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Despertar A ESCOLA E O MEIO

Direcção Jorge Pimenta

te - Jornal Trimestral - número 60 - aevd'Es

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Comunicação Social

do

Agrupamento

de

Escolas Vale d'Este - Março 2010

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OD

A IMPLANTAÇÃ DA REPÚBLICA pp.12-13

CARTA ABERTA AOS PAIS E

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO p.03

Efectivamente, a Educação deverá ser, hoje em dia, um assunto de todos e não apenas da Escola. Não podemos continuar a delegar tudo, ou quase tudo, na Escola. Temos todos (professores, pais e encarregados de educação, alunos, funcionários e outros parceiros) de exercer uma acção coordenada e responsável. 13.Janeiro.2010 O Director, Fernando Martins

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A ESCOLA E O MEIO

o despertar 60

Alunos EFA concluem o ensino secundário

editorial

No passado dia 26 de Fevereiro, pelas 21h, o Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA), no âmbito do Programa Novas Oportunidades, organizou uma sessão aberta a toda a Comunidade Escolar.

Foi há já cem anos que em Portugal se operou uma das transformações políticas com efeitos mais expressivos na vida do país e dos seus cidadãos: a instauração da República (05 de Outubro de 1910). Com efeito, e pela primeira vez, os portugueses haviam conquistado o direito a escolher, por via de eleições, o Chefe de Estado que melhor conviesse aos seus anseios e expectativas.

Esta actividade, realizada a menos de duas semanas do fim do curso, foi o culminar de um trajecto de cerca de ano e meio de estudo, empenho e dedicação, para validação de competências necessárias à conclusão do Ensino Secundário.

A nossa escola tem vindo a trilhar um caminho que procura reflectir esta e outras transformações operadas. Para lá de assegurar condições para a criação de estudantes competentes e responsáveis, quer ajudar a formar cidadãos com voz, capazes de se posicionarem criticamente face ao que os rodeia. Assim, nesta edição, encontramos o esgrimir de argumentos em torno de questões sensíveis, como são os casos do casamento entre pessoas do mesmo sexo, das relações interpessoais, da solidariedade, da sexualidade..., para lá de se reforçar o papel de aprendizagens em diferentes áreas do Saber (Graça Morais, na pintura; Chopin, na música; Anastácio da Cunha, na Matemática, entre outros). É este, também, um lugar que sinaliza algumas das acções de maior destaque dinamizadas ao longo dos últimos meses: acções desportivas (corta-mato escolar regional e distrital), literárias (encontros com a super-estrela das Letras José Luís Peixoto e as estrelas emergentes João Negreiros e Susana Melo), científicas e tecnológicas (o átomo, bullying, informática…), lúdicas (Festa de Natal, Cantar de Reis, concurso de fotografia…) e pedagógico-didácticas. Hoje, acreditamos todos que apenas na convergência de esforços e no reforço dos distintos papéis na Comunidade Educativa será possível crescermos, afirmarmo-nos e acontecermos, como jovens e futuros adultos; como alunos e futuros profissionais. Não será este o legado maior do espírito republicano?

Do programa constavam várias actividades: uma apresentação musical do Clube de Viola da escola, orientada pelo professor João Silva; uma exposição dos trabalhos realizados pelos formandos ao longo

do curso; uma apresentação pública do Jornal da Turma; e, por fim, a actividade “Danças do Mundo”, dinamizada pela Dr.ª Liliana Silva. Para agrado de formandos e formadores, esta sessão teve uma presença de público bastante significativa, permitindo salientar a importância deste curso em todos os agentes envolvidos, e também divulgar a abertura de um novo curso junto da comunidade. | Professor Rui Oliveira

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Apesar de um processo de consolidação moroso e com avanços e recuos (basta recordar o sem número de governos mal sucedidos ou nomes como os do Marechal Gomes da Costa e do Professor António Salazar), a verdade é que, hoje, a maturidade republicana legitima que se espere dos portugueses, em geral, e dos jovens, em particular, o exercício responsável dos seus direitos e o cumprimento dos seus deveres de participação cívica, conquistados com suor e sangue ao longo dos tempos, pelo reforço das suas convicções enquanto futuros profissionais capazes e cidadãos participativos e comprometidos com as distintas dinâmicas sociais.

Contou com a apresentação da formanda Lurdes Silva, e com a presença do professor Fernando Martins, Director da Escola, do professor Álvaro Moura, da Equipa de Apoio às Escolas, assim como do professor Pedro Silva, mediador do Curso, e demais formadores e formandos.

Cursos de Educação e Formação de Adultos novas inscrições Terminado o 1.º curso EFA, encontra-se a decorrer o período de inscrições para o novo curso, a iniciar em Setembro do presente ano. A aposta neste tipo de Curso, de nível Secundário Escolar, com equivalência ao 12.º ano, visa intervir numa melhor qualificação dos adultos do território educativo desta Unidade Organizacional. Estamos convictos de que, melhorando a qualificação das pessoas, estamos, também, a contribuir, forçosamente, para a melhoria dos níveis de empregabilidade e de inclusão social e profissional. | O Director, Fernando Alberto Simões Martins

| A Direcção

Propriedade: Agrupamento de Escolas Vale D'Este - Barcelos Sede: Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos de Viatodos Rua das Fontainhas, nº 175 - 4775/263 Barcelos. Telf: 252960200; Fax: 252960209; e-mail: info@eb23-viatodos.rcts.pt / jornalodespertar@gmail.com Direcção: Professor Jorge Pimenta Equipa: Professor Pedro Ferreira (paginação), Professor Nuno Martins (colaboração); alunos: Ana Teresa Cruz, Isabel Magalhães, Jessica Araújo (todos do 8.º F). Colaboração do Conselho Executivo e dos Departamentos. Tiragem: 800 exemplares. Execução Gráfica: Oficinas S. José - Rua do Raio, Braga; Telefone: 253 609 100; e-mail: oficina.s.jose@bragatel.pt Todas as fotografias e imagens assinaladas com OD são propriedade do Jornal O Despertar.

DIA DO DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS

Convite

Dia 26 de Março, à tarde, venham todos! Venham todos à Escola somar amizades, subtrair tristezas, dividir experiências e multiplicar alegrias…filhos e pais, professores e alunos. Vamos embarcar numa viagem à descoberta desse mundo misterioso e desafiador que é a Matemática, a Informática e as Ciências Experimentais! | Professora Rosa Cardona


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A ESCOLA E O MEIO

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CARTA ABERTA AOS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Reconhecendo, na vossa posição de pais, a característica de primeiros, naturais e mais directos agentes da educação dos vossos filhos, venho solicitar a V. Exas., face aos resultados pouco satisfatórios verificados no final do 1.º período, do presente ano lectivo, a colaboração franca com a Escola, de modo a tornar mais eficazes as acções educativas mútuas. Neste sentido, gostaria de chamar a atenção de V. Exas. para o que incumbe a cada um dos Pais e Encarregados de Educação, em conformidade com o disposto no artigo 6.º da Lei 30/2002, de 20 de Dezembro, em especial: a) Acompanhar activamente a vida escolar do seu educando (sugiro a seguinte reflexão): Interesso-me por saber se o meu filho tem algum problema na escola? Tem dificuldades em aprender? Incentivo-o escolares?

na

realização

dos

trabalhos

Consulto com ele os cadernos diários e, muito especialmente, a caderneta escolar? Tem atitudes agressivas com os professores, funcionários ou colegas? Manifesta desinteresse pelas aulas? Falta às aulas e porquê? Cumpre, no dia-a-dia, as normas contidas no Regulamento Interno da Escola? Interesso-me por saber tudo o que respeita à vida escolar do meu filho, ou só me preocupo em saber se no final do ano ele passou? b) Cooperar com os professores no processo de ensino e aprendizagem dos seus educandos (sugiro, também, a seguinte reflexão): Tenho transmitido, no dia-a-dia, ao meu filho o indispensável apoio afectivo, motivacional e de incentivo? Tenho disponibilizado ao meu educando um espaço apropriado para o estudo em casa e controlado

minimamente as suas tarefas escolares? Nesse local de trabalho existe um calendário de actividades lectivas com as datas de fichas, de testes de avaliação ou apresentação de trabalhos? (Lembro que a escola disponibilizará um impresso próprio para o efeito). Tenho comparecido na escola, junto do professor Director de Turma, sempre que julgue necessário e quando para tal for solicitado? Efectivamente, a Educação deverá ser, hoje em dia, um assunto de todos e não apenas da Escola. Não podemos continuar a delegar tudo, ou quase tudo, na Escola. Temos todos (professores, pais e encarregados de educação, alunos, funcionários e outros parceiros) de exercer uma acção coordenada e responsável. Lembro, aos pais e encarregados de educação, que ajudar os seus filhos a ter sucesso é sobretudo: Criar à sua volta um ambiente favorável e positivo; Fornecer-lhes os meios que lhes permitirão tirar melhor proveito dos estudos; Propor-lhes uma educação, no pleno sentido da palavra, visando a aquisição de comportamentos autónomos e responsáveis que os ajudem a encontrar os seus lugares e a projectarem-se no futuro. É dentro deste contexto que a atitude dos Pais perante a Escola exerce uma influência considerável sobre o comportamento e o desempenho dos alunos. É, por vezes, em casa que se fazem os bons alunos e os maus também. O bom aproveitamento escolar não depende, apenas, daquilo que se passa efectivamente na Escola. Sabemos que muitos Pais e Encarregados de Educação têm dificuldade em ajudar os seus filhos. Mas então o que é que se pretende? O que é ajudar uma criança ou um jovem? Evidentemente que não é fazer os trabalhos por eles. Claro, também, que não podem aprender, trabalhar ou passar determinados trabalhos em seu lugar, mesmo que às vezes isso nos pareça a solução mais fácil. O que se pretende, efectivamente, é levar as crianças e os jovens a

trabalhar, a aprender, a aplicar-se, isto é, guiá-los no sentido de uma maior autonomia. O que muito nos preocupa é que muitos dos nossos alunos revelam falta de atenção e de concentração nas aulas e dizem abertamente aos professores que, em casa, não estudam e não trabalham. Nesta perspectiva: Que podemos nós fazer se muitos Encarregados de Educação não ajudam os seus filhos em casa a desenvolver hábitos de trabalho e de estudo, incentivando-os na realização das tarefas escolares e, se possível, consultando com eles os cadernos, livros e a caderneta escolar? Que podemos nós fazer se muitos Encarregados de Educação não questionam em casa os seus filhos sobre o dia-a-dia vivido na Escola, bem como os resultados obtidos nas fichas de trabalho? Que podemos nós fazer quando a maior parte dos Encarregados de Educação apenas comparece na Escola no final do período ou do ano para se inteirar dos resultados? E ao longo do período e do ano? Em conclusão, Sr. Encarregado de Educação, sinto que, com a sua colaboração, podemos, efectivamente, melhorar os resultados verificados até ao momento. Sei que os Pais querem o melhor para os seus filhos e, do mesmo modo, a Escola também quer o melhor para todos os seus alunos. Estou certo de que a sua especial colaboração prestigiará e dignificará a nossa Escola, o que será mais um valioso contributo para a formação integral do seu educando, porque entendo que os Pais têm, hoje em dia, um papel importantíssimo na educação dos seus filhos, ajudando-os não só a ter sucesso nos estudos, mas, sobretudo e fundamentalmente, a ter sucesso ao longo da vida. Aguardando de V. Exa. a melhor compreensão e especial colaboração, despeço-me com a maior consideração e estima, formulando votos de um bom ano. Viatodos, 13 de Janeiro de 2010 O Director Fernando Alberto Simões Martins

Acção de Formação/Sensibilização - Escola e Família: Que Relação? Na sequência da Carta Aberta dirigida a todos os Pais e Encarregados de Educação pelo Director – Fernando Martins – face aos resultados nada abonatórios constatados ao longo do ano lectivo em curso, decidiu esta Organização Escolar promover a presente Acção de Formação/Sensibilização. Realizou-se no dia 5 de Março, 6.ª feira, pelas 21.30 horas, tendo como orador o Doutor José Paulo Abreu e contou com uma presença elevada de Pais e Encarregados de Educação, bem como de Docentes.

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Com esta acção, pretendeu-se promover o reforço do envolvimento parental, numa perspectiva de maior eficácia da acção educativa, dos diferentes actores educativos, visando a melhoria do sucesso educativo. Ficou efectivamente bem patente que a Escola e a Família não podem nunca estar de costas voltadas. A parceria Escola/Família constitui um instrumento

absolutamente indispensável à melhoria do processo de ensino–aprendizagem dos nossos alunos. Importa, assim, reforçar a cooperação estratégica entre estas duas Instituições, de forma a que haja efectivamente uma cooperação mais real e mais efectiva. Concomitantemente, ficou bem vincada a importância da acção educativa a montante da escola, a ser desenvolvida pela Instituição Família, face à sociedade em presença, onde a Educação para os valores tem vindo a ser descurada, ao longo dos tempos. Por último, foi solicitada a melhor colaboração de todos os Pais e Encarregados de Educação na promoção do sucesso escolar, de forma a que cumpram, também, a quota parte de responsabilidade que lhes cabe no domínio educacional, como primeiros e principais responsáveis pela educação dos seus filhos, nossos alunos. | O Director, Fernando Alberto Simões Martins


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A VOLTA À ESCOLADOS E O NÚMEROS MEIO

o despertar 60

José Anastácio da Cunha (1744-1787) Hoje trago-vos mais um génio da Matemática. Vou falar-vos do maior Matemático Português  do séc. XVIII, um génio incompreendido no seu tempo José Anastácio da Cunha. Filho de um pintor de arte sacra, foi um verdadeiro auto-didacta no que diz respeito à Matemática. Estudou no Convento de Nossa Senhora das Necessidades, em Lisboa, onde fez a sua preparação de base sobre Humanidades: Gramática, Retórica e Lógica. Aos dezoito anos alistou-se no exército e foi-lhe dada a posição de tenente, no Regimento de Artilharia do Porto, onde depressa se salientou pela sua notável cultura, bem como pela sua inteligência e excepcional capacidade para as Ciências exactas (Matemática e Física). Em determinada altura, o capitão do seu regimento pediu a sua opinião sobre o que vários autores tinham publicado acerca das minas. Anastácio da Cunha apresentou-lhe, por escrito, a demonstração de que o trabalho desses autores notáveis continha vários erros. Ora, esses autores tinham sido recomendados, aos artilheiros e engenheiros, pelo Marechal General alemão Schaumburg-Lippe, encarregue da reorganização do exército português. Ao ter conhecimento do trabalho realizado por Anastácio da Cunha a pedido do capitão, o Marechal General alemão Schaumburg-Lippe sentiu-se insultado, mas

não pôde deixar de reconhecer o mérito e a inteligência do Tenente, dando ordem para que lhe aumentassem o ordenado. O Marquês de Pombal, por essa altura empenhado na Reforma da Universidade de Coimbra, teve conhecimento desse episódio e escreveu ao reitor da Universidade, indicando o nome de José Anastácio da Cunha para a cadeira de Geometria, com estas palavras: “(…) O dito militar é tão eminente na Ciência Matemática, que tendo-o eu destinado a ir à Alemanha aperfeiçoarse com o Marechal General, que me tinha pedido dois, ou três moços Portugueses para os fazer completos, me requereu o Tenente General Francisco Maclean, que não o mandasse, porque ele sabia mais que a maior parte dos Marechais dos Exércitos de França, de Inglaterra, e da Alemanha; e que é um daqueles homens raros, que nas Nações cultas costumam aparecer.”. Em 1773, Anastácio da Cunha chegou a Coimbra para ocupar a cátedra de Geometria na recém-criada faculdade de Matemática. Aí deu início ao seu mais importante tratado: Os Princípios Matemáticos. Nesta obra, o génio revelou os seus grandes conhecimentos e a sua criatividade, apresentando com precisão e rigor conceitos e resultados apenas alcançados por outros matemáticos famosos no séc. XIX. O tratado de Anastácio da Cunha, com a apresentação clara da

noção de infinito, de infinitésimo e a teoria das séries, precedeu os famosos matemáticos Cauchy e Bolzano. São de realçar também os seus contributos inovadores no que diz respeito ao cálculo diferencial, tendo pela primeira vez formulado uma definição rigorosa de diferencial, chamada então de fluxão. Devido à sua formação-base e ao convívio com oficiais estrangeiros do Regimento, Anastácio da Cunha dominava várias línguas (latim, grego, inglês, francês) e traduziu obras de Voltaire, Rousseau, Hobbes e outros autores do Iluminismo, não aceites pela Inquisição. Infelizmente, nesse contexto, Anastácio da Cunha não encontrou ambiente propício ao desenvolvimento e aplicação das suas capacidades e foi denunciado à Inquisição. Foi preso em 1 de Julho de 1778 e acusado de envolvimento com os protestantes ingleses. Foi considerado culpado das acusações e excomungado, afastado do seu cargo na Universidade e viu confiscados os seus bens. Foi condenado a quatro anos de prisão e libertado passados dois anos. Deu aulas no Colégio Casa Pia, mas morreu aos 42 anos.

| Professora Clara Pastore

te mpos P assa Quadrado mágico

Pesca

A soma dos números em qualquer linha, coluna ou diagonal principal é sempre a mesma.

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quadrados mágicos

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Jogo das letras - ALI. Pesca - O Nuno, utilizando minhocas, apanhou um peixe. O João pescou três peixes com moscas secas. O Paulo, usando ovos, apanhou dois peixes. O José, que usou linguado, não pescou nada. Isto é que é treinar! - 13 km.

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SOLUÇÕES

Em cada dia, o João andou mais 1 quilómetro do que no dia anterior. Quantos quilómetros correu no quinto dia?

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1

- MOA tem uma letra em comum que não está no devido lugar.

5

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- ROL tem uma letra em comum que não está no devido lugar;

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- RÓI tem uma letra em comum situada no devido lugar;

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- SIM tem uma letra em comum mas que não está no devido lugar;

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O João anda a treinar para uma prova de atletismo. Em nove dias correu 117 km.

- MÊS não tem nenhuma letra em comum;

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5

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Que palavra de três letras será esta, sabendo que:

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Isto é que é treinar!

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Jogo das letras

NÍVEL 1

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O João não usou linguado.

3

Sudoku

O Paulo utilizou ovos.

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As moscas secas foram a melhor atracção do dia, fazendo com que o pescador que as utilizou apanhasse três peixes.

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Aquele que usou linguado não pescou tantos peixes quantos o Nuno.

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Aquele que pescou dois peixes não foi o João nem o que usou minhocas.

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Quantos peixes pescou cada homem? O que é que cada um deles usou como isco?

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Quatro homens foram à pesca. Ao todo, pescaram seis peixes. Um homem pescou três, outro pescou dois, outro pescou um e o último não pescou nenhum.


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EDUCAR PARA A SAÚDE A ESCOLA / CIDADANIA E O MEIO

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BULLYING

A crueldade infantil não é novidade. O massacre dos que usam óculos, dos que são gordos ou diferentes, de alguma maneira é já um clássico. Bullying, sem tradução directa para o português, é a palavra inglesa usada para denominar o abuso físico e psicológico praticado de forma recorrente por uma pessoa ou um grupo delas contra outras mais fracas, que se tornam o “bode expiatório”. Nos últimos anos, este fenómeno (bem mais perverso do que as formas habituais de maldade infantil) tem vindo a aumentar nas escolas. Isto porque se encontram num mesmo espaço muitas crianças e é difícil para os adultos vigiarem todos os comportamentos e intervirem atempadamente.

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Bullying é toda a violência não física. São variados os tipos de agressões verbais: insultar, fazer piadas e gozar com o colega, criar alcunhas cruéis, ridicularizar, humilhar, discriminar, excluir, ignorar, perseguir, intimidar, aterrorizar, empurrar, ferir, quebrar pertences, roubar, etc. De uns tempos para cá, e-mails, blogues, fotos e mensagens electrónicas de texto (SMS) passaram a ser novas “armas” usadas, surgindo a variante baptizada de ciberbullying. Quase sempre, os responsáveis saem impunes.

as testemunhas. A intimidação, o medo e a vergonha sedimentam um pacto de silêncio entre os jovens. O agressor incute medo e ameaça “vingar-se” para que a vitima se mantenha em silêncio. O ambiente violento abala o bem-estar físico, psíquico e social e impede os jovens de crescer de modo saudável. Muitas vezes, os pais e os professores só notam que se está a passar alguma coisa grave quando aparecem problemas, como fobia à escola, baixo rendimento escolar, tristeza permanente e até depressão.

Bullying é uma pressão que acarreta, por vezes, traumas sérios na vida dos alunos que são sujeitos diariamente a este tipo de maus-tratos.

Os pais também precisam de estar atentos às próprias atitudes dentro de casa. Gestos, tons de voz, toques e expressões faciais são EXEMPLOS que marcam os filhos muito mais do que os discursos.

  O motivo que justifica o ataque, em geral, é apenas um pretexto, qualquer coisa que diferencie a vítima: estatura, peso, pele, cabelo, sotaque, religião, classificações académicas, roupas, classe social, ou outra característica que sirva ao preconceito. A vítima de bullying pode sofrer durante muito tempo sem que ninguém perceba o que se está a passar. O bullying traz consequências preocupantes para a saúde física e principalmente emocional de seus actores — quer sejam os agressores, as vítimas ou

Pais ausentes ou stressados por causa do trabalho e que recorrem a gritos e bofetadas para exercer a sua autoridade vão transmitir esse “modelo” de relacionamento aos filhos, mesmo sem o perceber. Os filhos incorporam comportamentos e reproduzem-nos quando estão num ambiente sem hierarquia, seja como vítimas, seja como agressores.   | Professora Maria do Carmo

palestra sobre “Bullying” No âmbito do projecto “Educação para a Saúde”, as turmas do 7.º ano assistiram, nos dias 18 e 19 de Janeiro, durante as suas horas de Formação Cívica, a uma palestra sobre “Bullying”, proferida pela Dr.ª Marta Fernandes, psicóloga da nossa escola. A calendarização desta iniciativa pretendeu ir ao encontro da integração do tema no contexto curricular de determinadas disciplinas, nomeadamente o Inglês. O conceito de Bullying (toda a violência física, psicológica e/ou social) é um problema actual, ainda que, por vezes, camuflado e que encontra, na escola, um espaço propício ao seu desenvolvimento, podendo transformar-se numa bola de neve para a indisciplina. Desta atitude resulta, nos alunos, um baixo rendimento escolar e uma imagem

muito depreciativa de si próprio enquanto pessoa válida. Numa altura em que a falta de tolerância é um problema social, pretendeu-se alertar os alunos para o conceito abrangente desta palavra, (muitas vezes esquecida), apelando-se à intervenção cívica no sentido de minorar tais comportamentos. Aproveitou-se, também, para informar os alunos sobre quem contactar perante situações continuadas de bullying, dando-lhes a saber que o Director de Turma, professores em geral, funcionários e os elementos dos órgãos de gestão da escola podem ajudar as vítimas desta “praga” social na resolução desses problemas ou na prevenção dos mesmos. OD | Coordenação Educação para a Saúde

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Rastreio Visual

A nossa Escola recebeu a visita, em Fevereiro, de uma unidade móvel de Rastreio Visual, que veio fazer a todos os alunos um exame à visão. Todas as turmas foram examinadas. Preenchemos o nosso nome e idade numa pequena ficha e, em seguida, sentamo-nos numa cadeira, encostámos o queixo à máquina e fizemos os testes. Foi tão simples quanto isso.

IV Jornadas de Educação para a Saúde

Trata-se de um pequeno gesto mas de grande importância; temos de tratar da nossa visão, porque precisamos muito dela para estudar e viver. E, antes que o problema se agrave, devemos consultar anualmente um profissional da visão. | Marília, 5.º B

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A Casa da Juventude da Câmara Municipal de Barcelos leva a efeito, nos próximos dias 16 e 17 de Abril, mais uma edição das Jornadas de Educação para a Saúde. Se for a Barcelos nesses dias não deixe de visitar o stand da nossa Escola no átrio da Câmara Municipal.

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A ESCOLA ESPECIALIZADOS SERVIÇOS E O MEIO DE APOIO EDUCATIVO

Orientação Vocacional: Percursos

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alunos momentos exploratórios de toda informação necessária para que adquiram uma maturidade vocacional que lhes permita tomar decisões no seu futuro escolar e profissional.

Com o decorrer do ano lectivo, acentua-se a ansiedade dos alunos que frequentam o ano terminal do 3.º ciclo relativamente às decisões vocacionais que terão de tomar. No plano de intervenção escolar e profissional, é reconhecida a necessidade de envolver os pais e a família nas actividades de orientação e aconselhamento vocacional. Neste período marcado pela mudança, os pais actuam como importantes modelos de identificação para os filhos, devendo ter a função de suporte na tomada de decisão. Assim, e num primeiro

momento, todos os pais/encarregados de educação foram convidados para uma entrevista individual, onde foram abordadas as expectativas/perspectivas para o futuro escolar e profissional dos seus educandos. Num segundo momento, e à semelhança do ocorrido no ano anterior, será desenvolvido um Programa de Orientação Vocacional dirigido aos alunos de 9.º ano, com um carácter facultativo, que decorrerá durante cinco sessões semanais. Nestas sessões serão proporcionados aos

Paralela e complementarmente, será realizada uma Feira das Profissões, na EB2/3 de Viatodos, destinada a toda a Comunidade Escolar, em particular aos nossos alunos de 9.º ano. Este evento, que se realizará no dia 5 de Abril, integrado na tradicional Festa da Isabelinha, pretende assumir-se como espaço de divulgação e promoção de expectativas e de oportunidades de carreira que os nossos estudantes poderão explorar, no contexto das escolhas a concretizar num horizonte breve. Terão, assim, a oportunidade de conhecer os diferentes percursos escolares de nível secundário, a diversidade educativa, os estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo, outras entidades com oferta educativa e formativa, com equivalência escolar e profissional e outras empresas da região (Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB); Escola Secundária Camilo Castelo Branco; Escola Secundária D. Sancho I; Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA); Instituto de Emprego e Formação Profissional de Barcelos; Colégio La Salle; Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos; Escola Secundária de Barcelinhos; Escola Secundária de Barcelos; Escola Secundária Alcaides de Faria; Escola profissional Conde de S. Bento - Sto Tirso; Escola Profissional CIOR; Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE); Universidade Lusíada; Alfacoop - Cooperativa de

Ensino, C.R.L. - Externato Infante D. Henrique; Escola Profissional de Braga; Centro de Formação profissional de Braga - Mazagão; Universidade do Minho; Academia Contemporânea do Espectáculo - Escola Profissional de Artes do Espectáculo; Instituto de Artes e da Imagem; Casa-Escola Agrícola Campo Verde - S. Pedro de Rates; Instituição Bancária Millenium BCP - Viatodos; Instituição Bancária BPI Viatodos; Instituição Bancária Caixa Geral de Depósitos - Viatodos; Academia Militar; Força Aérea; Posto de Cavalaria de Braga; Marinha Portuguesa; Policia Judiciária de Braga; GNR; Centro Regional de Saúde Pública do Norte - Sub-Região de Saúde de Braga e Empresa Gabor). A concluir o plano de acção 09/10, gizado pelo SPO da Escola EB 2/3 de Viatodos, realizar-se-á, no 3.º período, uma palestra tendo por destinatários preferenciais os pais e encarregados de educação, subordinada ao tema “O papel dos pais no desenvolvimento vocacional”. Em todo este processo, é de fulcral importância o envolvimento activo dos diferentes agentes educativos, professores, pais/encarregados de educação, SPO e, obviamente, alunos, para escolhas sustentadas, conscientes e responsáveis. Afinal, é com o futuro daqueles para quem existimos, enquanto lugar de formação/educação, que nos preocupamos. | Serviço de Psicologia e Orientação Marta Fernandes

D e ficiência m o c s a o s s Dia Internacional das Pe QUERO SER Não sei se quero ser diferente

O dia 3 de Dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, é uma data comemorativa internacional impulsionada pelas Nações Unidas, desde 1998, com o objectivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e de mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas. Procura, também, aumentar a consciência dos benefícios inerentes ao processo inclusivo das pessoas com deficiência nas diferentes vertentes da sua vida: política, social, económica, cultural e educacional. A reflexão sobre a inclusão é necessária nos nossos dias e na sociedade em que vivemos. Estamos perante uma cultura de globalização, de massificação, mas que simultaneamente se pretende integradora/inclusiva de todos os indivíduos. Mas será que se tem conseguido isso? Será a

inclusão uma realidade?… Haverá respeito pela diferença? E nós? Algum dia, por qualquer motivo, de uma maneira ou de outra, não sentimos a discriminação de ser diferente? Não fomos todos nós, já, confrontados com alguma forma de estigmatização, no decurso do nosso percurso vital? Raros são os que podem dizer que não...

Tão “desigual” no meio de tanta gente. Não sei se quero ser igual a todos Criando com eles um enredo de monotonia.   Não sei se quero ser único

É preciso equacionar de uma forma profundamente diferente esta questão social do estranho, do especial, do que é diferente perante o que se considera normal.

Porque me perderia no mundo da solidão.  

Pensemos no filme ET: para a criança, o extraterrestre era o diferente, mas, e na perspectiva do extraterrestre? Não seria a criança?...

Com inseguranças e incertezas,

Deste modo, a diferença, o estranho, é muito relativo, depende da perspectiva de cada um. Cada um de nós é como todos os outros, como qualquer outro, como nenhum outro… | Núcleo de Educação Especial

Penso que quero ser como sou Com tristezas e alegrias. Com insucessos ou triunfos…   Quero ser eu Igual a todos Na minha diferença.   Quero viver este lema.


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ENTRE NÓS A ESCOLA E AS PALAVRAS E O MEIO

Kandinsky, Par a

Cavalo

sinfonia marinha

Mais uma vez

Imaginar

Mergulho nas lágrimas Que me percorrem o rosto, Porque a alegria me abandonou, mais uma vez… Porque tu foste embora, mais uma vez … Sinto-me sozinha quando estou rodeada de gente, Sinto vontade de chorar quando me rio, Sinto que tudo vai acabar… Ainda agora foste, Mas eu sei que tu não voltarás E dentro de mim há uma revolução Entre uma alma que quer viver livre E o sentimento de pavor que cresce aos poucos. A saudade invade-me com toda a força; Dentro de mim existe um vazio em conflito, O meu próprio pensamento luta contra si mesmo, Porque todas as lembranças reacendem a fogueira apagada Onde estão guardados todos os momentos felizes. Isso faz crescer dentro de mim a esperança, Algo impossível de combater, E algo que me vai iludir, pois tu não voltarás…

Penso naquilo que dizes E naquilo que podias dizer, Mas peço-te desculpa Por não te poder compreender. As palavras que dizes Tocam-me no coração, Imagino as que não dizes Basta abraçar a imaginação.

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Palavras são como vento Esvoaçam no pensamento De quem as lê, de quem as escreve De quem as toca de uma forma leve. Carla Andreia, O Mar

mar

entre o céu e as profundezas trevas e luz por conceber. sobre as ondas a harmonia do caos.

praia

sorrisos atirados às ondas sonhos naufragados na areia. em nós, o silêncio do mar.

o despertar 60

Palavras, palavras Todos as dizemos Mas nem todos as compreendemos…

| Isabel Magalhães, 8.º F

Dicionários há muitos Mas gente para os ler… Isso já é um caso para rever. O saber está no ler, Mas para muitos Não há tempo para perder, Mas ainda pode ser Que um dia venham a perceber, Que o saber está no ler…

areia

cabelos de ninfa estendidos sobre o lençol branco do mar. viagem do teu corpo no meu.

búzio

penetrei-lhe o ventre e não senti o mar. acaso saberei procurá-lo?...

rochas

desço a escada do mar onde barcos se perdem em rosas de espuma. eu? nas linhas da tua mão.

cais

nave de espuma agitando a orla do horizonte. atrás e diante de si, o sonho e a desilusão.

Permite-me, Mário? (Cesariny)

Paul Gaugin, O Dia dos Deuses

Amam? Fogem. Não amam? Fingem.

Fecho os olhos e agasalho-me na escuridão. Tento afastar-me dos tormentos da vida. Tenho medo de ir, tenho medo de não saber regressar, tenho medo da espada horrenda, ingente e temerosa daquele ser sem rosto. Aqueles olhos escuros perseguem almas por saciar a sua sede… Não tenho para onde fugir das mãos rudes da vida. Quero apenas adormecer…

Desejam? Solidão. Não desejam? Sofrem.

| Maggie, 8.º F

Porquê Amar? -Tudo é Desesperar. | Laura Alberto

| Professor Jorge Pimenta

Sou como me fizeram Sou como alguém me fez um dia Sou como aprendi a ser E não vais ser tu Que me vais fazer desvanecer.

FIM Matar Perder e jamais libertar Fugir de entre as rochas E procurar o impossível Morrer para mais tarde não viver É tudo aquilo que queremos, Mas perdemos É remendar o que já não temos. | Dália Negra, 8.º F

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| Anónimo, 8.º ano

Muitos duvidam do meu ser Muitos duvidam do meu saber Para estes poemas Poder escrever. Com isto aprendi A não confiar o que vivi E muito menos a ti! | Rita Ortiga 8.º C

Eu sou um palhaço

Eu sou um palhaço

Sou um palhaço Sou brincalhão Salto o trampolim E caio no chão.

Eu sou um palhaço Faço do circo uma feira Sou conhecido em todo o mundo Não faço nenhuma asneira.

Sou um palhaço Sou trapalhão Mas acima de tudo Sou bonacheirão.

Quando salto do trampolim Considero-me um artista Mas quando estou lá em cima Até perco a vista.

Sou um palhaço Tenho sapatos compridos Mas também são Muito coloridos.

Eu sou um palhaço E adoro brincar Apesar de não ser o melhor Não preciso de chorar.

Sou um palhaço Sou engraçado E estou sempre Muito atrapalhado.

Sou muito simpático O meu nome é João O meu melhor dom É que sou brincalhão.

| Bruno Filipe Machado, 3.º ano

| João Pedro Silva, 4.º ano


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A ESCOLA ECOM ENCONTRO O MEIO ESCRITORES

o despertar 60

escritores Encontro com escritores Encontro com José

Luís Peixoto

O primeiro artigo que guardo do José Luís Peixoto foi retirado da revista Visão e tem a data de 5 de Abril de 2001. No subtítulo lêse: “Conduz a linguagem dos afectos como poucos – sem exageros delico-doces, com o sentido exacto das emoções. As primeiras palavras de uma escrita com futuro.”.

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Agora já é esse futuro e José Luís Peixoto tornou-se um dos escritores mais lidos e premiados da nova geração, é já uma certeza na literatura nacional, com uma grande projecção a nível internacional. Neste momento, está a caminho da Índia, segue-se Porto Rico e

EUA, de onde enviará um pequeno texto sobre a sua vinda à nossa escola e que sairá na próxima edição de O Despertar. Numa entrevista ao Expresso, de 16 de Fevereiro de 2008, JLP fala dos “seus princípios” e diz “… têm alguma coisa a ver com querer entender os outros entendendo-me a mim próprio. Crescer, aprender a ficar mais próximo do bem. Não agredir. Não violentar. Há palavras que estão fora de moda, mas que são essenciais. Uma delas é aquilo que procuro mais: a bondade. É uma palavra fora de moda, mas tão bonita! A todos os níveis (…)”. Por muito que JLP viaje pelo mundo, meses a fio, com uma

agenda digna de estrela pop (…), ele nunca deixa de ser um rapaz das Galveias (…). É esse, talvez, o segredo da sua humildade e de uma candura que desarma todos os que o conhecem de perto. Os altos voos nunca o deslumbraram e continua a ser o “filho do Peixoto” (…). De facto, tem mantido ao longo dos anos a generosidade, a simplicidade e a profundidade que, desde que o conheço, o caracterizam. Essas qualidades estiveram bem patentes no encontro com alunos e professores, no dia 10 de Dezembro de 2009, na Biblioteca da nossa escola, e na dedicação com que autografou,

Obras de José Luís Peixoto: PROSA Morreste-me (2000)

OBRA de José Luís Peixoto

Nenhum Olhar (2000) Uma Casa na Escuridão (2002) Antídoto (2003) Minto até ao Dizer que Minto (2006) Cemitério de Pianos (2006) Hoje Não (2007) Cal (2007) POESIA A Criança em Ruínas (2001) A Casa, a Escuridão (2002) Gaveta de Papéis (2008) Nota: Existem todas na Biblioteca da escola à excepção de Antídoto e Uma Casa na Escuridão. imagens digitalizadas

num curto espaço de tempo, mais de cem livros!!! Tal como o José Luís Peixoto, também tenho por alguns escritores um afecto incondicional (uns ainda entre nós e outros já não, fisicamente). Na referida entrevista ao Expresso, JLP diz que pensa que vai gostar de todos os livros de António Lobo Antunes, mesmo daqueles que ele ainda não começou a escrever. Eu penso que vou gostar de todos os livros de José Luís Peixoto, do próximo livro, cujo título é “LIVRO”, e de todos aqueles que escreverá...

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Professora Margarida Figueiredo

Gosto de ler, mas gostei particularmente do livro Cal de José Luís Peixoto que o meu filho comprou na escola e levou para casa, porque retrata um pouco da minha infância bem assim como a da minha mãe, sua avó. Como aí, também a minha mãe me contava histórias e delas falava com encanto e entusiasmo. Curiosamente, sou uma leitora preferencialmente vocacionada para os romances ou obras relacionadas com a fé cristã, tendo as minhas apetências leitoras, assim, muito pouco que ver com a obra de José Luís Peixoto. Posso, em certo sentido dizer que a leitura deste livro foi uma revelação para mim, não apenas porque contactei com algo diferente do que habitualmente lia, mas também porque descobri algo de novo a meu respeito. Fico, por isso, muito contente por haver livros destes e muito especialmente pelo facto de o meu filho os ler e me ter incentivado a lê-los. Termino congratulando-me com o facto de haver iniciativas como esta na escola, deixando, ainda, votos de que a vinda de José Luís Peixoto seja apenas a primeira entre a de muitos escritores. | Maria (mãe de um aluno do 9.º ano)

José Luís Peixoto nasceu em 1974, em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de Línguas e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007. O seu romance Cemitério de Pianos recebeu o prémio Cálamo Outra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha em 2007. Em 2008, recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria. Os seus romances estão publicados em Espanha, República Checa, Bulgária, Croácia, Turquia, Bielorrússia, Hungria Inglaterra, Itália, França, Finlândia, Holanda, Brasil, nos Estados Unidos, entre outros países, estando traduzidos num total de dezoito idiomas. Colabora regularmente na imprensa (tem uma crónica fixa no “Jornal de Letras”), espalhou já a sua poesia por canções dos Da Weasel, A Naifa, Moonspell, etc. Colaborou com várias companhias teatrais, tanto em adaptações de obras suas como na criação de textos dramatúrgicos. Vários contos seus fazem parte de antologias literárias, participa em actividades promocionais e em eventos literários, nacionais e internacionais. OD

escritores Encontro com escritores Encontro com


ENCONTRO A ESCOLA COM ESCRITORES E O MEIO

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escritores Encontro com escritores Encontro com Poesia com João Negreiros

Quando Chegar o Fim do Mundo

Depois de reflectirem sobre esta actividade, registouse que em 23 alunos, 19 nunca tinham assistido a uma sessão de poesia e que a maior parte dos alunos consideraram a sessão como tendo muita qualidade e o autor como sendo muito expressivo, como se

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No final, os alunos tiveram a oportunidade de conviver mais de perto com o escritor numa sessão de autógrafos. | Professora Virgínia Rodrigues

«Muito interessante, poemas originais e muito bonitos.» André Lemos «Actividade muito benéfica para a cultura de todos.» Cristiana Machado «Actividade interessante e educativa.» Sónia Miranda «Apresentação agradável e divertida. Gostei muito.» Marco Coutinho «O autor era muito engraçado e sabia incentivar os alunos para que a poesia não fosse aborrecida.» Marina Oliveira «Esta actividade cativou-me muito.» Sara Ferreira

EXCERTOS de algumas obras…

Quando chegar o fim do mundo vamos ter tempo para tudo: para beijar a mãe na cara, o filho nas mãos, a mulher nos lábios e a amante na boca. Quando chegar o fim do mundo vamos fazer libações e buscar no fundo das nossas casas as garrafas mais antigas para a bebedeira mais recente. E vamos festejar… e dizer tudo o que queremos às pessoas que não gostamos, mas quando estivermos perto delas a dizer-lhes o que não querem ouvir até vamos mudar de opinião porque, à luz da morte antecipada, os inimigos vão-nos parecer a bondade em pessoa… que está quase no fim. E o dinheiro vai ter prazo de validade, e o poder também, e o amor será eterno até determinada hora, e ninguém vai querer dormir… nem as mães que adormecem a contar a história do mundo às crianças que nasceram agora. Quando chegar o fim do mundo iremos pela última vez ao jardim zoológico para libertar os animais… e depois olhar para as jaulas vazias e pensar que a jaula maior vai deixar de existir porque vai implodir como uma melancia que se recusou a apodrecer e quis sair em beleza, vertendo-se pela cara dos que a queriam comer.

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pode constatar por alguns dos comentários.

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Na sequência da iniciativa, participaram as professoras Margarida Ferreira e Lígia Marques acompanhando a turma B do 9.º ano.

No âmbito da acção de formação «Concertos de Leitura – Estratégia de uma mediação leitora», a professora Virgínia Rodrigues propôs ao grupo disciplinar de Língua Portuguesa do 3.º ciclo assistir a uma sessão de poesia com o escritor João Negreiros, então a realizar no dia 3 de Fevereiro, na Fundação Cupertino de Miranda, em V. N. de Famalicão.

Nenhum Olhar

Morreste-me

“Conheço esta quietude. Conheço esta tarde. As ovelhas debaixo dos sobreiros, como mortas. A cadela deitada ao pé de mim. As ervas miúdas a vergarem-se numa aragem fraca. O céu de encontro à terra, a terra a reflectir o vagar do céu, o céu a reflectir o vagar da terra. Conheço esta tarde, porque a vivi muitas vezes. Porque muitas vezes escutei esta quietude e esta certeza serena. Penso: Talvez haja uma luz dentro dos homens, talvez uma claridade, talvez os homens não sejam feitos de escuridão, talvez as certezas sejam uma aragem dentro dos homens e talvez os homens sejam as certezas que possuem.“

“Pai. Nunca envelheceste, e eu queria ver-te velho. Velhinho aqui no nosso quintal, a regar as árvores, a regar as flores. Sinto tanta falta das tuas palavras. Orienta-te, rapaz. Sim. Eu oriento-me, pai. E fico. Estou. O entardecer, em vagas de luz, espraia-se na terra que te acolheu e conserva. Chora, chove brilho alvura sobre mim. E oiço o eco da tua voz, da tua voz que nunca mais poderei ouvir. A tua voz calada para sempre. E, como se adormecesses, vejote fechar as pálpebras sobre os olhos que nunca mais abrirás. Os teus olhos fechados para sempre. E, de uma vez, deixas de respirar. Para sempre. Para nunca mais. Pai. Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei.”

E quando os céus ficarem vermelhos como as mãos que apertamos, quando os céus ficarem tintos como o vinho que bebemos… vamos erguer as taças e gritar tudo o que ficou por fazer. E, no meio da explosão que nos dizima o corpo, tudo é finalmente verdadeiro e estamos realmente unidos, ainda que uns tenham preferido o pico de uma montanha ou o canto de um bunker. Todos temos os punhos cerrados, os braços a tapar a cara, o corpo encolhido, o olhar do pânico, a boca seca, a vida por um fio, as mãos suadas, um grito anunciado e uma eterna vontade de suicídio por não termos escolhido o fim… mas por alguém o ter escolhido por nós. E agora que não estamos cá para destruir tudo o que nos rodeia… tudo o que existia só para estar à nossa volta desapareceu também. E como derradeiro lamento deixamos para trás a esperança de termos morrido apenas nós… e não todos. E queremos que os que ficaram sejam felizes… e esqueçam o nosso rosto e a nossa maldade para que vivam todos os dias celebrando o primeiro que vai ser amanhã… porque o hoje já se foi e esta data no calendário será para sempre lembrada como o dia em que me mataram, a mim, que estava a mais e a impedir o mundo de ser perfeito. In Luto Lento, de João Negreiros

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A ESCOLA ECOM ENCONTRO O MEIO ESCRITORES / PERCURSOS DE ESCRITA

escritores Encontro com escritores Encontro com Encontro com...

Susana Melo

Comentários dos alunos “Eu fiquei muito motivado e curioso, quero acabar de ler rapidamente para saber o que vai acontecer ao Marcos. E já estou ansioso pela publicação do segundo livro desta colecção.”

| Diogo Fernandes

No passado dia 26 de Fevereiro tivemos o prazer de receber na nossa Biblioteca Susana Melo, uma jovem autora que iniciou a sua carreira com a publicação da obra Marcos, o Escolhido, e a Chave de Atena.

“Pelo que já li deste romance, ele parece-me bastante interessante e educativo, até por nos ensinar a sonhar e a ter vontade de perseguir os nossos sonhos. Susana inspirou-me e, se calhar, a muitos dos meus colegas a iniciar um livro... Espero que experiências como esta se repitam mais vezes!”

| Liliana Silva

“Eu adorei a sessão com Susana Melo. Durante aquele tempo em que a estivemos a ouvir e a tirar dúvidas, aprendi que ser uma escritora não é só escrever. É sentir, viver, reflectir e, depois, saber escrever as nossas ideias. Esta apresentação serviu para me incentivar a escrever um livro. E isso agradeço-o à escritora. Só tive pena de não ter durado mais.”

Chegou acompanhada pelo seu editor, João Carlos Brito, e ambos participaram numa animada conversa com os nossos alunos. Ao longo das duas sessões realizadas, estes tiveram a oportunidade de conhecer não só a autora e a obra como também a actividade de um editor.

| Cátia Sá

“Fiquei motivado para ler o livro e também para escrever uma mini-história. Se tiver 48 páginas – pois só a partir daí é que uma obra é considerada um livro, pelo que disse o editor João Carlos – envio-a à editora, pois eles publicam livros de jovens talentos...” | João Ferreira

O entusiasmo, empenho e participação dos alunos na preparação da actividade em questão foi tão contagiante que muitos adquiriram o livro, tanto pelo conteúdo do mesmo mas também pelo prazer de o ver autografado pela autora.

“Gostei... E achei muito interessantes as intervenções do editor João Carlos, de como encontravam e seleccionavam novos autores. E também gostei de saber que o livro Marcos, o Escolhido, e a Chave de Atenas vai ser editado em vários países da Europa, em Português e traduzido.” | Gabriel Barbosa

Lê mais no site da nossa Biblioteca, em http://biblioteca.eb23-viatodos.rcts.pt/

Este é o primeiro livro das aventuras fantásticas de Marcos, um rapaz aparentemente normal que, aos dezasseis anos, descobre que é o Escolhido dos deuses e que é ele próprio um semideus. A sua missão é salvar o mundo, mas será que o irá conseguir?...

Este foi mais um momento muito especial e marcante para todos os intervenientes, não só pela novidade vivenciada, como pelo diálogo franco e aberto proporcionado.

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Por entre várias aventuras emocionantes, encontra uma chave misteriosa e com a ajuda de duas amigas especiais, Teresa e Alice, vai descobrindo os seus poderes e as suas responsabilidades.

Deste encontro resultou um maior interesse e entusiasmo pela leitura e pela escrita, como fica bem retratado nos comentários dos alunos.

Outras personagens fascinantes revelam-se, ao longo da acção, na procura das suas origens e da verdadeira essência do seu Ser... Uma história cheia de emoções a não perder! Requisita-o na Biblioteca! OD

O Carnaval no Campo

Era uma vez uma menina chamada Susana que foi passar as férias de Carnaval à casa de campo dos avós. Chegou no sábado de tarde. Quando viu os avós, cumprimentou-os. - Oh Susana, o que queres fazer durante as férias? perguntou a avó. - Avó, eu quero ir passear e ver a Natureza. respondeu a Susana. - Então vamos já dar um passeio. - sugeriu o avô. Saíram de casa e dirigiram-se para o monte verdejante e cheio de flores. Como estava bom tempo, a avó fez um lanche para poderem fazer um piquenique. No monte, a Susana viu uma laranjeira e apanhou laranjas. Ofereceu-as aos avós. Entretanto lancharam e a Susana brincou um pouco. No outro dia, foi ajudar os avós a cuidar do jardim. Aproveitou e colheu duas rosas para pôr numa jarra.

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Mas, no jardim, encontrou uma flor que nunca tinha visto. - Que flor é esta? - perguntou a Susana. - É um girassol. - informou a avó. - Que nome engraçado! - disse a Susana. - Chama-se assim, porque ele gira à procura do Sol. - explicou o avô. Na segunda-feira, de manhã, foram comprar o disfarce de Carnaval para a Susana e, de tarde, foram pescar. No dia de Carnaval, juntou-se com os vizinhos dos avós e divertiu-se muito: mascarou-se, atirou serpentinas, etc. Na quarta-feira, os pais foram buscá-la e, no dia seguinte, voltou para a escola. | Alunos do 2.º ano de Silveiros


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EFEMÉRIDES / PERCURSOS A ESCOLADEE ESCRITA O MEIO

Vicente, de Miguel Torga

Popeye é um marinheiro que se preocupa com a namorada, Olívia Palito, estando sempre pronto a protegê-la de tudo, principalmente do seu maior inimigo, Brutus. Assim, aventura-se pelos mares cativando as crianças de todas as épocas. Uma das características que mais o marcam é o facto de que, quando come espinafres, fica muito mais forte, sendo capaz de derrotar qualquer um e passar todos os desafios. Esta característica era usada pelas mães, pois incentivavam os filhos a comerem legumes, dizendo que se o fizessem ficariam fortes como Popeye. Passados 80 anos, e depois de todas as adaptações feitas, Popeye continua invencível e a fascinar os mais novos com a sua incrível força. Parabéns! | Ana Cruz, Isabel Magalhães e Jessica Araújo - 8.ºF

as personagens Popeye

Wimpy é amigo de Popeye e adora comer hambúrgueres. É um simpático perfeitamente inofensivo que, todavia, por ser trapalhão, se envolve em encrencas, algumas das quais inacreditáveis.

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Brutus é completamente apaixonado por Olívia Palito, mas não é correspondido por ela ser completamente apaixonada pelo marinheiro. É essa a razão pela qual Brutus e Popeye se detestam e é justamente por isso razão que têm querelas graves. De resto, as confusões que ambos protagonizam têm Olívia Palito como responsável indirecta. Escusado será dizer que o herói leva sempre a melhor, até porque Brutus é mau carácter, falso e vingativo.

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Olívia Palito é o grande amor de Popeye. Como a sua paixão, Olívia é romântica e sonhadora. Em boa parte das histórias, é perseguida por Brutus, mas acaba sempre sendo salva pelo marinheiro.

Nesta batalha titânica, Vicente ia cedendo à subida das águas que lhe cobria, já, parte do corpo. Todavia, e para não perder o sentido da Sua obra (repovoar a Terra com todas as espécies animais), o Senhor fez r e c u a r as águas, não conseguindo deter Vicente, mas assegurando a sua liberdade. A sua vontade de ser livre havia conquistado o direito a não regressar à Arca. m da

Wimpy

Deus, apercebendo-se da fuga, confrontou Noé que acabou por admitir, não sem medo, que o corvo havia fugido contra a vontade do seu guardador. Na sua ira celestial, Deus perseguiu Vicente até que o encontrou no tope de uma montanha, já com água a lamber-lhe os pés. Do silêncio que cobriu a Arca, percebia-se que o Seu castigo seria a morte da infeliz ave negra; ainda assim, mesmo sabendo-o, Vicente não vacilou e permaneceu firme no seu posto, seguro de que preferiria a morte em liberdade que a vida que não escolhera.

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Olívia

Brutus

Popeye é um marinheiro romântico, mas temperamental. Tem enorme carisma e, qual cavaleiro andante, vive com a preocupação de proteger a sua namorada, Olívia Palito, das garras do seu rival, Brutus. Não tem uma poção mágica, qual Astérix, mas os espinafres são o segredo da sua força secreta.

Os homens cedo pecaram Deus assim o entendeu A Terra as águas alagaram No dilúvio caído do céu.

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Em 2009 celebrámos os 80 anos de um corajoso e forte marinheiro: Popeye. Criado por Elzie Crisler Segar, é originariamente uma personagem de banda desenhada, embora tenha sido, mais tarde, adaptado a desenhos animados, em 1933, pelos Fleischer Studios, aparecendo também em 1980 num filme.

Agarrando na temática do Antigo Testamento (Arca de Noé), Miguel Torga, em Vicente, leva-nos ao dilúvio com que Deus quis castigar os homens pelos pecados que vinham sucessivamente cometendo, à revelia da sua palavra. Noé, seu filho mais puro, foi incumbido da tarefa de construir uma Arca de dimensões apocalípticas na qual deveria nevegar, conjuntamente com a sua mulher e um casal de cada espécie animal, por forma a resistir à subida das águas e, no momento da ressurreição, poder repovoar um planeta que sucumbiria ao castigo de Deus. Resignados à vontade do Criador, Noé e os animais reclusos aguentaram o seu cativeiro conforme o previsto, todavia, um corvo negro e inquieto cedo deu sinais de perturbação e inconformismo – Vicente. Reagindo contra um destino que não escolheu, Vicente bateu as asas e voou para longe, escapando daquele desígnio bíblico, perante a surpresa e estupefacção de todos os seus companheiros de viagem.

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Parabéns, Popeye!

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Vicente

(in Os Bichos) - sinopse

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Noé, dos homens a alma mais pura, De nobre missão foi investido: Reunir animais em barca dura Para no pós-dilúvio à vida dar sentido. Sobre todos a humilhação pairava Não fora de Deus a palavra definitiva Reclusa na vontade a Arca suspirava Até por determinação injusta e incisiva. Na covardia de todos, afinal, Vicente fundou a sua decisão: Perante o bruá geral Abriu asas e fugiu sem hesitação. Deus o rebelde procurou Na Terra, no Céu e no Mar Seu voo ninguém o escutou Mas todos sabiam no que ia dar “- Nóe, filho fiel, Onde está o corvo Vicente?” “- Senhor, no seu coração havia fel Bateu asas e seguiu em frente.”. Vicente com a subida das águas sofria Era vento, chuva e frio Deus as portas do Céu abria Mas Vicente aguentava com brio. Na disputa final Degladiam-se autoritarismo e liberdade; Do que sobra da questão central? Venceu a voz da verdade. Deus na palavra atrás voltou A fauna fora vingada O silêncio a todos clamou Que a liberdade tem de ser conquistada. | Trabalho colectivo dos alunos do Curso de Educação e Formação

O criacionista holandês Johan Huibers decidiu arregaçar as mangas e construir uma réplica da arca de Noé. Ele resolveu erigir a embarcação como uma demonstração de sua fé na verdade literal da Bíblia.

| Anabela, Mariza e Patrícia, 8.ºF internet


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A ESCOLA E O DA IMPLANTAÇÃO MEIO REPÚBLICA PORTUGUESA

o despertar 60

A IMPLANTAÇÃ DA REPÚBLICA portugue Passado, Presente e Futuro,

Introdução No ano de 2010 comemora-se o centenário da Implantação da República de 5 de Outubro de 1910. Esta é uma data muito relevante da nossa História e extremamente inovadora na Europa, porque a nossa foi a terceira república europeia depois da França e da Suíça. No início do século XX, na Europa, a regra era os Impérios e as Monarquias. A Revolta do 5 de Outubro de 1910 já se adivinhava no contexto da instabilidade política e do descrédito da monarquia. Vários foram os acontecimentos que contribuíram para o ambiente pré-revolucionário que culminou na Implantação da República.

Antecedentes da Revolução Ultimato Inglês de 1890 - Este ultimato feito pelo governo britânico exigia a Portugal a retirada das forças militares chefiadas pelo major Serpa Pinto (1) do território compreendido entre as colónias de Angola e Moçambique

Esta cedência deu origem a um profundo movimento de descontentamento social, implicando directamente a família real, vista como demasiado próxima dos interesses britânicos. Os republicanos capitalizaram este descontentamento, iniciando um crescente alargamento da sua base social de apoio.

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do governo e

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Os revoltosos desceram a rua do Almada até à Praça de D. Pedro, hoje Praça da Liberdade, onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga (3) proclamar da varanda a Implantação da República. Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde, pertencente a um Centro Democrático Federal. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decidiu subir a Rua de Santo António em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.

A cedência de Portugal às exigências britânicas foi vista como uma humilhação nacional pelos republicanos portugueses que acusaram o governo e o rei D. Carlos I (2) de serem os seus responsáveis. O Ultimato britânico inspirou a letra do hino nacional português, "A Portuguesa". Foi considerado pelos historiadores portugueses e políticos da época a acção mais escandalosa e infame da Grã-Bretanha contra o seu antigo aliado.

A Revolta de 31 de Janeiro de 1891

Mapa cor-de-rosa

18 (R.I.18). Ao longo do percurso outras forças militares juntaram-se ao grupo.

(actuais Zimbabwe e Zâmbia). Esta zona era reclamada por Portugal que a havia incluído no famoso Mapa Cor-de-rosa, apresentado na Conferência de Berlim. As pretensões portuguesas expressas neste mapa entravam em conflito com o mega projecto inglês (que nunca se concretizou) de criar uma ferrovia que atravessaria todo o continente africano de norte a sul, ligando o Cairo à Cidade do Cabo.

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No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada no topo da rua. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda soltou uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada e com ela alguns soldados. Cópia da partitura original do hino nacional de Portugal, "A Portuguesa"

da coroa ao Ultimato Inglês de 1890. Esta revolta teve início na madrugada de 31 de Janeiro, quando o Batalhão de Caçadores n.º 9, liderado por sargentos, se dirigiu para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria

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Os mais bravos, cerca de 300, tentaram ainda resistir e barricaram-se na Câmara Municipal. Por fim, a Guarda, auxiliada por outras forças militares, forçou-os à rendição, às 10h da manhã. Desta acção resultaram 12 revoltosos mortos e 40 feridos. Alguns dos implicados conseguiram fugir para o estrangeiro; outros foram julgados por Conselhos de Guerra.

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IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA A ESCOLA PORTUGUESA E O MEIO

portuguesa Revolta de 31 de Janeiro

Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António passou a chamar-se Rua 31 de Janeiro. Ditadura de João Franco (4) - No período que antecedeu a nomeação de João Franco pelo rei D. Carlos para chefiar o governo, viveu-se uma situação de rotativismo governamental, que se caracterizou pela alternância no poder dos partidos Regenerador e Progressista ou Histórico, provocando uma grande instabilidade política. Perante esta situação, em Maio de 1906, o rei D. Carlos convidou João Franco para formar governo. Este convite foi justificado pelo rei nestes termos: "Há muito a fazer e temos, para bem do país, que seguir por caminho diferente daquele trilhado até hoje, para isso conto contigo e com a tua lealdade e dedicação, como tu podes contar com o meu auxílio e com toda a força que te devo dar". Este não só aceitou, como não demoraria muito a entrar em ditadura, dissolvendo o Parlamento em Abril de 1907, contra a forte oposição não só dos republicanos, como dos partidos monárquicos.

que ficou conhecido como o Golpe do Elevador da Biblioteca. Afonso Costa (5) e o Visconde de Ribeira Brava (6) foram apanhados de armas na mão no dito elevador, conjuntamente com outros conspiradores, quando tentavam chegar à Câmara Municipal. Em resposta a este golpe, o governo apresentou ao rei o Decreto de 30 de Janeiro de 1908. Este previa o exílio para o estrangeiro ou a expulsão para as colónias, sem julgamento, de indivíduos que fossem acusados de atentado à ordem pública. Este decreto tem sido considerado como a principal causa para o regicídio. Conta-se que ao assiná-lo o rei declarou: "Assino a minha sentença de morte, mas os senhores assim o quiseram". A 1 de Fevereiro de 1908, a família real regressou a Lisboa, depois de uma temporada no Palácio Ducal de Vila Viçosa. Viajaram de comboio até ao Barreiro, onde apanharam um vapor

Regicídio do Rei D. Carlos em 1908 – O atentado foi uma consequência do clima de crescente tensão que perturbava o ambiente político português, mas os ânimos foram acirrados pelo estabelecimento de uma ditadura administrativa, por parte de João Franco, com o apoio do rei, em 1907. A 28 de Janeiro de 1908 foram presos vários líderes republicanos, naquele

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Foto do alto da Calçada de São Francisco, mostrando o Elevador da Biblioteca

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para o Terreiro do Paço. Esperavam-nos o governo e vários dignitários da corte. Após os cumprimentos, a família real subiu para uma carruagem aberta em direcção ao Palácio das Necessidades. A carruagem com a família real atravessou o Terreiro do Paço, onde foi atingida por disparos vindos da multidão que se juntara para saudar o rei, D. Carlos I, que morreu imediatamente, após ter sido alvejado. O herdeiro, D. Luís Filipe, foi ferido mortalmente e o infante, D. Manuel, ferido num braço. Os autores do atentado foram Alfredo Costa e Manuel Buíça (7), e foram considerados à época os únicos, embora a historiografia recente reconheça que faziam parte de um grupo cuja acção visava o Rei, pelo seu papel de suporte a Franco. Os assassinos foram mortos no local por membros da guarda real e reconhecidos posteriormente como membros do movimento republicano. Subiu então ao trono o infante D. Manuel (8), na altura apenas com 19 anos, e que nunca sonhara vir a ser rei. Sem experiência política, aceitou a solução que lhe foi imposta: demitiu João Franco e organizou um ministério de concentração, com homens pertencentes a todos os partidos. Realizaram-se posteriormente eleições às quais não foi dada a devida importância por parte dos ministros. O resultado foi dividirem-se as opiniões entre os monárquicos, beneficiando apenas os republicanos, que colocaram no Parlamento numerosos deputados. Renovaram-se as lutas partidárias e voltou-se à situação de instabilidade política. A administração do país tornou-se cada vez mais precária, a anarquia mais intensa, a desorganização mais clara e deplorável. D. Manuel II procurou evitar a derrocada que ameaçava a Monarquia. Os republicanos intensificaram a propaganda, multiplicaram as sociedades secretas, conquistaram adeptos nos meios militares e civis, compraram armamento e prepararam-se para a revolução. A implantação da República - Na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910, eclodiu em Lisboa um movimento revolucionário, que culminaria com a proclamação da República em Portugal. O rei D. Manuel II, nessa noite, oferecia um banquete em honra do Presidente da República do Brasil, Dr. Afonso Pena, no Palácio das Necessidades. Foi aí que

9 Teófilo Braga

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o monarca português foi surpreendido pelo inesperado acontecimento. Enquanto o ilustre visitante, assustado com o tiroteio, corria a refugiar-se no seu navio São Paulo, o rei permaneceu no palácio, procurando entrar em contacto com o seu Governo. Foi então que soube que diversos regimentos, entre eles o de Artilharia 1, tinham aderido ao movimento. No Regimento de Infantaria 16, havia também alguns aderentes que, abrindo as portas aos civis e matando o coronel Pedro Celestino da Costa e o capitão Barros, acabaram por sair para a rua, dando vivas à República, e dirigindo-se ao Regimento de Artilharia 1, onde o povo também entrara. Este regimento fora o centro da revolução que se estendia agora ao Bairro de Alcântara. Um grupo de civis dirigiu-se para o Quartel da Marinha, quase em frente do Palácio das Necessidades, onde os marinheiros aguardavam os civis, tendo o comandante do corpo de marinheiros sido ferido, ao tentar inutilmente evitar a rebelião. Entretanto, os membros da comissão revolucionária estavam reunidos em casa de Inocêncio Camacho. A revolução estalava por todos os lados, tanto nos regimentos como na rua. Muitos civis armados batiam-se corajosamente. Do lado do Governo, tudo era indecisões, não tomando medidas concretas. Apenas o capitão Paiva Couceiro, com os seus soldados, aparecia a dar combate aos revoltosos. O tiroteio continuava, cada vez mais vivo. O Governo, desorientado, pediu pelo telefone a D. Manuel II que se retirasse para Mafra, onde se lhe juntou, no dia seguinte, a rainha-mãe, D. Amélia de Orleães e Bragança, que estava no Palácio da Pena, em Sintra. Às 14h, chegou a Mafra a notícia da proclamação da República em Lisboa e a constituição do governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga (9). A revolução republicana triunfara. A Família Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou para Gibraltar, onde um barco de guerra inglês os transportou até ao exílio, em Inglaterra. A revolução correu todo o País e, dentro em pouco, sem grandes resistências, a República era proclamada em todas as capitais de distrito. (continua na Edição n.º 61) | Professores Filomena Oliveira João Oliveira


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A ARTE ESCOLA PARA E O LÁ MEIO DAS PALAVRAS / OS SONS E A LETRA

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Graça Morais

Graça Morais é Licenciada pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Com outros artistas e críticos de arte funda o grupo Puzzle. Encontra-se exposta nos museus Alberto Sampaio, Guimarães (1974); Arte Moderna do Rio de Janeiro (1985) e Espanhol de Arte Contemporânea, Madrid (1987). Dentro da figuração, apresenta-nos o corpo e algumas das suas possíveis manifestações. De forma subtil oferecenos  uma ampla gama de situações rituais a que os corpos estão expostos. Deparamo-nos com figuras sofredoras, melancólicas ou alegres. Figuras que realizam as suas tarefas quotidianas ou que são captadas em momentos congelados da sua actividade.   A pintora mostra-nos os componentes ocultos do que a vista desarmada nos oferece. Através de uma fina arquitectura ensina-nos  que por trás de um gesto, de uma mão captada a meio

de um trabalho, existe uma vida interna complexa que o olhar desta artista é capaz de desocultar. Penetrar na sua obra é entrar no mito dos rituais que ainda prevalecem no Portugal contemporâneo.

associados ao Romantismo na música. Ainda jovem, Chopin deixou a sua terra natal com a ideia de se embrenhar nas teias da música. Depois de uma passagem pela capital austríaca, chegou a Paris, cidade que o viria a acolher ao longo do grande exílio provocado pelos conflitos da sua Polónia. Em França permaneceu até aos seus últimos dias. Morreu aos trinta e nove anos, vítima de tuberculose, depois de abandonado por George Sand, a sua grande paixão.

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a arte para lá das palavras

Maria, 1996, pastel e colagem S/tela

Sabe-se que o seu primeiro encontro com George Sand (de verdadeiro nome Aurora Dudevan), escritora de renome, com quem manteve uma relação até próximo do final da sua vida, não lhe foi nada favorável. George Sand era uma figura totalmente oposta à maneira delicada de ser de Chopin. Para a época, era uma mulher muito avançada: usava calças, tratava facilmente as pessoas por tu, fumava, bebia, era divorciada... Contudo, hoje, muita da informação que existe sobre Chopin é-nos dada pelo que ela deixou escrito. A doença foi sempre uma companheira amarga, sobretudo já perto do seu final. Pressentindo o seu fim, Chopin, pediu que lhe abrissem o corpo após a morte, pois receava ser enterrado vivo. O seu funeral realizou-se treze dias após o falecimento pelos grandes preparativos que a cerimónia exigia. Foi tocado o Requiem, de Morzart, (que parece ter sido seu desejo), e ainda outras peças de Chopin, entre elas a sua Marcha Fúnebre, orquestrada para a ocasião. O seu coração retornou ao solo pátrio e foi colocado numa das colunas da Igreja de Santa Cruz, em Varsóvia, tendo os seus restos mortais ficado no cemitério Père-Lachaise, em Paris.

A sua Arte é de efectiva modernidade. É de sonhos sem idade, que a obra de Graça Morais nos fala, reflectindo o que somos no descobrir de uma ancestralidade silenciosa a que ela dá voz, de uma terra-mãe, na nossa verdade íntima e secreta. Com ela cumpre-se, pois, em plena juventude, a função essencial da arte de sempre.

A obra de Chopin é toda ela delicada. Isto não significa, de modo algum, ser coisa fácil. É de muita complexidade. Todos os estudantes de música têm forçosamente que a praticar e conhecer, à semelhança do que é exigido com o grande Bach. Os dois são completamente diferentes nos estilos, mas as aprendizagens que se fazem com esses compositores são suportes sólidos na formação musical de qualquer músico.

  | Professor Cândido Sousa

E quais são os estudantes de música que não quiseram dar provas de vencer as dificuldades técnicas intrínsecas na inspiração melódica das peças de Chopin, assim como “saborear” as harmonias por ele criadas?

Chopin, 200 anos!

Os Sons e a Letra

Vulto do romantismo musical, Chopin, nascido em Zelazowa  Wola, aldeia próxima da capital polaca, exerceu a sua carreira de pianista em Paris. Filho de um francês que vivia na Polónia e de uma polaca, cedo manifestou o seu interesse pelo piano. Começou os seus estudos no seio familiar e veio a demonstrar um estilo próprio do qual não abdicou, preferindo segui-lo a

receber ideias que o conduzissem a uma aprendizagem comum da música. Essa sua persistência abriu-lhe a porta a um romantismo mais sólido, que havia já sido iniciado por Beethoven. São ele e Liszt, seu amigo das convivências pelos salões da aristocracia francesa, os dois principais e grandes vultos que ficaram desde sempre

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Passam agora 200 anos do nascimento de Frederic Chopin.

Chopin escreveu pouco para outros instrumentos que não o piano. É pianista por excelência. Poderíamos dizer que tratava o piano por “tu”. O fraseio é coisa natural na sua música; a clareza, a dor, a saudade da sua terra, a alegria encoberta, mesmo nas peças mais abertas, deixam transparecer a melancolia sentida pela sua Polónia. É com Chopin que as mazurcas, valsas e outras peças de cariz mais popular deixam de o ser para serem tratadas como peças de salão, melhor dizendo, peças de concerto. Os Estudos, colecção de 24, para além do seu valor como material didáctico, ao serviço de uma técnica onde vários aspectos são trabalhados e desenvolvidos, deixam de ser meros estudos para serem também peças de concerto, sempre apreciadas por melómanos.

E se John Field foi o criador dos Nocturnos – peças líricas e intimistas – é Chopin a grande referência destas obras quando as ouvimos ou delas ouvimos falar. Pode dizer-se que Chopin é um músico de sempre e, se morreu prematuramente, a obra por ele deixada revive-o a cada instante, sempre que se faz ouvir.

Concurso de Fotografia

| Professor Zé Manel

O Clube de Meteorologia está a dinamizar o Concurso de Fotografia intitulado “As Estações do Ano”. Este concurso tem por objectivo criar um espaço onde todos os alunos possam partilhar novas perspectivas de ver o ambiente que os rodeia. Neste âmbito, de 13 de Outubro a 11 de Dezembro, decorreu o concurso, associado à estação do “Outono”. Acresce, ainda, que o Concurso subordinado à estação do “Inverno” termina a 19 de Março, mas, se ainda não concorreste, podes fazê-lo relativamente à estação da Primavera. AINDA PODES PARTICIPAR!

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| O Clube de Meteorologia


A ESCOLA DESABAFOS E O MEIO

A sexualidade A sexualidade é uma componente fundamental da personalidade do ser humano, é um modo de ser, de sentir e de comunicar com os outros; é a nossa maneira de sermos homens e mulheres, permitindo-nos estabelecer laços, dar e receber afectos. Manifesta-se em todas as relações: na camaradagem, na amizade, no namoro, no matrimónio e no celibato. Sexualidade e genitalidade não são sinónimos; a genitalidade é apenas um dos muitos aspectos da sexualidade: a sua dimensão física. A sexualidade é um espaço aberto para o amor e nele encontra o seu sentido; pressupõe a vivência da beleza e da exigência de uma relação de amor onde cada um é um dom para o outro e ambos são um dom para a realização de um projecto aberto à vida. Enquanto força dinâmica, a sexualidade humana orienta-se para a maturidade e para a construção do EU;

abre-se à pessoa e ao mundo do TU numa relação interpessoal que culmina num projecto de vida; alarga-se ao NÓS de um clima de relações interpessoais de aceitação e de doação. Se entendermos o corpo como um objecto que se possui, então a dimensão sexual do ser humano é apenas a obtenção de prazer em cada pessoa, reduzindo-se a um eu egoísta que tudo faz para obter vantagens. A sexualidade é uma componente que não deve ser “forçada” por ninguém, pois quem o fizer não merece ser amado, porque estará a forçar um momento que deve ser genuíno/único e maravilhoso para ambos. Sempre que o ser humano é instrumentalizado estamos perante situações verdadeiramente inaceitáveis. | Anabela Santos, 8.º F

A AMIZADE A amizade começa com um sorriso que deve ser sempre lembrado como um momento único. A amizade é feita de respeito, consideração e ternura, pelo que não tem preço; é conquistada. Ser amigo é ter alguém para rir das nossas piadas, mesmo sem ter graça, é ter algo em comum, é dar carinho, correr, brincar, conversar, por isso mesmo podemos contar com a ajuda dos amigos, quando há problemas, quando se precisa de desabafar. Ter amigos é condição-chave para assegurarmos a felicidade! | Carlos Queirós e Joana Azevedo, 8.º B

O AMOR O verdadeiro amor é exigente e ao mesmo tempo delicado. A beleza deste sentimento encontra-se nas pessoas que têm esta capacidade de amar. No fundo, a maior felicidade é ter a certeza de que somos amados.

A Assembleia da República acaba de legislar e aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Diploma controverso e gerador de opiniões mais ou menos extremadas, colhe, também, entre os nossos alunos, as mais diversas opiniões. Eis aqui dois olhares contrários. A questão recentemente discutida girando em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo não colhe unanimidade. E a polémica é de tal modo vigorosa que teria sido mais prudente assumir-se um referendo para auscultação de sensibilidades dos portugueses e das portuguesas acerca deste tema antes de se avançar para a legislação. Em nossa opinião, a lei recentemente aprovada pela Assembleia da República não faz qualquer sentido, uma vez que, e aos nossos olhos, um casamento deve ser um enlace entre duas pessoas de sexo diferente, pois tem como fim último a constituição de uma família que, no caso dos homossexuais, não será criada nos termos tradicionais. Alternativamente, somos favoráveis à união de facto entre pessoas do mesmo sexo, significando tal a assunção de plenos direitos na linha dos concedidos aos pares de sexo diferente que contraem matrimónio: fiscalidade, heranças em morte de um dos elementos, etc.

Em síntese, nada obstamos à união entre pessoas do mesmo sexo; discordamos do casamento.

O amor é querer estar junto, ajudar, compreender, respeitar, ser amigo, ser verdadeiro; é querer tê-lo todo o dia e ficar triste por o não ter.

| Rui Araújo e Rui Carvalheira, 8.º F

Amar é, acima de tudo, querer ver a outra pessoa feliz, mesmo que para isso tenhamos que abrir a mão da própria felicidade. | Ana Araújo e Cláudia Pinto, 8.º B

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Casamento entre homossexuais: sim ou não?

No caso da adopção, ainda estamos mais relutantes. Na verdade, estamos em crer que uma criança adoptada não teria o suporte familiar de uma família “normal”, podendo vir a tornar-se alguém transtornado, inadaptado e até revoltado consigo e com os outros.

O amor é um sentimento magnífico que nos enche a alma e nos preenche o pensamento.

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A homossexualidade é uma escolha e penso que as pessoas homossexuais não deviam ser tratadas de maneira diferente só por preferirem manter um relacionamento afectivo com pessoas do mesmo sexo. O mundo está a avançar e acho que a mentalidade das pessoas devia fazer o mesmo, pois discriminar pessoas com escolhas diferentes é uma forma de racismo. Não me importo se estas pessoas casam, porque sou da opinião de que o que interessa é a felicidade do ser humano, ou seja, não é por haver casais homossexuais que eu vou deixar de ser feliz; que o sejam eles é o que desejo. Também não é por uma pessoa ser homossexual que vai ser melhor ou pior, pois isto é só uma preferência. Tantas são as vezes em que a mentalidade das pessoas é preconceituosa por avaliarem os outros pelas suas escolhas… Se sou favorável ao casamento entre homossexuais, em contrapartida, acho que estes casais não deviam adoptar crianças. Este facto não tem nada a ver com o facto de serem bons ou maus pais, contudo creio que seria traumatizante para as crianças. Imaginem como se sentiriam sendo desprezadas pelos colegas só por terem pais homossexuais… Toda a sociedade as iria discriminar. As pessoas deviam mudar o seu pensamento, porque o mundo está a avançar e o que ontem era verdade pode não o ser hoje; é que os padrões morais e éticos mudam também. Importa, sobretudo, ser-se feliz não interferindo na felicidade dos outros. A sociedade é discriminatória e estou convencido de que devemos dar um passo de cada vez; quem sabe a próxima batalha é a adopção… | Marisa Furtado, 8.º F


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PLANO TECNOLÓGICO DA EDUCAÇÃO

De clique em clique!

Plano Tecnológico da Educação (PTE) Salas de aula com janelas abertas ao mundo! Com este artigo pretende-se dar a conhecer à nossa Comunidade Escolar a profunda transformação relacionada com as tecnologias informáticas que em poucos meses vieram transfigurar as potenciais pedagogias e metodologias de ensino e de aprendizagem traduzidas em assinaláveis alterações ao nível dos procedimentos e comportamentos do dia-a-dia na escola ou nas casas de cada um de nós.

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O XVII Governo Constitucional, ao lançar, em 2007, o Plano Tecnológico da Educação (PTE), estabeleceu como prioridade a modernização tecnológica das escolas do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, promovendo, deste modo, a integração e a utilização generalizada das TIC nos processos de ensino-aprendizagem e na gestão escolar.

com vários projectos afectos a cada um deles:

Efectivamente, os objectivos eram bem claros:

FORMAÇÃO - Competências TIC; Estágios TIC e Academias TIC.

• “O PTE tornará as aulas num espaço de interactividade e de partilha de conhecimento sem barreiras nem obstáculos, certificará as competências TIC de professores, alunos e funcionários e preparará as nossas crianças e jovens para a sociedade do conhecimento.”; • “A nossa ambição é colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados em termos de modernização tecnológica das escolas em 2010.”. Para além da modernização das escolas, também os alunos e professores de todos os níveis de ensino, público e privado, foram contemplados com benefícios para aquisição de computadores e acessos Internet, desde o Magalhães às Novas Oportunidades. Apesar das mais variadas tropelias e explicações menos claras, efectivamente, a esmagadora maioria das famílias tem computador em casa e, entre estes, uma enorme percentagem com ligação à Internet. Este ambicioso plano de modernização foi estruturado em três eixos - Tecnologia, Conteúdos e Formação –

TECNOLOGIA - Internet nas salas de aula; Redes de área local; Internet de Alta Velocidade; Kit Tecnológico; Cartão da Escola; escol@segura e CATE - Centro de Apoio Tecnológico às Escolas. CONTEÚDOS - Portal da Escola e Escola Simplex.

Com efeito, de Abril até Setembro do ano lectivo anterior, a nossa escola foi dotada com alguns desses projectos cuja implementação exigiu a melhor programação para que a enorme azáfama da sua execução fosse minimizada em favor do normal funcionamento das actividades escolares. Foi assim que recebemos este milionário investimento nacional. Vejamos, então, as intervenções com que já fomos contemplados, bem como as que ainda estão previstas, respectivamente: 1. INFRA-ESTRUTURA DE REDES – Mais de 10 km de cabos ligaram em rede todas as salas de aula e demais espaços da escola, como gabinetes, direcção, serviços administrativos e outros, com tomadas de rede (1 Gb) e pontos de acesso sem fios com cobertura de todo o espaço da escola. A ligação inter-blocos e pavilhão gimnodesportivo, 800 metros, fez-se por cabo de fibra óptica. 2. VIDEOPROJECTORES - Todas as salas de aula

foram equipadas com videoprojectores. 3. COMPUTADORES - Com os computadores recebidos equiparam-se todas as salas de aula, gabinetes, direcção e serviços administrativos. 4. QUADROS INTERACTIVOS – Foram equipadas com Q.I. uma em cada três salas de aula, perfazendo um total de nove. 5. INTERNET DE ALTA VELOCIDADE – A Portugal Telecom (PT) ligou uma linha dedicada em fibra óptica prevendo uma velocidade de 48 MB. 6. VIDEOVIGILÂNCIA - A videovigilância prevê a colocação de câmaras de vídeo e detectores de intrusão. 7. CARTÃO DA ESCOLA - Embora esteja prevista a implementação de um sistema com avançadas funcionalidades, a escola ainda não foi contactada para esse efeito. Até lá continuamos a funcionar com o sistema de que já dispomos há vários anos. Em síntese, encontra-se concluída uma importante fase que envolveu a instalação dos equipamentos, a sua experimentação e incorporação na nova rede PTE através da MIGRAÇÃO. Ficaram para trás as inevitáveis perturbações ao normal funcionamento dos equipamentos e das suas ligações, sendo agora necessário adaptarmo-nos à nova realidade. Daqui em diante seguem-se novos desafios. Com os recursos agora disponíveis, estão criadas condições


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PLANO TECNOLÓGICO DA EDUCAÇÃO / MONITORES TIC

para que muitas das obsoletas metodologias possam transformar-se em práticas mais dinâmicas, apelativas e cativantes, fugindo à tentação fácil de utilizar o computador para projectar informação num quadro interactivo e os alunos se limitarem a copiá-la para o caderno. De facto, as novas ferramentas deverão alargar as possibilidades de transmitir os conhecimentos, bem como facilitar o processo de o fazer, mas em caso algum se deve diminuir ou substituir o trabalho e o esforço dos alunos. É evidente que o PTE, tal como já referido, não se limitará à componente tecnológica. É, agora, grande a expectativa relativamente ao eixo Formação, cujo papel preponderante se pretende que responda objectivamente

às necessidades de mudança de práticas pedagógicas. Por sua vez, o eixo Conteúdos, surgirá com especial destaque, porque o seu âmbito de acção será, com certeza, o corolário dos dois anteriores.

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Neste sentido, coloca-se com urgência a necessidade de transformar os agentes consumidores de informação em agentes produtores e divulgadores dos próprios conteúdos. De todo o modo, a sala de aula assume-se efectivamente como uma janela aberta ao mundo, por onde passam, nos dois sentidos, as correntes de informação que, na realidade, constituem e incorporam a essência do processo de ensinar e aprender. | O Coordenador PTE António Araújo

Publicite AQUI OD

O DESPERTAR PARA A INFORMÁTICA Alguns alunos do 6.ºE, às segundas-feiras de manhã, vão para a sala TIC com muito interesse para realizar alguns trabalhos; por vezes também se perdem em alguns jogos didácticos, que são sempre motivo para aprender mais sobre várias disciplinas. Para nos apoiar, está sempre o Sr. professor Miguel Fonseca. Na nossa hora, há outros alunos (5.º A) que também frequentam a sala TIC, o que torna estes momentos ainda mais agradáveis, dado que gostamos de conviver e de partilhar conhecimentos. | Bárbara, Diana, João Paulo e Marta, 6.º E e Bruno, Daniela e Isabela, 5.º A

Nós, os alunos do 6.º E, não somos do tempo do “Magalhães”, mas nós, os do 5.ºA, já tivemos a possibilidade de trabalhar com “ele” no 1.º Ciclo. Quando estamos nesta sala, verificamos que é bem melhor trabalhar nestes computadores e gostamos muito de cá estar, não só acompanhados por professores, como pelos Monitores.

À semelhança dos anos anteriores, continua em funcionamento a actividade “Alunos Monitores na Sala TIC”. O incremento do sentido de responsabilidade, bem como a optimização do equipamento TIC para muitos alunos que ainda não dispõem desses meios nas suas casas, são dois dos objectivos que norteiam esta actividade. Mais uma vez, este ano, a sala tem ocupação plena e, além das turmas participantes referidas pelo 8.º F, contamos ainda com a colaboração das Professoras Ana Maria Silva, Filomena Oliveira e M.ª José Carvalho. Na próxima edição d’O Despertar, bem como na exposição da Feira da Isabelinha, daremos conhecimento da participação dos “Alunos Monitores” - e não só - na Iniciativa “Geração Móvel e Desafios”, que já se encontra disponível para consulta no site da DREN.

| 5.º A e 6.º E

O GOSTO PELAS TIC Todas as 3. feiras, às 10:05h, abrimos a porta do C.A.I., desde o início do ano lectivo. Com o conhecimento integral do cumprimento das regras, lá estamos nós para apoiar todos os alunos que vão aparecendo. as

Além da nossa turma, também participam nesta actividade Alunos Monitores do 6.º A, 6.º B, 6.º D, 7.º B, 7.º D, 8.º A, 8.º D, 8.º E, 8.º F, 9.º A e 9.º E. Aqui fica uma quadra de alunos do 5.ºF que frequentam, regularmente, este espaço e que contam, assim, com a nossa colaboração: Os Monitores do 8.º F Estão sempre a ajudar, Graças a eles e aos computadores Às 3.as feiras podemos labutar | Jessica 5.º F

| Jessica, Filipe e José, 8.º F

A equipa responsável: Professores Rosa Monteiro, Teresa Rodrigues, Miguel Fonseca e António Araújo


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A ESCOLA EM E O MOVIMENTO MEIO / SOLIDARIEDADE

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Festa de Natal

Do Natal à Páscoa

Inserida no Plano Anual de Actividades, realizou-se, no passado dia 18 de Dezembro, a já tradicional Festa de Natal da nossa escola. A cargo da Direcção e de um grupo de docentes e alunos, esta actividade tinha como objectivos sensibilizar para o espírito da época natalícia e promover o convívio entre todos os elementos da Comunidade Educativa.

Celebrámos na nossa Escola a solenidade do Natal, vivendo em espírito de festa, ternura e amor o Nascimento de Jesus. O espírito desta quadra levounos a dinamizar a Festa de Natal, que se realizou, pela primeira vez, no Ginásio da escola, no dia 18 de Dezembro, e que contou com o envolvimento de todas as turmas da escola. Quando podemos festejar a chegada do Menino Jesus à nossa vida, preocupamo-nos e cuidamos dos nossos semelhantes, tanto daqueles que vivem perto, como daqueles que vivem longe. Por isso, os alunos envolveram-se na dinamização de duas campanhas de solidariedade: “Cabazes de Natal” e “Por uma Nova África”. Através da primeira campanha, foram recolhidos 28 cabazes que visaram dar apoio às famílias do nosso Agrupamento que vivem, presentemente, maiores dificuldades. A escola está ainda a participar na campanha “Por uma nova África”, que visa ajudar uma Missão em Angola, colaborando na construção de um Jardim de Infância, num país onde os pedidos de ajuda são muitos e os recursos são escassos ou inexistentes.

a nos libertar de tudo o que nos oprime, fazendo-nos experimentar a alegria da Ressurreição. Assim, vamos travando as nossas lutas diárias, confortados pela esperança surgida na manhã de Páscoa: a morte provocada pelo egoísmo, injustiças, vingança… já não existe; foi vencida pela união, amizade, concórdia, paz, aceitação dos outros e solidariedade que brota da fonte inesgotável de alegria e do amor de Deus.

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É bonito continuar a sentir, hoje, o Natal, quando somos solidários com as vítimas de catástrofes naturais; temos compaixão e ajudamos a minorar o sofrimento de quem padece dos horrores da guerra, da fome, da doença. OD

Este ano a festa foi diferente! Realizou-se no Pavilhão Gimnodesportivo com a presença de todos os alunos e sob o acompanhamento dos respectivos Directores de Turma. Foi uma tarde intensa de animação. Foram muitos os “números”! Do programa constaram actividades como troca de prendas, dramatizações, interpretações musicais, danças, recitação de poesia, etc. Os alunos prepararam com muito entusiasmo e trabalho as actividades a apresentar e, para tal, contaram com a preciosa ajuda dos seus Directores de Turma. No final da tarde, como não poderia deixar de ser, cumpriu-se mais uma vez a tradição: a todos os alunos foi oferecido um lanche. Apesar de alguns constrangimentos como o som e a dificuldade inicial em acomodar todos os alunos no pavilhão, todos estão de parabéns pelo empenho, entusiasmo e comportamento que demonstraram.

Também vivemos o Natal quando nos libertamos do sentimento de ódio e oferecemos o perdão ao colega de escola ou a um parente querido. E haverá atitude mais nobre que vencer a inveja, a cobiça, a vaidade, a mesquinhez e a hipocrisia com lealdade e verdadeiro interesse pelos que nos rodeiam e que precisam do nosso amparo e protecção? Tudo isto só é possível porque esse menino que Nasceu em Belém se ofereceu em sacrifício, de forma

Natal Natal, época de amor Alegria vou propor Muitos com um cobertor Encobrem a sua dor. Natal com a Família, Dia de alegria,

| A Organização

Toca a campainha, Lá vem a Andorinha.

| Grupo Disciplinar de EMRC

A festa foi bem planeada, mas como foi necessário algum tempo para acomodar todos os alunos no Ginásio, um ou outro espectáculo foi cancelado. Apesar destes percalços, gostei muito da Festa de Natal.

| Marisa Brito, 7.º A

| Bruna Joana

Para mim, a Festa de Natal foi muito divertida. Houve várias actividades, como por exemplo canções com o acompanhamento das violas, danças, declamação de poesia… A melhor parte da festa foi a das canções com o acompanhamento das violas, porque todas as músicas eram portuguesas e todos os alunos da escola acompanharam, cantando e batendo palmas. A decoração do palco e os efeitos estavam muito bonitos e o local aonde realizaram a festa foi muito agradável. Gostei muito da Festa de Natal!!! | Ana Isabel, 7.º A

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A ESCOLA EM MOVIMENTO A ESCOLA / SOLIDARIEDADE E O MEIO

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Tempo de Quaresma

O tempo litúrgico que se vive, a Quaresma, é a ocasião privilegiada para a tomada de posições concretas. O carácter penitencial de que se reveste, dirigido particularmente aos fiéis, encerra propostas exemplares para a conversão e mudança de vida. Todos os fiéis, cada qual a seu modo, por lei divina têm obrigação

de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência prescrevem-se os dias de penitência em que os fiéis, de modo especial, se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e, sobretudo, observando o jejum e a abstinência, segundo as normas do direito canónico. Abstraindo, por agora, de considerar o modo de realização deste preceito canónico, a fórmula genérica daquele enunciado abre um leque alargadíssimo de opções, por exemplo: cumprimento fiel dos deveres de estado; satisfação plena dos deveres sociais e profissionais; exercícios de caridade e de solidariedade

em favor dos pobres, doentes e sós, partilha de bens, etc. No plano individual, a renúncia a tudo quanto possa prejudicar a saúde e o equilíbrio físico; libertação do tabaco, do álcool, sobriedade na alimentação... são algumas propostas para encarar esta época. Até aos mais novos deverá apresentar-se um programa de acções, no âmbito da renúncia e esforço pessoal, segundo a sua capacidade, como meio de educação e de despertar para a partilha e solidariedade. Experimentar a sério este convite é certamente encontrar formas úteis e eficazes para a reconstrução moral e social. | Professor Nuno Martins

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No âmbito da área curricular não disciplinar Área de Projecto, e seguindo o tema da nossa escola (Educação Cívica e Ambiental), a turma do 6.º C passou a integrar o projecto “Vamos Limpar Portugal”. O projecto “Vamos Limpar Portugal” é um movimento de cidadãos que tem como objectivo a limpeza das lixeiras ilegais, no dia 20 de Março de 2010 e, através desta iniciativa, sensibilizar para comportamentos ambientalmente sustentáveis. No início, a informação era escassa e foi complicado. Depois de algumas semanas de pesquisa, com o apoio dos nossos professores, começámos a procurar lixeiras… o que não foi fácil! Tivemos de saber o nome das ruas e lugares mas, como já referimos, foi complicado, porque as lixeiras geralmente estão no meio do monte. Depois de as descobrirmos, trouxemos fotografias para a aula e, com a ajuda do professor Rui Oliveira, registámos a nossa primeira lixeira. Para esse mesmo registo foi preciso responder a um inquérito de classificação do tipo e tamanho do lixo, a quantidade, o tipo de mão-de-obra e o tipo de veículos necessários para essa recolha. Apesar de todas estas dificuldades, conseguimos registar seis lixeiras: duas em Vila Meã (Silveiros), duas em Fonte Coberta, uma em Gamil e outra em Couto de Cambeses. Foi bom trabalhar neste projecto, não só pelo que aprendemos, mas principalmente porque vamos ajudar a tornar o nosso Portugal mais limpo.

O Grupo Coral do Agrupamento deslocou-se à C.M. de Barcelos, no dia 29/01, para cantar as Janeiras e desejar ao seu Presidente e staff felicidades para o ano 2010.

A Festa de Natal da nossa escola foi bastante divertida, pois todos os alunos puderam conviver num ambiente descontraído, com muitos e variados números. Adorei o espaço onde ela se realizou, amplo e apelativo. De lamentar, apenas, o facto de alguns números não terem sido apresentados e os prémios não terem sido entregues, devido à falta de tempo. Ainda assim, globalmente, considero ter sido uma experiência muito divertida! E porque aprendemos com os nossos erros, para o ano ainda vai ser melhor! | Ana Cruz, 8.º F

Nesse dia, todos estavam ansiosos para ver como iria ser a festa, sendo esta realizada no pavilhão gimnodesportivo, o que foi agradável. As actuações foram bonitas e os apresentadores um espectáculo! As iniciativas, tais como os números de viola, tiveram um resultado surpreendente e todos os alunos contribuíram para a festa a cantar.

Os poemas foram interessantes, apesar do ruído existente, pois todos eles queriam transmitir uma mensagem sobre o Natal. No final da festa, todos os alunos voltaram para as salas de aula, para realizar a troca de prendas entre si, saindo todos contentes por chegarem as férias de Natal. | Sónia Costa, 9.ºE

No Natal de 2009, assisti, pela primeira vez, à Festa de Natal dos nossos alunos. Foi uma enorme surpresa pela positiva, já que me deparei com uma festa bastante bem organizada e com um espectáculo variado, com o propósito de agradar a todos. Não posso deixar de referir o aluno, filho de uma colega cá da escola, que tocou concertina de uma forma extraordinária perante todos os que assistiram. Deste modo, faço uma apreciação bastante positiva da Festa de Natal,

esperando que esta pequena tradição continue por muitos e muitos anos. | M.ª Glória Marques, A. A. E.

Este ano, a Direcção, decidiu (e muito bem), fazer a festa no pavilhão gimnodesportivo. Foram colocadas alcatifas, montado um palco, colocadas cadeiras e bancos e um lindíssimo cenário, para que os alunos, professores e funcionários se sentissem mais bem acomodados e pudessem desfrutar de um bom ambiente propício a uma verdadeira festa de Natal. Foi uma grande festa, bem organizada, com a preciosa ajuda dos Directores de Turma, outros Professores, Funcionários e Associação de Estudantes. Penso que tudo decorreu com normalidade e o simples facto de estarmos na “nossa casa” fez-nos sentir uma grande família a viver o espírito de Natal.

| Turma do 6.º C

Um Bom Ano a toda a Comunidade Educativa! | M.ª do Céu Miranda, A. A. E.

Cá fora estava muito frio! O vento gélido cortava-nos a respiração e tolhia-nos os movimentos. Não pude presenciar todos os momentos, mesmo assim, fui dar uma espreitadela. O ambiente era alegre e descontraído. Sentiase muito calor humano. Alunos e professores estavam reunidos e juntos partilhavam as emoções deste momento especial. A acústica não era a melhor, mas os aplausos ouviam-se no fim de cada actuação. Já são muitas as festas de Natal na nossa escola. Cada ano é diferente, mas em todas há magia no ar, o amor engrandece... Porque é Natal! | Professora Arminda Castro


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ESCOLA EM MOVIMENTO

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Corta-Mato 2009/2010 No dia 27 de Novembro de 2009, decorreu o Corta-Mato escolar no qual os alunos realizaram

um percurso adaptado a cada idade, em redor da escola, tal como no ano passado. Houve uma grande adesão de alunos nesta iniciativa organizada pelos professores de Educação Física. Participaram 210 atletas, envolvendo todo o Agrupamento. O Corta-Mato visa promover a actividade física na escola e a competitividade entre alunos. Os três primeiros classificados receberam uma medalha e a oportunidade de participarem no Corta-Mato Distrital (Guimarães). Todos os participantes receberam o diploma de participação e o lanche merecido após o esforço.

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2010 - três primeiros meses marcados pelos caprichos da Natureza: temporais

com desabamento de terras na Madeira, cheias no Brasil, terramotos no Haiti, Chile e Turquia, e, pela nossa escola, a dura "pedraça" que deixou marcas nos carros do Sr. Jácome (vidro partido) e D. Emília (amolgadelas), e na deliciosa macieira - enxertada pelo saudoso Sr. Eduardo - que ficou por terra. Coisas da vida...

| Ana Luísa Ferreira e Juliana Silva, 9.º D

Corta-Mato Distrital No dia 24 de Fevereiro, a nossa escola foi até Guimarães participar no corta-mato distrital, que se realizou nos terrenos anexos à pista de atletismo Gémeos Castro. Contámos com a participação de 29 alunos muito empenhados, mas o destaque maior vai para o n.º 24 do 9.º C, Rui Oliveira, que conquistou o 2.º lugar dos juvenis masculinos, ficando, Assim, apurado para o corta-mato nacional, com data e lugar de realização a designar. Importa, todavia, registar que, independentemente das classificações e do temporal que se fez sentir durante toda a manhã, foi uma experiência bastante divertida. | Ana Cruz, 8.º F

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O CANTINHO DAS LÍNGUAS

Section Européenne Francophone

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Os melhores classificados no DELF

Alunos deslocaram-se a Joane para receber o “Diplome d’Études en Langue Française” Cônsul a discursar em francês e nós percebemos

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Plateia atenta aos discursos ( Auditório de Joane)

Sónia Costa a receber o diploma da mão do Consul Francês

Em Maio do ano transacto, 39 alunos de 8.º e 9.º anos deslocaram ao Centro de Exame da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado a fim de prestarem provas para obterem o DELF (Diplome d’Études en Langue Française). Estes alunos deslocaram-se novamente a Joane – V. N. de Famalicão, no dia 15, e na presença do Cônsul Général de France no Porto, Philippe Em Maio de 2009, 39 alunos do 8.º e 9.º anos de diferentes escolas do país apresentaram-se em Joane, a fim de realizarem a prova do DELF (Diplôme d’Etudes en Langue Française). Nesse dia, a espera foi longa, pois os alunos realizaram o teste escrito todos juntos e uma parte oral individualmente. No final, satisfeitos e com a sensação de dever cumprido, todos regressaram à escola. Os exames, entretanto, foram avaliados. No final de Junho foram anunciados os resultados, que foram muito

Barbry; o Director da Escola Benjamim Salgado, José Alfredo Rodrigues Mendes; o vereador da Educação da edilidade de V. N. de Famalicão, Leonardo Rocha; a representante da DREN, Fátima Amaral; o Director da Aliança Francesa de Guimarães, António Santos; e a adida cultural, Anne-Laure Stamminger, receberam os respectivos diplomas. De salientar que os alunos realizaram o exame mediante os seus conhecimentos e foram atribuídos diplomas de nível A1, A2 e B1.

Alguns alunos que obtiveram o DELF

O DELF, que só se poderia obter através de uma escola de línguas, é, hoje, acessível a qualquer aluno do ensino público. Desde 2005 que os respectivos Ministérios encetaram esforços para que os alunos do ensino público pudessem ter acesso à certificação da aprendizagem da Língua Francesa. É fulcral que os nossos alunos dêem ênfase à construção dos seus currículos ao longo da sua vida académica e não somente no final da mesma. Foi nessa perspectiva que os nossos alunos se apresentaram para a realização da prova em que todos obtiveram muito bons resultados. O DELF é um diploma que confere as quatro competências do Quadro Europeu Comum de Referência. | Professora Guilhermina Vieira

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A Secção Europeia tem blogue. Visite-o e dê a sua opinião (pode ser em francês). http://self-viatodos.blogspot.com

bons, pois todos os alunos obtiveram o diploma. No dia 15 de Dezembro de 2009, os alunos foram convidados a participar numa palestra no decurso da qual se iria proceder à entrega de diplomas. Foram, ainda, apresentados vários textos de alunos de outras escolas, todos em Francês, e também explicado o valor de se aprender a língua francesa. Com experiência própria vos digo: aprendam francês, pois é uma das línguas universais e indispensável à nossa formação como cidadãos europeus. | Sónia Costa, 9.º E

Salut, Je m’appelle

Salut, Je m’appelle

Diogo Cardoso et j’ai douze ans. J’habite à Grimancelos. J’adore faire du sport, regarder la télé et jouer à l’ordinateur.

J’adore l’école et mes matières sont Français, Anglais, Technologie, Géographie, Education Physique et Sportive, Histoire et Mathématiques. Ma matière préférée est Histoire. OD

Le matin, je me réveille, je me lave, je m’habille, je prends mon petit-déjeuner et finalement je me brosse les dents. Après je vais à l’école. Après l’école, je fais mes devoirs et ensuite je regarde la télé. Quand arrive mon père, je vais dîner avec mon père, ma mère et ma soeur. Ma mère s’appelle Alice et elle a 35 ans, mon père s’appelle José, il a 37 ans. Ma petite soeur s’appelle Catarina et elle a 3 ans. J’adore ma famille !!! | Diogo Cardoso, 7.º E

Fábio Miranda, J’ai 12 ans.

Je suis amusant, studieux, mystérieux, charmant, et poli. J’adore le basket et le musique (je joue du piano et de la guitare). OD

Mes passe-temps sont : jouer à l’ordinateur, jouer au foot, jouer du piano et de la guitare, faire du skate, faire les devoirs et naviguer sur internet.

Mon école est très belle et elle a 5 pavillons. Elle a un buffet, une cantine, une bibliothèque, un secrétariat, une reprographie et un gymnase. Le matin, je me réveille à 6 :50 H et je me lave. Je prends alors une douche et puis je prends le petit-déjeuner. Après avoir pris le petit déjeuner, je prends le bus pour aller à l’école. A l’école, j’ai différentes matières et à midi, je déjeune à la cantine. L’après- midi, j’ai aussi cours. je rentre ensuite chez moi en bus. Quand je suis à la maison, je fais mes devoirs et je joue au foot avec mon cousin. Le soir, je dîne et je prends une douche et je vais au lit. Ma famille, c’est moi, mon papa, mon frère et ma mère. Ma famille, est très affectueuse et amie. Mon père a 41 ans, mon frère 6 ans et ma mère 37 ans. | Fábio Miranda, 7.º E


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A VOZ ESCOLA DOSE MAIS O MEIO PEQUENOS

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JANEIRAS COM A COMUNIDADE na ESCOLA EB1/ JI DE VIATODOS A Escola EB1/ JI de Viatodos realizou, no dia 29 de Janeiro, a Festa das Janeiras, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Viatodos. Preparou-se a actividade com bastante antecedência: reuniram-se as letras e músicas para as canções que as crianças e professores cantariam à comunidade, elaboraramse coroas de reis e outros adereços nas aulas de Expressão e Educação Plástica, fizeram-se pesquisas em livros e na internet sobre o significado dos Reis Magos e das Janeiras. Os professores das Actividades de Enriquecimento Curricular deram o seu contributo nesta actividade, colaborando com os professores da escola na preparação da festa e participando no coro. O grupo de cavaquinhos da Associação dos Bombeiros Voluntários também participou na festa enriquecendo o

Cantar os Reis OD

LEITOR DO MÊS No âmbito do Projecto Oceano das Palavras, fez-se nas escolas do 1.º ciclo do Agrupamento a eleição do "leitor do mês". Esta actividade era sugerida no Plano de Actividades do Projecto e houve grande adesão por parte das escolas. Mais uma vez pretendíamos essencialmente "Estimular nas crianças o prazer de ler" e "Incentivar a requisição de livros da biblioteca escolar".

No passado mês de Janeiro, as crianças do Jardim de Aldeia-Chavão foram cantar as Janeiras aos seus familiares que as receberam com lanches e/ou outras ofertas, em suas casas.

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Foram elaborados previamente instrumentos musicais com materiais reutilizados, como caricas, copos de iogurte, pedaços de madeira, restos de tecidos, etc.

Os alunos eleitos, das escolas que participaram, foram os seguintes:

As crianças deslocaram-se trajadas com capas de Reis Magos, sendo algumas delas confeccionadas pelos pais.

Beatriz Soares Ferreira; Diogo Pereira Miranda; Pedro Silva; Ângela Sofia Ferreira Pereira.

Na semana que antecedeu a saída, ensaiaram uma canção e elaboraram coroas de rei, feitas em cartolina. Esta foi uma actividade bastante acarinhada e participada pelos membros da Comunidade Educativa. | Escola EB1/JI de Chavão

Escola de Chavão

Escola de Couto Cambeses José Luís da Cunha Rodrigues; Rafael Diogo Batista Carvalho; Maria João Ferreira Fernandes. Escola de Grimancelos Margarida da Silva Queirós; Cecília Maria Araújo Faria; Angélica Passos Fernandes; Gabriela Salazar Fereira de Sousa. Escola de Minhotães Ana Luísa Silva Carvalho; Rafaela Araújo da Silva.

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Escola de Negreiros Daniel Filipe Ferreira Rios Novais; Raquel Brito Guimarães; Ângela Inês Guimarães.

programa da mesma e encantando todos os que assistiram. Os pais que assistiram à festa ficaram entusiasmados com a participação dos seus pequenos, dos professores e dos elementos da Associação de Pais. Houve ainda tempo para um assaz convívio entre todos.

Escola de Silveiros Andreia Amorim Silva. Escola de Viatodos Ana Sofia Costa da Silva; Isabel Maria Ferreira da Silva; Joana Isabel Rodrigues Ribeiro; Ana Luísa Miranda da Silva; Pedro Miguel Rodrigues Oliveira.

Os pais aderiram em pleno à actividade e esperam que outros momentos como este ocorram na escola, espaço de excelência para a união de toda a comunidade.

PARABÉNS A TODOS OS ALUNOS! BOAS LEITURAS!

Os alunos da Escola do 1.º Ciclo/JI de Grimancelos, em colaboração com a Associação de Pais, participaram no Desfile de Carnaval de Barcelos, no dia 16 de Fevereiro de 2010.

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Como o nosso tema de Área de Projecto é “Crescer com Saúde-Alimentação Saudável”, nós representámos a Roda dos Alimentos e fomos mascarados de peixe, carne, ovo, azeite, legumes (cenoura, nabo, cebola, batata, couve, ervilha), frutos (uva, banana, maçã, pêra, laranja, morango), cereais (pão, massa, arroz), leite, iogurte, não esquecendo a água, sendo esta um bem essencial à vida.

| Luísa Oliveira e Sara Barbosa

Todos estes adereços foram feitos pelos alunos da escola com a ajuda das professoras e das Assistentes Operacionais. Nós gostámos muito de fazer estes fatos utilizando vários materiais, como papelão, iogurtes, cascas de ovos, recortes de revistas, pacotes de leite, tecidos, tintas, entre outros. Também gostámos muito de participar neste desfile e de mostrar os nossos fatos a muitas das pessoas presentes, entre elas os nossos pais e familiares. | Alunos da Escola EB1 de Grimancelos

Cantar os Reis

Desfile de Carnaval em Barcelos

O dia da festa foi o culminar de todo o trabalho realizado pela Comunidade Educativa.

Os alunos da Escola do 1.º Ciclo de Grimancelos cantaram “Os Reis” durante o mês de Janeiro pelas casas dos alunos e comércio da freguesia, bem como em algumas instituições de Viatodos (Centro de Saúde, o Centro de Lazer e a Escola EB2,3 de Viatodos).

Centro de lazer de Viatodos

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Queremos agradecer a todas as pessoas que nos receberam e contribuíram generosamente para melhorar o bem-estar dos alunos.


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A VOZ DOS A ESCOLA MAIS PEQUENOS E O MEIO

Simulacro de incêncio na nossa escola No dia 1 de Fevereiro, realizouse um simulacro de incêndio na nossa escola. Logo de manhã, a professora explicou-nos o que iria acontecer e vimos na Planta de Emergência da escola qual era a saída utilizada em situação de perigo. Estávamos na sala de aula quando, de repente, ouvimos o alarme da escola a tocar; é claro que, de imediato, nos dirigimos para a porta de saída de emergência. Percebemos que se trataria de uma situação de incêndio.

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2.º Ano da EB1/JI de Silveiros Na área de Educação Musical, estamos a aprender a gostar de música clássica através da visualização e audição de músicas, como: abertura de “Guilherme Tell”, de G. Rossini, “Valsa das Flores”, de P. I. Tchaikovsky, Ave-Maria, de F. Schubert, etc.

Na área de Matemática, trabalhámos as simetrias e realizámos composições com figuras geométricas (tangram). Também resolvemos várias situações problemáticas (Projecto “Matemática em Acção”.)

Ficámos no exterior da escola, deixando o portão e a porta livres. A professora rapidamente contactou os Bombeiros Voluntários de Viatodos, que logo acorreram à chamada. Uma colega nossa não conseguiu sair da sala de aula, porque estava inconsciente. Os bombeiros, muito apressados, ligaram as mangueiras, pegaram numa maca e foram resgatá-la ao interior da sala de aula. Trouxeramna para o exterior e imobilizaram o seu pescoço com um colar de imobilização tendo colocado, ainda, algumas talas no seu corpo. De seguida, transportaramna para o hospital. Nós gostámos imenso desta actividade, porque aprendemos o que fazer em situação de incêndio na nossa escola. Agradecemos aos Bombeiros Voluntários de Viatodos e aos professores pela sua colaboração. | Texto colectivo, Alunos do 2.º ano da Escola EB1/JI de Minhotães

Em articulação com a AEC de Música, estamos a construir instrumentos musicais com desperdícios (reutilização de materiais). Na área de Estudo do Meio, assistimos a uma palestra sobre a “Água” (Câmara Municipal de Barcelos), elaborámos cartazes sobre a higiene, realizámos um simulacro com salvamento e participámos numa acção de formação dada pelos Bombeiros Voluntários de Viatodos sobre socorrismo.

O CLUBE DO SENHOR B As turmas do 1.º e 3º. anos da Escola EB1 de Viatodos participam no Projecto do “Clube do Sr. B”, em parceria com a Biblioteca Municipal de Barcelos, visando a criação de hábitos de leitura. É um projecto que utiliza a Internet como plataforma de gestão e difusão de actividades de promoção da leitura. Este clube partilha concursos, leituras, ideias e actividades entre os membros do clube. Recomendo o site de acesso ao “clube do senhor b”, que pode ser útil aos alunos e professores: www.oclubedosenhorb.blogspot.com. Uma das propostas do clube é que os membros inventem histórias e todas as semanas propõe um acróstico. A Joana escreveu um acróstico baseado na história “O Aquário”, de João Pedro Mésseder. Reconto da história O Aquário, de João Pedro Mésseder (livro recomendado pelo PNL para o 3.º ano e sugerido no projecto Oceano das Palavras) AQUÁRIO é o título desta história, que tinha um peixe Brilhantes eram as suas escamas vermelhas Companheiros… sim... tinha. Três peixes azuis Depois um grande peixe veio para o aquário Ele tinha duas listas vermelhas e era preto Ficaram de olhos pasmados, os peixes azuis Galopava a toda a velocidade, o peixe vermelho Houve uma conversa entre o peixe preto e o vermelho Iam os dois fazer corridas Jogavam com as conchas e os seixos Lamentavam-se, os peixes azuis Maus... eram os peixes azuis Não era assim o peixe vermelho O peixe preto, um dia, ficou doente Pois estava velho e o seu corpo estava gasto Que barulho faziam os azuis! Também ficaram doentes e diziam que a culpa era do preto Respondeu o vermelho, que não era por isso Sapos, lá não havia nenhum Todos os peixes diziam ao vermelho: «Faz sair o preto, faz sair o preto» Um dia, o pai do menino trocou de água e todos melhoraram Vêem, não é por causa do peixe preto que nos sentíamos mal - disse o peixe vermelho X i... xi... Que alegria... Agora são todos amigos Z... z... z… Dormiam os peixes depois do banquete. | Joana Ribeiro (3.º Ano – Escola EB1 de Viatodos)

Na área de Língua Portuguesa, estamos a produzir um dicionário individual no Magalhães. Também elaborámos um texto colectivo. Cada um de nós dava uma ideia para o texto e depois, em conjunto, íamos inventando o texto

Alguns trabalhos realizados na área de Educação Plástica:

Construção de um grilo verde para a Exposição da Isabelinha – Projecto “Oceano das Palavras 2” OD


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A ESCOLA E O MEIO CRONICAGEM

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Discos da Minha Vida Muse, a música e eu

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Uma banda cujo percurso tenho acompanhado desde a sua génese é Muse, agrupamento britânico fundado em 1994 que, na esteira do que o panorama musical dos últimos 15 anos oferece, recolhe influências de quase todos os géneros musicais, ainda que com uma particularidade que os torna grandes: vertem em decanter próprio o néctar dos outros para, assim, construírem o seu próprio estilo que, como todas as bandas com “pedigree”, vai, também ela, sofrendo mutações através dos tempos.

Na história da humanidade, e reconhecendo a fragilidade da sua condição face a desígnios superiores que, porque incompreendidos ou inacessíveis, sempre instigaram o medo e a veneração, o Homem procurou paliativos de diferente condição capazes de o ajudarem a reagir e a dotar de sentido a sua existência. De todas, talvez a mais prolífica seja mesmo a Arte, genericamente entendida, e a música e a poesia, em particular. Jamais fui um “expert” em matéria de conhecimento musical, mas não tenho receio em assumir uma paixão egoísta pela música que se resume àquilo que ela me pode dar. É verdade, e sem falsas justificações: sou um usurário, um agiota, um abutre de uma das mais belas formas de gritar o mundo, de pintar as coisas ou de chegar aos corações dos homens. E, porquê? Justamente porque, não dispondo do olhar analítico do especialista que tende a reduzir o fenómeno a pautas e a interpretações exemplar ou mediocremente executadas, sou capaz de sorver o que de melhor a música tem para oferecer: a convergência de sons que, pelo filtro do coração, se transformam em luz, em cor, em imagens, em vivências, em sorrisos, em lágrimas... na própria condição humana.

Recuso a ideia - até por ignorância - de traçar o percurso musical de Muse; não me sinto capaz de assumir as razões técnicas do maior ou menor brilho deste seu álbum relativamente àquele, desta sua faixa sobre aquela. Aquilo que posso garantir é que, porque a música e a vida caminham de mãos dadas, ouvir Bliss, Absolution ou Black Holes & Revelations consegue, ainda hoje, trazer para dentro de mim o calor seco da Galé, a brisa fresca da Praia Norte, a relva húmida de Coura ou mesmo a pacatez sonhada de um Alentejo com as pernas mergulhadas no mar... Simplesmente, porque... a música e os momentos da vida sorriem, primeiro; baixam os olhos timidamente, num rubor pudico que abraça o sol, no final da tarde ou no romper da manhã, depois; para logo se transformarem em pele viva que rasga os poros sob a forma líquida, aquiescendo ao desejo de ser apenas pele, sem adjectivos; e no enlace sensorial, a música e a vida (con)fundem-se, tornando-se um só corpo e alma: a do Homem; a daquele que transforma e se transforma na e pela música, encontrando, assim, forças para dizer aos deuses que estavam enganados quando desenharam a bola de cristal, esse instrumento de mal que define vontades, desejos, destinos... sem que fôssemos ouvidos. Obrigado, música! Obrigado, Muse! | Professor Jorge Pimenta

Breve conversa sobre Física e não só. O átomo

De que será feito tudo o que existe, a matéria? Partindo de uma rocha, é fácil parti-la em duas rochas menores e por aí fora, até se encontrar um pequeníssimo grão de areia. Demócrito e Leucipo afirmavam que a matéria era formada por partículas muito, muito pequenas, que não se conseguem dividir: os átomos.

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Muitos foram os anos que se seguiram e só no século XIX é que a ciência, muito mais bem estruturada, tenta encontrar essas tais partículas, os átomos. Era agora necessário dar-lhes uma forma e John Dalton faz nascer o átomo, como um corpúsculo indivisível e indestrutível com a forma de uma esfera. Os dois, ou mais, cabelos brancos que entretanto acabo de descobrir deram-me a coragem necessária para escrever umas humildes linhas sobre ciência. Há quase dois mil e quinhentos anos, os filósofos gregos interrogavam-se sobre a constituição da matéria. Não tendo eles muito em que pensar, pensarão alguns de vós, mas permitam-me discordar; tentavam encontrar respostas a todas as suas inúmeras perguntas.

Nos finais do século XIX, a esfera de Dalton passa a ter uma carga positiva e no seu interior encontramse mergulhados os electrões, com carga negativa. O homem sempre precisou de ver, de criar modelos, e este átomo de Joseph Thomson, entretanto já divisível, é visto como o modelo do pudim de passas. No início do século XX, dar-se-ia um passo importante

de Frank Coraci

Filmes da minha vida

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Um dos filmes da minha vida é, indiscutivelmente, Click, uma película com o divertido Adam Sandler como protagonista. Retrata a vida de um homem que ama a sua vida, mas que, se pudesse, passava alguns momentos à frente. É então que vai à procura de um comando universal, mas o que acaba por adquirir é tudo menos normal, já que com ele pode fazer tudo o que quiser, como passar à frente o tempo, por exemplo, e assim dele usufruir ao máximo. Porém, passado algum tempo, o comando começa a funcionar mal e descontrola-se. Inacreditavelmente, desde então, o homem começa a dar mais importância à família e àquelas pequenas coisas da vida que fazem toda a diferença. Apercebe-se, então, de que aquilo foi um sonho e continua a sua vida, mas agora tendo a família à frente de tudo. A não perder!

| Henrique Carvalho, 8.º F

com Ernest Rutherford. O átomo passa a ter um imenso espaço vazio. É constituído por um núcleo com carga positiva, onde se concentra toda a massa; os electrões movem-se em torno deste, tal como os planetas em torno do Sol. Niels Bohr completa o modelo do seu colega, atribuindo ao movimento dos electrões órbitas circulares, às quais se associam determinados valores de energia. Actualmente, os electrões não se movem em trajectórias bem definidas, mas encontram-se, aleatoriamente na nuvem electrónica, sem uma forma definida – o modelo da nuvem electrónica. Amanhã irão ouvir falar nos neutrinos, nos muões, nos leptões. Mas, hoje, pergunto-vos o que seria do Homem, se ele não fosse curioso? Onde estaria a ciência se apenas procurássemos a imagem reflectida nos espelhos? | Professora Raquel Mendes


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