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Edição numero 26, de 16 de junho de 2015 • Produzido e Distribuído por October Doom Entertainment

Capa:

Shape Of Despair lança novo álbum Monotony Fields Pág. 4

Barabbas:

Entrevista da Semana:

Moonlight Scream

Post Black Metal do Pará Pág. 2/3

Coluna do Leitor: conheçam os Chilenos do Lapsus Dei

Pág: 6

Funeral Doom Instrumental Alemão Pág. 6

Feneral Wedding:

Conheça o som Russo do Sequoian Aequison Pág. 5

Agenda da semana:

Belo Horizonte recebe o Mangabeira Fest

Pág. 3


Entrevista da Semana: Moonlight Por Morgan Austere

Scream

Moonlight Scream e um projeto one man band criado por (Sodomizer) situado na cidade de Belém – Pará. Nas primeiras demos podemos notar uma mistura de Dsbm com Death Metal algo bastante experimental. Com o tempo o projeto foi assumindo sua própria identidade se inspirando no Post-Black Metal se espelhando em bandas como Lantlôs. Moonlight Scream conta com quatro demos intituladas Moonlinght Scream de 2012, Isolation de 2013, Horror de 2014 e a demo Insomnia de 2015 além de contar com um full-lenght My Ilussion, lançado em 2015. Morgan Austere: Primeiramente eu gostaria de agradecer a você por conceder esta entrevista ao “October

Doom Magazine” é uma honra em primeiro lugar. Quais as influências da banda e a influência pessoal de vocês? Sodomizer: Fico lisonjeado pela participação nesse Glorioso Artefato feito de guerreiros para guerreiros do Underground e, diga-se de passagem, material com qualidade, que ainda é raro de se ver aqui, muitos associam o underground ao amadorismo, ao conceito pífio do “faça de qualquer jeito que vai sair bom”, fico feliz por não seguir tais ideias. Minha influência pessoal é muito variada, escuto de tudo relacionado a boa música, a música calma e a música extrema, das canções da Bossa Nova até o Brutal Death metal. Musicalmente tenho um pensamento bem aberto, gosto de absorver tudo que soa interessante, acredito que essa versatilidade me dá conhecimento para me ingressar em projetos com mais qualidade. M.A: Como surgiu o “Moonlight Scream? Sodomizer: Projeto-Solo que surgiu em 2012 com uma ideia que tive de misturar a atmosfera suja e sombria do DSBM ao Odioso Death Metal, influenciado no Orgiastic Perversion que também puxava para esse lado, só que o grito ao luar (Moonlight Scream) seguiu mais especificamente o lado mais depressivo e pessoal, a ideologia do projeto se baseia nas dores e no ódio pessoal contra o mundo, Influenciei-me em Hypocrisy, Belphegor, Make a Change... Kill Yourself, Happy Days entre outros nomes dos gêneros citados, gosto muito de lidar com essa personalidade. Migrei do DSBM/Death Metal para o Post-Black Metal, Influenciado em Shyy, Alcest, Lantlos, Amesoeurs, Night entre outras.... Ficou bem mais suave o som, com mais acréscimos de vocais cantados, mas sem perder a agressividade do som extremo. M.A: A banda conta quatro demos intituladas “Moonlinght Scream” de 2012, “Isolation”, de 2013, “Horror”, de 2014 e a demo “Insomnia”, de 2015 além de contar com um Full-Lenght “My Illusion”, lançado em 2015” Como é o processo de gravação dos álbuns da Moonlight Scream? Sodomizer: Todas as gravações de Moonlight Scream são caseiras, nunca fui e por enquanto não pretendo entrar em estúdio para gravar enquanto o som não exigir a qualidade necessária. Contarei um pouco sobre todos os trabalhos: Moonlight Scream (2012): Foi o piloto do projeto, não teve lançamento oficial e nem teve distribuição, gravei com um Violão distorcido (Risos) duas faixas e um instrumental acústico; Isolation (2012-2013): Esse sim, foi lançado oficialmente pela Extinta NorDeath Distro com prensagem de 1000 Cópias e Encarte com letras embutidas, até hoje tenho disponível para vendas e trocas esse material, contém 4 faixas inéditas e mais um cover da banda Empty of Darkness, Horror (2014): Essa Demo não teve grande expressão, ela teria um lançamento pela Misanthropic Existence records, mas nada aconteceu, porém, em Macapá, a Aeons do Norte fez um lançamento limitado. Esse ano tem tudo para acontecer o lançamento pela (Moonlight Scream. My Illusion - 2015. Capa) interior Soul (RS) do Debut-CD “My Illusion”, que passou


por vários atrasos, e deveria ter sido lançado no início do ano, mas estamos no aguardo, a Demo mais atual “Insomnia” retrata a mudança do gênero, as ideias perderam expressividade e as músicas ficaram cada vez mais perdidas, recoloquei e organizei melhor esse material. M.A: Você participa das bandas Blasphemous Sexfago, Dark Malediction, Libidinous Suspirus, Morbidead, Orgiastic Perversion, (Moonlight Scream. Horror - 2014. Capa) Dark Profanation (live), exDefecation of Putrid Blood, ex-Sumatra. Como você lida com tantos projetos paralelos? Sodomizer: De todos esses projetos, apenas o Libidinous Suspirus é a banda oficial que ensaia e faz Shows, no Dark Profanation, faço uma participação especial nos ensaios e shows, Dark Malediction e Blasphemous Sexfago, são projetos à distância, onde eu apenas gravo músicas e envio para os representantes da mesma. Já o Morbidead, Orgiastic Perversion e Moonlight Scream, são projetos meus, de minha autoria e de minha completa responsabilidade, por enquanto faço apenas gravações, mas pretendo tocar com pelo menos uma delas. Eu realmente só administro meus 3 projetos, não fica muito trabalhoso. Farei mais algumas participações em outros projetos em Breve M.A: Essa diversidade de estilos impacta o Moonlight Scream de alguma maneira? Sodomizer: Sim, muito e de forma bem positiva!! Moonlight Scream é um projeto único, que chama muito a atenção de quem é curioso para conhecer as fusões de gêneros musicais bem diferentes. Acredito que essa seja a chave do Sucesso para o projeto, mas essa fase nova também atraiu muitos fãs, mas diferentes dos fãs anteriores que curtem mais música extrema, esses novos tem uma tendência de curtir som mais refinado. M.A: Como e a cena de Belém? Existe mais bandas do estilo da Moonlight? Belém Infelizmente tem uma cena extremamente fraca para o estilo mais depressivo e sombrio, a única banda que se destaca no estilo aqui, é uma de Doom/Death Metal intitulada Tenebrys, que estava 4 anos parados. Aqui é a capital nacional do Thrash Metal, entre 10 bandas formadas, 8 são de Thrash que é um estilo antagônico ao Doom e ao Depressive Black Metal, espero que essa realidade mude, mas tenho certeza que isso ainda vai demorar um bom tempo para tomar um outro rumo, mas estou gostando das novas caras do metal Local.

M.A: Novamente agradecemos a participação da banda, gostariam de deixar algum recado para os fãs? Sodomizer: Eu que agradeço a “October Doom Magazine” por me dar a chance de poder falar sobre meus projetos, sobre o Moonlight Scream, sobre a mudança de estilo, enfim, agradeço a todo o apoio ao Underground, e para os fãs, novidades surpreendentes para 2016, teremos participações especiais para o novo trabalho. Aguardem!! Mais informações, musicas, Download gratuitos e muito mais, estão disponíveis na página oficial da banda:

/Moonlightscreamband

Agenda da Semana: Belo Horizonte será tomada pelo poder das Guitarras! O Mangabeira festival 2015 reúne os maiores nomes do Rock autoral da atualidade na capital mineira, pra realizar mais um evento torto, pesado e chapado. Serão quatro bandas, que exploram sonoridades distorcidas, arrasadoras e pesadas. São elas: Governator Insane, baseando seu som nos principais elementos do Stoner Rock e Heavy Metal, sempre denso e pesado. Lively Water, pesado, agressivo e com influências do velho Grunge de Seattle. Sound Supernova, alternativo, somado a pegadas de Pós Grunge e outras coisas mais... Engradado, realizando um Rock com elementos do folclore mineiro, que ganhou do público, o titulo de Rock ‘n Roll Etilico.

A treta toda é organizada pela galera do MURRO (Movimento Underground Rock ‘n’ Roll), que reúne diversas bandas, fãs, produtores e amigos do Underground Mineiro. Para sacar mais do evento, basta clicar aqui > Mangabeira Fest mas já adiantamos que o rolê é no próximo sábado, dia 20 e a entrada é 0800.


Fazendo uso da Tristeza Por Morgan Gonçalves

Shape Of Despair foi fundada em Helsinki, na Finlândia, e se tornou um dos expoentes do Funeral Doom Metal em todo o mundo. Ao todo foram lançados três álbuns: (“Shades of...”, em 2000; “Angels of Distress”, em 2001 e “Illusion’s Play”, em 2004), que levaram a banda à lugar de destaque no cenário internacional. Em 2011, foi lançado em conluio com os Portugueses do Before The Rain, um Split, contendo uma música de cada banda e no mesmo ano foi anunciada a entrada de Henri Koivula, para a função de vocalista da banda, que trouxe uma reformulação da sonoridade da banda, que minimizou as tendências melódicas e investiu em passagens mais pesadas, embora, em alguns momentos, a belissima voz de Natalie Koskinen traga ao trabalho, a perfeita medida de delicadeza, tornando a obra ainda mais singular, e foi sob essa proposta que, no último dia 15 a banda lançou seu quarto Full, intitulado Monotony Fields.

“Quando um homem descobre que seu destino é sofrer ... sua única oportunidade está na maneira como ele leva o seu fardo”.

como HellFest, na França, Dark Bombastic Evening 6, na Romênia e Dutch Doom Days, na Holanda, entre outros.

- Viktor Frankl (1905 - 1997)

(Shape Of Despair - Monotony Fields 2015)

“Monotony Fields” vêm no mesmo ano em que o Shape Of Despair comemora 20 anos de carreira e no mesmo momento em que a banda realiza uma turnê pela Europa, passando por festivais

(Banner HellFest 2015 - Shape Of Despair)

Line Up Shape Of Despair: Natalie Koskinen - vocal, Henri Koivula - vocal, Jarno Salomaa guitara, Tomi Ullgren - guitara, Sami Uusitalo - baixo, Samu Ruotsalainen - bateria

/Shapeofdespairofficia


no October Doom Magazine Resenha Por

Guilherme Rocha

Florianópolis, SC. Brasil Colaborador do site Funeral Wedding

Sequoian Aequison – Onomatopeia Lançamento: Jul/2014 Selo: Slow Burn/Solitude-Prod

V

em ficando cada vez mais comum o surgimento de bandas de ótima qualidade nos gêneros do Ambient/Post Metal e um fato que é reincidente também é que estas bandas sejam do leste europeu (Ucrania e Russia principalmente), como é o caso dos russos do Sequoian Aequison, que lançaram seu debut álbum no ano passado. Onomatopeia (excelente título), é um álbum totalmente instrumental, composto por 4 faixas. Adianto para o leitor que este aqui trabalho aqui é de uma natureza misantrópica ímpar, um som para se ouvir sozinho, em isolação, o áudio dele clama por isso em cada nota. Carregado de andamentos lentos e atmosfera carregada e densa o som é de um alívio existencial primoroso. O som foi feito para relaxar, ou para aqueles que gostam de colocar um som tranqüilizador enquanto executa uma tarefa que precise de concentração. Impossível destacar uma passagem ou canção, pois é um trabalho que merece seus 45 minutos tocados de maneira ininterrupta para realmente dignificar a audição desta bela obra. O único lamento é que aparentemente poucas pessoas conhecem este excelente trabalho, o que é uma lastima. Certamente é um dos melhores CDs de Ambient/Atmospheric Metal lançados em 2014 e que a meu ver passaram de maneira despercebida ou pouco valorizada. Para finalizar, gostaria de dar uma dica ao leitor for ouvir este álbum, que o faça como eu sugeri no segundo parágrafo, com muita atenção e de preferência mais de uma vez para um melhor absorver o sensacional feeling que este grupo nos proporciona. Tracklist 1. To The Surface 2. Irretrievable 3. Opening Walls 4. Rest On The Way To Nowhere

Facebook.com/seqaeq Sequoian.bandcamp.com

Foto/Arquivo Banda


Coluna do Leitor. Por Morgan Gonçalves

Apenas Peso e Melodia. Por Morgan Gonçalves

Banda: Lapsus Dei. Sugestão de Elaine Cardoso, São Paulo. SP. Brasil.

Proveniente da cidade de Santiago, os Chilenos do Lapsus Dei iniciaram suas atividades em 1998, com o lançamento da demo “Wonderland”. Três anos depois, mais uma demo veio a público, com o título de “Dibujando Mi Karma”, em 2003 foi a vez do EP “When a Dead Cry for His Soul...” ser lançado, mas foi somente em 2005 que o primeiro Full se tornou realidade. O disco, intitulado “Beyond the Truth”, possui uma atmosfera de peso e até certa velocidade, associada a elementos de música renascentista, o que talvez tenha levado a banda a um certo prestigio dentro e fora do Chile. Oito anos depois, veio a segunda produção completa do Lapsus Dei, o álbum “Sadness Reflections”, após um momento de transição da banda, quando o baterista Danny Cerda e o baixista Luis Martín haviam deixado o grupo, porém, nem por isso o álbum deixa a desejar, de forma alguma. Em 2015, os Chilenos lançaram seu terceiro disco, “In Our Sacred Places”, (mesmo nome do EP lançado em 2010), que, além de CD, acompanha um DVD, com vídeos de toda a carreira da banda. Line Up: Julio Leiva, Vocal e Guitarra Rodrigo Poblete, Vocal e Guitarra Luis Pinto, Bateria Claudio Leiva, Baixo

/Lapsusdeifan >>Você conhece uma banda de primeira e acredita que o mundo precisa ouvir esse som? Mande o nome e qualquer link da banda para gente, e sua banda preferida pode estar na nossa Zine nas próximas edições.<<

Barabbas é, ou foi, um trio da cidade de Lípsia, no leste da Alemanha, composto pelos irmãos Maximilian Kurz, bateria, Johannes Kurz, Guitara e Simon Kurz, nos vocais, que fomentam um Funeral Doom Metal baseado sobre tudo em piano. O som é totalmente instrumental e, como eles mesmo denominam, ultralento. A trio foi fundado em 2005, e em 2007 lançou seu único registro, intitulado Golgotha.

(Barabbas - Golgotha - 2007 - Capa) A banda chegou ainda a anunciar um segundo álbum, que receberia o nome de Hope e seria lançado em 2013, mas infelizmente o trabalho nunca saiu. Golgotha tem download gratuito no bandcamp: Barabbasdoom.bandcamp.com

October Doom Magazine edição #26 16 06 2015