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ObservatóriO dO turismO da cidade de maPutO http://observatoriomaputo.blogspot.com/

observatório realiza primeiro estudo de Satisfação No âmbito de um projecto de parceria encetado entre o Observatório de Turismo da Cidade de Maputo (OTCM) e a empresa de estudos de mercado Intercampus (do Grupo GfK), realizou-se o primeiro Estudo de Satisfação do Turista da Cidade de Maputo. O objectivo do Estudo consiste em providenciar informações acerca das atitudes e dos comportamentos dos visitantes da cidade, a fim de que as acções a desenvolver pelo Observatório sejam consistentes e adequadas às realidades do mercado, e permitam aos seus responsáveis decidir e planificar estratégias bem como introduzir as correcções necessárias. O primeiro estudo processou-se, ao longo duma semana em Agosto, com a finalidade de distribuir as entrevistas diariamente, e teve lugar no Aeroporto de Maputo. Para tal, foi implementado um questionário no Aeroporto Internacional de Maputo com uma amostragem de 400 questionários, correspondendo a um erro máximo de +/-5% e um grau de confiança de 95%. A implementação do questionário foi realizado durante o processo de check-in dos passageiros com a seguinte distribuição: 200 questionários no embarque de voos domésticos e  200 questionários no embarque de voos internacionais. Os turistas entrevistados foram seleccionados aleatoriamente na fila do check-in, respeitando-se entre eles um intervalo de cinco pessoas, que cumprissem com os seguintes critérios: Não residir na Cidade de Maputo; ter idade igual ou superior a 18 anos de idade e ter permanecido, pelo menos, uma noite na Cidade de Maputo. O Estudo já realizado foi feito tendo como base um questionário que foi validado pe-

Bimestralmente, uma amostra de 400 questionários continuará a ser implementada como forma de criar um tracking pool da satisfação do turista los membros do Observatório no decorrer de uma reunião e da participação alargada de todos num fórum digital. Desejamos, nesse sentido, congratular o excelente trabalho realizado por toda a equipa bem como agradecer o empenho de todos os membros do Observatório do Turismo da Cidade de Maputo que participaram da discussão sobre as questões a serem integradas no questionário, nomeadamente os senhores Drs. João Munguambe, Quessanias Matsombe, Vasco Manhiça, Lorraine Johnson, Lourenço Sambo, Lizy Matos, Kátia Momade, Luciana Teixeira, Pacheco Faria, Luis Sarmento, Iván Vasquez, Evaristo Madime, João Neves, Alfredo Mazive, Helga Nunes e Federico Vignati. Foi de facto salutar a forma como todos participaram activamente na discussão do questionário, dando contribuições de grande qualidade e ficando desse modo provado o interesse existente neste nosso projecto (Observatório do Turismo). Bimestralmente, uma amostra de 400 questionários continuará a ser implementada como forma de criar um tracking pool da satisfação do turista da Cidade de Maputo. Esperamos que as informações coligidas contribuam para lhe dar as informações de inteligência de mercado que precisa para gerir melhor o seu negócio ou planificar melhor as suas políticas e estratégias, no âmbito do sector do Turismo.

N.º2 NoVEMbRo.2011 Maputo África do Sul garante a maior fatia de turistas estrangeiros vêm a Maputo mais a negócios 78% dos turistas fica mais de quatro dias na cidade de Maputo

MoçaMbiquE Moçambique eleito para o conselho executivo da oMT ‘Triland’ nasce para promover o turismo regional estrangeiros usam mais os transportes aéreos

MuNDo alemães viajam mais para África Subsaariana novos destinos turísticos Turismo internacional regista um crescimento saudável


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Observatório do turismo da cidade MAPUTO

Novembro.2011

Maputo Indicadores Turísticos da Demanda - Destino Maputo

2008 2009 2010 2011*

Número de Turistas Nacionais Estrangeiros

294.698 333.000 357.310 382.320 40% 44% 44% 47% 60% 56% 56% 53%

Permanência Média

3

3

4

7

95

95

106

123**

Taxa de Ocupação Hoteleira 39.5% Contribuição ao PIB de Maputo (USD) Geração de Emprego Directo 3.880

44.3% $ 95 M 4.000

53,8% $ 151 M 4.116

$ 187 M 4.239

Gasto Médio por dia (USD)

* Projecção Observatório ** Estimativa Intercampus

África do Sul garante a maior fatia de turistas Actualmente, a maior fatia de turistas que Moçambique recebe (33%) provém da África do Sul e de Outros Países Africanos (14%). A constação decorre do Estudo de Satisfação do Turista na Cidade de Maputo, encetado pelo Observatório do Turismo da Cidade de Maputo (OTCM) e realizado, ao longo do mês de Agosto, pela Intercampus (do grupo Gfk), uma empresa de estudos de mercado que é igualmente membro do Observatório. Ao mesmo tempo, 9% dos turistas é representado pelo mercado português, um emissor que, pela inequívoca proximidade cultural, surge na terceira posição da lista a seguir à África do Sul e aos Outros Países Africanos. A título de curiosidade, Angola (5%), Nigéria (3%), Zimbabwe (3%), Quénia e Tanzania (ambos com 2%) totalizam ao todo uma fatia de 15% dos turistas que visitam o país. Um dado bastante interessante, tendo em conta que a promoção e captação do turismo - se forem bem orientadas no sentido dos estados africanos - poderão ajudar em muito ao crescimento do sector. A quarta posição da lista é assumida pelos turistas domésticos (8%). A maior parte dos entrevistados apontam como

Local de residência habitual do Turista da Cidade de MAputo Estrangeiros África do Sul Portugal Moçambique Angola Brazil Inglaterra Nigéria Zimbabwe Paquistão Alemanha Espanha Quénia Tanzania China Argélia Outro Países Africanos Outro Países Europeus Países Asiáticos Outros Países do Mundo

Nacionais Manica (Chimoio)

19% 9% 8% 5% 4% 4% 3% 3% 3% 3% 2% 2% 2% 2% 2%

14% 7% 4% 3%

19%

17%

Tete Sofala (Beira) Zambézia (Quelimane)

14%

Nampula

10%

Cabo Delgado (Pemba)

7% 7% 6%

Niassa (Lichinga) Inhambane

5%

Gaza(Xai-Xai) 13%

Estrangeiro

Fonte: Observatório do Turismo da Cidade de Maputo (Agosto 2011)

spots de residência Manica (19%), Tete (17/%), Sofala (14%) e mesmo o Estrangeiro (13%), locais algo distantes em relação à cidade de Maputo. Os locais mais próximos, provenientes de Gaza (Xai-Xai) e Inhambane, assumem apenas 5% e 2% do conjunto de turistas nacionais, respectivamente. No que diz respeito ao mercado europeu, a Inglaterra assume 4% dos entre-

vistasdos e a Alemanha, embora manifeste uma maior aptidão pelo turismo na África Subsaariana (com um crescimento de 72% para este destino), mantém uma percentagem de turistas em Maputo ainda algo inexpressiva (3%) – um dado que deve merecer a atenção das agências de viagens e dos operadores turísticos, bem como do próprio Ministério do Turismo.


Observatório do turismo da cidade MAPUTO

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Maputo

Estrangeiros vêm a Maputo mais a Negócios A caracterização dos turistas, entrevisNacionais Estrangeiros Principal motivo tados no âmbito do Estudo de Satisfa6% de visita a Maputo ção ao Turista na Cidade de Maputo do 18% Observatório, revela que são os negócios que trazem mais estrangeiros à cidade 33% 15% Passeio/Turismo Maputo (36% face a 17% dos nacionais), Férias ao passo que os moçambicanos visitam mais a capital motivados pelas visitas a Negócios 17% amigos e familiares (34% contra 17% dos 36% Visitas a amigos e familiares estrangeiros). Estudos Outro aspecto a salientar é que 10% dos estrangeiros apontam a sua vinda em Missão de serviço 34% missão de serviço, ao passo que os naoutros 17% cionais também acorrem à capital pela mesma razão embora em menor percen- 2% 10% tagem (7%). 7% 4% 4% Tal informação evidencia que a cidade de Maputo possui as características ideais para Fonte: Observatório do Turismo da Cidade de Maputo (Agosto 2011) o incremento da realização de eventos empresariais e institucionais ao longo do ano. O segmento do Passeio e Turismo absorve Nesse contexto, o casamento entre busiAliás, a organização dos eventos poderá ser 18% dos turistas estrangeiros (assumindo- ness & pleasure poderá vir a ser bem suencarada como um trampolim para o de- -se como o segundo mais importante em cedido, caso os actores turísticos juntem senvolvimento de um turismo de negócios, termos de propósitos da visita), ao passo sinergias no sentido de apresentarem proque, consequentemente, pode catalizar a que a percentagem de nacionais a esse ní- postas à altura das exigências dos turistas, tanto nacionais como estrangeiros. vertente do passeio e do turismo. vel é menos expressiva (6%).

78% dos turistas fica mais de quatro dias na Cidade de Maputo Os turistas ficam 7 dias em média na cidade de Maputo, de acordo com o Estudo de Satisfação ao Turista na Cidade de Maputo. Em detalhe, os nacionais ficam 7 dias, ao passo que os estrangeiros gastam 6 dias em média para visitar a capital. Constata-se, assim, que o tempo de permanência, entre 2010 e 2011, assume a tendência de aumentar mais de 50%, o que é um indicador francamente positivo. Outro dado importante que sobressai da pesquisa, levada a cabo pelo Observatório do Turismo, é que 78% dos turistas nacionais e estrangeiros afirma que quando visita Maputo permanece mais de 4 dias na cidade (ou de 4 a 10 ou mais dias). Uma percentagem extremamente significativa. Seria importante que a Cidade intensificasse a sua capacidade de reter os turistas estrangeiros durante um período mais alargado. Os mesmos optam em menor percentagem por ficar entre 10 ou mais dias em Maputo (13% face a 22% dos nacionais). Uma tendência que poderia ser contrariada se o sector oferecesse iniciativas culturais mais atractivas; melhores condições de hospedagem, restauração e transporte; e uma diversidade de pacotes turísticos que pudessem ser promovidos não só na África Subsaariana, pela sua inequívoca proximidade, como no resto dos países que manifestam uma natural aptência por visitar Maputo (Portugal, Brasil, Inglaterra, outros países europeus e asiáticos).

Estrangeiros programam mais as viagens on-line A maior parte dos visitantes da cidade programam as suas viagens através de uma agência de viagens (44% dos estrangeiros e 39% dos nacionais), de acordo com o Estudo de Satisfação ao Turista na Cidade de Maputo do Observatório do Turismo da Cidade de Maputo. Contudo, enquanto os estrangeiros parecem preferir as plataformas digitais disponíveis on-line para realizar pessoalmente a programação da viagem (19% contra 6% dos nacionais), os nacionais mantêm a preferência pelo contacto telefónico (35% face aos 14% de estrangeiros). O acesso à Internet e aos websites das companhias aéreas, hotéis, transportadores e agências de viagem revela-se, assim, um recurso ainda algo inexpressivo para o universo dos turistas moçambicanos.

3%


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Observatório do turismo da cidade MAPUTO

Novembro.2011

Maputo UNESCO

Levantamento socio-económico dos segmentos da Música e Artesanato na cidade de Maputo compra artesanato, gastando uma média de 2.800 meticais • O sector contribui com pelo menos 149 milhões de meticais (4,2 milhões de USD) para a exportação • Para 70% dos músicos e 46% dos artesãos, o rendimento da música e arte é superior a 3.500 meticais (mensais) comparado com a média de despesas individual em Maputo (1.391 meticais) Este Estudo conclui que os segmentos da música e do artesanato apresentam uma importante capacidade de se transformarem em produtos-chave para a exportação e para o comércio no mercado turístico, dada a melhoria das condições de exportação do artesanato e do crescimento significativo da demanda turística em Moçambique (que cresce a uma média de 6% ao ano). Nesse âmbito, é necessário reenquadrar e desenvolver as actividades criativas praticadas pelos fazedores de cultura, de forma a contribuírem determinantemente para a geração de rendimento, para a inclusão socio-económica das populações e para a imagem do País.

No âmbito do Programa Conjunto para o Fortalecimento das Indústrias Criativas – que surge de uma colaboração entre o Governo de Moçambique e as Nações Unidas, a UNESCO realizou um Estudo do Impacto da Música e do Artesanato na cidade de Maputo, em parceria com a SNV. O seu objectivo era analisar como as indústrias do artesanato e da música contribuem para o potencial económico e social da capital de Moçambique. O Estudo tem tanto mais sentido quando se sabe que o impacto proveniente do investimento neste sector não tem apenas a capacidade produzir retorno económico, mas igualmente um retorno social, cultural e ambiental, contribuindo assim para a projecção de uma imagem positiva e vibrante de um país. Eis alguns dados levantados pelo Estudo do Impacto da Música e do Artesanato: • A nível de renda, o segmento de artesanato mobiliza em termos de volume de vendas cerca de 1.5 milhões de USD por ano na Cidade de Maputo, e o segmento dos músicos mobiliza cerca de 1.645 milhões de USD, anualmente • Maputo recebe 133.000 turistas por ano e cerca de 80%

Para mais informações ou para ver o estudo completo, entre em contacto com Moira Welch: m.welch @unesco.org

E as províncias mais visitadas a seguir a Maputo são… Os estrangeiros que visitam Maputo preferem Sofala e Bilene (25% das preferências cada), quando pretendem conhecer outros locais turísticos além de Maputo, e a Praia do Tofo surge a seguir com 20% das preferências e Manica com 19%. Os nacionais também viajam para Sofala com maior incidência (29%) e a seguir para Pemba (26%). Os nacionais, nos índices de visita a outros locais do Estudo de Satisfação, indicam Tete, Manica, Zambézia e Bilene, com uma percentagem de preferência na ordem dos 21% cada. Sofala é a província mais procurada pelos turistas. Esta tendência poderá vir a ditar em breve um maior nível de investimento em infraestruturas de hospedagem e restauração naquela província, cujo desenvolvimento económico está intimamente ligado ao sector dos minérios.

Outros locais de Moçambique que visitou Estrangeiros 7%

18%

Niassa

16%

Tete

21%

Manica

21%

4%

Zambezia

21%

4%

Vilanculos

4% 19% 25%

Nacionais Nampula

11%

Sofala 7%

Gorongosa

29% 10% 5%

Pemba

13%

Praia do Tofo

20%

Bazaruto

13% 6% 13% 25% Fonte: OTCM (Agosto de 2011)

Ponta de Ouro Praia de Xai-Xai Bilene

26% 13% 10% 11% 16% 21%


Observatório do turismo da cidade MAPUTO

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Moçambique 74% dos estrangeiros sabe que pode levar até 20 kg de artesanato A CEDARTE lançou a campanha da livre circulação de artesanato, interpretada pelos artesãos como a «libertação do sector». A Campanha visa promover a Lei 10/81 que, por sua vez, defende a livre circulação das obras de Artesanato desde que as mesmas se apresentem em quantidades não comercializáveis, ou seja, desde que as obras não excedam os 20 quilos de peso cada, e conta com a parceria da Polícia de Moçambique, das Alfândegas e da Autoridade Tributária além do próprio Ministério da Cultura, de acordo com Evaristo Madime, director da CEDARTE. Uma nota que deriva do Estudo de Satisfação ao Turista na Cidade de Maputo do OTCM informa que 74% dos turistas estrangeiros entrevistados sabe que pode levar até 20 kg de artesanato sem qualquer formalidade aduaneira. Um aspecto francamente positivo, tendo em conta que a campanha da livre circulação de artesanato começou apenas em Julho.

Moçambique eleito para o Conselho Executivo da OMT Mocambique foi eleito para o Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT). O anúncio oficial foi feito na Coreia do Sul, no decurso da XIX Assembleia Geral da Organização Mundial do Turismo, organismo do sistema das Nações Unidas. O nosso País foi eleito para o mandato de 2011 a 2015 e a conquista resulta de um intenso trabalho realizado pelo Ministério do Turismo, revelado pelos resultados positivos do sector e pelo engajamento

do Governo em políticas de abertura à Indústria Turística, através da Lei do Turismo, do Código de Benefícios Fiscais, da Estratégia para o Desenvolvimento do Turismo e da criação das Zonas de Interesse Turístico pelo Conselho de Ministros. A proposta da candidatura de Moçambique para um dos assentos deste órgão foi apresentada, este ano, ao Secretário Geral da OMT quando se encontrava de visita oficial ao nosso País.

‘Triland’ nasce para promover o turismo regional Moçambique, Suazilândia e a província sul-africana de Mpumalanga lançaram uma marca de turismo regional. A marca, denominada triland, visa a promoção dos três países como um destino turístico único para os potenciais visitantes da Europa, Ásia e do continente americano. A ‘triland’ foi lançada pelos ministros de turismo dos três países envolvidos no projecto, nomeadamente os ministros de Turismo de Moçambique, da província de Mpumalanga, e da Suazilândia. A marca será promovida no mundo

como um produto turístico único, com o objectivo de atrair o maior número de visitantes possíveis para esta zona Austral de África. Na base desse protocolo pretende-se estabelecer uma cooperação regional e apoio mútuo para o desenvolvimento do turismo, com a intenção de promover e assegurar informação e oportunidades de negócios eficientes no sector, a fim de melhorar a qualidade do serviço de marketing turístico no seio da região Austral de África.

CTA

Presidentes e vice-presidentes dos pelouros tomaram posse Foram empossados, a 14 de Outubro, em Maputo, os 10 presidentes e os respectivos vice-presidentes dos pelouros da CTA - Confederação das Associações Económicas de Moçambique (membro do Observatório do Turismo da Cidade de Maputo), que irão garantir o pleno funcionamento da organização, durante os próximos três anos, na sequência das eleições de novos órgãos sociais realizadas em Junho último. Nesse sentido, a presidência e vice-presidência do Pelouro de Turismo e Hotelaria serão assumidos por Rui Monteiro e Noor Momade, respectivamente. De salientar que ambos, assim como os restantes membros, foram indicados pela FEMOTUR, organismo que dirige o Pelouro do Turismo e

Hotelaria da CTA. Intervindo na ocasião, Rogério Manuel, presidente da CTA, referiu que “os pelouros constituem uma plataforma de trabalho de extrema importância para a associação e constituem órgãos de base dos mecanismos consultivos, cuja finalidade é alcançar uma visão partilhada entre o Governo e o sector privado sobre o desenvolvimento económico e social do País”. Além do ministro das Finanças, Manuel Chang, a cerimónia de empossamento contou ainda com a presença do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, vários empresários e membros da CTA, entre outros convidados.

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Moçambique

Estrangeiros usam mais os transportes aéreos Meio de transporte em outros lugares Visitados em Moçambique 1%

Estrangeiros

43%

4%

36%

12%

3%

2%

Nacionais

61% Automóvel

Barco

Avião

2%

16% Chapa/Machibombo/Autocarro

16% Comboio

3%

Outros

Fonte: OTCM (Agosto de 2011)

Dados apurados pelo Estudo de Satisfação do Observatório do Turismo indicam que os turistas nacionais fazem-se deslocar mais de automóvel do que os estrangeiros (61 para 43%) no âmbito das

suas actividades de turismo. Contudo, e no que diz respeito ao nível de utilização, chegou-se à constatação de que os turistas estrangeiros recorreram mais ao aluguer de carros no sentido de efectuar

as suas deslocações ao longo de Moçambique (10 para 4%), uma tendência natural tendo em conta que não dispõem de transporte próprio e um bom indicador para as empresas de rent-a-car. No que diz respeito ao acesso e uso dos serviços das companhias aéreas, o avião foi mais usado pelos estrangeiros (36 para 16% dos nacionais), sendo que os turistas locais recorrem mais aos serviços prestados pelos vulgos ‘chapas’, ‘machibombos’ ou autocarros do que os turistas estrangeiros. A esse propósito, 60% dos turistas estrangeiros diz ter utilizado algum tipo de transporte público ao passo que a percentagem é ligeiramente maior no segmento dos nacionais (83%). Por outro lado, os estrangeiros recorrem mais ao transporte proporcionado pelos barcos e os nacionais viajam mais em comboios.

SNV

Programa de Formação para o Sector Informal: «Maputo Hospitaleiro» O Projecto Maputo Hospitaleiro é uma iniciativa piloto que resulta de uma aliança estratégica entre o INEFP ( Maputo), Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Ministério do Turismo e a SNV. Maputo Hospitaleiro tem como objetivo colaborar com a estruturação dos micro-polos turísticos da cidade, a partir da formação de 400 trabalhadores informais que operam em diversas actividades associadas ao turismo. Atendendo à Etapa 1 do Projeto, a TUR-CONSULT tem elaborado um estudo bastante completo onde apresenta valiosas informações sobre o perfil dos trabalhadores informais na cidade, assim como as suas necessidades de formação. Aqui vale a pena ressaltar que os trabalhadores informais respondem pela movimentação de mais de 2,8 milhões de dólares na Cidade, mobilizando 1.500 trabalhadores. Por esta e outras razões, os trabalhadores informais constituem um importante elemento da cadeia de valor do turismo de Maputo, assim como um factor relevante na satisfação do turista que visita a nossa cidade. É fundamental que seja percebido que quando melhores condições de trabalho são estabelecidas, os trabalhadores informais conseguem adaptar-se, organizar-se e atender a padrões mínimos de qualidade. É importante sublinhar que o projeto Maputo Hospitaleiro está intimamente integrado na agenda de desenvolvimento

do turismo do Govermo Municipal da Cidade, principalmente pelo seu compromisso em colaborar com a estruturação dos micro-polos turísticos, trabalho este que graças ao apoio do vereador de Actividades Económicas, João Munguambe tem engrenado. A expectativa que se tem é que este projecto venha a beneficiar pessoas na zonas da Marginal, Baixa e Mafalala, mas esta decisão irá depender do decorrer do trabalho e das decisões do Grupo de Coordenação. Este projecto vem sendo implementado em 7 países graças ao financiamento da Comissão Europeia. Em nosso país, o projecto foi baptizado com o nome de «Moçambique Hospitaleiro», sendo que cada um dos destinos que está-se a beneficiar. Neste caso em particular, Maputo e Inhambane estão a adoptar as suas próprias marcas e o seu próprio Grupo de Coordenação. Que viva Moçambique Hospitaleiro e seus dois filhos, Maputo e Inhambane Hospitaleiro, e que os trabalhadores informais se tornem parte do futuro de uma indústria cada vez mais competitiva e sustentável em Moçambique.

Federico Vignati Assessor Sénior de Desenvolvimento Económico da SNV Coordenador do Programa Moçambique Hospitaleiro


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Novembro.2011

MuNDo

alemães viajam mais para África Subsaariana O campeão de aumentos de vendas de viagens para o período do Verão na Europa é a Alemanha e verificamos que o destino que maior crescimento obteve em comparação com o Verão de 2010 é o da África Subsaariana (dados até 11 de Março de 2011) com um crescimento para este destino de 72% para 2011. No

entanto, o peso das reservas para este destino é ainda bastante pequeno, representando apenas 3% do total de volume de negócios das agências de turismo na Alemanha. Verifica-se que quando observamos o período de Inverno, o peso deste destino no Inverno de 2010/2011 é de 6,6% do total. peso de Destino

50.2%

Verão 10

Verão 11

7.6%

66.6%

64.4%

13.3% 7.5%

3.4%

13.4%

13.6%

13.6%

8.4%

10.2%

8.8%

8.7%

10.6%

8.2%

3.7%

Inverno 10/11

8.5%

3.6%

52%

10.6% 8.0% 9.4%

2.0%

Inverno 09/10

9.3%

4.6%

58.1%

10.9% 8.0% 8.2%

3.0%

TY 10/11

9.4%

5.3%

60.1%

6.6%

TY 09/10

10.2%

em termos de volume de vendas na alemanha por épocas até Março 2011

Mediterrâneo Viagens Terrestres Longo Curso África Longo Curso América Longo Curso Ásia/Austrália Outros (Cruseiros, Etc.)

Fonte: OTCM (Agosto de 2011)

novos destinos turísticos Nos últimos anos, o surgimento de novos destinos turísticos, que concorrem directamente com os destinos turísticos tradicionais já consolidados, tem-se vindo a afirmar. Alguns dos destinos emergentes destacam-se pela diferença de preços relativamente aos destinos consolidados, apresentando-se como alternativas mais competitivas em termos de custos, como é o caso da Croácia, Tunísia e Turquia, que concorrem directamente com os destinos consolidados do Sul da Europa. Por outro lado, os mercados emergentes, nomeadamente a Índia, a China e o Médio Oriente, também se destacam como novos destinos turísticos. Os Jogos Olímpicos de 2008, a Expo 2010, bem como a abertura da DisneylandShangai vieram reforçar a alargada e diversificada oferta turística da China, prevendo-se que, em 2020, este seja o principal destino mundial, com uma afluência de 130 milhões de turistas. No que respeita à região do Médio

Oriente, têm sido feitos elevados investimentos no sector do turismo como forma de reduzir a elevada dependência económica na indústria petrolífera. Ao mesmo tempo, destaca-se o investimento turístico realizado nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita, no Qatar e no Dubai. A Índia, por sua vez, apresenta um crescimento acentuado do Turismo de Negócios, assim como do Turismo de Lazer, tanto interno como internacional, centrado sobretudo no Turismo Religioso (Budismo), Turismo Náutico, Turismo Rural, Aventura, Turismo Espiritual e Turismo de Saúde. O seu crescimento turístico tem tido como catalisador as baixas tarifas aeroportuárias e a sua classe média emergente, mais propensa a viajar. Quem sabe Moçambique venha a ser um exemplo, no futuro, relativamente a estes mesmos catalisadores? Fonte: WTO Tourism 2020 Vision: Global Forecats; Ministry of Tourism for India; WTO Tourism 2020 Vision: Middle East; Análise: Deloitte

África factura só 5% da receita do turismo mundial O secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Taleb Rifai, revelou que África representa apenas 5% das receitas do turismo global, o que corresponde a uma cifra irrisória dos dois biliões de dólares anuais gerados pela indústria do turismo. Um sinal claro de que África, e Moçambique em particular, estão a explorar pouco o potencial que possuem. “África até hoje representa apenas 5% do turismo mundial em termos de receitas. Somente entre 49 milhões e 50 milhões de turistas visitam África por ano, o que representa uma grande mudança em relação há 10 anos, mas representa pouco no potencial turístico do continente”, revelou o secretário-geral da OMT, numa palestra, em Maputo, subordinada ao tema “Turismo como Motor de Crescimento e Desenvolvimento Económico”.

visto único entre Moçambique e África do Sul Moçambique e África do Sul vão passar a emitir um visto único, segundo o ministro do Turismo de Moçambique, Fernando Sumbana. Sumbana acrescentou que a medida se destina a facilitar a vida de quem pretenda visitar ambos os países. O ministro sul-africano do Turismo, Marthinus Schalkwyk, referiu que a discussão em torno do visto único tem vindo a ser efectuada faz algum tempo e acrescentou que se pretende concluir a iniciativa em breve.

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ObservatóriO dO turismO da cidade maPutO

MuNDo

Turismo internacional regista um crescimento saudável O Turismo Internacional cresceu quase 5% no primeiro semestre de 2011, totalizando um novo recorde de 440 milhões de chegadas. Resultados confirmam que, apesar de múltiplos desafios, o turismo internacional continua a consolidar o crescimento iniciado em 2010. Entre Janeiro e Junho deste ano, o número total de chegadas registou 19 milhões a mais do que no mesmo período de 2010, de acordo com dados da OMT. O crescimento nas economias avançadas (4,3%) manteve a força e está a fechar a lacuna com as economias emergentes (4,8%), que têm vindo a impulsionar o crescimento do turismo internacional nos últimos anos. Esta tendência reflecte a diminuição registada no Médio Oriente e no Norte de África, bem como um ligeiro abrandamento do crescimento de alguns destinos asiáticos, na sequência de um 2010 muito forte. Todas as sub-regiões do mundo mostraram tendências positivas, com excepção

FICHA TéCNICA

O Observatório do Turismo da Cidade de Maputo (OTCM) é resultado de uma parceria entre as 16 organizações que o integram. Trata-se de um organismo especializado em monitorar e analisar as informações de inteligência de mercado. O Boletim do OTCM é distribuído em Moçambique e em todas as embaixadas do País no exterior.

os resultados foram melhores do que o esperado na europa (+6%), impulsionados pela recuperação da europa do norte (+7%) e europa central e oriental (+9%), e a redistribuição temporária de viagens para destinos no Sul e europa Mediterrânea (+7%), devido à evolução na África do norte (-13%) e Médio oriente (-11%). África sub-saariana (+9%) continua a crescer profundamente. para o Médio Oriente e Norte de África. Os resultados foram melhores do que o esperado na Europa (+6%), impulsionados pela recuperação da Europa do Norte (+7%) e Europa Central e Oriental (+9%), e a redistribuição temporária de viagens

para destinos no Sul e Europa Mediterrânea (+7%), devido à evolução na África do Norte (-13%) e Médio Oriente (-11%). África sub-saariana (+9%) continua a crescer profundamente. As Américas (+6%) ficaram ligeiramente acima da média mundial, com resultados extremamente fortes para a América do Sul (15%). Ásia e Pacífico cresceram a um ritmo mais lento de 5%, (mas este mais do que consolida seu crescimento pára-choques de 13% de 2010). Até agora, o crescimento das chegadas internacionais de turismo segue a linha da previsão inicial emitida pela OMT no início de 2011, 4% a 5%, para o ano de 2011. Com um primeiro semestre de 2011 muito encorajador, espera-se que o crescimento ao longo do resto do ano venha a suavizar um pouco, uma vez que os últimos meses trouxeram uma maior incerteza, dificultando os negócios e a confiança dos consumidores.

MEMBrOS DO OTCM

eQuIpa coordenação: Helga Nunes (AHSM) assessoria: Federico Vignati (SNV) Secretariado: Tânia Barbero (AHSM)

Design e paginação: rui Batista Tradução: Muheti Mbazima Impressão: Kamatsolo, Lda. InForMaÇÕeS Associação de Hotéis do Sul de Moçambique rua da Sé, nº 114, 6º andar Porta 608 Maputo - Moçambique Tel. +258 21 31 4970 Subscrições e informações do Boletim: observatorioturmaputo@gmail.com http://observatoriomaputo.blogspot.com/

Boletim OTCM n.º 2 - 2011, Novembro  

Boletim do Observatório de Turismo da Cidade de Maputo

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