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MONTE CARMELO Província São José Revista da OCDS

Jan/Fev Jul/Agode de2016 2015 -- N° N° 144 141

1º Turma de Formandos Escola de Formação Edith Stein

GERANDO FORMADORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

FORMAÇÃO HUMANA Tempos de Conversão Ecológica Pag. 06

Pag. 16

ESPIRITUALIDADE Misericórdia no Mundo Secular Pag. 10


EXPEDIENTE Revista Virtual Monte Carmelo, nº 144 (Janeiro/Fevereiro de 2016)

SUMÁRIO

Edição: Comissão de Comunicação da OCDS Província São José

03 Santo(a) do Mês 04 Formação Humana 06 Voz da Igreja 08 Espiritualidade 10 Tempo Litúrgico 13 Escola de Formação 16 Notícias 20 Eventos 22 Editorial

PALAVRA DO PRESIDENTE PROVINCIAL

SÃO PEDRO TOMÁS

TEMPOS DE CONVERSÃO ECOLÓGICA

COORDENADOR: Francisco Sena EQUIPE DE REDAÇÃO: Danielle Meirelles Francisco Renaldo Costa Giovani Carvalho Mendes Ronaldo Ferracini Sidney Paiva Wilderlânia Lima do Vale COLABORADORES: Luciano Dídimo C. Vieira Rosemeire Lemos Pio o REVISÃO EDITORIAL: Natassha Co s ARTE E DIAGRAMAÇÃO: Wilderlânia Lima do Vale

C.F - MENSAGEM DO PAPA

MISERICÓRDIA NO MUNDO SECULAR

QUARESMA - MENSAGEM DO PAPA

MÓDULO III, IV E FORMATURA

ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DA ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES NO BRASIL DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ CNPJ: 08.242.445/0001-90

COMUNIDADES OCDS BRASIL

CONGRESSOS 2016

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Colabore com a edição da nossa Revista enviando suas sugestões, reclamações, no cias, testemunhos, ar gos e poesias para: no ciasocds@gmail.com


Editorial

Francisco Sena, OCDS Coordenador da Comissão de Comunicação OCDS

É muito bom estar começando o ano de 2016 cheio de garra e vontade! No “Santo do Mês”, Giovani Carvalho Mendes escreve sobre São Pedro Tomás, Bispo de nossa Ordem, que ensinou sobre lógica e filosofia, além de exercer a vidade diplomá ca como conciliador de conflitos e muito devoto de Nossa Senhora. Sempre digo que a história de nossos santos nos leva a uma vida de aprendizado. Nosso irmão Francisco Renaldo, na matéria sobre Formação Humana, nos fala de “Conversão Ecológica”, baseado na Carta do Papa Francisco publicada na Solenidade de Pentecostes em maio de 2015, uma encíclica que aborda o tema ECOLOGIA. Temos que cuidar de nossa terra. Temos nos descuidado muito do nosso meio ambiente e com isto não estamos deixando uma herança muito digna para as próximas gerações. Nosso dever de cristão é cuidar de nossa saúde e de nossa casa. Este é o ano em que o Papa Francisco nos chama a exercitar a misericórdia, e nosso irmão Ronaldo Ferracin nos escreve de uma forma bem simples e clara sobre “Como exercitar a Misericórdia no mundo secular”. É uma leitura muito importante para nos preparar para este Jubileu. A Escola de Formação Edith Stein nos traz uma reportagem sobre o Módulo III que aconteceu em Fortaleza-CE e o Módulo IV em São Roque–SP, onde aconteceu também a comemoração da primeira turma de formandos, concre zando assim o lema da Escola: GERANDO FORMADORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS. Devemos procurar nos formar! A matéria traz também o calendário da Escola, além de contato para maiores informações. Os DVd´s do Fórum STJ 500 Anos já estão sendo vendidos, como já foi no ciado aqui. É uma lembrança que foi feita artesanalmente com preço bem acessível para que todos possam adquirir. O kit é composto por 08 dvds e um cd com uma belíssima embalagem. Pode ser adquirido para que você possa também presentear um amigo ou parente. Há também informações sobre as inscrições para o XXXII Congresso Provincial da OCDS – Província São José, que se realizará de 21 a 24/04/2016, em São Roque-SP, bem como informações sobre como adquirir os Livros de Formação da OCDS. Saiu a segunda edição do Livro I (Preparação para Admissão) e a primeira edição do Livro II (Preparação para as Promessas Temporárias – 1° Ano). Não deixem de acompanhar ainda as no cias das Comunidades OCDS de nossa Província! Se quiserem mais informação podem escrever para o e-mail: comunicacao@ocdsprovsaojose.com.br Obrigado a todos e boa leitura!!!

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Santo do Mês

São Pedro Tomás, Bispo de nossa Ordem por Giovani Mendes, ocds Nasceu, segundo registros an gos, em Salimaso de Thomas, diocese de Sarlat; outros creem que talvez tenha sido em Lebreil, parte do município de Salas de Belvés (Dordonya). Seu pai era agricultor; empenhou-se a estudar em Monpazier, vivendo da caridade e ensinando aos outros mais jovens. Foi a Agen e voltou a Monpazier em 1325. Atraído pela Ordem do Carmelo, estudou um ano em Leitora e, aos 21 anos de idade, ingressou na Ordem, fazendo o noviciado em Cordom ou Bergerac. Professou em Bergerac e estudou dois anos, passando depois a Agen e Bordeus. Ensinou lógica e filosofia em Albi. Também deu aulas em Paris. Voltou a Aquitânia em 1345, quando foi eleito procurador geral da Ordem; depois de acabar os estudos de teologia em Paris, onde obteve o grau de mestre em 1348, foi à corte do Papa Clemente VI, em Avinhão, e fez a oração fúnebre em seu funeral.

A vidade Diplomá ca como Conciliador de Conflitos e Representante do Santo Padre Conhecido por sua habilidade diplomá ca e sua oratória, ajudou aos Papas seguintes como seu representante, intentando resolver conflitos entre reis cristãos, a unificação das Igrejas Católica e Ortodoxas e a união para combaterem contra os muçulmanos. Foi delegado papal em negociações com Gênova (1352, para conseguir a paz com Veneza), Milão e Veneza. Em 1354 foi nomeado bispo de Pa e Lipari e representou o papa na coroação de Carlos IV de Luxemburgo. Em Serbia, em 1356, intentou acalmar o conflito entre Veneza e Hungria. Entre 1357 e 1359 foi enviado a Constan nopla, onde recebeu o apoio de nobres e do próprio João V Paleólogo para a unificação das Igrejas Católica e Ortodoxa. Foi a Chipre e empreendeu uma peregrinação à Terra Santa, voltando depois à Sicília e Chipre. Em 1359 foi enviado com as tropas como Delegado Universal à Igreja do Oriente e bispo de Corinto, com a mesma missão de combater aos turcos, aliado com Veneza, Chipre e os cavaleiros da Ordem de Malta. Em Chipre, coroou Pedro I de Chipre como rei de Jerusalém.

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Concebe a ideia de uma nova cruzada e marcha para pedir ajuda ao Ocidente, aproveitando para por paz em um conflito entre Milão e Roma. Em 1363 foi nomeado arcebispo de Creta e, em maio de 1364, Patriarca La no de Constan nopla (era um tulo simbólico, sem jurisdição real) e legado papal de Urbano V, sucedendo ao cardeal Talleyrand. Nesse mesmo ano foi cofundador da Faculdade de Teologia da Universidade de Bolonha. Preocupou-se em consolidar a paz entre os reis cristãos e de trabalhar pela união das Igrejas, convertendo-se em um precursor do ecumenismo. Entre suas missões diplomá cas, levou uma vida austera e modelar, preocupado pela evangelização dos povos e a caridade para com os mais necessitados. Apesar dos altos cargos que exerceu, nas suas viagens, Frei Pedro Tomás procurava sempre, como residência, os conventos dos seus irmãos carmelitas, vivendo ali como irmão e com os irmãos de Nossa Senhora do Carmo a vida normal da comunidade, segundo a Regra. Com Pedro I de Chipre, par cipou na cruzada contra Alexandria em outubro de 1365, que foi tomada, porém, imediatamente abandonada, por medo de um contra-ataque turco. A tradição diz que em um dos ataques das tropas cristãs o bispo foi ferido com uma flecha e morreu em Chipre três meses depois, em 06 de janeiro de 1366. Por isso era do como “már r”.

Na realidade, voltou a Famagusta são e salvo, porém, enquanto preparava uma viagem até Roma, enfermo “de um catarro” e muito magro (“reduzido a pele e ossos”, conforme relatos da época), morreu em um convento carmelita de sua cidade no dia 6 de Janeiro de 1366. Apesar de ser bispo pediu que o levassem para sua úl ma morada ves do com o hábito da Ordem.

Devoção a Nossa Senhora Era muito devoto de Nossa Senhora. Amou tanto Nossa Senhora que parece trazia no coração o seu nome. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria San ssima. A ele se atribui o tratado “De Immaculata Concep onis” em quatro volumes de sermões. É dele a profecia inspirada pela Virgem Maria de que a Ordem do Carmo durará até ao fim dos tempos.

Veneração Rapidamente começaram os relatos de milagres em seu túmulo, no convento carmelita de Famagusta. Fala-se também de uma claridade que envolvia seu cadáver exposto ao público em seu funeral. Em maio de 1366, quatro meses após sua morte, descobriu-se que seu corpo ainda estava incorrupto e Pedro de Chipre pediu sua canonização a Urbano V. O Papa proibiu o translado do corpo do santo bispo durante dez anos, ainda que este houvesse pedido que seu corpo fosse transladado para Bergerac. Pouco depois, Philippe de Mézières escreveu sua vida, base de sua posterior hagiografia. Os seus esforços pela promoção e consolidação da unidade da Igreja Oriental fazem deste santo do séc. XIV um precursor do ecumenismo e um verdadeiro “apóstolo da unidade da Igreja”. A conquista turca de Chipre em 1571 e o terremoto de 1753 acabaram com o rastro do santo em Chipre. Em 1609, a Santa Sé autorizou a fes vidade de Pedro Tomás entre os carmelitas, que foi confirmado por Urbano VIII em 1628; formalmente não foi canonizado. Em Lebreil, se levantou uma capela sobre a casa que se crê que nasceu, porém, foi derrubada durante a Revolução Francesa. Foi restaurada em 1895 como santuário em sua memória. MONTE CARMELO

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Formação Humana E no dia 10 de fevereiro, foi lançada oficialmente a Campanha da Fraternidade, com o tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade”, com o obje vo chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para todas as pessoas, buscando fortalecer o empenho, à luz da fé, por polí cas públicas e a tudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum, ou seja, do planeta Terra.

Tempos de Conversão Ecológica “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras.” (São Francisco de Assis)

Ate nto a o s s i n a i s d a s o c i e d a d e c o n t e m p o râ n e a , o Pa p a F ra n c i s c o, publicou na Solenidade de Pentecostes - dia 24 de maio de 2015 - uma carta encíclica que aborda o tema ecologia: Laudato Si': sobre o cuidado da casa comum.

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O Papa em sua carta encíclica de seis capítulos nos lembra que não vivemos indiferentes aos acontecimentos, tudo nos afeta e claro exige de todos uma resposta imediata. Vejamos estes números: de acordo com o Trata Brasil, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Contudo, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandes nas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões. Tudo o que existe e vive, precisa ser cuidado; por uma questão óbvia, para con nuar a viver e exis r. O nosso planeta merece um cuidado especial, afinal é a nossa única casa. “Francisco de Assis é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e auten cidade” (Laudato Si', 10). São Francisco é Padroeiro de todos que estudam e trabalham com o tema da ecologia e amado por cristãos e não cristãos. Nele encontramos todo o ideal de ecologia cristã: atenção e cuidado para com nosso planeta, assim como, atenção e cuidado para com os mais pobres e injus çados, construindo uma sociedade justa e com paz interior. Quais são os temas discu dos nesta carta encíclica? Poluição e mudanças climá cas; a questão água; perda de biodiversidade; Deterioração da qualidade de vida humana e degradação social; Desigualdade planetária; comunhão universal; O olhar de Jesus; A tecnologia: cria vidade e poder; A globalização do paradigma tecnocrá co; Ecologia ambiental, econômica e social; Ecologia cultural; Ecologia da vida quo diana; O diálogo sobre o meio


ambiente na polí ca internacional; O diálogo para novas polí cas nacionais e locais; Polí ca e economia em diálogo para a plenitude humana; As religiões no diálogo com as ciências; Educação e espiritualidade ecológicas. O apelo do Papa Francisco “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados sectores da a vidade humana, estão a trabalhar para garan r a proteção da casa que par lhamos. Uma especial gra dão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramá cas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos. Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós.” (Laudato Si', 13-14). A encíclica toda é encantadora, vamos ressaltar dois temas fundamentais para compreendermos e agir dentro da temá ca: A conversão ecológica O convite aqui é viver como guardiões da obra de Deus, que não é algo secundário da experiência cristã, e sim, algo essencial para vivermos os valores evangélicos e darmos testemunho do amor de Deus. C o n v e r t e r, m u d a r o n o s s o c o ra ç ã o p a ra compreendermos como afetamos e ofendemos a C r i a ç ã o D i v i n a . Ta l c o n v e r s ã o s i g n i fi c a experimentarmos a gra dão e vivermos repletos de cuidado e ternura com nossa “casa”.

E você? Como cristão, já se converteu ecologicamente? O que mudaria em sua vida? Qual é o primeiro passo para esta conversão acontecer? Ecologia da vida co diana Na vida corremos o risco de ficarmos no discurso genérico; bonito, mas sem pra cidade. A espiritualidade cristã é uma espiritualidade da experiência e da mudança interior. Mudar para nós cristãos, significa agir, unir teoria e prá ca. No processo de coaching chamamos isso de rota de ação. Só mudamos quando agimos. Falar e conscien zar da ecologia e seus desafios é o primeiro passo; o segundo passo é a ação: mudamos quando agimos. A melhoria na qualidade global da vida humana, começa quando agimos nos ambientes em que vivemos. Nossa vida co diana, demostra como vemos a vida, sen mos e agimos. “Esforçamo-nos por nos adaptar ao ambiente e, quando este aparece desordenado, caó co ou cheio de poluição visual e acús ca, o excesso de es mulos põe à prova as nossas tenta vas de desenvolver uma iden dade integrada e feliz.” (Laudato Si', 147). Desde criança minha mãe alertava que se eu quisesse mudar o mundo - que era louvável - que começasse pelo meu quarto. O desejo da mudança externa desenvolve em nós uma mudança interior. A verdadeira mudança começa de dentro (vida co diana). O que você já faz na vida co diana com relação ao cuidado da sua casa comum (casa, família)? É o suficiente? No que pode melhorar? O que você ganharia se colocasse todos os seus pontos fortes e experiência de fé para gerar um ambiente mais feliz? Mais tranquilo? Mais agradável? Mais ecológico? Que o tempo quaresmal infunda em nós, a conversão ecológica e experiência de fé, para assumirmos a responsabilidade comum pelo futuro da Terra. Amém. Francisco Renaldo Costa Formador da Com. N S do Carmo e Sta Teresa de Jesus Higienópolis-SP

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Voz da Igreja

Papa Francisco ressalta importância da Campanha da Fraternidade 2016 Na mensagem, Francisco recorda que esta é a quarta vez que a CF é promovida com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic). Lembra, ainda, que a Campanha cruza fronteiras, pois é feita em conjunto com a Misereor, en dade episcopal da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento de países da Ásia, da África e na América La na. O papa destaca que a Campanha da Fraternidade deste ano trata de uma temá ca importante para a vida do planeta. “O obje vo principal deste ano é o de contribuir para que seja assegurado o direito essencial de todos ao saneamento básico. Para tanto, apela a todas as pessoas convidando-as a se empenharem com polí cas públicas e a tudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”, disse o papa.

A abertura oficial da CFE aconteceu na Quarta-feira de Cinzas, 10, na sede da CNBB, em Brasília “Ela propõe cada ano uma mo vação comunitária para a conversão e a mudança de vida”, escreveu o papa Francisco, em mensagem por ocasião da abertura oficial da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2016. Durante evento realizado na Quarta-feira de Cinzas, 10, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi lido o texto enviado pelo Va cano.

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Ainda no texto, Francisco convida a todos para a vivência da Quaresma, a par r de ações concretas de cuidado com o meio ambiente. “Eu os convido, principalmente durante esta Quaresma, mo vados pela Campanha da Fraternidade Ecumênica, a redescobrir como nossa espiritualidade se aprofunda quando superamos 'a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor' e descobrimos que Jesus quer 'que toquemos a carne sofredora dos outros', dedicando-nos ao 'cuidado generoso e cheio de ternura' de nossos irmãos e irmãs e de toda a criação”.


Confira a íntegra da mensagem: Queridos irmãos e irmãs do Brasil! Em sua grande misericórdia, Deus não se cansa de nos oferecer sua bênção e sua graça e de nos chamar à conversão e ao crescimento na fé. No Brasil, desde 1963, se realiza durante a Quaresma a Campanha da Fraternidade. Ela propõe cada ano uma mo vação comunitária para a conversão e a mudança de vida. Em 2016, a Campanha da Fraternidade trata do saneamento básico. Ela tem como tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. Seu lema bíblico é tomado do Profeta Amós: “Quero ver o direito brotar como fonte e a jus ça qual riacho que não seca”. (Am 5, 24). É a quarta vez que a Campanha da Fraternidade se realiza com as Igrejas que fazem parte do C o n s e l h o N a c i o n a l d a s I g r e j a s C r i stã s d o Brasil (Conic). Mas, desta vez, ela cruza fronteiras: é feita em conjunto com a Misereor, inicia va dos católicos alemães que realiza a Campanha da Quaresma desde 1958. O obje vo principal deste ano é o de contribuir para que seja assegurado o direito essencial de todos ao saneamento básico. Para tanto, apela a todas as pessoas convidando-as a se empenharem com polí cas públicas e a tudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum. Todos nós temos responsabilidade por nossa Casa Comum, ela envolve os governantes e toda a sociedade. Por meio desta Campanha da Fraternidade, as pessoas e comunidades são convidadas a se mobilizar, a par r dos locais em que vivem. São chamadas a tomar inicia vas em que se unam as Igrejas e as diversas expressões religiosas e todas as pessoas de boa vontade na promoção da jus ça e do direito ao saneamento básico. O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injus ça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infan l e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental. Na encíclica Laudato Si´, recordei que “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos

humanos” (n.30) e que a grave dívida social para com os pobres é parcialmente saldada quando se desenvolvem programas para prover de água limpa e saneamento as populações mais pobres (cf. ibid.) E, numa perspec va de ecologia integral, procurarei evidenciar o nexo que há entre a degradação ambiental e a degradação humana e social, alertando que “a deterioração do meio ambiente e da sociedade afetam de modo especial os mais frágeis do planeta” (n. 48). Aprofundemos a cultura ecológica. Ela não pode se limitar a respostas parciais, como se os problemas es vessem isolados. Ela “deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma polí ca, um programa educa vo, um es lo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma tecnocrá co” (Laudato Si´, n. 111). Queridos irmãos e irmãs, insisto que o rico patrimônio da espiritualidade cristã pode dar uma magnífica contribuição para o esforço de renovar a humanidade. Eu os convido, principalmente durante esta Quaresma, mo vados pela Campanha da Fraternidade Ecumênica, a redescobrir como nossa espiritualidade se aprofunda quando superamos “a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor” e descobrimos que Jesus quer “que toquemos a carne sofredora dos outros” (Evangelii Gaudium, n. 270), dedicando-nos ao “cuidado generoso e cheio de ternura” (Laudato Si´, n. 220) de nossos irmãos e irmãs e de toda a criação. Eu me uno a todos os cristãos do Brasil e os que, na Alemanha, se envolvem nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, pedindo a Deus: “ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela jus ça, o amor e paz (Laudato Si´, n. 246). Aproveito a ocasião para enviar a todos minhas cordiais saudações com votos de todo bem em Jesus Cristo, único Salvador da humanidade e pedindo que, por favor, não deixem de rezar por mim. Va cano, 22 de janeiro de 2016. Franciscus PP. (Papa Francisco) Fonte: h p://www.cnbb.org.br

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Espiritualidade

Como exercitar a Misericórdia no mundo Secular “Sede misericordiosos, como vosso Pai do céu é misericordioso.” (Lc 6, 36). A certeza de que nosso Deus é Pai misericordioso é uma das verdades centrais de nossa fé cristã. O modo como Deus é e age tem a marca da misericórdia. Porém, o Ano da Misericórdia quer nos educar para uma vida marcada pela misericórdia, por isso: “sede misericordiosos”, ou “bem-aventurados os misericordiosos” (Mt 6,7). A Tradição da Igreja convencionou apresentar sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais. Muitos ainda têm dúvidas sobre o que significa indulgencia. É a remissão da pena devida dos pecados que já foram perdoados. Sobre isso, escreveu o Papa Francisco: “No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho nega vo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanecem. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela se torna indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado” (Misericordiae Vultus, 22).

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Também é desejo do Papa que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia, diz ele que todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar.

Obras de misericórdia corporais 1) Dar de comer a quem tem fome Várias vezes, Nosso Senhor Jesus Cristo preocupou-se com a fome dos que O seguiam (Mc 6,30-44). É urgente e necessário que avancemos em polí cas sociais que a njam a causa da fome, mas enquanto não chegamos ao ideal, exercitemos a par lha para aplacar o sofrimento real. O que Nosso Senhor falou aos apóstolos, no passado “Dai-lhes vós mesmos de comer” (v.38) ecoa até hoje, e nos convida a refle r o que temos oferecido, para que, de maneira concreta minimizemos a fome daqueles que nada tem. 2) Dar de beber ao sedento ”Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa” (Mt 10,42). O ato de dar


um copo de água a um sedento pode parecer insignificante, mas é um gesto que em Jesus pode adquirir dimensões eternas. Sabemos que água é vida, e, a médio e longo prazo, tende a ser um “tesouro” cada vez mais raro e precioso. Precisamos adotar o uso responsável da água, dessa forma, poderá chegar até quem necessita.

Hoje, o acesso aos presídios não é livre, havendo certo rigor na triagem de visitas aos presidiários. A Igreja se faz presente através da pela pastoral carcerária. Esta obra de misericórdia também se estende aos seus familiares, por meio de auxílio financeiro e apoio emocional para superarem os preconceitos.

3) Ves r os nus

7) Enterrar os mortos

Jesus nos exortou: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem” (Lc 3, 11a). A nudez além de expor a pessoa às condições climá cas a despoja a da própria dignidade. Ves r o nu é um gesto que minimiza a humilhação. Precisamos pra car a par lha dos bens com a tude, intenção e real mo vação.

”Filho, derrama lágrimas sobre o morto, e chora como um homem que sofreu um rude golpe. Sepulta o seu corpo segundo o costume, e não desprezes a sua sepultura”. (Eclo 38,16) Cada pessoa é templo do Espírito Santo e, mesmo depois de morta, seu corpo merece respeito. A Igreja permite a cremação do corpo, desde que não seja um ato que se faça numa manifestação de contrariedade à fé na ressurreição dos mortos (cf. CIC § 2301). Bem como a doação gratuita de órgãos quando desejado pela própria pessoa.

4) Dar abrigo aos peregrinos Tendo em vista que a realidade dos tempos de Jesus era muito diferente da realidade dos tempos atuais, torna-se complicado, perigoso e é até ingenuidade de nossa parte querer acolher em nossas casas, pedintes ou moradores de rua. Porém, Deus suscita obras de acolhimento na Igreja, através dos padres, religiosos (as), e leigos (as), que nos permite pra car esta obra de misericórdia, com nossa ajuda concreta. 5) Assis r os enfermos Os Evangelhos relatam abundantemente, momentos em que Jesus acolhe, atende, socorre e cura os doentes. As vezes eram levados a Ele no entardecer (Mc 1,32-34); em outras pediam que Ele fosse até a casa do enfermo, como fez o oficial que pediu a cura do filho que estava morrendo (Jo, 4, 46-53). Vale lembrar a ação de Jesus, quando na casa de Pedro, cura sua sogra (Mt 8, 14-15). Jesus se desdobrou em misericórdia para com os doentes. A obra de misericórdia na qual se assiste os doentes começa na família, quando se lida com doenças prolongadas e, as vezes irreversíveis. Trata-se também de trabalho voluntário em hospitais, casas terapêu cas e pastorais urbanas que assistem aos que vivem a dor da enfermidade na solidão e no esquecimento. 6) Socorrer os presidiários “Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque… estava na prisão e viestes a mim” (Mt 25, 34.36b)

Obras de misericórdia espirituais 1) Aconselhar (Dar bons conselhos aos que necessitam) Dar bons conselhos significa orientar e ajudar a quem precisa. Para isso, é preciso mergulhar na graça do Espírito Santo, a fim de perceber os sinais de Deus que nos auxiliam na compreensão e no discernimento dos fatos. 2) Instruir (Ensinar os que não sabem) I n st r u i r n ã o é s i m p l e s m e nte t ra n s m i r conhecimentos, mas também corrigir os que erram, ensinando-lhes os valores do Evangelho e formando-os na doutrina e nos bons costumes é cos e morais. 3) Corrigir os que erram Esta obra de misericórdia nos lembra que, antes de qualquer julgamento e condenação, nossa a tude deve ser de corrigir na fraternidade aqueles que estão no erro. O Apóstolo Paulo cita a correção como um gesto de maturidade na fé «Vós sois capazes de vos corrigirdes uns aos outros» (Rm 15,14). Deus, como um Pai amoroso nos corrige, para nosso próprio bem. Quando recebemos a correção nos entristecemos, porem depois ela produz frutos de paz e jus ça ((cf. Hb 12,10-11). MONTE CARMELO

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4) Consolar (aliviar o sofrimento dos aflitos) Consolar consiste numa presença afetuosa, nas palavras de encorajamento e de proximidade. Consolar com o consolo que vem de Deus, Ele é o nosso consolador, para que possamos consolar os que estão em qualquer tribulação (cf. 2Cor 1,3-4). Na prá ca, essa obra concre za-se por meio das seguintes a tudes: exercitar os olhos para as tragédias alheias; aguçar os ouvidos para escutar os soluços dos que sofrem; oferecer o ombro para deixar reclinar-se sobre ele quem chora; estender a mão para levantar quem tropeça e cai, significa estar incondicionalmente ao lado de quem necessita. 5) Perdoar (Superar as ofensas de boa vontade) “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não lhe digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Ao dizer isto Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que devemos perdoar sempre e sem limites. Para não cometermos um ato de injus ça com Deus, conosco e com nossos irmãos, devemos sempre, à luz do Espírito Santo, exercitar e aprimorar o perdão. O perdão não elimina o mal sofrido, mas renova a relação entre

ofensor e ofendido. Perdoar não quer dizer esquecer, o ato sofrido, mas lembra-lo sem sofrer, sem raiva ou ressen mento. 6) Suportar com Paciência (Lidar com as fraquezas do próximo) “Sejam humildes, amáveis, pacientes e suportem-se uns aos outros no amor” (Ef 4,2) Esta obra espiritual recomenda que suportemos com paciência os que estão próximos a nós, com todas as suas limitações, fraquezas, falhas, adversidades e misérias. Sejamos pois, acolhedores e pacientes com todos. 7) Rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos Devemos rezar pelas pessoas que amamos, pelas que se recomendaram a nossa oração e por aquelas que temos obrigação de rezar. Também exercitar esta obra de misericórdia rezando pelos mortos. As almas merecem a lembrança e as orações dos seus, e que as ajudem a alcançar o repouso eterno, o refrigério e a luz que não se apaga. Ao socorrer com oração as almas do purgatório, pra camos a caridade em toda a sua extensão.

Enfim, neste Ano da Misericórdia, “abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda.” (Papa Francisco, O rosto da misericórdia, 15). por Ronaldo D. Ferracin, ocds Fonte: Rádio Va cano, Misericordiae Vultus o rosto da misericordia e Obras completas de Santa Teresinha

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Tempo Litúrgico Mensagem do Papa Francisco Quaresma 2016 Terça-feira, 26 de janeiro de 2016 Bole m da Santa Sé “Prefiro a misericórdia ao sacri cio” (Mt 9, 13). As obras de misericórdia no caminho jubilar

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada. Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e ex p e r i m e n ta r a m i s e r i c ó rd i a d e D e u s » (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à inicia va «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profé ca. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus. Maria, por ter acolhido a Boa No cia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profe camente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predes nou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prome da esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e con nua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profé ca, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo e mologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais. 2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre MONTE CARMELO

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rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramá cos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ra ficada de maneira mais estável na jus ça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo. Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho fe i to h o m e m . N ' E l e , D e u s d e r ra m a a s u a misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d'Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela. Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d'Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

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3. As obras de misericórdia A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, es mulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quo dianos, des nados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo mar rizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assis do cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, rar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé. Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a u lizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira men rosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo esta figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa


sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e polí cas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao des no dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38). Va cano, 4 de Outubro de 2015 Festa de S. Francisco de Assis FRANCISCUS

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, ves dos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a p o s s i b i l i d a d e d e a p e r c e b e r- s e q u e s ã o , imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermé co a Cristo, que, no pobre, con nua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta ac va preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória defini va sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prome da Esposa, na expecta va da sua vinda. MONTE CARMELO

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Escola de Formação

Escola de Formação Edith Stein GERANDO FORMADORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS Mód. III em Fortaleza/CE A Escola de Formação Edith Stein, órgão vinculado à Comissão de Formação da OCDS - Província São José, promoveu nesse mês de janeiro/2016 dois módulos, sendo o primeiro no polo Fortaleza e o segundo no polo São Roque. Em Fortaleza, de 07 a 10/01 aconteceu o Módulo III - Dimensão Carmelitana, onde foram abordados os temas: História da Ordem, História e Conhecimento da OCDS e Introdução Geral aos pais do Carmelo.

O primeiro tema, História da Ordem, foi ministrado por Giovani Carvalho Mendes, ocds, o qual é formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará em 1993, com residência médica em Pediatria em 1999. É Membro da Coopera va dos Pediatras do Estado do Ceará (COOPED), foi membro da Comunidade Rainha do Carmelo desde novembro de 2009 e atualmente está na nova fundação de Fortaleza, a Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha. Fez Promessas Defini vas em novembro de 2015.

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No segundo dia, o tema História e Conhecimento da OCDS ficou no encargo do nosso Presidente Provincial Luciano Dídimo, que tem graduação em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Cerá e em Direito pela Universidade de Fortaleza. É Pós-graduado em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. É Servidor Público Federal no cargo de Analista Judiciário do TRT da 7ª Região, sendo atualmente Diretor de Secretaria da 7ª Vara do Trabalho de Fortaleza.

Frei Claudiano tem especialização em Comunicação pela PUC Minas. É pregador de re ro e ministra cursos sobre a Teologia espiritual. Está desenvolvendo um estudo sobre DEPRESSÃO E NOITE ESCURA. Está desenvolvendo a "Escola do Carmelo", que é uma escola virtual com temas carmelitanos. Com ajuda de especialistas em São João da Cruz, desenvolveu um trabalho sobre Antropologia de São João da Cruz. Estudou música com o Maestro Dario de Belo Horizonte, sendo flau sta. O segundo dia do tema Introdução aos Pais do Carmelo foi dedicado ao estudo de Santa Teresa de Jesus, sendo ministrado por Maria Lairte Castro Alves de Lima, que é Master em Mís ca e em Ciências Humanas pelo Centro Internacional Teresiano Sanjuanista - Universidad de la Mís ca" - Ávila Espanha (Curso reconhecido pela Universidade de Salamanca e Faculdade de Teologia do Norte da Espanha - Sede em Burgos). É graduada em Farmácia – Bioquímica, Analista. Nosso Delegado Provincial para a OCDS do Norte/Nordeste Frei André Severo visitando a Escola de Formação

O Tema sobre a Introdução aos Pais do Carmelo foi dividido em dois dias, sendo o primeiro dia para São João da Cruz, ministrado por Frei Claudiano de Aragão Lima, frade carmelita descalço.

Foto Oficial do Módulo III - Dimensão Carmelitana Fortaleza-CE - JAN/2016

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Mód. IV em São Roque-SP Em São Roque, de 21 a 24/01, a Escola de Formação promoveu o Módulo IV - Dimensão Espiritual, onde foram abordados os seguintes temas: Introdução à Vida Cristã, Oração Cristã, Espiritualidade Cristã e Crescimento da Vida Espiritual. Os três primeiros temas foram ministrados por Frei Deneval Januário de Sousa, frade carmelita descalço, bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia São Bento - SP e estudos teológicos na PUC - MG de 1984 a 1987. Em 1985 foi ordenado diácono e em dezembro de 1987 foi ordenado sacerdote. Foi vigário paroquial em Travessão de Campos, BH. Foi Provincial da OCD e foi coordenador provincial do S.A.V. (Serviço de Animação Vocacional) carmelitano. Atualmente é vigário paroquial em Itabaiana- SE.

Durante o curso, também houve momentos de oração da Liturgia das Horas e celebração eucarís ca.

Foto Oficial do Módulo IV - Dimensão Espiritual São Roque-SP - JAN/2016

O úl mo tema, Crescimento da Vida Espiritual foi ministrado por Francisco Renaldo Costa, formador da Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus (Higienópolis-SP). Ele tem Licenciatura em Filosofia; É Master Coach e Trainer do Ins tuto Coaching & Vida. Tem cursos de: T&D Comportamental, Coach de Performance Escolar e MBA em Gestão de Pessoas. É professor de Filosofia e Empreendedorismo.

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Para os alunos da Escola de Formação Edith Stein que concluíram os quatro módulos do Curso, aconteceu a solenidade de formatura. Em es lo de recreio teresiano, os concludentes foram chamados solenemente para adentrarem ao recinto, cantaram o Hino Nacional, ouviram os pronunciamentos do Coordenador da Escola Moisés Faria, da Diretora da Escola Rose Pio o, do presidente provincial Luciano Dídimo, e do orador da turma Sebas ão Silva. Em seguida houve a entrega dos cer ficados, seguida de um brinde, bolo e dança da valsa.

Equipe da Escola de Formação (da esquerda para a direita): Cidinha (diretora acadêmica), Vanessa (secretária), Rose Pio o (Diretora), Liliane (secretária), Moisés (coordenador) e Carmelita (tesoureira).

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Notícias FUNDADO NOVO GRUPO DA OCDS NA CIDADE DE QUIXADÁ-CE No dia 31/01/2016 foi fundado mais um grupo da OCDS em nossa Província São José, no Sertão Central do Ceará, na cidade de Quixadá. Com a presença do Presidente Provincial Luciano Dídimo, da Conselheira Provincial do Norte/Nordeste Ana Stela Almeida, além de membros da Comunidade São José de Santa Teresa, de Fortaleza-Ce, foi fundado o Grupo Santa Teresinha - Alma Missionária, o qual será coordenado por Moisés Farias Rocha, com a par cipação de mais 13 membros.

ENCONTRO DE CARNAVAL OCDS – CARMELOFOLIA 2016 As Comunidades Ocds de Fortaleza /Ce promoveram no dia 08/02/2016 durante o feriado do Carnaval um momento de reflexão e confraternização, no intuito de preparar seus membros para viverem mais fervorosamente a Quaresma e ao mesmo tempo alargar os laços fraternos na convivência e Recreio Carmelitano com os irmãos.

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COMUNIDADES COMPARTILHAM SUAS ATIVIDADES ATRAVÉS DOS GRUPOS DE WHATSAPP Várias comunidades da OCDS iniciaram suas a vidades neste inicio de ano e postaram fotos de suas reuniões nos grupos de WhatsApp da Província.

Comunidade Santa Teresa e Santa Myriam Franca-SP

Com. São João da Cruz Belo Horizonte-MG

Com. Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, em Jabaquara, São Paulo-SP realiza re ro com Frei Claudiano

Comunidade Santa Teresinha Passos-MG

Com. Santa Teresinha, de Passos-MG promove palestra com Pe. Luiz sobre o Rosto da Misericórdia

Os membros da OCDS que desejarem entrar nos grupos de WhatsApp, podem enviar suas solicitações para Luciano Dídimo: (85) 988955966. Grupos de WhatsApp da OCDS da Província São José: · OCDS PROVÍNCIA SÃO JOSÉ · OCDS PROVÍNCIA SÃO JOSÉ II

· PRESIDENTES OCDS · ENCARREGADOS DE FORMAÇÃO

· CARMELO JOVEM · CASAIS OCDS

COMISSÃO DE INTERCESSÃO Dir-se-ia que na oração és como uma rainha que tem livre acesso ao Rei e que dele podes alcançar tudo o que pedires!" (Santa Teresinha) A Comissão tem a finalidade de interceder e promover a intercessão junto às Comunidades e Grupos por todos os nossos eventos, pelos nossos membros mais necessitados, pelas nossas autoridades, pela Ordem. O e-mail para o envio dos pedidos de oração é: intercessaoocds@gmail.com.

NOSSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, confira... (h p://www.ocdsprovsaojose.com.br/)

h p://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com.br/ h ps://www.facebook.com/pages/Ordem-Dos-CarmelitasDescal%C3%A7os-Seculares/132884536754686?ref=hl

Envie o seu número de celular com DDD por SMS para (15) 997282767 ou para: estherpiress@yahoo.com.br.

h ps://www.youtube.com/user/OCDSSJ

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Eventos AGENDA DA OCDS - 2016 PROGRAME-SE COM ANTECEDÊNCIA! 21 a 24/04/2016 - XXXII CONGRESSO PROVINCIAL DA OCDS Informações: carmelita (carmelita_ocds@yahoo.com.br) Centro Teresiano de Espiritualidade - Rodovia Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP 20 a 22/05/2016 - II RETIRO ESPIRITUAL CARMELITANO Re ro aberto ao público conduzido por frei Geraldo Afonso de Santa Teresinha, ocd Tema: Oração Teresiana: A Misericórdia de Deus - Valor: R$250,00 Informações: intercessaoocds@gmail.com e lizlelis@hotmail.com Centro Teresiano de Espiritualidade - Rodovia Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP 26 a 29/05/2016 - XII CONGRESSO DA OCDS NORTE/NORDESTE - Belém-PA Informações:santeresandes.ocdsbelem@gmail.com

07 a 10/07 2016 - ESCOLA DE FORMAÇÃO EDITH STEIN – MÓDULO IV – DIMENSÃO ESPIRITUAL Valor: R$ 400,00. Incluído hospedagem, café da manhã, almoço, jantar, material didá co. Informações: escoladeformacao@gmail.com Seminário São José - Av. Alberto Craveiro, 2300 - Castelão - Fortaleza-CE

21 a 24/07/2016 - ESCOLA DE FORMAÇÃO EDITH STEIN – MÓDULO I – DIMENSÃO HUMANA Valor - R$ 550,00 (2x: jun/jul). Incluído hospedagem, café da manhã, almoço, jantar, material didá co. Informações: escoladeformacaoocds@gmail.com Centro Teresiano de Espiritualidade - Rodovia Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP

21 a 24/07/2016 - I CONGRESSO DE CASAIS DA OCDS Informações: comissaodecasaisocds@gmail.com Centro Teresiano de Espiritualidade - Rod. Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP 29 a 31/07/2016 - I CONGRESSO DE JOVENS DA OCDS Informações:comissaodejovens_ocds@yahoo.com.br Centro Teresiano de Espiritualidade - Rod. Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP 23 a 26/09/2016 - III CICLA-SUL DA OCDS - Vina Del Mar e Los Andes - CHILE 12 a 15/11/2016 - XVII ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES DA OCDS Novo formato do Encontro de Presidentes, Encarregados de Formação e Conselheiros da OCDS Informações: carmelita (carmelita_ocds@yahoo.com.br) Centro Teresiano de Espiritualidade - Rod. Raposo Tavares 18131 - São Roque - SP

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XXXII CONGRESSO PROVINCIAL DA OCDS

Carta Circular 02/2016 Caros irmãos em Cristo e no Carmelo, Temos a alegria de convidar as Comunidades e Grupos integrantes da Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José para o nosso XXXII CONGRESSO, a ser realizado no período de 21 a 24/04/2016, em São Roque-SP, este ano com o tema: “Obras quer o Senhor” e lema: “Para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria esteja completa”. Ressaltamos a grande importância da par cipação no Congresso, pois o encontro de várias comunidades das diversas regiões do país faz com que, além de podermos nos aprofundar na doutrina da Igreja e em nossa espiritualidade carmelitana, tenhamos a oportunidade de exercer concretamente a vivência fraterna, gerando assim valiosos frutos individuais e comunitários. Por isso, desejamos imensamente que todas as comunidades e grupos animem seus membros e se façam representar nesse evento tão relevante. As informações necessárias para as inscrições estão no blog da província, bem como o edital da Assembleia Ordinária que se realizará no dia 24/02/2016. A programação está sendo finalizada e será divulgada em breve. Fraternalmente, Luciano Dídimo Camurça Vieira Presidente Provincial da OCDS – Província São José

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Em Seu testamento, Ele disse: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19). O “isto” que Jesus pede que façamos abre-se para uma perspec va exigente, obla va, de doação completa da vida. “Fazei isto” significa celebrar o mistério eucarís co, atualizar a memória de Jesus. “Fazei isto” implica doar a vida co dianamente. “Fazei isto” significa repar r o pão em todas as suas dimensões e sen dos. (Padre Benedito Ferraro) “Queria mostrar-te a todos, ó pão da vida, e transmi r a todos a tua beleza!” (Beata Maria Cândida da Eucaris a) Vivência Eucarís ca: Fonte de vida cristã para a OCDS. Carmelita Secular, faça da Eucaris a a sua fonte de vivência e apostolado; transforme o mundo por meio da Eucaris a. A escolha do Tema e do Lema para o XII Congresso Norte Nordeste da OCDS teve como inspiração o XVII Congresso Eucarís co Nacional que Belém do Pará sediará de 15 a 21 de agosto de 2016 cujo tema "E ELES O RECONHECERAM NO PARTIR DO PÃO (Lc 24, 35), também inspirou o Tema do Círio de Nossa Senhora de Nazaré de 2015, "Maria, Mulher Eucarís ca”. Para inscrições no XVII Congresso Eucarís co Nacional acesse o site cen2016.com.br.

CARTA-CONVITE A Comunidade Santa Teresa dos Andes, OCDS Belém-PA tem a imensa alegria de convidar todas as Comunidades associadas da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José a par ciparem do XII Congresso OCDS Norte/Nordeste que terá como tema: EUCARISTIA: FONTE DE VIDA PARA OCDS e como Lema: “FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM” (Lc 22, 19) - Início: 16:00 hs de 26/05/2015 / Encerramento: 13:30 hs de 29/05/2016 - Local: Centro Mariápolis Glória – Movimento dos Focolares Norte - Endereço: Av. Augusto Meira Filho nr. 100 – Benevides PA - Fone: 91 -3714-1358 / E-mail: cmarialopisgloria@gmail.com - Taxa de Inscrição: R$500,00 (quinhentos reais) – (incluído alojamento c/ar condicionado, roupa de cama e banho, refeições). Parcelamento da taxa: parcelas mensais de R$100,00 de dez/2015 a abril/2016 Pagamento Integral: Inscrevendo-se a par r de abril. - As inscrições serão encerradas em 10/05/2016 - Não havendo comparecimento ao Evento não haverá devolução das parcelas pagas. - Os depósitos devem ser efetuados na conta: Banco do Brasil conta corrente nr. 68.576-3 Agência 0765-X - Maria do Socorro Vasconcelos Neves (tesoureira). - As inscrições deverão ser efetuadas pelo Presidente da Comunidade através do o e-mail: santeresandes.ocdsbelem@gmail.com. (enviar o nome completo do congressista e o comprovante do depósito. - Não há limitação de vagas. - Mais informações pelo telefone (91) 9 9632 3847/(91) 3229 1834 c/ Ma. da Graça de S. Ewerton (Presidente).

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I CONGRESSO DA

E D U T N E V U J DO CARMELO DESCALÇO

29 a 31 JULHO I 2016

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INSCRIÇÕES (120 vagas):

R$ 150,00 (pode ser parcelado em 3x - abr/mai/jun)

Conta para Depósito: Banco Itaú S/A - Ag: 0156 / CC: 06234-1 / Asso C. O. Carmelitas

Realização: Comissão de Jovens OCDS

http://carmelitasjovens.blogspot.com.br/ carmelojovemprovinciasaojose@gmail.com (15) 99728 2767

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ADQUIRA OS LIVROS DE FORMAÇÃO DA OCDS Já estão disponíveis para venda os livros de Formação da OCDS: - Livro 1 - Preparação para Admissão- 2ª edição - Livro 2 - Preparação para Promessas Temporárias - 1° ano - 1ª edição O preço da unidade de ambos os livros é de R$30,00, no qual já está incluso o valor do frete. PROMOÇÃO: Na compra a par r de 10 unidades, o valor da unidade do livro ficará em R$25,00. Efetue o depósito na conta abaixo: ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES CNPJ: 082.424.45/0001-90 BANCO ITAÚ - AG. 0156 - Conta 062234-1 Envie o comprovante de depósito para Adriano Carlos através do e-mail acarlinhossouza@ig.com.br ou através do whatsapp 33 9105-0475, que será providenciada a remessa do(s) livro(s) para o endereço indicado.

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KIT DVD’s R$ 40,00 (frete incluso) O depósito na conta da Província: Associação das Comunidades dos Carmelitas Descalços Seculares. CNPJ: 082424450001-90. Banco Itaú / Agência: 0156 Conta Corrente: 06234-1 Maiores informações: Vanessa Elisabete: WhatsApp: (83) 99694.9304 vanessaelisabeterocha@hotmail.com

Realização OCD/OCDS - Província São José - Brasil CONTEÚDO DO KIT: Todas as Palestras e Considerações Finais; Bate Papo Musical com Frei Marcos Hideo Matsubara, OCD; Testemunhos do Frade OCD, da Monja OCD e do Leigo OCDS; Recreio Carmelitano: Fiesta de La Vida; Show Musical: Freis Carmelitas e Convidados (CD Para Vós Nasci); Textos das Palestras e Fotos dos Momentos Registrados.

MONTE CARMELO

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Ordem dos Carmelitas Descalรงos Seculares

Revista Monte Carmelo 144  

Revista Monte Carmelo da OCDS Provincia São José - Janeiro/Fevereiro de 2016

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