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SISTEMAS REGIONAIS DE INOVAÇÃO – EMPREGO E EMPRESAS TECNÓLOGICAS NA REGIÃO PINHAL LITORAL

Vítor Ferreira - 2014


Índice Índice de Figuras ................................................................................................................................. 2

Enquadramento .................................................................................................................................. 3

Sistemas Regionais de Inovação – conceito e componentes .............................................................. 3

Pinhal Litoral........................................................................................................................................ 6

Análise de dados ................................................................................................................................. 7

Conclusões ........................................................................................................................................ 11

Referências ....................................................................................................................................... 13

Índice de Figuras Figura 1- Empresas das indústrias de alta e média-alta tecnologia (CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002) por 10 mil habitantes ................................................................................. 7 Figura 2- Empresas criadas nas indústrias de alta e média-alta tecnologia (CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002) por 10 mil habitantes .............................................................. 8 Figura 3 - Pessoal ao serviço das indústrias de alta e média-alta tecnologia (Série 2007-2009, CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002); Anual - INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, por 10 mil habitantes .................................................................................................. 9 Figura 4- Investigadores equivalente a tempo integral (ETI - N.º) nas instituições e empresas com investigação e desenvolvimento por Localização geográfica (NUTS - 2002) e por mil habitantes... 10


Figura 5 - Proporção de pessoal ao serviço equivalente a tempo integral (ETI) em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) nas empresas (%) por Localização geográfica (NUTS - 2002); Anual ................................................................................................................................................. 11

Enquadramento Uma pergunta muito pertinente na literatura contemporânea sobre economia regional lida com a necessidade de alcançar um entendimento sobre o que impulsiona a dinâmica do crescimento económico e da inovação. Saber porque algumas regiões e países crescem a um ritmo mais rápido do que os outros é altamente relevante, especialmente para as entidades políticas adotarem medidas destinadas a garantir que as áreas económicas que eles "governam" possam progredir e alcançar as regiões mais ricas.

Por outro lado, também é importante não só para entender o crescimento económico de cada região, mas também para compreender a sua capacidade de inovar. É hoje comum ver a inovação como um dos principais motores do crescimento e vantagem competitiva. A Nova Teoria do Crescimento (NGT) tem partindo de uma perspetiva mais clássica, desempenhou um papel central no estudo do crescimento, identificando a importância do conhecimento I&D como fatores essenciais para a geração de riqueza. No entanto, parece claro que tal conhecimento não flui harmoniosamente na economia gerando uma abundância de crescimento.

Sistemas Regionais de Inovação – conceito e componentes Na última década e meia o conceito de Sistema Regional de Inovação (SRI) tem se tornado cada vez mais popular quer seja na área de estudos económicos, quer seja para as autoridades regionais responsáveis pela elaboração de políticas (Doloreux , 2004; . Asheim et al, 2003 ; Wolfe, 2003; Asheim e isaksen , 2002; 2001; Cooke et al , 2000;) . Esta crescente popularidade reflete a importância associada à aprendizagem e interação social no crescimento económico, uma vez que esta abordagem constrói o seu foco a partir dos processos de fluxos de conhecimento e de aprendizagem, numa escala regional, fornecendo bases para a formulação de políticas regionais.


O conceito de SRI enfatiza a proximidade entre os atores como uma das variáveis-chave para a inovação (Breschi e Lissoni, 2001), colocando menos ênfase sobre as relações entre regiões e setores (mais relevantes para a perspetiva de sistema sectorial de inovação). No entanto, a literatura sobre clusters industriais tem combinado as estas duas perspetivas, focando espaço e ligações setoriais (Rond e Hussler, 2005).

No entanto, o conceito de SRI não é consensual (Doloreux e Parto, 2005). De facto, se tomarmos o conceito como um sistema capaz de fornecer inovação então a verdade é que, como Cooke e Morgan (1998) afirmam, apenas um pequeno número de regiões representam verdadeiramente sistemas de inovação. Por outro lado, pode igualmente ser argumentado que qualquer região irá ter um sistema que permite inovar (com uma maior ou menor intensidade) (Doloreux e Parto, 2005; Wolfe, 2003; Cooke et al., 2000), e partindo deste ponto de vista a preocupação principal não é validar a existência de um SRI, mas explicar como gerar inovação em qualquer área geográfica.

A última perspetiva é mais relevante para este estudo, uma vez que vários estudos têm demonstrado a importância dos vários componentes do SRI para a produção de inovação e para a competitividade das regiões (Cooke et al, 2000; Sternberg, 2000), mesmo que alguns elementos não estejam presentes. De modo geral, podemos dizer que um SRI é visto como um conjunto de instituições públicas e privadas formais e outras organizações que interagem (por meio de relações formais e informais), cujas relações levam à produção, uso e disseminação de conhecimento (Doloreux, 2003). O principal argumento por trás deste conceito é que este conjunto de atores produz efeitos sistémicos que incentivam as empresas dentro de uma região a desenvolver formas específicas de investimento, que derivam de relações sociais, normas, valores e interação dentro das comunidades, fortalecendo a sua capacidade de inovação e a competitividade regional (Gertler, 2003).

O conceito enfatiza como a trajetória das empresas em termos de aprendizagem e inovação é resultado de interações sociais. Estas interações vão além do mercado e abrangem universidades, laboratórios de I&D, instituições de formação e transferência de tecnologia (Cooke et al., 2000). Ou seja, dentro de um SRI, existem no fundo fluxos de conhecimento que flui através de redes de inovadores, apoiadas por instituições e entidades de política regional (Ho, 2004). Estas


características, incluindo o conhecimento real e os mecanismos de interação, são acumulados a partir do capital humano regional como base de conhecimento para o futuro desenvolvimento tecnológico (Lundvall, 1992). A atividade inovadora é amplamente baseado em recursos localizados, tais como recursos humanos, redes de subcontratação, os processos de partilha e de aprendizagem (formal e informal), externalidades (spillovers), instituições, atitudes cooperativas, o grau de empreendedorismo e mercado (Doloreux e Parto, 2005).

Tendo em conta o conjunto de atores relevantes no sistema de inovação focamos neste estudo a importância das empresas da alta e média tecnologia. Esta é uma definição menos castradora do que a simples inclusão de alta tecnologia. Para o INE (2014), estas indústrias são as divisões 21, 26, 303 da CAE (Rev.3) e os serviços intensivos em conhecimento (59, 60, 61, 62, 63 e 72), ou seja, de forma resumida, fabricação de medicamentos, equipamentos eletrónicos e informáticos, indústria aeronáutica, software, comunicações, televisão, etc. Esta classificação deixaria de fora atividades muito importantes na região em estudo, como a produção de moldes e desenvolvimento de produto. A inclusão das indústrias de média-alta tecnologia (divisões 20, 27, 28 e 29 e grupos 254, 302, 304, 309 e 325 da CAE Rev. 3), permita colmatar algumas destas lacunas.

Neste âmbito, ponderamos não só a existência destas empresas como a sua demografia em termos de nascimentos. Audretsch e Keilbach (2004) demonstram uma relação entre nível do PIB e o nível de empreendedorismo (Hi-tech e geral). Baptista e Thurik (2004) e Baptista et al. (2008) provam que as novas empresas contribuem não só para o aumento da atividade económica, através da criação de emprego, mas também através do reforço da competitividade geral.

Outro dado em análise neste estudo foi o emprego em atividades de I&D e nas indústrias de alta e média tecnologia. Na verdade, Acs et al., 2007 e Ferreira, 2010 demonstram o papel do emprego em dois setores alternativos (um setor que pode ser medido pelo emprego em I&D e um outro setor ligado ao stock de novas empresas inovadoras), na produção de conhecimento economicamente útil. Por sua vez, esse conhecimento é convertido em crescimento económico a nível regional e nacional.


Pinhal Litoral A nossa unidade de análise é o Pinhal Litoral, região caracterizada por uma aparente situação favorável, em relação à região centro e ao país, gozando de algumas vantagens em diversos indicadores.

Esta região tem demonstrado uma interessante dinâmica nos diversos atores do sistema regional de inovação. Possui setores inovadores, configurados em clusters industriais (desenvolvimento ode produto), possui uma instituição de ensino superior, que apesar de não ser uma universidade tem um elevado desempenho em termos de patenteamento e spillovers, possui um ethos que promove o empreendedorismo e a iniciativa individual, e possuo vários organismos de interface e apoio como as associações empresariais (como Nerlei e Cefamol) e laboratórios de pesquisa e formação (Centimfe, CDRsp, etc.).

No presente estudo vamos procurar analisar o despenho regional a nível de emprego e geração de empresas de alta e média tecnologia, uma vez que estas serão duas peças essenciais na geração de crescimento económico (seguindo perspetivas nas Novas Teorias do Crescimento).


Análise de dados Na Figura 1 podemos verificar que, em termos relativos o Pinhal Litoral tem a melhor performance do país em termos de número de empresas por 10 mil habitantes. Este dado é extremamente relevante, pois que regiões que em termos relativos têm mais investimento em I&D estão, neste indicador, muito atrás desta região. Não será alheio o facto de termos aqui incluído as indústrias de média tecnologia (que incluem a produção de máquinas e moldes), área em que vários concelhos da região estão particularmente à frente do resto do país. Na verdade, o Pinhal litoral será por inerência um dos centros da média tecnologia em Portugal.

De realçar o decréscimo do número de empresas em todas as regiões que reflete sobretudo a crise vigente desde 2008. Figura 1- Empresas das indústrias de alta e média-alta tecnologia (CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002) por 10 mil habitantes 12

10

Portugal Norte

8

Grande Porto Centro

6

Baixo Mondego Pinhal Litoral

4

Grande Lisboa Alentejo

2

Algarve

0 2004

2005

Fonte: INE (2014)

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012


Esta dinâmica da criação de empresas, quando analisada em termos relativos face à população, coloca em vários anos (como 2007 e 2005) o Pinhal Litoral abaixo apenas da região NUT 3 da Grande Lisboa. Contudo, os anos mais recentes revelam uma diminuição desta dinâmica, com uma recuperação ligeira da criação ode empresas em 2011 e 2012.

Note-se que, apesar do decréscimo, a região continua acima da média da região NUT 2 Centro de que faz parte (Figura 2). Figura 2- Empresas criadas nas indústrias de alta e média-alta tecnologia (CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002) por 10 mil habitantes 7,00

6,00 Portugal 5,00

Norte Grande Porto

4,00

Centro Baixo Mondego

3,00

Pinhal Litoral Grande Lisboa

2,00

Alentejo Algarve

1,00

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Fonte: INE (2014)

No que toca ao pessoal ao serviço nas indústrias anteriormente consideradas (Figura 3), verificamos que em termos relativos, o Pinhal Litoral está (tal como o Baixo Mondego) bastante abaixo da média nacional. Ora, como vimos, em termos de número de empresas o Pinhal Litoral tem um desempenho elevado, logo percebemos que a dimensão média das empresas de alta e média tecnologia nesta


região está bastante abaixo da dimensão das grandes empresas de alta tecnologia nacionais (gerando significativamente menos emprego).

Figura 3 - Pessoal ao serviço das indústrias de alta e média-alta tecnologia (Série 2007-2009, CAE Rev. 3 - N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2002); Anual - INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, por 10 mil habitantes 180 160 Portugal

140

Norte

120

Grande Porto

100

Centro Baixo Mondego

80

Pinhal Litoral 60

Grande Lisboa

40

Alentejo Algarve

20 0 2007

2008

2009

Fonte: INE (2014)

Se analisarmos o número de investigadores por mil habitantes (em todos os sectores), verificamos que o Baixo Mondego lidera os índices nacionais, acompanhado apenas de perto pela região NUT 3 da Grande Lisboa. Neste indicador, o Pinhal Litoral tem um desempenho pobre, refletindo uma concentração menor de instituições e ensino superior, especialmente de uma universidade (que gera mais ETIs do que um politécnico) (Figura 4)


Figura 4- Investigadores equivalente a tempo integral (ETI - N.º) nas instituições e empresas com investigação e desenvolvimento por Localização geográfica (NUTS - 2002) e por mil habitantes 14,00 12,00 Portugal 10,00

Norte Grande Porto

8,00

Centro Baixo Mondego

6,00

Pinhal Litoral Grande Lisboa

4,00

Alentejo Algarve

2,00 2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Fonte: INE (2014)

Curiosamente o Baixo Mondego, seguido do Pinhal Litoral (e da totalidade da região Centro) lideram o emprego em atividades de I&D (mesmo que estejam longe de liderar o pessoal ao serviço em industrias de alta tecnologia). Este é um dado interessante, porque mostra que em termos relativos estas duas regiões embora não tendo as grandes empresas de cariz nacional que podem ser enquadradas na classificação de alta e média tecnologia, estão elas próprias concentradas em atividades de I&D, lideradas por PMEs (com orçamentos mais reduzidos, como visto em Ferreira,


2014). Ou seja, temos muitas empresas de média tecnologia (e alta) que tendem a empregar menos pessoas, mas que têm uma maior proporção de pessoas dedicadas a I&D.

A subida drástica do Baixo Mondego parece estar associada ao crescimento de projetos inovadores nesta região, como o sejam a Critical Software, a ISA ou a Crioestaminal (Figura 5). Figura 5 - Proporção de pessoal ao serviço equivalente a tempo integral (ETI) em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) nas empresas (%) por Localização geográfica (NUTS - 2002); Anual 16,00 14,00 12,00

Portugal Norte

10,00

Grande Porto Centro

8,00

Baixo Mondego Pinhal Litoral

6,00

Grande Lisboa Alentejo

4,00

Algarve 2,00 0,00 2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Fonte: INE (2014)

Conclusões Em termos relativos o Pinhal Litoral tem a melhor performance do país em número de empresas de alta e média tecnologia por 10 mil habitantes. Este dado é extremamente relevante, pois regiões que em termos relativos têm mais investimento em I&D estão, neste indicador, muito atrás desta região. Não será alheio o facto de termos aqui incluído as indústrias de média tecnologia (que incluem a produção de máquinas e moldes), área em que vários concelhos da região estão


particularmente à frente do resto do país. Na verdade, o Pinhal Litoral será por inerência um dos centros da média tecnologia em Portugal.

Todavia, este número relativo de empresas gera um menor emprego total. Estas serão então empresas de pequena dimensão e que estão a percorrer um caminho para se transformarem em empresas intensivas em conhecimento (na literatura chamada Knoweldge Intensive Companies), No fundo, apesar do reduzido tamanho, existe uma alta proporção de pessoas a realizar tarefas de I&D.

Esta progressão reflete a tendência global de muitas tarefas industriais (de média e alta tecnologia) requerem cada menos pessoas, estando as tarefas essenciais cada vez mais ligadas à produção de conhecimento. Este é um dado interessante, porque revela um stock de empresas e um pool de conhecimento com potencial futuro, mas que serão necessárias adicionais medidas de transformação institucional para gerar mais emprego.

Finalmente, recordemos a importância do empreendedorismo como transformador de conhecimento em conhecimento economicamente útil para realçar a dinâmica do Pinhal Litoral neste indicador. Esta dinâmica é complementada pelo stock de capital humano (em termos relativos) na produção de I&D. Estes dois fatores poderão indiciar, seguindo os modelos citados, um potencial de crescimento futuro, ligado ao conhecimento gerado por estes dois setores.


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