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O JORNA L Maceió, domingo, 13 de junho de 2010 | Ano XVI | Nº 162 | www.ojornalweb.com

São João e Copa geram emprego em Arapiraca Carolina Sanches

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ALAGOAS

R$ 2,00

Eletrobrás terá investimentos de R$ 300 milhões em Alagoas Recursos federais vão garantir recuperação do abastecimento de energia no Estado A Eletrobrás confirmou que parte dos recursos do empréstimo obtido

junto ao Banco Mundial, no total de US$ 495 milhões, será investida em

Alagoas. Serão US$ 152 milhões para a melhoria dos serviços em gestão e

redução de perdas. Assim, o governo federal investe pesado no setor

energético alagoano, que estava à beira do colapso. Página A25

Marco Antônio

chegada dos festejos juninos e a realização da Copa do Mundo alavancaram a economia de Arapiraca. A produção de roupas juninas é uma atividade em alta.

A

Secretário quer restabelecer fundo contra a violência

Mão de obra inocente

Recentemente eleito para presidir o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, o secretário de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania, Pedro Montenegro, informou que vai restabelecer o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. O objetivo, segundo ele, é combater o avanço da violência em Maceió.

Páginas A21 e A22

TV

Página A2

Ficha Limpa: lei deve mudar eleições, dizem entidades Ouvidos por O JORNAL, representantes de entidades da sociedade civil e de instituições públicas avaliam que a lei do Ficha Limpa deve mudar, para melhor, o processo eleitoral. Na última quinta-feira, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entenderam que o texto recentemente sancionado vale para este ano.

Sophie Charlotte vai encarar sua primeira personagem malvada na novela Ti-Ti-Ti, da Rede Globo.

Dois

Página A3

semana que passou foi cheia de atividades para denunciar a exploração do trabalho infantil. Nesse período, um menino A de 12 anos que vendia caranguejo às margens da AL-101 Sul morreu atropelado. Hoje, a realidade sobre as crianças nas ruas de Maceió ainda está bem longe do que a legislação prevê e do que querem as autoridades. Páginas A18 e A19

Brasil conta as horas para a estreia no Mundial hico Buarque e sua C obra são temas do livro “Histórias de Canções”, de autoria de Wagner Homem. Páginas B1, B2 e B3

A seleção brasileira vive a ansiedade da estreia na Copa do Mundo. O time de Dunga entrará em campo na próxima terça-feira, às 15h30 (de Brasília), contra a Coreia do Norte. Hoje, o destaque do Mundial vai ser a partida entre Alemanha e Austrália, às 15h30. Amanhã, dois jogos devem chamar a atenção: Holanda x Dinamarca, às 8h30, e Itália x Paraguai, às 15h30. Suplemento

Jogos de hoje

Argélia

Eslovênia

X

08h30

Sérvia

Gana

X

11h00

Alemanha

Austrália

X

15h30

Edifício Breda conta um pouco da história de Maceió Um pedaço importante da história de Maceió foi depositado num imóvel triangular, espremido entre ruas que conservam o seu contorno até hoje. O Edifício Brêda resiste ao tempo e à modernidade e ainda preserva o estilo do progresso de sua época. Algumas janelas e portas ainda mantêm o material original. O prédio também foi palco de algumas tragédias. Páginas A9, A10 e A11

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O JORNAL

Política A2

Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

CATADORES Técnicos do Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis - vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e ao Ministério das Cidades - reuniram-se, na última terça-feira, com representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum). Eles visitaram Maceió para mostrar como o governo federal pode contribuir com a inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis e discutir como essas políticas públicas poderão ser implementadas no município após a desativação do Lixão. Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Francisco Araújo, a reunião com o comitê partiu da preocupação que a Prefeitura de Maceió tem com os catadores que trabalhavam no local recém-desativado.

PISCA-PISCA A população de Porto de Pedras está na bronca em relação ao fornecimento de energia elétrica. É intensa a oscilação: uma hora tem luz, outra hora não. As residências, os estabelecimentos comerciais, prédios públicos e as pousadas da região têm sofrido bastante com o problema. Até a Rádio Jornal, que, com sua unidade móvel, cobriu esta semana as festividades dos 89 anos de emancipação política da cidade, sofreu com o problema.

CHUVAS 1

Domingo, 13 de junho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: politica@ojornal-al.com.br

Secretário quer reestabelecer fundo para combater violência Montenegro pretende envolver sociedade e empresários contra avanço do crime Odilon Rios Repórter

O aumento na quantidade de assassinatos em Alagoas - segundo dados revelados por O JORNAL, na semana passada, a partir de levantamento da Polícia Civil - acabou movimentando as atividades no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. Na terça-feira, o secretário municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania, Pedro Montenegro, foi empossado presidente do conselho, anunciando algumas medidas para ajudar bairros da capital a diminuírem os índices de mortes - em especial entre os jovens e proteger grupos próximos do risco, como meninos e meninas de 12 anos.

Entrevistado por O JORNAL o Fundo Nacional da Criança e na quinta-feira, Pedro Montene- Adolescente, que hoje recebe mais gro disse que vai reestabelecer o dinheiro que alguns órFundo Municipal da Criança gãos governamentais. e do Adolescente, que “A ideia que temos é pode receber doações que o empresário local de empresários ou cipossa vestir essa camiSecretário dadãos comuns, com sa e investir no fundo, dinheiro abatido no abatendo este valor no disse que Imposto de Renda. Imposto de Renda. O também “Estamos organizancidadão comum tampretende do o conselho para dibém fará a mesma coivulgar todos os detasa”, explicou. pedir ajuda lhes, inclusive a conta Além disso, Monà Polícia bancária onde as pestenegro pretende pedir Federal soas podem doar o diajuda a Polícia Federal: nheiro”, disse. quer descobrir como Esta política é a armas de fogo entram mesma adotada, seem Alagoas. As armas respongundo Montenegro, dem por mais de 80% dos assaspelo governo Lula. Em 2003, sinatos dos jovens. “Alagoas não quando assumiu a Presidência tem fábrica de arma de fogo, da República, Lula reestruturou então, estas armas estão vindo

A Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) vem mantendo equipes de limpeza de plantão, nos finais de semana chuvosos, prontas para atuar em qualquer ponto a cidade, em caso de necessidade, com ações de manutenção, sobretudo em regiões cercadas por canais e encostas. No final de semana passado, quando as previsões eram de muita chuva, mais de 60 agentes de limpeza ficaram de prontidão, desde as 7 horas da manhã do sábado retrasado.

Os bairros onde não se mata

CHUVAS 2 A Diretoria de Planejamento da Slum realizou um intenso trabalho de fiscalização, por toda a cidade, com o intuito de detectar quais os bairros que necessitavam de ações de manutenção. O superintendente de Limpeza Urbana, Ernande Baracho, informou que, desde fevereiro, a Prefeitura vem trabalhando, por meio do órgão, para evitar alagamentos e transbordamentos, principalmente nas áreas mais vulneráveis e essas incidências.

COPA 1 O juiz federal Diretor do Foro da Justiça Federal em Alagoas em exercício, Frederico Wildson da Silva Dantas publicou portaria reduzindo o expediente nos dias 15 e 25 de junho, datas em que ocorrerão jogos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo 2010 e em 23 de junho, véspera do Dia de São João.

Secretário Pedro Montenegro: “O combate ao crime só vai acontecer por uma repressão mais qualificada”

COPA 2 Os expedientes dos dias 15 e 23 serão das 7 horas da manhã às 14 horas. Na sexta, dia 25 será das 7 às 10 horas da manhã, horários a serem cumpridos no âmbito da Seção Judiciária de Alagoas e das Subseções Judiciárias de União dos Palmares e Arapiraca, inclusive do Setor de Protocolo. A portaria cumpre Ato de número 178, de 21 de maio de 2010, do Presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região.

CESTA! A equipe de Basquete em Cadeiras de roda da Adefal/Sesi participa, entre 15 a 19 de julho, do Campeonato Regional Norte e Nordeste de Basquete em cadeiras de rodas, que acontece em Recife. O grupo, composto por 14 atletas entre 21 e 35 anos, segue para a capital de Pernambuco no dia 15, acompanhado do preparador técnico Pablo Lucine e do diretor de esporte da Adefal, Ednardo Aguiar.

DEDICAÇÃO

Guardas comunitários vão ajudar Guardas comunitários estão sendo treinados para sair da segurança do patrimônio púbico e ajudar no policiamento de áreas consideradas de risco. Leva-se em conta a experiência - considerada um sucesso - do conjunto Selma Bandeira, que reduziu em 70% os índices de criminalidade. “O guarda comunitário é como um agente multiplicador. Apopulação ajuda, mostra quando uma família passa por dificuldades, ao mesmo tempo este guarda leva segurança aos lugares, recebe informações que melhoram o trabalho em bairros de Maceió. Sou a favor da substituição daquele modelo de carro de polícia girando pelas ruas. Eles podem atuar mais nestas áreas”, afirmou o secretário. Também presidente do con-

selho, Pedro Montenegro disse que pedirá uma reunião com a Secretaria de Planejamento. Isso para definir ações de investimento no orçamento de 2011, em Maceió, para áreas onde exista grande concentração de jovens, como o Tabuleiro dos Martins. Pelos números levantados pela Secretaria no Plano Integrado de Promoção do Direito Humano à Segurança (o Maceió mais segura, em sua primeira fase), desde 2000 a capital assiste a um crescimento assustador da violência. Há dez anos, eram 360 homicídios. O número mais que dobrou em 2006 (904) e já era 917 em 2007. Ano passado, foram dois mil homicídios. Entre 1997 e 2007, no Nordeste, o número de homicídios cresceu mais: 241,3%. Bem maior

que Sergipe (176,8%) e até mesmo Pernambuco, que ocupa a última posição da lista: 22,9%. Os dados são do Mapa da Violência. Pelos índices de vulnerabilidade juvenil, Maceió e Arapiraca estão entre as cidades brasileiras com maior risco de vulnerabilidade para jovens. Se continuarem as mortes, Maceió estará entre os 267 municípios brasileiros, com mais de 100 mil habitantes, que mais matará jovens até 2013. Isso considerando os que têm entre 12 e 19 anos. “A estimativa para o número de mortes violentas por homicídio para Maceió, apenas para essa faixa etária, é de 826”, dizem os índices coletados pelo Plano Integrado de Promoção do Direito Humano à Segurança. (O.R.)

Estudo mostrava os grupos de risco O desembargador José Carlos Malta Marques segue com intensa dedicação nos trabalhos á frente da Corregedoria Geral de Justiça.

DIRETAS O Centro Universitário Cesmac realiza hoje seu Vestibular 2010 para o segundo semestre. São esperados 5,3 mil concorrentes para as provas, que acontecem nos prédios da instituição de ensino superior. As provas começam as 8h15 da manhã. Os portões serão fechados às 8 horas.

de onde? Por outro lado, a Polícia Civil diz que vem fazendo grandes apreensões de armas. A mesma coisa vemos com as drogas, em especial o crack. Os traficantes devem ser presos no atacado e não no varejo. O traficante não é aquela pessoa que anda de sandália havaiana”, explicou o secretário e presidente do conselho. “O combate ao crime só vai acontecer por uma repressão mais qualificada, para que se prenda os tubarões do tráfico. Não temos plantações de coca em Maceió para a produção do crack. E esse trabalho depende de políticas públicas. Não apenas abrindo escolas, mas com postos de saúde, trabalho na área de esportes e identificando as potencialidades de cada região”, disse.

Em tom comparativo, os dados mostrados na semana passada por O JORNAL e os que foram coletados pelo programa da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Defesa Social, não apresentam tantas diferenças quanto a geografia do crime. Mata-se mais, segundo o plano integrado, na Cidade Universitária, Tabuleiro dos Martins, Benedito Bentes e Clima Bom. Na parte baixa estão o Bom Parto, Vergel do Lago, Trapiche da Barra e Levada. Encravado entre as partes alta e baixa de Maceió, o Jacintinho. Os dados são de 2009. Pelos dados da PC, mostrados na semana passada e referindo-se a março, mata-se mais

no Santa Lúcia (aumento de 500%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado), seguindo-se do Benedito Bentes (aumento de 433,3%), Centro, Clima Bom e Jardim Petrópolis (aumento de 200%, além do Tabuleiro dos Martins (180%). Em média, os assassinatos aumentaram 13,3%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O dia da semana também tem a mesma equivalência. Ano passado, quando o plano foi feito em conjunto com a SDS, no domingo se matava mais, entre 18hs e 23h59. Em relatório da PC, mesmo dia e horários. Atese derruba a eficácia da lei seca, que fecha bares e restaurantes a partir das dez da noite. Isso porque

o crime acontece a partir das seis da tarde e poucos casos são registrados na madrugada. “O que nós vemos aqui é que os assassinatos também têm um gênero. Matam-se mais os negros. Em Maceió, um negro tem 10 vezes mais chance de morrer que um branco”, disse Pedro Montenegro. No Brasil, este índice é de 2,6 vezes maior, comparado aos brancos. “Os maiores riscos relativos se encontram no Nordeste, com registros significativos de mais de 10 vezes em comparação os brancos na região metropolitana do Recife e na cidade de Maceió”, diz o estudo Maceió mais segura. Afaixa etária das mortes: entre 19 e 24 anos. (O.R.)

Pelos dados da semana passada, da Polícia Civil, apresentados por O JORNAL, os casos de homicídios cresceram 16,5% no Estado. De janeiro a março de 2009, 494 pessoas foram assassinadas; no mesmo trimestre, só que este ano, 576 assassinatos. Pelos números da PC, em 14 bairros de Maceió, houve queda de 70,5% no número de assassinatos. Isso no mês de março de 2010. São eles: Bom Parto, Canaã, Chã de Bebedouro, Farol, Jacintinho, Jaraguá, Levada, Pescaria, Pitanguinha, Poço, Ponta Grossa, Santos Dumont, Trapiche da Barra e Vergel do Lago. Na área metropolitana, no comparativo março 2009/2010, essa queda foi de 80%, em três cidades: Marechal Deodoro, Messias e Paripueira. INTERIOR - No interior, levando-se novamente em conta o mês março 2009/2010, houve redução dos homicídios: -74,5%. Em Água Branca, Campo Alegre, Campo Grande Canapi, Coité do Nóia, Craíbas, Delmiro Gouveia, Inhapi, Japaratinga, Junqueiro, Olho d’Água Grande, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, Roteiro, Santana do Ipanema, São José da Tapera, São Luiz do Quitunde, São Sebastião, Taquarana e Teotônio Vilela. No interior do Estado, Coruripe é o lugar que mata mais. Comparandose os meses de março 2009 e 2010, do relatório apresentado semana passada pela Polícia Civil, variou-se 800%; em Ibateguara, a variação foi de 400%. Em Poço das Trincheiras e União dos Palmares, o crescimento foi de 300%. No comparativo dos homicídios, a variação foi de 37,3%. E as cidades que não mataram ninguém, no comparativo março 2009/2010? Segue a lista das 25: Belém, Branquinha, Capela, Carneiros, Chã Preta, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Igreja Nova, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Jequiá da Praia, Jundiá, Major Izidoro, Mar Vermelho, São Miguel dos Milagres, Santana do Mundaú, Porto de Pedras, Pindoba, Pão de Açúcar, Palestina, Ouro Branco, Olivença, Maravilha, Monteirópolis.(O.R.)

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Política

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Contexto Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

BOLA DE FUNDO Até o final do mês muita bola vai rolar na África, com a Copa do Mundo de Futebol, e também em Alagoas com as jogadas políticas visando-se a eleição de outubro. Dá-se a trégua na política, porque a experiência recomenda não perturbar o momento em que o eleitor quer ser apenas torcedor. Tirá-lo da jogada da Copa do Mundo para trazê-lo para as jogadas políticas não dá certo, e quem tentar se dará mal. Sendo assim, qualquer pesquisa de intenção de voto realizada nesse período é um erro cometido por neófito ou perdulário. Aliás, todas as pesquisas realizadas até agora revelaram que apenas uma minoria do eleitorado já sabe em quem vai votar. A grande maioria não se decidiu ou não quis dizer. E se muita novidade pode vir dos jogos na África, com a queda de uns e a ascensão de outros, também aqui no jogo da política muita coisa pode acontecer até o final da Copa do Mundo. Só uma coisa nesses jogos é comum: aqui, como lá, não haverá empate na final.

MUDOS

NA LUTA

Os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB), e o pré-candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT) viajaram juntos no mesmo helicóptero na comitiva do presidente Lula. Mas não falaram sobre eleição.

O pré-candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT) se mantém firme e desmente o boato de que vai se candidatar à Câmara Federal. “Nossa candidatura ao governo do Estado passa pelo PDT e por Brasília”, lembrou.

Entidades acreditam que Ficha Limpa vai aprimorar eleições Na última quinta-feira, TSE entendeu que lei já vale para disputa deste ano Alexandre H. Lino Repórter

A Lei Complementar número 135/10, conhecida como Ficha Limpa, nasceu de uma iniciativa popular. Com mais de 1,6 milhão de assinaturas, prevê que políticos com condenações por órgãos colegiados (mais de um juiz) não podem se candidatar nas eleições. Em Alagoas, os principais atores envolvidos na luta pela aprovação comemoraram o resultado da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que apontou para validade ainda neste ano. Com isso, políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos

ainda não concluídos não poderão ser candidatos no pleito de outubro. O JORNAL procurou representantes de entidades da sociedade civil e de instituições públicas para conversar sobre a decisão do TSE. Eles acreditam que a lei vai ajudar a aprimorar o processo eleitoral. Segundo o conselheiro nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Paulo Brêda, a Lei do Ficha Limpa, vai moralizar o processo eleitoral brasileiro. Ele explicou que agora para disputar eleições será necessária a apresentação de documentos que comprovem a idoneidade do candidato. Brêda

analisou que os deputados indiciados na Operação Taturana podem concorrer à reeleição ou a outros cargos por não terem sido julgados. No máximo eles podem perder os cargos por quebra de decoro quando já estiverem eleitos. Para o advogado Adriano Argolo, coordenador do Movimento Social de Combate à Corrupção (MSSC), o TSE foi constitucional e coerente ao decidir pela validade a partir deste ano. “Foi uma modernização. Não podemos ser representados por pessoas com pendências judiciais”, avaliou. Argolo foi um dos primeiros a dizer que a lei iria retroagir para pegar quem já come-

Longo caminho até regulamentação

PLANALTO CENTRAL - “Qualquer mudança tem que vir como proposta de Brasília” – insiste o pré-candidato a governador Ronaldo Lessa. E o PDT e o Planalto o querem candidato a governador.

MOTIVO

CONSELHO

O senador Fernando Collor (PTB) saiu em defesa do governo Lula, para explicar o motivo do atraso na liberação dos recursos do PAC. Collor disse que o problema é a falta de projetos e culpou os Estados e municípios.

- “Todos querem dinheiro do PAC, mas poucos apresentam projetos” – disparou o senador Fernando Collor. Ele sugeriu aos prefeitos que contratem urgentemente engenheiros especialistas na elaboração de projetos.

Para Paulo Brêda, integrante do Conselho Nacional da OAB, lei vai moralizar o processo eleitoral brasileiro

PREMEDITANDO O BREQUE Collor revelou que a falta de saneamento e de água potável são as causas de 80% das doenças de quem procura atendimento do SUS.

CEDO

NOVIDADES

Até agora, 55% dos eleitores alagoanos não decidiram em quem vão votar. Daí, o ex-deputado federal João Caldas sugere não gastar dinheiro com pesquisas agora. Para Caldas, pesquisa só depois da Copa do Mundo.

Com bagagem de várias eleições, João Caldas adverte também que até o final do mês muita coisa vai acontecer. E aponta o fato de nenhum dos três candidatos ao governo ter ainda escolhido o vice de sua chapa. “Por quê?”

ARRASTÃO FEDERAL O deputado Paulão (PT) defende a formação de um “chapão” na Frente de Oposição, mas apenas para a Câmara Federal. Adriano Argolo, do MSCC, acredita que TSE foi constitucional e coerente em decisão sobre o texto legal

CADÊ?

DA LUZ

O empresário Germam Efromovich está disposto a investir 300 milhões de dólares para dar o pontapé inicial das obras do estaleiro de Coruripe. Ele disse isso para o ex-deputado federal João Caldas.

A Eletrobrás Distribuidora, ex-Ceal, garante dispor de 215 técnicos de plantão em todo o Estado para agirem no caso de corte no fornecimento de energia elétrica durante os jogos da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de Futebol.

DISK VAGA LUME Exceto por acidente ou tempestade, a Eletrobrás garante que não vai faltar energia elétrica. E qualquer coisa é só ligar. Quer o telefone? Tome: 0800-082-0196.

EXPRESSAS Nesta segunda-feira, 14, será realizado o 3º Congresso da Federação das Associações Comerciais e o 9º Encontro Estadual do Programa Empreender. A candidata do governo à Reitora da Universidade Estadual (UNEAL), Laudireje Fernandes, perdeu a eleição.

Procurador-geral de Justiça Eduardo Tavares avalia que pressão popular agilizou aprovação e sanção

Cinco mil e trezentos candidatos disputam as 2,4 mil vagas no vestibular 2010.2 do Centro Universitário Cesmac, que se realiza neste domingo, 13.

Entenda como funciona esta lei

Dia 26 tem o Forrogaço do povoado Piau, pertencente a Piranhas, com direito ao forró Cavalo de Pau.

ALei da Ficha Limpa impede a candidatura de cidadãos condenado em decisão colegiada (mais de um juiz) por crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha.

O Instituto do Meio-Ambiente informa que a presença de coliformes fecais nas Praias de Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Cruz das Almas e Jacarecica está alta. Mas, é na Praia da Avenida onde a situação é mais crítica. Lá, foram coletadas amostras que revelaram a maior presença de coliforme fecal por mililitro.

teu crimes. “Diferente das grandes bancas, eu estava certo. Falo sem interesses partidários, com base em jurisprudências e muito estudo”, contou. Para o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, foi a pressão popular que garantiu a aprovação e a sanção da lei com rapidez. Ele chamou atenção que a lei poderia ter sido ainda mais dura com os maus políticos, atingindo aos condenados em 1º grau. Tavares comemorou o resultado dizendo que a sociedade está avançando. “Foi uma medida muito boa, mas muito tímida. Mesmo assim, foi uma grande vitória da sociedade e do Ministério Público”, afirmou.

Apesar das restrições, um dispositivo na lei garante a obtenção do registro no caso de uma liminar favorável dos Tribunais Superiores. Neste caso, o julgamento do processo do candidato ganha prioridade em sua tramitação na Justiça. Sanada a dúvida quanto à aplicação da Ficha Limpa para a próxima eleição, ainda restam

questionamentos sobre o seu alcance. O TSE não respondeu se ficará inelegível somente quem foi condenado após a promulgação da lei, ou também aqueles que já possuem condenação. O esclarecimento sobre o tema pode ser feito pelo próprio TSE numa outra consulta ou no Supremo Tribunal Federal (STF). (A.H.L.)

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos para tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar. O PL foi votado e aprovado no Congresso Nacional, sendo em seguida sancionado imediatamente pelo presidente Lula, passando a valer em todas as eleições brasileiras. Antes disso, vale lembrar que no dia 29 de setembro de 2009, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, o Projeto de Lei de iniciativa popular teve mais de 1,3 milhão de assinaturas, o que corresponde à participação de 1% do eleitorado brasileiro. A iniciativa do MCCE em lançar essa Campanha surgiu de uma necessidade expressa na própria Constituição Federal de 1988, que determina a inclusão de novos critérios de inelegibilidades, considerando a vipreProjeto de da gressa dos Lei de candidaIniciativa tos. Assim, Popular teve o Ficha Limpa almais de 1,3 terou a Lei milhão de C o m p l e assinaturas mentar nº 64, de 18 de maio de 1990, já existente, chamada Lei das Inelegibilidades, aumentando as situações que impedem o registro de uma candidatura, incluindo pessoas condenadas em segunda instância em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Agora essas pessoas devem ser preventivamente afastadas das eleições ate que resolvam seus problemas com a Justiça Criminal; Parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição e fugir de possíveis punições; O Ficha Limpa também atinge pessoas condenadas em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. Além disso, a nova legislação estende o período que impede a candidatura, que passa a ser de oito anos. Fora que torna mais rápido os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos. (A.H.L.)

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Política

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PEC 300: deputado recorre ao Supremo Parlamentar quer garantir que votação seja finalizada; relator do Mandado de Segurança é o ministro Gilmar Mendes O ministro Gilmar Mendes é relator do Mandado de Segurança (MS) 28882 impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo deputado federal Lucínio Castelo de Assumção (Capitão Assumção, PSB-ES) contra o presidente da Câmara dos Deputados. Na petição, ele pede que o Supremo determine a volta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2008 à Ordem do Dia, para que sua votação seja finalizada. A PEC estabelece que a remuneração dos policiais militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, com efeitos extensivos aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos dessas categorias. O deputado recorreu ao STF

argumentando que, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, a PEC não poderia ter tido a votação interrompida após a aprovação, em primeiro turno, de 393 parlamentares ao texto principal e a aprovação de um dos cinco destaques. O regimento da Casa diz que a votação só poderá ser interrompida por falta de quórum (artigo 181), mesmo que isso cause a prorrogação da sessão, e que as PECs têm preferência na pauta de votações em relação à tramitação ordinária (artigo 191, I). Capitão Assumção informou, ainda, que mesmo após requerimento subscrito por mais de 320 deputados, dentre os 513 membros, para que a deliberação aconteça, “a matéria vem sendo sistematicamente

retirada da pauta de votação da Casa”. O responsável pela elaboração da pauta é sempre o presidente da Câmara, por isso ele é a autoridade apontada como coatora pelo MS 28882. O parlamentar justificou a urgência do pedido de liminar lembrando que a legislatura de 2007/2011 caminha para o fim e que, por isso, a PEC corre o risco de ser arquivada sem as votações necessárias (são necessários dois turnos na Câmara e dois no Senado). “Não há razão ética ou prática que justifique esta omissão, em especial no Legislativo, pautado pelo princípio da proporcionalidade e respeito às diversas opiniões políticas”, sustentou Capitão Assumção, no texto protocolado no Supremo.

Capitão Assumção justificou urgência de liminar lembrando que legislatura 2007/2011 caminha para o fim

AMANHÃ

CNJ completa cinco anos e anuncia novos projetos

Procurador-geral da República Roberto Gurgel lembra que lei foi “resposta a um quadro de impunidade”

Lei Maria da Penha é objeto de ADI Com o objetivo de afastar a aplicabilidade da Lei dos Juizados Especiais (9.099/95) aos crimes cometidos no âmbito da Lei Maria da Penha (11.340/2006), bem como para determinar que o crime de lesão corporal de natureza leve cometido contra mulher seja processado mediante ação penal pública incondicionada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, propôs Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4424, com pedido de medida cautelar, no Supremo Tribunal Federal. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello. O pedido do procuradorgeral está fundamentado na necessidade de se dar interpretação conforme a Constituição aos artigos 12, inciso I; 16 e 41 da Lei Maria da Penha. Na ação, ele ressalta que essa norma “foi uma resposta a um

quadro de impunidade de violência doméstica contra a mulher, gerado, fortemente, pela aplicação da Lei 9.099”. Roberto Gurgel salienta que, após a edição da Lei 11.340, duas posições se formaram a respeito da forma de ação penal relativa ao “crime de lesões corporais leves praticado contra a mulher no ambiente doméstico: pública condicionada à representação da vítima ou pública incondicionada”. O procurador-geral afirma que a única interpretação compatível com a Constituição e o fim da norma em tela é a de se utilizar ao crime cometido contra a mulher a ação penal pública incondicionada. Caso contrário, ressalta a ADI, estaria a utilizar a interpretação que importa em violação ao “princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, aos direitos

fundamentais da igualdade, à proibição de proteção deficiente dos direitos fundamentais e ao dever do Estado de coibir e prevenir a violência no âmbito das relações familiares”. De acordo com Gurgel, a interpretação que condiciona à representação o início da ação penal relativa a crime de lesão corporal de natureza leve, praticado em ambiente doméstico, gera para as vítimas desse tipo de violência “efeitos desproporcionalmente nocivos”. Roberto Gurgel afirma que no caso de violência doméstica, tem-se, a um só tempo, grave violação a direitos humanos e expressa previsão constitucional de o Estado coibir e prevenir sua ocorrência. “A opção constitucional foi clara no sentido de não se tratar de mera questão privada”, afirma Gurgel.

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, anuncia amanhã uma série de projetos e programas a serem realizados pelo órgão. O anúncio será feito a partir das 14 horas, durante a 107ª sessão plenária do Conselho. Os projetos fazem parte do planejamento estratégico do CNJ que, segundo o ministro Cezar Peluso, está “predestinado a conceber e a executar políticas nacionais de fortalecimento do Poder Judiciário”. A sessão plenária começa às 9 horas da manhã, com o julgamento de 26 itens que estão na pauta. A 107ª sessão plenária do Conselho será realizada na segunda-feira devido ao aniversário dos cinco anos de instalação do CNJ. Tradicionalmente a sessão acontece às terças-feiras a cada 15 dias. Durante a sessão, os conselheiros vão analisar 26 itens que estão incluídos na pauta de julgamentos. Além disso, deverão ser assinados termos de cooperação técnica para execução de novos projetos e programas. Entre os itens constantes da pauta de julgamentos estão a proposta de resolução sobre precatórios e pareceres de mérito sobre a criação de novas varas do trabalho, cargos de juiz do trabalho e para servidores. Os conselheiros analisarão, ainda, um procedimento de controle administrativo referente a pagamento de auxí-

Presidente do CNJ, Cezar Peluso, anuncia amanhã novos projetos

lio moradia aos magistrados de Santa Catarina (2008.30.00.000002-4) e a ratificação de pedido de liminar concedida em procedimento no qual o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil e a seccional da Paraíba pedem a suspensão da portaria conjunta 001/205 da 7ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba (000315152.2010.2.00.0000). A proposta de resolução sobre precatórios deve ser apresentada pelo conselheiro

Ives Gandra, relator da minuta. O texto pretende regulamentar a gestão dos precatórios no âmbito do Poder Judiciário. De acordo com o ministro Ives Gandra, o texto foi elaborado com o objetivo de orientar os tribunais a uniformizar e acelerar a liberação de recursos aos credores. A proposta de resolução foi elaborada seguindo as alterações introduzidas com a Emenda Constitucional 62, publicada em dezembro de 2009.

Capacitação de equipe para o PJe O Conselho Nacional de Justiça começa, nos próximos dias, a capacitar uma equipe que trabalhará no desenvolvimento e manutenção do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região com o apoio do CNJ, o sistema ainda está em fase de aperfeiçoamento e, quando estiver finalizado, poderá ser utilizado para qualquer tipo de processo judicial. Desde abril,o PJe está funcionando em três varas cíveis de Natal (RN), como projeto piloto, mas a ideia é que, futuramente, seja expandido a outros estados e ramos do Judiciário. O primeiro curso será realizado no Laboratório de

Informática do Tribunal de Contas da União, em Brasília, de amanhã até a próxima sextafeira. O grupo capacitado atuará como multiplicador em suas regiões, além de realizar atividades de manutenção, acompanhar o desenvolvimento feito pelas fábricas contratadas e implantar mudanças necessárias ao sistema PJe. A formação é resultado de um termo de cooperação técnica firmado entre o CNJ, Conselho da Justiça Federal (CJF), os cinco Tribunais Regionais Federais, os 15 Tribunais de Justiça, o Tribunal da Justiça Militar de Minas Gerais e toda a Justiça do Trabalho. Visa à conjugação de

esforços para o desenvolvimento de um sistema de processo judicial eletrônico. O sistema será utilizado em todos os procedimentos judiciais do Poder Judiciário, começando pelo desenvolvimento das funcionalidades básicas que contemplam as atividades essenciais à tramitação de processos em varas cíveis, como tabelas processuais básicas, numeração, validação, distribuição, audiências, perícias, entre outras. O curso é gratuito e voltado para servidores da área de TI do CNJ e dos tribunais que fazem parte do projeto. Nesse primeiro curso serão treinados servidores do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), TRF da 5ª Região e Tribunais de Justiça do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rondônia e Mato Grosso. A primeira turma será composta de 17 servidores, todos indicados pelas áreas a serem treinadas.

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Domingo, 13 de junho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: nacional@ojornal-al.com.br

Propostas instituem voto facultativo Fim do voto obrigatório é alvo de quatro sugestões de emenda à Constituição em análise na CCJ do Senado Agência Senado A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado ainda tem na lista de matérias que aguardam decisão quatro propostas que alteram a Constituição para introduzir o voto facultativo, para todos os eleitores ou, no caso da PEC 1/09, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), apenas para as pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. O voto facultativo geral é assunto das PECs 39/04, do exsenador Sérgio Cabral, e 28/08, da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que acatou sugestão da Associação Comunitária de Chonin de Cima, de Governador Valadares (MG). Por sua vez a PEC 14/03, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), pretende retirar a questão do texto constitucional, transferindoa para a legislação ordinária. Assim seria mais fácil mudar para o voto facultativo. “O país já amadureceu suficientemente para instituir o voto facultativo. O eleitor está preparado para essa nova fase de liberdade. Isso valoriza o eleitor e o processo eleitoral”, afirma Alvaro Dias. Para o senador, cabe à classe

política estimular o eleitor a participar das eleições, evitando-se as altas taxas de absenteísmo que normalmente ocorrem em países em que o voto não é compulsório. “Nós temos de assumir uma posição motivadora do eleitorado e dar liberdade para o eleitor não votar. O voto espontâneo é mais consciente”. Já para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o voto facultativo “aumenta a alienação” e privilegia o eleitorado de maior poder aquisitivo. “O voto facultativo elimina do exercício do voto as pessoas que têm dificuldade de se locomover. Vai passar a ser a votação de quem tem carro. O voto obrigatório favorece a participação da população de baixa renda e de baixo nível de informação, e é importante que ela participe”, argumenta. O relator das quatro propostas, que tramitam juntas, Demostenes Torres (DEMGO), apresentou relatório pela rejeição delas. Para ele, o fim do voto obrigatório “nunca foi objeto de campanha convincente e consistente por parte da sociedade brasileira” e o assunto deve ser tratado dentro de uma “ampla reforma político-partidária”. Na avaliação do senador Álvaro Dias, o eleitor brasileiro está consciente da importância do voto, por isto ele deve deixar de ser obrigatório

Faltosos não são punidos em 17 países Estudo do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea, na sigla em inglês), com sede na Suécia, indica que os países que adotam o voto obrigatório estão em minoria. Há cerca de cem países com características que permitem classificá-los como democráticos, em algum grau. O voto obrigatório só existe em 38 países, mas em 17 desses não há nenhuma punição a quem deixa de votar. Assim, o caráter compulsório é meramente formal. Na análise da lista dos 38 também devem ser consideradas particularidades de países que nela figuram, como os Estados Unidos, onde o voto só é obrigatório no estado da Geórgia (sem sanções) e a Suíça, onde só o cantão de Schaffhausen tem essa regra. Na Áustria, o voto é obrigatório em três regiões: Tirol, Vorarlberg e Styria. Na França, só é compulsório nas eleições para o Senado, assim mesmo sem sanções. No final das contas, restam os 17 países que têm o voto obrigatório com previsão de sanções para os faltantes, como o Brasil. O estudo foi atualizado em março de 2009. Uma nota explicativa revela como é difícil mapear essa questão, pois a própria definição de obrigatoriedade, na prática, pode ser relativizada. No Brasil, por exemplo, o voto seria de fato obrigatório, já que não há impedimentos para se justificar a ausência e, em último caso, pode-se pagar uma multa de baixo valor e assim regularizar a situação? “Em termos técnicos, o Brasil

é classificado como um país em que o voto é obrigatório, mas efetivamente o voto não é obrigatório. O que é obrigatório é o compromisso com a Justiça Eleitoral”, analisa o cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente. Por outro lado, havendo a necessidade de manter regular a situação junto à Justiça Eleitoral, seja pela justificativa de ausência ou com o pagamento de multa, é mais simples para a maioria das pessoas se dirigir à seção de votação no dia da eleição, para não ter de enfrentar a burocracia depois. BRANCOS E NULOS - De acordo com o Idea, “está provado que forçar a população a votar resulta em um aumento do número de votos nulos e brancos em comparação com países que não têm leis de voto compulsório”. A tentativa de diminuir o absenteísmo por meio da obrigatoriedade se reverteria nessa outra forma de não participação. Nas últimas eleições presidenciais brasileiras, em 2006, no segundo turno, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 18,9% dos eleitores faltaram ao compromisso com as urnas, 1,3% votaram em branco e 4,71% anularam o voto. No caso da eleição para governador, os votos nulos chegaram a 8,4% e os em branco a 1,8%. Somadas as faltas com os votos nulos e brancos, um quarto dos eleitores deixou de marcar posição em favor de algum candidato à Presidência.

ELEITORES OPINAM

Educação deve ser a quarta prioridade do novo presidente Agência Brasil A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego. É o que aponta uma pesquisa divulgada na última quarta-feira pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação. O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo. “Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a

ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante”, disse. Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do professor (46%), a segurança nas escolas (46%) e a qualificação do corpo docente. Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções

em uma lista de 16 medidas. Para a diretora executiva do IPM, Ana Lucia Lima, o resultado da pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor. “Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava que só era precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que talvez seja o mais importante de tudo”, afirmou. O estudo também mostra que o brasileiro está dando mais importância à questão da avaliação do ensino. Em 2006, 29% dos entrevistados disseram não conhecer os exames que avaliam a educação básica, índice que caiu para 13% em 2010. Ana Lucia destaca outra informação importante na pesquisa. Em 2006, 10% dos entrevistados não sabiam dizer de quem era a responsabilidade pela educação básica, taxa que

caiu para 1% em 2010. Para 55% dos entrevistados, quem mais contribui para a qualidade da educação foi o governo federal, seguido pelos municípios e os estados. A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a cargos eletivos em diferentes níveis de que é preciso apresentar propostas consistentes para a área de educação. “Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendendo que a educação no final das contas é o que é capaz de mudar o país”, afirmou.

7,7%

Definição sobre reajuste dos aposentados fica para terça-feira Agência Brasil A definição sobre a sanção ou veto à medida provisória (MP) que concede reajuste de 7,7% às aposentadorias acima do salário mínimo deverá ocorrer na próxima terça-feira, quando se encerra o prazo de validade da MP. A medida provisória também prevê o fim do fator previdenciário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende ter mais uma reunião com os ministros da área econômica para discutir o assunto. A proposta do governo era de conceder aumento de 6,14% para os aposentados que recebem acima do salário mínimo.

Gabas indica que Lula vetará MP

O assunto foi tratado sexta-feira durante a reunião de coordenação, da qual parti-

ciparam, além de Lula, o vice-presidente, José Alencar, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, da Previdência Social, Carlos Gabas, de Relações Institucionais, Alexandre Padilha e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Embora assessores do governo pressionem pela manutenção do reajuste, o presidente avalia que isso seria um risco para a imagem de austeridade da sua gestão num ano eleitoral, segundo explicou Gabas. No encontro também foi discutida a aprovação pelo

Senado das matérias relativas ao pré-sal. Lula teria comemorado a aprovação dos projetos de lei que tratam da partilha, da capitalização da Petrobras e da criação do Fundo Social. Em relação à mudança no regime de distribuição dos royalties, Lula teria demonstrado preocupação. A expectativa do governo, agora, é que haja uma reviravolta na Câmara. Como a matéria foi modificada pelos senadores, ela terá que ser novamente apreciada pelos deputados, onde o relator da proposta será o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci (PTSP).

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Resíduos da construção civil e a sua destinação final “O transporte desses resíduos deve ser feito por empresas devidamente licenciadas” Alder Flores Alder Flores, advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental

Como forma educativa e visando orientar os geradores deste tipo de resíduo, estamos apresentando algumas considerações sobre os mesmos. Esclarecemos que apesar do volume gerado pelas grandes obras, a sua destinação final é a Central de Tratamento de Resíduos de Maceió, apesar de não observarmos a seletividade na grande maioria das obras. Já os pequenos geradores têm causado sérios problemas para o poder público, pois descartam aleatoriamente em vários bairros de nossa cidade, formando diversos pontos de lixo, trazendo sérias consequências ambientais e de saúde pública. Os resíduos da construção civil são aqueles provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha. Estes resíduos são caracterizados em 04 classes, tendo ainda destinação final específica. Os resíduos de Classe A são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; Estes resíduos deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo os mesmos dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura em áreas devidamente licenciadas. Os resíduos considerados de Classe B são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros. Estes resíduos deverão ser reutilizados, reciclados, devidamente armazenados de forma temporária, podendo ser posteriormente comercializados com empresas de reciclagem ou doados para cooperativas ou associações de catadores. Os resíduos de Classe C, que sãos os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso, deverão ser armazenados, transportados e ter um destino final de acordo com as especificações técnicas. Os resíduos considerados como perigosos são integrantes da Classe D, sendo aqueles oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, instalações industriais e outros. Este tipo de resíduo pode ser comercializado através de empresas credenciadas. No entanto, lembramos que de acordo com o tipo da obra a geração desses resíduos é basicamente desprezível. A destinação final desses resíduos em Maceió deve ser a Central de Tratamento de Resíduos (aterro sanitário), unidade devidamente licenciada que tem a condição técnica de proceder à destinação final adequada, de acordo com as determinações da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama - nº 307/2002. Ressaltamos que nesta unidade estes resíduos serão reciclados e futuramente reaproveitados em obras estruturantes do município. No entanto, para melhorar os procedimentos operacionais da central de tratamento de resíduos de Maceió, é necessário que os planos de gerenciamento de resíduos da construção civil sejam efetivamente implantados, e que a seletividade seja efetivamente realizada nesta ou naquela obra. Salientamos que o transporte desses resíduos deve ser feito por empresas devidamente licenciadas, onde conste especificamente na ficha de transporte o nome da empresa geradora do resíduo, a obra, o endereço, o tipo de resíduo transportado e a qualificação do transportador, sendo atestada a destinação final.

O crescimento gigante do Brasil “Mais empregos, aumentos salariais acima da inflação, distribuição de renda e mais dignidade para os brasileiros” Renan Calheiros Senador e líder da bancada do PMDB

Na última semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – confirmou em números o que todos – empresários, trabalhadores, governo e o mercado – já sentiam no seu cotidiano. Um crescimento recorde do Produto Interno Bruto, que é a soma das riquezas produzidas por um País. O PIB brasileiro registrou um crescimento de 9% no primeiro trimestre de 2010 comparado ao mesmo período de 2009. Trata-se da maior alta em 15 anos. A expansão recorde da economia aproximou o Brasil do patamar de outros países emergentes que respondem pela sigla Brics – Brasil, Rússia, Índia e China –, que já divulgaram desempenho no primeiro trimestre:China (11,9%, na taxa anualizada) e Índia (8,6%). O maior destaque no crescimento foi da indústria, com uma expansão de 14,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Os investimentos também surpreenderam e cresceram 26% comparados ao primeiro trimestre de 2009. É o maior percentual desde 1995. Já o setor de serviços avançou 5,9% e a agropecuária cresceu 5,1%. O consumo das famílias, principal componente das contas brasileiras pelo lado da demanda aumentou 9,3%. Em 12 meses até março deste ano, o consumo das famílias acumula alta de 6,0%. Um dos dados mais relevantes da pesquisa do PIB gigante registrado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2010 é o aumento do ritmo dos investimentos. São estes investimentos – já feitos – que garantirão, no futuro, um crescimento sustentável e, o principal, sem inflação. A forte expansão brasileira equivale a um crescimento anualizado de 11,2%, mesmo resultado da China no trimestre. O cálculo é uma simulação de qual seria a expansão do PIB caso os 9% de crescimento se mantivesse ao longo de um ano. Como a frequência deste ritmo forte é improvável, o crescimento do Brasil deve ficar mesmo entre 7 % e 7,5%. Atrás da matemática complexa do cálculo do PIB, estão mais empregos, aumentos salariais acima da inflação, distribuição de renda e mais dignidade para os brasileiros. Os resultados sócioeconômicos do Brasil estão surpreendo o mundo e nós do PMDB temos muito orgulho em ter podido contribuir com a proliferação de números tão espetaculares. Devemos prosseguir na manutenção deste ciclo virtuoso.

Domingo, 13 de junho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

Violência doméstica O assassinato da advogada paulista Mércia Nagashima trouxe à tona novamente um assunto muito conhecido de milhares de mulheres em todo o Brasil: a violência doméstica. Todos os dias, em todos os cantos do País, diversas mulheres apanham de seus namorados ou maridos e silenciam para o crime. O caso que aconteceu em São Paulo ainda quebra um paradigma e chama a atenção para violência contra mulheres de classe média, que na maioria das vezes são agredidas e não denunciam. Os amigos e familiares da vítima revelaram que ela apanhava constantemente do namorado, um expolicial que, ao se formar em Direito, largou a farda e passou a advogar ganhando dinheiro, melhorando o padrão de vida. No silêncio, ela evitava expor a relação conjugal e violenta em uma delegacia e garantia a impunidade do agressor. Tudo encoberto por uma gama de pessoas que hoje choram a morte trágica da filha, amiga ou irmã.

Casos como esses precisam ser combatidos para serem evitados. E as mulheres contam com um aliado muito forte: a Lei Maria da Penha. Em quatro anos de vigência da lei, o processo de sua implementação ainda está só começando, com avanços, obstáculos e desafios. A mudança estrutural nas dinâmicas institucionais e em comportamentos culturais que a lei reflete e invoca não se opera em curto prazo, mas trazem resultados importantes. Fora isso, as mulheres podem utilizar o telefone 180 para denunciar as agressões, rompendo com paradigmas tradicionais e dando maior ênfase à prevenção, à assistência e à proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência. Ao mesmo tempo, essa atitude fortalece a ótica repressiva colocando atrás das grades aqueles que se aproveitam da força física ou da situação financeira para oprimir aquele que, há muito tempo, não é mais o sexo frágil.

Ponto de vista

San

Rumo ao hexa “Como dizem que Deus é brasileiro, espero mesmo que seja e torça pelo Brasil” Arlene Miranda Jornalista e escritora (membro da Academia Maceioense de Letras) / arlenemiranda2008@gmail.com

“A Copa do Mundo é nossa!” Será? Mais um campeonato mundial de futebol acontece, e nossa Seleção já se encontra na África do Sul para tentar o hexa. Todavia, diante da escalação do nosso time feita pelo técnico Dunga, muitas dúvidas pairam no ar, considerando que jogadores de peso, como Ganso, Nilmar, Ronaldinho Gaúcho, ficaram de fora. Não entendo de futebol, mas acho que numa disputa de tamanha importância não se pode fazer experiências. E parece que é isso que o técnico da nossa Seleção está fazendo, tentando descobrir novos talentos para formar o nosso time. Embora sem entender de futebol, eu adoro Copa do Mundo. Gosto do clima festivo, da empolgação que toma conta do país, das imagens transmitidas pela TV, dos estádios lotados e até do barulho ensurdecedor das cornetas. Como tudo é possível, a nossa Seleção até pode trazer o hexa. Caso consiga vencer a Copa, o mundo se renderá, uma vez mais, ao futebol brasileiro, exaltando-o e alegando que, indiscutivelmente, nós somos os “melhores do mundo”. A imprensa especializada gritará aos quatro cantos que “o hexa veio na raça, na garra, na aplicação tática de um time que é a cara do seu treinador”. Esquecerá as críticas feitas ao carrancudo Dunga, igualando-o a Zagallo ou Beckenbauer (campeões como treinadores e jogadores). Concordará, enfim, com Dunga, achando que ele estava certo em não dar ouvidos aos apelos da torcida, dos especialistas e da imprensa em geral, que o criticou ao fazer a escalação de nossa Seleção. Achará, inclusive, que o técnico “conseguiu montar um time guerreiro, com intransponível zaga, garantindo um meio de campo consistente, provando que o futebol brasileiro ainda é o melhor do mundo”. E, no final, gritará: “Valeu, Dunga!”

Porém, caso o resultado não seja satisfatório (eu torço para que isso não aconteça), os comentários serão bem diferentes. Todos acusarão Dunga de “congestionar a nossa seleção de volantes inexperientes, minando as nossas possibilidades de conquistarmos o hexa”. Dirão ainda que “o que se viu foi um futebol pobre, praticado por jogadores no ataque, vindos de contusões e um sem número de cabeças de área, decepcionando com um futebol medíocre e enfadonho.” Este será, certamente, o panorama da imprensa e dos torcedores, de acordo com o resultado final da Copa do Mundo deste ano, na África do Sul. Como dizem que Deus é brasileiro, espero mesmo que seja e torça pelo Brasil, a fim de chegarmos ao tão sonhado hexa, para salvação de Dunga e alegria do nosso povo. Enfim, já se abriram as cortinas e no palco sagrado do futebol mundial surgirão, no próximo dia 15, nossos “artistas” que tentarão oferecer ao mundo um grande espetáculo. Nossa expectativa é grande. O Brasil inteiro estará postado à frente das TVs, sem falar nos brasileiros presentes aos estádios onde se realizará o espetáculo, para empurrar nossa Seleção, aplaudi-la ou vaiá-la, tudo dependendo da atuação dos nossos “meninos”. O Brasil vai ter que passar por uma peregrinação até chegar na final. A primeira fase não vai ser nada fácil, quando irá enfrentar Portugal e Costa de Marfim... O “gigante adormecido” terá que despertar e mostrar ao mundo a sua verdadeira face. Chega de tropeços. O sonho só está começando e, enquanto houver chance, sempre haverá esperança. Afinal, somos o Brasil pentacampeão em campo, detentor do título de melhor futebol do mundo.

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“A cidade é o lugar onde seres humanos elaboram modos de pensar” Marcial Lima Professor

Quando uma pretendente à presidência da República, durante entrevista de expressão nacional, onde se focaliza as mais significativas questões para o desenvolvimento do País, sem ser perguntada, toma a iniciativa de destacar o papel da cultura em termos de desenvolvimento humano, podemos pensar na concretização de mudanças essenciais, que nos trazem outros fundamentos, alteram conceitos e propiciam novos paradigmas. Foi o que aconteceu na revista Carta Capital desta semana. Falava-se de reforma da Previdência, das matrizes energéticas, do PIB, de erradicação da miséria, quando Dilma Rousseff, espontaneamente, disse de seu compromisso com o MinC, evidenciando que a política cultural ocupará um espaço cada vez maior em seu governo, caso venha a ser eleita. Para os que acompanham todo um processo de feição participativa, construído a partir de ações consistentes e continuadas, a exemplo do Seminário Projeto Cultural para um Governo Sustentável, em 1994, onde foi evidenciada a ideia de sustentabilidade como busca do equilíbrio humano, propondo-se governos empenhados na melhoria da qualidade de vida da população; para nós, que nos idos de 2000, participamos ativamente na construção do documento “Cultura como Invenção do Futuro”, na defesa de uma sociedade solidária, onde o cidadão é a prioridade, a atitude da pré-candidata não nos causou estranheza. Durante todos esses anos, em diversos segmentos, vêm-se realizando discussões e debates que fundamentaram ações concretas em diversas cidades brasileiras, propiciando a acumulação de uma massa crítica, que nos levou ao Programa Cultura Viva, com os Pontos de Cultura firmando-se Brasil afora, levando os que aspiram cargos eleitorais a serem tocados pela efetividade das ações do Ministério da Cultura. Percebe-se, hoje, como bem frisou Hamilton Farias, que a cidade não é apenas um espaço de acumulação de riquezas, de trabalho e de moradia. É, antes de tudo, “o lugar onde as pessoas vivem e buscam novos sentidos de vida, o lugar onde os seres humanos elaboram identidades, modos de pensar e de sentir”. Ainda há pouco, Marina Silva nos falou da transição do Estado provedor - que se limita a suprir as necessidades básicas da população - para o Estado indutor, onde o lema “cultura para todos” já não basta, exigindo processos de participação, “com todos”, onde governo e cidadãos, juntos, se empenham na construção de um novo amanhã. Cartas à Redação: opiniao@ojornal-al.com.br

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Estatuto da Igualdade Racial vai a votação final quarta-feira no Senado Projeto que tramita há 7 anos no Congresso visa assegurar direitos dos negros

CONTRA O CRIME

Correios poderá exigir o RG de remetentes Última Instância

Agência Senado Após sete anos de tramitação no Congresso Nacional, o Senado poderá aprovar definitivamente, esta semana, o Estatuto da Igualdade Racial. O projeto de lei (PLS 213/03) do senador Paulo Paim (PT-RS) que combate a discriminação, garante igualdade de oportunidades e resguarda os direitos étnico-raciais da população negra será o primeiro item de pauta de votações da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na próxima quarta-feira. Requerimento de urgência deverá ser apresentado para que a proposta seja votada pelo Plenário do Senado nesse mesmo dia. O projeto foi alvo de diversas modificações no Senado e na Câmara dos Deputados e se - na avaliação do Paim - não é o projeto ideal, pelo menos retrata 90% dos anseios das organizações do movimento negro brasileiro. O ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira de Araújo, também reconhece que a proposta em análise na CCJ reflete o melhor entendimento possível em torno do assunto. O acerto para apressar a votação do Estatuto da Igualdade Racial foi feito, na última quarta-feira, entre o ministro e os senadores Paim e Demóstenes Torres (DEM-GO), este presidente da Comissão de Justiça e relator da matéria. Demóstenes recomenda, no relatório, a aprovação do substitutivo da Câmara ao PLS 213/03 com a rejeição integral de quatro artigos e a incorporação de 11 emendas de redação. As mudanças começam pela ementa do estatuto, de onde é retirada a refe-

O MPF-DF (Ministério Público Federal no Distrito Federal) entrou na Justiça contra a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). O MPF quer garantir que os remetentes ou portadores da correspondência sejam obrigados a apresentar documento de identificação no momento da postagem. Amedida é justificada pelos constantes casos de utilização dos serviços dos Correios para o tráfico de entorpecentes e medicamentos proibidos. Segundo o site do MPF, a ação civil pública cobra, em decisão liminar, que a ECT seja obrigada a registrar o RG, número de identidade oficial do despachante, além de dados já exigidos, como nome e endereço. As informações devem ser anotadas na embalagem da correspondência e lançadas no sis-

tema dos Correios. A ECT alega que a adoção de tais medidas é inviável devido à grande quantidade de encomendas postadas diariamente. Para os Correios, a identificação de todos os clientes implicaria um aumento do tempo de atendimento e do custo dos serviços, com possível aumento de gastos com pessoal. Outra justificativa da empresa pública é que os sistemas não estão preparados para armazenar informações de todos os usuários. Mas para o MPF, mesmo que ocorra o improvável aumento de gastos, o dinheiro público seria poupado. Isso porque o trabalho preventivo realizado pelos Correios dispensaria em grande parte as ações repressivas por parte da Polícia Federal e da Receita Federal, que poderiam concentrar esforços para a repressão do tráfico por outros meios.

Autor do projeto, o senador Paulo Paim afirma que ele retrata 90% dos anseios dos movimentos negros

rência à Lei Eleitoral (Lei nº 9.504/97) e ao Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/40). A medida já elimina do substitutivo dois dos quatro artigos rejeitados integralmente. O primeiro deles acrescentava à Lei Eleitoral a exigência de reserva de 10% das vagas de cada partido ou coligação para candidatos representantes da população negra. O segundo modificava o Código Penal dispensando a exigência de representação do ofendido para processamento de crimes contra a honra (injúria, calúnia ou difamação) praticados contra funcionário público em razão de suas funções.

O relator também defendeu a retirada do artigo que estabelecia políticas nacionais de saúde específicas para os negros. E justificou sua decisão, no parecer, afirmando tratar-se de um equívoco usar o conceito de raça para indicar a predisposição a certas doenças. “Trata-se de posição ultrapassada que foi derrubada pelas descobertas recentes da genética. Mesmo doenças ditas raciais, como a anemia falciforme, decorrem de estratégias evolucionárias de populações expostas a agentes infecciosos específicos. Nada tem a ver com a cor da pele”, sustentou. O último dispositivo supri-

mido integralmente possibilitava ao poder público conceder incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantivessem uma cota mínima de 20% de trabalhadores negros. No entendimento de Demóstenes, esse benefício poderia estimular a demissão de trabalhadores brancos, “muitos dos quais, pobres”. Ao fazer uma análise geral do substitutivo da Câmara ao PLS 213/03, entretanto, Demóstenes classificou as mudanças agregadas ao texto original como “relevantes e adequadas”, incorporando a evolução ocorrida nos debates travados pela sociedade no Congresso.

SAÚDE DA MULHER O Ministério da Saúde vai identificar os problemas de saúde mais enfrentados pelas mulheres da Amazônia Legal e do Nordeste durante e após a gravidez, além das doenças frequentes em crianças menores de 1 ano. Aproveitando a primeira etapa de vacinação contra a paralisia infantil, ontem, pesquisadores coletaram informações com as mães que levaram os filhos aos postos de vacinação. Elas a responderam um questionário sobre doenças registradas durante a gravidez ou depois do parto e quais cuidados tiveram com os bebês. Cinco mil profissionais de saúde e estudantes foram mobilizados para as entrevistas em quase mil postos de vacinação em 255 municípios. A pesquisa integra um pacto firmado entre o governo federal e 17 estados das duas regiões para diminuir a mortalidade infantil em, pelo menos, 5% até 2011. A ideia era ouvir 26 mil mulheres. Conduzido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estudo deve ser divulgado no segundo semestre deste ano.

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Coreia do Norte: um país na miséria Desertores relatam as dificuldades impostas pelo governo de Kim Jong-il, agravadas pela desvalorização cambial Terra/New York Times YANJI - O operário de construção norte-coreano vivia na penúria. Aempresa estatal da qual é funcionário não o pagava há tanto tempo que ele havia esquecido qual é seu salário. Na verdade, subornou o chefe para que o deixasse funcionar como trabalhador fantasma, de modo a poder deixar o canteiro de obras. Dessa maneira, ele e a mulher conseguiam ganhar a vida a duras penas, vendendo saquinhos de sabão em pó no mercado negro. Parecia uma vida difícil de piorar. Mas então, certa tarde de domingo, a irmã dele entrou correndo no apartamento do operário, em Chongjin, com notícias

chocantes: o governo norte-coreano havia decidido desvalorizar dramaticamente a moeda do país. As economias que a família havia acumulado ao longo de toda uma vida, em valor de cerca de US$ 1,56 mil, passaram a valer o equivalente a US$ 3. No mês passado, o operário estava refugiado em Yanji, uma movimentada cidade no norte da China, e lastimava os anos de sacrifícios inúteis. Legumes para seus pais, o remédio contra a asma de sua mulher, o abrigo de moletom azul que sua filha queria, coisas que ele deixou de comprar por acreditar que, mesmo na Coreia do Norte, valia a pena poupar para o futuro. “Ah”, ele exclamou, xingando em meio às lágrimas, “como trabalhamos

para economizar aquele dinheiro! Pensar sobre isso me deixa louco da vida”. Os norte-coreanos estão acostumados a batalhar e a decepções. Mas a desvalorização cambial de 30 de novembro, aparentemente em tentativa de sustentar uma economia estatal em colapso, representou para alguns o pior desastre desde a fome que matou centenas de milhares de pessoas na metade dos anos 90. Entrevistas no mês passado com oito norte-coreanos que deixaram recentemente o país - um presidiário fugitivo, comerciantes ilegais, pessoas em exílio temporário para procurar emprego na China, a mulher de um dirigente do Partido dos Trabalhadores (a agremiação governista

da Coreia do Norte) que estava em visita ao país vizinho - retratam o desespero no país de 24 milhões de habitantes e o crescente ressentimento contra o errático líder Kim Jong-il. O que parece estar faltando, ao menos por enquanto, é instabilidade social. As dificuldades generalizadas, a ira popular diante da desvalorização cambial e a crescente incerteza política surgida como resultado dos esforços de Kim para definir seu terceiro filho como sucessor não resultaram em resistência perceptível contra o governo. Pelo menos duas das pessoas entrevistadas na China repetiram a linha da propaganda oficial, que retrata a Coreia do Norte como vítima de inimigos ferrenhos, e a

pobreza do país como resultado de um complô ocidental que ameaça a sobrevivência da nação, inspirado por Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. A acusação sul-coreana de que a Coreia do Norte afundou uma fragata do país, o Choenan, em março, é apenas uma parte do complô, disse a mulher do dirigente partidário. “É por isso que estamos sempre à espera de uma invasão”, disse uma antiga professora primária. “Meu filho sempre espera que a guerra venha, porque a vida é difícil demais e vamos todos provavelmente morrer de fome”. Eles e outros norte-coreanos se pronunciaram sob a condição de que seus nomes não fossem

mencionados, em conversas em larga medida organizadas por igrejas clandestinas que operam na China, logo ao norte da fronteira com a Coreia do Norte. Se forem identificados como visitantes ou moradores ilegais na China, podem ser deportados e aprisionados, e o mesmo se aplica aos seus parentes. Cerca de metade dos entrevistados disseram que planejam voltar à Coreia do Norte. Os demais esperam conseguir desertar para a Coreia do Sul. Os relatos que fizeram, apresentados separadamente, coincidem quanto a muitos detalhes. Eles também reforçaram as descrições de economistas e analistas políticos sobre um país em séria crise.

Fábricas ociosas e economia em contração

Crianças famintas demais para estudar

Mencionando fotos aéreas que revelam chaminés de fábricas das quais não sai fumaça, economistas afirmam que cerca de 75% das fábricas da Coreia do Norte estão ociosas. Aeconomia está em contração desde 2006, quando Kim Jong-il se retirou de negociações internacionais cujo objetivo era pôr fim ao programa de armas nucleares da Coreia do Norte. ACoreia do Sul suspendeu praticamente todo o comércio, privando o norte de US$ 333 milhões ao ano em vendas de frutos do mar e outras exportações. Quando a península coreana foi divida, em 1945, a Coreia do Sul era mais pobre que o país vizinho. Agora, o trabalhador médio sul-coreano ganha 15 vezes mais que a média da Coreia do Norte, com base em dados ajustados pelo custo de vida. O número de desertores que conseguem chegar à Coreia do Sul, passando pela China, vem crescendo firmemente há uma década, e chegou a três mil no ano passado. Amortalidade infantil e neonatal subiu em pelo menos 30%, entre 1993 e 2008, e a expectativa de vida caiu em três anos,

Ela lecionou no primeiro grau durante 30 anos, em Chongjin, a terceira maior cidade da Coreia do Norte, que abriga cerca de 500 mil habitantes. O trabalho em tempo integral que ela fazia no passado, em 2004 passou a envolver apenas o período matutino; as escolas fecham ao meiodia. Pelo menos 15 de seus 50 alunos deixaram a escola ou assistiam apenas à primeira hora de aulas, porque estavam famintos demais para estudar. O salário mensal que ela ganhava mal bastava para comprar um quilo de arroz. Mesmo diplomada em uma universidade, decidiu tirar sua filha da escola no terceiro ano, em 1998, e a enviou a uma vizinha que poderia ensiná-la a costurar. A professora deixou o emprego em 2004 e começou a vender macarrão no principal mercado de Chongjin, um conjunto de barracas e de toldos plásticos, onde camelôs se reúnem para vender principalmente produtos chineses, entre os quais pasta de dente, máquinas de costura e DVDs de novelas sul-coreanas proibidas.

para 69 anos, no mesmo período, de acordo com dados do recenseamento norte-coreano e do Fundo das Nações Unidas para a População. O Programa de Alimentos das Nações Unidas diz que um terço das crianças norte-coreanas de menos de cinco anos sofrem de desnutrição. Mais de 25% dos habitantes precisam de assistência alimentar, segundo a agência, mas menos de 6% dos nortecoreanos a receberão este ano, em parte porque os doadores relutam em enviar assistência a um país que insiste em desenvolver armas nucleares. A desvalorização cambial só agravou o sofrimento. O objetivo era desviar os proventos da vasta economia paralela da Coreia do Norte - os mercados de rua - para as empresas estatais, que enfrentam séria deficiências de caixa. Os mercados são a única fonte de renda para muitos norte-coreanos, mas eles contrariam o credo de socialismo econômico imposto pelo governo. Teoricamente, todos os cidadãos, exceto os idosos, os menores de idade e as mães de filhos pequenos, trabalham para o Estado.

Fiscalização é feita na fronteira, em Nanyang, na Coreia do Norte

Mas vender macarrão não dava muito lucro, e ela foi tentar um comércio mais arriscado, de mercadorias controladas pelo Estado: pinhas e frutas usadas em um chá popular. O esquema desabou em outubro. Depois que ela e seus sócios haviam recolhido 17 sacos de ingredientes em uma aldeia, um guarda em um posto de controle confiscou todo o material, em lugar de aceitar um suborno e deixá-los passar. A ex-professora ficou com US$ 300 em dívidas. Como ela, o operário da construção, um homem magérrimo de 45 anos de idade e bom nas contas, calculou que a iniciativa privada era a única salvação para sua família. Mas, por ser homem, era difícil para ele deixar o emprego oficial. No papel, conta, ele é funcionário de uma construtora estatal em Chongjin. Mas a empresa não conta caixa para pagar os funcionários. Por isso, como mais de um terço dos funcionários, ele paga cerca de US$ 5 ao mês para bater o ponto como funcionário fantasma e trabalhar em outro lugar.

População isolada e sem acesso à web Os norte-coreanos que jamais cruzaram a fronteira não têm como compreender o grau de seu sofrimento. Não existe Internet. Os televisores e rádios só recebem canais do Estado. Nem a mulher do dirigente do partido tem telefone, e lamenta sua falta de contato com o mundo externo. A primeira pergunta que fez em seu contato com um estrangeiro foi “eu sou bonita?” No entanto, as informações começam lentamente a entrar no país. Comerciantes que visitam a China reportam que as pessoas são mais ricas e comparativamente mais livres, e que os sul-coreanos vivem supostamente ainda melhor. Alguns dos comerciantes têm celulares conectados às redes chinesas de telefonia móveis, e permitem que as pessoas os utilizem, por preços exorbitantes. A punição por assistir a filmes e programas de TV estrangeiros é severa. O comerciante disse que um vizinho de 35 anos de idade passou seis meses em um campo de trabalho no ano passado depois que foi apanhado assistindo a “Twin Dragons”, um filme de ação humorístico produzido em Hong Kong e estrelado por Jackie Chan. Mas, para a preocupação da antiga professora, seu filho de 26 anos de idade corre riscos semelhantes. A irmã dela é casada com um funcionário do governo na capital, Pyongyang, diz, mas nenhum dos dois é fã de Kim Jong-il. Em sua mais recente visita, conta, a irmã sussurrou

que “as pessoas o seguem por medo, e não por amor”. Desde a desvalorização cambial, ela e outros entrevistados dizem, as pessoas vêm fazendo comentários mais ousados. “Agora, quando você vai ao mercado, as pessoas falam mais”, disse o operário da construção civil. “Dizem que o governo é ladrão - à luz do dia, até”. A mulher dele não está entre esses críticos, conta. Nas semanas que se seguiram à desvalorização, diz, ela passava o dia deitada em uma esteira no chão da sala, imobilizada pela depressão. “Eu não tinha a força necessária a lhe dizer coisa alguma”, ele afirma. FIM DA POUPANÇAQuando o Estado decretou que um novo won, mais valioso, substituiria o velho won, anunciou que as famílias só estariam autorizadas a converter 100 mil won, o equivalente a US$ 35 pela taxa de câmbio do mercado negro. A medida simplesmente zerou o valor do dinheiro acumulado em mãos privadas como poupança. Para atenuar o golpe, dizem os trabalhadores, o governo prometeu que seus salários estatais seriam restaurados caso retomassem seus empregos oficiais. Na verdade, dizem o trabalhador da construção civil e outros, eles receberam apenas um mês de salário, em janeiro, e depois os salários voltaram a desaparecer. A ex-professora perdeu tudo.

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EDIFÍCIO BRÊDA

De ícone do progresso a cenário de terror Sumaia Villela Repórter

No encontro das ruas João Severiano e Luiz Pontes de Miranda, no Centro, em um terreno triangular, espremido entre estacionamentos, ambulantes, uma praça e o movimento intenso da região, se ergue um pedaço da história recente de Maceió. Relacionado à arquitetura, ao desenvolvimento econômico ou ao crescimento urbano da capital alagoana, o edifício Brêda é um dos marcos do século XX. Ainda hoje mesmo depois de comemorar seu cinquentenário, em 2008, desgastado pelo esquecimento e modificado pelo tempo, o primeiro prédio com mais de quatro andares de Alagoas só é lembrado pelas notícias nefastas dos suicídios. O edifício pode ser comparado a um nobre de outrora, que ainda conserva sua magnitude entre as vestes puídas e o jeito saudoso de uma época em que o progresso era a palavra estampada nos corações e mentes da província. À primeira vista, sua fachada é a mesma da original, eternizada em anúncios de jornal e fotos antigas. Uma análise mais cuidadosa, porém, revela uma variedade gritante de janelas distintas, de materiais, formatos e aberturas diferentes. Algumas salas ainda ostentam a primeira delas, feitas em madeira, corrediças. Também a pintura já escureceu com a poluição e as intempéries climáticas. As lojas do térreo, antes apenas cinco, deram lugar ao Brêda Center, uma galeria de pequenos estabelecimentos de toda ordem. Para ter acesso aos andares superiores, é preciso utilizar um das duas entradas de um corredor estreito, que dá acesso aos dois elevadores – um para pavimentos de número par e outros para os ímpares – e a escada.

Um passeio e uma viagem no tempo Por dentro, o primeiro contato é um convite para viajar ao passado. Subindo pelo elevador, ainda original, é possível conversar com um dos últimos ascensoristas da cidade – aqueles empregados encarregados de fazer a máquina subir e descer. Pela escada, é possível relembrar – para os mais velhos – os antigos espaços comuns de edifícios, mais espaçosos e confortáveis. Os corrimões de pedra, grossos, assim como os degraus, ajudam o ambiente a permanecer fresco , aliado ao fosso central, que também garante iluminação natural. As pastilhas do piso e das paredes, em alta entre os arquitetos e apreciadores da vertente modernista, ainda enfeitam os dez andares do Brêda, embora aqui e ali existam buracos deixados por pedaços descolados, e o esmalte vívido das peças já não é visível. A descaracterização das janelas é acompanhada pela das portas e esquadrias, modificadas ao gosto do proprietário de cada uma das 297 salas . Alguns chegaram a quebrar a parede ao lado da entrada, para colocar um grande vidro fumê, combinando com a porta de sua escolha. Em meio a tantos modelos, sequer os funcionários e condôminos mais antigos conseguem distinguir qual delas é a original. Aprincipal dificuldade em manter a estrutura original do prédio, segundo o síndico Armando Jorge Lopes Ferreira, é a arrecadação dos recursos necessários à empreitada. Em média, a taxa de condomínio é de R$ 63. A valor aumenta ou diminui de acordo com o tamanho da sala. “A dificuldade é tanta que queríamos mudar o elevador, mas não temos dinheiro suficiente. O custo de manutenção do alto e as peças são difíceis de encontrar, porque muitas já não são fabricadas”, contou Armando Jorge. (S.V.) Continua nas páginas A10 e A11

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Divulgação

O desgaste virou desvalorização A desvalorização do prédio é uma realidade. Quando seu Armando comprou a sala 805, em 1995, pagou R$ 5 mil. Hoje, depois de reformá-la – mudando, entre outras coisas, a janela para uma de alumínio – não recebe mais que R$ 8 mil caso queira vender. Um aluguel varia entre R$ 120 a R$ 180. Ainda assim, segundo suas contas, cerca de três mil pessoas passam por aqueles corredores diariamente. E o local não deixou de ser um ponto de referência para quem procura um advogado, como ficou estabelecido desde sua abertura, em 1963, devido à proximidade da antiga Faculdade de Direito, agora sede da Ordem de Advogados do Brasil (OAB). Além do Tri-

O primeiro prédio com mais de quatro andares de Maceió, chegou a ter um roteiro de visitas de curiosos que queriam ver a cidade do alto

bunal de Justiça (TJ) e do próprio movimento do cento da cidade. “Cerca de um terço do prédio é ocupado pelos profissionais do Direito”, estima o síndico. A ocupação predominante das salas sempre foi de profissionais liberais. No passado, porém, não só de advogados era feito o prédio. Pouco tempo antes de ser aberto, segundo se divulgou na imprensa, cerca de 70% dos médicos e industriais já haviam adquirido seu espaço. Famílias influentes de Alagoas, que detinham posição de destaque no mercado do estado, eram donas de múltiplos espaços no local, como a Nogueira, de quem seu Armando adquiriu a sala. (S.V.)

Prédio atrai atenção de arquitetos Hoje, apesar de esquecida pela alta sociedade, a construção desperta a atenção da nova geração de arquitetos que reconhecem no edifício sua importância histórica como empreendimento pioneiro e exemplo da arquitetura modernista alagoana. Leylanne Rodrigues Cavalcante, 21 anos, concluinte do curso de Arquitetura do Centro de Universitário Cesmac, escolheu o prédio como tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Mais especificamente, ela pretende realizar o “refrite” do edifício Brêda – em palavras leigas, a atualização da construção, levando em conta a sua sustentabilidade ambiental e eficiência energética. Ou, em outras palavras, “adequá-lo à vida moderna”. A universitária escolheu o tema devido ao seu estado atual, ultrapassado por prédios comerciais mais modernos, e devido a sua importância como primeira construção “vertical” da cidade. Além disso, com tanto tempo de existência, o Brêda ainda permanece em uso. O desafio da estudante é aliar a estrutura original, como a fachada – considerada por ela como o elemento mais importante do projeto de 1958 – e o revestimento interno, às inovações atuais. “O sistema de ar-condi-

cionado, por exemplo, é individualizado. Não há controle sobre os gastos de energia. Meu objetivo é resolver esse tipo de problema”, explicou. A orientadora do projeto, a professora Pedrianne Dantas, defendeu também a necessidade de pensar nas estruturas existentes como opções da vida moderna, por causa escassez de terrenos vazios, além de valorizar a produção arquitetônica mais recente. “Tudo que é mais próximo de nós, achamos que não tem valor, mas essa visão não é correta. Temos uma expressão do modernismo muito rica, e o edifício Brêda faz parte disso”, avaliou a orientadora. Por enquanto, Leilanny está no processo de produção de texto, e confessa que não pensou ainda em sua aplicabilidade. “É complicado concretizar o projeto, pela falta de recursos e de interesse do poder público e privado”, diz. Dizendo entretanto, que o síndico do prédio transmitiu total apoio durante a pesquisa. “O edifício não é sequer tombado como patrimônio histórico, apesar de ter seu valor atestado desde 2004, quando foi feito o primeiro trabalho de avaliação, pela então aluna da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Karlla Menezes”, contou. (S.V.) Divulgação

Glamour foi substituído pela tragédia

Anúncio dos jornais, no ano de início de vendas das salas comerciais: o progresso não saia das mentes alagoanas

“Marco de progresso” foi notícia A construção do edifício foi festejada pelos jornais da época. A referência à obra como um “marco de progresso” era a máxima utilizada pela imprensa. Em uma das matérias, veiculada na Gazeta de Alagoas, com o título de “Edifício Brêda marcará uma nova era de progresso para o Estado de Alagoas”, o então prefeito de Maceió, Abelardo Pontes Lima, elogiava o empreendimento e anunciava o início do desenvolvimento moderno da cidade. Segundo a publicação, foi a maior licença para construção já expedida pela prefeitura até a

data, em julho de 1958. Ela atribuía os novos empreendimentos que surgiam em Maceió como uma consequência da descoberta de novos poços de petróleo em Jequiá da Praia e no Tabuleiro do Martins, que deixaram em polvorosa o mercado alagoano. No dia em que foi lançada a pedra fundamental do edifício, em uma solenidade que reuniu as principais lideranças de então, a Associação Alagoana de Imprensa – que até hoje possui algumas salas no edifício – visitava as obras da Petrobras no município litorâneo.

Não só o mundo dos negócios vislumbrava a mudança da paisagem alagoana. Logo depois que foi construído, no início dos anos 60 – a escritura de convenção do Condomínio Edifício Brêda, data de 31 de julho de 1963 – o prédio era visitado por milhares de pessoas, todo os dias. Vários curiosos se amontoavam para enxergar a cidade de cima, já que o prédio se tornou o ponto mais alto do horizonte arquitetônico de Maceió. O elevador, o primeiro de Alagoas, também era uma das atrações preferidas. (S.V.)

O esplendor do primeiro edifício de Maceió desmoronou aos poucos, à medida que os famosos casos de suicídio iam ocorrendo em suas instalações. Em 1983, quando o cobrador José Costa de Oliveira, de 57 anos, foi empregado como vigia do condomínio, a má fama da construção já corria nos quatro cantos, e foi preciso coragem para driblar o receio em se deparar com um fantasma nos corredores de um dos 10 andares que deveria percorrer à noite. “Todo mundo me falava para eu não pegar o emprego, por causa das mortes. Mas até hoje eu nunca vi nenhuma alma”, testemunha, rindo. Segundo Zé Costa, como é conhecido pelos condôminos, desde que chegou ao prédio, três pessoas escolheram o edifício Brêda como via pra a morte. Dois deles foram consumados no fosso que fica no centro da construção, que antes tinha suas sacadas livres de qualquer obstáculo. Por causa disso, grades foram colocadas em todos os andares, além das janelas dos corredores que dão para o exterior passaram a ficar travadas. Desde então, ninguém mais se aventurou, e a calma tomou conta dos que ali trabalham. “Foi até bom colocar essas grades, porque entra muita criança aqui, e não era seguro”, avaliou seu Armando. É em posse dele que fica a chave da última sala do edifício, acessível por um lance de escada no

Marco Antônio

Zé Costa, vigia Brêda, recebeu conselhos para desistir do emprego

décimo andar. O local é da Associação dos Aposentados do Produban e, até pouco tempo atrás, funcionava uma escola para surdos. É também onde a vista é mais bonita, segundo ressaltou as duas estudantes que escolheram o controverso prédio como tema de seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Leylanne e Karlla Menezes expuseram nos TCC’s, que o espaço tem potencial para a construção de um local para observação da paisagem. “Ele poderia ter um restaurante,

bar, ou simplesmente uma sacada apropriada para aqueles que gostariam de ver a parte baixa de Maceió com os olhos dos pássaros”, disse Leylanne. De feto, de lá é possível avistar, entre outras coisas, boa parte do Centro, com a multidão costumeira colorindo o calçadão do comércio; as torres decoradas com azulejo português e ervas daninhas – toque moderno às construções – das igrejas; a ida e vinda dos navios do porto, e o belo pôr-do-sol da praia da Avenida. (S.V.)

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Fotos: Marco Antônio

Do alto, a vista de Maceió é privilegiada e inesquecivelmente bela

Janelas ganharam grades para evitar os suicídios

Construção marca início da arquitetura modernista em AL Utilização de concreto ar- reno tinha sido doado por ele, mado, brises (elementos de segundo José Maurício Gama proteção que emolduram as ja- Brêda, administrador de imónelas, para evitar a insolação veis e filho de Carlos Lobo, em direta no interior das salas), re- troca da construção de uma vestimento de pastilhas, plan- nova casa, nas mesmas prota em “V”, estrutura de pilotis porções, em um loteamento na fundação. Todos esses ele- que se preparava para ser lanmentos, presentes no Edifício çado também pela imobiliária: Brêda, são próprios de uma es- a Gruta de Lourdes. Para Maurício Brêda, o procola que rendeu bons frutos em Alagoas, e se confunde com jeto modernista, foi uma das a consolidação da indústria no maiores inovações do edifício, mas não foi a única. Outro Estado: o modernismo. A arquitetura modernista fator ousado de sua construção está mais presente na vida da foi a separação entre o estabecidade do que se percebe pela lecimento comercial e o resigente comum, sem olhos trei- dencial, costume alagoano nados de profissional. O hos- ainda na primeira metade do pital José Carneiro, o posto de século XX. “Antes, o comércio saúde da Praça Maravilha, no ficava no térreo, e a moradia Poço, a rádio Difusora – pri- era feita no andar de cima, normeira de Alagoas – e até o malmente. O primeiro prédio quartel do exército são exem- totalmente comercial foi o ediplos da escola que se desen- fício Brêda, inaugurando um volveu por essas bandas, em novo costume”, lembrou. A localização do meados de 1950, conforme exEdifício Brêda, no coplica Maria Angélica ração da cidade, tamda Silva, professora da bém foi determinante Universidade Ufal e escritora do livro As histórias para sua importância e “Arquitetura Moderde um dos para a procura que teve entre os profissiona: a atitude alagoana maiores nais liberais. Era perto (1950-1964)”. Além disso, uma símbolos do de tudo, na sua do adinfinidade de bangaCentro, do ministrador Maurício Porém, com o lôs, de acordo com o surgimento Brêda. desenvolvimento de livro, “residências de e da outras regiões de pretensões pitorescas, de caráter exótico ou inovação, ao Maceió, os antigos inquilinos passaram a romântico”, ainda perquase manecem de pé, como ocupar escritórios e ilustres representantes esquecimento consultórios em outras dessa arte, que chegou e abandono moradas, apesar do administrador não junto com o desejo de progresso de políticos, concordar com a tese empresários e o povo de decadência da área. “Somos alagoano, durante o fim privilegiados, temos uma praia do governo Arnon de Mello e belíssima em pleno centro”, argumentou. o governo Muniz Falcão. Ironicamente, esse tamA idéia inovadora foi idealizada pela Imobiliária Brêda bém pode ter sido o motivo Ltda. (Ibrel), dos irmãos de sua preservação. É o que Gutemberg Brêda e Carlos defende a professora Maria Lobo Brêda, e projetado por Angélica, em seu livro sobre Walter de Azevedo Cunha, na- a arquitetura moderna alatural de União dos Palmares. goana, publicado em 1991. “O É dele os projetos dos primei- destino urbano tomado pela ros grandes prédios do Estado, capital nos últimos anos, tencujo exemplar inicial foi o edi- dendo a estacionar o desenvolvimento do Centro, garanfício do Centro. A empresa era a maior da tirá o futuro destes marcos época, em Alagoas, e foi respon- convocados pelos ideais de sável pela construção de outros progresso de quase 30 anos dois exemplares de 10 andares: atrás”, escreveu, se referindo os residenciais Edifício São também aos edifícios São Carlos e a antiga sede do Carlos e o Edifício São Pedro. No local, havia uma man- Banco Econômico da Bahia, são de aspecto colonial, per- outros dois projetos do arquitencente a Gutemberg. O ter- teto Walter Cunha. (S.V.)

A vista, do aldo do Edifício Brêda, dá a noção do “burburinho colorido” do Centro de Maceió

Corredores ainda guardam ares dos primeiros anos Paredes, escadas e elevador: viagem no tempo

Corpo original deveria ser preservado

Síndico do Brêda, Armando lamenta falta de recursos para melhorias

A sua localização, inserida em uma Zona Especial de Preservação 2 (ZEP-2), área estabelecida pela Prefeitura quando da aprovação do Plano Diretor, em 2005, já fornece os instrumentos para que o edifício Brêda conserve seu “corpinho original”. De acordo com a legislação voltada para esse tipo de região, enquadrada como patrimônio histórico e cultural, esse prédio não pode ter nada de plásticas ou maquiagem. “A menos que seja aprovado pela diretoria que cuida do assunto, vinculada à Secretaria Municipal de Plane-jamento (Sempla) de Maceió”, explicou Adeciany Souza, gestora do setor.

De modo simples, isso significa dizer que qualquer intervenção em sua estrutura, como reforma em fachada, a troca dos pisos, a derrubada de paredes para ampliação das salas, e até a pintura do seu exterior devem ser analisadas previamente pela secretaria, e só são aceitas se não modificarem a arquitetura original da construção. “A preservação de áreas culturais já está prevista na legislação de 1997. Com o Plano Diretor, além das regras ficarem mais rigorosas, a delimitação da região do Centro da cidade foi ampliada. Antes, para se ter uma idéia, a área acabava na Rua do Sol. Hoje é estendida aos

mirantes da Igreja de São Gonçalo, subindo a ladeira da Catedral, e do colégio Santa Terezinha, detalhou Adeciany. Segundo ela, a substituição de janelas e portas precisa ser comunicada à Prefeitura, e a não apresentação de projeto pode resultar em advertência e penalidades, como a determinação de reparo dos danos causados. A procura pela regularização das mudanças também permite aos profissionais da pasta dar a orientação necessária para a realização de intervenções dentro dos limites impostos, de acordo com a diretora de patrimônio histórico e cultural da Sempla. (S.V.)

Tombamento pode ajudar a preservação Adriana Guimarães, diretora do Promemória, setor da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) responsável pelos tombamentos de prédios históricos em Alagoas, contou que o edifício Brêda nunca esteve entre as construções cogitadas pela equipe para que recebesse o título. Segundo ela, dois motivos principais o deixam de fora da lista: o primeiro, de ordem prática. “Devido a alta demanda, causada pela constante ameaça sofrida pelo patrimônio arquitetônico da cidade, a prioridade estabelecida pela Secult foi a de que receberiam a honra os prédios que estivessem sob maior risco. Estão destruindo muitas construções antigas para fazer estacionamentos, por exemplo”, explicou. Diante do questionamento de que as modificações de janelas, portas e esquadrias pelos condôminos, e a intenção em trocar o elevador original já configurariam riscos para o edifício, ela avaliou que essa é uma desconfiguração importante do projeto original, que poderia prejudicar a preservação da sua arquitetura. “Acho que a questão das janelas e portas é mais grave do que o elevador, que, se fosse deixada a carcaça, a caixa de madeira, e mudasse só o maquinário, não teria prejuízo”, esmiuçou Adriana Guimarães, ressaltando ser uma opinião “por alto”, porque o caso deveria ser avaliado com mais profundidade. O outro obstáculo está ligado à prioridade dada ao tempo histórico de cada construção. A tendência, de acordo com a diretora, é trabalhar com construções de épocas mais antigas, como a colonial. Ela revelou que o único prédio modernista tombado é o Palácio do Trabalhador, na Levada, de propriedade do Sindicato dos Trabalhadores de Alagoas. Ela procura, no entanto, afirmar o valor do patrimônio mais recente: “Não é que eles não são importantes; é que não correm riscos como os outros”, justificou. Isso não impede, segundo Adriana Guimarães, que pessoas físicas ou jurídicas ligadas aa Edifício Brêda ou a qualquer outro prédio de valor histórico solicitem o tombamento da construção. “Nunca foi feito um pedido para que ele fosse incluído, mas sua candidatura poderá ser uma das mais fortes, caso entre na lista de solicitações, que conta também com as opções identificadas pela própria secretaria”, disse. Caso fosse tombado, o caminho para sua preservação, a até a recuperação e atualização estariam mais perto da concretização. Apesar do Estado não estar obrigado a repassar verbas para o edifício que recebe o título, como ressaltou Adriana, as chances para conseguir recursos junto a Governo Federal, através de editais abertos periodicamente, são muito maiores do que prédios sem o tombamento. “A maioria que não é tombada não tem chance de captação”, garante a diretora do Promemória. Além disso, a própria garantia legal de impedimento de sua descaracterização é um instrumento poderoso contra o esquecimento. (S.V.)

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Seguros passam de regalia a essencial Em tempos de futuro incerto, a população adota a máxima de que um precavido vale mais e garante os bens e a vida Mônica Lima Repórter

Ao longo da vida, as pessoas se preparam para fazer uma série de investimentos, seja na carreira, nas economias, ou até mesmo para planejar e traçar metas para o futuro. Alguns vão mais além e apostam em serviços para garantir a tranquilidade em caso de imprevistos e adversidades. E, para isso, adquirem apólices de seguro para garantir o retorno do investimento, em caso de revezes. O mercado que está em franca expansão, a cada ano apresenta uma novidade, oferecendo seguro para tudo e para todos os bolsos.

Anualmente, o mercado de seguros vem crescendo no Brasil e Alagoas não está fora desse ciclo. As novidades e vantagens atraem cada vez mais pessoas que buscam uma prevenção contra futuras surpresas, que muitas vezes não são nada agradáveis. Nas corretoras, a procura vai desde o seguro tradicional para automóveis, passando pelo de vida, aluguel, para propriedades, saúde, residencial, educacional, viagem, contra acidentes em transportes públicos e responsabilidade civil e até mesmo para profissionais do meio artístico e do esporte. Jogadores e artistas resolveram adquirir uma apólice para, em

casos de acidente garantir o instrumento que utiliza na profissão, que pode partes do corpo, como as pernas. Um caso que ganhou fama foi o da atriz Cláudia Raia, que resolveu resguardar as suas, colocando no seguro. O sucesso do mercado não é novidade para quem vive nesse tipo de negócio, que vê, a cada ano, a adesão ao produto crescer. “Nos últimos três anos houve um crescimento entre 11 a 12% no Brasil”, garantiu o proprietário de uma seguradora Edmilson Ribeiro, afirmando que, em Alagoas, durante o ano de 2009, este segmento de mercado atingiu o índice de 20%.

Lula Castello Branco

Dono de seguradora, Edmilson diz que, só no ano de 2009, o mercado de seguros cresceu 20% em Alagoas

Automóvel é o bem mais segurado O seguro de automóvel é o campeão de vendas. Segurança e tranquilidade são os motivos principais das pessoas que aderem. Com a estabilização da moeda e as facilidades para se adquirir um carro, com financiamentos de até 60 meses, a frota de Maceió cresceu. Hoje, existem 185 mil veículos, desse total, 15% dos proprietários resolveram adquirir uma apólice de seguro para se precaver contra os assaltos, que ocorrem numa média de 900 todos os anos. A maioria opta pela cobertura total ou contra terceiros, essa última é realizada com mais frequência por empresas que possuem uma frota. Depois do automóvel, os tipos de seguros mais procurados são empresarial, residencial e de vida. “Mas o mercado não se limita a esses que são os mais populares”, avisa Edmilson Ribeiro. “Há uma

média de 50 tipos, que podem ser solicitados de acordo com a necessidade de cada pessoa”, completa. PERSONALIZADO - Ao contratar um seguro, o cliente pode escolher os itens a serem cobertos, dentro da sua necessidade. Os fatores oferecidos para cobrir o patrimônio farão com que o seguro tenha a cara de quem está solicitando o serviço e, dentro do seu limite financeiro. Em meio a essa imensidão de vantagens que são ofertadas, o consumidor pode contratar coberturas dentro do que julga ser necessário, desde assistência total a alguns itens, que pode fazer a diferença na hora de fechar o negócio, interferindo diretamente no valor do contrato, que pode atingir patamares inferiores ou superiores. (M.L.)

Preços acessíveis para as classes C e D A cultura do seguro vem ganhando adeptos, se expandindo e não se limitando apenas às classes com mais poder aquisitivo. Ele se massificou, chegando aos estabelecimentos comerciais. Podendo ser contratado para garantir segurança às pessoas, em casos de desemprego, assistência residencial, responsabilidade social, chegando de forma simplificada e com custo que cabe no bolso dos que integram as classe C e D, uma vez que chegam a ter preços até R$ 3 ou R$ 4, para cobrir perda de cartão de crédito entre outros. Este é um segmento que

também está crescendo e chegando aos que estão no topo da pirâmide, quando adquirem objetos de alto valor como jóias, óculos relógios e outras peças que, em casos de danos ou roubo, tem ressarcimento assegurado no valor do objeto. Com a massificação do mercado, a tendência é que nos próximos anos as vendas tripliquem e outros tipos de seguro sejam lançados. No Brasil, as apólices estão mais concentradas entre os mais abastados, ao contrário de outros países mundo, onde adquirir o serviço já faz parte da vida das pessoas. (M.L.)

Escola cria seguro exclusivo para garantir continuidade dos estudos

Garantia da Educação para os filhos A educação dos filhos é tida como prioridade para os pais, afinal é ela quem irá assegurar o futuro da criança. Apostando nas vantagens oferecidas pelo seguro, algumas unidades de ensino da rede privada, resolveram oferecer o serviço para os seus alunos. Uma taxa paga durante a matrícula, pode ser fundamental para assegurar a conclusão dos estudos até o Ensino Médio. Alguns estabelecimentos de ensino em Maceió estão nesse mercado garantindo segurança para seus alunos em

caso da falta do seu responsável. Inicialmente, os seguros eras apenas para cobrir problemas de saúde, assegurando tratamento médico a quem sofreu algum tipo de acidente dentro das dependências do colégio, mas foi ampliado e hoje cobre até o a conclusão dos estudos, em caso de morte do responsável. “A vantagem é para quem mantém as parcelas em dia”, diz o diretor Altair Antônio Souza, que já beneficiou dois estudantes, cujo pai faleceu entre 2009 e 2010. (M.L.)

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PROFESSORES

AL paga o 8º melhor salário do País Sinteal aceita dados, mas contrapõe números e diz que base de cálculos usada para pesquisa está equivocada Valdete Calheiros Repórter

O governo de Alagoas paga o 8º melhor salário do Brasil aos professores da rede pública estadual de ensino (R$ 2.030,00), segundo a Análise Comparativa Salarial dos Professores das Redes Estaduais no Brasil, produzida pelo Sindicato dos Servidores Públicos lotados nas Secretarias de Educação e de Cultura do

Estado do Ceará e nas Secretarias ou Departamentos de Educação e/ou Cultura dos Municípios do Ceará. Conforme o levantamento, Alagoas fica atrás apenas do Distrito Federal (R$ 3.227,87), Maranhão (R$ 2.810,36), Roraima (R$ 2.806,04), Mato Grosso do Sul (R$ 2.394,00), Amazonas (R$ 2.241,52), Acre (R$ 2.234,38) e Amapá (R$ 2.234,08). Thallysson Alves

Célia Capistrano: “Esse valor é a soma do salário com gratificações”

Atrás de Alagoas estão alguns dos mais desenvolvidos Estados brasileiros a exemplo de São Paulo (R$ 1.834,86), Paraná (R$ 1.798,54), Rio de Janeiro (R$ 1.618,14), Minas Gerais (R$ 1.416,66) e Santa Catarina (R$ 1.363,74). Segundo o mesmo levantamento, o Governo de Alagoas paga o 2º melhor salário do Nordeste. O Estado perde apenas para o Maranhão. Alagoas

também é o 8º estado onde a hora-aula é melhor paga. Acada hora de trabalho com alunos, o professor recebe R$ 10,15. Desta forma, o salário do professor em Alagoas corresponde a 3,98 salários mínimos. No Distrito Federal, a horaaula é R$ 16,13; no Maranhão (R$ 14,05); em Roraima (R$ 14,03); no Mato Grosso do Sul (R$ 11,97); no Amazonas (R$ 11,20); no Acre e no Amapá (R$ 11,17).

No Nordeste, a diferença paga pelos governos dos Estados chega a R$ 1.794,36. Enquanto o Maranhão, o primeiro do ranking nordestino paga R$ 2.810,36, o governo de Pernambuco paga R$ 1.016,00. Ainda com base na Análise Comparativa Salarial, o governo de Alagoas paga valores superiores às médias nordestina, regional e nacional que corres-

pondem, respectivamente, a R$ 1.560,73; 1.816,13 e 1.777,66. A pesquisa está enquadrada na estratégia dos profissionais de educação, de construir a adequação do plano de carreira dos trabalhadores em Educação, com base na Lei nº 11.738, do piso nacional na sua forma original aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Sinteal, base de cálculos é equivocada De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Célia Capistrano, a pesquisa é verdadeira, mas tem como base apenas o salário pago ao professor com licenciatura plena com jornada de 40 horasaula semanais/200 horas-aula mensais. “Uma outra coisa importantíssima. Esse valor não corresponde ao salário real. Esse valor é a soma do salário com as gratificações. Ou seja, na prática, a realidade é outra”, afirmou. Para confrontar os valores apresentados pela Análise Comparativa Salarial, o Sinteal apresentou um outro levantamento intitulado de “Piso Salarial Profissional Nacional”, elaborado pelo consultor técnico em Financiamento, Planejamento, Gestão da Educação, Plano de Carreira e Previdência Pública, Milton Canuto de Almeida. “A remuneração inicial paga pelo governo do Estado a um professor de nível médio, com dedicação de 40 horas, é o quinto menor pago dentro do pró-

prio Estado. Enquanto a rede pública estadual paga R$ 946,46; no município de Maceió, um professor começa a receber a carreira com salário de R$ 1.448,10; em Campo Alegre R$ 1.220,46; em Lagoa da Canoa R$ 1.173,95 e em Marechal Deodoro R$ 1.115,52”, enumerou. Ainda conforme os dados do Sinteal, o mesmo professor tem remuneração final de R$ 2.616,14 em Maceió; R$ 2.434,29 em Campo Alegre; R$ 2.341,52 em Lagoa da Canoa; R$ 2.164,05 em Marechal Deodoro e R$ 1.163,81 em Alagoas. “Um professor de nível superior com 40 horas ganha, em Maceió, a remuneração inicial de R$ 2.172,15; em Campo Alegre R$ 1.830,70; em Alagoas R$ 2030,00; em Lagoa da Canoa R$ 1.643,53 e em Marechal Deodoro R$ 1.288,42. Aremuneração final é de R$ 3.924,22 em Maceió; R$ 3.651,44 em Campo Alegre; R$3.005,00 em Alagoas; R$ 3.278,14 em Lagoa da Canoa e R$ 2.164,05 em Marechal Deodoro”, comparou Célia Capistrano.

De acordo com a presidente do Sinteal, a última vez que os professores foram valorizados foi no governo anterior ao de Teotonio Vilela Filho. “Este governador, além de não apresentar melhorias para a classe, queria tirar os nossos direitos já adquiridos. Foi uma batalha árdua. Sessenta e dois dias de enfrentamento com o governo do Estado para o servidor público poder garantir o que já havia conseguido”, relembrou. Célia Capistrano disse que o piso salarial do professor, de R$ 1.024,00, não é respeitado pelo governo do Estado. “Não queremos um salário fora da realidade, distante de possibilidades dos cofres de Alagoas. Um professor com dedicação de 20 horas recebe apenas R$ 473,23. O valor precisa ser completado para atingir o salário mínimo”, lamentou. A sindicalista fez questão de afirmar que nenhuma classe trabalhadora concorda com a greve. “Agreve não satisfaz, não é boa nem para os servidores públicos, nem para a socieda-

de. A greve é boa apenas para o gestor público descompromissado com as obrigações sociais. Esse governo, em questão, não atende aos anseios dos servidores das áreas de educação, segurança, saúde. Estamos sofrendo com um governo cego, mudo e surdo para as questões sociais”, acrescentou. A presidente do Sinteal não credita aos professores os “fracassos” da educação em Alagoas. “É muito cômodo culpar os professores. Pelo contrário, os avanços na educação, mesmo que sejam poucos, são mérito do esforço particular de cada um dos professores que passa por cima de necessidades até mesmo pessoais em razão do amor à profissão e ao ofício sagrado de educar”, ponderou. Ainda conforme Célia Capistrano, desde 2007, 500 alunos procuraram o Conselho Estadual de Educação para poder receber a certificação de conclusão do ensino médio e curar uma faculdade ou ingressar no serviço público. (V.C.)

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Para vender frutas, verduras ou bigingangas, as crianças enfrentam vários perigos

Trabalho tira infância de meninos e meninas nas ruas da cidades Crianças que deveriam estar brincando se expõem em rotinas de duras lidas Elisana Tenório Repórter

Numa das esquinas da cidade, menino aparentando pouco mais de 6 anos tem rotina dura de vendedor

Durante o dia, à noite ou de madrugada, crianças de todas as idades arriscam-se nas ruas, nas orlas, nos semáforos e nos becos da grande Maceió à procura de pessoas que se disponham a comprar parte das bugigangas que carregam consigo. Na caça ao pão nosso de cada dia, elas enfrentam uma jornada de trabalho extenuante, abdicam do direito de brincar, de estudar, passam horas a fio sem comer e se expõem aos perigos do mundo: aliciamento, exploração sexual, doenças variadas, atropelamentos e morte. Há uma semana, Alagoas presenciou uma trágica história envolvendo o trabalho infantil. Parecia ser mais um dia comum na rotina de Antônio Sales de Carvalho Ferreira, de 12 anos. Há anos, o menino vendia crustáceos nas proximidades da Ponte Divaldo Suruagy – início da AL 101-Sul – para ajudar no sustento da família. No entanto, de repente, ao tentar atravessar a pista, foi atropelado por um carro, que fugiu sem que ninguém anotasse a placa. Na última sexta-feira, O JORNAL conversou com alguns vendedores de crustáceos que estavam na beira da mesma rodovia que foi a última passagem do menino Antônio Sales. Não havia crianças no local trabalhando. Mesmo assim, ninguém quis falar no assunto. “Não sei de nada disso, moça”, limitou-se a dizer um deles.

Cenas comuns se repetem em várias esquinas O final trágico na história do menino Antônio é apenas um exemplo do que, infelizmente, se tornou comum. Por todos os lados de Maceió é possível ver garotos e garotas trabalhando. Alguns pontos, inclusive, tornaram-se “tradicionais”. Quem não esbarrou com uma criança vendendo frutas, feijão verde e água de coco no semáforo localizado no cruzamento das avenidas Antônio Brandão e Tomaz Espíndola, ou no sinal localizado perto do

Terminal Rodoviário, ou mesmo na Avenida Professor Guedes Miranda? Isso sem falar na legião de trabalhadores mirins que vivem ziguezagueando pelos calçadões da orla marítima urbana de Maceió, entre os bares,de dia ou de noite, oferecendo cofrinhos e flores às pessoas que passam pelo local. Muitos, inclusive, passam a madrugada exercendo essa função. “Já presenciei alguns dor-

mindo nos bancos e outros tantos dando dinheiro a adultos, que ficam estrategicamente escondidos em algum lugar próximo”, lembrou a nutricionista Joana Teixeira, que mora na Jatiúca e sempre costuma fazer caminhada na orla. Encontrar uma criança que se disponha a conversar com a imprensa é muito difícil. Na última sexta-feira, a equipe de reportagens de O JORNAL tentou falar com alguns que estavam oferecendo tangerina em

um semáforo próximo ao Terminal Rodoviário. Mas eles não quiseram falar e ainda “agrediram” a equipe de reportagem com frases grosseiras e gestos obscenos. Um garoto, aparentando ter aproximadamente 6 anos, ao ver o repórter fotográfico, baixou rapidamente a bermuda e mostrou a genitália. Outro, um pouco mais velho, gritou, de forma ríspida. “Estou trabalhando; não estou roubando”. (E,T.)

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Famílias inteiras ocupam as esquinas próximas aos semáforos: todos são responsáveis pelo sustento

Alagoas: 3º no NE onde as crianças mais trabalham A procuradora do Trabalho, Rosemeire Lôbo, explicou que não tem como saber a quantidade de meninos e meninas que trabalham nas ruas, mas afirmou que, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alagoas é o 3º no ranking nordestino que mais possui crianças que trabalham. Os que são flagrados pelo poder público trabalhando nas ruas são encaminhados e sua família é convocada para ser inserida em programas sociais, como o Bolsa Família. Para Rosimeire Lobo, muitos fatores obrigam as crianças a esquecer a infância e encarar rotinas duras de trabalho. “A pobreza extrema, a falta de comida, a droga, o álcool, a violência, enfim, a desestrutura familiar”, diz a procuradora do Trabalho. (E.T.)

Caminhada, concurso de redação e sensibilização

Eles ficam a lida, são observados e entregam o dinheiro a adultos

Ontem, foi comemorado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Este ano, o tema escolhido foi “O trabalho infantil ainda é uma realidade deprimente em nosso País. Esse espetáculo não tem graça. Precisamos acabar com esta triste realidade”... Para reverenciar a data, o Ministério Público Federal (MPF) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizaram uma caminhada na orla marítima de Maceió

para chamar a atenção da sociedade sobre os malefícios dessa “praga”. No percurso, houve distribuição de panfletos educativos. Na ocasião, também foi entregue a premiação dos vencedores do concurso “MPT na Escola”, que contou com a participação de cinco escolas da rede municipal de ensino: Sagrado Coração de Jesus (Cruz das Almas), Cícera Lucimar (Jatiúca), Herbert Souza (Vila Emater) e Audival Amélio e

Caíque Francisco Lins (Dique Estrada). Desde abril, alunos do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino tiveram acesso a orientações pedagógicas sobre o trabalho infantil. Aliás, não só eles. Os ensinamentos também foram estendidos às famílias, através de variadas dinâmicas de grupo, participada, inclusive por todos os membros do Conselho Escolar, formado por diretores, funcionários, professores, pais de alunos.

No final do projeto, os alunos foram convidados a elaborare uma redação com o tema “Trabalho Infantil”. A vencedora foi Wanessa Esther Inácio dos Santos Lima, de 10 anos, que estuda na Escola Sagrado Coração de Jesus. Em agosto, o projeto terá continuidade em outras escolas da rede municipal de ensino. O tema escolhido por ela foi: “Vamos juntos combater o trabalho infantil”. (E.T.)

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Padarias investem na venda de comidas típicas e consideram o período junino um dos mais movimentados

Lojas do Centro expõem roupas juninas nas vitrines e esperam aumentar as vendas na próxima semana

Economia em ritmo de São João A proximidade dos festejos juninos movimenta o comércio formal e informal no município de Arapiraca Carolina Sanches Repórter

ARAPIRACA – Fogueira, milho, quadrilhas e muito forró pé de serra. Os festejos já começaram no Agreste do Estado. Em Arapiraca, a decoração encanta a cidade com a instalação de balões e bandeirinhas nas ruas e praças principais. A proximidade do São João está animando os comerciantes formais e informais. Nos ateliês, as máquinas de costura não param. Vestidos e chapéus são as peças que coman-

dam as máquinas de costura para depois invadir as ruas da cidade. Além das roupas para as quadrilhas juninas, as costureiras atendem diversas pessoas que pretendem participar de festas juninas com trajes típicos. Para isso acontecer, elas precisam trabalhar dobrado durante todo mês. O ateliê da costureira Maria José já recebeu diversas encomendas de roupas. Ela diz que poderia até ter sido mais se tivesse mais costureira. “Começamos a trabalhar no mês passado para entregarmos no iní-

cio de junho, quando as apresentações começaram. O pedido é muito grande, a gente tem que ser mais atenta o serviço para poder entregar no prazo”, falou. O trabalho é puxado. As costureiras ficam nos ateliês em média 14 horas por dia. O dinheiro é importante para Nice Aquino Bento, que ainda encontra tempo para arrumar a casa. “Tem que correr para dar conta. É preciso também ter atenção para não errar e não esquecer nenhum detalhe”, disse. Mas ela garante

que o melhor mesmo é ver o vestido, que saiu de sua máquina de costura, ganhar vida nas apresentações. Nas vitrines das lojas, os trajes juninos já chamam a atenção dos clientes. O movimento começou a aumentar na semana passada e a expectativa dos comerciantes é que melhore ainda mais nos próximos dias. “As pessoas já estão comprando roupas juninas. Os trajes mais vendidos são vestidos e blusas com estampas xadrez. Como o movimento foi bom, a loja já fez pedido de mais mercado-

rias que devem chegar na próxima semana”, explicou a vendedora Carla Barboza. Quem também comemora o período junino são os músicos locais que têm mais oportunidade de conseguir apresentações. “Com as festas nas comunidades somos mais solicitados e conseguimos uma renda extra o mês todo”, disse o músico Rosivaldo Marques, que integra o grupo Agitos. ALIMENTOS – As padarias também investem na venda de comidas típicas no período.

Debaixo de bandeirinhas e balões, os pratos a base de milho fazem sucesso. O contador Jairo Barboza foi à padaria para comprar pão, mas acabou se rendendo as comidas típicas “Caí na tentação e vou levando o bolo e a pamonha”, comentou. Os produtos são vendidos no quilo e em unidade, movimentado as vendas. “É o segundo mês do ano que as vendas são mais movimentadas, só perdendo pra dezembro. Por isso nos programamos com antecedência”, informa o gerente Marcelo Rocha.

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Arapiraca

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Moradores preparam estrutura da festa

Concurso mantém tradição junina em 40 comunidades de Arapiraca Mantendo as tradições juninas, comunidades de Arapiraca participam do Concurso de Resgate a Cultura Junina. Os locais são decorados como uma vila típica do interior, com igreja, casinhas, barraquinhas de comidas típicas e artesanato. Para compor ainda mais o ambiente, repentistas e grupos de forró se apresentam nos locais e o público

pode assistir, gratuitamente, as apresentações das tradicionais quadrilhas juninas e coco de roda. Durante o mês de junho, 40 comunidades se responsabilizam para organizar o espaço. Uma comissão julgadora visitará comunidades tanto na zona rural quanto na zona urbana para observar o trabalho realizado pelos morado-

res. Serão duas comunidades por noite até o dia 26 deste mês. Na avaliação, os juízes vão observar decoração, comida típica, dramatização, participação da comunidade, segurança, música regional entre outros quesitos. O secretário de Cultura de Arapiraca, Arnaldo Barbosa, explicou que o concurso já se tornou uma tradição na cida-

de e que o objetivo de preservar a cultura regional tem sido alcançado. “Além de lembrar a data, com o resgate dos festejos juninos os moradores estão cada vez mais empenhados em manter a comunidade limpa e organizada”, destacou. Nas comunidades, o preparativo anima os moradores. O organizador da comunida-

de do bairro Brasília, Francisco Chagas, explicou que cada comunidade participante recebeu ajuda de custo no valor de R$ 700,00, além de infra-estrutura necessária para a realização do evento. “As comunidades receberam um kit com lonas, banheiros, tablado e sonorização”, afirmou. Para Chagas, a participação no concurso faz com que

os moradores se mobilizem em fazer uma grande festa. Ele conta que já participa dos festejos há 7 anos e que cada vez mais as pessoas se mobilizam para melhorar a apresentação. “O mais importante não é vencer o concurso, mas manter a tradição no bairro de uma festa que aos poucos esta perdendo a essência”, ressaltou o morador.

Arraiá tem programação diversificada A programação do Arraiá de Arapiraca “Tem Festança no Interior” novamente diversifica o estilo musical para agradar diversos públicos. O Mercado do Artesanato e o Lago da Perucaba serão os pólos com apresentações gratuitas. No Mercado do Artesanato a proposta, como nos anos anteriores, é valorizar a cultura local com apresentações de artistas da terra. A festa no Mercado do Artesanato do começou no dia 4 de junho e se estende até o dia 29. Entre as atrações, nomes como Sertanejos do Forró, Zeza da Sanfona, Edgar do Acordeon, Família Moreira e Ari de Queiroz e banda. “São João de Arapiraca demonstra a integração de comunidades e o espírito alegre e festivo de nossa gente. É uma grande demonstração de organização. Precisamos cada vez mais reativar a nossa cultura regional”, disse o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa. Este será os segundo ano

dos festejos no Lago da Perucaba. Além de show de bandas de forró, o público contará com uma praça de alimentação. As atrações começam dia 20 e terminam no dia 29. dentre as atrações estão previstas Forró dos Plays, Magnificos, Eliane, Julinho Porradão, Jorge de Altinho, José Orlando, Baby Som, Expresso Forronejo, Mano Walter, Karisma e Ivaldo Maceió. A divulgação das atrações que serão apresentadas nos festejos juninos do município animou os empresários do setor de serviços, que estão entre os que mais lucram com a circulação de pessoas. A festança ainda conta com o tradicional desfile de carroças de burro, previsto para o próximo dia 18, e o arrastão das quadrilhas, no dia 27. “O São João está deixando de ser tipicamente local, com pequenas festas, para se tornar uma festa que atrai moradores de várias cidades”, disse o secretário de cultura Arnaldo Rocha. Jogos da Copa do Mundo aumentam as vendas de fogos nas barracas que estão instaladas na Avenida Ceci Cunha, no centro de Arapiraca

Comerciantes de fogos esperam aumentar vendas As barracas que vendem fogos de artifícios estão montadas na Avenida Ceci Cunha, no centro de Arapiraca. Os comerciantes esperam com expectativa aumentarem as suas vendas. Eles contaram que, comparado ao mesmo período no ano passado, a procura já melhorou. Um dos fatores apontados é a copa do mundo. A expectativa é que as vendas aumentem a partir de amanhã, véspera do jogo do Brasil. “As pessoas já começaram a perguntar sobre os fogos, mas as vendas mesmo devem melhorar quando começarem os jo-

gos”, disse a comerciante Josefa Barboza, ao destacar que entre os fogos mais procurados esta o rojão. Os preços dos fogos de artifícios variam de uma barraca para outra. O menor valor que o consumidor deve encontrar é de R$ 0,50 e o maior pode chegar a R$ 300,00. A dona de casa Mildes Araújo, 53, disse que compra fogos para netos e filhos. Ela mora no Sitio Oitizeiro, zona rural de Arapiraca, e contou que sente falta das grandes comemorações no período junino. “Antigamente muita gente

soltava fogos e acendia fogueira. Hoje, essa tradição já esta diminuindo. Na minha casa sempre compro fogos para os meus netos, mas não deixo que eles brinquem sozinhos para evitar acidentes”, expôs. Para evitar acidentes, o Serviço de Atividades Técnicas (SAT) do Corpo de Bombeiros já realizou uma inspeção nas barracas. Dentre as medidas de segurança avaliadas esta a distância entre uma barraca e outra que deve ser de 3m a 5m e que estas estejam sobre cimento rústico e não liso. O estoque dos fogos

deve estar organizado dentro de caixas de papelão e em cada barraca deve conter dois extintores de incêndio, um balde de água. CONCESSÃO – O atestado de concessão de comercialização de fogos de artifício é emitido pelo Corpo de Bombeiros após a realização das inspeções. O documento poderá ser revogado caso o comerciante infrinja alguma das exigências ou normas de segurança. O comerciante que for pego irregularmente terá o seu produto apreendido e responderá sanções.

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Arapiraca Domingo, 13 de junho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: municipios@ojornal-al.com.br

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Dengue volta a preocupar Maragogi Índice de Infestação Predial no município é quase o dobro do recomendado pelo Ministério da Saúde Eduardo Almeida Repórter

MARAGOGI - As campanhas educativas contra a dengue, desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em todo o País, parecem não estar surtindo o efeito desejado. Um relatório apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde, esta semana, mostra que Alagoas registrou mais de 21 mil casos da doença desde o início do ano – destaque para os números no interior. Em Maragogi, na região norte, o índice de infestação predial é de 1,81%, quase o dobro do recomendado. Conforme a Organização Mundial de Saúde, o índice que

mede a quantidade de imóveis com focos do mosquito Aedes aegypt não deve ultrapassar 1%. Quando o indicador varia entre 1 e 3%, como acontece em Maragogi, a Vigilância Epidemiológica do município entra em estado de alerta. Já em casos superiores a 3%, a cidade corre risco de surto da doença. Para evitar uma epidemia de dengue, a Secretaria de Saúde de Maragogi decidiu intensificar os trabalhos. O supervisor da Vigilância Epidemiológica do município, Cícero Barros da Silva, explica que os dezoito agentes de endemias estão percorrendo as residências do município em busca de focos do mosquito transmis-

sor da dengue. Entre as ações desenvolvidas estão os “bloqueios” de quarteirões e a utilização de larvicidas. Com o apoio dos agentes de saúde, também estão sendo distribuídos panfletos sobre formas de evitar focos do mosquito. “Os agentes de saúde estão auxiliando os de endemias no trabalho de prevenção. Além das visitas às residências, com a distribuição de larvicidas, está sendo realizado um trabalho para educação, porque é preciso que a população coopere para que o número de casos da doença diminua no município. Não adianta a Vigilância Epidemiológica realizar um bom trabalho e não contar com o apoio

dos moradores, que sofrem com o problema”, expôs o supervisor. O índice de infestação predial na área urbana da cidade chega a 1,4%, enquanto a soma das áreas urbana e rural é de 1,8%. Dados da secretaria do município mostram que, entre janeiro e maio deste ano, 105 casos de dengue foram notificados, mas apenas quatro confirmados. Mas o número pode ser ainda maior, pois a pasta aguarda a chegada de exames. Um fator que pode contribuir para os baixos números é o fato da população não procurar os postos de saúde. “A quantidade de casos notificados é considerado alto

para um município com uma população estimada em 25 mil habitantes. Embora o número de confirmações esteja baixo, o índice de infestação predial mostra que devemos ficar em alerta, porque corremos o risco de epidemia da doença caso ela continue a crescer. Com a chegada do período chuvoso a situação deve se agravar ainda mais, pois favorece o surgimento do mosquito”, contou o supervisor. Um mapa da doença em Maragogi mostra que a zona rural do município concentra o maior número de casos. Os povoados de São Bento, Barra Grande e Peroba são apontados como as áreas mais críti-

cas. Na área urbana, o Largo do Carvão registra o maior índice de infestação, o que motivou a Vigilância Epidemiológica a intensificar as ações nessas áreas desde o mês passado, como revela o supervisor Cícero Barros da Silva. “Não que as demais áreas não sejam importantes, mas devemos combater os focos para evitar a proliferação do mosquito. A Secretaria de Saúde também enviou um ‘carro fumaçê’ para auxiliar o trabalho dos agentes de endemias. Esperamos reduzir os índices nos próximos dias, com os trabalhos de prevenção e de combate que estão em andamento”, completou.

Lula Castelo Branco

Município pode acionar o MPE A ouvidora-geral de Maragogi, Célia Vieira, garante que a Secretaria de Saúde da cidade pode solicitar do Ministério Público Estadual (MPE) e da Justiça apoio para que os agentes de endemias visitem residências fechadas. A medida deve ser tomada para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypt e conter os casos de dengue que assolam o município – chega a 105 o número de notificações. “A medida é a alternativa encontrada para que os agentes de endemias possam entrar nas residências, principalmente das áreas mais afastadas do Centro. Falta colaboração por parte dos moradores, que ainda resistem à presença dos agentes. Isso acontece tanto nas casas de veraneio como em residências habitadas. Há que se entender que a dengue é prejudicial a todos nós”, ressaltou Célia Vieira. Conforme a ouvidorageral, o município enfrentou o mesmo problema no ano passado e contou com o apoio do MPE para solucioná-lo. Vieira explicou que os povoados de São Bento, Barra Grande e Peroba são as áreas consideradas mais críticas. “Nessas áreas, o número de casas de veraneio é grande. Além disso, são os locais onde a população mais resiste à presença dos agentes

Agentes de saúde vistorias casas para impedir o foco do mosquito

de endemias”, completou. MPE - A promotora de Justiça Francisca Paula Santana disse que o Ministério Público Estadual deve notificar os proprietários de residências fechadas para que compareçam na sede do órgão e expliquem os motivos pelos quais os agentes não puderam realizar a vistoria. Quem não comparecer ao chamado do MPE ou não cumprir a determinação poderá responder judicialmente pelo crime de atentado à saúde pública. “Mesmo sendo uma propriedade privada, trata-se de um crime contra a saúde pública. O mosquito da dengue alcança um raio de 100 metros e pode picar a população, gerando até uma epidemia. Quem não comparecer ao chamado responderá por isso e o município poderá utilizar o seu poder de polícia para entrar nas casas. Tudo o que for danificado durante a ação deverá ser reposto”, completou a promotora. Outra alternativa apontada pela promotora é a solicitação de um mandado para vistoriar as residências. Neste caso, a Secretaria de Saúde de Maragogi teria que ingressar na Justiça Comum. “Mas, deve-se ressaltar que a prefeitura tem poder de polícia e pode entrar nas residências”.

Fotos: Eduardo Almeida

Casas de veraneio prejudicam trabalho

Supervisor diz que casas de veraneio possuem focos do mosquito

Se o índice de infestação predial em Maragogi está acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, isso se deve, em partes, às casas de veraneio do segundo maior pólo de turismo do Estado. AVigilância Epidemiológica calcula que 40% dos focos do mosquito Aedes aegypt estão nesse tipo de moradia, que passa a maior parte do ano fechada e fica aberta apenas durante a alta temporada – entre dezembro e janeiro. “As casas de veraneio ainda são nosso maior problema, porque os agentes de endemias não conseguem entrar em contato com os proprietários e agendar as visitas para eliminar os focos. Embora muitas tenham caseiros, elas passam a maior parte do ano fechada. Isso dificulta o trabalho de prevenção e aumenta os riscos de epidemia da doença, principalmente com a chegada do período chuvoso”, explicou Cícero da Silva, supervisor de endemias. Cícero da Silva afirma que os povoados de Barra Grande e Peroba abrigam o maior número de casas de veraneio, e que, por isso, estão entres as áreas com maior índice de infestação predial. “Como as casas ficam fechadas, nós aproveitamos apenas o período da alta temporada para realizar as visitas e tentar contro-

lar os focos. Mas estamos buscando apoio, junto ao Ministério Público para evitar que situações como estas se repitam”. Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Maragogi, Rosana Rios, o número de casos de dengue registrados na cidade deve crescer ainda mais com a chegada do período chuvoso. Rios lembra que o problema não é exclusivo de Maragogi e que todo o Estado enfrenta uma epidemia. Segundo ela, os integrantes do Programa Saúde da Família estão percorrendo as residências e orientando a população sobre como eliminar os focos do mosquito, não deixando água parada. “Os membros do PSF estão percorrendo as casas e orientando os moradores, mas falta colaboração. O trabalho deve ser feito em conjunto, em parceria com a população. A chegada do período de chuvas deve aumentar o número de casos registrados, por isso estamos alertando a população. Todos devem tampar bem as caixas d’água, não guardar pneus e garrafas em áreas descobertas, nem deixar água parada em vasos”, disse. Rosana Rios lembra que os sintomas da dengue são dores de cabeça e nas articulações, vômito e manchas avermelhadas na pele.

Caixas d’água são apontadas como um dos principais focos

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Economia

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União salva energia de AL do colapso Governo federal, através da Eletrobras, confirma forte investimento no Estado com foco na melhoria dos serviços Patrycia Monteiro Repórter

O Brasil é o País que possui o maior volume de recursos aplicados pelo Banco Mundial (Bird), com o total de US$ 13,5 bilhões. E, há duas semanas, esse aporte de capital foi reforçado por mais uma operação de crédito vultosa. Trata-se de um financiamento de US$ 495 milhões obtido pela Eletrobras na instituição financeira de fomento internacional. Os recursos serão destinados ao

Programa de Reestruturação Operacional das seis distribuidoras da estatal, localizadas no Norte e no Nordeste, entre elas a Eletrobras Distribuição Alagoas, a antiga Ceal. Com a operação, o Bird pretende beneficiar três milhões de pessoas em 118 municípios atendidos por essas empresas. “O projeto vai quebrar o círculo vicioso (de perdas financeiras) e ajudar a remover gargalos para o desenvolvimento econômico e social da população dessas re-

giões”, afirmou o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop. De acordo com a Eletrobras Distribuição Alagoas, os recursos financeiros captados serão direcionados ao Projeto Energia + que abrange as seis empresas de distribuição elétrica do Sistema Eletrobras: Eletrobras Distribuição Alagoas, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Piauí, Eletrobras Distribuição Rondônia e Eletrobras

Distribuição Roraima. “Tais empresas, que passaram recentemente a fazer parte do portfólio de negócios da Eletrobras, tem um papel importante para o processo de desenvolvimento econômico sustentável e geração de empregos nos estados em que atuam, sendo reconhecidas também como instrumento indutor para a redução da pobreza, a promoção da cidadania e a inclusão social no País”, afirma Ariovaldo Stelle, coordenador Geral da Unidade Gestora

do Projeto Energia + da Eletrobras Alagoas. Segundo o executivo, devido os elevados custos de operação em áreas remotas e rurais e a predominância de consumidores de baixa renda, as seis empresas atualmente necessitam de significativo apoio federal, notadamente pelo histórico de prejuízos nelas acumulados. “O não-pagamento pelo abastecimento de eletricidade, inclusive por parte de grandes consumidores, resultou em manutenção inadequada do siste-

ma elétrico e um serviço de péssima qualidade em diversas regiões, com interrupções de fornecimento, algumas de longa duração e baixa capacidade de investimento em reabilitação e expansão”, diz, mencionando que para mudar este cenário, a Eletrobras decidiu promover uma mudança na governança destas organizações, determinando a elaboração de um projeto que proporcionasse uma melhoria no desempenho operacional e financeiro.

Sem investimentos, durante anos, fornecimento é tido como inadequado

Projeto Energia + tem amplos objetivos “Em síntese o Projeto Energia +, - que tem como objetivo principal a melhoria da qualidade do fornecimento, a redução das perdas elétricas motivadas por razões técnicas, o furto e a sustentabilidade empresarial -, financiará a aquisição de bens, equipamentos, obras e serviços para o reforço das redes de distribuição, implantação de infraestrutura de medição avançada, modernização dos sistemas de gestão da informação e a capacitação institucional e operacional das seis empresas de distribuição em áreas como a gestão baseada em resultados, gestão de impactos ambientais e sociais, e conscientização das comunidades no que se refere ao uso da energia elétrica”, explica o executivo. Ariovaldo Stelle conta que o montante do empréstimo obtido com o Banco Mundial será acrescido pela Eletrobras, como contrapartida, um valor adicional de US$ 214,3 milhões, totalizando assim US$ 709,3 milhões para as seis empresas. “Do valor total do empréstimo, aproximadamente US$ 152 milhões serão investidos na Eletrobras Distribuição Alagoas, sendo US$ 106 milhões provenientes do Banco Mundial e US$ 46 milhões da Eletrobras”, calcula. Segundo Stelle, o montante destinado a Alagoas será apli-

cado, exclusivamente, nos projetos de redução de perdas e na melhoria da qualidade do serviço. “Faremos a reabilitação e reforço no sistema de distribuição em média e baixa tensão, além da implementação de infraestrutura de medição avançada e pretendemos modernização nosso sistema de gestão”, afirma, citando ainda que parte dos recursos financeiros será aplicada no fortalecimento institucional da empresa. “A Eletrobras somente poderá solicitar tais recursos a partir da efetiva assinatura do contrato de empréstimo com a organização internacional. Para receber os recursos do Banco Mundial, a Eletrobras fará solicitação de adiantamentos por meio de Relatórios Financeiros previamente acordados com a entidade e de acordo com o estabelecido no cronograma de desembolso do Projeto Energia +”, diz o executivo. De acordo com ele, o empréstimo terá prazo de treze anos e meio, incluindo cinco anos e meio de carência, taxas de juros de Libor 6 meses (London Interbank Offered Rate - taxa preferencial de juros oferecida para grandes empréstimos entre os bancos internacionais que operam no mercado londrino), acrescida de spread a ser fixado na data de assinatura do Contrato de Empréstimo.

Investimentos da estatal são maiores Contudo, vale ressalta que a Eletrobras Alagoas pretende investir mais do que os US$ 152 milhões captados no Bird. A partir deste ano até 2014, a companhia vai direcionar R$ 917 milhões em obras de reestruturação, modernização e expansão no sistema de distribuição alagoana. De acordo com Adjar Vieira Barbosa, representante institucional da Diretoria de Planejamento da Eletrobras Alagoas, só para este ano, estão previstos R$ 228,5 milhões em investimentos em melhoria na rede. Em 2011, estão previstos outros R$ 271,1 milhões. “O plano de investimentos foi baseado em estimativas de crescimento da demanda por energia no Estado”, diz o executivo. Além disso, outra boa nova na área de investimentos foi confirmada neste final de semana. A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) arrematou sexta-feira o lote da subestação de energia de Arapiraca no Leilão de Transmissão

realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Aoferta vencedora da empresa de economia mista registrou apenas 17% de deságio sobre a Receita Anual Permitida Máxima, chegando a R$ 5,3 milhões. O contrato de concessão deve ser assinado pela Chesf até o final deste mês e, a partir de então, a previsão de entrada da operação comercial da nova subestação é de 24 meses. Com a conclusão da obra, vários municípios do Agreste e do Sertão de Alagoas serão beneficiados, sobretudo Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Junqueiro, São Sebastião, Teotônio Vilela, Coruripe e Jequiá da Praia. O empreendimento vai atender, inclusive, a demanda de energia do distrito industrial de Arapiraca, do Shopping Pátio Arapiraca e da Mineradora Vale Verde, viabilizando a concretização dos investimentos.

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Copa estimula vendas no comércio TVs de plasma ou de LCD lideram as vendas, mas as camisas e bandeiras verde e amarelo estão em alta Nide Lins Repórter

Durante dois dias o eletricista Adriano Lima pesquisou no centro de Maceió o preço de TV de plasma para assistir a Copa do Mundo. Ele conseguiu comprar na última sexta-feira um aparelho de 32 polegadas na promoção por R$ 999,00. “Já queria uma TV, agora estou com duas televisões em casa.A nova vai para

meu quarto para torcer pelo Brasil”, disse o eletricista que comprou o equipamento à vista. Assim como Adriano, o comércio está torcendo pela vitória da seleção canarinho, porque há dez dias a venda de televisões, camisetas, bonés e outros artigos da copa estão aquecidas. Da grande rede ao comercio popular. O vendedor da loja Guido, Aluisio Alfredo, vestido com a camisa da seleção é testemunha

Adriano Lima comprou TV nova, a segunda da residência para ver jogos

do crescimento da economia no período da Copa. “Vendemos em média sete TVs por dia, as mais procuradas são as de última geração com conversor digital. As pessoas estão querendo assistir os jogos com imagem perfeita”, disse ele, afirmando ainda que as vendas do período equivalem ao Dia das Mães. “Não preciso nem gritar, os clientes vem direto comprar a camisa do Brasil”, relata o microem-

preendedor individual, Manoel Galvão, que já vendeu quase mil camisas em um mês. “O Brasil deve ganhar logo no primeiro jogo para despertar o povo, porque vende mais. Até vou ter quer aumentar meu estoque, claro, se o Brasil ganhar. A venda para esta copa me surpreendeu”, conta Galvão, especializado no comércio de camisas dos times. As bandeirinhas são as campeãs de vendas e em segundo lugar

Para Manoel Galvão o Brasil precisa ganhar no primeiro jogo

Redes de supermercados promovem sorteio O gerente regional do GBarbosa em Alagoas, Ismael Leite, informou que em toda copa é registrado aumento das vendas de televisões e, neste ano, as de modelos de maior valor agregado ( LCDs e Plasmas Full HD) são as campeãs. “Aindústria projetou, em janeiro deste ano, um

crescimento em torno de 10% em TVs, com migração de tecnologia para as TVs de LCDs ou Plasmas. Na proximidade da copa, este crescimento está sendo significativo, acima de 30%”, diz. As TVS mais vendidas na rede são LCDs de 21 a 32 polegadas. Mas, para ampliar a lucratividade

com o evento, a varejista apostou na diversidade com estoque em todos os produtos alusivos à Copa. “O Brasil é o País do futebol, de um povo alegre e a Copa é um momento de festa, churrascos, encontros, aumentando muito o consumo destes gêneros, chegando a faltar algumas marcas por dificul-

dade de atendimento dos pedidos por parte da indústria”, relata. Para atrair mais clientes, a rede GBarbosa lançou em março a campanha Seleção GBarbosa, que está sorteando TVs de LCD e um carro zero quilômetro nas três praças onde atua (Alagoas, Bahia e Sergipe).

estão as barulhentas cornetas ou “vuvuzelas”, relata o vendedor Jurandir Cavalcante, que chega a comercializar, em média, 120 bandeirinhas por dia no valor de R$ 2,00 cada. “Vamos torcer para o Brasil ganhar para eu vender todo meu estoque de bandeirinhas”. No comercio popular do Jacintinho, as vendas de camisas também estão aquecidas. Segundo o gerente da loja Via Blue, Bruno Kleber, em 15 dias foram vendi-

das 200 camisas da seleção, mas ele está confiante de que até terçafeira, dia do primeiro jogo do Brasil, não vai sobrar camisas, que custam de R$ 10 a R$ 12. “Nossa meta é aumentar o estoque, mas tudo vai depender do sucesso do Brasil, mas por enquanto vamos torcer para vender todas as camisas, as próprias colaboradoras estão vestidas de verde e amarelo para estimular as vendas”, comenta.

As bandeirinhas verde e amarelo lideram as vendas, diz Jurandir

Tecnologia atrai consumidores

Com TV plasma e sem viagens

De olho na Copa do Mundo, tradicionalmente cresce a procura por televisores. Por isso, o Bompreço comprou cerca de 60% mais de TVs telas finas (plasma e LCD) para a região Nordeste. Só em maio, a venda dos aparelhos cresceu 120%, na comparação com o mesmo período do ano passado, na região. Além do evento mundial, o fator tecnológico é um dos impulsionadores deste aumento. “Historicamente, vendem-se mais televisões em anos de Copa do Mundo. Desta vez, a diferença é a convergência de tecnologias, que remete ao bom desempenho do setor”, diz o diretor comercial, Jeferson Silva. O fato é que o processo natural de troca de aparelhos convencionais de tubo para modelos telas finas, aliado ao advento da TV digital, deixa a estimativa ainda maior. Para se ter uma ideia, na Copa de 2006, só com a troca de novos equipamentos, o incremento nas vendas no primeiro semestre em comparação com 2005 chegou a 10%. O diretor comercial, ainda destacou que, em 2006, as TVs de tela fina chegavam a custar de 4 a 5 vezes mais do que o valor do aparelho atualmente. “Hoje, é possível encontrar nas lojas do Bompreço, por exemplo, televisor de LCD de 22 polegadas por menos de R$1 mil.

Na Copa, as pessoas gostam de reunir os amigos e a família para assistir os jogos. Este ano, a tradição está sendo mantida, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Agentes de Viagens, Carlos Palmeira. Nesse período as vendas de pacotes de viagem diminuem, as empresas de turismo conseguem vender mais o São João do Nordeste. Para compensar a falta de turista, o empresário Marcio do Coelho, do Ritz Lagoa da Anta, está programando no Salão Verão o evento aberto ao publico para quem deseja torcer pelo Brasil. Haverá até cardápio especial com receitas criadas para a copa como o “Vuvuzela de batata e macaxeira”, e ainda tem direito a brindes. O hotel Ponta Verde também já decorou o ambiente em verde e amarelo, e no salão onde acontece o turismo de eventos será o espaço aberto ao público para hospedes e alagoanos torcerem pelo Brasil. Segundo o empresário Mauro Vasconcelos a copa coincide com a baixa temporada. “Este mês já é fraco e a copa inibe viagens, realmente as pessoas preferem comprar uma nova TV em vez de viajar. Mas o hotel já tem alagoanos, que serão nossos clientes cativos”, disse.

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AL na lanterna do turismo de eventos Segundo levamento da ICCA, Estado registrou apenas uma realização internacional durante todo o ano passado Patrycia Monteiro Repórter

O Ministério do Turismo e a Embratur estão celebrando o avanço do número de eventos internacionais realizados no País, que pelo quarto ano consecutivo se manteve entre os dez países que lideram o ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA), ocupando a 7ª posição. Com 39 eventos a mais do que o registrado em 2008, no ano passado o Brasil sediou exatos 293 eventos internacionais, sendo o primeiro e único país latino-americano a ocupar esta posição, desde 2006. A ICCA é a principal entidade mundial de eventos associativos e seu ranking é referência para todo o segmento de turismo de eventos no mundo. A entidade só contabiliza eventos itinerantes (que acontecem em diferentes países), com periodicidade definida e número mínimo de 50 participantes. De acordo com dados consolidados pelo estudo, o Brasil cresceu 15,4%, enquanto o mundo cresceu 10,8%. Além disso, tem sido registrada forte descentralização na realização de eventos no País: em 2009, 48 cidades brasileiras realizaram eventos internacionais, contra 45, em 2008. Em 2003, quando começou o programa de captação de eventos internacionais da Embratur, o País ocupava a 19ª posição no ranking da ICCA e 22 cidades sediaram eventos internacionais. Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barretto, a colocação do Brasil no ranking mundial e o crescimento contínuo do número de cidades que sediam eventos internacionais é de grande importância para o

Brasil. “Quando um lugar recebe um evento internacional, qualifica-se para receber um turista diferenciado, beneficiando-se da movimentação econômica que o evento provoca. A descentralização, portanto, ajuda a gerar emprego e renda nas diversas regiões do País. O esforço do Ministério vai justamente neste sentido – qualificar os destinos e ajudar as economias locais, contribuindo para diminuir as desigualdades regionais”, afirma. Mas, na contramão desse crescimento, Alagoas configura timidamente no ranking das cidades brasileiras que sediaram eventos de porte internacional no ano passado. Contabilizando apenas um evento com este perfil, Maceió ocupa a lanterna da lista, ao lado de 24 cidades, sendo que nenhuma delas é capital de estado. No topo, está São Paulo, que realizou 79 eventos em 2009, quatro a mais que no ano anterior, ocupando o 18ª lugar no ranking mundial de cidades. Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou um salto de 41 eventos realizados em 2008 para 62 no ano passado, subindo 10 posições no ranking global de cidades – do 36º lugar em 2008, para o 26º lugar em 2009. A capital nordestina mais bem posicionada na lista é Salvador, que ocupa a 3ª posição no ranking nacional, com 15 eventos internacionais registrados, acima de Florianópolis e Foz do Iguaçu. Recife, por sua vez, está na 6ª colocação brasileira, acima de Búzios, Brasília, Curitiba e Campinas, respectivamente. Fortaleza ocupa a 9ª posição, ao lado de Belo Horizonte e Gramado, enquanto João Pessoa, se posiciona na 11ª colocação.

Centro Cultural e de Exposições: equipamento necessita de climatização total

Impacto do segmento na economia é considerável O acanhamento de Alagoas no mercado brasileiro do turismo de eventos é um dado a lamentar, pois de acordo com um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Embratur, em 2008, o impacto econômico gerado por um evento internacional é grande na economia local. O gasto médio diário do turista estrangeiro de eventos internacionais é de US$ 285 contra um gasto médio diário de US$ 68 dólares empreendidos por um turista de lazer. Segundo a FGV, os 254 eventos internacionais, contabilizados pela ICCA em 2008 no Brasil, movimentaram US$ 122 milhões em gastos dos visitantes. Na opinião de Alfredo Rebelo, presidente do Maceió Convention Bureau, o tímido desempe-

nho de Alagoas na captação de eventos internacionais se deve a alguns gargalos ainda existentes no mercado turístico local. “Nosso Centro de Convenções é pequeno e sem climatização, por isso perdemos nossa competitividade na prospecção dos eventos internacionais”, afirma, mencionando que a capital alagoana ainda enfrenta problemas com o saneamento básico, que prejudica a balneabilidade das praias urbanas, e com a segurança pública. “Mas, apesar das grandes dificuldades, estamos trabalhando para incrementar o nosso turismo de eventos e podemos dizer que há seis anos estamos desenvolvendo um trabalho para consolidação de nosso mercado com apoio fundamental da Secretaria de Turismo de Maceió e a Secretaria

de Turismo de Alagoas”, diz. Rebelo conta que não é fácil concorrer com Salvador e Recife, só para ficar nas capitais nordestinas mais avançadas turisticamente, porque ambas desenvolvem há décadas uma política sistemática de promoção do crescimento do setor de Turismo. “A verba de divulgação dos destinos turísticos baianos e pernambucanos são muito superiores às nossas – o que permite que as secretarias de turismo desses estados possam desenvolver ações de marketing não apenas no mercado brasileiro, mas também no mercado estrangeiro. Com limitados recursos para investimento, Alagoas não dispõe de orçamento robusto para fazer frente aos investimentos necessários para tornar o Estado mais com-

petitivo”, pondera. O presidente do Maceió Convention Bureau diz que o governo do Estado está sensibilizado sobre a importância dos investimentos na climatização do Centro Cultural e de Exposições de Maceió. “Mas, ainda não está definido quando as melhorias serão realizadas”, afirma. “Nossa maior expectativa reside na continuidade do trabalho que estamos desenvolvendo hoje, independentemente do processo eleitoral. A rede hoteleira alagoana ganhou 30 novos hotéis nos últimos anos, sendo que 12 deles se fixaram em Maceió. Não podemos permitir que a rede opere com ociosidade, do contrário, muitos hotéis podem quebrar. Então, só nos resta trabalhar muito, apesar das adversidades”.

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FALTA MÃO-DE-OBRA Na abertura do 82º Enic, o presidente da Câmara Brasileira de Construção (CBIC), Paulo Simão, criticou a atual legislação trabalhista, que ele considera obsoleta e favorável à criação de entidades sindicalistas “irresponsáveis”. Dirigindo-se ao presidente Lula, Simão afirmou que o setor vive numa corda bamba quando o assunto são as regras de trabalho. “As centrais de trabalhadores passaram a disputar os novos recursos do Ministério do Trabalho, com a criação desenfreada e irresponsável de sindicatos, em sua grande maioria verdadeiros antros de arrecadação de dinheiro que não representam nada, mas passam a ter cobertura legal de uma legislação que já se mostrou obsoleta e prejudicial”, espetou o dirigente. Ao que parece, Safady falou aquilo que muitos empresários gostariam de dizer ao presidente. Tanto que foi acaloradamente aplaudido. Lula ouviu mas não rebateu.

DEDO NA FERIDA Quem também pôs o dedo na ferida, sendo muito aplaudido, foi o empresário Felipe Cavalcante, presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil).

O PIOR QUE É VERDADE “Há uma falta de estrutura nos órgãos ambientais. Esperam-se de três a quatro anos para se conseguir uma licença e quando a obra é iniciada surge um órgão ambiental e embarga a construção”, disse Felipe Cavalcante, que suou para iniciar o seu Iloa Vida e Família, em Barra de São Miguel.

FALOU E DISSE Vale destacar outra frase de Felipe Cavalcante: “Não queremos facilidade em licenciamentos, queremos apenas critérios padrões para licenciar os empreendimentos.” Falou e disse.

CRÍTICAS E... A assessora especial da Presidência da República, Mirian Belchior, veio a Maceió para apresentar os avanços do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) mas ouviu dos empresários muitas críticas.

...RECLAMAÇÕES Reunidos no Enic 2010, os construtores reclamaram do desencontro de informações entre os técnicos do governo sobre os custos das obras e dos entraves burocráticos no licenciamento ambiental, que acabam emperrando a execução das obras e trazendo prejuízos financeiros para as empresas, elas que aportam recursos na contratação de profissionais antes mesmo do início da obra.

RESPOSTA A assessora Mirian Belchior prometeu maior agilidade às obras.

ETIQUETAGEM ENERGÉTICA Tem gente coçando a cabeça com o anúncio de que a partir de 2022 será permitido apenas a construção de prédios de consumo zero de energia, através de fontes renováveis. A aplicação do Sistema de Etiquetagens, do Instituto Nacional de Metrologia - semelhante ao utilizado em aparelhos eletrônicos - também vem tirando o sono de alguns construtores.

AUSÊNCIA SENTIDA Quem frustrou as expectativas foi a presidenciável Dilma Rousseff. Apesar de confirmar presença em Maceió, a pré-candidata não compareceu.

EM FOCO

Vale destacar a presença em Maceió do presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, que se envolveu pessoalmente com a organização do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção, realizado pela primeira vez em Maceió.

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Enic: setor conclui agenda para os presidenciáveis Empresários alertam para “apagão” se medidas não forem implementadas Melhoria do ambiente de negócios, inovação tecnológica e sustentabilidade são os pontoschave da agenda da União Nacional da Construção (UNC) que será entregue aos candidatos à Presidência da República como programa de política pública do país para os próximos 20 anos. Nesse período, o Brasil precisará de 30 milhões de novas moradias. As propostas foram temas do debate dos palestrantes representantes de 39 setores da cadeia produtiva da indústria da construção reunidos esta semana, em Maceió, no 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, defendeu ações urgentes de planejamento urbano para promover o crescimento sustentável do Brasil. Embora o PIB (Produto Interno Bruto) da construção

civil tenha registrado alta de 14,9% no primeiro trimestre de 2010 ante ao último trimestre de 2009, o país ainda enfrenta vários gargalos, principalmente na área da universalização do saneamento básico. O investimento atual de R$ 6 bilhões fica muito aquém em relação às demandas que se aproximam da cifra de R$ 283 bilhões. A construção pesada também apresentou as reivindicações necessárias para superar a deficiência da infraestrutura logística e a falta de mão de obra. De acordo com o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), João Alberto Viol, o surgimento repentino de inúmeras obras em diversas regiões revelou a urgência em investir na qualificação da mão de obra especializada em planejamento. “Se nada for feito haverá um ’apagão’ de mão de obra até a Copa do Mundo.”

Especialistas e empresários reuniram-se no Centro de Convenções

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

TINTAS

Cresce preocupação com futura escassez de recursos

Até 2016, Brasil precisará de 500 mil pintores

O setor da construção está preocupado com o esgotamento das fontes de recursos para financiamento imobiliário. O tema foi debatido esta semana em reunião da Comissão de Indústria Imobiliária, durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Segundo o presidente da comissão, João Crestana, há uma necessidade urgente de se buscar novas fontes como alternativa para o crédito imobiliário já que as projeções mais recentes apontam uma futura escassez dos recursos da poupança e do fundo de garantia. "O mercado conta com um volume de R$ 250 bilhões da Poupança e mais R$ 250 bilhões do FGTS, e uma hora isso acaba. Precisamos buscar novas fontes a exemplo dos fundos

de pensão, cujos montantes disponíveis são bem maiores", argumenta Crestana. Ele lembra que, enquanto países como Chile e México contabilizam 20% de investimentos imobiliários, no Brasil o índice é de apenas 5%. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revelam que a caderneta de poupança representa 11% das opções de aplicação com mais de 10 milhões de moradias já financiadas. Porém, a estimativa é de que até 2013 o estoque de financiamento representará mais de 65% da poupança. O debate entre representantes do setor tem o objetivo de conscientizar e mobilizar os empresários em prol da com-

plementação desses recursos no país. O fortalecimento da securitização de crédito imobiliário foi uma das alternativas sugeridas na reunião da CII como forma de completar recursos. Outra solução apontada foram os fundos de investimentos que disponibilizam um orçamento de R$ 500 bilhões aos investidores. O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique Oliveira, esteve na reunião como convidado especial. Também participaram dos debates o presidente da ABECIP, Luiz Antônio França, o diretor da Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado, Arthur Parkinson, conselheiro do Secovi/SP, e Celso Luiz Petrucci, diretor executivo do Secovi/SP.

A indústria da construção caminha rumo à produção sustentável. Não existe volta. Sabendo disso, os fabricantes nacionais de tintas decidiram aportar recursos na capacitação de operários especializados em pintura dentro do conceito de preservação ambiental para atender um mercado cuja oferta não acompanha a demanda. Prova disso é que as empresas necessitam de 500 mil pintores, declarou o presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, Dilson Ferreira, em reunião da União Nacional da Construção (UNC) realizada em Maceió. Ferreira diz que é uma carência de profissionais que tende a aumentar com as futuras obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

DEBATE

QUALIFICAÇÃO

Edifícios ganharão sistema de etiquetagem energética

Cursos têm baixa procura apesar de carências no setor

A aplicação do Sistema de Etiquetagens do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), já utilizado em aparelhos eletrônicos para o ramo de edificações, pode ser a solução para garantir eficiência energética. As construções prediais seriam definidas entre "A" (mais econômicas) e "E" (menos econômicas). A questão da eficiência energética foi pauta da palestra realizada pelo especialista no assunto Roberto Lamberts, durante reunião da Comissão de Meio Ambiente no 82º Enic, na tarde de quinta-feira. De acordo com Lamberts, a eficiência energética é responsável por uma redução nos custos operacionais e dos impactos ambientais, além de aumento na preservação de recursos naturais. "Os edifícios podem ser etiquetados em duas etapas: na etapa inicial da concepção dos projetos e no período de entre-

ga dos empreendimentos, dando condições para o consumidor avaliar a eficiência energética do empreendimento que almeja adquirir", disse Lamberts. Cinco edifícios utilizaram o processo de etiquetagem no Brasil em 2009 e há quarenta edifícios em avaliação. Há uma discussão para tornar a etiquetagem uma questão obrigatória a partir do momento que se mostre a eficiência do projeto. A proposta, ainda segundo Roberto Lamberts, é que até 2014 a etiquetagem de novos edifícios seja obrigatória e os prédios públicos recebam a classificação A ou B e, até 2018, todos os prédios do país passariam a ser etiquetados. Além disso, a partir de 2022, seria permitido apenas a construção de prédios de consumo zero de energia, utilizando para isso as chamadas fontes renováveis. Os principais desafios apon-

tados pelos participantes do debate para obter um melhor desempenho são: o reduzido número de edifícios etiquetados, a existência de um mercado com carência por projetos mais eficientes e a necessidade da indústria da construção se atualizar e se capacitar. "Para uma real transformação da eficiência energética é necessária a realização de investimentos em pesquisas e desenvolvimento, além da capacitação dos consultores da cadeia da construção", finalizou Roberto Lamberts. Para o diretor da ONG Água e Cidade, Wilson Passeto, uso racional da água é um dos principais desafios que os governos já deveriam estar empenhados em equacionar. "O maior problema da água é o desperdício. Para solucionar, são necessários bons projetos de engenharia voltados para o saneamento básico e uma mudança de hábito do cidadão”.

Apesar da carência da construção civil por profissionais qualificados, os cursos voltados para o setor têm pouca procura, afirmou o analista de desenvolvimento industrial do Senai, Walbeth Rogério Oliveira, em reunião da Comissão de Política e Relações Trabalhistas (CPRT), durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Segundo ele, uma solução para o problema é a realização de cursos nos próprios canteiros de obras. A falta de mão de obra qualificada é uma preocupação do setor em todo o País, como afirmou o presidente do SindusconBA, Carlos Alberto Vieira. "Não ter trabalhadores qualificados produz reflexos direto em nosso cronograma. Nossas obras estão com atrasos em função disso", afirmou. Euclésio Manoel Finatti, vice-presidente do Sinduscon-PR, sugeriu uma campanha nacional de valorização de trabalhadores do setor como pedreiros e serventes.

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Confira as promoções na Revista da TV

B1 Arquivo

Por trás das letras de Chico Em

entrevista

exclusiva

a

O JORNAL, Wagner Homem, amigo do poeta e autor de Histórias de canções (livro e espetáculo), descortina o universo musical e político em que as composições do músico carioca, autor das históricas A banda, Atrás da porta e Pedaço de mim, aparecem

Alessandra Vieira Editora de Cultura

uando Chico Buarque escreveu a letra de Retrato em branco e preto, Tom Jobim implicou. O certo é “retrato em preto e branco”, disse. “Então tá”, Chico concordou irônico, “e o resto da letra fica: ‘Vou colecionar mais um tamanco / outro retrato em preto e branco”’. Tom cedeu. Histórias assim, relacionadas às circunstâncias em que foram compostas as canções dos grandes nomes da nossa música, sempre despertam curiosidades. Mas, para o clã de Chico, essas particularidades assumem uma dimensão maior e ganham ares de sagrado. São pormenores de músicas que dialogam com a história do Brasil na segunda metade do Século 20. Em todos esses momentos é possível ver a sua marca: da Ditadura Militar às Diretas Já, da abertura à redemo-

Q

cratização, da censura aos movimentos populares que vêm da periferia. Chico também é o nosso maior e mais intenso compositor de canções de amor, de crônica social, de trilhas para teatro, cinema e continua até hoje ocupando um lugar de destaque no cancioneiro brasileiro. Isso, sem citar a sua contribuição para a literatura. Quem não gostaria de saber para quem foi composta essa ou aquela canção? Quem finalmente são Carolina, Januária, a Morena dos olhos d'água, Beatriz, Angélica, ou a personagem feminina revelada na última palavra do último verso de Atrás de porta? Quem é a filha dos versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta”, em Jorge Maravilha, ou ainda o você de Apesar de você? Como eram as relações do letrista Chico Buarque com parceiros como Vinicius de Moraes e Tom Jobim, que tiveram importância fundamental na sua carreira? Muitas das respostas não são

novidades para a maioria dos “amantes” de Chico, mas nem por isso (perguntas e respostas) deixam de ser curiosas. Numa breve pesquisa na Internet é visível a curiosidade acerca do cantor, compositor, escritor e sua obra. A cada dia surgem fóruns de discussões e comunidades. Já foram escritos teses, monografias, dissertações e livros. A mais recente obra literária foi lançada em outubro de 2009. Mas, ao contrário de outras, Histórias de canções - que deu origem a um show -, de Wagner Homem, descortina exclusivamente o universo em que as canções de Chico aparecem e os fatos que a elas se ligam. É nela que encontramos o causo que inicia esta matéria. No livro, Wagner Homem (chamado de Cachorrão pelo amigo poeta), curador do site oficial de Chico Buarque, selecionou uma centena de histórias - são mais de 130 canções, distribuídas em mais de 40 anos de carreira - re-

lacionadas às composições do músico. “‘Você vai pagar e é dobrado/ Cada lágrima rolada/ Nesse meu penar’. A canção é de 1970 e, para surpresa, chegou a ser liberada pela censura e vender cem mil compactos. Tudo ia bem, até que uma notinha publicada em um jornal do Rio de Janeiro insinuou que o 'você' era, na verdade, o presidente Médici. Chico, já preparado, disse cinicamente que se tratava de uma mulher muito mandona. Não colou”, diz um trecho do livro. Em Histórias de canções, também ficamos sabendo que quando a censura implicou com uma citação sobre Neruda (“Devolve o Neruda que você me tomou”) na música Trocando em miúdos, Chico argumentou com o resto da letra (e tascou o célebre “e nunca leu”) para se absolver do crime de divulgar um poeta comunista. Colou. Continua nas páginas B2 e B3.

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“Chico é reservado. Tímido nunca. É um brincalhão de marca maior” Na obra, Cachorrão lembra a música Linha de Montagem, com os trechos “Gente que carrega a tralha/ Ai, essa tralha imensa chamada Brasil/ Sambe sambe São Bernardo/ Sanca São Caetano/ Santa Santo André/ Dia a dia Diadema/ Quando for, me chame/ Pra tomar um mé”. Chico iria apresentar esta canção em 1980, em shows organizados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do

ABC. Cerca de cem mil ingressos foram vendidos quando as exibições foram proibidas pelo regime militar. “A música foi incluída num compacto duplo, e a receita das vendas, revertida para o Fundo de Greve”, descreve. O autor tem mesmo muitas histórias para contar e, numa entrevista exclusiva ao O JORNAL, Cachorrão -

- Quando e como surgiu a ideia do livro e do show? A ideia do livro surgiu depois de anos administrando o site do Chico. Durante todo esse tempo fui acumulando histórias e percebendo que elas agradam muito ao público. Propus, então, o livro à editora Leya Brasil, e eles toparam. O show nasceu do livro e por acaso. Fui fazer uma sessão de autógrafos no Cube Helvétia, em São Paulo. Combinei com o meu amigo Rogério Silva que ele tocaria três ou quatro músicas e eu contaria algumas histórias. Só que caiu uma chuva danada, e a moça que estava com os livros ficou presa no trânsito. Enquanto ela não chegasse, não havia como autografar. Então, o Rogério ficou cantando e eu contando. Quando os livros finalmente chegaram, já havia transcorrido mais de uma hora e vinte. Aí pensamos: Temos um show. Roteirizamos, criamos textos, inserimos documentos sonoros e foto e estamos aí. - Quais são as músicas cantadas no show? São muitas músicas. Nem todas são cantadas inteiras. Mas grandes clássicos, como A banda, Vai passar, Gente humilde, Apesar de você, entre outras, estão no show. - Como foi a escolha do repertório? Foi difícil. Mais difícil do que escrever o livro. Afinal, o Chico tem mais de 340 composições. O livro tem 133 histórias. Evidentemente, isso não caberia num show. Escolhemos as canções que tinham histórias de forma a cobrir toda a carreira do Chico. - Das histórias que você conta no show, existe uma que se destaca mais/a que você acha mais curiosa? Qual o motivo? Há muitas histórias. Muitas delas levam o público às gargalhadas, como as de Ilmo. Sr. Ciro Monteiro e Acorda amor, que foi assinada pelo Chico com sendo Julinho da Adelaide, pseudônimo que ele inventou para driblar a censura. - Você pretende viajar com o espetáculo? Já temos viajado. Estreamos em Belém do Pará, no teatro

A ideia do livro partiu de um amigo do autor, Sérgio Nogueira

que é de Catanduva (SP) - diz como surgiu a ideia do livro e do show, como ele e Chico se conheceram e comenta sobre as personagens femininas nas músicas do poeta carioca. Infelizmente, Cachorrão respeita com fidelidade a discrição do amigo e se negou a responder a todas as insistentes perguntas sobre a vida pessoal de Chico. Que pena!

Wagner Homem, o Cachorrão (à esquerda), ao lado de Rogério Silva, que o acompanha nos shows

nho. Deve sair no segundo semestre. Ele segue a mesma linha do anterior. Enfim, conta histórias, de preferência, engraçadas. No caso do Toquinho há uma particularidade, que é a parceria dele com Vinicius de Moraes por dez anos. Grandes histórias. Aguardem! - Parte das músicas femininas de Chico são escritas em primeira pessoa - particularmente são as minhas preferidas. No entanto, ele não vem escrevendo assim. O estilo faz parte de uma fase? Boa parte dessas músicas, ou quase a sua totalidade, foi criada para personagens de teatro ou de filme. Escrever para personagem feminino exige que você assuma seu ponto de vista. De tanto escrever virou craque.

Margarida Schiwwazappa, em março, com duas noites de casa lotada. Estivemos em Indaiatuba e Catanduva, no Estado de São Paulo, e no momento estamos com uma temporada de um mês no Café Paon de São Paulo. Estamos negociando com Recife, Salvador e Natal. Nosso interesse é levar o show a todas as capitais e grande cidades. - Como é a receptividade do público no show? E em relação ao livro? O livro ficou por várias semanas entre os mais vendidos em diversas listas e, mesmo tendo sido lançado no final de outubro de 2009, figurou entre os mais vendidos do ano. Mas o que dá mesmo a ideia da receptividade é a quantidade de e-mails que ainda recebo falando sobre o livro. Quanto ao show, a aceitação tem sido das melhores. As pessoas se divertem, riem a maior parte do tempo e passeiam pela obra do Chico e pela história recente do Brasil.

Vale registrar que o site oficial de Chico Buarque (www.chicobuarque.com.br) ganhou por três anos consecutivos o prêmio iBest, concurso de websites corporativos e pessoais criado em 1995 para incentivar as iniciativas do mercado, que acabava de nascer, e, hoje, tornou-se mania nacional. Com o layout aprovado e todas as letras revisadas pelo próprio músico, Wagner começou a incrementar o site colocando fatos interessantes da obra de Chico, que ouvia ou lia em algum lugar, em um link denominado "Notas". A página cresceu e passou a ser uma das mais procuradas pelos internautas, curiosos em conhecer os bastidores da vida do artista. A ideia do livro, contando as histórias por trás da obra de Chico Buarque, partiu de um amigo do autor, Sérgio Nogueira, que acabou se afastando do projeto, mas nunca deixou de incentivar o parceiro na empreitada. Além do site de Chico Buarque, Wagner fez também os da cantora Maria Bethânia e do escritor Mario Prata.

- De que maneira você trata a questão da Ditadura no livro e no espetáculo? Essa questão aparece em várias das histórias contadas porque a censura era muito vio-

lenta. Eu não trato propriamente da ditadura, mas das histórias das músicas na época. - Como você e Chico Buarque se conheceram? Como é essa amizade?

Conheci Chico em 1989, quando fui convidado a trabalhar no primeiro songbook dele. Depois, em 1998, propus a ele que construíssemos o seu site pessoal. Ele concordou. Moramos em cidades diferentes, nossos contatos são esporádicos e sempre relacionados às coisas de sua obra. - É comum ouvir as pessoas comentarem que músicos como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil eram mais criativos ou que suas canções eram melhores na época da Ditadura. Qual a sua opinião sobre isso? Não acredito. Sob censura você produz o possível. E, portanto, não é livre. A arte é o reino da liberdade. Acho que os três são melhores hoje. Não só eles, mas outros tantos. - Você agora está fazendo um livro sobre o Toquinho. Fale sobre ele. Em que pé está? Já tem previsão de lançamento? Estou escrevendo junto com o João Carlos, irmão do Toqui-

- As personagens são inspiradas em pessoas reais? Acontecimentos reais? Há apenas três músicas com nomes de pessoas que têm a ver com personagens reais. Léo (Milton Nascimento - Chico Buarque), que era o filho de um casal que acabara de se separar; Luisa (Francis Hime- Chico Buarque), feita para as filhas. Ambos têm filha com esse nome; e Angélica (MiltinhoChico Buarque), que se refere à estilista Zuzu Angel, cujo filho foi morto pelos órgãos da repressão. - Chico aprovou o livro e o show? Qual foi a reação dele? Antes de mandar para a editora, eu enviei para ele dar uma olhada e ele mandou um e-mail dizendo: “Gostei da leitura, flui muito bem. Fiz algumas correções, até de erros de digitação, e assinalei-as com asteriscos. Enquanto lia, eu pensava, tenho uma história boa para contar ao Cachorrão. Mas, à medida que o livro avançava, todas essas histórias apareciam. Vou pensar mais um pouco, procurar alguma anedota inédita, mas acho que você conhece todas, melhor que eu”. O Chico é tímido mesmo ou é uma espécie de personagem inventado por ele para “justificar” a sua discrição? Ele é reservado. Tímido nunca. É um brincalhão de marca maior. (A.V.) Continua na página B3.

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Algumas das canções e histórias do livro Meu caro Barão (1981) Letra: Enríquez-Bardotti - versão de Chico Buarque Para o filme Os saltimbancos trapalhões, de J.B. Tanko

“Onde quer que esteja / Meu caro Barão / São Brás o proteja / O santo dos ladrão / Tava na faxina / Do seu caminhão / Vi essa maquina / De escrever no chão / Escovei a nega / Lavei com sabão / Deu uma cócega / Nos calo da mão. / Pronto / Ponto / Tracinho, tração / Linha / Margem / Meu caro Ba... / Vire a pagina / Continuação / Ai, essa maquina / Tá que tá que é bão / Como eu lhe dizia / Meu caro Barão / A sua ausencia / É uma sensação / O circo lotado / Cidade e sertão / Domingo, sábado / Inverno e verão / Pronto / Ponto / De exclamação / Linha / Margem / Meu caro Barão. / Tem gargalhada / Tem sim senhor / Tem muita estrada / Tem muita dor / Venha, Excelência / Nos visitar / Estamos sempre / Noutro lugar. / Dizem que virgula / Aspas, travessão / Coisa ridícula / Dizem que o Barão / Que o Barão, meu caro / Tinha a faca, o pão / O queijo e os passaros / Voando e na mão / Pois eu tenho ouvido / Que o pobretão / Tá magro, pálido / Sem ocupação / Pronto / Ponto / De interrogação / Linha / Margem / Meu caro Barão. / Venha, Excelência / Nos visitar / A casa é sempre / De quem chegar / Se a Senhoria / Vem pra ficar / Basta algum dia / Se preparar / Pra rodar com a gente / Pra fazer serão / Pra ficar contente / Comer macarrão / Pra pregar sarrafo / Pra lavar leão / Pra datilografo / Bilheteiro, não / Pra fazer faxina / Nesse caminhão / Cuidar da maquina / E não ser mais Barão / Linha / Margem /Etcétera e tal / Pronto / Ponto / E ponto final”. No filme, os Trapalhões acham uma máquina de datilografia e decidem mandar uma carta ao Barão, dono do circo em que trabalham, que fugira com o dinheiro. Para mostrar as dificuldades que eles tinham com a língua e com o teclado, Chico tira o acento de várias palavras e faz com que rimem com outras (faxina com maquina, dizia com ausencia, lotado com sabado, virgula com ridicula, ouvido com palido, etc.). Além disso comete, propositalmente, erros de concordância em frases como “o santo dos ladrão” e “Deu uma cocega/ Nos calo da mão”. Os arranjos musicais incluem os sons da máquina utilizada pelos Trapalhões. Em 1989, quando eu preparava as letras para o livro Chico Buarque letra e música, Chico me ligou pedindo que abrisse na página que continha Meu caro barão. Para nossa surpresa, os textos eram diferentes. Antes de enviar o material para o autor, a editora fazia uma revisão e, num excesso de zelo, corrigiu os “erros” ortográficos e gramaticais de Chico Buarque

Ilmo. Sr. Ciro Monteiro ou Receita pra virar casaca de neném (1969) Letra: Chico Buarque

“Amigo Ciro / Muito te admiro / O meu chapéu te tiro / Muito humildemente / Minha petiz / Agradece a camisa / Que lhe deste à guisa / De gentil pre-

A letra Meu caro Barão ganhou versão de Chico Buarque para o filme Os saltimbancos trapalhões

sente / Mas caro nego / Um pano rubro-negro / É presente de grego / Não de um bom irmão / Nós separados / Nas arquibancadas / Temos sido tão chegados / Na desolação. / Amigo velho / Amei o teu conselho / Amei o teu vermelho / Que é de tanto ardor / Mas quis o verde / Que te quero verde / É bom pra quem vai ter / De ser bom sofredor / Pintei de branco o teu preto / Ficando completo / O jogo de cor / Virei-lhe o listrado do peito / E nasceu desse jeito / Uma outra tricolor”. Chico foi ao teatro ver um show de Ciro Monteiro, sambista que se notabilizou por cantar batucando numa caixa de fósforos. O cantor aproveitou a oportunidade para dizer que gostaria muito de gravar um samba de Chico, mas que já não tinha memória para letras muito compridas e brincou: “Eu quero cantar seus sambas, mas não posso. Eles são em capítulos. São grandes e eu atualmente não posso decorar nem meu nome...” e completou: “Ô Chico, você faz um samba pra mim em que a palavra de maior número de sílabas seja ‘oi’”. O compositor retrucou dizendo que não, que melhor seria a palavra “nu”. Quando Silvia Buarque nasceu, Ciro, flamenguista roxo, seguindo seu velho hábito, presenteou a recém-nascida com uma camisa do seu time. Chico, que é Fluminense, aproveitou a deixa para pagar a promessa e agradeceu o mimo com esse bem-hu-

morado samba. Na gravação do álbum Para os jovens, Ciro colocou no final uma fala dizendo: “Ô Chico, a Silvinha vai crescer e entender” e terminava com uma gargalhada. Num programa exibido pela TV Educativa em 26/07/1973, o cantor afirmava: “Acontece que a Silvinha entendeu e é Flamengo. E ele [Chico] me chamou de aliciador de menores”. Tão grave acusação deveria ser checada antes de publicada. Enviei o verbete ao Chico, que respondeu “Calúnia! Silvinha é tricolor!”. Argumentei que ele mesmo no programa Ensaio de 1973, da TV Cultura, dissera que “desgraçadamente [ela] é Flamengo”. Chico já não se lembra da entrevista e garante que a filha é Fluminense. Mas admite que ela possa ter sido Flamengo por um dia, certamente referindo-se ao hino do clube, que diz: “Uma vez flamengo, Flamengo até morrer”.

Ode aos ratos (2001) Letra: Edu Lobo-Chico Buarque Para o musical Cambaio, de Adriana e João Falcão

“Rato de rua / Irrequieta criatura / Tribo em frenética / Proliferação / Lúbrico, libidinoso / Transeunte / Boca de estômago / Atrás do seu quinhão. / Vão aos magotes / Adar com um pau / Levando o terror / Do parking ao living / Do shopping center ao léu / Do cano de esgoto / Pro topo

do arranha-céu. / Rato de rua / Aborígine do lodo / Fuça gelada / Couraça de sabão / Quase risonho / Profanador de tumba / Sobrevivente / À chacina e à lei do cão. / Saqueador / Da metrópole / Tenaz roedor / De toda esperança / Estuporador da ilusão. / Ó meu semelhante / Filho de Deus, meu irmão. / Rato / Rato que rói a roupa / Que rói a rapa do rei do morro / Que rói a roda do carro / Que rói o carro, que rói o ferro / Que rói o barro, rói o morro / Rato que rói o rato / Ra-rato, rarato / Roto que ri do roto / Que rói o farrapo / Do esfarra-rapado / Que mete a ripa, arranca rabo / Rato ruim / Rato que rói a rosa / Rói o riso da moça / E ruma rua arriba / Em sua rota de rato”. A cantora Mônica Salmaso contou, durante um show, que soube de fontes fidedignas a seguinte história: escrevendo a letra, Chico percebeu que lhe faltavam informações sobre as características dos ratos, e ligou para o amigo Paulo Vanzolini, compositor e zoólogo: - Vanzolini, aqui é o Chico. Eu estou escrevendo uma letra sobre ratos e queria que você me ajudasse a saber como eles são. O nariz, como é que é? É frio? Quente? Macio? Duro? E a pelagem? - Ô Chico! Você mente tanto sobre mulher... Por que não inventa qualquer coisa também sobre os ratos? - Pô, Vanzolini... Pelos ratos eu tenho o maior respeito.

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TV ALAGOAS A emissora n~]ao forneceu sua programação.

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Espaço B4

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UMAS POUCAS PALAVRAS

Todo sertanejo que vive ou v

Os sertões

saudade do rio ou do riachinh

torna música para os ouvidos s

nense que não se alegra quand

Novamente os sertões aparecem em Espaço, agora numa trajetória de ida e vinda pelos caminhos entre Alagoas e Minas Gerais, numa engenharia armada pela poética posta na obra de Guimarães Rosas e em escritos que se ribeirinham pelas bandas do Panema. Espaço continua aberto para todo e qualquer vivente das Alagoas que deseje falar sobre sua terra.

canta sua música? Quem não bordando ou já se manifestand

barulho das águas mistura-se a

que se dirigem ao espetáculo. A

a mesma euforia, comemoram.

mesmo rio. Saboreiam sua ág amantes fervorosos de sua terr

REAL OU IMAGINÁRIO

Guimarães Rosa, o sertão Lúcia Nobre aminha-se com a imaginação e faz-se da prosa uma melodia quando se quer cantar sua raiz. Nascer no sertão é embrenhar-se em sua alma rústica que precisa ser lapidada e amada. Cada um nasce com sua marca de nascença. E o sertanejo já é marcado com um sentimento de amor à sua querida terra. O sertanejo fala com a alma, vive ou viveu em um mundo que é seu e dos seus. Se não fosse assim, ficaria sem sentido o amor que temos a nossa querida Santana do rio Ipanema de Alagoas, cidade que se torna mágica de tão real. O que vivemos em nossa infância e em toda vida motivam lembranças, alimentando saudades. Chãos secos, pedregulhos machucando nossos pés, lábios ressecados de sede, poeira em redemoinho, em tardes solitárias nas estradas e nas ruas; ou, chuvas, trovoadas, cheiro de terra molhada, meninas e meninos alegres tomavam banho nas bicas das casas, em ruas de minha cidade; mulheres nas calçadas saudavam vizinhas pela água que caía nas cisternas. Real ou imaginário é o sertão poetizado pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa. Um sertão igual no desigual. Sertão que todos conhecem e desconhecem. Um viver sem perceber que não se vive. Viver assustado quando se tem inimigos. O homem, a fome e a sede fazem o viver muito “dificultoso”. Em Guimarães Rosa, o sertão ganha experiência estética universal. É a cultura viva, representa figuras comuns: as pessoas que carecem das mesmas necessidades. O desejo de um sertão com água faz com que tenhamos em comum o rio São Francisco. Bebemos de sua água. O escritor queria ser um crocodilo para morar no rio São Francisco. “Só o crocodilo pode encontrar a felicidade e mais importante conservar para si a felicidade” (ROSA, 1994, p. 37). Cada um tem um rio em sua vida. Rio para toda vida, rio passageiro, rio que permanece, rio que vira riachinho e depois vai embora, como na história de (Manuelzão e Miguilim, 549). Para o sertanejo, o rio com água é música para o ouvido. Quando falta, é como se silenciasse a sinfonia. Aí, adeus concerto. Em uma cidadezinha, todos estavam acostumados a dormir ao som da toada do rio. Certa noite, aconteceu uma tragédia. O rio secou e todos sentiram falta de sua sonoridade musical. Acordaram e foram à procura do que não mais existia. De certo, uma tragédia. A comunidade amanheceu aflita. Estaria em qual lugar o riachinho que fazia parte de sua vida? Queria ver o ser do riachinho, para água de

C

verdade e ele se fora. Antes de o riachinho sumir, a água dali corria fria. E os sapos cantavam de bocada-noite até à meia-noite: “Água só!... Água só!...” (Manuelzão e Miguilim, p. 574). Todo sertanejo que vive ou viveu em seu torrão sente saudade do rio ou do riachinho que faz barulho e se torna música para os ouvidos sensíveis. Qual o santanense que não se alegra quando o nosso rio Ipanema canta sua música? Quem não corre para vê-lo transbordando ou já se manifestando de tamanha beleza? O barulho das águas mistura-se ao vai-e-vem das pessoas que se dirigem ao espetáculo. Adultos e crianças, com a mesma euforia, comemoram. Santanenses bebem do mesmo rio. Saboreiam sua água salobra e se tornam amantes fervorosos de sua terra natal. Guimarães Rosa ama a eternidade dos rios, para ele, os rios são profundos como a alma do homem. Enfim, ama a natureza das águas. O Caboclo d’água No lombo de pedra da cachoeira clara as águas ensaboam antes de saltar. E lá em baixo, piratingas, pacus e dourados dão pulos de prata, de ouro e de cobre, querendo voltar, com medo do poço da quarta volta do rio, largo, tranquilo, tão chato e brilhante, deitado a meio bote como uma boipeva branca. (Magma, 1997, p. 92) Os poetas tanto devaneiam, brincam com a imaginação, confundem o leitor que se pergunta: real ou imaginário? Não importa. O que conta é a paixão que os poetas levam com eles, o tempo todo. São pessoas comuns quando trabalham, amam, convivem na sociedade, dedicam-se à família, mas a alma poética está ali, entranhada para sempre. Sem falar que eles não morrem, se encantam. Conheço muitos poetas, eles são puros, querem é que leiam seus poemas. Aqui em Maceió, sempre os encontro no shopping exibindo um novo poema. Eles sabem amenizar a vida. Às vezes, se está apressado ou até estressado, lá está Dr. Emanoel Fay, autor de Mumbaça Canto Livre (2001) e outros títulos poéticos, sentado, tomando um café, e o convida para sentar e ouvir o seu verso. Claro, que o tempo do ouvinte não foi perdido. Com certeza, revigorou-se. Em Santana, no Portal Maltanet (www.maltanet.com.br), temos um mural de recados. Tanto para assuntos sérios do interesse da cidade, como para os conterrâneos se comunicarem. Sempre que há

um assunto mais tenso, Remi, o poeta, ameniza e brinca de poesia. O poeta santanense (REMI BASTOS, 2010) sempre presenteia a querida terra com sua feliz poética, sublima o Riacho Camoxinga: Lá vem o velho riacho descendo de água abaixo, fazendo carneirinho no caminho por onde passa, as crianças acham graça e se divertem pra valer mergulhando no riacho sem dele nada temer. Corre corre Camoxinga até a ponte do Padre, desperta o teu velho lema

mostra a tua vaidade, e lança as tuas águas no leito do Ipanema. O escritor Guimarães Rosa enaltece sua terra, sua gente e a água como prioridade. Ama o sertão e se julga um sertanejo. O leitor passa a conviver junto com o narrador as belezas contidas nesse sertão, não o descreve, vive-o. Para Miguilim, personagem criança, lugar bonito é aquele que chove. É um lugar bonito, entre morro e morro, Com muita pedreira e muito mato, Distante de qualquer parte; e lá chove sempre... (“Manuelzão e Miguilim”, p.465).

Guimarães Rosa está sempre analisando as essências da terra e da água. Até das pedras que ficam ao lado dos riachos, ele tem o cuidado de analisar. Dessa vez, em Buriti de Noites do Sertão (2001), são narrados acontecimentos diversos, como amores realizados ou frustrados, paixões, complexos, preconceitos, juventude, mas, acima de tudo, narrações minuciosas sobre as belezas da natureza. É próprio, do escritor, debruçar-se sobre plantas, animais, nomeando-os. Dá sentimento poético às coisas da natureza. A noite é uma festa no reino dos animais. E os insetos são milhões. O mato – vozinha mansa - aeiouava. Do outro mato, e dos buritis, os respondi-

dos. Mas frio e che brejão bole. Um pe Um trajeto de remo de rã. O seriado túi-t e maçaricos, nos pir Nunca há silencio. mato, um vento, galh gente. As árvores qu que de dia disseram Frulho de pássaro decerto temeu ser at do Sertão, p. 178). O buriti é menci correr da história. S sonagens exaltam o de” que está na pr pessoas da história. de era um coqueiro com buritizeiros todos que jão, num arco de círcu


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u viveu em seu torrão sente

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não corre para vê-lo trans-

ndo de tamanha beleza? O

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Maria Lúcia Nobre dos Santos nasceu em Santana do Ipanema/Alagoas. Graduada em Filosofia, com especialização e mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas, atuou como profissional da educação durante mais de 25 anos de magistério. A escritora Lúcia Nobre publicou livros em diversos gêneros, destacando-se O sonho de Alice, A filha do lodo, A arte rosa do popular ao erudito e Cotidiano entre palmas e arvoredos. É articulista, com textos publicados em revistas e jornais escritos e virtuais do Brasil.

o. Adultos e crianças, com

am. Santanenses bebem do água salobra e se tornam

erra natal.

o e a água ida lme de A vio á S s: Foto

cheio de calor, o peixe espiririca. emo. Um gemido túi-túi dos paturis pirís do algodão. cio. As ramas do galho grande rans querem repetir o eram as pessoas. aro arrevoando – er atacado (Noites ). encionado no dea. Sempre as perm o “buriti grana propriedade de ria. “O buriti grano como os outros, os que orlavam o breírculo” (p.146). No

Cravara raízes num espaço mais rico do chão, ou acaso herdara de séculos um guardado fervor, algum erro de impulso; ou bem ele restasse, de outra raça, de uma outra geração de palmeiras derruída e desfeita no tempo. (p. 180). Diz (LUCAS, 12.22) que os lírios do campo não fiam, nem tecem, mas se vestem de tão grande beleza. Para isso, (João 4-5.10) nos fala da chuva, aquela que faz brotar e fortalecer os lírios do campo: “espalha-se a chuva sobre a terra e derrama as águas sobre os campos”. E é sempre assim, tudo se volta ao evento mais importante para o sertanejo. A água, a que vem da chuva. E os vaqueiros param para aclamar a chuva que se apressa. “Espera, olha a chuva descendo do morro. Eh, água do céu para cheirar gostoso, cheiro de novidade!... É da fina...” (O burrinho pedrês, p. 41). O burrinho pedrês de Sagarana narra a história de um burro velho que não tem nenhum valor como burro. Nenhum vaqueiro quis levá-lo para conduzir a boiada. Cada um escolheu o melhor cavalo. Ninguém contava com a terrível enchente do rio que derrubou todos. Muitos morreram afogados. O ocupante do burrinho pedrês foi um dos que se salvou. Os cavaleiros que levavam a boiada acomodaram-se em um lugar seguro. Esperavam a chuva passar. Entre eles, a chuva é motivo para cantar. “Ei, gente, o pé-d’água! Canta, gente!” (p.41). A chuva soltouse e os vaqueiros cantaram juntos: Chove, chuva, choverá. Santa Clara a clarear Santa Justa há de justar Santo Antônio manda o sol P’ra enxugar o meu lençol... (“Op.cit.”, p.41).

entanto, em nome da magia poética, torna-se a atração dos moradores e dos que ali chegam. O apaixonado sonha com a amada: “Pudesse sonhar com Maria da Glória, sonsa, risonha, sob o Buriti grande, encostada no Buriti grande” (p. 127). Com tudo isso, uma personagem observadora, sugere que o poeta poderá descrever o buriti, segundo sua visão poética. “O senhor, sim, podia resumir, dar a descrição dele, com sentimento, com poesia certa...” (p.181). O Buriti-Grande – igual, sem rosto, podendo ser de pedra. Dominava o prado, o pasto, o Brejão, a mata negra à beira do rio. e sobrelevava, cerca, todo o buritizal.

É costume de a cultura sertaneja reunirem-se para cantar. Nas horas tristes e nas horas alegres, cantam. Cantam aos pássaros, às águas, aos animais. Cantam quando chove para demonstrar alegria e cantam na seca para pedir chuva aos deuses. Todos tristes, com saudades, bem na hora em que o sol estava sumindo, ouviam o pretinho que os acompanhava, entoando uma cantiga muito triste que a todos fez chorar. “Que cantiga mais triste de bonita!...”. (p. 69). A voz do pretinho que cantava quase chorando e encantava os vaqueiros traduz a simplicidade daqueles que, emocionados, vivem com o menino choroso momentos mágicos; chegam até a acreditar que a força do canto arrebatou o gado, porque “era assim uma cantiga sorumbática, desfeliz que nem saudade em coração de gente ruim... mas linda, linda, linda, como uma alegria judiada, que ficou triste de repente” (p.69).

...Ninguém de mim Ninguém de mim Tem compaixão... (p.69). Os vaqueiros, junto com a boiada, entoam suas tristezas, marcando a presença da poesia na vida desse povo que precisa dela como bálsamo e alento nas horas mais difíceis. “E o berro queixoso do gado Junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de lá do sertão...”. (p. 37). A narrativa poética do escritor mineiro lembra Orfeu que a todos seduzia com sua música e sua poesia. O mito grego comunicava a Grécia com o seu canto. A narrativa roseana faz com que o leitor viva junto com as personagens os momentos tristes e os alegres. Em suas prosas entremeadas de versos, sua voz entoa como o sopro de Javé que cria o universo como engendra Cristo. As personagens Lélio e Lina aclamam a água e o pássaro cantando: Buriti, rei da vereda, de crescer envelheceu: Quer ser chão nas altas nuvens, E a água azul que tem no céu... Buriti beirando a água, eu beirando O não sei quê: quando choro, lavo mágoa, Canto é secando sofrer (“A estória de Lélio e Lina”, p. 749). Lélio estava cansado da vida que levava nas fazendas. Resolveu mudar e partiu para uma nova vida. Talvez novos amores, novas amizades. Sua chegada estava sendo preparada na nova fazenda. O vaqueiro Lélio traz consigo o desejo de mudanças. A narrativa começa assim: “na entrada das águas, tempo de afã em toda fazenda-de-gado nos Gerais, um vaqueiro de fora chegou à do Pinhém” (p.717). Nada melhor para o vaqueiro, como um bom presságio, ser recebido em uma tarde ameaçada pela chuva, que é prenúncio de felicidade. Tem ele, uma entrada triunfal. A chuva o recebeu como sinal de boas vindas. A personagem Augusto Matraga de A hora e vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana, o viajor entre as veredas dos sertões, vê, nas estradas secas, um rio corrente. “Augusto Matraga ficou a contemplar, do alto, o caminho, belo como um rio” (p. 376). (CANDIDO, 1994, p.79) diz: “o meio físico tem para Guimarães Rosa uma realidade envolvente e bizzarra, servindo de quadro à concepção do mundo e de suporte ao universo inventado. Nele, a paisagem, rude e bela, é de um encanto extraordinário”. Ressalta-se o belo das coisas do sertão aos olhos do sertanejo, assim, ele as engrandece. A simpli-

cidade de uma paisagem, o pouso de um pássaro na plantação, tudo isso poderá oferecer ao homem simples do campo certo deleite. A natureza faz parte do seu mundo. Percebe-se na narrativa roseana que a paisagem rude e bela é de um encanto extraordinário, tanto que poesia e prosa confundem-se. O leitor também se deixa levar e passeia em caminhos áridos e em terras inférteis, imaginando o transcorrer de águas. Águas da Serra Águas que correm, Claras, do escuro dos morros, cantando no lado a verdade do sempre - descendo... Águas soltas entre os dedos da montanha, noite e dia, na fluência eterna do ímpeto da vida... Qual terá sido a hora da vossa fuga, quando as formas e as vidas se desprenderem das mãos de Deus, talvez enquanto o próprio Deus dormia?... E então, do semi-sono dos paraísos perfeitos, os diques se romperam, forças livres rolaram, e veio a ânsia que redobra ao se fartar, e os pensamentos que ninguém pode deter, e novos amores em busca de caminhos, e as águas e as lágrimas sempre correndo, e Deus talvez ainda dormindo, e a luz a avançar, sempre mais longe, nos milênios de treva do sem-fim... (Magma, p. 15) Será que o rio, substituindo a poeira, é um desejo do escritor de ver o sertão irrigado? O professor Xidieh, ao estudar suas histórias, vê, naquelas narrativas, sobretudo, a percepção da substância unitária do todo: homens, animais, plantas, coisas, a infinita possibilidade de metamorfose do que existe. Essa possibilidade de metamorfose, não se há de estranhar o desejo de modificação, quando se trata do escritor Guimarães Rosa. De um sertão seco, consegue extrair o belo das paisagens. Travestido de Matraga, “se extasiou com as pinturas do poente, com os três coqueiros subindo da linha da montanha para se recortarem num fundo alaranjado, onde, na descida, muitas nuvens pegam fogo” (p. 376). Comprova-se, nitidamente, como a arte, no caso, a literatura, envolve-se com os aspectos culturais. Pode levar ao leitor um sentimento de amor à natureza. Augusto Matraga, um errado diante da sociedade que vivia. Reprovado por todos, abandonado pela família, jurado de morte

por aqueles que foram por ele violados. Depois de perder tudo, ao levar uma vida desregrada, procura o caminho que o leve à redenção. Ele é ora bandido, ora herói, ora vítima social. Acredita na punição dos pecados e que o sofrimento representa o fogo do inferno. Sai pelas estradas, vai procurar uma maneira de agradar a Deus, tem que chegar ao céu, e, para isso, vai sacrificar-se, trabalhar, rezar e deixar de fazer o mal. ”Eu vou p’ra o céu, eu vou mesmo, por bem ou por mal!... E a minha vez há de chegar... p’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...” (“HvAM” p. 361). Depois de trabalhar bastante, muito rezar, deixar de praticar o mal, torna-se um novo homem, observa a natureza: E viu voar, do mulungu, vermelho, um tié-piranga, ainda mais vermelho - e o tié-piranga pousou num ramo do barbatimão sem flores, e Nhô Augusto sentiu que o barbatimão todo se alegrava, porque tinha agora um ramo que era de mulungu (“HvAM” p. 376). Matraga não pensa em abandonar sua terra. Nela existem belezas. O narrador instiga a se ver as belezas dos sertões; esta beleza percebida e enaltecida pelo sertanejo. Ao expor o particular de sua cultura, aponta para o universal de outras culturas. Guimarães Rosa escreve a partir de um conhecimento cultural geográfico da realidade que ele, depois, transfigura. Sua prosa intercalada de poesia teve origem na literatura oral; nesses versos são revitalizados os anseios, gostos e desgostos do povo. “A história da poesia oral não poderia ignorar esse aspecto do real” (ZUMTHOR, p.280). Para o crítico, a palavra dita, a palavra cantada pelos poetas antigos, é celebração; a transmissão do saber; não é diferente, nos nossos dias, da palavra difundida pela mídia; a palavra televisada. Caminhar na imaginação e cantar sua raiz é próprio do poeta. Em Santana do Ipanema não é diferente. Em uma serena tarde de outono, os moradores recolhiamse ameaçados pela chuva. Aos olhos do poeta, não passava despercebida a beleza que oferecia a paisagem. Avenida molhada, vários coqueiros a ornamentar, o arco-íris oferecia seu colorido mágico e harmonizava todo encanto do momento. O poeta desbravador do momento registrava e entendia que tudo aquilo tinha que ser poetizado. Aquela realidade seria transformada em magia. Eis a realidade mágica do nosso sertão. A chuva, a água, a paisagem bela e a arte do poeta para marcar o momento.


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Hoje

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Amanhã  A diversidade de cores e sotaques é levada à tela do Cine Sesc 12h30 de junho, com a mostra Brasil em 3x4. Ao todo, 15 filmes serão exibidos durante quatro dias, todas as segundasfeiras do mês, nas unidades de Maceió do Sesc Poço (Auditório Maron Emile Abi-Abib/ Rua Pedro Paulino, 40) e Centro (Teatro Sesc Jofre Soares/ Rua Barão de Alagoas, 229), sempre às 12h30, com entrada franca. Confira a programação pelos telefones: 0800 284 2440 / (82) 3326-3133.

3a feira

 Dando inicio a programação junina, o programa Aplauso, exibido pela Rádio Educativa FM, apresenta às 10h, especial com o forrozeiro Aldemário Coelho (foto). Representante do autêntico “Forró Pé-de-Serra”, o baiano tem como referências musicais o mestre Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e o Trio Nordestino. No repertório, sucessos como “Orgulhosamente Nordestino”, “Lembrança de Nós” - composição de Júnior Vieira e Geraldo Cardoso -, “Chililique”, “Destino” e “Foi Você”.

Em Breve  O projeto Quarta no Arena está de volta a partir do dia 21 do próximo mês com a exibição da produção teatral alagoana. Cada espetáculo será encenado por duas semanas consecutivas, às quartas-feiras, com ingressos no valor de R$ 3 e R$ 6, totalizando 20 apresentações. Confira a programação: 21 e 28 de julho – “Madame”, da Cia Infinito Enquanto Truque; 4 e 11 de agosto – “Os fuzis”, da Cia Piloto de Teatro; 18 e 25 de agosto – “O avarento”, da Cia 6 PontoCena; 1º e 8 de setembro – “O dono da noite”, da Cia Muro Imaginário; 15 e 22 de setembro – “Os dragões não conhecem o paraíso”, da Cia do Avesso; 29 de setembro e 6 de outubro – “Romeu e Julieta”, da Cia Expressão e Inclusão; 13 e 20 de outubro – “A troca”, da Associação Teatral das Alagoas – ATA; 27 de outubro e 3 de novembro – “Nós, nus e os outros”, da Cia de Teatro Animus; 24 de novembro e 1º de dezembro – “Calila”, da Aiégua Produções; 8 e 15 de dezembro – “K”, da Cia Ganymedes.  A 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro - Alagoas (FLIMAR) vai acontecer entre os dias 1° e 5 de setembro com uma diversa programação literária, cultura popular, visita às Igrejas, às lagoas e à famosa Praia do Francês.

Em Cartaz  A exposição Estandartes Juninos pode ser vista no Museu Théo Brandão/Ufal (Av. da Paz) até o dia 3 de julho. A mostra, que tem a curadoria de Gil Lopes, Homero Cavalcante e José Carlos, reúne estandartes confeccionados por artistas alagoanos, a exemplo de Adriana Jardim, Beta Basto, Gil Lopes, Aquiles Escobar, José Carlos e Persivaldo Figueirôa. Aberta ao público de terça a sexta, das 9h às 17h; aos sábados, das 14h às 17h.  A arte do artista plástico Denis Matos pode ser conferida em duas exposições no circuito das artes plásticas de Maceió. As obras “Mulher penteando-se” (1988) e “Iemanjá” (1998) podem ser vistas até o dia 30 deste mês, na mostra “Multiplasticidade” à mostra no Memorial à República (Jaraguá). Já “Graça e Liano” (2010) faz parte da exposição “O amor de Graça e Liano e Outras Histórias” na galeria do Sesc-Centro (Rua Barão de Alagoas, 229). Entrada Franca. Mais informações: (82) 3315-7869 / 3326-3133 / 0800 284 2440.

 A Quadrilha Junina Tradição de Anadia está com a agenda cheia este mês. No dia 14 estará se apresentando no SESC/ Poço; no dia 15, na praça Multieventos; dia 19, em Caruaru, no campeonato pernambucano; dia 24, no Instituto Galba Novaes (Maceió); e no dia 25, na cidade de Coité do Nóia.

5a feira  A quinta edição do Simpósio de Engenharia de Produção do Nordeste (Seprone) vai acontecer entre os dias 17 e 19 de junho, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. Este ano, o evento anual do Cesmac - que reúne estudantes, pesquisadores e professores da área - tem como tema “As fontes complementares de energia e a Engenharia da Produção” e deve contar com a presença de 800 participantes. Inscrições: www.seprone.com.br. Valor do investimento: entre R$ 60 e R$ 80 (para estudantes e profissionais).


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JetNews

RECADO “A maior felicidade é a certeza de sermos amados, apesar de sermos como somos” Elenilson Gomes

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Chico Brandão

Andréa Moreira

Com Glória DICAS NEWS Se você está pensando em mudar o corte de cabelo, então, preste atenção nessas dicas: um cabelo muito curto numa pessoa gorda vai realçar o seu rosto, fazendo-a parecer ainda mais rechonchuda. Deixe um pouco de volume para disfarçar o redondo. Os narigudos devem destacar a frente do cabelo com um pouco de volume ou um jeito no topete. Já os queixudos não podem raspar demais o "pezinho" na nuca e franja reta, estilo Beatles, é coisa de adolescente e criança.

CLÁUDIA TOLEDO

A nutróloga Cláudia Toledo, exemplo de trabalho e dedicação à medicina,segue aprimorando seu conhecimento e colhendo bons frutos em sua aclamada carreira Arquivo

Nesta coluna queremos enfocar o grande valor de Cláudia Toledo, uma nutrólogo que vem se dedicando ao estudo da Medicina Ortomolecular, uma ciência que a cada ano contabiliza mais adeptos. Claudinha dispensa comentários, pois sua vida é um exemplo dededicação em tudo o que faz. Exemplo disso é sua rotina de viagens à São paulo para concluir seus estudos na área ortomolecular. Ficamos muito felizes quando esta grande dama foi empossada vicepresidente do conselho desta ciência. Seus valores merecem nossos aplausos. A acompanhamos em seu consultório e ficamos maravilhados com o modo com o qual lidacom seus pacientes, de forma humana e centrada. Parabéns! Saiba que todos que te conhecem, ou seja, que conhecem seu trabalho, sentem orgulho de você. Que Deus a proteja e a conserve sempre assim, para que possa fazer muito por nós.

A odontóloga Karina Leite, ao centro, com , esta foto é ela com a Dra. Luciana (médica da presidência) e a emfermeira do presidente Marlene Chico Brandão Chico Brandão

Chico Brandão

Emagrecer é quase que moda entre homens e mulheres. Fora a questão saúde, apresentar uma forma mais enxuta a dica são as gomas de colágeno, indicadíssimas como coadjuvante em dietas de emagrecimento, prevenindo a flacidez e o surgimento de estrias, além de fortalecer as unhas e melhorar o aspecto do cabelo. Estudos mostram que após a maturidade, por volta dos 25 anos, o organismo humano começa a perder 1,5 % de colágeno ao ano e, após os 50 anos produz 35% de colágeno a menos do que produzia anteriormente. Onde encontrar? Na Pharmapele, com sabores diversos: abacaxi, uva, morango e hortelã.

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O crescente número de mulheres trabalhando em período integral nas últimas décadas pode ser um dos fatores que contribuem para o atual crescimento da obesidade infantil, segundo estudo da University College London, no Reino Unido. Avaliando mais de 8,5 mil pessoas que foram acompanhadas desde o nascimento, em 1958, os pesquisadores descobriram que os filhos desses participantes tinham 50% mais chances de terem excesso de peso do que eles na infância.

A beleza fora dos padrões alagoanos de Fernanda Leão chega a ser hipnotizante, já que a moça arranca elogios por onde quer que passe Chico Brandão

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Mais uma vez o Instituto Karina Leite è escolhido para fazer parte da equipe dos profissionais da saùde que acompanha a comitiva do Presidente Lula. Isto è o que podemos chamar de Credibilidade Profissional.

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Mônica Casado com o novo Presidente da Wella Brasil Gonzalo, e Roger Lluzar, Diretor de Educação da Wella para América Latina e os campeões da Semifinal Norte Nordeste do Trend Vision Award Everton Félix e Marcela Normande, Nine Ferreira e Caio César. Todos jovens talentos do Fios de Cabelo Chico Brandão

Mônica Fireman já é um dos nomes deste São João com as peças da coleção que traz para sua Naranja. As antenadas estão deixando o lugar para arrasar nos festejos.

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Depois de celebrar o Dia dos Namorados, nada como um almoço delicioso à beira mar. Falo do restaurante Hibiscus, local idael, na praia de Ipioca, para recarregar as baterias.

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Estiveram com os telefones congestionados, recebendo muitos parabéns por mais um niver, Cid Porto e o agropecuarista José Geraldo Vergetti Siqueira. Felicidades!

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Martha Medeiros prepara grandes surpresas para a noite de 21 de julho, com as peças que assina

A maravilhosa Orquestra Golden Time será uma das grandes atrações de Moro Num País Tropical

Márcia Marques será a responsável perlas velas que comporão o decor desta noite que promete atrair as atenção do nosso mundo social

A querida Márcia Maciel selecionou uma coleção que está deixando as maceioenses ainda mais elegantes. As depências do lugar estão movimentadíssimas.

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Luciana, Edison Mexicano, Chico e Gal Brandão: o primeiro casal cuida das bebidas com originalidade e diversão, enquanto o segundo registra todos os momentos de Moro Num País Tropical, que será realizada no Ritz Lago da Anta

FAX O nosso fax e email para envio de notícias: 4009-1960 e topnews@ojornal-al.com.br

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al.com.br | e-mail: cultura@ojornal-al.com.br Domingo, 13 de junho de 2010 | www.ojornal-a

MORO NUM PAÍS TROPICAL im, estamos em ano de Copa do Mundo e o nosso Brasil segue cada vez mais em evidência. Mas fugindo do universo futebolístico, por que não celebrar as cores do nosso país. O verde, o amarelo, o azul, o branco e mais uma infinita gama de cores que transformam nossa terra numa das mais belas do mundo. Com a festa Moro Num País Tropical, Elenilson Gomes recebe seus amigos nos salões do Ritz Lagoa da Anta para comemorar seu aniversário e o sucesso das colunas Top e Jet News. Com belíssimo projeto de Walmy Becho, os convidados serão brindados com um cenário tropical e glamuroso, com grandes atrações apra animar e marcar a bela noite. A seguir, a equipe responsável pela concretização deste sonho. Sem eles a realização desta tradicional festa não seria possível. Mutio obrigado a todos!

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Flavius Lessa, organização; Dj Nando Quintella

Ao lado, a banqueteira Izabel Pinheiro e a empresária Nadejane Madeiros Os decoradores Walmy Becho e Monique Arruda

Márcio e Mirella Coelho, do Ritz Lagoa da Anta

Lúcia Cox, Zilma Rodas e Leninha Machado, buffet Favo de Mel

Janine Belo, organização; Simone Benchimol, cerimonial

Bruno Conde, da Conexão; Tatália Montenegro, Irmãs Rocha

Filipe Lyra e Uliana Cerqueira, cerimonial e organização

Léo Guimarães, Vídeo Machine; Danillo Dantas, organização

Ana Hora, Apoio Security e Anadir Bruschi, Servipa

Flávia Soares e Mariana Bernardes, Gastronomia

Mi e Nelson Kawamura, Takê

Marta e Lu Lopes, Tantan

Ana Costa, buffet; Sonja Vilela, buffet Maximo’s

Eliane e Zilma Tenório, Alecrim Verde

Lucas Rogeres, tecidos; Sineide Vidal e Léo Sandres, Vert et Rouge

Fabiane Malta, doces finos e Sandra Pinheiro, bolo

Tatiana Brasil, Gourmeteria; Márcia Vasconcelos, buffet

Liciere Amaral, Engenho Massayo; Elisabete Guedes, Chez Marie

Jany Lima, bolo; Ana Maria, doces finos

Weskley Róska, drinks; André Risco, Alfajores

Karina Padilha e Maria Emília Clark, balé

Graça Martin, San Martin; Marli e Raquel Brizeno, bolo

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Mal posso esperar Jogadores da seleção brasileira tentam controlar a ansiedade antes da estreia na Copa Páginas 4 e 5


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BatePronto Victor Mélo - jornalistavictor@gmail.com

RESPEITO AOS ALEMÃES Uma das seleções mais respeitadas da história das Copas estreia hoje na África. A Alemanha realmente assusta os adversários quando o assunto é Mundial. Já conquistou o tricampeonato, em 1954,1974 e 1990, e ainda foi quatro vezes vice-campeã, em 1966, 1982, 1986 e 2002. Para completar os números favoráveis, vale lembrar que das 16 Copas que disputou, a Alemanha ficou entre os quatro primeiros doze vezes. Em 92 partidas, foram 55 vitórias, 19 empates e 18 derrotas. Com um futebol marcado pelo forte jogo defensivo, a agilidade e o excelente poder de conclusão de seus atacantes, a seleção fez estragos por onde passou. Em 2006, atuando em casa, os alemães passavam por um período de transição. Mesmo assim, conseguiram bons resultados e foram eliminados apenas pela Itália nas semifinais. A Alemanha se classificou com tranqüilidade para o Mundial da África. Nas eliminatórias, ficou em primeiro lugar no Grupo 4 europeu, que também contava com Rússia, Finlândia, País de Gales, Azerbaijão e Liechtenstein. Em dez jogos, o time venceu oito e empatou dois, somando 26 pontos. O ataque marcou 26 gols e a defesa sofreu apenas cinco. Miroslav Klose foi o artilheiro da equipe, com sete gols marcados. Nesse Mundial, a Alemanha caiu na Chave D, ao lado de Austrália, Sérvia e Gana. Apesar de o técnico Joachim Löw ter perdido jogadores importantes, como o meia Ballack, a equipe tem uma base competitiva, com destaque para o meio-campista Schweinsteiger e o lateral-esquerdo Lahm, ambos do Bayern de Munique, e tem grandes possibilidades de se classificar em primeiro lugar na chave. Hoje, o time entra em campo, às 15h30, contra a Austrália. Pelo valor histórico da Alemanha, considero este o jogo mais interessante do dia.

CAÇADOR DE FAVORITOS A Copa do Mundo já teve duas seleções mágicas que não foram campeãs do mundo: a Hungria, de 1954, e a Holanda, de 1974. Em comum, esses times têm as derrotas nas finais do Mundial e o algoz: a Alemanha. Os favoritos desse ano que se cuidem.

TOME NOTA Tirando o jogo entre Brasil e Coreia do Norte, o duelo imperdível dessa primeira rodada está marcado para amanhã, às 8h30 (de Brasília). Em grande fase, a Holanda vai estrear na Copa contra a surpreendente Dinamarca. A Laranja não tem jogadores de grande destaque, mas impressiona pelo conjunto. Já o time do técnico Morten Olsen entra na Copa com a moral de ter deixado para trás nas eliminatórias as fortes seleções da Suécia e de Portugal.

CURTO-CIRCUITO O brasileiro naturalizado Cacau luta para ser titular da seleção alemã. Sua briga direta é com Podolski, que não vive um bom momento, mais ainda conta com o apoio do treinador. Sócrates fez a avaliação mais pessimista da seleção brasileira até agora. Para ele, o Brasil está mal fisicamente e corre sério risco de não passar da primeira fase. Essa análise contraria as previsões de 90% da imprensa internacional, inclusive a minha.

Podolski se destacou no último Mundial, mas agora está lutando por uma vaga no time com Cacau

Quero ser grande Podolski aguarda chance no time da Alemanha para mostrar seu bom futebol na Copa DURBAN - Enquanto o técnico alemão Joachim Löw não define sua dupla titular de ataque para a estreia contra a Austrália, hoje, às 15h30, em Durban, um dos candidatos, Lukas Podolski, espera ter uma chance de mostrar que na seleção seu desempenho pode ser melhor àquele da última temporada da liga alemã pelo Colônia. Ele aposta que o estilo ofensivo da Alemanha privilegia suas atuações, que na sua visão foram prejudicadas pelo estilo defensivo do seu clube. “A temporada já terminou e no Colônia jogamos um futebol mais defensivo. Sinto-me mais cômodo com o jogo ofensivo que fazemos na seleção. Aqui as coisas são mais fáceis para mim”, disse Podolski, nesta quinta-feira, em Pretória, onde a Alemanha faz sua preparação. Eleito o melhor jogador jovem da Copa da Alemanha, em 2006, quando marcou três

gols e ajudou sua seleção a chegar ao terceiro lugar, Podolski, hoje com 25 anos, espera reviver o bom momento na África do Sul e esquecer os últimos quatro anos, quando deixou a desejar tanto no Bayern de Munique como no seu atual clube. “Quero continuar aqui o trabalho que comecei há quatro anos, na outra Copa do Mundo, e deixar de lado as últimas temporadas. Tive uma preparação muito boa até aqui e quero levar isso para as próximas partidas do Mundial”, avaliou. Podolski marcou somente dois gols em 27 partidas pelo Colônia na temporada 2009/2010. Mesmo assim, sua média na seleção alemã é ótima: marcou 38 gols em 73 partidas, cerca de um gol a cada dois jogos. A contradição entre os desempenhos no clube e na seleção é a mesma vivida por outro atacante alemão, Miroslav Klose. Para Podolski, porém, não se deve duvidar da

capacidade de Klose, que já marcou 10 gols em Copas do Mundo. “Para mim, Klose é o menor dos problemas. Ele sempre foi fantástico com a seleção e tenho certeza que também será na África do Sul”, disse Podolski. Löw ainda não bateu o martelo, mas pode dar chance ao brasileiro Cacau, que diferentemente de Klose e Podolski, foi bem nas duas últimas temporadas pelo Stuttgart. Para despistar, o treinador é só elogios a todos os seus atacantes, inclusive Kiesling e Gomez, que correm por fora por uma vaga. Sobre Podolski, o treinador declarou que ele “vai explodir” neste Mundial. “Espero que ele (o técnico Löw) esteja certo e torço para que ele continue com a gente depois do Mundial”, disse Podolski ao fazer média com o treinador. A federação alemã ainda não definiu quem comandará a Alemanha após a Copa do Mundo da África.


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Olho neles! Favorita ao título do Mundial, seleção espanhola esbanja confiança

A Espanha atropelou a Polônia no último amistoso antes da Copa

MADRI - A Espanha vai chegar à África do Sul para a disputa da Copa do Mundo confortável com a sua condição de seleção favorita, de acordo com o técnico Vicente del Bosque. O treinador, que não disputou o Mundial de 1978 por conta de uma lesão, acredita que ele e a equipe estão prontos. “Eu acho que em cada dia de sua carreira você amadurece, se sente mais responsável”, disse Del Bosque acrescentando que “é verdade que há um grande ambiente em torno desta equipe cheia de confiança e que afeta a todos”. A Espanha estreia no Grupo H contra a Suíça, quarta-feira, antes de enfrentar Honduras e Chile. Acossado pela grande expectativa, Del Bosque se recusa a deixar o termo “desastre” entrar no seu vocabulário, se a Espanha não ganhar a sua

primeira Copa do Mundo. “Um atleta não pode simplesmente pensar que uma (seleção) triunfa e 31 não. Não é saudável pensar que é isso tudo ou nada”, afirmou Del Bosque. “Nós não estamos fixando qualquer objetivo. Nosso objetivo é, obviamente, o máximo, mas outra coisa que sabemos é que para chegar lá será muito difícil. Se vencermos, a repercussão será grande”. AEspanha nunca passou das quartas de final, com um quinto lugar na Copa do Mundo de 1950 sendo o seu melhor resultado. Na Alemanha, em 2006, a equipe foi eliminada pela França nas oitavas de final. Mas, a vitória na Eurocopa de 2008, ao derrotar a Alemanha na decisão, aumentou a confiança e deixou a Espanha como uma das favoritas ao título do Mundial da África do Sul.

Navas pede humildade ao grupo Em meio ao favoritismo espanhol desenfreado para conquistar a Copa do Mundo da África do Sul, o meia Jesús Navas, que atua no Sevilla, exigiu, na quinta-feira, tranquilidade e, sobretudo, humildade de seus companheiros. “Estamos ansiosos pelo início do Mundial, queremos que a estreia chegue logo. Precisaremos atuar sempre com tranquilidade e humildade”, afirmou Navas, minimizando qualquer preocupação com a segurança na África

do Sul. “Nos disseram que teremos segurança e confiamos nisso. Está tudo controlado”. O lateral Sergio Ramos, por sua vez, também procurou demonstrar cautela com as chances espanholas. Para ele, qualquer seleção pode surpreender no Mundial. “Precisaremos de muita calma e tranquilidade, sempre respeitando a todos. Em um evento como esse, qualquer um pode ser surpresa”, afirmou o jogador do Real Madrid.


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Contagem regr

Seleção brasileira vê ansiedade crescer antes da estreia na Copa do Mundo; time vai jogar n JOHANNESBURGO - O Mundial da África do Sul começou sexta-feira com a realização de dois jogos. O Brasil estreia na próxima terça, quando enfrenta a Coreia do Norte, mas a ansiedade já é grande entre os jogadores. A expectativa cresce a cada dia entre os brasileiros, principalmente para aqueles que irão disputar a primeira Copa da carreira. “Já estamos no clima da Copa”, afirmou o meia Elano, um dos cinco titulares da seleção que vai disputar a competição pela primeira vez - os outros são Maicon, Michel Bastos, Felipe Melo e Luís Fabiano. “Agora, a concentração é dobrada. Temos que ficar com a cabeça tranquila para o corpo estar bem”. Elano, inclusive, revelou na entrevista coletiva de quinta que tem feito um trabalho especial de concentração para diminuir o nervosismo e a ansiedade pela estreia. Antes de dormir, ele costuma relaxar no quarto da concentração, tentando esquecer a pressão e pensando apenas na alegria que é estar numa Copa. Mesmo os jogadores mais experientes da seleção reconhecem que a proximidade da estreia dá um certo frio na barriga. É o caso, por exemplo, do volante Gilberto Silva, que vai disputar a sua terceira Copa do Mundo seguida e admitiu na última quarta que a “ansiedade é muito grande” para o jogo contra a Coreia do Norte O atacante Luís Fabiano, por exemplo, já prevê uma emoção diferente quando entrar em campo na terça, para estrear com o time brasileiro em sua primeira Copa. “Na hora que tocar o hino, vai passar um filme na cabeça, com toda a minha vida e carreira”, afirmou o jogador que é a principal esperança de gols do Brasil. Dunga sabe que essa ansiedade é natural e, por isso mesmo, prevê uma estreia difícil contra a Coreia do Norte. Mas, durante a longa preparação brasileira para a disputa da Copa, ele tem tentado passar tranquilidade e confiança aos jogadores, principalmente aos novatos, para diminuir o impacto dessa primeira vez. De qualquer maneira, os jogadores garantem estar preparados para o desafio de enfrentar uma estreia de Copa e conseguir um bom resultado diante da Coreia do Norte. “A capacidade desse grupo de se adaptar às circunstâncias é enorme”, revelou o lateral-direito Daniel Alves, um dos reservas mais importantes da seleção.

Atacante Luís Fabiano tenta se livrar da marcação do zagueiro Thiago Silva durante treinamento da seleção brasileira na África


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ressiva a próxima terça-feira contra a Coreia do Norte

Seleção assimila discurso que desdenha de craques JOHANNESBURGO - Na sequência das entrevistas do dia a dia da seleção brasileira em Johannesburgo, Elano foi o primeiro a conversar com a imprensa, na quinta-feira, no auditório lotado do Randpark Golf Club. Uma frase do ex-santista pinçada de quase 30 minutos de perguntas e respostas expressa como a atual equipe consolidou o conceito de espírito de grupo, à moda Dunga, em que destaques individuais, craques com prestígio internacional e jogadores diferenciados devem ser tratados como outros quaisquer. “Sempre me considerei um coadjuvante”, disse. Aênfase com que Elano, titular do time, se definiu como coadjuvante pode ser contextualizada a partir das mudanças efetuadas pelo técnico Dunga desde que assumiu o cargo em agosto de 2006. Nesses quatro anos, a seleção passou a negar sua própria história por conta de um capricho ou de uma ideia fixa do treinador. Logo nas primeiras vezes em que a equipe se concentrou na Granja Comary, a casa da CBF em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, Dunga começou a dar sinais de irritação quando, por exemplo, Kaká era destacado para dar entrevista na sala de im-

prensa, enquanto os outros falavam na chegada ou na saída do treino, ainda em campo, separados apenas por duas cordas que limitavam o espaço entre atletas e dezenas de câmeras e microfones. Numa dessas vezes, ele interveio e impediu que Kaká fosse levado à sala destinada as entrevistas. Dunga acreditava que assim estaria formando o tal espírito de grupo, minimizando a importância da figura do craque, daquele atleta que, pelo currículo, desperta mais interesse do público em geral. Não queria estrelas e sim um séquito de operários. Mas essa decisão de Dunga expressa uma situação nova para a seleção brasileira. Desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, o Brasil sempre teve pelo menos uma grande referência na competição. Naquele ano, Moderato, do Flamengo, e nas duas Copas seguintes, Leônidas da Silva, eram jogadores dos quais se esperava algo mais gracioso e objetivo.Em 1950, Zizinho, Ademir Menezes e Jair da Rosa Pinto certamente rejeitariam o rótulo de coadjuvantes. Didi, em 1954, e quatro anos depois ao lado de Pelé, Vavá e Nilton Santos, também hesitaria em aceitar essa autodefinição.

Kaká teve que se enquadrar na cartilha do técnico Dunga para fazer parte do elenco

Elenco brasileiro tem liderança dividida

Ataque é a maior preocupação de Dunga

JOHANNESBURGO - Dunga é um dos exemplos mais marcantes de liderança na história da seleção brasileira, principalmente na campanha que levou ao tetracampeonato mundial em 1994. Agora como treinador, ele não tem um Dunga no time que representará o Brasil na Copa na África do Sul. Desta vez, são vários líderes no grupo, todos com voz ativa. Essa liderança dividida também é fruto da própria filosofia que Dunga implantou na seleção quando assumiu o cargo de treinador, no segundo semestre de 2006. Desde então, as individualidades ficaram em segundo plano, suplantadas pelo coletivo: o mais importante é o grupo, sempre acima de qualquer outra coisa. "Aqui na seleção estamos sempre procurando ajudar um ao outro. O grupo aqui é impressionante", revelou o meia Elano, escolhido por Dunga para começar a Copa como titular. "Aqui Zagueiro todos os jogadores Lúcio é são importantes, todos têm a mesma um dos importância", disse o “chefes” também meia Júlio da turma Baptista, que é reserva. Remanescente das duas últimas edições da Copa do Mundo, o zagueiro Lúcio é o capitão do time de Dunga e um dos líderes mais atuantes - é ele, por exemplo, que fica encarregado de discutir com a CBF os prêmios por conquistas. Mas, apesar disso, não está sozinho na função de comandar o grupo dentro e fora de campo. Também em sua terceira Copa consecutiva, o volante Gilberto Silva é outra voz bastante ativa dentro do grupo. Ele, inclusive, ficou com a faixa de capitão da seleção quando Lúcio foi substituído no intervalo do amistoso no qual o Brasil derrotou o Zimbábue por 3 x 0 na cidade de Harare. O goleiro Julio Cesar e o lateraldireito Maicon, por conta da personalidade e da importância para a seleção, são outros líderes desse time que está na África do Sul. Enquanto isso, o meia Kaká exerce um papel de comando na seleção até mesmo por causa da sua condição técnica e do destaque individual que possui.

JOHANNESBURGO - A defesa da seleção brasileira é reconhecida como uma das melhores do mundo e promete ser uma forte arma durante a Copa. Por isso mesmo, o técnico Dunga parece estar mais preocupado em acertar o ataque do Brasil durante o período de preparação para a disputa do Mundial da África do Sul. É o que pode ser visto nos treinos que têm sido feitos até agora em Johannesburgo. Enquanto a defesa não parece ser problema para Dunga, o ataque brasileiro ainda não atingiu o nível ideal nessa fase de preparação para a Copa. Nos primeiros treinos coletivos que a seleção realizou na África do Sul, o time titular não marcou nenhum gol. O aproveitamento dos jogadores também tem sido ruim nos trabalhos específicos de finalizações. No amistoso contra o Zimbábue, o Brasil marcou três vezes na vitória por 3 x 0, mas o adversário era muito fraco. Depois, diante da também inexpressiva Tanzânia, na segunda, o aproveitamento já foi melhor, com a goleada brasileira por 5 x 1. Mas Dunga sabe que ainda é preciso evoluir até a estreia, pois a dificuldade é bem maior em jogos de Copa do Mundo. BOLA - Uma das razões para o problema é a falta de adaptação à bola oficial da Copa, que tem sido muito criticada pelos jogadores brasileiros. Diante disso, Dunga tem dado prioridade aos treinos ofensivos durante a preparação, fazendo muito pouco trabalho específico para a defesa. Assim, ele espera melhor a produtividade do ataque até a estreia na Copa, marcada para a próxima terça. Um fator que pode complicar o ataque brasileiro na África do Sul é a falta de experiência dos quatro atacantes convocados por Dunga: três deles nunca disputaram uma Copa do Mundo - a exceção é Robinho, que foi reserva em 2006. Para completar, Luís Fabiano, que é a principal esperança de gols do time, ainda está fora da forma ideal, depois de sofrer recente contusão muscular. O Brasil deverá enfrentar uma forte retranca na estreia da Copa contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo, e os atacantes precisam estar inspirados para marcarem os gols que darão a vitória aos brasileiros.


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Teoria da evolução Beckenbauer: “O futebol que eu e Pelé jogávamos não existe mais” JOHANNESBURGO - Ele ganhou a Copa do Mundo como jogador e como técnico, feito que poderá ser igualado por Dunga neste ano. Agora, o mítico capitão da Alemanha, Franz Beckenbauer, faz seu alerta sobre o estado do futebol mundial: todas as equipes jogam iguais hoje na Copa e o talento individual cedeu lugar à tática. “O futebol que eu e Pelé jogávamos já não existe mais. Não podemos ter mais ilusões”, disse. Em entrevista à Agência Estado, Beckenbauer fala sobre a experiência de organizar um Mundial, a importância de levar o evento para a África e comenta as decisões de Dunga. O ‘Kaiser’ é hoje membro do Conselho Executivo da Fifa e sua posição de cartola também lhe dá condições de participar das principais decisões sobre o futebol mundial. - Qual sua avaliação sobre as seleções para a Copa? - As favoritas são Brasil, Espanha e Inglaterra. São hoje as três seleções mais fortes do mundo, sem dúvida. Dunga tem experiência e criou uma seleção à sua imagem. Mas os três times são muito bons e um deles deve ficar com este título mundial. -Dunga é criticado exatamente por isso - ter criado uma seleção à sua imagem. Qual a percepção do senhor sobre a forma de atuar do Brasil? - É verdade que ele é questionado. Quando o mundo pensa sobre o futebol brasileiro, a imagem ainda que se tem é de Pelé, Rivellino e uma seleção fantástica. Mas vamos ser honestos de uma vez por todas e deixar as coisas bem claras. O futebol que eu e Pelé jogávamos já não existe mais. Não podemos ter mais ilusões. O que nós jogávamos existe apenas no passado. Não é bom

ou ruim. É apenas a realidade. Aquele futebol brasileiro que ainda falamos e a forma, por exemplo, em que eu atuava é o futebol de 40 anos atrás e acabou. - Qual é a diferença entre o futebol que o senhor jogava e o que Lúcio, Cannavaro ou Pirlo jogam hoje? - Há 40 anos, quando entrávamos em campo, apenas pensávamos em uma coisa. Como levar a bola até a linha do gol adversário pela forma mais curta possível. Essa era, na essência, a tática. Portanto, tínhamos muita liberdade e o talento de cada jogador aparecia como a principal arma de um time. Hoje, a tática ganhou. A bola passa de pé em pé várias vezes e de um lado para o outro para que se avance. E o que eu tenho percebido é que todos jogam assim. Essa Copa será marcada pela falta de uma surpresa no sentido tático. O futebol se globalizou e, com isso, observamos uma harmonização da maneira de atuar das seleções. Essa será uma Copa em que todos atuarão com a tática predominando. Talvez seja a primeira em que teremos todas as 32 seleções agindo de forma quase igual. - O senhor acha que Ronaldinho Gaúcho deveria ter sido convocado? - É triste que ele não esteja aqui. Claro que é o Dunga quem tem de dizer quem vai escalar, mas é lamentável que ele não tenha sido incluído. É verdade que na Copa de 2006 e nos anos seguintes o Ronaldinho Gaúcho sofreu uma queda acentuada de desempenho. Nos últimos seis meses no Milan, porém, ele voltou a se esforçar e jogou bem. Mas talvez Dunga tenha achado que não era suficiente para merecer um lugar neste

AGENDA DA COPA Hoje 08h30 Argélia x Eslovênia 11h00 Sérvia x Gana 15h30 Alemanha x Austrália Amanhã 08h30 Holanda x Dinamarca 11h00 Japão x Camarões 15h30 Itália x Paraguai

Park Ji-Sung faz elogios à Coreia do Norte

Beckenbauer diz que o estilo de jogo Brasil mudou nos últimos anos

grupo da seleção brasileira. - Passando ao Beckenbauer cartola, o senhor organizou a Copa de 2006 com grande sucesso e mais de 2 milhões de turistas. Hoje, estamos na África do Sul com a perspectiva de menos de 350 mil estrangeiros desembarcando no país. O que deu de errado? - Essa é uma outra realidade. A Fifa precisava levar a Copa para a África. Certamente será um Mundial com um novo gosto, som e atmosfera. Mas é disso que o mundo também precisa. - A Fifa calcula que vai lucrar 50% a mais com a África do que com a Alemanha. Já o governo sul-africano terá um déficit e os ganhos para a população em geral são questionáveis. Vale a pena organizar uma Copa para o país sede? - Vale sim. Muitos questionam, mas a realidade é que os ganhos são significativos, e não apenas para a Fifa. Temos de pensar também que

o futebol na região ganha e a economia tem um impacto positivo. Olhe para o que ocorreu na Alemanha quatro anos após a Copa. Gastamos milhões na construção e renovação de doze estádios. Muitos questionavam se essa era a melhor forma de utilizar os recursos, mas, hoje, quem investiu nos estádios está muito satisfeito. Desde o final da Copa do Mundo, todos eles praticamente estão lotados a cada fim de semana, gerando lucros para os que participaram da empreitada. Na África, esperamos que os ganhos também sejam importantes. Mas, obviamente, o futebol e a Copa não acabarão com a pobreza. - O que o Brasil precisa aprender com a África do Sul para evitar erros na Copa de 2014? - O Brasil precisa colocar suas energias para garantir que os estádios sejam construídos. Isso é o centro da questão. Mas tenho certeza de que tudo será feito.

PORT ELIZABETH - Principal jogador da Coreia do Sul para a disputa da Copa do Mundo da África do Sul, o meio-campista Park Ji-Sung afirmou, ontem, que os norte-coreanos podem surpreender no Mundial. Para o atleta que atua no Manchester United, o fato da adversária de estreia do Brasil na competição não ter tradição no futebol deverá complicar a vida das seleções do Grupo G - Costa do Marfim e Portugal completam a chave. “ACoreia do Norte tem jogadores que não são bem conhecidos e isto pode ser um fator de dificuldade (para seus oponentes). Para mim, pessoalmente vai ser interessante assistir às três partidas”, revelou Park Ji-Sung. Caso o prognóstico do meia sul-coreano se concretize, não seria a primeira vez que a Coreia do Norte teria um bom desempenho em um Mundial. Em 1966, na Copa do Mundo da Inglaterra, os norte-coreanos chegaram às quartas de final e tiveram uma vantagem de 3 x 0 na partida contra Portugal, mas depois permitiram a reação da seleção comandada por Eusébio, que venceu o confronto por 5 x 3. FAÇANHA - Entretanto, Park Ji-Sung reconhece que será difícil para a Coreia do Norte repetir a façanha na África do Sul. “Os norte-coreanos estão em um grupo muito difícil, como todos nós sabemos”, disse o jogador ao celebrar a circunstância de ser a primeira vez que as duas Coreias participam de um Mundial simultaneamente.


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Azulão em campo CSA tenta conquistar hoje a segunda vitória no Campeonato do Nordeste Marco Antônio

Luciano Milano Repórter

O técnico Lino do CSA aposta nas subidas e no bom aproveitamento do lateral-direito Celso para buscar a segunda vitória azulina no Campeonato do Nordeste. O jogador entrou no segundo tempo da partida contra o Bahia, na última quarta-feira à noite, em Salvador, e deu o passe para o segundo gol da vitória dos alagoanos, de virada, por 2x1, no estádio de Pituaçu. Na tarde de hoje, Celso ganha a oportunidade de entrar de primeira, no jogo contra o Confiança, às 15h, no estádio Nelson Peixoto Feijó, na Via Expressa. A entrada de Celso na lugar de Luciano José dever ser a única mudança no CSA em relação ao time que

venceu o Bahia, na Boa Terra. “Atorcida do CSAvinha precisando de uma vitória como aquela em Salvador, e nós pudemos dar essa alegria para eles. Não foi fácil bater o Bahia lá dentro, porém, unidos, nós jogadores sabemos que temos chances de fazer mais pelo clube. De minha parte, fico feliz por ter entrado e contribuído diretamente com a vitória do time, dando o passe para o Alexsandro, que é um matador dentro da área. Agora, é seguir firme no propósito das vitórias”, afirmou Celso. Apesar de ter saído do estádio de Pituaçu reclamando de dores na perna, o zagueiro Sinval não deve ser dúvida para o jogo de hoje. O atleta participou de parte do treinamento de sexta, foi poupado, porém deve jogar. Já quem pode ‘desfalcar’

o time é o massagista Cacau. Em um bate-bola no campo da AABB, na tarde de ontem, após o treinamento, Cacau pisou na bola e está com suspeita até de rompimento dos ligamentos do joelho. O técnico Lino espera que o time evolua em relação ao que apresentou contra o Bahia e siga vencendo no Campeonato do Nordeste. É bom lembrar que, apesar da importância que o clube dá ao Nordestão, o objetivo maior do CSA é o retorno à Primeira Divisão do futebol alagoano. O clube foi rebaixado para a Segunda local em 2009. CSA –Anderson Gibi, Celso, Anderson La Bamba, Sinval e Claudinho; Anderson, Serginho, Lau e Braw; Catanha e Alexsandro.

Lino ganhou mais confiança após a vitória do CSA sobre o Bahia

ARACAJU

FÓRMULA 1

Empolgado, CRB vai enfrentar o Sergipe no Estádio Batistão

Massa está mais animado para o GP do Canadá

O bom resultado em cima do Vitória na última quartafeira em Maceió deu confiança aos jogadores do CRB e tirou das costas deles uma pressão que, aparentemente, não existia, mas foi revelada através de lágrimas que os atletas derramaram após a partida, no vestiário do estádio Severiano Gomes Filho, na Pajuçara. Ao contrário do rival CSA, porém, o time regatiano vai a Aracaju, onde enfrenta o Sergipe, às 16h, no estádio Lourival Batista, o Batistão, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato do Nordeste. Os sergipanos foram derrotados, na estreia, pelo Treze-

PB, por 2x1. balhando com seriedade e Desde ontem à tarde em tivemos que ouvir muita Aracaju (a delegação alvir- besteira porque perdemos rubra viajou logo após o alpara o CSA, nos moço do sábado), o pênaltis, mesmo manCRB está definido para dando na partida. buscar a segunda Mas a vida segue e vitória no Nordestão nosso objetivo maior ou, no mínimo, arran- Galo bateu é voltar à Série B, o car um empate na casa o Vitória por Nordestão é um bom do adversário. teste para avaliarmos 1 x 0 na nosso time, mas tam“A emoção que toúltima mou conta de todos bém estamos jogando nós no vestiário da esse regional para quarta Pajuçara não foi apefazer o melhor que nas pela vitória. Muita pudermos”, declarou gente gosta de falar Celso Teixeira, técnisem ter noção do que co alvirrubro. está dizendo. Nos emocionamos porque somos LÊ – Na última sextaprofissionais, estamos tra- feira, Celso ganhou mais um

jogador que se juntou ao elenco e realizou treinamento com o grupo. Com contrato até o fim do ano com o ASA, Lê foi emprestado pelo time alvinegro ao Galo da Pajuçara e que ficará na equipe regatiana até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C. O volante, porém, só dever ter condição de jogo para a próxima partida no Nordestão, contra o Ceará, em Maceió, na próxima quarta-feira, às 15h. CRB – Carlos Carioca; Toninho, Pedrosa e Leandro; Amaral, Fabinho Vitória, André Silva, Everton e Renatinho; Emílio e Edmar.

Felipe Massa admitiu estar encantado em ter renovado o contrato com a Ferrari. A equipe italiana anunciou na quarta-feira a permanência do piloto como companheiro de Fernando Alonso por mais duas temporadas. O piloto, que corre hoje, às 13h, no GP do Canadá, ressaltou a importância da confiança da equipe para sua evolução. “É fantástico renovar com a Ferrari. Isso mostra que todos do time acreditam em você e acho que é ótimo para mim continuar dando duro o tempo todo para seguir trabalhando junto com a equipe para alcançar o melhor. Isso é tudo que eu quero e o que o time quer, então estou feliz”, disse.


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A ordem é marcar em cima Cannavaro diz que opção defensiva pode levar Itália longe na Copa do Mundo da África JOHANNESBURGO - A defesa é o melhor ataque na Itália. Sexta-feira, o capitão Fabio Cannavaro saiu em defesa do estilo de jogo de sua seleção e garantiu que com esta fórmula a equipe pode chegar longe na Copa do Mundo da África do Sul. “A defesa é um ponto vital do time, mas isso não quer dizer que ficaremos esperando no nosso campo. Significa ser compacto. Nós nunca vamos jogar no ataque como Brasil, Portugal ou Espanha, mas eles nunca defenderão como nós”, afirmou. A entrevista veio num momento em que os jogadores sofrem algumas críticas e os italianos sonham com a manutenção do título. Em 2006, foi o próprio Cannavaro que le-

vantou a taça após a decisão contra a França. Naquela edição, a Itália iniciou o torneio com um sistema mais aberto, mas na terceira partida, contra a República Checa, decidiu voltar às origens e mostrar o que sabe fazer melhor: defender. Levou o troféu, Cannavaro foi o símbolo da equipe e o goleiro Buffon sofreu apenas dois gols - um contra e um. Agora, às vésperas da partida contra o Paraguai, o capitão enalteceu a arte de defender dos italianos e avisou que este será o caminho mais uma vez. “Uma defesa sólida sempre foi a base da equipe. Estou confiante. Acho que podemos sonhar”, disse Cannavaro. Aos 36 anos, ele não terá mais a seu lado jogadores como

Cannavaro foi um dos melhores jogadores da Copa do Mundo de 2006

Alessandro Nesta e Marco Materazzi, que foram importantes na Copa do Mundo da Alemanha. “Os nomes são

novos, mas podemos criar uma defesa forte e compacta.” Seu parceiro no miolo de zaga será Giorgio Chiellini, com quem

jogou na temporada passada pela Juventus. E se há quatro anos era ele o zagueiro mais seguro do time, agora é Chiellini. Cannavaro entende a pressão causada pelos resultados ruins obtidos pela seleção antes do Mundial. “Nossas partidas não foram tão boas como há quatro anos. Talvez por isso os torcedores estejam tão céticos”. Sexta-feira, o time fez um jogo-treino contra o Guateng All Stars, uma equipe sulafricana, e ganhou por 6 x 0. A escalação no primeiro tempo foi a seguinte: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Criscito; Gattuso, Montolivo, Pepe e Marchisio; Iaquinta e Gilardino. Amanhã, às 15h30, a Itália vai enfrentar o Paraguai.


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Arquivo pessoal

Neném Brêda e Toinho Gusmão

felizes para sempre

Voga Xadrez para o inverno

Acessórios O Luxo da Jóia

Fashion Rio é puro detalhe

Filó Casamento na passarela

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"Sempre me senti muito amada, por isso considero que amar não é difícil", Neném Brêda "Respeito, doação e compreensão para um casamento feliz", Antônio Gusmão Fotos: Arquivo pessoal

Parece uma sintonia... melhor dizendo, uma melodia...

Neném e Toinho

Observando e ouvindo o casal Neném e Toinho, com a devida autorização, que na oportunidade de nosso bate papo pronunciei inúmeras vezes, descobrimos segredos de quase completos cinquenta anos de enlace. O carinhoso diminutivo do nome Trechos de uma das cartas de Toinho para Neném Antonio, com simplicidade e meiguice, Neném se dirigia ao marido sempre que relatava um momento vivido ao longo do catar a relação do casal! Velas, Beethoven, cados clássicos, ele fala vários idiomas. Ela se samento. misolas sensuais e pétalas de rosas para increentende com os mais carentes. Toinho é adAos quinze anos Neném conheceu Toinho, que na época já es- mentar. Toinho nem sempre entendia a menvogado e deixou a carreira diplomática para tava com vinte e oito. No aeroporto do Rio de Janeiro, apresenta- sagem, olhava, olhava e olhava. E só lá pelas viver um grande amor, Neném é Mediadora dos por uma prima distante, que também era tia de Neném, Toinho tantas finalmente captava o código sensual. da Câmara de Mediação e Arbritagem, já foi se encantou pela linda jovem que paquerava através do espelho. O casal recebeu o Sala Vip em sua casa cervereadora, fundou o Conselho da Criança e Anos seguintes, Neném perguntava ao marido:cada de boas lembrando Adolescente e o Movimento Dando As ‘Porque você não olhava pra mim no aeroporças. Fomos apresentaMãos, junto com outras amigas auxiliando nas to? ‘Quem disse que não te observava pelo esdas ao piano que foi necessidades mais evidentes, sempre com inpelho? Respondeu Toinho com outra pergunde sua mãe, e descotenso apoio do marido que muitas vezes a ta, desvendando a dúvida que rondava Neném brimos que todas as acompanha. Toinho nos relatou que Neném por anos! mulheres da família tinha que ganhar o mundo, aprender e ensiParticipando das festas de sua época, semque ali sentavam com nar. “Meu marido é minha mola impulsionapre acompanhada pela babá, Neném era muito seus noivos não demodora”, Neném explica. Ciúmes era só do decortejada e perguntava ao seu pai constantemenravam rumo ao altar! cote ou do cabelo vaporoso, de vez em quante se o tal pretendente era boa pessoa. O pai A história é assim: do, segundo o delicado casal! sempre respondia que não, eles nunca eram Mulheres chamam os Neném e Toinho ressaltam que para exisbons filhos, sempre eram farristas e nada de ter noivos que não sabem tir um casamento feliz não há receita, o imBíblia a base do amor bons pretendentes, se dependesse de Sr. Brêda, de nada para uma simportante é a confiança depositada no outro, nada de Neném casar! Mas sua tia Maria tinha ples foto familiar e o equilíbrio de todas as horas. O essencial do enrolado em uma toalha a foto de seu futuro quando menos esperam, estão casando!!! casamento é a doação, a entrega o desprenmarido, mostrando sempre para sobrinha e enfatizando ‘ele vai ser O casamento com direito a aplausos para dimento material, a qualidade da presença seu marido’. Dito e feito, hoje Neném se sente realizada como mu- o noivo e seis metros de cauda para a noiva em casa. “É importante não podar o outro Toinho no clique apaixonante lher e mãe de seis filhos, inclusive quem nos acompanhou neste foi uma das festas mais elogiadas da época. Sr. para não perder”, destaca Toinho. “O essencial bate papo foi sua filha Maria Thomasia, que ajudava aos pais a lem- Brêda construiu uma linda casa para o enlace de é o amor o mais é acessório”, finaliza Neném. brar das situações apimentadas que Neném preparava para esquen- sua única filha em meio de sete irmãos. Neném é do Samba e Toinho O casal deixa uma passagem bíblica: I Corínthios 13.

VOGA

por Ana Brigida - Consultora de Moda le sai da base do jogo e arremata os looks mais modernos da temporada. Ah..quem use ele o ano todo, porém nessa época de lançamento de coleções ele aparece convencionalmente lindo. Em várias versões, grandes, pequenos, tradicionais ou irreverentes, vale a pena olhar com carinho. No nordeste ele também ganha ar de matuto e vira hit. Matuto chic, por sinal. Vale algumas dicas para arrasar, até porque jogar na moda é chic.

O jogo da moda

E

Em looks mais despojados e casuais escolha os tons mais vivos; nos clássicos opte pelos neutros; * As gordinhas e os gordinhos devem dar preferência às estampas menores em tonalidades escuras; * As baixinhas e os baixinhos também devem dar preferências às estampas em xadrez menores e apenas em uma peça, para não encurtar a silhueta ainda mais; * Corpos em formato triângulo-invertido podem se beneficiar da estampa xadrez grande, usando-a em calças, saias ou shorts com camisas escuras; * Corpos em triângulo devem fazer ao contrário; * A camisa xadrez é o carro chefe da estação, tanto em looks femininos, como nos masculinos, use e abuse da peça.

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ACESSÓRIOS

OPÇÃO PELO AMOR Por Rachel Cabus

Modelos de Jóias lássicos dos anos 80 nos braceletes robustos e inspiração moderna é a proposta da ex-modelo australiana Nikki Phillips para o lançamento de sua própria marca de joias, a Dejoie. O termo em francês significa alegria. As peças são em ouro e prata, mesclando materiais utilitários, a exemplo de parafusos e fechos, a artesanais, como couro liso ou trançado. As primeiras criações chegaram às vitrines ainda em fevereiro de 2009, mas está sendo atualizadas constantemente. A nova marca vai trabalhar com quantias menores de lançamentos, garantindo qualidade e exclusividade. Tudo é desenvolvido em Bali, na Indonésia.

O Boticário

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Soft Cherry Mousse Hidratante Corporal R$ 39,90 Em embalagem de 250g a deliciosa textura de mousse que derrete na pele e promove um toque incrivelmente sedoso e perfumado. Enriquecido com manteigas vegetais e glicerina, que promovem maciez e hidratação por 24 horas. Deliciosa fragrância inspirada na cereja. Testado dermatologicamente.

Raio X do Soft Cherry Família Olfativa: Cítrico Gourmand Saída: Limão, Lima, Bergamota e Mandarina Corpo: Acorde Rum, Jasmim, Baunilha e Rosa Fundo: Notas Balsâmicas, Musk e Baunilha

DETALHE

Durante muito tempo era comum que com o fim do relacionamento dos pais, os filhos ficassem sob a guarda materna. Ao pai restava tão somente a figura do visitante em finais de semanas alternadas. A quebra da relação matrimonial ou da união estável representava o rompimento da convivência do pai com os filhos. Era uma quebra abrupta do dia a dia dos filhos, que de um momento para o outro se viam privados de toda aquela rotina cotidiana. Entretanto houve uma mudança comportamental nesse campo na medida em que o homem também passou a querer desfrutar da companhia dos filhos. Sai de cena a figura do genitor cedendo lugar para a do pai, aquele que participa, dá amor e assistência aos filhos. Ocorre que muitas vezes a lacuna na convivência pode decorrer do modo pelo qual o relacionamento do ex-casal acabou. Existem relações que chegam ao fim cravadas de mágoas e de ressentimentos. São feridas abertas que interferem na resolução de questões referentes aos alimentos, a guarda e a visita aos filhos menores e que ganham maior relevo quando um ou ambos estão passando pelo "luto" da separação. Esse "luto" retrata exatamente o sentimento do excasal em relação ao fim da convivência a dois. É nesse momento que são trazidas a baila todas as mazelas da união e que infelizmente deságuam nas questões relativas aos filhos. Pode ocorrer que a mãe ou o pai acobertado pela dor da separação, acrescido pelo que entende ter sido o motivo ou 'a gota d'água" desta, procure utilizar das armas que possui para causar transtornos ao outro. Uma questão comum se verifica com a guarda dos filhos menores. Quem será o guardião? Precisamos entender que

o fim da conjugalidade, seja lá pelo motivo que se dê, não acarreta o fim da parentalidade. O homem e a mulher deixarão de ser companheiros na vida, mas não deixarão de ser pai e mãe. O ideal é que os filhos não sejam a moeda de troca quando da separação dos pais. É importante que se busque conscientizar os pais que o melhor para os filhos é que, nada obstante não estarem todos convivendo na mesma casa, a rotina dos filhos pode chegar o mais próximo possível do que era anteriormente à separação. É a tão recomendada guarda compartilhada, onde não se divide o filho ao meio, mas compartilha-se as responsabilidades para com este. Procura-se manter a situação anterior, vale dizer, se à época da união o pai levava os filhos para a escola, acompanhava em festas e a mãe, por sua vez, desenvolvia outra atividades relativas aos filhos, é salutar que se preserve essa rotina. É importante frisar que isso é possível quando os pais conseguem manter o equilíbrio e separam a impossibilidade de convivência entre eles e as responsabilidades em relação aos filhos em comum. Não é necessário que haja amizade entre o ex-casal, mas tão somente uma relação de urbanidade que viabilizará a harmonia na vida dos filhos e consequentemente uma higidez emocional, espiritual, física e mental. Quando isso é possível a conseqüência lógica é que os filhos tenham mantida a convivência com o pai ou mãe que não tenha a guarda física deles. Vivemos a era do novo conceito de família que tem como pano de fundo o amor, o afeto.Não podemos nos permitir que em razão do fim de um relacionamento os nossos filhos sejam privados de uma vida tranqüila, cercados do amor do pai e da mãe, ainda que sob outra forma de arranjo familiar. *Advogada, especialista em direito de família e vicepresidente da OAB/AL

ESPAÇO FASHION

FASHION RIO 2011 Franjas pra todo lado, Florais e laços, além de estampinhas menores e meias setentinhas, são as apostas do Fashion Rio, para o Verão 2011. Tudo é muito solto e sensual com apostas esvoaçantes e românticas. Muitas cores vibrantes e cítricas voltam com ares de modernidade e glamour. Aposte com coragem!

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Por Flávia Barros l flavia.barros@hotmail.com >>>

"O Estilo é a

Melhor Lembrança" Rosamaria Unique

A Gaúcha cidade serrana de Caxias do Sul apresentou para 2011 um desfile de noivas Ousadas, sofisticadas e com riqueza de detalhes, manuais é bom enfatizar. Rosamaria Unique, marca com loja em Novo Hamburgo (RS), participou do evento Vitrine Requinte, 30 de maio deste mês e aproveitou para ampliar sua gama de clientes na região. O modelo slim ainda está em evidência, os volumes ganharam mais força através do jogo de movimento com camadas e tecidos leves, como zibeline, gazar, chiffon, seda, tafetá e a tradicional renda. O busto é valorizado pelos decotes, a intenção, segundo a estilista Rosamaria Isoppo, é acentuar o glamour, enfeitando mais o rosto e tornando cada detalhe mais exuberante. Na mesma linha, os arranjos procuram manter o movimento criado em toda a silhueta. Flores desconstruídas, tops e camadas formam a composição. Na cartela de cores, o branco reina absoluto e abre espaço apenas para o toque do off-white. Para o look noiva, os sapatos são trabalhados com aplicações, e o véu aparece volumoso, em crinol, tule e voillette. Você encontra mais detalhes no: www.rosamaria.com.br/blog

Acessórios Gisele Isoppo

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Styling Jones Machado |

F I L Ó

Beauty Marquinhos Santos

Hair/Make Isaias Daluz

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OJORNAL 13/06/2010  

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