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O Renault Duster é lançado com a finalidade de desbancar o EcoSport

Páginas 6 e 7

Foto: Igor Pereira

Salão

confirma

crescimento histórico do setor Páginas 2 a 5

Com seis meses de mercado, o sedã Turin da JAC ganha participação

surpreendente na linha J3 Página 11


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Salรฃo Duas Rodas


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BMW G 650 GS Sertão A fabricante alemã apresentou mundialmente a nova versão da G 650 GS, a Sertão. A moto off road com motor monocilíndrico de 652 cm3 com 48 cv será produzida em Manaus a partir de dezembro de 2011. Traz algumas diferenças em relação à G650 GS comum, incluindo um redimensionamento na suspensão, para permitir trilhas mais radicais. No Brasil, a Sertão custará R$ 32.800 e as vendas começam em maio de 2012.

Dafra Daelim Roadwin 250 De origem sul-coreana, a nova esportiva Roadwin 250 aposta no visual de superesportiva para atrair os consumidores brasileiros. Com um motor de 250 cilindradas de 24 cv, traz leds nas lanternas e no painel digital, além de freios a disco nas rodas dianteiras e traseiras. As vendas da Roadwin começam em fevereiro de 2012.

Em 2012, o Brasil vai se tornar o país da motocicleta. Pelo menos é o que sinaliza o Salão de Duas Rodas 2011. Há muito não se via discursos tão sintonizados quanto os dessa 11ª edição da exposição motociclística bienal, que ocorre no parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo, até 9 de outubro. Todas as

marcas presentes festejaram seus bons desempenhos no mercado nacional - a produção desse ano supera em 19,6% a do mesmo período do ano passado e deve igualar 2008, que detém o recorde histórico de vendas do setor. Segundo dados da Abraciclo - associação que reúne fabricantes de motoci-

cletas, ciclomotores, bicicletas e afins -, o setor de duas rodas espera comercializar dois milhões de unidades no país em 2011. O aumento do poder aquisitivo das classes C e D e a facilidade de crédito são apontados como fatores decisivos para a expansão do mercado nacional. Com destaque para a região Nordeste,

que deixou o Sudeste para trás e é onde mais se vende motocicletas no país. Apesar das motos abaixo das 125 cilindradas ainda serem responsáveis pela imensa maioria das vendas no Brasil, a aposta da maioria das marcas é oferecer modelos cada vez mais potentes, sofisticados e caros.

Ducati Streetfighter 848 A fabricante italiana apresenta a nova naked no Brasil antes mesmo de exibir oficialmente o modelo na Europa. A Streetfighter 848 também será um dos destaques durante o Salão de Milão, de 8 a 13 de novembro, na Itália, e chegará às lojas europeias e norte-americanas em novembro. Mas ainda não tem data de lançamento para o mercado brasileiro. O mais provável é que chegue ainda no primeiro semestre de 2012. Com seu motor de 849 cm3 e 130 cv, moto é uma versão de menor cilindrada do modelo 1098.


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Harley-Davidson Dyna Switchback A principal novidade da gama 2012 da marca norte-americana pretende reunir o conforto de uma touring e o desempenho de uma cruiser. O motor Twin Cam 96 de 1.585 cm3 atua em conjunto com uma transmissão de seis velocidades. Para dar mais versatilidade ao modelo, as duas malas laterais são removíveis e o para-brisa também pode ser retirado. A Dyna Switchback será vendida no Brasil a partir de R$ 43.700.

Kasinski

Comet SR 150 Além de uma versão da esportiva GT 650 R com carenagens em fibra de carbono e de uma variada linha de veículos elétricos, o destaque o estande da Kasinski é a Comet SR. Trata-se de um modelo com motor de 150 cm³, originário da marca inglesa Megelli e produzido na China. Segundo a CR Zongshen, empresa que controla a Kasinski, a nova moto chega ao mercado brasileiro em 2012 e ainda não tem valor definido.

Honda CBR 250R

Recentemente lançada no mercado internacional, a esportiva CBR 250R oferece um conjunto ágil em curvas, graças à distância reduzida entre as rodas. O motor de 249,4 cm³ disponibiliza 26,4 cv a 8.500 rpm. O modelo pretende funcionar como uma esportiva de entrada para o mercado brasileiro, mas só estará à venda no primeiro trimestre de 2012. Um dos destaques da moto é a posição de pilotagem, com o assento a 78 cm do chão.


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Shineray 150 Explorer Atuante no Brasil desde 2005, a marca chinesa anunciou durante o salão os planos para uma fábrica em Pernambuco, em 2012. Por enquanto, importa seus modelos direto de Chongqing, na China. A maior novidade é a Explorer 150, uma trail de uso misto com motor monocilíndrico de 149,4 cm3, que atinge 13,5 cv nas 8.500 rpm.

Kawasaki Concours 14 A consagrada touring Concours 14, com motor de quatro cilindros em linha de 1.352 cm3 e 155 cv, é a principal novidade da marca japonesa no salão. Já conhecida na Europa e nos Estados Unidos, a moto chega ao Brasil equipada com freios ABS, controle de tração e para-brisas com quatro diferentes regulagens, além de chave que permite a ativação do veículo de forma remota.

Traxx Dunna 600 A Traxx apresenta sua primeira motocicleta de 600 cilindradas, que introduz a marca na categoria de motos maiores. A Dunna 600 é voltada para o uso misto e começará a ser vendida em 2012, com preço na casa dos R$ 20 mil. O motor monocilíndrico entrega 35 cv a 6 mil rpm e 4,6 kgfm a 4.500 rpm.


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Sem olhar para trás Fotos Igor Pereira

Renault lança o utilitário esportivo Duster e aposta na consolidação da imagem da marca no Brasil

Acima, o presidente da marca no Brasil, Jean-Michel Jaliniervice, e o presidente comercial da Renault, Gustavo Schmidt, anunciam chegada do SUV compacto Desconfiar do desconhecido é normal. Algumas marcas "gramam" anos a fio até que o consumidor comece a considerar a possibilidade de, talvez, comprar um de seus produtos. Isso aconteceu com a Renault desde que produziu sua primeira Scénic, em 1999. Mas, a partir do lançamento do hatch Sandero, em 2007, a marca vem ganhando mercado paulatinamente. A ponto de, em setembro, ter registrado a melhor participação no mercado brasileiro, com 6,1%. Agora, a empresa francesa acha que pegou o "jeitinho". Tanto acredita nisto que aposta que o recém-chegado Duster vai emplacar 2.500 unidades mensais. E se isso de fato acontecer, o mais novo Renault vai rachar a liderança do segmento de utilitários esportivos compactos com o Ford EcoSport e chegar ao final do ano com 6,7% do mercado brasileiro. Com 200 mil unidades em um ano, o Brasil seria o se-

gundo maior mercado da marca no mundo, atrás apenas da França. Afaçanha é até possível, pois o EcoSport tem já quase uma década de mercado e está um tanto cansado. Para não perder a oportunidade, 3 mil unidades do Duster já foram distribuídos pelos quase 200 concessionários. Mas nem mesmo a Renault espera vida fácil para o Duster. É mais que previsível que a Ford reaja e reduza os preços do seu modelo. Os franceses, então, trataram de reduzir a margem de manobra da rival. O Duster chega com preços bem atraentes. Começa em R$ 50.900, já com ar, direção, travas e vidros dianteiros elétricos. EcoSport mais barato custa quase R$ 3 mil a mais. A tabela vai num crescendo até chegar à versão Dynamique 2.0 16V com câmbio automático ou com tração 4X4, que têm o mesmo preço de R$ 64.900 - R$ 2 mil a menos que o modelo "top" da Ford.

O "jeitinho" que a Renault encontrou passa por essa tabela mais atraente que a do rival. A marca só harmonizou com o consumidor brasileiro quando passou a oferecer o mesmo conteúdo por um preço ligeiramente menor. "O brasileiro não quer carro pequeno, quer carro barato", argumentou o presidente do Grupo RenaultNissan, Carlos Ghosn. A estratégia da marca, então, é vender carros maiores que os concorrentes diretos. Esse desejo de jogar no miolo do mercado brasileiro é o principal motivo de a Renault ter parado de trazer modelos da Europa. Aempresa despreza, também, a ideia de trabalhar nichos de mercado muito pequenos. Pela análise do marketing da fabricante francesa, o segmento de SUV já é significativo e ainda tende a crescer. Entre os anos de 2000 a 2010, o segmento passou de 14 mil para 220 mil unidades por ano - 1.500% de crescimento

para um mercado que aumentou em 120%. Um dos motivos para essa ampliação do segmento é a versatilidade dos SUV. De certa forma, os utilitários substituem minivan e stations, com a vantagem de serem melhor talhados para enfrentar a buraqueira deixada nas ruas pelos prefeitos brasileiros. E foi exatamente na imagem de robustez que a Dacia - braço romeno do Grupo Renault - apostou quando projetou o Duster. A frente alta e imponente ganha mais força com a grade cromada. As colunas são extremamente largas e a traseira, altíssima. Na Europa, o Dacia Duster recebe um painel frontal semelhante ao do Sandero. No Brasil, ele foi redesenhado e ganhou dois porta-trecos e um aspecto menos frágil. Outra identidade com o Sandero, que na Europa é também Dacia, foi mantida: o vinco lateral no formato de um sorriso.


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7 A Renault garante ter modificado 774 peças para que o Dacia Duster virasse o Renault Duster. Além do painel, da grade frontal e de uma alteração no para-choque traseiro, um pouco mais inflado, todas as demais mudanças estão sob a carroceria. A começar pelos motores, que são flex e bem conhecidos no Brasil. Um é o motor 1.6 litro 16V, com câmbio de cinco marchas, capaz de gerar 115 cv de potência e 15,5 kgfm de torque com etanol. Ele equipa as três versões básicas: a 1.6 16V, a Expression e a Dynamique, que custam R$ 50.900, R$ 53.200 e R$ 56.900 - na segunda é acrescentado pintura nos para-choques, barras no teto, airbags frontais, vidros elétricos traseiros e alarme. A versão Dynamique é a topo de linha e vem completa - dentro do que o Duster oferece. Ela traz a mais ABS,

retrovisor elétrico, banco traseiro bipartido, faróis de neblina, apoio de cabeça central traseiro e vários detalhes de acabamento. A esta versão pode vir com o motor 2.0 16V com câmbio manual de seis marchas. Ele tem 142 cv de potência e 20,9 kgfm de torque e custa R$ 3.700 a mais - o preço vai a R$ 60.600. Por mais R$ 4 mil, o Duster vem com tração integral 4X4 ou então um câmbio automático de quatro marchas. A Renault acredita que os modelos com motor 1.6 respondam por 50% da vendas. Dos 50% dos modelos com propulsor 2.0, 20%, ou 10% do total, devem ser equipadas com tração 4X4. A ideia é que a maior capacidade off-road que o Duster alega ter se faça valer também no mix de vendas. E ajude a reforçar ainda mais a imagem da marca no Brasil.


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Com muito tempero

por Augusto Paladino

Ofensiva limitada A Renault lança a série limitada Avantage para o Logan 1.0. O preço é de R$ 31.110 e já engloba direção hidráulica, volante com regulagem de altura, vidros dianteiros e trava elétricos e painel de instrumentos com grafismo diferenciado. O único opcional é o ar-condicionado, que será oferecido por R$ 2.500. No quesito design, o Logan Avantage tem como diferencial a presença do friso lateral na cor da carroceria e adesivo preto na coluna central.

Para todo o mundo ver Os ingleses parecem estar animados com a proximidade dos jogos olímpicos de Londres em 2012. Para isso, a Mini, marca controlada pela alemã BMW, já se antecipou e homenageia as Olimpíadas através de uma versão comemorativa do Cooper que abrangerá todas suas variantes. Batizada de "London 2012" a estilização dos modelos fica por conta da instalação de um teto com o logo dos jogos olímpicos londrinos, uma faixa que atravessa o carro da traseira até a parte da frente e rodas de liga leve de 17 polegadas na cor chumbo fosco. No interior, os Mini comemorativos ganharam uma ilustração do perfil da cidade de Londres, gravadas na tampa do porta-luvas, onde também é gravado o número de série do modelo. E bancos de couro também com o logo das Olimpíadas.

Divinamente possuído A francesa Renault revelou uma nova versão do Clio RS, versão esportiva do hatch. Destinada ao mercado europeu, a série batizada de Ange & Démon - anjos e demônios - terá uma produção limitada a 666 unidades, referência ao número da Besta. A versão especial parece levar o compacto para o "lado negro", devido aos adereços aerodinâmicos mais pronunciados que recebe. Sob o capô, o modelo carregará um motor 2.0 de 200 cv de potência. Também novidades estão os novos freios Brembo, agora maiores e mais potentes.

A japonesa Nissan prepara uma versão vitaminada do crossover Juke. A novidade é a utilização do motor V6 biturbo de 3.8 litros, do cupê esportivo GT-R. Ainda sem muitas informações sobre a potência, sabe-se que o propulsor deverá empurrar o modelo o suficiente para atingir de 0 a 100 km em menos de quatro segundos. Outras mudanças acontecerão na parte mecânica e aerodinâmica. O Juke deve receber rodas maiores, freios redimensionados e spoiler traseiro, responsável por segurar o carro no chão.

Saída fácil Durante o Salão Duas Rodas de São Paulo, a marca brasileira Dafra lançou a DB0, uma bicicleta elétrica que utiliza um motor alimentado por bateria de lítio, que auxilia no suporte às pedaladas do usuário. Ela possui três marchas e um sensor no pedal que detecta a força empregada pelo ciclista. Outro diferencial está no seu sistema de redução de tamanho - o modelo é totalmente dobrável.

Sem o pé esquerdo A Renault continua com a sua estratégia de oferecer câmbio automático para os seus modelos compactos. Com o sucesso no Sandero Privilège, a marca francesa vai introduzir a transmissão no "aventureiro leve" Stepway em novembro. Ainda não há maiores informações sobre o preço do novo modelo já com a tecnologia. Atualmente o Sandero Stepway custa R$ 42.990 com câmbio manual.

Recorde nórdico Uma dupla de noruegueses bateu o recorde de consumo de combustível com o Ford Mondeo Econetic. Knut Wilthile e Henrik Borchgervink utilizaram o carro apenas com o equipamento de série que envolve a tecnologia start/stop, que desliga o motor quando parado, e recarga regenerativa inteligente, sistema que gera energia elétrica durante as frenagens. Assim, os dois percorreram 2.161 km com um tanque e registraram a marca de 31,25 km/l, 25% a menos que o indicado pela Ford, de 23,25 km/l. O Mondeo tem sob o capô um motor 1.6 de 115 cv a 3.600 rpm.

Potência italiana Um "super motor" está em desenvolvimento nas fábricas da Alfa Romeo. A marca italiana pretende produzir um novo propulsor de 1.8 litro de alta potência que terá injeção direta de gasolina de alta pressão e o sistema MultiAir - de controle da entrada de ar nas válvulas - e aproximadamente 300 cv. A potência total não é das maiores, mas a relação potência/litragem do motor impressiona. São nada menos do que 167 cv/l. A nova unidade deve equipar o sedã Giulia, marcado para chegar ao mercado em 2014. Segundo a Alfa, o novo motor já estará atendendo as normas de emissões estabelecidas pela Euro 6.

Esse é dez A Hyundai pretende utilizar câmbio automático de dez velocidades em seus carros de luxo até 2014. O anúncio foi feito pelo presidente Park Seong Hyon em entrevista ao canal inglês Bloomberg. Atualmente a marca utiliza transmissões de oito velocidades nos veículos topo de linha nos mercados europeus e norte-americanos. No Brasil, a marca usa variantes com cinco ou seis relações.


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Foco no bolso O novo Uno acaba de ganhar a versão Economy, que evoca um baixo consumo de combustível. Ela conta com o motor 1.4 de 85 cv a gasolina e 88 cv com etanol. Segundo a Fiat, o hatch faz 16,3 km/l na cidade e 21,55 km/l na estrada com gasolina e 11,3 km/l e 14,7 km/l com etanol, respectivamente. Esses números significam uma redução de aproximadamente 15 % em relação à versão Attractive, em que o Economy é baseado. Para conseguir isso, a central eletrônica foi recalibrada e as marchas ganharam novas relações. À disposição do motorista há um econômetro - ou seja, um indicador de consumo instantâneo. O modelo será vendido por R$ 28.120 na versão duas portas e R$ 29.950, quatro portas, valor que o torna o 1.4 mais barato do mercado nacional.


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Fraternidade europeia

O Volkswagen Up! parece conquistar o mundo a cada dia que passa. Depois de ganhar nacionalidade tcheca com o Škoda Citigo, o Up! acaba de se tornar espanhol com o Seat Mii. No visual as mudanças ficam a cargo da dianteira, que agora ostenta o tradicional desenho da marca espanhola, e a traseira com novas formas triangulares. Sob o capô, o carrinho será equipado com motor a gasolina 1.0 com dois níveis de potência: 60 e 75 cv e opção de câmbio manual e automático. Seguindo o costume dos "novos" compactos, o Mii traz de fábrica muita tecnologia como assistente de frenagem e controle de estabilidade. A versão hispânica chegará ao mercado no final do ano na versão duas portas. E as novidades não param por aí para o carrinho de origem alemã. Para 2012, a Volks anunciou a chegada da versão quatro portas do Up! para o mercado europeu. O modelo manterá as formas gerais da carroceria de duas portas e também compartilhará a mesma motorização. Motores 1.0 de 60 e 75 cv e um turbodiesel 1.2 com 75 cavalos. A VW ainda não divulgou os preços do modelo. A configuração duas portas parte de 9.850 euros, o equivalente a R$ 24.700.

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Requinte enlamaçado A Citroën apresentou oficialmente o C4 AirCross, a versão aventureira do hatch C4. O modelo terá opção de versões com tração dianteira e integral. Sob o capô, quatro motores diferentes. Duas a gasolina de 1.6 de 115 cv e um 2.0 de 151 cv e duas a diesel 1.6 HDi de 110 cv e 1.8 de 150 cv. Quanto às dimensões, o AirCross mede 4,34 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,63 de altura e capacidade de 442 litros no porta-malas. Na lista de itens de série estão câmera de ré, sistema GPS e teto solar panorâmico. Os preços ainda não foram divulgados pela fabricante francesa.


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A chegada de um carro em qualquer mercado é sempre precedida de meses de pesquisa e planejamento. Tudo é levado em conta. Do design à maciez da suspensão. Mas no caso de um veículo que tem duas carrocerias diferentes, ainda é necessário saber qual é a proporção que cada modelo terá nas vendas. E foi nesse ponto que a JAC cometeu um de seus poucos erros de cálculo na chegada no Brasil. No primeiro lote de J3 vendido por aqui, de cada três hatches, um sedã era comercializado, como é o retrato do mercado brasileiro hoje em dia. Entretanto, como é um veículo com propulsor maior e bom nível de equipamentos, a conta é outra. Ou seja, tirando os veículos de entrada, com motor 1.0, a proporção muda para dois para um. E foi aí que o J3 Turin, configuração de três volumes do compacto, cresceu nas vendas até atingir um percentual de 40% dos J3 vendidos no Brasil. No acumulado do ano, o Turin já teve 6.267 unidades novas nas ruas, enquanto que o hatch vendeu 9.682. No total, uma proporção de exatos 39,2%, já mais de acordo com a demanda - nos dois primeiros meses, as vendas esbarravam na disponibilidade, de 35%. A mudança do mix de vendas do modelo no Brasil também vem no momento mais movimentado na ainda curta história da JAC no Brasil. A marca chinesa foi uma das mais afetadas com a decisão do governo brasileiro em aumentar o IPI em 30 pontos percentuais para carros importados. Divulgou uma nota à imprensa explicando as razões por que estava insatisfeita e protestou. Ameaçou até desistir de construir no Brasil a fábrica que havia prometido. Só que as normas do governo, estimulam uma ação oposta. Todas as benesses vão para quem produz localmente. Já com a cabeça fria, o executivo-mor da JAC, Sérgio Habib, amenizou o discurso. Não só disse que vai manter os preços dos carros como estão, sem repassar seus aumentos de custo ao consumidor, como confirmou a construção da fábrica em Camaçari, na Bahia. Como manteve o preço, a participação da JAC no mercado não se alterou. Isso significa dizer que ela sofreu uma pequena queda no número de emplacamentos, como ocorreu com as vendas em geral. A comercialização do J3 Turin caiu de 1.060 para 898 unidades, enquanto a do J3 desceu de 1.535 para 1.265 exemplares. A marca de 1% entre os automóveis e comerciais leves não foi mexida nos meses de agosto e setembro. Isso prova que a estratégia que a fabricante chinesa propôs para os seus carros continua dando resultado, depois de meio ano após o início das vendas. E a proposta é simples. Carros bem equipados, com preço compatível e um imenso investimento em marketing. O J3 Turin não foge a essa tática. Como Faustão anuncia em suas propagandas, vem completo, com arcondicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo, ABS com EBD e rádio/CD/MP3/USB. Pelo preço de R$ 39.900 não chega a ser uma barganha, mas é um valor competitivo num mercado de automóveis caros como é o brasileiro. Assim como a lista de equipamentos, o motor é idêntico à do J3 hatch. O 1.4 litro com comando variável de válvulas na admissão capaz de gerar 108 cv a 6 mil rpm e 14,1 kgfm de torque a 4.500 rotações. O diferencial em relação ao dois volumes, obviamente, é o porta-malas, mais espaçoso. Ele leva 490 litros contra 350 litros do hatch. Mais uma prova da força que o sedã compacto ganhou por aqui.

J3 Turin

Além da imaginação

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