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Jornal do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro

Ano 36 N.º único de 2015/16 Concurso Nacional de Leitura

Carolina Mesquita na final nacional NOTÍCIAS

CIÊNCIA

Ação e diversão nas Jornadas das Ciências

Jardim de Infância de Sendim

NOTÍCIAS

Concurso ambiental rende quatro bicicletas

Os 80 anos de

Obra do padre Telmo Ferraz tem nova edição bilingue

LEITURAS


julho de 2016

Jornal do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro

Editorial EDITORIAL / EIDITORIAL Atravessamos, hoje, tempos de grande incerteza e os momentos promissores do final da Guerra Fria e da queda do muro de Berlim (foi só há 27 anos!), quando se chegou inclusivamente a anunciar o fim da história, parecem, agora, longínquos e improváveis. De uma ordem mundial relativamente estável e assente em organizações ou tratados internacionais, como a ONU ou a União Europeia, em que termos como «diálogo» e «cooperação» tinham significado, assistimos agora ao renascer dos nacionalismos que, a reboque da crise financeira que atravessamos, têm singrado por esse mundo fora. A grave crise dos refugiados veio demonstrar a fragilidade do projeto europeu, emergindo rapidamente os egoísmos nacionais (como o Brexit) e os movimentos radicais, um pouco por todos os estados membros. Da livre circulação está-se a passar ao controlo fronteiriço, às vedações e aos muros. Se há lição que podemos tirar desta situação é que a União Europeia não pode basear-se apenas na promessa de benefícios materiais e no desenvolvimento económico. Não há desenvolvimento civilizacional sem valores culturais e sem princípios. Mais importante do que a capacidade de cumprir metas orçamentais ou de não se ultrapassarem limites de endividamento, os países deveriam ser avaliados pela sua capacidade de investimento na educação e na cultura. Para os céticos da educação atual e para todos aqueles que não acreditam no empenho das novas gerações, relembro, com orgulho, que a grande maioria dos jovens britânicos votou, contra corrente, a favor da Europa e do projeto europeu. Isto só vem comprovar a grande responsabilidade que recai sobre nós, educadores, na formação dos jovens e das novas gerações. Aproveito para felicitar alunos e professores pelos excelentes resultados obtidos nos exames nacionais do 12º ano!

Atrabessamos, hoije, tiempos de grande ancerteza i ls momientos promissores de l final de la Guerra Frie i de la queda de l muro de Berlin (fui solo hai 27 anhos), quando se chegou anclusibamente a anunciar la fin de la stória, parécen, agora, lhongínquos i amprobables. Dua orde mundial relatibamente stable i assente an ourganizaçones ó tratados anternacionales, cumo la ONU ó la Ounion Ouropeia, an que palabras cumo «diálogo» i «coperaçon» tenien seneficado, assistimos agora al renacer de ls nacionalismos que, a reboque de la crise financeira qu'atrabessamos, ténen singrado por esse mundo fura. La grabe crise de ls refugiados bieno demunstrar la fragelidade de l porjeto ouropeu, eimergindo debrebe ls eigoísmos nacionales (cumo l Brexit) i ls mobimientos radicales, un pouco por todos ls stados nembros. De la lhibre circulaçon stá-se a passar al cuntrolo frunteiriço, a las bedaçones i als muros. Se hai liçon que podemos tirar desta situaçon ye que la Ounion Ouropeia nun puode basear-se solo na promessa de benefícios materiales i ne l zambolbimiento eiquenómico. Nun hai zambolbimiento cebelizacional sin balores culturales i sin percípios. Mais amportante de l que la capacidade de cumprir metas ourçamentales ó de nun ultrapassáren lhemites d'andebidamiento, ls países deberian ser abaluados pula sue capacidade d'ambestimiento na eiducaçon i na cultura. Pa ls céticos de l'eiducaçon atual i para todos aqueilhes que nun acraditan ne l'ampenho de las nuobas geraçones, relembro, cun proua, que la grande maiorie de ls moços británicos botou, contra corriente, a fabor de la Ouropa i de l porjeto ouropeu. Esto solo ben cumprobar la grande respunsabelidade que recai subre nós, eiducadores, na formaçon de ls moços i de las nuobas geraçones. Aprobeito para felicitar alunos i porsores puls eicelentes resultados oubtidos ne ls eisames nacionales de l 12º anho!

ÍNDICE ALFABÉTICO EDITORIAL

CIÊNCIA

20

DESPORTO

30

HISTÓRIA

27

LEITURAS

33

MIRANDÊS

29

NOTÍCIAS

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FICHA TÉCNICA Propriedade AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRANDA DO DOURO Rua Coronel Eduardo Beça 5210-192 MIRANDA DO DOURO Tel.: 273 431 330 / Fax: 273 432 355 Email: aemd@sapo.pt Página Web: esmd.dyndns.org/expert/aemd.htm

Coordenação Clube de Jornalismo

Grafismo Clube de Jornalismo

Imagem do Cartolinha Manuel Ferreira

Impressão AEMD

Tiragem 200 exemplares

CDU

António MM Santos Diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro

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Projeto “Parlamento dos Jovens 2016” Na sessão deste ano, a aluna Clara Martins participou como secretária da mesa da Assembleia da República. após ter sido eleita pelos pares para ser presidente da mesa da sessão distrital e após ter desempenhado o cargo no auditório da Escola Paulo Quintela, momento em que revelou todas as suas qualidades de liderança, foi posteriormente Na Assembleia da República eleita, novamente, peComo tem vindo a ser habitual, los seus pares, através de videoconos alunos da EBS envolveram-se no ferência, para secretária da mesa da projeto “Parlamento dos Jovens, sessão do “Parlamento dos Jovens” mas, este ano, a sua participação foi que decorreu nos dias 23 e 24 de especialmente recompensadora, maio, na Assembleia da República, pois a aluna Clara Martins, do 11.º A, em Lisboa. Foi um momento alto

Chapeau Chapeau,, 8.ºA!

que enche de orgulho todo o Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro. Todavia, a aluna, motivada pelo gosto de enfrentar desafios, não vai ficar por aqui: pelo que percebemos, vai tentar passar novamente pelo processo eleitoral de modo a atingir o topo - sentar-se na cadeira de Presidente da Assembleia da República. De salientar o trabalho feito pelo professor Fernando Pereira, que desde cedo apoiou a aluna, apresentando-lhe hipóteses de trabalho, e a acompanhou em todas as etapas.

Fiquem lá com a bicicleta!

Os alunos do 8ºA de Sendim deram, mais uma vez, provas da sua ORQUÍDEA XAVIER criatividade e diligência! No âmbito da disciplina de Inglês, foi-lhes proposta a elaboração de chapéus arrojados e originais, por forma a lembrarem e darem a conhecer o famoso evento “Royal Ascot Horse Racing”, que decorre anualmente em terras de Sua Majestade. Em Inglaterra, durante uma corrida de cavalos, as senhoras exibem chapéus exuberantes e ocupam-se do “arranjo” das pistas de corrida para a competição continuar! Esta tradição é uma das mais importantes do calendário social inglês e conta com a presença da rainha, sendo obviamente alvo de toda a atenção da imprensa inglesa e mundial. Assim, e contando com a ajuda da professora Célia Pires de Educação Visual, os alunos exibiram verdadeiras obras de arte!

Acabadinhas de chegar! O empenho das crianças, a colaboração dos encarregados de educação e a motivação da comunidade educativa do jardim de Infância de Sendim deram frutos.

Congratulations 8ºA! Well done! Alunos do 8.ºA da EB de Sendim 3

A empresa Resíduos do Nordeste entregou-nos 4 bicicletas no âmbito do concurso Escolas Verdes, que englobou a recolha seletiva de pilhas, óleos alimentares usados, compostagem doméstica e a reutilização de materiais.


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Más dous lhibricos an mirandés Balorizar l patrimonho cultural i lhenguístico de la Tierra de Miranda . L Agrupamiento de Scuolas de Miranda de l Douro, juntamente cun la Associaçon Frauga, apersentou, ne l purmeiro de junho, na biblioteca de l Liceu, dous lhibros an mirandés: L lhibrico de las Cuontas II i L Lhibrico de ls Ditos Dezideiros. Estes dous lhibros fázen parte dua coleçon de seis, a que le chamórun L Tenedor por bias de tenéren cumo percipales leitores, ls ninos, ls studantes de mirandés i todos ls curjidosos de la lhéngua i de la cultura mirandesa. Estes lhibros, tal cumo ls outros dous que yá salírun l anho passado, resultórun dun trabalho de recuolha de lhiteratura oural mirandesa que fui feita nestes últimos binte anhos pul outor Duarte Martins, que tamien ye porsor de mirandés, ne l AEMD. Apuis de haber feito ua recuolha de cuontas, de Apersentaçon de ls lhibricos na biblioteca de l Liceu. adabinas, de ditos dezideiros ( i de outros géneros que beniran a salir para brebe) al pie de quien fala, de quien bibe ou bibiu l mirandés todos ls dies, l outor/recoletor tratou deilhes, cuntando, tamien, para tal, cun la ajuda de eilustres designers i eilustradores, cumo ye Ana Filipa de Vasconcelos, Miguel Schreck i Rui Fernandes. Estes lhibricos, a la par de séren un meio debertido de trasmisson de ansinos i de saberes, puoden, tamien, serbir de materiales didáticos als porsores que ls quérgan ousar nas aulas. Por outra bia bénen a balorizar inda más l patrimonho cultural i lhenguístico de la Tierra de Miranda.

Ls dous lhibros fázen parte dua coleçon de seis.

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O Lodo e as Estrelas em edição bilingue A obra foi traduzida para o mirandês por Francisco Niebro. No dia 15 de Julho, o Salão Nobre do Município de Miranda do Douro assistiu a uma sessão muito concorrida do (re)lançamento da obra, de 1960, do Padre Telmo Ferraz, «O Lodo e as Estrelas». Trata-se de uma edição bilingue, da Âncora Editora, com a colaboração do Município de Miranda do Douro e com tradução para mirandês da autoria do saudoso Fracisco Niebro. Esta obra, apresentada por António Cangueiro, retrata as dificuldades e a miséria que os trabalhadores enfrentaram aquando da construção das barragens de Picote e de Miranda do Douro nos anos 50. É uma obra frontal e incómoda que nos faz recuar ao Portugal miserável e violento desses tempos. Não é pois de admirar que o regime de então tenha censurado e retirado do mercado a sua 1.ª edição. Só com a liberdade, após o 25 de abril, esta obra viria a conhecer uma 2.ª edição, em 1975, e uma 3.ª, já em 1984.

Apresentação da obra (fotografia de Carlos Ferreira) Para Telmo Ferraz, estes textos são «Apontamento simples, no quotidiano, de factos tão simples, quase banais – mas nossos, reais. Há neles verdade e sinceridade.»

Este é um livro que, nas palavras de Amadeu Ferreira, merecia ser publicado em mirandês pois «tudo foi escrito na Terra de Miranda e entre gente que somente falava mirandês, lembrando que também para a língua as barragens foram um importante marco a ter em conta.»

Esta obra conta ainda com sugestivas ilustrações de Chichorro Rodrigues. A não perder!

ABISMO Já viram um abismo? A fundura, a s ravinas, o tudo, o nada? O mundo deles é um abismo escuro e desconhecido. Já os viram caminhar, beber, falar? Já os viram comer dum tacho, com a mulher e os filhos? Já os viram chorar, por não ter pão? Um homem a chorar! Já viram um homem a chorar? (…) Telmo Ferraz

ABISMO Yá bistes un abismo? La fundura, las arribas, l todo, l nada? L mundo deilhes ye un abismo scuro i çcoincido. Yá ls bistes a caminar, a buer, a falar? Yá ls bistes a quemer dun tacho, cula mulhier i ls filhos? Yá ls bistes a chorar, por nun tener pan? Un home a chorar! Yá bistes chorar un home? (…) Fracisco Niebro

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Alunos do 6.º ano representaram “O Príncipe Nabo” ALUNOS DO 6.ºA, PROFS. ELISABETE LÁZARO E MARIA J. SILVA

Os alunos do 6.ºA da EBS de Miranda do Douro dramatizaram, no dia 9 de junho, pelas 21 horas, no miniauditório, a peça de teatro “O Príncipe Nabo” de Ilse Losa. O texto foi explorado em sala de aula no 5.º ano e dramatizado por vontade dos alunos, desafio da professora Elisabete Lázaro e ajuda da professora Maria João Silva. Esta peça conta a história de uma princesa vaidosa e arrogante que desprezava todos os seus pretendentes. O seu pai, o rei, e o músico António deram-lhe uma lição de vida, que a tornou mais humilde e compreensiva para com os outros.

O trabalho de encenação, preparação de cenário, música e dança decorreu ao longo de todo o ano letivo. Para tal, trabalharam em conjunto alunos e professores do conselho de turma, assistentes operacionais e Biblioteca Escolar. Esta dramatização permitiu aos alunos uma gama de aprendizagens: criatividade, coordenação, memorização, expressividade, entre outras. Agradecemos o contributo dos pais, da Direção do Agrupamento e da Autarquia, que estiveram presentes para felicitar os atores. No final, o público aplaudiu de pé, o que fez elevar o orgulho por esta tarefa tão bem sucedida!

Testemunhos dos participantes “Permitiu-me perceber como fazem os

pais gostaram de me ver representar”.

“Foi uma experiência nova e boa pois

atores para preparar uma peça de tea-

Luís Vicente, 6ºA

ensinou-me a ser mais responsável”

tro do início ao fim. Foi uma grande

“Aquilo de que mais gostei foi dos en-

Beatriz Maia, 6ºA

experiência”. Carolina Martins, 6ºA)

saios, pois foram divertidos, e também

“A peça de teatro foi para mim uma

do trabalho final, pois, para além de

experiência fantástica! Adorei todo o

surpreender o público, surpreendeu-me

processo: desde os ensaios à represen-

a mim mesma” . Soraia Claro, 6ºA

tação”. Diana Meirinhos, 6ºA

“Gostava de fazer esta peça outra vez porque foi muito divertido. Os meus

Na representação de “O Príncipe Nabo” , no miniauditório 6


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Studantes de mirandés bejitórun Toledo DUARTE MARTINS

A las 5 de la manhana, de l 6 de julho, fui quando nós mos chubimos na carreira, al pie de l Liceu. Pul camino fumos çcansando, falando i oubindo alguas cousas acerca de Toledo: la purmeira ye que la cidade quedaba a uns scassos 70 kms a sul de Madriç, bien po riba dun monte. Apuis tenie uas muralhas mui antigas a sorbéren las augas de l Teijo que l’arrodeaba; q’era ua cidade rica, tanto an stória cumo an cultura i por onde habien passado muitos pobos: ls romanos, ls bisigodos, ls árabes i ls judius fúrun ls mais amportantes. Nesta cidade habien cumbibido, nien siempre de la melhor maneira, las trés religiones monoteístas: l judaísmo, l crestianismo i l islan. Tierra afamada dezde l tiempo de ls romanos pula tempra de l aço, onde l metal era mui amportante para fazer spadas, armaduras i outras ferramientas. Que ne l seclo XIII, la cidade de Toledo habie sido un centro cultural amportante de l rei Afonso X, que tenie la nomeada de "El Sabio" i que tubo alhá ua scuola amportante de tradutores. Que ls reis católicos habien cunquistado la cidade als árabes. Toledo fui la capital de l reino de Spanha durante muito tiempo, até chegar Felipe II i haber mudado las cortes para Madriç. Pus bien, inda quedou muito por dezir a respeito de Toledo i, subretodo, por ber, nesta nuossa bejita. Si, isto de ls passeios até que son porreiros, mas solo un die an Toledo a andar pul meio daqueilhas

Toledo, Spanha caleijas i daquel ambaranhado de rues nun dá para ber todo i, inda po riba, mais tarde, habie jogo de bola antre Pertual i l Paiç de Gales. Apuis duas buonas quatro horas i tal, cheguemos a Toledo. Cun las bandeiras i cun ls pendones de ls nuossos scudos i de las nuossas sferas armilares a sbolaciar, chubimos campantes de la bida por un eilebador que mos lhebou dreiticos i sien mos cansar muito a la parte antiga de la cidade. Deixemos de passar pulas antradas de la Puerta de Bisagra i la Puerta del Sol que son mui guapas. Por acauso anté las coincie de outros passeios, mas isso son cuontas d’outros resairos. Demos ua buolta pul Alcázar de Toledo i pula Plaza Mayor, mirando siempre, al loinge, la torre de la Catedral. An Toledo paga-se para bejitar todos ls sítios ou melhor, quaijeque todos. De maneira que, hai que tener an cuonta las carteiras i las jibeiras de ls studantes que nien siempre son mui 7

abonadas. Assi que alguns anteressados bejitórun este guapa catedral gótica. Apuis de uas buoltas al redor daqueilhas rues i cun l sol yá a rechinar, uns artesanos que pulhi andában, chamórun-mos a ir ber uns trabalhos an damasquinado a un cumbento, que yá nun se me acorda agora l nome del. L damasquinado ye un trabalho de ouribesarie mui afamado feito puls ouribes artesanos de Toledo, que l adórnan cun figuras i cun dezeinhos minudos, onde las camadas pequerricas de prata i de ouro se subrepónen cun l fierro i cun l aço. L resultado deste labor son berdadeiras pieças de arte i de adorno mui guapas cumo brincos, pulseiras, aneles... i outros. L sítio era agradable i fresquito, nun paguemos nada i alguns inda trazírun ua lhembrança pa la família. Apuis de habermos dado muita buolta por aquel ambaranhado de rues, fumos a saber de l bárrio judiu i de la Sinagoga Santa Maria de La


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Notícias Blanca. Mui guapa esta sinagoga, baliu bien la pena habermos antrado.

dedicada a l’anquisiçon de Toledo. I habie alhá de todo, podeis crer!

Chegou la hora de l almuorço i habie que dar sastifaçones al cuorpo. Até a las cinco de la tarde houbo tiempo lhibre para dar uas buoltas i mercar uas lhembranças pul centro de la cidade.

A las 5 de la tarde ajuntemos-mos todos na Plaza Mayor i fumos dreitos a la carreira. L tiempo iba quedando suberrolhado. Pul camino ampeçórun a cair las purmeiras pingas d’auga. Más alantre i cun ls uolhos zapacénciados a spreitáren ls reloijos, pareApuis de recumponer l cuorpo, fui-me mos a tiempo nua área de serbício para coa saber de l’eigreija de ls Jesuítas i tanta mer un muordo i, claro, para ber l jogo anbuolta dei que alhá l’ancuntrei. L maior tetre Pertual i l Paiç de Gales. La cousa até souro que achei fúrun ls assomadeiros de Toledo, Spanha que curriu bien, gritemos bien alto por dues riba de ls sous campanairos i las bistas que ten pa la cidade antiga de Toledo... un ancanto, un rega- bezes. Seguimos la biaige a caras a Miranda, más cuntenlo pa ls uolhos! I mais ua buolta por aqueilha ancruzelha- tos i a la meia nuite yá abistábamos ls campanairos de la da de rues até que, sien querer, dei de caras c’ua casa Sé de Miranda...outras bistas.

La biaige a Abeiro de ls alunos mirandés de la scuola de Sendin EMÍLIO MARTINS

renda, porque naide se queixaba que tenie fame. Alguns cula cabeça stribada na jinela iban mirando ancandilados pa la peisaige, sin pestanhar. Apuis quando se bírun por baixo de la selombra de túnel Abeiro, “La Beneza pertuesa” de l Maron, queNe l passado die 5 de Julho, ls dórun boubicos. Nun tardórun a saalunos de l 6º anho i 3º ciclo de Sen- car ls telemóbles para tirar ua carradin anscritos a Mirandés fazírun la da de retratos. Aqueilho fui ua cousa sue biaige a la cidade de Abeiro. Ci- nunca bista… dade guapa i galana coincida por “La Chiguemos a Abeiro por buolBeneza pertuesa”. Chenos de alegrie ta de las 11 horas i culs uolhos ne l i sprito de camaradaige, soubírun farol de Ílhabo fumos a pisar la areaporbeitar cada cachico desta pe- na de la praia… Çcalços pulhi a corqueinha abintura por Tierras pertue- rer cuntentos cumo se l mar stubisse sas i puls bistos lhebában buona me- a aguardar por nós. Apuis de algun 8

sacrificio para arrincar ls garotos dalhi, alhá seguimos, mirando pa ls ancantos de la Rie, la magie de las salinas i la beleza rala dua cidade sin eigual. Un garoto até dixo i cun rezon “que Abeiro era cumo ua huorta, fresca, cumo se ls canales fussen sucos”… Fumos a almuorçar al Shopping Fórun i apuis de bien comidos i uas coca-colas bien bubidas, oupah! Todos a dar ua buolta puls sotos desse spácio comercial. La Sport Zone parecie un formigueiro i naide saliu dalhá sien un aparato pa la bicicleta ou pa la nataçon. Ajuntemo-mos todos ne l sítio terminado i agarremos-mos pur aqueilhas rues stóricas apreciar las fachadas de las casas adonde se notaba la fuorça de la pesca i de l sal na bida daqueilha alegre cidade. Ls barcos a çlizar puls canales a la fuorça de remo, por homes cun bestimien-


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Adélia Carvalho na EB1 de Miranda do Douro ta a rigor dában quelor a aqueilha tarde de berano, adonde l sol prouísto, fazie queston de cumbinar… La cidade era toda eilha lhuç, por esso stában ls dous bien acumparados. Currimos ls cantos todos de centro stórico, i al fin de l die yá algo cansadicos deitemomos na yerba de l Jardin acerca de la carreira a çcansar un ratico, anquanto trés ou quatro garotos, inda cun genica, fazien saltitar la bola po riba de nós. Eran 5 de la tarde i Sendin yá mos deberie stranhar. Antoce cada un pa l sou assento de la carreira i ambora pa l nuosso niu. Ne l camino inda se cantórun uas cantigas i inda se dezírun uas lhonas. Tamien, houbo tiempo para amostráren aqueilho que feirórun, culas férias a la puorta esso nun ye de stranhar… Home! Benien todos cuntentos!

ALUNOS DO 4.º A DA EB1 DE MIRANDA

Sessão de autógrafos da escritora Adélia Carvalho No dia quinze de março de 2016, pelas 11 horas da manhã, veio a escritora Adélia Carvalho à EB1 de Miranda do Douro fazer a divulgação dos seus livros.

A escritora foi apresentada pela Coordenadora de Escola, aos alunos, aos professores e às assistentes operacionais, no polivalente da escola. A escritora começou por dizer que estava afónica e quase não conseguia falar. Mesmo assim ainda conseguiu ler a história “ ABRIAn Sendin, un mar, nó GOS”. Depois da história, os alunos fized’auga, mas un mar de gen- ram algumas perguntas acerca da sua te aguardaba por nós cun vida e dos seus livros. Ela informou os ganas de scuitar las nobidades i las cousas admirables que bimos nessa dita “Beneza pertuesa”. ELIZABETH MACHADO

Carnaval 2016

Bien hában a todos que colaborórun para que más ua beç, la biaige de l Mirandés -Sendin fuosse ua rialidade, porque ls nuossos alunos merecen!

Este ano, organizamo-nos e participamos com o tema “Minnie e Mikey”,com a colaboração da nossa Diretora de Turma, professora Elizabeth Machado e com a professora de Educação Visual, Célia Pires. O balanço da atividade foi bastante positivo porque fomentou a união e solidariedade do grupo. 9

presentes que começou a escrever por volta dos dez anos, inspirada no seu avô Francisco e no escritor Álvaro Magalhães. Até este momento já tem doze livros publicados. Os livros tiveram muito êxito e por isso alguns já foram premiados. A escritora aconselhou os alunos a lerem muito para poderem ser bons escritores um dia mais tarde. No final, a escritora autografou os livros que alguns alunos compraram. Alguns não compraram livros, mas também pediram um autógrafo para recordação.


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Vinho, queijo e ovos mirandeses Onde e como são produzidos? HENRIQUE MARTINS

estes posteriormente vendidos na zona do Porto e na própria região.

Na queijaria No dia 12 de maio de 2016, os alunos do 12.º A do curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias realizaram uma visita de estudo, no âmbito da disciplina de Biologia e inserido no tema “ A Biologia e os desafios da atualidade: Produção de alimentos e sustentabilidade”, a três indústrias de produção alimentar do Planalto Mirandês: a avicultura “Ovo Mirandês”, a queijaria de Urrós e a Adega Cooperativa de Sendim. Esta visita tinha como objetivos principais conhecer os processos de produção biotecnológica, métodos de conservação tradicionais e processos de distribuição de alimentos; conhecer as aplicações da biotecnologia na indústria alimentar, essencialmente, no meio local; compreender os fundamentos biológicos subjacentes a diferentes técnicas de produção e conservação alimentar. Esta atividade iniciou-se na Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro, por volta das 9 horas da manhã: os alunos agruparam-se e prepararam-se para uma pequena deslocação de autocarro até a aldeia de Águas Vivas, local no qual se localiza a avicultura “Ovo Mirandês”, exploração do ramo alimentar que se baseia na criação de galinhas com o intuito de obtenção de ovos para posterior venda. Esta indústria tem a capacidade de albergar nas suas instalações um máximo de 32000 galinhas, o que resulta numa produção média de 110 mil ovos por semana, sendo

Após a visita a todas as instalações, os alunos dirigiram-se novamente ao autocarro para uma nova deslocação, desta vez à aldeia de Urrós, onde se encontra a Queijaria do Planalto, exploração de laticínios que se baseia na produção e venda de queijo de cabra e ovelha. No local trabalham, ao longo de todo o ano, três pessoas, que têm a capacidade de produzir entre 100 a 120 queijos por dia, os quais são vendidos essencialmente nos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro, apesar de alguns já serem distribuídos a nível nacional. No final da visita aos locais de produção e armazenamento da indústria, os alunos tiveram direito a uma degustação de queijos, dirigindo-se assim saciados para a terceira e última paragem do dia: a Adega Cooperativa de Sendim, localizada na Vila de Sendim, onde se produz vinho de mesa branco e tinto. Esta indústria apresenta uma distribuição a nível nacional e internacional, tendo-se, nos últimos anos, afirmando no mercado francês, finlandês e norueguês, onde vende três marcas distintas, quer de vinho branco, quer de vinho tinto: Llengua, Ribeira do Corso (medalha de ouro e prata a nível nacional) e Pauliteiros. A visita terminou com uma explicação do processo de produção e a observação de uma coleção de vinhos no interior de uma das edificações. Os alunos, mais esclarecidos relativamente à forma de produção do queijo, vinho e ovos e onde estes são explorados na região, dirigiram-se, por fim, ao autocarro que os levou de regresso até à escola. 10

Na base da produção do queijo está um processo designado por fermentação láctica que se divide em duas fases: a glicólise, na qual se obtém o ácido pirúvico, após reacções de oxidação (NAD+ e NADH) e intervenção de ATP (energia); redução do ácido pirúvico, no qual se irá obter ácido láctico, apos uma reação de redução pelo NADH. O queijo será obtido pelo aumento da acidez que provoca a coagulação do leite (matéria prima), que, neste caso, tem origem em populações de cabras e ovelhas regionais e é previamente aquecido em banho-maria. Posteriormente à fermentação, o produto resultante é colocado numa prensa, durante um período de 5 horas, de forma a adquirir a forma redonda e a textura características deste queijo de qualidade.

Na base da produção de vinho está um processo designado de fermentação alcoólica, que assim como a fermentação láctica se divide em duas: a glicose (obtenção de acido pirúvico); redução do ácido pirúvico, que neste caso sofre um processo de descarboxilação, formando o acetaldeído, e só posteriormente é reduzida pelo NADH, dando origem ao etanol, constituinte essencial do vinho.


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Biblioteca Escolar do AEMD Em Destaque…

mática sobre o autor e divulgou nas plataformas um quiz digital sobre os contos de Eça. Os alunos apurados para a 2ª fase e que se deslocaram à Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé, no dia 20 de abril, foram: Marco Castro, André Xavier e Oceana Fernandes (3º ciclo da EB de Sendim), Ana Leonor Pimentel, Helena Rodrigues e Lara Fernandes (3º ciclo da EBS de Miranda) e Tatiana Raposo, Inês Raposo e Carolina Mesquita (que conseguiu passar à Final Nacional!!), do Ensino Secundário. Alguns deles deixaram a sua opinião sobre a sua participação no CNL.

Disputada a 11 de janeiro de 2016, a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura (CNL) foi muito participada. Trinta e cinco alunos do 3º ciclo e onze do Ensino Secundário realizaram as provas escritas relativas às obras “Contos” e “O crime do padre Amaro”, respetivamente, ambas de Eça de Queirós. Para motivar e facilitar a compreensão das obras, a BE organizou uma exposição te-

Participar no Concurso Nacional da Leitura foi…. É sempre bom, apesar de ganhar ou não, mas ninguém esquece os desesperos, a ansiedade, as amizades, tudo é inesquecível. Apesar de nem ter passado a oral, nunca me irei esquecer da história dos livros que é linda! De resto, tenho a agradecer à bibliotecária pela paciência em aturar os meus detalhes, aos que me confortaram, e, a todos os que participamos, espero ver-vos a todos no próximo ano! (…) O próximo ano promete! (André Xavier, 8ºA-S) Eu acho que foi uma experiência incrível que vai ficar marcada para sempre na minha memória. Mesmo que não tenha

passado ninguém do terceiro ciclo à fase final, podemos orgulhar-nos da nossa vencedora do secundário. Além disso, valeu a pena para ficarmos a conhecer novos livros e travarmos novas amizades, que vão durar muuuiiitooooo tempo, certamente, pois o gosto comum pela leitura vai manter-nos Unidos até ao fim. (…) Quero agradecer a todos os que me aturaram com paciência e aos que me apoiavam quando começava a duvidar. Uma experiência a recordar e repetir. Para o ano há mais. E vai ser para ganhar. (Helena Rodrigues, 7ºB)

Dia 20 de abril de 2016... um dia a recordar para sempre! O dia em que fomos à fase distrital do concurso nacional de leitura! Um dia cheio de sorrisos e gargalhadas, de vitórias e também de companheirismo e novas amizades!!! Embora no 3°ciclo ninguém tenha passado à prova oral, o mais importante (para além dos fantásticos livros e leituras, claro) foram os momentos vividos! Parabéns à Carolina pelo lugar na nacional!!! Para o ano há mais, e tenho a certeza que vai ser tão bom como foi este ano. Espero para o ano passar e voltar a rever-vos a todos! (Ana Leonor, 7ºA)

A Biblioteca Escolar tem um novo logótipo No âmbito da comemoração do Mês das Bibliotecas Escolares, a BE promoveu um concurso de criação de um novo logótipo para a Biblioteca Escolar do AEMD. A melhor ideia foi apresentada pela Carolina Luís, do 7ºA de Sendim. Os autores dos melhores trabalhos selecionados foram premiados com um encontro com o artista plástico Miguel Shreck, professor da Escola de Artes da Lérias. Sobre este encontro, a Carolina Luís disse: “Eu gostei muito da sessão com o Miguel Shreck. Mostrou-nos e analisamos vários logótipos e explicou-nos o que podíamos melhorar nos nossos trabalhos. Fiquei a perceber melhor a natureza e a função de um logótipo.” 11

Novo logótipo da Biblioteca Escolar


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Biblioteca Escolar do AEMD Em Destaque…

Carolina Mesquita apurada para a fase final do CNL! HELENA RODRIGUES

Pela 2ª vez, a nossa escola esteve representada na Final Nacional do CNL, realizada, este ano, no dia 13 de julho, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. Foi a Carolina Mesquita, do 11.ºA, quem chegou mais longe e a qual felicitamos pela sua disponibilidade e determinação. Pudemos acompanhar algumas partes do concurso, de manhã e de tarde, através da RTP 1, que fez reportagens em direto com o apresentador José Carlos Malato. A Carolina Mesquita esteve lá e contou-nos como foi…. Qual era o sentimento predominante antes da prova? Antes da prova estava bastante nervosa, parecia que ia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Foste bem recebida pelos outros concorrentes e organizadores do concurso? Com o apresentador José Carlos Malato

Fui bastante bem recebida, tanto da parte das organizadoras do concurso que eram extremamente simpáticas como da parte dos concorrentes, já que cheguei a fazer duas novas amizades.

Tencionas participar no próximo ano? O próximo ano é o último em que eu posso participar, mas, mesmo que não fosse, tencionaria sempre participar no concurso.

Quando chegaste ao local da prova, que pensamentos te vieram à cabeça?

O que é que mais te marcou nesta experiência?

Quando cheguei ao local da prova só pedia para que tudo corresse bem e para que a prova fosse fácil.

O facto de ter conseguido chegar à final já foi bastante marcante para mim, nunca pensei que conseguiria chegar tão longe.

Achaste a prova difícil? A prova não era difícil, era bastante parecida com as provas da fase escolar e distrital mas tinha menos escolhas múltiplas.

O que dirias às próximas gerações de participantes? Às próximas gerações de participantes diria apenas para não desanimarem se não alcançarem logo os seus objetivos nas primeiras participações no concurso. Só à minha terceira participação na fase Distrital é que consegui atingir o meu objetivo. Dir-lhes-ia também para levar o concurso “na desportiva”, que não ficassem demasiado chateados se houver algum tipo de injustiças e para se lembrarem sempre que o que os levou a participar no concurso foi o gosto pela leitura.

Como te preparaste para o concurso? Conforme ia lendo os livros, ia apontando num bloco de notas os pormenores que achava que iriam ser relevantes para a prova escrita de maneira a não me esquecer deles. Gostaste dos livros escolhidos (porquê)? Gostei bastante do livro Sinais de Fogo, tudo porque me identifiquei com alguns dos problemas e dilemas do Jorge (personagem principal) já que muitos deles são comuns aos jovens. Achei o livro bastante atual. Já O Judeu não me deixou nenhuma "marca", apesar de também ter gostado de o ler.

Recomendas a participação neste concurso? Recomendaria a todos os alunos participar no Concurso Nacional de Leitura. Principalmente se gostam de ler. O concurso é uma maneira de nos alargar os horizontes. E como diz o ditado "O saber não ocupa lugar". 12


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Biblioteca Escolar do AEMD Em Destaque…

Comemoração dos 150 anos do nascimento de Eça de Queirós Nascido em 25 de novembro de 1845, Eça de Queirós, grande expoente da literatura portuguesa e autor cujas obras têm um lugar marcante no Eça Agora – EBS Miranda currículo escolar, foi lembrado em várias iniciativas organizadas pela BE ao longo do ano letivo. Assim, no âmbito da Feira do Livro,

que decorreu de 23 a 27 de novembro, Eça de Queirós foi o tema da palestra dirigida aos alunos das turmas de 12º ano - "Ruralidade e cosmopolitismo em A Cidade e as Serras e Os Maias de Eça de Queirós" - , orientada pelas professoras Carla Guerreiro e Lídia Santos, do IPB, que decorreu na Biblioteca Escolar da EBS. Para além disso, no Arquivo Municipal, na abertura da Feira do Livro, inaugurou-se a exposição "Eça de Queirós: marcos biográficos e literários", gentilmente cedida pelo Instituto de Camões. Por último, Eça de Queirós falou de si e da sua obra na entrevista "Eça Agora", dramatizada por alunos do 11ºA e B e do 12ºA.

Promoção da Leitura Ao longo do ano, foram várias as atividades desenvolvidas para promover o gosto pela leitura e para sensibilizar para a magia das palavras, em todos os ciclos de ensino, mas mais diretamente junto dos alunos do Jardim de Infância e do 1º ciclo, cujo projeto curricular estava ligado à literacia da leitura. A iniciati-

va “Conta-me histórias…” conseguiu reunir nas Bibliotecas do Agrupamento alunos, professores, familiares e amigos à volta dos livros. A transmissão e a partilha do gosto pela leitura foram conseguidas através da exploração de várias histórias, de vários géneros: “História de um gato e de um rato que se tornaram

amigos” de Luís Sepúlveda (2º ano), “A Joaninha Vaidosa”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Era uma vez um cão”, “O Livro dos Medos” e “Era uma vez um castelo”, de Adélia Carvalho, “O que é o amor?”, de Davide Cali e Laura Cantone, e “Frederico” de Leo Lionni.

A Joaninha vaidosa, JI Miranda O que é o Amor, EB de Sendim História de um gato e de um rato…, EB1 Miranda

Encontro com escritores Os escritores Joaquim Vieira, coautor da coleção Duarte e Marta, Adélia Carvalho, autora de várias histórias para a infância, e Lídia Santos, com o seu primeiro romance “Filhos do Infortúnio”, estiveram no nosso Agrupamento para um encontro com os nossos jovens leitores. Estas iniciativas aproximaram os alunos do ato da escrita e motivaram alunos, pais e professores para a leitura!

Encontro com Joaquim Vieira 13


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Abintura an Bruxelas TATIANA RAPOSO

Studantes de mirandés de l 11º anho an Bruxelas Passados alguns meses a la spera i cun muito nerbosismo por inda nun saber l resultado, la turma de studantes de mirandés de l 11º anho acabou por haber gozado de l prémio recebido pula bitória ne l concurso “Prémio Scuola na Ouropa”. Este cuncurso, pormobido pul ourodeputado José Manuel Fernandes, era deregido a todas las scuolas de l çtrito de Bergáncia. L concurso perponie-se a que ls moços ganhássen antresse, coincimiento subre l’ Ounion Ouropeia i las anstituiçones que fázen parte deilha. Ne l scalon çtinado al ansino secundairo, ls alunos tenerien de apersentar un trabalho subre la sue tierra, falando tamien de la sue relaçon cun l’ Ounion Ouropeia i cun las sues anstituiçones. L prémio era ua bejita al Parlamento Ouropeu, an Bruxelas. Ls alunos de mirandés de l 11º anho de la nuossa scuola decedírun arrefucir las mangas i fazírun un trabalho, an bídeo, que le chamórun “La Tierra de Miranda a Camino de l’Ouropa”, todo el falado an mirandés i adonde se amostrórun ls balores que mais eidentefícan i çtínguen esta tierra, ne l cuntesto ouropeu. Ne l die 15 de setembre, ls studantes bencedores, acumpanhados pul porsor de mirandés, Duarte Martins, pul diretor de la turma, António Rodrigues i pula repersentante de la

Direçon de l Agrupamiento de Scuolas de Miranda de l Douro, Luísa Pombo, salírun de abion caras a Bruxelas. Juntamente cun l tagalhico de Miranda de l Douro fui tamien un grupo de Braga bencedor de l mesmo cuncurso ne l sou çtrito. Pa la grande parte de ls studantes de l nuosso grupo, la biaige de abion fui ua “purmeira beç”, pul que sprienciemos ua mezcla de nerbosismo i de admiraçon. Assi que cheguemos al aeroporto de Bruxelas, staba a la nuossa spera un assessor de l ourodeputado José Manuel Fernandes que irie ser l nuosso guia durante la bejita a la cidade de Bruxelas. Recuperadas las malas, fumos ancaminados de carreira pa l houtel, que quedaba bien ne l centro de la cidade onde acabemos por mos aquemodar. Recumpuostos de la biaige, decedimos salir de l houtel para ir a bejitar l centro de la cidade i almorçar (yá stábamos todos chenos de fame i l fast food fui la nuossa scuolha). Almuorço feito, ampecemos a passear pulas rues de la cidade, chenas de choclataries i de sotos cun waffles, l que mos deixou a todos a scumiar de la boca! Apuis de muitas buoltas, passeios i muitos porbaduros (ye ampossible rejistir al choclate i als waffles!!), fumos a parar a la Grand-Place, que ye la praça percipal de la cidade, adonde se ancontra la Cámara 14


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Munecipal. Ye ua praça mui guapa, cun eidifícios galanos, mui trabalhados, cun státuas i outros pormenores que fázen lhembrar la talha dourada. An ciertas épocas de l anho, essa praça questuma star angalanada c’un tapete de flores mui taludo i mi quelorido, l que, cun grande pena, nun acunteciu aquando de la nuossa bejita. Inda assi, quedamos marabelhados cun la grandiosidade de la praça. Bimos tamien l Manneken Pis, l simblo más amblemático de la cidade de Bruxelas. Ye ua pequeinha fuonte an bronze dun nino a mejar para ua bacie. Se bien que ls retratos que ls turistas sácan a la státua dan ua eideia de grandeza, na berdade nun ye bien assi, l ninico solo ten 61 cm. De seguida, bejitemos la Place Agora, adonde aporbeitemos para çcansar un cachico na splanada dun café, buer algo i sacar uns retratos acerca de la státua de Charles Buls, un político belga i antigo persidente de la cidade de Bruxelas que bibiu ne l final de l seclo XIX i ne l percípio de l seclo XX. Acerca de la praça ancuntremos la státua de ls smurfs, caramonos estes que ténen nacionalidade belga. Alguns de nós bejitórun tamien las galeries reales Saint-Hubert, que se spálhan por 200 m i ténen alguns de ls quemércios más caros que ancuntremos. Sastisfeita la curjidade de quien ampeça a coincer la cidade, fumos a cenar i, mais tarde, aquemodemos-mos ne l houtel. Soutordie, yá recumpuostos de la canseira i cun l zaiuno tomado, fumos para mais un die de atebidade ou de passeio. Acumpanhados cun l nuosso guia, deregimos-mos de metro até al Bruparck, ne ls arredores de Bruxelas, i que fázen parte, antre outras curjidades, l Atomium i la Mini-Ouropa. An purmeiro, bejitemos la Mini-Ouropa, un

de ls percipales parques de pequerruchices de l mundo cun mais de 300 atraçones de 80 cidades ouropeias. Todos ls modelos fúrun feitos an scala 1:25. Ls pertueses cháman-le “L Pertual de ls Pequerricos de Bruxelas”. Ye un lhugar mui guapo, cun ua grande rique-

[ Cerca de l Manneken Pis ] za de pormenores an cada cunstruçon, para alhá de muitas animaçones. De seguida, fumos a bejitar l Atomium. Este menumiento, feito ne l tiempo de la Expo 58, ye ua strutura metálica que repersenta ua molécula de fierro oumentada 165 mil milhones de bezes, cun tubos que ajúntan las nuobe partes. Drento de las sferas, repersentando cada ua un átomo de fierro, puoden -se ber sposiçones. Na sfera que se ancontra mais arriba, a la qual se chega de eilebador (tarda 23s a chubir 102m), las jinelas an toda la buolta dan-mos ua fantástica bista panorámica de 360º de la cidade. Ua de las cousas que mos ancantou fui la grande lhargura de las scaleiras rolantes que fazien ir dua sfera pa l'outra andrento de ls tubos que las ajúntan (que ténen antre 23 i 29m de grandura). Cun las barrigas yá a rujir, treminamos la nuossa bejita al Atomium i fumos almorçar nun de ls restourantes de l Bruparck. Seguidamente, apanhemos outra beç l metro i ancaminemos-mos 15

pa la zona adonde se ancontra l Parlamento. Apuis dua passaige pul Parlamentariun, centro multimédia dinámico i anteratibo que lhieba ls bejitantes atrabeç dua biaige pula stória de l’ Ounion Ouropeia, deregimos-mos al Parlamento Ouropeu, onde, por fin, mos ancontremos cun l ourodeputado José Manuel Fernandes, que mos recebiu de braços abiertos i cun quien tiremos alguns retratos. Ne l sou çcurso de buonas benidas, lhembrou l funcionamiento de las percipales anstituiçones ouropeias i l papel de ls ourodeputados. Tubimos inda l'ouportunidade de ber ua parte dua reunion de ourodeputados ne l plenairo i de coincer alguas anstalaçones de l Parlamento, que mos ampressionou por bias de parecer ua outéntica cidade drento dun solo eidifício, bastante guapo i moderno (tenie dezde ginásios até sotos i restourantes). Ne l final, inda fumos agracia-

Ne l Atomium dos cun un saco de lhembranças. Un cachico cansados de tanta buolta i mais ricos an coincimiento i c’un


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Notícias mais un die de passeio, bolbimos al houtel para çcansar las piernas, mas la nuite inda pormetie algo defrente! Sperába-mos l'ourodeputado José Fernandes para cenar. La cena fui bastante agradable i animada. Apuis de habermos cenado decedimos ir até a un bar i deixemos-mos ambolber pula bida de la nuite bruxelense. Quando cheguemos al houtel nun percisemos de sarta de cuco para durmir i nistante mos deixemos cair nas camas. Tubimos de mos lhebantar cedo para fazer las malas, mas sien grandes priessas. Malas arrumadas, inda tubimos tiempo para dar un passeio pequeinho puls sotos de la cidade antes de ir-mos pa la carreira que mos lhebou até al aeroporto. Yá ne l aeroporto, aporbeitemos para cumprar choclates (l afamado choclate belga) para lhebar para Pertual. Finalmente, antremos ne l abion i çpedimos-mos de Bruxelas. La biaige corriu drento de la normalidade (agora, na benida, yá naide era percipiante ne l que diç respeito a abiones). Quando cheguemos al Porto, fumos a comer algo al Norteshopping i metimos-mos dreitos a

Cun l ourodeputado José Manuel Fernandes la strada cun çtino a la nuossa tierra. Cheguemos cansados, mas tamien mui felizes pulas buonas mimórias (i choclates…) que traímos de la biaige i de la cidade de Bruxelas. Fui, na berdade, spetacular, gustemos i nunca squeceremos. Cun esta biaige a Bruxelas, nun solo tubimos l'ouportunidade de biajar pula purmeira beç de abion mas tamien de coincer ua nuoba cidade, ua nuoba cultu-

ra i ua nuoba gastronomie (que mos gustou bastante). Para alhá desso, inda quedemos cun ganas de coincer nuobos lhugares i de alhargar inda mais ls nuossos hourizontes. Speramos por mais einiciatibas cumo esta… Queremos agradecer a todos aqueilhes que cuntribuírun pa la rializaçon desta biaige.

Encontro ao entardecer ALUNOS DO 4.ºA—EB1 DE MIRANDA

No dia 1 de outubro de 2015, nós fomos dar um passeio ao Fresno, mas antes fomos buscar os alunos do 1.ºA. Depois fomos para a porta principal, parámos e fomos acompanhados pelos professores e pelas auxiliares. Pouco depois, um polícia (GNR) entrou na Escola para nos dizer que iam controlar o trânsito. Quando chegámos ao rio Fresno, estavam os idosos a dançar. Nós, antes de fazermos as atividades, descansámos um bocadinho e depois fizemos o coração: os meninos que tinham camisola vermelha faziam o coração e os idosos punham-se no seu meio. De seguida, fomos dar um passeio mais longo e alguns idosos também foram. Quando voltámos, o bar estava aberto para lancharmos. Para lanchar havia pão, marmelada, doces caseiros, tostas, água, chá, açúcar e bolachas.

Junto ao rio Fresno Depois regressámos à escola, a cantar músicas tradicionais. Quando chegámos, fomos para a sala de aula. Gostámos muito de ir ao rio Fresno. 16


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A veterinária veio à Escola A EQUIPA DA BIBLIOTECA ESCOLAR

No passado mês de outubro, dia 9, depois da exploração da “História do Gato e do Rato que se tornaram amigos”, de Luís Sepúlveda, a Biblioteca Escolar da EB1 de Miranda do Douro agendou um encontro entre os alunos das turmas A e B do 2º ano e a Drª Ágata, médica veterinária, que trouxe muitas respostas em relação ao cuidado a ter com os animais de estimação. viver num mundo paralelo. Eles possuem um olfato, audição e o cheiro mais apurado que o ser humano por isso não precisam de ter a visão muito apurada. Os cientistas ao longo dos anos concluiram que os cães não diferenciam as cores. - Como é que sabe que os cães estão doentes? Tal como as crianças, um animal está doente quando não dá ao rabo quando vê o seu dono, quando não come, apresenta uma postura de moleza, tristeza.

Ágata Lisa Madureira Martins é Médica Veterinária. Especializou-se na área de inspeção de produtos de origem animal. Atualmente, trabalha no Parque Biológico de Vinhais, onde costuma acompanhar grupos de crianças em várias atividades.

- Diga-nos alguns nomes de doenças dos cães? Existem algumas doenças que afetam especialmente os cães. Depende da raça, da idade e de alguns fatores ambientais. Alguns nomes são: Coronavírus, Dermatofitose, Esgana, Giardíase, Hepatite viral canina, Leishmaniose, Leptospirose, Parvovirose, etc…

- O que é um veterinário? Um Veterinário é um médico que cuida do bemestar dos animais.

- Qual é a doença que mata mais os cães?

- Como é ser veterinária? É divertido? Porque escolheu esta profissão?

Parvovirose canina, quando o animal ainda é muito jovem.

Ser Médica Veterinária engloba alguns riscos porque nem sempre os animais são previsíveis, mas é uma profissão muito gratificante.

- Quais são os animais que precisam de ser cuidados com mais atenção? As aves, são animais muito frágeis, requerem muito mais atenção, mas tudo depende da causa da doença.

- Com que idade se dá a primeira vacina aos cães e aos gatos?

- Também trata de tartarugas pequenas?

A primeira vacina é a das doenças, deve ser administrada quando o cachorro tiver 6 semanas de idade e a revacinação terá que ser efetuada por volta das 10 semanas de idade. A vacina da Raiva é a única obrigatória por lei a partir dos 6 meses de idade e atualmente só é obrigatória ser administrada de três em três anos.

Sim, são animais que adquirem alguns fungos no plastrão que é preciso tratar. - Que animal já tratou mais vezes? As aves e a seguir o ouriço-cacheiro, que é comum apresentarem parasitas externos. - Qual é o seu animal preferido? Gostas mais de animais pequenos ou grandes?

Os gatinhos dever ser vacinados com 2 meses de idade e faz se a revacinação passados 15 dias após a toma da primeira vacina.

O meu é o cão. Gosto mais de animais de pequeno porte.

- Os cães também mudam os dentinhos?

- Obrigado pela sua presença!!

Sim, os cães mudam os dentinhos por volta dos três meses de idade.

Muito obrigada em meu nome e em nome do Parque Biológico de Vinhais, obrigada pelo convite e um agradecimento especial à professora Elisabete. Espero que tenham gostado e que tenham aprendido alguma coisa de novo. Bem hajam!

- É verdade que os cães veem tudo a preto e branco? Os cães veem o mundo de maneira bem diferente da nossa. De certo modo, é como se eles estivessem a 17


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Lisboa, em pessoa! ALUNOS DO 12.ºB

Nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro de 2016, realizou-se uma viagem escolar, com as turmas do 12.º ano, à capital portuguesa, acompanhados pelos professores de história, Fernando Pereira, português, António Rodrigues, e música, Carlos Mendes. Aventuramo-nos por terras lisboetas com o objetivo de assimilarmos aspetos relacionados com o currículo das duas primeiras disciplinas e, também, obviamente, relacionados com o mundo urbano: extremamente desenvolvido e consequentemente contrastante com o nosso meio muito mais rural. Deste modo, num ambiente de socialização entre professores e alunos, vivemos grandes momentos de aculturação e também de divertimento civilizado. O primeiro local a visitar foi a Basílica da Estrela. É um templo católico e antigo convento de freiras carmelitas. Esta vasta igreja, encimada por uma cúpula, ergue-se no alto de uma colina na zona oeste da cidade, sendo um dos marcos da zona da Lapa. Mas, o que mais nos marcou no primeiro dia foi a visita à casa de Fernando Pessoa, um dos mais ilustres escritores portuCasa Fernando Pessoa gueses e cuja obra para além de intemporal representa um dos maiores tesouros nacionais. Consequentemente, ao estarmos presentes no local onde o mesmo viveu despoletaram-se, em nós, sentimentos de admiração, adoração e veneração. A casa onde Fernando Pessoa morou nos últimos 15 anos da sua vida, em Campo de Ourique, carismático bairro lisboeta, é hoje uma ativa casa de cultura, onde se pode visitar o quarto do poeta, com a cómoda original sobre a qual, no chamado “dia triunfal”, deu voz aos seus principais heterónimos. Nesta casa, a magnífica biblioteca de Pessoa, constituída por 1142 livros extremamente diversificados, encontra-se acessível a todos aqueles que a quiserem explorar, tanto fisicamente como virtualmente, sendo património da humanidade. No segundo dia (um dia em cheio!), saímos, por volta das 09:00 da manhã, da Pousada da Juventude de Lisboa, onde ficamos hospedados, em direção ao Mosteiro dos Jerónimos e recuperamos algumas energias comendo alguns pastéis de Belém. Depois, apreciamos imensamente a peça de teatro Felizmente, há luar de Luís Sttau Monteiro, representada no Teatro “A Barraca” por atores, cujo grande talento captou a nossa atenção e o nosso interesse. Esta atividade permitiu-nos uma maior Pastéis de Belém

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Opiniões sobre a visita ALUNOS DO 12.ºA

Foi educativa, divertida, inspiradora e, o que é mais importante, quando acabou, compreendi que a queria repetir. Inês Raposo Quanto à peça de teatro na Barraca, gostei muito mais de a ver do que de ler o livro, pois achei que os atores representaram muito bem. Percebi melhor a obra assistindo à representação. Paula Preto Além do programa da visita, o tempo passado com os colegas foi ótimo, tanto no convívio na pousada como as saídas até aos centros comerciais. A viagem foi, assim, bem conseguida e serviu para construir momentos que vamos guardar para sempre nas nossas memórias. Sara Gonçalves Penso que a viagem a Lisboa ficará sempre na minha memória, não só por ter sido um dos últimos momentos que passei com todos os colegas que me acompanharam ao longo destes anos, mas também pelo conhecimento que adquiri nestes três dias. Carolina Figueira A parte mais agradável foi a representação teatral da peça Felizmente Há Luar!, por ter sido tão expressiva e tão fiel ao livro. A parte menos agradável e menos interessante foi a visita à loja da Maçonaria. No geral, foi a melhor visita de estudo desde que sou estudante e ficará para sempre na minha memória. Sara Pires A parte mais enriquecedora da viagem ocorreu no último dia, no qual visitámos o Museu Nacional de Arte Antiga e o Convento de Mafra, que me proporcionaram a sensação de ser transportado para outros tempos. Ricardo Fernandes


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edifício que sendo bastante moderno nos cativou facilmente. Desta forma, foi uma atividade deveras estimulante e didática. No entanto, o que mais nos cativou foi a visualização de um vídeo de André Raposo, uma adaptação cinematográfica do texto de Saramago: “Carta a Josefa, minha avó”. No Museu Nacional de Arte Antiga Entre lágrimas, a maior compreensão desta obra de Monteiro parte delas contidas, esta visualização aliada a um conhecimento que será foi intensamente emotiva. extremamente útil num futuro muito Depois desta tão apelativa encepróximo, já que a estudaremos na nação, já “com a barriga a dar horas”, disciplina de Português. fomos conhecer a Grande Loja Legal

nosso conterrâneo, e conhecemos um pouco da história da Maçonaria. No terceiro dia, visitamos o Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante museu de arte dos séculos XII a XIX em Portugal, já que acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país. Depois de almoçarmos no Fórum Sintra, rumamos, neste último dia, para o Palácio/Convento Nacional de Mafra, de estilo barroco, que foi mandado construir em 1717 por D. João V, que tanto ansiava que a sua rainha lhe concedesse descendência. Este edifício para além de enorme a nível físico é, também, enorme a nível histórico-cultural.

Depois desta última visita, regressamos a Miranda do Douro, com No dia 12 de fevereiro, também, de Portugal, onde almoçamos, a con- muitos conhecimentos e recordações visitamos a Fundação José Saramago, vite do Grão Mestre Júlio Meirinhos, na bagagem!

O 12.º A no Convento de Mafra 19


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Ciência

Paisagens geológicas em Sendim THOMAS AFONSO E OCEANA FERNANDES

Dia 9 de novembro, pelas 9 horas, nós, os alunos do 7.ºA de Sendim, acompanhados pela professora de Ciências Naturais, Isaura Peres, e pelo auxiliar Fernando Pires, realizamos uma saída de campo a alguns locais da região, para observar e interpretar paisagens geológicas e conhecer melhor as rochas da região. O percurso foi feito a pé e a primeira paragem foi no local conhecido por “Barreiro”. Aí tivemos que nos localizar no mapa, assinalar o percurso da escola até ao local e indicar a altitude a que nos encontrávamos com base na carta topográfica. De seguida observamos a paisagem envolvente. O “Barreiro” é uma grande depressão resultante da atividade de extração de argila para a indústria cerâmica, atualmente em abandono. No local, caracterizamos o tipo de rocha existente. A argila é uma rocha sedimentar detrítica de grão fino, com cor avermelhada e de

idade Cenozoica, das mais jovens da região, de acordo com a carta geológica. Continuando o percurso previamente determinado, passamos na antiga estação de caminho-de-ferro. As instalações foram recentemente recuperadas, mas ainda não estão a ter qualquer tipo de uso. A rocha utilizada na construção destas instalações é o granito, uma rocha magmática, bem diferente da que observamos mesmo ao lado no Barreiro. Para a paragem seguinte andamos um pouco mais, lado a lado com o IC5, até ao local conhecido por “Penhas Cavalo”. Quando chegamos lá compreendemos o porquê do nome. Aqui existe um enorme conjunto de caos de blocos graníticos cujas formas arredondadas fazem

Alunos do 7.ºA—Sendim lembrar os lombos de cavalos. Estas formas rochosas resultam da ação erosiva da água que circula pelas diáclases do granito. Deste local conseguimos avistar o extenso Planalto Mirandês destacando-se, ao longe, a Serra da Castanheira com os seus aerogeradores, que permitem aproveitar a energia eólica. Assim terminou a nossa saída de campo e regressamos à escola.

Floresta Autóctone: conhecer, semear e plantar FRANCISCO PEREIRA No dia 27 de novembro de 2015, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais e da comemoração do dia da floresta

autóctone, dois membros da Associação Palombar vieram à Escola de Miranda do Douro sensibilizar as nossas turmas do oitavo ano acerca da Floresta Autóctone. A atividade durou todo o dia e desenrolou-se em três fases. Na primeira parte da manhã, assistimos a uma palestra sobre a Floresta Autóctone, muito informativa. Explicaram-nos que é importante preservá-la porque é um tipo de floresta que existe em poucas regiões. Ficamos a conhecer quais as espécies mais representativas da floresta autóctone da nossa região, tais como o Freixo (Fraxinus angustifolia), o Lodão (Celtis australis), o Sobreiro (Quercus suber), o Carvalho (Quercus robur), a Azinheira (Quercus ilex), Zimbro (Juniperus communis), o Pilriteiro (Crataegus monogina). Foi importante ficarmos a saber mais sobre as árvores que sabíamos que existiam, mas não tínhamos o conhecimen20


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Ciência to sobre alguns aspetos como por exemplo, o período de florestação, a altura, o seu habitat, o fruto que davam, o modo de reprodução, entre outros aspetos.

A Indisciplina na Escola ALUNOS DO 2.ºB E PROF. ALBERTINA AMADO

Depois, houve uma pausa para o intervalo da manhã, seguido de sementeira. Havia várias escolhas, entre elas, Roseiras Bravas, Abrunhos, Sobreiros, Freixos, Carvalhos, Azinheiras e Pilriteiros. Os membros da Associação Palombar trouxeram cuvetes, as sementes e um composto feito com fezes de pombo (biológico!).

Ao longo do primeiro período, com a nossa professora, desenvolvemos o projeto “A Indisciplina na Escola”, no âmbito do PES.

Pusemos mãos à obra: primeiro, despejámos terra e com as mãos tapámos homogeneamente, a seguir, escolhemos as sementes para plantar e fizemos buracos com os dedos. Depositámos as sementes nos buracos (uma para o abrunho e para o resto, duas para a roseira brava porque tem sementes muito pequenas), e tapámos com terra.

Escrevemos muitas frases, bem bonitas, acerca deste tema.

Lemos e explorámos os deveres dos alunos que estão no Regulamento Interno do nosso Agrupamento de Escolas.

Não basta apenas conhecer as regras de bom comportamento na escola, o importante é cumpri-las todos os dias.

Devemos dar muito valor à amizade e ao respeito entre toda a comunidade escolar. Devemos ser honestos e tolerantes com os outros e não nos devemos envolver em conflitos. Um bom ambiente escolar também depende de nós. Elaborámos cartazes com imagens e frases que foram colocados em locais bem visíveis, na escola, para que todos os possam ler. Uma escola onde existe amizade é uma escola saudável.

Fomos almoçar e, depois do almoço, dirigimo-nos ao Rio Fresno para a fase da plantação na vertente do rio. Cheios de força, pegámos num sacho e fomos cavar. Abrimos buracos para as pequenas plantas que a Palombar criou em viveiro. Em cada buraco colocamos uma planta e cobrimo-las com o estrume e terra. Depois regámo-las com água do rio para não secarem. Foi um dia muito preenchido, aprendemos muito acerca da Floresta Autóctone e contribuímos para a sua preservação. Agradecemos à Escola e à Palombar por nos ter proporcionado este dia enriquecedor e divertido.

A Tradução do Amor RITA DIAS Os alunos e professoras da sala 24 deram cor aos sentimentos e tradução ao amor . O Amor em português Diz-se Iubi em romeno É Love em Inglês E Αγάπη é em grego!

O Amor em Espanha Milovat diz-se em checo É Liebe na Alemanha E älskar em Sueco! O Amore em italiano Diz-se Elsker em dinamarquês 21

É любов em ucraniano E Rakkaus em finlandês! O Amour em francês Diz-se Imħabba em maltês Na Turquia é Aşk E 愛 em japonês!


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Ciência

Jornadas da Ciência 2016 CARLA MARTINS

As Jornadas da Ciência 2016 decorreram, nos dias 14 e 15 de abril, na EBS de Miranda do Douro, e dia 20 de abril, na EB de Sendim. As Jornadas foram organizadas pelo Departamento de Matemática e Ciências Experimentais com a colaboração da Direção do Agrupamento, da Equipa Atuação das Gold Illusion de Saúde Escolar do Centro de Saúde de Miranda do Douro, do IPB, da associação Palomar e da Câmara Municipal que proporcionou o transporte dos alunos do 1.º Ciclo.

des que se realizam nas aulas ao longo do ano letivo; incentivar nos alunos a curiosidade científica; promover o intercâmbio entre os diferentes níveis de ensino e promover a participação e o empenho nas atividades. As jornadas da ciência, na EBS, tiveram início com uma belíssima atuação do grupo de dança GOLD ILLUSION no átrio do bloco de aulas. Ao longo dos dias em que decorreram as jornadas da ciência, alunos e docentes apresentaram à comunidade educativa algumas atividades experimentais que realizam ao longo do ano nas disciplinas de Ciências Naturais, Biologia e Geologia, Física e Química A e Matemática.

Esta iniciativa pretendeu promover o interesse pelas ciências experimentais e exatas; divulgar as ativida-

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Ciência

Estiveram presentes elementos da equipa de Saúde Escolar, técnicos do IPB e da Associação Palombar A equipa de Saúde Escolar orientou sessões no âmbito dos primeiros socorros e suporte básico de vida.

trabalhos, etc…: foram três dias repletos de atividade cientifica. Os alunos, docentes e os técnicos convidados participaram com muito entusiasmo e empenho … e muita, muita curiosidade nestas jornadas da ciência 2016, permitindo que os objetivos fossem alcançados com sucesso.

Os técnicos do IPB ensinaram como fazer rebuçados de produtos naturais, orientaram a observação de seres vivos ao microscópio e a olho nu e demonstraram o funcionamento de robôs e drones . Os técnicos da associação Palombar fizeram a apresentação de algumas atividades realizadas para a preservação e conservação da natureza. Paralelamente a todas estas atividades de caráter mais experimental, efetuou-se também a exposição de trabalhos realizados pelos alunos no âmbito das disciplinas e a Feira de Minerais. Todos os que percorreram as diversas salas (… e foram muitos), puderam assistir/participar nas diversas atividades experimentais, nos jogos didáticos, observar

Os alunos de ciências foram envolvidos nas atividades

Promover a literacia ORQUÍDEA XAVIER

curriculares, como tal, o Jardim de Infância deve proporcionar ambientes estimulantes a este nível, pois quanto mais cedo a criança tiver contacto com o livro, maior será a probabilidade de se tornar um adulto leitor. O Projeto Pedagógico que o departamento do pré-escolar está a desenvolver durante este ano letivo intitula-se “ O Jardim-de-Infância na Promoção da Literacia”. Os problemas a nível da literacia têm repercussões em todas as áreas

Durante este ano letivo temos dado primordial atenção a esta temática contando uma história por dia, estimulando os pais para a leitura de histórias em casa, as crianças trazerem livros de casa para serem contados na escola, os pais virem à escola conta23

rem histórias, etc. Também os trava línguas, lengalengas, poesias, rimas, dramatizações fazem parte do quotidiano do Jardim de Infância. Pedimos a colaboração da autarquia no início do ano letivo para que as prendas de Natal do município se traduzissem em livros, cujo pedido foi aceite. Também a BECRE tem colaborado de uma forma muito dinâmica e divertida neste projeto. Está previsto para o fim do ano letivo ser elaborado um livro pelas crianças, partindo do livro “ Se eu fosse um livro “ de José Jorge Letria.


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Ciência

Todos na luta contra a Sida CARLA MARTINS

Mais uma vez, no dia 1 de dezembro, comemorou-se o Dia Mundial da Luta Contra a SIDA. Algumas turmas da EBS de Miranda do Douro trabalharam o tema ao longo da semana anterior e mostraram o resultado desse trabalho no dia 1 de dezembro.

grupo GOLD ILLUSION apresentou uma coreografia no polivalente da escola e os alunos do décimo segundo A distribuíram os “Biscoitos de Alerta” e laços de lapela a toda a comunidade escolar. Os alunos do sétimo B realizaram uma coreografia alusiva ao tema no dia 2 de dezembro.

Salientamos a exposição, no átrio do bloco de aulas, de cartazes dos alunos do 3º ciclo, realizados nas disciplinas de Educação Visual e Formação Cívica e o laço feito de balões do décimo B. O

A Unidade Móvel do Centro de Saúde esteve no recinto da escola. Ao longo do dia, a Enfermeira Graça esclareceu todas as dúvidas, efetuou o teste rápido do rastreio HIV/SIDA a todos os 24

interessados e distribuiu materiais fornecidos pela Coordenação Nacional para a Infeção do VIH/ Sida. Todas estas atividades pretenderam alertar/informar a comunidade escolar sobre os comportamentos de risco associados ao VIH/SIDA, a necessidade de prevenção e proteção. Serviu também para lembrar todas as vítimas que padecem ou já faleceram da síndrome da imunodeficiência adquirida.


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Ciência

Nutrição e saúde: desafios para o século XXI ELIZABETH MACHADO

Na idealização desta reflexão, estão subjacentes os caminhos do presente e do futuro nos comportamentos alimentares. Na entrada do século XXI, assiste-se sobretudo a um tempo de reflexão, dado que o mundo é governado por dois pesos e duas medidas. Por um lado, os países ditos desenvolvidos, em que existe abundância de uma alimentação abusiva e excessiva, são marcados pelas doenças do excesso e da escravidão pelo corpo magro e, por outro lado, nos países em desenvolvimento, dado que a escassez e a fome crónica atingem milhões de pessoas e cuja alimentação é, maioritariamente, composta por alimentos ricos em hidratos de carbono, pobres em proteínas e vitaminas, são marcados pelas doenças do escasso. Uma das grandes mudanças da sociedade ocidental no campo alimentar, no início do século XXI, foi a hipervalorização de certos alimentos e a depreciação de outros, sendo por vezes estes últimos fundamentais ao organismo humano e os outros prejudiciais em excesso. Além disso, tem-se verificado, por um lado, um baixo consumo de alimentos ricos em fibra e vitaminas, e, por outro lado, excessos alimentares sob a forma de calorias, açúcares, sal e gorduras, não esquecendo que os alimentos estão, cada vez mais repletos de resíduos químicos que se acumulam no nosso corpo. Estes hábitos alimentares da população ocidental tem levado ao aumento de

doenças como a obesidade, a arteriosclerose e outras doenças cardiovasculares, os cancros alimentares (estômago, fígado e cólon), a diabetes mellitus, a hipertensão e a osteoporose, entre outras. As ciências da nutrição e da alimentação encontram-se em constante evolução na procura das doses mais acertadas de cada nutriente e no papel que cada um desempenha nas funções corporais e na manutenção da saúde. Neste contexto surgiram os alimentos funcionais, que são semelhantes aos convencionais, consumidos como parte da dieta, que produzem benefício para a saúde, além de satisfazerem os requerimentos nutricionais. Ao longo do século XXI, é necessária a procura de novas fontes mais baratas de proteína animal, para garantir que haja produção e fornecimento de alimentos que acompanhe o crescimento da população. A introdução dos insetos na alimentação apresenta-se como uma solução plausível, sendo já praticada nos países em desenvolvimento. O planeta vive num paradoxo, visto que continuam a ser gastos milhões de euros para matar pragas que contêm 75% de proteína animal de boa qualidade (assim como de gordura,

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vitaminas, minerais e energia), de forma a salvar culturas que apenas nos fornecem cerca de 14% de proteína vegetal, muitas vezes com meios de proteção do ponto de vista toxicológico pouco recomendáveis. Este problema é facilmente contrariado com a prática da agricultura biológica. Esta procura preservar o ambiente e a biodiversidade, rejeitando a utilização de qualquer tipo de químicos, assegura a fertilidade dos solos e utiliza, por exemplo, os insetos (como a joaninha) para combater as pragas. Os recentes avanços em biotecnologia podem ajudar-nos a enfrentar desafios prementes dos nossos dias e no futuro, como curar, alimentar e abastecer o mundo, através do desenvolvimento de culturas com maior produtividade, do uso de práticas agrícolas ambientalmente mais sustentáveis e da produção de alimentos mais seguros, nutritivos e saborosos, não esquecendo que a chave para o desenvolvimento de um país passa por uma população saudável e só assim mais produtiva.


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Ciência

Visita de Estudo ao Instituto Politécnico de Bragança DANIEL PORTO, EFREN RODRIGUES E FILIPE FONSECA

No dia 24 de novembro de 2015, os alunos do 12.º A e do 11.º A realizaram uma visita de estudo ao Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia, Física e Química A e Biologia, para participarem na semana da Ciência e Tecnologia, promovida por esta instituição de ensino. De manhã, visitaram alguns laboratórios da Escola Superior Agrária e da Escola Superior de Tecnologia. Num desses laboratórios, os alunos do 12º ano puderam visualizar a extração dos óleos característicos de certas ervas aromáticas (como, por exemplo, o tomilho, a hortelã, a menta, entre outras), efetuaram o procedimento experimental para a elaboração de sabonetes e para produção de rebuçados caseiros com diversos sabores. Seguidamente dirigiram-se para um laboratório de investigação onde se realizavam estudos, no âmbito da nanotecnologia, para combater o cancro de uma forma mais eficaz e no âmbito do comportamento do sangue nos capilares sanguíneos. Os alunos do 11º ano estiveram, também, num laboratório onde fizeram a pesquisa de bicarbonatos e de peróxido de hidrogénio em leite.

Alunos do 11.ºA no IPB os discentes acompanhados pelas duas professoras seguiram para o almoço na cantina do IPB, que agradou à maioria. Na parte da tarde, os alunos visitaram a Escola Superior de Saúde, do mesmo instituto, situado junto ao hospital de Bragança. Neste espaço, escutaram uma palestra sobre ciências forenses dada por uma professora do IPB, durante a qual ficaram a ter uma ideia geral sobre esta área. Realizaram, ainda, algumas experiências para identificar as impressões digitais de uma pessoa. De seguida, dirigiram-se a um laboratório no mesmo edifício, e executaram uma experiência para a determinação de doenças que podem ser identificadas a partir da urina.

Depois das atividades realizadas durante a manhã,

Antes da viagem de regresso a Miranda do Douro, os jovens puderam fazer uma paragem no centro comercial de Bragança, onde lancharam e relaxaram após este dia bastante produtivo. Quer os alunos de 12.º quer os de 11.º acharam a visita de estudo muito interessante e educativa. Todos gostariam que este tipo de iniciativas se repetisse com frequência.

Alunos do 12.ºA

Concurso Escola na Europa Alunos dos 7ºs anos da EBS de Miranda, vencedores do 1º prémio (escalão C) do concurso “Escola na Europa”, com o trabalho “Países da União Europeia em Prezi”, realizado em articulação entre a disciplina de Geografia e a Biblioteca Escolar. 26


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História

O Menino Jesus da Cartolinha FERNANDO PEREIRA A devoção ao Menino Jesus, represen-

que vai colher alguns adeptos ente os

recebia homenagens especiais duas

tado por um menino de cinco, seis anos,

pintores do tempo.

vezes ao dia.

com um globo na mão esquerda e com

A devoção ao Menino Jesus aconteceu

A imagem do Menino ficou conhecida

a direita em sinal de aben-

durante a contrarrefor-

pelos milagres operados desde quando

çoar, desenrola-se a partir

ma e, durante os sécu-

ainda pertencia à família espanhola e os

de finais da Idade Média.

los XVI e XVII, alastrou

prodígios que operaria, segundo os que

Nos finais do século XVI, as

por todo o mundo ca-

creem, não cessaram de se multiplicar

representações do Menino

tólico, associada à or-

até ao presente. Com o tempo tornou-

Jesus estariam já muito

dem dos Carmelitas

se uma devoção extremamente popu-

divulgadas e os pintores,

Descalços.

lar, tendo-se espalhado por todo o

os clérigos e os papas con-

Um dos Meninos mais

mundo católico. A imagem vem sendo

tribuíram para a sua divul-

conhecidos

nível

disseminada largamente através de

gação. A representação do

mundial é o Menino

réplicas e folhetos impressos. Anual-

Menino com o globo do

Jesus de Praga, na Re-

mente milhares de peregrinos vão a

mundo na mão esquerda e

pública Checa. Acredi-

Praga prestar as suas homenagens ao

a direita a abençoar tornou

ta-se que a imagem

Menino Jesus sob esta invocação, pedir

tenha sido esculpida

graças e agradecer outras já recebidas

no século XVI, em Espanha,

e, em muitos lugares, foram fundados

num

debaixo da sua proteção templos e gru-

-se imutável e divulgou-se por todo o distrito de Bra-

O Menino Jesus vestido de militar

gança, que é a zona que

mosteiro

a

situa-

nos interessa abordar.

do entre Córdoba e Sevilha, tendo co-

pos de oração.

Tudo acontece a partir das visões da

mo modelo uma outra estátua existente

A imagem do Menino Jesus de Praga

freira carmelita Margarida do Santo

no local. Ali foi adquirida por Dona Isa-

tem 47 cm de altura e é feita de cera,

Sacramento, a qual teve visões nas

bela Manrique de Lara y Mendoza, que

com um núcleo de madeira. Os devotos

quais viu o Menino Jesus e, a partir daí,

a deu como presente de casamento à

têm, ao longo do tempo, ofertado mui-

passou a empenhar-se em difundir o

sua filha, Maria Manrique de Lara,

tos vestidos ricamente bordados, que

seu culto. Em Beaume, lá estava a ima-

quando esta desposou o nobre checo

são trocados ocasionalmente, tal como

gem do Menino tal como a carmelita o

Vojtech de Pernstejn. Mais tarde, a ima-

acontece com o Menino Jesus em Mi-

tinha visto, chamavam-lhe glorioso pe-

gem foi transmitida à geração seguinte,

randa do Douro.

queno rei, mas tratava-se de uma ima-

também como dote de casamento,

A catedral de Miranda teve necessidade

gem que não colhia adeptos entre os

quando sua filha, Polyxena, se casou em

de acompanhar os sinais dos tempos e

pintores da altura já que era uma ima-

primeiras núpcias com Vilem de Rozum-

para isso foi necessário adquirir uma

gem vendada, apenas tinha os braços

berk. Permaneceu na posse de Polyxena

imagem do Menino e iniciar o culto, tal

livres. Outras visões surgiram na França

até à sua morte e, a partir daí, passou

como aconteceu com várias outras pa-

e o Menino foi visto, inclusive, acompa-

para a guarda da ordem dos Carmelitas

róquias do distrito de Bragança. Como a

nhado dos instrumentos da paixão, uma

Descalços de Praga, tendo sido instala-

imagem do Menino foi colocada em

associação que aparece no século XVI e

da no oratório do seu mosteiro, onde

local de fácil acesso, vai dando azo a

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História

O Menino Jesus trajando a Capa de Honras mirandesa

intervenções popula-

de outras ferramentas e, neste caso, poremos a nossa imagi-

res, mais ou menos

nação a funcionar. Sabemos que D. Frei José de Lencastre,

imaginativas.

Uma

provido bispo de Miranda em 26 de abril de 1677, era um

coisa é certa, o meni-

carmelita, tal como muitos outros bragançanos ilustres, e

no tem que estar ves-

chegou mesmo a ser Provincial dos carmelitas calçados. Era

tido, e com roupas

descendente do Rei D. João II por parte do filho D. Jorge, du-

bem aconchegadas se

que de Coimbra. Este bispo deixou alguns capítulos bem im-

lhe tira o frio no in-

portantes para o bem-estar privado e público e poderá ter

verno e na estação

sido através dele e da congregação da ordem dos Carmelitas

mais quente muda-se

que terá chegado a Miranda a imagem do Menino Jesus, à

-lhe a indumentária

qual, uns anos mais tarde, colocaram uma cartolinha na cabe-

para ficar mais fresco.

ça e tão bem lhe assentou que acabou por lhe atribuir a se-

Por vezes também

gunda parte do nome. A imagem poderia muito bem ter ori-

pode usar uma indu-

gem em Valladolid, já que era nesta cidade espanhola que se

mentária

encomendava muita imaginária religiosa, tal como era reco-

relacionada

com uma associação ou uma confraria.

mendado pelos bispos, por terem as imagens um brilho supe-

Desta forma se dava seguimento aos ditames do Concílio de

rior no olhar, comparando-as com as imagens que se produzi-

Trento quando se reforçava a devoção nas festas da igreja.

am noutros centros entalhadores.

Este Menino, o Menino Jesus da Cartolinha de Miranda, aca-

Sobre o lendário que anda associado a esta imagem já muito

ba por ser uma extravagância dentro do imaginário católico,

foi escrito, mas como não acreditamos muito nessas versões

mas esta é uma imagem muito querida e a razão está na hu-

também não nos ocuparemos muito em dar referências bibli-

manidade que ela traduz, um menino que vive com o povo,

ográficas, uma vez que uma pesquisa nos motores de busca,

sofre com as tormentas cíclicas, que conhece o povo… é um

normalmente utilizados, pode prestar informações.

menino “popular”, mas isto de o povo, ou melhor, as associações ou zeladores vestirem o menino, conforme a solenidade da altura, tornou-se frequente e assim se tornou uma imagem tão devota, tão querida para o povo de Miranda. O Menino tornou-se humano! No entanto, falta uma tentativa de saber como terá chegado esta imagem até nós; é a segunda parte do problema. Procuramos a resposta nos vários relatos feitos pelos bispos aos papas, nas contas da fábrica da sé, noutras leituras sobre o tema aludido, mas não encontramos nada que se refira à aquisição desta imagem, nem onde foi feita, nem custos, nem intervenientes. Quanto às origens… nada, mas não admira porque a imagem do seu original foi divulgada por todo o mundo católico. Sabemos que a História se faz com documentos… quando os há, mas quando tal não acontece teremos que nos socorrer

O Menino Jesus de Praga 28


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Mirandês

La lhienda de Santo Andrés RÚBEN SIL

Hai muitos, muitos anhos, habie ua ermida que le chamában la capielha de Santo Andrés. Quedaba nas arribas de Cérceno i era habitada por frailes pelegrinos de Santiago de Cumpostela. Todos ls anhos ajuntában-se cun ls frailes spanholos i apuis íban pul carril mourisco, a caras a Santiago de Cumpostela. Als deimingos, ls frailes tenien l hábito de íren a la missa, a la Ermita de la Birgen del Castillo, an Fariza - eiqui mesmo, arrimado a la nuossa bezina Spanha.

Ermita de la Birgen del Castillo, an Fariza

Naqueilha altura inda nun habie barraiges i las corrientes de l riu Douro éran mui anciertas. Anton, para podéren atrabessar l riu, ls frailes tenien ua barquita pequeinha.

Assi que l bírun, nun quejírun saber de mais nada i nistante atrabessórun l riu sien miráren para trás. Nesse die fraile Antonho habie sido tentado pul Diabo, para que l deixasse passar na sue capa, mas fraile Antonho dixo-le que nun podie amprestar-le la capa, mas que l poderie ajudar de outra maneira. Anton tratou cun l diabo q’el passaba purmeiro i quando chegasse a l’outra borda de l riu, l diabo drobrasse ua ulmeira q'el assiguraba de l outro lhado para l diabo poder passar. Mas quando l diabo yá staba mais ou menos al meio de l’ulmeira, fraile Antonho deixou l’ulmeira i l diabo fui a bater cun ls cuornos acontra ls Picarrones. Fraile Antonho seguiu camino i fui a la missa.

Ua beç apareciu ne l cumbento fraile Antonho. Este fraile passaba la bida a comer i segundo ls sous cumpanheiros, nun era alhá mui buono de la cabeça. Punírun-le l nome de fraile Antonho Comilon i fazien caçuada del. L fraile era eignorado i puosto de parte puls outros. Ne l purmeiro deimingo que fraile Antonho fui a la capielha de Santo Andrés, anquanto el inda acababa de almorçar, ls sous cumpanheiros abandonórun-lo i fúrun a la missa sien el. Al chegáren a la Ermita de la Birgen del Castillo, qual nun fui l spanto deilhes al béren que fraile Antonho yá staba alhá a rezar.

Mas fui ne l deimingo seguinte que ls outros frailes çcobrírun la maneira cumo Fraile Antonho passaba l riu.

Ne ls deimingos que se seguírun bolbírun a scapar-se a la missa sien Fraile Antonho i sucediu l mesmo de la última beç: quando alhá chegában, yá el staba a rezar.

Salírun na mesma, delantre, i apuis uns scundírun-se na borda pertuesa i ls outros passórun de barca i amarrórun-se na borda spanhola. Passado algun tiempo a la spera, bírun chegar a fraile Antonho. Assi que chegou a la borda, l fraile stendiu la sue capa i atrabessou l riu an riba deilha.

Ls outros frailes quejírun saber cumo fazie para chegar antes deilhes, pus sabien q’el nun sabie nadar i solo habie ua barca q’era la q'eilhes usában para podéren passar l riu i quedaba presa na outra borda.

A partir dende bírun que, al fin de cuontas, fraile Antonho nun era ningun tonto mas un santo. Dezde essa altura que ls sous cumpanheiros le passórun a dar l debido respeito i balor.

Até que, nun cierto die de missa, decedírun ir a spreitá-lo i bírun que l Diabo se ancuntraba alhá. 29


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Desporto

Desporto Escolar Escolar— —um ano repleto de atividades EQUIPA DE PROFESSORES DO DESPORTO ESCOLAR

Dentro do sistema educativo escolar nacional, está incluído um Projeto, que se desenvolve como complemento curricular da Educação Física e de ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividade da Escola e coordenadas no âmbito do Sistema Educativo - o Projeto Desporto Escolar. Este baseia-se num sistema aberto de modalidades e de práticas desportivas organizadas de modo a integrar harmoniosamente as dimensões próprias desta atividade, designadamente o ensino, o treino, a recreação e a competição. Este deve ser considerado como parte integrante do Sistema Educativo, desenvolvido segundo princípios e valores iminentemente pedagógicos, e como sector basilar do Sistema Desportivo, assumindo-o como veículo principal de introdução dos jovens à cultura desportiva, dado ser a Escola, no seu global, quem dispõe das melhores condições de oferta em termos de recursos humanos para o enquadramento de jovens praticantes. É necessário fazer com que o Desporto Escolar concorra decisivamente para este desígnio assumindo-se como o setor-chave, estratégico, para a formação de hábitos de prática desportiva, ao longo da vida. Como promotor de valores fundamentais para a formação do caráter dos jovens portugueses. Como elemento precursor da promoção da saúde dos cidadãos. Como elemento de desenvolvimento da sua cidadania. O setor Escolar deve, predominantemente, fazer incidir a sua intervenção na iniciação e orientação desportivas, garantindo a oportunidade, a igualdade de acesso e a generalização das práticas desportivas, procurando o apoio do sector Autárquico que deverá, predominantemente, desenvolver o seu papel em torno da contextualização das políticas desportivas, nas quais se insere o Desporto Escolar, promovendo a inovação das práticas desportivas comunitárias, dinamizando programas locais relacionados com a criação de infraestruturas desportivas e de apoio

logístico à expansão do movimento associativo-desportivo local; e, mais além ainda, procurando o apoio e uma corresponsabilidade da Comunidade Educativa, Pais e Famílias, no sentido do incentivo à prática desportiva regular dos seus filhos e do seu apoio à realização das atividades do Desporto Escolar, e ainda por parte dos diversos tipos de instituições da comunidade (de carácter político, administrativo, económico, social, cultural e científico), no sentido de um efetivo apoio à promoção do desenvolvimento social através do desporto. É já mais que conhecido que a atividade desportiva desenvolvida, ao nível do Desporto Escolar põe em jogo potencialidades físicas e psicológicas, que contribuem para o desenvolvimento global dos jovens, sendo um espaço privilegiado para fomentar hábitos saudáveis, competências sociais e valores morais, de entre os quais se destacam: responsabilidade; espírito de equipa; disciplina; tolerância; perseverança; humanismo; verdade; respeito; solidariedade, dedicação e coragem. Contribui ainda para o combate ao insucesso e abandono escolares e promove experiências novas através dos encontros com alunos de outras escolas, conhecendo novos lugares e novos contextos. A realidade é que o Desporto Escolar ainda não assumiu verdadeiramente o seu papel, nem foi assumido pela comunidade educativa como um meio imprescindível de formação dos nossos jovens. O Desporto Escolar só poderá, eficazmente, contribuir para a formação dos nossos alunos quando se lhe reconhecerem as finalidades e conteúdos próprios e singulares no quadro das múltiplas atividades escolares. Ainda assim, e desde há já muitos anos, compreendendo o forte papel que este projeto pode ter na formação dos seus alunos, esta escola tem vindo a aderir, sempre com dedicação e esforço, a este projeto. Num tempo em que o número de alunos diminui, a adesão aos clubes que o compõem cada vez é maior e obtém melhores resultados. Poderemos fazer aqui um breve resumo das atividades realizadas no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro no presente ano letivo. Prova de corta-mato do Desporto Escolar 30


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Desporto

Atividade Externa – Grupos de Equipas: Ténis de Mesa – Iniciados Misto – 18 alunos (3.º Classificado na Fase Nacional) Badminton – 23 alunos (Equipa Juvenis Feminina-1.º Classificado fase CLDE e 4.º Classificado Regional; Equipa Juvenis Feminina A - 3.º classificado Fase CLDE; Equipa Juvenis Masculinos - 3.º Classificado fase CLDE9 Basquetebol – Iniciados Femininos – 18 alunos (2.º Classificado na Fase CLDE Bragança e Côa) Futsal - Iniciados Masculinos – 19 alunos (4.º Classificado na Fase CLDE Bragança e Côa) Futsal – Infantil B Masculino – 18 alunos (4.º Classificado na Fase CLDE Bragança e Côa)

Equipa do ano Desporto Escolar- Futsal (Iniciados Masculinos)

Atividade Interna: Corta-Mato: Fase Escola (Sendim, 11 de novembro de 2015/ Miranda, 13 de novembro de 2015) - 115 participantes Fase CLDE Bragança e Côa (Mirandela, 30 de novembro de 2015) – 80 participantes Fase Nacional (Vila Nova de Famalicão, 27 de fevereiro de 2015) – 3 participantes Desportista Masculino do ano Desporto Escolar - Rodrigo Galego Basquetebol 3x3 Fase Escola (Sendim, 12 de janeiro de 2016/ Miranda, 13 de janeiro de 2016) - 80 participantes Fase CLDE Bragança e Côa (Vila Nova de Foz Côa, 17 de março de 2016) – 64 participantes Mega atleta: Fase Escola (Miranda , 15 de fevereiro de 2016/ Sendim, 16 de fevereiro de 2016) - 60 participantes Fase CLDE Bragança e Côa (Macedo de Cavaleiros, 11 de março de 2016) – 46 participantes Tag Rugby: Fase Escola (Sendim, 12 de abril de 2016) - 24 particiProjeto Basquetebol 3x3 pantes Fase CLDE Bragança e Côa (Alfandega da Fé, 27 de abril de 2016) – 14 participantes Taça CNID Fase Escola – 40 participantes (Miranda, 18 de abril de 2016/Sendim, 19 de abril de 2016) Fase CLDE Bragança e Côa (Miranda do Douro, 29 de abril de 2016) – 40 participantes Fase Nacional (Lisboa, 7 e 8 de junho de 2016) – 32 participantes Apoio ao Clube de dança – Golden Dance Equipa Juvenis Feminina de Badminton -1º Classificada fase CLDE 31


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Desporto

Aqui também se joga basquetebol! LUCAS SÃO PEDRO

Estão pois de parabéns atletas e treinadores e restantes colaboradores que produziram este resultado muito positivo e engrandecedor para toda a comunidade educativa. Uns chegam, outros continuam, outros partem! Esta fase desportiva é, obviamente, efémera. Mas deixa marcas nas nossas vidas, porque nela couberam momentos de alegria, também de tristeza, de ansiedade, de ilusão, enfim, ingredientes que alimentam a vida de todos nós. Que os momentos vividos em conjunto constituam marcas gratificantes e inolvidáveis que possais guardar, com especial desvelo e carinho, no baú das vossas mais gratas recordações.

Equipa de basquetebol

Uma jovem, uma estudante, uma desportista e uma Equipa que está de parabéns pelo percurso, evolução desportiva e valores. Afinal, aqui também se joga Basquetebol… E este grupo também escreveu, durante este ano, a página de sucesso do Desporto Escolar: digamos que aqueles 84 – 0, ou os 40 – 0… Que gostinho especial!... Que delícia!... Parabéns a todas e a cada uma! Para o ano cá estaremos!

Dia do Não Fumador

Uma atividade diferente, a mesma mensagem de sempre! HELENA RODRIGUES

No dia 17 de novembro de 2015, terça-feira, pelas 16 horas e 15 minutos, os alunos da turma do 7ºB da EBS de Miranda do Douro dirigiram-se à paragem de autocarros em frente à escola, acompanhados pelo diretor de turma João Pires. Depois de distribuídas as tarefas, puseram mãos à obra, aproveitando a oportunidade de “grafitar por meia hora”. A partir deste dia, graças à originalidade da escolha para a atividade do Dia do Não Fumador, encontra-se, no banco da referida paragem, um pequeno rato com um pincel, um sinal de “proibido fumar” seguido da expressão “Don’t Smoke”, juntamente com, em letras garrafais, o alerta bem conhecido: “Fumar Mata”. Divertida e educativa ao mesmo tempo, esta atividade deixou uma mensagem bem clara: Não Fumem!!!

A turma do 7.ºB

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Leituras

Caça ao erro! ELISABETE BARROSA

Para tornar mais divertidas as nossas saídas – até ao supermercado, ao café, ao restaurante,….-, as nossas navegações pela internet, os nossos passeios – pelas ruas das vilas e cidades do nosso país -, as nossas férias – na praia ou no campo-, nada melhor do que jogar o “Caça ao erro”, uma espécie de “geocaching” da língua

portuguesa! Aqui ficam alguns exemplos de erros (in) comuns!! Envia os “erros” que descobrires por aí para aemd@bibliotecasescolares.pt para serem publicados no próximo número!

Dois em um! – Proibido – de proibir, do latim prohibere

A “melancia” é riscada, não é esdrúxula!

Cogumelo – do latim cucumellus(tacho pequeno).

O verbo “haver”, com o sentido de “existir”, apenas se conjuga na 3ª pessoa do singular, tal como os auxiliares que o acompanham… Irá haver muitas oportunidades para escrever bem!

Sugestões de leitura Alguns títulos – existentes em formato livro ou e-book - que ajudam a evitar alguns erros de português na escrita e na oralidade.

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Leituras

O MOSQUITO – 80 ANOS ANTÓNIO SANTOS

O n.º1 da revista «O Mosquito» surgiu nas bancas há 80 anos, no dia 14 de janeiro de 1936. Da autoria de António Cardoso (Tiotónio) e de Raul Correia (o Avôzinho), esta revista viria a marcar sucessivas gerações de leitores. Inicialmente foi posta à venda por 5 tostões, com 8 páginas e periodicidade semanal e viria a ser publicada durante 17 anos, até ao n.º 1412 de 24 de fevereiro de 1953, tornando-se um símbolo da banda desenhada portuguesa. A revista chegou a alcançar tiragens de 80.000 exemplares, com periodicidade bissemanal, o que, para a época, era assinalável. Pelo Mosquito passaram grandes nomes da banda desenhada portuguesa, como Eduardo Teixeira Coelho (Os Náufragos do Barco sem Nome, Falcão Negro, O Caminho do Oriente, A Torre de Dom Ramires, Os Doze

O Mosquito, nº 1, 1936

de Inglaterra), Vítor Péon (Flibusteiros, Frank dos Serviços Secretos, A Casa da Azenha, Tormenta, Na Pista da Aventura), Jayme Cortez (Os Seis Terríveis, Na Cidade Logo - O Mosquito 1942/43

dos Monstros Marinhos, Espíritos Assassinos), José Garcês (Inferno Verde, O Segredo das Águas do Rio) ou o já referido José Ruy (O Reino Proibido). Por lá passaram também importantes autores estrangeiros como por exemplo Walter Booth (Pelo Mundo Fora, Capitão Meia-Noite, Gavião dos Mares) , Collin Merritt (Através do Continente Negro, Através do Novo Mundo, Tex dos Transportes Aéreos), Reg Perrott (A Flecha de Oiro), Jesus Blasco (As Aventuras de Cuto), Emílio Freixas (A Seita do Dragão Verde, Uma Estranha Aventura), John Lehti (Tommy, o Rapaz do Circo), Steve Dowling (Garth) ou até Harold Foster, autor do célebre Princípe Valente, que surge pela primeira vez em Portugal, em 1948, no n.º 933 desta revista.

O Mosquito, n.º 1412, 1953 34


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Leituras

O Caminho do Oriente, Eduardo Teixeira Coelho

A revista integrava uma secção de troca de correspondência com os leitores e publicava curio-

sidades e separatas com construções de armar que faziam as delícias dos jovens.

Cabeçalho – Pelo Mundo Fora – Walter Booth

Num tempo em que não havia internet nem

mais tarde José Ruy, uma verdadeira “janela aberta

redes sociais e a circulação da informação era mui-

ao mundo e à fantasia”.

to limitada, O Mosquito representava, como diria

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Ăšltima PĂĄgina

Um Carnaval animado

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O Cartolinha / L Cartolica 2016  

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