categorias inferiores do Vitória foi um meia chamado Kléber. O boleiro foi convocado várias vezes para a seleção brasileira e era a grande aposta do clube. "Realmente fizemos muitas projeções em relação a ele. Era um jogador de um talento extraordinário, com impressionante capacidade técnica. Muitos dirigentes do Vitória achavam, inclusive,

que o Kléber seria negociado para um grande clube do futebol internacional. Passou o tempo, ele estreou no profissional sob grande expectativa, mas inexplicavelmente não se destacou. Coisas do futebol. Às vezes, um garoto esforçado na base pode se tornar um jogador de muita qualidade, e um jovem craque pode se perder no meio do caminho", explicou. "O Daniel Alves, hoje na seleção brasileira, foi de contrapeso para o Bahia. Chegou para ser reserva e ganhou força com o passar dos anos. Foi para o Sevilla e agora é um dos destaques do poderoso Barcelona. Exemplos como esses são comuns no futebol", emendou. (V.M.)

Jogadores correm riscos todas as vezes que entram em campo


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Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br Fotos: Marco Antônio

Pressa do mercado em repor jogadores faz clubes de elite espalharem olheiros pelo País

Escolinhas não são indicadas Os olheiros dos grandes clubes do País são quase unânimes em dizer que as escolinhas do futebol não são os caminhos mais indicados para buscar talentos. "Eu não vou observar peneiras pagas. Isso seleciona jogadores com mais condições financeiras e prejudica o trabalho do observador. As escolinhas ensinam os fundamentos, mas não preparam o jogador, justamente porque muitos garotos talentosos não podem pagar mensalidade", destacou o olheiro Rivelino Morais. Ex-presidente do CSA e hoje dono do clube F.F. Sports, Francisco Ferro critica os grandes clubes de Alagoas. "Esse trabalho de garimpagem tinha que ser intensificado pelas grandes equipes do Estado, mas os

Renovar é preciso Victor Mélo Editor de esportes

Anecessidade de os grandes clubes reestruturarem seus times cresceu demais nos últimos anos. O mercado europeu consome grande parte dos talentos nacionais no futebol, e o processo de renovação se torna mais acelerado a cada ano. Por isso, os jovens talentos

não precisam mais se destacar nos clubes locais para entrarem na vitrine do futebol. Os olheiros deixaram de lado as fronteiras e vão buscar novos craques em cidades bem distantes das sedes de seus clubes. A estrutura dos times mais conhecidos do País conta para os pais de jogadores promissores. Assim, fica cada vez mais difícil torcedores de ASA, CRB e CSAverem nascer na base

dirigentes preferem gastar dinheiro com jogadores já em fim de carreira. Esse é um dos motivos pelos quais nossos times estão endividados e sem perspectivas", alfinetou o empresário. "O CRB, por exemplo, iniciou a temporada apostando nos jogadores da casa. Não venceu o campeonato, e o projeto foi jogado no lixo. Trabalho nesse meio agora profissionalmente e posso atestar que seria melhor o time ser rebaixado e investir na prata da casa do que se manter sem revelar ninguém. No CSA é a mesma coisa. Quando falamos de base em Alagoas, só podemos citar o Corinthians, que é referência porque depende de suas revelações para viver. CSA e CRB estão presos ao passado", criticou Ferro. (V.M.)

“Peneirão” de Ipioca também foi filmado pelos olheiros

talentos como o meia-atacante Dida, que brilhou intensamente com a camisa do Azulão na década de 50 antes de buscar a glória no Flamengo e na seleção brasileira. "O futebol hoje mudou muito. Da mesma forma que estamos observando jogadores aqui em Alagoas, outros clubes vão à Bahia buscar talentos antes do Vitória. Olheiros de clubes inter-

nacionais também observam de perto nosso mercado. Acho que ainda há espaço para todos. O Corinthians Alagoano, por exemplo, faz um trabalho diferenciado de base por aqui", analisou o coordenador das Divisões de Base do Vitória, Carlos Anunciação. "O Vitória faz esse processo de garimpagem de talentos em todo o Brasil. Trabalham comigo

mais três profissionais, o Adílio, o Baiano e o Edgar, e também temos contatos, como o Rivelino Morais e o Francisco Ferro. Assim, podemos buscar atletas de qualidade para a nossa base. Não adianta ficar apenas esperando que o jogador se apresente. É preciso sair, observar e às vezes conversar com os pais. Não me canso de fazer essas viagens", informou.


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Longe de casa Saudade é um trunfo dos clubes alagoanos para evitar o “êxodo” Fotos: Marco Antônio

Victor Mélo Editor de Esportes

Nem tudo está perdido para os clubes alagoanos por causa de um fator importante na formação do atleta: o ambiente. A adaptação de jovens promissores em cidades distantes da sua aldeia não é das mais fáceis. Por mais que os assistentes sociais e os psicólogos trabalhem diariamente com o garoto, a falta de casa atrapalha, muitas vezes, sua carreira. Ex-presidente do CSA, Francisco Ferro disse que por isso o Azulão continua revelando bons jogadores. "Existe essa questão de alguns jogadores preferirem ficar perto da família na adolescência. Muitos pais também não querem perder o filho de vista. Assim, mesmo sem a estrutura oferecida por grandes clubes do futebol brasileiro, CSA e CRB ainda revelam atletas. Posso citar o caso recente do Alisson, que é jogador do F.F. Sports. Ele tinha uma boa proposta do Ceará, mas preferiu jogar no CSA. O atleta se identifica com o clube e, jogando no Mutange, não perderia suas raízes. O coração é a única forma de clubes que investem pouco na base conseguirem revelar bons jogadores", explicou o dirigente. Vice-presidente social do CSA, o psicólogo Hugo Moura

O atacante Edmar começou na base do CRB, profissionalizou-se e hoje é a referência do time regatiano

disse que o ambiente é importante para a boa formação do atleta. "Os meninos têm uma estrutura frágil. O Staney, que já se profissionalizou no clube, disse que chorava querendo voltar quando saiu do Estado. Não é um processo fácil. Quando dão os primeiros passos no futebol, os garotos são inocentes e sentem dificuldades de adaptação até num time de sua cidade. Por isso,

no CSA, o menino passa por um período de adaptação de duas semanas antes de fazer qualquer viagem", declarou Hugo, que comanda interinamente as divisões de base do Azulão. Ídolo da torcida do CRB, o goleador Joãozinho Paulista hoje é treinador da categoria sub-18 do clube. Segundo ele, é importante para o garoto se identificar com a camisa que veste na base.

"O ideal é que o jogador fique na sua cidade, com o apoio fundamental de pai e de mãe, e atue no clube do coração. Aqui no CRB, mesmo enfrentando muitas dificuldades financeiras, damos esse suporte às nossas revelações. É claro que, se tiver a cabeça boa e receber uma excelente proposta para jogar num clube de ponta do Brasil ou no futebol internacional, ele deve avaliar", analisou.

Joãozinho Paulista é o olheiro do CRB

Joãozinho, um ídolo na base

Joãozinho Paulista chegou a comandar com relativo sucesso o time principal do CRB, mas, a pedido do vice de futebol amador, Ariston Nunes, aceitou a proposta de voltar à base. "Gosto do trabalho que faço no clube. Amo esse escudo, e muito do que tenho no futebol devo ao CRB. É um orgulho poder colocar jogadores que fui buscar nos lugares mais distantes do Estado na equipe

profissional. Quando assumi a condição de treinador do sub18, iniciei um projeto de entregar entre dois e três talentos da base por ano ao técnico do time profissional", disse Joãozinho, o maior artilheiro da história do Galo. "Dentro das possibilidades do clube, fazemos um bom trabalho. Temos uma boa estrutura na Pajuçara, com concentração para os meninos, alimentação...

Posso dizer que tenho respaldo da diretoria. Não dá para comparar com o Vitória, por exemplo, mas fazemos tudo no CRB com dedicação e carinho. Dessa forma, colocamos recentemente o lateral-esquerdo Valdeir no Palmeiras, e o meio-campista Júnior Murici, que marcou um gol nesse último jogo dos profissionais contra o América-RN, está sendo sondado por grandes clubes do País". (V.M.)

Galo vai buscar atletas fora de casa Joãozinho informou que trabalha observando jogadores em "peneirões". "Recentemente, fizemos um trabalho de observação em Canhotinho, Pernambuco, e trouxemos dois meninos de lá. Também realizamos um "peneirão" em Matriz do Camaragibe. O CRB não está parado. A torcida pode ficar tranquila", avisou. O vice de futebol amador, Ariston Nunes, defende o trabalho de base do CRB e diz que não é bom para o futebol alagoano a vinda de olheiros de grandes clubes ao Estado. "Vejo isso com preocupação. Antigamente, os nossos melhores jogadores passavam pelos nossos clubes. Você tinha um Roberto Menezes CRB aprovou no CRB, um Paradois nhos no jogadores CSA. Tínhamos num “peneirão” na base o melhor feito em dos nossos Canhotinho, t a l e n t o s . Pernambuco Hoje, é comum os atletas saírem muito cedo de Alagoas. Não é bom. Mas não podemos baixar a cabeça", afirmou o dirigente. "Estamos em atividade agora não com o ímpeto de quando o time profissional estava jogando, mas, na medida do possível, vamos trabalhando os nossos talentos. Temos uma equipe de oito pessoas na base, que se multiplica nos momentos mais difíceis. Vivemos também um período de transição política, mas, enquanto o Serafim for o presidente, vou tocando o barco com os garotos", avisou Ariston. Segundo o vice-amador, o CRB gasta entre R$ 3.600 e R$ 4 mil com as categorias inferiores. "Esses são valores aproximados. Recebemos muitas doações, dirigentes colocam dinheiro do próprio bolso. Não temos um número preciso", explicou. (V.M.)


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Fotos: Marco

Futebol empresa Ex-presidente do CSA, Francisco Ferro resolveu investir nas revelações de Alagoas Victor Mélo Editor de Esportes

Em 2006, o empresário Francisco Ferro chegou à presidência do CSA. Não passou muito tempo no cargo e, com uma língua afiada, deixou o clube atacando alguns dirigentes e o Conselho Deliberativo. Hoje, ele aposta nas divisões de base do futebol como uma boa alternativa de investimento. "A diferença dos meus tempos de CSA para hoje, quando me orgulho de comandar o F.F. Sports, é que, no Mutange, colocava dinheiro do meu bolso deixei R$ 300 mil por lá - e tinha os projetos barrados pelo Conselho, mais especificamente pelo ex-presidente Gino César, e por vice-presidentes que não investiam um centavo no clube e ainda queriam mandar. Agora, o

investimento, por enquanto, é muito maior do que o lucro, mas confio nos talentos do futebol alagoano e espero conseguir bons resultados. Pelo menos, no F.F. Sports eu pago a conta e posso tomar as decisões", declarou. Ferro lembrou que os clubes só vão colher os frutos das divisões de base se investirem num projeto sério. "É um trabalho longo e dispendioso. Por mês, gasto cerca de R$ 10 mil com o F.F. Sports. CRB e CSA não fazem esse investimento. É preciso dar condições de trabalho aos meninos, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Os nossos grandes clubes, muitas vezes, não conseguem nem bancar o lanche dos atletas das categorias inferiores. É difícil falar em divisões de base dessa forma. Estamos observando destaques de Alagoas nessa peneira de

Ipioca, e não há um representante de CRB e CSA", criticou. O ex-dirigente do Azulão destacou a qualidade dos jogadores nordestinos. "Não é à toa que os grandes clubes estão vindo buscar garotos em Alagoas. Temos muitos talentos por aqui. O Nordeste é um celeiro impressionante. Já acompanhei "peneirões" em vários lugares do Brasil e não vi tantos talentos como os revelados na nossa região", destacou o empresário, que está montando um escritório em Porto Alegre para facilitar o intercâmbio com os grandes clubes do País. "Hoje negocio diretamente com clubes como Inter, Ceará, Náutico e Nacional, da Ilha da Madeira, de Portugal. Para diminuir essa distância com os grandes centros, estou me mudando agora para o Rio Grande do Sul", revelou.

O empresário Francisco Ferro informou que investe R$ 10 mil por mês no seu clube, o F.F. Sports

CSA conta com quatro campos para as suas divisões inferiore

Azulão gasta 3 mil com a base

O CSApassa por um proces- que não gosta de trabalha so de reestruturação das suas di- "peneirões". visões de base. Com a queda do "Hoje não fazemos ess clube para a Segunda Divisão de observação no CSA. do Alagoano, os dirigentes tiver- peneira é mexer com son am dificuldades até para moti- complicado você tirar dois var as revelações do clube. Sem tos entre cem. No Mutan um calendário adequado, o alizamos amistosos contra Azulão faz amistosos para bus- equipes do Estado e, assi car talentos nos adversários. servamos jogadores. Se Atualmente, o vice-social tular de um adversário fo Hugo Moura está à frente dos lhor do que o nosso re projetos ligados às categorias in- vamos conversar com o feriores do clube. "Acumulei, de gentes de lá para forma interina, o cargo que era aproveitá-lo", ex do Luciano Lessa. O novo vice o dirigente. de futebol amador De acordo deve ser confirmado Hugo, o CSA nos próximos dias, e em torno de R$ Hugo Moura com a base. "G o nome que está em pauta é o do Eugênio ríamos até qu disse que dos Santos", informou presários nos também faz dassem a aperf Hugo. um trabalho esse projeto. Te O clube mantém em atividade os times psicológico apoio de dirig sub-15, sub-16 e subda Compneus com os 18. "Tivemos dificulTchuck Jhones garotos dades financeiras ainda não é o porque a parte profisAtualmente, nó sional do CSA parou balhamos com no primeiro semestre. de 80 garotos e temos bo Sem o carro-chefe, é sultados na base. Muita difícil arrecadar para a base. Hoje critica o nosso trabalho sem não temos a concentração para hecer o esforço que faz os garotos, e eles fazem as Todos no Estado sabem d refeições em casa. Apesar disso, tencial que o CSAtem pa temos equipes fortes, como o elar grandes jogadores p nosso sub-18. O Lino (técnico do futebol brasileiro", argum profissional) também está moti- o dirigente, que também vando a garotada dando opor- da escolinha do clube. "Fa tunidade a jovens, com nos casos um bom trabalho por lá do Staney, do Wellington e do bém e cobramos uma me Washington, que já foram profis- dade de apenas R$ 25,00" sionalizados", informou Hugo, pletou. (V.M)


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Eu me garanto Corinthians-AL confia na sua estrutura para segurar os talentos no Estado Victor Mélo Editor de Esportes

O Corinthians Alagoano tem o foco de suas atividades nas divisões de base. Sem contar com uma grande torcida para gerar receita e longe de patrocinadores poderosos, o Tricolor vive da venda de jovens talentos. Para se destacar no mercado, o clube oferece uma boa estrutura e um histórico de resultados expressivos nas categorias inferiores. Coordenador das Divisões de Base do Corinthians, Eduardo Neto garante que o Tricolor não deve nada aos gi-

gantes do futebol nacional. "Esse investimento é o que nos mantém. Por isso, o Corinthians faz peneiras em várias cidades do Brasil para buscar talentos. Já observei jogadores do Piauí ao Paraná, passando por São Paulo e outros centros importantes. O clube investe, por mês, para manter sua grande estrutura, entre R$ 50 mil e R$ 70 mil", explicou o dirigente. Eduardo disse não se preocupar com a "invasão" de olheiros de outros estados. "Nosso trabalho não é afetado por isso. Há muitos agentes Fifa que vêm buscar garotos e usam os nomes de grandes clubes para levar

mais meninos às peneiras. No Corinthians, temos nossas metas de trabalho, e elas estão sendo cumpridas. Este mês, por exemplo, fizemos uma peneira com 300 garotos e aprovamos dois", informou o coordenador, que trabalha há 12 anos no clube e se orgulha de ter ajudado a revelar o jogador mais valorizado da história do futebol alagoano. "Lembro que fui observar alguns jogadores no CRB em 1999 e achei o zagueiro Pepe, hoje no Real Madrid. O jogador foi trabalhado na base do Corinthians, se destacou, foi para Portugal e depois para o futebol espanhol", disse. Fotos: Marco Antônio

Corinthians Alagoano investe por mês entre R$ 50 mil e R$ 70 mil nas suas categorias inferiores

Um convite para o boleiro ficar O Corinthians Alagoano conta hoje com sete campos de treinamentos para a base e tem em sua equipe de trabalho médicos, fisiologistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e profissionais diretamente ligados ao futebol. "Um garoto bom de bola de Alagoas não precisa deixar a família aos 13 ou 14 anos para tentar a sorte nos grandes centros. No Corinthians, damos toda

a estrutura para os talentos do Estado desenvolverem seu futebol e, o que é melhor, sem deixarem suas casas. Os pais precisam saber que não é fácil para ninguém sair de seu ambiente. Esse problema se multiplica por cem quando um adolescente perde esse contato familiar. Por mais que os profissionais de grandes clubes sejam qualificados e bem intencionados, é impossível dar atenção especial a

todos os garotos da base", afirmou. Eduardo também garantiu que o Corinthians tem a preocupação de formar cidadãos dentro do clube. "Isso é fundamental para quem trabalha com a base. Apenas 10% dos jogadores das categorias inferiores chegam ao profissional. Por isso, orientamos os garotos a estudarem e cobramos até frequência no colégio". (V.M.)

Negociação de Viçosa abriu o mercado para as revelações do ASA

ASA inicia projeto ousado na base Dos quatro principais clubes de Alagoas, o ASA é o que faz o trabalho mais recente nas categorias de base. Até o ano passado, o Alvinegro trabalhava apenas com os juniores, mas, com a ascensão à Série B do Brasileiro, ampliou seus horizontes e colocou em prática um projeto que data de 2008. "O ASA dá os primeiros passos na base, mas com consistência. A diretoria traçou planos há dois anos, não pôde executá-los em 2009, mas, este ano, decidiu formar jogadores em três categorias: sub-13, sub-15 e sub18", informou o assessor de imprensa do clube, Igor Castro. Em sua primeira participação no Campeonato Alagoano Sub-15, o ASA ficou na segunda colocação e revelou dois jogadores de muito talento. "Esse bom resultado projetou nossa base, tanto que o atacante Williams foi para o Inter, e o volante João está treinando hoje no Atlético-MG. Isso mostra a seriedade do nosso trabalho, que é comandado pelo vice de futebol amador, Moisés Machado, e o coordenador das Divisões de Base, Gilvan do Carmo", explicou Igor. O ASA já dispõe de uma concentração para suas revelações e promete melhorar a estrutura a curto prazo. Segundo o assessor de imprensa, o clube vai contratar um psicólogo e um assistente social em janeiro e está fe-

chando parceria com um grupo de investidores para iniciar um projeto mais ousado. "Doze pessoas influentes de Arapiraca devem investir pesado na base do ASA. O objetivo é construir um Centro de Treinamento entre 2011 e 2012 para dar totais condições para o clube revelar novos talentos. Esse grupo terá um percentual na futura negociação de atletas, mas o ASA, que irá projetálos, ainda terá a maior participação nos lucros. O terreno para a construção desse CT já foi até comprado", revelou Igor. A diretoria alvinegra ainda comemora a negociação do atacante Júnior Viçosa, que passou pelo time de juniores do clube, foi profissionalizado no ASA e se transferiu para o Grêmio no mês passado. Se, ao término do empréstimo, o Tricolor Gaúcho exercer o direito de compra, Viçosa será o jogador mais caro já negociado diretamente do futebol alagoano para um grande centro. O JORNAL apurou que os valores se aproximam de R$ 1,5 milhão. "Essa negociação do Viçosa abre muitas portas para o ASA e também mostra aos talentos de Alagoas que o clube é uma excelente vitrine. Com a boa campanha que fazemos na Série B, a tendência é que revelemos outros jogadores de alto nível para o futebol nacional", disse Igor. (V.M.)


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Valsa da despedida Um dos momentos mais difíceis para os garotos é deixar a família Marco Antônio

Victor Mélo Editor de Esportes

O momento mais difícil para os jovens que se aventuram no futebol é o da despedida. Adolescentes ainda com jeito de meninos deixam suas famílias para tentar a sorte em grandes clubes, sabendo que, para sobreviver da arte de domar a bola, precisam ter força de vontade e uma grande capacidade de superar seus limites. Há quem diga que é fácil a vida de boleiro, que jogar futebol é uma diversão para os profissionais, mas esses, atestam os jogadores, conhecem pouco sobre os caminhos incertos do esporte. Além de bons de bola, os meninos precisam amadurecer rápido demais, queimando etapas da juventude e sendo submetidos a uma carga emocional bem superior a de outras profissões. De cem garotos que iniciam o trabalho na categoria sub-13 de um grande clube, apenas dois cumprem todo o ciclo e chegam ao time profissional. O lado romântico do futebol, que aparece todos os dias nos jornais e revistas especializados, esconde a sombra das chuteiras. "Não é um meio de vida tranquilo, como as pessoas pensam. O jogador abre mão de muita coisa para seguir a carreira. A família fica distante, e um garoto precisa tomar decisões sérias sozinho. No

futebol, os atletas são tratados muitas vezes como mercadorias. Enquanto estiverem em boas condições, serão valorizados. Se o prazo de validade estiver para acabar, eles serão descartados. Nesse caminho é importante para o jovem da base ou o profissional se cercar de pessoas honestas, porque há muitos aproveitadores no meio", declarou o ex-jogador de CRB e CSA Toninho. O fim de qualquer "peneirão" traz consigo poucos sorrisos. No trabalho acompanhado por O JORNAL em Ipioca, no dia 22 de setembro, apenas quatro dos 300 garotos inscritos passaram no teste. "Foram aprovados pelo Vitória três jogadores do Villa Real: o lateral-direito Eduardo Augusto, nascido em 96, e os volantes Claudevan Júnior, de 97, e Charles Henrique, de 98. Claudevan, inclusive, foi muito disputado pelos olheiros que acompanharam o "peneirão". O garoto, de 13 anos, realmente impressionou. Desses jovens, o Eduardo já viajou para Salvador, e os outros dois têm passagem marcada para o próximo dia 28", explicou Marcos Bezerra, o organizador do "peneirão" de Ipioca. "Também tivemos a aprovação do meio-campista Vitor Lins, da Assomal, pelo Bahia. A viagem dele já está confirmada para o dia 26", acrescentou Marcos.

Claudevan ao lado do pai: jogador começou na base do Azulão

Sem dinheiro, Claudevan não ficou no CSA Um dos aprovados na peneira do Vitória, Claudevan Júnior reside no Vergel do Lago e duas vezes por semana vai ao Graciliano Ramos, sede do Villa Real. Ele deu os primeiros passos no futebol jogando no CSA, mas, como seus pais não tinham condição de pagar a escolinha, vestiu uma nova camisa. "Sou azulino, mas lá no CSA tem muita panelinha. Eu jogava bem, me destacava, mas os pais dos meninos que pagavam a es-

colinha pressionavam para eu sair do time. Meu pai não podia pagar a mensalidade, e fui para o Villa Real. Lá, estou treinando de graça. Estou muito feliz com essa oportunidade de ir para o Vitória. Se Deus me ajudar, tudo vai dar certo", contou o garoto, que joga com a camisa número 8. "Sei marcar e sair para o jogo. Tenho um estilo parecido com o do Vampeta, mas meu ídolo é o Willians, do Flamengo", emendou.

Claudevan Martins, pai do garoto, ainda vai buscar mais informações sobre a viagem a Salvador. "Pelo que sei, ele ficará lá no Vitória por alguns dias para avaliação. Mas vamos dar força. Queremos o melhor para o nosso filho. Neste sábado (ontem), ele ainda vai jogar no Campeonato do Sesi. Nos próximos dias, vamos ver o que é preciso providenciar para a viagem". Fundador do Villa Real, Felipe Pereira vive a expectativa

da aprovação dos garotos no Vitória. "Eles vão ser observados em Salvador por 10 a 15 dias. Esse excelente resultado no "peneirão" nos dá mais ânimo para continuar o trabalho. O Claudevan foi lapidado aqui e agora terá a chance no Vitória. Recentemente, colocamos o atacante Gustavo, de 13 anos, no Grêmio. Ele foi avaliado por um olheiro e já está treinando em Porto Alegre", comentou o treinador. (V.M.)

Alguns pais não deixam o filho sair Felipe Pereira, do Villa Real, disse que precisa convencer os pais dos atletas a liberá-los para os times de outros estados. Alguns preferem que o filho siga outros caminhos. "Os pais, com toda a razão, ficam muito preocupados. Não é fácil deixar um filho sair de casa tão cedo; e no futebol, infelizmente, tem muita safadeza. O Gustavo, por exemplo, já pensou em voltar do Grêmio, mas a vontade de vencer foi maior, e ele acabou ficando. Mas temos casos de pais que não liberam a transferência. O nosso atac a n t e Adriano, um dos destaques Villa Real, do Camdo peonato do Sesi, Graciliano teve uma Ramos, proposta revela de um talentos empresário conem Alagoas ceituado de Paulo Afonso, mas o pai não liberou. Disse que os estudos eram mais importantes. Esse tipo de atitude é comum", explicou. MAIS DOIS - O técnico do Flexeiras Esporte Clube, Alex Silva, informou que o zagueiro Gesão, de 16 anos, e o lateral-direito Felipe, de 15, também foram sondados pelo Vitória. "Eles vão acompanhar o desenvolvimento desses jogadores e pediram para mandarmos vídeos. Dependendo dessa evolução, os dois vão seguir para Salvador. Torço muito por eles. Só eu sei das dificuldades que enfrentamos para buscar um lugar ao sol, mas, acostumados ao sofrimento, garanto que nenhum deles terá medo de vencer", declarou Alex, que, assim como todos os jovens jogadores do Flexeiras, luta diariamente para conquistar a chance de viver apenas do seu talento. (V.M.)


Jornal da TV

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Macei贸, domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: jornaltv@ojornal-al.com.br

Bianca Bin fala de sua personagem em Passione P谩gina 6


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ASPAS

Jorge Rodrigues Jorge/CZN

"Sempre considerei que não era fundamental. É apenas delicioso". Maitê Proença (foto), a Stela de "Passione", revelando como enxerga a importância do sexo em sua vida (Jornal "O Dia").

"Sonhava que estava esquartejando pessoas". Carmo Dalla Vecchia, que viveu o Silvério em "A Cura", da Globo, contando que interpretar um personagem macabro fez com que ele tivesse pesadelos (Revista "Quem").

"Todo dia tomo sorvete. Compro barra de chocolate, derreto e jogo em cima do sorvete".

"Uma vez, quis rissole de camarão e não me segurei. Comi duas vezes em uma semana". Letícia Spiller, que volta ao ar em "Afinal, O que As Mulheres Querem", nova série da Globo, grávida de seis meses, confessando que nem sempre consegue controlar seus desejos gastronômicos (Revista "Contigo!").

"Acho que essa experiência deu a ele uma ideia do quão maluca eu posso ser".

"Estou viva, tudo é possível".

Ana Paula Arósio explicando que o marido, que não trabalha no meio artístico, teve a chance de conhecer melhor esse universo depois de participar do processo das filmagens de "Como Esquecer", filme em que a atriz dá vida a uma lésbica (Revista "IstoÉ Gente").

"Estou conhecendo melhor as panelas".

Luciano Szafir, que protagonizou "Promessas de Amor", da Record, dizendo que não se incomodaria se sua filha, Sasha, arrumasse um namorado, apesar de ainda achá-la muito nova ("ego.com.br").

A apresentadora Xuxa falando sobre ter outro filho ("ego.com.br").

Grazi Massafera admitindo que não tem muita habilidade na cozinha ("ego.com.br").

"Seria até hipócrita se dissesse o contrário". Bruno Mazzeo, no ar em "Junto e Misturado", da Globo, admitindo que o fato de ser filho de Chico Anysio abriu portas para ele (Revista "IstoÉ Gente").

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Mariana Rios, a Nancy de "Araguaia", jurando que não faz exercícios físicos para manter os 51 Kg e que adora comer (Jornal "O Dia").

"Estranho seria se ela não arrumasse".

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PERSONAGEM DA SEMANA

Emílio Orciollo Netto se entusiasma com o circense Neca de Araguaia Por Natalia Palmeira PopTevê

Uma mistura de Bono Vox com Zezé di Camargo e Luciano. É assim que Emílio Orciollo Netto define o visual de Neca, seu personagem em "Araguaia". Mas deixar o cabelo crescer, adotar costeletas e bigode foi a parte mais fácil na composição do novo papel. Para interpretar o artista de circo, o ator teve de fazer intensas aulas de malabares e trapézio. E demorou cerca de dois meses para aprender a jogar com três claves. "Eu me apresentava para o porteiro do meu prédio. Perguntava se estava bom e ele falava: 'Seu Emílio, ainda está muito ruim'", conta, aos risos. Hoje, o ator se diz afiado na tarefa e até chegou a se apresentar no Circo Las Vegas, no Rio de Janeiro. "Quando voltei do Araguaia, me apresentei de novo para o porteiro. Ele ficou espantado com o resultado", orgulha-se. Desde que estreou na tevê – como o Giuseppe de "O Rei do Gado", em 1996 –, Emílio era comumente visto na pele de italianos, caipiras ou papéis de época. Até hoje, inclusive, ele ainda é lembrado como o ingênuo Crispim, personagem que interpretou em "Alma Gêmea", em 1996. Por isso, há algum tempo o ator já buscava dar outro direcionamento na sua carreira. "Não faria 'Passione' agora, né? Deixa para fazer outro italiano daqui uns 10 ou 15 anos", conta. Na pele de um circense com um quê de conquistador, o ator experimenta um tipo inédito. "É um personagem que me proporciona um trabalho psicológico e corporal. O Neca tem muitas nuances e é divertido", analisa. P – Em 2006, você interpretou o Crispim de "Alma Gêmea". Quatro anos e cinco personagens depois, você ainda é lembrado como o caipira. Isso incomoda? R – Não ligo mais. Passei da fase em que ficava feliz por estar sendo reconhecido. Também passei da fase de pensar "ai, não param de falar isso". É impressionante como as pessoas lembram do Crispim. Onde quer que eu vá, sempre escuto algo. Quando entro em um avião, sempre tem um engraçadinho lá trás que grita 'Miiiirrrna'. É um trabalho que vai ficar para o resto da vida. Espero que o Neca também seja

mais um que fique no imaginário das pessoas.

tador, um tipo que eu nunca tinha feito.

viver numa boa. Não dá para descrever a beleza do lugar.

P – O Neca é um artista de circo. Como você se preparou para compor esse personagem? R – Estou nesse projeto desde maio fazendo aulas de malabares e trapézio na Escola Nacional de Circo. É muito técnico e físico. Tem de estar alongado e torcer para não se machucar. E é um trabalho de repetição. Às vezes dava vontade de jogar os malabares no mar (risos). Além disso, tem o lado da interpretação, por ele ser um personagem conquis-

P – Você passou mais de um mês em Goiás, às margens do Rio Araguaia, gravando as primeiras cenas da novela. Como era a rotina das gravações? R – Foram quase 40 dias. A gente acordava quatro e meia da manhã, para pegar o nascer do sol e ficávamos até o fim do dia para o entardecer. No caminho de volta para o hotel, estava exaurido. A gente trabalhava ao lado de jacaré, piranha, arraia... alguns animais inóspitos, com os quais consegui con-

P – Sua carreira na tevê ficou marcada por personagens cômicos. Você tem preferência por esse gênero? R – Na verdade, acho que sou um ator dramático. Comecei no drama e, de certa forma, acabei direcionado para a comédia. O trabalho me levou para esse lado e eu segui. Fiz comédia e fui me divertindo. Tem alguns personagens que quero fazer que enveredam para o drama. Mas não ligo para o gênero. Acho que o importante é o personagem ter o que dizer.

ANIVERSÁRIOS DA SEMANA DE 17 A 23 DE OUTUBRO 17/10 - Bárbara Paz, 36 anos, Fafi Siqueira, 56 anos, e Nuno Leal Maia, 63. 18/10 - Tatyane Goulart, 27 anos, e Rosane Gofman, 53 anos. 19/10 - Daniel Aguiar, 34 anos, Patrícia Poeta, 34 anos, Helena Fernandes, 42 anos, e Glória Menezes, 76 anos. 20/10 - Rodrigo Faro, 37 anos, Eliane Giardini, 57 anos, e Maria Zilda, 59 anos. 21/10 - Aisha Jambo 25 anos, Fernanda Rodrigues,

31 anos, Carla Regina, 34 anos, e Marisa Orth, 47 anos. Nesta data, há 20 anos, foi ao ar o primeiro capítulo da novela "De Quina Pra Lua". A trama marcou a estreia de Alcides Nogueira como autor de folhetins com a colaboração de Walther Negrão. A história girava em torno da busca de um cartão premiado da loteria que fora enterrado junto com o apostador. Vivido por Milton Moraes, José João Batista morreu subitamente pouco depois de ganhar uma fortuna na Quina. A esposa, Angelina, de Eva Wilma,

mandam desenterrar o corpo e descobre que o cadáver está nu. Zezão volta à trama como espírito, acompanhado do anjo Cróvis, interpretado por José Dumont, com o objetivo de proteger a sua família do inescrupuloso Silva, de Hugo Carvana. Taumaturgo Ferreira, Isabela Garcia, Elizabeth Savalla e Paulo Betti, entre outros, também faziam parte do elenco. 22/10 - Ana Furtado, 37 anos, Julio Rocha, 31 anos, e Ana Beatriz Nogueira, 43 anos. 23/10 - Bianca Byington, 47 anos.


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MAPA DA MINA Por Natalia Palmeira

DISPUTA

CRESCIMENTO

SUSPENSE

(SBT, dom, 19:10 h)

(TV Brasil, seg, 22 h)

(Record, qua, 21:15 h)

O "Programa Silvio Santos" desta semana conta com a participação de Hellen Ganzarolli enfrentando a apresentadora Maísa no "Jogo das 3 Pistas". Ainda no programa, Thais Pacholeck, Helen Ganzarolli, Cabrito Tevez, Carlinhos Aguiar, Lígia Mendes e Lívia Andrade disputam o "Jogo dos Pontinhos".

O "Brasilianas.org" desta segunda vai tratar da logística nacional. Com a estabilidade econômica, vários setores industriais se expandiram e conquistaram mercados internacionais. Os convidados do apresentador Luís Nassif são Marcelo Perrupato e Silva ? Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes ? e Rodrigo Otaviano Vilaça ? diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, entre outros.

Em "CSI Las Vegas", no episódio "Beleza Mortal", Catherine lidera uma importante investigação para encontrar uma modelo que está desaparecida por quase uma semana. Após uma estranha ligação para a emergência, Catherine está certa de que achou o criminoso, mas terá de convencê-lo a dizer onde o corpo foi enterrado antes que seja tarde demais.

MÚSICA (Globo, dom, 02:15 h)

HISTÓRIA (TV Brasil, qui, 19:30 h)

A Globo vai exibir os melhores momentos do "Festival de Música SWU", que aconteceu entre os dias 9 e 12 de outubro, em Itu, interior de São Paulo. Los Hermanos, Rage Against the Machine, Jota Quest, Capital Inicial, Joss Stone, Dave Matthews Band, Kings of Leon e Linkin Park são só algumas das atrações que se apresentaram no evento.

TENSÃO

BELEZA

ACHADO

(Globo, ter, 23 h)

(TV Brasil, qua, 23 h)

Estreia o novo seriado da Globo, "As Cariocas". As atrizes Alinne Moraes, Paola Oliveira, Alessandra Negrini, Adriana Esteves, Cíntia Rosa, Grazi Massafera, Fernanda Torres, Sônia Braga, Angélica e Deborah Secco serão as protagonistas de cada um dos dez episódios independentes. Todos abordam o jeito das cariocas e têm a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo. A direção é de Daniel Filho.

No episódio "Penan" do programa "Tribos", o pesquisador e explorador Bruce Parry percorre as selvas de Sarawak, em Bornéu, uma ilha do Sudeste asiático. Ele vai em busca dos últimos Penans nômades. Essa é uma tribo de caçadores-coletores que vivem em uma floresta prestes a ser derrubada. E seu modo de vida tradicional está na iminência de desaparecer para sempre.

(Record, ter, 23:15 h) Na terça, em "A Fazenda", acontece a formação do "Tá na Roça", ao vivo. Comandada por Britto Jr., a berlinda é o resultado da votação aberta dos peões e a indicação do Fazendeiro.

O programa "Cultura Ponto a Ponto" mostra o Museu de Marajó, em Cachoeira do Arari, no Pará. Fundado em 1972, o espaço é a realização do sonho do padre jesuíta Giovanni Gallo. O religioso recolheu e catalogou peças milenares do arquipélago. Interativo e curioso, o museu hoje é considerado o coração da cidade.

NACIONAL (TV Brasil, sex, 21:30 h) Em "Programa de Cinema", será exibido o documentário todo em preto e branco de Sylvio Back sobre o movimento tenentista e a Revolução de 1930, com comentários dos historiadores Bóris Fausto, Edgar Carone e Paulo Sérgio Pinheiro. Filho de imigrantes que vieram para o Brasil em 1935, Sylvio Back tem uma vasta filmografia, onde o foco é o ataque ao patriotismo brasileiro.

Rapidinhas # Em "Família Dinossauro", Dino fica irritado com a visita de sua irmã, uma cantora "folk". Sob o protesto do pai, Bob e Charlene vão assistir a uma apresentação da tia. (Band, dom, 20:50 h) # Grissom deixa Las Vegas e vai para uma pequena cidade, conhecida como Jackpot, para investigar uma nova morte, em "CSI Las Vegas". (Record, seg, 21:15 h) # House tem a missão de descobrir as causas dos desmaios de uma professora de ginástica, no novo episódio de "House". (Record, qui, 21 h) # No novo episódio de "Os Caras de Pau", Pedrão e Jorginho aprontam todas em um concurso de mágica. (Globo, dom, 13:20 h)

# O "reality show" "Busão do Brasil" termina nesta terça. Depois de percorrer 11 cidades brasileiras, o último participante vai faturar o prêmio de R$ 1 milhão. (Band, ter, 22 h) # O "Programa Especial" apresenta uma banda de música formada por integrantes com várias deficiências. No repertório, forró e brega. (TV Brasil, sex, 19:30 h) # O "Extreme Makeover Social" vai reformar a terceira creche da edição. No total, cinco creches serão reformadas ou reconstruídas para abrigar crianças carentes. (Record, sab, 0:30 h)


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EM FOCO

Como Luisa, Guilhermina Guinle mostra segurança em Ti-Ti-Ti Por Gabriel Sobreira PopTevê

Desde que estreou na tevê, Guilhermina Guinle é lembrada por interpretar mulheres seguras, ricas e viajadas. Por exemplo, foi assim como a Alice, de "Paraíso Tropical" e a Amarilys, de "Caras & Bocas", todas da Globo. Mas nem por isso a atriz se sente intimidada com este perfil, pelo contrário, para ela é mais uma oportunidade de fazer melhor. "Sempre tento ter coisas legais para fazer. Se for legal, não tem problema", justifica a atriz que atualmente vive a Luisa, de "Ti-Ti-Ti". Na novela de Maria Adelaide Amaral, a personagem de Guilhermina não é vilã. Apesar de já ter apresentado alguns traços de vilania – como na vez em que quase atropelou a mocinha Marcela, vivida por Isis Valverde, e quando salpicou um pó misterioso para dopar temporariamente a debilitada Bruna, a personagem de Giulia Gam. Tudo por ciúmes de Edgar, papel de Caio Castro. "Enquanto ele tinha uma namoradinha, ela não se incomodava e até incentivava. Mas, quando Alice percebe que ele está apaixonado pela Marcela, ela não gosta nem um pouco", explica, aos risos. Não foi difícil para Guilhermina viver a sócia de uma agência de modelos. A atriz afirma que o mundo das passarelas não é distante da sua rotina. "Morei em São Paulo a vida inteira, sou amiga de donos de agência de modelos, tenho amigas modelo. Uso a experiência de vida para compor. Aí pego o texto e seja o que Deus quiser", brinca a carioca. Ela sempre contou com o apoio da família para escolher a profissão de atriz. "Desde pequena meu pai sempre dizia: 'não importa o que eu queria fazer, sempre contaria com o apoio de todos", recorda. No dia em que ela decidiu ser atriz, ela foi estudar nos Estados Unidos. Ela tinha aproximadamente 17 anos e fez teste para a faculdade de teatro na Boston University, mas depois mudou a Emerson College, dedicada

aos estudos de teatro, dança e música. A carreira começou de verdade quando ela estava de volta ao Brasil, aos 19 anos, com a peça "Entre Amigas", de Maria Duda e direção de Eduardo Martini. "Foi uma experiência bacana. Fiz o teste lendo o texto e já passei", lembra em tom humorado. Depois da estreia no teatro, veio a novela "Antônio Alves, Taxista", do SBT. Mas foi em "Direito de Nascer", da mesma emissora, que Guilhermina teve uma nova visão sobre a profissão que seguiria nos anos seguintes. "O Roberto Talma era sócio de uma produtora que fazia novelas e vendia para o SBT. Como era uma novela de produção independente, não tínhamos pressão para gravar", conta. Para a atriz, a grande diferencia daquele momento foi que o diretor incentivava os atores a relaxarem e encontrarem vínculos com o personagem. "Tinha vezes que ele perguntava se gravaríamos duas ou 20 cenas no dia. Ele colocava música para chorar, conversava horas sobre a cena em questão. Hoje em dia é um outro ritmo", reflete Guilhermina, sem disfarçar o carinho pelo diretor. Guilhermina afirma que além do desempenho do ator e da audiência de uma novela, todo trabalho oferece inúmeras vantagens. Foi assim com o folhetim "A Lua Me Disse", de Miguel Falabella, que a atriz foi convidada pela autora Maria Adelaide Amaral para a minissérie "JK". "É preciso que alguém que acredite em você, para te dar um outro personagem e você tente crescer na profissão. Senão você fica fazendo a mesma coisa a vida toda. Ela me deu um personagem maravilhoso", derrete-se a atriz, que teve um papel feito especialmente para ela, a sedutora Magui Sampaio. Entre aceitar e recusar um personagem, Guilhermina não segue nenhuma "cartilha". "Vou pela intuição, pela sorte", entrega. Foi assim para a mimada Alice, de "Paraíso Tropical", e para a intelectual Amarilys, de "Caras & Bocas". "Uma energia boa puxa a outra", aposta.


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NOME PRÓPRIO

Na pele da Fátima de Passione, Bianca Bin extravasa lado espevitado Por Luana Borges PopTevê

Tem gente que procura o teatro para vencer a timidez. Foi assim com Bianca Bin, a Fátima de "Passione", da Globo. "Eu mal dizia 'oi'. Não conseguia olhar a pessoa no olho", recorda. Quando abriu um curso no colégio em que estudava, em Itu, interior de São Paulo, ela, na época com 12 anos, resolveu experimentar a novidade. "Foi mais aquela coisa de ir na onda e meus pais concordaram porque iria me ajudar na timidez", conta. Mas não demorou muito para o teatro ser mais do que um jeito de se desinibir. Dois anos depois, Bianca já tinha certeza de que queria a interpretação como profissão. Por isso, tentou convencer os pais a deixá-la se mudar logo para São Paulo, onde poderia fazer bons cursos. A ideia deles era "liberar" a filha quando ela completasse 18 anos. Mas uma prima já morava na capital e estava procurando alguém para dividir o apartamento. Era a oportunidade que Bianca precisava. "Sempre fui muito ansiosa e quis viver as coisas antes do tempo. Consegui sair de casa aos 16", relata a atriz, que ainda se diz muito tímida. "Mas agora estou aprendendo a dosar isso", garante. Hoje, aos 20 anos, Bianca vive uma típica adolescente na ficção. Na história, a espevitada Fátima já passou por "poucas e boas". Fez um aborto logo no início da trama, descobriu que sua irmã era, na verdade, sua mãe e ainda quer saber a identidade do pai. No campo amoroso, a personagem está bem. Afinal, se curou da paixão doentia por Danilo, de Cauã Reymond, e descobriu o amor por Sinval, de Kayky Brito. "As pessoas estão apostando no casal", ressalta. Mas, quando Fátima fez um aborto, a repercussão foi polêmica. Isso porque muitas mães abordaram Bianca para criticar a atitude de sua personagem. "Acho que serviu como uma lição do que não deve ser feito e reforçou a importância do diálogo na família", defende. Para encontrar o tom, Bianca resolveu fazer um trabalho de observação. Como Fátima é uma menina de Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, a atriz foi até o local para captar alguns trejeitos das adolescentes de lá. "Fiquei vendo como elas falavam, como se vestiam, como caminhavam", enumera. Por pouco, a dedicação não é voltada para outra personagem. Afinal, Bianca fez o teste para "Passione" interpretando um texto de Lorena, papel que ficou com Tammy Di Calafiori. Na cena, a menina conversava com Stela, vivida por Maitê Proença, sobre o fato de ter se apaixonado pelo ex da mãe. Mas a direção achou que Bianca tinha mais a ver com Fátima. "Eles disseram que eu, com meu jeito moleca, tinha mais a acrescentar para essa personagem. Aí, não precisei fazer outro teste", conta. Foi através de teste também que Bianca conseguiu sua estreia na tevê, interpretando Marina, a protagonista da temporada de 2009 de "Malhação". Por conta do trabalho, ela, que havia feito a Oficina de Atores da Globo, teve de morar no Rio de Janeiro. Dessa vez, a mudança foi bem mais drástica. Afinal, quando resolveu estudar teatro em São Paulo com 16 anos, estava, relativamente, perto de casa. "Qualquer dor de barriga, estava a uma hora de Itu", analisa, aos risos. As primeiras semanas foram as mais difíceis. Bianca chegava das gravações e chorava. "Minha mãe me ligava e eu não queria mostrar que estava chorando. Vinha aquele nó na garganta", destaca. Mas, hoje em dia, ela está mais do que adaptada. "Agora não me imagino em outro lugar. Tenho meu cantinho, minha vida", anima-se a atriz, que faz planos para quando a trama de Silvio de Abreu chegar ao fim. "Quero voltar a estudar porque estou sentindo falta de teoria, de ler textos de teatro. Também quero me arriscar no cinema", almeja.

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PRIMEIRA MÃO

As Cariocas recria a vida cotidiana do Rio na atualidade Por Gabriel Sobreira PopTevê

Uma mulher é barrada na entrada de um bar. O segurança pede o documento dela. Eles argumentam sobre a obrigatoriedade deste procedimento. "Valeu! Corta!", avisa o diretor Daniel Filho, posicionado a três metros de distância da apresentadora Angélica e do ator Serjão Loroza na gravação de um dos episódios da nova série "As Cariocas", que estreia no dia 19 de outubro, após o "Casseta & Planeta, Urgente!", da Globo. "Ele é muito bom porque é objetivo, ele sabe o que quer", derrete-se a apresentadora em referência ao diretor. Acena em questão faz parte de um episódio que é protagonizado por Angélica. "Ela é uma pessoa que está levando um chifre. Basicamente é isso", resume a apresentadora, aos risos, sobre ela a protagonista do episódio "A Traída da Barra". Este é um dos dez episódios independentes da série que fala das peculiaridades femininas com o Rio de Janeiro como pano de fundo. Neste, Maria Teresa é uma funcionária exemplar, cuida bem da casa, é feliz no amor, tem dois filhos encantadores. Ela é casada com Cícero. Este papel coube ao apresentador Luciano Huck. "O Daniel me ligou para me convidar e falou: 'vou convidar o Luciano também, você acha que ele topa?'. Eu falei: 'eu acho que não. Acho complicado porque ele não gosta de atuar'. Mas o Daniel com aquele jeito dele que convence, ele falou com Luciano e ele acabou curtindo", lembra Angélica, enquanto aguarda os ajustes finais da equipe técnica para reiniciar as tomadas. Antes de retomar as gravações, o diretor Daniel Filho pede algumas mudanças de posicionamento do trilho que guia a câmara. Mais algumas marcações de ângulos são feitas. "Vamos lá gente, passar mais uma vez o ensaio!", agita o diretor. Angélica fica perto do táxi. "Cadê a Anja?", pergunta o diretor. "Aqui!", responde a apresentadora acenando e sorrindo. Começa um barulho de marteladas próximo de onde estavam rodando as cenas. Para tudo. "Jurei que a cidade cenográfica não tinha barulho", brinca o diretor. O barulho cessa. O diretor deu sinal para rodar. A apresentadora ajeita a roupa e caminha na direção da porta do bar. Angélica, agora na pele de Maria Teresa, vai para um bar em represália à traição do marido. Mas no meio do caminho tinha um segurança, Serjão Loroza. Ele pede os documentos da Maria Teresa. "Olha a minha cara", revida ela com feição já ter passado a maioridade. O segurança é insistente, mas a mulher traída está sem paciência. Ela exige o documento que garanta esse procedimento. Sem resposta, Serjão, autoriza a entrada da moça. "Valeu!", aprova Daniel Filho.

Em um segundo momento, estão em cena os atores André Dias, que vive o solteirão Fernando, e Fernanda Pontes, que dá vida à descolada Renata. Assim que Maria Teresa entra no bar, conhece o rapaz que a convida para dar uma volta. Ela, irritada e a fim de dar o troco no marido, aceita a proposta. Enquanto eles aguardam o manobrista trazer o carro do sedutor, Renata surge como uma aparição mágica e tasca um selinho na boca do rapaz. "Angélica, recua um pouquinho", pede o diretor para o melhor enquadramento da câmara. Fernanda Pontes recebe alguns conselhos do diretor. "Você é a melhor amiga dele. Acaba de conhecer a Maria Teresa e já a convida para uma festa", repassa a cena. O casal sai do bar, Renata, personagem de Fernanda Pontes, os aborda e convida para sair. Maria Teresa faz cara de desconfiada. "Foi, galera!", encerra Daniel Filho. Ambientada em diversos bairros do Rio de Janeiro, a trama de "As Cariocas" é inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto – e adaptada por Euclides Marinho –, que contava com seis histórias, cada uma passada em um bairro do Rio de Janeiro. Dez atrizes irão protagonizar dez episódios independentes. São eles: Alinne Moraes ("A Noiva do Catete"), Cíntia Rosa ("A Internauta da Mangueira"), Adriana Esteves ("A Vingativa do Méier"), Alessandra Negrini ("A Iludida de Copacabana"), Paola Oliveira ("A Atormentada da Tijuca"), Grazi Massafera (foto) ("A Desinibida do Grajaú"), Fernanda Torres ("A Invejosa de Ipanema"), Sonia Braga ("A Adúltera da Urca"), Deborah Secco ("A Suicida da Lapa") e Angélica ("A Traída da Barra"). Para manter os episódios instigantes, o diretor fez uso de uma característica importante do escritor do livro homônimo na série. "O jeito irônico e irreverente do Sérgio, ou Stanislaw Ponte Preta – seu pseudônimo em textos mais humorísticos, quase um alterego – é o molho destes contos", garante.

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RETRATO FALADO

Caio Vydal se surpreende com a repercussão de Guilherme, em Ribeirão do Tempo Por Natalia Palmeira PopTevê

Apesar de ter começado a carreira de ator aos três anos, Caio Vydal ainda não se acostumou com o reconhecimento do público. No ar como o jovem Guilherme de "Ribeirão do Tempo", o ator é abordado pelos telespectadores e acha estranho se sentir observado quando sai nas ruas. Com quase 2 mil seguidores no twitter, diariamente recebe comentários sobre seu personagem e desempenho. "A repercussão está sendo muito boa. Recebo críticas e elogios. Na escola, meus amigos perguntam sobre a novela e como é no estúdio", conta, orgulhoso. Para dar vida ao papel, o ator buscou inspiração para compor seu personagem em filmes dramáticos, como "O Menino do Pijama Listrado", de Mark Herman. Isso porque, desde o início, ele sabia que Guilherme ia sofrer com a morte do pai, vivido por Nome: Caio Ramos Roseno Haaussman Vydal. Nascimento: 31 de março de 1995, no Rio de Janeiro. Na tevê: "Filmes, seriado e novelas'". Ao que não assiste na tevê: "Programas políticos". Nas horas livres: "Gosto de jogar bola e sair com os amigos". No cinema: "Filmes de comédia, ação e suspense". Música: "Adoro hip-hop e rap brasileiro". Livro: "Diário de Um Banana", de Jeff Kinney. Prato predileto: Lasanha. Pior presente: "Já ganhei uma meia furada". O melhor do guarda-roupa: "Uma blusa que ganhei da minha namorada".

Rodrigo Phavanelo. "Li livros e assisti a filmes de crianças que perdiam o pai", explica. O interesse pela artes cênicas surgiu cedo na vida de Caio Vydal. Aos três anos, quando ia assistir peças no teatro com os pais, que sabiam de seu desejo de ser ator. "Minha mãe tinha muito medo disso. Até o dia em que minha avó me levou em uma agência e fiz cursos de teatro. Depois, ela passou a apoiar", conta ele, ressaltando que a condição para trabalhar na tevê era manter notas boas e frequência em sala de aula. Hoje, com 15, ele está em sua quarta novela – sua estreia foi em "Zazá", em 1998, e mais recentemente deu vida ao Giba de "Três Irmãs", em 2008 –, além de atuações em filme e peças de teatro. No ar como o apaixonado Guilherme de "Ribeirão do Tempo", ele garante que quer continuar na profissão escolhida ainda na infância. "Não quero abandonar os estudos. Penso em fazer faculdade de Cinema e pós-graduação em Fotografia. Mas prefiro atuar", ressalta.

Perfume: Issey Miyake. Mulher bonita: "A minha mãe". Homem bonito: "O meu pai". Cantor: Bruno Marz. Cantora: Ivete Sangalo. Ator: "Meu irmão, Cássio Ramos". Atriz: Regina Duarte. Escritor: Marcílio Moraes. Arma de sedução: "Meus olhos". Programa de índio: "Me convidar para ir para algum lugar onde eu não conheço ninguém". Melhor viagem: "Quando fui para a Disney com a minha família, em 2007".

Sinônimo de elegância: "Ter estilo próprio". Melhor notícia: "Quando minha mãe contou que estava grávida do meu irmão". Inveja: "De quem pode acordar tarde todos os dias". Ira: "Quando o Vasco perde". Gula: "McDonald's". Cobiça: "Ser um ator conhecido". Luxúria: "Cabelos". Preguiça: "De ir à padaria". Vaidade: "Roupas". Mania: "Ficar no twitter". Filosofia de vida: "Trabalhe no que você gosta e você nunca irá trabalhar".


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A SEMANA DAS NOVELAS MALHAÇÃO - Rede Globo - 17h15 Segunda (18/10) - Cláudia orienta Fred a ficar longe de luzes piscantes. Ângela é hostil com Catarina e simula ter um romance com Pedro. Pedro se desespera quando vê a luz estroboscópica ser acionada e pede para Theo procurar Fred. Lorelai filma a disputa de Babi e Josiane na pista de dança. Josiane beija Maicon e Babi beija Franja, para provocar o goleiro. Eric beija Catarina de surpresa e Lorelai filma. Ângela aponta o telão para Pedro, que vê o beijo e fica arrasado.

Terça (19/10) - Catarina repreende Eric por tê-la beijado. Ângela disfarça a satisfação de ver Pedro abalado. Maicon não se intimida com Franja, deixando Babi e Josiane nervosas. Catarina procura Pedro, mas ele a destrata. Ângela se declara para Pedro. Lorelai desafia Dodói a conquistar uma menina na festa. Babi diz a Catarina que tem certeza de que Ângela e Pedro têm um relacionamento. Ângela pede para ficar com Pedro. Ao ver Catarina e Eric chegarem juntos ao Botecão, Pedro beija Ângela.

Quarta (20/10) - Catarina vai embora do Botecão. Eric tenta se aproximar de Catarina, mas ela não deixa. Hélio dispensa Maicon do Nacional. Antônio pede o telefone dos pais de Arthur para conversar sobre a gravidez de Júlia. Ângela se insinua para Pedro, mas ele a deixa sozinha na Caldeira. Antônio leva Júlia para conhecer os pais de Arthur sem que os adolescentes saibam, deixando-os constrangidos. Triste pela decisão, Tereza diz a Vera que irá expulsar Theo do colégio.

Quinta (21/10) - Antônio fica satisfeito com o apoio que Marina e Oscar dão para a gravidez de Júlia. Cláudia aconselha Catarina a se declarar para Pedro. Fred cola no mural do colégio a entrevista em que Fausto cobra da justiça uma pena mais severa para Theo. Pedro reclama de Catarina para Ângela. Júlia e Arthur decidem se vão contar para seus pais que o bebê que ela espera não é dele. Theo e Pedro falam mal da família de Catarina sem saber que eles estão ouvindo a conversa.

Sexta (22/10) - Fausto fica furioso com as ofensas de Theo, mas Catarina o acalma. Hélio volta atrás em sua decisão e decide dar mais uma chance a Maicon no Nacional. Roberto é solidário à preocupação de Cláudia com Fred. Fred vai ao cinema com Laura e ela diz estar feliz pela companhia. Seu Pintinho treina samba com Josiane para impressionar Dona Zica. Pedro diz aos pais que não acredita em uma boa convivência com a família de Catarina no colégio. Fausto anuncia que vai processar a família Lopes.

ARAGUAIA - Rede Globo - 18h Segunda (18/10) - Amélia impede o confronto entre Solano e Vitor. Manuela não consegue contar para Max que terminou seu noivado. Manuela pega o jetski para ir cuidar de um animal e Fred aconselha a irmã a tomar cuidado com o rio. Padre Emílio teme pela segurança de Solano por causa da fúria de Max. Estela fica frustrada quando Padre Emílio avisa que Solano não vai ficar com ela. O jet-ski de Manuela para por falta de gasolina e Solano vai resgatá-la. O barco de Solano cai de uma cachoeira.

Terça (19/10) - Manuela se desespera com o acidente de Solano e tenta falar com o irmão. Fred resgata Solano. Cirso garante a Pérola e às filhas que não vai morar na cidade. Manuela confirma que Solano está vivo, mas que precisa ser transferido para um hospital e pede ajuda a Vitor. O médico afirma a Manuela que o estado de Solano é grave e que ele pode morrer. Janaína resiste a Fred e conta que não pode se envolver com ele. Nancy sorri depois de ouvir a conversa dos dois. Vitor consola Manuela.

Quarta (20/10) - Vitor ouve Manuela se declarando para Solano. Cirso ameaça Max para não ser mandado embora depois que se mudar para a cidade. Janaína entra no quarto de Fred e deita na cama dele. Cirso pede a Fred para morar na cidade. Janaína se esconde no armário, quando Fred entra no quarto. Caroço encontra a ponta de uma flecha e, ao tocá-la, Terê tem a visão do ritual feito por Iaru e o Xamã. Estela entra no quarto de hospital onde Solano está internado.

Quinta (21/10) - Estela beija Solano, que está desacordado. Fred encontra o lenço de Janaína em seu quarto. Manuela questiona Estela sobre seus sentimentos por Solano. Solano sonha que consegue escapar da queda da cachoeira. Fred devolve o lenço de Janaína e os dois se beijam. Solano acorda do coma, chama por Estela e Manuela fica chateada. Manuela questiona o namorado sobre o que ele sente por Estela. Vitor vê Manuela e Solano se beijando. Estela implora que Ruriá lhe ajude a esquecer Solano.

Sexta (22/10) - Ruriá insiste para Estela que a maldição tem de se cumprir. Solano agradece Vitor por ter salvado sua vida ao transportá-lo para o hospital em seu avião. Iuraru diz que fará o amuleto para Solano em troca de uma loja na cidade. Solano encontra um colar pendurado em sua cama e fica intrigado. Manuela diz a Amélia que ficará na estância com Solano. O adestrador pede para Estela não atrapalhar seu relacionamento com Manuela. Solano pede Manuela em casamento. Padre Emílio visita Solano.

Sábado (23/10) - Max reclama com Amélia da ausência de Manuela. Mariquita avisa a Manuela que ela dividirá o quarto com Estela enquanto se hospedar na estância. Amélia pede para Fred convencer Manuela a voltar para casa. Geraldo é hostil com Padre Emílio e Solano. Padre Emílio fica intrigado ao ouvir o nome do delegado. Amélia vai à estância disposta a saber as intenções de Solano com sua filha. Mariquita defende o neto.

Sexta (22/10) - Ariclenes agradece Mabi por ter encontrado Cecília. Mabi desconfia. Jacques fica enciumado com a possibilidade de Clotilde se casar com Ricardinho. Ariclenes se arruma para sair com Suzana. Dr. Queiroz comenta com Valdete que vai descobrir o que aconteceu com Cecília. Valquíria exige saber o que Mabi queria com Luti quando ligou para ele. Armandinho reage aos ataques de Stéfany. Ariclenes vê Jacques com Clotilde no restaurante e pensa em como avisar a Jaqueline.

Sábado (23/10) - Jacques tenta conquistar Clotilde e Ariclenes fotografa o rival em seu encontro. Ariclenes fica desesperado ao perceber que perdeu seu celular. Clotilde mostra para Jacques o celular que pegou de Ariclenes. Clotilde leva Jacques para seu apartamento. Camila elogia Luti para Rebeca. Luti critica Ariclenes por não ter dado atenção a Suzana. Ariclenes pede perdão a Suzana. Luísa descobre que Osmar era namorado de Julinho e que Marcela era apaixonada por Renato.

Sexta (22/10) - Agnello e Jéssica discutem, e o italiano vai embora. Agostina confessa que se sente sozinha e Mimi a consola. Candê se emociona ao ser chamada de mãe por Amendoim. Valentina entrega as fotos que tirou para Jovino com o intuito de se vingar de Candê. Talarico entrega para Diogo a cópia da chave da pensão de Valentina. Berilo é preso e Jéssica se desespera. Mimi comenta sobre a paixão que seu tio sente por Gemma. Diogo vai à casa de Gemma.

Sábado (23/10) - Diogo disfarça para justificar a visita e Totó fica cismado. Jéssica e Agostina são presas. Berilo se desespera ao ver Agostina e Jéssica serem soltas. Agostina chora por causa de Berilo. Totó comenta com Alfredo sobre sua desconfiança com Diogo. Clara ouve Valentina falando com Jovino sobre a denúncia e avisa Candê. Sinval não consegue dormir com Fátima. Clara se surpreende ao ver Totó, Felícia e Gemma entrarem na cantina. Candê, furiosa, vai à casa de Valentina.

TI-TI-TI Segunda (18/10) - Nicole vê Amanda com o vestido de Desirée e desaprova. Pedro convence a avó a lhe dar dinheiro e pega o carro de Valquíria escondido. Desirée discute com Jorgito e ele rompe o noivado. Chico anuncia a entrada de Victor Valentim, mas o estilista se esconde em uma nuvem de fumaça e sai mais uma vez de cena sem mostrar o rosto. Armandinho invade o ateliê completamente embriagado à procura de Desirée. Jacques invade o escritório de Valentim e flagra Luti falando com o pai.

Terça (19/10) - Armandinho se declara para Desirée no meio da festa e causa constrangimento em Stéfany, que vai embora irritada. Depois de Luti ter enfrentado Jacques para defender a identidade de Victor Valentim, Jacques sai furioso do ateliê. Desirée ouve Jorgito ajudando e aconselhando Armandinho e fica comovida. Desirée procura Jorgito e Penha avisa que ele viajou. Desirée chega ao Rio de Janeiro e surpreende Jorgito. Armandinho é preso. Cecília foge da clínica.

Quarta (20/10) - Armandinho é preso por porte de drogas. Dona Mocinha se desespera com a prisão do neto e Stéfany comemora. Desirée e Jorgito reatam o noivado. Jacques briga com Pedro por ter aprontado com Priscila e o expulsa de casa. Francis conta para Luísa sobre a história do suposto irmão de Marcela chamado Rento e ela fica intrigada. Bruna anuncia a chegada de Stela e Giancarlo. Pedro dirige sua moto e se envolve em um acidente com Cecília.

Quinta (21/10) - Pedro socorre Cecília, que tem alucinações com Victor Valentim ao olhar para ele. Renato avisa aos pais que seu curso em Londres está no fim. Desirée paga a fiança de Armandinho. Mabi vê Cecília no meio da rua, fica fascinada pelo seu vestido, e fotografa. Cecília diz a Mabi que está procurando por Victor Valentim e ela resolve ligar para Luti. Luti avisa a Ariclenes que encontrou Cecília. Luísa questiona Edgar sobre o suposto irmão falecido de Marcela.

PASSIONE - Rede Globo - 21h Segunda (18/10) - Clô demite Jackie. Berilo pede para voltar com Agostina, mas ela o destrata. Felícia avisa a Clara que vai proteger Totó de suas investidas. Diogo convida Clara para sair. Totó comemora com sua família e a de Candê a compra do sítio e a sociedade entre eles. Diogo insiste para saber como foi a vida de Clara na Itália. Clô promove Lurdinha à secretária pessoal de Olavo. Clara afasta Diogo ao perceber Totó olhando para os dois.

Terça (19/10) - Diogo faz uma ligação misteriosa e se mostra satisfeito por ter conhecido Totó. Totó afirma que precisa esquecer Clara. Mauro e Bete constatam que quem desviava dinheiro da empresa o fazia há muito tempo. Jéssica não consegue convencer Clô a perdoar Jackie. Clara se desculpa com Mimi e conta a sua história para ele. Kelly aconselha Clara a contar para Totó tudo sobre Diogo. Clara procura Totó. Felícia visita Totó e se surpreende ao encontrar Clara.

Quarta (20/10) - Felícia fica enciumada e Totó não consegue impedi-la de ir embora. Fátima acredita que Clara tem notícias de Danilo, mas Kelly garante que não. Bete e Olga especulam sobre o motivo que levou Danilo a mudar de vida. Olavo e Jéssica conseguem que Jackie e Clô fiquem juntas para conversar. Totó procura Felícia. Clara conta para Diogo sobre o golpe que ela e Fred armaram para Totó e o cantor liga um gravador sem que ela perceba.

Quinta (21/10) - Totó termina seu relacionamento com Felícia para não fazê-la sofrer mais. Diogo pergunta se Clara colocou fogo no celeiro do sítio para tentar matar Totó. Diogo entrega o gravador para Talarico. Diogo pega a chave da pensão de Valentina sem que Clara perceba. Agnello pensa em resolver a situação de Agostina. Berilo foge de Jéssica. Agnello vai à casa de Olavo para falar com Berilo e Jéssica reclama com ele. Felícia vai à casa de Totó e os dois ficam juntos.

RIBEIRÃO DO TEMPO - Record - 22h00 Segunda (18/10) - Lincon entrevista Ari. Filó liga para Joca e agradece a ajuda. Ari deixa claro para Lincon que tem certeza de que vai ser reeleito. Filó vai até a pousada e diz a Tito que o pai dela assinou o documento. Tito apresenta Filomena a Clorís e ao pessoal da pousada. Clorís a trata friamente. Querêncio fala para Romeu e Sancha que está com ódio de Tito. Flores explica para Joca que Nicolau é um homem consciente e aconselha o detetive a se manter afastado das investigações.

Terça (19/10) - Nasinho conta a Nicolau que Tito vai conseguir o empréstimo para reerguer a pousada. Joca explica para Filomena que pessoas importantes o aconselharam a não investigar a sabotagem do avião, mas ressalta que não acredita na inocência de Nicolau. O senador liga para Bruno e fala para ele tentar impedir que o empréstimo saia. Arminda diz a Filomena que acha ótima a ideia de realizar o casamento no solar. Karina cumprimenta Tito com um rápido beijo na boca e Diana vê a cena.

Quarta (20/10) - Karina pede para Tito lhe beijar. Lílian entra no quarto de Nicolau, que bate nela com muita violência. Arminda escolhe a roupa para Diana ir ao jantar na casa do senador. Bruno conta a Teixeira e Célia que fez um relatório das atitudes de Arminda, enfatizando que ela não está protegendo os herdeiros, e enviou para a diretoria da Europa. Filó diz a Carmem que ficou chateada porque Tito não contou que encontrou Karina.

Quinta (21/10) - Sônia e André resolvem contar a verdade para seus pais sobre o namoro deles. Nicolau diz a Arminda que o casamento deles é interessante para os dois. Arminda concorda e diz que prefere pensar um pouco antes de tomar uma decisão. Joca recebe uma carta com um pedido de ajuda, marcando um encontro às margens do Ribeirão. O detetive fica pensativo.

Sexta (22/10) - Tito acerta com Clorís como vai pagar sua dívida. Flores pega o fuzil que está escondido em uma caixa de violão e checa a munição. Ari se prepara para receber os correligionários. Joca, tenso, sai do carro e se embrenha na floresta. Flores tira a caixa do portamalas e entra em uma trilha com Sereno. Os dois ficam escondidos em um ponto distante de Joca e se preparam para atirar. Flores coloca Joca na mira telescópica do fuzil.

Os resumos dos capítulos de todas as novelas são de responsabilidade de cada emissora – Os capítulos que vão ao ar estão sujeitos a eventuais reedições.


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Jornal da TV 10

Domingo, 17 de outubro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: jornaltv@ojornal-al.com.br

FILMES DA SEMANA DOMINGO, 17/10 Beethoven 2 (Globo, 14:10 h) Beethoven's 2nd, de Rod Daniel. Com Charles Grodin, Bonnie Hunt e Nicholle Tom. EUA, 1993, cor, 89 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - Beethoven, o cão de estimação da família Newton, retorna à casa com a companheira Missy e os quatro lindos filhotes, que vão trazer de volta o significado de uma vida selvagem, já que Tchaikovsky, Chubby, Dolly e Mo, seus outros filhos, herdaram o talento do pai para criar confusão. A Razão do Meu Afeto (Band, 21:00 h) The Object of my Affection, de Nicholas Hytner. Com Paul Rudd, Kali Rocha e Jennifer Anniston. EUA, 1998, cor, 111 min. Classificação Etária: 14 anos. Romance - Nina é uma encantadora e independente assistente social que cai na pior armadilha para uma mulher: apaixona-se perdidamente pelo homem errado. Vivendo momentos inesquecíveis de total ternura, ela se deixa levar pelo fascínio dele. E é exatamente aí que começam os problemas. A Última Aposta (Band, 01:45 h) Even Money, de Mark Rydell. Com Kim Basinger, Danny DeVito e Kelsey Grammer. EUA, 2005, cor, 113 min. Classificação Etária: 14 anos. Drama - Carol Carver é uma escritora que passa o dia desperdiçando o tempo e todo o dinheiro da família apostando incessantemente em máquinas caça-níquel. Murph é um agenciador de baixo nível, que tenta esconder sua profissão de Verônica, a garota que ama. Clyde Snow e seu sobrinho Godfrey são viciados em apostas na liga universitária de basquete. Carol, Murph e Clyde não se conhecem, mas a atração que sentem pelo jogo fará com que seus destinos se cruzem. Silencio Roto (TV Brasil, 23 h) Silencio Roto, de Montxo Armendáriz. Com Lucía Jiménez, Juan Diego Botto e Mercedes Sampietro. Espanha, 2001, cor, 110 min. Classificação Etária: 12 Anos. Drama - Lúcia tem 21 anos e decide retornar para a vila onde nasceu, em meio às montanhas no Norte da Espanha. Ela volta com o objetivo de reencontrar a tia e trabalhar para ela. Acaba revendo também Manuel, um jovem ferreiro que colabora com os "maquis", grupo armado que não se rende ao triunfo da ditadura de Franco e continua lutando contra ela. Impressionada com sua coragem, ela se apaixona pelo rapaz. O Homem da Casa (Globo, 00:30 h) Man of the House, de Stephen Herek. Com Tommy Lee Jones, Anne Archer e Brian Van Holt. EUA, 2005, cor, 100 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - Roland Sharp é um policial durão que deve proteger as testemunhas de um crime. O problema é que elas são cinco belas mocinhas líderes de torcida da Universidade do Texas. Para cumprir sua missão, ele é obrigado a se disfarçar de treinador das patricinhas, que estão na mira de um assassino. Margot e o Casamento (Globo, 03:10 h) Margot at the Wedding, de Noah Baumbach. Com Nicole Kidman, Jack Black e Zane Pais. EUA, 2007, cor, 93 min. A emissora não informou a classificação etária.

Comédia - Margot, uma brilhante escritora de contos, que cria o caos por onde passa, faz uma viagem surpresa para sua liberal Irmã Pauline, depois que ela anuncia que vai se casar. Mas quando conhece o noivo de Pauline ? um artista desempregado ? Margot questiona se a união deve mesmo acontecer.

SEGUNDA, 18/10 Herbie ? Meu Fusca Turbinado (Globo, 15:40 h) Herbie: Fully Loaded, de Angela Robinson. Com Lindsay Lohan, Justin Long e Breckin Meyer. EUA, 2005, cor, 101 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - Maggie Peyton é a mais nova dona do veículo mais independente da história do cinema ? o grande, poderoso e turbinado Herbie, o fusca. Maggie decide inscrevê-lo na poderosa competição Nascar, que com certeza terminará em muitas confusões. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Globo, 22:25 h) Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, de Harrison Ford. Com Harrison Ford, Cate Blanchett e Karen Allen. EUA, 2008, cor, 122 min. A emissora não informou a classificação etária. Aventura - Em 1957, o arqueólogo Indiana Jones escapa de agentes soviéticos e volta a dar aulas na universidade. Por causa de seus métodos nada convencionais, é afastado. Então, ele acaba sendo convencido pelo jovem e impetuoso Mutt a recuperar a lendária caveira de cristal e embarcar em uma aventura repleta de perigos. O Coronel e o Lobisomem (Globo, 02:50 h) O Coronel e o Lobisomem, de Mauricio Farias. Com Diogo Vilela, Selton Mello e Ana Paula Arósio. Brasil, 2005, cor, 90 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - Ponciano de Azeredo Furtado, um coronel de patente e fazendeiro por herança, luta contra seu irmão de criação, Pernambuco Nogueira, para manter as terras da fazenda e conquistar o coração de sua prima Esmeraldina. Para vencer essa batalha, Ponciano precisa enfrentar feras, agiotas e ladrões, além de se envolver com a vida boêmia da cidade e ainda espantar assombrações.

TERÇA, 19/10 Uma História de Luta (Globo, 15:40 h) Going to the Mat, de Stuart Gillard. Com Andrew Lawrence, Khleo Thomas e Alessandra Toreson. EUA, 2003, cor, 74 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - Jace é um garoto cego que adora desafios. Quando sua família se muda de Nova Iorque para Utah, ele tem de encontrar um jeito de ser aceito por seus novos colegas de escola. A solução está em ingressar na equipe de luta da escola e na música. Pânico na Estrada (SBT, 23:30 h) A Friday Night Date, de Sidney J. Furie. Com Casper Van Dien, Danielle Brett e Joseph Griffin. EUA/Canadá, 2000, cor, 96 min. Classificação Etária: 14 anos. Ação - Para Jim e Sônia, a volta para casa é marcada por um incidente na estrada, quando Jim fecha uma "pick up" e quase

provoca um acidente. O motorista da "pick up" não parece satisfeito com um mero pedido de desculpas. O casal é obrigado a mudar de planos e é iniciada uma fuga para despistar o motorista que os persegue incansavelmente. O Cadete Winslow (ou "Uma Virada do Destino", opção do Intercine) (Globo, 02:20 h) The Winslow Boy, de David Mamet. Com Nigel Hawthorne, Jeremy Northam e Rebecca Pidgeon. EUA, 1998, cor, 104 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - A fim de resgatar a honra da família, um rico banqueiro inglês decide contratar um famoso advogado quando seu filho é acusado de roubo. O julgamento chama a atenção da população de Londres e pode desestruturar os laços que unem a família Winslow. Uma Virada do Destino (ou "O Cadete Winslow", opção do Intercine) (Globo, 02:20 h) A Simple Twist of Fate, de Gillies Mackinnon. Com Steve Martin, Gabriel Byrne e Laura Linney. EUA, 1994, cor, 106 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia - Michael McCann, um marceneiro pacato e solitário resolve adotar uma órfã de dois anos, que chama de Matilda, abandonada perto de sua casa. A partir daí, sua vida sofre uma mudança radical e ele se afeiçoa pela menina. Quando tudo parece ir bem, surge o verdadeiro pai, um poderoso político que luta na justiça pela guarda da criança.

QUARTA, 20/10 Material Girls (Globo, 15:40 h) Material Girls, de Martha Coolidge. Com Hilary Duff, Haylie Duff e Maria Conchita Alonso. EUA, 2006, cor, 97 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia romântica - Duas garotas, muito populares pelo fato de serem ricas, levam uma vida de compras e diversão. Mas quando sua fábrica e a fortuna da família são ameaçadas, elas começam a descobrir quem são seus verdadeiros amigos e a aprender um pouco mais sobre a vida real. A Última Missão (ou "O Garoto de Harvard", opção do Intercine) (Globo, 02:15 h) Last Run, de Anthony Hickox. Com Armand Assante, Ornella Muti e Jurgen Prochnow. Inglaterra/Hungria, 2001, cor, 92 min. A emissora não informou a classificação etária. Ação - Um agente americano de proteção a ex-militares do serviço secreto russo está sendo caçado por criminosos soviéticos e policiais americanos. Durante sua fuga, ele tem de enfrentar um ex-espião que entrou para o mundo do crime. O Garoto de Harvard (ou "A Última Missão", opção do Intercine) (Globo, 02:15 h) Harvard Man, de James Toback. Com Adrian Grenier, Sarah Michelle Gellar e Joey Lauren Adams. EUA, 2001, cor, 99 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - Um atleta do basquete topa entrar em acordo com a máfia para vencer um jogo importante.

QUINTA, 21/10 Nossa Querida Babá: O Conto de Fadas Continua (Globo, 15:40 h) Au Pair II, de Mark Griffiths. Com Gregory Harrison, Heidi Lenhart e Jake Dinwiddie. EUA, 2001, cor, 97 min. A emissora não informou a classificação etária. Comédia romântica - A babá Jenny conquistou o coração de seu patrão milionário, Oliver, e de seus dois filhos, os pequenos Alex e Kate. Antes do casamento, entretanto, Oliver enfrenta problemas com os filhos de seu sócio que acabam atrapalhando seu noivado. É nessa hora que as crianças entram em ação. Ruas Selvagens (ou "O Segredo do Abismo", opção do Intercine) (Globo, 02:05 h) Deuces Wild, de Scott Kalvert. Com Stephen Dorff, Brad Renfro e Fairuza Balk. EUA, 2002, cor, 96 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - O verão de 1958 foi marcante para o Brooklin. Além do calor escaldante e da perda dos Dodgers, time local, a guerra das gangues teve uma escalada de violência nunca antes vista envolvendo o Deuces, uma gangue que busca evitar que o tráfico de drogas chegue ao bairro desde que um de seus integrantes morreu, e os Vipers que estão envolvidos com o tráfico e armas de fogo. O Segredo do Abismo (ou "Ruas Selvagens", opção do Intercine) (Globo, 02:05 h) The Abyss, de James Cameron. Com Ed Harris, Mary Elizabeth Mastrantonio e Michael Biehn. EUA, 1989, cor, 138 min. A emissora não informou a classificação etária. Ficção científica - Quando o submarino nuclear Montana fica preso, a 600 metros de profundidade, à beira de um abismo, técnicos são convocados para auxiliar no resgate. Logo que chegam ao local, percebem que o acidente foi provocado por uma força desconhecida, provavelmente vinda do espaço, que também ameaça o grupo.

SEXTA, 22/10 Ace - Uma Questão de Justiça (Globo, 15:35 h) Ace of Hearts, de David Mackay. Com Dean Cain, Britt Mckillip e Anne Marie Deluise. Canada, 2008, cor, 100 min. A emissora não informou a classificação etária. Drama - Fernanda e sua família amam um pastor alemão, Ace, que é o melhor policial canino da região, mas um bandido está decidido a se livrar do animal. Ele finge ter sido atacado, o cão é acusado de ser violento e marcado para a execução. Agora, a família vai fazer de tudo para provar a inocência de Ace e salvá-lo. Baseado em uma história real. Aeon Flux (SBT, 23:10 h) Aeon Flux, de Karyn Kusama. Com Charlize Theron, Marton Csokas e Jonny Lee Miller. EUA, 2005, cor, 93 min. Classificação Etária: 14 anos. Ação - Em 2415, Bregna é a última cidade da terra, povoada com os sobreviventes de um vírus que dizimou 99% da população mundial no ano de 2011. Nesse cenário futurista, a rebelde e misteriosa Aeon Flux é enviada em uma perigosa missão contra o grupo de cientistas que governa Bregna, ao mesmo tempo em que ela busca vingar a morte de sua irmã.


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TELETEMA

VILÃ – Bárbara Paz viverá uma malvada e interesseira em "Dinossauros e Robôs", título provisório da próxima novela das sete da Globo. A personagem será assistente de uma paleontologista, interpretada por Adriana Esteves. A novela, escrita por Walcyr Carrasco, conta com algumas cenas gravadas no Japão. A estreia deve acontecer em janeiro de 2011.

SAÚDE – Glória Pires será Norma em "Insensato Coração", que substituirá "Passione" na Globo. Na história, a personagem é uma enfermeira que se envolve em uma trama policial. Além disso, Norma fará par romântico com o papel de Fábio Assunção. Prevista para ir ao ar a partir de 17 de janeiro, a novela tem autoria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

NOVIDADE – No dia 19, a Globo estreia o seriado "As Cariocas". A produção tem dez episódios independentes que mostram as peculiaridades femininas tendo o Rio de Janeiro como cenário. A direção é de Daniel Filho.

RETORNO – A nova temporada do "S.O.S Emergência", da Globo, vai ao ar a partir do dia 24. Um dos destaque é Ellen Roche, que será a Dra. Luisa, uma cirurgiã plástica bem sensual.

VOLTA – Eva Wilma será Beatriz em "Araguaia", da Globo. Na trama, a personagem já foi dona de bordel e é mãe do protagonista Solano, vivido por Murilo Rosa. A partir do dia 25, Beatriz chega na cidade como dona de um salão de beleza. DESTAQUE – A estreia de "Corações Feridos", próxima novela do SBT, acontece no dia 8 de novembro. Adaptada por Íris Abravanel, a produção tem Patrícia Barros e Flávio Tolezani como protagonistas. A direção é de Del Rangel.

RITMO – Beto Marden e Lígia Mendes serão os apresentadores do "Se Ela Dança, Eu Danço", do SBT. O júri é composto por Jarbas Homem de Mello, João Wlamir e Lola Melnyck. A estreia está prevista para novembro.

AMOR – Depois de viver a humilde Celinha, em "Os Mutantes - Caminhos do Coração", da Record, Thaís Fersoza está de volta à tevê. Ela será Samara, em "Sansão e Dalila", próxima minissérie da emissora. A personagem é apaixonada pelo protagonista Sansão, vivido por Fernando Pavão, porém ele a considera uma irmã. A estreia está prevista para janeiro. ESCRITÓRIO – "Batendo Ponto" é o nome da nova série da Globo. Escrita por Paulo Cursino, a produção será protagonizada por Ingrid Guimarães. Na história, ela viverá uma secretária sempre disposta a colaborar com seus companheiros de trabalho. O elenco conta também com Stênio Garcia, Alexandre Nero e Daniele Valente. A previsão de estreia é para a segunda quinzena de dezembro e a direção é de José Lavigne.


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OJORNAL 17/10/2010  

PV deve definir hoje posição sobre 2º turno para presidente CMYK Hornella Giurizatto, de 33 anos, esposa do empresário capixaba Luiz Fernand...

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