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O JORNA L Maceió, domingo, 11 de julho de 2010 | Ano XVI | Nº 186 | www.ojornalweb.com

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ALAGOAS

R$ 2,00 Lula Castello Branco

Monitoramento eletrônico de presos gera polêmica em AL O monitoramento eletrônico de presos é considerado pelos gestores do sistema prisional uma forma de reduzir a superpopulação carcerária. Mas a OAB não aprova o uso das pulseiras e tornozeleiras pelos presos.

DESAPARECIDOS Quase um mês depois, falta encontrar 29 pessoas

Página A15

Copa

2010

Espanha e Holanda jogam por um inédito título mundial Suplemento

Presidente do TSE chega a Alagoas na quinta-feira Página A2

Mototaxistas já se organizam em associações nos bairros Página A18

TV

Carolinie será uma estudante de moda em Ti-Ti-Ti, nova novela da Globo

Dois idade histórica vai C sediar a 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar), de 1º a 5 de setembro deste ano; lançamento oficial acontecerá nesta sexta-feira, no Palácio Provincial de Marechal Deodoro. Páginas B1, B2 e B3

MARÉS 03h06.................................................................. 2.2 09h28.................................................................. 0.2 15h39.................................................................. 2.1 21h43.................................................................. 0.3

Após 23 dias das enchentes, 29 pessoas continuam desaparecidas. As buscas já terminaram, e os familiares dessas pessoas tentam encontrá-las no IML. Em Santana do Mundaú, Gilmar Mariano teve momentos de agonia gravados por um cinegrafista. Em Rio Largo, Narciso Pereira também foi levado pela cheia. Páginas A9, A10 e A11

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O JORNAL

Política A2

Pauta Geral pautageral@ojornal-al.com.br

ÍNDIOS EM BRASÍLIA Na próxima terça-feira, às 9 horas da manhã, em Brasília, representantes dos 12 povos indígenas de Alagoas e Sergipe participarão de reunião com o presidente da Fundação Nacional do Índio, Márcio Meira, e com representante do Ministério da Justiça. A reunião é resultado de proposta discutida na Sessão Pública realizada no Dia do Índio, 19 de abril, na Assembléia Legislativa de Alagoas, onde estiveram os representantes dos povos Kariri-Xokó, Xucuru-Kariri, Tingui-Botó, Aconã, Karapotó, Geripancó, Wassu-Cocal, Katökinn, Karuazu, Kalankó e Koiupanká (estes de Alagoas) e Xokó (de Sergipe). Na oportunidade, os indigenistas solicitaram o apoio dos deputados para que façam gestão junto aos órgãos federais para a criação imediata de Grupos Técnicos (GT) de identificação e demarcação dos territórios tradicionais; a indenização dos impactos provocados pela duplicação da BR-1001; e da Transnordestina e a permanência da sede da FUNAI em Maceió. “É com esse objetivo que, na segundafeira (11), a delegação indígena viaja para a capital federal, para garantir efetivamente os seus direitos, historicamente negados pela política indigenista durante os 510 anos de colonização.”, disse o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em Alagoas, professor Jorge Vieira, que acompanhará os índios na reunião. Neste ano, são comemorado os 100 anos do indigenista oficial.

“CARA, COROA” A expressão circula na Internet, em um dos e-mails: “Se você gosta do cara, vote na coroa”. A frase se refere, respectivamente, ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e à candidata do PT à sua sucessão que apóia, a ex-ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef.

ESCLARECIMENTO Em documento encaminhado a O JORNAL esta semana, o vereador Paulo Corintho (PDT) informa que apóia a iniciativa do colega e líder do prefeito Cícero Almeida na Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), de apresentar projeto de lei que extingue 175 cargos comissionados da Casa e que vise abrir concurso público para preenchimento de cargos no Legislativo municipal. Corintho faz questão de citar, inclusive, que fez aparte ao discurso de Galba para parabenizá-lo pela iniciativa, a qual representa, segundo ele, “bandeiras que trago comigo desde o inicio da legislatura”.

Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: politica@ojornal-al.com.br

Propaganda eleitoral paga na internet: Senado analisa projeto Legislação atual só permite esse tipo de anúncio em site do próprio candidato A propaganda eleitoral paga em sítios noticiosos e de informações ao público em geral passará a ser permitida caso o Congresso aprove o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação, Inovação e Informática (CCT) do Senado vai apreciar na próxima quartafeira. As informações são da Agência Senado. A legislação atual só permite a propaganda na rede em sítio do próprio candidato, do partido ou da coligação. Também libera propaganda por meio de

mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. Autoriza igualmente a divulgação em blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural. De acordo com o projeto 93/10, que introduz uma série de modificações no Código Eleitoral (Lei 4737/65) e na Lei Eleitoral (9504/97), será permitida a propaganda paga na internet, até a antevéspera do

pleito, em sítios de provedores de internet que sejam destinados à divulgação de notícias e de informações ao público em geral, inclusive por serviços de busca. Há um limite de 24 exposições para cada candidato em cada sítio. Ainda de acordo com o projeto, é vedada qualquer tipo de propaganda, mesmo que gratuita, em sítios de empresas não jornalísticas ou de informação; em sítios de empresas jurídicas sem fins lucrativos; assim como em sítios oficiais ou hospedados por órgãos públicos da administração pública direta ou indireta da

Debates entre candidatos pela web Além disso, o projeto prevê a realização de debates pela internet, assegurada a participação de dois terços dos candidatos às eleições majoritárias e garantida a participação do candidato do partido que tenha, pelo menos, dez deputados federais. Aproposta de Azeredo, rela-

tada na CCT pelo senador Papaléo Paes (PSDB-AP), condensa temas das emendas apresentadas pelo Senado e rejeitadas pela Câmara quando da discussão do projeto de reforma política aprovado pelo Congresso em 2009. O projeto será analisado de forma terminativa na Comissão

de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A sessão deliberativa da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática está marcada para a próxima quarta-feira, a partir das 8h30 da manhã, na sala 13 da Ala Senador Alexandre Costa.

PEC 300... Mesmo envolvido com uma pauta extensa de votações que mobilizou as lideranças do Senado, durante dois dias de esforço concentrado, o senador Renan Calheiros encontrou tempo para acompanhar também, na outra Casa do Congresso Nacional, a votação do piso salarial para os policiais e bombeiros militares. Autor da proposta aprovada no Senado, Renan torcia para a aprovação da matéria pelos deputados que, há quatro meses, negociavam um texto para votação.

... NO CONGRESSO Pela proposta aprovada na quarta-feira, em primeiro turno, não será fixado o valor do piso na Constituição e o fundo que vai garantir o beneficio – previsto no texto apresentado por Renan. Ambos serão definidos em lei complementar a ser enviada ao Congresso em até 180 dias após a promulgação da emenda. Para Renan, “o importante foi avançar na votação da matéria”. Ainda de acordo com o senador, após a votação em segundo turno na Câmara, que ele acredita seja antes das eleições, a matéria “tem toda chance de repetir a rápida aprovação no Senado e garantir esta conquista dos policiais brasileiros”, disse Renan.

PRÊMIO PRORROGADO Foi prorrogado para o dia 19 de julho o prazo para inscrição no Prêmio Alberto Marinho de Jornalismo. Podem concorrer ao prêmio matérias que atendam ao tema “A indústria do Seguro como fator de desenvolvimento urbano, social, econômico e ambiental no Estado de Alagoas”, publicadas até o dia 18 de julho. O prêmio foi instituído através de parceria entre o Sindicato dos Corretores de Seguros de Alagoas (Sincor/AL), a Federação Nacional dos Corretores de Seguro (Fenacor) e a Escola Nacional de Seguros (Funenseg), com o apoio institucional do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal).

TURISMO Hoje, um grupo de agentes de Londrina chega a Maceió no voo fretado da operadora CVC, que está trazendo também turistas durante todo o mês, para conhecer Alagoas. A ação, que tem o apoio das secretarias de Turismo do Estado e de Maceió, além da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AL), visa divulgar os atrativos turísticos com os agentes de viagens, para fortalecer o mercado no Paraná.

DIRETAS E as piadinhas com o Flamengo, depois do caso do goleiro Bruno, só fizeram aumentar. Há quem diga que, para jogar no time, é preciso ter ficha corrida na polícia. Bruno é acusado, entre outros delitos, de ser o autor intelectual do assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Fora que estão dizendo que o novo CT do Flamengo será em Bangu 2.

Composta por 16 membros, comissão para reforma do Código Eleitoral foi instalada nesta semana

Comissão para o Código Eleitoral O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), instalou esta semana a Comissão da Reforma do Código Eleitoral sob a presidência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antônio Dias Toffoli. A comissão é composta por 16 juristas entre os quais o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Sarney e Toffoli ressaltaram que o Código Eleitoral data de 1963 - quando ainda vigia a Constituição de 1946 - e que desde então se acumulam, a cada ano novas leis, normas e resoluções. Essa legislação precisa ser simplificada em um Código Eleitoral mais simples, claro e compatível com toda a modernização tecnológica atual. Toffoli destacou que a comissão cuidará de aperfeiçoar o sistema atual e não vai tratar de

reforma eleitoral-partidária - se o voto é proporcional ou distrital. “A comissão não é para reforma política, não vai discutir sistema eleitoral e organização partidária. Vai discutir a melhoria do sistema atualmente existente que, aliás, já funciona muito bem. Nossa justiça eleitoral é exemplo para o mundo. Aorganização das eleições através de um órgão do poder judiciário independente é um exemplo”, declarou o ministro. Sarney afirmou que além da reforma que será o objetivo dessa comissão, há outra reforma necessária para aperfeiçoar a democracia: é a reforma político-partidária. Ele lembrou que há 50 anos apresentou projeto para criação do voto distrital misto em substituição ao sistema de voto proporcional uni-

nominal, que ainda vigora atualmente. “O sistema atual de voto proporcional uni-nominal enfraquece os partidos, pois as pessoas votam em candidatos e não nos partidos”, argumentou Sarney. “Esse sistema proporcional faz com que os candidatos da eleição proporcional sejam adversários dentro de um mesmo partido. Isso também enfraquece os partidos e a democracia criando mais dificuldades para o sistema de governo”, acrescentou. “A base de tudo é realmente o sistema de escolha. Se nós temos uma justiça eleitoral que opera muito bem, temos condições de ter um sistema político que sirva a democracia. Muitos dos nossos problemas decorrem do nosso sistema partidário-eleitoral”, disse Sarney.

Ministro do STF está na presidência A Comissão de juristas criada para Reforma do Código Eleitoral, que será presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, será composta por 16 juristas: Admar Gonzaga Neto, secretário-geral do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade); Arnaldo Versiani Leite Soares, ministro do TSE; Carlos Eduardo Caputo Bastos, ex-ministro do TSE; Carlos Mário da Silva Velloso, ex-ministro do STF;

Edson de Resende Castro, promotor eleitoral e coordenador do Centro de Apoio Eleitoral do Ministério Público de MG; Fernando Neves da Silva, expresidente do TSE e presidente do Ibrade; Hamilton Carvalhido, ministro do STJ e do TSE; Joelson Costa Dias, ministro substituto do TSE; José Eliton de Figuerêdo Júnior, membro do Instituto Goiano de Direito Eleitoral; Luciana Müller Chaves, advogada com especialização no

Instituto Internacional de Ciências Sociais; Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, advogadogeral do Senado Federal; Márcio Silva, advogado e especialista em Direito Eleitoral, Marcus Vinicius Furtado Coelho, secretário geral do Conselho Federal da OAB; Roberto Monteiro Gurgel Santos, procurador-geral da República; Raimundo Cezar Britto, ex-presidente da OAB; e Torquato Lore-na Jardim, ex-ministro do TSE e ex-presidente do Ibrade.

União, estados, do Distrito Federal e dos municípios. OFENSAS - Amatéria versa, em outros artigos, sobre o direito de resposta. Quando deferido, o direito implicará na divulgação eletrônica da resposta no mesmo veículo, espaço, local e horário. A publicação terá de ser feita no mesmo tamanho da que continha a ofensa, com idênticos caracteres e outros elementos de realce. A divulgação deverá ser feita em até 24 horas após a entrega da mídia física com a resposta do ofendido. O prazo atual é de 48 horas.

APROVADA

Licença para capacitação de professores AComissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, esta semana, substitutivo do parlamentar Wilson Picler (PDT-PR), ao Projeto de Lei 3.133/08, do Senado. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) para instituir o direito de licença capacitação para profissionais da área de educação. As informações são da Agência Câmara. Pela proposta, a licença capacitação de três meses será concedida a cada cinco anos de trabalho efetivo. O direito atualmente já é concedido aos servidores públicos regulados pela Lei 8.112/90. Na proposta original, a previsão era de licença sabática de um ano. Wilson Picler, que acatou parecer do relator anterior, o deputado federal alagoano Joaquim Beltrão (PMDB), afirmou que a proposta é justa, na medida em que visa oferecer melhores condições para a valorização e a capacitação de profissionais da educação básica pública. Ele ainda afirmou que a medida vai assegurar maior isonomia nas atuais regras para afastamentos para capacitação na rede pública de educação. PISO - O relator também retirou da proposta previsão de que, nos planos de carreira e de cargos dos profissionais da educação pública, esteja garantido vencimento inicial igual ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional aprovado em lei federal. De acordo com o relator, essa medida conflita com decisão do Supremo Tribunal Federal. O STF decidiu que o termo “piso”, a que se refere a Lei 11.738/08, deve ser entendido como remuneração mínima a ser recebida pelos profissionais do magistério público, aí incluída o vencimento básico e as gratificações e vantagens. Aproposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Política

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Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: politica@ojornal-al.com.br

Contexto Roberto Vilanova - bobvilanova@hotmail.com

COM VOTO E SEM VEZ O eleitorado de Arapiraca está ressentido e com razão. O segundo maior colégio eleitoral do Estado não tem representante de peso na chapa majoritária. Os arapiraquenses mais antigos recordam que os dois últimos representantes majoritários, e que chegaram a assumir as vagas no Senado, foram João Lúcio, já falecido, e o ex-prefeito João Nascimento. E isso faz tempo, ó! João Lúcio era suplente do senador Arnon de Mello - que se licenciou para dar vez a ele; isto no começo da década de 80. E João Nascimento era suplente do então senador Téo Vilela - que também se licenciou para dar vez a ele; e isto foi na década de 90. De lá para cá Arapiraca não teve mais direito a cargos relevantes na eleição majoritária e, na eleição passada, ficou até mesmo sem representante natural na Câmara Federal. Para quem já chegou a manter dois deputados federais, o eleitor arapiraquense tem razão de se lamentar porque a importância sócioeconômica de Arapiraca não está sendo devidamente reconhecida. Ou seja: Arapiraca tem voto, mas não tem vez.

BALANÇA

SERÁ?

O deputado estadual Alberto Sextafeira (PSB) foi informado do risco que corre nesta eleição, por conta da condenação em 2004 por abuso de poder econômico que ele não cumpriu.

Disseram ao candidato a governador, Ronaldo Lessa (PDT), que seu ex-advogado Adriano Soares está preparando a ação para impugnar sua candidatura com base na Lei do Ficha Limpa.

PRAZO FATAL

Eleições em áreas de enchentes devem custar mais R$ 500 mil Recursos servirão para documentos e logística; presidente do TSE chega na 5ª Gilson Monteiro Repórter

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, vem a Maceió na próxima quinta-feira colocar, “na ponta do lápis”, tudo o que a Justiça Eleitoral precisará para tentar dar a máxima normalidade ao processo eleitoral nas cidades afetadas pelas enchentes. E, entre segunda via de documentação, reforço no pessoal de apoio, e as demais mudanças na logística do pleito, a Justiça Eleitoral alagoana precisará de um acréscimo de aproximadamente R$ 500 mil. O levantamento da secretaria de Administração do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) só será concluído na próxima semana, mas já se sabe que boa parte do valor vai para as despesas com pessoal de apoio, inicialmente orçadas em R$ 500 mil, mas que, com o refor-

O prazo para tentar impugnar candidaturas com base na Lei do Ficha Limpa termina depois de amanhã, terçafeira, 13.

Possível reforço das tropas federais

OCUPADO

PRESENTE

O senador Fernando Collor (PTB) explicou que não pode participar dos debates promovidos pela Federação do Comércio de Alagoas, com os candidatos a governadores, porque está atarefado no Senado com os trabalhos da Comissão de Infraestrutura - que ele preside.

Os debates promovidos pela Fecomércio começam nesta segunda-feira, 12, com Ronaldo Lessa (PDT). Na terça-feira, 13, será a vez do governador Téo Vilela (PSDB); no dia 14, com Tony Clóvis (PCB), no dia 15 será Mário Agra (Psol) e no dia 16 será Jeferson Pione (PRTB).

Votação em tendas, precariedade na identificação dos eleitores além das complicações naturais em um pleito obrigarão a Justiça Eleitoral alagoana a aumentar o reforço na segurança no dia da eleição - três de outubro - nas cidades atingidas pelas enchentes. A solução, aponta o presidente do TRE, desembargador Estácio Luiz Gama de Lima, poderá ser o reforço de tropas federais. A votação em tendas deve ser uma das principais alternativas utilizadas pelo TRE, em cidades como Branquinha e Quebrangulo, que tiveram boa parte dos locais de votação destruídos ou danificados. Muitos estão ocupados com desabrigados. Em Branquinha, a juíza eleitoral, Aída Cristina, diz que está com dificuldade até mesmo de encontrar novos locais, considerando que 90% do município foi devastado pela força das águas. “A dificuldade de conseguir locais é grande, e não apenas em Branquinha. Em Murici a escola Juvenal Lopes, por exemplo, abrigava 20 seções, e o prédio foi totalmente derrubado pelas chuvas. Fica difícil conseguir um local que possa comportar tantos eleitores”, avalia a magistrada. “Estamos estudando a utilização de tendas. Alguns juízes já propuseram a utilização de escolas particulares e outros prédios públicos, para que possamos apelar o mínimo possível para o uso de tendas. Mas em sendo inevitável, nessas cidades estamos estudando pedir o reforço de tropas federais, até porque as próprias tendas seriam fornecidas pelo Exército. Então a logística das tendas casa com a questão do reforço das tropas”, calcula o desembargador. As cidades atingidas pelas chuvas também poderão ter um reforço ainda maior das polícias Militar, Civil e Federal, que antes da tragédia já haviam anunciado o envio de um efetivo de cerca de 8 mil homens para atuar em todo o Estado. “A Polícia Militar, Civil e Federal já demonstrou toda a disposição em colaborar, e sei que poderemos contar com esse reforço”, afirmou.

O QUE É O QUE É? Na verdade, o senador Fernando Collor não gosta desse tipo de debate porque acaba virando sabatina. Ah, bom.

TOMA LÁ

VENHA!...

O prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Mateus (PMDB), começa a tocar a obra de revitalização da orla lagunar da cidade, cujo dinheiro é resultado da Emenda ao Orçamento da União apresentada por ele mesmo, quando era deputado federal.

Quando era deputado federal, o hoje prefeito de Marechal Deodoro colocou R$ 5 milhões e 700 mil para a revitalização da orla lagunar da cidade - que é banhada pela Lagoa Mundaú. O dinheiro será liberado pela Caixa Econômica Federal.

PRIMEIRO TEMPO A primeira etapa da revitalização da orla lagunar de Marechal Deodoro deve ser inaugurada em outubro.

AVALISTA

SOBRANDO

O prefeito Cícero Almeida (PP)pediu prazo até final de agosto para resolver o impasse dos servidores da Câmara Municipal, que exigem reajuste salarial e ameaçam retornar à greve.

A Câmara de Vereadores de Maceió alega que não tem dinheiro para bancar o reajuste dos funcionários. Mas, no ano passado devolveu R$ 1,2 milhão de "superávit" no duodécimo. Ummm...

CONTA GOTAS Dos R$ 2 bilhões e 100 milhões previstos para o Canal do Sertão, até agora só foram liberados R$ 380 milhões.

EXPRESSAS As aposentadorias e pensões serão reajustadas agora pelo mesmo percentual aplicado ao salário-mínimo, para todos os níveis. O novo critério de reajuste para os benefícios pagos pela previdência social deveu-se à Emenda do senador Paulo Paim (PTRS), aprovada pelo Congresso Nacional. A jornalista Acássia Delié lança dia 21 o livro-reportagem "Por trás dos Muros", que conta a experiência vivida como assessora do Hospital Portugal Ramalho. A Comissão de Defesa Civil informa que gastou até agora R$ 14 milhões com a compra de barracas, alimentos e donativos às vítimas das enchentes em Alagoas. Balanço tenebroso: 79 escolas e 45 unidades de saúde foram destruídas pelas enchentes dos Rios Canhoto, Mundaú, Paraíba, Camaragibe e Jacuípe.

MAIS REFORÇO - Na última sexta-feira, o presidente Estácio Luiz Gama pediu que todos os juízes eleitorais começassem a pensar nos pedidos de tropas federais. “Nas cidades mais críticas, onde se faz necessário o reforço no policiamento, vale lembrar que essa avaliação, e consequentemente o pedido que deverá ser feito ao TSE fica a cargo do juiz responsável. Então devamos começar a avaliar essa necessidade”, alertou o presidente do TRE. (G.M.)

ço para cidades como Rio Lar- a tabela de gastos que estava go, Murici, Branquinha e San- programado, mas ainda não tana do Mundaú, pelos menos terminamos esse levantamenmais R$ 250 mil terão que ento, que deverá ficar trar na conta do TRE. No total, pronto até a semao pleito em Alagoas na que vem”, explicustará R$ 4,6 mica o secretário de lhões aos cofres púAdministração do blicos em despesas órgão, José Ricardo No total, o como transporte de Araújo Silva. urnas, entregas, con“Temos que ver pleito deste tratação de alimenas mudanças na esano em tação, e toda a infratrutura para cada Alagoas estrutura para essa seção dessas cidalogística do pleito. des. No caso das custará “O gasto com tendas, como o preR$ 4,6 custeio de todo o sidente Estácio Gamilhões processo está na cama está propondo sa dos R$ 4,6 mipara substituir os lolhão. Diante desses cais de votação desimprevistos nessas truídos, o TSE tem como cidades, numa pricustear as despesas das Forças meira análise, já Armadas. A logística toda mucontabilizamos a necessidade da, e isso acarreta despesas”, de um gasto maior na contra- afirma Araújo. “Para esses mutação de pessoal de apoio, nicípios [afetados pelas enonde precisamos de um acrés- chentes] queremos ter pelo cimo de 50% nos gastos. Todos menos um apoio em cada um esses problemas alteram toda deles”, coloca o secretário.

RELATÓRIO - A soma do que será necessário para reorganizar o processo eleitoral em Alagoas será entregue ao presidente do TSE, que irá verificar in loco os estragos na cidade de Rio Largo, na visita do próximo dia 15. Antes disso, na última sexta-feira, dois assessores especiais fizeram visitas a algumas das cidades que foram inundadas, para elaborar um relatório dos estragos que também será entregue a Lewandowski. Na preparação da visita do ministro, os assessores também acompanharam a reunião da última sexta-feira, que reuniu 51 juízes na sede da Justiça Eleitoral, em Maceió. “Estamos providenciando esse relatório, item por item, e tudo será debatido entre o presidente Estácio Gama, e o presidente do TSE, para que se possa planejar todas essas mudanças na logística da eleição”, conclui Araújo.

Ministro Ricardo Lewandowski, do TSE, visita Alagoas para saber o que será preciso para realizar eleições

Corregedor vai visitar os cartórios Na próxima terça-feira, o corregedor regional eleitoral, juiz federal Raimundo Alves Campos, vai verificar de perto a situação dos cartórios de algumas cidades afetadas pelas enchentes no Estado. O magistrado iniciará as visitas pela cidade de Quebrangulo, onde o cartório sofreu os maiores danos. O corregedor vai conferir pessoalmente como ficou a situação de processos, livros cartorários e a documentação (fotocópias) dos eleitores que normalmente ficam arquivados nos cartórios. Avisita inclui ainda as cidades de Branquinha, e União dos Palmares. “Ainda não temos a real avaliação do número de documentos danificados ou perdidos. Muita coisa está encharcada mas dá para recuperar. A visita do presidente Estácio Gama foi para verificar a situação geral

das cidades, visitar escolas e ver o que poderá ser feito. No meu caso, irei para verificar assuntos específicos da corregedoria, principalmente a situação dos cartórios”, planeja o magistrado. Segundo o juiz eleitoral da 28ª Zona, com sede em Quebrangulo, João Paulo Martins, o processo eleitoral só não está mais comprometido porque que a cidade está incluída entre as 11 que implantarão o sistema de identificação biométrica. “A nossa sorte foi o sistema biométrico, onde o eleitor será identificado pelas impressões digitais”, comemora o juiz. No dia 21 de junho, o TRE determinou a suspensão das atividades cartorárias nas zonas eleitorais de Quebrangulo, São José da Laje (16ª) e Rio Largo (15ª). Pela resolução 1505, que normatizou a suspensão, os cartórios não têm data para voltar a funcionar.

DENÚNCIAS - O corregedor Raimundo Alves anuncia para esta semana o lançamento do espaço para denúncias de crimes eleitorais na página da Justiça Eleitoral na internet. Segundo o juiz, as denúncias pela internet popularizarão a participação do eleitor na fiscalização do processo eleitoral. Raimundo Alves alerta que, no caso do TRE, será possível não ao eleitor não apenas fazer a denúncias, mas acompanhálas. “Estamos providenciando, no setor de informática, um modelo que possibilite ao eleitor ver o andamento dado a sua denúncia. Esse sistema também permitirá o envio de fotografias e vídeos, que poderão ser utilizados como provas. Esse é um modelo que já está dando certo na procuradoria eleitoral, e que queremos adotar”, teoriza o corregedor. (G.M.) Marco Antônio

Raimundo Campos: “Ainda não temos a real avaliação do número de documentos danificados ou perdidos”

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Política

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Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: politica@ojornal-al.com.br

Congresso promulga PECs na terça Entre os textos a serem promulgados na sessão estão a que facilita o divórcio e que abre políticas para a juventude O presidente do Senado, José Sarney, anunciou a realização de sessão do Congresso Nacional na próxima terça-feira, às 12 horas, para a promulgação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) aprovadas pelos senadores no esforço concentrado. As infor-

mações são da Agência Senado. Foram aprovadas - graças a acordo de líderes, que decidiram suprimir os prazos de discussão - a PEC 28/09 e a PEC 42/08. A primeira, a chamada PEC do Divórcio, facilita a dissolução do casamento civil, suprimindo o requisito de separa-

ção judicial prévia por mais de um ano ou de separação de fato por mais de dois anos. Já a segunda, apelidada de PEC da Juventude, abre espaço para a criação de políticas públicas destinadas a este segmento da população. No esforço concentrado os

senadores também votaram outras PECs, que seguem em tramitação no Congresso. Vão à análise da Câmara dos Deputados a PEC 17/08, que prorroga até 2033 os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus; a PEC 51/03, que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os

biomas considerados patrimônio nacional; a PEC 89/03, que dá fim à aposentadoria como forma de punição aos juízes que praticaram faltas graves; e a PEC 14/08, que torna permanente o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Ficou para o próximo esfor-

ço concentrado do Senado a conclusão da análise da PEC 64/07, que estende a licençamaternidade, obrigatoriamente, de 120 para 180 dias; e a PEC 17/10, que trata do quadro de servidores civis e militares dos ex-territórios do Amapá e de Roraima.

Sarney anuncia esforço concentrado O presidente do Senado, José Sarney, anunciou, em entrevista nesta semana, acordo feito com a Câmara dos Deputados para a realização de sessões plenárias duas vezes por mês, a partir de agosto, em vários esforços concentrados. As datas para a realização das sessões ainda estão sendo agendadas. Esta é a solução encontrada para manter as votações do

Congresso durante a campanha eleitoral, que terá três meses. Além da eleição para presidente da República, haverá escolha de novos governadores, senadores e deputados. A primeira reunião já seria realizada na primeira quinzena de agosto, após o recesso parlamentar, previsto constitucionalmente para ocorrer entre 18 e 31 de julho, caso a Lei de Diretrizes

Orçamentárias seja aprovada. A aprovação da LDO, em sessão do Congresso Nacional, ocorreu esta semana. Na entrevista, Sarney também comemorou o bom resultado da sessão deliberativa da última quarta-feira, quando os parlamentares aprovaram a criação da nova estatal Pré-Sal Petróleo S/A, além de propostas de emenda à Constituição (PECs) e vários projetos de lei.

Aposentadoria especial para deficientes O Senado Federal está em- ção do grau de deficiência. penhado na discussão e vota- Assim, para quem tem defição da aposentadoria especial ciência leve, esse tempo de para pessoas com deficiência contribuição deverá ser de 30 que trabalham na iniciativa anos, se homem, e 25 anos, se privada e no serviço público. mulher. Os portadores de deNa última semana, a Comissão ficiência moderada de Assuntos Sociais (CAS) terão de comprovar aprovou projeto de lei 27 anos de contribuida Câmara (PLC ção, se homem, e 22 40/10 - Complemenanos, se mulher. Por tar) que garante refim, serão exigidos Projeto de gras diferenciadas pados trabalhadores do lei está ra esses trabalhadosetor privado com res ligados ao Institupronto para deficiência grave 25 to Nacional do Seguanos de contribuição, ser votado ro Social (INSS). Já a se homem, e 20 anos, no plenário Comissão de Constise mulher. tuição, Justiça e CidaEssa proposta aindo Senado dania (CCJ) pode voda estipula aposentatar, na próxima quardoria por idade a parta-feira (14), projeto tir de 60 anos, para de lei (PLS 250/05 os homens, e de 55 anos, para Complementar) do mulheres. Para reivindicar o senador Paulo Paim (PT-RS) benefício, entretanto, é necesque regulamenta a aposenta- sário comprovar contribuição doria especial para servidores mínima de 15 anos e igual pepúblicos com deficiência. ríodo na condição de trabalhaO PLC 40/10 - Complemen- dor com deficiência. tar já está pronto para ser votado pelo Plenário do Senado SERVIÇO PÚBLICO - O e estabelece tempo de contri- PLS 250/05 - Complementar buição diferenciado em fun- dá ao trabalhador com defi-

ciência do setor público a possibilidade de se aposentar voluntariamente após 25 anos de contribuição, dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, independentemente da idade. Na CCJ, o projeto recebeu emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) alterando a classificação original dada ao portador de deficiência. Com a mudança, ele passou a ser qualificado como pessoa acometida por limitação físicomotora, mental, visual, auditiva ou múltipla incurável e permanentemente comprometedora de seu estado de saúde. Como o alcance da proposta de Paim é nacional, irá beneficiar a pessoa com deficiência titular de cargo efetivo na administração pública direta, autárquica e fundacional da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O PLS 250/05 - Complementar ainda precisa ser votado pela CAS antes de seguir para o Plenário do Senado.

Assessoria intelectual remunerada A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania pode votar na quarta-feira, terminativamente, o projeto de lei 273/08, do senador Romeu Tuma (PTB-SP), que altera o Regime Jurídico Único dos servidores públicos civis da União (Lei 8.112/1990), para permitir que o servidor público que tenha se aposentado por invalidez possa exercer atividades de assessoria intelectual remunerada, tanto no âmbito público quanto privado,

desde que a atividade seja incompatível com a incapacidade que o levou à aposentadoria. O relator, senador Neuto de Conto (PMDB-SC) apresentou voto favorável. Na justificação, Tuma enumera doenças que inviabilizam o dispêndio de energia física do trabalhador, mas podem não comprometer o trabalho intelectual da pessoa, como seria o caso da AIDS, nefropatia ou neoplasias graves e cegueira posterior ao ingresso no serviço público.

Nessas situações, explica ele, ainda que o servidor queira continuar, se a junta médica assim decidir, a pessoa pode ser obrigada a se aposentar. Também por esse motivo, argumenta, um número considerável de servidores acaba se aposentando com “proventos irrisórios” e valores que não alcançam sequer a metade da remuneração que recebiam na ativa. Situação que pode comprometer a qualidade de vida da pessoa e de sua família, avalia Tuma.

Contratação de jovens e maiores de 50 Em sua reunião da próxima terça-feira, às 10 horas da manhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deverá analisar a possibilidade de o governo conceder benefício fiscal para empresas que contratarem pessoas com 50 anos ou mais de idade, ou jovens entre 18 e 24 anos. O relator dessa matéria, senador João Vicente Claudino (PTB-PI), adaptou seu parecer para acolher projeto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o PLS 220/00, e parte do PLS 185/03, do então senador Sibá Machado (AC). O projeto de Sibá cria incentivo fiscal para microempresas e empresas de pequeno porte, inscritas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIM-

PLES), que contratarem jovens para o primeiro emprego. A proposta de Mozarildo incentiva com redução de imposto a contratação de trabalhadores a partir de 50 anos. As duas matérias tramitam em conjunto, a pedido do senador Romero Jucá (PMDBRR). João Vicente Claudino, em seu parecer, optou por aprovar o texto de Mozarildo, na forma de um substitutivo, e pela rejeição do projeto de Sibá Machado. Sua proposta permite aos empregadores deduzirem em dobro, até o limite de 6% do lucro operacional da empresa, as despesas com salários de empregados entre 18 e 24 anos ou com mais de 50 anos. Para ter direito ao benefício, escreveu João Claudino em seu parecer, a empresa precisará comprovar não ter realizado

demissões nos três meses anteriores a essas contratações. Ela também deverá manter controle em separado das despesas vinculadas a esse incentivo fiscal e respeitar a exigência de que essa dedução do IR não irá ultrapassar 15% de sua folha de pagamento. A matéria é terminativa na comissão. MG - Outra matéria incluída na pauta da CAE é o parecer do relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), favorável à mensagem 203/10 através da qual o Estado de Minas Gerais pede autorização para contratar empréstimo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 50 milhões. O dinheiro tem a finalidade de financiar parcialmente o Programa de Acesso ao Município (Proacesso II).

Tuma é o autor da proposta de contratação de aposentados por invalidez para assessoria intelectual

POR EXECUTIVO

Lei da Alienação Parental será promulgada O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará a prever punição dos responsáveis pelas crianças - como a mãe, o pai ou os avós - que atuarem para desqualificar ou dificultar o contato do menor com um dos responsáveis. Os que forem condenados estarão sujeitos ao pagamento de multas, perda da guarda e à detenção de seis meses a dois anos. É o que prevê o projeto de lei do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) aprovado esta semana pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), que trata do conceito de alienação parental. Como a aprovação no Senado ocorreu em caráter terminativo, o que dispensa a votação no plenário, a lei entrará em vigor logo que for sancionada pelo presidente da República. CONFLITOS - Em seu parecer, o deputado afirma que esse problema ganhou “maior dimensão” na década de 80, com aumento de conflitos decorrentes de separações conjugais e que desde então não existe nenhum instrumento para reprimi-lo. “Trata-se de uma forma de abuso e de desrespeito aos direitos de personalidade da criança em formação”, diz.

ARQUIVADO

Projeto que incluía estagiário no RGPS A Comissão de Segu- contrário à proposta. Ela ridade Social e Família argumenta que o estagiáda Câmara dos Deputa- rio não exerce uma atividos rejeitou nesta sema- dade profissional que na a inclusão entre os se- justifique seu enquadragurados obrigatórios do mento no RGPS, cujo paRegime Geral de Previ- gamento seria oriundo dência Social (RGPS) dos de renda. A autora, Aline estagiários que prestam Corrêa, afirma que os esserviços e recebem remutagiários acaneração. As informações bam por conssão da Agência tituir mão-deCâmara. A meobra especialidida consta do zada de baixo Projeto de Lei custo, e por 4054/08, da deisso deveriam Projeto já putada Aline receber os behavia sido Corrêa (PPnefícios. SP), que já haNo entanrejeitado via sido rejeito, a relatora, em outras tado pela CoJô Moraes, comissões missão de Tradestaca que, balho, de Adpela lei que reda Câmara ministração e gulamenta o Serviço Públiestágio de esco. Como foi tudantes (Lei rejeitado nas 11.788/08), estagiáduas comisrios exercem atividade sões que lhe educativa complemenanalisaram o mérito, o tar, cujo objetivo é a preprojeto será arquivado, paração para o trabalho caso não haja recurso produtivo. “Os estágios aprovado para que seja têm a finalidade princivotado pelo Plenário. pal de oferecer aprendizado ao estudante e não EDUCATIVA - A co- de assegurar remuneramissão acolheu parecer ção para sua subsistênda relatora, deputada Jô cia”, argumenta Jô MoMoraes (PCdoB-MG), raes.

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Nacional

A5

Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: nacional@ojornal-al.com.br

Caso Bruno pode gerar mudanças na Lei de Crimes Hediondos Crueldade contra ex-namorada do goleiro provoca clamor popular Agência Senado Mais um crime de repercussão nacional coloca em evidência a legislação relacionada aos chamados crimes hediondos, aqueles considerados mais cruéis ou que rompem com os princípios éticos mais importantes. O caso do desaparecimento da jovem Eliza Samudio, que teria a participação do goleiro Bruno de Souza e de várias outras pessoas vinculadas a ele, volta a provocar discussão sobre o assunto. A se confirmarem as afirmações dos investigadores da Polícia de Minas Gerais, Eliza teria sido assassinada de forma bárbara, o que enquadraria os autores do homicídio na Lei de Crimes Hediondos. Crimes como o homicídio qualificado, o latrocínio, a extorsão qualificada pela morte, a extorsão mediante sequestro, o estupro, de vulnerável ou não, a epidemia intencional que resulte em morte, a falsificação de medicamentos são listados pela Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8072/90). Juntamente com a prática de tortura, o tráfico ilícito de drogas e o terrorismo, tais crimes não podem ser suscetíveis de anistia, graça ou indulto, e nem de fiança. Além disso, a punição aos crimes hediondos tem regras próprias, mais rigorosas, relacionadas tanto à progressão do regime da pena quanto ao livramento condicional. A progressão de regime, no caso dos condenados, só pode acontecer após o cumprimento de dois quintos

Bruno é suspeito de ter planejado sequestro e assassinato da ex-namorada por causa do filho em comum

da pena, se o detento for primário, e de três quintos se reincidente. Já o livramento condicional só pode se acontecer se ele tiver cumprido mais de dois terços da pena e se não for reincidente em crimes dessa gravidade. Em geral, crimes que, pela crueldade e repercussão, causam grande clamor popular aumentam a pressão por maior rigor das penas e do tratamento aos condenados. A própria Lei dos Crimes Hediondos previa o cumprimento integral das penas, sem possibilidade de livramento condicional. Tal dispositivo, porém, foi derrubado pelo STF,

e nova regra (Lei 11.464/07) foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República. No caso do assassinato de Eliza Samudio, a polícia aponta detalhes considerados cruéis em um crime cometido por motivos fúteis: a jovem modelo foi sequestrada duas vezes por Bruno e pessoas ligadas a ele - na última vez, em 4 de junho deste ano. Num sítio em Vespasiano, Minas Gerais, ela teria sido amarrada com uma corda, espancada e estrangulada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola ou Paulista. O mesmo homem teria colocado

o corpo esquartejado de Eliza em um saco, mas dali retirado uma mão de Eliza, que jogou para cães. Os ossos teriam sido escondidos em concreto no mesmo lugar em que a jovem foi morta, mas a polícia não descarta outro meio de ocultamento do cadáver. Depois do crime, Bruno teria ateado fogo à mala de Eliza em seu sítio e ali tomado cerveja tranquilamente à beira da piscina. Outros suspeitos de participarem do crime são Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno; um adolescente primo do goleiro, é a principal testemunha.

Projeto dificulta o livramento condicional Agência Senado O tempo de prisão do condenado por crimes hediondos poderá aumentar. É o que prevê o projeto (PLS 249/05), que será analisado na próxima quarta-feira, a partir das 10h, em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A proposta aumenta de dois terços para quatro quintos o tempo mínimo de cumprimento da pena desses criminosos, em regime fechado, para terem direito ao livramento condicional. O inciso V do artigo 83 do Código Penal determina que o juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado à

pena privativa de liberdade igual ou superior a dois anos, desde que “cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza”. A legislação específica que dispõe sobre crimes hediondos (Lei 8.464/07) estabelece que o condenado cumpra inicialmente a pena em regime fechado, tendo depois direito ao livramento condicional. Essa redação alterou a Lei 8.072/90, que obrigava os condenados por crimes hediondos ao cumprimento integral da pena. Em

2006, o Supremo Tribunal Federal declarou esse dispositivo inconstitucional, por desrespeitar o princípio da “individualização da pena”. Em sua justificativa, o autor do projeto, senador Hélio Costa (PMDB-MG), classifica como “inadmissível que um homicida, depois de executar a vítima com requintes de crueldade, possa ganhar a liberdade ao cumprir apenas dois terços da pena”. Hélio Costa apresentou o projeto em 2005, antes, portanto, da derrubada, pelo STF, de parte da Lei dos Crimes Hediondos, em 2006. A partir daí a hipótese de cumprimento integral obrigatório da pena para os condenados por crimes hediondos foi desconsiderada.

De todo modo, o projeto de Hélio Costa assegura o livramento condicional para esses detentos, mas somente depois do cumprimento mínimo de quatro quintos da pena. Por exemplo, se a pena for de 20 anos, o condenado terá de cumprir 16 anos, restando apenas os quatros anos finais para a progressão do regime. Pelas regras atuais, ele poderia ter direito a abrandar a pena depois de cumprir 13 anos e três meses, restando-lhe, portanto, seis anos e seis meses fora da prisão. O relator da proposta, Demóstenes Torres (DEMGO), apresentou relatório que recomenda a aprovação do projeto.

Brasil falha na proteção à mulher BBC Brasil O escândalo que envolve o goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, desperta dúvidas sobre a eficiência do atendimento a mulheres vítimas de violência no país, mas especialistas ouvidos pela BBC Brasil avaliam que o problema não é a falta de leis sobre o assunto, e sim um rigor maior na aplicação da legislação. A polícia acusa Bruno de envolvimento no desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samudio, que acusava o goleiro de submetê-la a agressões físicas e psicológicas. Para a procuradora de justiça Luiza Nagib Eluf, do Ministério Público do Estado de São Paulo, as investigações indicam que Eliza foi atraída para uma “emboscada” e, por isso, não há sinais de erro da polícia no caso. “Eu não avalio que o Brasil tenha carência de leis ou que elas sejam insuficientes ou erradas”, diz a procuradora. “O que falta é vontade de colocar em prática essas leis, uma polícia mais rápida e empenhada em proteger a mulher e uma Justiça que consiga limpar de seus escaninhos o machismo que ainda impera em determinados lugares.” A opinião de Eluf - que cita a Constituição federal, o Código Penal e a Lei Maria da Penha como dispositivos de proteção à mulher - coincide com a avaliação do pesquisador Tim Cahill, da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que diz considerar as leis no Brasil “avançadas”, mas “sua prática, não”. “O discurso da proteção à mulher no Brasil tem avançado muito, o país foi o primeiro a criar uma delegacia da mulher”, afirma Cahill. “A necessidade de se lidar com o problema é reconhecida, mas ainda há muito a ser feito”. REPERCUSSÃO - Para a coordenadora estadual de políticas públicas para a mulher do Estado de Minas

Gerais, Eliana Piola, casos como o do goleiro Bruno “sempre existiram, mas hoje a sociedade vê com outros olhos”. “Claro que, por se tratar de uma celebridade, a repercussão é maior, mas não devemos nos esquecer que, nesse momento, várias mulheres no país sofrem com esse tipo de violência”, acrescenta. “Casos como esses reforçam nossa convicção de que toda a sociedade deve ser mobilizada para coibir essa violência”, diz a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que foi relatora do Projeto Maria da Penha, que resultou na lei que aumenta os mecanismos de combater à violência contra a mulher em vigor desde 2006. A senadora diz acreditar que Eliza Samudio poderia ter procurado mais ajuda do Estado. “Ela poderia ter denunciado mais”, afirma Vânia. “A mulher ainda desconfia dos instrumentos existentes e, culturalmente, ainda tem dificuldade para denunciar esses casos.” A procuradora Luiza Nagib Eluf cita como um problema o fato de muitas mulheres que sofrem violência doméstica retirarem a queixa uma vez que fazem as pazes com seus companheiros. “É um problema cultural a ser superado, mas o fato de a mulher voltar atrás não justifica que não sejam tomadas as providências imediatamete quando o caso exige”, avalia. Eluf também aponta o “machismo” presente na polícia e no Judiciário como um obstáculo no combate à violência contra a mulher. A senadora Lúcia Vânia manifesta um ponto de vista semelhante e afirma que “alguns juízes ainda titubeiam na aplicação da lei”. Para a parlamentar, o problema exige um fortalecimento dos mecanismos de proteção à mulher, como as delegacias da mulher e os abrigos temporários para as situações de emergência.

Relação entre clubes e atletas deve ser revista BBC Brasil A prisão do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, acusado de participação no desaparecimento da ex-amante, pode levar os clubes brasileiros a rever sua relação com os atletas, diz o especialista em marketing Alberto Sutton. “Isso pode fazer com que repensem até que ponto o clube perdoa o comportamento de determinados jogadores apenas por causa de sua fama”, diz Sutton, brasileiro que há 11 anos atua nos Estados Unidos e tem como clientes diversas empresas ligadas ao esporte. Sutton cita os casos de Adriano e Vágner Love, outros dois jogadores do Flamengo que também estiveram envolvidos com problemas com a polícia. Adriano testemunhou por duas vezes em uma investigação a respeito do tráfico de drogas na favela da Vila Cruzeiro, onde tem uma casa. Vágner Love prestou esclarecimentos à polícia após o vazamento de um vídeo com imagens suas ao lado de

traficantes armados. Adriano foi interrogado pela polícia após a divulgação de uma foto sua ao lado de um amigo segurando rifles automáticos e fazendo o sinal do Comando Vermelho, grupo criminoso do Rio. Vágner Love apareceu em um vídeo ao lado de homens com rifles e uma bazuca, em uma favela carioca. Segundo o especialista, o caso Bruno também pode fazer ainda com que os clubes passem a ser mais rígidos na seleção de quem pode falar em seu nome, como fazem empresas de outras áreas e até mesmo algumas equipes estrangeiras. Ele lembra uma entrevista recente em que o próprio Bruno provocou polêmica ao perguntar “quem nunca saiu na mão com uma mulher”. “O processo de seleção e aprovação de quem pode falar em nome de uma empresa é muito rígido, mas o mesmo não ocorre nos clubes brasileiros”, diz Sutton. PATROCÍNIO - Na opinião

de especialistas em marketing esportivo, a fuga de patrocinadores e anunciantes é o efeito mais imediato de um escândalo envolvendo celebridades esportivas. Nos EUA, calcula-se que o golfista Tiger Woods - envolvido em um escândalo de adultério no fim do ano passado - tenha deixado de ganhar entre US$ 23 milhões e US$ 30 milhões com o cancelamento de contratos com patrocinadores. Logo após a prisão de Bruno, a fabricante de materiais esportivos Olympikus suspendeu o contrato de patrocínio com o goleiro até o fim das investigações. Os especialistas avaliam, no entanto, que ainda é cedo para medir o impacto do caso do jogador brasileiro. “Em casos de escândalos com celebridades esportivas, a reação dos patrocinadores costuma variar de cliente para cliente”, diz Mario Flores, diretor da empresa de marketing esportivo e relações públicas Sportivo, em Los Angeles. “Alguns patrocinadores se re-

tiram imediatamente, para preservar sua imagem. Outros recuam e esperam, para avaliar a melhor estratégia”, afirma Flores, que é especialista no mercado esportivo latino nos EUA. Os especialistas consultados pela BBC Brasil dizem que a imagem do Flamengo não deve sofrer maior impacto. “Não acho que vá prejudicar a imagem do clube. O Flamengo é muito maior do que um jogador, tem uma longa história, e os torcedores e patrocinadores vão entender que se trata de um caso pessoal”, diz o jornalista esportivo venezuelano René Rincón, que há sete anos atua como relações públicas esportivo nos Estados Unidos. Segundo Sutton, o Flamengo agiu rapidamente para dissociar sua imagem de Bruno e não deve sofrer maiores danos. O Flamengo suspendeu o contrato com o goleiro, que vai até o fim de 2012, logo depois de sua prisão. O advogado do clube, que até então prestava assistência a Bruno, também se retirou do caso.

Procuradora Luiza Eluf diz que é preciso colocar as leis em prática

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Opinião A6

O fim dos lixões “A sociedade terá de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta” Alder Flores Alder Flores, advogado, químico, esp. em Direito, Engenharia e Gestão Ambiental, auditor Ambiental Após tramitar durante dezenove anos foi aprovada em 07 de julho do corrente ano no Senado Federal a lei que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, devendo a mesma ser encaminhada para a sanção presidencial. Com a entrada em vigência desta nova legislação fica proibida a criação e/ou a continuação da existência de lixões. Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente. Sendo ainda proibido a catação de lixo, morar ou criar animais nos futuros aterros sanitários. Contando com 58 artigos que ocupam 43 páginas, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos apresenta algumas novidades, entre elas aquela que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a realizarem o recolhimento de embalagens usadas, inclusive agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos. Outra inovação diz respeito à responsabilidade compartilhada envolvendo os governos estaduais e federal, as prefeituras, as empresas e a sociedade na gestão dos resíduos sólidos. Neste texto legal encontra-se estabelecido que a sociedade terá de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação no município onde houver a coleta seletiva. Outro fator importante diz respeito que a União e os governos estaduais poderão conceder incentivos à indústria de reciclagem. Pela nova política, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos após a aprovação dos planos de gestão municipal de resíduos sólidos. Outro beneficio da citada legislação diz respeito às cooperativas de catadores de material reciclável, sendo as mesmas incluídas na gestão da responsabilidade compartilhada, devendo ainda receber incentivos poder público. Através do programa de incentivo e com a nova ordem jurídica relacionada aos resíduos sólidos, o Brasil procurará resolver um dos grandes problemas que é a produção de lixo nas cidades, que chega à média geral a 150 mil toneladas por dia; desse total apenas 13% tem destinação correta em aterros sanitários. Em 2008 apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros tinham um programa de coleta seletiva de lixo. Estudos indicam (Abrelp) que o mercado de limpeza urbana no Brasil movimentou em 2008 R$ 16,5 bilhões, sendo gastos atualmente no Brasil aproximadamente R$ 8,00 por habitante por mês, para que se realize o serviço de limpeza urbana, que inclui desde a coleta diária até a destinação final dos resíduos. Em nosso estado, apenas o município de Maceió tem uma destinação final correta das mais variadas classes de resíduos. Urge então a necessidade de que as demais prefeituras iniciem um processo de desativação dos lixões, com a implantação de aterros sanitários, inclusive o Conselho Nacional do Meio Ambiente recentemente editou uma resolução que de certa forma diminui algumas exigências de natureza técnica, administrativa e jurídica nos processos relativos ao licenciamento ambiental destes equipamentos urbanos. Lembro-me de quando exercia um cargo de direção no Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas, há alguns anos, que o governo do Estado realizou um amplo diagnóstico sobre a situação da disposição final dos resíduos sólidos gerados em todos os municípios. Neste sentido, é importante que as ações que foram levantadas neste estudo técnico sejam postas em prática, iniciando desta maneira um processo de erradicação de todos os lixões de nosso Estado. Ressalto apenas, que não se faz necessário a realização de novos estudos, pois os mesmos já existem. Não se deve fazer o que se faz com o complexo lagunar. Novos estudos, novos estudos e na prática nada.

Aposta no passado compromete o futuro “Estamos prontos para a nova era da economia mundial”

João Guilherme Sabino Ometto Engenheiro, presidente do Grupo São Martinho e vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) São animadoras as estimativas que acabam de ser divulgadas pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) quanto aos investimentos estrangeiros diretos (IED) na região em 2010. Seu volume deverá alcançar US$ 100 bilhões, retornando ao patamar verificado antes da grande crise mundial. O crescimento em relação ao ano passado deverá chegar a quase 50%. A retomada é ainda mais importante se considerarmos que, no exercício anterior, verificou-se queda de 42%, conforme consta do estudo “O investimento estrangeiro direto na América Latina e Caribe 2009”, divulgado pela Cepal no início de maio. O relatório aponta que o Brasil continuou sendo o principal destino dos recursos, seguido pelo Chile, México, Colômbia e Argentina. Os Estados Unidos, Espanha e Canadá, pela ordem, seguiram como os maiores investidores. A boa notícia contida no estudo não esconde, entretanto, duas tendências preocupantes. A primeira refere-se à queda dos aportes no setor primário, em especial nos segmentos agrícola e mineral. A segunda diz respeito ao fato de a maioria dos investimentos destinados à indústria concentrar-se em atividades de intensidade tecnológica baixa e média. As duas vertentes, se analisadas com senso de realismo, mostram que boa parte dos investidores do mundo desenvolvido ainda entende a América Latina como provedora de matérias-primas, commodities de baixo valor agregado e semimanufaturados, em especial insumos industriais. Nem mesmo o avanço do Brasil no agronegócio, incluindo alta tecnologia agrícola e elevado volume de exportações, e em segmentos avançados da indústria, como software e aviões, parece sensibilizar algumas nações quanto às mudanças de perfil de nossa economia e nossa estrutura produtiva. Os investimentos estrangeiros diretos visam com muito foco aos nossos mercados consumidores (por isso privilegiam os serviços) e nossos recursos naturais. Tal expectativa evidencia que, a despeito de todos os avanços da chamada Terceira Revolução Industrial e da nova estrutura de produção segmentada da globalização, persiste a anacrônica imagem do Hemisfério Sul exportador de produtos de baixo valor agregado e importador de bens de consumo sofisticados. Aliás, esse olhar anacrônico persistente em parte do mundo desenvolvido também é diagnosticado pelo ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema. Em recente visita à Fiesp, ele salientou que a Europa mantém uma visão antiquada da economia e que precisava prestar mais atenção no Hemisfério Sul. O Brasil, seguido por algumas nações, como o Chile e Argentina, é a própria antítese do renitente conceito. Mantém-se, sim, como grande provedor agropecuário, mas com alta tecnologia e eficiência, conciliando a produção de alimentos com a de biocombustíveis, em especial o etanol. Ademais, o País tem segmentos industriais de ponta, é autossuficiente em petróleo e tem a maior reserva hídrica. Ou seja, estamos prontos para a nova era da economia mundial, que será marcada pela produção mais limpa e alta valorização dos alimentos, da água e dos combustíveis renováveis. Não há dúvida de que nesses itens encontram-se as melhores oportunidades de investimentos, com retorno absolutamente garantido pela realidade de um mundo cada vez mais carente de comida, água, energia e salubridade ambiental. Assim, quem continua apostando em teses dos séculos passados pode comprometer o próprio futuro.

Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

Fúria ou Laranja? Holanda e Espanha protagonizam hoje após 32 anos a primeira final com duas seleções que nunca foram campeãs do mundo. Desde o jogo entre a própria Laranja e a Argentina em 1978, o futebol não assistia a um jogo disputado entre dois países. Isso transforma a partida em um clássico imprevisível, onde não há favoritos e onde todas as jogadas serão decisivas. Seja dos pés de Robben ou Iniesta, os armadores; ou da genialidade de Sneijder ou de Villa. De um lado a Holanda, com poucas participações em Copas, mas que por duas vezes bateu na trave, com seleções maravilhosas que mudaram o jeito de se jogar futebol, criando, por exemplo em 1974, o esquema que ficou conhecido como “carrossel holandês”. Desde então ou a Laranja chegou na final ou quem a derrotou jogou a última partida. Esse mundial também fica marcado pela mudança no futebol holandês que deixou de ter beleza para buscar resultados.

Do outro lado a Espanha, que conta com um dos campeonatos de futebol mais ricos do mundo, por onde desfilam estrelas sempre apontadas como as melhores da FIFA. A “Fúria” chegou na África do Sul como favorita, tropeçou logo na primeira rodada e depois foi ganhando espaço com vitórias magras e sem empolgação, quase mantendo a fama de seleção que amarela. Só no finzinho que o misto de Barcelona e Real Madrid empolgou. É um jogo imprevisível, mas que tem tudo para ser um épico do futebol. Assistindo a tudo isso o mundo inteiro. Essa partida deve quebrar todos os recordes de transmissão. Mesmo com a Copa, ficando marcada pela pouca qualidade técnica, pelo tropeço dos craques, o excesso de erros de arbitragem, o barulho das vuvuzelas e a instabilidade da jabulani. Isso sem esquecer do pé frio de Mick Jagger ou do visionário polvo Paul.

Ponto de vista

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Achismos, coisas e tal... “O que ainda não é possível é considerar Bruno culpado por assassinato” Antonio Gonçalves Advogado criminalista e especialista em Criminologia Internacional O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes Souza, do Flamengo, e a jovem Eliza Samudio, de 25 anos, enseja a cada dia mais e mais teorias acerca do que pode ter acontecido com a jovem e também qual o envolvimento do jogador com os supostos crimes. De fato, o caso teve um período agudo com o depoimento de um parente, menor, do goleiro que afirmou ter sido contratado pelo jogador para matar a jovem com o auxílio de Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão”. E a cada novo indício se desenvolve uma nova teoria acerca do caso: homicídio doloso, sequestro, cárcere privado, lesão corporal, ocultação de cadáver são apenas alguns dos crimes que diuturnamente são atribuídos a Bruno e seus amigos e parentes. De concreto, temos o indiciamento de Bruno e Luiz Henrique pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal e de outras pessoas ligadas ao caso, inclusive, a esposa do goleiro. A opinião pública já se manifestou ferozmente com gritos de “assassino” contra o jogador e a confirmação de que o sangue no carro do goleiro é mesmo de Eliza Samudio apenas corrobora para agravar ainda mais a opinião negativa. No entanto, o que temos até o presente momento são uma série de achismos e teorias, porque, de fato, enquanto o corpo não for encontrado ou não houver provas contundentes, sejam materiais ou testemunhais que confirmem a morte de Eliza, a tese de homicídio não deve e não pode ser levada a cabo. Esses “achismos” passam, inclusive, pela modalidade de pedido de prisão: preventiva ou temporária? Os requisitos para a preventiva são, de acordo com o artigo 311 do CPP: 1) garantia da ordem pública; 2) garantia da ordem econômica; 3) por conveniência da instrução criminal; 4) para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. Já a prisão temporária, baseada na Lei nº 7960/89, prevê, de acordo, com o artigo 1, III, b: “quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: b) seqüestro ou cárcere privado (art.148, caput, e seus §§ 1° e 2°)”.

Exatamente o estágio em que se encontra o goleiro e os demais, logo a prisão correta a ser pedida pelo MP foi a temporária, em consonância com a justiça do Rio de Janeiro e em contrariu sensu à justiça de Minas Gerais que decidiu pela expedição de prisão preventiva, o que deve ocorrer após os trâmites no Rio de Janeiro serem concluídos, uma vez que o inquérito tramita em Minas. Ademais, o que ainda não é possível é considerar Bruno culpado por assassinato, primeiro porque nem processo ele ainda responde, uma vez que o inquérito policial ainda não foi concluído. Segundo porque em momento algum se apurou se realmente ele foi o autor de um eventual delito, portanto, existem apenas muitas especulações, porém, as certezas ainda estão um pouco distantes do momento presente. É leviano elencar crimes e relacioná-los ao goleiro e seus amigos/parentes, contudo, a cada dia fica mais claro que algo, de fato, ocorreu. Mas, se foi Bruno, “Macarrão” ou um terceiro ainda é muito prematuro, como ainda falta se completar nesse quebra-cabeça, a função/importância da esposa do goleiro que apareceu com o filho de Eliza logo na sequência de seu desaparecimento. De concreto, até o momento, num olhar jurídico de observador, temos uma possibilidade concreta de que Bruno responda pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal, e sua esposa Dayanne Rodrigues do Carmo Souza provavelmente também responderá por crimes relacionados à criança, já que foi vista em sua posse logo após o desaparecimento da jovem. Os fatos e tipos penais serão mutantes até a conclusão do inquérito e tudo poderá ganhar novos contornos se e quando o corpo da jovem for encontrado. A verdade aparecerá, é apenas uma questão de tempo, pois com a diligência das provas, da polícia e com os depoimentos as lacunas serão preenchidas. Que se indiciem os culpados, mas não se faça uma caça às bruxas injustificada com uma cruzada pela defesa do indiciamento por homicídio por conta e força da opinião pública ou dos achismos e outras coisas presentes até então.

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“Iniciamos com 12 crianças. Hoje, são 1,2 mil jovens” Marcial Lima Professor

Há muito, voltando de um encontro da Associação Mundial de Cidades Educadoras (hoje com 281 associados, 8 no Brasil), dissemos ao governador de então: “Agora, tenho certeza de que não sou um ser delirante. Ideias, aqui consideradas exóticas, há vários anos são realizadas em outros locais com resultados significativos”. Desse impulso, nasceu o projeto A Escola como Pólo Cultural da Comunidade; hoje amputado, como se pode ler no artigo O Preço da Descontinuidade, publicado em 24.06.2009. Sendo a esperança no futuro a matéria prima do educador, à guisa de reflexão, sempre encontramos ânimo para repercutir fatos que vêm reforçar assuntos aqui focalizados. É o caso da edição especial da revista Carta Capital, onde se indagava a empresários, intelectuais e artistas sobre as principais necessidades para o desenvolvimento do País. Na enquete, Luiz Gonzaga Belluzo, professor da Unicamp e ex-chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, opina que, no Brasil de hoje, a infraestrutura, a educação e a política cultural são questões fundamentais, completando: “Quando me refiro a política cultural, estou falando da integração do indivíduo, dos grupos sociais, ao mundo contemporâneo, sabendo dos valores que queremos preservar”. E continua: “Não podemos separar da questão da compreensão, do entendimento e da crítica, a capacidade de formular projetos”. Adiante, encontramos Jorge Furtado, diretor do filme Ilha das Flores, afirmando que a Indústria Cultural - não poluente e autossustentável - por se relacionar com outros setores produtivos (comunicação, turismo, serviços), emprega profissionais de todas as áreas, com salários mais altos que a agricultura e a indústria tradicional. “A riqueza cultural brasileira é imensa e o seu público consumidor tem grande potencial de crescimento”. Às folhas tantas, a pedagoga Dagmar Garroux observa que, para evitar a brutal evasão escolar, a educação precisa ser mais atraente e inclusiva. “Temos que reverter esse quadro melancólico em que se encontra a educação brasileira”. E afirma que, em 1980, ao iniciar um trabalho pedagógico no Capão Redondo, periferia de SP, área de baixa renda e altos índices de criminalidade, começou ouvindo a comunidade. “Iniciamos com 12 crianças em nossa residência. Hoje, na Casa do Zezinho, criada há 16 anos, atendemos 1,2 mil jovens, numa área de 3 mil metros quadrados”. O segredo? “Primeiro o acolhimento. Depois de acolhida, a criança é constantemente estimulada a criar. Aqui, a arte é fundamental”. Capacitação, sensibilidade, atitude, persistência. Eis a questão! Cartas à Redação: opiniao@ojornal-al.com.br

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Massacre de Srebrenica completa 15 anos Marcha iniciada quinta-feira termina hoje com enterro de 731 vítimas do maior genocídio pós Segunda Guerra Mais de 5 mil pessoas marcham desde quinta-feira para lembrarem o aniversário do massacre de Sbrenica onde foram mortos 8 mil mulçumanos. Uma caminhada de 110 km pelas montanhas da Bósnia que começou em Nezuk, no nordeste do país e terminará em Sebrenica na manhã deste domingo. A marcha organizada pelas associações dos direitos huma-

nos reúne ativistas e sobreviventes. Hoje haverá um enterro coletivo para 731 vítimas cujos corpos estavam enterrados em valas comuns. Elas serão enterradas em Potoari, lugarejo no leste da Bósnia-Herzegóvina. Um dos acusados deste massacre Rakto Mladic continua sem prestar contas à justiça. A família do fugitivo de guerra entrou com uma peti-

ção para que ele seja declarado legalmente morto. Mladic foi indiciado há 15 anos atrás por genocídio, pelo massacre de Srebrenica, no qual foram mortos 8 mil homens muçulmanos, e pelo cerco de 43 meses da cidade de Sarajevo. A União Europeia estabeleceu a sua detenção como condição-chave para o prosseguimento de negociações para a entrada da Sérvia no grupo dos Vinte e Sete.

Muitas questões continuam em aberto Sobreviventes e familiares das mais de 8 mil vítimas do massacre encerram hoje marcha iniciada quinta-feira

Fifa nega homenagem a bósnios A Sociedade Internacional de Povos Ameaçados emitiu um comunicado, na sexta-feira, em Sarajevo, capital da BósniaHerzegovina, informando que a Fifa negou o pedido feito por ela e por outras associações para que antes do início da final da Copa do Mundo da África do Sul, neste domingo, em Johannesburgo, entre as seleções da Holanda e Espanha, houvesse um minuto de silêncio em memória dos 8.372 mortos no massacre de Srebrenica, ocorrido no dia 11 de julho de 1995. A decisão foi tomada na sexta-feira pela Fifa, em resposta ao pedido da organização juntamente com diversas outras associações de sobreviventes bosnienses. O documento com a chancela da entidade máxima que cuida do futebol mundial veio com a rubrica do secretário geral, Jérôme Valcke. A missiva, que traz o pesar

da Fifa pelas vítimas da carnificina ocorrida em Srebrenica, também cita a data como importante na vida de Nelson Mandela, que ficou preso por 27 anos por lutar contra o apartheid, política imposta pelo governo branco sul-africano na qual excluía a maioria negra do convívio com a minoria branca, descendentes dos colonizadores holandeses e ingleses. “Como podem supor, esse dia tem grande significado para o continente africano e, sobretudo, para a África do Sul. Por isso esperamos que compreendam que nenhum desses acontecimentos horríveis será lembrado particularmente na final do Mundial”, escreveu a Fifa. Em maio passado, as associações dos sobreviventes da carnificina ocorrida no país da região dos Balcãs tinham solicitado à Fifa a homenagem. Também pediram que a enti-

dade máxima do futebol mundial deixasse 8.372 assentos vazios para lembrar as vitimas do genocídio. Além disso, externaram a posição de que era uma pena que a data da final do Mundial fosse exatamente no fatídico dia. Recordaram que o Parlamento da União Europeia elegeu o dia em memória às vitimas do genocídio em todos os países que fazem parte do bloco. Os cerca de oito mil mortos pelo exército sérvio comandado pelo general Ratko Mladic eram homens muçulmanos que moravam no último enclave a ser tomado pelo governo sérvio. A guerra civil na Bósnia-Herzegovina durou cerca de três anos e meio. Quinze anos depois da carnificina o general Ratko Mladic foi acusado pelo Tribunal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPIY) de genocídio. Ele segue foragido.

TPI cobra captura de criminosos GENEBRA- Em junho último, o promotor chefe do Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPII), Serge Brammertz, recomendou à Sérvia que mude sua atual estratégia para capturar os criminosos de guerra fugitivos Ratko Mladic e Goran Hadzic. Em uma audiência no Conselho de Segurança da ONU, o jurista belga garantiu que as autoridades sérvia continuam os esforços para prendê-los, mas “eles até agora não produziram resultados tangíveis e acreditamos firmemente que a atual estratégia da Sérvia precisa de uma revisão”, disse Brammertz. Em sua opinião, as forças de segurança sérvias e as autoridades devem “intensificar” suas atuações para conseguirem a prisão de Mladic, excomandante militar servo-bósnio acusado pelo genocídio de Srebrenica em 1995 - quando mais de 8.000 muçulmanos foram mortos - e de outros crimes; e Hadzic, antigo líder dos sérvios da Croácia.

Ratko Mladic está foragido

Segundo o promotor, ele pediu ao governo sérvio que amplie suas investigações, intensifique os registros e dedique mais recursos à caça dos dois suspeitos, “principal prioridade” do Tribunal. Brammertz ressaltou que afirmou à União Europeia a necessidade de manter a pressão sobre Belgrado, que nos últimos meses “relaxou” após ver melhoras na cooperação do país balcânico com o TPI.

Por sua vez, o embaixador da Sérvia na ONU, Feodor Starcevic, assegurou ao Conselho de Segurança que são levados a cabo diariamente registros relacionados com os casos de Mladic e Hadzic. “A Sérvia sabe muito bem que a prisão desses dois fugitivos colocará fim aos remanescentes do passado que têm pesado na recuperação da sociedade sérvia”, defendeu. A família de Mladic afirma que o ex-militar de 68 anos morreu e no dia 16 de junho último apresentou a um tribunal de Belgrado uma solicitação para declará-lo morto, depois de sete anos sem informações sobre ele. Mladic é acusado de genocídio relacionado com a matança de cerca de 8.000 homens muçulmanos em Srebrenica, do cerco a Sarajevo e de outros crimes cometidos durante a guerra bósnia (1992-1995). Hadzic, de 50 anos, é procurado por supostamente cometer crimes contra a humanidade durante a guerra, na Croácia.

Deutsche Welle Em 11 de julho de 1995, tropas sérvias marcharam sobre Srebrenica, cidade da Bósnia-Herzegóvina que fora declarada área de segurança pela Organização das Nações Unidas. Os soldados escolheram muçulmanos do sexo masculino, entre 12 e 80 anos de idade, e os chacinaram. O fato ocorreu com a anuência passiva dos capacetes azuis da ONU, sob cuja custódia se encontravam os cerca de 40 mil civis muçulmanos desarmados. Nos últimos anos, no Vale do Drina (rio na fronteira sérvio-bósnia) foram exumados, de 275 valas comuns, os restos de 8.372 vítimas do massacre, das quais 6.557 foram identificadas. Porém estes números ainda não são definitivos, já que muitos civis muçulmanos ainda são tidos como desaparecidos. Mesmo 15 anos depois, ainda é difícil esclarecer o ocorrido de forma meticulosa e abrangente, afirma Manfred Eisele, major-brigadeiro do Exército alemão encarregado do planejamento das operações de paz da ONU entre 1994 e 1998. Diversas nações agiam ativamente por trás dos bastidores, e seus diplomatas e generais implementavam as decisões dos diferentes governos na Iugoslávia em dissolução. Contudo, terminada a guerra, eles não puderam contribuir para os relatórios da ONU, por não ter permissão para prestar declarações, explica Eisele. Segundo o militar alemão, o papel dos países europeus no conflito da antiga Iugoslávia e na guerra da Bósnia é fortemente determinado por fatores históricos. “As ocorrências de 1995 nos Bálcãs foram marcadas por posições que as nações [da Europa] já haviam adotado em 1914 [início da Primeira Guerra Mundial].” Eisele duvida que os responsáveis pela operação de paz no Conselho de Segurança da ONU realmente tivessem a força e a intenção de proteger os 40 mil civis muçulmanos na área de Srebrenica. Essa hipótese é confirmada por pesquisas do jornalista holandês Huub Jaspers. Estas mostram que, antes mesmo do massacre, as gran-

Centenas de corpos ainda hoje são encontrados em valas comuns

des nações no Conselho de Segurança já teriam tido informações sobre os planos sérvios de ataque. “No fundo, o Conselho de Segurança é principal responsável pelo que aconteceu em Srebrenica. Os governos dos países que lá estavam receberam, de seus serviços de inteligência, informações sobre o que estava sendo preparado. Porém eles nada fizeram com essas informações, não impediram esse drama. Esta é uma das grandes questões que, ainda hoje, estão em jogo: por quê?” TRAUMA - Hoje, o governo do país de Jaspers também é responsabilizado pelo genocídio de Srebrenica. Quando os encarregados na ONU propuseram um ataque aéreo contra as tropas sérvias, a Holanda interveio, temendo por seus 450 soldados mobilizados para a proteção do enclave bósnio. E assim a ONU não voou, o massacre aconteceu, e os capacetes azuis observaram tudo passivamente. No momento, Axel Hagedorn, advogado de cerca de 8 mil familiares das vítimas, se empenha, diante tanto do Supremo tribunal holandês quanto da Corte Europeia de Justiça, para suspender a imunidade das Nações Unidas, que, em sua opinião, deveriam ter passado por cima do bloqueio dos holandeses. “Se a ONU tiver que comparecer diante da Justiça, então não será mais possível o Estado holandês colocar a culpa na ONU, e esta no Estado holandês, como é o caso no momento. A promessa quebrada permanece sendo o grande trauma, enquanto a ONU nem mesmo se desculpar – ou a Holanda. É sim-

plesmente assustador que não se consiga nem a menos pronunciar uma desculpa.” Para os soldados holandeses, aquela operação também se tornou traumática, afirma o jornalista Jaspers. Ao serem enviados, eles estavam totalmente mal preparados e mal armados, e com indicações equivocadas sobre sua missão. Muitos deles são agora doentes, cometeram suicídio ou se encontram na prisão por terem assassinado alguém. RUANDA - Apenas um ano após o massacre de Srebrenica, foi a vez o genocídio em Ruanda. Vinte anos antes iniciara-se o regime de terror do Khmer Vermelho no Camboja, que fez milhões de mortos. São datas históricas que testemunham o fracasso da ONU. Porém esta pouco aprendeu com essas lições, critica Eisele. “É dramaticamente subdesenvolvida a disposição dos Estados de assumir a responsabilidade pelas minorias oprimidas, e de perceber essa responsabilidade como um dever de proteção” VALAS - Srebrenica e suas cercanias estão “etnicamente limpas”. Na própria cidade só vivem, hoje, de 3% a 5% de muçulmanos, a maioria, mulheres à procura de seus parentes. Grande parte das famílias partiu para o exílio, para o Canadá, a Nova Zelândia e os Estados Unidos. Nesse ínterim, a busca pelas vítimas se arrasta. Os cadáveres foram atirados em valas comuns e, para apagar as evidências, foram mais tarde desenterrados com tratores de lâmina e transportados para um segundo ou terceiro local.

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DESAPARECIDOS

Quem são e onde eles estão?

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Depois da enchente, os dias de tragédia ainda continuam para muitas famílias que vivem à espera de reencontrar seus parentes

Deraldo Francisco Editor-Geral Cortesia: Quitério Fernades

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inte e três dias depois da tragédia provocada pelas enchentes que atingiram 28 cidades alagoanas, com destaque para Santana do Mundaú, União dos Palmares, Branquinha, Murici e Rio Largo – que estão no caminho do rio Mundaú, as buscas terminaram com a informação oficial de que pelo menos 29 pessoas ainda estão desaparecidas. Os dados são das prefeituras municipais e, na Coordenadoria de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, são tratados como estatísticas. Ou seja, essas pessoas não têm nomes. São números das cidades fornecidos pelos respectivos prefeitos que, nos municípios, foram procurados pela família de alguém que está desaparecido. Existem planos para liberação de cestas básicas, de colchões, localização de terreno e instalação de barracas. Mas não existe plano para localizar os desaparecidos. Hoje, eles são pouco em relação ao que foi divulgado no início, quando eram contadas exatas 1.089 pessoas com paradeiro desconhecido. Mas o fato é que elas existem. Os familiares não têm esperança nenhuma de encontrá-las com vida. Por isso, querem o corpo para fazer o sepultamento e conviver com a dor da perda, mas com a certeza. Hoje, eles só têm a dor. A reportagem de O JORNAL foi buscar algumas histórias sobre esses desaparecidos. Só para lembrar, no início da produção da matéria, eles [os desaparecidos] eram 69. O corpo de uma mulher foi encontrado em Murici, e, na sexta-feira, o número caiu para 29. Duas histórias com nomes, relatos verdadeiros e fotografias serão contadas amiúde pela reportagem. Das outras 27 pessoas foram encontradas poucas informações. No entanto, pior que isso é o fato de informar que as buscas por desaparecidos ou corpos foram encerradas. Hoje, quem tiver algum parente desaparecido deve fazer as buscas por conta própria. Fica a certeza de que, nos próximos dias, os cadáveres sejam encontrados, um a um, na beira do rio, ou sob montanhas de areia que estão sendo removidas pela natureza e pelo homem. Todos os dias, familiares dessas pessoas vão ao IML de Maceió tentar reconhecer, entre os mortos não identificados, o corpo do seu parente levado pela cheia.

No alto de sua pousada, Gilmar foi filmado, pela última vez, pouco antes de o imóvel ruir pelas forças das águas

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Dona Livanete já não tem esperanças de encontrar o filho com vida

“Seu” Gabriel confia em Deus o paradeiro do filho: “Ele quem sabe”

Em Santana do Mundaú, desespero foi gravado Fotos: Marco Antônio

Sexta-feira, dia 18 de junho, armazéns. “A água subiu tanto 7h30 da manhã, a população de que lavou os pés da santa”, disse Santana do Mundaú percebe o prefeito Elói da Silva. A igreuma repentina elevação do nível ja de Santa Ana, padroeira da cido rio. Eles se preparam para o dade, fica na parte alta da cidapior. Achuva era fina, mas insis- de e foi pra lá que muita correu tente. “Choveu muito, mas não para escapar da enchente. O predava para aquilo [enchente] feito ficou desabrigado e pertudo. O problema é mais acima”, noita na casa de um primo. disse Quitério Fernandes, cineBem perto da ponte, na cografista que fez as imagens da bertura de um prédio de dois enchente e da agonia de muitas andares, Gilmar Mariano pessoas. Brasileiro, de 41 anos, Depois do meioestava assustado, tendia, a situação já era tando achar um lugar de calamidade no seguro para descer e município. Boa parte se salvar. No prédio da cidade era um rio funcionava a única só. Quitério Fernanpousada da cidade, des gravava tudo. de propriedade de “Diga ao pessoal que Gilmar Brasileiro. estou do lado de cá, Mais cedo, ele enfilmando a cheia”, tregou sua motocicledisse ele para a irmã ta ao amigo Jurandir Josélia, que passava Alves e pediu que ele correndo sobre a a levasse para um ponte que ameaçava lugar seguro. Endesabar. A ponte quanto isso, Gilmar ficou comprometida, Gilmar não apareceu Brasileiro ficou no mas resistiu à enprédio, para vigiar a chente e continua ligando a ci- mobília. “Ele disse que não ia dade a Correntes (PE). sair para as pessoas não saqueaMuita gente se salvou apenas rem a pousada”, contou com a roupa que vestia. Poucas Jurandir. O que ele pôde, levou pessoas ainda tiraram parte da para o segundo o andar. mobília de dentro de casa. Mas Depois foi para a cobertura, não adiantou muito porque tudo na tentativa de se salvar porfoi molhado e arrastado sem o que, por dentro do prédio, não menor cuidado. havia mais condições. A água Às 14h, a população não já passava de oito metros de protinha mais nenhuma esperança fundidade. Gilmar Brasileiro foi de que o rio baixasse. No pe- visto com vida até as 16h. Na ciqueno centro da cidade, a água dade há relatos de que, depois já cobria o telhado das lojas e desse horário, o prédio desabou

Em Santana do Mundaú, moradores ainda recordam o desespero da cheia

e ele lançou-se na água. “Eu estava lá no alto [morro com plantação de laranja] e vi tudo. O Gilmar correu de um lado pro outro e, em dado momento, o prédio caiu inteirinho, sem se

desmanchar. Ele pulou na água, como se fosse nadar para sobreviver. Mas, depois desse tempo todo, como a gente não tem notícias deles, não sei não”, disse o jovem Diego Silva. (D.F.)

Dona Ilda só soube do sumiço do marido quatro dias depois

Aposentado foi arrastado pelo rio A cidade de Rio Largo Dona Ilda Pereira da também foi duramente cas- Silva, esposa do aposentatigada pelo Rio Mundaú. A do, disse que só ficou sabenIlha Angelita, que fica nos do do sumiço do marido arredores do Centro, virou quatro dias depois. “Uma rio. As casas foram encober- mulher me disse que viu tas pela água e, as que a na- quando ele caiu, bateu com tureza não derrubou serão a boca num móvel e foi ledemolidas pelo homem. Na vado para o pronto-socorro. ilha, todos perderam suas Meu filho [Renato Pereira] já casas, mas ninandou por todos guém morreu. os hospitais de Também não houMaceió e até no ve desaparecidos IML, mas não por lá. encontrou neBem pertinho nhuma notícia. da ilha, atravessanNão tenho mais do a ponte, ficava a esperança de enRio Pousada, um contrá-lo vivo. dos prédios dos da “Tem gente que região pertencente se apega demais ao aposentado Naràs coisas mateciso Pereira, de 76 riais e se esquece anos. A pousada de Jesus”, cofica bem perto do mentou dona rio, onde esgoto do Ilda. Narciso: sem notícias prédio é jogado. Ela lamenta a No sábado, dia quantidade de 19, quando a enchente che- informações distorcidas que gou forte a Rio Largo, tem recebido. “Tem gente Narciso Pereira estava ten- que fica fazendo brincadeitando salvar parte da mobí- ras com essa situação. Eu lia, levando tudo para o pri- peço às pessoas que só promeiro andar. Entre 9h e 10h curem a família se realmenda manhã, ele desceu para te tiverem algum tipo de inpegar alguma coisa e a pare- formação que possa levar a de dos fundos caiu sobre ele, ele ou ao corpo dele”, pediu arrastando-o para dentro do dona Ilda. Todos os dias, o rio. “Meu pai era um homem filho, Renato Pereira, vai ao forte, mas, devido à idade, IML na tentativa de reconão pôde reagir contra a nhecer o corpo do pai. Na fúria do rio”, contou o co- cidade, este é o único caso merciante Pedro Pereira, concreto de desaparecimenfilho de Narciso Pereira. to. (D.F.)

Buscas foram feitas na cidade e pela região Em Santana do Mundaú, Gilmar Brasileiro é a única pessoa desaparecida. Duas crianças morreram no período da enchente, mas não se sabe se há relação das mortes com o fenômeno. Numa comunidade colombola que fica nos arredores da cidade, a menina Josineide Maria da Silva, de nove anos, morreu afogada num açude. No Sítio Cocau, o menino José Orlando da Silva, de oito anos, morreu soterrado por uma barreira. Sem contar com a destruição, estes foram os dados

trágicos em Santana do Mundaú. Na cidade, a maioria dos familiares de Gilmar Brasileiro não tem mais esperança de encontrá-lo vivo. O aposentado Gabriel Mariano Alves, de 72 anos, pai do rapaz, é mais cauteloso. “Deus é quem sabe como ele [Gilmar] está”, disse ele. Experiente, Gabriel Alves conta que, há 18 anos houve uma cheia parecida com esta em Santana do Mundaú e, das três pessoas levadas pelas águas, o resgate encontrou o corpo de

apenas uma. “Até hoje não temos notícias dessas outras duas”, comentou Gabriel Alves. A dona de casa Livanete Maria Brasileiro, 66 anos, mãe de Gilmar, diz que só quer ter o direito de fazer o sepultamento do corpo do filho. “Depois desse tempo todo sem notícias, não tenho mais esperanças de encontrar meu filho vivo”, contou com lágrimas nos olhos. Ela perdeu a casa e, no momento, está abrigada na casa de uma filha, na zona rural da cidade.

Gilmar Brasileiro foi levado pela cheia e, no local onde ele hospedava os poucos visitantes que pernoitavam na cidade, há apenas um monte de restos de parede. Amaior parte do prédio foi arrastada pelas águas. Amigos e familiares do rapaz procuraram por ele nos escombros de outras casas e prédios e até nos arredores da cidade. Uma policial militar, irmã de Gilmar, atuou junto a uma equipe especial do resgate, mas não conseguiu encontrar o corpo dele. (D.F.)

Renato conta que o pai era forte mas não suportou força da água

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Cidade de Santana do Mundaú foi devastada pela força do rio

Ponte Nova não suportou a força das águas caiu: agora é recosntruir

Número de desaparecidos sugeria centenas de mortos Quarenta e oito horas depois do início das enchentes de junho, dados da Defesa Civil davam conta de que 1.089 pessoas estavam desaparecidas em Alagoas. Os números assustaram o Brasil e veio ajuda de todos os lados para trabalhar nas buscas por estas pessoas. Cães farejadores especializados em localizar corpos, especialistas em catástrofes com experiência internacional, técnicas e equipamentos avançados em buscas e salvamento. Uma semana depois, a Força-Tarefa foi desmontada com o saldo de apenas quatro corpos encontrados. A previsão era de que houvesse, pelo menos 300, conforme cálculo empírico e otimista da Defesa Civil. Técnicos do órgão traba-

lharam com a possibilidade de, pelo menos um terço dos desaparecidos estarem mortos. Isso depois de vários sobrevôos sobre a região destruída pelas enchentes. Desolador, o cenário justificava o número de desaparecidos e, por extensão, “casava” com a estimativa de mortos. “Quando recebemos a informação sobre o número de desaparecidos, estivemos na região e vimos o cenário de destruição, imaginamos que o número de mortos passasse de trezentas vítimas”, disse um major do Corpo de Bombeiros, envolvido nas buscas pelos desaparecidos. Vinte e três dias [completados hoje] depois da tragédia, a informação sobre o número oficial de pessoas desaparecidas

ainda é alto, mas está bem longe do que se pensou no início. Os três índices iniciais já não existiam mais. Sobre a quantidade de desaparecidos, o número inicial era 1.089; depois passou para 135; permaneceu vários dias em 67 e agora caiu para menos da metade. Até sexta-feira, o relatório sobre os danos causados pelas enchentes de junho em Alagoas trazia a informação de que, àquele momento [sexta-feira pela manhã], 29 pessoas estavam desaparecidas em Alagoas. Com uma ressalva: a Defesa Civil tinha números, mas não tinha nomes. A justificativa foi a de que as informações vieram das prefeituras que as coletaram junto às secretarias municipais de as-

sistência social. Os dados revelavam que, entre estas 29 pessoas, 17 são de União dos Palmares; oito, de Branquinha; um, de Rio Largo; duas de Murici e uma de Santana do Mundaú. Para esta, há nome, sobrenome, fotografia e até registro de horas antes de ela desaparecer nas águas do rio. Sobre Rio Largo, a reportagem de O JORNAL esteve em todas as escolas para onde foram levados os desabrigados em busca de informações sobre parentes de desaparecidos. No entanto, nenhum deles denunciou ter ao menos um parente sumido. Em Branquinha e União dos Palmares, as conversas sobre desaparecidos são muitas, mas nomes e informações sobre estas pessoas são poucas. (D.F.)

IML recebeu maioria dos 29 corpos Em relação ao número de mortos, até sexta-feira, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros falavam em pessoas. No entanto, alguns corpos “se perderam” no caminho do IML. Isso porque, no Estácio de Lima, deram entrada seis corpos provenientes de União dos Palmares; seis de Murici; dois de Branquinha; quatro de Rio Largo e dois de Santana do Mundaú. Assim, pelo menos do IML, os números sobre as mortes nas enchentes de junho chegam a 20 pessoas. Vale lembrar que, nem todos os corpos foram identificados no IML de Maceió. No Estácio de Lima há registros de óbitos de José Cassiano da Silva, de 50 anos; Nelson Aniceto da Silva, 60;

João Djalma da Silva; Manoel Amaro da Silva, 89; Carlos Sérgio da Silva, 47, e Fábio da Silva, 27, todos provenientes de União dos Palmares. Da cidade de Murici, o IML recebeu os corpos de Sebastião Miguel da Silva, 77; José Valdevino dos Santos; João Cândido da Silva Filho, 51; Manoel Leite de Carvalho, e uma mulher encontrada na última quarta-feira. De Rio Largo, deram entrada os corpos de quatro pessoas não identificadas. De Branquinha, foram Gerbânia Zacarias da Silva, 20, e José Pergentino da Silva, 46. Duas crianças morreram em Santana do Ipanema, mas os corpos não deram entrada no IML de Maceió. (D.F.)

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Alagoas está no topo do ranking dos crimes contra homossexuais 16 assassinatos em 2010 fazem do Estado o lugar onde mais se mata pela intolerância Elisana Tenório Repórter

Dados do Movimento Gay Nacional apontam Alagoas como líder no ranking brasileiro dos assassinatos a homossexuais. O dado estatístico que deixa o Estado numa péssima posição no que diz respeito aos direitos humanos aponta que, apenas este ano foram notificados 16 crimes confirmadamente contra homossexuais: sendo 11 de gays, três de travestis e dois de lésbicas. Para o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, esta realidade é resultado da falta de políticas públi-

cas, sobretudo nas áreas de educação e geração de renda, e de um desempenho “insosso” por parte da polícia na apuração dos crimes. “É preciso rever, com urgência, muitas coisas para que a situação atual seja revertida”, alertou Nildo Correia. Em 2008, Alagoas estava no quinto lugar no ranking nacional dos assassinatos de homossexuais; ano passado, subiu, para o terceiro lugar. Agora, tornou-se campeão. Acada dia, a situação se agrava ainda mais. De janeiro a maio deste ano tinham sido registrados oito crimes. De maio para cá já são 16. Os últimos dois foram notificados este mês.

Dos 16 crimes ocorridos este ano, seis aconteceram no interior do Estado: Chã do Pilar, Arapiraca, Murici, Messias e dois em São Miguel dos Campos. Os outros 10 ocorreram na grande Maceió. As principais vítimas são os travestis, que geralmente são assassinados quando estão trabalhando nas ruas, ou seja, fazendo programas sexuais. “60% das vítimas dos crimes homofóbicos são travestis. A maioria dos assassinos são clientes – muitos homens casados – que terminam não querendo pagar o preço acertado para o programa. Eles matam para não serem identificados”, explicou Rafael da

Silva Gomes, gerente da Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos. O episódio protagonizado na semana passada, próximo ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), localizado a Avenida da Paz, pode exemplificar o que vem acontecendo. O travesti Marcelo Pedro Justino, 25 anos, conhecido como Marcela Presley, foi atingido com quatro tiros porque o cliente não quis desembolsar o preço acertado para o programa sexual. Resultado: ele foi morto e, até agora, ninguém sabe nenhum detalhe que possa levar ao criminoso. Marco Antônio

Estado carece de opção e rigor Para o presidente do GGAL, Nildo Correia, dois fatores facilitam a violência contra gays, travestis e lésbicas: a falta de opções de emprego e o pouco rigor com que a polícia parece tratar os casos. As estatísticas comprovam que a maioria desses crimes permanece impune. “Avulnerabilidade encontrada nas ruas é muito grande. E estas pessoas estão nas ruas porque precisam ter uma renda para se sustentar. Como geralmente não encontram trabalho formal vão se prostituir. Essa realidade é resultado da ausência de políticas públicas e de muito preconceito. É preciso mudar com urgência tudo isso”, alerta Nildo Correia. Aprincipal vítima dos crimes homofóbicos são os travestis. O presidente do GGAL conta que geralmente eles saem de casa muito cedo, pois não conseguem ser aceitos pela família. A expulsão resulta em mais preconceito: encontram várias barreiras na escola, no trabalho, no bairro onde moram, enfim, em diversos segmentos da sociedade. “O grau de escolaridade dos travestis é muito baixo. Se a família não os aceita, imagina a escola. Recentemente, esta realidade melhorou um pouco por conta da lei estadual que passou a autorizar o uso do nome social no material escolar. Mas é preciso mais. É preciso, por exemplo, um trabalho mais centrado na qualificação dos educadores para evitar o preconceito”, opinou Nildo Correia. Ele explica que é preciso também que sejam oferecidos cursos específicos de geração de renda especificamente para este público. A meta é fazer com que os alunos encontrem uma alternativa de geração de renda e, assim, não precisem mais se prostituir. Outro impasse é a forma como a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) define os crimes homofóbicos. “Em muitos deles, a secretaria simplesmente não o reconhece como crime homofóbico e sim como crime passional. E isso complica muito. Aliás, isso e outros fatores favorecem a impunidade. Da década de 1980 para cá mais, de 150 casos ficaram impunes. Dentre esses, o mais emblemático talvez seja do exvereador por Coqueiro Seco, Renildo, que foi morto de forma monstruosa”, lembrou Nildo. Aliás, a definição se é ou não crime homofóbico dada pela Seds também chama a atenção e chateia o gerente de Diversidade Sexual da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Rafael da Silva Gomes. Ele reconhece que, até agora, o plano “Alagoas contra a Homofobia” não foi implantado por conta disso. (E.T.)

Rafael da Silva Gomes afirma que 60% dos crimes são cometidos contra travestis pelos próprios clientes

Seds e GLBT: números divergentes Na prática, Seds e o Movimento LGBT não conseguem chegar a um entendimento sobre esses dados. Enquanto o movimento alega que foram registrados 16 assassinatos este ano, a Secretaria argumenta que desses, apenas 10 têm características homofóbicas. “Enquanto isso, não podemos traçar o plano e, con-

sequentemente, confeccionar a cartilha com as prioridades. Antes de mais nada, é preciso que a Secretaria de Defesa Social retire a nomenclatura ‘crime passional’ dos 10 casos”, disse Rafael da Silva Gomes. A Cartilha Contra a Homofobia foi criada em 2008 pelo Movimento Gay Nacional.

Além de estatísticas oficiais há propostas de políticas públicas para serem desenvolvidas nos estados brasileiros em várias áreas, como educação, saúde, geração de renda. O secretário da Defesa Social, Paulo Rubim foi procurado pela equipe de O JORNAL, mas ele alegou não ter agenda para receber a reportagem. (E.T.)

Thallysson Alves/Estagiário

GGAL lamenta falta de comunicação

Nildo aponta educação e oportunidade como problemas para gays

O presidente do GGAL tem outra queixa: da aparente falta de interesse do poder público para resolver o problema da violência. Ele afirmou que, há três meses, desde quando foram divulgados os dados que comprovam que Alagoas é a campeão nacional em crimes homofóbicos, a entidade enviou relatório para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), Omar Coelho. Em anexo, foi enviado também um pedido de audiência para que o assunto fosse discutido. “Depois, tentamos fazer um contato telefônico. Mas, até agora, não obtivemos resposta”. O presidente da OAB/AL, Omar Coelho, afirmou, entretanto, não ter conhecimento desse relatório. Ele, inclusive, levantou a possibilidade do documento ter sido encaminhado para a Comissão das Minorias da OAB. No entanto, Omar Coelho se comprometeu a fazer contato com o GGAL para que um encontro seja marcado para breve. “Por enquanto, não tenho referências para fazer sobre o caso. Mas, depois que a reunião acontecer, iremos nos pronunciar sobre esta questão”, declarou Omar Coelho. O presidente da Comissão das Minorias da OAB, Alberto Jorge, revelou que o relatório do GGAL também não chegou as suas mãos. (E.T.)

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A polêmica do monitoramento de presos A medida poderá ser um instrumento para driblar a superlotação no sistema penitenciário; OAB vê problemas Teresa Machado Repórter

Os presos que cumprem pena nos regimes semiaberto e prisão domiciliar, e que não forem considerados de alta periculosidade, poderão ser monitorados eletronicamente. A medida passou a valer desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº. 12.258, em junho deste ano, que autoriza o monitoramento por meio de aparelhos como pulseiras ou tornozeleiras, que possuem tecnologia de Sistema de Posicionamento Global (GPS), Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM) ou radiofrequência. Em Alagoas, a Lei ainda será regulamentada pelo Poder Executivo. De acordo com a legislação, o condenado será orientado sobre os cuidados com o equipamento eletrônico e o cumprimento das determinações legais. A remoção, violação, ou danificação do equipamento acarretarão a imediata regres-

são do regime, a anulação da autorização de saída temporária ou da prisão domiciliar. O preso também poderá receber advertência por escrito, caso seja notificada alguma modificação no aparelho. Também receberá as visitas e contatos de responsáveis pelo monitoramento. Segundo dados do Ministério da Justiça, a população carcerária do Brasil é de 473.626 presos. Destes, 66.670 cumprem a condenação em regime semiaberto, e 19.438, em regime aberto. De acordo com a Câmara dos Deputados, cada preso brasileiro custa em torno de R$ 1.600 por mês aos cofres públicos. Os números são alarmantes e ressaltam a incapacidade dos governos federal e estadual de fornecer condições mínimas para a execução das penas, o que resultam em superlotação, inexistência de condições básicas de higiene, assistência médica e oportunidades para a ressocialização do infrator – como trabalho e educação.

22 estados experimentaram monitoramento Desde 2007, 22 estados brasileiros já fizeram testes experimentais de monitoramento com presos. A aprovação da nova legislação permite a conclusão de processos de licitação para contração de empresas que possam fiscalizar os detentos e para a compra dos equipamentos adequados. Estudos apontam que o monitoramento eletrônico resultaria, aproximadamente, num gasto mensal de R$500,

por preso monitorado. Sendo assim, a Lei surge como uma alternativa otimização dos recursos para o sistema prisional, e para a redução da população carcerária, por permitir a saída do sistema prisional para a reintegração social do condenado, sem a perda do poder de vigilância do Estado, uma vez que fora implantada um equipamento que permite o trabalho, educação e convívio familiar. (T.M.)

Yvette Moura

Com a saída de detentos que estão no regime semiaberto presídios poderão ter mais condições de ressocialização

Medida pode ter controle de detentos OAB: atentado contra a ressocialização Em Alagoas, 3.075 presos ocupam as 1.350 vagas das penitenciárias do Estado. Segundo o intendente-geral do Sistema Penitenciário, Coronel. Dário Cesar, 900 presos alagoanos fazem parte do regime semiaberto. “Mas este regime foi interditado pela justiça em 2008, por encontrar irregularidades na estrutura da execução penal do regime”, explicou, se referindo a inadequação da unidade prisional, bem como a ausência quase que absoluta de políticas públicas voltadas para a reinserção social do detento, até a falta de fiscalização e monitoramento estatais das saídas temporárias e trabalho externo.

De acordo com o Coronel Dário Cesar, entre 10% e 12% das fugas se dão nos períodos de saídas autorizadas, como festas de fim de ano ou morte de parente. Ele acredita que a Lei é uma alternativa positiva para o sistema e que, se regulamentada, deve ter um controle efetivo na fiscalização dos presos. “Seria uma forma eficaz de monitorar os presos, ao invés de ocupar o sistema penitenciário. O condenado tem que ser penalizado, mas precisa também passar por um processo de reeducação e ressocialização”, comentou Dário Cesar. (T.M.)

Apesar de o Congresso Nacional ser favorável ao monitoramento eletrônico de condenados, bem como experiências internacionais seguirem a mesma linha, a solução tecnológica não encontrou amparo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que entende que a solução fere os princípios da intimidade e da privacidade, expõe a pessoa monitorada ao preconceito e atenta contra sua ressocialização. No entanto, o presidente da OAB em Alagoas, Omar Coêlho de Mello, lembra que a constitucionalidade da lei ainda está sendo analisada e discutida pela Comissão de Estudos Constitucionais da OAB.

O presidente se diz favorável ao monitoramento eletrônico, por entender que a falência e as inúmeras mazelas do sistema prisional brasileiro fazem com que atualmente inexistam formas de controle sobre os presos que são liberados condicionalmente. “Infelizmente a grande maioria aproveita a liberdade concedida para delinquir. O monitoramento só não pode ser utilizado para marginalizar o preso. Mas, em análise final, considero que o sistema servirá para preservar inocentes que são vítimas de vários criminosos que se aproveitam da lei para cometer crimes, a exemplos dos psicopatas”, observou. (T.M.)

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Mototaxistas conquistam clientes e garantem que serviço não atrapalha a concorrência

Mototaxistas ganham as ruas de Maceió Depois de virar sucesso no interior, o novo meio de transporte de aluguel começa a virar moda na capital Gabriela Lapa Estagiária*

Tradicional no interior do Estado, o serviço de mototáxi está ficando cada vez mais popular nas ruas de Maceió. Coordenado pelas associações de bairro há pelo menos dez anos, o oficio começou a existir

sem regulamentação municipal, mas conseguiu garantir uma clientela fiel, atraída pela agilidade das duas rodas. Aos poucos, a atividade vem ganhando espaço e, nos pontos estrategicamente montados nos bairros, até disque-passageiro já oferece. “É prático. Quando precisamos chegar logo a algum

lugar, é bem melhor”, defendeu o servente José Cláudio Santos, adepto do transporte. Ele prefere o mototáxi quando precisa se deslocar em horários de pico, com o trânsito congestionado, principalmente se for por avenidas estreitas como as do Jacintinho. Lá, o transporte de passagei-

ros surgiu há 12 anos, com o aval do Sindicato de Motociclistas de Alagoas (Simeal), mas sem regulamentação municipal. “Nós começamos a oferecer o serviço para ajudar a população, já que o bairro não tem linhas de ônibus suficiente. Hoje contamos com 40 motoqueiros”, explica o presidente da

Associação de Mototaxistas do Jacintinho, Dorgival Menezes. Há uma semana ele discute, com a direção do Simeal e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) uma forma de regulamentar a atividade para que todas as associações de Maceió trabalhem padronizadas.

De acordo com o Sindicato, no interior, há mais de 700 motoqueiros trabalhando no ramo, identificados por coletes e números de cadastro. “Aqui, na capital, não temos esse quantitativo, mas há pelo menos uma associação em cada bairro”, disse Alcides Sampaio, presidente do órgão.

Estratégias para garantir o freguês Para garantir a preferência dos passageiros, os mototaxistas adotaram vários tipos de recurso. José da Silva, que exerce a atividade há apenas um mês, já transporta cinco clientes fixos diariamente, e disponibiliza até capa de chuva para eles. “Muitos passageiros elogiam”, conta, satisfeito. Até agora, o motoqueiro já conduziu pelo menos 50 pessoas. “Mas a capa de chuva não é o único adereço. Existem toucas descartáveis para quem não quer colocar o capacete diretamente na cabeça e até coletes com alças, para que o passageiro não precise segurar na cintura do motoqueiro”, explica Dorgival Menezes. Segundo ele, a postura na hora de subir à moto é polêmica entre os casais mais ciu-

mentos, que não gostam de saber do parceiro com as mãos na cintura alheia. “Tem mulher que briga só de imaginar o marido assim com uma passageira”, conta, rindo. No caso das passageiras, ele destaca que podem ser levadas por condutoras, diminuindo o risco de desavenças matrimoniais e de desconforto por andar com um homem desconhecido. “Temos quatro mulheres, chamadas de motogirls, aqui no Jacintinho, e elas fazem bastante sucesso”, diz Dorgival. O valor da corrida é outro quesito bastante decisivo na hora de conquistar a clientela. Entre os motoqueiros do Jacintinho, ela custa de R$3 e pode custar até R$20, quando o destino do passageiro é mais distante. Mas sempre pode ser

negociada, ficando ainda mais acessível. (G.L.) SEM AMEAÇA À CONCORRÊNCIA Para os condutores, o serviço de mototaxi não representa uma ameaça aos outros meios de transporte de aluguel, como taxistas, que cobram mais caro. Eles alegam que cada um tem o perfil do público-alvo diferente. “Ao contrário do que muita gente pensa, mototaxista não leva o mesmo cliente que poderia pegar um táxi. Se a pessoa vai sair sozinha e quer chegar logo no destino, ela pega uma moto. Mas se vai com a família, se quer mais conforto, não vai deixar de recorrer ao táxi”, defende o vice-presidente do Simeal, Sérgio Santos. (G.L.)

Segurança é aspecto que preocupa Em um serviço de transporte como esse, outro quesito fundamental é a segurança tanto de quem viaja como de quem conduz o veículo. O motoqueiro José da Silva conta que já houve casos de colegas de trabalho vítimas de assaltos porque transportaram pessoas que os renderam, roubando, inclusive, a moto. “Ele foi levar um homem no trapiche, uma vez, mas quando chegou ao destino, o passageiro era um ladrão e levou tudo”, lembrou. Para evitar situações assim, as associações orientam os mototaxistas a nunca pegar passageiros nas ruas, aleatoriamente, e sim nos pontos característicos dos bairros, onde os motoqueiros aguardam juntos. “Isso evita, também, que outros transportadores de passageiros reclamem da atuação do mototáxi, pois ele

só leva quem o procura; não há disputa”, explica Dorgival Menezes. Para não submeter a população à situação contrária, com risco de ser transportada por assaltantes, os motoqueiros devem usar coletes de identificação e ter um número para o qual o passageiro possa ligar e se certificar do caráter de seu condutor. “O certo seria já ter padronizado o serviço para que a identificação fosse a mesma em toda a cidade, mas como existe um projeto da Prefeitura para implantar essa medida, não podemos adiantar nada por nossa conta”, adiantou o presidente do Simeal, Alcides Araújo. No Jacintinho, os motoqueiros usam camisa e colete pretos, com o nome da associação e o telefone em letras amarelas. Já no Benedito Bentes, onde fun-

cionam até rotas de trajeto fixo de motoqueiros (como a linha Benedito-Shopping Pátio Maceió) o colete tem cor e número próprios. “Por enquanto, a forma que encontramos de garantir um mínimo de segurança é disponibilizando uma central de telefone para o cliente ligar, caso duvide da identidade do motoqueiro. Aí ele pode ter acesso a todas as informações sobre a pessoa e denunciar caso não seja realmente ligado à associação”, disse Alcides. Mas até agora, não foi registrado nenhum caso de ameaça à segurança dos passageiros, pelo menos no Jacintinho. “Os que trabalham aqui no bairro cresceram nessas imediações. Nós conhecemos todo mundo, de certa forma transportamos sempre gente amiga”, conta o condutor José da Silva. (G.L.)

Roupas padronizadas garantem ao cliente reconhecer o mototaxista: prestação de serviço e confiança

Exigências para ser profissional Para trabalhar como motoqueiro, é preciso se enquadrar em uma série de requisitos. De acordo com Alcides Araújo, o Simeal exige que os condutores façam curso de direção defensiva de 30 horas/aula do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (DetranAL). “Além disso, é preciso ter mais de 21 anos de idade e pelo menos dois anos de experiência. Não pode ter antecedentes criminais, nem deixar de manter o capacete asseado. Também não permitimos o transporte de três passageiros por vez e nem de crianças”, explicou o presidente do Sindicato. Nas associações dos bairros,

convênios com lojas de autopeças são outro recurso usado pelos coordenadores do serviço de transporte para garantir eficiência e segurança. No Jacintinho, quem precisar fazer qualquer reparo na motocicleta tem descontos especiais e pode parcelar o investimento, “só não pode descuidar do equipamento”, adiantou Dorgival Menezes. A regulamentação da atividade de mototaxista está prevista na lei federal 12.009, de 29 de julho do ano passado. Ela descreve todos os requisitos mínimos necessários para admissão do motoqueiro e deixa a cargo dos órgãos municipais a legalização e fis-

calização nas cidades. Em Maceió, a legislação não cobre a atividade, mas já existe uma negociação entre a SMTT, as associações e o Sindicato de Motociclistas para legalizar a oferta do transporte. Segundo Alcides Araújo, a principal vantagem dessa regulamentação é a possibilidade de padronizar a identificação dos motoqueiros, oferecendo maior segurança aos passageiros e a eles próprios. A SMTT foi procurada pela reportagem para comentar as negociações, mas não se pronunciou. (G.L.) *Sob a supervisão da Editoria de Cidades

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Para Maria Amélia Quintela, na hora de pegar a estrada, as atenções devem se voltar para os cuidados com o carro e com as crianças

Cláudio Soriano diz que acidentes acontecem por descuido dos pais

Férias e filhos: como garantir segurança? Nos dias de lazer, as crianças estão mais vulneráveis a acidentes que, às vezes, acontecem no ambiente mais seguro: em casa Mônica Lima Repórter

As crianças estão de férias. O período que é aguardado com muita expectativa; afinal é tempo para brincar e aproveitar ao máximo cada dia. Mas, para os pais, é tempo de redobrar a atenção para evitar acidentes, que ocorrem, em sua maioria, em casa, pois muitos acreditam que esse é o lugar mais seguro e, por isso mesmo, relaxam na atenção. Para evitar as ocorrências, que podem transformar a alegria dos dias de folga em tristeza e até tragédias, é necessário adotar cuidados essenciais na residência e os que vão pegar a estrada devem se preocupar com o estado do veículo e os cuidados de segurança. Dados mostram que os acidentes mais perigosos ocorrem em casa e aumentam durante as férias. Eles podem ser evitados desde que os pais adotem medidas simples de prevenção. Choques elétricos, queimaduras, intoxicação, sufocações, quedas e até afogamentos são os que mais acontecem no lar, envolvendo crianças com idades entre 1 e os 14 anos. O presidente do Conselho dos Direitos da Criança e da Sociedade Alagoana de Pediatria, Cláudio Soriano, informou que a falta de supervisão de um adulto é um dos fatores que contri-

buem para os acidentes, que acontecem em dois grupos: os domésticos e os que ocorrem fora de casa. “Os acidentes, de uma forma geral, são responsáveis pelas mortes envolvendo crianças de até os 14 anos. Desses, 40% são relacionados ao trânsito, alguns envolvem pedestres e em bicicletas”, especificou. Um fato chama a atenção do pediatra: os afogamentos. Esse tipo de acidente ocupa a segunda posição nos casos de mortes no Brasil. Cláudio Soriano afirmou que eles acontecem com mais frequência durante as férias, atingindo especialmente pessoas da faixa etária até os 14 anos. E o que tem mais chamado a sua atenção é que as crianças geralmente se afogam na presença de um adulto. Ele explica que a distração é um item que contribui, uma vez que, os pais ou responsáveis se descuidam durante o lazer. “A supervisão deve ser contínua, independe de ser nas férias. Não se pode perder a criança de vista, até porque o afogamento é uma morte silenciosa”, destacou. Na relação dos acidentes que mais têm vitimado crianças está a sufocação, seguida das queimaduras por fogo e choque elétrico, em função de instalações elétricas mal feitas, que muitas vezes ficam expostas, facilitando o alcance das crianças sempre cheias de curiosidade.

Comportamento dos pais contribui para acidentes Cláudio Soriano revelou que os pais, muitas vezes, contribuem para determinadas ocorrências. E, lembra que há objetos que são guardados em locais inadequados. “O pote de biscoito ou bala fica sempre na parte alta e o material de limpeza num espaço de fácil alcance no armário, ou melhor na parte baixa”, reclamou.

A maioria dos internamentos que acontece envolvendo os menores de 14 anos tem como causa, em primeiro lugar, o acidente de trânsito e as queimaduras por água quente (escaldamento). porque os pais utilizam hábitos inadequados, como tomar café quente com a criança, mexer panela no fogo com o

bebê no braço, entre outros. Ele afirma que de cada dez internamentos infantis na ala dos prontos socorros, cerca de 60% ocorreram por descuido dos pais. “Há dois locais nas residências que são perigosos para as crianças: a cozinha e o banheiro”, lembrou Cláudio Soriano. Nem mesmo os playgro-

unds, espaço tão desejado quanto disputado pelos menores, oferecem isenção dos acidentes. Uns que podem ocorrer por pura traquinagem e outros devido a manutenção dos brinquedos. Cláudio Soriano lembrou que, há três anos uma criança faleceu com tétano, após se ferir em uma peça enferrujada. (M.L.)

Hora de pegar a estrada: atenção redobrada Quem vai viajar tem que ficar atento a certos detalhes desde a hora em que vai fazer as malas. “A segurança dos filhos é importante e, esses devem ser conduzidos dentro do que prevê a legislação de trânsito”, orienta a chefe de Serviços de Educação no Trânsito, Maria Amélia Quintella. Ela lembra que a desobediência no trânsito é um dos fatores que contribuem para o número de ocorrências, algumas fatais. Amélia explica que muitas vezes os acidentes não são decorrentes da condição da via, mas do condutor que é imprudente, se arriscando em manobras perigosas. E afirma que via, condutor e veícu-

lo devem estar em condições a resolução 277, que a partir ideais, para impedir que tragé- de primeiro de setembro entra dias aconteçam. “Bom senso e em vigor, devem esprudência são importantes tar acondicionadas no trânsito, para imno bebê conforto, capedir que acidentes deirinha e cinto, de aconteçam. O bom acordo com a faixa “As crianças etária de cada uma. andamento do trânsito depende da via, Dados do Depardevem do condutor e do veítamento Nacional de ser culo”, afirmou. Trânsito (Denatran) conduzidas Nas rodovias, o de 2008 mostram que condutor deve obeaconteceram 22. 272 como decer a sinalização mortes por acidentes, prevê a permitida e fazer envolvendo menores legislação” com que os passageide zero a 12 anos e ros estejam dentro 802 vítimas fatais dos padrões de segunessa mesma faixa rança, utilizando o etária. Na campanha naciocinto de segurança. nal de trânsito deste ano que Já as crianças, de acordo com acontecerá no segundo semes-

tre o tema terá como base a importância do uso do cinto de segurança pelo condutor e passageiro. A redução do risco de morte para quem usa é de 50%. O mecânico Cláudio Farias, recomenda que antes de viajar uma revisão básica deve ser feita no veículo. A manutenção deve passar pela checagem dos pneus, dos níveis de óleo, água, a situação dos freios e da suspensão, para-brisas, sistema elétrico, limpadores e uma avaliação no motor. Farias explica que é ideal observar todos esses pontos, para evitar acidentes ou mesmo interromper a viagem em meio a rodovia. (M.L.)

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Fotos: Eduardo Almeida

Escola Municipal Humberto Castelo Branco funciona como abrigo provisório em Jacuípe

Desabrigados relatam que os alimentos recebidos não são suficientes para atender à demanda

O dia-a-dia dos abrigos provisórios Dezenas de pessoas perderam suas casas durante as enchentes e sofrem em moradias improvisadas Eduardo Almeida Repórter

MARAGOGI - A chuva que desabou sobre o Estado, no mês passado, obrigou centenas de pessoas a deixarem suas casas para se abrigar em escolas públicas, creches e quadras poliesportivas. Além de perder documentos, móveis e eletrodomésticos, os desabrigados tiveram que aprender a conviver e compartilhar objetos com pessoas desconhecidas, em ambientes improvisados – e algumas vezes, hostis. A reportagem de O JORNAL foi conferir como vivem

estas famílias. O trabalhador rural José Félix da Silva Filho, de 45 anos, garante que a falta de espaço é um dos maiores problemas enfrentados pelos abrigos. Desalojado pela segunda vez, o morador de Jacuípe divide quatro salas de aula da Escola Municipal Humberto Castelo Branco com outras 26 pessoas. Sete famílias ocupam o espaço desde que o rio que dá nome a cidade provocou o desmoronamento de suas casas. Eles aguardam, amontoados, que a prefeitura providencie novas casas populares. “Falta espaço, cama, colchão,

lençol, comida. Tudo o que você imaginar. As doações chegam, é bem verdade, mas a quantidade não é suficiente para sustentar 26 pessoas por muito tempo. Também faltam roupas, leite para as crianças e medicamentos. Estamos sendo acompanhados pela Secretaria de Assistência Social e temos recebido as doações, mas ainda é preciso mais”, revelou o trabalhador rural, em tom de revolta com a atuação do poder público na escola em que está abrigado. Conforme o desempregado Jardiel Nilo, de 46 anos, sobra espaço na Escola Arlindo Estanislau

da Silva, onde está alojado, em Maragogi. “Meu Jovem”, como é conhecido, reclama apenas dá falta de privacidade. “Às vezes, a gente quer fazer um carinho a mais na esposa. Mas os filhos estão por ali, ou então algum outro desabrigado, e a gente fica sem jeito. Tem que ir se virando como pode, quando aparece alguma oportunidade. O problema é que quase nunca aparece”, contou. “Meu Jovem” divide o espaço no qual está abrigado com outras quatro famílias, que somam dezessete pessoas. O desempregado afirma que, apesar da falta de privacidade, o local

proporcionou a integração entre as vítimas das chuvas. “As crianças fizeram novas amizades e nós, adultos, estamos aprendendo a conviver com pessoas completamente diferentes de nós. Se tem o lado ruim, também há um lado bom”, falou, referindo-se ao clima fraternal que, segundo ele, existe no local. Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas nos abrigos provisórios, como a falta de espaço e de privacidade, a dona de casa Maria Nazaré dos Santos, de 49 anos, diz que é privilegiada. “Quantas pessoas perderam suas casas e não podem estar

aqui? A gente é que parar de reclamar e agradecer por estar vivo. E viver aqui é até engraçado, porque a gente encontra todo tipo de pessoa, e tem que conviver querendo ou não”, obervou a dona de casa, que reside em Jacuípe. Maria de Nazaré afirma, entretanto, que espera receber o mais rápido possível uma nova residência, já que a sua está comprometida. “ADefesa Civil disse que terá que demolir a casa. Espero ganhar logo uma nova, porque não há nada como o nosso lugar, onde a gente pode ficar à vontade. Não reclamo do abrigo, mas não há comparação”.

Maria Benilza mostra entulhos encontrados no banheiro do abrigo provisório que vive com a família no município de Jacuípe

Criança mostra escorpião encontrado em abrigo, em Maragogi

Desabrigados reclamam da falta de assistência

Defesa Civil rebate as acusações

MARAGOGI - Se os abrigos deveriam funcionar como ponto de apoio para aqueles que perderam tudo, nem todos estão cumprindo esse papel. Cinco famílias que estão alojadas na Escola Municipal Arlindo Estanislau da Silva, em Maragogi, reclamam da precariedade do abrigo e da falta de assistência. Segundo os desabrigados, a quantidade de alimentos que chega ao local é insuficiente, e faltam produtos de limpeza e higiene pessoal, como sabonetes, escovas e pastas dentais. O desempregado Jardiel Nilo, 46 anos, conhecido como “Meu Jovem”, revela que as doações que chegam através

do Corpo de Bombeiros não atendem às necessidades dos desabrigados. “Somos 17 pessoas: 8 adultos e 9 crianças. Recebemos cestas básicas, mas a comida não é suficiente e está acabando. Prometeram mais alimentos, que até agora não chegaram”, afirma. Para ele, a Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social estão sendo omissa com as vítimas das chuvas. “Meu Jovem” cobra da coordenadora da Defesa Civil de Maragogi, Aliete Estanislau, mais empenho em solucionar os problemas do abrigo. O desempregado relata que além da falta de alimentos, faltam também produtos de hi-

giene. “Fizemos uma limpeza assim que chegamos à escola e encontramos até escorpião. Um dos banheiros também está interditado, e o outro apresenta problemas. Mas não temos alternativa, somos obrigados a ficar aqui no abrigo por falta de opção”, expôs. A dona de casa Maria Benilza Nascimento, 26 anos, conta que a coordenação da Defesa Civil procurou os desabrigados, oferecendo um subsídio de R$ 100 para o aluguel de novas casas, mas a proposta não foi aceita. “Com esse valor, só conseguiremos locar casas em outras áreas de risco. Nas próximas chuvas, passaremos pela mesma si-

tuação. Queremos um auxílio maior para morar em locais seguros e evitar novos acidentes”. Maria Nascimento acrescenta que outra opção dada pela Defesa Civil foi a transferência para a quadra pública municipal, mas a proposta também não foi aceita. “O local não tem estrutura para abrigar cinco famílias. Não há divisões, é um espaço aberto. Como poderemos viver em um lugar assim? Sugerimos a construção de novas casas ou um auxílio para que possamos nos mudar. Não temos como morar em uma quadra com crianças pequenas”, acrescenta a dona de casa.

MARAGOGI - A coordenadora da Defesa Civil em Maragogi, Aliete Estanislau, nega que o órgão esteja sendo omisso com os desabrigados pelas chuvas. Ela garante que percorreu pessoalmente os pontos que funcionam como abrigo e que está viabilizando, em parceria com o Corpo de Bombeiros, a distribuição de cestas básicas nestes locais. No entanto, afirma que as vítimas das chuvas não estariam colaborando com o trabalho desenvolvido no município. “A Defesa Civil tem percorrido todos os abrigos, buscando se inteirar sobre as reais necessidades. Mas merece destaque o fato de que quatro, das cinco famílias que estão na Escola Arlindo Estanislau da Silva, não

perderam suas casas, porque moravam em residências alugadas. Ou seja, poderiam providenciar outro espaço sem que isso representasse nenhum prejuízo aos seus orçamentos”, observou a coordenadora. Estanislau acrescentou que a Defesa Civil também disponibilizou a quadra pública municipal para que as famílias ficassem alojadas, mas a proposta não foi aceita pelos desabrigados. “A prefeitura está cadastrando as vítimas para que recebam um auxílio, mas elas estão resistindo em aderir ao programa porque julgam o valor irrisório. Sem colaboração, o nosso trabalho fica limitado. Isso prejudica tanto a Defesa Civil quanto eles, que continuam em abrigos”, revelou.

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Indústria no Agreste de AL, que teve investimento de R$ 1,6 milhão, está com as atividades paralisadas

Unidade de fecularia foi construída com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Fecularia está fechada há dois anos Indústria foi criada em 2005, na zona rural de Arapiraca, para equilibrar preço da mandioca no Estado Carolina Sanches Repórter

SUCURSAL DO AGRESTE - A primeira agroindústria de fécula de mandioca de Alagoas, instalada em 2005, está com as máquinas paradas há dois anos por causa de um problema de infraestrutura. O projeto da unidade mista instalada na zona rural de Arapiraca é mantido pelo consórcio de municípios do Agreste (Consiagre). Até julho de 2008, a fábrica estava absorvendo cerca de 10% da produção de mandioca, beneficiando 50 toneladas de raiz por dia, transformando-a em fécula e farinha.

Construída com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que somam R$ 1,6 milhão, a fecularia surgiu como uma alternativa econômica, depois que o fumo principal produto de exportação até o início da década de 1990 - entrou em declínio, em conseqüência da baixa dos preços e demanda. O consórcio que faz parte da fecularia é formado por nove municípios que concentram a maior produção de mandioca do Estado. As prefeituras que participam do consórcio são as de Arapiraca, Coité do Nóia, Feira Grande, Girau do Ponciano, Igaci, Junqueiro, La-

goa da Canoa, São Sebastião e Taquarana. A capacidade da fábrica é de 50 toneladas por dia, produzindo em média 20 toneladas de fécula (o amido da mandioca). Com a paralisação das atividades, produtores foram obrigados a vender para atravessadores por um preço mais baixo. O gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) Mandioca no Agreste, Nelson Ribeiro, explicou que o mercado tem condições de absorver a produção do Agreste, estimada em 300 mil toneladas, correspondendo a 70% de todo Estado. "O maior problema quando a

fecularia funcionava era a falta de regularidade. Algumas vezes por causa de um equipamento com defeito os trabalhos eram suspensos e isso impedia que fossem feitos grandes contratos", disse. Outro fator apontado por Ribeiro era a falta de capital de giro para garantir a compra dos agricultores. "Para que a fecularia funcione de forma adequada é necessário que os equipamentos estejam funcionando e que os produtores possam estar seguros de que têm a compra garantida", expôs. De acordo com o gerente industrial da fecularia do

Agreste, José Carlos Duarte, a paralisação da fábrica ocorreu por que uma das máquinas, a caldeira, quebrou e inviabilizou o processo de produção. "A demora para consertar a caldeira aconteceu porque existia um processo de licitação que deveria ser aprovado pelo Ministério Público e isso levou tempo. Nesses dois anos que a fecularia ficou parada as máquinas passaram por constantes manutenções e isso contribuiu para que não fossem danificados", expôs. Duarte informou que foi comprada uma nova caldeira, com recursos da Prefeitura de Arapiraca, e que só esta fal-

tando a compra de uma estrutura metálica para o armazenamento de água para que a produção seja retomada. Ele explicou que a proposta é reabrir com produção de goma, que não acontecia anteriormente. A previsão é que isso aconteça esta semana. "Já esta tudo pronto para que as máquinas comecem a produzir goma e a indústria volte a funcionar. Só estamos esperando que a empresa responsável pelo fornecimento de energia aumente a potência da rede. Mas já estamos providenciando isso e esta semana já deve começar o trabalho na fecularia", explicou.

APL fortalece produtores em AL A construção da indústria nenhuma queda foi à compra da fécula foi contemplada no feita pela Conab que absorve Plano de Ação do Programa de parte da produção do AgresArranjos Produtivos Locais, de- te. senvolvido pelo Governo de Quando a Conab começou Alagoas, com o apoio do Se- a adquirir a produção, o saco brae. O APL Mandioca no A- com 50 quilos era comprado greste ganhou força nos últi- por R$ 30,00 e hoje o preço é mos anos, com a modernizaR$ 45,00. "Aos ção de agroindústrias e casas poucos, os produde farinha e a diversifitores estão concação de produtos. seguindo equilibrar Além da tradicional o preço da farinha farinha, os agricule comercializar em Compra tores também já progrande escala. Com duzem variados a reabertura da fecfeita pela biscoitos e bolos e ularia a situação vai Conab passaram a ser bem melhor", garante aproveitar integralexpôs Nelson mente toda a planta, Ribeiro. preço da desde a raiz até as O empreendimandioca folhas. mento conta com a no Estado O arranjo enparceria de diversas volve um aglomeraprefeituras da do de empresas e região Agreste, do produtores de um Governo do Estado de mesmo setor, localAlagoas, da Fundação de izados em um Amparo à Pesquisa do Estado mesmo território, com vínculos de Alagoas (Fapeal), Banco do de articulação, cooperação e Brasil, Caixa Econômica Feaprendizagem. deral, Banco do Nordeste, UniO gerente da fecularia, José versidade Federal de Alagoas Carlos Duarte explicou que o (Ufal), Associação dos um dos motivos para que o Municípios de Alagoas (AMA), preço da mandioca não sofresse entre outros.

Manutenção na fábrica fez com que maquinário não fosse danificado

Gestor do APL destaca importância da reabertura de fábrica

Atravessadores compram parte da produção A maior parte da mandioca produzida em Alagoas vai para outros Estados. Isso ocorre porque o mercado de farinha e fécula é restrito. Os Estados vizinhos são os que mais lucram, comprando o produto alagoano a um valor irrisório e tomando conta do mercado de farinha. Depois que a raiz vai para Pernambuco ou Sergipe, ela volta novamente na forma de farinha. A unidade mista surgiu para evitar essa situação, em que a maio-

ria dos produtores de mandioca vende a raiz por um valor que não dá para cobrir os custos da produção. O Estado produz, cerca de 300 mil toneladas de mandioca por ano, de acordo com a Secretaria de Planejamento do Estado de Alagoas (Seplan). No entanto, quase 70% da matéria-prima é vendida para outros Estados e volta a Alagoas na forma de farinha industrializada. Nelson Ribeiro, explicou que

Alagoas é excedente na produção de matéria-prima, mas apresenta alto déficit de derivados. Para ele, a instalação da fecularia contribuiu para diversificar a produção. "Os atravessadores compram a matéria-prima por um preço mais baixo do que é comercializado em Alagoas e conseguem levar o produto para outros Estados", aponta. INCENTIVO - O pouco estímulo para a produção de fa-

rinha é outra das causas apontada pelos especialistas pela falta de lucro da mandioca comercializada em Alagoas. Desde sua inauguração, a fábrica não conseguiu dar regularidade a sua produção. Para Nelson Ribeiro, o fechamento da fábrica é muito ruim porque abriu espaço para os atravessadores, que já compram produtos em Alagoas, e isso fez com que o preço diminuísse. Continua na página A22

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Pequenos produtores buscam expandir Somente na região Agreste de Alagoas são mais de 26 mil agricultores familiares, concentrados em 14 municípios, responsáveis por 75% de toda a mandioca produzida no Estado. A cada safra, conforme estimativas do APL e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são produzidas aproximadamente 320 mil toneladas de mandioca na região. Este ano, produtores que integram o Fórum da Mandioca entraram em uma nova fase com projeto focado para ampliação de mercado. "Entramos agora numa segunda etapa, que deve prosseguir até 2012, quando até lá esperamos que todos os produtores caminhem por conta própria. Estamos buscando novas parcerias, a exemplo do Programa da Agricultura Familiar (PAA), que determina a compra de 30% da merenda escolar dos pequenos agricultores. É preciso que os produtores tenham regularidade e qualidade para ampliar a comer-

cialização", avaliava o gestor do APL, Nelson Vieira. Um projeto de reestruturação da fecularia também pretende fazer com que as vendas melhorem. O projeto foi aprovado pelo Banco do Brasil e também conta com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social. O único entrave para que ele seja colocado em prática e a falta da renovação da licença ambiental. Os produtores informaram que o processo para que isso aconteça esta em andamento. COOPERATIVA - Composta por agricultores familiares, a Cooperativa dos Produtores Rurais do Agreste Alagoano (Cooperal) é responsável pela administração da fecularia. A entidade esta com uma nova diretoria que assumiu no mês passado. A proposta da atual gestão é fortalecer a parceria com o APL e prefeituras municipais para melhorar a qualidade da produção no Estado e diminuir a ação dos atravessadores.

Região Agreste possui mais de 26 mil agricultores familiares que são responsáveis por 75% de toda mandioca produzida em Alagoas

Classificadora exige produto de qualidade

Produtores entram em nova fase com foco na ampliação de mercado

Os produtores de mandioca também comemoram a instalação de uma classificadora e empacotadora de farinha, que esta prevista para começar a funcionar até o final deste ano. Foram capacitadas 29 casas de farinha no Agreste e, segundo Nelson Ribeiro, apenas 100 estão em condições para participar da entrega a classificadora. "Pretendemos fechar contrato e definir cotas para os agricultores familiares. A capacidade da empacotadora é de 40 toneladas por dia e a região tem como ofertar esse produto. para isso, a pordução deve passar por critérios de qualidades e nem todas as casas de farinha tem condições

para isso", explicou o gestor. Sebrae e da Fundacentro reaPara melhorar a qualidade lizaram um estudo da produção, a proposta do de campo nas casas APL e da Cooperal é a de farinha da rerealização de capagião Agreste de citações e cursos aos Alagoas. pequenos agricultoO trabalho rePrevisão do res. O objetivo é essultou na criação timular a diversifido "Manual de APL é que a cação da produção, Referência para classificadora melhorar o desemCasas de Farinha", comece a penho dos empreencom orientações e dimentos rurais lirecomendações funcionar gados à atividade, para a melhoria da até o final estimular a criação qualidade do prodeste ano de novos negócios e duto, resultando a geração de empreem maior produtigos. Também será vidade, melhoria utilizado o manual no padrão de vida dos que foi criado por trabalhadores e maior protepesquisadores em ção do meio ambiente. 2007. Na ocasião, técnicos do O conteúdo do manual

está dividido em cinco temas. São eles: Boas Práticas de Fabricação (BPF); Diagnóstico Ambiental; Saúde e Segurança no Trabalho; Ergonomia; e Projeto Arquitetônico. Sobre o processo de produção da farinha de mandioca são contemplados, de forma bem didática, os cuidados que devem ser tomados nas seguintes etapas: Recepção das raízes; Descascamento; Lavagem; Prensagem; Peneiramento; Torração (secagem); segundo Peneiramento; Torração final; Resfriamento; e Ensacamento. Também são abordados os procedimentos para o destino final dos resíduos e efluentes da fabricação de farinha.

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EXPOSIÇÃO

Arapiraca tem mostra de Margaret Mee Obra deixada pela botânica inglesa pode ser conferida na unidade do Sesc até o dia 30 deste mês ma mostra da obra deixada pela botânica inglesa Margaret Mee pode ser conferida na exposição “Uma Visão da Amazônia”, que está aberta, na unidade Sesc Arapiraca, até o dia 30 deste mês. A mostra, uma parceria do Sesc Nacional e da Fundação Botânica Margaret Mee, reúne 20 ilustrações científicas, todas do livro Flores da Amazônia. Nascida na Inglaterra e formada em Pintura e Design, em Londres, Margaret tinha como especialidade as plantas da Amazônia brasileira. Teria sido no Brasil que ela descobriu habilidade para desenhar espécies vegetais. Ao mudar-se para o País, em 1952, na companhia do marido, a inglesa foi ensinar arte na Escola Britânica de São Paulo e, lá, tornou-se uma artista de botânica pelo Instituto de Botânica de São Paulo em 1958. Começava, assim, sua aventura pela selva brasileira e, pouco tempo depois, pela Amazônia. Suas expedições à floresta aconteceram no período de 1964 a 1988. Margaret Mee não apenas desenhava e pintava as plantas que via na floresta como também colecionava algumas espécies para registrá-las depois. Há informações de que sua obra é composta por mais de 400 ilustrações em guache, 40 livros de esboços e 15 diários. As três publicações mais conhecidas do seu trabalho são Flowers of the Brazilian Forests (1968), Flowers of the Amazon (1980) e In Search of Flowers of the Amazon Forest (1988), todas esgotadas e só encontradas à venda em alfarrábios.

U

Mee morreu em 1988, na Inglaterra, em um acidente de automóvel. Em 1989, em homenagem à inglesa, foi criada, no Rio de Janeiro, a Fundação Botânica Margaret Mee. Declarada de Utilidade Pública Federal, a instituição tem como objetivo dar continuidade ao trabalho de Margaret Mee, que dedicou sua vida à documentação e à defesa da biodiversidade da flora brasileira e a conservação de seus ecossistemas. Com essa finalidade, a fundação atribui bolsas de estudo para os estudantes brasileiros de botânica e ilustração botânica, com a oportunidade de estudarem na Inglaterra ou de conduzirem trabalhos de investigação de campo no Brasil.

SERVIÇO Exposição Uma Visão da Amazônia, de Margaret Mee Local: Espaço multieventos da unidade Sesc Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges, Arapiraca-AL) Período da exposição: até 30 de julho (a visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h) Entrada franca Mais informações: 0800 284 2440

Fotos: Divulgação

Botânica Margaret Mee desenhava as plantas que via na floresta

Trabalhos mostram preocupação com a preservação ambiental

Artista tinha como especialidade as plantas da Amazônia brasileira

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Grand

Os melhores Estofados do Brasil, produzidos em Alagoas. www.sandes.ind.br Maceió R. Pedro Paulino, 162, Poço - 82 3326.6627/ 3336.4754 Arapiraca R. Pedro N. de Albuquerque, 573, Centro - 82 3530.4209/ 3521.2409

Por Aroldo Marques

E-mail: harold_marques@hotmail.com

Concurso Miss Mundo Oficial

Eliane Felix e Wesley Souza de Andrade, felizes com a chegada de Lavínia. Parabéns!

O Concurso Miss Mundo Alagoas é um evento de Miss Oficial que está diretamente ligado ao concurso Miss Mundo Brasil (WWW.missmundobrasil.com.br). O Miss Mundo Brasil há mais de 50 anos envia candidatas para o Miss Mundo Internacional e, em Alagoas, está retomando um trabalho por meio do jornalista Artur Cavalcante, franqueado oficial, que tem a missão de realizar o concurso e enviar uma alagoana para representar o Estado no concurso Miss Mundo Brasil 2010, entre 1 e 8 de agosto, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. O Concurso Miss Mundo Alagoas 2010 será realizado na cidade de Arapiraca, 17 de julho, às 22hs, assim a capital do Agreste de Alagoas se viverá momentos de "Capital da Beleza Feminina" no buffet casa de festas eventos Levino´s Hall, com representantes várias regiões do Estado. Portanto as candidatas irão chegar em nossa cidade nos dias 15 e 16 para participarem de provas que serão classificatórias para a grande final do concurso, dia 17 de julho. Durante os três dias em que as candidatas estiverem em nossa cidade, participarão de encontros sociais e farão visitas aos órgãos públicos e empresas da região. Gilberto, Camilla Reis e Artur Cavalcante

festa e feijoada.

Posse de reeleição

Pós-graduado em Direito Processual o advogado Wesley Souza de Andrade é o nome de maior referência profissional no contexto social alagoano, casado com a bacharela Eliane Felix de Andrade e pais de duas filhas, Letícia (03 anos de idade), e a Lavínia ainda no ventre materno de Eliane que dará a luz em breves dias. Doutor Wesley Souza foi reeleito presidente do Rotary Club de Arapiraca, e na última sexta-feira dia 09 de julho, esteve em festa de solenidade de posse, enquanto sua esposa Eliane Felix de Andrade empossou Adjane sua sucessora à presidência da Casa da Amizade.

Shopping Pátio Arapiraca

Muito bem, tudo de vento em polpa, os alicerçares do Shopping Pátio Arapiraca praticamente concluídos é o que diz Adoniran Guerra assessor e consultor do maior centro de comprar que está sendo construído em Arapiraca, que a princípio teria suas obras concluídas ainda este ano. Portanto ventos favoráveis sopraram para se fazer um maior investimento. Dia 16 de julho, Guerra receberá todos os investidores para apreciação do andamento das obras do Shopping Pátio em clima de

La Bareda Grill

Um dos restaurantes mais freqüentados de Arapiraca, por sua excelente qualidade de cozinha e atendimento o La Bareda Grill uma organização do empresário Valmir Da La Corte, o La Bareda Grill anda de vento em polpa com ultimando seus projetos estruturantes de reformas e para servir melhor a sociedade arapiraquense e alagoana nos convida para o show de inauguração que vai acontecer no dia 12 de agosto tendo o cantor e compositor Guilherme Arantes com convidado especial, para abertura do show o nosso Lourenço e sua Banda. A festa tem assinatura de D2 Produções e assessoria da casa com o RP Salú. Informações pelo celular: 99856993.

Prêmio Homens de Sucesso

Numa festa totalmente black-tie que vai acontecer no mês de agosto, o mês masculino que se comemora o Dia dos Pais, e se faz alusão a masculinidade este colunista realizará o Premio Homens de Sucesso com um jantar dançante em noite de gala

aos seletos segmentos empresariais, profissionais liberais e políticos. Os homens serão indicados por uma comissão feminina de Mulheres de Sucesso e na noite do Prêmio receberão um célebre troféu em homenagem ao mérito, por participar da sociedade contribuindo para com o progresso de nossa cidade e do nosso país! Top do Top!

Teatro

Rir é o melhor remédio, já popularizou a coluna da revista Seleções Reader´s Digest. Sendo assim, agora é preparar o campo para a chegada da comédia OS MELHORES DO MUNDO FUTEBOL CLUBE. Inédito em Alagoas, o espetáculo será apresentado nos dias 14 e 15 de agosto, no Teatro Gustavo Leite - Centro de Convenções de Maceió. Formada por Pipo, Welder, Adriana, Siri, Jovane e Victor, a Cia "Os Melhores do Mundo" é um fenômeno nacional. O grupo nasceu há 15 anos em Brasília e é sinônimo de casa lotada por onde passa. Já estiveram em Maceió 3 vezes com os espetáculos Hermanoteu na Terra de Godah e Notícias Populares e tudo indica que o sucesso com essa nova peça será ainda maior. Bom prestigiar!

Poder

Modo de Vida Mister Alagoas NE 2010

Alguns dos homens mais bonitos do estado de Alagoas disputarão o título de "Mister Alagoas NE 2010" no dia 29 de Agosto, no Teatro SESI Arapiraca (Alagoas). Será um evento de moda e beleza, para um acesso vip exclusivo de 240 convidados e um júri composto por mulheres e homens que entendem de beleza masculina, entre eles: celebridades, figuras do mundo da moda e beleza, todos formadores de opiniões. Os 15 candidatos representaram municípios e empresas aqui do estado de Alagoas onde irão desfilar e serem avaliados com trajes de abertura, moda praia e moda casual para a escolha de 07 finalistas, e então será escolhido o "Mister Alagoas NE 2010".O concurso Mister Alagoas NE 2010 tem o objetivo de tornar conhecido o homem mais bonito do Estado.

Incerteza & Carnaval

Diego Marques Mister Alagoas NE presença confirmada em Arapiraca

Cleonice Lúcio e Jarbas Lúcio festa de arromba em clima à la fantasia

À Fantasia Para marcar as comemorações do jubileu de ouro de sua esposa Cleonice Nascimento Lúcio, o empresário Jarbas Lucio se encontra felicíssimo e empenhado com sua família para com a realização do aniversário da querida Cleonice que acontecerá em breve. O niver terá como tema festa a fantasia, cada convidado com seu personagem. Uma festa "bohème chic" que vai reunir o jet set da sociedade alagoana. Uma festa com muita surpresa no ar!

Lápis de cor e caneta nas mãos vão à agenda, anote tudo que passou, avalie as coisas boas e brinde ao sucesso! Apague tudo que não deu certo... Vamos fazer uma agenda de prováveis coisas prósperas... Volta às aulas, começar de novo! Estive pensando na Copa do Mundo, na derrota do Brasil... E se o Brasil fosse hexa campeão, como estaríamos? Felizes é claro!... Porque não damos a importância devida à sustentabilidade ecológica, o vazamento do petróleo no golfo do México é uma calamidade mundial. Aqui são muito salutares as campanhas solidarias as vitimas das enchentes, mas será que os irmãos solidários irão sustentar essa motivação por muito tempo?... Será que as casas dos desabrigados serão construídas mesmo, como será feito o passa e repassa desse dinheiro federal? E o pleito político será favorecido de quê forma. Nossas vidas são constantes interrogações, desconfianças e incertezas de um mundo melhor... Aí vem o Natal, o Réveillon e o Carnaval... Depois é tudo quarta-feira de cinza!!!

50ª turma

O Summer Spa by Prodieta chega a sua quinta década propondo uma semana de programação completa de atividades, que promovem a saúde do corpo e da mente, no período de 25 de julho a 01 de agosto. Unindo exercícios físicos, acompanhamento nutricional e psicológico, além de tratamentos de bem-estar com o Kur Boutique, empresa do grupo do Kurotel Centro de Longevidade e Spa, quem participa do spa do Summerville Beach Resort, situado na praia de Muro Alto - Porto de Galinhas (PE), conta com completa infraestrutura e apoio para a mudança de hábitos, manutenção de peso ou controle de taxas.

João Felipe é a grande sensação do pop rock do momento

Talento e musicalidade urbana João Felipe Barbosa Baía, natural de Arapiraca/Al, onde cresceu e iniciou a sua carreira musical oficialmente aos 15 anos. Porem já tinha contato com a musica e o publico a algum tempo fazendo pequenas apresentações. Enquanto se dedicava a musica também se dividiu outras atividades como Kung-Fu e Natação onde obteve grande desempenho. Foi por muitas vezes prestigiado e elogiado por pessoas que não conheciam seu trabalho, e hoje aos 16 anos tem seu nome circulando com freqüência entre os futuros nomes da musica brasileira. João Felipe, é o filho mais novo do jornalista Roberto Baía e de Arlete Barbosa, o talentoso garoto já esteve participando de importantes eventos a exemplo do Festival de Cultura que homenageia Delmiro Gouveis, Festival da Juventude em Traípu, sempre é convidados para as expressivas festas sociais e ontem participou com sucesso de uma balada pop rock onde se fez tributo ao Legião Urbana no Clube dos Fumicultores!

FIG é o que há! Para ir ao Festival de Inverno de GaranhunsPE nada mais charmoso que uma jaqueta jeans, ou até mesmo de couro e um chapéu de feltro... Para quem gosta de curtir um friozinho, e uma boa música, somado a uma temperatura que

na madrugada pode chegar a 13º , além de atrações culturais diversificadas, é só começar a se organizar para na segunda quinzena desse mês de julho viajar para Garanhuns a "Cidade das Flores", conhecida também por "Suíça P e r n a m bucana" e curtir a 20ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns que acontece entre os dias 15 a 24 de julho. Como sempre a programação oficial do FIG impressiona e atrai muita gente, este ano a lista de artisBianca Oliveira é uma das ta convidado mostra mais fortes concorrentes a Miss Mundo Alagoas 2010 uma vez o potencial do evento: Alceu Valença, Gal Costa, Belo Xis com Neguinha da Beija-Flor, Skank, The Fevers, Adilson Ramos, Elba Ramalho, Reginaldo Rossi, Pitty, Marcelo D2, Os Paralamas do Sucesso, Paulinho da Viola, centena de artistas regionais de todo o seguimentos das BelasArtes. O FIG é um evento onde se respira cultura!

IMPERDÍVEL!! O fotografo André Fon comunica a população alagoana que no próximo dia 17 de julho as 22h no Armazem Uzina festa beneficente "SOS ALAGOAS" para arrecadar alimentos para os desabrigados das chuvas do nosso estado... Serão dois ambientes climatizados um com uma megaboate com o "DJ GUGA E SEUS EQUIPAMENTOS" e o outro com Show de lançamento da banda "DUARHEM" e Show da banda de pagode "TA BAKANA" e das bandas de pop rock "LEBRE DE MARÇO" e "PALHAÇO PARANOIDE" ingresso 2 kg de alimentos por pessoa.... Participe venha se divertir e ajudar a aliviar o sofrimento dos nossos irmãos Alagoanos que perderam tudo!!

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Economia

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Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: economia@ojornal-al.com.br

Fotos: Nide Lins

Para Verônica Ferreira, abrir a empresa foi bem rápido e fácil

José Carlos deixou de ser gerente e hoje é empreendedor individual

Para Mônica Moura, o acesso ao crédito ainda é complicado

Alagoanos saem da informalidade Meta do Sebrae é formalizar 16 mil até dezembro, mas atualmente mais de 3 mil já são empreendedores individuais Nide Lins Repórter

José Carlos da Silva, 26 anos, até um ano e meio atrás era gerente de vendas, mas como todo brasileiro abriu seu próprio negócio no ramo de alimentos e bebidas. Ele vivia na ilegalidade, porque temia que os tributos fossem maiores que sua lanchonete. Quando descobriu que poderia ser um Empreendedor Individual (EI) correu em busca de informações no Sebrae e finalmente conseguiu sair da informalidade. Com orgulho, o alagoano, diz que agora é um empreendedor individual, com CNPJ, deixou o mundo da ilegalidade e comemora os bons resultados.

Entre eles, negociar melhor com os fornecedores preço e prazo para os produtos da lanchonete. José Carlos agora está no universo de 3.639 empreendedores individuais do Estado que desde julho do ano passado saíram da informalidade. Do total dos novos empreendedores legalizados, 2.349 são de Maceió, 269 de Arapiraca, 94 de Rio Largo, 88 de Penedo, e os demais estão distribuídos entre outros municípios alagoanos. O segmento varejista lidera o número de empreendedores individuais, seguido pelo salão de beleza, lanchonete, mini-mercados e ambulantes. Segundo a gerente de Políticas Públicas do Sebrae/AL, Izabel

Vasconcelos, a meta do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa é formalizar 16 mil até dezembro deste ano. Segundo dados do IBGE 2007, em Alagoas 169 mil micro empresas estão na ilegalidade contra 67 mil formais registrados na Junta Comercial do Estado. O processo de formalização não custa nada, apenas é preciso da carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e o cadastramento é através do endereço eletrônico www.portaldoempreendedor.com.br. Caso não tem computador ou não consiga fazer o cadastro o Sebrae/AL tem uma equipe para auxiliar os futuros EI. Para ser um empreendedor in-

rá a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 52,15 (comércio ou indústria) ou R$ 56,15 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Aformalização do Empreen-

dedor Individual pode ser feita pela Internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br de forma gratuita. Após o cadastramento, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente, gerando um documento que deve ser impresso, assinado e encaminhado à Junta Comercial acompanhado de cópia da Identidade e do CPF. O Empreendedor Individual também poderá fazer a sua formalização com a ajuda de empresas de contabilidade que são optantes pelo Simples Nacional e estão espalhadas pelo Brasil. Essas empresas irão realizar a formalização e a declaração anual sem cobrar nada no primeiro ano.

dividual a receita bruta anual é de R$ 36mil, uma média de R$ 3mil por mês e ter apenas um empregado. "Formalizar é conquistar cidadania empresarial, além de novas oportunidades, como acesso ao crédito, vender para o governo e aumentar a clientela. também passa a contribuir com a Previdência Social e receber benefícios, como salário maternidade, auxílio doença, entre outros", diz Izabel. Já a costureira Verônica Ferreira, 40 anos, já passou pela experiência de ficar doente por oito dias e só contabilizou prejuízo. "Quando adoeci foi horrível, não tive direito a nada. não pagava Previdência. E como não tinha como trabalhar, passei o

maior sufoco", conta ela, que agora também é uma empreendedora individual. "Sempre sonhei em ter minha empresa, mas nunca tinha dinheiro para abrir. Como EI não paguei nada para abrir a empresa. Foi rápido e fácil", diz. Outra que também diz ter mudado de vida é Monica Moura de Araújo, 38 anos. Ela fez um pouco de tudo, de diarista a telefonista de telemarketing. Mas quando abriu uma pequena gráfica de cartões, convites, e outros impressos, viu sua vida mudar. "Na minha empresa faço tudo, arte, imprimo, visito os clientes, mas é meu negócio. Ser EI tem suas vantagens, como o valor mensal da empresa dá para

pagar sem problemas. Agora o financiamento ainda é pouco para os pequenos empresários, principalmente porque não temos capital de giro. Como empresa, eu acreditava que o acesso ao crédito seria melhor, mas além de não ser fácil é pouco", conta Mônica. José Carlos da Silva também concorda com Mônica. Ele, como gerente no comércio, ganhava um salário mínimo por mês. Agora com a lanchonete chega até mais de três salários. Mas, assim como Mônica, diz que o acesso ao crédito não é tão fácil. "Quem vai abrir uma empresa deve calcular direitinho, porque se depender de empréstimo de banco pode se frustrar", alerta João Carlos.

Saiba mais O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar, no máximo, até R$ 36.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal, possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado. Entre as vantagens oferecidas por essa lei, está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita-

Para Izabel Vasconcelos, gerente do Sebrae/AL, sair da informalidade é garantir a cidadania empresarial

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Economia

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Fundo imobiliário é alternativa para se investir no mercado Em 2010, captações, apesar dos riscos, já somam R$ 1,029 bilhão G1 Aforte procura por imóveis no mercado brasileiro, que atrai investidores e impulsiona o aumento dos preços de empreendimentos em todo o País, favorece também a propagação dos fundos imobiliários. A aplicação é considerada por alguns economistas uma alternativa para quem deseja aproveitar o

bom momento do mercado, mas não tem dinheiro para comprar uma casa ou apartamento, por exemplo. Dados reunidos pelo Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) indicam que dez novos fundos imobiliários chegaram ao mercado em 2010, em lançamentos que somaram

R$ 1,029 bilhão até maio. O montante é bem maior que os R$ 561 milhões que os fundos imobiliários representaram no Brasil em 2008, e deve superar a soma de R$ 2,878 bilhões que o segmento registrou em lançamentos no ano passado, quando houve a criação de 23 novos fundos no total. “Este ano o lançamento de novos fundos no mercado deve

superar os números de 2009, há uma demanda boa tanto de empresas quanto de pessoas físicas”, estima o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. Há, de acordo com o Secovi, 34 fundos imobiliários listados atualmente na Bovespa, totalizando R$ 4,9 bilhões e com distribuição entre mercado de escritórios (40%), shopping centers (30%) e pulverização dos demais.

Modalidade viável e de longo prazo Especialistas consultados SAÍDA DIFÍCIL - Tanto pelo G1, no entanto, alertam: o planejamento e cuidado são nefundo imobiliário pode ser con- cessários porque os fundos siderado opção de investimen- imobiliários são do tipo fechato viável para quem procura dos, ou seja: quem entra só retorno no longo prazo, desde pode sair depois de vender a que o poupador faça o “dever cota, como se fosse uma ação, de casa” de pesquisa sobre os na Bolsa de Valores gestores do fundo e planeje de São Paulo (Bovescuidadosamente o pa), como explica o montante a ser invesconsultor Sérgio Beltido. leza Filho. O investidor “É preciso saber “Não é um funquem é o dono do do aberto como rendeve saber fundo, de onde virá da fixa, que você que se trata resgata quando a renda. Por exemplo: de um fundo quer sair. É fechado, a Petrobras vai alugar o prédio? Bom sinal. então se você quer fechado, O prédio será em Xio dinheiro de volta com regras ririca da Serra e só detem que mandar para se sair vender suas cotas, pois vão achar um locatário? Mais risco”, como se fosse a ação ensina o professor Sílde uma empresa”, vio Paixão, da Fundadiz Belleza. ção Instituto de PesO G1 conversou com econoquisas Contábeis, Atuariais e mistas do setor e especialistas Financeiras (Fipecafi), que des- em finanças pessoais, que explitaca que é preciso definir um caram como funciona o invespercentual a ser investido. “É timento e os cuidados que você investimento de longo prazo: deve tomar antes de decidir se para quem só vai pensar nele vale ou não apena colocar didaqui a um, dois anos, no mí- nheiro em um fundo imobiliánimo”, diz. rio. Confira:

Muitas construções podem ser financiadas com recursos dos fundos

Saiba mais sobre os fundos imobiliários - O que são os fundos imobiliários? - São grupos de investimento formados por investidores que têm o objetivo de aplicar dinheiro em todo tipo de negócios da base imobiliária: desde o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários até imóveis prontos. Tem que ser administrado por uma instituição financeira. O empreendimento ou parte dele é construído com o dinheiro dos investidores: opções com flats, shoppings, hospitais e prédios comerciais são maioria. O rendimento para o investidor pode vir do pagamento de aluguéis ou da simples valorização da cota comprada por cada participante do fundo.

de fundos imobiliários listados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Quem quiser investir deve procurar uma corretora de confiança e se informar sobre qual a história, objetivos, rentabilidade e gestores de cada fundo.

- Como investir em um fundo? - Atualmente, há 34 opções

- Quais as vantagens dos fundos imobiliários? - Pessoas físicas que tiverem

- Depois de quanto tempo dá para resgatar o dinheiro? - Para sair de um fundo, não há tempo mínimo definido: é preciso, no entanto, vender a cota que você comprou, o que é feito na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Um fundo imobiliário é bastante semelhante a uma empresa de capital aberto, com seus acionistas, aumentos de capital, assembléias, distribuições de resultado etc.

menos do que 10% das cotas de um fundo imobiliário têm isenção do Imposto de Renda sobre os ganhos, desde que o fundo tenha, no mínimo, 50 cotistas. - Quais as desvantagens? - Para o professor da Fundação Getúlio Vargas, William Eid, a escassez de compradores e a baixa diversificação ainda fazem do fundo uma opção pouco atraente para a pessoa física. “A maioria dos fundos investe em um só empreendimento, então o ganho depende integralmente do sucesso dele. Além disso, ainda não tem mercado para vender quando você quer sair. Há outras opções melhores para a classe média”, diz Eid. - Os fundos imobiliários são rentáveis? - Há riscos como todo investimento. O caso mais emblemá-

tico de sucesso de um fundo é o do Shopping Higienópolis, que detém 25% do capital do empreendimento e cujo valor da cota subiu de R$ 100 no lançamento, em 2007, para R$ 372 em maio deste ano. - “Esse é fácil de vender, porque o shopping já funciona e deu certo. Mas há risco, há muitos outros que foram micos”, alerta William Eid. - O consultor Sérgio Belleza, da Fundo imobiliário Consultoria de investimentos, discorda. “Pelo contrário, há muita demanda para se vender fundos imobiliários, pois estamos atravessando o melhor ano de todos em colocação de fundos imobiliários”, diz Belleza. Fonte:economistas Sérgio Belleza, William Eid, Sílvio Paixão

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Quando dizer não para o cliente? Acreditar que o consumidor tem sempre razão pode ser uma armadilha fatal para o empreendedor Leonardo Millen Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Seja qual for o tamanho ou segmento da sua empresa, a pressão por resultados é constante. Por isso, muitos em-

preendedores acreditam que devem fazer de tudo para agradar aos clientes antigos, e dar conta das expectativas daqueles que consideram ser consumidores em potencial. Mas, esse raciocínio pode ser uma armadilha. Nem sempre a em-

PEDIDOS SURREAIS Quando o freguês expressa um desejo que não está ao seu alcance, é hora de dizer não. “Não adianta garantir ao cliente que pode fazer tudo e depois decepcioná-lo”, diz Miranda. “É melhor ser sincero e dizer que, infelizmente, não vai poder atendê-lo”, diz o consultor Marcelo Cherto. “Se for o caso, indique outras empresas que possam viabilizar o negócio. A sua firma não vai receber nada, mas vai ganhar credibilidade junto ao cliente. Quem sabe, em um futuro próximo, essa outra empresa não retribua, indicando o seu negócio para um cliente dela?” CLIENTES QUE TOMAM O SEU TEMPO Se você gasta tempo com quem nunca está preparado, nem com disposição de ouvir os seus conselhos, está na hora de mudar. Esse tipo de cliente é um desperdício de energia e dificilmente vai gerar um retorno compensador. Você não pode ajudar quem não quer ser ajudado. DESCONTOS E PECHINCHAS Todos os trabalhos têm um preço justo. Se a empresa propõe um preço e o cliente pede um desconto, ok, faz parte da negociação. Mas, se o cliente continua pechinchando, insistindo para que o preço seja ainda menor, é sinal de que não valoriza o trabalho da empresa. Talvez seja hora de dizer não. Se o cliente em questão for muito importante para o negócio, uma solução é oferecer o produto por um valor simbólico. E deixar claro que se trata de uma cortesia. PERSONALIDADE DIFÍCIL Nada é bom o bastante para esse cliente. Ele reclama de tudo e de todos, e transforma a sua vida (e a de seus funcionários) em um inferno. Talvez seja a hora de se livrar desse incômodo e dar atenção apenas para

presa pode ou deve atender aos desejos dos clientes. Por incrível que pareça, dizer um sonoro não a alguns pedidos pode ser um bom negócio. Antes de fazer concessões, dar descontos mirabolantes e disponibilizar a equipe para pres-

tar um tratamento diferenciado, é necessário calcular se aquele freguês vale mesmo à pena. “Qualquer cliente dá trabalho. O que é preciso avaliar é se os dois lados vão sair ganhando”, diz Carlos Alberto Miranda, sócio da consultoria

Ernst & Young, responsável na América do Sul por empresas de alto impacto. Vários fatores podem influir na decisão, mas existem duas perguntas que os empresários devem tentar responder. Você está focado nos seus clientes mais lucrativos,

ou perdendo tempo com gente que não traz dinheiro para a empresa? O cliente em questão se identifica com o seu modelo de negócio? Comece por aí. Depois, verifique se o seu caso se encaixa em alguns dos exemplos a seguir.

aqueles que apreciam a empresa. Claro que é preciso bom senso: não é o caso de dispensar o freguês na primeira reclamação. Para Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e atendimento a clientes, rejeitar o interessado é uma decisão que só deve ser tomada em último caso. “Hoje em dia, um cliente pode destruir o seu negócio usando a internet. Então, vale a pena tentar atendê-lo”, diz. DEPENDÊNCIA DE GRANDES CLIENTES Essa é uma situação comum: muitas vezes a empresa sofre ao depender completamente de um grande cliente. “Nestes casos, costuma-se aceitar situações que beiram o abuso”, diz Miranda. “Por isso, é importante fazer o gerenciamento de riscos para poder estabelecer limites e saber quando se deve dizer não”. MIMOS E AGRADOS Encher o cliente de agrados nem sempre é a melhor estratégia. Veja o exemplo de Marcelo D’Angelo, 30 anos, diretor financeiro da CompTotal, empresa paulista de comércio de componentes eletrônicos.Em2008, a Comp investiu R$ 500 mil para importar da China um isolante termorretrátil, espécie de fita isolante que se contrai quando aquecida por sopro térmico, aderindo às superfícies de componentes, cabos e conectores. Assim que recebeu o produto, Marcelo foi inundado por pedidos de amostras. No início, cedeu, mandando pedaços da fita para clientes em todo o Brasil. “Mas, no final de 2009, vi que não podia mais agir assim. Fui criterioso. Disse não para aqueles que nitidamente queriam usar a amostra sem intenção de encomendar nada. Falei que poderia enviar, mediante um depósito em conta, para aqueles que ainda estavam em dúvida. E disse sim para aqueles que eu queria muito que se tornassem meus clientes”.

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Imóveis.com Theodomiro Jr.

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ALERTA AOS CORRETORES O leitor André Gonçalves enviou uma pergunta que merece a atenção não somente dos consumidores e investidores do mercado imobiliário, mas, principalmente, dos profissionais que intermediam a compra e venda de casas, apartamentos e terrenos: o corretor de imóveis. “Qual a responsabilidade do corretor de imóveis se ele repassar informações errôneas sobre o imóvel vendido?” Quem responde é a advogada Emanuela Veneri. "O corretor de imóveis também tem responsabilidade pelas informações e omissões de informações. Com a alteração do Código Civil, o corretor passa a ter responsabilidade não só pelas informações solicitadas pelo comprador, mas sim por todas que forem importantes para o negócio. Nestes casos, a pessoa que comprou um imóvel e se sentir lesado por informações errôneas ou omissões pode processar a parte culpada. Por isso, é muito importante ficar atento ao contrato de compra e venda, verificando se existe cláusula específica para cada questão vital na negociação, como prazo, rescisão e multa por atraso e inadimplência".

EM PÉ DE IGUALDADE O mercado imobiliário está vendo surgir no horizonte novas construtoras que, estimuladas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, estão concorrendo em pé de igualdade com empresas de peso do setor em Alagoas.

VERGA E UNICON Para citar apenas duas construtoras, temos o caso da Verga e da Unicon, que lançaram recentemente dois empreendimentos no bairro de Santa Amélia, de frente para a lagoa. Ao observar a folheteria dos dois produtos, podese observar o cuidado em manter o cliente muito bem informado.

Falta de pessoal para atender demanda provocada pelo programa Minha Casa, Minha Vida atinge construtoras de todo o País

Escassez de mão de obra qualificada preocupa setor Construtoras precisarão qualificar profissionais e ainda manter ritmo de obras

PRAIAS INTERDITADAS 1 Alagoas apresenta 22 trechos do litoral alagoano impróprios para o banho de mar. O número foi divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) após um levantamento realizado em 54 pontos monitorados pelo órgão ambiental.

PRAIAS INTERDITADAS 2 As praias da Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca e Cruz das Almas têm vários pontos interditados. A lista completa está na internet em www.ima.gov.br.

NA ARGENTINA? De olho no filão da construção civil, a Basf, empresa alemã do setor químico, inaugurou sua primeira Casa de Eficiência Energética (CasaE) na América do Sul. Sabe onde a empresa ergueu sua CasaE? Na Argentina.

ECONOMIA ENERGÉTICA O imóvel de 200 metros quadrados foi construído com materiais e soluções sustentáveis que, segundo a empresa, permitem a economia de 70% da energia necessária para o seu funcionamento.

EM SALA DE AULA Cerca de 280 colaboradores da Construção civil alagoana iniciam nesta segunda (12) a nova turma do curso de ensino fundamental promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) em parceria com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL). A aula inaugural do curso ocorrerá no auditório da Casa da Indústria Napoleão Barbosa, a partir das 17h30.

NIVER Quem aniversariou esta semana foi o empresário Helder Rebelo, diretor da construtora HF. Ele assina o projeto do Edifício Avenue Center, na Praia da Avenida.

EM FOCO Thiago Medeiros(Cortesia)

O superintendente da Norcon em Alagoas, Álvaro Dantas, diz que a crise que afetou os mercados em 2008 e 2009 já é página virada. Para ele, 2010 ficará marcado como o ano da construção civil

O aquecimento da construção no primeiro semestre do ano fez com que a atenção dos empresários se voltasse ainda mais para a dificuldade de obter mão de obra qualificada. Segundo sondagem do setor realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a falta de trabalhador qualificado passou de segunda para primeira preocupação dos empregadores no período, comparado ao ano de 2009. Nos últimos três meses do ano passado, o primeiro lugar era ocupado pela elevada carga tributária. "Em dezembro de 2009, nossa pesquisa piloto mostrava que a carga tributária era o maior problema para o setor da construção. Hoje é contratar pessoas qualificadas, que vai desde o pedreiro ao gerente de obra", explica Renato da Fonseca, gerente-executivo da Sondagem da Construção Civil. A evolução do emprego é calculada de três em três meses.

A expectativa é de que o problema se agrave no curto prazo, mas que aos poucos se normalize, como resultado de investimentos das próprias empresas em qualificação desde que o setor começou a ficar mais aquecido no ano passado. "Essa questão dificulta o crescimento de imediato, faz as obras andarem mais devagar, mas tem muita gente se especializando, fazendo os cursos necessários", diz. “A saída para a falta de mão de obra qualificada no mercado deve partir das próprias construtoras”, concorda Marcos Holanda, presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Alagoas (Sinduscon-AL). A pesquisa da CNI mostra que o nível de atividade da construção se intensificou no primeiro trimestre de 2010. Em março, o indicador do setor ficou em 55,8 pontos, onde números acima de 50 pontos indicam aumento da atividade. O

índice está 2,6 pontos acima do resultado de fevereiro. Isso significa que mais empresas responderam que a atividade cresceu mais em março do que no mês anterior. Também há mais empresas neste começo de ano dizendo que contrataram mais que no último trimestre de 2009. Segundo a sondagem, o indicador sobre evolução do número de empregados ficou em 56,4 pontos, ante 53,6 no período anterior. "O índice acima de 50 pontos mostra que há mais empresas contratando do que demitindo e a expectativa é de que o ritmo de contratações aumente mais", diz o gerente da pesquisa. O índice que mostra a disposição das empresas continuarem contratando ficou em 66,2 pontos em março, mesmo nível de janeiro deste ano (66,8 pontos). As contratações devem ser mais forte por parte das grandes companhias, grupo em que o

indicador de expectativa de emprego ficou em 74,1 pontos. A arrancada da atividade da construção em março está relacionada às obras de infraestrutura, que não apresentaram crescimentos nos dois meses anteriores. Neste grupo, o indicador sobre o nível da atividade em março ficou em 56 pontos, enquanto mercado mobiliário ficou em 53,9 pontos. "Infraestrutura demorou um pouco mais para se recuperar no começo do ano que o setor mobiliário. Por conta da novidade da sondagem, ainda fica difícil analisar se é algo sazonal ou se houve algum impacto específico", explica Fonseca. O aquecimento da construção também é verificado nas vendas da indústria de materiais, cujo faturamento cresceu 26% em março sobre fevereiro. Projeções mostram que o Produto Interno Bruto da construção deve crescer 9% em 2010 em relação a 2009.

IMÓVEIS USADOS

Antes de fechar negócio confira a documentação e eventuais defeitos Depois de inúmeras buscas, você finalmente acha um apartamento que atende a todas as suas necessidades - de localização, tamanho e preço. Realizada a compra, faz a mudança e descobre, num dia de chuva, um vazamento no teto de um dos cômodos. Para evitar dor de cabeça ao comprar um imóvel usado, alguns cuidados são necessários. Rachaduras, infiltrações e defeitos na iluminação são alguns detalhes que podem ser "maquiados" e, portanto, omitidos durante uma negociação. Por isso, é necessária uma avaliação criteriosa para conferir as reais condições da casa ou apartamento que está em vista. O engenheiro civil Flávio Figueiredo, especialista em avaliações de imóveis, ressalta que existem várias formas de mascarar um problema: "É comum a camuflagem de trincas, fissuras e marcas de umidade com pintura ou outro tipo de revestimento. Vale ressaltar que esse procedimento pode causar sérios riscos ao mo-

rador. Por isso, é essencial que o comprador consulte um engenheiro ou arquiteto, para que se faça uma análise profunda." "É melhor verificar com alguns vizinhos informações sobre o condomínio e visitar o imóvel e as redondezas em dias e horários diferentes também são dicas importantes", orienta a consultora em conflitos imobiliários, a advogada Charlene Póvoas.

Segundo ela, uma reclamação bastante comum é a entrega da posse quando o imóvel está alugado para terceiro: importante certificar-se de que o vendedor ofereceu ao inquilino o direito de preferência da compra de forma escrita e documentada e que tomou as medidas cabíveis para solicitar a devolução do imóvel", acrescenta A advogada diz que, caso o vendedor omita alguma infor-

AO COMPRAR UM IMÓVEL USADO CONFIRA A PAPÉLADA NECESSÁRIA PARA UMA TRANSAÇÃO SEGURA Cópia da escritura e do registro do imóvel junto ao cartório de Registro de Imóveis; Certidão negativa de débitos condominiais (caso não estejam quitados, os débitos recairão sobre o novo proprietário); Certidão de propriedade com negativa de ônus vintenária (situação do imóvel durante os vinte últimos anos); Certidões pessoais do vendedor em distribuidores civis, trabalhista, justiça federal, cartório de protesto e executivos fiscais (devem ser verificados na cidade na qual se localiza o imóvel e na qual resida o vendedor, caso sejam diferentes); Certidão negativa de IPTU e o carnê com as parcelas quitadas; e Certidão de propriedade, com averbação da construção (pois o novo proprietário corre o risco de estar comprando apenas o terreno, e não a construção).

mação quanto a problemas existentes no imóvel, ele deve assumir a responsabilidade. Em termos de documentação, Charlene ressalta que deve haver cópia da escritura e do registro do imóvel junto ao cartório de Registro de Imóveis; e a certidão negativa de débitos condominiais, caso não estejam quitados, os débitos recairão sobre o novo proprietário. A lista prossegue com a certidão de propriedade com negativa de ônus vintenária (situação do imóvel durante os vinte últimos anos); certidões pessoais do vendedor em distribuidores civis, trabalhista, justiça federal, cartório de protesto e executivos fiscais devem ser verificados na cidade na qual se localiza o imóvel e na qual resida o vendedor, caso sejam diferentes; e certidão negativa de IPTU e o carnê com as parcelas quitadas. ""Se for uma casa, é preciso a certidão de propriedade, com averbação da construção, pois o novo proprietário corre o risco de estar comprando apenas o terreno.”

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Confira as promoções na Revista da TV

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Marechal Deodoro

Alessandra Vieira

Berço da música e, em breve, das letras

A clave de sol foi instalada no último dia 5, no acesso à cidade - antes ocupado pelo monumento do deodorense Nelson da Rabeca - para dar ainda mais visibilidade ao município como o celeiro musical de Alagoas

Cidade histórica será palco da 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar), de 1º a 5 de setembro deste ano. Evento terá palestras, mesas-redondas, debates, atividades artísticas e culturais de diversas áreas. Iniciativa, com investimento de R$ 200 mil, vai receber mais de 40 escritores, entre alagoanos, nacionais e internacionais; lançamento oficial acontece nesta sexta-feira, às 9h, no Palácio Provincial de Marechal Deodoro Elô Baêta Repórter

a entrada da cidade, a clave de sol - fincada no solo da cidade de Marechal Deodoro na última segunda-feira em substituição a do seu virtuoso filho Nelson da Rabeca - irradia um conclame inspirador ao seu ar musical natural, íntimo, espontâneo; a adentrar nas veias de arte jorrando do seu povo; nas cores dos delicados e suaves fios do seu artesanato. Nos acordes majestosos das filarmônicas soando em cada pedra das suas estreitas e históricas ruas. Na sua secular arquitetura, no seu valioso patrimônio sacro. Nos palcos dos seus saudosos festivais de cultura, de memoráveis acontecimentos históricos, de tradições populares, de um folclore cultuado. Primogênita a erguer o estandarte de capital das Alagoas e o bastão honroso de terra-mãe do proclamador da República do Brasil, o primeiro a sentar no trono presidenciável brasileiro, Deodoro da Fonseca, a histórica e cultural Marechal Deodoro está prestes a retirar da "manga" mais uma poderosa carta no seu baralho cultural com um naipe que irá reviver os ares artísticos de séculos atrás. A cidade se prepara para respirar, receber, sentir; para abraçar calorosamente as artes na 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar), que será realizada de 1º a 5 de setembro deste ano. Época em que o seu chão irá sentir os passos de escritores, poetas, historiadores, cronistas, contadores de histórias, repentistas, teatrólogos, artistas, cineastas.... Tempo de louvar mestres nas letras, nas artes. Dentre os inúmeros preparativos para o evento está sendo dada uma atenção especial ao seu lançamento, durante este mês e em agosto, em Alagoas e outros estados. Tudo começa com a apresentação da programação na cidade-berço do evento a sua população, a personalidades e órgãos ligados à cultura e ao turismo, na manhã do próximo dia 16, às 9h, no Palácio Provincial de Marechal Deodoro. Na noite do dia 22, o lançamento chega à capital federal para abrir a sua importância à bancada alagoana no Senado e na Câmara, aos habitantes das Alagoas que residem por lá, aos amantes de arte e cultura, no Mercado Municipal de Brasília. Já no dia 6 de agosto, a pioneira festa apresentará os seus encantos à cidade histórica de Parati, no Rio de Janeiro, encerrando o seu calendário de lançamento em Maceió, no dia 27 do mesmo mês, no Hotel Ponta Verde.

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Ruas da primeira capital do Estado abrigarão exibição de teatro e cinema de rua, apresentações artísticas, exposições e atividades literárias

Continua nas páginas B2 e B3.

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Variedades B2

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Continuação da página B1 Alessandra Vieira

Flimar nas praças, escolas, ruas e orla lagunar Com a singela proposta de resgate dos tempos áureos dos festivais de cultura realizados na cidade em décadas passadas, adentrando fundo na memória dos deodorenses mais antigos e acendendo chamas ainda mais ardentes nas novas gerações, ressaltada pelo atual secretário de Cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, a Flimar vem com o desenho de se consolidar no calendário cultural alagoano como um evento anual, contemplando especialmente a literatura, sem esquecer os diversos segmentos da arte, da cultura, da história deodorense, alagoana. Serão cinco dias de palestras, mesas-redondas, debates; de uma variedade de atividades literárias; da musicalidade clássica dos concertos; da so-

noridade popular de corais e grupos do Estado; de cinema e teatro ao ar livre; de mostras artísticas; da ascensão dos folguedos e das tradicionais filarmônicas nos palcos da cidade. A festa pioneira nas Alagoas pretende levar os seus encantos a toda a rede de ensino do município - com 13 mil alunos, distribuídos em 23 escolas -, aos dez mil habitantes que povoam as suas históricas ruas, a visitantes, turistas e ao povo em geral, sendo esperados pelos organizadores do evento cerca de três mil deles. A Flimar será adornada com a presença de mais de 40 escritores - do Estado, de fora dele e de outros países -, dentre eles, os alagoanos Romeu de Loureiro, Carlos Nealdo, Enaura Quixabeira, Edilma

Bonfim, Ledo Ivo; o paulista Inácio de Loyola Brandão, o pernambucano Maurício Melo Júnior, o uruguaio Roberto Bianchi, a argentina Adriana Ruiz, como participantes dos debates e palestras, que serão realizados no auditório do Espaço Cultural Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul (antigo nome do município de Marechal Deodoro) - com capacidade para 300 lugares - e nas escolas da cidade. Trinta tendas serão armadas nas ruas e na orla lagunar deodorenses para receber a arte de diversos municípios alagoanos, a Feirinha do Artesanato de Marechal, a mostra de autores alagoanos, a poesia popular, o cordel, o cantador de viola, os contadores de histórias, o teatro de rua, com a ilustre presença de

artistas convidados, como Chico de Assis, Paulo Poeta, Rogério Dias, Jorge Calheiros, dentre outros. Esses locais também serão abrilhantados com apresentações das bandas filarmônicas do município e de grupos folclóricos alagoanos. As praças serão invadidas por uma programação cultural e literária intensa para as crianças. A casa onde nasceu e viveu o marechal Deodoro da Fonseca será dedicada ao lançamento de livros. Já o Ponto de Cultura - recentemente reformado - será palco de uma exposição de pinturas e fotografias. As igrejas também não poderiam faltar no roteiro da festa como célebres cartões-postais da cidade. É para lá que a Flimar levará diversos concertos. (E.B.)

Alessandra Vieira

Cadeia foi transformada em cinema para a exibição diária de filmes

E a cadeia virou cinema

Carlito Lima mostra onde serão armadas tendas com exposição de artesanato, livros e produções artísticas de vários municípios do Estado

Até a cadeia da cidade abriu as suas portas em louvor à arte. O local foi cuidadosamente reformado e transformado em um cinema, levando à população em caráter definitivo - não só durante a festa a exibição de filmes nacionais numa parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A sétima arte permanecerá presente durante todo o evento levando à tela ao ar livre diversas produções numa promoção do Sesc-Sesi, e o telão montado no Cais das Lanchas será invadido pela produção nacional rodada nas terras deodorenses, O bem amado. Na noite anterior ao encerramento da festa (4 de setembro), os Seresteiros da Pitan-

guinha darão início aos primeiros acordes nos seus instrumentos em celebração ao evento, percorrendo e deixando ecos do seu inesquecível e inconfundível som pelas ruas do centro da histórica cidade. A 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro também terá outros enfeites, como Café Literário, visita às igrejas e ao Centro Histórico da cidade com guias turísticos -, distribuição de livros doados em comunidades carentes, Expresso do Saber (Biblioteca Ambulante do Instituto Arnon de Mello), Exposição de Coleções Filatélicas nos Correios, encerrando o seu louvor à Literatura com uma exuberante Cavalhada no bucólico e histórico bairro de Taperaguá. (E.B.)

Homenagens aos alagoanos Aurélio Buarque de Holanda e Arriete Vilela A 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro tem alagoanidade por todos os lados, desde a escolha da cidade para abrigá-la às homenagens que serão prestadas a dois filhos ilustres das suas terras. O centenário do crítico, ensaísta, tradutor, filólogo, lexicógrafo e dicionarista Aurélio Buarque de

Holanda - comemorado em maio deste ano -, nascido no pequenino município litorâneo de Passo do Camaragibe, também será lembrado, sendo o escritor o grande homenageado da Flimar. Já o nome da escritora deodorense surge para estampar o Prêmio Escritora Arriete

Vilela - Concurso de Redação, que será lançado durante a festa literária, sobre o tema Aurélio Buarque de Holanda. Poderão participar todos os estudantes da rede de ensino da cidade, sendo o melhor texto agraciado com um computador e um dicionário; para os que conseguirem colocação do

segundo ao sexto lugar serão distribuídos bicicletas e dicionários, e os que atingirem da sétima à décima colocação receberão dicionários. A premiação será entregue no dia da Proclamação da República - 15 de novembro. Inspirada na Festa Literária de Parati (Flip) pelo secretário

de Cultura de Marechal, o escritor Carlito Lima, incentivada pela atual gestão municipal, com orçamento de cerca de R$ 200 mil e o apoio de inúmeros parceiros, a 1ª Flimar chega para construir mais um capítulo no livro histórico da cidade. Sem dúvida será um tempo de alta para o entrelace entre as Arquivo

cores, o talento, o jeito e os trejeitos artísticos de deodorenses, maceioenses, alagoanos. Uma iniciativa que tem tudo para chegar, crescer e frutificar, para deixar sementes, para revolucionar a cultura alagoana. (E.B.) Continua na página B3. Arquivo

Escritora Arriete Vilela dá nome ao prêmio de redação; dicionarista Aurélio será o grande homenageado

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Variedades

B3

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Continuação da página B2

Veja o que alguns escritores participantes pensam sobre a Flimar Fotos: Divulgação

ADRIANA RUIZ

JANAÍNA AMADO

Palestra: A integração dos escritores sul-americanos.

Palestra: Feminismo, comunismo, loucura e poesia: o caso da escritora Jacinta Passos (1914-1973).

“Eu considero muito impor-

“Eventos literários desse tante a realização deste even-

tipo são sempre impor-

to como uma oportunidade

tantes porque fertilizam o terreno da literatura, fazen-

para iniciar um trabalho con-

do germinar ideias em torno de livros e autores.

junto entre escritores de difer-

Em um Estado e cidade car-

entes lugares. Além disso,

entes de livros e da cultura

desde o pessoal, em Alagoas,

escrita, um evento como

encontrei o meu paraíso na

esse poderá ser um marco para a difusão da literatu-

terra, a sua geografia, suas

ra que se faz em Alagoas e

belezas naturais e seu povo

em outros estados. Espero que seja o primeiro de

que sempre nos acolhem com

muitos

em

Marechal

carinho e bondade”.

Deodoro”.

MAURÍCIO MELO

IGNÁCIO DE LOYOLA

Palestra: Panorama literário de Alagoas na década de 30

Palestra: Como escrevemos? O que é inspiração? De onde vêm as ideias, os assuntos, os personagens.

“A literatura é a forma mais

gente”.

“A Festa literária tem vários significados. Primeiro para a população local que, durante alguns dias, tem contato com livros, com autores; ouve palestras, assiste a shows, descobre que o livro é festa, é prazer. As pessoas vão mergulhar em milhares de volumes. Descobrirão depois que alguma coisa se modificou nelas e, certamente, vão esperar o próximo ano. Para os autores, será o contato com os leitores. Vamos ouvir suas perguntas, seus questionamentos, suas interpretações. Vamos saber quem atingimos. Mais do que isso, as Festas do Livro ampliam a cultura do País. Que elas existam em todas as cidades, grandes e pequenas, mas principalmente nas pequenas, e nas menores, e nas vilas”.

CARLITO LIMA

ANTÔNIO TORRES

“Será um evento de grande impacto, ousado. Tenho certeza de que, depois da Flimar, as pessoas, principalmente as crianças, mudarão a cabeça em relação à cultura alagoana, à literatura. Toda a revolução feita no mundo foi através da leitura. Com esse evento pretendemos estimular e desenvolver uma política de hábito de leitura nas escolas e na população em geral, aumentando a autoestima e desenvolvendo o nível cultural. Queremos também transmitir o conceito de tradição, identidade cultural, preservação de patrimônio à população. Deixar essa semente. Será o início de uma revolução cultural”.

Palestra: Para gostar de ler e ouvir em sala de aula.

plena e divertida de se entender a humanidade. Nós, que tivemos o privilégio e a oportunidade de ler um pouco mais, temos o dever de tentar incentivar a leitura. Se, dessa reunião, ficar em Marechal Deodoro um bom leitor, isso já demonstra a importância do evento. Mas sou otimista. Acredito que, a partir daí, a literatura se aprofundará um tanto mais nessa

“Com a realização da sua primeira festa literária, Marechal Deodoro, com certeza, inscreverá o seu nome no mapa cultural de Alagoas, do Nordeste e do País, passando a ter o mesmo prestígio nacional de Passo Fundo, com as suas famosas Jornadas Literárias; de Paraty, com a Flip; de Porto de Galinhas, com a Fliporto”.

TV ABERTA EDUCATIVA 06h00 06h30 07h00 08h00 09h00 10h00 10h30 11h00 11h30 12h00 12h45 13h00 13h30 14h00 14h30 15h00 16h00 17h00

-

Via Legal Brasil Eleitor Palavras de Vida Santa Missa Viola Minha Viola A Turma do Pererê Esquadrão Sobre Rodas Castelo Rá-Tim-Bum Janela Janelinha ABZ do Ziraldo Curta Criança Um Menino Muito Maluquinho Catalendas Dango Balango TV Piá Stadium A'Uwê Ver TV

TV ALAGOAS A emissora não forneceu sua programação.

Canal 3 18h00 18h30 19h00 20h00 21h00 22h30 23h00 00h45 01h45 02h45

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De Lá pra Cá Cara e Coroa Papo de Mãe Conexão Roberto D'Ávila Repórter África - Copa 2010 Nova África Cine Ibermédia A Grande Música DOC TV Curta Brasil

Canal 7

TV GAZETA 05h40 06h40 06h50 07h20 07h55 08h50 10h45 11h00 12h20 12h55 13h40

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Santa Missa Sagrado Gazeta Rural Pequenas Empresas Globo Rural Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1 - Auto Esporte - Esporte Espetacular - Aventuras do Didi - Os Caras de Pau - Temperatura Máxima

- O Medalhão 15h10 - Copa 2010 - Holanda x Espanha 18h00 - Domingão do Faustão 20h45 - Fantástico 23h15 - SOS Emergência 23h45 - Copa 2010 - Central da Copa 00h45 - Domingo Maior - O Atirador - Apontando Para a Morte 02h20 - Sessão de Gala - A Guerra dos Winters

Canal 11

TV PAJUÇARA

Canal 5

01h15 05h25 05h55 06h45 07h15 08h00 09h00 10h00

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IURD Bíblia em Foco Desenhos Bíblicos Nosso Tempo Desenhos Bíblicos Record Kiks Ponto de Luz Alagoas da Sorte

11h00 11h30 12h00 16h00 20h00 00h00 01h15

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Informativo Cesmac Conexão Tudo é Possível Programa do Gugu Domingo Espetacular Serie: Heroes IURD

TV BANDEIRANTES Canal 38 07h00 10h30 11h00 12h00 14h30 15h00 17h30 20h30 22h30 23h15 23h30 00h30 01h00 03h00

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Info Brasil Caminhoneiro Caçadora de Relíquias Band Esporte Clube Direto da África Copa do Mundo Holanda x Espanha Terceiro Tempo Domingo no Cinema Jogada Final The Unit - Tropa de Elite Diário da África Canal Livre Mundo Fashion Cine Band O Mistério de Candyman Vida Vitoriosa


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Espaço B4

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UMAS POUCAS PALAVRAS

A força de Hércules nas Alagoas Héracles em grego e Hércules latinizado. Há uma trágica e triste história fundando Hércules, uma vítima, sem qualquer dúvida, de Hera. Não fosse Teseu e o Oráculo de Delfos jamais teria realizado sua penitência, que foi daí que saíram os imensos e colossais trabalhos que teve de realizar. Mas o maior deles, jamais foi contido na mitologia: reencarnar-se, completamente salvo, na figura de um franzino alagoano que se agigantaria por um humor excelentemente fino e por traços de arte que todos nós valorizamos. E foi assim: pelos lados de Jaraguá, filho de Isaac,

nasceu este Mendes homenageado nesta edição de Espaço e cantado por Gonzaga Leão em poema que dignifica esta página. Dar conta desse Héracles Hércules Mendes é uma bela tarefa alagoana. Devo dizer que sempre o admirei, especialmente pela modéstia de sua vida: ser um Hércules e ser modesto é dar uma de Abelardo Barbosa, que “está com tudo e não está prosa”. O delicioso depoimento de Hércules - o Mendes – foi do melhor agrado de Espaço; espero que seja, também, de nosso nobre leitor.

A arte e a vida de Hércules Men Hércules Mendes (*) asci em Maceió, no Bairro de Jaraguá, ao lado da Igreja Bom Jesus dos Navegantes, a 26 de agosto de 1938. Logo em seguida mudamos para a Rua da Igreja (Barão de Jaraguá), para uma casa de porta e janelas, vizinha a uma Casa Mortuária. Meus pais, Ezequiel de Oliveira Mendes (conhecido como Isaac) e Maria Guiomar de Almeida Mendes (Guió), tomaram como meus padrinhos Eulália e José de Barros Lima, que era titular de Cartório e dono da citada Mortuária. Ao todo fomos cinco irmãos (Heckel, Helda, Herbert, Hélia e Hércules) dos quais restam apenas eu e a Hélia. Por certo, Paisaac e Mãeguió (era assim que eu os chamava) eram muito otimistas, ao ponto de me colocarem o nome de Hércules, o grande herói da Mitologia Grega, fruto de uma aventura amorosa de Zeus com Alcmena. Sentindo-se traída, a sua esposa e minha madrasta Hera, levada pela ira, me impôs o gigantesco castigo de realizar aqueles impossíveis “12 Trabalhos“ (o que sem dúvida me deu o que fazer...). Fiz o curso primário no Grupo Diégues Júnior, o Ginasial no Diocesano e o Colegial no antigo Liceu Alagoano. Foi em Jaraguá, onde havia os armazéns de açúcar, os calungas, os vendedores de peixe, as vendedoras de sururu, os verdureiros, os vendedores de quebra-queixo, de doce-americano, de pirulitos (daqueles de forma cônica e arrumados numa tábua vazada), os compradores de revista e garrafa, os amoladores de tesoura, o baixo meretrício, os trapiches, os caranguejos, as ratoeiras de lata, as tetéias, a barraca do seu Ciço Cacundinha – dono de uma barraca que vendia frutas, refrescos, pão doce -, o seu Fortes – cheio de medalhas no paletó, bengala, chapéu, gravata vermelha, andava com pasta e um cachorro a seu lado -, o Eu com Isso – vivia dizendo “e eu com isso dona moça” -, o Suíço – andava com uma cuia de queijo na cabeça e dizia que se comunicava com outros planetas -, a Zefa Baraúna – velhinha que andava pedindo esmola -, e Amaro Beleza – a boca cheia de dente de ouro, dono de um caminhão que transportava açúcar em Jaraguá -, onde passei a minha infância e adolescência. Nesse ambiente descobri que tinha habilidade para caricaturar pessoas. Surgiram alguns desenhos engraçados: o de seu Zé Oscar, exímio alfaiate do bairro; Miss Alagoas, Terezinha Baltazar; meu irmão, Heckel; minha irmã Hélia, carregando seu enorme livro de anatomia e de algumas de suas colegas que estudavam sempre juntas, Eleusa, Elisabeth e Estela; a prima Ednólia; meu padrinho Barros; Renato, da barbearia; Seu Fortes; o Suiço e outros. Lá também começou a despertar em mim o interesse pela música. Na oficina de artefatos de tartaruga, do meu pai (ele também tinha um bar: A Tartaruga), os artífices formavam um conjunto (tipo regional), onde aprendi a tocar alguns instrumentos de percussão. Na minha casa havia um rádio de pé, móvel esquisito daqueles antigos que funcionava à base de válvulas, onde, aos domingos, escutava os

N

A mentira política (bico-de-pena e aguada sobre papel)

virtuoses da gaita-de-boca, na antiga Rádio Nacional. Eduardo Nadruz - o Edu da gaita -, Fred Wiliams, os Harmonicats. Fui atraído pela harmônica de boca e comecei a tocar algumas músicas simples, em um pequeno realejo. Após pegar o jeito, ganhei uma Chromatic Harmonica Profissional, 64 vozes, da Hering. Um presente do Heckel. Essa gaita com chave, de escala cromática, possibilitava tocar músicas clássicas como, a Dança ritual do fogo, Capricho espanhol, Malagueña e outras. Edu era excepcional, chegou ao ponto de estudar dez anos pra executar o Moto perpétuo, de Paganini, música dedicada aos virtuoses do violino. Foi o primeiro músico no mundo a executá-la em instrumento de sopro. Tive o privilégio de assisti-lo no antigo auditório da Rádio Difusora. Fantástico! Lembro que na vizinha Casa Mortuária nós fazíamos uma gostosa batucada

usando instrumentos improvisados: o móvel (que servia de suporte para os caixões em fase de acabamento, com fazenda, ornamentos e alças, caixa de pregos, realejo, garrafa, caixa de fósforos, etc.), isso sem o conhecimento do meu padrinho. Ficava um olheiro na porta, para quando ele apontasse no início da rua tudo voltasse ao normal. Silêncio absoluto. O interessante é que quem passava não entendia nada daquele espetáculo. Durante a minha passagem pelo Liceu, a convite de Nereu Cavalcanti, decidimos produzir, em parceria, um livro de humor que contasse alguma coisa da História do Colégio, juntando poesia (sonetos) e caricatura (portrait charge). Então, vários professores foram focalizados: Mário Broad, Camerino, Rosalvo Lobo, Radi, Deraldo Campos, Padre Beckman, Padre Orestes, Padre Pontes, Wanilo Galvão, Hélio Gazaneo, Paulo Albuquerque, Sílvio de

Homens, carangueijos e caramujos (bico-de-pena e aguada sobre papel

Macedo e outros. Este livro continua inédito. Ao sair do Liceu, surgiu a oportunidade de trabalhar no Departamento de Obras Públicas (DOP) como desenhista técnico (desenho arquitetônico e topográfico), em 1957. De Jaraguá, passamos a morar na Clarêncio Jucá, no Farol. Foi quando me casei. Nas horas livres comecei a estudar violão e, para minha alegria, ganhei um Di’Giorgio, série artística, assinado, de uma acústica muito especial, escolhido e comprado por Mirandinha (um baita presente da Hélia, no meu aniversário) Convivi, nos âmbitos de trabalho, galerias e jornalismo, com: Arnoldo Jambo, Carlos Moliterno, Dra. Zélia e Dr. Vinícius Maia Nobre, Dr. Santives Simon, Dr. Messias de Gusmão, Japson Almeida, José Ronaldo, Laís Carnaúba, Dra. Leila Pedrosa, Edmilson Pontes, Walter Cunha, Celso Araújo Silva, Paulo Tenório,

Erickson Montenegro Börner, Arivan, Jo Ferreira, Luis Guten Sávio Almeida e tant fícil não esquecer a menos importantes. Nesse ínterim, Dr DOP, que era am Cardoso Ayres, da E de Pernambuco, c Governador Muniz F de Murilo Mendes, u com duração de um Murais e Painéis. A Escola e tive o privilé sinamentos do Mestr teresse pelos assunto para um estágio na de onde migrei, após Vicar Publicidade, ao Virgulino, famoso pi com quem estabelec


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nal@ojornal-al.com.br

Um esforço Hercúleo

O que faz Hércules

Lula Castello Branco

Hércules de Almeida Mendes nascido em 1938. Tem formação acadêmica em Ciências Econômicas, com vários cursos de especialização e em nível de pós-Graduação. É colaborador em vários Jornais e Revistas, onde se destacam as tiras diárias publicadas no jornal Gazeta de Alagoas e na revista Evidência. Realizou várias mostras: Maceió, Recife, Rio, Curitiba, Roma. Participou em Concursos e Mostras de Humor, com trabalhos selecionados em Maceió, Recife, Teresina, Salvador, Piracicaba, Rio, Caratinga, Itabira, Brasília, Espanha, Bélgica, Coréia, China, Romênia, Irã. É também escultor e trabalha em criação de marcas e peças publicitárias. Publicou junto com Nunes Lima e Manuel Viana, o Livro de Graça. Edita o jornalzinho Franzino. Realizou a arte final do Brasão de Armas e Bandeira de Alagoas (Projeto: Dr. Théo Brandão).

ndes (I)

l), homenagem a Josué de Castro

o, Prof. Cajueiro, Joel osé Alberto, Joarez nberg, Bráulio Leite, tos outros que fica dilgumas pessoas não

ra. Zélia, Diretora do miga do Prof. Lula Escola de Belas Artes conseguiu junto ao Falcão, com empenho uma bolsa de Estudo m ano, na cadeira de Assim, fui aluno da égio de receber os enre. Diante do meu inos, Lula me indicou Norton Publicidade, algum tempo, para a o lado de Wellington intor pernambucano, ci estreita amizade e

que me deu significativa ajuda no meio artístico daquele Estado. Essa especialização, momentos depois, me permitiu ser convidado a apresentar o projeto do Mural do Estádio Rei Pelé que, de três sugestões diferenciadas, uma delas foi aprovada e executada em tempo recorde, com o auxílio da equipe que trabalhava na construção do Estádio. Abro um parêntese para denunciar o descaso pelo trabalho de arte na nossa terra. O painel desde a primeira reforma realizada no estádio foi totalmente desfigurado. Chamaram um pintor de parede (sem demérito) e o mandaram executar o trabalho. Insisti inúmeras vezes para assessorar o trabalho retomando as características do original, sem ônus para o poder público mas desisti, diante de tanta incompreensão e resistência. Ao ser requisitado pela Secretaria de Educação por Dr. Deraldo Campos, então

Homens e peixes (bico-de-pena e aguada sobre papel)

Secretário de Viação e Educação, a um só tempo, me relacionei com o próprio Dr. Deraldo, Dona Judith, Dra. Edy Marreta, Januário Procópio, Dr. Sebastião Bastos, Zezé Batinga, Leano Góes e ainda outros. Durante essa nova fase, havia terminado o curso de Economia quando fui convidado por José de Melo Gomes, atendendo a uma solicitação de Eurides Porangaba, Diretor do Produban, para fazer um curso de especialização da CEPAL em Fortaleza, abrindo caminho, se aprovado, para ingressar no Banco como Funcionário. O fato de assumir essas novas funções não me afastou da atividade artística. Sempre houve compreensão e estímulo por parte dos dirigentes da Empresa, então presidida por Dr. Carlos Ramiro Bastos. Tive o privilégio de coordenar várias áreas, como: Divisão Financeira, Divisão de Análise de Projetos, Departamento Industrial, Planejamento

Integrado. Assessorar a Presidência e o Departamento de Marketing. Ao terminar o colegial e ingressar no DOP, já namorava a Nadja, filha de Francisco Araújo e Marina Maia Gomes, que morava em frente, na Barão de Jaraguá. Casamos e surgiram duas filhas: Maria Jaqueline e Mônica, casadas respectivamente com José de Deus Massa Filho e Francisco Malaquias de Almeida Júnior. E quatro netos: as gêmeas, Eduarda e Fernanda, Francisco e Lucas. Convém salientar que me formei trabalhando. Mesmo à noite, em casa, sobre a prancheta, completava o minguado salário de “auxiliar de desenhista, nível 05, extra-numerário mensalista” (se fosse pelo nome...). Parodiando Millor, que disse haver se tornado jornalista de tanto levar tapinhas na cabeça, com o jornal enrolado, do professor de piano, ao errar algum trecho da partitura, posso afirmar

que me tornei bancário de tanto sentar em desconfortáveis bancos de prancheta. Em toda a minha vida procurei fazer as coisas com apuro e dedicação. Sempre fui de pavio curto, crítico e exigente (Nadja que o diga). O conhecimento e a experiência guiaram a minha formação. Há quem afirme que são características do virginiano. Apesar de autodidata, fiz alguns cursos e estágios interessantes. O curso do IUB foi excelente, mesmo sendo por correspondência; o de Murais e Painéis, muito especial, que me levou a estagiar em agências de publicidade de reconhecido mérito, na época; o do Ministério de Educação, para conseguir o Certificado de Registro de Professor, foi ótimo - instrutores de grande entusiasmo e competência; os de marketing também muito bons; investi muito em livros. (*) Depoimento ao Grupo Agenda.


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Roteiro

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Artes plásticas Música Teatro Dança Cinema Literatura Artesanato

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Hoje

Quarta-feira  A comédia Os Melhores do Mundo Futebol Clube chega a Maceió nos dias 14 (19h e 21h30) e 15 (20h30) de agosto, no Teatro Gustavo Leite (Centro Cultural e de Exposições de Maceió). Ingressos: R$ 30 (meiaentrada) e R$ 60 (inteira), à venda no stand Sue Chamusca (Maceió Shopping). Mais informações: (82) 3235-5301 / 9925-7299 / info@chamusca. com.br / www.chamusca.com.br.

Sexta-feira  Show com Sonic Junior em Arapiraca no dia 16 de julho. Participações de Janu, Dona Flô, A.S.U. e Dj Peixe. Ingressos: R$ 10, a venda na Foto Nacional e 15 Magazine (Arapiraca).

Sábado  O 1° Reggae na Ribeira vai acontecer em Penedo, no próximo dia 17, a partir das 22h, no BNB Club Penedo/AL, com a participação das bandas Vibrações, Alma Rasta, Adam Roots e Sinergia. Ingressos: R$ 12, à venda nos stands Viva Alagoas, em Maceió; Bar do Vaguinho, Thc Surf, banca de revista Openeda, Academia Biotipo e São Francisco Enxoval, em Penedo. Mais informações: www. cafecomreggae.com.br / http:// evertonbatistarasta.blogspot.com / (82) 8825-1577 / 96573517 / 8863-7287 / 9954-3561. Excursões: (82) 8821-1533.

Em Cartaz  Jam session no Quintal restaurante, música e bar (Praça São Pedro, 460, na praia de Garça Torta - próximo ao restaurante Lua Cheia), a partir das 14h, com os músicos Carlos Bala (bateria), Osman (voz e violão - foto), Fabinho Oliveira (baixo e vocal), Jiuliano Gomes (teclado) e convidados. Couvert artístico: R$ 3. Mais informações: (82) 9939-0391.  Música ao vivo com o grupo Isli de Leon no Sesc Guaxuma (R. Coronel Mário Saraiva, s/n), a partir das 13h. Mais informações: 0800 284 2440, 3325-5021 / (82) 3377-3280.  A banda Revelação vai se apresentar no Sesc Arapiraca (R. Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges), a partir das 12h. Ingressos: gratuito para comerciários com carteira do Sesc. Mais informações: 0800 284 2440.

Em Breve  A oficina Um desvio de percepção: Tim Burton e a descoberta do mundo pelo fantástico será oferecida pelos instrutores Ricardo Lessa Filho e Ranieri Brandão nos dias 17 e 18 de julho, das 9h às 12h, no Cine SESI Pajuçara. O curso pretende ingressar nos universos criados pelo cineasta norte-americano e observar os pontos em que o desvio e a distorção presentes em tudo aquilo que ele olha (personagens, cenários) surgem com mais força e representam incursões em nossa própria humanidade no que ela tem de mais repulsivo e terrivelmente belo. Inscrições: de 6 a 17 de julho, na bilheteria do Cine SESI Pajuçara. Valor: R$ 30.

 Inscrições para o Overdoze, ação que encerra a mostra Aldeia Sesc Guerreiro das Alagoas, até 2 de agosto, para artistas que desejam apresentar seus trabalhos. Os interessados devem enviar projeto simplificado para o Sesc Centro, contendo nome do grupo ou proponente, linguagem (teatro, dança, circo, música, literatura, artes visuais ou audiovisual), título da obra, release e contato. Mais informações: (82) 3326-3133 / 33263700.  A exposição Uma Visão da Amazônia, até 30 de julho (visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h), no Espaço Multieventos da Unidade Sesc Arapiraca (R. Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges). A mostra reúne 20 Ilustrações científicas de plantas da Amazônia da botânica inglesa Margaret Mee. Entrada franca. Mais informações: 0800 284 2440.


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JetNews

RECADO “A maior felicidade é a certeza de sermos amados, apesar de sermos como somos” Elenilson Gomes

topnews@ojornal-al.com.br

Chico Brandão

Chico Brandão

Com Glória DE VOLTA Hoje, os amigos Manuel e Márcia Marques com Gilvan e Marlene Leite retornam do Peru, onde apssaram alguns dias, num merecido período de descanso. A estes dois casais que ridos, as nossas boas vidas. Sem dúvidas, eles serão presenças de destaque em Moro Num País Tropical, que acontece dia 31, do próximo mês, no Ritz Lagoa da Anta.

EMAGRECEDORA

Com suas presenças, as irmãs Ingrid Brêda e Francisa Brêda Lima, donas de belezas marcantes, sempre enaltecem os grandes eventos que acontecem na cidade Chico Brandão

Todo mundo está cansado de saber que beber água é essencial para nossa sobrevivência, visto que cerca de 75% do corpo humano é composto de água. Agora, um novo estudo, realizado nos Estados Unidos, nos oferece mais uma razão - como se precisasse - para não nos esquecermos de tomar água durante todo o dia, mesmo que não sintamos sede: ela melhora o estado de alerta o que é particularmente importante para aqueles que estudam ou trabalham à noite -, previne desmaios e promove a perda de peso. Isso mesmo! Água pode ajudar a emagrecer.

PREV-AGING

Com as baterias recarregadas, os amigos Manuel e Márcia Marques, retonaram hoje de uma viagem a um país da América Latina Chico Brandão

Chico Brandão

Manchas, envelhecimento precoce, queimaduras solares e até mesmo câncer de pele, são conseqüências da exposição desprotegida aos raios Ultravioleta (UV). O Sol é o grande vilão no que diz respeito ao envelhecimento precoce da pele. Para se proteger, a dica da coluna é a linha Prev-aging da Pharmapele, que é composta por dois produtos rejuvenescedores que mantém a pele sempre jovem, radiante, macia e protegida da radiação UV do sol.

MAIS VERDE

A sempre elegante Mariza Araújo volta a circular nos eventos sociais e filantrópicos que acontecem em Maceió

O industrial Gilvan Leite está de volta ao nosso convívio depois de alguns dias, com sua esposa, em terras peruanas

O projeto Maceió Mais Verde, idealizado pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), já plantou quase 300 mil árvores na capital até o mês de junho. Para acompanhar a evolução dos plantios basta prestar atenção no painel instalado na Avenida Fernandes Lima, no Farol. A meta do projeto é plantar 1 milhão de árvores em Maceió até o ano de 2012. Com isso, aumenta o número de espaços arborizados na cidade - que é o principal objetivo do projeto. E para engrossar ainda mais os números, a Sempma colocou em funcionamento, desde o início do mês de junho, o Disque Árvore. É só ligar para o número 0800 82 8000 e esperar no máximo três duas úteias para que uma equipe técnica vá até o local e avalie o tipo de muda que poderá ser plantada.

A noite de ontem foi especial, na Barra de São Miguel. O chef Wanderson Medeiros levou sua Nova Cozinha Nordestina para o Ritual Gastronômico do Kenoa Resort. O jantar teve como tema uma Noite do Mar de Alagoas, onde obviamente os privilegiados no menu foram os pescados. O jantar faz parte da programação do Ritual Gastronômico, evento onde o chef César Santos promove duas noites (ontem e hoje) de jantares especiais no resort.

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Falta pouco para Arapiraca se transformará na capital alagoana da beleza. No dia 17, acontecerá a grande final do concurso Miss Mundo Alagoas 2010, uma versão estadual do Concurso Miss Mundo Brasil, que possui mais de 50 anos de tradição. A escolha da mais bela alagoana será criteriosa, uma vez que a escolhida irá representar o Estado na etapa nacional, que deverá acontecer em agosto na cidade carioca de Angra dos Reis.

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Gastão Arruda prepara saborosas novidades em seus restaurante Hibiscus. Ele que já mantêm um dos cardápios mais elogiados da cidade, mandou avisar que em breve o menu ganhará novos pratos.

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Nedeje Feitosa sabe muito bem como consquistar sua clientela. Primeiro realizou uma preciosa pesquisa de mercado e pode entender o que os maceioenses queriam. Depois, lotou sua Idear Home Design com o que há de melhor para a arquitetura e decoração.

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No próximo dia 24, a querida Giulia Gênnova Coelho celebrará seus 15 anos, em grande estilo, com festa em clima do filme Bonequinha de Luxo

Ana e Aninha Loureiro têm colecionado elogios com as peças da atual coleção. Todas querem sua ankle boot, entre outros modelos, para dar um upgrade no visual.

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Você já comeu escargot. Esse costuma ser o terror das mesas. É um molusco que vem sendo aos poucos incorporado aos cardápios mais requintados. Pode ser servido como entrada, dentro da própria concha ou numa concha de porcelana, com o formato de caracol. Fixe a concha com a pinça apropriada e, com a outra mão, retire o escargot usando o garfinho especial. É simples e gostoso.

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Que tal realizar um rejuvenescimento cutâneo em 3D? Isso é possível com o tratamento Cutera, que as médicas Mary Lane Malta, , Vanessa Cavalcante e Maria Thereza Alenca realizam em sua clínica de estética Vidda, localizada no Farol. O trio segue conquistando os vips que não dispensam cuidar de da pele e do corpo.

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Chico Brandão

Chico Brandão

A nota é para as fãs da Natura Sève, que quer trazer um novo sentido para o banho e quer a participação de suas consumidoras através de um concurso cultural. O concurso, lançado este mês, vai estimular as consumidoras a inventarem novos "propósitos para o banho". Para participar é preciso responder a pergunta "Como o banho pode transformar o seu dia em um dia especial?" no hotsite de Natura Sève, www.natura.net/seve até o dia 05/11 . O prêmio é uma viagem para a Ilha do Pico, próxima à Paraty.

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Flávia Coutinho retornou de São Paulo onde esteve fazendo garimpo fashion. Ela se prepara para ampliar seu club Lyon, trazendo coleções para as mulheres e crianças, como a Richards Feminina, Calvin Klein e Lyon Kids.

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Já Mário Marroquim lançou o Piazza Verde, que será erguido próximo ao Corredor Verra Arruda. Serão apartamentos com 130m² e três suítes.

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Dilminha Sarmento é presença confirmada na noite de amigos que será realizada num cinco estrelas da cidade

Laryce Nogueira agora tem uma nova rotina: cuidar do pequeno Sebastião Nogueira Neto, que acabou de nascer. Parabéns!

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O JORNA L

Social B8

Domingo, 11 de julho de 2010 | www.ojornalweb.com | e-mail: cultura@ojornal-al.com.br

Mais... PARA DECORAR

Peças da nova coleção de Matha Medeiros

Olga Bongiovani, Arthur e Almir Slama

Daniela Mercury, a anfitriã e Gisele Fraga

Fábio Arruda e Beth Szafir

ARede de lojas Guido, que está prestes a completar 52 anos no mercado, inaugura mais um empreendimento, desta vez trazendo uma inovação no ramo que mais cresce no segmento mobiliário. Nesta terça-feira, dia 13, a Praça Lions, no bairro da Pajuçara, será palco da inauguração da Guido Modulados, uma loja exclusiva, onde o cliente terá acompanhamento de profissionais das áreas de arquitetura e design para elaboração e acompanhamento dos projetos de cada ambiente planejado. Além de ambientes exclusivos, os projetos são elaborados sem custo e compromisso para o cliente, a Guido Planejados chega ao mercado com o objetivo de garantir um produto final que atenda as necessidades e expectativas de cada consumidor. A loja conta com showroom de ambientes prontos, com sugestões de salas, banheiros, cozinhas, quartos, área de serviços e até escritórios, além dos móveis e eletrodomésticos que trazem para este segmento um novo conceito de negócio que reúne em um único lugar todas as soluções para quem precisa montar ou renovar um ambiente. Confiram!

EM RECIFE MADE IN ALAGOAS

O Recife é sede da versão regional do Prazeres da Mesa Ao Vivo, que integra a programação do Ano da Gastronomia no Recife, nos dias 28 e 29 com eventos na Faculdade Maurício de Nassau. Na programação, haverá dois jantares especiais, nos quais cozinham os chefs do restaurantes Eñe (SP), do Bananeira (SP) e do Oficina do Sabor (PE).

Martha Medeiros está com tudo e não está prosa. Ela ainda coleciona elogios pelo belíssimo lançamento que realizou no Jóquei Club de São Paulo à convite de Joao Dória Junior, último dia 30 de junho. Famosas e mais famosas marcaram presença no evento. Entre as presenças Daniela Mercury, Daniela Albuquerque. Martinha apresentou peças inspirada nas mulheres que ficaram imortalizadas pelo seu estilo e o resultado não poderia ser melhor: reservas e mais re- Sabrina Parlatore, Luciana Vendramini e Ildi Silva servas. Parabéns por seu sucesso!

Deuzeni Goldman e Bia Dória

Nupcial

PORTENHO Comer bem é a pedida para um domingo como este. Que tal conhecer os sabores do churrasco servido no Portenho, que fica dentro do Famiglia Giuliano?

Mais...

Jean Charles

ANDRÉ LUIZ & GLÍCIA O castelo da gastronomia volta a todo glamour de sempre, pois Micheline Braga esta de volta a casa de onde nunca deveria ter saído, recebendo como rei e rainha ilustre vips da cidade como no lindo casamento de André Luiz e Glícia, que tiveram padrinhos como Cristiano Mateus, Melinda, João e Rosana Beltrão, entre outros convidados que sacudiram ao som da dupla sertaneja Rafhael e Gabriel neste final de semana. Os pais do noivo estavam radiantes com a beleza da cerimônia. A festa foi belíssima e com requinte em todos os detalhes. Aos recém-casados, os nossos parabéns. Que Deus lhes abençoem nesta nova etapa que se inicia na vida de vocês dois.

Edênia Diniz com o maridão Francivaldo Diniz, que não poupa elogios à sua mulher que é um dos referências na cidae com as joias de sua Plátanos

O rei Pelé, quando de passagem por Maceió distribuindo autógrafos para fãs como a bonita Laura Melro Chico Brandão

Noivas Os noivos Glícia Melo e André Luiz Soares, que receberam a benção numa linda cerinmônia

NEIDE FREIRE

Dr. e dra. Petrúcio e Judilene Soares, pais do noivo

Dr. Edmundo Melo e sra. Gleide Melo, pais da noiva

A primavera promete muitas belezas para as noivas de Alagoas. a empresária Neide Freire está selecionando para sua maison peças lindíssimas que combinam com o clima da estação. Ela que possui uma das agendas mais cocorridas da cidade, prova, ao longo dos anos, que seu sucesso ainda tem muito a crescer. Parabéns por suas conquistas!

Monique e Mônica Casado, anfitriãs perfeitas

FORRÓ FIOS

Kaká Rodas e Moana Malta

Cristiano Matheus e Melinda

O Forró Fios ainda repercurte, depois de lotar o Armazém Uzina, numa noite promovida pelo salão Fios de Cabelo e produzida por Luciana Amaral e Manuela Toledo. Todos já estão à espera da próxima edição, no ano que vem.

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O JORNAL

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Copa

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Capítulo final Holanda e Espanha decidem hoje na África quem vai entrar para a galeria dos campeões do mundo Páginas 2, 3, 4 e 5


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BatePronto Victor Mélo - jornalistavictor@gmail.com

A FINAL EM NÚMEROS A grande decisão da Copa pode ser analisada pelos números deixados por Holanda e Espanha ao longo da competição. As estatísticas explicam muito sobre a forma de as duas seleções atuarem. Os holandeses jogam um futebol menos vistoso, mas têm no confronto a vantagem dos gols e dos arremates. Eles marcaram 12 vezes no Mundial, executando 80 chutes, sendo 41 na direção da trave. O percentual de gols por tentativas é de 15%, números altos se compararmos aos da Espanha. A Fúria tem como principal característica o passe. Nesta Copa, seus jogadores tocam a bola pacientemente durante boa parte do jogo e, sem afobação, buscam vitórias simples, sem a imponência das goleadas. Por isso, pode ser a seleção campeã menos eficiente nos arremates da história. Em 106 conclusões durante o torneio, apenas sete balançaram as redes. Os atletas espanhóis têm um aproveitamento de apenas 7%, estatística que preocupa até Manolo do Bumbo, torcedor mais apaixonado da Espanha. Em comum aos finalistas podem ser destacadas a eficiência, em relação aos resultados, e a habilidade. Certamente, a Espanha tem mais jogadores que sabem adestrar a Jabulani, mas os holandeses são mais agudos. Na Fúria, David Villa é o jogador mais indicado para decidir uma partida. Na Laranja, esse número sobe para dois: Sneijder e Robben. Por outro lado, a Espanha se orgulha do poder de sua defesa. Com os três setores atuando de forma compacta, o time sofreu apenas dois gols na competição. A Holanda, com uma dupla de zaga não muito confiável, já foi vazada cinco vezes. Se a Laranja tem orgulho de seu poder de finalização, a Fúria chama a atenção pela capacidade de controlar o jogo através de um dos principais fundamentos: o passe. Ao longo do Mundial, de acordo com estatísticas da Fifa, a Espanha distribuiu 4026 passes, completando 3387 e tendo um aproveitamento de 81%. A Holanda passou a bola 3336 vezes, acertando 2434 e fechando as estatísticas com um percentual de acerto de 71%. Nesse fundamento, a Fúria conquistou a vitória mais importante de sua jornada. Quarta-feira, contra a Alemanha, o time dominou a partida com precisa troca de bolas e não deu espaço ao adversário. Os alemães caíram na armadilha espanhola e só chegaram com perigo durante toda a semifinal apenas uma vez. A Laranja não depende tanto do contra-ataque quanto a seleção germânica. Experiente, a equipe pode até esperar o adversário, mas o seu bote, até pela qualidade de seus chutadores, é mais venenoso. Hoje, vai ser o duelo do toque mágico contra o arremate mortal. O fundamento mais importante vai decidir o oitavo país distinto a levantar a Copa do Mundo.

BOLA PARADA O técnico Luís Felipe Scolari costumava dizer em seus tempos de Grêmio que um time pouco faltoso não vai muito longe em competições no formato de copa. Ele demonstrava até com estatísticas que os maiores vencedores cometem mais infrações. A Espanha contraria essa definição. Em seis jogos, o time de Vicente Del Bosque cometeu 62 faltas e levou apenas três cartões amarelos. A Holanda bate bem mais: foram 98 faltas e 15 cartões.

CURTO-CIRCUITO Holanda e Espanha fizeram apenas um gol a partir de jogadas de bola parada nesse Mundial, mas eles foram decisivos. A Laranja marcou contra o Brasil depois de um escanteio completado por Sneijder; a Fúria despachou a Alemanha numa cabeçada de Puyol após a cobrança de um corner.

O atacante Romário se destacou no PSV, da Holanda, e no Barcelona, da Espanha, e conhece bem os países

Em cima do muro Romário fica com o “coração dividido” na final da Copa Johannesburgo - Romário revelou quinta-feira que está com o “coração dividido” na final da Copa do Mundo da África do Sul, que será realizada hoje, entre Holanda e Espanha. Ele jogou nos dois países durante a sua vitoriosa carreira e virou um fã tanto do futebol holandês quanto do espanhol. Por isso mesmo, não quis arriscar um palpite sobre quem será o vencedor. A carreira internacional de Romário começou justamente na Holanda, onde defendeu o PSV Eindhoven por cinco temporadas, entre 1988 e 1993. Depois, ele seguiu direto para a Espanha, para jogar pelo Barcelona. No futebol espanhol, foi atacante também do time do Valencia, o que totaliza um período de quase três anos morando no país.

“Joguei nos dois países, por isso estou com o coração dividido”, disse Romário, durante a entrevista coletiva de quinta-feira em Johannesburgo para promover a Copa do Mundo de 2014, da qual ele é uma espécie de embaixador. “É uma final para quem gosta de futebol, pois são as duas melhores equipes tecnicamente da competição. Por isso, estão na final”. “É complicado dizer quem será o campeão. Mas o fato é que quem ganha com uma final como essa é o futebol”, explicou Romário, que não hesitou ao apontar quem considera ser o craque da Copa de 2010, posto que ele próprio já ocupou em 1994. “Sneijder”, respondeu o ex-atacante brasileiro, citando o camisa 10 da seleção holandesa.

Durante a entrevista, em que apareceu elegante com um terno e gravata - “Já estou me acostumando com esse tipo de roupa”, contou -, Romário também falou sobre a Copa de 2014. “Em casa, temos que fazer um papel muito melhor do que fizemos nas duas últimas edições do Mundial (eliminação nas quartas de final em ambas). Meu grande sonho para 2014 é que o Brasil seja campeão”, revelou. Confiante no sucesso da organização da Copa do Mundo no Brasil, Romário falou bastante sobre a expectativa do torcedor brasileiro para receber a competição, citando a “esperança, ansiedade e felicidade do povo com o Mundial”. “Para 2014, vai ser um Brasil diferente, bem melhor. Vamos mostrar nossa cara”, prometeu.


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Fora de controle Para psicólogos, parte emocional derrubou o Brasil na Copa do Mundo Nem falta de qualidade técnica, nem de preparo físico. O grande problema da seleção brasileira foi o desequilíbrio emocional do grupo, segundo psicólogos ouvidos pela reportagem. “Tecnicamente, eles estavam bem, faltou equilíbrio emocional. Logo que o jogo terminou, você via que a emoção deles estava no gargalo”, observou a psicóloga Daniela Zanuncini. O presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, João Ricardo Cozac, observou um quadro mais complexo, o da pirâmide - que, de um lado, tem a parte técnica, do outro, a física e, na base, a emocional. “O Brasil tinha um lado técnico mediano, o físico com vários problemas de lesões e a base completamente desestruturada”. Tal constatação, porém, não veio a partir de apenas um jogo. Segundo eles, a queda do Brasil envolve uma série de fatores. A começar do comportamento do técnico Dunga. “Ele estava abalado, alguém da

família estava doente e isso gera uma perda emocional”, explicou Daniela. Daí vêm as atitudes inadequadas, conforme resume Cozac: “Tanto nas coletivas como no banco, ele dava claras evidências de que não tinha condições para assumir a seleção brasileira numa Copa do Mundo”. Outro fator foi a expectativa em cima do grupo e a impossibilidade de desapontar: a ansiedade de desempenho. “É a pior coisa que pode acontecer com um indivíduo. Essa necessidade de cumprir uma meta te faz respirar menos e você não raciocina direito. A tendência é a perda de performance”, disse a psicóloga. Apesar de Dunga ter mantido quase a mesma escalação durante os 47 meses em que liderou a equipe, isso não significa que os atletas se conheçam realmente. “Mesmo uma família que se conheça há 4, 10, 30 anos terá conflitos e, se não souber como lidar, terá problemas”, disse Daniela.

Trabalho preventivo com os atletas O quadro poderia ser evitado com um trabalho preventivo de psicologia, como 20 das 32 seleções fizeram desde 4 anos antes da Copa, segundo os especialistas. “Mais uma vez, faltou apoio psicológico, por puro preconceito e desinformação da comissão técnica”, reclamou Cozac. A última vez em que a seleção teve um suporte desse tipo foi em 2002, quando conquistou o pentacampeonato liderada por Felipão. De lá para cá, o grupo enfrentou problemas opostos, mas ambos com solução associada ao trabalho emocional. “Em 2006, faltou comprometimento dos atletas e era necessário motivar, principalmente, os mais velhos à beira de encerrar a carreira”, disse o psicólogo. “Agora, o técnico foi

centralizador e, ao mesmo tempo, inseguro nas decisões, o que pode ter comprometido o resto do grupo”. Cozac aproveita para deixar um recado, em tom de apelo, para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no próprio País e, por isso mesmo, sujeita a uma pressão enorme. “Haverá muito mais cobrança e o nível de estresse subirá. Por isso, é mais do que imprescindível que comece agora um trabalho de acompanhamento psicológico, tão logo seja nomeado nova comissão técnica”. Para não repetir, pela terceira vez, o erro do futebol brasileiro de “considerar o trabalho psicológico uma fragilidade”. “Em vez de combater, preferese ocultar”, afirmou.

Seleção brasileira teve uma pane no segundo tempo da partida contra a Holanda, nas quartas de final

Mundial vai dar prejuízo à África PORT ELIZABETH - Depois de anos se preparando para sediar o maior evento esportivo do mundo, o governo sul-africano admite que a Copa do Mundo vai dar prejuízos. O Mundial irá gerar uma renda para a economia sul-africana de US$ 4,9 bilhões em 2010, praticamente o mesmo valor que foi gasto na construção de estádios e infraestrutura pelo governo federal. O problema é que essa conta de gastos não inclui o que províncias e cidades tiveram de injetar para ganhar o direito de ser sede. Entre ganhos e gastos, o buraco pode chegar a US$ 1

bilhão. Mesmo assim, o presidente sul-africano Jacob Zuma já fala em concorrer para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2020. Os cálculos foram apresentados há duas semanas pelo ministro de Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan. Já os lucros ficarão apenas na promessa. Dos 33,7 bilhões de rands gastos na Copa, 11,7 bilhões foram usados na construção e reforma de dez estádios - cinco são novos. Outros 11,7 bilhões de rands foram usados para transporte. A segurança custou os 1,3 bilhão de rands, contra

1,5 bilhão de rands para telecomunicações. Pelo menos outros 5 bilhões de rands foram gastos pelas cidades, de acordo com o próprio governo central sulafricano. O governo estima que 130 mil empregos foram criados para a Copa do Mundo, mas não diz quantos desses vão permanecer. Já o dinheiro que ingressou com o turismo e com o Mundial, o governo estima que o volume foi o equivalente a 0,4% do PIB do país - 33 bilhões de rands. A Fifa é outra que sai da África com lucros de US$ 200 milhões.


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Meu reino por uma estrela Na África, Espanha e Holanda lutam hoje pelo inédito título da Copa do Mundo Victor Melo Editor de Esportes

Espanha e Holanda trabalharam demais para chegar à decisão de hoje da Copa, marcada para as 15h30, em Johanesburgo. As duas seleções organizaram grupos fortes, se destacaram nas eliminatórias e chegaram à África na tropa de elite. Ao lado do Brasil, elas eram favoritas no Mundial e a ascensão à final não pode ser considerada surpresa. A Laranja e a Fúria tinham antes da Copa que lidar com a fama de não tercem camisa para ficar com a taça. Hoje, para uma delas, o discurso vai mudar. A Espanha era a favorita em quase todas as casas de apostas do mundo, estreou na Copa com uma derrota inesperada para a Suíça, por 1 x 0, mas não se desesperou e, na base de seu impressionante toque de bola, abriu caminho rumo à decisão. A Holanda ostenta antes de a bola rolar hoje uma invencibilidade de 25 jogos. Na Copa foram seis partidas e seis vitórias. Assim, a Laranja chegou à sua terceira final da história. O país tem experiência em decisões de Mundial, ao contrário do adversário, que, antes da África, nunca havia passado pelas semifinais. A Espanha foi econômica nos gols durante a Copa, foram apenas sete, sendo que cinco deles foram marcados pelo atacante David Villa. A Holanda já balançou as redes 12 vezes, tendo o meia Sneijder como artilheiro, assinalando os mesmos cinco tentos do goleador espanhol. CONFIANÇA – A Fúria chegou à decisão após derrotar a Alemanha, considerada antes do jogo o melhor time da Copa. Até desta partida, o time de Vicente Del Bosque ainda não havia convencido, apesar de a imprensa sempre destacar o potencial que ostentava. No clássico, envolveu o adversário com tanta facilidade que todo o seu prestígio foi recuperado. O treinador espanhol, inclusive, disse que contra adversários menos famosos os seus jogadores tiveram dificuldades em lidar com a obrigação de vencer. Para o jogo contra a Laranja, o treinador tenta conter a euforia. “A chave é seguir com nossa ideia de jogo, nossa boa organização e, a partir dessa ordem, a qualidade individual deve se tornar decisiva. Precisamos nos defender como contra Portugal e Alemanha”, comentou.

O meia-armador Sneijder e o atacante David Villa são os jogadores mais badalados dos finalista da Copa do Mundo

Técnico holandês fala sobre jogos-chave A Holanda multiplicou suas forças após eliminar o Brasil nas quartas de final, apesar de seu treinador não ter dado tanta importância a essa partida. “Os jogos-chave para a Holanda nesta Copa foram dois. O primeiro foi contra o Japão, na primeira fase, porque era uma partida em que chegaríamos aos

seis pontos e garantiríamos a classificação para as oitavas de final. Depois, a partida contra a Eslováquia, na segunda fase, porque todo mundo pensou que seria fácil e nós temos um histórico de nos complicarmos em partidas assim no passado. Depois destes jogos, não tive mais que motivar meus jo-

gadores e o time estava definido”, afirmou Bert Van Marwijk. URUGUAI - Na fase seguinte, a seleção não precisou gastar todo seu futebol para passar pelo Uruguai e hoje confia no talento de Robben e Sneijder para fazer a diferença frente à Espanha. (V.M)

Sneijder diz que chegou a hora da Laranja JOHANNESBURGO - Depois de quatro grandes gerações de craques e duas finais de Copa do Mundo, os holandeses têm uma certeza. Chegou a hora da “Laranja Mecânica” ser a oitava equipe a se sagrar campeã mundial de futebol, juntando-se a Alemanha, Argentina, Brasil, França, Inglaterra, Itália e Uruguai. “Nosso grupo foi formado há dois anos. Temos toque de bola, sabemos finalizar e possuímos garra para enfrentar todos os desafios”, afirmou Wesley Sneijder, que poderá receber mais dois prêmios hoje, após a decisão contra a Espanha, no estádio Soccer

City, em Johannesburgo. O camisa 10 briga pela artilharia (soma cinco gols ao lado do atacante espanhol Villa) e também pode ser indicado como o melhor jogador do Mundial. Arjen Robben, companheiro de Sneijder na armação e finalização das jogadas do time holandês, é outro que está bastante otimista “Crescemos muito durante a competição. A equipe ganhou força e confiança para chegar forte na partida decisiva”. Robben e Sneijder sonham em concretizar uma temporada que está sendo fantástica. Os dois foram muito bem em suas equipes (Bayern de

Munique e Internazionale), que chegaram à decisão da Liga dos Campeões da Europa. Com vitória do time italiano. “Desta vez, lutamos juntos pela taça”, brincou Robben. O capitão Van Bronckhorst, veterano das Copas de 1998 e 2006, faz coro aos seus companheiros e já faz uma previsão. “Seria fantástico receber a taça das mãos de Nelson Mandela”, disse o lateral-esquerdo, de 35 anos. O otimismo holandês não chegou agora. Antes do Mundial, o ex-volante Edgard Davids já afirmara. “É a vez da Holanda.” A resposta virá hoje.


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Esquemas distintos movem os finalistas Holanda e Espanha atuam com esquemas diferentes. A Laranja, do técnico Bert Van Marwijk, é bem moderna, alternando o 4-3-3, quando tem a posse de bola, para um 4-5-1, quando precisa ocupar os espaços do adversário. Jogando no 4-4-2, a Fúria aposta na força de seu meiocampo, formado por Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta, para imprensar os adversários. O treinador ainda não encontrou o companheiro ideal de David Villa, na frente. Ele já testou Fernando Torres, que não está no esplendor de sua forma física, e, assim como fez contra a Alemanha, pode escalar hoje Pedro. Os laterais devem ser

Sérgio Ramos, pela direita, e Capdevilla, pela esquerda. Na zaga, a dupla do Barcelona Piqué e Puyol já está confirmada, com o excelente Casillas, do Real, fechando o gol. A Holanda tem o goleiro Stekelenburg, os laterais Van der Wiel e Van Bronckhorst, que alternam as subidas ao ataque. A zaga deve contar hoje com Heitinga e Mathijsen e, protegendo a defesa, De Jong e Van Bommel devem ser confirmados. Sneijder é o criador das jogadas e, mais à frente, Robben, pela direita, Van Persie, mais fixo como centroavante, e Kuyt, pela esquerda, têm a missão de dar trabalho à defesa adversária. (V.M)

Árbitro promete coibir jogo violento

GUIA DO TORCEDOR

X HOLANDA - Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong, Van Bommel e Sneijder; Kuyt, Van Persie e Robben. Técnico: Bert Van Marwijk. ESPANHA – Casillas, Sérgio Ramos, Puyol, Piqué, Capdevilla; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; Pedro e David Villa. Técnico: Vicente Del Bosque. Quando: hoje Onde: Soccer City, Johannesburgo Hora: às 15h30 (de Brasília) Árbitro: Howard Webb

(Inglaterra)

Robben não costuma perdoar os goleiros

O zagueiro Puyol (centro) é o destaque da sólida defesa espanhola

DURBAN - Em entrevista publicada sexta-feira pela página eletrônica da revista francesa France Football, o árbitro inglês Howard Webb, confirmado pela Fifa para apitar a partida final da Copa do Mundo da África do Sul entre Holanda e Espanha, no próximo domingo, dia 11, em Johannesburgo, disse que quando erra fica "várias noites sem dormir". "Espero que não haja controvérsias, pois quando me equivoco é horrível porque não durmo por várias noites", disse o árbitro. "Mas, às vezes, é preciso tomar decisões importantes. E se não está preparado para fazer isso só para evitar polêmica, é porque não está fazendo bem

o seu trabalho", afirmou o inglês. ATUAÇÃO - Howard Webb tem 38 anos e apita no Campeonato Inglês desde 2003. Apitou, neste Mundial de 2010, a partida entre Espanha e Suíça, na qual os espanhóis perderam por 1 x 0. Sobre a final da Copa do Mundo, Webb disse que a Fifa não lhe alertou sobre nada em especial. Afirmou ainda que não vai permitir jogadas violentas. "O mais importante é coibir as jogadas violentas. A Comissão Executiva (arbitragem Fifa) elogiou o cartão vermelho dado ao francês Ribéry por sua entrada sobre Lisandro López nas semifi-

nais (entre Bayern de Munique e Lyon) da Liga dos Campeões da Europa. Esse tipo de entrada queremos combater", afirmou. O árbitro inglês disse ainda que os árbitros foram submetidos a uma preparação especial por conta da altitude. Ele admitiu também que houve problemas de comunicação nos estádios sulafricanos por conta do ruído produzido pelas vuvuzelas. "O barulho é ensurdecedor. Quando fazíamos as nossas preparações antes das partidas, a Fifa colocava o som das vuvuzelas nos auto falantes para nos acostumarmos. E assim nos preparamos para esta Copa do Mundo", finalizou.


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O craque do Mundial

Sneijder é um dos favoritos na disputa pela Bola de Ouro

Espanhóis lideram a disputa pela Bola de Ouro da Copa do Mundo Johannesburgo - O Brasil não tem um jogador sequer concorrendo ao título de melhor da Copa do Mundo de 2010. A queda nas quartas de final diante da Holanda e as atuações sem brilho nas outras partidas levaram os brasileiros a serem preteridos na lista de 10 finalistas, elaborada pelo Grupo de Estudos Técnicos da Fifa. Aescolha, porém, não deve ter levado em conta apenas critérios técnicos, uma vez que teve lugar para um jogador do continente anfitrião do Mundial, o ganense Asamoah Gyan. Entraram também na relação três espanhóis (Xavi, Iniesta e David Villa), dois holandeses (Sneijder e Robben), dois alemães (Schweinsteger e Özil), além do uruguaio Diego Forlan e o argentino Lionel Messi. Apesar da eliminação nas oitavas de final e de não ter feito nenhum gol na Copa, Messi foi lembrando pelas boas partidas, lances de efeito e as várias assistências feitas para gols da Argentina. Asamoah Gyan teve altos e baixos ao longo do torneio e seu principal lance foi o pênalti que cobrou no travessão no último lance da prorrogação do jogo entre Gana e Uruguai. Posteriormente sua equipe foi eliminada nos pênaltis. A escolha do melhor do mundo é feita, agora, por jornalistas credenciados para a cobertura da Copa do Mundo. A votação

Beckenbauer exalta os finalistas JOHANNESBURGO Campeão mundial com a seleção alemã tanto como jogador quanto como treinador, Franz Beckenbauer é uma das maiores lendas da história do futebol. E, mesmo tendo visto a sua Alemanha ser eliminada na semifinal, avalia que Holanda e Espanha merecem fazer a grande final da Copa na África do Sul, que será disputada hoje, em Johannesburgo.

“É uma final merecida”, afirmou Beckenbauer, em Johannesburgo, durante evento promocional da Copa de 2014. Mas ele não quis apontar um favorito na decisão entre Espanha e Holanda. “Não sei quem vai ganhar. Acho que cada seleção tem 50% de chances”, disse o ex-jogador e extreinador, que é presidente de honra do Bayern de Munique. Segundo Beckenbauer, os espanhóis foram melhores em

campo e mereceram ganhar da Alemanha por 1 x 0, na semifinal da Copa, disputada na última quarta, em Durban. “A atuação da Espanha no segundo tempo da partida foi uma das melhores da competição”, elogiou o astro, que defendeu a permanência do técnico Joachim Löw na seleção alemã. Beckenbauer avaliou que a seleção germânica fez uma ótima Copa.

começou na sexta e se encerra imediatamente após o fim do jogo de hoje entre Espanha e Holanda. É uma mudança em relação aos anos anteriores, quando a votação foi encerrada antes da final. Por isso, o goleiro Oliver Kahn foi eleito o melhor em 2002, apesar da atuação ruim na final contra o Brasil, e Zidane levou o troféu em 2006, mesmo dando a cabeçada em Materazzi na decisão entre Itália e França. PASSADO - Kahn esteve presente à apresentação, sexta, dos dez finalistas e reconheceu que é importante considerar a atuação do jogador na decisão da Copa antes de escolher. “Acho importante avaliar também o desempenho na final. É preciso ver quem vai ganhar a Copa para decidir”, disse. E suas preferências? “Gosto do Sneijder, na Holanda, do Iniesta e do Villa, na Espanha”. Os dois últimos brasileiros a ganhar o troféu foram Romário, em 1994, e Ronaldo, em 1998. REVELAÇÃO - Três jogadores disputam o título de revelação - para atletas de até 21 anos. O meio-campista Andre Ayew, de Gana, de 20 anos, filho de Abedi Pelé; o mexicano Giovani dos Santos, atacante de 21 anos, e o meia-atacante Thomas Müller, da Alemanha, são os candidatos ao prêmio de Revelação da Copa.

Não há mais ingressos para a decisão JOHANNESBURGO- A Fifa anunciou que não há mais ingresso disponível para a final da Copa do Mundo na África do Sul. Assim, o estádio Soccer City, em Johannesburgo, estará completamente lotado hoje, quando Holanda e Espanha se enfrentam na decisão do título - o local tem capacidade para 88.460 torcedores. O Mundial na África do Sul tem sido um sucesso de público. O público total é de 3,2 milhões de torcedores nos estádio, o que

coloca essa competição em terceiro lugar no ranking histórico, atrás apenas da Alemanha/2006 (3,4 milhões) e dos Estados Unidos/1994 (3,6 milhões). Na média, a Copa na África do Sul levou aos estádios 49.324 torcedores por partida, mas esse número deve aumentar até domingo, pois o Soccer City e o Nelson Mandela Bay estarão lotados. Nesse ranking, o Mundial dos Estados Unidos aparece folgado na liderança, com 68.991 pessoas por jogo.


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Compromisso marcado No Rei Pelé, CRB vai enfrentar amanhã o Fortaleza pelo Campeonato do Nordeste Lula Castello Branco

Marcelo Alves Repórter

Após espantar uma dúvida que pairava sobre o potencial do elenco do CRB com a vitória sobre Confiança, por 1 x 0, o time regatiano terá amanhã à noite mais um duelo pelo Campeonato do Nordeste para, assim, confirmar a boa fase. O Galo, que segue contratando reforços, enfrenta os reservas do Fortaleza, às 21h, no Estádio Rei Pelé. O alvirrubro praiano está na sétima colocação, com 12 pontos conquistados. Já o Fortaleza, antepenúltimo colocado, ocupa a 13ª posição da tabela de classificação, com apenas sete pontos. Para a sequência do Nordestão, a diretoria do Galo contratou o técnico Freitas para organizar o elenco. Além do novo comandante, que estreou com vitória sobre o Confiança,

chegaram para reforçar o elenco o zagueiro Jalmir e o atacante Nino Guerreiro, e ainda estão sendo reintegrados jogadores que foram desligados do time regatiano logo após a demissão de Celso Teixeira. Retornaram ao grupo do CRB, o lateral-direito Amaral, o goleiro Cris e o lateral-esquerdo Yuri. Outro que pode pintar de novo na Pajuçara é o atacante Edson Di. Quanto ao jogo de amanhã, o técnico Freitas terá o retorno do volante Ewerton e o atacante Edmar. Já o volante Jonathan e o atacante Emílio estão se recuperando de contusão. O time regatiano pode conquistar sua segunda vitória e somar mais três pontos na competição, chegando aos 15, e se aproxima do G4 do Nordestão. Já equipe do Fortaleza, que não está bem na competição, vem de uma derrota em casa, por 1 x 0, para Treze-PB e vai colocar

O atacante Edmar voltou a treinar na semana passada e deve reforçar o time do CRB no jogo de amanhã

até o auxiliar do técnico Zé Teodoro, Juarez Sobrero, como treinador. CRB - Hudson; Janiel,

ASA volta a jogar pela Série B na terça-feira O Campeonato Brasileiro da Série B recomeça na próxima terça-feira, após a parada da Copa do Mundo. E a equipe do ASA já terá pela frente uma maratona de jogos. O primeiro desafio do time arapiraquense será contra o Náutico, na próxima terçafeira, às 21h50, no Estádio dos Aflitos. E na próxima sextafeira, um dia após o confronto contra o Náutico, o ASA jogará contra o Brasiliense, às 21h, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. O ASA é o 11º colocado na competição, com 1º pontos. Para enfrentar a maratona de jogos, o clube alvinegro deu início à preparação com ante-

cedência. Na última quintafeira, o ASA bateu o Vitória (BA), por 2 x 0, em um amistoso solidário em favor das vítimas das enchentes. Além do amistoso, que serviu de avaliação para os jogadores recémcontratados e outros que ainda não atuaram na competição, o técnico Vica está intensificando os treinamentos. Ontem, a equipe treinou nos dois períodos. Os treinamentos aconteceram no município de Junqueiro. Para a partida contra o Náutico, o técnico Vica não poderá contar com três atletas. O zagueiro Edson Veneno e o volante Rincón receberão o terceiro cartão amarelo e

terão que cumprir suspensão automática. O terceiro atleta é o meia Ciel. O jogador está no Departamento Médico se recuperando de uma fisgada na coxa. Apesar da ausência dos três jogadores, o meia atacante Luiz Mário, um dos três jogadores contratados pelo ASA, está regularizado e é mais uma opção para o vica. Enquanto aos outros dois atletas contratados: o lateral esquerdo João Victor (Democratas-DF) e o volante Márcio (Rio BrancoSP) ainda não tiveram seus nomes divulgados no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). (M.A)

Toninho e Ítalo; Amaral, André Silva, Lê, Ewerton, Valdeir e Reatinho; Edmar. Técnico: Freitas Nascimento.

FORTALEZA –Douglas; Wellington, Romário Mendes, Basílio e Ronaldo; Leandro, Rogério, Bismarck e Niel; Robinson e Reginaldo Júnior.

CSA treina pensando no duelo com Sergipe Surpreendendo no Campeonato do Nordeste, o CSAenfrenta a equipe do Sergipe, na próxima quarta-feira, às 20h30, no Estádio João da Hora, em Aracaju. As duas equipes estão em situações opostas. O Azulão, que lidera a competição com 17 pontos, entra em campo com a missão de permanecer no topo da tabela de classificação. Enquanto, do outro lado, o time sergipano amarga a penúltima colocação na tabela, com apenas sete pontos somados. A partida entre as duas equipes é válida pela 10ª rodada do Nordestão. Continuar pontuando na competição e carimbar antecipadamente a classificação. Essa é a meta do time azulino para dar maior comodidade ao grupo antes da estreia na 2ª Divisão do

Campeonato Alagoano, no dia 22 de agosto contra o Capelense. “A nossa meta é somar pontos para matematicamente carimbar matematicamente a classificação”, disse o técnico Lino. O treinador azulino revelou que o segredo da boa campanha do CSA no Nordestão é trabalho em conjunto. “Trabalhando assim, os jogadores têm mais força e conseguem superar as adversidades durante as partidas”, contou. Com a boa situação da equipe, Lino já demonstra preocupação com o interesse de clubes pelos atletas azulinos. “Sabia que ia perder atletas pela boa campanha do CSA na competição, mas a diretoria está trabalhando para recompor o elenco”, afirmou. (M.A)


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Atualizada antes do jogo ontem


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