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Os dramas e as esperanças dos guardiões da vida em uma UTI

16 Uva, do prato principal à sobremesa

Uma vaga para bailarino modesto

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7 O incrível do Carnaval

Um réporter entre os figurantes do Desfile Cênico

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Um desfile quase perfeito na Festa da Uva

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10 Bom Jesus vira cenário de Hollywood

Amador não é o esporte amador

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20 O pai do principal símbolo de Caxias

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72 opções para fazer a festa nos Pavilhões

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Um presente de grego

Fotos: 6: Luiz Chaves, Div./O Caxiense | 12: Giácomo Geremia, Arq. Hist. Mun., Div./O Caxiense | 16: Maurício Concatto/O Caxiense

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DIGA!

Rua Os 18 do Forte, 422\1, bairro Lourdes, Caxias do Sul (RS) |

O Caxiense no Storify | Comunicação democrática | Os caxienses narram os fatos

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DIRECAO Diretor Executivo - Publisher

Felipe Boff Diretora de Redacao

Reputação. Eis um valor a ser zelado e preservado. Marcas tentam a todo custo preservar o que construíram com muito esforço e investimento. As atualizadas com os novos valores – ou nascidas na geração 2.0 – sabem que as redes sociais são uma ferramenta poderosa para colaborar com a manutenção de uma reputação baseada em credibilidade ou destruí-la na velocidade de um tweet. Campanhas milionárias para reforçar uma imagem podem perder toda eficácia com uma repercussão negativa nas redes sociais. Até aqui, nenhuma novidade para quem vive a realidade das mídias sociais. Para quem ainda não descobriu, muito #medo. Apesar de ultrapassada, a escola norte-americana de pesquisa em comunicação dos anos 30 persiste na mentalidade, mesmo que inconsciente, de grandes disseminadores. Para resumir, a Teoria Hipodérmica, também chamada de Bala Mágica, pressupunha que ao emitir uma mensagem (propaganda ou informação) ela seria recebida e aceita pelos receptores, bem como disseminada. No fundo, é o sonho de toda marca. Hoje, nada poderia estar mais equivocado. Toda informação pode ser contestada, os fatos não podem ser omitidos. Também nascida no século passado, mas ainda vigente, a teoria de Marshall McLuhan dizia que “o meio é a mensagem”. E temos aí Twitter e Facebook gritando o que são: liberdade e democracia! Não há filtros, censura ou pressões econômicas. Cada usuário é o editor de si e publica o conteúdo que desejar. O CAXIENSE, como um veículo que nasceu com perfis nas principais redes e conectado às tendências de mobilidade (com apps para iPad, iPhone e Android), respeita e escuta seus leitores, do impresso e online. Assim como Washington Post e The Guardian, O CAXIENSE

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estreou no Storify, uma ferramenta que permite montar narrativas multimídia com conteúdos postados diretamente no Facebook, Twitter, Youtube, Instagram e Flickr. Não considero exagero dizer que é a revolução da comunicação acontecendo bem aqui, diante dos nossos olhos, em Caxias. E uma evolução à altura de outros setores reconhecidos da cidade, como indústria e comércio. O Storify é a plena realização da comunicação democrática, onde a voz é a do leitor. Durante a cobertura online que durou 8 horas ao vivo no dia 16 de fevereiro, o leitor Daniel Dalsoto aprovou a novidade:

Muito interessante o Storify. O Caxiense, como sempre, integrado às redes sociais e novas tecnologias Nossa estreia no Storify ocorreu no dia da visita da presidente #DilmaRousseff durante a abertura da #FestadaUva2012. Dois motivos de orgulho para os caxienses e também alvos de crítica que, como em toda democracia, devem ser respeitadas e publicadas, justamente para preservar a reputação, sobre a qual iniciei falando neste texto. Os fatos narrados pelos internautas foram vistos no Storify 1.537 vezes até o momento. Para conferir o que os caxienses falaram naquele dia acesse www.storify.com/ocaxiense. Paula Sperb, diretora de Redação

Paula Sperb Diretor Administrativo

Luiz Antônio Boff

Editores-chefes

Marcelo Aramis Jaisson Valim Subeditora

Carol De Barba

Fabiana Seferin Gabriel Izidoro Rafael Machado Robin Siteneski

Dimas Dal Rosso Gesiele Lordes Leonardo Portella Paulo Pasa

Maurício Concatto Designer

Luciana Lain COMERCIAL Executivas de contas

Pita Loss Suani Campagnollo ASSINATURAS Atendimento

Tatyany R. de Oliveira Assinatura trimestral: R$ 30 Assinatura semestral: R$ 60 Assinatura anual: R$ 120 capa Maurício Concatto/O Caxiense


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BASTIDORES 6 horas E MEIA na vida de... um figurante do desfile da Festa da Uva O repórter Rafael Machado recebeu a missão de desfilar no corso alegórico da Festa da Uva, na sexta (17). Na Sinimbu, descobriu a força cênica e a emoção real do desfile. Agora conhece 3 novas palavras – labore, colación e mangiare – e entende por que a tradição da Festa da Uva é tão importante no coração dos caxienses.

20:00 Hora de fazer o parreiral andar. Eu era o filho mais velho de uma família formada por uma nona, pai, mãe e dois garotos. E fui recebido como tal. Peguei uma cesta de comida com a qual contracenaria durante o percurso. 20:15 Logo na partida, um susto: o carro/ parreiral onde eu desfilaria pegou fogo. O calor de uma lâmpada queimou uma parte de tecido. Rapidamente, um rapaz da organização chegou com um extintor e salvou o sustento da família.

15:00 Quando recebi o convite/pauta, fiquei empolgado. Imagine eu, um legítimo cidadão de Santa Cruz do Sul, descendente de portugueses e poloneses, participando ativamente de uma importante encenação dos feitos dos imigrantes 20:30 italianos... Gostei da ideia. Já em ação, a receptividade do público era o que mais me encantava. Eu ofere17:00 cia pão, salame e polenta. As pessoas, Combinei a minha presença com a res- principalmente as crianças, tocavam ponsável pelos figurinos, Magali Quaos alimentos cenográficos, simulavam dros, que sugeriu que eu levasse um comer, faziam reverência com o meu figurino provisório. Levei uma camisa chapéu.... xadrez verde e vermelha, a única peça que tinha alguma chance de enganar 21:00 como traje de colono. Eu integraria o A chegada em frente à catedral foi o bloco Plantar, o 1° do desfile, onde 18 momento mais emocionante porque famílias encenam a colheita da uva, em- era onde estava a maior concentração purram pequenos carros e transformam de público. Fomos recebidos de forma a Sinimbu em um grande parreiral. festiva. Foi a segunda vez que fizemos o “mangiare”. É ali, diante das arquiban19:30 cadas lotadas e das autoridades, que a Assim que cheguei à concentração pude responsabilidade de entreter o público dispensar a camisa verde. Já havia um e encenar a História pesa mais. Aquela figurino reservado para mim: calça quadra é palco da melhor atuação de cinza de elástico feita para servir a qual- todo o elenco. E a plateia dividia conosquer corpo, chapéu de palha e camisa co a alegria do momento. xadrez cinza, azul e branco (descobri que meu figurino provisório também 21:30 convenceria, a não ser pela calça jeans). A reta final, já na rua Dr. Montaury, foi Os coordenadores do bloco passaram marcada pela descontração do dever as instruções. Quando gritassem “labo- cumprido. Algumas pessoas que estare!” os homens deveriam empurrar os vam nas calçadas assistindo ao corso carros e os demais figurantes simular a vinham ao nosso encontro. Os colegas colheita. Ao sinal “mangiare!”, estendí- de bloco, que no início do desfile proamos toalhas no chão e encenávamos meteram fazer mais bonito diante de a colación, o café dos imigrantes à um repórter, queriam saber da minha sombra do parreiral. experiência: inesquecível.

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Fotos: Luiz Chaves, Divulgação/O Caxiense

Subjetividade contemporânea| Uva na mesa | Incrível vencedor


Contrata-se um bailarino. Aceita-se imperfeições... Quando surgiu para romper com as bases rígidas da técnica e da estética do balé clássico, a dança contemporânea se permitiu quebrar qualquer protocolo. Desde então, pode tudo (dançar homem com homem e mulher com mulher, inclusive). Dos 10 aspirantes a uma vaga na Cia. Municipal de Dança, 8 serão chamados para testes realizados em ensaios com o atual elenco. Os candidatos são avaliados pela coordenadora da Cia., Cristina Nora Calcagnotto, e dois coreógrafos, Ney Moraes e Daggi Dornelles. Quando convidados a descrever o perfil da vaga, os coreógrafos inicialmente recuaram. Depois, estabeleceram possibilidades tão amplas para a escolha de um bailarino que não seria um exagero afirmar que um senhor de 80 anos, 1,60m de altura, 100 quilos e nenhuma experiência de dança teria chance na seleção. “Em países onde nossa profissão é mais amplamente difundida e respeitada – gerando, naturalmente, um alargamento das possibilidades – podemos deparar com audições que buscam bailarinos com idade avançada, gordos, e mesmo com alguma deficiência física”, explicou Daggi, sobre a inexistência de um “físico ideal”. Convidada a descrever o bailarino ideal, a coreógrafa foi certeira: “Alguém desprovido de certezas, exceto a de que quer dançar; com gana de crescimento, mas não só técnico; humanamente fantástico a partir de sua visão de mundo, ainda que inquieto, e, de preferência, com o nariz lá embaixo”. Ney é o mais abstrato dos avaliadores. O repórter tenta objetivar: “Esqueça os candidatos. Se pudesse desenhar o bailarino ideal, como ele seria?”. “Não existe um bailarino ideal. Existe um bailarino ideal para cada proposta”, desvia Ney. Ele sabe qual é proposta, como também sabe que a Cia. não contrataria qualquer um. Mas, talvez por medo de desenhar um bailarino e não encontrar cópia fiel nos candidatos disponíveis, o coreógrafo dá à diretora a responsabilidade. Cristina descreverá a vaga, não com a objetividade de uma seleção para o balé clássico, mas com a clareza necessária em qualquer proposta de emprego.

Idade: 18 a 36 (faixa etária da Cia.) Disciplina: Cristina estará atenta ao cumprimento do horário e dos exercícios e à relação com o professor.

Disponibilidade: A diretora incentiva a busca do segundo emprego desde que ele seja a segunda opção.

Personalidade: “Nós somos uma família”, diz a diretora sobre a confiança que espera ter no novo bailarino.

Currículo: Ter se aventurado em várias propostas deve contar mais do que ter dançado com poucos e bons profissionais. Experiência de vida também vale muito.

Convivência: “Não precisa ser amigo pessoal do teu colega, mas tem que respeitar, ter bom relacionamento”, diz Cristina. Exigência comum a qualquer profissão, certo? Sim, mas com o agravante do contato físico com a equipe.

Físico: Realmente, não há necessidade nem preciosismo em encontrar o corpo perfeito. No entanto, é preciso bom condicionamento físico e resistência para dançar de 4 a 8 horas por dia, entre aulas e ensaios.

Iniciativa: Aquele que levanta a mão quando se solicita algo ao grupo e faz mais do que a obrigação ganha pontos.

Técnica: Noções de balé clássico e dança contemporânea são fundamentais. A passagem por diferentes propostas de dança, no entanto, aumenta o repertóAtenção: Esperto e inteligente. Querer rio. Consciência corporal é a cereja do entender o exercício, entender de fato, bolo: “O bailarino precisa se conhecer executar a proposta. e saber das suas limitações. E isso vem da experiência. Tem que se conhecer o Vontade de permanência: “Não nos in- suficiente para não se machucar indo teressa gente que quer ficar dois meses. além nem ficar aquém do seu limite”. Não há vinculo, mas é uma questão de honestidade de ambas as partes.” Salário: R$ 1 mil 24.FEV.2012

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TOP5

Receitas com uva

Fotos: Divulgação/O Caxiense

O chef do Senac-RS embarcou na safra de divulgação da uva e preparou uma receita especial. O prato é sofisticado, por causa do salmão na base da receita e do tomilho que o chef acrescentou ao título – segredos de mestre –, mas o preparo é tão simples quanto as típicas receitas das mães e das nonas. Depois da receita do chef, mulheres do Interior de Caxias revelam os segredos da cozinha italiana e aproveitam a colheita para servir uva da entrada à sobremesa: um banquete com sabor de festa. Os pratos estão no Caderno de Receitas – Valorização da Mulher do Meio Rural, projeto organizado pela Coordenadoria Municipal da Mulher, que lançou a sua 4ª edição na Festa da Uva.

Salmão com uvas e tomilho limão

por Gustavo Ruffato, chef do Senac-RS Ingredientes: 1 folha de papel manteiga 100g de salmão 50g de uva sem semente 1 ramo de tomilho raspas de limão siciliano azeite de oliva, sal e pimenta Modo de preparo: Tempere o salmão com sal e pimenta. Abra a folha de papel sobre a bancada, adicione o salmão, as uvas cortadas ao meio, o tomilho, as raspas de limão e regue com azeite. Feche o papel em formato de uma trouxa, leve ao forno até o papel estufar.

FilÉ de carpa com Uvas

por Leonir Inês Dallegrave, de Loreto

Ingredientes: 300g de filé de carpa 200g de uva comum 150ml de vinho branco 1 colher (sopa) de mel 1 pau de canela 2 ovos 1 alface frisada verde pequena 1 alface frisada roxa pequena sal, pimenta do reino e alho farinha de trigo e farinha de rosca a gosto

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Modo de preparo: Corte os filés em tiras e tempere com sal e pimenta. Reserve para tomar gosto. Coloque o vinho em uma panela pequena e leve ao fogo. Assim que começar a ferver, adicione o mel e a canela. Mexa bem, junte os grãos de uva (sem casca) e cozinhe em fogo baixo por 5 minutos. Reserve o molho. Leve ao fogo uma frigideira com alho e aqueça. Passe os filés pela farinha de trigo, ovo batido e farinha de rosca. Frite-os e escorra sobre papel absorvente. Lave e seque as folhas de alface, coloque em um prato, junte os filés e sirva com o molho de uvas.


Pudim de Uvas Pretas

por Luiza Dal Corno Marchioro, de Galópolis Ingredientes: 1 prato fundo de uvas pretas 6 fatias de pão de leite ou sanduíche 1 xícara de leite 125g de manteiga ou margarina 500g de açúcar 6 ovos canela em pó Modo de preparo: Corte as uvas ao meio e retire as sementes. Desmanche o miolo do pão no leite até obter uma massa mole. Bata a manteiga com o açúcar, acrescente as claras em neve e, por último, as gemas. Misture tudo, inclusive as uvas. Unte e polvilhe com farinha uma fôrma de abrir, e leve-a ao forno com temperatura entre 175º e 200º por 60 minutos. Retire do forno e polvilhe com açúcar e canela.

Sorvete de Uva

por Iva Dallegrave Bampi, de Forqueta Ingredientes: 8 colheres de sopa de açúcar 1 copo de água 500g de uvas 2 claras em neve Modo de preparo: Junte as uvas com água e leve ao fogo. Depois de ferver, passe na peneira e acrescente 4 colheres de açúcar. Bata as claras em neve, acrescente o resto do açúcar e junte com a primeira mistura já fria. Leve para gelar. Assim que gelar, bata uma ou duas vezes. Decore com uvas passas.

Tortinha de Sugo

por Simone Marcarini Zanini, da Linha 40 Ingredientes: 300g de biscoito Maria liquidificados 150g de margarina sem sal 1 lata de leite condensado 4 gemas 2 latas de leite 1 copo de água 1 copo de suco de uva 3 colheres de açúcar 2 colheres de amido de milho

CAM Pesquisa pedagógica

PUS

Com um trabalho voltado ao uso da pesquisa de opinião como recurso pedagógico e pesquisa em sala de aula, o Centro de Filosofia em Educação, juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Educação e o Observatório de Educação da UCS, realiza o curso de extensão Escola e Pesquisa: um encontro possível. As inscrições para o curso podem ser realizadas até o dia 23, pelo site www.ucs.br.

Contra lesões

Os graduados em Quiropraxia têm a oportunidade de ingressar em um curso de extensão para Capacitação em Quiropraxia nas Lesões dos Membros Inferiores e Superiores na Faculdade América Latina. Serão 6 disciplinas, com um total de 32 horas. As aulas ocorrem no mês de julho, das 8:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00. Mais informações pelo telefone 3022-8600 ou pelo site www.americalatina.edu. br, no link Extensão.

+ Vestibulares Anhanguera

A prova ocorre neste domingo (26) às 9:30, e as inscrições podem ser feitas pelo site www. vestibulares.br até esta sexta (24) e na unidade da Anhanguera até este sábado (25). São 15 opções de cursos, que podem ser conferidas também pelo site. Informações pelo telefone 3223-3910.

Faculdade América Latina

A Faculdade América Latina está com inscrições abertas para dois novos cursos: Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O procedimento pode ser feito até o dia 7 de março pelo site www.americalatina.edu.br ou pelo Serviço de Relacionamento da Faculdade, que atende pelo fone 3022-8600. A taxa de inscrição é de R$ 30. A prova será realizada no dia 8 de março, às 19:00, na sede da faculdade. FACULDADE AMÉRICA LATINA: MARECHAL FLORIANO, 889. 3022-8600 | UCS: FRANCISCO GETÚLIO VARGAS, 1.130. PETRÓPOLIS. 3218-2800 | ANHANGUERA: SINIMBU, 2.590, 3223-3910.

Modo de preparo: Misturar os biscoitos à margarina e forrar uma fôrma de abrir ou um pirex redondo. Levar ao forno por 8 a 10 minutos. Deixar esfriar, colocar o creme e depois o sugo e levar à geladeira. Creme: colocar numa panela o leite condensado, as gemas e o leite, mexer bem, levar ao fogo até ferver. Sugo: Colocar em uma panela a água, o suco de uva, o açúcar e o amido de milho, mexer até ferver. 24.FEV.2012

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Maurício Concatto/O Caxiense

BOA

GENTE

O metalúrgico incrível no ritmo

A dedicação de Leandro Velho, de 42 anos, ao samba trouxe frutos. Como vicepresidente, ele ajudou a escola Incríveis do Ritmo a ser campeã do Carnaval de Rua de Caxias do Sul. Metalúrgico há mais de 20 anos e vicepresidente do Sindicato dos Metalúrgicos de desde 2002, teve o contato com o Carnaval cedo. Os familiares são membros da escola desde a sua criação. No começo, a participação se resumia ao desfile e na ajuda em pequenos afazeres. A situação mudou em 2008. A agremiação passava por uma profunda crise. A diretoria chamou Leandro para tentar superar as dificuldades financeiras. O sindicalista assumiu o cargo de vice-presidente e conseguiu reverter o cenário nebuloso. Neste ano, a Incríveis entrou na Sinimbu com o tema que falava dos mitos da Amazônia. Na segunda-feira (20), Leandro subiu no palco do teatro da Casa de Cultura para receber o troféu de 1° lugar no Carnaval. Mas não vai haver muito tempo para comemoração. Na próxima semana, os diretores decidirão o próximo enredo e criarão projetos para buscar recursos.

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Jefferson Gomes, Divulgação/O Caxiense

Ano promissor

Andréia Copini, Divulgação/O Caxiense

A indústria caxiense apresenta um discurso de preocupação quanto a 2012, mas o primeiro mês mostrou resultado positivo nas exportações. Caxias do Sul exportou US$ 79,2 milhões em janeiro, o que representa um acréscimo de mais de um terço em relação ao mesmo mês de 2011. Argentina, Chile e Estados Unidos se mantiveram como os principais destinos da produção local.

Não é conosco

Marcos Daneluz (PT) e Vinicius Ribeiro (PDT) defenderam estudo técnico da prefeitura, sem prazo para retorno, sobre mudanças na Lei Orgânica que abrem caminho para futuras alterações no desconto no ônibus.

Profissionalização

A Guerra Implementos Rodoviários aprofunda o processo de profissionalização iniciado em 2011. A empresa anuncia Jefferson Gomes Cunha como novo diretor comercial. O currículo do executivo inclui passagem de 11 anos na Busscar Ônibus e outros 7 anos na multinacional Texaco. Com experiência em negociações internacionais, ele já passou por países como Venezuela, Colômbia, Inglaterra e Alemanha.

Consciência turística

Caxias tem potencial para se tornar um dos principais destinos de visitantes no Estado, mas ainda engatinha na consciência turística. Na semana passada, um morador de Caxias levou amigos mineiros à Festa da Uva. Deixou os Pavilhões antes das 23:00 com a intenção de oferecer um jantar típico em algum restaurante da cidade. Decepcionou-se. Ou bateu com o nariz na porta ou ouviu que a cozinha estava fechada. O temor é de que, daqui a pouco, se confirme a anedota de que os restaurantes vão fechar ao meio-dia para almoço.

Haja notícia!

Ainda bem que o prefeito José Ivo Sartori não será candidato em 2012, porque senão ouviria críticas sem parar de que poderia estar usando a administração pública para promoção pessoal. No sábado, de 8 notícias publicadas no site da prefeitura de Caxias do Sul, 5

Mais diplomacia A organização da Festa da Uva poderia ter sido mais diplomática no episódio Lisiane Bordin. Por ser uma das autoras do processo que exige a divulgação das notas do concurso da esco-

Foi a queda nas importações em Caxias em janeiro. O município comprou US$ 47,6 milhões em produtos de outros países. A importação predatória será alvo do governo federal para proteger o produto nacional, prometeu a presidente Dilma Rousseff durante o discurso de abertura da Festa da Uva.

tinham Sartori como principal destaque no título. O internauta soube, por exemplo, que o prefeito arremessou queijo nas Olimpíadas Coloniais, recebeu o convite para cantar a música Oh, de Casa, dos Irmãos Bertussi , e “foi envolvido pela Magia do Abraço”.

lha das soberanas, ano passado, a embaixatriz precisou desfilar a pé depois de ser barrada do carro das colegas. Se o objetivo era desviar a atenção, a proibição conseguiu resultado contrário.

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na rio

Impecável

Fora o incidente com a embaixatriz, a Festa da Uva conseguiu fazer do desfile um espetáculo de nível internacional. A participação da Orquestra e do Coro colocou o corso em um novo patamar.

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O melhor fruto de Joaquim Pedro Lisboa 12

Um descendente de português foi o responsável por idealizar a Festa da Uva, o principal marco na celebração da identidade italiana no município. Visionário, o coletor de impostos também criou a Rádio Caxias e impulsionou o tradicionalismo na capital dos CTGs

por Fabiana Seferin


Joaquim Pedro Lisboa. Só pelo nome já possível reconhecer a origem: portuguesa. Mas a personalidade e a contribuição que deixou não têm a ver com o país de seus ascendentes, mas com Caxias do Sul, uma cidade de origem italiana. Foi ele quem idealizou o maior símbolo do município: a Festa da Uva. O evento nasceu das andanças pelas estradas barrentas do interior caxiense. Natural de Rio Pardo e morador da cidade serrana desde 1920, ele fazia os passeios por cantinas e parreiras por dever profissional. Era coletor de impostos, uma espécie de fiscal da Receita Federal. Esse contato com os agricultores o empolgou. Lisboa queria saber tudo: como se plantava uma videira, qual era o processo da colheita, de que forma se produzia um vinho. Criou, assim, um apreço pela vitivinicultura. Idealista, o coletor se preocupava com a qualidade inferior da bebida produzida na Serra. A isabel, menos propícia para o vinho, dominava os parreirais. A solução seria procurar outras variedades. Mas como conseguir sementes importadas se os produtores sobreviviam com parcos recursos? Lisboa encontrou a solução em uma tendência mundial. No século das feiras, resolveu incentivar a criação de uma exposição em Caxias. Desse modo, os plantadores poderiam mostrar seu trabalho e, quem sabe, conseguir recursos para mudar o cenário da vitivinicultura. Em 8 de março de 1931, nascia a Festa da Uva. Lisboa correu atrás para concretizar sua ideia. Contando com o apoio do diretor da Estação Experimental, Celeste Gobbato, começou os contatos no final de 1930. Conforme descreve o jornalista Luiz Carlos Erbes, em seu livro Festa da Uva – A alma de um povo, o local para realizar o evento foi definido num

encontro casual. Numa rua de Caxias do Sul, Lisboa pediu ao presidente do Recreio da Juventude, Dario Ungaretti, que cedesse a sede, nas esquinas das ruas Sinimbu e Visconde de Pelotas. E conseguiu. Depois, obteve o apoio da prefeitura, que doou prateleiras e mesas para expor as uvas. A maneira de conseguir o material é relatada por um grande amigo de Lisboa, Mário Gardelin, no livro de Erbes: “O pedido, verbal, teve despacho pessoal do prefeito Miguel Muratore, que espantou o intermediário, pois teve um branco de memória e disse: ‘Pode entregar as madeiras a esses... a esses fiadaputas das uvas’. Ressalvo que não houve nenhuma intenção ofensiva. Era a forma curiosa de Muratore de expressar-se”. A história chegou às ruas e virou anedota. A festa estava programada para durar apenas um domingo. Agricultores de 5 propriedades montariam a exposição de suas frutas no Recreio da Juventude e fariam a retirada horas depois. Mas o evento foi bem-sucedido. O bom resultado obrigou os organizadores a estendê-lo até o dia seguinte. A festa foi um marco, porque se tornou percursora das feiras especializadas. Segundo a historiadora Tânia Tonet, as exposições da década de 30 tinham formatos diferentes do atual e trabalhavam com diversos produtos ao mesmo tempo. Além disso, ocorriam

por motivos especiais: como serviam para angariar fundos ou para homenagear e receber autoridades, não tinham peridiocidade. Lisboa inovou ao criar uma feira apenas com uvas em data definida. O feito ganhou repercussão em jornais tradicionais, como o Correio do Povo. O reconhecimento pela inovação chegou logo. Em 1934, viticultores entregaram um cartão, cunhado em ouro, que rendia homenagem a Lisboa. A ligação com o evento perdurou até o fim da vida. O descendente de portugueses fez questão de participar de todas as edições das festas. Ele incentivou e trabalhou também para o retorno delas, em 1937. O evento havia sido interrompido por dois anos devido aos altos gastos. Na época, a comissão organizadora assumia quase todos os custos. Além disso, a Festa da Uva não tinha sede própria, e todos os anos era necessário montar e desmontar uma estrutura provisória na Praça Dante Alighieri, o que gerava ainda mais despesas. A Festa da Uva se tornou um presente de Lisboa para a cidade que adotou na década de 20 graças à qualidade das escolas locais. O gaúcho de Rio Pardo queria uma boa educação aos seus filhos, assim como tivera na época em que havia morado com suas tias Ana Aurora e Zanira de Amaral Lisboa – quando aprendeu a gostar de ler e escre

Lisboa (centro), com a comissão da Festa da Uva de 1931 | Acervo Arquivo Histórico Municipal/O Caxiense

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ver. Atraído pelas propostas de ensino dos colégios Nossa Senhora do Carmo e São José, Lisboa, a mulher e os filhos se mudaram de Porto Alegre, onde trabalhava, para a cidade serrana. Ele demonstrava seu amor pelas letras por meio da bela caligrafia e de sua facilidade na escrita. Muitas vezes, era chamado para ser secretário em eventos. Suas bem redigidas atas, repletas de detalhes, eram apreciadas pelos caxienses. No começo, enfrentou dificuldades com sobrenomes em idioma pouco familiar. Mas logo dominou os segredos do italiano e parou de grafá-los confor-

SIMECS AUTOMECHANIKA 2012 / EXPOSIÇãO Em mais uma importante iniciativa para as empresas do seu segmento, o SIMECS está preparando a sua Missão Técnico-Comercial 2012 ao exterior. Neste ano, a entidade levará um grupo de empresas para expor na Feira Automechanika, em Frankfurt, Alemanha. Também já está sendo formado um grupo de visitação a este evento. Portanto, o SIMECS está proporcionando uma ímpar oportunidade para as indústrias metalmecânicas de Caxias do Sul e região exporem seus produtos nesta feira que é considerada uma das mais importantes no segmento automotivo mundial. A Automechanika que acontece de 11 a 16 de setembro é referência internacional em tecnologia automotiva, sendo líder na apresentação de inovações, tendências e tecnologia no setor de automóveis e similares. Inúmeros expositores apresentam soluções inovadoras nas áreas de equipamento original, adaptação, acessórios para automóveis e carregamento de baterias, eliminação de resíduos e reciclagem A presença de expositores brasileiros vem crescendo e se fortalecendo. A última edição da Automechanika acolheu 4.471 expositores e cerca de 155.000 visitantes oriundos de 181 países. Mais de 85% do espaço de exposição para a Automechanika 2012 já está reservado. As empresas interessadas em expor e visitar a Automechanika, devem entrar em contato com o SIMECS, através do fone: (54) 3228.1855. FEIRA DA MECÂNICA O SIMECS informa as empresas do seu segmento que restam poucas vagas para compor o grupo que irá visitar a Feira Internacional da Mecânica, de 22 a 26 de maio de 2012, no Parque do Anhembi em São Paulo. A Feira da Mecânica apresentará uma ampla variedade de máquinas e equipamentos voltada para a produção, reunindo as principais empresas do setor com o maior número de compradores em busca de lançamentos, tecnologia e negócios. Na última edição do evento, participaram 1.945 expositores em 79.000m² de exposições. A feira contou com a presença de 105.851 visitantes. Informações e inscrições pelo fone: (54) 3228.1855. OPORTUNIDADES COM A CHINA Em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, o SIMECS realizará em seu auditório a palestra: A China e suas Oportunidades. O evento que está marcado para o dia 12 de Março de 2012, às 16horas, terá a apresentação da Presidente Câmara Brasil-China, Uta Schwietzer. Ela irá

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me a pronúncia. Lisboa agregava o melhor de diferentes culturas. Trazia o apreço pelos costumes italianos, a facilidade em se relacionar herdada dos portugueses e o amor pela história do Rio Grande. Quando criança costumava passear pelos campos de Rio Pardo – uma das primeiras cidades do Estado. Em suas andanças, descobria as peculiaridades das tradições gaúchas e fazia questão de divulgá-las. Mesmo longe do Vale, Lisboa manteve a paixão pelo tradicionalismo. Ele deu intenso apoio ao CTG Rincão da

Lealdade, fundado em 1953. A instituição serviu para propagar os propósitos gauchescos em Caxias do Sul – que, décadas depois, se transformaria na capital dos CTGs. “Ele era um grande apoiador da cultura gaúcha”, define a professora aposentada Vera Comandulli, que frequenta o Rincão desde a adolescência. O seu orgulho pelo movimento gaúcho era exaltado por meio de colunas em jornais e programas de rádio. Lisboa tinha uma coluna no jornal Pioneiro chamada Página Tradicionalista. Mas foi o programa Venha Pra Cancha, Amigo que ganhou maior destaque. A

abordar as oportunidades de negócios com a China para o empresário brasileiro. A palestra tem como objetivo tratar das oportunidades atuais e possibilidades de negócios entre as empresas brasileiras e a China, atração de investimentos, aumento do comércio exterior, e estabelecimento de relações institucionais e intercâmbios diversos com aquele país. O evento também irá mostrar as principais tendências da economia e comércio exterior do país, as características diferenciais do mercado consumidor e da cultura de negócios dos chineses. Informações e inscrições junto ao SIMECS, fone: (54) 3228-1855.

trabalhistas. O primeiro assunto foi referente a Lei nº 12.506, de 11 de outubro de 2011, que trata do Aviso Prévio e que entrou em vigor no dia 13 de outubro do ano passado, trazendo várias incertezas e discussões. O outro tema foi referente a publicação no Diário Oficial da União da Lei nº 12.551, de 15 de dezembro de 2011, que alterou o art. 6º da Consolidação das Leis do Trabalho, tratando ligeiramente de tema que há muito vinha sendo abordado pela Doutrina e Jurisprudência nacionais, ou seja, o trabalho à distância (teletrabalho, home office ou anywhere office. A apresentação esteve a cargo do advogado Marco Antônio Aparecido de Lima, profissional que presta assessoria jurídica em Direito Coletivo do Trabalho para o SIMECS.

SINDIFER – ESPÍRITO SANTO Dirigentes do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo – Sindifer estão em Caxias do Sul cumprindo visita ao SIMECS. Participam da visita, Breno R. Brotto, gerente Administrativo/Financeiro; Mário Rodrigues de Moura, gerente de Relações Empresarias e Rita Dillem, gerente de Relações Institucionais. Os representantes do Sindifer estão aproveitando para conhecer a estrutura de trabalho do SIMECS e a atuação e representação da entidade nos segmentos automotivo, eletroeletrônico e metalmecânico de Caxias do Sul e região. Os representantes da entidade metalúrgica do Espírito Santo optaram em visitar o SIMECS pela sua ativa e reconhecida representatividade em nível nacional no segmento onde atua. Os diretores também incluíram na agenda uma visita à Festa da Uva 2012. FEIRA NO PANAMÁ O presidente Getulio Fonseca e o diretor executivo, Odacir Conte estarão representando o SIMECS na Expocomer 2012, evento que será realizado no Centro de Convenções Atlapa, no Panamá, de 21 a 24 de março. O SIMECS terá um espaço especial com a participação de aproximadamente 50 empresas e entidades brasileiras. A Expocomer é dirigida a 50 milhões de consumidores, distribuídos entre América Central, Caribe e alguns países da América do Sul, localizados no Pacífico. A Expocomer é o evento comercial internacional mais prestigiado da região, onde se concentra uma ampla variedade de serviços e produtos do setor comercial e indústria da África, América, Ásia, Caribe e Europa. Expocomer 2011 contou com a participação de 534 empresas expositoras de 36 países, aproximadamente 22 mil visitantes profissionais dos quais, 70% provenientes do Panamá e os outros 30% compradores vindos de países da África, das Américas, Caribe, Europa e Ásia. Os negócios realizados durante o evento alcançaram cifras de 122 milhões de dólares, superando as expectativas. TRABALHO À DISTÂNCIA / AVISO PRÉVIO Um expressivo público participou no dia 09 de fevereiro do evento promovido pelo SIMECS, o qual abordou importantes temas na área das relações

TAXA DO IBAMA A renovação do Cadastro Técnico Federal do Ibama e o envio do Relatório Anual de Atividades vencem no dia 31 de março. O alerta é da Comissão de Meio Ambiente do SIMECS. A finalidade do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Naturais, é o controle e monitoramento das atividades potencialmente poluidoras ou a extração, produção, transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos ao meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna e flora. As empresas devem ficar atentas a esta necessidade para que se mantenham legalizadas, prevenindo-se de multas e autuações. DISTINÇãO INDÚSTRIA Está sendo aguardada para breve, a abertura das inscrições para mais uma edição do Prêmio Distinção Indústria do Sistema FIERGS. A outorga que é realizada sempre em anos pares, tem a coordenação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é destacar produtos com avanços tecnológicos, design e inovação, fabricados no Rio Grande do Sul. A inscrição terá de ser realizada pelo titular da empresa fabricante ou por pessoa por ele designada. Junto, deverá acompanhar um memorial descritivo do produto, com informações técnicas e promocionais, catálogos, folhetos, DVDs, CDS e laudos técnicos de laboratórios ou entidades oficiais, em seis vias. Todos serão analisados por uma comissão julgadora.

SIMECS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul. Rua Ítalo Victor Bersani, 1134 – Caixa Postal 1334 – Fone/ Fax: (54) 3228.1855 – Bairro Jardim América. CEP 95050-520 – Caxias do Sul - Rio Grande do Sul. web Site: www.simecs.com.br – E - Mail: simecs@simecs.com.br


De gravata borboleta ao lado de Celeste Gobbato, que discursa com papéis na mão, Lisboa acompanha abertura de 1932 | Acervo Arquivo Histórico Municipal/O Caxiense

atração integrava a programação da Rádio Caxias, que também ajudara a fundar, em 1947. Na época, existia apenas um alto-falante que tocava músicas na Praça Dante Alighieri, normalmente aos domingos. Pensando em modernizar o serviço e introduzir Caxias na Era do Rádio, Lisboa e o amigo Luiz Napolitano entraram em contato com o proprietário das Emissoras Reunidas de Porto Alegre, Arnaldo Balvé. O objetivo era trazer uma sucursal para a cidade. Conseguiram. “Ele adorava fazer programas de rádio que abordavam o tradicionalismo. Ele aproveitava essas oportunidades para divulgar o CTG também. Lembro que ele me levou a algumas gravações nos estúdios que funcionavam no prédio do Recreio Guarany. Meu avô tinha muito orgulho de ser gaúcho”, recorda-se o neto Paulo Lisboa Triches, de 64 anos.

Considerado um visionário, conforme descreve Tânia Tonet, ele chegou a ser guarda florestal – de forma voluntária – em uma época em que não se preocupava com questões ambientais, Lisboa fazia questão de preservar e zelar pela natureza. “Ele trabalhava duro como os descendentes italianos. Por outro lado, não fazia questão de receber por seu trabalho, características herdadas de sua origem portuguesa”, salienta o neto Paulo, que viu o avó começar uma criação de coelhos só para agradá-lo. Suas grandes contribuições poderiam ter lhe rendido uma vida de luxo e pompa. Em vez disso, Joaquim Pedro Lisboa morreu aos 87 anos em uma casa simples, cujo terreno dividia com a filha. Sequer tinha veículo próprio. A valiosa herança deixada para a cidade, porém, já estava assegurada – e rende até hoje, na riqueza cultural da Festa da Uva.

A primeira edição da festa estava programada para durar apenas um domingo, mas foi tão bem-sucedida que obrigou os organizadores a estendê-la por mais um dia 24.FEV.2012

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O abrigo da vida

Depois de 12 anos, Caxias do Sul recebe 10 novos leitos de UTI pelo SUS. São reforços no front de uma batalha em que profissionais da saúde lutam contra a desesperança e a saúde frágil dos pacientes para salvá-los Era o ar gelado por trás de uma porta de correr, no segundo andar do Hospital Pompéia, que colocava fim ao calor insuportável da tarde de segunda-feira (22). Do outro lado daquela parede, a pouca e artificial iluminação dava uma aparência ainda mais inquietante a um dos setores mais delicados – se não o mais – da instituição. Aparelhos modernos e visualmente complexos, que mediam os sinais vitais e os exibiam em diferentes cores, eram os únicos capazes de quebrar o silêncio naquele ambiente. Na ala recém-inaugurada, a estrutura se assemelha a um corredor e conta com 10 leitos, separados por uma distância de 5 passos e por pequenas divisórias. Seis deles estavam ocupados. Entre idosos com tubos em diversas partes do corpo e jovens com ferimentos graves e inconscientes, era a fragilidade emocional dos visitantes que reforçava o senso comum sobre a UTI: o abrigo da morte iminente. Mas os profissionais se esforçam para provar o contrário. Aquele lugar é o abrigo da vida. Enquanto a maioria dos pacientes estava deitada e não conseguia falar, uma jovem com olheiras profundas e rosto pálido aparentava estar relativamente bem. O fato de estar levemente inclinada sobre a cama dava a impressão de notável progresso. Além disso, o som de sua voz era o mais alto entre os acamados, mesmo propagado em forma de sussurros indecifráveis para quem estivesse a mais de 30 centímetros de distância de seu leito. No fim daquela tarde, no entanto,

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soube-se que seu estado era grave. Sua irmã, Luciana Batista de Lima, de 20 anos, ainda não entendia o que estava acontecendo. Um dia antes a moça havia ido do Pronto Atendimento ao Hospital Geral e do Geral ao Pompéia, onde deveria fazer exames mais completos. O resultado fez com que o médico optasse pela operação, pois o caso era grave: a infecção da bexiga já havia afetado os dois rins. “Depois da cirurgia o médico disse que estava tudo bem, mas quando pedimos para vê-la disse que ela estava na UTI. Daí a gente se desesperou. Se ela está bem, por que está na UTI?”, questiona Luciana, já com os olhos cheios de lágrimas. As 48 horas seguintes soavam como decisivas: seria o período em que os médicos saberiam se o organismo da jovem aceitaria os dois cateteres colocados nos rins – na manhã de quinta-feira (23), ela já se recuperava no leito comum do hospital. A corretora de imóveis Rita Theodoro de Oliveira, de 46 anos, esteve na UTI do Pompéia em dezembro do ano passado. Depois de 10 dias com uma forte dor na região do abdômen e um gasto de cerca de R$ 750 em exames – que não apontavam a doença – em 2 hospitais particulares, Rita encontrou na ala do Sistema Único de Saúde (SUS) o atendimento que precisava. Pouco menos de duas semanas antes do fim do ano, ela foi encaminhada – por um hospital particular – ao Hospital Pompéia, onde fez uma tomografia. Imediatamente, foi levada à sala de cirurgia.

por Gesiele Lordes

Apenas após abrirem seu abdômen os médicos identificaram a origem da dor: Rita estava com apendicite supurada. Foram necessários 40 litros de soro para retirar o líquido que espalhava a infecção a outros órgãos. Mas se a dor que ela sentia antes da cirurgia era forte, a sensação de estar na UTI – para onde foi depois da intervenção cirúrgica – era muito pior. “Eu sentia a morte rondando”, lembra. Em um dos episódios mais marcantes das duas semanas de internação, Rita viu uma mulher, que estava no leito ao lado, morrer. A informação de que tinha apenas 10% de chances de sobreviver tornava o ar da UTI mais pesado. Nas visitas da filha, de 24 anos, e do marido, seu companheiro há 25 anos, ela sentia o desespero que dominava a família. Era no contato com a equipe médica que ela encontrava um conforto, através das palavras de incentivo e a atenção dada pelos profissionais. E foi essa relação que a manteve confiante até a véspera do Ano Novo, quando teve alta. A recuperação foi atribuída pelo médico ao estilo de vida saudável da paciente, que não tem vícios. Rita soma a esses fatores a fé em Deus. Depois da experiência traumática, uma conclusão: “Eu descobri que lá é o inferno”. Esse tipo de conceito não é exclusividade de pacientes que já passaram pela UTI. A maior parte dos doentes já tem essa ideia formada antes mesmo de chegar às portas da ala de tratamento intensivo. É para tentar mudar essa vi


UTI do Hospital Pompéia |

Maurício Concatto/O Caxiense

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são que a psicóloga Anabel Machado Teixeira trabalha. Há 2 anos no hospital, ela usa como sala os corredores entre um setor e outro. Na UTI, onde sua função é indispensável, estão os maiores desafios: os conflitos familiares. Casos como a mãe que não permite que a filha seja visitada pelo namorado são muito frequentes e contribuem para a aumentar a tensão de todos os envolvidos, inclusive equipe médica, que chega a ser pressionada a impedir a presença de determinadas pessoas. “Eu digo pra eles (colegas) que eu nunca vou poder ser enfermeira, mas eles vão poder ser psicólogos”, conta. A dedicação de Anabel lhe rendeu a incumbência de fazer o canal de contato entre família e paciente. Aos fins de semana, quando não está no hospital, seu celular não para. São mães querendo saber se seu filho está com febre ou se sente frio – os menores problemas em uma UTI –, dúvidas que a psicóloga se encarrega de tirar com uma ligação ao hospital. Em um dos casos mais tristes, Anabel recorda que um adolescente de 16 anos, vítima de uma acidente de trânsito, perdeu a capacidade da fala enquanto estava na UTI. Durante as visitas, a mãe não aceitava a sequela e dizia que não o reconhecia como filho. “A essência do paciente é a mesma. Ele ainda pertence à família”, justifica. A psicóloga aprendeu que o ser humano não pode ir dormir sem dizer “eu te amo” para determinadas pessoas.

Luciana Batista de Lima |

Maurício Concatto/O Caxiense

“Eu sentia a morte rondando”, descreve Rita de Oliveira, que passou o final de 2011 na UTI depois de uma apendicite supurada. Ela se salvou, segundo os médicos, graças à vida saudável 18

O trabalho de Anabel tem aumentado desde 13 de fevereiro, quando o hospital inaugurou 10 leitos, dobrando o número de vagas da UTI pelo SUS – tem outras 9 particulares. A inauguração foi possível graças a recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à verba de R$ 1 milhão liberada pelo governo do Estado. Até que os novos leitos sejam credenciados pelo Ministério da Saúde, o valor de manutenção – cada paciente de UTI custa R$ 1,1 mil ao dia, enquanto o paciente em leito normal exige investimento quase 4 vezes menor – será repassado pelos governos do Município e do Estado. A assistência é feita por 10 médicos – 8 intensivistas e 2 rotineiros – e 24 técnicos de enfermagem, além de pelo menos um profissional de alguma das 8 especialidades. A secretária municipal da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, comemora a inauguração como um marco. “Não vai resolver completamente, mas é um avanço histórico. Há mais de 12 anos não se ampliava”, vibra. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os municípios devem oferecer entre um e 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. A rede pública Caxias do Sul, que tem 441 mil habitantes, conta com 70 vagas – o que equivale a 1,6 leitos por 10 mil moradores. Mas o maior


hospital de Caxias também recebe pacientes de outros 48 municípios da região – entre 15% e 20% dos atendidos têm origem em outras cidades. Maria do Rosário acredita que a expansão no Hospital Geral, que prevê 10 novos leitos de UTI nos próximos meses, deve melhorar o atendimento. Na rede particular, Pompéia, Círculo, Saúde, Virvi Ramos e Unimed oferecem juntos mais 54 leitos de terapia intensiva. Com essa quantidade de vagas, torna-se inevitável a lotação constante da UTI do Pompéia, o que exige esforço extra dos profissionais para tentar manter o fluxo de trabalho sob controle. Rosemeri Pezzi, de 43 anos, tem uma longa jornada de atuação entre a vida e a morte. Há 14 anos cuidando de pacientes da UTI, ela já não se surpreende com cenas que deixariam qualquer leigo pasmo. Um nível acima do técnico de enfermagem, o papel do enfermeiro, além de fazer determinados procedimentos, como curativos em feridas operatórias, é discutir com o médico o estado de saúde de cada paciente. “O enfermeiro é o gestor do exercício”, explica. Apesar da experiência, Rose está livre de uma das situações mais delicadas: anunciar o óbito, função que compete ao médico. Se informar a morte de um adulto é delicado, quando as vítimas são crian-

ças a situação se torna ainda pior. A coordenadora da UTI neonatal do Pompéia, Tamila Alquati, revela que a perda se torna mais difícil quando o agravamento do quadro clínico se dá de forma repentina. Há 7 anos lidando com crianças e bebês em UTIs, ela aprendeu que a melhor forma de ajudar a família é não deixá-la sem respostas. “Os porquês são importantes nestas horas”, afirma. Ela observa que entre as mães que tiveram uma gestação complicada a perda pode acarretar a sensação de culpa, situações em que o acompanhamento psicológico é indicado. Tamila, que também atende na UTI pediátrica (pacientes de 30 dias a 12 anos), é mãe de um menino de 5 anos e vê como inevitável a identificação com os pacientes. “Com criança isso acontece. Ajuda a manter o contato mais humano”, avalia. Em Caxias do Sul e região, a médica reparou uma particularidade que tem ajudado as famílias: a fé. Ela acredita que o apego à religião é importante para que se lide melhor com as desgraças. A igreja localizada no interior do hospital, cheia nos horários próximos aos de visitas, aponta essa realidade. Talvez, enquanto a medicina ainda for limitada, levar uma vida com crença em forças superiores pode parecer o mais lógico para entender a morte. Ou, pelo menos, para aceitá-la.

Um paciente de uma UTI pública custa, em média, R$ 1,1 mil por dia. O valor representa 4 vezes a mais do que o um doente internado em outras alas

Equipe da UTI do Pompéia |

Maurício Concatto/O Caxiense

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PLATEIA

Tão forte e tão... longe. do osc ar.| Catra: fiel ao proibidão | Capital Inicial no palco da uva | Primavera em fotografias

A joia de Paulo Ribeiro por Jaisson Valim

Estado. E, claro, vai levar o cameraman para um território conhecido: Bom O escritor Paulo Ribeiro costuma usar Jesus, terra natal do autor e cenário de a palavra “joia” para descrever o tesouro pelo menos outras 4 obras dele. É um que descobriu enquanto folheava uma município de paisagens cinematográficoleção encadernada da revista Status cas e de aparente tranquilidade. Mas só de 1975. Ele lia uma entrevista com o aparente. As hostilidades entre católicos ex-editor da Revista do Globo Justino e espíritas e o temor do nazismo – que Martins, que citava o desembarque no mostrava vigor ali perto, nas cidades caRio Grande Sul do tarinenses de colonizacineasta John Ford ção alemã do outro lado durante a 2ª Guerdo Rio Pelotas – provora Mundial. Como cariam uma profunda assim? O cultuado marca naquela cidade. diretor de western Bom Jesus também passou pelo Estado e viveu sua guerra. ninguém jamais faO livro ganha elolou sobre o assunto? quência porque Paulo A dúvida fez pulRibeiro está ainda mais sar a veia jornalística hábil e maduro ao usar de Paulo, que passou um de seus maiores taa investigar a veracilentos. Tente ler em voz dade daquela visita. alta um trecho, qualEle não encontrou quer um, de Chegaram referências a Ford os Americanos: é pura em território gaúcho, linguagem oral, em mas descobriu inforfrases curtas carregadas mações tão interesde sotaque serrano. Por santes como esta: o esse atributo, os estufotógrafo Gregg Toland, do ovacionado diosos adoram rotular o autor como um Cidadão Kane, pisou em cidades como escritor experimentalista. E o que era Porto Alegre e Caxias do Sul para um para ser um elogio se tornou um pesado documentário durante a política de boa fardo na carreira, afastando leitores. vizinhança, em que os Estados Unidos Ele testa, sim, a linguagem. Mas o faz bajulavam os países da América Latina de forma acessível, sem ser pernóstico, para afugentar a ameaça nazista. Nascia mesmo em livros mais antigos, como Chegaram os Americanos, publicado o excepcional Vitrola dos Ausentes. pela editora Modelo de Nuvem e um A prosa só impõe uma condição para dos presentes para novas assinaturas e ser compreendida: atenção do leitor – renovações da revista O CAXIENSE. solicitação comum de qualquer texto “Tive sorte”, define Paulo. Modéstia! rico. Não dá para ter contato com os Uma prosa tão inovadora, refinada e livros do escritor enquanto ouvimos inventiva só surge após dedicação e o rock, trocamos mensagem no Facecuidado de um ourives – já que estamos book e assistimos ao noticiário da falando de joias (e com o perdão do TV, tudo ao mesmo tempo. É preciso lugar-comum). Num romance-reporta- concentração para desembarcar na Bom gem, meio ficção, meio realidade, Paulo Jesus de outros tempos. Bom sinal: as Ribeiro estica a viagem de Toland no obras de Paulo valorizam o ato de ler.

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CINE

Tom

TÃO FORTE E TÃO PERTO

Hanks. Thomas Horn. Sandra Bullock. De Stephen Daldry

O garoto Oskar Schell tem apenas 9 anos, mas enxerga o mundo de uma maneira especial. Inventor, amante da cultura francesa e pacifista, ele irá travar uma jornada por Nova York para encontrar a fechadura que combina com uma misteriosa chave deixada por seu pai, que morreu nos atentados de 11 de setembro de 2001. Concorre ao Oscar em 2 categorias: Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (Max von Sydow). Estreia. IGUATEMI 13:50-16:40-19:20-22:00 CINÉPOLIS 12:50-15:40-18:30-21:20

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Ben

2:09

KINGSLEY. Sacha Baron COHEN. De Martin SCORSESE

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

* Qualquer alteração nos horários e filmes em cartaz é de responsabilidade dos cinemas.

Baseada no livro homônimo de Brian Selznick, o longa se passa na Paris dos anos 30 e conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield), um garoto órfão que vive escondido nas paredes de uma estação de trem. Seu único e mais precioso bem é um robô que não funciona, deixado por seu pai antes de morrer, e que pode conter uma mensagem dele. Ao lado da amiga Isabelle (Chloë Grace Moretz), ele tentará consertar o tal robô para desvendar o mistério. Além de ser o líder de indicações ao Oscar – concorre em 11 categorias –, o filme é uma homenagem de Martin Scorsese ao cinema. Georges Méliès (Ben Kingsley), o pai dos efeitos especiais, é um dos personagens principais. 2ª semana. IGUATEMI CINÉPOLIS

13:40-16:30 13:50-16:30

★★★★★ 19:10-21:50 19:10-21:50

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1:45

Meryl

STREEP. Jim BROADBENT. De Phylidda LLOYD.

a dama de ferro Baseado no livro escrito pela filha da “dama de ferro”, o longa conta a história da ex-primeira ministra britânica e uma das mulheres mais poderosas de sua época através de lembranças de uma Margareth Thatcher doente, em estado avançado do doença de Alzheimer. Indicada ao Oscar, Meryl Streep tem interpretação magistral e salva um filme superficial, que não se decide se narra o drama pessoal ou se refaz a trajetória política da britânica. 2ª semana.

★★★★★

IGUATEMI 14:30-16:45-19:00-21:15 CINÉPOLIS 17:20-19:40-22:00

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Pilar

LÓPEZ DE AYALA. Javier DROLAS. De Gustavo TARETTOy

Nicolas

cage. Violante placido. De Mark Neveldine e Brian taylor.

Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual

MOTOQUEIRO FANTASMA: ESPÍRITO DE VINGANÇA

Mariana e Martin vivem na mesma quadra, em apartamentos um de frente para o outro, mas nunca se encontram. Quando ela sobe as escadas, ele desce. Quando ela entra no ônibus, ele sai. A cidade que os coloca juntos é a mesma que os separa. O filme, estreia do diretor Gustavo Taretto, conquistou 3 prêmios (Melhor Filme Estrangeiro, Diretor e Júri Popular) no Festival de Gramado 2011 e o Prêmio do Público da mostra Panorama do Festival de Berlim. Estreia.

Nicolas Cage interpreta novamente Johnny Blaze, o astro sobre duas rodas, mestre do globo da morte que, à noite, transforma-se em Motoqueiro Fantasma – uma espécie de servo do senhor do inferno. Desta vez, ele está no Leste Europeu quando é chamado para deter um demônio menos poderoso que está tentando tomar a forma humana e ameaça os domínios de seu mestre. Estreia.

★★★★★

ORDOVÁS SEX.(24) 19:30 SÁB.(25) e DOM.(26) 20:00. QUI. (1°) 19:30.

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1:35

REIS E RATOS A proposta do diretor e roteirista Mauro Lima (Meu Nome Não É Johnny) é ousada e interessante: fazer comédia com um tema mais do que sério, a ditadura militar – mais especificamente, o período pré-golpe. Para a crítica, porém, o resultado é frustrante. A trama é confusa, com situações absurdas no espaço-tempo da narrativa e personagens caricatos demais. 2ª semana. IGUATEMI 13:35-21:45 CINÉPOLIS 13:20-15:30-17:50-20:00 | SEX. e SÁB. 22:40

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VIAGEM 2: A ILHA MISTERIOSA A nova viagem – sim, apesar de não parecer, ele é uma continuação de Viagem ao Centro da Terra – começa quando Sean Anderson capta uma mensagem codificada vinda de um ponto no meio do oceano onde não deveria haver nada. O mensageiro provavelmente é o avô do garoto, que parte em missão junto com o namorado da mãe para encontrá-lo em uma mítica ilha perdida. 4ª semana. CINÉPOLIS 3D SÁB. e DOM. 12:30

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IGUATEMI 14:00-16:00-18:00-20:00-22:05 CINÉPOLIS 13:40-15:50-18:00-20:10-22:20

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A MULHER DE PRETO O jovem advogado Arthur Kipps (Harry Potter, quer dizer, Daniel Radcliffe) viaja a um remoto vilarejo para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Lá, ele depara com o fantasma de uma mulher em busca de vingança. Apesar do pouco entusiasmo da crítica, o longa faturou US$ 21 milhões em seu final de semana de estreia nos Estados Unidos, ficando em segundo no top 10 da bilheteria americana. 2ª semana. IGUATEMI 13:30-15:30-17:30-19:30-21:30 CINÉPOLIS 14:40-16:50-19:20-21:40

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CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE A nova comédia de Adam Sandler foi bem nas bilheterias e agradou ao público, mas recebeu retalhações da crítica. Os mais exigentes chegaram a dizer que Sandler só se importa em pagar as contas, não em participar de boas produções. Jack recebe a inesperada e nada bem-vinda visita de sua irmã gêmea Jill para o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), mas ela acaba ficando mais tempo do que o programado. 3ª semana. IGUATEMI 15:45-17:45-19:45 | CINÉPOLIS 13:00-15:10

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Divulgação/O Caxiense

MUSICA + SHOWS Sexta-feira (24) Eletric Blues Explosion 22:00. R$ 10. Bier Haus

Duo Finlandia

23:00. R$ 15. Level

Sunset Riders

23:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

Alemão Trio

Senhor Proibidão Na noite de sexta, “o bagulho vai ficar sério”. No comando da Balada do Beijo, Mr. Catra traz à Serra o que há de mais proibido no funk carioca. A festa open bar conta com músicas que prometem agitar até os menos adeptos do gênero, como Uh Papai Chegou e o Funk do Adultério. Mr. Catra começou sua carreira em 2004 e, veja você, já se apresentou em mais de 10 países. SEX. (24). 23:00. R$ 25. Move. André T. Susin, Arquivo/O Caxiense

23:30. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

SÁBADO (25) Festa do Beijo Triplo

22:00. R$ 15 e R$ 20. Vagão Classic

Izzie e Louise

22:00. R$ 10. Bier Haus

House in Havana

23:00. R$ 25 e R$ 40. Havana

Ladies Night

23:00. R$ 35 e R$ 40. Pepsi Club

Place Pop 25

23:00. R$ 20 e 40. Place des Sens

Grupo Sai Dessa

23:30. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

DOMINGO (26) Swing Natural

22:00. R$ 10 e R$ 20. Portal Bowling

TERÇA-FEIRA (28) Robledo Rock

22:00. R$ 10. Bier Haus

QUARTA-FEIRA (29) Full Gas

22:00. R$ 10. Bier Haus

QUINTA-FEIRA (1º) Grupo Macuco

20:00. R$ 5 e R$ 15. Paiol

Rock pra relembrar com Jaime Rocha

Não curte o funk do Mr. Catra? Na sexta-feira (24) também tem rock, bebê. DJ Jaime Rocha comanda o som no Havana, tocando o que há de melhor no rock’n’roll dos anos 80. A balada 80’s Retro Rock conta com um repertório de clássicos como A-Ha, Whitesnake, Skid Row, Guns N’ Roses, Nirvana e muito mais. Além da trilha, é possível conferir nos telões os vídeos originais das músicas tocadas. SEX. (24). 23:00. R$ 20 e R$ 25. Havana

Rock da terra da rainha

Depois de anos morando na Inglaterra, ninguém melhor do que o baixista e vocalista Fher Costa, líder do Fher Costa Trio, para apresentar uma seleção Top 20 da música britânica de todos os tempos. Na playlist, sucessos de Rolling Stones, Beatles e Oasis, entre outras clássicas bandas inglesas. SEX. (24). 22:00. R$ 10 e R$ 20. Vagão Classic

Bate-estaca disco house

O DJ residente Caio Britto movimenta a festa Discotèque da Level Cult. Ao som de muita música eletrônica, o convidado, DJ Tobias Wolff, incluirá no repertório clássicos disco e house. Com nome na lista – envie um e-mail para falecom@zunido.com.br – a entrada é R$ 12. SÁB. (25). 23:00. R$ 15. Level 24.FEV.2012

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Divulgação/O Caxiense

FESTA DA UVA

SEXTA-FEIRA (24)

Sala de Ensaio Centro Cultural 15:00-17:00-19:00. Réplica

Giovani e Marilda 16:00. Coreto

Valdir Verona

16:00. Palco Italo-gaúcho

Felice Personne

16:00-18:00-20:00. Alameda

Circus Magic Show

17:00-19:00. Pavilhão 2

Organix

17:30. Espaço Jovem

Raízes do Rio Grande

18:00. Palco Italo-gaúcho

Saxofonista Elio Beux

Capital Multimusical

Um dos maiores ícones do rock brasileiro, o Capital Inicial vai apresentar seus sucessos de 30 anos de carreira, com15 discos lançados. A banda já teve suas fases de rock, pop, acústico e de mistura desses estilos. As gerações mais antigas poderão acompanhar clássicos como Fátima e Independência, enquanto a moçada que conheceu o grupo nos últimos anos terá a oportunidade de curtir músicas como Ressurreição e Vamos Comemorar, do álbum Das Kapital. Capital Inicial. 22:30. Espaço Multicultural.

INGRESSOS: SEG. a QUI. R$ 7 e R$ 3,50 (estudante e idosos). SEX. a DOM. R$ 10 e R$ 5 (estudante e idosos). Som e Luz: R$ 10. Shows Nacionais: Ala VIP R$ 25. Camarote Merlot (fundo) R$ 30. Camarote Cabernet e Pinot (laterais) R$ 40. Crianças até 10 anos não pagam. O ingresso para os Pavilhões dá direito aos shows (na pista). Estacionamento no Parque de Eventos: SEG. a QUI. R$ 7. SEX. a DOM. R$ 10. DESFILE CÊNICO MUSICAL Ingressos à venda na Casa da Cultura, das 8:30 às 19:00. Até 20:30 em dia de desfile. Arquibancada 1: R$ 25. Arquibancada 2: R$ 15.

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Oswaldir e Carlos Magrão 20:00. Palco Italo-gaúcho

Fran Duarte e Banda

20:00. Espaço Multicultural

Banda Torvo

20:30 Espaço Jovem

Desfile Cênico Musical

20h30. Rua Sinimbu

Patrícia Vianna

21:00. Espaço Multicultural

Sabado (25) Divulgação/O Caxiense

PAVILHÕES DA FESTA DA UVA SEG. a SEX. 14:00 às 22:00. SÁB. e DOM. 21:00 às 22:00.

19:00. Coreto

Anderson Oliveira e Tatiéle Bueno 12:00. Palco ítalo-gaúcho

O Circo Chegou

12:30-14:30-16:30-18:30. Alameda

Yari’s Grupo do Peru 13:00. Coreto

Dona Bastiana

13:30-15:30-17:30-19:30. Alameda

Grupo Ricordo Di Itália

14:00. Palco Italo-gaúcho

Giovanni Marquezelli 15:00. Coreto

La Cueva

16:00. Palco Italo-gaúcho

Pietro Ferretti e Banda Bico Fino

Noite de forró

“Você não vale nada mas eu gosto de você.” O refrão que grudou como chiclete na novela global Caminho das Índias, em 2009, é um dos sucessos que vão embalar o show da banda sergipana Calcinha Preta. Com mais de 5 milhões de CDs vendidos ao longo dos 15 anos de carreira, segundo o site do grupo, os músicos vão apresentar um show com grande estrutura, dançarinos e muita animação. Sucessos recentes como Ai que dó também devem animar os forrozeiros de plantão. Calcinha Preta. Espaço Multicultural, 22:30.

19:30. Espaço Jovem

Grupo Folclórico Polonês de Erechim

18:00. Palco Italo-gaúcho

Só Batidão

19:00. Espaço Multicultural

Sul Paion

20:00. Palco Italo-gaúcho

Desfile Cênico Musical 20:30. Sinimbu

Grupo Sul Mania

21:00. Espaço Multicultural


Domingo (26)

SeGUNDA-feira (27)

10:00. Palco Ítalo-gaúcho

14:00-16:00-18:00-20:00. Alameda

Ernesto Nunes

CTG Heróis Farroupilhas 12:00. Palco Italo-gaúcho

Felice Personne

Mandando Lenha

Saxofonista Adão Léo

Os Blugs

15:00-17:00. Coreto

Juliano Brito

Schützenhaus Tanzgruppe

13:00. Coreto

16:00. Palco Italo-gaúcho

Ministérios Dikaios 15:00. Espaço Jovem

Grupo Lírico Cantabile

terca-feira (28)

Estrela da Serra

16:00. Espaço Multicultural

14:00-16:00-18:00-20:00. Centro de Eventos

17:30. Espaço Multicultural

14:00 - 16:00. Alameda

18:00. Espaço Multicultural

15:00 - 17:00 - 19:00. Pórtico

15:00. Coreto

Grupo UEBA

Marcas do Pampa

Felice Personne

Noerci Mello

Cia. Uerê

Orquestra Municipal de Sopros 19:00. Palco Italo-gaúcho

Guri de Uruguaiana

19:00. Espaço Multicultural

Lennon Z And The Sickboys Trio 21:00. Espaço Jovem

Circus Magic Show

17:00 - 19:00. Alameda

Famiglia Trentina 18:00. Alameda

Saxofonista Paulo Johann 19:00. Coreto

Banda Fullgas

19:00. Espaço Jovem

Grupo EDZ

20:00. Palco Italo-gaúcho

15:00. Coreto

CTG Estanceiros do Laço

21:00. Espaço Multicultural

20:00. Espaço Jovem

Saxofonista Adão Léo

15:00 - 17:00 - 19:00. Réplica

Véinho Animal

20:00. Palco Italo-gaúcho

16:00. Palco Italo-gaúcho

Daniel Barros

Banda Wine Stock

20:30. Espaço Jovem

Divulgação/O Caxiense

Divulgação/O Caxiense

quinta-FEIRA (10)

quarta-FEIRA (29)

A tradição vai à Festa da Uva

Uma das festas mais tradicionais do Estado terá o show de um dos mais tradicionais conjuntos tradicionalistas: Os Bertussi. O grupo iniciou a carreira musical em 1955. Hoje, os músicos já são da nova geração da família, mas mantêm o estilo original. No repertório, eles farão um seleção dos maiores sucessos dos 48 álbuns já gravados. Os Bertussi. 20:00. Espaço Multicultural Maria Bernardinha Gauchinha

20:30. Sinimbu

Juliano Brito

Jéssica Tomé

Ginetes da Tradição

Lou Dog

15:00. Coreto

17:00. Coreto

18:00. Palco Italo-gaúcho

Os Campeiros

19:30. Espaço Multicultural

Fighter

19:30. Espaço Jovem

Desfile Cênico Musical

20:30. Espaço Multicultural

Garibaldi canta a imigração

A Orquestra Municipal de Garibaldi se apresenta nesta quinta-feira (1) no Espaço Multicultural dos Pavilhões. Os músicos oferecem ao público o Concerto Fortíssimo, que homenageia e conta a história dos 110 anos de emancipação política de Garibaldi e os 135 anos de Imigração Italiana aqui no Estado. O espetáculo foi criado no final do ano passado e tem a direção do maestro Gilberto Salvagni. Orquestra Municipal de Garibaldi. 20:00. Palco Ítalo-gaúcho Felice Personne

14:00-16:00-20:00. Pavilhão 1

Grupo UEBA

21:00. Espaço Jovem

14:00 - 16:00 - 18:00 - 20:00. Alameda

21:30. Espaço Multicultural

15:00 - 17:00 - 19:00. Pórtico

Os Cobras do Teclado Itajaiba Grupo Estância

22:30. Espaço Multicultural

Cia. Uerê

Grupo EDZ

15:00 - 17:00 - 19:00. Réplica

Cia. Molhados na Chuva 16:00-18:00. Centro de Eventos

Saxofonista Paulo Johann 16:00. Coreto

Saxofonista Adão Léo 18:00. Coreto

Lustrando os Trastes

20:00. Espaço Jovem 24.FEV.2012

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Paulo Rossi Júnior, Divulgação/O Caxiense

ARTE

Primavera no Jardim de Inverno O Jardim de Inverno do Sesc expõe 29 imagens selecionadas no 8º Concurso Sesc de Fotografias. Fotógrafos gaúchos mostram suas versões da estação mais bonita do ano em paisagens de diversas cidades do Rio Grande do Sul. A foto acima, do fotógrafo Paulo Rossi Júnior, de Pelotas, é a vencedora da categoria profissional. O concurso premiou também as categorias comerciário e amador. A Primavera no RS

Coletiva. SEG-SEX. 8:00-22:00. SÁB-DOM. 8:00-20:00. Sesc

1ª Mostra de Figurinos da Festa Nacional da Uva

Coletiva. SEG.-SÁB. 10:00-22:00 DOM. 14:00-20:00. Scapularium (San Pelegrino)

Figurinistas das Rainhas da Festa da Uva

Véra Stedile Zattera. TER-SÁB. 9:00-17:00. Museu Municipal

Fotografias Pinhole de Neusa Zini

SEG-SEX. 9:00-19:00. SÁB. 15:00-19:00. Ordovás

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Rascunhos e História

Roberta Rech Mandelli. SEG-SEX. 8:30-18:30. SÁB. 8:30-12:00. Farmácia do Ipam

Fotógrafo Poeta

Giancarlo Mantovani. SEG-SEX. 8:00-22:30. Galeria Universitária - UCS

CA

MA RIM

Marcelo Aramis Depois do Photoshop

Nos parreirais, a tecnologia pode melhorar a qualidade do produto, mas no campo do design gráfico foi uma praga para a Festa da Uva. Até 94, sem Photoshop, os cartazes eram artisticamente mais interessantes. Em 96, a “América” do tema A América que nós fizemos ganhou o maldito efeito metalizado sobre uma paisagem de Caxias, um casal contemporâneo, uma família imigrante e um pôr-do-sol: 4 imagens coladas pela maravilha da computação gráfica. Nos anos seguintes, a uva foi metalizada e refletiu a cidade, uma vindimeira colheu um cacho de lugar nenhum, cabeças de todas as etnias brotaram no lugar de grãos, o “v” de uva esticou o braço para agarrar o ano da festa, uma locomotiva passou por cima da verossimilhança e pessoas fizeram poses improváveis nas janelas de um trem com destino ao pôr-do-sol. Agora, uma criança observa um painel de imagens e clichês gráficos: reflexo no chão, ambiente 3D e logo metalizado (e Pokémon é que causa convulsões). Uma exposição na Câmara de Vereadores mostra 25 cartazes originais, desde 1950. Bom para mostrar a urgência de um olhar criativo para o passado. Confira em www.ocaxiense.com.br uma galeria de cartazes.

Meu primeiro acorde

Formada em Psicopedagogia e Artes Cênicas, Esmeralda Frizzo ministra na Teclas & Cordas (30281746) curso de musicalização para crianças de 5 e 6 anos. Uma hora por semana, os alunos fazem atividades lúdicas – e com instrumentos como o teclado e a flauta pedagógica – para desenvolver senso rítmico, criatividade, sensibilidade e gosto musical. Mensalidade: R$ 120.


cinemas: CINÉPOLIS: AV. RIO BRANCO,425, SÃO PELEGRINO. 3022-6700. SEG.QUA.QUI. R$ 12 (MATINE), R$ 15 (NOITE), R$ 23 (3D). TER. R$ 8, R$ 12 (3D). SEX.SÁB.DOM. R$ 17 (MATINE E NOITE), R$ 23 (3D). MEIA-ENTRADA: CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS, IDOSOS (ACIMA DE 60) E ESTUDANTES, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE CARTEIRINHA. GNC. rsc 453 - km 3,5 - Shopping Iguatemi. 3289-9292. Seg. qua. qui.: R$ 14 (inteira), R$ 11 (Movie Club) R$ 7 (meia). Ter: R$ 6,50. Sex. Sab. Dom. Fer.R$ 16 (inteira). R$ 13 (Movie Club) R$ 8 (meia). Sala 3D: R$ 22 (inteira). R$ 11 (meia) R$ 19 (Movie Club) | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316. R$ 5 (inteira). R$ 2 (meia) | MÚSICA: Bier HauS. Tronca, 3.068. Rio Branco. 3221-6769 | Boteco 13. Augusto Pestana. Moinho da Estação. 3221-4513 | HAVANA. Rua Dr. Augusto Pestana, 145. Moinho da Estação. 3215-6619. | LEVEL CULT: CORONEL FLORES, 789. 3536-3499. | LIVRARIA DO ARCO DA VELHA. OS 18 DO FORTE, 1960. 30281744 | Mississippi. Coronel Flores, 810, São Pelegrino. Moinho da Estação. 3028-6149 | MOVE. RUA GASTON LUÍS BENETTI, 849. PARQUE SANVITTO. CIDADE NOVA. 8407-4942. | PLACE DES SENS. Rua 13 de Maio, 1006. Lourdes. 3025-2620. | Portal Bowling. RST 453, Km 02, 4.140. Desvio Rizzo. 3220-5758 | Vagão Classic. Júlio de Castilhos, 1.343. Centro. 3223-0616 |

Carol De Barba

Que elegante!

Apesar de estar menos sofisticada do que quando recebeu o convite para a Festa da Uva – na ocasião, vestia casaco de renda sobre calça e blusa nudes –, Dilma fez bonito na abertura do evento. O blazer coral – com babado simples no acabamento da gola – e a calça de alfaiataria preta estavam apropriados para o horário, a pompa e a agenda da presidente. Ela ainda foi presenteada pela primeira-dama Maria Helena Sartori com uma joia da designer caxiense Camila Winkler. Maurício Concatto /Caxiense

A

Enderecos

galerias: GALERIA MUNICIPAL. DR. MONTAURY, 1333, CENTRO, (54) 3221.3697 | GALERIA UCS. FRANCISCO GETÚLIO VARGAS, 1130. PETRÓPOLIS. 3218-2039 | FARMÁCIA DO IPAM. DOM JOSÉ BAREA, 2202, EXPOSIÇÃO. 4009.3150 | museu municipal. VISCONDE DE PELOTAS, 586. CENTRO. 3221.2423 | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panaz­zolo. 3901-1316. | SAN PELEGRINO. Rio Branco,425. SÃO PELEGRINO. 3022.6700 | SESC: Moreira césar, 2.462. centro. 3221-5233

Que deselegante!

Legenda Duração

Avaliação ★ 5★

Classificação

Cinema e Teatro Dublado/Original em português Legendado Animação Ação Artes Circenses Aventura Bonecos Comédia Drama Documentário Ficção Científica Infantil Policial Romance Suspense Terror

Música Blues Coral Eletrônica Funk Hip hop Jazz Metal Pop Reggae Rock Samba Tradicionalista

Erudita MPB Pagode Sertanejo

Dança Clássico Forró Hip hop

Contemporânea Folclore Jazz Salão

Flamenco Dança do Ventre

Artes Diversas Pintura

Escultura Grafite

Artesanato

Fotografia

Já as soberanas da festa, provavelmente tentando driblar o calor, acabaram pecando logo em um dos momentos mais importantes e de maior exposição nacional do evento. O trio dispensou os boleros e aventais da roupa de gala, e usou apenas o top de alcinha branco, a saia e o cinturão. Apesar de colocarem as peças horas depois, no primeiro corso alegórico, faltou uma dose de glamour para posar ao lado das autoridades.

Yang Online Na tendência do e-commerce, a Yang Modeladores inaugura­ loja virtual (yangonline.com.br).­ A marca também tem dois estandes na Festa da Uva, um deles voltado apenas à abertura de franquias. A expectativa de crescimento nas vendas é de 20% sobre o comercializado na Festa de 2010. 24.FEV.2012

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ARQUIBANCADA + ESPORTE FORÇA: Desafio de Força Humana Festa da Uva

DOM. (26). 14:00. Praça Dante Alighieri

ATLETISMO: Corrida de Revezamento Caminhos da Colônia

DOM. (26). 9:30. Igreja Nossa Senhora da Saúde

BOXE: Troféu Festa da Uva de Boxe Olímpico

Daniel Rodrigues, Div./O Caxiense

Futebol, esse mais de mesa | Corrida colonial | Os incríveis no MartCenter | Gigantes do xadrez

DOM. (26). 8:30. São Luiz da 6ª Légua MartCenter: ERS 122, 4140 - Desvio Rizzo | Ginásio Vasco da Gama: Rua José Soares Oliveira, 2557 – Pio X | Igreja Nossa Senhora da Saúde: Rua Ludovico Cavinatto s/nº – Bairro Nossa Senhora da Saúde | RECREIO DA JUVENTUDE: PINHEIRO MACHADO, 1.762. 3028.3555

28

O futebol de mesa entra em campo neste fim de semana no MartCenter. O 5º Torneio Festa da Uva terá 41 competidores – 32 inscritos na categoria especial e 9 disputando a categoria júnior. A competição é uma iniciativa da Associação de Futebol de Mesa de Caxias, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A entrada é gratuita. SÁB. (25) e DOM. (26). 10:00. MartCenter

DOM. (26). 16:00. Ginásio do Vasco da Gama

BOCHA: Torneio Festa da Uva de Bocha Pontobol

Mesa, botão e gols

Tabuleiro dos grandes mestres internacionais O Torneio Aberto Internacional de Xadrez Festa da Uva abre a programação com um seminário. Às 8:00 e às 19:00 haverá curso para professores de xadrez (R$ 70). Às 15:00 ocorre a semifinal do Torneio Fechado, do qual participam os mestres Mequinho, o melhor do Brasil de todos os tempos, Gilberto Milos, 7 vezes campeão brasileiro, Andrés Rodríguez, melhor jogador da história uruguaia, e a

húngara Judit Polgar, a melhor do mundo no xadrez feminino e a maior atração do evento. As inscrições para o torneio aberto, cursos e palestras podem ser feitas pelo fone 3223-5460, com Camila. A competição distibuirá R$ 16 mil em prêmios. Confira a programação completa em www.xadrezcaxias.com.br. QUI. (1°). Recreio da Juventude


re

na Gabriel Izidoro A cara-de-pau do “Campeão de Tudo”, que implodiu seu projeto de futsal depois de todos os profissionais haverem sido contratados e apresentados para o trabalho.

O apoio, público e privado, a qualquer projeto esportivo gaúcho que não seja apenas o de dois times de Porto Alegre (que ganharam mais de R$ 30 milhões do Banrisul em 2011). O Rio Grande do Sul faz uma escolha perigosa para seu futuro.

Uma das melhores campanhas do Gauchão, o Caxias faz a semifinal da Taça Piratini com Grêmio, domingo à tarde, no Centenário. O Juventude decidiria seu futuro após o fechamento desta edição.

Uma coisa que sempre me incomodou nessa tal de cobertura esportiva foi o emprego do termo “esporte amador”. Alguém sabe me dizer que raio é isso? O que é esporte amador? É arremesso de queijo? Ou, melhor ainda, aquele de soltar um pneu de queijo morro abaixo e sair um bando de suicidas correndo atrás, para ver quem é o francês que chega antes? Ou a versão chinesa – sempre orientalmente mais perversa –, em que os caras têm que descer a ribanceira esquivando uma avalanche de toras? O que é “esporte amador”? Em muitas redações jornalísticas, ainda se cobre futebol e “esporte amador”. Muito embora, nos próprios clubes de futebol – se não em todos, na maioria; nos demais só muda o eufemismo do rótulo –, ainda existam dois

departamentos: o de futebol e o “amador”. Supostamente, o segundo, para cuidar dos interesses dos garotos da base. Não obstante os garotos da base sejam, em geral, uma horda de adolescentes de 15 anos com procuração assinada pelos pais para um empresário, cabelo moicano, uma pasta furiosa do Exalta no iPod e o DVD dos melhores lances pronto para correr o mercado – configuração dos modelos de entrada entre os profissionais da bola. Donde se pode concluir que o tratamento de “esporte amador”, no Braziu, consiste naquele dispensado a toda sorte de modalidade que não seja futebol de contrato, moicano e coreografia. E aqui – com a devida confissão do jornalista que vos escreve, de cumplicidade no delito – vem o desengano do Divulgação/O Caxiense

a

Amadorismo olímpico padrão Fifa moribundo: no Braziu, salvo exceções, não se cobre esporte. Se cobre futebol. Sabe por que, amiga dona de casa? Porque o brasileiro, SALVO EXCEÇÕES (que normalmente se restringem ao praticante e seus familiares, e tão somente na sua modalidade), não gosta de esporte. Na verdade, ele não gosta nem de futebol. O brasileiro, SALVO EXCEÇÕES, gosta é de descarregar a frustração de sua impotência diante de tudo que o oprime na completa destruição do inimigo (não adversário: inimigo). Se com isso seu time – e só ele, por quaisquer meios – puder ganhar o jogo, melhor. Mas não é obrigatório. Se for preciso se explodir para levar um deles junto, não tem problema. Bem-vindo ao país da Copa e das Olimpíadas.

Calma que fica pior

Aqui na Província de São Pedro – sempre melhor em tudo, como se sabe – não se cobre nem futebol. Aqui só se cobrem 2 times da Capital. Em termos comerciais, não há do que reclamar. E, por favor, dispense o falso argumento da xenofobia agora. Guarde-o para sacar da bainha quando estiver diante do espelho, pensando no quanto Rio e São Paulo lhe faltam com a devida reverência. O Rio Grande do Sul pode se orgulhar de mais esta: aqui, nem como amador o esporte sobrevive. Esta terra tem dois donos apenas. E nada pode crescer em volta. Nem que seja em outro campo. A tal garra gaúcha já foi brilhantemente representada nas mais diversas modalidades coletivas e individuais, Brasil e mundo afora. Basquete, vôlei, natação, atletismo, ginástica,

judô, tênis – vá listando. No (triste) caso caxiense, incluam-se, além das anteriores, ainda a canoagem, que se esvai, e o handebol, que só resiste porque meu xará Citton é muito, muito teimoso. Dentre todas elas, uma caminha melancolicamente para o ocaso. Tenho fé de que ainda chegará o dia em que o povo desta terra terá alguma noção do que o futsal do Rio Grande do Sul significou no planeta. No planeta – sabe, para lá de Vacaria? Sabe Copa Toyota, Mundial Fifa, Mazembe, Ajax? Soma tudo, bota na potência 47 e não chega nem perto do que essa gente fez de história nos ginásios. Neste dia, e só então, pessoas como o cidadão caxiense Jari da Rocha (foto ao lado) desfrutarão do respeito que merecem. Inclusive aqui. 24.FEV.2012

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Edição 117  

O CAXIENSE ingressa em um dos setores mais tensos dos hospitais e acompanha o esforço de profissionais de saúde para salvar pacientes à beir...

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