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EXPORTAÇÃO, TURISMO, COMUNIDADES LUSAS UNINDO OS PORTUGUESES Distribuição gratuita Venda não autorizada

N.º 54 | Setembro 2010 | Ano 5 | Director: Lídia Sales

Amigos para sempre

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Rogério Vieira Maximo’s tinto 2006 recebe diploma de mérito

Manuel Faria recebeu em sua casa, na Lourinhã, numa amena noite de Agosto um grupo de amigos. XI Feira de Actividades Económicas de Aguiar da Beira

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Restaurante Abílio Marques

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O restaurante do Leitão à Bairrada em Aveiro


Fiche Technique

editorial

Une publication de

Lídia Sales lidiasales@gmail.com

SIÈGE SOCIAL RÉDACTION ET DÉPARTEMENT COMMERCIALE 1. av. Vasco de Gama 94460 VALENTON Tél: 01.56.32.92.78 DIRECTION Directrice de la publication: Lídia Sales DIRECTEUR-ADJOINT Guilherme José REDACTION

Cristina Gomes Diana Bernardo REPORTAGE Reporter/Journaliste Gomes de Sá Ont collaboré à ce numéro Carina Blanco Juridique: António Grácio Gastronomie: Chef Ilidio 3ème Génération: Philippe de Sousa, João Tiago Correspondants: Carlos Gaspar (France) Carlos Dias (Royaume Uni) Costa Alves (Suisse) REALISATION Maquette: João Cazenave COMMERCIAL Direction du marketing: José Gomes CONTACT COMMERCIAL 06 18 44 74 55

Filantropia Os temas que mais preencheram as páginas dos jornais em Portugal neste Verão tão quente, foram os incêndios e os acidentes. Uns e outros provocados sobretudo pela incúria, claro que para a oposição é sempre culpa do Governo; o que pode o executivo fazer quando os proprietários das matas se negam a facultar acessos para a limpeza das mesmas? São muitas as chamadas de atenção para o que não se deve fazer nas matas mas os criminosos proliferam e há também o desleixo e falta de civismo também grandes causadores dos incêndios que de norte a sul assolou o país e que neste Verão atingiu também o arquipélago da Madeira. Os acidentes, uns mais graves que outros, foram muitos e apesar de toda a informação conduz-se em alta velocidade e com alcóol: inconsciência e desprezo pela vida humana. Das praias também chegaram más notícias, algumas mortes ou porque aconteceram em praias não vigiadas ou porque os banhistas não acatam os conselhos dos banheiros. Pensamos sempre que só acontece aos outros. Com tanta desgraça fui surpreendida com uma notícia que me agradou, vinda dos Estados Unidos: Bill Gates lançou a Campanha Giving Pledge à qual aderiram já 40 americanos, todos milionários e que irão dar pelo menos metade da fortuna para obras de caridade. A ideia da campanha é encorajar as famílias mais ricas a contribuírem para os problemas graves do planeta. Conseguir ver para além da redoma em que os privilegiados vivem é uma qualidade que admiro em Bill Gates que em 2008 entregou a gestão da Microsoft e se dedica desde então, juntamente com a mulher a causas filantrópicas através da Fundação Bill & Melinda Gates que entre outras causas se dedica a combater a fome. A Fundação promove a pesquisa sobre doenças atingem em maior parte os países em desenvolvimento. Estes 40 filantropos americanos possuidores de enormes fortunas podem inspirar outros a dar e porque não sensibizar milionários de outros países? A educação e saúde são direitos básicos do ser humano a que nem todos têm acesso e são alguns dos problemas que atingem milhares de pessoas em tudo o mundo, a solução foi agora encontrada, quem tem muito dê a quem nada tem.

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reportagem

Amigos para sempre Manuel Faria recebeu em sua casa, na Lourinhã, numa amena noite de Agosto um grupo de amigos.

para poder continuar a jogar. Da minha vida no futebol lembro com orgulho o ano de 1977, tinha 17 anos, era júnior, e foi sem dúvida o meu melhor ano futebolistico. A seguir subi a senior mas com 19 anos surgiu a possibilidade de ir para França, fui à aventura sozinho, tive sempre sorte, naquela altura emigrar era dificil mas encontrei sempre as pessoas certas no local certo.

O casal Faria, cunhada e a sobrinha Isadora

“Estes convívios são muito importantes, aqui têm um sabor especial, as pessoas que convidei para minha casa hoje encontro-as quase diariamente em França mas aqui é diferente, estamos na nossa terra; tenho uma estima muito especial por todos eles, são pessoas que tive a sorte de ter encontrado e que foram fundamentais na minha vida” disse-nos Manuel Faria.

Foi então que iniciou a actividade profissional? Sim comecei a trabalhar e passado alguns anos, tive conhecimento dum clube em França, cujo Presidente era português; representei o clube Lusitanos de SaintMaur então presidido pelo Comendador Armando Lopes, o futebol sempre me abriu as portas, tenho este dom mas tive de optar, era dificil conciliar o trabalho com o futebol. Nasceu num ambiente rural, vida que não queria para si, o que fez para alterar o rumo para o qual estava destinado? Tentei desde muito novo fugir à vida humilde, os meus pais eram agricultores e era o que me esperava mas tinha uma paixão que era o futebol, que ainda hoje se mantém, com 10 anos procurava a

saída para outros horizontes e foi muito jovem que cheguei ao Torreense, como tinha qualidade fiquei logo nos juvenis; tinha no entanto um problema de nascença, uma hérnia que me impedia de desempenhar da melhor maneira a minha função de jogador mas apesar de jovem, sozinho tratei de tudo para ser operado

Agora nesta fase da sua vida quais os objectivos a curto prazo? Como estou actualmente disponivel profissionalmente, pretendo viver entre Portugal porque foi onde nasci, França porque foi o país onde construí a minha vida e Brasil porque a minha mulher é brasileira e também porque o Brasil é o sonho

O grupo de amigos

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português, quando falamos deste país parece que falamos de algo que nos pertence, faz parte da nossa história. Pensa desenvolver alguma actividade nesses países? Espero realizar algo construtivo na área desportiva, tenho ainda muito para dar ao futebol, de alguma maneira retribuir o que o futebol me deu, poderá ser como dirigente desportivo, aproveitar os meus conhecimentos da área , se se proporcionar irei trabalhar em algo que me dá prazer e ao mesmo tempo se tiver possibilidades tentarei melhorar a vida de algumas pessoas. Quando está em Portugal que sentimentos é que o assolam? Tenho um grande prazer quando encontro as pessoas que conheci na minha juventude, amigos com quem joguei, a sensação é

excepcional, é uma emoção que temos por vivermos longe. Verifico também que aqui a vida é muito dificil, o nível de vida está muito desigual, os bens essenciais são caros mas os portugueses têm carácter, vejo as coisas duma maneira humana, quanto maior sucesso tenho mais vontade tenho de ajudar; hoje os meus problemas são diferentes dos que tinha há 30 anos, encaro a vida doutra maneira. Profissionalmente os seus contactos têm sido com portugueses ou com franceses? Na maioria com franceses e constatou-se isso numa festa que proporcionei em França às pessoas com quem trabalho a quem nunca escondi que sou português, a educação que tive no futebol ajudou-me a relacionar-me bem com todos.

António Cardoso e o cunhado

Embaixatriz Virginia Seixas da Costa e Embaixador Francisco Seixas da Costa ladeando uma convidada

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Manuel da Silva e esposa

Stephan e filho

Esposa de Mapril Baptista

Mapril Baptista

Culturalmente sente-se influenciado por qual dos dois países? Direi pelos dois, quanto à literatura passei a minha infância e juventude a ler, havia sempre um livro na mesa-de-cabeceira, hoje infelizmente privilegio o comando da televisão, é o preço que pa-

uma outra gastronomia, diferente mas também muito boa. Para terminar o que tem a dizer aos leitores? Os portugueses em geral que continuem como até aqui a transmitir a imagem grande que temos pelo mundo, não esconGeralda e Isadora

hoje passados estes anos digo BRAVO a todos os portugueses, temos uma imagem forte no mundo.

Esposa de Stephan e filha

A noite terminou com um momento musical animado pela jovem Fabiana. Os convidados foram surpreendidos com os dotes vocais do anfitrião que com o seu irmão Marcos interpretou o tema COMME D´HABITUDE. gamos pela evolução. Na música gosto um pouco de tudo, sou no entanto um grande fã de Jonnhy Halliday depois de ter assistido a um concerto ao vivo há já alguns anos, gastronomicamente aprecio um prato de bacalhau confeccionado de qualquer maneira, uma caldeirada, o cozido à portuguesa, gosto do típico português, em França descobri

dam que são portugueses, são pessoas excepcionais, tenho orgulho de ser português e sou-o com alegria; com 19 anos, quando fui para França senti-me abandonado pelo meu país, nunca nenhum governo fez alguma coisa por nós; não apoiaram a vida dificil dos que fomos para o estrangeiro, tornei-me revoltado, mas

Fabiana

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Marcos, irmão de Manuel Faria

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Embaixador francês em Portugal é lusodescendente É neste mês de Setembro que o Palácio de Santos-o-Velho onde se encontra a Embaixada de França em Lisboa, receberá o novo Embaixador de seu nome Pascal Teixeira da Silva.

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A família do Embaixador Teixeira da Silva emigrou para França nos anos 30 dando oportunidade ao sucesso que a falta de oportunidades em Castelo de Paiva tinha. O pai do novo Embaixador francês chegou a França com apenas 6 anos onde teve formação académica que o levou até à direcção de um banco italiano. Casado com uma francesa e distante geograficamente de Portugal cresceu sem qualquer ligação ao país; foi já adulto que aprendeu português. Terminado o curso da Escola Nacional de Administração ingressou na Assembleia Nacional Francesa donde partiu no início dos anos 80 para a Embaixada de França na Alemanha, mais tarde foi Moscovo que o recebeu seguindose Nova Iorque onde desempenhou a função de adido da missão francesa na ONU. Foi, até ser nomeado Embaixador de França em Portugal pelo Presidente Nicolas Sarkozy, Director de Estratégia em Paris.

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reportagem Joaquim Machado

aposta em móveis por medida para vários espaços da casa

Móveis ELMO

festejam

23º aniversário Foi em 1963 que Joaquim Machado saiu de Portugal para emigrar para França, à procura de uma vida melhor, como todos que trocaram a terra de Camões, desde os anos 60, por terras Gaulesas. Começando a trabalhar em Portugal como carpinteiro, continuou nesse ofício. Depois de um curso de mecânica e electrónica, começou a trabalhar como técnico de má-

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quinas e posteriormente como técnico comercial. Mas a vida de idas e vindas e de cansaço das viagens por França, leva a que Joaquim opte por ser patrão de si próprio, criando o seu próprio negócio. Móveis Elmo é o nome das lojas de mobiliário em Paris. Uma loja dedicada aos portugueses residentes em França, mas também cada vez mais aos autóctones. Móveis Elmo, com produtos que vão “do clássico, contemporâneo, moderno até ao mais vanguardista, temos todas as linhas”. Mas nem este negócio escapa à crise nem à concorrência. “Estamos numa fase que não é fácil para toda a gente, porque as coisas vendem-se cada vez

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mais barato, as pessoas querem preços… é complicado. Depois também temos este problema da concorrência desleal que está a aparecer cada vez mais aqui. Muita gente vem trabalhar para aqui com contratos provisórios e por pouco tempo, e muitos vendem móveis por catálogo”, explicou Joaquim Machado. No entanto as dificuldades levam a que se desenvolvam outras competências da empresa, como o sistema informático e o armazém de carpintaria, onde todo o tipo de móveis ou espaços pode ser encomendado e feito por medida, de forma rápida. “Somos a única loja em Paris que faz qualquer tipo de móveis por medida. Desenho torto, direito, como o cliente quiser, o

que é também uma mais-valia,” elogiou Joaquim Machado. O proprietário prime também por um serviço personalizado e que satisfaça o cliente mesmo depois da compra efectuada. “Quando falamos de produto igual, de qualidade igual, nós somos dos mais baratos e dos mais competitivos aqui do mercado. O problema é que há muita gente que não faz a comparação de produto, porque também não é só o preço do produto, tem também uma assistência, é preciso técnicos para quando o cliente tiver um problema ir a casa dele”. Caso precise de móveis ou decoração, dirija-se aos Meubles Elmo (73 Rue de La Chapelle - Paris e/ ou 384 Av. de Argenteuil - Asnières).

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Ribeira do Porto

A Ribeira do Porto é um dos locais desta cidade o mais visitado pelo tipicismo, justificando fazer parte do Património Mundial da UNESCO. Daqui partem os turistas para uma descida do Rio Douro e é um dos pontos obrigatórios de passagem na noite de S. João. A visita do Lusopress foi num domingo de Agosto, as esplanadas estavam cheias de turistas nacionais e estrangeiros que aproveitavam o sol e saboreavam a gastronomia dos vários restaurantes e bares.

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Questionámos alguns dos visitantes sobre o motivo que os leva à Ribeira. Domingos Lourenço afirmou à nossa repor tagem: “ Venho aqui com alguma frequência, passear e almoçar ou jantar, é um local no Por to com animação diurna e nocturna”.

Vitor Silva pertence ao distrito do Porto e questionado sobre o que pensa dos portugueses que deixam o país, disse: “É uma opção de vida, não é só a crise que obriga a partir para paises onde se é melhor remunerado, mas é curioso como vivendo noutro país não esquecem as origens, a vinda dos portugueses em Agosto resume-se a uma simples pa-

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Vitor Silva

lavra: saudade, sentem saudade da língua, da família, dos amigos; lamento que o único apoio que recem do Governo seja o dos Consulado mas ainda assim não devem desanimar e devem sim acreditar no futuro”.

Domingos Lourenço

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Maria Emília é natural do Porto e com frequência visita a Ribeira: “Estas obras beneficiaram bastante a zona mas não foi o bastante, deviam proibir o trânsito

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reportagem

Cristovão Figueiredo

Maria Emília na zona ribeirinha, aumentar a segurança, dar apoio aos comerciantes, esta é a zona turística do Porto mais visitada pelos estrangeiros, os portugueses não estão ainda vocacionados para o turismo interno” e acrescentou: “Admiro muito os portugueses que vivem no estrangeiro, hoje há gente com muita qualidade ao contrário de antigamente que maioritariamenrte emigravam pessoas sem qualquer qualificação profissional ou académica, mas que se esforçavam muito; em Portugal faltam politicos bons, honestos e sinceros para

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lhes darem o valor que merecem. Passos Coelho que devia ser alternativa ao actual governo é a continuidade do mesmo, a classe política não tem qualquer credibilidade nem preparação”.

me aqui com frequência, venho assistir sempre que posso aos jogos do Futebol Clube do Porto, visito a terra do meus pais, sinto falta dos cheiros, do ambiente, é tudo isso.

Cristovão Figueiredo, Engenheiro Informático, vive em França e trabalha no Luxemburgo. Perguntámos-lhe se era a sua primeira visita à Ribeira. “Todos os anos visito a Ribeira, aprecio o aspecto antigo, mantiveram a alma conservaram todo este local. Não nasci cá mas sinto nostalgia de Portugal, desloco-

Concorda com o discurso do Primeiro-Ministro acerca das novas tecnologias? Completamente, o país se não tiver novas tecnologias não se pode abrir para o mundo, Portugal não deve ter medo de se mostrar ao mundo, de investir em novas tecnologias, é preciso apostar e ousar.

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notícias

Maximo’s tinto 2006

recebe diploma de mérito Rogério Vieira junto às barricas de carvalho francês

O Maximo´s para atingir a qualidade de excelência é submetido a regras criteriosas, proveniente de vinhas novas das castas Trincadeira Preta, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, a vindima é ainda feita pelo método antigo, depois de vindimadas à mão, as uvas são prensadas; o vinho é controlado por enólogos durante as fases de maturação e permanece durante o período de oito meses em barricas novas de carvalho francês. O entusiasmo com que Rogério Vieira dá as explicações do processo, desde poder aproveitar o solo calcário ao miO vinho Maximo´s é produzido a partir de uvas biológicas na Quinta do Vale Godinho, propriedade de Rogério Vieira conhecido empresário na zona de Paris, recebeu o Diploma de Mérito na 4ª edição do Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados; conseguiu no entanto pontuação para merecer uma

Medalha de Prata mas a par de outros, a organização decidiu assim proceder, atribuiu 115 medalhas de Prata e aos restantes que também atingiram pontuação entre 80 a 88 e que a deveriam receber, contemplou-os com um Diploma de Mérito, suficiente para deixar orgulhosos os seus produtores.

Rogério Vieira com o irmão com quem partilha o amor pela vinha

A enóloga responsável pelo controlo de qualidade

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notícias

croclima, ao processo de transição dos solos para a produção de uva biológica, ao cuidado em preserverar o que os antepassados construíram, retrata o homem feliz que é quando olha para a paisagem tranquila que o rodeia; mas como em tudo há inconvenientes difíceis de ultrapassar, neste caso são as pragas que só podem ser combatidas com produtos naturais o que dificulta a exterminação. A Herdade está situada perto de Torres Novas e Tomar, no

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norte Ribatejano, uma pequena aldeia onde Rogério Vieira mantém a sua habitação, uma casa de antigos agricultores

(os avós) que conserva, uma casa com história que lhe aviva recordações da infância e adolescência.

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Remessas dos emigrantes

aumentam 5,2% no primeiro semestre de 2010

2008 e 2009 tiveram uma redução no envio de remessas para Portugal dos portugueses que vivem no estrangeiro, esta situação foi contrariada no primeiro semestre de 2010 com um aumento de 5, 2% face ao mesmo período de 2009, número que significa que os portugueses estão a recuperar a capacidade de poupança. Maio e Junho foram os meses onde se notou o aumento maior e França é o país donde são enviados os mais elevados montantes, atingindo neste primeiro semestre 407 milhões de euros mais 1,8% do que no primeiro semestre de 2009, a Suíça ocupa o segundo lugar com o envio de 268 milhões de euros até ao mês de Junho e em terceiro lugar são os portugueses residentes nos Estados Unidos que sendo a maior comunidade portuguesa enviou no primeiro semestre 68,6 milhões de euros. Resta aguardar pelo resultado do segundo semestre para se concluir se a queda dos dois anteriores anos é invertida.

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Feira de São Bartolomeu em Trancoso

A Feira de São Bartolomeu é a mais antiga Feira Franca de Portugal, foi criada por carta de feira dada por D. Afonso III em 8 de Agosto de 1273. De 13 a

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22 de Agosto a organização de que fizeram parte a AENEBEIRA, a Câmara Municipal de Trancoso e a empresa municipal Trancoso Eventos uniram esforços

festas

para apresentarem um elenco de qualidade; no primeiro dia foi a vez de José Cid a que se seguiu os Deolinda, Stereo Attic, Q de Pato, One Vision com www.lusopress.tv


Tributo a Queen, a Banda 100 Ensaios, os Santa Maria, o inevitável Quim Barreiros, Xutos e Pontapés, David Fonseca. Os espectáculos terminaram no dia 22 com o XXI Festival de Folclore de Rancho Folclórico e Etnográfico de Trancoso. O recinto desta feira foi mais uma vez a sala de visitas de Trancoso a turistas nacionais e estrangeiros e aos portugueses que vivem no exteriro e que anseiam pelo que de tradicional ainda por aí se faz.

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XI Feira de Actividades Económicas de Aguiar da Beira Pelo nono ano consecutivo Aguiar da Beira esteve em festa, através da sua Feira de Actividades Económicas. Ao longo de quatro dias, de 22 a 25 de Julho, o concelho esteve no centro das atenções com um cartaz recheado de novidades. O vasto programa incluiu a actuação do Grupo de Música Tradicional Portuguesa ZAATAM, o Tributo a Carlos Paião por Pedro Miguéis e Inês Santos, o Grupo de Concertinas de Penaverde, o Grupo de Farra e ainda a “Revista à Portuguesa Mendes, come”, do conhecido actor e apresentador de televisão, Fernando Mendes, no palco esteve também a fadista Ana Moura. As várias freguesias e algumas instituições do concelho partici-

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param num desfile retratando as tarefas rurais e domésticas de antigamente , monumentos e figuras que fazem parte da história; as juntas de freguesia têm um papel fundamental junto das populações, promovem o convívio entre os idosos, ocupam-nos com actividades evitando o isolamento. Os stands de variadíssimas indústrias, de artesanato e algumas escolas de formação, demonstram o que de bom se faz no concelho que continua a fomentar a fixação dos jovens contrariando a desertificação que se verifica no interior do país.

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Restaurante Abílio Marques

O restaurante do Leitão à Bairrada em Aveiro

O Restaurante Abílio Marques funciona no mesmo local há cerca de 50 anos sempre a servir gastronomia portuguesa; a qualidade e a irrepreensível higiene têm-lhe dado a notoriedade com que é conhecido. João Diniz terminou o serviço militar em 1975 e logo começou a trabalhar neste histórico restaurante. “Este é um negócio familiar, dedicamo-nos a servir os clientes, a qualidade tem sido mantida ao longo de todos estes anos e por isso temos clientes fidelizados; para atrair mais clientela inovamos não só na área gastronómica mas também noutras” disse ao nosso repórter, João Dinis. Os jantares dançantes com música ao vivo e que têm lugar nas noites de sexta e sábado foram mais uma aposta ganha, depois de alguns anos atrás terem lançado o que na zona seria inédito, a venda para fora com um êxito surpreendente. Mantendo sempre na ementa o famoso Leitão à Bairrada, o frango e o Bacalhau com Natas a gerência do Restaurante Abílio Marques introduz novos pratos que são sugeridos ao cozinheiro e mais tarde testados e só depois de aprovados são acrescentados à ementa.

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Com uma capacidade instalada para 600 pessoas está habilitado com o serviço de catering a servir refeições onde os clientes pretenderem, sempre na zona de Aveiro, o Restaurante Abílio Marques está apetrechado com o necessário. João Dinis, que tem na filha uma continuadora no negócio, nos tempos livres viaja sempre para países quentes, a época de Inverno é a escolhida para o descanso O Restaurante Abílio Marques está situado no Bonsucesso em Aveiro e aconselhamos a visita numa sexta ou sábado dias escolhidos pela gerência para os jantares dançantes.

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Campanha de segurança rodoviária “Sécur’été 2010” A Cap Magellan, principal associação de jovens lusodescendentes de França, organizou pelo 8º ano consecutivo uma campanha de Segurança Rodoviária intitulada “Sécur’été”. Esta campanha é dirigida aos automobilistas em geral, mas particularmente aos portugueses e lusodescendentes residentes em França e em toda a Europa, que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de Verão. Tendo decorrido em 3 países, França, Espanha e Portugal, esta campanha procurou sensibilizar a opinião pública para os perigos das viagens longas (fadiga, excesso de velocidade, etc.) e para as precauções a ter (preparação do veículo, parar de 2 em 2 horas para descansar, etc.). Pretendendo tocar os jovens, nomeadamente aquando das saídas nocturnas, a campanha tinha ainda como objectivo alertá-los para os perigos da condução sob o efeito de álcool. Como em cada

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ano, a Cap Magellan acompanhou os automobilistas nas estradas em direcção a Portugal, recebendo-os nas fronteiras de Vilar Formoso, Valença e Vila Verde da Raia. Tanto no norte como no centro do país, passando também por Lisboa, a equipa da Cap Magellan percorreu cerca de 5000 quilómetros para informar sobre o código da estrada, para alertar para os perigos daí decorridos e sobre as precauções a ter, para distribuir material informativo (Guias de Verão 2010, folhetos, mapas rodoviários…). À saída das discotecas os condutores “sopravam no balão” para verificar as taxas de alcoolemia. De Valença a Vilar Formoso, passando por Vila Verde da Raia, de Braga a Lisboa, passando por Fafe, Guimarães, Chaves, Vila Real, Figueira de Castelo Rodrigo, Espinho,

Figueira da Foz, Marinha Grande, Vieira de Leiria, Pedrógão e São Pedro de Moel, era difícil não se cruzar connosco. Se não se cruzou connosco numa das áreas de ser-

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viço portuguesas, em França ou Espanha, ou no norte de Portugal, ou nas fronteiras, encontraram-nos certamente em lugares turísticos como nas praias, no Bom Jesus de Braga ou então no Mosteiro da Batalha… Ou, para os amantes da diversão nocturna, estivemos também presentes à saída de várias discotecas, nomeadamente na Look’s de Vila Real, no Mercado Bar de Fafe, na Império Romano da Marinha Grande, no Snoobar de São Pedro de Moel. Alguns lembravam-se inclusive de nos terem encontrado aquando do lançamento da campanha, no dia 9 de julho na discoteca La Costa na região parisiense de Villeneuve-St-Georges. E muitos ouviram ainda os anúncios de segurança rodoviá­ ria divulgado pelas rádios parceiras do evento. Foi precisamente durante estas acções nocturnas que a campanha obteve maior impacto. O desafio do “balão” era lançado, e a nós cabia dissuadir da condução quando a taxa legal de alcoolemia era ultrapassada. A inicial admiração perante

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um grupo de jovens, vestidos da mesma maneira, com testes de álcool na mão, dava lugar à curiosidade e vontade de “participar no jogo” soprando o “balão mágico”. “Amarelo, perfeito! Verde, atenção, não pode conduzir nesse estado!” Se os discursos variavam, o espírito era o mesmo: convencer aqueles que não estavam em condições de conduzir de deixar o automóvel a outro alguém. Desafio largamente alcançado! Em primeiro lugar, estávamos orgulhosos de constatar que muitos grupos tinham já à partida designado um “Sam” e, como impõe a tradição, o “Sam” não bebe porque é o “Sam” que

conduz. Noutros casos, em que a taxa de alcoolémia ultrapassava o limite legal, a pessoa aceitava voluntariamente dar a chave a um amigo sóbrio.

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cultura

Tal dá-nos ainda mais motivação para manter esta campanha anual de prevenção e segurança rodoviária. Porque, mais uma vez, fazemos um balanço positivo destas acções de sensibilização, que foram úteis mais do que num caso, informando sobre os perigos na estrada, convencendo alguns a deixar o volante a alguém sóbrio. Tudo num ambiente de bom humor, com a distribuição do nosso Guia de Verão 2010, com indicações sobre os lugares a visitar em Portugal

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e das actividades a realizar durante as férias. Por todas estas razões, esta campanha continuará de ano para ano, porque as acções a favor da nossa segurança a todos nunca são demais. Um muito obrigado a todos os nossos parceiros, ao padrinho desta edição – o cantor Miguel Ângelo -, assim como a todos os voluntários. Esta campanha não teria sido possível sem o vosso apoio e compromisso.

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Vinho do Porto

“Muda de Cenário”

em Moledo

Ao centro o vice presidente do IVDP, Paulo Osório e mulher

Ao desafio “Muda de Cenário” do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP)responderam muitos interessados em provar novas formas de consumo de vinho do Porto: portonic, caipiporto e porto rosé. Entre as centenas de pessoas que fizeram do Bar Pra Lá Caminha, em Moledo, o palco de um pôr sol diferente, encontravam-se personalidades ligadas à política, como Joaquim Couto, Jorge Fão e Manuel Cabral ou à moda, como Raihim e Sónia Guimarães. Tendo como anfitrião o vice-presidente do IVDP, Paulo Osório, uma das praias mais badaladas do Verão no Norte do País, Moledo, foi o cenário ideal para se provarem e aprovarem os diversos cocktails especialJoaquim Couto e Manuel Cabral com as respectivas mulheres

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mente preparados com Vinho do Porto, numa festa que teve como tema Muda de Cenário. Numa original campanha promovida pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e que tem por objectivo cativar novos públicos para o consumo do Vinho do Porto, foi impossível ficar indiferente ao espectáculo de ritmos, cores e sabores dos profissionais da Cocktail Academy que provaram que o Vinho do Porto é mesmo a companhia para um Verão cool e fashion. Muda de Cenário desafia a uma mudan-

ça de atitude em novos públicos. Além do Vinho para apreciar à lareira, o Vinho do Porto também se serve em frescos cocktails, nas praias e nos bares da moda, mantendo as características de sempre: sofisticado e único! Outras festas se seguirão no Porto e em Lisboa, até final de Setembro. Numa acção concertada de publicidade, comunicação e relações públicas, esta campanha do IVDP prevê, até final de Setembro, a colocação de mupis nas mais importantes zonas balneares do país, apresentando uma imagem rejuvenescida do Vinho do Porto. Imagens sugestivas de cocktails feitos a partir do vinho do Porto Branco e Rosé apelam a novos consumos e a uma mudança assumida de atitude perante um dos vinhos mais destacados do mundo: o Vinho do Porto. Com a campanha de meios, na qual se incluem inserções publicitárias, avançam acções de contacto directo. As praias e as festas de Verão em Moledo e, depois, no Porto e em Lisboa, são os locais eleitos para surpreender este target, da classe média e média alta, entre os 25 e os 35 anos.

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informação

Inscreva-se no Quer ser sócio do S.C.BRAGA? Apenas 2 passos são necessários para que se torne possível: 1. Preenchimento do formulário em http://www.scbraga.pt/servicos.php?tipo=inscricao&form=1; 2. Envio de foto e fotocópia do B.I. Poderá enviar-nos a sua foto e cópia do bilhete de identidade (formato .jpeg) através dos seguintes meios: • Por email para socios@scbraga.pt • Por correio para Apoio ao Cliente, Estádio AXA - Parque Norte - Dume - 4710 Braga Preçário para inscrição de sócio do S. C. Braga: Condições iniciais de inscrição: Pagamento antecipado das 3 primeiras quotas e 5,00 € para emissão do cartão. Bancada Poente - Quota Mensal Homens Senhoras Menores Estudantes Reformados Isento-até 14 anos Bancada Nascente - Quota Mensal Homens Senhoras Menores Estudantes Reformados Isento-até 14 anos

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Observações: *Sócios menores, são todos aqueles que tem entre 15 anos e 17 anos. ** Todos os sócios estudantes devem apresentar o documento comprovativo no inicio do ano civil, em Janeiro. *** Sócios reformados são todos aqueles em que o valor da reforma seja igual ou inferior ao salário mínimo nacional. **** Sócios correspondentes são todos aqueles que apresentem documento comprovativo da sua residência no mínimo a 100km da cidade de Braga. Nota: Chamamos a atenção de todos os sócios menores que começam a pagar as quotas no ano em que fazem 15 anos (quer façam em Janeiro ou em Dezembro)

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imobiliário

IMOBILIÁRIO: as taxas de juro quase ao mais baixo nível de sempre Para o mês de Julho, as taxas médias elevaram -se a 3,39%, um nível de taxa média mais baixa desde 1964. As taxas de crédito em França, devido à constante descida des-

de o final de 2008, continuam muito perto do mínimo histórico de acordo com um estudo do Observatório do crédito à habitação/CSA publicado no fim mês

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de Agosto. Para o mês de Julho de 2010, a média das taxas de juro elevou-se a 3,39% (excluindo seguro e custo de valores mobiliários) contra 3,38% em Junho. As taxas de empréstimos, permanecem portanto ao nível mais baixo

observado desde que criadas as estatísticas em 1964, a mais baixa taxa média foi alcançada no quarto trimestre de 2005 com 3,36%, indicam os autores do estudo.

Empréstimos mais curtos Pela primeira vez em França, metade dos empréstimos concedidos, ficam abaixo de 3,5%, diz o estudo. As taxas médias eram ainda de 3,93%

no terceiro trimestre de 2009 e 5,07% no quarto trimestre de 2008, de acordo com o Observatório. Desde Novembro de 2008, o crédito imo-

biliário diminuiu 176 pontos, acrescenta o estudo “este factor ajudou o mercado a recuperar a força”. Em comparação, os pagamentos mensais associados a um mesmo capital de empréstimo, estão agora 10% abaixo do nível de Dezembro de 2008. A duração média dos empréstimos diminuiu um pouco também, estabelecido em Julho a 208 meses (17 anos e 4 meses) contra 209 em Junho. Em contrapartida devido à subida dos preços do imobiliário e à menor capacidade de poupança das familias, o custo relativo das transacções imobiliárias financiadas situou-se em 3,87 anos de salário médio em Julho, quase alcançando o ponto alto do Verão de 2007.

140 mil milhões de euros em 2010, de créditos Apesar das taxas em declínio, a soma total de empréstimos distribuídos pelos organismos bancários deverá ascender a 1 40 bilhões em 2010, um aumento de 17% em relação ao ano de 2009, mas longe do registo de 2007 (170,23 mil milhões de euros), ainda de acordo com um estudo do Observatório de crédito habitação/CSA publicado em 21 de Julho. Desde o final dos anos 90, o aumento dos preços imobiliários foi 140% e os preços são mesmo multiplicados por 22 desde 1964, bem mais do que a inflação, foi este o resultado do estudo do organismo central para a garantia de empréstimos da habitação.

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gastronomia

Gastronomia em Cuba Em muitos países, a arte da cozinha é um verdadeiro elemento de identidade nacional. Em Cuba, sobretudo a partir da colonização espanhola, começaram a desenvolver-se diversas receitas próprias, síntese das diferentes influencias que se implantavam na ilha, as quais se foram transformando na típica mesa crioula. No sabor cubano introduziram-se as impressões culinárias do legado multiregional espanhol, as quais foram, mais tarde, enriquecidas com o exotismo da culinária dos imigrantes chineses, especialmente de Cantão, de franceses e mexicanos, assim como de haitianos e jamaicanos. Logo se introduziram algumas tradições de mesa norte-americanas, italianas e, de alguma maneira árabe, judia e de outros povos. Não esquecendo, naturalmente, a influência africana, fruto de vários séculos de escravatura Antes da chegada dos espanhóis ao Novo Mundo, em 1492, a maior ilha das Caraíbas era habitada por índios, como os Siboney e os Taínos, tribos que subsistiam, sobretudo, da agricultura e que tinham como base da sua alimentação a yuca (tubérculo da família da mandioca), o milho, a batata-doce, alguns tipos de feijão e frutas como a abóbora, a goiaba, a papaia ou o ananás. Após a quase total erradicação dos índios, a influência espanhola foi-se implantando e foi a que mais contribuiu para a criação de uma verdadeira cultura culinária em território cubano. O tradicional pão de yuca dos índios rapidamente foi substituído pelo pão de trigo dos colonizadores e o feijão da terra americana encontrou sucedâneo no grão-de-bico e lentilhas. Apesar disso, os produtos tradicionais recuperaram, paulatinamente, o seu lugar de destaque, e nos dias de hoje, a yuca e o feijão são reis da cozinha cubana. Prova disso mesmo é o ajiaco. Um caldo espesso, mistura de yuca e vegetais com carne de porco, aromático e bem temperado, é um verdadeiro símbolo da identidade cubana, pela sua fusão e mestiçagem, espelho da sociedade mestiça e multicultural de Cuba. Este é um dos pratos mais antigos e preferidos dos cubanos, sentindo-se, o seu aroma nas ruelas de Centro Habana, O nome ajiaco, segundo os historiadores, vem de aji, uma grande sopa dos escravos africanos condimentada com aji picante. A sua combinação com a cozinha espanhola e a adição dos produtos mais característicos de Cuba, como a yuca, o inhame, a batata-doce, a banana, a batata, a abóbora e o milho, transformaram este prato, à base de carne de porco, num verdadeiro símbolo da gastronomia local. O espírito criativo e a contribuição de outras culturas, prevalecem na mesa cubana, onde a imaginação e a capacidade de improvisação são fundamentais para a adaptação dos pratos às diferentes circunstâncias, nomeadamente aos altos e baixos da economia. Costuma dizer-se que cada cozinheiro tem o seu próprio livro. Em Cuba, mais do que o toque pessoal do cozinheiro, a forma como um prato é confeccionado depende dos produtos que este consegue obter com os seus parcos rendimentos, nos despidos mercados locais. O arroz é o normal acompanhamento – quando não mesmo o prato principal –, quase sempre acompanhado por feijão. Por vezes cozinhados em conjunto – no chamado arroz moro – ou em separado, servindo-se o arroz branco, acompanhado de uma farta cobertura de feijão negro, a lembrar a feijoada brasileira. A esta base, à qual muitas vezes se resume a alimentação dos cubanos, acrescenta-se por vezes carne picada, pedaços de porco ou, quando as possibilidades o permitem, um pedaço de carne de vaca. Para além disso, a comida é enriquecida com o colorido e o sabor extraordinário de várias plantas comestíveis originárias das Américas, que acabam por constituir

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a principal diferença e criar uma identidade própria da cozinha crioula cubana. Entre estes tubérculos, salientam-se a yuca, a batata, a malanga e o boniato (batata doce), ricos em hidratos de carbono, e altamente calóricos. A comida crioula é ainda enriquecida pela banana, enquanto acompanhamento, quer assada, quer cozida, quer, sobretudo, frita, em pequenas rodelas a que se chama “plátano a punetazo”, ou simplesmente tostones. Nos dias de festa, Natal, Ano Novo e aniversários, o porco é rei. A refeição começa, normalmente, com aperitivos, como chicaharrones (couratos) de porco assado passados em manteiga, frituras de malanga ou tostones de banana frita. Os homens dedicam-se à tarefa de assar o porco, normalmente inteiro, temperado com folhas de goiaba e regado com sumo de laranja ácida Tal como acontece em Portugal, também em Cuba o “lechon” (leitão) é uma iguaria deliciosa. A acompanhar, os cubanos não dispensam grandes quantidades de arroz branco, feijão preto (frijoles negros), pedaços de mandioca, bolinhos de milho e os deliciosos tostones de banana Apesar da riqueza e diversidade do mar que rodeia toda a ilha, o peixe não é, de todo, o prato de eleição dos cubanos, preferindo estes, sempre que possível, guarnecer as suas refeições de carne. Ainda assim, alguns peixes acabam por encontrar caminho para a mesa cubana, destacando-se, de entre estes, o cherne, o pargo ou o mero.

De igual forma, e apesar do seu consumo se resumir, na maioria das vezes, aos muitos turistas que visitam a ilha, não é difícil de encontrar formas crioulas de preparar os principais mariscos dos mares das Caraíbas, com especial incidência na lagosta e nos camarões. Em determinados sítios, é ainda possível apreciar verdadeiras iguarias preparadas com as espécies nativas de caranguejo e mesmo, apesar da actual proibição na sua comercialização, de tartaruga. Outra arma importante da cozinha cubana são as especiarias, o ingrediente especial que, em última análise, motivou a chegada a estas paragens dos descobridores europeus. De facto, quando Cristovão Colombo desembarca nas costas ocidentais do Atlântico, o seu propósito era o de alcançar as Índias das especiarias, procurando ganhar dessa forma vantagem em relação aos marinheiros portugueses, que se preparavam para alcançar a fonte desses delicados produtos através da rota do Cabo, vencido por Bartolomeu Dias. Sem saber, Colombo acabou por descobrir um novo continente, desconhecido até então das potências ocidentais, com populações autóctones muito diferentes daquelas a que os europeus estavam habituados. Apesar de não encontrarem nestas paragens as tão ambicionadas especiarias, os espanhóis – a mando de quem Colombo rumou a Cuba - acabaram por descobrir neste novo continente um exponencial importante de produtos, que compensaram fortemente a falta das especiarias. O ouro e a prata surgem, naturalmente, à cabeça dessas riquezas descobertas no novo mundo, mas convém não esquecer dois produtos da terra que se tornaram preciosidades nos mercados europeus: a cana do açúcar, que apesar de ser já conhecida, alcançou nas grandes fábricas do Caribe a sua expressão mais importante; e a batata, que se impôs na Europa como o principal alimento das populações, muito antes www.lusopress.tv


gastronomia do arroz e das massas (que chegariam do Oriente) e em substituição das castanhas e das bolotas que até aí se consumiam. Como em todas as colónias espanholas, esses produtos foram igualmente introduzidos na culinária cubana, apesar da batata nunca se ter, verdadeiramente, imposto. Já a cana, como é do conhecimento geral, implantou-se em Cuba de uma forma sólida, tornando-se esta ilha o maior produtor mundial de açúcar. Com o cultivo intensivo da cana-de-açucar surgem os seus produtos associados, sobretudo o rum, mas também se estende à população o consumo da própria cana, que entra na confecção de diversos pratos típicos cubanos, como do seu sumo, a guaraba, que se torna igualmente uma das principais fontes de calorias da população cubana. Regressando às especiarias, à medida que o Império espanhol se ia estendendo por outras paragens, nomeadamente pelas cobiçadas Molucas (Filipinas) e, sobretudo, após a junção ibérica que permitiu a Espanha o controle sobre o comércio dos portugueses, no período dos reis Filipes, rapidamente se dá uma forte introdução destas em todos os domínios de Castela, nomeadamente em Cuba. Não é assim de estranhar a forte utilização, nos dias que correm, de um conjunto importante de especiarias na culinária cubana. De entre estas, destacam-se os cominhos, o cravinho, o anis e a canela, assim como a pimenta, apesar de muitas outras se terem tornado importantes para o modo de confecção das iguarias cubanas. Mais tarde, e por influência externa – nomeadamente francesa, após a independência do Haiti e da chegada de muitos fazendeiros franceses e de escravos daquela ilha vizinha, mas também com a chegada de um número considerável de colonos chineses que aqui trabalhavam na construção – um novo grupo de especiarias viria a enriquecer, ainda mais, o tempero cubano. Curiosamen-

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te, num período inicial, muitas delas acabam por ser introduzidas na culinária por vias travessas, sobretudo devido à sua utilização em rituais religiosos ligados à miscigenação religiosa que se operou na ilha com a fusão dos cultos cristãos e animistas, fruto da cultura africana aportada pelos escravos, e o surgimento da Santeria – em muitos casos, as especiarias e as ervas aromáticas, assim como os chás e infusões, eram utilizados pelos religiosos pagãos para inspirar estados de meditação, formas de comunicação com os deuses adaptados das diversas santidades cristãs. E, depois de falarmos dos principais ingredientes duma refeição típica em Cuba, não nos poderíamos esquecer de fechar com chave de ouro, até porque nenhuma refeição estaria terminada sem uma sobremesa. Em Cuba, mais do que os doces, a fruta é essencial para terminar um bom repasto – até pelas propriedades digestivas de algumas das espécies que caracterizam a flora local. De entre estas, as mais consumidas são a goiaba e a fruta bomba (papaia), frescas ou preparadas em doces ou pastas, garantia de um equilibrado final de refeição. É comum, igualmente, o consumo de coco, normalmente incluído, ralado, na confecção de doces, e de manga – diversas variedades, de excelente qualidade – que tanto se consome fresca, como se utiliza para a confecção de doces e gelados – assim como da já mencionada cana-de-açucar, que serve de adoçante a um conjunto importante de receitas locais. No que toca à doçaria, o mais tradicional em Cuba é a confecção de pudins e de arroz com leite (o arroz doce que tão bem se prepara em

Portugal), reflexo da colonização espanhola, e que, a nós, mesmo distantes, nos faz sentir em casa por instantes. Para finalizar, e se pretendem degustar da melhor forma a riqueza da cozinha cubana, um pequeno conselho. Ao invés de optar por vinho ou cerveja, apreciem a boa culinária proveniente da maior das ilhas caribenhas com um bom sumo de fruta, devendo a escolha recair, mais do que na normal laranjada ou limonada, nos sumos frescos de goiaba, papaia ou guanabana – ou, de preferência, o meu predilecto, do ananás cubano, tão doce como o maracujá do Brasil. Outra boa opção, se bem que mais inebriante, é acompanhar a refeição com os típicos e reconhecidos coquetails cubanos, sobretudo os mais refrescantes, como o mojito, o daiquiri ou a piña colada. Fica o desafio, com a certeza de que, qualquer que seja a escolha de prato, acompanhamento ou bebida, uma incursão pela verdadeira gastronomia cubana será sempre (sobretudo se vivida num ambiente cubano) uma experiência única de prazer.

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passatempos Neste quadro existem os 20 nomes de cores. Acha que consegue descobri-los em menos de 3 minutos. Experimente e lembre-se que podem estar em todas as direcções incluindo nas diagonais.

AMARELO AZUL BEJE CAQUI CASTANHO CINZENTO CYAN DOURADO ENCARNADO LARANJA

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MAGENTA PRATA PRETO ROSA ROXO SALMAO SEPIA VERDE VERMELHO VIOLETA

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horóscopo Setembro 2010 CARNEIRO (21/3 a 20/4)

CARANGUEJO (21/6 a 20/7)

BALANÇA (23/9 a 22/10)

CAPRICÓRNIO (22/12 a 20/1)

Vivenciamos um momento especial da humanidade em que somos instigados a evoluir. Muitos são os desafios que envolvem individualidade, relacionamento e propósito de vida. Você tem a oportunidade de dar passos corajosos sintonizados com a sua verdadeira essência.

A libertação de padrões compulsivos nos relacionamentos é necessária, canceriano. Momento de amadurecer e de se conscientizar do que você não quer mais. Reveja, repense. Ainda há uma série de ajustes a serem feitos até que a nova vida se mostre em plenitude.

Responsabilidade não significa ser defensivo ou agir baseado no medo, nativo de Libra. A construção da nova vida implica em um outro olhar e atitude nos relacionamentos. Não espere que os outros ou as circunstâncias mudem. A mudança é interior. Conscientize-se.

Pressões sinalizam o quanto ainda falta se conscientizar e modificar, capricorniano. Há o medo das mudanças, mas é necessário transformar, pois as velhas estruturas não tem mais sentido. Apego e resistência criam dificuldade. Reflita, reconsidere, reavalie, desapegue.

TOURO (21/4 a 20/5)

LEÃO (21/7 a 22/8)

ESCORPIÃO (23/10 a 21/11)

AQUÁRIO (21/1 a 19/2)

Prudência não é sinônimo de medo. Você está sentindo desejo de romper com limitações. Preferir caminhos seguros é condizente com a energia taurina, mas não com os desafios do atual momento. Há muito ainda a refletir e repensar até que tome decisão que será definitiva.

Observe a realidade que você cria com os seus pensamentos, nativo de Leão. Oportunidade de compreender que o valor de algo não reside exclusivamente na matéria. Tentar manter todas as coisas sob controle é infrutífero, o momento é de observar e de fluir.

Não há como deixar de perceber o que deve ser transformado, escorpiano. Este é um momento de expurgo, de limpeza, de conscientização para que ocorram mudanças. Resistir ao fluxo da vida, tentando controlar as coisas, é a pior forma de lidar com os desafios.

O que antes dava sentido ao seu mundo parece ter desmoronado, aquariano. Considere as mudanças como algo positivo, deixando de se identificar com o que passou. Trabalho e questões materiais a rever. Você não é o que faz. O ser está acima do fazer.

GÊMEOS (21/5 a 20/6)

VIRGEM ( 23/8 a 22/9 )

Oportunidade de um novo olhar sobre a vida afetiva, os relacionamentos e a individualidade. Quebrar com velhos padrões pressupõe compreender o que dentro de você já morreu. O poder das transformações pode levar a uma vida mais plena, numa versão nova de si, geminiano.

Guarde seus projetos para si Os padrões emocionais compulsivos tem se revelado extremamente desgastantes, virginiano. Como é dificil mudar o que traz aparente segurança, mas que na verdade é uma prisão. Hora de derrubar os muros das limitações e da inconsciência. Reflita, reconsidera, se reinvente.

SAGITÁRIO (22/11 a 21/12 )

Transformações nas amizades, no contato com a sociedade e com instituições, pisciano. As afinidades se redesenham, pois certos relacionamentos já cumpriram seus propósitos. Há relações que é preciso aprofundar, como também renovar. A fortaleza delas é testada.

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Atenção com as situações materiais que envolvem questões emocionais, sagitariano. Momento interessante para compreender a verdadeira natureza do dinheiro e da matéria. Novas atitudes emocionais estão em pauta, mas não podem ser confundidas com egoísmo.

PEIXES (20/2 a 20/3)

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Lusopress News - Edição 54