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ANO 1- Nº 03 SANTO AUGUSTO/RS - AGOSTO 2012

Agronegócio floresce em Esteio Até este domingo, a 35ª Expointer ostenta a marca da inovação e da qualidade como fatores que impulsionam a economia gaúcha. Estão em exposição, em Esteio, as modernas tecnologias, as máquinas mais modernas, o que de melhor a genética de nossa pecuária tem, os melhores exemplares das raças criadas em solos gaúchos. É o Rio Grande do Sul mostrando ao mundo as suas principais riquezas, resultado da operosidade de sua gente. Páginas 4 e 5 Gado Gir Leiteiro Foto: Vilmar da Rosa/Seapa

Competição de Pastoreio de ovelhas, com cães Border Collie. Foto:Tárlis Schneider/Especial Expointer

Agricultura familiar na Expointer. Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

Movimentação do público durante o primeiro dia de Expointer. Foto: Alexandro Auler/Especial Expointer

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Tradicional banho de leite nos produtores campeões do concurso de leite. Foto:Claudio Fachel/Palácio Piratini


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Sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Editorial

O futuro em exposição Qual a idade da agricultura? Impossível de precisar, pois desde os tempos já perdidos na memória da humanidade, desde a gênese, seguindo relatos bíblicos, o homem necessita de alimento para desenvolver-se. E alimentos, quando esgotado o extrativismo, só podem ser obtidos pelo trabalho agrícola, pelo amanho da terra. Decerto, enfim, quando rareavam a caça, a pesca e os produtos naturais (frutos, por exemplo), o homem teve que adotar novos métodos para sobreviver, aprendendo, então, o plantar em vez de coletar, a pastorear em vez de caçar. Ao longo dos milênios, a agricultura obteve grande desenvolvimento, dos rudimentares instrumentos agrícolas às modernas máquinas, períodos de evolução lenta, outros mais rápidos. Mudanças, aliás, hoje cada vez mais rápidas. Desde então, o homem primitivo, deixando seu berço de floresta, tem aberto penosamente o caminho da civilização. A princípio, esforços centrados nas planícies de rios, onde terras férteis e bem regadas eram fáceis de serem cultivadas. Nos últimos tempos, até a ciência se aplica à agricultura. Descobriu-se, por exemplo, que a germinação da semente e o crescimento da planta podem ser condicionados por substâncias químicas. E o futuro? Esteio, em tese, mostra o futuro. Um futuro relativo, pois em exposição uma realidade sob muita maquiagem e ornamentação. Muito da tecnologia, que projeta o futuro, ainda continua distante, fora do alcance da maioria dos agricultores. Muitos apenas continuarão trabalhando para simplesmente sobreviver.

Sindicatos apresentam expofeiras e BB anuncia R$ 50 milhões Atendendo a solicitação da Farsul, o Banco do Brasil (BB) anunciou na Expointer a disponibilização de R$ 50 milhões para financiar aquisição de animais em expofeiras de primavera. Segundo o gerente de mercado de agronegócios do banco no Estado, João Paulo Comerlato, o volume é semelhante ao que foi liberado na mesma temporada no ano passado e deve ser suficiente para atender à demanda. Ele informou o valor no lançamento de 22 expofeiras, realizado na tarde desta quartafeira, na Casa da Farsul, em Esteio. Para o presidente da Comissão de Feiras, Exposições e Remates da Federação, Francisco Schardong, as primeiras vendas realizadas na Expointer indicam uma boa temporada de comercialização. “Acho que a seca não deve prejudicar tanto a pecuária. Acredito que teremos nas pistas os mesmos valores de comercialização do ano passado, que já foram remuneradores”, projetou Schardong. A linha MCR 6.4 tem juros de 5,5% ao ano e prazo de pagamento de dois a três anos (matrizes e reprodutores). Mas, para a agricultura empresarial, há duas alternativas com juros mais baratos, de 5% ao ano. Uma delas é o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, para produtores com renda média anual de até R$ 1,6 milhão, dependendo do caso, e prazo de dois a três anos. O ABC é ainda mais vantajoso, com prazo de pagamento que pode chegar a até cinco anos. Mas, nessa linha, a aquisição de animais deve fazer parte de um projeto maior de agricultura de baixo carbono. O investimento com animais, nesse caso, pode chegar a 40% do valor do projeto. Assessoria de Imprensa Sistema Farsul

EXPEDIENTE DIRETOR: Pedro Valmor Marodin EDITOR: Renato Marodin DIAGRAMAÇÃO: Cleusa Strada/Adriane Dorneles REDAÇÃO: Lúcio Steiner/Alaides Garcia dos Santos

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RURAL Manejo de doenças em cereais de inverno Existem diversos fatores determinantes para o sucesso de altas produtividades com qualidade nos cereais de inverno, em especial aquelas culturas de maior expressão, que são principalmente o trigo e a aveia. O Informativo da COTRIJUI do último domingo (26.08) abordou o tema: Doenças nas Culturas de Inverno, as quais podem ser ocasionadas por fungos, bactérias e viroses. A fim de diminuir os riscos de produtividade e alcançar altos rendimentos nestas culturas, o Engenheiro Agrônomo Osmar Lohmann, fez importantes recomendações aos produtores. Segundo o Engenheiro Agrônomo, até o momento o cenário se apresenta muito positivo para trigo/aveia. “Temos observado emergências muito boas, excelentes uniformidades, bom perfilhamento, e tudo isso corresponde a um excepcional desenvolvimento vegetativo, além de cenários comerciais melhores que nos anos anteriores, motivos que entusiasmam a investir na cultura”. Por outro lado os últimos dias também tem sido favoráveis ao desenvolvimento das doenças comuns no inverno, em razão das condições ambientais favoráveis, tais como temperaturas e molhamento foliar. Dito isto, doenças como oídio, manchas foliares e ferrugens, tem surgido simultaneamente nas lavouras, observando-se maior pressão de doenças em áreas repetidas trigo/trigo, ocorrendo uma maior pressão de doenças em virtude da baixa decomposição dos restos culturais de trigo da safra anterior, devido as poucas chuvas ocorridas no verão e outono. Além disso, a entrada de doenças já ocorre também via semente, essa é a razão pela qual ocorre presença de manchas foliares, muitas vezes em áreas de rotação , o que torna importante sempre a desinfecção das sementes com fungicidas no tratamento de semente. Então, se para manchas foliares a entrada ocorre via semente e restos culturais, para oídio e ferrugens, normalmente ocorre por plantas guaxas que se desenvolvem durante o verão ou plantas hospedeiras como azevém que transmite helmintosporiose. Além das doenças citadas ainda ocorrem os carvões e podridões radiculares. Além disso, ocorrem a presença de viroses e bacterioses. De maneira geral, estratégias como Tratamento de Sementes, rotação de culturas trazem vantagens adicionais no manejo de doenças que podem corresponder em até 30% na produtividade. É necessário que entendamos que a partir do momento que se tem a necessidade de efetuar o controle de doenças fungicas, se tenha em mente, que o controle de doenças esta diretamente ligada a manutenção da área foliar. Para tanto, deve-se entender que, manutenção de área foliar se consegue com proteção de plantas. Por muito tempo entendia-se que, em trigo, bastava a manutenção da folha bandeira para obtenção de produtividades razoáveis. Dessa forma, iniciavam-se as aplicações visando o controle das doenças tardiamente. Entretanto, hoje sabe-se através de ensaios realizados pela pesquisa e pela cooperativa, que aplicações de fungicidas em estágios mais precoces, ou seja, já a partir do perfilhamento, garantem altos rendimentos, aliados aos demais manejos. Em trigo/aveia é desejável que se chegue a fase reprodutiva com 3-4 folhas por espiga, para que se tenha disponível o máximo de fotoassimilados sendo drenados para os grãos, obtendo-se o maior numero de grãos/espiga com o máximo de peso. Para alcançar tal objetivo devemos entender que os cuidados devem ocorrer desde as primeiras fases. A fase de emergência até o afilhamento ocorre entre 30-45 DAE. Nessa fase já podem ocorrer doenças como oídio, ferrugem e mancha foliar. Geralmente a presença de oídio diminui a partir do alongamento, mas manchas foliares e ferrugens continuam ocorrendo até o final do ciclo. Um aspecto importante que deve ser lembrado, e que precisa ser planejado já no inicio da implantação da lavoura, refere-se ao perfil do material ou materiais a serem cultivados, ou seja, a suscetibilidade de cada material as diferentes doenças. Quando ocorrem doenças já no inicio é importante se fazer o controle o quanto antes, a fim de diminuir os danos na cultura, e consequentemente o desempenho do fungicida, principalmente no que se refere ao residual do fungicida. Outro item importante que precisamos observar referese ao fungicida certo para cada situação, pois muitas vezes se faz necessário a utilização de misturas de mais de um fungicida, e/ou grupo químico, em razão da existência de diferenças de ação dos fungicidas sobre as doenças. De forma geral, recomenda-se o uso de misturas de strubirulinas com 2 triazois, a fim de maior espectro de controle, capaz de atender o controle eficientemente. Efetivamente, não podemos esquecer-nos de observar os itens de tecnologia de aplicação, já conhecido por todos. Além, das doenças foliares, temos também as doenças de espiga no trigo, principalmente giberela. Aplicações fungicas tem eficiência limitada. Nessa situação, o bom mesmo é que as condições ambientais sejam favoráveis na fase da floração. Importante é dar atenção ao atual momento, visando proteger as plantas e controlar as doenças, buscando a manutenção da área foliar verde. Para orientações e esclarecimentos de duvidas procure o Departamento Técnico da Cotrijui de sua Unidade. Fonte: Cotrijui

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Carolina Bilibio, é doutora em Engenharia Agrícola pela Universidade de Lavras/UniKassel. carolina.bilibio@yahoo.com.br

Pensando gestão rural e a educação! “Se a educação sozinha não pode tranformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” (Paulo Freire) O Brasil segue com o processo de urbanização iniciado nas últimas décadas. Atualmente cerca de 84,36% da população do país reside em centros urbanos enquanto que 15,64% (29.830.007 milhões de pessoas) encontra-se no meio rural. A população rural tem apresentado índices decrescentes, no ano de 2000 este percentual era de 18,8%; 1991 24,4%; em 1980 - 32,4%; 1970 - 44,1%; 1960 - 55,3%; 1950 - 63,8%. A região nordeste atualmente é a que concentra o maior percentual da população no meio rural, 26,87%, enquanto a região sudeste apresenta a menor proporção de pessoas no campo, 7,05% (Sul - 15,05; Centro-oeste: 11,21; Norte: 26,47). E como estão estes percentuais em outros países? Vejamos: a Alemanha possui 12% da população no meio rural; França: 24%; Rússia: 27%; China 48,73%; África do Sul: 43%; Índia: 70%. Segundo alguns autores, muitas pessoas continuarão vivendo no meio rural principalmente em países em desenvolvimento, reflexo da dependência econômica e de subsistência das atividades agrícolas. E a educação... como estamos? O analfabetismo no Brasil, considerando a população com 15 anos de idade ou mais, reduziu de 13,6% em 2000 para 9,6% em 2010, sendo que 50% deste total concentra-se na região nordeste. O percentual de analfabetismo brasileiro é inferior ao de outros países incluídos no grupo com maior potencial econômico (BRICS), a África do Sul possui 12,4% e a Índia: 34,9% de analfabetos, porém ainda superior ao da Rússia, 0,6% e a China: 7,5% de analfabetismo. Considerando o meio rural, este concentra a maior proporção de analfabetos no Brasil, 23,8% da população rural brasileira enquadra-se no analfabetismo (enquanto em 2000 era 28,8%), contrapondo a situação urbana que atualmente é de 7,3% de analfabetos. Reduzir o número de analfabetos é um grande desafio e um dos indicadores mais importantes da atualidade. Os dados do censo escolar de 2008 mostram que a escolaridade média da população brasileira, de 15 anos ou mais que vive na zona rural, é de 4,5 anos, enquanto que para a população urbana é de 7,8 anos de estudo, ficando evidente a necessidade de ações efetivas para a diminuição dessa desigualdade. De acordo com alguns autores, a educação pode (1) aumentar a produtividade das atividades agrícolas; (2) aumentar a produtividade do trabalho; (3) facilitar a adoção de novas tecnologias; (4) inserir socialmente os agricultores na sociedade moderna. A educação pode ainda (5) contribuir para a redução do crescimento populacional; (6) reduzir a taxa de mortalidade infantil; (7) promover melhores condições sanitárias, de alimentação e de saúde; (8) reduzir a pobreza; (9) fomentar a democracia; (10) estabelecer uma maior preocupação ambiental. Destaca-se neste contexto, a rede federal de educação profissional, científica e tecnológica, que possui mais de 354 unidades distribuidas em todo o território nacional oferecendo mais de 400 mil vagas em todo o país, nesta rede se insere os 38 institutos federais de educação, oficializados em 2008. Muitos dos estudantes que utilizam esta estrutura são provenientes do meio rural, que por meio de tranportes públicos ou privados deslocamse diariamente em busca uma melhor qualificação profissional e desta forma, avanços no desenvolvimento das atividades rurais e também na qualidade de vida. Investir em educação beneficia o indíviduo, a sociedade e o mundo como um todo. A educação é um dos mais poderosos instrumentos de desenvolvimento social, econômico e ambiental.


RURAL

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EXPOINTER, a vitrine do agronegócio do país O agronegócio nacional vive o seu auge. Desde sábado, 25/08, até este domingo, com 7927 animais inscritos e 2308 expositores confirmados, a 35ª EXPONTER coloca em evidência a capacidade produtiva, no que há de recente em melhoramento animal e em tecnologia para gerar cada vez mais riquezas no campo. Considerada uma das mais abrangentes feiras do gênero na América Latina, a exposição indica ser um excelente referencial para os produtores primários. Decerto, pois, a EXPOINTER concentra no local marcas das mais representativas em máquinas e implementos agrícolas. Além disso, no que tange ao conhecimento, oferece debates sobre os rumos da agropecuária. Até este domingo, cerca de 400 eventos paralelos também encontramse inseridos na programação. Para quem aprecia, tem espetáculos folclóricos, promoções em confecções, acessórios, veículos e alimentos. A agricultura

Movimentação do público durante o primeiro dia de Expointer. Foto: Alexandro Auler/Especial Expointer

familiar igualmente está presente, oferecendo produtos coloniais. É possível encontrar queijos, vinhos, doces e muitas outras atrações geradas em pequenas propriedades. Quem quiser saber mais sobre os animais que estão no parque pode acompanhar as provas de pista e os julgamentos dos bovinos de leite e de corte, gado misto, búfalos, equinos, ovinos, caprinos, aves, chinchilas e coelhos. Encontram-se em exposição 151 raças.

Cenas da feira no parque Assis Brasil Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

Cerimônia de Abertura Expointer 2012. Foto: Tárlis Schneider/Especial Expointer

O começo, há 100 anos O nascedouro da EXPOINTER remete ao ano de 1901, quando no Campo da Redenção, hoje Parque Farroupilha, em Porto Alegre, aconteceu a Exposição de Produtos do Estado. Evoluindo em importância, o evento foi transferido para o Prado Riograndense, em 1909, onde mais tarde acabou construído o Parque de Exposições Menino Deus, este ampliado em 1912. No final da década de 1960, constatou-se a incapacidade do Parque Menino Deus sediar eventos de tal dimensão, inclusive, já com a presença de cabanheiros da Argentina e do Uruguai, portanto, estava derivando para o caráter internacional. Foi, então, que o Governo do Estado adquiriu 64 hectares à margem da BR-116, em Esteio. No ano de 1972 a feira é batizada de EXPOINTER. Inicia aí o ciclo de exposições com crescente participação de países, como, além da Argentina e do Uruguai, Holanda, França, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Áustria,

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Suécia, Dinamarca, Bélgica e Chile. Quando chegou 1977, o local da Expointer recebe a denominação de Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A homenagem refere-se a um importante político e produtor rural do Estado no começo do século XX. Progressivamente em expansão, a Expointer começa a sentir falta de mais espaço. Tanto que, em 1998, a área física é ampliada para os atuais 141 hectares. Ao longo da história da Expointer, Santo Augusto já teve expressiva participação de suas fazendas na exposição. Isso ocorreu, sobretudo, na década de 1970, época em que um servidor da Inspetoria Veterinária, por convocação de instância superior, acompanhava expositores na segurança e sanidade animal. Tratouse de Francisco de Paula Castro, que chegou a Santo Augusto quando ainda distrito de Três Passos, em 1947. Foi, na verdade, o primeiro vacinador enviado para a região pelo Governo do Estado.

Julgamento do Charolês. Foto: Vilmar da Rosa/Seapa

Francisco de Paulo Castro (e) quando em exposição de bovinos na década de 1970

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Dia de Campo em São Martinho O Brasil é o quinto maior produtor mundial de leite. No entanto, a atividade impõe desafios antes, durante e após a ordenha O Brasil é o quinto maior produtor mundial de leite, com 30,7 bilhões de litros produzidos anualmente. O produto tem papel relevante na agropecuária brasileira e na geração de renda, especialmente na Região Noroeste, onde se concentra a maior bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para a Emater/RS-Ascar, no entanto, essa atividade ainda impõe grandes desafios antes, durante e após a ordenha. Para tratar do tema, a Emater/ RS-Ascar promoveu um Dia de Campo, na quinta-feira (17/8), na propriedade do casal, Dolores e Danísio Fritzen, em São Martinho. O município com mais de cinco mil habitantes, produz diariamente mais de 70 mil litros de leite. A atividade representa a principal fonte de renda para mais de 400 famílias de agricultores familiares. O planejamento, segundo o médico veterinário da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller, é o ponto de partida e evita futuras despesas e dor de cabeça. “É necessário planejar a

quantidade de pasto de acordo com o tamanho do plantel”, exemplificou Weiller. O produtor, segundo o médico veterinário da Emater/RS-Ascar, também deve avaliar o papel da silagem na propriedade, dimensionando o tamanho do silo de acordo com a necessidade do rebanho. As variedades de milho para a silagem, recomendadas pela Embrapa, seriam a balu 761 e a maximus. “São variedades que apresentam produtividade por hectare até 15% superior a de outras, disponibilizadas no mercado”, comparou Weiller. O momento certo de ensilar o milho seria quando o grão atinge 35% de matéria seca, passando do ponto de farináceo para farináceo duro. Outra orientação repassada no dia de campo, a fatia que o produtor corta da silagem deve ter 20 cm para evitar proliferação de fungos e intoxicação do rebanho. A rotina da ordenha e o ambiente em que vivem os animais também são decisivos, disseram a extensionista de

Produtores de leite no Dia de Campo

Bem-Estar Social e o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Araci Kerber e Cristiano Herpic. O barro, as pedras, o arame farpado, a falta de sombra e de água limpa e o estresse provocado por cachorros e pessoas afetam negativamente a produção. A limpeza dos tetos, dos equipamentos e das mãos que fazem a ordenha foram outros aspectos destacados pelos extensionistas.

Aumenta número de famílias que ingressam na Rede Leite São 67 Unidades de Observação cadastradas, porém número de produtores beneficiados passa de quatro mil Em quatro anos, subiu de 50 para 67 o número de Unidades de Observação (UOs) cadastradas no Programa em Rede de Pesquisa-Desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do Estado (Rede Leite). Na definição dos pesquisadores, as UOs são as pequenas propriedades rurais, consideradas laboratórios a céu aberto, onde a pesquisa é realizada. Contudo, o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper, destacou que, nesse período, a metodologia da Rede Leite deve ter beneficiado, pelo menos, outras quatro mil famílias. “Os dias de campo, as reuniões e visitas técnicas levaram informações a centenas de produtores que não estão oficialmente envolvidos na Rede Leite”, explicou Kasper. Em 2008, quando o programa começou a ser implantado oficialmente com recursos dos Governos Estadual e Federal e da sociedade civil, a Rede Leite contava 50 pequenas propriedades rurais. Após quatro anos, outras 17 famílias pediram ingresso na rede, fazendo o número de UOs aumentar para 67. O aumento significativo de propriedades que participam do programa, segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Gustavo Martins da Silva, reflete uma consolidação do trabalho conjunto realizado, considerando que a metodologia proposta pela Rede Leite é um desafio. “Neste programa, o técnico trabalha com o agricultor, realizando a análise

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Encontro em Bozano

do sistema de produção e levantando propostas de melhorias”, explicou Silva. “A metodologia desenvolvida, na qual os produtores são os atores da produção de conhecimento”, também foi apontado por Kasper como um dos motivos do crescente interesse. O Programa Rede Leite tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento e a viabilidade da agricultura familiar, com foco na atividade leiteira. O trabalho desenvolvido no programa é conjunto, ou seja, com o envolvimento de pesquisadores, extensionistas e produtores para a geração de conhecimento e de tecnologias por meio de um processo participativo – a metodologia pesquisa-

desenvolvimento –, realizado nos próprios estabelecimentos rurais a partir dos sistemas de produção existentes. “Tanto as instituições de pesquisa como as de ensino passaram a ter ações nas Unidades de Observação”, concluiu Kasper. Atualmente, a Rede Leite é integrada por oito instituições: Emater/RS-Ascar, Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Clima Temperado, Unijuí, Unicruz, Fepagro, Instituto Federal Farroupilha – campus de Santo Augusto, Cooperfamiliar e Agel. Assessoria de Imprensa da Emater/ RS-Ascar - Regional de Ijuí Jornalista Cleuza Noal Brutti Estagiária Jaqueline Peripolli

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As plantas com propriedades medicinais, como a malva – antiinflamatória-, a cobrina e carqueja – desinfetantes, também foram recomendadas no dia de campo aos pequenos produtores de leite. Informações Assessoria de Imprensa da Emater/ RS-Ascar Regional de Ijuí Jornalista Cleuza Noal Brutti

Novidades da Expointer Com a realização da 35ª E x p o i n t e r ( E x p o s i ç ã o Darlan Palharini, Internacional de secretário executivo Animais, Máquinas, do Sindilat/RS Implementos e Produtos Agropecuários) toda a cadeia do agronegócio se reúne em Esteio, e não faltam novidades. Uma que está em alta agora é o preço do milho e da soja, o que de um lado é muito positivo e de outro é uma preocupação em razão da corrida que se anuncia em direção a essas culturas em detrimento de outras. A situação reforça a ideia de que o país precisa de uma política nacional para orientar e conduzir o setor. Quanto ao setor lácteo, o emergente do agronegócio, ganha cada vez mais destaque na Expointer e nas discussões com o governo do Estado vê avançar a criação do IBRALAC (Instituto Brasileiro do Lácteo). O órgão deverá ser responsável por encaminhar pesquisas para aumento de produção, mas também para elevar o consumo de leite e derivados. Entende-se que não é desejável somente discutir produção sem saber onde colocar o produto de maneira rentável. Uma comitiva do governo do Estado e de deputados estaduais conhecerá de perto a produção de leite do Rio Grande do Sul, uma vez que não adianta olharmos as realidades mundo afora sem conhecer a nossa realidade, tanto na área das propriedades rurais, como das indústrias e comércio. Essa ação será mais um marco para o setor do lácteo do RS: sair do discurso e ir para a prática, e com certeza a região de Santo Augusto será um dos alvos. Darlan Palharini Secretário Executivo do Sindilat/RS (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul)


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MILHO

Plantio avança nas lavouras Semeadura deve se finalizar neste final de semana. Área neste ano será a mesma do ano passado Os produtores rurais começam a intensificar o término do plantio de milho na região. Em Santo Augusto 85% da área destinada ao cereal já está semeada. Os produtores neste ano decidiram correr o risco e anteciparam o início da semeadura. De acordo com o técnico agrícola da Emater Romeu Rohde, Santo Augusto plantará praticamente a mesma área do ano passado, ou seja, 4.500 hectares de milho. Rohde lembra que ainda em janeiro e fevereiro temos a safrinha onde é plantado mais 1.000 hectares em Santo Augusto. O engenheiro agrônomo Leonardo Losso estima que em 15 dias já esteja 100% do plantio concluído. “Pois até o momento o clima tem se mostrado favorável para o plantio e desenvolvimento das primeiras plantas que estão emergindo no solo”, comenta Losso. Complementa ainda que apesar desta última frente fria que trouxe chuva e derrubou as temperaturas na região, fato este que pode atrasar um

pouco o desenvolvimento das plântulas de milho, a tendência é que o tempo se afirme e volte a ficar mais

seco nos próximos dias, possibilitando o término do plantio e favorecendo o desenvolvimento inicial do milho. Mas não se pode esquecer que a cultura do milho é bastante exigente em umidade, sendo necessário que a partir de então ocorra chuvas regularmente para que todo o potencial produtivo da cultura seja expressado. Segundo ele, tecnicamente não é indicado antecipar muito o plantio do milho em função dos riscos que o produtor pode correr com geadas tardias, ainda dentro da estação do inverno, que se encerra em 22 de setembro. Para Leonardo, este risco é calculado pelos produtores e um dos motivos que levou a maioria dos agricultores a adiantarem a formação das lavouras foi à estiagem registrada na safra passada, quando áreas tiveram a produtividade comprometida em mais de 70%, e onde se obteve melhores rendimentos foi nas áreas plantadas mais precocemente, justificando desta forma o que os produtores estão realizando este ano.

PLANO SAFRA ESPECIAL

Populações mais pobres serão beneficiadas Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

Tarso Genro

Na quarta-feira (22/08), integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS) entregaram um relatório com propostas para o desenvolvimento rural, resultado do trabalho da Câmara Temática Economias do Campo para o governador Tarso Genro. Durante a audiência O governador Tarso Genro anunciou que o Rio Grande do Sul criará um Plano Safra especial direcionado às populações mais pobres do meio rural. “Temos desejo de demarcar a diferença das políticas para a economia camponesa pelas suas especificidades. Esse segmento representa um elo de resistência de toda uma cultura do campo

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que está sendo dizimada pelos valores do mercado e da economia capitalista globalizada”, disse Tarso Genro. O governador adiantou que é possível fazer esta diferenciação das populações que atuam no setor agrário. “Temos clareza que atendendo estas famílias de forma específica estaremos dando uma contribuição nacional”, afirmou. O anúncio do governador atende a reivindicações constantes no documento entregue esta manhã pelo Conselhão. “Estas são as nossas contribuições à política emancipatória para a população do campo”, disse o conselheiro Jacques Alfonsin, acompanhado dos secretários do CDES,

Marcelo Danéris, do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan e da coordenadora do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Dalva Schreiner. Os seminários do Conselhão garantem contribuições diretas dos protagonistas que vivem no meio rural que tem assento no colegiado que assessora o governador. “Ficou claro aqui que não trazemos apenas propostas, mas vamos acompanhar como isso chega aos mais necessitados, aos pobres do campo”, concluiu Jacques Alfonsin. Sobre o desafio de universalizar as políticas agrárias, Ivar Pavan estima que cerca de 200 mil famílias de agricultores gaúchos estejam enquadrados nesta modalidade. Segundo o governador, é necessário ampliar os programas e ações dos governos para alcançar este segmento que deverá ser enquadrado no próximo Plano Safra para 2013/2014. “Essa proposta é nosso desafio para o próximo período. Significa qualificar e universalizar as políticas públicas para o meio rural”, confirma Ivar Pavan. Para ele isso significa contar com muito mais recursos do governo federal com ações para assistência técnica, infraestrutura produtiva (estradas, eletrificação, formação), acesso à internet e educação dos jovens para serem agricultores. “Ou então continuaremos vendo os jovens terminando o segundo grau e migrando para as cidades”, registra Pavan, lembrando do severo problema de esvaziamento do campo e da sucessão rural.

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É tempo de...

Eng. Agr. Vinicius Lourenzon vini.lourenzon@terra.com.br

Trigo 1. A ocorrência de altas temperaturas no mês de agosto (agosto mais quente dos últimos 10 anos) propiciou uma condição ideal para o aparecimento e desenvolvimento de doenças na cultura do trigo, principalmente ferrugem e oidio, o que levou a maioria dos produtores a anteciparem as aplicações de fungicida. Trigo 2. Como a pressão de doenças (principalmente ferrugem resistente a triazois) está muito forte, precisamos diminuir o intervalo entre as aplicações de fungicida e também reforçar a dose para que possamos ter sucesso no controle dessa doença. Trigo 3. Giberela: como as lavouras então de um modo geral entrando na fase de espigamento, devemos atentar para que se houver condição climática favorável para o desenvolvimento da giberela (temperatura ao redor de 22°C e chuva), devemos tomar alguma ação para diminuir a ação desse fungo que causa grandes prejuízos ao trigo. Para isso, consulte um agrônomo para decidir qual o melhor manejo para o controle da giberela. Trigo 4. Muito cuidado com a presença de pulgões nas lavouras, pois devido ao calor que fez em agosto muitas lavouras estão com alta incidência de pulgões. Quando fizer a última aplicação de fungicida na lavoura, é indispensável o uso de inseticida fisiológico para o controle de lagarta do trigo. Trigo 5. Para melhorar a qualidade industrial do trigo ( para algumas variedades) recomenda-se aplicar 20 kg de Nitrogênio via adubo químico na fase de espigamento do trigo. Outra alternativa, é o uso de fertilizante folhar a base de nitrogênio e aminoácidos associados a aplicação de fungicida, que representa um custo operacional menor. Maiores informações consultar um engenheiro agrônomo. Milho 1. Muitas lavouras estão em fase de emergência e um cuidado especial deve ser dado ao ataque inicial de pragas, principalmente lagartas, cascudinhos, diabrótica e percevejos, que nessa fase causam grandes danos que não poderão ser recuperados no futuro, pois a cultura do milho, não compensa perdas no stand da lavoura. Milho 2. Para um melhor aproveitamento do Nitrogênio, o ideal é parcelar a aplicação em cobertura em no mínimo duas vezes, sendo uma na 4ª folha e a outra na 6ª folha.

Nunca esqueça, prevenir é melhor que remediar


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Tenente Portela inaugura primeira agroindústria de sucos e geleias e comemora liberação do Selo Sabor Gaúcho A notícia mais aguardada pelos pequenos agricultores do distrito Daltro Filho, interior de Tenente Portela, chegou sábado (25/8) e foi transmitida durante a inauguração da Agroindústria Guerra, pioneira no município na produção de sucos, geleias e compotas. “O Governo do Estado tem o Programa da Agroindústria Familiar e a Agroindústria Guerra foi aceita nesse programa, podendo, agora, comercializar em todo o país com o Selo Sabor Gaúcho”, anunciou, debaixo de aplausos, a engenheira de alimentos da Emater/RS-Ascar, Rejane Gollo Fornari. “Nós estávamos esperando por esta notícia que é excelente”, disse entre lágrimas a proprietária Leila Guerra. “Não é com quantidade, mas com qualidade que vamos honrar o Selo Sabor Gaúcho”, comemorou o sócio da agroindústria, Liciano Sestari. O apoio às agroindústrias na Região Celeiro, segundo o prefeito Clairton Carboni, foi um compromisso de campanha assumido pelo Governador Tarso Genro. “Nas três vezes em que esteve na Região Celeiro, o Governador disse que iria priorizar as agroindústrias”, lembrou Carboni. “Nós fazemos todo o possível pela legalização, porque a informalidade nos leva ao não crescimento e a legalização nos abre mercados. O Rio Grande do Sul está de portas abertas para receber os produtos Guerra”, disse o prefeito. O coordenador regional da secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Júlio Paris, lembrou que o Programa da Agroindústria Familiar, coordenado pela SDR, oferece gratuitamente aos pequenos agricultores uma série de serviços, como assistência técnica para elaboração do projeto técnico da obra, cursos de capacitação, entre outros. “Além do desenvolvimento local, o programa pensa na sucessão rural, porque onde tem agroindústria tem mais jovens”, disse Paris. O jovem de 22 anos, Maicon Guerra, é uma das quatro pessoas que irá trabalhar na

agroindústria. Formado no curso técnico em agropecuária e aluno do curso de agronomia no Centro de Educação Superior (Cesnors), de Frederico Westphalen, o rapaz pretende qualificar o que aprende na sala de aula com o trabalho na agroindústria recentemente inaugurada dos tios.

História Foi por recomendação de um médico que o casal de agricultores Elcides e Leila Guerra começou a produzir suco. “O médico disse pra não tomar mais vinho, apenas suco de uva”, lembrou Elcides. A pesquisa na internet evoluiu para os cursos, oferecidos pela Emater/RS-Ascar, de Boas Práticas de Fabricação, no Centro de Treinamento de Agricultores de Bom Progresso (Cetreb), e de Processamento de Frutas e Hortaliças e Estudo de Mercado, no Centro de Treinamento de Agricultores de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul. O incentivo dos vizinhos motivou o casal a acessar crédito no Banco do Brasil e na Cooperativa de

Coohaf suspende encaminhamento apenas para casas novas A Cooperativa Habitacional da Agricultura Familiar (Coohaf) da Fetag informa que o Ministério das Cidades possui novas exigências em relação ao Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR. A mais polêmica, conta o presidente da Coohaf, Juarez da Rosa Cândido, é a de que todas as casas devem ser adaptáveis a cadeirantes. A Coohaf aguarda a reunião do grupo de trabalho, em Brasília, com todos os movimentos sociais para saber das definições quanto a esta exigência. Diante deste fato, fica suspenso o

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Crédito Rural (Cresol) para a compra de equipamentos e construção do prédio. Localizada próxima à RS 472, a Agroindústria Guerra produz sucos – os mais vendidos são os de uva e morango -, compotas de doces e 20 variedades de geleias, dentre elas, as tradicionais, feitas de morango e uva, e a pouco conhecida geleia de carambola. A cerimônia de inauguração da agroindústria reuniu agricultores e lideranças políticas de cinco municípios da Região Noroeste, além dos secretários municipais de Indústria, Comércio e Turismo, Cirineu Souto, e de agricultura e Meio Ambiente, Gilmar Canzi, presidente da Câmara de Vereadores, Elenir de Carli, presidente da ACI de Tenente Portela, Fábio Bolson, e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Alcides Weber. Informações Assessoria de Imprensa da Emater/ RS-Ascar Regional de Ijuí - Jornalista Cleuza Noal Brutti

encaminhamento de novas propostas de casa nova para a Caixa Econômica Federal, até porque não existe adequação às novas medidas adotadas pelo Ministério. Para não atrasar os futuros encaminhamentos, a cooperativa está adequando a planta de 60m2 às exigências do Ministério das Cidades. Em relação aos formulários, vigentes até esta data, estão atualizados no site, porém sem plantas. Ao mesmo tempo, as reformas seguem liberadas e sem restrições. Assim a Coohaf pede que os sindicatos priorizem a demanda por reformas.

Comunidade de Daltro Filho acompanhou a inauguração do empreendimento

Fetag traz informações sobre pagamento da contribuição sindical O Departamento Financeiro da Fetag está reiterando algumas orientações relacionadas à cobrança da contribuição sindical da agricultura familiar. O tesoureiro-geral da Fetag, Sérgio de Miranda, lembra que o pagamento da Contribuição Sindical é obrigatório por lei e é devido por todos os integrantes da categoria, tanto o agricultor familiar, quanto o assalariado rural. Ela constitui um importante documento de comprovação de exercício da atividade rural para todo o grupo familiar e deve ser cobrada tanto dos sócios quanto dos não-sócios, além de ser uma importante fonte de custeio para as entidades sindicais. Miranda destaca que na área rural são as entidades sindicais as responsáveis pela cobrança

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da contribuição sindical. Assim, é importante que o sindicato aproveite os momentos e oportunidades em que os agricultores utilizam o trabalho oferecido pela entidade para fazer a cobrança. No momento em que se aproxima a realização da declaração do ITR – Imposto Territorial Rural, esta é mais uma oportunidade para fazer a cobrança e conversar com os agricultores sobre a obrigatoriedade e importância do pagamento. O cadastro do segurado especial e a declaração anual, entre outras, também são ocasiões em que o sindicato pode efetuar a cobrança. A emissão da Guia Sindical da Agricultura Familiar deverá ser feita através do site da Fetag (www.fetagrs.org.br).


RURAL

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A Voz do Campo Em Passo Fundo

No primeiro programa de agosto, no dia 4, A Voz do Campo hoje em Passo Fundo na maior indústria de biodiesel do Brasil. A BSBIOS recebeu o Show agrícola, produtores rurais e lideranças políticas e do agronegócio. O assunto em pauta foi a importância do biodiesel para a agricultura brasileira. Tivemos a participação de diretores da Petrobrás.

Passo Fundo, na BSBIOS

Em Panambi A Voz do Campo do dia 11/08, na Agroplan em Panambi destacou a importância da água para o setor agropecuário, e também a tecnologia disponível para o produtor rural. Destaque para a participação de José Domingos Teixeira gerente da Fazenda Tarumã de Tupanciretã, Gustavo de Davi do Sistema Irriga da UFSM de Santa Maria, Fernanda Sovernigo jornalista e filha de produtor rural. Também estiveram presentes os produtores rurais Dari Meggiolaro de Condor, Édio Folleto e Milton Oyarzabal de Cacequi. A importância da água, tema em Panambi

Em Tapes

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EMBRAPA Cultivares resistentes à seca Ao ler notícia, que a EMBRAPA ( Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estaria Dr. NÉRI PERIN – Advogado DIREITO AGRÁRIO desenvolvendo Passo Fundo-RS pesquisa de obtenção de cultivares resistentes à seca, lembrei-me do cenário horrível da última safra Gaúcha, e curioso, contatei o Doutor Eduardo Romano de Campos Pinto, digno Pesquisador da Empresa Pública de Recursos Genéticos,com a seguinte indagação: Essa pesquisa está vinculada à Monsanto? Recuperado da surpresa, respondeu, não. Felizmente constatamos que a pesquisa brasileira é eficiente. Podemos produzir sementes mais eficazes que as transacionais, e melhor, sem escravizar os nossos Agricultores. País nenhum é seguramente independente, se lhe faltar a capacidade de produzir e garantir alimentos ao seu povo. Assim, ao atestar que a EMBRAPA é capaz de assegurar aos brasileiros, obtenções vegetais capazes e bastantes, com custos reais, sem lastro nas produtividades a serem obtidas pelos produtores, nos traz alívio, orgulho, e também a certeza de que o investimento público em pesquisa, é necessário. Palmas à EMBRAPA, e vaias àquelas que vinculam a exploração das criações na base de procedimentos ilegais, arbitrários e calcados nas anunciadas possibilidades de colheitas futuras (que no campo normalmente não se realizam). Aderir esforços ao bom combate, é tarefa de todos representantes dos Agricultores. O orgulho de ser brasileiro, de ser capaz de prover alimentos saudáveis ao mundo, sem agredir o meio ambiente, deve contrastar e vencer o oportunismo, a ganância e a individualidade. Parabéns à EMBRAPA. Parabéns aos verdadeiros líderes rurais. Uma boa notícia, enfim. Néri Perin

Já no dia 25/08 A Voz do Campo, esteve em Tapes com a presença de Mendes Ribeiro Ministro da Agricultura e Caio Rocha Secretário nacional de política agrícola do Ministério da Agricultura e produtores rurais e lideranças do agronegócio de Tapes e região.

Em Santiago Código Florestal, eleições da farsul e Renegociação de dívidas foram os assuntos em debate na Voz do Campo do doa 18/08. Estiveram presentes produtores rurais de Santiago e região, Almir Rebelo do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã, Deputado Luiz Carlos Heinze, Vitor Cainelli do Grupo Fockink estiveram participando do Programa A Voz do Campo na inauguração da LUMAR comércio de peças agrícolas, a mais nova empresa santiaguense.

Na Expointer Presença de Mendes Ribeiro (e), em Tapes

É A voz do Campo chegando em mais de 250 municípios e mais de 3 milhões de gaúchos. Retransmitido por 7 emissoras de rádio: Verdes Pampas fm de Santiago; Sorriso fm de Panambi; Ciranda fm de Santo Augusto/Chiapetta; Rádio Santo Angelo AM; Rádio Guaramano AM de Guarani das Missões; Rádio Tapense AM de Tapes; Rádio Itapevi de Maçambará. O Show Agrícola Tá No Ar!

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31/08/2012, 07:48

A Voz do Campo será realizado no auditório da Casa da John Deere na Expointer em Esteio e vai destacar o tema: Agora o produtor tem Voz. A Voz do Campo desafios e perspectivas da comunicação rural. Confirmaram presença no programa, Ana Amélia Lemos, senadora, Erasmo Battistella Diretor Presidente da BSBIOS Industria de Biodiesel, João Batista Olivi jornalista do Canal Rural e Siegfried Kwast presidente do Grupo Fockink e produtores rurais. A novidade desta vez é a transmissão de áudio e vídeo do Site Notícias Agrícolas, além das sete (7) emissoras de rádio parceiras que sempre transmitem o Programa A Voz do Campo.


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Sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Erva-mate - alternativa importante para a agricultura familiar A cultura da erva e o hábito alimentar do chimarrão desempenham um importante papel econômico e sociocultural na região Sul do Brasil, abrangendo os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O chimarrão é um forte instrumento de socialização do povo sulino e o cultivo e a industrialização da erva-mate uma importante alternativa econômica para a agricultura familiar desses estados. O mercado interno do chimarrão sempre valorizou com melhores preços a erva-mate de sabor suave. A indústria ervateira se abastece desta matéria-prima, com a erva nativa extraída dos remanescentes da mata com araucária, pelo mesmo processo extrativista da época colonial. No entanto este abastecimento é caro, limitado e cada vez mais escasso. A partir de observações dos produtores do município de Machadinho, no RS, a Embrapa Florestas e a Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho ( Apromate ) identificaram o parental masculino de um cruzamento ocorrido na propriedade do produtor Theodoro Mendes da Fonseca, cujas filhas produziam uma matéria-prima de sabor suave de chimarrão. Daí surgiu o material genético CAMBONA 4 que a partir desta observação começou a ser multiplicado através de um pomar nesta propriedade e a Apromate ( Associação de Produtores ) com seus associados implantou um programa de plantio deste material genético, em sistema agroflorestal na região. Pela boa produtividade e melhor preço alcançado deste material tornou-se um programa de renda e emprego para agricultura familiar do município e se espalha para outras

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regiões do RS, sendo que já está sendo plantada também em Santo Augusto. A Sedagro iniciou este trabalho com incentivo do secretário Tomelero, conhecedor do assunto até porque atua no ramo, conhece toda a história da ervamate em nosso município e estado, e entende que esta transformação também deve ocorrer quanto ao futuro desta cultura que pode se transformar numa importante alternativa, principalmente para o agricultor familiar que padece de aumento de renda para a sua sustentabilidade no campo. O escritório local da Emater está enganjado neste trabalho assim como de resto no Estado onde tem papel importante nas orientações, organização e divulgação desta cultura juntamente com as secretarias de agricultura, sindicatos e demais entidades ligadas ao setor. Os produtores do Assentamento 19 de Abril, em Santo Augusto, também mostrou interesse em acompanhar e plantar algumas áreas de erva-mate, e neste mês iniciaram o plantio das primeiras mudas num sistema onde incluirão outras espécies como timbó, e nogueira que também poderá ser fonte de renda no futuro. No geral o produtor já conhece a cultura e trabalhou nela em anos passados, com a família, até porque nossa região foi importante fornecedora de erva-mate para as inúmeras indústrias existentes no Estado, como é o caso de Santo Augusto. Com o advento da soja a cultura foi sendo relegada, abandonada e expulsa de nossas terras em favor de uma outra cultura, a soja, que hoje está comprovado não ser sustentável dentro da pequena propriedade.

Secretário Alberto Tomelero e Bento A. Lopes, da Emater, com produtores

Com este novo material as indústrias deixarão de ir atrás de melhores materiais em outros estados como o Paraná, e assim o dinheiro circulará em nossa região e o Produtor terá uma alternativa importante para seu sustento. A CAMBONA 4 é uma material que além de produtiva e de rápido crescimento, se bem conduzida poderá começar a render dividendos já nos primeiros anos de implantação e isto só poderá ocorrer se os produtores forem bem orientados e acompanhados no processo. Os produtores Celso Muller e Valdecir Gallina, do Assentamento foram os primeiros a inciar o plantio de 0,5 ha. da Cambona, sendo que já outros agricultores do município já cultivaram no ano passado e estão aumentando as áreas.

31/08/2012, 07:49

A Sedagro e a EMATER seguirão acompanhando e incentivando o cultivo do vegetal. Para Rodrigo Tomelero, empresário, da Ervateira Tomelero, o acompanhamento técnico da cadeia permite remunerar melhor o produtor que busca qualidade.

O Celeiro Rural  

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