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Edição numero 27, de 23 de junho de 2015 • Produzido e Distribuído por October Doom Entertainment

Entrevista da Semana:

M26: História,

Música e Poesia.

Funeral Wedding:

Vin de Mia Trix

Doom/Death Ucrâniano

Pág. 06

Pág. 4 e 5

Coluna do Leitor: Sludge/Drone/Doom from UK.

Undersmile. Pág. 03

Agenda da Semana:

Metal Extremo em BH, com o

ORDERED TO KILL #9. Pág. 03


Bandas, MĂşsicos e Produtores.

Enviem seu Material, Resenha ou Biografia. Seu Trabalho pode estar no October Doom Magazine e ser visto por mais de 3 mil pessoas por semana. Email: octoberdoom@bol.com.br


Agenda da Semana:

Coluna do Leitor. Por Morgan Gonçalves

Por Morgan Gonçalves

Banda: Undersmile.

Sugestão de Thiago Freitas, Manaus. AM. Brasil. Formada em Oxfordshire, no Reino Unido, Undersmile iniciou suas atividades em 2009, e apresentou seu primeiro trabalho no ano seguinte. O EP “A Sea of Dead Snakes”, que continha cinco músicas que já expressava muito bem o propósito do quarteto formado pelas belas Taz Corona-Brown e Hel Sterne, ambas nos vocais e guitarras, pelo baixista Olly Corona-Brown e pelo baterista Tom McKibbin, flertando entre o Sludge, Stoner, Drone e Doom Metal. No ano seguinte, os Ingleses participaram de um Split, com outra banda inglesa, o Caretaker, que por sua vez, possui sonoridade entre Post Metal, Hardcore e Progressive. (Undersmile. Foto: Site Metal Archive) Em 2012, foi lançado o primeiro full da banda, intitulado “Narwhal”, com 10 músicas e atraiu olhares de diversos canais de mídia underground pelo mundo e, com mais densidade e peso, elevou o nome da banda à um novo patamar. No mesmo ano, a segunda faixa do álbum “Narwhal”, “Milk”, ganhou um Vídeo Clipe, onde se pode ter noção do trabalho desenvolvido no disco. 2013 foi marcado por duas produções realizadas em conluio com outros projetos: Wood & Wire, que foi um encontro entre Undersmile e o projeto paralelo “Coma Wall”, também dos integrantes do Undersmile. O Split possui seis músicas, sendo três de cada banda. A segunda co-produção do Undersmile em 2013 foi o Split com Bismuth, um duo de Drone Doom Metal também do Reino Unido. Por fim, 2015 é o ano do recémlançado “Anhedonia”, segundo full da banda, com sete músicas ao todo, que também foi lançado em vinil duplo. O álbum foi lançado pela gravadora Inglesa Black Bow Records. Todos os trabalhos da banda e informações estão disponíveis nos links do Facebook e Bandcamp da banda. Acesse:

Facebook.com/Undersmile Undersmile.bandcamp.com

(Undersmile - Anhedonia - 2015. Capa)

>>Você conhece uma banda de primeira e acredita que o mundo precisa ouvir esse som? Mande o nome e qualquer link da banda para gente, e sua banda preferida pode estar na nossa Zine nas próximas edições.<<

ORDERED TO KILL #9 Belo Horizonte é mais uma vez, centro das atenções, quando se trata de Metal. O Ordered to Kill Metal Fest 9, acontece no próximo dia 26, às 21;00hrs, na Matriz Casa Cultural, com as presenças dos Chilenos do Metal Grave, tocando Heavy Metal e dos Mineiros do Agnata Fides, de Black Metal, em sua primeira apresentação ao vivo; Witchkross, de Heavy Metal e Abasbaron, de Death Metal, sem deixar de citar os caras do Escória, que vem do Pará.

Os Ingressos do Evento custam entre R$20 e R$40,00, dependendo do Lote e podem ser Adquirido nos seguintes postos: - Loja. Purple Records | Galeria do Rock, Praça Sete (31) 3201.11.87 - Armani Tatto | R. Antônio de Albuquerque, 468; Praça da Savassi (31) 3261.77.65 - To Mega Therion | R. das Indústrias, 147; Novo Eldorado, Contagem (31) 3391.04.35 - Banca do Fabiano | Box 04, Shopping Popular de Betim (31)3532.41.25 Quem organiza a parada toda é a galera da Rádio WebRoots. Para mais informaçoes, acesse o link do evento clicando AQUI.


Entrevista da Semana: Por Morgan Gonçalves

M26.

Com quase dezoito anos de estrada, a banda

gaúcha alcançou status de referência na música obscura brasileira e recentemente retornou de um hiato que durou nove anos e lançou em 2014, seu primeiro álbum Full-Length, sob o nome de Misantropia. Está semana, nosso papo foi com os membros Jean Gularte e Paulo Momento e eles nos trouxeram algumas novidades e muito mais sobre o M26. Morgan Gonçalves: A banda foi formada em 1997

e foi no mesmo ano que a demo Outubro foi lançada. Este trabalho foi responsável pela apresentação da banda ao cenário brasileiro. Como a banda define esse início da carreira e o legado de “Outubro”? Paulo Momento: Hoje vejo com certa nostalgia essa época... o que nos faltava em conhecimento e técnica, sobrava em vontade. Sabíamos muito bem o que queríamos fazer, em uma época em que as mentes eram bastante fechadas no cenário Metal, procurávamos manter as mentes abertas para diversas influências, estávamos construindo nossa sonoridade, queríamos soar pesados e obscuros e creio que conseguimos, dentro de nossas limitações. Até hoje há pessoas ouvindo aquela demo, recentemente achei as músicas no You Tube que alguém ripou da fita cassete... e o melhor mesmo é ouvi-la com aquela qualidade típica de fita, o que deixa tudo muito mais nostálgico!

M.G: Uma curiosidade que rola é o significado do

nome. Qual o simbolismo do M26? Jean Gularte: Essa é uma pergunta um tanto difícil de responder, pois quem nomeou a banda foi o Ronaldo Campello e não sabemos ao certo o que ele quis significar ou simbolizar com esse nome. Pesquisando o termo M26 pode-se encontrar desde uma galáxia, um tanque de guerra, um rifle, uma granada, ou uma banda de Dark Metal... Deste modo, hoje em dia, dizemos que M26 é apenas um nome, sem simbolismos ou significados.

M.G: Em 2000, a banda passou a ter no elenco, a

vocalista Carla Domingues, que havia participado da produção do Cd Promocional “Sentimentos Sombrios”, que desencadeou shows, inclusive no Uruguai. Como foi essa mudança na estrutura da banda, com a entrada de Carla, nos vocais do M26?

Jean Gularte: Em “Sentimentos Sombrios” o

contraste entre os vocais guturais e screamings do Ronaldo e os vocalizes líricos da Carla criou uma atmosfera lúgubre que fez jus à poesia sombria das letras, isso pode ser notado em músicas como “Vejo a dor” e “Entre as ruínas do caos”. A meu ver, com a entrada da Carla a sonoridade da banda começa a ser mais claramente delineada. Paulo Momento: Ter tocado em diversos lugares foi trabalhoso, dispendioso, mas serviu para mostrar que não estávamos para brincadeira e trouxe mais reconhecimento para o nosso trabalho.

M.G: Em 2001, após a saída do vocalista Ronaldo

Campello, você passou a fazer parte permanente do M26. Como surgiu esse convite e a responsabilidade de substituir um dos membros fundadores da banda? Jean Gularte: Acompanho a M26 desde que surgiu como projeto e sou amigo da maioria dos músicos que já passaram pela banda bem antes dessa existir. No primeiro show da M26 eu operei a mesa de som, ou seja, sempre estive por perto, seja assistindo ensaios, ajudando na organização de eventos, operando o som, como roadie.... Então fui convidado a participar da gravação de Sentimentos Sombrios fazendo algumas linhas de flauta e segui acompanhando a banda como fã e amigo. Um dia, lá por 2001 o telefone tocou, era o Torrado (André Lisboa) me comunicando que o Ronaldo havia deixado a banda e que eles haviam pensado no meu nome para substituí-lo, assim surgiu o convite. Quanto à responsabilidade em substituir um dos fundadores da banda, o que posso dizer é que no começo foi bem difícil, pois sempre fui admirador, sobretudo, da poesia sombria escrita pelo Ronaldo e também do timbre e potência do seu vocal e logo que entrei para a banda, costumava comparar o meu estilo com o dele e achava que não ia agradar os fãs da banda, mas com o tempo isso passou e fui me sentindo mais à vontade.


M.G: Outro lançamento que merece destaque na trajetória

da banda é “Solidão”, que recebeu excelente critica na revista RoadieCrew. Mais uma vez a banda apresentou qualidade sonora, com a voz de Carla em sua melhor forma e profissionalismo na produção do material. Como é o clima nos ensaios e entre os integrantes? Paulo Momento: Nessa época já estávamos mais maduros musicalmente enquanto banda, nada como o tempo de estrada tocando junto para criar essa empatia musical, quando um já sabe o que esperar do outro, quando a música flui mais naturalmente... O clima nos ensaios sempre foi dividido entre esforço e descontração. Ambos são importantes. Nos primeiros anos de banda, nossos ensaios duravam praticamente um dia inteiro, a gente tocava, parava, dava um passeio na praia, tomava um chimarrão, depois fazia uma janta ou pedia uma pizza, tomava umas cervejas ou vinhos, trocava ideias.... Hoje como moramos em (M26 - EP Solidão - 2005 - Capa) cidades diferentes, quando nos juntamos para ensaiar é tudo muito rápido, então a gente tem que tocar e beber ao mesmo tempo M.G: Depois de um intervalo no ano de 2013, a banda retorna e em meados de 2014, lança seu primeiro álbum comercial, Misantropia, que traz influencias de todos os momentos do M26 aqui. Qual a profundidade desse álbum, considerando os 18 anos da banda? Paulo Momento: Misantropia condensa toda a nossa história em um único álbum. O CD esteve engavetado por muito tempo, o esforço que tivemos que fazer para que ele fosse lançado foi hercúleo, exigiu uma dedicação anormal de todos. M26 é uma entidade maior que todos nós juntos. Seria injusto não lançar esse material, até porque as músicas soavam atemporais mesmo dez anos depois, livres de qualquer modismo.... Demos nosso sangue e suor, fizemos nosso melhor, e aí está o resultado!

M.G: Hoje, com o elenco definido como Jean Gularte (vocal),

Carla Domingues (vocal), André Lisboa (baixo e vocais de apoio), Patrícia Porto (baixo, violão e vocais de apoio), Gabriel Porto (bateria e teclados) e Bruno Añaña (guitarra), a banda vive um momento positivo, com a recente participação do Festival Rock e Poesia, realizada em maio deste ano. O que a (M26 - álbum Misantropia - 2015 - Capa) banda espera e planeja para os próximos passos? Jean Gularte: Tocar no Festival Rock e Poesia foi um alento. Não, foi mais do que isso. Foi um sopro de vida que nos deixou despertos e prontos para encarar o que vier. Nossos planos são de promover o Misantropia e voltar a compor, para que a M26 tenha ainda muita história pela frente e que cada vez mais pessoas conheçam nosso trabalho, do qual muito nos orgulhamos.

M.G: Meus caros Jean e Paulo, findamos aqui nosso proza, mas antes de nos despedirmos, este espaço é

reservado para a banda fazer seus agradecimentos, pedidos, cobranças, elogios e tudo mais. Jean Gularte: Gostaria de agradecer à October Doom por este espaço, muito importante para nós e, sem o qual, nosso trabalho seria, sem dúvida, mais árduo. Também quero agradecer a todos nossos amigos e ao nosso público fiel, que sempre nos deram suporte e incentivo para nunca desistirmos e, assim, chegarmos nesse bom momento que vivemos hoje. Paulo Momento: Valeu, Morgan! O underground precisa de pessoas como você, verdadeiros apoiadores. Um abraço para todos que se identificam com nossa música! Para Conhecer mais sobre o trabalho maravilhoso, realizado pelo M26, basta acessar as páginas da banda no Facebbok e Reverbnation.

Facebook.com/m26band

Reverbnation.com/m264


no October Doom Magazine Resenha Por

Guilherme Rocha

Florianópolis, SC. Brasil Colaborador do site Funeral Wedding

Vin de Mia Trix - Once Hidden From Sight Lançamento: Ago/2013 • Selo: Solitude-Prod

Em atividade desde 2009 esta banda de origem ucraniana lançou seu primeiro trabalho apenas em 2013, mas podemos atestar que de fato toda essa demora para lançar o primeiro trabalho foi bem gasto e justificado na sonoridade estupenda que é este álbum. Muito provável que este álbum não agrade a todos, por ser um pouco “arriscado” demais. Quando digo arriscado não quero dizer que o grupo foge do contexto Doom/Death Metal que é o que o grupo propõe na sonoridade e sim que os músicos abordam e usufruem muito bem de seus instrumentos (em especial o baixista, Alex Vinogradoff pelo incrível timbre do baixo que é evidente no álbum todo) para criar uma sonoridade diferenciada, dessa maneira conseguindo o destaque e atenção a mais do ouvinte. O som é muito bem trabalhado, muitas vezes beirando o progressivo, mas não comprometendo o bastante para merecer tal rotulação. Por ser um álbum longo (contendo 8 faixas e somando 64 minutos de duração) o grupo teve de trabalhar uma maneira de não deixa-lo cansativo e teve um imenso sucesso, aplicando criatividade e mudanças de andamentos muito bem sacadas. Outro ponto positivo são os vocais de Andrew e de Alex (back vocals) que são sempre marcantes seja nos corais, limpos ou guturais. Pra deixar bem claro o que eu quero dizer o ouvinte pode ouvir diretamente à canção, “Metamorphosis”, que pode ser definida como a melhor faixa do álbum, trazendo todos os elementos citados antes. Não gosto de ser repetitivo, mas é difícil não atribuir méritos ao leste europeu quando se trata de Doom Metal, pois vem se mostrando um nicho extremamente propício para o surgimento de bandas de qualidade deste gênero que tanto apreciamos e esperemos que continuem assim, Doom.

Tralist:

1. A Study In Scarlet 2. Nowhere Is Here 3. La Ou Le Reve Et Le Jour S’effleurerent 4. The Sleep Of Reason 5. Silent World 6. La Persistencia De La Memoria 7. Metamorphosis 8. Matr

Facebook.com/vindemiatrixdoom Vindemiatrix.bandcamp.com

Foto/Arquivo Banda


October Doom Magazine edição #27 23 06 2015