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20.abr.2012 25.MAR.2012

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25.MAR.2012

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R$ 1: prato cheio, restaurante lotado

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O que doar na Campanha do Agasalho

9 Oito anos de (má) convivência com um vizinho insuportável

O quanto o governo toma daquilo que você consome

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Ele não honra as bombachas que usa

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CBF: mais Carnaval e menos futebol

29 Quem cuidará da imagem dos candidatos à prefeitura

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Autoescola do medo

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carros e motos Redução do IPI deve acelerar vendas

Fotos: 8 e 17: Paulo Pasa/O Caxiense | 6: Gesiele Lordes/O Caxiense | 10: Divulgação/O Caxiense

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DIGA!

Mais verde, menos cinza | Os leitores protestam | Velhos problemas que seguem atuais Nada gera mais satisfação do que cumprir nossa função social de gerar mudanças positivas na sociedade. Esse é o papel do jornalismo de interesse público e para o público. Em alguns casos, infelizmente, pode ser tarde demais. Os 12 tocos em uma praça no bairro Universitário comprovam que chegamos atrasados. Mas antes tarde do que nunca. Noticiar o corte das árvores – feito pela prefeitura a pedido de alguns moradores, sob o argumento de que sua retirada deixaria o local menos inseguro – colabora, esperamos, para que novas ações desse tipo sejam evitadas. No mesmo período em que um bairro perdia uma fatia do verde que lhe resta, não muito longe dali, na UCS, debatia-se sustentabilidade florestal e ambiental no II Congresso Internacional Florense de Direito e Ambiente. Ser moderno é ser sustentável, aliar desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. Antigo e ultrapassado é cortar árvores sem pensar no futuro, na saúde e também na paisagem, que fica cada vez mais cinza. Há mais de 100 edições O CAXIENSE já alertava para a facilidade com que Caxias do Sul derruba suas árvores. A notícia sobre o corte das árvores no Universitário gerou manifestações dos leitores em nosso site e nas redes sociais:

O mais triste de tudo isso é que muitas pessoas nesta cidade têm a mentalidade de que as árvores estão sempre atrapalhando. E essa cidade vai ficando cada vez mais cinza, suja e quente. Vejo todos os dias árvores sendo cortadas até o tronco pela Secretaria do Meio Ambiente e obras que não levam em conta seu entorno, com projetos que só querem aproveitar ao máximo a área do terreno. Vinicius Santos Rocha

Lembro também quando cortaram todas as árvores em frente à Igreja dos Capuchinhos. Nunca vou entender isso. Bruno Lara

Por que o ser humano tem que destruir a tudo e a todos para ter o tal progresso? É triste! Taís Batalha A reportagem de capa da edição 129, que contextualiza a diferença salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho de Caxias do Sul, também repercutiu entre os nossos leitores e até foi utilizada em uma aula de Direito do Trabalho, no curso de Administração da UCS. O professor André Agne Domingues leu a reportagem aos seus alunos:

O professor leu e mostrou que problemas velhos continuam atuais. Mulheres ainda não têm tratamento igual nas empresas. Ótima a matéria desta edição, parabéns! Patrícia Fagundes A edição 130 que você tem em mãos também trata de um tema relevante, mas que afeta todos, sem diferença entre gêneros. Brasileiros estão prestes a completar 150 dias trabalhando apenas para pagar impostos. Leia na reportagem um guia que mostra o quanto o preço final de um produto traz de impostos embutidos. Boa leitura! Paula Sperb, diretora de Redação

Rua Os 18 do Forte, 422\1, bairro Lourdes, Caxias do Sul (RS) | 95020-471 | Fone: (54) 3027-5538 ocaxiense@ocaxiense.com.br

www.ocaxiense.com.br

Diretor Executivo - Publisher

Felipe Boff Paula Sperb Diretor Administrativo

Luiz Antônio Boff

Editor-chefe | revista

Marcelo Aramis Editora-chefe | site

Carol De Barba

Andrei Andrade Fabiana Seferin Rafael Machado Robin Siteneski

Dimas Dal Rosso Gesiele Lordes Leonardo Portella Paulo Pasa Designer

Luciana Lain COMERCIAL Executivas de contas

Pita Loss Suani Campagnollo ASSINATURAS Atendimento

Tatyany R. de Oliveira Assinatura trimestral: R$ 30 Assinatura semestral: R$ 60 Assinatura anual: R$ 120 Foto de capa Paulo Pasa/O Caxiense

25.MAR.2012

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BASTIDORES

Talento precoce | Os vizinhos do esgoto | O básico na Campanha do Agasalho | Um gaudério sem sotaque e sem gratidão

Mesa farta por R$ 1 e 30 minutos de espera

Restaurante Comunitário da rua Os 18 do Forte | Fotos: Gesiele Lordes/O Caxiense

Quem olha de longe fica curioso com aquela fila próximo ao camelódromo, quase até a esquina da rua Os 18 do Forte com a Marechal Floriano. E quem busca informações, às vezes, não acredita que a aglomeração de pessoas começa às 9:00 da manhã. A espera até as 11:15 é, para muitos, a única chance de fazer uma refeição completa – com direito a suco e sobremesa – pelo preço de R$ 1. Valor simbólico para alguns, mas significativo para a maioria daqueles frequentadores, formada por idosos, moradores de rua e pessoas de baixa renda. A temperatura agradável de quintafeira (17) cooperou para que dona Orilda Aguiar Mendes, de 48 anos, se recompusesse. Ela havia percorrido muito rápido as 5 quadras de distância entre o Restaurante Comunitário e a escola técnica onde trabalha como faxineira. Orilda reclama que o salário é pouco e que não recebe vale-refeição. O máximo que conseguiu foi negociar seu horário com o chefe, que a dispensa às 11:50 em vez de 12:00. Esses 10 minutos são fun-

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damentais para que a faxineira consiga uma das 320 vagas para o almoço. “Se chegar depois do meio dia não consegue mais”, afirma com a autoridade de quem já passou pela situação. Diariamente, cerca de 40 pessoas se atrasam e são dispensadas sem almoçar. Segundo o diretor da Nutriflach, empresa terceirizada que prepara as refeições, mais pessoas não são atendidas por que algumas que teriam condições de frequentar restaurantes convencionais usufruem do serviço. “Contamos com o bom senso”, diz. Assim como Orilda, Maria de Fátima Zizerman já aprendeu que o almoço é barato, mas não é garantido. Como prevenção, anda sempre com R$ 10 na bolsa. Maria veio do Rio de Janeiro e mora na Zona do Cemitério há 10 anos. Antes, já frequentava restaurantes populares – onde aguardava em salas de espera em vez da calçada. Cautelosa, procura chegar até as 11:30, o que garante a entrada e degustação equivalente à fome do cliente. Desempregada faz 2 meses, economiza mais no seu almoço do que

na ração de suas 3 cachorras, suas únicas companhias. Além da economia, Maria também ressalta que o cardápio é completo e muito bem preparado. “Eu adoro o peito de frango...mas gosto de tudo.” Além de boa comida, os usuários também contam com palestras e serviço de assistência social, sobretudo para quem chega muito cedo. Através de cadastro dos usuários, a prefeitura estuda se há a necessidade de ampliar a oferta e o horário de atendimento. Hoje, entre os dois restaurantes comunitários – o outro está na Rua Vinte de Setembro – 820 pessoas podem comer à vontade em uma hora de atendimento. O serviço recebe mais de R$ 1 milhão por ano da prefeitura. Mais 3 empresas – GL Eletroeletrônicos, Intral e San Marino – são responsáveis por R$ 3 de 320 refeições (cada uma custa R$ 5,60), e têm abatimento de 75% de ICMS. A luta da prefeitura é conseguir novas empresas que patrocinem as outras 500 refeições. Interessados devem contatar a Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social.


GENTE

CONVENÇÃO COLETIVA 2012 O presidente do SIMECS, Getulio Fonseca, acompanhado do diretor executivo Odacir Conte e do coordenador da Comissão de Relações Trabalhistas, Osmar Antonio Piola, recebeu  no dia 21 de maio, a visita da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul. Durante o encontro realizado no SIMECS, o presidente em exercício do sindicato profissional, Leandro Velho, entregou aos dirigentes da entidade empresarial a pauta de reivindicações referente às Negociações Coletivas de 2012. Por sua vez, o presidente do SIMECS Getulio Fonseca salientou que em breve será entregue a pauta da classe empresarial aos trabalhadores. Os representantes das duas entidades deverão definir oportunamente, as datas das três reuniões de negociação, as quais estão previstas para acontecer no mês de junho. Na reunião desta segunda-feira, as duas entidades manifestaram a disposição em buscar o acordo. A data-base da Convenção Coletiva é 1º de junho e atende os municípios de Caxias do Sul, Farroupilha, Garibaldi, Flores da Cunha, São Marcos, Nova Pádua e Nova Roma do Sul. EXPOSIÇÃO NA AUTOMECHANIKA O SIMECS informa que restam poucas vagas para fechar o grupo de empresas que irá expor e visitar a Feira Automechanika 2012, em Frankfurt, Alemanha. Trata-se de uma importante iniciativa do SIMECS para as empresas metalmecânicas de Caxias do Sul e região, especialmente as de pequeno porte e que ainda não tiveram a oportunidade de participar de uma feira fora do Brasil. A Missão Técnico-Comercial 2012 ao exterior será realizada no mês de setembro. A Automechanika é considerada uma das mais importantes feiras no segmento automotivo mundial. O evento que acontece de 11 a 16 de setembro é referência internacional em tecnologia automotiva, sendo líder na apresentação de inovações, tendências e tecnologia no setor de automóveis e similares. A última edição da Automechanika acolheu 4.471 expositores e cerca de 155.000 visitantes oriundos de 181 países. As empresas interessadas em expor e visitar a Automechanika devem entrar em contato com o SIMECS, através do fone: (54) 3228.1855. BUCCI INDUSTRIES / VISITA O empresário Massimo Bucci, proprietário do Grupo italiano Bucci Industries e os diretores Tomaso Tarozzi, Stefano Giacomelli e Rogério Fuzaro, cumpriram visita ao SIMECS. Foram recebidos pelo vice-presidente do SIMECS, Reomar Slaviero e pelo diretor executivo

Daniela Schiavo/O Caxiense

BOA

Um jovem promissor A saga de Pedro Guerra, de 20 anos, renderia uma boa história. Para ter seu primeiro livro impresso publicado, o estudante de Jornalismo e Letras percorreu 10 editoras. “Chegava na editora, apresentava meu trabalho e muitas nem queriam ouvir”, conta. Uma editora de São Paulo acreditou no talento do jovem. E Pedro lançou o romance policial Você Pode Guardar Um Segredo? (leia no site a resenha). A relação do estudante com as letras

Odacir Conte. Os empresários da Itália, que já possuem clientes em Caxias e região, manifestaram o interesse de expandir a parceria com as indústrias locais. Após conhecer a história e o potencial do segmento metalmecânico, constituído por 2.900 empresas representadas pelo SIMECS, Massimo Bucci mostrouse motivado com a possibilidade de prospectar novos negócios. Conforme o industrial, o Grupo Bucci Industries é representado no mercado mundial por quatro marcas principais: Iemca, Giuliani, Sinteco e Riba Composites, cada uma com sua própria identidade específica de produto. A Iemca projeta e produz alimentadores automáticos de barras para tornos fuso simples e fusos múltiplos. Já a empresa Giuliani é líder para máquinas ferramenta na indústria automotiva, hidráulica e mecânica. Outra empresa do grupo, a Sinteco, fabrica linhas de montagem completas e células robotizadas para a automação de processos unitários. Enquanto isso, a empresa Riba Compostos está ativa no campo de materiais compostos, especializando-se em fibras de carbono. A quinta empresa do grupo é a VIRE, inovadora na fabricação de embalagens para produtos sanitários e higiênicos não tecidos, na produção e embalagem de curativos e nas embalagens para alimentos congelados e pré-cozidos. Os dirigentes do SIMECS Reomar Slaviero e Odacir Conte avaliaram como positiva a visita, salientando que a mesma é resultado das Missões técnico-comerciais que o SIMECS tem feito a diversos países, entre os quais a Itália. PALESTRA FUSÕES E AQUISIÇÕES O Crescimento da empresa através de fusões e aquisições. Este será o tema da palestra que o SIMECS promoverá em seu auditório no dia 31 de maio. Na oportunidade serão abordados importantes itens relacionais aos conceitos e metodologias de valuation; como crescer por meio dos processos de fusões e aquisições; como gerar valor nas negociações de fusões e aquisições; como encontrar o comprador e o vendedor para a empresa; como transformar o negócio em uma plataforma de sucesso; como conduzir negociações de compra e venda; internacionalização de empresas por meio de compras e vendas. O evento será ministrado por Rodrigo Pasin ( Graduado em Administração de empresas pela FEA, SP, especialista em Fusões e Aquisições e mestre em Administração de empresas pela mesma instituição. Pasin é Sócio fundador da V2 Finance Assessoria e Consultoria Empresarial, uma das principais empresas de consultoria independente em finanças corporativas com forte presença internacional. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Mais informações através do fone: (54) 3228.18.55. A GENTE ACREDITA NO TRABALHO Está repercutindo positivamente junto à comunidade a Campanha Institucional do SIMECS: “A gente acredita no trabalho.” Composta de comerciais de TV e rádio, a campanha começou a ser veiculada em abril. Além do comercial institucional, a campanha também conta com programetes temáticos de um minuto de duração e caráter mais jornalístico, apresentando depoimentos de personalidades do cenário industrial sobre temas como educação, saúde e emprego. Através do uso de diversas engrenagens que representam diferentes áreas de atuação da entidade, a campanha mostra que tudo está interligado: o desenvolvimento gera emprego, que por sua vez gera vantagens e benefícios para o trabalhador, como capacitação, educação e assistência médica e odontológica.

começou aos 12 anos, com Agatha Christie. Desde 2009, ele mantem o blog Resultados de Um Dia Chuvoso, suporte do seu primeiro livro, Um Menino Embaixo da Minha Cama. Estudando e trabalhando na assessoria de imprensa da UCS, Pedro ainda encontra tempo para novas produções literárias. Movido pela arte da literatura, Pedro não pretende parar. “Espero colher experiência com o livro para desenvolver novos projetos.”

ENDOMARKETING / EVENTO Comunicar não é simplesmente informar e sim ter a certeza que a mensagem foi entendida. Com esta afirmativa, Patrícia da Costa Soares, profissional de Relações Públicas com especialização em Gestão da Comunicação e Marketing Institucional, abriu o evento: Endomarketing, aliando estratégia, emoção e criatividade. Promovido pelo SIMECS, o encontro reuniu profissionais das áreas de comunicação e Recursos Humanos das empresas do segmento metalmecânico. Patrícia salientou que cada vez mais a qualidade da comunicação interna nas empresas tem alcançado um alto patamar de excelência através de canais e ações que multiplicam e facilitam o acesso à informação no ambiente corporativo. Mas entre produzir um conteúdo de qualidade e garantir a compreensão das mensagens há um longo caminho. Talvez seja esse um dos maiores desafios da comunicação interna nas empresas atualmente. Patrícia Soares lembra que o diagnóstico é uma ferramenta importante para identificar qual o cenário da empresa no que diz respeito a sua forma de se comunicar com seus colaboradores. Com e através dele, é possível identificar quais os pontos fortes da organização que podem ser potencializados nas ações de comunicação. FEIRA DA MECÂNICA Um grupo de 26 representantes das empresas do segmento metalmecânico está participando em São Paulo da Feira Internacional da Mecânica. Coordenado pelo SIMECS, o grupo está tendo a oportunidade de conhecer no evento uma ampla variedade de máquinas e equipamentos voltada para a produção, reunindo as principais empresas do setor com o maior número de compradores em busca de lançamentos, tecnologia e negócios. Outra agenda a ser mantida será uma visita técnica à empresa Romi, em Santa Bárbara d’OesteSP. Fundada em 1930, a Romi é hoje uma empresa de renome internacional, cujos produtos e serviços são utilizados pelos mais variados setores da indústria. FERRAMENTARIAS O presidente do SIMECS Getulio Fonseca representou a entidade no 5º Encontro Nacional de Ferramentarias, evento realizado em Caxias do Sul. Conforme Getulio, o SIMECS contabiliza hoje 300 empresas de ferramentaria, as quais geram mais de oito mil postos de trabalho. Trata-s de um importante segmento para a representatividade da economia local. O objetivo do evento foi proporcionar aos participantes o contato com aproximadamente diversas empresas do setor ferramenteiro, sendo debatido o contexto atual do mercado de matrizes e moldes. O encontro também debateu os problemas para a evolução tecnológica e gerencial do setor, com suas implicações diretas no desenvolvimento da cadeia produtiva.

SIMECS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul. Rua Ítalo Victor Bersani, 1134 – Caixa Postal 1334 – Fone/Fax: (54) 3228.1855 – Bairro Jardim América. CEP 95050-520 – Caxias do Sul - Rio Grande do Sul. Web Site: www.simecs.com.br E - Mail: simecs@simecs.com.br

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8anos na vida de... ...quem espera por tratamento de esgoto

Gislaine Pedroso |

No mesmo dia em que a Prefeitura de Caxias acenou com a possibilidade de o município ter 86% de esgoto tratado – hoje tem 15% –, O CAXIENSE visitou a educadora social Gislane Silveira dos Santos Pedroso, de 27 anos, moradora do bairro Canyon há 8 anos. Gislane vive com o marido, Zaqueu, de 31 anos, e os filhos Malcon e Esther, de 7 e 2 anos. Desde que chegou no bairro, a família tem como vizinho, tem um córrego que há muito tempo virou esgoto. E que ainda serve de lixão, passarela de crianças e cemitério de animais. 2004 Quando chegamos, recém-casados, esse esgoto enorme era só um riachinho. Mas é que não tinha tanta casa lá para cima. Como os imóveis em Caxias são muito caros, quem é mais pobre tem que se virar do jeito que dá, morar onde der. E, se o lugar que eles escolhem não tem esgoto tratado, é o córrego da rua que faz esse papel. 2007 Para a criançada da rua parar de passar

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por dentro do esgoto, a prefeitura pediu que a gente fizesse uma passagem para eles próximo a nossa cerca, com pedras e tábuas. Como se isso resolvesse. Acho que até piora, pois é mais perigoso alguém escorregar e cair lá dentro. Não seria mais fácil encanar todo o esgoto da rua? Fato é que, diariamente, umas 30 crianças que pegam o ônibus para a escola passam por esse caminho. 2009 Esses vizinhos novos, os “migrantes”, vindos de outros bairros, são os que mais agravam o problema do esgoto. Como eles não têm vínculo nenhum com o bairro e não conhecem a dimensão do problema, são os que mais largam lixo no córrego. O pouco de conscientização que a gente já conseguiu incutir nos moradores mais antigos, muito graças à Troca Solidária (projeto da Codeca que proporciona a troca de quatro sacos de lixo por um quilo de alimento), acaba sendo insuficiente. 2011 As condiçõs de higiene aqui são trágicas. O cheiro de fezes é de pedir

Passagem improvisada |

Fotos: Paulo Pasa/O Caxiense

desculpas às visitas. Quando vem o caminhão limpa fossa fazer a limpeza do esgoto encanado do outro lado da rua, então, fica realmente insuportável. Outro problema é a quantidade de bicho morto. É impressionante. Gato e cachorro, principalmente, mas muitos ratos também. Tivemos que encher de veneno para os ratos não invadirem nossa casa. Resultado disso: meus filhos estão sempre com diarreia, virose, vômito... Não lembro quando foi, mas já teve alguém da prefeitura vendo a nossa situação. Falaram que na segunda-feira viria um engenheiro, que iam fazer um paredão para separar nossa casa do esgoto. Mas estamos esperando até hoje. 2012 A tempestade de janeiro foi uma das mais graves que eu lembro. Alagou tudo por aqui, foi um caos. A cerca que separa nossa casa do esgoto cedeu e quase caiu. Veio parar de tudo no nosso pátio, não tinha como sair de casa. Não sei se foi pior do que outra chuvarada que deu há anos atrás, quando até a metade de uma casa, que desabou lá do morro, veio parar aqui no valão.


acadêmicas cam Semanas No mesmo horário, às 19:30,

TOP5

O que doar na Campanha do Agasalho A meta da Campanha do Agasalho 2012 é arrecadar 200 mil peças até o dia 23 de junho. Para isso, os caxienses devem revirar o guardaroupa para encontrar peças que possam aquecer o inverno de cerca de 30 mil pessoas das 230 entidades atendidas pela Fundação Caxias, organizadora da campanha. Tudo que for doado é bem-vindo. No entanto, pede-se bom senso. Roupas íntimas, de festa e trajes de banho vão para o final da fila das necessidades. A fundação tem mais de 400 caixas de coleta espalhadas pela cidade, em ônibus da visate, bancos, casas lotéricas e quase toda rede de supermercados. Para saber onde doar, ligue para 3223-0528.

Cobertores É o item menos doado na campanha, que acontece em Caxias desde 2001. A baixa doação de cobertores, edredons e cobertas – indispensáveis nas noites geladas – deve-se ao aproveitamento que se faz em casa. Em geral, são itens que ficam longe do descarte, diferentemente dos blusões, por exemplo, um dos campeões de doações. Mas caridade não é só descarte.

crianças, que sofrem mais com o frio. Também porque eles crescem e precisam renovar o guarda-roupa com mais frequencia. Calça A calça, provavelmente o ítem que sofre mais desgaste, é uma das maiores demandas na campanha. Aceita-se qualquer tecido. A fundação também recebe bermudas, que são enviadas a alguns clubes de mães. Elas juntam tecidos semelhantes e transformam as bermudas em calças. blusão Aquecer é a ordem e não existe regra na doação de blusões. Peças rasgadas passam por reparos antes de ser doadas (lembre-se do bom senso). O item mais doado pelos caxienses ainda aparece na lista por sua importância no guardaroupa de inverno: em média, cada pessoa atendida pela fundação recebe 6 blusões.

PUs

4 palestras encerram as semanas acadêmicas da Faculdade América Latina. A professora Luisa Julieta Lupatini palestra sobre marketing digital. Com o tema A Síndrome do Papel em Branco: Técnicas de Criatividade, Elisa Beretta conversa com os alunos de Design. O colunista Renato Henrichs fala sobre jornalismo de opinião. O músico Roger Canal comanda palestra com o tema Fotografia Lomográfica.

Economia e política

Com o tema A busca da realidade: economia ou política? A importância e as consequências da atuação da mídia, o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC, Mauro Corsetti, será o palestrante do Diálogos da Comunicação, na terça-feira (19), às 19:30, no miniauditório da CIC. As inscrições podem ser feitas pelo fone 3218-8042. O valor é R$ 12,50.

+ VESTIBULAR Universidade de Caxias do Sul

Inscrições até o dia 10 de junho. R$ 40. Prova: 24 de junho, 13:30.

Faculdade da Serra Gaúcha

Inscrições até 21 de junho. R$ 40. Prova: 26 de junho, 18:30.

Faculdade Inovação

Inscrições até o dia 18 de junho. R$ 20. Prova: 19 de junho, às 20:00.

Ftec

Inscrições até o dia 15 de junho. R$ 25. Prova: 16 de junho, às 14:00.

Anglo Americano

Agendamento até 17 de agosto. R$ 35. Prova geral: 30 de junho, às 14:00. Demais datas podem ser agendadas, às sextas-feiras, às 19:00, até o dia 17 de agosto.

Faculdade Fátima

Inscrições até dia 19 de junho. R$ 20. Prova: 20 de junho, 19:30.

Infantis Todos os anos, as roupas infantis não recebem atenção na campanha. O hábito das mães de guardar as roupas infantis dos filhos pode justificar essa ausência. A campanha precisa muito de tip tops, calças, pijamas e camisetas para bebês e

Calçados Não esqueça dos pés e lembre-se também das crianças quando separar este item. Quando fizer a doação, amarre um pé ao outro. A fundação aproveita tudo, só descarta os calçados que chegam sem par às caixas de coleta.

Anhanguera

Inscrições até esta sexta-feira (25). R$ 25. Prova: 27 de maio, às 9:30. WWW.ANHANGUERA.COM. 3223-3910 | WWW.ANGLOAMERICANO.EDU.BR. 08006060606 | CIC: ÍTALO VICTOR BERSANI, 1134. 3228-2786 | AMERICALATINA.EDU. BR. 3022-8600 | WWW.PORTALFAI.COM. 3028-7007 | WWW.FATIMAEDUCACAO. COM.BR: 2108-8344 | WWW.FSG.BR. 21016000 | WWW.FTEC.COM.BR. 3027.1300 | WWW.UCS.BR. 3218-2800 |

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Cláudio Cunha e Luna Alves |

Divulgação/O Caxiense

Ator de O Analista de Bagé há 27 anos acha “velho e chulo” o humor de Verissimo Quando o escritor Luis Fernando Verissimo criou o Analista de Bagé, em 1981, o personagem era um gaúcho, um rústico homem do campo, que tentava resolver os problemas psicológicos das pessoas com tiradas sagazes em um consultório pouco sentimental. A receita de humor inspirou o paulistano Cláudio Cunha, diretor de diversos filmes eróticos e pornôs na década de 80, para fazer uma adaptação do personagem para o teatro. A peça está em cartaz desde 1985, o suficiente para atrair 2 milhões de espectadores e ga-

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nhar duas menções no Guinness Book: a peça há mais tempo em cartaz e o ator há mais tempo com o mesmo personagem. Só que o gaudério inspirador não está mais presente no roteiro. Agora, com o nome O Analista e a Sexóloga de Bagé, a peça contém apenas piadas sobre sexo e a farta exibição do corpo da modelo Luna Alves, conhecida por performances de striptease em programas de comédia. Em entrevista à revista O CAXIENSE, Cláudio Cunha afirma que a obra de Verissimo está velha e tem humor ruim.

Quando você criou o personagem, ele era parecido com o Analista do Luis Fernando Verissimo? Bom, eu vim da época de ouro do cinema brasileiro, que é pejorativamente chamada de pornochanchada. Depois parti para o teatro, a princípio fazia os causos do Verissimo no palco. Com o decorrer do tempo o personagem tomou vida própria. Agora ele virou o meu alter ego. O Analista está para mim como o João Canabrava está para o Tom Cavalcante, ou o Mazzaropi para ele mesmo.


O que restou do personagem original, além de um quadro de Freud no cenário? Talvez a ideia do homem grosso em um ambiente requintado. O contraste da modernidade com a burrice humana. Quase um peixe fora d’água. Nunca ninguém reclamou do conteúdo vulgar? Não. A peça foi feita paras as pessoas rirem. Todo o conteúdo é uma grande brincadeira. Acho que também há uma cumplicidade da plateia. Eles pagaram para ouvir aquilo, querem só diversão e boas gargalhadas. Sigo a máxima do teatro: fazer rir. Não há vulgaridade, o que existe é um texto. O Analista já atuou sozinho. Depois teve a companhia do filho gay e, agora, da sexóloga. Quem fez mais sucesso? Olha, depende da época. A gente vai dançando conforme a música toca. Todos foram muito bem, mas tinham perfis diferentes. Nos anos 90 trouxe os personagens Fernando Collor e esposa para o palco, eles também fizeram um bom sucesso. Mas as pessoas vão bastante para ver o Analista, que já tem um nome formado. É muito difícil fazer isso fora da TV no Brasil. Por que a personagem da sexóloga é interpretada por uma modelo e não uma atriz? Ela é uma profissional, é modelo, mas também é atriz, como muitas. Ela tem um pequeno currículo, já teve participações na A Praça é Nossa e no Comando Maluco, com Dedé Santana. Ela está crescendo... E nada melhor do que o teatro como escola.

atro, como a Cissa Guimarães. No teatro, quem aparece de bombacha normalmente debocha do gaúcho. E usa as mesmas piadas dos paulistas. Em O Analista..., os gaúchos riem de si mesmos só porque o paulista está pilchado? Não acho que haja deboche. Eu sou só um ator que faço um papel. Poderia ser um italiano ou português. A minha função é só defender um personagem, mas, às vezes, não é perfeito. Agora, com o Analista, eu já nem dou muita bola em fazer o sotaque, conto as coisas do meu jeito. O pessoal verá o Cláudio Cunha acompanhado de uma bela mulher, não o personagem do Verissimo. E mais: ninguém mais está “nem aí” para o livro. É velho, humor chulo. A grande sacada em O Analista de Bagé, o livro, é juntar a sensibilidade do tratamento psiquiátrico com a grossura de um homem do campo. Isso está presente na peça? É, o Verissimo criou o personagem com esse contraste. Eu o usei por algum tempo, mas hoje é só o Cláudio Cunha... Posso fazer meus standups... E há também um mulherão. É entretenimento, não erotismo. A peça está há 27 anos em cartaz. Você tem piadas suficientes para não se tornar enfadonho? Enfadonho? É. Cansativo, maçante, chato... Não sei, bicho... Mas acho que se fosse chato, a peça não teria sobrevivido tanto tempo. Quem é fã do personagem do Verissimo irá gostar do seu trabalho? Lógico que não vai gostar. Não tem mais nada a ver com o personagem.

Outras mulheres já estiveram no papel. Todas bonitas e com pouca roupa. Luna Alves (a atual sexóloga) é a mais talentosa? Não vou dizer que é a mais E o Verissimo gosta? talentosa. Em quase 30 anos Olha, não sei se gosta, mas ele de peça nós lançamos muitas já foi ver uma vez, pareceu dar outras atrizes no cenário do te- algumas risadas. 25.MAR.2012

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Dois números recentes vão pesar na negociação do dissídio dos metalúrgicos, prevista para ser concluída por patrões e empregados em junho. O primeiro é de amplo conhecimento público: o investimento de R$ 2,5 bilhões anunciado pela Randon. O segundo, nem tanto: a indústria metalúrgica local perdeu 1.026 empregos entre janeiro e abril – grandes empresas incluídas. Os trabalhadores vão explorar o primeiro como argumento de que há dinheiro para aumentar os salários em 10%. Os patrões vão alegar o segundo para dizer que a situação é pior do que parece.

Conexão Brasil-Itália

Só deu Itália no meio empresarial caxiense na última semana. Em palestra para os associados do Simecs, o consultor Nicola Minervini (foto) trouxe um conselho valioso: não adianta só reclamar do Custo Brasil, é preciso pensar no Custo Empresa. Em bom português, quis dizer que as empresas devem se preparar para qualquer cenário externo criando uma “competitividade intrínseca”. O Simecs também recebeu a visita de Massimo Bucci, dono do conglomerado Bucci Industries, que veio prospectar negócios na cidade – “uma terra promissora para investimentos”, como enfatizou o italiano. Moacir Brehn, Div./O Caxiense

O que pesa no dissídio

Elas economizam

Homens não vivem dizendo que mulheres gastam demais? Pois no Dia dos Namorados, então, eles não terão do que se queixar. Pesquisa da Fecomércio-RS indica que as gaúchas investirão em média R$ 105,57 no presente da data. Os homens prometem ser mais generosos, com compras de R$ 130,61. Caxias foi uma das 5 cidades pesquisadas.

Os pré-candidatos a prefeito (a) de Caxias já começam a esboçar suas campanhas com a definição das agências de publicidade e marketing político. Marisa Formolo (PT) apostará na experiência da Competence, de Porto Alegre, que ajudou a eleger o governador Tarso Genro. Milton Corlatti (DEM) escolheu a Indústria Cultural, de Elvio Gonçalves, que tem participação nas vitoriosas campanhas do petista Pepe Vargas. Assis Melo (PC do B) está fechando com a caxiense Agência 42. Alceu Barbosa Velho (PDT) ainda não anunciou quem cuidará de seu marketing.

…e coordenadores

Mesmo com as negociações entre partidos ainda em andamento, a coordenação das campanhas dos pré-candidatos já estão definidas. A de Alceu ficará a cargo do principal articulador da aliança com o PMDB e demais partidos, o chefe de gabinete da prefeitura, Edson Néspolo (PDT). A de Marisa será compartilhada entre a ex-vereadora Silvana Piroli e o ex-diretor-presidente do Samae Leonir Taufe. Assis terá como coordenador o assessor parlamentar Salvio Fontes. Corlatti é outro que tem coordenação dupla, do ex-executivo da Randon Lucien Santos e do psicólogo Carlos Kern.

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Que não seja por falta de aviso Agindo preventivamente, o promotor Adrio Rafael Paula Gelatti (foto) enviou aos órgãos de imprensa ofício para lembrá-los de que é proibido publicar pesquisas sem registro. No texto, recomenda inclusive que os veículos “se abstenham da divulgação – por qualquer meio, ainda que por meros comentários – de pesquisas e testes pré-eleitorais sem que se assegurem da existência de regular e prévio registro na Justiça Eleitoral”. A multa para quem desrespeitar a norma vai de R$ 53,2 mil a R$ 106,4 mil. Gelatti alerta ainda para as pesquisas fraudulentas, que, além de multa, podem dar de 6 meses a um ano de cadeia aos responsáveis pela divulgação.

ple

na Foto Objetiva, Divulgação/O Caxiense

Marqueteiros...

produtos sem procedência – basicamente, vendidos por ambulantes – apreendidos pela Secretaria de Urbanismo serão úteis aos atendidos pela Fundação de Assistência Social (FAS). São 589 carteiras, 450 pares de meias, 400 cintos, 286 capas de celulares, 109 pares de sandálias/chinelos, 16 camisetas e 5 guarda-chuvas.

rio


25.MAR.2012

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QUANTO CUSTA SER BRASILEIRO Neste país, gasta-se com impostos o equivalente a 150 dias de trabalho por ano. A estimativa, que é calculada em 3 faixas salariais, mostra que a classe média é a que mais sente a mordida da carga tributária

pão

18,86% imposto

R$ 5,50 (kg) Preço médio R$ 4,46 sem imposto

por Gesiele Lordes A mãe mal entrou no corredor de guloseimas e o garoto já estava agarrado em um chocolate. O item não estava na lista de compras, mas a mulher cedeu às súplicas do filho e acomodou o doce no carrinho, ao lado de uma garrafa de vinho, alguns pãezinhos, arroz e um generoso pedaço de carne vermelha. Ela lembra que ainda precisa ir ao banco para sacar o valor da mensalidade da escola do menino. Para conseguir fazer tudo antes do horário do trabalho, liga para o plano de saúde e desmarca a consulta que tanto demorou para conseguir, apesar de pagar muito para não precisar enfrentar a precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS). No caixa, o monitor mostra o valor total da compra: R$ 56,25. Ela não sabe, mas está pagando R$ 21 em impostos. Junto com os outros bilhões – que em janeiro deste ano atingiram o recorde histórico de R$ 102,57 bilhões –, esse dinheiro deveria pagar a educação de seu filho e a consulta médica. Teoricamente. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), este ano os brasileiros completarão na próxima terça-feira (29) 150 dias trabalhados exclusivamente para engordar os cofres públicos. O suor dos 5 meses equivale, em média, a 40% da renda bruta de cada brasileiro. O cálculo leva em consideração não apenas os impostos, que são

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destinados a manter a máquina pública e incidem sobre a renda, patrimônio e consumo. Também estão incluídas as taxas cobradas por serviços específicos, como a coleta de lixo urbano, e contribuições que podem beneficiar um único contribuinte – como obras públicas que valorizam imóveis – ou um grupo, como acontece com os beneficiados pelo Pis/ Pasep. Os 150 dias de trabalho resultam do valor médio obtido pela soma das 3 faixas salariais em que os contribuintes são divididos: renda de até R$ 3 mil, de R$ 3 a 10 mil e mais de R$ 10 mil. A tendência é que as novas gerações trabalhem ainda mais para suprir a demanda de recolhimento de verba do governo. O estudo aponta que na década de 70 os gastos públicos eram pagos com a metade do tempo trabalhado hoje. Segundo o diretor técnico do IBPT, Fernando Steinbruch, a classe média é a que mais sofre. Para ele, o grupo é afetado porque o sistema tributário não é aplicado de forma proporcional, ou seja, a classe alta não sente tanto porque tem renda maior e a baixa porque consome pouco. “Com a arrecadação que o Brasil tem, se o dinheiro fosse bem direcionado, teríamos um padrão de vida infinitamente maior. A questão é a má gestão das verbas”, afirma Steinbruch. Além da cobrança injusta, ele diz ainda que o “efeito cascata” dos impostos torna os preços muito altos para o consumidor final. O lojista precisa cobrar um

valor que dê lucro e cubra os impostos cobrados dele, como o PIS, e do consumidor, como o ICMS. Em função do Dia da Liberdade de Impostos (25), a CDL Jovem organizou a campanha Mais Brasil. Menos Impostos em Caxias do Sul. A ação é promovida pelo Departamento Jovem da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o Brasil e consiste em mostrar para o consumidor quanto ele paga pelo produto e quanto paga de impostos em uma compra. Nas vitrines caxienses, no mínimo 500 lojas irão expor preçários com os valores discriminados. No Facebook, a página do evento recolhe assinaturas – a meta é 1 milhão – para um abaixo-assinado que deve ser entregue ao governo federal, em protesto aos excessos da carga tributária nacional. Mais interessante do que saber o tamanho da mordida do governo naquilo que se consome é poder comprar sem o valor dos impostos, como propôs o Posto Cidadão Caxias, no bairro Lourdes. Na quinta-feira (24), 250 pessoas puderam retirar senhas para que no dia seguinte comprassem até 20 litros de gasolina comum por R$ 1,59 ao litro. Se fossem pagar o preço normal, com a carga tributária, por essa quantidade de combustível, teriam desembolsado R$ 26 a mais. No gráfico das páginas seguintes, veja quanto você paga de imposto no preço de cada produto.


xarope para tosse

34,8%

cerveja

fogão de 4 bocas

54,8%

36,28%

R$ 3 preço médio

R$ 450 preço médio

R$ 1,35 sem imposto

R$ 286,74 sem imposto

imposto

imposto

R$ 12 preço médio R$ 7,82 sem imposto

sabão em pó

fralda descartável

40,8%

imposto

consulta médica

54,75% 12%

imposto

R$ 5 preço médio R$ 2,96 sem imposto

imposto

imposto

R$ 22 preço médio

R$ 60 preço médio

R$ 9,95 sem imposto

R$ 52,80 sem imposto

15,52% imposto

R$ 50 R$ 42,24 preço médio sem imposto cinema

dvd

30,25%

buquê

R$ 12 preço médio

17,71%

imposto

R$ 8,37 sem imposto

imposto

imposto

imposto

R$ 25 preço médio

R$ 35 R$ 28,80 preço médio sem imposto

R$ 13,95 sem imposto

celular

agua mineral

43,91%

44,2%

Arte: Luciana Lain e Marcelo Aramis/O Caxiense

livro

joia

R$ 1,20 preço médio

50,44%

R$ 0,67 sem imposto

R$ 150 R$ 75,66 preço médio sem imposto

imposto

39,8% imposto

R$ 300 preço médio R$ 180,60 sem imposto 25.MAR.2012

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carne bovina

17,47%

computador

25,5%

imposto gasolina

R$ 16,70 (kg) preço médio

53,03%

imposto

R$ 1.500 preço médio

R$ 13,70 sem imposto

imposto

R$ 1.117,50 sem imposto

R$ 2,90 R$ 1,36 preço médio sem imposto vinho Nacional

54,73% R$ 15 preço médio

imposto

R$ 450 preço médio (mês)

81,86% imposto

R$ 10.000 preço médio

78,43%

imposto

imposto

R$ 800 preço médio

R$ 300 preço médio

+ 12%

R$ 64,71 sem imposto

+ 19%

ICMS

issqn

IPVA

IPTU

Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços – É pago pelas pessoas jurídicas de forma direta, mas é agregado ao preço dos produtos e acaba pesando no bolso do consumidor. O Estado retém 75% e divide o restante entre os municípios. Caxias recebe 5,2% da fatia destinada às cidades.

Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza – A Constituição Federal aponta uma lista de autônomos e empresas que devem pagar este imposto. Salvas algumas exceções, quem paga está isento do ICMS. 100% do imposto vai para o município.

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotivos Para donos de veículos motorizados. 50% vai para o município onde o veículo foi licenciado e 50% para o Estado.

Imposto Predial e Territorial Urbano – Para proprietários de imóveis localizados na zona urbana. Em caso de locação, o tributo pode ser pago pelo inquilino, de acordo com o contrato realizado. Mesmo assim é o locador que responde judicialmente ao governo. 100% para o município.

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R$ 37.600.000

R$ 29.450.500

2011

R$ 45.400.000

2010

R$ 37.847.000

R$ 53.800.000

R$ 48.022.000

R$ 112.878.000

R$ 94.408.000

Importado

49,45%

O QUE VAI PARA OS COFRES MUNICIPAIS R$ 269.149.000

R$ 23,10 sem imposto

R$ 404,40 sem imposto

R$ 1.814 sem imposto

R$ 248.581.000

R$ 75 preço médio

ipod

casaco de pele de vison

+ 19,5%

imposto

R$ 6,79 sem imposto

R$ 331,56 sem imposto

+ 8,27%

69,13%

imposto

+ 27% ITBI Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos – É cobrado em compras e vendas e permutação ou cessão de imóveis. 100% para o município.

R$ 30.950.000

26,32%

perfume nacional

R$ 27.182.770

universidade

+ 13,8% IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte (sobre o salário) – Cidadãos com salários até R$ 1.637,11 estão isentos. Aos demais, as alíquotas variam de 7,5% a 27,5%. O IRRF incide também sobre outros rendimentos, além do salário. Em torno de 3% fica com o município.


Márcia Rossa, ao volante, com a professora Kellen Fonseca | Andrei Andrade/O Caxiense

O MEDO QUE FREIA Eles já têm carteira de motorista, mas, por falta de autoconfiança ou trauma, resistem a enfrentar o trânsito. Como última alternativa, recorrem a especialistas para superar a fobia

por Andrei Andrade Mesmo habilitada a dirigir, Márcia Rossa, de 43 anos, não queria pegar o Gol recém-comprado pelo marido. Tendo tirado a habilitação em Carazinho, sua cidade natal, ela nunca se sentiu confiante para dirigir nas ruas de Caxias, onde vive de carona há 13 anos. Porém, naquele dia, com a insistência para que experimentasse a sensação de comandar o novo veículo da família, foi convencida a tentar tirar o carro da garagem. Mesmo nervosa, como sempre fica quando a chave do automóvel cai em suas mãos, ela acreditou que conseguiria. Ligou o carro, pisou fundo na embreagem, ajustou os espelhos, engatou a marcha ré, soltou o freio de mão e começou levemente a soltar a embreagem. Fez tudo aparentemente certo, mas não foi o suficiente. BAMMMMMM!! A batida no muro, cujo resultado Márcia não teve coragem de olhar na hora, acabou exigindo a troca do para-choque traseiro. O acidente fez com que Márcia adiasse em mais um ano sua tentativa de ganhar as movimentadas ruas caxien-

ses no carro do marido. Somente há algumas semanas a necessidade a convenceu de que era hora de superar o trauma. Ela trabalha como vendedora de roupas, a popular sacoleira, como ela mesma define, e estava cansada de passar trabalho. “Tenho que ficar andando de ônibus pra cima e pra baixo cheia de muamba nas costas”, reclama. Lembrou que há mais de 6 meses tinha anotado e guardado o telefone de uma escola especializada em atender os traumatizados que já passaram pelo teste de fogo da autoescola, mas que mesmo assim não dirigem. Na quarta-feira (16), apresentou-se à professora Kellen Fonseca, da KF Escola de Direção Veicular, para a primeira aula. Kellen é a responsável por entregar ao trânsito de Caxias dezenas de condutores reabilitados do medo de dirigir. Abriu a escola há cerca de um ano, após passar 9 anos trabalhando como instrutora em centros de formação de condutores (os CFCs). Ela cobra R$ 35 a hora/ aula e os encontros ocorrem dia sim, dia não. As aulas são práticas, persona-

lizadas de acordo com a dificuldade do condutor. Só alunos já habilitados podem se inscrever, porque o ensino formal da matéria nas autoescolas é uma obrigação. A KF funciona em uma pequena sala comercial no segundo andar de um prédio no centro de Caxias. Junto de Kellen trabalha apenas o marido, Dener, que é o responsável por organizar a agenda de horários e toda a parte burocrática da empresa. Entre as alunas que já passaram pela escola está a celebridade da internet Vera Rizzo, que sabe muito bem o que é trauma. A popular Vera do Chevetão, amiga pessoal de Kellen antes mesmo de receber a alcunha, não queria saber de dirigir desde que o vídeo em que o pai a reprime em uma divertida – para o espectador – aula caseira de volante virou sensação no Youtube. Atualmente, Kellen recebe a média de um novo aluno por dia. Segundo ela, 90% do seu público são mulheres, que recorrem à escola por alguma mudança recente na vida, algumas vezes positiva, como filhos recém-nascidos, mas mui25.MAR.2012

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tas vezes dramáticas, por terem ficado viúvas ou estarem com o marido doente e impossibilitado de dirigir. Foi o luto que levou Ana Cristina Melere, de 44 anos, a procurar o socorro de Kellen. Há 8 meses, a dona de casa perdeu o marido, vítima de câncer. Sem ele por perto, diz ter perdido a confiança para fazer quase tudo. No trânsito, está sempre nervosa. “Quando dou a partida e me vejo em meio a outros carros, sinto que falta alguém do meu lado. Nas poucas vezes que eu dirigia, meu marido estava sempre comigo. Fico muito insegura sem ele”, comenta. Ela foi convencida a procurar a escola pela irmã, que fez aulas por 11 meses, até hoje o recorde da KF. Ana Cristina já tem 4 aulas anotadas na planilha. Tem como agravante a necessidade de reaprender a dirigir um carro sem comandos automáticos. Ficou mal acostumada com a caminhonete do marido, em que não precisava nem trocar as marchas. Segundo Kellen, em média os alunos precisam de pelo menos 30 encontros para superar o medo. Eles podem parar quando quiserem, mas a professora só “aprova” mesmo quando conseguem realizar sem seu auxílio, em seus póprios veículos, quando possuem, aquilo que antes era o problema.

que é direcionada para aulas práticas, há psicólogos especializados em tratar a fobia. Stelamaris Zanatta, proprietária da Clínica do Medo de Dirigir, situada na Rua Borges de Medeiros, em Caxias, é uma das principais autoridades gaúchas no assunto. Há 13 anos lidando com o problema, diz estar finalizando um livro sobre o tema. De acordo com a psicóloga, as pessoas não dirigem basicamente por dois motivos: insegurança emocional e trauma. O primeiro representa 95% dos casos, e diz respeito a pessoas que desqualificam a si mesmas, acham que não são capazes. O segundo motivo envolve aqueles que convivem com a lembrança de algum acidente que presenciaram, geralmente como caroneiros, e que por isso desenvolveram um bloqueio ao volante. Enquanto Kellen afirma que suas aulas práticas são procuradas por todas as classes socioeconômicas sem maioria evidente, Stelamaris comenta que seu tratamento psicológico atende em maior número pessoas bem-sucedidas profissionalmente, mas que em geral são perfeccionistas, não sabem lidar com críticas, pensam demais em trabalho ou estudo e exigem muito de si mesmas. E por isso o trânsito as assusta. O tratamento é focado na recuperação da autoconfiança. “Quando o paciente coRecorrer à ajuda profissional em ca- meça a perceber que é capaz de tolerar sos de trauma de dirigir é mais comum os altos níveis de ansiedade e a confiando que se pode imaginar. Além da KF, ça em si começa a aumentar, o quadro

“Quando o paciente começa a perceber que é capaz de tolerar os altos níveis de ansiedade e a confiança em si começa a aumentar, o quadro fóbico passa a diminuir”, diz a psicóloga Stelamaris Zanatta, especializada em atendimento de pessoas com fobia de dirigir

Pânico: nas provas de autoescola, não é incomum encontrar gente que acumula reprovações por nervosismo | Paulo Pasa/O Caxiense

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Ana Cristina Melere |

Andrei Andrade/O Caxiense

fóbico passa a diminuir”, analisa. Parece simples: quanto maior a autoconfiança, menor o estranhamento causado pelo volante. E a terapia, que consiste em duas sessões individuais e as demais em grupo, costuma dar certo. “A gente consegue resolver a imensa maioria dos casos. Só não dirige mesmo quem não quer”, incentiva a psicóloga. As aversões ao trânsito, às trocas de marchas, aos pedais, à garagem e ao estacionamento não acompanham só os que já tiraram a carteira. Em uma rápida visita a um local de exames práticos, não é preciso procurar muito para encontrar exemplos de pessoas que já estejam há bastante tempo lutando para tirar a habilitação. Na quinta-feira (21) em que completou 62 anos, Clodomira Camargo resolveu enfrentar seus fantasmas do volante e fazer o exame prático de direção. Ela corre contra o tempo, pois o prazo de dois anos para tirar a carteira vencerá em menos de uma semana, o que representa ter que começar todo o processo novamente, desde as maçantes 45 horas de aulas teóricas. Para aumentar suas chances, ela fez 80 aulas práticas, muito mais do que as 20 necessárias para realizar o exame. Ainda assim, está insegura. A presença fria do examinador no banco ao lado, sempre pronto para marcar em sua planilha o menor erro cometido, deixa Clodomira em pânico. Ela chegou ao local do exame acompanhada do marido, Jovelino Garbin, 68. Enquanto a esposa começa

a fazer a baliza – primeira parte da prova, que consiste em simular a colocação do carro em vagas de estacionamento e garagem – ele conta à reportagem que acha um exagero esse tipo de teste. “Ora, se eu estou dirigindo e quero estacionar, mas não tem espaço, ando mais um pouco e acho”, simplifica. De costas para o exame, que ocorria do outro lado da rua, a uns 100 metros, ele conta que essa é a segunda tentativa da esposa de tirar a habilitação. Jovelino nem vê quando o carro dirigido por Clodomira, que estava parado, dá um solavanco e apaga. Ela e o examinador saem por suas respectivas portas e se despedem com um rápido aperto de mãos. Está terminado o teste. Após colocar fazer a baliza, ela estacionou o veiculo para o examinador entrar e poder dar início ao trajeto que cumpriria na prova, como manda a cartilha. Mas ao arrancar novamente, esqueceu de soltar o freio de mão, provocando o apagamento do motor. É o que ela conta quando volta até o marido, cabisbaixa e aparentemente irritada consigo mesma pela reprovação. “Como é que eu fui esquecer?”, cobra de si mesma. “Eles ainda mandam puxar o freio?” limita-se a perguntar Jovelino, definitivamente contrariado com a autoescola moderna. Sem a esposa habilitada, ele terá que continuar dirigindo a caminhonete da família, mesmo já estando com a vista e o corpo cansados. A diretora de ensino do CFC Seg-Trânsito, Fátima da Silva, que comanda o dia

Clodomira Camargo |

Paulo Pasa/O Caxiense

de provas, lamentou o azar da aniversariante, mas despediu-se tratando de motivá-la. “Não se entrega!” Partindo de uma rua pouco movimentada no bairro Cinquentenário, a primeira aula de Márcia Rossa transcorreu tranquilamente. A intromissão jornalística em sua estreia a deixou isenta do pagamento daqueles primeiros 50 minutos de aula prática para superar o medo. A bordo do Palio preto da professora, que a acompanhava no banco do caroneiro, ela manteve o olhar arregalado sempre fixo no que via em frente. Não ultrapassou os 40 km por hora, agarrou firme o volante com as duas mãos, e realizou as trocas de marcha com precisão. Não cometeu nenhum erro e, ao final, foi elogiada por Kellen. A professora esperava uma dificuldade maior da aluna, que poucas vezes dirigiu. É verdade que Márcia foi poupada de encarar naquele dia o que afirmou ser um grande problema, muito comum aos iniciantes: arrancar no morro. No trajeto de volta para a escola, já sem a presença da aluna, que voltou de ônibus para casa, Kellen conta que só abriu a empresa porque estava cansada de ver seus alunos saírem aprovados do exame, porém tomados pelo pânico de ir para as ruas. “Trânsito é muito mais do que se pode aprender em 20 horas de aula na autoescola”, comenta a professora, confiante que em breve a nova pupila irá retirar intacto da garagem o carro do marido. 25.MAR.2012

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PLATEIA

Homens de Preto em 3D | Urso dinamarquês do blues|Nem Freud explica | Faça música na galeria

Um roteiro embriagado Absinthe 60 |

Waner Biazus, Divulgação/O Caxiense

por Dimas Dal Rosso O desespero de um homem perdido na própria vida, suas más escolhas e seus atos catastróficos que o levam para um mundo sem volta. Esse é o tema do mais novo curta-metragem caxiense, que chega às telas com graves problemas de roteiro e atuação. O nome da produção, Absinthe 60, faz alusão à graduação alcoólica do absinto, apreciada pelo personagem principal. O curta, gravado em menos de dois dias no ano de 2010, foi roteirizado e dirigido pelo publicitário Waner Biazus, que faz sua estreia no cinema. O projeto, que seria só uma brincadeira, ficou mais sério e foi realizado com recursos

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financeiros próprios. No Dia de Finados, depois de um pesadelo, Arthur (Davi de Souza) acorda em sua casa em estado deplorável – ele e o lugar. Após rezar o réquiem, oração de proteção para almas no purgatório, ele descobre que ficou pobre e sua família o abandonou. Nisso, acha um revólver, toma um porre de absinto e decide assaltar um banco. Horas depois a polícia chega e descobre o que aconteceu com o personagem. Depois de ver o trailer, o espectador pode criar expectativa positiva em relação o curta. Contudo, quando a produção começa, o roteiro impõe a decepção. O protagonista fala tudo o que pensa, algo bastante comum em novelas. Isso

enfraquece a cena, desperdiça o talento de Davi de Souza e despreza o público, que tem o poder de captar o que está na tela sem o uso da ferramenta texto. Vale lembrar que os áudios inseridos na edição não ficaram legais, como o som de glup no momento em que o personagem engole ou passos enquanto caminha. Há também pontos positivos para serem citados. Um deles é a fotografia, que consegue belas imagens do caos, e outro é a direção de arte, que garante o ar de suspense no cenário, entre as poucas coisas verossímeis do curta. E foram esses aspectos, além da coragem de fazer cinema independente, que motivaram as boas expectativas a partir do trailer.


CINE

Will

Smith. Tommy Lee Jones. Josh Brolin. De Barry Sonnenfeld

HOMENS DE PRETO 3 No terceiro filme da série, baseado nos quadrinhos de Lowell Cunningham, o Agente J (Will Smith) descobre que o vilão Yaz, além de querer destruir a Terra, planeja viajar no tempo para completar sua vingança e matar o Agente K, vivido por Tommy Lee Jones no presente e Josh Brolin no passado. Para salvar o planeta e o amigo, J volta para o ano de 1968, encontra extraterrestres hippies e ainda precisa completar sua missão em 24 horas ou ficará preso no passado. Estreia.

* Qualquer alteração nos horários e filmes em cartaz é de responsabilidade dos cinemas.

CINÉPOLIS 12:50-15:00-17:55-20:40 | GNC 13:00-15:10-17:20-19:30-22:00 | 3D 14:00-16:30 | 3D 19:15-21:500

3D 14:00-16:40-19:10 13:30-15:40-17:50-20:00-22:10 |

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1:46

OS NOMES DO AMOR A jovem Bahia Benmahmoud é uma ativista de esquerda que usa sua beleza para levar homens de direita para a cama e convencê-los a mudar suas filosofias políticas. O alvo da vez é o veterinário Arthur Martin, que se parece conservador, mas se revela partidário do socialista Lionel Jospin. O longa ganhou o César de Melhor Roteiro e Melhor Atriz (Sara Forestier) em 2001. ORDOVÁS QUI. (31). 19:30

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Maxime

1:40

PIRATAS PIRADOS

Godart. Valérie Lemercier. De Laurent Tirard

O PEQUENO NICOLAU

Capitão Pirata já é muito temido. Mas não o suficiente. Com a ajuda de uma tripulação adequadamente atrapalhada, ele quer derrotar Black Bellamy e Cutlass Liz para levar o troféu de Pirata do Ano. Na Londres vitoriana, a rainha Vitória atrapalha os planos e Charles Darwin colabora com o pirata. 2ª semana.

Na França dos anos 50, Nicolau (Maxime Godart) é uma criança com uma infância perfeita: é filho único de um casal que o mima, tem vários amigos e é bom aluno. Certo dia, a criança desconfia que os pais querem lhe dar um irmãozinho. Conforme seus colegas, é o fim da boa vida. Mas Nicolau tem um plano para continuar como o único filho.

GNC 14:10-16:00-18:00-19:40

ORDOVÁS QUI. (31). 15:00

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1:28

L 25.MAR.2012

1:30

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Mel

Gibson, Peter Stormare. De Adrian Grunberg

PLANO DE FUGA Na tentativa de salvar a vida, um motorista (Mel Gibson) vai para o México, ilegalmente, com uma carro cheio de dinheiro roubado de criminosos. Logo que atravessa a fronteira é preso e o capital desaparece. Para tentar um final feliz, o protagonista precisa recuperar o dinheiro, voltar para casa e ajudar uma família pobre. 2ª semana. CINÉPOLIS 14:30-17:30-20:20

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1:36

JOVENS ADULTOS Mavis Gary, divorciada e quase quarentona, recebe um convite do ex-namorado da época de escola para o batizado da filha recém-nascida. Ela toma a mensagem, enviada para outros, como pessoal. E volta para reconquistar o ex. 2ª semana. CINÉPOLIS 13:20-15:30-18:30

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1:34

O ARTISTA Um astro do cinema mudo vê a sua carreira despencar com a chegada dos filmes falados e de atores mais novos. A sua paixão, Peppy Miller, e seu motorista são as chaves para sair da crise. O vencedor do Oscar 2011 é o primeiro filme mudo a ser lançado comercialmente desde Silent Movie, de Mel Brooks, em 1976. ORDOVÁS SEX. (25). 19:30 SÁB. (26). DOM. (27). 20:00

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1:40

BATTLESHIP Reprovado pelo sogro, que almejava um partido melhor para a filha, Alex enfrenta um ataque de navios alienígenas que invadiram os mares da Califórnia para ganhar moral. Nada é impossível para quem tem a ajuda de Rihanna. Not. 3ª semana. CINÉPOLIS 13:30-16:20-19:20 GNC 21:20

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2:15

OS VINGADORES O filme contina como líder absoluto das bilheterias do Brasil e dos Estados Unidos, arrecadando R$ 10,9 milhões aqui e R$ 55,6 lá. No enredo, super-heróis e o desafio clássico de salvar o planeta. 5ª semana. CINÉPOLIS 3D 13:00-16:00-18:50 GNC 13:15-15:50-18:40-21:30 | 13:40-16:20-19:00-21:40

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2:16


Divulgação/O Caxiense

MUSICA + SHOWS SEXTA-FEIRA (25) HardRockers

22:00. R$ 10. Bier Haus

Sunny Music

22:00. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

80’s Retro Rock

23:00. R$ 20 e R$ 25. Havana

Rebel Dance

23:00. R$ 12 e R$ 15. Level

The Cotton Pickers

22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

Sem Sentido

23:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Ultrasonic

23:00. R$ 10 e R$ 20. Taha’a

Metal is the Law Mindgarden

Tool Box

22:00. R$ 10. Bier Haus

Sambeabá

22:00. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

Infrene

23:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Maldade boa A Level convidou 10 meninas não-convencionais para fazer a discotecagem da festa Meninas Boas Vão Para o Céu, as Más Tocam na Level. A casa descreve o elenco: “elas não rebolam, não param o trânsito, não chamam atenção, não possuem cheiro de cremes comprados em boutiques caras...” Não é uma verdade absoluta. Pelo menos em relação a discrição de Juliana Wexel, ao rebolado de Madelaine Novello e às compras de Carol De Barba. Além delas, Amanda Muniz, Bruna Veber, Carine Panigaz, Dani Nespolo, Natalia Borges, Mari Atayde e Mônica Montanari comandam a pista de maldades. SÁB. (26) 23:00. R$ 12 e R$ 15. Level

DOMINGO (27) Sextaneja

22:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Hermano

O Dj argentino Federico Barco apresentará na cidade seu repertório de música eletrônica e house. Federico, que já passou pelas casas mais badalas de Buenos Aires, planeja uma temporada no México para aperfeiçoar o seu som. Depois da atração principal, Flavinha Leite e Jhony Becker comandam a pista. SÁB. (26). 23:00. R$ 25 e R$ 40. Havana

Financiarte digital

Maurício Cescon, Div./O Caxiense

SÁBADO (26)

E o blues europeu chega a Caxias. A noite será protagonizada pelo cantor e guitarrista Big Creek Huggybear. Nascido na Dinamarca, o bluesman já ganhou muita experiência em sua passagem por Louisiana, Mississippi e Tennessee, nos Estados Unidos. O repertório estará repleto de blues clássico – para mostrar que na sua terra não há só filosofia e cineastas –, composições próprias e alguns covers. SÁB. (26) 22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

23:00. R$ 10 e R$ 12. Vagão Classic 20:00. Entrada Franca. Zarabatana

Blues dinamarquês

Para combinar com a proposta musical de fazer rock camaleônico, a Grandfúria, formada por Vinícius Lima (vocalista e compositor) e Carlos Balbinot (guitarras e produção), também incorpora a transformação da indústria fonográfica. A dupla é responsável pelo primeiro projeto em formato exclusivamente digital lançado pelo Financiarte. Os downloads das músicas poderão ser feitos gratuitamente no site oficial do projeto – www.grandfuria.com. A arte bacana marca o lançamento de um primeiro single bem oitentista, Meu próprio fim. 25.MAR.2012

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Gisele de Sá Magrisso, Div./O Caxiense

+ SHOWS TERÇA-FEIRA (29) Lonely Heart Club Band

22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

SEGUNDA-FEIRA (30) Quarteto de Saxofones da Orquestra Municipal de Sopros SEG (28) 19:30. Entrada Franca. São Pelegrino Shopping Mall

QUARTA-FEIRA (30) Pietro Ferreti

22:00. R$ 10. Bier Haus

Pacific 22

22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

QUINTA-FEIRA (31) Fabricio Beck

Stones gaúchos

Quem gosta de rock clássico terá uma ótima opção, o Tributo a Rolling Stones. A banda cover Rola Stones, de Porto Alegre, vai tocar hits como Ruby Tuesday, Satisfaction, Start Me Up, entre outros. O grupo é formado por Leandro Estrada (vocal e harmônica), PC (guitarra e vocal), João de Lucena (guitarra e vocal), Beto Cabeça (baixo), Maurício Molina (teclados e vocal) e Hamilton Félix (bateria).

22:00. R$ 10. Bier Haus

SÁB. (26) 23:00. R$ 10 e R$ 12. Vagão Classic

Blackbirds

22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

Tainã e Julian

22:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Power trio

A Slow Bricker fará show de lançamento do primeiro CD, contemplado pelo Financiarte, My answer to everything. O grupo é formado por Lucas Lizot (vocal e guitarra), Rafael Ritter (baixo) e Jonas Bustince (bateria). Eles farão uma apresentação com um rock que lembra muito os anos 90, com inspiração em Alice in Chains e Queens of Stone Age. A festa ainda terá a participação da banda Loomer, de Porto Alegre.

★★★★★

SÁB. (26) 23:00. R$ 8 e R$ 10. Aristos

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DANÇA ENCANTADA

Em No Mundo da Fantasia os alunos do Centro Educativo Coração de Maria sobem ao palco para performances de jazz, hip hop e outras danças de rua. As coreografias mostram personagens do imaginário infantil, como fadas e outros seres fantásticos. A abertura fica por conta do Grupo de Dança Cigana do Sesi e do Inave. DOM (27). 17:00. Entrada Franca. Ordovás

L

1:00

Cláudio Cunha – o Analista, de bota e bombacha – e a modelo Luna Alves – a sexóloga, de lingerie – sobem ao palco para um apresentação repleta de piadas de sexo. O conteúdo da peça recordista O Analista e a Sexóloga de Bagé é totalmente diferente do personagem original de Luis Fernando Verissimo. Segundo Cláudio Cunha, o humor de Verissimo é velho e chulo (leia a entrevista na página 10). SEX (25). SÁB (26). 20:30. R$ 30. Teatro Municipal

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1:35 Cyclop, Divulgação/O Caxiense

+ espetaculo

E Verissimo que é chulo...

Troque um livro por uma boa história Baseada no clássico infantil, Pinóquio conta a história do marceneiro Gepeto, muito solitário, que decide fazer uma marionete de madeira em formato de menino. Certa noite a Fada Azul aparece, dá vida ao brinquedo e nomeia o Grilo Falante para ser seu protetor. Em sua jornada, precisa mostrar grandes valores para se tornar um menino de verdade, já que sempre que mente, o nariz cresce. A peça é do grupo de teatro da Fundação Marcopolo. O ingresso é um livro! DOM (27). 16:00. Teatro Municipal

L

1:00

Palco ecológico

Criado pela escola Tem Gente Teatrando para a Semana do Meio Ambiente de Caxias do Sul, o espetáculo infantil Lixo cá, lixo lá, onde Gioconda está? traz a história de Valentina, uma menina que teve sua boneca Gioconda sequestrada pelo vilão Super-Porcatcho – um grande preconceito com os porcos, um dos mamíferos mais limpos. Para salvar o seu brinquedo, ela pede ajuda a um gari com superpoderes, Juvêncio, e seu vizinho, Nico. Juntos eles passarão por uma aventura e uma lição de preservação da natureza. TER (29). QUA (30). QUI (31). 9:30, 14:00, 15:30. Entrada Franca. L Teatro Municipal 1:45

Malabares franceses

Pierre Morel, Divulgação/O Caxiense

PALCO

No espetáculo francês da Companhia De Fracto, Circuits Fermés, uma dupla de malabaristas utiliza técnicas que moldam a cena de acordo com os sentimentos encenados pelos personagens. A relação entre eles, de dependência mútua, é quase uma simbiose dentro de um ecossistema. E os malabares desenham o diálogo. TER (29). 20:00. R$ 10. Teatro do Sesc

L

1:05

25.MAR.2012

25


Coral interativo

A exposição Polifonia – Vozes Múltiplas homenageia os 35 anos do Coral Municipal de Caxias do Sul. A curadora, Stelamaris de Oliveira, faz uma mistura de elementos interativos, visuais e sonoros. Na galeria, os pontos sonoros estão espalhados. Quando alguém passa diante da obra, ativa a música automaticamente. Outros elementos interessantes são a Escala Sonora, onde qualquer um pode fazer a sua música e uma grande tela sensível ao toque que conta a história do coral. Polifonia – Vozes Múltiplas Coletiva. A partir de QUA (30). SEG-SEX. 09:00-19:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás

Capelinhas – Memória e Fé TER-SEX. 08:30-17:30. Museu dos Capuchinhos

Corpo em Fuga

Lucas Auller. SEG-SEX. 9:00-19:00 SÁB. 9:00-12:00. Farmácia do Ipam

Dia do Vinho

Coletiva. A partir de SEG (28) SEG-SEX. 08:30-18:00 SÁB. 10:00-16:00. Museu Municipal

Faces

Marina Venâncio. SEG-SEX. 8:00-22:30. Galeria Universitária

Jeitos de Ser Brasil

Antonio Giacomin. SEG-SEX. 8:30-18:00 SÁB. 10:00-16:00. Galeria Municipal

Monumentos de uma Trajetória

Bruno Segalla. SEG-SEX. 9:00-12:00 14:00-17:30. Instituto Bruno Segalla

Os Desenhos do Arco da Velha

Lipe Albuquerque. SEG-SEX. 9:0019:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás

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O Melhor dos Mundos Possíveis

Nara Amelia Melo. SEG-SEX. 8:00-22:30. Campus 8

Sementes da Evolução Ivalino Postal. SEG-SEX.

8:00-19:00. Câmara de Vereadores

Na beleza de Caxias... as revelações da natureza”

Coletiva. A partir de SEG (28). SEG.-SÁB. 08:30-22:30 DOM. 09:00-21:00. San Pelegrino

No cotidiano, as revelações da natureza

Coletiva. A partir de SEG (28). SEG-SEX 13:30-22:00. Faculdade Anhanguera

Garrafas Pet e Topiaria

Coletiva. A partir de QUI (31). SEG-SEX. 09:00-19:00 SÁB. 09:00-12:00. IPAM

CA

Gane Coloda, Divulgação/O Caxiense

Maicon Damasceno, Divulgação/O Caxiense

ARTE

MA RIM

Marcelo Aramis Eu vejo flores em você Gane Coloda, de 20 anos, uma das melhores surpresas da fotografia local, tem a humildade típica dos profissionais mais talentosos. “Estou aprendendo”, repete a fotógrafa de Flores da Cunha, que fotograda há 2 anos e já tem currículo para ensinar. Ela gosta de fotojornalismo. Por enquanto, fotografa pessoas. Nos ensaios de famílias, casais e grávidas (foto, genial, não?), revela um olhar sensível à espontaneidade. Na as cores, cenários e ângulos garante um comentário recorrente dos seus modelos sobre o resultado dos ensaios: “ficou a minha cara”. No site, veja uma galeria das fotos de Gane, que valoriza as boas ideias não as repetindo, algo incomum no mercado da fotografia.

Volta, filtro cultural! O problema dos espetáculos essencialmente comerciais é que eles lotam. Focados na abrangência total de público, eles acabam por se distanciar muito daquilo que cabe a uma casa de teatro. O Analista de Bagé (leia entrevista na página 10) é um bom representante da categoria. Provavelmente vai ter casa cheia e plateia nova. E o público vai rolar de rir achando que isso é teatro. Quando eles lotam teatros particulares, lamenta-se apenas. Triste é vê-los ocupando espaços públicos, que têm parte da locação custeada pela prefeitura. Magali Quadros, diretora da Casa da Cultura, compreende, mas não tem saída. “Se há espaço na agenda, eu não tenho como barrar.” Falta um sistema de inscrições por edital e uma comissão – não uma pessoa – que avalie as propostas. Casa lotada nem sempre é sinônimo de formação de plateia, obrigação das políticas públicas de cultura.


cinemas: CINÉPOLIS: AV. RIO BRANCO,425, SÃO PELEGRINO. 3022-6700. SEG.QUA.QUI. R$ 12 (MATINE), R$ 14 (NOITE), R$ 22 (3D). TER. R$ 7, R$ 11 (3D). SEX.SÁB.DOM. R$ 16 (MATINE E NOITE), R$ 22 (3D). MEIA-ENTRADA: CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS, IDOSOS (ACIMA DE 60) E ESTUDANTES, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE CARTEIRINHA. GNC. rsc 453 - km 3,5 - Shopping Iguatemi. 3289-9292. Seg. qua. qui.: R$ 14 (inteira), R$ 11 (Movie Club) R$ 7 (meia). Ter: R$ 6,50. Sex. Sab. Dom. Fer.R$ 16 (inteira). R$ 13 (Movie Club) R$ 8 (meia). Sala 3D: R$ 22 (inteira). R$ 11 (meia) R$ 19 (Movie Club) | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316. R$ 5 (inteira). R$ 2 (meia) | MÚSICA: arena: bruno segalla, 11366, são leopoldo. 3021-3145. | Aristos. Av. Júlio de Castilhos, 1677, Centro 3221-2679 | Bier HauS. Tronca, 3.068. Rio Branco. 3221-6769 | BOTECO 13: Dr. Augusto Pestana, s/n°, Largo da Estação Férrea, São PelegrinO. 3221-4513 | CATHEDRAL BISTRÔ: Feijó Junior, 1023. Espaço 03. São Pelegrino. 3419-0015 | HAVANA: DR. AUGUSTO PESTANA, 145. mOINHO DA ESTAÇÃO. 3215-6619 | LEVEL CULT: CORONEL FLORES, 789. 3536-3499. | Mississippi. Coronel Flores, 810, São Pelegrino. Moinho da Estação. 3028-6149 | NOX VERSUS: Darcy Zaparoli, 111. vilaggio Iguatemi. 8401-5673 | pavilhões da festa da uva: ludovico cavinatto, 1431. 3021-2137 | PAIOL. FLORA MAGNABOSCO, 306. 3213-1774 | Place des sens: 13 DE MAIO, 1006. LOURDES. 3025-2620 | Portal Bowling. RST 453, Km 02, 4.140. Desvio Rizzo. 3220-5758 | Taha’a bar. matheo gianella, 1444. santa catarina. 3536-7999. | VAGÃO CLASSIC. JÚLIO DE CASTILHOS, 1343. CENTRO. 3223-0616 | TEATROS: casa de teatro: Rua Olavo Bilac, 300. São Pelegrino. 3221-3130 | teatro municipal: Doutor Montaury, 1333. Centro. 3221-3697 | SALA DE TEATRO DO ORDOVÁS: Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316 | teatro do sesc: moreira césar, 2462. centro. 3221-5233 | galerias: campus 8: Rod. RS 122, Km 69 s/nº. 3289-9000 | GALERIA MUNICIPAL. DR. MONTAURY, 1333, CENTRO, 3221-3697 | galeria universitária: francisco getúlio vargas, 1130. Petrópolis. 3218-2100 | FARMÁCIA DO IPAM. DOM JOSÉ BAREA, 2202, EXPOSIÇÃO. 4009.3150 | museu municipal. VISCONDE DE PELOTAS, 586. CENTRO. 3221-2423 | PRATAVIERA SHOPPING: Av. Júlio de Castilhos, 2030. 3028-2029 | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panaz­ zolo. 3901-1316 |

Legenda Duração

Carol De Barba

Prêmio Documenta

Uma das grandes novidades com a reabertura da Documenta Costumes, no Campus 8, é o primeiro prêmio promovido pelo projeto, coordenado pela pesquisadora Vera Stedile Zattera. Com o tema Giovanni Boldini – Un Ombrellino Per La Signora (Uma Sombrinha para a Dama), o desafio é confeccionar uma sombrinha inspirada nas obras do artista italiano, referência em retratos femininos. Apesar da premiação tentadora – uma viagem de ida e volta para Nova York, com estadia e direito ao valor de ingressos para a Broadway e o MoMA –, o quórum está aquém das expectativas. Até a última quarta (23), apenas 20 vagas, de um total de 50, haviam sido preenchidas. Mas ainda há tempo – e a coluna tem certeza que vale a pena – de mais 30 concorrentes colocarem seus cavalinhos na chuva. As inscrições vão até quinta (31), estão abertas para qualquer pessoa acima de 18 anos e custam R$ 70. Wilian Pedroni, Divulgação/O Caxiense

A

Enderecos

Avaliação ★ 5★

Classificação

Cinema e Teatro Dublado/Original em português Legendado Animação Ação Artes Circenses Aventura Bonecos Comédia Drama Documentário Ficção Científica Infantil Policial Romance Suspense Terror Fantasia

Música Blues Coral Eletrônica Erudita Funk Hip hop Indie Jazz Metal MPB Pagode Pop Reggae Rock Samba Sertanejo Tradicionalista Folclórica

Dança Clássico Forró Hip hop

Contemporânea Folclore Jazz Salão

Flamenco Dança do Ventre

Artes Artesanato Desenho Fotografia Grafite Pintura Vídeo

Diversas Escultura Gravura Acervo

Noivas O segundo andar da antiga Livraria Saldanha vai virar maison. A partir da próxima semana, a Araz Noivas&Festas, especializada na locação de trajes e acessórios para festas e casamento, inaugura loja no prédio histórico da cidade. O horário de atendimento será de segunda a sexta das 9:00 às 11:45 e das 13:30 às 19:00, e aos sábados, das 9:00 às 13:00. A inauguração é quarta (30), às 18:30. 25.MAR.2012

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ARQUIBANCADA Todas as idades caem na piscina | Os talentos dos bairros no futebol

Fotos: Daniel Rodrigues, Divulgação/O Caxiense

+ ESPORTE BOCHA Campeonato de Bocha dos Jogos do Sesi

SÁB. (26). 9:00 e 13:00. Sesi.

NATAÇÃO Oficina de Natação dos Jogos Escolares do Sesi

SÁB. (26). 8:30. Recreio da Juventude.

Jogos abertos de Natação

SÁB. (26). 13:00. Vila Olímpica da UCS.

Jogos abertos de Natação

Os jogos Abertos de Natação, promovidos pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL), contemplarão atletas de diversas idades. No sábado (19), competem as categorias que vão desde os 7 anos até acima dos 65 anos. As provas serão disputadas nos estilos crawl, costas, peito, borboleta, medley e 4 x 50 metros. Nas categorias de base e especial haverá medalha para todos os participantes e um troféu para a equipe com o maior número de participantes. Nas categorias infantil, juvenil, júnior, sênior e máster, serão concedidas medalhas para os 3 primeiros classificados de cada prova e um troféu para a equipe com o maior número de inscritos. SÁB (26) 8:30. Gratuito. Vila Olímpica da UCS

Municipal movimentado SEDE CAMPESTRE DA MARCOPOLO: VALENTIN VENTURIN, S/N°. MONTE BÉRICO | ESTÁDIO CENTENÁRIO: THOMAS BELTRÃO DE QUEIROZ, 898, MARECHAL FLORIANO | ESTÁDIO DO SESI DE BLUMENAU: ITAJAÍ, 3434. BAIRRO VORSTADT, BLUMENAU (SC) | RECREIO DA JUVENTUDE: FÚLVIO MINGHELLI, S/N°. BAIRRO SALGADO FILHO | SESI: RUA CYRO DE LAVRA PINTO,S/N°, FÁTIMA | ESTÁDIO MUNICIPAL: JÚLIO DE CASTILHOS, S/N°. CINQUENTENÁRIO | ENXUTÃO: LUIZ COVOLAN, 1.560. MARECHAL FLORIANO | CAMPO DO ESTRELA: LUDOVICO CAVINATTO, 680. NOSSA SENHORA DA SAÚDE | CAMPO DA FRANGOSUL: GUERINO VETTORAZZI, 540. DESVIO RIZZO | UCS: RUA FRANCISCO GETÚLIO VARGAS, 1.130. PETROPOLIS | CAMPO DO MADRID: ELOY FARDO, S/N°. PLANALTO RIO BRANCO | CAMPO DO SAGRADA FAMÍLIA: CÂNDIDO JOÃO CALCAGNOTTO, S/N° SAGRADA FAMÍLIA

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O Campeonato Municipal de Futebol realiza as partidas das série Ouro e Prata no Estádio Municipal, Enxutão, Campo da Frangosul, Campo do Estrela, Campo do bairro Sagrada Família e no Campo do Madri. A competição reú­ ne equipes amadoras, constituídas legalmente, com sede no município. Também é um recurso da prefeitura para estimular a organização comunitária e a descoberta de novos talentos.

SÁB. (19) e DOM (20). Gratuito. 13:15. Campos das comunidades


na Rafael Machado O número de sócios do Caxias chegou a 3,4 mil depois do título da Taça Piratini, segundo o departamento de marketing grená. Há tempos esse número não passava da casa dos 2 mil.

Só 5% das obras no Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 estão concluídas. O Ministro do Esportes, Aldo Rebelo, garante que até o final de 2013 esse índice chegará a 85%. Será?

O golaço de Viatri, do Boca Juniors, contra o Racing, pelo torneio abertura do Campeonato Argentino, foi realmente um espetáculo. Veio em um bom momento para nos lembrar das coisas boas do futebol.

encaminhava para entrar na linha, recomeçou o carnaval do futebol brasileiro. O pedido do Santo André de paralisação das séries C e D junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como resposta à ação do Brasil (Pelotas) na justiça comum para garantir presença na 3ª divisão, mostra que, mais uma vez, resta aos torcedores brasileiros entrarem na dança. E sambar ao som das vozes que alimentam a politicagem do futebol, o desrespeito aos desportistas e o desespero dos profissionais que vivem do esporte. Parece que, ao menos Santo André e Brasil, não estão nem aí para os Edgar Vaz, Divulgação / O Caxiense

re

Você deve lembrar das lambanças da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2000, quando criou a esdrúxula Copa João Havelange, com 114 clubes divididos em 4 “módulos”. E quando a mesma CBF aproveitou a deixa para subir times da série B para a A e da C para a A. Também é inesquecível a promessa de que, a partir de então, o futebol brasileiro ficaria organizado, com calendário certinho, televisionamento e tudo mais. Lembra que em 2003 foi criado o Estatuto do Torcedor? E aí, você acreditou que realmente as coisas iam melhorar? Pois é, em um momento em que tudo se

Confiança e desconfiança A torcida do Juventude está dividida. Por um lado, estão os que afirmam que o time precisa de reforços de mais qualidade. Por outro lado, há os que destacam os pontos fortes de cada atleta

Preferiu o Caxias

contratado e confiam em um bom desempenho da equipe na Série D. A julgar pelo desempenho no jogotreino contra o Cerâmica (foto), a perspectiva é positiva.

Juba (foto) chegou ao Centenário alguns dias depois da imprensa catarinense afirmar que ele estava acertado com a Chapecoense. O jogador confirmou que chegou até a treinar no clube barriga verde, mas mudou de ideia. “O meu procurador me ligou e me recomendou vir para o Caxias. Aceitei a proposta porque é um clube que dá uma grande visibilidade”, diz Juba. Uma prova de que o Caxias recuperou, nos últimos anos, sua credibilidade no meio esportivo.

Geremias Orlandi, Divulgação / O Caxiense

a

Brasil do futebol. E do Carnaval

atletas, treinadores, funcionários dos clubes, jornalistas esportivos e muitos outros profissionais que já estavam com sua programação de trabalho pronta, hotéis reservados, passagens compradas e tudo mais. Sem falar no Treze (PB), que também entrou na justiça comum para garantir a participação na série C. Até o fechamento desta edição, continuavam no ar as incertezas sobre as séries C e D. Ninguém sabia se as duas divisões teriam jogos no fim de semana ou não. Resta ficar na torcida e na oração, pedindo aos céus que o futebol brasileiro tome jeito. Que assim seja.

A cara do treinador

Peripécias da CBF à parte, o Juventude tratou de trazer um caminhão de reforços para a disputa da Série D. Até o fechamento da edição, já eram 15, e o anúncio do 16º contratado poderia ocorrer a qualquer momento. Fica explícita a confiança da diretoria no técnico Luiz Carlos Martins, pois a grande maioria dos jogadores que chegaram ao Jaconi para o Campeonato Brasileiro vieram por indicação dele. Pediu, a direção acatou.

Tchau, Elder Granja

Estranha mas previsível a saída de Elder Granja do Juventude. A versão oficial é de que ele teria pedido dispensa para resolver problemas pessoais. Inclusive o presidente Raimundo Demore confirma o pedido do atleta. Mas informações de bastidores dão conta de que ele deixara nas entrelinhas que não queria jogar a Série D. Então, que vá! O Juventude precisa de foco para alcançar seus objetivos. 25.MAR.2012

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Paulo Pasa/O Caxiense

CARROS E MOTOS Contrapartida

Sem o IPI, o governo antevê uma renúncia fiscal de R$ 1,2 bilhão. Em troca das medidas, o setor automotivo se comprometeu a não demitir funcionários, dar descontos na tabela e fazer promoções especiais. As montadoras prometem descontos de 2,5% nos carros populares, 1,5% nos automóveis entre 1.0 e 2.0, e 1% para os utilitários. Somadas as deduções do governo e das montadoras, o preço final dos veículos deve ficar 10% menor.

Também ganham os financiamentos...

Incentivo ao setor e ao consumidor

A indústria automobilística é a principal aposta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na defesa do país contra o que ele classificou como “agravamento da crise internacional”. “O Brasil é o maior mercado automobilístico do mundo, com exceção da China e dos Estados Unidos”, justificou. A principal medida anunciada pelo ministério para estimular a economia é a drástica redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros – especialmente os populares. Fora da bolha global de enormes proporções – fácil de entender mas difícil de compreender –, isso significa que, na prática, quem se dá bem é o consumidor. Até 31 de agosto (pelo menos por enquanto), quem for às concessionárias pode ter uma bela surpresa, ou melhor, um belo desconto. Confira na tabela. Importados 1.0: de 37% para 30% 1.0 a 2.0: de 41% para 35,5% SUV: de 34% para 31%

Edson Pereira, Divulgação/O Caxiense

Nacionais 1.0: de 7% para 0% 1.0 a 2.0: 11% para 6,5% SUV: 4% para 1%

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O Banco do Brasil também anunciou na terça-feira (22) a terceira redução de taxas de juros para aquisição de veículos em menos de 60 dias. As taxas para financiamento de veículos novos que variavam de 0,95% a 1,99% ao mês, com taxa média de 1,29%, agora passam para 0,77% a 1,79% ao mês, com taxa média de 1,09%. As novas taxas devem vigorar até 30 de junho. Outra medida anunciada foi a ampliação do limite financiável para até 100% do valor do veículo.

...e os investimentos.

O BB também reduziu juros para linhas de crédito do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) do BNDES relacionadas a veículos. A redu��ão irá vigorar até 31 de agosto e tem o objetivo de apoiar a indústria automotiva de ônibus e caminhões. Entre as linhas contempladas, está a aquisição de caminhões e ônibus, crédito para aquisição e exportação de bens de capital e Proengenharia.

Funcionalidade

Nem só de cavalos se faz o diferencial de um veículo. O Iguatemi Caxias, por exemplo, colocou à disposição dos clientes um carro elétrico que possui rampa de acesso para auxiliar pessoas com necessidades especiais. O veículo se agrega aos demais carros elétricos já existentes para translado gratuito do estacionamento até as portarias do shopping. O serviço fica disponível de terça a domingo, das 14:30 às 22:00. Para utilizar, basta solicitar aos motoristas, no acesso Lifestyle e nas Portarias 1 e 2.


Mecânica de batom Quem disse que mulher

não sabe trocar pneu? Pois o curso Mecânica de Batom, da prefeitura, ensina esse e outros passos básicos para realizar a manutenção de veículos exclusivamente ao público feminino. A próxima edição ocorre no dia 26 de junho, às 18:30, na Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade. Informações sobre como participar podem ser obtidas pelo Alô Caxias, no telefone 3218-6000.

GARAGEM

Como a carruagem da Cinderela, o carro que conduz a noiva à igreja também é peça-chave no casamento. Confira algumas sugestões.

Galaxie | Fox Plast Graf | de R$ 400 a R$ 1.000

elegante

É um clássico dos clássicos dos sedans luxuosos, ou seja, perfeito para entregar na porta da igreja uma noiva de vestidão e cauda.

DIRIGIR Maverick | Fox Plast Graf | de R$ 400 a R$ 1.000

bacana

“A fórmula da Ford contra a rotina” também vale para casamentos. Suas linhas remetem à velocidade e aos modelos mais esportivos. Fiat Palio. É um carro robusto, que cumpre o papel de ser o melhor básico e simboliza a liberdade de ir e vir.

PILOTAR

Limousine Ômega | AG Limousine | de R$ 350 a R$ 550

CHIQUE

Para quem quer um casamento de cinema, é um veículo de altíssimo luxo, associado ao glamour e à riqueza.

Meu carro do dia a dia, VW Passat. É um carro com a síntese da maioria das tecnologias existentes no mercado, custo competitivo, mas mais acessível que a trinca de alemães (BMW, Audi e Mercedes). PT Cruiser | Eleganz Chauffers Service | de R$ 450 a R$ 710

por Angelo Tonon, empresário e aficcionado por carros.

RETRÔ

É como a noiva: ponto de referência na multidão. O design saudosista é inspirado nos hot rods americanos dos anos 50 e 60. 25.MAR.2012

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Edição 130