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O JORNA L Maceió, domingo, 12 de dezembro de 2010 | Ano XVII | Nº 72 | www.ojornalweb.com

ALAGOAS

R$ 2,00 Isolda Herculano

Número de advogados é maior que o de médicos em AL Enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas, está perto do registro de número 10 mil em seus quadros, o número de médicos registrados no Conselho Regional de Medicina (Cremal) é bem inferior: 3.500 profissionais. Salários e condições precárias de trabalho dos médicos seriam as razões.

Depois da tragédia, Laginha volta a moer

Página A3

Moradores de rua terão café da manhã no TJ/AL Por iniciativa da presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargadora Elisabeth Carvalho, será oferecido amanhã, às 8h30, um café da manhã para um grupo de 50 moradores de rua. O evento pretende fomentar o debate sobre a necessidade de políticas públicas voltadas para quem mora nas ruas. Página A4

meses após a tragédia, quando as enchentes de junho praticamente destruíram a indústria, a Usina Laginha voltou a moer, garantindo mais de cinco mil diretos e a recuperação do comércio da região. A moagem começou sexta-feira e deve se estender até abril de 2011. Seisempregos Páginas A25, A26 e A27

Yvette Moura

DOIS

ivro revela para Alagoas quem é Jorge Cooper, um dos maiores nomes da literatura nacional. Páginas B1, B2, B3 e B7

L

talentosa atriz Heloísa Périssé agora está apostando no sucesso de programas infantis.

A

“Profissão-perigo” sexta-feira, sete taxistas tinham sido assassinados este ano em Alagoas. A violência cresceu nos últimos dias contra a categoria e provocou medo e inCentenas de táxis circulam em Maceió com fitinhas pretas simbolizando o luto pelos colegas que tombaram em serviço. Atésegurança. Páginas A9 e A10

Yvette Moura

os intervalos do trabalho, a menina fantástica Paula Patrial visita a família em Maceió.

N

As ameaças à APA Marituba do Peixe

Pela 5ª vez, Marta pode ser a melhor

A Várzea Marituba do Peixe é um paraíso ecológico do tamanho de 18,5 mil campos de futebol. Com o ecossistema variado, a APA fica entre os municípios de Penedo, Feliz Deserto e Piaçabuçu.

A alagoana Marta está perto de aumentar o seu reinado no futebol. Ela é finalista e favorita a conquistar pela 5ª vez o troféu de Melhor Jogadora do Planeta. A festa será no dia 10 de janeiro.

Páginas A13, A14 e A15

Pesca predatória, desmatamento, queimada e caça de animais silvestres ameaçam a APA

Esportes

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O JORNAL

Política A2

Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

SOLITÁRIO Chamou a atenção a foto divulgada pela Prefeitura de Maceió do show de aniversário da cidade. O prefeito Cícero Almeida (PP) aparece sozinho, sem nenhum aliado, líder político ou até mesmo autoridade. Para analistas políticos, a imagem reflete o clima de isolamento que o prefeito está construindo.

ESQUENTOU E, falando na festa, o clima entre o vereador Marcelo Palmeira (PV) não foi dos melhores. Ele quase brigou com o irmão do ex-vereador Nery Almeida. Em tempo: Palmeira ficou com a vaga do antecessor cassado pela Justiça por compra de votos.

QUEIMANDO A ação de fritar secretários costuma não dar certo em Maceió. Na maioria das vezes, a fritura vem de fora para dentro. No entanto, quando o prefeito começa a negar apoio financeiro e político em uma pasta, é melhor esperar algo de pior. Ou seja, mudanças no secretariado em janeiro.

ARTICULANDO O deputado estadual Sérgio Toledo (PDT) segue como um dos mais influentes da Assembleia Legislativa. Oposicionista, agora ele entra em campo para negociar espaços nas emendas para o Orçamento 2011.

ACIDEZ Ricardo Barbosa e Heloísa Helena não se falam mais. Os dois vereadores do PSOL que estão em guerra desde a eleição agora trocam farpas nos bastidores da política. As acusações são pesadíssimas e saem até mesmo do campo político.

DISPUTA Em Arapiraca tem quebra de braço pesada para saber quem vai ficar no comando da Câmara Municipal no biênio 2011/2012. De um lado, Josias Albuquerque; do outro, Daniel Rocha. Correndo por fora, como sempre, o vereador Tarcizo Freire, capitalizado pela boa votação obtida na eleição para deputado.

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Diplomação de vencedores da eleição deste ano acontecerá na 5ª Participarão os eleitos para governo, Senado, Câmara dos Deputados e ALE Da Editoria de Política Está marcada para a próxima quinta-feira, a partir das 19 horas, a solenidade de diplomação dos que venceram as eleições deste ano em Alagoas para os cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O evento será realizado no auditório do Tribunal de Justiça, no Centro. As informações são do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A diplomação é requisito necessário para quem é eleito tomar posse, no dia 1º de janeiro do próximo ano. Estão na lista de diplomados o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), e seu vice, José Thomaz Nonô; além do senador Renan Calheiros (PMDB), reeleito, e do deputado federal Benedito de Lira (PP), eleito para o Senado este ano. Também serão diplomados nove deputados federais, dos quais apenas três foram reeleitos: Maurício Quintella (PR), Joaquim Beltrão (PMDB) e Givaldo Carimbão (PSB). O empresário João Lyra (PTB) exerceu o cargo de deputado federal entre 2003 e 2006 e, com a vitória deste ano nas urnas, volta à Câmara. Os outros cinco que serão diplomados na próxima quinta-feira são estreantes na

Solenidade de diplomação deste ano será realizada no auditório do TJ

Câmara dos Deputados: o exprefeito de Murici, Renan Filho (PMDB); a ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTB); os atualmente deputados estaduais Rui Palmeira (PSDB) e Arthur Lira (PP); e a atual vereadora por Maceió Rosinha da Adefal (PTdoB). Na Assembleia Legislativa, dos 27 deputados estaduais, 15 se reelegeram e serão diplomados. São eles: Isnaldo Bulhões (PDT), Antonio Albuquerque (PTdoB), Sérgio Toledo (PDT), Marcelo Victor (PTB), Ricardo Nezinho (PTdoB), Gilvan Barros (PSDB), Flávia Cavalcante (PMDB), Maurício Tavares (PTB), Nelito (PSDB), Fernando Toledo (PSDB, o atual presiden-

te da Casa); Edval Gaia Filho (PSDB), Jota Cavalcante (PDT), Judson Cabral (PT), Marcos Barbosa (PPS) e Temóteo Correia (DEM). Eleito este ano como titular, o jornalista Jeferson Morais (DEM) atualmente ocupa uma das cadeiras da Assembleia como suplente, em vaga deixada com licença do deputado estadual João Beltrão (PRTB). Os demais eleitos para o Legislativo estadual que serão diplomados na quinta-feira são estreantes: o ex-prefeito de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira (PSDB), que foi o mais votado; o ex-prefeito de Piranhas, Inácio Loiola (PSDB); a vereadora por Maceió Thaise

Guedes (PSC); o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB); o ex-deputado federal Luiz Dantas (PMDB); o atual presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Dudu Holanda (PMN); o ex-superintendente do INSS em Alagoas, Ronaldo Medeiros, o Ronaldo do INSS (PT); Marquinhos Madeira (PT), filho do prefeito de Maragogi, Marcos Madeira (PTB); João Henrique Caldas (PTN), filho do exdeputado federal João Caldas; e o vereador por Arapiraca Severino Pessoa (PPS). Na relação dos estreantes, houve mudança recente na lista dos diplomados, com a entrada de Arnon Amélio (PRTB), irmão do conselheiro Cícero Amélio, do Tribunal de Contas do Estado. Ele assume na vaga que seria do ex-prefeito Almir Lira (PRTB), que foi eleito mas faleceu no último dia 5, no Hospital do Coração, em São Paulo. CREDENCIAMENTO – Na última sexta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral deu início ao credenciamento dos jornalistas que participarão da cobertura da solenidade de diplomação dos eleitos. O processo será realizado pela assessoria de imprensa do TRE. O prazo para o credenciamento se encerra na próxima quarta-feira.

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Política

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Contexto Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

REAÇÃO POPULAR A partir da próxima quarta-feira, 15, a população do Benedito Bentes estará passando o bairro a limpo nesses 25 anos de existência – que serão comemorados no dia 25 de março de 2011. Transporte e segurança são os temas destacados pelo líder comunitário Silvânio Barbosa, porque são os problemas mais prementes da população do Benedito Bentes desde a sua fundação, em 1985. Ônibus velhos, a demora massacrante nos pontos, a redução do número de coletivos no final de semana, a desorganização no terminal, a carência de novas linhas e o “castigo” imposto aos passageiros que são obrigados a andarem até 1 quilômetro a pé até o terminal são temas da pauta dessa discussão – que vai se estender por três meses. – “A população do Benedito Bentes cansou e vai agora atrás da solução desses problemas. Não dá mais para esperar” – disse Silvânio Barbosa. O Ministério Público e a SMTT foram convidados e devem mandar representantes, porque, se não vier por bem, a solução dos problemas enfrentados pelos moradores do Benedito Bentes virá pela via judicial. Na marra. Em tempo: o local da discussão é o auditório do Colégio Fantástico, no Benedito Bentes 1.

FORÇA

JUNTOS

O governador Téo Vilela (PSDB) disse que a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia é problema do Legislativo, e ele não se envolve. Mas não é isso o que a oposição está sentindo na pele.

Candidato da oposição à presidência da Assembleia, o deputado Isnaldo Bulhões está sendo a “ponte” para unir o deputado Antonio Albuquerque e o ex-deputado Celso Luiz – que são desafetos desde 2000.

TOMA LÁ DÁ CÁ O deputado Antonio Albuquerque não tem chance de recuperar a presidência da Assembleia para si, mas pode impedir a reeleição do deputado Fernando Toledo.

REÚNE

ROCHA

Na próxima segundafeira, 13, a Assembleia Legislativa realiza audiência pública para discutir a Lei Orçamentária Anual (LOA). O deputado Fernando Toledo (PSDB), presidente da Casa, acredita que o Orçamento de 2011 será votado antes do Natal.

A ex-prefeita Célia Rocha (PTB), eleita deputada federal, quer ir a Brasília e deixar o filho, vereador Daniel Rocha, como presidente da Câmara de Arapiraca. Mas o candidato do prefeito Luciano Barbosa é o vereador Rogério Nezinho.

QUALQUER UM Os vereadores Josias Albuquerque, atual presidente da Câmara de Arapiraca, e Moisés Machado já avisaram que votarão contra o candidato do prefeito Luciano Barbosa.

ADEUS

FÉRIAS

Eleito deputado estadual, o vereador Dudu Holanda, presidente da Câmara, já admite que não terá chance de se despedir dos pares nem dos funcionários da Casa. É que os servidores se mantêm em greve.

A greve dos servidores da Câmara impede a votação do Orçamento de Maceió para 2011 e, de quebra, ampara os vereadores – que só poderiam entrar em recesso depois de aprovarem o Orçamento.

FELIZ ANO VELHO! O vereador João Luiz avisou ao prefeito Cícero Almeida que ele não terá Orçamento em 2011 e vai ter que se virar com o Orçamento de 2010.

ACORDO

FORTE

O prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa (Lula Cabeleira), atendeu aos apelos e retirou a candidatura do sobrinho, Marcos Costa, à presidência da Câmara Municipal. O vereador Valdo Sandes, que se reelegeu presidente, foi quem convenceu o prefeito.

O argumento do vereador Valdo Sandes foi de que o prefeito Lula Cabeleira já tem a filha, Ziane, como vice-prefeita e não pegaria bem emplacar o sobrinho para presidir a Câmara. Em 2004, Lula tentou eleger o sobrinho seu sucessor e perdeu a eleição.

Em Alagoas, há mais advogados do que médicos em atividade OAB Alagoas está perto da inscrição de número 10 mil em seus quadros Lula Castello Branco

Gilson Monteiro Repórter

Ainda este ano, a seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil emitirá o registro de inscrição de número 10 mil. Considerando os profissionais que saem do Estado, falecimentos e cancelamentos, restam aproximadamente 6.400 advogados trabalhando no Estado, o que representa quase o dobro do número de médicos no Estado, que, segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremal), oscila em torno dos 3.500 profissionais. Segundo o presidente do Cremal, doutor Emanuel Fortes, por ano, a Escola de Ciências Médicas e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) formam 130 profissionais nas diversas áreas da medicina. “Há uma década, tínhamos 3.300 inscritos no Cremal. Hoje temos pouco mais de 3.500. Ou seja, um aumento de 200 inscritos. É um crescimento pequeno. Por ano, são formados 130 profissionais, sendo 80 da Universidade e 50 da Escola [de Ciências Médicas]. Tem aumentado muito pouco a procura desses cursos”, avalia Fortes. ADVOGADOS - Já as 15 instituições de ensino superior que oferecem o curso de direito no Estado despejam no mercado mais de mil advogados por

Para Omar Coêlho, que preside a OAB Alagoas, o número de advogados que atuam no Estado é suficiente

ano. Para o presidente da OAB Alagoas, Omar Coêlho de Melo, o número de advogados atuando no Estado é suficiente para cumprir a demanda do mercado alagoano. São aproximadamente 50 profissionais por cada mil habitantes. “Este ano, faremos a inscrição de número 10 mil, mas, atuando, temos por volta de 6.400. Isso engloba inclusive profissionais de outros estados que se inscre-

vem na seccional daqui também. Não é um número excessivo, é uma quantidade razoável, que comporta a demanda do Estado por esses profissionais. O Estado está bem servido por profissionais do ramo”, afirma Omar. “Fazendo os cálculos, temos cerca de 50 advogados por mil habitantes, o que fica na média dos outros estados. Não temos profissionais em excesso. Não é uma concentração grande

70% dos médicos têm mais de 50 anos Apesar do número de médicos ser bem inferior à quantidade de advogados em atividade no Estado, o presidente do Conselho Regional de Medicina, Emanuel Fortes, calcula que não faltam profissionais no Estado. O grande problema, ressalta o médico, são os baixos salários e condições de trabalho precárias. “Esse número de profissionais que temos é suficiente para o Estado. Nos parâmetros da Organização Mundial de Saúde [OMS], o ideal é um médico por mil habitantes, em Alagoas temos um médico para menos de mil habitantes. É um número suficiente para cumprir a demanda. Porém, a baixa remuneração e a falta de condições de trabalho acabam afugentando profissionais, e temos muitos médicos que dão plantão em outros estados, como Sergipe e Piauí. Isso tem ocorrido com freqüência, e obviamente que o grande motivo é a remuneração”, afirma o presidente do Cremal. “Não temos falta de profissionais, mas há sim uma má distribuição deles, com algumas áreas, em alguns municípios”, acrescenta Fortes. A diferença na remuneração chega a mais aproximadamente 150%. De acordo com o Sindicato

dos Médicos (Sinmed), em rintendente de Atenção à Alagoas, um cirurgião rece- Saúde da Secretaria de Estado be aproximadamente R$ 2.300 da Saúde, Vanilo Soares, mas por plantão nos finais de se- não obteve retorno. mana. No estado vizinho de Pernambuco, um profissional ENVELHECIMENTO - A recebe pelo mesmo trabalho busca por melhores salários cerca de R$ 6 mil. tem provocado o fenômeno de “A diferença é gritante, “envelhecimento” do corpo com um médico recebendo médico do Estado. Segundo o aqui em Alagoas R$ 2.300; e Cremal, aproximadamente em outros estados, como 70% dos médicos Pernambuco, por exemplo, em atividade no esse valor é de R$ 6 Estado tem mais de mil. Em Sergipe, a 50 anos de idade. remuneração por “A baixa remuNúmero esse tipo de plantão neração e a falta de gira em torno dos condições adequaem AL se dá R$ 7 e R$ 8 mil. Isso das de trabalho por baixos tem provocado utem feito com que salários e ma migração dos profissionais deiprofissionais para xem o Estado para condições esses estados viziatuar em outros luprecárias de nhos, pois a diferengares. E isso tem trabalho ça na remuneração acometido princicompensa o deslopalmente os profiscamento”, avalia o sionais em início presidente do Sinde carreira, os mais med, Wellington jovens, que estão saindo das Galvão. universidades que rejeitam “Isso sem falar nas péssi- trabalhar dentro dessas faimas condições de trabalho, xas de remuneração. O resulcom um parque de equipa- tado disso é que cerca de 70% mento ultrapassado, sucatea- de nossos profissionais tem do, deteriorado. A atividade mais de 50 anos de idade. Só do médico é muito séria, e ficam aqui os mais antigos, corre-se muitos riscos ao se que já tem uma estrutura pesatuar sem condições adequa- soal e profissional estabilizadas, pois lidamos com vidas”, da, e com certa idade. Os mais ressalta Galvão. jovens procuram outros estaA reportagem de O JOR- dos”, teoriza Emanuel Fortes, NAL tentou ouvir o Supe- do Cremal. (G.M.)

EXPRESSAS O Detran informa que, a partir desta segunda-feira, 13, o motorista envolvido em acidente que chamar a Perícia é quem vai pagar a conta do serviço. O órgão adianta, ainda, que a ligação telefônica gratuita só poderá ser feita pelo 0800-0620194. Quem discar para o número 4002-2194 pagará a chamada. A conta do serviço prestado pela Perícia do Detran se mantém no mesmo valor de R$ 129,68, que podem ser pagos na ocasião do emplacamento do veículo. O radialista Gilson Silva é o dono do horário na região, com o programa “De olho na Cidade”, apresentado na Maribondo FM, a partir das 7 horas. Quem também está na Maribondo FM é o jornalista José Jurandir, que apresenta o programa “Tribunal do Povo”. O município de Maribondo tem agora três rádios: Rádio Web, Farol FM e a Maribondo FM – que está com toda a potência. Emanuel Fortes, do Cremal: “Só ficam aqui os mais antigos; os mais novos procuram outros estados”

porque esse número de 6.400 profissionais está espalhado por todo o território alagoano”, conclui o presidente da OABAL. A distribuição dos profissionais citada por Omar se refere às seis subseções com sede nas cidades de Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos e União dos Palmares.

Cursos de Direito não são criados há 2 anos O número de instituições de ensino superior que passaram a oferecer o curso de direito cresceu exponencialmente na última década, causou polêmica, e acabou provocando sanções por parte do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em Alagoas, há quase três anos não é criado um novo curso, estacionando em 15 o número de instituições que oferecem o bacharelado em Direito. A disseminação indiscriminada dos cursos de direito começou a ser barrada após um acordo entre MEC e o Conselho Federal da OAB, quando o parecer emitido pelas seccionais da Ordem passaram a ter mais peso na decisão do MEC na hora de autorizar a implantação dos cursos. “Já passa de dois anos que não é aberto nenhum curso, depois que o Conselho Federal fechou um acordo com o MEC. Atualmente, para que o curso seja implantado, é necessário um parecer emitido pela regional da OAB no Estado. Esse parecer é enviado ao Conselho, que encaminha ao MEC para ser analisada a real necessidade e capacidade da instituição em oferecer o curso”, explica o advogado Omar Coêlho de Melo, presidente da seccional alagoana da Ordem. “Na realidade, essa avaliação feita pela OAB já era feita antes, mas não tinha tanto peso. Mesmo que a OAB se colocasse contrária a implantação do curso, o curso acabava sendo implantado, à revelia da opinião da Ordem. Um acordo entre o Conselho Federal e o MEC fez com que nossa avaliação ganhasse peso nessa decisão. Com essas regras mais rígidas, faz mais de dois anos que aqui em Alagoas não é aberto um novo curso”, alega Omar Coêlho. QUALIFICAÇÃO - Um dos parâmetros do Ministério da Educação é que a instituição que deseja implantar o curso de direito possua pelo menos mil alunos. “São critérios para que não se possa sair abrindo curso por aí, de qualquer forma. Com esses critérios, quem ganha é a sociedade, que passa a ter profissionais cada vez mais qualificados, formados em instituições sérias, que estão dentro das regras do Ministério da Educação e com o aval da OAB”, ressalta o presidente da OAB Alagoas. (G.M.)

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Política

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TJ se reúne com moradores de rua na 2ª Grupo com 50 integrantes do segmento participará do café da manhã; mais de 30 já foram mortos só este ano A Presidência do Tribunal de Justiça oferece, amanhã, a partir das 08h30 da manhã, em seu Salão Nobre, um café da manhã para um grupo de 50 moradores de rua de Maceió, com a participação de representantes da comunidade religiosa. O evento tem o propósito de promover uma maior interação dos membros do Judiciário em torno dos problemas que assolam esse segmento marginalizado da população e fomentar o debate sobre políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida dessas pessoas. Para o secretário especial da Presidência, Ernesto Freire, o ato reforça o compromisso da atual gestão do Judiciário com os problemas que mais afetam a sociedade. “A iniciativa de ouvir dos próprios moradores

de rua o relato de seus problemas proporcionará aos membros do Judiciário uma visão mais próxima da realidade em que essas pessoas se encontram”, explicou. Em novembro deste ano, quando vieram à tona denúncias de uma série de assassinatos de moradores de rua em Maceió, a presidente do TJ, desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, foi à Câmara Municipal de Maceió debater o problema em audiência pública, colocando a máquina judiciária à disposição dos órgãos competentes para auxiliar nas investigações dos crimes. As declarações da chefe do Judiciário repercutiram na mídia nacional, em reportagem exibida por um dos principais programas televisivos do País. Na abertura do Congresso

Internacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), realizado em meados de novembro, em Maceió, a desembargadorapresidente fez um apelo público à sociedade e às autoridades para o enfrentamento dos problemas que afligem a sociedade contemporânea, como a violência contra os moradores de rua. “Devemos unir nossas forças para cobrar das autoridades soluções mais efetivas para esses atos. É preciso ter a consciência de que os moradores de rua são cidadãos como nós”, destacou Elisabeth Carvalho, na ocasião, ao chamar a atenção para o assassinato dos mais de 30 moradores de rua na capital alagoana só neste ano, de acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS).

Desembargadora Elisabeth Carvalho: “É preciso ter a consciência de que os moradores de rua são cidadãos”

ORÇAMENTO DA UNIÃO NO SENADO

CCJ discute, na quarta, aumento da pena máxima de prisão no País O aumento do tempo máximo de prisão para 50 anos é um dos destaques da pauta da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na próxima quarta-feira. Tramitam conjuntamente, em caráter terminativo, quatro projetos de lei na Casa, tratando deste assunto. Todos eles são relatados pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). A CCJ votará o substitutivo desses projetos, apresentados, cada um deles, pelos senadores Alvaro Dias (PSDBPR) e Demóstenes Torres (DEM-GO); pelo ex-senador Luiz Estevão; e pelo falecido senador Romeu Tuma (PTBSP), respectivamente. Em seu relatório, Kátia Abreu explica que o projeto do senador Álvaro Dias propõe aumentar de 30 para 60 anos o limite de tempo para o cumprimento das penas privativas de liberdade. Ressalva, porém, que, caso o condenado tenha mais de 50 anos ao iniciar o cumprimento da pena, esta não será maior do que 30 anos e a idade limite para seu cumprimento será de 80 anos. Já o projeto do ex-senador Luiz Estevão propõe aumentar de 30 para 50 anos o tempo

Kátia Abreu é a relatora dos projetos que visam alterar pena máxima

máximo para a privação de liberdade. O projeto do falecido senador Romeu Tuma, por sua vez, mantém em 30 anos o limite de tempo para a privação de liberdade, mas prevê, entre outras coisas, que o condenado fique pelo menos 20 anos preso antes de poder pedir livramen-

to condicional, caso seja condenado a penas que somem mais de 30 anos. O projeto do senador Demóstenes Torres propõe que o tempo máximo de privação da liberdade seja aumentado de 30 para 40 anos e estabelece que o tempo de cumprimen-

to da pena não pode ser contado para a concessão de outros benefícios penais. Kátia Abreu propôs um texto substitutivo ao projeto de Álvaro Dias e a rejeição dos demais. Sua emenda (que altera o artigo 75 do Código Penal, instituído pelo Decreto-Lei 2.848/40) aumenta o tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade dos atuais 30 para 50 anos. O texto proposto pela senadora também determina que, caso o réu seja condenado a várias penas cuja soma supere 50 anos, estas devem ser unificadas para não ultrapassar esse limite. Penas estabelecidas em condenações posteriores devem ter o mesmo tratamento, sem contar, porém, o período de pena já cumprido. A emenda de Kátia Abreu ainda estabelece que a privação de liberdade não será superior a 30 anos caso o condenado tenha mais de 50 anos ao iniciar seu cumprimento. Determina também que, após o condenado completar 70 anos de idade, o restante da pena a ser cumprida pode ser reduzido até um terço. E, se o réu for condenado após completar 70 anos, a pena pode ser reduzida em até dois terços.

Opinião sobre projetos na Internet

Votação do projeto do novo CPC

Também na pauta da CCJ está projeto de lei de autoria do senador Raimundo Colombo (DEMSC), o qual determina que as páginas na internet do Senado Federal e da Câmara dos Deputados tragam mecanismo que permita ao cidadão manifestar sua opinião sobre todas as proposições legislativas, mediante cadastro único com seus dados pessoais. Determina também que o número de manifestações a favor e contra a proposição seja aferido e registrado ao longo de sua tramitação. O relator da matéria, senador Marco Maciel (DEMPE), também a relatou na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Para Maciel, a proposta é importante e pertinente porque existe “descompasso entre as possibilidades de participação direta que a Carta de 1988 abre e a oferta de meios, principalmente no concer-

O projeto de lei que tramita no Senado e visa reformar o Código do Processo Civil será apreciado no plenário da Casa em sessões extraordinárias nos próximos dias. De acordo com ele, as sessões acontecerão na terça-feira, às 11 horas da manhã, e na quarta-feira, também às 11 horas da manhã, e às 19 horas. No último dia 1º, os membros da Comissão Temporária de Reforma do Código de Processo Civil aprovaram, em votação simbólica, o parecer apresentado pelo relator Valter Pereira (PMDB-MS), na forma de um substitutivo ao projeto. O texto de Valter Pereira para o novo CPC tem 1.008 artigos. O principal objetivo das mudanças no atual CPC, em vigor desde 1973, é reduzir a morosidade na tramitação das ações na Justiça. Para isso, o substitutivo mantém dispositivos do anteprojeto preparado por uma comissão especial de juristas, com objetivo de simplificar os processos e reduzir a possibilidade de recursos.

nente ao Poder Legislativo, liza audiência pública conque levem essas possibili- juntamente com a Comissão dades ao alcance de todo ci- de Assuntos Econômicos dadão que delas queira para analisar o desempefazer uso”. nho do Banco Nacional de O relator lembra, no enDesenvolvimento tanto, que a proposição Econômico e trata da organizaSocial (BNDES). ção administratiO convidado pava da Câmara dos ra a audiência Deputados e do pública é o próSenado Federal, o prio presidente Audiência que a Constido BNDES, Lutuição estabelece ciano Coutinho. pública vai como competênA audiência analisar cias privativas de foi pedida na CCJ desempenho cada uma das pelos senadores do BNDES Casas do ConAloizio Mercagresso Nacional. dante (PT-SP) e Trata-se, portanAntonio Carlos to, de matéria inJunior (DEMconstitucional. BA). Ela será feita Para contornar o em conjunto com a Coproblema, Maciel missão de Assuntos Ecopropôs, e foi aprovado na nômicos (CAE), onde esses CCT, que seja apresentado mesmos senadores apresenum projeto de resolução es- taram requerimento, tamtabelecendo, apenas para o bém assinado por Eduardo Senado. Suplicy (PT-SP), Eliseu Resende (DEM-MG), Delcídio BNDES - Na terça-feira, Amaral (PT-MS), Flexa Rium dia antes de sua reu- beiro (PSDB-PA) e Inácio nião de votações, a CCJ rea- Arruda (PCdoB-CE).

Apesar de mudanças, trâmite da peça segue Senadores e deputados concluem amanhã, em reunião prevista para as 18 horas, a votação dos relatórios setoriais do Orçamento da União para 2011. Trata-se de um passo importante para a elaboração do relatório geral, que deverá ser votado pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e pelo Plenário do Congresso Nacional até o dia 22 deste mês. Oito dos dez relatórios setoriais foram votados nesta semana, marcada por substituições na relatoria geral. O senador Gim Argello (PTBDF), relator-geral desde que o Orçamento da União começou a tramitar na CMO, renunciou à função na última terça-feira, após denúncias divulgadas pelos meios de comunicação de que ele teria incluído, no Orçamento de 2010, emendas que destinavam recursos a entidades fantasmas. A substituta, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), renunciou no dia seguinte por ter sido convidada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, para assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura. Por decisão da bancada governista no Senado, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) foi indicada para o cargo e deve ter seu nome homologado na reunião de amanhã. RELATÓRIOS - Ainda precisam ser votados os relatórios referentes a duas áreas: infraestrutura, do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG), e fazenda, desenvolvimento e turismo, do deputado federal

Rômulo Gouveia (PSDB-PB). Já foram votados os relatórios: saúde, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA); integração nacional e meio ambiente, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE); educação, cultura, ciência e tecnologia e esporte, do deputado federal Edmilson Valentim (PCdoBRJ); planejamento e desenvolvimento urbano, do deputado federal José Guimarães (PT-CE); justiça e defesa, do senador Gilvam Borges (PMDB-AP); poderes do estado e representação, do senador Adelmir Santana (DEMDF); agricultura e desenvolvimento agrário, do deputado federal José Maia Filho (DEM-PI); e trabalho, previdência e assistência social, do deputado federal Lázaro Botelho (PP-TO). CORTE - Ainda na segunda-feira, a CMO deve buscar solução para outro problema: o Ministério do Planejamento descobriu um “erro de estimativa” da receita de R$ 12 bilhões, para menos. Com isso, a comissão terá de cortar R$ 8 bilhões nos diversos programas previstos no Orçamento - a diferença, de R$ 4 bilhões, refere-se a transferências para estados e municípios, automaticamente cortadas no caso da queda de receitas. Essa nova previsão é analisada pelo relator de receitas, deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), que pode apresentar, na segunda-feira, um novo relatório sobre o assunto. Apesar de ser um debate técnico, a decisão deve ser tomada pelos parlamentares, como assinala o relator.

Serys terá nome homologado amanhã como relatora do Orçamento

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Turismo cobra devolução de R$ 68 mi Ministério constata que recursos repassados foram usados indevidamente por prefeituras e entidades do terceiro setor Congresso em Foco Após constatar irregularidades no uso de dinheiro público para a realização de eventos, o Ministério do Turismo cobra a devolução de R$ 68 milhões de prefeituras e entidades do terceiro setor que não usaram o recurso da maneira combinada com o governo federal. Desse total, pelo menos R$ 50 milhões bancaram festas populares, como carnaval, micaretas, festas juninas, rodeios e shows de música entre os anos de 2003 e 2009. Parte desses recursos foi direcionada a entidades “sem fins lucrativos” indicadas por parlamentares. Este ano, o governo operou para realocar emendas feitas por deputados e senadores na área turística. O dinheiro cobrado se refere a 467 convênios considerados inadimplentes pelo ministério porque não houve a devida prestação de contas ou faltou a comprovação da realização do evento com seus reais custos. A maioria desses repasses foi feita diretamente a organizações não-governamentais, sindicatos e associações. O Turismo quer retomar R$ 42 milhões repassados a essas entidades por meio de 234 projetos. Os R$ 26,2 milhões restantes são cobrados de prefeituras e asso-

ciações que representam os municípios. Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco a partir do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU). A cobrança dos recursos foi confirmada pelo Ministério do Turismo. Procurada pela reportagem, a assessoria do ministério informou que o órgão intensificou a análise das prestações de contas das festas e conseguiu retomar para os cofres públicos, desde o início do ano, outros R$ 47,24 milhões utilizados indevidamente em eventos entre 2004 e 2009. Ou seja, somado esse valor já retomado e os R$ 68 milhões ainda por reaver, o uso indevido de dinheiro público com eventos passou dos R$ 115 milhões. O direcionamento de recursos do orçamento para a promoção de eventos patrocinados pelos ministérios do Turismo e da Cultura a entidades fantasmas derrubou esta semana o relator da proposta orçamentária, senador Gim Argello (PTB-DF), acusado de direcionar recursos para institutos de fachada. “MULATA DE OURO” A dívida das entidades e prefeituras conveniadas varia de

Governo cortou dinheiro de festas Preocupado com o destino das emendas parlamentares para o setor de turismo, o governo federal mandou para o Congresso e conseguiu aprovar lei que transferia dinheiro de festas e eventos para obras de infraestrutura. O projeto foi enviado em abril e transformado na Lei 12.248/10. De acordo com a assessoria do Ministério do Turismo, o aumento das verbas destinadas por parlamentares a eventos não correspondia às prioridades estabelecidas pelas políticas públicas no setor. “Com isso, os recursos destinados a eventos em 2010 foram reduzidos em quase 60%.” Uma restrição na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) reduziu as emendas de deputados e senadores para festas de R$ 736 milhões para R$ 256 milhões do ano passado pra cá. Nos últimos anos, o governo federal tomou outras medidas para reduzir as despesas com festas, como a limitação dos cachês dos artistas e o teto do custo dos eventos, que não podem superar R$ 1,2 milhão. DINHEIRO RECUPERADO - O Ministério do Turismo já conseguiu fazer R$ 47,2 milhões voltarem aos cofres públicos depois da cobrança pela má aplicação do dinheiro destinado a promover ações turísticas. São festas, feiras, shows, eventos, obras de infraestrutura e cursos de capacitação promovidos por ONGs e prefeituras entre 2004 e 2009. Ainda falta

obter de volta R$ 68 milhões, conforme mostra levantamento do Congresso em Foco com base em dados do Siafi, o sistema que registra os gastos do governo. Este ano, o órgão criou a Coordenação Extraordinária de Análise de Prestação de Contas. Com 20 técnicos, conseguiu verificar a papelada referente a mais de 2 mil convênios neste semestre e 1.300 prestações de contas no primeiro semestre. A fiscalização do Ministério do Turismo é feita à distância. Só uma minoria dos casos é analisada presencialmente. Os técnicos verificam fotos do evento, como o palco, arquibancadas e cartazes de divulgação, notas fiscais e papéis do processo de licitação. Segundo nota do ministério ao Congresso em Foco, até 2010, o ministério alcançava o índice de 15% de verificação “in loco”. Com a contratação de novos servidores, passou para 35%, o que o governo considera um número válido. “Também é um índice superior ao das fiscalizações amostrais dos órgãos de controle”, informou a assessoria do ministério do Turismo. Mesmo assim, são encontrados vários tipos de problemas. “Os principais são a ausência de comprovação física (fotos panorâmicas, da infraestrutura, o palco com a banda contratada se apresentando, por exemplo) e irregularidades nos procedimentos licitatórios”, informa a assessoria.

FESTA COM DINHEIRO PÚBLICO Valor total a ser devolvido: R$ 68 milhões Desse valor, os eventos representam cerca de R$ 50 milhões. — Festas em geral: R$ 25 milhões. — São R$ 7,6 milhões só de festas juninas e forrós. Os eventos ainda incluem: — Cultura e arte: R$ 7,7 milhões — Feiras: R$ 3,8 milhões — Seminários e congressos: R$ 2,8 milhões — Eventos esportivos: 2,2 milhões — Réveillons: R$ 1,4 milhão — Festas de aniversário: 12 convênios - R$ 1,2 milhão DE QUEM O DINHEIRO É COBRADO ONGs, sindicatos e federações: R$ 42 milhões Prefeituras e associações de municípios: R$ 26,2 milhões simbólicos R$ 180 a R$ 2,5 milhões. Há casos curiosos entre aqueles que estão na mira do Turismo. O ministério cobra, por exemplo, a devolução de R$ 40 mil de uma escola de samba de Vitória (ES). O dinheiro foi repassado pelo governo federal para que a agremiação elegesse a “mulata de ouro” no carnaval de 2007. Segundo o ministério, a entidade não prestou contas do uso dos recursos. Na lista dos repasses que o Turismo tenta tomar de volta, há pelo menos R$ 4,8 milhões gastos indevidamente na promoção de festas de carnaval e micaretas, os car-

navais fora de época. Entre as entidades beneficiadas, há até tradicionais escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. A pasta também tenta retomar R$ 400 mil utilizados por duas associações para promover um esporte ainda relativamente pouco difundido no país, o kitesurf. Praticado sobre a água, com o auxílio de uma prancha e de uma pipa, a modalidade foi agraciada com recursos para eventos na Paraíba e no Ceará entre os anos de 2004 e 2006. Os organizadores não prestaram devidamente as contas. Diante da dificulda-

de em conseguir os recursos de volta, o Ministério do Turismo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para resolver o caso. O ministério tenta reaver, ao todo, R$ 2,2 milhões repassados para a promoção de eventos esportivos. A prefeitura de Aquidabã (SE) está sendo cobrada em R$ 140 mil. O ministério quer de volta o dinheiro do 41º Casamento do Matuto, realizado em 2008, um festejo junino com direito a cavalgada. A prefeitura da cidade, que fica a menos de 100 quilômetros de Aracaju (SE), não apresentou todos os documentos para comprovar a realização do tradicional evento conforme o combinado com o governo federal. PRESTAÇÃO DE CONTAS - Para realizar uma festa, as ONGs e prefeituras assinam um convênio (espécie de contrato) com o Ministério do Turismo, estabelecendo direitos e deveres. Depois que as entidades e municípios recebem o dinheiro e fazem o evento, têm 30 dias para prestar contas. Ou seja, comprovar que realmente fizeram a festa conforme o combinado, incluindo os gastos previstos. Se alguma parte do evento não foi realizada ou houve outro tipo de falha, o beneficiário recebe uma guia ban-

cária para pagar à União a diferença devida. Se o pagamento não for feito, a ONG ou prefeitura vai parar no cadastro de inadimplentes. Quinze dias depois, se não pagar o devido ou não comprovar que realmente realizou o evento conforme o combinado, o ministério abre uma tomada de contas especial (processo para recuperar dinheiro público) contra o município ou entidade. O processo é enviado à CGU e, de lá, ao TCU. É o tribunal quem julga a tomada de contas especial da ONG ou prefeitura. As prestações de contas servem para, por exemplo, comprovar que os recursos foram usados corretamente e que não houve fraude ou desvio de dinheiro público. É um dos meios para se evitar e punir casos de corrupção. Constatado algum problema na prestação de contas, a regra determina a paralisação de novos repasses. No papel, as prefeituras, estados e ONGs que ficam inadimplentes não podem receber mais dinheiro da União. Entretanto, estados continuam a receber recursos valendo-se de medidas judiciais e também de interpretação do próprio governo federal em bloquear os repasses apenas para determinadas secretarias dos governos e municípios.

SAÚDE

Botox tem sido indicado para fins terapêuticos no Brasil Graffo Normalmente associado a efeitos estéticos, o botox virou mania entre mulheres e homens descontentes com o aparecimento de rugas. O que muita gente não sabe é que a toxina botulínica tipo A — conhecida como botox por causa do nome dado ao produto da empresa Allergan — tem sido uma opção para o tratamento de doenças variadas. Aprovado nos EUA para fins terapêuticos há 20 anos, o remédio já tem autorização no Brasil para ser usado em problemas como contrações involuntárias dos músculos, sequelas de AVC, bexiga hiperativa e hiperidrose (suor excessivo). Fora as indicações já aprovadas para uso clínico, cientistas do Brasil e do exterior testam a toxina que se transformou em remédio para aliviar inúmeras outras doenças. Além da capacidade relaxante, obtida pela diminuição da liberação do neurotransmissor responsável pelas contrações musculares, a acetilcolina, a toxina parece agir também em neurotransmissores envolvidos, por exemplo, na mediação da dor. Estudos com pacientes com uma espécie de torcicolo persistente mostraram que, em alguns casos, a toxina não melhorava a torção da cabeça, mas agia especificamente na dor. Hoje, a área de dores crônicas é um dos principais alvos de pesquisa com a toxina. Há trabalhos, em diferentes estágios, voltados para dores lombares, dores nos ombros, fibromialgia e dores de cabeça, por exemplo.

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Opinião A6

Área de preservação e o meio urbano “Os ecossistemas brasileiros são muitos diferentes, variando de região para região” Alder Flores Alder Flores, advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental

Apesar de avançada, a legislação ambiental brasileira tem sido alvo de constantes e salutares discussões entre os mais renomados doutrinadores do direito diante do aspecto interpretativo da norma. Como exemplo, podemos citar a aplicação do Código Florestal em seu Art. 2°, que se referem às áreas consideradas de Preservação Permanente, e, sua aplicabilidade principalmente no meio urbano. Neste dispositivo deve-se inicialmente considerar que estas APP’s, não estão incluídas entre as espécies definidas como unidades de conservação ambiental. Outro tema avaliado é o critério de fixação da área que deva ser considerada como sendo de preservação permanente, pois estas áreas são delimitadas em função da largura do rio. Destarte, o que ficou determinado na norma deve ser observado com clareza mediana, já que a mesma não poderia determinar um tratamento similar para todo o país, pois é notório que os ecossistemas brasileiros são muitos diferentes, variando de região para região, além de não fazer distinção da área de preservação permanente em relação à área urbana e rural, que também se constatam realidades distintas. Com relação à fixação da largura mínima de proteção ao longo dos rios e nascentes como área de preservação permanente, no campo da interpretação jurídica tem criado dificuldades na sua aplicação. Na prática como poderá ser delimitada uma área de preservação permanente no momento da aprovação de um projeto agrícola ou de outra natureza em áreas como, por exemplo, no Pantanal ou em de várzeas, como tratá-las? Já que na lei não há previsão de exceção, e sabemos que são áreas agricultáveis e ficam descobertas pelas águas em alguns períodos do ano. Considerando que a metragem, ainda que se utilize entre todas a maior delas, ou seja, 600 metros, seria adequada suficiente para fixar as áreas de preservação permanente para as demais regiões do País e as populações ribeirinhas que moram e vivem da atividade extrativista das florestas e de outros recursos naturais existentes às margens dos rios. Como interagir o conceito de área de preservação permanente a essa realidade. No conceito de largura ou metragem estabelecida na lei para os corpos d’água existentes nos centros urbanos, como resolver, por exemplo, a construção e ou reformas de prédios públicos, igrejas, ou mesmo residenciais, nos topos de morros, montanhas, nas encostas, e até nas bordas dos tabuleiros, se boa parte das cidades brasileiras encontram-se no litoral e quase todas construídas em regiões e locais que se enquadram na proibição da norma. É de clareza mediana também a existência de repartições publicas, igrejas, clubes recreativos, residências e atividades comerciais, que foram construídos nas proximidades dos rios, antes ou depois da normatização. Não é prudente que se imponha embargo em reformas de construções antigas nestas áreas, como vimos recentemente, esta ação fere os princípios da dosimetria da aplicação da penalidade e o da razoabilidade, abrindo assim, vasto campo para interposição de remédios jurídicos. Não se pode perder de vista que a área urbana tem por finalidade a ocupação humana acompanhada de uma infraestrutura de serviços públicos e de um planejamento estratégico que contemple a prevenção, preparação, resposta e reconstrução. Estas etapas compreendem o gerenciamento de riscos e de desastres, implicando em processos relacionados com o planejamento, com a organização, com o controle de recursos, dos riscos e das vulnerabilidades, que objetivam minimizar e reduzir seus impactos sobre as comunidades decorrentes de fortes chuvas. Não se pode, ainda, olvidar que os cursos d’água nos centros urbanos já se acham totalmente drenados e, portanto, alterados, física e quimicamente, em virtude dos arruamentos ou em razão dos despejos de efluentes. O ideal era que fosse discutida com os órgãos competentes a adoção de ações para reduzir os riscos de desastres em conjunto com políticas de planejamento, de desenvolvimento e fortalecimento de instituições, mecanismo e capacidade em todos os níveis para aumentar a resiliência ante as ameaças; e a incorporação sistemática de políticas para a redução de riscos com a implantação de plataformas de preparação, atenção e recuperação das comunidades afetadas.

As inovações do Código de Processo Penal “Nada mais recomendável do que a sociedade se integrar na discussão” Renan Calheiros Senador e líder da bancada do PMDB no Senado Federal

Depois de quase três anos de intensas discussões o Senado Federal honrou mais um compromisso com a sociedade na área de segurança pública e aprovou a modernização do Código de Processo Penal. O trabalho, com muitas inovações, é fruto de uma Comissão de Senadores e Juristas e pretende cobrir várias lacunas existentes em nosso sistema judiciário. Um dos pontos aprovados refere-se à prisão preventiva. O novo texto inova ao permitir que os juízes decretem prisões preventivas de acusados de crimes de extrema gravidade ou em caso de reincidência. É mais um instrumento cautelar nas mãos do judiciário para trancafiar pessoas cujo comportamento possa ameaçar a sociedade. Em outro item o projeto estabelece que o juiz que cuidar da instrução do processo - autorizando interceptações telefônicas, quebra de sigilos e produção de provas - não será responsável pelo julgamento dos envolvidos. Ou seja, haverá um juiz até a denúncia e um segundo magistrado após o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. Esta novidade é controversa e precisa ser melhor amadurecida. De um lado é a tentativa de evitar que o magistrado se envolva de tal forma com a investigação que sua imparcialidade fique comprometida. De outro, porém, a duplicidade de juízes em um mesmo caso pode significar lentidão e procrastinação no judiciário. Outra inovação é a que extinguiu a prisão especial para autoridades e para quem tem curso superior. Todos terão o mesmo tratamento. A exceção ficará para juízes, promotores e procuradores. O novo Código Penal criou ainda os direitos das vítimas. Elas poderão ter acesso ao processo e serão comunicadas sobre a prisão, soltura, condenação ou absolvição dos acusados. O texto prevê ainda novas medidas cautelares, alternativas à prisão. Hoje, quando uma pessoa está reclusa, o magistrado só tem duas opções: mantém a prisão ou manda soltar. Com as mudanças, o juiz poderá optar por monitoramentos eletrônicos ou proibição do acusado de frequentar determinados lugares. A primeira versão do novo Código de Processo Penal segue para a discussão na Câmara dos Deputados. No momento em que estamos precisando discutir a segurança pública no Brasil, nada mais recomendável do que a sociedade se integrar na discussão. Que ela colabore, critique e dê sugestões para aprimorar o texto que foi aprovado pelo Senado Federal.

Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

Risco a bordo Alagoas registrou esta semana mais mortes de taxistas. As estatísticas praticamente já perderam a conta da quantidade de assassinatos nos últimos dez anos. O sindicato apresenta um número chocante, assustador e bastante elevado, enquanto a Secretaria de Defesa Social contesta as informações e até mesmo apresenta um serviço que “está disponível” para auxiliar os taxistas. A verdade, no entanto, é que a morte de taxistas é mais um indicador da explosão da violência no Estado, que no mês passado atingiu o auge com os moradores de rua. Um problema bem mais sério e profundo que envolve na realidade um debate mais amplo que vai do tráfico de drogas à falta de alternativas profissionais, culturais e esportivas para milhares de jovens alagoanos. Tudo isso passando pela ausência de concursos públicos, tanto para Polícia Civil quanto para Polícia Militar, chegando à carência social e às constantes fraudes em programas assistenciais do governo federal – que deveriam ser melhor fiscalizados, especialmente pela Prefeitura de Maceió.

O taxista que sai de casa não sabe se volta. Só que essa máxima tem sido dita até mesmo pela dona de casa que vai até a padaria e não sabe se pode ser assaltada ou vítima de uma bala perdida. É a política do caos, a política do medo, que, por falta de planejamento, deixou o tráfico de drogas imperar na periferia e promover até mesmo a venda de casas populares, como anunciou o Ministério Público Estadual na semana que passou. Os erros do passado hoje se refletem, cada dia mais gritantes, cada dia mais violentos, e que podem atingir qualquer um. Resta saber até quando o governo estadual vai ficar tratando a explosão da violência apenas como números frios e estatísticas bem elaboradas apresentadas em planilhas coloridas. Taxistas, moradores de rua, jovens sem expectativa... São vidas que partem, aos montes, e que fragilizam famílias, amigos e, principalmente, o Estado, que deixa escapar aos poucos a possibilidade de crescimento e desenvolvimento econômico.

Ponto de vista

San

O vendedor de amendoim “Lágrimas rolaram de meus olhos” João Baptista Herkenhoff Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha e escritor / jbherkenhoff@uol.com.br / www.jbherkenhoff.com.br Leio em A Gazeta, de Vitória, a notícia de que o menino Diogo Estevam Wesley, de 13 anos, foi o ganhador do concurso nacional “Causos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, promovido pela Agência de Notícias “Direitos da Infância” (ANDI), com apoio da Fundação Telefônica. Entro no site de “A Gazeta On Line” para ler a história premiada, cujo título é “O ex-vendedor de amendoim”, e que começa com este parágrafo: “Meu nome é Wesley e essa é minha história. Nasci numa família de poucas condições e não tinha pai vivo desde os 3 anos de idade. Aliás, nem bem o direito de saber o que aconteceu com ele eu tive. O que sei é que foi assassinado, que eu tinha somente minha mãe e cinco irmãos, e por isso não tive uma infância como a das outras crianças, que podem brincar, ter muitos amigos e situações melhores do que a minha. Aos 10 anos de idade, não sabia o que era brincar, tinha de ajudar minha mãe a vender amendoim em uma praia da capital do Espírito Santo a fim de conseguir dinheiro para o sustento dos meus irmãos mais novos do que eu. Essa situação me deixava muito envergonhado, pois observava outras crianças brincando e eu não podia brincar também”. Vejamos como termina a história deste menino: “Hoje muita coisa mudou, acredito mais em mim, o que antes não ocorria porque sempre me diziam que eu fazia tudo errado. Sei que sou capaz de muitas coisas, estou me desenvolvendo bem na escola. Já fiz música, apresentação de dança, estou

me relacionando bem com meus colegas e até aprendi a brincar. Foi assim que minha história ocorreu até aqui. E, dando continuidade a ela, me convidaram para escrevê-la para vocês, encerrando assim um capítulo de muitos outros alegres que vou continuar a escrever na vida real”. No miolo da história, Diogo Wesley narra ainda que neste ano de 2010 saiu da casa de sua mãe e passou a morar com sua tia Penha, em Colatina. A tia acolheu o sobrinho, matriculou o menino numa escola pública próxima de sua casa e o inscreveu no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Lá Diogo participa da Oficina de Esporte e do Programa Brincando e Aprendendo. Confesso que, ao ler a reportagem e o texto de Diogo Wesley, lágrimas rolaram de meus olhos. Homem não chora por medo, homem não chora diante da morte. Permanece válido o anátema de Gonçalves Dias: “Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o cobarde do forte; Pois choraste, meu filho não és!” O homem que não chora à face do perigo, segundo os versos do poeta maranhense que morreu num naufrágio pouco antes de aportar na sua terra natal, chora diante da grandeza ética, vai às lágrimas pela emoção. A notícia de A Gazeta diz ainda que é sonho de Diogo estudar Medicina. Que empresa capixaba terá a glória de conceder uma bolsa de estudos para fazer deste menino um médico?

O JORNAL Diretor-Executivo Sálvio de Taine Maciel salviomaciel@ojornal-al.com.br

Marcial Lima Professor

Dá-se, mais uma vez, o ímpeto bissexto de se cobrar, através da imprensa, atenção para os grupos de nossa cultura popular tradicional. A rotina se repete. Quando os ventos de oposição põem-se a soprar, procura-se um Mestre de maior autoestima e independente, para expor suas queixas. Vai-se aos gestores que, dentro de suas percepções de gestão pública, justificam-se; uns com relativa firmeza, outros tatibitates. Em seguida, abrem-se espaços para defensores do segmento que, conforme sua compreensão de “preservação do folclore” e de suas relações com o poder, exaltam o apoio (às vezes, falase ajuda) que vem sendo recebido ou expõem a enésima edição da “crônica de uma morte anunciada”. Dá-me uma sensação de chover no molhado, de déjà vu, de um andar em círculo cujo efeito de halo, eivado de inconsistências, leva ao mesmismo, impedindo qualquer ação transformadora, confirmando que, em terras alagoanas, a manutenção do status quo é coisa que se prima. Na linha do tempo, vamos encontrar respeitáveis e competentes folcloristas primando pela elaboração de antologias e de coleções de textos. Com justiça são homenageados; mas, pé na casa grande, quase sempre ignoravam que o objeto de seu estudo compõe um contexto historicamente determinado. Alguns de seus discípulos, coração farto, sensibilidade elogiável, disponibilidade total, assumem o papel de defensores de grupos de que já se tratam como reminiscências. A visão de assistidos favorece relações de favor. O que chamarei quarta geração, mercê do en passant de sua vivência, vão tocando o barco, intermediando contatos, suprindo necessidades imediatas, favorecendo cachês pontuais. Nada que signifique avanço, pois até mesmo alguns trabalhos de conclusão de curso, realizados em faculdades locais, que apontam gargalos e sugerem correções de rumo para projetos em andamento, são ignorados. Enquanto isso, órgãos federais efetivam uma ampla discussão sobre nossa cultura popular tradicional. Fóruns se constituem, ganham espaços, somam vozes, impõem escutas, firmam direitos. Mas a dança das cadeiras, a descontinuidade administrativa, a indefinição de metas, a ausência de avaliações, a fragmentação do setor cultural, as denúncias vazias, o muro de lamentações, a inobservância de formação técnica e de perfil adequado para as equipes oficiais, a falta de critério para os patrocínios e parcerias, aqui, vão perpetuando vícios, promovendo o desencanto. Vamos combinar: no período natalino, no próximo carnaval, no São João, no Mês do Folclore, as lentes voltarão a focar eventos esparsos ou produzirão desgastados remakes. E em dezembro de 2011, renitente, republicarei este artigo. Cartas à Redação: opiniao@ojornal-al.com.br

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Surto de poliomielite mata 200 no Congo Além de crianças com menos de 5 anos, vírus selvagem tem contaminado homens de 15 a 24 anos Angola Press BRAZZAVILLE - Um vírus selvagem da poliomielite causou desde outubro no Congo, a morte de 200 pessoas, sobre os mais de 70 casos registrados, soube-se quinta-feira de fontes sanitárias, na véspera do lançamento de uma nova fase de vacinação em massa em Brazzaville. “A taxa de mortalidade di-

minui esses últimos dias, mas até ao momento, temos registrado 200 mortos e 472 casos a nível nacional”, declarou durante uma breve conferência de imprensa, o diretor regional do Fundo das Nações Unidas para infância (Unicef), para a África do Oeste e Central, Gianfranco Rotigliano. A doença, em geral, ataca crianças abaixo de cinco anos, mas muitos dos contaminados têm sido jovens do sexo mas-

culino entre 15 e 24 anos, disse o porta-voz da agência no oeste da África, Martin Dawes. “Apoliomielite é um vírus absolutamente eficiente em se deslocar, o que afeta a muitas pessoas se as taxas de imunização não forem boas”, explica Dawes. “O fato de termos esse vírus significa um hiato nas taxas de imunização no passado”. O responsável da Unicef, baseado em Dakar, no Senegal,

efetuou uma visita aos hospitais de Ponta -Negra (sul), capital econômica e epicentro da epidemia. A Unicef é, com o ministério congolês da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), um dos organizadores da campanha de vacinação em massa contra a pólio. Segundo a representante do Unicef no país, Marianne Flache, o Congo recebeu um

conjunto de 18 milhões de doses de vacina, e a taxa de cobertura da vacina atingiu em “cerca de 100 por cento a nível nacional”. O ministro congolês da Saúde, Georges Moyen, também lançou há 10 dias a segunda fase da campanha de vacinação, precisando que a mesma abrangerá somente as cidades de Brazzaville e Ponta-Negra. Nas outras regiões, a segun-

da fase começou no último dia 8. A campanha de vacinação no Congo teve início em 12 de novembro último, em Ponta Negra. Em Brazzaville e em outras regiões, ocorreu de 18 a 22 de novembro. Não há cura para o pólio, e a doença só pode ser impedida pela vacina. A doença é transmitida pelas fezes humanas, em geral por meio de água contaminada.

TESTE POLÍTICO

Kosovo realiza primeiras eleições legislativas hoje PRISTINA - A população do Kosovo irá às urnas neste domingo para votar em eleições legislativas antecipadas, as primeiras após a independência, o que será um teste de maturidade política do país antes da abertura do esperado diálogo com a Sérvia. Cerca de 1,6 milhão de eleitores estão convocados a eleger os 120 deputados do Parlamento do Kosovo de um total de 29 partidos políticos que participam das eleições. Os últimos dias da campanha foram ofuscados na quartafeira pelo assassinato de um militante do Kosovo pertence à minoria dos eslavos islamizados do país, diferentes dos albaneses. Este foi o primeiro incidente grave da campanha, embora o governo tenha se apressado em

dizer que não afetaria a realização das eleições. As legislativas são resultado da crise política aberta após a renúncia, em setembro, do presidente do Kosovo, Fatmir Sejdiu, e o posterior fim do governo de coalizão. A coligação era composta pelo Partido Democrático do Kosovo (PDK), do primeiro-ministro atual, Hashim Thaci, e pela Liga Democrática do Kosovo (LDK), liderada agora pelo popular prefeito de Pristina, Isa Mustafa. Segundo as últimas pesquisas, os dois partidos estão, lado a lado, liderando as intenções de voto. Em terceiro lugar aparece o Movimento Nacional para a Autodeterminação, de Albin Kurti, muito criticado interna-

cionalmente e que participa pela primeira vez das eleições. As eleições chegam em um momento delicado para o Kosovo, já que a comunidade internacional, especialmente os europeus, deseja a abertura imediata do diálogo entre Pristina e Belgrado, sob acompanhamento da União Europeia (UE). Este diálogo deve servir para melhorar a convivência entre kosovares, albaneses e sérvios, e não para falar da independência do país, proclamada em fevereiro de 2008 e que a Sérvia nunca reconheceu. Belgrado garantiu estar disposto a conversar e, oficialmente, Pristina, também, mas as negociações não devem começar antes da formação do novo governo, em janeiro.

Brigada franco-alemã simboliza a reconciliação entre as duas nações após a Segunda Guerra

1º APÓS 1945

Batalhão da Alemanha é instalado na França Um batalhão alemão da Brigada franco-alemã, o 291º de Infantaria, foi estacionado sexta-feira em território francês, em Estrasburgo (Alsácia, nordeste), pela primeira vez desde 1945, o que simboliza, segundo os dois países, o reforço de sua cooperação. Símbolo da reconciliação entre as duas nações, a Brigada franco-alemã (BFA) foi criada em 1989 para participar das

operações de manutenção da paz ou de caráter humanitário. Composta por 5,4 mil soldados, inclui também dois regimentos franceses posicionados na Alemanha, perto do Reno. Durante a cerimônia de Estrasburgo, o ministro da Defesa francês, Alain Juppé, declarou que a presença do batalhão alemão simboliza “a cooperação na defesa, que está, mais do que nunca, no centro

das relações entre nossos dois países”. Seu homólogo alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, destacou, por sua vez, que “a cooperação (entre os) dois países é uma mais-valia em benefício de toda a Europa”, e acrescentou que “tanto a Alemanha quanto a França agem por uma política de segurança e defesa forte e comum da União Europeia”.

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Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: cidade@ojornal-al.com.br

Taxistas trabalham com medo de morrer Recorrentes assaltos e os sete assassinatos só este ano desencadearam insegurança para a categoria, que pede mais policiamento Fotos: Yvette Moura

Carolina Sanches Editora-adjunta de Cidades

Iracema Ferro Repórter

A insegurança e o medo são passageiros diários dos taxistas que trabalham em Maceió. A morte de dois motoristas nos últimos dias reacendeu o clima de insegurança entre os profissionais da categoria. São cerca de 1.500 taxistas circulando em Maceió. Somente este ano, foram registrados sete assassinatos destes profissionais quando estavam em serviço. Segundo taxistas ouvidos pela reportagem de O JORNAL, o medo de assaltos aumenta durante a noite, quando os bandidos se sentem mais livres para agir devido à pequena quantidade de pessoas nas ruas. Em cada ponto de táxi da cidade há pelo menos um profissional que já foi vítima de roubo. Carlos Alberto Silva, de 35 anos, foi uma dessas vítimas. No início deste ano, ele pegou dois passageiros falsos no bairro do Farol. Eles mandaram que o taxista seguisse em direção o bairro do Poço. Quando ele se aproximou da Praça Centenário, os homens sacaram suas armas e colocaram na cabeça do condutor. “Fui obrigado a parar no Parque Gonçalves Ledo, onde os bandidos me colocaram no porta-malas do táxi. Vale lembrar que o cilindro de gás praticamente ocupa todo o portamalas e eu fiquei todo espremido. Eles arrancaram o som,

Assaltos seguidos de assassinatos motivaram protesto da categoria

levaram todo o dinheiro que eu tinha e ainda me deram coronhadas. Além da humilhação e do prejuízo financeiro, sinto dores até hoje em alguns pontos do corpo, porque fiquei imprensado no portamalas. Minha cabeça e a perna esquerda têm pontos doloridos, que já fiz de tudo, mas

não passa”, relatou. Carlos Alberto é taxista há cerca de oito anos e com o dinheiro que ganha em sua atividade mantém a esposa e paga pensão para dois filhos de um relacionamento anterior. Embora tenha medo da violência contra a categoria, ele diz que não pode largar a ativida-

de. “Esta é a minha profissão, meu trabalho, o que gosto de fazer e o que me dá o dinheiro que preciso para sobreviver. Nenhum trabalho do mundo me dá a liberdade que tenho com o táxi. Faço meu horário, trabalho nos dias que quero e não sou demitido”, avaliou o taxista.

Ele acredita que, por ser uma atividade em que o prestador do serviço trabalha diretamente com o cliente, e os assaltantes sabem que sempre o condutor está com dinheiro, seja uma soma alta ou não, o trabalho em si os torna vulneráveis. “Mas depois do assalto que contei, tomei algumas pre-

cauções: não pego mais clientes que dão sinal do meio da rua, exceto mulheres com crianças pequenas ou idosos, não fico circulando com muito dinheiro e prefiro sempre pegar os passageiros pela rádio, que é mais seguro, já que os clientes são todos cadastrados”, explicou.

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Motorista usa oração para se proteger Edvaldo Santos, de 40 anos, é taxista há sete anos e nunca foi vítima de assalto. O segredo do “sucesso” ele atribui ao fato de circular apenas com clientes que ele já conhece há muito

tempo ou passageiros da rádio. “Nunca passei por uma situação de assalto. Vejo os amigos contando e temo pela minha vida. Tenho meus filhos, minha mulher, ajudo meus pais,

eles não podem ficar desassistidos por descuido meu. Além de me precaver não pegando passageiros que dão sinal na rua, ainda oro todas as manhãs antes de sair para o trabalho e quan-

do retorno. Se não fizer bem, mal com certeza não fará”, defende. Ele era amigo do taxista Fábio dos Santos, morto a tiros no mês de maio, no bairro da Levada. “Todo

mundo que conhecia ele ficou muito chocado com a morte. Era um rapaz trabalhador, dedicado, atencioso com clientes, prestativo com os amigos”, lembrou. (C.S. / I.F.) Yvette Moura

Nos pontos de táxis, é difícil encontrar um profissional que não tenha sido assaltado

Precaução nas viagens noturnas para garantir segurança Cristiano Melo trabalha há 15 anos como taxista e conta que dificilmente pega passageiros na rua durante à noite. Segundo ele, a maioria das corridas feitas

nesse horário vem das chamadas recebidas pelo rádio. “Se precisar atender a um passageiro de noite, faço antes uma entrevista pra ver pra onde ele vai.

Quando aceito, eu peço para que a pessoa levante a blusa e, se tiver alguma bolsa, peço para que mostre para evitar sair com alguém armado”, relatou.

Laedson Lucena é outro taxista que evita trabalhar depois das 19 horas. Ele disse que, normalmente, pensa duas vezes antes de atender um passageiro e, em

alguns casos, recusa a corrida. “Não temos segurança. Em caso de assalto, é melhor dar tudo. O dinheiro passa, mas a vida não volta mais”, justificou. (C.S. / I.F.)

Mortes de taxistas geram protesto por mais policiamento O trânsito na Avenida Fernandes Lima, nas proximidades da Praça do Centenário, ficou totalmente congestionado por mais de uma hora devido a um protesto realizado por taxistas. O motivo da manifestação foi o assassinato do taxista José Romildo dos Santos, de 35 anos, conhecido como ‘Simpson’, morto a tiros na noite do dia 5 deste mês, na Rua São Francisco, no Alto da Boa Vista, em Guaxuma. Os colegas de Romildo

também realizaram uma carreata pelas principais ruas do Trapiche da Barra, acompanhando o caixão, em direção ao Cemitério de São José, onde a vítima foi sepultada, na tarde do dia 6. O motorista foi o sétimo taxista assassinado em Maceió este. Seis dias antes da morte de Romildo, outro taxista foi morto por assaltantes. Alexandre Lourenço dos Santos, de 35 anos, foi assassinado no bairro da Santa Lúcia, após pegar falsos passageiros. Ao tentar sair do

carro, ele foi atingido por um tiro nas costas e morreu. Semana passada, no ponto de taxi onde Alexandre trabalhava, o clima era de apreensão entre seus colegas de trabalho. “O problema é a impunidade, os bandidos sabem que os casos ficam sem solução e voltam a agir em Maceió. Trabalhamos inseguros e, algumas vezes, deixamos de fazer corridas por medo”, disse o taxista Wellington Azevedo, que era colega de ponto de Alexandre.

SINTAXI – Os dois últimos casos de assassinato de taxistas fizeram com que a direção do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintaxi) procurasse o Comando de Policiamento da Capital (CPC), da Polícia Militar para solicitar a implantação da linha de rádio direto com a PM. A solicitação foi atendida e a previsão é que o sistema seja reativado em 30 dias. “Já entramos em contato com engenheiros que estão verificando a questão da frequência para que o equipa-

mento possa ser instalado”, informou Ubiraci Correia, presidente do Sintaxi. O presidente do sindicato reconhece que o problema da falta de segurança para a categoria está se agravando e revelou sua preocupação, principalmente do final de ano, quando o movimento de passageiros é maior. “Já solicitamos da Polícia Militar uma maior fiscalização porque os taxistas estão trabalhando hoje com medo e isso não pode continuar”, declarou. (C.S. / I.F.)

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Fotos: Nide Lins

“Blitze não são feitas adequadas” Taxistas informaram que, após o apelo da categoria por mais segurança policial, as abordagens através de blitz aumentaram na cidade, mas que não estão sendo feitas de maneira adequada. Eles relatam que os veículos são abordados sem que os passageiros sejam identificados ou revistados. O taxista Evaldo Santos diz que falta segurança para a categoria. “Apesar de ter polícia nas ruas, os taxistas nunca são parados nas blitze. Eu não paro voluntariamente porque sei que o passageiro vai achar ruim, pensar que eu acho que ele é bandido. O dever é da polícia mandar o taxista parar, acender a luz, revistar o carro, pedir documentos. É uma proteção não só para o taxista, como para o passageiro, que pode estar sendo sequestrado por um bandido que roubou o táxi e não sabe”, assinala. Por outro lado, quem é parado em blitz, diz que ela não é feita de forma adequada. “Os policiais abordam o carro e perguntam ao taxista se está tudo bem, mas não abordam o passageiro. Isso não ajuda muito no caso de estarmos com um bandido no carro porque ele não é abordado”, reclama o taxista Marcos Antônio. (C.S. / I.F.)

Os instrumentos de trabalho dos alfaiates: tudo para fazer peça sob medida para cada cliente e garantir satisfação

A máquina de costura Singer do Manoel conta parte da história: há mais de 50 anos trabalhando com ela

Profissão de alfaiates, uma raridade Antigos trabalhadores mantêm a tradição de fazer ternos artesanais e sob medida para cada cliente Nide Lins Repórter

“Nasci para ser alfaiate”, são essas as palavras convictas do aposentado Manoel Domingues do Nascimento, de 74 anos, que considera sua

profissão uma arte. Outro “artesão”, o sergipano, José Joaquim de Almeida, conhecido como Deda, prestes a completar 80 anos em 2011, coleciona na parede da sua alfaiataria fotos dos tempos áureos da profissão que até tinha até con-

gressos nacionais. Aposentados como alfaiates, Manoel e Deda são apaixonados pela profissão e, mesmo com poucos clientes, eles vivem felizes, e nem pensam em parar. Lamentar também não é verbo que faça faz parte

do dicionário dos alfaiates que perderam espaço para os grandes magazines e lojas de departamento que vendem terno em grande escala, com grifes famosas e com preços divididos em até dez vezes nos cartões de crédito.

PM: há taxistas transportando drogas Na semana passada, a Secretaria da Defesa Social informou que vai adotar novas estratégias de abordagem policial para garantir uma maior segurança aos taxistas. A principal delas será a parada dos táxis nas barreiras policiais e nas entradas e saídas da capital, com a revista dos passageiros. A Polícia Militar também informou que está intensificando a fiscalização para combater os taxistas que trabalham de forma irregular ou clandestina. De acordo com a PM, alguns taxistas clandestinos chegam a prestar serviço para traficantes transportando drogas ou participando de assaltos a passageiros. “Essa fiscalização voltará a ser feita de forma mais intensiva para garantir uma maior segurança aos taxistas, que trabalham numa atividade de risco”, disse o secretário-adjunto da Defesa Social, Washington Luiz, ressaltando que a polícia precisa da colaboração da categoria para combater os que atuam de forma irregular ou clandestinamente. Com relação aos dois homicídios contra taxistas ocorridos nos últimos dias, o secretário garantiu que as investigações estão bem avançadas. (C.S. / I.F.)

Deda, o alfaiate de sorriso largo, se orgulha da satisfação da clientela

Manoel Domingues começou o ofício aos 8 anos e nunca mais parou

De aprendiz a especialista com a arte nas mãos A paixão pela profissão começou aos 8 anos, numa banca de alfaiate, como ajudante. “Meu pai me pediu para eu ir para a banca ver como se fazia terno. Fui, gostei e nunca saí”, relembra Manoel, que de fato só saiu já formado em alfaiataria com 18 anos. Fazer um terno impecável para ele é escolher um bom tecido, régua, tesoura e aliado ao saber. Também trabalhou na po-

lícia militar, mas “sua praia” era cortar e costurar ternos. Manoel morou dois anos no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de alfaiate. “Coisa da juventude, queria mesmo conhecer o Rio de Janeiro. Naquela época não tinha tanto bandido como hoje”, diz. Com sua experiência, Manoel leva em média de quatro dias a uma semana para fazer um terno e diz que nunca ouviu uma reclamação de cliente e esse é o seu

grande orgulho. Seus clientes são advogadas, militares, empresários e políticos, e cada um tem uma ficha onde estão anotadas medidas para a feitura das roupas. Os ternos custam em média R $ 450,00 (masculino) e R$ 200,00(feminino). “Criei meus seis filhos com a alfaiataria”, conta Manoel que trabalha sozinho e não tem nenhum aprendiz. “Nos tempos áureos, os bons alfaiates tinham entre 10 a 15 ajudantes,

hoje trabalho sozinho, e ninguém quer aprender arte de ser alfaiate”. A alfaiataria de Manoel, não tem placa na rua, os clientes chegam através de indicação. Trabalha de segunda a sexta-feira, e sua maior diversão é caminhar pela praia. Sua outra paixão além da alfaiataria é o CSA. Com sua fama de bom alfaiate, diz que só larga a tesoura, linhas e agulhas “quando Deus quiser”. (N.L.)

“Os clientes diminuíram, mas não reclamo. Com os que ficaram dá para sobreviver”, diz Manoel, na alfaiataria que funciona na sua casa no bairro da Ponta Grossa. O alagoano de Viçosa acorda cedo e às 6 horas já começa a labuta, entre

agulhas, moldes, fita métrica, linhas, tecidos e uma máquina Singer. A inseparável máquina de costura é parte da sua história e, por si só já é uma relíquia, já que há mais de 50 anos costura ternos masculinos e femininos e fardas para militares.

“Ternos de fábrica vêm para o conserto”

Peças artesanais feitas na medida

José Joaquim de Almeida, o Deda, como é conhecido, é boa praça. Com sorriso estampado no rosto, reconhece que alfaiate é uma profissão em extinção, mas não reclama, muito pelo contrário gosta do que faz, e mesmo completando 80 anos no próximo ano, nem pensa em parar. “Minha filha, estes ternos de loja, de fábrica, chegam aos montes para o conserto. Agora os que faço ninguém reclama, sai certo no corpo do cliente, e dura pra mais de dez anos”, garante Deda, que nem pensa em aposentar a sua velha companheira, a Plaff, uma máquina de costura alemã com mais de 50 anos. Deda, assim como Manoel Domingues, não tem ajudante. Mas os dois, quando precisam, contam com a ajuda um do outro, já que são amigos. “Ninguém faz paletó como Manoel, é muito bom”, propaga. A profissão de alfaiate para Deda começou na Escola Industrial, onde o aluno escolhia o curso depois de fazer um rodízio de outras profissões, como sapataria, tipografia, carpintaria, marcenaria e alfaiataria. “Em 1949 estava formado, e em 1951 já era oficial de paletó na Renner e ganhava por peça. Depois o dono da alfaiataria pediu para fazer dois Summer (roupa de garçom), como deu certo, em quatro semanas passei para mestre de alfaiate”, lembra Deda, que também participava ativamente dos congressos profissionais do setor. (N.L.)

A fabricação de terno por mês é pouca, cerca de quatro por mês. A produção maior é a de camisas e calças sociais, ele também faz calça jeans. Os clientes de Deda são advogados, políticos e comerciantes. “Só não faço vestido, mas terninho para mulher também faço. A diferença de um terno de alfaiataria para o de loja, é que o terno sai ajustado ao corpo na medida certa do cliente, é um por um, é artesanal e não industrial. Já fiz “Já disse que, terno em 24 aos 80 anos, horas”, reforia parar, mas ça Deda. Deda está de dirigir feliz com a profissão. “Já disse carro; alfaiataria é apatroaqueaos 80 anos quero a minha vida” parar, mas é de dirigir carro todo dia, alfaiataria é minha vida”, diz entre risos. O alfaiate, o da fita métrica pendurada ao pescoço, o que tira as medidas, o profissional especializado que exerce o ofício da alfaiataria, uma arte que consiste na criação de roupas masculinas de forma artesanal e sob medida, ou seja, exclusivamente de acordo com as medidas e preferências de cada pessoa são raros no século 21. E em Maceió, Manoel e Deda são patrimônios raros. (N.L.)


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Motorista usa oração para se proteger Edvaldo Santos, de 40 anos, é taxista há sete anos e nunca foi vítima de assalto. O segredo do “sucesso” ele atribui ao fato de circular apenas com clientes que ele já conhece há muito

tempo ou passageiros da rádio. “Nunca passei por uma situação de assalto. Vejo os amigos contando e temo pela minha vida. Tenho meus filhos, minha mulher, ajudo meus pais,

eles não podem ficar desassistidos por descuido meu. Além de me precaver não pegando passageiros que dão sinal na rua, ainda oro todas as manhãs antes de sair para o trabalho e quan-

do retorno. Se não fizer bem, mal com certeza não fará”, defende. Ele era amigo do taxista Fábio dos Santos, morto a tiros no mês de maio, no bairro da Levada. “Todo

mundo que conhecia ele ficou muito chocado com a morte. Era um rapaz trabalhador, dedicado, atencioso com clientes, prestativo com os amigos”, lembrou. (C.S. / I.F.) Yvette Moura

Nos pontos de táxis, é difícil encontrar um profissional que não tenha sido assaltado

Precaução nas viagens noturnas para garantir segurança Cristiano Melo trabalha há 15 anos como taxista e conta que dificilmente pega passageiros na rua durante à noite. Segundo ele, a maioria das corridas feitas

nesse horário vem das chamadas recebidas pelo rádio. “Se precisar atender a um passageiro de noite, faço antes uma entrevista pra ver pra onde ele vai.

Quando aceito, eu peço para que a pessoa levante a blusa e, se tiver alguma bolsa, peço para que mostre para evitar sair com alguém armado”, relatou.

Laedson Lucena é outro taxista que evita trabalhar depois das 19 horas. Ele disse que, normalmente, pensa duas vezes antes de atender um passageiro e, em

alguns casos, recusa a corrida. “Não temos segurança. Em caso de assalto, é melhor dar tudo. O dinheiro passa, mas a vida não volta mais”, justificou. (C.S. / I.F.)

Mortes de taxistas geram protesto por mais policiamento O trânsito na Avenida Fernandes Lima, nas proximidades da Praça do Centenário, ficou totalmente congestionado por mais de uma hora devido a um protesto realizado por taxistas. O motivo da manifestação foi o assassinato do taxista José Romildo dos Santos, de 35 anos, conhecido como ‘Simpson’, morto a tiros na noite do dia 5 deste mês, na Rua São Francisco, no Alto da Boa Vista, em Guaxuma. Os colegas de Romildo

também realizaram uma carreata pelas principais ruas do Trapiche da Barra, acompanhando o caixão, em direção ao Cemitério de São José, onde a vítima foi sepultada, na tarde do dia 6. O motorista foi o sétimo taxista assassinado em Maceió este. Seis dias antes da morte de Romildo, outro taxista foi morto por assaltantes. Alexandre Lourenço dos Santos, de 35 anos, foi assassinado no bairro da Santa Lúcia, após pegar falsos passageiros. Ao tentar sair do

carro, ele foi atingido por um tiro nas costas e morreu. Semana passada, no ponto de taxi onde Alexandre trabalhava, o clima era de apreensão entre seus colegas de trabalho. “O problema é a impunidade, os bandidos sabem que os casos ficam sem solução e voltam a agir em Maceió. Trabalhamos inseguros e, algumas vezes, deixamos de fazer corridas por medo”, disse o taxista Wellington Azevedo, que era colega de ponto de Alexandre.

SINTAXI – Os dois últimos casos de assassinato de taxistas fizeram com que a direção do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintaxi) procurasse o Comando de Policiamento da Capital (CPC), da Polícia Militar para solicitar a implantação da linha de rádio direto com a PM. A solicitação foi atendida e a previsão é que o sistema seja reativado em 30 dias. “Já entramos em contato com engenheiros que estão verificando a questão da frequência para que o equipa-

mento possa ser instalado”, informou Ubiraci Correia, presidente do Sintaxi. O presidente do sindicato reconhece que o problema da falta de segurança para a categoria está se agravando e revelou sua preocupação, principalmente do final de ano, quando o movimento de passageiros é maior. “Já solicitamos da Polícia Militar uma maior fiscalização porque os taxistas estão trabalhando hoje com medo e isso não pode continuar”, declarou. (C.S. / I.F.)

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“Blitze não são feitas adequadas” Taxistas informaram que, após o apelo da categoria por mais segurança policial, as abordagens através de blitz aumentaram na cidade, mas que não estão sendo feitas de maneira adequada. Eles relatam que os veículos são abordados sem que os passageiros sejam identificados ou revistados. O taxista Evaldo Santos diz que falta segurança para a categoria. “Apesar de ter polícia nas ruas, os taxistas nunca são parados nas blitze. Eu não paro voluntariamente porque sei que o passageiro vai achar ruim, pensar que eu acho que ele é bandido. O dever é da polícia mandar o taxista parar, acender a luz, revistar o carro, pedir documentos. É uma proteção não só para o taxista, como para o passageiro, que pode estar sendo sequestrado por um bandido que roubou o táxi e não sabe”, assinala. Por outro lado, quem é parado em blitz, diz que ela não é feita de forma adequada. “Os policiais abordam o carro e perguntam ao taxista se está tudo bem, mas não abordam o passageiro. Isso não ajuda muito no caso de estarmos com um bandido no carro porque ele não é abordado”, reclama o taxista Marcos Antônio. (C.S. / I.F.)

Os instrumentos de trabalho dos alfaiates: tudo para fazer peça sob medida para cada cliente e garantir satisfação

A máquina de costura Singer do Manoel conta parte da história: há mais de 50 anos trabalhando com ela

Profissão de alfaiates, uma raridade Antigos trabalhadores mantêm a tradição de fazer ternos artesanais e sob medida para cada cliente Nide Lins Repórter

“Nasci para ser alfaiate”, são essas as palavras convictas do aposentado Manoel Domingues do Nascimento, de 74 anos, que considera sua

profissão uma arte. Outro “artesão”, o sergipano, José Joaquim de Almeida, conhecido como Deda, prestes a completar 80 anos em 2011, coleciona na parede da sua alfaiataria fotos dos tempos áureos da profissão que até tinha até con-

gressos nacionais. Aposentados como alfaiates, Manoel e Deda são apaixonados pela profissão e, mesmo com poucos clientes, eles vivem felizes, e nem pensam em parar. Lamentar também não é verbo que faça faz parte

do dicionário dos alfaiates que perderam espaço para os grandes magazines e lojas de departamento que vendem terno em grande escala, com grifes famosas e com preços divididos em até dez vezes nos cartões de crédito.

PM: há taxistas transportando drogas Na semana passada, a Secretaria da Defesa Social informou que vai adotar novas estratégias de abordagem policial para garantir uma maior segurança aos taxistas. A principal delas será a parada dos táxis nas barreiras policiais e nas entradas e saídas da capital, com a revista dos passageiros. A Polícia Militar também informou que está intensificando a fiscalização para combater os taxistas que trabalham de forma irregular ou clandestina. De acordo com a PM, alguns taxistas clandestinos chegam a prestar serviço para traficantes transportando drogas ou participando de assaltos a passageiros. “Essa fiscalização voltará a ser feita de forma mais intensiva para garantir uma maior segurança aos taxistas, que trabalham numa atividade de risco”, disse o secretário-adjunto da Defesa Social, Washington Luiz, ressaltando que a polícia precisa da colaboração da categoria para combater os que atuam de forma irregular ou clandestinamente. Com relação aos dois homicídios contra taxistas ocorridos nos últimos dias, o secretário garantiu que as investigações estão bem avançadas. (C.S. / I.F.)

Deda, o alfaiate de sorriso largo, se orgulha da satisfação da clientela

Manoel Domingues começou o ofício aos 8 anos e nunca mais parou

De aprendiz a especialista com a arte nas mãos A paixão pela profissão começou aos 8 anos, numa banca de alfaiate, como ajudante. “Meu pai me pediu para eu ir para a banca ver como se fazia terno. Fui, gostei e nunca saí”, relembra Manoel, que de fato só saiu já formado em alfaiataria com 18 anos. Fazer um terno impecável para ele é escolher um bom tecido, régua, tesoura e aliado ao saber. Também trabalhou na po-

lícia militar, mas “sua praia” era cortar e costurar ternos. Manoel morou dois anos no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de alfaiate. “Coisa da juventude, queria mesmo conhecer o Rio de Janeiro. Naquela época não tinha tanto bandido como hoje”, diz. Com sua experiência, Manoel leva em média de quatro dias a uma semana para fazer um terno e diz que nunca ouviu uma reclamação de cliente e esse é o seu

grande orgulho. Seus clientes são advogadas, militares, empresários e políticos, e cada um tem uma ficha onde estão anotadas medidas para a feitura das roupas. Os ternos custam em média R $ 450,00 (masculino) e R$ 200,00(feminino). “Criei meus seis filhos com a alfaiataria”, conta Manoel que trabalha sozinho e não tem nenhum aprendiz. “Nos tempos áureos, os bons alfaiates tinham entre 10 a 15 ajudantes,

hoje trabalho sozinho, e ninguém quer aprender arte de ser alfaiate”. A alfaiataria de Manoel, não tem placa na rua, os clientes chegam através de indicação. Trabalha de segunda a sexta-feira, e sua maior diversão é caminhar pela praia. Sua outra paixão além da alfaiataria é o CSA. Com sua fama de bom alfaiate, diz que só larga a tesoura, linhas e agulhas “quando Deus quiser”. (N.L.)

“Os clientes diminuíram, mas não reclamo. Com os que ficaram dá para sobreviver”, diz Manoel, na alfaiataria que funciona na sua casa no bairro da Ponta Grossa. O alagoano de Viçosa acorda cedo e às 6 horas já começa a labuta, entre

agulhas, moldes, fita métrica, linhas, tecidos e uma máquina Singer. A inseparável máquina de costura é parte da sua história e, por si só já é uma relíquia, já que há mais de 50 anos costura ternos masculinos e femininos e fardas para militares.

“Ternos de fábrica vêm para o conserto”

Peças artesanais feitas na medida

José Joaquim de Almeida, o Deda, como é conhecido, é boa praça. Com sorriso estampado no rosto, reconhece que alfaiate é uma profissão em extinção, mas não reclama, muito pelo contrário gosta do que faz, e mesmo completando 80 anos no próximo ano, nem pensa em parar. “Minha filha, estes ternos de loja, de fábrica, chegam aos montes para o conserto. Agora os que faço ninguém reclama, sai certo no corpo do cliente, e dura pra mais de dez anos”, garante Deda, que nem pensa em aposentar a sua velha companheira, a Plaff, uma máquina de costura alemã com mais de 50 anos. Deda, assim como Manoel Domingues, não tem ajudante. Mas os dois, quando precisam, contam com a ajuda um do outro, já que são amigos. “Ninguém faz paletó como Manoel, é muito bom”, propaga. A profissão de alfaiate para Deda começou na Escola Industrial, onde o aluno escolhia o curso depois de fazer um rodízio de outras profissões, como sapataria, tipografia, carpintaria, marcenaria e alfaiataria. “Em 1949 estava formado, e em 1951 já era oficial de paletó na Renner e ganhava por peça. Depois o dono da alfaiataria pediu para fazer dois Summer (roupa de garçom), como deu certo, em quatro semanas passei para mestre de alfaiate”, lembra Deda, que também participava ativamente dos congressos profissionais do setor. (N.L.)

A fabricação de terno por mês é pouca, cerca de quatro por mês. A produção maior é a de camisas e calças sociais, ele também faz calça jeans. Os clientes de Deda são advogados, políticos e comerciantes. “Só não faço vestido, mas terninho para mulher também faço. A diferença de um terno de alfaiataria para o de loja, é que o terno sai ajustado ao corpo na medida certa do cliente, é um por um, é artesanal e não industrial. Já fiz “Já disse que, terno em 24 aos 80 anos, horas”, reforia parar, mas ça Deda. Deda está de dirigir feliz com a profissão. “Já disse carro; alfaiataria é apatroaqueaos 80 anos quero a minha vida” parar, mas é de dirigir carro todo dia, alfaiataria é minha vida”, diz entre risos. O alfaiate, o da fita métrica pendurada ao pescoço, o que tira as medidas, o profissional especializado que exerce o ofício da alfaiataria, uma arte que consiste na criação de roupas masculinas de forma artesanal e sob medida, ou seja, exclusivamente de acordo com as medidas e preferências de cada pessoa são raros no século 21. E em Maceió, Manoel e Deda são patrimônios raros. (N.L.)


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Várzea do Marituba: o Pantanal é aqui APA sobrevive à interferência do homem, em meio à população carente de recursos e com poucas informações Láyra Santa Rosa Repórter

Várzea do Marituba do Peixe. Sem dúvida um paraíso ecológico de águas claras, animais silvestres, de vegetação rica, que tenta sobreviver de perto com interferência do homem. Um verdadeiro pantanal em terras alagoanas, localizado às margens do Velho Chico, que funciona como berçário de várias espécies de peixes que vivem e dão vida ao rio. São 18.600 hectares água e terra. Uma área comparada a extensão de 18.556 mil campos de futebol um ao lado do outro. Esse éden de ecossistema variado corta os municípios de Feliz Deserto, Penedo e Piaçabuçu. Desde o final da década de 1980 o local é uma Área de Preservação Ambiental (APA) e para continuar “viva” tenta se recuperar do desmatamento descontrolado, da pesca predatória, da caça de animais silvestres, da queimada, criação de lixões e da interferência continua do homem. Sem falar das ações descontroladas nos rios Piauí e Marituba, que formam a várzea e no próprio Rio São Francisco, que sofre com o assoreamento. Com a criação da Unidade de Conservação, em 1988, a área passou a ser protegida por Lei e qualquer interferência sem autorização e estudo prévio, pode gerar multa e até prisão, segundo prevê a Legislação de Crimes Ambientais. Isso não evitou, entretanto, que o descaso contra a natureza continuasse, porém fez com que a maioria deles diminuísse. Na tentativa de mudar a realidade da área, houve ainda a instalação do Conselho Gestor

e do Plano de Manejo, que tenta conscientizar as comunidades ribeirinhas para ações de educação ambiental em pró do Marituba do Peixe. O problema é que o trabalho dos órgãos ambientais acaba esbarrado nas questões sociais da sofrida comunidade. Um deles é a liberação da verba para compensar o defeso, que evitaria a pesca predatória, durante o período em que os pescadores ficam impedidos de exercer suas atividades. Só que um mês após o inicio da proibição de pesca, que começou no dia primeiro de novembro e vai até o dia primeiro de fevereiro, o recurso de um salário mínimo por mês não foi liberado pelo governo Federal. De mãos atadas e tendo que manter a sobrevivência de suas famílias, os pescadores continuam a pesca predatória. Em passagem na APA do Marituba na última semana, a reportagem de O JORNAL flagrou esse descuido com a natureza, onde várias redes de pesca espalhadas foram encontradas dentro do rio. Os pescadores lamentam a situação, mas dizem não ter opção e que precisam sobreviver. Outra situação encontrada na APA foram focos pequenos de queimadas, feitos na maioria das vezes pelos próprios ribeirinhos que querem abrir passagem até pontos com maior concentração de água. Essa prática é comum, e é utilizada para facilitar a pesca e a agricultura. O problema é que eles não têm consciência do dano que estão causando a vegetação, que fica seca em determinadas épocas do ano, e só se recuperam com o alagamento da área.

Yvette Moura

Marituba do Peixe: paraíso ecológico, refúgio de animais silvestres, de flora deslumbrante

Sem dinheiro do defeso, pescadores descumprem lei O problema da época do defeso tem deixado os técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e equipes que cuidam da APA do Marituba do Peixe preocupados. No começo de novembro, 500 mil alevinos foram soltos na várzea pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e ainda não tiveram tempo de crescer. Várias denúncias de casos de pesca predatória chegaram ao IMA e ao Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) nos últimos dias. Mas, quando as autoridades ambientais souberam que

já havia se passado mais de um mês do início do defeso e que o dinheiro para os pescadores não foi liberado, os órgãos ambientais tiveram que recuar. “Não podemos fazer nenhuma ação nesse momento proibindo a pesca, se não vamos tirar a sobrevivência dessas pessoas. Eles vivem disso e não têm outra opção de renda. O que estamos fazendo é orientando para que eles evitem redes de malha fina, ou vão pegar os alevinos do recente peixamento. Sem dúvida essa questão do defeso tem preocupado”, explicou José Soares, gerente da APA do Marituba do Peixe.

Para o presidente da Colônia de Pescadores Z-12, Manoel dos Santos, que também integra o Conselho Gestor da APA do Marituba, os pescadores não estão satisfeitos em estarem pescando nessa época, mas não têm opção. “A Várzea é a sobrevivência de toda comunidade. Aqui dependemos dela e já temos consciência que nessa época não podemos pescar, mas não temos alternativa. Precisamos alimentar nossas famílias e garantir o nosso sustento”, falou. “Desde novembro demos entrada no seguro defeso, mas até agora não recebemos nada.

Estamos todos preocupados e sem opção. O que nos resta é pescar. A comunidade tem medo da polícia, mas não existe outra forma de sobreviver nesse momento”, lamentou. Na comunidade do Marituba de Baixo, em Penedo, onde fica a Colônia Z-12, cerca de 200 pescadores são cadastrados. “A gente sempre se reúne e tenta resolver da melhor forma os problemas da várzea. Ainda existem alguns que não respeitam a Lei Ambiental, mas a comunidade está mais consciente e sabe que se afetar a área, sairemos perdendo”, disse. (L.S.R.)

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Corredores da várzea alagada servem de caminho para a comunidade

Na impossibilidade de usar barcos com motor, Augusto Cândido faz todo o trajeto manualmente

Yvette Moura

História de pescadores verdadeiros Os pescadores da comunidade ainda aproveitam a água rica em alimentos para criar tilápias em tanques redes, o problema é que falta mercado para a venda. “O quilo da tilápia é vendida a dois reais. Levamos para o mercado de Penedo e ele é bem vendido. Mas como produzimos uma quantidade grande peixe, falta a criação de uma indústria para o beneficiamento do nosso pescado. Ganharíamos mais”, opinou Manoel dos Santos. “Em seis

meses, a tilápia cresce e fica pronta para ser vendida. Hoje temos doze tanques e uma renda não tão alta, mas o jeito é a gente continuar tentando”. Outro pescador da área, há 50 anos, é Augusto Cândido dos Santos. Foi com o dinheiro do pescado e o alimento vindo da Várzea do Marituba que ele criou doze filhos. Ele lembra dos momentos de “glória”, onde não faltava peixe na região. “Toda a minha vida e da minha família foi feita em torno da

várzea. Criei meus 12 filhos com o sustento do pescado. Hoje já não temos mais tantos peixes, mas é aqui quero passar o resto dos meus dias. Essa várzea é a vida dessa comunidade”, contou. “Já foi mais fácil pescar por aqui. Antigamente, quando não existiam uns diques na entrada do Rio São Francisco, nessa época do ano a vazão da várzea diminuía, os peixes entravam e se concentravam em áreas menores, facilitando o nosso trabalho”. (L.S.R.)

Ação do homem modifica natureza É no coração da APA que uma ação do homem já deixou uma marca preocupante na Marituba do Peixe. Um aterro para dar passagem a caminhões de grande porte que trafegam entre os municípios de Penedo e Feliz Deserto, está sendo o responsável por represar a água. Sem essa saída constante do fluxo normal dos rios que formam a

várzea, a pesca e as plantações de subsistência estão prejudicadas. “Existem as manilhas para a passagem da água, mas elas acabam entupidas e represando a várzea. Elas causam impactos graves que atrapalham as plantações de subsistência, deixando trechos alagados por muito tempo. É como se não existisse mais o período da vazante e isso

José Soares, do IMA, conta sobre as ações danosas do homem sobre a várzea

não ajuda no desenvolvimento”, explicou o técnico do IMA, José Soares. “O IMA já está tentando resolver essa situação e estudar a melhor forma para readequar a liberação desse trecho para o fluxo da várzea. Aquestão é que o custo para a construção de novas pontes é muito alto, chega a mais de R$ 30 mil. Mas desse jeito não podemos continuar”. (L.S.R.)

Pobreza é problema para preservação E os problemas ambientais não terminam apenas na questão da pesca predatória. Como a várzea é uma área protegida, o trabalho em busca da preservação é intenso. São ameaças constantes e quase diárias. As ações não param, na tentativa de manter a Marituba do Peixe íntegra. As denúncias são inúmeras: desmatamento, caça, queimadas na mata ciliar e até mesmo lixões criados dentro da APA. Na região, os problemas vão além do desrespeito ao meio ambiente e acaba esbarrando com a situação social de um povo carente, que só tem a Várzea do Marituba como forma de sustento. Foi na tentativa de evitar

que a degradação atinja ainda mais a área, que no ano passado foi criado um posto avançado de monitoramento que fica na entrada da APA. No prédio foi instalada um posto do BPA e está sendo montado um laboratório para pesquisas. A presença constante de um policiamento na área que tem conseguido manter a comunidade um pouco mais “controlada” em relação ao meio ambiente. “Aquela região enfrenta problemas sociais muito graves. A maioria da comunidade ribeirinha só tem a várzea para sobreviver. Ela é Unidade de Conservação de Uso Sustentável, onde a comunidade precisa dos recur-

sos naturais, como é o caso da lenha para fazer o fogo, da pesca para alimentar suas famílias e tirar o sustento. Ainda colhem as palhas para fazer artesanato”, explicou Alex Nazário, diretor de Unidades de Conservação (Diruc) do IMA. “A questão é conseguir instruir essa comunidade para fazer tudo isso de forma controlada, para não prejudicar o meio ambiente. Não podemos chegar proibindo tudo. Para conseguir fazer essa conscientização, temos o trabalho do Batalhão Ambiental e ainda, do Conselho Gestor, formado pela própria comunidade, que acaba se envolvendo com os problemas da APA”. (L.S.R.)

Comunidade se une para defender Marco Antônio

Segundo Alex Nazário os problemas na APAdo Marituba têm diminuído com o passar dos anos. “As fiscalizações têm se intensificado e as denúncias também. Isso faz com que as pessoas tenham um pouco de receio de agir contra o meio ambiente. Mas ainda é um trabalho que merece atenção constante”, afirmou. “Já tivemos situações mais complicadas em relação a degradação do meio ambiente, como foi o caso da disposição inadequada de resíduos sólidos, formando lixões dentro da APA. Foi preciso um trabalho intenso para evitar que isso continuasse. Agora estamos trabalhando para a criação de aterros sanitários para desfazer de vez esses lixões”, explicou o chefe da Diruc. Ainda em relação às fiscalizações, operações de rotina são montadas na área diariamente, mesmo quando as denúncias não

Alex Nazário diz que os problemas da região estão diminuindo

chegam. “A Polícia Ambiental está na região 24 horas. Desde a criação do posto avançado, o trabalho na região foi intensificado. Sempre nos deparamos com denúncias de lixões se formando na APA, pesca ilegal, caça de animais, desmatamento e queimadas”, contou o tenente Anderson Barros, que integrada o BPA. “O

problema que encontramos nesse trabalho é que quando chegamos numa área de desmatamento, queimadas ou de redes para pesca predatória, nunca conseguimos encontrar o autor do crime. Eles deixam o material e depois voltam para pegar. Já cansamos de apreender madeira abandonada”.(L.S.R.)

Peixamento deixa várzea povoada Na tentativa de reabitar a APA do Marituba do Peixe são colocados todos os anos no encontro dos rios Piauí e Marituba cerca de um milhão de alevinos. Aação faz parte de um dos projetos de desenvolvimento na região feitos pela Codevasf. “Geralmente no meio e no final do ano colocamos na APAalevinos de espécies nativas como piau e piabas. Essa ação faz parte do trabalho para manter a Marituba povoada”, contou Antônio Nelson Oliveira, superintendente da Codevasf em Alagoas. Outra ação da Codevasf na

região em conjunto com o Governo do Estado foi a criação de 241 módulos sanitários nas comunidades ribeiras, para evitar que os dejetos sejam despejados na APA. “Fomos responsáveis pela elaboração do Plano de Manejo, que analisa justamente as áreas que podem ser exploradas pela comunidade e de uma forma que não prejudique o meio ambiente. A nossa idéia e conseguir manter essa região preservada, inclusive repassando para as comunidades ações de educação ambiental”, disse Antônio Nelson. Em relação a construção de

diques que possam dificultar a entrada do Rio São Francisco na APA do Marituba, como foi denunciado por pescadores locais, o superintendente da Codevasf negou que ação do órgão seja motivo das mudanças no local. “O dique de proteção foi construído há alguns anos, mas a construção é semelhante a pontes e não atrapalha o fluxo do rio. Eles fazem parte de um outro projeto da Codevasf, feito longe da área principal da APA que implanta algumas culturas como criação de gado, cana de açúcar, arroz e peixe, sem afetar a região”, garantiu. (L.S.R.)

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Marituba e Pantanal: mais que semelhanças A região pantanosa da APA do Marituba do Peixe é única em Alagoas. Pouco conhecida, ela realmente lembra o famoso Pantanal mato-grossense, explorado internacionalmente pelo turismo ecológico. Assim como na região Centro-Oeste, a Marituba do Peixe é formada pela quantidade excessiva de água e a mais variada vida selvagem. Cobras, Jacarés, lontras, capivaras, jaçanãs, galos d’água, gaviões e até falcões peregrinos vindos dos Estados Unidos na época de migração, podem ser encontrados na área de preservação. “Tem relatos de antigos moradores da área e até pesquisas que dizem que no passado, existiam tuiuiús e lobos-guarás, aqui na Marituba do Peixe. Animais encontrados facilmente no Pantanal mato-grossense. Provavelmente eles foram caçados e extintos”, disse Fernando Veras, agrônomo, ecólogo e etilógo do IMA. “Essa várzea é ainda um berçário de várias espécies de peixes que alimentavam o Rio São Francisco. É uma área onde a biodiversidade é imensa. Hoje é uma luta intensa evitar que esses animais sejam caçados. É uma área protegida por Lei, onde nenhum animal silvestre pode ser tocado”, explicou Veras. Apesar da recomendação de não tocar nos animais sil-

vestres, os pássaros são sempre capturados e comercializados em feiras livres por todo o Estado. Sem falar nas lontras, que durante a noite fazem suas traquinagens nas redes de pesca e se tornaram inimigas dos pescadores. “O comércio de pássaros infelizmente é cultural. As pessoas ainda acham que podem ter uma ave dentro de suas casas e esquecem que isso é um crime. Já em relação às lontras, elas saem para se alimentar sempre à noite e se aproveitam dos peixes presos na rede dos pescadores. Para retirar o alimento, rasgam as redes e isso deixa os pescadores irritados. Quando esse animal fica preso numa rede, ao invés dos pescadores retirarem, acabam deixando eles morrerem”, revelou Fernando Veras. Outra similaridade entre a Marituba do Peixe e o Pantanal mato-grossense é a existência de várias culturas em torno da área alagada, entre elas a criação de bovinos. No decorrer da várzea é comum encontrar rebanhos, em pequena quantidade, se alimentando do capim comum na região. A região é conhecida ainda pela plantação de arroz e, principalmente, pela cultura do ouricuri e da taboa, de onde é retirada a palha que é a matéria prima para o trabalho das mulheres que vivem à margem da APA.

Yvette Moura

Fernando Veras: estudos indicam a presença de tuiuiús e lobos-guarás na região do Marituba

A flora do Marituba do Peixe é um mosaico de vegetações que se misturam. São trechos de Serrado, Mata Atlântica, Várzea e Reestinga. “Isso aqui é muito rico. São várias espécies de

plantas, de vegetações distintas. Um verdadeiro mosaico, único. Sem dúvida é uma área com um potencial enorme, que precisa ser cuidada”, completou Fernando Veras. (L.S.R.)

Festas da área protegida resulta em lixo espalhado pela natureza

Fauna e flora de belezas inigualáveis A beleza da várzea é intensa o ano todo, mesmo quando o nível da água está mais baixo, entre os meses de março a julho. Basta chover na cabeceira do Marituba, que nasce em Penedo e no Piauí, que vem de Arapicara, que toda a estrutura da região muda. As plantas ficam submersas e mudam de localização. Toda área fica alagada, inclusive estradas onde costumam circular grandes caminhões. Passar pela APA do Marituba é se inebriar de uma beleza intensa e viva. Não é difícil de flagrar os peixes pulando ou passeando pela margem do rio. As plantas podem ser vista por toda parte, inclusive num passeio de canoa pelas

águas calmas. No local é proibida a utilização de lanchas de motor convencional porque elas destruir a vegetação. Um projeto que investe na área deverá liberar recursos para a compra de motores de pântanos, que ficam no alto e facilitaria a vida dos pescadores. Enquanto isso não acontece, todo o trabalho é feito de forma braçal: as canoas são a remo e a pesca feita da forma tradicional, em pequenas embarcações, onde os pescadores levam suas redes e as deixam nos pontos mais próximos das ilhotas de vegetação. Com toda a experiência de anos de trabalhos, eles sabem exatamente onde encontrar o peixe.(L.S.R.)

Artesanato também sobrevive da várzea

Personagens que caracterizam a região Na região não é difícil encontrar personagens cheios de histórias que envolvem o lugar. Um deles é José Fernandes, que aproveita os momentos de folga para pescar. Ele é figurinha tarimbada num dos trechos do Marituba. “Venho aqui todos os dias para pescar com anzol. Uso a semente do dendê e o grude, que é feito com mandioca e água para atrair os peixes. Já teve dia que consegui pescar oito quilos. Estou desempregado e enquanto isso, o jeito é vir aqui e conseguir alimento para família”, contou. “No passado já fui comerciante, tive carro novo, mas sempre passei por aqui para pescar. Essa APA é a vida de muita gente e faz parte da minha”. A margem do Marituba é

ainda aproveitada para o lazer da comunidade ribeirinha, que aproveita o tempo de folga para se banhar e nas áreas mais rasas, práticas que nem sempre favorecem o meio ambiente. Foi num trecho do povoado Pontes, em Feliz Deserto , que a reportagem de O JORNAL encontrou uma quantidade de lixo jogada dentro da água, enquanto um grupo de homens bebia. “Esse lixo ainda é resquícios do final de semana. O povo não tem consciência”, se defendeu José Menezes dos Santos, trabalhador da região. “A gente sempre vem aqui beber, pescar piabas e tomar banho. Essa APA é o nosso lazer, não faz sentido a gente deixar sujo”, afirmou. (L.S.R.)

Desempregado, José Fernandes tira da várzea sustento para a família

É da palha do Ouricuri e da Taboa que as mulheres ribeirinhas tiram parte do sustento de suas famílias. Nos doze povoados localizados nos três municípios que abrigam o paraíso ecológico, é fácil distinguir o trabalho de cada um: homens são pescadores ou funcionários das indústrias da região. Enquanto isso, as mulheres vivem do artesanato, aprendido com as gerações mais antigas. Na porta das casas, as palhas são presenças constante, quase fazendo parte da decoração das ruas, enquanto secam. Nos povoados, a rotina é simples: os maridos saem logo cedo de casa e passam o dia fora, enquanto as esposas ficam nas portas das casas jogando conversa fora e com a mão no trançado de palha. Idosas, jovens e até crianças se dividem no trabalho. Num único dia elas conseguem fazer mais trinta metros da traça, que é vendida para a fabricação de bolsas, cestos e esteiras. “A gente senta aqui na porta e enquanto conversa, continua trabalhando. Faço trança desde criança, levei muita “tabicada” da minha mãe para aprender o trançado. Hoje faço com facilidade e já ensinei as minhas filhas”, contou Maria da Conceição dos Santos, artesã do povoado Marituba de Baixo, em Penedo. “Num dia a gente faz metros da trança sem cansar. A dúzia da menor sai por trinta e cinco reais e a dúzia da maior por quarenta e cinco. Sabemos que elas vendem mais caro fora daqui, mas precisamos sobreviver e esse é o valor pago”, contou. Em mercados de artesanatos e feiras, as bolsas de palha produzidas pelas artesãs da Várzea do Marituba chega a ser vendida por R$ 40, uma peça. “A informação que a gente tem é que essas bolsas são levadas para serem comercializadas em Penedo, Maceió e Aracaju. A procura do pes-

Maria da Conceição: artesanato

soal não é tão grande, mas sempre tem”, disse Maria da Conceição, enquanto continuava produzindo mais uma trança. “Essas bolsas fazemos basicamente com a palha do Ouricuri que é mais clara e a do coqueiro que é mais escura. Além de pintarmos com tintura azul e rosa, para fazer o acabamento diferente”. No povoado Pontes, na cidade de Feliz Deserto, a situação se repete: as mulheres também sobrevivem do artesanato. “Somos nós mesmas que vamos até a várzea pegar a palha para fazer a trança. Depois, quando chegamos colocamos ela para secar até ficar no ponto certo de iniciar o traçado. Aqui todo mundo sabe fazer isso. A venda do não é alta. Um rolo custa dez reais, mas dá para sobreviver”, contou Márcia dos Santos Silva. “Vim da cidade de São Miguel dos Campos e acabei ficando por aqui. É dessa APA que minha família consegue tirar o sustento. Tudo que a gente tem hoje está ligado ao Marituba. Temos peixes e uma vegetação rica, que não nos deixa passar fome”. (L.S.R.)

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Os cuidados com as luzes do Natal Excesso de luzes e instalações malfeitas podem pôr em risco a segurança de crianças e da vizinhança Thallysson Alves Estagiário*

Basta caminhar na orla de Maceió para perceber a aproximação do Natal. As luzes anunciam a festa, e enche os olhos de crianças e adultos. Nos prédios, casas e estabele-

cimentos comerciais, diversos artigos decorativos já foram instalados. E nas fachadas dos maiores prédios da orla marítima de Maceió reinam os mais variados modos de iluminação e de representações de Papai Noel e da Sagrada Família em presépios. No entanto, por

trás dessa beleza existe um grande perigo. Muitos desconhecem como instalar e manusear toda a fiação elétrica nas edificações, o que pode por em risco todos aqueles que circulam pelo entorno. Fazem parte da tradição cristã à instalação de pisca-pis-

cas, cordões luminosos e outros apetrechos ligados à energia elétrica. A quantidade de ofertas desses produtos é infinita nesta época do ano. No entanto, poucos são aqueles que oferecem o certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Quali-

dade Industrial (Inmetro), o que pode comprometer a realização de um feliz Natal. Para o engenheiro eletricista da Eletrobras, Givanildo Duarte, as pessoas esquecem de, antes da instalação, planejar como os objetos serão dispostos segundo as normas de se-

gurança técnica. “Elas emendam fios, não se preocupam com a potência que a quantidade de lâmpadas exige e muitas vezes as instalam em locais sujeitos a inundação durante um temporal”, revelou. *Sob a supervisão da Editoria de Cidades

Marco Antônio

Na orla, prédios chamam a atenção de adultos e crianças

Adaptações irregulares podem ser fatais Ainda de acordo com o engenheiro eletricista, não é difícil encontrar dentro das residências mais de um piscapisca ligado à tomada através de um adaptador, o “T”. “Isso quando eles não estão conectados a uma extensão”, enfatizou. “Mas entre os maiores absurdos que encontramos dentro das casas destaco o fácil acesso das crianças a fiação, enquanto do lado de fora já chegamos até a encontrá-lo preso a um poste, o que infringe todas as regras que garante a prevenção de um acidente”, contou. O aquecimento das lâmpadas também é esquecido pelos usuários, como também, segundo o engenheiro, a quantidade de energia que cada apetrecho pedirá. “Então quando chega janeiro, chegam a nossa empresa centenas de reclamações quanto ao preço da conta de energia. Esquecem que além de tudo os que inventaram instalar, também consumiram eletricidade durante um banho com chuveiro elétrico, através do computador liga-

do por 24 horas, ar condicionado e outras necessidades comuns ao lar”, alertou Givanildo Duarte. “É preciso que os artigos para a iluminação de efeito tenham uma fonte de energia só para ela. O cuidado com as crianças precisa ser redobrado nessa época. Elas são muito curiosas e querem sempre tocar nas lâmpadas. Se elas retiram uma lâmpada do bocal e encaixam o dedo, podem facilmente sofrer uma descarga elétrica, caso a corrente esteja aberta. É importante também que a fixação dos pisca-piscas seja distante de estruturas metálicas, superfícies inflamáveis e que a fiação não seja pregada, pois o material pode ressecar e causar um curto-circuito. No caso de um ambiente externo, aconselho a terem cuidado com a instalação em árvores, fachadas e cascatas. O material precisa ter o selo do Inmetro, pois nesse caso ainda receberá a ação do vento, da chuva e do sol”, explicou o engenheiro da Eletrobras. (T.A.) Yvette Moura

Cuidados nas instalações garantem segurança para crianças

Eletrobras descarta risco de panes Sobre o aumento do consumo de energia, a Eletrobras Distribuidora Alagoas garante que o risco de uma pane elétrica está fora de cogitação. “Temos total capacidade para suprir o aumento do gasto. Neste mês, além do Natal, já esperávamos também que as confraternizações e o

turismo aumentassem consideravelmente o consumo, por isso temos uma reserva suficiente para alimentar todo o Estado”, revelou Givanildo Duarte ao explicar que o momento difere do carnaval, pois agora o consumo é uniforme, enquanto no carnaval é concentrado. (T.A.)

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ONGs mudam realidade na periferia Trabalhos sociais voltados para educação e profissionalização são formas utilizadas para promover a mudança das comunidades Fabyane Almeida Estagiária*

Educar com um único objetivo: mudar a rotina de crianças e jovens que vivem nas periferias de Maceió, próximo à criminalidade e à marginalidade diária. Essa é uma das muitas tarefas dos educadores que coordenam Organizações Não Governamentais (ONGs), que buscam em trabalhos diferenciados a solução para retirar essas crianças dessa dura realidade e poder preparálos para um futuro diferente. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos,

o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), entre jovens de 12 a 18 anos, tem crescido. Ou seja, seis de cada sete assassinatos são motivados por arma de fogo. Foi identificado ainda como um dos fatores agravantes dessa situação a desigualdade social que afeta a renda e ressalta ainda que as mortes mais violentas nas regiões tem cor, nível social e idade. Em contrapartida, regiões onde programas de incentivo à educação está presente é possível notar uma redução desses homicídios, pois acabam protegendo mais o adolescente. Assim acontece na ONG Sua Majestade O Circo, localizada na Vila Emater

desde 1998, que realiza trabalhos com uma proposta pedagógica construtiva, onde o aluno participa da aula que se identifica. Os jovens têm aulas de balé, teatro, coral, música, dança, artes plásticas, incentivo à leitura, educação ambiental e técnicas de circo. AONG atende 248 crianças, e uma vez por mês realiza reuniões com as famílias para tratar do futuro do jovem. Segundo a coordenadora do projeto, Peró Andrade, a ONG realiza trabalhos para livrar os jovens do mundo da prostituição e das drogas. “Muitos desses jovens abandonavam a escola antes de chegarem à quarta série e acabavam ingressando para o

mundo das drogas; alguns até foram assassinados. Mas esses que entraram com 5 anos, nós educamos desde pequeno e não nos preocupamos, pois eles têm todo acompanhamento. E as reuniões com as famílias é fundamental para ter um bom desenvolvimento”, disse. Algumas das atividades recebem apoio de empresas e de multiplicadores sociais, como acontece com as aulas de circo. Jovens que aprenderam na ONG participaram de cursos com o Cirque Du Soleil e o do ator Marcos Frota. Eles adquiriram a técnica e hoje transmitem o conhecimento aos mais novos. “Seis

multiplicadores do circo dão aulas para as crianças, e esse trabalho rende frutos. Nós fomos para o festival de Circo Social da Nossa América, que aconteceu em Goiânia. Isso para nós já representa uma grande conquista”, falou emocionada Peró. “Além de desenvolver um lado importante, que é a concentração, que ajuda no desenvolvimento escolar”, explicou. Outra atividade que também rendeu frutos foi a pintura do muro da Algás. “Vinte e dois jovens que faziam parte das aulas de artes plásticas pintaram o muro da Algás; e agora no início do ano nós vamos voltar lá para

refazer a pintura que já está precisando de reparos”, afirmou a coordenadora. Amaioria dos pais das crianças são analfabetos e catadores de lixo sem nenhuma instrução. Quanto as crianças que participam do projeto da ONG, todas estudam e recebem educação ambiental. Para Peró, o estudo do material reciclado é necessário. “Elas têm muito cuidado com o lixo, onde colocam. Para elas garrafa pet e latinha significam dinheiro, pois os seus pais são catadores e utilizam esse material para o sustento de suas famílias”, *Sob a supervisão da disse. Editoria de Cidades Fotos: Larissa Fontes/Estagiária

Malabarismo é uma das atividades da “Sua Majestade o Circo”

Projeto Erê desenvolve trabalho com educação infantil na Vila Brejal

Crianças em situação de risco aprendem a ler e a escrever

Formando artistas para a vida Abusca por um futuro melhor para seus filhos é o que motiva os pais das crianças e jovens da Vila Emater que frequentam o projeto Sua Majestade O Circo a participar junto com eles em algumas atividades. Para Maria Quitéria da Silva, que tem dois filhos participantes do projeto há dois anos, é melhor saber que eles estão aprendendo algo no projeto do que estar na rua. “Quando eles vão para o projeto eu fico tranquila, porque sei que lá eles ocupam a cabeça com algo que vai ajudar no futuro”, disse preocupada Quitéria. Já para Maria Luciana Paulo dos Santos, mãe de três meninos que estão no projeto, estar lá significa um mundo fora das drogas. “Tenho três filhos que estão lá, fazem parte das atividades do circo e do coral. Uma filha já foi monitora de números aéreos, hoje está casada, largou o projeto, mas ainda pensa em voltar”, afirmou Luciana. “Aprendi a fazer boneca, sombrinha de garrafa pet. A ONG também atende a toda família”. A insegurança na favela causa medo aos jovens que deixaram de participar das atividades. Esse é o caso do adolescente José Samuel, que esteve na “Sua Majestade”, durante 9 anos. “Eu adorava quando fazia malabares, cheguei a viajar para apresentar nas caravanas e em outros estados e para assistir ao Cirque Du Soleil”, relatou. “Já aconteceu de estarmos aqui no meio da favela e a polícia entrar atirando e quando estamos lá, tenho certeza que estamos seguros”, finalizou José Samuel que ficou um ano afastado do projeto. (F.A.)

O trabalho que ganha novos rumos O Projeto Erê, realizado na Vila Brejal, surgiu inicialmente com a perspectiva de atender a demanda de crianças e adolescente moradores de rua. Alguns educadores se reuniram e fundaram o projeto, que já existe há 20 anos. Durante muito tempo, o trabalho foi realizado exclusivamente com os moradores de rua. Com o passar do tempo perceberam a necessidade de realizar trabalhos preventivos, porque as crianças atendidas eram oriundas da orla lagunar, que antes funcionava no Centro. Uma das tarefas da ONG é a educação infantil de crianças da

própria comunidade. Há dois anos, não são realizadas atividades com os meninos de rua por falta de apoio. Para Átila Vieira, coordenador do projeto, é muito difícil manter uma ONG. “Quem mantém a ONG são duas igrejas, uma católica e uma evangélica além de uma banda da Alemanha, que repassa parte do dinheiro que eles arrecadam com venda de DVD e shows”, explicou. A ONG já realizou cerca de 200 atendimentos por mês com os moradores de rua, onde o principal objetivo era a reintegração dessas crianças à família. Hoje atende 40 crianças com idades entre 4 e 5 anos, que recebem

a pré-alfabetização. Segundo Átila, no próximo ano a ONG ganhará mais espaço. “Como iremos ter um maior espaço no próximo ano, pretendemos ampliar as nossas atividades para 120 crianças e retomar a capoeira, dança, banda e o teatro”, relatou. De acordo com Átila Vieira, o trabalho que realizado na ONG é com o objetivo de ajudar no desenvolvimento da criança. “Algumas crianças ficam os dois horários pelo fato de os pais trabalharem e não terem com quem ficar, aí acabam ficando aqui mais tempo que o necessário”, finalizou Peró Andrade. (F.A.)

Marco Antônio

Jovens do Projeto Mulungu têm acesso à arte e à cultura

Atividades tiram crianças do trabalho infantil

Ações vão muito além da educação No bairro do Pontal, a ONG algumas das atividades desentem como principal objetivo tra- volvidas pela ONG e o jovem balhar a cidadania de crianças ainda recebe um acréscimo no e jovens da periferia. O projeto bolsa família. Para que o jovem Mulungu atende 120 jovens, esteja inserido numa dessas atientre 15 a 17 anos, que estão in- vidades, é necessário estar freseridos no Pró-Jovem Adoles- quentando regularmente a escente, que tem parceria o Gover- cola. no Federal e com a Secretaria Para Jeferson Alves, essa é Estadual de Assistência Social uma ótima oportunidade para (Seas). os jovens que moram tão próHá oito anos que a ONG ximo ao tráfico. “Essa é uma realiza vários trabalhos, um oportunidade de retirar criandeles é o Pré-Vestibular comu- ças e jovens do mundo das dronitário que, em parceria com a gas e livrar-lo de atitudes erraUniversidade Federal de Ala- das. Meus pais me apóiam porgoas (Ufal), prepara os estudan- que sabem que eu não estou fates para o vestibular. De zendo nada de errado acordo com Luiz Caraqui”, afirmou. los, coordenador do De acordo com projeto, a cada ano o Charles Pereira, resONG número de estudantes ponsável pelas aulas participando do vestide esporte e lazer, essa oferece bular aumenta. “Este também é uma ativiarte, ano foram mais de 50 dade que faz revelar cultura, pessoas inscritas fazentalentos. ”Nós tentado vestibular, o maior mos fazer com que eles esporte número de todos os percebam que o espore lazer anos”, falou. te é um caminho do AONG atua parcebem e que é melhor e ria com Secretaria de mais proveitoso que Saúde o Programa de estarem na rua perto do Prevenção das DSTenvolvimento com as drogas. Aids, onde são distribuídos pre- A comunidade já perdeu muiservativos na própria institui- tos jovens para o mundo do ção. “As pessoas se cadastram crime, adolescentes com 16 anos e passam a receber semanal- sendo assassinado. Isso é terrímente os preservativos”, infor- vel”, explicou Charles, que já mou o coordenador. foi aluno do projeto e agora parJá com a Secretaria do Esta- ticipa sendo professor de uma do, foi aprovado “O Projeto das atividades. Mulungu Previne no Meio da A irmã dele, Michele PereiRua”, que vai ter início em ja- ra, não teve o mesmo empenho neiro do ano que vem. O pro- com o projeto. Foi mãe aos 15 jeto busca atender diretamente anos de idade e hoje não frecerca de 500 pessoas por mês. quenta com regularidade a A proposta é realizar nas ruas ONG. “Esses trabalhos são reada cidade de Maceió diversas lizados por pessoas, na maioria atividades como palestras edu- das vezes são voluntárias e tem cativas, apresentações culturais, o poder de mudar trajetórias da distribuição de material educa- vida de jovens que vivem nas tivo e distribuição de preserva- periferias de Maceió, em meio tivo. ao mundo do crime, da margiOrientação social, arte e cul- nalidade e das drogas”, comtura e esporte e lazer, essas são pletou Charles Pereira. (F.A.)

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Arquivo

Anel viário vai “cortar” Arapiraca, interligando todos os bairros da cidade à rodovia AL-110

Atraso na pavimentação da obra, na última semana, provocou congestionamentos na zona urbana

MARGINAL DO PIAUÍ

Desapropriações atrasam fim da obra Prefeitura Municipal de Arapiraca garante que construção deve ser finalizada até junho do próximo ano Eduardo Almeida Repórter

ARAPIRACA - Embora a previsão inicial para a conclusão da Marginal do Piauí, em Arapiraca, fosse de apenas doze meses, a construção deve se estender, pelo menos, ao longo do próximo semestre. Os motivos para o atraso no cronograma do projeto, de acordo com a Secretaria de Obras e Viação do município, foram os impasses relativos à desapropriação de parte da área. A marginal vai interligar

todos os bairros de Arapiraca à rodovia AL-110. As obras tiveram início em janeiro deste ano. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 4 milhões, com recursos garantidos pelo governo federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo da prefeitura de Arapiraca é desafogar o trânsito na área urbana da cidade, criando alternativas para os condutores que não desejam circular pelo Centro. “As desapropriações de algumas áreas atrasaram o cro-

nograma inicial da obra, mas nada que venha a comprometer a conclusão do projeto. Todos os problemas foram solucionados, após acordos entre a prefeitura e os proprietários dos imóveis e nós deveremos concluir a Marginal do Piauí dentro do dos próximos seis meses. Esperamos que, dentro deste prazo, não aconteça nenhum imprevisto”, informou o secretário de Obras, Moysés Montenegro. O primeiro impasse jurídico envolvendo a construção da marginal aconteceu em feve-

reiro deste ano, quando as obras chegaram a ser suspensas temporariamente. A paralisação aconteceu depois que o proprietário do imóvel e a prefeitura não chegaram a um consenso sobre o valor do imóvel. No dia 30 de setembro, a Justiça determinou nova suspensão após a Terceira Câmara Cível confirmar liminar em ação de manutenção de posse contra a prefeitura. À Justiça, a Curtidora São Manoel alegou que era legítima proprietária de dois terrenos e que o município teria

iniciado obra nos imóveis sem autorização. A prefeitura, embora afirmasse que a Curtidoria não era a legítima proprietária do imóvel, ficou sob pena de pagar multa diária de mil reais pelo não cumprimento da determinação. O impasse, no entanto, foi solucionado e as obras retomadas, depois que a proprietária demonstrou interesse em desistir da ação. PROJETO - A Marginal do Piauí terá oito quilômetros de extensão, com três quilôme-

tros de via interligando todos os bairros de Arapiraca até a rodovia AL-110. As obras do chamado anel viário incluem um trecho construído entre as ruas Delmiro Gouveia e Manoel Abreu, no Parque Ceci Cunha, além da ampliação da avenida entre as ruas Leocádio Pínheiro e São Roque, no bairro Ouro Preto, na Rua XV de Novembro. A obra contará ainda com ciclovia e área de passeio para pedestres e viaduto. O anel viário será contemplado com Área Verde e Bosque das Arapiracas.

Condutores reclamam dos transtornos ARAPIRACA - O atraso na conclusão das obras de pavimentação asfáltica do anel viário, em Arapiraca, causou transtornos para motoristas que precisaram circular pela rodovia AL-110 na última semana. O tráfego de veículos foi desviado para a área urbana da cidade, o que provocou confusão e pequenos congestionamentos. A presença de agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) não foi suficiente para evitar o tumulto. A previsão da Secretaria de Obras de Arapiraca era de que a interdição acontecesse entre a sexta-feira, dia 3, e o domingo, dia 5, à noite. Mas, os planos foram alterados devido à falta de asfalto. A usina que fornece o material para a prefeitura informou que o estoque do produto havia acabado e só retomou a distribuição na última segundafeira. O trânsito foi normalizado à tarde, mais de 36 horas

depois do prazo inicial. O trecho pavimentado é apenas parte do anel viário. “As obras deveriam ser concluídas em 12 meses, porém, devido a problemas com a desapropriação de alguns imóveis, a previsão é de que acabem em junho do próximo ano. Quanto ao problema no atraso da pavimentação asfáltica do anel viário, isso aconteceu em decorrência da falta do produto na usina que fornece o material para o município. O imprevisto foi solucionado à tarde, com a liberação do trânsito”, informou o secretário Moysés Montenegro. De acordo com o superintendente da SMTT, Severino Lúcio, além de intensificar a fiscalização nas ruas, com o aumento do número de agentes, as vias que passaram a receber o tráfego foram sinalizadas. “Os fiscais orientaram os motoristas sobre os desvios criados para dar acesso a AL-110 e a AL-220. Como o trecho blo-

queado dá acesso às duas rodovias, a presença de agentes e a sinalização das ruas foi importante para regular o trânsito na área urbana”. Lúcio afirmou que os transtornos causados aos motoristas foram decorrentes do descumprimento do acordo firmado inicialmente entre a Construtora L. Pereira e o órgão. “Se a previsão de conclusão tivesse sido cumprida, não teríamos registrado tumultos. No entanto, nem a empresa, nem a SMTT esperava que a usina não contasse com estoque de asfalto”, observou, acrescentando que o tráfego de veículos havia sido normalizado no início da tarde. A SMTT ainda não tem dados sobre o número de acidentes e de multas aplicadas durante a interdição do trecho do anel viário. O superintendente do órgão informou, entretanto, que nenhum caso mais grave foi registrado pelos agentes de trânsito.

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CORURIPE

Investimento alavanca cultivo de ostras Associação dos Ostreicultores de Barreiras de Coruripe será beneficiada com projeto de R$ 140 mil Da Editoria de Municípios, com Agência Alagoas CORURIPE – Às margens do Rio Coruripe, pessoas simples como Rosedite Pereira se preparam para entrar em uma nova era em termos de qualidade no manejo e trato de uma riqueza que sempre foi

sinal de geração de renda na cidade de Coruripe - o cultivo de ostras (ostreicultura). Isso está sendo possível porque graças ao esforço concentrado do governo de Alagoas, Sebrae, prefeitura do município e diversos outros parceiros que estão alavancando o cultivo sustentável do produto para fins

de consumo interno e até de exportação. Em projeto orçado em R$ 140 mil, quinze pessoas que formam a Associação dos Ostreicultores de Barreiras de Coruripe (Aobarco) sonham, em um futuro próximo, terem à disposição os primeiros frutos desse investimento, com a chegada de 250 mesas em

PVC para o cultivo das ostras, um veículo, uma lancha e a implantação de uma depuradora de moluscos que irá impulsionar a produção no local. Quando totalmente equipada, a depuradora terá capacidade de processar o equivalente a 7 mil ostras por hora. “Já chegaram as 250 mesas e a depuradora já está

instalada, faltando apenas chegarem alguns equipamentos para que a depuradora entre em funcionamento”, comemora Rosedite, que também preside a Aobarco. “Com esses equipamentos, os trabalhadores que vivem da pesca aqui na cidade só terão a ganhar”, completa a presidente da associação, ao

fazer uma demonstração de como é feita atualmente o manejo das ostras à beira do Rio Coruripe, onde ainda estão instaladas as velhas mesas de madeiras. “As ostras têm que ser separadas ou desencaixadas e ficar na medida de 80 milímetros para o ponto de venda”, ensina Rosedite.

Fotos: Agência Alagoas

Trabalho que é feito de forma manual vai ganhar o reforço de uma depuradora com o investimento

Integrantes da Associação dos Ostreicultores serão beneficiados com investimento de R$ 140 mil

Tecnologia tem sido fundamental De acordo com o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Edson Maruta, o trabalho de sustentabilidade na ostreicultura no Estado deu um importante passo em Alagoas graças à parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), que desenvolve, há quase dois anos, intercâmbio para a transferência de tecnologia na área de pesca e aquicultura. A Agência Espanhola firmou com o governo de Alagoas um extenso roteiro de visitas técnicas e identificação de áreas com potencial econômico na piscicultura, nas regiões do Baixo São Francisco, Agreste e Sertão. Os técnicos da Agência Espanhola conheceram projetos e empresas na área de cultivo de camarão marinho em água doce, indústrias de beneficiamento de pescado, laboratório de reprodução do pitu, o pesqueiro do camarão sete-barbas, cultivo de ostras e unidades de filetamento e importação de peixes, além de projetos de tanques-rede. “Essa parceria tem como objetivo promover o fortalecimento da atividade em Alagoas e melhorar a qualidade de vida da população, através da geração de emprego e renda, com um produto de qualidade que agora terá à disposição a

depuradora que benficiará A missão na Espanha não só os pescadores de contou a presença de repreCoruripe, mas de outras re- sentantes da Seagri, APL da giões do entorno”, avalia Piscicultura, Câmara SetoMaruta. rial da Piscicultura, CodeE acrescenta. “A Espanha vasf, Embrapa, Usina Seresé um país muito avançado ta, Aquicultura Águas de em termos de tecnologia no Pituba, Aecid e outros. As manejo de moluscos, in- ações aconteceram na região cluindo além de ostras, o da Galícia, onde fou cumsururu e o maçunim”. prido um roteiro de visitas Ainda segundo Maruta, que compreenAlagoas tem grande podeu o Instituto tencial para pesPolitécnico Maríca e aquicultura, timo – Pesqueiro mas que precisa do Atlântico; o ser planejado de Instituto Oceanoforma eficaz. “Pagráfico; Centro Agência ra isso, fizemos e Técnico Nacional Espanhola concluímos um de Conservação amplo diagnósde Produtos da desenvolve tico da cadeia Pesca (Cecopesintercâmbio produtiva com a ca); Centro Techá dois geração de um nológico do Mar anos sólido banco de – Cetmar; Consedados e um plalharia de Pesca e no estratégico”, Assuntos Marítidiz. Ele acresmos; Atividade centa que em Marisqueira de A2009 técnicos da meixas, na cidade de CamSeagri e de oubados; Instituto Galego de tros parceiros do projeto es- Formação em Aquicultura tiveram na Espanha, em (Igafa); Venda de Mariscos uma missão de trabalho, e na Ilha de Arousa; Planta de ficou constatado o quanto Cultivo de Rodaballo; visita a atividade é importante e ao Cultivo de Molusco, na organizada naquele país. comunidade de Camariñas; Paralelo a isso, surgiu o Planta de Rodaballo da Plano para o Desenvolvi- Empresa Stolt Sea Farm AS, mento da Pesca e Aquicul- na Vila Caramiñas, Comertura Sustentáveis para o or- cialização de Peixes na Asdenamento do setor pesquei- sociação de Pescadores de ro e marisqueiro, além de Lonxa Finisterre, na cidade ampliar a rede de informa- de Fisterra; Instituto de Conções da cadeia produtiva do trole Sanitário de Águas e setor do aquanegócio em Moluscos (Intecmar), na ViAlagoas. la Vilaxoan, entre outros.

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UFAL

Reaproveitamento de alimentos é discutido

Agricultores multiplicam a produção de milho no Sertão

Da Editoria de Municípios

Competição estimula o uso de tecnologias em atividades agrícolas

DELMIRO GOUVEIA - O combate ao desperdício de alimentos aliado a uma dieta saudável é um dos objetivos do projeto "Reaproveitar, arte de cozinhar". Ainiciativa dos alunos de Letras e Pedagogia do Campus do Sertão fez parte da disciplina Seminário Integrador I, ministrada pelos professores Felipe de Paula e Tarcísio Augusto. Palestras e minicursos gratuitos estão sendo realizados para moradores do Loteamento Senhor do Bonfim, em Paulo Afonso. O projeto foi iniciado a partir da proposta da disciplina para que os alunos realizassem ações ligadas à cultura popular. "Nós entramos em contato com a comunidade, cuja maioria da população é de baixa renda, e identificamos que muitos tinham uma alimentação deficiente, apesar do grande desperdício de alimentos", informou o estudante Audrey Barros. A partir do problema identificado na localidade, os discen-

tes do Campus do Sertão fizeram levantamento de informações sobre como aproveitar integralmente os alimentos. Eles pesquisaram sobre formas de melhorar a qualidade nutricional das refeições, utilizando partes das frutas e verduras que, geralmente, são desprezadas, como talos e cascas. Aculminância do projeto foi aberta com palestras da técnica ambiental Maria da Saúde, sobre como o mau uso dos alimentos contribui para a geração de lixo orgânico, que polui o meio ambiente ao se transformarem em chorume. Em seguida, a nutricionista Priscila Dias Afonso falou sobre noções de alimentação saudável. A aluna Jéssica Lins ministrou o minicurso "Tapioca com recheios de alimentos reaproveitáveis e integralmente utilizados". Na sequência, os presentes assistiram à aula sobre receitas a partir do aproveitamento integral dos alimentos. Todos os participantes foram presenteados com kits que traziam caderno, caneta, além de certificado.

Da Editoria de Munic��pios POÇO DAS TRINCHEIRAS - O agricultor José Cícero Madeiro, da zona rural de Poço das Trincheiras, conseguiu aumentar em 16 vezes a produtividade de milho num espaço de 0,3 hectare - cerca de uma tarefa de terra. A produtividade passou de 2 para 32 sacos, cada um com 60 quilos de milho. Ele é um dos 16 participantes do Concurso de Produtividade de Milho 2010, organizado pela Federação das Associações Comunitárias de

Poço das Trincheiras, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). Os vencedores da competição vão receber os prêmios hoje, a partir das 16h, na comunidade Patos, durante uma festa em homenagem aos agricultores, que vai contar também com show de músicas religiosas e premiação da Rainha do Milho 2010. O concurso foi lançado no dia 21 de abril para estimular o pequeno agricultor a usar tecnologias, aumentar a produti-

vidade e melhorar a renda. Segundo o coordenador do concurso, o extensionista rural José Valmiro Gomes da Costa, da Seagri, a competição serviu também para estimular os agricultores familiares a continuar produzindo, morando no campo e com perspectiva de melhoria na qualidade de vida. Segundo ele, levando em conta a adubação, a mão de obra e demais investimentos, o custo de produção de um saco de milho ficou em torno de R$ 15,00. "Esse produto será usado para venda e também para produção de farelo, que

serve para alimentar o gado de leite. No mercado, cada saco de farelo (milho triturado) custa cerca de R$ 42,00", explicou José Valmiro. PREMIAÇÃO - O 1º colocado no Concurso de Produtividade de Milho 2010 vai ganhar uma moto de 1.500 cilindradas; o 2º colocar vai ganhar uma moto de 500 cilindradas; o 3º colocado leva uma plantadeira com adubadeira de tração animal; o 4º colocado ganha um pulverizador de 20 litros; e o 5º leva para casa três sacos de adubo químico.

Em Poço das Trincheiras, trabalhadores rurais conseguiram aumentar em 16 vezes a produção

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Grand

Monde Por Aroldo Marques

E-mail: harold_marques@hotmail.com

A empresária Rose Carrel foi aclamada como madrinha do Festival de Comédia no SESI Arapiraca

Musicos alagoanos participam de festival em Belo Horizonte

FESTIVAL DE FLORES INVADE ARAPIRACA

DE VOLTA AO PASSADO - ANOS 80

FESTIVAL DE COMÉDIA COMENTA

Neste inicio do mês de dezembro o Parque Ceci Cunha conta com uma atração inusitada, o Festival das Flores. O evento beneficente conta com o apoio da Prefeitura de Arapiraca é uma realização da Unidade Assistencial Lar Mariana e está sendo realizado no período de 02 a 12 de dezembro. No local, sob uma imensa tenda estão expostas para apreciação e venda as mais belas variedades de orquídeas, bonsais, cactos, plantas carnívoras e gérberas. Na exposição também muita plantas ornamentais aquáticas e espécies de figos e pimentas ornamentais além de ervas medicinais a exemplo de alecrim, arruda, manjericão dentre outras. A exposição tem atraído um bom público apreciador do que existe de mais belo na natureza. O horário de funcionamento é de segunda a sextafeira de 09 as 21 horas e nos sábados e domingos das 10 as 22 horas.

Os anos 80 têm um estilo inconfundível e um gostinho que não volta mais, certo? Errado. Tudo bem que a banda Anonimato chegou com umas décadas de atraso, mas a espera valeu a pena. Liderada pelo DJ, radialista e apresentados Luiz Prado, a banda revive sons, imagens e sentimentos que não saem da memória. A banda Anonimato surgiu em maio de 2005, quando Luiz Prado se juntou com quatro amigos fissurados pelos anos 80 e eles começaram a ensaiar algumas músicas. Aos pouquinhos alguns convidados começaram a freqüentar os ensaios e a banda foi se tornando cada vez mais popular. Daí para os primeiros shows foi um pulo. AAnonimato, ficou conhecida por sua irreverência e interatividade no palco e hoje já soma mais de sessenta apresentações com um público total de aproximadamente 40 mil pessoas.

Foi uma realização bárbara, foi provado que a sociedade arapiraquense vive a arte e quer respirar cultura, por isso agradecemos aos nossos patrocinadores e parceiros por viabilizar e dão condições na produção cultura, agradecimentos mais que especiais ao Escritório Botequim e Comedoria, o Hotel Pequeno Príncipe e o Hotel Novo Brasil pelos excelentes serviços prestados aos artistas da Companhia Paraibana de Teatro, quando aqui estiveram para realização do 1º Festival de Comédia - Rir é o Melhor Remédio. Outro ponto a agradecer foi à participação da sociedade. Muito Obrigado!

FESTA ANOS 80

TURISMO, CULTURA E MEIO AMBIENTE

Para celebrar o sucesso da primeira edição da Festa dos Anos 80, que foi promovida no inicio deste ano, o arapiraquense Sergio Lúcio, convida os amigos para o segundo reencontro de uma geração dourada, que vai acontecer no dia 15 de janeiro no Clube dos Fumicultores onde tudo de bom aconteceu naquela época... São muitas recordações, e, para isso Sérgio Lúcio contratou as Bandas pop rock Anonimato e Metamorfose e o DJ Zarão... Eles irão animar a Festa dos Anos 80...

Numa realização vitoriosa da Faculdade FERA, da Escola Alternativa de Arapiraca, realizou entre os dias 01 e 04 de dezembro, o Seminário de Turismo Cultura e Meio Ambiente, juntamente os estudantes de Turismo daquela universidade. "Como linhas de trabalhos os estudantes apresentaram". E "dilemas e perpesctivas do turismo alagoano", "em "mesa redonda focaram o tema" Eucação e Meio Ambiente; Múltiplos Olhares" e "Cultura, História e Tradição: Amemória de um povo no contexto alagoano". Saldo positivo. Parabéns!

DICAS DE NATAL

O jovem cantor João Felipe fará participação da Festa de Reis como convidado especial

FESTIVAL DE COMÉDIA AGRADECE 1 O Jornal, Marka Viva TV Digital, Sinal Impressão Digital, Site Folia Brasil, Hotel pequeno Príncipe, Hotel Novo Brasil, Tribuna do Agreste, Jornal Cidade,JS Confecções, Escritório Comedoria, Botequim Escritório, Imprima FM 105.3, Site Click Arapiraca, Irá Produções e Center Graf - Gráfica e Editora, Unicompra. CBC 60 Anos de Excelente Educação. Obrigado por conduzir a cultura sustentável em Arapiraca!

É bom estar sempre perto de quem amamos, e a família é o alvo de nossos gestos de amor... Nada melhor que presentear e receber presente, assim se faz elegante uma ceia de Natal com a família e os amigos mais chegados. Gostosas guloseimas, um bom espumantes, uma mesa farta e para receber bem muita alegria... Num encontro desses nada de papo tipo: funeral, violência, roubo, frustrações e amarguras. Deixe a alegria fluir, fale de prosperidade, de amor, diversão e arte... E não se esqueça de fotografar esse momento ímpar... Sim! Nada de presente de 1,99 reais... É brega e pobre!

FESTA DE REIS Está tudo pronto para realização da mais importante festa religiosa de Alagoas. AFesta de Reis de Pão Açúcar,

que será realizada entre os dias 7, 8 e 9 de janeiro, terá uma programação especial. O prefeito Jasson Gonçalves (Dr. Jasson) confirmou que durante os três dias do evento serão realizadas atividades culturais, esportivas e religiosas. "Dentre as atrações musicais deste ano estão: Mano Valter, Pimenta Nativa, João Felipe & Banda, Baby Som, Badallada, Luiz e Davi, Padre João Carlos, Forró Emoções, Banda Alheli, Mayara Santana, Nossa Banka e D´Brek Escola de Samba", informou o prefeito Dr. Jasson.

MÚSICOS ALAGOANOS EM BH A maior feira de negócios da música no país está acontecendo em Minas Gerais desde a última quarta (08) e Alagoas está participando. A Feira Música Brasil, realizada em Belo Horizonte, está recebendo uma caravana alagoana organizada em parceria com a Cooperativa de Músicos de Alagoas, Sebrae, Funarte e Secretaria de Cultura do Estado, que conta com a participação de diversos representantes da cadeia produtiva da música como produtores, designer 3D, luthier, archetier, além de músicos, e foram estes últimos os que animaram a feira na tarde desta quinta (09,) ao se apresentarem no palco Estúdio Petrobras, quando fizeram uma Jam session, onde todos apresentaram-se em conjunto. Os músicos Kéu Nandhara (Orquestra de Tambores), Naldinho, Gustavo Cabús ($ifrão e Estúdio Gravamusic) e Fred Melo (Fator 4) fizeram uma apresentação que arrancou aplausos da platéia.

FESTIVAL DE COMÉDIA AGRADECE 2

Festival de Comédia teve a Cia Paraibana de Teatro atuando com sucesso

1º Festival de Comédia teve patrocínio oficial de:Oops! Internet, Metro Corretora de Seguro, Escola Santa Esmeralda, CVC Turismo, Tentação Fashion, Batalha Veículos, Auto Posto São Luiz, RedField, Citroen Concessionária Via France, Rose Carrel Ótica, Relógio e Semi Jóias, DNH, Lilac, San Martin Buffet, Henrique Moda, Lícia Confecções, Art Moda, Advocacia Wesley Souza de Andrade, Trindade Veículos. Obrigado por tornar possível produzir cultura em Arapiraca!

Teatro do SESI bastante prestigiado pela sociedade arapiraquense no Festival de Comédia - Rir é o Melhor Remédio

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Economia

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SUPERANDO TRAGÉDIAS

Usina Laginha retoma as atividades Recuperação da indústria demonstra esforço do Grupo JL em manter empregos e impulsionar a economia do Estado A economia da região da Zona da Mata alagoana deu , última sexta-feira, o primeiro passo para a recuperação após a enchente do mês de junho, com o início da moagem da usina Laginha, em União dos Palmares. Serão 700 mil toneladas de canade-açúcar moídas, 100 mil tone-

ladas a mais que a safra passada, com uma produção de 600 mil litros de álcool/dia. Os números ganham ainda mais relevância considerando os estragos causados pela chuva, que atrasou a moagem em quase três meses, exigindo um trabalho de recuperação, onde toda a

equipe do Grupo João Lyra não poupou esforços para reerguer as instalações e devolver a Usina à população, pronta para funcionar em menos de seis meses. Para dar conta da produção, parte da cana esta sendo moída na Usina Uruba. “Aenchente aconteceu em 18

de junho, e no dia 20 o doutor João Lyra visitou o que restou da Usina e determinou que no dia seguinte começássemos os trabalhos de reconstrução. Vale destacar que trabalhávamos com uma estimativa de uma produção de moer 700 mil toneladas de cana e, mesmo com os proble-

mas provocados pela enchente, iremos conseguir essa marca, que supera a safra anterior em 100 mil toneladas”, comemora o superintendente Industrial do Grupo João Lyra, Warriman José Feitosa da Silva. “Inicialmente houve quem fizesse uma estimativa de que só

voltássemos a produzir em janeiro. Mas, o próprio João Lyra fez uma promessa a todos e firmou o dia 10 de dezembro como uma meta para retornarmos às atividades, e hoje estamos aqui, cumprindo com o que foi prometido, devolvendo a usina à economia de Alagoas”, declara Feitosa.

Unidade emprega 5 mil trabalhadores O diretor Administrativo e Operacional, Aristóteles Ramos Cardoso, ressalta a relevância da empresa para a geração de emprego e renda na região da Mata. “São 5 mil postos de trabalho, o que representa um peso muito grande para a economia da região. Tivemos uma orientação de que não houvesse demissões, mesmo diante das adversidades conservamos os postos de trabalho”, afirma Aristóteles. Dentro da política de recuperação da economia local, desde o mês passado a usina iniciou as recontratações de cerca de 3 mil funcionários que normalmente trabalham na moagem. “Começamos a recontratar os funcionários que necessitamos para colocar a usina para moer. É uma mão-deobra que já fica a espera desse trabalho e que ajuda a soerguer a economia da região. O mais importante de colocar a usina de pé outra vez foi justamente recuperar esses postos. Esse momento é histórico para a região. A paixão da população da cidade pela usina é impressionando e até emociona”, conclui o diretor Administrativo e Operacional.

Recuperação custou R$ 30 milhões Passada a tragédia das chuvas que emocionou o País, com tanques gigantescos sendo levados pelas águas, o Grupo João Lyra iniciou poucos dias depois os trabalhos de recuperação da Usina Laginha. Foram R$ 30 milhões em recursos próprios, sem a ajuda de governo ou outras fontes. “Adestruição foi realmente muito grande. Tanques de álcool foram levados pelas águas. Toda a estrutura do escritório foi abaixo. A balança também foi destruída. Mas, trabalhamos para que tudo voltasse ao normal no menor tempo possível. Toda essa recuperação custou R$ 30 milhões investidos com recursos próprios, sem entrar dinheiro de governo federal ou estadual”, afirma o diretor, enquanto apresentava as instalações reconstruídas à reportagem de O JORNAL. Segundo ele, com a usina paralisada, o faturamento da empresa registrou uma queda de R$ 40 milhões. “Nessas últimas 10 semanas tivemos um prejuízo de R$ 40 milhões, que é uma cifra grande, mas que impulsionou o grupo a correr ainda mais para recuperar essas perdas, com as obras a todo vapor. Com o trabalho de todos, recuperaremos esse faturamento”, afirma. Aproveitando a recuperação da estrutura física da Usina Laginha, o Grupo João Lyra decidiu reforçar a faixa de mata ciliar do Rio Mundaú. “Agora, na área próxima onde ficava o antigo escritório, estamos plantando árvores, para reforçar a área de mata ciliar, que só vem a colaborar com o meio ambiente”, afirma o Aristóteles. Continua nas páginas A26 e A27

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Economia

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Warriman Feitosa: promessa da direção de retomar atividades antes do prazo estimado foi cumprida

Segundo Aristóteles Ramos, a maior preocupação do Grupo JL sempre foi a de manter os empregos

Comércio espera faturamento maior Com cinco mil postos de “Até agora não tivemos trabalho em época de moa- ainda aquele aumento nas gem, o peso da geração de vendas que sempre temos emprego e renda na região nessa época do ano. Ótima da Zona da Mata está na notícia saber que a Usina ponta do lápis dos comer- está voltando a moer, pois ciantes e empresários da re- mais da metade de nossas gião. Segundo a Câmara de vendas depende do dinheiDiretores Logistas (CDL) da ro que sai da lá. E este ano, região, que reúne comerci- estávamos preocupados, antes de cinco municípios, pois sem a Usina moer, não com a Usina Laginha fora haveria natal para os feirande operação, a queda no fa- tes”, afirma dona Luíza turamento chegou a 20%. Maria Batista Souza, que co“União dos Palmares tem mercializa confecções há 35 cerca de 60 mil habitantes e anos em feiras-livres de a Usina oferece 5 mil empre- União e municípios vizigos diretos. É um peso nhos. muito forte em nossa econoMaria Roselane Mendes, mia, influenciando forte- que também comercializa mente em nosso comércio. roupas há mais Se compararmos com o mesde duas décadas mo período do ano em União dos passado, sem a Palmares, diz que usina moer o coaté o momento, mércio registra 2010 esta sendo “O peso da uma queda de um dos piores nausina na cerca de 20% no tais em termos de economia faturamento”, calvendas. cula o presidente “Sem a Usina local é do CDL, José não temos comérgrande e Mendes de Acio. Esse ano está influencia morim. muito ruim, ainda A gerente de bem que a Usina diretamente um dos maiores vai moer, pois até o comércio” supermercados da agora as vendas cidade, Rosilda estão muito ruim, Gerônimo, confirmuito pior do que ma a estimativa anos passados. Praticamente do CDL. “Senti100% das vendas dependem mos o efeito nas vendas sim. desse dinheiro da moagem. Acho que sem a moagem as Espero agora que com a vendas caem, acredito, que Usina voltando, isso mecerca de 25 %”, lamenta a lhoer nesta reta final do gerente. ano”, conta a comerciante, reclamando que o esposo FEIRA-LIVRE - No cha- teve que recorrer a parentes mado mercado informal, o para conseguir emprego, enpeso da Usina Laginha no quanto a Usina Laginha esfaturamento das centenas de tava em fase de reconstrucomerciantes das feiras-li- ção. vres da região parece ser “Ele [o esposo] fez o caainda maior. Diversos co- dastro, mas como aconteceu merciantes ouvidos pela re- a enchente ele teve que portagem de O JORNAL, na aguardar. O jeito foi o meu feira-livre de União dos Pal- irmão colocá-lo como motomares, foram enfáticos em rista da empresa dele. Emdizer que, com a Usina La- prego aqui é muito difícil e ginha fora de operação, pra- a Laginha sempre oferece ticamente “não haverá na- muitas vagas”, conta a cotal” para os comerciantes. merciante.

Junho de 2010, as águas baixam e é possível comprovar os estragos: a Laginha ficou totalmente destruída, gerando um prejuízo significativo

Dezembro de 2010, a usina renasce e volta a moer, após investimentos de R$ 30 milhões, sem a ajuda dos governos federal e estadual

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Economia

O JORNAL JORNA L A27

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Laginha alavanca economia local Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de União dos Palmares, Petrúcio Ferreira dos Santos, o retorno da Usina Laginha à produção alavanca a economia da região, que andava comprometida sem a empresa. “Com força e vendo a necessidade da Laginha para a região, graças a Deus a usina volta à atividade, reerguendo a economia do município e da região. Uma economia que além da Usina só tem uma indústria de lacticínio e a prefeitura”, teoriza o agricultor, ressaltando o tratamento da empresa com os trabalhadores rurais. Segundo o sindicalista, 2 mil agricultores que trabalham na Laginha são inscritos na entidade. “Se a gente comparar com a realidade do passado, hoje as condições de trabalho do homem do campo, do trabalhador rural, são muito melhores. A Usina Laginha tem cumprido com as condições de trabalho, com equipamentos e transportes adequados como devem ser”, afirma Petrúcio Ferreira. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais diz que diante das adversidades, muitos chegaram a não acreditar que a Usina Laginha voltasse a operar. “Muitos pensavam que a Usina não ia mais renascer, que iria parar, depois da tragédia da enchente. Realmente houve quem duvidasse que a Laginha voltaria, diante de tudo o que aconteceu. Mas, o trabalho de recuperação foi muito grande, e agora teremos essa grande fonte de mão-de-obra de volta. O comércio é reaquecido, com a economia sendo alavancada pela usina”, conclui Ferreira.

Petrúcio Ferreira destaca as melhores condições de trabalho no campo

Também na economia informal de União dos Palmares é possível detectar o impacto da Usina Laginha

A ENCHENTE A inundação dos rios Canhoto e Mundaú, na Zona da Mata alagoana, entre os dias 18 e 19 de junho, ficou na história como uma das maiores já registradas na história do Estado. A destruição, que também atingiu municípios do Estado vizinho de Pernambuco, deixou em Alagoas 26 mortes e 73 mil desabrigados. Quinze municípios sofreram com a força das águas, com a maior destruição atingindo as cidades de Santana do Mundaú e Branquinha. Nessas duas cidades, a maior parte dos prédios públicos foi destruída, além de boa parte de áreas residenciais. Segundo a Defesa Civil, cerca de 200 km de rodovias foram danificados. A tragédia de proporções inédita foi vista de perto pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou o envio de mais de R$ 200 milhões em ajuda financeira para a reconstrução das cidades. Até hoje, centenas de famílias residem em barracas da Defesa Civil, aguardando a construção de conjuntos habitacionais com recursos federais. No mercadinho de Dona Rosilda, a esperança de dias melhores renasce com o anúncio da retomada da moagem

O milagre de João Lyra Roberto Vilanova Jornalista

A Usina Laginha foi a primeira usina que vi de perto; antes a idéia que tinha de uma usina se resumia às ilustrações de Percy Lau no livro “Vamos Estudar”, no antigo curso primário. E esse primeiro contato é inesquecível porque se deu no rastro de uma travessura de criança, nos idos da década de 1960, quando passava as férias escolares na casa de minha tia Gilda, em União dos Palmares. Minha tia Gilda era parteira e tinha muitos afilhados, alguns deles da minha idade, e eles me ajudaram como cúmplices nessas travessuras da Canabrava à Serra da Barriga, onde a família Paulo tem sitio. Minha tia era casada com o João Paulo, irmão da Carmélia, da Zefinha, da Júlia. Pois bem; uma das nossas travessuras prediletas era ir à esplanada na estação ferroviária e pegar bigu nos trens que manobravam numa movimentação intensa na época. Uma vez, pegamos bigu no trem errado – que não estava manobrando e passou direto pela estação. Era um comboio de carroças de cana, que seguia para a Usina Utinga Leão. E agora, o que fazer? Pular do trem em movimento ou aguardar a próxima parada? E se fossemos bater em Utinga, como fazer para voltar a União? O trem pegou embalo e o salto ficou cada vez mais arriscado; no mínimo iria quebrar a perna ou o braço – e isso se escapasse do salto. Optei por ficar e aguardar. Para surpresa – grata surpresa – o trem reduziu a marcha e parou na Usina Laginha para deixar alguns vagões de cana. Saltei assustado, sem que ninguém me visse, e voltei a pé pelo trilho. Voltei correndo, com medo. No Riacho Macaco, quase escurecendo, encontrei os parceiros de travessuras que não tinham me acompanhado na odisséia no trem de cana. Relaxei reprisando na mente o filme da experiência de ter chegado tão perto de uma usina; de constatar a movimentação intensa em plena safra, num vaivém frenético de gente, de trens, de carro de boi e de muares que formavam a tropa dos cambiteiros.

Este ano, a Usina Laginha foi devastada pelo Rio Mundaú – que transbordou e arrastou o que estava pela frente, inclusive os pesados tanques para armazenagem do álcool e do melaço. Muita gente pensava que a Laginha não iria sobreviver, até porque seu proprietário poderia muito bem transportar a cana para moer em outras unidades do grupo. Mas, é aí que o caráter de um homem se revela por inteiro no que de melhor o ser humano pode demonstrar – que é a gratidão. O empresário João Lyra disse não àqueles que o aconselharam a não perder tempo com a Laginha e, sem demitir funcionário, em seis meses reergueu a usina tal qual a Fênix renasceu das cinzas. A Usina Laginha renasceu dos escombros e volta a moer hoje garantindo emprego e renda, porque a perseverança, a competência e a dedicação de um homem juntaram-se como componentes de seu caráter. Foi na Usina Laginha onde tudo começou e o empresário João Lyra não esqueceu isso. E quando a moenda for novamente acionada nesta sexta-feira, com certeza, naquele monstrengo de ferro o som que se ouvirá é de agradecimento de uma velha usina – que João Lyra não deixou o fogo apagar. Sem dúvida, a ressurreição da Usina Laginha é um marco na história da industrialização de Alagoas, onde o empresário João Lyra tem páginas especiais pela sua competência, pela sua coragem e, especialmente, pela sua gratidão a quem nunca lhe faltou.

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JORNAL

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Imobiliário

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Imóveis.com Theodomiro Jr.

imobiliario@ojornal-al.com.br

SEGUNDO IMÓVEL Mesmo com a crise financeira deflagrada em 2008 e a alta dos preços no mercado imobiliário, a participação do brasileiro na compra do segundo imóvel aumentou. Em contrapartida, a aquisição de unidades para primeira residência apresentou queda. Relatório do Ipea sobre os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, mostra que, em relação ao segundo imóvel, que inclui terrenos, casas para veraneio e unidades para investimento, a pesquisa registrou participação de 2,41% em 2002/2003, e de 2,64%, em 2008/2009. Já o volume do primeiro imóvel adquirido caiu de 2,21% para 2,07%. Vale ressaltar que o aumento da aquisição de segundo imóvel é reflexo principalmente da compra de terrenos, que passou de 0,32% no período de 2002/2003 para 1,21% em 2008/2009. O relatório mostra ainda que há mais gente comprando o segundo imóvel que, efetivamente, a casa própria. Entre os períodos 2002/2003 e 2008/2009, em média, 2,5% dos proprietários de domicílios compraram unidades para investimento ou veraneio, percentual maior do que os que compraram o primeiro imóvel, que foi de aproximadamente 2,1%.

Trabalhadores utilizam blocos em sistema de alvenaria estrutural, que dispensa o uso de vigas e pilares de concreto armado

Construtores aceleram obras com alvenaria estrutural

CURSO DE AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CreciAL) abriu inscrições para o Curso de Avaliação Imobiliária. Estão sendo ofertadas apenas 50 vagas com um investimento no valor de R$ 350 a serem pagos na Tesouraria do Creci. A entidade informa ainda que datas e horários serão informados assim que o grupo for fechado.

OUVIDORIA Consumidores insatisfeitos com a atuação de seu corretor de imóveis têm à disposição o serviço de Ouvidoria do Creci-AL. O canal foi criado para atender a comunidade em suas reclamações, dúvidas ou mesmo na busca por soluções imediatas para seus problemas no tocante a transações imobiliárias. O telefoen da Ouvidoria é o (82) 3305-3459.

LISTA DE CORRETORES No site do Creci-AL (www.creci-al.gov.br) é possível checar se o corretor de imóveis possui inscrição. A lista está em ordem alfabética.

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO As vendas no varejo de material de construção cresceram 7,8% em novembro na comparação com outubro e 8,5% sobre novembro de 2009, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em pesquisa realizada em parceria com o Ibope Inteligência.

MAIS NÚMEROS

Grandes construtoras do País utilizam sistema maciçamente em canteiros A escassez de mão de obra qualificada, um dos principais gargalos para que o mercado imobiliário atenda a demanda aquecida, levou construtoras a buscar formas de acelerar o ciclo produtivo e otimizar custos, na tentativa de reduzir riscos de ameaça à continuidade do crescimento do setor. De olho no cumprimento das metas traçadas para este e para o próximo ano, as construtoras buscaram suporte em novas tecnologias. Para o construtor Maurício Bianchi, apenas a combinação

de capacitação de pessoal com utilização de tecnologia pode sustentar o mercado. “Investimento em tecnologia é a única alternativa de curto prazo. Mão de obra é em longo prazo.” Em sua maioria, as companhias integraram a alvenaria estrutural, que utiliza blocos de concreto, ao processo construtivo. O sistema, comparado pelos próprios executivos ao brinquedo Lego – por ser totalmente encaixado – atualmente é aplicado apenas em empreendi-

mentos econômicos, como o do Programa Minha Casa Minha Vida. Ao adotar este processo, a Tenda, braço para consumidores de baixa renda da Gafisa, obteve reduções de 30% em prazo, de 20% a 25% em pessoal e de até 5% em custos. A Cyrela, por sua vez, reduziu custos em cerca de 8% e a necessidade de pessoal em mais de 30% por meio do mesmo sistema. “O prazo, que era 20 meses, hoje é de 15 meses. Estamos tentando reduzir para menos

Sistema construtivo dispensa vigas e pilares A alvenaria estrutural dispensa o uso de vigas e pilares. Neste sistemaa, são as paredes que sustentam a casa. Com isso, a economia é certa. Usando aço e concreto em alguns pontos, a as torres podem ganhar em altura e número de pavimentos.

A principal vantagem da alvenaria estrutural é a economia. "A alvenaria estrutural pode representar uma redução de até 30% no custo final de uma obra em relação ao sistema convencional", diz o arquiteto João Luiz Rieth. Como não ocorre quebra de

blocos, desperdiça-se pouco material. "No convencional, as paredes são erguidas e depois rasgadas para que as tubulações fiquem embutidas. Nesse método, canos e fios passam por dentro dos blocos ao mesmo tempo que a parede sobe", explica o arquiteto pau-

Ainda de acordo com o estudo, de janeiro a novembro, o segmento registrou alta nas vendas de 10,5% sobre o mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o índice foi de 11%. Para dezembro, o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, afirma que o setor está otimista, principalmente devido ao anúncio da prorrogação da redução do IPI até dezembro do ano que vem para a cesta básica de material de construção.

lista Maurício Tuckshneider. Também se reduz o volume de fôrmas de madeira, usadas para moldar vigas e pilares. O canteiro fica mais limpo e organizado, com menor risco de acidente. Além disso, como a casa será mais leve, ainda se economiza nas fundações.

INCC: Nordeste registrou menor índice de inflação

ALUGUEL PESA MAIS O Ipea também revelou que os gastos com aluguel pesam mais no orçamento das famílias do que as despesas com financiamento do imóvel. Pelo estudo, a despesa dos mutuários com financiamento consome 6,66% da sua renda. Já o gasto com aluguel compromete 12,14% da renda de quem tem esse custo no orçamento.

EM FOCO Reforma e ampliação contou com a participação de um seleto grupo de profissionais e empresas

Sinduscon-AL moderniza instalações de sede no Farol

O presidente do Sinduscon-AL, Marcos Holanda, comemora esta semana, junto com a diretoria da entidade, a inauguração das novas instalações de sua sede, na Avenida Fernandes Lima. Com essa obra, Holanda fecha com chave de outro o ano de 2010 e praticamente a sua gestão.

de um ano”, diz o diretor de Engenharia da Living, unidade da Cyrela focada em baixa renda, Giorgio Vanossi. Já o diretor de Construção da Brookfield Incorporações, Marcelo Borba, garante que a incorporadora consegue ter “uma casa pronta em cerca de 30 dias (…) Reduzimos em cerca de 50% (de construção)”. Segundo ele, os sistemas de alvenaria estrutural, painel prémoldado de paredes, entre outros, demanda aporte de entre 300 mil e 400 mil reais em cada canteiro de obras.

Após a realização do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em junho, a entidade encerra o ano de 2010 com a reinstalação da sua sede, após 7 meses de ampla reforma. As novas instalações do Sinduscon ganharam salas mais amplas, com ambientação moderna. Na sala de reuniões, será instalado o mural dos ex-presidentes e uma grande mesa com capacidade para receber as reuniões com todos os diretores da entidade. O auditório, com capacidade para 70 pessoas, foi totalmente reformulado, ga-

nhando moderno sistema de som e novas cadeiras. “A modernização da nossa sede AL era um antigo sonho dos dirigentes da entidade”, diz Marcos Holanda, presidente do Sinduscon-AL. Com projeto arquitetônico de Ester Buarque Ramirez e paisagismo de Tatiane Macedo, o projeto de reforma do Sinduscon-AL contou com a participação de Aloísio Ferreira de Souza Filho (instalações hidráulicas e sanitários); Carlos Eduardo de Meneses Blaso (projeto de segurança e combate à incêndio e pânico); Ma-

nuela Porto Barbosa (auditório e luminotécnico); Edson Ricardo Simões (acompanhamento da obra); Santos Construções Ltda (execução da obra); Márcio de Carvalho Gobbi (projeto elétrico, lógico e telefônico); e Carlos Braz Cordeiro Barbirato (projeto estrutural). A diretoria do SindusconAL reuniu um grupo de empresas parceiras que viabilizaram a obra, entre elas a Gerdau, Carajás, Madeiras do Brasil, Sindmineral, Alcoa, Redimix, Sindicer, Socitec, Cerâmica Bandeira, Ibratin, Igramal, Portobello, Citeluz e Glastec.

Os moradores da região Nordeste foram os que menos desembolsaram na hora de construir um imóvel em novembro. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou que o custo do metro quadrado na região foi o menor do País,l ficando em R$ 719. O Sudeste, mais uma vez, foi a região que apresentou maior índice. O custo do metro quadrado chegou a R$ 809,74, incluindo materiais e mão de obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 767,03. Em seguida ficaram as regiões Norte, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 776,99; Sul, com o metro quadrado a R$ 745,60; e CentroOeste, onde os custos atingiram R$ 745,26. Em novembro, a maior variação mensal dos custos ficou com a região Sudeste, onde os custos ficaram 1,19% mais caros. Já a variação do Sul foi a menor do mês, de 0,20%. Por sua vez, no Centro-Oeste, o índice variou 0,27%; no Norte, 0,28%; enquanto no Nordeste a variação foi de 0,45%. Ao analisar os dados por estado, Minas Gerais registrou a maior variação mensal, de 4,97%, devido aos reajustes salariais. A segunda maior elevação ficou com o Ceará que registrou variação de 0,94% no mês passado, na comparação com outubro. O INCC engloba o preço dos materiais e da mão-deobra.

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Confira as promoções na Revista da TV

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AFINAL, QUEM É COOPER? PÁGINAS B2, B3 E B7.

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O início de uma viagem de descobrimento

Stella e Jorge, Urca, Rio de Janeiro, 1950

Alessandra Vieira Editora de Cultura

Stella e Jorge na calçada da Urca, Rio de Janeiro, anos 50

Para Lêdo Ivo, poeta da dúvida e do desviver, do desapontamento e da pertinaz interrogação de si mesmo; um poeta diferente para Wanderley de Gusmão, "incompreendido por todos aqueles despreparados para entender poesia, pobres seres que não possuem sensibilidade poética e exigem apenas rimas, discurso escrito, frases feitas, chaves de ouro; para Dirceu Lindoso, um poeta no labirinto cuja "poesia é parte de nossa herança comum". Para a maioria dos alagoanos, um mero desconhecido. Esse é Jorge Cooper. O poeta conterrâneo que o leitor - ainda que de forma discreta - começará a desvendar nesta e nas páginas B3 e B7 do Caderno Dois. A viagem de descobrimento começa hoje e segue na próxima quarta-feira, 15, com o lançamento de "Jorge Cooper - Poesia Completa". O volume reúne as cinco obras que produziu e que permaneciam guardadas - da mesma maneira como Cooper as deixou - em antigos cadernos de papelão, presos por fecho metálico. Editado pela Cepal/Imprensa Oficial Graciliano Ramos, o livro de 406 páginas, traz críticas assinadas por nomes como Lêdo Ivo, Dirceu Lindoso, Marcos de Farias Costa e José Paulo Paes; uma biografia de autoria do seu filho, o médico Charles Cooper, além de uma fotobiografia. Organizada pelo professor de Literatura da Ufal e poeta, Fernando Fiúza, a publicação soa como um "ato de justiça". "Sujeitar um poeta da importância de Jorge Cooper a ser publicado tão tardiamente, numa época em que nunca foi tão fácil publicar, é uma demonstração, por parte de nossa cultura, da falta de sintonia entre exibição e qualidade. Tudo se mostra a todo tempo e em todo lugar. Há uma banalidade generalidade e nauseante. Está mais que na hora,

portanto, aproveitando o ensejo do centenário de seu nascimento (1911) e de vinte anos de sua morte (1991), de vir a público sua poesia completa. Sabiamente, Cooper fez pouco caso do imediatismo, pois o grande poeta transcende o tempo de celebridade: se esta lhe vier enquanto vivo, ótimo, gozará dos suspeitos prazeres por ela proporcionados; se não, dane-se, uma hora ou outra a bomba-flor, fabricada em silêncio e à margem, explodirá, sem a urgência do corpo", declara Fiúza. Ler Jorge Cooper é dar voz ao poeta adepto ao silêncio, ao segredo, ao guardado, ao escondido. É desvendar o poeta "habituado a sonhar pelo avesso". É conhecer "a poesia de um estranho tornado próximo pelo desvendamento de sua silenciosa aventura". É, enfim, presentificar para sempre os verbos do seu poema:

Era uma vez Jorge Cooper Dezenas de anos existiu Existiu Existiu Lá um dia por fim parou de existir deixou de existir Existir Existir Continua nas páginas B3 e B7.

Marcos de Farias Costa, Sônia Leão Costa, Stella e Jorge, Maceió, 1983

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Pequeno recorte de Cooper Jorge Cooper nasceu em um sobradinho na Praça do Montepio dos Artistas, atual Praça Bráulio Cavalcanti, no Centro da capital alagoana, no dia 7 de dezembro de 1911. Era o primeiro filho dos cinco da família (o primeiro filho vivo, pois os dois outros faleceram com poucos dias de vida). Seu pai era um inglês naturalizado brasileiro, Charles Mitchell Cooper (1882-1944), ex-marítimo, funcionário da Alfândega e da municipalidade maceioense, que nas horas vagas esculpia no mármore os jazigos monumentais tão em gosto naquele tempo e que as famílias tradicionais que tinham dinheiro encomendavam para ilustrar suas eternidades. Jorge Cooper fez seus estudos básicos no Externo Santa Helena e no Grupo Escolar Fernandes Lima, onde com-

pletou o curso primário. Sonhou ir para o Liceu, mas as necessidades da família eram outras. Naquele tempo, era um menino arredio, tímido, que tinha poucos amigos. Em 1933 seguiu para o Rio de Janeiro, mas logo volta para o Nordeste, mas precisamente, Recife. Retorna a Maceió e, em 1949, casa-se com Stella. Volta ao Rio de Janeiro em 1950. A terra carioca era o destino de toda a intelectualidade nordestina em êxodo. Lá, firma-se como um dos nomes da literatura nacional. Em 28 de abril de 1991, às dezessete horas, falece. Trecho da biografia de Jorge Cooper, de autoria do seu filho, Charles Cooper, publicada no livro "Jorge Cooper: poesia completa".

Achados (1945-1950)

Poesia sem idade (1968)

Poemas (1977-1982)

Os últimos (1982-1991)

O sonho pelo avesso (1986)

Transleituras (1995)

A solidão que soma (1990)

Noite nova: vigília (1991 -

publicado postumamente)

CONTINUA NA PÁGINA B7.

TV ABERTA EDUCATIVA 05h00 05h30 06h00 07h00 08h00 09h00 09h30 10h00 10h30 11h00 11h45 12h00 12h30 13h00

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Via Legal Brasil Eleitor Palavras de Vida Santa Missa Viola Minha Viola A Turma do Pererê Esquadrão Sobre Rodas Castelo Rá-Tim-Bum Janela Janelinha ABZ do Ziraldo Curta Criança Um Menino MuitoMaluquinho Catalendas Dango Balango

TV ALAGOAS A emissora não forneceu sua programação.

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O que faz Amaury!

Umas poucas palavras

Sávio de Almeida

Amaury é um bom amigo, com quem convivi anos, desde o tempo do arrastado das conversas no Bar do Chop, vezes seguidas pelo galeto e a bisteca do restaurante A Toca, que ainda resiste no encantado de sua portinhola escondida por um corredor ali na Praça da Assembleia. O Bar do Chop está completamente diferente. Não faz tempo, por uma espécie de nostalgia meio barata, fui almoçar lá com duas amigas. O lugar parece não ter mudado e para ali, quase sempre após o Cinema de Arte, fui acompanhando o primo Radjalma Cavalcanti, Gildo Marçal, Immanuel Caldas, Walter Oliveira e muitos outros, para tomar cerveja ou vinho vagabundo, como o

Coração de Boi e tantos de garrafão, na colaboração que fazíamos com nosso própria ressaca. Poucos sabem, mas A Toca foi reduto da intelectualidade jovem de Alagoas, naqueles idos. Acredito que nem os donos do restaurante sabem disso, mas inteligências como a de um grande irmão evaporado, Gildo Marçal Brandão, arraposaram-se nos galetos que jamais foram, diga-se de passagem, al primo canto ou franguinho de leite como se ouviria aqui e ali, em restaurantes de bom tom fora das Alagoas. A Toca era galeto crescido mesmo, o tal do frango assado. Al primo canto ainda comi na Maria Boa, afamada nos lados do Baldo, em Natal, Rio Grande do

Norte, com sua miríade de belíssimas damas da noite. Aprendiz de jornalista, Amaury andou em conversa conosco. Hoje ele senta-se e recorda-se do seu aprendizado, naqueles pequenos jornais de Maceió, uma distância de séculos dos jornais atuais, movidos à força da tecnotrônica, bela expressão cunhada por Darcy Ribeiro, nas suas discussões sobre os tempos atuais. Vale a pena ler Amaury, buscar uma imagem do que seria a imprensa em seu tempo. Muitos velhos jornalistas poderiam falar como é o caso de um bom amigo, o Aldo Ivo. Amaury decidiu e nos dá realmente o que ler, o que perguntar, o que perceber, o que pensar.

Amauri Soares Ferreira exerceu relevantes cargos na administração pública, tendo ocupado os cargos de Secretário do Gabinete Civil, Presidente da FIDAM e Fundação Lamenha Filho, Conselheiro e Presidente do Conselho Estadual de Educação de Alagoas. Na área jurídica além de ter exercido o cargo de Procurador Geral do Estado, exerceu funções jurídicas na Consultoria Geral do Estado, Emater, Secretaria da Educação e outras instituições públicas e privadas. Na imprensa trabalhou em diversos órgãos, com atuação mais relevante no Jornal de Alagoas, onde foi repórter, chefe de reportagem e Secretário de Redação, correspondente hoje ao Editor Geral.

Cada um tem no seu espírito as suas recordações, classificadas, arranjadas, superpostas, as mais recentes por cima, as mais antigas por baixo, numa ordem admirável, que apenas ligeiramente é perturbada pelo decurso de um grande tempo, suprimindo-se algumas lembranças ou deslocando-se outras. Basta, porém, que uma causa desperte a adormecida reminiscência, para que venha por assim dizer, à tona do espírito a mais antiga imagem do passado. Esta causa pode ser qualquer, uma harmonia que se ouviu outrora e que novamente se ouve, um lugar por onde algum dia, passou-se e que se torna a ver, um painel, uma voz, uma fisionomia, um aspecto... que lembram-nos pela semelhança ou pelo contraste um aspecto, uma fisionomia, um painel que noutro tempo nos impressionaram.. Raul Pompeia em um conto: A andorinha da Torre

O tempo e o jornal: lembranças e jornalismo nas Alagoas (I) A BATALHA DA CIRCULAÇÃO Amaury Soares Ferreira Como as redações terminavam seus trabalhos no início da madrugada, a composição tipográfica só findava cerca de duas horas da manhã, ficando ainda na dependência da revisão das matérias. O revisor, diante de rolos de páginas impressas numa máquina manual usava uma técnica própria de apontar os erros para que o linotipista os corrigisse, refazendo as linhas de chumbo com os caracteres corretos. Só então preso o material composto em um retângulo de metal do tamanho da página, entre quatro e cinco horas da manhã iniciava-se a impressão dos dois a três mil exemplares que iriam para as bancas. Começava aí a batalha da circulação do jornal. Bicicletas distribuíam a edição entre as bancas de Maceió e os poucos assinantes que existiam. Para o interior os pacotes eram deixados na Estação Rodoviária do bairro do Poço seguindo em ônibus do Expresso Santanense para o Sertão e Sul do Estado e em coletivos de outras empresas para o Norte e demais regiões, como a Santa Luzia, de Viçosa, Expresso Palmeirense de Palmeira dos Índios, Penedense, enfim o transporte coletivo que pudesse ser utilizado. Os destinatários do Jornal eram os pontos de distribuição em cada cidade do interior, onde havia um representante, geralmente alguém que tradicionalmente fazia esse serviço ou o próprio correspondente jornalístico do Jornal. Destaque-se o trabalho que esses correspondentes, jornalistas amadores, não remunerados que municiavam o jornal, prestavam com as notícias do interior e que não se dava tanta importância. As notícias do interior eram reunidas em uma única seção do jornal dando-se o crédito do correspondente. Lembranças importantes dos nomes de Hélio Teixeira e Ivan Barros, de Palmeira dos Indios, jornalistas completos. Cidades havia como as do alto sertão, que só recebiam o jornal cerca de 15,00h quando o ônibus que partia de Maceió chegava em sua primeira viagem do dia ao município. O INÍCIO DA MODERNIZAÇÃO Todas as dificuldades da época para produzir um jornal conduziram também ao início da modernização da nossa imprensa. Fomos nós que iniciamos a técnica de diagramação das páginas dos diários. Com uma régua tipográfica trazida do Diário de Pernambuco por um funcionário tra-

zido de lá e que não deu conta do recado, fomos capazes de dar uma nova feição ao jornal. O modelo era o do Jornal do Brasil que na época fizera uma revolução gráfica: notícias curtas na primeira página e chamadas de matérias para as páginas internas, com manchetes e submanchetes que não atingiam a totalidade das colunas. Nada dos infames cortes que alterava o teor das matérias, tampouco às remissões às páginas internas para continuação das notícias da primeira página ou de outras que não cabiam no espaço imaginado. Os jornais ficaram mais leves, de leitura mais atraente. Manchetes e outros títulos, até o próprio logotipo alcançavam mais destaque pela limpeza que os espaços em branco podiam oferecer. Novas rotativas (máquinas de jornais de estados maiores que implantavam equipamentos mais modernos) aumentavam a capacidade e a qualidade de impressão. Nessa época o Jornal de Alagoas substituiu a sua impressora por uma que fora do jornal Estado de Minas, com condições de impressão em duas cores e em formato tablóide. Nesse momento fizemos circular por breve tempo um suplemento dirigido pelo colunista Josué Júnior, espécie de revista da sociedade de Maceió. O Telex e a telefoto substituíram o teletipo. Já não dependíamos do malote recebido via aérea. Tínhamos o material das agências Associated of Press e Radiopress, além da agência Folha, Agência Jornal do Brasil e Meridional (dos Diários Associados) fresquinho para editar. Havia agilidade para publicar edições extras, dada a capacidade de impressão. As redações, com o crescimento da Universidade, incorporavam um material humano oriundo dos bancos universitários, que abraçavam a profissão jornalística, mesmo sem a formação específica. Dessa época é também a exigência de registro profissional obtido após dois anos como estagiário contratado do órgão de imprensa. Dentro do universo sócioeconômico cultural da época, a década de 1960 representou ao seu final o início do enorme desenvolvimento da imprensa local, mantendo-se nesse progresso até a modernização contemporânea que a década de 1990 com sua parafernália eletrônica nos legou. JORNAL DE ALAGOAS PIONEIRO Mais antigo Jornal em circulação na época, o JORNAL DE ALAGOAS situava-se na Rua Conselheiro

Lourenço de Albuquerque, antiga Rua Boa Vista, onde hoje resta sua fachada por sobre o térreo da Loja C&A. Ali redação e oficina distribuíam-se entre um andar térreo e um primeiro andar, abrigando mais de uma dezena de jornalistas e número maior de gráficos e empregados administrativos. Pertencia o jornal à cadeia dos Diários Associados, grupo criado pelo jornalista paraibano Assis Chateaubriand, cujo império abrangia jornais e emissoras de rádio em praticamente todas as capitais do país e emissoras de televisão na maior parte dos capitais e cidades de grande porte do interior brasileiro como Campo Grande que na ocasião não era capital e Campina Grande. Por ser o jornal mais antigo havia pioneiros que, se não integravam o corpo de trabalho da redação, prestavam-lhe serviços em nome de um afeto à profissão e a amizade que unia um grupo de intelectuais que ali aparecia para bater papo com o diretor, escritor Arnoldo Jambo. Assim Franklin Casado de Lima continuava fazendo a sua coluna diária de efemérides alagoanas, Carvalho Veras fazia suas crônicas, Carlos Moliterno era o editorialista. Paulo de Castro Silveira trazia sua crônica quase diária e Teotônio Vilela, que não era jornalista chegava aos sábados com sua colaboração semanal. Bráulio Leite Júnior era presença permanente. Correia Lima aparecia para conversar com os companheiros da redação e tantos outros da velha guarda como Gastão Cavalcante e Floriano Ivo. Da redação, no período vem a lembrança de Alberto Jambo; Arlene Chagas; Arlindo Tavares De Melo; Artur Gondim; Benedito Sampaio; Bernardino Souto Maior; Edvaldo Alves; Expedito Targino; Floriano Ivo Júnior; Gastão Cavalcante; Hélio Nascimento; Hélio Jambo; Arnoldo Jambo; João de Deus; Freitas Neto; Joarez Oliveira; Jorge Oliveira; José Aldo Ivo; José Bezerra Neto; José Cabral Irmão (Zito Cabral); José Carivaldo Brandão; José Djalma Batista de Almeida; José Otávio da Rocha; Josué Júnior; Jurandir Alves De Queiroz; Luiz Plácido Tojal; Manoel Vaz; Nilton Oliveira; Otávio de Souza Lima; Petrúcio Carvalho Melo; Reinaldo Cabral Silva; Valter Oliveira Silva e alguns cujo nome a memória não socorre. GAZETA DE ALAGOAS EMPRESA Órgão político, de propriedade do Senador Arnon de Melo e fundado pelo mesmo criador do Jornal de Alagoas, Luís Silveira, a GAZETA DE ALAGOAS teve sempre, mesmo servindo à política do seu proprietário a

Dos jornalistas locais de então, dois se sobressaíram nessa dimensão nacional: Tobias Granja e Joarez Ferreira. Integraram a redação dessas revistas e passaram a ser referência para quem aqui fazia jornal. Tobias havia se destacado na Gazeta de Alagoas com reportagens seriadas sobre pistoleiros e crimes de mando. Joarez Ferreira no Jornal de Alagoas era o retrato do jornalista intelectual pelo texto e faro de notícia como repórter. Outro que migrou foi Albérico Cordeiro, este para Brasília no início da instalação da capital federal, sendo no Correio Braziliense um dos mais destacados repórteres e analista político. Sem trabalhar na imprensa do Sul, outro destaque deve-se fazer ao jornalista José Branco. José Delfim da Mota Branco, que não era profis-

sional, exercendo a função de correspondente de sua terra, Palmeira dos Índios, conseguiu publicar em O Cruzeiro e Manchete diversas reportagens, fruto de sua sagacidade como repórter e amante da fotorreportagem. Dessas matérias pode ser lembrada a descoberta do vaqueiro José Joana, uma mulher criada no campo como homem, vaqueiro que engravidara e por isso teve descoberto o seu sexo real. A matéria repercutiu nas páginas da Manchete durante várias semanas. Outra reportagem destaque trazia uma mulher cuja obesidade causava espanto pelo excessivo peso e em função disso de sua forma de vida. José Branco, além desse amor pela notícia, foi também o incentivador de inúmeras vocações, tendo

A assinatura do vereador visão comercial deste a frente de um órgão de comunicação. Situava-se na Rua do Comércio, em prédio em que também funcionava a emissora de rádio do grupo. Foi com a vinda de Leopoldo Collor de Melo, enviado pelo seu pai para gerenciar o jornal, que a Gazeta iniciou o grande salto como empresa de comunicação. Aproveitou o vácuo deixado pela crise dos Diários Associados com a doença e morte de Assis Chateaubriand e a perda do interesse político do grupo ligado ao senador Luiz Cavalcante, ex-governador, em manter o Correio de Maceió. Foi o início da fase de investimento em equipamentos para sua oficina que viria a tornar-se, com uma empresa independente, na mais moderna gráfica do Estado. Do seu corpo redacional algumas figuras vieram a assumir cargos na administração pública estadual no Governo Lamenha Filho. José Alves de Oliveira e Antônio Sapucaia foram Secretários de Administração do Estado. José Correia Cavalcante era o rígido gerente que impunha a disciplina financeira, economizando centavos, mas garantindo pagamentos em dia a trabalhadores e fornecedores. Ressalte-se que a grande preocupação naqueles dias dizia respeito ao pagamento do papel de imprensa, todo ele importado e distribuído por uma única empresa. Quem deixasse de pagar a fatura do papel, não tinha uma bobina dele para circular. Para os jornais era a suprema humilhação deixar de circular por falta de papel.

CORREIO DE MACEIÓ MODERNO Embora o equipamento do CORREIO DE MACEIÓ, jornal novo, fosse o menos moderno dos três, sua redação era vibrante e investiu num jornalismo atual para o momento, graças ao espírito de equipe de sua redação. Criado para dar sustentação política ao grupo político do Major Luiz Cavalcante, o jornal situado na Rua Ladislau Neto, antiga Rua Augusta, também conhecida por Rua das árvores no centro da capital, avançou além daquela década com uma presença marcante na vida alagoana. Dêvis Melo, que foi Secretário no Governo Luiz Cavalcante era o Secretário de Redação e tinha conhecimento e liderança para fazer um bom jornal. Embora não tivesse alcançado o nível de circulação dos outros dois era leitura obrigatória do maceioense. De sua redação destacamos a lembrança de José Cavalcanti Barros; Ilmar De Oliveira Caldas; Mário Marques Lyra; José Esdras Ferreira Gomes; Luciano Chagas; Luciano Agra; Márcio Canuto; Lindalvo Lins; José Casado e Antônio Noya. JORNAIS RELIGIOSOS O Semeador, da Arquidiocese de Maceió, que chegara a ser diário tornou-se semanário pela dificuldade de manutenção. Era composto manualmente e impresso em maquina plana com noticiário totalmente religioso.

A oficina do Semeador situava-se em prédio vizinho à Catedral de Maceió, onde também funcionava a Rádio Palmares, então propriedade também da Arquidiocese. Tratando-se de jornal religioso vale a pena lembrar a existência com circulação semanal de O APÓSTOLO, jornal da Diocese de Penedo, único jornal ao lado do Correio Penedense a ter circulação permanente no interior do Estado de Alagoas. JORNAL DE HOJE PERSISTENTE Somente depois dos anos sessenta o Jornal de Hoje adquiriu linotipos e impressora rotativa. Nesta época sua composição era manual e a impressão numa máquina rotoplana. O Jornal de Hoje era a cara do seu dono Jorge Assunção e servia para expressar suas ideias e influir na atividade política. Começou com instalações no Bairro de Bebedouro, território político do seu proprietário. Durante a época descrita mudou-se para a Rua João Pessoa, antiga Rua do Sol. De sua redação não se pode alinhar muitos nomes, embora muita gente por lá tenha passado e se utilizado o jornal como escola. É que o jornal não contratava mão de obra jornalística. Os que o serviam recebiam gratificações ou as verbas de assessorias. Alguns, por mais próximos, pela amizade pessoal podem ser nominados: Frederico Barros De Andrade; Nilo Sérgio Pinheiro; João Batista Pinheiro; Ageval Rodrigues Dória; Dáu Tenório De Oliveira José

Machado e Benildo Martins E Silva. Graças a persistência e obstinação de Jorge Assunção o jornal sobreviveu durante longo tempo. COLUNISMO SOCIAL Mulher em redação ainda não era comum nos idos dos anos sessenta. Quem do gênero feminino fazia jornal se limitava a crônica social resumido ao noticiário dos eventos de clubes e das datas comemorativas das pessoas da “alta sociedade”. Fênix, Iate, Tênis Clube eram os principais clubes e ainda a Portuguesa, depois Clube Português e AABB. Os da periferia não era objeto das colunas sociais. Arlene Chagas, a Kathya Magy do Jornal de Alagoas depois sucedida por Josué Júnior; Maria Cândida na Gazeta, que sucedera a Marcos Vinicius (Ícaro) e ainda a Maria José Palmeira, reinavam no colunismo a que também se agregava o Di Menezes. Fora das colunas sociais, Nelma Padilha trabalhou no Jornal de Alagoas, Aydete Viana na Gazeta. Não lembramos de outras presenças femininas relevantes. Há breves passagens de algumas mulheres na tentativa de fazer cadernos de assuntos femininos, não havendo destaques talvez porque os próprios cadernos não prosperaram. O colunismo social já exercia seu poder de alçar ao conhecimento público figuras que se valiam de “amizades” regadas a presentes e mimos para constar do noticiário ali apresentado. Diferente, porém dos

dias atuais não havia pagamento direto para figurar nas colunas, nem as mesmas eram objeto de marketing pessoal ou de noticias de puro interesse comercial. Plantava-se, contudo fofocas sobre madames e cidadãos que não eram gratos aos que faziam a coluna ou aos que faziam parte do círculo dos colunistas. Na época de carnaval além das colunas sociais apareciam as colunas de noticiário carnavalesco, à sua semelhança, assinadas por pessoas da redação com um único objetivo: obter credencial para participar da festa carnavalesca. Associar-se a um desses clubes importava em ter uma boa situação econômica e ter sua aceitação pela Diretoria do Clube. Como o jornalista não tinha isso não podia pertencer ao quadro social, mas no carnaval a sua coluna ou a indicação da direção do jornal para cobrir as festas do clube lhe assegurava a presença. Na sexta feira à tarde, lá no clube estava o jornalista para receber sua credencial e as instruções do Diretor para a cobertura, o que não seria acatada, é claro pelo folião. O VÔO DAS NOSSAS ESTRELAS O sonho de todo jornalista era alçar voo para o sul do país onde pontificavam os “monstros sagrados” da imprensa nacional e, mais que escrever em jornais fazer parte da redação das duas principais revistas nacionais: O Cruzeiro e Manchete.

Nas redações havia sempre a lembrança de alguém que trabalhara em jornal e agora exercia relevante função pública. Os comentários surgiam e na maioria dos que trabalhavam em jornal havia sempre a esperança de um cargo público que desse status e garantisse a sobrevivência com segurança. Exemplos não faltavam. Nas redações, os mais antigos, quase todos tinham seu emprego público. Assim, os mais novos também sonhavam com o que era um exercício normal de simbiose entre as fontes trabalhistas. Enquanto isto não acontecia, havia uma fonte de receita pública que era a função de assessor parlamentar. Cada jornal ou emissora de rádio tinha direito a indicar um para cobrir as atividades do legislativo, recebendo da Assembleia ou da Câmara o seu jeton. A convivência entre o pessoal que cobria a atividade legislativa criava um ambiente de camaradagem e cumplicidade, uns até suprindo a ausência de outros, com o fornecimento do material das sessões para seus respectivos órgãos de imprensa. Em certo momento, Otacílio Holanda que presidia a Câmara de Vereadores resolveu determinar que os jornalistas que cobriam as sessões legislativas se submeteriam ao controle de ponto. Mal estar generalizado: os jornalistas não queriam se submeter ao controle da Câmara de quem não eram empre-

gados, mas dela recebiam. Os jornais por sua vez que não remuneravam pelo serviço não iriam assumir a defesa dos jornalistas. E estes temiam por perder o pagamento mensal. No meio desse tumulto, estavam os jornalistas reunidos em uma mesa do prédio da Praça Deodoro, no centro da Sala de Reuniões, de onde assistiam aos trabalhos legislativos, quando, como era de costume foram distribuídas cópias de requerimentos de vereadores a serem apreciados durante a sessão. No espaço da assinatura, que por ser cópia não havia e sobre o nome datilografado do vereador Luís Correia foi colocado por alguém uma digital e se fez a cópia do requerimento circular entre os vereadores. O mundo caiu nesta tarde na Câmara. Alguns vereadores provocavam a gozação com a assinatura, outros se indignaram de verdade com a “afronta” dos jornalistas. Somente a intervenção posterior de Alberto Jambo e outros companheiros em nome do Sindicato e dos jornais trouxe a paz de volta e com ela também a revogação da medida do ponto. Por falar em intervenção do Alberto Jambo, faz-se lembrar dele junto com Albérico Cordeiro, como os mais destacados assessores parlamentares dos anos sessenta, cobrindo as sessões da Assembleia Legislativa e fazendo a reportagem política.


O JORNAL

Espaço B4

B5

Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: ojornal@ojornal-al.com.br

O que faz Amaury!

Umas poucas palavras

Sávio de Almeida

Amaury é um bom amigo, com quem convivi anos, desde o tempo do arrastado das conversas no Bar do Chop, vezes seguidas pelo galeto e a bisteca do restaurante A Toca, que ainda resiste no encantado de sua portinhola escondida por um corredor ali na Praça da Assembleia. O Bar do Chop está completamente diferente. Não faz tempo, por uma espécie de nostalgia meio barata, fui almoçar lá com duas amigas. O lugar parece não ter mudado e para ali, quase sempre após o Cinema de Arte, fui acompanhando o primo Radjalma Cavalcanti, Gildo Marçal, Immanuel Caldas, Walter Oliveira e muitos outros, para tomar cerveja ou vinho vagabundo, como o

Coração de Boi e tantos de garrafão, na colaboração que fazíamos com nosso própria ressaca. Poucos sabem, mas A Toca foi reduto da intelectualidade jovem de Alagoas, naqueles idos. Acredito que nem os donos do restaurante sabem disso, mas inteligências como a de um grande irmão evaporado, Gildo Marçal Brandão, arraposaram-se nos galetos que jamais foram, diga-se de passagem, al primo canto ou franguinho de leite como se ouviria aqui e ali, em restaurantes de bom tom fora das Alagoas. A Toca era galeto crescido mesmo, o tal do frango assado. Al primo canto ainda comi na Maria Boa, afamada nos lados do Baldo, em Natal, Rio Grande do

Norte, com sua miríade de belíssimas damas da noite. Aprendiz de jornalista, Amaury andou em conversa conosco. Hoje ele senta-se e recorda-se do seu aprendizado, naqueles pequenos jornais de Maceió, uma distância de séculos dos jornais atuais, movidos à força da tecnotrônica, bela expressão cunhada por Darcy Ribeiro, nas suas discussões sobre os tempos atuais. Vale a pena ler Amaury, buscar uma imagem do que seria a imprensa em seu tempo. Muitos velhos jornalistas poderiam falar como é o caso de um bom amigo, o Aldo Ivo. Amaury decidiu e nos dá realmente o que ler, o que perguntar, o que perceber, o que pensar.

Amauri Soares Ferreira exerceu relevantes cargos na administração pública, tendo ocupado os cargos de Secretário do Gabinete Civil, Presidente da FIDAM e Fundação Lamenha Filho, Conselheiro e Presidente do Conselho Estadual de Educação de Alagoas. Na área jurídica além de ter exercido o cargo de Procurador Geral do Estado, exerceu funções jurídicas na Consultoria Geral do Estado, Emater, Secretaria da Educação e outras instituições públicas e privadas. Na imprensa trabalhou em diversos órgãos, com atuação mais relevante no Jornal de Alagoas, onde foi repórter, chefe de reportagem e Secretário de Redação, correspondente hoje ao Editor Geral.

Cada um tem no seu espírito as suas recordações, classificadas, arranjadas, superpostas, as mais recentes por cima, as mais antigas por baixo, numa ordem admirável, que apenas ligeiramente é perturbada pelo decurso de um grande tempo, suprimindo-se algumas lembranças ou deslocando-se outras. Basta, porém, que uma causa desperte a adormecida reminiscência, para que venha por assim dizer, à tona do espírito a mais antiga imagem do passado. Esta causa pode ser qualquer, uma harmonia que se ouviu outrora e que novamente se ouve, um lugar por onde algum dia, passou-se e que se torna a ver, um painel, uma voz, uma fisionomia, um aspecto... que lembram-nos pela semelhança ou pelo contraste um aspecto, uma fisionomia, um painel que noutro tempo nos impressionaram.. Raul Pompeia em um conto: A andorinha da Torre

O tempo e o jornal: lembranças e jornalismo nas Alagoas (I) A BATALHA DA CIRCULAÇÃO Amaury Soares Ferreira Como as redações terminavam seus trabalhos no início da madrugada, a composição tipográfica só findava cerca de duas horas da manhã, ficando ainda na dependência da revisão das matérias. O revisor, diante de rolos de páginas impressas numa máquina manual usava uma técnica própria de apontar os erros para que o linotipista os corrigisse, refazendo as linhas de chumbo com os caracteres corretos. Só então preso o material composto em um retângulo de metal do tamanho da página, entre quatro e cinco horas da manhã iniciava-se a impressão dos dois a três mil exemplares que iriam para as bancas. Começava aí a batalha da circulação do jornal. Bicicletas distribuíam a edição entre as bancas de Maceió e os poucos assinantes que existiam. Para o interior os pacotes eram deixados na Estação Rodoviária do bairro do Poço seguindo em ônibus do Expresso Santanense para o Sertão e Sul do Estado e em coletivos de outras empresas para o Norte e demais regiões, como a Santa Luzia, de Viçosa, Expresso Palmeirense de Palmeira dos Índios, Penedense, enfim o transporte coletivo que pudesse ser utilizado. Os destinatários do Jornal eram os pontos de distribuição em cada cidade do interior, onde havia um representante, geralmente alguém que tradicionalmente fazia esse serviço ou o próprio correspondente jornalístico do Jornal. Destaque-se o trabalho que esses correspondentes, jornalistas amadores, não remunerados que municiavam o jornal, prestavam com as notícias do interior e que não se dava tanta importância. As notícias do interior eram reunidas em uma única seção do jornal dando-se o crédito do correspondente. Lembranças importantes dos nomes de Hélio Teixeira e Ivan Barros, de Palmeira dos Indios, jornalistas completos. Cidades havia como as do alto sertão, que só recebiam o jornal cerca de 15,00h quando o ônibus que partia de Maceió chegava em sua primeira viagem do dia ao município. O INÍCIO DA MODERNIZAÇÃO Todas as dificuldades da época para produzir um jornal conduziram também ao início da modernização da nossa imprensa. Fomos nós que iniciamos a técnica de diagramação das páginas dos diários. Com uma régua tipográfica trazida do Diário de Pernambuco por um funcionário tra-

zido de lá e que não deu conta do recado, fomos capazes de dar uma nova feição ao jornal. O modelo era o do Jornal do Brasil que na época fizera uma revolução gráfica: notícias curtas na primeira página e chamadas de matérias para as páginas internas, com manchetes e submanchetes que não atingiam a totalidade das colunas. Nada dos infames cortes que alterava o teor das matérias, tampouco às remissões às páginas internas para continuação das notícias da primeira página ou de outras que não cabiam no espaço imaginado. Os jornais ficaram mais leves, de leitura mais atraente. Manchetes e outros títulos, até o próprio logotipo alcançavam mais destaque pela limpeza que os espaços em branco podiam oferecer. Novas rotativas (máquinas de jornais de estados maiores que implantavam equipamentos mais modernos) aumentavam a capacidade e a qualidade de impressão. Nessa época o Jornal de Alagoas substituiu a sua impressora por uma que fora do jornal Estado de Minas, com condições de impressão em duas cores e em formato tablóide. Nesse momento fizemos circular por breve tempo um suplemento dirigido pelo colunista Josué Júnior, espécie de revista da sociedade de Maceió. O Telex e a telefoto substituíram o teletipo. Já não dependíamos do malote recebido via aérea. Tínhamos o material das agências Associated of Press e Radiopress, além da agência Folha, Agência Jornal do Brasil e Meridional (dos Diários Associados) fresquinho para editar. Havia agilidade para publicar edições extras, dada a capacidade de impressão. As redações, com o crescimento da Universidade, incorporavam um material humano oriundo dos bancos universitários, que abraçavam a profissão jornalística, mesmo sem a formação específica. Dessa época é também a exigência de registro profissional obtido após dois anos como estagiário contratado do órgão de imprensa. Dentro do universo sócioeconômico cultural da época, a década de 1960 representou ao seu final o início do enorme desenvolvimento da imprensa local, mantendo-se nesse progresso até a modernização contemporânea que a década de 1990 com sua parafernália eletrônica nos legou. JORNAL DE ALAGOAS PIONEIRO Mais antigo Jornal em circulação na época, o JORNAL DE ALAGOAS situava-se na Rua Conselheiro

Lourenço de Albuquerque, antiga Rua Boa Vista, onde hoje resta sua fachada por sobre o térreo da Loja C&A. Ali redação e oficina distribuíam-se entre um andar térreo e um primeiro andar, abrigando mais de uma dezena de jornalistas e número maior de gráficos e empregados administrativos. Pertencia o jornal à cadeia dos Diários Associados, grupo criado pelo jornalista paraibano Assis Chateaubriand, cujo império abrangia jornais e emissoras de rádio em praticamente todas as capitais do país e emissoras de televisão na maior parte dos capitais e cidades de grande porte do interior brasileiro como Campo Grande que na ocasião não era capital e Campina Grande. Por ser o jornal mais antigo havia pioneiros que, se não integravam o corpo de trabalho da redação, prestavam-lhe serviços em nome de um afeto à profissão e a amizade que unia um grupo de intelectuais que ali aparecia para bater papo com o diretor, escritor Arnoldo Jambo. Assim Franklin Casado de Lima continuava fazendo a sua coluna diária de efemérides alagoanas, Carvalho Veras fazia suas crônicas, Carlos Moliterno era o editorialista. Paulo de Castro Silveira trazia sua crônica quase diária e Teotônio Vilela, que não era jornalista chegava aos sábados com sua colaboração semanal. Bráulio Leite Júnior era presença permanente. Correia Lima aparecia para conversar com os companheiros da redação e tantos outros da velha guarda como Gastão Cavalcante e Floriano Ivo. Da redação, no período vem a lembrança de Alberto Jambo; Arlene Chagas; Arlindo Tavares De Melo; Artur Gondim; Benedito Sampaio; Bernardino Souto Maior; Edvaldo Alves; Expedito Targino; Floriano Ivo Júnior; Gastão Cavalcante; Hélio Nascimento; Hélio Jambo; Arnoldo Jambo; João de Deus; Freitas Neto; Joarez Oliveira; Jorge Oliveira; José Aldo Ivo; José Bezerra Neto; José Cabral Irmão (Zito Cabral); José Carivaldo Brandão; José Djalma Batista de Almeida; José Otávio da Rocha; Josué Júnior; Jurandir Alves De Queiroz; Luiz Plácido Tojal; Manoel Vaz; Nilton Oliveira; Otávio de Souza Lima; Petrúcio Carvalho Melo; Reinaldo Cabral Silva; Valter Oliveira Silva e alguns cujo nome a memória não socorre. GAZETA DE ALAGOAS EMPRESA Órgão político, de propriedade do Senador Arnon de Melo e fundado pelo mesmo criador do Jornal de Alagoas, Luís Silveira, a GAZETA DE ALAGOAS teve sempre, mesmo servindo à política do seu proprietário a

Dos jornalistas locais de então, dois se sobressaíram nessa dimensão nacional: Tobias Granja e Joarez Ferreira. Integraram a redação dessas revistas e passaram a ser referência para quem aqui fazia jornal. Tobias havia se destacado na Gazeta de Alagoas com reportagens seriadas sobre pistoleiros e crimes de mando. Joarez Ferreira no Jornal de Alagoas era o retrato do jornalista intelectual pelo texto e faro de notícia como repórter. Outro que migrou foi Albérico Cordeiro, este para Brasília no início da instalação da capital federal, sendo no Correio Braziliense um dos mais destacados repórteres e analista político. Sem trabalhar na imprensa do Sul, outro destaque deve-se fazer ao jornalista José Branco. José Delfim da Mota Branco, que não era profis-

sional, exercendo a função de correspondente de sua terra, Palmeira dos Índios, conseguiu publicar em O Cruzeiro e Manchete diversas reportagens, fruto de sua sagacidade como repórter e amante da fotorreportagem. Dessas matérias pode ser lembrada a descoberta do vaqueiro José Joana, uma mulher criada no campo como homem, vaqueiro que engravidara e por isso teve descoberto o seu sexo real. A matéria repercutiu nas páginas da Manchete durante várias semanas. Outra reportagem destaque trazia uma mulher cuja obesidade causava espanto pelo excessivo peso e em função disso de sua forma de vida. José Branco, além desse amor pela notícia, foi também o incentivador de inúmeras vocações, tendo

A assinatura do vereador visão comercial deste a frente de um órgão de comunicação. Situava-se na Rua do Comércio, em prédio em que também funcionava a emissora de rádio do grupo. Foi com a vinda de Leopoldo Collor de Melo, enviado pelo seu pai para gerenciar o jornal, que a Gazeta iniciou o grande salto como empresa de comunicação. Aproveitou o vácuo deixado pela crise dos Diários Associados com a doença e morte de Assis Chateaubriand e a perda do interesse político do grupo ligado ao senador Luiz Cavalcante, ex-governador, em manter o Correio de Maceió. Foi o início da fase de investimento em equipamentos para sua oficina que viria a tornar-se, com uma empresa independente, na mais moderna gráfica do Estado. Do seu corpo redacional algumas figuras vieram a assumir cargos na administração pública estadual no Governo Lamenha Filho. José Alves de Oliveira e Antônio Sapucaia foram Secretários de Administração do Estado. José Correia Cavalcante era o rígido gerente que impunha a disciplina financeira, economizando centavos, mas garantindo pagamentos em dia a trabalhadores e fornecedores. Ressalte-se que a grande preocupação naqueles dias dizia respeito ao pagamento do papel de imprensa, todo ele importado e distribuído por uma única empresa. Quem deixasse de pagar a fatura do papel, não tinha uma bobina dele para circular. Para os jornais era a suprema humilhação deixar de circular por falta de papel.

CORREIO DE MACEIÓ MODERNO Embora o equipamento do CORREIO DE MACEIÓ, jornal novo, fosse o menos moderno dos três, sua redação era vibrante e investiu num jornalismo atual para o momento, graças ao espírito de equipe de sua redação. Criado para dar sustentação política ao grupo político do Major Luiz Cavalcante, o jornal situado na Rua Ladislau Neto, antiga Rua Augusta, também conhecida por Rua das árvores no centro da capital, avançou além daquela década com uma presença marcante na vida alagoana. Dêvis Melo, que foi Secretário no Governo Luiz Cavalcante era o Secretário de Redação e tinha conhecimento e liderança para fazer um bom jornal. Embora não tivesse alcançado o nível de circulação dos outros dois era leitura obrigatória do maceioense. De sua redação destacamos a lembrança de José Cavalcanti Barros; Ilmar De Oliveira Caldas; Mário Marques Lyra; José Esdras Ferreira Gomes; Luciano Chagas; Luciano Agra; Márcio Canuto; Lindalvo Lins; José Casado e Antônio Noya. JORNAIS RELIGIOSOS O Semeador, da Arquidiocese de Maceió, que chegara a ser diário tornou-se semanário pela dificuldade de manutenção. Era composto manualmente e impresso em maquina plana com noticiário totalmente religioso.

A oficina do Semeador situava-se em prédio vizinho à Catedral de Maceió, onde também funcionava a Rádio Palmares, então propriedade também da Arquidiocese. Tratando-se de jornal religioso vale a pena lembrar a existência com circulação semanal de O APÓSTOLO, jornal da Diocese de Penedo, único jornal ao lado do Correio Penedense a ter circulação permanente no interior do Estado de Alagoas. JORNAL DE HOJE PERSISTENTE Somente depois dos anos sessenta o Jornal de Hoje adquiriu linotipos e impressora rotativa. Nesta época sua composição era manual e a impressão numa máquina rotoplana. O Jornal de Hoje era a cara do seu dono Jorge Assunção e servia para expressar suas ideias e influir na atividade política. Começou com instalações no Bairro de Bebedouro, território político do seu proprietário. Durante a época descrita mudou-se para a Rua João Pessoa, antiga Rua do Sol. De sua redação não se pode alinhar muitos nomes, embora muita gente por lá tenha passado e se utilizado o jornal como escola. É que o jornal não contratava mão de obra jornalística. Os que o serviam recebiam gratificações ou as verbas de assessorias. Alguns, por mais próximos, pela amizade pessoal podem ser nominados: Frederico Barros De Andrade; Nilo Sérgio Pinheiro; João Batista Pinheiro; Ageval Rodrigues Dória; Dáu Tenório De Oliveira José

Machado e Benildo Martins E Silva. Graças a persistência e obstinação de Jorge Assunção o jornal sobreviveu durante longo tempo. COLUNISMO SOCIAL Mulher em redação ainda não era comum nos idos dos anos sessenta. Quem do gênero feminino fazia jornal se limitava a crônica social resumido ao noticiário dos eventos de clubes e das datas comemorativas das pessoas da “alta sociedade”. Fênix, Iate, Tênis Clube eram os principais clubes e ainda a Portuguesa, depois Clube Português e AABB. Os da periferia não era objeto das colunas sociais. Arlene Chagas, a Kathya Magy do Jornal de Alagoas depois sucedida por Josué Júnior; Maria Cândida na Gazeta, que sucedera a Marcos Vinicius (Ícaro) e ainda a Maria José Palmeira, reinavam no colunismo a que também se agregava o Di Menezes. Fora das colunas sociais, Nelma Padilha trabalhou no Jornal de Alagoas, Aydete Viana na Gazeta. Não lembramos de outras presenças femininas relevantes. Há breves passagens de algumas mulheres na tentativa de fazer cadernos de assuntos femininos, não havendo destaques talvez porque os próprios cadernos não prosperaram. O colunismo social já exercia seu poder de alçar ao conhecimento público figuras que se valiam de “amizades” regadas a presentes e mimos para constar do noticiário ali apresentado. Diferente, porém dos

dias atuais não havia pagamento direto para figurar nas colunas, nem as mesmas eram objeto de marketing pessoal ou de noticias de puro interesse comercial. Plantava-se, contudo fofocas sobre madames e cidadãos que não eram gratos aos que faziam a coluna ou aos que faziam parte do círculo dos colunistas. Na época de carnaval além das colunas sociais apareciam as colunas de noticiário carnavalesco, à sua semelhança, assinadas por pessoas da redação com um único objetivo: obter credencial para participar da festa carnavalesca. Associar-se a um desses clubes importava em ter uma boa situação econômica e ter sua aceitação pela Diretoria do Clube. Como o jornalista não tinha isso não podia pertencer ao quadro social, mas no carnaval a sua coluna ou a indicação da direção do jornal para cobrir as festas do clube lhe assegurava a presença. Na sexta feira à tarde, lá no clube estava o jornalista para receber sua credencial e as instruções do Diretor para a cobertura, o que não seria acatada, é claro pelo folião. O VÔO DAS NOSSAS ESTRELAS O sonho de todo jornalista era alçar voo para o sul do país onde pontificavam os “monstros sagrados” da imprensa nacional e, mais que escrever em jornais fazer parte da redação das duas principais revistas nacionais: O Cruzeiro e Manchete.

Nas redações havia sempre a lembrança de alguém que trabalhara em jornal e agora exercia relevante função pública. Os comentários surgiam e na maioria dos que trabalhavam em jornal havia sempre a esperança de um cargo público que desse status e garantisse a sobrevivência com segurança. Exemplos não faltavam. Nas redações, os mais antigos, quase todos tinham seu emprego público. Assim, os mais novos também sonhavam com o que era um exercício normal de simbiose entre as fontes trabalhistas. Enquanto isto não acontecia, havia uma fonte de receita pública que era a função de assessor parlamentar. Cada jornal ou emissora de rádio tinha direito a indicar um para cobrir as atividades do legislativo, recebendo da Assembleia ou da Câmara o seu jeton. A conviv��ncia entre o pessoal que cobria a atividade legislativa criava um ambiente de camaradagem e cumplicidade, uns até suprindo a ausência de outros, com o fornecimento do material das sessões para seus respectivos órgãos de imprensa. Em certo momento, Otacílio Holanda que presidia a Câmara de Vereadores resolveu determinar que os jornalistas que cobriam as sessões legislativas se submeteriam ao controle de ponto. Mal estar generalizado: os jornalistas não queriam se submeter ao controle da Câmara de quem não eram empre-

gados, mas dela recebiam. Os jornais por sua vez que não remuneravam pelo serviço não iriam assumir a defesa dos jornalistas. E estes temiam por perder o pagamento mensal. No meio desse tumulto, estavam os jornalistas reunidos em uma mesa do prédio da Praça Deodoro, no centro da Sala de Reuniões, de onde assistiam aos trabalhos legislativos, quando, como era de costume foram distribuídas cópias de requerimentos de vereadores a serem apreciados durante a sessão. No espaço da assinatura, que por ser cópia não havia e sobre o nome datilografado do vereador Luís Correia foi colocado por alguém uma digital e se fez a cópia do requerimento circular entre os vereadores. O mundo caiu nesta tarde na Câmara. Alguns vereadores provocavam a gozação com a assinatura, outros se indignaram de verdade com a “afronta” dos jornalistas. Somente a intervenção posterior de Alberto Jambo e outros companheiros em nome do Sindicato e dos jornais trouxe a paz de volta e com ela também a revogação da medida do ponto. Por falar em intervenção do Alberto Jambo, faz-se lembrar dele junto com Albérico Cordeiro, como os mais destacados assessores parlamentares dos anos sessenta, cobrindo as sessões da Assembleia Legislativa e fazendo a reportagem política.


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Roteiro

Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: cultura@ojornal-al.com.br

Artes plásticas Música Teatro Dança Cinema Literatura Artesanato

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Hoje  O grupo Trem Balla, formado por Carlos Bala (bateria), Osman (voz e violão), Fabinho Oliveira (baixo e vocal) e Jiuliano Gomes (teclado), se apresenta no Quintal Restaurante, Música e Bar (Praça São Pedro, 460, na praia de Garça Torta - próximo ao restaurante Lua Cheia), a partir das 13h. No repertório, MPB, pop rock nacional e internacional, bossa nova, soul, funk, samba, jazz, entre outros ritmos. Couvert artístico: R$ 4. Mais informações: (82) 9939-0391.

Amanhã

Divulgação

 Concerto vai reunir a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (foto), o Coretfal e os solistas convidados Felipe Oliveira e Claudiana Melo, a partir da 20h, no Teatro Gustavo Leite (Centro Cultural e de Exposições de Maceió - Jaraguá). A apresentação faz parte do projeto O Erudito para todos, que integra apresentações em Coruripe (17/12) e Arapiraca (19/12). Orquestra e solistas, regidos pelo maestro Luiz Carlos Durier, interpretarão peças de compositores clássicos nacionais e internacionais, do quilate de Tchaikovsky, Mahler, Jaime Ovalle, Adolf Adam, Arthur Barbosa e Roberto Tibiriçá, a exemplo da antológica Pax de Deux, do Ballet Quebra Nozes (Tchaikovsky) e da delicada Azulão (Jaime Ovalle). Na segunda parte, o Coretfal interpreta Seleção de Natal, de Roberto Tibiriçá, sob a regência da maestrina Fátima Menezes. Entrada franca (convites disponibilizados na bilheteria do teatro, a partir das 10h). Mais informações: (82) 9981-7437 / 9645-1118.

Terça-feira  O espetáculo O Crápula Redimido, peça dirigida por Leonardo Cortez e com atores do curso de artes da Ufal, está sendo apresentado na Sala Preta do Espaço Cultural da Ufal (Praça Sinimbú, 206, Centro de Maceió), de 14 a 18 deste mês, sempre às 19h30. Aberto ao público. Mais informações: (82) 3326-7337 / eta.ufal@gmail.com.

Quarta-feira  Millane Hora é a atração do Quartas Musicais, às 20h, no Teatro Sesc Jofre Soares, Sesc Centro (R. Barão de Alagoas, 229). Ingressos: R$ 5 (comerciários e estudantes) e R$ 10 (usuários). Mais informações: 0800 284 2440 / (82) 3326-3133.

Quinta-feira  Numa mistura de teatro e música formando espetáculos em tributo a nomes da Música Popular Brasileira, o Projeto Linda Homenagem é uma continuidade do Arena de Homenagens, que nas edições anteriores interpretou nomes como Vinicius de Moraes, Roberto Carlos, Cartola, Cazuza e Chico Buarque com shows repletos de muita música e poesia no palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso. Neste finalzinho de ano, a sua 3ª edição acontecerá no Teatro Linda Mascarenhas (Farol) e agora é a vez de homenagear o cantor e compositor carioca, Paulinho da viola. Bebadosamba terá o Quarteto Malacada, recital e degustação de cachaça, às 19h30. Ingressos: à venda na Adega do Farol (R. da Casa Vieira), Restaurante Mariah (R. Cincinato Pinto, 137, Centro - próximo ao beco São José) e no local do evento.

Sábado  Edson Gomes é a atração principal do Encontro de Reggae de Maceió. A festa está marcada para o próximo dia 18 e ainda conta com as bandas Adão Negro (lançando o novo CD), Adama Roots e os DJs Marcelo Pedra, Fabio Roots e Mascarado. A partir das 20h, no Aloprados Shows, em frente ao shopping Pátio Maceió, no Benedito Bentes. Mais informações 9114-9977.  O coro Shekinah vai apresentar sua Cantata de Natal no próximo dia 18, às 19h, no Espaço Cultural (Praça Sinimbu – Centro de Maceió). Participação do grupo Artmus e Eduardo Melo. Ingresso: 1Kg de alimento não-perecível.

Em Breve  Os inesquecíveis anos 80 serão lembrados ao som das bandas Anonimato, Metamorfose e DJ Zarão, no dia 15 janeiro, graças à festa O Reencontro de uma Geração – 2011, no Clube dos Fumicultores de Arapiraca. Mais informações: (82) 9102-7202.


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“Comecei a ler para me encontrar e saber onde estava a verdade” A entrevista a seguir - texto que finaliza o livro - foi feita por Ricardo Oiticica e publicada no jornal A Ponte quando Cooper foi indicado como autor de um dos melhores livros de 1990. Com ela, Oiticica conclama os editores e leitores do impresso a “se encarregarem de alardear um ‘Aqui D'El Rey’ em torno deste ‘alago-anglo’, filho de inglês com alagoana”. - Através do poeta José Paulo Paes - em inserções nos dois principais jornais de São Paulo -, o público brasileiro foi apresentado a um ilustre desconhecido como sendo autor do melhor livro de poesia do ano passado. Quem? - Jorge Cooper. Isso é coisa de quem não quer compreender que eu já passei... Eu tô na jante. - Mas o senhor também não ajuda. Só veio a publicar seu primeiro livro aos 75 anos de idade, em 1986. Eu não publiquei coisa nenhuma. Eles é que publicaram (aponta para os poetas Marcos de Farias Costa e Sidney Wanderley, que editaram em Maceió o jornal A Ponte, com Norton Sarmento). Eu entro de gaiato nos meus livros. Eles fazem e eu não dou pitaco. Mas eu não vejo mérito nenhum, não acredito no que dizem a meu respeito. Aceito porque, que diabo, senão eu perco os amigos. - Mas não houve oportunidade de publicar mais cedo? Eu sempre publiquei na imprensa carioca. O que há é que é preciso muito cambalacho para publicar livro. Quando moço, no Rio de Janeiro, se eu tivesse oportunidade, teria publicado. Mas visando tirar partido na vida prática prestígio, emprego - para sair do misere. - E a chamada edição do autor, como fazem tantos para o primeiro livro? Como? Nunca recebi o suficiente para sustentar a mulher. Se eu comia, era despejado. Se pagava aluguel, passava fome. Um dia, para chegar em casa, eu só tinha o dinheiro da condução. Aí, ela (d. Stella, sua mulher) me pediu: “Pelo amor de Deus, me compra um pão”. Era fome. Quando à minha frente após três dias de absoluto jejum puseram o prato (de esmalte então opaco pelo calor) - sequer nem o cuscuz de milho verde Enxerguei Apenas vi Um grande girassol fechado - Não só a sede Faz o homem ver fantástico - Já disse o poeta: “Tenho fases, como a lua”. É o seu caso? Minha vida tem três fases: a cachaça, a política e o amor. Fui criado no rabo de saia. Com 16 anos era inocente que nem uma donzela. Então me botaram calça comprida e eu tive medo. Senti

um aperto quase igual ao que me deu quando tive um enfarte. Me botaram no Banco do Norte do Brasil e lá encontrei um cabra que já era doutor em tudo quanto era patifaria. Eu, uma donzela Teodora. Rapaz, quando eu caí na vida, tomei gosto pelo negócio, foi uma desgraça. Quis abarcar o mundo com as pernas. Quando comecei a ler para me encontrar e saber onde estava a verdade - e não me encontrei - caí na cana. Passava a semana bêbado. Três porres por dia. Três. Eu era a asa negra da família. Um desclassificado. Não tinha garoto que se aproximasse de mim que a mãe não se agarrasse a tudo que era santo. Eu era um perdido. - E depois? Depois encontrei a política. Comecei a ler economia e encontrei Marx. Eu queria apenas mudar o mundo, e não deixaram. Quando eu peguei a política, me indispus com os donos da terra, a canalhocracia. Eu era do Partido Comunista, com Luisinho (Luís Carlos Prestes) no comando. Aí Maceió cresceu, ficou grande demais para mim e eu tive que cair fora. Casei e saí. O povo dela (de sua mulher) é tudo carola, vive no mundo do além, atrás de conto de carochinha, nessa ficção que é misticismo. Eu sou materialista. (Interrompendo o fluxo de consciência). Você tá na direita ou na esquerda? - A essa altura, eu não sei bem. A moda agora é ser liberal... Quando é que essa porqueira vai ser liberal? O único governo que fez alguma coisa pelo povo foi o de Getúlio Vargas, apesar de ser fascista. Matou comuna que não foi brinquedo. Afora os dois marechais, que acabaram com aqueles Condes de Passeio Público, Barões da Tábua Lascada, o resto é testa de ferro do capital estrangeiro. Este é um deles. (pausa) Meu filho, você vai publicar esse troço? - Ma medida do possível. Desde que não resulte numa surra. (risos) - E a terceira fase, Cooper? Em 1950, como disse, casei e saí de Maceió. Fui pro Rio. Troquei a política pelo amor. Mas, entre a revolução e o amor, a revolução é o que é de essencial. (Olhando em torno) Ele deve estar decepcionado. Vir de tão longe pra me entrevistar... - Mas sua poesia não é propriamente a do realismo socialista... Eu, como poeta, sou a negação da minha filosofia de vida. Minha poesia não abre nenhum caminho para que a humanidade grite seu 1º ou seu 13 de maio. É choradeira de pequeno-burguês. É um conglomerado de explosões, de complexos, essas mazelas que a burguesia inculca na cabeça da gente desde pequeno. Revoltas incubadas que eu não sei a saída para deslindá-las. Quer conhecer o sujeito, lê o que ele escreve. Nas entrelinhas tá o cabra ali. Minha

vida é produto disso. O resultado da minha vida e da de todos nós que não temos o merecimento de ser Cristo. O negócio de morrer é uma desgraça. Deus, se existe, não deve ser boa coisa: fazer com as mãos e desmanchar com os pés? - Como foi a chegada ao Rio? Quando cheguei, fugido dos donos de terra, foi no peito. Sem recomendações porque não quis pedir. Quando estava numa miséria de criar rabo, um amigo disse: “Cooper, o Manuel Diegues Jr. (intelectual alagoano, pai do cineasta Cacá Diegues) é diretor do SIA”. Que diabo é SIA, eu não dou pra esse negócio de espião... “Não, SIA é Serviço de Informação Agrícola do Ministério da Agricultura”. Eu me tornei técnico em comunicação social no Ministério da Agricultura. Mas era a chamada verba 3, e Juscelino ficava seis meses sem pagar. Como já tinha experiência em jornalismo nos tempos de Maceió, passei a colaborar com vários órgãos da imprensa carioca (Revista Bancária Brasileira, Observador Econômico e Financeiro, Jornal do Comércio, revista O Cruzeiro e Editora Fon-Fon). Eu era revisor e copy-desk, mas não reclamo. Jornalista não tem liberdade pra dizer o que pensa, só escreve o que o dono quer, seguindo orientação do jornal. Isso no meu tempo... Não vá fazer o que fiz. Essa casa é alugada. Com o dinheiro que eu tive, formei meu filho. Médico. Uma profissão melhor que a minha, porque jornal só serve pro dono. No meu tempo... - E tinha tempo para a poesia? Nunca parei de escrever. Eu fazia no ônibus, quando ía da Urca, onde morava, para o Centro; pequenino, para poder gravar. Eu vinha masturbando a porqueira do poema até ele correr bem no meu ouvido. Se eu pudesse ficar calado e dizer tudo... mas não posso, então espremo e digo o necessário. Tenho pra mim que nasci mentiroso. - Pode-se falar num método de Cooper? Meu método é o momento. Eu vejo duas grandes correntes na poesia. Uma do sujeito que escreve quando tem vontade - o que chamam inspiração. Nesta corrente, Carlos Drummond de Andrade pontificava. E há outra, que acha que o sujeito sentia e, independente de qualquer motivação, ele faz. Nessa, é o João Cabral, que é quem está pontificando hoje em dia. Eu estou com Drummond. Eu sou nos meus poemas Eles têm o número exato de palavras e o tamanho em que a inspiração se coube - Eles são como a clara e a gema no ovo (Precisamente assim como eu caibo em mim)

- E seu itinerário poético? Quando comecei, em 45, havia em Curitiba a revista Joaquim, editada pelo contista Dalton Trevisan. Publiquei uns troços lá. Depois disso mandaram meu primeiro livro - tenho oito inéditos, os dois publicados foram antologias (O sonho pelo avesso e A solidão que soma) - para o conterrâneo Ledo Ivo, que me botou nos cornos da lua. Foi a primeira pessoa a escrever sobre mim. Uma nota que saiu no Jornal de Alagoas, no Diário de Pernambuco e no melhor suplemento literário da época, o Letras e Artes do jornal carioca A Manhã (19/4/53). Já no Rio, os amigos me inscreviam no concurso de poesia da Rádio MEC, cujo diretor era o poeta Geir Campos, e eu ganhava. Até que ele me passa um telegrama para que eu fosse lá. Ele publicava os Cadernos de Cultura do MEC e sugeriu: “Você faz uma seleção dos seus poemas e me traz que eu publico”. Dias depois, Geir perde o lugar. Acabou-se, meteram o troço na gaveta e eu perdi a chance. Mas do programa surgiu o Clube do 11 - todo sábado saía no Jornal do Brasil uma página com a poesia do clube, que se reunia semanalmente na Tijuca. Eu não ia, mas era publicado. Nesse e em outros jornais (Diário de Notícias, Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa). - O que significou para o senhor ser transferido de volta para o Nordeste? A morte. Eu tô aqui a pulso. Eu estou enterrado nisso. Sabe lá o que eu sinto fazendo literatura em Maceió? - Mas nem sempre foi assim. Na época do romance de 30, não havia em Maceió um certo burburinho em torno de Graciliano Ramos, que reunia gente de todo o Nordeste? Eram uns marginalizados. Graciliano vivia no ostracismo, foi embora no porão de um navio da costeira. Era uma panelinha de intelectuais avançados dez séculos para os avançados de Alagoas, que viviam no bar Cupertino, no Comércio, fazendo literatura. Eu era garoto, analfabeto de pai e mãe, passava e via eles lá: o Zé Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano. Era uma turma que vivia sabotada, foram todos para o Rio, porque isso aqui é uma terra de cabra de peia. Os meios de comunicação são submedíocres, têm tudo na mão e não fazem. Tem um médico que inventou que vai fazer eu ficar de pé. (num crescendo) Se eu ficar de pé, eu vou embora! Quero morrer no Rio de Janeiro, debaixo de uma ponte, passando fome, e não quero viver em Maceió no Palácio. - Nem agora que Maceió é um pouco capital do Brasil? - afinal, o habitante do Palácio do Planalto já ocupou o Palácio dos Martírios... (baixando o tom) Meu filho, você vai mesmo publicar esse troço? Então, eu não digo. Eu tô me liquidando, mas não quero morrer. A carcaça tá podre, mas o desgraçado do espírito é lúcido e o instinto de conservação brabo berra e diz: Eu quero viver!

“Eu, como poeta, sou a negação da minha filosofia de vida. Minha poesia não abre ne nhum caminho para que a humanidade grite seu 1º ou seu 13 de maio”.

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FAROL REF: 017 - FAROL – PITANGUINHA – VENDO casa com 390m², sala de visita, sala de jantar, sala de TV e som, 02 terraços, Gabinete, 06 quartos sendo 02 suítes, 02 Cozinhas, 02 WC socais, Dependência completa empregada. Garagem 04 carros. R$ 250 mil. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 022 – FAROL – casa nascente com jardim - 3 quartos s/ 2 suítes, sala de estar/jantar, 2 cozinhas, sala p/ TV, gabinete, despensa, área de serviço, dependência completa de empregada, WC social, garagem coberta para 4 carros. R$ 260 mil. Aceita troca em carro e apartamento Tr. 93514440/8811-8410 CRECI 343. REF: 021 - FAROL – VENDO casa com piscina, duplex térreo: 01 terraço, 01 sala, gabinete, 03 quartos sendo 01 suíte, com armários, 01 c/ closet, 01 WC’s social, 01 cozinha. 1º Andar: Sala, 02 quartos sendo 01 suíte com armários. WC social. E um ponto comercial na frente do terreno. R$ 360 mil. Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 0119 – EXCELENTE CASA PRÓXIMA AO SHOPPING FAROL – Terreno 15 x 30. Jardim, quintal, 3 quartos s/ 1 suíte + gabinete, 3 salas grandes, WC social, 2 jardins de inverno, cozinha grande, área de serviço, garagem para 2 carros. R$ 270.000,00. Excelente para morar ou levar sua Empresa. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343

VENDE-SE uma casa no bairro do Farol, Av. Luiz Rizzo, 276, c/2 salas, 3 stes., 1 banheiro social, gabinete, copa, cozinha, dependência completa, c/garagem p/3 carros, terreno med. 12x40. Tr.: 3241-3887.

GRUTA REF: 0110 - CASA PARQUE DO FAROL GRUTA - 3 quartos, sendo 1 suíte, 2 Vagas de garagem Área: 360m2 - Valor: R$ 320.000,00 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 0114 - JARDIM DO HORTO – GRUTA. Casa com 4 suítes, 1º PAVIMENTO: Sala ampla, cozinha, área de serviço, dependência de empregado(a), jardim, garagem, p/3 carros, varanda,WC, 2 suítes reversíveis. 2º PAVIMENTO: 2 suítes reversíveis, sendo com varanda. Jardim do Horto II. Valor: R$ 620.000 - TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343.

JATIÚCA VENDO casa em Jatiúca. Valor R$ 85 mil. Tr.: 8868-4938/ 91138185/ 9612-4077/ 93261127. Creci 1736

OUTROS BAIRROS REF: 062 - ALDEBARAN ÔMEGA, SAN NICOLAS E ALAMEDAS DO HORTO - Belíssimas e confortáveis casas em construção e em projeto. Feitas sob medida para Você e sua família. Parece sonho, mais é real! Ligue agora mesmo para maiores informações. Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. VENDO casa próximo ao Colégio Bom Conselho. Valor R$ 110 mil e próximo a Cavalaria. Valor R$ 22 mil. Tratar pelos telefones para contatos: 8868-4938/ 9113-8185/ 9612-4077/ 9326-1127. Creci 1736 REF: 092 – EM SONHO VERDE PRA SONHAR – Casa próximo à praia, com terraço, sala de visita, jantar, 3 quartos sendo 1 suíte, DCE, varandão, garagem, jardim grande. 2 frentes. Condomínio com quadra de esportes, piscina e bar. R$ 230.000,00 (Duzentos e trinta mil reais). Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 VENDE-SE uma casa no Vergel, 4 qtos., s/ 1 ste., sala, cozinha, área de serviço e garagem. Contato: 8851-6036, c/Valderia. REF: 027 - MURILÓPOLIS – ÓTIMA LOCALIZAÇÃO! Casa nascente, com jardim, terraço, 3 quartos s/ 1 suíte, sala de estar/jantar, WC social, quintal com área serviço coberta, garagem, Somente R$ 225 mil. Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

REF: 010 - CORURIPE CONDOMÍNIO LAGOA DO PAU – Ótima casa à beira mar, por R$ 110 mil. É isso mesmo! R$ 110 mil! varandão de frente e também na lateral, sala de visita grande, sala de jantar, 03 quartos, sendo 01 suíte, piso em cerâmica, casa de caseiro, pracinha em frente, chuveirão, churrasqueira. É muuuito aconchegante. Lembre-se: o carnaval está chegando, reúna a turma e venha pro abraço! Ligue já! Se for pensar, perdeu! Aceita troca. TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343 REF: 085 – O REVEILLON TÁ GARANTIDO CASA - a 30m da PRAIA - Loteamento Praias do Tabuba - Barra de Santo Antônio. Sala de estar/jantar, cozinha americana, 04 quartos sendo 01 suíte master, DCE, área de serviço, jardim, churrasqueira, garagem para 04 veículos de porte médio. Terreno medindo: 15 x 31,30m. R$ 170.000,00 – Só pra lembrar: não esqueça o champagne! TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 048 – JARDINS DE LA REYNA – Casa com 500m² de área construída, 2 pavimentos, vista espetacular da Lagoa. 4 suítes c/ closet, gabinete, bar, piscina, terraço, DCE, churrasqueira. Muito aconchegante. Apenas R$ 550 mil – Faça uma visita hoje mesmo! Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 099 – NA PARADISÍACA GARÇA TORTA – Seu Reveillon será inesquecível! Casa com 03 níveis. Nível inferior: sala p/ 3 ambientes, varanda e escritório. Nível Intermediário: entrada com um belo jardim, sala de jantar, estar para 3 ambientes, lavabo, copa, cozinha, garagem, área de serviço e 02 DCE’ s. Nível Superior: 1 suíte king, 01 suíte máster, 01 quarto, WC social e ampla varanda com vista para área de lazer e o mar. Área de lazer com amplo jardim, piscina, deck, mirante panorâmico, quiosque com churrasqueira, sauna, WC e depósito. Totalmente à beira-mar. Área de 799m². Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343 REF: 0102 - CASA À BEIRA-MAR DE PARIPUEIRA - 4 quartos, sendo 3 quartos na parte de baixo), 2 suítes, 2 salas: uma na parte de baixo e a outra na parte de cima), WC social,cozinha e área de serviço. Piscina, churrasqueira e bar. Amplo estacionamento. Valor R$ 260.000,00. Aceitamos apartamento de menor valor na parte baixa de Maceió como parte do pagamento. Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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REF: 0109 – PARIPUEIRA -Excelente casa de 1º andar a 300M do mar. área do terreno 10X32, 200M² construído, toda lajeada, recuada, c/jardim, quintal. 5 quartos s/2 stes toda solta e mobiliada. R$ 120.000,00 Aceito carro! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 028 – NAPRINCIPAL DO MURILÓPOLIS – Maravilhosa casa com piscina, área de lazer espaçosa, nascente, 3 quartos grandes s/ 1 suíte, sala de estar/jantar, área serviço, WC social. Garagem. Apenas R$ 320 mil. Dá pra acreditar nisso? Ligue e confira! TR 9351-4440 /88118410 CRECI 343.

PAJUÇARA VENDO casa em Pajuçara. Valores R$ 190, 115, 170 e 200 mil. Tr.: 8868-4938/ 9113-8185/9612-4077/ 9326-1127. Creci 1736

TABULEIRO REF: 070 - Próx. a Carajás. Casa totalmente nascente, c/3 qtos, s/1 ste, jardim, piscina, garagem p/2 veículos, 1 sala p/2 ambientes, dce, coz., área de serviço, banheiro social, quintal, 1 pto comercial. Area de 140m². Dá p/creditar? Olha só qual é o preço! R$ 157.500,00. É isso mesmo! R$ 157.500,00. É sua! Tr. 9351-4440/8811-8410 Creci 343.

REF: 071 - BOMBA DO GONZAGA - Casa no Tabuleiro do Martins – com 200m² de área construída, sala, 5 quartos sociais, banheiro social, cozinha, DCE, garagem, área de serviço, quintal amplo, canil. Ufa! Valor: R$ 180.000,00. Quer visitar? Então liga! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. VENDO na Colina II, casa c/ ponto comercial, casa moderna, material de 1ª qualidade, jardim de inverno. R$ 130 mil. Tr.: 9116-3890/ 3032-8106.

REF: 093 – OPORTUNIDADE! TABULEIRO – Casa de esquina Vizinho ao AEROCLUB – Casa com 3 quartos, sendo 1 suíte, 2 salas grandes, gabinete, WC social, quintal. Apenas R$ 160.000,00 (Cento e sessenta mil reais). Venha hoje mesmo conhecer! TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343

SERRARIA REF: 013 - SERRARIA – Casa no Antares II, nascente, 3 quartos sendo 1 suíte, cozinha, gabinete, WC social, garagem, jardim, lajeada. È pra vender! Motivo: Viagem. R$ 190 mil. Aceita financiamento. Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECEI 343

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ANÚNCIO INSTITUCIONAL Fruto de Termo de Ajuste de Conduta Firmado com o Ministério Público do Trabalho.

“De acordo com o art. 5º da CF/88 c/c art. 373-A da CLT, não é permitido anúncio de emprego no qual haja referência quanto ao sexo, idade, cor ou situação familiar, ou qualquer palavra e/ ou expressão que possa ser interpretada como fator discriminatório, salvo quando a natureza da atividade assim o exigir.”

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Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: reservas@ojornal-al.com.br

REF: 020 - SERRARIA – PRÓXIMO AO ECO PARK – casa muito aconchegante, terreno medindo 24x36. Solta nos 4 lados. Com piscina, 02 terraços, gabinete, sala de visita, sala de jantar, 05 quartos, sendo 02 suítes, com armários, 01 c/ closet 02 cozinhas uma com armários, DCE, bastante área verde, totalmente nascente, rua asfaltada e pouco movimentada. Excelente localização. R$ 400 mil. Aceito troca por apartamento. Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343

CASA ALUGA FAROL ALUGA-SE quitinete no Farol, ótima localização. Tratar com o proprietário pelo telefone 88450757.

OUTROS BAIRROS REF: 0118 – BARILOCHE- ALUGO casa com sala p/ 2 ambientes, 3 quartos, sendo 1 suíte, terraço, WC social, cozinha, varandão, dependência completa de empregada, 2 Vagas de garagem. R$ 650,00 (seiscentos e cinqüenta reais). TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

COMERCIAL VENDA CENTRO REF: 090 – CENTRO PRÉDIO COMERCIAL. Prédio com vocação comercial e se o comprador desejar pode ter assegurado ótimo aluguel, constituído de 04 pavimentos, sendo o pavimento térreo composto de salão comercial amplo com 02 W.C. e copa, e o 1º, 2º e 3º pavimentos compostos cada um de 05 salas comerciais, contendo cada sala W.C., tendo uma área global de construção de 813,00m2. Terreno medindo 5,72m de largura de frente e de fundos, por 38,00m extensão de frente a fundos em ambos os lados. Rua Barão de Alagoas, no Centro. R$ 750.000,00 (Setecentos e cinquenta mil reais). TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343

JATIÚCA REF: 069 - SALA COMERCIAL – Aqui você não vai pegar aquele congestionamento terrível! Visite agora mesmo e mude-se já para o Stella Maris. Que sossego! - R$ 120.000. TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

PAJUÇARA REF: 089 – SALAS COMERCIAIS À BEIRAMAR - Pajuçara. - Área útil de 21,00m² Sala 04: R$ 98.000,00 (Noventa e oito mil reais), Sala 05: R$ 92.000,00 (Noventa e dois mil reais) TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343

TERRENOS VENDA CAPITAL VENDO no Tabuleiro próximo a feirinha, terreno 20x40, c/área construída. Valor R$ 160 mil e terreno próximo ao Colégio Rotary 20x100. Valor R$ 250 mil. Tr.: 8868-4938/ 9113-8185/ 9612-4077/ 9326-1127. Creci 1736 REF: 029 - JARDIM PETRÓPOLIS – 2ª ETAPA – excelente terreno, nascente, murado nas laterais e nos fundos medindo 12 x 36m, completamente plano. Rua sem saída e com pouco movimento. Todo documentado, é só transferir. Somente R$ 90 mil. Vem que é seu! Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 072 – SERRARIA – Terreno no Res. SAN NICOLAS – 1ª etapa medindo 18 x 25 (450m²) Quadra “L” Ligue e tire sua proposta! TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 008 – INACREDITÁVEL E IMPERDÍVEL – Área com 3.000m² na Via Expressa em beira de pista? Ligue agora mesmo e venha conferir! CB. Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 042 – SN - NÃO ESPERE MAIS! Beira de pista na Via Expressa – Frente p/ 2 ruas e lateral para uma 3ª rua Área com 1.570m² . Ligue agora pra não perder! Tratar pelos telefones para contatos: 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

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REF: 047 – FAROL – uma localização incrível – EXCELENTE PARA CONSTRUTOR – nascente! 870m² – Rua calçada. Não perca tempo, ligue agora mesmo e comece logo a construir. Apenas R$ 450 mil - TR. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343. REF: 003 – TABULEIRO - Região que está crescendo muito. Próximo ao Aeroporto – Terreno com 2 frentes: 1 frente voltada para pista do aeroporto medindo 15x60 e nos fundos, virado para rua lateral medindo 20x21. Todo documentado. R$ 230 mil. Ligue agora mesmo. Tr. 9351-4440 /8811-8410 CRECI 343.

INTERIOR REF: 059 - COND. LAGUNA ILHA DE SANTA RITA - Terreno 957,68 m2, tem forma irregular: Frontal com a Rua em Projeto A8, medindo 20,00m; Lateral esquerda com unidade autônoma I9, medindo 43,71m, Fundos com limite frontal da parte do terreno de marinha. R$ 580.000,00. Vai ficar esperando o quê? Ligue! TR. 9351-4440 /88118410 CRECI 343. REF: 0101 – ILHA DE SANTA RITA – Lado direito da Rodovia sentido Francês. Com 5.689,72m². R$ 220.000,00. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343

PRAIAS REF: 0100 – GUAXUMA – Terreno medindo 24m nos lados por 58m frente e fundos, total 1.432m² de área total, com rio passando nos fundos e rua que sai de frente pro Mar. Somente R$ 230 mil. TR. 93514440 /8811-8410 CRECI 343

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Em busca da quinta estrela

Outra vez, alagoana Marta é finalista ao Prêmio de Melhor Jogadora do Planeta Pá ág giinna ass 4 4 ee 5 5 P


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Esportes 2

Domingo, 12 de dezembro de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: esportes@ojornal-al.com.br Marco Antônio

BatePronto Victor Mélo - jornalistavictor@gmail.com

AS INOVAÇÕES NO FUTEBOL O novo e o antigo não costumam se misturar no futebol. Os estilos bem distintos entre as gerações só se encontraram na comemoração dos gols; na forma de ver o jogo e suas nuanças, eles tomam caminhos opostos. Os mais conservadores devem ter sofrido ao saberem do teor do jogo amistoso entre paulistas e cariocas na última quinta-feira, no Anacleto Campanella, em São Caetano-SP. Patrocinada pelos sindicatos dos atletas de Rio e São Paulo, a partida testou algumas inovações discutidas há muito no futebol, como o uso das imagens de TV para dirimir dúvidas da arbitragem antes de decisão do juiz. Acostumados com os revolucionários videogames de última geração, a garotada deve ter se divertido com a festa, transmitida ao vivo pelo Sportv. Era muita novidade para um jogo só. Outros modernismos testados foram o uso do cartão azul, meio termo entre o amarelo e o vermelho, e as substituições por atacado, com os treinadores colocando e sacando vários atletas durante a partida. Ao ver a nova cor do cartão na mão do árbitro, o jogador "premiado" ficava no banco por dez minutos e depois voltava. No Hokey, essa regra dá muito certo. No futebol, ficou estranha. Sobre as substituições, achei interessante. Novas estratégias, como as utilizadas no vôlei, basquete e futebol americano, poderiam ser utilizadas no principal esporte do mundo e daria superpoderes ao banco de reservas. A adoção dessa regra também aumentaria o número de empregos no futebol. Outro item testado foram os cinco árbitros, com o juiz e os assistentes em campo e mais dois atrás de cada gol. Para os sindicatos, trabalhando em equipe, as chances de erros diminuíram na partida e o jogo limpo seria privilegiado. O relatório sobre o jogo de teste vai ser enviado à CBF e à Fifa, que, depois de anos de resistência, já aceita ser um pouco menos radical às mudanças. Concordo com os mais velhos quando dizem que o futebol tem muito valor pela simplicidade de suas regras, mas, em tempos de casos graves de corrupção esportiva, é importante incentivar mecanismos que dificultem a ação, por exemplo, de árbitros mal-intencionados. Num meio em que são gastas fortunas para a formação e manutenção das equipes, é preciso aumentar o nível da arbitragem. Com tantas câmeras espalhadas pelos estádios nos principais jogos, é inadmissível aceitar erros crassos como simples falhas humanas. Se é possível consertá-los sem ferir a essência do jogo, façamos, sem ressentimentos, uma ode ao novo.

FUNDAMENTAL Considero de fundamental importância para o futebol a adoção do sistema de chip na bola. Assim, os árbitros seriam avisados todas as vezes que a bola entrasse no gol e seriam evitadas graves polêmicas no esporte. Essa mudança deve ser, inclusive, homologada em breve pela Fifa.

CURTO-CIRCUITO Uma novidade testada há alguns anos no Rio-São Paulo que não pegou foi a limitação do número de faltas, como acontece normalmente no basquete. O jogo de futebol ficou refém da regra, e as simulações em campo foram multiplicadas. Felizmente, essa invenção foi esquecida pelos cartolas. Para quem não lembra, de acordo com essa regra, o time que cometia 15 faltas era punido com a cobrança de um tiro-livre da meialua.

O técnico Lino vai reiniciar seu trabalho amanhã, a partir das 9h, no Estádio do Mutange

Começar de novo CSA inicia amanhã sua pré-temporada para o Campeonato Estadual Victor Mélo Editor de Esportes

O CSA inicia amanhã sua pré-temporada para 2011. Depois de conquistar em campo o direito de voltar à Primeira Divisão do Alagoano, o clube promete montar uma equipe competitiva. De acordo com a programação do clube, o novo elenco vai se apresentar às 9h, no Mutange, e, depois do contato inicial com a imprensa, iniciam o trabalho de avaliação médica. Satisfeitos com o trabalho do técnico Lino, os dirigentes também apostam na base formada para a Segundona, Nordestão e

Série D. Continuam no clube os goleiros Jéferson e Anderson Paraíba, os volantes Lau e Anderson, o lateral-direito Celso e o atacante Wilson. Peças importantes da equipe, os zagueiros Sinval e Nado, o volante Serginho e o meia Everlan voltaram ao Murici, já que estavam emprestados ao clube do Mutange. O atacante Catanha também não aceitou a proposta de renovação e já se despediu da torcida. O jogador declarou, inclusive, que, no futuro, pretende voltar ao clube como dirigente. “Penso, sim, em ser presidente do CSA. Me identifico demais com esta camisa, mas, infeliz-

mente, a proposta para 2011 foi aquém do que recebi neste ano”, disse o jogador. Para tentar repor as peças perdidas, a diretoria foi às compras e já anunciou a contratação do meia Everton Maradona (exCRB), do lateral-esquerdo Rafael (ex-Americano-RJ) e do zagueiro Fabrício Tocha (ex-Palmeiras e Misto). Os dirigentes devem direcionar o foco agora para o ataque. O time tem poucas peças de reposição para o setor e, por isso, teve dificuldades ofensivas na reta final do Nordestão. Outro destaque do clube nesse segundo semestre, o atacante Alexandro fechou com o Murici.


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Santana não quis negociar cargo

Cícero Santana disse que não vai mudar seu projeto para o CRB

Marcos Barbosa diz já ter jogadores e treinador contratados

Disputa acirrada Com eleição marcada para quinta-feira, CRB deve ter dois candidatos à presidência Luciano Milano Repórter

A semana que se inicia promete ser decisiva para o CRB. Há mais de quatro meses fora de qualquer atividade dentro de campo, os bastidores políticos do clube da Pajuçara estão extremamente movimentados. Pela primeira vez nos últimos anos, a eleição para a presidência executiva não deve ter aclamação, como tem sido praxe. Marcado para o próximo dia 16, quinta-feira,

o pleito terá, até agora, dois candidatos concorrendo ao cargo de presidente-executivo, hoje ocupado por José Serafim. Os postulantes ao cargo são o atual vice-administrativo, empresário Cícero Santana, e o presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Marcos Barbosa. A candidatura de Santana foi lançada há quase dois meses, enquanto que, após muitas especulações e negativas, enquanto que Marcos Barbosa anunciou que sua intenção de presidir o Galo na

última quinta. Inclusive, Barbosa, já falando como presidente antes da eleição, anunciou a contratação do técnico campeão estadual pelo Murici Edson Ferreira, além de oito reforços. São eles os atletas Adriano, Rodrigo Santos, Daniel, Alexandre, André Luiz, Serginho, Alan e Marquinhos. Marcos Barbosa lança a candidatura apoiado por nomes do Conselho Deliberativo como o presidente licenciado Kennedy Calheiros eToroca, João Neto; esses

nomes, incluindo o próprio Marcos Barbosa, endossaram a candidatura de Cícero Santana, quando ele resolveu colocar seu nome para concorrer ao cargo. "Todos eles me apoiaram no começo de tudo. Por isso que me senti tranqüilo em tornar pública a minha candidatura", disse Cícero Santana. Em contato por telefone com O JORNAL, Santana afirmou que tem o apoio de conselheiros como João Beltrão, ligado ao Coruripe, e Celso Luiz, exdirigente do próprio CRB.

Cícero Santana chegou a ser convidado por Marcos Barbosa para ser diretor de futebol, mas não aceitou o cargo. Após a negativa de Santana para compor a diretoria do concorrente, Barbosa refez a proposta e, à noite, em reunião do Conselho, mas sem a presença do rival, colocou à disposição de Cícero Santana a vice-presidência de futebol. "O convite foi na tarde da última quinta-feira. Na ocasião, quando conversei com Marcos Barbosa, ele me chamou para ser diretor de futebol na chapa dele. Mas à noite pessoas que me apóiam e estavam na reunião do Conselho Deliberativo, que entraram em acordo e colocaram à minha disposição a vicepresidência de futebol. Mas é claro que não vou aceitar porque, entre outras coisas, não teria o que fazer em uma diretoria que já está montada e tudo quase definido. Qual seria minha função nesse contexto?", disse Cícero Santana. Como o próprio Marcos Barbosa afirmou, o vice-presidente da gestão dele será Roberto Fernandes, um dos nomes cogitados para ser candidato do grupo de Kennedy Calheiros e Toroca. Assim como Barbosa, Santana já tem nome de técnico e de alguns jogadores apalavrados com a gestão dele, caso ele ganhe na eleição da próxima quinta-feira. O treinador é Fael Júnior, que treinou o São Caetano. Entretanto, os atletas são mantidos em sigilo por Santana e seu grupo. De acordo com o próprio candidato, os contatos com os profissionais têm sido feito por Marcos Lima Verde, que, curiosamente, também tem tratado da chegada dos jogadores anunciados por Marcos Barbosa. "Nosso projeto gira em torno do novo, de uma realidade diferente do que vive há quase 10 anos. Isso passa por uma cara nova, como do técnico Fael Júnior. Ele está apalavrado e esperando que as eleições sejam realizadas para concretizarmos o negócio", disse Santana. (L.M.)


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Quem poderá me deter? Alagoana Marta pode ser eleita pela quinta vez a melhor jogadora de futebol do mundo Victor Mélo Editor de Esportes

A alagoana Marta está entre as três jogadoras indicadas pela Fifa ao prêmio de melhor jogadora do mundo de 2010. O anúncio dos finalistas foi feito no início da semana passada e não foi surpreendente. Se conquistar mais uma Bola de Ouro no próximo dia 10 de janeiro, em Zurique, ela vai alcançar o impressionante penta na maior honraria concedida pela principal entidade do futebol mundial. Numa temporada, Marta, aos 24 anos, fez chover na Liga Profissional de Futebol Feminino dos Estados Unidos. A melhor jogadora do mundo foi escolhida no “draft” para defender o último colocado da Liga do ano passado, o FC Gold Pride, da Califórnia. Boa parte da imprensa brasileira

criticou a escolha, achando que Marta iria se isolar numa equipe ruim. Mas o que aconteceu nos meses seguintes à sua contratação demonstrou a imensa qualidade da jogadora. Ela foi artilheira da competição, com 19 gols, e levou o time californiano ao título máximo nos Estados Unidos. Para animar a festa, a alagoana ainda foi eleita a melhor jogadora da Liga. Com a camisa da seleção brasileira, Marta ainda conquistou neste ano o título do Sul-Americano. Ela ainda vai fechar o ano disputando o Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Na abertura da competição, na última quintafeira, no Pacaembu, Marta marcou dois gols na vitória do Brasil por 3 x 0 sobre o México e comandou a festa. Hoje, a seleção volta a campo para enfrentar a Holanda.

Alagoana vai ficar no Santos até fevereiro

LISTA DE GANHADORAS E FINALISTAS Ano

Colocação

Jogadora

Nacionalidade

Posição

Ano

Colocação

Jogadora

Nacionalidade

Posição

1° 2° 3°

Birgit Prinz Alemanha

Atacante

Mia Hamm

Estados Unidos

Atacante

Marta

Brasil

Atacante

1° 2° 3°

Birgit Prinz Alemanha

Atacante

Mia Hamm

Estados Unidos

Atacante

Hanna Ljungberg

Suécia

1° 2° 3°

Mia Hamm

Estados Unidos

Atacante

Birgit Prinz

Alemanha

Atacante

Sun Wen

China

Atacante

1° 2° 3°

Mia Hamm

Estados Unidos

Atacante

Tiffeny Milbrett

Estados Unidos

Atacante

Sun Wen

China

Atacante

2009 Detalhes

1° 2° 3°

Marta

Brasil

Atacante

2004

Birgit Prinz

Alemanha

Atacante

Detalhes

Kelly Smith

Inglaterra

Atacante

Marta

Brasil

Atacante

2003

Birgit Prinz

Alemanha

Atacante

Detalhes

Cristiane

Brasil

Atacante

Marta

Brasil

Atacante

2002

Birgit Prinz

Alemanha

Atacante

Detalhes

Cristiane

Brasil

Atacante

2008 Detalhes

1° 2° 3°

2007 Detalhes

1° 2° 3°

2006 Detalhes

1° 2° 3°

Marta

Brasil

2001

Atacante

Kristine Lilly

Estados Unidos

Atacante

Renate Lingor

Alemanha

Meia

2005 Detalhes

1° 2° 3°

Birgit Prinz Alemanha Marta

Brasil

Shannon Boxx

Atacante

Atacante Estados Unidos

Atacante

Atacante

Detalhes


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Duas alemãs no caminho do penta

Marta coleciona troféus no futebol

Neste ano, as adversárias de Marta no prêmio máximo da Fifa são as alemãs Birgit Prinz, 33 anos, e Fatmire Bajramaj, 22 anos. Mais uma vez, a alagoana é franca favorita para ficar com o troféu, mas enfrenta uma conhecida adversária na disputa. Prinz já conquistou o prêmio três vezes (2003, 2004 e 2005) e, nos últimos três anos, ficou em segundo lugar, perdendo a eleição justamente para a alagoana. Além de ter conquistado quatro troféus, Marta ficou entre as melhores em 2004 (terceira) e em 2005 (segunda). A eleição do melhor jogador do Planeta é avaliada por capitães e técnicos das seleções, sendo que os votos dos treinadores têm mais peso na disputa. O prêmio teve sua primeira edição entre os homens em 1991, escolhendo o alemão Löthar Mattheus como craque, e entre as mulheres em 2001, elegendo a norte-americana Mia Hamm. REPRESENTANTE – Ao

contrário dos últimos anos, o Brasil não terá representantes masculinos na decisão do prêmio de melhor do mundo da Fifa. Os jogadores do Barcelona Messi (argentino), Xavi (espanhol) e Iniesta (espanhol) continuam na disputa. Por isso, a responsabilidade de defender o País na solenidade ficou apenas com Marta. Cristiane, que também chegou às finais do ano passado, não está entre as melhores desta temporada. O RETORNO – Na última quinta, a diretoria do Santos anunciou oficialmente o retorno da jogadora ao clube. Ela vai defender a camisa do Peixe até fevereiro, quando retorna à Liga Norte-Americana. Marta ajudou também o Santos a conquistar o título da Libertadores do ano passado. Sendo a principal estrela da equipe chamada de “Sereias da Vila”, ela marcou 29 gols em 14 jogos disputados com a camisa 10 do Peixe. (V.M.)

Lionel Messi deve perder a majestade Defendendo o título de melhor jogador do mundo, o argentino Lionel Messi não é favorito para ficar com o troféu desta temporada. O fracasso da Argentina e do jogador na Copa do Mundo deve pesar na eleição. No Barcelona, o craque também não conseguiu o título da Liga dos Campeões e deve perder a disputa para seus companheiros Xavi e Iniesta, dois dos destaques da seleção espanhola na conquista do título da Copa do Mundo da África. Esta foi a primeira vez que os finalistas ao troféu de craque da Fifa jogam no mesmo clube. A ausência mais sentida da lista foi a do holandês Snejder, da Inter, que tanto se destacou na Copa como na Liga dos Campeões. Na história do prêmio, o francês Zinedine Zidane foi o jogador mais laureado. Ele levou o troféu três vezes, foi segundo colocado uma vez e terceiro em outras duas. O bra-

sileiro Ronaldo é vice-líder da disputa, com três conquistas, um segundo lugar e um terceiro. Logo atrás aparece Ronaldinho Gaúcho, que ficou com o prêmio duas vezes e ainda foi terceiro colocado uma vez. Além dos Ronaldos, o Brasil conquistou o troféu com Kaká, Rivaldo e Romário. O País do Futebol foi o maior vencedor da disputa masculina, com oito conquistas, contra três da França. Em 1997, o lateral-esquerdo Roberto Carlos ficou em segundo lugar na disputa, perdendo apenas para Ronaldo. CURIOSIDADE – Desde que foi instituído o prêmio pela Fifa, apenas um jogador de defesa foi eleito o melhor do mundo. O autor da façanha foi o zagueiro italiano Fábio Canavarro, em 2006. Nas outras edições, apenas meias e atacantes ficaram com o troféu. (V.M.)


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Legítimos representantes Destaques do Estadual, ASA e Murici vão defender Alagoas na Copa do Brasil de 2011 Lula Castello Branco

Luciano Milano Repórter

Murici e ASA são respectivamente os atuais campeão e vice do Alagoano. Por conta disso, os dois vão representar o Estado na Copa do Brasil 2011. Organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a competição é a segunda mais importante do País, depois do Campeonato Brasileiro da Série A. A relevância da disputa se dá porque a Copa do Brasil dá uma vaga ao campeão na Taça Libertadores. De acordo com o calendário da CBF, divulgado na última sexta-feira, a disputa começa no dia 16 de fevereiro e termina em 8 de junho. Democrática, a disputa contempla clubes de todos os luga-

Murici venceu o ASA na grande final do Estadual desta temporada

res do Brasil: do total de 64 clubes, dos 26 Estados e do Distrito

Federal, a região Nordeste terá o maior número de representan-

tes, com 20 times, seguido do Sudeste, com 17 equipes. CentroOeste, Norte e Sul terão nove clubes cada. Entre os Estados, São Paulo lidera a lista, com oito times. Para o Murici, 2011 será o primeiro ano que o clube da Zona da Mata irá disputar a competição. Com o objetivo de fazer bonito no cenário nacional, o clube tem procurado manter a base campeã em 2010. Jogadores como Sinval, Serginho, Nado, Everlan e Alexsandro ou já renovaram o contrato ou estão bem perto disso para voltar a vestir a camisa alviverde na próxima temporada. Após o título de campeão alagoano, todos e mais o lateral-esquerdo Paulinho defenderam o CSA no Campeonato do Nor-

deste, Brasileiro da Série D e no título da Segunda Divisão Estadual. No ASA, a carta na manga para voltar a fazer bonito na competição está na manutenção do técnico Vica, que chega ao seu terceiro ano à frente do time, um recorde quando o assunto é longevidade de treinador em Alagoas. Nunca é demais lembrar que a melhor passagem do Alvinegro na Copa do Brasil foi em 2002, quando desclassificou o Palmeiras, então dirigido por Wanderley Luxemburgo. No ano passado, o time também deu trabalho ao Vasco-RJ. Em Alagoas, o jogo acabou empatado por 1x1; no Rio, o Alvinegro foi derrotado por 3x1 em São Januário. (L.M.)


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Quero dominar o Planeta

Primeiro adversário já está definido

Internacional conta as horas para a sua estreia no Mundial Interclubes

Quatro vezes campeão da Liga dos Campeões da África, o Mazembe disputa seu segundo Mundial de Clubes da Fifa. Em 2009, os africanos ficaram com o sexto lugar: perderam para o Pohang Steelers (Coreia do Sul) nas quartas de final e, no jogo valendo o quinto lugar, foi derrotado pelo Auckland City (Nova Zelândia). Por isso, o clube já está fazendo história. A equipe do senegalês Lamine N’Diaye atuou contra o Pachuca nesta sextafeira e mostrou ser um time ofensivo. Apesar de não contar com um homem de referência no ataque, o Mazembe usa a força e a velocidade de seu trio de frente para chegar ao gol adversário: Kaluyikuta, Singuluma Mazembe e Kabangu. Este que foi bateu o Pachuca na um dos destaques conpartida de tra os mexisexta-feira canos. O gol da classificação nasceu dos pés dele, que, aos 20min da etapa inicial, lançou Bedi na área. O camisa 13 fuzilou a meta adversária, estufando as redes. No sistema defensivo, o Mazembe tem algumas deficiências e, por pouco, não levou o gol do empate do Pachuca. Méritos do goleiro Kidiaba (foto ao lado vibrando), principal responsável pela manutenção do resultado. Em pelo menos duas oportunidades, o camisa 1 foi decisivo na partida. O capitão Mihayo, zagueiro pela esquerda, é outro jogador importante na zaga africana. Time que enfrentou o Pachuca: Kidiaba; Nlulukuta, Mihayo, Kimwaki e Kasusula; Sunzu, Ekanga (Kasongo) e Bedi; Kaluyituka (Kanda), Kabangu (Tshani) e Singuluma. Com o desfalque de Sunzu, o defensor Tshani é uma alternativa para substituir o jogador contra o Inter.

A rotina de treinos e concentração em Abu Dhabi recém começou, mas o que os jogadores querem mesmo é ir a campo enfrentar o adversário na luta por uma vaga na final da maior competição interclubes do planeta. O Inter estreia na próxima terçafeira, às 13h (horário de Brasília), contra o Mazembe, do Congo, que vence o Pachuca na última

sexta-feira. Um pouco mais de uma semana depois da realização da última partida oficial – contra o Grêmio Prudente, pelo Brasileirão –, a vontade de vestir a camisa de jogo é grande, ainda mais em uma competição que atrai os olhares do mundo inteiro. “Esta espera incomoda um pouco. Ficar só treinando e

dentro do hotel é ruim, pois já ficamos o ano todo concentrados. Mas toda esta ansiedade acaba no momento que o juiz apitar. É o que mais queremos. Jogar um Mundial tem um sabor todo especial”, destaca o capitão Bolívar. Enquanto a estreia não chega, o objetivo do grupo concentrado em Abu Dhabi é fazer

a melhor preparação possível nos treinamentos. O Inter ainda fará dois trabalhos até o jogo da semifinal, nos finais das tardes de hoje e amanhã este último de reconhecimento do estádio. “Temos que aproveitar para acertar todos os detalhes possíveis. É um momento importante”, pondera Bolívar.

O goleiro Renan é titular na equipe de Celso Roth

Jogadores do Colorado driblam o fuso horário A vontade de todos era a de ficar na cama, curtindo um bom sono após a maratona de 20 horas de viagem até Abu Dhabi. Mas a comissão técnica tratou de colocar todo mundo em atividade às 10h da manhã de quinta na sala de musculação

do hotel onde o Inter está hospedado. A ideia foi deixar os jogadores no ritmo local, buscando a adequação ao fuso horário que é de seis horas a mais do que o brasileiro. “O treino foi mais para tirar os jogadores da cama mesmo,

para que eles tenham sono à noite e possam dormir mais cedo. Na primeira noite muita gente teve dificuldade para dormir, mas aos poucos isso vai se estabilizando”, avalia o preparador físico Fabio Mahseredjian.

Os jogadores se alternaram nos vários aparelhos instalados na academia localizada próxima à praia artificial existente junto ao hotel. “Foi um treino de carga baixa, que também serve para prevenir lesões”, destaca Mahseredjian.


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Golpe no esporte Artigo proibindo jogo de equipes na F-1 é excluído pela Federação Internacional de Automobilismo O artigo 39.1, que proibia o jogo de equipe na Fórmula 1, foi suprimido do Código Desportivo Internacional pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que se reuniu sexta-feira em Monte Carlo. No entanto, a entidade lembrou às equipes que de acordo com outro artigo, o 151c, poderão ser punidos caso realizem ações que prejudiquem a credibilidade da categoria. “O artigo proibindo as ordens

de equipe (39.1) foi extinto. As equipes serão alertadas que quaisquer ações que possam trazer má reputação ao esporte são abordadas de acordo com artigo 151c do Código Desportivo Internacional”, destaca a nota oficial do Conselho Mundial da FIA. Aúltima reunião do Conselho Mundial no ano também decidiu pelo uso dos chamados ‘motores ecológicos’ na Fórmula 1 a partir de 2013, que, segundo a entidade, reduzem em 35% o

consumo de combustível, além de ter um sistema de aproveitamento de energia. Também foram esclarecidas algumas situações, como quando é permitido ultrapassar o safety car e sobre a utilização dos aerofólios móveis traseiros, além de ter sido confirmada a volta dos pneus intermediários já no ano que vem e a utilização da caixa de câmbio por cinco corridas consecutivas, em vez das quatro atuais.

Neste ano, Massa e Alonso ficaram marcados com a “entrega” no Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1

Nelsinho se vingou de Flavio Briatore Depois de ganhar a ação na Justiça contra a Renault pelo episódio do Cingapuragate, Nelsinho Piquet revelou ao jornal inglês “The Times” que a denúncia feita contra a equipe foi motivada pela raiva que sentia de Flavio Briatore, chefe da equipe à época. Na última terça-feira, a família Piquet ganhou o processo de difamação que moveu contra a equipe francesa, que acusou o piloto de estar mentindo quando revelou a manipulação de resultado no GP de Cingapura de 2008. “Se fui honesto, acho que foi mais motivado por raiva contra o Briatore do que por um desejo de consciência limpa. Estava tentando estabilizar minha reputação na

Fórmula 1 e ele sempre dizia que o destino estava nas minhas mãos. Fiz de tudo para agradá-lo, mas parecia que ele só me criticava”, desabafou Nelsinho. O brasileiro revelou que o dirigente estava querendo que ele assinasse um contrato que beneficiava a equipe, mas o piloto não estava satisfeito com a ideia. Por isso, o italiano o reprimiu duarmente. Para tentar amenizar o conflito, Nelsinho decidiu acatar as ordens. “Olhando para trás, parece que foi em outra vida, mas sei que nunca vou me livrar completamente dessa sombra. Sou um homem mais forte hoje, e tenho certeza de que teria força para dizer não”, encerrou.


O JORNAL 12/12/2010