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EDIÇÃO N.º 0

jornal do agrupamento de escolas leonardo coimbra filho, porto

JUNHO 2020

Esta publicação foi pensada para ser construída coletivamente. Com os alunos, mas também os pais, os assistentes operacionais, os professores e outros parceiros da comunidade do agrupamento de escolas Leonardo Coimbra Filho. Aqui dentro encontram já reflexos das primeiras semanas de trabalho com a comunidade e da partilha que conseguimos manter à distância nos meses seguintes. É um número zero. Construído de ideias que queremos continuar a desenvolver no próximo ano letivo para fazer deste o jornal da Leonardo Coimbra Filho.

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A Escola em Casa

Aprender com Todos

“é uma escola de afetos”

A covid-19 mudou o dia a dia da escola e das famílias. Reportagem e testemunhos de alunos, professores, técnicos, assistentes operacionais e encarregados de educação

Música, teatro, ou aulas humanas, são algumas das ações que integram este projeto lançado em outubro de 2019 e que vai estar na escola até agosto do próximo ano

É a cara da escola para qualquer pessoa que chegue de fora. Entrevista com Helena Oliveira, funcionária da Leonardo Coimbra Filho há 23 anos

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perfil

Leonardo Coimbra Filho Nem sempre será fácil pesquisar quem é Leonardo Coimbra Filho, a figura que dá nome à escola sede e ao agrupamento. Talvez ajude a simplificar a tarefa se soubermos qual era o seu segundo nome próprio, Augusto. Leonardo Augusto Coimbra ficou conhecido por “Filho” por ser, precisamente,

descendente de Leonardo José Coimbra, filósofo, professor e político português, que foi ministro durante a I República. A sua mãe era Maria Amélia Coimbra. Leonardo Augusto Coimbra nasceu na Póvoa de Varzim, a 9 de abril de 1914. Tal como o seu pai, também foi político, tendo sido deputado durante o Estado Novo. A sua formação e vida profissional esteve, porém, ligada à área da Saúde. Licenciou‑se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em 1941,

e especializou-se em Cirurgia Torácica em Londres. Como médico, dirigiu os sanatórios D. Manuel II, em Vila Nova de Gaia, e de Louredo da Serra, em Paredes, e foi diretor clínico da Siderurgia do Marão. Foi eleito deputado, pelo Porto, em 1965 e foi reeleito quatro anos depois, não tendo acabado o mandato uma vez que viria a morrer, em 1970, num acidente de helicóptero na Guiné, juntamente com outros deputados. Depois de falecer, foi condecorado com a Ordem da Benemerência, atualmente designada Ordem de Mérito. Na Assembleia Nacional, participou das Comissões de Trabalho, Bem-Estar e Assistência Social. Essa ligação com a proteção aos membros mais vulneráveis da sociedade, em especial as crianças, foi uma das principais marcas da sua vida pública e um dos motivos que justifica o facto de ter dado nome à escola. É a Leonardo Augusto Coimbra que se deve a fundação da Associação Portuguesa para a Proteção das Crianças contra a Crueldade e a Negligência, em 1953, instituição que ainda continua ativa, mantendo casas para crianças negligenciadas em Valadares e Vila Nova de Gaia, assim como centros de reabilitação para crianças com deficiência em Senhora da Hora e S. Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos, e Gemunde, em Famalicão. Em 1966, esteve também ligado à abertura temporária de um Centro de Reabilitação Infantil (1966). TEXTO  SAMUEL SILVA FOTOGRAFIA  CLUBE DO JORNAL

A PROTEÇÃO AOS MEMBROS MAIS VULNERÁVEIS DA SOCIEDADE, EM ESPECIAL AS CRIANÇAS, FOI UMA DAS PRINCIPAIS MARCAS DA SUA VIDA PÚBLICA. FICHA TÉCNICA ISTO (AINDA) NÃO É UM JORNAL JORNAL DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LEONARDO COIMBRA FILHO PERIODICIDADE TRIMESTRAL DISTRIBUIÇÃO GRATUITA REDAÇÃO RUA PINTOR ANTÓNIO CRUZ 99 4150-086 PORTO COORDENAÇÃO EDITORIAL SAMUEL SILVA COLABORAM NESTA EDIÇÃO ANDREIA TEIXEIRA (8.ºB) DAVID MOREIRA (9.ºB) MANUEL TEIXEIRA (9.ºA) DESIGN EDITORIAL OOF DESIGN ESTE JORNAL INTEGRA O PROJETO ACT APRENDER COM TODOS, FINANCIADO PELO NORTE 2020 E PELO FUNDO SOCIAL EUROPEU WWW.ACT-APRENDERCOMTODOS.PT


DESTAQUE

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Criámos um jogo online sobre a covid-19, ao qual responderam 38 alunos da Leonardo Coimbra. Vê os resultados gerais e as respostas corretas nas páginas seguintes.

O JOG 9 M 1 U OS COVID M e FIZ RE A SOB

“Foi uma sexta-feira 13”, ri‑se Lisete Almeida, diretora do agrupamento de escolas Leonardo Coimbra Filho. Popularmente, esse é um dia associado a azares. E o dia 13 de março de 2020 foi, no mínimo, conturbado. Na véspera, o Governo anunciara que, por causa da pandemia de covid-19, as atividades presenciais nos estabelecimentos de ensino seriam suspensas – inicialmente, por duas semanas. Aquele dia 13 foi um dia de receio. “Pais, professores, alunos, ninguém sabia o que ia acontecer”, recorda a diretora. Nessa altura, a escola lidava já com os medos associados ao novo coronavírus há algumas semanas. Depois da confirmação dos primeiros casos da doença no país, começaram a ser tomadas medidas de prevenção, como o cancelamento de eventos, como o Dia do Agrupamento, previsto para o último dia do 2.º período. Face à eventual transmissão da doença, muitos encarregados de educação deixaram de levar os filhos às aulas. Nessa sexta-feira 13 “já não havia muitos alunos” na Leonardo Coimbra Filho, segundo a diretora. Os poucos presentes, juntaram-se com os professores ao ar livre, no campo de jogos, antes de irem para casa. Foi o último dia em que houve estudantes na escola. “É um vazio muito grande. A escola é feita pelos meninos”, suspira Helena Oliveira, que coordena os assistentes operacionais da escola. “Estamos cansadas de não ter alunos”. A partir do dia 16 de março, a Escola deixou de ser na escola. Passou a ser em casa. E assim continuará até ao final do ano letivo.

Para os pais “não é fácil conciliar as tarefas domésticas com as tarefas atribuídas” por professores e educadores, conta Mariana Adães, mãe de um aluno a frequentar o jardim de infância. Tal como os outros encarregados de educação, teve que aprender a usar o Google Classroom, a plataforma escolhida pela escola para permitir o contacto dos professores com os estudantes e as suas famílias. É a partir daquele suporte digital que são enviados trabalhos

aos alunos e, com o auxílio do Meet, associada à mesma plataforma, são dadas as aulas síncronas. “Nos primeiros dias foi mais difícil, houve um tempo de adaptação às rotinas e atividades, mas com o passar do tempo tudo normalizou e adaptámo-nos bem a esta nova realidade”, acrescenta a mesma encarregada de educação. “Nem todos os pais sabem” trabalhar com computadores ou com as plataformas informáticas usadas pelos professores e, por isso, a Associação de Pais e

Encarregados de Educação da Escola Leonardo Coimbra Filho tem sido um apoio constante. “Temos sido muito interventivos via Whatsapp a responder às dúvidas que nos colocaram”, diz o presidente da associação, José António Azevedo. “Estamos sempre disponíveis para ajudar”. Além da falta de destreza com a utilização das plataformas informáticas, a Escola em casa teve também que enfrentar uma outra dificuldade: a falta de acesso a dipositivos e a internet


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ISTO (AINDA) NÃO É UM JORNAL N.º 0  /  JUNHO 2020 Qual foi o primeiro país onde se encontraram pessoas doentes com covid-19? China (100% ACERTARAM)

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Durante quanto tempo devo lavar as mãos, com água e sabão, para me proteger? No mínimo, 20 segundos

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de alguns alunos. A escola Leonardo Coimbra Filho e a Associação de Pais começaram por fazer um levantamento sobre o número de alunos que não conseguiam acompanhar as aulas à distância, tendo depois lançado uma campanha de angariação de equipamentos, que permitiu o empréstimo de material informático a cerca de 150 alunos. Ainda assim, num contexto como este, “a aprendizagem não é o essencial”, afirma Lisete Almeida, diretora do agrupamento.

Os conteúdos que agora possam não ser lecionados por causa das dificuldades do ensino à distância podem ser recuperados no próximo ano letivo. Essencial mesmo “é manter o vínculo dos alunos à escola”, acrescenta. E os alunos, como estão a viver este período? Rafael, “um menino com sete anos”, está “a ter uma experiência nova” na sua vida. “Estou a ter aulas pela primeira vez com a minha professora através do telemóvel”, contextualiza este aluno do 1.º ciclo.

“Se me perguntarem se eu gosto: não, não gosto. Preferia ter aulas na escola porque assim podia estar com a minha professora e os meus amigos. Tenho saudades disso!”. Já Jacira, colega do mesmo ano, sente “um misto de emoções”. “Fico feliz porque passo o dia todo com a minha mãe, mas fico triste porque não posso ir passear”. Parece ser mais fácil de gerir a situação para os alunos mais velhos. “Tenho lidado muito bem” com o ensino à distância,

afirma Luana, estudante do 8.° ano. Ainda que não goste de estar fechada em casa e de não poder ver os amigos, não se desanima e até consegue encontrar pontos positivos no confinamento dos últimos meses: “A minha família ficou muito unida”. POR  DAVID MOREIRA E SAMUEL SILVA FOTOGRAFIA  CLUBE DO JORNAL


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Quanto tempo pode passar até sabermos que estamos infetados? 14 dias (100% ACERTARAM)

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Quais são os sintomas mais comuns da doença provocada por este vírus? Febre, tosse, dificuldade em respirar (97,4% ACERTARAM)

COMO FOI O DIA A DIA AFETADO PELO CONFINAMENTO? QUISEMOS CONHECER OS TESTEMUNHOS A mamã DA COMUNIDADE também estuda ESCOLAR.

constantes, de muitos smiles, de mensagens áudio cheias de energia. Resumindo, escola volta, pois és construída de afetos, de pessoas reais, do abraço, dos cheiros, das brincadeiras, das quedas, dos choros, das birras... Volta com maior consciência na e pela dimensão humana. POR  ELISABETE ASSIS, PROFESSORA DO 1.º CICLO, ESCOLA DA PASTELEIRA

A tela é fria Todo o ser humano é posto à prova ao longo da sua vida. Cabe a cada profissional, orientado pela sua pessoalidade, reagir em momento de crise. Cada um de nós, nas suas “salas de aula” de casa, construiu o seu caminho, sempre com o foco de não perder os seus alunos. Há pontos fortes de reflexão: 1. As crianças têm uma grande capacidade de adaptação. Já sabem ativar e desativar os microfones. 2. Não há Ensino à Distância sem as famílias. Uma relação que nunca mais será igual. 3. Não há Ensino à Distância sem trabalho de equipa, bem coordenado e com reuniões focadas. 4. O computador/televisão/ telemóvel continua sem braços e a tela é fria... Os afetos esperam e, entretanto, também se adaptam através da escrita de muitos adjetivos positivos, de reforços

Sou mãe de quatro crianças, três delas com aulas on-line e a outra na pré-escola, também com atividades. No início foi tudo muito divertido. Apesar do medo da pandemia, conseguíamos brincar com a situação e fingir que a mãe era a professora, mas um pouco mais relaxada. Até que recebemos a notícia de que não haveria 3.º período e que as aulas seriam pela televisão e pela aplicação. Tudo pareceu um caos. Parecia que o mundo ia desabar. A super-mãe entra em ação, a tranquilizar os filhos, dizendo que seria bem fácil e tudo muito prático. À noite, e já com eles a descansar, só pensava: “E agora o que vou fazer à minha vida?”. “Não vou conseguir”. No dia seguinte, com a cabeça mais tranquila, toca a tentar minimizar o problema. Voltei ao tempo de escola e decidi fazer três horários, pois os meus filhos são de anos diferentes (3.º ano, 5.º ano e 7.º ano), gerindo tempo livre para eles fazerem os trabalhos que lhes são propostos na aplicação. No início foi muito confuso, mas agora já se faz muito bem. Eles continuam a chamar pela mãe constantemente, mas agora não é para ajudar a abrir ou a mexer na aplicação, mas para ver se os trabalhos estão corretos. O resumo desta experiência tem uma parte negativa e uma positiva. Negativa: o cansaço extremo de uma mãe, que tem que se dobrar

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para que consiga ajudar todos os filhos e dar o mesmo tempo de antena aos três. É preciso minimizar o descontrole que eles tiverem, porque mudou tudo na vida deles também. Além disso, é preciso conseguir conciliar o trabalho doméstico além de ter que proporcionar também momentos de lazer, para não ser muito centrando no estudo. Foi, e ainda, é cansativo. Positivo: consegui reparar em coisas que talvez não reparasse no dia a dia: a forma como eles pegam no lápis, como a caligrafia é bonita, o tempo de estudo e a dificuldade a cada disciplina. São coisas que nos passam porque temos plena confiança nos professores deste agrupamento, que são extremamente atentos e dedicados a cada aluno que têm. Isso reflete-se na maneira como estão a trabalhar com eles mesmo por vídeo-aula. Deu também para enriquecer o meu conhecimento, pois já saí da escola há uns 16 ou 17 anos. Acho que me fez bem para relembrar algumas matérias. Ou seja, a mamã também estuda cá em casa, não sai só a perder. Com um pouco de esforço todos podemos tirar um bom partido desta situação. Protejam‑se. Vamos todos ficar bem. POR  CÁTIA RAMALHO, ENCARREGADA DE EDUCAÇÃO

Esta luta não pode tornar-se efémera 13 de março de 2020. Dia de grandes ansiedades, perguntas sem resposta, incerteza pelo futuro. O país e o mundo abriam as suas manchetes com uma situação pandémica que ganhava força pela força do “desconhecido” e tudo parava: qual o futuro das escolas? Qual o futuro do nosso trabalho de intervenção? Quais as exigências de proteção dos nossos, de nós próprios, daqueles que queremos manter intocáveis?

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Quem corre maior risco ao ser infetado? Os mais velhos (81,6% ACERTARAM)

Somos humanas e enfrentamos, individualmente e em grupo, os nossos fantasmas, perspetivas, receios e, por vezes, bloqueios. Após uma reorganização pessoal, fruto do nosso autoconhecimento, não milagrosamente eficaz, mas com novas estratégias, esperança e trabalho de equipa, focamos num pilar da nossa ação, num ente querido por vezes esquecido, mas que diariamente coabita na nossa escola e impõe a sua importância: a saúde mental. Como vamos contribuir para a saúde mental dos miúdos, das suas famílias, dos colegas que se deparam com mais um grande desafio? Foram muitas as informações partilhadas para preencher os dias longos, para impedir que a ausência, o medo e a angústia do amanhã que nunca chega não dominassem. Os nossos alunos são e continuarão a ser o foco: comunicar! Outra forma de manter a nossa presença, o nosso apoio e de apoiar na readaptação de rotinas quando as anteriores, em alguns casos, já não eram idílicas. E o nosso trabalho continua com uma forte tónica: aproximação à comunidade. Contra a desigualdade do Ensino à Distância, em prol de uma saúde mental estável – luta que não se pode tornar efémera – com o mesmo instinto protetor pelas situações sociais que não evaporaram magicamente como se a covid-19 parasse tudo. O ambiente deu passos largos para se salvar, nos salvar, mas a emergência social continua lá. A luta continuará, incessante. Vai ficar tudo bem! POR  ANA PAULA SILVA, DIANA RAMOS LOPES, MÁRCIA TELES, MARIANA MOTA E NATÁLIA SANTOS, EQUIPA GAAF – GABINETE DE APOIO AO ALUNO E À FAMÍLIA


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O ACT

Quem faz parte da comunidade escolar do agrupamento Leonardo Coimbra Filho já que a Faculdade de Educação e Psicologia e a Área Transversal de Economia Social d locais, tem vindo a desenvolver. Música, teatro, visitas de estudo, apoio à leitura ou um projeto lançado em outubro de 2019 e que vai estar no terreno até agosto do pró

O projeto tem um caráter transversal, com ações pensadas para toda a comunidade do agrupamento, do pré-escolar ao 3.º ciclo, envolvendo também as famílias, tendo ainda uma componente de inovação e de sustentabilidade. Um dos objetivos do ACT é que algumas das iniciativas que estão atualmente a ser desenvolvidas no agrupamento se mantenham para lá da vigência deste projeto. Esta é uma iniciativa de Desenvolvimento Local de Base Comunitária, com uma dimensão comunitária concretizada pelo envolvimento de parceiros com presença no território de Lordelo do Ouro, tais com o próprio agrupamento de escolas e a sua associação de pais, a Rede Inducar, o colectivo Ondamarela, a Associação PELE – Espaço de Contacto, a Ágil – Associação de Jovens de Lordelo, o Centro Social da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo , o projeto FAP no Bairro, o Instituto Padre António Vieira ou a Fundação de Serralves.

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O logotipo do ACT foi inspirado em módulos, como se fosse um puzzle, que se encaixam e remetem para as ideias de criação de jogo.

á se terá cruzado, desde o início deste ano letivo, com alguma das iniciativas da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com um grupo de organizações u aulas humanas, são algumas das ações que integram o ACT Aprender com Todos, óximo ano.

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ENTREVISTA “Esta escola é uma escola de afetos” É a cara da escola para qualquer pessoa que chegue de fora e uma figura incontornável também para professores e alunos. Helena Oliveira, 62 anos, trabalha na Leonardo Coimbra Filho há 23. Atualmente, é a funcionária responsável pelo PBX e a coordenadora dos 17 assistentes operacionais. Nascida em Arouca, vive no Porto desde a infância e continua a gostar de aqui estar por causa dos seus “meninos”: “Adotei‑os como meus”.

Como veio trabalhar para a escola Leonardo Coimbra Filho? Trabalhei na Escola Secundária Garcia de Orta durante um ano. Depois pedi transferência, porque andava aqui a minha filha, eu morava perto e gostava da escola, achava-a bastante agradável. Quando cheguei aqui, este sítio acolheu-me. Ficámos, de coração, um para o outro. É por isso que eu continuo aqui nestes anos todos. Qual foi a sua reação ao saber que ia trabalhar nesta escola? Os alunos aceitaram-me bem, os professores foram maravilhosos, a direção nessa altura era ótima – eu sempre as conheci boas. E eu gostei imenso e fiquei. Adotei esses meninos como meus. Todos os dias é uma aventura, não há um dia igual ao outro, mas é

precisamente isso que nos faz ter esta garra de continuar sempre. Qual o motivo de continuar a trabalhar na escola Leonardo Coimbra Filho? Criei uma ligação muito grande com os meninos. Nós servimos quase de psicólogos, de amigos, ouvimos as histórias de vida deles – algumas são complicadas. Conseguimos detetar aquelas fragilidades que eles têm para os poderemos encaminhar, o que cria uma forte ligação connosco e acabamos sempre por ser uma referência para eles. É uma relação para a vida com eles. Há alunos que são pais e me mandam fotos dos filhos. É maravilhoso. O que mais gosta no facto de ser funcionária na escola?

Gosto dos funcionários. Eles elegeram-me como chefe e eu entreguei-me a eles e eles são maravilhosos. Entregaram-se a mim e à direção; entregaram‑se ao trabalho e à escola em si. Nós também vestimos a camisola “LC”. Damos tudo por tudo para que a escola trabalhe em condições. Também não há uma coisa que eu lhes peça sem primeiro pedir a opinião deles. Há uma partilha de informação e eles aceitam muito bem as coisas. Não tenho nada que apontar a um funcionário. São muito importantes essas relações humanas que criámos uns com os outros. Esta escola é uma escola de afetos, tanto para os alunos, como funcionários, como professores. Tem sido um trabalho maravilhoso. Chegamos

ao fim do dia com uma sensação de satisfação, de termos feito o nosso trabalho a 100%. Qual o seu lugar favorito na escola? Adorei trabalhar na biblioteca. Sempre criei uma relação muito forte com os meninos. Agora, nos intervalos, eles não podem lá estar, mas antigamente iam lá


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e não era para os computadores, vinham para falar comigo. Dessa parte eu sinto mais falta. No PBX também tenho contacto com eles, mas não é aquela intimidade. Na biblioteca, eles iam para conversar comigo. No PBX também se criam relações com os pais. É o sítio onde os pais chegam, às vezes um bocadinho zangados, e a gente

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A dona Helena tem 62 anos e trabalha na Leonardo Coimbra Filho há 23.

vai tentando trabalhar de uma forma mais positiva. Eu sou muito boa ouvinte e eles também nos contam as histórias de vida deles e nós acabamos por criar uma relação com os pais espetacular. Se pudesse mudar algo nesta escola, o que seria? No fundo, não mudava nada. Se calhar, trazia mais iniciativas

para a escola, como esta que vocês estão a fazer. Estes meninos precisam muito de quem os tire da rua e lhes dê outras escolhas. Com projetos como este, acaba por haver atividades em que eles se inserem e, se calhar, se identificam. Para futuro é muito bom para eles. Já houve aí outras coisas, de dança, de música, e depois houve meninos que

seguiram isso. Devia haver mais iniciativas assim com a tecnologia, talvez. Lá fora eles têm um mundo muito diferente e muito atrativo. Na escola, conseguem ver livros e os livros não é que sejam um grande incentivo. POR  SAMUEL SILVA E MANUEL TEIXEIRA FOTOGRAFIA  CLUBE DO JORNAL


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1.º cIclo DEPOIS DA SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS, MOTIVADA PELA COVID-19, OS ALUNOS DO 1.º CICLO CONTINUARAM A APRENDER À DISTÂNCIA COM A AJUDA DOS PAIS, DOS PROFESSORES E TAMBÉM DA TELEVISÃO. A PARTIR DE DOIS DOS CONTOS PROPOSTOS NO #ESTUDO EMCASA, OS ALUNOS DE ELISABETE ASSIS, DA EB1 DA PASTELEIRA, FIZERAM ESTES DESENHOS. DESENHOS DE  ANA SOFIA, FRANCISCO, GABRIELA, IVAN, JACIRA, LILIANA, MARA, MARIA LEONOR, MARIANA, MARTIM PONTES, MARTIM TEIXEIRA, MÓNICA, RAFAEL, RODRIGO E TÂNIA


passatempos Sopa de letras Descobre estas 12 palavras na sopa de letras: Arroz, Dedicação, Fortnite, Futebol, GTA4, Música, Playstation, Sertanejo, Telemóvel, TikTok, TrapPop, Txiamo.

Estas páginas foram construídas com os contributos dos alunos da Escola Leonardo Coimbra Filho, do 5.º ao 9.º ano, recolhidos durante a oficina de apresentação do Clube do Jornal.

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Verticais 5  Dizer. 9  Conjunto variado de manifestações culturais que evidenciam a cultura popular. 10  Passar a noite a... 11  Instrumento que usa a areia para medir o tempo. 12  Mamífero que puxa o trenó do Pai Natal. 13  Música popular sul‑coreana. 14  Sentimento de atração entre duas pessoas. 15  Meio de troca, sob a forma de moedas ou notas. 16  O que não existe. 17  Palavra inglesa, sigla de disc-jockey.

SOLUÇÕES DAS PALAVRAS CRUZADAS: HORIZONTAIS – 1 HIPHOP, 2 AMIZADE, 3 REPÚBLICA, 4 FELICIDADE, 5 FUNK, 6 MOTAS, 7 TEXAS, 8 SONHAR; VERTICAIS – 5 FALAR, 9 POP, 10 DORMIR, 11 AMPULHETA, 12 RENA, 13 K-POP, 14 AMOR, 15 DINHEIRO, 16 NADA, 17 DJ.

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Horizontais musical surgido nos EUA durante a década de 1970 (sem hífen). 2  Sentimento de afeição recíproca entre duas pessoas. 3  Forma de governo em que o chefe de Estado é eleito pelos cidadãos. 4  Sentimento de pessoa feliz. 5  Estilo de música popular com ritmo muito sincopado surgido nas favelas do Rio de Janeiro. 6  Veículo de duas rodas acionado por um motor. 7  Segundo maior estado norte-americano. 8  Ato de imaginar imagens e sensações que ocorrem na mente de uma pessoa durante o sono. 1  Género

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ISTO (AINDA) NÃO É UM JORNAL N.º 0  /  JUNHO 2020


Nesta página devíamos publicar um manifesto que explicasse o que pretendemos que seja este jornal. Porém, o confinamento dos últimos meses condicionou esse trabalho. Por isso este (ainda) não é o nosso manifesto, como este não é (ainda) o nosso jornal. Nesta página poderás apontar ideias para continuarmos a desenvolver no próximo ano. Aponta nos espaços disponíveis aquilo que te apetecer. UM A C

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Jornal do Agrupamento de Escolas Leonardo Coimbra Filho — n.º 0, junho 2020  

Jornal do Agrupamento de Escolas Leonardo Coimbra Filho — n.º 0, junho 2020 Mais informações em www.act-aprendercomtodos.pt

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