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Rede Social

James Habanero


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© 2011 Produções Boralá 1ª Edição Capa

e

Contra-capa

por

Camarada

American, imagens do perfil do Facebook dos Amigos de ofasquim a 09 de Julho de 2011


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Dedicat贸ria A todos aqueles que nunca abdicaram!


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Cumprida a promessa porta à porta janela a janela degrau a degrau tijolo a tijolo argamassas cansado, sentou-se nas escadas acendeu um cigarro mas a dúvida qual víbora venenosa continuava, insistente e perigosa: e se ela não voltasse?


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Cheguei hoje volto ontem melhor nem pensar dos melhores planos o destino cuidarรก deles


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O que parece não é claro o contrário é perfeitamente possível


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O sopro do vento sem a reavivar incendiou a fogueira da memória todos nós somos filhos da mesma mãe que tem nome mãe natureza ouçam. observem, sintam, sofram a violência da sua revolta


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Gota a gota espremeu o fruto miraculoso solução de todas as sedes caminhou, radiosa, de copo transbordante e tropeçou e caiu derramando o precioso líquido na realidade, eram tantos os obstáculos... só uma pergunta: e se ela tivesse conseguido?


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Adorava poder acordar uma manhã e poder dizer: boa noite! mas já não há lugar para coisas ou gente diferente que raio de universo afinal, é este?


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Chegou ao local indicado pergunta esperada: qual a senha? resposta (a dele): e tu, sabes a contra-senha? tudo muito rápido, eficaz e fatal são, assim, invariavelmente, todas as soluções radicais


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Ao chegar esperou como sempre ninguĂŠm chegou mas sendo a vida um rio mergulhou a vida por um fio pior desesperar melhor seguir em frente


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Ruídos sem ruído palavras sem palavra sentidos únicos o futuro sempre à espreita transportando com ele apenas um desejo: cuidemos dele


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Se invisíveis não somos porque permitirmos que nos digam que assim é?


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De olhos bem abertos mergulhou naquele sono profundo onde finalmente vislumbrou do mundo a verdadeira saudade saborear realmente a autĂŞntica felicidade


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Sem alegria não há tristeza por isso ele vivia com essa certeza a dúvida sempre instalada questionou onde está "O admirável mundo novo?"


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Vai uma dentadinha? penso que os jardins do ĂŠden podem esperar


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Deuses e pag천es finais sem fim mais pausas do que causas a raz찾o n찾o tem "lados" melhor escolher na realidade a verdade


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Amigos companheiros está na hora da verdade é como se a ampulheta estivesse finalmente esgotada não falo em partidos o meu somos nós basta de rumores debates, discussões, combinações querem roubar ainda mais os que nada ou pouco têm já oiço as trombetas o anúncio de que a justiça se fará assim nós o queiramos


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Tempos obscuros estes pior são as pessoas que da obscuridade alimentam a sua vida a mentira e o engano serão sempre os seus instrumentos e aliados mas...nós estamos cá!


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O desgosto não tem rosto só faces e a memória não perdoa não, não nem tudo o vento levou mas alguma coisa se partiu e acabou finalmente


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Olha-me nos olhos dispensemos as palavras tempestades sem dias luas sem noite precip铆cios e fontes rios sem foz porque a nascente s贸 a n贸s pertence


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Ef茅meros os autores eternos prosa poesia no entanto sem os criadores nem tristeza nem alegria desaparecia o encanto a magia de descobrir sim como acaba a hist贸ria enfim


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Dia da mãe de súbito lembrou-se data comemorativa mas como sempre ninguém se recorda que sem pai nunca existiria mãe alguma


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Sintético aquele piso fácil de descobrir tão familiarizado com os movediços na realidade preferia o genuíno a terra a que todos nós pertence e que apenas é só de alguns por isso mandou o camião avançar: afinal era tudo a fingir


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Como sempre os nossos correligionários políticos enriquecem o anedotório não popular ora vejam: "não fui eu mas sei quem foi não posso revelar porque ainda vão dizer que sou o responsável" até pode ser digo eu também nós temos imaginação fértil


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Abril 1974 lá estava ele empoleirado numa árvore ali no Carmo um oceano de gente com e sem farda celebrava aquela alegria fulminante desceu e juntou-se à festa e também gritou: viva Portugal! o futuro é mesmo uma caixinha de surpresas


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Parece que continuam sem net bueno! altura de avançar sem rede já não são capazes embora neste circo todo possa acontecer felizmente sempre funcional o velho trapézio me levará daqui para fora do que realmente não me recordo foi como vim aqui parar


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À deriva mares perturbados águas rebeldes ventos hostis como pétalas cintilantes mágicas voaram pelos oceanos em busca do mundo perdido


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Filmes livros de ficção...científica claro falam do futuro nada de presente o passado melhor assim esquecido afinal: que raio de enredo é este?


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Ao apanhar o comboio da meia-noite ficou a meio caminho amanhĂŁ ĂŠ hoje a dĂşvida pairou como um sopro uma brisa desafiante no entanto o destino sempre piedoso facilitou-lhe as coisas sim o maquinista era ele


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Teias que a vida tece mas nĂŁo devĂ­amos deixar tal acontecer


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Nesta data comemorativa o velho Chaplin com certeza decidiria: vou fazer outro filme afinal nĂŁo mudou nada! claro mudo ĂŠ que nĂŁo seria


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Finalmente adormeceu Ă sombra do carvalho secular tranquilo descansou e em sonhos sonhou que de ali nunca o conseguiriam tirar


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Certamente, me irão perdoar nesta página sempre existiu uma única política: não haver nenhuma desta vez, permitam, por favor, uma excepção como todos sabeis as metragens são como o cordel vende-se ao metro, ao rolo...só escolher agora, por exemplo grande sucesso, as reposições na moda:"o regresso das múmias" portuguesas, digo, afirmo eu que cheiro a bafio... já desabafei com o meu camarada, o american sempre numa boa lá me ouviu e tentou consolar "deixa lá", disse ele "ainda tens o bacalhau português"!


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confuso, ainda perguntei: mas... nĂŁo ĂŠ da Noruega?


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Clandestino o destinou escapou s贸 por esta vez


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O silĂŞncio tem destas coisas sem nada dizer tudo revela


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Gostaria de ser quem n達o era talvez por uma vez trazer um sorriso na m達o embriagado o cora巽達o quem sabe...


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Um farol que se apagou lâmpada sem luz fogo sem chama assim sobrevive a vida sem vida da esperança nem vestígios


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Sem aviso descobriu o que nunca deveria ter sequer pressentido mágoas e mais mágoas sorrisos só em esboços e o silêncio ali postado sempre soberano


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Não disse escreveu disse não escreveu qual a diferença: o vento


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Tantos deficits. somos o país mais velho, com mais velhos. desta Europa "moderna". trabalheira. vamos lá a acabar com isto. solução: exterminá-los! simples. deixam de ter direito a tudo o que tinham. claro: deixarão de irem à farmácia. cairão que nem tordos. as estatísticas, assim o confirmarão. desconheço o que dirão as farmacêuticas. opino eu: e se isto virar o deserto?


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Recuperemos a serenidade fortaleçamos a nossa força o corpo esse vacila o espírito esse é que não pode quebrar


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Se fores não digas mania essa publicidade de qualquer maneira tens que ir é que a linha de partida sim adivinhaste é a chegada


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Caramba acho que era a outra pirâmide que passámos mais atrás logo agora que te esqueceste dos óculos estes camelos cada vez estão pior


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Cambaleante lĂĄ chegou sinais proibidos ruas sem saĂ­da boatos rumores e ele sem encontrar o raio do caminho afinal como se chamava mesmo o bar?


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Com o tempo sempre urgente a esperança passa a correr saudaçþes, amiga que regresses em breve sabes com os verdadeiros amigos poder sempre contar


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Qual folha solta de รกrvore acorrentada ao solo nem sempre seguro voou no fustigo dos ventos mas sem รกrvore tal folha nunca teria existido


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Na escuridĂŁo brilham, incandescentes velas firmes ventos ferozes mastros como rochedos rumos decididos sejamos sempre navegadores


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Um pequeno segredo não há fantasmas! numa breve conversa com o velho Albert lá veio ele com a história do costume "tudo é relativo"


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4x3=12 3x4... resultado só pode ser igual! não? duvidam? bom realmente há que ter esse factor em conta neste tão importante jogo pessoal: quem é a baralhar?


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Ao final de cada noite luminosa qual candeia acesa resplandecente contemplaçþes como ser apenas sendo


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Uma cliente entra num Bar senta-se ao balcão e pede um aerostículo, please! o barman aquiesce...e serve ela reclama não foi isto que eu pedi exclama ele, o barman, acena concordância, certamente aproxima-se e acrescenta com certeza! mas, madame o artista, aqui, sou eu


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E vai uma e vão duas e vão.. esta é minha


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Receio que o meu manager das Américas tenha sido raptado Detroit, Chicago, Las vegas claro: alvíssaras para quem der com ele depois logo vos digo quais serão


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Férias o descanso tão desejado lérias de impérios ultrapassados descartáveis em absoluto aliás nunca percebi essas histórias que começam pelo fim alguém se esqueceu de alguma coisa aqui espero que não tenha sido eu


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Graças a ela desistiu de não desistir ela sim personagem principal de histórias sempre inacabadas


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E se ao final jĂĄ nĂŁo te lembrares como sofrer sem vacilar sonhos e verdades talvez continuando a inventar a vida bom poder olhar para trĂĄs e poder dizer "Confesso que vivi"


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Não partiu não ficou simplesmente seguiu das encruzilhadas já não esperava ilusão nem perdão


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Papagaio amargurado j谩 nem fala s贸 murmura


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Fica aqui uma proposta perante este roubo generalizado porque n達o contratar o "Robin dos Bosques"


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Sem passar o tempo passou respostas com perguntas sem resposta que farรก a diferenรงa neste "Admirรกvel mundo novo"?


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O que será pior melhor ser não ser deixar de ser ficar partir permanecer as metas serão sempre reinícios para outras aventuras


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Citando um velho companheiro de estrada "a vida nĂŁo ĂŠ um acto fugaz" "por isso, vale sempre a pena continuar"


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Sem expressar qualquer receio foi a jogo...sem jogo apostas altas bluff? quotidianos rotinas dos tais futuros incertos ganhou o presente mas hĂĄ quem nĂŁo tenha tal sorte


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Seria sempre mais fácil das dúvidas fazer confusão no entanto o verdadeiro trilho só a nós nos pertence


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Todas as redes embora caĂ­das se podem erguer


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Quem diria dos lamentos explodem tempestades o que serรก quando fizermos alguma coisa?


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Esperou por ela segundos, minutos, horas vidas sem fim até entender que a verdade não tem hora marcada no entanto a mentira já fez todas as reservas isso mesmo lotação esgotada


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Até os espinhos cumprem a sua função


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Para que todo o mal aconteça só é preciso que a gente boa não faça nada


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O usual que seria do meio sem princĂ­pio sem fim?


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Inverdades fantasias atĂŠ parece que a realidade nĂŁo deixa feridos


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TambĂŠm os pensamentos se perdem em labirintos por vezes densas as fontes sĂł desejos de ĂĄgua cristalina


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Ao final da rua descobriu que caminhava sem sapatos encolheu os ombros e seguiu em frente os pés esses já não sabia deles há muito tempo


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Fere a dĂşvida retorna a saudade devolve a tristeza deixa que brilhe a verdadeira beleza


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Bosques perdidos algures na procura de mem贸rias esquecidas


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Cavaleiros de armas intrĂŠpidos os guerreiros nas fronteiras da fronteira


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Fala-se tanto da mentira como se fosse moderna actividade só depois, percalço, da verdade desta vez vou fazer o oposto não afirmo pergunto não seria melhor ser ao contrário?


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Mundo ao contrário ou apenas reflexos das nossas dúvidas e contradições pode ser...


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Aventuras tenebrosas nem vos conto atrasado sei mas cรก cheguei ainda nรฃo estou seguro serรก que trouxe companhia..


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É o sonho de todos nossos estudiosos talentosos economistas dois em um 18 em três por aí reparem mudança de data mudança de ano e pronto não passa daí mas eles aplicam-se ouvi falar de um 23 -5 rumores à cautela melhor reverem as apostas


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Partidas e chegadas velhos e novos caraças: onde é a saída


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Segundos planos nem sempre em acção mas mais que preparados para o que der e vier aproveitando, assim circunstâncias favoráveis verdade é que se diz por aí sempre melhor ouvir outra opinião


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CĂ­rculos em quadrados esferas torrentes de barcos sem destino


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Malaquias, Pedro escriba de jardins proibidos veterano velho amigo times change este jardim ĂŠ: bar aberto...


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Armadilhas e enganos todos caem impossĂ­vel ĂŠ enganar a nossa prĂłpria sombra


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Contas multiplicar é...multiplicar dividir...esperem aí tragam lá outra balança


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O pessoal do cafĂŠ continua muito imaginativo de novo outra marca claro para opinarmos sempre aconselhĂĄvel provar primeiro


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Sério uma tarde destas tarde esbarrei cm o velho zapa esse mesmo, o Frank aquele abraço muitos anos no see mordiscando entretanto uns petiscos e partilhando memórias e saudades descobrimos que afinal era tudo verdade porque ainda o é


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Falávamos ontem roda de amigos pequena coisa pouca Aquilino, Redol Queirós Soeiro, o Pereira Florbela que ainda todos encanta desculpem lá alguém pediu um acordo ortográfico? Jobim, Vinicius, Buarque Caetano vai virar fado


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Existiriam as evidências sem os absurdos? afinal no fazer e desfazer é que está a diferença


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Pura realidade ela, a verdade não se oculta há é muita gente atarefada a torná-la invisível não transparente então e o ditado? "com a verdade me enganas"


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Dias frágeis noites agitadas silêncios tempestades alegrias agruras efémeras ou não nem que seja só por hoje tréguas


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E quem naufraga em terra?


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Da chuva gosto quando não também calor sofro frio idem S. Pedro desdenha decide lá pressionado assim ok já escolhi vamos lá


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De realçar o nosso primeiro colaborador Borbus, pois claro sempre esclarecido será por isso ou talvez não a sua velha carta que partilho sim senhor "o último copo é sempre o pior" seja


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Sanidade mental casos clĂ­nicos uns mais que outros dĂŞ o primeiro passo quem aqui quiser ficar engaiolado


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Ano mágico assim parece 1969 the ilustraded man blade ou não runner conversas e catedrais livros woodstock in a silent way miles lua alô Amstrong desconfio sempre de tantas coincidências


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Notícias do meu manager esse o camarada american está vivo! ficam vocês e eu, claro muito mais descansados


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O que diferencia a diferença e a outra a indiferença? sem ser virtude passa tudo a ser uma mera questão de atitude


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Memorias o esquecimento é terrível das lembranças fazemos o que queremos ou não a pente fino a vida ou grosso só escolher surpresa a dignidade só alguns ainda se atrevem e fazem luz da escuridão


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Ideias fixas cola tudo o pior ĂŠ nĂŁo haver nada para descolar


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Imagino quem sejas de mim n茫o duvido vai contar essas hist贸rias noutro ouvido


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Penso no silêncio dizem eles "a força de acreditar" ok fico à espera pode ser que alguém diga alguma coisa


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Será não será a dúvida uma certeza


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Se a gente forçar a coisa parte duvidoso pior não tentar falta à chamada ausente, fugitivo réu do seu próprio destino


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Em que estou a pensar? ir ao Boralá Bar varrer unas copas vocês (elas) estão convidados pedido de vários amigos este como sempre a discriminação continua então e os men?


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Dicionário gentalha: gente ilustre ou só ilu parvónia: império da inteligência corrupção: amizades e favores a prazo legalização: tornar legal o ilegal, quando conveniente piadas: falta de assunto eleições: escolhas compulsivas reboque: aproveitar a boleia fantasmas: memórias não descar oposição: contestação genuína compromissos: promessas a termo final: o desfecho de todos os folhetins ponto final


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Vejamos: a impassibilidade será fenómeno da inércia? ou puro sinónimo? afinal, há passadeiras, nunca muito de fiar, sabemos. não há nada como estar atento pode ser dos crimes em ...filme grande fartura, está na moda mas eles andam aí "atropelamento e fuga" e nós não vamos atrás deles?


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Verdadeiramente irreais, só as conjecturas... conflitos absurdos, assim por exemplo: bacalhau sem azeite, bitoque sem o ovo a cavalo, pescadinhas sem rabo... um desperdício, barbaridade. afinal, para que serve um banquete se ninguém aparecer? dá exemplo de um prejuízo inaceitável não há paciência


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ofasquim - Rede Social  

Palavras soltas, publicadas na página oficial de ofasquim no Facebook. Imagens do perfil do Facebook dos Amigos de ofasquim a 09 de Julho d...

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