__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

Março 2021 - Nº 303 - Ano 33 - Zona Sul de Porto Alegre / RS - jornal@jornalecao.com.br - 3246-0848 / 98403.6513 Montagem de Jean Pico

Porto Alegre completa mais um ano de história Página 3

E mais: Jean Pico, autor da Turma do Guaíba, é agraciado com a Medalha Cidade de Porto Alegre Pág 8

“Sicredi cada vez mais presente na comunidade” Entrevista com o gerente regional Sandro Soares Pág 5

LEIA TAMBÉM NESTA EDIÇÃO: O Jornalecão apresenta novos colunistas

Danilo Tiziani faz doação para recuperação de sanitário na orla

Primeiro filme gaúcho foi rodado há quase 100 anos na Zona Sul

Abaixo-assinado requer extensão do trajeto da linha T11

Pág. 2

Pág. 3

Pág. 7

Pág. 8


Editor: Guilherme Cruz da Silveira Jornalista: Gustavo Cruz da Silveira Reg. Prof. MTBRS 9793 Arte / Projeto Gráfico: Jean Pico Edição: GuiCS Edições CNPJ: 11.774.659/0001-11 Impressão: Gráfica Araucária Colaboração: Adília Cruz da Silveira e Valtor José Rodrigues da Silveira

N° 303 - Ano 33 - Março de 2021 Chapéu do Sol

Aberta dos Morros

- Bazar Del Rio - Bar e Armazém Ica - Mini Mercado e Lancheria Zucco - Mercado e Ferragem Lima - Mercado Jardel

Belém Novo

- Loteria Sorte Certa - NCC Belém Novo

Cristal

Camaquã

Espírito Santo

- Super Hoffman

- Padaria e Confeitaria Vaccari - Super Teutônia

Cavalhada O Jornalecão é distribuído, gratuitamente, em mais de 15 bairros da Zona Sul de Porto Alegre

- Agafarma Cavalhada - Celular Sul - Dauge - Mundo D’água - Supermercado Bassani

Hípica

- Dapelle Fármacia de Manipulação - Mercado e Açougue Navegantes - Moser Água Mineral - Padaria e Confeitaria Milleum - Posto do Vale - Super Kan - Tri da Sorte Loterias

- Mini Mercado e Açougue Ortiz Ipanema - Padaria Montevideo - Academia Plus Point - Agafarma Farmácia Guarujá - Agropal - Farmácia Popular Med - Clube do Professor Gaúcho - Mini-Mercado Riboli - Galeria Ipanema - Mini Shopping Maria - Ipanema Sports - Padaria e Confeitaria Trevisan - Lotérica Portal da Sorte - Padaria Muniz - Lotérica Texacão - Supermercado Santa Rita - Mini Mercado David

O Jornalecão apresenta colunistas novos: Caco Belmonte e Luíz Horácio

- Mini Mercado WD - Minimercado Casca - Restaurante Bangalô - Restaurante Mirante do Guaíba - Super Postal - Super Tchê Barbaridade - Supermercado Irmãos Lunardelli - Tabacaria Ipanema - Tudo pra Bicho

Jardim Urubatã

- Bar do Luiz - Casa do Pão - Mercado Urubatã

Jardim Isabel

- Posto Pasqualini

Pedra Redonda

- Sociedade de Engenharia RS

Ponta Grossa

- Ferragem Müller - Padaria e Armazém da Dinda - Padaria Pão da Hora - Padaria Ramires Machado - Rona Bazar e Ferragens - Supermercado DiSul - Supermercado Muller

Tristeza

- Gelson Lanches - Panus & Mangas

Vila Nova

- Super Hoffmann

O cachorro que sabe viver

Caco Belmonte

Ilustração: Jean Pico

É com muito orgulho que O Jornalecão apresenta dois novos parceiros: Caco Belmonte e Luíz Horácio, nossos novos colunistas. Caco Belmonte é jornalista e escritor e Luís Horácio é escritor e fotógrafo. E ambos brindarão o leitor com um texto por mês, que serão, inicialmente, publicados integralmente no site (www.jornalecao.com.br) e, sempre que possível, em uma versão reduzida, também nas páginas impressas do jornal.

Urgências diurnas e noturnas - Luís, desculpa, mas só ligo quando a situação é grave. Cara, tô sem nada, parece que as pessoas não andam mais pelas ruas, o albergue suspendeu as refeições que davam. Disseram que só retornarão no dia quatorze de março. Até lá, a gente se vira como dá. Consegue alguma coisa pra comer, e ração também! - Onde você está? - Na Ipiranga, no lugar de sempre. Cara, consegue umas roupas, a situação tá feia, acho que nunca foi assim. - A prefeitura criou um espaço onde reuniu os moradores de rua. Por que você não foi? - Luís, tu conheces bem a gente, sabe que muitos usam crack, pra ficar no básico. Agora, tu imaginas todo mundo no mesmo espaço, sei que tem ocorrido brigas muito feias por lá. Mas ninguém fica sabendo. Cá entre nós, quem se importa com o que acontece com moradores de rua, quem? Prefiro ficar onde estou, com meus cachorros, esses nunca me sacanearam. Lembra daquele parceiro que, às ve-

Fotos: Luís Horácio

zes, andava comigo? Pois é, cara, ele morreu semana passada. A gente estava ali no barranco do arroio Dilúvio, mais ou menos meianoite. Conversamos um tempo, ajeitei uns panos para os cachorros dormirem. Horário, não sei, mas a gente dormiu. Acordei já tinha sol queimando e aquele movimento de sempre na Ipiranga. Chamei por ele, Edson... Edson...Edson... nada. Os cachorros começaram a latir. Eles nunca fazem isso sem que se sintam ameaçados. Incrível, Luís, eles deitaram ao lado do Edson. Me aproximei, cutuquei o cara... nada. Estava morto, Luís. Peguei os cachorros e caí fora. Fiquei olhando de longe. Muita gente passou e, como sempre, sequer olharam para o cara deitado no chão duro. Até que um cachorro sentou

ao lado do cadáver e começou a uivar. Um gari se aproximou e percebeu a morte. Do momento que chegou a Brigada, o SAMU, até retirarem o corpo, passaram seis horas e meia. Nem mesmo mortos merecemos atenção, tratamento respeitoso, nada disso. Será que enterraram ou jogam numa vala qualquer? Às vezes, aparece corpo boiando aqui no arroio Dilúvio, praticamente no centro da cidade, não duvido, Luís, não duvido... Luís, desculpa, estou te fazendo gastar, hoje estou falante, acho que é fome. Ah! tá sabendo que nasceu o filho da Dina? O que tu achas dessa criança? - Não conheço, fiquei sabendo dois telefonemas antes do seu. O Bugiu que me avisou. - Cara, o Alaor não é bem certo da cabeça. Apanhou feito bicho quando esteve no Presídio Central, dois anos e meio. A Dina tu sabes como é, a criança na certa será doente da cabeça. Não gostei dos olhos dela, meio rasgadinhos, mas pode ser só impressão. Tomara que seja. Não esquece da ração!

Eu caminhava pela rua Curupaiti, mesma via da famosa figueira centenária cuja sombra, segundo relatos antigos, citações em alguns livros e nenhuma documentação histórica comprobatória, abrigou tropas revolucionárias Farroupilhas no cerco a Porto Alegre. Provavelmente, de fato, a árvore deve ter sido ponto de referência para acampamento de tropeiros no século XIX. Caminhava rumo ao supermercado e dobrei na Butuí para sair na Icaraí, avenida onde está situada. Pouco antes da sinaleira com o sinal vermelho, três motos passaram por mim, desacelerando. Atrás delas vinha um cão de porte correndo a toda velocidade. Pensei que fosse um desses cães que mordiscam perna de ciclista e motociclista. Não era. Ele correu até alcançar as motos, parou ao lado de uma delas e pulou com as patas dianteiras no colo do piloto. O homem afagou o cão, o sinal verde foi acionado e as motos partiram. O cusco correu junto, dobrou parelho com as motos pelo meio da pista, rumo à Tristeza. Por alguns instantes andou na mesma velocidade, mas, as máquinas o deixaram para trás. Ele parou, subiu o canteiro no meio da pista dupla e, sapiente, ficou olhando a moto do seu amigo tomando distância até desaparecer. Eu observava a tudo e retomei meu rumo às compras. Passados minutos, o cachorro que sabe viver cruzou por mim. Vinha pela calçada num trote elegante, sem olhar para os lados ou parar e cheirar, como fazem os cachorros comuns. Esse não, com certeza tinha personalidade e parecia o senhor de si.


Porto Alegre / RS

COMUNIDADE

Março 2021

3

Porto Alegre de muitos aniversários! Foto: guiafestablog.wordpress.com

Zona Sul se despede de José Parode Arquivo pessoal

José Alfredo Pezzi Parode, figura importante para a Zona Sul e para Porto Alegre, faleceu no dia 20 de março, aos 67 anos, em decorrência de complicações da covid-19, deixando mulher, três filhos, quatro netos, um legado enorme e muitas, muitas saudades. Com muita experiência no setor público, ocupando a direção de vários órgãos Parode estava presidindo de gestão e na área da Faa ASCOMJISA zenda de governos em nível municipal e estadual. Parode já foi subsecretário do Tesouro, dirigiu a pasta de Planejamento e Gestão, foi presidente do Ipergs, secretário da Fazenda de Gravataí e dirigiu a pasta de Gestão em Porto Alegre. Este ano, o administrador de empresas estava ocupando a presidência da ASCOMJISA (Associação Comunitária Jardim Isabel) e atuando como diretor financeiro do Grêmio Náutico União (GNU). Anadir Alba, ex-conselheira da Região de Planejamento 6 (RP6) e relatora do processo no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA), destacou a importante participação de Parode na conquista do Tudo Fácil Zona Sul e seu empenho para trazer para a região os serviços oferecidos no local. “Perdemos um sempre disponível apoiador dos pleitos da Zona Sul...”, lamentou Anadir.

Na região de Porto Alegre, já foram encontrados vestígios humanos de 12 mil de anos atrás: nômades que viviam da caça e da pesca e que viram esse local, em volta do lago Guaíba, como perfeito para descansar entre suas idas e vindas. Depois, foram os índios tupi-guarani que se estabeleceram na região, há cerca de 2 mil anos, como os vestígios (pontas de flechas, maceradores de pedra, vasos de cerâmica) testemunham. Foi apenas no século XVll que os estancieiros portugueses se estabeleceram na região e, em 1740, o estancieiro Jerônimo de Ornellas recebeu, oficialmente, a área chamada Sesmaria de Sant‘Ana, sobre a qual teve início o povoamento das terras que viriam a ser a cidade de Porto Alegre. Em 1755, chegaram 60 casais portugueses vindos dos Açores, que, inicialmente, tinham como destino as Missões

Jesuíticas. Na época. havia várias famílias habitando a região de Porto Alegre, mas separadas em suas estâncias. Os açorianos, enquanto esperavam o momento de viajar para a região da Missões, acabaram construindo abrigos e plantações e ficando por aqui mesmo. Em 26 de março de 1772, data oficial de criação de Porto Alegre, foi inaugurado o povoado (que já existia) e elevado à condição de freguesia por um edital eclesiástico, sendo denominado, então, de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Durante o século XlX, a cidade cresceu bastante com a chegada de muitos imigrantes de vários continentes, tornando Porto Alegre

a cidade cosmopolita de grande pluralidade social e cultural que conhecemos hoje, com uma população de cerca de 1.500.000 habitantes, um território de quase 500.000 km², cercado por um anel de 40 antigos morros graníticos de um lado e pelo grande lago Guaíba do outro. É no espelho de suas águas que o Sol se põe e nos convida, ao fim de cada dia, a apreciar uma das mais lindas e inusitadas obras de arte que a natureza nos oferece. No aniversário da cidade de Porto Alegre, O Jornalecão parabeniza todos que viveram, que vivem e que ainda viverão nesta cidade cuja história ultrapassa os 249 anos comemorados e não cabe em qualquer métrica racional que tente contabilizar as experiências aqui vividas, porque estamos falando de memórias e, portanto, de afetos, o que torna a nossa cidade desde sempre eterna!

Parque Zeno Simon, na orla do bairro Guarujá, receberá melhorias Foto: Alex Rocha / PMPA

Como contrapartida, o A Prefeitura anunciou, Inaugurado há quase 20 anos, espaço no final de março, as pripassará por mais uma revitalização poder público pode autorizar a inserção do nome do meiras parcerias comuniparceiro em objeto doado tárias de doação e de adoou material de divulgação, ção de espaços públicos, e obedecidas as restrições uma delas no bairro Gualegais aplicáveis a cada rujá, na Zona Sul de Porto caso. Uma das novidades Alegre. Na semana anteno processo é a criação rior, a Secretaria Municipal do título de prefeito do esde Parcerias havia apresentado uma cartilha com realização de melhorias nos paço, que receberá diploma orientações para empresas e banheiros do Parque Gua- e terá o título publicado no pessoas físicas interessadas rujá - Zeno Simon, na orla Diário Oficial de Porto Aleem colaborar adotando pra- do Guaíba, garantindo latas gre, no portal e nas redes ças, parques urbanos, áreas de tinta, placas de identifica- sociais da prefeitura. A cartilha para adoção de verdes passarelas, passeios, ção, luminárias, chuveiros, fachadas de prédios públicos, elementos podotáteis para espaços pode ser acessamonumentos, viadutos, pon- rampa de acesso e escadas, da pelo link http://lproweb. tes, equipamentos esporti- portas, torneiras, entre ou- procempa.com.br/pmpa/ tros materiais, para a reforma prefpoa/ppp/usu_doc/cartivos, canteiros e rotatórias. Enquanto, no bairro Petró- completa dos sanitários. “A lha_04032020.pdf, com inforpolis, uma empresa adotou gente abraçou um pequeno mações sobre o que se pode a Rótula Darcy Marcos de problema. Espero que outros adotar ou doar e até o modelo Alencastro, no bairro Guarujá empresários e comerciantes de apresentação das proposo Supermercado Santa Rita nos sigam”, destacou Danilo tas, que devem ser enviadas doou, aproximadamente, R$ Tiziani, proprietário do Super- para o e-mail apoiepoa@ portoalegre.rs.gov.br. 15 mil em materiais para a mercado Santa Rita.


SAÚDE e BEM-ESTAR

4

Páscoa, alimentação e chocolate – Por Laura Morshak Como matar a vontade de comer chocolate na época da Páscoa? Comendo chocolate. O cacau é um dos principais ingredientes do chocolate e é rico em Flavanoides, o que atribui a ele propriedades antioxidantes, com efeito anti-inflamatório e vasodilatador. Dessa forma, o cacau, conciliado a uma alimentação equilibrada e saudável, pode ajudar a reduzir a agregação plaquetária e a beneficiar a saúde cardiovascular - o que o torna favorável para minimizar os riscos relacionados à pressão arterial e ao colesterol elevados. Além disso, o cacau também é rico em Triptofano, que estimula a produção de Serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar) e influencia positivamente na função

Arquivo pessoal

imunológica, na cognição e, também, no controle do estresse e na manutenção do humor de quem o consome. Não tem nada de errado em comer o chocolate que você gosta. Ele só vai lhe fazer mal se for comido com culpa ou sentimentos punitivos - e, então, o problema é outro e precisa ser trabalhado emocionalmente com a ajuda de profissionais da área da saúde.

O que você pode fazer na Páscoa é buscar chocolates que tenham um teor de cacau maior, acima de 60%, para atribuir à essa data especial também os seus benefícios. É importante lembrar que o que determina a sua saúde é o seu contexto cotidiano, e não um alimento isolado -, por isso, manter uma alimentação equilibrada, exercício físico e ingestão de água é fundamental no dia a dia. Aproveitem essa data para pensar em quem vocês amam, mesmo que a gente não consiga estar muito próximo nesse momento. Fiquem em casa, tenham o cuidado redobrado com as medidas de segurança e de higiene. Feliz Páscoa! Nutricionista Laura Morshak CRN 15624 @nutrimorshak

Praça na Hípica recebe mudas de árvores nativas da Mata Atlântica Foto: Ricardo Litwinski Süffert / SMAMUS / PMPA

A praça Symcha Melon, localizada nas ruas Fúlvio Bastos e Elvira Dendena, no bairro Hípica, foi escolhida para receber mudas de ingá, angico, ipê, jerivá e araucária, entre outras árvores nativas da Mata Atlântica. O plantio é uma ação voluntária da Heineken como legado do projeto Heineken Green Your City, realizado em Porto Alegre no início de 2020. Coordenados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), os plantios foram realizados junto à mata ciliar, restaurando a paisagem natural que existia no local, con-

tornando a borda do curso de água ali existente. Mais de 260 mudas de árvores nativas foram plantadas no entorno da via para desfazer um ponto de descarte irregular de lixo. O plantio, na área de 700 metros, foi feito por meio da técnica chamada “Floresta de Bolso”, desenvolvida pelo botânico Ricardo Cardim, no qual se busca reproduzir as características naturais da Mata Atlântica. A composição e o espaçamento das mudas procuram respeitar a evolução original das florestas, o que proporciona um crescimento mais rápido, menor índice de perdas, baixo consumo de água e menos manutenção.

O Jornalecão entrega tampinhas recolhidas por seus leitores Há mais de quatro anos, o Programa Tampinha Legal estimula a coleta de tampinhas plásticas das embalagens usadas em nosso dia a dia, com o objetivo de preservar o ambiente e ajudar a diminuir a quantidade de tampas soltas na natureza, onde ficariam por muito tempo. O Projeto Tampinha Legal foi criado pelo Instituto SustenPlast e é desenvolvido em vários estados do Brasil, ensinando que o plástico é matéria-prima nobre, vale dinheiro e pode ser reciclado e transformado em novos produtos. Durante esse tempo, já foram arrecadadas mais de 570 toneladas de tampinhas plásticas, que não só são encaminhadas para reciclagem quanto geram recursos para entidades cadastradas junto ao programa. Com o dinheiro, as participantes podem adquirir medicamentos,

alimentos, equipamentos, ração animal, materiais escolares, custear tratamentos e exames de saúde, melhorias nas sedes, etc. O Jornalecão, com a ajuda de seus leitores, também está engajado neste programa tão especial, pois recebe tampinhas e lacres de latinhas em sua redação (na Avenida da Serraria, 1425, no bairro Guarujá) e a equipe do jornal se encarrega de entregar todo o material arrecadado para duas entidades que fazem um lindo trabalho de ajuda comunitária: o Educandário São João Batista e a AAPECAN (Associação de Apoio às Pessoas com Câncer de Porto Alegre). No dia 5 de março, foram entregues cerca de 20 kg de tampinhas recolhidas pelos leitores de O Jornalecão. Além da doação de tampinhas, a AAPECAN também

Divulgação AAPECAN

Editor de O Jornalecão, Guilherme Cruz da Silveira, entregou tampinhas em nome do jornal e de seus leitores

precisa de alimentos, materiais de higiene e apoio financeiro. Uma das formas de colaboração é por meio do telemarketing da AAPECAN, que liga pedindo colaborações. Por isso, se receber uma ligação dessas, pode acreditar e, se puder, ajude também. Saiba mais sobre como auxiliar a AAPECAN Porto Alegre pelo telefone 3014.9500 e no site aapecan.com.br.

Porto Alegre / RS

Março 2021


COOPERATIVISMO

Porto Alegre / RS

Março 2021

5

Entrevista com Sandro Soares, gerente regional do Sicredi:

“Minha função é fazer a Cooperativa estar cada vez mais presente nas comunidades” Jovanir Medeiros / Jova Fotos

1 - Como gerente regional sul de Porto Alegre do Sicredi, quais as suas áreas de atuação e os impactos da Cooperativa na comunidade? Atualmente, respondo pela gestão de três equipes na re- O Jornalecão entrevistou gional sul, com 28 colabora- Sandro Soares, gerente do dores responsáveis por cuidar Sicredi na região sul, onde de 37 bairros entre a Zona Sul e o Extremo Sul e divididos três agências atendem a entre as agências dos bairros comunidade de 37 bairros Ipanema, Lomba do Pinheiro e Hípica. Não há um gerente ge- e percebem que fazer parte de um sisral para cada agência, mas, sim, o tema cooperativo é valorizar as pespapel do líder regional, que, neste soas, tanto o público interno quanto caso, também busca ser uma lide- externo. E, quando falo em público inrança local. Logo depois, estão os terno, falo de colaboradores, pessoas gerentes de negócios. Atualmente, e líderes que formamos aqui. Eu mestrabalhamos com 16 deles, entre mo fui formado na casa. Entrei como gerentes de pessoa jurídica (PJ) – estagiário no Sicredi, há 13 anos, até que é uma frente de trabalho muito me tornar um líder regional. Aqui, formamos lideranças e cidaforte –, gerentes de pessoa física (PF) – como a Zona Sul é uma re- dãos. E o associado do Sicredi percegião bastante residencial, também be que fazer parte da Cooperativa é é muito forte – e gerentes especia- fazer parte de uma sociedade de peslizados para o agronegócio – cuja soas, e não apenas de capital. Participresença no Extremo Sul também é pando das assembleias, o associado significativa. Nossos gerentes, tanto exerce poder de voto, tem força de de PJ quanto de PF, têm especifica- voz para decidir o futuro e o rumo da ções diferenciadas e segmentadas cooperativa. Diferente de um banco, para atender micro, pequenas, mé- no qual apenas acionistas – dependias e grandes empresas. Ou seja, dendo do capital que eles tenham! não importa se o cliente tem alta ou – podem votar. Ou seja, nesse sistebaixa renda, nós temos um atendi- ma, quem tem mais capital, tem mais poder de voz, enquanto quem possui mento especializado para ele. Mas o impacto que pretendemos pouco capital não tem voz. Já no siscausar na região sul não se restringe tema de cooperativismo, se o associaao associado. Minha função é apoiar do tiver R$ 100 mil ou R$ 20 de cota, os outros gerentes naquilo que pre- tem o mesmo poder de voto. Mas a cisem para tornar o Sicredi cada vez principal vantagem são os resultados mais presente nas comunidades, da cooperativa, durante o ano, retornão apenas economicamente, mas narem, proporcionalmente ao uso, assumindo, também, um viés social. para os associados. É o momento mais mágico do nosso trabalho! Em 2 - O Sicredi é a cooperativa de um banco comum, você simplesmencrédito mais antiga do Brasil. Qual te usa a conta e paga. O ano passa a diferença entre cooperativa e e todos os lucros vão para o banco. outras instituições de crédito? Na cooperativa, ao final de cada ano, Comparar uma instituição financei- os resultados são apurados e, então, ra em cooperativa com instituições na assembleia, é apresentada uma financeiras bancárias tradicionais é proposta de retorno do capital social, simples. Como diz o presidente do um retorno sobre os resultados. Parte Sicredi União Metropolitana RS, Ro- desses lucros é investida em melhonaldo Sielichow, nossa maior concor- rias na cooperativa (mais agências, rente é a desinformação, já que as treinamento de colaboradores, etc.) e pessoas costumam temer o desco- outra parte retorna para o associado. nhecido. Porque, quando conhecem Ou seja, no cooperativismo, você não o nosso trabalho, elas se apaixonam é apenas um cliente: é um sócio!

3 - Pesquisas mostram que o setor financeiro é um dos que mais geram desconfiança no consumidor. Por que o Sicredi é diferente? Embora busquemos oferecer as taxas mais justas, o Sicredi não quer ser taxado como uma instituição financeira barata, que busca apenas preços mais baixos. Somos uma cooperativa: tudo que for cobrado do associado retorna para ele depois! Por isso, nossas práticas de cobrança são muito transparentes. Você sabe o que vai para onde e, inclusive, ajuda a decidir e tem acesso a tudo que for decidido, mesmo que não tenha participado das assembleias, pois relatórios anuais são enviados para os associados, que não vão encontrar nenhuma surpresa desagradável no extrato bancário, porque, por mais que existam modalidades de produtos com variantes de cobrança, o Sicredi preza por transparência e cobrança de preços justos, que sejam competitivos para o associado e nos permitam investir em estrutura para levar o cooperativismo cada vez mais longe. O ponto forte do cooperativismo é o relacionamento e está, inclusive, na missão do Sicredi. Por isso, nosso atendimento é totalmente personalizado, com os gerentes sempre acessíveis e vários canais de contato, para nunca deixar o associado sem resposta. Aqui, o associado vai ter sempre, no mínimo, três opções de contato com a agência: se o gerente não puder atender, haverá ainda o seu assistente ou, então, mais quatro opções dentro da equipe de apoio, além do contato do líder regional. Ou seja, estamos preparados para não deixar o cliente sem atendimento e para responder seus questionamentos e atender às suas urgências o mais rápido possível.

4 - A pandemia trouxe graves problemas para o sistema de saúde e o comércio. O Sicredi conta com alguma iniciativa de apoio ao fomento da economia local? A base de atuação do Sicredi é a economia local, nosso trabalho é todo feito para que a riqueza gerada

fique onde ela foi gerada. Parte do resultado do capital social da cooperativa, decidido pelos associados em assembleia, é destinado a projetos sociais regionais, um programa que chamamos de Fundo de Desenvolvimento Social, que já está indo para o seu quarto ano e cujas entidades que receberam esse suporte em 2020 estão sendo, inclusive, retratadas em uma série de reportagens em O Jornalecão. Mas, embora as matérias que estão no jornal sejam apenas dos contemplados na região sul de Porto Alegre, essa é a política do Sicredi no país inteiro: fomentar a economia local e crescer junto com as pessoas dessas regiões. 5 - O Fundo de Desenvolvimento Social destina recursos da cooperativa para iniciativas locais. Como o Sicredi decide o destino desses recursos? O projeto, sendo bem elaborado e abraçando uma causa nobre, tem grandes chances de ser aprovado no Fundo de Desenvolvimento Social. Existem etapas nas quais o projeto tramita antes de ser aprovado. Aberto o edital, é preciso fazer a inscrição, que fica a cargo da área de programas sociais do Sicredi, que pode fazer alguns ajustes e recomendações junto ao proponente antes de encaminhar o projeto à comissão avaliadora, que é formada pelos coordenadores de núcleo. Importante ressaltar que cada um deles representa um grupo de cerca de mil associados nas assembleias. Então, os coordenadores de núcleo recebem as informações, visitam os locais onde os projetos são executados e, depois, levam tudo para uma reunião, na qual decidirão quantos serão contemplados e quanto de investimento cada projeto vai ganhar, levando em consideração que existe um valor total para cada região dividir. No ano passado, foram cerca de R$ 60 mil para a região sul, com mais de 130 projetos inscritos. A comissão julgadora, então, se desdobra para contemplar o maior número de projetos possível dentro do valor estabelecido por região e do limite de cada projeto.


Porto Alegre / RS

CLASSIFICADOS

6 ADVOGADOS

BEM ESTAR

DELIVERY

BOLOS

ELETRICISTA

Bolos fakes de biscuit para locação - Faço qualquer tema. Fone/ Whatsapp: 99973-1792.

Técnico Eletricista João Batista (Eletricista Senac) - Residencial e Comercial. Orçamento sem compromisso. Fone: 98194-1635 / 991763932 / 98272-5581 WhatsApp.

FOTÓGRAFO

Março 2021

MÁQUINAS DE COSTURA

IMÓVEIS Alugo galpão - 180 metros quadrados, coberto, piso recém feito, completo (com escritório, cozinha e banheiro. Contato: 98434-9278. Bairro Guarujá.

RELOJOARIA

SERVIÇOS GERAIS PET SHOP

CHAVEIRO

VIDRAÇARIA LOJAS BICICLETAS

PODOLOGIA

CONTABILIDADE RAS Contabilidade - serviços contábeis em geral. Regularize sua empresa. Evite multas! DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA - Fone: 3060-6101 / 98587-5261.

CONTROLE REMOTO

ESMALTERIA


Porto Alegre / RS

VARIEDADES

Março 2021

7

Primeiro longa metragem gaúcho foi filmado na Zona Sul em 1928 Previsões para Abril de 2021 ÁRIES – Procure controlar as emoções exacerbadas. Fale menos e aja mais. O Sol em seu signo traz novas perspectivas. Aproveite a Lua crescente do dia 20/04, pois ela traz alegria e criatividade. TOURO – A Lua nova se exalta em seu signo, trazendo tranquilidade e prazeres diversos. Preste atenção nas suas atitudes, não seja negligente em nenhum momento. A Lua cheia poderá ser tensa. GÊMEOS – Depois de muitos sonhos e imaginação fértil, chega o momento de agir. O Sol iluminará a harmonia e a criatividade das ações. CÂNCER – O impulso emocional é o que move as suas ações. Procure ser mais objetiva(o) para usufruir melhor da Lua cheia do dia 27/04. LEÃO – Mesmo com o momento adverso, você está com esperança e otimismo. Preste atenção na Lua crescente do dia 20/04. A face negativa do seu signo pode manifestar-se. VIRGEM – O sentimento de inadequação e inabilidade passa logo. Ação positiva e otimista é o que te espera para o mês de abril.

LIBRA – O momento pede decisão e ação direta. Não vacile, você corre o risco de perder o trem. Aceite a realidade não tão bela como deveria ser. ESCORPIÃO – Você não pode mais esperar. É o momento de muita atividade para fazer o que não foi feito ainda e ir adiante. A Lua pede emoções contidas e foco no momento. SAGITÁRIO – Os sentimentos e emoções guardadas pedem passagem. Traga-os à consciência para entendê-los. A Lua cheia fará com eles se manifestem. CAPRICÓRNIO – A mente prática não deixa os sentimentos positivos se manifestarem com muita exatidão. Relaxe e se deixe envolver por um pouco de emoção. AQUÁRIO – A velocidade do momento leva para longe a imaginação e as novas ideias. Cuidado com os tropeços emocionais. O que está represado, um dia, transborda. PEIXES – Aproveite a presença de Mercúrio em seu signo e comunique-se da melhor forma possível. Use todas as linguagens que você conhece: dança, poesia, música, mímica… Criatividade transbordante.

Por Janete da Rocha Machado Arquivo pessoal

quando grupos costumaO filme “Amor que revam aproveitar a beira dime”, de 1928, foi o prido lago para banhos. Esmeiro longa-metragem pecialmente nos meses gravado no Rio Grande mais quentes do ano, do Sul e produzido em como janeiro e fevereiro, Porto Alegre. A empresa era comum algumas faresponsável foi a Ita-Film mílias se deslocarem até – Empresa Cinematográfica Rio Grandense. Filmagem foi realizada na Pedra Redonda o distante bairro para, ali, fazer o seu veraneio. Os produtores eram toNas primeiras décadas do dos gaúchos, entre eles, mais tarde (anos 1950), serBeno Mentz, Sabino Lubis- viu de cenário para o filme. século passado, as praias co, Monteiro Martinez, Ro- As cenas exteriores da pelí- de mar eram de difícil acesdolfo Albrech, Albino Sperb, cula foram feitas na orla do so e a viagem muito demoArmando Ribeiro e Oscar Guaíba, mostrando as anti- rada, além disso, as praias Petry. Interessante ressaltar gas casinhas de banho que do Guaíba eram boas para que Beno, Sabino, Monteiro serviam aos banhistas que banho, o que tornava atrae Rodolfo eram moradores chegavam pelo trem, dan- ente a viagem até a Zona do bairro Tristeza, local onde do ao filme um cenário mais Sul de Porto Alegre. Leia, em www.jornalecao. se passava parte da histó- praiano e que vale também ria. Com direção e roteiro como documentário fotográ- com.br, a matéria completa, com a ficha técnica da pride Eugenio Centenaro Ker- fico da época. rigan, o Balneário da Pedra Assim, “Amor que redime” meira produção cinematoRedonda, vizinho de Ipane- recupera um tempo passado gráfica gaúcha, “Amor que ma, que viria a se destacar na Zona Sul de Porto Alegre redime”, de 1928. Janete da Rocha Machado é professora, historiadora, doutora e mestre em História pela PUCRS, criadora e redatora do blog “Janete & Porto Alegre”, disponível em janeterm.wordpress.com

TURMA do GUAÍBA

Vênus – Regente de 2021 Por Cândido Scalco

Afrodite na Mitologia Grega e Vênus na Mitologia Romana. Planeta da beleza, das cores, das artes, da pequena fortuna, das coisas justas e equilibradas, da sensualidade e do amor. É o planeta mais feminino e o símbolo das mulheres. É fácil reconhecer Vênus no céu porque é o primeiro e o último ponto luminoso a aparecer e desaparecer no firmamento. Quando é visto no amanhecer, é a Estrela D’Alva e, no anoitecer, é Vésper. Rege os signos de Touro e Libra. Em Libra, é harmonia, o julgamento justo, o contato social e o equilíbrio das coisas. Em Touro, é a acumulação, a poupança, a sensualidade, as sensações físicas, a calma, a languidez e a simpatia. Nos dois signos, se manifesta artisticamente. Em Touro, a arte é admirada e colecionada, principalmente, as esculturas. Em Libra, são as cores e as tintas que pintam um quadro, geralmente, alegre e harmonioso. Às 12h37min do dia 20 de março, Vênus iniciou sua regência, trazendo uma suavidade nas relações entre as pessoas. Nesta data, estava em Peixes, signo em que tem exaltação. Muitos corações serão aliviados das angústias acumuladas durante o ano de 2020. Quem soube, ou teve a oportunidade de poupar dinheiro, saberá usá-lo com cautela ou até aumentar um pouco seus rendimentos. Sentimentos elevados e ações visando ao bem-estar serão mais numerosos. As artes terão maior visibilidade. Vênus é a pequena fortuna, não só material, mas, também, espiritual. Peixes eleva Vênus ao seu mais alto grau em tudo que representa. E é aí que devemos ter cautela. Cuidado com a preguiça, a indolência, a sensualidade escravizante, os prazeres desmedidos, a avareza, a teimosia, a frivolidade no amor e qualquer tipo de ilusão venusiana. No mapa natal de cada um de nós, Vênus deve ser visto e analisado, para termos ideia de como se manifestará esse astro de forma individual. O bom observador já pôde sentir as brisas venusianas a partir de 1º de janeiro. Que Vênus se manifeste com suas bençãos sobre nós.

Edu Meirelles, músico da Zona Sul, lança single de seu segundo álbum Músico e morador da Zona Sul, Edu Meirelles lançou em março o single “Sinto na pele”, de seu segundo álbum solo, “Terreiro no meu Quintal”, que será disponibilizado ao longo dos próximos meses, com lançamento da Loop Discos. Este será o segundo trabalho autoral e solo de Edu Meirelles, que já lançou o álbum “Escambo”, de 2017, obra instrumental que conta com a participação de 23 músicos da cena porto-alegrense. Além de ser um baixista requisitado em várias formações e projetos, Meirelles também fez parte da banda base de artistas norte-americanos em turnê pelo Brasil e integrou o grupo Pata de Elefante. Edu Meirelles também foi um dos artistas selecionados para

Divulgação

figurar em “100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho”. Seu novo álbum, “Terreiro no meu Quintal”, inclui samba de roda, samba rock, pitadas de jazz, funk, hip hop, bossa nova, soul, além de diversos elementos e incursões pela música brasileira e mundial, e as composições são assinadas, em sua maioria, pelo próprio músico, contando ainda com colaborações de Luís Eduardo Meirelles, Luís Armando Guedes, Naddo Pontes e Murilo Moura. Além de Edu Meirelles no violão, baixo,

voz, bongo e chocalho, “Sinto na pele” conta com a participação de Luciano Leães, Gabriel Guedes, Humberto Zigler, Ronie Martinez e Eduardo Neto. Os arranjos são do próprio Meirelles, com mixagem e masterização de Luciano Leães. Já a produção do disco será assinada por vários colaboradores, já que “Terreiro no meu Quintal” será produzido inteiramente no modelo pandêmico, com cada músico em sua casa e o material finalizado, posteriormente, em estúdio. Para conhecer melhor o trabalho do músico Edu Meirelles, acesse as redes sociais do músico no Instagram (@meirellesedu), no Facebook (EduMeirellesOficial) ou faça contato pelo telefone e WhatsApp 99409-6523.


Março 2021 - Nº 303 - Ano 33 - Zona Sul de Porto Alegre / RS - jornal@jornalecao.com.br - 3246-0848 / 98403.6513

Autor da Turma do Guaíba ganha a Medalha Cidade de Porto Alegre Professor e cartunista Jean Pico está entre 23 pessoas e instituições agraciadas com a honraria em 2021 Foto: Renato Laky

O professor e cartunista Jean Pierre Corseuil (Jean Pico), criador do projeto de valorização do Guaíba através da arte, com a publicação das histórias do peixinho Alan Bari e seus amigos da fauna local tentando encontrar a casa certa do lixo, foi um dos 23 escolhidos para ser agraciado com a Medalha Cidade de Porto Alegre, principal honraria outorgada pelo município. A cerimônia de entrega é um dos pontos altos das comemorações da Semana de Porto Alegre, que ocorre todos os anos e, neste ano, excepcionalmente, a honra-

honraria outras 17 pessoas e 5 instituições (veja a lista completa abaixo). Assim que a entrega das medalhas for possível e uma data for agendada, será noticiada por O Jornalecão. A Medalha Cidade de Porto Alegre, cujo modelo foi criado pelo artista plástico Nelson Jungbluth e faz referência aos valores da pessoa e da natureza, foi instituída em 1977 e tem como objetivo destacar personalidades e instituições que deram relevante contribuição nos campos da arte, administração, jornalismo, assistência social, cultura e educação na capital.

Jean Pico com Alan Bari e Louise Corseuil

ria será entregue em evento presencial somente quanto a pandemia de covid-19 estiver sob controle. Por isso, a cerimônia de anúncio foi virtual, com a participação de autoridades municipais e de músicos da Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul. Além de Jean Pico, também serão agraciados com a

Conheça os 23 ganhadores da Medalha Cidade de Porto Alegre em 2021: 1 - Renato Ramalho 2 - Janice Martins 3 - Leonardo Fração 4 - Ranolfo Vieira Júnior 5 - Eduardo Battaglia Krause 6 - Dr. Geraldo Pereira Jotz 7 - Antonio Goulart 8 - Pedro Simon

9 - Vera Ambrósio 10 - Marília Barreto 11 - Paulo César Tinga 12 - Luis Antonio Lindau 13 - Jean Pico 14 - Cláudio Goldstein 15 - Marilu Maraschin 16 - Isabela Fogaça

17 - Luis da Cunha Lamb 18 - Luís Roberto Ponte 19 - PUC/RS 20 - Comando Militar Do Sul 21 - Instituto Cultural Floresta 22 - Cesmar – Centro Social Marista De Porto Alegre 23 - Grêmio Náutico União

Abaixo-assinado pede extensão do trajeto da linha T11 pela Zona Sul José Paulo Barros, presidente da SAG (Sociedade Amigos do Guarujá), está promovendo a realização de abaixo-assinado virtual com o objetivo de reivindicar junto às autoridades competentes a ampliação do trajeto da linha de ônibus T11 na Zona Sul de Porto Alegre, o que, se efetivado, estenderá o itinerário pela Avenida da Serraria, indo até o quartel do 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e adentrando

no Morro dos Sargentos. Segundo Barros, essa ampliação iria beneficiar milhares de pessoas do Guarujá e dos bairros do entorno que precisam caminhar alguns quilômetros ou pegar outro ônibus até chegar na parada mais próxima pela qual o T11 passe, fazendo com que a população fique mais tempo na rua, sujeita a assaltos,

Divulgação

além de gastar mais dinheiro com passagem, entre outras coisas. Para assinar o abaixo-assinado, acesse o link https:// bit.ly/Peticao-Ampliar-Linha -T11.

Você sabia? Quem inventou o papel? O papel é mais uma das muitas invenções chinesas, e data de mais de 2 mil anos. Era feito de fibras de árvores e trapos de panos cozidos, esmagados, peneirados e secos ao sol. Inicialmente, foi usado para embalar objetos preciosos, mas logo começaram a escrever nele. Os chineses guardaram o segredo do papel por muito tempo. Mas, por volta de 751 a.C., os árabes invadiram a cidade de Samarcanda (no atual Uzbequistão), que estava dominada na época pelo exército chinês, descobriram como faziam o papel e, logo, passaram o segredo para o mundo. Foi uma revolução na arte de embalar, desenhar, escrever e se comunicar. No início, o ser humano escrevia suas histórias talhadas na pedra, depois começou a escrever no pergaminho (couro de animais) e, mais tarde, os egípcios escreviam no talo de papiro (cerca de 3 milênios antes de Cristo). De lá até os nossos dias, muitas árvores foram derrubadas para o desenvolvimento do papel. Atualmente, 90% da energia para a indústria de celulose vem de florestas plantadas, florestas cultivadas apenas para fornecer a matéria-prima para o papel. Importante lembrar também que o papel é material reciclável e biodegradável e que, portanto, pode ser gerenciado de forma a prejudicar menos o ambiente. Por isso, não esqueça: se não for papel higiênico ou guardanapo usados, o papel deve ser encaminhado, junto com o lixo seco, à coleta seletiva, onde poderá se tornar papel novo e, consequentemente, menos árvores terão que ser cortadas. Mais informações em www.lovepaper.org.br

Profile for O Jornalecão

O Jornalecão (Março / 2021) - Edição 303  

O Jornalecão - Jornal de Bairro da Zona Sul de Porto Alegre/RS – Brasil

O Jornalecão (Março / 2021) - Edição 303  

O Jornalecão - Jornal de Bairro da Zona Sul de Porto Alegre/RS – Brasil

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded