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Sônia Chaves é considerada pelo TCM a pior prefeita de Goiás Segundo fontes, as contas dos exercícios 2017 e 2018 , devem ser rejeitadas pelo TCM e ela pode ser salva pelos vereadores Página7 Distribuição gratuita no Entorno do DF, Brasília e Goiânia

Ano XIII - Edição nº 244 - Distrito Federal e Entorno, de 1 a 31 de Julho de 2019 - fone: (61) 3028-5964 / 98426-5564 e-mail - odemocrata@globo.com

José Humberto, “homem forte”

do governo Ibaneis, anuncia obras para o Gama À frente da secretaria de Governo, gestor elenca incentivo ao setor privado como prioridade.

Centro clínico Life Gama Prédio está localizado no Setor Central, ao lado do HRG Página 3

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Empresários apresentam projeto de expansão do Gama Shopping Página 3


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Julho de 2019

Palavras Cruzadas

Laringe A laringe é um órgão constituído por cartilagens, músculos e membranas que conecta a faringe à traqueia. Exerce função respiratória e fonatória (o som é produzido nesse órgão). Localiza-se na região da garganta, entre a traqueia e a base da língua, da qual é separada pela epiglote, uma espécie de válvula que se fecha durante a deglutição e abre-se para permitir o fluxo de ar durante a respiração.

Pode ser dividida em três compartimentos diferentes: subglote, glote (localizada na porção final da laringe) e supraglote. É na glote que estão as cordas vocais, pequenas pregas que vibram com a passagem do ar e fazem parte do aparelho fonador. A mucosa da laringe forma dois pares de pregas: o primeiro par superior constitui as falsas cordas vocais ou pregas vestibulares. O segundo par inferior forma as cordas vocais

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verdadeiras. Quando o ar passa pela laringe, os músculos podem se contrair, modificando a abertura das cordas vocais e produzindo sons. A emissão de sons é uma característica de diversos animais que possuem respiração pulmonar. No ser humano, a fala é produzida através da modulação do fluxo de ar vindo dos pulmões. Esse ar encontra as pregas vocais, fazendo-as vibrar e assim produzindo pulsos sonoros.

Fonte: drauziovarella.uol.com.br

Emendas parlamentares de

Jaqueline Silva começam a ser executadas A

deputada distrital Jaqueline Silva assumiu compromisso de representar as pessoas de baixa renda e propor melhorias para as cidades satélites, desde a época de campanha e agora, como parlamentar, trabalha para atingir seu objetivo. Nos seis primeiros meses de mandato, a distrital destinou R$ 11 milhões em emendas parlamentares ao orçamento de 2019, que evidenciam melhorias na infraestrutura e educação nas cidades da saída sul do Distrito Federal. Jaqueline Silva destinou R$ 1 milhão em emenda para dar início às obras do terminal rodoviário de Santa Maria. Atualmente, a área na quadra 401 é um espaço sem infraestrutura, que serve como ponto para 11 linhas de ônibus. A deputada trabalhou juntamente com a Terracap e Secretaria de Mobilidade do DF para garantir inédita cessão do terreno destinado para o

terminal. O projeto agora segue para licitação. “Santa Maria possui cerca de 150 mil habitantes e é inadmissível que a cidade continue sem um terminal rodoviário. O projeto representa dignidade e melhoria na qualidade de vida da comunidade após anos de demandas e milhões perdidos em emendas. Agradeço aos esforços e comprometimento do governador Ibaneis Rocha.”, afirma a distrital. De todas as emendas apresentadas pela distrital, 52% já estão liberadas para execução, como a ciclovia e urbanização na DF-483, que liga Santa Maria ao Gama, e construção de dois estacionamentos, próximo às escolas, nas Qd. 100 e 103, de Santa Maria. Quanto à segurança pública, a iluminação de toda a Avenida Alagados será trocada por LED e serão instaladas câmeras de videmonitoramento 24h em Santa Maria. A verba já está desbloqueada e agora, as Secretarias de Obras e de Segu-

rança do DF já trabalham para o andamento dos projetos. De maneira inovadora, Jaqueline Silva destinou também emenda para campanha de castração de mil animais domésticos, como questão de saúde pública e proteção animal. A distrital também já conseguiu a liberação para instalação de papa-entulhos na AC 219 e 105, de Santa Maria, e mais de R$ 540 mil, via Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), para execução de reformas e melhorias nas escolas de Santa Maria e do Gama. Ainda com objetivo de melhorar a infraestrutura das cidades satélites, Jaqueline Silva destinou emendas para obras de calçamento no Setor Sul do Gama, revitalização e reforma de nove parques infantis no Riacho Fundo I, apoio a eventos culturais do DF e mais de R$ 500 mil para reformas em escolas no Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. Outras emendas A deputada também trabalha para conseguir a liberação da pavimentação da vicinal 371, em frente ao condomínio Total Ville. A construtora Direcional está finalizando o projeto para pavimentar os 4,3km de extensão da via, ligando a DF-290 à BR-040 e ao acesso para Santa Maria. Os projetos aguardam licença ambiental do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) para seguir para licitação. No caso da emenda parlamentar para a reforma da feira permanente de Santa Maria, o termo de referência para contratação do projeto está em fase final e a deputada acompanha de perto o andamento.

O Democrata Diretor: Raimundo Nonato de Sousa

Editor: Raimundo de Sousa - Cel.: 61 98426-5564

Jornalista Resp.: Raimundo de Sousa - Reg.JP8391/DF

MDB homenageia

fundadores do partido no Gama Solenidade aconteceu no último dia 24 de junho

Filiados do MDB se reuniram, no último dia 24 de junho, para homenagear gamenses que contribuíram para a construção do partido. Vários pioneiros da legenda foram homenageados, entre eles José Hipólito, Francisco Paiva e Antônio Formiga. Os três desempenham atuação como lideranças do Gama. Das mãos do presidente da agremiação Leonardo Prudente,

EXPEDIENTE

Colunista: Raimundo de Sousa Diagramação: Alex Carvalho - Cel.: 61 99834-0456 Diretor fotográfico: André L. S. Sousa

Fotos: Equipe O Democrata

eles e outros homenageados receberam diplomas destacando a sua atuação junto à comunidade. Antônio Formiga, um dos homenageados, se disse “honrado” com a lembrança. Ericka Filipelli, secretária da Mulher no DF e presidente do MDB Mulher regional, destacou o papel que a regional Gama/ Santa Maria teve para o partido, “no passado e no presente” e re-

Impressão: Gráfica Brasília Agora

Publicação: Mensal Distribuição: Distrito Federal e Cidades do Entorno

Proj SCC S/N Proj. 09 - Sala 716 - Ed. Central - St. Central - Gama-DF - CEP.: 72.404-903 Tels. (61) 98426-5564 / (61) 3028-5964

velou qual era a sua expectativa para o futuro. “O futuro do MDB só pode ser construído com a participação de todos vocês”, pontuou Ericka. “Eu acredito nesse partido, eu acredito na força desse partido e a gente tem a possibilidade de construir um futuro com a participação de vocês”, prossegue.

Este jornal é de propriedade da empresa Democrata Comunicações LTDA. CNPJ:07174200/0001-00

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Grupo empresarial apresenta Julho de 2019

centro clínico Life Gama

Prédio está localizado no Setor Central, ao lado do HRG

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m grupo de empresários apresentou no último dia 13 de julho, um edifício 100% destinado a atividades na área da saúde. O Life Gama, como é chamado o empreendimento, fica no Setor Central do Gama, em frente ao Hospital Regional. e consultórios e oferece mais de 200 vagas de estacionamento inteligente e rotativo para funcionários e clientes. O térreo é destinado a lojas de serviços voltados para a área de saúde e conveniência. Segundo o grupo, a proposta é trazer “o primeiro e mais moderno Centro Clínico do Gama e região, exclusivamente destinado à locação”. Além disso, os responsáveis pelo empreendimento garantem que o projeto foi elaborado “por quem tem tradição na área médica, possibilitando a instalação de

equipamentos de última geração e de grande porte”. O prédio deve abrigar uma gama de especialidades médicas, desde odontologia, clínica geral, cardiologia, e exames de

O prédio tem mais de 15 mil metros quadrados, tem capacidade para até 143 clínicas imagem. Há um andar inteiro de 840m2, dedicado para abrigar equipamentos de radiologia, clínica da mulher e medicina nuclear. “O Gama tem muita coisa de saúde, mas é tudo desagregado”, aponta Pedro Pirez, um dos empresários responsáveis pela obra. “Esse é o único lugar com

a proposta de ser um ‘complexo de saúde’”, prossegue. gião

Desenvolvimento da re-

Com a expectativa de gerar 700 empregos diretos, o Life Gama é um empreendimento que trouxe desenvolvimento para o Setor Central, com as empresas locatárias, e também para a região sul do DF e cidades do Entorno. “Quantos profissionais de áreas aqui do Gama ou próximas queriam expandir o seu negócio. Ou seja, traz emprego e renda e atendimento a quem precisa”, diz o empresário. Entre as empresas que devem compor o empreendimento, estão a clínica de imagem IMEB e Clinigama. O Life Gama foi construído e será administrado pelas construtoras, Milênio, Conbral, Megaenge, com participação da ASO Administradora de Bens e Evollut.

Empresários apresentam projeto de expansão do Gama Shopping tórios, entre outros. Os responsáveis pelo shopping ainda cogitam executar, através de uma Parceria Público-Privada (PPP), a urbanização da área em volta do shopping. Segundo Antonio Júnior, superintendente do Gama Shopping, toda a obra deve ser tocada em um prazo de até 18 meses, depois da aprovação do projeto e captação de recursos. A ideia é erguer as edificações sem interferir no funcionamento das instalações já existentes. “A nova

Os responsáveis pelo Gama Shopping receberam, no último dia 25 de julho, o deputado distrital Daniel Donizet. Ao parlamentar, os empresários apresentaram o projeto de expansão da unidade. Para a obra se concretizar, ainda são necessárias algumas liberações do governo em pon-

tos específicos. A mudança de uma lei, por exemplo, alterou as exigências quanto ao número de vagas para estacionamentos. A diretoria afirma que estuda a melhor maneira para se adequar a todas as exigências legais. Projeto Entre os itens previstos no projeto de ampliação do centro

comercial, está a construção de mais 7 mil metros quadrados. A proposta é entregar até seis salas de cinema, mais uma praça de alimentação – que terá o mesmo tamanho da já existente -, uma “divertilândia”. Além disso, a promessa do grupo é entregar ainda uma área para bancos, clínicas, escri-

estrutura é independente dos pavimentos atuais”, garante. Donizet se mostrou empolgado com a proposta do grupo e elogiou o projeto. “É uma ampliação necessária, que vai gerar muitos empregos no Gama”, afirmou o distrital. O parlamentar disse que está disposto a ajudar os empresários. Empresários negam ações na justiça impedindo concorrência A cúpula do Gama Shopping ainda desmente ainda que

tenha entrado na justiça impedindo a construção de outros shoppings na cidade. Em entrevista ao Jornal O Democrata, um dos diretores da unidade, Antônio Donizete Andrade, disse que é benéfica a vinda de outro empreendimento do mesmo da mesma natureza para Gama. “Eu acredito que a cidade só tem a ganhar com isso. O Gama Shopping não vai ter prejuízos e eu gosto de concorrência”, disse ele na ocasião. A fala dele foi publicada na edição nº 243 do periódico.


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Administração Regional do Gama tapa “buraco das garças” Moradores da cidade colocaram garças de brinquedo no lugar para protestar contra a situação. A foto das esculturas ganhou as redes sociais.

Criminosos perigosos devem ficar a 30 km das cidades, segundo PL de Paula Belmonte

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o último dia 29 de julho, a Administração Regional do Gama realizou o conserto de um buraco na SHIS 02, no Setor Norte da cidade. Moradores da cidade haviam colocado garças de brinquedo no lugar para protestar contra a situação. A foto das esculturas ganhou as redes sociais. O administrador regional José Elias afirmou que o protesto feito pelos moradores da quadra com as esculturas foi “legítimo”. “Eu entendo e a população está certa e deve cobrar mesmo a administração, com ou sem pato e nós vamos procurar atender a todas as reivindicações”, argumenta Elias. Ele informou que enviou as equipes da administração ao local para resolver o problema assim que foi informado sobre a situação. Outros buracos na mesma região também foram

consertados pela administração. “Nesta e na outra semana, a Novacap disponibilizou equipamentos para auxiliar na operação tapa buracos da SHIS 02”, disse. O gestor ainda reconhece que toda a cidade enfrenta problemas com o asfalto. “Temos uma situação muito grave nesse quesito de tapa-buracos, pois temos muita pouca estrutura de atuação. Porém, desde o início da nossa gestão, temos empenhado esforços no sentido de atender à população”, aponta Elias. Ele informa que as equipes da administração estão atuando em toda a cidade e que já existem regiões livres de buracos. “A Administração Regional tapou todos os buracos na SHIS Leste, assim com das quadras 01 até a 13 do Leste, que também foi feita a operação tapa buracos”, enumera José Elias.

O Setor Sul também recebe o serviço, enquanto o Setor Oeste recebe as equipes da administração na semana seguinte. “A Administração Regional do Gama agradece à população gamense que demonstrou empenhada na melhoria da infraestrutura no Gama”, afirmou a Administração Regional da cidade por meio das redes sociais. O órgão ainda ressaltou que caso os moradores tenham outras solicitações, façam o registro pelo telefone 162, pelo site www.ouv.df.gov.br ou procurem presencialmente a administração regional. Outras obras Ainda na SHIS Norte, mas na quadra 01, a rua da quadra que fica próxima ao Estádio Bezerrão passa por recapeamento. O asfalto da rua já foi entregue, entretanto, ainda faltam os serviços de colocação de meios-fios e demarcação das

vagas de estacionamento. Todo o serviço deve estar pronto num prazo entre 20 a 30 dias, afirma o administrador regional. “É uma obra de relevância para a população da quadra e para todo o Gama”, aponta José Elias. “O asfalto estava deteriorado e os moradores solicitavam há sete anos a sua reconstrução”, constata o administrador. Outra obra destacada por José Elias é a reconstrução da praça na quadra 31 do Setor Leste. O empreendimento é tocado em conjunto com um parceiro comercial. “Ontem [terça, 30 de junho] foi feito todo o concreto dos passeios, bem como todo o concreto da quadra esportiva”, relata José Elias. Ele finaliza dizendo que outras praças também devem passar por reformas com a mesma modalidade de obras.

A distância mínima sugerida no Projeto de Lei preza pela segurança de comunidades vulneráveis e dificulta ações de fuga e rebeliões

Nos últimos meses, o Distrito Federal foi surpreendido com a notícia de que presos de alta periculosidade seriam encaminhados para a Papuda. A notícia estremeceu moradores das regiões próximas ao presídio. Para a deputada Paula Belmonte, uma decisão contestável em vista da realidade dos brasilienses, que já são prejudicados pela falta de investimento na segurança pública. Por isso, o Projeto de Lei nº 4112/2019, apresentado pela parlamentar, veda a permanência de presos provisórios e condenados que estejam em regime fechado, sujeitos ao regime disciplinar diferenciado, em penitenciárias, presídios ou estabelecimentos similares próximos a perímetros urbanos. “A distância mínima deverá ser de 30 quilômetros, pela segurança da população, prevista inclusive na Constituição Federal como um direito universal. O poder público

deve garantir a cidadania e dar respostas positivas ao povo que se sente abandonado”, explica a deputada. Segundo o texto do PL, a medida é necessária para reparar a incapacidade de governos anteriores em criar uma estrutura de governança com boas políticas. Fora a estatística da violência, que registra, em média, 60 mil homicídios por ano, a proximidade desses criminosos sugere a instalação de organizações criminosas na região, bem como fugas e rebeliões. Paula Belmonte ressalta que, no DF, essas notícias já circulam e alimentam o medo na população. “Os locais são acessíveis, com entrada e saída facilitada para outros municípios. Precisamos evitar a permanência desses grupos e pessoas envolvidas. O Estado deve, sim, garantir a manutenção e a ordem pública da sociedade e do próprio patrimônio”, conclui a deputada federal.

A educação é a melhor direção.

Uma decisão errada pode destruir muitas vidas. Grande parte dos acidentes de trânsito ocorre por falta de atenção dos motoristas. E uma das principais causas é o consumo de álcool. Muitos motoristas admitem que dirigem depois de beber. Mas tem gente que ainda insiste em arrumar uma desculpa. Se você sabe que é errado e faz assim mesmo, não é acidente. É crime.


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José Humberto, “homem forte”

do governo Ibaneis, anuncia obras para o Gama À frente da secretaria de Governo, gestor elenca incentivo ao setor privado como prioridade. ciso ter um olhar diferente para a cidade.

soas diariamente. Então, essa reforma é fundamental.

OD – E sobre verbas, o senhor tem algum tipo de informação a esse respeito?

OD – Então a Rodoviária do Gama não será desativada nem as linhas transferidas para o terminal do Setor Sul... JH – Não, porque o terminal do Setor Sul tem outra missão. Aliás, a Rodoviária do Gama deve virar um “rodoshopping”.

JH – O governador Ibaneis optou por não olhar o passado, para não ficar falando do déficit de R$ 8 bilhões que recebeu, da dificuldade que tem de girar o caixa, este é um problema muito sério que o governo tem, mas ele preferiu olhar pra frente. Como? Chamando todo mundo, tanto deputado distrital como federal, os senadores, para que juntos a gente possa fazer as emendas e buscar recursos no governo federal, buscar empréstimos fora, com parcerias público-privadas (PPP), pra gente fazer a coisa acontecer, porque se depender só da “fonte 100”, a notícia não

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om sete meses completos, a atual gestão do Governo do Distrito Federal enfrenta muitos desafios em todas as cidades, entre elas, o Gama. A integração entre as políticas de governo nas diversas áreas é responsabilidade da Secretaria de Governo. Em janeiro, o empresário José Humberto Pires de Araújo assumiu a missão de fazer esse “meio de campo”. Há 51 anos no DF, o Humberto dedicou vários anos à frente de suas empresas. Porém, se licenciou por assumir a pasta que funciona dentro da governadoria. “A Secretaria de Governo funciona junto com a Casa Civil. A Casa Civil tem um olhar para dentro, que é a parte de normas, atos legais, a parte de relação institucional e a Secretaria de Governo tem um foco para a parte externa, que são as

Já na gestão pública, o principal objetivo é ouvir a comunidade políticas públicas”, explica José Humberto. Contudo, não é a primeira vez que Humberto assume a Secretaria. Entre 2007 e 2009, na gestão do ex-governador José Roberto Arruda, ele também comandou essa pasta. Anteriormente, entre 2004 e 2006, administrou a cidade de Taguatinga. José Humberto também ficou responsável pela transição de governo da gestão Rollemberg para a atual. Quanto ao Gama, Humberto afirma que a cidade é o polo da região sul do DF e até do Entorno Sul, e por isso, carece de atenção. “O Gama está no centro de uma macrorregião que reúne mais de 1 milhão de habitantes e é o polo de tudo isso. Então, é preciso ter um olhar diferente para a cidade”, argumenta. Confira a íntegra da entrevista que o secretário José Humberto concedeu ao Jornal O Democrata: O Democrata – Qual a diferença entre a gestão pública e a gestão das empresas? José Humberto – O impacto primeiro é um pouco difícil de ser assimilado porque é uma velocidade diferente para

ambas as coisas e também a burocracia e as normas são diferentes. Uma coisa é você tomar decisões que repercutem somente na sua empresa. Já na gestão pública, o principal objetivo é ouvir a comunidade, levantar as necessidades, focar o governo para atender aquilo que a comunidade precisa. E tem toda uma exigência legal que precisa ser cumprida porque você não pode viver à margem da lei, você tem de cumprir toda a determinação legal que impõe a gestão pública. OD – Qual o principal desafio da Secretaria de Governo, a pasta que o senhor ocupa hoje? JH - Na gestão pública há uma complexidade, porque tem que fazer a integração toda de governo. Às vezes, determinado assunto está em várias pastas do governo. E a função da Secretaria de Governo é fazer exatamente isso: a integração das pastas e fazer com que aquele tema ou aquele assunto ou aquela necessidade que a comunidade tem seja atendida com a maior rapidez possível e dentro de uma estrutura que dê segurança jurídica pra todo mundo. OD – E quais são as prioridades da Secretaria de Governo? JH – Esse trabalho da Secretaria de Governo é de ser articulador, em diversas áreas de governo, de fazer as reuniões, acompanhar as obras, as ações, o cumprimento do plano de gestão, acompanhar aquilo que foi feito durante a campanha como

Primeiro é estimular o desenvolvimento

econômico para reduzir o desemprego que está muito grande no DF plano de governo, principalmente aquilo que foi apurado durante a transição [período entre a declaração do vencedor das eleições e o dia 1º de janeiro, quando o novo governante toma posse], quando nós fizemos o diagnóstico da situação anterior e a projeção para os quatro anos, fazendo uma métrica entre aquilo que foi levantado e o

que está sendo cumprido. Esse é um papel muito interessante, mas também é um trabalho de interlocução e de articulação dentro das pastas.

exemplo, nas áreas de desenvolvimento econômico, você tem que dar uma boa estrutura, incentivar as empresas a gerar emprego.

Aliás, a Rodoviária do Gama deve virar um

“rodoshopping” é boa, o dinheiro é muito curto. Mas nós não estamos presos a essa questão. A nossa visão é uma visão mais ampla, de um panorama mais amplo e mais colaborativo, no sentido de que todos os que forem eleitos por essa cidade trabalhem para melhorar Brasília. OD – O Governo fala que grande parte da verba pública está destinada ao custeio da máquina pública. Como resolver isso?

OD – E durante o período de transição, vocês receberam alguma informação que era falsa? JH – Na verdade, durante a transição [de governo] você não consegue ter a profundidade que precisa para fazer um diagnóstico seguro e perfeito para projetar. É um período curto que você tem para mergulhar nos dados que são disponibilizados pra você pelo governo que sai e aqueles que você consegue apurar. Esse foi um papel importante e em todas as áreas nós tivemos dados que são bons e outros que não são tão bons e outros que nós não conseguimos encontrar. Quando você entra para a gestão é diferente. Você já é o responsável porque está na pasta e você tem condições de aprofundar, buscar a fundo um diagnóstico mais correto de uma situação. OD – E quanto ao Gama? Como estão os olhos do GDF para a cidade? JH – No Gama, nós temos uma necessidade de atuar em várias áreas. Primeiro é estimular o desenvolvimento econômico para reduzir o desemprego que está muito grande no DF, mas especialmente em regiões como o Gama. Temos de dar condições para os empreendimentos acontecerem. O governo não tem emprego para todo mundo – aliás, tem pra muito pouca gente. Então, o governo tem que dar um bom ambiente de negócios para o empresário investir e a segurança jurídica para ele investir. Então, por

OD – E como o governo pode fazer isso? JH – Pode ajudar na questão das obras. A obra é uma ‘alavanca para a geração de empregos’. Então, nessa área, o governador Ibaneis determinou que o segundo semestre e no ano de 2020 serão anos que vamos trabalhar muito fortemente nas obras públicas. Uma das obras prioridades no Gama é asfaltar novamente a Avenida dos Pioneiros [‘Pistão Sul’]. Nós vamos requalificar ela toda, recapear, organizar. Isso é uma determinação do governador Ibaneis é pra ser cumprida. OD – E quais outras ações que o GDF pretende realizar aqui no Gama? JH – Também pretendemos atuar na área da saúde, investindo no Hospital Regional, e também nas áreas da educação, segurança, de maneira geral. E vale destacar que pretendemos investir também na área rural. O Gama tem uma região agrícola muito forte, que precisa de uma atenção especial, da Emater, da Secretaria de Agricultura. O fato é: nós temos no Gama, além do que a cidade representa economicamente e politicamente. O Gama é uma das maiores cidades do DF, das mais antigas. Lembro que, na minha época, existia uma “rivalidade” entre Gama e Taguatinga, RA’s 2 e 3, respectivamente. E o Gama está no centro de uma macrorregião que reúne mais de 1 milhão de habitantes e é o polo de tudo isso. Então, é pre-

JH – Mais de 95% do orçamento hoje é gasto com pessoal e com custeio. E ainda tem os 5% restantes que são contrapartidas para qualquer empréstimo que você vai fazer. Ou seja, o dinheiro é realmente curto para investir diretamente da “fonte 100”. Agora, o governador está trabalhando com outras possibilidades, privatizações, é uma coisa que pode entrar recurso no Caixa do Governo, que é importante, outra coisa é parceria público-privada. Nós saímos da classificação “C” para a “B” como capacidade de receber recursos, o que é uma ótima notícia. São coisas que não são fáceis de fazer, mas precisam ser feitas.

OD – Quanto à verticalização do Setor Leste Industrial, o que o senhor acha? JH – Eu sinceramente não sei a quantas anda esse processo, mas sou completamente a favor dele que você tenha condições de criar uma infraestrutura que possa resolver os problemas decorrentes dessa verticalização. Água, luz, esgoto, trânsito. A gente pode ter uma cidade verticalizada, mas que não vire uma bagunça. OD – E os lotes vazios nos setores Leste e Oeste do Gama? JH – Tô muito feliz porque tá todo mundo querendo comprar esses lotes. Os que foram disponibilizados por licitação já foram quase todos vendidos e esses que não são utilizados pelos equipamentos públicos, porque não tem mais demanda, o governo está levantando todos os lotes e quer fazer um novo planejamento urbanístico para a utilização desses lotes e vamos colocar pra vender. Porque no passado, você tinha um planejamento para uma escola, uma delegacia e hoje a demanda é outra. OD – Sobre o parque vivencial do Setor Norte, perto da feira, o que será feito? JH – Aquele parque vivencial vai ser implantado. O IBRAM já está trabalhando nesse projeto. O secretário Zequinha Sarney foi convidado para buscar recursos nessa área para, não só revitalizar os parques, como implantar novos. Esse do Gama é uma das prioridades do Governo. Esse parque ele foi cercado, mas roubaram todo o cercamento. Também tem uma pista de caminhada, um campo de grama sintética, mas isso não foi suficiente. Hoje você chega lá e fica triste, porque foi dinheiro público jogado fora. A gente tem que fazer com que a comunidade cuide disso. Um exemplo foi o Taguaparque, que foi implantado na minha

OD – E quais empresas devem ser privatizadas? JH – O governador já falou da CEB, cujo processo está bem adiantado, da Caesb, que é uma gestão compartilhada, o Metrô, porque o metrô tem que melhorar muito, tem que expandir. São empresas públicas que, buscando parceiros do setor privado, a questão da governança melhora muito, a capacidade de gestão vai lá pra cima e você tem outra perspectiva de investimento. OD – Uma das obras que o gamense mais cobra é a reforma da Rodoviária do Gama. Antes de assumir, o governador Ibaneis reformou, com recursos proprios, os banheiros do terminal. E quando vai vir a reforma de todo o terminal? JH – O projeto está pronto na Novacap e vamos verificar como é que vamos buscar recursos para podermos fazer. Esse terminal tem um perfil estratégico, porque é no centro da cidade, e é por onde passam aproximadamente 45 mil pes-

gestão como administrador de Taguatinga. Mas lá, a sociedade “comprou” o Taguaparque como uma propriedade deles e é isso que temos que fazer no Gama. OD – E qual o futuro da Ponte Alta Norte? O que se pode fazer para que a região não sofra com os mesmos problemas de Vicente Pires? JH – Aquela região já sofre com os problemas de Vicente Pires. O que a comunidade precisa saber? Não dá pra chegar lá e fazer uma rua sem ter um planejamento urbano. Tem que fazer o planejamento urbano, regularizar, pagar as terras e para poder entrar a infraestrutura. As obras mais estruturais vão vir depois da regularização.


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Julho de 2019

Recurso será destinado para melhorias na iluminação pública

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Sônia Chaves é considerada pelo TCM a pior prefeita de Goiás Julho de 2019

Segundofontes,ascontasdosexercícios2017e2018,devemserrejeitadaspeloTCMeelapodesersalvapelosvereadores

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ovo Gama , Luziânia e Caldas Novas são as três cidades goianas mais mal administradas de Goiás no quesito financeiro. É o que aponta o ranking anual do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) divulgado publicamente pela instituição. Avaliando a qualidade das finanças municipais, o órgão compara números e balancetes e elabora lista com os municípios em situação de emergência. Os três, Caldas Novas, Luziânia e Novo Gama, respectivamente, são os que acumularam maiores dívidas, em comparação com suas receitas. Em Novo Gama, administrada pela prefeita Sônia Chaves (PSDB), o município em último lugar da lista acumula dívida anual superior a 25 milhões de reais (25.314.653,07), no abatimento entre receitas e despesas. No ano de 2018, o município arrecadou 135 milhões de reais, mas empenhou mais 160 milhões em despesas em contratos e folha de pagamento. Em Caldas Novas, maior cidade turística do Centro-Oeste, do pepista Evandro Magal, o alto valor de arrecadação, mais de 22 milhões mensais, não foram suficientes para sanar os

empenhos da prefeitura. Enquanto o município das águas quentes arrecadou 264 milhões de reais, fechou 2018 com despesas empenhadas na ordem de 281 milhões, mais de 17 milhões que se avolumaram em dívidas. O rombo constante em Caldas Novas já é refletido na saúde, que está precária e nas ruas, com alto número de buracos. Outro problema do município é a incapacidade de receber recursos federais. Sem as certidões negativas provando a regularidade fiscal, Caldas Novas não consegue receber emendas dos deputados federais e também fica em dificuldades para gerir programas dos governos do Estado e Federal. A situação é idêntica em Luziânia. Lá o prefeito Cristóvão Tormin (PSD) também tem uma alta arrecadação municipal (mais de 376 milhões no ano de 2018), mas programa gastos maiores que isso. O valor empenhado é de 389 milhões, acumulando um saldo negativo de 13 milhões e 637 mil reais. O levantamento é produzido pelo Tribunal de Contas dos Municípios e avalia todas as cidades as 246 cidades goianas. No total, 30 fecharam o ano fiscal no vermelho. Fonte: Madeirada News.

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Raimundão

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DESTAQUE

raimundodemocrata@gmail.com

Edilson Carlos ganha festa surpresa de aniversário

No último dia 13 de junho, o locutor de rádio e DJ Edilson Carlos comemorou os seus 58 anos de idade. A festa foi organizada por seus amigos e familiares, que decidiram fazer uma surpresa para Carlos

no Clube DZ, em Santa Maria. Cerca de 200 pessoas prestigiaram o evento, que foi embalado por canções dos anos 70. Além do repertório nostálgico, os DJs Doda, Golo Rocha, e os locutores Jeferson

Legal e Marcelo B1 animaram a festa. “Quero agradecer à minha família por essa surpresa e dizer que fiquei muito feliz com a homenagem. Chorei bastante”, relembra Edilson.

Clara e Luan se casam em linda cerimônia na Ponte Alta No último dia 27 de julho, o policial militar Luan Silva e a advogada Clara Juliany celebraram a sua união em uma linda festa na Paróquia São Sebastião, Setor Leste do Gama. Padre Thiago, pároco que celebrou o casamento, veio da Itália

especialmente para o momento. Após o tão aguardado “sim”, os noivos recepcionaram parentes e amigos na Mansão Sublime, Ponte Alta Norte, em clima de descontração e muita alegria. Os convidados felicitaram marido e mulher, que iniciam

uma nova vida juntos. Depois da celebração, Luan e Juliany viajaram para o Rio de Janeiro, onde passam a lua de mel. Esta coluna expressa seus cumprimentos e deseja felicidades ao jovem casal.

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