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1ª quinzena de Outubro 2020 - Nº 297 - Ano 33 - Zona Sul de Porto Alegre / RS - jornal@jornalecao.com.br - 3246-0848 / 98403.6513

SEM FESTA:

Educandário completa 81 anos sob risco de paralisação das atividades Além dos impactos da pandemia, entidade sofre com falta de recursos enquanto a diretoria ainda tem esperança de receber mais de R$ 300 mil de emendas impositivas do Orçamento do Município

Divulgação Educandário São João Batista

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TAMBÉM NESTA EDIÇÃO: Projeto Moradores de Rua e Seus Cães chega a Porto Alegre

Ações solidárias seguem beneficiando moradores da Zona Sul

Lançada campanha de valorização da circulação dos jornais de bairro

Cuidado com a época de reprodução de animais silvestres

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SÁUDE e BEM-ESTAR

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Porto Alegre / RS

Outubro 2020

Chá com folhas de eucalipto e amora promete amenizar sintomas da rinite

Cura pela Natureza

Com a chegada da primavera, volta a atacar com força a rinite alérgica, que causa irritação ou entupimento das fossas nasais, com maior frequência de espirros e um volume maior de secreção. A reação alérgica pode ocorrer em qualquer dia do ano, mas períodos de mudança de estação (como a passagem do inverno para a primavera) favorecem sua ocorrência. O chá de eucalipto e amo-

ra é um forte aliado contra a rinite. Conforme receita do site www.curapelanatureza. com.br, basta ferver um litro d’água, em panela de vidro ou inox. Depois de desligar o fogo, acrescente uma folha de eucalipto (da fininha) e duas folhas de amora. Tomando uma xícara desse chá em jejum, o restante durante o dia e também sempre nos momentos de crise, você vai notar os espirros e o catarro cessando.

Conheça 5 tipos de plantas que ajudam a filtrar o ar dentro de casa Que o ar, fundamental para a vida e para a nossa saúde, tem relação direta com a natureza, ninguém duvida. Mas, em tempos de pandemia do coronavírus, quando somos obrigados a evitar sair de casa em razão do distanciamento social e qualquer indício de problema respiratório nos deixa aflitos, poder sentir o ar puro da natureza parece um luxo! Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as pessoas têm ficado de 80% a 90% do seu tempo em ambientes fechados, e a concentração de poluentes em locais assim pode, às vezes, ser maior do que em ambientes externos, já que há menos circulação e renovação do ar. No entanto, existem algumas espécies de plantas que podem ajudar a manter o ar mais puro dentro de nossas casas. Segundo o engenheiro agrônomo e especialista da empresa Ecotelhado, João Manuel Feijó, o gás carbônico e outros componentes tóxicos Aloe Vera Também conhecida como Babosa, é uma espécie de planta suculenta e uma ótima filtradora de ar. Gerbera Ajuda a eliminar resíduos de cigarros, por exemplo. Converte gás carbônico em oxigênio durante a noite.

podem ser removidos pelas raízes das plantas ou por micro-organismos que vivem em torno das raízes. “Ambientes internos estagnados ou com ar condicionado permitem que os poluentes se acumulem em quantidades maiores. Através do processo de fotossíntese, as plantas absorvem o dióxido de carbono (CO2) e liberam oxigênio (O2).” Além de purificar o ar, as plantas trazem diversos outros benefícios, como a redução da temperatura interna do ambiente e o aumento da umidade do ar, e servem como isolamento acústico. Por isso, o profissional indica cinco tipos de plantas que ajudam a filtrar o ar e que você pode ter dentro da sua casa ou escritório. Samambaia Boston Atua contra poluentes do ar e auxilia a umidificar o ambiente. Antúrio Uma linda planta que se dá bem em jardins verticais e é eficiente na purificação do ar. Lírio da Paz Uma espécie que gosta de sombra e, por isso, pode ser usada em paredes verdes ou em vasos dentro de casa.

Previsões para Outubro de 2020 ÁRIES – Os verbos para este período são: refazer (o que você fez), repensar (as suas atitudes e planos) e reconstruir (um futuro imediato mais concreto). Tenha paciência e perseverança. TOURO – Plante ideias novas em sua mente. Aprenda com o ritmo da natureza, vivendo cada passo com intensidade e atenção. GÊMEOS – Evite a dispersão para não romper a harmonia. Este mês pede concentração e profundidade. CÂNCER – O mês se inicia com ações positivas, pensamentos concentrados e investigação sobre qualquer assunto. Evite o meio termo. Posicione-se. LEÃO – Suas ações podem estar em desacordo com os sentimentos. Aja sempre com firmeza, ouvindo a sua intuição. VIRGEM – Tenha firmeza nas suas atitudes e ideias, mas faça isso com harmonia e leveza. Cuidado com as ações precipitadas. LIBRA – O Sol brilha em seu signo, indicando um novo ano astrológico. É fundamental pensar e refletir antes de agir. Tenha cautela com as suas ações e atitudes.

ESCORPIÃO – Não adianta levar adiante o que não deu certo. Agir agora é perder energia. Planejamento é uma boa saída para mudar a situação. SAGITÁRIO – Você parece que está cercado(a) por todos os lados. Para sair dessa situação, use a sua arma: a fé. Aponte a sua flecha para o infinito e rendase à vontade do céu. CAPRICÓRNIO – Quando tudo parece deserto, surge uma esperança. Ela chama-se transformação. Não deixe de lutar por aquilo que você quer. Não esqueça que a paciência capricorniana é imensa e tenaz. AQUÁRIO – Cautela. Tenha muita cautela para não se queimar. Procure aprofundar e concentrar seus pensamentos. É o momento de cavar fundo para achar a saída. PEIXES – Com os pés firmes no chão, eleve sua alma para encontrar seu caminho espiritual. As coisas mais belas são simples, e estão na frente dos seus olhos. As dificuldades só serão superadas com fé e alegria.


COMUNIDADE

Porto Alegre / RS

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Outubro 2020

Projeto Moradores de Rua e Seus Cães chega a Porto Alegre

O adeus a Terezinha Fernandes Rodrigues Arquivo pessoal

No primeiro dia de setembro, faleceu, aos 80 anos, Dona Terezinha Fernandes Rodrigues, moradora de Ipanema desde 1961. Deixa um legado de serviços prestados junto à Pastoral da Saúde do Santuário Nossa Senhora Aparecida, na qual foi atuante por quase seis décadas. Ficam as saudades dos familiares e dos muitos amigos. Segundo seu filho Felipe Augusto Fernandes, sua mãe sempre se empenhou em ajudar os doentes e idosos da comunidade, mesmo quando se encontrava com dificuldades de locomoção. Nunca deixou de ir, semanalmente, rezar os terços nas casas das amigas, bem como nunca deixou de recebê-las em sua casa para rezar pelos mais necessitados. Além da saudade, fica a consciência de que sua missão em ajudar o próximo foi cumprida. A equipe de O Jornalecão deseja paz e bom descanso para Dona Terezinha e presta solidariedade e seu apoio à família.

O Projeto Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) teve início em 2012, em São Paulo, quando o fotógrafo Edu Leporo se perguntou: como seria a vida dos cães que, assim como seus donos, vivem nas ruas? Com essa pergunta na mente e a câmera na mão, Edu saiu pela cidade, conversou com os moradores de rua e descobriu histórias incríveis, que depois se tornaram livro, exposição e, desde 2015, inspirou também um projeto social que já realizou milhares de atendimentos, sempre com o objetivo de amenizar o sofrimento e as necessidades tanto do morador de rua quanto do cão. Depois de ultrapassar as fronteiras da capital paulista e chegar até outras cidades,

Luiz Horácio MRSC Porto Alegre

como Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Natal, Recife e Florianópolis, em agosto foi a vez de Porto Alegre receber o Projeto MRSC, que, na capital gaúcha, é conduzido por Luiz Horácio Pinto Rodrigues. Fotógrafo, assim como o idealizador do projeto MRSC, Luiz Horácio também atua como escritor, o que proporciona imagens e relatos de extrema sensibilidade sobre

a condição dessas pessoas que vivem junto de seus animais nas ruas. Para conhecer o trabalho do grupo, é possível acompanhar o projeto pelas redes sociais (Facebook e Instagram) MRSC Porto Alegre. E, para colaborar com as ações na cidade, que incluem distribuição de roupas, alimento, ração e outras necessidades básicas para a população de rua, é possível doar através da conta do próprio Luiz Horácio Pinto Rodrigues (CPF 270980280-53) no Banco do Brasil (agência 3334-0, Conta Corrente 17885-3) ou combinar a entrega de doações diretamente pelas redes sociais do MRSC Porto Alegre ou pelo telefone e WhatsApp 99782-8493, do Luiz Horácio.

Bairro Teresópolis ganha área de contemplação com vista panorâmica A Zona Sul tem muitos atrativos naturais, como a natureza abundante, os morros e as vistas privilegiadas da cidade e do Guaíba. A Praça Dario Rodrigues da Silva, situada no bairro Teresópolis, em uma das regiões mais altas do Morro São Caetano, também conhecido como Apamecor, foi revitalizada, permitindo desfrutar e contemplar uma bela vista panorâmica da cidade. Iniciadas em janeiro, as intervenções

na praça incluem a instalação de passeio em concreto na área interna (com 45 m²) e externa (20 m²), dez bancos, três lixeiras e uma rampa de acesso para portadores de necessidades especiais, além da colocação de corrimão metálico na escadaria (com 20 m lineares), 130 m² de saibro (no espaço com vista panorâmica da cidade) e a recomposição de grama (50 m²). A Praça Dario Rodrigues da Silva está localizada

Verônica Vaz

na confluência das ruas Fernando Osório e Ari Tischler, no bairro Teresópolis.


SOLIDARIEDADE

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Tampinhas arrecadadas por leitor de O Jornalecão auxiliam AAPECAN No mês de setembro, O Jornalecão impresso circulou com um encarte do Informe Acreditar, editado pelos colaboradores da AAPECAN (Associação de Apoio às Pessoas com Câncer de Porto Alegre), que traz informações sobre a entidade. Além disso, a AAPECAN passou a ser mais uma entidade que recebe as tampinhas arrecadadas por O Jornalecão junto aos seus leitores e apoiadores. A AAPECAN é uma associação civil de direito privado e sem fins lucrativos, com polos em 14 cidades do Rio Grande do Sul e atuando há 15 anos no auxílio aos portadores de câncer. Atendendo pacientes oncológicos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, a entidade oferece assistência gratuita tanto ao enfermo quanto às suas famílias e suporte nos aspectos social, psicológico e jurídico, além de

Divulgação AAPECAN

terapia ocupacional. Nos casos dos pacientes que necessitam fazer o tratamento do câncer longe de sua cidade ou residência, a AAPECAN hospeda, sem nenhum custo, tanto os enfermos quanto os seus familiares e/ou cuidadores. Em Porto Alegre, a sede da AAPECAN está localizada na Avenida Ceará, 1260, no bairro São João, e a casa fica de portas abertas à visitação. Assim como outras entidades

beneficentes, a AAPECAN também recolhe tampinhas plásticas, separa-as por cor e vende para a Indústria de Transformação do Plástico da América Latina, criadora deste projeto que não apenas colabora financeiramente com as instituições sociais, mas, também, colabora para modificar a visão da população a respeito do plástico, ajudando, portanto, na preservação do meio ambiente. Além da doação de tampinhas, a AAPECAN também precisa de alimentos, materiais de higiene e apoio financeiro. Uma das formas de colaboração é por meio do telemarketing da AAPECAN, que liga pedindo colaborações. Por isso, se receber uma ligação dessas, pode acreditar e, se puder, ajude também. Para mais informações, o telefone de contato com a AAPECAN Porto Alegre é 3014-9500.

Dapelle arrecada brinquedos novos para crianças da região Extremo Sul Desde o início de setembro, a Farmácia Dapelle de Manipulação Humana e Veterinária realiza uma campanha de arrecadação de brinquedos novos, que serão doados para crianças do bairro Lageado, no Extremo Sul de Porto Alegre. A campanha “Doe diversão e distribua sorrisos” prossegue até o dia 10 de outubro e pretende distribuir brinquedos novos no Dia da Criança. Para doar brinquedos, o ponto de arrecadação é a própria sede da Dapelle, na Avenida Edgar Pires de Castro, 343 – loja 102, no bairro Hípica. Para colaborar financeiramente e ajudar na compra dos brinquedos novos, é possível também fazer depósito de qualquer valor na Caixa Econômica Federal (Ag. 1596, Op. 003, C/C 1345-4) ou no Banrisul (Ag. 0016, C/C 06.017469.00).

Imagem: Google Street View

Farmácia está sediada no bairro Hípica

Para mais informações, entre em contato diretamente com a Farmácia Dapelle pelo telefone 3095-0036 e/ou WhatsApp 99891-7974.

Centro Cultural da SABI dá continuidade à campanha de solidariedade Divulgação SABI

O Centro Cultural da SABI (Sociedade de Amigos dos Balneários de Ipanema) tem como objetivo promover a formação e a qualificação de jovens em situação de vulnerabilidade da Zona Sul por meio da integração social através da educação, do esporte e da tecnologia. A pandemia de COVID-19 fez com que estes projetos ficassem paralisados até as atividades voltarem ao normal novamente, adiando o início do projeto, mas não a missão assumida pela diretoria e seus colaborados de levar bem-estar social para quem mais necessita. Até porque, com as dificuldades impostas pelo coronavírus e o isolamento social, justamente é o momento em que muitas famílias mais precisam de atenção e solidariedade. Então, com o apoio de todos

os seus colaboradores e do comércio local (em especial Mercado Lunardelli, Zanini Carnes, Pão e Gula, Stúdio Ótica, Veja Novidades, TransCaxias Logística e Guardian Capital), o grupo arrecadou inúmeras cestas básicas, roupas, sapatos, toalhas e cobertores em bom estado, além de fraldas e lenços umedecidos. As doações têm sido recolhidas desde julho e foram entregues

em vários locais, como o Lar Emanuel na Restinga (que atende cerca de 90 pessoas deficientes), a Casa de Acolhida de Ipanema (que atende cerca de 50 menores) e as Paróquias Menino Jesus de Praga e Nossa Senhora Aparecida (que atendem cerca de 200 famílias). Além de agradecer o apoio de todos que participaram com doações, o Centro Cultural SABI convida todos a continuarem participando, pois ainda existem muitas famílias passando extrema necessidade e, portanto, as arrecadações continuam. Para colaborar, leve suas doações diretamente para a sede da SABI, situada na Rua Coelho Parreira, 50, no bairro Ipanema, bem em frente à orla. Informações: 997444423 e 98186-0510.

Porto Alegre / RS

Outubro 2020


Porto Alegre / RS

SOLIDARIEDADE

Outubro 2020

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Educandário São João Batista completa 81 anos de atividades

Criada por um grupo de mulheres sob a liderança de Déa Coufal, em 1939, instituição filantrópica atende gratuitamente crianças e adolescentes com deficiências físicas múltiplas

Spaan solicita alimentos e materiais de higiene Divulgação Spaan

A Spaan (Sociedade Porto-Alegrense de Auxílio aos Necessitados), tradicional instituição filantrópica de assistência social da pessoa idosa, sediada na Avenida Nonoai, 600, no bairro Nonoai, na Zona Sul de Porto Alegre, está solicitando à comunidade a doação de alimentos e materiais de higiene. Entre os alimentos, a entidade está necessitando de leite (integral, semidesnatado e/ ou desnatado), leite em pó, café, feijão, molho de tomate, chás, pudim e gelatina (ambas em versão normal e/ou dietética). Já os materiais de higiene necessitados são fraldas geriátricas (G e GG), absorventes geriátricos, roupas íntimas descartáveis, desodorantes, cremes hidratantes para pele e aparelhos descartáveis de barba. As doações podem ser entregues diretamente na portaria da Spaan, atrás da Avenida Nonoai, na Rua Frederico Etzberger, 635. Para mais informações, ligue 3247-7400.

O Educandário São João Batista, entidade filantrópica localizada no bairro Ipanema (Rua Tenente Coronel Mário Doernt, 200), completou 81 anos de atividade em setembro. Criado em 29 de setembro de 1939 por Déa Coufal (moradora de Ipanema desde a fundação do bairro, em 1930, e que dá nome a uma via próxima), o Educandário inicialmente atendia apenas crianças portadoras de poliomielite e se chamava Casa da Criança Inválida. Apesar da mudança de nome e de público atendido, uma coisa nunca mudou nas mais de oito décadas de atuação: a compaixão pelos mais necessitados. Atendendo, atualmente, crianças e adolescentes com deficiências físicas múltiplas, o Educandário, além de tratamento, oferece também educação para o seu público, sempre

Instagran@educandario.sjb

Entidade está sediada em Ipanema

de forma gratuita, não apenas para melhorar a qualidade de vida de seus alunos e famílias, mas também para capacitá-los e lembrá-los de seus direitos como cidadãos. Custeando o trabalho desenvolvido apenas com doações, o Educandário (assim como aconteceu com entidades de quase todas as áreas da sociedade) sofreu muito com a pandemia do novo coronavírus, agravando ainda mais um cenário que já era difícil. Além dos riscos à saúde que se agravam com o coronavírus, as dificuldades econômicas para manter a

equipe - que conta com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, além entre outros profissionais que atuam na área de alimentação, de limpeza, de manutenção, etc, ficou ainda mais difícil durante a quarentena, porque ficou impossibilitada a realização de eventos, uma de suas fontes de renda mais regulares. Com a certeza de que a consciência da sociedade sobre a importância do Educandário vai se traduzir em apoio para continuar o seu trabalho, O Jornalecão toma a liberdade de falar por seu leitor, com a certeza de que expressa um sentimento de toda a Zona Sul: obrigado por todos os serviços prestados e parabéns pelos 81 anos! Contem conosco para seguir com este belíssimo exemplo por mais muitas décadas!

Com dificuldades financeiras, Educandário aguarda mais de R$ 300 mil desde janeiro Imagem: Google Street View

Com gastos mensais de, aproximadamente, R$ 100 mil com a equipe de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, além de profissionais da área de alimentação, limpeza, etc., o Educandário também precisa se preocupar com a manutenção do local, que é muito antigo e precisa de diversas adaptações, já que cerca de 80% do público atendido é cadeirante. Enquanto enfrenta sérias dificuldades financeiras, o Educandário aguarda, desde janeiro deste ano, a verba de

oito emendas parlamentares impositivas aprovadas por vereadores que, somadas, chegam a R$ 312.412,00, recursos que ainda não foram liberados pelo Executivo Municipal. Em razão disso, no dia 17 de setembro, a presidente do Educandário, Jandira Matilde Freire, esteve na Tribuna Popular, em sessão ordinária virtual

Para colaborar Para colaborar com o trabalho desenvolvido pelo Educandário, que não repassa os custos para as famílias atendidas, é possível fazer um depósito solidário através de boleto, que deve ser solicitado por mensagem para WhatsApp 98146-9818, ou diretamente nos bancos ao lado:

da Câmara Municipal de Porto Alegre, para reivindicar a verba destinada, que ajudaria tanto à instituição, e também para clamar por ação, já que o ano está próximo do final e, caso as emendas parlamentares impositivas não sejam cumpridas, os valores não poderão ser mais destinados para os beneficiários. Em contato com outras entidades que também têm valores a receber, a direção do Educandário está programando um grande manifesto no próximo mês, a ser divulgado com toda antecedência possível por O Jornalecão.

Educandário Centro de Reabilitação São João Batista CNPJ: 92967702/0001-67 Banrisul Agência 0085, Conta Corrente 06.031.666.0-6 Caixa Econômica Agência 0958, Operação 003 e Conta Corrente 466-2 Banco do Brasil Agência 2822-3, Conta Corrente 5.158-6


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Outubro 2020

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O Jornalecão realiza campanha de valorização da sua distribuição Personagens da Zona Sul:

Pedroso Gonçalves de Lima

Arquivo pessoal

Ele caminhava pelas ruas do Guarujá, enfrentando o frio do inverno ainda mais gelado pelo vento que vinha do Guaíba, assobiando entre as muitas árvores que ainda existiam no bairro. Sua proteção para o frio e a garoa da noite era uma capa preta tipo poncho, feita de feltro grosso. Naquela época, entre os anos de 1955 a 1965, o Guarujá era praticamente um bairro de férias de verão e de fim de semana, com muitos terrenos baldios e casas fechadas. Quando as crianças da região viam aquela figura ao longe, caminhando na escuridão, sentiam medo. Ele era o guarda noturno do bairro. Enquanto muitas crianças tinham medo daquela figura de capa preta que vagava pelas noites, eu tinha orgulho dele. Era o meu avô Pedroso Gonçalves de Lima, descendente de indígenas que criou sete filhos arrendando terras e plantando arroz em várias granjas nas cidades próximas a Porto Alegre. Na velhice, com os filhos tomando seus rumos na vida, estabeleceu-se na Zona Sul de Porto Alegre, conseguindo trabalho de caseiro em uma das casas de veraneio do bairro, onde também se tornou guarda noturno para vigiar as casas vazias. Também era um comerciante autorizado pela Prefeitura a vender lanches e refrigerantes em uma pequena tendinha no fim da Avenida Guarujá, ao lado do arroio. Naquele tempo, o Guaíba era balneável e vinham muitas pessoas do Centro de Porto Alegre para se banhar em suas águas. Meu avô Pedroso também levava eu e meus irmãos para o lago (que, na época, era rio!), nos colocava em suas costas, na garupa, até chegar a uma certa profundidade, e assim nos ensinou a nadar. Eu gostava muito de ouvir seus causos e histórias, geralmente relatando as peripécias que dizia enfrentar durante a noite, como cachorrões, morcegos, lobisomens, mulas sem cabeça, e outras coisas fantásticas. Essa figura inesquecível que foi o meu avô, também foi um personagem importante na formação do bairro Guarujá. Por Adília Lima Cruz da Silveira

Conhece mais algum personagem marcante da Zona Sul e quer ver ele neste espaço? Escreva para jornal@jornalecao.com.br

Em 2020, mesmo ano em que teve início a pandemia do novo coronavírus e todas as dificuldades decorrentes de uma crise sanitária mundial, O Jornalecão completou 33 anos de existência. Passamos e vimos muitas coisas ao longo dessas mais de três décadas de atuação junto à comunidade, mas nada perto do turbilhão dos últimos meses. Quando O Jornalecão decidiu assumir uma agenda positiva que privilegie o que acontece de bom na Zona Sul como linha editorial, não ignoramos as coisas negativas que, inevitavelmente, também acontecem na região, mas optamos, deliberadamente, em focar nos bons exemplos, na esperança de inspirar ações solidárias semelhantes. Assim, como é um jornal de bairro, nossa equipe também sequer enche uma mão, mas, mesmo que o tamanho não permita assumir tantas responsabilidades quanto gostaría-

mos, não nos eximimos da responsabilidade inerente de quem se comunica com milhares de pessoas, sistemática e regularmente, dando extrema importância à mensagem que emitimos, partindo desde sempre da consciência de que não lidamos apenas com leitores, parceiros ou clientes: lidamos sempre com vizinhos, com os quais cruzamos no dia a dia, e prezamos por uma convivência pacífica e cooperativa. Com tantas dificuldades impostas pela pandemia, foi um consolo poder testemunhar e dedicar nosso espaço no jornal para dar voz às iniciativas solidárias e à rede de cooperação local que se estabeleceu entre a vizinhança, sempre com a intenção de fortalecê-las e encorajá-las a seguir trabalhando em prol de quem necessita, assim como de trazer apoio necessário para que ações desse tipo se mantenham.

Campanha para evitar o desperdício e multiplicar o alcance dos exemplares Empreender um jornal de bairro durante 33 anos ensina muitas lições, e a mais importante é cuidar bem da distribuição, momento crucial no qual se justifica todo o trabalho de produzir o conteúdo e angariar apoio para subsidiar a distribuição gratuita. Se o jornal não chegar nas mãos do leitor, todo o trabalho terá sido inútil. Por essa razão, consideramos que a entrega do jornal para o leitor é um momento sagrado, justificando o investimento em expositores próprios, em parcerias com empresas e instituições locais para serem pontos de distribuição e em todo o tempo dedicado para repor, gradualmente, os exemplares e evitar desperdícios. Para que possamos dar voz aos acontecimentos, às pessoas, às empresas e às instituições da Zona Sul, é preciso que o jornal chegue a cada vez mais pessoas, motivo pelo qual O Jornalecão iniciou uma campanha de valorização da sua distribuição e está convidando o leitor a exercer um papel fundamental nesse processo. Para aumentar o seu alcan-

Jean Pico / O Jornalecão

ce, O Jornalecão precisa da colaboração dos leitores para respeitar a quantidade de um exemplar por pessoa, evitando, assim, o desperdício de exemplares, em outros fins, coibindo o seu uso para fins indevidos e, portanto, multiplicando a quantidade de pessoas com acesso ao jornal. A campanha consiste, basicamente, em demonstrar como é feita a distribuição gratuita do jornal para, assim, engajar os apoiadores (leitores, assinantes, anunciantes, etc) a não desperdiçar exemplares, ajudando-nos a aumentar o alcance do jornal e, portanto, trazer mais visibilidade para os interesses da

região. A partir dessa edição, O Jornalecão vai reforçar a importância de respeitar a quantidade de um exemplar por pessoa, pois somente assim o alcance do jornal pode ser potencializado, fomentando ainda mais as mídias locais e independentes, as pautas e as pessoas da região, além dos apoiadores que colaboram para que a distribuição seja totalmente gratuita. Ampliar o alcance de O Jornalecão, necessariamente, implica que o jornal circule pelas mãos de mais leitores (uma pesquisa americana revelou que o número de adultos que leem o mesmo jornal tem a média de 3,30 por unidade, ou seja, a quantidade de leitores é, possivelmente, três vezes maior que a tiragem). Assim, a nossa missão de ligar e unir a Zona Sul, desde o morador ou entidade que quer expor algum problema ou realização da comunidade, o artista que quer divulgar o seu trabalho ou mesmo o comerciante que quer divulgar seus produtos ou serviços, continuará sendo uma responsabilidade que assumimos e uma vocação que cultivamos.

TURMA do GUAÍBA


Editor: Guilherme Cruz da Silveira Jornalista: Gustavo Cruz da Silveira Reg. Prof. MTBRS 9793 Arte / Projeto Gráfico: Jean Pico Edição: GuiCS Edições CNPJ: 11.774.659/0001-11 Impressão: Gráfica Araucária Colaboração: Adília Cruz da Silveira e Valtor José Rodrigues da Silveira

N° 297 - Ano 33 - 1ª quinzena Outubro de 2020

Atenção e cuidado para o período de reprodução de gambás e morcegos Com início oficial no dia 22 de setembro, a primavera é uma época do ano em que ocorre a reprodução de muitas espécies nativas silvestres. Em especial, os gambás e os morcegos. Por isso, a Smams (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade) alerta que, justamente em função dos cuidados com seus filhotes, esses animais também se tornam mais vulneráveis nesse período e devem ser protegidos, jamais ameaçados ou expulsos com qualquer tipo de violência. Segundo a bióloga Soraya Ribeiro, “perseguir ou maltratar a fauna silvestre configura crime ambiental, de acordo com a Lei Federal 9.605/98, de crimes contra o meio ambiente”, esclarecendo que nenhum destes animais possui comportamento agressivo se não for importunado pelo homem. Sérgio Loutuz / SMAMS PMPA

Gambás (Didelphis albiventris) Os gambás são animais marsupiais, assim como os coalas e cangurus, e importantes ecologicamente por dispersarem sementes de frutas e controlarem a população de algumas pragas, como escorpiões e aranhas. Com a aproximação dos centros urbanos do habitat dessas espécies, é comum encontrar gambás revirando lixo e buscando frutas em árvores. Ao tentar espantá-los, as pessoas, muitas vezes, acabam por machucá-los. Mesmo que pensem em ajudar, mexer nessas ninhadas é prejudicial aos animais. São animais de hábitos noturnos, assim, o correto é deixá-los acomodados durante o dia, enquanto dormem, e esperar que partam à noite por conta própria, o que sempre acontece. Antes que retornem em busca de um canto na casa, o mais recomendado é vedar as aberturas entre os telhados e forros. O lixo deve estar sempre bem acondicionado e quem tem cães e gatos deve evitar deixar sobras de rações todo o dia. Mas se o gambá já estiver acomodado em alguma árvore no quintal, deixe-o escolher a hora adequada para sair. Morcegos urbanos (Tadarida brasiliensis)

Diario La Opinion

Os morcegos urbanos são os mais comuns em Porto Alegre e muito importantes no controle de pragas agrícolas e insetos nas zonas urbanas. Com o calor, os forros das casas passam a ter temperaturas que podem se aproximar de 60 graus Celsius, o que torna a cidade um local adequado para servir de maternidade aos morcegos, justamente na época em que ocorre a proliferação de diversos insetos, como baratas, mosquitos, cupins, mariposas. Como se alimentam apenas de insetos, os morcegos têm grande importância no equilíbrio dos ecossistemas, sendo protegidos por lei e não podendo ser removidos pela Smams e nenhuma outra instituição, já que não oferecem riscos às pessoas.

Três animais silvestres resgatados na Zona Sul Fotos: Sérgio Loutuz / SMAMS PMPA

Em meados de setembro, a Equipe de Fauna Silvestre da Smams atendeu três ocorrências na Zona Sul. No bairro Vila Nova, os técnicos resgataram um pássaro tapicuru (Phimosus infuscatus) adulto, que estava sendo cuidado pela família que acionou a Smams. Com o bico rachado, a ave foi levada à clínica veterinária conveniada, para ser avaliada e receber o tratamento adequado. No bairro Ipanema, um

gambá jovem foi encontrado dentro da garagem de uma residência, sendo abrigado pelo requerente até a chegada da equipe da Smams. Por último, a equipe realizou o manejo de um lagarto (Salvator merianae), localizado embaixo de uma floreira no pátio de uma casa do bairro Guarujá. Por estarem em boas condições de saúde, tanto o gambá quanto o lagarto foram soltos na natureza.

Contato – Alertas sobre a presença de animais silvestres, especialmente quando encontrados feridos ou em perigo, devem ser encaminhados à Smams pelo telefone 3289-7517, no horário das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h.

Mês das crianças O esconde-esconde da criança interior Nascemos trazendo a criança escondida no inocente bebê. Com o tempo, a criança se revela: encantadora, brincando, correndo e descobrindo o mundo que a rodeia... Na adolescência, deixa de brincar e esconde-se a criança. Contesta os adultos e planeja mudar o mundo. Depois, adulta, a pessoa vai à batalha, tentando sobreviver e melhorar de vida, esquecendo a criança que existiu. A maturidade chega trazendo a constatação do tempo que foi perdido nas tarefas adultas... e lembramos da criança escondida. Na velhice, reencontramos os encantos da vida, e a criança nos diz: me achou!!! Então, a criança volta. Só que agora são crianças cansadas, que não conseguem mais brincar correndo e pulando... Só na imaginação! Por Adília Cruz da Silveira

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O Jornalecão (1ª quinzena - Outubro / 2020) - Edição 297  

O Jornalecão - Jornal de Bairro da Zona Sul de Porto Alegre/RS – Brasil

O Jornalecão (1ª quinzena - Outubro / 2020) - Edição 297  

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