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Propriedade: Rádio Popular do Concelho de Soure, CRL Director: Ilídio Seco Publicação Quinzenal (sai à sexta-feira)

Preço: 1 € (IVA incluído) Ano XI - Edição nº 377

9 MARÇO 12 | Sexta-feira

Email: popularsoure@sapo.pt

Rádio capta jovens para manhãs de sábado

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APROVADAS MOÇÕES

SOURE LEVOU QUEIJO

SERVIDAS 400 REFEIÇÕES

ENTREVISTA A CARLOS VICENTE

MOSTRA NO DOMINGO

Assembleia Municipal contra reforma administrativa

Terras de Sicó promove região na maior feira de turismo

Brunhós estreia com sucesso festival de gastronomia

Soure tem clube de xadrez mais activo a nível nacional

Vinha da Rainha promove vinho incentivando produtores

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Desemprego em Soure cresceu 14% em seis meses

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DOS LEITORES

Vim d’Além-Mar....

SAÚDE INFANTIL

O sono do bebé II

Um grande barco a navegar Me trouxe d’Além- Mar! O barco se afastava… O coração se apertava!... Enquanto a costa via, Meu olhar reluzia!... Depois… …A costa desapareceu E o dia escureceu… A noite começou E tal como se apresentou, Percebi, que noites estreladas Ou enluaradas… Iguais…mais não haveria!... Só em saudosa recordação os teria…

M. Carmos Fernandes (Pediatra)

O coração se me apertou!... O pranto se soltou… Dezanove dias depois, Não apenas dois… Cheguei a Aquém- Mar! Comecei a desembarcar… Ao longe… tudo lindo me parecia… Ao perto… não gostava do que via! Das terras de onde eu vinha, Esta nada tinha! Eram novas as d’Além-Mar, Velhas eram as d’Aquém-Mar… Foi o que senti quando cheguei! Meio século depois….pouco mudei!... Maria do Carmo Fernandes

Pontos de Vista!...

Que mais nos falta acontecer?!... É deveras lamentável o que a nossa terra tem sofrido! Desde os anos 60 não parou de perder, em nome do progresso (?), o que a distinguia de outras vilas vizinhas. Foram casas, praças, fontes, candeeiros, os seixos das ruas, todas as características próprias de uma urbe muito antiga e fidalga. (Os eventuais leitores que me desculpem a insistência: já “falei” neste assunto mais do que uma vez). Prometo não repetir a “conversa”! Entretanto, como se isto não bastasse e excedesse, há – mais ou menos 30 anos, começámos com outras perdas, estas, de serviços igualmente fundados pelos nossos maiores, apostados em criar e desenvolver a terra onde nasceram ou viveram durante muitos anos. Assim, fechou-se o Hospital e ganhou-se um Centro de Saúde que, de tempo inteiro, passou a trabalhar a “meio gás”. De Estação dos Caminhos-de-Ferro passámos a Apeadeiro; tínhamos um Cine-Teatro onde actuaram alguns dos melhores artistas nacionais, hoje está em mau estado e há muito encerrou as suas portas ao público; a EDP instalou aqui uma Agência com vários funcionários, há alguns anos passámos a depender da de Montemor-o-Velho, tal como, dizem, a nossa GNR, depois de estar, finalmente, na posse de um bom e funcional edifício. Parece agora-segundo as notícias de todos os meios de informação – que chegou a vez do Tribunal (também já não “tínhamos em funcionamento a Cadeia) transferir os seus serviços para a mesma vila… Como poderão as pessoas das aldeias serranas tratar, no futuro, dos seus problemas e questões judiciais? Além das despesas normais e avultadas da resolução destes casos, quem lhes paga a deslocação? Pensará o Estado que “toda a gente” tem automóvel e facilmente percorre mais 20 Kms? E os 900 anos de existência e história de Soure não merecem respeito e outro tratamento? Eu até tenho “uma costela” de Montemor-o-Velho, já que meu Pai e toda a sua família foram nascidos e criados numa casa próxima do Castelo. Mas creio que, até meu Pai, não ficaria nada orgulhoso ou sequer feliz, ao saber desta mudança. É urgente que as nossas Autoridades – tal como já o disseram – façam todas as diligências para que “isto” não se concretize. Será preciso pôr nas nossas casas panos pretos em sinal de luto por tal decisão? Os fidalgos punham-no nos brasões por morte de familiares. Ou ficamos contentinhos porque somos gente ordeira que não leva a Tribunal 250 casos por ano? Estaremos de pêsames ou de parabéns?! Pobre Vila de Soure que não merecia tal “destino”!!! Célia Cruz

Como no nº anterior dissemos, é aconselhável, desde cedo tentar que as crianças adquiram padrões de comportamentos que incluem: horas certas para as refeições, para deitar, para o banho, para apagar (ou diminuir) a luz do quarto, para a acender, etc. Mas, outros conselhos de­vo deixar aqui, que, se os seguirem beneficiarão não apenas as crianças, como também os próprios pais. É desaconselhável adorme­cêlos ao colo, sendo preferível, se se tornar necessário, permanecer junto deles até adormecerem. Se há a tentação de se pegar neles ao colo quando choram, depressa se habituam a que tal atitude se torne a forma habitual de adormecerem e com dificuldade consegui­rão que percam este hábito. Pode-se e deve-se, igualmente, ajudá-los a adquirir tempos de sono adequados ? aumentando-se a luz do quarto, falando-se mais alto, quando se entende que o período de sono já foi suficiente e fazendo o contrário quando se pretender que a criança se mantenha a dormir (respeitando a duração do seu sono habitual). O mesmo procedimento se deve ter quando estiver na hora do bebé adormecer. Uma dúvida que acompanha quase todos os pais, diz respeito à permanência da criança no quarto dos pais: quando é que as crianças devem abandonar o quarto dos pais? A sua permanência no quarto dos pais deve parar, se possível, a partir dos seis meses de vida.

O posicionamento do be­ bé, quando dorme, tem si­do ao longo dos anos, bastante controverso ? havia pediatras a aconselhar o decúbito dorsal, outros aconselhavam o ventral e outros ainda o lateral. Deve prevalecer o bom senso. O decúbito dorsal ou lateral são os que aparentam acompanhar-se de menos riscos de sufocação para a criança. Contudo, se a criança tende a escolher o decúbito lateral para dormir, deverá colocar-se-lhe o braço que está em contacto com a cama, para a frente, por forma a impedir que ela role sobre si mesma, ficando, então, em decúbito ventral, com risco de sufocação. Devem, igualmente, evitar-se as almofadas e edredões, pois, poderão tornar-se factores de risco para sufocação. Também se deve dar atenção ao colchão que se escolher para o bebé, no sentido de se preferir um duro a um mole, pela mesma razão. O conselho que se segue pa­ rece-me ser absolutamente desnecessário referi-lo, mas, sendo tão importante, embora do conhecimento geral, cito-o: “não se pode fumar no quarto onde a criança dorme” . Referi factores que podem facilitar a sufocação do bebé, mas, os pais não devem viver obcecados com a ideia que isto possa acontecer. A prevenção desta situação ou de qualquer outra, não pode, ela própria, transformar-se numa ‘outra doença, agora para os pais’. O risco de sufocação é maior para os recém-nascidos prematuros e para os que têm

maior tendência para infecções respiratórias. Em todo o caso, deverá ser o Pediatra a alertar os pais para essa possibilidade, sempre que encontre factores de risco, embora ele não possa ‘adivinhar’ se tal acontecimento se vai dar. Para as situações de risco mais evidentes, há uns monitores portáteis que emitem um aviso se surgir uma apneia anormal (pausa respiratória), na criança portadora do mesmo, que levará a agir-se rapidamente. Mais uma vez, chamo a atenção que deverá ser o Pediatra a aconselhar o uso do aparelho para as situações que revelem maior probabilidade de facilitarem sufocação. Em todos os outros casos bastará uma vigilância cuidadosa (mas não obsessiva), para se corrigir, se necessário, o posicionamento do bebé e da roupa da cama. RESUMINDO: Horas de sono: Com uma semana: 10 horas (noite) 8 horas (dia). Com um mês: 9 horas (noite) 7 horas (dia). Com um ano: 10 horas (noite) 3 horas (dia). Com mais de 1 ano:10 horas (noite) + 1 a 3 horas (dia). SESTAS: Em média deixam de dormir de dia entre os três e quatro anos. Mas, há crianças que não querem dormir durante o dia a partir dos dois anos ou até antes. Não haverá qualquer inconveniente se dormir bem e o suficiente durante a noite e andar bem disposta durante o dia. HORAS DE SE DEITAR: A partir do ano e meio +/– deve estabelecer-se uma hora certa para a criança se deitar: 21 a 22 horas.

Desde a Aurora

Perguntas com respostas

Como um sol de polpa escura para levar à boca, eis as mãos: procuram-te desde o chão,

Por coisas diferentes Tu esperas Na verdade mentes Tu desesperas

entre os veios do sono e da memória procuram-te: à vertigem do ar abrem as portas:

Talvez um embrulho de um presente Te faça a surpresa De uma pessoa que pressente Que és uma presa

vai entrar o vento ou o violento aroma de uma candeia, e subitamente a ferida recomeça a sangrar:

De ti próprio Com amarras Para não soltar Alegres fanfarras

é tempo de colher: a noite iluminou-se bago a bago: vais surgir para beber de um trago como um grito contra o muro.

Comer um chouriço assado Com um copo de vinho Pode do passado Trazer o verde Minho

Sou eu, desde a aurora, eu — a terra — que te procuro.

Onde estiveste Sem prazer Onde fizeste Sem lazer

Eugénio de Andrade, in “Obscuro Domínio”

Pedro Faria (Venda Nova-Soure)


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CONCELHO

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Assembleia Municipal aprova moções contra reorganização administrativa A Assembleia Municipal de Soure aprovou, por maioria, duas moções contra a proposta de Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, apresentadas pelas bancadas da CDU e do PS. Na sua moção, aprovada com seis votos contra, da bancada do PSD, a CDU considera que as vantagens evocadas pela Proposta de Lei são de “carácter muito dúbio” e as desvantagens são “claras na medida em que a sua futura aprovação e aplicação na prática levará a um empobrecimento da democracia”. A CDU relembra que a proposta contempla “o desaparecimento de cerca de um terço das freguesias existentes, a redução de cerca de 20 mil o número de autarcas eleitos, e o afastamento das populações dos seus eleitos” para além do “enfraquecimento da afirmação, defesa e representação dos interesses e aspirações das populações” bem como “o abandono ainda maior das populações”. Por sua vez, a bancada socialista “não tem dúvidas de que se impõe à aprovação de uma revisão administrativa” acrescentando que “a racionalização do número de freguesias deve assentar, porém, numa proposta dos órgãos autárquicos, pois são estes que melhor conhecem as populações, as suas necessidades e o meio onde se inserem”. Na sua moção, aprovada com sete votos contra da bancada

social-democrata, os socialistas consideram que o Projecto de Lei “ao impor de forma autoritária o número de autarquias a extinguir, trata de forma menor os meios autárquicos, mostrando ainda um total alheamento pelo interesse das populações”. O PS entende, ainda, que a reorganização administrativa proposta “implica a pronúncia dos órgãos autárquicos, mas esta, não tendo qualquer relevância para a decisão final, antes transfere para si o ónus da decisão”. Rui Cunha, deputado da bancada do PSD, partilhou com os presentes que há duas questões, em relação àquela matéria que terão de ser colocadas, ou seja “será que esta reorganização é importante? E, se sim, que tipo de reforma deverá ser posta em prática?”. Rui Cunha foi peremptório ao afirmar que não tem dúvidas que aquela reforma “é necessária”. EXTINÇÃO DE TRIBUNAL CENSURADA Na mesma sessão da Assembleia Municipal foi aprovada, também, uma Moção de Censura relativamente ao Ensaio para a Reorganização da Estrutura Judiciária, que prevê a extinção do Tribunal Judicial de Soure. Rui Cunha, deputado da bancada do PSD, protagonizou uma longa e reflectida intervenção, relativamente àquela proposta, admitindo que não está a “defender qualquer questão de bairrismo, mas parece-me que

Rádio capta jovens para as manhãs de sábado A Rádio Popular de Soure estreou, no sábado, 3 de Março, um novo espaço de programação, dedicado aos mais novos, animado pelos próprios. As manhãs diferentes da Rádio acontecem das 10 às 13 horas, e pretende ser um espaço de animação, de descoberta e de conhecimento das técnicas de rádio. Naquela estreia, os novos rostos para uma nova rádio estiveram a cargo de Mariana Silva Mota, José Luís Cordeiro e João André Mota, todos de 12 anos de idade. Aberto à participação das crianças e jovens do concelho de Soure, que poderão fazer a sua inscrição nas instalações da Rádio, o programa pretende dar à “Popular de Soure” mais dinâmica, mais interacção e maior participação. Numa fase de reestruturação, aquela estação radiofónica encontra-se à procura de novos talentos e sobretudo a captar a participação de crianças e jovens, com vontade de aprender e de viver as emoções de “fazer rádio”.

os pressupostos deste encerramento do tribunal de Soure estão manifestamente errados”. Jorge Mendes (PS), argumentou que “uma vez que os números apresentados no referido ‘ensaio’ não estão correctos, a Câmara deverá dar conhecimento deste facto às instâncias superiores”. O deputado socialista considera que o possível encerramento do tribunal de Soure poderá ser um causador de desertificação, adiantando ainda que a bancada do PS considera este ‘ensaio’ como um “atentado ao concelho de Soure”. Também o social-democrata Serralha Duarte manifestou o seu descontentamento relativamente a este possível encerramento, afirmando que “esta Assembleia Municipal está mais unida que nunca”, revelando a sua disponibilidade para acompanhar o presidente da Câmara, e uma eventual comitiva, na ida a Lisboa (para reunir com a

Ministra da Justiça), chegando a sugerir que se leve um registo fotográfico, ou até mesmo uma maquete, das instalações do tribunal. A Moção de Censura aprovada por unanimidade será agora encaminhada à Ministra da Justiça acompanhando a solicitação de uma audiência com carácter de urgência. NÓ DA A1 DE INTERESSE PÚBLICO Os autarcas aprovaram, ainda, uma proposta da Câmara Municipal com vista a reconhecer de Relevante Interesse Público a construção do Nó de Soure no sublanço Pombal/Condeixa da A1 – Auto-Estrada do Norte, em área na Reserva Ecológica Nacional. A proposta surge na sequência do pedido apresentado pela Brisa – Concessão Rodoviária, SA., necessária para o processo a decorrer na Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro.

Francisco Malhão, deputado da bancada da CDU, relembrou que aquele Nó de Soure era “há muito aguardado” e congratulou-se com o mesmo. Por sua vez, da bancada do PSD, Serralha Duarte, destacou a importância daquele projecto, referindo, no entanto, que as duas zonas industriais aprovadas em PDM, não ficariam muito longe deste novo Nó à A1, e poderiam complementar, em muito, esta obra. Serralha Duarte pediu ainda algumas informações relativamente à aquisição de terrenos para implementação do Nó, tendo o presidente da autarquia, João Gouveia, prestado todos os esclarecimentos. Já o socialista Pedro Mota Cordeiro disse que o reconhecimento de interesse municipal é “perfeitamente claro”, acrescentando que “não somos indiferentes às questões de reservas agrícolas e ecológicas, mas por vezes existem excepções”.

Vinha da Rainha junta produtores para promover vinho Catorze produtores vão participar, no domingo, na VII Mostra de Vinho Novo promovida pela Associação Cultural Desportiva e de Solidariedade da Freguesia de Vinha da Rainha. O evento realiza-se na freguesia do concelho de Soure onde a cultura da vinha tem história e tradição, cuja actividade remon-

ta aos anos 50, 60 e 70 e que foi determinante na economia rural. “Os primeiros anos do século XXI trouxeram uma nova dinâmica e uma renovação de mentalidades que permitiu uma nova abordagem no cultivo da vinha com a plantação de novas castas e a modernização das adegas e do vasilhame que apli-

cadas às características do solo e a uma permanente exposição solar culminaram com o aperfeiçoamento da qualidade, e, também da quantidade”, refere aquela colectividade. Ainda, segundo a organização, a realização das seis anteriores mostras teve a “virtude de trazer para a produção de vinho mais

gente, alguns até mais jovens, o que torna hoje a freguesia da Vinha da Rainha uma terra procurada por pessoas do concelho, e de fora, para adquirirem aqui o vinho que consumirão ao longo do ano”. “Estamos convictos de que a realização destas mostras, onde os produtores dão a conhecer o seu

‘ex-libris’ com prazer e alegria, vai não só contribuir para o desenvolvimento económico da fre­guesia, com mais pessoas a dedicarem-se a esta actividade agrícola, e com a consequente afirmação dos vinhos desta zona, como também para a divulgação do concelho de Soure”, afirma a mesma colectividade.


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AUTARQUIA

DELIBERAÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL DE SOURE NA SUA REUNIÃO DE 29 DE FEVEREIRO EDUCAÇÃO Foi aprovado por unanimidade as adjudicações, por ajuste directo, de Contratos de Manutenção das Instalações Electromecânicas do Centro Escolar das Freguesias de Degracias e Pombalinho e Centro Escolar da Freguesia de Samuel (Ensino Básico). As adjudicações têm um valor de 1.100,00 €/cada. CULTURA Relativamente à Rede Urbana “Castelos e Muralhas Medievais do Mondego”, concretamente o Programa de Valorização do Espaço Muralhado de Soure, foi aprovada por unanimidade a escolha de procedimento com vista a trabalhos prévios de arqueologia e património histórico. Refira-se que o Gabinete Municipal de Desenho desenvolveu o projecto para a valorização do espaço acima mencionado. Posteriormente, o referido projecto foi remetido para a Direcção Regional de Cultura do Centro para emissão de Parecer, uma vez que o imóvel projectado localiza-se no perímetro de protecção do Castelo de Soure, classificado como Monumento Nacional. O projecto obteve Parecer Favorável Condicionado. Assim, torna-se necessário levar a cabo um conjunto de trabalhos e estudos arqueológicos, que por um lado sirvam de suporte para a realização do Projecto de Execução, nomeadamente na componente de Estabilidade de Betão Armado, e, em simultâneo, remeter-se ao IGESPAR os elementos solicitados no referido Parecer. Segundo é adiantado na informação, os trabalhos a realizar serão os seguintes: Caracterização da situação de referência do local; Recolha bibliográfica e documental em bibliotecas, arquivos e acervos diversos; Compilação e tratamento da informação de terreno das intervenções de arqueologia realizadas no local; Descrição dos resultados dos trabalhos arqueológicos; Informatização da documentação arqueológica e histórica numa base de dados georeferenciada; Concepção do programa de musealização do sítio (Centro interpretativo e Laboratório visitável); Elaboração das linhas orientadoras do programa de actividades lúdicas e pedagógicas. HABITAÇÃO, URBANISMO E URBANIZAÇÃO Iluminação Pública No que concerne a Ramais/Baixadas e Prolongamentos de Rede, foi aprovada por unanimidade a adjudicação da empreitada que tem em vista a remodelação da Rede de Distribuição e Iluminação Publica em Soure, com o intuito de uma melhoria das condições de serviço. A referida empreitada foi adjudicada por 34.982,79 €, à empresa que apresentou a proposta mais vantajosa. Urbanização e Urbanismo A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a homologação do auto de recepção provisória da empreitada de reparação do interior do Edifício da Cadeia foi

adjudicada por deliberação de 29.07.2011, pelo valor de 13.980,00 € + IVA. Foi aprovada, por unanimidade, a adjudicação, pelo valor de 14.994,47 €, à empresa que apresentou a proposta mais favorável, a empreitada de construção de passeios nos acessos à Creche e Novo Lar da Vinha da Rainha. ABASTECIMENTO PÚBLICO Água O reservatório elevado existente no Casconho apresenta algumas fissuras nas paredes e cúpula, e apesar desta situação ter sido detectada há já algum tempo, não se procedeu de imediato a nenhuma intervenção, uma vez que este reservatório abastece não só as localidades de Casconho e Paleão, mas também as freguesias de Tapéus, Degracias e Pombalinho. O executivo sourense aprovou agora por unanimidade a escolha de procedimento prévio com vista a diversas intervenções no referido reservatório. Os trabalhos a realizar passam pela decapagem e limpeza de todo o reboco interior da cúpula, reparação de fissuras e reforço das juntas de betonagem (paredes/ fundo) com argamassa de reparação impermeabilizante, seguida de aplicação em todas as superfícies de duas camadas de argamassa estanque à base de cimento, com propriedades hidrófugas e revestimento em poliuretano sem solventes, aprovado para o contrato de água potável. Nas superfícies exteriores será efectuada a limpeza e decapagem do reboco exterior com jacto de água, seguida de pintura com primário antialcalino e duas demãos com membrana de borracha microporosa e impermeável na cor branca. COMUNICAÇÕES E TRANSPORTES Rede Viária e Sinalização Relativamente a Recargas, foi aprovada por unanimidade a adjudicação da empreitada em Casal do Facho e Rua das Alagoas, freguesia de Figueiró do Campo. A referida intervenção tem o valor de 57.810,50 €, à empresa que apresentou a proposta mais vantajosa. No que diz respeito à Conservação/Reparação da Rede Existente – Em Zonas Urbanas, foi aprovada por unanimidade a adjudicação da empreitada relativa aos acessos à Creche e Novo Lar da Vinha da Rainha, por 34.970,77 €, à empresa que apresentou a proposta mais favorável. Ainda em relação à Conservação/Reparação da Rede Existente – Em Zonas Urbanas, foi aprovada por unanimidade a escolha do procedimento prévio com vista a uma intervenção no acesso ao Campo de Futebol da Vinha da Rainha. Recorde-se que este acesso apresenta diversas deficiências, tanto em termos das condições estruturais do pavimento, como em termos de traçado e dimensões do perfil do arruamento, especialmente no seu troço inicial, próximo do entroncamento com a via principal. A referida intervenção, em termos genéricos, centra-se nos seguintes trabalhos: Saneamento de pa-

vimentos, com reforço da sua capacidade resistente; Execução de drenos longitudinais; Execução de valetas em meias manilhas de betão; Repavimentação dos pavimentos intervencionados; Enchimento de bermas. Quanto à Conservação/Reparação da Rede Existente – Em Zonas Rurais, o executivo sourense aprovou por unanimidade a adjudicação da empreitada em Arruamentos diversos da freguesia de Vila Nova de Anços, à empresa que apresentou a proposta mais baixa, concretamente 145.000,00 €. RECURSOS HUMANOS Foi aprovada por unanimidade a inserção de um aluno do Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (do Agrupamento de Escolas Martinho Árias – Soure) num estágio a decorrer nos serviços da Câmara Municipal de Soure, de 26 de Março a 12 de Junho de 2012. Também por unanimidade, foi aprovada a inserção de um aluno do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra, num estágio curricular na área de Solicitadoria e Administração, que decorrerá até 31 de Agosto, do corrente ano. Refira-se que estes dois estágios não constituem qualquer tipo de encargo para o Município de Soure. GRANDES OPÇÕES DO PLANO – PPI E AMR E ORÇAMENTO / / 2012 Foi aprovada por maioria, a 1.ª alteração ao Plano e Orçamento do Município respeitante ao corrente ano de 2012. Tal resulta da análise e avaliação do Grau de Execução das Grandes Opções do Plano e do Orçamento que tornam imperativas, determinadas alterações aos mesmos. O objectivo, segundo é adiantado na proposta, é o de reforçar algumas dotações de despesa tendo em vista dar cobertura a encargos de difícil previsão inicial e, ainda, a outros que decorrem de deliberações, entretanto tomadas pelo executivo. REDE DE GÁS NATURAL No âmbito da construção da Rede de Distribuição Secundária em Soure, a levar a cabo pela Lusitâniagás, S.A., o respectivo projecto prevê a instalação de uma conduta de 200 mm na Rua São João de Deus. De acordo com o pedido daquela empresa, por questões que se prendem com a segurança dos utentes da via, bem como dos agentes afectos à execução dos trabalhos, revela-se necessário proceder à interdição do trânsito motorizado, no troço compreendido entre o Tribunal de Soure e a Caixa Geral de Depósitos, entre o dia 5 de Março e o dia 9 de Março. Considerando o Parecer Jurídico dos serviços da Autarquia, o Plano de Sinalização Temporária (apresentado pela Lusitâniagás, S.A. e elaborado pela entidade executante) e o Parecer positivo da GNR relativamente a este assunto, o executivo sourense aprovou por unanimidade o Plano de Sinalização Temporária apresentado, e a autorização para o condicionamento de trânsito solicitado.


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CONCELHO

Granja do Ulmeiro apoia associação com fados Com o objectivo de angariar fundos para os escalões mais jovens, a secção desportiva (futsal) da Associação de Granja do Ulmeiro levou a efeito, no sábado, 25 de Fevereiro, uma Noite de Fados. Silvio Girão, na guitarra portuguesa, e José Manuel Rodrigues, na viola, acompanharam as vozes de Nuno Sérgio, Carolina Pessoa, Ana Sofia Silva e Irmão Lagoa. A iniciativa contou com a presença de cerca de duas centenas de pessoas, que num ambiente intimista, à luz de velas e com o silêncio que se exigia, proporcionaram um ambiente acolhedor para ouvir alguns dos temas clássicos do fado. E numa interacção com o público, no final foram alguns dos próprios espectadores que subiram ao palco para revelarem o seu talento. Como não poderia faltar numa Noite de Fados, a iniciativa contou ainda com as tradicionais iguarias à mesa, nomeadamente grelhada mista e caldo verde. Em declarações ao jornal “O Popular de Soure”, Marco Carvalho, presidente da direcção da Associação de Granja do Ulmeiro, referiu que o balanço final deste evento é “extremamente positivo”.

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Terras de Sicó levou região à maior feira de turismo

Rosa Coelho reedita ‘Aqui vai o lenço’

A Chiado Editora prepara-se para lançar uma segunda edição do livro “Aqui vai o lenço” de autorida de Inês Maomé, pseudónimo de Rosa Pereira Coelho, proprietária da farmácia Balhau, de Granja do Ulmeiro. A obra, lançada no final do ano passado, no emblemático Café Santa Cruz, em Coimbra, contou com o apoio e o patrocínio do Município de Soure que adquiriu alguns exemplares do livro. Rosa Pereira Coelho (Inês Maomé) começou a escrever aos 57 anos, muito por culpa de uma vivência menos agradável que ocorreu na sua vida (um assalto de que foi vítima), que a deixou “num estado muito depressivo”, disse a autora ao Popular de Soure. “Já escrevia num blog, e em seguida, fui incentivada pela família, particularmente, pelo meu filho que também escreve, o João Vasco Coelho, melómano convicto, escritor e director de recursos humanos de uma empresa sedeada em Coimbra. “Tenho a certeza que muita gente que ao ler este livro se vai rever naquela história, e os mais novos vão saber como eram as coisas há um tempito atrás, pois que ainda que a minha escrita seja criativa, tem muito de verdade e sentido”, acrescenta Rosa Pereira Coelho. No seu prefácio, Pedro Balaus Custódio, professor da Universidade de Coimbra, refere que “Aqui fica o lenço” é um texto “sobre o triunfo de vida pessoal que Isabel oferece ao leitor e, apesar de confessar que o lenço lhe caiu aos pés, ele voará ainda não sabe para onde. Desta incerteza de que são feitas as histórias, são igualmente fabricados os sonhos de uma vida, os momentos onde se inscrevem as memórias e os factos que os enformam”. “É esta substância narrativa, genuinamente telúrica e simples, destes sentimentos ora adultos, ora pueris, ora oníricos, ora reais, que os olhos do leitor, apreendem. São estes episódios que nos deixam observar uma constelação íntima de sentimentos distintos e uma turbulência emocional cujo epicentro são as realidades vividas por Isabel”, acrescenta o catedrático. Rosa Pereira Coelho equaciona colocar à venda o seu livro nalguns locais do concelho de Soure, designadamente, na vila de Soure, Granja do Ulmeiro e em Vila Nova de Anços. Para já, os interessados em adquirir um exemplar, podem eventualmente solicitá-lo na sua farmácia, na Granja do Ulmeiro. Este é “o primeiro livro de muitos que ainda hei-de escrever, para quem me quiser ler, e gostar como eu gosto, daquilo que eu gosto de escrever”, concluiu Rosa Pereira Coelho, que já tem mais dois livros a serem revistos e analisados pela Chiado Editora.

A Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento, promoveu na Feira Internacional de Turismo – Bolsa de Turismo de Lisboa – o Eixo da Romanização que integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal, Soure e Tomar. “Consciente das oportunidades geradas pelo instrumento de política PROVERE, a Terras de Sicó, enquanto líder de um vasto conjunto de parceiros, públicos e privados, entendeu dar visibilidade à actual maturação do projecto, dinamizando no espaço da BTL’12 um stand promocional que prestou informação aos mercados turísticos, confrontando operadores e agências de viagens com um novo produto para o mercado do turismo cultural, tanto a nível nacional como

internacional”, refere a associação numa nota de imprensa. De acordo com a Terras de Sicó, o PROVERE VILLA SICÓ tem como missão o “aproveitamento económico distintivo e inovador do recurso endógeno âncora – Eixo da Romanização - através da renovação da base económica orientada para actividades empresariais exigentes em conhecimento, criatividade e tecnologia e actividades de suporte à exploração turística e à projecção externa deste capital simbólico de valor inquestionável”. Na quinta-feira, 1 de Março, decorreu a cerimónia de apresentação pública do stand com animação tematizada e uma prova de produtos Sicó, com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio.

O concelho de Soure esteve representado naquela Feira Internacional de Turismo em dois ambientes. No âmbito da dinamização do produto estratégico Gastronomia & Vinhos, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Centro, Soure marcou presença através de um dos produtos endógenos que o caracteriza, o Queijo Rabaçal, oriundo da freguesia de Pombalinho. Já no próprio stand da Terras de Sicó foi dado destaque ao concelho de Soure, que integra aquela associação de desenvolvimento. De referir que o programa de animação daquele espaço contou com a participação de um grupo que encenou um cortejo do imperador César Augusto, trajados à época.

Desemprego em Soure cresceu 14 por cento em seis meses O concelho de Soure registava em Janeiro deste ano 848 desempregados, representando um aumento de 14 por cento relativamente a Agosto de 2011. Contudo, trata-se da evolução mais baixa no distrito de Coimbra, de acordo com a União dos Sindicatos de Coimbra. De acordo com aquela estrutura sindical, o distrito de Coimbra contava em Janeiro com 23.232 desempregados, tendo registado uma evolução de 27,9 por cento. Arganil foi o concelho que mais evolução registou no número de desempregados, tendo atingido 686 representando uma taxa de crescimento de 51,8 por cento. Condeixa-a-Nova registou um aumento de 28,4 por cento, Mon­ temor-o-Velho 23,1 por cento e Figueira da Foz 29,5 por cento. A União dos Sindicatos de Coimbra considera que «a situação

económica social e laboral é alarmante no distrito de Coimbra» acrescentando que «as medidas anunciadas pelo Governo PSD/CDS-PP que pretendem ‘privatizar até os desempregados’, revelam algo sinistro e de mau gosto, continuando na senda de desvalorização do trabalho e destruição do tecido económico e produtivo do distrito». Ao acreditar no trabalho, nos trabalhadores e no crescimento económico e social sustentado, aquela União «vê como única solução a adopção de políticas concretas que defendam e criem novos postos de trabalho, apoiem o tecido produtivo e actividade económica da Região, as suas potencialidades e recursos, dando expectativas de futuro a milhares de famílias de trabalhadores de regresso à vida activa e aos jovens (muitos deles altamente qualificados) as

oportunidades profissionais e de vida da nossa terra». A mesma estrutura sindical considera que se a proposta de alteração ao Código do Trabalhar passar a lei, «consequência do ‘acordo’ da UGT com o Governo PSD/CDS-PP e Patronato, que facilitaria, entre muitas outras coisas os despedimentos, viria aumentar ainda mais os números deste quadro, com o alastramento da precariedade, da exclusão e pobreza». Inconformada, a União dos Sindicatos de Coimbra, apela aos trabalhadores do sector público e privado «que não resignem e lutem em defesa dos seus postos de trabalho, dos seus direitos laborais e sociais, como trabalhadores e como cidadãos, pelas novas gerações, pelo povo, pelo distrito de Coimbra, com a adesão à Greve Geral no próximo dia 22 de Março».


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CONCELHO

Soure – minha terra Hoje, ufano, prazeroso, estive contigo, Desfrutei a natureza, a linda paisagem. Saboreei a quentura de um abraço amigo, Que pena não ao vivo. Foi miragem!

Brunhós serviu 400 refeições em festival

Penoso, tão penoso, de ti, estar ausente, Porém, pisoteei tuas ruas, tuas praças. Olhei o semblante, dessa, nossa gente, Juntos, brindamos com bom vinho, nessas taças. Tanto me alegrei ver a casa do meu berço, Os sítios do meu arco, meu peão e companheiros. A beata dedilhando sempre o velho terço, Calcorreei lugares dos ex-passos, os primeiros. Estive no histórico teu castelo e tanto olhei O negrume dessas pedras sobrepostas. Saudoso, tua Alta, tua Baixa, palmilhei, Lembrei amigos... Também a mim, abertas suas portas! Feliz, como fiquei olhar, mas lentamente, O desfilar do belo sexo na avenida. Ouvi a Banda tocar, harmoniosa, imponente, Acordei... A bola de pano há muito adormecida. Vi, a escola onde as letras, as primeiras soletrei, Só não, o professor, cuja morte, o levou. Vi, o Paços do Concelho, seu jardim onde brinquei, Esses “Soldados da Paz, que Deus tanto encorajou. Como foi gostoso desfrutar da velha ponte, A represa dos seus rios, o vistoso panorama. O imenso casario, estendido para o monte, A nora da levada, a rodar com toda a gana. Julgo até, ouvir ainda aqueles pregões: Das peixeiras, fero-velho, o cauteleiro, Nas janelas, a briga das vizinhas, palavrões. Lembrei-me do burrico, puxando a carroça do moleiro. Entrei na igreja, da primeira comunhão, Veio à mente, as trindades, o final da brincadeira, Janelas, varandas alindadas ao passar a procissão. Tanto me esforcei, subir apressado a íngreme ladeira. Vi, o moderno: Rotundas, grande nora iluminada, No mercado, o burburinho e saboreei inda as boas frutas. Embrenhei-me nos quintais, com a unida garotada, Respirei a natureza... Cheirei rosas, colhi murtas! Desfrutei a Várzea, sua brisa, o arvoredo, O verde dos canteiros, tal em telas de pintores. Alimentei as mansas pombas, vi recantos dos segredos, Sentei-me nos seus bancos, dos velhos, novos amores! Tempos idos, do caminhar prá estação, A fumaceira do combóio, seu apito estridente. A poeirada do caminho, os buracos de tal chão, Namorados separados. Hoje!... Como, como diferentes! Vi, as novas avenidas, praças enfeitadas, E, já não de pedras a rua do Outeiro, ex-morada. Tabernas!... Sim, mais modernizadas. A terceira-idade acolhida, tão aconchegada!... Daqui, distante, tanto sonhou este teu amigo, Beijando o chão, -- tal o Papa, -- minha homenagem. Como hoje alegremente, estive contigo!... Que pena, não ao vivo. Foi sim... a tal, miragem! José Pais de Moura (Niterói/Brasil)

Primeiro festival gastronómico de Brunhós superou as expectativas da organização

O 1º Festival Gastronómico da freguesia de Brunhós superou as expectativas tendo servido cerca de 400 refeições em dois dias. O evento foi organizado pela Junta de Freguesia e pelo Centro Cultural e Recreativo do Povo de Brunhós e decorreu nos dias 3 e 4 de Março. Depois da tradicional matança do porco, na manhã de sába-

do, dia 3, a animação esteve a cargo dos Gaiteiros da Gesteira que percorreram as ruas de Brunhós. À noite houve jantar e baile popular abrilhantado pelo grupo GMB. Na manhã do dia seguinte, os Gaiteiros da Gesteira voltaram a sair à rua, tendo a tarde sido animada pelo Rancho Folclórico do Cercal. O evento terminou com

a realização de um lanche convívio ao final da tarde. Serrabulho, cozido, febras fritas, leite creme e arroz doce foram algumas das especialidades gastronómicas que puderam ser apreciadas. A organização faz um balanço “extremamente positivo” e salienta que “todas as expectativas foram superadas”.

Nova direcção do Rancho da Ribeira da Mata empossada A direcção do Rancho Folclórico da Ribeira da Mata, liderada por Luís Ferreira Pinto, tomou posse recentemente, com o objectivo de «dar continuidade ao bom trabalho realizado pelas anteriores direcções». O elenco directivo é constituído, ainda, por Maria Clara Caetano Feliciano Ferreira e Joaquim Correia Bizarro, respectivamente, tesoureira e secretário.

Segundo Luís Ferreira Pinto, a nova direcção «está já a trabalhar no sentido de melhorar ainda mais o rancho folclórico». Para tal, estão a ser feitas recolhas de danças e cantares de outros tempos, junto das pessoas mais idosas da Ribeira da Mata, para que sejam recriadas e apresentadas a público a curto ou a médio prazo. No que concerne a trajes, está

também a ser feita uma aprofundada pesquisa juntos dos anciões daquela localidade, para que os usos e costumes da região sejam representados de uma forma o mais rigorosa possível. Ainda, de acordo com Luís Ferreira Pinto, a nova direcção espera contar o apoio e disponibilidade da população da Ribeira da Mata.


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CONCELHO

Irmãos da Misercórdia reunidos em assembleia A Santa Casa da Misericórdia de Soure reúne em Assembleia Geral, na sua sede social, no dia 16 de Março, (sextafeira), pelas 21:00 horas. Da ordem de trabalhos consta a apreciação e votação do Relatório e Contas de Gerência do ano de 2011 e a autorização para venda de um prédio urbano na freguesia de Soure. O suporte documental da ordem de trabalhos estará disponível na secretaria da Instituição, durante o horário de expediente, para consulta dos interessados.

Mais de uma centena de gaiteiros em Pouca Pena

O último dia 4 de Março foi de festa na localidade de Pouca Pena, freguesia de Soure. A associação local e o grupo Ronca & Rasga realizaram o 2.º Encontro de Gaiteiros, e a animação foi uma constante ao longo daquele Domingo. A recepção aos grupos teve lugar às 9 horas, e uma hora depois, os mesmos, realizaram uma arruada pelas ruas da localidade. O almoço com todos os grupos decorreu por volta das 13 horas, sendo que as actuações em palco tiveram início às 15:30 horas. Mais de 100 músicos estiveram presentes neste 2.º Encontro de Gaiteiros de Pouca Pena, que contou com a participação de 14 grupos, concretamente: Amigos da Farra – C. Charneca – Soure; Colibry – Mamarrosa – Oliveira do Bairro; Gaitas da A.P.E.D.G.F. – Lisboa; Gaiteiros da Presa – Soure; Gaiteiros de Coimbra; Os Unidos – Zambujal – Condeixa-a-Nova; Os Carriços – Vacariça – Mealhada; Os Canários – Redinha – Pombal; Popularis – Anadia; Roncos & Curiscos – Ança – Cantanhede; Ronca & Rasga – Pouca Pena – Soure; Tradicionalis – Soure; Trigainas – Coimbra; Zé da Gaita – Granja do Ulmeiro – Soure. Refira-se que este evento contou também com a presença dos construtores de instrumentos tradicionais Victor Félix e Mário Estanislau.

Vinha da Rainha regressou à pré-história no carnaval A Associação Cultural Desportiva e de Solidariedade da Freguesia da Vinha da Rainha promoveu, no dia 18 de Fevereiro, a sua tradicional Festa de Carnaval, este ano subordinada ao tema da Pré-História. A festa teve início às 21:00 horas com uma pequena dramatização sobre os períodos paleolítico, mesolítico e neolítico onde foram abordados vários pontos que marcaram as personagens daquelas épocas, nomeadamente a utilização da pedra lascada para a produção de ferramentas e instrumentos de caça; o domínio do fogo; a organização e divisão do trabalho entre homens e mulheres; o uso das cavernas para se abrigarem do resfriamento intenso do planeta; a aplicação da pedra polida na fabricação de novos instrumentos (machados, lâminas de corte, serras, etc.); e, a descoberta da agricultura. Para animar a dramatização o mesmo grupo apresentou uma coreografia da Idade da Pedra onde todos os presentes puderam dançar ao som de “Meet The Flintstones”. Depois, seguiu-se o desfile carnavalesco onde participaram cerca de 40 personagens (crianças da Creche e CATL, idosos do Centro de Dia e Centro de Convívio, e funcionárias). Por volta das 22:30 horas, abriu-se o Baile de Máscaras com o acordeonista Figueiredo (Almagreira) onde bruxas, palhaços, carochinhas entre outras personagens puderam exibir a sua fantasia e participar no Concurso de Máscaras que foi aberto à comunidade.

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APPACDM festejou 21 anos a pensar no futuro A APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Soure, comemorou no dia 22 de Fevereiro o seu 21º Aniversário, tendo para o efeito reunido os seus clientes, colaboradores e dirigentes. Na efeméride, o presidente da Direcção, Santos Mota, fez uma pequena abordagem sobre o surgimento da Instituição, em 1992, ainda como delegação da congénere de Condeixa-a-Nova, vindo progressivamente a emancipar-se até se tornar totalmente independente, em 2001. Nos dias de hoje, a instituição possui as valências de Centro de Actividades Ocupacionais, Serviço de Apoio Domiciliário, Lar/Residencial, Centro de Actividades de Tempos Livres, Formação Profissional, Centro de Recursos para a Inclusão e ainda uma Empresa de Inserção na área da Jardinagem. Em termos técnicos, a Instituição tem uma equipa multidisciplinar nas áreas de Serviço Social, Psicologia, Fisioterapia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional e En-

genheiro Agrário. O presidente da direcção referiu que a Instituição, tal com se vislumbra pela sua isão, pretende ser reconhecida como organização sólida e inovadora na melhoria da qualidade de vida do cidadão com deficiência, incapacidade e em situação de desvantagem, nas áreas da reabilitação, educação e qualificação profissional e que,

numa perspectiva de melhoria contínua das respostas sociais, se encontra certificada pelo Sistema de Gestão da Qualidade EQUASS, inspirado nas orientações normativas gestionárias, corporizadas em Normas da Qualidade internacionalmente reconhecidas, e em orientações normativas relacionais, corporizadas em Cartas Universais, Códigos e em legislação. É neste ponto de encontro entre as orientações de gestão e as orientações de actuação que a APPACDM de Soure inspira a sua missão e estratégia, os seus procedimentos e práticas, que realizam os ideais da solidariedade social. Santos Mora disse ainda que a todos o momento a Instituição irá partir para uma nova etapa da certificação, pretendendo desta vez atingir a qualificação de Excelência. Ainda no decorrer do acto comemorativo, foi feita uma modesta inauguração do pátio interior para o qual contribuiu a empresa de serração “Pedrosa & Irmãos, Ldª”, através do seu representante Nelson Pedrosa, nomes este, que passou a estar associado àquele espaço lúdico.

Rancho Folclórico do Cercal junta membros e amigos em jantar O Rancho Folclórico do Cercal assinalou, recentemente, o final da época 2011, num jantar convívio realizado na Quinta Dona

Maria, em Soure, que serviu, também, para reforçar os laços de amizade entre todos os seus elementos e dirigentes.

Para além dos membros do rancho folclórico, estiveram presentes naquele convívio representantes da Junta de Freguesia da Gesteira e da Câmara Municipal de Soure. No total, foram cerca de 60 as pessoas que marcaram presença naquela jornada de amizade, companheirismo e boa disposição. Ao jornal “O Popular de Soure”, o presidente da direcção da colectividade, Paulo César, referiu estar muito satisfeito com o resultado final do jantar-convívio, pois foi “muito participado e todos se divertiram”. Recorde-se que o Rancho Folclórico do Cercal foi fundado em 1914, estando filiado na Federação do Folclore Português e na Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego.


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DESPORTO Camp. Iniciados - Série B

III Divisão - Série D Resultados - 21ª Jornada Riachense - Sourense Alcobaça - Beneditense Marinhense - Bombarralense Benfica CB - Pampilhosa Peniche - Sporting Pombal

2-2 0-0 6-0 3-1 0-2

Resultados Vinha da Rainha - Tocha Touring - Naval B Ereira - Naval A Carapinheirense - Ançã Águias - Vateca

2-3 1-2 2-1 1-0 0-3

Classificação 1 Benfica CB 35 pontos 2 Tocha 34 3 Sourense 34 4 Sp. Pombal 31 5 Marinhense 31 6 Pampilhosa 31 7 Peniche 29 8 Beneditense 26 9 Alcobaça 18 10 Riachense 08 11 Bombarralense 06

Classificação 1 Tocha 48 pontos 2 Marialvas 46 3 Vateca 38 4 Vinha Rainha 37 5 Águias 27 6 Ereira 23 7 Ançã 21 8 Naval A 17 9 Maiorca 15 10 Naval B 13 11 Touring 13 12 Carapinheirense 07

Próxima jornada Sourense - Peniche; Bombarralense - Alcobaça; Pampilhosa - Tocha; Sp. Pombal - Benfica CB; Beneditense - Riachense

Próxima jornada Naval A - Vinha da Rainha; Naval B Maiorca; Tocha - Touring; Ançã - Ereira Vateca - Carapinheirense

Divisão de Honra - AFC

Camp. Infantis - Série B

Resultados Vinha da Rainha - Marialvas Eirense - Touring Carapinheirense - Académica/SF Febres - Arganil Penelense - Tabuense Ançã - Gândara Vigor - Pampilhosense

Resultados Sourense - Vinha da Rainha Arzila - Cernache A U. Coimbra B - Vigor A Penelense - Condeixa A Vigor B - Assafarge Condeixa B - Formoselha Casaense - U. Coimbra A Cernache B - Esperança

3-3 2-2 4-0 2-1 2-0 1-0 1-1

Classificação 1 Penelense 50 pontos 2 Ançã 43 3 Vigor 40 4 Carapinheirense 39 5 Arganil 36 6 Pampilhosense 34 7 Febres 33 8 Académica/SF 27 9 Eirense 25 10 Vinha da Rainha 25 11 Touring 17 12 Marialvas 07 13 Tabuense 07 14 Gândara 05 Próxima jornada Tabuense - Vinha da Rainha; Pampilhosense - Eirense; Touring - Carapinheirense; Académica/SF - Febres; Arganil - Penelense; Marialvas - Ançã; Gândara - Vigor

Camp. Juvenis - Série B Resultados Naval - Vinha da Rainha Esperança - Vigor Gândara - Ereira Tocha - Carapinheirense Águias - Casaense Ançã - U. Coimbra Académica/OAF - Marialvas

2-4 8-2 3-3 3-2 12-0 2-2 1-8 4-3

Classificação 1 U. Coimbra A 63 pontos 2 Vigor B 63 3 Esperança 51 4 Cernache B 51 5 Condeixa A 32 6 Sourense 32 7 Vinha Rainha 31 8 Assafarge 31 9 Condeixa B 29 10 Vigor A 27 11 Casaense 27 12 Penelense 23 13 Formoselha 19 14 U. Coimbra B 19 15 Cernache A 06 16 Arzila 04 Próxima jornada Vinha da Rainha - Condeixa B; Assafarge - Sourense; Esperança - Arzila; Cernache A - U.Coimbra B; Vigor A - Penelense; Condeixa A - Vigor B; Formoselha - Casaense; U.Coimbra a - Cernache B

Camp. Benjamins-Série B 3-1 0-2 0-0 1-3 0-4 4-2 4-0

Classificação 1 Académica/OAF 58 pontos 2 Naval 53 3 Marialvas 50 4 Vigor 45 5 Tocha 41 6 Carapinheirense 31 7 Vinha da Rainha 28 8 U. Coimbra 27 9 Académica/SF 26 10 Águias 23 11 Casaense 22 12 Ançã 20 13 Ereira 12 14 Gândara 06 15 Esperança 01 Próxima jornada Vinha da Rainha - Esperança; Vigor - Gândara; Ereira - Tocha; Carapinheirense - Águias; Casaense - Ançã; U. Coimbra - Académica/OAF; Marialvas - Académica/SF

Resultados Sourense - Esperança Arzila - Condeixa A Pereira A - Casaense A Vigor B - Assafarge Casaense B - Vigor A Condeixa B - Formoselha Cernache B - Pereira B

CAMPEONATO NACIONAL DE DOWNHILL

Francisco Pardal começa época no pódio

O sourense Francisco Pardal, da equipa Pombal Jovem/More Bike Park, campeão nacional de Downhill/2011, conquistou o segundo lugar na primeira etapa da Taça de Portugal de Downhill (DHI) Vodafone, disputada na pista do Arimbo, São Brás de Alportel (Algarve), que contou com 250 participantes. Francisco Pardal ficou a 2,984 segundos do vencedor, Cláudio Loureiro de Felgueiras, representando a equipa Team Transition/Sram. O terceiro lugar do pódio foi alcançado por José Borges da equipa ASC/Bike Zone. “Acabei em segundo lugar na geral e estou muito feliz pelo meu resultado, tenho andado a trabalhar para fazer uma boa época e o apoio da minha equipa More Bike Park e dos meus patrocinadores tem sido fundamental”, declarou Francisco Pardal ao Popular de Soure. Francisco Pardal agradeceu aquela vitó-

ria a todos os que o apoiam e em especial aos seus patrocinadores: More Bike Park, Carb Boom Europe, Pro-Tec e Aldeias do Xisto. Sem surpresas, a campeã mundial júnior, a britânica Manon Carpenter (Madison Saracen), foi a vencedora absoluta no escalão feminino, concluindo a prova com 3m17,403s. O segundo posto foi alcançado pela mexicana Lorena Dromundo (Monster Energy/Maxxis), e o terceiro lugar coube à regressada Áurea Agostinho, de volta às pistas depois de larga temporada afastada do DHI. José Vasco (GD Fundação Jorge Antunes) impôs-se na categoria de juniores. Rúben Bandeira ganhou em cadetes. Ricardo Soares (GD Fundação Jorge Antunes) foi o melhor veterano A, enquanto o britânico Jason Carpenter (Dragon Downhill) bateu toda a concorrência em veteranos B+C.

XADREZ

‘Pedro Hispano’ com bons resultados em Foz Côa

7-0 4-3 7-0 1-2 9-0 4-1 12-1

Classificação 1 Sourense 53 pontos 2 Cernache B 50 3 Pereira A 45 4 Assafarge 45 5 Cernache A 41 6 Casaense B 41 7 Condeixa B 37 8 Vigor B 30 9 Arzila 27 10 Esperança 18 11 Formoselha 15 12 Condeixa A 13 13 Casaense 12 14 Pereira B 04 15 Vigor A 00 Próxima jornada Assafarge - Sourense; Cernache A - Arzila; Condeixa A - Pereira A; Casaense A - Vigor B; Esperança - Casaense B; Vigor A - Condeixa B; Formoselha - Cernache B

No dia 4 de Março, a Academia de Xadrez Pedro Hispano-Soure, deslocou-se a Vila Nova de Foz Côa, com uma comitiva de 25 jovens xadrezistas, para participar no Open local. “Os nossos alunos foram brilhantes”, dis-

se ao Popular de Soure, Carlos Vicente coordenador da AX Pedro Hispano – Soure. José Catarro (3º), João Vicente (6º), Joana Branco (3ª Feminina), conduziram a AXPH a um 2º lugar colectivo.


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DESPORTO

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JOSÉ CARLOS VICENTE, COORDENADOR DA ACADEMIA DE XADREZ PEDRO HISPANO - SOURE

Academia de Xadrez Pedro Hispano é dos ‘clubes mais activos a nível nacional’ A Academia de Xadrez do Instituto Pedro Hispano (Soure) é um dos “clubes mais activos a nível nacional” afirma o seu coordenador, José Carlos Vicente, salientando a “excelente qualidade” dos seus atletas. Em entrevista à Rádio Popular de Soure (RPS), José Carlos Vicente retractou o que é e o que poderá ser aquele clube que teve início há cerca de seis anos no seio do Instituto Pedro Hispano, da Granja do Ulmeiro. Segundo aquele coordenador, tudo começou como forma de ocupar os alunos daquele estabelecimento de ensino nos seus tempos livres. Entre outros jogos praticados na Biblioteca da escola surgiu o xadrez. «O interesse começou a ser crescente e a resposta teve de ser maior e adequada”, refere Carlos Vicente, que enquanto jovem também foi um praticante da modalidade. O professor adianta que o clube foi-se desenvolvendo e perante a “oportunidade de sair da escola e jogar com outros clubes escolares” a federação dos atletas “foi um passo”. GRANDE EMPENHO DE TODOS Hoje o clube regista no seu palmarés vários títulos ao mais alto nível. Resultados que se devem essencialmente “ao grande empenho de todos” mas também “aos apoios paralelos e à aposta da própria escola” na modalidade. “Foi um pequeno grão que foi dando origem a uma dimensão que é claramente uma das maiores a nível nacional”, afirma. Na presente época a manutenção na 3ª Divisão Nacional está garantida, não estando afastada a hipótese a subida de escalão. Para José Carlos Vicente, “o que já foi feito foi excelente” salientando o facto de serem jovens a jogar com seniores. “Não vamos criar expectativas que ultrapassem jogo a jogo”, diz, considerando que “a subida dentro de um ou dois anos será uma forma natural”. Para Carlos Vicente “o que interessa é dignificar Soure e valorizar os jovens atletas e recebem bem quem nos visita”.´ APOIO DESTACADO DOS PAIS DOS ATLETAS O coordenador não deixa de salientar o empenho dos pais dos jovens xadrezistas, que “primam pelo apoio e pela sua presença” nas mais variadas provas. Até porque, são os próprios pais que suportam parte das despesas, porque “vêm na modalidade uma formação dos seus filhos”. Por outro lado, Carlos Vicente destaca o apoio da Câmara Municipal de Soure. “Não tanto um apoio financeiro mas um apoio humano” já que a presença do presidente ou de vereadores “é um apoio muito importante para os atletas”. “É muito importante para as crianças e para as famílias” fazendo com que “se sin-

tam bem”. José Carlos Vicente não tem dúvidas que o xadrez contribui para o desenvolvimento intelectual de quem pratica a modalidade. “Há estudos que confirmam essa vertente”, diz o professor, sublinhando também a importância do desporto no âmbito do campo ético. “Cada partida inicia-se e finaliza-se com o cumprimento entre os jogadores”, Perante as “múltiplas vantagens”, Carlos Vicente refere que “progressivamente é uma modalidade que está a ser adoptada por diversas escolas”, adiantando que “há vários projectos no país em que se valoriza a impor o xadrez enquanto instrumento pedagógico”. Daí que o coordenador entende que seria benéfica a prática do xadrez junto das comunidades idosas, recordando que os mesmos estudos referem que problemas do campo mental, como a doença de Alzheimer “poderão ser minimizados”. Uma situação que leva Carlos Vicente a não afastar a hipótese da Academia se alargar a uma camada de população mais idosa do concelho de Soure. Contudo, a prioridade será abrir portas a jovens. Até porque “a aprendizagem de um jovem é mais fácil” adiantando que “não têm medo de errar”. Salienta, também, a importância da informática naquela aprendizagem, nomeadamente “quando se joga com o computador”. Para além de poderem serem consultadas bases de dados de todo o mundo através da internet. O que permitirá analisar todas as partidas, com vista à cor-

recção de erros no futuro. José Carlos Vicente deixa sempre uma mensagem aos jovens atletas: “em casa devem estudar para serem bons alunos”. Porém, “se tiverem tempos livres joguem xadrez”. Actualmente o xadrez do Instituto Pedro Hispano dispõe de duas estruturas: uma direccionada para o desporto escolar e outra federada, sendo a única organização no concelho com a modalidade de xadrez. Os seus 75 jovens federados faz com que seja o segundo clube com mais atletas federados no país. Com destaque para o facto de 25 serem do sexo feminino. Atletas que têm registado “excelentes resultados”, quer a nível nacional, quer mesmo ao nível internacional. Para o efeito, a organização também tem dedicado especial atenção à formação de iniciação para professores do Instituto Pedro Hispano. Até porque todos são poucos para participar na logística do clube, sobretudo nas deslocações. PELO PAÍS E ESTRANGEIRO Os xadrezistas sourenses participaram em provas um pouco por todo país e até no estrangeiro, tendo já levado o nome de Soure a Viseu, Braga, Aveiro, Santarém, Vila Real, Leiria, entre outros, e a países como a Bulgária, Turquia, Espanha e Brasil. Uma situação que tem permitido “alargar horizontes” e proporcionando que os atletas mantém laços de amizades que, posteriormente, através da internet os leva a troca de experiências.

Para além de coordenador daquela estrutura do Instituto Pedro Hispano, José Carlos Vicente lidera a Associação Desportiva Escolar de Xadrez de Coimbra, uma entidade que engloba todas as escolas do distrito de Coimbra que pratiquem a modalidade. APOSTA NA FORMAÇÃO “Felizmente, a associação só tem contribuído para o crescimento do xadrez no distrito”, salienta aquele responsável enaltecendo, também, o trabalho que tem sido desenvolvido ao nível da formação, sobretudo no que diz respeito a questões de arbitragem. Para além de ostentar o título de escolas de referência desportiva de xadrez, única na região Centro, recentemente, a Academia de Xadrez Pedro Hispano – Soure foi certificado pela Federação Portuguesa de Xadrez como Clube Formador de Grau 3, uma das certificações de topo. Carlos Vicente sublinha que a candidatura apresentada foi alicerçada em vários vectores, sobretudo na qualidade dos técnicos – aquele que é neste momento o melhor técnico nacional desloca-se duas vezes por semana à escola – ; a quantidade de atletas inscritos que efectivamente jogam; e a sua qualidade, comprovada pelo facto de integrarem, regularmente, estágios e a selecção nacional. Com aquela certificação, a Academia junta-se aos outros quatro clubes portugueses que já ostentam aquela distinção: Academia de Xadrez de Gaia, Clube dos Galitos (Aveiro), Grupo

Desportivo Dias Ferreira (Porto) e o Clube Desportivo dos Ferroviários do Barreiro. “Estamos com mérito devido a um trabalho realizado por todos o envolvimento da escola e da Câmara Municipal”, afirma. Para aquele professor, os jogadores que se destacam “são um mostruário do concelho de Soure” acrescentando que “são claramente uma referência”. Para além dos resultados que conquistam, Carlos Vicente, enaltece a humildade dos mesmos. Sobretudo porque “manifestam disponibilidade para ajudar os mais novos, ensinando-os”. “Estes jovens são uns modelos, são uma referência”, refere. FUTURO DE TRABALHO E MUITO EMPENHO Quanto ao futuro, José Carlos Vicente afirma que “é essencialmente de trabalho”. Continuando o trabalho desenvolvido ao nível do desporto escolar, mas também ao nível de alta competição. Bem como ao incentivar os mais novos a praticarem xadrez. “Com trabalho e empenho de todos não regatearemos esforços para que o caminho do xadrez sirva para que os jovens são melhores cidadãos”. Por outro lado, José Carlos Vicente salienta o facto da estrutura envolver quase quatro centenas de jovens. “É já um projecto muito grande” pelo que “solicitamos que seja devidamente acarinhado”. Realçando que “pretendemos formar gente a nível desportivo e divulgar o concelho que tem gente com enorme qualidade”.


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REGIÃO

“A penitência continua”

Os mais recentes dados económicos indicam que a Recessão se agravou, com amargurados recordes em número de Desemprego, Falências, Hipotecas, Execuções fiscais, Penhoras, etc, etc, etc… Contudo o Executório assegura no futuro ano de 2013, uma Retoma, mesmo que débil e um calculável regresso aos Mercados dominados pelo Rating, especulação e adesionismo. Estamos em época de Quaresma, penitência de carne, se bem que, por imposição orçamental, seja superior a carência, abrangendo o geral. Portugal está cada vez mais povoado de montras com anúncios de liquidação total, encerramento, trespasse, venda a bom preço, urgente ou facilidades. Sobra o Futebol, o Fado e Fátima. O primeiro com altercação, o segundo com comoção e o terceiro com comiseração. A Fé é, aliás, cada vez mais requerida nestes tempos de necessidades e o incentivo económico ganha crédito quando a exemplo a Diocese de Viana do Castelo atribui 950 euros de salário mínimo aos seus padres. Com tamanho salário médio, acima da média, os candidatos a Celibato decerto não escassearão se bem que, os valores espirituais pareçam ser preteridos pelo chamamento financeiro. Por esta erudição teme-se que um dia surgirá em público um preçário para milagres, absolvições e Exorcismos. Acredito eu que, nem com rezas e água-benta este País prospere de tal forma que a Crise abale a curto espaço. O esforço no presente exigido, situa-se entre o sobre-humano e o olímpico e a arbitragem, parece, no grosso, alheada das quatro linhas que delimitam este rectângulo à beira-mar plantado.

Entre uma Primavera antecipada em meteorologia, pautada por uma lesiva seca e o tempo de contas ao fisco, a Páscoa aproxima-se, para gáudio de afilhados e pesadelo de padrinhos. Portugal, por norma, firmará mais florido em claro contraste com o cinzentismo da Economia real, tecendo uma tela de estilo agro-doce. Que venham as andorinhas pois como diz o ditado:” Uma só andorinha não faz o verão”. Aproveito o adágio para encerrar a presente com outro alusivo ao mês: ” Março liga a noite com o dia, o Manel com a Maria, o pão com o mato e a erva com o sargaço “…acrescento: “ e o IRS com o IMI”. Tenhamos Fé e Liquidez.

Sourense dá nome a futuro Centro de Saúde de Almagreira A Junta de Freguesia de Almagreira vai atribuir o nome de José Rodrigues da Silva, antigo presidente, ao edifício da Extensão de Saúde local que se encontra em fase de conclusão. A proposta mereceu parecer favorável por parte da Câmara Municipal de Pombal, proprietária do edifício. Fernando Matias, presidente da Junta, entende que se trata de um reconhecimento público «justo e justificável», uma vez que o seu antecessor, recentemente falecido, «consagrou muitos anos da sua vida à causa pública». O autarca social-democrata considera, ainda, que José Silva «bateu-se com muito empenho e tenacidade para conseguir que os utentes e funcionários dos cuidados de saúde primários tivessem melhores condições de atendimento e trabalho». Recorde-se que José Rodrigues Silva, que presidiu à Junta de Freguesia de Almagreira durante 12 anos, tendo durante o seu mandato procurado solucionar a falta de condições da Extensão de Saúde local. Uma solução que só agora foi concretizada com a construção de um novo edifício em substituição do antigo. «Infelizmente deixou prematu-

ramente o nosso convívio sem a realização desse seu grande sonho de servir os almagreirenses em termos de saúde», afirma Fernando Matias salientando que José Silva «é um homem de referência pelo seu altruísmo», sobretudo em prol da freguesia. Natural do concelho de Soure, José Rodrigues Silva residida em Netos (Almagreira) e era professor do ensino especial desde 1977, tendo exercido funções no Centro de Acolhimento do Loreto, em Coimbra. Como autarca desempenhou funções de presidente da Junta de Freguesia de Almagreira, de 1993 a 2005; de Secretário de 1981 a 1992; e de residente da Assembleia de Freguesia de 1978 a 1980. Enquanto presidente da autar-

quia, foi o representante eleito dos presidentes de junta de freguesia do concelho de Pombal na Associação Nacional dos Municípios Portugueses. Foi dirigente associativo da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Almagreira; sócio fundador do Centro Social e Paroquial de Almagreira e membro do Lions Clube de Pombal. Durante os seus três mandatos como presidente da Junta de Freguesia de Almagreira, o seu nome ficou associado à construção do mercado local, à criação do Centro Social Paroquial, construção do Centro de dia, construção do polidesportivo do Paço e arranjo da sede social da Associação de Moradores, assim como à construção do polidesportivo de Almagreira e arranjo das instalações de apoio bem como a electrificação de campo de futebol, entre outros, como a conclusão da rede de abastecimento de água domiciliária a todos os lugares da freguesia. Em 2007, a Câmara Municipal de Pombal atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal em prata, como forma de reconhecimento «pelo seu contributo para o desenvolvimento da freguesia de Almagreira e do concelho de Pombal».

FENACAM congratula-se com resultados do Crédito Agrícola A FENACAM – Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, representante político-institucional das Caixas de Crédito Agrícola portuguesas, congratulou-se com «a crescente adesão da população portuguesa aos serviços e produtos das Caixas Agrícolas, que permitiu os resultados do desempenho das mesmas no exercício de 2011». Numa nota à imprensa, a federação refere que «no ano de 2011 as Caixas Agrícolas comemoraram um século de existência após a publicação do Decreto de 1911, o qual possibilitou a criação das Caixas Agrícolas no modelo semelhante ao actual» e acrescenta que «o ano de 2011 também ficará assinalado na história como o ano em que, para além de uma folgada situação de liquidez, as Caixas Agrícolas dispõem de uma robusta solvabilidade, tendo o programa Especial de Inspecções da Troika confirmado que o Crédito

Agrícola dispõe de um rácio de solvabilidade core tier 1 superior a 12%, o mais elevado de todo o sistema financeiro português». A FENACAM, após a divulgação dos resultados das Caixas

Agrícolas pela Caixa Central – organismo financeiro cen­tral do sistema, manifestou o seu «regozijo e felicita as Caixas Agrícolas, seus associados e clientes pelo brilhante desempenho em 2011».

estamos a trabalhar na renovação... ...em breve seremos ainda mais populares! uma região | um concelho | uma paixão


9 MARÇO 2012 | sexta-feira

O Popular de Soure

REGIÃO

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Investigador diz que praia na Figueira cresce 40 metros por ano A praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano do país, está a crescer, em média, 40 metros por ano, devido ao prolongamento do molhe norte do rio Mondego, afirma um investigador do movimento das areias. José Nunes André, geógrafo e investigador universitário, tem vindo a mo­nitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis transversais, ela­borados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos. “Tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram 15 metros num ano”, disse à agência Lusa José André. De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz é, atualmente, superior ao verificado aquando da construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado. A praia, explicou, cresceu cerca de 440 metros até à década de 1980 e, a partir

daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos reduziu de intensidade e praticamente estabilizou. No entanto, com a obra de prolongamento do molhe - concluída no verão de 2010 -, o areal voltou a crescer e, atualmente, apresenta 580 metros de largura máxima entre a marginal e a orla marítima, segundo as medições feitas por José André. Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados de que dispõe, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia vai ocorrer “apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o molhe”, disse. O crescimento da praia em largura representa ainda, segundo o geógrafo, uma acumulação anual de 290 mil metros cúbicos de areia na faixa estudada, o equivalente a 290 mil toneladas. Se a norte do Mondego a areia acumula, a erosão cresce nas praias a sul. Na Leirosa, no extremo do concelho da Figueira da

Foz, as autoridades construíram, no final de 2011, uma duna artificial para proteger um bairro habitacional do avanço do mar, com areia retirada a norte de um pequeno esporão ali existente, procedimento que merece críticas do investigador.

“Interrompeu-se a alimentação a sul. Nunca era de tirarem a areia a norte do esporão, porque ela estava já a passar naturalmente para sul, tinham era de se ir buscá-la onde ela se acumula e não faz falta, na praia a norte do rio Mondego”, argumentou.

Embora admita que os efeitos “mais gravosos” da obra do molhe norte se verifiquem até à praia da Osso da Baleia (Pombal), a erosão também afeta as praias de Vieira de Leiria e São Pedro de Muel. “Em São Pedro, este verão, as pessoas ficavam

sentadas em cima das rochas porque não havia areia. E a praia da Vieira também está numa situação de perigo. Formou-se um degrau erosivo por défice de areia com três, quatro metros [de altura] no final do verão”, indicou. José Luís Sousa/Lusa

Câmara de Montemor aguarda pareceres para decidir sobre taxa municipal a favor dos bombeiros A autarquia de Montemor-o-Velho pediu pareceres a várias entidades públicas sobre a eventual criação de uma taxa municipal de socorro e prevenção de incêndios, reclamada pela corporação de bombeiros local, disse o presidente da câmara. Em declarações à Agên-

cia Lusa, Luís Leal explicou que a proposta de criação da nova taxa municipal partiu da direção dos Bombeiros Voluntários, associação que vive com graves problemas financeiros, com dívidas superiores a 200 mil euros. “A câmara não iniciou esta discussão. Recebeu uma

proposta da direção dos bombeiros e entendeu pe­ dir pareceres fundamentados para tomar uma decisão na próxima reunião” do executivo, disse o autarca. Foram pedidos pareceres, entre outras entidades, à Associação Nacional de Municípios, à Comissão

Tribunal Judicial de Soure Secção Única

Rua São João de Deus - 3130-350 Soure Telef.: 239506470 Fax 239507307 Mail: soure.tc@tribunais.org.pt

de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, ao Tribunal de Contas, à administração tributária e à Autoridade Nacional de Proteção Civil. Luís Leal recusou revelar a sua posição sobre a proposta antes de a autarquia receber todos os pareceres e debater o assunto, assumindo, no entanto, que a decisão será “política”, afirmou. “Estamos a falar de uma taxa para pagar despesas de uma associação priva-

da”, alertou. De acordo com Luís Leal, além da eventual criação da taxa municipal, cuja receita reverterá para a corporação de bombeiros, a associação humanitária propôs ainda que a autarquia avalizasse um possível empréstimo até 300 mil euros, que a autarquia recusou por ser “ilegal”. Embora manifestando-se aberto ao “diálogo” com a corporação de bombeiros e revelando que a autarquia está “disponível” para manter os cerca de

70 a 80 mil euros anuais concedidos aos bombeiros voluntários nos últimos dois anos, Luís Leal alertou para a necessidade de a corporação diversificar as fontes de rendimento para além dos apoios públicos. “Não pode receber exclusivamente da câmara. Nos últimos 10 anos a associação recebeu 1,2 milhões de euros e nas propostas que agora fez só olha para as receitas e não para as despesas”, disse Luís Leal.

2ª PUBLICAÇÃO Processo: 333/10.TBSRE-A

Execução Especial de Alimentos (Of.Justiça)

Data: 13-02-2012

Tribunal Judicial de Soure

Exequente: Ministério Público Executado: Elisa Cristina Ganso da Silva Gante

Secção Única

Agente de Execução (O.J.): Fernando Brás. Endereço: Tribunal Judicial de Soure, Rus S. João de Deus, Soure Nos termos do disposto do artigo 890º do Código de Processo Civil, anuncia-se a venda do bem adiante indicado: Bens em venda: DESCRIÇÃO: Veículo de matrícula 14-91-CT, de marca OPEL - Corsa - B, de cor branca, a gasolina, com 1195 cm3 de cilindrada e com o quadro nº VSX000073R4058433 Fiel depositário: Jorge Duarte Gante Vintém, Rua da Vala Nova, Casa Velha, 3130-Soure Executada: Elisa Cristina Gariso da Silva Gante, Estado Civil: Casado. Documentos de Identificação: BI 09939311, NIF 191791601. Endereço: Argos Court Flat 2, Caldwell Street - Londor Sw 90 Pq, Inglaterra MODALIDADE DA VENDA: Venda mediante proposta em carta fechada VALOR BASE DA VENDA: € 400,00 Nota: Na venda mediante proposta em carta fechada, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado, à ordem da secretaria, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (nº1 ao Artº 897º do CPC). O Agente de Execução Fernando Brás

Edição nº 377 do jornal “O Popular de Soure” de 09-03-2012

Rua São João de Deus - 3130-350 Soure Telef.: 239506470 Fax 239507307 Mail: soure.tc@tribunais.org.pt

ANÚNCIO Processo: 63/12.6TBSRE

Interdição/Inabilitação

Data: 17-02-2012

Exequente: Ministério Público Executado: Fernando Manuel da Silva Lopes Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/Inabilitação em que é requerido Fernando Manuel da Silva Lopes, com residência em domicílio: Casal da Venda, Soure, 3130-513 Soure, com efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psiquica. A Juiz de Direito Dra Vanda Lisa Sousa O Oficial de Justiça Manuela Costa

Edição nº 377 do jornal “O Popular de Soure” de 09-03-2012


O Popular de Soure

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9 MARÇO 2012 | sexta-feira

DIVERSOS

Telefones úteis - concelho de Soure Bombeiros Voluntários

239 506 300

Junta Freg. Degracias

236 911 220

B.V.S. / Granja do Ulmeiro

239 646 810

Junta Freg. Figueiró Campo

239 644 827

GNR

239 506 020

Junta Freg. Gesteira

239 501 323

Câmara Municipal

239 506 550

Junta Freg. Granja Ulmeiro

239 644 793

Rádio / Jornal Popular Soure

239 506 420

Junta Freg. Pombalinho

236 561 068

Centro de Saúde de Soure

239 506 610

Junta Freg. Samuel

239 587 210

Serviço Finanças

239 506 460

Junta Freg. Soure

239 502 630

Cartório Notarial

239 507 246

Junta Freg. Tapeus

236 911 281

Conservatório Registo Predial 239 502 127

Junta Freg. Vila Nova Anços

239 641 839

Serv. Local Segurança Social

239 501 711

Junta Freg. Vinha da Rainha

239 587 140

Dir. Reg. Agricultura

239 502 356

Tribunal Judicial

239 506 470

Agrupamento Escolas

239 506 010

CTT / Correios

239 506 240

Biblioteca Municipal

239 501 525

Farmácia Castanheira Alfarelos 239 646 107 Farmácia Castro e Silva Figueiró do Campo 239 646 870 Farmácia Balhau Granja do Ulmeiro 239 646 358

Gabinete Mun. Saúde Pública 239 501 627

Farmácia Jacob (Soure)

Gabinete Mun. Acção Social

239 506 550

Farmácia Moderna (VNAnços) 239 646 205

239 502 113

Gabinete Técnico Florestal

239 506 550

Farmácia Vinha da Rainha

239 508 205

Posto Turismo / Museu

239 509 190

UCSP - Pólo Alfarelos

239 646 404

Piscina Municipal

239 509 646

UCSP - Pólo Degracias

236 910 120

Instituto Tecn. Profissional

239 501 303

UCSP - Figueiró do Campo

239 646 344

Instituto Pedro Hispano

239 646 891

UCSP - Pólo Gesteira

239 509 141

Lar da Misericórdia

239 502 161

UCSP - Pólo Granja Ulmeiro

239 646 182

Junta Freg. Alfarelos

239 642 568

UCSP - Pólo Samuel

239 587 183

Junta Freg. Brunhós

239 675 889

UCSP - Pólo Vinha Rainha

239 580 010

Agentes Oficiais de Venda Alfarelos

CTT/Junta de Freguesia

Telf.: 239 644 132

Casal de Almeida

Quiosque das Bombas

Telf.: 239 508 166

Degracias

Café Central

Telf.: 236 911 217

Espiríto Santo

Associação 17 Agosto

Telf.: 239 501 315

Gesteira

Café Central Bar

Telf.: 239 502 101

Granja do Ulmeiro

Fortilegante

Telf.: 239 646 152

Moinho de Almoxarife

Café O Pescador

Telf.: 239 676 490

Paleão

Café Central

Telf.: 239 502 283

Soure Café Arco-Iris Telf.: 239 502 278 A Loja do Anatólio Telf.: 239 501 834 Intermarché Telf.: 239 501 810 Papelaria Havaneza Lisete Telf.: 239 502 374 Papelaria e Livraria Central Telf.: 239 501 442 Quiosque Soure Doce Telf.: 239 507 620 Café Pizicato Telf.: 239 509 468 Vila Nova de Anços Café O Cágado Telf.: 918 502 264 Café Silva Telf.: 239 646 206 Zona Industrial de Soure

Café Ponto de Encontro

Telf.: 239 501 625

Tapeus Cavaleiros Sobral

Café O Lagar O Falcão 2 Café Aqueduto

Telf.: 236 912 146 Telf.: 239 509 113 Telf.: 239 502 216

Cupão de Assinatura Anual

Ficha Técnica PROPRIEDADE Rádio Popular do Concelho de Soure, CRL DIRECTOR Ilídio Seco

Continente e Ilhas: 20€ Estrangeiro: 30€

Brites e Nuno Martins IMPRESSÃO FIG - Indústrias Gráficas, SA Registo de Publicação ICS nº 121450

REDACÇÃO Fernando Dias PUBLICIDADE Américo Nogueira, Carlos Freitas, Mário Pereira, Henrique Neves PAGINAÇÃO Orlando Cardoso COLABORADORES Jorge Carvalho, Leonel Quaresma, Rui Pinto, Henrique Neves, Mário João Gomes, Nádia

Propriedade de Publicação nº 212449 Dep. Legal nº 122026/98 2000 exemplares CONTACTOS Largo do Conde Ferreira - Apartado 10 3130-909 Soure Telef. 239 506 420 - 239 507 051 Fax 239 506 429 E-mail: populardesoure@sapo.pt www.radiosoure.com.pt

Nome: Morada: Nº ou Lote:

Andar:

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Localidade: Telefone:

Telemóvel:

E-Mail: Assinatura: Nova

Renovação Assinatura:

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9 MARÇO 2012 | sexta-feira

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Jornal O Popular de Soure - Edicao n 377 de 9 de Marco de 2012

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