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Direcção Jorge Pimenta

Despertar te T imestral - número 59 - aevd'Es Tr

JORNAL DO

EditoriaL O regresso à escola e o reinício das actividades lectivas marca a renovação de uma etapa nas vidas de todos nós. São tempos, esses, de nervosismo e ansiedade, para alguns (particularmente para os mais jovens, aqueles que acolhemos na EB 2/3 de Viatodos pela primeira vez); de sorrisos e reencontros, para outros; de dar nome aos sonhos e à ilusão, para todos. Mas é também neste percurso que cada um de nós deve tornar consciente a ideia de que é aqui, nos muros cada vez mais abrangentes e abertos da escola, que, a cada ano e em cada instante, se constrói o futuro. Todos o sabemos, mas… quantos de nós tornam vivas estas palavras nos corações? Não basta vir para

CENTRO

DE

APRENDIZAGE

M EM

COMUNICAÇÃO SOCIAL

a escola, frequentar as aulas e cumprir, genericamente, com as atribuições formais que nos dizem respeito; é preciso fazê-lo com gosto, com dedicação, com a ilusão de que, apenas assim, poderemos rasgar horizontes que nos conduzam à superação de dificuldades e, no limite, ao cumprimento dos sonhos que perseguimos. Não há profissional nenhum que o seja sem trabalho, rigor e auto-exigência, a começar na vida escolar. E, ter consciência disso, é ter-se sentido de responsabilidade.

mais bonitas e bem equipadas que as escolas estejam; por mais dedicados e empenhados que os professores e os pais sejam, a chave do sucesso estará sempre nas mãos de cada um de vós, porque tendes a oportunidade de estudar, de crescer, de estar mais perto da concretização de um ideal. Podeis contar connosco – Direcção, professores, auxiliares da acção educativa, psicólogos e encarregados de educação; mas, sabei, também, que a derradeira palavra tem um só rosto: o vosso. Não a desperdiceis.

Este é o desafio que O Despertar, em nome de todos, lança aos alunos: pesem na mesma balança os sonhos e a responsabilidade; só assim se perceberá se o tributo que a ambos prestamos tem a mesma importância… É que, por

A Direcção

DO

AGRUPAMENTO

DE

ESCOLAS VALE d'ESTE - DEZEM BRO 2009

O Despertar deseja a toda a Comunidade Educativa um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

s a r v a l a P s a d Oceano r-se e g e t o r p o m o Gripe A: c as t s i l a n i F e d e l Bai

pp.21

pp.18

pp.12-13

s i o p e d s o n a : 20 m i l r e B e d o r Mu ho n i M o d e d a d i vers i n U a m o c o l co o t o r p : s o d o t a las EB23 Vi u A s à o s s e r g Re

pp.10-11

o fi a s e D o v o N , io n é i r d a u Q o v o N

pp.06-07

pp.04-05

pp.02-03

JM


02

ra Vencer

No primeiro dia de aulas, os novos alunos do 5.º ano foram recebidos na Biblioteca e presenteados com um livro oferecido no âmbito da actividade Ler + para Vencer, promovida pelo PNL. Uma prenda recebida com alegria, uma motivação extra para a leitura que a todos muito agradou.

Ler+

pa

A ESCOLA E O MEIO

o despertar 59

| Professora Dionísia Rodrigues

NOVO QUADRIÉNIO, NOVO DESAFIO O VALOR DA LÍNGUA MATERNA

| Professora Amália Teixeira

4.º Ano

99 96 100 100 99

98 97 98 98 99

98 98 99 98 99

98 98 99 99 99

5.º Ano

É, pois, urgente, que se imponha a Língua Portuguesa como o “bem comum” a todos os professores e alunos.

Níveis Ensino 1.º Ciclo 2.º Ciclo 3.º Ciclo Agrupamento

Alunos 640 271 414 1325

Ano Lectivo 2008/09 Aprovados 629 258 372 1259

% 98% 95% 90% 95%

Retidos 11 13 42 66

% 2% 5% 10% 5%

Língua Portuguesa HGP Inglês Matemática Ciências Natureza EVT Educação Musical Educação Física EMRC

91 88 86 89 95 99 99 99 100

91 91 88 89 95 98 98 98 100

91 93 90 90 95 99 99 99 100

92 94 92 91 96 99 99 99 100

Língua Portuguesa HGP Inglês Matemática Ciências Natureza EVT Educação Musical Educação Física EMRC

92 91 85 83 96 98 98 100 100

91 92 88 88 97 97 97 98 100

92 93 89 90 97 98 98 99 100

93 94 90 91 97 99 99 99 100

Língua Portuguesa História Inglês I Francês II Geografia Matemática Físico-Química Ciências Naturais Educação Visual Ed. Tecnológica Educação Física EMRC

84 82 81 82 82 73 79 79 100 100 94 100

86 87 87 88 87 78 85 83 98 98 94 100

87 90 90 89 90 80 86 85 98 98 94 100

88 92 92 90 92 82 87 86 99 99 95 100

Língua Portuguesa História Inglês I Francês II Geografia Matemática Físico-Química Ciências Naturais Ed. Tecnológica Educação Visual Educação Física EMRC

89 84 88 88 88 71 87 88 100 100 94 100

91 88 90 88 90 77 89 90 98 98 94 100

92 90 91 89 92 79 90 91 99 98 94 100

93 92 92 90 93 80 91 92 99 99 95 100

Língua Portuguesa História Inglês I Francês II Geografia Matemática Físico-Química Ciências Naturais Ed. Tecnológica Educação Visual TIC Educação Física EMRC

98 95 83 98 95 78 83 89 100 100 100 99 100

90 95 89 96 95 79 86 90 98 98 99 95 100

91 95 90 96 95 80 88 91 99 98 99 95 100

92 96 92 97 96 81 90 91 99 100 99 96 100

INDICADORES DE SUCESSO – O que pretendemos Níveis de Ensino

Pré-Escolar 1.º Ciclo 2.º Ciclo 3.º Ciclo

2008/09 Perspectivado Perspectivado Perspectivado Atingido 2009/10 2010/11 2011/12 Ter-se-á em consideração, fundamentalmente, a qualidade do trabalho formativo desenvolvido e apresentado pelo docente. 98% 98% 98% 98% 95% 96% 97% 97% 90% 91% 92% 93%

Concursos Literários

Se gostas de escrever, fica atento aos concursos que vão ser dinamizados no próximo período. Pede ajuda ao teu professor de Língua Portuguesa e… mãos à obra! Frequentas o 7.º ano? Quando terminares a leitura do livro O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, imagina um novo episódio que tenha decorrido durante a viagem do Cavaleiro dando asas à tua imaginação e ao prazer de escrever... Estás no 8.º ano? Lê com muita atenção a obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado; pensa nas tuas próprias vivências e prepara-te para escreveres uma poesia sobre o amor... Os trabalhos serão publicados no próximo número d’O Despertar e no blogue da BE, Ler e Descobrir. Participa! | Professora Dionísia Costa Rodrigues

2009/10 2010/11 2011/12

6.º Ano

Do mesmo modo que só se escreve ou se lê bem, escrevendo e lendo, também o saber falar e o saber ouvir são comportamentos que todos os professores desejam que os seus alunos desenvolvam. Mais do que ensinar-lhes regras de análise, noções, categorias ou esquemas, esperamos que eles adquiram comportamentos verbais, não verbais e escritos, adequados a cada situação e eficientes para alcançar os objectivos necessários em cada momento.

Onde estamos

2008/09

Língua Portuguesa Matemática Estudo do Meio Inglês Expressões

Pretendemos, assim, que o Agrupamento Vale d’Este – Barcelos, ano após ano, se afirme, cada vez mais, na construção das suas políticas educativas, assente numa gestão participativa, composta pelos diferentes actores da Comunidade Educativa, de forma a sobrepor-se ao modelo de funcionamento de um serviço periférico do Estado. Foi dentro desta conjuntura que foi definida a política educativa a trilhar nas diferentes áreas de acção previstas no Projecto Educativo (Curricular e Pedagógica; Cultural; Patrimonial; Social; Cidadania; Avaliação; Higiene e Segurança e Administrativa e Financeira) e se perspectivaram os indicadores de sucesso para os próximos quatro anos (o que pretendemos), partindo dos resultados alcançados em 2008/2009 (onde estamos).

Perspectivado (%)

7.º Ano

A Língua Materna ocupa um lugar de excelência, diferente e privilegiado dentro do curriculum de qualquer sistema escolar. Ela apresenta-se com duplo estatuto: como disciplina e como lugar onde se cruzam e partilham os conhecimentos de todas as outras. Este seu carácter interdisciplinar torna o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa mais gratificante, onde, ensinando em Língua Materna, todos os professores se apresentam como modelos de produção linguística. É graças a esse carácter interdisciplinar (e transdisciplinar!) que a Língua Portuguesa tem vindo, nos últimos anos, a ser alvo de grandes preocupações, mas também das maiores acusações: quem ainda não ouviu dizer que os alunos não sabem História, Geografia, Matemática, etc, porque não sabem ler, interpretar e escrever? A leitura de um enunciado de Matemática, a realização de um qualquer resumo científico, necessita de bases mínimas de Língua Materna. Um aluno só dará atenção aos problemas da escrita, se entender que em História, Ciências, etc, precisa de escrever textos legíveis, coesos e claros, e que a escrita (assim como a fala, a leitura e o saber ouvir) é uma necessidade social.

Disciplinas

Atingido (%)

8.º Ano

O professor de Língua Materna não pode ignorar este facto pelo que, em nome dos objectivos da Escola, que se querem globais, não pode deixar de dar primordial importância ao estudo da língua como esse instrumento que o aluno põe em uso, tanto no seu dia-a-dia, como em todas as áreas de estudo.

Nesta perspectiva, caminhar com qualidade na educação, exige que cada Organização Escolar realize, na prática, um Projecto Educativo específico que lhe imprima identidade pedagógica própria. Assim, a Missão do Agrupamento de Escolas Vale d’Este – Barcelos, conforme preceituada nesse documento normativo, visa prestar à sua comunidade um serviço educativo de qualidade, dentro de uma perspectiva de construção da confiança social, assente na participação, na solidariedade, na eficácia, no rigor, na exigência e na referência educativa. Concomitantemente, a sua Visão Estratégica, também preconizada no respectivo normativo, visa a construção de um Agrupamento de referência pela satisfação dos alunos e da comunidade, pela formação e sucesso dos alunos e pela qualidade do seu ambiente interno e harmonia com o meio envolvente.

SUCESSO ESCOLAR POR ANO DE ESCOLARIDADE E DISCIPLINA

9.º Ano

Qualquer língua é um canal de aquisição, de consolidação e de transmissão de saberes, que em muito ultrapassa o circuito escolar.

O novo regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, preconizado no Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, veio, entre outras medidas, reforçar a autonomia e a capacidade de intervenção dos órgãos de direcção das escolas para reforçar a eficácia da execução das medidas de política educativa e da prestação do serviço público de educação.

| O Director, Fernando Martins


03

SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO

ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO ESCOLAR Pedro Ferreira

No começo de um novo ano lectivo, à semelhança de anos anteriores, tem-se verificado uma crescente preocupação da Comunidade Educativa em intervir junto do (in)sucesso académico. De todos os elementos desta Comunidade, importa, em primeira análise, debruçarmo-nos sobre o olhar que os alunos têm sobre o processo de ensinoaprendizagem. Na verdade, é frequente encontrarmos alunos que apresentam um conjunto de convicções e explicações sobre a sua história pessoal e escolar, assim como de crenças acerca do processo de aprendizagem e respectivos resultados, muitas das quais fortemente condicionadas pelas suas experiências académicas. Todavia, há uma franja significativa de alunos que não é capaz de o fazer, assim se expondo ao insucesso. Uma das chaves que os aprendentes devem assegurar tendo em vista bons desempenhos académicos passa pela sua postura face ao estudo, sendo, assim, primordial que estes sejam agentes activos das suas aprendizagens, capazes de auto-regular o seu estudo. Assim, devem adoptar estratégias para melhorarem a sua aprendizagem, recorrendo a uma planificação do estudo. Assumo aqui a inexistência de um arquétipo universal, susceptível de aplicação a todos os alunos, por isso, no limite, o melhor esquema de trabalho é aquele com o qual cada aprendente explora mais eficazmente todas as suas potencialidades de aprendizagem. Ainda assim, atrevo-me a apresentar algumas sugestões metodológicas:

Organização do tempo

• Pensar nas várias actividades que preenchem o dia (aulas, trabalhos de grupo, desporto, actividades extra-curriculares…); • Analisar o tempo necessário e as necessidades associadas a cada uma dessas actividades; • Elaborar um horário semanal (realista, pessoal e flexível) dessas actividades com tempo atribuído a cada uma delas; • Organizar o ambiente (iluminado, confortável e distante de todos os distractores que interferem na concentração) e o material de estudo.

Tirar apontamentos Objectivos:

• Captar o essencial das novas informações

Estágio de Psicologia na Escola EB 2/3 de Viatodos O Agrupamento de Escolas Vale d´Este é um estabelecimento de ensino de referência no território nortenho português. Por essa razão, acredito ser este o local perfeito para vivenciar uma experiência profissional tão única: o meu estágio curricular, na área da Psicologia.

fornecidas pelo professor; • Organizar essa informação numa estrutura coerente e facilmente memorizável. Vantagens: • Escutar o professor deve ser um processo activo de procura e organização da informação; • Permanecer mais concentrado e atento durante a aula; • Facilitar a assimilação da matéria. Princípios a seguir: 1.º Organizar a página; Seleccionar apenas a informação necessária; Aplicar um sistema de numeração e de identificação das folhas. 2.º Utilizar palavras e frases-chave; Reconhecer no discurso do professor as ideias principais; Usar abreviaturas para acelerar o registo de apontamentos. 3.º Estrutura da informação Exemplos: Escrever cada ideia em parágrafos distintos; Deixar um espaço maior entre assuntos diferentes; Usar setas sempre que uma ideia dependa de outra; Recorrer a enquadramentos.

sublinhados,

cores,

Revisão de apontamentos: • Reler os apontamentos, completá-los com a informação do manual e comparar com a dos colegas; • Estruturar a informação (usar formas de destaque – cores, tamanho das letras, sublinhados – e hierarquizar a informação); • Assinalar o que não se percebe e tirar dúvidas com o professor ou colegas; • Utilizar as palavras-chave como um recurso para recordar toda a informação que ela representa; • Recorrer às próprias palavras quando não se compreender alguma matéria; • Recorrer a esquemas, imagens, gráficos; • Dar exemplos conteúdos.

que

ajudem

a

recordar

O processo de cada aluno como capaz de auto-regular e monitorizar a sua aprendizagem não se atinge sem o treino de estratégias que deverão envolver os vários elementos da Comunidade Educativa. Só em conjunto e porfiando seremos capazes de alcançar práticas educativas mais eficazes e eficientes nas nossas escolas.

o despertar 59

As consequências psicológicas da OBESIDADE INFANTIL Nos últimos anos, algumas determinantes psicossociais têm contribuído para que a obesidade infantil tenha crescido exponencialmente na nossa sociedade. Este crescimento tem sido significativo, ao ponto de ser já considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma epidemia global. Os dados epidemiológicos em Portugal parecem ir ao encontro dos dados obtidos nos países mais desenvolvidos, sendo que no ano de 2004, a Comissão Europeia divulgou que, cerca de três em cada dez crianças portuguesas entre os 7 e os 11 anos, são obesas ou sofrem de excesso de peso. As crianças e os adolescentes obesos são, deste modo, um grupo de risco, não só em termos da predisposição para o desenvolvimento de várias doenças orgânicas, mas também para o aparecimento de um conjunto de problemas do foro psicológico. Será, por isso, de todo interessante compreender qual o impacto psicológico da obesidade infantil nomeadamente em variáveis psicológicas, tais como a sintomatologia depressiva, a ansiedade e o auto-conceito. Sabemos que o desenvolvimento da identidade e de outros aspectos psicológicos como o auto-conceito e a auto-estima estão nestas etapas desenvolvimentais muito relacionadas como o desenvolvimento do próprio corpo. Aspectos como as formas corporais e o peso parecem assim ter um impacto determinante na atribuição do valor pessoal especialmente na adolescência. A investigação tem, nos últimos anos, dedicado alguma atenção a esta área, apresentando-nos algumas conclusões bastante pertinentes, ainda que, por vezes, contraditórias. Assim, Strauss (2006), num estudo longitudinal, avaliou o efeito da obesidade infantil na auto-estima das crianças, diferenciando grupos, segundo o género e a etnia. Assim, concluiu que, independentemente do género e da etnia, as crianças obesas apresentam um decréscimo de auto-estima, demonstrando no futuro níveis mais elevados de tristeza, solidão e ansiedade, bem como um acréscimo de comportamentos de risco, tais como o consumo de drogas, álcool e tabaco. Fazendo uma síntese dos estudos efectuados recentemente, nesta área, a maioria aponta para várias dificuldades no ajustamento psicológico das crianças obesas. Estas crianças são apontadas como tendo níveis elevados de ansiedade e sintomatologia depressiva, mostrando um auto-conceito muito frágil e sendo vítimas frequentemente de bullying por parte do grupo de pares. É importante, por isso, que a Comunidade Educativa e os serviços de saúde pública em geral sejam sensíveis a esta dimensão psicológica da obesidade infantil, devendo os programas de apoio e de intervenção, no âmbito desta problemática, contemplar não só as questões de natureza fisiológica, mas também abordar o problema no seu todo, contemplando as questões emocionais e psicológicas afectas ao problema. | Serviço de Psicologia do 1.º Ciclo Nuno Oliveira e Carla Martins

| Serviço de Psicologia e Orientação Marta Fernandes

Ao longo deste ano lectivo, de resto já iniciado, estarei à disposição de todos os docentes, discentes e restantes colaboradores do Agrupamento, em particular da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos de Viatodos, junto dos quais aprenderei a ser mais e melhor pessoa e profissional. Como já aprendi nas paredes do gabinete de Psicologia, “caminhar em direcção ao êxito e ao sucesso começa sempre num primeiro passo” e, por isso, é meu objectivo absorver o maior número de ensinamentos e aprendizagens possíveis durante esta experiência, contribuindo, activamente, para o meu próprio desenvolvimento e para o da Escola.

Em nome da UM, instituição que represento, gostaria ainda de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os professores, alunos e funcionários e, em particular, à Direcção e aos Serviços de Psicologia e Orientação, a simpatia com que me receberam. E porque o trabalho também comanda a vida, desejo, a todos, votos de um excelente trabalho. Vamos a isso, então! | A estagiária de Psicologia, Ana Isabel Mota


04

ABERTURA DO ANO LECTIVO

o despertar 59

Os novos rostos dos alunos do 5.º ano B

C

D

E

F

ZM

A

O REGRESSO ÀS AULAS O regresso às aulas, em 2009, foi uma grande excitação! Uma nova escola e o 2.º Ciclo… Primeiro, fomos para a nossa sala, onde estivemos a conversar com o nosso Director de Turma sobre esta nova aventura.

des a id iv t c a s a d io Iníc lectivas:

Entretanto, fomos conhecer as instalações desta escola, onde vimos a secretaria, a sala dos computadores, etc. Depois, lá começaram as aulas, as apresentações e os testes diagnósticos, uns a seguir aos outros.

Nos primeiros dias não gostei nada, porque os grandes ultrapassavam os mais novos e nós ficávamos sem as senhas… mas agora estou a gostar muito desta escola, onde todas as pessoas são bem recebidas. Gostei de tudo nesta escola: dos professores, das salas, do bar, do refeitório… de tudo!

A Escola é importante para o futuro das pessoas. Eu gosto muito da minha nova escola: é bonita, ampla, tem espaços divertidos e os colegas e professores são muito simpáticos. Sei que quando entro na sala a ordem é “trabalhar” para passar de ano. Mas, quando toca a campainha, é hora do recreio e da brincadeira!

THE NEW SCHOOL YEAR The new school year is a mystery. I don’t know the teachers, the books, the classes and I don’t even know if the school is the same. But, up to now everything is okay. The teachers are nice, the books are interesting and the lessons most of the time are cool but sometimes they are a little bit boring. It depends. My favourite part is seeing my friends again. They are very funny and nice. The new school year is very cheerful and I hope it to be like this all year. | Marisa Furtado, 7.º F

| Guilherme Antunes, 5.º E | Ana Margarida Oliveira, 5.º B

aos alunos. a recepção ra pa e -s preparam Os docentes ... so is Enquanto

para a lhes calha e qu la sa a lhos vêem os mais ve . apresentação

s percorrem Os mais novo

livalente...

a escola – po


05

ABERTURA DO ANO LECTIVO

o despertar 59

ABERTURA DO ANO LECTIVO 2009/2010 Director da escola fixa uma meta incontornável para a instituição que lidera: a prestação de um serviço educativo de qualidade, estribado na eficácia, no rigor e na excelência educativa. Esta visão estratégica é, considerou, susceptível de gerar sinergias que permitam guindar o Agrupamento ao estatuto de “referência educativa, pelo sucesso dos alunos e satisfação da Comunidade”. Pedro Silva

Foi já no distante dia 2 de Setembro, pelas 10h, na sede do Agrupamento de Escolas Vale d’Este – Viatodos – que, em sessão oficial, se procedeu à abertura do ano lectivo 2009/2010. Na sessão, liderada pelo Director do Agrupamento, Professor Fernando Martins, marcaram presença, para lá de professores, educadores e auxiliares da acção educativa, também representantes da Comunidade Local, da Administração Municipal e outras forças vivas da região. Na sua intervenção, o responsável cimeiro por esta Unidade Organizacional começou por saudar os colegas, colaboradores e convidados, em geral, formulando, em seguida, votos de que o ano lectivo que então se iniciava a todos proporcionasse os maiores sucessos pessoais e profissionais. Referiu-se, ulteriormente, à conjuntura concorrencial que atravessa a acção das escolas, presentemente,

estribado na eficácia, no rigor e na excelência educativa. Esta visão estratégica é, considerou, susceptível de gerar sinergias que permitam guindar o Agrupamento ao estatuto de “referência educativa, pelo sucesso dos alunos e satisfação da Comunidade”. Não terminou sem antes se referir a alguns princípios que concebe como estruturantes da acção educativa do Agrupamento que dirige, com destaque para o reforço do sentido de responsabilidade, o fortalecimento de uma lógica de trabalho colaborativo, o exercício do primado do pedagógico sobre o administrativo e a diversificação da intervenção pedagógica, em função da especificidade dos contextos.

com base na qual fixou uma meta incontornável para a instituição que lidera: a prestação de um serviço educativo de qualidade,

No final da sessão, os docentes iniciaram os trabalhos de

ZM

Concluiu manifestando o desejo de ver

Sala TIC, etc biblioteca...

representante da Administração Local, que deixou uma mensagem de colaboração por parte da autarquia local, uma linha de comprometimento que, na sua opinião, vem caracterizando a relação da Autarquia que representa com as escolas concelhias. Terminou manifestando o desejo de que o Agrupamento de Escolas Vale d’Este atinja os níveis de rendimento educativo que ambiciona e para os quais vai trabalhar, na certeza de que o cumprimento deste desiderato corresponde ao incremento de oportunidades para as gerações futuras.

os dos E.E..

Na recepção

tins.

ctor, prof. Mar

es

o nosso Dire teve também

– acompanhad

consolidada a obra “aberta e em construção” que todos têm vindo a empreender no Agrupamento e de que todos se orgulham. Seguiu-se a intervenção do Dr. Fernando Loureiro,

preparação das actividades lectivas (realizados entre os dias 3 e 11 de Setembro); a recepção aos alunos decorreu no dia 14, tendo o arranque das aulas ficado marcado para o dia seguinte. | JP


06 o despertar 59

APPEAL

A ESCOLA EM MOVIMENTO: APPEAL

Escola EB23 de Viatodos celebra protocolo com a Universidade do Minho

Correio do Minho

Foi na sessão de abertura da 3.ª Comemoração do Dia Europeu das Línguas que a Universidade do Minho formalizou, num momento revestido de especial simbolismo, a celebração de protocolos com dezanove escolas de Ensino Básico e Secundário do distrito de Braga. Ao acto presidido pelo Sr. Vice-Reitor, Prof. Doutor Leandro Almeida, compareceram a Universidade do Minho e as escolas signatárias que, assim, passam a ser parceiras de uma rede chamada APPEAL – Acção / Plano para a Promoção do Ensino e da Aprendizagem das Línguas.

Acção/Plano para a promoção do Ensino e da Aprendizagem das Línguas A APPEAL visa, essencialmente, promover acções de cooperação entre a Universidade e as Escolas, no âmbito do ensino/aprendizagem das línguas vivas e das respectivas literaturas e culturas, bem assim como da formação contínua de docentes. Pretende-se o estabelecimento de uma ligação bidireccional, em que as iniciativas partam das necessidades, intenções e planos ora da Universidade, ora das escolas; apenas se assente numa dialéctica conjunta e equilibrada será possível cumprir os propósitos que estão na génese da sua criação. Durante a cerimónia, e na sua intervenção, O Prof. Doutor Orlando Grossegesse, coordenador do projecto, enquadrou o plano, traçou expectativas, delimitou metas, num registo pautado pela enorme

satisfação pessoal e institucional face ao momento vivenciado. Do seu teor aqui se dá conta, numa transcrição integral: “Todos reconhecemos que o Minho é uma região fronteiriça atractiva em termos de investimento internacional nas áreas de indústria, comércio e investigação. Aproveitar bem esta oportunidade implica uma maior qualificação das populações. A competência plurilingue nos diversos contextos do trabalho, das múltiplas áreas de saber e da vida social faz parte destas qualificações. A realidade plurilingue da Europa não é um obstáculo da internacionalização, é uma riqueza que potencia o bemestar das populações – basta fazer um olhar comparativo com a realidade só aparentemente monolingue dos

Estados Unidos de América. Aprender a língua materna e as línguas estrangeiras constitui cada vez menos uma oposição, mas uma interacção. A advertência tradicional “Aprende primeiro a falar bem português e depois veremos…” perdeu o seu sentido, não só perante a realidade plurilingue e transcultural que vivemos, mas também na sua dimensão pedagógica: a aprendizagem de muitas línguas abre os horizontes, cria uma maior consciência da língua materna, da sua riqueza e das suas características em comparação com outras línguas, e contribui assim para uma maior autonomia no uso produtivo e criativo dum dos instrumentos mais importantes da cognição e da expressão: a língua. O projecto APPEAL nasce da profunda preocupação com as políticas ao

nível nacional, nomeadamente quando as compararmos com as políticas de Multilinguismo noutros países europeus e ao nível europeu. A evolução recente do Ensino Básico e Secundário em Portugal significa uma redução e uma desintegração do Ensino e da Aprendizagem das Línguas, em todos os sentidos: redução na sua diversidade e na sua qualidade (só pensarmos na questão da literacia); desintegração porque tratadas de uma forma separada das outras áreas do Saber, na proliferação de Ramos, como se as Línguas não tivessem projecção para além das Humanidades, Humanidades por sua vez transformadas num objecto quase descartável num conceito de progresso vertiginoso que se centra nas tecnologias em vez de procurar a integração das Humanidades num


07

A ESCOLA EM MOVIMENTO: APPEAL processo diversificado de desenvolvimento. Esta situação tem consequências para o Sistema do Ensino em Portugal e para a competitividade de Portugal no seio da Europa. Não vale a pena lamentar a ausência de políticas ao nível nacional. Temos que actuar ao nível regional. É neste sentido que nasce a rede APPEAL, com o objectivo de promover

– numa visão integral – o Multilinguismo no Ensino Básico, Secundário e Superior. A rede APPEAL procura dinamizar a cooperação inter-institucional na aprendizagem contínua e diversificada das línguas estrangeiras em interacção com o desenvolvimento da língua portuguesa e de línguas maternas diferentes do português, apoiando assim também a integração

A rede APPEAL - Objectivos: • Activar os fluxos de comunicação inter-institucional relativamente à aprendizagem das línguas nas escolas e no ensino superior, aos diferentes níveis; • Promover uma aprendizagem contínua das línguas no Ensino Básico e Secundário até ao Ensino Superior, fazendo a aquisição das línguas estrangeiras (em interacção com o desenvolvimento da língua portuguesa e de línguas maternas diferentes do português) mais coerente e eficiente, removendo obstáculos à progressão ajustada e possibilitando caminhos de aprendizagem; • Promover o desenvolvimento e a avaliação de competências através do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL), permitindo assim a transição sem quebras de um sistema educativo para outro; • Enfatizar

esta

estratégia

inter-institucional

que envolve uma rede regional através da sua interligação com o contexto comparativo europeu de estratégias e medidas comparáveis (actualmente: MOLAN – intercâmbio de informação sobre boas práticas que servem para motivar a aprendizagem de línguas); • Activar as parcerias existentes ao nível local, regional, nacional e europeu, conectando projectos dispersos nesta área para uma rede consolidada de intercâmbio e apoio mútuo; • Lançar novos projectos de promoção da aprendizagem das línguas, utilizando as estruturas em rede para aumentar a consciência individual e colectiva da importância das línguas, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida, sobretudo no âmbito do método CLIL (aprendizagem integrada de conteúdos e línguas).

momentos da cerimónia

o despertar 59

de populações em contextos migratórios. A riqueza de línguas e culturas, da sua força combinatória, que resulta da realidade de emigração e imigração, ao longo de gerações da população hoje residente em território português, é um património largamente desperdiçado.” (Orlando Grossegesse)

Eventos previstos pela APPEAL em 2009/2010: •

Verão no Campus – «Interrail de Línguas» (13 a 17 de Julho de 2009) [já realizado].

Dia Europeu das Línguas 2009 (25 de Setembro 2009) [já realizado].

Comemoração dos 20 anos da Queda do Muro de Berlim [já realizado].

Dia Internacional da Língua Materna (21 de Fevereiro de 2010).

Jornadas do Conto (Primavera de 2010).

Comemoração do Dia Internacional do Livro (23 de Abril de 2010).

Dia da Europa (9 de Maio de 2010).

Dia Internacional Histórias de Vida (16 de Maio de 2010).

Verão no Campus - «Interrail de Línguas» [ou outro programa específico] (Julho de 2010).

Acções de Formação •

Acção de realizado]

Formação

MULTI_FEEL

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O projecto consistia numa acção de formação para professores do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua (CCPFC), que envolve os departamentos de línguas do ILCH. •

Estudos Transdisciplinares em Ciências Humanas Acção de formação para professores dos grupos 300, 310, 320, 330, 340, 350, 400, 410, 600, acreditada com o registo nº CCPFC/ACC-58068/09 (2010-2012). Primeira edição a ter lugar em 2010. Informação: http://www.ilch.uminho.pt/sdef O Módulo de Formação Estudos Transdisciplinares em Ciências Humanas está estruturado de acordo com cinco componentes fundamentais, indissociáveis e mantendo entre si estreitas relações de combinação e de articulação: Estudos Literários, Estudos Inter-artes, Estudos de Tradução, Estudos Transculturais e Estudos Teórico-críticos.

XI Colóquio de Outono do CEHUM: «Artes Performativas» 10 a 12 de Dezembro de 2009 Informação: em preparação.

Correio do Minho

Evento de interesse para professores, investigadores e alunos de pós-graduação. | JP


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A ESCOLA EM MOVIMENTO

o despertar 59

Tampas, tampinhas, MUITAS! Pensem nisso e colaborem.

Ex-alunos "matam" saudades à sombra das nossas árvores

UMA FORMA DE APRENDER E APRENDER A GOSTAR DA ESCOLA

Operação tampinha Apelo:

SOLIDARIEDADE

Vamos tentar, agora, por iniciativa própria, a recolha de tampinhas plásticas que ajudarão pessoas necessitadas em cadeiras de rodas e materiais ortopédicos. Coisas de pouco esforço: basta boa vontade, olhar para os lados e estar atento às tampinhas de plástico de garrafas, de embalagens diversas… e trazê-las para a escola. Isto é tudo quanto basta. Não importa a cor, o feitio e a consistência. A nossa escola já cooperou na entrega de alguns objectos a pessoas mais carenciadas. O trabalho passado foi muito positivo e queremo-lo ainda mais. Tudo depende de si, de ti, de todos. Também estamos a começar com a recolha de rolhas de cortiça. Colaborem! Na escola, a actividade será dinamizada pelo professor Zé Manel que gostaria de ter em cada freguesia dois ou três postos de recolha por lugares. Os interessados em colaborar devem contactar a escola, fazendo a inscrição. A partir daí, será juntar as tampinhas. A recolha será efectuada pela nossa parte. Contamos com a boa vontade de todos. Obrigado, ZM!

ZM

No dia 6 de Setembro, realizou-se o primeiro encontro dos finalistas 1996/97 desta escola. Esse dia foi celebrado com um almoço-convívio, onde todos participaram. Muitos dos ex-alunos compareceram com as suas famílias, ambientando, desde já, ao espaço escolar, a sua pequenada. O dia, de sol, foi passado de forma muito agradável: Ouviu-se música, mostraram-se fotos daqueles tempos e trocaram-se informações deste ou daquele que não esteve presente por qualquer motivo. Foi-se ouvindo como decorre a vida de cada um e, ao que parece, todos os presentes estão felizes com os seus percursos.

Em actividades de tutoria, o Paulo (5.º E) e o Rodrigo (6.º E) vão dando exemplos a outros colegas, cooperando na manutenção e no restauro de espaços e objectos da escola. Coisas que se degradam e que um simples gesto de boa vontade e amor resolve. Basta querer e fazer. Uma das primeiras actividades foi o restauro da pintura degradada da pedra, que a Associação de Pais do ano lectivo 2002/2003 colocou, quando ofereceram, com tanto gosto, a praça e as mesas para entretenimento de todos. Sete anos passam depressa, mas o tempo não perdoa… | ZM

Actividades destas devem servir de exemplo a estudantes de outras gerações. Para que tal aconteça, basta que alguém “salte” para a frente com vontade. O primeiro lanço é fundamental. O resto vem a acontecer naturalmente. Estão de parabéns Ângela Costa, Ana Rita Araújo Pereira e Fabrício Carvalho que estiveram na organização deste evento.

OS ALUNOS ABANDONAM ROUPAS PELA ESCOLA ZM

Transferida, há poucos anos, dum terreno próximo, para lá do campo de futebol, aquando do alargamento da estrada e zona de estacionamento, o velho tronco de oliveira, sem raízes, viria a morrer para logo despontar de novo com novas ramagens. Depois, chegou a altura de florir e, agora, de dar fruto. Está linda a nossa oliveira com os seus frutos negros e ZM gordos.

ZM

Rodrigo, a seu jeito, dá um jeito à pintura degradada.

Lamentavelmente, os alunos abandonam roupas pela escola e não se preocupam em procurá-las e/ou encontrá-las. Por vezes, alguns pais passam pela escola à procura de peças perdidas, mas raramente as encontram. À semelhança do que se vai fazendo todos os anos, desta vez, a meio do primeiro período, foi colocada uma corda expondo as roupas perdidas pelos alunos. No primeiro dia dessa exposição, foram levantadas, em pouco tempo, dezassete peças de roupa. No final da semana, as peças que sobraram foram recolhidas e depositadas em contentores, para oferta a pessoas que necessitem. Há muito a fazer na educação dos nossos jovens que passará por uma maior vigilância e atenção por parte dos seus educadores e por todos nós, para que ganhem uma maior responsabilização nas suas atitudes.

Rodrigo e Paulo concentrados numa boa causa: o restauro da pintura. ZM

A ECONOMIA TAMBÉM PASSA PELAS LÂMPADAS

Todos saímos a ganhar com esta iniciativa ZM

Decorreu na semana de 9 a 13 de Novembro a entrega de lâmpadas de baixo consumo. Esta actividade, resultante da cooperação entre a EDP e o Ministério de Educação, teve como objectivo sensibilizar os jovens e a Comunidade Educativa, em geral, a adoptarem atitudes mais conscientes para com o ambiente e a economia. Foram oferecidas aos alunos, auxiliares operativos e professores quatro lâmpadas novas, de baixo consumo, em troca de uma simples lâmpada das antigas. As lâmpadas de 17W e 14W, com uma duração de 6000 horas, irão substituir, respectivamente, as antigas lâmpadas de 85W e 75W. A diferença é o ganho para o ambiente e para a carteira dos consumidores. Turma mais empenhada na troca de lâmpadas - 6.º D


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À VOLTA DOS NÚMEROS / MEMÓRIA

o despertar 59

Pois, se, por hipótese, algum de vós viesse a sonhar e a conseguir tal proeza… não seria o primeiro Português a merecer e a ter tal honra! Pedro Nunes, grande matemático português do séc. XVI (1502-1578), foi o mais importante cientista português de todos os tempos e, a comprová-lo, lá está, na Lua, uma cratera com o nome de "Nónio". E mais, existe também um asteróide com o nome de “Nunes”! Espanto? Outros génios mundiais, tais como Cristóvão Colombo, Albert Einstein, Leonardo da Vinci, Descartes, Pitágoras, Isaac Newton, Dante Alighieri, entre outros, mereceram e tiveram idênticas honras. Pedro Nunes viveu em pleno apogeu dos Descobrimentos Portugueses e foi um dos protagonistas dessa epopeia. Uma época em que os portugueses deram novos mundos ao Mundo e foram donos do primeiro Império global da História, com um conjunto de territórios repartidos por quatro continentes, sob soberania portuguesa: o “Império Colonial Português”. Protegido do rei D. João III, Pedro Nunes foi nomeado Cosmógrafo Real, em 1529, e

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Cosmógrafo-mor, em 1547. Em plena época dos Descobrimentos, os matemáticos eram imprescindíveis para o conhecimento e desenvolvimento da arte de navegar. Pedro Nunes apresentou a navegação como Ciência Matemática, ensinou pilotos e reis, planeou cartas marítimas, introduziu equações na náutica, aperfeiçoou regimes náuticos e escreveu tratados para uso dos mareantes.

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Quem é que não gosta de sonhar "largo" e alto? Por exemplo, sonhar que viajou até à Lua e deixou lá o seu nome escrito ou, ainda melhor, sonhar que há-de vir a ser um excelente aluno de Matemática, talvez mesmo um cientista, reconhecido e admirado na Europa e no resto do Mundo… um cientista merecedor de dar o seu nome a uma cratera lunar e – quem sabe? – talvez a um asteróide, também… ou será que os vossos sonhos andam um tanto por baixo?! É certo que não basta sonhar, mas… o sonho comanda a vida!

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PEDRO NUNES: A CIÊNCIA EM BOM PORTUGUÊS im

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científico, destacam-se duas vertentes: as traduções e comentários e os trabalhos originais.

A ele se ficou a dever a invenção do nónio, peça que, junta ao astrolábio, servia para medir fracções de grau, permitindo obter medidas mais precisas dos ângulos de altura dos astros.

Das traduções comentadas e expandidas fazem parte o Tratado da Sphera, baseado num livro homónimo de João Sacrobosto, e Geografia de Ptolomeu.

Descobriu a linha de rumo (loxodromia) e explicou que a distância mínima a percorrer por um barco entre dois pontos da Terra é um arco de círculo máximo e não uma linha recta, o que veio dar maior rigor à navegação, com uma precisão até à dezena de quilómetros.

Estas duas obras são consideradas por muitos a principal fonte astronómica d’ Os Lusíadas. Camões, seu contemporâneo, demonstrou conhecer com rigor a obra de Pedro Nunes, ao colocar na voz da deusa Tethis a descrição do mundo tal como este é descrito no Tratado da Sphera e no livro primeiro da Geografia de Ptolomeu:

Apesar de não ter chegado a concretizar as suas teorias na elaboração de um mapa, mudou a forma de cartografar os oceanos e de representar o mundo, o que veio a ser concretizado por Gerardus Mercator (1512-1594), que revolucionou a cartografia, cujo sistema é usado até hoje. Pedro Nunes resolveu também o problema da "extensão do crepúsculo em diferentes climas", determinando a data e a duração do crepúsculo mínimo para cada lugar no globo. Para demonstrar o génio de Pedro Nunes, este problema ocupou os irmãos Bernoulli século e meio mais tarde, com menos sucesso. Das suas muitas obras, um verdadeiro legado

“Este orbe que, primeiro, vai cercando os outros mais pequenos que em si tem, que está com luz tão clara radiando que a vista cega e a mente vil também, Empíreo se nomeia, onde logrando puras almas estão daquele Bem tamanho, que ele só se entende e alcança, de quem não há no mundo semelhança.” Os Lusíadas, canto X- 81

| Professora Clara Pastore

D. AFONSO HENRIQUES (1109? – 1185) Introdução Fez este Verão nove séculos que nasceu o fundador do nosso país. Foi o primeiro rei de Portugal, um dos estados mais antigos da Europa. Definiu, através de várias conquistas, praticamente o território que é hoje Portugal. D. Afonso Henriques foi o governante português que esteve mais tempo em funções: 57 anos, 45 dos quais com o título de rei. Conheçamo-lo melhor.

A problemática do seu nascimento É apontado, como data provável do seu nascimento, o ano de 1109. Quanto ao local deste acontecimento, as opiniões dos vários historiadores dividem-se entre Guimarães, Coimbra e Viseu. Não havendo registos precisos e conclusivos sobre este facto, a maioria dos historiadores prefere permanecer fiel a Guimarães, até prova em contrário.

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Filiação Não há dúvida de que D. Afonso Henriques é filho de D. Teresa de Leão, filha bastarda de D. Afonso VI de Leão e Castela. Os vastos domínios territoriais de D. Afonso VI incluíam a metade norte do Portugal de hoje. O sul pertencia aos mouros contra os quais estava em curso um processo de reconquista iniciado a partir das Astúrias. Nos finais do século XI apresentaram-se a D. Afonso VI dois jovens primos borgonheses para participar nesta Cruzada contra os mouros. Chamavam-se Raimundo e Henrique. Como recompensa pelo contributo prestado, o primeiro casou com a filha legítima do rei, D. Urraca, e o segundo com a bastarda, D. Teresa, recebendo ainda,

cada um, respectivamente, os condados da Galiza e de Portucale. Este último ficou conhecido, entre nós, como Conde D. Henrique e pai de D. Afonso Henriques, futuro rei de Portugal.

Percurso político Depois da morte do Conde D. Henrique, D. Teresa ficou à frente dos destinos do Condado. Desde logo se definiram duas tendências políticas, uma liderada por D. Teresa, aliada aos nobres galegos; outra liderada por D. Afonso Henriques, apoiado por nobres portucalenses que defendiam posições autonomistas. Devido a estas rivalidades, que se acentuaram a partir de 1120, foi forçado a emigrar, tendo sido armado cavaleiro em 1122, em Zamora. Em 1127, já regressado ao Condado, novos incidentes provocaram a sua invasão por D. Afonso VII de Leão e Castela, que cercou Guimarães onde D. Afonso Henriques se encontrava. D. Afonso VII desistiu de conquistar a cidade após a promessa de lealdade de D. Afonso Henriques, assumida pelo seu aio, Egas Moniz. Em 1128, as tropas de D. Teresa defrontaram-se com as de D. Afonso Henriques na Batalha de S. Mamede, saindo este vitorioso, levando-o a assumir o governo do Condado. De imediato concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa sé com o duplo objectivo de alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e de obter o reconhecimento do Reino. Em 1139, após a vitória na batalha de Ourique contra os mouros, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal. Em 1143 realizou-se uma conferência de paz entre

D. Afonso Henriques e o rei D. Afonso VII de Leão e Castela, resultando no Tratado de Zamora, que marca a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. No entanto, continuava a ser vassalo de D. Afonso VII, porque este era Imperador de toda a Hispânia. Contudo, D. Afonso Henriques nunca lhe prestou esta vassalagem. Em 1179, o Papa Alexandre III enviou a D. Afonso Henriques a “Bula Menifestis Probatum”. Neste documento, o Papa reconheceu definitivamente a independência do Reino de Portugal, sem vassalagem a D. Afonso VII, e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, D. Afonso I de Portugal. Ao longo 45 anos do seu reinado, D. Afonso Henriques teve sempre presente duas ideias-chave: lutar pela autonomia do seu território e alargar as suas fronteiras. A luta contra os mouros foi contínua e persistente, levando, com avanços e recuos, a linha de fronteira para além do rio Tejo. D. Afonso Henriques faleceu em Coimbra, com 76 anos, no dia 8 de Dezembro de 1185. O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do do seu filho, D. Sancho I. Fontes • http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_I_de_Portugal • http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/afonso1.html • http://www.vidaslusofonas.pt/d.afonso_henriques.htm • Revista Visão, n.º 858 • MATTOSO, José, D. Afonso Henriques, Círculo de Leitores, 2006

| Professores Filomena Oliveira e João Oliveira


10 o despertar 59

MEMÓRIA:

A QUEDA DO MURO DE BERLIM

QUEDA DO MURO DE BERLIM A 9 de Novembro de 2009 comemorou-se o vigésimo aniversário da Queda do Muro de Berlim. Este começou a ser construído a 13 de Agosto de 1961. É um marco da História Contemporânea que, para além de ser o símbolo da divisão da Alemanha em dois estados, representava a divisão do mundo em 2 blocos: o bloco capitalista e o bloco socialista.

Assim foi construído um dos maiores símbolos da Guerra Fria.

2. GUERRA MUNDIAL a

O pós 2.ª Guerra Mundial trouxe muitas complicações para a Europa que havia sido dizimada por ter sido palco da guerra. Com o fim da 2.ª Guerra Mundial, as três grandes potências vencedoras – Estados Unidos, URSS e Reino Unido –, reunidas na Conferência de Ialta, estabeleceram a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação (Norte Americana, Francesa, Inglesa e Soviética) e da capital Berlim em quatro sectores administrados pelos comandantes militares das quatro potências ocupantes. A soberania Alemã foi, assim, transferida para os Aliados. Com o deteriorar das relações entre a URSS e a ala liberal composta por Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, a Alemanha ficou dividida em dois sectores: a RFA (República Federal Alemã), sob a alçada dos Aliados, e a RDA (República Democrática Alemã), sob a égide dos socialistas. Este conflito viria a provocar períodos de tensão entre os capitalistas americanos e os comunistas soviéticos. Este período ficou conhecido por Guerra Fria.

GUERRA FRIA Esta expressão aplica-se ao conflito que existiu entre os dois blocos, no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e directo entre os EUA e a URSS. Tal não se verificou, porque um conflito armado directo significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida na Terra, pois ambos possuíam centenas de mísseis nucleares. No entanto, acabaram por alimentar conflitos entre outros países, por exemplo na Coreia e no Vietname. A 2.ª Guerra Mundial não fez apenas emergir duas potências (EUA e URSS) face a uma Europa arruinada e remetida a um papel secundário na nova ordem internacional; fez, também, nascer duas zonas ou áreas de influência: a Anglosaxónica e a Soviética. A primeira compreende as democracias liberais e a segunda reúne as democracias populares do leste. As primeiras têm os EUA como parceiro, as segundas estão associadas à URSS. O clima de tensão entre os Aliados, vencedores da Guerra, foi já bem perceptível nas Conferências de Ialta e Potsdam, onde se tomaram medidas penalizadoras em relação à Alemanha vencida e se definiu a sua divisão. A ruptura definitiva declarou-se abertamente quando o presidente Truman apresentou no congresso dos EUA a chamada “Doutrina Truman”, na qual assumiu claramente o fim do tradicional isolacionismo dos EUA e proclamou que a prioridade da política externa norte-americana é conter o comunismo soviético dentro dos limites acordados nos tratados do pós-guerra. A estratégia de Truman concretizou-se no plano Marshall e na organização de um sistema de defesa militar liderado pelos EUA: a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Esta estratégia dos EUA para imporem a sua soberania foi rejeitada pela URSS que reagiu com o relatório de Jdanov, conhecido por doutrina Jdanov. Esta doutrina, defendida por Andrei Jdanov, inseria-se no contexto do pós 2.ª Guerra Mundial

O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Polícias e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o Muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O Muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas eléctricas com alarme, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. Esta acção repressiva provocou a morte de pelo menos 80 pessoas, 112 ficaram feridas e milhares foram aprisionadas nas diversas tentativas de fuga.

pressupunha a divisão do Mundo entre a parte democrática, anti-fascista e anti-imperialista que seguia as directivas moscovitas e a que era imperialista e anti-democrática (liderada pelos EUA), não admitindo a neutralidade. Preconizava, assim, o impedimento à aplicação do Plano Marshall (sobretudo nos países limítrofes da URSS) sob pena de pôr em causa o equilíbrio geoestratégico comunista. Esta doutrina insere-se no contexto da chamada Guerra Fria. Na sequência desta teoria foi criado o Plano Molotov, como resposta ao Plano Marshall, que estabelecia as estruturas de cooperação económica da Europa Oriental, resultando na criação da COMECON (Conselho de Ajuda Económica Mútua). A ruptura política e ideologia entre os dois blocos constituiu o ponto de partida do que veio a denominar-se Guerra Fria. Em Março de 1946, Winston Churchill denunciou a situação ao afirmar, num célebre discurso, que uma “Cortina de Ferro” se abatia sobre a Europa, dividindo-a em duas: à Europa Ocidental, que se reerguia sob a assistência Americana, opunha-se a Europa de Leste, submetida à orientação Soviética Estalinista. Essa tensão levaria à construção do Muro de Berlim, em 1961, símbolo máximo do bipolarismo e do antagonismo entre americanos e socialistas – a Guerra Fria.

A CRISE NO BLOCO SOVIÉTICO A segunda potência mundial, a URSS, enfrentou, nos anos 80, um conjunto de problemas de difícil solução. O estado encontrava-se fortemente centralizado e o partido comunista transformara-se numa instituição mais preocupada em garantir os seus privilégios do que em promover o bem-estar da população. A governação de Brejnev provocara uma estagnação económica e deixara por explorar grande parte dos recursos da União Soviética. O investimento do estado soviético incidia no campo militar, sector essencial no contexto da Guerra Fria, e deixava ao abandono uma indústria cada vez mais obsoleta. É neste contexto que Mikhail Gorbatchev chega ao Kremlin e traz consigo uma onda liberal para o regime socialista. Perante o desmoronamento iminente da URSS, Mikhail Gorbatchev tentou evitar o colapso do regime comunista, procurando um entendimento com os Estados Unidos, diminuindo as perseguições políticas e modernizando o arcaico sector económico. No campo político e social, Gorbatchev aplicou a Glasnost com o intuito de criar uma sociedade mais aberta e participativa, o que permitiu à oposição expressar os seus pontos de vista e criticar o regime. Foi criado um parlamento eleito, ao qual competia nomear o Presidente da República, apesar de o poder continuar centralizado no partido comunista. Na área económica implementou-se a Perestroika para solucionar os graves problemas da economia. No plano diplomático, a nomeação de Gorbatchev pôs termo à bipolarização do sistema político internacional. As medidas adoptadas por Gorbatchev não evitaram o declínio da União Soviética, acabando por levá-la à implosão, em 1991. Três factores estiveram na base deste colapso: a falência económica, o desmoronamento dos fundamentos ideológicos do sistema comunista e a

CONSTRUÇÃO DO MURO DE BERLIM Até ao ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em Agosto de 1961, com o agudizar das hostilidades entre as super-potências e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo a cidade de Berlim em dois sectores. Decretou também leis que proibiam a passagem de pessoas do sector oriental para o sector ocidental da cidade.  Jorge Pimenta


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A QUEDA DO MURO DE BERLIM

Em 1991, Gorbatchev declarou a dissolução da URSS e demitiu-se das suas funções de Presidente. O desmoronamento da União Soviética deu origem à CEI (Comunidade de Estados Independentes).

A QUEDA DO MURO DE BERLIM Após a demissão de Eric Honecker, em 1989, verificaram-se um conjunto de manifestações, resultantes da descrença das populações no comunismo, que exigiam a melhoria da qualidade de vida e, sobretudo, a democratização do regime. Estas manifestações culminaram na queda do Muro de Berlim. Os enormes fluxos migratórios da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental, durante o Verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar, por isso, a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim e, como consequência, a destruição do Muro. Nessa noite, os alemães de um e de outro lado da cidade reuniram-se e manifestaram a sua satisfação. Reinava a alegria, todos festejavam, enquanto várias faixas do Muro iam sendo cortadas e derrubadas. Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede; a queda do Muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo dos países de Leste. Em 3 de Outubro de 1990, foi assinado, em Berlim, um tratado de unificação entre os dois estados Alemães; a nação germânica reencontrou a unidade perdida. Na euforia, muita gente não previu as futuras dificuldades que a Alemanha iria atravessar.

AS DIFICULDADES DA REUNIFICAÇÃO Este reencontro, contudo, não deixou de evidenciar uma Alemanha dividida em matéria de desenvolvimento económico, uma vez que a parte anteriormente comunista deparava-se com fracos níveis de progresso. Desde que se abriram as fronteiras, em Novembro de 1989, ocorreu uma avalanche de modificações. A nível interno houve uma unificação das duas Alemanhas, a nível externo verificou-se um novo equilíbrio e apaziguamento no mundo. A Alemanha reunificada enfrentava, agora, graves problemas económicos e sociais. Na antiga RDA encontravam-se infra-estruturas obsoletas ou inexistentes, uma indústria antiquada, habitações degradadas e um sistema de distribuição e de comércio inoperante. O desfasamento entre o crescente número de consumidores e a escassez de produtos provocou uma inflação galopante, aumentou a pobreza e o desemprego e permitiu o enriquecimento rápido e fácil das máfias através de tráficos ilícitos. Estas transformações contribuíram para o despertar de sentimentos racistas e o aparecimento de movimentos político-sociais, como o neonazismo. A anexação monetária (adopção do marco alemão ocidental) e o desejo de alcançar rapidamente o padrão de vida dos alemães-ocidentais eram a grande expectativa e o sonho da maioria da população oriental. Estas foram as dificuldades que a Alemanha atravessou após a queda do Muro de Berlim.

 internet

A “Cortina de Ferro” caiu como consequência natural das novas políticas de Gorbatchev, da crise no bloco soviético e do fim do regime de Erich Honecker, na RDA (República Democrática Alemã).

Eric Honecker

Marshall

proclamação da independência das repúblicas que integravam a URSS.

o despertar 59

Mikhail Gorbatchev

MEMÓRIA:

PERSONALIDADES DA HISTÓRIA

Com excepção da RDA, que recebeu volumosos subsídios da Alemanha Ocidental, os países de leste, sem os subsídios que recebiam da União Soviética, tiveram uma negra transição. O desemprego e a inflação galopante contribuíram para que, segundo o Banco Mundial (2002), nos países em transição para a economia de mercado, a pobreza tenha crescido “a um ritmo mais acelerado do que em qualquer outro lugar do mundo”, tendo elevado a percentagem de pobres, em apenas uma década (1988-1998), de 2% para 21% da população total. A queda do Muro e a consequente abertura ao Ocidente, bem como o colapso do sistema comunista do leste Europeu, estatizado e de planeamento central, permitiram que as fronteiras internas europeias fossem abertas. Esta abertura possibilitou o alargamento do Acto Único Europeu ao leste da Europa. Assinado em 17 de Fevereiro de 1986, o Acto Único Europeu apontava como objectivo uma maior coesão económica e social. Poderá dizer-se, também, que o Acto Único consolidava a obrigação de realizar, simultaneamente, o grande mercado sem fronteiras, a coesão económica e social, já referida anteriormente, uma política europeia de investigação e tecnologia e acções significativas em relação ao ambiente. Com o desaparecimento dos antigos entraves, as pessoas, as mercadorias, os serviços e os capitais passariam a circular na Europa tão livremente como se de um único país se tratasse. Os novos países, resultantes da implosão do Império Soviético, seriam ajudados pela União Europeia de modo a reconstruírem as suas economias e a implementarem reformas políticas. Chegaria, assim, a declaração do Conselho Europeu de Copenhaga, em 22 de Junho de 1993: “(…) os países associados da Europa Central e Oriental que assim o desejem deverão poder tornar-se membros da União”. Por isso, podemos afirmar que é devido à queda do Muro de Berlim que hoje temos uma União Europeia a 27, com países do Sul, do Centro, do Norte e do Leste da Europa. Passados vinte anos, que conclusões podemos tirar deste acontecimento, que, apesar de ter ocorrido num só país, desencadeou uma série de eventos que acabariam por modificar a ordem europeia e mundial? Este acontecimento histórico serviu para unir uma Europa que se encontrava separada por uma “cortina de ferro” há vinte e oito anos. Depois do derrube do Muro, diversas transformações ocorreram no seio da Europa, convertendo-se a Comunidade Económica Europeia na União Europeia, passando esta a possuir uma vertente mais abrangente no que diz respeito à sua política. Fontes

• www.notapositiva.com/.../murodeberlim.htm • www.uma.pt/dpeh/index2.php?option=com...task... | Professores Filomena Oliveira e João Oliveira

A INTEGRAÇÃO NA UNIÃO EUROPEIA A queda do Muro de Berlim surgiu como causa e consequência do fim do comunismo. Com a sua queda, a democracia começou a estabelecer-se no Leste Europeu. A transição para uma economia de mercado, tão desprezada anteriormente, afigurava-se como solução obrigatória para a construção de um projecto de desenvolvimento para estes países e para os 15 novos países resultantes da desintegração da URSS. Porém, esta abrupta transição para uma economia de mercado não foi fácil.

 Jorge Pimenta


00 12 o despertar 59

RRRRRRRRRRRR BAILE DE FINALISTAS 2008/09

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Pormenores de uma festa requintada

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O Baile de Finalistas foi, sem dúvida, o culminar de uma caminhada, mas também a partida para mundos e experiências novos. Durante 5/6 anos, os nossos finalistas viveram experiências únicas, na flor da adolescência, tendo, como ombro amigo, o seu amigo, um professor, um auxiliar. Durante 5/6 anos tiveram os mesmos companheiros de viagem, sentiram as mesmas angústias, as mesmas alegrias. Alguns já eram companheiros desde a pré-primária, outros desde a primária e, ao fim desta longa caminhada, acabariam por seguir rumos diferentes, uns para cursos profissionais, outros para escolas secundárias diferentes, para áreas diversas. Nós, professores, que tivemos o “prazer” de caminhar com eles durante três anos, não os podíamos deixar ir sem lhes fazer sentir que tinham chegado ao fim de uma etapa e que estariam cada vez mais próximo de sentir que o futuro estava nas suas mãos. Não podíamos acabar passando-lhes um sermão sobre as dificuldades que pela vida fora eles iriam encontrar: egoísmo, prepotência, competição… para isso serviram as aulas ou alguns momentos extra-aula passados com eles. Não! Nós só tínhamos o dever de os fazer sentir jovens, responsáveis, sabedores de que iriam enfrentar novos desafios e nada melhor que um fantástico jantar à luz das velas onde eles seriam os actores principais. E, de facto, foram-no! Souberam desfilar com grande orgulho no extenso tapete vermelho colocado para a ocasião, souberam apresentar-se como jovens adultos que são, com muito “glamour” e muita responsabilidade. Para finalizar, com uma certa saudade dos nossos meninos, desejo-lhes muita sorte e espero que eles nunca se esqueçam das nossas lições de moral… Foi uma experiência inesquecível que espero se repita todos os anos, mas com um carácter mais formal e mais institucional, envolvendo todos os parceiros, pois não podemos esquecer que os alunos são o barro que todos nós ajudamos a moldar um pouco, a cada dia que passa, muito mais pelo nosso trabalho e carinho junto deles do que por extensos relatórios e burocracias que nos impõem.

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| Professora Guilhermina Vieira

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BAILE DE FINALISTASRRRRRRRRRRRR 2008/09

13 o despertar o des59-

A festa de Finalistas do 9.º ano, do transacto ano lectivo, foi um acontecimento que ficou na memória dos participantes.

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O descrito é baseado na opinião recolhida junto dos presentes, de ambos os sexos. Isto, porque teve imagem, luz, cor e som. Imagem, porque todos os estudantes se apresentaram devidamente “equipados”, ao nível da cerimónia e do momento; Luz, porque os Finalistas em reunião constituíram um “Farol” que iluminava a escola toda; Cor, porque a sua presença desafiava as cores do arco-íris, em sentido figurado; Som, porque impulsionou o baile, dinamizou os pares, dentro de critérios de diversão e respeito. Para assim ter sido, para além dos finalistas, registamos a colaboração de responsáveis da escola, professores e Associação de Pais. As coisas boas também merecem notícia! | O Presidente da Associação de Pais

Fantástico!!! Espectacular!!! Maravilhoso!!! Foi assim e muito mais o sentimento de todos os que estiveram presentes no “Jantar Convívio dos Finalistas 2008/2009”. Realizou-se no dia 24 de Junho de 2009, na escola EB 2/3 de Viatodos, contando com a presença de 103 alunos do 9.º ano e CEF, de 22 professores e do Presidente da Associação de Pais. Estiveram à frente deste projecto a Profª. Maria Guilhermina, o Prof. Pedro Lopes e a Profª. Ana Marçal, a Turma “C” do 9.º ano e a Associação de Pais. Foi, sem dúvida, uma festa que marcará para sempre a despedida destes alunos da nossa escola. A festa teve início com a recepção aos alunos que entravam na escola e percorriam um extenso tapete vermelho, digno das estrelas de cinema, até ao local onde se trocaram as primeiras conversas juntamente com a degustação das entradas. De seguida, os alunos foram encaminhados às suas mesas onde continuou o convívio e a realização do jantar. Para terminar, como não poderia deixar de ser, realizou-se o grande baile que culminou com a valsa e os “parabéns” finais. Nada mais marcante, depois de um longo ciclo de estudos, amizades e experiências, que muito contribuíram para a formação e preparação destes alunos para um futuro digno e próspero, não muito distante, na nossa sociedade. É de realçar o magnífico ambiente desta festa proporcionado pelo comportamento e pela atitude dos alunos e o grande apoio dos professores e do Presidente da Associação de Pais.

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| Professor Pedro Lopes

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ENTRE NÓS E AS PALAVRAS

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Soeiro Pereira Gomes Símbolo do Neo-realismo Português - nasceu há 100 Anos os Neo-realistas apenas alimentaram a sua fome literária com a (des) humanidade que grassava em Portugal. Tocava-os a pobreza; condoíam-se com o analfabetismo; sofriam com uma política de medo e de ódio; na verdade, jamais conseguiram aceitar que os homens não fossem homens e que as crianças jamais soubessem o que era ser criança, assim se quedando arredadas de um projecto que ganha expressão em Fernando Pessoa: “Quando as crianças brincam internet

e eu as oiço brincar, qualquer coisa em minha alma Portugal estagnava sob o som rouco das sirenes fabris plantadas na periferia das zonas urbanas, enquanto o povo, em movimentos mecânicos de cadência sofrida, alimentava mágoas nas engrenagens vibrantes ou na agricultura agonizante. Nesse Portugal, a ave de rapina estatal controlava, com músculo férreo, o nervo e a vontade de homens e mulheres que perdiam o rosto e deixavam, cansados, já, que as silhuetas se recortassem como muito pequenas na linha fria do horizonte, aos poucos e poucos, até desaparecerem totalmente e sem rasto de uma Terra sem Deus.

ENTRE

NÓS E AS...

Vivíamos, então, num país que desenhava, a traço de carvão e óleo, assimetrias sociais e económicas que afagavam a pele de uma minoria reclinada no cadeirão da bonança, que castigavam o dorso de uma maioria com arame farpado na pele, mas que, ainda

assim, alvoroçavam os espíritos de uma massa pensante e inconformada que haveria de reagir: os romancistas e os poetas. Foi, justamente, na luz oblíqua que pendia desta fotografia que os pintores das palavras se ergueram contra o status quo; nas Letras portuguesas, tínhamos, nesse então, o advento do Neo-realismo, esse movimento estético originário de Itália, com motivações políticas e sociais, que teve a sua génese, no nosso país, em meados do século XX. Nomes como Manuel da Fonseca, Alves Redol, Fernando Namora ou o próprio Soeiro Pereira Gomes são incontornáveis numa escrita que fez escola no século passado, mas que cedo ganhou o cunho da imortalidade.

começa a se alegrar” Gaitinhas, Gineto, Sagui, Coca e tantos outros são heróis de carne e osso, miúdos que erravam pelo Mirante resistindo baixinho à miséria, à exploração e ao abandono como podiam ou como os deixavam… O grande romance Esteiros (obra-prima de Soeiro Pereira Gomes) é, antes de mais e depois de tudo, um hino às crianças, à amizade, à capacidade de sonhar mesmo que nas condições mais adversas; não é por acaso que o autor o dedica “aos filhos dos homens que nunca foram meninos”. Símbolo da resistência política contra o regime fascista, o romance e o seu autor foram sendo sacralizados durante décadas, restando, hoje, sobretudo, o pendor humanista que reflecte sobre o papel do Homem no mundo em que foi criado mas, também, e sobretudo, que criou/ajudou a criar.

Desde sempre conotados com uma facção política reaccionária e revolucionária, a verdade é que • Esteiros (publicado em 1941) • Engrenagem (publicado em 1951) • CONTOS VERMELHOS • Refúgio perdido (escrito em 1948) • O pio dos mochos (escrito em Nasceu há 100 anos, em Gestaçô, Baião, embora se tenha deslocado 1945) para Espinho, aos seis anos de idade, onde permaneceu até aos 10. • Mais um herói (escrito em 1949) Porque era filho de agricultores, viria a estudar em Coimbra, na Escola de • CONTOS E CRÓNICAS Regentes Agrícolas, onde se graduou. Viajou, de seguida, para a então • O capataz (escrito em 1935) colónia portuguesa, Angola, onde permaneceu, em trabalho, cerca de um • As crianças da minha rua ano, findo o qual regressou para trabalhar como empregado administrativo (publicado, sem título, em 1939) numa fábrica de cimento, em Alhandra. • O meu vizinho do lado (publicado, sem título, em 1939) Foi, sobretudo, como escritor que ganhou a imortalidade nas Letras • Pesadelo (escrito em 1940) portuguesas. Iniciou-se como colaborador do jornal O Diabo, uma • Companheiros de um dia publicação progressista que desafiava a rigidez das publicações da época, (publicado, sem título, em 1940) sempre manietadas pelo regime fascista. • O Pástiure (publicado em 1940) Mas foi em 1941, com a publicação de Esteiros, que atingiu a maioridade • Um conto (publicado em 1942) literária. Aquando da sua primeira edição, ilustrada pelo dirigente histórico • Alguém (publicado em 1942) do Partido Comunista Português, Álvaro Cunhal, percebeu-se que se • Breve história de um sábio (escrito tratava de “…uma obra de profunda denúncia da injustiça e da miséria em 1943) social, que conta a história de um grupo de crianças que desde cedo • Estrada do meu destino (sem abandona a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos.” (in Wikipedia). data) • Um caso sem importância Tal como sucedeu com a generalidade dos activistas políticos, também (publicado em 1950) Soeiro Pereira Gomes passou a viver clandestinamente, no seu caso a partir • Última carta (sem data) de 1945. O exílio viria a agravar a tuberculose que contraíra pouco tempo antes, debilitando-o irreversivelmente; viria a morrer prematuramente em 1949 – tinha, então, 40 anos de idade.

VIDA & OBRA

internet

"Gaitinhas avistou Gineto logo à entrada da Feira. […] Pararam junto de carrosséis, que eram dois. O maior, iluminado por lâmpadas multicolores, tentava os olhos. Tinha cavalinhos com as patas no ar, fogosos como corcéis de carne e osso; galos de crista alta; bichos variados, sobre um tapete rolante que oscilava como os barcos no rio. O outro, perro e mal iluminado, só tinha cavalinhos. – Qual Gineto.

queres?

perguntou

Gaitinhas demorou a resposta. Olhou o carrossel velho, sem ninguém, e os cavalinhos tristes, parados. A voz rouca do dono parecia chamá-lo. – Vai andar… Vai andar… – Vamos neste – disse Gaitinhas. Gineto entregou os dez tostões que Sagui lhe emprestara para ele comprar mais um sorriso de Rosete. As luzes encheram-se de brilho; a campainha anunciou a corrida e chamou mais gente. Vai andar… – E andou, ao som do realejo estafado e do motor que roncava, arquejante, enquanto um homem pálido procurava bater pratos a compasso. – Linda música – exclamou Gaitinhas. Talvez fosse a música do carrossel grande que abafava tudo. Mas de um ou de outro, era linda. Fazia-o esquecer a doença da mãe e os sapatos rotos. O cavalo galopava no espaço, através das estrelas, e ele levava um sorriso nos lábios e a carta de exame para mostrar ao pai… Gineto fizera-se Tom Mix em pensamento e cravara esporas no cavalo, a que chamou Malacara. Dentes cerrados e o lenço ondulando ao vento, cingia nos braços a pálida Rosete arrebatada aos bandidos. O cavalo saltava muros e esteiros, sem parar. E o Malesso, o Sagui e todos os companheiros do telhal acenavam ao longe, muito ao longe… O carrossel parou. Mas a alegria da viagem ficou ainda a bailar nos olhos de Gineto e nos lábios do Gaitinhas." in Esteiros | Professor Jorge Pimenta


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ENTRE NÓS E AS PALAVRAS

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Não, não podes

É tão difícil admitir quando estou errada, Dói tanto assumir que te perdi n dy warhol, Marily

An

No Quarto

Não me apetece falar. Quero apenas ser como tu, Uma onda do mar que chega à costa, Vinda do infinito onde habita o nada. Um frio pedaço de água, Contornando habilmente gigantescos rochedos, Somando os semelhantes, subtraindo os desiguais.

Abrir os olhos para a realidade E arcar um novo dia com a dor de ter fracassado… Olhar para trás e ver como tudo era perfeito, Até a escuridão romper o azul do nosso céu, E roubar a luz que iluminava meu caminho…

Deixámos a noite do lado de fora e agarrámos o escuro do quarto.

Fechar os ouvidos aos teus passos, Que, sem perceber, te conduziam à despedida,

Por entre as sombras gastas tornamo-nos forma definida, homem e mulher de traço uno calcando o soalho ao ritmo das ondas que voam sobre falésias de afectos. Senti o mar bater à janela agitando o poema feito de pele e espuma que a duas mãos sonhamos: versos de fogo a arder-nos nos lábios, palavras de cristal a morder-nos as gengivas, aquedutos de pedra guiando a água e o sangue entre a mina de onde se extrai o coração e as madrugadas que nos vestem de luz.

Não me apetece sentir. Quero apenas ser como tu, Onda do mar ocultando o sentimento, Seguindo o curso das marés, Chegando. Partindo. Ignorando para quando o regresso, Adiantando um possível epílogo.

E eu deixei-te ir… Pois os meus actos egoístas Não me deixaram perceber o quanto eu estava errada... E agora, entendo que até hoje eu nunca estive só, Agora eu dou por mim a tentar arranjar uma solução, Para toda esta dor…

Não. Não me apetece escrever...

Um motivo, Para todos os meus gestos que te empurraram da minha vida, Mesmo sem ser essa a minha intenção…

| Laura Alberto

...PALAVRAS

 internet

Dar o braço a torcer…

| Isabel, 8.º F

Lá fora… Lá fora, um céu moribundo serpenteava por entre as estrelas receando a memória do devir…

O Céu

O silêncio

Pequenina, pequenina… Pensava alcançá-lo.

No quarto, brindámos à eternidade! | Professor Jorge Pimenta

O silêncio

Sim, já devem saber quem,

É a ausência de ruído

O céu azul, a brilhar!

O silencioso

Não sabia eu,

É aquele que não fala!

que ele era imaginário, pensei, pensei…

O silêncio

E descobri! Tão Simples!

Por vezes traz angústia…

Basta vê-lo ao contrário!

Por vezes aflição… | Carolina Silva, 7.º A (2008/2009)

Silencioso Eu não quero ser Pois ouvi dizer

 internet

Que muitas vezes faz temer.

Para ti mãe …

fazer um poema,

O silêncio

também lembranças

é o grito que se reprime

Os teus olhos são cor da esperança.

e pensamentos do passado,

é a voz que se cala

que jamais estará apagado.

e não se exprime é o murmúrio mudo

Uma vida de pensamentos

e o silêncio

e pensamentos sobre a vida,

é a calma de nada dizer

uma vida de sofrimentos

é sentir que parar

ou sofrimentos pela vida?!

nem sempre é morrer é abrir a arca do interior

Ai pensamentos, pensamentos

é sentir que no silêncio

como me fazem companhia,

também há amor.

nas noites estreladas e ao sol durante o dia. | Cantinho da Ortiga, 8.º ano

O vento a soprar Os pássaros a migrar

Silêncio

Não bastam palavras para

O OUTONO As árvores a abanar

Albert Adams, SouthAfrica1958-59

| Ana Alexandra, 9.º A

O amor está a chegar. O bailado do vento O olhar atento Com o frio do vento

Quando me olhas dás-me confiança. Os teus cabelos ruivos e brilhantes São como estrelas cintilantes. Acordo de manhã e tu estás sempre lá,

Eu não aguento.  internet

Pensamentos

| João Araújo, 8.º D

Dás-me um beijinho, fico consolada! Dás-me um conselho, fico orientada! Estiveste sempre lá quando mais precisei E nessa altura nem te liguei, Agora percebo a tua preocupação Mãe, estás sempre no meu coração. | Rita Ortiga, 8.º C

Em casa com chuva Nunca há uva Jasper Johns, Target With Four Faces, 1968

Simplesmente tem O que sempre vem. | Bruna Araújo Joana Lopes, 8.º D


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O CANTINHO DAS LÍNGUAS

Encontro das Secções Europeias de Língua Francesa em Portugal Nos dias 9 e 10 de Setembro, reuniram-se os professores das escolas que fazem parte do projecto S.E.F., em Lisboa, no Instituto Franco-Portugais. h erm

No primeiro dia de trabalho, começámos com a abertura da jornada que contou com a representante do Ministério da Educação e a representante da Embaixada Francesa. Seguiram-se as conferências plenárias "O ensino na Secção Europeia: uma nova via para o ensino escolar"; "Promoção das Secções Europeias de Língua Francesa em Portugal: comunicar, informar e interagir com os pais, os alunos e a equipa pedagógica"; "Mudanças e projectos educativos franco-portugueses"; "Ateliers Temáticos/ Trabalhos em

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Até ao final do ano lectivo transacto faziam parte da Secção Europeia dezassete escolas, entre as quais a Escola EB 2/3 de Viatodos. Este ano lectivo registou-se a adesão ao projecto de cinco novas escolas. Em nosso entender, o Projecto assume uma relevânciacharneira quer para as escolas, quer para os alunos, uma vez que estes adquirem uma visão mais global dos conceitos e desenvolvem competências linguísticas, o que vai enriquecer a sua formação, abrindo, assim, novas janelas de oportunidade; também devemos destacar, como mais-valia, a certificação, por parte do Ministério da Educação, dos alunos que fazem parte da Secção Europeia. Já as escolas acabam por beneficiar com esta dinâmica, na medida em que reforçam e diversificam a sua oferta formativa. | Professora Guilhermina Vieira

Cycle de cinéma français

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equipa". No segundo dia procurou trabalhar-se mais em ateliers temáticos e partilhar experiências e saberes. Este encontro viria a revelar-se como de extrema importância para os intervenientes.

A nossa turma foi escolhida para entrar neste projecto escolar. Nós aceitámos e não nos arrependemos, porque notamos muitos progressos. O que é que a nossa turma tem a mais? • Tem a abordagem da matéria dada nas aulas de Educação Tecnológica e de Ciências Naturais em Francês; • O aprofundamento da cultura francesa nas aulas de Área de Projecto; • Mais 45 minutos de reforço à língua francesa, onde realizamos diálogos, correspondência, jogos, etc. Na minha opinião, a “Section Européenne” é um projecto em que nós, alunos, fazemos vários jogos, várias pesquisas, abordamos áreas diversas que nos ajudam a aprender francês de uma forma diferente.

La Section Européenne organise tous les 15 jours, les lundis, mardis et jeudis, à partir de 17 heures, une session de cinéma français pendant toute l’année. Pendant le premier trimestre, Astérix et Obélix ont été à l’honneur. Astérix et Obélix qui ont fêté leurs 50 ans, ne pouvait être absent de ce cycle de cinéma. Donc le 23, 24 et 25 Novembre a été divulgué “Astérix aux Jeux Olympiques”, le 7, 10 et 14 décembre, les élèves ont pu voir “Astérix contre César”. Ce cycle de cinéma est une suite à la proposition faite l’année dernière et qui a eu beaucoup de succès. Pour le deuxième trimestre, la Section Européenne prévoit de bons films récents. Comiques et aventures, les élèves et professeurs auront le choix. Tout pour montrer que le cinéma français n’est pas mort et comme dit Manoel de Oliveira “Le cinéma est et sera toujours français”. | Professora Guilhermina Vieira

ZM

halloween

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As docentes de Inglês do 2.º ciclo apostaram, mais uma vez, na comemoração do Halloween. É uma actividade com grande receptividade por parte dos nossos alunos que, através dela, podem mostrar até onde se deixam levar pela imaginação e criatividade. Deste modo, pretendemos também divulgar, educar, sensibilizar para a cultura anglo-americana (Grã Bretanha e Estados Unidos). Este ano apostámos num espaço diferente para expor os trabalhos realizados pelos alunos, alguns deles com uma mãozinha dos familiares ou amigos. A biblioteca da escola, um local mágico, acolhedor, foi o eleito. Montada a exposição, o efeito visual foi surpreendente! Durante alguns dias, professores e alunos conviveram com bruxas, fantasmas, monstros, aranhas, morcegos… E os chapéus das bruxas? Experimentaram a sensação de enfiar a cabeça num deles? Por instantes, viveram-se momentos arrepiantes, onde poções mágicas transformaram as pessoas em personagens assustadoras; entrámos em casas assombradas e voámos até ao infinito (mas voltámos…). Quisemos ir mais longe e, em estreita colaboração com a professora responsável pela biblioteca, completámos as imagens com textos, provocando os alunos para outras leituras relacionadas com o tema. E… “Eu não sei o que me aconteceu Foi feitiço O que é que me deu? P’ra gostar tanto assim …” De livros?!... | Professora Arminda Castro

| Ana Lúcia e Marisa Liliana, 7.º A

Reforma no ensino em França “Paris, 14 Outubro (Lusa) - O presidente francês anunciou, terça-feira, uma reforma do ensino secundário, a partir de 2010, com o reforço das humanidades e a ambição de os alunos serem bilingues e até trilingues. A reforma, que afecta 1,4 milhões de jovens e que foi retocada depois de uma primeira proposta em 2008 devido à hostilidade que suscitou entre estudantes e professores, coloca como um dos seus principais eixos o reforço do ensino em outros idiomas, além do francês. O objectivo de Nicolas Sarkozy, que não domina nenhuma língua estrangeira, é que os alunos dos três últimos anos da educação secundária sejam “pelo menos bilingues”. (Expresso - 14 de Outubro 09)

A reforma do sistema educativo francês assenta na perspectiva de que um maior intercâmbio e mobilidade dos nossos jovens, bem assim como a abertura a outras culturas e valores, é o caminho para formarmos cidadãos com uma consciência plena da Europa. É com a consciência da importância do conhecimento de outras línguas em situações diversas de aprendizagem que a Escola Básica 2/3 de Viatodos inclui no seu Projecto Educativo, desde há três anos, a Secção Europeia de Língua Francesa, onde os alunos têm uma abordagem da língua em várias disciplinas (Educação Física, Educação Tecnológica, Educação Visual e Ciências Naturais). Para além da turma D do 9.º ano, que conclui o projecto no final do ano lectivo, este ano iniciou-se o projecto com a turma A do 7.º ano. | Professora Guilhermina Vieira


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ENTRE NÓS E AS PALAVRAS

Quadragésimo quinto aniversário de Mafalda

e amigos

Apesar de se assinalar, em 2009, o quadragésimo quinto aniversário de Mafalda e amigos, a verdade é que a famosa personagem de B.D. foi criada por um grande cartoonista argentino, Quino, já em 1962, para um cartoon de propaganda que deveria ser publicado no diário Clarín. No entanto, o contrato foi rompido e a campanha foi cancelada. Assim, acaba por aparecer apenas em 1964, sob a sugestão de Julián Delgado, na época o editor-chefe do semanário Primera Plana (daí os 45 anos e não 47). imagens da internet 

Mafalda é uma menina preocupada com a humanidade e a paz mundial que se revolta com o estado actual do mundo. Foi muitas vezes comparada à personagem Charlie Brown, de Charles Schulz. É apresentada juntamente com os seus pais, acrescentando-se, em Janeiro de 1965, Filipe, e mais tarde Manolito e Susanita. Apareceu em “Mundo” de Buenos Aires e em “Siete Días Illustrados”. Quino decidiu acabar com a publicação das histórias em 25 de Junho de 1973. Desde então ainda desenhou Mafalda algumas poucas vezes, principalmente para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Apesar de a maioria das histórias terem sido traduzidas em diferentes línguas, como por exemplo chinês, elas foram raramente publicadas em inglês. Parabéns, Mafalda! Ana Teresa e Isabel Cristina, 8.º F

Mafalda: Mafalda é uma menina de 6 anos de idade que odeia sopa e adora os Beatles. Preocupada com a humanidade e a paz mundial, passa o tempo a questionar o mundo à sua volta através de uma cosmovisão madura, perspicaz e muito crítica. Acaba por ter um sentido de humor refinado deixando no ar, num registo espontâneo, ideias para reflexão.

Raquel: Mãe de Mafalda. É uma dona de casa comum, que não terminou os estudos e que, por isso, é sempre criticada pela sua filha. Entra em conflito com Mafalda, estando, muitas vezes, no epicentro das reflexões filosóficas da filha. Quando prepara sopas e macarrão para as refeições, acaba por levar com o mau feitio da filha.

Pai de Mafalda: Personagem com menos peso que a mãe. Trabalha numa companhia de seguros. O seu hobby é cultivar plantas no seu apartamento. Entra em crise quando se dá conta da sua idade (como será hoje, se a filha acaba de completar 45 anos ?...).

Felipe: É o oposto de Mafalda: sonhador, romântico

que, ainda assim, detesta a escola. Adora ler, sobretudo histórias de aventuras. Várias vezes trava verdadeiras batalhas com a sua consciência e o seu sentido de responsabilidade, o que faz com que se castigue existencialmente (“Por que razão teria de ser como sou?”).

Manolito: É o filho de um comerciante do bairro. Preocupa-se mais com dinheiro e negócios do que com qualquer outra coisa. Não gosta dos hippies, dos Beatles e tira notas baixas na escola (excepto a Matemática, pois aprendeu a resolver contas a trabalhar no comércio do pai). É rude, grosso e materialista, mas esconde um bom coração.

Susanita: Protótipo de rapariga dos anos 50/60: conhecer um homem, casar, ter filhos e uma vida estável no plano económico. É, na verdade, uma personagem fútil e intriguista. É claro que não se pode dar bem com o sentido crítico de Mafalda.

Guille: É o irmão de Mafalda. Bastante astuto para sua idade, é retratado como uma criança que começa a perceber o mundo à sua volta. As suas paixões são os rabiscos nas paredes e a chupeta “on the rocks”.

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CRÓNICA Eu ainda era muito ingénua e, sendo assim, deixei-me levar... Na verdade, ele falava-me de algo que eu naquela altura nunca imaginaria. Falava-me como se fosse uma coisa necessária, ideal e indispensável para se poder viver aos catorze anos. Um dia, estava eu, o seu irmão e os seus dois primos num campo perto de nossa casa. Era Verão, os campos estavam cheios de milho e nós aproveitámos para jogar às escondidas. Era o seu irmão a ‘contar’, fui-me esconder, mas ele, sem eu me aperceber, chegou por detrás de mim, tapoume a boca para não poder gritar e deitou-me para trás. Nesse momento, fiquei a perceber o que realmente ele queria e pretendia fazer. Hoje, lembro-me todos os dias do que se passou naquela tarde, e quando o rememoro, parece que o mundo desaba sobre a minha cabeça e que sou a pessoa com mais defeitos neste mundo. Desde muito pequena, ensinaram-me que a vida nem sempre é o que nós queremos e, custe o que custar, temos de nos esforçar por aquilo que queremos para sermos alguém na vida e atingir sempre os nossos objectivos. Apesar deste triste episódio, tento todos os dias agarrarme a isso com todas as minhas forças para me tornar mais forte e não culpar todos os rapazes por aquilo que um me fez, pois existem muitos casos deste género em que as mulheres, após lhes acontecer isto, refugiam-se e não querem, nem conseguem abrir o seu coração e a sua confiança a mais nenhum homem. Aconteceu-me e, certamente, nunca o irei esquecer, mas de uma coisa tenho a certeza: isto não me vai impedir de ser feliz, e vou sê-lo; garanto!!! | Carminda

Palavras Agudas O que é viver? É sonhar, brincar, amar e ser feliz. O que é sonhar? É voar e chegar à lua. O que é brincar? É dançar, correr, sorrir e saltar. O que é amar? É rir, chorar, é ver o mar e pensar. O que é ser feliz? Ser feliz é aprender. Aprender? Sim aprender a sonhar, a brincar, a amar… Enfim, aprender a viver. | Anabela, Margarida, 7.º C

| Fábio Silva e Sara Oliveira, 8.º B

Propriedade: Agrupamento de Escolas Vale D'Este - Barcelos Sede: Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos de Viatodos Rua das Fontainhas, nº 175 - 4775/263 Barcelos. Telf: 252960200; Fax: 252960209; e-mail: info@eb23-viatodos.rcts.pt / jornalodespertar@gmail.com Direcção: Professor Jorge Pimenta Equipa: Professor Pedro Ferreira (paginação), Professor Nuno Martins (colaboração); alunos: Ana Teresa Cruz, Isabel Magalhães, Jessica Araújo (todos do 8.º F). Colaboração do Conselho Executivo e dos Departamentos. Tiragem: 800 exemplares. Execução Gráfi ca: Oficinas S. José - Rua do Raio, Braga; Telefone: 253 609 100; e-mail: oficina.s.jose@bragatel.pt

Silêncio (com esdrúxulas) António (vê) búzios, água, lírios… (No) pátio, (o) mármore. (De) súbito, interferência solitária (do) pássaro – música! Perpétuo silêncio mágico. | Duarte, Hanna e Liliana, 7.º C


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EDUCAR PARA A SAÚDE

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Gripe A Gripe A Gripe A Gripe A

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CIDADANIA

No dia 1 de Dezembro, assinalou-se, na escolasede, o Dia Mundial de Luta contra a Sida. Este ano decidimos chamar a atenção para a Sida, que mata, em todo o mundo, quatro pessoas em cada minuto – cerca de 5.700 por dia, segundo a ONU. Alertar, sensibilizar, informar e formar os nossos jovens é, também, uma tarefa e dever da Escola.

Slogan da Campanha anti-tabagismo da UE: “Feel free to say no” (Sê LIVRE para dizer NÂO)

No início do ano lectivo, foram distribuídos a toda a Comunidade Educativa do nosso Agrupamento panfletos esclarecedores sobre a gripe e formas de a combater. As recomendações são sempre as mesmas: lavar frequentemente as mãos com água e sabão, tossir ou espirrar para o braço ou lenço de papel, deitando-o fora de seguida, arejar os espaços, evitar aglomerados de pessoas, não partilhar objectos, evitar a aproximação (um metro) com as pessoas contagiadas e limpar várias vezes ao dia as superfícies sujeitas a contacto manual. Em caso de gripe, deve medir-se a temperatura, pelo menos, duas vezes ao dia (manhã e noite) e registála. Se tiver dores de cabeça muito fortes, dificuldade em respirar, dores de costas ou peito, grande cansaço e expectoração com sangue, o telefone 808 24 24 24 poderá dar uma orientação nos procedimentos a terse.

Pública (DSP) da ARS Norte, em parceria com a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

Fátima Oliveira

Está na página electrónica da Escola o plano de contingência da Gripe A.

Decorreu, na semana de 16 a 20 de Novembro, na Biblioteca da Escola, uma exposição subordinada ao tema: “Tabaco? Não, obrigado!”, para assinalar o Dia do Não Fumador (17 de Novembro). A nossa Escola está a participar no “Programa Escolas Livres de Tabaco” – PELT –, elaborado pela Área de Promoção e Protecção da Saúde do Departamento de Saúde

Este Programa visa contribuir para evitar ou atrasar a idade de início do consumo de tabaco nos jovens escolarizados e tem como principal objectivo promover, nos alunos, competências para a adopção de estilos de vida saudáveis face à influência dos estímulos sociais inerentes ao seu desenvolvimento. O grupo-alvo é os adolescentes – alunos do 7.º ao 9.º ano. Estudos comprovam que a iniciação se dá por volta dos 12 anos. Em cada cinco jovens que experimentam fumar, três tornam-se fumadores

Dia Mundial da Alimentação

E, já agora, não se esqueça de que o lugar certo para os alunos que apresentem sintomas gripais será a sua própria casa, onde deverão permanecer até se curarem completamente. Isso ajudará a que a pandemia não avance. Sendo a escola o elo de ligação aluno/família, esta necessita, por uma questão de eficácia, de ter o máximo de contactos electrónicos dos encarregados de educação. Será agora uma boa altura de todos criarem o seu email. Se o não souber fazer, poderá pedir ajuda ao seu filho ou ao Director de Turma. Na escola haverá alguém pronto a ajudá-lo.

Na sequência da iniciativa, cumpriu-se, no dia 18 de Novembro, na nossa escola, uma formação para Professores (que contou, ainda, com a presença do Representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação), dinamizada pela Dra. Maria jesus Blanco. A formação destinou-se a dotar os professores do 3.º Ciclo de ferramentas e metodologias a serem aplicadas nas suas turmas aquando da implementação dos conteúdos preventivos do Programa antitabagismo. | Professoras: Carmo Andrade Fátima Oliveira

Comemoramos, na nossa Escola, no passado dia 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação, com a distribuição de um copo de sumo de laranja natural a todos os alunos, nos intervalos do seu dia lectivo. Esta iniciativa teve por objectivo incentivar o hábito de ingerir frutas frescas, diariamente, importantes componentes para uma alimentação saudável. A Escola precisa cada vez mais de ser um espaço promotor de saúde, valorizando, através da oferta alimentar, hábitos salutares. A actividade teve grande adesão por parte dos alunos.

CORRIDA DE ESTRADA CONCELHIA

CLASSES DE PIANO

ZM

| ZM

regulares (OMS, 2005).

A vontade cresce. Cada vez são mais os alunos que preferem aprender música em tempos fora das actividades lectivas.

Terça-feira, 17 Novembro de 2009, a Escola EB 2/3 de Viatodos, juntamente com outras escolas do concelho, encontrou-se no centro da cidade de Barcelos para participar numa prova de resistência. A nossa escola participou com 52 alunos, 17 raparigas e 35 rapazes, de vários escalões. Conseguimos obter três medalhas. O Rui Oliveira obteve o primeiro lugar e a Cidália Carvalho e o Vasco Pereira classificaram-se em terceiro lugar nas respectivas categorias competitivas.

Não obstante as ameaças de chuva, as condições climatéricas estiveram muito razoáveis para a prática do desporto ao ar livre, o que veio a tornar a competição ainda mais interessante para todos quantos nela intervieram directa ou indirectamente. Os participantes estão de parabéns! | Andreia Machado e Carla Silva, 9.ºD

Tarefa agradável mas que tem muito que se lhe diga... É a postura do corpo, a posição das mãos, a articulação dos dedos, o pensamento vertical e horizontal da leitura musical e a reacção do piano (que às vezes não reage…), mas a vontade persiste e os grupos lá estão, à hora certa, tentando ocupar o seu pouco tempo nessa aprendizagem que os leva a tornarem-se mais críticos e conhecedores da alma de um instrumento exigente.


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Celebrada, cada vez mais, por todo o país, Amália continua a dar vida a muitos espectáculos e voz aos que a recriam. Contudo, Amália foi, é e será sempre Amália!

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A sua vida foi retratada em documentários, filmes e, mais recentemente, em Musicais. Sabe-se que é oriunda de uma família simples e que cresceu à custa do crescimento da sua voz.

Dez anos se passaram sobre a morte de Amália. Durante este período, nas páginas dedicadas à música deste jornal, nada apareceu relacionado com este assunto. Ultimamente, temos escrito sobre efemérides relacionadas com aniversários de nascimento e morte de compositores dos tempos mais passados. Amália é do nosso tempo e, talvez por estar tão presente, seja tão esquecida.

No panorama musical do fado, Amália foi mais longe que muitos fadistas. O seu repertório sai muitas vezes do tradicional fado do destino, do fatalismo, para passar, ao de leve, por géneros como fado-canção, canções animadas, até chegar a uma música mais profunda, erudita, mesmo filosófica. Além de poemas seus, Amália cantou Camões, Afonso Lopes Vieira, Pedro Homem de Melo, José Régio, Ary dos Santos, Cecília Meireles, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre... A sua voz aguda, límpida, clara e vibrante, adensa e avoluma no

decurso da sua extensa carreira artística. Vi Amália num dos seus últimos concertos no Porto. Valeu! Aí, entendi bem como é que as suas presenças – física e vocal – encheram o palco e aquela sonoridade cheia de nostalgia e poesia envolveram todo o espaço. E se a guitarra trinou ou gemeu, a voz foi tudo. Foi contagiante! Na história da Música, no que se refere às origens do fado, aparece Severa. Famosa fadista, sabe-se dela pela tradição oral e por ter sido retratada por José Malhoa. Amália teve o seu tempo – encerrou-o há dez anos – mas com a particularidade de poder ser ouvida sempre que se quiser, devido às tecnologias do nosso tempo. Amália levou na sua voz a voz de Portugal a países tão distantes como o Brasil ou o Japão. Começou por ser galardoada no estrangeiro, sobretudo em França, onde era admirada e

s de viola

| Turma 5.º D (2008/2009)

Nem toda a gente conhece as “trancanholas”, instrumento usado na nossa música tradicional, sobretudo no Alto Alentejo. Tudo se resume a dois pequenos rectângulos de madeira dura, que ficam presos, um de cada lado, do dedo médio. O som obtém-se pelo entrechocar dos dois pauzinhos ao dar-se um impulso à mão, no acompanhamento rítmico de uma música. O som obtido é semelhante ao das castanholas.

frequentemente convidada. Portugal viria a reconhecer o seu mérito homenageando-a, também, e dando-lhe um lugar de destaque nacional, sepultando-a no Panteão Todas terças-feira as Nacional, em s, o 8.ºB tem aulas Lisboa. É de viola co Professor m o a primeira João Luís professor S de Geogra ilva, mulher a ser fia. Os alunos do 8 recebida lá. nas aulas .º B presentes são: Man Ferreira, uela | Zé Manel Ana Cristina, Joana Aze vedo, Rui Cruz, Sara Sá, An Joana Lem dreia Carvalho, os, Carla A João Silva raújo, , eu, Dominiq Jordan Araújo, e também pa ue Costa – fazendo de Turma, rte da lista o Direct o Todos os professor Nuno Mart r ins. alunos go frequentar stam muit o de a é divertido s aulas, porque toca r viola . Para alé também ca m de toca n rmos, ouvido um tamos. Já foi, incl dueto entre usive, op e o profess or Nuno. Até rofessor João não mal! Adoro as aulas de cantaram viola!!! artins

O cântaro com abano é um instrumento musical muito usado em algumas regiões do país (Peniche, Nazaré, Guarda, etc). O som é produzido pelo bater do abanador na boca do cântaro produzindo assim um som grave, não muito forte, que acompanha ritmicamente a música, substituindo o bombo.

TRANCANHOLAS

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Cântaro (ou bilha) com abano

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CURIOSODADES MUSICAIS

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A ARTE PARA LÁRRRRRRRRRRRR DAS PALAVRAS

os | D o m i niqu e C

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a arte para lá das palavras

Amadeo de Souza-Cardoso

Precursor da arte moderna, tendo falecido prematuramente aos 31 anos de idade, vítima de pneumonia, Amadeo de Souza-Cardozo não teve oportunidade de ver o seu trabalho reconhecido: seguiu o mesmo trilho dos vanguardistas de todos os tempos e de todas as actividades, administrando a incompreensão alheia. À humanidade custa a aceitar novos processos ou ideias e, por conseguinte, para os precursores, a apreciação objectiva e a coroação dos seus esforços dá-se ou no final da vida, ou somente após a sua morte. Nascido em 1887 e falecido em 1918, as primeiras experiências de SouzaCardozo deram-se no desenho, especialmente como caricaturista. Aos 19 anos, mudou-se para Paris, tomando contacto primeiro com o Impressionismo e depois com o Expressionismo e o

Cubismo. Valeu-lhe muito a sua aproximação a Amadeu Modigliani, de quem se tornou grande amigo, compartilhando com ele um atelier e até realizando exposições juntos, em 1911. Preso ainda ao traço, em 1912 publicou um álbum com 20 desenhos e, em seguida, «com paciência de beneditino», copiou o conto de Flaubert La légende de Saint Julien l’Hospitalier, trabalhos ignorados pelos apreciadores de arte. Este último trabalho, depois de ficar por muitos anos nas mãos do editor, acabou por ser adquirido pela própria viúva do pintor, para evitar que fosse destruído. Depois de participar numa exposição nos Estados Unidos, em 1913, voltou a Portugal, onde teve a ousadia de realizar duas exposições, respectivamente no

(1887-1918)

Porto e em Lisboa, causando escândalo entre os seus compatriotas: as suas obras foram criticadas, ridicularizadas e, por breves momentos, houve até confronto físico entre críticos e defensores da arte moderna. Com o término da Primeira Guerra Mundial, em 1918, surgiria a grande oportunidade de desenvolver e encontrar reconhecimento da sua obra, mas Souza-Cardoso não teve tempo para esperar. Morreu nesse mesmo ano e muito tempo se passou até que as opiniões fossem revistas e seu nome ocupasse o devido lugar na história da pintura portuguesa. Em 1925, a França realizou uma retrospectiva do pintor, com 150 trabalhos bem aceites pelo público e pela crítica. Dez anos depois, em Portugal, foi criado um prémio para

A MÁSCARA DO OLHO VERDE CABEÇA Óleo sobre tela

distinguir pintores modernistas, que recebeu o nome de «Prémio Souza-Cardoso». Em 1953, a Biblioteca-Museu de Amarante, sua cidade natal, deu a uma de suas salas o nome do pintor. Em 1958, a Casa de Portugal, em Paris, realizou uma exposição das suas obras. Lentamente, à medida que os preconceitos em relação ao modernismo foram sendo afastados, o nome de Souza-Cardoso ganhou a devida importância em Portugal. Ninguém é culpado. Ele era um visionário, vivia fora do seu tempo, tal como outros tantos, pagou um alto preço por isso. | Professor Cândido Sousa

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OS SONS E A LETRA


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A VOZ DOS MAIS PEQUENOS

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ALÔ... ALÔ… DAQUI FALA CAMBESES

Vindimas na Quinta do Tamariz No dia trinta de Setembro, fomos à Quinta do Tamariz, onde vimos fazer uma vindima. Vimos como funciona o desengaçador, que é uma máquina que separa os bagos dos cangos. Depois, fomos à vinha, onde vimos os trabalhadores a apanhar e a comer uvas. De seguida, lancharam. Nessa altura a engenheira ofereceu uma maçã a cada criança.

“Há o hábito de pensar que se entra numa biblioteca para se procurar um livro. Não é verdade. Sim, por aí se começa, mas o que na realidade se busca é a aventura.” (Eco).

No fim, visitámos a adega, onde vimos os tanques e as cubas. Os tanques serviam para fermentar o vinho e as cubas para refrescá-lo.

Tal como Umberto Eco afirma, eu também busquei uma nova aventura… aceitei um novo desafio. Concorri para ser Professora Bibliotecária e foi-me destinada a Biblioteca da EB1/JI de Cambeses.

Esta visita foi interessante, porque ficámos a saber que existem vários tipos de uvas, como: borraçal, touriga, alvarinho e vinhões.

Esta escola era sede do agrupamento de escolas do 1.º Ciclo “Horizontes do Este”, daí a sua BE/CRE estar integrada na Rede de Bibliotecas Escolares, desde Maio de 2005. Com a reestruturação do parque educativo, este foi extinto e passou a fazer parte do Agrupamento de Escolas Vale d’Este, o nosso agrupamento. Desde então, a BE ficou sem uma coordenadora em exclusividade e era utilizada pontualmente pelas professoras da escola. Daí que, quando assumi as minhas funções, a encontrasse a precisar de muitos cuidados. Aproveito este momento para destacar a cortesia com que fui recebida e desde já agradeço a todas as colegas, professoras Goreti Carvalheira, Armanda Macedo, Alice Carvalho, Lucília Martins e Armanda Oliveira que, penso eu, já me incluíram no seu “núcleo duro” e que sempre mostraram disponibilidade para me ajudar. Início do ano lectivo… Fui conhecer o meu novo posto de trabalho. Tive uma agradável surpresa. Deparei-me com um espaço aprazível, bem situado, amplo, bonito, bem apetrechado… Mas cheio de pó, de aranhas e suas teias… mas também cheio de sol… Percebi que muito trabalho me esperava, (até porque a escola não dispõe de auxiliares da acção educativa suficientes que possam apoiar o meu trabalho) mas também, quiçá, muitos frutos, muitas recompensas…

O pai da Maria levou milho para a escola e todos os meninos foram desfolhar. Quando se encontrava uma espiga rainha, tinha que se dar beijos aos amigos. Havia música: um menino levou uma concertina e nós divertimo-nos muito. Durante a festa houve broa, chouriço e sumos. No fim, arrumámos o lixo.

outras actividades...

Este e outros trabalhos podem ser consultados no blogue: http://actividadeseexperiencias.blogspot.com/

Estou na fase da reorganização do espaço, da arrumação, da operacionalização do equipamento informático e tecnológico, do conhecimento e tratamento do fundo documental… Estou na fase de pôr tudo em funcionamento e a postos para poder receber os alunos, os professores, os Encarregados de Educação, os pais, enfim, todos os potenciais utentes deste espaço que se pretende aberto, de livre acesso, facilitador das aprendizagens para a vida e promotor de cidadãos cada vez mais activos e participativos no desenvolvimento da sua comunidade, contribuindo, assim, para o bem comum. Estou na fase de transformar a Biblioteca Escolar da Escola EB1/JI de Cambeses num espaço atraente, acolhedor e estimulante, onde os alunos se sintam num ambiente que lhes pertence e se habituem a considerar o livro e a informação como necessidades do seu dia-a-dia e como fontes inesgotáveis de prazer e de desenvolvimento pessoal. O tempo encarregou-se de transformar o conceito de Biblioteca Escolar e, então, biblioteca surge como recurso básico do processo educativo, sendo-lhe atribuído o papel central em domínios tão importantes como: a aprendizagem da leitura; a criação e o desenvolvimento do prazer de ler e a aquisição de hábitos de leitura; a capacidade de seleccionar informação e actuar criticamente perante a quantidade e diversidade de fundos e suportes que hoje são postos à disposição das pessoas; o desenvolvimento de métodos de estudo e de investigação autónomos; e o aprofundamento da cultura cívica, científica, tecnológica e artística. Ao desenvolver e promover todos estes domínios, uma Biblioteca Escolar está a cumprir os que devem ser os seus principais objectivos, que são: procurar dar resposta às necessidades específicas de cada escola, espaço inserido em determinada região com linhas socioculturais que a caracterizam; preparar os leitores para a leitura e para acederem a outras bibliotecas (públicas, universitárias); e, principalmente, formar leitores para a vida.

Palestra sobre a poluição

Dia das Bruxas

Dia da alimentação

magusto

Outono

E B 1 D E S I LV E I R O S

A DESFOLHADA NA MINHA ESCOLA

Estou prestes a empreender a segunda fase: a dinamização deste centro de recursos educativos… do contacto com os utentes deste espaço… da tentativa de supressão das suas necessidades… Espero estar à altura do desafio e da aventura que aceitei. Acredito que “o futuro é o produto das decisões que tomamos hoje” (Paul Hurd), dos apoios que tivermos e dos contributos daqueles que acreditam em nós. | Professora Glória Braga


A VOZ DOS MAIS PEQUENOS OCEANO DAS PALAVRAS

Feira de S. Martinho

Trabalhos vencedores do Concurso Literário, inserido no projecto do 1.º Ciclo, «Oceano das Palavras»:

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DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO NA EB1 DE FONTE COBERTA Confecção de uma salada de legumes e leguminosas

1.º ano (obra «De um a Dez da Cabeça aos Pés», de José Jorge Letria): Inês Maria, 6 anos, EB1 de Rio Covo

No dia 15 de Novembro de 2009, realizouse a nossa feirinha. Estava prevista a sua realização no recreio da escola, mas como o dia estava chuvoso, foi realizada na cantina. Todos os encarregados de educação participaram no evento. Pais, professoras e auxiliares trouxeram legumes, frutas, bolos, animais domésticos, pão caseiro, mel … Na feira alguns meninos gritavam: 2.º ano (obra «Grilo Verde», de António Mota):

- Quem quer Kiwis?

Mariana, 7 anos, EB1 de Rio Covo

- Quem quer bolos?

- Quem é que quer coelhos? Decorreu das 8 horas até ao meio-dia. Veio animar a feira um grupo de tocadores de concertinas de Gavião – V. N. de Famalicão. Foi um sucesso, porque muitas pessoas da freguesia foram comprar muitas coisas que serviam para comer. A feira contribuiu para a compra de um retroprojector para a nossa escola. | André Silva, 4.º ano, EB1 de Negreiros

No âmbito do projecto Ler+ (Projecto Oceano das Palavras, no departamento do primeiro ciclo), os alunos do 1.º ano da EB1/ JI de Chavão realizaram um trabalho a partir do livro “De Um a Dez da Cabeça aos Pés”.

3.º ano (obra «O Aquário», de João Pedro Mésseder): Margarida Pratinha, 8 anos, EB1 de Viatodos

4.º ano (obra «O Segredo do Rio», de Miguel Sousa Tavares): Filipe Costa, 9 anos, EB1 de Viatodos | As coordenadoras do projecto Luísa Oliveira e Sara Barbosa

O meu animal de estimação

| alunos do 1.º ano da EB1/JI de Chavão

Eu tenho um animal de estimação Que é uma gatinha muito esperta, Que me aparece sempre no quarto Quando vê que a porta está aberta! Eu gosto muito de brincar com ela, Quando não tem o rabo a abanar Porque quando um gato abana o rabo É porque não quer brincar! Também tenho uma cadelinha Que é de estimação como a gata E quando as duas brincam Logo a cadelinha levanta a pata. As duas são muito engraçadas Tanto a gata como a cadela. Quando a cadela começa a ladrar Logo a gata dá um salto por cima dela! | Rafaela, 4.º ano, EB1/JI de Minhotães

Ingredientes: • Legumes: cenoura, pepino, tomate, alface, cebola, couve roxa, milho, pimento (verde e vermelho). • Tempero: sal, vinagre, azeite, limão, salsa. • Utensílios: faca, descascador de legumes, ralador de cenoura e salsa, avental, bacias, panos de cozinha, travessas, escorredor de alface. • Procedimentos: (Como fi zemos?) Juntámos os legumes que trouxemos e fardámo-nos com os aventais. Descascámos as cenouras, as cebolas, os pepinos e os dentes de alho. Preparámos as folhas e os pimentos. Depois, lavámos todos os produtos hortícolas com muito cuidado. Escorremos a alface com o escorredor e enxugámos os outros legumes com panos limpos. Na cantina, reunimo-nos com os meninos do jardim-de-infância e fizemos uma linda travessa: ficou toda colorida! Temperámos e finalmente provámos os novos alimentos.

Feira do Outono em Cambeses Na passada sexta-feira, 13 de Novembro, realizou-se a 2.ª edição da Feira de Outono na nossa escola. No centro do Polivalente, recriámos o ambiente de feira dispondo as mesas como bancas de mercado. Ao longo do dia, pais e filhos, generosamente, foram trazendo os produtos que posteriormente voltariam para comprar. Legumes frescos variados, fruta e árvores de fruta, doces e pão caseiros, vestuário, galos e coelhos foram animadamente apregoados pelos “vendedores” que, com entusiasmo e empenho, convenciam os fregueses a levar de tudo um pouco. E a verdade é que, em apenas uma hora, esgotámos as mercadorias! Esta actividade, que envolveu toda a comunidade, superou as nossas expectativas.


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DIA DAS EXPRESSÕES

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2008/09 TERMINOU DA MELHOR MANEIRA! a c i s ú m O O período da manhã foi ocupado com o tradicional cicloturismo para toda a comunidade em geral. No período da tarde, as actividades passaram pela pintura, exposições, concertos musicais, ateliers vários, etc. Ao fim do dia, tivemos o prazer de ter entre nós, pela primeira vez, o Grupo de Cavaquinhos do Centro de Dia de Viatodos e o Rancho Folclórico de S. Tiago da Cruz, que nos brindaram com um repertório de se lhe tirar o chapéu! E o dia acabou como nos pediram os visitantes do ano anterior: com um jantarconvívio! O balanço foi muito positivo e mantém-se nas intenções do Departamento das Expressões dar continuidade a esta actividade no futuro. Os dinamizadores, Professores Felizarda, Fernando, Maria João e Zé Manel, agradecem a todos os colaborantes, em especial aos assistentes operativos desta Unidade Organizacional, aos antigos alunos, aos professores e principalmente ao Grupo de Cavaquinhos e ao Rancho Folclórico que, a troco de um “muito obrigado”, nos abrilhantaram de forma incondicional este evento. Bem hajam! Para o final do próximo ano lectivo cá estaremos de novo. Gostaríamos de ver mais caras novas nas actividades e, quiçá, na dinamização da actividade.

Durante todo o dia, esteve em funcionamento o “Painel de Experimentação” (atelier de pintura), o “Atelier Moinhos de Vento” e o “Atelier Marionetas”, onde os alunos, os Pais/Encarregados de Educação e todos os visitantes desta Comunidade Educativa puderam dar asas à sua imaginação e criatividade. Com muita alegria e satisfação foram deixando as pinceladas passear pela tela construindo diferentes objectos plásticos. Estas actividades desenvolveram-se com imenso sucesso e, no nosso entender, deverão manter-se no próximo Dia das Expressões. | O Grupo de EVT

O ano lectivo de 2008/2009 encerrou com o “Dia das Expressões”, no qual o Departamento do Pré-escolar participou com o atelier de construção de instrumentos musicais e o atelier de recorte e colagem. Os educadores foram divididos em dois grupos, ficando estes responsáveis pela manutenção de materiais necessários para o seu funcionamento. Com conchas, botões, paus, canas, canudos em cartão, latas, caixas, revistas, cartões e mais uma série de materiais de desperdício, as crianças, com a ajuda dos educadores, criaram instrumentos e trabalhos, reutilizando e usando a imaginação e a criatividade, sob o olhar atento dos pais e familiares. | Pré-escolar

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| Professor Zé Manel

No II Dia das Expressões, o Grupo Disciplinar de Educação Visual e Tecnológica realizou uma exposição dos trabalhos executados pelos alunos, nas aulas de EVT dos diferentes pares pedagógicos. Foram também expostos trabalhos executados para a Beneficiação Estética dos Espaços Escolares a três dimensões (portas WC Alunos).

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ano lectivo anterior foi encerrado com o Segundo Dia das Expressões, actividade a cargo dos g r u p o s disciplinares de Educação Musical, Educação Visual e Tecnológica, Educação Tecnológica, Educação Física, Ensino Especial e Educação Visual.

cicloturismo Mais uma vez, como já vem sendo hábito, no dia 20 de Junho de 2009, a Escola EB 2/3 de Viatodos, como forma de finalizar o ano lectivo 2008/09, e integrado no II Dia das Expressões, organizou o seu Passeio de Cicloturismo aberto a toda a Comunidade Escolar (Alunos, Pais, Encarregados de Educação, Pessoal Docente e Não Docente). Esta acção de Animação Cultural, Desportiva e Social visa essencialmente promover uma intervenção educativa integrada, aproximar a Escola da Comunidade, fomentar e encorajar os Pais e Encarregados de Educação a participar activamente em eventos culturais e desportivos dinamizados pela Escola, aumentar o grau de abrangência do estabelecimento de ensino como agente de sociabilização e estreitar laços de cooperação educativa tendo em vista a partilha de preocupações educativas. Esta Actividade decorreu de forma descontraída, proporcionando aos seus participantes uma manhã desportiva muito bem passada. | Professor Cândido Sousa

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DIA DAS EXPRESSÕES / A ESCOLA E O MEIO

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À DESCOBERTA DO AMBIENTE As actividades de Educação Tecnológica dinamizadas no II Dia das Expressões foram recebidas pela Comunidade Escolar com muito entusiasmo. Destacam-se, particularmente, a estampagem na técnica de Pouchoir e a exposição de trabalhos. Por exemplo, com o Teste do Nervosismo, a Comunidade Escolar pôde conhecer o modo de funcionamento de um circuito eléctrico elementar e, ao mesmo tempo, pela experimentação, avaliar as suas capacidades de persistência e de precisão em contornar obstáculos que o teste (circuito eléctrico) apresentava. Na estampagem, muitos alunos, Professores e Encarregados de Educação puderam, com esta técnica, decorar várias peças têxteis, como t-shirts, sacos de lanche, naperons, aventais, peças para emoldurar, entre outros.

Somos o 5.º A da Escola EB 2/3 de Viatodos e estamos a desenvolver, no âmbito da Área de Projecto, o subtema “À Descoberta do Ambiente”, dentro do tema geral da escola “Educação Cívica e Ambiental”. Com este trabalho, pretendemos identificar os problemas das freguesias de Silveiros e Grimancelos de onde somos oriundos, de forma a descobrir e dar a conhecer a toda a Comunidade Educativa as potencialidades e as desvantagens de lá viver.

Rosa Cardona

| Alunos do 9.º E / Professora Rosa Monteiro

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Este ano, a turma E do 6.º ano vai realizar um trabalho sobre as suas freguesias: Negreiros e Minhotães.

Para isso vamos trabalhar em grupos de dois, três e quatro alunos com a finalidade de desenvolver a nossa consciência cívica, de valorizar a cooperação e o trabalho de grupo, de promover a criatividade e a imaginação, de desenvolver a capacidade de pesquisa, selecção, organização e tratamento da informação, de promover a interdisciplinaridade e de utilizar as tecnologias da informação e da comunicação.

Assim, os grupos vão surpreender a Comunidade Educativa com tudo o que aprenderem através das pesquisas realizadas. Jornais, Internet, entrevistas, registos fotográficos, inquéritos e diálogos informais junto da população residente serão a fonte das suas investigações. | A turma do 6.º E

notícias frescas

Este projecto será desenvolvido ao longo do ano lectivo, terminando com a apresentação dos trabalhos realizados em suporte digital.

Puderam também dar um passo de dança todos aqueles que apreciam o folclore. No final da actuação, foi servido um jantar-convívio ao grupo e a todos aqueles que nele quiseram participar, não faltando comida e muita animação. Dito pelo Director do nosso Grupo, estaremos sempre presentes em outras alturas que nos solicitarem. Foi com muito prazer, como funcionária desta escola e membro do Grupo Folclórico, que pude mostrar que o folclore faz parte da nossa cultura e que não o podemos, de forma alguma, deixar acabar. Por vezes fazemos muitos sacrifícios, mas é compensatório, uma vez que conseguimos transmitir toda a nossa alegria a todos os que nos rodeiam. Os meus parabéns a toda a organização deste evento, e o meu muito obrigado!

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| Ana Maria (Funcionária Administrativa)

| A turma do 5.º A

feira de s. martinho

Miguel Fonseca

Somos a turma do 6.º D e este ano lectivo, em Área de Projecto, estamos a trabalhar um tema ligado às doenças provocadas pela ingestão de determinados alimentos. Sabem como assunto?

Lígia Marques

No passado dia 20 de Junho de 2009, teve lugar na Escola EB 2/3 de Viatodos a festa anual de encerramento das actividades lectivas (Dia das Expressões). Ao longo do dia, decorreram várias actividades, onde participaram alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Às 19h, deu entrada no recinto desta escola o Rancho Folclórico de S. Tiago da Cruz, a convite do professor José Manuel, a quem muito agradecemos. Foi com grande satisfação que divulgámos o folclore através das nossas danças e dos cantares do Baixo Minho, tais como: Malhão Velho, Adelino Padeiro, Senhor da Serra, Malhão Traçado, Vira de Roda, etc.

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Quim-Zé

6.º E acorda EM GRANDE!!!

Alunos empenhados e confiantes, divididos em cinco grupos, tornar-se-ão detectives à descoberta do melhor e do pior das suas freguesias.

Todas estas actividades respeitaram o ambiente, tendo sido reutilizados vários materiais. Os alunos tiveram o privilégio de ver expostos os seus melhores trabalhos.

DIA DAS EXPRESSÕES

À Descoberta da Nossa Freguesia

A nossa Escola, mais uma vez, abriu fronteiras a toda a Comunidade Educativa, desta vez com a Feira de S. Martinho, realizada no dia 19 de Novembro. Esta actividade foi organizada no âmbito da disciplina de Ciências da Natureza, do 6.º ano, do Ensino Básico, e constou da venda de produtos locais. É de salientar o trabalho colaborativo entre alunos e seus familiares, professores, assistentes operacionais, que proporcionou a concretização desta actividade. Uma palavra de agradecimento para a turma CEF e para os Encarregados de Educação que equiparam a feira com o toldo.

atelier

| Professoras Ana Adelina Lígia Marques

vamos

tratar

este

Criámos um blogue com a ajuda dos nossos professores e um e-mail para trocarmos mensagens sobre este tema. Tem sido um trabalho interessante, criativo, inovador, e que nos tem dado muitas ideias para podermos ajudar os outros na luta contra estas doenças. Sabem das doenças que estamos a tratar? Hipertensão, diabetes, celíaca, colesterol, obesidade, anemia, gastrite… Também nós podemos sofrer com elas! Estas podem ser mortais, por isso é preciso prevenir. Gostaríamos de esclarecer as vossas dúvidas, partilhar informações e fazer entrevistas. Podemos contar contigo?  

areadeprojectodo6d@gmail.com areadeprojectodo6d.blogspot.com

| A turma do 6.º D


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CRONICAGEM

“Viemos em paz, em nome de toda a Humanidade” - A Lua no Homem Em 1865, um ano após ter enviado o Homem numa viagem ao centro da Terra, Júlio Verne levou-nos da Terra à Lua. Lua. Passados 37 anos, o cineasta Geoges Melies realiza o primeiro filme de ficção científica, “Le voyage dans la Lune”. Mais de um século passou desde a visão de Verne e só quando a folha do calendário marcava o dia 20 de Julho de 1969, o Homem, pelo pé de Neil Amstrong, pisava o solo de aspecto empoeirado. Segundo os meus pais, uma das primeiras palavras que eu disse foi lala. Obviamente que eles não compreendiam a que me referia, mas após várias insistências lá acabaram por compreender que lala era nada mais nada menos que “lua”. Passei a minha infância, adolescência, aliás passo a minha vida a olhar para o céu, não à procura de estrelas cadentes, meteoróides que entram na atmosfera terrestre (e que, devido às suas reduzidas dimensões, se inflamam dando origem às tais estrelas cadentes), mas sim daquele satélite natural do meu planeta. Tenho ainda bem presente algumas das vezes em que obrigava os meus pais a olhar para a lua; eu contemplava-a tentando descobrir algo de espectacular. Ao fim de muitas observações, acabei por reparar que apresentava sempre a mesma face para a Terra. Hoje, os períodos de rotação e translação da Terra e do seu satélite explicam-me este facto.

Filmes da minha vida

Com o passar do tempo perdi um caderninho com algumas anotações recolhidas através de consultas a enciclopédias. Na primeira página lá estava a Laika,

o primeiro ser vivo no espaço, que não regressaria à Terra ao lado de Yuri Gagarin, o primeiro a orbitar no espaço e que não teria a oportunidade de ver os seus rivais americanos a pisar o solo lunar. Só não consegui perder esse fascínio pelo Universo, todo esse espaço perdido, à espera. Acabei por estudar e agora ensino uma minúscula parte desse Universo, tentando compreendê-lo dentro dos possíveis da mente e da ciência. Olho muitas vezes o céu e entendo o fascínio do Homem pelo espaço bem como a aventura da sua descoberta. A rivalidade de duas nações levou à procura do vasto e inexplicável infinito, e onde antes caminhavam de costas voltadas, hoje caminham lado a lado, não as duas, mas todas as nações. Realmente, o homem foi à lua, um pequeno passo para ele, um enorme para a humanidade. O Homem que conseguiu chegar à Lua, vencer os impossíveis e os velhos do Restelo, teve na sua mão uma parte do Universo e descobriu que nele existe o silêncio e a paz. Voltou à Terra esquecendo o aprendido. E qual foi a nossa lição? Hoje, decido fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis, sonho com o dia em que poderei fazer uma alunagem no mar da tranquilidade e em que a paz chegue a toda a Humanidade. | Professora Raquel Mendes

 A vida é bela Na vida há coisas que nos marcam, por vezes coisas banais, tais como um filme. E o filme "A Vida É Bela" é, sem dúvida, um belo exemplo disso. Este filme relata valores que vivem presentes em mim e que são essenciais na vida, como a esperança, o amor e, para além disso, a coragem. Trata-se de um filme ao qual ninguém que o veja fica indiferente, porque, apesar de não ser um filme com um final feliz, é um "filme de vida", é um exemplo para todos aqueles que desistem quando se lhe põe um obstáculo em frente do seu caminho. Mesmo que o obstáculo exija de si uma batalha árdua, deve-se lutar até ao fim, tal como Guido fez. Nunca desistas de viver e de ser feliz!

Síntese:

Guido era um homem como tantos outros: trabalhava no restaurante de um hotel, servindo às mesas, numa existência banal. Mas tudo viria a mudar quando este simpático italiano de província conheceu Dora, uma mulher maravilhosa, lindíssima, com quem se foi encontrando constantemente, por acaso. Foi amor imediato, embora ambos não o assumissem abertamente (até por esta estar noiva de um influente executivo camarário). Curiosamente, o jantar onde Dora ia ser pedida em casamento decorreu onde Guido trabalhava… Como ele estava perdido de amor por ela, propôslhe fugirem. No clímax, quando Dora ia ser pedida em casamento, Guido entra num cavalo dentro do hotel e diz-lhe para subir, a fim de fugirem como ambos desejavam… Apesar de saberem a loucura

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RRRRRRRRRRRR

de Roberto Benigni

que cometiam, não voltaram atrás e acabaram por fugir.

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D I S CO S DAM I N H A VIDA

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Não obstante o leque variado de possibilidades que se nos abrem quando procuramos conceptualizar “música” e o “fenómeno musical”, poderemos, sem esforço, situá-los próximo das manifestações susceptíveis de expressar sentimentos e ideias, de modificar o mundo, de o tornar diferente, tendo em conta determinado contexto social e cultural, assumindo, assim, uma característica de comunicação relevante. A história da música caminha, desse modo, de mãos dadas com a do próprio Homem, e não será difícil imaginar que, antes do 25 de Abril de 1974, existisse, em Portugal, uma certa dificuldade em aceder ao que se passava no mundo. Os canais de acesso à música, como a outras áreas, eram muito limitados. É neste contexto que um amigo, regressado dos Estados Unidos da América com meia dúzia de álbuns Long Play na bagagem, representativos da música ali produzida, me pôs em contacto com um plano musical bem distinto daquele que em Portugal se vivia. E a escolha vai para aquele que mais

Passado algum tempo, casaram e tiveram um filho, chamado Jusoé. Eles viviam felizes, até ao dia em que a polícia do Estado, em plena II Guerra Mundial, levou Guido, Jusoé e o seu tio para um campo de concentração. Dora, por não mais aguentar tamanha dor, entregou-se, e foi com eles. Como Jusoé era criança, fazia várias perguntas sobre o que se estava a passar, mas Guido, para o poupar à acabrunhadora realidade, apenas lhe dizia que iam fazer um jogo para ganharem um tanque, como ele tanto queria. E a criança ficou motivada. Viveram dias de terror, o tio morreu, mas Jusoé não entendia o horror daquele quadro; pensava que eram as regras do jogo, que era assim que tinha de ser. Com o fim da resistência nazi e o anúncio da vitória dos Aliados, dão-se as peripécias finais: Guido esconde o filho e, enquanto procura a mulher, é descoberto e assassinado por um soldado nazi. No final, os detidos são libertados pelos americanos e Jusoé é recolhido por um tanque, que o leva ao encontro da mãe. No final, todos haviam vencido: o garoto, que ganhara um tanque; a mãe, que reencontrava Jusoé; Guido, que preservou a inocência do filho; a humanidade, que pontapeava de vez a mão criminosa do nazismo. | Ana Teresa, 8.º F

me marcou, pela representação do estado de alma de um povo, em determinado momento forçado a mudar de continente, sob condições adversas, pela emergência e afirmação de uma classe de profissionais negros, nos princípios da década de setenta, e que, de alguma forma, poderemos ligar à recente eleição do Presidente Obama. Estou a falar dos O’Jays e mais concretamente do seu álbum Ship Ahoy, lançado em 1973, tendo atingido o nº 1 no top norte-americano. Representa, por um lado, a génese do chamado Philadelphia Soul, mostrando uma classe de profissionais negros, emergente – os DJ’s das rádios e das discotecas, nesse então em crescendo de popularidade. O próprio nome do grupo musical é, por um lado, uma homenagem a um DJ de Cleveland, Eddie O’Jay, e, por outro, o relato da odisseia passada pelo povo norte-americano, então arrancado às suas origens, através do oceano. Merece, indiscutivelmente, voltar a tocar no velhinho gira-discos tantos anos depois… | Professor Miguel Fonseca


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