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Lançamentos • Resenhas • Shows • Matérias • Entrevistas e Muito Mais.

Edição numero 36, de 25 de Agosto de 2015 Produzido e Distribuído por October Doom Entertainment

Em Entrevista, o Stoner Instrumental do Red Butcher

#MURRO: Entrevista com os mineiros do Fodastic Brenfers

Funeral Wedding:

Ordeal, do Skepticism é o álbum resenhado esta semana October Doom Magazine | 1


OCTOBER DOOM SOUND’S 2015 UMA PRÉVIA DO OCTOBER DOOM FESTIVAL

IN ABSENTHIA • LES MÉMOIRES FALL • PRAGA • INTO SPECTRUM • AS DRAMATIC HOMAGE • DOWNLOAD GRÁTIS • 28/JUL/2015

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2 | October Doom Magazine


SUMARIO: Capa:

Entrevista da Semana.

Magno Fontolan,

Baterista do Red Butcher, fala sobre a banda e a cena em João Pessoa, na Paraíba. Pág. 4 e 5

Funeral Wedding:

Resenha do álbum Ordeal, do Skepticism Pág. 6

#MURRO:

A Primeira entrevista da Coluna do #MURRO, no October doom Magazine, traz um bate papo entre Vitor Verô e os Mineiros do Fodastic Brenfers

Witchhelm, novo projeto de Sean Kratz (Black April e Lucian The Wolfbearer) e Baphomaster, de Sludge Doom do Rio de Janeiro:

Pág. 7 à 9

Agenda da Semana:

Pág. 10

Fuzz Na Tora, em Curitiba Wolftrucker, em Santa Maria, RS e Murder & Madness Fest, no Rio de Janeiro Pág. 11

Mande sua Sugestão, Critica e Elogio. No October Doom Magazine, você tem vez e voz. Você também pode enviar seu material. Contate-nos. octoberdoom@bol.com.br

October Doom Magazine | 3


ENTREVISTA:

Por Morgan Austere

Red Butcher nasceu na cidade de João Pessoa, Paraíba em 2009. A banda faz um Stoner/Doom Metal de primeira linha com pegadas bem elaboradas pesadas e massivas retratando um cenário caótico e psicodélico (Baixas frequências, afinações abertas, delays, ambientações, blues, soul e rock são as principais características da banda). No ano passado lançaram o EP com o mesmo nome da banda, que conta com seis músicas instrumentais.... Do line-up: Burno Alves (baixo), Magno Zamamba Fontolan (Bateria) e Neto Londres (Guitarra). A banda entrevistada no October Doom Magazine esta semana é a

Red Butcher!!! Morgan Austere: Primeiramente antes de começar

esta entrevista agradecemos pela oportunidade e gostaria de saber quais são as principais influências do Red Butcher? Magno Fontolan: Bem sobre os estilos que influenciaram a gente, basicamente Black sabbath (MUITO SABBATH), Jimi Hendrix e uma pá de banda dos subgêneros destes dois eixos. Também conta o blues e um pouco de jazz. Claro que existem coisas mais modernas, contudo, até eles retornam ao passado, como nós pra buscar inspiração. M.A: Quais as origens banda? É sobre a escolha do nome da banda como foi essa escolha? E o que as letras da banda refletem? E quais são as principais dificuldades que a banda encontra?

Magno Fontolan: Bem a banda começou há uns 8 anos, tinha outro nome (Redasroll), era composta por minha pessoa (magno, o baterista) e neto (guitarra). A gente se conheceu no colegial e cresceu escutando a mesma coisa, contudo eu sempre gostei de umas coisinhas mais pesadas. Ai eu e o neto passamos um tempo distante, rotinas da vida mesmo, então depois de 2,3 anos nos reencontramos, decidimos tocar, por que na época do colegial só ele tocava, eu apenas arranhava bateria. Fizemos uma dúzia de riffs, e umas 7 músicas e começou a dar certo. Fizemos uns dois shows, mas ao vivo nunca conseguimos compensar a falta de um baixo. Bruno já gostava dos riffs, eu e neto decidimos chamar ele para um ensaio, ele tocou baixo, encaixou como uma luva e voilà!! Red Butcher surgiu. O nome é segredo, se o povo souber, ninguém vai querer escutar mais (risos). Somos uma banda instrumental... Dificuldades.... A mesma da grande maioria independente: logística e MOOOONEYYYYY. 4 | October Doom Magazine

Foto por Rafael Passos

M.A: Red Butcher nasceu em João Pessoa, na

Paraíba e está bastante evidente a força do estilo no Nordeste. Bandas Necro e Withcing Altar refletem bem isso. Qual sua opinião sobre a cena do stoner doom metal e o stoner rock no Nordeste?

(Capas dos recentes álbuns de Withing Altar, Necro e o Split de ambas as bandas, respectivamente.)

Magno Fontolan: Bem sobre a cena, está se

movimentando bem mais, todo mundo cansado de ficar parado e fazendo tudo praticamente sozinho, o que é ótimo, auto impulso né? Mas fica aquela lacuna de apoio, normal, como toda cena independente. Principalmente no eixo recife-João pessoa e Natal, esse triangulo aí não para de gerar banda.

M.A: Sobre o Single Magnás como foi o processo de gravação?

Magno Fontolan:

Single Magnás. Arte 2014

O Ep foi: “rapaz a gente precisa gravar ne? Ta bom vamo gravar”, se me lembro bem, uma semana depois foi pra Mardito Discos, montou tudo e pronto, gravou numa sessão só ao vivo.


Foto por Rafael Passos

M.A: Em 2014 a banda lançou o EP hormônino.

Analisando um pouco a capa do Ep notamos uma faca cravada na carne enqunanto letras como Yellow Dog Blues e Cowbow vs Fisherman dão um tom mais psicodélico, como foi a escolha da arte do EP?

Magno Fontolan:

(Ep Red Butcher. 2014)

Rapaz, voltando, não tem letra nas músicas, as músicas são trocadilhos cínicos da gente mesmo ou músicas referenciando algo de alguma conversa. Por exemplo “Magnas”

foi um dia que eu estava cabisbaixo, neto condolente a minha pessoa, chegou com o riff falando “fiz pra vc, meu amor “ (risos), daí o nome Magno + Satanás = Magnás, (risos). A capa foi nosso amigo Diogo Galvão, encima de uma foto, tirada por outro amigo, Rafael passos (fotografo fodastico daqui), que a tirou em um mercado público da cidade.

M.A: Sobre o futuro da banda, já existe uma

possibilidade de um Full-lenght ou esse processo pode demorar um pouco? Magno Fontolan: Sobre o full, já tá todo composto, só falta ligar os mic e gravar, mas nós conhecendo, (risos), não dou data certa, contudo sai esse ano ainda, pode ter certeza, e vai ser bem peculiar, de musiquinha de ninar à peso “chuva de concreto armado”. M.A: Novamente agradeço pela participação da banda em nossa revista. Vocês gostariam de deixar algum recado para os fãs da banda? Magno Fontolan: Para os fãs (a gente tem? (risos) achei que só amigos gostavam da banda): Não confiem em ninguém. E seja o que nosso senhor, o inimigo permitir nessa acaralhação existencial que é a Vida. Quem quiser conhecer mais do som e acompanhar as novidades da banda, encontram todas as informações e links nas redes socias do Red Butcher. Acessem! soundcloud.com/redbutcher facebook.com/redbutcheroficial redbutcher.bandcamp.com October Doom Magazine | 5


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Skepticism – Ordeal

Resenha Por Rodrigo Bueno Lançamento: 2015 Blumenal, SC. Brasil Fundador do site Funeral Wedding Selo: Svart Records Após ter passados longos anos desde seu último álbum “Alloy”, estes finlandeses resolveram apostar numa forma “diferente” para a gravação deste novo álbum intitulado “Ordeal”. No início deste ano eles gravaram de forma “ao vivo” 6 faixas inéditas e ainda deram 2 bônus de seus clássicos funerais para a pequena plateia (lê-se sortudos) presente. A primeira coisa a se notar é a qualidade de gravação, que além de ter um aspecto “live”, não soa como um disco ao vivo como costumamos ouvir por aí. Há sim algumas pequenas intervenções da plateia entre uma faixa e outra, mas podemos sentir toda a atmosfera captada neste material. A inclusão de um segundo guitarrista, como live member, veio a somar, pois nos poucos solos e ou linhas de guitarra, não temos aquele vazio característicos de banda com apenas um guitarrista, isso sem contar que a banda não possui baixista. Apesar do disco todo soar uníssono e músicas com qualidade ímpar, não posso deixar de comentar o meu descontentamento com os vocais, já no álbum anterior eu já não tinha curtido e aqui me soa estranho. Algumas vezes parece estar rachado, mas isso não chega por a perder todo este trabalho, pois você acaba se acostumando. Voltando à parte musical, podemos destacar as faixas: “Momentary”, “The Departure” com o seu andamento melancólico que apenas o Skepticism consegue produzir. “March Incomplete”, esta música é cortar os pulsos já nos primeiros acordes, além de parecer uma filha mais nova do seu clássico absoluto “The March and the Stream”. “Closing Music” é uma excelente faixa para o encerramento do ato antes das duas faixas bônus, que já mencionei no início. Ela é longa, arrastada, nos dá uma impressão de ser uma faixa instrumental até que próximo do final, algumas frases se fazem ouvir. Após seu último acorde, temos alguns segundos de silêncio absoluto até novamente ouvir os acordes de “Pouring” e na sequência, a dispensa comentários, “The March and the Stream”. Como não haveria deixar de ser, mais um ótimo discos dos mestres do Funeral Doom e espero não ter que esperar quase 10 anos até seu próximo lançamento. Ouça sem moderação. Tracklist: 1. You 5. The Road 2. Momentary 6. Closing Music 3. The Departure 7. Pouring 8. The March and the Stream. 4. March Incomplete

Facebook.com/officialskepticism Skepticism.fi/

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Foto: Juha Karvonen.


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Fodastic Brenfers Em Entrevista Por Vitor Verô

Na nossa primeira série de entrevistas com bandas do MURRO, conversei com o Pedro e o Raul, da Fodastic Brenfers, parceiros de movimento, Brenfa e Stoner Barroco de raiz. Falamos de projetos paralelos, shows, um pouco de política e é claro: Rock’n’Brenfa. o documentário do II Rock do Deserto, o Pedro comentou que vocês custaram decidir o nome da banda. Como foi o processo para se montar a identidade da banda e decidir seu nome? Pedro: É, demoramos para achar o nome. Em nossa primeira reunião para discutir a formação da banda foi unânime começar o esquema partindo de um “stoner de raiz”. Essa reunião foi no Brunswick (um bar de sinuca) e eu e uns amigos meus chamavam o bar de “Bruce Willys”, num trocadilho canalha; daí Porco sugeriu de chamar a banda de The Bruce Willis Project (foi a primeira ideia), mas foi deixado de lado assim como várias outras ideias de nome que surgiram. Foram cogitados os nomes; Glive, Yoga, e até Murro foi um nome sugerido num determinado momento. Por fim, depois de uma sauna jamaicana no Porkswagen, ao entrar no estúdio para ensaiar, o Raúl soltou “Fodastic Brenfers”, e o pessoal gostou na hora. E daí o nome foi assentando e depois parecia que não tinha como ser outro mesmo... parecia algo que até já existia no limbo de nossos cerebelos. Raul: Eu falo e a galera acha que é onda, mas eu acordei um dia pensando nesse nome, sonhei com ele, e eu não lembro de sonho nenhum, durmo igual a um animal, só bomba atômica acorda. A gente estava caçando uns nomes meio loucos, como Tonho, Tião, meio “Jeca-Metal”, mas não estava rolando consenso. Eu fiquei lembrando o nome Fodastic Brenfers o dia todo (para não esquecer, saca?), e falei com a galera no ensaio. O impacto foi grande,

não rolou uma aceitação imediata, pois é um nome, no mínimo, “esparrento”. Mas depois de cada um se voltar para dentro de si e procurar a essência do som, acabaram achando o mais doido. V.V: Jamaican Democracy foi lançado em julho do ano passado, apesar da banda ter surgido em 2013. Desde então, como tem sido a rotina de ensaios e apresentações da banda? (Álvum Jamaican Democracy - 2014)

Vitor Verô: Na entrevista que vocês fizeram para

Foto: Jornal O Tempo/Web

Pedro: A gente sempre tenta ensaiar uma vez por

semana, é quase sempre muito difícil conciliar os horários de todo mundo, ainda mais porque um de nós dá aulas no período noturno, muitas vezes fazendo com que tenhamos que ensaiar, em último caso, até em domingos de manhã. Fizemos shows em Itabira e Contagem e vamos tocar em Sabará, dia 15 de agosto agora, no Beco do Rock. Agora estamos para conversar sobre tocar em lugares mais distantes de nossa cidade, mas ainda não há um planejamento efetivo. Em nossa cidade tocamos em datas isoladas nas casas já conhecidas pelo público e em eventos do MURRO, vide Rock do Deserto, Stoner party, etc.Não dá para saber quanto tempo gastamos para compor. Algumas músicas saem mais rápido, outras não. O fato é que agora estamos querendo, além de tocar fora da cidade, criar mais músicas, juntar com algumas que já estão prontas e lançar mais material. October Doom Magazine | 7


V.V: Québec foi gravado pelo projeto Converse

Rubber Tracks, em sua primeira edição em Belo Horizonte. Como vocês foram parar lá e como foi a experiência?

Pedro: O que levou a gente a tal decisão foi a

morosidade pela qual se pautaram as conversas com a Monstro. É sem dúvida um selo massa, pessoal gente boa, mas pensamos que talvez fosse melhor agilizar o processo de lançamento e a gente achou melhor partir para uma via mais prática para nós no momento. A Monstro Records pode ser legal para uma empreitada futura, quem sabe?

V.V: Apesar de vocês virem de projetos paralelos

(Álbum Québec - 2015 - Capa)

Pedro: Quando eu soube, a gente já havia sido

selecionado. Porco inscreveu a gente num dia, e no outro ele me ligou de manhã, contando a boa notícia. Eu ainda estava dormindo e ele falou “Foi mal cara, mas eu tinha que ligar para alguém para contar isso”. E, pô, para quem vive essa vida desgraçada de músico de rock no contexto atual (sobretudo, no Brasil) desde os 15 anos de idade, é muita boa notícia para esse coração maltratado. A gente gravou no Estúdio Minério de Ferro, um dos melhores estúdios (senão o melhor) de Minas Gerais. Imagina, uma sala para cada amplificador, os melhores microfones adequados para o tipo de vocal que a gente manda, só equipamento foda, nós quatro numa sala gigante, gravando sem clique do mesmo jeito que o Black Sabbath, Led Zeppelin e tantas outras grandes bandas do passado gravavam... e ainda sob a competência e orientação de profissionais como o Jean Dolabella, que gostam e tocam rock há muito tempo. Por fim eu tive o privilégio de sentar ao lado do Rodrigo Aires e conhecer a melhor dinâmica de trabalho para selecionar as linhas e mixá-las. Foi sublime.

V.V: Recentemente vocês lançaram o segundo

EP pelo bandcamp e o disponibilizaram para download, assim como o primeiro EP. Ele seria lançado pela Monstro, mas vocês acabaram lançando-o de maneira independente. O que levou o grupo à essa decisão? 8 | October Doom Magazine

bem diversos e que não, necessariamente, dialogam entre si, dá para perceber que o entrosamento da banda vem de algumas referências comuns. Quais seriam essas referências? Pedro: Bom, eu gosto muito de blues de raiz do Mississipi, rock clássico (50, 50, 70) .... Acho que 80/90 já pode ser considerado clássico também, né? Porco gosta de coisa antiga também, tipo Johnny Winter, Jimmy Hendrix, por exemplo, mas acho que é o que mais conhece de som atual; gosta muito de High on Fire, Meshuggah e saca muito de metal e suas oitocentas mil ramificações. Raúl gosta e conhece quase tudo de todos os estilos de música; é um percussionista de fato. Sobre o Marcos, ele conhece muito de cenas independentes do Brasil dos anos 80/90, curte muito o Wilco, e anda agora ouvindo muito música popular brasileira. Mas se for para dizer numa linha, diria que o Marcos adora tocar um baixo. Acho que eu e Raul temos a questão Kyuss/Pantera em comum mais evidente, mas todos nós nos ligamos em diversas bandas que não vou lembrar agora.

V.V: A maconha é constantemente tema central

de músicas e movimentos musicais. Diferente da grande maioria, vocês não parecem se preocupar muito com o lado político da maconha e nem mesmo com o lado “só good vibes” do matinho. Isso foi algo que desenrolou naturalmente ou já era pensado essa abordagem mais cotidiana do uso da erva, com seus altos e baixos?

Pedro: Nunca conversamos sobe isto entre nós, mas

vou refletir aqui: Antes do nome da banda (Fodastic Brenfers) já estávamos tocando, e tínhamos músicas que nem mencionavam maconha (Traíra, Viagem Errada, Nós Cantamos de Galera, Melanoma). Depois, com a letra de Marijuana Solução, a carapuça foi servindo e vieram Beck to The Future, Esparro e Teenage Mutant Ninja Brenfer; transformando a carapuça em, praticamente, uma coroa de cannabis. Mas durante todo esse processo, a gente nunca se preocupou ou parou para pensar na questão “legal” e tal acerca da maconha. Até porque a gente sempre achou maconha muito legal, e saúde é o que interessa.


(Porco, Pedro, Batista e Raul. Foto: Maíra cabral)

V.V: A Fodastic saiu no Open Metalcast #122, do

Metal Injection. Como rolou, foram descobertos e os caras fizeram contato ou só postaram o som no podcast? Qual é a sensação de reconhecimento além-mar?

Pedro: Quem viu a gente foram os caras do Metal

Injection. Entraram no nosso bandcamp, fizeram questão de pagar pelas músicas e divulgaram no podcast deles (Open Metalcast #122). Somos a única banda cantando em português, e isto sequer foi um problema para eles. Ficamos muito felizes de terem feito todo esse movimento de forma desinteressada, puramente pelo prazer de divulgar a música que eles acreditam ser boa. Isto toca no que eu disse na resposta da pergunta anterior; que quem procura conhecer som novo, independente de hype, tem a conduta de extrema boa-fé de pagar, nem que seja um valor simbólico para suportar o esforço e trabalho do artista da música rock, só pode ser quem tem uma relação próxima com a música.

V.V: Vocês são bem ativos na página da banda,

inclusive lançaram o meme “Mocós Inacreditáveis”, onde comentam notícias de apreensões de brenfa em presídios. De onde surgiu essa ideia maravilhosa? Raul: R: A saga “Mocós Inacreditáveis” é uma homenagem “sui generis” à criatividade do brasileiro. Certo dia eu vi a notícia no jornal de um cara que tinha mocado a brenfa no miojo e no caldo knorr e derreti na sagacidade do figura. Foi aí que eu comecei

a pesquisar na internet os mocós mais inacreditáveis que o brasileiro já teve a manha de inventar. Já foram vários os mocós-ninja pesquisados: dentro de mortadela, de bola de futebol, de laranja, beterraba, banana, pacote de papel A4, pasta de dente...rsrsrsr.

V.V: Para encerrar, alguma mensagem para as

futuras gerações do rock/canabismo que estão iniciando os trabalhos em 2015? Fodastic Brenfers: A mensagem que eu gotaria de deixar (e acredito que todos os meus companheiros nessa roques também) vale para todo mundo, e é a seguinte: Procure descobrir o que você gosta de verdade, independentemente de hypes e ondas. Escute o que cada artista tem para dizer com seus riffs e letras. Ache um tempo no seu dia para ouvir música sem ser, andando na rua, trabalhando, dirigindo. Faça uma pesquisa na internet, procure sites, podcasts, blogs que discutam o assunto entre amigos, encontre-os para ouvirem música juntos, fuce os vinis do seus pais, compre a música de quem você gosta, vá a shows e eventos, conheça, apoie e faça parte dos sons que a sua cidade emana. Enfim, seja mais passional com suas escolhas, seja real. Informações, Download sobre os mineiros do Fodastic Brenfers, estão disponíveis nas páginas do Facebook e Bandcamp da banda. Acessem!

Facebook.com /FodasticBrenfers Fodasticbrenfers.bandcamp.com/ October Doom Magazine | 9


O Rio de Janeiro é puro Lodo. Por Morgan Gonçalves

Apesar de muitas bandas de Sludge Doom estarem surgindo em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, Baphomaster é uma grata surpresa de que as terras ensolaradas do Rio de Janeiro também apreciam e produzem essa sonoridade que tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil. Formada em meados de 2014 por Pfeiffer – Vocal; Profano – Guitarra; Mr. Blond – Baixo e Ratto – Bateria, no Rio de Janeiro, Baphomaster mescla elementos de Doom, Sludge e Stoner Metal, com influências de bandas como Electric Wizard, Crowbar, Black Sabbath, Iron Monkey e Saint Vitus. A banda prepara seu primeiro Ep, Bong or Die, cuja capa já foi divulgada e que deve ser lançado até o final do ano. Baphomaster surge para fortalecer a Cena Stoner/Sludge/Doom, que se apresenta em ascensão no Brasil, com trabalhos interessantes e empolgantes. Acompanhe as novidades do Baphomaster no Facebook e Soundcloud da banda. facebook.com/Baphomaster soundcloud.com/baphomaster/

Witchhelm Por Morgan Gonçalves

Mais um projeto do multi-instrumentista Sean Kratz, agora, agregando mais uma vertente do Doom Metal à suas capacidades. Witchhelm é uma banda situada em Akron, Ohio, EUA, que mescla Doom e Stoner Metal, formada entre 2014 e 2015. A banda lançou seus dois álbuns este ano. São eles: Conjuring, em maio e Invocations, em julho. A proposta é simples: riffs viciados, vozes agressivamente melancólicas (ou melancolicamente agressivas) e letras tratando de Ocultismos e Para-normalidade. Com Sean nos vocais e Baixo, o line up da banda se completa com Justin Fiorille – Guitarra; Josh Nally – Guitarra e 777 – Bateria. Bandas como Cathedral, YOB, Black Sabbath, Orchid, Pagan Altar, Pentagram, Ahab e Electric Wizard são facilmente percebidas como influências do trabalho mais recente de Sean, que administra seu tempo entre seus outros projetos Black April, de Thrash Metal; Benighten Empire, de Black Metal e Lucian the Wolfbearer, de Doom Metal. O primeiro registro do Witchhelm foi a single Phooka, assim como o debut Conjuring, foi lançada em maio deste ano e em julho, o mais recente álbum, Invocations, foi lançado na forma de continuação de Conjuring, ambos com sete faixas. Por fim, Witchhelm é um projeto recente, de um cara que já está nesse ritmo há bastante tempo e que não costuma decepcionar. Por isso fica a dica. Acompanhe a banda nos canais do facebook e bandcamp, pois com certeza, teremos mais lançamentos do Witchhelm em breve. facebook.com/witchhelmdoom witchhelm.bandcamp.com/ 10 | October Doom Magazine


AGENDA:

Mais uma sequência de eventos movimentando a Cena Underground Brasileira.

Fuzz Na Tora!

Este final de semana começa na Sexta-feira com o Fuzz Na Tora, que acontece pela segunda vez. Nesta edição, rola o lançamento oficial do Volume 1, álbum de estreia do Pantanum, que despertou interesse de público e crítica dentro e fora do Brasil. Para o evento, também estão convidados os caras do Muñoz Duo, finalizando sua mine turnê. A terceira atração confirmada é o Cassandra, também de Curitiba, que também lançou seu debut Autumbra recentemente, e finalizando, o La Vantage, de sonoridade, por assim dizer, viajante. A Realização da noite é do Coletivo Babalon, com apoio do bar Damadame, do stúdio Caravela Tattoo, da casa 92 Graus The Pub Underground e claro, do October Doom! O 92 Graus fica na Av. Manoel Ribas,108, Curitiba e as entradas custarão R$10 na portaria do evento. Vale lembrar que a iniciativa tem por finalidade principal, fortalecer bandas e projetos do Stoner/Doom Nacional. Mais informações, acesse a página do Coletivo Babalon: facebook.com/777babalon Para mais informações, acesse a página do evento no facebook: facebook.com/events/1468489983474781/

The Return of Wolftrucker

No dia 29, a noite acontece no Boteco do Rosário, em Santa Maria, RS, onde se apresentam os caras do Wolftrucker, de Porto Alegre. RS, tocando seu Rock’n Roll autoral. A abertura da noite fica por conta de Carlos Moraes, com seu Instrumental de guitarra. As apresentações começam às 22 horas as entradas ficam por R$15,00 O Boteco do Rosário fica na Rua do Rosário 400, Santa Maria, RS e mais informações estão disponíveis no link: facebook.com/ events/1468903266745749/

Murder & Madness Fest

E finalizando o role, O Studio Hanoi recebe o Murder & Madness Fest, com as bandas Redentor, Baphomaster, Bongatron e The Breach. A noite se torna especial, já que os caras do Redentor gravarão o show. O Stúdio Hanoi fica na Rua Paolo Barreto 16, Rio de Janeiro. A noite é organizada pela Attitude produções, os ingressos saem por R$15,00 e mais informações estão disponíveis no link: facebook.com/ events/1643428269275187/ October Doom Magazine | 11


Expediente: O October Doom Magazine é feito de Amizade, Cooperativismo, Força de Vontade e Amor pelo Doom, Sludge, Stoner e Gêneros afins. Aqui, algumas das pessoas e iniciativas que tornam o ODZ possível:

Editor Chefe: Morgan Gonçalves Edição: Morgan Austere Revisão: Solymar Noronha

Rodrigo Bueno Luan Monteiro Leonardo Reis Guilherme Rocha.

Fábio Mazzeu • Luiz Z Ramos • Luiz Bueno

• Thiago Rocha • Vitor Verô • Rodrigo Nueva • Vinicius Fiumari • Edgard Guedes • Bruno Gerasso • Rodrigo Reinke • Henrique Parizzi • Merlin Oliveira •

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E muitas outras pessoas que apoiam essa iniciativa direta e indiretamente. Obrigado à todos. October Doom Magazine. #FeelTheDoom

October Doom Magazine Edição #36 25 08 2015  

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