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ANO 1- Nº 01 SANTO AUGUSTO/RS - JUNHO 2012

Agricultor instala sistema de armazenagem de grãos em pequena propriedade Com apoio e orientação técnica da EMATER, pequeno agricultor de Santo Augusto instala sistema de secagem e armazenamento de grãos em sua propriedade. Milton Miguel Moresco, da localidade de São Jacó, vislumbra ótimos resultados decorrentes do investimento. Página 4

Engenheiro agrônomo Bento Augusto Lopes e o agricultor Milton Miguel Moresco demonstram o funcionamento do sistema

Rede Leite constata resultados em Campo Novo Página 5 Agricultor Repórter: Tem alguma notícia? Envie para nós no e-mail: redacao@jornaloceleiro.com.br ou nos chame para fazer a reportagem através do fone (55) 3781-4060. pag 01rural.pmd

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Declaração de propósito Iniciamos aqui a publicação de um caderno que, em edições mensais, pretende alimentar debate e retratar o caminho da agropecuária em suas múltiplas facetas, com preferência sobre a Região Celeiro. Por território com sua economia baseada no agronegócio, julgamos oportuno conjugar esforços nesta direção, compactando assuntos pertinentes ao campo em páginas especificas. Sem pretensão de perfeccionismo, porém com foco no exequível, o caderno circulará encartado em edição regular em cada mês. Contribuições serão especialmente consideradas.

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RURAL

Sexta-feira, 29 de junho de 2012

Editorial Agricultura Familiar A Agricultura Familiar é constituída por pequenos e médios produtores, que representam a imensa maioria rural no Brasil. Agricultores familiares são pessoas que podem diversificar a produção, diluir custos, maximizar a renda e aproveitar as oportunidades de oferta ambiental e disponibilidade de mão-de-obra da família. Com isso, os empreendimentos familiares apresentam como características, a administração pela própria família trabalhando diretamente, envolvendo a unidade produtiva: família, produção e trabalho. Segundo estudos apresentados, a Agricultura Familiar pode ser entendida como aquela em que a família, ao mesmo tempo em que é proprietária dos meios de produção, trabalha no estabelecimento produtivo. Dessa forma, esse caráter familiar não é mero detalhe superficial e descritivo. O fato de uma estrutura produtiva associar família, produção e trabalho, tem consequências fundamentais para a forma como ela age econômica e socialmente. Logo, essa categoria é genérica, pois a combinação entre propriedade e trabalho, assume no tempo e espaço, uma grande diversidade de formas sociais. Agricultura Familiar é caracterizada por uma forma de produção em que o núcleo de decisões, gerência, trabalho e capital são controlados pela família, ou seja, todos são patrões e empregados de si próprios ao mesmo tempo. Dessa forma, configura-se como uma produção em que predomina a interação entre gestão e trabalho. São os agricultores familiares que dirigem o processo produtivo da propriedade, dando ênfase na diversificação da produção. Logo, não cabe a ideia da monocultura, tornando necessário abrir espaço para outras culturas e, por isso, exerce importante função ambiental, econômica e social. Em relação ao aspecto ambiental, diz respeito às questões ligadas a preservação do meio ambiente. No aspecto econômico, atua como meio de sobrevivência das famílias e, no aspecto social, garante a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Os agricultores familiares estão encontrando alternativas para se manter no campo. Apesar de grande parte das propriedades serem pequenas (em média 20 ha), a diversificação da produção está se tornando prática comum para a maioria delas. O agricultor desenvolve atividades variadas, objetivando manter a família e a propriedade, estas práticas estão possibilitando que o produtor adquira renda e acredite ser possível o desenvolvimento a partir da pequena propriedade. A Agricultura Familiar configura-se nas unidades produtivas em que todo e qualquer trabalho é desenvolvido pelos membros da família, que detêm a posse da terra e dos instrumentos de trabalho, bem como tenha pelo menos 80% da renda familiar proveniente da atividade agropecuária.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Pedro Valmor Marodin EDITOR: Renato Marodin DIAGRAMAÇÃO: Cleusa Strada ARTE(logo): Adriane Dorneles REDAÇÃO: Lúcio Steiner/Alaides Garcia dos Santos

TRIGO

RS será maior produtor do país neste ano Expectativa é de aumento na área cultivada em 7% com relação à safra passada, passando dos 930 mil hectares no Estado O período da semeadura na região Noroeste iniciou em maio. Em Santo Augusto foram plantados 11 mil hectares de trigo, segundo fonte da Emater/RS/Santo Augusto. A expectativa é de que no Rio Grande do Sul haja um aumento entre 6% e 7% da área a ser plantada, passando dos 930 mil hectares do ano passado para 980 mil hectares este ano. O aumento se justifica pelo grande sucesso que o cereal teve em 2011, pertinente à boa produtividade e qualidade. Há também a preocupação, interesse e necessidade dos agricultores em recuperar os prejuízos que tiveram com o milho e a soja causados pela estiagem que assolou a região noroeste e boa parte do estado no último verão. Em contrapartida, o estado do Paraná, que era o maior produtor de trigo do país reduziu mais de 20% a área plantada, haja vista que lá é possível cultivar o milho safrinha, pois não há ocorrência de geada, sendo mais vantajoso que o trigo. No momento, as perspectivas para a produtividade são as melhores, pois os produtores estão fazendo uso de boa tecnologia e estão plantando na época certa e usando variedades muito produtivas. A produtividade do Estado no ano passado foi recorde, com 2,9 mil quilos, com uma média de 50 sacas por hectare, constatando que uma boa adubação é muito importante, não apenas para o rendimento, mas para a obtenção de boa qualidade para a indústria.

Fabio Polo na sua plantação

Mesmo com o aumento do dólar que fez subir, mais ou menos, 30% o preço dos fertilizantes, se deu bem quem já tinha comprado os insumos para safra de inverno, como é o caso do Fábio Polo, produtor de trigo e soja de Santo Augusto. Ele já começou o plantio de 900 hectares de trigo (cultura de inverno) em sua propriedade, com insumos comprados pelo preço antigo.

PLANTIO DIRETO

Passo Fundo sedia encontro nacional Mais de mil pessoas são esperadas de 09 a 11 de julho na UPF, durante o 13º Encontro Nacional do Plantio Direto Depois de várias edições sendo realizado em Foz do fertilidade físico-química do solo; e mecanização da Iguaçu, no Paraná, o 13º Encontro Nacional do Plantio agricultura de precisão. Direto será sediado em Passo Fundo. O evento acontece A intenção de realizar o evento em Passo Fundo tem de 09 a 11 de julho e terá como sede a Universidade de o intuito de reunir mais produtores. “Estávamos um Passo Fundo (UPF), na estrutura do centro de eventos. tanto quanto preocupados porque o encontro era Uma promoção da Federação Brasileira do Plantio Direto direcionado para a parte técnica e pesquisa, enquanto (Febrapdp). A expectativa da organização é de reunir um que a participação de produtores era baixa”, afirma público que ultrapasse mil pessoas, entre produtores, Copetti. As primeiras reuniões foram realizadas em junho técnicos, estudantes e pesquisadores. de 2011. “Conseguimos formar uma comissão, uma força O evento está sendo organizado por uma comissão de tarefa, reunindo Semeato, Emater, Embrapa, entidades de Passo Fundo e região. “Chegamos a um cooperativas da região como Cotrijal, entre outros, e consenso de que precisamos fazer um formato do evento juntos com a Febrapdp. que fosse atrativo para o público que queremos que seja Conforme Copetti, a intenção de fazer o encontro em na sua maioria produtores”, salienta o agrônomo Eduardo Passo Fundo foi demonstrada à Febrapdp ainda no último Copetti, gerente de Desenvolvimento de Mercado e evento que foi realizado em Foz do Iguaçu. “Propusemos Produto da Semeato e membro da comissão que está à aos dirigentes da federação, a possibilidade do próximo frente dos trabalhos. Dentre os assuntos que serão encontro ser realizado em Passo Fundo. Como justificativa discutidos no encontro estão quatro grandes temas para isso, utilizamos que há muitos anos não acontece centrais que trazem para debate os desafios e um evento de grande porte relacionado ao plantio direto oportunidades da diversificação; contribuição do sistema na região”, justifica ele, lembrando que o último evento plantio direto no sistema fitossanitário, manejo da foi em 1998, o Simpósio Internacional de Plantio Direto.

Pensando gestão rural - Planejamento estratégico: é preciso(!?) Carolina Bilibio, é doutora em Engenharia Agrícola pela Universidade de Lavras/UniKassel. carolina.bilibio@yahoo.com.br

“Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes” (Peter Drucker) Atualmente, a globalização da economia exige que os produtores rurais se transformem em empresários rurais, através de uma nova postura gerencial que demanda uma ampla gama de conhecimentos gerais e o domínio na condução do negócio, levando o agricultor a lidar com aspectos técnicos, econômicos, mercadológicos, de recursos humanos e ambientais. Estas mudanças elevam a complexidade gerencial da produção agrícola, tornando indispensável que o empresário rural tenha estratégias de gestão bem definidas, pratique planejamento e, através de

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orçamentos e do conjunto de informações numéricas da sua empresa, possa aperfeiçoar a tomada de decisão permitindo ganhos de eficiência que podem garantir a sua continuidade, apesar das margens de rentabilidade cada vez mais apertadas, acompanhando a tendência de outros segmentos competitivos da economia. O Planejamento pode ser considerado como um processo, desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais eficiente e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa. Já o Planejamento estratégico é uma técnica administrativa, que através da análise do ambiente externo e interno de uma organização, desenvolve a consciência das oportunidades e ameaças de um empreendimento, dos seus pontos fortes e fracos para o cumprimento da sua missão, com estratégias adequadas para aproveitar as oportunidades e evitar os riscos no contexto do cenário futuro. O planejamento estratégico nas empresas rurais,

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aquelas que exploram a capacidade produtiva dos solo, através do cultivo da terra, da criação de animais e da transformação de determinados produtos agrícolas, pode contribuir para a analise de seu ambiente externo e interno, destacando-se as principais oportunidades e ameaças com relação a evolução da empresa para cumprir sua missão, considerando algumas tendências do setor agrícola, que podem estar relacionadas a produção orgânica, novas formas de comercialização, novas tecnologias, novas formas de financiamento, facilidade de acesso as informações, clima. Já na análise do ambiente interno da organização evidencia-se os pontos fortes e fracos da empresa, que podem afetá-la no decorrer da sua evolução, como os índices de produtividade, sistema hídrico, armazenagem. Mas este processo é constante, principalmente quanto a implantação do plano, para concretizar ao longo do tempo os objetivos da empresa.


RURAL

Sexta-feira, 29 de junho de 2012

Agricultores familiares de Nova Ramada visitam feiras de hortifrutigranjeiros

Crise da suinocultura será debatida em audiência pública na AL-RS no próximo dia 2 Em reunião ordinária realizada na quinta-feira (21/06), a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooparativismo da Al-RS aprovou audiência pública, solicitada pelo deputado Ernani Polo, para debater as dificuldades enfrentadas pelos produtores de suínos do RS, que sofrem prejuízos com os altos custos de produção, o baixo valor pago pelo suíno e também pelos reflexos nas vendas, devido aos embargos realizados ao produto brasileiro por países importadores como China, Rússia e Argentina. “Estamos visualizando em nossas viagens pelo interior gaúcho a situação crítica na qual se encontram os suinocultores gaúchos, que sustentam a cadeia e enfrentam os altos custos de produção. Vamos discutir e preparar medidas de mobilização para levarmos ao governo federal, para que exista uma postura firme sobre os embargos, pois não podemos permitir esta situação, onde o produtor não consegue ter renda na atividade”, avalia o presidente da CAPC, deputado Ernani Polo. A audiência será realizada no próximo dia 2 no espaço da convergência da Assembleia.

Estufa com destaque para a alface

Na última terça-feira, dia 19 de junho, um grupo de 11 agricultores, membros da Associação da Agricultura Familiar de Nova Ramada realizaram uma visita no município de Santo Augusto para conhecerem as feiras de hortifrutigranjeiros daquele município.

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Durante a viagem promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura e EMATER, os agricultores tiveram a oportunidade de conhecer as duas feiras que funcionam em Santo Augusto, sendo uma próxima ao centro e outra em um bairro da cidade. As feiras são formadas por nove Visita a um produtor

produtores e abertas às terças, quintas e aos sábados. Segundo eles, a procura pelos produtos é grande, o que garante uma boa rentabilidade.

Comitiva visitou as duas feiras

Agricultores que integraram a caravana

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Os visitantes também conheceram a propriedade de um dos feirantes, que adquiriu a alguns anos cerca de quatro hectares através do antigo Banco da Terra. Ele conta que iniciou com uma estufa e foi aumentando aos poucos sua produção até chegar às atuais 17 estufas, onde são produzidos diversos produtos, como alface, cenoura, beterraba, rabanete, couve, repolho, tomate, morango, temperos, dentre outros. Através destas medidas, a Secretaria de Agricultura juntamente com a EMATER visam incentivar o aumento da produção de hortifrutigrangeiros no município, tendo em vista atender a demanda do mercado local e da merenda escolar e gerar mais renda para os produtores.

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Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS (ACSURS), a grave crise que os suinocultores enfrentam precisa ser combatida urgentemente: “Os produtores estão trabalhando com custo bem acima do que vem recebendo pelo suíno. Os valores para produzir um quilo de suíno no RS giram em torno de R$ 2,60, porém o produto é comercializado entre R$ 1,70 a R$ 1,80 reais o quilo. Portanto é importantíssimo levar esta situação ao conhecimento da assembleia, para fazermos um debate interno e a partir daí deliberar pleitos para apoio em relação a isto. O consumidor que para caro pelo produto lá na ponta e o produtor não tem rentabilidade. Quem é que está ficando com esta diferença?”, diz Valdecir Folador O Presidente da ACSURS também convoca os produtores para uma mobilização nacional, no próximo dia 12/07, onde haverá audiência pública no Senado Federal reunindo os suinocultores brasileiros através da ABCS. “Necessitamos também da reorganização da cadeia de suinocultures do Brasil, pois os produtores é que carregam todo o prejuízo das questões da exportações e da produtividade”, segue Folador.


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RURAL

Sexta-feira, 29 de junho de 2012

Silo Secador / Aeração de grãos em silos A Emater/RS-Ascar vem desenvolvendo importante projeto destinado aos agricultores familiares, pertinente à armazenagem/aeração de grãos em silos. Analisando a região e em especial os agricultores assistidos, a Emater, segundo dados fornecidos pela instituição, se encontram com uma infraestrutura montada para transporte, secagem e armazenagem terceirizadas, fora da propriedade e de alto custo, além dos grãos estarem “fora do alcance das mãos” dos agricultores para barganharem preço e por diferencial de qualidade na venda do produto. Também no fornecimento de alimento às criações o produto que retorna possui qualidade duvidosa. Nesse sentido, o chefe do Escritório da Emater/RSAscar de Santo Augusto, Engenheiro Agrônomo Bento Augusto Lopes e equipe, tomou a iniciativa de oferecer aos pequenos agricultores, ou agricultores familiares do município, o projeto de implantação de Silo Secador, com aeração de grão em silos, figurando como pioneiro o agricultor familiar Milton Miguel Moresco, na localidade de São Jacó, local onde, desde o mês de março está em funcionamento o primeiro silo de secagem com ar forçado. A reportagem do jornal O Celeiro esteve na propriedade de Milton Moresco, onde ouviu dele, e também do engenheiro Bento, chefe do Escritório da Emater de Santo Augusto, relato sobre a implantação do Silo Secador. Bento Augusto Lopes diz que essa questão da armazenagem é plenamente viável de se resolver. É possível o pequeno produtor ter tecnologia para armazenar grãos em nível de propriedade, independente do tamanho do produtor. Portanto, isso é possível. A Emater tem trabalhado ao longo dos últimos anos com vários modelos, tendo iniciado com secagem de grãos, pequenos secadores, com fornalha, uma vez que a entidade dispõe de técnicos especializados nessa área, e a evolução chegou através desse projeto de “secagem com ar forçado”. Existem vários tipos de secagem, do tipo aeração, disse o agrônomo Bento, então nós chegamos a este projeto, modelo de aeração, “silo secador”, o que pode ser feito de vários tamanhos, independente do porte da propriedade, se pequeno, médio ou grande produtor. E para o pequeno produtor, esse é o projeto que chegou e está dando bons resultados. É relativamente barato e com tecnologia ao produtor, onde, segundo dados que se tem, em dois ou três anos ele já paga o investimento, porque não tem custo de secagem, não tem custo de transporte, enfim, fica com o grão na propriedade, com alta qualidade, aproveita todos os resíduos e está ali com o grão disponível quando precisa, e até a venda do excedente. O agricultor pode vender em nível de propriedade, e é um produto altamente valorizado porque é um grão diferenciado, de uma grande unidade secadora, produto de qualidade que está à disposição do pequeno agricultor, na sua propriedade, podendo ser feito, também, em nível de uma comunidade, agregando

Milton Miguel Moresco, por sua vez, relata que, o que o levou a adotar esse sistema de armazenamento foi o custo de produção da ração. No antigo sistema tinha de levar o produto para secar nas empresas fora da propriedade e trazer de volta, o que além do tempo gasto, não tinha um grão de qualidade. Como a codorna (referência a sua agroindústria de ovos de codorna) é um animal sensível, a ração não estava correspondendo ao esperado. Fazendo uma visita em Humaitá com os técnicos da Emater, Milton diz ter visto que o projeto era viável, então com a ajuda da Emater que Moresco e Lopes ao detalharem o funcionamento do silo lhe proporcionou o projeto, mais de um produtor que podem se unir e fazer um silo orientação e acompanhamento técnico, conseguiu fazer secador comunitário, até porque o agricultor familiar tem o silo, tendo como resultado, além da economia, a pequena produção. excelente qualidade do grão e, consequentemente, uma A Emater dá todo apoio, orientação técnica e ração de ótima qualidade. acompanhamento. Então, hoje, com a tecnologia a gente Para Moresco, o custo também é outro fator que pode dizer com tranquilidade que o produtor não precisa compensa, porque o produtor não tem que andar correndo secar os seus grãos fora de sua propriedade. O valor pago na estrada levando e buscando o produto, sem contar que a mais por grãos disponíveis compensa o investimento, o sistema além de não ter que sair de casa, a energia gasta com qualidade superior, não tem calor, não tem fumaça, tem um custo muito baixo. ensina o chefe do escritório da Emater. Com o projeto inteiramente gratuito pela Emater, O engenheiro agrônomo Bento aproveitou para deixar Milton passou a executá-lo inicialmente com recursos o convite aos agricultores familiares para se fazerem próprios, porém, para aquisição da máquina pré-limpeza, presentes a uma “tarde de campo” que será realizada necessária para pré-limpar o grão antes de colocá-lo para pela Emater no dia 06 de julho de 2012, a partir das 14h, dentro do silo. na propriedade de Milton Moresco, na localidade de São O armazém (silo secador com aeração de grãos) de Jacó, enfatizando que o produtor, em sua maior parte, só Milton Moresco é o primeiro e único existente no município acredita vendo, então assim como o Moresco foi lá em de Santo Augusto até o momento, o qual passou a funcionar Humaitá (acompanhado pela Emater e mais três em março deste ano, com capacidade para armazenagem produtores), olhou, se encorajou e, vendo que tinha dado de 314 sacas de grãos, cujo custo de construção do silo, certo, se animou e a realidade está aí, celebrou. incluindo equipamentos e a máquina de pré-limpeza Ao finalizar, o agrônomo disse que a Emater já foi totalizou R$ 12 mil. procurada por muitos produtores pedindo informação, por isso vai ser realizada a “tarde de campo” para que os agricultores vejam in loco como Ao finalizar, Milton deixa o convite para, no dia 06 de é e como funciona, então estaremos disponibilizando julho, a partir das 14h, os agricultores familiares e todos nosso trabalho e orientação técnica para ajudar os que tiverem interesse em conhecer essa nova tecnologia, produtores. E concluiu dizendo que “são essas coisas se fazerem presentes à “tarde de campo” promovida pela que vão manter o produtor na propriedade, porque Emater, em sua propriedade na localidade de São Jacó, ele não pode estar dependendo de coisas só da pois é o momento de ver o que é e como funciona a porteira para fora”. “armazenagem / aeração de grãos em silo”.

Agroindústria de ovos de codorna Há exatamente 13 anos, mais precisamente no dia 19 de junho de 1999, foi inaugurada a “Agroindústria de Ovos de Codorna”, na propriedade rural da família Moresco, na localidade de São Jacó, interior de Santo Augusto. A empresa iniciou com capacidade operacional anual de 4.800 dúzias de ovos de codorna, cujo controle de qualidade é de responsabilidade do Serviço de Inspeção Sanitária Municipal. Hoje a agroindústria pertence a Milton Miguel Moresco, por conta do qual ficou a responsabilidade de dar continuidade ao empreendimento familiar. Falando à reportagem, Moresco disse que, apesar de pequena, a agroindústria gera renda à família, e não impede o exercício de outras atividades na propriedade. Estamos desde 1999 neste ramo, da agroindústria de ovos de codorna, embora não seja fácil a comercialização do produto, uma vez que os maiores consumidores pertencem a uma classe mais elitizada, da alta sociedade, e isso implica em deslocamentos para outras cidades aumentando despesas, mas graças ao comércio mais próximo e os consumidores avulso que adquirem o produto na própria empresa, sempre conseguimos vender toda a produção que hoje está em torno de 15.000 (quinze mil) dúzias de ovos de codorna por ano, relata Milton, enfatizando que o lucro médio, auferido, gira em torno de 25% a 30% do faturamento que é de

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Produto embalado, pronto para consumo

Moresco e sua criação de codornas

aproximadamente R$ 2,3 mil mensais, o que lhe proporciona ter a cada 15 ou 20 dias algum dinheiro para girar dentro da propriedade. O chefe do escritório da Emater, engenheiro agrônomo Bento Augusto Lopes ao referir sobre a “agroindústria de ovos de codornas” explorado na propriedade por Milton Moresco e família, enfatiza que “sem dúvida alguma essa diversificação de atividade rural é que proporciona às famílias a permanecerem no campo”. É pequena, mas

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ajuda, e com este investimento do silo ele poderá pensar em aumentar a agroindústria, já que vai ter uma ração melhor. E a nossa função é essa, de trazer tecnologia da pesquisa, enfim, que a própria Emater gere essas pesquisas, no caso do armazenamento de secagem com ar forçado na propriedade, trazer para o produtor a extensão da Emater fazendo o meio de campo entre pesquisa e produtor. Agora depende do produtor querer fazer as coisas, concluiu.


RURAL

Sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rede Leite apresenta resultados em Campo Novo Casa de alvenaria e mobília adquiridas com dinheiro da produção de leite, uma das conquistas da família Cavalheiro, do interior de Campo Novo, foi apresentada no dia 22 de junho, durante encontro promovido pela Emater/RSAscar sobre o Programa em Rede de PesquisaDesenvolvimento em Sistema de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do RS (Rede Leite). Localizada na comunidade Pasta Mecânica, a propriedade de seis hectares visitada por técnicos e agricultores de sete municípios é uma Unidade Técnicos e produtores na propriedade da família Cavalheiro de Observação (U0), assim chamadas as 50 pequenas propriedades rurais do Laurindo Mattioni. “Meu Deus, melhorou cem por Noroeste gaúcho que fazem parte da Rede Leite. cento”, completou Silvana. Ano passado, o plantel “Tudo o que a gente tem hoje, deve às nossas de dez vacas leiteiras dos Cavalheiro produziu 30 vaquinhas”, disse a agricultora Silvana Cavalheiro. mil litros, dos quais 25 mil, foram comercializados Há cerca de quatro anos, o marido, Sérgio ao preço de R$ 0,75 e R$ 0,77 o litro. “Eles produzem Cavalheiro, sustentava a família trabalhando como leite basicamente a pasto, que é o jeito mais diarista. “Depois que ingressou na rede, essa família econômico”, disse Mattioni. “O custo para produzir aceitou o leite como principal atividade econômica”, um litro é de apenas R$ 0,30”, completou o técnico disse o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar, agrícola da Emater/RS-Ascar. Ao final do encontro, o grupo fez uma lista com várias propostas para qualificar a Rede Leite. As sugestões, segundo a extensionista de Bem-Estar Social da Emater/RS-Ascar, Elise de Moura Rosa, serão socializadas com as demais instituições que fazem parte da Rede Leite, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Clima Temperado, Unijuí, Unicruz, Fepagro, Instituto Federal Farroupilha – campus Santo Augusto, Cooperfamiliar e Agel. Informações - Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí Jornalista Cleuza Noal Brutti

A importância de um bom sistema de ordenha A máquina de ordenha é um dispositivo essencial para economizar mão-de-obra, e é utilizada em quase todas as fazendas de leite do mundo, que possuem um número significativo de vacas leiteiras. Se de um lado o equipamento contribuiu enormemente para o desenvolvimento da moderna indústria de laticínios em vários países do mundo, por outro lado tem sido falsamente acusado por problemas relativos à saúde do animal ordenhado e da qualidade do leite. É inquestionável que algumas dessas acusações são justificáveis pelo seu desempenho no princípio quando do seu surgimento no mercado de produção de leite. Contudo, progressos significativos têm sido alcançados nos últimos anos em relação aos projetos, manutenção e utilização dos equipamentos de ordenha em um cenário onde a produção de leite é mais crescente e se busca minimizar os problemas de saúde animal, melhorando a qualidade do leite

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extraído da vaca. Todo o sistema de ordenha, independente do tamanho ou sofisticação, tem os mesmos componentes básicos: Sistema de vácuo; Sistema de pulsação; Sistema de extração do leite e Sistema de transporte. Comparando-os com qualquer outro equipamento da propriedade leiteira, os sistemas de ordenha são os mais utilizados em números de horas por ano e, como são usados para obtenção do principal produto comercializado pela propriedade, deveriam ser mantidos em excelente condição operacional. Os produtores devem solicitar às empresas fornecedoras de equipamentos, ou outro especialista, que faça uma avaliação periódica de todo o sistema de ordenha usando equipamentos de testes apropriados para garantir que o mesmo esteja funcionando dentro dos padrões e das normas técnicas. Fonte: Revista Mercado Leiteiro

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A importância do setor lácteo gaúcho Em primeiro lugar, é preciso dizer que tenho muita satisfação em escrever nessa coluna do Jornal Celeiro. Espero poder contribuir um pouco para aqueles que lerem o material. Nesta edição gostaria de salientar a importância do setor lácteo, que envolve produtores, indústria e governo, seja em nível municipal, estadual ou federal. No caso do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, são mais de 120 mil secretário executivo do produtores de leite que Sindilat/RS diariamente ajudam a movimentar a economia do nosso Estado, juntamente com as indústrias de laticínios e a parte final do processo, os consumidores, gerando mais de R$ 6 bilhões. Essa introdução mostra a grandeza desse segmento e a sua importância para a região de Santo Augusto e para o Estado, cujo agronegócio, nos últimos anos, tem sofrido com a escassez de chuva, danosa principalmente para os grãos. Pois é aí que o leite tem se destacado ainda mais: de uma atividade antes vista de subsistência, como um complemento no orçamento familiar, hoje em dia muitas famílias e propriedades rurais já a têm como principal e responsável por pagar o estudo dos filhos. Claro que esse desenvolvimento da atividade não se deu por acaso e tem a participação ativa dos produtores, que investem em ordenhadeiras, resfriadores, tratores, enciladeiras e instalações, entre outros equipamentos que fazem parte da atividade láctea, e também em genética apurada e alimentação saudável e resistente para os animais. O setor industrial, por sua vez, tem instalado modernos parques industriais, e os governos, nos três níveis, têm ajudado a desenvolver o segmento. O Rio Grande do Sul, que ocupava a quinta posição na produção de leite do país, desde 2009 tem se mantido em segundo lugar, atrás apenas de Minas Gerais e à frente de estados importantes na atividade, como Paraná, Santa Catarina e Goiás. Nesse crescimento considero como importantes duas decisoes que o setor lácteo tomou: 1) a criação do Conseleite, que começou a divulgar os seus preços de referência a partir de 2007. O Conseleite é um órgão paritário composto de oito representantes dos produtores, envolvendo Fetag, Farsul, Fecoagro, Associação de Gado Holandês e Jersey e oito representantes do setor industrial, representada pelo Sindilat/RS e suas associadas, sem participação do governo, e com uma metodologia própria e cálculos desenvolvidos pela Universidade de Passo Fundo, e nos estados de SC, PR e MS pela Universidade Federal do Paraná (www.conseleite.com.br). 2) A criação do Fundesa (www.fundesa.com.br), que separa os recursos arrecadados pela pecuária de leite, pecuária de corte, suínos, aves e ovinos em contas individuais e os destina a combater primeiramente a aftosa e, passado esse fantasma que seguidamente ronda a nossa atividade, na pecuária de leite indeniza a perda de animais condenados por tuberculose e brucelose. O nosso Estado destaca-se por ser o único da Federação que indeniza o produtor quando o seu rebanho é acometido desse vírus. A formação do Fundo se dá pelo recolhimento de contribuição do produtor e da indústria. Autorizado pelo governo, o fundo é público, mas tem administração privada (produtores e indústrias), com supervisão do Tribunal de Contas do Estado. O Fundesa tem sido um parceiro importante do governo estadual, principalmente da Secretaria da Agricultura, na modernização do IVZs (Inspetorias Veterinárias) e na política de sanidade animal. Por ações como essas, que parecem simples, é que passa o crescimento da bacia leiteira do RS, que cresceu 67% no período de 2004 a 2007 e que tem ainda muitos desafios a serem vencidos, como conseguir aumentar a produtividade de vaca/ano/hectare com custos compatíveis com os principais países que são referência na produção de leite mundial, como Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Alemanha e Nova Zelândia. Como se vê, o RS tem excelentes condições para se tornar referência não só no Brasil como no mundo, mas para isso terá de fazer a lição de casa, que defendemos via Conseleite (Farsul, Fetag, Fecoagro e Sindilat), a saber: 1) Criação de um centro de Inteligência do leite; 2) Criação de escolas técnicas para trabalhar e gerenciar propriedades leiteiras e indústrias de laticínios; 3) Incentivo ao fomento; 4) Instalação de centro de pesquisa do leite da Embrapa para a Região Sul (RS, SC e PR). Um grande abraço a todos, e bebam leite. Ele ajuda a crescer na saúde e na economia.


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Sexta-feira, 29 de junho de 2012

SAFRA DE VERÃO

Agricultor planeja lavoura de soja Frustração da última safra não intimida homem do campo que já organiza a safra 2012/2013 Os prejuízos deixados pela forte estiagem que praticamente liquidou lavouras de soja não estão intimidando o produtor rural. Sem muito tempo para lamentações, a movimentação em empresas e cooperativas agrícolas começa a criar corpo e os primeiros negócios pensando na safra 2012/2013 da oleaginosa se consolidam. De acordo com o Engenheiro Agrônomo Leonardo Depiere Losso, Gerente de Unidade da Tarumã Comércio e Representações, empresa que também atua no segmento de sementes, a movimentação dos produtores em busca de reserva de sementes de soja é considerada boa para o período. Segundo ele, informações de que a estiagem poderá acarretar em redução de oferta deixou os sojicultores preocupados. “Muitos por precaução decidiram antecipar as reservas. Hoje em nossa empresa 30% dos negócios estimados com sementes de soja estão em andamento com as reservas”, disse o agrônomo. Ele salienta dizendo que não há no momento indicativo concreto de que haverá falta de sementes para a semeadura da safra 2012/2013, porém há uma restrição na oferta comparada às safras anteriores. “Claro que a estiagem que comprometeu a produção de soja tem reflexos futuros no setor, pois aqueles agricultores que guardam grãos dentro de suas propriedades para utilizar como semente para a próxima safra, este ano possuem pouco volume de produto e com baixa qualidade fisiológica”,

explica. Coloca ainda que este fator vai aumentar a procura junto às empresas produtoras de sementes. Para o agrônomo, a frustração da última safra não terá interferência na decisão da área a ser ocupada pela soja. “O que deverá acontecer é uma pequena redução nas áreas destinadas ao cultivo de milho, proporcionando um pequeno incremento no espaço a ser ocupado pela oleaginosa”, frisa. Justifica sua projeção tomando por base o comparativo de custos de produção e preços praticados no mercado de soja e milho, sendo que a oleaginosa está sendo mais atrativa no momento para o produtor rural. No entanto explica que o milho continua sendo muito importante para o Sistema Plantio Direto, uma vez que a introdução desta cultura no sistema de rotação, proporciona maior aporte de palha, reduzindo a erosão e trazendo benefícios sobre os atributos físicos, químicos e biológicos do solo. Outro detalhe que leva o agrônomo a projetar aumento de área da soja é o fato de que existem produtores de milho esporádicos, ou seja, aqueles que plantam pelo impulso do momento. Como houve frustração forte no milho estes produtores migram para a soja. Segundo as recomendações técnicas, o início da semeadura de soja na região ocorre a partir do dia 20 de outubro. De acordo com Losso existem algumas regras que devem ser adotadas pelos sojicultores. Uma medida simples, mas muito importante, é planejar uma semeadura escalonada

Leonardo Depiere Losso

com a utilização de cultivares de diferentes ciclos de maturação, diminuindo assim o risco de perdas de produtividade por estresse hídrico no período em que a soja mais necessita de água, principalmente no estádio de floração. “Quando a estiagem ocorre no início do verão, os cultivares mais afetadas são as precoces e quando a falta de água ocorre no tarde, as mais afetadas são as tardias”, explica. Outro

SOJA - Novo recorde No balcão a saca da oleaginosa atinge R$ 59,00 e produtores aproveitam para comercializar no mercado a termo, com entrega do produto em maio, já que o bom momento da cultura favoreceu a venda do produto desta e de safras anteriores que estavam estocadas O preço da soja de balcão atingiu nesta semana R$ 59,00 a saca – valor recorde. No Porto de Rio Grande chegou a ser cotada na casa dos R$ 71,50/sc segundo o site Safras & Mercados. E a tendência é dos preços de manterem nestes patamares. No momento, com a frustração da safra de verão, há pouco produto físico a ser comercializado e, pelos preços estarem vindo desde o mês de março num cenário favorável, os produtores desovaram os estoques. Desta forma, a grande mobilização é pelo travamento de negócios no mercado futuro. Existem alguns componentes básicos que elevam o preço da soja: a escassez de produto no mercado e isso, vinculado a um baixo estoque no mundo, a quebra na produção da América do Sul, condições de clima não favoráveis para a soja americana nesse momento e ainda, uma moeda nacional mais desvalorizada perante o dólar. Estes fatos têm levado aos preços atuais. O produtor de Palmeira das Missões, Jair Pazinato, 37 anos, possui 180 hectares destinados ao cultivo da oleaginosa. No ano passado, ele havia travado contratos futuros para entrega em maio. Ele diz que com os preços daquele momento, acabou perdendo um pouco, pois o negócio foi

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firmado em R$ 50,00 a saca e os preços estavam mais elevados. Porém diz que todos os anos faz esse tipo de negócio porque é uma garantia p a r a pagamento de a l g u m a s dividas, como por exemplo, de maquinário. Por isso, está se organizando para já fazer algumas vendas no mercado a termo e aproveitar os bons preços.

Venda futura chega a 13% no RS. Preços altos e perspectiva de uma safra melhor, de 12 milhões de toneladas no ciclo 2012/2013, estimulam os conservadores produtores gaúchos a antecipar a venda futura da soja. A comercialização, que habitualmente ocorre a partir de agosto, já estaria em 7%, segundo a Safras&Mercado, e em até 13%, pela AgRural. O analista sênior da Safras&Mercado, Flávio França Júnior, observa que na Bolsa

de Chicago os preços para 2013 não estão excepcionais. O valor para maio/ 2013, de 13,13 dólares por buschel, está 1,30 dólar menor do que o de julho/2012. “Isso demonstra que o mercado futuro está apontando para uma safra cheia nos EUA e também na América do Sul. Mas nada é certo, porque os EUA estão enfrentando um período de escassez de chuvas.” França Júnior explica que, nesse caso, a venda se torna atrativa porque o câmbio está forte. O analista da AgRural, Fernando Muraro, avalia que para o padrão gaúcho a venda futura está bastante aquecida e este é o momento de vender parte da safra. Para o diretor da Capital Corretora, Farias Toigo, a venda futura cresce pela expectativa de problemas na safra dos EUA. Com a escassez de chuva pode haver redução de estoques ou perda de qualidade, mas isso ainda é especulação, diz Toigo. Diário da Manhã/ Correio do Povo/ Jornal O Celeiro

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benefício desta medida é o aumento do período de colheita, possibilitando que o produtor conclua esta operação em tempo hábil, minimizando as perdas e otimizando a colheita. A semeadura tem indicação técnica até 25 de novembro, no entanto, alguns produtores estendem essa operação até o mês de dezembro. O município de Santo Augusto deve plantar acima de 33 mil hectares de soja este ano.

Plano Safra 2012/2013 terá R$ 115,2 bilhões em crédito O governo disponibilizará na safra 2012/2013, com início em julho, R$ 115,2 bilhões em crédito à agricultura empresarial. O valor é 7,7% maior do que o destinado ao setor no ciclo 2011/2012, R$ 107,2 bilhões. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 será anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta quinta, dia 28, no Palácio do Planalto. Nesta terça, dia 26, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, reuniram-se com a presidente para fechar os últimos detalhes do plano. A taxa de juros de referência das operações deve ser reduzida de 6,75% para 5,5% ao ano. Além de ampliar os recursos destinados aos médios produtores e às cooperativas, uma tendência da última safra, o plano da agricultura empresarial deve focar também em incentivos à produção orgânica. Técnicos envolvidos nas negociações adiantaram ainda que trabalham para ampliar o seguro agrícola. – Teremos um seguro agrícola mais amplo. Será o melhor plano safra da história – prometeu o ministro Mendes Ribeiro. O Plano Safra da Agricultura Familiar será lançado no dia 4 de julho. O montante de R$ 18 bilhões em crédito para os pequenos produtores, aumento de 12,5% em relação ao ciclo anterior, foi anunciado no fim de maio, durante o Grito da Terra, que reuniu diversas entidades representantes do setor. Haverá também anúncio de redução de juros.


RURAL

Sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Voz do Campo

Endividamento agrícola

Programa A Voz do Campo, todos os sábados das 08:00 às 10:00 com apresentação de Marcelo Brum. Associação A Voz do Campo e faça parte do projeto de comunicação e defesa do produtor rural que mais cresce no agronegócio gaúcho. Hoje o programa chega a mais de 150 municípios e mais de UM MILHÃO de gaúchos já

podem ouvir A Voz do Campo. PROGRAMA OFICIAL DO PRODUTOR RURAL. Retransmitido por 3 emissoras de rádio: VERDES PAMPAS FM 102.1 DE SANTIAGO, SORRISO FM 103.5 DE PANAMBI e CIRANDA FM 105.5 DE CHIAPETTA/ SANTO AUGUSTO

Em Capão do Cipó No dia 9 de junho A Voz do Campo esteve em Capão do Cipó. Representantes de 21 municípios marcaram presença na mobilização de produtores rurais. É a classe produtora se mexendo. De Chiapetta/RS saiu um ônibus com 40 pessoas representando a região no evento. Capão do Cipó no programa

Em Não-Me-Toque Já no dia 16/06 o programa foi realizado dentro da fábrica da Stara em Não Me Toque. O diretor presidente Gilson Trennepohl participou do programa mostrando muita simplicidade e alegria, falou da sua história de vida, das dificuldades que passou, da carreira de repórter de rádio, e como ingressou na empresa como motorista até se tornar o comandante da indústria que hoje é considerada a maior do Brasil e uma das maiores da América Latina . O dono da Stara também falou da corrupção no Brasil, burocracia em órgãos do governo e chamou atenção de líderes e representantes que não produzem nada. Foi um bate papo interessante e extremamente importante cheio de colocações fortes transmitidas por quem tem autoridade, afinal de contas, Gilson Trennepohl assumiu o comando da Stara em 2006 com faturamento de 60 milhões, e em 2011 saltou para 570 milhões. Participaram do programa A Voz do Campo além de Gilson Trennepohl dono da

Stara, Alexandre van Ass produtor rural, empresário e vice-presidente da Associação A Voz do Campo, Gilberto Maldaner produtor rural de Condor (amigo particular do Gilson), Pedro e Renato Marodin diretores da Rádio Ciranda e Jornal O Celeiro de Santo Augusto.

A Voz do Campo em Não-Me-Toque

Em Cruz Alta No último dia 23/06 o programa foi realizado na CCGL em Cruz Alta, considerada uma das maiores indústrias de produção de leite do Estado. Participaram da programação, Jair Melo coordenador de suprimento e mercado, Michel assistente técnico, Vanderlei responsável pela logística, Luiz Otávio coordenador de pesquisa e também tivemos a visita do presidente do Grupo Fockink Siegfried Kwast, Cleiton Hach e Atilio Lang representante da Fockink em Cruz Alta e região. O assunto em pauta foi a produção de leite, e o que a CCGL tem buscado de tecnologia para benefício do produtor rural. Jair Melo destacou também a dificuldade que a indústria gaúcha enfrenta com a importação de leite do exterior por parte do Brasil. Isto não é bom para o nosso desenvolvimento, afirmou o responsável de mercado da CCGL.

Debates em Cruz Alta

Hoje 29/06 ocorre a gravação do programa em Santo Ângelo, juntamente com o protesto Te Mexe Produtor Rural. Ele será retransmitido no sábado dia 30/06.

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A atividade rurícola exige muitos investimentos para atender a demanda de alimentos. Produzir significa investir muito capital e trabalho. Mas nem sempre a atividade realizada gera renda. Além da eficiência, da capacitação e especialização do trabalho, o clima tem fundamental importância Dr. NÉRI PERIN – Advogado no desenvolvimento da DIREITO AGRÁRIO atividade primária. Passo Fundo-RS Apesar de realizar pesados investimentos em novos e modernos equipamentos, desenvolver técnicas de plantio direito, melhorar a estrutura de armazenagem e instalações, as intempéries e as políticas econômicas equivocadas, impuseram endividamento ao Setor Primário. Precisamos mudar o cenário. A atividade rural deve produzir renda. A vida no campo deve ser compatível com a da cidade. E não é. Do jeito que está, verificamos a falência do setor mais importante da economia, não é sem razão que denominado é primário. O endividamento agrícola é o primeiro obstáculo a ser removido. Rapidamente. Não há tempo para espera. Fazendas estão sendo levada a leilão, faltam recursos para custeio das atividades. O Congresso Nacional, ciente destas dificuldades e da necessidade de garantir abastecimento alimentar, de evitar o êxodo rural e a favelizaçao urbana, tratou de intervir. Já passou pela Comissão Permanente de Agricultura e Abastecimento o Projeto de Lei 2092/ 2007 e, com grata satisfação, segue para a Comissão de Constituição e Justiça, onde terá Parecer Conclusivo, quer dizer, se aprovado não vai a Plenário para votação, segue para o Senado para ratificação e transformação em Lei. Anima-nos, e muito, saber que o Deputado Jerônimo Goergen foi reivindicar a relatoria deste Projeto de Lei, e obteve êxito. Isso realmente mostra o interesse que o Jovem Deputado tem em cooperar na solução do problema. Do seu trabalho e empenho, depende a sorte de milhares de produtores rurais. O texto é bom, e as medidas solucionam quase todos os problemas. A pedido do ilustre parlamentar, no dia 19.06.12, na cidade de Santo Ângelo, a APROSOJA-RS esteve reunida em Assembleia, sugerindo algumas modificações para aperfeiçoar o PL 2092/07. A Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul empenhou incondicional apoio, forças unidas podem e vão chegar a uma solução para o grave problema de endividamento. Mas precisa mais. Políticas que assegurem renda nas atividades rurais são o segundo passo a ser dado. Por ora, desejamos êxito ao trabalho do Deputado Jerônimo Goergen.


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Sexta-feira, 29 de junho de 2012

ARASAR - Associação dos Revendedores de Agroquímicos de Santo Augusto e Região 1) O que é ARASAR? A ARASAR, Associação dos Revendedores de Agroquímicos de Santo Augusto e Região é uma associação civil, sem fins lucrativos. Foi criada para facilitar a entrega das embalagens vazias de agroquímicos pelos produtores rurais. A ARASAR faz parte do funcionamento do Sistema Campo Limpo, legislação que atribui a cada elo da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento da logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos. O que me deixa feliz como cidadão da região celeiro, é que a ARASAR está facilitando o trabalho dos produtores rurais, que são responsáveis por aproximadamente 36% das exportações, 37% dos empregos e representam 24% do nosso PIB. É devido a estes homens e mulheres que se torna possível alimentar um planeta terra com mais de 7 bilhões de pessoas. Pode-se dizer que os agricultores da região são privilegiados por terem a ARASAR, conheço várias regiões produtoras e sei que um dos problemas enfrentados por estes produtores é aonde entregar as embalagens vazias de agrotóxicos, problema resolvido na nossa cidade.

2)Quem são os integrantes? As empresas que fazem parte da ARASAR são: AGROFEL, COOPLANTIO, COTRIJUI, IMACOL, LUPA, PLANTA SUL, RAÍZES, TARUMÃ.

3)Objetivo da ARASAR? A ARASAR tem como objetivo defender o interesse dos associados perante as entidades pertinentes ao uso de produtos fitossanitários utilizados na agricultura; promover e fomentar a educação ambiental junto

Prorrogado o prazo para inscrição no Programa Cartão Estiagem A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) prorrogou o prazo das inscrições para

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à sociedade e seus membros associados. O principal motivo para darmos a destinação final correta para as embalagens vazias dos agrotóxicos é diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. O trabalho da ARASAR consiste em receber as embalagens vazias de agrotóxicos em local mais acessível aos produtores rurais, a fim de estimular a devolução, ou seja, o funcionamento do Sistema Campo Limpo.

4)Qual é o procedimento de orientação ao agricultor para a entrega de embalagens vazias de agrotóxico?

Jerônimo Dias Menegon, Eng. Agrônomo, Cooplantio Santo Augusto, presidente ARASAR

O procedimento de orientação ao agricultor fica a cargo das empresas associadas, que possuem a responsabilidade de educar, orientar e auxiliar seus clientes e cooperados sobre o recolhimento das embalagens vazias de produtos fitossanitários utilizados na agricultura. As embalagens devem ser direcionadas ao posto de recolhimento da ARASAR que fica instalada juntamente com a UTAR – Usina de Tratamento e Reciclagem de Lixo de Santo Augusto, na RS 155. Os vasilhames devem ser devidamente lavados (tríplice lavagem) e furados. As coletas não são realizadas nos domicílios.

o Programa Cartão Estiagem para o dia 9 de julho. Pequenos agricultores que sofreram perda total ou parcial da produção agropecuária em função da seca de 2011/2012 ganharam mais dez dias para apresentar a documentação aos Conselhos Municipais de Agricultura ou para suas entidades representativas. Outra modificação feita na inscrição do benefício é a não obrigatoriedade de apresentar a Declaração de Aptidão da Pronaf (DAP). Para o credenciamento, agora basta que o beneficiário conste na lista de DAP’s válidas, elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

5) Que dias é feito a coleta? As embalagens podem ser levadas ao posto de recolhimento da ARASAR de segunda a sexta em horário comercial.

6) Responsabilidade da entrega das embalagens vazias? A nova legislação federal disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor e para o fabricante. O não cumprimento destas responsabilidades poderá implicar em penalidades previstas na legislação específica e na lei de crimes ambientais (Lei 9.605 de 13/02/98), como multas e até pena de reclusão.

Cartão Estiagem O programa foi criado com o objetivo de repassar recursos de concessão de crédito a agricultores familiares prejudicados pela estiagem, para viabilizar a aquisição de insumos, alimentação humana ou animal. Foram liberados pelo Governo do Estado R$ 45 milhões destinados a 100 mil famílias de pequenos agricultores que receberão benefício de R$ 400, além de 8 mil famílias de assentados da Reforma Agrária e 1,2 mil famílias quilombolas, que contarão com bolsa de R$ 500. LINHA ESPECIAL PARA AGRICULTURA FAMILIAR – Os Agricultores familiares atingidos pela seca terão direito a uma linha de crédito especial. O valor será até R$ 10 mil por agricultor, com juro de 1% ao ano e carência de três anos.

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É tempo de...

Eng. Agr. Vinicius Lourenzon vini.lourenzon@terra.com.br

Frente às dificuldades impostas pelo cenário agrícola, seja por condições climáticas, comercialização, políticas de preço, subsídio,... o empresário rural (agricultor) precisa estar muito atento as inovações, atualizando se constantemente e principalmente tomando as ações nos momentos certos, pois frente a este cenário, erros não são mais permitidos porque normalmente custam muito caro no fim das contas. Estas ações a que me refiro são na tomada de decisões como, por exemplo, qual a cultura a ser implantada, qual a melhor variedade para determinado manejo pretendido, qual a melhor época de plantio, qual a densidade de plantio, qual o melhor espaçamento, que insumo usar, quando e que dose usar de determinado insumo para ter um melhor retorno sobre este investimento, quando e como comprar (troca, a vista, financiamento...), quando e como comercializar (vender na bolsa, fixar futuro, troca, EGF,...) e muitas outras ações que no dia a dia o agricultor tem que tomar e definir. Trigo 1. Em fase final de plantio é hora do agricultor começar a planejar a adubação de cobertura. Essas duas etapas (plantio e adubação de cobertura) estão entre as principais para o sucesso da lavoura, pois além de representarem cerca de 60% do custo total da lavoura, erros nessa fase não poderão ser corrigidos futuramente e custarão muito caro. Para um melhor aproveitamento do nitrogênio e para uma maior produtividade de grãos, a melhor estratégia é dividir a dose a ser usada em três etapas (plantio, inicio do perfilhamento e inicio da elongação). Em dias, estes estágios variam conforme o ciclo de cada variedade e a sua identificação é bastante criteriosa, para isso o ideal é consultar um engenheiro agrônomo. Para algumas variedades recomenda se fazer uma aplicação de nitrogênio (20 kg/há de N) na fase de espigamento para melhor a qualidade industrial do trigo. Trigo 2. Outra ação a ser tomada nos próximos dias é o controle de plantas invasoras, dentre as principais o nabo, a buva, o azevém, a aveia e demais invasoras de inverno. Especialmente para o caso da buva, se não fizer um bom controle no inverno, no verão se tornará mais difícil e oneroso. Quanto às condições de aplicação, ao tipo de produto, a dose a ser usada, consultar um engenheiro agrônomo. Trigo 3. Atentar para a presença de pragas (coros, lagartas, pulgões, formigas,...) na lavoura. Uma vez identificado alguma dessas pragas, consulte um engenheiro agrônomo para definir qual a melhor estratégia de controle a ser adotada. Nunca esqueça, prevenir é melhor que remediar.


celeiro rural