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TV Digital no Brasil: histórico, definição e novas possibilidades Jean Dettenborn, acadêmico do curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Univates.

Resumo: O presente artigo visa explorar os conceitos de televisão digital, bem como suas tecnologias e novas possibilidades de interatividade. Palavras-chaves: Televisão, digital, brasil, interatividade.

Introdução Programas interativos, acesso à Internet, conteúdo extra e alta definição de som e imagem. A televisão digital foi alvo de grande empolgação por parte da mídia e do público. Porém, após o furor sobre o assunto ter diminuído, alguns aspectos de suas tecnologias, bem como as novas possibilidades e alterações que trará ao modo como assistimos televisão, acabaram não sendo completamente entendidos. Visto isso, através de um artigo de revisão bibliográfica, o objetivo firmado é fazer um resgate histórico da televisão, além apresentar essa nova tecnologia, dissertando sobre as questões técnicas e as novas possibilidades que a televisão digital tem a capacidade de trazer para dentro das emissoras de tv e, por consequência, para dentro de nossas casas. Com isso em mente, o presente artigo quer fazer com que a sociedade tenha um material de pesquisa que ajude a entender melhor as questões mais importantes que envolvem essa nova tecnologia, que está cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas, mas não é amplamente entendida. Além de, no meio acadêmico, ser um material que, de maneira enxuta, consiga explicar os conceitos primários que envolvem a televisão digital e as suas alterações tecnológicas e sociais. A primeira seção busca fazer um resgate histórico da televisão no Brasil.


Dissertar sobre como a tecnologia chegou até solo nacional. Além disso, com brevidade, resgata a história de quais foram as primeiras emissoras brasileiras e bem como como adquiram toda sua relevância social e cultural. Também é apresentado as tecnologias que as envolvia no passado. A segunda seção traz a definição do que é televisão digital. Como funciona, quais as alterações técnicas e os benefícios que pode trazer à maneira como assistimos e interagimos com o conteúdo televisivo. Após, o artigo remonta os padrões de televisão digital existentes. Definição do que são os padrões americano, europeu e japonês, quais suas diferenças técnicas e qual - e por quais motivos - foi o escolhido pelo Brasil. Na quarta seção, entendemos como a televisão digital foi implementada no Brasil. Compreendemos quais foram as dificuldades técnicas e políticas por trás da nova tecnologia. Além disso, vemos como começaram as transmissões, quais as primeiras cidades a receber o sinal digital e qual a situação atual do novo padrão de televisão no Brasil. Na última sessão, são apresentadas as novas possibilidades técnicas e inovativas que a tecnologia permite. Televisão interativa e social, programação personalizada e, claro, a alta definição de imagem. Assim, será possível um entendimento mais aprimorado sobre a televisão digital e os principais conceitos que a envolvem.

Um breve histórico sobre televisão no Brasil Existem três maneiras de se fazer televisão: de forma estatal, public service e comercial (JAMBEIRO, 2008). A que teve maior força inicial no Brasil foi a televisão comercial. Foi em 1950, em estúdios precários, que o pioneirismo de Assis Chateaubriand transformou-se na primeira transmissão de TV no Brasil, inagurando a TV Tupi-Difusora. Ao contrário da televisão americana, que teve forte influência do cinema, a brasileira teve no rádio sua maior referência, utilizando inicialmente a mesma estrutura, formato de programação, técnicos e artistas (MATTOS, 2010, p. 53). Na época que a televisão chegou ao Brasil, a vida cultural encontrava-se


muito limitada ao Rio de Janeiro, onde o Copacabana Palace oferecia diversas atrações internacionais e um cassino. Depois do banimento dos jogos de azar, a elite se sentiu impelida a encontrar novas opções de entretenimento. Foi a chegada da televisão que atendeu os desejos de novas opções, cobrada por esse público. (THOMAS, 1979 apud MATTOS, 2010, p. 54). O crescimento inicial da televisão no Brasil nos anos 50 foi marcado por preferências políticas, que concediam licenças para explorar canais sem um plano preestabelecido (MELO, 1975 apud MATTOS, 2010, p. 55). Obviamente, essas transmissões eram realizadas em modo analógico, com 525 linhas, em formato 4:3.

Afinal, o que é TV Digital? A televisão digital, ou TVD, é uma tecnologia recente que começou a ganhar força internacional nos anos 90. Já no Brasil, a tecnologia chegou apenas em 2007. Ao falar de TVD a primeira coisa que nos vêm à cabeça é a qualidade de imagem que essa tecnologia proporciona. Porém, ainda há muitas outras possibilidades inovativas por trás da tela de alta definição. Tecnicamente, podemos definir a televisão digital como um sistema de difusão televisiva com sinais digitais, ao invés de sinais analógicos. Isso proporciona uma resolução de imagem maior, com um formato mais próximo ao cinema, ou seja, mais horizontal, de encontro ao formato vertical do sinal analógico. Além de maior resolução, o digital possui uma qualidade superior no envio e recepção dos sinais, além de um som muito mais claro e com mais canais, a possibilidade de se ter vários programas em um mesmo canal, ao mesmo tempo e a interatividade com o conteúdo apresentado. A maior novidade, no entanto, indica ser a possível convergência entre vários meios de comunicação eletronicos, como a telefonia fixa e móvel, radiodifusão, transmissão de dados e acesso à Internet (BOLAÑO e VIEIRA, 2004). Nesse cenário, encontramos vários tipos de padrões de como transmitir e receber o sinal digital. Nesse artigo, apresentaremos os três principais.


Americano, Europeu, Japonês. Os 3 principais padrões da tv Digital. As primeiras iniciativas americanas na criação de um padrão digital datam da década de 80. Em 1987 a Federal Communications Commission (FFC) criou o Advisory Committee on Advanced Television Service, um grupo de empresários da indústria da televisão. O grupo foi criado para auxiliar no desenvolvimento de novas tecnologias para o meio televisivo e ações de como explorar os resultados das pesquisas. Os frutos desse grupo começaram a surgir nos anos 90, onde foi apresentado um sistema HDTV (high definition television) totalmente digital, além de outras propostas. Foram realizados testes com telespectadores “profissionais” e leigos, afim de encontrar o melhor sistema. Ao final dos testes, os resultados incentivaram uma fusão com as melhores características dos 4 modelos testados. Em 1993 foi criada a Digital HDTV Grand Alliance, com os detentores dos 4 modelos testados, criando, por fim, o padrão ATSC, conhecido como padrão americano. Mesmo homologado, o ATSC continua sendo aprimorado por mais de 200 membros de todo o mundo (BOLAÑO e VIEIRA, 2004). Esse padrão permite a transmissão de programas pay-per-view e um protocolo que permite serviços interativos. Porém, como foi criado numa época onde os dispositivos móveis não tinham tanta força, o ATSC não possibilita a recepção dos sinais em aparelhos móveis. Segundo Bolaño e Vieira (2004) “também há críticas quanto à eficácia do ATSC no que diz respeito à captação de sinais por antenas internas”. Atualmente esse padrão foi adotado por Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Bahamas, Coreia do Sul e Porto Rico. A Europa já tinha desenvolvido sistemas HDTV antes dos Estados Unidos, porém, ficou defasada quanto às transmissões digitais terrestres. Com o objetivo de reverter esse quadro, iniciaram-se em 91 as discussões para a criação de um padrão europeu de TVD. Mas, segundo Bolaño e Vieira (2004) foi apenas em 1993, após a assinatura do memorando criado pelo European Launching Group que a discussão começou a ganhar folego.


Porém, em meio a isso, foram as transmissões via satélite e à cabo que começaram a operar no sistema europeu, o Digital Vídeo Broadcasting (DVB). Isso ocorreu porque essas transmissões não apresentavam tantas dificuldades técnicas quanto a transmissão terrestre, além disso, “parece oferecer também grandes possibilidades de rentabilidade aos operadores, permitindo a transmissão de dados e de internet banda-larga, além de televisão por assinatura” (BOLAÑO e VIEIRA, 2004). Em relação aos avanços do DVB em relação ao ATSC, Bolaño e Vieira (2004) consideram a transmissão hierárquica um dos maiores pontos positivos do sistema. (…) a transmissão hierárquica, que permite priorizar determinada parte da informação transmitida, tornando-a menos suscetível a ruídos que as demais. Assim, dois programas de televisão podem ser transmitidos em dois níveis de resolução distintos, sendo mais bem exibido em aparelhos móveis aquele cujo sinal foi otimizado.

Além disso, o DVB se apóia no Multimedia Home Plataform (MHP) para ganhar força. O MHP é um software instalado na unidade receptora, permitindo opções de interatividade com a programação e conteúdo extra. Todos os países da União Européia optaram pelo sistema DVB nas transmissões terrestres de televisão. O Japão se mostrava pioneiro, já que, desde 1992 já possuía transmissão de sinais em resolução HDTV, porém, em sinais analógicos via satélite. No que se refere aos sinais digitais, o país se manteve defasado. Para mudar esse cenário, foi criado o Integrated Services Digital Broadcasting (ISDB), que “no que tange à convergência tecnológica, o que parece ser a maior novidade advinda da TVD, está à frente de seus concorrentes” (BOLAÑO e VIEIRA, 2004). Criado pela Digital Broadcasting Experts Group (DiBEG), o ISDB não foi criado para ser apenas um sistema para televisão, mas um conjunto de possibilidades, convergências tecnológicas e múltiplos serviços. A NHK e Matsushita Eletrics Industrial – as duas empresas criadoras do ISDB – o criaram com uma estrutura funcional muito parecida com a européia, inclusive, com transmissão hierárquica, porém, superior no que se refere à resistência à interferências e recepção móvel.


Outra grande diferença do padrão japonês é a possibilidade de transmitir um canal em até 13 segmentos diferentes. Segundo Bolaño e Vieira (2004), essa inovação é a maior facilitadora do objetivo para o qual o sistema foi desenvolvido: o oferecimento, num único suporte tecnológico, de diversos serviços de comunicação, permitindo a convergência total das transmissões televisivas com a internet, telefones celulares 3G, entre outros.

Uma das últimas inovações desse padrão é a possibilidade de transmitir sinais digitais terrestres e, a partir de um aparelho, receber esses sinais HDTV em veículos em movimento, sem distorções (BOLAÑO e VIEIRA, 2004).

A TV Digital no Brasil A partir de 1994 criou-se um debate entre os grupos de comunicação nacionais acerca das transmissões usando o padrão digital. Em parceria com a universidade Mackenzie, formou-se o grupo SET/Abert, para pesquisar sobre a tecnologia. A Anatel passa a conduzir o processo a partir de 1998. Em 2001, faz consultas públicas com os resultados de testes adquiridos e, em 2002, acerca dos aspectos sociais e economicos. Em 2003 o governo retira o processo das mãos da Anatel e propõe um sistema local. Em 2005, os consórcios brasileiros terminam seus relatórios para, em 2006, o governo assinar um acordo com o Japão (CANITTO, 2010, p. 95). Após a assinatura desse acordo, o governo conseguiu por um fim nos debates sobre o assunto, que ocorriam desde o início das discussões, em 1994. Essa decisão foi continuamente adiada pelos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, isso porque nenhum dos dois queria tomar partido nas decisões de disputa dos padrões (CANITTO, 2010, 95). Porém, atentamos ao fato de que a ideia inicial do governo era a criação de um padrão nacional para a TVD. Assim, muitas universidades receberam incentivos para realizar pesquisas na área. A decisão de conceber um padrão


100% nacional foi amplamente criticada porque poderia isolar o Brasil tecnologicamente, como ocorreu na escolha do padrão PAL-M, quando houve a entrada das televisão a cores (CANITTO, 2010, 95). Depois, percebeu-se que não havia a necessidade de criar um padrão exclusivamente brasileiro. Assim, foi adotada a ideia de criar um sistema híbrido, ou seja, usar um padrão já criado, adaptando-o, criando, assim, um novo sistema. Desse modo, foi fechada a parceria com o Japão, dando origem ao SBTVD, o padrão nipo-brasileiro. Além das pesquisas em cima das tecnologias de envio e recepção, foram feitas inovações em um middleware brasileiro, que se mostrou bastante promissor. Ele se chama “Ginga” e falaremos de forma aprofundada sobre ele mais adiante.

As inovações em alta definição A televisão digital traz com ela uma série de inovações, porém, cada um dos padrões têm suas peculiaridades. Nessa sessão dissertaremos sobre as inovações presentes no padrão nipo-brasileiro, o SBTVD, sistema que atualmente está operante do Brasil. Além da definição de 1080 linhas – FullHD – e os seis canais de áudio, a TVD brasileira conta com recursos exclusivos em relação aos demais sistemas adotados em outros países. Um dos recurso importantes veio da base de criação do SBTVD. O sistema japonês permite que os canais segmente seu conteúdo em até treze partes.

Ou

seja,

um

único

canal

pode

transmitir

treze

programas

simultaneamente (BOLAÑO e VIEIRA, 2004). Porém, o recurso que parece ser o mais promissor é uma criação nacional. O middleware Ginga foi criado para ser a base interativa da televisão digital brasileira. Podemos definir middleware como “uma camada de software posicionada entre o código das aplicações e a infra-estrutura de execução” (SOARES, 2009). Ou seja, é um conjunto de códigos presentes na televisão ou conversor digital que permite um série de possibilidades para o usuário interagir com o conteúdo transmitido pelo canal e também receber uma série


de outros dados enviados pelo canal, como sinopse do capítulo da novela, por exemplo. Com o Ginga é possível a criação de diversos modelos interativos que podem ser acessados durante a programação de um canal. O que era antes um recurso presente exclusivamente em transmissões de algumas televisões pagas, agora está começando a tomar forma na televisão aberta. A Rede Globo, por exemplo, permite que, durante a exibição da novela “Malhação, o telespectador acesse uma tela onde estão informações sobre os personagens, capítulos, galeria de fotos e créditos. Toda essa interação é feita através do controle remoto, porém, no que depender dos entusiastas do Ginga, essa não será a única maneira de interagir com o conteúdo. Os cientistas conseguiram criar novas formas de interação com a televisão. [os cientistas] habilitaram o canal de retorno por celular, o que dispensaria o controle remoto. A possibilidade de interagir por celular pode conquistar o público, pois permite que vários usuários em uma mesma sala interajam individualmente com o programa, eliminando a antiga disputa pelo controle remoto (CANITTO, 2010, 96).

As possibilidades de aplicações do Ginga são inúmeras. É possível agregar texto, imagem e vídeo nas aplicações, tudo de forma dinâmica. Por exemplo, uma canal de televisão aberto pode criar um portal para cada programa com informações da grade, próximo episódios, galeria, enquete, previsão do tempo, acesso à Internet e o que mais for pertinente ao aplicativo. Além de interagir com a programação, o usuário pode manter contato com outros usuários através de um software para criação de salas virtuais A novidade é que a interatividade não se dá entre público e programa, mas entre um usuário e outro enquanto assitem ao programa, Esse softaware recupera a possibilidade de um grupo de amigos fisicamente afastados de assistirem à televisão em conjunto. O programa foi pensado para o público de futebol, mas tem aplicações em inúmeras outras situações (CANITTO, 2010, 96).

Embora esteja em seus primeiros passos, o Ginga promete ser um grande salto no se trata de inovação de interatividade entre produtor e receptor


de conteúdo. Atualmente, o maior obstáculo para o Ginga são as denominadas “smart TVs”, que contêm suas próprias opções de interatividade. Opções estas que variam, dependendo da fabricante, sendo assim, não há uma uniformidade, tornando inviável os canais criarem conteúdo personalizado para cada modelo de televisão. O governo já está tomando providências para que o Ginga comece a ser realidade nos televisores nacionais. Na Portaria Interministerial nº 140 publicada dia 22 de fevereiro de 2012 no Diário Oficial da União, estipula que em 1º de janeiro de 2013 será exigido que 75% dos televisores de LCD produzidos na Zona Franca de Manaus contenham os recursos de interatividade da TV Digital – Ginga. Já em janeiro de 2014 o percentual aumenta para 90%.

Considerações finais Desde sua criação, em 1950, a televisão brasileira se firma como uma grande forma de criação cultural. Até o final de 2007 essas transmissões se davam exclusivamente de forma analógica, no formato 4:3, com 525 linhas. Já a televisão digital apresenta 1080 linhas de definição, com maior qualidade de som e imagem. Mas essas não são as maior novidades dessa nova tecnologia. A TVD permite interatividade com o conteúdo, acesso à Internet, convergência de meios de comunicação e outras inovações. Porém, as características da televisão digital variam entre os padrões existentes, já que não existe apenas um padrão de televisão digital. O sistema americano, o ATSC, por exemplo, prima pela qualidade de imagem. No DVB, padrão europeu, o ponto forte é o MHP, permitindo interatividade. O Japão, por sua vez, primou a portabilidade, ao criar o ISDB. O Brasil optou por um padrão híbrido nipo-brasileiro. O padrão japonês foi adaptado às necessidades brasileiras para criar o SBTVD. Nosso sistema de TVD permite a transmissão simultânea de 13 programas por canal, alta definição de imagem e som, além de muitas opções de interatividade, através do middleware Ginga, que aos poucos começa a se tornar uma realidade mais presente nas televisões nacionais.


Bibliografia BOLAÑO, César; VIEIRA, Vinícius Rodrigues. TV digital no Brasil e no mundo: estado da arte. Revista de Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación, Espanha, v. 6, n. 2, 2004. Disponível em: <http://cableunionmedellin.com/cursos/conferencias/Documentos/Documentos_ Tv_Digital/Documento_TVDigital_3.pdf>. Acesso em: 17 jun. 2012. CANITTO,

Newton.

A

televisão

na

era

digital:

interatividade,

convergência e novos modelos de negócio. São Paulo: Summus, 2010. JAMBEIRO, Othon. A regulação da TV no Brasil: 75 anos depois, o que temos?. Revista Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 13, n. 24, 2008. Disponível em: <http://seer.fclar.unesp.br/estudos/article/view/867>. Acesso em: 17 jun. 2012. MATTOS, Sérgio Augusto Soares. História da Televisão Brasileira – Uma visão economica, social e política. Petrópolis: Vozes, 5. ed. rv. E ampl. 2010. SOARES, Luiz Fernando Gomes. TV interativa se faz com Ginga. Rio da Janeiro:

2009.

Dispon ível

em:

<http://www.telemidia.puc-

rio.br/sites/telemidia.puc-rio.br/files/2009_06_soares.pdf>. Acesso em: 17 jun. 2012.


TV Digital no Brasil - histórico, definição e novas possibilidades