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2ª quinzena de Outubro 2020 - Nº 298 - Ano 33 - Zona Sul de Porto Alegre / RS - jornal@jornalecao.com.br - 3246-0848 / 98403.6513

Pôr do sol é apreciado em Porto Alegre há milhares de anos Página 4

Foto: Cristina Saldanha

TAMBÉM NESTA EDIÇÃO: Faculdade de fisioterapia oferece atendimento gratuito para moradores da Zona Sul Pág. 2

Área de proteção ambiental sofre tentativa de invasão

Fundo de Desenvolvimento Social do Sicredi traz benefícios à comunidade

Mais de um mês depois, retorno de gestora à reserva biológica ainda não foi confirmado

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SAÚDE e BEM-ESTAR

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Fisioterapia gratuita na Zona Sul Uma boa opção para quem precisa de fisioterapia na Zona Sul de Porto Alegre e está sem dinheiro é a Clínica Escola de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, que oferece atendimentos gratuitos à comunidade. Em parceria com a Clínica Fisioterapia Zona Sul, que cede o espaço, no bairro Assunção, os estudantes do curso de fisioterapia da Anhanguera realizam estágio no local, sempre devidamente orientados por seus professores, que supervisionam e participam dos atendimentos. Assim, ao mesmo tempo em que colaboram para

a formação de futuros fisioterapeutas, os moradores da Zona Sul têm a oportunidade de tratar desde problemas previamente diagnosticados até dores crônicas, e de forma gratuita. Os atendimentos gratuitos acontecem sempre de segunda a quinta, das 12h30 às 18h30, e sábado, das 8h às 13h, durante todo o ano, de março a dezembro - com pequenos intervalos durante as férias. Para agendar uma consulta, basta ligar para a Clínica Fisioterapia Zona Sul, que está sediada na Rua Tupã, 59, no bairro Assunção, pelo telefone 3268-2226.

A importância dos exercícios físicos para a imunidade Adília Cruz da Silveira

Neste momento de pandemia, é ainda mais importante fazer exercícios físicos. A prática regular de exercícios aumenta a resposta imunológica no nosso corpo, combatendo vírus e bactérias. O que acontece no nosso organismo é um fortalecimento do sistema imunológico, dando uma resposta mais rápida e eficaz contra qualquer quadro infeccioso. Além disso, os exercícios físicos liberam adrenalina e serotonina, hormônios do bem-estar, diminuindo o estresse, fortalecendo o organismo e dando suporte ao sistema nervoso, endócrino e imunológico. Lembrando que exercícios muito intensos podem ter o efeito contrário, pelo estresse promovido e pelo tempo de recuperação. Para não correr riscos desnecessários, procure um profissional de Educação Física e comece a realizar exercícios para manter a saúde sempre em dia. O Espaço Exercithare, localizado no bairro Guarujá, na Zona Sul de Porto Alegre, vai estar esperando você de braços abertos e bem alongados, e com todos os protocolos de higiene para prevenção da Covid-19. Professora Berenice Sperb Av. da Serraria, 1206/loja 1 - Bairro Guarujá Fone (WhatsApp): 99446-8628

Porto Alegre / RS

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COMUNIDADE

Porto Alegre / RS

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Após tentativa de ocupação em área de preservação ambiental, comunidade do Lami teme represálias Você sabia? Por que algumas casas na Avenida Guaíba têm dois números? Adília Cruz da Silveira

A Avenida Guaíba foi projetada para ser uma via extensa margeando o lago Guaíba, começando no bairro Cristal (na rótula da Avenida Diário de Notícias) e terminando no bairro Guarujá. No entanto, construções particulares nos bairros Assunção, Tristeza, Vila Conceição, Pedra Redonda, Ipanema e Guarujá, cujos terrenos ocuparam até a margem do lago, impediram a realização do projeto, pois a via ficou impedida de ser executada em alguns locais caso não haja desocupação das áreas indevidamente anexadas. Por isso, a Avenida Guaíba é interrompida na Assunção, e só reaparece em um pequeno trecho no bairro Vila Conceição (Ponta dos Cachimbos), até que, novamente, tem mais uma parte no bairro Ipanema, que acompanha o calçadão, prosseguindo até o bairro Guarujá, onde, após mais um pequeno trecho interrompido, finalmente, termina próximo da divisa com a Serraria, na rua Irmão Augusto Duflot (no Residencial Dr. Ernesto Di Primio Beck). Em Ipanema, as casas da Avenida Guaíba receberam numeração como se o início da rua estivesse localizado no bairro. Assim, a Avenida Guaíba da Assunção, de Ipanema, do Espírito Santo e do Guarujá ficaram com muitos imóveis com numeração repetida, causando muitas confusões para quem procura determinado endereço nessa via. Há alguns anos, houve uma alternativa para resolver este impasse. A numeração da Avenida Guaíba, entre a Rua Déa Coufal (no Ipanema) e a Avenida Araranguá (no Guarujá) teve a numeração alterada para dar a entender que era uma continuação da Avenida Guaíba do bairro Assunção. Assim, a numeração teve acréscimo de cerca de 10 mil metros, correspondentes à parte da orla do Guaíba ocupada por terrenos particulares. A maioria das casas mais antigas ainda continua usando a sua numeração anterior, já que, além de fazer parte da história dos moradores, os documentos do imóvel, as contas de água e luz continuam endereçadas no mesmo número. Para se adaptar, a opção foi colocar a nova numeração junto à antiga.

Após atenderem a uma ocorrência sobre uma invasão de terra em área de preservação ambiental no Lami, no Extremo Sul de Porto Alegre, a comunidade agora teme represálias dos responsáveis. A tentativa de ocupação teve início em outubro e aconteceu próximo à parada 21, com acesso pela Rua E, onde foram devastados cerca de 250 metros de vegetação para a construção irregular de casas, havendo indícios de que, se efetivado, seria um pequeno loteamento. Além da venda de terrenos sem autorização dos órgãos competentes configurar crime de grilagem, o local da invasão também é uma área ambien-

Divulgação Polícia Civil RS

talmente protegida, cuja manutenção das condições naturais é assegurada por lei. Após a Associação de Moradores do Lami procurar o gabinete de um representante do legislativo municipal, a SMAMS (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade) foi avisada e uma denúncia junto à Brigada Militar (BM) foi registrada. Na manhã do dia 16 de outubro, equipes da BM, da Guarda Municipal

e da fiscalização da SMAMS estiveram no local e constataram a tentativa de ocupação, mas os responsáveis não estavam presentes, o que impediu o flagrante. As equipes do poder público destruíram o que já estava construído, levaram o material que ainda seria usado, montaram uma barreira física para impedir o acesso ao local e recolocaram a placa indicando que aquela é uma área de preservação ambiental. Como os responsáveis pela invasão não foram encontrados, a comunidade agora teme por represálias, já que, em tentativas de diálogo anteriores, os suspeitos teriam agido com truculência.

Consumo de água fora da média será informado ao consumidor Uma notificação emitida automaticamente quando a leitura de volume de água consumida for superior à média mensal é o procedimento adotado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) desde o início de outubro. A notificação é gerada e entregue junto à conta mensal, com o objetivo de

auxiliar o usuário no controle de seu orçamento. Além do registro sobre o consumo extraordinário do ramal no período medido, a notificação solicita ao usuário que verifique a causa do excesso, e orienta como detectar possíveis vazamentos. Anteriormente, alertas sobre consumo fora de média

eram emitidos internamente, com as contas sendo enviadas pelos Correios. Com o procedimento implantado no final de setembro, o usuário será informado da situação com mais agilidade, o que permitirá a verificação de fugas e a contratação de conserto hidráulico, se necessário.

Registro de leitura

Para verificar a leitura do hidrômetro

Quando ocorrer registro de consumo extraordinário, além da emissão da conta e do informativo de consumo fora de média, o leiturista fará registros fotográficos do hidrômetro. Esses registros ficarão vinculados no ramal do usuário e irão facilitar o atendimento dos que fizerem contato com o Dmae.

No hidrômetro, anote os quatro números pretos no visor e, se a marcação informada na conta (leitura atual) for maior do que a leitura feita por você, ligue para o fone 156, opção 2, ou envie e-mail para dmae@dmae.prefpoa.com.br, informando ao atendente a situação verificada. Atenção: Caso você deseje contestar o valor da conta e ela esteja programada para débito automático, procure a sua agência bancária em até três dias úteis antes do vencimento.


Porto Alegre / RS

ESPECIAL

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Quem assistiu ao pôr do sol no Guaíba primeiro? Já é uma tradição porto-alegrense, nos finais dos dias ensolarados, dirigir-se até a orla do Guaíba para assistir ao pôr do sol. Seja verão, outono, inverno ou primavera, é sempre um momento mágico e único quando o Sol se esconde no horizonte e deixa o céu e o lago coloridos em matizes que misturam o vermelho, o laranja, o rosa e o dourado. É um espetáculo diário e cotidiano que lembra a grandiosidade da natureza que nos rodeia. Assistir ao pôr do sol é um ato de contemplação e, como tal, nos inspira a divagar e pensar: Quantas gerações de pessoas já viveram e tiveram a oportunidade de se encantar com este momento antes? Quem teria sido o primeiro ser humano a testemunhar tamanha beleza? As características geográficas do Rio Grande do Sul foram formadas por sucessivas transformações geológicas que se iniciaram há cerca de 600 milhões de anos. Nossa região já foi um deserto, já aconteceram vários derrames de lava e soterramentos massivos. Estima-se que, 2 milhões de anos atrás, a geografia do local se definiu mais ou menos como hoje a conhecemos, com a faixa arenosa do litoral e os vales e depressões de terra. Durante todo este tempo, o Guaíba abrigou algumas civilizações pré-históricas, que, assim como nós, faziam uso do manancial para sobreviver. Há cerca de 12 mil anos, apareceram os primeiros vestígios de humanos habitando a região. Eram caçadores coletores que vinham do norte da América. Várias regiões do continente americano já haviam sido povoadas. Algumas, muito tempo antes, por populações de origem asiática. A teoria dominante é que tenham atravessado o Estreito de Behring, no extremo norte da América do Norte, que se encontrava seco em razão de uma glaciação global, e teriam chegado à América por ali. Durante os séculos seguintes, foram migrando para o sul, habitando e ocupando o continente ao longo das gerações. Chegaram à América do Sul e, costeando a fronteira oeste, ao lado da Cordilheira dos Andes, desceram o Rio Uruguai até alcançar o Rio Grande do Sul. No município de Alegrete, foi encontrado o sítio arqueológico com vestígios humanos mais antigos do estado, de cerca de 12.770 anos atrás. Os pesquisadores concluíram que os primeiros humanos que habitaram as planícies do pampa eram nômades, viviam da caça, da pesca e da coleta e, por isso, ficavam próximos a campos abertos e matas ciliares. Eles

Foto: Cristina Saldanha

chegaram às margens do Guaíba justamente à procura de lugares mais propícios de encontrar recursos naturais (água, animais e plantas). Graças à enorme quantidade de água, recantos de pedras e matas densas que chegavam até às margens, a caça, feita através de boleadeiras (pedras unidas por laços de couro), era abundante. Com base nessas estimativas, calcula-se que os primeiros humanos a apreciar o pôr do sol do Guaíba fizeram isso há cerca de 3 mil anos. Cerca de mil anos depois, por volta do nascimento de Cristo, aconteceu outra marcha migratória, desta vez percorrendo a parte central e leste da América do Sul. Indígenas da tradição Tupi-guarani empreenderam uma viagem pelas florestas procurando a “terra sem males”, uma espécie de paraíso terrestre da sua mitologia, decididos a se estabelecer na região. Diferente dos caçadores nômades que ainda percorriam o território gaúcho, e que foram extintos ou evadidos, os povos Guaranis já haviam desenvolvido a cultura agrícola. Também domesticavam animais e dominavam a técnica da terracota e da pedra polida, como os vestígios encontrados (pontas de flechas, machados, maceradores e vasos em cerâmica) comprovam. Os Guaranis procuravam regiões com água abundante, de modo que a orla do Guaíba foi, naturalmente, um dos lugares escolhidos, sendo, inclusive, eles que nomearam o lago de

Guaíba, que, na língua Tupi, quer dizer “seio ou encontro das águas”. Para os indígenas, viver em lugares com flora, fauna e formações rochosas abundantes significava estar mais perto do mundo celestial, o que tornava as margens do Guaíba perfeitas e muito próximas do sonho da “terra sem males”. Os Guaranis foram, portanto, provavelmente, o segundo grupo humano a apreciar o pôr do sol. Por fim, entre 1500 e 1700, foram os índios que se tornaram presas dos caçadores de escravos e, também, dizimados pelas doenças trazidas pelos colonizadores portugueses, que encontraram aqui um vasto território a ser conquistado. Um deles, Jerônimo de Ornellas, recebeu sesmarias e se estabeleceu na região, em 1740. A partir daí, às margens do Guaíba foi se formando uma cidade e Porto Alegre foi fundada, oficialmente, em 1772, por casais portugueses vindos da Ilha dos Açores, iniciando o processo de urbanização que vivemos hoje. Assim, podemos dizer que o terceiro grupo humano a apreciar o pôr do sol do Guaíba foi o dos colonizadores portugueses. Depois de tantos séculos e de miscigenação entre os povos americanos, asiáticos, europeus e africanos que passaram por aqui, o porto-alegrense pode até ter se acostumado a dar menos atenção ao Guaíba, mas nunca deixou de depender de suas águas e, claro, de se maravilhar com o pôr do sol às suas margens.


COOPERATIVISMO

Porto Alegre / RS

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Conheça o Fundo de Desenvolvimento Social da Cooperativa Sicredi União Metropolitana RS O Fundo de Desenvolvimento Social é uma iniciativa que tem como principal objetivo ajudar a comunidade, através de projetos que desenvolvam educação, esporte, cultura, saúde, segurança e meio ambiente nos municípios de atuação da Cooperativa Sicredi União Metropolitana RS (Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Glorinha, Gravataí, Porto Alegre,

Sapucaia do Sul e Viamão). Motivados por esse objetivo, os associados destinam parte do seu resultado para cooperar com o crescimento da região. Para participar do Fundo de Desenvolvimento Social da Cooperativa Sicredi União Metropolitana RS, as entidades interessadas devem ser legalmente constituídas, com Estatuto Social e CNPJ, não po-

dem ter fins lucrativos, devem ser associadas à cooperativa e ter finalidade educacional, cultural, social, esportiva ou assistencial expressa no estatuto ou ato constitutivo. Após a pré-seleção, os inscritos passam por análise do comitê da região na qual os projetos serão implementados, sendo avaliados segundo os critérios estabelecidos pelo edital vigente.

Conheça os contemplados: em 2020, foram destinados mais de R$ 672 mil, distribuídos entre 119 projetos que beneficiarão, diretamente, mais de 55 mil pessoas e, indiretamente, mais de 650 mil. Na região sul de Porto Alegre, 12 projetos foram contemplados, beneficiando as entidades: Associação Amigos da Restinga/E.C.E.I Santa Catarina da Restinga, Associação Beneficente Projeto Vencedor, Associação Cantinho da Vó Georgina, Associação dos Moradores do Jardim São João, Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, Associação Hospitalar Vila Nova, Centro de Tradições Gaúchas Pousada da Figueira, Cooperativa Habitacional e Consumo dos Trabalhadores de Porto Alegre Ltda, Escolinha de Futebol Kavalcante F. C., Fundação Solidariedade de Formação e Capacitação de Trabalhadores - Fundação Solidariedade – FUNDSOL, Instituto Cultural São Francisco de Assis - Centro de Promoção da Criança e do Adolescente – CPCA, Mitra da Arquidiocese de Porto Alegre - Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Restinga - Centro Social Padre Pedro Leonardi.

CTG Pousada da Figueira comprou máquinas e materiais de costura para curso gerar renda para a comunidade Sediado na Lomba do Pinheiro, o CTG Pousada da Figueira é uma entidade cultural, sem fins lucrativos, fundada em 1988, que desenvolve atividades relacionadas à preservação da cultura gaúcha, além de oferecer, no seu endereço, na Estrada João de Oliveira Remião, 6791 – Parada 17, espaço para o desenvolvimento de atividades sociais e recreativas que ajudam a atender algumas das necessidades da comunidade. Após se inscrever e ser selecionado no Fundo Social de Desenvolvimento do Sicredi, o CTG Pousada da Figueira recebeu R$ 7 mil para comprar uma máquina de costura e consertar outras três, além de adquirir mais uma máquina de sublimação e uma impressora, materiais

de costura e realizar melhorias no local para poder oferecer cursos e, portanto, gerar renda para os envolvidos. Com os equipamentos adquiridos, o CTG passou a oferecer um curso gratuito de Corte e Costura básico de 60 horas. As aulas acontecem na sede do centro de tradições gaúchas, duas vezes por semana, inicialmente com duas turmas em horários diferentes (terças e quintas, das 14 às 16h e das 16h às 18h), totalizando quatro horas por semana para cada grupo de alunos. As aulas são ministradas por Adriana Oliveira da Rosa, que viu na costura uma oportunidade de fazer renda sem ter que deixar de cuidar da sua filha, ficando entusiasmada quando recebeu, há um mês, o convite

Representantes do Sicredi estiveram no local para ver o projeto em andamento

Jovanir Medeiros / Jova Fotos

Jovanir Medeiros / Jova Fotos

CTG Pousada da Figueira está sediado no bairro Lomba do Pinheiro

do CTG para ensinar outras pessoas a fazer o mesmo. Os interessados não precisam ter absolutamente nenhum conhecimento prévio sobre costura para fazer o curso, pois terão a oportunidade de aprender todo o básico, com exercícios que ensinam desde o manejo das máquinas até os processos básicos, como fazer margem de costura, costura inglesa, bainha, caseado, pregar botão e colocar elástico, velcro, bolsos e zíper, até os alunos estarem aptos a fazerem uma saia, uma bermuda (que é o mesmo processo para saber fazer uma calça) e uma camisa. Como, inicialmente, há apenas três máquinas de costura disponíveis, também são apenas três alunos por turma, o que deixa as aulas totalmente personalizadas, praticamente um atendi-

mento particular. Se um Professora aluno tiver a necessidaAdriana de de faltar algum dia, ensinando uma das nenhum conteúdo ou alunas lição se perde. Mas a assiduidade é um critério importante – se não um dos poucos, já que só é preciso ter mais de 12 anos para poder frequentar as aulas –, pois existe uma fila de espera de CTG Pousada da Figueira, mais de 50 inscritos! assim como fez o Fundo de Depois de aprender a Desenvolvimento Social do costurar, abrem-se duas Sicredi, e ajudá-lo a fortalepossibilidades de renda cer o trabalho local realizapara os participantes do cur- do, além de outras máquinas so: a confecção e a venda e mais materiais de costura, das roupas. Outro projeto a entidade também aceita futuro, que envolve a costu- alimentos ou artigos de hira aprendida no curso, é a giene. Basta entrar em conconfecção de máscaras de tato pelo telefone 3319-6101, proteção, que serão vendi- pela rede social (facebook. das para garantir a compra com/ctgpousadadafigueira), de alimentos a serem desti- ou WhatsApp (99372-3061), nados à população mais ca- diretamente com o peão carente da região. seiro e tesoureiro João CarPara colaborar com o los Barcelos Guterrez. Jovanir Medeiros / Jova Fotos

Prazer, somos o Sicredi: a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil. Nosso modelo de negócio constrói uma cadeia de valor que beneficia o associado, a cooperativa e a comunidade local. Somos mais de 4,8 milhões de associados e estamos presentes em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal em mais de 1,9 mil agências, distribuídas em 108 cooperativas. Temos mais de 30 mil colaboradores. Oferecemos mais de 300 produtos e serviços financeiros de um jeito simples e próximo para você, para a sua empresa e para o seu agronegócio. Mas o que nos faz diferentes é que, ao se associar, você adquire uma pequena cota da sua cooperativa, passando a ser dono do Sicredi, tendo voz sobre as decisões do negócio e participando dos resultados. É por isso que o Sicredi é seu, meu e nosso. Aqui todos têm a oportunidade de decidir e participar. Assim criamos laços de confiança que nos permitem crescer. Juntos.


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Porto Alegre / RS

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Campanha busca manter Rádio Ipanema Comunitária no ar A nossa história das árvores Minha árvore preferida

Por Adília Cruz da Silveira Adília Cruz da Silveira / O Jornalecão

Na infância, lembro que havia muitas árvores do outro lado avenida em que ficava a minha casa, à beira do Guaíba. Nessa época, meus irmãos e eu gostávamos de ir lá para brincar em uma dessas árvores que ficava em uma parte mais alagadiça, tinha flores avermelhadas e era a nossa preferida. Sempre que ela floria, nós colhíamos suas flores, pois achávamos que pareciam pequenos patinhos, levávamos para casa e colocávamos em uma bacia de alumínio que nossa mãe usava para deixar as roupas de molho, e ali era o laguinho artificial das nossas flores patinho! Ficávamos horas brincando, até nossa mãe chegar e nos dar um sermão por termos tirado as roupas da bacia! Hoje, esse lugar onde costumávamos brincar mudou bastante e transformou-se no Parque Guarujá Zeno Simon, contando com quadras de esportes, pistas de patinação e skate, quiosques com churrasqueiras, calçadão para caminhadas, academia ao ar livre, pracinha e brinquedos, mostrando que a vocação de ser um lugar de lazer permanece, mas, agora, com bem menos árvores. No entanto, a minha árvore preferida conseguiu resistir e continua lá! Se vocês quiserem visitar essa árvore, como eu ainda faço de vez em quando, eu estou falando da corticeira-do-banhado, uma árvore grande, cheia de vida, cor e, para mim, recordações. Corticeira-do-banhado Imagem: Culturamix A corticeira-do-banhado é uma árvore comum na região do Pampa gaúcho e também de outras regiões do Brasil e países da América do Sul, sendo, inclusive, a flor nacional do Uruguai e da Argentina. Com floração bastante vistosa, a corticeira-do-banhado tem o nome científico Erytrhina cristagalli, em razão das flores abertas, que têm coloração entre alaranjada e avermelhada, semelhante à crista de um galo, também conhecida popularmente como eritrina-crista-de-galo. Por possuir uma madeira muito leve, foi muito utilizada para fazer rolhas e calçados, entrando em risco de extinção.

No ar desde 2007, a Rádio Ipanema Comunitária é conhecida por ser produzida, desde sempre, por moradores da região e por expressar e manifestar os interesses da comunidade na Zona Sul de Porto Alegre. Sintonizada no 87.9 FM, a Ipanema Comunitária, assim como as outras rádios comunitárias, tem o seu alcance pelas ondas de rádio restrito, atingindo apenas os arredores do bairro que a nomeia, mas todo o seu conteúdo também fica disponível na internet (ipanemacomunitaria.com.br). Por ser uma mídia local, restrita ao seu pequeno alcance, e por ser uma rádio comunitária, que possui legislação e fiscalização rigorosas a respeito de patrocínios, a Ipanema Comunitária deu início a uma campanha de apoio junto ao seu ouvinte e à comunidade

para poder continuar operando e realizando o seu trabalho. São duas as formas de colaborar e auxiliar a rádio com suas despesas mensais e necessários reparos técnicos: podem ser doados quaisquer valores através de depósito e transferência bancária ou pagamento online via PayPal. Para colaborar usando o banco, basta usar os dados necessários (Caixa Econômica Federal, Agência 1596, Conta 0000123-5, Operação 003, CNPJ 05403709/0001-51) e enviar o comprovante para o e-mail radio@ipanemacomunitaria. com.br. Para doar através do PayPal, a Rádio Ipanema Comunitária criou um tutorial no site para auxiliar quem quer colaborar, disponível em www.ipanemacomunitaria.com. br/p/faca-uma-doacao.html.

TURMA do GUAÍBA


Editor: Guilherme Cruz da Silveira Jornalista: Gustavo Cruz da Silveira Reg. Prof. MTBRS 9793 Arte / Projeto Gráfico: Jean Pico Edição: GuiCS Edições CNPJ: 11.774.659/0001-11 Impressão: Gráfica Araucária Colaboração: Adília Cruz da Silveira e Valtor José Rodrigues da Silveira

N° 298 - Ano 33 - 2ª quinzena Outubro de 2020

Comunidade cobra retorno prometido de gestora ao comando da Reserva Biológica do Lami Esteban Duarte / CMPA

Em agosto, a comunidade do bairro Lami, no Extremo Sul de Porto Alegre, foi pega de surpresa com a notícia da transferência de Maria Carmem Bastos e Osmar Oliveira (gestora e sub-gerente, respectivamente) da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, localizada na Estrada Otaviano José Pinto, s/nº, para um setor de fiscalização dentro da SMAMS (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade). Sem qualquer tipo de consulta à comunidade ou mesmo aos Conselhos Consultivos das Unidades de Conservação, a transferência abrupta dos profissionais trouxe o receio de que o trabalho desenvolvido em parceria e sintonia com a comunidade ao longo dos anos se perdesse, ou ainda pior: o receio de que a transferência fosse uma represália. Segundo Ana Felícia Trindade, do Coletivo Madre Sierra, a transferência poderia ser uma retaliação pela atuação de ambos nas questões ambientais, indígenas e latifundiárias da região e mesmo de outras unidades de conservação,

Maria Carmem Bastos

como o Morro São Pedro. Após a união de várias entidades pedindo o retorno dos profissionais, no dia 23 de agosto, cerca de 100 pessoas se reuniram em frente à reserva para protestar, começando, no dia seguinte, uma vigília no mesmo local e também na sede da SMAMS. Sob pressão, representantes da SMAMS prometeram, ainda naquela mesma semana, que Maria Carmem poderia se dividir entre a Reserva do Lami e o setor de fiscalização para o qual fora destinada, o que deixou todos eufóricos e parcialmente satisfeitos – já que, para o sub-gerente Osmar, não havia garantia de retorno. No entanto, quase dois meses depois, nenhuma parte do que foi prometido ainda foi cumprida. Maria Carmem

permanece lotada no setor de fiscalização e o seu retorno à gestão de reserva não foi oficializado. Diante do imbróglio, Maria Carmem entrou em um período de férias de 30 dias, na esperança de retomar suas funções na reserva e permanecer com o trabalho desenvolvido há anos. A incerteza quanto ao retorno de Maria Carmen às suas atividades na Reserva do Lami está gerando questionamentos. Integrantes da Associação de Moradores do Lami demonstram desconfiança de que a promessa da SMAMS possa ter sido apenas uma estratégia para desfazer a movimentação para o retorno de Maria Carmem e Osmar à gestão da reserva, mas torcem para que tudo se resolva, em breve, conforme anunciado pelo órgão municipal. Para a comunidade, agora basta aguardar o iminente retorno das merecidas férias da profissional que geriu a Reserva Biológica do Lami nos últimos anos, com aprovação popular, para saber a resposta, que, com certeza, será noticiada por O Jornalecão.

Brique de volta à praia de Ipanema Divulgação / Arquivo Brique de Ipanema

Depois de seis meses sem ser realizado devido às medidas impostas para o combate à pandemia do novo coronavírus, o Brique de Ipanema voltou, recentemente, ao seu local tradicional, na Avenida Guaíba, entre a Rua das Laranjeiras e a Avenida Jardim, nas proximidades do calçadão e da orla. No local, nos domingos de tempo bom, das 10h às 17h, expositores de Artesanato, Antiguidades, Artes e Alimentos oferecem,

aos frequentadores de Ipanema, diversas opções de produtos confeccionados e produzidos pelos próprios participantes. Nos meses de novembro e dezembro, a intenção dos organizadores é continuar re-

alizando edições semanais do Brique de Ipanema, sempre que o clima permitir. Para garantir a segurança de todos os participantes e visitantes, estão sendo seguidas todas as restrições impostas por decreto municipal, entre as quais, distanciamento entre as tendas e disponibilidade de álcool em gel para todos que manusearem os produtos. Mais informações sobre o Brique de Ipanema em www.facebook. com/briquedeipanema.

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O Jornalecão (2ª quinzena - Outubro / 2020) - Edição 298  

O Jornalecão - Jornal de Bairro da Zona Sul de Porto Alegre/RS – Brasil

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