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Lençóis reGiÃo do MÉdio tietÊ

uM SeNHor JorNal

155

ANOS Lençóis Paulista, 27 de abril de 2013 - Edição Especial

tecnologia que move a

vida Os avanços tecnológicos, tão úteis e necessários à vida moderna, e suas consequências no desenvolvimento de Lençóis Paulista


Sumário 10 perfil

66 Mercado aquecido

11 artigo

76 visão tridimensional

Simioni transformou a diversão em negócio de gente grande

Lençóis registra 49 empresas da área de TI; Support foi pioneira na década de 80

Prefeita Bel Lorenzetti escreve sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas

Tecnologia permite ver indústria funcionando antes da construção

16 cidade em rede

Lençóis cria diretoria para planejar inovações tecnológicas

40 a chave é o professor

Inovação no ensino

34

Tablets, lousas digitais, netbooks já são realidade nas redes pública e privada

Mesmo com novas ferramentas, figura do educador ainda é essencial

44 Dinheiro de plástico

Da troca de mercadorias para o uso do cartão: as mudanças do comércio

64 genética no interior

Técnica da clonagem é empregada para melhorar desempenho de floresta

80 viver mais e melhor Evolução da medicina tornou paciente coautor do ato médico

28 viatura digital

Evolução tecnológica usada em benefício da segurança da população

Modernidade no campo

53

Máquinas guiadas por satélite realizam colheita da cana-de-açúcar

Expediente reGiÃo do MÉdio tietÊ

A Revista Lençóis Paulista 155 Anos é uma publicação do Jornal O ECO, editada pela Editora e Jornal Folha Popular Ltda-ME. CNPJ: 03.433.116/0001-02 - IE: 416.043.125.113-ME Rua: Geraldo Pereira de Barros, 948, Centro, Lençóis Paulista, SP, CEP 18680-020 Fone/Fax: (14) 3269 3311 - e-mail: oeco@jornaloeco.com.br Impressão: Grafilar, São Manuel - Fone: (14) 3812 5700 direção geral: Moisés Rocha - MTb 44.284 Editor-Executivo: Saulo Adriano - MTb 25.605 Editor-chefe: Vitor Godinho - MTb 55.736

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• O ECO Lençóis paulista 155 anos

REDAÇÃO: Carlos Alberto Duarte, Conceição Giglioli Carpanezi, Priscila Pegatin, Saulo Adriano e Vitor Godinho Fotos: Flávia Placideli, Márcio Moreira, Saulo Adriano, Arquivo O ECO e Divulgação Foto da capa: Márcio Moreira - MTb 071-76/SP Projeto Gráfico e diagramação: Vinicius Humberto de Castro departamento COMERCIAL: Conceição Giglioli Carpanezi, Jerusa Moreli, Manoel dos Santos Silva, Maria Terezinha Ramos, Marta Rocha, Priscila Carvalho e Thiago Pini produção de anúncios: Denis Juvêncio da Silva Colaboração: Tiago Francisco Moreno, Angelo Neto, Flávia Placideli, Welinton Barros, Vanessa Martins, Wanderley Placidelli e Natália Godoy Delgado


Carta ao leitor

Imagem de capa: equipamento usado para emendar cabos de fibra ótica

Tempos modernos

A

palavra Tecnologia está citada mais de uma centena de vezes nesta edição especial da Revista O ECO, comemorativa pelos 155 anos de Lençóis Paulista. Não por moda, nem tampouco por acaso. A tecnologia que permeia nossos dias – em casa, no lazer, na saúde, na escola, no ambiente de trabalho e até mesmo nas ruas - está aqui reverenciada porque é necessário pensar sobre esse fenômeno que faz evoluir a espécie humana no curso dos tempos e do qual ficamos mais dependentes a cada dia. Impossível pensar a vida com qualidade sem inserir na nossa rotina os aparatos tecnológicos que são parte da modernidade. Desde os primórdios, tem-se relatado o esforço da mente humana para superar os limites da natureza. Entre os seres habitantes deste nosso planeta, somos autoproclamados a espécie da tecnologia avançada. O cérebro humano é, em si mesmo, um maravilhoso órgão que evoluiu porque precisava superar limites. No curso desses 155 anos de uma história que nos irmana, somos os atores principais e personagens de um enredo que produz, procria, cresce, avança... Lado a lado com o espírito que nos impulsiona a seguir adiante tem uma ferramenta tecnológica que nos ajuda a vencer os obstáculos, a planejar e concretizar o próximo passo. Seja no setor econômico-produtivo, no social-educacional ou na ciência da vida, a palavra Tecnologia ocupa seu pedestal. O que temos de fato é um povo usando toda sua capacidade para desenvolver dispositivos, processos, meios e métodos que facilitem a vida no nosso pedaço de terra. Seja em busca do conforto, do prazer ou por necessidade, desenvolver tecnologias é algo que está cada vez mais entranhado no DNA da espécie humana. Fazendo uso para o bem, para a boa convivência e para assegurar à vida um futuro mais próximo daquilo que entendemos por ideal. Foi com esse olhar que a equipe do Jornal O ECO planejou, executou e, agora, lhes apresenta o produto final. São 84 páginas de uma leitura que coloca em pauta aquilo que está na base da nossa evolução e para algo que nem sempre nos atentamos. Boa leitura!

Lado a lado com o espírito que nos impulsiona a seguir adiante tem uma ferramenta tecnológica que ajuda a vencer os obstáculos, a planejar e concretizar o próximo passo.

Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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Perfil

em TeSTe – Renato Simioni, com o piloto da Stock car, Valdeno Brito, testam o simulador que leva o nome da corrida e foi criado para computadores

do mundo virtuaL para o reaL Brincadeira de infância transformou Renato Simioni em homem de negócios dos games priSCila pEGatin

u

m cenário de velocidade, ultrapassagens estratégicas, disputas pelo melhor lugar e, finalmente, subir no pódio. A tecnologia ganhou espaço na vida de Renato Elias Simioni. Através dos jogos de corridas, um hobby da infância, Simioni faz carreira no ramo de games virtuais. “Tinha um sonho de trabalhar com games, mas não via como poderia acontecer. A princípio, comecei customizando carros e pistas como diversão e passatempo, em uma plataforma aberta, por conta própria”, conta. “Conforme fui investimento mais tempo, conhecia mais coisas e foi quando dei o salto meio que circunstancial na minha vida”. Lençoense, Simioni viveu na cidade até os 18 anos, quando se mudou para Londrina, no Paraná, já com a intenção de cursar a faculdade de ciências da computação. “Co-

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Largando entre

os primeiros Nome - Renato Elias Simioni Idade - 33 anos cidade natal - Lençóis Paulista, onde ainda vem com frequência cidade atual - Londrina - Paraná Formação - Ciências da computação e Direito incompletos, mas tem vasta experiência no desenvolvimento de jogos de corridas para computador Hobby - vida social e com a família No currículo - os games Stock Car, Fórmula Truck Simulador Oficial para o futuro e já em desenvolvimento game com Ayrton Senna e jogos para celular

• O ECO Lençóis pauLista 155 anos

mecei, mas não cheguei a concluir. Depois mudei para direito e, no final do curso, que também não concluí, comecei a trabalhar com os games”, revela. Foi quando estava em Londrina que Simioni recebeu o convite para trabalhar em uma empresa Sueca. “Foi uma feliz coincidência. A empresa utilizava a mesma tecnologia que fui desenvolvendo. Eles conheceram alguns trabalhos meus como amador e me chamaram para trabalhar”. Com uma temporada de três meses na Suécia, em 2007, ele ficou na empresa até 2009, quando montou a Reiza Studios, que faz games e simuladores de corridas. “Temos o game Stock Car, lançado em 2011, que depois teve a temporada 2012. No começo deste mês, lançamos a Fórmula Truck Simulador Oficial”, conta. “Já o novo game com Ayrton Senna é um projeto mais ambicioso, que vai até 2014, assim como jogos para celular, um ramo que pretendemos começar”, lista. Em um mercado totalmente ligado à tecnologia, Simioni explica que é preciso estar motivado todo dia para continuar. “Entrei na carreira porque, a princípio, gostava muito, tanto de automobilismo real quanto dos jogos de corrida”, diz. “A motivação é paixão, é gostar do que faz e é bem difícil acabar com isso porque faz parte da gente”, ensina. Sócio da empresa, hoje ele vai além dos games desenvolve diversas funções na Reiza. “Sou meio que um faz tudo. A Reiza tem uma equipe de cinco desenvolvedores, além de mim e meu sócio”, diz. “Coordeno projetos participando diretamente como diretor, definindo o que vai ter, como vai ser, mas não ponho tanto a mão na massa. Fico mais na parte administrativa, conseguindo parcerias”, conta. Por ser uma empresa totalmente ligada à tecnologia, cada funcionário não precisa sair de casa todos os dias para o trabalho. “A empresa é inteira virtual. Cada um na sua casa”, ressalta. “Esse é um mercado que só tende a estar mais presente na nossa vida, não só no entretenimento como em diversas áreas. É entusiasmante porque mistura um pouco do trabalho e do hobby, mas tenho que ficar alerta todos os dias porque, às vezes, aparece uma tecnologia nova que revoluciona”, finaliza.


Artigo

Tecnologia a serviço

do ser humano

U

ma revista especial, para uma data importante: aniversário de Lençóis. Uma pauta instigante e animadora: Lençóis no século XXI e os avanços tecnológicos no nosso dia a dia. Peço licença para transcrever aqui o início de meu discurso de posse em 1º de janeiro de 2013: “O ser humano, por sua natureza, sempre procurou vencer os obstáculos e tornar sua vida melhor. Para superar o perigo nas caçadas, o homem cria a lança que prolonga seu braço e aumenta sua força. Para levantar objetos pesados, cria a alavanca, os guindastes... Para atravessar vãos, rios e montanhas, constrói pontes, abre túneis... Para curar doenças, mistura ervas, cria remédios... A cada necessidade ou dificuldade surgida em toda a sua trajetória, a humanidade faz novas tentativas, novas descobertas. A vida melhora aos poucos... Se as necessidades básicas são atendidas, outras surgem: morar melhor, cultivar melhor a terra, tecer, transportar, buscar novas técnicas nas soluções dos problemas... De fato, essa trajetória nos mostra que o ser humano traz dentro de si o desejo de crescer, melhorar, viver bem e ser feliz! Prioridades resolvidas, sonhos realizados, novas necessidades surgem, novos sonhos nascem... Das nossas origens até hoje, na essência, mudamos pouco. Isso é bom! É justamente isso que nos move a buscar o melhor sempre. Conosco, em Lençóis, não tem sido diferente.”

Checando números, informações e resultados, podemos, com certeza, afirmar que o lençoense busca incessantemente vencer os desafios, superar os problemas e crescer. Na vida pessoal ou profissional, nas pequenas ou nas grandes empresas, a busca pela inovação e eficiência é constatada em qualquer pesquisa ou análise. Percebemos, entretanto, que na história lençoense, isso não é tudo. Existe bem mais que resultados mensuráveis ou estatísticas. Existe um povo que trabalha, cresce e se realiza. É o trabalho com significado, o crescimento individual e coletivo, a tecnologia a serviço das pessoas. Na história da humanidade, o homem foi construindo objetos que facilitassem sua vida ou possibilitassem dominar o meio natural. Foram criações úteis, mas que não o satisfizeram totalmente. Era preciso ir além: expressar sentimentos diante da vida, harmonizar os traços e as cores, dividir as conquistas e vibrar com elas. Assim surgiram a Arte e as mais belas criações. Entendendo, essa evolução tão longe de nós e dos nossos dias, percebemos porque somos uma cidade pujante, diferenciada. Os avanços, tão úteis e necessários, estão afetando de modo positivo as pessoas, que sonham, que querem viver bem, que buscam oportunidades para crescer, se realizar e ser feliz. Temos nas mãos uma revista que mostra histórias que nos orgulham e emocionam. Histórias que merecem nosso aplauso quando festejamos os 155 anos de Lençóis Paulista. Neste clima de alegria e comemorações, continuemos sonhando. Depositemos neste presente, que já é tão animador, as nossas esperanças num tempo cada vez melhor, mais próspero e equilibrado, em que todos os avanços estejam sempre focados no ser humano, no lençoense do futuro. Bel Lorenzetti Prefeita de Lençóis Paulista

Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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Tecnologia cidadã

avanço que

poucos municípios têm eder paccola Santa Bárbara, diretor de Tecnologia e comunicaçãoda prefeitura de Lençóis paulista

Setor de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Lençóis Paulista formou equipe nos últimos anos para, em 2013, virar diretoria autônoma SaulO adrianO

c

açula entre as diretorias da administração municipal, a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação tem quatro meses de vida. Porém, já se vão décadas de trabalho para colocar em pé um sistema de comunicação digital que atenda ao cidadão lençoense. O mo-

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mento foi oportuno para criar a pasta, avalia o diretor de Tecnologia da Informação, Eder Paccola Santa Bárbara. “Éramos um setor que amadureceu muito e se estruturou sob o comando de outras diretorias da Prefeitura. Se tivesse sido criada antes, talvez não tivéssemos uma Diretoria de Tecnologia com quadro de funcionários tão capacitados como temos agora”, elogia. Nos últimos anos, afirma ele, o setor de tecnologia foi formando equipe e, quando

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se deu conta, havia um time estruturado para ganhar a autonomia de planejar as ações da administração municipal na área de comunicação digital. A partir daí, foi até natural o coordenador de Tecnologia virar diretor da pasta. Melhor estruturada, a diretoria tem melhores condições de desenvolver ações para que tecnologia da informação seja colocada a serviço do cidadão, do cadastro de novos familiares ao controle de sepultamentos nos cemitérios da cidade.


O núcleo de trabalho da diretoria é o que Santa Barbara chama de data center ou servidor central. Ali, convertido em bits, está armazenado um sem fim de informações digitais que dão base para a rotina de trabalho da administração pública. Ou seja, ali está o ferramental diário de educadores, médicos e agentes de saúde pública, gestores de pessoal e de políticas públicas, organizadores financeiro e tributário municipais, engenheiros, planejadores, projetistas. Enfim, todos os setores da administração municipal que dão conta de conduzir o município e de atender ao cidadão em suas diversas necessidades, incluindo projetar o futuro de uma cidade que caminha para ter 100 mil habitantes em breve. “Podemos dizer que a Diretoria de TI existe para criar condições para que cada setor desenvolva seu trabalho específico e possa atender ao cidadão lençoense. Claro, com todos os dados blindados, preservando a segurança e a privacidade do cidadão cadastrado no sistema municipal”, resume Santa Bárbara. Velando pela segurança desse imenso banco de dados e zelando para que o sistema opere nas 24 horas do dia há uma equipe de profissionais. Os analistas de sistemas são responsáveis por desenvolver os aplicativos para que toda a parafernália eletrônica tenha utilidade prática no terminal de uso. Da folha de pagamento ao controle tributário, do acesso à internet em cada terminal à atualização do cadastro geral de contribuintes e cidadãos lençoenses a cada consulta médica, por exemplo. A equipe de técnicos em informática existe para dar manutenção aos equipamentos, capacitar o usuário dos sistemas e, se necessário, dar o suporte para que o computador funcione onde e quando tem que funcionar. Cabe a eles evitar apagões digitais nas escolas, unidades de saúdes e em todos os setores da administração.Por fim, uma equipe de infraestrutura - com eletricistas e engenheiro eletricista – planeja e executa redes de comunicação em prédios públicos municipais em reforma, ampliação ou construção.

serviços que a rede possibilita Conecta Cidadão – sinal gratuito de internet. Hoje, 69 pessoas são usuárias do Conecta Cidadão no Núcleo Luiz Zillo e Jardim Caju. Há 34 pedidos autorizados, aguardando aquisição do kit de acesso. Nota Fiscal Eletrônica – emite nota fiscal por serviços comercializados no município e acompanha recolhimento de tributos. São 268 empresas utilizando o sistema e há a possibilidade de atender às 3.825 inscrições municipais. A administração está implantando a certificação de site seguro. Prontuário médico eletrônico – Implantado em 2013, possibilita ao médico acesso às informações do paciente. São atendidas 6 mil pessoas (ESFs Vila Cruzeiro e Vila São João). O sistema recebe novas implementações e ainda neste semestre seja expandido a outras unidades. Controle tributário – acompanha os lançamentos de tributos e ampliará o modelo de recolhimento de impostos e taxas municipais. Atende a todos os contribuintes do município. Cidadão on-line – O www. lencoispaulista.sp.gov.br. dá acesso a serviços públicos (concursos, consultas de leis e documentos, contas públicas, Fala Cidadão, emissão de guias). Para empresas, possibilita transações de cadastros diretamente no sistema tributário on-line. Acesso à distância - Está em processo a disponibilização de ações e interfaces para a prestação de serviços à população.

Além da informática, que está em cada canto da Prefeitura, a Diretoria de TI está absorvendo a telefonia no setor público municipal. “Tem um avanço digital para ser feito com as centrais telefônicas do município e o projeto está com nossa diretoria”, revela Santa Bárbara. Mas, para quem imagina que isso esgota as atividades da pasta, tem mais. O sistema de iluminação pública em Lençóis Paulista passará por mudanças em breve. As lâmpadas de postes de rua e de praças públicas não mais serão incandescentes ou a vapor de sódio, por exemplo. Está vindo aí a iluminação pública por lâmpada de led, mais econômica no consumo de energia, mais eficiente em luminosidade e de vida útil mais longa. “Herdamos a missão de gerenciar a iluminação pública da cidade”, revela o diretor de TI. O futuro sinaliza que a iluminação pública por leds exigirá uma programação computadorizada para operar o sistema de forma inteligente, aproveitando a iluminação natural para ligar ou desligar o sistema mais cedo ou mais tarde, economizando na conta de luz da cidade. Esse é o primeiro passo, mas onde entra o computador – sabe-se – abrem-se novas possibilidades de usos. Por exemplo, Lençóis Paulista poderá ganhar iluminação pública natalina diferenciada, controlada por computador. “Estamos caminhando para o futuro. Para um futuro bem próximo, coisa de cinco anos ou menos, quando um sistema vai avisar se a lâmpada precisa ser acesa, apagada ou substituída”, anuncia Santa Bárbara. Outro detalhe que mexe com a vida da cidade inteira. Santa Bárbara lembra do impacto ambiental das lâmpadas de led. “Os insetos são atraídos pela lâmpada convencional, usada hoje. Com led isso não acontece”, completa. Tudo somado, do principal ao periférico, Lençóis Paulista se confirma entre as cidades na vanguarda da aplicação da tecnologia a serviço do setor público. “Nossa estrutura de equipamentos, de sistemas e de equipe técnica coloca a cidade à frente de muitas outras”, finaliza.

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Tecnologia cidadã

Fibra ótica é marco de evolução Ainda neste ano, 40 Km de fibra ótica conectarão os departamentos da administração municipal Saulo Adriano

H

á uma rede de 30 quilômetros de cabos de fibra ótica (e em expansão) interligando os vários departamentos da Prefeitura. Isso liga o data center da Prefeitura aos departamentos próximos e distantes, como escolas e unidades de saúde funcionando nos bairros. É por esse cabo que passam as notas das avaliações dos estudantes da rede municipal, o prontuário médico eletrônico, o agendamento de consultas nos postos de saúde, a contabilidade da Prefeitura e muito mais. Quando tudo começou, em meados dos anos 2000, a tecnologia mais avançada disponível e implantada eram os rádios na frequência de 2,4 gigahertz. Em pouco tempo, o tráfego de dados esgotou essa capacidade de comunicação e a rede foi substituindo o sistema por rádios mais potentes, na frequência de 5,8 gigahertz. “Fizemos isso porque havia um tráfego que interferia na transmissão de dados. Naquele tempo, eram rádios mais velozes e melhores para atender à demanda de uso”, lembra Eder Paccola Santa Bárbara, diretor de Tecnologia da Informação da Prefeitura lençoense. Logo, provedores de internet e demais usuários da rede digital também migraram para a frequência de 5,8 gigahertz. “De novo, passamos a ter problemas com o fluxo dos dados”, relembra o diretor. A situação ficou um pouco mais problemática por causa da implantação do monitoramento de praças, ruas e avenidas por câmeras em Lençóis Paulista. A transmissão de imagens na forma de dados exigia muito mais do sistema de comunicação digital.

Equipe própria da Diretoria de Tecnologia dá manutenção à rede de cabos de fibra ótica, garantindo operacionalidade ao sistema e solução rápida

Surgiu a necessidade de usar uma nova tecnologia. “Foi quando começamos o projeto da fibra ótica”, observa Santa Bárbara. Os primeiros interligados aos provedores centrais foram Almoxarifado Municipal, Diretoria de Obras e Ambulatório de Especialidades, por causa da proximidade física com o data center. O grande entrave do uso dos rádios para transmitir dados eram as barreiras físicas, desde edificações ou árvores que bloqueavam o sinal, até o relevo do município. “A fibra ótica veio como uma solução eficiente e rápida, apesar do custo de cabeamento na época. Fizemos um projeto de interligação e passamos a estender esse projeto que ainda é de alta tecnologia. Hoje, temos 30 quilômetros de cabos instalados e operando”, afirma o diretor de TI. Em termos de necessidade, a rede atual atende a 80% do ideal, mas está em expansão de 8 quilômetros para interligar Biblioteca Municipal Orígenes Lessa, Espaço Cultural Cidade do Livro, Museu Alexandre Chitto e outros prédios públicos no Centro da cidade. “Temos 90% dos próprios públicos já conectados por fibra ótica. Onde ainda não está cabeado, está interligado via rádio. Até o final deste ano, teremos 100% de interligação por fibra ótica”, anuncia Santa Bárbara. Ao chegar a 100% de conexão por fibra ótica ainda em 2013, a Prefeitura de Lençóis Paulista aposenta a internet via rádio. Tecnicamente, isso representa o objeto de desejo para quem trabalha com comunicação de dados em grande volume. Mais que isso, desde 2012 a Diretoria de TI formou uma equipe própria para dar manutenção à rede de alta tecnologia, sem precisar contratar profissionais externos para eventuais reparos que sejam necessários. “Não conheço município que possa dizer isso, que tenha essa capacidade. Como trabalhamos com saúde e educação, diretorias que não podem deixar de oferecer o serviço básico, não podemos ficar um dia sem conexão”, completa o diretor de tecnologia da Prefeitura.

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Tecnologia da Informação

conecta cidadão, porque a rede É sua Sinal da internet já chega de graça a bairros populares nos extremos noroeste e sudeste da cidade e, em breve, será disponibilizado em praças e espaço públicos

SaulO adrianO

o

projeto embrionário se chama Conecta Cidadão e está implantado em fase experimental em dois polos urbanos de Lençóis Paulista: Jardim Cidade do Caju (bairro popular na região sudeste) e Núcleo Habitacional Luiz Zillo (a noroeste). À população desses dois bairros o sinal de internet chega aberto e de graça. Não a todas as moradias porque há barreiras técnicas que precisam ser vencidas e, por isso, a fase do projeto é experimental. Mas esses dois bairros são pioneiros em um programa de inclusão digital que pretende cobrir, no futuro, todo o perímetro urbano de Lençóis Paulista em uma rede wireless (sem fio) de acesso à internet.

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Foi o então Departamento de Tecnologia da Informação que desenvolveu o servidor que disponibiliza o serviço à comunidade. O sinal de internet sai do data center da Prefeitura e trafega pela rede de fibra ótica até uma repetidora, que é a ERB (estação de rádio base), montada no bairro. “Da estação é feita a irradiação do sinal para as moradias dos bairros Jardim Caju I e Caju II, por exemplo, onde foi feito o projeto piloto. A expansão atende também ao Núcleo Luiz Zillo, no outro lado da cidade”, explica tecnicamente Eder Paccola Santa Bárbara, diretor municipal de TI. Quando o assunto é internet gratuita, há muita confusão. Muita gente entende que o município deveria dar toda uma infraestrutura que permita ao usuário ligar seu computador em sua casa e navegar na

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internet. “Legalmente, o município não pode fazer isso, dar o equipamento para uso privado. A Prefeitura disponibiliza o sinal aberto, mas os equipamentos para recepção do sinal têm que ser por conta do munícipe”, explica Santa Bárbara. O sistema é similar ao sinal aberto de televisão. A estação retransmissora é comprada e mantida pelo município em pontos estratégicos da cidade. O munícipe compra seu aparelho de TV e a antena receptora. A partir dessa fonte emissora e do aparelho receptor do sinal é que os canais abertos na televisão são sintonizados na casa de cada lençoense. “Com a internet é igual. A Prefeitura monta a ERB e disponibiliza o sinal. O usuário compra o rádio receptor (cerca de R$ 350) e usa seu computador para acessar o sinal sem custos com o provedor”, afirma.


Projeto piloto no Jardim Caju e expansão para o Núcleo Luiz Zillo abrem o sinal gratuito de internet para a população em duas regiões da cidade; próxima etapa prevê internet móvel em praças, escolas e outros espaços públicos

A proposta do projeto Conecta Cidadão é oferecer um sinal de internet de qualidade para navegação. O sinal que é enviado via rádio pela rede publica cobre um raio de 300 metros. Nesta área no entorno da ERB, o usuário capta o sinal conforme as condições de sua casa. Barreiras físicas como paredes, muros, edificações, árvores e morros interferem na qualidade do sinal. Em campo aberto, o sinal pode cobrir até mais que 300 metros. Em áreas com barreiras, a área de cobertura pode ser menor. “Quando o cidadão se propõe a entrar no programa, ele preenche umasolicitação e a Diretoria de TI envia sua equipe técnica até a residência para medir a qualidade de chegada do sinal naquele ponto. O resultado dessa medição é que define a chegada do sinal naquela residência”, confirma o diretor Santa Bárbara.

A partir do projeto piloto no Jardim Caju e da extensão no Núcleo Luiz Zillo, a Prefeitura tem um plano de expansão do Conecta Cidadão para outras regiões da cidade. “Isso está no plano de metas do governo municipal”, reforça Santa Bárbara. Porém, uma característica recente do usuário de internet é a mobilidade, que acessa o sinal através de smartphones, iphones, tablets e outros equipamentos móveis. A tendência é que a expansão do Conecta Cidadão chegue primeiro a esses equipamentos, através de disponibilização do sinal em praças e prédios de uso público (escolas e bibliotecas, por exemplo). Escolas e creches já têm um embrião disso, para uso de professores e funcionários. Avançado, o programa vai atender também ao munícipe de forma geral que mora ou circula nas imediações desses locais.

Quando pensa a cidade daqui a alguns anos, Eder Paccola Santa Bárbara visualiza Lençóis Paulista como uma cidade digital e wireless (com conexão sem fio em qualquer ponto). Por segurança e por respeito ao cidadão lençoense, o sistema pedirá senha individual. Por segurança, porque o mundo virtual pode servir para crimes cibernéticos e há que se resguardar para que o uso indevido seja punido, responsabilizando o usuário infrator na proporção do seu desvio de conduta. Por respeito ao cidadão lençoense porque é ele, como contribuinte, quem paga pela implantação de um projeto caro para receber esse item de conforto da vida moderna. “Quem usa internet sabe que a identificação do usuário é essencial e necessária”, arremata o diretor de Tecnologia da Informação de Lençóis Paulista.

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CONHECIMENTO E TECNOLOGIA LENÇOENSE A SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO PARA O BRASIL E O MUNDO A URSO EQUIPAMENTOS se orgulha por estar há 19 anos contribuindo para o desenvolvimento de nossa cidade levando o nome de Lençóis Paulista para os quatro cantos do país. Revelando que além de um povo de fé e tradição, temos uma terra fértil em tecnologia com gente capacitada a produzir soluções de sucesso. Parabéns Lençóis Paulista!

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Tecnologia na Segurança

O Tdm é o terminal de dados móvel, instalado nas viaturas da polícia militar

Do rádio HT

ao celular e gPs Polícia Civil tem equipamento que identifica voz; PM adota tablet e GPS na viatura CarlOS alBErtO duartE

P

resente no dia a dia das pessoas, a tecnologia está cada vez mais presente nas ações da segurança pública. Tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar têm modernos equipamentos que facilitam a comunicação e o trânsito nas ruas da cidade. O celular foi um dos primeiros avanços, depois de aposentados os pioneiros rádios HT. Em seguida veio o computador e o milagre da tecnologia moderna: a internet, que encurta distâncias e transmite

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informações em velocidade ímpar. Quantas coisas realizamos todos os dias à frente de um computador? Pois é a mesma informática que ajuda as polícias a darem respostas mais rápida em suas operações. Para o delegado titular de Lençóis Paulista, Luiz Cláudio Massa, a escuta telefônica autorizada pela Justiça é o maior avanço obtido pela Polícia Civil. Denominado Guardião, o programa é o grande trunfo no combate ao tráfico de drogas. "Os grandes traficantes não colocam mais a mão em entorpecentes. E só com essas escutas ficou possível fazer o vínculo dessas pessoas com o tráfico ilícito", explica o delegado responsável por


NA ESCUTA “Os grandes traficantes não colocam mais a mão em entorpecentes. E só com essas escutas ficou possível fazer o vínculo dessas pessoas com o tráfico ilícito”, Luiz Claudio Massa, delegado titular da Polícia Civil de Lençóis Paulista

duas grandes operações recentes em Lençóis Paulista. A escuta telefônica autorizada não é nova, mas no passado sua constitucionalidade era questionada. Hoje, é considerada constitucional. Com ela se obtém provas irrefutáveis, que dificilmente possibilitam a absolvição do traficante flagrado nas investigações. O programa Guardião condenou pessoas ligadas ao tráfico em Lençóis Paulista em penas que variam de 3 a 14 anos de prisão para cada indivíduo envolvido. Capitão da Polícia Militar, Paulo Cesar Valentim comanda a 5ª Companhia de Lençóis Paulista e responde por oito municípios sob sua jurisdição. Com uma enorme responsabilidade sobre os ombros, Valentim também comemora os avanços tecnológicos como ferramenta de combate à criminalidade. Utilizando softwares e equipamentos, o oficial controla em tempo real as ocorrências registradas na cidade. O programa ainda aponta local e horário de maior incidência de determinada ocorrência (aci-

Detalhe do GPS instalado em viatura da Polícia Militar, equipamento que possibilita chegar mais rápida e mapear os locais das ocorrências

dentes, furtos, roubos). Com isso, possibilita à inteligência da polícia programar patrulhamento das equipes da Polícia Militar para este ou aquele local. Outro avanço tecnológico está nas viaturas do rádio patrulhamento. Antes, para consultar pessoas e veículos era necessário chamada via rádio ou uma ligação telefônica ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Hoje, os policiais visualizam na tela de um tablet a situação da pessoa ou veículo abordado. "No futuro, vamos emitir boletins de ocorrências digitais no local do fato", prevê o comandante Valentim, ao afirmar que a Polícia Militar já investiu muito em tecnologia. Ele antecipa que não abre mão dessa ferramenta em sua rotina de trabalho de combate ao crime. Programas A combinação do computador com um software específico é uma das ferramentas que a Polícia Civil dispõe para identificar agressores da sociedade com características singulares. DenominaLençóis paulista 155 anos O ECO •

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Tecnologia na Segurança do de Siri (Sistema de Inteligência e Reconhecimento), o programa, cuja central está instalada na Delegacia Seccional de Bauru, identifica, por exemplo, uma tatuagem, um defeito congênito e até o apelido do indivíduo. Com isso, a tecnologia possibilita chegar mais rápido aos autores de crimes. Um dos ramais do Siri está instalado na delegacia local. Com ele foi possível, por exemplo, identificar autores de uma série de roubos ocorridos recentemente em Lençóis Paulista. A Polícia Civil dispõe de equipamentos ainda mais sofisticados. Com o codinome de Cadeira Elétrica, equipamento instalado em Bauru faz fotos digitais dos agressores de todos os ângulos possíveis e grava sua voz. Juntos, esses dados abrem a possibilidade de os autores de ações criminosas serem identificados por vítimas de um roubo, por exemplo. Isso porque, na maioria das vezes, os ladrões exigem que as pessoas não os olhem ou essa estratégia intimida as vítimas. O monitoramento interno dos estabelecimentos é outro grande aliado dos profissionais da Segurança Pública. Os modernos equipamentos têm imagem nítidas que ajudam a identificar criminosos, através do congelamento e zoom das imagens. Já o monitoramento de vias públicas, segundo a polícia, auxilia em ações cíveis, como acidentes de trânsito. Os equipamentos dificultam identificação de placas de veículos ou ações criminosas. A Polícia Militar dispõe de vários programas que ajudam a monitorar ocorrências e suas características. O Infocrim é um deles. Com o programa, a PM desenvolve o PPI (Plano de Policiamento Inteligente) e o CPP (Cartão de Prioridade de Patrulhamento), onde é possível identificar dias da semana e horário que mais são registradas ocorrências. "A viatura patrulha onde é necessário para prevenir", explica o capitão Valentim. Outra ferramenta que otimizou o trabalho da PM é o TMD (Terminal Móvel de Dados), instalado em todas as viaturas operacionais. Com o equipamento é possível pesquisar identificação de pessoas e registro de veículos. O equipamento tam-

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Siri - Sistema de Inteligência e Reconhecimento utilizado pela Polícia Civil

NA RUA “No futuro, os policiais militares trabalharão com tablets”, prevê o capitão Paulo Valentin, ao afirmar que será possível registrar boletins de ocorrências instantâneos.

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

bém possui um GPS (Global Positioning System), que facilita o trânsito das viaturas e identifica locais de ocorrência com mais rapidez. Durante a fiscalização de veículos e pessoas, o TMD funciona com cores na tela, que indicam se há algum tipo de problema. Ao ser pesquisada placa de veículos, a tela mostra a cor verde (cadastro em ordem), amarelo (problemas de documentação) e vermelho (queixa de furto ou roubo). No caso de pessoas, as cores são vermelho e verde, em caso de o indivíduo ser procurado pela Justiça ou não. A PM ainda dispõe do Fotocrim, banco da dados de pessoas presas ou com passagem em registros policiais. A Polícia Militar tem acesso ao Infoseg, banco de dados da Polícia Federal, e ao Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo), banco de dados digital do Estado. Com os equipamentos, no comando da 5ª Companhia e à frente de um notebook, Paulo Cesar Valentim tem horário, itinerário e velocidade que as viaturas trafegam, itens que há pouco tempo eram impossíveis ser controlados à distância. "No futuro, os policiais militares trabalharão com tablets", prevê o oficial, ao afirmar que será possível registrar boletins de ocorrências instantâneos.


Tecnologia na Educação

Ensino da robótica agregada à grade curricular pretende reforçar a formação de adolescentes

Janelas para o novo horizonte do conhecimento TI aplicada à educação insere professores e alunos no prazer da aprendizagem Saulo Adriano

H

á um mundo de incontáveis possibilidades e de informações repousando no universo digital. Com recursos criativos e direcionamento pedagógico, a tecnologia digital abre esse horizonte para que estudantes e professores façam da escola um espaço mais dinâmico e mais atraente, capaz de melhorar o desempenho da aprendizagem em qualquer disciplina. Educadores das redes pública e privada de Lençóis Paulista olham com carinho e grandes expectativas para

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essa ferramenta ainda muito cara, porém muito útil às salas de aula. Como parece ser a sina do ensino regular no País, as novidades chegam primeiro na rede privada. Talvez porque o gigantismo do ensino público exija movimentos transatlânticos a cada decisão de, por exemplo, comprar os equipamentos necessários para iniciar um módulo de educação apoiada nos recursos da informática. O Colégio Francisco Garrido e Facol (Faculdades Orígenes Lessa) adotaram a tecnologia digital como recurso pedagógico. A instituição privada disponibiliza a tecnologia para seus 1,3 mil alunos ma-

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

triculados do ensino infantil ao universitário, usando lousa digital e até tablets em salas de aula. No momento, o colégio inicia o módulo experimental de Robótica para adolescentes do segundo ano do ensino médio. O objetivo é tornar as aulas de Robótica elemento fixo na grade curricular do nono ano ao terceiro colegial já nos próximos anos. A rede municipal de ensino também se esforça para implantar um sistema de informática educacional que atinja todos os seus clientes. Com mais alunos e regrada pelas complexas leis das licitações e dos concursos públicos, os movimentos na rede pública são mais lentos. Lençóis


Paulista tem 32 escolas e creches municipais que recebem diariamente cerca de 8,5 mil alunos. As unidades inseridas no programa de informática educacional somam 13. Nessas escolas de ensino infantil e fundamental, perto de 6 mil alunos a partir dos 3 anos acessam recursos como o projetor interativo (uma espécie de lousa digital), aulas com netbooks e ou laboratórios fixos de informática. Ou seja, sete em cada dez alunos da rede municipal conhece na prática o que é a tecnologia da informação aplicada à educação. Segundo a Diretoria Municipal de Educação, mesmo os alunos em escolas infantis acabam tendo contato com os computadores. A diferença é que os alunos menores têm aula de informática para aprender a usar os equipamentos e os maiores têm aula com informática, quando a tecnologia da informação digital é aplicada como suporte para estimular o aprendizado, educar e formar cidadãos e profissionais. A rede estadual anda para frente, mas a passos mais lentos que a escola municipal. Está praticamente engatinhando na aplicação da tecnologia como ferramenta de ensino, uma tentativa de aproximação entre a escola estadual e o mundo digital. É comum ver nas escolas da rede estadual os laboratórios de informática, mas também é comum ver esses laboratórios sem uso sistemático por falta de técnicos, monitores ou professores treinados para isso. Também faltou um projeto ou programa para aplicar a informática ao ensino gratuito e é isso que se está buscando agora na rede estadual, por necessidade. A realidade em que vivem os estudantes de hoje obriga o Estado a tomar providências, porque ele começa a ter o fantasma da indisciplina e do desinteresse no conteúdo oferecido pela escola. O aluno que teve acesso à tecnologia na sua formação de base passa a ser mais exigente. Ele sai da realidade em que tem o netbook e aula informatizada na rede municipal e chega a uma escola onde a aula está limitada a lousa e giz. Chega sabendo que a informação dada no livro físico está disponível na internet com mais recursos e ou que aquilo não acrescenta grandes

Computadores e lousas digitais, aos poucos, vão invadindo as salas e tornando as aulas mais dinâmicas; professores ainda enfrentam o desafio de lidar com a nova ferramenta

novidades ao que ele já apreendeu. É sempre assim? Claro que não. O que acrescenta aprendizado ao aluno é a mediação do professor. Se a aula for interessante mesmo sem tecnologia, tudo bem para o aluno. Mas se a aula for limitada à transmissão de conteúdo, a escola não atende mais ao aluno egresso de um sistema informatizado. O Estado tem essa preocupação e busca oferecer uma escola pública que desenvolva o uso da tecnologia na sala de aula. Para isso, desenvolve plataformas de educação digital que ainda não chegaram às aulas atuais e nem se sabe quando vão chegar efetivamente. Enquanto isso, há casos de professo-

res que usam a tecnologia em suas aulas, mas por iniciativa própria ou individual. O ensino estadual ainda carece de incentivo ao professor para usar a tecnologia, atendendo ao aluno que chega à sala de aula querendo isso. Implantar o processo de informática educacional em uma rede tão extensa como a do Estado não é tarefa fácil. Pelo custo, pelas dificuldades e pela resistência do professor também, que muitas vezes vê na proposta uma coisa que vira tudo de cabeça para baixo na escola ou na sua aula. Mas isso é uma coisa que não tem jeito.Tem que se enfrentar e reorganizar tudo, pelo bem dos estudantes que estão sendo formados ali.

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Tecnologia na Educação

em muitos lugares, a escola do início do século passado, quando ainda não se falava em tecnologia na sala de aula, ainda convive com a escola tecnológica

A chave do conhecimento é o Professor Velho e novo métodos convivem nas escolas, enquanto educadores são desafiados a encarar o rito de passagem SaulO adrianO

o

colégio Francisco Garrido tem 55 anos, atravessou mais de meio século de ensino. Educou alunos no tempo em que o professor entrava na sala de aula munido de giz,

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lousa, saliva e sua formação acadêmica. Hoje o cenário na escola é outro, explorando aulas voltadas para um mundo aberto às novas tecnologias. A instituição conhece bem a vantagem da animação gráfica na hora de ensinar anatomia ou trigonometria, por exemplo. O que antes exigia um grande exercício de imaginação do aluno – por-

• O ECO Lençóis pauLista 155 anos

que, na hipótese boa, havia uma figura bidimensional estampada no livro - hoje ganha animação em 3D que ajuda a visualizar a riqueza dos detalhes do corpo humano ou dos sólidos geométricos. Vale o mesmo para o estudo da geografia de um país ou do contexto histórico que influenciou um movimento literário importante para nossa língua. Pedagoga com 35 anos de carreira, Élida Faria é diretora do colégio Francisco Garrido. Formou-se e lecionou em escolas analógicas. Hoje, Élida enfrenta com bom humor o desafio de dirigir uma instituição que valoriza o conteúdo digital. “Apesar de toda a janela tecnológica para o mundo e para a escola, há duas escolas funcionando simultaneamente. A escola do giz e da saliva não desapareceu. Ainda não. Na nossa escola, estamos investimento muito na educação associada à tecnologia. Estamos usando, implementando e incentivando os professores a usarem a tecnologia disponível, porque os alunos exigem isso. Mas a realidade é que, em muitos lugares e em muitas escolas, aquela escola do início do século passado, quando ainda não se falava em


tecnologia, ainda convive com a escola tecnológica”, avalia. O momento atual da educação em Lençóis Paulista pode ser definido como um rito de passagem, de transformação do analógico para a aproximação com o digital. Como todo rito de passagem, exige adaptação, enfrentamento às resistências e superação dos limites e dos hábitos anteriores. Até porque a educação tem como sua base um elemento importante: o professor. Quantos deles estão familiarizados com as tecnologias na sala de aula? Assim como a diretora do colégio Francisco Garrido, muitos professores das redes pública e privada foram formados na escola analógica, de pouco ou quase nenhum recurso tecnológico. Talvez os professores do futuro tenham sua formação na tecnologia digital, mas os de hoje ainda precisam de formação complementar para interagir com recursos como lousa digital, projetores interativos, tablets e netbooks. Para eles, também é um processo de caminhar rumo ao novo. É uma experiência que está todo mundo experimentando. “Aqui, a gente percebe que o quadro branco ainda é bastante utilizado, junto com a lousa digital. O quadro de giz está ficando praticamente esquecido, quase obsoleto. Falo isso olhando para nossas salas de primeiro ano até o terceiro colegial”, revela Élida. Laura Regina Paniagua Justino também é pedagoga e coordena o programa de informática educacional na rede municipal de ensino de Lençóis Paulista. Professora alfabetizadora, pós-graduada em informática educacional e em gestão educacional, ela garante que a aplicação da tecnologia na rede de ensino vem junto com a formação dos professores. “O professor prepara sua aula planejando o uso do recurso tecnológico e leva para sua sala o equipamento. A aula interativa é mais dinâmica e atraente para o aluno”, assegura. Na avaliação de Laura, a grande maioria dos alunos da rede pública já fez a passagem do mundo analógico para o digital. Até 2010, parte da informática oferecida na rede era terceirizada. A partir de 2010,

Na rede municipal de ensino, a tecnologia digital dinamiza o aprendizado e conquista estudantes de todas as idades

implantou-se programa próprio de informática educacional, dessa vez preparando o professor para interagir com o equipamento digital. “Montamos todo o programa, desde a informática infantil até o nono ano do ensino fundamental. Para isso, contamos com dez POIEs (professor orientador de informática educacional), que são os braços operadores do programa nas escolas”, explica. As unidades maiores têm um POIE exclusivo, porque a demanda local é grande. Nas escolas menores, os professores orientadores de informática educacional são agrupados por núcleos. Cada POIE atua basicamente na formação dos professores da rede e no auxílio a esses professores na preparação das aulas. “Perio-

dicamente, o professor tem um trabalho conjunto com o POIE, que chamamos de planejamento assistido em informática educacional. Isso dá sentido à aula utilizando o recurso da tecnologia. É quando o professor faz o planejamento dele, olhando para o currículo, para as habilidades que tem que desenvolver no aluno e para os softwares que possibilitam desenvolver aulas dentro do currículo. Ele sai da formação em informática com sua aula montada, utilizando o recurso disponível, seja o projetor interativo, netbook ou laboratório fixo de informática”, diz. Pelo bem do aluno, o que nenhum educador pode esquecer são os valores no processo de educar, independente do instrumento utilizado para desenvolver aprendizagem e habilidades. Em síntese, educar é fazer o estudante entender que aprender é um processo individual e permanente. Por mais interessante que a aula informatizada seja, ela não substitui o bom professor. Não se pode nutrir a ilusão de que, porque há lousa digital ou sala de informática ou tecnologias de interatividade, os alunos vão aprender tudo, mais e melhor, milagrosamente. O processo individual de aprendizagem parte de dentro para fora e o estudante tem que querer entrar neste processo. Recursos tecnológicos são instrumentos que a escola usa para fazer o aluno aprender mais, gostar de aprender mais e querer aprender mais, sempre. A tecnologia tem que ser instrumento de instigação do conhecimento. Até porque o professor pode ser instigador do gosto pelo aprendizado sem usar lousa digital. Foi assim até agora. Ou seja, tudo ainda depende muito da postura do professor, da proposta da escola para educar seus estudantes, independente de ter à disposição recursos hi-tech ou não. A tecnologia pode ser muito boa e eficaz, desde que haja planejamento de aula e professor acompanhando seu bom uso. Por mais modernosa que seja, qualquer tecnologia perde eficácia quando o professor apenas entrega o equipamento para o aluno, sem planejamento ou sem objetivo pedagógico.

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Tecnologia no ComĂŠrcio

Do escambo ao

fim do dinheiro


VitOr GOdinhO

a

história mostra que o comércio passou por várias fases. Desde o escambo (simples troca de produtos manufaturados por alimentos ou objetos de artesanato) até os dias de hoje, com as vendas on-line, muito mudou. E, sem dúvida, a tecnologia tem papel preponderante nas relações comerciais de hoje. Há alguns anos, era impensável imaginar uma pessoa comprando um par de tênis sem sair do conforto de sua casa. Sem, nem mesmo, colocar no pé o produto para saber se caía bem. As lojas virtuais têm criado mecanismos para eliminar essas barreiras, mas para muitos a compra – mais do que uma simples aquisição de um produto – é um ato que envolve sentimentos e satisfação de desejos. E é isso que as lojas do mundo real – e não virtual – estão procurando oferecer como diferencial.

Para o presidente da Acilpa (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista), José Antonio Silva, o Neno, o comerciante tem que entender que as coisas mudaram e ele não pode parar no tempo. “Qualquer consumidor compra qualquer coisa em qualquer lugar. O surgimento da internet mudou muito a atividade comercial. Hoje, o consumidor consegue consultar o preço do produto antes de ir à loja. A meu ver, o comerciante que não estiver atento a essas mudanças não vai sobreviver”, preconiza. O empresário afirma que os comerciantes de Lençóis Paulista estão sensíveis às mudanças tecnológicas que vêm ocorrendo. Segundo ele, uma mostra disso é que várias empresas já vendem seus produtos na internet. A Lojas Silva talvez seja um dos principais expoentes nessa área. Além das lojas físicas, a rede iniciou suas operações na internet e já tem um percentual considerável de seu fatura-

Da simples troca de produtos manufaturados por alimentos até as compras on-line, o comércio sempre usou a tecnologia a seu favor; hoje, grande parte das transações ocorre com o dinheiro de plástico

eVOLUÇÃO – grande parte das transações tem migrado do pagamento com o dinheiro para o cartão de crédito: facilidade e comodidade

mento alicerçado nesse filão. Neno diz que, para fazer frente ao mundo virtual, os lojistas devem investir em um outro tipo de tecnologia que nem sempre depende do computador, de cabos ou dispositivos eletrônicos: o bom atendimento. “Mais do que o produto, é a prestação de serviço que conta. O consumidor tem opção de comprar determinado produto em vários lugares. Então, o que diferencia são os serviços oferecidos. O local que tem um estacionamento, que tem segurança para ele comprar, que presta um bom atendimento. Isso é que faz a diferença hoje”, opina Neno. O empresário Edwaldo Bianchini – que além da loja física também atua na internet – afirma que a tecnologia mudou totalmente o comércio nos últimos anos. Tanto do ponto de vista administrativo – com a entrada dos sistemas que controlam entradas e saídas, estoque, vendas entre outros aspectos da empresa – como também na concorrência com o comércio on-line. Para ele, as empresas precisam se adaptar para continuarem competitivas. Embora a tecnologia seja algo inevitável, para Bianchini ela tem um limite. Esse limite é justamente onde só o ser humano pode atuar. “Mesmo sabendo a importância da internet, ainda acho que, no meu ramo, nada substitui a presença física do cliente na loja. Para comprar uma roupa ou um sapato, acho que é possível comprar pela internet. Mas a mulher, para comprar um brinco, ela tem que provar todos para ver o que fica melhor, o que combina com seu estilo. O relógio é a mesma coisa. A pessoa tem que ver o produto no braço antes de comprar. Tem que ver se ficou muito grande ou não, o peso”, explicou. Para Bianchini, há alguns casos em que a compra está relacionada à paixão e ao sentimento. “Às vezes, você vê o relógio e ele é lindo, mas na hora que coloca no pulso percebe que não era aquilo que você queria. Então, o consumo de alguns produtos está ligado à emoção. Por isso, não acho que as lojas físicas vão acabar, como profetizam alguns. Elas vão apenas mudar, se reformular”, disse.

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Tecnologia no Comércio

O empresário Edwaldo Bianchini: “tenho tudo no tablet”

Segurança em

primeiro lugar Usar bem a tecnologia pode garantir paz e tranquilidade para comerciantes; estoque ‘virtual’, por exemplo, diminui interesse de bandidos Vitor Godinho

A 48

lém de transformar o modo como se administra a empresa e também a abordagem do cliente, a tecnologia no comércio impactou na

segurança de lojas e magazines que precisam se proteger – e também proteger seus clientes - contra a ação de assaltantes. O empresário Edwaldo Bianchini – que já teve a loja assaltada várias vezes e até pensou em mudar de ramo – afirmou que está empregando a tecnologia para

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

tentar evitar grandes prejuízos. “Antigamente, ou até pouco tempo atrás, você tinha que ter a mercadoria, você tinha que ter estoque. Hoje, você não precisa tê-la mais na sua mão. Eu tenho tudo no tablet, a pessoa escolhe a peça consegue visualizar de várias manei-


DIRETO NA TELA – Tecnologia permite fazer jóia totalmente no computador, tudo bem ao gosto do cliente

ras diferentes. Se ela gostar, ela pede e no outro dia já está aqui para experimentar, tocar a peça”, declara o empresário. Bianchini ressalta a evolução do transporte e da logística. “Hoje, você pede uma coisa e rapidamente ela chega. Isso também ajuda a eliminar os esto-

ques, porque o cliente não gosta de ficar esperando. Por enquanto, isso tem funcionado”, afirma. Ainda na área de segurança, o empresário destacou a questão do videomonitoramento da cidade. Embora o sistema não evite os assaltos, ele tem ajudado

muito a identificar os criminosos. “Todas as lojas estão monitoradas. Consigo ver o que está acontecendo pelo meu celular, de qualquer lugar e a qualquer hora. Mas nós percebemos que isso não foi suficiente, porque nem sempre estamos olhando para as imagens. Então, hoje tem uma central regional que realiza o monitoramento dessas imagens. Não só eu, mas vários empresários têm esse serviço”, salienta Bianchini. A tecnologia também modificou o modo como se faz a jóia hoje em dia. Bianchini lembrou que antigamente ele tinha uma pasta com diversas imagens recortadas de revista para oferecer como opção para os clientes. Hoje, todos os desenhos são feitos em 3D, no computador, e é possível interferir na peça antes que ela seja fabricada. “Já existe uma impressora 3D em que você faz a peça no computador. Ela faz o molde em uma espécie de cera e depois você injeta o ouro. Isso já é uma realidade e eu acredito que isso pode logo chegar aqui. A tecnologia não para”, diz. Mesmo assim, ela nunca vai substituir a mão humana, afirma Bianchini. “Mesmo com toda essa tecnologia, o profissional precisa pegar a peça, dar aqueles retoques que só ele consegue, para que a peça fique confortável no dedo. A máquina pode facilitar, mas nesse caso não substitui o ser humano que a produz”, finaliza.

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Tecnologia na Agricultura

acima, plantação de eucalipto; abaixo, plantação de cana-de-açúcar

a força que vem da roça O agronegócio que representa um terço do PIB do Brasil tem, em Lençóis Paulista, o peso de 60% da economia; cana-de-açúcar é o carro-chefe COnCEiçãO GiGliOli CarpanEzi

o

agronegócio brasileiro responde por um terço do PIB (Produto Interno Bruto) e, para este ano, a estimativa é de um crescimento de quatro pontos percentuais, segundo os especialistas. Na região de Lençóis Paulista, o setor responde por 60% da economia. Ou seja, de tudo o que é produzido, de todos os empregos gerados e de todo dinheiro circulante, mais da metade vem do agronegócio. A cana-de-açúcar é a principal e mais antiga cultura, seguida

do eucalipto. Lençóis Paulista tem, ainda, áreas importantes com laranja, hortaliças, pinus e criação de gado. A força do agronegócio conta com a ajuda importante da tecnologia. Na cana-de-açúcar, a revolução nos canaviais pode ser vista por todos os lados. As máquinas ganharam o campo e a colheita mecanizada deve bater os 90% na safra que começou este mês. Segundo dados da Ascana, a previsão é colher 7,9 milhões de toneladas de cana na região de Lençóis Paulista. A cana é processada pela Zilor nas unidades Barra Grande e São José que produz açúcar, etanol, energia e leveduras. A região tem ainda a Usina de São Manoel, em São Manuel, e a

Usina da Barra, em Barra Bonita. As florestas plantadas de eucalipto, matéria-prima da empresa Lwarcel Celulose, são responsáveis por cerca de 250 mil toneladas de celulose de mercado por ano. Este número representa a produção anual da Lwarcel. Para manter a indústria funcionando com capacidade total e as florestas em franca produção, são oferecidas aproximadamente 7,5 milhões de mudas de eucalipto para plantio próprio e em parcerias com produtores rurais. Toda a madeira consumida pela Lwarcel é proveniente de florestas plantadas de eucalipto, que estão presentes em mais de 30 municípios da região centro-oeste do Estado de São Paulo.

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Tecnologia na Agricultura

um novo cicLo Corte de cana no facão abre espaço para máquinas modernas que trabalham dia e noite; setor canavieiro investiu pesado em tecnologia para atender à demanda do mercado e à legislação ambiental

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COnCEiçãO GiGliOli CarpanEzi

a

cana queimada, o trabalhador com o rosto marcado pelo carvão e o facão com golpes certeiros abrindo um clarão em meio ao canavial. Esta é a imagem que muita gente ainda tem na memória quando pensas na safra de cana-de-açúcar. Nos últimos 10 anos, este cenário vem sendo substituído pelas máquinas colhedoras de cana, que trabalham de dia ou de noite, com cana crua ou queimada. Para atender à demanda do mercado e à legislação ambiental, o setor canavieiro investiu em tecnologia. E põe tecnologia nisso. Para as colhe-

• O ECO Lençóis pauLista 155 anos

doras aposentarem os facões foi preciso muito investimento e uma mudança na forma de plantio. Hoje, tudo é mapeado por GPS. Tem até avião de pequeno porte aplicando maturador para melhorar o teor de sacarose da cana. Em Lençóis Paulista, toda cana-de-açúcar é produzida por plantadores de cana independentes. Não existe mais a figura do fornecedor de cana para a usina. Uma parceria inédita no Brasil mudou a relação entre plantadores de cana e indústria. Hoje, cada produtor tem sua empresa, seus funcionários e seus equipamentos. Com quase 1 mil associados, a Ascana (Associação dos Plantadores de Cana do Médio) é a instituição que representa os produtores junto à indústria.


Olhos no céu - Cerca de 25 satélites dão suporte do espaço para que o trabalho seja realizado com êxito em terra

Esta mudança gerou a necessidade de reduzir custos e aumentar a produtividade. Segundo Luiz Carlos Dalbén, produtor rural e diretor de Relações Institucionais da Ascana, a expansão do setor visando atender ao mercado de açúcar e etanol fez com que as lavouras de cana se expandissem para regiões onde a cana não era conhecida, substituindo pastagens e outras culturas. Isso obrigou o setor a evoluir por causa da necessidade de mão de obra e de novas tecnologias. “Nós saímos da colheita manual para a mecanizada para reduzir custos, dar agilidade ao processo de colheita, melhorar as condições de trabalho dos nossos colaboradores e atender às normas ambientais com a eliminação da queima”, explica Dalbén. Um acordo entre o governo paulista e os produtores de cana prevê o fim da queima da palha de cana em 2017. Cada máquina colhe de 500 a 800 toneladas de cana crua ou queimada por dia, lembrando que a colhedora trabalha 24 horas. Isso representa o trabalho de 80 pessoas, caso a cana cortada no facão tenha a palha queimada. Se for crua, a produtividade diminui e seria preciso 160 trabalhadores para colher a mesma quantidade no mesmo período. Mas não é só no corte que a colhedeira impressiona. O equipamento traz tecnologia de ponta. Tudo é moderno e com direito a ar condicionado. O GPS é um equipamento importante, tanto no plantio quanto na colheita. De uma forma simplista, dá para dizer que ele faz um mapa detalhado de toda área onde a cana será plantada. Por exemplo, a máquina de plantar cana que tem capacidade para abrir o sulco, plantar a cana picada e fazer a cobertura, traz ainda um aparelho de GPS que detalha onde tem rocha, declive ou qualquer outra informação. Na safra, este mapeamento feito pela plantadora é transferido para a colhedora e agiliza o trabalho do operador. Ou seja, colhe-se mais cana em menos tempo e diminui o risco de acidente ou quebra de equipamento. Cerca de 25 satélites dão suporte para que o trabalho seja realizado com êxito.

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Tecnologia na Agricultura

Para a Zilor, é preciso investir e acreditar na inovação e na tecnologia para crescer e ser perene

Nada se perde, tudo se transforma Palha da cana e bagaço se transformam em energia elétrica e, em breve, serão matéria-prima para etanol de segunda geração Conceição Giglioli Carpanezi

A

s novidades tecnológicas dos canaviais que podem ser vistas pela exuberância do maquinário têm outro ponto importante: as variedades e o aproveitamento total da planta. Fruto de pesquisas, a expectativa é de que a produtividade por hectare tenha um aumento considerável. O professor-doutor em agronomia da USP, Marcos Fava Neves, diz que hoje se produz 7,5 mil litros de etanol por hectare e isso pode chegar a 20 mil litros por hectare. “Falo isso não só levando em conta o etanol de segunda geração, mas também a entrada no mercado, em dois ou três anos,

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da cana geneticamente modificada que vai produzir de 150 a 170 toneladas por hectare. Este tipo de variedade vai absorver o máximo possível a energia do sol e transformar isto em energia que a gente possa usar. Essas coisas estão para acontecer”, explica Fava Neves. Hoje, a produção média por hectare fica entre 75 e 80 toneladas. O etanol de segunda geração a que Fava Neves se refere já é uma realidade e vai usar a biomassa (palha e bagaço) para produzir combustível. A Usina de São Manoel firmou parceria com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) para construir uma nova planta que deve começar a operar em meados de 2014. O diretor de Relações Institucionais da Ascana, Luiz Carlos Dalbén, lembra que, com a colheita da cana crua, houve uma grande sobra de biomassa, que é a

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

palha da cana na lavoura. As usinas que já utilizavam o bagaço para gerar energia e vender para as companhias de energia elétrica puderam aumentar a oferta. A palha é enfardada e chega às usinas para abastecer as caldeiras e, com isso, aumentar o potencial de co-geração. Principal usina da região, a Zilor que tem unidades em Lençóis Paulista e Macatuba e está no mercado há quase 70 anos - acredita que, para crescer e ser perene, é preciso investir - e acreditar na inovação e tecnologia. Por isso, conta com um polo de inteligência para o planejamento, desenvolvimento e acompanhamento de projetos que tragam maior produtividade nas unidades industriais. A área de Tecnologia Industrial é formada por profissionais de diversas áreas da engenharia que atuam na execução de pro-


Zilor investe em energia limpa e renovável desde 1997

A expectativa é que a produtividade por hectare de cana aumente nos próximos anos

jetos e pesquisa por novas tecnologias. Todas as operações da Zilor, desde a entrada da cana-de-açúcar na unidade industrial até a fabricação dos produtos, são controladas via monitores no Cecoi (Centro de Controle de Operações Industriais), onde os técnicos operacionais e supervisores podem acessar as informações do processo. “Extrair valor a partir da cana-de-açúcar para diversificar o negócio, com respeito às pessoas e ao meio ambiente, é a estratégia da Zilor. A empresa já obteve importantes resultados, alcançados após significativos aportes financeiros que focaram em otimização dos processos, aumento de produtividade, pesquisa e desenvolvimento de produtos”, explica o diretor-presidente da Zilor, Antonio José Zillo.

Tradicional produtora de açúcar e etanol, a Zilor criou novos negócios que tivessem como base a mesma matéria-prima, a cana-de-açúcar, numa estratégia de diversificação para se proteger das oscilações do mercado das commodities – produtos que têm seu preço determinado pelo mercado mundial, como é o caso do açúcar. Assim, investiu na modernização de suas indústrias para a geração de energia elétrica limpa e renovável e criou a Biorigin, unidade de negócios que produz ingredientes para nutrição animal e alimentação humana. A Unidade Barra Grande, em Lençóis Paulista, foi uma das primeiras do Brasil a produzir energia elétrica a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, em 1997. O que antes era tratado como resíduo passa a ser combustível para as caldeiras da Zilor, que geram energia elétrica suficiente para abastecer mais de 1 milhão de habitantes. Esse é o resultado de estudos de mercado, busca de conhecimento e desenvolvimento das equipes de trabalho e investimento na modernização das indústrias no valor de R$ 600 milhões. “O aumento da produção de bioenergia significa uma matriz energética mais limpa, com menos emissões de CO2, reaproveitamento de resíduos e menores custos. Como negócio, também significa aumentar as oportunidades de comercialização e contribuir com o aumento da oferta de energia oriunda de fontes renováveis”, explica Antonio José Zillo, diretor-presidente da Zilor. Por meio de processos biotecnológicos, a unidade de negócios Biorigin desenvolve e produz ingredientes 100% naturais para alimentação humana e nutrição animal, utilizando leveduras, obtidas do processo de fermentação do açúcar. Nos Estados Unidos, a Biorigin desenvolve produtos a partir da fermentação bacteriológica. Para atender às necessidades dos clientes em todo o mundo, a Biorigin conta com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento próprio, com equipe altamente capacitada e equipamentos de ponta para o desenvolvimento de novos produtos e soluções. Parcerias com universidades e institutos de pesquisa em biotecnologia do Brasil e do Exterior comprovam as funcionalidades, resultados e aplicações dos produtos da empresa. Em alimentação humana, os ingredientes da Biorigin são vendidos para indústrias alimentícias e têm a função de realce de sabor e redução de sódio. Em alimentação animal, as leveduras oferecem melhor palatabilidade – qualidade do que é agradável ao paladar, atuam na saúde intestinal, no fortalecimento do sistema imune natural e na resistência e longevidade dos animais. Os principais clientes da Biorigin, nesse caso, são as indústrias de rações.

Tecnologia no campo melhora renda do trabalhador Com tanta máquina chegando ao campo, os trabalhadores precisaram de qualificação e, com isso, aumentou a renda. E todos os trabalhadores rurais hoje seguem a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) o que dá direito a carteira de trabalho assinada e outros benefícios. Na lavoura, as condições também estão melhores. Os equipamentos de segurança evoluíram e já existem as carretas sanitárias, que são banheiros ambulantes com privada, pia e até espelho. Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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Tecnologia na Agricultura

Árvores de

papel As florestas plantadas de eucalipto rendem muito mais do que o delicioso aroma, elas produzem a celulose, base de diversos tipos de papéis Conceição Giglioli Carpanezi

O

saquinho de pão, a embalagem da farinha, o caderno de escola são produtos desenvolvidos a partir dos eucaliptos que enfeitam a paisagem e deixam o ar com um aroma delicioso. É das florestas plantadas da Lwarcel Celulose, empresa do Grupo Lwart, que se produz a matéria-prima de diversos tipos de papéis: a celulose. Para agilizar o processo de plantio e colheita, é preciso investir em equipamentos modernos, tanto para colher como para produzir as mudas. A Lwarcel Celulose planta florestas de eucalipto para a produção de celulose desde 1986. Com tecnologia de ponta, equipe experiente e foco em melhoria contínua, é referência no setor em termos de qualidade, produtividade florestal, eficiência energética e desempenho ambiental. Atualmente, a empresa produz cerca de 250 mil

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Mudas de eucalipto são produzidas a partir da tecnologia de clonagem da planta-mãe

• O ECO Lençóis paulista 155 anos


toneladas de celulose de mercado por ano. A Divisão Florestal da Lwarcel tem como principal missão o abastecimento de matéria-prima para a fabricação de celulose na unidade industrial de Lençóis Paulista. Toda a madeira consumida pela Lwarcel é proveniente de florestas plantadas de eucalipto, que estão presentes em mais de 30 municípios da região centro-oeste do Estado de São Paulo. As florestas de eucalipto da Lwarcel possuem o sistema de manejo certificado e são planejadas e executadas levando em consideração a necessidade de proteger a biodiversidade e os recursos naturais, condições adequadas de trabalho, cumprimento da legislação vigente, compromisso social da empresa com a comunidade, além da garantia de sustentabilidade e continuidade dos negócios. Anualmente, a Lwarcel produz aproximadamente 7,5 milhões de mudas para plantio próprio e em parcerias com produtores rurais. Toda produção de mudas de eucalipto é obtida por meio de propa-

a colheita florestal é dividida em duas modalidades, sendo a colheita semimecanizada, que envolve as atividades de derrubada com motosserra, desgalhamento, traçamento, descasque e remoção da madeira; e a colheita mecanizada (foto), que envolve as atividades de derrubada e processamento da madeira com o equipamento florestal denominado “Harvester” e a remoção da madeira realizada com o “Forwarder”. produz-se atualmente volumes anuais de 1.100.000 m3 cc de madeira para celulose e 70.000 m3 de madeira para energia. O transporte da madeira até a fábrica é feito por caminhões especializados neste tipo de transporte, estes devem atender à legislação e às normas de segurança no trânsito.

gação vegetativa. Trata-se da tecnologia da clonagem, onde todas as mudas de eucalipto são geneticamente idênticas à planta-mãe, selecionada entre as de melhor performance produtiva. Os clones são resultado dos trabalhos desenvolvidos pelo programa de melho-

ramento genético que possibilita obter florestas com atributos desejáveis, como a melhoria da produtividade da floresta e da qualidade da madeira, adaptação a diferentes condições de solo e clima e à resistência a pragas e doenças. Todo o trabalho resulta em uma produtividade florestal diferenciada, que atinge 52 metros cúbicos por hectare ao ano. Essa produção é 25% superior à média nacional dos plantios de eucalipto. A colheita da madeira ocorre em média, sete anos após o plantio. É um processo mecanizado que utiliza equipamentos de alta eficiência e tecnologia de ponta, promovendo a qualificação técnica, o desenvolvimento de novos profissionais, além de maior conforto e segurança para os trabalhadores. A Lwarcel investe também em programas de parceria e fomento florestal, que beneficiam pequenos e médios produtores rurais da região de Lençóis Paulista, gerando empregos, desenvolvimento econômico e social e ainda contribuindo para a preservação das áreas nativas e dos mananciais.

Lençóis pauLista 155 anos O ECO •

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Tecnologia no Mercado pRemIaÇÃO – Funcionários da Support recebem certificados ao final de formação realizada por universidade da própria empresa

celeiro da

informática


EMPRESAS CADASTRADAS NA ÁREA DE TECNOLOGIA EM ATIVIDADE NO MUNICÍPIO

10

2

2

2

17

11

5

comerciante de equipamentos e suprimentos de informática

Instrutor de informática

consultoria em tecnologia de informática

assessoria e consultoria em informática

Serviços de processamento de dados

Suporte técnico, manutenção e serviços em tecnologia

assessoria em gestão empresarial

CURIOSIDADE - O nome da

Support Informática foi criado a partir do nome de um computador fabricado no Brasil na década de 80. O nome Support surge da leitura de trás para frente do computador Troppus

Lençóis Paulista tem quase 50 empresas que atuam no setor da tecnologia; pioneiro no setor, João Henrique Foganholi diz que desenvolvimento foi extraordinário

VitOr GOdinhO

o

que aconteceria se – num passe de mágica – todos os computadores, tablets e celulares desaparecem da face da Terra? Sem dúvida

nenhuma, o caos estaria instalado no planeta. Duvida? Não é preciso ir muito longe. Basta olhar para sua vida cotidiana e fazer esse simples exercício de imaginação. No supermercado, no médico, na escola, no trabalho... Em todos os lugares há computadores. O empresário

João Henrique Foganholi acompanhou de perto essas transformações ao longo de quase três décadas. Para ele, a informática modificou totalmente o modo de vida das pessoas e seria difícil – se não, impossível – abandonar o computador. “Entrei nesta área na década de 80 e posso dizer: o desenvolvimento neste campo foi extraordinário”, resume. Foganholi é diretor-executivo da Support Informática, empresa de sistemas fundada há 26 anos e a mais antiga de Lençóis Paulista. Com a autoridade de quem conhece a fundo o setor, o empresário sentencia que nessa área de tecnologia a cidade é um celeiro de talentos. “Para nós, da Support, o importante é que nós temos uma equipe de lençoenses competentes que conseguem dar con-

Lençóis pauLista 155 anos O ECO •

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PRAZER EM CUIDAR DE VOCÊ! PARABÉNS LENÇÓIS PAULISTA

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Tecnologia no Mercado ta de fazer com que o sistema tenha a vanguarda necessária para concorrer com os principais programas do mercado”, declara, ressaltando que a cidade sempre teve bons profissionais na área de tecnologia. Não é à toa que Lençóis Paulista é considerada pelo empresário um celeiro de talentos da informática. Basta ver o nú-

mero de empresas que atuam no setor, segundo os dados da Prefeitura de Lençóis. Ao todo são 49 empresas ligadas ao segmento de informática. São empresas de comércio de equipamentos e suprimentos de informática, consultoria, assessoria, serviço de processamento de dados ou desenvolvimento de sistemas, supor-

te técnico e manutenção, além de gestão empresarial voltada para tecnologia. Foi-se o tempo em que uma empresa – se quisesse algo específico – precisaria buscar fora de Lençóis. Tanto na área de compra de equipamentos como de sistemas de gestão as empresas, sejam elas pequenas ou grandes, podem

A Support criou uma universidade dentro da própria empresa para formar mão-de-obra padronizada

A universidade é a própria empresa Diante da dificuldade de encontrar profissionais qualificados para as demandas do exigente mercado da tecnologia, a Support criou uma universidade dentro da empresa voltada para a formação de mão-de-obra padronizada. O programa se chama UniCS (Universidade de Conhecimento da Support) e seleciona currículos de

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profissionais que participam de um curso de formação na empresa. Vencido o período de capacitação, são aplicadas provas para avaliação do aproveitamento e fornecidos certificados a todos participantes. Entre as melhores notas são escolhidos os finalistas, realizadas entrevistas e dinâmicas para definição do elenco que vai participar de

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

outro programa da empresa chamado de Novos Talentos. Dentre esses profissionais, alguns são contratados e outros são oferecidos para clientes da Support. O programa, ao contrário do que se pensa, não capacita apenas programadores de sistemas, mas também consultores, atendentes técnicos e outros profissionais que são exigidos nessa área tecnológica.


encontrar soluções adequadas para seus negócios na cidade. “O mercado na área de tecnologia em Lençóis Paulista é diversificado. Existem empresas em Lençóis Paulista que se especializaram em fazer (programas de) ponto eletrônico. A Support não faz ponto eletrônico, mas usa de uma terceira empresa parceira. Em Lençóis, temos empresas de destacada competência. Todas elas têm conseguido desenvolver seus produtos Brasil a fora”, reconhece Foganholi. Evolução O empresário revela que fica perplexo ao observar as evoluções da tecnologia ao longo desses quase 30 anos de atuação na área. “A evolução é impressionante nesses últimos anos. Testemunhei o tempo em que o computador era algo quase inacessível, que você tinha que ir até ele. Você tinha que levar as informações até o setor que digitava, processava e devolvia os relatórios para as respectivas áreas. Com o passar do tempo, as máquinas foram evoluindo e passaram a ser multiusuárias. No mesmo computador podem trabalhar diversas pessoas. Depois surgiram os servidores e as estações de trabalho independentes, ligadas por cabos ou wireless (roteadores sem fio)”. Foganholi contou que chegou a desacreditar que a internet se tornaria algo tão importante. “O interessante é que se romperam todas as fronteiras com o lançamento da internet. A Embratel convidou a Support para ser um provedor, para disseminar a internet na região. Na época, eu um pouco cético, demorei a entender a importância da internet. Mas com o passar do tempo, entendi quanto ela seria fundamental para a evolução”, confessa. “De qualquer lugar hoje, no horário que você desejar, do seu notebook no aeroporto, do seu tablet, você pode acessar sistemas em qualquer lugar do país. Qualquer diretor consegue de seu iPad, do seu iPhone, saber o quanto produziu hoje, o quanto vendeu ou como está o resultado da empresa. Isso mudou tudo”, observa.

Na onda dos tablets e celulares Empresas lençoenses acompanham tendência e já desenvolvem programas para dispositivos portáteis; mobilidade será o futuro para empresários Vitor Godinho

Q

uem pensa que o desenvolvimento de programas para tablets e celulares é uma realidade apenas nas grandes capitais está enganado. Em Lençóis Paulista, empresas de desenvolvimento de sistemas já utilizam a tecnologia para ampliar o alcance de seus produtos. De acordo com o empresário Luiz Carlos Baptistella, sócio da Metta Informática, especializada em sistemas para área agrícola, a empresa já tem programas rodando em celulares usados para coletar dados registrados nas plantações de cana-de-açúcar, uma das principais atividades econômicas do Estado de São Paulo. “O sistema de coleta de dados no campo não é novo. A tecnologia tem 15 anos. Mas os coletores de dados são caros, custam em média US$ 2 mil. Com a popularização dos aplicativos para celular e o surgimento do tablet, os clientes começaram a pedir que desenvolvêssemos o sistema para esses dispositivos. Hoje, já temos programas de coleta de dados sendo usados no campo”, anuncia Baptistella. A Support Informática também acompanha a evolução da tecnologia e oferece a mobilidade tão desejada pelos clientes atualmente. “O acesso do sistema em dispositivos móveis já é uma realidade. Nós temos o SincWeb, que traz informações resumidas, grids e, principalmente, Dashboards, que são como se fossem termômetros, velocímetros que mostram em que velocidade está aquela empresa em termos de produção, de resultados... São gráficos em que, vendo um problema, o empresário pode mergulhar nos dados. Se ele observa que a produção está abaixo do esperado, pode clicar e ver qual área que não atingiu a meta e pode tomar medidas para corrigir o problema. No caso das vendas é a mesma coisa.

Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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Agudos cumprimenta Len莽贸is Paulista pelos seus 155 anos de Progresso e Desenvolvimento.


Tecnologia da Informação

A informatização começou

pelo campo Para sócio da Metta Informática, evolução das tecnologias de comunicação promoveu maiores mudanças

VitOr GOdinhO

“s

ou da época em que o computador era chamado de cérebro eletrônico. Quando comecei, em 1978, a informática ainda era muito inacessível. Lembro que montei meu primeiro computador por meio de um curso de eletrônica, liguei numa televisão preto e branco e criei um programinha para fazer cálculos do Imposto de Renda para motoristas da Usina Bar-

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ra Grande. Lembro que naquele ano fiz umas 200 declarações. Segundo Luiz Carlos Baptistella, que acompanhou o processo de informatização do então Grupo Zillo Lorenzetti (hoje, Zilor), o primeiro setor da empresa a receber os primeiros computadores – ao contrário do que muitos podem imaginar – foi a área agrícola. “A informatização começou com os apontamentos agrícolas. Os cortadores de cana precisavam saber no dia seguinte o quanto tinham recebido no dia anterior. Os funcionários do escritório pegavam esses dados, entravam numa perua Kombi e levaram para a ITE (Instituto

• O ECO Lençóis pauLista 155 anos

Toledo de Ensino), em Bauru, onde eram digitados e processados. Depois, eles voltavam com os cálculos”, resumiu. Baptistella lembra que, depois disso, os computadores começaram a chegar aos vários departamentos da empresa. Ele lembra que o grande desafio era fazer a comunicação entre esses equipamentos. Para ele, mais do que peças e programas, foram as tecnologias de transportes de dados que sofreram as maiores transformações. “A rede era de cabo coaxial, era uma coisa de louco. Quando você precisava ligar dois computadores que estavam


Sou da época em que o computador era chamado de cérebro eletrônico, diz Luiz carlos Baptistella

distantes, era muito difícil. A primeira ligação entre a Usina Barra Grande e o escritório aqui no centro foi feita através de um rádio chamado NaviStar, que foi desenvolvido para comunicação na Marinha. Hoje se fala em gigahertz. Aquele rádio só tinha 64k e transmitia os dados de dezenas de estações de trabalho. A informática só cresceu porque cresceu a comunicação”, ratificou. Para Baptistella, o desenvolvimento das redes de comunicação permitiu às empresas ganho de produtividade e velocidade no processamento das informações. “A rede mudou tudo. Tanto que

antes se falava apenas em TI (Tecnologia de Informação) e hoje se fala em TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação). Mudou porque antes a pessoa coletava os dados no campo e tinha que vir aqui no escritório do Grupo Zillo para descarregar os dados. Olha o tempo perdido com deslocamento. Depois criaram a transmissão por rádio e, depois, o celular. Isso mudou totalmente o modo como o trabalho era desenvolvido”, completou. nuvem? O empresário brincou que o que hoje as pessoas chamam de nuvem (termo usa-

do para o armazenamento de dados em servidores na internet) como algo novo já era usado antigamente. “Acho engraçado que a evolução, às vezes, significa retomar algumas coisas do passado. Hoje se fala muito em nuvem, ou seja, guardar as informações em um servidor da internet. Antigamente existia uma rede chamada Novel, que consistia em um servidor e centenas de terminais que serviam apenas para entrar e retirar informações. Nenhuma informação ficava guardada nele. Tudo ficava no servidor. O que hoje parece uma grande novidade, já era usado antigamente em outro contexto”, finaliza.

Lençóis pauLista 155 anos O ECO •

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Tecnologia da Informação

De Lençóis

TODOS OS LADOS – Darcie supervisiona projeto em 3D realizado por empresa; na outra foto, ele aparece com o sócio Paulo Dalbén

para o mundo Empresa lençoense cria no computador, do começo ao fim, projetos inteiros de usinas de etanol; programas permitem visualizar fábrica funcionando antes de colocar o primeiro parafuso Vitor Godinho

O

que você diria se alguém lhe dissesse que é possível ver uma indústria de etanol funcionando mesmo antes de ela existir no mundo real? Que é uma loucura, uma ficção ou

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sonho? Pois isso não só existe como é feito por uma empresa de Lençóis Paulista. A Fundamento, dos sócios Paulo Dalbén e José Geraldo Darcie, realiza projetos em 3D (três dimensões) que – através de um conjunto de programas avançados – consegue testar o projeto funcionando como deveria acontecer no mundo real. Com essa tecnologia é

• O ECO Lençóis paulista 155 anos

possível saber se existem falhas na peça e corrigi-las antes que elas sejam montadas ou levadas para desenvolvimento. Além disso, essa tecnologia permite criar equipamentos e dispositivos que antes seriam praticamente impossíveis de ser pensados. “Não existe mais engenharia sem computador. No nosso caso, a maior parte dos desenhos já é feita em


ALTERNATIVA Quem já tem isso funcionamento, muito bem. Quem ainda não tem, pode investir na produção do etanol de segunda geração. José Geraldo Darcie

3D. Na engenharia petroquímica, por exemplo, mais nada é feito em 2D. Com o desenho 3D, você gera todas as plantas e cortes que desejar. Na verdade, o desenho é apenas uma parte do projeto. Todo cálculo da tubulação, da bomba, dos equipamentos, diferença de altura das vigas e tudo mais é feito a partir desse desenho 3D. O desenho 3D não é só para ficar bo-

nito ou facilitar a visão. Isso é o de menos. A partir dele você consegue alimentar vários programas que permitem criar coisas que seriam difíceis de fazer sem esses recursos”, explica o engenheiro José Geraldo Darcie. Para o empresário, o salto dos projetos em 2D (inicialmente em papel e depois também em computador) para os

projetos em 3D foi muito grande. Darcie não vê uma grande evolução nessa área pelo menos nos próximos anos. “A tecnologia de projetos em 3D já é muito recente. Para projetos, não vejo nada de novo a curto prazo. É claro que cada vez mais o computador vai entrar, vai evoluir. Acredito que vamos ter muitas alterações no campo de material de equipamentos mais modernos. Essa tecnologia de fazer projetos hoje vai nos levar a produzir equipamentos mais sofisticados e isso pode impactar uma mudança”, opina. A Fundamento atua principalmente no segmento de indústrias de açúcar, álcool e de energia, mas também desenvolve projetos nas áreas de cervejaria, papel e alimentos. Além da área de projetos, a empresa atua em consultoria para identificar problemas e riscos dentro de fábricas. Segundo Darcie, sua empresa atua em projetos em vários Estados do Brasil e no Exterior. Darcie conta que a Fundamento está realizando um projeto de etanol de segunda geração para uma multinacional americana. Por questões de contrato de confidencialidade, ele não pode revelar o nome da empresa, mas antecipa que é um projeto bastante promissor. “A gente está trabalhando no processo de fabricação do álcool de segunda geração. Ainda não é nada comercial, nem montagem de indústria. Estamos na fase de projeto”, resume. “Acho que esse novo tipo de produção de etanol tem muito futuro. Nos próximos anos, a queima da cana será totalmente eliminada. Com isso, as empresas terão que dar um destino à palha. Muitas empresas usam hoje esse material para gerar energia. Porém, o investimento para gerar energia é muito alto. Quem já tem isso funcionamento, muito bem. Quem ainda não tem, pode investir na produção do etanol de segunda geração. Pode ser uma boa opção”, avisa. O processo do etanol de segunda geração permite gerar álcool a partir de uma reação química da celulose extraída de qualquer fonte vegetal, seja madeira ou palha e bagaço da cana-de-açúcar.

Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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Borebi saúda Lençóis Paulista, cidade irmã, pelos 155 anos de história.

PREFEITURA MUNICIPAL DE

AREIÓPOLIS N

ossos destinos se cruzam todos os dias no progresso e desenvolvimento de nosso povo. Lençóis Paulista - 155 anos.


Tecnologia na Medicina

avanço na medicina, o tomógrafo em 3d chegou a Lençóis há quatro meses e reconstrói a imagem do osso

o paciente como coautor do ato médico Tecnologia visa atender à expectativa e diminuir dor; resultados de exames se aproximam cada vez mais da realidade do corpo humano priSCila pEGatin

n

o campo da saúde, a tecnologia avança para transformar o paciente coautor do ato médico, participando de fato do tratamento. “A ideia é melhorar a qualidade de vida em um processo que não seja doloroso”, explica Antonio Celso Gomes de Souza Barros Filho, anestesista do Hospital

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Nossa Senhora da Piedade, intensivista e terapeuta da dor. O aparelho que mais se aproxima desse avanço tecnológico da área da saúde em Lençóis Paulista é o PCA (Analgesia Controlada pelo Paciente). Parecido com uma bolsa, o dispositivo é conectado através de um cateter à medula ou pode ser injetado direto na veia. “Com uma alça, o paciente fica com o aparelho próximo ao corpo”, explica Barros Filho. “O PCA

• O ECO Lençóis pauLista 155 anos

é utilizado para casos de dor crônica e pós-operatório com muito desconforto”. Dentro do equipamento fica todo o medicamento necessário para o tratamento, inclusive remédios de uso contínuo. No quarto, mesmo que sozinho, o paciente pode acionar o aparelho que já está com as doses adequadas para uma melhora quase que imediata. “Temos que oferecer qualidade de vida”, ressalta o anestesista. Outro avanço da tecnologia na medicina do município chegou há quatro meses e é a reconstrução em 3D. O aparelho de tomografia possibilita ao médico reconstruir um osso em três dimensões, facilitando o diagnóstico. “O exame é mais indicado para a parte óssea, como fratura de vértebra, trauma de crânio, mas é pos-


sível também avaliar a parte abdominal, como fígado ou rim”, explica o médico. Com o tempo de duração menor que exames convencionais, a reconstrução em 3D, dependendo da finalidade, só pode ser realizada com o uso do medicamento chamado contraste. O exame é disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas pode ser feito de forma particular ou por convênio. “Na região, além de Lençóis, apenas Bauru e Botucatu realizam esse tipo de ressonância”, lembra o especialista. Saindo da área de exames e abordando o ambiente cirúrgico, o Hospital Nossa Senhora da Piedade utiliza, principalmente em cirurgias ortopédicas, geral e de urologia, o arco cirúrgico. Semelhante a um raio-x portátil, o arco é um equipamento que dá mais tranquilidade e segurança ao cirurgião, já que as imagens são transmitidas em tempo real. “Ele transmite a imagem dinâmica. Por exemplo, se o paciente engolir, ele vai mostrar engolindo”, explica o anestesista. Com menos contato direto ao paciente, mas de eficiência promissora. Em março, a Diretoria de Saúde do município lançou o Prontuário Eletrônico, outra novidade tecnológica a serviço da medicina. Todos os procedimentos realizados com o paciente na rede pública passam a ser registrados em um banco de dados. A ESF (Estratégia Saúde da Família) da Vila Cruzeiro e São João foi a primeira unidade a receber o programa, ainda em fase experimental. Além de reduzir o número de papéis e reunir em um único local todos os dados importantes sobre o paciente, a Saúde pretende ajudar a orientar as políticas públicas para a área. Apesar de o Interior do Estado não ser uma prioridade para o lançamento de novas tecnologias para as grandes empresas, segundo o anestesista Antonio Celso Gomes de Souza Barros Filho, já aconteceram avanços significativos. “Muitas vezes, estar longe da tecnologia não quer dizer que não pode fazer algo de qualidade. Tem que sempre mirar alto e tomar como base o que é referência”, ressalta Barros Filho.

A tecnologia aplicada à medicina está entre as áreas mais avançadas

Futuro promete novos procedimentos

Antonio Celso Gomes de Souza Barros Filho, anestesista do Hospital Nossa Senhora da Piedade, mostra o PCA, aparelho que pode ser acionado pelo próprio paciente

Existente, mas não no sistema de saúde do município, a câmara hiperbárica caminha para se tornar o próximo aparelho que alinha tecnologia e benefícios para o paciente em tratamento de saúde. “É utilizado no tratamento de feridas. O paciente é colocado dentro de uma câmara e é exposto a uma quantidade de oxigênio 100% por um período de tempo”, diz o anestesista do Hospital Nossa Senhora da Piedade, intensivista e terapeuta da dor, Antonio Celso Gomes de Souza Barros Filho. “Esse oxigênio penetra nos tecidos necrosados ou doentes e acaba melhorando as feridas para pacientes diabéticos, úlceras que não melhoram. O projeto já está bem encaminhado”, ressalta. Mais distantes da realidade de cidades do Interior, mas tecnologias importantes em estudos e que merecem destaque são os projetos de medicamento desenvolvido exclusivo para cada paciente. “Ele entra na pessoa e analisa o problema. Depois, libera droga especifica para o problema”, diz Barros Filho. “O Big Brother da Terceira Idade também é um estudo muito interessante. Ao invés de câmeras, ele utiliza sensores que monitoram o caminho que o idoso faz dentro da casa”. Quando alguma coisa sai do padrão, é emitido um aviso ao médico ou familiar do paciente para saber o que aconteceu. Seguindo a lista de projetos em estudos estão órgãos artificiais, como coração, traqueia, exoesqueleto que pretende fazer com que um paraplégico ou tetraplégico volte a andar, ou ainda melhor, que ele chute a bola para abertura da Copa do Mundo no Brasil, como é o caso dos trabalhos desenvolvidos pelo neurocientista Miguel Nicolelis. Os avanços são grandes, mas há muito que vir por aqui. “A gente vislumbra muita coisa e o mais importante é suprir as expectativas. Quero parar de ter dor, melhorar alguma coisa, como crescer. Se a gente conseguir, isso vai ser o legal”, finaliza o médico Antonio Celso Gomes de Souza Barros Filho. Lençóis paulista 155 anos O ECO •

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avanticom

155 ANOS Lençóis Paulista O Grupo Lwart e seus colaboradores parabenizam Lençóis Paulista, que tem sido palco de grandes realizações. Suas virtudes são um exemplo para todo o país. www.grupolwart.com.br


Jornal O ECO - Revista de Aniversário de Lençóis - 155 anos  

Edição digital da revista comemorativa dos 155 anos de Lençóis Paulista

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