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Você que namora na banca, é apaixonado pelo site, paquera a assinatura do vizinho, manda cantadas nas redes sociais... É hora de assumir um relacionamento sério!

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Promoção válida também para paixões à primeira vista.


TEDx em Caxias, para ouvir e disseminar boas ideias O aluguel, chave para morar na Caxias que cresceu rápido demais

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Quanto tempo os motoristas ganharam na Sinimbu

Uma festa só delas, para vencer o preconceito

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Os hits de Natal nas prateleiras

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Encontros e desencontros em clima de eleição

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Caxias deixou passar uma fonte de recursos. Bento, não

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A vibrante empresa que desafia os pudores sexuais dos caxienses

13 Um passeio de carro, com hora para sair e para voltar, no interior

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Fotos: 16 e 13: Maurício Concatto/O Caxiense | 21: Divulgação/O Caxiense

O blues embala a alma da cidade

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Na HQCX, a descoberta do amor online

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DIGA!

Rua Os 18 do Forte, 422\1, bairro Lourdes, Caxias do Sul (RS) |

Glifosato, sempre polêmico | A voz das arquibancadas | A discórdia das popozudas Comprovado: glifosato dá dor de cabeça. A administradores, técnicos e jornalistas. Sempre que O CAXIENSE toca no assunto, o diretor-presidente da Codeca, Adiló Didomenico, chia. Na edição 101 revelamos que o produto químico – proibido pela Anvisa e por lei municipal para uso urbano, pelos riscos que oferece à saúde da população – já foi aplicado em Caxias na pesquisa encomendada pela Codeca à UCS para substituir as roçadeiras na capina das ruas. Revelamos, não. O engenheiro químico João Osório Martins, contratado como consultor técnico do estudo, revelou. Pois Didomenico mandou carta à revista para desmentir Osório. “A aplicação do glifosato também está inserida na pesquisa. Porém, só será realizada mediante licença e acompanhamento da Fepam”, escreveu Adiló, acrescentando, mais uma vez, que a substância – mais conhecida pelo nome comercial Roundup e banida, inclusive no campo, em diversos países – não será priorizada. A preferência seria pelas outras alternativas de controle de ervas daninhas que estão sendo testadas. A contradição entre o chefe da Codeca e o consultor sobre o glifosato, entendemos, é problema interno. Quanto ao problema externo, que é a aplicação do herbicida sem autorização, cabe aos órgãos competentes fiscalizar. À imprensa, cabe cobrar que isso aconteça. Estamos fazendo a nossa parte. E os outros, estão? Na carta enviada a O CAXIENSE, Adiló conta que um produto à base de extrato vegetal, o EMX (Oxigênio da Amazônia), está dando bons resultados. Importante: ele não é tóxico, e sua aplicação está devidamente autorizada. Um alívio para a dor de cabeça.

se. Também disse que o time foi “apático” no primeiro tempo. Pra quê... “Mais apático que o time do Juventude foi o próprio jornalista que escreveu essa reportagem”, criticou Junior. “Estive em Lajeado e o jogo foi exatamente como está aqui descrito. O Juventude venceu com sorte, na força de sua camisa”, defendeu Tiago. Esses dois comentários ganharam destaque na capa do site ao longo da semana. No Twitter, também teve reclamação, como a de Lucas Rossetti:

Lamentável usarem a palavra “sorte” na matéria do Juventude, lamentável. Acusado de ser recalcado e grená, para citar algumas das críticas publicáveis, informo que vibrei com o título do Ju. Mas, antes de torcedor, sou jornalista. Devo contar o que vi, e como vi. A crônica de um jogo é sempre um pouco subjetiva. Arrisca-se às vaias e aos aplausos, justos ou injustos. Estamos abertos a ambos. A revista impressa também não escapou de críticas esta semana. Roberto Bigarella classificou a reportagem Popozudas, ninfetas e tamborzão, publicada na última edição, de “infantil”, “amadora”, “pérola de puerilidade” e “apologia à sacanagem e à promiscuidade”. O texto foi escrito por Matias de Lucena, publicitário e um dos autores do blog Todo Dia Um Look, convidado por O CAXIENSE a cobrir a festa justamente por ser dono de um texto inteligente e bem humorado. Bigarella – que, de resto, achou a revista “ótima” – não achou graça. É do jogo.

Um esclarecimento: em função do A voz das arquibancadas, todos saespaço curto, não conseguimos dar conta bem, não costuma ser a mais polida das de publicar e comentar boa parte dos vozes. Mas merece, sempre, ser ouvida. comentários enviados à revista e ao site O No site, o texto deste editor sobre o jogo CAXIENSE. Semanalmente, somos obriem que o Juventude conquistou a Copa gados a selecionar opiniões e é inevitável Laci Ughini, no fim de semana passado, deixar de fora algumas ideias importantes mexeu com as emoções dos torcedores. e interessantes de vocês, leitores. Ou seja: Para resumir a matéria, escrevi que o Ju contamos com a sua compreensão. Aqui, teve “muita sorte, pouco futebol e alguma travamos o diálogo possível. competência, no momento em que mais precisava dela” para ganhar do LajeadenFelipe Boff, editor-chefe

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95020-471 | Fone: (54) 3027-5538

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Diretor administrativo

Luiz Antônio Boff REDACAO Editores-chefes

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BASTIDORES

Fizemos o teste: a Sinimbu está mais rápida? |A “Amarelinha” Marlini não amarelou | Presentes que serão hits no Natal

O resumo do resumo do TEDx Caxias No TEDx, que ocorre neste sábado, na CIC, os palestrantes são desafiados a fazer “a melhor palestra de suas vidas” – nada mais justo, já que uma palestra tem mais chances de ser The Best Of se não se estender por horas. Sendo assim, a revista resolveu desafiar os 15 palestrantes a resumirem sua palestra em famigerados 140 caracteres, como no Twitter. Em Caxias, apenas 100 sortudos foram selecionados para estar na plateia do TEDx. Nos Estados Unidos, o evento principal tem somente 1 mil lugares, e os ingressos se esgotam no ano anterior. O evento começou como uma conferência de 4 dias na Califórnia, há 25 anos. De lá para cá, figuras como Al Gore, Bill Gates, Sir Richard Branson e Isabel Allende já espalharam suas ideias em edições ao redor do mundo, sempre com palestras que duram de 5 a, no máximo, 18 minutos. Em Caxias, a conferência sem fins lucrativos tem como tema Ideias que merecem ser espalhadas e reunirá pensadores de diferentes áreas de conhecimento, como arte, tecnologia, ciência, negócios e comunicação. Se você não está entre os 100 privilegiados que poderão ir ao TEDx pessoalmente, não tem problema. Acompanhe no site www.ocaxiense.com.br a transmissão ao vivo do evento, em vídeo, e a cobertura das palestras.

nossas experiências no tempo. Que tal ampliar nossa percepção? Uma câmera pode ajudar... ;) Jaime Bettega, frei capuchinho coordenador do projeto Mão Amiga, que atende 400 crianças em 37 escolinhas, auxiliando com 50% da

mensalidade Mão Amiga é um exemplo de novas ideias tendo o bem como causa maior. Faz bem fazer o bem. Guilherme Vieira, fundador da Flip Studio Smartphones, tablets e futuro. Como essa nova era da tecnologia facilitará nossas vidas.

Jean Carbonera, advogado, professor e consultor Nossa responsabilidade social não tem fronteiras. Um mundo melhor se faz (re)conhecendo diferenças e relativizando (pré)conceitos. Aline Corso, bacharel em Tecnologias Digitais, assessora de imprensa e executiva empresarial O corpo aparelhado – dos instrumentos pré-históricos aos computadores vestíveis – e como essas tecnologias poderão nos auxiliar.

Eduardo Pandolfo, sócio da Vital Governança de Projetos, especialista em inovação estraLuciano Balen, músico, admitégica e professor em MBA nistrador e marqueteiro Ideias precisam gerar resulA troca da carreira profissio- tados reais, independentemente de quem nal na área empresarial para as expõem. Inovação: finja que você tem a área das artes e como filmar ideias e eu sou um moscão. o doc “Profissão: Músico” me influenciou nisso. Projeto CCOMA, duo de jazz instrumental contempoSylvio Ribeiro, autor do site râneo Pequeno Guru, que fala de Pensamento lateral. Trilhar reflexões sobre marketing, caminhos nunca trilhados. negócios e carreira Criar uma nova categoria musical. Ser o Não conte com o seu cérebro, primeiro da fila, como dizia o Al Ries. Fausto Araújo, bacharel em anote. Ganhe criatividade e produtividade Tecnologias Digitais e proprie- utilizando papel e caneta. Mauricio Sechaus, empretário da empresa de tecnologia sário, formado em gestão de interativa Urizen Felipe Boff, jornalista e marketing e pós-graduando Tecnologia Ubíqua. O dia editor-chefe da revista em gestão da comunicação a dia das tecnologias transparentes e sua O Caxiense Mídias sociais em causas potencialidade no meio urbano. Não serve só para embrulhar sociais. Ferramentas digitais auxiliando na peixe no dia seguinte – o captação de ajuda e suprimentos a pessoas Lela Zaniol, do site Destempapel da imprensa local, muito além do necessitadas. perados papel. Experiência gastronômica Cristiane Krás Borges, verdadeira é aquela que inspiZico Zugno, engenheiro coordenadora do curso de ra. Simples assim! elétrico, professor, Fisioterapia da FSG administrador de Os desafios em ensinar Gustavo Vanassi, sócio do empresas e escritor a quem chega ao ensino Studio 7 Antídoto apocalíptico: 140 superior são muitos. O mundo mudou, o Não podemos esticar o razões científicas emocionantes para você ensino também! Como ensinar os jovens tempo, mas podemos ampliar se apaixonar pela vida de hoje? Fotos: Divulgação/O Caxiense

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1 dia na vida de...

Marlini Bedin |

Maurício Concatto/O Caxiense

...uma nova fiscal de trânsito Foi um longo processo até Marlini Bedin, 21 anos, se tornar, na prática, uma fiscal da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Caxias do Sul. Foram 234 dias entre o concurso, em fevereiro, até o ingresso na função, em outubro. Dali em diante, ela enfrentou mais 41 dias de treinamento para estudar o Código Nacional de Trânsito e conhecer outros órgãos fiscalizadores. Com Marlini, outros 30 novos agentes passaram pelo mesmo processo. No dia 17 de novembro, acompanhados por fiscais mais experientes, eles finalmente foram para as ruas. De colete amarelo, bloco de multas em punho e a responsabilidade de organizar o trânsito caxiense, Marilini narra seu primeiro dia como fiscal. 12:00 Chego na Secretaria de Trânsito. A expectativa é grande por não saber como será a receptividade dos condutores. Sou

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designada para ficar em um ponto, ali perto, observando e conversando com condutores. Não vejo ninguém falando ao celular enquanto dirigia, por exemplo, mas abordo várias pessoas sem cinto de segurança. 14:00 Sou chamada para uma reunião na secretaria. Descubro que farei minha 1ª blitz, na Rua Padre Anchieta, na entrada da cidade. 14:30 O sol torna o trabalho um pouco mais complicado, mas não é algo que me incomode muito. Passei protetor solar antes de sair da secretaria. 16:00 Abordo um carro onde está uma família. Pai e mãe nos bancos da frente e uma menina, com idade em torno de 7 anos, atrás. Ela está sem cinto de segurança.

Explico para o pai o quanto é importante que ela use e ajudo a menina a colocar o cinto. Espero que ela tenha aprendido. É o melhor momento do meu dia. 17:30 Voltamos para a secretaria para fazer a entrega de documentação e multas que foram feitas e para avaliar a blitz. Parei 20 carros e fiz 2 multas com remoção. Um carro tinha problema no licenciamento e outro na suspensão. Tem muita coisa para melhorar no trânsito, principalmente a conscientização quanto aos direitos e deveres dos pedestres, pelos condutores e pelos próprios pedestres. As pessoas precisam prestar atenção na própria segurança. Mas, no geral, os motoristas se apresentam dispostos a ajudar. No fim, o meu 1° dia surpreendeu, foi muito bom. Muitos agradecem no fim da abordagem, o que significa que o nosso trabalho está sendo bem feito.


No mesmo dia da semana (sexta-feira), no mesmo horário (13:30), com as mesmas condições climáticas (sol), cronometramos o percurso de carro ao longo da rua Sinimbu – da Feijó Junior à BR-116 – antes e depois da implantação da 3ª faixa de trânsito. O resultado da medida mais comentada entre as 10 do pacote de melhorias do trânsito anunciado pela prefeitura é sutil. Com a retirada do estacionamento em 4 quadras, entre a Moreira César e a Dr. Montaury, economizamos 1min32seg. As 3 quadras de trânsito mais crítico, com ou sem 3ª faixa, estão no início da Sinimbu, onde o fluxo da Av. Itália junta-se aos carros que vêm do bairro Rio Branco pela Feijó Junior. Com 3ª faixa em apenas uma quadra, o trecho é responsável pela maior economia de tempo do percurso inteiro: 1min25seg. Nas demais 14 quadras do trajeto, a diferença foi de apenas 7 segundos.

SINIMBU 1 MINUTO E MEIO MAIS RÁPIDA

Antes da 3ª faixa:

4min04seg

Dr. Montaury

7min26seg Visc. Pelotas

Garibaldi

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BR-116

Humberto de Campos

Treze de Maio

Ver. Mário Pezzi

Pedro Tomasi

Andrade Neves

Guia Lopes

Alfredo Chaves

Tempo total do percurso: Antes da 3ª faixa: 11min37seg Depois da 3ª faixa: 10 min05seg

Borges de Medeitos

3ª FAIXA Marquês do Herval

Moreira César

Mal. Floriano

7min33seg

Cel. Flores

Feijó Júnior

SINIMBU

Depois da 3ª faixa:

Antes da 3ª faixa:

Depois da 3ª faixa:

2min39seg

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CAM Discurso ensaiado Maurício Concatto/O Caxiense

TOP5

Os presentes que serão sensação neste Natal Uma sondagem feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) sobre a expectativa de vendas apontou que este deverá ser o Natal das roupas, dos calçados e dos eletroeletrônicos, empatados como campeões de intenção de compras. Os caxienses deverão investir, em média, R$ 255 nos presentes natalinos. Para não errar na escolha, a CDL indica quais produtos serão hits nas cartinhas ao bom velhinho. Saias longas Um bom investimento para o presente feminino, já que os fashionistas apostam em 3 anos de duração para a tendência. Para acompanhar, sapatilhas são a dica do setor calçadista. Sandálias masculinas Ok, os homens também merecem passar um verão com os pés refrescados. Só isso justifica apostar em uma peça de gosto duvidoso. No vestuário, os lojistas acreditam na boa e velha camiseta para eles.

Smartphones O iPhone, queridinho dos antenados, puxa o setor, mas as variações mais baratas, porém honestas, devem garantir sua fatia de mercado. Tablets Nesse quesito, o hit é sinônimo de produto da Apple, já que o iPad detém 70% das vendas no mercado mundial. Netbook A alternativa mais barata e portátil dos notebooks é a opção para os Papais Noéis mais generosos.

PUS

Falar em público na banca da monografia, numa dinâmica de grupo de entrevista de emprego ou no amigo secreto da festa de fim de ano da firma. Tudo isso pode ser um tormento para quem não nasceu com o dom do discurso. A oficina Expressão Vocal e Técnicas de Comunicação, oferecida pela área de Extensão da UCS, socorre os necessitados da oratória. A fonoaudióloga Mirieli Colombo irá trabalhar a influência da voz e da fala nas relações pessoais e profissionais com técnicas de comunicação. As aulas ocorrem a partir desta sexta (25), até 3 de dezembro, sempre às sextas e sábados. A oficina é voltada a alunos da UCS e comunidade em geral, com preços diferenciados. Para alunos e ex-alunos da graduação ou pós-graduação da UCS, são duas parcelas de R$ 159,30 ou, à vista, R$ 315. O público em geral paga duas parcelas de R$ 177 ou, à vista, R$ 350.

Editora lança “Pequenas Crises” O 1º título de ensaios acadêmicos publicado pela editora Modelo de Nuvem – Pequenas Crises. Pesquisa em Comunicação e experiência estética –, organizado por Fabrício Silveira, será lançado neste sábado, às 10:00, na livraria Do Arco da Velha. A obra foi motivada por um ensaio do teórico alemão Hans Ulrich Gumbrecht. Em síntese, Gumbrecht formula uma questão paradoxal: é possível uma estética no cotidiano? A obra será vendida a R$ 28.

+ EVENTOS Palestra sobre Projetos Culturais

SEX. 20:00. UCS Leis de incentivo cultural, criação de projetos e captação de recursos serão o assunto da palestra organizada pelos alunos do curso de Tecnologia em Gestão de Marketing. Os palestrantes convidados são Ana Caravantes, Mara De Carli e Moacir Lazzari.

“Agora, vão sofrer as consequências pela teimosia deles” Lauri Romário Silva, procurador-geral do Munícipio, sobre a confirmação, pelo Tribunal de Justiça, de multa de R$ 220 mil ao Sindicato dos Médicos por descumprir o atendimento mínimo de pacientes durante a greve

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Computação em nuvem e software público

SEG. Das 19:00 às 20:00. UCS O analista de Tecnologia da Informação Rafael Monnerat irá falar sobre o ERP5 BR, que promete ser uma solução para Sistemas Integrados de Gestão (ERP) com mais transparência e flexibilidade para os usuários. UCS. FRANCISCO GETÚLIO VARGAS, 1.130, PETRÓPOLIS. 3218-2100 | DO ARCO DA VELHA. 0s 18 do forte, 1.690, centro. 3028-1744.


gENTE

SIMECS CESAR SOUZA / INSCRIÇÕES “os desafios das empresas diante das ameaças de desindustrialização e o cenário econômico para o brasil em 2012”. Este será o tema do concorrido evento que o SimECS promoverá dia 06 de dezembro, com o consultor, autor e palestrante César Souza. a palestra destinase aos empresários, representantes das empresas dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e metalmecânico da base regional representada pelo SimECS, convidados e imprensa. César Souza foi apontado pela revista Exame e pelo jornal o Globo como um dos palestrantes mais requisitados do brasil e indicado como um dos 5 top of mind 2010, categoria “Palestrante do ano”. autor dos bestsellers, “você é do tamanho de Seus Sonhos” e “você é o lider da Sua vida, lançou o livro “Superdicas Para Conquistar Clientes e para um atendimento 5 Estrelas”. Seu ultimo lançamento em 2010 foi o livro “Cartas a um Jovem líder”. tem 20 anos de experiência como executivo inclusive nos Estados Unidos e atua como consultor e palestrante de várias empresas de porte no brasil e Exterior. César possui diversos artigos publicados em revistas e jornais nacionais e internacionais. inscrições para as empresas do SimECS através do fone (54) 3228.1855. GIGIA BANDERA 2011 Em solenidade que acontece nesta sexta-feira, 25 de novembro, no Clube Juvenil em Caxias do Sul, Elisa de Cecco tramontina (in memoriam), fundadora da tramontina, José Rubens de la Rosa, CEo da marcopolo S.a e Norberto Fabris, diretor executivo da Randon, receberão o mérito metalúrgico Gigia bandera 2011. os nomes foram escolhidos por uma comissão especial do SimECS. o mérito Gigia bandera chega à sua 19ª edição. durante o evento será lançado o balanço Social 2011 do SimECS, evidenciando os investimentos feitos pelas empresas do segmento metalmecânico aos seus funcionários. Entre os benefícios sociais constam: Saúde, Educação, transporte e alimentação. desde 1987, o SimECS faz de Gigia bandera a síntese do mérito metalúrgico. anualmente, o SimECS reconhece com o troféu Gigia bandera personalidades que, com sua visão estratégica, representação institucional, empresária e de defesa da livre iniciativa, conseguem projetar suas organizações. MÉRITO GIGIA NA ITÁLIA o SimECS estreitou ainda mais a sua relação com a itália, exportando para aquele país, o empreendedorismo de luigia Carolina Zanrosso Eberle, a Gigia bandera.

Maurício Concatto/O Caxiense

BOA

O pesquisador reconhecido A química surgiu na vida do argentino Carlos Alejandro Figueroa de brincadeira. Aos 9 anos, quando vivia em Buenos Aires, ele ganhou 5 conjuntos de laboratórios de brinquedo. As experiências não poderiam ser mais bem sucedidas. No último dia 17, o químico ganhou o prêmio Pesquisador Gaúcho, na categoria Pesquisador na Empresa, por seu trabalho no melhoramento de superfícies de materiais aplicados à indústria. Mas não foi brincadeira alcançar o sucesso. Em 2000, com a crise argentina, nem o estágio na Comissão Nacional de Energia Atômica, enquanto fazia a faculdade, ajudou-o a conseguir emprego. Então, Carlos se aventurou pelo Brasil. Concluiu o curso, obteve bolsa de doutorado na Unicamp, fez ainda pós-doutorado e foi convidado para integrar o mestrado em Materiais na UCS. Aqui, decidiu aplicar seu conhecimento na indústria. “Pesquisador tem que ter vontade. Precisa ter que lidar com meio externo, com os setores produtivos”, explica. A fórmula, comprovadamente, dá certo.

Pela primeira vez o mérito metalúrgico Gigia bandera foi realizado em terras italianas. o evento aconteceu na cidade de Schio, Província de vicenza, terra natal de Gigia. Na oportunidade, autoridades e convidados prestigiaram a solenidade que destacou personalidades empresariais italianas. a iniciativa do SimECS contou com a colaboração do empresário dario vivian e o apoio da associação Empresarial apindustria de Schio. a entrega do mérito Gigia bandera em solo vêneto aconteceu no momento em que são comemorados os 150 anos da unificação da itália e os 100 anos do 1º vôo dirigível ausonia, em 1911 por Nico Piccoli. COMITIVAS EMPRESARIAIS VÊNETAS Nesta semana, o SimECS está recebendo a visita de importantes comitivas de empresários vênetos. Estão no brasil, provenientes da Província de vicenza, os empresários dario vivian, monica Galvanin; Giorgio Grosso; alberto tedesco e marco daimo. os industriais estão ainda, mantendo contatos com as empresas dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e metalmecânico de Caxias do Sul. Na agenda, está confirmada também a participação na solenidade de entrega do mérito metalúrgico Gigia bandera, sexta-feira (25). Por outro lado, o SimECS, em parceria com a Câmara de Comércio italiana do Rio Grande do Sul, realizou dia 21 de novembro um encontro técnico com a participação de 13 empresários e representantes de instituições da itália, entre os quais, o assessor de turismo e Comércio Exterior da Região do vêneto, marino Finozzi. o evento foi coordenado pelo presidente do SimECS, Getulio Fonseca, contando ainda com a presença dos diretores da entidade e do Secretário do desenvolvimento Econômico, trabalho e Emprego, Guilherme Sebben. ainda nesta semana, o SimECS recebeu a presença do novo diretor da associazione bellunese Nel mondo, Província de belluno – itália, marco Crepaz e do Presidente do Conselho da entidade, Rino budal. a visita serviu para incentivar a criação de novas associações de bellunese no brasil, especialmente em Caxias do Sul. a vinda dos industriais italianos a Caxias do Sul é resultado das missões técnico-comerciais do SimECS à itália. SEMINÁRIO E RODADA DE NEGÓCIOS as empresas de matrizes, ferramentarias e fabricantes de máquinas em geral, representadas pelo SimECS em sua base regional, terão a oportunidade de participar no dia 1º de dezembro, do Seminário tecnológico itinerante no brasil e Rodada de Negócios. a iniciativa é do departamento para Promoção de intercâmbios da Embaixada da itália. o evento que será realizado das 8:30 às 18 horas no Personal Royal Hotel, terá a participação de oito importantes empresas italianas, que estarão em Caxias do Sul buscando parcerias comerciais. as empresas que confirmaram presença no evento são: amut, baruffaldi, CmS industries, Geaf, omb Stampi, Roto Plastic international, SaCmi e Uniloy milacron. o SimECS está

apoiando este seminário em parceria com entidades ligadas ao setor do plástico. mais informações e inscrições pelo fone: (11) 21487250. LIVRO SIMECS a obra Por Que Somos Como Somos, editada recentemente pelo SimECS, está sendo oferecida a um preço promocional de R$39,90 o exemplar. “Por que Somos Como Somos” é um estudo sobre as ideologias centrais da cultura empresarial do setor metalmecânico da Serra Gaúcha. o livro contou com o depoimento de 49 industriais da região. o SimECS, ao lançar esta obra, resgatou a história do empreendedorismo do setor metalmecânico de Caxias do Sul e região. o livro pode ser adquirido nas livrarias de Caxias do Sul ou pelos fones: 3025-3888 e 3027-4554. mais informações junto ao SimECS, fone: (54) 3228.1855. SÃO MARCOS No dia 17 de novembro, o SimECS realizou em São marcos importante evento de interiorização, sendo apresentado o tema: “Relevância do RH na defesa da ação trabalhista”. Na oportunidade a advogada Renata Ruaro de meneghi meneguzzi, abordou o assunto para um público composto por empresários e representantes de empresas metalúrgicas, bem como por profissionais de escritórios contábeis de São marcos. o evento abordou a importância da atuação conjunta das áreas administrativa e jurídica da empresa como instrumento estratégico na defesa de processos judiciais. Renata meneguzzi integra a equipe de profissionais do escritório balen, bridi & advogados associados. a advogada também faz parte da Comissão de Segurança e Saúde ocupacional do SIMECS. GARIBALDI dando continuidade aos eventos em suas bases regionais, o SimECS realizou no dia 09 de novembro no auditório da tramontina em Garibaldi, o encontro: inovar para crescer. a palestra contou com a participação de empresários e profissionais das empresas metalmecânicas. a apresentação foi do engenheiro Reneu Hartemink, pós-graduado em finanças e marketing. Hartemink abordou aspectos ligados à inovação e seus impactos na competitividade; tipos de inovação; manual de oslo; Gestão da inovação na empresa; orgão de apoio a inovação; instrumentos de apoio a inovação; apoio estadual sobre o tema.

SIMECS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul. Rua ítalo victor bersani, 1134 – Caixa Postal 1334 – Fone/Fax: (54) 3228.1855 – bairro Jardim américa. CEP 95050-520 – Caxias do Sul - Rio Grande do Sul. Web Site: www.simecs.com.br 25.NOV.2011 E - Mail: simecs@simecs.com.br 9


Shaiene Sampaio e Franciele Provin | Maurício Concatto/O Caxiense

A balada das ladies Pouca gente compareceu à balada na primeira festa direcionada ao público gay feminino em Caxias, na última sexta (18), na Nox Versus. Mais respeitosa do que as festas teoricamente heterossexuais que outros bares da cidade promovem, a noitada atraiu menos da metade das 500 pessoas que lotam a boate todos os sábados para festas gays masculinas. O motivo, de acordo com quem foi, é simples e retrógrado: meninas têm mais medo de revelar a homossexualidade que meninos. A DJ da noite era Letícia Sartoreto, residente da boate LGBTT Refúgio, em Porto Alegre. Há 4 anos ela anima festas direcionadas a esse público. Além de ser gay, característica que acredita favorecê-la nas picapes – “sinto melhor a vibe da galera, sei o que as gays querem ouvir” –, ela vê muita diferença entre as festas hétero e homossexuais. “A energia... As pessoas são mais verdadeiras”, diz, elogiando a balada lésbica. Para ela, que está acostumada a ver um bando de meninos batendo cabelo na

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pista, ainda são poucos os eventos direcionados às mulheres homossexuais. “Falta iniciativa das casas, mas também falta o público se assumir. Acho que os meninos se assumem mais. As meninas se preocupam mais com exposição.” A promoter Gai, que faz parte do staff da Nox há pouco mais de um ano – é a primeira mulher a ocupar o cargo, aliás –, concorda com Letícia. “Tem menina que não coloca o nome na lista do site por medo de aparecer. Ainda mais em Caxias...”, revela, deixando subentendidas tendências caxienses ao preconceito e à fofoca. Mesmo assim, desde que assumiu a tarefa de promover os eventos da Nox, Gai não parou de ouvir pedidos para que festas como a de sexta ocorressem. Talvez por receio o público não tenha correspondido à expectativa, mas a promoter tem consciência de que esse é um investimento a longo prazo. “Acreditamos que só vai crescer. A partir de agora, a festa terá uma edição todo mês. Assim, com a Letícia de

DJ residente e as 3 strippers”, conta. O casal Bruna e Eduarda Oliveira – com sobrenome compartilhado na união oficial – e a amiga Fernanda Rosa vieram de Porto Alegre para prestigiar o evento. “Gostei muito da iniciativa”, diz Bruna. “Lá em Porto é bem mais aberto, mas tenho certeza que vai dar certo aqui também”, comenta Fernanda. A fotógrafa Shaiene Sampaio e a publicitária Franciele Provin também esperam que a festa engrene. O casal sentia falta de algo direcionado ao público gay feminino em Caxias, e aposta até que o evento se torne um incentivo para as meninas que sentem dificuldade de sair do armário. “Tem lésbica que parece menino, às vezes tu até confunde com menino, que não têm como negar... Mas, para algumas – que a gente chama ‘lady’, como eu – que são mais femininas, delicadas, é mais difícil se assumir”, explica Franciele. “Se tu não tem o cabelo raspado e não usa uma calça fundilhuda, parece que ninguém te respeita”, acrescenta Shaiene.


ple

Conselheiro Ovídio

na

Mudança na composição do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul. O empresário petista Ovídio Dei-

Renato Henrichs

Guerra política O diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Marcus Vinicius Caberlon, está confiante: a Justiça Federal não conseguirá protelar a conclusão do Sistema Marrecas. Para ele, o processo judicial que atravanca a construção da obra

Zero a zero

Roberto Carlos Dias, Divulgação/O Caxiense

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Às claras Se o caso Harty Moisés Paese tos passa a ser o representante do governo do Estado no grupo, em (PDT) for a plenário, não haverá substituição a Ildoíno Pauletto, de qualquer possibilidade de os vereadores se esconderem atrás do Bento Gonçalves. voto secreto. De acordo com o presidente Marcos Daneluz (PT), a Câmade maior visibilidade do governo ra Municipal não utiliza o expemunicipal é político. Indignado diente da votação secreta desde com o silêncio de muitas lideran- 1996. E continuará assim prinças diante do caso, Caberlon pro- cipalmente na discussão sobre clama: “Não querem que o prefeito os atestados falsos apresentados Sartori inaugure essa obra” – sem por Paese para justificar ausênespecificar quem não quer. Mas cias em plenário. precisa?

Encontro democrático Tranquilo e respeitoso o encontro entre representantes de sindicatos patronais e o deputado federal Assis Melo (PC do B), realizado quarta-feira (23) à noite na CIC. Nem Assis abriu mão de seus posicionamentos como líder me-

talúrgico e parlamentar moldado pela doutrina comunista, nem os empresários deixaram de demonstrar seu descontentamento com determinados atos governamentais e com os rumos da política brasileira de uma forma geral. Democracia é isso.

Forças partidárias O deputado federal Assis Melo vem sendo cobrado a respeito das iniciantes discussões sobre a sucessão municipal. Ele rejeita as insinuações de que está quieto demais, deixando margem a especulações sobre a manutenção de

sua (pré) candidatura a prefeito de Caxias. Enquanto isso, o parlamentar comunista articula com as mais diversas forças partidárias, inclusive aquelas com os quais o PC do B historicamente jamais coligou.

Mudou o Cpers ou mudou o governo do Estado? Diante de nova greve do magistério gaúcho, a conclusão é de que ambos estão diferentes. O governador Tarso Genro, premido pelas históricas carências financeiras do Estado, modificou o discurso. Passou a questionar a legitimidade da mobilização da categoria, como nunca fez enquanto se manteve na oposição. E o sindicato dos professores reposicionou-se ao evitar o tradicional adesismo de dirigentes sindicais aos interesses partidários de seus líderes.

Sem conversa

O PT caxiense está aberto para coligações com todos os partidos políticos dispostos a apoiar a candidatura Gilberto Pepe Vargas à prefeitura. As exceções da regra, de acordo com orientação do diretório nacional petista, são PSDB, PPS e DEM. Com esses, não há qualquer interesse e/ou possibilidade de aproximação. Sem problemas: os presidentes Egídio Basso, João Carlos Berti e Odir Ferronato, dos partidos citados, garantem que a recíproca é verdadeira.

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Vendido

Apenas uma instituição da Serra Gaúcha foi selecionada para receber recursos do Proinfra, programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), organização do governo federal. A unidade de Bento Gonçalves do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia terá R$ 319 mil para a criação de uma central analítica para pesquisas

Antecipou-se nesta coluna que havia negociações em andamento para a troca de comando no Hotel Villa Borghese, de Flores da Cunha. O negócio consumou-se esta semana com a transferência do controle para Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, e dono de uma rede de, agora, 6 hotéis.

em enologia. Neste ano o programa distribuiu R$ 360 milhões para 118 instituições. A questão é saber se entidades de Caxias do Sul tomaram a iniciativa de inscrever projetos e, se o fizeram, qual a qualidade deles. Se não o fizeram, pior ainda, pois parte dos recursos não precisa ser devolvida. Júlio Soares, Divulgação/O Caxiense

Roberto Hunoff

Recursos vão para Bento

Gigia Bandera O Simecs entrega nesta sextafeira (25) o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera 2011. Os agraciados serão Elisa de Cecco Tramontina (in memoriam), uma das empreendedoras da Tramontina, de Carlos Barbosa; José Rubens de la Rosa, CEO da Marcopolo (na foto, à direita);

e Norberto Fabris (à esquerda), diretor executivo da Randon Implementos. A escolha foi feita por comissão especial da entidade, que também publicará o Balanço Social 2010 na solenidade que ocorrerá no Clube Juvenil a partir das 20:00.

Inovação A Região Metropolitana de Caxias do Sul está relacionada em estudo federal como um dos 15 locais batizados no país como Aglomerações Industriais Especiais. Em outras palavras, conjunto de empresas industriais inovadoras. A avaliação é do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, que incluiu a Região de Porto Alegre na mesma con-

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dição. É um dado significativo que precisa ser bem explorado pela prefeitura e entidades empresariais para atrair investimentos. Lamentável é que a fábrica de elevadores da Hyundai não deve vir para cá. São Leopoldo e Novo Hamburgo, cidades administradas pelo PT, devem dividir esta conquista.

Vendas de Natal Otimista, o comércio de Caxias do Sul estima que as vendas deste Natal serão até 10% superiores à mesma data de 2010. Afora a inadimplência de 66 mil caxienses, segundo registros do SPC, não restam dúvidas de que tudo conspira a favor de bons negócios. Exceto a dificuldade que o cliente terá em comprar. A falta de vendedores, qualificados ou não, será a mais séria ameaça para que os números se consolidem. Impressiona, em especial nos fins de semana, a ausência de material humano para atender aos consumidores. O comércio precisa, urgentemente, encontrar formas de equacionar esta situação, pois ela é hoje um dos principais obstáculos à sua competitividade. Tem cliente saindo das lojas sem comprar simplesmente porque não é atendido.

Comprometimento E o tema vendas foi o foco da palestra do doutor em Comunicação Dado Schneider na CIC nesta semana. Ele garantiu para uma plateia formada por mais de 200 pessoas que comprometimento é a palavrachave do momento. “Demita as pessoas sem vontade”, sugeriu. E assegurou que o tempo dos amadores chegou ao fim. Segundo ele, hoje é o vendedor que gira em torno do comprador, que entra na loja já sabendo o que quer. “O vendedor só precisa dar o incentivo por meio do seu conhecimento técnico. E para ganhar o coração do cliente basta saber ouvir e ser solícito. Cliente satisfeito volta e recomenda.” Mas precisa ter vendedor! Ou então um sistema moderno em que o próprio cliente acesse todas as informações que precisa sobre o produto.


A fantástica fábrica de pistolim Caxiense, a maior fabricante de produtos eróticos e sensuais do Sul do Brasil vê o mercado crescer, mas tem dificuldade para encontrar funcionários que vejam um pênis de borracha com a mesma naturalidade com que encaram um “saco de arroz”

por Carol De Barba

Quase nos fundos da Randon, símbolo do polo metal-mecânico caxiense, há outra empresa que aquece o mercado local. E a imagem que recepcionou a equipe de reportagem da revista O CAXIENSE na fábrica é tipicamente farta: uma mesa posta. Uma faca de churrasco, garfos, escumadeiras e conchas, com cabo emborrachado em formato de... pênis. Realístico. Tudo com o mesmo acabamento safado, como informa a embalagem do faqueiro da Sexy Fantasy, a maior produtora e revendedora de artigos eróticos e sensuais do Sul do país, localizada na teoricamente conservadora Caxias. Como a maior parte das empresas locais, honrando o espírito empreendedor do imigrante italiano, trata-se de um negócio familiar. Há 8 anos, a ideia caiu no colo do pai de Tiago Mosena, de 28 anos, o administrador que nos recebe e apresenta o pavilhão. O patriarca, que já trabalhava no ramo da indústria plástica, recebeu como pagamento da dívida de um cliente uma injetora e moldes para confeccionar bolinhas usadas na prática do pompoarismo (antiga técnica oriental, derivada do tantra, que consiste na contração e relaxamento dos músculos circunvaginais ou do períneo – no caso dos homens – buscando o prazer sexual). O processo de fabricação era tão simples e a venda deu tão certo que um ano depois ele resolveu variar o cardápio. Tiago ainda se recorda da noite que o pai chegou em casa, depois do expediente, e comunicou a notícia à família. “Tu, até pode ser, mas o meu filho não vai trabalhar com isso aí”, reproduz a fala da mãe. Na época, ele tinha apenas 20 anos e também titubeou ao considerar o potencial latente que uma fábrica de brinquedos sexuais poderia ter por estas bandas. “No início até eu duvidei. Mas o telefone começou a tocar, o pessoal pedia bem e pagava direitinho”, conta. As reclamações da mãe diminuíam na mesma proporção em que o lucro aumentava. As gozações dos amigos e a reprovação das namo 25.NOV.2011

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“Eles trabalham um dia, às vezes meio dia só. Inventam que têm que sair e nunca mais aparecem”,conta o administrador Tiago Mosena, sobre as dificuldades no RH da Sexy Fantasy Mulheres são responsáveis pelo delicado acabamento das peças | Maurício Concatto/O Caxiense

radas, também. E em 7 anos, com a colaboração de Tiago, o negócio cresceu: tornou-se o maior do ramo no Sul do país. “Até pouco tempo essas revistas tipo Cláudia falavam de vibrador num cantinho. Hoje está tudo lá, compra tal, usa assim, enfia em tal lugar. O mercado abriu demais”, comemora o jovem, relacionando os fatores que alavancaram o sucesso da empresa. Apesar do crescimento ter surpreendido os proprietários, o empreendimento, que comercializa uma média de 250 mil itens por mês – entre “próteses” de pênis, vaginas, cosméticos, fantasias e outros acessórios que só se descobre a existência folheando o catálogo da marca –, ainda é pequeno quando comparado aos avantajados fabricantes norteamericanos. Os brasileiros também não fazem nem cócegas aos Estados Unidos quando o assunto é mercado – nosso desempenho não chega a 10% da potência americana. Faz sentido pois, afinal de contas, foi lá que um protótipo de vibrador elétrico ensaiou suas primeiras performances, como um utensílio médico para tratar distúrbios sexuais femininos, ainda no final do século XIX. Cem anos depois, na década de 1960, a revolução sexual popularizou o dispositivo e ainda estimulou a criação de uma imensa variedade de outras artimanhas

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luxuriosas. Atualmente, o chamado comércio adulto está tão desenvolvido nos países altos desse continente que uma empresária abriu, no Alabama, uma loja do gênero com drive-thru, para que as transações sejam rapidinhas e discretas. “Nos Estados Unidos tem sex shop até em loja de conveniência de posto de gasolina. E elas vendem uma média de US$ 8 mil por noite só para caminhoneiros”, exemplifica Tiago. No Brasil erótico, tão criticado por causa dos apelativos programas de TV, bundas de fora no Carnaval e turismo sexual, o preconceito com os brinquedos sexuais ainda é muito grande. Conforme a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), os empresários do segmento, principalmente os micro e pequenos, chegam a sofrer discriminação e têm acesso negado a serviços bancários como linhas de crédito e financiamento, autorização de operação com cartões de crédito e emissão de boleto de cobranças – há casos até de bancos que se recusaram a abrir contas. Na tradicional e católica Caxias do Sul, Tiago enfrenta as maiores dificuldades na hora de contratar funcionários, tanto para a fábrica quanto para o setor comercial. “Eles trabalham um dia, às vezes meio dia só. Inventam que têm que sair e nunca mais aparecem”, revela. E o setor que,

em todo o país é responsável pela geração de mais de 100 mil empregos diretos ou indiretos, é 80% dominado pelas mulheres. No pavilhão da Sexy Fantasy, eram elas que embalavam os talheres safados. As mulheres também introduziam os vibros – o motor que faz vibrar – e tiravam, com toda paciência do mundo, rebarbas e defeitos dos pênis. Os únicos 3 homens além de Tiago eram responsáveis pelo serviço mais pesado, ou seja, a operação das máquinas de rotomoldagem – uma espécie de forno com quase 50 opções de moldes para dar forma aos mais variados tipos de pênis em apenas 7 minutos. “É um trabalho muito manual, muito detalhista. E os homens pensam: ‘Eu não vou ficar o dia inteiro com esse negócio na mão’”, entrega o proprietário. Em uma mesa no canto esquerdo do pavilhão, 3 moças executam justamente essas operações mais delicadas no trato com os pênis realísticos especiais. Dão os retoques finais em produtos do tipo jelly, que parecem uma gelatina transparente; glitter, com micropartículas de brilho; e aromáticos, com e sem vibro. Quando me aproximo para observar, Sheila Araújo, 24 anos, empregada há apenas um mês, coloca com pressa um par de pilhas dentro de um deles – vermelho escarlate e enorme – e me passa


a peça, toda empolgada. “Olha, vê como funciona! Esse tem cheiro de morango”, descreve, precedida pelo aroma característico. Apesar de demonstrar intimidade com o amontoado de pênis à sua frente, a jovem conta que estranhou um pouco no começo. “Eu já sabia o que era quando aceitei o emprego, mas no começo estranhei, sim. Logo a gente acostuma, é um trabalho legal.” No lado oposto da mesa, manipulando um pênis verde esmeralda, senta Luana Rosa, de 20 anos. “No início era meio embaraçoso, eu tinha um pouco de vergonha”, admite a funcionária mais experiente do setor, com 7 meses de empresa. Tânia Dallabona, de 36 anos, a mais espevitada do departamento, mal deixa a colega terminar o pensamento para emendar a máxima. “No começo é pinto, depois vira saco de arroz”. “E em casa?”, questiono, “também vira saco de arroz, é?”. “Nããããão!”, responde prontamente, separando o trabalho do lazer. A funcionária boa de compras, Vanessa Santos da Silva, já está tão solta que depois de 3 anos trabalhando na Sexy Fantasy tem até um porta-celular em formato de pênis em cima da mesa. “No começo é diferente. Mas agora, por exemplo, eu estava no telefone falando com um fornecedor sobre um blister (embalagem) de vagina como se

fosse qualquer outra coisa”, demonstra. Segundo ela, para quem está de fora, a primeira impressão é que o negócio é “uma coisa de outro mundo”, mas a equipe já está tão habituada a lidar com certas peculiaridades que piadinhas e brincadeirinhas só acontecem quando há visitas no ambiente de trabalho. Para Vanessa, a rotina não tira a vontade de experimentar. “Já usei alguns cosméticos, e gostei muito. Dá para variar bastante. E tem as fantasias que são legais também”, avalia. Os cosméticos aliás, são os campeões de vendas, representando 35% do faturamento. A demanda é tanta que, em vez de importar, a indústria investiu na terceirização e contratou um laboratório caxiense para produzir os géis térmicos, lubrificantes, pomadas, bolinhas beijáveis e demais substâncias cremosinhas que integram o catálogo. Os pênis, por incrível que pareça, ficam em segundo lugar, sendo responsáveis por 20% do lucro total. E embora, como qualquer indústria contemporânea, enfrente a concorrência chinesa, a fabricante de produtos eróticos e sensuais caxiense ainda tem tesão para investir. “Compramos uma empresa de calcinhas comestíveis de Belo Horizonte e estamos implantando a fabricação”, adianta Tiago. Prova de que nem só de galeto e polenta se faz a gastronomia caxiense.

“No começo é pinto, depois vira saco de arroz”, simplifica Tânia Dallabona que, com 5 meses de empresa, já se acostumou com o produto

Homens trabalham nas máquinas de rotomoldagem, que produz pênis em 7 minutos | Maurício Concatto/O Caxiense

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A Caxias que ainda paga aluguel A construção de novos imóveis deu um salto. O país passou a viver um boom de financiamentos para a casa própria. Mesmo assim, o município viu aumentar em 31% a proporção de moradias locadas em 10 anos. O que aconteceu? Camila Bertoldo |

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Maurício Concatto/O Caxiense


O que você faz em 2 horas e 20 minutos? Nesse tempo, um viajante cumpre o trajeto até Porto Alegre de ônibus, um atleta de ponta completa os 42.195 metros de uma maratona, o grupo Guns N´ Roses entusiasma o público em um Rock in Rio. É também o suficiente uma nova casa ser ocupada em Caxias do Sul. Estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma o que já se percebia em qualquer passeio pela cidade: o crescimento vertiginoso na construção civil. Foram 312 novas residências por mês, 3,7 mil por ano, 37,4 mil em uma década. Mas, em meio a esses edifícios de fenômenos já sabidos, constrói-se algo surpreendente. Mesmo com o boom de financiamentos para a casa própria, o índice de imóveis alugados subiu 31% em 10 anos. A cada 5 residências caxienses, uma tem inquilinos como moradores. Já são 85.381 pessoas nessas condições, como mostra um cruzamento feito pela revista O CAXIENSE a partir do banco de dados do IBGE. É gente suficiente para lotar os estádios Jaconi e Centenário, e ainda 32 mil torcedores ficariam de fora. Caso se rebelasse, se juntasse em um território e conseguisse se emancipar, a multidão formaria um município maior do que 94% das cidades brasileiras. Moradora do São Pelegrino, um dos 5 bairros caxienses campeões do aluguel, a universitária Camila Bertoldo integra a localidade fictícia dos sem-casa própria e ajuda a entender o fenômeno. A história da estudante de Vacaria com Caxias do Sul começou no fim do Ensino Médio. Depois de se formar, precisava decidir: onde cursaria Publicidade e Propaganda? Ela tinha predileção por Porto Alegre, mas o pai preferia o município serrano, pela proximidade. Ele, óbvio, venceu a queda de braço. A vacariense chegou em Caxias em 2007, contribuindo para um dos maiores aumentos populacionais do Estado na década. Impulsionado pela migração, o município cresceu mais de 20%, o que se reflete na alta das locações, como avalia a economista Maria Carolina Gullo, da Universidade de Caxias do Sul (UCS). “Essa população de migrantes muitas vezes vai viver na periferia até que tenha renda para buscar financiamento.” No desembarque em solo caxiense, Camila não morou no subúrbio, mas em uma república com outros 7 jovens. Durou oito meses. Era tanta desorganização, era tanta bagunça, era tanto barulho – havia até ensaios de uma banda de rock no local – que ela optou pela mudança. Passou por outro imóvel antes de chegar ao apartamento onde mora, outra tendência em Caxias. Os caxienses habitam mais de 30 mil unidades desse tipo, o que significa 20,5% do total dos domicílios. Essa proporção subiu em quase 1/3 em 10 anos, fazendo com que Caxias saltasse no ranking das cidades mais verticalizadas do Estado. O município saiu da 13ª colocação, em 2000, para ocupar a 7ª posição, em 2010. É outro sinal de uma Caxias cada vez mais urbana. O secretário de Urbanismo, Francisco Spiandorello, está atento ao fenômeno, que lhe parece inevitável. O trânsito parado em engarrafamentos intermináveis estimulará que os caxienses procurem moradias próximas ao emprego – e, para aproveitar melhor os terrenos ainda disponíveis, as construtoras erguerão mais e mais prédios. “Caxias vai se verticalizar. O ideal seria que alguém pudesse trabalhar a 500 metros do lugar onde mora”, avalia. “Não tem por que criar um núcleo urbano longe do centro se ainda existem espaços para serem ocupados.” Para ele, a cidade deverá ter polos de desenvolvi

A radiografia do lar 2000

2010

Domicílios particulares O número de novos lares subiu 33,8% em 10 anos:

109.396 146.830 Tipo Os apartamentos já representam um em cada 4 domicílios em Caxias, o 7º maior índice do Estado:

15,8% 20,5%

Apartamento

84% 79,4%*

Casa

Outros: 0,2%, 0,1%

*inclui casas em vilas e em condomínios

Condição O município ocupa a 20ª colocação no ranking de lares alugados no Estado:

Próprio

Alugado

Cedido

76,4% 72,9%

15,9% 20,8%

7,3% 5,7%

Outros: 0,4%, 0,7%

Os campeões em aluguéis Os líderes caxienses estão entre os 100 bairros com os maiores índices do Rio Grande do Sul em 2010:

Centro Parada Cristal Petrópolis

37,28% 35,71% 32,59%

São Pelegrino 30,24% Cruzeiro 29,61% 25.NOV.2011

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As razões

Por que aumentou o número de lares alugados

Crescimento populacional

Urbano X Rural

Impulsionado pela migração, o número de habitantes aumentou em quase 21%, uma das maiores altas no Estado:

O êxodo rural se acentuou na década, empurrando mais pessoas para os aluguéis:

360.419 435.564

81,2% 84,4%

18,8% 15,6%

mento nos bairros, como acontece no um solitário habitante. Cruzeiro, Lourdes, Santa Catarina e São A queda está relacionada às mudanPelegrino. ças na composição dos lares: de cada 4 famílias, já há uma formada por casais O caxiense mora cada vez mais em sem filhos. Também se associa a outra apartamento, mas o divide com cada curiosidade estatística. Até os 40 anos, vez menos gente. Se Camila começou a faixa etária entre 20 e 29 anos aparece sua vida no município com outras 7 como a única em crescimento. É justo pessoas, agora conta com apenas uma aquele grupo que percebe que chegou a amiga como colega de casa. A média na hora de deixar de lado os mimos da mãe cidade caiu para 3 moradores por do- e do pai e construir uma vida indepenmicílio – 13,3% deles, aliás, têm apenas dente. Ainda sem patrimônio, eles não

Famílias menores

Número médio de moradores por moradia caiu quase 10% nos anos 2000. Média de moradores por domicílio:

qqq

3,27 3

têm condições de comprar uma casa – e aqui voltamos à questão das locações. A universitária de 22 anos nem pensa em moradia própria, porque já faz uma ginástica para equilibrar as contas. “Os aluguéis aqui são muito caros”, justifica a moradora de um apartamento de 2 quartos. Com a bolsa de R$ 650 que ganha como estagiária no Diretório Central de Estudantes e um bem-vindo auxílio dos pais, ela quita metade da locação de R$ 600 e do condomínio de R$

Maikon Piccini Siccol com o filho, Miguel, e Maria de Jesus Cauduro |

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Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense


Mais solitários Taxa de um só morador em residências cresceu 40% em uma década. Domicílios com pessoas sozinhas:

a

Lares mais femininos

Aumentou em 68% o índice de mulheres responsáveis pelo sustento das famílias, ...

9,5% 13,3% 22,7% 38,2%

77,3% 61,8%

120, além de todas as outras despesas de Maikon, que sonha em se livrar da para se sustentar. A outra metade sai do conta. “É um dinheiro que poderia pabolso da amiga. gar alguma coisa minha”, raciocina. O dinheiro escasso aparece como Atraído de Serafina Corrêa por um uma realidade comum no território dos tio, em 2005, o fotógrafo Maikon Pic- inquilinos. Segundo o IBGE, a rendicini Siccol, de 29 anos, também precisa mento nas casas de aluguel é 22% merachar a conta para quitar a locação dos nor do que em imóveis próprios. “O R$ 1,2 mil mensais por uma casa de 2 avanço do aluguel está mais relacionado pisos no bairro Kayser. Divide a resi- ao fato de as pessoas não terem renda dência com um cunhado. O imóvel ain- suficiente. Não dá para relacionar tudo da abriga a mulher e o filho de 6 meses com o migrante”, pondera o coordena-

... mas elas ainda recebem 65% do salário dos homens, apesar da disparidade ter caído na década. As famílias de lares alugados contam renda mais baixa do que aquelas que vivem em casa própria.

R$ 628 R$ 1.218

R$ 1.125 R$ 1.863

Média: R$ 924, R$ 1.559

dor do Observatório do Trabalho da UCS, Moisés Waismann, que aponta a supervalorização das residências como uma das possíveis razões do fenômeno. Mesmo aqueles com salário maior têm dificuldade para adquirir um imóvel. Natural de Tocantins e ex-moradora de Canoas, a empresária Maria de Jesus Rodrigues Cauduro, de 39 anos, o marido e 3 filhos levaram 2 anos para conseguir se mudar para a casa própria em Caxias. Eles suaram servindo almo

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Mais jovens Percentual de moradores com idade entre 20 e 29 anos, faixa etária em que se costuma deixar a casa dos pais, aumentou na década:

0-4 anos 8,1%

6,2%

5-9 anos 8,4%

6,4%

10-19 anos 20-29 anos 30-39 anos 40-49 anos

18,1% 15,3% 17,5% 19,2% 17,2% 16,2% 14,0% 14,4% 8,3%

50-59 anos 8,2% 60 anos ou mais

11,3%

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital de Citação - Cível 1ª Vara Cível - Comarca de Santa Cruz do Sul Prazo de: 20 (vinte) dias. Natureza: Cobrança Processo: 026/1.04.00037315 (CNJ:.0037311-49.2004.8.21.0026). Autor: Administradora de Consórcios Spengler Ltda. Réu: José Roberto Rodrigues de Assis. Objeto: CITAÇÃO de José Roberto Rodrigues de Assis, atualmente em lugar incerto e não sabido, para, no PRAZO de QUINZE (15) dias, a contar do término do presente edital (art. 232, IV, CPC), contestar, querendo, e, não o fazendo, serão tidos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor na inicial. Santa Cruz do Sul, 26 de outubro de 2011. SERVIDOR: Deborah Hoffmann Figueiredo, Escrivã Judicial Designada. JUIZ: Josiane Caleffi Estivalet.

10,8% ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

ços e jantares na galeteria da família, com apenas um descanso semanal, para conseguir um rendimento mensal de R$ 8 mil até poupar o bastante para realizar o sonho. Na casa de Maria de Jesus, a configuração familiar ainda é tradicional, com o marido no comando. Mas essa realidade se transforma em Caxias. Quatro em cada 10 domicílios têm as mulheres como principal responsável – 2/3 a mais do que no começo da década. E isso não só apresenta ligação com o acréscimo nos divórcios, lembra a economista Maria Carolina. “É possível também que a mulher esteja melhor empregada e, por isso, é a chefe de família”, avalia. Emprego mais qualificado não significa, porém, igualdade com os homens. O abismo nos rendimentos se reduziu, mas elas ainda recebem o equivalente a 65% do salário deles, o que retarda a fuga do aluguel para as comandantes das residências. Os empreendedores entoam a esperança de que a situação irá se inverter e mais gente poderá ter a mesma satisfação de Maria de Jesus. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Caxias, Valdemor Antonio Trentin, admite uma “demanda reprimida”, especialmente para famílias com rendimentos mais baixos, a partir da classe C. Desde 2007, o aumento nas linhas de financiamento com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) incentiva uma mudança no cenário. No ano passado, os empresários aprovaram na prefeitura 625,3 mil metros quadrados de projetos residenciais, 2,5 vezes a mais do que em 2000 e o suficiente para construir 11,4 mil imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida. “Enquanto houver déficit habitacional, a tendência é de que o setor continue crescendo. Como o movimento migratório tem sido constante, mesmo se houver estagnação, ainda restará a demanda reprimida”, avalia o dirigente. Maikon, Camila e outros 85.379 sem-casa própria agradecem.

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Edital de Citação Cível

6ª Vara Cível - Comarca de Caxias do Sul

Prazo de: vinte(20) dias. Natureza: Declaratória Processo: 010/1.10.0026907-8 (CNJ:.0269071-70.2010.8.21.0010). Autor: Exclusiva Negócios Imobiliários Ltda. Réu: RGE - Rio Grande Energia S.A. e outros. Objeto: CITAÇÃO de Ricardo Neves Ferrazzi, atualmente em lugar incerto e não sabido, para, no PRAZO de QUINZE (15) dias, a contar do término do presente edital (art. 232, IV, CPC), contestar, querendo e, não o fazendo, serão tidos como articulados pelo autor da inicial. Caxias do Sul, 28 de setembro de 2011. ESCRIVÃ: Zélia Thomasini. JUIZ: Luciana Fedrizzi Rizzon.


PLATEIA Kent Lacin, Divulgação/O Caxiense

Caso a 3 no cinema | Sertanejo universitário e hip hop superior | Teatro com e sem cérebro | Arte no calendário

SEX. R$ 40. 19:30-1:00 - PRINCIPAL: Pedro Strasser & Banda (RJ), The Bluesmakers (PoA), Bob Stroger (EUA) e Vasti Jackson (EUA) & Flávio Guimarães (RJ) | 22:0023:30 - JUKE HOUSE: Ale Ravanello Blues Combo (PoA) | 18:30-1:00 - MISSISSIPPI: Taxi Free (PoA) e The Headcutters (SC) | 19:00-1:30 - VESÚVIO ACOUSTIC: Andy Serrano & Uncle Cleeds, Bruno Pinheiro Machado & Ricardo Biga, Marcelo Cardoso, Andy Serrano & Joe Marhofer (SC), Ivan Mariz (RJ) & Rodrigo Campagnolo, Big Gilson (RJ) & Andy Serrano | 18:30-2:00 - FRONT PORCH: The Juke Joint Band e Lennon Z & The Sickboys SÁB. R$ 50. 19:30-1:00 - PRINCIPAL: Matias Cipiliano y La Dynamo (ARG), Big Gilson & Blues Dynamite (RJ), Blackbirds & Yer Blues Orchestra (RS) e Rick Estrin & The Nightcats (EUA) | 22:00-23:30 - JUKE HOUSE: Andy & The Rockets (PoA) | 18:30-1:00 - MISSISSIPPI: Electric Blues Explosion e Beale Street (RJ) | 19:00-1:30 VESÚVIO ACOUSTIC: Nico Smoljan (ARG) & Matias Cipiliano (ARG); Isaac Slim, Juliane Cappellaro & Débora Oliveira; Ricardo Maca (SC), Ale Ravanello e Joe Marhofer (SC); Gustavo Andrade (BH) & Décio Caetano (PR); e Pedro Strasser (RJ), Catuto Blues (SC) & Décio Caetano (PR) | 18:30-2:00 - FRONT PORCH: Bob Stroger e The Headcutters (SC) & Ale Ravanello (PoA) | 18:45-22:00 - WORKSHOPS: Ricardo Biga (Gaita Blues e Cromática – Técnica e Improviso), Alamo Leal (Guitarra - Do Delta do Mississippi a Chicago), Thiago Cerveira (Suzuki Harmônicas), Andy Serrano (Tudo Sobre Valvulados), Nicola Spolidoro (A Harmonia Blues na Guitarra) e Workshop de Dança/Clube Ballroom (Passos Básicos de Rock e Blues)

Blues pra gringo ver

O Mississippi Delta Blues Festival ainda tem para onde crescer. Neste ano, não deve dar o salto de público que teve da 2ª para a 3ª edição, já que os ingressos foram limitados para que o festival não perca a cara de evento familiar. Mas, se for para falar em atrações, é fácil elencar 5 motivos para sair do Largo da Estação Férrea com gosto de quero mais.

shows São 5 palcos carregados de personalidade. No palco principal, todas as atrações são inéditas. Nesta sexta, um dos destaques é o guitarrista Vasti Jackson, que toca ao lado de Flávio Guimarães. Sábado, a Blackbirds apresenta o Tributo aos Beatles com acompanhamento da Yer Blues Orchestra. E o americano Rick Estrin vem com banda completa, a The Nightcats (foto ao lado).

bandas de jump blues e rockabilly. Para quem não arrisca um passinho sequer, haverá workshops de dança antes de cada bailinho. personagens Eles estão por todos os lados, propositalmente ou não. Em 2010, Pedro Strasser virou figurinha tarimbada, dando canja em todos os palcos. Neste ano, qualquer uma das atrações internacionais pode desempenhar o papel. Com exceção de Tia Carrol, todos os artistas internacionais estarão nos 3 dias de festival. “E provavelmente vão querer participar das jam sessions”, prevê o organizador (e um desses personagens) Toyo Bagoso. Neste ano, o ícone das referências do festival, a personagem Miss Mae, tem a companhia de uma bandinha.

Comes e bebes Num festival tão cheio de significados, comida não poderia servir apenas para matar a fome – tem que entrar no clima do blues. O sanduíche Filadélfia, com carne e 3 tipos de queijo, é vendido ao lado do palco Front Porch. O Mississippi oferece comida típica sulista americana. Front Porch Para quem quiser algo mais conNa simpática vencional, tem o cachorro-quente casinha ao lado do Jaime Rocha, pipoca e pizza em do palco principal, fatias na Vesúvio. Para beber, 510 clima intimista e ml de chope a R$ 8, servidos nos já músicos tocantradicionais copos do festival. do na varanda. O lugar, inspirado nas casas dos escravos americanos, Palco Juke House emocionou Bob Stroger quando O palco montado na casa das ofi- o baixista esteve em Caxias no cocinas da estação é o lugar onde dá meço do ano por lembrar da cidade para participar de workshops com onde ele nasceu, no Missouri. Tanto Décio Caetano e Andy Serrano, por que o cara pediu para tocar ali no exemplo. Depois das aulas, a pro- sábado, depois de seu show no palposta é criar uma casa de baile, com co principal, nesta sexta-feira. 25.NOV.2011

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CINE

Juliana

SCHALCH. Gabriel GODOY. Victor MENDES. De Nando OLIVAL

OS 3 “É uma mistura de reality show com site de vendas online”, diz o jovem universitário sobre a maneira que encontrou para vender os móveis do apartamento onde mora com um amigo e uma amiga. No fim da faculdade o trio instala câmeras na república e eles viram personagens de um reality online mais interessante que os da TV. Os estudantes, que se conheceram em uma fila de banheiro e decidiram morar juntos, vivem um triângulo amoroso público e o sofrimento da separação. Estreia.

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GNC 16:00-20:00

AMANHECER - PARTE I

No Rio de Janeiro, Bella finalmente perde a virgindade. Depois do casamento, claro. Tá pensando que vampiro é bagunça? A mocinha fica grávida, Edward a torna imortal e ela da à luz uma menina. Renesmee é a chave para a guerra entre os Cullen e os Volturi, a máfia italiana dos vampiros. 2ª semana.

NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE

Uma mulher moderna, multifuncional, bem sucedida, independente... Não é a Carrie, de Sex and the City, mas poderia ser. A executiva se divide entre o emprego, o marido, os 2 filhos e uma paixão pelo novo colega. Sarah Jessica Parker continua linda aos 46. Sabemos como ela consegue. Estreia.

GNC 13:30-16:15-19:00-21:40 13:50-16:30-19:20-22:00

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GNC 14:30-17:10-19:30-21:20

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MEU PAÍS

HAPPY FEET 2: O PINGUIM

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1:19

No 1° filme, Mano, um excelente pinguim sapateador, precisava superar o fracasso como cantor, talento fundamental entre os imperadores. Agora ele é pai e precisa ajudar Erick a encontrar o seu talento.

De volta ao Brasil, o personagem de Rodrigo Santoro perde o pai, descobre uma irmã deficiente intelectual e o irmão viciado em jogos. Problemas familiares, paradoxalmente, aproximam as pessoas. No domingo, haverá bate-papo após a sessão. 2ª semana.

GNC 14:10-16:45-19:10

Ordovás Qui.-Sex. 19:30. Sáb. Dom. 20:00

21:50

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1:43

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1:30


O PALHAÇO

Selton Mello se aventurou pela segunda vez como diretor. E vem alcançando o sucesso de público e crítica. Nesta obra, utiliza enquadramentos precisos, uma história comovente e uma boa sacada: um palhaço infeliz. Um brasileiro há 5 semanas em cartaz. Aplausos!

De Rejane

ZILLES

WALACHAI

Quando Getúlio Vargas os obrigou a falar português, eles se calaram por um tempo. Rejane Zilles mostra como vivem os gaúchos de Walachai – em alemão antigo, “um lugar longínquo, perdido no tempo” –, que teimaram em cultivar hábitos que não existem nem na Alemanha e que eles cultuam sem conhecer. No sábado, depois do filme, a diretora bate-papo com o público. As 2 sessões são gratuitas. SÁB. DOM. 18:00

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1:30

Depois do não ocorrido, as coincidências e a história do fim do mundo ficaram assim... tão semana retrasada... 3ª semana.

12

1:40

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A CASA DOS SONHOS

Uma família perfeita troca a vida em Nova York por uma casa em uma cidade estranha. Lá, eles são assombrados pelo passado misterioso dos antigos moradores, espíritos e criancinhas assustadoras no fim do corredor. E a criatividade? Procure em outra casa. GNC 18:00

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1:46

O funcionário do zoológico que conta com a ajuda dos animais para reconquistar a ex volta de uma curta temporada de férias. UCS 18:00

L

1:42

GIGANTES DE AÇO

OS SMURFS

Eles levaram a sério o slogan “pés na região...”. Estão plantados aqui há 17 semanas. GNC 14:00-22:10

GNC 14:45-17:00-18:50-21:00

O ZELADOR ANIMAL

11.11.11

GNC 14:00-22:10

★★★★★

L

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Em 2020, lutas entre homens são proibidas e robôs são os gigantes dos ringues. Mas os dramas de família continuam os mesmos. Hugh Jackman treina uma lata velha e resolve a relação com o filho. UCS 20:00

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25.NOV.2011

2:07

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Nana Maraes, Divulgação/O Caxiense

MUSICA + SHOWS SEXTA Vinny Lacerda

23:30. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Volux

22:00. R$ 10. Bier Haus

Pátria e Querência

22:00. R$ 6 e R$ 8. Paiol

Jaisson e Juliano

Negra livre Embora alternativo, o hip hop é apontado como um meio machista. Entre as atividades de skate, as batalhas de MCs e as roupas despojadas, sobra pouco espaço para as mulheres. Negra Li não se importou. Com voz agradável, estilo próprio e algumas parcerias que alavancaram seu sucesso, a jovem é destaque no gênero. No Havana, ela participa da festa Luv Mansion. A noite tem ainda o hip hop de Nitro Di e o samba-rock do DJ Mono. SEX. 23:00. R$ 30 e R$ 45. Havana

23:30. R$ 20 e R$ 40. Xerife

Regra 3

23:30. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13 Divulgação/O Caxiense

Branco no Preto

20:00. Livre. Zarabatana

Joil Carlo

23:00. R$ 20 e R$ 30. Arena

Babysitters

23:00. R$ 12. Vagão Bar

Sandinista

23:00. R$ 15. Vagão Classic

Sábado Fullgas

23:30. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Zueira

23:00. ConD Bar

Izzi e Louise

Ecos dos 2 lados do mundo

Pátria e Querência

Para comemorar o aniversário de 23 anos, os 14 artistas do coro cênico Eco Dei Monti vestem figurinos típicos e apresentam repertório que migra da renascença italiana para as canções latino-americanas. A direção artística é de Renato Filippini.

22:00. R$ 6 e R$ 8. Paiol

DJs Leandro Veiga e DJ Johny Becker

SEX. 21:30. R$ 5 e R$ 10. Teatro do Sesc

23:00. R$ 25 e R$ 40. Havana

DJ Luciano Costa

23:00. R$ 20 e R$ 40. Pepsi

Acervo Pop

Pegador

Dj Rodrigo Dias

No último sábado, ele foi visto aos beijos com uma repórter da Rede TV durante um show em São Paulo. Mais um alvoroço na imprensa. Luan Santana pega. Pega como sarna. Entre os boatos, ele não para de emplacar hits como a pegajosa Meteoro da Paixão. Nega, que rima “capaz” com “mas, mas, mas”, leva 1 minuto para grudar na memória e é apontada como a próxima febre de verão. E vai pegar. Porque em breve, querendo ou não, você ouvirá. A partir daí, será inevitável acompanhar mentalmente os versinhos.

23:00. R$ 20 e R$ 35. La Barra 23:00. R$ 20. Nox Versus

Garage Inc.

23:00. R$ 15. Vagão Bar

Festa Latina

23:00. R$ 15. Vagão Classic

DOM. 21:00. R$ 50 a R$ 90. Alfredo Jaconi

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Icomp, Divulgação/O Caxiense

22:00. R$ 10. Bier Haus


+ SHOWS Domingo Puracazuah

22:30. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Domingueira

16:00. Livre. Zarabatana

Terça (29) Sopros e Acorde

22:00. R$ 8. Bier Haus

Fran Duarte e Banda Soul

22:00. R$ 8 e R$ 10. Mississippi

Quarta (30) Disco

22:00. R$ 8. Bier Haus

Maurício e Daniel 22:00. Livre. Paiol

BlackBirds

22:00. R$ 10 e R$ 15. Mississippi

Quinta (1º) Victor Hugo e Samuel

23:30. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Alexon Mendes

22:00. R$ 10. Bier Haus

Nico Smoljan y Shakedancers

22:00. R$ 10 e R$ 15. Mississippi

25.NOV.2011

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Divulgação/O Caxiense

PALCO + ESPETACULOS Tangos e Tragédias Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky se conheceram estudando música, mas foi o teatro que transformou a carreira dos 2. Depois de 27 anos, a dupla continua na estrada com o espetáculo Tangos e Tragédias. Conta a lenda da Sbornia, “a lixeira cultural do mundo”, que depois de assistir uma vez, fica difícil resistir ao espetáculo. SEX. 20:30. De R$ 25 a R$ 50. UCS Teatro. 1:30 3★

Os homens que convenceram Eva O rentável Homens de Perto 2, que também tem versão pocket para empresas, é um festival de grifes do teatro. No elenco, Oscar Simch, Zé Victor Castiel e Rogério Beretta; direção de Néstor Monasterio e, acredite, coreografias de Eva Schul, que criou um novo número de balé sentado. Decepcionante. A segunda versão tem mais músicas, novas esquetes e números de mágica. A fórmula e o resultado são os mesmos do anterior: plateia lotada e humor “para todos os gostos”. Conforme o diretor, a peça é responsável por levar muitas pessoas pela primeira vez ao teatro. A dúvida é se elas retornam para assistir outros espetáculos. SEX. SÁB. 20:30. R$ 25 a R$ 50. Teatro São Carlos

1:30

O outro lado do gauchismo

Vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, chimarrita e, principalmente, chula. Em Gaudério, o mais recente espetáculo da Cia. Matheus Brusa de Dança Contemporânea, mulheres fazem uma releitura das tradições e danças gaúchas e transformam movimentos duros em leveza. Depois da sessão das 21:00, o elenco conversa com o público sobre o processo de pesquisa que começou ainda em 2008 com o projeto Bipolar. A entrada é gratuita.

Quando o cérebro ri Pois é, vizinha é uma comédia que fala sobre coisa séria. Aprisionada pelo marido, a única relação de uma dona de casa com o mundo externo é uma vizinha, a quem conta as angústias, tristezas e (pseudo) alegrias. “A comédia é uma arma que a gente tem para falar sobre os dramas do mundo”, analisa a atriz Deborah Finocchiaro, que acumula boas críticas. Com 18 anos de estrada, a peça faz o público rir sem perder a capacidade de refletir. QUI. 20:30. Teatro do Sesc. 1:10

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Gerson de Oliveira, Divulgação/O Caxiense

TER. 19:00 e 21:00. Teatro Municipal


ARTE Parceria cíclica

Como no ano passado, Giovana Mazzochi e Marcos Clasen lançam uma exposição – O Ciclo e as Estações – que ilustra a segunda edição do Calendário com Arte. Cada artista produziu 7 obras: uma para cada mês, mais capa e contracapa. Marcos pinta a óleo. Giovana se arrisca em meios tecnológicos e, não raro, se perde em meio a tantas referências. A partir de QUI. (1°). SEG-SEX 9:0019:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás

+ EXPOSICOES V Salão Campus 8

Coletiva SEX. 9:00–19:00. SÁB. 15:00–19:00. Até SÁB. (26). Ordovás.

Camuflagens

Nelson Wilbert. SEG-SEX. 9:00-19:00. SÁB. 15:00-19:00. Saccaro

Chuvas

Marcos Clasen. SEG-SEX. 10:00-19:30. DOM. 16:00-19:00. Catna Café

Coleção Primavera Verão 2011

Coletiva. SEG-SEX 9:00-19:00. SÁB. 9:00-15:00. Arte Quadros

CA

MA RIM

Marcelo Aramis

Frio do Sul Para o coreógrafo Matheus Brusa, o contraste do gingado e do abraço caloroso do Nordeste com a dança dura e o cumprimento distante do Sul é influência do clima. Desde 2007, ele pesquisa a relação da temperatura com a qualidade de movimento. Em 2008, a pesquisa rendeu a montagem do espetáculo Bipolar, o quente e o frio no palco. Depois, o frio foi privilegiado em Gaudéria, um solo em Joinville e outros 3 festivais. O corpo e o movimento enrijecidos pelo frio – inclusive das relações humanas – é o enredo de Gaudério, que estreia na próxima terça. Kelen Silva, Luciane Souza e Mayara Colombo tiveram 20 horas de aula de chula. Quando chegaram ao nível de competição, Matheus achou que estavam prontas para desconstruir a dança. A coreografia tem trilha sonora ao vivo com Anderson Magrinelli no acordeon, Guilherme Rosset na percussão, Lazaro Nascimento no violão e guitarrón. Matheus também faz a percussão e efeitos. Garrafas de água, chaleira, facão, chimarrão e outros instrumentos nada típicos dão fôlego à dança. O palco tem cheiro de pinhão e o chimarrão é servido no saguão do teatro.

Moúsai: à luz do luar, entre sombras, o patrimônio se revela Coletiva. TER-SÁB. 9:00-17:00. Museu Municipal

Fábio Balen

Coletiva. SEG-DOM. 10:00-22:00. San Pelegrino

Laboratório 2011

Coletiva. SEG-SEX. 8:30-22:30. Campus 8

Na TáBUA

Coletiva. SEG-SEX. 9:00-19:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás.

O bairro faz

Coletiva. SEX. 8:00-18:00. SÁB. 8:30-12:30. Até SÁB. (26). Farmácia do Ipam

O Ventre e o Leite

5★

Bruno Segalla. SEG-SEX. 9:00-12:00. 14:00-7:00. Instituto Bruno Segalla

Como uma luva

Depois de pintar paredes, placas e bolachas de chopp, Vivi Pasqual encontrou outro suporte para seus desenhos. Nas mãos do artesão Gastão Alfredo de Souza a obra ficou ainda mais interessante. “Fui fazendo para um dia usar na mochila, em uma camiseta... Na mochila fica grande, na camiseta pesa muito...” Como o resultado “não serve pra nada, só pra ver”, Vivi prepara uma exposição para dezembro, no Catna Café, com curadoria de Mona Carvalho. Ainda bem que serve só para figurar em galeria de arte. 25.NOV.2011

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A

cinemas: GNC. rsc 453 - km 3,5 - Shopping Iguatemi. 3289-9292. Seg. qua. qui.: R$ 14 (inteira), R$ 11 (Movie Club) R$ 7 (meia). Ter: R$ 6,50. Sex. Sab. Dom. Fer. R$ 16 (inteira). R$ 13 (Movie Club) R$ 8 (meia). Sala3D: R$ 22 (inteira). R$ 11 (meia) R$ 19 (Movie Club) | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316. R$ 5 (inteira). R$ 2 (meia) | UCS. Francisco Getúlio Vargas, 1130, Petrópolis. 3218.2100. R$ 10 (INTEIRA). R$ 5 (MEIA). MÚSICA: Arena. Perimetral Bruno Segalla, 11.366. São Leopoldo. 3021-3145. | Bier HauS. Tronca, 3.068. Rio Branco. 3221-6769 | Boteco 13. Augusto Pestana. Moinho da Estação. 3221-4513 | COND BAR. ÂNGELO MURATORE, 54. DE LAZZER. 3229-5377 | ESTÁDIO ALFREDO JACONI. HÉRCULES GALLÓ, 1.547, CENTRO | ESTAÇÃO FÉRREA. AUGUSTO PESTANA. SÃO PELEGRINO | Havana Café. Augusto Pestana, 145. Moinho da Estação. 3215-6619 | LA BARRA. CEL. FLORES, 810, SÃO PELEGRINO | Mississippi. Coronel Flores, 810, São Pelegrino. Moinho da Estação. 3028-6149 | Nox Versus. Darcy Zaparolli, 111. Villaggio. 3027-1351 | Paiol. Flora Magnabosco, 306. São Leopoldo. 3213-1774 | Pepsi Club. Vereador Mário Pezzi, 1.450. Lourdes. 3419-0900 | Portal Bowling‎. RST 453, Km 02, 4.140. Desvio Rizzo. 3220-5758 | Vagão BAR. Coronel Flores, 789. São Pelegrino. Moinho da Estação. 3223-0007 | Vagão Classic. Júlio de Castilhos, 1.343. Centro. 3223-0616 | Xerife. Hilário Pasquali, 34. Universitário. 3025-4971 | Zarabatana. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3228-9046 teatros: TEATRO MUNICIPAL. DR. MONTAURY, 1333. CENTRO. 3221-3697 | TEATRO São CARLOS. Feijó Júnior, 778. São Pelegrino. 3221-6387 | SESC. Moreira César, 2462. PIO X. 3221-5233 galerias: ARTE QUADROS. FEIJÓ JÚNIOR, 975, SALA 1.007, SÃO PELEGRINO | CAMPUS 8. RS-122, s/n°, Km 69. Forqueta. 3289.9000 | CATNA CAFÉ. Júlio de Castilhos, 2546. Centro. 3221-5059 | FARMÁCIA DO IPAM. DOM JOSÉ BAREA, 2202, EXPOSIÇÃO. 4009.3150 | Instituto Bruno Segalla. 3027-6243. Andrade Neves, 603,Centro | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3228-9046 | Saccaro. Av. Therezinha PaulettiSanvitto, 344. 3283-1333 | San Pelegrino. Rio Branco, 425. São Pelegrino. 3022-6700 | sesc. mOREIRA CÉSAR, 2462, PIO X. 3221-5233

Carol De Barba

Grasi Santos, Divulgação/O Caxiense

Enderecos

Um pé no conceito... Com discotecagem da rhyca Jana Rosa, ex-blogueira e atual apresentadora da MTV, e presenças globais, a Carmen Steffens inaugurou sua segunda loja-conceito brasileira na segunda-feira (21), em Gramado. Com layout sintonizado à identidade da marca, misturando a modernidade do acrílico a rebuscados dourados e cristais, o prédio leva as apaixonadas por sapatos e bolsas ao delírio em 3 andares. No primeiro ficam as peças mais bacanas da coleção principal, inclusive a linha Teen. No segundo, um outlet, e no terceiro, um showroom. Em Caxias, a Carmen Steffens tem loja no Iguatemi, mas vale esticar uma visita à Região das Hortênsias para curtir o clima diferenciado da concept store.

…e outro no inverno

Legenda Duração

Classificação

Avaliação ★ 5★

Cinema e Teatro Dublado/Original em português Legendado Animação Ação Aventura Comédia Drama Documentário Infantil Romance Suspense Terror Ficção Científica

Música Blues Hip hop Samba

Coral Eletrônica Erudita Jazz MPB Pagode Pop Rock Sertanejo Tradicionalista

Dança Contemporânea

Artes Desenho Fotografia

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Diversas Escultura Pintura

Retrô-chic, Nova Alfaiataria e Mix 70’s. Essas foram as tendências que nortearam a antenada e muito bem elaborada coleção de Outono/ Inverno 2012 da Piccadilly, que contou com consultoria das jornalistas e consultoras de moda caxienses (radicadas em Porto Alegre) As Patrícias – Parenza e Pontalti. No dia anterior ao início da Zero Grau – salão de tendências em calçados e acessórios –, a marca apresentou com exclusividade para lojistas, fornecedores e formadores de opinião os modelos que devem chegar às prateleiras no segundo bimestre do ano que vem. O desfile refinado provou que o projeto de reposicionamento da marca está dando certo. A nova coleção tem calçados que agregam moda ao DNA da Piccadilly, antes associado apenas ao conforto e ao preço baixo.


ARQUIBANCADA Rali para amadores | Copa para quem ama o basquete | Esteiras para correr | Botões para jogar + ESPORTE CORRIDA: Revezamento em Esteiras

SÁB. 10:00-22:00. San Pelegrino Shopping Mall

ESPORTES NÁUTICOS: Copa Navegar 2011 SÁB. 8:00. Represa São Miguel

FUTEBOL: Campeonato Municipal Sub-15 - Final SÁB. 15:15. Estádio Municipal

BOLÃO: Jogos Abertos Feminino

SEG. 19:15. Imaculada x Imigração. Salão Paroquial da Igreja dos Capuchinhos

FUTEBOL DE MESA: Campeonato Municipal TER. 19:00-22:00. QUI. 19:00-22:00. SÁB. 13:30-17:00. Ginásio do Vasco da Gama

MARTCENTER: RSC-453, 4.140, DESVIO RIZZO | JUVENIL: MARQUÊS DO HERVAL, 197, MADUREIRA | REPRESA SÃO MIGUEL: AMADEO ROSSI, S/N, FÁTIMA | SAN PELEGRINO: AV. RIO BRANCO, 425, SÃO PELEGRINO | ESTÁDIO MUNICIPAL: AV. CIRCULAR PEDRO MOCELIN, CINQUENTENÁRIO | SALÃO PAROQUIAL DOS CAPUCHINHOS: GAL. SAMPAIO, 161, RIO BRANCO | GINÁSIO DO VASCO DA GAMA: JOSÉ SOARES DE OLIVEIRA, 2.552, PIO X

Carros disputam rali de regularidade | Divulgação/O Caxiense

Correndo, mas não muito, pelo interior Os carros são de passeio. Os pilotos e navegadores são iniciantes. E a ideia é bem esta: se divertir. O itinerário percorre a região de Ana Rech e Fazenda Souza. Mas não ganha quem chegar primeiro. O que interessa é a regularidade. A dupla

vitoriosa será a que se enquadrar melhor nos horários estabelecidos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.rallycaxias.com.br. O custo é de R$ 40. SÁB. 10:00. Martcenter (largada)

Basquete quer ganhar pontos O Caxias do Sul vem alcançando ótimos resultados nos campeonatos de basquete, mas o esporte ainda precisa ganhar mais pontos por aqui. Um bom reforço para isso é a Copa de Basquete Festa da Uva, que movimenta as quadras (e, esperase, as arquibancadas) do Juvenil de sexta a domingo, com 6 confrontos. A entrada, vale lembrar, é gratuita. Além do Caxias do Sul, um time com os melhores jogadores do Ci-

tadino representa a cidade. De fora, vêm a equipe de Videira (SC) e a Sogipa, de Porto Alegre. SEX. 19:00 - Videira x Seleção Caxias. 21:00 - Caxias do Sul Basquete x Sogipa. SÁB. 16:00 - Videira x Sogipa. 18:00 - Caxias do Sul Basquete x Seleção de Caxias. DOM. 9:00 - Seleção de Caxias x Sogipa. 11:00 - Caxias do Sul x Videira. Clube Juvenil 25.NOV.2011

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Edição 104  

Uma contradição se ergue no canteiro de obras chamado Caxias. Apesar da explosão no crédito imobiliário, mais moradores passaram a pagar alu...

Edição 104  

Uma contradição se ergue no canteiro de obras chamado Caxias. Apesar da explosão no crédito imobiliário, mais moradores passaram a pagar alu...

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