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ções e conflitos. Pela sutileza de como foram introduzidos na trama, deixa a dúvida de terem sido extraídos ou não da realidade. O texto adquire eficácia e atrai pelo que vale intrinsecamente, como flagrante ou sondagem da alma humana, praticados por ele com sensibilidade e segurança estilística. Diaz põe diante de nós um desafio quase amoroso, na força do desenvolvimento do mistério criado. Podemos penetrar no sentimento de todos os personagens, desde os miseráveis até os de classe media e os da aristocracia, amar, odiar e sofrer com eles nas situações criadas, tal o realismo com que foram retratados. Junto com eles, Betho Diaz nos leva a percorrer as ruas da Inglaterra, com a precisão de suas descrições sem, contudo, se tornar meramente descritivo, uma vez que cada citação compõe um acontecimento inerente ao trama. Aqui, na essência, o que menos importa, são as descrições. O mistério perdura do início ao fim. Situações se sobrepõem sem que se perca o fio condutor da história. Cada novo acontecimento, desperta nos leitores o espírito de detetive. Com Entre o Amor e a Vingança, Betho Diaz entra com “chave de ouro” no mundo literário brasileiro. E estejam certos: ele entra para ficar. Márcia Lima

Betho Diaz

Betho Diaz é um autêntico criador de personagens, situa-

Entre o Amor e a Vingança

ginas, a serem distribuídas em dois ou três volumes. Em uma releitura, Diaz “enxuga” a escrita e, finalmente, dá por concluída sua obra, na esperança de vê-la publicada. Em “Entre o Amor e a Vingança”, Betho Diaz consegue reportar o leitor a cidades inebriantes e repletas de curiosidades que lhe são peculiares. São 34 capítulos de muita emoção e mistério, onde Diaz absorve a atenção do leitor, deixando-o, a cada capítulo, ansioso por desvendar o desfecho dos desencontros amorosos e dos inesperados crimes. No momento, Betho Diaz escreve seu segundo trabalho – “A Ladra” – romance policial contagiante, tendo como cenários as cidades mais atraentes do Velho Continente, como Veneza, Paris, Budapeste e outras.

Betho Diaz

Betho Diaz

Entre o

Amor e a Vingança Rio de Janeiro 2009

iniciou os trabalhos de seu primeiro livro “ENTRE O AMOR E A VINGANÇA”, em 1999 usando de artifícios ainda precários. Ainda na infância nutria o desejo de escrever uma história que fosse contagiante...como um grande romance. Desde então, era permanentemente observado por seus professores que percebiam a facilidade que tinha, ainda jovem, para escrever textos longos com vocábulos pouco comuns. Durante os cinco anos que levou para escrever, Diaz empenhou-se em pesquisas intensas para manter a fide­­lidade das informações que compõem os quadros da trama e a autenticidade com que cria, cuidadosamente seus personagens. Finalmente em 2005, dá por concluída sua obra, na esperança de vê-la publicada. O resultado foi um romance muito grande, com 962 pá-


Entre o

Amor e a Vinganรงa


Betho Diaz

Entre o

Amor e a Vingança

1a Edição

Rio de Janeiro 2009


Copyright© 2009 de Betho Diaz e Oficina de Livros 1a edição – setembro de 2009 Direitos autorais reservados. É proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio, salvo com autorização expressa e por escrito do autor. Ao reproduzir este ou qualquer livro através de fotocópia (xerox) ou outro método, você prejudica o autor a Editora, seus colaboradores e a todos aqueles que trabalham com o livro no Brasil. Design de capa Ricardo Monteiro Design de miolo e projeto gráfico Andréa Menezes Impressão e acabamento Oficina de Livros Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Diaz, Betho

D542e Entre o amor e a vingança / Betho Diaz.

Rio de Janeiro: Oficina de Livros, 2009.

500p.

23cm.

1.Romance inglês. 2.Literatura inglesa. I. Título. CDD 823

Índice para catálogo sistemático:

1.Literatura: 800


Agradecimentos Agradecimento especial a Deus, ... ”que permitiu que eu realizasse este primeiro trabalho em minha vida”. À Sra. Enir Dias, ... ”minha mãe, que me deu o apoio necessário.” Este livro é dedicado à Sra. Elia Campos Lopes (In memorian) e Geraldo Pereira Lopes, aos quais devo a oportunidade de ter podido estudar nos melhores colégios do Rio de Janeiro. “Entre o Amor e a Vingança” AGRADECIMENTOS GISELA AMARAL RICARDO MONTEIRO GELSON. C. LIMA CLEYDE WANDERLEY MARIANA SANGIRARDI WESLEY CORTINÓVIS MARIA ROGÉRIA CAMPOS ELTON REIS MÁRCIA LIMA 5


CHRISTIANE GORETTI GATAHI SG ENGENHARIA LTDA CONSULADO BRITÂNICO NO RJ. BIBLIOTECA NACIONAL REVISTA VEJA “As instituições e pessoas às quais agradeço, prestaram considerável apoio e colaboração para que este trabalho fosse realizado”.

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“Viver em Nova York ĂŠ como viver no centro do mundo. Tudo se aprende tudo se vive e tudo se espera. Mas, apenas, com os perseverantes, tudo acontece.â€? Betho Diaz

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Prólogo Catedral da Santíssima Trindade Stratford-Upon-Avon Inglaterra

A

Catedral estava linda. Flores do campo, das mais raras, foram escolhidas para ornamentarem a entrada principal, até o altar, onde se viam os coloridos vitrais que davam um toque especial à Igreja. Ali, naquele templo, descansam os restos mortais do famoso escritor e poeta William Shakespeare. O busto do artista fôra esculpido, logo após a sua morte, por Garret Johnson e encontra-se, até hoje, à esquerda do túmulo, no coro da Igreja. Ali, aconteceria naquela manhã, o casamento mais esperado de todos os tempos. Stratford estava em festa. Convidados ilustres invadiam a cidade naquele dia. De quase todas as cidades do mundo chegavam pessoas importantes, correspondências enviadas por autoridades, personalidades inglesas e de outros países. Algumas pessoas aproveitavam as poucas horas que antecediam ao casamento para conhecerem mais detalhadamente a cidade natal de Shakespeare. Alguns guardavam impressões surpreendentes sobre Stratford-on-Avon, como era chamada, por ser banhada centralmente 9


pelo Rio Avon. Muitos ficavam deslumbrados com o plano ordenado da cidade com suas largas ruas e seus “prédios” construídos em madeira. Notava-se grande admiração pelo Clopton Bridge, ponte de pedra planejada por Hugh Clopton há cerca de mil anos. O plano central da cidade era impressionante, baseando-se unicamente em três ruas largas paralelas ao Rio Avon, cortadas por outras três ruas em ângulo reto — disposição simples que ainda hoje funciona como há quatrocentos anos. A beleza primordial do aspecto arquitetônico da cidade eram as construções metade madeira, metade pedra. As ruas principais de Stratford estavam repletas de curiosos, desde a saída da mansão Lexter, até o centro da cidade onde se localizava a Catedral da Santíssima Trindade, passando pelo Clopton Bridge. Centenas de pessoas acotovelavam-se na disputa de um lugar mais privilegiado onde pudessem ter uma visão ampla da passagem do cortejo matrimonial. Areia fora espalhada por todo o trajeto, por onde passaria a carruagem, escolhida pela própria noiva, e puxada por imponentes cavalos brancos, enfeitados de dourado e plumagens brancas. Flores do campo foram distribuídas à população para serem jogadas sobre os noivos quando passassem de volta da Catedral, já casados. Poder-se-ia dizer que seria um casamento real, pois Lady Anne Dolston era considerada carinhosamente como princesa. Todos de Stratford a amavam como tal, tanto pelos atos solidários como por ações sociais para com as pessoas mais carentes. Os menos favorecidos eram amparados na instituição de caridade mantida por Anne Dolston, além de asilos, hospitais para deficientes físicos e mentais e que levava o nome de sua mãe.Todas as entidades filantrópicas de Stratford eram mantidas pela Sra. Dolston. Por todos esses feitos, Lady Anne era considerada a “Princesa de Stratford”. Assim também, a população da cidade amava seu noivo que esteve ao seu lado no momento mais difícil de sua vida e, agora, a apoiava em suas obras sociais. Por toda essa grandeza de espírito e pelo que Richard MacCallun representava para ela, Lady Anne sempre o amou e nunca deixou que este sentimento terminasse... apesar de tudo. Ainda o amava com a mesma intensidade com que o conhecera aos quatorze anos. 10


Anne sentia-se jovem como na época em que Richard prometera casar-se com ela, aos dezoito anos. Naquela ocasião, a família descobrira o romance do rapaz com Anne e fez com que a moça saísse da cidade, para longe do amado. Richard casou-se com outra moça de família tradicional da cidade, fazendo com que Anne se sentisse traída. O amor inabalável por Richard não deixou que ela se desesperasse e só lhe deu mais forças para suportar a esperança da felicidade que, com certeza, um dia chegaria. Só não sabia quando. Mas, diante de todos os acontecimentos, ela só tinha uma certeza e nunca duvidaria dela: Richard a amava. E ela iria esperá-lo, Até quando Deus quisesse. Nunca houve outro homem no coração de Anne Dolston. Um repentino furor se propagou na multidão, quando os portões da entrada principal da Mansão Lexter, reconstruída por Abdel Carim, se abriram. A linda carruagem escolhida pessoalmente por lady Anne aparecia entre as enormes árvores do jardim do casarão que nesse momento abria suas portas para que, por elas, passasse quem todos esperavam. Uma elegante mulher de cabelos presos ao alto da cabeça, pele negra, olhos incrivelmente verdes e uma silhueta invejavelmente elegante, aparecia diante dos olhos de todos que estavam ali ansiosos. Usava um vestido de cor aperolada. Era um modelo reto, longo e todo bordado com pérolas, e sobre sua cabeça, repousava charmosamente um elegante chapéu no mesmo tom do vestido que ostentava uma discreta rosa salmon na lapela. Lady Anne entrou na carruagem ajudada por dois cavaleiros uniformizados e, logo depois, Peter, David e Melissa tomaram, também, seus lugares de pagens e dama de honra respectivamente. Os cavaleiros subiram aos bancos, açoitaram de leve os cavalos e a carruagem saiu em direção à rua. Logo em seguida, iam aparecendo convidados nos portões da casa e entrando em seus carros para seguirem a carruagem que levava a noiva. A multidão aplaudia aquela senhora, que não conseguia esconder sua felicidade, facilmente observada através da janela de vidro da carruagem. Lady Anne ostentava em seu rosto um largo sorriso e, não se podia duvidar, haver no mundo naquele momento, outra mulher que pudesse transmitir tamanha felicidade. 11


Com uma bengala branca com cabo de madrepérola, Lady Anne deu duas pancadinhas na porta, alertando os cavaleiros para que parassem. Suavemente os cavalos foram diminuindo a velocidade e a carruagem parou. As pessoas, que ali estavam assistindo a passagem do cortejo, ficaram perplexas sem saberem o que acontecia. Peter curioso perguntou à Anne: — Por que paramos, mamãe? O cavaleiro desceu da carruagem, abriu a porta e disse: — Sim, Milady... — Não vamos à Catedral agora. — Como assim, Milady? — quis saber o homem aturdido. — Vamos ao lugar de sempre. Para Shottery. — Shottery, Milady?... mas fica a uns dez quilômetros daqui. Chegaremos atrasados à cerimônia. — Eu sei. Mas, antes, porém, preciso lembrar-me de algumas coisas... pensar um pouco em tudo que aconteceu até o dia de hoje. E não há lugar melhor para esta minha reflexão, não acha? — Claro, Milady... Vamos à Shottery. — E mais... esperei anos por este dia... os convidados podem esperar um pouco mais. — Sir. Richard irá se preocupar, Milady.- alertou o cavaleiro. — Ele esperará... ele esperará. Agora vamos. E a carruagem seguiu em outra direção que não aquela que todos esperavam. Os carros, que vinham atrás, não decidiam que direção tomar... mas não a seguiram... e sabiam porque não deviam segui-la. Tomaram o rumo da Catedral da Santíssima Trindade. Do outro lado da rua, a carruagem que conduzia Lady Anne Dolston foi sumindo ao longe deixando todos frustrados por não terem conseguido ver com satisfação, e por mais tempo, a noiva mais querida de Stratford-on-Avon. A Catedral estava lotada. Mas teriam de esperar... Ninguém sabia por quanto tempo. A carruagem parou diante da casa de pedra e madeira em Shottery. Lady Anne desceu sem esperar que algum dos cavaleiros abrisse a porta. 12


— Não saiam daqui, está bem crianças? Volto logo — disse categoricamente para Peter, David e Melissa. Ela entrou na casa, arrumada para sua “primeira” noite com Richard. Ali seria sua lua de mel com o homem que amara durante toda a sua vida e, de quem outrora, queria se vingar. Ali, naquela casa, onde sempre se encontravam às escondidas para poderem sustentar o enorme amor que sentiam um pelo outro, sentou-se no sofá para relembrar tudo que havia ocorrido e o que Richard havia lhe contado sobre sua família durante todos esses anos... E ao virem as lembranças em sua mente, chorou compul­siva­ mente.

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Sumário Prólogo................................................................................ 9 Queen Elizabeth II - Réveillon......................................... 19 O Natal.............................................................................. 35 O Jovem Richard.............................................................. 47 A morte do Patriarca......................................................... 65 Anne e Richard. O Primeiro Encontro............................ 75 Sarah - Richard............................................................... 127 Jonathan em Manchester................................................ 149 Nova York........................................................................ 159 Anne................................................................................ 167 Anne em Nova York........................................................ 181 Anne Lexter, A estrela!.................................................... 193 Anne - Jerry..................................................................... 215 Elizabeth na Scotland Yard............................................ 229 O Casamento.................................................................. 245 A Lua de Mel.................................................................. 257 A Convocação................................................................. 277 Anne e o filho.................................................................. 283 Mais um Assassinato........................................................ 291 Anne e Richard, o reencontro. ...................................... 297 A Dúvida ........................................................................ 311 Abdel Carim.................................................................... 319 O Falecimento................................................................ 339 Anne em Dubai............................................................... 347 Stratford — Sexta-Feira . ................................................ 381 O Show em Dubai.......................................................... 383 Sábado ............................................................................ 383 A Chave do cofre............................................................. 395 A Acusação...................................................................... 401


O Assassinato do agente.................................................. 401 Paul Ferguson.................................................................. 413 “Só Amigos?”................................................................... 431 O Julgamento.................................................................. 455 A Testemunha Fundamental.......................................... 461 Richard Incriminado....................................................... 467 Elizabeh MacCallun...................................................... 475


ções e conflitos. Pela sutileza de como foram introduzidos na trama, deixa a dúvida de terem sido extraídos ou não da realidade. O texto adquire eficácia e atrai pelo que vale intrinsecamente, como flagrante ou sondagem da alma humana, praticados por ele com sensibilidade e segurança estilística. Diaz põe diante de nós um desafio quase amoroso, na força do desenvolvimento do mistério criado. Podemos penetrar no sentimento de todos os personagens, desde os miseráveis até os de classe media e os da aristocracia, amar, odiar e sofrer com eles nas situações criadas, tal o realismo com que foram retratados. Junto com eles, Betho Diaz nos leva a percorrer as ruas da Inglaterra, com a precisão de suas descrições sem, contudo, se tornar meramente descritivo, uma vez que cada citação compõe um acontecimento inerente ao trama. Aqui, na essência, o que menos importa, são as descrições. O mistério perdura do início ao fim. Situações se sobrepõem sem que se perca o fio condutor da história. Cada novo acontecimento, desperta nos leitores o espírito de detetive. Com Entre o Amor e a Vingança, Betho Diaz entra com “chave de ouro” no mundo literário brasileiro. E estejam certos: ele entra para ficar. Márcia Lima

Betho Diaz

Betho Diaz é um autêntico criador de personagens, situa-

Entre o Amor e a Vingança

ginas, a serem distribuídas em dois ou três volumes. Em uma releitura, Diaz “enxuga” a escrita e, finalmente, dá por concluída sua obra, na esperança de vê-la publicada. Em “Entre o Amor e a Vingança”, Betho Diaz consegue reportar o leitor a cidades inebriantes e repletas de curiosidades que lhe são peculiares. São 34 capítulos de muita emoção e mistério, onde Diaz absorve a atenção do leitor, deixando-o, a cada capítulo, ansioso por desvendar o desfecho dos desencontros amorosos e dos inesperados crimes. No momento, Betho Diaz escreve seu segundo trabalho – “A Ladra” – romance policial contagiante, tendo como cenários as cidades mais atraentes do Velho Continente, como Veneza, Paris, Budapeste e outras.

Betho Diaz

Betho Diaz

Entre o

Amor e a Vingança Rio de Janeiro 2009

iniciou os trabalhos de seu primeiro livro “ENTRE O AMOR E A VINGANÇA”, em 1999 usando de artifícios ainda precários. Ainda na infância nutria o desejo de escrever uma história que fosse contagiante...como um grande romance. Desde então, era permanentemente observado por seus professores que percebiam a facilidade que tinha, ainda jovem, para escrever textos longos com vocábulos pouco comuns. Durante os cinco anos que levou para escrever, Diaz empenhou-se em pesquisas intensas para manter a fide­­lidade das informações que compõem os quadros da trama e a autenticidade com que cria, cuidadosamente seus personagens. Finalmente em 2005, dá por concluída sua obra, na esperança de vê-la publicada. O resultado foi um romance muito grande, com 962 pá-

Entre o Amor e a Vingança  

Romance que se passa entre as cidades de Londres e Nova York.