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ARQUITETURA ESCOLAR o projeto do ambiente de ensino

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Nemurem orum tus Maed itiae cesceri musunum quidiem pratien tropubl icercer us, derratquon dum ipsentravo, supiemus, que apercere re adducii pubit. Eniusque non dicepoe rnihilla eo con dienterfex num vil ve, utus in ta, neroris ulicis venductela maximus ium, coerfes inveroriae, nosupplius pri, nostrum faceperoxime retrimus, conloca nes intem ocupiconsid nitis obus acis, nita omnestem ses tat, publius crum ficas vit.

DORIS C. C. K. KOWALTOWSKI

Abenatisquit nihilis. mendam inu consul vo, forimultorei conductus pos nemque fex senis ces senteme natistiam iampl. Ex medingu ltorae cibut dii clusqui posto perem et; et pri tem aucerbem intum averei ficas factus es locus, Catquam. Nos factore ocam interudem nonsulla nos acrit. Gra viris, se, consus vigilla simuroris nos eo erfecto Cas vid facemus, quem morum ta prit, o adhum me nos te co eriondumum dium pora nos hilina molint.

DORIS C. C. K. KOWALTOWSKI

ARQUITETURA

ESCOLAR o projeto do ambiente de ensino

Apoio


Copyright © 2011 Oficina de Textos Grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil a partir de 2009.

Conselho editorial Cylon Gonçalves da Silva; José Galizia Tundisi; Luis Enrique Sánchez; Paulo Helene; Rosely Ferreira dos Santos; Teresa Gallotti Florenzano Capa Malu Vallim Ilustração da capa Francisco Borges Filho Projeto gráfico, preparação de figuras e diagramação Douglas da Rocha Yoshida Preparação de textos Rena Signer Revisão de textos Gerson Silva Impressão e acabamento Assahi Gráfica e Editora Ltda. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Kowaltowski, Doris C. C. K. Arquitetura escolar: o projeto do ambiente de ensino / Doris C. C. K. Kowaltowski. -- São Paulo : Oficina de Textos, 2011. Bibliografia ISBN 978-85-7975-011-3 1. Ambiente escolar 2. Arquitetura - Projetos e plantas 3. Arquitetura escolar 4. Educação História I. Título. 11-00477

CDD-727

Índices para catálogo sistemático: 1. Ambiente escolar : Arquitetura 727 2. Arquitetura escolar 727

Todos os direitos reservados à Editora Oficina de Textos Rua Cubatão, 959 CEP 04013-043 São Paulo SP tel. (11) 3085 7933 fax (11) 3083 0849 www.ofitexto.com.br atend@ofitexto.com.br


Apresentação

O tema da educação carrega tal importância que excede o seu alcance pedagógico e formador de cidadãos, constituindo objeto de estudo e intervenções para todas as áreas do conhecimento. Como fundamento e alicerce da sociedade, é um mote também para os arquitetos, que tratam de materializar os ambientes para o seu desenvolvimento. Passadas décadas de publicações de estudos, pesquisas e propostas de arquitetura escolar brasileira e internacional, que apresentam avanços expressivos no conhecimento e na aplicação de parâmetros qualitativos e técnicos, adequados para a implantação de ambientes escolares melhores e em consonância com os objetivos educacionais, ainda se ouvem críticas e questionamentos sobre os espaços propostos. O problema, sem dúvida, é complexo, e sua origem pode estar no âmbito institucional, das políticas publicas, mas também nas esferas técnicas e profissionais de cada agente, de cada área da ciência aí envolvida. Neste livro, a professora e pesquisadora Doris Kowaltowski reúne insumos atualizados e informações preciosas para o projeto da arquitetura escolar, sintetizando anos de busca incessante por valores essenciais que fundamentam e valorizam os ambientes escolares, demonstrando sobretudo o seu apreço pela educação. Pesquisadora virtuosa sobre metodologias e processos de projeto e de avaliação de ambientes arquitetônicos, tomando o tema das escolas, encontrou questionamentos da comunidade escolar sobre os edifícios institucionais, ao mesmo tempo que os meios de comunicação divulgavam padrões insatisfatórios de desempenho escolar brasileiro, nas últimas décadas, em particular no ensino fundamental. Também pode ser observado que a avaliação sobre essa arquitetura ainda tem recebido atribuição de valores, com conceitos diferentes, entre os arquitetos e os educadores, os alunos e a comunidade, sobretudo nos aspectos dos componentes do ambiente e da arquitetura escolar, indicando falta de consenso entre as partes. Isso coloca em cheque a qualidade da educação brasileira em todos os seus aspectos,


sejam eles intangíveis, sejam materiais, como no caso da Arquitetura, demonstrando que este fato tem raízes multidisciplinares, requerendo a atenção de todos os setores sociais. Doris eleva a educação pública como prioridade nacional, exigindo assim um esforço cuidadoso, sensível e, ao mesmo tempo, técnico e preciso das áreas envolvidas na sua constituição e desenvolvimento: sua relevância social e cultural é central para a construção de uma sociedade mais igualitária e para a formação de indivíduos cidadãos. Do ponto de vista da instituição escolar, a boa arquitetura, expressada pelos aspectos perceptivos dos edifícios – conceituais, formais, estéticos – é reconhecida pela representatividade e influência da escola no seu entorno próximo e na sua distinção pela coletividade. Ações de cuidados com o patrimônio e a instituição representam manifestações de respeito e pertencimento manifestadas pela comunidade escolar. A condição arquitetônica aí é apontada e diferenciada pela sociedade. Mas estes atributos são suficientes para garantir a real apropriação deste espaço, gerando condições favoráveis para o aprendizado, as experiências e as relações interpessoais? Neste livro, Doris Kowaltowski partilha da concepção de que a relação entre pedagogia e arquitetura é fundamental e vai além dos aspectos perceptivos visíveis. Outros parâmetros são igualmente centrais, apoiados nas vivências e usos nesses ambientes, como funcionalidade, usabilidade, identidades com a pedagogia – nas teorias e práticas – e com a cultura, conforto ambiental, equipamentos, mobiliário e características construtivas, de implantação, de instalações e infraestrutura. Eles colaboram para conferir a distinção e o reconhecimento dos lugares por quem os usa e, sobretudo, a apropriação pela comunidade escolar. Suas pesquisas reúnem dados valiosos, que mostram a cumplicidade dessa arquitetura com a melhoria do ensino, o aproveitamento escolar e a formação plena de cidadãos. Assim, congrega e revisita estudos já desenvolvidos, que resultaram em programas de necessidades arquitetônicas, completos e bem detalhados para o projeto, relacionados com a funcionalidade e a espacialidade. Estes parecem corresponder a situações em que se atende a padrões espaciais mínimos, mas ainda insuficientes para garantir ambientes com qualidades comprometidas com a melhoria do ensino público. A autora nos aponta para outros valores e atributos que podem e devem ser acrescidos na formulação e no desenvolvimento do projeto, entendendo-o como mediador entre os conteúdos e práticas pedagógicas e os sujeitos, indicando direções e caminhos seguros para o projeto de uma arquitetura escolar de qualidade. Cabe ao arquiteto entender a complexidade dos conteúdos e ações pedagógicas e sociais, assumindo papel de intérprete competente, para projetar ambientes escolares sensíveis às demandas educacionais e sociais, com méritos necessários para qualificá-los, bem como a escola, como instituição e como arquitetura. O panorama da educação apresentado neste livro seleciona exemplos mundiais representativos, que partilham desta visão de que a qualidade do desempenho escolar é influenciada também pelo edifício e suas instalações, assim como suas relações com o lugar e o território.


A autora ressalta a atualidade da interlocução entre arquitetura e educação, apresentando, generosamente, visões detalhadas de aproximação aos valores e atributos para o ambiente escolar, a serem considerados nos processos e metodologias de projeto como procedimento fundamental para um salto de qualidade não só da arquitetura, como do desempenho escolar. Nas contribuições apresentadas por Doris Kowaltowski, podemos destacar, de forma sintética e resumida, os seguintes pontos oferecidos neste livro, em favor da projetação de uma arquitetura escolar com qualidade: ‹ a compreensão imperativa, pelo arquiteto, do campo de conhecimentos pedagógicos, compromissada com seu histórico e desenvolvimento, e seu papel singular na formulação dos ambientes escolares de qualidade, reconhecidos e apropriados pela sociedade; ‹ a discussão sobre o papel do programa de necessidades para a arquitetura escolar, tomado como visão educacional; ‹ o reconhecimento e a assimilação do campo da tecnologia da arquitetura, evidenciados nos seus aspectos científicos, técnicos e aplicados, como requisitos para o alcance da excelência na arquitetura escolar; ‹ a importância da incorporação de parâmetros e atributos complexos na metodologia e no processo de projeto que excedem os limites atuais de programa de necessidades institucionais vigentes, colaborando para qualificar e valorizar a arquitetura escolar; ‹ o detalhamento de metodologias para o projeto de arquitetura que partem da premissa de interdependência entre a qualidade do espaço físico e o desempenho acadêmico dos alunos. Apresentar este livro é uma oportunidade e um privilégio de introduzir a síntese generosa de pesquisas fundamentais, lideradas e empreendidas por Doris Kowaltowski, no campo da arquitetura e dos ambientes escolares com qualidade, que, sem dúvida, vão colaborar para a excelência dos projetos arquitetônicos e para a educação brasileira.

Cibele Haddad Taralli Professora Doutora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo


Prefácio

Projetar o ambiente de ensino para dar suporte aos objetivos educacionais de uma sociedade ou comunidade é uma tarefa complexa e necessita de discussão ampla e multidisciplinar para a sua realização. Este livro apresenta a minha experiência de pesquisas e projetos do ambiente escolar, para enriquecer o processo da arquitetura escolar e, em especial, da escola pública no Brasil. A ideia deste livro nasceu de um projeto de pesquisa, com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), sobre o conforto ambiental de escolas públicas da região de Campinas, por meio de uma pesquisa de campo. O objetivo foi avaliar as condições de conforto e recomendar melhorias em prédios escolares da região. Um dos objetivos específicos foi conhecer os elementos que interferem no conforto e elaborar intervenções simples, que podem contribuir para a melhoria do desempenho do ensino público e, consequentemente, do aproveitamento escolar. O estudo das condições de conforto ambiental nas escolas levantou, além de problemas constatados em medições e observações, a interferência entre os vários aspectos de conforto, determinando-se aqueles que devem ser priorizados. Esses aspectos foram avaliados em relação aos níveis de satisfação dos usuários com o seu ambiente de estudo e trabalho. Este livro tem o intuito de contribuir, junto ao ensino público, com a difusão do conhecimento sobre conceitos da arquitetura escolar e seu conforto ambiental. Há mais de dez anos, a arquiteta Mayumi Watanabe de Souza Lima publicou o livro Arquitetura e Educação, que apresentou uma visão inovadora do modo de projetar o ambiente escolar no Estado de São Paulo. Depois, muitas publicações tocaram no assunto da arquitetura escolar, abrangendo temas específicos ou descrevendo épocas da história dessa tipologia de projeto no Brasil. Este livro pretende complementar esses textos e discutir o projeto de edificações escolares nos seus aspectos mais diversos e em relação às tendências da educação. E também somar-se às outras publicações da autora na área de projeto arquitetônico e ensino de conforto ambiental.


Com tais objetivos, propõe-se contribuir para o aprimoramento do ensino público. Os capítulos relacionam o ambiente escolar, as propostas pedagógicas e as metodologias de ensino. Analisam-se os espaços fundamentais para as atividades educacionais e as necessidades arquitetônicas de uma edificação escolar. Os aspectos de conforto ambiental são relacionados à produtividade do aprendizado de crianças e adolescentes e verificam-se as condições mínimas de conforto que o ambiente escolar deve oferecer, assim como a criação e a manutenção do ambiente escolar que a sociedade deseja. A contribuição para o processo de projeto traduz-se em conceitos da arquitetura escolar, para alimentar novos projetos e introduzir melhorias em edificações existentes. Examinam-se o procedimento do processo de projeto e os fatores específicos que contribuem para uma qualidade arquitetônica desejada no ambiente escolar. Detalham-se os fatores do sítio e da implantação da escola, o processo de definição do programa de necessidades e as melhores soluções segundo os conceitos da crítica e avaliação de projetos arquitetônicos. Finalmente, considera-se que, nas discussões da arquitetura escolar, existem muitas vertentes. A dinâmica das mudanças sociais é um fator que influencia as formas da edificação e, em cada momento, deve-se reavaliar a qualidade do ambiente escolar dentro do contexto das exigências da formação de futuros cidadãos que assumam papéis criativos e produtivos na sociedade. Para a redação dos capítulos deste livro, a autora teve a importante colaboração de vários especialistas. Em primeiro lugar, as colegas da pesquisa de origem desta obra, professoras Lucila C. Labaki, Silvia A. Mikami G. Pina, Stelamaris R. Bertoli e Regina C. Ruschel, que contribuíram com o conhecimento científico específico e com a discussão contínua das questões de projeto e conforto relacionadas ao ambiente escolar. A história da arquitetura escolar no Estado de São Paulo, apresentada na dissertação da arquiteta Adriana Eloá Bento Amorim, serviu de base para boa parte dos capítulos sobre a arquitetura escolar e o desempenho do ambiente escolar, além de contribuir com conceitos e estudos da acústica nas salas de aula. A dissertação e a tese da arquiteta Valéria Azzi Collet da Graça contribuíram para as metodologias e avaliações de projetos escolares. As arquitetas Marcella Savioli Deliberador e Paula Roberta Pizarro Pereira trabalharam na revisão e redação dos capítulos, com olhar crítico e contribuições que acrescentaram informações atualizadas sobre a arquitetura escolar. Agradeço também aos alunos de graduação, que desenvolveram estudos sobre o ambiente escolar ao longo dos últimos dez anos sob a minha orientação. Várias ilustrações introduzidas, do professor e arquiteto Francisco Borges Filho, representam os conceitos e exemplos dos capítulos deste livro. Elas contribuem para dar maior clareza às questões abordadas e traduzem o espírito do ambiente escolar que se almeja inspirar por um projeto enriquecido de teorias pedagógicas e parâmetros arquitetônicos de qualidade. Finalmente, agradeço também à professora Marlei G. do Nascimento, pela participação neste projeto e pelas contribuições com o olhar de professora da rede pública de ensino fundamental. Sem o apoio e as contribuições valiosas desses parceiros, este livro não teria se concretizado.


1.1 Um histórico dos fundamentos da educação ............................................................................12 1.2 Resumo das teorias pedagógicas .............................................................................................................34

2 O ambiente escolar: componentes e qualidade ...........37 2.1 Recursos humanos .................................................................................................................38 2.2 Aspectos organizacionais ................................................................................................49

Sumário

1 Educação: processo de ensino e aprendizagem.............................................11

3 Arquitetura escolar .....................................................................................................................................63 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5

Arquitetura escolar na Europa ....................................................................................................................65 Arquitetura escolar nos Estados Unidos da América ..........................................................73 Arquitetura escolar em países em desenvolvimento ...........................................................79 A arquitetura escolar no Brasil: aspectos da história e da implantação ............80 Os projetos padrão: experiências e significados ........................................................................101

4 Desempenho e conforto no ambiente escolar...............111 4.1 Desejos e preferências.........................................................................................................114 4.2 Avaliação do ambiente escolar ..................................................................................118 4.3 Considerações sobre o desempenho do ambiente escolar ..........156

5 Conceitos e tendências da arquitetura escolar ..............................................159 Parâmetro de Projeto 1 – Salas de aula, ambientes de ensino e comunidades pequenas de aprendizado .........................................................175 Parâmetro de Projeto 2 – Entrada convidativa..........................................................................176 Parâmetro de Projeto 3 – Espaços de exposição dos trabalhos dos alunos ..................................................................................................................................176 Parâmetro de Projeto 4 – Espaço individual para armazenamento de materiais ......................................................................................................................177 Parâmetro de Projeto 5 – Laboratórios de ciências e artes .........................................177 Parâmetro de Projeto 6 – Arte, música e atuação..................................................................178 Parâmetro de Projeto 7 – Área de educação física ................................................................179 Parâmetro de Projeto 8 – Áreas casuais de alimentação.................................................180 Parâmetro de Projeto 9 – Transparência ..........................................................................................180

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Parâmetro de Projeto 10 – Vistas interiores e exteriores .................................................181 Parâmetro de Projeto 11 – Tecnologia distribuída.................................................................181 Parâmetro de Projeto 12 – Conexão entre espaços externos e internos ........182 Parâmetro de Projeto 13 – Mobiliário macio para sentar...............................................183 Parâmetro de Projeto 14 – Espaços flexíveis.................................................................................184 Parâmetro de Projeto 15 – Campfire ...................................................................................................185 Parâmetro de Projeto 16 – Watering hole space ......................................................................186 Parâmetro de Projeto 17 – Cave space ..............................................................................................186 Parâmetro de Projeto 18 – Projeto para inteligências múltiplas...............................186 Parâmetro de Projeto 19 – Iluminação natural ..........................................................................187 Parâmetro de Projeto 20 – Ventilação natural ...........................................................................188 Parâmetro de Projeto 21 – Iluminação, cor e aprendizagem .......................................189 Parâmetro de Projeto 22 – Elementos de sustentabilidade ..........................................190 Parâmetro de Projeto 23 – Assinatura local .................................................................................193 Parâmetro de Projeto 24 – Conexão com a comunidade ..............................................193 Parâmetro de Projeto 25 – O pátio, a implantação da escola e a adequação dos espaços livres .............................................................................................................194 Parâmetro de Projeto 26 – Incorporação da quadra de esportes no volume da edificação .............................................................................195 Parâmetro de Projeto 27 – Fechamento da área .....................................................................196 Parâmetro de Projeto 28 – Integração externa entre os espaços............................196 Parâmetro de Projeto 29 – Dimensionamento e aspectos funcionais...............197 Parâmetro de Projeto 30 – Conforto acústico ...........................................................................198 Parâmetro de Projeto 31 – Acessibilidade ......................................................................................198 Parâmetro de Projeto 32 – Síntese dos parâmetros (“colocar tudo junto”)..........................................................................................................................................200

6 Arquitetura escolar e seu processo de projeto ..............201 6.1 6.2 6.3 6.4

O processo de projeto........................................................................................................202 Processo de projeto escolar tradicional ............................................................205 Processo de projeto escolar de referência.......................................................209 Processo de projeto enriquecido .............................................................................243

Leituras adicionais ...................................................................................................................................................249

Referências bibliográficas.............................................................................................253


Educação: processo de ensino e aprendizagem

As questões educacionais têm desencadeado muitas discussões no Brasil. Sua qualidade é constantemente questionada, principalmente pelas avaliações de desempenho dos alunos das escolas públicas. Elas demonstram a necessidade de tratar a educação com prioridade, dada sua importância social na preparação dos indivíduos para a vida adulta e para a construção de uma sociedade mais justa e humana. Observa-se a carência de uma atuação que vislumbre, ainda que no médio prazo, a melhoria da qualidade de ensino. É importante apontar o significado da educação não formal, que apresenta inúmeras possibilidades contributivas à formação social humana, pela promoção da sociabilidade, do desenvolvimento, das mudanças sociais e da adaptação. Sem contornos institucionais, essa atividade é responsável pela educação permanente, essencial e fruto dos níveis de organização e cidadania. Neste texto, ainda que se tenha clareza da importância dessas práticas educativas, examina-se o plano da educação formal, em que a escola e seu contorno físico assumem papel central. O ambiente físico escolar é, por essência, o local do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. O edifício escolar deve ser analisado como resultado da expressão cultural de uma comunidade, por refletir e expressar aspectos que vão além da sua materialidade. Assim, a discussão sobre a escola ideal não se restringe a um único aspecto, seja de ordem arquitetônica, pedagógica ou social: torna-se necessária uma abordagem multidisciplinar, que inclua o aluno, o professor, a área de conhecimento, as teorias

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pedagógicas, a organização de grupos, o material de apoio e a escola como instituição e lugar. A discussão sobre a arquitetura escolar exige reflexões sobre a história e a evolução da sua linguagem formal e das avaliações do ambiente, que incluem o conforto dos aspectos térmico, acústico, de iluminação e funcionalidade, sem deixar de lado as questões educacionais e culturais da sociedade. Essa arquitetura nunca está desprovida de símbolos e reflexos do seu contexto cultural e deve existir como resposta à proposta pedagógica que a escola pretende adotar. As idéias pedagógicas e sua assimilação na prática escolar são articuladas a diversos modos de projetar e construir prédios escolares. As idéias pedagógicas e sua assimilação na prática escolar têm um dinamismo próprio, tanto quanto têm sua própria evolução as concepções arquitetônicas e sua influência no projeto e construção de edifícios escolares. [...] Às vezes, educadores e arquitetos estão próximos, há uma clara concepção pedagógica a influenciar a conceito arquitetônica. [...] Outras vezes, percebe-se um maior distanciamento entre eles, talvez pela ausência de uma proposta pedagógica explícita, ou talvez porque falte ao arquiteto que projeta a escola uma sensibilidade pelas questões de ensino (Buffa; Pinto, 2002, p. 154).

Isso significa que o arquiteto, ao definir os espaços e usos da instituição escolar, pode influenciar a definição do conceito de ensino na escola. Por essa razão, cabe ao arquiteto o conhecimento dos aspectos pedagógicos, uma vez que eles refletem o tipo de atividade que as escolas vão desenvolver e, consequentemente, são elementos essenciais à definição do programa de necessidades de cada edificação escolar. Neste capítulo, esses aspectos são esclarecidos, com o objetivo de oferecer um conhecimento básico e o domínio de elementos importantes que influem nas questões de ordem arquitetônica. Para isso, apresenta-se um breve histórico da Educação, relacionando as metodologias pedagógicas implementadas, com foco no conhecimento das atividades que cada metodologia desenvolve.

1.1 Um histórico dos fundamentos da educação A escola, como instituição de ensino atualmente conhecida, é o resultado de um longo processo histórico, cuja evolução pode explicar o modelo aplicado. A educação é vista como a transmissão de valores e o acúmulo de conhecimento de uma sociedade. Portanto, a história da educação também é a história de uma sociedade e seu desenvolvi12 Arquitetura Escolar


Arquitetura Escolar  

A partir de um histórico dos fundamentos da educação e de exemplos mundiais representativos, a pesquisadora apresenta tendências e mostra qu...

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