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Exemplar de assinante

O JORNA L Maceió, domingo, 12 de junho de 2011 | Ano XVII | Nº 224 | www.ojornalweb.com

Especialista diz que morte de Giovanna pode ter sido vingança Para o psicólogo Franklin Bezerra, a morte da universitária Giovanna Tenório tem características de um crime passional motivado por vingança. Ele afirma que o assassino é um psicopata, disposto a matar a qualquer custo e que não valoriza a vida. Ele não acredita em condenação apressada.

ALAGOAS

R$ 3,00

Trabalhadores são capacitados em Alagoas para a Copa 2014 Página A25 Thiago Sampaio

Páginas A9 a A11

Lei pretende atendimento prioritário para obesos Um projeto de lei que tramita no Senado pretende estender para as pessoas com obesidade mórbida o direito ao atendimento prioritário. O objetivo é oferecer aos obesos esse atendimento nos mesmos moldes que aos idosos, gestantes, lactantes ou portadores de necessidades especiais. Páginas A18 e A19

MEMORIAL NO TRT

O JORNAL esteve no Memorial Pontes de Miranda, no TRT da 19ª Região, que completa 70 anos, e descobriu histórias curiosas de ações trabalhistas registradas a partir de 1940. Páginas A2, A3 e A4 Roberto Miranda

510 anos do rio São Francisco

As várias versões para o Dia dos Namorados

Fábulas Historiografia Transposição Inspiração Arte Páginas B1, B2 e B3

Especial com equipe premiada de O JORNAL

Estudantes consomem produtos de programa Estudantes da rede pública municipal de Santana do Ipanema já estão consumindo frango e ovos de galinha caipira do Programa de Avicultura Familiar, que envolve no município cerca de 80 famílias. Página A23

Um conto de fadas em Cordel Encantado

Romário X Ronaldo

Suplemento

MARÉS 00h24.................................................................. 2.0 06h45.................................................................. 0.5 12h58.................................................................. 2.0 19h13.................................................................. 0.5

Cadastro biométrico em Maceió começa amanhã

Católicos celebram dia do santo casamenteiro

Raio X dos adversários do CRB na Série B

A partir de amanhã, os eleitores das quatro zonas eleitorais de Maceió serão recadastrados para usar o sistema biométrico. O recadastramento será realizado no prédio do Fórum Eleitoral, no Farol. Em Alagoas, outros 13 municípios também terão o mesmo serviço. Página A4

Acomunidade católica celebrará amanhã o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Várias paróquias de Maceió têm o santo como padroeiro e farão a festa hoje e amanhã. A principal festa de Santo Antônio ocorre em Bebedouro. Nesta época do ano é comum o pedido por casamento. Página B6

O JORNAL traz hoje um especial sobre os adversários do CRB no Brasileiro da Terceira Divisão. A partir de julho, o Galo vai encarar Fortaleza, Guarany de Sobral, Campinense e América-RN na primeira fase. Veja também a tabela da Série C no caderno de esportes. Esportes

TRF julga 5o recurso de réus no Caso Ceci Cunha Páginas A21 e A22

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O JORNAL

Política A2

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Fotos: Thiago Sampaio

Carteiras de Trabalho têm o mesmo estilo, mas no passado eram feitas de material que imitava couro

A desembargadora Vanda Lustosa, que preside o TRT, coordena todas as atividades relacionadas aos 70 anos

Memorial guarda história da Justiça Criado em 1994, local já recebeu a visita de mais de 42 mil pessoas e é tombado pelo patrimônio histórico Gilson Monteiro Repórter

Hoje, basta um clique para o cidadão ter acesso ao seu processo na página do Tribunal Regional do Trabalho na Internet. Completando 70 anos em agosto deste ano, o TRT da 19ª Região, com sede em Alagoas, deixou os avanços tecnológicos entrarem, mas não esqueceu de reservar um lugar especial para a memória da Justiça do Trabalho do Estado. No terceiro andar da sede do Tribunal, na

Avenida da Paz, o Memorial Pontes de Miranda guarda um dos maiores acervos do Judiciário em Alagoas, com documentos históricos memoráveis, como a primeira ação trabalhista movida por uma mulher, uma cozinheira, em 1941, e o primeiro processo por assédio sexual em terras alagoanas. Desde a sua criação, em 1994, o Memorial já recebeu mais de 42 mil visitas. Um ano após ser instalada, essa “viagem no tempo” foi tombada pelo patrimônio histórico estadual, em junho de 1995. O

JORNALvisitou as cinco salas de exposição, guiada pela coordenadora Gisela Pfau, membro do Conselho Internacional de Museus e da Associação Brasileira de Museologia. A curadoria é de Guilherme Falcão. O passeio começa com a ata de um processo trabalhista onde consta homenagem ao presidente Getúlio Vargas, no dia 24 de agosto de 1954, que havia se suicidado naquela tarde, prestada pelo então presidente da Junta de Conciliação e Julgamento de Maceió, Paulo Duarte Quintella

Cavalcanti. O acervo também conta com um exemplar da Constituição de 1934, assinada por todos os membros da Assembleia Constituinte, que pertenceu ao constituinte Amaral Peixoto. Outra curiosidade é um exemplar do primeiro modelo de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Diferentemente das atuais, de capa azul, o primeiro modelo era fabricada em um material que imitava couro. Em breve, na programação

de comemoração do aniversário de 70 anos do TRT da 19ª Região, o acervo ganhará um exemplar da 1ª edição da Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT, doada por servidor, em cerimônia ainda a ser agendada. ANIVERSÁRIO - No Brasil, a Justiça do Trabalho foi criada em 1º de maio de 1941, um ano após o presidente Getúlio Vargas instituir o salário mínimo. Em Alagoas o Judiciário trabalhista só viria três

meses depois, em 1º de agosto daquele ano, em uma sala emprestada pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas, no Centro. As comemorações das sete décadas do TRT Alagoas começaram no último dia 17 de maio, com o XIII Salão TRT da 19ª Região de Pintores Alagoanos, no Fórum Pontes de Miranda. A exposição foi encerrada ontem, dia 11. (Continua na página A3)

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Política

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Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

ARAPIRACA A eleição de Arapiraca em 2012 será decisiva para a continuação do crescimento do município. Nos últimos 16 anos, a agora deputada Célia Rocha e o sucessor Luciano Barbosa incluíram a cidade na rota do desenvolvimento. Agora enfrentam um problema a escolha de um nome para entrar na disputa com o objetivo de dar sequencia ao que foi feito até agora. O candidato natural do grupo seria o deputado Ricardo Nezinho, mas ele também é o elo do município com a política estadual, assim como Célia Rocha faz no cenário federal. Sobram alternativas domésticas, como os secretários Yale Fernandes (Comunicação) e Ricardo Teófilo (Gabinete Geral). O ex-deputado Rogério Teófilo corre por fora, sem a simpatia da maioria do grupo, assim como o radialista Alves Correia.

AMARRADO Após a derrota na disputa para reitor da Ufal, o professor Paulo Vanderlei foi comparado a ex-secretária Solange Jurema na eleição para prefeito de Maceió em 2008. Mesmo com toda a estrutura, muita mídia e aliados do PSDB – não conseguiu emplacar e ainda amargou um distante terceiro lugar.

FELIZ O senador Renan Calheiros foi um dos que mais comemoraram a vitória do futuro reitor da Ufal, Eurico Lobo. Ele apoiou a candidatura e fez questão de elogiar a defesa do candidato ao projeto de interiorização da universidade, defendido por Calheiros desde o governo Lula.

Acervo já viajou em exposições pelo mundo A importância do acervo do Memorial Pontes de Miranda já ganhou reconhecimento internacional. Em 2001 registros do museu participaram de uma exposição fotográfica virtual “Museums & Millennium” no Museu da Civilização, em Quebec, no Canadá. Em 2010 registros do Memorial participaram da “Expo Mundial Shangai”, prestigiada por mais de 70 milhões de visitantes, no stand do Conselho Internacional de Museus ICOM. O Memorial do TRT de Alagoas foi o único representante da região nordeste e um dos seis museus brasileiros a participarem do evento. O acervo também foi requisitado para várias exposições em outros estados da federação. AMPLIAÇÃO - Quem visi-

tar hoje o Memorial Pontes de Miranda encontrará uma estrutura de grande museu, com climatização e todo o aparato técnico necessário para guardar as relíquias que ajudam a contar a história da Justiça do Trabalho em Alagoas. Mas inicialmente, quando foi instalado, em 1994, as poucas peças ocupavam apenas uma das cinco salas atuais. A presidente do TRT da 19ª Região – Alagoas, desembargadora Vanda Lustosa, recepcionou O JORNAL no tour pelo Memorial, lembrou que a ampliação aconteceu em 2002, na gestão da desembargadora Helena Sobral de Albuquerque e Mello, primeira mulher a presidir o TRT alagoano. A ampliação contou com recursos da iniciativa privada, como o

Entre as curiosidades do acervo Memorial Pontes de Miranda alguns processos

históricos documentam os primórdios da Justiça do Trabalho em Alagoas. Da

Depois de muito quebrar cabeça com a Secretaria Municipal de Assistência Social, o prefeito Cícero Almeida está satisfeito com o trabalho de Francisco Araújo no comando da pasta que foi a vidraça da primeira gestão do prefeito.

A professora Lenilda Lima está bem perto de assumir o comando do Incra em Alagoas. Ela já tem o apoio dos movimentos sociais do campo, bem diferente de Estevão Oliveira, que sofre desde que assumiu a superintendência.

"Estou um pouco perplexo".

Ministro Marco Aurélio Mello, ao comentar reações da Itália por Brasil não ter extraditado Cesare Battisti

primeira ação trabalhista, movida por um ralador de coco, a um processo onde um funcionário

queixa-se da qualidade do feijão comprado à cooperativa da empresa onde trabalhava.

Ralador de coco moveu primeira ação trabalhista

O deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) trouxe uma comitiva de parlamentares de outros Estados para mostrar que tinha força política em Alagoas. O evento envolvendo o tratamento de dependentes químicos serviu como cartão de visita do deputado para conseguir apoio externo na campanha para prefeito de Maceió em 2012.

QUASE LÁ

VISITAS – Empenhado em mostrar a importância da história da Justiça do Trabalho aos próprios alagoanos, o TRT da 19ª criou programas que promovem a visita de estudantes

de todo o Estado. O programa “A Escola vai ao Museu”, voltado aos estudantes do ensino fundamental e médio das escolas públicas municipais e estaduais, conta com a participação de 45 prefeituras. Também participam instituições de assistência social. Em breve entrará em atividade mais um programa, o “Conhecendo o TRT 19ª Região”, voltado aos universitários de Direito, Sociologia, História, Administração e Turismo. Para outros visitantes, o Memorial, que fica na Av. da Paz, 2076, aberto à visitação de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h e na sexta das 9h às 13h. Outras datas e horários devem ser agendados por telefone. (G.M.)

Curiosidades históricas chamam atenção na visita

ESTRATÉGICO

BEM QUISTO

Grupo João Lyra e do Banco do Brasil. “Devemos a ampliação a parcerias com a iniciativa privada, a parceiros que souberam reconhecer a relevância de se contar a história da Justiça do Trabalho em Alagoas. Valorizando a memória da Justiça, nossos patrocinadores estão preservando a memória do povo de Alagoas”, disse a desembargadora. Com maior estrutura, o Memorial se prepara para receber peças do acervo de Aurélio Buarque de Holanda, dicionarista alagoano.

A ânsia dos alagoanos em reclamar por Justiça fica flagrante na data da primeira ação trabalhista. No dia 12 de agosto de 1941, 11 dias após a instalação da Justiça do Trabalho no Estado, o ralador de coco Jose Ataíde Filho, morador do Prado, reivindicava da empresa em que trabalhava, a fábrica Apolo, atual Produto de Coco Indiano, uma diária de 5 mil réis. O processo 1/41 deu ganho de causa ao trabalhador. Já a primeira ação movida por uma mulher deve-se à cozinheira Rosa Ramos. No Memorial é possível ver o original do processo número 21/1941.

Primeiro processo por “assédio sexual” data de 1950 O crime de assédio sexual só foi incluído no Código Penal em 2001. Mas o primeiro registro desse tipo de delito em Alagoas data de 1950. A forma exageradamente técnica torna o texto do processo número 252 cômico nos dias atuais. O processo traz a história de dois rapazes que trabalhavam numa loja de montagem de camas. O reclamante queixava-se que sempre que se abaixava o colega passava-lhe a mão por trás. No processo foi dito que “o reclamante, juntamente com seu companheiro, Antônio Claudino da silva, pegaram o menor, praticando contra a vontade do mesmo, atos ofensivos à moral e aos bons costumes. Como por exemplo, tentar intrometer o dedo de uma das mãos no orifício final do tubo digestivo do colega”. O processo terminou com uma conciliação.

MEDIADOR

Ao mediar um acordo entre CBTU, Prefeitura de Maceió e feirantes, para conclusão de obras do VLT, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, mostrou que o Ministério Público Estadual está engajado em resolver os conflitos e agilizar o crescimento de Alagoas.

Ação contra o “credo vermelho” Com a nação sob o comando de Getúlio Vargas, apesar de já eleito pelo voto direto, a perseguição ao comunismo era realidade em terras alagoanas. No processo 87/51, de 1951, o casal Francisco da Silva e Elizabete da Silva move uma ação pedindo reintegração aos quadros da Fábrica Carmem, em Fernão Velho. O motivo: os dois funcionários teriam sido demitidos por pregarem o “credo vermelho”, apelido para a doutrina comunista. O casal divulgava o jornal “A Voz do Povo”, de Jaime Miranda, um dos alagoanos desaparecidos políticos, e acabaram demitidos pelos patrões, que os acusaram de se “dedicarem a propaganda do credo vermelho no seio da sociedade”, com direito a declaração do DOPS, a Delegacia de Ordem Polícia e Social, criado pelo governo Vargas. A Justiça deu ganho de causa a Francisco e Elizabete.

PEDIDO

O deputado Joãozinho Pereira (PSDB) solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral que o recadastramento biométrico aconteça na cidade onde o eleitor esteja cadastrado, e não centralizado como está sendo feito até agora.

BICO O vereador Marcelo Gouveia (PRB) não gostou nadinha das críticas que recebeu de Heloísa Helena (PSOL) por ter saído da CEI dos Combustíveis.

DIRETAS O procurador aposentado Delson Lyra e o deputado Jeferson Morais (DEM) seguem em rota de colisão pelas críticas ao Conselho Estadual de Segurança. O saldo político dos bons resultados do Forrogaço fortaleceram a prefeita de Piranhas, Melina Freitas, e o deputado estadual Inácio Loiola. Valério e Célio, ambos do INSS, vão disputar voto a voto a base previdenciária na eleição para vereador de Maceió em 2012. Ambos já estão com adesivos nas ruas. Depois do bom resultado nas urnas na disputa para deputado, o médico Cleber Costa está muito inclinado em ser candidato novamente.

“Feijão de segunda” provoca demissão No memorial, um punhado de feijão da década de 1961 chama a atenção. Os grãos foram anexados ao processo movido por um trabalhador da Rede Ferroviária do Nordeste. O trabalhador comprara o feijão numa cooperativa de alimentos, onde o produto foi descontado de seu salário como sendo de primeira qualidade. Depois de tentar cozinhar o feijão durante 10 horas, sem sucesso, o funcionário queixou-se à cooperativa. A reclamação resultou na suspensão do trabalhador, e multa equivalente a 50% do salário. A empresa ainda acrescentou que o funcionário teria usado palavras de baixo calão. O funcionário negou, afirmando ter falado apenas que “Quem dissesse que o feijão cozinhava era mentiroso, e quem comprava era sem vergonha”. O processo acabou numa conciliação. (Continua na página A4)

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Política

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Contexto Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

FALTA E LICENÇA Junho chegou, e até agora a promessa do Ibama para liberar a licença destinada à instalação do estaleiro em Coruripe não saiu. É verdade que estamos ainda na primeira quinzena do mês, mas também é verdade que não se vê nenhuma movimentação por parte do Ibama – que prometeu se pronunciar este mês. Alagoas permanece como refém do Ibama, que depois do parecer estapafúrdio contra o estaleiro alagoano ficou na berlinda. Qual o motivo da demora se a inspeção dos técnicos do Ibama foi realizada em dezembro do ano passado? O que está entravando a confecção do relatório final? As respostas para essas indagações estão tirando o sono de muita gente que, ao mesmo tempo, não pode passar para o público a imagem do pessimismo. É o caso do governador Téo Vilela, que continua reagindo e acreditando no projeto; para ele, o estaleiro “é uma realidade”. Que o Ibama não quer ver.

FALA

MUDA

O senador Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, já manifestou a “caciques” do PT o seu descontentamento – e do partido – por só ter sido informado da demissão do ministro Antônio Palocci quando o ato já estava pronto e assinado pela presidente Dilma.

Por falar no senador Renan Calheiros, ele está certo de que a reeleição para presidente da República, governador e prefeito vai cair com a reforma política. Em compensação, o tempo de mandato será aumentado em um ano, ou seja, de 4 passará para 5 anos.

DE UMA VEZ SÓ Outra proposta que deve ser adotada na reforma política é a coincidência de mandatos, para evitar o desperdício com eleição a cada dois anos.

JUNTOS O senador Fernando Collor (PTB) está fechado com a candidatura de Petrúcio Barbosa à Prefeitura de Palmeira dos Índios; já o governador Téo Vilela e o senador Renan Calheiros estão juntos na reeleição do prefeito James Ribeiro (PSDB).

VAI LÁ Para estimular a candidatura de Ângela Garrote à Prefeitura de Palmeira dos Índios, o senador Benedito de Lira (PP) usa o próprio exemplo dele para mostrar que “tudo é possível”. Benedito diz que ninguém acreditava na eleição dele para o Senado.

MULHER MARAVILHA Pelo menos duas mulheres deverão disputar a sucessão do prefeito James Ribeiro em Palmeira dos Índios: Ângela Garrote e Patrícia Sampaio.

NA FITA

É DELE

O ex-secretário estadual de Planejamento, Sérgio Moreira, está em Brasília e tem como “padrinho” o expresidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, até agora, só recebeu convite para trabalhar em Minas Gerais.

O ex-deputado federal João Caldas (PSDB) acha que o escritório de Alagoas em Brasília está precisando de “oxigênio”. E, se o governador Téo Vilela quiser, o ex-deputado sabe onde encontrar o oxigênio que falta.

MOTOR BATIDO Os vereadores procuram uma saída honrosa para “enterrar” a Comissão Especial de Investigação (CEI) dos Combustíveis, sem deixar margem de incompetência.

QUEIXA 1

QUEIXA 2

O prefeito Luciano Barbosa voltou a se queixar do governo do Estado nas providências para se combater a escalada da violência em Arapiraca. Luciano garante que fez a sua parte, adquirindo as câmeras para monitorar as ruas, mas falta a parte do Estado.

A parte que cabe ao Estado fazer, de acordo com a queixa do prefeito Luciano Barbosa, é a instalação da central no 3º Batalhão da Polícia Militar para realizar o monitoramento. O pior é que não há previsão de quando a central será instalada no 3º BPM.

VINGANÇA FATAL Agora atuando do outro lado da linha de tiro, o advogado Welton Roberto está convencido de que o assassinato da universitária Giovanna Tenório foi motivado por “rixa passional”.

EXPRESSAS Nesta segunda-feira, à tarde, será realizada a acareação entre o ex-deputado federal Francisco Tenório e o exassessor e primo dele, Luiz Henrique Tenório. Luiz Henrique acusou o ex-deputado Francisco Tenório de ter mandado matar o motorista Cícero Belém, em 2005. O motorista Cícero Belém prestava serviços para o ex-deputado Francisco Tenório, mas estava indo embora de Alagoas revoltado com o assassinato do amigo Fernando Fidelis. As jornalistas Vanessa Alencar e Cláudia Galvão lançam quarta-feira, 15, o livro “Academia Alagoana de Medicina – 1994 a 2010”, na sede do Conselho Regional de Medicina, às 19 horas. O secretário estadual de Educação, Adriano Soares, é o entrevistado desta terça-feira, 14, do jornalista Plínio Lins, no “Conversa de Botequim”, na Rapa Nui.

Patrono ocupou cadeira de imortal na ABL Das cinco salas do Memorial, duas são dedicadas ao patrono do Memorial, o jurista nacionalmente cultuado Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. Além de conhecer curiosidades sobre a personalidade do jurista, como parte de sua coleção de 6 mil corujas; o visitante também fica conhecendo o que tornou Pontes de Miranda uma referência para o mundo jurídico brasileiro, com obras que colocaram o Brasil no contexto universal do pensamento jurídico. Nascido em Maceió, em 23 de abril de 1892, falecendo em

22 de dezembro de 1979, no Rio de Janeiro, três dias após ter emitido seu último parecer. Curiosidade que ilustra bem a dedicação do jurista, escritor e poeta. Grande parte do acervo foi doada pela viúva do segundo casamento, Amnéris Cardilli Pontes de Miranda, por uma filha e por netos. O ESCRITOR - Pontes de Miranda é autor de obras relevantes como “O Sistema do Direito Privativo”, coleção em 60 volumes, considerada a maior obra escrita por um só autor. Além da área do Direito,

o alagoano escreveu livros nas áreas de Filosofia, Matemática, Psicologia, Sociologia e Política, publicados em várias línguas, como alemão e francês. Na poesia publicou “Obras Literárias Prosa e Poesia”, editado em 1960 pela Livraria José Olympio Editora. Sua obra o credenciaram a ocupar uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras (ABL), sonho que ele só conseguiria em março de 1979, vindo a falecer nove meses depois, em dezembro do mesmo ano. “Ele se candidatou três vezes. Na primeira ele perdeu

para a escritora Raquel de Queiróz. Mas infelizmente faleceu poucos meses depois de receber a honraria”, conta a coordenadora do Memorial, Gisela Pfau. ESCRITOS RAROS – No acervo constam também cartas e inscritos de personalidades ilustres da cultura alagoana, como um bilhete escrito a próprio punho pelo poeta parnasiano Jorge de Lima, e de uma carta enviada ao médico Ib Gatto Falcão, em agradecimento ao tratamento de seu pai. (G.M.) Fotos: Thiago Sampaio

Jurista se destacou por redigir a maior obra escrita por um único autor

Outros documentos e objetos da história do TRT estão em exposição

O polêmico Pontes de Miranda Um ano antes de falecer, Pontes de Miranda concedeu uma entrevista à Revista Jurídica Lemi. Na entrevista, disponível na página do TRT 19ª Região, o jurista dá amostras de seu lado mais polêmico, quando fala do AI-5, o Ato Institucional que fechou o Congresso Nacional e criou censura prévia nos anos de chumbo. Até mesmo a Declaração Universal dos Direitos Humanos é alvo de uma sutil crítica de Pontes. “Os homens têm mais direitos do que os que constam naquela relação”, disse Pontes, cuja obra “Os Novos Direitos do Homem - em quatro volumes” foi queimada por ordem do governo. Segundo Pontes, o AI-5 teria resultado de uma trama arquitetada pelo então ministro da Justiça, Gama e Silva. “O Presidente Costa e Silva, por exemplo, foi meu amigo e pessoa que vinha com sua mulher jantar comigo. Ele não era homem ditatorial de maneira nenhuma. Por isso afirmo que ele não assinou o AI-5. Costa e Silva [então presidente] morreu, estava gravemente enfermo naquela época. Foi o Ministro Gama e Silva quem tramou tudo, e que era o Ministro da Justiça na época”, disparou o jurista. Para Pontes, o sucesso de um governo estava diretamente lig-

ado à escolha dos ministros. “Uma das coisas mais graves da história da República é que não sabem escolher Ministros. Quando escolhem, são os homens incompetentes que há no Brasil”, teorizava. Sobre a situação dos exilados políticos, o alagoano classificou a penalidade aos perseguidos pela Ditadura como um ato “primitivo”. “Alguns [exilados], econômica e cientificamente, ganharam mais com isto. Outros, com a paixão que têm pelo Brasil, não compreendem o fim da vida sem voltar. É lamentável isto. O exílio é uma coisa que vem dos primitivos, das tribos, dos clãs. Não se queria um indivíduo ali, botava-se para fora. Ora, não é para a mentalidade de hoje”, disse Pontes, que naquela época criticava a proliferação dos cursos de Direito. “O que está havendo é uma comercialização do ensino do Direito. Pessoas que não podem ser advogados sugerem que se criem Faculdades para eles serem professores. Um dia deste veio um estudante para me mostrar as perguntas que seu professor fez para eles responderem em sala. Uma calamidade, pois nenhuma pergunta estava em bom português e o professor não sabia nada de Direito”, observou. (G.M.)

Recadastramento biométrico de eleitores começa amanhã nos municípios de: - Maceió; - São Brás; - Olho D’Água Grande; - Piaçabuçu; - Feliz Deserto; - Traipu; - Santana do Ipanema; - Olivença; - Mata Grande; - Inhapi; - Canapi; - Delmiro Gouveia; - Taquarana; - Igreja Nova; - Matriz do Camaragibe. O que o eleitor precisa levar? - Documento de identidade com foto; - Comprovante de residência datado de, pelo menos, três meses anteriores; - CPF. O que é o recadastramento biométrico de eleitores e para que serve? - Trata-se da coleta das fotos e impressões digitais – e, a depender da disponibilidade da zona eleitoral, das assinaturas – dos eleitores. Esses dados serão digitalizados e armazenados em um banco de dados da Justiça Eleitoral. O objetivo é possibilitar, no dia da votação, o reconhecimento do eleitor pelas urnas biométricas através da digital do votante, evitando, com isso, possíveis fraudes. Em Alagoas, todo o eleitorado terá que passar pelo recadastramento biométrico.

Documentos da vida de Pontes de Miranda foram doados pela família

A coordenadora Gisela Pfau relembra momentos da vida do jurista

BIOMETRIA

Maceió inicia seu recadastramento Os eleitores das quatro zonais eleitorais de Maceió serão recadastrados pelo o sistema biométrico a partir da próxima segunda-feira, na Central de Atendimento ao Eleitor (prédio do Fórum Eleitoral, localizado na Avenida Fernandes Lima, bairro do Farol). No processo, as impressões digitais e a fotografia dos cidadãos serão colhidas, para serem colocados no banco de dados do cadastro eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como se trata de uma revisão e recadastramento, o eleitor é obrigado a

comparecer. O cidadão eleitorais ou outros locais que não comparecer terá indicados pela Justiça o título cancelado, não vo- Eleitoral, portando cartará nas eleições de 2012 teira de identidae sofrerá outras sande, carteira profisções. Neste dia, o sional ou o certimesmo tipo de proficado de quitação cedimento será ini- Outras 13 do serviço militar. ciado também nas cidades Também é necescidades de Igreja sário um comprotambém vante de residênNova, Matriz de Camaragibe, Olho começarão cia (contas de d’Água Grande, serviços água, luz, ou de Piaçabuçu, Feliz Detelefone, nota fisamanhã cal ou envelope serto, Traipu, Delmiro Gouveia, Tade correspondênquarana, Pindoba, cia, emitidos ou Minador do Negrão, expedidos no período Passo de Camaragibe, Pilar compreendido entre os 12 e Ouro Branco. e 3 meses anteriores ao Os eleitores deverão início do processo revicomparecer nos cartórios sional).

Fonte: Justiça Eleitoral

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Protógenes Queiroz reage contra PF e Abin Delegado e deputado federal afirma haver irregularidades nas ações de antiterrorismo nas fronteiras Congresso em Foco Delegado da Polícia Federal (PF) investigado por supostas irregularidades na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o agora deputado Protógenes Queiroz (PCdoBSP) dá o troco. Ele apresentou uma proposta de fiscalização e controle (PFC) para investi-

gar supostas irregularidades na política pública promovida pelo governo, por meio da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para subsidiar o programa antiterrorismo brasileiro. Espécie de mini-comissão parlamentar de inquérito (CPI) em que apenas um parlamentar acumula as funções de presidente e relator, a PFC servirá para que

Protógenes conduza os trabalhos investigativos, com o aval da Câmara, e apure problemas e abusos que estariam acontecendo no programa. Segundo Protógenes, os problemas extrapolam as fronteiras sulamericanas. O deputado afirmou que uma linha de investigação, a que apurava a discriminação de árabes e muçulmanos em Foz

do Iguaçu, no Paraná, acabou por desembocar em outra, que se debruçou sobre uma suposta ação internacional orquestrada com o intuito de criminalizar comunidades árabes. “Pelo que nos foi trazido em documentação, há indícios de que existe um programa internacional de investimento de recursos destinados a fi-

nanciar a grande mídia para desqualificar e criminalizar o público árabe muçulmano na América Latina, e principalmente do Brasil”, revela o parlamentar paulista. Outra denúncia de Protógenes diz respeito ao financiamento internacional, em repasses ilícitos (não declarados) ao Brasil, para subsidiar as arbitrariedades praticadas

“há anos” pelos agentes do programa antiterrorista brasileiro. Segundo os indícios, alguns profissionais trabalharam “ao arrepio da lei”. “Nós vamos verificar a veracidade dessas informações a partir da conclusão dessas investigações que ora iniciamos”, garantiu Protógenes, lembrando que os trabalhos estão em fase de coleta dados.

Muçulmanos vítimas de preconceito

Segundo o delegado da PF e deputado federal Protógenes, comunidades árabes estariam sendo alvo de ação orquestrada para criminalização

Algumas ações já foram executadas no âmbito parlamentar. Uma audiência em caráter reservado foi realizada conjuntamente pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, reunindo os colegiados da Câmara e do Senado, para ouvir as principais autoridades envolvidas no programa antiterror, tanto da PF quanto da Abin. Protógenes diz que os depoimentos serão confrontados com as informações já recolhidas nas investigações. “A partir daí, vamos cruzar esses dados e ouvir as vítimas desse sistema implantado aqui no Brasil”, acrescentou. Como lembra o deputado, o programa antiterrorista foi implementado no Brasil há mais de dez anos, “visando a um acompanhamento da movimentação de possíveis integrantes de organizações terroristas aqui no Brasil”. Mas parece que o transcorrer dos anos corrompeu, segundo Protógenes, o propósito do programa, descaracterizando os trabalhos de prevenção ao terror. Protógenes diz que duas notícias foram recentemente publicadas a respeito de uma operação do setor antiterrorismo da Polícia Federal, com atividades de acompanhamento e controle do cotidiano de estrangeiros da comunidade árabe, principalmente muçulmanos, que se radicaram no Brasil e aqui estabeleceram residência e família, alguns deles tendo nascido no país. Alguns integrantes da Comissão de Relações Exteriores (CRE) da Câmara já têm conhecimento do assunto, veiculado com destaque

na edição de 2 de abril da revista Veja. Outra denúncia mencionada pelo deputado veio por meio de outra revista, a CartaCapital. A reportagem relatou casos de constrangimento e operações ilícitas verificadas no serviço antiterrorismo da Polícia Federal, em determinado período. “Em razão dessas notícias, eu fiz uma diligência até Foz do Iguaçu, onde se encontravam alguns árabes e muçulmanos, e encontrei uma população tomada pelo medo e pelo temor, ressentida de alguns constrangimentos e possíveis constrangimentos futuros”, disse Protógenes em entrevista concedida ao Congresso em Foco em seu gabinete na Câmara. “Encontrei até mesmo alguma animosidade relacionando mulheres com vestimentas típicas da sua cultura muçulmana sendo molestadas na rua, bem como crianças nas escolas também sendo tratadas com certa indiferença.” Dizendo-se preocupado com a situação de preconceito, algo vetado pela Constituição brasileira, Protógenes também declarou ter percebido um “direcionamento discriminatório por parte de algumas autoridades e integrantes desse sistema antiterrorismo”. “Antes de ir para Foz do Iguaçu, eu propus uma PFC, que já foi aprovada. Estou na condição de relator e, independentemente disso, também há uma coleta de dados pela Subcomissão de Investigação que foi criada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a fim de investigar esse programa antiterrorista”, diz o deputado.

Ministro descarta unidade especial Colaborador de Bin Laden no País Em maio, o ministro da que não foi identificada, até Justiça, José Eduardo Cardo- o momento, a existência de zo, foi a Paris participar de células terroristas no Brasil. uma reunião dos países mais Essa constatação seria sufidesenvolvidos – o encontro ciente para reforçar as susfoi batizado de “G8 amplia- peitas de Protógenes, uma do” – que serviu para discu- vez que grandes aportes de tir o combate ao tráfico indinheiro público ternacional de cocaína. Na são aplicados em ocasião, Cardozo ações antiterrorisdisse que não está tas nas fronteiras – nos planos do Brasil logo, sem foco de a criação de uma aplicação, consideunidade especial de ra o deputado/deBrasil prevenção de atenlegado, esses monnão está tados terroristas dutantes acabam por vulnerável rante as competiser desviados de ções da Copa de seu propósito oria práticas 2014 e das Olimpíaginal. Para Cardoterroristas das de 2016, no Rio zo, o tráfico de drode Janeiro. gas não tem qualPara o ministro, quer relação no paapenas um plano de ís com o terrorissegurança já será sumo. “Não é o que vivenficiente para garanciamos”, ponderou o ministir a segurança nas competi- tro. ções internacionais. Ele gaPara o deputado, a ação rantiu que a própria Polícia antiterrorista brasileira é Federal já dispõe de um ser- pretexto para que mais reviço específico de ações de passes de dinheiro sejam aucontraterrorismo, e que o torizados pelo Ministério da Brasil não estava vulnerável Justiça e, protegidos sob a a práticas terroristas. chancela federal oficial, conO ministro disse ainda tinuem servindo a interes-

ses escusos. RESERVAS - A assessoria de imprensa da Polícia Federal prefere não mais se manifestar sobre o assunto. Em resposta aos contatos do site, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, decidiu manter o caráter de confidencialidade dos esclarecimentos e informações compartilhados com os membros da Comissão de Segurança Pública, na reunião reservada acima mencionada. “A Polícia Federal já prestou todas as informações às reuniões conjuntas de comissões realizadas no Congresso, em audiência reservada para tratar do assunto. A PF não tem mais nada a acrescentar além do que já foi dito aos deputados”, declarou a assessoria. Também procurada pelo site, a assessoria de comunicação do Ministério da Justiça não se pronunciou sobre as denúncias de Protógenes, recomendando à reportagem que procurasse a própria PF.

A PFC foi apresentada por Protógenes em abril. Na justificativa é feita menção à reportagem da revista Veja intitulada “A Rede – O terror financia bases no Brasil”, que relata “atividades de pessoas ligadas a grupos nacionalistas árabes em território brasileiro, entre eles a Al-Qaeda”. “Com base em informações obtidas pela CIA (agência norte-americana de inteligência), FBI (a Polícia Federal dos EUA) e o Tesouro Americano, o que já mostra a quem interessa essas informações publicadas, a revista propõe abertamente adoção de uma lei antiterrorista no Brasil”, diz a argumentação de Protógenes. Como lembra o deputado na PFC, a reportagem de Veja descreve os movimentos em território brasileiro de Khaled Hussein Ali, um dos supostos colaboradores da rede terrorista chefiada por Osama Bin Laden, morto no Paquistão por tropas de elite norte-americanas em 1º de maio. Khaled seria o responsável por estratégias de comunicação e propaganda da Al-Qaeda.

A maneira encontrada por Protógenes para levar adiante as atividades de investigação foi a desconhecida e pouco utilizada proposta de fiscalização e controle. No final de maio, o DEM formalizou cinco PFCs em diferentes comissões permanentes da Câmara, todas com conteúdo idêntico. Protógenes sabe que o instrumento legislativo, a exemplo das CPIs, não costuma dar resultado, ou seja, não obtém êxito em apurar denúncias e apontar os autores de determinados desmandos. Mas o deputado, que descobriu a PFC por meio de parlamentares mais antigos, não desanima, e diz que a proposta foi “muito bem recebida”. Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, Banco Central (em razão dos repasses estrangeiros), diz o deputado, devem ser acionados para fundamentar o objetivo da PFC. Ele diz já ter apresentado outras PFCs, uma delas para fiscalizar as políticas de combate ao crack, em níveis municipal, estadual e federal. “Ela

veio depois a ser substituída pela criação de uma comissão especial de combate ao crack e outras drogas afins. Então, demonstra que é um instrumento poderoso”, acredita Protógenes. “Ela (a PFC) pode, em razão do volume de projetos que há na Câmara, entrar na vala comum. Mas todos os que eu propus até agora tiveram um bom encaminhamento. O resultado prático vai ser a conclusão dela”, diz Protógenes, acrescentando que terá atingido seu objetivo quando seu relatório estiver pronto, “incriminando ou não incriminando, dizendo se tem crime ou não”. O deputado diz que o importante é que seja revelada a fonte do dinheiro estrangeiro, a quem ele serviu, em que atividades foi aplicado e quantos trabalhos foram realizados a partir de tal financiamento, bem como seus efeitos na sociedade brasileira. Protógenes disse ainda ter tido uma PFC prejudicada por questões menores. “Esse instrumento às vezes esbarra em negociações políticas.”

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Opinião A6

Domingo, 12 de junho de 2011 | www.ojornalweb.com. | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

Desanimador O que mais assusta os familiares da jovem universitária Giovanna Tenório, sequestrada e morta há uns oito dias, é o histórico da atuação da polícia alagoana nas investigações sobre crime de homicídio. A expressão “este crime não vai dar em nada” é muito usada pelos familiares das vítimas, que perdem a esperança de justiça com o passar dos dias. No quesito esclarecimento de crimes contra a vida, os números são desanimadores. Em Alagoas, é mais fácil investigar assalto a banco do que apurar um assassinato. Como se um crime contra o patrimônio representasse uma desmoralização para a polícia. E, assim, investigá-lo e apresentar o criminoso se tornam uma questão de honra. Mas não é só isso. Há outros interesses que geram dividendos. Com casos de crimes contra a vida, a regra é bem diferente. “Dormem” nas gavetas dos delegados pelo menos uns dois mil inquéritos aparentemente sem solução. Outros foram enviados para a Justiça apenas com o apelido da vítima. Num inquérito onde não consta nem o nome completo da vítima, imagine-se o do indiciado. Sem se esforçar muito, a sociedade alagoana pode lembrar, em poucos segundos, de pelo menos três crimes de grande repercussão em Alagoas que mereciam investigação e conclusão imediata, e nada avançou até agora.

Quando se diz nada não se está fazendo nenhum exagero. É nada mesmo. Num caso recente onde quatro pessoas foram mortas de sua só vez, o delegado que investiga o caso não teve o menor constrangimento de dizer que, em se tratando de investigação sobre a chacina, a Polícia Civil tinha apenas o Boletim de Ocorrência confeccionado pela guarnição da Polícia Militar que esteve no local. Essa declaração foi dada oito dias depois da matança. Nada consolador para os familiares das vítimas. Casos recentes e que, por isso, estão bem frescos na cabeça das pessoas: assassinato de duas irmãs em Coruripe; chacina de Arapiraca, quando quatro homens foram executados a tiros dentro de uma oficina; e a chacina do Benedito Bentes: quatro mortos. Há dez pessoas enterradas e nenhuma presa. Aliás, nem suspeitos a polícia tem. No caso específico do Benedito Bentes, a matança aconteceu na madrugada de sábado, e as primeiras investigações – sem aprofundamento nenhum – só começaram na terça-feira seguinte. Mais de 72 horas depois. Um oficial PM foi preso, mas, devido à falta de provas, foi colocado em liberdade. Por esses e por muitos outros motivos é que a sociedade alagoana deve ter muita paciência quando esperar o resultado de uma investigação sobre um crime de homicídio no Estado. São grandes as chances de ele [o crime] “não dar em nada”.

Responsabilidade civil ambiental "Diz respeito à obrigação imposta pela legislação civil ao infrator de reparar o prejuízo causado por sua conduta ou atividade irregular" Alder Flores Advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental

A responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ou simplesmente responsabilidade ambiental diz respeito à obrigação de determinada pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responder por um fato ou ato omisso ou comissivo que causa dano ou lesão ao meio ambiente e reparar tal dano. A existência do dano é o principal elemento daqueles necessários à configuração da responsabilidade civil. A responsabilidade civil diz respeito à obrigação imposta pela legislação civil ao infrator de reparar o prejuízo causado por sua conduta ou atividade irregular, por meio de indenização ou compensação, isto quer dizer a obrigação de responder pelas ações próprias (Responsabilidade civil por ato próprio) ou dos outros (Responsabilidade civil por atos de terceiros) quando estas resultam em dano, direto ou indireto, causado ao patrimônio material ou imaterial de terceiros, voluntariamente, por imprudência, por negligência, por imperícia, ou ainda, por falta de exação de dever funcional, e que deve ser pronta e integralmente ressarcido. A responsabilidade civil pode ter como causa a atividade danosa do poder público (responsabilidade civil pública) ou do particular (responsabilidade civil privada). A responsabilidade civil ambiental foi introduzida no ordenamento ambiental brasileiro com a vigência do § 1º do art. 14 da Lei 6.938/81, o qual dispõe que "sem obstar a aplicação as penalidades previs-

tas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União Federal e dos Estados tem legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente". A Constituição de 1988, também passou a tratar da responsabilidade civil ambiental, ao prescrever, que "as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a reparar os danos causados". A responsabilidade civil ambiental aplica-se a dualidade de teorias: a) a da responsabilidade subjetiva: e b) a da responsabilidade objetiva. Na responsabilidade subjetiva a vitima tem de provar a existência do nexo entre o dano ambiental e a atividade danosa e, especialmente, a culpa do agente causador deste dano, enquanto na responsabilidade objetiva é suficiente apenas existir dano ambiental e nexo entre este e a fonte poluidora ou degradadora. Alguns legisladores entendem que, independentemente do aspecto subjetivo de seu proceder, o agente poluidor responde pelas lesões ambientais que causou, bastando para sua comprovação a indicação do autor, do nexo de causalidade entre a ação lesiva e os resultados causados por estas, invertendo-se também o ônus da prova.

Freio de arrumação "A hora é de tomar fôlego para grandes travessias" Renan Calheiros Senador e líder da bancada do PMDB

O trem alado "Seria possível dele nos servir sem desperdícios e desvantagens" Zélia Tenório de Araújo Pedagoga

Contenta-me expandir a minha freqUente imaginação, com ou sem fundamentos. De repente, surgem ideias que necessito compartilhar com alguém, com os meus queridos leitores, que me oferecem apoio, incentivo e compreendem o meu jeito de ser. De repente, me encontro transitando num vagão imenso, num circuito amplo, numa estrada sem fim, cujos trilhos parecem inexistentes. O comboio, no qual poderei avistar todos os meus, em perfeita comunhão, parece empreender voos intermináveis, leves, cronometrados. Viajamos, assim, lado a lado, vislumbrando as paisagens encantadoras que se debruçam preguiçosas pelos caminhos intermináveis. De quando em quando, uma parada nos surpreende, pois as estações se apresentam ilimitadas, sem que haja determinação dos pontos a serem obedecidos. Os passageiros que vão tomando assento ao nosso redor são geralmente conhecidos por algum de nós. Não há pessoas incógnitas nesse trajeto, porque todos pertencem ao mesmo mundo e são reconhecidos como irmãos. De quando em quando, uma parada se realiza, desce algum passageiro, que desaparece na curva ou na reta do itinerário, dizendo adeus. A viagem vai prosseguindo, enquanto uns se despedem, outros continuam, na ânsia de alcançar o lugar desejado. Muitas surpresas se acumulam, se propagam nesta excursão. Em dado momento, cruza a porta de entrada uma senhora de porte elegante, voz autêntica, sorriso escancarado e nos cumprimenta dizendo: "Sou a felicidade, quero seguir viagem com todos vocês, e jamais abandoná-los se quiserem ter-me como companheira!" Em seguida, outros vão ocupando novos espaços, apresentando aspectos diferenciados, como se dependessem um do outro, em qualquer ocasião que se apresentem. Assim, a saúde, a fé, o amor, a paz, a alegria, a humil-

dade, e tantos outros, procuram dar as mãos como se tivessem imã nas pontas dos dedos. Prosseguimos lado a lado numa extrema união, como se fossemos velhos conhecidos, desde os mais remotos tempos. Em dado momento, a oportunidade faz parar o comboio, gritando em alta voz: "Eis que estabeleço para cada um de vocês um critério único, sem o qual todos estes momentos poderão se esvair. Aceitem, pois, os benefícios que este instante lhes proporciona, porque eles serão únicos e talvez não retornem nunca mais!" Foi quando percebi aquele vagão apressado, de asas gigantescas; era o próprio tempo, fantasma enigmático que nos ronda dia e noite. O tempo que se esvai, foge do nosso aconchego, sem ao menos olhar nos nossos olhos, tocar as nossas mãos e nos dizer adeus, é o mesmo que une, separa, acolhe, distancia, oferece a presença como lenitivo e a saudade como recompensa. É o mesmo que desenvolve meios para propagarmos e vivenciarmos a vitória, ou nos entristecermos com a derrota. É o mesmo que não adormece, não tropeça, não vacila não se ausenta em momento algum. É infalível, irredutível, preciso e igual para todos, um relógio destituído de pêndulo e ponteiros, mas assinala precisamente a sua permanência. Se cada um de nós soubesse aproveitá-lo da melhor maneira, buscando ensinamentos sábios que nos vêem às vezes, inesperadamente; se cada um de nós soubesse utilizá-lo com exatidão, fossemos cautelosos no modo de agir e aproveitá-lo, seria possível dele nos servir sem desperdícios e desvantagens. "Já interrogava Benjamin Franklin:" Você ama a vida? Então não desperdice o tempo, pois é a matéria de que a vida é feita." Sigamos sempre os aconselhamentos daqueles que souberam fazer da sua existência um verdadeiro tesouro de sabedoria, colocando no tempo todo tempo que nos foi concedido.

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O PIB é o principal termômetro da economia. No ano passado, por exemplo, o Brasil cresceu 7,5%. Para este ano, a previsão é de uma expansão em torno de 4,5% a 5%. O crescimento positivo é benéfico porque abre e amplia empresas, gera empregos e aumenta salários. Mas esta espiral também pode trazer problemas. Se o consumo cresce muito, as empresas não conseguem produzir o suficiente para atender a demanda. Uma das consequências é a elevação de preços. Por isso o governo vem adotando medidas para inibir o consumo: aumentou o valor do pagamento mínimo da conta do cartão de crédito; elevou o Imposto sobre Operações Financeiras com cartões de crédito e tornou obrigatória uma entrada de, no mínimo, 20% do valor total para carros financiados entre 24 e 36 meses. Enquanto doma a inflação o governo também precisa fazer investimentos nas obras de infraestrutura, como aeroportos e estradas. Isso porque o Brasil precisa estar preparado para crescer sempre e melhor. Este é o momento do chamado freio de arrumação para não desperdiçarmos todas as conquistas dos últimos anos. A hora é de tomar fôlego para grandes travessias.

Datas & Fatos 12 de junho - Dia do Correio Aéreo Nacional e dos Namorados

 A Radioatividade - No dia 12 de junho de 1901, o físico francês Henri Becquerel fez uma demonstração sobre radioatividade na Academia de Ciências de Paris. Em 1896, Becquerel verificou que a radiação era provocada pela instabilidade dos núcleos de certos átomos. Os raios liberados neste processo são o alfa, o beta e o gama. 1872 - Inauguração da primeira ferrovia no Japão. 1924 - Nascimento de George Bush, ex-presidente dos Estados Unidos. 1933 - Os Estados Unidos adotam as primeiras medidas antiprotecionistas. 1934 - Adoção de uma nova Constituição em Cuba. 1956 - Explode em vôo de teste o míssil intercontinental norte-americano Atlas, com um suposto alcance de 9.000 quilômetros. 1964 - É lançado de Kiel, Alemanha, o Otto Hahn, primeiro navio europeu de propulsão nuclear. 1990 - O Parlamento da URSS aprova a Lei de Imprensa e outros meios de comunicação, a primeira que garante a liberdade de imprensa e dos direitos dos jornalistas do país. 1991 - Primeiras eleições presidenciais na Rússia, com a vitória de Borís Yeltsin, que obtém 60% dos votos.

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Comparada com o mesmo período do ano anterior, a economia brasileira cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em relação ao último trimestre de 2010 (outubro a dezembro), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3%. De janeiro a março deste ano, a riqueza gerada internamente foi de R$ 939,6 bilhões. Ainda de acordo com os dados colhidos pelo IBGE, o maior destaque nacional ficou com o setor de agropecuária, que registrou aumento de 3,3% em suas atividades. Logo depois aparecem a indústria, com expansão de 2,2%, e os serviços, com elevação de 1,1%. O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país durante um determinado período de tempo. No acumulado dos últimos 12 meses (março de 2010 a março de 2011), a economia brasileira teve alta de 6,2% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Este PIB parcial de 2011 ainda está um pouco aquecido, mas todos os especialistas e indicadores econômicos apontam para crescimentos mais moderados a partir de agora. A ameaça de retomada da inflação obrigou o governo a reduzir os investimentos e a lançar mão de medidas para amenizar o consumo.

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Autora do projeto que regulamenta o REDD, Rebecca afirma que objetivo é premiar quem preserva floresta

Para deputado Dr. Rosinha, falta de metodologia internacional sobre segurança ao REDD

Nova batalha ambiental divide ministérios Projeto de deputada regulamenta benefícios para quem tenha ajudado na preservação de florestas Congresso em Foco O governo federal tenta retomar o controle de projetos de lei importantes que podem melhorar ou piorar a imagem do Brasil no exterior. Após a atropelada votação do novo Código Florestal no mês pas-

sado na Câmara, uma nova batalha florestal toma conta das discussões ambientais no Congresso e coloca em relações estreitas os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores. A causa é o Projeto de Lei 195/2011, aprovado na última

quarta-feira na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, com apoio da pasta ambiental do governo, mas com ressalvas por parte do Itamaraty. A proposta regulamenta em todo o país o sistema de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, conservação e ma-

nejo florestal sustentável (REDD). De nome complicado e complexidade técnica, o sistema de REDD, na prática, corresponde a uma forma de garantir recursos financeiros para aqueles que deixarem a floresta em pé, sem desmatar. “A nossa legislação ambien-

tal é extremamente rica, mas é muito pensada para situações onde a mata não foi preservada. Hoje, não se tem como premiar aquele que deixou sua floresta em pé. No caso da Amazônia, em especial do estado do Amazonas, que tem 98% de suas florestas preser-

vadas, a pessoa não se vê contemplada, uma vez que preservou. O REDD vem suprir essa necessidade, criando mecanismos para levar recursos para quem preserva”, disse ao Congresso em Foco a deputada Rebecca Garcia (PP-AM), autora do projeto.

Nova lei deve ser levada ao Rio+20 O projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente, após semanas de votações adiadas por pressão de parte do governo. Na tarde de quarta, depois da aprovação na comissão, o deputado governista Dr. Rosinha (PT-PR) apresentou um requerimento para que a matéria tenha o conteúdo apreciado também pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Segundo o parlamentar, para o Itamaraty é prematuro que o Brasil tenha uma regulamentação sobre o sistema de REDD neste momento, já que ainda não há um entendimento internacional “sobre metodologias que sejam capazes de assegurar solidez” a esse tipo de mecanismo. Mas, segundo a deputada Rebecca Garcia, a posição da pasta internacional do governo é contrária ao posicionamento do Ministério do Meio Ambiente, que defende que o país precisa ser protagonista neste processo. “Não podemos parar um assunto que está sendo debatido no Congresso, em função de decisões internacionais que queremos que aconteçam. Não podemos estar pautando as decisões do Congresso Nacional pelo que vai ser discutido quiçá um dia nos fóruns internacionais. Nós parlamentares entendemos que não só é o momento de aprovar o projeto, como já está tarde”, defendeu Rebecca. O PL do REDD ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, em caráter terminativo, e ser votada no Senado. A decisão sobre a necessidade de uma quarta comissão analisar a proposta cabe ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Se acatado, o requerimento do deputado Dr. Rosinha vai prorrogar as discussões da matéria no Congresso. A intenção do Ministério do Meio Ambiente é apresentar uma lei de REDD do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (RIO +20), que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho de 2012. “A questão do REDD vai aumentar a pressão internacional sobre o Brasil em relação à preservação de nossas florestas. O Itamaraty é contra votar esse projeto agora, porque ainda não há um entendimento internacional com solidez sobre o REDD. Como essa negociação também é um tema internacional, então a Comissão de Relações Exteriores precisa analisar como mérito”, justificou o Dr. Rosinha. FLORESTA EM PÉ - O desmatamento é responsável por mais de 70% das emissões

brasileiras de gases do efeito estufa, como o gás carbônico (CO2). Para o relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), ao remunerar a preservação das florestas, o sistema de REDD ajudará a conter o desmatamento no país e a reduzir as emissões brasileiras. Na prática, o sistema cria uma espécie de mercado de carbono interno, em que os créditos por reduzir emissão de gases podem ser negociados, por exemplo, em Bolsas de Valor. De acordo com a proposta, podem ser beneficiadas pelas políticas, programas e projetos de REDD indivíduos ou grupos com propostas de preservação em áreas de florestas em terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas, assentamentos rurais de reforma agrária e propriedades privadas. No caso das propriedades privadas, o governo costurou uma mudança no projeto para assegurar que a remuneração do REDD para áreas de reserva legal e de preservação permanente (APPs) dependam de regulamentação posterior do Executivo. Pelo projeto, o funcionamento do sistema de REDD dependerá também de que o índice de desmatamento anual nacional do país esteja abaixo do índice histórico de desmatamento no Brasil. Se o índice de desmatamento em um determinado ano for acima dos níveis históricos, não haverá unidades de redução (medidas de REDD) para que os projetos de preservação sejam remunerados. “Se aumentar o desmatamento no país, não tem REDD”, afirmou a autora do projeto. SOBERANIA - Na tarde de terça-feira, o secretário-geral da ONU para a Rio +20, Sha Zukang, participou de uma reunião com parlamentares no Senado. Na ocasião, o secretário disse estar “impressionado” com a agilidade do Brasil em relação a temas como o REDD. Sha Zukang reforçou ainda que as florestas brasileiras são de “soberania” dos brasileiros. Pelo projeto, o sistema de REDD poderá ser financiado por fundos nacionais como o de Mudanças do Clima, o da Amazônia e do Meio Ambiente, além de recursos provenientes de acordos bilaterais ou multilaterais sobre clima e acordos decorrentes de ajustes, contratos de gestão e convênios celebrados com órgãos brasileiros. Também podem virar recursos para o REDD no Brasil doações e verbas do Orçamento da União.

PM paraplégico move as pernas com técnica inovadora na Bahia Portal Universidade O primeiro brasileiro a receber o transplante de células-tronco no país está comemorando o resultado da cirurgia. O paciente, que não quis ser identificado, é um policial militar de 47 anos. Ele ficou paraplégico após um acidente no ano de 2002. O tratamento foi realizado há 30 dias no Hospital Espanhol, em Salvador. Células foram retiradas da bacia do paciente por meio de um processo de aspiração, se reproduziram em laboratório e depois foram reimplantadas no local lesionado. Depois que o PM realizou a cirurgia, o volume de sua bexiga foi ampliado de 45 para 300 ml, a massa muscular de suas pernas e

coxas aumentou, e ele é capaz de ficar em pé, utilizando um espaldar – aparelho semelhante a uma escada. O médico neurocirurgião Marcos Vinicius Mendonça, responsável pela cirurgia, informou que apesar dos resultados positivos, é preciso observar o mesmo efeito em outros pacientes. A meta dos profissionais que estão realizando transplante é repetir o procedimento em pelo menos 15 pacientes até o final do ano. A pesquisa com célulastronco é financiada pelo Ministério da Saúde, pela Fundação Oswaldo Cruz, pelo Hospital Espanhol e pelo Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael (CBTC).

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Satélite medirá salinidade dos oceanos Missão que tem a participação do Brasil busca prever as mudanças climáticas e fenômenos como o El Niño VANDENBERG - O foguete Delta 2 que carrega o satélite de observação Aquarius, cuja missão é medir a salinidade das águas oceânicas terrestres, partiu na sexta-feira da base aérea de Vandenberg, na Califórnia. A ignição, às 11h30 (horário de Brasília), ocorreu com um dia de atraso ao cronograma de lançamento. A adiamen-

to por 24 horas serviu para que os engenheiros pudessem rever os planos de voo. O monitoramento dos níveis de sal nos oceanos será feito durante três anos. Os instrumentos da Aquarius são tão sensíveis e precisos, que são capazes de detectar as menores mudanças mesmo a vários quilômetros abaixo do mar.

O propósito do estudo é prever mudanças climáticas no futuro e fenômenos como as correntes do El Niño e de La Niña, que interferem diretamente no tempo. A missão também pretende registrar, com câmeras, ocorrências ambientais como erupções vulcânicas e incêndios florestais. A pesquisa é bancada por

uma parceria internacional que envolve a Nasa (agência espacial dos EUA), o Brasil, o Canadá, a França e a Itália. A nave é de fabricação argentina. Este também é o primeiro de cinco lançamentos espaciais da Nasa que serão realizados pela United Launch Alliance, empresa que reúne os fabricantes de foguetes Lockheed Martin e Boeing.

Sondas lançadas em 1977 enviam dados QUÍMICA As sondas Voyager, da agência espacial americana Nasa, estão atravessando um “mar magnético” para tentar sair do Sistema Solar. As duas naves foram lançadas em 1977 e são responsáveis por colher alguns dos dados mais extraordinários da história da Nasa. Elas agora estão a mais de 14 bilhões de quilômetros da Terra, se aproximando do limite do Sistema Solar. As sondas Voyager continuam enviando dados para o centro de controle da Nasa, no Estado americano no Texas. Cada mensagem demora 16 horas para atravessar a distância no espaço. Nas palavras do astrônomo Eugene Parker, da Universidade de Chicago, a fronteira do Sistema Solar possui atividades energéticas intensas, como se fosse uma “banheira de hidromassagem agitada”. Vários fragmentos de campos magnéticos passam como uma espécie de “vento” pelas sondas. Este processo está formando bolhas de magnetismo com dezenas de milhares de quilômetros de largura. Os pesquisadores afirmam que estas descobertas têm impacto na forma como se entende os raios cósmicos - que são as tempestades de partículas de alta energia que se aceleram na direção da Terra, oriundas de explosões de estrelas e buracos-negros. É provável que a massa de estruturas magnéticas torne o Sistema Solar mais poroso e suscetível a raios cósmicos. NOVA MISSÃO - A observação é de interesse não só para astrônomos, como também para astronautas que precisam se precaver

contra os efeitos dos raios cósmicos na sua saúde - e para engenheiros - preocupados em construir naves e componentes resistentes às partículas de alta energia. Os pesquisadores foram surpreendidos por alguns dos dados revelados pelas sondas Voyage. Eles esperavam que os limites do Sistema Solar seriam mais serenos e com menos atividades magnéticas. Esta é mais uma demonstração entre tantas das capacidades extraordinárias das sondas Voyagers, que continuam gerando dados e novos questionamentos mais de três décadas depois de seus lançamentos. A Voyager 1 chegou ao espaço no dia 5 de setembro de 1977, e a Voyager 2, no dia 20 de agosto do mesmo ano. A missão inicial das sondas era pesquisar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. A tarefa foi completada em 1989. Elas então foram direcionadas rumo ao centro da Via Láctea. O professor Ed Stone, que trabalha com as Voyager desde o começo da missão, diz que nenhuma outra operação durou tanto tempo. Já são 33 anos de funcionamento, e a Voyager ainda possui energia suficiente para durar mais uma década. A tecnologia da Voyager é rudimentar para os padrões de hoje. Os transmissores consomem a energia equivalente a de uma lâmpada comum. Um telefone celular moderno possui 10 milhões de vezes mais memória do que a Voyager. A sua nova missão é explorar os limites do Sistema Solar. Os cientistas não têm certeza sobre o limite final do Sistema, onde começaria uma zona de espaço interestelar.

Tabela periódica tem mais dois elementos Após mais de dez anos de pesquisa, um comitê internacional de químicos e físicos anunciou oficialmente que mais dois elementos foram adicionados à tabela periódica. São eles os ultrapesados elementos 114 e 116, com massas atômicas de 289 e 292, respectivamente. Momentaneamente, receberam os nomes de ununquadium e ununhexium, mas suas denominações definitivas ainda serão definidas. Com a descoberta, feita por cientistas russos do Joint Institute for Nuclear Research, da cidade de Dubna, uma mudança importante ocorreu na tabela periódica: roentgênio e copérnico, que eram os elementos mais pesados até então, com massa atômica de 285 e 272, perderam seus postos para os elementos 114 e 116. Lembrando que a massa atômica é a soma do número de prótons e nêutrons do núcleo de um átomo. Tanto 114 quanto 116 são radioativos. Eles existem apenas por menos de um segundo, antes de perderem massa e assim decaírem para elementos mais leves. Seguindo a progressão da tabela, o elemento 116 decai para o 114, que por sua vez se transforma em copérnico. Todos estes elementos são artificiais, ou seja, não são encontrados na natureza e foram produzidos pelo homem, em laboratório. Todo elemento químico com número atômico (que é o número de prótons em seu núcleo) maior que o do urânio, que é de 92, é artifi-

cial. Esses elementos têm como característica serem radioativos e decaírem em até frações de segundos em substâncias mais leves. Como exceção à regra de que elementos com número atômico maior que 92 não são encontrados na natureza, alguns traços efêmeros de neptúnio e plutônio pode ser encontrados no minério do urânio. Os estudos acerca desses elementos contam com mais de uma década. No ano de 1999, cientistas russos bombardearam o isótopo 244 do plutônio com cálcio 48 e assim produziram um único átomo de 114, que logo decaiu. Foram necessários dez anos de estudos e três de revisões para que a International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) e a International Union of Pure and Applied Physics reconhecessem, no dia 1º deste mês, os elementos como oficiais. Diversos estudos sobre elementos que seriam o 113, 115 e 118 já foram apresentados ao mesmo comitê que oficializou 114 e 116. Os cientistas afirmam que os indícios são bons, mas ainda não encaixam em todos os quesitos para serem declarados novos elementos químicos. NOMES - Os cientistas russos sugeriram os nomes de flerovium para o elemento 114, em homenagem ao químico russo Georgy Flyorov, e moscovium para o 116, em referência clara à capital do país.

Delta 2 levou o satélite de observação Aquarius para missão de três anos

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CASO GIOVANNA

Crime brutal que chocou Alagoas Nesta semana, O JORNAL refez os últimos passos da estudante Giovanna Andrade e ouviu familiares e amigos sobre a morte Fotos: Marco Antônio

Láyra Santa Rosa Repórter

APolícia Civil alagoana tem mais um mistério para desvendar. Na última semana, mais um homicídio de repercussão aconteceu na cidade, envolvendo uma jovem de classe média e que pode ficar sem respostas. A história se repete, só mudam os personagens. Desta vez, a vítima é uma mulher de 28 anos, chamada Giovanna Tenório Andrade, carinhosamente chamada pelos amigos e familiares de Gi. Estudante de fisioterapia, do Cesmac, ela estava prestes a terminar o curso, na área de saúde, que tanto sonhou. Amorte da jovem chocou a população alagoana, pela forma brutal como aconteceu. Ela foi encontrada morta na tarde da última segunda-feira (06), na Fazenda Urucum, na Zona Rural de Rio Largo, após ficar desaparecida por quatro dias. Desde então, várias hipóteses surgiram sobre o que pode ter acontecido com Giovanna Andrade. O crime está sendo um mistério, com direito a romance extraconjugal, suposto envolvimento com drogas e um casal já apontado por toda a sociedade, como principal suspeito do crime. O fato é, que desde então, existe uma incansável busca por respostas, por

parte da família, amigos e de todos os alagoanos, que esperam ansiosos pelo desfecho de mais esse caso. Na última quinta-feira, a polícia conseguiu localizar o atual aparelho telefônico da jovem, que estava sumido desde o dia em que Giovanna desapareceu. Ele teria sido supostamente vendido, na Feira do Rato, a um vendedor de bananas, que coincidentemente ou não, mora na Rua Íris Alagoense, no Farol, próximo de onde a jovem cursava fisioterapia e foi vista pela última vez por amigos. O aparelho foi encontrado através da quebra de sigilo telefônico, onde foi descoberto que o chip utilizado por Giovanna ficou ligado até às 12 horas do dia dois de junho. O vendedor de bananas, que está tendo o nome preservado pela polícia, pode ser a peça-chave para desvendar esse crime. Ele já prestou depoimento na Delegacia Antissequestro e negou qualquer envolvimento com a morte da estudante e afirmou que já repassou o aparelho no mesmo local onde comprou. A polícia trabalha agora, para tentar recuperar o telefone e espera o resultado da quebra de sigilo telefônico, de uma série de pessoas que podem estar envolvidas com o crime.

Giovanna Andrade Tenório estava concluindo curso de Fisioterapia

Peritos examinam corpo encontrado em canavial em Rio Largo

Dias de espera entre orações e agonia Foram quatro dias de busca pelo corpo da estudante Giovanna Andrade. Panfletos com fotos e cartazes foram espalhados por toda a cidade. Depois de muitos telefonemas falsos, foi na tarde de segundafeira (06), que uma ligação feita por trabalhadores rurais informaram a família que o corpo de uma mulher, de cabelos longos e loiros, vestindo roupas brancas e tênis, tinha sido encontrado e confirmou a triste notícia. O corpo da bela Gi, que tinha como principal característica o sorriso doce, estava em avançado estado de composição, já que provavelmente ela foi morta no mesmo dia que

desapareceu, na quinta-feira (02). Enrolado em lençóis e toalhas, numa espécie de casulo, o corpo estava com as mãos e pés amarrados por fitas de naylon. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, elaborado pelo médico legista Luciano César Ataíde, entregue a Polícia Civil na última quinta-feira, a estudante sofreu asfixia mecânica por estrangulamento. Apesar de ter vários hematomas pelo corpo, o laudo do IML constatou que Giovanna não foi agredida, porém, o médico não teve condições de analisar se ela teria sido violentada ou não. (L.S.R.)

Polícia mantém sigilo nas investigações APolícia Civil através do delegado Francisco Amorim Terceiro, da Delegacia Antissequestro, prefere manter o sigilo sobre o andamento das investigações. Acredita que qualquer informação passada antes de uma conclusão, pode atrapalhar a elucidação do caso. A família de Giovanna tenta se recuperar da perda, não deixar que denigram a imagem da jovem que foi vítima e evitar que os culpados pela morte fiquem impunes. Enquanto, a defesa dos supostos envolvidos no crime, o empresário Antônio de Pádua Bandeira, o “Toni”, e sua esposa, a estudante Mirella Granconato, tentam evitar o préjulgamento que tem sido feito pela sociedade. O empresário teria tido um envolvimento com Giovanna, num período que estava separado de Mirella, por cerca de cinco meses. A jovem que foi assassinada não sabia que Toni era casado, descobrindo apenas no dia em que Mirella encontrou com os dois numa boate, na Ponta Verde e acabou agredindo Giovanna. Os dois teriam terminado o relacionamento e o empresário voltado para a esposa. Desde então, a informação de amigos da família são de que Mirella passou a fazer ameaças de morte contra Giovanna. Existem mensagens gravadas em um aparelho celular, que

já está em poder da polícia, que comprovam as ameaças. Esse aparelho era usado pela estudante de fisioterapia até o final do ano passado, quando deixou de ser utilizado por ser trocado por um novo. Apesar disso, as mensagens continuaram gravadas e podem servir como provas para esse crime. Os textos constavam palavras de baixo calão e ameaças de morte. De acordo com o advogado Welton Roberto, que vai participar do caso como assistente de acusação, existem várias mensagens, do período de setembro de 2010, que mostram ameaças de Mirella Granconato contra Giovanna. Em um dos textos “Você não é a única p... que ele teve. Vou fazer com que você seja a última, diz o texto enviado no dia 30 de setembro do ano passado, que já está em poder da polícia”, contou. Ainda conforme Welton Roberto, uma testemunha chave no caso deve ser ouvida pela polícia nos próximos dias. Ela viu a estudante entrar espontaneamente em um carro preto, e logo em seguida tentar sair após ver uma terceira pessoa dentro do carro. “Por isso vamos pedir a quebra do sigilo telefônico e que o casal apresente um álibi. Se conseguirem, eles poderão ser retirados da cena do crime. Esses dois pontos são fundamentais para esclarecer mais o caso”, destacou o advogado. (L.S.R.)

Família busca na religião forças para recomeçar Há uma semana, a vida da família de Giovanna Tenório sofreu mudanças drásticas. Até a quintafeira (02), a estudante de fisioterapia era a única dos três filhos de Catarina Tenório que morava com ela, num condomínio de classe média, no bairro de Jaraguá. Uma menina alegre, que estava empenhada na conclusão do curso de fisioterapia, que deveria acontecer no próximo ano. Dedicada à profissão que escolheu seguir, ela já participava de estágios na área, realizando atividades com moradores da periferia de Maceió. A família, que está bastante abalada com a tragédia, ainda tenta entender o que pode ter acontecido e busca na religião, a esperança e a força para continuar. A preocupação da família neste momento é descobrir quem fez e o porquê da violência contra Giovanna, além de tentar mostrar para a sociedade que a jovem não era nenhuma promíscua, como algumas pessoas tentaram espalhar. “Giovanna era meiga, alegre, gostava de sair como todo jovem

de sua idade. Sempre ia para a Igreja. Tenho certeza que ela jamais se envolveria com um homem casado. Somos filhos de pais separados, sofremos com isso e fomos criados sabendo que isso não era certo. Minha irmã jamais faria isso”, contou o engenheiro elétrico, Francisco Xavier de Andrade Netto, 30, irmão mais velho de Giovanna. De acordo com o relato do irmão da estudante de fisioterapia, Giovanna sempre foi bastante paquerada. “Ela era muito bonita e sempre teve meninos a paquerando. Minha irmã nunca precisou correr atrás de homem nenhum. Fomos criados para os estudos, sabendo que só assim poderíamos melhorar de vida e não para arrumar casamento rico”, afirmou. “Em relação a esse rapaz Antônio, o que sabemos é muito pouco e tudo contado por amigos. Não sei quem ele é e nem quem os apresentou. Só tenho certeza que se minha irmã soubesse que ele era casado, não teria se relacionado com ele”. Francisco Xavier acredita que

a personalidade dócil e ingênua da irmã foram atrativos para ela se envolver com pessoas de caráter duvidoso. “Ela era uma pessoa boa, que não tinha inimigos. Acho que por ser ingênua, acabava se envolvendo muito rápido com as pessoas, tanto quem em dez minutos de conversa, a pessoa se tornava o melhor amigo. Ela não conseguia enxergar maldade nas pessoas. Para mim foi esse fato da sua personalidade, que aproximou ela de pessoas com caráter duvidoso”, relatou. Ainda segundo o irmão da jovem, nos últimos meses ela estava mais caseira e geralmente só saia de casa para a faculdade, assim como fez no dia em que desapareceu. “A gente ainda não acredita que aquele corpo era da minha irmã. Para todos nós, ela ainda está viva. Nesse momento estamos buscando forças em Deus, já que temos fé que o culpado será punido, seja pela Lei dos homens ou a Deus. Não queremos vingança, apenas paz. Minha irmã era uma menina tranquila. Esse ano estava dedicada

aos estudos e vinha se esforçando para subir na vida como profissional”, falou. O engenheiro elétrico relatou ainda, os momentos vividos pela família do dia do desaparecimento até o momento que o corpo encontrado foi identificado como sendo de Giovanna. “Eu estava em Minas Gerais quando minha mãe ligou contato que a Gi tinha desaparecido. Desde então, iniciamos uma campanha para tentar localiza-la, só que para mim, pelo que conhecia da minha irmã, tinha certeza que o pior tinha ocorrido. Ela nunca saiu de casa sem avisar onde estava ou ficava sem falar com minha mãe. A Giovanna era extremamente responsável.”, disse. “No dia que encontraram o corpo, percebi algo estranho. Queriam arrumar uma passagem para eu vim à Maceió de todo jeito, tentaram me esconder, mais pedi que me dissessem o que tinha ocorrido. Eu prefiro pensar que minha irmã ainda está viva e não era aquele corpo encontrado”. (L.S.R.) (Continua nas páginas A10 e A11)

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Família prefere não especular sobre motivações

Francisco Xavier, irmão de Giovanna, acredita que justiça será feita

Sobre os possíveis criminosos, Francisco Xavier preferiu não fazer nenhuma acusação e deixar o caso com a polícia. “Não conheço esse rapaz ou essa moça que aparecem como suspeitos. O que sabemos é que existiram ameaças e algumas agressões contra a minha irmã. Não vou acusar ninguém. Prefiro que a polícia faça seu trabalho e acredito que a Justiça será feita. Inclusive, ele ligou para minha irmã, para dizer que não tem nada com isso”, colocou. “Estamos sofrendo muito. Foi um crime bárbaro, de quem estava com muita raiva. O que não entendemos, é porque fizeram isso com ela. Nada que ela possa ter feito, justifica essa situação. Somos pessoas de bem, integras que jamais imaginávamos passar por uma situação como essa. Agora vamos tentar continuar vivendo”. Muito abalados com a perda drástica e de forma cruel, colegas

de faculdade e alguns amigos de Giovanna fizeram um pacto para não falar sobre o caso. Aqueles que ainda se arriscaram a comentar, preferiam manter a identidade preservada, por temer a violência, como foi o caso de uma amiga de infância, que estudou com Giovanna desde o primário na antiga Escola Deraldo Campos. Ajovem disse está muito abalada, principalmente com as informações falsas que estariam tentando denegrir a imagem da estudante de fisioterapia. “Ela era uma menina meiga, cheia de amigos. Nada do que estão dizendo dela sobre envolvimento com drogas ou caso amoroso é verdade. Ela era integra, tinha pavor de drogas e se envolveu com esse rapaz sem saber”, afirmou a amiga. “Ela era religiosa, teve uma educação cheia de princípios. Era amiga do mais rico ao mais pobre, sem preconceito ou diferença. Não tinha inimizades com ninguém,

sem falar que não merecia morrer da forma que fizeram”. A jovem contou ainda, que nunca teve informações sobre as ameaças que Giovanna vinha recebendo. “Se soubesse de algo, tinha ido com ela na polícia prestar queixa. Acredita que ela nunca comentou isso comigo, por saber que sou advogada e que não iria ficar quieta. Jamais deve ter passado na cabeça dela que algo pior poderia acontecer. A única coisa que ela dizia é que não queria cruzar com essa moça (Mirella) de forma alguma, até porque ela foi agredida duas vezes, chegando a ficar roxa depois de um chute que levou”, relatou. “A morte da Giovanna foi uma perda irreparável. Estou sofrendo muito com essa situação. Espero que a polícia chegue até os culpados e que eles sejam punidos. Nesse momento estamos todos com muito

medo dessa violência, inclusive minha mãe sofre de síndrome de pânico, que se agravou com a morte da Giovanna”. Uma outra amiga da estudante de fisioterapia, a advogada Lavínia Rocha, também relembrou Giovanna, mais preferiu não comentar sobre as ameaças de Mirella “Nós conhecíamos há onze anos. Sempre estávamos juntas e conversando. Ela era calma, tranquila, companheira e doce. Jamais se envolveria com qualquer tipo de droga, a única coisa que fazia era beber esporadicamente, como qualquer jovem da nossa idade faz”, falou. “Em relação ao crime prefiro não falar nada. Tudo que a gente sabia, já foi dito e passado para a polícia. O que nos resta agora é esperar que eles descubram quem fez isso com a Giovanna e a verdade apareça”. (L.S.R.) Fotos: Marco Antônio

Mirella e Toni durante coletiva acompanhados do advogado criminalista Raimundo Palmeira

As últimas horas de vida de Giovanna Tenório Tudo parecia um dia normal. Giovanna teria saído de casa pela manhã, para se reunir com uma amiga e discutir o trabalho de conclusão de curso. Ela passou a manhã no Cesmac, onde cursava fisioterapia. Um vídeo do circuito de segurança da instituição, divulgado na última semana, mostra a estudante caminhando normalmente, entrando na sala de aula, tomando água e deixando o prédio. Ela teria dito às amigas que iria almoçar com um colega, no restaurante Salute, que fica localizado próximo ao Cesmac. Na última semana, O JORNAL percorreu o que deveria ter sido os últimos passos de Giovanna e constatou que seu percurso seria de menos de vinte minutos, caso tivesse sido percorrido.

Giovanna deixou o prédio por volta das 12h, da quintafeira (02), quando utilizou o telefone pela última vez. Ela saiu da Rua Odete Pacheco, onde funciona a Clínica de Fisioterapia. Deveria ter caminhado pela Rua Íris Alagoense, entrado na Gonçalves Dias, cruzado a Thomaz Espíndola e chegado ao restaurante Salute, que fica em frente ao Colégio Madalena Sofia, na Rua Dr. Zamenhof, numa caminhada de no máximo dois quilômetros. Fato que não aconteceu. Quando desapareceu, Giovanna trajava a roupa que usava normalmente no estágio: calça comprida branca, blusa branca com babados também brancos e bolinhas lilás, e tênis brancos.

Mirella Ganconato confirmou atritos com Giovanna no ano passado

Usava um cinto roxo e levava uma bolsa também roxa. A bolsa e todos os documentos da jovem, desapareceram e ainda não foram encontrados pela polícia. Giovanna iria se encontrar com um amigo identificado como Beto, que depois do caso não foi localizado pela imprensa. Alguns funcionários da instituição, que conheciam a jovem e preferiram não se identificar, por ordem do Cesmac, contaram que ela era uma menina tranqüila e que ninguém na rua, teria visto qualquer ameaça ou agressão naquele dia. “Ela entrou no carro de alguém conhecido. Essa rua é muito movimentada e não houve nenhuma situação de agressão. É comum o

pessoal pegar carona por aqui, ela como não tinha carro, não era diferente”, disse. “Esse é mais um mistério para polícia revelar. Essa menina aparentava ser bem educada, sempre passava por aqui falando com a gente. Tinha um comportamento normal”. O dono de uma revendedora de água, que fica na rua Gonçalves Dias, também comentou que sempre via a jovem caminhando pela região. “Ela estudava com minha sobrinha e a gente sempre cruzava com ela caminhando por aqui. Pelo que falaram era uma menina boa e cheia de amigos. Nunca demonstrou comportamento ruim em nada. É uma pena que as pessoas sejam tão cruéis”, disse Darci Cavalcante. (L.S.R.)

Toni Bandeira não negou o relacionamento amoroso com a vítima

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“O fato é que não existe cidadão acima de qualquer suspeita” Um crime brutal, cometido de forma fria e cruel. Todos os indícios apontam para uma motivação passional. Pelo menos, essa é a principal linha de investigação que tem sido seguida pela Polícia Civil nos últimos dias, para tentar chegar a uma resposta sobre o assassinato de Giovanna Andrade. O psicólogo Franklin Barbosa Bezerra, supervisor da clínica escola de psicologia do Cesmac, em entrevista ao O JORNAL tentou analisar o caso e traçar o perfil de um possível assassino. “As características desse assassino são de um psicopata. Não de um doente mental, que

isso fique bem claro, mais de uma pessoa que está disposta a matar a qualquer preço e que não valoriza em nada a vida. O crime foi praticado contra uma mulher, provavelmente por uma pessoa insensível, com características anti-sociais e perversidade. É um individuo mal, cruel e com características de ser calculista”, contou o psicólogo. Para Franklin Barbosa o crime tem características de vingança, apontando para a passionalidade. “Não podemos dizer o que aconteceu exatamente até porque isso é papel da perícia e da polícia. Porém se analisarmos a forma que o corpo foi encon-

trado e as agressões que ela deve ter sofrido antes de morrer, tudo caminha para um crime por vingança. Foi alguém que estava com muita raiva dessa moça”, disse. “Podemos analisar ainda, que esse crime não foi algo bem calculado, já que normalmente o criminoso tenta desaparecer com o corpo. Esse foi encontrado numa área que tinha certo movimento e que deixa provas para trás. Pode ter sido feito por alguém não tão experiente, já que o criminoso sabe se livrar das evidências”. Já em relação ao comportamento da sociedade em apontar o casal como culpados, antes

mesmo da polícia se pronunciar, o psicólogo acredita que essa foi a forma encontrada de não deixar o caso ficar impune. “As pessoas tem medo que mais esse crime fique impune, então pega qualquer boato e já tenta encontrar os culpados. Sem falar que a sociedade sabe de muita coisa e ela não acusa sem fundamento. Pode ser que a sociedade saiba mais”, falou. “Infelizmente, estamos vivendo numa sociedade que é psicopata, onde o mundo se tornou incessível, naturalizando a violência. Hoje, mata-se por qualquer coisa. O fato é que não existe cidadão acima de qualquer suspeita”. (L.S.R.)

Especialista em perfis criminosos, Bezerra acredita em crime passional

Toni e Mirella falam à imprensa Ainda na última semana, o empresário Antônio de Pádua Bandeira, o “Toni”, e sua esposa, a estudante Mirella Granconato, apontados por amigos de Giovanna Andrade, como principais suspeitos de sua morte, concederam uma entrevista para negar qualquer envolvimento com o crime. Ele estava aparentando tranquilidade, ela mais abatida e nervosa. A estratégia de defesa usada pelos dois, foi a de atribuir a ‘culpa’ pelos constantes contatos telefônicos à Giovanna Andrade. De acordo com Mirella a última vez que ela falou com a estudante foi em setembro. “Tudo começou em setembro e terminou em setembro. Ela foi o pivô da minha separação. Em outubro reatamos”, afirma. A respeito da discussão que teve com Giovanna em uma boate na Ponta Verde, Mirella disse que foi em setembro e que na ocasião não sabia do relacionamento entre ela e Toni. “Os encontrei com uma outra pessoa saindo da boate e, até então, achava que eram duas amigas dele. Quando estava discutindo com Toni, a Giovana se intrometeu e foi aí que começou a discussão. Teve alguns empurrões e minha irmã nos separou. Foi só esse contato que tive com ela depois daí não a encontrei mais. Ela que ainda ficava ligando pra ele”, ressaltou. Já o empresário, negou que tenha namorado com a vítima, mas confirmou que manteve um relacionamento por de três ou cinco meses. Ele relata que a viu pela última vez dia 15 de março quando havia pedido a jovem, que estudava na mesma faculdade que ele, algumas coisas para efetuar o pagamento do boleto dele que estava atrasado. “Ela estava na porta da minha sala e pediu que eu a levasse em casa. Essa foi a última vez que eu vi a Giovanna”, diz. Tony afirma que ainda teve contato com a jovem no dia do seu aniversário por telefone. “No dia que ela desapareceu a irmã dela ligou pra mim e perguntou se ela estava comigo e se tinha almoçado comigo. Eu disse que não e fiquei preocupado. Cheguei a ligar para alguns contatos”, relatou, ao acrescentar que Giovanna namorou um amigo dele de Rio Largo conhecido por Birinha. (L.S.R.) Marco Antônio

Peritos examinam local do crime

Entidades em defesa da mulher falam sobre o crime As entidades ligadas ao movimento de violência contra a mulher estão bastante preocupadas com o crime, já que esse é mais um caso cruel, que mostra um índice que não para de crescer e tem o sexo feminino como vítima. “Não tivemos acesso ao laudo para saber se houve violência sexual, mas sabemos que ela foi morta de forma cruel e isso tem nos assustado. Estamos vivendo um momento, onde apesar de todo o trabalho de combate, os casos de violência contra a mulher continuam crescentes”, contou Eulina Neta, presidente do Conselho

Municipal da Condição Feminina. De acordo com Eulina Neta um fato que chama a atenção é a postura da sociedade, em querer apontar certos comportamentos da vítima como justificativa para o crime. “Ela não pode ser apontada como responsável por esse assassinato violento. Ela foi vítima. Nada justifica esse crime e sabemos que estão querendo atribuir a fatos da vida da vítima, para denegrir a imagem”, disse. “Foi um crime passional, como muitos que ocorrem contra mulheres. Quem fez foi cruel e não foi apenas para

assustar. É muito preocupante que estejam expondo a vida dessa jovem e de sua família, para tentar tirar a culpa dos envolvidos”. A presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina falou ainda que esse não é o primeiro e não será o último caso de violência contra a mulher registrado em Maceió. “Só este ano, tivemos cerca de vinte e quatro mortes de mulheres, por motivos passionais, sem falar das inúmeras agressões. É preciso que exista punição, já que nós mulheres, acabamos ficando a mercê dessa violência que não para de crescer. Temos

que mudar nossas posturas e passar a respeitar a figura feminina”, completou. Algumas órgãos de imprensa tem associado a morte de Giovanna Tenório ao assassinato da atriz Daniella Perez, em dezembro de 1992. A atriz foi morta pelo também ator Guilherme de Pádua e sua esposa na época, Paula Thomaz. Pádua e Daniella viviam par romântico, na novela de Corpo e Alma, fato que despertou o ciúme de Paula Thomaz e o motivo para que o crime fosse realizado. A jovem atriz que na época tinha 22 anos foi en-

contrada assassinada, com 18 golpes de tesoura, depois de mais um dia de gravações, em um matagal da Barra da Tijuca. Antes de confessar a autoria do crime, Guilherme de Pádua procurou Glória Perez e o ator Raul Gazolla, marido de Daniella, para prestar solidariedade. O que esse caso tem em comum com o de Giovanna é a possível passionalidade do fato e maneira como o corpo foi abandonado. Já que a morte, pode ter sido cometido por um casal, jovem e motivado por ciúmes da esposa, fato esse que ainda terá que ser comprovado pela polícia. (L.S.R.)

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Sururu está desaparecendo das lagoas Pescadores denunciam que molusco está sumindo e que não recebem auxílio-defeso nesta época de escassez Valdete Calheiros Repórter

Os pescadores das Lagoas Mundaú e Manguaba estão pedindo socorro. A maior fonte de renda da população pesqueira, o Sururu, está desaparecendo das águas doces alagoanas. Os que ainda resistem na profissão estão catando sururus cada vez menores, mais escuros e em menor quantidade. Há cerca de três anos, os 1.184 pescadores de sururu das lagoas Mundaú e Manguaba conseguiam apanhar cerca de cinco toneladas de sururu por dia. Hoje, conseguem apenas 100 quilos. Os cálculos são da presidente da Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas (Fepeal), Maria Eliane da Conceição dos Santos Moraes, e representam a angústia dos pescadores que não mais encontram, na água, o “pão” para suas famílias. A poluição e as chuvas são os fatores apontados pela classe como responsáveis pela escassa produção. “Aliado aos problemas naturais e os causados pelo homem, está o fato de os pescadores das lagoas não receberem

o defeso da fauna aquática no período em que estão sem poder pescar”, disse Maria Eliane. Conforme a presidente da Fepeal, os pescadores do mar e do rio têm direito ao beneficio, sempre que estão impedidos de pescar. O defeso do camarão acontece de 1º dezembro a 31 de maio, da lagosta, de dezembro a maio, e do caranguejo, de janeiro a março. A desova da tartaruga também tem que ser respeitada e ocorre entre os meses de setembro a março. “Os pescadores das lagoas não recebem o defeso porque, segundo o Ibama, as espécies não desovam na lagoa e, sim, no rio. Quando as espécies retornam à lagoa já estão em um tamanho, em que a captura é possível. Infelizmente, não são observados os problemas sociais pelos quais os pescadores passam diante da escassez de sururu ou mesmo de algumas espécies de peixes”, esclareceu. Antes, relembra, era fácil achar tainha, camurim, carapeba, curimã e tilápia. “Hoje, mal aparecem nas redes de pesca mandi e mororó, peixes muito parecidos com cobra e que, praticamente,

não agradam o paladar dos consumidores”. Apresidente da Fepeal reafirmou as idas, em vão, da entidade em busca de organismos governamentais e representantes da sociedade alagoana que possam ser

parceiros e queiram colaborar para a defesa das causas dos pescadores e, ao mesmo tempo, pelo fortalecimento do pescador. “O poder público não está aliado à pesca. Durante muito tempo, a atividade foi vista como apenas

extrativista. Não havia a preocupação com a piscicultura, por exemplo”. No inverno do ano passado, a Federação conseguiu 3.700 cestas básicas para os pescadores. Neste inverno, quan-

do a cata de sururu e a pesca de peixe diminuem consideravelmente, a Federação não conseguiu qualquer tipo de ajuda e os pescadores estão passando por dificuldades financeiras.

Fotos: Arquivo

Na lagoa Manguaba já é difícil encontrar espécies típicas como o bagre

Pedreiro ou catador de papel: opções quando Eliane da Conceição fala da angústia do pescador que não consegue pescar

Devido à falta de ajuda do poder público e da falta de perspectivas de dias melhores dentro d´água, os pescadores estão abandonando a pesca e “virando” serventes de pedreiro ou

catadores de papel. Diferentemente de Alagoas, a pesca é bastante rentável em outros Estados nordestinos. No Rio Grande do Norte, o salário médio do pescador é de três sa-

lários mínimos. Em águas alagoanas, o pescador mal recebe um salário mínimo. Em Alagoas, existem 38 colônias de pescadores, das quais cinco em Maceió. Em todo o

Estado existem cerca de 40 mil peacadores. Há alguns anos, os pescadores conseguiam sustentar famílias de até nove filhos. Hoje, mal conseguem dinheiro suficiente


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Barracas demolidas pioram situação de quem depende do molusco Há quinze dias, para piorar ainda mais o quadro que ronda a pesca alagoana, agentes das superintendências municipais de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) e de Limpeza Urbana (Slum), alémda Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) demoliram pelo menos dez barracas lo-

calizadas às margens da Mundaú. A demolição atingiu diretamente mais de 100 famílias. Na operação, os órgãos municipais avisaram que novas demolições serão feitas. Devido à demolição, pescadores associados à Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas e à Colônia

de Pescadores do Vergel se reuniram na tarde da última quarta-feira com representantes da Secretaria de Pesca e Aquicultura de Alagoas para discutir a situação das barracas de beneficiamento do sururu na região da orla lagunar. A demolição das barracas faz parte do projeto de lim-

peza da lagoa e do passeio público da região da orla lagunar, compreendida no trecho entre o Porto da Lancha e o Sobral. O projeto é desenvolvido pela prefeitura de Maceió. Os agentes retiraram entulho, entre outras irregularidades, de acordo com o Código Municipal de Lim-

Pescadores apresentam problemas durante reunião na sede da federação

peza Urbana. A presidente da Federação dos Pescadores, Maria Eliane da Conceição dos Santos Moraes, disse que a comunidade foi surpreendida com a derrubada de mais de dez barracas. “Já estamos passando por uma fase difícil de baixa produtividade por causa da chuva e da poluição, fatores que impedem a reprodução dos mariscos e arrasta o lixo para lagoa. Agora, desde a derrubada das barracas que serviam para a limpeza, tratamento e comercialização do sururu, a situação está bem pior”, contou. O advogado e representante jurídico da Confederação Nacional de Pesca e Aquicultura e da Federação em Alagoas, João Onuki, destacou que o projeto de revitalização e limpeza da orla lagunar é benéfico à própria população de pescadores. No entanto, não pode ser feito sem que a prefeitura forneça condições de estrutura e apoio social às pessoas que dependem da lagoa para tirar o sustento da família.

Na última quarta-feira, a Federação enviou um ofício à prefeitura e ao governo do Estado sugerindo providências para melhorar a assistência aos pescadores. Entre as sugestões, a de fazer o levantamento quantitativo de barracas a serem demolidas, cadastramento de pescadores e marisqueiras do local, implantação de barracas adequadas e contêineres de lixo na orla. “Se as estruturas estão em situação de irregularidade e em conservação precária é por razão da falta de assistência e orientação do poder público”, dizia um trecho do ofício. Até o fechamento desta edição, nem o Estado nem a prefeitura haviam respondido ao ofício. Pescadores e marisqueiras não sabem mais o que fazer. A cena é desolação. No entanto, a presidente da Fepeal, Maria Eliane da Conceição dos Santos Moraes, disse que a luta está apenas no início. Aprimeira mulher a presidir a entidade, criada há 91 anos, disse que tem fibra de pescador e sabe aguardar, junto aos demais pescadores, a melhora da maré. Larissa Fontes

Pescadores dizem ser cada dia mais difícil encontrar sururu em grande quantidade

o falta trabalho para o pescador na lagoa para sustentar a própria esposa. Cada um dos catadores de sururu consegue empregar indiretamente mais seis pessoas, dentre as quais a própria esposa e mais cinco pessoas que

vivem de catar o sururu do casco. A profissão passa de geração a geração. Os pescadores se iniciam na atividade muito cedo. Legalmente, já são considera-

dos pescadores aos 14 anos. Eles conseguem trabalhar até os 60 anos de idade. No caso de pescadoras, elas param aos 55 anos. Hérnia de disco e mão de garra (quando os dedos quase

não se movimentam e parecem garras de animais devido aos movimentos repetitivos por longos anos) são os problemas de saúde mais comuns a essa atividade.

Lixo e assoreamento prejudicam o crescimento das espécies lacustres


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Congresso vai debater transformações Considerado sucessor de Chico Xavier, Divaldo Franco vem a Maceió discutir mudanças e fenômenos terrestres Yvette Moura repórter

“Estamos vivendo a grande transição!”, disse Divaldo Pereira Franco, em entrevista, sobre o momento atual da Terra. As palavras do médium espírita baiano são uma resposta aos questionamentos vários, que têm se tornado cada vez mais frequentes, em torno das calamidades ocorridas constantemente, mundo afora, e das chamadas “mortes coletivas”. Programado para vir a Maceió nos dias 1, 2 e 3 de julho, ele será o responsável pela conferência de abertura do I Congresso Espírita Alagoano, cujo tema central é “A

Transformação do Homem Na Era da Regeneração”. Durante o evento, que acontecerá no Centro de Convenções de Maceió, Divaldo – considerado o maior tribuno espírita da atualidade e a maior representatividade do Espiritismo depois de Chico Xavier – também realizará um seminário para os participantes do congresso sobre a transição planetária. “Cabe ao Espiritismo, doutrina racional, esclarecer que essas calamidades fazem parte de um processo; um processo de mudança”. Esclarece o divulgador, concordando com o objetivo principal do congresso, que está sendo organizado pela Federação Espírita do

Estado de Alagoas. Para o médium, é necessário que ocorram essas mudanças, tanto de natureza sísmica, dos fenômenos geológicos, quanto de natureza emocional, social, psicológica e econômica. Principalmente por causa da grande transição moral por que deve passar a sociedade a partir dessas catástrofes. “A destruição é uma lei de Deus. É necessário que tudo se destrua para renovar-se. Porque vivemos no mundo das formas e a realidade do mundo é outra. Vivemos o mundo biológico – principalmente os seres vegetais, animais e humanos –, e esse processo é de transformações incessan-

tes”, explica. A grande preocupação do conferencista no momento atual é a maneira como as pessoas estão enfrentando essas mudanças, uma vez que, segundo ele, os sobreviventes das calamidades perdem “o endereço de si mesmas”, a referência de lar e de família. “Vivemos, então, os transtornos dessas mudanças. Não haverá, portanto, o aniquilamento da vida na Terra; o fim do mundo; a destruição”, procura tranqüilizar aqueles que se deixam impressionar pelas predições negativistas do futuro. “Haverá a morte, sim. Mas a morte é um fenômeno biológico, e esse fenômeno biológico faz parte da vida”, sugere.

Divaldo Franco: “Não haverá o aniquilamento da vida na Terra”

Transição Planetária é o novo livro

Mais de 13 mil conferências

Para Divaldo Franco, morrer, seja em um acidente ou num leito de conforto, é apenas uma questão de ordem emocional, pois encerra apenas um ciclo da vida, mas não a vida, porque se continua a viver. “Dessa maneira, essas calamidades, que tanto chocam, estão dentro do mapeamento das nossas necessidades evolutivas, e essas expiações coletivas fazem parte da nossa evolução”, conclui. Na sua passagem por Maceió – nos três primeiros dias de julho em que se dará o congresso espírita –, o tribuno baiano vai aproveitar para lançar, em terras alagoanas, um dos últimos livros psicografados por ele. “Transição Planetária”, de autoria do espírito Manoel

Natural de Feira de Santana, interior da Bahia, Divaldo Franco é considerado um apóstolo do Espiritismo, tendo já proferido mais de 13 mil conferências em mais de 64 países dos cinco continentes. Aos 83 anos – 63 devotados à causa Espírita e às crianças excluídas da periferia de Salvador –, o médium cumpre uma agenda anual de trabalhos intensos, que vão desde a dedicação aos mais de 600 filhos adotivos (hoje, com mais de 200 netos e bisnetos) até as viagens internacionais para representar o Espiritismo fora do país. Na instituição criada com o amigo Nilson Pereira,

Philomeno de Miranda, é uma obra que explica exatamente os fenômenos físicos que estão mudando a estrutura do planeta, como as tsunamis, os terremotos, entre outros flagelos coletivos. “O que está acontecendo mesmo é a transição planetária, através da qual a Terra passará da condição de expiação e de provas pra um planeta de regeneração; um mundo mais feliz”. Afirma o médium, dando “uma palhinha” do que será desenvolvido no seu seminário. Para Divaldo Franco, boa parte desse estado de coisas poderia ser evitada pelo próprio homem, não fosse a sua imprevidência e invigilância. Isso sem falar nos interesses políticos e

nos outros tipos de calamidades que o mundo está enfrentando na atualidade, como a poluição mental, a poluição moral e a poluição do egoísmo. Mas ao ser questionado sobre como seria esse mundo tão propagado pelo Espiritismo nos últimos anos, o seu semblante muda, a sua voz ganha mais suavidade, e o médium responde, propondo mudanças comportamentais: “Este mundo de regeneração desenha-se de modo fascinante – após as grandes dores, as alegrias. Mas antes que essas dores aconteçam, não seria o caso de mudarmos a atitude mental, de geramos mais fraternidade, e mantermos a nossa família dentro de um clima de respeito, equidade e justiça”? (Y.M.)

atende diariamente cerca de tos autorais dos mais de 250 três mil crianças, adolescen- livros psicografados por ele. tes e jovens carentes, em reEntre as muitas gime de semi-internato e homenagens já receexternato. O combidas por Divaldo, plexo promove atidestacam-se o título vidades socioedude Embaixador da cacionais com escoPaz no Mundo, recelas de ensino funbido junto com NilSão 63 anos son Pereira, em dedamental e médio, além de aulas de dedicados à zembro de 2005, coninformática, cerâcedido pela Emcausa mica, panificação, baixada Universal da espirita reciclagem de Paz, em Genebra, e o papel e bordado, de Embaixador da entre outras. A Bondade No Mundo, Mansão do Camirecebida do monge tinho também possui betano Kelsang Pabibliotecas, centro wo, pela Fundação Kelsang médico e laboratóPawo, que se dedica à proterio de análises clínicas. To- ção de crianças em perigo no dos os trabalhos são manti- mundo – na Inglaterra, em dos pela venda e pelos direi- junho de 2008. (Y.M.)

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Lei quer estender aos obesos atendimento prior Atendimento preferencial em filas de banco e supermercado, assentos especiais em ônibus e aviões são alguns dos benefícios Sumaia Villela Repórter

Responda rápido: se, em um ônibus lotado ou fila de banco enorme, uma pessoa obesa pedisse a preferência no atendimento/assento, o que você faria? Para evitar que essa continue sendo uma escolha pessoal, baseada no bom senso, um Projeto de Lei foi aprovado no Senado para incluir os obesos mórbidos – aqueles com massa corporal igual ou maior que 40 – na lista de pessoas que devem receber atendimento prioritário. O Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 578, foi proposto em dezembro de 2009 pela exsenadora Serys Slhessarenko

(PT-MT). Ele pretende alterar a Lei 10.048/2000 para estender às pessoas com obesidade mórbida o direito ao atendimento prioritário já assegurado a indivíduos com mais de 60 anos (idosos), gestantes, lactantes, deficientes e usuários acompanhados por criança de colo. A modificação pode parecer um detalhe, mas tem tudo para mudar completamente a vida e até a auto-estima de muita gente que já passou daquela fase de “gordinho”. Maria de Lourdes dos Santos, 36, é uma delas. Com 155kg e 1,58m, ela possui um índice de massa corporal de 62,09, mais de 20 pontos que o estabelecido como o limite mínimo para se diagnosticar obesidade mórbida.

Sua rotina é bem difícil. Moradora do Santos Dumont, bairro distante do centro de Maceió, Lourdes enfrenta seu primeiro obstáculo na mais básica das tarefas diárias: arrumar a casa. Como vive sozinha, sobraria para ela coisas como varrer a casa, tirar o pó dos móveis, lavar a roupa. O problema é que nada disso ela consegue fazer. Por isso, precisa se desdobrar para conseguir uma ajuda – paga ou voluntária – para manter o ambiente limpo e organizado. Como não dispõe de uma renda alta, Lourdes precisa também andar de ônibus. É o primeiro choque do dia com um mundo construído em proporções menores que as dela;

tudo é pequeno, estreito ou alto demais. Os degraus são difíceis de vencer, a cadeira individual só comporta metade do seu corpo, a catraca é uma barricada para o lado mais espaçoso. E é também a hora do choque social. Ansiosa desde criança, quando seu distúrbio alimentar começou, a mulher Lourdes nunca deixou de sofrer preconceito, os mesmos que ouvia quando menina. “As pessoas não dão lugar, o motorista e o cobrador reclamam, não me deixam entrar por trás. Alguns falam ‘essa gorda devia ficar em casa, vem espremer o povo aqui’. Já passei mal dentro do ônibus e ninguém levantou para que eu sentasse. Outra vez eu fui de pé do Iguatemi

até o Santos Dumont”, conta ela, descrevendo situações, no mínimo, embaraçosas. Portadora de diversas doenças desencadeadas pela obesidade, como pressão alta, problemas cardíacos, varizes e dor generalizada pelo corpo, a pensionista também sofre quando vai ao banco ou um estabelecimento particular que tenha fila. “Em uma farmácia, fui comprar um remédio para um mal relacionado ao meu peso, e a atendente se recusou a me atender na fila preferencial. Em uma farmácia!”, relata, indignada. A esposa de seu primo, Elizabeth Correia de Melo, 43, que é sua acompanhante em um tratamento no Hospital

Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa), confirma frequentemente com a cabeça. Ao lado de Lourdes, que ouve o relato da amiga de cabisbaixa, olhando para o chão, envergonhada, Elizabeth conta como essa briga diária entre ela e o pessoal do outro lado do balcão – com sua saúde no meio – vai prejudicando mais ainda o esforço de emagrecer: “Quando está em crise, ela come três pizzas das grandes, sozinha. A gente tenta parar, mas ela fica repetindo ‘me deixa comer, me deixa morrer’”. Quando ela foi morar perto da amiga, tinha 135kg, de acordo com elas. Em seis meses, ficou com 180kg. Lourdes confirma que tudo foi ocasionado

São consideradas obesas mórbidas pessoas que possuem Índice de Massa Corporal (IMC) maior de 40

População concorda com proposta Para quem se enquadra nos critérios do projeto de lei, está claro que a iniciativa veio em boa hora. Mas o que será que as pessoas não obesas acham disso? A reportagem foi ao centro de Maceió ouvir os argumento da população, e captou a seguinte mensagem: todos os entrevistados – e foram muitos, de diversos segmentos – se posicionaram a favor do atendimento preferencial a obesos mórbidos, mas o assunto estava longe de ser livre de polêmica e preconceitos: todo mundo tinha uma história para contar sobre a falta de sensibilidade em relação à condição de saúde dessa parcela da sociedade. O que apresentou mais riqueza de detalhes foi o presidente da Associação Superação de Deficientes Físicos de Alagoas, Valter Gomes da Silva, 34. Ele anda de cadeira de rodas, e sabe bem o que é ser vítima da falta de compreensão dos atendentes. Andando de ônibus, por exemplo, ele sempre recebe a resposta do motorista que o elevador do veículo – próprio para erguer o cadeirante para o interior do automóvel – está quebrado, só para que o funcionário não precise descer e ajudá-lo a entrar. Sua história vem de um conflito que ele presenciou há dois meses, junto com um monte de passageiros, já que o coletivo estava lotado. Valter conta que um senhor que aparentava ter obesidade mórbida sentou na cadeira destinada a pessoas especiais, mas o motorista e o cobrador tentaram obrigá-lo a passar a catraca. Detalhe: todos os ônibus de Maceió possuem um adesivo na frente que fala dos tipos de pessoas que podem utilizar aquelas vagas; entre eles, está justamente o obeso, que nem sequer é classificado como mórbido.

Valter e Cláudio falam das dificuldades que passa quem é especial

“O senhor tentou passar na borboleta [catraca], mas ele não conseguia. E o pessoal do ônibus, a essa altura, já estava intercedendo a favor do obeso, mas o motorista não mudava de ideia. Ele disse que se o senhor não passasse, ele ia ter que descer. A sorte foi ter um policial dentro do coletivo, que impediu que ele saltasse, atestando que ele tinha, sim, o direito de permanecer onde estava”, narrou Valter. Segundo ele, a vítima do preconceito ainda garantiu publicamente que iria entrar com uma ação na Justiça contra a empresa pelo constrangimento, mas ele não sabe se o caso foi à frente. Valter é a favor da mudança na lei que lhe dá o direito a atendimento preferencial, e vai ainda mais longe: “Eles tem mais necessidade que a gente ou um idoso, porque não tem condições de ficar muito tempo em pé”, defendeu. Caso aprovado ele acha que o projeto de lei vai garantir que a maioria das pessoas entenda as necessidades do obeso, embora ressalte que sempre vai haver quem seja insensível – como no caso dele. A empregada do lar Etiene Rodrigues de Moura, 40, esperava em uma fila gigantesca o atendimento na agência

do Banco do Brasil que fica na Rua do Livramento. Apesar do desconforto, que poderia influir em sua resposta, ela não pensou duas vezes em também apoiar a causa: “ninguém é obeso porque quer, não é mesmo? Uma pessoa muito gorda não pode ficar de pé por muito tempo”, avalia. Ela disse que já viu mais de uma vez uma pessoas com essas características ficar “atolado” na catraca do coletivo. Marlene Silva Nascimento, 34, gestante de oito meses e auxiliar de enfermagem, compara a sua condição ao do obeso mórbido. “É a mesma coisa: nós duplicamos de tamanho. A pessoa fica muito cansada”. Ela revelou que já viu muito motorista passar direto quando vê um obeso no ponto de ônibus, e acrescentou: “também fazem isso comigo”. A idosa Clarice Nascimento da Silva, 65, concorda com Valter; ela acha que o obeso é ainda mais especial que ela, que se considera “dura na queda”. Mas discorda quanto ao atendimento da lei pelas pessoas. “O povo é muito mal educado. Já tiro por mim, que ninguém respeita meus direitos. Por isso prefiro lidar com bicho”, radicaliza.

O que é obesidade mórbida ? Considera-se que uma pessoa está com obesidade mórbida se o seu índ A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é: IMC = peso / (altura)2 Quais são os risco da obesidade mórbida para a saúde?

Há vários problemas de saúde relacionados à obesidade, os quais podem ainda mais graves se a pessoa tem obesidade mórbida. Além dos problemas psicológicos, a obesidade está relacionada a problem infarto, cálculo biliar e doença na vesícula biliar, doença no fígado, problem do apneia do sono, problemas no sistema reprodutivo de mulheres. A obesid de câncer. O que fazer se você tem obesidade mórbida?

Obesidade mórbida é um programa sério para a sua saúde, por isso voc para a obesidade estão dietas de baixa caloria (hipocalórica), mudanças de


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Fotos: Yvette Moura

ritário conquistados por problemas relacionados ao preconceito, mas não quis falar sobre o caso específico. Agora, a pensionista se prepara para fazer uma cirurgia de redução de estômago, acompanhada de uma dieta permanente e tratamento psicológico. Lourdes acredita que, com o projeto de lei, as pessoas passarão a respeitá-la. “Até que enfim pensaram nos obesos”, comemora. Questionada sobre o que falaria a uma pessoa contrária à mudança, que possuem o argumento de que isso contribuiria para que os indivíduos que sofrem desse mal não quisessem emagrecer, ela responde olhando nos olhos, firmemente. “Ninguém queira ser um obeso”.

Maria de Lourdes está na fila para a cirurgia de redução de estômago

ice de massa corporal IMC) é de 40 ou mais.

m diminuir a expectativa de vida e torná-la mais sofrida. Esses problemas são

mas de saúde que incluem: diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta, as nas articulações como osteoartrite e gota, problemas pulmonares incluinade também está relacionada a taxas mais altas de incidência de certos tipos

ê deve procurar orientação médica para perder peso. Dentre os tratamentos comportamento, remédios para emagrecer e cirurgia.

Clarice Nascimento afirma que o obeso ainda é mais especial do que ela, que, apesar da idade, tem muita saúde

Obesos terão direito a assento extra A modificação também inclui a obrigatoriedade de instalação de assentos especiais para o grupo, que forneçam conforto de acordo com seu tipo físico. No texto original, a senadora determinava a cobrança de no máximo 25% de uma segunda passagem, caso o veículo não dispusesse de tal acomodação e o obeso mórbido precisasse utilizar dois lugares. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, no entanto, modificou esse trecho do Projeto de Lei, e passou a proibir as empresas de transporte – de qualquer meio, do terrestre ao aéreo – a cobrar mais pelo uso de assentos extras. Arelatora ad hoc do PLS, senadora Ana Rita (PT-ES), argumentou que o obeso não pode ser punido por seu estado de saúde. “Os serviços e a tecnologia devem ser adaptados à diversidade existente na sociedade, sem qualquer ônus ao usuário”, explicou em um trecho da decisão. Ela também se manteve contrária à modificação proposta pela Comissão de Serviços de Intraestrutura, cuja relatora, a senadora Rosalba Ciarlini (DEMRN), restringia ainda mais o uso de dois assentos individuais para obesos mórbidos, incluindo na lei a restrição de apenas dois casos por veículo, sob alegação de que, ao definir em contrário, estaria prejudicando as empresas de transporte brasileiras. Asenadora Ana Rita afirmou, no documento, que isso contribuiria para ampliar o “estigma” dos obesos. A decisão da Comissão de Direitos Humanos ocorreu em caráter terminativo, ou seja, não é preciso que o Projeto de Lei siga para votação em plenário, a não ser que pelo menos nove senadores apresentem recurso no período máximo de cinco dias. Assim, a matéria seguiu para apreciação da Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), José Tenório, analisou o Projeto de Lei 578/09, e garantiu que ele está em consonância inclusive com as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor e a própria Constituição Federal. “Ele atende ao princípio da igualdade ou da isonomia, que consiste em tratar os iguais, iguais, e os diferentes, diferentes”, explica. Sobre o argumento de que uma pessoa gorda não seria tão “merecedora” do benefício de atendimento prioritário, ele atribuiu a isso uma questão cultural, mas, pela sua experiência jurídica, já se observa uma mudança nessa mentalidade. “Esse pensamento começou a ser quebrado com os planos de saúde. Eles não faziam cirurgias de redução de estômago, alegando que estas teriam fins estéticos, o que, de acordo com a lei que regulamenta o setor, não é obrigatório que eles as efetuem. O Supremo [Tribunal Federal], no entanto, já se decidiu favorável ao consumidor, com base na mesma regulação, que inclui a

Etiene Rodrigues, empregada doméstica: “Ninguém é obeso por que quer!”

Obesos aprovam a nova lei e os benefícios que ela trará para vida deles

cirurgia gástrica no rol de serviços obrigatórios”, detalhou. Ele acredita que para acabar com a cultura do “ele é gordo porque quer” é preciso que o poder público realize uma campanha educativa, a fim de sensibilizar a população para que entendam as doenças causadas pela obesidade e as causas que levam uma pessoa a se tornar gorda – como problemas psicológicos e hormonais. A lei, para José Tenório, também cumpre seu papel educativo. Ele próprio já passou por uma situação constrangedora durante um vôo para São Paulo. Tenório precisou se sentar ao lado de um obeso em um daqueles aviões que possuem filas de assentos com espaço mínimo para acomodação, o que gerou dor de cabeça para os dois: para o advogado, que viajou espremido, e para a pessoa que o imprensou, pela vergonha de estar causando um transtorno, além do desconforto físico. Para se defender desses casos abusivos, o consumidor pode acionar a Justiça. “Vamos supor que a pessoa solicitou o assento duplo com antecedência, como determina o Projeto de Lei, e a empresa se negou a fornecer sem que ela pagasse outra passagem. O que se recomenda é que a pessoa, se puder, pague, e guarde todas as provas referentes ao caso. Depois, é pedido o estorno do valor em dobro, além de danos morais, que vai variar de acordo com a ocasião”, orientou. Caso a pessoa não possa adquirir o bilhete e precise cancelar a viajem, por exemplo, os danos morais serão muito maiores. Também vale procurar saber

se na sua cidade ou estado já existem leis semelhantes, e aprender mais sobre elas. Na lei nº 4.635, de 13 de agosto de 1997, que regulamenta um trecho da Lei Orgânica do Município de Maceió e trata da gratuidade do transporte coletivo urbano na cidade, por exemplo, não há referência direta à obesidade, mas é possível interpretar favoravelmente a esse tipo de doença os benefícios relacionados no documento, indicado pelo trecho “outra que a lei indicar com base na medicina especializada”, no fim da lista de doenças que se enquadram na questão. Alguns ônibus coletivos de Maceió já possuem cadeira especial para obesos, como uma encontrada no veículo de número 1033, da Real Alagoas: ao invés de dois assentos individuais, ocupava o mesmo lugar um assento largo, inteiro. Além disso, como já foi citado, o adesivo que indica quem deve ter preferência nos assentos da frente deixa claro, com desenho e palavra, que o obeso está incluído no grupo. E como se certificar que a pessoa é, de fato, uma obesa mórbida? Para isso – diz o advogado José Tenório – não há método de fácil comprovação. Segundo ele, a avaliação vai muito pelo bom senso, já que “não temos uma balança na hora do incidente”. Mas o presidente da comissão avisa: em casos em que a lei é omissa – como esse, já que não estabelece como seria feita essa identificação – a interpretação dada pela Justiça é sempre favorável ao consumidor, considerado o elo mais fraco da relação de consumo. (S.V.)


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Larissa Fontes

Marcos em meio às estantes da Livraria Dialética

O senhor das palavras Bebendo prosas, versos e rimas do anjo demoníaco que é o mutável Marcos de Farias Costa Larissa Fontes Estagiária

O encanto da leitura não só se deve ao autor, mas à aura de loucura que há dentro do leitor.

Aura, em Poemas Profanos

“O poema é a soma/ da imagem com o som./ Ametáfora assoma/ quando o poeta tem o dom”, diz em um poema cujo nome se funde com o seu próprio: Poemarcos. E não poderia ser diferente, já que parece mesmo falar de si. O elegante livreiro, poeta, escritor, compositor (e boêmio de carteirinha!), Marcos de Farias Costa está sempre disposto a bater um bom papo e não há assunto que dispense. Coisa boa é adentrar pelas portas da Livraria/Sebo Dialética, na Rua do Uruguai, em Jaraguá, com bastante tempo para usufruir horas em sua companhia.

E foi assim a entrevista ao O JORNAL: uma conversa gostosa em meio ao cheiro bom dos livros. Há seis anos surgiu a Dialética: “Eu já tinha o imóvel e pensei muito entre fazer um bar ou um cassino, mas terminei optando pela livraria”, e brinca: “O que eu considero uma traição!”. Começou com um acervo de apenas mil obras, depois adquiriu a biblioteca com oito mil livros de um advogado falecido. Hoje, também vende livros novos e compra antigos por preço justo. Tem um departamento de livros raros e primeiras edições: “Muita gente coleciona bebidas, carros, mulheres. Mas poucos colecionam livros”. Formado em Psicologia,

nunca exerceu a profissão por não se sentir vocacionado e foi bancário por muito tempo. “Minha formação mental mesmo foi na Praça Deodoro. Lá conheci poetas, gente de teatro, etc. Foi onde conheci Jorge Cooper, que me abriu os olhos para a literatura, eu que já tinha uma influência de casa, um grande respeito pelos livros”, lembra. “Quando o conheci foi aquela epifania. Nunca vi um homem tão culto, sensível e agradável”, descrição que cai como uma luva no próprio Marcos. “Nos parecíamos naturalmente: éramos da noite, bebíamos muito, fumávamos, mas minha poesia não tem nada a ver com a dele”, fala com orgulho e saudade visível do

homem que foi seu grande amigo e espécie de guru na concepção de vida. “Eu morava perto da rua do hospital (hoje Barão de Maceió, a rua da Santa Casa), então, sempre fui da boemia. Vivia muito nos bares e cabarés da vida. Foi uma formação boêmia, etílica e cultural, que, além da Praça Deodoro, foi no Jaraguá”. Como exímio boêmio que é, confessa, divertido: “Passei 10 anos de porre. Dos 30 aos 40 anos, eu passei bêbado. Foi o auge!”. “Minha história com a música é fácil de falar. Ia muito à rádio Difusora e também a rua do hospital era repleta de músicos. Além disso, todos lá em casa gostavam de música, mas meu irmão (o psiquiatra e também

poeta e compositor Marcondes Costa) é quem mais se sobressaiu, inclusive tendo uma música gravada pelo Luiz Gonzaga. Comecei a compor nos anos 70 e continuo compondo até hoje”. Editou por cinco anos a revista Dialética, que se dedicava à tradução de poemas, ensaísmo crítico e literatura comparada. Nos anos 80 apresentou o programa de rádio “Canto da Terra” na antiga rádio Difusora, que apresentava somente artistas alagoanos. Ficou à frente do jornal Fonfon, sobre música popular, e escreveu artigos de forma independente, que publicou em diversos jornais. Artigos estes que compõem o livro À Queima Roupa, publicado em 1995.

mercado nacional e onde, em nota, Gilberto Mendonça Teles frisa que o Brasil vai além do Rio e São Paulo, que “há em cada capital brasileira, hoje, alguns bons, excelentes poetas, com vários livros publicados pelas editoras locais e, por isso mesmo, desconhecidos (ou quase) da crítica, dos programas escolares e do resistente leitor de poesia” e que vem daí o sentido principal da publicação. Atualmente, Marcos tem dois projetos prontos aguardando revisão para serem lançados no segundo semestre: um mergulho no universo lésbico, no intitulado “Cantata Sáfica”, somente de poemas de mulheres

para mulheres; e uma tradução do texto “A História do Soldado”, do poeta suíço Ramuz. Pretende também terminar um dicionário lésbico, ainda sem data prevista. A riqueza de vocabulário está sempre presente em toda a sua obra. Riqueza esta que não chega nem perto do hermetismo; pelo contrário, é poesia simples, mas nunca simplória ao leitor sensível. Trechos de sua vida, memórias – sempre a boemia - e confissões podem ser achados em muitos de seus versos. Transcende o sentido de dom, ele é a poesia. Quem dera essa reportagem pudesse rimar. (L.F.)

Do poema ao desaforismo Aos 28 anos, em 1982, publicou seu primeiro livro, O Amador de Sonhos, no qual faz pulsar o leitor com “Primeira quase uma elegia de amor metafísico”. Dois anos depois lançava sua segunda obra, “Ócios do Ofício”, onde o curto Jano Bifronte (Quase perco a cabeça/ por aquela mulher./ As duas cabeças.) rouba a atenção. Em 1988 publicou “Coisas & loisas”, que define como desaforismos. Os contos eróticos reunidos no – segundo Antônio Callado em depoimentos reunidos na orelha de À Queima Roupa – orgiático “Per os, per anum, per vaginam” foram lançados em 1991. Depois de uma considerada

pausa de sete anos na poesia, também em 1991, lançou a terceira coletânea de poemas, dessa vez, com uma maior quantidade, “A quadratura do círculo” em que “À maneira de Jorge Cooper” parece confessar seu desafeto – quase medo - para com a velhice. Em 1992 e 1993 foram lançadas, respectivamente, “Não tem tradução” e “Transmissões”, antologias poéticas bilíngues. Em 1997 publicou “A comédia de Eros”, em que Marcos se mostra mais afiado, erótico e ardente do que nunca. E, entre seus vinte e cinco poemas, é complicado apontar o que se destaca – “Amor fati”,

“Autobiografia sexual machista”, “Maceió na cama”, “Niphleseth”, “Psiu! Ela está gozando”, “No bordel da gorda Gerda”, “Meus oito ânus” e “Pirralha piranha”. Em “Poemas Profanos”, o curto “Aura” culpa o leitor pelo encanto da poesia e ainda o presenteia com “Autobiografia”, “Lilith”, “Soneto no shoping”, “Pontos cardeais” – onde se diz limitado por problemas de saúde e confidencia pensar demasiadamente na morte - e “Vi Vi”. “Bibliografia crítica sobre João Ribeiro” foi lançado em 1998. Mais uma antologia foi lançada em 2000, intitulada “Doce Estilo Novo”, lançada em

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Como o caso avança na Justiça

Deputada Ceci Cunha foi assassinada por motivações políticas

Rodrigo Cunha, filho da médica e política, ainda espera por justiça

11 anos depois, Chacina da Gruta continua sem julgamento Um dos crimes de maior destaque no Brasil terá nova etapa 5ª Feira Carlos Alberto Jr. Repórter

ARAPIRACA - O processo sobre o assassinato da deputada federal de Alagoas Ceci Cunha, que ficou conhecido como “Chacina da Gruta”, e chocou toda a sociedade alagoana e também a brasileira há onze anos, terá um de seus recursos julgado na próxima quintafeira (16), pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, que corresponde aos Estados do Nordeste. A data foi marcada pelo desembargador federal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, relator do recurso proposto pelos réus, após ofício enviado pela Corregedoria Nacional de Justiça enfatizando a relevância social do caso que aguarda um desfecho na Justiça há quase 12 anos. Desde novembro de 2010 o caso foi incluído no Programa Justiça Plena da Corregedoria Nacional de Justiça, que tem a finalidade de monitorar o andamento de processos de grande repercussão social que estão com o andamento paralisado no Judiciário Brasileiro, em novembro de 2010, na ocasião do lançamento do programa. Em março deste ano, o Tribunal Regional Federal decidiu manter a sentença de primeiro grau contra os acusados do assassinato da deputada e mais três parentes, no sentido de levar finalmente o caso a júri popular. O processo, que atualmente possui 29 volumes, já sofreu diversas idas e vin-

das entre as justiças Estadual e Federal, além de inúmeros recursos interpostos pelos réus, atravancando o andamento da ação. Mesmo após a confissão de participantes do assassinato e a conclusão da investigação, o processo ainda não teve um desfecho na Justiça e os réus aguardam em liberdade. O advogado e superintendente do Procon Alagoas, Rodrigo Cunha, filho da deputada Ceci Cunha, disse, em entrevista ao O JORNAL, que esse é mais um dos muitos recursos apresentados pelos advogados de defesa, como forma de protelar os respectivos julgamentos dos réus. “Espero que este, a exemplo de todos os outros, também seja negado. Eles fazem de tudo para protelar o julgamento. Essa é a minha vontade, compartilhada por todos aqueles que tiveram e têm acesso ao processo”, afirmou. Para ele, os réus continuam tentando lesar não só a família, mas também toda a sociedade alagoana e brasileira. “O que está em jogo não é apenas as quatro vidas que foram ceifadas, mas a vontade de 55 mil eleitores que acreditaram na minha mãe há 12 anos. Pela forma brutal como o crime aconteceu, acreditamos que esteja no momento de punir de forma exemplar dos culpados”, desabafou Rodrigo Cunha. JUSTIÇA PLENA - O programa Justiça Plena con-

siste no apoio administrativo na gestão desses processos, e serão acompanhados 200 casos, sendo 100 no primeiro ano e a outra metade no segundo ano. Este ano, 45 casos já foram selecionados para monitoramento e começam a apresentar andamento após anos de inércia na Justiça. Um exemplo é o caso de violência que chocou o país ocorrido em 1991 contra o então adolescente Edson Damião Calixto, que está sendo julgado esta semana no tribunal do júri de Recife. Edson ficou paraplégico aos 14 anos após ser torturado e baleado por policiais militares. O CRIME - Era 16 de dezembro de 1998. Horas depois de ser diplomada deputada federal pelo PSDB de Alagoas, a médica Ceci Cunha foi morta a tiros por pistoleiros, ao lado do marido, Juvenal Cunha, do cunhado, Iran Carlos Maranhão, e de Ítala Maranhão, mãe de Iran. Ela estava na casa do cunhado, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, onde comemoraria a eleição. Em suas mãos ainda estava uma flor branca, que ganhara de uma eleitora. O vestido azul, com o qual havia recebido o diploma, ficou banhado a sangue. Ceci foi atingida na nuca e morreu no mesmo instante. As investigações apontaram o então deputado estadual Talvane Albuquerque, na época filiado ao PTN, suplente de Ceci na Câmara, como mandante do crime.

Na interpretação do Ministério Público, ele queria o cargo e a imunidade parlamentar que dele adviria. Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, assessores e seguranças de Albuquerque, foram apontados como executores. Segundo a Polícia Federal, Mendonça Medeiros, um dos acusados, foi ao Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, onde houve a diplomação, para monitorar a deputada e orientar os encarregados da execução. As vítimas, com outros dois sobreviventes, conversavam descontraídos na varanda da casa quando três pistoleiros invadiram o imóvel e atiraram, sem dar chance de defesa. O processo permaneceu por sete anos na Justiça Estadual, até que esta se declarou incompetente, já que o caso envolvia uma deputada e um suplente, que chegou a ser empossado em março daquele ano. Albuquerque foi cassado em abril de 1998, por 427 votos a 29. Em julho deste ano, no entanto, tornou-se secretário de Saúde de Craíbas, no interior de Alagoas. A nomeação causou fortes reações na imprensa alagoana. A prefeitura informou que há 15 dias ele deixou o cargo para se dedicar à administração dos hospitais Santa Maria e Teodora Albuquerque, de propriedade de sua família em Arapiraca, terra natal dele e da deputada assassinada.

No dia 31 de dezembro de 1998, o juiz da 4ª Vara Criminal da Capital Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira determinou a prisão de Jadielson Barbosa da Silva, Alécio Cezar Alves Vasco, José Bezerra da Silva Junior. No dia 19 de janeiro de 1999, o juiz plantonista da 3ª Vara Criminal da Capital, Helder Loureiro determinou a prisão de Mendonça Medeiros Silva. Os depoimentos deles foram realizados pelo delegado da Polícia Federal, Cláudio Lima de Souza, e na presença do Promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça Neto. As provas foram colhidas através da Polícia Civil de Alagoas e da Polícia Federal em diversos Estados brasileiros, como Maranhão, Pará, Bahia, Distrito Federal e Alagoas. De acordo com o relatório dos Delegados de Polícia e com as denúncias dos Ministérios Públicos (Estadual e Federal), o crime ocorreu pela motivação de Talvane Albuquerque em ocupar a vaga da Deputada Ceci Cunha, com objetivo final de obter imunidade parlamentar. Foram iniciados dois processos judiciais paralelos: um no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para julgar Talvane, então deputado federal, e um na Justiça Estadual alagoana, para julgar os outros réus e executores materiais do crime. Depois que Talvane perdeu o mandato e houve decisão de que ex-deputados federais não seriam julgados pelo Superior Tribunal de Justiça, os autos do STJ foram remetidos à Justiça Estadual alagoana, sendo todos os réus submetidos à competência da Justiça Estadual, de forma incorreta. O juiz do caso em âmbito estadual foi o falecido Juiz Daniel Accioly, que pronunciou Talvane Albuquerque e os demais acusados, ou seja, considerou que havia provas suficientes para que todos fossem julgados por um júri popular. No entanto, entendia ele ser o Juiz competente para julgar a causa, desconsiderando a competência da Justiça Federal para julgar casos de interesse da União, como é o assassinato de um Deputado Federal tendo como motivação a ocupação forçada de seu cargo. Desta decisão, todas as partes apresentaram recursos. No Tribunal de Justiça de Alagoas, os desembargadores seguiram a decisão do relator, o Juiz convocado Alberto Jorge, e reconheceram a competência da Justiça Federal, visto que o Ministério Público denunciou os acusados sustentando que a motivação do crime era desocupar a vaga da Deputada Ceci Cunha, vez que Talvane Albuquerque desejava obter imunidade parlamentar. Os autos foram, então, enviados à Justiça Federal com 6.034 páginas distribuídas em 25 volumes, hoje o processo tem 29 volumes. AJustiça Federal reconheceu a sua competência para processar e julgar a ação penal, recebeu a denúncia contra os cinco réus e mandou escutar ambas as partes, que realizaram suas alegações finais. O Juiz da 1ª Vara

Federal, Leonardo Resende, então, acolheu as alegações finais do Ministério Público Federal, para as quais foram consideradas e aproveitadas as provas produzidas ainda quando o processo tramitava perante a Justiça Estadual. Na decisão de pronúncia de trinta e uma laudas, o Juiz Federal considerou que os elementos de prova presentes no processo quanto à existência do crime e sua autoria foram suficientes para levar os acusados ao júri popular por homicídio duplamente qualificado em relação à deputada Ceci Cunha e triplamente qualificado quanto às demais vítimas. Na decisão de pronúncia, o Juiz da 1ª Vara Federal não definiu a condenação de qualquer dos acusados, pois este é o papel do júri popular, razão pela qual expomos todo o conteúdo do processo. Os réus, querendo atrasar seus julgamentos, interpuseram recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife, que foi autuado um dia após o aniversário de nove anos da Chacina da Gruta. O processo foi incluído em pauta para julgamento no dia 28 de fevereiro de 2008. Apesar de pedido de adiantamento da defesa, para protelar o feito, o recurso foi julgado em fevereiro de 2008 e os Desembargadores Federais confirmaram a decisão de enviar Talvane Albuquerque para o banco dos réus, além de definirem que a competência para julgamento do assassinato da deputada Ceci Cunha é mesmo da Justiça Federal; decidiram, também, sobre a desnecessidade de nova perícia na fita de áudio falsa juntada pelo ex-deputado, pois já haviam outras perícias que comprovavam que a voz não era da testemunha, demonstrando tratar-se de mais uma “prova” forjada pelos acusados. Após quase 11 anos do cometimento do crime, ainda não foi realizado nenhum júri popular e o processo retornou para a Justiça Estadual, desconsiderando o princípio da razoável duração do processo. Atualmente, o Tribunal de Justiça de Alagoas declarou sua incompetência e determinou o envio imediato para o TRF da 5ª Região, mas o processo ainda não foi para lá. Os réus interpuseram um Embargo de Declaração, julgado improcedente em março de 2010. Não há nenhuma previsão para a realização do Júri. Os réus ainda interporão mais dois Embargos de Declaração, um Habeas Corpus, um Recurso Extraordinário, um Recurso Especial e um Agravo de Instrumento. No processo que os réus já foram pronunciados por dois juízes diferentes e, contando com os recursos interpostos, já totalizam seis decisões que os mandam para o júri, além do julgamento realizado pela Câmara dos Deputados, que fez Talvane Albuquerque perder o mandato e o tornou inelegível. Só que, mais de 11 anos depois, nenhum júri se realizou. (C.A.J.) Continua na página A22

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Crime envolveu disputa por imunidade De acordo com o processo que tramita na Justiça Federal, no dia de 16 de dezembro de 1998, no dia da diplomação dos eleitos no pleito de 1998, os assessores do médico e então Deputado Federal Talvane Albuquerque, executaram a seu mando um plano para executar a Deputada Ceci Cunha. Mendonça Medeiros, um dos assessores de Talvane confessou à Polícia Federal que esteve no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, onde acontecia a cerimônia de diplomação dos eleitos, para constatar a presença de Ceci Cunha e avisar aos encarregados da sua execução. Ao sair do Fórum, Ceci Cunha, seguida pelos assessores de Talvane, foi visitar sua irmã que acabara de dar a luz e, por volta de 19h30, a varanda da casa no bairro da Gruta de Lourdes, em Maceió, onde conversavam a Deputada Ceci, seu marido Juvenal Cunha, a senhora ítala Maranhão, seu filho Iran Maranhão e mais dois sobreviventes, foi invadida por três assessores de Talvane fortemente armados. Jadielson Barbosa da Silva; Alécio César Alves e José Alexandre disparam vários tiros, não dando chances de defesa e provocando a morte de quase todos que estavam na varanda. Ceci Cunha morreu sentada, com uma flor branca no colo. Em seu enterro, por exemplo,

mais de 50 mil pessoas chocadas tes em outro lugar ou com oucom a brutalidade do crime. tras pessoas quando o crime Após a brutal chacina, os asses- ocorreu. Os assessores parlasores de Talvane seguiram para mentares Jadielson Barbosa da Satuba, onde encontraram com Silva, Alécio Cezar Alves Vasco, Mendonça Medeiros, que esta- José Bezerra da Silva Junior, José va com outro veículo, perten- Alexandre dos Santos, Mencente ao cunhado de Talvane, e donça Medeiros Silva tiveram queimaram o Uno verde usado suas prisões decretadas dias dena perseguição e na fuga. De pois do crime. acordo com a denúncia ofereciCom exceção da confissão da pelo Ministério Público de Mendonça Medeiros, os priFederal, o crime teve como momeiros depoimentos pativação a não eleição do recem uma sucessiva remédico Talvane Albupetição de textos ensaiaquerque para um sedos. Todos eles dizem a gundo mandato na Um dos réus mesma coisa: estavam Câmara Federal. Matar a confessou viajando de carro e reDeputada Ceci, então, à PF que solveram fugir assim seria a única maneira de ouviram a notícia participou que Talvane voltar ao cenário do crime no rádio porda trama que estavam com medo político e à imunidade parlamentar, pois ele era para matar de serem presos; porseu primeiro suplente. que seu patrão era o Ceci Em março de 1999, principal acusado do Talvane chegou a assucrime. mir o lugar de Ceci na Sobre a conversa do Câmara Federal, tendo Deputado Talvane Albuquerque logo depois perdido o manda- com Maurício Novaes, mais coto por falta de decoro parlamen- nhecido como “Chapéu de tar, devido às suas ligações com Couro”, no mês anterior ao pistoleiros e sido preso junta- crime todos confirmam que esmente com seus assessores. tavam em Juazeiro da Bahia duAtualmente todos os acusados rante o encontro e que Talvane estão soltos, esperando o júri Albuquerque disse que o assunpopular a ser realizado pela to tratado no dia era apenas Justiça Federal. uma ajuda médica dada pelo ex-deputado à família do pistoACUSADOS - Nenhum leiro. dos acusados de execução do Os assessores também concrime indicou álibi, ou seja, não firmam que Talvane conversou apresentaram nenhuma prova com Chapéu de Couro sem a de inocência de estarem presen- presença deles, mas nenhum

sabe dizer sobre o que conversaram. Alguns dos interrogados confirmam que Talvane pediu ao pistoleiro que contratasse seguranças para ele, para ficar em Maceió, porque o exdeputado faria uma viagem para o Mato Grosso e os seus atuais seguranças iriam com ele. Mas a garçonete que trabalhava na churrascaria Jacy no posto Frei Damião na cidade de Juazeiro da Bahia e onde aconteceu o encontro confirmou que ouviu o momento em que Talvane pediu um pistoleiro para matar alguém importante em Alagoas. A mesma versão também foi confirmada pelo frentista do posto, amigo de Chapéu de Couro, que também conversava com Talvane. O acusado Mendonça Medeiros confessou em depoimento prestado à Polícia Federal e numa fita VHS, que participou da trama para matar a Deputada Federal Ceci Cunha. Ele disse que foi ao Fórum para confirmar a presença da Deputada e avisar aos executores da chacina. Disse ainda que deu fuga a Jadielson Barbosa, Alécio Vasco e José Alexandre e que na fuga ouviram pelo rádio que a Deputada e mais três parentes haviam sido assassinados. Na fita Mendonça Medeiros relata de maneira fria e calculista a trama, execução e fuga do crime. (C.A.J.) Fotos: Arquivo

Começo da militância política em Arapiraca ainda nos anos 1980

Registro da formatura de Ceci no curso de Medicina pela Ufal

Vida foi transformada pela determinação Registrada no dia 15 de agosto de 1949 na interiorana Feira Grande, o nome deveria ter sido Josefa Ceci Santos. Porém, graças a um erro no momento do registro fez com que constasse na Certidão de Nascimento o nome de Josefa Santos, mas nem por isso deixaram de lhe chamar de Ceci. Nascida em uma família humilde de agricultores, Ceci Cunha tinha mais oito irmãos. Seus pais sempre tiveram a preocupação de transmitir valores cristãos e morais. Ela aprendeu desde cedo que o importante não era o tamanho das dificuldades, mas sim a forma como as enfrentava. Todos os irmãos tiveram uma infância muito difícil. A necessidade de cortar palma quando criança, deixou cicatrizes permanentes nas mãos. Criada para ser dona de casa, sua mãe a proibia de estudar, por considerar que isto seria perda de tempo. Por isso, Ceci esperava a mãe dormir para poder estudar, demonstrando desde cedo uma de suas principais características: que nada a afastava de seus sonhos

e objetivos. No entanto, os sonhos e objetivos da jovem Ceci não eram possíveis de serem concretizados no sofrido Agreste alagoano: ser médica, professora e, com isso, atingir seu maior objetivo, ajudar as pessoas. Parecia algo difícil de atingir, pois cursou a terceira série do primário por três vezes seguidas. A escola onde estudava não possuía a antiga quarta série do 1º Graus. Conseguindo convencer sua mãe da importância do estudo, Ceci conseguiu mudar-se para Maceió para estudar e ficou morando na casa de amigos de seu pai. Entre 1970 e 1975 foi professora dos colégios Élio Lemos, Sagrada Família e Batista Alagoano. Após concluir seus estudos, Ceci ingressou no curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), formando-se em 1975. Dois anos depois especializou-se na área de ginecologia e obstetrícia no Hospital Souza Aguiar, Rio de Janeiro, mesma cidade onde se casou com Juvenal, seu eterno

companheiro, a quem sempre demonstrou seu enorme amor e com quem constituiu família, composta por dois filhos: Adriana e Rodrigo. Ao retornar a Alagoas em 1978, Ceci foi exercer sua profissão de médica na cidade de Arapiraca, passando a ser imediatamente reconhecida como uma profissional competente, dedicada, cuidadosa e atenciosa, tanto que de suas relações médico-pacientes surgiram compadres e amigos. Devido ao seu carisma e atenção ao próximo, sua popularidade cresceu, passando a ser muito requisitada a concorrer ao cargo de Vereadora e assim ajudar ainda mais o povo arapiraquense. Desafio este que foi aceito em 1988, quando se candidatou ao cargo de Vereadora de Arapiraca, sendo a mais votada naquela eleição. Apesar de ser seu primeiro mandato político, Ceci o desempenhou de forma exemplar, dedicando-se principalmente à área de saúde e educação. Devido aos trabalhos prestados, foi reeleita vereadora em

1992, mas exerceu o mandato por apenas dois anos, pois em 1994, após aceitar um novo desafio, foi eleita a primeira Deputada Federal de Alagoas, passando, então, a defender não só os interesses do município de Arapiraca, mas também os de todo o povo do Estado de Alagoas. Seu mandato ficou marcado principalmente por projetos que viabilizaram a construção de adutoras, moradias populares e escolas em diversos municípios alagoanos. Este trabalho foi reconhecido pelos alagoanos na eleição de 1998, quando foi reeleita Deputada Federal com mais de 55 mil votos, sendo um dos candidatos mais votados. Em 16 de dezembro de 1998, logo após ter sido diplomada, Ceci foi brutalmente assassinada, juntamente com seu esposo Juvenal Cunha, seu cunhado Iran Carlos Maranhão e Ítala Maranhão, mãe de Iran, quando foi visitar sua irmã que havia acabado de dar à luz ao seu primeiro filho. Sua morte foi notícia dentro e fora do Brasil.

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EM FAMÍLIA

Alimentos chegam a alunos do interior SUCURSAL – Estudantes da rede pública municipal da cidade de Santana do Ipanema já estão consumindo frango e ovos de galinha caipira produzidos por agricultores do próprio município que estão incluídos no Programa de Avicultura Familiar (PAF), criado em 2010, através de uma parceria entre as empresas Globoaves e Novus, Governo do Estado, Prefeitura Municipal, Sebrae/AL e Instituto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Alagoas (ICTAL). Quase 80 famílias fazem parte do programa e já relatam incremento na renda a partir da comercialização de frango e ovos. Uma delas é a do casal Luzinete Abel da Silva e Enaldo Geraldo da Silva, agricultores que moram no Sítio Serrote. Eles já adquiriram, com recursos próprios, o terceiro lote de pintos caipiras melhorados e de ração balanceada. Parte da renda obtida foi usada na compra de uma vaca para produção de leite, no valor de R$ 1.300. O casal trabalha com a família numa área de 37 tarefas de terra, onde planta milho, feijão, capim, cria as vacas e também as galinhas caipiras. “Agora a gente tem duas vacas dando leite”, disse Enaldo da Silva. Segundo Luzinete da Silva, por semana, a quantidade de dúzias de ovos vendidas varia entre 15 e 22, ou seja, entre 180 e 264 unidades. Os frangos que vão para o abate, de acordo com ela, pesam entre três e três quilos e meio e levam 90 dias para chegar a esse peso, enquanto a galinha caipira comum leva até um ano.

Estudantes da Uneal ajudam na arborização de Arapiraca Projeto é desenvolvido com ajuda de professores da instituição

A produção do casal, bem como das demais famílias incluídas no PAF, está sendo adquirida pela Prefeitura Municipal por meio de chamadas públicas para a merenda escolar. Em breve, também será adquirida pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Compra Direta Local com Doação Simultânea. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Jorge Dantas, o PAA já tem R$ 2 milhões garantidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com contrapartida do governo do Estado, para aquisição de alimentos ao longo de 2011. “O Programa de Avicultura Familiar já provou que deu certo, e o governador Teotonio Vilela, desde o começo, determinou que esses agricultores recebessem apoio para produzir, para se capacitar e para comercializar sua produção”, disse o secretário.

Da Redação

PESQUISAS - Os agricultores de Santana do Ipanema incluídos no Programa de Avicultura Familiar (PAF) contam com a parceria da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). A entidade acompanha os criadores, orienta sobre manejo adequado das aves, cuida dos pintos recém-adquiridos até eles completarem 25 dias de vida, num aviário instalado no campus da universidade, e também desenvolve pesquisas científicas sobre a viabilidade do PAF e sobre alternativas para alimentação das aves.

DIA DO CAMPO

Com assessoria

ARAPIRACA - A arborização urbana é uma dessas ações que muita gente nem percebe que existe em meio a tanto concreto das cidades. Em Arapiraca, essa iniciativa ganha destaque com o investimento da Prefeitura Municipal na construção de praças e avenidas. Nesses espaços, a vegetação ganha destaque e chamou a atenção de um público muito curioso: alunos e professores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). O grupo está desenvolvendo um projeto de levantamento das plantas ornamentais utilizadas na arborização urbana da segunda maior cidade de Alagoas. Para os mais desatentos, a caminhada diária pode esconder belezas expressivas. As árvores apresentam variações de tamanho, cor, frutos, formato das folhas. Cada detalhe é surpreendente para um simples observador, mas para esses pes-

quisadores as pequenas características das plantas revelam os benefícios que elas trazem para o crescimento sustentável da cidade. As bolsistas do projeto, as estudantes do curso de Ciências Biológicas da Uneal, Camilla Karen Costa Silva e Rosane Maria dos Santos Silva, fotografam e colhem amostras para análise em laboratório de todas as partes da árvore. “Além da beleza que confere à paisagem, a arborização pode melhorar o ambiente da cidade. Por isso, as autoridades locais precisam investir mais nesse crescimento sustentável”, afirma a estudante Rosan. As estudantes realizam visitas na Avenida Ceci Cunha, Praça Marques da Silva, Praça Bom Conselho, Parque Ceci Cunha e Praça Luiz Pereira Lima. Os locais são cartões postais da cidade. Somente na Avenida Ceci Cunha, foram encontradas 197 árvores. Em comum, uma espécie nativa: o

Ipê Roxo e o Ipê Amarelo que se destacam pelo tom estético que conferem à paisagem. De acordo com o orientador do projeto, professor Dácio Rocha Brito, o levantamento visa identificar quais árvores existem em avenidas e praças da cidade, quais são nativas ou exóticas, se interferem ou não na rede elétrica, nas calçadas, se as árvores são adequadas para arborização urbana. “Ao final, além da identificação das árvores, esse trabalho será uma fonte de informação para novos plantios, mostrará a beleza das plantas utilizadas na arborização urbana da cidade e será útil para professores e alunos da região em aulas práticas e para novas pesquisas”, destacou o professor. CARTILHA - A pesquisa teve início em novembro do ano passado e está prevista para ser encerrada em setembro deste ano. Como resultado, será elaborada uma cartilha com a descrição das árvores plantadas nos

espaços pesquisados no município. “A intenção é que professores da educação básica possam trabalhar este material com seus alunos fora da sala de aula, utilizando as informações sobre o local onde cada planta se encontra e que características morfológicas possuem”, explica Dácio Brito. Outra proposta da equipe é confeccionar placas de identificação para todas as árvores. “Iremos pedir o apoio da Prefeitura Municipal de Arapiraca tanto para a confecção das placas quanto para a publicação das cartilhas”, afirma o professor Dácio Brito. O projeto “Levantamento e análise das plantas ornamentais utilizadas na arborização urbana em avenidas e praças centrais no município de Arapiraca, Alagoas” foi contemplado no edital interno de pesquisa da Uneal, em 2010, e conta com o trabalho das alunas voluntárias Aline Camila Silva de Oliveira e Cirlane Alves Araújo.

Produção de milho ganha novas técnicas no interior de Alagoas Divulgação

SUCURSAL - Os agricultores familiares da região do Médio Sertão alagoano interessados em conhecer as técnicas que permitem aumentar a produtividade de milho por hectare estão sendo convidados a participar do Dia de Campo, na comunidade Patos, Zona Rural da cidade de Poço das Trincheiras, no próximo dia 17, sexta-feira, a partir das 9h. A atividade é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), através da Gerência Regional do Médio Sertão, e será realizada para incentivar os agricultores a produzir milho de modo mais eficiente, com uso de tecnologia e assistência técnica. “O Dia de Campo vai tratar de preparo correto do solo, adubação, uso de sementes de origem conhecida, combate a pragas e doenças. Queremos que o agricultor possa produzir para alimentar seus animais e também obter renda”, frisou Miguel Oliveira, gerente Regional da Seagri.

CONCURSO - Outra iniciativa da Seagri para incentivar os agricultores de Poço das Trincheiras a aumentar a produtividade de milho é um concurso que será realizado este ano. Mais de 200 produtores familiares se inscreveram e estão realizando o plantio de acordo com as orientações técnicas. Segundo o coordenador do concurso, o extensionista rural José Valmiro Gomes da Costa, a competição serve também para estimular os agricultores familiares a continuar produzindo, morando no campo e com perspectiva de melhoria na qualidade de vida. Em relação ao Concurso de Produtividade de Milho realizado em 2010, cita José Valmiro Gomes: “Vimos o que há de potencialidade para a realização de um bom trabalho do ponto de vista econômico e até emocional, sobre como podemos aproveitar o ambiente para produzir mais e fazer aparecer a palavra lucro”.

Novas técnicas barateiam preço do milho no Sertão do Estado

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Fotos Nide Lins

Conhecendo a cidade como turista Além das aulas virtuais, o profissional inscrito no programa tem encontros presenciais para tirar as dúvidas e participa do “city tour” para conhecer os pontos turísticos de Maceió, a exemplo do Museu dos Esportes que está ligado à história da Copa. Segundo a coordenadora da Escola Virtual, Carolina Simon, Maceió ainda tem chance de ser escolhida como

cidade treino, ou seja, receber seleção da Copa para treinamentos. “A proximidade de Maceió com Pernambuco e Bahia é um dos motivos para o turista visitar a cidade que tem boa rede hoteleira. E, com certeza, ele vai encontrar profissionais preparados para receber. O estrangeiro tem tradição de conhecer mais de um destino”, conta.

José Frias teve oportunidade de conhecer o Museu do Esporte

Iniciativa favorece a capacitação Maria Aparecida e Mônica Vieira, além do primeiro emprego em hotel cinco-estrelas, são alunas do programa que vai capacitar para a Copa de 2014

Bem Receber Copa bate recorde de inscrições na capital alagoana Programa do Mintur vai capacitar 1.155 profissionais da hotelaria Nide Lins Repórter

A alagoana Mônica Vieira é agente júnior do Radisson Maceió. Sua missão é averiguar e repor os itens do frigobar dos apartamentos. Mesmo com um bebê de seis meses para cuidar, ela consegue conciliar trabalho, maternidade e as aulas virtuais do programa “Bem Receber Copa”, que assisti em sua própria residência. “Estou me achando uma turista na minha cidade. Conheci o Museu do Esporte e estou adorando, só lamento ter pouco tempo para aprender, mas todo dia dá para estudar entre 20 e 30 minutos”, conta ela, que pela primeira vez trabalha em um hotel de cinco estrelas. Mônica está entre os 1.155 profissionais de 42 hotéis da capital alagoana que estão sendo capacitadas no programa do Ministério do Turismo, em parceria com Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih). Em Maceió, eram apenas 400 vagas, mas as inscrições

ultrapassaram em quase citação, porque os empresá100%. 755 profissionais estão rios também precisam ser participando da primeira atualizados”, conta a empreturma e mais 400 formarão a sária. segunda no mês de julho. Maria Aparecida da Silva, Os cursos são gratuitos e pensando no futuro, fez um serão 200 horas aulas para curso de camareira no Senac cada modalidade, durante e conseguiu seu primeiro emcinco meses com direito a cer- prego no Radisson Maceió. tificado e o hotel que tiver Ela passou por váfuncionários com um rios setores do hotel bom desempenho gae atualmente é sunhará um selo de quapervisora de andaOs cursos res. lificação do programa. O Bem Receber Entusiasmada são Copa é dirigido para com novo emprego, gratuitos e os profissionais chaMaria Aparecida é serão 200 uma das alunas no mados linha de frente (lidam diretamente horas aulas Bem Receber Copa. com os turistas), como “Quando chego para cada capitão porteiro, menem casa vou para o sageiro, governanta, modalidade computador estudar recepcionista e média entre uma e duas gerencia. horas. O curso traz Os hoteleiros tammuita informações sobre a bém estão participanhotelaria”, diz. do dos cursos como é o caso Já o maitrê do Maceió de Marta Chambres, que, em Altantic Suítes, José Evanildo sociedade com o marido, tem Frias, pela primeira vez, cotrês empreendimentos de ca- nheceu o museu dos tegoria econômica e 22 fun- Esportes. “Moro em Maceió cionários. “Estou fazendo o e não sabia do museu, agora curso junto com os meus co- quando o turista perguntar laboradores. Considero im- os pontos turísticos da cidaportante participar da capa- de vou saber indicar”, relata.

O gerente geral do Radisson, Fabio Kazuo, é testemunha que na cidade de Fortaleza, uma das sedes dos jogos, o programa já trouxe retorno para o hotel. “Recebemos currículo de profissionais com o certificado do Bem Receber, que passa a ser uma referencia na hora de contratar. Também recebemos o “feedback” dos hóspedes elogiando o bom atendimento. Receber bem o turista é o melhor marketing para que ele retorne para a cidade e o hotel. Investir no funcionário é investir no principal capital do turismo, que é o humano”, disse Kazuo, adiantando que no Radisson 15 colaboradores de diversos setores estão participando do curso. Ainda na opinião dele, o programa é uma oportunidade de capacitar a mão de obra local, ainda carente de escolas profissionalizantes. “Acredito que o nordestino naturalmente já recebe bem, tem o calor o humano. O grande desafio será os aeroportos e a melhoria da malha aérea”, ressalta.

O presidente da Abih/AL, Carlos Gatto, diz que a vocação de Alagoas é o turismo e até o final do ano, a capital alagoana deve contar com novos 1.025 apartamentos, devido à inauguração dos hotéis Beiriz, Mercure, Meridiano, Holiday Inn e Ritz. Para cada apartamento inaugurado será gerado um novo emprego direto. “ Educar é investir no desenvolvimento da sociedade. Acreditamos que o projeto Bem Receber Copa é uma oportunidade de capacitação para profissionais e, ao mesmo tempo, os empresários dos hotéis estão de parabéns por incentivar seus funcionários a participarem dos cursos que vão aprimorar e ampliar os conhecimentos”, disse Gatto. Para o presidente nacional da entidade hoteleira, Enrico Fermi, o Nordeste está bem servido, tem hotelaria bem jovem e o volume de apartamentos, a exemplo da cidade de Natal,

ultrapassa a capital do Rio de Janeiro. “Maceió não tem problema. Conta com ótima rede hoteleira e estrutura de restaurantes, e mesmo não sendo cidade sede, a capital alagoana está inserida no entorno das sedes e, por isso, pode usufruir da Copa de 2014 também”, analisou. O programa Bem Receber Copa foi desenvolvido com o uso da metodologia de educação à distância adotada pela Escola Virtual dos Meios de Hospedagem (EVMH). Em 2010, na primeira etapa do programa, foram matriculados 5.318 profissionais nas 12 capitais sede da Copa do Mundo, com 4.367 concluintes. O excelente resultado credenciou a Abih junto ao Ministério do Turismo para a execução da segunda etapa, com uma meta de qualificação de 12 mil profissionais em 33 destinos, entre eles Maceió.

Fabio Kazuo: funcionários são o principal capital humano do turismo

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CASA DE CÂMBIO

Facilidades para a troca de moedas Turistas e alagoanos têm, em Maceió, seis opções de locais para realizar as transações cambiais Elisana Tenório Repórter

O comércio de compra e venda de moedas estrangeiras no Brasil está cada vez mais acessível a turistas e nativos que querem usufruir desse serviço. Afinal, basta localizar as casas de câmbio

para realizar a transação comercial de forma rápida e segura. Porém, funcionários e gerentes dessas instituições, assim como acontece em vários outros setores, confessam que se sentem inseguros com a permanente ameaça de ser assaltados. Em Maceió, existem seis

casas de câmbio localizadas em variados bairros. As principais, porém, funcionam em agências de viagens, que lidam diariamente com clientes interessados em comprar e vender moedas estrangeiras, sobretudo o dólar e o euro. A mais antiga, situada no Centro da capital há quase

30 anos, fica no interior da Agência Aeroturismo sob a responsabilidade do gerente Mário Tenório. Para evitar assaltos, os funcionários responsáveis pelas Casas de Câmbio ficam protegidos em salas, que geralmente são isoladas por grades e janelas blindadas.

“O turista chega, diz qual a quantia que quer comprar e, imediatamente, é feita a conversão da moeda dele para a moeda local. É tudo muito rápido e acessível. Para isso, pedimos apenas a documentação pessoal, conforme as normas estabelecidas pelo Banco Central”, explicou Má-

rio Tenório. O mesmo procedimento é feito de forma inversa, ou seja, as pessoas que viajam ao exterior têm duas opções para “trocar” seus reais pelas moedas vigentes no país a ser visitado. As transações tanto podem ser feita nas casas de câmbios locais, como nas estrangeiras.

Hoje, a moeda mais procurada continua sendo o dólar americano

Troca também pode ser no país de destino O profissional liberal Marcelo Valverde de Ataíde, 40 anos, optou por comprar peso no aeroporto argentino, quando viajou para Buenos Aires no final do ano passado. Assim que desembarcou, ele se deslocou para o Banco Nacional e realizou a transação. Na ver-

dade, ele ficou com 2 mil pesos em espécie e abasteceu seu cartão de débito internacional com 2 mil pesos. “Foi tudo muito prático e cômodo, não tive a menor dificuldade”, confessou. Durante sua estadia na primeira viagem internacional que realizou, Valverde se sen-

tiu um pouco inseguro apenas na utilização do cartão (apontado por muitos, inclusive, como a forma mais segura de viajar). Ele argumentou que ficava com receio do documento não ser aceito nos estabelecimentos comerciais. “Por isso, optei por divi-

dir as despesas, pagando também com dinheiro. Colocava um pouco no bolso e o restante no cofre do hotel. No entanto, com o passar dos dias, fui adquirido mais segurança, pois via que o cartão é realmente aceito em praticamente todos os lugares”, contou.

Cartão de débito agrega praticidade e segurança O cartão de débito VTM (Visa Travel Money) é uma modalidade que está substituindo, cada vez mais, o tradicional cheque de viagem e mesmo o dinheiro em “cash”. Para ter direito a utilizá-lo é necessário se dirigir

a uma Casa de Câmbio com documentos pessoais (Identidade, CPF, passaporte, comprovante de residência) e fazer o credenciamento. Com o cartão em mãos é preciso fazer o abastecimento mínimo no valor equiva-

lente a U$ 100. “É muito seguro. Além do mais, pode ser reabastecido por familiares no país de origem quando o proprietário ou dependente estiver no exterior. Por exemplo: você está nos Estados

Unidos, mas o dinheiro acabou... O pai, irmão, filho, ou qualquer outro parente, se desloca a uma Casa de Câmbio e faz o reabastecimento. O dinheiro é depositado imediatamente”, explicou Mário Tenório.

Surgimento do euro simplificou o processo De acordo com o gerentegeral de Câmbio do Aeroturismo, o procedimento de compra e venda se tornou muito mais fácil há 6 anos, quando houve a unificação das moedas europeias. “Com o euro tudo ficou mais fácil”, ressaltou, acrescentando que a exceção fica por conta de alguns países que não aderiram à unificação, como é o caso, por exemplo, de Portugal (que utiliza até hoje o escudo português); da Inglaterra (libra esterlinas), da Espanha (peceta espanhola) e da França (coroa). Sem querer falar de quan-

tidade de transações, lucros oferecidas pelas opee faturamentos, os funcioradoras e agencias de nários de Casas de viagens, além, é claCâmbio de Maceió ro, do poder de comapenas revelam que pra da população ter a movimentação é crescido. Afinal de maior na alta tempocontas, nunca tantas Na alta rada (de novembro da chamada temporada, pessoas a fevereiro), quando Classe C tiveram movimento a quantidade de pesacesso a viagens insoas saindo e cheternacionais. se torna gando ao País mais Com 4 mil euros maior que duplica. no bolso, o funcioE essa movimennário público fedetação, também de ral Francisco Seveacordo com os funriano dos Santos, 48 cionários, vem auanos, embarcou para uma mentando nos últitemporada de 8 dias na Euromos anos com as facilidades pa. O pacote foi pago em seis

prestações e o montante a ser gasto também foi conquistado aos poucos. Quando faltavam 3 dias para o embarque, Francisco foi a uma Casa de Câmbio, localizada em Maceió e comprar a moeda estrangeira. Como os demais, ele também afirmou que não enfrentou nenhuma dificuldade. “Entreguei meus documentos pessoais e o dinheiro. Em, no máximo, 10 minutos já tinha resolvido tudo. Saí de lá justamente como optei, com dinheiro em espécie e cartão internacional abastecido”, disse.

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Noar Linhas Aéreas completa 1° ano de atuação no Nordeste

ECONOMIZE ENERGIA

Companhia regional pernambucana celebra aniversário com novidades

Com o inverno, o consumo de energia elétrica se multiplica. As crianças estão de férias, a TV não fica desligada, assim como o computador. E para piorar, no ‘friozinho’ de junho e julho o banho quente é quase sempre a opção preferida da família. Isso pode representar um acréscimo significativo na conta de luz que você pode muito bem evitar, com algumas dicas que a coluna vai dar agora. São atitudes simples que, certamente, ajudarão a reduzir o valor da sua conta. A grande vilã do consumo de energia elétrica é a geladeira. Ela gasta 30% do total de eletricidade de uma residência comum. É seguida do chuveiro elétrico (25%), lâmpadas (20%), eletrodomésticos (15%) e TV, rádio e vídeo (10%). Para diminuir o consumo, utilize máquinas de lavar roupas ou pratos com sua capacidade máxima; acumule roupas na hora de se utilizar do ferro; não utilize lâmpadas com capacidade maior do que o necessário; pinte as paredes com cores claras; não coloque dentro da geladeira alimentos ainda quentes e evite deixar a porta aberta. A única saída para evitar gastos enormes com o consumo de energia é, sem dúvida, diminuir o consumo.

A Noar Linhas Aéreas comemora, neste mês de junho, seu primeiro aniversário. Encurtando distâncias dentro do Nordeste, promovendo a facilidade do transporte aéreo entre cidades com fortes laços históricos, econômicos e sociais, a companhia vai se fortalecendo na região e se tornando, cada vez mais, uma opção valiosa principalmente para quem viaja a negócios. “Como empresa nordestina, conquistamos uma forte presença regional, somos quem mais conhece e melhor voa o Nordeste e celebramos nosso primeiro aniversário com novidades e melhorias aos nossos passageiros”, afirma Marjony Camelo, diretor executivo da empresa. Para marcar essa importante data, a Noar apresenta sua nova malha aérea, com voos e horários mais adequados às necessidades de quem faz negócios na região. “Nossa meta é nos consolidarmos como empresa aérea regional que entende as necessidades de quem trabalha e faz negócios no Nordeste, que precisa se locomover com facilidade entre cidades polo da região, oferecendo produtos específicos para as empresas, instituições de governo e profissionais liberais”, completa o diretor. A nova malha aérea da companhia, que tem seu principal produto batizado de PONTE NOAR, conta com 4 voos diários Recife – Maceió e Maceió – Recife às terças, quartas e quintas; 5 voos diários às segundas e sextas e 1 voo diário aos sábados e domingos. Para os destinos Recife – Natal – Mossoró, são 3 voos diários de

COMPRAS COLETIVAS Com algumas regras já previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), as compras coletivas pela internet podem ser regulamentadas pelo Congresso Nacional. Se aprovadas, as mudanças estipularão, por exemplo, o prazo máximo de 72 horas para que a empresa realize a devolução do dinheiro do consumidor, caso o número mínimo de clientes não seja atingido e a oferta perca a validade. Será obrigatória ainda a divulgação da quantidade mínima de compradores para validar a compra, número máximo de cupons por cliente, endereço e telefone da empresa responsável pela promoção e o prazo de validade do cupom.

SURPRESA NEGATIVA Imagine a capacidade de estelionatários e a fragilidade de uma concessionária de automóveis. Um garotinho de 4 anos teve o nome incluído no Serasa e o pai dele, Eduardo Matos, foi surpreendido com a carta de cobrança. Este alerta foi dado pelo superintendente do Procon em Alagoas, Rodrigo Cunha, em seu blog. Os criminosos clonaram o CPF do garoto e compraram um carro no valor de R$ 24 mil. O pior é que nunca pagaram uma parcela. A concessionária não se deu conta da trama e vendeu o automóvel. O menino tem o documento para receber benefício do INSS, já que trata um câncer. A orientação é para que os pais tomem cuidado ao liberar dados dos filhos.

FUMAÇA AÉREA A coluna já tratou sobre este assunto, mas vale refrescar a memória de que o consumidor pode tranquilamente desistir de uma viagem aérea, em caso de uma pane nos serviços, e requerer a devolução integral do valor pago pela passagem. Nesta semana, as cinzas provocadas pela erupção do complexo vulcânico no Chile fecharam aeroportos e cancelaram inúmeros voos. Se você pretendia viajar, tinha o bilhete em mãos e quer desistir, basta solicitar o cancelamento e pedir o dinheiro de volta. Em casos excepcionais, o consumidor não pode ser obrigado a pagar qualquer tipo de multa.

ATENDIMENTO PRECÁRIO Até para reclamar o consumidor brasileiro enfrenta obstáculos. Pelo telefone, então... as atendentes virtuais parecem fazer o usuário de trouxa. A pessoa fala com uma gravação que muitas vezes nem concatena a sua ideia. Quando se fala com um ser humano mesmo, alguns não estão preparados o suficente. O resultado é que o consumidor precisa aguardar muito tempo na linha e termina perdendo a paciência. Quem vai cancelar um serviço, nem se fala. A atendente é treinada para cansar o usuário. Os órgãos de defesa dizem que a prática não é abusiva. Já pensou! Abuso mesmo é do cliente.

VALENDO CADASTRO POSITIVO Entraram em vigor as regras para a criação de bancos de dados dos consumidores. A lei que cria o Cadastro Positivo foi publicada no Diário Oficial da União na sextafeira, com alguns vetos da presidente Dilma. Um deles permitia ao gestor do banco de dados manter informações sobre o consumidor se ainda houvesse obrigação não paga, mesmo quando fosse solicitado o cancelamento do cadastro. Mas a presidenta brecou. O cadastro visa auxiliar a concessão de crédito, a venda a prazo ou outras operações comerciais e empresariais que impliquem risco financeiro.

ACONTECEU Fazer ligação de celular ficou mais barato para os consumidores. Com isso, os usuários estão cada dia mais utilizado este serviço e aposentando o telefone fixo; Pesquisa da Teleco mostra que o preço médio do minuto da telefonia móvel caiu de R$ 0,39 no fim do primeiro trimestre de 2009 para R$ 0,22 em março de 2011. Na mais recente pesquisa de preços de combustíveis, feita pelo Procon/AL, o litro da gasolina já está valendo R$ 2,78 no Posto Jacintinho, em Jaraguá; Esse é preço mais barato do combustível em Maceió, segundo o órgão. O superintendente, Rodrigo Cunha, diz que o levantamento vai continuar semanalmente. Como hoje é o Dia dos Namorados não se esqueça curtir a data de forma consciente. Procure seus direitos sempre que se sentir prejudicado com algum serviço. Procon Alagoas - Rua Dr. Cincinato Pinto, 503, no Centro da capital. Atendimento gratuito pelo número 151. Mande sua denúncia, dica ou dúvida para a coluna Espaço Consumidor. Todos os domingos, em O JORNAL.

A empresa cruza os céus da região utilizando aeronaves modelo L-410 com capacidade para 19 passageiros

segunda a sexta-feira. Ao total, são mais de 300 voos por mês, com passagens à partir de R$ 139,00. Os horários dos voos também são diferenciados e foram pensados para facilitar a locomoção dos passageiros pelo Nordeste com rapidez e segurança. As opções de saídas vão das 6h30 da manhã até as 21h10. “Uma das principais características da nova malha é oferecer alternativas de ida e volta no mesmo dia em horários muito convenientes, privilegiando conexões com a Gol Linhas Aéreas no Recife”, afirma Camelo. Outra novidade é o PASSAPORTE NOAR, a maneira mais simples de usufruir da Ponte Noar. Trata-se de um produto direcionado, especialmente, para os viajantes a negócios, com benefícios e vantagens na compra de uma determinada quantidade de passagens. Entre eles, destacam-se a não neces-

sidade dos bilhetes serem nominados com antecedência, melhor preço nas tarifas, sem taxa de remarcação (o não comparecimento ou não remarcação implicará pagamento de no show), embarque imediato (caso o voo não esteja lotado), sem necessidade de reservas e validade para viagens a qualquer destino Noar. É importante ressaltar que, desde setembro do ano passado, a Noar firmou aliança com a Gol, maior companhia aérea da América Latina. Pelo acordo, a Gol passou a oferecer novos voos diretos para os destinos onde a Noar opera e viceversa. SOBRE A NOAR - A Noar Linhas Aéreas é uma empresa com investimento exclusivamente privado, sem contar com recursos públicos de qualquer natureza, inclusive financiamentos. Para a etapa inicial de suas operações, foram investi-

dos cerca de R$ 40 milhões. Durante seu primeiro ano, a Noar gerou cerca de 200 empregos diretos e indiretos, com mão de obra altamente qualificada. A companhia opera com duas aeronaves modelo L-410, também conhecido como LET 410. Trata-se de um bimotor turboélice com capacidade para até 19 passageiros, ideal para o transporte em pequenas e médias distâncias. Com milhares de unidades voando em todo o mundo, sua configuração com asas altas permite eficiente operação em pistas curtas, além de ampla visão aos passageiros. O amplo espaço interno é uma das principais características do LET 410. Sua cabine é mais larga e alta comparada a outros modelos e as poltronas são distribuídas em fileiras de um e dois assentos em couro, garantindo ótimo espaço e conforto.

ANATEL

Banda larga cresceu 19,2% no Brasil O Brasil fechou 2010 com 15,5 milhões de conexões de internet de alta velocidade, a chamada banda larga, um aumento de 19,2% em relação a 2009. Ainformação consta de relatório anual divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A velocidade média da conexão no Brasil também cresceu, apontou o levantamento. “Ano a ano, o percentual de acessos com velocidades menores que 512 kbps tem diminuído e cresce o volume de acessos com velocidades superiores a esse patamar. Em 2010, velocidades superiores a 2 Mbps representavam 19% dos acessos em serviço”, informa o relatório. O número de empresas que prestam serviço de acesso à banda larga aumentou 38,6% no período, chegando a 2.500 autorizadas. TV POR ASSINATURA - Segundo a Anatel, ao final de 2010 o Brasil tinha 9,8 milhões de assinantes de serviço de TV paga, crescimento de 30,7% em relação a 2009. A expansão do ano passado foi a maior verificada no setor pela agência desde 1998, ano em que o segmento passou a ser acompanhado. “Esse crescimento elevado deveu-se, em grande parte, à entrada de novos players no mercado, principalmente operadoras ligadas às concessionárias de telefonia fixa. Também contribuiu para essa evolução o aumento do poder aquisitivo da população, sobretudo na Classe C, cujo crescimento tem despertado o interesse das prestadoras de TV por assinatura, até então mais focadas nas classes A e B”, informa o documento.

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Imobiliário

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Imóveis.com imobiliario@ojornal-al.com.br

Banco terá que adequar suas rotinas para continuar com obras do programa no Estado

CAIXA Dados parciais mostram uma movimentação de vendas de R$ 100 milhões durante o 3º Festival Ademi da Casa Própria/Feirão Caixa, realizado de 1º a 5 deste mês no estacionamento do Shopping Maceió. O presidente da Ademi, Guilherme Melro, disse que muitos negócios ainda estão sendo fechados. "Construtoras e imobiliárias continuam realizando negócios que foram iniciados no evento, isso porque se trata de uma compra que até ser concluída demanda vários procedimentos", observou.

Financiamentos habitacionais serão suspensos em Pernambuco

REPETECO O sucesso do feirão fez com que os empresários tenham pedido a repetição dele no segundo semestre. A demanda está sendo analisada pelos realizadores, levando em conta a dinâmica do mercado, que segue a todo vapor. Uma recomendação é que quem quiser adquirir um imóvel procure as construtoras e imobiliárias porque as condições oferecidas durante o feirão continuam valendo. Doze construtoras e 4 imobiliárias participaram da feira de imóveis que colocou á venda 5 mil unidades.

MINHA CASA, MINHA VIDA A Caixa segue como principal agente financeiro e o Programa Minha Casa, Minha Vida aparece como o formato mais interessante para quem está em busca de seu imóvel com preços e condições facilitadas. A bonificação dada pelo governo, que pode chegar a R$ 17 mil, continua valendo.

A partir do dia 6 de junho a Caixa Econômica Federal suspenderá em todo o estado de Pernambuco, por prazo indeterminado, a recepção de novas propostas de financiamento habitacional, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, inclusive para o Programa Minha Casa Minha Vida e o PAC. Haverá apenas manutenção às operações já contratadas. Amedida visa atender a decisão da Justiça do Trabalho do Estado, que proibiu a instituição de contratar empresas de engenharia credenciadas para a reali-

zação de avaliações e vistorias de imóveis no estado. ACaixa, que no estado já tinha dificuldade em atender a toda a demanda, terá que adequar suas rotinas e procedimentos para o cumprimento da decisão, já que deixará de contar com o trabalho de aproximadamente 250 engenheiros credenciados, podendo utilizar apenas 53 do seu próprio quadro. Não se inclui, nesta suspensão, os casos de imóveis novos, em que o vendedor seja uma empresa da construção civil, cuja produção do empreendimento tenha

sido financiada pela Caixa. Isso porque, nessas situações, os imóveis já foram avaliados pela instituição. De acordo com a Caixa, a utilização de empresas credenciadas de engenharia, para fins de avaliações e vistorias de imóveis, é uma prática adotada por todas as demais instituições financeiras brasileiras, que atuam no mercado de crédito imobiliário, prática esta também amplamente adotada no mercado internacional. Sem prejuízo das medidas que vêm sendo adotadas, com vistas ao cumprimento da decisão judi-

cial, a Caixa entrou com recurso nas esferas competentes, para possibilitar o acesso das famílias de Pernambuco aos financiamentos para aquisição da casa própria. Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os interesses de alguns grupos específicos não podem prejudicar toda a população. Além disso, a CBIC afirma que é natural que instituições financeiras contratem os serviços especializados de terceiros para dar celeridade aos processos. Fonte: CBIC

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510 anos do Velho Chico Ao completar 510 anos de descoberto, o São Francisco passa por um processo cultural complexo, que, ao mesmo tempo em que o submete à agonia da devastação, o enaltece em função do que representa para as populações que vivem no seu entorno. Pensando nisso, O JORNAL faz hoje uma homenagem a esse rio, foco do interesse de holandeses, portugueses e franceses; parte da história de rei, rainha, conde, bispos e presidentes; cenário inspirador para documentários, longas e curtas-metragens e palco de lendas, batalhas e mortes

Confira as promoções na Revista da TV

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Fotos: Roberto Miranda

LEIA NAS PÁGINAS B2 e B3.

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Variedades B2

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Muito mais que um meio de subsistência Roberto Miranda Repórter

“Meu Rio de São Francisco, diante da turvação, vim te dar um gole d'água e pedir tua bênção”. Essa oração popular dos povos ribeirinhos mostra uma reverência mística a esse rio, que, ao contrário de ou-

tros que nascem na região Sudeste e seguem para o Sul, peregrina para o Nordeste brasileiro. Também denota a situação degradante em que se encontra, bem como a sua defesa, ao lhe oferecer água, em vez de lhe retirar. Mesmo diante da devastação em suas margens, da monocultura da cana, das centenas

de toneladas de dejetos jogados em seu leito, o grande Opará (rio que parece mar), como o chamavam os índios Caetés, em função de sua magnitude, representa, muito mais que um meio de subsistência, representa, sobretudo, formas simbólicas, que se revelam nas mais diversas manifestações cultu-

rais, como a religiosidade, as lendas, o folclore, o artesanato, dentre outras. São inúmeras as composições inspiradas que revelam o carinho, o respeito e a admiração pelo Velho Chico que “vem de Minas”, banhando em seus 2.830 km de extensão 102 municípios, nos estados de Minas Gerais,

Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, até desembocar na Boca da Barra, em uma luta de gigantes, onde o Velho briga com o Oceano Atlântico para tentar impedilo de avançar rio adentro. Infelizmente, essa contenda, aos poucos, vem sendo vencida pelo mais poderoso. Na foz do rio São Francisco, do

lado sergipano, o mar avançou alguns quilômetros e engoliu vorazmente a comunidade ribeirinha do Cabeço e o farol construído a mando dos holandeses. Hoje, em alto-mar, com uma acentuada inclinação, parecendo que pode cair a qualquer momento, lembra a torre de Pisa, na Itália. Fotos: Roberto Miranda

Maquete do forte construído por Maurício de Nassau em Penedo

Canhão é um dos resquícios da invasão holandesa na região

Bispo, caetés, imperador

Cruz em Campo Grande celebra o fim da batalha de Openeda, que expulsou os holandeses do local

Descoberto pelo português Américo Vespúcio, em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, em seus 510 anos, esse rio é palco de histórias que fazem parte da memória nacional. Uma delas é a dos índios Caetés, que, em inúmeras batalhas com os portugueses, lutaram até serem exterminados sob a acusação de terem devorado o bispo Dom Pero Fernandez Sardinha e sua comitiva após sofrerem um naufrágio no litoral sul do território alagoano, conforme a historiografia oficial. Outra que pode ser destacada é a do conde holandês Maurício de Nassau, que ambicionando riqueza, subiu o rio até desembarcar na histórica cidade de Penedo. Ali construiu o Forte Maurício, no seu ponto mais alto e estratégico, em 21 de abril de 1637. Depois de uma longa série de contendas, entre holandeses e penedenses, com o apoio da coroa portuguesa, em sua última batalha, no dia 18 de setembro de 1640, batizada de Openeda, o domínio do conde holandês findou-se. O palco da última batalha foi a região denominada Campo Grande, na qual foi erguida uma cruz de pedra com oito pés, que celebra a expulsão flamenga. Em 1859, o então imperador D. Pedro II também ficou maravilhado com o São Francisco ao desembocar na Boca da Barra, no dia 14 de outubro, para então subir o rio em direção à Cachoeira de Paulo Afonso, conhecendo as cidades ribeirinhas dos estados de Alagoas e Sergipe. Ao beber a água doce do Chico, o monarca afirma, em seu diário de viagem, por volta das 20h30 da noite, na cidade de Penedo, no dia 14 de outubro de 1859: “A água que se bebe aqui é boa de sabor e dizem que não faz mal a demora por algum tempo nos vasos onde a guardam”. Outro personagem a fazer parte da história recente foi o bispo de Barra, na Bahia, Dom Luiz Cappio, ao fazer uma greve de fome contra a transposição de suas águas. Lutou durante quase um mês, entre setembro e outubro de 2007. Suspendeu a greve depois que o então presidente Lula afirmou que, antes do

Para o ribeirinho Luciano Vieira, situação do rio é preocupante

início das obras, iria revitalizar o combalido rio. TRANSPOSIÇÃO - Mesmo com a promessa de Lula, a transposição até hoje deixa os ribeirinhos assustados com o que poderá acontecer. Para o penedense Luciano Vieira, 34, apesar do pouco estudo que possui, mesmo no senso comum, afirma que a situação em que vive o rio, sem a revitalização que o presidente prometeu que iria acontecer, é preocupante. Isso pode ser visto através das línguas negras, formadas por esgotos despejados em seu

leito, do desmatamento das suas encostas para a monocultura da cana e do assoreamento. O ribeirinho conta que a transposição vai acabar de matar o rio. “O mar vai avançar mais ainda. Querem acabar com a única riqueza do pobre, que é o nosso rio São Francisco. Vamos continuar rezando para o nosso protetor, Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, para que ele continue nos protegendo e protegendo a nossa maior riqueza”, complementou. (R.M.) CONTINUA NA PÁGINA B3.


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Variedades

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O homem simples, a arte e o imaginário Fotos: Roberto Miranda

O rio é marcado por contrastes em seus aspectos geográficos e culturais. Em Minas, veem-se as montanhas e os serrados. Na Bahia e em Pernambuco, nos municípios de Juazeiro e Petrolina, a produção de frutas para exportação e as quintas produzindo o vinho nordestino. Em Alagoas e Sergipe, os cânions, os coqueirais de Piaçabuçu e as “lavadeiras de Alagoas”, em seu centenário oficio, dão o tom dos contrastes que marcam esse rio. Ainda assim, diante dos avanços tecnológicos, existem mulheres que tiram o sustento do árduo oficio de lavadeira de roupas. Cultura comumente encontrada em todas as cidades ribeirinhas. Dona Edna, 50 anos, rosto envelhecido, semblante cansado, resultante dos 15 anos de domingo a domingo, das 6h às 10h, lavando roupas ao sol, usando o rio como ferramenta de trabalho, cobrando R$ 15 por bacia de roupas - o que equivale a 10 kg -, relata que só estudou até a 4ª série do ensino fundamental. Teve que deixar os estudos para cortar cana e ajudar no sustento da casa. “Infelizmente fui obrigada a largar os estudos, mas agradeço a Deus, todos os dias, por ele me dar forças para continuar lavando roupas. Ainda assim, com o pouco que ganho, coloco comida dentro de casa. Meu marido não tem trabalho fixo, vive de biscate”, explicou dona Edna, enquanto torce e enxágua as roupas sem parar um só instante. (R.M.)

Dona Edna lava roupas ao sol usando o rio como ferramenta de trabalho

Tradição passada de pai para filho

Inspiração para poemas e músicas

A aspereza do homem nordestino em Santana do São Francisco, pequena cidade sergipana de 6.800 habitantes, não corresponde à práxis. Das olarias surgem, através das mãos de homens rudes, expressivas obras-de-arte, criadas com o barro retirado do leito e dos antigos arrozais das margens do São Francisco, conhecidas carinhosamente como cerâmica de Carrapicho. Em uma pequena olaria familiar trabalham o pai, Claudionor, 72, e os filhos, José, 46, e Claudionor Filho, 29. Isso revela o ritual de transmissão de um ofício de pai para filho, fenômeno observado nas mais diversas manifestações culturais. Claudionor Filho conta que ingressou na arte como ajudante, preparando o barro para seu irmão e seu pai. Depois de anos olhando os dois moldarem o barro, começou a criar pequenas peças. Hoje é artesão reconhecido pela destreza no manejo dessa matéria-prima. Produz jarros, filtros, bonecos, entre outros, mas lamenta que a região não valoriza a arte local. “É uma pena. Quem nos valoriza são as pessoas de fora. Não recebemos nenhum apoio político. Queríamos que o nosso trabalho fosse mais divulgado. Somos conhecidos no Sul do País, mas, no próprio Estado, existem cidades que nunca ouviram falar do nosso trabalho”, frisou o artesão. Toda a cidade respira arte. O homem cria as peças e a mulher se encarrega do acabamento final, que é a pintura. Esse é o caso de dona Carminha, de 56 anos. Ela explica que o filho produz as peças de cerâmica e ela as pinta, em sua casa, que também funciona como atelier. Essas peças são vendidas na cida-

Como foi dito no início, o rio que “vem de Minas”, e mais, “vai bater no meio do mar”, já foi palco de batalhas e mortes. Notícias boas e ruins dos mais variados meios de comunicação, documentários, longas e curtas foram produzidos em seus belos cenários. Despertou o interesse de holandeses, portugueses e franceses. Fizeram e ainda fazem parte de sua história rei, rainha, conde, bispos, presidentes; a dona Carminha, dona Benedita, dona Edna; o Luciano Vieira, o José, a Maria e tantos e tantos que ainda irão compor esse belo rio, o sexto mais extenso do Brasil. Esse é o rio que alimenta, que produz, que mata a sede e que também serve de inspiração para poemas e músicas, como os de Toinho pescador.

de, mas a maioria é comercializada em feiras da região. “Aqui existem algumas pessoas gananciosas, que saem vendendo o nosso trabalho por qualquer preço aos atravessadores. Minha preferência são as viagens, nelas ganho mais do que se ficar na cidade e essa renda garante o pagamento das despesas básicas da família”, destacou Carminha. O processo de criação da cerâmica se inicia com o oleiro fabricando a peça. Depois é colocada para secar ao sol por 24 horas. Em seguida, vai ao forno a lenha até atingir o ponto de cardeação, o que significa dizer o ponto mais quente do forno, daí não se coloca mais lenha. Espera-se, então, que o fogo se apague por si e retiram-se as peças - quando frias - para a última etapa, que é realizada pelas mulheres: o acabamento. Ailton Kaiomã, 34, artesão, que mora às margens do rio São Francisco, na cidade de Porto Real do Colégio, índio da tribo Caririxocó, é mais um dos ribeirinhos que fazem da arte uma fonte de renda. Trabalha na confecção de peças indígenas também para preservar suas raízes. São cocares, lanças, arcos e flechas, maracás, brincos, todos ornamentados com sementes de mero, mulungu, olho de boi e madeira da própria região. Também faz brincos com penas de arara, paturi, periquitos. Kaiomã conta que a cada três meses viaja para o Sul do País para divulgar a sua cultura através do artesanato da aldeia e ainda ministra palestras contando como vivem. Os convites surgem de escolas particulares de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. (R.M.)

Claudionor Filho ingressou na arte como ajudante do irmão e do pai

Seu Toinho, pescador e poeta, é um dos defensores do rio

Rio de crendices e lendas A crendice popular alimenta o imaginário dos ribeirinhos e, principalmente, dos pescadores. Muitas lendas surgiram de histórias contadas por eles em suas pescarias, que viravam a noite na busca de peixes. Quando não os conseguiam, voltavam para casa sem nada ou com poucos peixes, narravam maravilhados aos amigos e à família alguma história fabulosa como desculpa. Entre as várias lendas correntes na região do rio São Francisco, existe uma bem famosa em toda a sua extensão, difundida por vários pescadores: a lenda do Nego d'água. Muitos nessa região afirmam que já o viram. O Nego d'água é uma espécie de duende traquino que gosta de espantar os peixes e virar os barcos dos pescadores. Os não crentes dizem que se trata de um anfíbio com a cabeça grande e os pés achatados. Os pescadores mais antigos afirmam que conseguiram fazer amizade com ele, oferecendo fumo para mascar e cachaça. Para conquistar a simpatia do duende, basta colocar oferendas no local em que ele mora. Assim, caso no outro dia a cachaça e o fumo estejam no local, o duende se tornará

amigo do pescador e concederá poderes sobrenaturais. Outra bem famosa que desperta o imaginário ribeirinho é a lenda do minhocão, que recebe vários nomes, de acordo com a região. Também conhecida como Surubim-rei e, no Baixo São Francisco, como Serpente d'água. Contam os pescadores que já a viram, que se trata de um peixe de 120 pés por dois metros de diâmetro, que daria para engolir dois homens numa só abocanhada. Segundo os relatos dos que já o viram, é um surubim que, de tão velho, perdeu as escamas e as barbatanas, por isso o confundem com um minhocão. Os pescadores contam que ele é mau, derruba barrancos para estragar as plantações das margens do rio, vira canoas e come os peixes. Como traduz Antônio Gomes dos Santos, conhecido como Seu Toinho Pescador e poeta popular: “Tem um tal de nego d"água/ Que também gosta de assombrar/ Quando os pescadores se aproximam para a tarrafa jogar/ Eles estão em cima das pedras/ E pula para assustar/ Fazendo tanta maruada/ Capaz do barco afundar/ Estas são as histórias que também ouço contar...”. (R.M.)

Ele iniciou na pesca aos 12 anos e hoje, aos 79, relembra com alegria, em seus poemas, o tempo de fartura do rio, mas também transmite sua tristeza de homem simples diante da atual situação vivida pelo São Francisco: “O rio que era forte/ hoje está para morrer/ Clamado pelo nosso amor/ Pedindo para viver/ Depois da romaria/ O que nós vamos fazer?”. Seu Toinho, que já viajou para Holanda, Alemanha e Áustria e já ganhou prêmio internacional, representa o povo simples que defende o rio, não somente recitando versos ou entoando músicas voltadas para esse Velho misterioso, mas, sobretudo, se engajando na formação de uma consciência ecológica para reverter a situação em que o rio se encontra. (R.M.)

Dona Carminha pinta as peças de cerâmica produzidas pelo filho


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Cortesia/Alen Barbosa

Esperam o telefone tocar ou mesmo insistem em chamadas que ele não atende, nem retorna. Esperam torpedos de amor, quando há apenas dissimulados interesses. Esperam em lugares escuros. Em horas nada programadas

Esperar em movimento Danielle Cândido Especial para O JORNAL

primeira vez que escrevi “por que não se faz uma mulher esperar tanto”, senti a sonoridade das palavras como um mantra. E sabia que, outros “eles”, me fariam esperar repetidas vezes. Por óbvio que sem a intenção de facilitar a minha concentração e meditação, mas para caçoar da paciência de sentir a musicalidade desse “mantra”. Não se faz uma mulher esperar tanto. E eu não estou dizendo que esse papel seja dele, porque ele também não gosta de esperar. Mas, convenhamos, com a espera, sempre é ele quem sai ganhando. É ele quem espera aquele tempo (que parece não acabar) de a noiva chegar à igreja, no dia do casamento, além da espera de ela adentrar a porta e seguir até seus braços, no altar. E antes (e depois) desse ritual, seguem-se inúmeras conquistas, antecedidas e seguidas de esperas - dele, é claro. Com os primeiros passos da conquista, ele espera. Espera a porta da casa, enquanto ela se arruma, para ficar de mãos dadas ou namorar na calçada, feito coisa de interior. E, ao contrário do que canta Chico, é ele quem se pega por esperar, no

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portão, pra dizer que está muito louco pra beijar. Espera o sinal tocar, a aula terminar, para voltarem juntos para casa ou esperar ela partir, da porta da escola e ir. E as esperas de toalete? São minutos sem fim, sozinha ou com as amigas (e não me perguntem sobre o que falamos. Sobre eles, claro). E a espera na entrada do cinema? Já com os ingressos na mão, ele espera por ela, que demorou por buscar o suéter, como se seus braços não dessem conta de aquecê-la. Conquistados, vocês começam a fazer coisas juntos, e ele espera. Parece até que desde os primórdios até hoje em dia, o homem só faz esperar a mulher todo dia. E a espera está desde “essas coisas que diz toda mulher” até o estar esperando pr'o jantar. E as longas esperas no salão de beleza?! (E não me venha com a desculpa de que a ama de cara lavada e bob na cabeça. Ele sempre a quer bonita, e por isso espera). E mais espera na hora das compras. Não que ele precise acompanhá-la para passar o cartão de crédito. Mas, enfim, por que ele espera mesmo? Para consolidar a união: a espera no altar, que vem com as devidas horas de atraso (que toda noiva tem direito). E logo chega o momento da sala de espera. Nela, ele aguarda a chega-

da do filho, que só a mulher amada poderia dar. E até chegar aqui, ele espera a mulher amada, fazendo outras esperarem, enquanto, em hora, ela não chega. Ah, e essas outras! Essas sim esperam. Esperam o telefone tocar ou mesmo insistem em chamadas que ele não atende, nem retorna. Esperam torpedos de amor, quando há apenas dissimulados interesses. Esperam em lugares escuros. Em horas nada programadas. Esperam um “sim”, já cansadas de repetir o “você me diz não todos os dias”, e querer mais. Esperam se permitir a saudade, sem o receio de ele não voltar. Elas que esperam não esperar, porque não se faz uma mulher esperar tanto, mesmo que ela não seja a mulher amada. E logo para essas que o esperam chegar, “o amor não sabe esperar”. E o homem espera pelo que ele espera de uma mulher. E esse esperar da parte dele não nos garante apenas um homem paciente, mas um homem que sabe o que quer. Porque esse esperar, como diz Paulo Freire, “não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero”. E assim mesclamse os verbos conjugados. Com o esperar-esperançar, ele nos

surpreende: na conquista, no estar junto, em família, até que se prepara para uma nova espera... É quando o pai espera a filha se arrumar, para levá-la ao ballet. Espera a aula terminar, para juntos almoçar. Espera a festa dos amigos acabar, para ir buscá-la e a casa voltar. E espera (meio sem vontade) ela aparecer com o namorado para ele parar de esperar. E assim troca de lugar no altar. Num ambiente marcado pela marcha nupcial, caminhando a passos lentos (e acentua-se ainda mais essa espera), coincidentes com os acordes que terminarão ao mesmo tempo da chegada dela ao altar, ele, definitivamente, para de esperar (enquanto o outro vai apenas começar). Daí, de onde você está - seja “ela” ou “ele” -, deve estar pensando nas esperas do ontem e nas que virão. Será que você está realmente esperando parado ou esperando em movimento? Pois bem, uma trégua para seus momentos de reflexão. E, depois desse divã, vamos além da canção como “Pedro pedreiro penseiro esperando o trem”. O convite para essa viagem é o de estar no trem. A esperar e ir ao encontro. É essa a viagem do esperar em movimento dos relacionamentos. Namorados, esperai.

Jejuar, perdoar e esperar. Se existem “palavras mágicas” para um bom relacionamento, essas são as três. O jejum é a renúncia. O perdão vem do coração. E a espera não é, simplesmente, paciência. Como diz Paulo Freire, é o mover na esperança enquanto luta e, se luta com esperança, espera. É esse esperar que leva ao encontro, que acresce à poesia: “O amor não tem pressa. Ele pode esperar em silêncio”, e em movimento


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Roteiro alessandra@ojornal-al.com.br

Artes plásticas Música Teatro Dança Cinema Horóscopo Artesanato Hoje

Divulgação

 O final de semana promete ser movimentado em Penedo com a realização do projeto “1kg de Alegria”, idealizado pela Companhia de Teatro Cena & Ato que realiza apresentações teatrais no Teatro Sete de Setembro visando angariar alimentos não perecíveis que serão posteriormente repassados às comunidades carentes do município. A peça infantil “Contadores de História” (foto), da produção da Cia. Teatro da Meia Noite, será apresentada às 17h. Ingressos: R$ 5 9+ 1 kg de alimento não perecível.  Divina Supernova dará o tom à festa “Amor em vermelho”, no Dia dos Namorados, no Vila Chamusca (alto de Ipioca). Na noite especial, a dupla cantará o amor em inglês, francês e português. Mais informações e reservas de mesas: (82) 9106-2665/3355-1639.  Com o tema “Sou cana caieira ao pulsar da zabumbeira. No engenho do São João, forrozando a noite inteira” a Quadrilha Junina Pé de Serra Alagoana vai levar o seu balancê ao município alagoano de Marechal Deodoro. Aberto ao público.

Terça-feira  O preconceito e a violência são o mote para uma peça montada pelo Grupo Raízes que partiu de sete histórias verídicas que caracterizam o bullying. São abordados temas como obesidade, homofobia e beleza. O espetáculo será apresentado nos dias 14 e 15 deste mês, às 20h, no Teatro Gustavo Leite, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió (Jaraguá). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (estudantes e idosos). Mais informações: (82)8809-6456.

Horóscopo ÁRIES (20 mar. a 20 abr.) Alegria e tranquilidade com relação a si mesmo. Você, provavelmente, passará por uma fase que será decisiva em seu relacionamento com pessoas da sociedade e que marcará mudanças em sua vida.

LEÃO (22 jul. a 22 ago.)

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TOURO (21 abr. a 20 mai.) Problemas envolvendo finanças. Seja cauteloso. Evite decisões importantes. Sensualismo exagerado e cuidado com o nervosismo. Você poderá se sentir abatido e com pouco estímulo para o trabalho.

VIRGEM (23 ago. a 22 set.)

Cuidado com prejuízos causados por empregados ou sócios. Não realize o negócio que está pretendendo. Espere o dia de amanhã para concretizá-lo. Não abuse da saúde e não discuta com a pessoa amada.

Evite prejudicar sua saúde, não cometendo excessos na alimentação, alcoólicos e profissionais. Não confie demais em subordinados e em estranhos. Todavia, o sucesso pessoal e a evolução da personalidade serão evidentes.

SAGITÁRIO (22 nov. a 21 dez.)

CAPRICÓRNIO (22 dez. a 20 jan.)

Seja mais confiante em si mesmo, empreendedor e executivo que conseguirá melhores resultados neste dia. Todavia, a fase não lhe será das melhores, principalmente no que se refere ao dinheiro e sua saúde.

Dia benéfico. Amigos deverão ajudá-lo a concretizar seus planos. Fará novas amizades. Fique atento quanto a pessoas invejosas. Cuide da saúde. Fase propícia para progredir através do trabalho.

GÊMEOS (21 mai. a 20 jun.) Dia excepcional, benéfico. Pessoas conhecidas do seu relacionamento deverão ajudar você no que precisar. Fique atento com pessoas invejosas e não seja tão pessimista. Procure concluir pendências.

LIBRA (23 set. a 22 out.) Neste dia, você poderá enfrentar alguns obstáculos inesperados. Com o auxílio de amigos, parentes, colegas e vizinhos poderá contorná-los. Evite atitudes agressivas. Deixe de lado o ciúme e espere notícias boas através de carta ou visita de uma pessoa inesperada.

AQUÁRIO (21 jan. a 20 fev.) Ótimo dia para questões artísticas, publicidade e caridade. Atritos com parentes, perda de amizades e o sistema nervoso um tanto quanto agitado, estão previstos para você hoje. Aja com perícia e inteligência, que terá um dia melhor.

CÂNCER (21 jun. a 21 jul.) Conte consigo mesmo em todas as empresas, por mais árduas que possam parecer. Os outros irão notar sua tenacidade e persistência podendo lhe tributar o dobro de crédito a partir deste dia. No amor, aja com sinceridade.

ESCORPIÃO (23 out. a 21 nov.) Dia propício. Disposição física e mental favorecidas. O contato com amigos e conhecidos trará compensadoras vantagens principalmente no que se refira a dinheiro ou a sua profissão

PEIXES (21 fev. a 20 mar.) Para tirar algum proveito deste dia, será necessário usar toda a sua habilidade profissional e comercial. Todavia, procure se precaver contra injúrias e acidentes e não se deixe influenciar por pessoas muito falantes.


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RELIGIÃO Thallysson Alves - Estagiário

SANTO ANTÔNIO

Amanhã é o dia de celebrar e homenagear o santo casamenteiro

Dom Antônio Muniz: “Essa festa é antiga; já existia antes de Cristo”

O Dia de Pentecostes será comemorado hoje no Trapiche da Barra Fabyane Almeida Estagiária*

“O dom do Espírito Santo é fruto da Páscoa de Cristo. Morto como homem, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo derramado sobre ele (1Tm 3,16; Rm 1,4). O Espírito torna-se a própria energia divina que sustenta e vivifica a natureza humana de Jesus, de tal modo que São Paulo chega a dizer que o Senhor Jesus é Espírito (2Cor 3,18)”. Alguns dos versículos descrevem o real significado da comemoração do Dia de Pentecostes, celebrado hoje pela Igreja Católica. De acordo com o arcebispo, Dom Antônio Muniz, existe um significado bíblico para Pentecostes. “As festas das sete semanas, os cinquenta dias após a ressurreição são celebrados em grande festa, com rezas e orações durante as missas”, disse. “Essa festa é antiga, já existia antes de Cristo”. O tempo pascal conclui-se com a Solenidade de Pentecostes, celebração do Espírito Santo, dom que o Cristo morto e ressuscitado faz à sua Igreja e aos seus fiéis. “É tempo de acolhermos os irmãos envolvidos com drogas e alcoolismo, em depressão, para que possamos ajudá-los a recuperar a dignidade humana, assim como nos ensinou Jesus”, contou o arcebispo. Dessa forma está em Romanos no capítulo 13, versículos de 8 - 10: “O amor que Jesus nos deu como mandamento não é um sentimento, mas é o seu próprio Espírito, no qual unicamente podemos nos amar como ele amou. É este amor que é a plenitude da Lei” (Rm 13,8-10).

O dom do espírito em Pentecostes é experiência de cada cristão no sacramento da crisma, quando é dado o espírito de força para o testemunho de Jesus e a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Durante a solenidade de Pentecostes é celebrado o dom do Espírito, que é dado à Igreja continuamente, na pregação da Palavra, e, sobretudo, nos sacramentos, de modo particular, no batismo e na eucaristia. Em cada sacramento, a Igreja suplica ao Pai o dom do Espírito do Filho. Para Dom Antônio Muniz, a reza é uma das formas de agradecermos às graças alcançadas. “No domingo iremos rezar unidos em graça. Estaremos orando e agradecendo para continuar a missão pelo mundo em busca de pessoas mais solidárias”, explicou. A igreja é considerada o verdadeiro Templo do Espírito Santo, porque nela habita, repousa, vivifica, faz cresce e conduz à plenitude. “Celebramos a festa da vinda do Espírito Santo, que chega após a ressurreição, vem para dar força aos apóstolos de Jesus reunidos com Maria em Jerusalém”, ressaltou. “É o anuncio da presença de Jesus Cristo para que seus fiéis continuem a missão de Cristo no mundo”. Com o objetivo de restaurar a vida e a dignidade das pessoas sofridas, através da mensagem de Jesus Cristo, a celebração de Pentecostes, com o tema Liturgia - Berço de experiência da Palavra de Deus, acontecerá hoje, no Ginásio do Sesi, no bairro do Trapiche, das 8h às 18h. A entrada é franca. *Sob a supervisão da Editoria de Cultura

Gabriela Lapa Estagiária*

e cabeça para baixo, dentro do copo ou escondido no armário, quando chega o 13 de junho, o que não falta a santo Antônio são pedidos para realizar. A natureza do desejo varia, pode ser um casamento ou até um objeto perdido, mas a fé é a mesma. Fazendo simpatias, orações e oferendas, todo ano, milhares de devotos se reúnem para celebrar a data e homenagear o protetor. Este ano, a universitária Marcela Ramos vai trocar o pedido pela homenagem, e agradecer ao santo pelo casamento que fez há três meses. “Passei um semestre inteiro orando, pedindo a ele que ajudasse com o meu noivado. Toda terça-feira eu ia à igreja, colocava o pedido na pilastra, e rezava. Pedi tanto que consegui”, conta Marcela. Ela diz que aprendeu a acreditar em santo Antônio com a tia e a avó, todas muito devotas, e não abre mão de agradecer a ele pelas bênçãos que recebeu. “Acho a religião fundamental. A gente precisa acreditar que existe uma força maior por trás da vida”, justifica. Santo Antônio ficou gravado no imaginário popular como santo casamenteiro. As simpatias para atrair sua atenção atravessaram gerações e ganharam as mais diferentes formas. Hoje, no Brasil, festas como a de santo Antônio de Barbalha, no Ceará, reúnem milhares de devotas à procura de uma ajudinha para en-

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contrar a alma gêmea. Mas promover a união dos apaixonados não é o único atributo do santo português. Santo Antônio também é conhecido como protetor dos pobres e dos objetos perdidos. “Uma vez, na sexta-feira, eu estava em casa, com a porta aberta, quando um homem entrou e roubou minha bolsa. Meu marido falou para irmos à delegacia, mas eu queria comprar pão para oferecer a santo Antônio. Era sexta, dia dele, e eu sabia que teria minha bolsa de volta se fizesse o pedido. Levei o pão, pedi e no fim da tarde me ligaram. A bolsa estava em uma casa atrás da igreja”, conta a tia de Marcela Ramos, Patrícia Fernanda Ramos. Como a sobrinha, Patrícia também diz ter muito a agradecer a santo Antônio. “A família toda é muito ligada a ele”, explica a assistente social. “Minha mãe era devota, batizou meu irmão de Antônio, e me deu o segundo nome de Fernanda – nome que ele usava antes de se tornar santo”, justifica. Ao contrário de Marcela, Patrícia diz que nunca fez pedidos ou simpatias para se casar, mas acredita no poder de santo Antônio de atender às orações. “Às vezes, as pessoas confundem, acham que santo é Deus e pode fazer tudo, e isso não é verdade. Mas ele pode, sim, fazer você chegar a Deus”, completa, repetindo as palavras da sobrinha: “É preciso acreditar em algo maior”. *Sob a supervisão da Editoria de Cultura

HORÁRIOS DAS MISSAS AOS DOMINGOS Igreja Nossa Senhora da Assunção (Santo Eduardo): 9h30 e 19h; Igreja Divino Espírito Santo (Jatiúca): 7h e 18h; Igreja dos Capuchinhos (Farol): 6h30, 9h, 18h; Igreja Menino Jesus de Praga (Pinheiro): 7h30, 16h, 19h30; Igreja Nossa Senhora de Lourdes (Horto): 7h30 e 19h; Igreja de São Pedro (Ponta Verde): 8h e 19h.

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REF: 0132 – STELLA MARIS – 102,19M² Aptº c/ varanda, sala de estar/jantar, 03 quartos todos suítes sendo 1 reversível, WCB de serviço, cozinha, área de serviço, dependência completa, 02 vagas de garagem. R$ 389.000,00 Próximo ao Centro Médico Harmony - Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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REF: 0136 – STELLA MARIS – 108,00M² Lançamento - Aptº c/ varanda, sala de estar/jantar, 03 quartos todos suítes sendo 1 reversível, WCB de serviço, cozinha, área de serviço, dependência completa, 02 vagas de garagem. R$ 373.000,00 - Tr. 93514440 /8811-8410 CRECI 343

REF: 034 - PONTA VERDE - Res. Mont Vernon 146,98m² Varanda, sala de estar e jantar, 03 suítes, cozinha, área de serviço e dependência de empregada. Prazo de Entrega Maio/2012. R$ 630.424,32 Av. Sandoval Arrochelas - Tr 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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REF: 0154 – STELLA MARIS – 97,78M² Lançamento – Prazo de entrega: Dezembro de 2012 - 03 quartos, sendo 01 suite, wc social, varanda, sala de estar/jantar, cozinha, dependência completa de empregada, 02 vagas de garagem. R$ 368.000,00 - Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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Domingo, 12 de junho de 2011 | www.ojornalweb.com | e-mail: reservas@ojornal-al.com.br REF: 052 - PONTA VERDE – Quarto e sala - 01 quarto, sendo suite, sala/jantar, cozinha/serviço. R$ 144.000,00 – TR 9351-4440 /88118410 CRECI 343 REF: 053 - PONTA VERDE – Rua Eliseu Teixeira - Esquina com a Dep. José Lages – Quarto e sala 38,91m² Sala, 01 quarto, banheiro social, cozinha, 01 vaga de garagem. R$ 160.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 054 – PONTA VERDE - Aptº c/ 97,50m² - 03 Quartos sendo 02 suítes, varanda, sala para 02 ambientes, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada, 02 vaga de garagem. R$ 320.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 057 - PONTA VERDE - Aptº c/ 99,77m², 03 Quartos, sendo 02 suítes, varanda, sala para 02 ambientes, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada. 02 vagas de garagem. R$ 283.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 032 – PONTA VERDE – 8° ANDAR Aptº com 90,83m² próximo à Sandoval Arroxelas. Sala de estar/jantar com varanda em “L”, 03 quartos sendo 01 suíte, cozinha, Wc social, dependência completa de empregada, área de serviço. 01 vaga de garagem. Prédio subsolo e pilotis, salão de festa, gerador, guarita de segurança, etc. Apenas R$ 290.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 0100 – PONTA VERDE - PRÉDIO NOVO! - 294M² - Apt°: Sala de estar/jantar com varanda, 04 quartos sendo 2 suítes completas e 1 com WC reversível, WC social, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada. O Prédio: subsolo, pilotis, 03 elevadores, salão de festa com bar, piscina com deck, gerador 02 vagas na garagem. R$ 651.000,00 TR 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 0114 – PONTA VERDE – 137M², de frente, próximo a Praça do Skate, 3º andar, sala grande, 03 quartos, sendo 01 suíte, varanda, cozinha, WC social, dependência completa de empregada, 01 vaga de garagem. R$ 250 mil. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343

REF: 0111 - PONTA VERDE – 125m² - 100% nascente, andar alto de frente! - 03 Quartos sendo 01 suíte, sala de estar/jantar grandes, WC social, varanda com vista para o mar, DCE, cozinha, 02 vagas de garagem - R$ 300.000,00 – Av. Dep. José Lajes - TR 9351-4440 /8811-8410 – CRECI 343 REF: 0109 - PONTA VERDE - EDF. VITREO RESIDENCE - 218,52m² - Entrega: Out/2012 - 04 Quartos sendo 03 suítes, sala de estar/jantar, WC social, varanda, DCE, cozinha, 03 vagas de garagem - R$ 859.500,00 - Rua Machado Lemos - TR 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 0115 – PONTA VERDE – 1ª quadra do mar –117m², 5º andar, 03 quartos, sendo 1 suíte, varanda, cozinha, WC social, 1 vaga. R$ 210 mil. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 0107 - EDF. PORT VILLE II - Ponta Verde Quarto e sala 1 Vaga de garagem R$ 140.000,00. 01 suíte, cozinha, área de serviço TR 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 0156 – PONTA VERDE – Área: 133,39m² - Mobiliado – 04 quartos sendo 03 suítes, varanda, sala de estar, sala de jantar, WC social, dependência completa de empregada, 02 vagas de garagem. R$ 350.000,00 - Tr 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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REF: 070 – PAJUÇARA – Beira-mar - Dolce Vitta - 137,75m² - 03 quartos sendo três suítes, sala de estar/jantar, varanda gourmet, wcb social, cozinha, DCE, piso em porcelanato. R$ 508.000,00 - Av. Dr. Antônio Gouveia - Tr 9351-4440 /88118410 - CRECI 343 REF: 0138 – PAJUÇARA – 75,15m² - Aptº c/ varanda, sala de estar/jantar, 02 quartos sendo 1 suíte, WC social, cozinha, área de serviço, 02 vagas de garagem. R$ 266.201,03 Rua José Correia Filho Tr. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 085 – PAJUÇARA - ÁREA: 68,52M² Varanda, sala de estar e jantar, 03 quartos, sendo 01 suíte, wc social, cozinha e área de serviço, com 01 vaga(cabem 02 carros. Prox. Col. INEI/Praça Lyons, R$ 245.000,00 - Tr 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 056 - PAJUÇARA - BEIRA-MAR – Aptº c/ 190m² - Nascente - Sala de estar e jantar, 04 suítes, lavabo, DCE, despensa, 03 vagas de garagem. R$ 890.000,00 Cond. R$ 600,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343

POÇO REF: 0113 – POÇO – PRÓXIMO AO SESC – Aptº com 72m² - 03 quartos sendo 1 suíte, sala em “L”, varanda, WC social, dependência de empregada, cozinha. O condomínio tem piscina, play-ground, bastante espaço para seus filhos se divertirem! R$ 120.000,00 - Tr. 93514440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 065 – Varanda, sala de estar/jantar, 01 suíte master, 02 quartos reversíveis, lavabo, cozinha e dependência de empregada. 03 vagas de garagem. Piso em porcelanato polido R$ 390.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 VENDO aptos. No Conj. Sto. Eduardo. Valores R$ 105 e 95 mil e uma casa no Conj. José Mano Peixoto. Tr.: 8868-4938/ 9113-8185/ 9612-4077/ 9326-1127. Creci 1736 VENDO apt. na Barra de São Miguel, cond. fechado e piscina. Tr. 8843-9404 e 9933-5346

APTO. ALUGA OUTROS BAIRROS ALUGO apt. na Barra de São Miguel, cond. fechado e piscina. Tr. 8843-9404 e 9933-5346

CASA VENDA CENTRO REF: 0130 – CENTRO – Casa totalmente nascente, próxima à Igreja N. Sra. Do Carmo – Sala de estar grande, sala de jantar grande, cozinha grande, cozinha de apoio, 03 quartos sendo 02 suítes, WC social, área de serviço, 02 dependências de empregada, a 2ª no andar de cima, terraço, quintal, garagem p/ 04 carros. Rua calçada e muito sossegada! R$ 260.000,00 TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343.

CAMBONA REF: 044 - CAMBONA - Sala, varanda, 02 quartos, WC social, circulação cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada, R$ 95.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343

FAROL REF: 017 - PITANGUINHA – VENDO casa com 390m², sala de visita, sala de jantar, sala de TV e som, 02 terraços, Gabinete, 06 quartos sendo 02 suítes, 02 Cozinhas, 02 WC socais, Dependência completa empregada. Garagem 04 carros. R$ 250 mil. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

OUTROS BAIRROS

REF: 0130 – NA RUA DO CESMAC – excelente casa para sua empresa, totalmente nascente, – 2 salas grandes, sala de jantar grande, cozinha grande, cozinha de apoio, 03 quartos no 1º andar, sendo 01 suíte, terraço, área grande coberta, WC social, área de serviço, quintal com dependência de empregada, mais 02 quartos no térreo, sendo 1 suíte, garagem p/ 03 carros. R$ 360.000,00 – Terreno medindo 9 x 55. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 028 – 100M² - Rua Empresário Carlos da Silva Nogueira 3 quartos, sendo 1 suite, 1 suíte opcional, WC social, varanda, sala estar/jantar, 2 vagas de garagem. R$ 270.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 040 - FAROL - Maravilhosa casa c/ 300m² - 05 Quartos, sendo 03 suítes, varanda, sala de estar e jantar, gabinete, w’c Social, DCE e 2 Vagas de Garagem, jardim e quintal. R$ 300.000,00 TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

SERRARIA REF: 094 - SERRARIA - 115,53M² - Entrega: dezembro/2011 Lançamento – Apartamento duplex - 1º pav.: sala de estar/jantar, cozinha/serviço, wc social, 02 quartos, sendo 01 suite. 2º pav.: terraço descoberto, bar, 01 suíte. R$ 250.000,00 - Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 022 – FAROL – ÓTIMA CASA - Terraço, garagem, varanda, gabinete, sala de visita, sala de estar/jantar, 03 quartos, 02 banheiros, copa, cozinha, dependência completa de empregada, 190,84m² de área coberta. Apenas R$ 347.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 0120 – PRÓXIMA AO TERMINAL DA AV. ROTARY – Com 380m² - Jardim, 02 salas, gabinete, 3 quartos sendo 2 suítes, terraço, sala de estar/jantar, wc social, despensa, banheira de hidromassagem, dependência completa de empregada, garagem p/ 3 carros, jardim. Apaixonante! R$ 390.000,00 - Aceito carro na negociação! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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GRUTA REF: 0106 - GRUTA CASA PARQUE DO FAROL - 3 quartos, s/ 1 suíte, 2 Vagas de garagem Área: 360m2 Valor: R$ 320.000,00 TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343.

JATIÚCA REF: 0128 - JATIÚCA Sala de estar/jantar, varanda, circulação interna, 04 suítes sendo 01 master, lavabo, cozinha com área de serviço e quarto de empregada com banheiro. Completo de armários em 03 quartos sociais, na cozinha e nos banheiros sociais. 247,53m² vagas de garagem. R$ 1.100.000,00 TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343.

OUTROS BAIRROS REF: 0123 – PINTANGUINHA - Próxima a garagem da Real Alagoas. Casa de 1º andar em fase final de construção. Com 297m², jardim, terraço, jardim de inverno, 02 salas, gabinete, 4 quartos sendo 3 suítes, terraço, sala de estar, sala de jantar, wc social, despensa, dependência completa de empregada, garagem p/ 2 carros. Apenas R$ 365.000,00 – Também aceito carro na negociação! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. VENDO casa na rua São Domingos, c/ 1º andar, terreno med. 10x35. R$ 160 mil. Bairro Cavaco Arapiraca. Tr.: 99140880. VENDO casa medindo 30x40, de frente ao Campo do Sete (Tabuleiro), como também área med. 20x10. Tr.: 8868-4938/ 91138185/ 9612-4077/ 93261127. Creci 1736

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Aluguel de salas comerciais, no 13º andar cobertura com vista para o mar, no Ed. Empresarial Norcon, situado na Av. Comendador Gustavo Paiva, nº 2789, Mangabeiras, tratar com proprietário no tel. 9974-4421 (favor ligar no horário comercial). REF: 043 – PARIPUEIRA - LOTEAMENTO ÁGUAS MANSAS – Casa com dois pavimentos, varanda, piscina, churrasqueira, sala de estar/jantar, cozinha, despensa, área de serviço, 03 suítes, sendo 01 reversível. R$ 300.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. VENDO casas em Pajuçara e no Conj. Sto. Eduardo. Valores R$ 185, 110, 320, 210, 125 e 290 mil. Tr.: 8868-4938/ 9113-8185/ 9612-4077/ 9326-1127. Creci 1736 REF: 0143 – ALDEBARAN ÔMEGA Excelente casa com 02 pavimentos, composta de 04 quartos sendo todos suítes, suíte máster com hidro, estar íntimo, closet, WC social com 02 vasos. Closets em todos os quartos, sala de estar, sala de jantar, terraço, despensa, cozinha, área de serviço, WC's sociais, dependência completa de empregada, piscina, poço artesiano registrado, garagem para 03 carros. Apenas R$ 700.000,00. Ao lado um terreno de propriedade da mesma que também está à venda por R$ 300.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 078 – SONHO VERDE I, Casa em dois lotes, área de 900,00m² de terreno, nascente, com uma ampla área verde em sintonia com uma ótima área de lazer com piscina enorme e extenso deck com quiosque, cinco quartos, sendo três suítes, três quartos internos na casa e duas suítes num anexo, amplas varandas, fruteiras, cisterna, etc. Registrado. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 096 – NA PARADISÍACA GARÇA TORTA – Seu Reveillon será inesquecível! Casa com 03 níveis. Nível inferior: sala p/ 3 ambientes, varanda e escritório. Nível Intermediário: entrada com um belo jardim, sala de jantar, estar para 3 ambientes, lavabo, copa, cozinha, garagem, área de serviço e 02 DCE' s. Nível Superior: 1 suíte king, 01 suíte máster, 01 quarto, WC social e ampla varanda com vista para área de lazer e o mar. Área de lazer com amplo jardim, piscina, deck, mirante panorâmico, quiosque com churrasqueira, sauna, WC e depósito. Totalmente à beira-mar. Área: 799m². R$ 1.5000.000,00. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 089 – EM SONHO VERDE PRA SONHAR – Casa próximo à praia, com terraço, sala de visita, jantar, 03 quartos sendo 1 suíte, DCE, varandão, garagem, jardim grande. 02 frentes. Condomínio com quadra de esportes, piscina e bar. R$ 230.000,00 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 082 – O REVEILLON TÁ GARANTIDO CASA - a 30m da PRAIA - Loteamento Praias do Tabuba - Barra de Santo Antônio. Sala de estar/jantar, cozinha americana, 04 quartos sendo 01 suíte master, DCE, área de serviço, jardim, churrasqueira, garag #em para 04 veículos de porte médio. Terreno medindo: 15 x 31,30m. R$ 310.000,00 –TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343.

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SALVADOR LYRA REF: 0150 – OPORTUNIDADE RARA! Conjunto Salvador Lira – Casa – 1º. piso: 02 quartos, sendo 01 suíte com hidromassagem, sala de estar/jantar, cozinha americana, dependência completa, despensa, quintal e área de lazer. 2º. piso: 03 salas, área de serviço, garagem para 02 carros e jardim. 314,00m de área construída. R$ 180.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343 - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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“De acordo com o art. 5º da CF/88 c/c art. 373-A da CLT, não é permitido anúncio de emprego no qual haja referência quanto ao sexo, idade, cor ou situação familiar, ou qualquer palavra e/ ou expressão que possa ser interpretada como fator discriminatório, salvo quando a natureza da atividade assim o exigir.”

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Cuidado com eles! O JORNAL faz um “raio X” dos adversários do CRB na Série C do Campeonato Brasileiro PÁGINAS 4 E 5

Nesta edição, veja a tabela da Terceirona PÁGINA 6 Marco Antônio


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BatePronto Victor Mélo - jornalistavictor@gmail.com

ROMÁRIO

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RONALDO

“Depois de mim, Ronaldo foi o melhor”. A frase, nada modesta, é de um certo baixinho de nariz empinado que fez história no futebol. Nos dias posteriores à aposentadoria do Fenômeno, os torcedores aguçaram a memória e iniciaram um desafio pelos bares do País. Quem foi o melhor? Ronaldo ou Romário. Na prática, o camisa 9 conquistou mais Copas. Sem jogar, foi campeão em 1994 e, com atuação brilhante, levou a seleção ao quinto título mundial, em 2002. Romário fez mais gols, teve uma carreira bem mais longeva e conquistou um Mundial como o grande astro, em 94. Ambos foram geniais. Dentro da grande área, com os dois no auge, acho que Romário foi melhor. Sua colocação e sua capacidade de definição impressionavam até Pelé. Além de finalizar com os dois pés e ter um amortecedor no peito, o Baixinho era frio e exímio cabeceador. Ele dependia menos do físico e, por isso, prorrogou sua aposentadoria até os 42 anos. Ronaldo aliava técnica a uma impressionante explosão física. Seus gols marcantes nasceram de arrancadas. Romário, ao contrário, era o mestre do arremate. Na seleção brasileira, Ronaldo atuou mais. Curiosamente, o Fenômeno, atormentado por tantas lesões, se recuperava nos momentos em que camisa amarela o convocava. O Baixinho, ao contrário, sofreu lesões graves no período de preparação para dois mundiais e, efetivamente, só foi útil na Copa que o consagrou. Assim, mesmo tendo se aposentado aos 34 anos, Ronaldo disputou 105 jogos pela seleção, contra 85 de Romário. O Fenômeno marcou 67 gols defendendo o País, contra 55 do camisa 11. Na Europa, no entanto, Ronaldo será mais lembrado do que Romário se for feita uma pesquisa daqui a 15 anos. O camisa 9 jogou no Velho Continente durante seu auge e por lá ficou até o início da decadência. Investindo em sua qualidade de vida, Romário voltou ao Brasil em 1994 e fez história vestindo as camisas de Flamengo, Vasco e Fluminense. Uma heresia para os conservadores europeus. Mandou e desmandou no Rio e, mesmo tendo forçado a barra nas contas, comemorou seu milésimo gol. A carreira desses craques recolocou o Brasil na condição de maior potência do futebol mundial. O título havia sido perdido na década de 70, mas, a partir dos anos 90, eles trataram de comandar, em campo, a nossa reação. Hoje, a velha camisa amarela sonha com os gols desses mestres e torce para que as gerações que se seguem possam honrar os números mágicos que eles defenderam.

JUNTOS Mesmo com dez anos de diferença na idade, Romário e Ronaldo atuaram juntos em 14 partidas pela seleção brasileira. A dupla causou furor na preparação para o Mundial de 1998 e só foi desfeita por causa de um estiramento sofrido pelo Baixinho. Cortado por Zagallo, ele viu o Brasil perder o título para a França na grande decisão.

NÚMEROS Os números da dupla merecem destaque. Juntos, Ronaldo e Romário disputaram 19 jogos pela seleção, vencendo 14, empatando três e perdendo dois. Atuando no ataque, eles marcaram 33 gols, média de 1,73.

Pelé disse que Neymar é melhor do que Messi

Conselhos do rei Pelé dá dicas de posicionamento a Neymar: “Não pode ser só ponta” Pelé está encantado com Neymar, a ponto de ver qualidades no jogador que nem Messi tem. O Rei do futebol, porém, acredita que o atacante ainda possa evoluir em alguns aspectos de seu jogo, principalmente na parte tática. Em entrevista ao Globo Esporte, Pelé afirmou que o camisa 11 do Santos precisa se exibir menos para a torcida e melhorar seu posicionamento em campo. “Acho que o Neymar precisa de um pouco mais de maturidade.

Ele está se preocupando muito em jogar para a torcida. Outra coisa que eu estava comentando também, e que acho que o Muricy vai tirar esse vício dele, é que o Neymar virou ponta-esquerda. E um jogador com a habilidade dele não pode ficar só parado ali”. Outra recomendação do Rei foi em relação aos escanteios. Para Pelé, o Santos precisa arranjar um outro cobrador. “Ele não é jogador para bater escanteio. A cada escanteio que ele bate, são dois ou

três minutos fora do jogo. Ele tem de ficar na meia-lua. Como ele é habilidoso, em todo rebote ele vai criar mais e fazer gols”. Por fim, Pelé fez questão de elogiar o jovem atleta e fez uma comparação entre o santista e o argentino Lionel Messi. “(O Neymar) finaliza com a esquerda e a direita com a mesma facilidade, coisa que o Messi, com a direita, não tem muita confiança. Não é muito positivo. Até aí você pode esperar que ele seja uma grande figura”.


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Os árbitros alagoanos Flávio Feijó de Omena e Charles Hebert, e os assistentes Wladson Michellângelo e Adeilton Hora, foram aprovados no teste físico realizado em Aracajú na quintafeira. As provas foram comandadas pelos Instrutores da CFB e da Fifa. “Eles não tiveram êxito na primeira avaliação realizada em Maceió”, lembrou o presidente da Ceaf/AL, Hércules Martins, que festejou a vitória de todos. “Agora o nosso quadro nacional está completo, com quatro árbitros e oito assistentes”, emendou. Com o resultado aumentou, o quadro da arbitragem alagoana para trabalhar no Campeonato Brasileiro 2011 em todas as divisões. CHICÃO - Francisco Carlos do Nascimento o ‘Chicão’, vai mais uma vez comandar um jogo da Série A do Brasileirão. Juntamente com o assistente alagoano Carlos Jorge Titara da Rocha, Chicão comandará a partida entre Botafogo/RJ e Coritiba, pela 4ª rodada competição. O outro assistente será Erich Bandeira/Fifa/PE. A partida será realizada neste domingo (12) às 18h30 no estádio João Havelange (Engenhão) no Rio de Janeiro.

Click Arapiraca

CBF aprova árbitros de Alagoas

ASA vai fazer suas duas próximas partidas na Série B fora de casa

Campo minado Victor Mélo Editor de Esportes

O ASA enfrenta nas duas próximas rodadas da Série B o fantasma dos jogos fora de casa. Até agora, o desempenho do Alvinegro como visitante está preocupando o técnico Vica. Em duas partidas, o time marcou apenas um gol e sofreu nove, déficit de oito. Contra a Ponte Preta, na estreia, foi goleado por 5 x 0. Diante do Goiás, a equipe demonstrou um futebol mais regular, mas também perdeu por 4 x 1.

“Não podemos sofrer mais tantos gols fora de casa. Já conversei com os atletas sobre a anormalidade desses resultados e esperamos um desempenho bem melhor” comentou o técnico Vica. Terça-feira, o ASA visita o Criciúma, em Santa Catarina, às 21h50, e, três dias depois, encara o Grêmio Barueri no interior paulista, às 21h. Depois de uma longa folga entre a partida diante do Goiás e a de ontem, contra o Sport, o elenco alvinegro vai ser testado na maratona fora de casa.

O técnico Vica se preocupa com o desgaste. “As viagens são ruins para os atletas. Cansa demais sair e entrar em aeroportos. Fizemos um bom trabalho de preparação física na semana passada e espero que o grupo suporte bem essa sequência”, avaliou o treinador, que conta com o retorno do volante Galiardo para a partida de terça. O jogador cumpriu suspensão automática diante do Sport e está à disposição da comissão técnica. RETORNO - O ASA só voltará a jogar em seus do-

mínios dia 26 de junho, contra o Vila Nova. Até agora, o time fez duas partidas no Municipal, diante do Americana-SP e do Sport Recife. PROJEÇÃO - A comissão técnica do Alvinegro trabalha, primeiro, para manter o clube na Série B. Conquistada esta meta, o clube pode refazer seus planos ao longo da disputa. Para garantir sua permanência sem dificuldades, o ASAprecisa somar 50 pontos. Assim, o clube projeta fazer, no mínimo, 25 pontos no Primeiro Turno.

Renato Gaúcho dá conselhos a Viçosa O atacante alagoano Júnior Viçosa começa a se destacar com a camisa do Grêmio. Negociado com o Tricolor Gaúcho no segundo semestre do ano passado, ele teve algumas dificuldades de adaptação no início, mas, aos poucos, conquista seu espaço no Olímpico. Na semana passada, o atacante revelado pelo ASA, marcou os dois gols do Grêmio na vitória sobre o Bahia, em Porto

Alegre. Em entrevista ao site ClicRBS, o técnico do Tricolor, Renato Gaúcho, avaliou o trabalho do alagoano e ainda brincou sobre sua evolução no futebol. “O Viçosa melhorou, já orientei ele para usar os braços para se proteger nas jogadas de ataque, como um pivô, o que o Borges faz muito bem, por exemplo. É o que eu digo, o

Viçosa veio para cá sem base, ele tem mais dificuldades, está aprendendo”, avaliou o treinador. “Já disse para ele largar a internet por pelo menos uns 40 minutos quando estiver em casa e assistir a uns vídeos de atacantes consagrados. Pode ser até um DVD meu”, brincou Renato. Com a transferência de Borges para o Santos, Viçosa assumiu a condição

de titular da equipe. Hoje, o jogador tem 60% de seus direitos federativos presos ao Grêmio e 40% ao ASA. Por causa dessa transferência, o Alvinegro recebeu três jogadores ligados ao clube gaúcho: o lateral-direito Sérgio Bueno e o goleiro Gustavo Busatto, que ainda compõem o elenco do clube alagoano, além do zagueiro Marcos Vinicius, dispensado no ano passado. (V.M.)

Agremiação Sportiva Arapiraquense

ASA

TESTE


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CRB

Inimigos do acesso O JORNAL traz especial sobre os quatro adversários do CRB na Terceira Divisão Fotos: Marco Antônio

Luciano Milano Repórter

Campinense ainda vai apresentar o elenco

Na semana passada, o CRB iniciou para valer sua preparação para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. Depois da chegada do técnico Flávio Lopes e dos últimos reforços contratados pela diretoria, ontem, o time fez seu primeiro jogotreino, no Rei Pelé, contra a seleção de Passo do Camaragibe. O Galo estreia na competição, contra o Fortaleza, no dia 17, às 16h, no Trapichão. Porém, a data do jogo pode ser antecipada para o dia 16, um sábado, no mesmo horário. O Centenário do clube vai ser comemorado no próximo ano. Para abrilhantar a festa, a diretoria planeja o acesso e retorno do time à Série B do futebol nacional, onde passou 15 anos. Assim como CRB, os adversários do time da Pajuçara também intensificam a preparação visando à disputa. Além do Galo, compõem o Grupo D Fortaleza-CE, Guarany de Sobral-CE, América-RN e Campinense-PB. NOTÍCIAS - O JORNAL foi atrás das mais recentes informações sobre estes clube e atualiza o torcedor regatiano sobre o que têm sido feito pelos adversários do Galo por uma vaga na Série B de 2012. Dirigido por Ferdinando Teixeira, o Fortaleza tem uma folha salarial que chega a pouco mais de R$ 400 mil. Contrastando com o rival estadual, o Guarany, campeão da Série D do ano passado, encontra dificuldades para arrumar o time, mas aposta no técnico Oliveira Lopes, que conduziu o time no título da temporada passada. Já o América de Natal aposta no experiente e habilidoso meia Souza, ex-Corinthians. Há muitos anos no clube, ele diz que quer encerrar a carreira em Natal. No Campinense, o técnico Maurício Simões afirma que montou um time com jogadores acostumados a disputas as série A e B.

Flávio Lopes e Joãozinho Paulista já buscam informações sobre os adversários

ELENCO DO CRB

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Goleiros: Cris, Cristiano e Anderson Paraíba; Zagueiros: Ítalo, Filipe, Everson Chaves, Rodrigão e Thiago Eleutério; Lateral-direito: Lucas e Maizena; Laterais-esquerdos: Rafinha e Amarildo;

Volantes: Pio, Roberto Lopes, Daniel, Edson, Adriano, David e Bruno Moreno; Meias: Geovani, Ewerton Maradona, Cleiton e Sidney; Atacantes: Hállace, Amilton, Marinho, Pollosco e Luís André.

Uma grande festa está sendo preparada pela diretoria para a apresentação do elenco que do Campinense, que irá disputar a Série C no grupo do CRB. Segundo o site do clube, a festa está programada para a próxima quarta-feira, às 19h, no estádio Renatão. Uma grande estrutura de palco, som e iluminação promete abrilhantar ainda mais a festa. Com o técnico conhecido do futebol alagoano, Mauricio Simões, a diretoria do clube avisa que monta um elenco com qualidade para subir à Série C. Segunda-feira, a diretoria, presidida por Wiliam Simões, anunciou a contratação de 15 reforços, que se juntam aos 14 que permanecem no clube depois da disputa do Campeonato Paraibano. Foram anunciados Bessa (goleiro), Gilberto Matuto e Alysson Silva (laterais), Diego Padilha, Gadelha e Valnei (zagueiros), Daniel, Jadson Sapé e Otacílio Neto (volantes), Washington (meia), Charles Chad, Silas Brindero, Anderson Oliveira e Roma (atacantes). Permanecem no clube que jogaram o Estadual Pantera, Serginho, Felipe, Ruan, Jonatas, Samir, Emerson Paraíba, Tiago Trindade. Em entrevista à imprensa paraibana, o treinador Maurício Simões falou da montagem do elenco e disse que a ele foi dado o direito de montar o grupo. Como não poderia deixar de ser, o técnico afirmou que o time do Campinense é uma equipe que brigará por uma das quatro vagas na Série B do futebol brasileiro em 2012. (L.M.)


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Guarany-CE confia na política do bom, bonito e barato Conhecido no Ceará como o Cacique do Vale, o Guarany de Sobral, cidade distante aproximadamente quatro horas da capital Fortaleza, encontra dificuldades financeiras para montar o elenco e, por conta disso, ainda não iniciou os trabalhos de preparação visando à Série C. De acordo com a jornalista Icara Aline, também do Diário do Nordeste de Fortaleza, a diretoria do time campeão da Série D em 2010 não marcou a data da apresentação porque não tem dinheiro para adiantar um mês de salários para jogadores e funcionários. Por lá, atuou no Cearense o volante alagoano Edmilson, também ex-CSA. O jogador ainda negocia sua permanência para a Terceirona. A folha salarial, garante a jornalista do Diário de Fortaleza, não deve passar dos R$ 100 mil. Para dirigir o time, a diretoria atendeu o pedido da

Revelado pelo CSA, Edmilson disputou o Cearense pelo Guarany de Sobral

torcida e levou para Sobral o técnico Oliveira Lopes, campeão pelo time na Série D. Preocupado com o tempo perdido para os treinamentos, Lopes

trabalha com a diretoria para que o elenco se apresente o quanto antes. "O Guarany é um time mantido basicamente pela prefeitura de Sobral

e o Governo do Estado. Ainda engatinha no futebol, e não tem mais investimentos e patrocinadores, embora a diretoria esteja sempre na estrada tentando angariar mais fundos. Por conta disso tudo, ainda não há uma data específica para o início dos treinamentos", explicou Ícara. Mesmo com a dificuldade financeira, a diretoria do Cacique do Vale se mexe para arrumar o time. Do time campeão na Série D, ficaram o lateral Tiago Granja, os volantes Carlos e Ricardo Baiano e o atacante Danilo Pitbull. Além destes, permanecem, do elenco que disputou o Cearense 2011, os goleiros Ricardo e Eliardo, o zagueiro Braga e o meia Julinho. Dois jogadores vêm como novidades: Maciel (atacante) e Neilton (lateralesquerdo). O Guarany estreia no dia 17 de julho, contra o Campinense/PB, no estádio do Junco. (L.M.)

Fortaleza terá folha salarial de mais de R$ 400 mil O Fortaleza tem uma das maiores folhas salariais da chave do CRB. Segundo o repórter e setorista do time em Fortaleza-CE, Ivan Silva, do jornal Diário do Nordeste, um grupo de ex-presidentes se reuniu para investir na equipe e fazer com que o Tricolor retorne à Segunda Divisão do futebol brasileiro. Ivan afirmou que a folha Fortaleza deve girar em torno de R$ 400 mil ou um pouco mais do que isso.

"O pessoal aqui em Fortaleza esqueceu algumas diferenças que havia e se juntou para tentar fazer o Fortaleza mais forte na Série C, porque o objetivo é que o clube retorne à Segunda Divisão e, consequentemente, à Série A no ano seguinte. Por isso, um grupo de expresidentes e outros dirigentes, juntou as forças para que o sonho se realize. Pelo o que os diretores dizem, a folha vai ser pouco mais do que R$ 400 mil", explicou o jornalista.

No comando do Fortaleza, está o experiente Ferdinando Teixeira. O time treina desde 1º deste mês e pretende realizar pelo menos dois amistosos contra o Santa Cruz, ainda não confirmados pela diretoria, e fará um jogo-treino contra o Trairiense, no próximo dia 23, no novo Estádio Presidente Vargas. Ainda segundo Ivan Silva, o Fortaleza contratou 18 jogadores que se juntaram aos que já estavam no grupo, totalizando um pouco

mais de 30 jogadores. Entre os jogadores, o jornalista destacou atletas Marcelo Bonan, ex-Mirassol, e Lopes (goleiros), além de Wellington Amorim (atacante), Esley e Magal (meio-campistas), todos também ex-Mirassol. Rodrigo Dantas, atacante ex-Remo, e Gustavo Papa, com passagem pelo Inter-RS em 2005, também integram o elenco tricolor. O Fortaleza será o adversário do CRB na primeira rodada da Série C. (L.M.)

América-RN já tem um time-base para a Terceirona Rebaixado em 2010, o AméricaRN é o time do grupo do CRB que está um pouco à frente dos demais concorrentes da chave D. Para se ter ideia, o técnico Francisco Diá já tem um time que considera base para a disputa da competição, a partir de julho. Se a competição nacional começasse hoje, o Mecão, como é conhecido por sua torcida, entraria em campo com: Silvio; Fábio Sanches, Rodrigão, Luizão e Rafinha; Fernando, Val, Ivan González e

Marcelo; Mazinho e André Neles. No decorrer dos treinamentos no estádio Nazarenão, onde irá mandar os seus jogos, o jogador Davison tem sido testado na vaga de André Neles. "O trabalho tem sido diário e exaustivo, mas o elenco todo está comprometido e sabe que só assim irá conseguir as formas física, técnica e tática ideais para chegar à Série C com força para conseguir classificação à segunda fase da competição. O grupo será equilibrado, com ad-

versários fortes, e que, naturalmente, brigam pelo mesmo objetivo que o América", disse o técnico Francisco Diá. Estrela do time, o experiente meia Souza (ex-Corinthians) tem sido exigido um pouco mais em sua parte física nos treinos diários em Natal. O jogador tem realizado treinos no CT Abílio Medeiros, em Parnamirim. Souza faz adaptação, que inclui corridas e musculação. Ele afirmou que se sente bem e que as contusões não

o incomodam. "Não estou sentindo dor porque é um treinamento leve. As coisas estão sendo feitas com calma para que eu consiga retornar, porque minha vontade é ajudar o time e dar alegrias ao torcedor do América na Série C. Sei que meu retorno só depende do meu corpo e da forma como as lesões que tive vão reagir", explicou o jogador, que está fora dos gramados há quase dois meses. (L.M.)

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GUIA DO TORCEDOR Atualizada antes dos jogos de ontem ATLÉTICO GOIANIENSE x CEARÁ Hoje, Serra Dourada, 16h ATLÉTICO GOIANIENSE - Problemas - Ânderson (emprestado pelo Ceará) - Time provável (4-2-3-1) - Márcio, Adriano, Paulo Henrique, Gílson e Thiago Feltri; Agenor e Ramalho; Pituca, Felipe e Vítor Júnior; Anselmo. Técnico: Paulo César Gusmão CEARÁ - Problemas - Fabrício (machucado, dúvida), Boiadeiro (machucado) - Time provável (4-2-2-2) - Fernando Henrique, Murilo, Erivélton, Sacoman e Vicente; Michel, João Marcos, Eusébio e Osvaldo; Iarley e Marcelo Nicácio. Técnico: Vágner Mancini. CORINTHIANS x FLUMINENSE Hoje, Pacaembu, 16h CORINTHIANS - Liédson (machucado, dúvida), Jorge Henrique (machucado, dúviaa), Adriano (machucado), Émerson (não tem condição física para 90 minutos), Chicão (terceiro cartão), Alessandro (machucado) - Time provável: Júlio César, Wélder, Wallace, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Ramirez (Liedson), Danilo e Jorge Henrique (Edenílson); William. Técnico: Tite. FLUMINENSE - Problemas - Diguinho (machucado), Digão (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Ricardo Berna, Mariano, Gum, Márcio Rozário e Júlio César; Edinho e Valencia; Deco, Conca e Araújo; Fred. Técnico: Abel Braga. INTERNACIONAL x PALMEIRAS Hoje, Beira Rio, 16h INTERNACIONAL - Problemas - Kléber (machucado, dúvida) - Time provável (4-4-2) - Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Oscar, Tinga, Guiñazú e D’Alessandro; Zé Roberto e Leandro Damião. Técnico: Paulo Roberto Falcão. PALMEIRAS - Problemas - Valdivia (seleção chilena) - Time provável (4-2-3-1) - Marcos, Cicinho, Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Marcos Assunção, Márcio Araújo; Adriano, Patrik e Luan; Kléber. Técnico: Luiz Felipe. BAHIA x ATLÉTICO MINEIRO Hoje, Engenhão, 16h BAHIA - Problemas - Marcone (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Marcelo Lomba, Jancarlos, Thiego, Titi e Ávine; Fahel e Diones; Lulinha, Ricardinho e Jóbson; Souza. Técnico: Renê Simões. ATLÉTICO MINEIRO - Problemas - Guilherme (machucado), Felipe Souto (machucado) - Time provável - Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Leandro; Richarlyson e Dudu Cearense; Toró, Mancini e Giovanni Augusto; Magno Alves. Técnico: Dorival Júnior. ATLÉTICO PARANAENSE x FLAMENGO Hoje, Arena da Baixada, 18h30 ATLÉTICO PARANAENSE - Problemas - Paulo Roberto (machucado), Rômulo (expulso), Kléberson (emprestado pelo Flamengo) - Time provável (4-3-1-2) - Márcio, Wendell Santos, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira, Branquinho e Paulo Baier; Guerrón e Nieto. Técnico: Adílson Batista. FLAMENGO - Problemas - Fierro (seleção chilena). Time: Felipe, Leonardo Moura, WEllinton, David Braz e Júnior César; Williams e Renato; Thiago Neves e Bottinelli; Ronaldinho Gaúcho e Wanderley. Técnico: Vanderlei Luxemburgo. BOTAFOGO x CORITIBA Hoje, Engenhão, 18h30 BOTAFOGO - Problemas - Loco Abreu (seleção uruguaia), Arévalo (seleção uruguaia), Lucas (machucado), Bruno Tiago (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos e Lucas Zen; Elkesson, Maicossuel e Éverton; Herrera. Técnico: Caio Júnior. CORITIBA - Problemas - Leandro Donizete (machucado), Pereira (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Édson Bastos, Jonas, Démerson, Émerson e Lucas Mendes; Léo Gago e William; Rafinha, Caio e Ânderson Aquino; Bill. Técnico: Marcelo Oliveira.

AGENDA DE HOJE Argentino - Néstor Kirchner Clausura 00h Venezuela X México 14h Huracán x Vélez Sarsfield 16h Estudiantes x River Plate 18h10 Lanús x Argentinos Juniors 20h20 Boca Juniors x Banfield


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Massa está confiante para correr no Canadá

Jorge Henrique está recuperado de lesão e deve jogar nesta tarde

Queremos decolar Corinthians e Fluminense fazem hoje o principal jogo da rodada do Brasileirão SÃO PAULO - Na entrevista coletiva concedida antes do início do treinamento, Tite afirmou que não poderia confirmar as participações de Jorge Henrique e Liedson contra o Fluminense, hoje, às 16h, no Pacaembu. Minutos depois, quando dividiu o grupo em duas equipes, o treinador colocou a dupla entre os titulares. Os dois jogadores tiveram problemas clínicos diante do Flamengo e, desde o início da semana, eram considerados dúvida para o confronto com o Tricolor carioca. JH sofreu um estiramento na panturrilha direita, enquanto Liedson recebeu uma pancada no joelho esquer-

do, que acabou inchado. Na segunda parte do treino, a dupla deixou o gramado, substituida por Luis Ramírez e Emerson, e foi terminar os trabalhos na sala de musculação do CT Joaquim Grava. De acordo com informações da TV Corinthians, uma situação que já estava programada. Com isso, Tite deve repetir a mesma formação que iniciou o último jogo. Com exceção, é claro, do suspenso Chicão. O Corinthians deve ir para campo com: Julio Cesar; Welder, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique; Willian e Liedson.

ABEL - Quem achava que o técnico Abel Braga não faria muitas modificações na equipe titular do Fluminense pode estar enganado. No primeiro coletivo sob seu comando (e forte chuva), quinta-feira, ele montou o time no 3-5-2, com Araújo no lugar de Rodriguinho na frente. O time titular (sem colete) começou com: Ricardo Berna; Gum, Edinho e Márcio Rosário; Mariano, Valencia, Deco, Conca e Julio Cesar; Araújo e Fred. Já os reservas tinham: Diego Cavalieri; Diogo, Elivélton, André Luis e Carlinhos; Fernando Bob, Souza, Rafael Pernão e Marquinho; Rodriguinho e Rafael Moura.

Nem a oitava colocação no Mundial de pilotos da Fórmula 1 é capaz de desmotivar Felipe Massa. Em seu blog no site da Ferrari, o piloto disse que espera que o time venha forte para o Canadá, uma vez que tem algumas mudanças importantes no carro e que a Pirelli irá disponibilizar seus pneus mais macios para a prova. A corrida de Montreal vai ser disputada hoje, às 14h.

“Pretendemos reduzir a pressão aerodinâmica para gerar mais velocidade e se ajustar às características do circuito. Com a ajuda de algumas melhorias aerodinâmicas no aerofólio dianteiro, esperamos ser mais competitivos”, disse Massa. “Queremos encarar o campeonato corrida a corrida e todos estamos nos esforçando ao máximo para que o carro seja competitivo”, disse Felipe.


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A

redação de O JORNAL se destaca no merca do por sua capacidade de formar talentos. Essa vocação foi confirmada na cerimônia de entrega do Prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental, dia 4 de junho. No evento, a equipe conquistou os três prêmios destinados ao impresso, o prêmio destinado aos estudantes e ainda foi contempla da com duas menções honrosas. Nesta edição, O JORNAL abre suas páginas para comemorar o feito. Destacando o trabalho de Deraldo

Francisco, Gilson Monteiro, Láyra Santa Rosa, Carolina Sanches, Thallyson Alves, Gabriela Lapa e Fabyane Almeida, o impresso ratifica a importância de denunciar as ações nocivas ao meio ambiente de Alagoas e man tém o compromisso com o leitor de não medir esforços para buscar a informação de qualidade. Organizadores do prêmio, diretores de Braskem, Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e ABES-AL, também ressaltam nesta edição a qualidade do trabalho feito no último ano por nossos valorosos profissionais.


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Braskem ressalta importância do prêmio

Falcão ressalta que o Prêmio Octávio Brandão, pioneiro no Brasil, deve ser copiado por outros estados

Promover debates e conscientizar a população sobre questões como desmatamento, poluição dos rios e destinação adequada do lixo. Para o gerente de marketing e relações institucionais da Braskem, Milton Pradines, estão são as maiores contribuições dadas pela imprensa alagoana e reforçadas pelo Prêmio Octávio Brandão. “O Prêmio estimula a produção cada vez maior de conteúdo sobre meio ambiente. São temas recorrentes, porém importantes para todas as pessoas. Muitas matérias são usadas como material de pesquisa e referência nas escolas, serve de base para debates. É gratificante, como representante da Braskem (que divide com o Sindjornal e a ABES a responsabilidade desta premiação)

ver que os trabalhos inscritos têm cada vez mais qualidade”, expõe. Milton Pradines destaca que a melhoria na qualidade da apuração das matérias é um grande ganho para a sociedade, que é alertada sobre os problemas ambientais e conhece iniciativas sustentáveis. “Tivemos recorde no número de trabalhos inscritos, demonstrando de forma clara a credibilidade que o Prêmio Octávio Brandão. A comissão tem membros que não são de Alagoas e eles ficaram impressionados com a qualidade das matérias. Parabéns à todos de O JORNAL pela conquista e pelo excelente trabalho, que sabemos que é de equipe, não só do profissional que assina o texto”, ressalta.

Como surgiu a ideia da premiação? O Prêmio Octávio Brandão é idealizado pela seccional Alagoas da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/AL). Segundo o presidente da ABES/AL, Reinaldo Falcão, a iniciativa pioneira e o sucesso alcançado ao longo das oito edições têm atraído a atenção de outros Estados e pode ser copiado. “Entendemos que é importante que a imprensa divulgue não somente as denúncias, como também a conscientização da sociedade e os exemplos de sucesso. Foi daí que partiu a ideia do Prêmio Octávio Brandão. Com o projeto na cabeça, os profissionais da ABES/AL precisavam torna-lo realidade. “A ABES precisava de um parceiro forte para esta luta de preservação do meio ambiente e encontramos o que precisávamos no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas. A materialização do prêmio, ou seja, o financiamento, veio de outro parceiro importante, a Braskem, que aceitou pronta-

“A ABES, a Braskem e o Sindjornal não sabem antecipadamente quem são os vencedores do prêmio” Reinaldo Falcão Presidente da ABES/AL

mente nosso convite para homenagear os jornalistas que produzem boas matérias sobre meio ambiente. A parceria já dura oito anos”, conta. Sobre a inclusão dos estudantes, com uma categoria do prêmio dedicada especialmente a eles, o presidente da ABES/AL defende que o objetivo é despertar logo no ambiente acadêmico esse interesse pelo meio am-

biente. “Vale lembrar que a marca do Prêmio Octávio Brandão é a lisura. Os trabalhos são julgados por uma comissão formada por profissionais de Alagoas e convidados de outros Estados e ninguém conhece o resultado antes da premiação. Quando falo ninguém, é ninguém mesmo: a ABES, a Braskem e o Sindjornal não sabem antecipadamente quem são os vencedores. O júri é quem cuida de tudo, sabemos na mesma hora que os vencedores, ou seja, na festa de premiação”, garante Reinaldo Falcão. Pelo êxito alcançado pelo O JORNAL nesta edição do Prêmio Octávio Brandão e pelos vários trabalhos inscritos, Reinaldo Falcão inclui a empresa no rol dos parceiros da ABES na luta a favor do meio ambiente. “Ficamos muito felizes que a imprensa alagoana tenha abraçado esta causa e parabenizamos todos que fazem o O JORNAL pelos brilhantes trabalhos apresentados”, ressalta.

Pradines, gerente de marketing e relações institucionais da Braskem


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Marco Antônio

Deraldo Francisco (à esq.) e Gilson Monteiro (à dir.) recebem prêmio das mãos de Romildo Guerrante

“O lixo nosso de cada dia” conquista o 1º lugar do prêmio Os jornalistas Deraldo Francisco, de 43 anos, e Gilson Monteiro, 36, receberam o troféu de 1º lugar no Prêmio Octávio Brandão pela matéria “O lixo nosso de cada dia”. A ideia partiu de Deraldo Francisco e consistia inicialmente em conferir a quantidade de lixo sólido que pessoas de diferentes classes sociais produzia a cada dia, comparando com a média nacional. A proposta foi lançada e quatro voluntários armazenaram num saco plástico do copo descartável até o papel de bala, passando inclusive pelos papéis de escritório que seriam descartados. Depois de um dia inteiro, o lixo de cada um foi pesado e os voluntários fizeram suas considerações acerca da experiência. Além disso, a reportagem foi buscar informações junto ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) sobre o volume de lixo produzido e o que o poder público para a destinação adequada do lixo.

“Todos se impressionaram com a quantidade de lixo produzido e disseram que vão começar a ter mais atenção. Descobrimos que Alagoas está acima a média nacional”, revela Gilson Monteiro. Deraldo Francisco, que tem 17 anos de carreira, é editor-geral de O JORNALe já acumula nove prêmios de jornalismo (Braskem, Octávio Brandão, Banco do Brasil, Salgema e Braskem), afirma que incentiva os profissionais a produzir matérias sobre o meio ambiente, por ser um tema relevante e do qual a sociedade sempre quer informações. Ele conta como foi vencer esta oitava edição do Prêmio Octávio Brandão. “É sempre muito bom ter o reconhecimento por um trabalho bem feito. Somos uma equipe vencedora. Buscamos a qualidade nos nossos textos e nas fotografias como forma de atender às expectativas do nosso leitor. A conquista do ´Octávio Brandão´ tem um sabor especial

“Buscamos a qualidade nos textos e fotos para atender à expectativa do leitor” Deraldo Francisco Editor-geral de O JORNAL

porque as questões ambientais têm sido uma preocupação da nossa linha editorial”, ressalta. Ele lembra que a equipe de O JORNAL sempre trabalhamos matérias de denúncias ou de ações e projetos de sustentabilidade que deram certo em Alagoas. “O JORNAL sempre foi uma escola de jornalismo. A maioria dos estudantes que passaram por aqui se destacou nas empresas onde foram trabalhar,

bem como os que foram contratados pela casa. Os jornalistas daqui se empenham no trabalho bem feito e, neste momento, dedicamos todos os prêmios que ganhamos ao nosso leitor, para quem buscamos as notícias todos os dias”, completa. Gilson Monteiro tem cinco anos de profissão e este é o primeiro prêmio de sua carreira, embora tenha sido finalista em prêmios anteriores. “Como todo tipo de reconhecimento ao nosso trabalho, ser agraciado com um prêmio como o Octávio Brandão é um incentivo para seguir na carreira. Esse prêmio já se tornou uma referência no jornalismo ambiental, e foi muito bom fazer parte do grupo de profissionais que mereceram essa honraria”, avalia. Para Gilson, além do reconhecimento do trabalho individual e de equipe, um prêmio que incentiva a produção de matérias na área de meio ambiente proporciona ao jornalista e aos

meios de comunicação a prática de um de suas maiores funções, que é a prestação de serviço. “Na matéria com a qual fui vencedor, juntamente com o editor-geral Deraldo Francisco, ‘O lixo nosso de cada dia’, conseguimos alertar à população sobre a responsabilidade de cada cidadão para o problema da destinação do lixo”, assinala. Para o diretor-executivo de O JORNAL, Luciano Góes, a conquista de todos os troféus da categoriaTexto por profissionais de O JORNAL é um incentivo a mais para sobrepujar os desafios do dia a dia. “Sempre ouvi falar muito bem do trabalho em equipe que era desenvolvido pelos profissionais de O JORNAL. Estes prêmios demonstram que o profissionalismo e a capacidade dos nossos jornalistas são verdadeiros e reconhecidos inclusive com a conquista de seis troféus, quatro por jornalistas e dois por estagiários”, salienta.


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Inscrições praticamente dobraram O prêmio de jornalismo ambiental Octávio Brandão quase dobrou o número de trabalhos nesta 8ª edição, com 91 matérias e fotos inscritos. A informação é da presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal). “O Prêmio Octávio Brandão é um incentivo a mais para os profissionais e a imprensa voltarem a atenção para o meio ambiente, com a produção de matérias que ajudam a conscientização da sociedade”, pontua. Valdice frisa que o prêmio vem, a cada edição, trazendo trabalhos com mais qua-

“Produzir matérias sobre meio ambiente é levar informação que a sociedade precisa” Valdice Gomes Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de AL

lidade, reflexo do interesse pelas questões ambientais e o compromisso com o social.

“É bem verdade que o meio ambiente é uma questão que preocupa todo mundo, das crianças aos idosos, todas as classes sociais. Produzir boas matérias sobre este tema é levar informação da qual a comunidade precisa”, avalia. “O Jornal está de parabéns por ter produzido várias matérias sobre meio ambiente e por inscreve-las no prêmio. A prova deste interesse pelas causas ambientais rendeu à equipe os três prêmios da categoria Texto, além do prêmio concedido aos estudantes e duas menções honrosas”, complementa.

Carlos Roberto defende que premiação é incentivo para matérias

NEJ ressalta qualidade dos trabalhos

“Meio ambiente é um assunto que interessa a todo mundo; da criança ao idoso”, lembra Valdice Gomes

O coordenador do Núcleo de Ecojornalistas de Alagoas (NEJ/AL), Carlos Roberto Pereira Leite, destaca que o Prêmio Octávio Brandão tem como objetivo estimular os veículos de comunicação a fazer uma cobertura mais ampla e de maior qualidade sobre questões que envolvem o meio ambiente. “Cada vez mais a imprensa alagoana se volta para questões ambientais, tanto denúncias quanto experiências de proteção da natureza por parte dos setores público e privado, iniciativas de preservação, empresas que desenvolvem ações de sustentabilidade. É muito bom ver que Alagoas está acompanhando este processo através da mídia”, reconhece. Carlos Roberto defende que as empresas de comunicação tem se preocupado e produzido a cada ano mais conteúdo sobre meio ambiente. Sobre as vitórias da equipe de O JORNAL, que levou todos os prêmios da catego-

“Há uma preocupação de O JORNAL em buscar pautas sobre meio ambiente” Carlos Roberto Pereira Coordenador do Núcleo de Ecojornalistas de Alagoas

ria Texto, duas menções honrosas e ainda o prêmio destinado aos estudantes, o coordenador do NEJ/AL atribui ao trabalho de grupo. “O O JORNAL, enquanto mídia impressa, é a empresa que mais tem produzido e inscrito matérias sobre o tema. Notamos que há uma preocupação do O JORNAL de buscar pautas sobre meio ambiente e fazer uma boa cobertura. Quem ganha é a sociedade, por receber mais informação”, frisa.


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Láyra Santa Rosa logo após receber o troféu do Prêmio Octávio Brandão e a menção honrosa

Jornalista comemora dupla premiação A poluição na praia do Francês foi tema da matéria da jornalista Láyra Santa Rosa, de 27 anos, cinco de profissão, escolhida pelo júri do prêmio Octávio Brandão com a segunda colocada. A repórter, entitulada “A vida e o lixo no mar do Francês”, conta que conversava com o marido, que é do Corpo de Bombeiros, sobre um mergulho que ele fizera na praia do Francês, em Marechal Deodoro. Ele relatou que havia uma grande quantidade de entulho no mar. ”Vi ai uma pauta muito interessante. Passei dois anos com a ideia na cabeça, fui adiando por causa das pautas mais urgentes que apareciam até que consegui um contato com a escola de mergulho. Eles embarcaram na ideia. Tive que vencer meu

medo de mergulhar e foi uma experiência única”, revela. Láyra conta que, apesar de já ter recebido outros dois prêmio Octávio Brandão por matérias publicadas em O JORNAL, desta vez foi especial. “Só inscrevi duas matérias e ambas foram reconhecidas: menção honrosa, que equivale ao quarto lugar, e a premiada”, explica. “Pensei que não ia ganhar porque tinham muitos trabalhos bons e a cada ano o nível é mais alto. Foi uma emoção muito grande. É o reconhecimento do conjunto do trabalho, que envolve não só o repórter, mas o motorista, o repórter fotográfico, editor. Ganhar com os companheiros de O JORNAL foi ainda mais gostoso, porque foi vitória do conjunto, êxito da equipe”, avalia.

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Consenso pauta escolha dos trabalhos A jornalista Luíza Barreiros fez parte da comissão que julgou as matérias inscritas no Prêmio Octávio Brandão e descreveu o processo de escolha dos melhores trabalhos como democrático e tranquilo. "O júri era formado por quatro jornalistas e uma professora de engenharia da Universidade Federal de Alagoas. Cada jurado recebeu cópia de todos os trabalhos e escolheu os três que eles consideraram os melhores em cada categoria e apenas um para os estudantes. Depois, nos reunimos e vimos quais os trabalhos que receberam mais votos, ou seja, a escolha foi pelo consenso. Nos casos onde além das três melhores matérias havia uma quarta com qualidade semelhante, optamos por conceder a menção honrosa, o que também aconteceu na categoria dos estudan-

tes", esclarece. Luíza lembra que a única unanimidade do júri foi a escolha da matéria dos jornalistas Deraldo Francisco e Gilson Monteiro, entitulada "O Lixo nosso de cada dia" como o primeiro lugar na categoria Texto. "Tivemos total liberdade para escolher as matérias que consideramos as melhores. O Sindjonal, a ABES e a Braskem não acompanharam a seleção das matérias e quando escolhemos os premiados, entregamos a relação para a comissão organizadora, que se encarregou de manter o sigilo e ninguém soube dos vencedores antes da premiação", destaca a jurada. "Muitas matérias boas foram inscritas e acredito que o prêmio alcançou seu objetivo de levar o meio ambiente para dentro da pauta das redações", avalia Luíza Barreiros.

A jornalista Luíza Barreiros fez parte da comissão julgadora da 8ª edição do Prêmio Octávio Brandão

DO OUTRO LADO Os jornalistas e estagiários premiados de O JORNAL experimentaram, na última sexta-feira, uma sensação totalmente diferente: eles foram entrevistados nos estúdios da Rádio Jornal. Na foto ao lado, da esquerda para a direita, Deraldo Francisco, ThallyssonAlves, Gabriela Lapa, Fabyane Almeida, Carolina Sanches, Gilson Monteiro e Láyra Santa Rosa com o produtor Moreira, clicados pela repórter fotográfica Yvette Maria Moura. A equipe foi destaque nas entrevistas pela manhã. Os profissionais e estagiários responderam várias perguntas e relataram a emoção de receber um prêmio por matérias bem produzidas dentro de um tema tão importante como a preservação do meio ambiente.


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Repórter retrata o cultivo de ostras A matéria contemplada com o terceiro lugar na categoria Texto, "A renda que vem da lama", é de autoria da jornalista Carolina Sanches, de 25 anos, cinco deles dedicados ao jornalismo. A ideia da reportagem surgiu durante uma entrevista da repórter com a secretária de Meio Ambiente da Barra de São Miguel, mas demorou mais de um mês para ser produzida. "Comecei a apurar por telefone. Não tinha como ir para a comunidade da Palatéia, na Barra de São Miguel, porque chovia muito. Foram três semanas marcando e desmarcando. Fomos a primeira vez lá e a maré estava alta, não tivemos como fazer a matéria. A repórter fotográfico Yvette Moura e eu voltamos dias depois e conseguimos fazer a matéria. Depois de conversar com várias pessoas da comunidade e de descobrir que havia

Carolina Sanches recebeu seu terceiro prêmio de jornalismo ambiental; desta vez numa matéria assinada somente por ela

uma grande mortandade de ostras, chegou a vez de ouvirmos o Sebrae e o Banco do Nordeste, que apóiam o trabalho com as ostras", sequência Carolina Sanches. "Os moradores da Palatéia tentam um trabalho sustentável, mas falta principalmente saneamento básico na região", completa. Carol lembra que esta é a terceira vez que ela é contemplada com o prêmio Octávio Brandão, todas com reportagens publicadas no O Jornal. Nas duas premiações anteriores, ela dividiu a assinatura das matérias premiadas com o jornalista Waldson Corrêa, quando eles respondiam pelas sucursais de Arapiraca e Maragogi, respectivamente. Neste primeiro "vôo solo", a jornalista já havia sido transferida da sucursal de Arapiraca para a redação de O Jornal, em Maceió.

"Vencer o prêmio foi uma grande surpresa. Muitas matérias boas foram inscritas e eu achei que não tinha chance, sobretudo porque não era uma matéria de denúncia, mas de sustentabilidade, falando de gente que nem tem muita instrução, mas que faz do meio ambiente o seu trabalho. Tenho muito a agradecer à Yvette Moura, que ajudou com as excelente imagens, os diagramadores Eudes Cavalcante e Jobson Pedrosa, além dos editores, em especial o editorgeral, Deraldo Francisco, que deu destaque e dedicou um bom espaço depois que viu a matéria pronta: foram quatro páginas e a manchete de domingo do O JORNAL. Sou grata à minha família, que sempre me apóia, dá sugestões e acompanha meu trabalho. Eles ficaram muito felizes com esta minha conquista", revela.

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Da esquerda para a direita, os estudantes de comunicação e estagiários premiados de O JORNAL: Gabriela Lapa, Thallysson Alves e Fabyane Almeida

Dupla revela situação dos riachos Os estudantes tiveram uma categoria especial no prêmio Octávio Brandão dedicada às matérias produzidas por eles. E quem venceu? Os estagiários de O JORNAL Gabriela Lapa, de 21 anos, e Thallysson Alves, 24, ambos estudantes do 7º período de Jornalismo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com a matéria "Degradação transforma riachos de Maceió em esgotos a céu aberto", publicada no jornal laboratório da Ufal e em O JORNAL. Gabriela conta que proposta de fazer um apanhado sobre os riachos que cortam Maceió e que se transformaram em esgoto à céu aberto partiu de Thallysson. "Buscávamos um tema simples e que pudéssemos construir uma história bem próxima da realidade. Estivemos no Vale do Reginaldo, em Bebedouro, conversamos com moradores, comerciantes e constatamos que todo mundo sabia qual era a origem do problema (transbor-

damento dos riachos) e continuam no erro", conta Gabriela. Ela frisa que a superintendente de recursos hídricos do Estado contribuiu fornecendo os mapas dos riachos. Thallysson conta que durante as entrevistas, moradores do Vale do Reginaldo e de Bebedouro relataram que há muitos anos eles pescavam nos riachos, o que não é mais possível atualmente. "Muitos moradores destas áreas dizem que descartam o lixo nos riachos por falta de coleta, mesmo sabendo que quando vem as chuvas, os riachos transbordam justamente por causa do lixo que é descartado em local inadequado: é isto que procuramos mostrar em nossa matéria", descreve Thallysson. Acerca da premiação, Thallysson confessa que teve vários sentimentos ao mesmo tempo. "Alegria, surpresa., fiquei sem saber o que fazer, o que falar. Foi algo totalmente novo. A gente sem-

pre pensa: "E se eu ganhar"', mas preferi não ficar na ansiedade para não me frustrar. Felizmente fomos premiados. A "ficha" só caiu para a minha mãe na terça-feira, quando ela viu a capa do O JORNAL. Para ela, parecia tudo muito irreal. Já minhas tias ligaram ainda durante a premiação. Os amigos da faculdade ficaram muito emocionados e me parabenizaram tanto durante a entrega do prêmio quanto nos dias seguintes", lembra. Gabriela não estava presente à premiação e soube a notícia quando retornava de Salvador (BA). "Eu não estava confiante porque tinha muitas matérias de qualidade. Fiquei muito surpresa. Foi fantástico. Minha família ficou muito feliz, os colegas da faculdade parabenizaram. Para mim, este prêmio é um estímulo, é a certeza de que decidi certo quando optei pelo jornalismo. Esta também é a prova de que uma pauta simples pode render uma matéria muito boa", defende.

Menção honrosa equivale ao 2º lugar A estudante do 7º período de Jornalismo do Centro Universitário Cesmac Fabyane Almeida, de 22 anos, estagiária de O JORNAL, recebeu uma menção honrosa na categoria destinada aos estudantes, o que equivale ao prêmio de segundo lugar, já que só uma matéria é contemplada nesta modalidade, com a matéria "Carvoarias clandestinas: o crime se repete em Alagoas", publicada no site do Cesmac e em O JORNAL. "É o reconhecimento do meu trabalho e de que estou no caminho certo, mas de que não sei tudo. Fiquei muito

feliz e sei que agora é buscar o aperfeiçoamento para que eu possa ser uma boa profissional", comenta. Fabyane revela que foi parabenizada e recebeu diversos elogios de seus professores do Cesmac, assim como dos colegas de faculdade. "É muito bom este reconhecimento. Minha família também ficou muito feliz. Meus pais e irmãos sempre me deram apoio desde a escolha pelo jornalismo. Minha mãe estava comigo durante a premiação e ficou bastante emocionada, ela acredita que eu serei uma boa profissional", comemora.


OJORNAL 12/06/2011