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TRAJETÓRIAS PARA O FUTURO

SETORES PORTADORES DE FUTURO PARA O ESTADO DO PARANÁ

ROTAS ESTRATÉGICAS

INDÚSTRIA AGRÍCOLA E FLORESTAL

PARA O FUTURO DA

O projeto ROTAS ESTRATÉGICAS dá continuidade ao processo de reflexão prospectiva deflagrado pelo Sistema FIEP em 2005 centrado na questão fundamental “Que futuro vamos construir?” Esta pergunta orientou a identificação dos Setores Portadores de Futuro para o Estado do Paraná em um horizonte de 10 anos e ajudou a vislumbrar pistas de prosperidade para a indústria paranaense.

2015

Com perspectivas de futuro delineadas, um novo questionamento emergiu: “Como poderemos chegar lá”? Para responder a esta pergunta foi idealizado o projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense, que tem por objetivo apontar caminhos de construção do futuro para cada um dos setores e áreas mais promissores para a indústria do Paraná no horizonte de 2015. O método de trabalho adotado é o Roadmapping que, com sua abordagem estruturada, faz interagir grupos de especialistas e induz, de forma compartilhada, a criação de visões prospectivas e a elaboração de conjuntos de ações encadeadas em um horizonte temporal de curto, médio e longo prazo. Os resultados desse trabalho são consolidados em Roadmaps, mapas sintéticos das trajetórias a serem trilhados até 2015. Os Roadmappings do projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense foram concebidos para apoiar a formulação e a implementação de estratégias. Eles trazem também informações sobre tecnologias necessárias para permitir à indústria avançar em direção ao futuro desejado. Realização

Cooperação Técnica

Apoio

O processo de identificação de setores de futuro é dinâmico e os exercícios prospectivos precisam ser refeitos periodicamente para divisar novas possibilidades.

Turismo Microtecnologias

Produtos de Consumo Saúde Papel Metal-mecânico e Plásticos

Turismo

Onde estamos? De acordo com os especialistas, no Paraná, a área de Biotecnologia aplicada às Indústrias Agrícola e Florestal possui uma alta capacidade de P&D, suportada por uma base acadêmica de porte. A base tecnológica dessa área ainda é deficiente. Nas empresas não existe capacitação contínua dos recursos humanos, e a interação entre empresas e universidades, que poderia ajudar a romper essa barreira, ainda é pouco significativa. As atividades de P&D ainda estão alocadas principalmente nas universidades, mas as empresas da área possuem grande capacidade de absorção tecnológica. A cultura de proteção da propriedade industrial ainda é incipiente.

As Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense são verdadeiros mapas do caminho. Sinalizam tendências internacionais. Sinalizam futuros sustentáveis. Sinalizam mudanças e, conseqüentemente, novas necessidades e oportunidades do setor industrial.

Realização As Rotas Estratégicas estão sendo realizadas pelo Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do Senai/PR graças a uma parceria entre SESI e SENAI do Paraná. O projeto conta com o apoio do SENAI Departamento Nacional.

Cooperação técnica Internacional O projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense conta com a colaboração técnica da Fundação OPTI, da Espanha, que é referência em prospectiva tecnológica industrial na Europa. Com sede em Madrid, a Fundação OPTI é uma entidade sem fins lucrativos que está sob tutela do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, tendo realizado mais de 45 estudos prospectivos setoriais para Europa e América Latina. A qualidade dos trabalhos e seu foco no setor industrial fazem da Fundação OPTI uma parceira estratégica para o Sistema FIEP.

A metodologia de elaboração das Rotas Estratégicas foi estruturada a partir do método Roadmapping e desenhada em parceria com a Fundação OPTI da Espanha. A primeira etapa de trabalho foi dedicada à realização de estudos preparatórios. No Paraná, foram realizadas análises econômicas e levantamento de indicadores científicos e tecnológicos para cada um dos setores a serem mapeados. Na Espanha, a Fundação OPTI, amparada pela sua larga experiência internacional e pelos panoramas setoriais enviados pelo Observatório SENAI/PR, fez um inventário das tendências tecnológicas de impacto nos setores selecionados para os primeiros Roadmappings da indústria paranaense. As reuniões participativas foram organizadas no formato de “painel de especialistas”. Ao todo foram realizadas 10 jornadas de reflexão-ação e mobilizados aproximadamente 120 especialistas das áreas trabalhadas. Os especialistas foram selecionados por sua experiência prática industrial, seu conhecimento técnico, relevância de sua pesquisa científica, ação empreendedora ou capacidade de pensar o futuro do setor estudado. Os estudos preparatórios foram enviados aos participantes como subsídio de informações para os painéis. A dinâmica de trabalho foi desenvolvida em dois encontros para cada setor. O primeiro painel tinha foco no exame da situação atual, no estabelecimento de objetivos para 2015, e em função destes, na identificação de desafios. O segundo painel se concentrou na priorização de fatores críticos de sucesso e proposição de ações a serem desenvolvidas até 2015 para alcançar as visões de futuro definidas pelos grupos. A sistematização final de todos os materiais gerados durante o processo de Roadmapping foi feita pela equipe do Observatório SENAI. As informações consolidadas foram enviadas aos participantes dos pinéis para validação e sugestões e deram origem a relatórios técnicos. Cada Roadmapping, processo coletivo de construção de visões e proposição de ações, gerou um Roadmap, mapa do caminho a ser seguido, e um relatório técnico.

Todos os produtos do Observatório de Prospecção e Difusão de tecnologia do SENAI Paraná podem ser consultados no site www.fiepr.org.br/observatorios ou solicitados por meio do endereço observatoriosenai@fiepr.org.br.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgados no Brasil pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em vinte anos, cerca de 30% do total da energia consumida pela humanidade será através da matriz bioenergética. Os especialistas da área de biotecnologia acreditam que a indústria Agrícola e Florestal do Paraná tem um papel importante a desempenhar neste cenário de recomposição das matrizes energéticas mundiais. A área de bioenergia tende a crescer em grandes proporções nos próximos anos. Grandes oportunidades estão surgindo e a indústria paranaense tem condições de posicionar-se na liderança de inovações nesta área.

Para onde queremos ir? O painel de especialistas elaborou e validou um conjunto de quatro visões complementares que compõem um cenário desejado de uma indústria agrícola e florestal empreendedora em Biotecnologia e referência em pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e inovação na área.

Uma visão de futuro para a indústria agrícola e florestal paranaense é ser um provedor de soluções em Bioenergia por meio do uso intensivo de biotecnologia em processos e produtos mais efetivos.

O que impede este futuro? Os participantes construíram um entendimento compartilhado sobre o que pode impedir o desenvolvimento desejado. Nesta etapa foram identificados os fatores que são críticos para o sucesso na concretização dessas visões.

BIOTECNOLOGIA ENERGIA

Visão 1 P&D, Tecnologia e Inovação Políticas Públicas Articulação entre Atores Recursos Humanos Microtecnologias Saúde

Produtos de Consumo Microtecnologias

ROADMAPPING O termo Roadmapping designa um método de construção de perspectivas de futuro que permite elaborar Roadmaps, ou seja, mapas com trajetórias e encaminhamentos coordenados e encadeados no tempo e no espaço. Os Roadmaps fornecem um quadro para pensar o futuro. São representações gráficas simplificadas que permitem comunicar e compartilhar de forma eficaz uma intenção estratégica com vistas a mobilizar, alinhar e coordenar esforços das partes envolvidas para atender a um ou a vários objetivos. Eles estruturam a planificação estratégica e o desenvolvimento, a exploração de caminhos de crescimento e o acompanhamento das ações que permitem chegar aos objetivos. Criado pela indústria automotiva americana e difundido nos anos 70 e 80, o método era inicialmente utilizado apenas por empresas e tinha um enfoque tecnológico. Com o passar do tempo, o Roadmapping começou a ser utilizado por um número crescente de organizações industriais, científicas ou governamentais, pois pode ser adaptado a contextos distintos, gerando Roadmaps setoriais, temáticos ou regionais. Atualmente, além dos tecnológicos, encontramos referências de Roadmaps para produtos, políticas, cadeia de fornecedores, inovação, estratégias, competências, entre outros.

Visão 2 P&D, Tecnologia e Inovação Recursos Humanos Articulação entre Atores Cooperações Nacionais e Internacionais

Visão 3 Articulação entre Atores P&D, Tecnologia e Inovação Patentes Políticas Públicas

INDÚSTRIA AGROALIMENTAR

CONSTRUÇÃO DAS ROTAS ESTRATÉGICAS

Provedor de soluções em bioenergia A bioenergia é responsável por aproximadamente 14% do fornecimento de energia no mundo. A bioenergia é produzida hoje por meio da combustão, gaseificação, fermentação ou produção de substâncias líquidas, a partir de material vegetal, entre eles diversos tipos de árvores (lenhas e carvão vegetal) e alguns óleos vegetais (amendoim, girassol, soja e dendê). Outros substratos para produção de bioenergia são os resíduos agropecuários, agroindustriais e urbanos, incluindo ainda briquetes, lixo industrial e outras matérias-primas derivados de fontes biológicas.

Os trabalhos participativos do Roadmapping foram conduzidos no formato de painéis de especialistas. Os especialistas dos painéis foram selecionados por seu perfil profissional, prática industrial, conhecimento técnico, relevância de sua pesquisa científica, ação empreendedora, capacidade de pensar o futuro do setor estudado e disponibilidade pessoal.

Visão 1

ROTAS ESTRATÉGICAS PARA O FUTURO DA INDÚSTRIA PARANAENSE é o nome do projeto criado pelo Sistema FIEP em 2006 para traçar mapas dos caminhos a serem percorridos em direção a um futuro industrial sustentável para o Paraná.

O resultado foi a identificação dos setores e áreas considerados, neste primeiro exercício, de alto potencial para a indústria do Paraná e para cada uma das regiões trabalhadas. Os setores de energia, indústria agroalimentar e a biotecnologia aplicada às indústrias agrícola, florestal e animal foram priorizados em todas as regiões e se configuram assim em setores estratégicos comuns para todo o Paraná. As especificidades regionais apareceram de forma significativa e apontam oportunidades de desenvolvimento que precisam ser potencializadas nos setores de papel, metal-mecânico, plástico, turismo, produtos de consumo, saúde e microtecnologia.

O recorte adotado para o Roadmapping da Biotecnologia aplicada às indústrias Agrícola e Florestal do Paraná foi baseado na Classificação Nacional de Atividades Econômicas do IBGE (2006) e se concentrou na divisão 01, Agricultura e Serviços Relacionados, e na divisão 02, Silvicultura, Exploração Florestal e Serviços Relacionados.

Visão 4 Integração entre Atores Patentes P&D, Tecnologia e Inovação Políticas Públicas

A visão de futuro para a indústria agrícola e florestal paranaense como referência em genética e melhoramento vegetal tem a biotecnologia como principal vetor de desenvolvimento de novos produtos e processos. O reconhecimento como uma referência na área demanda grandes investimentos em pesquisa em biotecnologia plicada à genética e melhoramento vegetal.

O Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do SENAI/PR e a Fundação OPTI, em complemento às ações, identificaram tecnologias correlacionadas, que devem ser desenvolvidas ou incorporadas ao longo dos anos para que as Visões possam ser alcançadas com sucesso. Inovação em plantas com propriedades nutracêuticas O termo nutracêutico pode ser definido como um alimento - ou parte dele - que proporciona benefícios médicos ou de saúde, incluindo a prevenção e tratamento de doenças. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o mercado global de alimentos funcionais/nutracêuticos em 2001 era da ordem de 70 bilhões de dólares, com previsão de 500 bilhões para 2010, e, por esta razão, aumenta a preocupação com a regulamentação do setor. No Brasil, só em 2005, as vendas de produtos nutracêuticos cresceram 36%.

TECNOLOGIAS-CHAVE As tecnologias-chave para as indústrias agrícola e florestal estão relacionadas, principalmente, com a genômica, a genética e o melhoramento das produções e seleção assistida por marcadores, cultivos in vitro e micropropagação, e desenvolvimento de novas variedades.

A visão para a indústria agrícola e florestal de “inovação em plantas com propriedades nutracêuticas” tem como base uma tendência forte dos consumidores de investir de forma preventiva em sua saúde. Este novo mercado é altamente promissor e abre um largo campo de desenvolvimento em biotecnologia. Para aproveitar esta oportunidade, a indústria paranaense terá que se alinhar com a indústria mundial de biotecnologia.

!Genômica e sua aplicação na exploração da variabilidade natural: !Tecnologias de alto rendimento para o seqüenciamento de genomas vegetais e de microrganismos. !Estabelecimento de genotecas dos genomas vegetais de interesse agronômico. !Análise da expressão genética mediante microarrays de DNA. !Bioinformática. !Automatização da identificação e separação de proteínas. !Automatização da caracterização de metabólitos.

Genética e melhoramento das produções e seleção assistida por marcadores: !Mapas genéticos das principais espécies vegetais cultivadas e microrganismos de interesse. !Seleção assistida por Marcadores para o melhoramento genético de cultivos. !Análise de alta resolução da diversidade intra-específica mediante o reseqüenciamento dos genes a partir de

coleções de genótipos. !No biênio 2006-2007, primeira fase do projeto, foram realizados Roadmappings para: !Indústria Agroalimentar !Indústria de Produtos de Consumo (Couro e artefatos; Têxtil e confecção; Madeira e móveis; e Cerâmica) !Indústria de Microtecnologia !Biotecnologia aplicada à indústria Agrícola e Florestal !Biotecnologia aplicada à indústria Animal (Avicultura; Suinocultura; Bovinocultura; e Piscicultura)

Cultivos in vitro e micropropagação: !Automatização do cultivo de tecidos e micropropagação de espécies vegetais. !Automatização da produção de sementes artificiais para espécies que não se propagam por semente. Desenvolvimento de Novas Variedades: !Obtenção de linhas puras para a produção de novas variedades e híbridos. !Modelos bioinformáticos que integrem dados genéticos e de rendimento com variáveis ecofisiológicas e

ambientais para caracterizar a adaptação de novas variedades. !Métodos biotecnológicos de controle da polinização para a obtenção de híbridos. !Otimização e homologação de modelos biotecnológicos para controle e registro de novas variedades e

espécies. !No biênio 2007-2008, segunda fase do projeto, estão previstos Roadmappings para os setores de: !Papel !Metal-mecânico !Plástico !Turismo !Saúde

Referência em genética e melhoramento vegetal A genética e o melhoramento vegetal são utilizados para a obtenção de características desejáveis, a partir do conhecimento do controle genético destas características e de sua variabilidade. A atividade, já consagrada na agricultura, tem permitido a obtenção de resultados importantes em culturas anuais como o milho, a soja e a cana-de-açúcar. Entre esses resultados estão o aumento da produtividade e a resistência a doenças. Na área florestal, a genética e o melhoramento vegetal vêm sendo realizados desde o início do século XX, em diferentes países, com diferentes espécies, e os resultados já são visíveis. As pesquisas foram iniciadas no Brasil em 1903, com a introdução do gênero Eucalyptus para a produção de dormentes para estradas de ferro. Observa-se que a maioria dos trabalhos desenvolvidos visa ao aumento volumétrico das árvores e um aumento da produção de celulose, painéis de madeira e carvão.

Tecnologias-chave são aquelas que precisam ser de domínio da indústria para garantia de sua competitividade. Pode tratar-se tanto de tecnologias já existentes, bem estabelecidas e que continuam se desenvolvendo, quanto de tecnologias emergentes, com possibilidade de industrialização em um horizonte de 10 anos.

Referência em biotecnologia para fitossanitários Fitossanitários são produtos químicos ou biológicos desenvolvidos para controlar pragas, doenças ou plantas infestantes de lavouras. A visão da indústria agrícola e florestal paranaense como referência em biotecnologia para fitossanitários foi concebida com foco no controle biológico de pragas, doenças e ervas daninhas, que se caracteriza pela utilização de métodos “limpos” – que não poluem o meio ambiente, não deixam resíduos nos alimentos, nem causam problemas de saúde aos trabalhadores rurais. As tecnologias e os produtos destinados ao controle biológico despertam interesse de consumidores e produtores e têm tido um aumento crescente em sua participação no mercado. É o caso da agricultura orgânica, em que os agrotóxicos não são utilizados e os métodos naturais de controle, usando insetos benéficos ou vírus, bactérias e fungos ganham espaço e importância. A demanda dos clientes finais por critérios mais sustentáveis para a produção agrícola e florestal está gerando uma tendência de forte crescimento do controle biológico em substituição aos pesticidas nas culturas. As pesquisas em controle biológico já são desenvolvidas há algum tempo no Brasil em linhas de estudo voltadas para o controle de insetos, de fitopatógenos e ervas daninhas. A biotecnologia é uma ferramenta importante para a produção de tecnologias e produtos de controle biológico e pode ajudar a fortalecer as indústrias agrícolas e florestal paranaenses.

Visão 3

O Sistema FIEP está realizando os primeiros Roadmaps da indústria Paranaense. Mais uma iniciativa precursora na história industrial do Brasil.

Roadmapping da Biotecnologia aplicada às Indústrias Agrícola e Florestal

Este projeto foi realizado com a cooperação técnica da Fundação OPTI da Espanha. Estudos econômicos e de tendências internacionais prepararam o terreno para a mobilização de formadores de opinião originários da indústria, governo, universidades e terceiro setor para responder à pergunta: Que futuro vamos construir?

Visão 2

O maior desafio do futuro é o presente.

Visão 4

INDÚSTRIA PARANAENSE

O Sistema FIEP, em uma iniciativa sem precedentes, lançou, em 2005 o projeto Setores Portadores de Futuro para o Estado do Paraná, com o objetivo de analisar o futuro da indústria paranaense e identificar os setores de atividade e as áreas estratégicas de desenvolvimento que situem o Paraná em posição competitiva em âmbito nacional e internacional.

Roadmap Biotecnologia Agrícola e Florestal - Verso  

Estes estudos prospectivos resultam do projeto Setores Portadores de Futuro para o Estado do Paraná, que evidenciou a necessidade de concebe...

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