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A imprensa deve informar opinar e criticar BRASÍLIA. A imprensa tem o direito não apenas de informar a sociedade, mas também de apresentar críticas “ainda que contundentes e sarcásticas” e especialmente “ quando dirigidas a figuras públicas, com alto grau de responsabilidade na condução dos negócios do Estado”, ESte é o teor de uma senteças do Ministro Celso Mello do STF, em decisão que poderá servir de no julgamento de açoes semelhantes contra jornalistas. Fonte jornal “O Giobo” 10 de Agosto de 2005________________Página 09

Sérgio Cabral prometeu ajudar Iguaba se Huguinho ganhar em 07 de outubro _____________________________________________________________________-Página 03

Guerra dos farrapos 1835 - 1845

Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha são os nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil[1][2], na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul[3], e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense[4]. Estendeuse de 20 de setembro de 1835 a 1° de março de 1845


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Provando do próprio veneno Tem sido observada a quantidade exagerada de acusações entre os grupos políticos iguabenses que tentam se apoderar do poder de nossa cidade. Para tanto não medem esforços para conseguir os tais votinhos de seus pretensos correligionários que em sua maioria se trocam, ou se vendem pelas ninharias ofertadas pelos seus grandes líderes (???), que os esquecem tão logo assumirem o poder. Poder este que só serve para satisfazer as suas más intenções, pois os outros derrotados tratam logo após o pleito, apesar de derrotados, correrem às portas da antiga pousada (Prefeitura) que ninguém sabe quem vem a ser o verdadeiro proprietário. Péssimo exemplo aconteceu no governo que acabou em 2008, quando da compra de um prédio, antigo salão de bailes, por uma exorbitante cifra, envolta em dúvidas e suspeitas, hoje um imóvel totalmente abandonado as margens da nossa bela lagoa, e ninguém dá uma satisfação qualquer ao verdadeiro dono de tudo. Todavia, de todas as prováveis falcatruas acontecidas em dezessete anos dos governos empossados em Iguaba Grande, a Princesinha da Costa do Sol a maior culpada de tudo é sempre a imprensa por fazer o dever de casa ao publicar as verdades sobre as mentiras dos desonestos que a governaram, salvaguardando um ou outro, que teimam em blasfemar em praça pública que parte dela é comprada. Ainda mais quando interfere nos interesses escusos

de um ou outro. Acontece que ao provarem do mesmo veneno e serve como exemplo algumas publicações pagas em jornal de fora do âmbito municipal, de ampla divulgação estadual, onde foram veiculadas matérias ofensivas de parte de duas facções rivais comprovando que o mesmo veneno serviu para infectar o próprio acusador que se sentiu ofendido por ter suas mentiras e desvios publicados e novamente se viu que a verdade dói e machuca. Ficando claro para mostrar que a falta de uma boa ASCOM pode derrubar ideias ainda ratificando grande incompetência. Incompetência não é para qualquer um! Aqui de nossa parte sempre fizemos questão de divulgar a verdade dos fatos apesar de muitos dos pretensos e mentirosos políticos que por aqui perambulam na busca do que existe no interior dos cofres municipais para satisfazer suas más intenções na primeira chance procuram denegrir as publicações e esquecem que eles mesmos na maioria das vezes se utilizaram das nossas páginas para destilar seu veneno fingindo contrariedade ou oposição aos outros grupos. Esquecem também como dito acima que após o pleito apesar de fingirem-se de oponentes (Inimigos) logo após empossados correm as portas do executivo de plantão para barganharem os empregos para seus eternos apaniguados. Aqui em Iguaba Grande ainda não aconteceu uma reeleição, e, virtude dos governos que por aqui

passaram não satisfez a vontade, e os interesses do cidadão e foram amplamente julgados derrotados nas urnas. Isto comprova que jamais qualquer um deles cuidou verdadeiramente do interesse público. Então cabe a nós eleitores eternamente enganados sabermos escolher aquele que realmente será melhor para o nosso futuro, porque até o momento não apresentaram um modelo de plataforma governamental. A não ser intrigas pessoais que não servem para convencer o que poderia ser utilizado para talvez resultar em uma futura razoável administração. Ainda mais que até a presente data os legisladores não serve como bom exemplo pela total improdutividade, e está mais do que na hora de serem trocados, para que possamos de cabeça erguida bradar que tivemos o direito de errar com as próprias mãos. Em relação ao que surge publicado em nossa imprensa lembramos que a nossa verdade jamais será aceita por quem se apropriou de forma inadequada do erário público. Exemplo: Se você puder relembre o IGUAVERÃO 2006 sobre a contratação superfaturada de Grupos Musicais em conluio com a firma PA GONÇALVES. Este é apenas um dos casos! Deve ser amargo provar do mesmo veneno. Quem fala o que quer ouve o que não quer. Recordar é viver. Leia e veja mais nas próximas edições.

Mariquinha: Que saudade minha querida. Muita mesmo! Maricota: Vai entrando que vou acender o fogo pra fazer um chazinho. Aguenta ai um pouquinho só que já volto. Mariquinha: Vou junto lá pra cozinha porque em volto do fogo a coisa fica mais quente ainda. Com carinho fica melhor ainda. Maricota: Sem safadeza! Como tu tens visto a situação dos candidatos? Dá o bule pra mim. Mariquinha: Toma! Acho que tem muita gente sem competência pra muito dinheiro. Olha a água pra não ferver o chá. Maricota: Tava com muita saudade de ti. Me dá o chá. Que sabor vai ser? Mariquinha: Sendo quente qualquer um serve. De maçã cai bem. Maricota: A água tá no ponto. Vai ficar saboroso. Mariquinha: Falando em saudade eu também senti tua falta. Me dá um pouco de chá. Maricota: Ouviste a entrevista do tal ex que não quer geração de emprego. Chá quentíssimo. Mariquinha: Mas gostosos como sempre. Ele gosta de viver de esmola ao invés dar conforto pro povo. Vai acabar perdendo outra vez se for eleito. Como sempre! Chá muito quente. Maricota: Toma, toma na tarraqueta e não aprende. Eta chazinho. Mariquinha: Bom demais. Depois que entra ele se acomoda e os primos e amiguinhos tomam conta de tudo. Já aconteceu duas vezes. Olha a língua sua futriqueira. Maricota: Chá quentíssimo. Mas ele falou que agora tudo vai ser diferente, Daqui pra frente... Ooooolha o chá. Mariquinha: Não é o Roberto Carlos que canta essa música? Promessas são vãs promessas. O resto fica pra depois. Esse tá forte. Só tu mesmo. Por que te amo. Maricota: Eu também a ti. Ah, e tem o papo que o tal deputado que banca o vice vai dar 40 KM de asfalto Tá forte mesmo esse chazinho. Mariquinha: Muito gostoso. Ele pretende pedir mais 60 para completar 100 KM ao governador. Mas esse governador já não tinha dado 16 Km em 2009? Chazinho ótimo. Maricota: Chá quentíssimo. Mariquinha: Ah, deixa isso pra lá que eles não sabem quanto custa. O dinheiro é do povo mesmo. Então não esquenta não. O chá tá bom? Maricota: Tá bom e forte. E o ex-vice ainda quer ser prefeito de novo? Será? Olha o chá ai sua fofoqueira. Mariquinha: Tá ótimo e saboroso. Ainda está aguardando a impugnação do ex para tentar vencer. Aguardemos nós. Rsrsrsrsrsrs Maricota: Chá quentíssimo agora: A genra deu uma entrevista pra aquela jornalista e também estava mal assessorada. Ela teima em dizer que fazia parte do antigo governo. Não é bom pra Lea. Tu não achas? Olha o chá Mariquinha: Mas ela está tendo boa aceitação junto ao eleitorado. É o que dizem nas bocas malditas. O chá amornou. Maricota: Mas quem diz isso são os radicais do ex-prefeito. Que nada tá forte e quente. Mariquinha: Esse tipo de gente atrapalha os candidatos com certeza. Maricota: Chá quentíssimo. Tudo por um empreguinho depois da vitória. Trabalho que é bom... Mariquinha: Guriiiiia...O rapaz do Rio andou toda a cidade para tentar convencer o povo. Será que conseguiu algo de proveitoso? Maricota: É mesmo! Vou esquentar: Tá sabendo dos remédios indo embora prá São Pedro? Tá sabendo? Ferveu tudo de vez. Mariquinha: Não acredito que de novo puseram o ladrão pra cuidar do roubo. O passado é negro. Fica duro de limpar. Esquentou de vez. Maricota: Chá quentíssimo. Ferveu demais. Mariquinha: Lãs na outra cidade o nosso deputado tá dando um banho no candidato do deputado daqui. Tá sabendo? Maricota: Tá forte mesmo. 42%. Belo trabalho da sua equipe. Ele é bom de discurso e educado. Não ofende ninguém, mas o outro não perde tempo e atira pra tudo que é lado. Chazinho bom esse. Só nós duas mesmo. Mariquinha: Acho que vai ter uma grande mudança na área. O vice dele também é ótimo. Olha o chá futriqueira, Maricota: Chá quentíssimo. Vamos torcer pra tudo dar certo, inclusive pra gente, pois merecemos ser felizes. Mariquinha: Concordo contigo minha querida. Um beijão pra ti. Te adoro demais. Apesar da língua felina. Maricota: Eu também te quero muito bem. Só nós duas mesmo. Mariquinha: Conosco ninguém podosco. Com chá quente então...


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Sérgio Cabral prestigiou Hugo Canellas

Na quinta-feira, 20 de setembro, em noite que prenunciava chuva de granizo anunciada pelos adversários do ex-prefeito Huguinho o governador Sergio Cabral, do memso partido se fez presente ao comício do 15 e após diversas autoridades que o acompanhavam terem discursado prometeu que se acontecer a vitória do grupo “Por amor a Iguaba” prestará todo apoio necessário para que Iguaba Grande se torne um enorme canteiro de obras, Estas mesmas promessas foram feitas pelo mesmo Sérgio Cabral em outra data. Das autoridades aqui recebidas estiveram em palanque ao lado de Huguinho e o governador: Paulo Mello, deputado estadual e presidente da ALERJ, Hugo Leal, deputado federal, e o deputado federal Eduardo Cunha que prometeu presentear Iguaba Grande com uma emendas para a construção do Centro de Eventos

para a realização festas e de grandes rodeios festa preferida do povo iguabense. Os simpatizantes e correligionários do candidato do PMDB lotaram boa parte da praça em frente ao EC Palmeiras e não paravam de ovacionar o seu preferido e a todos os convidados, e seus candidatos a vereadores comandados efusivamente pelos locutores que não paravam de gritar a provável futura vitória da família 15. Todavia, não se podem esquecer os demais candidatos que apesar destes prognósticos estão vivos com suas candidaturas, enquanto Hugo Canellas aguarda decisão do TRE para saber se corre tranquilo ou enfrentará a mesma sorte de Alair Correa em Cabo Frio que acaba de recorrer junto ao TSE para tentar continuar em busca da prefeitura de sua cidade. Essa situação de Huguinho vem causando muita confusão na cabeça do seu eleitor e nos indecisos por

Bloquetes são viáveis sim Economicidade ao invés de lucratividade

Muito chato ter ouvido da boca do ex-prefeito, ontem no 11, hoje no 15, na entrevista dada na rádio local, em 18 de setembro, e afirmar a inviabilidade de termos uma fabriqueta que seja de bloquetes, manilhas e outras materiais que poderiam gerar emprego na cidade que ele tanto adora, onde já foi derrotado por duas oportunidades pelos seus próprios erros. Parece que o amigo Huguinho tem medo de governar com os meios locais. Se não nos falha a memória dias atrás éramos inimigos do tal deputado que afirma que

nos presenteará com 40 Km de asfalto. Tomara seja verdade! Se o futuro ministro, hoje governador, nos presentear com mais 60 Km estamos feitos. Tomara! Temos o sério problema da eterna dificuldade da concessionária em não cumprir a parte do saneamento básico. Será que estaremos prontos para receber as enchentes? Mas, meu caro Huguinho, que bloquetes são viáveis sim. Daqui como sempre torço por todos os quatro. Tá na hora de acordar e governar com o que temos aqui dentro de casa ao

invés de esmolar como sempre. Veja o belo exemplo de São José dos Campos - SP com a produção de hortifrutigranjeiros e outros serviços gerando economia e empregos. Um governo deve ser baseado em economicidade e jamais em lucratividade e respeitar a Lei 8.666. Esta matéria não é paga. Apenas uma simples opinião de um Cidadão, hoje Comendador Iguabense que realmente ama de quatro costados esta bela terra. Apenas um título.

permanecerem nesta dúvida sob a legalidade da sua candidatura, pois continua Indeferido com recurso e a Juíza eleitoral da 181º ZE o declarou Ficha Suja. Os dias subsequentes fará com que aumente a expectativa em relação ao que acontecerá com o futuro de Hugo Canellas para acabar de uma vez por todas com este grande imbróglio que se tornou a política iguabense e ele seja sincero com o seu eleitorado e com os verdadeiros amigos. Mas, depois de entronizado... Enquanto acontece a luta pelas prefeituras do Brasil Afora no STF os réus do Mensalão vêm sendo condenados um a um, e segundo o Ministro Relator Joaquim Barbosa as falcatruas já beiram as raízes do governo Lula, e também surgem diversas suspeitas do seu envolvimento no caso da compra de votos para sua base governamental. Se a moda pega muito mais gente da política nacional deverá vir a ser afastada em virtude do seu passado. Só falta a justiça cumprir o seu verdadeiro papel. E que deus salve Iguaba Grande.


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ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA AOS VOTOS DOS INCAUTOS.

O Bolicho - Por tchê Marçal

Por Maria Cláudia - Por uma Iguaba Melhor Estamos em um momento muito propício à meditação, pois as eleições municipais se aproximam e é de fundamental importância para a mudança que tanto esperamos que a cidadania seja plenamente exercida pelo eleitor que já entendeu não ser mais possível continuar tendo políticos “copa do mundo.”. A eleição vai ser dura, “estamos no período máximo da temporada da traíra, é..aquele peixinho difícil de pegar, cheio de espinhos, muito safado e caro porque ganha de todos os lados e não é fiel a nenhum deles.” Essa raça me enoja, são pessoas que não merecem consideração. Não consigo alcançar até que ponto uma pessoa consegue se prostituir para obter uma vantagem política, sem se importar com o seu passado, com posições firmadas e palavras ditas. Esse é o momento da política que o eleitor deveria escolher para votar naquele que se mostrou fiel aos seus companheiros e ideias e repudiar com força aqueles que pulam de galho em galho, que são capazes de passar por cima de suas convicções, certezas e posturas adotadas em sua caminhada e história política. Devemos mostrar a esses senhores escolhidos e pagos por nós que estamos prontos a exigir trabalho, honestidade e isenção. A cobrança é um direito que temos dentro de

um sistema democrático e que não utilizamos nunca porque a maioria não sabe como fazêlo ou tem medo. A esperança permanece! Precisamos fortalecê-la ainda mais não desperdiçando nosso voto. As cadeiras do Legislativo aumentaram e a caça ao voto esta muito difícil e cada um está se virando como pode, até as sessões estão sendo rapidinhas e muitos edis estão faltando para catar esses votos que estão por ai, por isso devemos fazer uma retrospectiva e rejeitar o cidadão mal intencionado, que já está no segundo ou terceiro mandato e ainda precisa implorar por votos, coisa que a meu ver demonstra incompetência no que se propôs a fazer. O tempo passou, mas a história por aqui pouco se modificou e as verdades permanecem, vamos responder na urna nosso descrédito aquele que só lançou candidatura por vaidade e ambição. Se não tivermos pessoas capacitadas, vigilantes e comprometidas com o município no legislativo, o executivo continuará não executando. Reflitam muito sobre isso!!! Daqui quatro anos quando estiver vigendo a lei para que municípios com menos de 50.000 habitantes vereadores sejam voluntários será que teremos tanta gente nessa corrida desenfreada por essas cadeiras só por amor a Iguaba? QVV

No sul, bolicho é um bar de beira de estrada . Chirús carneando para um churrasco. Cena de uma batalha durante a Guerra dos Farrapos também chamada de Revolução Farroupilha. 1835 - 1845

Guerra dos Farrapos Por Tchê Marçal

Bento Gonçalves da Silva: um dos líderes da Revolução Farroupilha (Triunfo, 23 de setembro de 1788 — Pedras Brancas, 18 de julho de 1847) foi um militar, maçom e revolucionário brasileiro, filho do alferes português Joaquim Gonçalves da Silva e de Perpétua da Costa Meirelles, filha de Jerônimo de Ornellas Menezes e Vasconcellos, rico fazendeiro riograndense, nasceu na Fazenda da Piedade, pertencente à família de sua mãe.

Também conhecida como Revolução Farroupilha, A Guerra dos Farrapos foi um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e com caráter republicano. Ocorreu na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, entre 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845. Causas: Acontecendo-se a Revolução Farroupilha, desde o século

XVII o Rio Grande do sul já sediava as disputas entre portugueses e espanhóis. Para as lideranças locais, o término dessas disputas merecia, do governo central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimento às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os produtos do RS. Charque, couros e erva-mate, por exemplo, passaram a ter cobranças de altos impostos, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e da Argentina. Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando em 20 de setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do Rio Grande.

Os desdobramentos do conflito: - Em setembro de 1835, os revolucionários, comandados por Bento Gonçalves, tomaram a cidade de Porto Alegre,

forçando a retirada das tropas imperiais da região. - Prisão do líder Bento Gonçalves em 1835. A liderança do movimento passa para as mãos de Antonio de Souza Neto. - Em 1836, os farroupilhas obtêm várias vitórias diante das forças imperiais. - Em 11 de setembro de 1836 é proclamada, pelos revoltosos, a República Rio-Grandense. Mesmo na prisão, os farroupilhas declaram Bento Gonçalves presidente. - No ano de 1837, após fugir da prisão, Bento Gonçalves assume de fato a presidência da recém criada República RioGrandense. - Em 24 de julho de 1839, os farroupilhas proclamam a República Juliana, na região do atual estado de Santa Catarina.

O fim do movimento: - Em 1842, o governo imperial nomeou Duque de Caxias (Luiz Alves de Lima e Silva) para comandar uma ação com o objetivo de finalizar o conflito separatista no sul do Brasil. - Em 1845, após vários conflitos militares, enfraquecidos, os farroupilhas aceitaram o acordo proposto por Duque de Caxias e a Guerra dos Farrapos terminou. A República Rio-Grandense foi reintegrada ao Império Brasileiro.


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O Escudeiro entrevista Grasiella Magalhães Fotos Sérgio Luiz

05 - O Escudeiro: A escolha do seu vice-prefeito lhe dá a tranquilidade suficiente para seguir em frente e governar com segurança e enfrentar o quadriênio vindouro? Grasiella Magalhães: Sim. Acredito ter feito a melhor escolha. E tenho a certeza que muito irá ajudar para juntos trabalharmos para o desenvolvimento da nossa Cidade.

Sabemos que o pleito se aproxima e que há em Iguaba Grande uma enorme instabilidade quanto ao processo eleitoral atual, que geram inúmeras dúvidas. Incontestavelmente, essa passa a ser a eleição mais disputada desses dezessete anos. Há quatro candidatos e, sem qualquer forma de tendência, formulamos essas onze questões, que entendemos serem fundamentais para que os eleitores possam conhecer melhor o pensamento objetivo de seus preferidos. As afirmações sob grifo são de responsabilidade de quem as proferiu originalmente, mas são usadas nestas questões como elementos ligados diretamente às arguições dos eleitores.

Vice Rodlfinho, Deputado Federal do PR e ex-governador Garotinho, Rodolfo Pedrosa e Grasiella Magalhãesd 01 – O Escudeiro: Como está vendo a chance de poder vir a ser Chefe do Executivo pelos próximos quatro anos? Grasiella Magalhães: Vendo com naturalidade e ao mesmo tempo como um grande desafio, pois afinal de contas, cada vez mais mulheres têm ocupado cargos de destaque em todas as áreas da nossa sociedade. 02 - O Escudeiro: Se sente com o devido preparo para este novo desafio de vir a ser a governante dos destinos iguabenses? Grasiella Magalhães: Sim, me sinto! Pois pretendo cuidar do povo de Iguaba com dedicação e determinação, pautando a minha conduta de caráter, valores familiares e amor ao próximo. Da mesma forma que sempre agi em minha vida, pretendo cuidar do povo Iguabense com dedicação, determinação, pautando a minha conduta no caráter nos valores da família e amor ao próximo.

3 - O Escudeiro: Em virtude deste grande desafio, o assédio dos adversários e a preocupação em não ser o prosseguimento dos governos anteriores lhe causam alguma preocupação – por haver laços familiares ou políticos? Grasiella Magalhães: Não! Estou começando a escrever a minha história política. E pretendo seguir exemplos de bons políticos, pois o sábio é aquele que aprende com os erros dos outros. 04 - O Escudeiro: O fato de alguns dos postulantes terem ocupado funções relevantes em administrações anteriores seria condição suficiente para enfrentar como dito antes, este grande desafio? Grasiella Magalhães: Este desafio não me preocupa, pois os adversários que ocuparam as funções relevantes em administração anteriores terão seus desempenhos julgados pelo povo através do voto. Farei um governo bastante transparente!

06 - O Escudeiro: Sabemos que esta campanha tem sido pautada por diversas acusações de ambos os lados. Por conta disso, ocorreram processos, indeferimentos e denúncias, que sustentam que houve sérios problemas quanto ao contrato com uma grande construtora, envolvida em diversos processos, por - talvez - ter mal utilizado recursos públicos na ordem de R$ 272.000,00. Consta ainda que a mesma empresa apresentava impedimentos para ser contratada, e por isso, na esfera Federal, a mesma empresa está sendo investigada. No texto do indeferimento, inclusive, a Juíza Eleitoral utilizou o termo “Ficha Suja”contra um dos seus opositores. Há, por parte da candidata algum comentário consubstancial sobre o caso, seja para alertar ou para acalmar o eleitor de alguma forma? Uma vez que não nos cabe julgar ou prejulgar, sendo isso uma prerrogativa do Juízo adequado, mas que, de certa forma, pode influenciar a decisão dos eleitores. É nosso papel usar a responsabilidade de não atribuir culpa, mas de manter o ceticismo necessário quanto a essa questão, não me valendo disso para criar tendência sobre as respostas. Grasiella Magalhães: De fato algumas informações têm chegado ao conhecimento da população, que é aquela que irá julgar os gestores pelos seus atos. Observe-se que um dos candidatos já foi julgado pelo povo por duas vezes e foi afastado através das urnas, e agora pretende retornar. O povo é quem saberá escolher o que lhe é melhor quem é o mais indicado para gerenciar seu destino pelos próximos quatro anos. Da minha parte tenho a consciência absolutamente tranquila, pois como disse antes, sempre pautei aminha vida no caráter, na honestidade e não respondo a nenhum processo. Tenho a minha ficha totalmente limpa. 07 - O Escudeiro: Durante as caminhadas e/ou comícios, tem sido percebido certa divisão quanto às preferências pelos nomes dos candidatos por parte das famílias e pessoas visitadas e as que frequentam os comícios. Como os candidatos entendem essa divisão, independente do que dizem as pesquisas oficiais ou apócrifas?

Grasiella Magalhães: As caminhadas, as reuniões familiares, as visitas e os comícios têm sido a parte mais gratificante da campanha. Pois sempre sou recebida com muito carinho e percebo uma aceitação muito grande quanto as nossas propostas para o desenvolvimento e progresso da nossa Cidade. 08 - O Escudeiro: Entendemos que a política tem sido amplamente discutida, no sentido de procurar uma solução para os problemas administrativos. Não é a estampa, mas a imagem do candidato o que nos ajuda a optar. Essa imagem é construída passoa-passo, na corrida eleitoral, principalmente. Como a imagem de musa, ídolo ou “santo” ofuscam a verdadeira intenção ou caráter dos candidatos, no sentido de que, em nossa cultura, as musas são mais reconhecidas por seus atributos físicos do que intelectuais? Ao entender dos candidatos, há exagero espontâneo por parte dos seus correligionários e simpatizantes ou isso é algo que foi colocado de forma extensamente equivocada, pois não caracteriza nenhum tipo de acréscimo à imagem austera, técnica e formal que deva ter um governante? Grasiella Magalhães: Não me considero nenhuma musa. E sim uma mulher determinada e com muita vontade de trabalhar. Mas concordo que atributos do governante não estão na sua aparência ou oratória, por isso, vou procurar reunir um grupo de pessoas preparadas para juntos enfrentarmos os grandes desafios da administração municipal. 09 – O Escudeiro: Uma vez sendo vitoriosa a sua candidatura,

o que podemos esperar do primeiro mês e do primeiro trimestre do seu governo? Como será o seu relacionamento com a CMIG? Grasiella Magalhães: Caso a minha vitória se confirme, terei o primeiro trimestre de muito trabalho, pois a cidade estará na alta temporada, aumentando muito a demanda na saúde e serviços públicos. Quanto a Câmara, tenho a certeza que não terei dificuldade no relacionamento, pois acredito que o Executivo e o Legislativo têm que caminhar de mãos dadas, buscando o melhor para o nosso povo, que tanto merece. 10 – O Escudeiro: Muito tem se falado de que há uma grande preocupação sobre a repetição de antigos secretários no próximo governo, assim como candidatos a vereadores que não venham a se eleger. Como se posiciona quanto a esse comentário? Grasiella Magalhães: Tenho dito sempre, e reafirmo aqui, que não assumi compromisso com ninguém, não loteie os cargos na Prefeitura. Pois o meu compromisso é com o povo que tanto tem me apoiado. 11 - O Escudeiro: Na sua visão, quais são as qualidades e características fundamentais para um bom Gestor Público? Grasiella Magalhães: Essa pergunta é muito boa. Mas de maneira simplificada eu diria que as principais qualidades de um bom gestor são a honestidade, a responsabilidade, a transparência e a competência. Mas sem esquecer o ser humano, respeitando nosso servidor público, atendendo aos mesmos favorecidos com carinho e em tudo demonstrando sempre amor ao próximo.


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Miguel Jeovani festeja rersultado da pesquisa O candidato a prefeito de Araruama, Miguel Jeovani, e o vice Anderson Moura comemoraram o resultado de uma pesquisa registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral durante caminhada realizada no bairro Mutirão, nesta segunda-feira, dia 17 de setembro. Miguel Jeovani caminhou por diversas ruas e conversou com comerciantes, moradores e pessoas que passavam pelo local. Muitas pessoas parabenizaram o candidato pelo resultado da pesquisa que aponta uma grande vantagem para o candidato da mudança. Em primeiro lugar na pesquisa está o candidato a prefeito Miguel Jeovani e o vice Anderson Moura com 44,2% das intenções de voto. Em segundo lugar está o candidato a reeleição, André Mônica e vice Marizete Ramos, com 22,3%; em terceiro está o candidato João Ribeiro e o vice Paulo Lemos com 9,7%. Votos brancos e nulos somaram 4,4%; e 19,4% dos entrevistados não sabem ou não preferem opinar. A pesquisa foi realizada pela empresa Promídia, na cidade de Araruama, entre os dias 03 e 09 de Setembro de 2012. No total, foram entrevistados 206 eleitores. A margem de erro máxima estimada foi de 6,7 pontos percentuais para mais ou para menos, para um intervalo de confiança de 95%. Depois de cumprir as normas estabelecidas pelo TSE a empresa então divulgou o resultado para conhecimento público.

Moradores do Parati recebem de braços abertos o candidato a prefeito Miguel Jeovani Os moradores do bairro Parati receberam com muita alegria e esperança de um futuro mais promissor o candidato a prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PR), que caminhou pelas ruas da comunidade na quarta-feira, dia 5 de setembro. Com concentração em frente à Praia do Barbudo, o candidato republicano Miguel Jeovani, o vice Anderson Moura e os diversos candidatos da coligação “Mudar para Crescer” percorreram as ruas do bairro e foram surpreendidos com a receptividade dos moradores, que abriram as portas de casa para ouvir e cobrar do futuro prefeito as melhorias e necessidades emergenciais da localidade. “O bairro Parati está abandonado há décadas. As principais reivindicações dos moradores são saneamento básico e pavimentação. Muitas pessoas sofrem com inundações após as fortes chuvas. Sem contar com as valas de esgoto a céu aberto e os buracos na maioria das ruas. Assim como o bairro Bananeiras, que não tem saúde preventiva, a comunidade do Parati também precisa de um Posto de Saúde da Família”, disse Miguel Jeovani.


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Miguel Jeovani faz caminhada no bairro XV de Novembro O candidato a prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PR), deu continuidade à campanha rumo ao executivo municipal com mais uma caminhada no bairro XV de Novembro, na terça-feira, dia 4 de setembro. Miguel Jeovani e Anderson Moura percorreram diversas ruas do bairro e conversaram com comerciantes e moradores. A falta de iluminação pública, a promessa do saneamento básico e o abandono das ruas também são problemas constantes na comunidade e são fatos que se arrastam há mais de 12 anos no município de Araruama. “Nunca vi tanto lixo, principalmente nas ruas que dão acesso ao bairro Alto da Boa Vista. Se não bastassem os buracos e a falta de cuidado do governo municipal com as vias de acesso ao bairro, os moradores reclamam também da falta de segurança. Precisamos mudar com urgência essa situação e com o SOS Bairros iremos desenvolver um programa de trabalho para envolver todos os serviços da prefeitura e secretarias municipais numa ação conjunta em todos os bairros. Dragagem, limpeza, manutenção e melhoria das ruas, dando dignidade e qualidade de vida aos moradores”, disse o candidato republicano Miguel Jeovani. “É possível promover qualidade de vida, sem gastos absurdos. Muitos prometeram, eu vou fazer. E isso é possível quando se economiza o máximo no governo para gastar mais com o cidadão”, finalizou Miguel Jeovani.

Miguel Jeovani faz caminhada e comício no Bairro Viaduto Na sexta-feira, dia 31 de agosto, o candidato a prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PR), deu continuidade à campanha rumo ao executivo municipal com caminhada pela manhã e comício à noite no bairro Viaduto. O candidato republicano Miguel Jeovani e o seu vice Anderson Moura (PT do B) percorreram diversas ruas do bairro, ouviram as reclamações e constataram todo o descaso e sofrimento dos moradores do bairro. “Aqui no Viaduto uma das principais reivindicações dos moradores é a melhoria na saúde. O bairro precisa urgentemente de um Posto de Saúde da Família. Além disso, é lamentável a falta de cuidado com o bairro, já que as ruas estão com muita lama e buracos. O sentimento do próprio morador é de que a cidade está largada”, disse Miguel Jeovani. À noite, o comício foi marcado pela emoção e popularidade do candidato Miguel Jeovani, que apresentou para o público o “Caderno de Propostas Inovadoras”. O candidato falou sobre um dos programas de governo que vai implantar no bairro. “Vamos trazer também para o Viaduto o projeto SOS Bairros, que visa a maior aproximação do governo com os moradores, além de levar serviços de capina, limpeza urbana, iluminação pública, recapeamento de ruas, terraplanagem, entre outros serviços para a comunidade. Além desse projeto de governo participativo, que vai cuidar com certeza dos bairros de Araruama, teremos como prioridades as áreas da saúde, educação, transporte e a geração de empregos”. O Caderno de Propostas do candidato republicano já está sendo entregue aos moradores durante as caminhadas.


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A imprensa deve informar opinar e criticar BRASÍLIA. imprensa tem o direito não apenas de informar a sociedade, mas também de apresentar críticas “ainda que contundentes e sarcásticas” e especialmente “ quando dirigidas a figuras públicas, com alto grau de responsabilidade na condução dos negócios do Estado”, Este é o teor de uma sentenças do Ministro Celso Mello do STF, em decisão que poderá servir de no julgamento de ações semelhantes contra jornalistas. Celso de Mello reuniu argumentos que ressaltam a importância da liberdade de expressão em uma sociedade democrática e determinou o arquivamento de pedido de abertura de processo penal contra jornalistas da revista “Veja”. Para Celso de Mello, a liberdade de expressão prevista na Constituição assegura esse direito aos jornalistas: “A crítica jornalística traduz direito impregnado de qualificação constitucional (...), pois o interesse social (...) sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar os detentores do poder”. Em outro trecho da sentença. Celso de Mello afirma: “No contexto de uma sociedade fundada em bases democráticas, mostra-se intolerável a repressão penal ao pensamento, ainda mais quando a crítica — por mais dura que seja — revele-se inspirada pelo interesse público”O ministro ainda escreveu que “o exercício da liberdade de imprensa contém os direitos de informar, buscar a informação, opinar e criticar”. E detende que o interesse social pela informação está acima de interesses dos ocupantes de cargos públicos: “É preciso advertir notadamente quando

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se busca promover a repressão penal à crítica jornalística. Que o Estado não dispõe poder algum sobre a palavra, sobre ideias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais dos meios de comunicação social. Essa garantia básica dã liberdade de expressão do pensamento representa, em seu próprio e essencial significado, um dos fundamentos em que repousa a ordem democrática’*, diz o ministro. E acrescentou, na sentença: Nenhuma autoridade pode prescrever o que será ortodoxo em política, ou em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional, nem estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento, isso porque “o direito de pensar, falar c escrever livremente, sem censura, sem restrições ou sem interferência governamental”, representa (...) “o mais precioso privilégio dos cidadãos...”. A decisão foi vista como um marco para as entidades defensoras da imprensa: A nossa profissão está sendo vítima de assédio judicial. Isso prejudica principalmente a sociedade, que fica sem acesso à informação. Para nós, é uma decisão importante porque resgata o sentido da liberdade de imprensa — disse o presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também comemorou a decisão: - Que a decisão sirva de balizamento para aqueles que se aventurem em ações dessa natureza —- disse o diretor executivo da ANJ, Fernando Martins. Fonte jornal “O Globo” 10 de Agosto de 2005

O TOTALITARISMO VESTE ARMANI Por

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velho totalitarismo tornou-se mestre do disfarce. Durante alguns anos, se fez de morto. Ganhou sapato novo. E chegou ao poder no dia 1º de janeiro de 2003. Hoje, desfila de terno Armani. Se você, leitor, é daqueles que ainda imaginam o totalitarismo parado numa esquina, maltrapilho, barba por fazer, banho por tomar, distribuindo panfletos contra os patrões e seu “sistema”, engana-se. O totalitarismo está no poder e sua panfletagem se dá pela web. Conta com um exército de blogueiros e editores de jornais eletrônicos que fazem a mesma coisa de antes com eficiência muito maior. A velha tática da infiltração para aparelhamento, que outrora ocorria de baixo para cima, agora é feita desde cima, onde há dinheiro à vontade. Totalitarismo por quê? talvez esteja se perguntando o leitor destas linhas. Afinal, dirá, o regime é democrático, há eleições e as regras do jogo político são cumpridas. De fato, mas cuidado com os disfarces. Não espere o totalitarismo, depois dos vexames que passou mundo afora, exibindo ao público toda sua hórrida nudez. Tampouco o imagine entrincheirado numa encosta de morro, brincando de Fidel Castro e Che Guevara. Nada disso. Renovado, tornou-se sutil. Para reconhecê-lo, é necessário estar atento aos detalhes, observar suas principais afeições políticas, verificar quais são os governantes aos quais dedica seus abraços mais calorosos, o que diz nos fóruns onde solta o verbo, ler as leis que patrocina e o desapreço que manifesta ao cristianismo, à família e à economia de mercado. Poderia desfiar exemplos, contar casos acontecidos em debates de que participei ou assisti. No entanto, meu assunto aqui diz respeito a algo novo, a uma recente evidência do que estou afirmando. Todos sabemos o quanto a manipulação do vocabulário serve aos projetos totalitários. Nada era menos republicano,

Percival Puggina

democrático e popular do que as repúblicas democráticas e populares nascidas no século 20. Na política, o domínio do vocabulário serve esplendidamente à construção da hegemonia e carimba o passaporte do Príncipe para o poder. Gramsci percebeu isso e, aludindo a Machiavel, disse que o novo príncipe é o partido. Pois bem, se o leitor for atento ao que se fala nos blogs e sites de relacionamento para onde convergem milhões de pessoas no país, por certo já deparou com a palavra PIG. Se não sabe o que é isso, eu traduzo. PIG, que também significa “porco” em inglês, é a sigla de Partido da Imprensa Golpista, expressão criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim para designar a mídia de oposição ao governo. Ora, ora, caros leitores. Se o jogo político está sendo jogado em conformidade com as regras. Se os quartéis estão parados como água de poço tampado. Se não há um único projeto de impeachment tramitando no Congresso Nacional. Se a oposição, escangalhada, em vão procura um líder. Se nenhum movimento de massa faz aquilo que o Partido dos Trabalhadores era useiro e vezeiro nas suas campanha de Fora Sarney, Fora Collor, Fora FHC. Onde, raios, estão os sinais de golpe? A expressão PIG, criada pelo Amorim, prontamente acolhida pelo totalitarismo de terno Armani e seus exércitos, só se explica pela dificuldade de conviver com a crítica, com a oposição, com a fiscalização da imprensa livre, com um judiciário independente e, portanto, com a própria democracia. Voilá! - conforme queríamos demonstrar. Nem precisaria rejeitar tudo isso junto para ser totalitário. A palavra PIG, por fim, me remete às páginas policiais, onde, cotidianamente, se leem matérias sobre crimes passionais cometidos por pessoas que não suportam não serem amadas. Os totalitários tampouco conseguem conviver com quem não lhes presta veneração.

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VAMOS RECONSTRUIR IGUABA GRANDE? Dando-a água de boa qualidade! Para que ela possa cresce, desenvolver o seu turismo, suas indústrias, seus comércios e a sua própria saúde. Iguaba não se fabrica: Nasce, cresce, floresce, embeleza e aparece. Tu és ainda uma adolescente! Oh! Suas praias, suas orlas, suas lagoas e seus montes! Como saber se existo? Sou um lugar que se escoa! O tempo me mantém viva, mas, me desfaz hora a hora! Não sou mais a minuto o que a minuto eu era! Canta, canta Sapeatiba a divisa dos teus montes, até nos confins da terra ressoa o clamor do teu canto! Iguaba sempre foi o que é! Não se importando com que dizem que ela é! Muitos fazem para que ela não fosse o que é! Mas, ela continua sendo o que é. Graça a Álcalis: Arraial do Cabo, Cabo Frio e São Pedro, estão sendo beneficiados pala barragem de Juturnaíba. Que graça a engenharia, com a visão bastante ampla e iluminada por Deus, fizeram dos rios afluentes um “Decágono na lagoa de Juturnaíba e um Delta dos rios”. Agora não é mais, a Lagoa de Juturnaíba, mas sim, a barragem de Juturnaíba. Tornandose geograficamente falando, aproximadamente do tamanho da Lagoa de Araruama. E também, do famoso, histórico e poético “Mar da Galiléia”. Vindo a emancipação de Iguaba. São Pedro a liberou, mas, sem a água potável. Enquanto Cabo Frio emancipa Búzios com água e tudo. E tem mais: Todas as cidades circo-vizinho de Iguaba, são abastecidas por uma só fonte, única e exclusiva da Barragem de Juturnaíba que pertence ao Estado. Vamos emancipar Iguaba? Dando-a mais água de boa qualidade pra nossa princesinha crescer, desenvolver, ficar mais bonita e mais acolhedora, como sempre a foi. Para vereador: Pastor Jair Mendes = 40.455.

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“ESTA FALTANDO UM ROBERTO JEFFERSON EM IGUABA” Nina e Carminha em Brasília - Nelson Motta Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia. Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: “Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu.” Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua Chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobras. Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados

pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na Esplanada: “Dirceu guerreiro/ do povo brasileiro.” Ufa! A Jefferson também devemos a criação do termo “mensalão”. Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de “mensaleiro”, que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos. O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington

Olivetto juntos criariam uma marca mais forte e eficiente. Mas antes dequalquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro. O “chefe” sempre foi José Dirceu. Combativo, inteligente, universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas, treinado em Cuba e na Antiga União Soviética, entre outras coisas.

E com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a “La Cuba”. Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante – pelos resultados alcançados - era Lula. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu. Lula não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão “roubava” mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era frágil. E ele, o Dirceu, fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país. Aí surgiu Roberto Jefferson... e deu no que deu. Nelson Motta. - Publicado em 10-08-2012

Em Londres, igreja do século 19 é transformada em residência FOLHA É uma igreja centenária localizada no distrito de Notting Hill, em Londres, que ganhou nova utilidade após as modificações promovidas pelo escritório DOS. Construída em 1853, a capela batista está inserida em um dos bairros mais cobiçados da cidade. Para abrigar os novos moradores, ela recebeu decoração moderna e contemporânea em seu interior. Agora o espaço funciona com um loft de 400 metros quadrados, mas com algumas interferências clássicas —as janelas e arcos originais da fachada foram mantidos.



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