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MONTE CARMELO Província São José Revista da OCDS

Jul/Ago Jul/Ago de de 2016 2015 - N° 147 141

JULHO DE EVENTOS

MÊS TOTALMENTE CARMELITANO

Congresso de Casais PAG. 16

Congresso de Jovens PAG. 20

Escola de Formação - PAG 10 POLO SÃO ROQUE E FORTALEZA

454 ANOS do Nascimento do Carmelo Descalço - Pag. 04

ELEIÇÕES 2016 Encontro de Conselhos e Comissões - Pag. 26


EXPEDIENTE Revista Virtual Monte Carmelo, nº 146 (Jul/Ago de 2016)

SUMÁRIO

Edição: Comissão de Comunicação da OCDS Província São José

03 454 anos 04 Santo(a) do Mês 05 Voz da Igreja 06 Formação Humana 09 Escola de Formação 10 Congresso de Casais OCDS 16 Congresso de Jovens 20 Eleições 2016 26 Congresso Ibérico 28 Notícias/Eventos 29 Editorial

PALAVRA DO COORDENADOR

NASCIMENTO DO CARMELO DESCALÇO

BEM-AVENTURADO ISIDORO BAKANJA

DOCUMENTO 105 DA CNBB

COORDENADOR: Francisco Sena EQUIPE DE REDAÇÃO: Danielle Meirelles Francisco Renaldo Costa Giovani Carvalho Mendes Ronaldo Ferracini Sidney Paiva Wilderlânia Lima do Vale COLABORADORES: Luciano Dídimo C. Vieira Rosemeire Lemos Pio o REVISÃO EDITORIAL: Natassha Co s ARTE E DIAGRAMAÇÃO: Wilderlânia Lima do Vale

ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO...

POLO FORTALEZA E SÃO ROQUE

O SONHO DA PROVÍNCIA REALIZADO

CONECTADOS COM A MISERICÓRDIA

ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES

ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DA ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES NO BRASIL DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ CNPJ: 08.242.445/0001-90

DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES

COMUNIDADES EM DESTAQUE

MONTE CARMELO

Colabore com a edição da nossa Revista enviando suas sugestões, reclamações, no cias, testemunhos, ar gos e poesias para: no ciasocds@gmail.com


Editorial

Francisco Sena, OCDS Coordenador da Comissão de Comunicação OCDS

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é mais uma edição da nossa revista bimensal Monte Carmelo da OCDS - Província São José. Está saindo com um pequeno atraso e por este mo vo pedimos desculpas aos nossos leitores. Faremos um esforço para que isso não aconteça novamente, entretanto isto aconteceu porque estamos trabalhando em vários projetos para evangelizar, e isto é muito bom! Nesta edição trazemos a cobertura completa de dois grandes eventos: I CONGRESSO DA JUVENTUDE DO CARMELO DESCALÇO e o I CONGRESSO DE CASAIS DA OCDS. Sonhos de nossa Província que se tornaram realidade! Com muita alegria, em 24 de agosto, comemoramos 454 do Carmelo Descalço, e para presentear a todos por ocasião dessa data, trouxemos um pequeno texto de Frei Patrício Sciadini. O santo do mês foi uma novidade muito boa que o nosso irmão Giovanni nos trouxe, é um santo leigo, Izidoro Bakanja, que tem uma história de fé, dor e sofrimento. Africano que jamais negou sua fé e nha no escapulário e no rosário a sua devoção. A nossa irmã Andréia nos trouxe uma pesquisa sobre o documento 105 da CNBB – CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS NA IGREJA E NA SOCIEDADE. Leitura muito importante sobre o nosso papel na Igreja. A ESCOLA DE FORMAÇÃO EDITH STEIN, que vem gerando formadores segundo o coração de Deus, vem com a reportagem dos módulos IV do polo de Fortaleza e módulo I (segundo ciclo) do polo de São Roque. De 12 a 15 de novembro de 2016 teremos XVII Encontro de Conselhos e Comissões da OCDS em São Roque. Nesse período teremos a eleição do presidente provincial para o próximo triênio. O edital está con do na revista, bem como a carta circular sobre o evento. Não deixem de ver ainda as no cias das comunidades e grupos de nossa Província São José! comunicacao@ocdsprovsaojose.com.br

Obrigado a todos e boa leitura!!!

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450 ANOS 454 ANOS DO NASCIMENTO DA ORDEM DO CARMELO DESCALÇO

TERESA FEZ NASCER O CARMELO por Frei Patrício Scandini Obrigado Senhor por aquele 24 agosto 1562 quando nasceu em Ávila, o Carmelo.

454 ANOS

O coração de Teresa, apaixonado de amor por Deus, pela Igreja pelo Carmelo nos deu a vida e hoje a nós a responsabilidade de manter acesa aquela chama com entusiasmo, amor e fé. No Carmelo encontramos tudo o que desejamos: vida, amor, missão para realizar na Igreja e no mundo. A nossa missão é sermos testemunhas do Deus vivo nos caminhos da oração. Sermos amor e louvor de Glória, Palavra de silêncio e de adoração. Ser carmelita é ser feliz, escondido como fermento no mundo e na Igreja, pão novo da humanidade. É ser sal que dá sabor de infinito e ser Luz que ilumina as noites do vazio e do nada para novos caminhos de fraternidade. Ser carmelita é ser presença silenciosa e amiga ao lado de todos os que sofrem, sem dis nção de raça, de religião. Ser carmelita é subir o Monte da contemplação e descer cheios da ternura do Pai, consolando a todos e todas no abraço grande da misericórdia. Com Maria, Mãe do Carmelo, visitar a todos e todas sem palavras, mas levando o perdão e o amor de Jesus. Agradecendo por Teresa, por João da Cruz e com todos os santos e santas do Carmelo con nuamos o caminho. Agora começamos e sempre estamos começando e procuramos ir de bem a melhor até nos encontrarmos no céu, todos juntos num abraço da glória eterna na Trindade Santa. Amém.

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Santo(a) do Mês

BEM-AVENTURADO ISIDORO BAKANJA

A data do nascimento do jovem congolês de pele negra, futuro már r do escapulário, de nome Isidoro Bakanja, deve ter sido entre 1885 e 1890, em Bokendela. Ele, contudo, nasceu no seio de uma família da tribo Boangi. Nessa época o seu país, era domínio exclusivo do rei Leopoldo II da Bélgica, fazia parte de seu patrimônio pessoal. Mais tarde essa propriedade foi transformada na colônia chamada Congo Belga, atual República Democrá ca do Congo. Os dados concretos revelam que, como todos os africanos de sua tribo, conheceu a pobreza logo cedo. Ainda na infância precisava trabalhar para o sustento próprio, como pedreiro ou como lavrador no campo. Na adolescência conheceu a religião cristã através dos dois religiosos trapistas, que foram em missão converter essa tribo africana. Totalmente conver do e devoto de Maria, Isidoro foi ba zado no dia 06 de maio de 1906. Nessa ocasião recebeu de presente um rosário e o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, que nunca mais deixou de usar. Ele conhecera a história do Escapulário e contava a todos os irmãos africanos, que interessados no cris anismo, procuravam os dois missionários. Estes por sua vez chamavam Isidoro de o "Leigo do Escapulário", pela vocação ao apostolado. Mais tarde, Isidoro estava trabalhando numa plantação de borracha, em Ikiri. Pertencia a um colonizador belga, ateu, que não suportava os africanos cristãos e menos ainda os missionários. Preferia a população africana como estava, era mais fácil para ser explorada como mão de obra quase gratuita. Não gostava de ter africanos conver dos trabalhando na plantação, "perdiam tempo rezando", dizia. Isidoro, no entanto, nunca escondeu que era cristão, usava o Escapulário com fé e devoção. Trabalhava duro e produzia bem, mas era cada vez mais perseguido.

Quando foi impedido de rezar em voz alta, enquanto trabalhava, resolveu deixar a plantação. Mas foi proibido de voltar para casa, e ordenaram que jogasse fora o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, sinal de sua fé. Como Isidoro recusou, foi chicoteado pelo próprio belga, ateu, até ter suas costas transformadas em uma grande chaga. A ferida infeccionou e ao longo de seis meses Isidoro viveu um calvário de sofrimentos. Sua agonia foi muito mais dolorosa que o açoitamento. Durante esse período, foi solidário com seu povo e outros sofredores, repar ndo com eles sua fé e os alimentos que recebia. Morreu entre seus irmãos africanos, com o rosário nas mãos e o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo em seu pescoço. Perdoou e prometeu rezar pelo seu algoz ao ingressar no céu. Foi o que disse, antes de entregar sua alma ao Pai, envolto em seu pequeno "hábito de carmelita" a 15 de agosto de 1909.

O Papa São João Paulo II bea ficou esse jovem africano cristão que chamou de: o "Már r do Escapulário", em 1994. O Beato Isidoro Bakanja é celebrado no dia de sua morte. O seu testemunho fez florescer muitas obras de caridade promovidas pelos leigos carmelitas e devotos do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, em todos os con nentes. Bem-Aventurado Isidoro Bakanja... Rogai por nós! por Giovani Mendes, ocds Comunidade Flor do Carmelo de Sta Teresinha - Fortaleza/Ce

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Voz da Igreja CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS NA IGREJA E NA SOCIEDADE SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO (Mt. 5,13-14) Documento 105 CNBB “Sal da terra e luz do mundo” (Mt.5,13-14), assim Jesus definiu discípulos e a missão que a eles conferiu. As imagens evangélicas do sal e da luz, embora se refiram indis ntamente a todos os discípulos de Jesus, são par cularmente significa vas se aplicadas aos cristãos leigos e leigas.

Sal e luz, símbolos milenares de conservação e de iluminação do que deve permanecer, con nuar e durar, possuem significados densos, precisos e preciosos para a vida, a iden dade, a espiritualidade e a missão dos cristãos leigos e leigas. Nem o sal, nem a luz, nem a igreja e nenhum cristão vive para si mesmo. Sua missão é sair de si, iluminar, se doar, dar sabor e dissolver. Os cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, devem ter olhares luminosos e corações sábios, para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cristo e seu Evangelho. (n 13) O Documento 105 “retoma e aprofunda a par cipação dos leigos na Igreja e na sociedade”. Extraordinária é a par cipação dos leigos na Igreja. “Mulheres e homens que constroem o Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profé ca, serviçal, maternal”.

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Cinco pontos principais do documento 1º) A iden dade e a dignidade da vocação laical − O Concílio Va cano II (1962-1965) enfa zou a comum e igual dignidade de todos os membros da Igreja, a par r do Ba smo e da Confirmação: pois, “comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por mo vo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo” (Cons tuição Dogmá ca sobre a Igreja Lumen Gen um [“Luz dos Povos”], n. 32). Portanto, os leigos e leigas são, antes de tudo, cristãos: ser cristão é, portanto, a condição comum a todos os ba zados. Por isso, o úl mo Documento da CNBB qualifica o cristão leigo como verdadeiro sujeito eclesial, e isto “significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir os irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, cria vidade e ousadia para dar testemunho de Cristo” (n. 119).

2º) A vocação e a missão dos cristãos leigos e leigas − A Igreja, como Povo de Deus, não evoca apenas a sua unidade, mas também a sua diversidade. De fato, assim como o corpo tem muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função (cf. Rm 12,4-5), a Igreja é “um só corpo” (Ef 4,4) na diversidade dos dons, serviços e ministérios. Estes não são apenas funções ou o cios necessários para a organização da Igreja. Os dons provêm do mesmo Espírito Santo e são dados para a edificação de toda a Igreja (cf. 1Cor 14,12). Se a missão que cabe aos ministérios ordenados (bispos, presbíteros e diáconos), em virtude do Sacramento da Ordem, é manter a Igreja unida na fé e na caridade, servindo à comunidade pela tríplice missão de ensinar, san ficar e pastorear, cabe aos cristãos leigos e leigas a missão própria e específica de serem


“sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14) na Igreja e no mundo. Sem negar a inserção dos cristãos leigos e leigas nos inúmeros trabalhos pastorais na Igreja, porém, é nas realidades e nos ambientes do mundo que eles são chamados a viver a sua missão, contribuindo, a modo de fermento (cf. Mt 13,33), isto é, por dentro, na transformação do mundo s e g u n d o o p ro j e t o d o Re i n o d e D e u s . A 3ª Conferência do Episcopado La no-Americano, realizada em Puebla (México), no ano de 1979, assim definiu o cristão leigo: “homem de Igreja no coração do mundo e homem do mundo no coração da Igreja” (cf. n. 786d).

Seguindo a metodologia Ver, Julgare Agir, o Documento 105 está dividido em três capítulos. O primeiro capítulo apresenta o marco histórico-eclesial da caminhada da vida dos cristãos leigos e leigas. Os cristãos leigos e leigas que vivem sua fé no co diano, nos trabalhos de cada dia, nas tarefas mais humildes, no voluntariado, cuja vida está escondida em Deus, são o perfume de Cristo, o fermento do Reino, a glória do Evangelho. Eles se san ficam nos altares do seu trabalho: a vassoura, o martelo, o volante, o bisturi, a enxada, o fogão, o computador, o trator. Constroem oficinas de trabalho e oficinas de oração. (n 35)

3º) A ação transformadora dos cristãos leigos e leigas na Igreja e no mundo − Como discípulos missionários de Jesus Cristo os cristãos leigos e leigas em muito contribuem para tornar a Igreja mais misericordiosa, consoladora, samaritana, profé ca, serviçal e missionária: enfim, uma Igreja discípula missionária do Mestre. O Documento dos Bispos salienta também que a ação dos cristãos leigos e leigas no mundo pode ser exercida de várias maneiras. Primeiro, a ação ro neira feita com amor e dedicação nas funções diárias na família, no trabalho e no lazer. Outros ambientes importantes para a ação transformadora dos cristãos leigos e leigas são: a polí ca, os sindicatos e associações de bairro, a cultura e a educação, as comunicações e o cuidado com o meio ambiente, a nossa “Casa Comum”. 4º) Espiritualidade – Os cristãos leigos e leigas não podem viver verdadeiramente sua vocação e missão na Igreja e no mundo sem uma comunhão profunda e ín ma com Jesus Cristo. É só a par r de Jesus Cristo que eles, os cristãos leigos e leigas, “infundem uma inspiração de fé e de amor nos ambientes e realidades onde vivem e trabalham” (n. 185). O Documento dos Bispos qualifica esta espiritualidade como “encarnada”, isto é, marcada pela vivência da vida no Espírito pela inserção no mundo. Longe de ser in mista e individualista, a espiritualidade dos cristãos leigos e leigas é marcada pela espiritualidade de comunhão e missão. 5º) Formação – Sem uma formação permanente e atualizada, os cristãos leigos e leigas não conseguem, muitas vezes, forças e inspiração para viver auten camente sua vocação e missão na Igreja e no mundo. Só a formação de sujeitos eclesiais e socialmente conscien zados consegue capacitar os cristãos leigos e leigas no seu compromisso e na sua paixão pela Missão

Pela Encarnação, o Filho de Deus assumiu a condição humana neste mundo, e pela Redenção, a libertou do pecado. Dessa maneira, convidou todo ser humano, sobretudo o cristão, a ser um agente de sua missão redentora. Nesse sen do, São João Paulo II, na Encíclica Redemptor Hominis, afirmou: “O homem é o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer no desempenho de sua missão. Ele é o caminho primeiro e fundamental da Igreja, caminho traçado pelo próprio Cristo, caminho que imutavelmente passa através do mistério da Encarnação e da Redenção”. Precisamos retomar este ensino que muito contribuirá para a volta as fontes conciliares que indicam o mundo como primeiro lugar da missão evangelizadora do laicato. (n 64) “Com o seu peculiar modo de agir, (os cristãos leigos) levam o Evangelho pra dentro das estruturas do mundo e agindo em toda parte santamente, MONTE CARMELO

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consagram a Deus o próprio mundo. A secularidade é a nota caracterís ca e própria do leigo e da sua espiritualidade nos vários âmbitos da vida vista da evangelização. Deles se espera uma grande força criadora em gestos e obras em coerência com o Evangelho. A Igreja necessita de cristãos leigos que assumam cargos de dirigentes formados e fundamentados nos princípios e valores da Doutrina Social da Igreja e na teologia do laicato”. (Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in America) O segundo capítulo trata da compreensão da iden dade e da dignidade laical como sujeito eclesial e iden fica a atuação dos leigos, considerando a diversidade de carismas, serviços e ministérios na Igreja. Jesus nos ensina a ser sujeitos de nossa vida. Por palavras e ações, ele foi verdadeiramente sujeito de sua vida e de seu ministério. Ele é modelo para todo cristão, chamado a ser sujeito livre e responsável, capaz de opções, de decisões e de um amor incondicional. E é através dele, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), que podemos chegar a Deus. (n 91) Ser povo de Deus é ser o “fermento de Deus no meio da humanidade”, é “anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo”, é ser “lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam se sen r acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho.” (n 101) O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de ba zado, assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé, abre-se de maneira integrada às relações fundamentais (com Deus, com o mundo, consigo mesmo e com os outros) e contribui efe vamente na humanização do mundo rumo a um futuro em que Deus seja tudo em todos. Os cristãos leigos e leigas são “embaixadores de Cristo”. (n 124) Por meio dos carismas, serviços e ministérios, o Espírito Santo capacita a todos na Igreja para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, em vista do Reino de Deus. (n 152) Já o terceiro e úl mo capítulo aborda a dimensão missionária da Igreja e indica aspectos, princípios e critérios de formação do laicato. Nesta parte, os Bispos recordam que a Igreja é uma comunidade missionária. Por isso, leigos e leigas necessitam de formação para exercerem sua missão. Esta parte aponta ainda lugares específicos da ação dos leigos.

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O decreto conciliar Ad Gentes ensina: “Os leigos colaboram na obra de evangelização da Igreja e par cipam da sua missão salvífica, ao mesmo tempo como testemunhas e como instrumentos vivos.” Enviados por Cristo, em comunhão com os ministros ordenados e as pessoas da vida consagrada, os cristãos leigos e leigas são fermento. (n 168) O diálogo entre todos os membros da Igreja é o caminho para o testemunho da fraternidade e da unidade. “Quanto maior for a comunhão, tanto mais eficaz o testemunho de fé da comunidade”. (n.224) O Reino de Deus é dom e missão. Como dom deve ser acolhido e como missão deve ser buscado, testemunhado e anunciado. Para essa missão a Igreja contribui em comunhão com todos os homens e mulheres que buscam uma sociedade justa e fraterna. (n 241) “Como bons administradores da mul forme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu. Se alguém tem o dom de falar, fale como se fossem palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas. Deus seja glorificado, por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos, dos séculos. Amém. (1Pd 4,10-11) O Documento 105 nos incen va “a acreditar na própria vocação como sujeitos de uma missão específica. A sociedade humana em construção e a Igreja em missão contam com cristãos convictos da própria responsabilidade, dispostos a acolher desafios, alegres em abrir caminhos novos na construção do Reino do Senhor Jesus” (n. 277). A COMISSÃO DE FORMAÇÃO recomenda a todas comunidades e grupos o estudo e aprofundamento deste documento. Sob a proteção de Maria ecoem em nossos corações as suas palavras: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Fonte: Cristãos leigos e leigos na Igreja e na sociedade – Documentos da CNBB -105. Dom Vicente Costa bispo da Diocese de Jundiaí h p://www.dj.org.br/cristaos-leigos-e-leigas-na-igreja-e-na-sociedade/ Pe. Brendan Coleman Mc Donald Redentorista e Assessor da CNBB h p://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/atualidades/ar gos/ar godocumento-da-cnbb-105-2/ h ps://spirandiopadre.wordpress.com/2016/07/14/documento-105-cnbbcristaos-leigos-e-leigas-na-igreja-e-na-sociedade-leitura-dinamica/

por Andréia Virgínia da Silva, OCDS Grupo São José - Sete Lagoas/MG


Formação Humana

Estamos em construção... Acreditamos que cada um de nós possui uma fagulha interior que quando descoberta e vivenciada é capaz de criar um novo momento em sua vida, projetando uma nova visão de mundo, que levará a vivência de uma vida mais autên ca e feliz. Desta forma vamos à essência do ser humano: sua vida espiritual. Diferente dos demais mamíferos que nascem com um organismo essencialmente completo, nós seres humanos, desde o nascimento, somos curiosamente “inacabados”. E ao longo de nossa existência procuramos “tornar-se ser humano”. Este movimento dialé co: interioridade e exterioridade marca nossa trajetória. Assim, estabelecemos uma relação com o mundo em que vivemos a par r de n o s s a interio rid a d e. D a í a im p o rtâ n c ia d e estabelecermos uma relação ecológica que abrace a totalidade do que significa “ser humano”. Neste processo de construção, dois movimentos são essenciais: Interiorização e Conexão. São desenvolvidas a par r de pressupostos simples: um ponto de par da, presença espiritual no homem; e um caminho a percorrer: a interiorização. O que está em jogo não é o muito pensar, mas o muito amar (cf Santa Teresa de Jesus); e amor é determinação e serviço; mais que sen mento e emoção. Somos criados por Deus, e no decorrer da vida, vamos nos modelos, em busca da san dade. O Autoconhecimento é o ponto de par da, para uma vida mais feliz, autên ca e de união com Deus. O quanto você se conhece? Muito? Pouco? A maior parte das pessoas acredita que se conhece, mas na verdade se conhece muito pouco.

Você ama alguém, confia em alguém que pouco conhece? Geralmente amamos e confiamos apenas em quem conhecemos muito! E se você não se conhece como quer acreditar mais em sua própria capacidade? Você quer reconhecimento dos outros? Comece a se reconhecer. Você quer o amor dos outros? Comece a se amar. Imagine o que deveria acontecer para você ser bem feliz e pergunte-se: “O que eu estou fazendo para que isso aconteça?” Por que eu deveria me conhecer? Conhece-te a mesmo! A verdade vos libertará! Conhecer a si mesmo! Expressão, tão querida à psicologia: conhecer a si mesmo, sem farsas. O que não foi descoberto por Freud e procuramos na atualidade, e que Sócrates, o filósofo grego, colocava como norma da felicidade. O caminho para o autoconhecimento possui duas vias: espelhar-se em Deus e desenvolver as virtudes necessárias para uma espiritualidade e Projeto de Vida mais humano! Os santos do Carmelo Teresiano, são unânimes em afirmar que o conhecimento de si mesmo é o primeiro passo para o conhecimento de Deus, e quanto mais conhecemos a Deus, mais nos conhecemos! por Francisco Renaldo Costa, ocds Com. N.S. do Carmo e Sta Teresa de Jesus – Higienópolis/SP)

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Escola de Formação

Escola de Formação Edith Stein GERANDO FORMADORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS Formatura e Encerramento Módulo IV Polo Fortaleza “Agora começamos, e procurem ir começando sempre, de bem em melhor” (F 29, 32).

E por causa de ir começando sempre, tentando sempre de bem em melhor, é que encerramos mais um módulo da Escola de Formação Edith Stein em Fortaleza. Nos dias 7, 8, 9 e 10 de julho, úl mo final de semana, vemos em Fortaleza/CE, no Seminário de Teologia São José, o módulo IV da Escola de Formação Edith Stein, Dimensão Espiritual. Esse módulo, o úl mo de um ciclo de quatro módulos, visa es mular uma vivência espiritual em comunidade, através da conversão pessoal adquirida e construída através da oração. O conteúdo desse módulo encerra o ciclo de quatro módulos presentes no nosso Plano de Formação OCDS. Neste o tema foi: Dimensão Espiritual. Esse módulo visa es mular uma vivência espiritual em comunidades através da conversão pessoal construída através da oração. “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana” (Pierre Teihard de Chardin).

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Durante a primeira parte da manhã o tema abordado foi: “O que é a oração, sua história ao longo da caminhada cristã desde o An go Testamento, Novo Testamento até os dias atuais”. Tipos de oração, como Jesus orava e como deve ser a nossa oração. A par r da oração a nossa conversão pessoal, a metanóia, o homem velho deve dar lugar ao homem novo.

(Alagoas), Quixadá (Ceará), Juazeiro do Norte (Ceará) e membros de outras congregações e amigos da família carmelitana, como a Irmã Aldenira, da Congregação das Filhas de Santa Teresa, estudiosa de Santa Teresa, e a Sra. Lairte, da Comunidade Shalom, mestre em Santa Teresa pela CITES, e, atualmente, visitante da Comunidade São José de Santa Teresa. O segundo e terceiro dias foram recheados de formações para trabalhar o autoconhecimento e a vivência fraterna nas comunidades. Ferramentas de análise pessoal, projetos, história de vida, fraquezas e fortalezas.

No período da tarde vemos algumas dinâmicas muito animadas e desafiadoras, com momentos de par lha. Tivemos oficinas de liturgia das horas e de lec o divina, nas aulas que trataram da importância da liturgia das horas na vida da Igreja. Os grupos de leigos onde quer que se encontrem reunidos, seja qual for o mo vo destas reuniões, oração, apostolado ou outro mo vo, são igualmente convidados a desempenhar esta função na Igreja. Através do culto público e da oração, eles podem a ngir todos os homens e contribuir muito para a salvação do mundo inteiro.

Depois vemos pausas para o lanche e cafezinho, oportunidades de fazer novas amizades e laços fraternos com irmãos de vários estados que aqui es veram presentes para par cipar dos quatro dias de formação: Teresina (Piauí), Macapá (Amapá), Parnaíba (Piauí), Camaragibe (Pernambuco), Itape ninga (São Paulo), Fortaleza (Ceará), Maceió

Sábado à noite vemos uma grande festa de entrega dos diplomas aos concludentes do módulo IV Polo - Fortaleza da EFES com a presença do Presidente da Associação das Comunidades e Grupos da OCDS, Luciano Dídimo, a Conselheira Provincial do Norte e Nordeste Ana Stela Almeida e a Secretária da Província Ruth Leite. Destaque para o momento cívico de execução do hino nacional, a MONTE CARMELO

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dança da valsa dos formandos, e momentos emocionantes de homenagens à secretária Cláudia Rodrigues, grande colaboradora e do idealizador e coordenador da escola Moisés Rocha. No final muita descontração e animação.

e como viver uma vida de oração. “Jesus nos ensina a encontrar o Pai. Esse encontro com o Pai é no amor do Espírito Santo”.

Madre Maria Bernade e citou exemplos de vida de mestres de oração, como a Virgem Maria, São José, Santo Elias, os eremitas do monte Carmelo, Santa Madre Teresa, Santa Margarida Maria Redi. No final, nos lembrou de que “Deus quer amigos fieis que sejam capazes de suportar junto com Ele as dores da humanidade”.

Palavra da Vice-Presidente das Comunidades e Grupos Ocds Rose Pio o

Encerramento no domingo com a espetacular palestra ministrada pela Madre Priora do Carmelo de Santa Teresina em Fortaleza, Madre Maria Bernade e. Falou como alguém que conhece e vive profundamente o primado da oração em sua vida. Discorreu com maestria sobre os conceitos de oração

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“Podem surgir dúvidas se esta Escola de Formação é de u lidade à Ocds como um todo. Então, no intuito de esclarecer isto, venho como diretora da Escola, informar que cada Módulo é preparado conforme nosso Plano de Formação e nossa Ra o, assim é mais que precioso cada assunto, cada aula e cada ensinamento apresentado por professores capacitados para isso. Nossa OCDS na Província São José tem se dedicado a fazer o melhor pelos seus membros, levando longe o que era antes um grande sonho, e agora se faz realidade que é a formação e orientação das Comunidades para que caminhem seguras e com amor fraterno se desenvolvam no coração da Igreja.


Gerando formadores segundo o Coração de Deus! Como será isso? O que sabemos é que para nós carmelitas Teresianos a formação é de grande valor e importância. Isso vem do nosso berço materno. Nossa Mãe Teresa valoriza a formação quando diz: “A falta de formação religiosa é a causa primordial de muitas incoerências da fé. Por isso a Santa, referindo-se a esta ignorância, diz que “– “ porque um espírito que não comece pela verdade melhor faria em não orar. Além disso a instrução é muito boa porque ensina aos que pouco sabemos e nos dá luz, para que, chegando às verdades da Sagrada Escritura, façamos o que devemos e de devoções tolas, livre-nos Deus” (V 13,16). Nossa cons tuição OCDS no n. 32 nos diz: “O obje vo central do processo de formação na Ordem Secular, é a preparação da pessoa para viver o carisma e a espiritualidade do Carmelo em seu seguimento de Cristo, a serviço da missão.” A formação há de ser permanente. É como o respirar, nunca podemos deixar! É algo inseparável da comunidade em que a vocação ao Carmelo nos insere. “A caridade aumenta ao ser transmi da”. Teresa quis formar comunidades orantes. O amor de umas para com as outras, por exemplo, será a primeira condição para poder começar um caminho de oração. Formar segundo o Coração de Deus é ter plena consciência de nossa vida leiga, sem querer formar nossas comunidades para que sejamos frades ou monjas. Precisamos nos inteirar do que a Igreja quer de nós. Pois há muitos seculares que não tem plena consciência de quem eles realmente são; não buscam saber, não leem e não se formam, e nem aceitam a formação proposta pela igreja e /ou pela Ordem Secular. Para isso temos os nossos documentos nos orientando: As Cons tuições, a Ra o, Estatutos, Doc. da Igreja e tantos outros. É preciso que nós carmelitas seculares nos eduquemos nesta dimensão para tomarmos consciência de que formamos parte de um povo que tem a mesma dignidade de filhos e filhas.”

IV Módulo de formação - Fortaleza - CE

Nos dias 07 a 10 de Julho de 2016 aconteceu o IV Módulo da Escola de Formação Edith Stein, onde meus pais, Luiz Antônio e Maria Inês, meu irmão, João Pedro e eu, Paulo Henrique, vemos a graça de poder par cipar. Minha mãe e eu, somos par cipantes da OCDS - Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares - em Itape ninga - SP. Ela fez recentemente suas primeiras promessas, eu por enquanto, só par cipo dos encontros da comunidade 'A Alegria da Sagrada Face'. Apesar deste ter sido o IV Módulo, foi o primeiro que par cipamos. O que nos mo vou a vir foi o interesse pelo Carmelo e seus Santos. A cada tema tratado, pudemos dar um 'passo' a mais neste caminho. Realmente valeu a pena par cipar. Tudo é muito proveitoso, desde conhecer novas pessoas de nossa família Carmelita ao contemplar as maravilhas do nascer e por do sol; dos momentos de orações comunitárias e individuais a Santas Missa ao amanhecer do dia, fortalecendo-nos e sustentando-nos com o Corpo de Cristo. Os temas trabalhados me ajudaram a iden ficar os meus dons, graças que recebi, a fim de potencia-los e as fraquezas para bem vencê-las. Técnicas de meditação e respiração para melhor recolher nas orações e encontrar com o Amado em nosso aposento. A Lec o Divina, Liturgia das Horas e os 7 Passos de Oração Teresiano foram algumas orações explicadas e pra cadas no IV Módulo. Aos jovens deixo o convite para começarem a escola de formação. Preocupei-me ao pensar que não conseguiria acompanhar o processo de explicação, mas com a Luz do espírito Santo tudo podemos. Não tenha medo de ir além. Voe alto. Paulo Henrique Ayres Bernardes. Seminarista do Propedêu co diocesano Itape ninga-SP

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I MÓDULO - SEGUNDO CICLO DIMENSÃO HUMANA, Polo São Roque-SP "O propósito da formação é a preparação de indivíduos inspirados pelo Espírito Santo a viver uma vida espiritual de acordo os princípios da espiritualidade dos Carmelitas Descalços". (Ra o Ins tu onis da Ordem Secular, art. 06) Está acontecendo em São Roque nestes dias 21 a 24 de julho o I MÓDULO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO EDITH STEIN- SEGUNDO CICLO DIMENSÃO HUMANA, Neste módulo abordamos os assuntos: - Aula magna, Formar segundo o Coração de Deus Frei Francisco Sales Oliveira, ocd

existência para viver sua vida. À sua existência pertencem possibilidades que tem que aceitar livremente, entre as quais tem que decidir. O ponto mais extremo ao qual se encaminha, e que pertence irremissivelmente à existência humana, é a morte: sua vida está assinalada com a morte. O homem vem do nada e a ele se dirige, sem poder deter-se. Quem quer viver na verdade, deve suportar olhar cara a cara o nada, sem fugir dele para o autoesquecimento ou outras formas de segurança enganadoras. A vida profunda é para Heidegger uma vida segundo o espírito. O homem é livre, no sen do de que pode e deve decidir-se por um verdadeiro ser. Porém, não lhe foi assinalado nenhum outro fim que ser ele mesmo e perseverar no nada de seu ser.

- 1 - Fundamentos Antropológicos- Facilitador Frei Wilson de São Paulo, OCD - 2 - Fundamentos Psicológicos Prof. Ms. Moisés Rocha Farias, OCDS - 3 - Fundamentos Metodológicos Prof.ª Esp. Luciana Patrícia de Jesus Macêdo, OCDS - 4 - Fundamentos sociológicos Prof.ª Esp. Luciana Patrícia de Jesus Macêdo, OCDS 2º dia

1º dia: Apresentação de todos os alunos da Escola e meio a muito frio, nosso coração se aqueceu com o calor da par lha e da espiritualidade teresiana que permeava todos os momentos.

Edith Stein – Estrutura da Pessoa Humana um pouquinho do que estudamos juntos.... A pessoa humana à luz da fé Na angús a manifesta-se ao homem o que é sua existência. Tão logo se coloca a pergunta, lhe é oferecida a resposta, pois o ser resulta patente para quem se decide a querer vê-lo. O fato ao qual o homem trata de furtar-se é que está “jogado” na

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Maturidade humana, pressuposto para maturidade espiritual. * Etapas do amadurecimento humano. * Crescimento humano e cristão (idades).

A formação há de ser permanente. É como o respirar, nunca podemos deixar! É algo inseparável da comunidade em que a vocação ao Carmelo nos insere. “A caridade aumenta ao ser transmi da”. Teresa quis formar comunidades orantes. O amor de umas para com as outras, por exemplo, será a primeira condição para poder começar um caminho de oração.


Formar segundo o Coração de Deus é ter plena consciência de nossa vida leiga, sem querer formar nossas comunidades para que sejamos frades ou monjas. Precisamos nos inteirar do que a Igreja quer de nós. Pois há muitos seculares que não tem plena consciência de quem eles realmente são; não buscam saber, não leem e não se formam, e nem aceitam a formação proposta pela igreja e /ou pela Ordem Secular. Para isso temos os nossos documentos nos orientando: As cons tuições, a Ra o, Estatutos, Doc. Da Igreja e tantos outros. É preciso que nós carmelitas seculares nos eduquemos nesta dimensão para tomarmos consciência de que formamos parte de um povo que tem a mesma dignidade de filhos e filhas. Conforme nos diz nossas cons tuições , no proêmio: “A grande família do Carmelo Teresiano está presente no mundo sob muitas formas. Seu núcleo é a Ordem dos Carmelitas Descalços, formada pelos frades, as monjas de clausura e os Seculares. É uma só Ordem com o mesmo carisma”. Somos responsáveis e co-responsáveis da organização e missão carmelita na igreja.

- Preparar-se para os encontros. - Acolhida. - Levantamento das experiências do grupo. - Aprofundamento das experiências do grupo com o conteúdo proposto. - Conclusões - Celebrar * Importância dos Recursos didá cos-pedagógicos: Cartazes, Teatro, Textos, Poemas, Filmes, Músicas, Dinâmicas de grupo (meio e não fim), Estórias, Ambientação. Homem – Ser social. - Relacionamentos: humano e cristão. - Formar comunidade – dons do líder amoroso. - Virtudes sociais, culturais e polí cas. - Valores humanos. - Diálogo - Como formar e trabalhar em grupo.

3º dia

Professora Luciana A metodologia na formação. *Metodologia de Jesus. * O formador precisa de formação. - A linguagem na formação. - Encontros e não aulas. MONTE CARMELO

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Congresso de Casais OCDS CONGRESSO DE CASAIS OCDS O SONHO DA PROVÍNCIA REALIZADO Nos dias 22 a 24 de julho de 2016 nossa Província realizou um an go sonho de promover o Congresso de Casais. Cremos que esse foi o primeiro de muitos que virão. Em meio a tantas dificuldades e perseguições à família percebemos que precisamos dar suporte às famílias de nossa Ordem, para que essas no mundo sejam Luz do Senhor que nos enche de esperança para tempos melhores. No dia 22 iniciamos nosso Congresso com a Santa Missa presidida por Fr. Salinho OCD, concelebrada por Pe. André e assis da no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.

Casal Luciano e Ruth entra com a relíquia de São Luiz e Zélia Mar n, pedimos que eles intercedam pelo Congresso e por todos os casais.

ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS rezada durante a Santa Missa Ó Deus, Que o I Congresso de CASAIS DA OCDS Seja luz para os esposos que trilham um caminho de san dade Na vocação carmelitana, E assim possam vivenciar e transbordar melhor A espiritualidade e o carisma teresiano Na família, na Igreja e na sociedade, Por intercessão de nossos pais espirituais Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz! Trindade Santa, Modelo supremo da família Como comunidade de amor, Conduza as famílias do Carmelo Para que vivam em verdadeira unidade e comunhão, Por intercessão da Sagrada Família de Nazaré! Que cada casal carmelita seja “precioso aos Vossos olhos”, Pois o mundo necessita do amor conjugal que gera vida, Para a construção de um mundo mais humano e mais cristão, Por intercessão dos santos esposos Luiz e Zélia! Amém! Fr. Cleber, OCD faz a acolhida a todos os casais com uma bela reflexão.

Palestra de abertura: “Foi Este que Eu preparei para ” – Ser casal cristão e carmelita no mundo atual: desafios e alcances, com Luciano e Ruth maravilhoso testemunho de nossos irmãos!

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Dia 23 iniciamos nosso dia com Santa Missa presidida por Fr. Cleber OCD, concelebrada por Pe. André e assis da no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.

Dinâmica: O que eu amo em você...

Palestra: Oração pessoal e conjugal – alicerce para vida matrimonial e passos para o caminho de perfeição – casal Paulo e Ana.

Palestra: Maria e José, expressão do rosto de Cristo através da vida esponsal - por Fr. Cleber, OCD.

Palestra: Exortação Apostólica Amoris Lae a beleza da família – casal Carlos e Elisa.

a:

Palestra: Santos Casais Carmelitas – Modelo de vida e san dade para todos os casais – casal Fábio e Juliana.

Momento de oração durante a palestra...

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A noite foi nosso Jantar Dançante carinhosamente preparado com apoio de Fr. Salinho, OCD e irmãos da Comunidade de S. Roque.

Dia 24 iniciamos também nosso dia com a Santa Missa presidida por Fr. Cleber, OCD e assis da no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.

Momento român co

Também de muita música, dança e descontração!

Palestra: Viver em obséquio de Jesus Cristo é também aceitar a limitação um do outro Casal Márcio e Lindinalva.

Momento de oração juntos

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Em seguida avaliamos nosso Congresso e muitas ideias boas surgiram. Todos estão muito animados em dar con nuidade ao que vivemos aqui primeiramente em nossa vida matrimonial, de levar essas “descobertas e par lhas” aos nossos irmãos mais próximos e de ano que vem nos encontrarmos aqui novamente.

A Comissão Organizadora agradece primeiramente ao Senhor que abençoou esta obra e permi u que ela acontecesse no tempo devido, alcançou onde não podíamos e derrubou todas as barreiras. A Fr. Cleber, Fr. Salinho e a todos nossos irmãos colaboradores, obrigado é bem pouco, por isso pedimos uma chuva de bênçãos em suas vidas. E aos casais que par ciparam deste momento, creio que esse é só o começo... Nosso carinho, orações e agradecimento por par lhar um pouco de vocês conosco nesses dias de convivência. por Márcio e Lindinalva, OCDS Comissão de Casais OCDS

MENSAGEM DE FREI ALZINIR PARA OS CASAIS OCDS Caros casais da OCDS, Uno-me a vocês na oração nestes dias em que estarão celebrando o I Congresso de Casais da OCDS, pedindo que o Espírito Santo os ilumine e fortaleça em sua vocação matrimonial e ao Carmelo Teresiano. Sabemos, vocês mais do que eu, que a família está sendo bombardeada por todos os lados; mas ela tem uma garan a profunda na sua base: a graça de Deus recebida no dia do Matrimônio. É como que uma "quase consagração" para a missão de viver um amor profundo entre esposos, pais e filhos, o qual recorda e é sinal do Amor fiel e eterno da SS. Trindade. Para isso é fundamental contemplar à luz da fé a comunidade familiar a fim de viver o que nos sugere Papa Francisco na Amoris Lae a 29: "...contemplamos a família que a Palavra de Deus confia nas mãos do marido, da esposa e dos filhos, para que formem uma comunhão de pessoas que seja imagem da união entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por sua vez, a a vidade geradora e educa va é um reflexo da obra criadora do Pai. A família é chamada a compar lhar a oração diária, a leitura da Palavra de Deus e a comunhão eucarís ca, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito". Na OCDS, sabemos que o seguimento a Cristo através da promessa de viver o conselhos evangélicos e as Bem aventuranças "realça o compromisso ba smal e enriquece, nos chamados à vocação matrimonial, a vida de esposos e pais" (Const. OCDS 12); da mesma forma a vida na Comunidade com a "oração, a formação e o ambiente alegre são fundamentais para aprofundar as relações de amizade e garan r o suporte mútuo para viver a vocação laical do Carmelo Teresiano no dia a dia da família, do trabalho e em outras realidades sociais" ( id. 24c). Peço a intercessão da Sagrada Família afim de que estes dias sejam de fortalecimento no amor humano e divino entre vocês e que possam crescer dia após dia no amor, de forma "artesanal" (AL 221) e assim ser sinal para a sociedade do Amor divino. O Senhor recompense a todos os que organizaram e trabalham no Congresso, que espero não fique só neste... Um fraterno abraço a cada um de vocês e Deus os abençoe. Fr. Alzinir F. Debas ani, OCD Delegado Geral para a OCDS

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Congresso de Jovens I CONGRESSO DA JUVENTUDE DO CARMELO DESCALÇO DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ Tema:” Conectados com a misericórdia” Lema"Bem-aventurados os misericordiosos,porque eles alcançarão misericórdia.” (Mt 5:7) “A misericórdia não é contária à jus ça,mas exprime o comportamento de Deus para com o pecador”. (Misericordiae Vultus,21)

O Centro Teresiano de Espiritualidade acolheu um público bem diferente do que está acostumado: jovens carmelitas de todos os lugares do Brasil encheram de alegria o local. O I Congresso da Juventude do Carmelo Descalço atraiu uma galera alegre, cheia de energia, cria vidade e espiritualidade nos dias 29 a 31 de agosto na região turís ca da cidade de São Roque em São Paulo. 1°DIA - Aos poucos os jovens Carmelitas Descalços com suas mochilas começaram a chegar: leigos, postulantes e religiosos. O alojamento e a acolhida foram feitos pela Comissão de Jovens OCDS, com a distribuição das pastas e crachás com os par cipantes. Na alegria do encontro com os irmãos, a expecta va estava grande e Frei Márcio - OCD, iniciou o momento de Confissão na tarde da sexta-feira (29).

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Concomitante às confissões foi servido um lanche para os jovens que iam chegando e juntando-se aos outros e aos poucos numa conversa animada que descontraída que ia sendo estabelecida entre uma e outra xícara de café. A tarde foi caindo lentamente, o friozinho generoso convidava gen lmente para uma sopinha quen nha no refeitório. E assim foi servido o jantar. E todos rezaram e agradeceram o bom Deus pelo alimento e o par lharam.


Por volta das 19:30hs, o sino convidava á todos à Santa Eucaris a que foi celebrada na Capela principal do Centro Teresiano. Na procissão de entrada o Provincial Frei Cleber da Trindade presidia o cortejo de entrada acompanhado por seus confrades Frei Patrício e Frei Márcio, com a presença da coroinha Ana Clara Pires e do frade Frei Evaristo.

Abertura do I Congresso da Juventude do Carmelo Descalço foi feita pelo Presidente das OCDS, Luciano Dídimo.

Quantas surpresas do nosso Bom e querido Deus nos aguardava! A presença do escritor e grande incen vador do Carmelo jovem, Frei Patrício - OCD, não estava prevista para ser ao vivo e em cores, seria virtual pelo Skype. Mas a providência divina quis assim e o trouxe inesperadamente para São Roque.

Em seguida a palestra e acolhida tão esperada teve início sob o olhar e ouvidos atentos dos jovens que ali estavam aguardando ansiosamente. Todos queria beber desta fonte de sabedoria e experiência. MONTE CARMELO

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A coordenadora Esther Pires dá as boas vindas aos jovens e passa as orientações e coordenadas iniciais.

O sábado prosseguiu com um animado café da manhã, música, tudo com muita animação e um ciclo de palestras cujos os temas foram: ''A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo.'' (10, Misericordie Vultus) Frei Cléber da Trindade, Ocd.

“A contemplação da misericórdia divina tem o poder de dissolver a dureza do coração humano, suas intransigências, suas asperezas”.

2° Dia – I Congresso da Juventude do Carmelo descalço começou suas a vidades do segundo dia com a Celebração da Santa Missa com Laudes às 7hs presidida por Frei Márcio - OCD e concelebrada por Frei Cléber e Frei Patrício na Capela Principal do Centro Teresiano de Espiritualidade.

A segunda palestra “Maria, a arca da Aliança entre Deus e os homens, Professora Estela Márcia, Ocds. Seguiu-se um momento em que os par cipantes colocaram seus pedidos dentro da arca que foi conduzida serenamente pela Irmã Elisabete, Ocd, Carmelo de Passos/MG.

A terceira palestra “Reconhecimento ao Deus justo e misericordioso. Começar a cantar o que depois deverei repe r por toda a eternidade: As misericórdias do Senhor”. (Santa Teresinha). Palestra dada por Frei Patrício Sciadini, Ocd.

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À tarde, ás 15hs, houve o "Momento da Misericórdia". Os jovens reuniram-se na Capela ao lado da sala para a recitação do terço da misericórdia. No início o Hino da Jornada Mundial da Juventude: “Bem-Aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia”, foi entoado sob a batuta da maestrina Elisa, Ocds, Carla no violino e demais músicos. Os mistérios do terço conduzidos pelos próprios jovens de vários Estados do Brasil.

O presidente Provincial Luciano Dídimo proferiu a palestra: ''Da sua misericórdia jamais duvidei”. Foi um grande momento de testemunho de vida dos jovens quando alcançados pela misericórdia divina.

O Professor e Coach Francisco Renaldo, formador da OCDS-SP ministrou a palestra “Ao entardecer da vida, examinar-nos-ão no amor”. Momentos de reflexão e descontração com a técnica da montanha russa.

A tarde prosseguiu com o workshop: ”a beleza especifica de uma vocação” – O Ser Carmelita Descalço. Os jovens leigos Artur Viana e Wilderlânia, ambos OCDS-CE, e os religiosos, Frei Felipe-BR e Irmã Elisabete-MG.

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A noite o momento de descontração durante o Recreio Carmelitano, afinal de contas, Carmelo é alegria. Foram drama zadas pelos jovens umas peças improvisadas de momentos engraçados da vida de Santa Teresinha e Santa Teresa.

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Domingo úl mo dia! Pela manhã houve dinâmica oracional com o San ssimo Sacramento e as 14 obras de misericórdia corporais e espirituais. Missa com Laudes celebrada por Frei Márcio, OCD. Que logo em seguida proferiu a palestra “Não é a observância da lei que salva, mas a fé em Jesus Cristo”.


Logo em seguida a úl ma palestra, mas não menos importante, “É próprio do Amor baixar-se e foi assim inclinando-se que o Bom Deus mostrou a sua infinita grandeza”. Por Márcio dos anjos, OCDS-RJ. Ele nos falou da vida, obra e missão de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.

Encerramento com a Palavra do Presidente das Ocds e o Provincial da Ocd, Luciano Dídimo e Frei Cleber da Trindade.

DEPOIMENTO Es mados irmãos e irmãs, Graça e paz! Estes dias em que passei no Congresso foi uma oportunidade que caiu como graça em minhas mãos, já há um bom tempo guardava comigo a vontade de conhecer o Centro Teresiano de Espiritualidade, como também do querido frei Patrício com o qual ve a sa sfação de conversar, não somente com eles mas com muitos outros jovens onde fizemos novas amizades. Foram dias frutuosos, cheios de alegria e de palestras enriquecedoras. Creio que cada par cipante saiu deste Congresso com mais “bagagem”, com mais determinação e confiança de vivenciar a Misericórdia em sua dimensão evangélica, comigo não foi diferente. Um fato que aconteceu que vale a pena ressaltar, foi de que a minha mala foi extraviada, ou seja, cheguei para o Congresso como diz o ditado popular: de mãos “abanando”, mas de súbito a fraternidade tão querida e tão trabalhada por nossa Ordem veio de imediato, logo recebi apoio dos membros que a todo instante ofereciam ajuda, para que eu não sofresse com o ocorrido, mas sim que aproveitasse o momento, sempre nos corredores, encontrava alguém que perguntava: “Paulo, e a mala? Paulo, deu certo, vão lhe ajudar? Paulo, você precisa de alguma coisa?”. Creio que o coração de nossos santos pais Teresa de Jesus e São João da Cruz alegram-se quando veem que o amor por eles ensinado não ficou em uma teoria deixada para trás que o tempo ex nguiria, mas sim que perduraria com os séculos dentro da Santa Igreja em nossa Ordem em par cular, posta em prá ca por todos que convivem no Carmelo. Por fim, quando estava para terminar o Congresso, em um dos úl mos sorteios feitos pela organização, no ul mo nome a ser sorteado vim a ser presenteado com a linda imagem do Santo Padre João da Cruz, como que dissesse: nenhum sofrimento vale mais que a graça de Deus que abundantemente vem aqueles que o procuram. Bendigamos juntos ao Senhor, por todas as maravilhas realizadas no meio de nós nestes dias abençoados que passamos neste Congresso e que todos nós jovens carmelitas, possamos ser chamas vivas do Amor Misericordioso de Jesus!

por Danielle Meirelles, ocds Comunidade Flor do Carmelo de Sta Teresinha - Fortaleza/Ce

Paulo G. Ribeiro, OCDS Grupo São João da Cruz - Ibiapina/ Ce

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Eleições 2016 XVII ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES DA OCDS

São Roque - SP

12 a 15/11/2016 Carta Circular 05/2016 Fortaleza, 23 de agosto de 2016 Caros membros da OCDS – Província São José, Temos a alegria de convidar as Comunidades e Grupos integrantes da Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José para o nosso XVII ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES DA OCDS, a ser realizado no período de 12 a 15/11/2016 no Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque-SP, este ano com o tema: “Deus nos deu as potências para que com elas trabalhemos” (Santa Teresa de Jesus, M 4, 3, 6) e lema: “Favorecei as obras de nossas mãos” (Sl 89,7). O Encontro de Conselhos e Comissões é o novo formato para o an go Encontro de Presidentes, Encarregados de Formação e Conselheiros da OCDS, cujo obje vo principal será a avaliação da atuação do Conselho Provincial e de suas comissões de trabalho durante o triênio que ora se encerra, bem como a elaboração de um plano de ação para o novo triênio. Todo o evento será Assembleia Geral, tanto ordinária como eleitoral. Conforme art. 76 do Estatuto Par cular da OCDS, além do Conselho Provincial, cons tuem a Assembleia os presidentes e coordenadores das comunidades e grupos que tenham promessas, bem como os encarregados de formação. Caso não possam comparecer, poderão se fazer representar por delegados que tenham pelo menos promessas temporárias, escolhidos por suas próprias comunidades e grupos. Além dos delegados, farão parte do processo de avaliação e planejamento os membros das comissões trabalho. O edital de convocação, bem como as informações do Encontro seguem abaixo. Fraternalmente, Luciano Dídimo Camurça Vieira Presidente Provincial da OCDS – Província São José

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INFORMAÇÕES O Congresso terá início às 17h do dia 12/11/2016 e se encerrará às 12h do diaa 1511/2016 (após o almoço). Acontecerá no Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque – SP, localizado na Rodovia Raposo Tavares, KM 64 – CEP: 18130-970 - (Caixa Postal 57) Telefone: 11-4712-2270.As inscrições somente serão aceitas se efetuadas pelo presidente da Comunidade ou Coordenador do grupo e devem ser feitas por e-mail com: Carmelita Maria S. da Silva - (12) 98201.1431 (Whats) E-mail: carmelita_ocds@yahoo.com.br A taxa de inscrição é de R$ 375,00 (trezentos e setenta e cinco reais), que poderá ser depositada em até 03 parcelas, sendo a primeira até o dia 10/09/2016 no valor de R$ 125,00 (cento e vinte e cinco reais), a segunda e a terceira em igual valor até 10/10/2016 e 10/11/2016.Os depósitos deverão ser efetuados em nome da: Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José CNPJ: 08.242.445/0001-90 Banco Itaú - Conta Corrente: 06234-1 - Agência: 0156 Para que seja realizada a inscrição basta que seja enviada o nome completo do par cipante e a idade (para divisão dos quartos), o nome da comunidade ou grupo e a cópia do comprovante de depósito (levar o comprovante original para o Congresso a fim de evitar qualquer imprevisto). Serão disponibilizadas 02 vagas para cada Comunidade ou Grupo (Presidente e Encarregado de formação). Caso haja acúmulo dessas funções por uma única pessoa, será disponibilizada apenas uma 01 vaga para essa Comunidade ou Grupo. Além dessas vagas serão disponibilizadas vagas para os membros das comissões de trabalho. Efetuada a inscrição e não havendo o comparecimento no evento, não haverá devolução das parcelas depositadas. Solicitamos que levem, além dos objetos pessoais, Liturgia das Horas. Não é necessário levar roupa de cama e banho.


ORAÇÃO PELO PROCESSO DAS ELEIÇÕES DA OCDS 2016 Oh Espírito Santo que nos abraça e eleva, pedimos suplicantes, que sejamos afáveis no cumprimento de nossos deveres e ações como cristãos carmelitas seculares, no coração da Igreja! Oh Espírito Santo, Iluminai as nossas mentes, para que, no processo das eleições da OCDS de 2016 possamos participar com espírito de sabedoria e discernimento! Oh Espírito Santo, Iluminai os passos do(a) Presidente Provincial que será eleito(a) para que, juntamente com o Conselho Provincial, possa conduzir com fé, coragem e perseverança, o Carmelo Secular em nossa Província São José! Amém!

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Congresso Ibérico da OCDS V CONGRESSO IBÉRICO DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES Modelando o coração e vida na escola do Carmelo: iden dade, formação e discernimento vocacional Na segunda palestra: “Fogo na forja da iden dade: A formação no Carmelo Descalço Secular”, Daniela Biló (OCDS), salientou que, embora o processo de formação tenha um momento fundamental na fase inicial, não devemos esquecer que a formação é tão rica e fér l como é a formação comunitária permanente.

A Universidade de Mís ca, em Ávila, sediou o V Congresso Ibérico de Carmelitas Descalços Seculares nos dias 29 de julho a 01 de agosto de 2016, tendo como tema a iden dade e missão do Carmelita Secular. Os três ramos dos Carmelitas Descalços: frades, freiras e leigos carmelitas foram representados por cerca de 150 par cipantes de Roma, Espanha e Portugal. Quatro dias de reflexão e aprofundamento centrou-se principalmente em três temas de vital importância para o Secular hoje: sua iden dade, formação e discernimento vocacional. É importante notar que atualmente os Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) excedem o número de 25.500 em todo o mundo e que se espera que o V Congresso tenha um impacto posi vo em suas comunidades. A cerimônia de abertura do Congresso realizado no dia 29 de julho, conduzido por Pe Rafael Mar n, Presidente do Conselho Nacional OCDS, com intervenções de frei Antonio Viguri, Delegado OCDS da Província de Navarra e Pe Anjo Briñas, Delegado OCDS Província Ibérica, bem como testemunhos de membros das OCDS. No Sábado (30), foram realizadas três conferências a primeira sobre "A iden dade do Carmelita Descalço Secular no século XXI", que esteve a cargo de frei Alzinir Francisco Debas ani, Delegado Geral para a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares. Este enfa zou a par cipação dos fiéis leigos no tríplice múnus de Cristo como Sacerdote, Profeta e Re i , c u j a ra i z é a u n çã o d o B a s m o, s e u desenvolvimento na Confirmação e cumprimento e sustentação na Eucaris a. Ele também enfa zou o aspecto da comunhão que compar lham com os religiosos do mesmo carisma através de uma vida de oração no meio do mundo.

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Na terceira conferência sobre ‘‘Discernimento Vocacional, Myrna Torbay (OCDS) apresentou um estudo sobre os seis elementos que definem o perfil do Carmelita Secular. Em seguida, se referiu à vocação ao Carmelo Teresiano como uma chamada focada no relacionamento interpessoal "entre nós e Deus; onde o essencial é o amor. A vocação Secular é o amor”. No Domingo (31), Fr. Javier Sancho Fermín, encerrou o ciclo palestras, com o tema “A Ordem Secular como fraternidade mís ca contempla va no mundo’’. Fez referência a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (Papa Francisco), afirmou que a comunidade é um dom porque ela tem sua origem em um chamado, em um encontro pessoal com Deus. É caracterís ca própria da comunidade carmelita. Dando sequência, três Seculares apresentaram seus trabalhos sobre a Missão de Carmelita Descalço Secular, orientada da seguinte forma: eclesial (Calvo Nieves), pessoal (José Manuel Adriano) e comunitária (Evaristo Arroyou Fuentes). A mesa redonda encerrou as reflexões do dia, par ciparam: irmã Alexandra Triana OCD de Sanlucar la Mayor, Fr. Tomás Pedro Navajas OCD de Burgos e Macu Hernandez OCDS de Salamanca. Na segunda-feira, 1º de agosto, duas breves apresentações precedeu o encerramento do Congresso. No primeiro, a secretaria de Bea ficação apresentou a situação do processo do irmão Victor e depois o P. Joy Alumkal, Delegado dos Carmelitas Descalços Seculares da Província de Malabar, na Índia, compar lhou as a vidades dos leigos em sua província. Finalmente, o Pe. Miguel Márquez, Provincial da Província Ibérica, presidiu a cerimônia de encerramento do Congresso, o qual teve seu cume com a celebração da Eucaris a. por Claudio Diaz Mellado, OCDS Secretário OCDS Chile

traduzido por Marcia Andrade, OCDS


Notícias ADMISSÃO DE MEMBRO NO GRUPO MARIA, MÃE E MESTRA DO CARMELO (PARNAÍBA-PI) Com grande alegria o Grupo Maria, Mãe e Mestra do Carmelo no dia 12 de maio, durante a confraternização da Pascoela acolheu Gilka Soraya Araújo Fontenelle ao período de formação. A admissão foi presidida pelo Frei Francisco Sergio Albuquerque Viana, OFMCap, pároco da Paróquia São Sebas ão. Com a proteção da Virgem Maria e de todos os santos carmelitas abraçamos esta nossa irmã e rogamos à Virgem Maria, Rainha e Formosura do Carmelo, que lhe conceda perseverança neste período de formação.

ESCRITORA MARIA INÊS VASQUES (OCDS) LANÇA LIVRO EM PARCERIA COM FREI PATRÍCIO SCIADINI, OCD Livro "Começando o Caminho" lançado pelas Edições Carmelitanas e LTR80, com autoria de

Maria Inês Vasques Ayres Bernardes, da Comunidade Alegria da Sagrada Face de Itape ninga/SP, em parceria com Frei Patrício Sciadini, OCD.

RESULTADO DO CONCURSO DO PROJETO SOCIAL DA OCDS 01. PROJETOS RECEBIDOS A) A Comunidade Alegria da Sagrada Face de Itape ninga/SP apresentou projeto de atenção a pessoas com carência de moradia. Segundo seu projeto, os membros da Comunidade que par cipam da ação são comprome dos a vamente e têm conseguido construir e reformar muitas casas para as pessoas necessitadas. O projeto atende aos obje vos e critérios exigidos. B) A Comunidade de Campinho do Rio de Janeiro/RJ: o projeto indicado atende aos obje vos, mas não indicou os membros da comunidade OCDS par cipantes diretos da ação social, por isso não atende o critério essencial. C) A Grupo Flos Carmeli de Bananeiras/Pb Apresentou projeto de capoeira para os alunos da escola em que toda a comunidade par cipa a vamente. Preenche obje vos e critérios exigidos. 02. CRITÉRIOS A SEREM OBSERVADOS Segundo o edital, são obje vos desta ação social: - Apoiar ins tuições da Igreja (em qualquer diocese), qualquer Comunidade OCDS ou membro isoladamente que exerça um apostolado social; - Es mular os membros e comunidades OCDS quanto à consciência da responsabilidade em ser “sal da terra e luz do mundo”; São prioridades de apoio: - Ins tuições em que, reconhecidamente, membros da OCDS, par cipem a vamente; - Temas ligados à promoção humana das pessoas beneficiadas, sobretudo às prá cas das obras de misericórdia. 03: RESULTADO: O CONSELHO PROVINCIAL elegeu os projetos da Comunidade Alegria da Sagrada Face e do Grupo Flos Carmeli, pois demonstraram preencher as exigências do edital, comprovaram a atuação de membros da OCDS e a promoção da dignidade humana através das obras de misericórdia.

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PROJETO MÃOS A OBRA - COMUNIDADE ALEGRIA DA SAGRADA FACE A "comunidade Alegria da Sagrada Face" de Itape ninga que foi contemplada com o prêmio para o projeto social agradece a oportunidade e faz conhecer o projeto "Mãos à obra". A Fundação Nossa Senhora da Divina Providência existe desde 2003, estamos vinculados a Cúria Diocesana de Itape ninga e a Comunidade Carmelita “Alegria da Sagrada Face” de Itape ninga, São Paulo. Nossa Fundação é sem fins lucra vos, de caráter beneficente, assistencial e religioso. Tem por finalidade promover o crescimento espiritual e religioso e dar atendimento aos irmãos carentes. A par r de 2013, em virtude da extrema necessidade de algumas famílias, complementamos os nossos trabalhos passando a realizar construções e reformas nas casas. Buscamos vivenciar as obras de misericórdia: dar pão a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, ves r os nus, dar abrigo ao peregrino, consolar os aflitos, ensinar os ignorantes, dar bons conselhos. Nossa gra dão a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da Província São José pelo prêmio e confiança em nosso trabalho, Deus abençoe a todos. Marcia Andrade

ESTUDO DAS CONSTITUIÇÕES OCDS EM CARATINGA-MG Como é bom Senhor reunir para saborear Tua vontade! A Comunidade (Sta Teresinha do Menino Jesus - Cara nga) teve como formador o Frei Marlon OCD, cujo estudo foi sobre as Cons tuições da OCDS, o mesmo conduziu os ensinamentos de maneira singela e orante, uniu a teoria a reflexão, meditação e vivência. Aprofundamos a reflexão do estudo das promessas: Viver o espírito do conselho evangélico de cas dade, pobreza, de obediência e viver o espírito das bem-aventuranças. Além disso o tema foi enriquecido com o "trabalho em grupo" para a conscien zação e melhor entendimento da prá ca das promessas/cons tuições, do "ser Carmelita Teresiano".

COMUNIDADES COMPARTILHAM SUAS ATIVIDADES ATRAVÉS DOS GRUPOS DE WHATSAPP Os membros da OCDS que desejarem entrar nos grupos de WhatsApp, podem enviar suas solicitações para Luciano Dídimo: (85) 988955966. Grupos de WhatsApp da OCDS da Província São José: · OCDS PROVÍNCIA SÃO JOSÉ

· CARMELO JOVEM

· CASAIS OCDS

NOSSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, confira... (h p://www.ocdsprovsaojose.com.br/) h p://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com.br/

h ps://www.facebook.com/pages/Ordem-Dos-CarmelitasDescal%C3%A7os-Seculares/132884536754686?ref=hl

COMISSÃO DE INTERCESSÃO Dir-se-ia que na oração és como uma rainha que tem livre acesso ao Rei e que dele podes alcançar tudo o que pedires!" (Santa Teresinha) A Comissão tem a finalidade de interceder e promover a intercessão junto às Comunidades e Grupos por todos os nossos eventos, pelos nossos membros mais necessitados, pelas nossas autoridades, pela Ordem. O e-mail para o envio dos pedidos de oração é: intercessaoocds@gmail.com.

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COMUNIDADES COMPARTILHAM SUAS ATIVIDADES ATRAVÉS DOS GRUPOS DE WHATSAPP

A Comunidade Santa Teresinha, de Teresina-PI, teve formação com o Pe. Júlio Comunidade Santa Teresinha, de Camaragibe-PE, celebra o aniversário da Ir. Maria José, ocd

O Grupo São José, de Sete Lagoas-MG, fez distribuição de alimentos e agasalhos com moradores de rua Reunião da Comunidade Nossa Senhora do Carmo, na Basílica Santa Teresinha (Rio de Janeiro-RJ)

Comunidade Santa Teresinha, de Cara nga-MG, teve formação com Márcia Andrade, OCDS de Itape ninga-SP Reunião da Comunidade Santa Teresa de Jesus (Rio de Janeiro-RJ)

Comunidades da OCDS de Fortaleza tem o primeiro encontro do Grupo de Estudo sobre Elizabeth da Trindade

Re ro das Comunidades Santa Face (Tremembé-SP) e São José (Aparecida-SP)

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Comunidade São João da Cruz, de Belo Horizonte-MG na celebração de N.S. do Carmo

Grupo São João da Cruz (Ibiapina-CE)

Grupo Nossa Senhora do Sorriso, de Natal-RN na celebração de N.S do Carmo

A Comunidade São José de Santa Teresa, de Fortaleza-CE e o Grupo Sta Teresinha - Alma Missionária, de Quixadá-CE fizeram re ro ministrado por Frei Salinho, OCD

A Comunidade Santa Teresa e Santa Myriam fez re ro com Frei Claudiano, ocd

A Comunidade Sta Edith Stein, OCDS de Divinópolis-MG, celebrou com as monjas o dia dos religiosos consagrados

A Comunidade Santa Teresinha Doutora da Igreja, de Niterói, RJ, comemorou seus 15 anos

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Eleições na Comunidade Santa Teresinha (Sete Lagoas-MG)

Reunião da Comunidade Rainha do Carmelo da OCDS de Fortaleza-CE

Reunião da Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa, de Higienópolis (São Paulo-SP)


Campanha/Marketing

ADQUIRA OS LIVROS DE FORMAÇÃO DA OCDS Venda os livros de Formação da OCDS: - Livro 1 - Preparação para Admissão- 2ª edição - Livro 2 - Preparação para Promessas Temporárias - 1°A - 1ªEd.

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454 ANOS DO NASCIMENTO DA ORDEM DO CARMELO DESCALร‡O

TERESA FEZ NASCER O CARMELO

Ordem dos Carmelitas Descalรงos Seculares

Revista Monte Carmelo - Jul / Ago 2016  

Revista Monte Carmelo - OCDS Procíncia São José

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