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Como a pesquisa eleitoral influenciará os rumos da corrida à prefeitura

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19 anos de espera na fila do Funcap

O que prende e o que liberta as mulheres vítimas de violência doméstica

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Uma análise do cenário eleitoral pós-pesquisa

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Quando as vítimas é que são condenadas à prisão

13 Uma vida feliz no hospital Conta fácil de pagar, só que ao contrário

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8 7 dias de dança

Fotos: 5, 13 e 16: Maurício Concatto/O Caxiense

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Pai e filho viajam ao desconhecido

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DIGA!

Rua Os 18 do Forte, 422\1, bairro Lourdes, Caxias do Sul (RS) |

Diga, mas também Ouça! | DJs da Saveiro | Repercussão nas redes sociais “Olha, eu achei uma porFiz uma autocrítica de como tenho caria essa reportagem.... usado este espaço nas últimas edições UM LIXO.....TEM MUITA e concluí que talvez estejamos dizendo COISA PARA VOCÊS NESmuito e ouvindo pouco. Contei aqui como O CAXIENSE tem se posicionado ao usar SA CIDADE DE PIOR PARA as redes Storify, Instagram, Pinterest. As VOCÊS PALTAREM (sic!). novidades mais recentes são as ferraCOMO EDUCAÇÃO...E mentas Vuvox, utilizamos para contar de VIOLÊNCIA!!!!!UM LIXO forma multimídia com áudios e fotos a ESSA REPORTAGEM.” história dos haitianos que trabalham em Anderson Tomé Feliz (RS), e Prezi, usada para mostrar um mapa visual interativo que apresenta “ÓTIMA MATÉRIA! os personagens da edição 125, os DJs da Sempre surpreendendo e Saveiro. Os dois materiais especiais você cada vez mais alcançando pode encontrar em www.ocaxiense.com. o público e prendendo a br. Esses recursos digitais complementam atenção! Parabéns!”. o que é publicado na versão impressa, Anderson Lima mas não substituem o texto com narrativa. Junto das redes sociais, servem como “Depois de ler a última uma ponte entre nosso conteúdo online e edição passei a me incoimpresso, que não se repetem. Na última modar mais ainda com edição, publicamos uma reportagem que as Saveiros e Montanas mostrava jovens, sempre do sexo masculino, que equipam seus automóveis com que passam na frente de aparelhos de som e atrapalham a tranquilicasa”. Fernando Tonon dade dos locais por onde trafegam. Nossos leitores opinaram no Twitter e Facebook. Como diz o semiólogo Umberto Eco, Agora é hora de ouvir. Acompanhe aqui toda obra de arte é aberta. Resumidamenalgumas das opiniões: te, significa que cada olhar trará uma interpretação, muitas vezes bem diferente da “Baita manchete sobre intenção inicial do autor. Incorporo o que o insuportável som que Eco afirmou nos anos 60 para dizer que o vem dos carros de deter- fenômeno pode ocorrer também com uma minados seres que anreportagem. No site, um leitor que assinou dam por aí. Reportagem como Paulo Brito disse que se decepcionou com a revista por “dar moral” aos DJs mais do que oportuna. da Saveiro. Ele também reclamou ter que Para ler e refletir”. ser obrigado a ouvir as músicas e chamou Gabriela Marcon de desrespeito o volume dos carros. “Considero a gang da saveiro ‘terroristas’. Uma perguntinha oportuna, alguém já ouviu algum rock n’ roll? O agravante é que não rola nenhuma música de qualidade”. Cesar Losekann “Inteligente e pertinente matéria de capa do @ocaxiense #praga.” Ricardo Brisotto

A edição 126 tem algo em comum com a edição 125, onde encontramos somente homens colocando em seus carros som em decibéis acima dos limites permitidos. Na revista desta semana, mostramos mulheres que são vítimas da violência. Abusos que também são praticados somente por homens. Mostrar os problemas da sociedade, seja a violência ou o volume excessivo da música, faz parte do nosso papel, que também é de instigar o debate sobre esses temas na sociedade. Paula Sperb, diretora de Redação

95020-471 | Fone: (54) 3027-5538 ocaxiense@ocaxiense.com.br

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Diretor Executivo - Publisher

Felipe Boff Paula Sperb Diretor Administrativo

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Pita Loss Suani Campagnollo ASSINATURAS Atendimento

Tatyany R. de Oliveira Assinatura trimestral: R$ 30 Assinatura semestral: R$ 60 Assinatura anual: R$ 120 Foto de capa Maurício Concatto/O Caxiense

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BASTIDORES

19 anos de espera pela casa própria | Deu branco! | Números e opiniões sobre a primeira pesquisa eleitoral em Caxias

A missão de oferecer tratamento aos usuários de crack O cadastro de usuários de crack em Caxias do Sul tem como objetivo traçar um perfil dos dependentes químicos na cidade e encaminhá-los para a recuperação. Um trabalho difícil, segundo Juliana Marcon, assistente social da FAS. De acordo com ela, todos os abordados até agora receberam bem a equipe, mas muito poucos se interessam em melhorar de vida. Desde que a ação começou, no início de abril, dos 35 cadastrados apenas 4 foram encaminhados para a internação. “Eles estão acomodados. Na maioria dos casos, me dizem que entraram nessa vida por se sentirem rejeitados pela família, ou por terem tido alguma desilusão muito grande que buscaram superar nas drogas”, conta Juliana. Na tarde de quarta-feira (25), O CAXIENSE acompanhou o trabalho da força-tarefa, formada também por integrantes da Guarda Municipal, Brigada Militar e Defesa Civil, encarregada de fazer as abordagens. A equipe visitou 5 locais e encontrou dependentes químicos em dois deles. Somente em uma praça no bairro São José, 5 cadastros foram realizados. No bairro Cinquentenário, outros 3. No primeiro local, os usuários estavam em um canto da praça, ao lado de uma quadra esportiva, em meio a lixo e entulhos. Tiago, de 24 anos, foi o primeiro a ser abordado. Olhar de descaso, roupas e mãos sujas, não demonstrou resistência. Nem vontade de mudar. Questionado pela assistente social sobre seus planos para o futuro, deixou transparente a falta de perspectiva. “Eu já me internei em uma clínica para me tratar e saí pior. Não adianta nada. Do jeito que está a minha vida hoje, para mim está bom. Trabalhei um tempo como operador de máquinas, mas depois não consegui mais emprego. Agora, então, está mais difícil ainda”, disse o jovem, dependente

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de crack há seis meses. No bairro Cinquentenário, assim que viram as viaturas da Brigada Militar e da Guarda Municipal, duas usuárias já mostraram interesse em se recuperar do vício. “Se der, quero me internar já amanhã. Só preciso arrumar as minhas coisas e avisar o meu filho”, animou-se Nereida, de 50 anos. Rosto sujo e cansado, tremendo de frio e demonstrando ansiedade, pedia insistentemente ao voluntário da Defesa Civil, enquanto preenchia o cadastro, que lhe providenciasse ajuda urgente. E dizia para as mulheres próximas que fizessem o mesmo. Ao lado dela, uma mulher que pediu para ter a identidade e a idade preservados seguiu a ideia da amiga. Fez o cadastro e disse estar determinada a buscar tratamento o quanto antes. A abordagem segue, geralmente, esse mesmo padrão. Quem faz o primeiro contato são os agentes da Guarda Municipal, que explicam o objetivo da ação. Depois, os policiais militares revistam os dependentes químicos e apreendem qualquer objeto que possa ser usado para o uso de drogas ou para cometer crimes, como cachimbos, isqueiros e facas. Por último, a assistente social da FAS e o voluntário da Defesa Civil realizam o cadastro. De acordo com Maria de Lourdes Grison, presidente da FAS, o objetivo é indicar alternativas de tratamento aos usuários, facilitar o contato deles com familiares e, em alguns casos, prevenir a disseminação da droga em ambientes sociais. Na primeira semana, as abordagens ocorreram pela manhã. Desde segunda-feira (23), passaram a ser feitas nos três turnos do dia. “Com as abordagens em horários diferentes conseguiremos cadastrar um número maior de usuários”, afirma o diretor geral da Secretaria de Segurança Pública Municipal, José Francisco Barden da Rosa.

Ação aborda drogados nas ruas | Divulgação/O Caxiense

Perfil dos usuários do Crack em Caxias do Sul Faixa etária Até 20 anos De 20 a 25 De 25 a 30 De 30 a 35 De 35 a 40 Mais de 40 Sexo Masculino Feminino

Casos 0 7 11 4 8 5

% 0 20,0 31,4 11,4 22,8 14,2

25 10

71,7 28,3

Naturalidade Cidade Caxias do Sul/RS Outras cidades do RS Paraná Santa Catarina Outros estados

Casos 16 11 3 2 3

% 45,7 31 8,5 5,7 9,1

Substâncias Psicoativas Utilizadas Substância Casos Somente Crack 13 Somente álcool 5 Crack, álcool, cocaína e maconha 2

% 37,1 14,2 5,7


19 anos na vida de... ... quem espera pela casa própria Depois de quase 19 anos, a cozinheira Maria Luz de Camargo, de 56 anos, finalmente ganha a esperança de ter a casa própria. O aviso veio da Secretaria da Habitação que promete concluir até junho a obra no loteamento Campos da Serra e zerar a lista do Fundo da Casa Própria (Funcap), que tem 55 inscritos na fila de espera. O projeto era bastante popular no anos de 1990 e consistia, basicamente, em facilitar o financiamento de residências para pessoas de baixa renda. Maria conta como é esperar tanto tempo.

Para algumas delas, nós apenas dávamos o dinheiro ao proprietário sem pedir recibo. Era na confiança. Mais tarde tivemos uma surpresa.

1997 Quando um parente nosso faleceu, a minha sogra falou para morarmos na casa onde ele vivia de aluguel. Eu, meu marido, meus dois filhos – um recém-nascido – e a sogra fomos para lá. Continuamos a pagar o aluguel e as outras contas.

2011 No fim do ano recebemos a notícia de que conseguiremos a casa própria, depois de muito tempo. E tivemos uma boa noite de sono. Foi a mesma coisa que acertar na loteria. Agora só resta aguardar mais um tempinho.

2007 O terreno em que está a nossa casa foi a leilão. Mas ninguém nos informou que isso ocorreu, fomos saber do assunto anos mais tarde. O motivo foi que o proprietário não havia pago todas as contas que deveria.

2010 Foi só nesse ano que descobrimos 1993 o problema com o terreno. E de Como nós sempre moramos de uma forma um tanto traumática. aluguel e nunca teríamos condiFomos informados de que seríações de construir uma casa só com mos despejados. Essa informação a renda da família, eu e o meu foi um baque para nós, ficamos marido, Sérgio, nos inscrevemos no desesperados. Imagino como deve Funcap. Sempre tivemos a expecta- ser horrível viver na rua. Corremos tiva de ter um lugar só nosso, mas para a prefeitura, buscamos um foi com o projeto que ganhamos advogado. O que nos acalmou foi esperança. Agora só tínhamos que que eles disseram que não precisáesperar. vamos sair da casa.

Maria Luz de Camargo |

Maurício Concatto/O Caxiense

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Exercícios Deixe de lado a preguiçosa agenda de telefones do celular. A ideia lembra o famoso jogo da memória. Em pequenos cartões de papel, escreva o nome da pessoa de um lado e o telefone no verso. Mantenha as fichas em ordem alfabética em local acessível. Quando precisar telefonar, pesquise através do nome. “O jogo funciona tanto com crianças e adultos, e acaba deixando o cérebro ativo e não preguiçoso”, explica Luciana. Palavras cruzadas e sudoku Palavras cruzadas envolvem o leitor e, segundo a especialista, são uma ótima receita para os mais velhos. “Ajuda tanto para se ter uma boa memória, quanto para aumentar nosso nível de conhecimento”. E para quem tem problemas com números, a dica é o jogo sudoku, uma espécie de quebra-cabeça lógico com os números. Luciana sugere a prática de ambos duas vezes por semana. Alimentação e sono A psicóloga explica que o sono é fundamental para a formação dos receptores responsáveis

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Soluções para não esquecer Nomes, números, datas... a memória é curta para gravar tudo o que acontece no dia a dia. De repente, dá um branco. Pequenas ações, como manter uma rotina de exercícios mentais, ter uma boa noite de sono e uma alimentação balanceada, ajudam a aumentar a performance do nosso HD. A psicóloga e psicoterapeuta cognitivo-comportamental Luciana Mancio Balico, com experiência em atendimentos individuais de adultos, crianças e adolescentes, explica que não é difícil lembrar de quase tudo. pela memória, como a dopamina, noradrenalina, serotonina. “Estes receptores são gerados durante o sono, e começam a se formar na região do cérebro chamada hipocampo”, explica. A sugestão é dormir 8 horas por dia. Amplie sua rede de amigos Saia com os amigos, beba (com moderação), vá ao cinema, passeie. A regra é manter uma vida social ativa e se divertir. Segundo Luciana, a falta de atividades deixa o cérebro lento demais para atividades simples, como lembrar o dia de hoje. Aproveite os momentos descontraídos de conversa para exercitar a mente. “A curiosidade não mata e ajuda quando o assunto é memória. Converse e se tiver dúvida, questione”. Escreva e fale bastante Escolha uma reportagem desta edição para ler e dividir com alguém. Ler e conversar sobre a leitura é um passo importante para fixação das informações. “Escrever ou publicar ideias através de um blog ou site na internet também vale. O ideal é que seja feito com frequência e não apenas quando realmente precisar da memória”, diz Luciana.

BOA

Maurício Concatto/O Caxiense

Arte de Luciana Lain sobre fotografia de Maurício Concatto/O Caxiense

TOP5

GENTE

A moradora mais antiga do Pompéia No último domingo (22), Emília Possebon, a Dona Emília, como é conhecida por todos, completa 97 anos: quase uma vida inteira dedicada ao Hospital Pompéia. Nascida em Carlos Barbosa em 1915, ela veio a Caxias do Sul tratar um problema de visão, aos 26 anos. Nunca mais saiu da cidade. Desde 1941, mora em um quarto do hospital. Quando começou a trabalhar lá, todos os funcionários residiam no local. No final dos anos 60, uma nova diretoria mudou a regra. Emília quis ficar. “O hospital é a família dela, é o mundo dela e ela se sente segura lá”, conta Iracema Maria Possebon Bernardi, sobrinha de Emília. Nestes 71 anos de trabalho, a funcionária atuou em diversos setores da instituição. Já foi costureira, auxiliar de enfermagem, encarregada do setor financeiro. Há 41 anos, trabalha no almoxarifado. “Ela é uma pessoa muito querida por todos. Levanta cedo para tomar café e logo começa o serviço. Quando pode, gosta de ir à missa na capela do hospital”, diz Iracema. De acordo com a sobrinha, o respeito dos colegas e as amizades conquistadas ao longo de todos esses anos de trabalho são os motivos que mais contribuíram para a realização pessoal e profissional de Emília, homenageada em 2008 pela Câmara de Veradores com a Medalha Monumento ao Imigrante, pelos serviços prestados à comunidade.


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Um olho na pesquisa, outro nas ruas

23,7%

“Com a pesquisa nós podemos oferecer foco e fortalecer a campanha, e assim tentar conseguir o voto daqueles que estão indecisos e voltar com o bom trabalho do PT na cidade.”

“A campanha ainda nem começou. Nossa estratégia será mostrar as pessoas que continuaremos o trabalho que vinhamos fazendo.”

Assis Melo (PC do B) Mauro Pereira (PMDB)

26,7% 24,5%

11,2%

Marcos Daneluz (PT)

8,2%

Daniel Guerra (PSDB)

5%

Milton Corlatti (DEM)

2%

Branco/nulo: 11,5% Nao sabe: 11%

Ficha Tecnica Período de realização da pesquisa: 18 a 20 de abril de 2012 | Margem de erro: 4,1 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados obtidos em um intervalo de confiança de 95% | Número de entrevistas : 600 | Nome do con-

Mauro Pereira (PMDB)

10,2% “Em momento algum tive apoio do meu partido. Se eu fosse candidato, os meus planos para Caxias do Sul seriam para ajudar quem precisa.”

Leonardo Prado, Div./O Caxiense

Assis Melo (PC do B)

18,7% “O crescimento de Caxias tem sido grande e exige uma administração de visão e força para prosseguir em um caminho de progresso e conquista. Vamos intensificar em nossa campanha as questões ligadas à saúde e à segurança pública.”

André T. Susin, Arquivo/O Caxiense

23,8%

ESTIMULADA 2 Alceu Barbosa Velho (PDT)

Alceu Barbosa Velho (PDT)

Maurício Concatto/O Caxiense

Marisa Formolo (PT)

Marcelo Bertani, AL, Div./O Caxiense

Walter Fagundes, AL, Div./O Caxiense

ESTIMULADA

Maurício Concatto/O Caxiense

A pesquisa eleitoral do Instituto Methodus, divulgada pelo Correio do Povo, tornou-se o mais novo instrumento para os partidos traçar a campanha. Em um dos cenários, Marisa Formolo (PT), Alceu Barbosa Velho (PDT) e Assis Melo (PC do B) ocupam as primeiras posições. A petista definiu o foco: quer conquistar, de cara, os indecisos. Para o ex-vice prefeito pedetista, o levantamento reforça a proposta em manter o trabalho da atual administração – o governo Sartori tem aprovação de quase 2 em cada 3 eleitores. O comunista também encontrou subsídios na pesquisa para orientar as prioridades: pretende priorizar saúde e segurança, duas áreas consideradas fundamentais pelo eleitorado. Outro concorrente, Milton Corlatti (DEM) analisará os números para definir os alvos da campanha. Dois nomes que aparecem na principal pesquisa estimulada têm chances remotas de concorrer. Mauro Pereira, preterido pelo PMDB em nome do apoio a Alceu, entendeu a pesquisa como um sinal do desejo da população em tê-lo como candidato. Daniel Guerra (PSDB) se entusiasmou, mas prefere concorrer a vereador. A campanha eleitoral só começa em 7 de julho – já as estratégias para vencê-la se intensificam desde agora.

Daniel Guerra (PSDB)

Milton Corlatti (DEM)

2,7%

1,7%

“Estando apenas no primeiro mandato como vereador, entendo a pesquisa como um estímulo para prosseguir no rumo que tomamos. Todo meu mandato foi pautado pela independência. Tomamos posição para o todo da população.”

“Vamos montar o nosso plano de governo com medidas focadas nos eleitores, para que possamos crescer cada vez mais.”

tratante: Empresa Jornalística Caldas Júnior Ltda. | Nome da empresa que realizou a pesquisa: Instituto Methodus | Número do registro: RS-00010/2012

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Branco/nulo: 9,8% Nao sabe: 9,5%


na rio

12 anos depois

A pesquisa Methodus/Correio do Povo confirmou o ób- Se as eleições fossem hoje, em quem vio: Caxias terá a eleição mais você votaria para prefeito? equilibrada desde 2000, quanAlceu B. Velho - PDT 5,7% do Pepe Vargas (PT) venceu Marisa Formolo - PT 5,3% José Ivo Sartori (PMDB) por Assis Melo - PC do B 4,2% apenas 824 votos. Marisa ForPepe Vargas PT 2,8% molo (PT), Alceu Barbosa Velho (PDT) e Assis Melo (PC Mauro Pereira - PMDB 2,0% do B) largam com chances de José Ivo Sartori - PMDB , % 18 vitória. ,5% Milton Cortatti DEM 0 Parece, porém, que o pedeDaniel Guerra PSDB , tista tem um leve favoritismo. 0 2% Além de liderar a pesquisa esMarciano - PMDB 0,2% pontânea (veja ao lado), tende PT 0,2% a receber pelo menos uma parBranco/Nulo 7,5% cela das intenções destinadas a Mauro Pereira (PMDB). Não sabe Divulgação/O Caxiense

ple

Esqueceram de mim

Não podia se esperar reação diferente. O advogado e pré-candidato do PSOL, Luis Fernando Possamai (foto), criticou a não inclusão de seu nome na sondagem Methodus/Correio do Povo. “Não estar na pesquisa nos leva a ver que temos que trabalhar com humildade para ser reconhecido”, discursa. Trabalho e humildade, a propósito, estão entre as palavras que ele mais repete em seus discursos.

A força do tucano

A sondagem mostrou a força de Daniel Guerra (PSDB). Ao adotar o discurso de independência em questões polêmicas, como o aumento do número de parlamentares, o vereador se

Mágoa com G5

Ao comentar o abandono do grupo de partidos G5, o précandidato do DEM à prefeitura, Milton Corlatti, evidenciou sua mágoa com as siglas. “A saída do G5 não representou grande perda”, avaliou. Experiente como é, ele só

credencia, assim como Mauro Pereira, a ser um campeões de voto para o Legislativo. Ou até a brigar por uma candidatura à prefeitura. Ele diz que não quer: “Ainda é cedo.”

ergueu o tom dessa forma porque estava revoltado. Corlatti sabe que, em uma eleição disputada como a de Caxias, qualquer apoio pode ser decisivo. Uma declaração assim dificulta uma reaproximação num eventual segundo turno.

Insegurança política

A base governista dá sinais que só tem segurança para discutir e aprovar projetos divergentes, como o pacote dos servidores ou o reajuste de 25% no salário dos vereadores,

quando o suplente Edio Elói Frizzo (PSB) assume uma vaga na Câmara. Ele substitui a presidente Geni Peteffi, que ocupa a prefeitura na ausência de Sartori.

Fator Mauro

69,7%

Mauro Pereira, aliás, é o personagem da principal dúvida na arrancada eleitoral. Quantos eleitores do peemedebista, que atingiu 10,2% na pesquisa, irão votar em Alceu? Se souber capitalizar a insatisfação de um eleitorado com a postura do PMDB em apoiar o PDT e avesso ao PT e ao PC do B, Milton Corlatti (DEM) poderá se transformar na surpresa do primeiro turno.

O posto de ataque

Os ataques da oposição à saúde no município ganharam mais combustível com a pesquisa Methodus/ Correio do Povo. Os entrevistados elegeram os postos como a área prioritária. Segurança, educação, trânsito e asfalto aparecem como outros elementos considerados importantes.

O posto de defesa

A própria base governista reconhece a área da saúde como uma das mais suscetíveis. Tanto que, ao ser confirmado como pré-candidato a vice-prefeito na chapa de Alceu Barbosa Velho, o secretário de Cultura, Antonio Feldmann, admitiu que é possível “fazer mais”. “Fizemos muito, sim, e vamos mostrar o que foi feito, por meio dos debates. Mas sabemos que ainda existem muitas demandas que precisam ser atendidas”, ponderou o secretário.

A propósito

Feldmann minimizou a divergência de 2010 com Alceu, que se aproveitou da ausência de Sartori e assumiu as negociações para encerrar a greve dos médicos, como lembrou a coluna na semana passada. O peemedebista diz que “nunca teve dúvida de que (Alceu) o fez com uma boa intenção”. O secretário garante também que o episódio está superado. 27.abr.2012

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Pesquisa da Fecomércio-RS, que incluiu entrevistas em Caxias do Sul, mostra que 69% dos filhos pretendem fazer uma comemoração especial para o Dia das Mães. Desse percentual, 12,5% têm a intenção de ir a um restaurante. O número é um bom lembrete para fazer a reserva antecipada e evitar filas.

Investimento elétrico A RGE modernizou 2,2 mil metros de rede em São Valentim da 6ª Légua, beneficiando 150 imóveis. O investimento, que tenta reduzir a falta de energia, atinge R$ 200 mil.

Poder feminino

Pela primeira vez, uma mulher assume a presidência do Conselho Deliberativo da CIC. A empresária Fúlvia Stedile Angeli Gazola, acionista e suplente do Conselho de Administração da Agrale e sócia-diretora da Dolaimes Comunicação e Eventos, foi empossada para a gestão 2012/2014. Ela substitui o empresário Nadir Pedro Rizzi, da empresa Rizzi & Cia Ltda.

Intervalo cultural

A Faculdade de Tecnologia da Serra Gaúcha (FTSG) busca interessados em fazer apresentações artísticas durante os intervalos das aulas. Os alunos interessados podem se inscrever no Núcleo de Valorização do Estudante da FTSG.

Elas trocam o pneu

Segurança sobre rodas Para reforçar a segurança do Iguatemi, a equipe do shopping utilizará triciclos elétricos nas rondas dentro do mall e no estacionamento. O triciclo elétrico tem autonomia de até 25 quilômetros, atinge velocidade de até 20 km/h e o tempo de recarga das baterias varia entre 4 a 6 horas.

“Nossa capacidade de indignação e reação de hoje poderá ser decisiva para nossa sobrevivência amanhã” Carlos Heinen, presidente da CIC, defendendo a reação da sociedade por reforma no sistema tributário nacional e na legislação penal.

Desafios do século

O doutor em comunicação Dado Schneider será o palestrante no lançamento da La Salle Business School, no próximo dia 03, às 19:00, no Salão Nobre da instituição, com o tema Profissionais do Século XXI: mudar ou morrer. Inscrições pelo telefone 3220-3535 ou pelo e-mail cassandra.brunetto@ lasalle.edu.br

Com o tema Elas já conquistaram o volante, agora vão dominar o carro inteiro, a Faculdade Inovação + EXTENS O (FAI) lança o curso básico de mecânica para mulheInovação res. O curso será realizado no dia 05 de maio, das 9:00 Faculdade A FAI está com inscrições abertas para o Curso de Extensão às 10:30, na instituição. As inscrições podem ser fei- em Gestão de Pessoas, Cálculos Financeiros com Calculadora tas na FAI, mediante a doação de um brinquedo. HP e de Composição de Ambientes Residenciais e Comerciais.

Água em debate

Em parceria com a UFRGS, Instituto Anthropos e Feevale, a UCS realiza nesta sexta (27), das 19:00 às 22:00, e sábado (28), das 9:00 às 12:00, o encontro Água, da escassez à abundância, que terá exibição de documentários – A Água como fonte de alimento e A experiência da escassez da água – e debates no UCS Cinema. O evento é aberto à comunidade e tem entrada franca.

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Edson Pereira, Divulgação/O Caxiense

Elas merecem

Com 18 horas/aula, o curso de Gestão de Pessoas inicia em 7 de maio e será realizado às segundas-feiras, das 17:30 às 19:10. O curso de Cálculos Financeiros será aos sábados, com início no dia 05 de maio, das 8:00 às 12:00 e 15 hotras/aula. As aulas de Composição de Ambientes Residenciais e Comerciais ocorrem aos sábados, a partir de 5 de maio, das 8:00 às 12:00, com de 15 horas/aula.

FTSG. MARECHAL FLORIANO, 889. 3022-8700 | FACULDADE INOVAÇÃO. SINIMBU 1.670. 3028-7007 | LA SALLE BUSINESS SCHOOL. OS 18 DO FORTE, 1754. 3220-3535 | UCS: FRANCISO GETÚLIO VARGAS, 1.130. 3218-2800

CAM

PUS


PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA Desde que um indivíduo da espécie foi acusado de ser pivô da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden, as serpentes ficaram malfaladas. Quase tão antiga quanto a Criação é a péssima relação das cobras com os humanos. Agora são elas que experimentam a expulsão do paraíso. Aprisionadas, ganham a chance de resolver o equívoco e tentar uma reaproximação

por Marcelo Aramis e Rafael Machado

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Tinha tudo para ser mais um dia comum. Na verdade, o clima agradável fazia daquela manhã um domingo, embora talvez fosse uma segunda-feira. Um convite ao passeio e um preguiçoso exercício de aquecer-se no banho de sol e refrescar-se sobre a grama macia. Um cheirinho de mesa farta faz roncar o estômago, mas a fome teria que esperar o desejo de não fazer absolutamente nada durante um bom tempo. No verão, quase sempre é domingo. E domingos são sempre assim. Ao fundo, um murmurinho se fez perceber pelos ouvidos quase inoperantes. E logo virou uma gritaria. A vítima jamais imaginaria que sua presença pudesse causar tanto alvoroço. As pessoas formaram um círculo ao seu redor. “Mate-a!”, gritavam os bárbaros. Antes que pudesse se defender, ela foi imobilizada por uma arma que não conseguia identificar. Acuada pela brutalidade, foi colocada em um lugar escuro. Usou o contorcionismo, seu talento particular, para garantir o mínimo de conforto físico durante o sequestro. Algumas horas dentro daquele estranho local precediam um momento de alívio. Ainda não entendia o motivo, mas ganhava novamente a oportunidade de esticar o corpo e sentir o chão. Em um primeiro momento, pouco importava o lugar onde estava, queria apenas aproveitar a liberdade, ainda que limitada, naquele dia que começou ótimo e chegou a parecer o último. Passada a alegria inicial, reparou no lugar onde viveria o resto dos seus dias. A ex-latifundiária viu-se condenada a um espaço que exige o máximo do seu talento de contorcionista para se locomover. Ainda assim, são hectares de vantagem em relação às colegas. “Deram a sala de luxo para a novata”, comentou uma amargurada moradora de uma das outras 12 celas do primeiro pavilhão da prisão. “Vai ver é por causa dos anéis”, retrucou outra linguaruda, envenenada pela inveja – o sentimento mais cultivado na casa de detenção –, descobriria mais tarde a cascavel recém-capturada e levada para o serpentário da Universidade de Caxias do Sul (UCS). As prisioneiras cobiçam a liberdade de uma réplica de cascavel que posa para fotos do lado de fora da prisão. É chamada de “monstro horrendo”, “vergonha da espécie”, “Senhora Playground”, entre outros apelidos absurdos dados por aquelas que ficam do lado de dentro. Aquela cópia malfeita recebe sol de verdade e não tem cela, daí o motivo da inveja. “Ela

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troca uma vida livre por essa vida de celebridade. Também está presa”, disse uma moradora mais sensata. As outras reprimiram a compaixão. Outro dia, a cobra gigante de cimento amanheceu sem as presas. “Bem feito”, deliciaram-se as detentas. À primeira vista, o lugar parece um hotel: os apartamentos – vitrines de vidro – têm ar-condicionado e iluminação especial que simula a radiação solar. Os cubículos são ornamentados com vegetação viva, areia, pedras, pequenos lagos e pedaços de árvores. “São os esconderijos, as casinhas das cobras”, dizem as mães para as crianças que circulam na sala de exposição, onde estão 14 das 40 cobras do serpentário. “Se fosse esconderijo vocês não nos veriam...”, debocham os ofídios dos entendedores da espécie que usam adjetivos femininos para falar também dos machos. O espaço tem duas vitrines maiores, com vista para o pátio. É em uma dessas que vive a cascavel. No começo, ela estranhou tamanha mudança de vida. Entre as poucas coisas de que gostava naquele lugar, estava a refeição mais farta e acessível do que lá fora. Semanalmente, cada cobra ganha um rato vivo, criado em laboratório para este fim – exceto uma coral-verdadeira que se alimenta de outras pequenas cobras (“Ai que nojo!”, pensam as que comem ratos). A cascavel enjoou. Não dos roedores – eles ainda lhe apetecem –, mas da facilidade em capturar a presa nos seus dois metros quadrados. Às vezes, despreza a refeição. De qualquer modo, restava resignar-se e tentar a adaptação. Quando chegou ao serpentário, sua maior preocupação era com um segredo que carregava consigo e que só viria à tona dois anos depois: estava grávida. Seguindo um singular instinto da espécie, guardou os ovos fecundados em uma pequena bolsa dentro do corpo e esperou o momento certo, temperatura e claridade adequadas para dar à luz aos 20 filhotes, que têm o veneno mais poderoso do que os adultos. Poucos sobreviveram. Nenhum ficou com a mãe. Seria a Lei do Ventre Livre? Não. Os pequenos foram doados ou transferidos para outros serpentários. Triste fim. Agora a jovem mãe passa dias enrolada junto a um pedaço de árvore ou no próprio corpo. Nos primeiros tempos de detenção, a qualquer movimento estranho anunciava o bote. Mas dar bote em quem? O instinto tem se tornado patético e o ritual ficou monótono. A vida perdeu a graça.

A invejada cascavel do serpentário | Maurício Concatto/O Caxiense

Griselda na solitária |

Maurício Concatto/O Caxiense

O passeio frustrado de Cássia | Maurício Concatto/O Caxiense


A bióloga Márcia de Oliveira e a jiboia Janis Joplin | Maurício Concatto/O Caxiense

A sala de exposições não é o pior lugar. Entre as cobras expostas, algumas são submetidas ao rodízio. A cada 30 dias na vitrine, são levadas para uma sala nos fundos do serpentário, onde as visitas são proibidas. Não é castigo, apenas regra da casa: aquelas que têm colegas da mesma espécie são recolhidas para que outras sejam a atração da mostra. Nesta ala das solitárias, as cobras são colocadas em pequenas caixas de plástico, empilhadas em um local com pouca ventilação. Quando uma luz se acende, ficam todas esperançosas. Quem tiver a sorte grande ganha 30 dias de férias nos apartamentos sofisticados expostos ao público. Na sexta-feira (20), Cássia, uma urutu-cruzeiro peçonhenta, achou que era dia de alforria, quando trocaria a sala branca, onde o conforto se resume a um pouco de areia e água, pela então agradável exposição pública. Cássia percebeu a movimentação da boa notícia e agitouse dentro da caixa. A bióloga Márcia Maria Dosciatti de Oliveira, coordenadora do serpentário, diz que Cássia é naturalmente estressada, mesmo quando está em exposição, com um espaço maior, climatizado e iluminado. Assim que é retirada da caixa, Cássia vai de um lado ao outro do grande ambiente. Movimenta-se com uma velocidade impressionante e parece ignorar a presença de algumas pessoas no local. Mas não era dia de rodízio, apenas queriam mostrála ao repórter. Com certa dificuldade, os funcionários recapturam Cássia e ela volta para a cela temporária. Por mais

alguns intermináveis dias, a urutu per- se sente ameaçada. Ao toque da parte manecerá enrolada na sua caixa à espera metálica de uma vara usada por Márcia de dias melhores. para transportá-la, Griselda se mostra nervosa e prestes a atacar. Enrola a extreEntre tantas cobras depressivas, vive midade do rabo simulando uma segunuma jiboia feliz, que ocupa a outra vitri- da cabeça, uma artimanha que aprendeu ne grande da sala de exposições. Conde- na floresta para intimidar os oponentes nada a exibir-se para quem passa na rua, – “Deveria se chamar coral-falsa”, as ousob luzes vermelhas como uma prostitu- tras fazem bullying. Basta voltar à caixa ta em Amsterdã, a jiboia é a mais antiga para Griselda ficar novamente serena. Se moradora das atuais instalações do ser- fosse agressiva sem motivos, seria chapentário. Ela é dócil, adaptada ao lugar mada de Tereza Cristina. e carinhosa com os carcereiros. Embora não seja uma dessas cobras que fuma, foi Retiradas da natureza, as serpentes batizada de Janis Joplin por uma estagi- da UCS ganham o desafio de se adaptar ária. “As cobras só precisam se adaptar às novas condições de vida. O serpentábem ao ambiente e ser bem tratadas. Há rio existe desde 1989. Funcionou por 10 cobras que até dormem na cama com os anos anexo ao Museu de Ciências Nadonos. Mas a jiboia, por exemplo, pode turais até ganhar sede no zoológico da ser perigosa. Porque, nesses casos, ela universidade. Como nesta ficção baseavai medindo o dono e, quando acha que da em histórias reais, o tratamento dado ele está em um tamanho ideal para ser às cobras pelos funcionários do lugar é presa, pode atacar”, afirma Márcia. Janis, o mais humano possível. Eles entendem que tem um contato maior com os hu- a prisão como um abrigo seguro para manos, ainda não tinha pensado nessa animais que foram expulsos da natureza possibilidade. Ela tenta dar esperança às pela urbanização da cidade. Márcia e a novatas de um dia acabarem gostando equipe zelam pela qualidade da estadia de viver no serpentário. Dizem que essa das serpentes. Planejam cuidadosamenalegria toda é porque Janis, exemplar te a rotina de limpeza dos ambientes, único da espécie, vive em regime semia- alimentação das cobras e recepção aos berto. E nunca dormiu na solitária. novos habitantes. Márcia fez amigos ali. Griselda, uma coral-verdadeira, acos- Basta abrir a porta do apartamento de tumou-se até com essa ala mais temida Janis e a cobra se oferece ao colo da bido serpentário. Mesmo com a caixa aber- óloga, onde parece se sentir bem. Janis ta mantém-se tranquila, o que as demais se enrola nos braços, desliza suavemente cobras acham tão estranho quanto se até os cabelos e recosta a cabeça no pesalimentar dos seus semelhantes. Como coço da coordenadora do serpentário. a personagem da novela que lhe inspi- Márcia sorri. Janis afaga seu rosto. Amrou o nome, Griselda só reage quando bas sentem-se seguras. 27.abr.2012

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NÃO ERA AMOR Tudo indicava que o relacionamento não daria certo. Por dependência afetiva ou financeira, pelos filhos ou por medo, elas se submeteram a relacionamentos doentios. Guardam no corpo as marcas de todas as queixas que fizeram e depois retiraram. Só quando o risco de morte se impôs às falsas esperanças é que elas fizeram valer seus pedidos de socorro

por Gesiele Lordes

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Foi em uma festa de aniversário no interior de São Francisco de Paula que Rosa conheceu aquele que acreditava ser o homem da sua vida. O irmão dela, que oferecia a festa a um funcionário, encarregou-se das apresentações. A celebração durou 3 dias, tempo suficiente para acabarem os cigarros que ela havia levado para a viagem. O vício se transformou em pretexto para o primeiro encontro a sós com Carlos. O pretendente a acompanhou até o centro da cidade, onde havia mercados. No caminho, contou que era casado. O clima entre os dois revelava que isso não seria um obstáculo. Na segunda noite, anterior à sua partida, os dois ficaram novamente a sós em um galpão onde seu irmão preparava a janta de despedida. Foi a primeira vez que ele lhe roubou um beijo. De forma carinhosamente agressiva. O relacionamento só continuou por causa de um bilhete de raspadinha. Um dos agricultores da região onde morava o irmão havia ganho um carro em um prêmio instantâneo, motivo para outra grande festa, marcada para o mês seguinte. Rosa não tinha muito contato com o vencedor, mas não resistiu ao convite de Carlos e voltou a São Chico. Desta vez, a relação ficou mais séria. Aquele homem 15 anos mais velho a seduziu. Era alto, loiro e tinha olhos claros. Também era muito forte, o que inicialmente inspirava apenas segurança. Depois de pouco mais de um ano de namoro, Carlos abandonou a esposa. Rosa deixou a casa da mãe, com quem morava na pequena cidade de Maquiné. Juntos, construíram a casa própria em Caxias do Sul, onde viveram por 13 anos. O relacionamento foi piorando à medida em que o parceiro começou a beber mais e trabalhar menos. O inverno rigoroso da cidade diminuía a oferta de empregos para o auxiliar de pedreiro, acumulando para Rosa as responsabilidades pelas despesas, pagas com a renda de empregada doméstica. Mesmo quando estava trabalhando, o homem chegava em casa bêbado. Depois de muitas situações assim, Rosa decidiu apelar à sogra, que era a única pessoa que acreditava na boa índole de Carlos e a quem ele fingia dar ouvidos. O apelo quase lhe custou a vida. Depois que soube do envolvimento da mãe em

sua vida conjugal, Carlos ficou revoltado e bebeu. Chegou transtornado naquela noite de outubro de 2011. Aproximouse de Rosa, que preparava o jantar. Brutalmente encurralou-a contra a parede, apertando seu pescoço. Rosa conseguiu fugir até a sacada. Pegou um prato de vidro – usado pelo cachorro – e jogou contra o agressor. Foi a filha de 12 anos do casal quem ligou para a polícia, enquanto as outras duas, de 6 e 9 anos, choravam a dor da mãe. Tapas, socos e humilhações verbais já tinham se tornado hábito de Carlos. Também não era a primeira denúncia à polícia, mas foi a primeira vez que Rosa manteve a decisão de não retirar a queixa. Em 2009, foi embora de casa levando as 3 crianças. Depois de 2 anos, as dificuldades financeiras fizeram com que ela voltasse a dividir o mesmo teto – mas não a mesma cama – com o excompanheiro. A reconciliação suplicada por ele não deu certo e a convivência resultou na tentativa de estrangulamento da mulher. Rosa tornou-se uma das 300 mulheres que procuram ajuda da Coordenadoria da Mulher todo o mês. Foi com o apoio do órgão municipal que ela ficou 15 dias em uma casa que serve como abrigo para mulheres que correm risco de morte. Lá, elas têm um cotidiano o mais próximo possível de uma vida normal. Dividem as tarefas da casa – exceto o preparo de refeições, feito por uma cozinheira – enquanto os filhos participam de atividades com uma recreacionista. Enquanto estava lá, Rosa ficava isolada, recebia notícias da família por meio de uma assistente social e só saia para depor no fórum. Gostava dessa “liberdade”. Desde 1999, quando começou a funcionar, o abrigo já mudou de endereço 3 vezes, mesmo com o todo o cuidado

da coordenadoria para manter o sigilo. Em um dos casos, um agressor descobriu o paradeiro da ex-companheira e se algemou ao portão da casa. Mas as mulheres já haviam sido transferidas. Além do acolhimento, a coordenadoria conta com o serviço chamado Centro de Referência para a Mulher, que encaminha as vítimas a atendimentos especializados com advogados, psicólogos e assistentes sociais. A procura pelo serviço ainda está longe do número de denúncias. Linéia Grazziotin, responsável pela Coordenadoria desde 2007, calcula que uma média de 500 mulheres por mês denunciam violência doméstica à polícia. Cerca de 80% das que procuram a coordenadoria desistem do processo. Ela explica que, apesar do trabalho de divulgação, o serviço ainda é desconhecido por grande parte da população. Quando chega lá, a maioria das vítimas já passou pela delegacia ou pelo próprio fórum, que orientam as mulheres a procurar ajuda na prefeitura. Linéia afirma que a maior parte dos casos é de violência psicológica. “Esta é a mais difícil de curar e acaba chegando na violência física”, afirma a coordenadora. Ela observa que as oscilações da demanda de denúncias são influenciadas pelas ondas de crimes divulgados pela mídia, uma fonte de coragem. Se depender da brutalidade dos ataques, o trabalho da coordenadoria deve aumentar. No dia 14 de abril, Margarida, de 44 anos – outra vítima aqui protegida pelo nome de flor –, sofreu queimaduras de 2° e 3° graus em 25% do corpo, causadas pelo companheiro. Eles moravam juntos há 4 meses, tempo suficiente para a mulher habituar-se com a agressividade, até então verbal, do companheiro. Num sábado, por volta das 23:00, o casal voltava de um bar. Segundos 27.abr.2012

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Rosa |

Maurício Concatto/O Caxiense

depois de terem entrado em casa, ele – que estava bêbado – saiu. Em seguida, entrou em casa novamente e jogou um líquido na companheira. “O que é isso, homem? Está louco?”, assustou-se Margarida. “Agora você vai ver o que é!”, ameaçou o homem antes de atear fogo na companheira. Enquanto Margarida queimava, o agressor apressou-se em arrumar as poucas roupas que tinha na casa. Segundo a filha da vítima, um dos vizinhos, que também já tinha se acostumado com os conflitos do casal, ficou preocupado quando sentiu o cheiro de queimado. Quando olhou para a residência, viu o agressor estourando uma garrafa de champanhe. A queimadura que ocupava grande parte do lado esquerdo do rosto de Margarida e a sonolência causada pelos remédios não permitiram que ela falasse muito à reportagem. No hospital, com uma máscara de nebulização, Margarida só pôde fazer gestos lentos, concordando com a filha, enquanto desviava rápidos olhares desinteressados para a TV. Na hora da entrevista, o tema do programa Casos de Família, no SBT, era Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. A filha, de 23 anos, conta que não se envolvia nas escolhas da mãe, que morava sozinha e por isso não conhecia bem o agressor. Sabia apenas que antes de viver com Margarida ele morava em uma construção, onde trabalhava como auxiliar de pedreiro. Para alívio da família, o estado de saúde de Margarida é estável e a previsão é de que ela tenha alta nos próximos 20 dias. Fora do hospital, seu objetivo está definido: “eu quero justiça”. Se Margarida não o fi-

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zesse, o vizinho que presenciou o crime poderia contrariar o ditado popular do Casos de Família e denunciar o agressor. No início de fevereiro deste ano, a violência física contra a mulher ganhou destaque no debate público. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, qualquer testemunha pode fazer a denúncia. E quando feita pelas próprias mulheres agredidas, as queixas não poderão ser retiradas na delegacia, apenas em uma audiência, diante do juiz. Ainda assim, os casos de agressão física serão denunciados pelo Ministério Público e continuarão sendo investigados, independentemente da vontade da vítima. O único ministro que votou contra a alteração na Lei Maria da Penha, Cezar Peluso, justificou que a mudança inibiria denúncias. A delegacia confirma que muitas mulheres desistem da queixa quando são informadas que não poderão voltar atrás. Em função da deficiência do sistema de estatística usado pela Delegacia para a Mulher de Caxias, ainda não é possível contabilizar quantas caxienses denunciam violência doméstica. Até 2011, o órgão registrava todos os crimes em que as vítimas fossem mulheres, sem discriminar os que se enquadravam como violência doméstica. A contagem por tipo de crime, feita a partir do ano passado, ainda não foi concluída. Em 2011, dos 41 agressores julgados pela 2ª Vara Criminal de Caxias do Sul, 29 foram condenados pela Lei Maria da Penha. Este ano, dos 7 julgamentos, 5 resultaram em condenações, que podem variar entre 3 meses e 3 anos de prisão.

Delegacia para a Mulher |

Maurício Concatto/O Caxiense

Em apenas 4 meses de relacionamento, Margarida suportou diversas humilhações verbais. Na primeira agressão física, ele jogou gasolina no corpo da mulher, ateou fogo e, antes de sair de casa, estourou um champanhe


Violeta quer incluir o ex-namorado na lista dos condenados. Um filho e um trauma são o que restou de um relacionamento de menos de 6 meses com um homem de quem ela mal sabia o nome completo. “Você é minha por usucapião”, era o que Violeta ouvia do namorado durante as brigas de casal. Em uma das cenas mais terríveis da memória da mulher, ela estava andando de moto com o namorado. Voltavam de um baile de madrugada quando o homem surtou, desceu da moto e a jogou morro abaixo. Na queda, ela só conseguiu proteger com as mãos a barriga de dois meses de gravidez. Não satisfeito com chutes e cuspes, o criminoso ainda

jogou o capacete no rosto da namorada. Depois daquele dia, ficaram separados por 8 meses. No entanto, a gravidez e a esperança passional de que o namorado tivesse mudado fizeram com que Violeta deixasse-o morar em sua casa. Desta vez, nem o período de separação, a gravidez ou os apelos por misericórdia paravam a fúria do agressor. Ele foi capaz de quebrar um celular na testa da companheira. Quando as duas filhas dela, de 5 e 3 anos, choravam, ele tratava de aquietá-las com gritos, jogando-as com raiva no sofá. Depois do auge da violência contra a mulher, ele a apertava contra o peito e a obrigava a dizer que o amava. munidade as diferentes áreas em que o sindicato atua, e o quanto nós acreditamos no potencial da nossa indústria.”, acrescenta Odacir Conte, diretor executivo do SIMECS. Além do comercial institucional, a campanha também conta com programetes temáticos de um minuto de duração e caráter mais jornalístico, apresentando depoimentos de personalidades do cenário industrial sobre temas como educação, saúde e emprego.

DESEMPENHO METALMECÂNICO As empresas dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e metalmecânico de Caxias do Sul registraram desempenho negativo de 8,45% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2011. Conforme informações do Banco de Dados do SIMECS, representando mais de 80% das empresas metalúrgicas abrangidas pela entidade, o segmento metalmecânico registrou a maior queda, ou seja, 11,01% no primeiro trimestre de 2012 em comparação a igual período de 2011. Na sequência, aparece o setor automotivo que teve desempenho negativo na ordem de 8,36%. Por fim, aparece o segmento eletroeletrônico que obteve no período um índice negativo de 5,6%. Em relação ao desempenho por mercado, as exportações tiveram nos primeiros três meses de 2012 uma retração de 13% em comparação a igual período de 2011. Enquanto isso, as vendas fora do Estado também apresentaram resultado negativo, na ordem de 9,94%. O mesmo quadro também foi negativo para as vendas dentro do Estado, com uma queda de 0,78%. Por sua vez, o segmento metalúrgico fechou o primeiro trimestre de 2012 com 1.015 postos de trabalho a menos. O quadro vem sendo negativo desde dezembro de 2011. Em janeiro de 2012 foram registrados menos 208 postos de trabalho; em fevereiro, menos 20 empregos e em março 787 postos de trabalho a menos. Em Caxias do Sul, o SIMECS registrou até março deste ano, um total 53.609 postos de trabalho no segmento metalmecânico. NOVA CAMPANHA SIMECS “A gente acredita no trabalho.” Este é o tema da nova campanha institucional do SIMECS. Através do uso de diversas engrenagens que representam diferentes áreas de atuação da entidade, a campanha mostra que tudo está interligado: o desenvolvimento gera emprego, que por sua vez gera vantagens e benefícios para o trabalhador, como capacitação, educação e assistência médica e odontológica. “Esta campanha é uma declaração de princípios” observa o presidente da entidade, Getulio Fonseca. “Nós acreditamos que o trabalho vem sempre antes dos resultados, e por isso reafirmamos a nossa missão de defender e apoiar a indústria da serra. Mas é preciso deixar claro que tudo começa com o desenvolvimento, a partir daí é que os empregos podem ser mantidos e as vagas, ampliadas.” Composta de comerciais de TV e rádio, a campanha começou a ser veiculada em abril. “Nosso objetivo é mostrar para a co-

EXPOSIÇÃO NA AUTOMECHANIKA 2012 O SIMECS continua formando o grupo que irá expor e visitar a Feira Automechanika 2012, em Frankfurt, Alemanha. Trata-se de uma importante iniciativa do SIMECS para as empresas metalmecânicas de Caxias do Sul e região, especialmente as de pequeno porte e que ainda não tiveram a oportunidade de participar de uma feira fora do Brasil. A Missão Técnico-Comercial 2012 ao exterior será realizada no mês de setembro. A Automechanika é considerada uma das mais importantes feiras no segmento automotivo mundial. O evento que acontece de 11 a 16 de setembro é referência internacional em tecnologia automotiva, sendo líder na apresentação de inovações, tendências e tecnologia no setor de automóveis e similares. A última edição da Automechanika acolheu 4.471 expositores e cerca de 155.000 visitantes oriundos de 181 países. As empresas interessadas em expor e visitar a Automechanika, devem entrar em contato com o SIMECS, através do fone: (54) 3228.1855. FEIRA DA MECÂNICA - SP No período de 23 a 26 de maio, o SIMECS promoverá a visita de um grupo de empresas do segmento metalmecânico à Feira Internacional da Mecânica, no Parque do Anhembi em São Paulo. A Feira da Mecânica apresentará uma ampla variedade de máquinas e equipamentos voltada para a produção, reunindo as principais empresas do setor com o maior número de compradores em busca de lançamentos, tecnologia e negócios. O SIMECS também irá propiciar ao grupo uma visita técnica à empresa Romi, em Santa Bárbara d’Oeste-SP. Fundada em 1930, a Romi é hoje uma empresa de renome internacional, cujos produtos e serviços são utilizados pelos mais variados setores da indústria. TENDÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO DIGITAL Mais de 70 jornalistas e profissionais da imprensa da região lotaram o auditório do SIMECS para conferir a palestra sobre Tendências da Comunicação Digital no Jornalismo. O evento promovido pela entidade, contou com a apresentação de Martha Gabriel, autora do best seller “Marketing na Era Digital”. Formada em engenharia civil e pós graduada em marketing, Martha abordou os constantes desafios em tempos de globalização digital. Segundo a palestrante, a responsabilidade dos jornalistas aumenta quando se sabe que oito em cada dez brasileiros usam sites de redes sociais e tanto no Brasil quanto no mundo a penetração aumenta a cada ano. Plataformas de redes sociais como o Twitter, Facebook e LinkedIn têm crescido vertiginosamente e modificado o modo como as pessoas se comportam e interagem. A palestra contou com a participação do presidente do SIMECS, Getulio Fonseca, salientando que esta iniciativa da entidade foi tirar o jornalista um

Uma agressão 9 dias depois do parto marcou a libertação de Violeta. Na Unidade Básica de Saúde (UBS), ela foi orientada a procurar ajuda na Coordenadoria da Mulher. A revolta foi mais forte que o início de depressão pósparto. Há quase duas semanas longe do companheiro, ela não tem certeza sobre como vai levar a vida fora do abrigo, já que o bebê é um elo entre ela e o ex-namorado. A única certeza que Violeta tem foi conquistada com a dor da experiência: “Primeiro a gente tem que se amar...depois amar alguém. Eu não nasci pra apanhar de homem.” Mulher nenhuma nasceu para isso.

pouco de sua rotina, proporcionando-lhe conhecimento e aperfeiçoamento em sua atividade profissional. ENCONTRO DE FERRAMENTARIAS Contando com o apoio do SIMECS, será realizado no dia 18 de maio em Caxias do Sul, o 5º Encontro Nacional de Ferramentarias. O objetivo do evento é proporcionar aos participantes o contato com aproximadamente 300 empresas do setor ferramenteiro, visando debater o contexto atual do mercado de matrizes e moldes. Além disso, visa também discutir os problemas para a evolução tecnológica e gerencial do setor, com suas implicações diretas no desenvolvimento da cadeia produtiva. O presidente do SIMECS, Getulio Fonseca será um dos palestrantes na abertura do evento. As empresas ligadas ao setor de ferramentarias interessadas em participar do encontro deverão entrar em contato através dos telefones: (54) 3228.2422 e 3228.1251. RELAÇÕES TRABALHISTAS Representantes das empresas metalmecânicas participaram no SIMECS da palestra: “As Lideranças e as Relações Trabalhistas”. Para tratar deste tema, o SIMECS trouxe a Caxias do Sul o administrador de empresas Domingos Antonio D´Angelo Junior, profissional que durante 35 anos foi superintendente/gerente de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais (Lacta, Sabesp, Cosipa, Kibon, Grupo Simão entre outros). Atualmente é Assessor de Recursos Humanos do Sindicato Patronal das Indústrias do Cacau e Balas de São Paulo. D´Angelo Junior também é membro do grupo Diógenes, CRI – Comitê de Relações Industriais, GRETIA – Grupo de Relações Trabalhistas das Indústrias de Alimentação e do Grupo de estudos da FIESP. Esteve em pauta no evento, o cenário político econômico e a organização do Trabalho nas empresas. VERANÓPOLIS Empresários e profissionais das empresas dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e metalmecânico de Veranópolis, participaram em abril da palestra “Inovar para Crescer”. O evento realizado pelo SIMECS deu continuidade ao programa de interiorização, o qual visa promover visitas às bases da entidade. O encontro aconteceu na sede da ACIV – Associação Comercial e Industrial de Veranópolis. O público conferiu a apresentação do engenheiro Reneu Hartemink, pós-graduado em finanças e marketing, que abordou os aspectos ligados à Inovação e seus impactos na competitividade; Tipos de inovação; Manual de Oslo; Gestão da Inovação na empresa; Orgão de apoio a inovação; Instrumentos de apoio a inovação; Apoio estadual sobre o tema.

SIMECS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul. Rua Ítalo Victor Bersani, 1134 – Caixa Postal 1334 – Fone/Fax: (54) 3228.1855 – Bairro Jardim América. CEP 95050-520 – Caxias do Sul - Rio Grande do Sul. Web Site: www.simecs.com.br E - Mail: simecs@simecs.com.br

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PLATEIA

Namorados no cinema | Revival dos clássicos | O poder do pai | Arte da superação

Semana para Caxias entrar na dança Durante 7 dias, o universo da dança caxiense estará em movimento graças ao V Encontro em Comemoração ao Dia Internacional da Dança. Com uma programação que prevê 4 espetáculos e 14 worshops gratuitos, a organização pretende reunir desde profissionais da

dança até pessoas que encaram os movimentos apenas como um hobby. Os destaques serão a estreia do novo trabalho da Cia. Municipal de Dança, Dizeres, e o espetáculo premiado nacionalmente Perception of The Other, da Cia. de Dança Siedler, de Florianópolis.

Fotos: Divulgação/O Caxiense

Espet culos Cia. Municipal inédita

O pontapé inicial das comemorações será com a estreia do espetáculo Dizeres, da Cia. Municipal de Dança. A montagem contará com 11 bailarinos e duas cantoras, Siane Salvador e Maria Cleuza Gobetti. A proposta, segundo a diretora artística da Cia., Sigrid Nora, é que os bailarinos comandem a apresentação e trabalhem no palco com movimentos corporais que reproduzem aquilo que desejam dizer ao mundo. Para isso, adereços como calçados e cadeiras farão parte da encenação. Com duração de 30 minutos, promete ir na contramão das tradicionais coreografias em que os bailarinos apenas seguem a direção do coreógrafo. SEX (27). 20:30. Teatro da Casa da Cultura. Gratuito.

Mix da Diversidade

A proposta mistura 10 estilos – contemporânea, jazz, hip hop, clássico e dança do ventre. Participarão os grupos da Escola Preparatória de Dança, Ballet Margô, Cia. Matheus Brusa, Cia. Hayet, Na Ponta do Pé, Essência Crew, Dora Ballet, Studio de Dança Camila Oliveira, Grupo Atlantics, Quarta Parede Dança Contemporânea. SÁB (28). 20:30. Teatro da Casa da Cultura. Gratuito.

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Percepções do outro

A parceria entre a catarinense Cia. de Dança Siedler e a banda de heavy metal Stormental resultarou no espetáculo Perception of The Other, ganhador do Prêmio Fundação Nacional de Arte (Funarte) de Dança Klauss Viana, em 2011. Com direção artística de Alexei Leão e Elke Siedler, tem 4 bailarinos que trabalham as relações humanas, a interação entre indivíduos e a sua convivência com o resto do mundo. Após o espetáculo, haverá um bate-papo mediado pela coreógrafa da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul Daggi Dornelles.

Workshops Sábado (28)

11:00 | A incerteza como condição de existência, com Elke Siedler, da Siedler Cia. de Dança, de Florianópolis 13:30 | Tango iniciante, com Lucas Bittencourt e Camila Zandonaidi Galvão, de Belo Horizonte, da Oito Tempos Dança de Salão 15:00 | Salsa, com Cristovão Christianis e Katiusca Dickow, de Porto Alegre, da Oito Tempos Dança de Salão 15:00 | Dança do Ventre, com Renata Dalla Rosa, da Hayet Escola de Dança (EPD) 16:30 | Dança Contemporânea, com SÁB (28). 20:30. Matheus Brusa, da Cia. Matheus Brusa Sala de Teatro do Ordovás. Gratuito. 18:00 | Jazz, com Alessandra Abrantes, da Cia. Municipal de Dança

3 anos em 8 tempos

No Dia Internacional da Dança, as 4 unidades da escola Oito Tempos Dança de Salão espalhadas pelo país estarão reunidas no espetáculo Todos os Tempos, que contará através da dança a trajetória dos 3 anos da instituição em Caxias – que também tem academias em Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Os ingressos podem ser adquiridos na Unidade de Dança da Secretária Municipal da Cultura, na escola Oito Tempos e na Casa da Cultura. DOM (29). 20:30. R$ 5 e R$ 10. Teatro da Casa da Cultura.

Domingo (29)

10:30 | Hip Hop, com Fernando Bittencourt, do grupo Essencia Crew 13:30 | Ballet Clássico intermediário, com Simone Andreola, do Ballet Margô 15:00 | Jazz, com Catiana Oliveira, do Studio de Dança Camila Oliveira 16:30 | Dança Flamenca, com Elisabete da Cunha, da escola La Cueva 16:30 | Hip Hop, com Fernanda Sampaio, do Grupo Fresh (EPD) 18:00 | Hip Hop, com Juliano Dias, do Grupo Atlantics Sala da Cia. Municipal de Dança (Ordovás). Gratuitos.


CINE

Katherine

Como Agarrar Meu Ex-Namorado

Heigl. Jason O’Mara. Daniel Sunjata. De Julie Anne Robinsondon

Não bastasse estar recém-separada, Stephanie (Katherine Heigl, estranhamente morena) também é demitida de seu emprego no departamento de lingerie da Macy’s. Desesperada, aceita trabalhar no negócio de seu primo como caçadora de recompensas. O problema é que o primeiro alvo da moça será justamente um foragido não só da justiça, mas do seu passado romântico. Agora, Stephanie terá a oportunidade de se vingar do cara que a seduziu e nunca mais ligou – e de quebra lucrar U$ 50 mil. Estreia. 12

CINÉPOLIS 14:00-17:30-20:30-22:30

1:31

AMERICAN PIE: O REENCONTRO Jim, Michelle, Oz, Kevin, Vicky, Stifler, Heather, Finch e até a mãe do Stifler aparecem para uma festa muito louca que comemora os 13 anos da formatura do colégio. A comédia com toques de pornográficos parece ter atraído não só os fãs antigos mas um novo público, garantindo o primeiro lugar nas bilheterias brasileiras do final de semana. Arrecadou mais de R$ 4 milhões e vendeu 343,9 mil ingressos. 2ª semana.

* Qualquer alteração nos horários e filmes em cartaz é de responsabilidade dos cinemas.

CINÉPOLIS 14:30-17:00-20:00-22:20 IGUATEMI 14:20-16:45-19:15-21:50

14

1:54

ESPELHO, ESPELHO MEU Na nova leitura – ou versão engraçadinhaácida-com-referências-pop – do conto de fadas, a Madrasta quer casar com o Príncipe porque, além de lindo, o ele tem dinheiro sufiDe Pedro Isaias Lucas ciente para pagar as dívidas do reino e manter sua vidinha de luxo. O que ela não contava era Argus Montenegro e a com a revolta da doce Branca de Neve, que Instabilidade do Tempo Forte vai convocar uma horda de anões, aprender a Argus Montenegro, um mito da bateria, enfrenta o ano- manejar – e muito bem – a espada e invadir o nimato na velhice e narra 50 anos da música brasileira: castelo para mostrar quem manda no pedaço. De Lupcínio Rodrigues à Elis Regina, do samba canção à 4ª semana. Bossa Nova, dos aplausos ao ostracismo. Estreia. CINÉPOLIS 13:10-15:40-18:00-21:00 IGUATEMI 13:40-16:20 ORDOVÁS SÁB. (28) e DOM.(29) 18:00

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Os Vingadores Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Thor e Capitão América são recrutados por Nick Fury, diretor da agência internacional de pacificação para salvar o mundo de um iminente desastre causado pelo vilão Loki. Primeiro título da Marvel a ser distribuído e vendido desde que a companhia foi adquirida pela Disney, Os Vingadores teve recepção tão positiva na pré-estreia que promete bater pelo menos um recorde neste fim de semana. A expectativa é que ele seja o filme de super-herói de maior bilheteria de estreia de todos os tempos. Por enquanto o campeão é Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, com US$ 170 milhões. Estreia. IGUATEMI 13:30-16:10-18:50-21:40 | 13:10-15:5018:30-21:20 | 3D 13:00-16:00 | 3D 19:00-22:00 CINÉPOLIS 3D 13:00-16:00-19:00-22:00 | 3D 15:00-18:30-21:30

12

Banderas. Freida Pinto. Mark Strong. De Jean-Jacques Annaud

2:16

A SEPARAÇÃO

O vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro discute a dicotomia bem versus mal por meio da convivência de um homem O Príncipe do Deserto abandonado pela esposa, que precisa cuidar da filha idosa e do pai, Após uma guerra no deserto, o vitorioso Nesib, Emir de com a mulher contratada para cuidar do idoso. 2ª semana. Antonio

Hobeika (Antonio Banderas), dita seus termos de paz para o rival Ammar, Sultão de Salmaah (Mark Strong). Os dois homens instituem um território neutro entre eles, a Faixa Amarela. Em troca, e segundo os costumes tribais da época, Nesib adota dois filhos de Ammar, Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim), como garantia de que nenhum deles viole o tratado no futuro. Porém, Nesib recebe a visita de industriário petrolífero do Texas, que conta ao Emir como a Faixa Amarela é abençoada com petróleo e, para explorá-la, lhe promete riquezas além da imaginação. Estreia.

CINÉPOLIS 13:40-16:30-19:30-22:10 IGUATEMI 15:40-18:40-21:10

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2:10

★★★★★

ORDOVÁS. QUI. (26) e SEX. (27) 19:30, SÁB. (28) e DOM. (29) 20:00

12

2:03

FÚRIA DE TITÃS 2 O filme vai para a 5ª semana de exibição mantendo-se entre os primeiros lugares das bilheterias nacionais. Só no último final de semana, o longa lucrou R$ 2,7 milhões. Após 10 anos vivendo como pescador, ao lado do filho Helius, Perseu volta à ação para derrotar Ares e Hades, que tentam libertar os Titãs do inferno de Tártaro. IGUATEMI 14:00-19:30-21:30

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1:39


Fabiano Dallmeyer, Divulgação/O Caxiense

MUSICA + SHOWS SEXTA-FEIRA (27) Jaimar e Alexandre

21:00. R$ 6 e R$ 8. Paiol

Juliano Moreira e Max Viana

22:00. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

Balada Anos 90

22:00. R$ 20 e R$ 40. Cathedral Bistrô

Lennon Z and The Sickboys Trio 23:00. R$ 10 e R$ 20. Taha’a

Vinny Lacerda

23:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

SÁBADO (28)

Folclore, mitologia e blues

Um dos mais destacados bluesman do Rio Grande do Sul e sua banda se apresentarão em Caxias. Oly Jr & Os Tocaios ficaram famosos por incorporar elementos do folclore e mitologia gaúcha no blues. As influências dos músicos são Bob Dylan, Muddy Waters, BB King, Vitor Ramil, entre outros. O repertório terá músicas do CD Milonga Blues, o mais elogiado até agora, e outros sucessos da carreira.

Junk Box

SEX. (27). 22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

22:00. R$ 10. Bier Haus

Dan Ferretti

22:00. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

Industrial Noise

22:00. R$ 12 e R$ 15. Level

Marcelo Hausen

23:00. R$ 10 e R$ 20. Taha’a

Nego Joe

23:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Creedence Clearwater Revival Tribute

Moda na noite

A festa Uh La La Made In Brasil celebra o 1° aniversário do blog da modelo e fotógrafa de streetstyle Madaleine Novello. Além de muita gente bonita – para lotar os posts da publicação – a comemoração terá a participação dos músicos Marciah Novello, Sandro Mendes, Marcelinho silva, Kalifa Ras e dos DJ Cesinha e PC. SEX. (27). 22:00. R$ 12 e R$ 15. Level

Rodielson de Souza, Divulgação/O Caxiense

23:00. R$ 10 e R$ 12. Vagão Classic

DOMINGO (29) FM Futebol Clube

22:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling Concertos ao entardecer - Quinteto de Metais da Osucs 18:00. Gratuito. Capela Santo Sepulcro

SEGUNDA (30) Fer Costa & Banda

22:00. R$ 10 e R$ 15. Mississippi

Grande presença

Para agitar a noite, a banda Acústicos & Valvulados, formada por Rafael Malenotti (vocal), Alexandre Móica (guitarra), Diego Lopes (baixo e teclado), Paulo James (bateria), Luciano Leães (teclado) e Daniel Mossmann (guitarra e baixo) traz repertório do último CD, Grande Presença, para o palco. O álbum está liberado para download grátis no site da banda. SEX. (27). 23:00. R$ 30. Aristos

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Johnatan Mauri, Divulgação/O Caxiense

+ SHOWS Sunset Riders

22:00. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

Rock Trio

22:00. R$ 10. Bier Haus

Lacross

23:00. R$ 10 e R$ 20. Taha’a

Forasteiros

23:00. R$ 20 e R$ 40. Place des Sens

Festa à Fantasia

23:00. R$ 10 e R$ 12. Vagão Classic

QUINTA-FEIRA (3) Disco

22:00. R$ 10. Bier Haus

Roxette revival

A banda Sunny Music sobe ao palco para incorporar o espírito de um dos ícones dos anos 80 no show Tributo à Roxette. O grupo que fará a homenagem é formado por July Berti (vocal), Rodrigo Marenna (vocal), Paulinho Monteiro (vocais e guitarras), Geraldo Aita (guitarras), Tiago Breda (baixo), Maurício Pezzi (Teclados) e Diego De Toni (bateria). SEX. (27). 23:00. R$ 10 e R$ 12. Vagão Classic

Clássicos do Delta

A Uranius Blues Band, de São Leopoldo, traz a Caxias um show cheio de influências dos músicos americanos dos anos 40 e 50, como Ray Charles, Pinetop Perkins, Elmore James, Freddie King, Robert Johnson e Howlin’ Wolf. Logo, logo, teremos também o primeiro CD da Uranios – os músicos já estão finalizando o álbum. SÁB. (28). 22:00. R$ 12 e R$ 18. Mississippi

Topetes e pinups

A festa Rumble 59’ promete muito rockabilly para o público. Quem subirá ao palco, para colocar em prática o gênero que mistura rock, blues e country, são as bandas Old Stuff e Lennon Z and The Sickboys Trio. A noite será um prato cheio para que gosta dos clássicos de Elvis Presley, Eddie Cochran e outros. SÁB. (28). 23:00. R$ 8 e R$ 12. Aristos

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital de Citação - Cível

6ª Vara Cível - Comarca de Caxias do Sul

Prazo de: vinte(20) dias. Natureza: Cobrança Processo: 010/1.11.0020213-7 (CNJ:.0038062-40.2011.8.21.0010). Autor: Polímeros Sul Comercial Ltda. Réu: Reprolubi Comercial e Empreiteira Ltda. Objeto: CITAÇÃO de Reprolubi Comercial e Empreiteira Ltda, atualmente em lugar incerto e não sabido, para, no PRAZO de QUINZE (15) dias, a contar do término do presente edital (art. 232, IV, CPC), contestar, querendo, e, não o fazendo, serão tidos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor na inicial. Caxias do Sul, 17 de abril de 2012. ESCRIVÃ: Zélia Thomasini. JUIZ: Sílvia Muradás Fiori.

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PACO INDÚSTRIA METALÚRGICA S/A CNPJ/MF 89.562.748/0001-91 NIRE 43 3 0001968 3 ERRATA

No Balanço da Paco Indústria Metalúrgica S/A, veiculada nesta revista em 20/04/2012, página 13, onde lê-se: Janaina Tonili; leia-se: Janaina Miotti. Caxias do Sul, 27 de abril de 2012.


Divulgação/O Caxiense

PALCO

Digerindo Kafka

A história de um homem oprimido e intimidado pelo poder do pai, dividido pelo ódio profundo e a admiração, é o tema da peça Pai & Filho. Produzida pela Pequena Companhia de Teatro do Maranhão, a peça é baseada no livro Carta ao Pai, de Franz Kafka. Os atores Jorge Choair e Cláudio Marconcine formam o elenco. A adaptação e direção são de Marcelo Flecha. SEX (27). 20:00. Entrada Franca. Teatro do Sesc

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1:00

Clássico revisitado

A peça A Megera Domada, espetáculo de máscaras do grupo Ueba Produtos Notáveis, segue a proposta de temporadas da Tem Gente Teatrando. Na trama, que provavelmente todo mundo já conhece, Bianca é uma doce garota com diversos pretendentes. O pai, Batista, afirma que ela só poderá se casar quando a insuportável filha mais velha, Catarina, arrumar um marido. Para solucionar o problema, os 3 pretendentes de Bianca fazem um acordo com Petrúquio, agora ele terá que domar a amarga Catarina. Na segunda, a casa abre com ingressos promocionais a R$ 5 para grupos agendados. SÁB (28). DOM (29). SEG (30). 20:00. R$ 10 e R$ 20. Casa de Teatro

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1:00

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CA

ARTE

MA RIM

Marcelo Aramis

A beleza libertadora do trauma

Na exposição Arte-manhas do Xico, o artista Francisco Conte mostra releituras de obras famosas e uma série de pinturas que retratam as dificuldades da vida, o destaque da mostra. Por meio de sua arte, Francisco diz tentar mostrar a superação dos obstáculos. Um dos segmentos da exposição trabalha o valor da arte como terapia. O artista começou a pintar depois de sofrer um acidente de moto, aos 18 anos, que lhe deixou sequelas na fala. Encontrou nas pinceladas um alívio para o trauma. Agora, aos 55 anos, também ministra oficinas no ateliê terapêutico Cappes.

Mau hábito

Na última quarta (25), o Teatro São Carlos receberia o stand up Irmã Selma e seu Terço Insano e quebraria o jejum de bons espetáculos. Poderia, mas não o fez. Isso porque as administradoras da casa, as irmãs Scalabrinianas, que recentemente aprovaram a apelativa e velha piada de Ary Toledo, reprovaram a religiosa mais malvada do humor brasileiro. A personagem é ácida, mas não tem nenhum palavrão no seu repertório. E é casta de conotações sexuais. Poderia questionar os valores da Igreja, denunciar, blasfemar. Mas passa longe disso. A repulsa é por causa do figurino, o hábito. Irmã Selma é bem menos ofensiva, ousada e maliciosa do que outras boas peças que assisti no São Carlos, um teatro moderninho até então. O que Irmã Selma gosta é de mostrar que está de mal com o mundo, oprimir as pessoas, exercer o seu poder, uma postura que lembra a decisão do São Carlos. A diferença é que a insanidade da casa não teve a menor graça.

Arte-manhas do Xico

Francisco Conte. SEX-SEG. 08:00-22:30. Galeria Universitária UCS

Arte da História

Felipe Vitória. SEX (27). 09:00-19:00 SÁB (28) 09:00-12:00. Farmácia do Ipam

Elementos da Cultura Polonesa

Coletiva. SEG-SEX. 09:00-21:00. Prataviera

Infinito

Esther Bianco. SEX (27). 08:00-22:30. Campus 8

Recorte Étnico

Coletiva. SEG-SEX. 08:30-18:00. SÁB. 10:00-16:00. Museu Municipal

Urbanos

4★

Beatriz Balen Susin. SEG-SEX. 08:30-18:00 SÁB. 10:00-16:00. Galeria Municipal

Videoarte BR

Diana Domingues. SEG-SEX. 09:00-19:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás

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Polônia caxiense

A Representação Central da Comunidade Brasileiro-Polonesa no Brasil (Braspol) e o Ponto de Cultura Casa das Etnias realizam até 5 de maio, no Shopping Prataviera, a exposição Elementos da Cultura Polonesa. A mostra terá vestimentas, fotografias, livros, arte e artesanato – o pisanki (foto). “Quando se fala em imigração, apenas os italianos são lembrados e as outras etnias acabam desaparecendo”, disse o secretário de comunicação da Braspol, Iraci José Marin sobre a manifestação da cultura dos poloneses, que Caxias apelidou de polacos.


Divulgação/O Caxiense

A

Enderecos cinemas: CINÉPOLIS: AV. RIO BRANCO,425, SÃO PELEGRINO. 3022-6700. SEG.QUA.QUI. R$ 12 (MATINE), R$ 14 (NOITE), R$ 22 (3D). TER. R$ 7, R$ 11 (3D). SEX.SÁB.DOM. R$ 16 (MATINE E NOITE), R$ 22 (3D). MEIA-ENTRADA: CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS, IDOSOS (ACIMA DE 60) E ESTUDANTES, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE CARTEIRINHA. GNC. rsc 453 - km 3,5 - Shopping Iguatemi. 3289-9292. Seg. qua. qui.: R$ 14 (inteira), R$ 11 (Movie Club) R$ 7 (meia). Ter: R$ 6,50. Sex. Sab. Dom. Fer.R$ 16 (inteira). R$ 13 (Movie Club) R$ 8 (meia). Sala 3D: R$ 22 (inteira). R$ 11 (meia) R$ 19 (Movie Club) | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316. R$ 5 (inteira). R$ 2 (meia) | MÚSICA: arena: bruno segalla, 11366, são leopoldo. 3021-3145. | Aristos. Av. Júlio de Castilhos, 1677, Centro 3221-2679 | Bier HauS. Tronca, 3.068. Rio Branco. 3221-6769 | BOTECO 13: Dr. Augusto Pestana, s/n°, Largo da Estação Férrea, São PelegrinO. 3221-4513 | CATHEDRAL BISTRÔ: Feijó Junior, 1023. Espaço 03. São Pelegrino. 3419-0015 | HAVANA: DR. AUGUSTO PESTANA, 145. mOINHO DA ESTAÇÃO. 3215-6619 | LEVEL CULT: CORONEL FLORES, 789. 3536-3499. | Mississippi. Coronel Flores, 810, São Pelegrino. Moinho da Estação. 3028-6149 | NOX VERSUS: Darcy Zaparoli, 111. vilaggio Iguatemi. 8401-5673 | pavilhões da festa da uva: ludovico cavinatto, 1431. 3021-2137 | PAIOL. FLORA MAGNABOSCO, 306. 3213-1774 | Place des sens: 13 DE MAIO, 1006. LOURDES. 3025-2620 | Portal Bowling. RST 453, Km 02, 4.140. Desvio Rizzo. 3220-5758 | Taha’a bar. matheo gianella, 1444. santa catarina. 3536-7999. | VAGÃO CLASSIC. JÚLIO DE CASTILHOS, 1343. CENTRO. 3223-0616 | TEATROS: casa de teatro: Rua Olavo Bilac, 300. São Pelegrino. 3221-3130 | teatro municipal: Doutor Montaury, 1333. Centro. 3221-3697 | SALA DE TEATRO DO ORDOVÁS: Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316 | teatro do sesc: moreira césar, 2462. centro. 3221-5233 | galerias: campus 8: Rod. RS 122, Km 69 s/nº. 3289-9000 | GALERIA MUNICIPAL. DR. MONTAURY, 1333, CENTRO, 3221-3697 | galeria universitária: francisco getúlio vargas, 1130. Petrópolis. 3218-2100 | FARMÁCIA DO IPAM. DOM JOSÉ BAREA, 2202, EXPOSIÇÃO. 4009.3150 | museu municipal. VISCONDE DE PELOTAS, 586. CENTRO. 3221-2423 | PRATAVIERA SHOPPING: Av. Júlio de Castilhos, 2030. 3028-2029 | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panaz­ zolo. 3901-1316 |

Legenda Duração

Classificação

Avaliação ★ 5★

Cinema e Teatro Dublado/Original em português Legendado Animação Ação Artes Circenses Aventura Bonecos Comédia Drama Documentário Ficção Científica Infantil Policial Romance Suspense Terror Fantasia

Música Blues Coral Eletrônica Erudita Funk Hip hop Jazz Metal MPB Pagode Pop Reggae Rock Samba Sertanejo Tradicionalista Folclórica

Dança Clássico Forró Hip hop

Contemporânea Folclore Jazz Salão

Flamenco Dança do Ventre

Artes Diversas Pintura

Escultura Artesanato Fotografia Grafite Desenho Acervo Vídeo

Carol De Barba

Carla Carlin e La Vendela

Uma das marcas e uma das lojas mais bacanas da cidade, a Carla Carlin e a La Vendela, fecharam uma parceria tentadora para as mulheres elegantes e clássicas. Mais de 200 peças das coleções passadas da estilista estarão à venda no espaço em um bazar especial, a preço de fábrica. Haverá itens mais básicos, modelos sofisticados e até peças únicas. Mas antene-se: a função, que começou na última quinta-feira (25), vai só até o dia 12 de maio.

Moda e economia

As autoridades caxienses estão mobilizadas pela retomada do crescimento da indústria local, mas pouco se fala das dificuldades na cadeia produtiva da moda, especialmente nas áreas têxtil e confecções – também importantes e fortes na nossa região –, prejudicadas há muito tempo pelas importações do oriente. No dia 16 de abril, com a presença da presidente Dilma, o Conselho de Competitividade de Calçados, Têxtil e Confecções e Gemas e Joias realizou sua primeira reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), dentro do Plano Brasil Maior. Como no caso da indústria, são altas as expectativas pela implantação de políticas eficientes para proteger e impulsionar o setor. 27.abr.2012

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ARQUIBANCADA Talento no xadrez vale bolsa de estudos | Integração esportiva | 6ª rodada do Campeonato Municipal de Futebol Divulgação/O Caxiense

+ ESPORTE FUTEBOL Campeonato Municipal de Futebol SÁB (28) e DOM. (29). 13:15. Gratuito. Estádio Municipal, Enxutão, Campo do Madrid, Campo do Fátima. Campo do Sagrada Família e Campo do Estrela

Jogos do Sesi - Futebol Sete Voges x Pisani Plásticos SÁB (28). 15:00. Gratuito. Sesi Fras-le x Guerra SÁB (28). 15:45. Gratuito. Sesi Master x Randon QUA (02). 18:45. Gratuito. Sesi

ENXUTÃO: LUIZ COVOLAN, 1.560, MARECHAL FLORIANO | ESTÁDIO MUNICIPAL: JÚLIO DE CASTILHOS, S/M. CINQUENTENÁRIO | CAMPO DO MADRID: ELOY FARDO, S/N°. PLANALTO RIO BRANCO | CAMPO DO FÁTIMA: AVELINO ANTÔNIO DE SOUZA, S/N°. FÁTIMA | CAMPO DO SAGRADA FAMÍLIA: CÂNDIDO JOÃO CALCAGNOTTO, S/N° SAGRADA FAMÍLIA | CAMPO DO ESTRELA: LUDOVICO CAVINATTO, 680. NOSSA SENHORA DA SAÚDE | SESI: CIRO DE LAVRA PINTO, S/N°. FÁTIMA. 3229-6500 |

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Teste de QI

Estão abertas as inscrições para jovens entre 11 e 18 anos para a 5ª edição da Copa QI de Xadrez, que ocorre no dia 06 de maio, na unidade caxiense da escola QI. Durante o ano, outras 11 cidades gaúchas terão seletivas, que devem mobilizar mais de 2 mil estudantes. No dia 9 de dezembro, os campeões das seletivas se encontram para a grande final. Na primeira fase, os vencedores ganham bolsa estudo de 50 % para qualquer curso técnico ou de inglês na QI. Na última etapa, recebem troféus, medalhas e kit completo de xadrez oficial. As inscrições podem ser feitas pelo site www.copaqidexadrez.com.br.

Integração de craques

Destinado a crianças e adolescentes de 8 a 17 anos, o projeto Talentos do Futuro, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, realiza o Festival de Futsal Infantil Masculino. O evento integra os diversos centros onde a modalidade é desenvolvida. DOM (29). 9:00. Gratuito. Enxutão


na Gabriel Izidoro

Clóvis Tramontina. O empresário e presidente de honra vitalício da ACBF será o chefe da delegação do Brasil na Copa do Mundo de Futsal, de 2 a 18 de novembro, na Tailândia. Um protagonismo a que Caxias do Sul tristemente renunciou na modalidade.

Noção. No país que promoverá a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a remadora campeã mundial Fabiana Beltrame ainda tem que organizar um consórcio de atletas de várias modalidades em busca de patrocínios. Por conta própria.

cil apontar culpados e chutar toda explicação na conta da incompetência dos dirigentes. Do ponto de vista da realidade, não é tão simples assim. Fosse só questão de competência gerencial e um Flamengo que comete sucessões de barbaridades possíveis de serem resumidas na contratação de Ronaldinho estaria corroído pelos efeitos da inadimplência. Fosse só questão de competência administrativa e um Grêmio que teve de criar um condomínio especificamente para gerir e alimentar todos (e tantos) credores estaria próximo da liquidação. Fosse só questão de competência e o Inter e o Corinthians e o Palmei-

Quixotismo

De fato, chega a ser quase um enigma o motivo por que alguém se prestaria ao envolvimento com algum clube do interior do Brasil em nível de gestão. Porque, no quadro atual, nem para se tirar proveito é possível. A administração de clubes do porte de Caxias e Juventude, no contexto que hoje ocupam dentro do cenário nacional, onde a expectativa – logo, a cobrança – dos torcedores trava um duelo desigual com a realidade dos orçamentos, apoios e capacidades é uma tarefa de contornos quixotescos. O Juventude até (incrivelmente) está em situação um pouco melhor neste aspecto, mas o que se pode esperar (e cobrar) do Caxias, que mesmo conquistando um turno de campeonato estadual não consegue atingir os 3 mil sócios – dos quais, há uma razoável parcela de inadimplentes? Aí, amigos e amigas, haja competência para resistir.

ras e o Santos e o Vasco e o Fluminense e o Botafogo já haveriam sucumbido à bancarrota em vários momentos ao longo dos respectivos séculos – ou quase isso – de história. Portanto, não, não é tão simples. Não é só questão de competência, no caso dos clubes do interior do país do penta e da Copa de 2014. No caso de Juventude e Caxias e de seus irmãos de estatura, que não têm o privilégio de escapar das consequências de seus piores equívocos sim­ples­­me­nte por­­­­que­ não são grandes, a questão é um pouco mais complexa. A questão é resistir um dia de cada vez. Inclusive contra os inimigos na trincheira. Geremias Orlandi, Divulgação/O Caxiense

re

Os balanços de Juventude e Caxias referentes ao exercício 2011 que a temporada fiscal faz vir a público só servem – à exceção de cumprir a lei – para provocar calafrios na espinha. Não há novidade no quanto são preocupantes – para não dizer alarmantes. Um observador mais despreparado – para ficar longe de dizer oportunista – não poderia pedir aos senhores das profundezas por terreno mais fértil para a semeadura da cizânia. Sabe-se lá com que intenções, se não for apenas por vaidade gratuita. Do confortável assento de quem não tem compromisso algum com a interpretação e a solução do problema – e decerto nem pretende – é fá-

Divulgação/O Caxiense

a

Resistir mais um dia

Exportar é preciso A sobrevivência de clubes médios e pequenos no futebol atual, com o perdão de todos os trocadilhos, virou uma sinuca. Sem calendários longos, bem definidos, que possam atrair sócios, e gordos contratos de televisionamento, que garantam verba fixa, a única saída dos dirigentes é cultivar talentos para

vendê-los pela melhor oferta antes de atingirem o ápice do rendimento, a fim de salvar a safra. E depois, resignar-se em vê-los brilhar nos gramados alheios. Bem longe daqui. Como o que vai acontecer em breve com garotos como o papo Bressan (foto da esquerda) e o grená Wangler (foto da direita).

A Ponte Preta, do técnico Gilson Kleina, e o Guarani, do volante Wellington Monteiro, fazem a festa do interior nas semifinais do Paulistão 2012. Excelente para o futebol nacional. 27.abr.2012

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Edição 126  

Desde fevereiro deste ano, com as mudanças na Lei Maria da Penha, as mulheres vítimas de violência doméstica não podem mais retirar as queix...

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