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FEVEREIRO 2018 | EDIÇÃO 21 VENDA PROIBIDA NOVAJERUSALEM.COM.BR

NOVA JERUSALÉM | PERNAMBUCO | BRASIL

Cultura e fé

que emocionam multidões

Revista da Paixão de Cristo | 2018

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2018 | Revista da PaixĂŁo de Cristo


Foto: João Tavares

A Re v is t a da P a ix ã o d e C r isto é um a pub lica çã o d a So c ieda de Tea t ra l d e Fa z end a No v a ( S TFN) Presidente STFN | Robinson Pacheco Teatro de Nova Jerusalém, s/n . Fazenda Nova Brejo da Madre de Deus-PE . NE/Brasil Cep 55.175-000 . Contato: (81) 3732-1129 novajerusalem.com.br novajerusalem@novajerusalem.com.br Conselho Editorial: Robinson Pacheco, Carlos Reis, Robinson Gulde Pacheco, Eduardo da Costa Aguiar e Mauro Gomes

Maurício de Nassau . Caruaru-PE Cep 55.012-600 . Contato: (81) 3725-1866 atendimento@oficinacomunicacao.com Atendimento: Carolina Miranda e Amanda Burégio Projeto Gráfico: Ana Paula Barboza Pedrosa Redação: Claudio Rodrigues, Pedro Neto, Moema Duarte e Carolina Miranda Jornalista Responsável: Carolina Miranda DRT-PE 2869 Fotografia: João Tavares e Alberes Júnior

Produção: Oficina Comunicação Rua Nossa Senhora de Fátima, 95

Impressão: Gráfica Pontual Tiragem: 5 mil

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Carta ao Leitor

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m 1962, meu pai, Plínio Pacheco, iniciou a construção da Nova Jerusalém, uma cidade teatro de 100 mil metros quadrados com nove palcos plateias, cercada por uma muralha de quatro metros de altura, com duplas fileiras de muretas de granito, intercalada, em todo o seu perímetro, por 70 torres de sete metros, também erguidas com pesadas rochas. Eu nasci um ano depois do início das obras. Portanto, desde sempre, a Nova Jerusalém fez parte da minha vida. Cresci acompanhando tudo muito de perto. Ainda criança, Plínio me “nomeou” seu assistente e assim fui testemunha da sua capacidade de comando, trabalho e determinação. Determinado e sempre contando com o apoio fundamental da minha mãe, Diva Pacheco, Plínio não descansou enquanto não concluiu o maior teatro ao ar livre do mundo. Quando foram finalizados os últimos cenários, na década de 1990, eu já era adulto. Havia me afastado da Nova Jerusalém para seguir o meu próprio caminho. Sempre gostei do campo e lidar com a pecuária era a atividade que me realizava. Mas o destino muitas vezes nos escolhe para outros planos. O peso dos anos e a necessidade de garantir a continuidade da Paixão de Cristo levaram Plínio Pacheco a me convocar mais uma vez. Desta feita, me “nomeou” o seu sucessor, para o qual Plínio começou a me lapidar desde os sete anos de idade. Desde então, temos encarado a missão de dar continuidade a esse trabalho com muita honra e responsabilidade, mas tenho que reconhecer que, nesse processo, a participação da minha família é fundamental. A organização do espetáculo conta com o suporte direto da minha esposa Tânia, na administração, e dos meus filhos Robinson (administração e assistente de coordenação), Marina (coordenação de cenografia e figurino) e Gabriela (assessoria jurídica e administração). Contamos ainda com o apoio de inúmeros colaboradores que estão conosco há vários anos, a exemplo dos nossos diretores artísticos, Carlos Reis e Lúcio Lombardi, nosso gerente administrativo geral Farias, nosso coordenador Mário Chico, entre outros, e mais 550 atores e figurantes. A encenação envolve o trabalho de 400 técnicos, incluindo maquiadores, eletricistas, sonoplastas, efeitos especiais, contrarregras e cabeleireiros. Temos ainda 150 auxiliares em diversas funções, administração, coordenação, seguranças, porteiros e serviços gerais. Para todos nós, que fazemos parte dessa grande equipe, é uma honra poder dar a nossa contribuição para a perpetuação desse sonho de pedra que muito orgulha a todos os pernambucanos, nordestinos e brasileiros. Graças a essa grande equipe chegamos a 51ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, um espetáculo dinâmico, belo, moderno e, ao mesmo tempo, maduro e respeitado. Isso só me faz lembrar uma das frases marcantes de Plínio Pacheco: “Sozinho, ninguém faz nada de importante”. Robinson Pacheco Coordenador Geral da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

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Su m ár io

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O P ercu rso da Paix ão C e n ários passam por in te rv e nç ão art íst ica C on he ça o Ele nco da Pai x ão de C risto 2 0 1 8 Re n ato G óe s , o bom f ilho de volta K adu M ol it e rno, u m Pil atos be m at u al Victor F asano, um Herodes bem versátil Ton ico P Ere ir a , paix ão

an t ig a com Nova Jerusalém

Ri ta G u e de s , os con fl itos de M adalena F abiana P irro volta à Nova Je ru salé m Nicole B ahl s , ansie dade pe l a e st reia

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Figurantes com responsabilidade de elenco principal

Tu r bilhão de emoçõe s na tel a da t v Pou sada da Paixão, u m r efú gio su r pr eenden te Figu r inos: da concepção à r e alidade Um Espetácu lo acessível a todos Estr el as de Raça O s r egen tes do Espetácu lo Elenco da Paixão de C r isto 20 1 8 Ficha Técnica

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O Pe rcu rso

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olhar de um visionário que enxergou nas terras áridas do Agreste pernambucano a região semelhante ao Oriente Médio, onde viveu Jesus, no período em que reinava o Império Romano, deu origem ao maior teatro ao ar livre do mundo. Com o esforço de dezenas de operários e dias intermináveis de trabalho árduo, o projeto do gaúcho Plínio Pacheco, que adotou Pernambuco como seu lar, transformou a realidade da pequena vila de Fazenda Nova a partir da encenação da vida e morte de Jesus, atraindo milhares de turistas todos os anos durante a Semana Santa. Em 1962, Plínio começa a erguer a colossal cidade teatro de Nova Jerusalém. Enormes blocos de rocha, postos um sobre o outro, deram forma às muralhas de quatro metros de altura que contornam os 100 mil m² de área do teatro, superfície equivalente a 1/3 da parte murada da Jerusalém

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dos tempos do Galileu. Ali estão nove cenários que a cada ano tornam-se ainda mais realistas. Cenários por onde passam atores e figurantes que participam da Paixão de Cristo. Foi em 1968 que teve início a sequência de apresentações do espetáculo que, em 2018, chega à sua 51ª temporada. Por toda a sua importância cultural e histórica, o conjunto arquitetônico de Nova Jerusalém e o seu espetáculo da Paixão de Cristo são reconhecidos como Patrimônio Cultural, Material e Imaterial de Pernambuco, título concedido pelo Governo do Estado, em março de 2009. Esse reconhecimento proporciona à Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) ter melhores oportunidades para a busca de recursos, além de outros benefícios para tornar o espetáculo da Paixão, a cada ano, mais real e emocionante. A cidade teatro de Nova Jerusalém está localizada nas proximidades da pequena vila chamada Fazenda Nova, distrito do município de 2018 | Revista da Paixão de Cristo


o da Paix ão

Brejo da Madre de Deus, distante 180 km do Recife. A vila tem pouco mais de sete mil habitantes, mas sua população se multiplica durante a temporada de espetáculos, chegando a receber cerca de 80 mil pessoas que visitam o local para assistir e se emocionar com as encenações da Paixão de Cristo. Para quem sai do Recife, o caminho até Nova Jerusalém é simples: basta dirigir por 135 quilômetros até a cidade de Caruaru pela BR-232; em seguida, seguir por mais 23 quilômetros até o distrito de Cachoeira Seca, ainda em Caruaru, pela BR-104; e, finalmente, acessar a PE-145 que, em 22 quilômetros, leva até Fazenda Nova. Chegando à cidade teatro, o turista logo visualiza suas imponentes muralhas. O espetáculo – Ao entrar na cidade teatro, o público se dirige ao primeiro cenário, onde é apresentado o Sermão da Montanha. Em seguida, passa para o Templo de Jerusalém, onde Jesus entra saudado Revista da Paixão de Cristo | 2018

com ramos e palmas pelo povo da Galileia e Judeia. É neste imponente cenário onde se reúnem os sacerdotes. Depois, Jesus e seus discípulos se encontram no cenário da Santa Ceia. Depois, chega o momento do Horto das Oliveiras, onde Jesus é traído por Judas e é preso pelos soldados do Sumo Sacerdote Caifás. Na sequência, o público segue para o Palácio de Herodes, onde acontece a cena da Bacanal e o julgamento perante o Rei da Galileia. Daí, segue-se para o Fórum Romano, onde Jesus é julgado e condenado à morte pelo Procurador Pôncio Pilatos. O espetáculo continua na Via Sacra, quando o público acompanha o cortejo de Jesus a caminho do Calvário. Nesse cenário, acontecem a morte de Judas e a crucificação de Jesus. As emoções finais acontecem no nono cenário, onde fica o túmulo e, por fim, a apoteose da Ascensão de Jesus aos céus, entre nuvens e ao som de grandioso e solene tema musical.

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C enários

Foto: João Tavares

passam por in tervenção artística

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grandiosidade do Fórum de Pilatos estará ainda mais bela nesta temporada. O artista plástico Nestor Robles recebeu a missão de dar um acabamento mais real ao cenário, lembrando ainda mais a Roma antiga. A técnica usada é a faux finish painting, expressão que traduz uma imitação da realidade. “Estamos criando um cenário da Roma antiga com a pedra envelhecida, com o mármore travertino que era muito usado na época. Vamos ter um cenário bem robusto, que vai enriquecer muito o espetáculo”, garante o artista plástico. Os 300 metros quadrados do Fórum Romano sofreram algumas intervenções: além das pedras das paredes, as estátuas também ganharam tonalidade de mármore; já o trono e a águia tiveram o ouro envelhecido se aproximando mais do bronze. Foram 60 dias de intenso trabalho para

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deixar tudo como foi idealizado. “Quando recebi o convite para fazer essa inovação nos cenários do teatro, passei alguns dias em Nova Jerusalém só para testar as tonalidades, até chegar ao tom do mármore ideal”, conta. O colombiano Nestor, que aprendeu a técnica nos Estados Unidos, onde morou por oito anos, dará seu toque mágico também nos cenários do Palácio do Rei Herodes e no Templo de Jerusalém. Ele irá trazer a família inteira para assistir ao espetáculo e, claro, mostrar seu trabalho. “Nunca assisti à Paixão, não conhecia Nova Jerusalém. Os dias que fiquei naquele lugar trabalhando foram de puro encantamento. Pernambuco tem uma obra de arte que não existe em nenhum outro lugar do mundo, encravada na região do Agreste, que é o teatro de Nova Jerusalém”, afirma. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


PEGA PESADO COM A SUJEIRA E LEVE COM SEU BOLSO.

SUJEIRA DIFÍCIL? NELA. Revista da Paixão de Cristo | 2018

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C on he ça o Elenco da Paixão de C risto 201 8

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cada nova tempor ada, o espetáculo da Paixão de C risto de Nova Jerusalém con ta com a participação de astros e estrel as com carreir a consolidadas na t v, no te atro ou no cinem a. C onf ir a os nomes que vão abrilhan tar ainda m ais o espetáculo deste ano.

R en ato G óes O ator pernambucano tem 12 anos de carreira e é um antigo conhecido da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Durante quatro anos, de 2007 a 2010, viveu o apóstolo João. Iniciou a carreira em 2005, no teatro. No cinema, atuou nos filmes “Jesus, o Nascimento”, “O Mundo que eu Vejo” e “Tropa de Elite”. Na televisão, atuou em novelas da Rede Globo como “Pé na Jaca”, “Velho Chico” e, recentemente, a série “Os Dias Eram Assim”. Já foi indicado para receber prêmios pela sua atuação como ator. Em 2016, indicação para o prêmio de “Revelação Masculina” e “Revelação” com o trabalho na novela Velho Chico. Venceu na categoria Melhor Ator em 2017, Prêmio Fest Aruanda de Audiovisual Brasileiro pelo longa-metragem “Legalize Já”. Teve, ainda, a indicação nos Melhores do Ano do Domingão do Faustão, como Melhor Ator de Série e Minissérie pela sua interpretação em “Os Dias Eram Assim”.

Tonico P ereir a Dono de um currículo invejável, Tonico Pereira já atuou em mais de 50 filmes. O ator é consagrado pelos seus papéis cômicos na televisão. Nos anos 1970, interpretou Zé Carneiro no “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Um dos seus personagens mais populares é o Mendonça, de “A Grande Família”, da Rede Globo. Na novela “A Regra do Jogo” (2015), fez um dos personagens mais importantes. Seu último trabalho na TV foi, no ano passado, o personagem Abel da novela “A Força do Querer”.

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Rita Gue des Iniciando a sua carreira no teatro, Rita Guedes vai participar, pela primeira vez, da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Nascida em Catanduva, São Paulo, esbanja talento em trabalhos na televisão, teatro e cinema. Na TV, sucesso nas novelas da Rede Globo como “Despedida de Solteiro”, “Irmãos Coragem”, “Alma Gêmea” e “Eterna Magia”. Rita Guedes tem um currículo recheado, são mais de 10 novelas, três longas-metragens, sete curtas, mais de dez peças de teatro e inúmeras participações em séries. Também é produtora do filme “Mar Inquieto”, lançado em 2017.

Victor F asano O ator Victor Fasano nasceu em São Paulo. Estreou na televisão na novela “Barriga de Aluguel”, da Rede Globo, no papel do protagonista Zeca. Fez outros trabalhos em novelas como “De Corpo e Alma”, “O Clone”, “América” e “Caminho das Índias”. Interpretou o Rei Herodes em 2015 na novela “Milagre de Jesus”, da Rede Record. Em Nova Jerusalém, promete um Herodes mais sarcástico e esnobe.

Nicole B ahl s Nicole Bahls apareceu pela primeira vez na televisão em 2007, ao participar do concurso Musa do Brasileirão, mas a carreira alavancou mesmo em 2009 ao integrar o elenco de panicats do programa “Pânico na TV”. Em 2015, tornou- se apresentadora do programa “Corpo em Forma”, no canal E+. Sua última participação foi no programa “Vai que Cola”, do Multishow, em 2017. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém será o seu primeiro trabalho como atriz em teatro.

Fabiana P irro A atriz pernambucana começou a carreira artística como modelo em passarelas nacionais e internacionais. A primeira experiência como atriz foi exatamente no Teatro de Nova Jerusalém, ao interpretar uma dama da corte na Bacanal de Herodes, há 21 anos. Em 1999, esteve em Nova Jerusalém para interpretar Salomé. Atuou no teatro, no musical “A ver estrelas”. Em 2009, voltou a atuar na Paixão de Cristo, desta vez, como a mãe de Jesus. De acordo com a atriz, em 2018, voltará à cidade teatro com um novo olhar sobre a personagem.

K adu Molit erno Com 47 anos de carreira, tornou-se conhecido pelo papel de Juba, no seriado da Rede Globo “Armação Ilimitada”, na década de 1980. Ao longo de sua carreira, fez várias novelas e filmes. Seu último trabalho na televisão foi como o Rei Otoniel, na novela “Belaventura”, na Rede Record, em 2017. Estará pela primeira vez no Teatro de Nova Jerusalém. Revista da Paixão de Cristo | 2018

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Renato Góes,

O bom f ilho de volta

Foto: João Tavares

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nquanto a maioria do elenco descobria os encantos da Nova Jerusalém, Renato Góes aproveitava pra recordar os bons momentos que viveu aqui, há pouco mais de dez anos, interpretando o apóstolo João pela primeira vez, missão que se repetiria pelas quatro temporadas seguintes. Apesar de veterano no espetáculo, o retorno a Nova Jerusalém tem um gostinho diferente e especial. “Sempre pensei em voltar a este lugar. Mas imaginava interpretar Pilatos. Jamais imaginei viver Jesus. Uma responsabilidade enorme que ainda estou maturando. Mas o fato de conhecer o espaço e as pessoas me dá mais segurança”, disse o ator enquanto se preparava para gravar as primeiras cenas dos filmes publicitários da Paixão de Cristo 2018. Quanto ao desafio das falas extensas que compõem o enorme texto que terá de decorar, ele se diz tranquilo: “Já tenho mais da metade decorado. O mais difícil será mesmo interpretar o personagem mais importante da história da humanidade. Vou aproveitar as dicas de Zé Barbosa (ator que viveu o Cristo em três temporadas)”, revelou o ator. Renato é pernambucano e há onze anos mora no Rio de Janeiro, justamente para se dedicar à carreira. O currículo já está cheio de trabalhos importantes no teatro, no cinema e também na TV. Seus últimos trabalhos de maior visibilidade foram: Santo dos Anjos, na primeira fase da novela “Velho Chico”, da Globo, e também o médico Renato Reis, na série “Os Dias Eram Assim”, da mesma emissora. Para o público da Paixão de Cristo 2018, será uma grande oportunidade de ver de perto um talento que foi revelado pelo nosso Estado ao País inteiro. A Sociedade Teatral de Fazenda Nova também está muito feliz em poder trazer Renato Góes de volta aos seus cenários. “Conhecemos Renato quando ele veio filmar as cenas do filme ‘Jesus, o nascimento’. Eu e Lúcio Lombardi estávamos no elenco e já percebemos o talento desse menino. Aí, o convidamos para fazer João no espetáculo da Paixão. Deu tão certo, que hoje ele está de volta tendo seu trabalho reconhecido no Brasil. Orgulho pra gente tê-lo descoberto antes da Globo”, brinca Carlos Reis, diretor do espetáculo. Então, a gente sabe que ninguém vai querer perder a chance de ver todo o carinho que Renato Góes está dedicando a este novo desafio, em sua própria casa, junto a um público que ele conhece bem. Agora, é só aguardar a estreia e garantir momentos de muita emoção. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


Kadu Moliterno, u m Pil atos bem atual

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Foto: João Tavares

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m 47 anos de carreira, o veterano ator Kadu Moliterno vai estrear no teatro ao ar livre. Interpretará Pilatos, nesta temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. “Estou sentido o friozinho na barriga como se fosse meu primeiro trabalho. Esse personagem é um presente pra mim, resultado de uma carreira de quase 50 anos”, diz. Kadu conta que há dois anos foi consultado para o papel, mas estava gravando uma novela e não pôde vir. Segundo o ator, o maior desafio será o sincronismo entre a cena ao vivo e o áudio do personagem. “A gente grava as falas dos personagens no estúdio. Aqui, nos dias do espetáculo, haverá uma multidão, haverá a emoção do momento. Casar essa emoção com o áudio pré-gravado será um grande desafio”, prevê. Durante a prova do figurino, a sessão de fotos para a campanha publicitária e a gravação dos filmes promocionais, Kadu Moliterno defendeu o personagem: “acho que Pilatos é um personagem do bem, independente de ter mandado açoitar Jesus. Ele tem uma índole boa, porque ele diz: ‘vocês dizem que ele é criminoso? Eu não vi nada nele e vou libertá-lo’. Ele, antecedendo o final, lava as mãos. Sou católico e minha avó me levava à missa todo domingo, então acompanhei essa história e sei que vou me arrepiar muito durante toda a temporada”, acredita. E Kadu não quer subir ao palco apenas para se emocionar ou emocionar as pessoas. Quer provocá-las. Fazer cada um refletir através das célebres frases de Pilatos. “Uma delas diz: ‘a impunidade é o manto sob o qual o mal floresce’. Isso tem a ver com os corruptos do nosso País. No Rio de Janeiro, onde moro, três ex-governadores estão presos”, afirma. Kadu chama atenção para outra fala do imperador de Roma: “O poder corrompe”. E reflete: “quando a pessoa chega ao poder, acaba sendo corrompido. Então, como acredito que nada é por acaso na vida, esse personagem é uma chance pra mim de, como personalidade pública, tocar nessa ferida”, afirma o ator. Certeza de que, nesta temporada, teremos um ator em cena consciente de sua responsabilidade política e social enquanto formador de opinião.

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Victor F asano,

u m Herodes versátil

Foto: João Tavares

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sta não é a primeira vez que Victor Fasano recebe o convite para participar da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. A primeira foi há alguns anos. Na época, não pôde estar na encenação. Mas, agora, aceitou de imediato o convite. Ele, que está com 60 anos, viverá Herodes na temporada 2018 da Paixão de Cristo. “Essa minha relação com Herodes é antiga, já tinha recebido o convite umas cinco vezes e nunca estava livre. Eu estava devendo isso para Nova Jerusalém e para Pernambuco”, disse. O ator, nascido em São Paulo, já tem 35 anos de carreira. Seu primeiro trabalho na televisão foi na novela “Barriga de Aluguel”, em 1990, na Rede Globo, com o personagem Zeca.O seu mais recente trabalho foi em 2014, na série “Plano Alto”, da Rede Record. Victor contou que foi um presente ter sido convidado mais uma vez para interpretar o personagem que ele já viveu duas vezes na televisão. “O primeiro Herodes que interpretei, tive que estudar muito para saber os tons. Já vi Herodes de todos os jeitos, mais sarcástico, irritável, e até optei por fazer um mais blasée, entediado com o trono, porque tudo é chato para ele, por tomar as decisões mais importantes. Aqui em Nova Jerusalém, eu preciso sentir a emoção, para ver qual dessas versões eu irei construir”, revelou. “Na temporada, com certeza saberei dizer o que é subir ao palco do maior teatro ao ar livre do mundo, interpretando umas das histórias mais belas. Com certeza, vai surgir a energia da voz e da fala. Terei a liberdade de interpretar”, afirmou. Durante a entrevista, ele contou o que sentiu ao conhecer a cidade teatro. “É tudo muito lindo, o Agreste pernambucano, a natureza, as pedras e o vento seco que não para. É tudo mágico aqui nesse ambiente.” Sobre trabalhar com um elenco cheio de estrelas, Victor não economiza elogios. “Já trabalhei com o Kadu e com o Tonico. Eu gosto de atores loucos e que se deixam levar pelo momento, que se entregam e amam o que fazem. Até março, eu estarei focado, dedicando toda minha energia ao personagem”, concluiu. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


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Foto: Alberes Júnior

“Poder é poder em todo lugar ou cultura do mundo. Hitler, Anás ou um coronel nordestino são acometidos da mesma doença. Assim, será a minha inspiração para viver esse sacerdote da antiga Jerusalém”. 16

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Tonico Pereir a, paixão antiga com Nova Jerusalém

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história de Tonico Pereira com a Paixão de Cristo é tão longa e estreita, que mereceu destaque em nossa revista. Bonito ver o encantamento dele com a Nova Jerusalém, seus propósitos e tudo que está relacionado a este lugar. “Acho que aqui aconteceu um casamento perfeito entre a arte e o empreendedorismo. Coisa rara de se encontrar. Isso me emociona”, revela o ator, que carrega na bagagem um dos currículos mais ricos da cena brasileira. Filho de uma merendeira e de um comerciário, o mais velho dos seis irmãos, foi o único a ingressar na vida artística. Mas o glamour dos palcos nunca fez parte da vida real. “No começo era muita dureza. A minha sede era mesmo de subsistência. Eu fui meio que moleque de rua. Vendia doce, mariola, empada e o que mais aparecesse, porque em casa, só tinha direito ao teto, arroz, feijão e ovo. Quando comecei no teatro, também foi assim. Sempre precisei fazer mais para pagar as contas, porque viver do teatro era muito difícil, como ainda é hoje”. Bom, mas voltando à história dele com a Paixão de Cristo, Tonico conta que descobriu a história da Nova Jerusalém quando ainda era um jovem ator no Rio de Janeiro, recém-chegado de Campos, onde nasceu e passou a infância. Conheceu Luiz Mendonça, irmão de Diva (esposa de Plínio Pacheco), com quem criou vínculos profissionais e afetivos que o tempo não desfez. Do primeiro trabalho com o grupo de Laboratório de Teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sobrou a amizade com Mendonça. Durante seis anos seguiram juntos,

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trabalhando e mostrando talento pelo País afora. Foi com ele que Tonico veio pela primeira vez à Fazenda Nova fazer a peça “Cancão de Fogo” que, entre outros nomes, tinha também no elenco, Tânia Alves e Elba Ramalho. Luiz Mendonça era o diretor. “Nesta época, viemos em turnê para várias cidades do Norte/Nordeste. Passamos por Belém, Manaus e outros lugares. Viajamos de ônibus, de carro, de avião... Passamos fome. Cheguei a desmaiar em São Luís. Não tínhamos dinheiro, só vontade de fazer acontecer”, relembra. Foi dos tempos de trabalho com o amigo Luiz Mendonça que Tonico trouxe sua essência: personagens cheios de brasilidade. E promete fazer isso com Anás, um sacerdote invadido pela sede de poder, que ele compara aos coronéis do ciclo do café, no Brasil. “Poder é poder em todo lugar ou cultura do mundo. Hitler, Anás ou um coronel nordestino são acometidos da mesma doença. Assim será minha inspiração para viver esse sacerdote do tempo da antiga Jerusalém”, revela o ator. Modesto, Tonico diz que nunca estuda para compor seus personagens, “apenas” busca inspiração no cotidiano, na vida real... Durante a entrevista, disse que Sócrates é seu autor favorito. “Sócrates não escreveu nada e eu não leio nada. Por isso, gosto dele”, brincou. Tonico é uma dessas mentes inquietas, que não consegue deixar a opinião de lado. Já na gravação dos filmes publicitários, imprimiu seu jeito singular, sua construção de Anás. Certamente, sairão ganhando o personagem e o púbico que tiver a honra de ver no palco o seu grande talento, lapidado ao longo de mais de 50 anos de carreira.

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Rita Guedes,

os conflitos de Madalena

Foto: João Tavares

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ol escaldante de duas horas da tarde, em pleno verão nordestino. Dentro das muralhas de Nova Jerusalém, uma grande equipe técnica registra cada detalhe do sofrimento de uma mulher prestes a ser apedrejada. A atriz que interpreta Madalena nos filmes publicitários é Rita Guedes, paulistana de jeito delicado, pele clara e fala mansa, mas que se transforma em cena. “A Madalena é a personagem que mais se aproxima de nós, humanos. Afinal, quem nunca errou na vida?”, questiona. Ao longo de sua carreira, Rita teve muito mais acertos. São dez novelas, mais de dez outras participações, sete longas metragens e 17 peças de teatro, a primeira, aos nove anos de idade. “Comecei no teatro e tinha muita vontade de viver essa experiência da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Vários colegas falavam o quanto era especial participar desse espetáculo. Estou muito feliz com essa oportunidade”, revela a atriz. A oportunidade lhe bateu à porta no mês de novembro do ano passado. Rita morou nos Estados Unidos nos últimos dez anos. Em julho, voltou para o Brasil para lançar o filme “Mar Inquieto”, produzido por ela, e gravar a série “Um contra todos”, da Fox. Tinha planos de voltar a passeio aos Estados Unidos em novembro. “O convite para fazer a Madalena na Paixão de Cristo mudou o rumo das coisas. Depois da temporada, faço a viagem que estava programada. Quero aproveitar cada minuto nesse lugar mágico que é a Nova Jerusalém”, afirma Rita. Sobre a personagem, ela destaca a relação intensa entre Madalena e Jesus. “Crescemos ouvindo a história bíblica de Madalena, da ligação dela com Jesus como discípula. Pesquisei muito sobre a vida de Madalena e é uma história tão rica, do pecado à redenção, que me deu até vontade de produzir um espetáculo só sobre ela”, planeja. Enquanto não coloca o seu plano em prática, a dica é conferir a Madalena da bela Rita Guedes na temporada da Paixão de Cristo 2018. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


Fabiana Pirro,

volta à Nova Jerusalém

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Foto: João Tavares

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a primeira vez que pisou no palco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém até hoje, já se passaram 21 anos. A atriz pernambucana Fabiana Pirro, que vai interpretar Maria nesta temporada, começou a carreira dentro das muralhas da Paixão, ao interpretar uma dama da corte na Bacanal de Herodes. Foi Xuruca Pacheco quem fez o convite à então bem sucedida modelo, com carreira consolidada nas passarelas nacionais e internacionais. Dali por diante, Fabiana não parou mais. Em 1999, voltou a Nova Jerusalém para interpretar Salomé, a convite dos diretores Carlos Reis e Lúcio Lombardi. Emendou com um trabalho no teatro com João Falcão, o musical “A ver estrelas”. Consolidou a carreira de atriz e produtora e, em 2009, viveu a personagem Maria na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém daquele ano. “Fiz uma Maria muito voltada para o lado da santidade, até porque minhas referências de Nossa Senhora estavam muito ligadas à devoção. Cresci com minha mãe devota da Santa”, revela. Nove anos depois, o destino coloca novamente Maria no caminho de Fabiana. “Reencontrei Carlos Reis nas gravações do filme ‘Paterno’ e brinquei com ele: ‘me leva para fazer Madalena na Paixão’. Ele riu, mas não falou nada. Dias depois, ligou convidando para interpretar Maria e fiquei muito feliz com a proposta”, conta. Sobre a personagem, Fabiana diz que essa Maria, versão 2018, será bastante diferente da que interpretou há nove anos. “Quero me aprofundar mais na figura humana dessa mulher tão iluminada, tão forte, que vê o sofrimento e a morte do filho. É um exercício de se colocar no lugar do outro e imaginar uma mãe vivendo toda essa dor. Tenho um filho, Homero, de 13 anos, que vai me ajudar a dar ainda mais carga emocional à personagem”, confessa. Enquanto não chega o dia da estreia, Fabiana faz exercício, segue dieta, estuda os textos, mergulha na personagem. Vai viver Maria em outra fase de sua vida, com um novo olhar. Garante que vai se emocionar e quer fazer transbordar essa emoção.

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Nicole Bahls,

ansiedade pela estreia

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Foto: João Tavares

esde criança, a vida de Nicole Bahls é marcada pela religião. “Eu sou de uma criação católica. Para mim, tem muita importância, porque eu lembro da minha infância com a família. Fiquei muito feliz e emocionada em ter sido convidada para participar do espetáculo. Será uma grande responsabilidade”, disse. “Com o pouco que vi de Nova Jerusalém, me impressionei muito, me senti no céu. Fiquei impactada com a energia desse lugar”. Durante a entrevista, Nicole, 32 anos, que vai interpretar a rainha Herodíades, se mostrou ansiosa em atuar pela primeira vez no teatro. “Eu li e procurei entender quem foi Herodíades. Estou feliz e com um friozinho na barriga para a minha primeira experiência, com um público tão grande prestigiando”, destacou. Natural de Londrina, interior do Paraná, a modelo, assistente de palco, repórter e apresentadora de TV, trabalhou pela primeira vez na televisão em 2007, participando do concurso Musa do Brasileirão. Já fez dois filmes, mas no teatro nunca atuou. Seu trabalho mais recente foi no Multishow como assistente de palco do humorista Marcus Majella no “Ferdinando Show”. Além de ter atuado no programa “Vai que Cola” e “Pânico na TV”. Para manter o físico e se preparar para viver a personagem na Paixão de Cristo, está seguindo algumas regras. Com 1,70m de altura e 60 kg, busca uma alimentação saudável aliada ao exercício físico. “Acho que a alimentação é 80% do corpo, não adianta a gente treinar e não ter uma alimentação saudável. Evito carboidratos à noite, frituras. Quando vou fotografar, evito comer carne vermelha pela demora na digestão”, revelou. Ao finalizar, disse emocionada: “Foi um presente receber o convite para atuar na Paixão de Cristo. Estar ao lado de grandes atores é motivo de orgulho e crescimento na carreira”, afirmou. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


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Figu r an t e s com re sponsabi li dade de e le nco pr incipal

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Foto: Pedro Neto

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les são centenas. 500 exatamente. Participam de quase todas as cenas e carregam a responsabilidade de enriquecer as apresentações. Os figurantes representam homens e mulheres do povo, que ouviram as pregações de Jesus, que O acompanharam em sua entrada triunfal em Jerusalém e que, afinal, contribuíram para a condenação do Nazareno. Entre eles, Sérgio Braz (seu Braz) tem cadeira cativa. Há 26 anos, ele faz uma pausa na vida lá fora para viver as emoções que o transportam para os tempos de Jesus, dentro das muralhas do maior teatro ao ar livre do mundo. Ele já foi soldado romano, já trabalhou como segurança do espetáculo e depois passou a encarar a responsabilidade de ser um dos apóstolos de Jesus. Hoje, Seu Braz encarna três personagens diferentes: o apóstolo Tadeu nas cenas do Sermão da Montanha, do Templo, da Santa Ceia e do Horto das Oliveiras; Barrabás, no cenário de Pilatos e o servo de José de Arimateia, que ajuda a tirar o corpo de Jesus da cruz, para colocá-lo no regaço de Maria. “Troco qualquer atividade para estar aqui. Sinto uma alegria muito grande em participar deste espetáculo que eu conheço desde menino e sempre tive vontade de fazer parte”. O agricultor, nascido e criado em Fazenda Nova, conta que morria de vontade de assistir ao espetáculo, mas não tinha dinheiro pra comprar o ingresso. Até que um dia, ganhou uma entrada de uma irmã, que foi convidada pra fazer figuração na Nova Jerusalém. Braz ficou encantado com a

Seu Braz é o figurante mais antigo em atuação na Paixão de Cristo

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Fotos: João Tavares

grandiosidade do que viu. “Aquela multidão, as luzes, os cenários, as roupas... gostei tanto daquilo que voltei para casa sonhando em um dia poder participar. No ano seguinte, quando começaram a fazer a seleção para os figurantes, eu vim e consegui realizar o sonho de fazer parte da encenação. Aí, não parei mais. Já se passou esse tempo todo e eu não enjoei. Muito pelo contrário. A cada ano, tenho mais vontade de vir”, conta. Ele revela que esse é o período mais esperado do ano para a maior parte do elenco de figuração. “A gente leva uma vida muito tranquila aqui. Quando chega a Paixão, encontramos outras pessoas. É tudo novidade e uma diversão pra gente”, diz. Entre os muitos fatos curiosos que já viveu dentro das muralhas, ele lembra um ano em que chovia muito e ele quase derrubou o Cristo na hora de tirá-lo da cruz. “Por um instante, achei que iria derrubá-lo. Aí me deu uma tremedeira, que quase desmaio. Mas deu tudo certo. Deus me segurou e eu consegui segurar Jesus”, conta, hoje, aliviado e pronto para mais uma temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Revista da Paixão de Cristo | 2018

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Foto: João Tavares

Grandes histórias merecem ser bem contadas.

Oficina comunicação. há sete anos, a agência da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.

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UM ESPETÁCULO QUE CONQUISTOU O MUNDO, CONQUISTOU VÁRIOS CORAÇÕES, CLARO, TINHA QUE CONQUISTAR O NOSSO APOIO. Qualidade e reconhecimento são fundamentais para uma história de sucesso. Na vida e na arte. Por isso, a UNINASSAU tem orgulho em fazer parte do maior espetáculo ao ar livre do mundo: a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Há 50 anos, ensinando valores cristãos para as famílias de todo o Brasil.

uninassau.edu.br

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Turbilhão Fotos: João Tavares

de emoções na tela da tv

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oram cinco dias de gravações na primeira semana de dezembro. Uma parafernália de equipamentos, 40 pessoas na equipe técnica, figurantes, atores e atrizes. Gravaram durante o dia e também viraram a noite e a madrugada. Tudo para que nas primeiras semanas de janeiro, a tradicional trilha da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

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começasse a anunciar a nova temporada. O maestro de toda essa orquestra foi o diretor de cinema Eduardo Morotó, que pelo terceiro ano consecutivo teve a missão de assinar os filmes publicitários da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Os comerciais começaram a ser veiculados na Rede Globo Nordeste e seguirão até o fim da temporada, 2018 | Revista da Paixão de Cristo


em 31 de março. De acordo com Morotó, a inspiração para a campanha foi o filme “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese. “Nessa referência, Jesus aparece mais humano, menos divino. E seguimos esse caminho. Por isso, nos filmes, ele aparece com vestimentas normais; Maria está de cabelo solto, entre outros detalhes”, explica. As locações foram nos tradicionais cenários do Teatro de Nova Jerusalém, mas também em áreas da Pousada da Paixão que nunca haviam sido utilizadas como sets. “A cena do Calvário, por exemplo, gravamos nas ruelas da Pousada e ficou muito bonita”, conta Morotó. Outro trunfo do diretor foi gravar cenas que ainda não haviam sido mostradas nos filmes da TV. “A da mulher adúltera apedrejada foi uma delas”, revela. Ao todo, foram gravadas cenas para compor dois filmes de um minuto e meio, outro com a chamada do elenco principal e um quarto com chamada para os pontos de venda. Outra novidade foram os teasers, mostrando os bastidores das gravações. “É a primeira vez que o grande público pode conferir como é feito todo o trabalho para gravar os filmes, a equipe envolvida e os cuidados com todos os detalhes. Esse foi um pedido meu, afinal, um espetáculo que tem mais de 50 anos, já faz parte da vida cultural dos pernambucanos e nada mais justo que compartilhar com eles um pouco dos bastidores”, afirma o presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, Robinson Pacheco. Agora que a gente já ficou com uma ideia de como será a nova temporada pelo que foi apresentado na TV, é só se organizar para, entre os dias 24 e 31 de março, conferir de perto a grandiosidade do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Revista da Paixão de Cristo | 2018

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Pou sada da Pai xão, u m ref úg io su rpr eende n t e

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ar puro, o som do canto dos pássaros, a sensação de paz e uma energia única para quem procura um lugar confortável e relaxante longe da rotina diária dos grandes centros. Localizada a 180 km da capital pernambucana, a Pousada da Paixão, em Fazenda Nova, Brejo da Madre de Deus, é o principal destino de quem quer descanso e lazer ao lado da família e amigos. Lazer e entretenimento são coisas que não faltam na Pousada da Paixão. A “Arena dos Centuriões”, salão de jogos equipado com mesas de sinuca, dominó, tênis de mesa, pebolim, jogos de cartas e tabuleiro de xadrez, garantem boas conversas, risadas e diversão para toda a família. Para quem gosta de manter as atividades físicas mesmo longe da rotina diária, não precisa se preocupar. O local dispõe de recreação ao ar livre, prática de esportes como futebol e vôlei, oferecidas na “Arena dos Gladiadores”, além de espaço de sobra para caminhadas e corridas entre os cenários. Os dias em Nova Jerusalém normalmente são bem quentes. Para aproveitar os dias ensolarados, nada melhor do que um banho de piscina. As “Termas de Herodes” são o ambiente ideal para curtir a calmaria e o som da natureza. Além da piscina, as “Termas de Herodes” contam com cascata, bar, ampla sauna e sala de massagens. Outra opção de lazer é conhecer os arredores desse lugar mágico. A Pousada da Paixão dispõe de bicicletas para locação, garantindo diversão e exercício em uma só atividade. Os serviços são especializados e pensados nos mínimos detalhes para os hóspedes. Internet wi-fi à disposição garante a conexão para quem desejar postar fotos e entrar em contato com os amigos e familiares. Estacionamento com segurança 24h torna o passeio mais tranquilo para o hóspede que desejar ficar despreocupado e curtir intensamente o local. A Pousada da Paixão possui um auditório com capacidade para 80 pessoas, além de três salas para reuniões de grupos de trabalho. Com infraestrutura diferenciada, seminários, cursos, congressos, reuniões e eventos ganham um toque especial para que sejam um sucesso. A gastronomia típica da região é um dos principais motivos que fazem

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Fotos: Fábio Jordão

com o que as pessoas se hospedem na Pousada da Paixão. A Chef Tânia Gulde e toda a sua equipe se empenham em preparar refeições com toques especiais no tempero. Com vista panorâmica para o teatro, o restaurante Recanto da Ceia oferece o melhor da cozinha regional no estilo buffet harmonizado com os vinhos mais apreciados e conceituados do mundo. O clima perfeito para aproveitar as refeições com tranquilidade. No cardápio, o tradicional bode guisado, as iguarias especiais do Jantar Temático da Santa Ceia e as famosas sobremesas “Peito de Nega” e “Ambrosia”. Sem contar com os exóticos coquetéis, como o “Prazeres de Herodes” e “Pura Paixão”. Na Pousada da Paixão você conta com promoções e pacotes festivos por temporada, além de uma tarifa especial. Um fim de semana no melhor lugar por apenas R$ 350 por pessoa em apartamento Casal/ Duplo ou em 10x de R$ 35 com juros da operadora, Revista da Paixão de Cristo | 2018

com todas as refeições inclusas, é um dos pacotes especiais da Pousada, válido até 30/06/2018. Uma opção bem procurada é o pacote“Turismo Interativo”. Realizar o sonho de se hospedar ao lado dos atores e atrizes que compõem o elenco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é viável. Pelo sétimo ano consecutivo, os hóspedes terão a oportunidade única de assistir ao espetáculo no primeiro dia e no dia seguinte participar como figurante, juntando-se ao elenco da Paixão. Este ano, o pacote de hospedagem seráde 22 de março a 1º de abril, constituído de dois dias e duas noites com pensão completa, a partir de R$ 1.650 por pessoa em apartamento Duplo/Casal, parcelado em até 10x de R$ 165, exclusivamente pelo site www.pousadadapaixao.com.br. Há ainda os pacotes de Carnaval, da XVII Cavalgada de Santana, do Pré-São João, do São João, do Natal e do Réveillon. Não deixe de viver a estadia dos sonhos na Pousada da Paixão.

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F ig ur

da conce pç ão

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A cada temporada da Paixão de Cristo, inovações tornam o espetáculo ainda mais impactante. Para que público se sinta parte da encenação, o figurino dos personagens é um dos recursos pensados nos mínimos detalhes. Os responsáveis são Victor Moreira e Marina Pacheco, que em uma parceria de seis anos, têm a missão de retratar a época em que Jesus viveu através das roupas utilizadas pelos mais de 500 atores e figurantes em cena. “Terminamos uma temporada e já começamos o trabalho de pesquisa para a seguinte. Sempre procuramos trazer novidades para dar mais realidade às cenas”, explica Marina. Vários personagens tiveram as roupas atualizadas para essa temporada, a exemplo do Rei Herodes, que terá um figurino à altura dos seus 1,98m. “Utilizamos uma cartela cromática em tons vinho e dourado, traduzindo aspectos de pinturas barrocas. O cinto e os braceletes foram bordados a mão, além dos detalhes dos anéis, tecidos nobres vindo diretamente do Canadá, brocados com estampas de arabescos, elementos da arte Islâmica e galões com pingentes vindos da Índia”, conta Marina. A coroa do rei foi toda confeccionada em trabalho manual, misturando peças em ouro velho garimpadas no comércio local com joias vindas do Nepal. Para completar o figurino, a barba do rei e a maquiagem foram pensadas nos mínimos detalhes. Já o figurino da Rainha Herodíades, foi criado a partir da pesquisa “Arte do Oriente”. Uma cartela de cor verde esmeralda e azul, misturada a tons dourados em tecidos jaqcuard e renda, irão compor o traje da Rainha. Bordados com pedras naturais e joias vindas do Oriente Médio completam a indumentária. Uma coroa luxuosa, aramada com pedras naturais irão ressaltar ainda mais a sensualidade da rainha. Novidades também no figurino de Caifás que, este ano, vai usar um colar feito com capim dourado e pedras naturais, que simbolizam as 12 tribos de Israel. Em sua estola, encontram-se sinos pendurados,

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rinos : anunciando a sua chegada ao templo. Na barra de suas vestes, romãs foram pintadas para simbolizar a riqueza e poder. A barba de Anás, personagem interpretado pelo ator Tonico Pereira, foi confeccionada sob medida, tecida fio a fio. Para tornar as cenas cada vez mais reais, a coroa de espinhos usada por Jesus, foi inspirada na do filme A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese. A coroa, que é o elemento mais simbólico do personagem, não terá proteção interna e foi confeccionada com espinhos de juá, revelando ainda mais a dor no rosto de Jesus. Já para as vestimentas do personagem principal, foram utilizados tecidos rústicos em tons claros e terrosos, além de técnicas de envelhecimento e vivência. O manto de cor clara simboliza a “luz do mundo” - Jesus - o filho de Deus, criado pelo autor da peça, Plínio Pacheco. A duplicidade entre a mulher adúltera e Maria Madalena será um diferencial na temporada da Paixão de Cristo 2018. Para a vestimenta da Mulher Adúltera, foi escolhido um tom de vinho quase preto com acessórios ouro velho, além de uma maquiagem forte e tatuagens de rena nos pés e nas mãos. “Realizamos vários testes de tingimento em amostras, conjugados com a luz cênica e direção de fotografia, o que resultou numa variação de tons bordô, uma cartela cromática que traduz aspectos de pinturas barrocas”, explica Marina Pacheco. A dor e força de Maria serão ainda mais intensas na edição 2018. Para o figurino, também foram feitos vários testes de tingimento que resultaram em uma mistura dos tons azul escuro, transmitindo um efeito de tons esmaecidos, para expressar mais peso no sentimento de dor da personagem. Além das camadas de túnicas e mantos, em tecido de fibra natural. Um espetáculo pensado e cuidado fio a fio. Revista da Paixão de Cristo | 2018

Fotos: João Tavares

o à r e alidade

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CONHEÇA O SAÚDE INTERNE MÓVEL

Prevenção e Tratamento de Lesões, Estomias e Cuidados Podiátricos

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U m espe táculo acessíve l a todos

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Fotos: Luka Santos/G1

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roporcionar ao maior número de pessoas possível a oportunidade de assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é uma das propostas da Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN). Para isso, um convênio com o Governo do Estado de Pernambuco, através da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD), da Secretaria Executiva de Segmentos Sociais (SESES) e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), criou o Projeto “Paixão com Acessibilidade”, para que as pessoas com deficiência possam vivenciar esta experiência. Para aqueles que não conseguem se locomover sozinhos por todo o circuito da cidade teatro, desde 2008 são disponibilizadas 100 cadeiras de rodas, de forma gratuita, e o serviço de condução, em que 100 profissionais podem ser contratados para conduzir os cadeirantes por todo o trajeto do espetáculo. Nesse caso, o serviço pode ser solicitado diretamente com a equipe de condutores. Em 2017, a SEAD disponibilizou o acesso a aproximadamente 200 pessoas com deficiência à cidade teatro. Além desse serviço, desde 2011, as pessoas com deficiência auditiva também podem acompanhar a encenação dos últimos dias de vida de Jesus por meio do serviço de intérpretes de Libras. Em cada um dos cenários, profissionais se revezam para levar às pessoas surdas as emoções do espetáculo. Eles ficam nos cantos de cada cena, apresentando cada detalhe da performance dos atores e atrizes. Todos os que vivem essa experiência saem de Nova Jerusalém maravilhados. Outro diferencial do espetáculo de Nova Jerusalém, que existe também desde 2011, é o serviço de audiodescrição para as pessoas com deficiência visual. No ano passado, o serviço foi

disponibilizado por meio de uma parceria com a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). Durante as cenas, equipamentos usados em gravações simultâneas são entregues às pessoas com deficiência visual. Os aparelhos permitem a audiodescrição de tudo que acontece durante o espetáculo, principalmente, nos intervalos silenciosos das cenas. “A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é uma história que precisa ser vivida por todas as pessoas. Por isso, ano após ano, incrementamos os serviços para oferecer ao público com deficiência os melhores recursos para que possa não só visitar o local, mas vivenciar momentos de pura emoção durante a encenação e ser multiplicador desse espetáculo que, desde 1968, transforma a vida de milhares de pessoas”, ressalta Robinson Pacheco.

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Foto: João Tavares

Est r e l as de Raça

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m 1995, Plínio Pacheco, idealizador e construtor da Nova Jerusalém, teve o desejo de inserir um cavalo no espetáculo da Paixão de Cristo. Esse animal puxaria o cortejo de Jesus até o Calvário. Coube ao veterinário Antônio Morotó, amigo de Plínio, conseguir um exemplar que tivesse as características necessárias para compor a cena. A partir daí, começa a história de sucesso da participação desses animais na encenação. Hoje, 23 anos depois, Doutor Morotó (como é chamado por todos), que trabalha com cavalos há quatro décadas, comanda a equipe de cinco profissionais que lida com seis animais que interagem com o elenco em cenas cruciais do espetáculo. Eles estão no Fórum de Pilatos, quando adentram o cenário,

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puxando a biga de Pilatos; no cortejo de Jesus até o Calvário; e no momento da crucificação. O mais imponente, um animal de cor preta da raça Friesian, de origem holandesa, e outros dois cavalos Lusitanos vêm de Atibaia, interior de São Paulo. Os demais são da raça Quarto de Milha da região Agreste de Pernambuco. O Friesian é o que puxa o cortejo. Na biga são cinco cavalos: os dois da frente são Lusitanos, no meio vem o “segurança”, que é um Quarto de Milha, quase imperceptível por causa da baixa estatura, e outros dois Quarto de Milha, que ficam mais próximos ao veículo. Todos têm uma alimentação à base de uma ração balanceada e feno de qualidade, além de recebem todos os cuidados necessários nas baias existentes em Nova Jerusalém. Doutor Morotó explica que os animais 2018 | Revista da Paixão de Cristo


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Fotos: João Tavares

são todos adestrados e passam por uma adaptação ao espetáculo. “Oito dias antes da temporada os cavalos descansam da viagem, têm contato com a equipe, conhecendo o tom das vozes e sentem o cheiro de cada um dos condutores, para criar uma relação de confiança. Após essa interação eles fazem alguns passeios livres pela cidade teatro antes de iniciarem os ensaios com a biga e com a formação do cortejo, repetidos à exaustão”, explica. Para garantir a segurança do elenco, os atores que lidam diretamente com os cavalos são orientados para que tenham confiança nos animais e no trabalho da equipe do veterinário. “Quando iniciamos os ensaios, trabalhamos para que haja uma interação dos atores com os animais e também para que os cavalos se acostumem com a iluminação e com o som, para evitar que eles fiquem nervosos e venham a causar algum acidente o que, até hoje, graças a Deus, nunca aconteceu”, ressalta. Dr. Morotó utiliza um recurso para que o animal que vem à frente dos demais tenha tudo sob controle, no momento de entrar em cena. “Eu uso um chapéu que ele já conhece. Quando o animal vai entrar em cena, eu, num cantinho do cenário, fico em pé e olho para ele. Quando percebo que ele me viu, sinto que está mais tranquilo. Aí, a cena se desenrola sem problemas”. No final, a sensação do dever cumprido toma conta de toda a equipe. “Para mim, o espetáculo é extraordinário. Todos somos uma família. É muito prazeroso fazer parte de tudo aquilo, principalmente por saber que estamos colaborando para a cultura de Pernambuco e para o desenvolvimento do maior espetáculo de teatro ao ar livre do mundo”, conclui.

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ma dupla inseparável, conectada, harmônica. Carlos Reis e Lúcio Lombardi dividem com maestria a direção da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Carlos Reis foi convidado por Plínio Pacheco a assumir o comando do espetáculo em 1996. Prontamente aceitou, mas impôs uma condição: como considerava e ainda considera uma tarefa muito grande para uma pessoa só, disse logo que queria dividir a função com o amigo de longa data Lúcio Lombardi (amizade que começou em 1961). Plínio concordou e, assim, nasceu uma parceria de sucesso que chega ao 22º ano consecutivo. Carlos e Lúcio têm uma dinâmica de trabalho que começa entre os meses de agosto e setembro, quando iniciam os preparativos para a nova temporada. Conversam, discutem detalhes, avaliam os resultados da temporada passada, tomam decisões.“Nós combinamos tudo, as horas de trabalho, a necessidade do elenco, os ensaios, as gravações dos áudios. Para que tudo saia como planejamos, colocamos o trabalho à frente de nossas vaidades pessoais. Por isso, acredito que no final tudo dá certo”, afirma Reis. Lúcio se lembra do momento em que sugeriu levar os ensaios para a cidade teatro. “Antes, ensaiávamos num espaço que fica na Rua das Pernambucanas, no Recife. Mas, tínhamos muita perda de tempo e havia muitas faltas. Como eram cerca de 40 horas de ensaios, sugeri que poderíamos usar esse tempo na própria cidade teatro, o que foi acatado por Plínio e, posteriormente, por Robinson. Tudo melhorou com o elenco presente no próprio local do espetáculo”, recorda. Ambos não economizam nos elogios

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Foto: Felipe Souto Maior

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O s Regen tes do espetáculo

quando se referem um ao outro. “Carlos é uma pessoa discreta, simpática, amigável, honesta em tudo. É um profissional correto. Todas essas características facilitam e muito o nosso trabalho. Confio demais nele”, diz Lúcio. “Lúcio, por ser um grande artista plástico, pinta quadros magníficos, tem uma visão mais apurada do que a minha no que diz respeito ao ‘desenho’ das cenas como um todo. É muito atento, concentrado, capta as minúcias como ninguém. Enfim, somos uma ‘dupla de ataque’ que, como no futebol, tabela e combina até na hora de fazer o gol”, ressalta Carlos Reis. 2018 | Revista da Paixão de Cristo


Ele nco da Pai xão de C r isto 201 8 (Por or de m de Aparição em cen a) Os Profetas Moisés e Elias Jesus Os Demônios do Deserto Pedro André Tiago Maior João Felipe Bartolomeu Tomé Mateus Tiago Menor Tadeu Simão Judas Homem Os Cegos Mulher O Emissário de João Batista Os Vendilhões do Templo O Fariseu I O Príncipe I Caifás Anás José de Arimatéia Nicodemos A Adúltera Os Escribas Os Fariseus Os Príncipes II e III Os Anciões O Demônio do Horto Os Escravos de Herodes As Escravas de Herodes Os Músicos da Corte

O Romano Herodes Herodíades As Dançarinas do Balé Afro Os Dançarinos do Balé Afro A Governanta As Damas da Corte de Herodes Os Convidados de Herodes Os Centuriões Os Trombeteiros Romanos Os Cavaleiros Romanos O Tribuno da Biga Romana Pilatos O Escravo de Pilatos Os Executores de Jesus Barrabás O Mau Ladrão O Bom Ladrão Maria Madalena As Mulheres das Lamentações

Simão Cireneu Os Transeuntes

A Consciência de Judas Os Servos de Arimatéia Os Guardas do Túmulo Maria Salomé Maria de Cleofas Anjo Figurantes

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JÚLIO ROCHA e EDUARDO JAPIASSU RENATO GÓES ALBERTO BRIGADEIRO, ARNALDO SIQUEIRA, CLEONES FRANÇA, JOHNAS BOTELHO, MUSSUNDZA, PABLO GRANJEIRO, VICTOR MARTINS e WAGNNER SALES JÚLIO ROCHA GILBERTO TRINDADE EDUARDO FILHO PASCOAL FILIZOLA RONALDO GOMES THIAGO AMBRIEEL EDNILSON LEITE SEVERINO FLORÊNCIO GIOVANNI FERREIRA SÉRGIO BRAZ SILVÉRIO PESSOA JOSÉ BARBOSA TIAGO GONDIM JOÃO FERREIRA e VICENTE MONTEIRO JULIANA AZEVEDO SEBASTIÃO ALVES ALBERTO BRIGADEIRO, JOÃO FERREIRA e WAGNNER SALES EDUARDO JAPIASSU EDNALDO LUCENA RICARDO MOURÃO TONICO PEREIRA VICENTE MONTEIRO PAULO DE PONTES MARINA PACHECO ANDRÉ LOMBARDI ALBERTO BRIGADEIRO e WAGNNER SALES CARLOS PINTO e LUCAS NEVES GIDERSON TENÓRIO, JOÃO FERREIRA e SEBASTIÃO ALVES ARNALDO SIQUEIRA ALBERTO BRIGADEIRO, GIOVANNI FERREIRA, PABLO GRANJEIRO, EDVALDO DE SOUZA, JOSÉ WAGNER, MARCOS LUAN e VALDECY ALVES ANA PAULA SANTANA, ALINE PAES e HORTÊNCIA FLORÊNCIO EDUARDO FILHO, JOÃO FERREIRA, SEBASTIÃO ALVES, JOSÉ FÁBIO VALENTIM, JOSÉ HIAGO, RONALDO GOMES e VALDEIR DA SILVA CARLOS PINTO VICTOR FASANO NICOLE BAHLS FIA CACHINHOS, HANNAH MARY, INGRID DE PAULA e JÚLIA GUSMÃO ARTHUR LIBERATO, CLEONES FRANÇA, JOHNAS BOTELHO, MUSSUNDZA e VICTOR MARTINS ROSEANE TACHLITSKY ANNY RAFAELA FERLI, CAMILA COUTINHO, CLAUDIA SOARES, CLÉCIA LIMA, DANIELA TRAVASSOS, FERNANDA SPÍNDOLA, JULIANA AZEVEDO, JULIANA AZOUBEL, LAURA NEUENSCHWANDER, KARINE GAYA, KARLA MARTINS, JAKICIANE SOUZA, NAÍNA NILO, PAMYLA MELO, RAFAELLA CARVALHO e RENATA PHAELANTE ANDRÉ LOMBARDI, ARNALDO SIQUEIRA, EDNILSON LEITE, GILBERTO TRINDADE, LUCAS NEVES, PASCOAL FILIZOLA, PAULO DE PONTES, SILVÉRIO PESSOA, THIAGO AMBRIEEL, VICENTE MONTEIRO e WAGNNER SALES ALBERTO BRIGADEIRO e GILBERTO TRINDADE ARNALDO SIQUEIRA, EDUARDO FILHO, GIOVANNI FERREIRA e RONALDO GOMES JOSÉ RONALDO, RENÊ RODRIGUES e DEIVID WILKER RAFAEL BRÁZ KADU MOLITERNO HARLEY AUGUSTO JULIO ROCHA e WAGNNER SALES SÉRGIO BRAZ THIAGO AMBRIEEL EDNILSON LEITE FABIANA PIRRO RITA GUEDES ANA PAULA SANTANA, ANNY RAFELA FERLI, CAMILA COUTINHO, CLÁUDIA SOARES, DANIELA TRAVASSOS, FERNANDA SPÍNDOLA, FIA CACHINHOS, HANNAH MARY, INGRID DE PAULA, JÚLIA GUSMÃO JULIANA AZEVEDO, JULIANA AZOUBEL, KARINE GAYA, KARLA MARTINS, LAURA NEUENSCHWANDER, PAMYLA MELO, RAFAELLA CARVALHO e RENATA PHAELANTE TIAGO GONDIM ANA PAULA SANTANA, ANDRÉ LOMBARDI, ANNY RAFAELA FERLI, CAMILA COUTINHO, FERNANDA SPÍNDOLA, JOÃO FERREIRA, JOÃO VICTOR, JULIANA AZEVEDO, JULIANA AZOUBEL, KARINE GAYA, KARLA MARTINS, LAURA NEUENSCHWANDER, PAMYLA MELO, PAULO DE PONTES, RAFAELLA CARVALHO, RENATA PHAELANTE, SEBASTIÃO ALVES, SEVERINO FLORÊNCIO, SILVÉRIO PESSOA e VICENTE MONTEIRO CARLOS PINTO ALBERTO BRIGADEIRO, ARTHUR LIBERATO, EDUARDO FILHO, GIOVANNI FERREIRA, JOHNAS BOTELHO, LUCAS NEVES, PABLO GRANJEIRO, RONALDO GOMES, SÉRGIO BRAZ e VICTOR MARTINS ARNALDO SIQUEIRA e WAGNNER SALES DANIELA TRAVASSOS ROSEANE TACHLITSKY TIAGO GONDIM 400 PESSOAS DO POVO DE FAZENDA NOVA E ARREDORES

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F icha Té cnica

Pai xão de C risto 2 0 1 8 Autor da Peça “Jesus” Direção Criação dos figurinos Cenários Cenografia especial Esculturas Cenotécnica, maquinaria e efeitos especiais Sonoplastia Iluminação cênica Maquiagem Coreografia Assistente de Coreografia Assistentes de direção Operação de luz cênica Assistentes de iluminação Operação de Som Equipamento de Som para o Espetáculo Penteados Contra Regra Figurinista e Coordenação de Guarda-Roupa Assistentes de Guarda-Roupa Assistência Médica Montagem e mixagem da trilha sonora Show pirotécnico Agência Publicitária Direção dos Filmes Publicitários Fotografias para Material Publicitário Assessoria de imprensa Limpeza Administração

Assistentes de Coordenação Segurança/Coordenação Produção Executiva e Coordenação Geral

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Plínio Pacheco Carlos Reis e Lúcio Lombardi Victor Moreira, Diva Pacheco, Xuruca Pacheco e Marina Pacheco Ana Maria Gonçalves, Frederico Holanda, Octávio Catanho, Plínio Pacheco, Robson Vila Nova, Ubirajara Galvão, Victor Moreira e Walter Macedo Octávio Catanho, Helga Queiroz e Marina Pacheco Gilmar Crisóstomo, Octávio Catanho, J.Caxiado e Fernando Fernandes Octávio Catanho Hugo Martins Cristiano Paes e Eduardo Gonçalves Adilson Mariz e Júnior Olivier Arnaldo Siqueira Ana Paula Santana Alberto Brigadeiro, Gilberto Trindade e André Lombardi Neto Aluízio Carvalho, Eduardo Gonçalves, Marcos Daniel e Valdeci José Marcos Daniel e Valdeci José Flávio Rocha e Marcelo Araújo Digital Locações e Eventos Eireli Eline Soares e Valdênia Ramos Antonio José, Bruno de Souza, Daniela Ramos, Erivaldo José, Erivelton Cardias e Mário Batista Marina Pacheco Alcione Cordeiro, Eliane de Araújo, Izabel Alves, Luiza Maria, Luzia Sena, Maria José da Silva, Maria Lemos, Viviane Batista e Viviane Silva INTERNE – Soluções em Saúde André Oliveira (Muzak) Casa do Fogueteiro – Caruaru - PE Oficina Comunicação Eduardo Morotó João Tavares / Fábio Jordão MG Comunicação Empresarial JR Andrade Antonio Morotó, Berivânia Maria, Cibelle Dutra, Gabriela Gulde Pacheco, Luciano Telles, Mário José, Neide Gomes, Paulo Costa Filho, Rock Hudson, Robinson Gulde Pacheco, Tânia Gulde Pacheco, Ubiratan Figueiredo e Wurtenberg Farias Gabriela Gulde Pacheco, Marina Gulde Pacheco e Robinson Gulde Pacheco Dílson Galvão e Alexandre Tavares Robinson Pacheco

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De sexta a domingo, com todas as refeições inclusas*

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Revista da paixao 2018  

Revista da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Pernambuco, Brasil

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