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Jornal da Escola S/3 S. Pedro - 402874 - Vila Real 3.ª edição

Ano XII

Ano Letivo de 2011/2012

http://jornal-o-broas.blogspot.com/

Editorial Vivemos tempos difíceis de entender, mesmo para os mais esclarecidos. Filósofos, politólogos, sociólogos, psicólogos... fazem análises díspares, paradoxais do que está a ocorrer a um ritmo cada vez mais vertiginoso. Na Educação temos o reflexo de tudo o que se passa nas diferentes dimensões da vida humana. Tudo tem repercussões na Escola: crise; salários

baixos;

desemprego;

emigração;

pais ausentes… Os problemas de indisciplina e insucesso escolar, de um modo geral ligados, são exemplos óbvios e preocupantes com os quais as escolas lidam. O próximo ano letivo vai trazer novidades para ambas as situações. O novo Estatuto do Aluno e Ética Escolar está a ser ultimado, segundo informação recentemente divulgada pelo Ministério de Educação e Ciência (MEC), que adiantou que os pais dos alunos indisciplinados ou faltosos vão ser obrigados ao pagamento de multas ou redução dos apoios sociais, como já acontece em muitos países europeus. Estes casos terão que ser comunicados à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou ao Ministério Público. O insucesso escolar vai ter mais uma arma para ser combatido, as crianças dos 1.º e 2.º ciclos com problemas de aprendizagem vão ter mais aulas obrigatórias. Esta medida não se aplica ao 3.º ciclo nem ao ensino secundário, mas os seus efeitos serão visíveis nestes níveis de ensino.

Nesta 3.ª e última edição, coube aos alunos do 8.º ano ilustrar o

No próximo ano letivo, já vai estar em vigor

tema em foco ao longo deste ano letivo - a Crise.

a escolaridade obrigatória até aos 18 anos.

de Educação Visual que usando lápis, marcadores, aguarelas…,

Como a idade mínima para ingressar no mer-

foram criadas obras como esta: a Crise representada por um temí-

cado de trabalho é 16 anos, as escolas pode-

vel tubarão branco, imagem assustadora, aterradora, que dá von-

rão,

Foi nas aulas

alunos-

tade de fugir… mas não, todos os perigos e medos podem ser ultra-

trabalhadores que podem matricular-se ape-

passados e vencidos. Há que procurar pensamentos, perspetivas e

nas em algumas disciplinas de um curso.

soluções positivas. Afinal, somos nós que decidimos valorizar o lado

no

horário

diurno,

ter

A Direção

bom ou insistir no lado mau. Seja alegre! Seja feliz! A Coordenação


O Broas02

Direção - três anos em balanço

TRÊS ANOS DEPOIS… Com o envolvimento de todos, acredito que é possível reinventar a escola pública... Decorridos três anos sobre a minha eleição como Diretor da Escola S/3 S. Pedro, posso afirmar que o projeto de intervenção, então apresentado ao Conselho Geral, foi já, maioritariamente, cumprido. Esse documento, concretizado dia após dia, assenta nos seguintes princípios: - O futuro constrói-se na escola; - É sempre possível inovar e melhorar, partilhando responsabilidades; - É imperioso criar normas claras e exigir o seu cumprimento, ressalvando a atitude crítica fundamentada; - É possível, a escola reconstruir uma sociedade de valores/princípios. Das diversas áreas de intervenção apraz-me salientar o trabalho na área pedagógica, com os objetivos de promover a qualidade do ensino e o sucesso escolar, bem como, a avaliação externa da Escola. Para a primeira área mencionada procedemos à: 1. Revisão do Projeto Educativo a partir do Conselho Pedagógico e a sua aprovação no Conselho Geral; 2. Reformulação do Projeto Curricular de Escola, adaptando-o à nova realidade e aos normativos legais, com especial atenção na definição dos critérios de avaliação; 3. Atualização do Regulamento Interno da Escola e a sua aprovação no Conselho Geral; 4. Institucionalização de uma equipa responsável pela avaliação interna da Escola; maior apoio institucional e material à realização dos Conselhos de Turma, nomeadamente nos momentos de avaliação no final de cada período e ano escolar; 5. Aplicação atempada, coerente, racional e pedagógica das medidas corretivas e disciplinares sancionatórias para melhorar as atitudes e comportamento dos alunos. Na avaliação externa da Escola ocorrida no início de 2011, cerca de três meses após ter sofrido um enfarte agudo do miocárdio, foi-nos atribuído, por domínio: 1. Resultados – Bom; 2. Prestação do serviço educativo – Muito Bom; 3. Organização e gestão escolar – Muito Bom; 4. Liderança – Muito Bom; 5. Capacidade de autorregulação e melhoria da Escola – Bom. Tenho o privilégio de trabalhar com uma equipa fantástica e solidária e revejo-me nos professores, técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais e alunos da Escola. A nossa Escola é considerada um local aprazível e seguro, onde se gosta de aprender e ensinar. Tem uma imagem muito positiva no meio onde se insere e mesmo ao nível das diversas estruturas do MEC. Esta imagem foi construída ao longo dos 124 anos de existência, é procurada por antigos alunos que a elegem como Escola para os seus filhos e netos ou como local de emprego. Lidero uma equipa que trabalha todos os dias por uma escola de qualidade em que o saber e o ser são pilares essenciais num espaço de inclusão. Atravessamos tempos muito difíceis e incertos. A escola tem de ser um espaço de relançamento da esperança no futuro, de preparação para enfrentar e vencer os desafios que temos pela frente, de promoção do sucesso educativo e da formação integral dos alunos. Para isso, temos de apostar numa cultura assente no trabalho, na competência, na exigência, na qualidade, no rigor, na disciplina e na solidariedade. Expresso o meu agradecimento a todos os que integram esta comunidade escolar e todos os dias lutam para que tudo funcione bem! Manuel Coutinho - Diretor da Escola


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Conselho Geral de Escola - três anos em balanço

Um Conselho Tribal (?!) Como Presidente do Conselho Geral desta Escola é um prazer, para mim, escrever para o jornal O Broas. É sempre com muita satisfação que folheio as suas páginas e vejo que a sua essência se enquadra na citação de Machado de Assis: O jornal é a verdadeira forma de república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das ideias e o jogo das convicções. E O Broas em todas as edições permite a todos os seus leitores, através dos artigos dos professores, dos alunos e dos funcionários, navegar pelo mundo das ideias e do conhecimento. Assim sendo, através deste artigo, pretendo levar-vos numa viagem até ao funcionamento do Conselho Geral desta Escola. O Conselho Geral da Escola S/3 S. Pedro existe há cerca de três anos, sendo um órgão deliberativo, moderador e de supervisão. Na sua composição estão 21 elementos: 1 Presidente, 7 representantes do Corpo Docente, 2 representantes do Pessoal Não Docente, 5 representantes dos Pais/Encarregados de Educação, 1 representante dos Alunos, 3 representantes do Município, 3 representantes da Comunidade Local e o Diretor da Escola. Em conjunto, os seus membros, nas diversas reuniões, analisam, debatem, aprovam e emitem parecer ou deliberam sobre os vários assuntos relacionados com as regras de funcionamento da Escola, quer no plano da criação das regras, quer no plano de concretização das mesmas. Metaforicamente, podemos mesmo equiparar o Conselho Geral a um Conselho Tribal, ou seja, aquele Conselho onde os anciãos da aldeia se reúnem para discutir os assuntos decisivos, quer da sua população, quer do governo daquele povo, quer inclusive do relacionamento com os povos vizinhos. O Conselho Geral permitiu e continua a permitir a criação de sinergias na Escola, de forma a ser um espaço assente no empenhamento de todos os intervenientes no processo educativo, olhando para a Escola como um todo. Ao longo destes três anos, enquanto Presidente do Conselho Geral, esforcei-me para transmitir a toda a comunidade educativa a importância de educar e de ter uma visão global da Escola. Nem sempre foi uma tarefa fácil, mas os trinta e seis anos de carreira fazemme acreditar que a comunidade educativa está sensibilizada para o verdadeiro valor da escola e da sua função na formação dos jovens de hoje que serão o motor de trabalho deste país. Acredito que todas as medidas tomadas quer em prol dos alunos, dos professores ou dos funcionários contribuíram, de forma decisiva, para o desenvolvimento desta Escola. A viagem pelo Conselho Geral podia ser mais pormenorizada, mais reveladora, mas, como em qualquer conselho tribal, vigora, entre os membros, princípios de privacidade, de legalidade, de informação e, acima de tudo, de luta pelo bem comum desta comunidade. Termino, apelando à vossa participação, ao vosso gosto por este espaço e, claro, apelando à estima pela vossa Escola, que pelas vossas veias corra o ADN S. Pedro. Isabel Gomes - Presidente do Conselho de Escola

Ideia para ser feliz - Ser curioso. Ter interesse pelo que é novo. Não ter medo do desconhecido.


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Refletir Portugal e a Crise

Ai Portugal, Portugal - Passado, Presente e Futuro Portugal é um país pequeno, que descobriu o Mundo, que o teve aos seus pés, mas que o deixou fugir e, hoje, é apenas um país pobre e sem oportunidades, que não mostra possibilidades de futuro aos Portugueses. Há mais de quinhentos anos, as naus portuguesas partiram pelo oceano para descobrir o mundo e trazer riqueza a Portugal. O nosso país já foi a maior potência mundial e teve um império que se estendia pela América, pela Ásia e pela África. A falta de sabedoria, na gestão da riqueza, e a ganância levaram Portugal a perder tudo. Os Portugueses já lutaram e sofreram muito e atualmente são um povo que continua a batalhar para poder dar um futuro aos seus jovens. A situação nacional é realmente preocupante porque os nossos governantes não conseguem voltar a colocar o país nos eixos e criar estabilidade para que as famílias possam confiar o futuro das suas crianças a este país em ruínas que não mostra tendências para se levantar. A questão que todos levantamos é: - Podemos nós acreditar que o nosso futuro está neste país? - Não. As oportunidades, as opções e um bom estilo de vida estão além das possibilidades que este país oferece àqueles que irão ser os trabalhadores do amanhã. Se quisermos concretizar os nossos sonhos, temos de procurar além fronteiras ou mantê-los dentro de nós e levar uma vida nos termos que nos são ditados pelos governantes deste país sem possibilidades. Portanto, de um passado glorioso a um futuro incerto, vivemos num presente sem reflexos do passado e sem estradas para o futuro. Texto - Maria Carvalho - 8.º E Ilustração - Beatriz Catarino - 9.º C

Ideia para ser feliz - Ter Amor ao Saber. Procurar novos conhecimentos. Fazer novos estudos.


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Refletir Portugal e a Crise

Ai Portugal, Portugal - Passado, Presente e Futuro Aprendi o que Portugal foi. Começámos como um povo forte e destemido, pequeno mas bom, uma aldeola – Portucale rodeada por mar e inimigos. Com o passar dos anos e séculos assinámos tratados, conquistámos territórios e travámos batalhas que pareciam não acabar. Neste ambiente de conquista/derrota, descobrimos a primeira mina de ouro. A conquista dos mares permitiu-nos um crescimento económico estrondoso e tornou-nos uma das maiores potências económicas mundiais. Ironia, os Judeus expulsos de Portugal por D. João II e D. Manuel I refugiam-se em países que mais tarde vão ultrapassar Portugal. Com um território europeu definido há séculos e um ambiente de crise financeira, económica e social, acaba-se a monarquia, implanta-se a Primeira República. Depois, acaba esta e surge-nos António de Oliveira Salazar. Questiono-me sobre como estaria Portugal se tal pessoa não fizesse parte da História Portuguesa. Afinal, as reservas de ouro ainda existentes (o que nos resta, para além da alma e da crise) são fruto das medidas de austeridade tomadas há umas décadas. No tempo em que uma sardinha dava para três pessoas. O povo saiu à rua, acaba o Estado Novo, Portugal torna-se mais pequeno sem as suas colónias. Depois de tantos anos de comércio lucrativo, de explorar indígenas e aumentar o saldo positivo da balança comercial portuguesa, conseguimos fazer o impossível: mudar os pratos da balança e entrar em recessão até à entrada na CEE, antepassado da UE. E aqui estamos nós, povo português, no início do segundo milénio, reduzidos à nossa verdadeira dimensão - um pequeno território continental e dois arquipélagos - o que mais pode acontecer-nos? Vendo o lado positivo da coisa (crise), os Portugueses vão ter de começar a apertar o cinto e os verdadeiramente bons são os que se vão safar e sobreviver a esta tempestade que nos fustiga. Os pobres, conformados, argumentam que nunca viveram bem, já nem os incomoda muito a crise. Já foram tantas! Só não sabem como é que vão trabalhar até à idade da reforma que está sempre a subir. Talvez de cadeira de rodas! Continuo a defender que as armas para matar o bicho são as medidas de austeridade e o empreendedorismo. A crise, palavra maldita, mais que financeira é psicológica, só temos que nos adaptar e contorná-la, seguir em frente e alcançar os nossos objetivos. Os estudantes portugueses, geniais e excelentes, têm sucesso no estrangeiro. Mas será que alguém fica para ajudar realmente Portugal? O futuro depende da alma e vontade portuguesas, da chama que arde dentro de nós e que já se mostrou mais acesa. Tal como os nossos antepassados - somos capazes daquilo que queremos, basta acreditar e lutar. Texto - Pedro Cruz Silvestre - 9.º D

Ilustração - Beatriz Matos - 9.º B

Ideia para ser feliz - Ter Mente aberta, pensamento crítico. Ver as coisas em todas as suas dimensões.


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Refletir a Crise - Pensamentos e Remédios

Ouvir os Nossos (Futuros) Economistas A crise gera debates, reflexões, propostas...O Broas decidiu ouvir os maiores especialistas da Escola: os melhores alunos de Economia. Perguntámos se concordavam com as medidas adotadas pelo Governo; quais as medidas que adotavam se fossem ministro da Economia/Finanças e qual a corrente económica preferida - intervencionismo ou neoliberalismo?

Luana Cruz Correia - 15 anos - aluna de Economia do 10.º G. A medida governamental que levanta mais reservas, por ser excessiva e penalizadora para os consumidores e para a Economia, é a subida do IVA para 23%, sobretudo, na alimentação. A corroborar esta posição está o milionário norte-americano, Nick Hanauer, que numa conferência afirmou: Posso garantir que os ricos não criam empregos. O que produz mais emprego é o feedback entre consumidores e empresas. (…) Neste sentido, um consumidor da classe média pode criar muito mais emprego do que um capitalista como eu. Afirma, ainda, que a austeridade é criminosa. O Intervencionismo tem maior sensibilidade às questões sociais. É mais simpático. Miguel Cristino - 16 anos - aluno de Economia do 11.º F. Palavras como dificuldade, crescimento lento ou recessão, sempre estiveram ligadas à economia portuguesa. Os obstáculos estruturais à prosperidade económica que todos almejam, são: o défice crónico da balança comercial e a fraca competitividade das empresas, devido à baixa qualificação dos recursos humanos, fraca produtividade e baixo investimento em ciência e tecnologia. A conjuntura de crise internacional, a corrupção existente na área económica, uma população demasiado iludida com o crédito fácil são outros problemas que vieram agravar os já existentes. A atual política de austeridade resulta da necessidade de corrigir o défice, é inevitável e uma consequência de erros cumulativos do passado. O neoliberalismo do atual governo estimula a competitividade da economia, mas conduz à falência de muitas empresas e põe em causa o estado social. Sandra Escaleira - 17 anos - aluna de Economia do 12.º D. A palavra Crise designa um período de tempo em que existe uma rutura de equilíbrio. A origem da crise atual �� difícil de definir. Ela resulta de múltiplos fatores que se foram sobrepondo no tempo. O impacto a nível europeu obriga a reavaliar as políticas governamentais optando por medidas neoliberais com a redução da intervenção do estado na economia e nas instituições financeiras. Portugal defronta uma crise económica com duas componentes: a estrutural, ligada à década perdida, e a conjuntural, ligada à atual crise. O governo português devia preocupar-se mais com a política educativa, fomentando a aprendizagem do empreendedorismo para, no futuro, os jovens terem capacidade de iniciativa e promoverem o crescimento e desenvolvimento económico do país. Ideia para ser feliz - Perspetivar tudo. Procurar novas visões do Mundo, das pessoas, das coisas.


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Educação em Tempo de Crise

No Meio da Crise - Boas Notícias Os relatórios da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a Educação em Portugal costumam suscitar comentários televisivos e jornalísticos muito depreciativos sobre a classe docente. No parecer dos comentadores e analistas de serviço, com algumas exceções muito excecionais, a culpa de todos os males é dos professores. Num dos últimos relatórios do Programme for International Student Assessment (PISA), mecanismo de aferição da OCDE para a Educação dos países-membros, que avalia o desempenho de alunos de 15 anos, em todos os países membros, nas áreas da Matemática, Leitura e Ciências, há conclusões muito interessantes e promissoras que foram ignoradas/ omitidas pela maioria dos órgãos de comunicação social. Nele está escrito, preto no branco, que: - mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores; - os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE; - os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e mantêm com eles um excelente relacionamento; - o papel do professor é determinante na inclusão social. Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas; - o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura. Os organismos internacionais reconhecem aos professores portugueses o mérito que por cá lhes é negado. A visibilidade dos docentes que os órgãos de comunicação social portugueses transmitem é, maioritariamente, negativa. Há professores que se dedicam até ao sacrifício da sua vida privada pelos alunos e pela escola. Havia professores que faltavam muito? Havia, sim, senhor, mas, a par desses, muitos mais vão dar aulas adoentados, arriscam a vida por estradas vidradas pelo gelo, envoltas em densos mantos de nevoeiro... quantos já morreram nas deslocações inerentes à sua profissão? Quantos não puderem criar os seus filhos porque perderam a vida por ensinar os filhos dos outros? Nunca houve um órgão de comunicação social interessado nestes assuntos. Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! O jornalismo em Portugal tende a ignorar as boas notícias, parece comprazer-se com o que corre mal. Talvez devesse refletir sobre os efeitos que esta atitude desencadeia na opinião que os jovens vão formando sobre o país em que nasceram e vivem. Não admira que nas reportagens de rua se assista, de modo recorrente, à expressão de pareceres negativos sobre o país. O fatalismo pessimista e a comparação negativa, para Portugal, estão sempre presentes. Porque será? Porque será?!

Ideia para ser feliz - Desenvolver as emoções positivas. Escolha sempre a alegria, nunca a tristeza.


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Refletir a Crise - Testemunhos

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise) Na 1.ª edição ouvimos os mais velhos da nossa comunidade escolar. Na 2.ª edição foi a vez dos mais novos se expressarem. Nesta 3.ª e última edição demos a palavra às famílias mais numerosas. Perguntámos-lhes como sentem a crise e que medidas adotaram para se adaptarem à nova situação.

Carla Alexandra Carvalho Martins Fernandes Freitas - 37 anos - licenciada em Matemática pela UTAD - professora de Matemática - mãe de quatro filhos Quando soube, na 3.ª gravidez, que ia ser mãe de gémeas, fiquei assustada. Sabia que tudo mudaria: a distribuição do espaço familiar, a duplicação do trabalho e da responsabilidade, a necessidade de comprar um carro maior, as despesas a disparar… respirei fundo e pensei Sou capaz! Sou, mas não é fácil. As despesas da água, eletricidade e alimentação subiram para a estratosfera. Inscrevemo-nos, na Câmara Municipal, nas famílias numerosas, o que traz um modesto, mas muito bem-vindo contributo, por exemplo, na fatura da água e nos transportes. O meu filho mais velho foi transferido do ensino particular para o oficial. A generosidade de alguns colegas que me emprestam/dão roupa permite aliviar a despesa com vestuário. É verdade que vou menos vezes ao cabeleireiro, ao restaurante, passear… mas o que é isso comparado com o sorriso dos meus filhos? Nada! Já não consigo conceber a minha vida sem eles todos. A minha família é o meu Mundo! É a minha fonte de alegria e felicidade! A minha razão de viver! Já agora: haverá maior prova de amor e fé num país e na vida que ter filhos em tempo de crise? Claro que não!

Ideia para ser feliz - Ser otimista. Procurar e valorizar o lado positivo dos outros e do que nos acontece.


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Refletir a Crise - Testemunhos

Crescei e Multiplicai-vos (em Tempo de Crise) Procurámos e...encontrámos! Entre os alunos descobrimos a Mafalda e a Teresa que pertencem a famílias numerosas, nove pessoas em cada caso - pais e sete filhos. Perguntámos como é viver numa família tão grande em tempo de crise. As respostas aqui ficam. Conclusão - o dinheiro não é o mais importante!

Chamo-me Mafalda Boal Koehnen, sou aluna do 7.º A, tenho 12 anos e sou a mais velha de sete irmãos - cinco raparigas e dois rapazes. Somos muitos em casa e poupar faz parte do nosso vocabulário, desde sempre. Hoje em dia não é muito frequente encontrar uma família tão grande como a minha. Poupar para nós é bastante usual. Temos várias formas de o fazer: a roupa passa de uns para os outros; partilhamos várias coisas (uma delas, os quartos); no Natal, pedimos sempre uma prenda em conjunto e cada um pede prendas úteis; poupamos na água e na eletricidade; não costumamos tomar banho de imersão; quando queremos alguma coisa vemos sempre os preços. Mesmo com a crise gosto da minha grande família. Estamos inscritos na Câmara Municipal nas Famílias Numerosas e na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, da qual a minha mãe é coordenadora em Vila Real.

Chamo-me Maria Teresa Coimbra de Mello Vaz de Sampayo, tenho 14 anos, sou aluna do 9.º G e sou a quinta filha numa família de sete irmãos - quatro raparigas e três rapazes. Não é fácil gerir uma família tão grande. A minha Mãe prescindiu de ter emprego para se dedicar, em exclusivo, a nós. Vivemos num duplex, cada um de nós tem um quarto próprio. Todos poupamos! Tenho muitos primos, a roupa vai circulando na família. Os duches não podem ser demorados, cinco minutos bastam. Estamos inscritos nas Famílias Numerosas da Câmara Municipal, o que permite uma redução nos transportes, pago 9 euros pelo passe, os outros estudantes pagam 12 euros. É bom ter muitos irmãos. Aprendemos a ser generosos e mais atentos aos outros. Ideia para ser feliz - Cultivar o humor. Não se levar sempre muito a sério. Rir faz bem à alma.


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Superar a Crise

Felicidade apesar da Crise A Felicidade tornou-se um assunto muito sério e atual. Sobre ela fazem-se estudos aprofundados em várias áreas do saber - Psicologia - Medicina - Sociologia - Economia - Política. A ONU encomendou à Universidade de Columbia - EUA um estudo sobre este tema. O Relatório Mundial da Felicidade está aí, disponível para todos os que tenham curiosidade. Foram estudados 156 países, entre eles Portugal, que ficou em 73.º lugar. Somos dos mais infelizes da UE, os mais felizes são os dinamarqueses. Cada vez mais os países e as organizações internacionais se preocupam com o bem-estar físico e psíquico dos cidadãos. Em Portugal, há uma Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva e um Comité Científico do Instituto da Felicidade Coca-cola que existe, também, em Espanha, para estudarem a felicidade dos portugueses. Os responsáveis são dois professores universitários: Helena Marujo e Luís Neto. Procurando-os na Internet, reparámos numa citação que nos agradou de Allan K. Chaimers - Os elementos básicos da felicidade são: alguma coisa para fazer, alguma coisa para amar, alguma coisa para esperar. Se tem tudo isto, considere-se feliz! A felicidade assenta, segundo a Psicologia Positiva, na gratidão, generosidade, perdão, otimismo, esperança e sentido de humor. Invista nos sentimentos positivos e fuja dos sentimentos negativos como o medo e a ansiedade. São já muitas as obras literárias que abordam a felicidade. Uma delas é A Construção Social da Felicidade de Ana Roque que defende que o dinheiro é importante, mas não é indispensável para ser feliz. A prová-lo está aquele que é considerado o homem mais feliz do Mundo - o monge Matthieu Ricard que deixou a sua carreira científica em Paris para se tornar monge budista nos Himalaias. Vale a pena conhecê-lo e ler com atenção os seus ensinamentos, resultado de mais de 10 mil horas de meditação. Todos os especialistas em felicidade concordam que a meditação é um dos processos para a alcançar, outro é o exercício físico, outro, ainda, é ser útil aos outros, deixar de viver centrados apenas na nossa pessoa. Há portugueses que procuram, através de gestos simples e alegres, levar felicidade aos outros, à gente anónima que se cruza nos espaços públicos como transportes coletivos, jardins, ruas. Deixam Matthieu Ricard - o homem mais feliz do Mundo

bilhetinhos de amor, palavras bonitas, sugestões de felicidade para quem encontrar estas surpre-

sas. Pense nisso, porque não fazer o mesmo na nossa Escola, na nossa cidade? A felicidade está em pequenas coisas! Cante com Gonzaguinha, cantor brasileiro: Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita - é bonita, é bonita, é bonita… Ana Silva e Carolina Novo - 11.º G Ideia para ser feliz | Aprender a perdoar. Dar uma segunda oportunidade aos outros. Não ser vingativo.


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Vacances - Vacances - Vacances

Enfin les vacances!! Tu vas en vacances? Où? Quand? Avec qui? Qu’est-ce que tu vas faire pendant les vacances? Pour toi, quelles sont les vacances idéales? Quels pays est-ce que tu veux visiter? Pourquoi? Voyager pour découvrir le monde J’aimerais bien faire le voyage de mes rêves - un voyage autour du monde! J’irais à tous les continents pour connaître mieux les pays, les coutumes, la culture… D’abord, je commencerais par l’Europe: Autriche, Irlande, Italie… J’ai une vraie passion pour Venise. Après, je partirais tout de suite vers l’Amérique directement à l’Alasca et après au Canada, on m’a dit que c’est un pays magnifique avec ses grands espaces, les forêts, les rivières, les lacs…et, en plus, c’est un pays francophone. Je descendrais à l’Amérique du Sud en voiture pour visiter le Méxique, le Brésil,… je me reposerais sur leurs plages. Puis, je prendrais l’avion pour le Kenya, où je ferais un safari. Ensuite, je volerais jusqu’au Japon pour essayer la gastronomie japonaise. Je sais qu’ici tous les aliments sont sur une table et on les prend avec des baguettes pointues en bambou. Finalement, je terminerais mon voyage en Australie pour assister au concert des “One Direction” et je profiterais pour apprendre aussi à surfer. Partout, je prendrais des photos pour montrer à tous mes copains et amis. La plupart des fois, je choisirais l’avion parce que c’est un moyen de transport rapide et confortable et parce que j’aime voir les paysages du haut. Enfin, c’est un rêve et je sais que même pou rêver il faut du temps, mais il ne faut pas d’argent!! Constança Canavarro - 8.º B

Les vacances c’est parfois aussi une escapade d’un jour, d’un week-end, le temps de revoir des endroits que l’on a aimé où on a été heureux. …Et parce que SORTIR, c’est se sentir libre… N’oublie pas de pratiquer ton sport préféré en toute tranquilité.

Ideia para ser feliz - Ser criativo. Ter ideias. Fazer coisas diferentes e úteis para si e para os outros.


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Conhecer e Valorizar os Outros

Os Nossos Heróis - Alunos Rute Peixoto - Ser a única rapariga numa turma de rapazes é um ato de heroísmo? Sim, claro que sim! Foi difícil! Pensou em desistir do curso profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos. A solidariedade entre os rapazes excluía-a e tornava-a alvo de picardias. O carácter determinado e combativo, aliado à força de vontade, ao apoio dos professores e aos conselhos da mãe, deram-lhe a resistência necessária e a capacidade de reação. Aprendeu a lidar com os colegas e acabou por fazer amigos. Final feliz! Parabéns, Rute! Os alunos: Adriana Moreira, 9.º C - Jorge Figueiredo, 9.º B - Pedro Silvestre, 9.º D após árduo e intenso estudo conseguiram o 2.º lugar nas Olimpíadas da Física – Escalão A Ensino Básico realizadas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, dia 28 de abril. Estiveram presentes 56 escolas da zona norte, no total do país participaram cerca de 200 escolas públicas e privadas. A final nacional foi dia 9 de junho, no Museu da Eletricidade, em Lisboa. O 1.º lugar foi para... a nossa Escola. Estão pré-selecionados para as Olimpíadas Internacionais da Ciência de 2014. Parabéns aos nossos heróis e aos professores que com eles trabalharam. O concurso de Matemática matUTAD é uma iniciativa, de há largos anos, do Departamento de Matemática da UTAD, sendo aberto a todas as escolas do país. A nossa Escola está sempre presente e tem conseguido bons resultados. A equipa de alunos do 9.º ano, que representou a Escola, neste ano letivo, ganhou o prémio de escola para o 9.º ano. Na competição individual as alunas do 9.º E, Ana Catarina Lameirão e Rita Salgueiro e as alunas Mara Ferreira e Sandra Cruz ficaram no 2.º

e

3.º lugares, respetivamente. Parabéns a todos!

A maioria das ilustrações que O Broas foi publicando nas nove edições, dos últimos três anos, devem-se às alunas Bárbara Taveira - Beatriz de Matos - Juliana Nóbrega - todas do 9.º B.

Nos seus tempos livres, fins de semana, férias de Natal,

Carnaval e Páscoa, realizaram desenhos maravilhosos para representarem ideias aqui expressas. Mesmo com tanto talento provado, nenhuma delas pretende seguir Artes. De certeza que serão competentes na profissão que escolherem. O Broas agradece-lhes o trabalho desenvolvido e espera continuar a contar com a sua colaboração nos próximos anos letivos. Ideia para ser feliz - Ser perseverante. Acabar o que começar, mesmo que sejam muitos os obstáculos.


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Conhecer e Valorizar os Outros

Os Nossos Heróis - Funcionários Maria Arminda da Cunha Miranda - 39 anos casada - mãe de uma menina, aluna nesta Escola há 16 anos que trabalha na S. Pedro, 12 dos quais na receção e telefone. Está nesta rubrica pela sua eficiência e simpatia. Quando telefonamos para a Escola, basta dizer bom dia para que a D. Arminda nos identifique. É uma profunda conhecedora da Escola. É eficientíssima a esclarecer-nos dúvidas sobre: nome de alunos; turma a que pertencem; professores das turmas; horários de professores e alunos, por vezes, até identifica a sala onde estão, tudo isto sem consultar os dossiês. Merece estar aqui!

Pedro José Nogueira de Oliveira - 34 anos - casado - pai de dois filhos - há 15 anos que trabalha nesta Escola, 12 dos quais na Reprografia. É um dos assistentes operacionais com mais visibilidade, todos precisam de fotocópias. Para os professores, sobretudo os que já trabalharam noutras escolas, sobressai a sua calma eficiente e despachada. Consegue dar cumprimento a todos os pedidos num mínimo de tempo possível. Diz que no início não era assim, ainda passou por alguns momentos críticos, mas o tempo, a experiência e a vontade de aprender, tudo permitem ultrapassar. Gosta do serviço, está sempre ocupado, o dia de trabalho passa muito depressa. É assim que gosta!

Jacinta Outeiro Fraga - 53 anos - casada - mãe de duas filhas - há 11 anos que trabalha nesta Escola, tendo passado por vários serviços. Neste momento está no bar dos alunos. No ano letivo de 2010/2011 enfrentou o calvário de uma doença oncológica. Na luta contra a doença, teve o apoio das filhas, a mais nova esteve presente em todos os momentos críticos e de toda a comunidade escolar, à qual agradece. Entre os tratamentos deslocou-se, muitas vezes, à Escola, onde encontrava ânimo e boa disposição. O pesadelo passou e está feliz por voltar ao trabalho. Ideia para ser feliz - Ser íntegro. Assumir as responsabilidades pelos próprios atos e sentimentos.


O Broas14

Escola para Todos

Escola e Integração Educar é o grande objetivo de qualquer professor! Educar alunos com Necessidades Educativas Especiais de caráter permanente é algo sublime e um constante desafio. O Decreto –Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro preconiza a educação de todos e para todos os alunos, tendo como premissa a qualidade de ensino orientada para o sucesso escolar e, por consequência, para uma escola inclusiva, não apenas na lei, mas sobretudo na prática. Para a concretização desta premissa, é preciso construir/elaborar respostas educativas diferenciadas, respostas integradoras e dinâmicas. Para isso, são definidos apoios especializados, visando a criação de condições para a adequação do processo educativo destes alunos. São exigidas competências de utilização de caráter prático, flexível e adaptável. São requeridos não apenas mais saberes, mas principalmente mais capacidade para aprender em permanência e em todos os contextos. São necessárias estratégias de atuação para melhor responder às necessidades específicas de cada aluno. A inclusão do João Pedro nesta Escola, onde já está há dois anos, tem sido um êxito, a avaliar pela satisfação do aluno e testemunho dos pais do aluno. Estes são perentórios em afirmar que o seu educando, apesar das suas limitações, do handicap e do seu perfil de funcionalidade, está melhor integrado na escola pública do que numa instituição. Para esta situação, muito contribuiu a boa prática do trabalho em parceria e cooperação entre os professores que acompanham o João, o diálogo permanente com todos os agentes educativos, fazendo o ponto de situação sobre o desempenho e desenvolvimento do aluno, a elaboração do Programa Educativo Individual (PEI) e a definição e concretização do Plano Curricular contemplando diversas áreas e o trabalho dirigido e estruturado de acordo com o seu perfil de funcionalidade na atividade e participação. Em jeito de conclusão, deixo expresso que a minha intervenção educativa tem sido pautada por práticas integrativas e inclusivas no seio escolar, com um apelo constante à motivação, estimulação e aprovação. O espaço educativo destinado à aprendizagem enquadra-se em contextos diversificados, tal como elucidam as imagens. Eduarda Costa Pinto - professora de Educação Especial

Ideia para ser feliz - Viver com alegria cada dia que nos é oferecido. Apreciar as pequenas dádivas.


O Broas15

Escola para Todos

Escola e Integração O início do ano letivo 2010/2011 reservou-me uma surpresa: o João Pedro. Pela primeira vez, em trinta anos de docência, vi-me confrontada com uma situação inédita: na minha direção de turma, o 7.º C, estava um aluno portador de Trissomia 21. A presença diária na Escola do João Pedro constituiu um enorme desafio para todos. No início, tudo parecia muito difícil e complicado, pois o João Pedro não conhecia a Escola nem os professores. Apenas os alunos da turma eram velhos conhecidos que o acompanhavam desde o 1.º ano de escolaridade. Valeu a ajuda de duas assistentes operacionais que o conheciam: a D. Dores Miguéis e a D. Dalila Tuna. O trabalho abnegado da professora de Educação Especial, Eduarda Valente, é responsável por pequenos/grandes milagres na implementação de estratégias para a aquisição de conhecimentos de Língua Portuguesa e de Matemática numa perspetiva funcional. Passados quase 2 anos de trabalho diário com o João Pedro, assistimos a momentos gratificantes que se traduzem por pequenas/grandes vitórias: movimentação, sem problemas, no espaço físico da Escola. Já sabe fugir às aulas escondendo-se no seu espaço de eleição, o ginásio; aquisição de uma postura corporal mais correta; participação nas atividades desenvolvidas fora do espaço da Escola. A sua saudação diária olá, professora é uma conquista notável pois contrasta com a expressão carregada com que nos brindava, com frequência, no início do ano letivo 2010/2011. Elsa Rebelo - Diretora de Turma do 8.º C

O João Pedro é um bom menino. Ele já é da minha turma há 8 anos. O João Pedro gosta de jogar futebol e basquetebol. Ele está sempre feliz. O João Pedro não gosta de trabalhar. João Nuno Ferreira - 8.º C

Ideia para ser feliz - Exercer uma cidadania ativa. Ser voluntário. Trabalhar como membro de um grupo.


O Broas16

Bela é a Poesia...

Lua

Eu

Eu costumava pensar

Eles chamam-me esquisita

que vivia trancada numa caixa.

estranha, lunática

Tinha inveja do mar,

Eu não quero saber,

das ondas e da maré baixa.

sou quem sou e sou fantástica.

O mar era livre,

Eu vivo no meu pequeno mundo

viajava até mais não

onde tudo é perfeito,

e eu estava acorrentada

porque se abro os olhos por um segundo

nas correntes da solidão.

a realidade é só defeito.

Vivia na escuridão

No meu mundo

sozinha e abandonada,

não há discriminação ,

onde o único som que ouvia

na realidade

era o bater do meu coração.

todos estão com sete pedras na mão.

Um barulho sem sentido

Eu tenho manias

mecânico e frio,

os meus cinco minutos de loucura

pois eu não tinha um amigo

estranhas fobias,

para preencher o vazio.

lamento se não sou o robot que procuras.

Naquela noite eu vi

Sou quem sou

tudo aquilo que mais pedi,

e orgulho-me disso,

no céu a brilhar

outros escondem o que são

eu a fui encontrar.

como se fosse uma maldição.

Não era só eu

Digo o que penso

que estava presa nas sombras,

e penso o que digo,

ela também vivia

porque acho

no céu da noite fria.

que isso é ser bom amigo.

Colada no céu

Não fui feita numa fábrica

a brilhar,

não sou um produto em série,

coberta por um véu

sou diferente de ti

mas por dentro a querer gritar.

e tu de mim.

Ela não podia falar,

Sou imperfeita,

A sua boca estava coberta por estrelas

sou estranha,

e eu aqui a vê-las

sou lunática,

e a admirar.

sou esquisita,

A partir desse dia tive sempre companhia,

sou sonhadora, sou, simplesmente, Eu!

nas sombras do meu mundo lá estava ela a cada segundo. Hoje o meu coração não bate brilha e cintila como ela. Querida Lua:

Poemas - Cristiana Almeida - 7.º H

eu vou sempre contemplar-te!

Ilustração - Mariana Santos - 7.º H


O Broas17

Bela é a Poesia... Elefante É muito trombudo e não tem nada de elegante, também é muito orelhudo é o retrato do amigo elefante! Zebra, preta e branca como quem saiu da prisão, corre agora livre pela selva com risquinhas até mais não!

Vila Real Se me queres encontrar desce, desce o Marão

Uivar com o Coração

até parares na cidade

Ser lobo é,

que tem o meu coração!

mais do que uivar

O seu nome é Vila Real

é estar numa alcateia

como ela não há igual

a proteger e a cuidar!

tem importantes monumentos

Ser lobo é,

como a Sé Catedral.

viver grandes aventuras

É sempre dia de festa,

partir pelos bosques

festeja-se Santo António

à procura de criaturas.

Santo Casamenteiro

Ser lobo é,

e nosso padroeiro.

andar pela escuridão

Em Vila Real,

mas nunca sozinho,

os namorados são generosos

há alguém a quem dar a mão!

trocam doçarias

Ser lobo é,

durante as romarias.

viver em jovialidade

Agora sobe, sobe,

por isso não matem a floresta

o Marão,

e deixem-nos viver a liberdade!

e diz lá na tua terra

Ser lobo é,

para visitarem esta região!

amar a lua

Maria Inês Costa 7.º H

cantando serenatas dizendo que ela é sua! Ser lobo é ser liberdade, jovialidade, escuridão, Ser lobo é ser caça, ferocidade e proteção. Ser lobo é uivar com coração!

Maria Inês Costa 7.º H


O Broas18

Contar um Conto

Um Colibri Há muito tempo atrás, não sei precisar quanto, vivia num bosque feliz, não sei onde, provavelmente na América do Sul, um belo colibri. A sua plumagem era azul como o céu num dia de verão e verde como a água dos lagos e a folhagem do bosque, era, definitivamente, um pássaro que chamava a atenção, era, no entanto, um passarinho muito solitário. A sua vida até era atarefada e interessante, enfim, tão interessante como a vida de um pássaro permite. Recolhia, com um beijo, o néctar das flores e fazia grandes acrobacias aéreas: voava para a frente, para trás, para cima e para baixo. Entretanto, no outro lado do bosque, vivia, numa casa rústica e envelhecida, um velho casal de camponeses. Não tinham filhos nem outros familiares, mas tentavam preencher o vazio do seu coração, possuindo vários animais que circulavam pela casa que mantinham sempre de janelas e portas fechadas. Um dia, o casal decidiu arranjar mais um animal, acabando por ser o pequenino colibri o escolhido. Assim que este entrou naquele novo ambiente, pensou que não se iria integrar: havia território demarcado para cada animal - gato, pato, cão, galinha…. O Colibri teve saudades da liberdade perdida. Fora avisado dos perigos que corria se tentasse ultrapassar o seu território. Apesar das brigas constantes e do perigo iminente de ser comido, o Colibri não desistiu de alterar a sua triste situação. Esforçou-se por fazer alianças naquele estranho e dividido mundo. Teve paciência e nunca perdeu a esperança nem a alegria. Acabou por conseguir uma família naquele lugar que passou a considerar lar e mais, convenceu o casal a abrir portas e janelas e a deixar os animais brincarem cá fora, entre as árvores e flores. Foram felizes! Maria Magalhães - 8.º F

Ficha Técnica Propriedade - Escola S/3 S. Pedro - Vila Real

http://www.esec-s-pedro.rcts.pt

Coordenação de Redação e Imagem - Lurdes Lopes - Rosalina Sampaio Colaboradores permanentes - professoras: Beatriz Morais - Sílvia Meireles - Zulmira Peixoto Colaboradores permanentes - alunas: Bárbara Taveira - Beatriz Matos - Juliana Nóbrega Redação e Ilustrações - Alunos - Professores - Funcionários Fotografia - José Meireles 3.ª Edição

Revisão de Textos - Fátima Campos - Georgina Cruz

Tiragem - 50 exemplares

Responsável pelo blogue - Lurdes Lopes

Impressão - Pedro Oliveira http://jornal-o-broas.blogspot.com/


O Broas19

Um Dia sem Igual

Largar Mais - Mafalda Veiga Largo Portas do Sol em Lisboa, no dia 25 de junho de 2011, eu estava lá. Feliz, eufórica, pensando que tudo aquilo era um sonho. Eu estava a participar nas gravações do videoclip Largar Mais da autora-compositora-cantora Mafalda Veiga. Como foi possível? Que caminhos percorri para aqui chegar? Tudo começou uns dias antes, quando eu ouvia a Rádio Comercial. Esta emissora estava a lançar um passatempo/concurso, desafiando os ouvintes a elaborarem um pequeno texto sobre o último trabalho da Mafalda Veiga - Largar Mais. O prémio para os vencedores era a participação no videoclip desta cantora. Fiz o que era pedido e enviei o meu trabalho. No dia 23 de junho, recebi um email da equipa da cantora. Antes de o abrir, passou-me muita coisa pela cabeça e imaginei tudo o que lá podia estar: seria apenas um agradecimento pela participação? Ganhei coragem e cliquei. Estava lá escrito: Cara Catarina, vimos, por este meio, comunicar que foi selecionada para o videoclip Largar Mais da Mafalda Veiga. Li e reli, depois, explodi de alegria, saltei e chorei. Quando informei os meus pais, que não sabiam de nada, a sua reação foi negativa, disseram não, argumentando que ainda era muito nova para essa aventura. Não desisti e consegui convencê-los. No dia seguinte, fui sozinha para Lisboa. As gravações correram muito bem. As pessoas foram supersimpáticas, trataram-me muito bem. A Mafalda é uma querida, ficámos amigas. As entrevistas que dei e o ver-me muitas vezes na televisão, ser a minha cara a que mais aparece no videoclip e estar na capa do CD, no início, deixaram-me confusa e incomodada, agora, não. Recebi muitos elogios de pessoas famosas, já me pediram autógrafos. Incrível! Sei que vivi uma experiência única que poucas pessoas terão a oportunidade de viver. Fiquei mais confiante nas minhas capacidades musicais. Recebi o incentivo da Mafalda para escrever canções, tocar viola, investir no Mundo do espetáculo. Não sei se o meu caminho é por aí, mas vou descobrir! Catarina Rodrigues - 9.º F

Ideia para ser feliz - Cultivar a resiliência. Resistir à adversidade. A dor e o sofrimento são temporários.


O Broas20

La Coruña

Visitar os Museus dos Outros La Coruña - Galiza - Espanha. Sexta-feira, 13 (de abril). Ignorando mitos e medos associados ao mal -amado dia 13, partimos, de manhã, de manhãzinha, para a Galiza. Íamos visitar dois templos da ciência: Museu Domus (Casa do Homem) e o Museu da Ciência, iniciativa das disciplinas de Ciências Físico-químicas e Espanhol. No Museu Domus, há atividades sobre vários temas - genética - reprodução humana - cinco sentidos - evolução do Homem. A experiência que mais nos cativou era relativa ao olfato. Havia um conjunto de tubos emaranhados e ligados a campânulas com diferentes odores da Natureza. O objetivo era testar a capacidade olfativa dos visitantes. No Museu da Ciência, situado no Parque de Santa Margarita, encontrámos experiências das áreas da Física, Química e Ciências Naturais. A mais interessante é a réplica do pêndulo de Foucault. Foi criada para demonstrar a rotação da Terra e realizada, pela primeira vez, em 1851, com um pêndulo fixado ao teto do Panteão de Paris. A originalidade do pêndulo reside na liberdade de oscilação em qualquer direção, o plano pendular não é fixo. A rotação do plano pendular é devida (e prova) a rotação da Terra. Alunas do 9.º F: Diana Mota - Diana Gonçalves - Eduarda Dinis - Clara Costa - Rita Almeida

Testimonios La parte más divertida fue la visita a los museos científicos Domus y Casa Ciencias. El primero tenía muchos espacios interactivos en el que podíamos, por ejemplo, ver como era constituido nuestro cuerpo a nivel del porcentaje de agua, grasas, fibras,... Sandra Cruz 9.º E

Nosotros fuimos a visitar el museo Domus. Vimos muchas cosas sobre el cuerpo humano, pero lo que más me gustó, fue el juego de la mente. Después visitamos el museo de la Ciencia, fue interesante, pero a mí me gustó más el museo Domus, fue mucho más encantador. (…) Catarina Rodrigues 9.º F

La visita tuvo como objetivos mejorar nuestro conocimiento de la Lengua Española y ampliar nuestros conocimientos de las Ciencias. Nos museos participamos en varias experiencias, pero la que más me gustó fue aquella en que nuestra actividad cerebral era monitorizada. En ella dos participantes competían de forma a que ganase lo que produjese menos actividad cerebral durante el tiempo en análisis. Bernardo Nogueira 9.º E

La actividad que más me encantó fue la visita al museo Domus, pues aprendí más sobre los contenidos estudiados en las clases de Ciencias como, por ejemplo, el ADN. Me encantó una experiencia que por lo general agradó a todos los visitantes. Teníamos que golpear un balón de manera a que éste pudiese entrar en la portería. A mí me encantó este viaje, los juegos que hice con mis compañeros y me gustaría volver a hacer otro viaje a España. João Pedro Rodrigues 9.º E


O Broas21

Projeto FIAVAL

Intercâmbio Cultural e Linguístico

A turma C do 8.º ano ganhou o prémio do projeto FIAVAL (Formação, Inovação e Aulas Virtuais na Aprendizagem de Línguas) em parceria com os alunos da escola espanhola Vicente Aleixandre de Valladolid. Os alunos destas escolas trabalharam, em conjunto, o tema A FLOR dos 3 Vs inspirados na obra de José Saramago A Maior Flor do Mundo. O desenvolvimento deste projeto foi da responsabilidade das professoras Sílvia Meireles e Micaela Gonzalez. A atribuição do prémio permitiu mais um intercâmbio presencial de alunos e professores de ambas as escolas. No dia 15 de maio, os alunos da turma do 8.º C deslocaram-se a Valladolid, onde conviveram com os parceiros espanhóis, tendo cumprido um programa de visita à cidade e assistido à representação da peça de teatro Ebook las edades del libro. Nos dias 22 e 23 de maio foi a vez dos alunos espanhóis, acompanhados pela professora Micaela Gonzalez, visitarem a nossa cidade, tendo tido a oportunidade de realizar atividades desportivas no Naturewaterpark, onde ficaram instalados. Elsa Rebelo - professora de Geografia e Diretora de Turma do 8.º C


Olhar a Crise Nas aulas de Educação Visual, os alunos do 8.º ano expressaram a sua interpretação dos tempos que vivemos. O Broas agradece a todos o empenho e a criatividade, mas as contingências de espaço não permitem que todos sejam publicados. É pena! A bela aguarela que ilustra a primeira página tem como autora a aluna Ana Rita Salgado do 8.º D.


O Broas24

Meet Dickens

Oliver Twist In the 1830’s, many orphans or homeless children were seen as easy labour by heartless supervisors and by criminals. Oliver is born into a life of poverty and misfortune in a workhouse. When Oliver turns nine, Mr Bumble, an administrator, puts Oliver in the main workhouse where he has to pick oakum. He and the rest of the boys are always very hungry. When they ask for more food, the cruel administrators hypocritically offer 5£ to any person wishing to take on a boy as an apprentice. Later a kind undertaker, Mr Sowerberry, takes Oliver into his service and uses him to mourn at children’s funerals. But his wife is jealous and hates Oliver and makes his life difficult and so does Noah Claypole who likes bullying apprentices. After being beaten several times, Oliver decides to run away. During his journey to London, Oliver encounters Arful Dodger, a dishonest pickpocket, who gives him a free meal and tells him of a safe place to stay. Oliver innocently falls into the criminal’s hands of Fagin and his gang. Oliver is forced to rob an old gentleman (Mr Brownlow) and has the police arrest him and taken before the magistrate. A sudden witness proves Oliver is innocent and it’s Mr Brownlow who takes Oliver home. Later, Fagin’s gang catches Oliver and they steal his money and his clothes. Oliver tries to run but is taken back to the hideout. Fagin threatens to kill Oliver if he doesn’t participate in a burglary. Sadly Oliver is shot during the assault but luckily the lady of the house, Miss Rose, feels sorry for him and takes care of him. Meanwhile a mysterious man, Monk, plans with Fagin to destroy Oliver’s reputation. Both men join forces with Mrs Bumble, but Nancy (a nice girl in Fagin’s gang) hears them and warns Mr Brownlow and Miss Rose. Later the gang discovers Nancy is helping Oliver and they beat her to death. Sikes runs from the crime scene through the roof tops but accidentally slips and hangs himself. Dodge is caught stealing and is sent to Australia. The cruel Noah joins Fagin’s gang for protection and takes part in robbing children. But as he is also caught he agrees to be a paid informer to the police. Fagin is arrested and condemned to hanging. Monk reveals his real identity; he is Oliver’s half-brother and is obsessed in destroying him. Oliver gives Monk money. Monk moves to America but falls back to crime and dies in prison. Oliver maintains his pure-heart and continues to live with Miss Rose. Alunos do 10.º B


O Broas25

Meet Dickens

Nicholas Nickleby Nicholas and his family have to give up their nice life because his father lost everything before dying. They travel to London to get help, but their uncle Ralph has no desire to help and finds Nicholas a low paying job as an assistant to Wackford Squeers, who runs a school. One day, Nicholas receives a letter from Ralph’s clerk, Newman Noggs. The letter offers assistance if he ever needs it. Later, Nicholas understands Squeers is taking in unwanted children for a lot of money but then gives them little food and mistreats them. Squeers uses the money for himself. Nicholas becomes friends with a simple boy named Smike. One morning, Smike runs away but he is caught and brought back to the school. Squeers starts to beat him, but Nicholas stops him. Squeers tries to beat Nicholas but he fights back and then decides to leave. Smikes begs to go with him too. Nicholas looks for Noggs’ help. Noggs offers him a position as a French teacher, but that is paid badly. Nicholas takes the name Johnson. Meanwhile, his sister, Kate and his mother are forced by Ralph to move into a cold poor house Ralph owns in a London slum. He finds her a job in a showroom. Ralph asks Kate to attend a dinner he is offering for some business associates. They make her the subject of an offensive bet and one of them tries to force himself on to her. Ralph insinuates that he will give them no more money if she tells anyone about this. Nicholas discovers his uncle has returned and confronts him but Ralph blackmails Nicholas into leaving London. Nicholas agrees to leave but promises to return one day. Nicholas and Smike encounter a theatrical manager and decide to join the acting company. Their performances are a success. Back in London, Kate goes to her uncle for assistance, but he refuses to help her. However Noggs helps her and writes to Nicholas telling him of their problems. Nicholas immediately returns to London. Nicholas meets a rich kind merchant Charles Cheeryble and his twin brother. They hire Nicholas and provide him and his family with a small house in the suburbs. Ralph plans against his nephew and is helped by Squeers in his evil thoughts. They kidnap Smike. Luckily Smike is rescued and sent back to Nicholas. Nicholas encounters the beautiful young lady Madeline Bray and falls in love. But Madeline must marry the man her father owns money too. Nicholas begs her to cancel the wedding. Although Madeline loves Nicholas she is devoted to her dying father. Unexpectedly Madeline’s father dies, and she no longer has to marry and Nicholas takes her to his house. Smike has contracted tuberculosis and dies peacefully in Nicholas’s arms. A mysterious man emerges and tells Ralph that Smike was his son and Ralph commits suicide. Squeers is sentences to go to Australia and at the school the boys escape from the building. Nicholas becomes a partner in the Cheerybles firm and marries Madeline. Alunos do 10.º B


O Broas26

A Presença de Vila Real na Guerra em África

25 de Abril Sempre. Fascismo Nunca Mais! É preciso lembrar e comemorar abril. É urgente ensiná-lo às novas gerações. É necessário ter consciência que a liberdade não é uma conquista definitiva. Para ensinar e relembrar o dia extraordinário que pôs fim a 48 anos de Ditadura, o grupo disciplinar de História concretizou duas grandes iniciativas subordinadas a estes objetivos: Conhecer as consequências do colonialismo do Estado Novo - Identificar as três frentes de batalha da Guerra Colonial - Ouvir o testemunho de intervenientes diretos no conflito - Aprender e explorar poemas e canções sobre a Guerra Colonial - Recolher informação sobre a Guerra Colonial - Relacionar a História local com a História nacional - Refletir sobre a herança da Guerra Colonial. Ao longo do segundo período, os alunos realizaram pesquisas junto de familiares que viveram em África ou aí cumpriram serviço militar, em livros e na Internet, sobre o tema Guerra Colonial. Recolhida e explorada a informação, elaboraram-se os trabalhos para as duas grandes atividades. A primeira atividade foi a Exposição - Guerra Colonial: um passado recente - que esteve patente no átrio principal da Escola, na semana de 23 de abril a 02 de maio. Foi constituída por trabalhos realizados pelos alunos do 9.º ano: quadras e desenhos; fotografias de familiares de alunos que cumpriram o serviço militar numa das três frentes de guerra, em África; espólio fotográfico, gentilmente cedido pelo Senhor António Duarte Carvalho, um apaixonado pela temática da guerra e que tem desenvolvido um interessante e necessário trabalho de recolha de fotografias relativas à Guerra Colonial e objetos africanos como máscaras e outras esculturas em madeira, capulanas, cestaria, material militar usado na guerra (secretária do mato, utensílios para o banho no mato, farda e equipamento usado em África, jornais de caserna)… que a generosidade de algumas pessoas e do RI 13 permitiu englobar na Exposição. O grupo disciplinar de História agradece a boa vontade do aluno Luís Reboredo do 9.º C e da sua mãe, assim como da professora Ana Alencoão e do RI 13, que disponibilizaram muitos objetos e materiais.


O Broas27

A Presença de Vila Real na Guerra em África

A segunda atividade, a Palestra - Testemunhos na Primeira Pessoa, teve como intervenientes: Dr. Ângelo Sequeira, Prof. Ribeiro Aires e Prof. Carlos Almeida, que cumpriram serviço militar em Moçambique, Guiné-Bissau e Angola, respetivamente, decorreu na segunda-feira - 23 de abril. Estiveram presentes alunos do 9.º ano, 11.º F e 12.º E. Aprendeu-se muito e o entusiasmo dos oradores e as suas histórias e estórias de Guerra prenderam a atenção de todos. Não podemos reproduzir todas as palavras ditas, mas ficaram na memória: as condições das viagens de barco que, para Moçambique, era um mês no mar, não iam pelo Canal do Suez, contornavam o Cabo da Boa Esperança; as difíceis condições em que se sobrevivia no mato, por vezes, retratado com humor, como aquele militar responsável por um pequeno pelotão que estava esquecido no meio do nada. Quando, finalmente, foram resgatados, eram um grupo de barbudos com a farda em fiapos. Perguntam-lhe: Desde quando é que estão aqui? Resposta pronta: Quando o Vasco da Gama passou para cima, nós viemos para baixo!;

Saber da ali-

mentação

proporcionou

monótona

e

tristonha

espanto e alguns sorrisos. Alturas havia em que a água parecia chocolate, não pelo sabor/odor, mas pela cor. Comia-se, sempre, arroz, salsichas e fiambre, por vezes já com um cheiro nauseabundo. Os oficiais, segundo o testemunho do Dr. Sequeira, eram mais bem alimentados. Em todas as refeições, um soldado fardado de modo irrepreensível, apresentava a lista que continha verdadeiras iguarias da haute cuisine como Pescada à Meuniére,… durante uns momentos debatia-se, hesitava-se na escolha… por fim, decidiam-se pela sugestão do Chefe - arroz, feijão frade e atum! Não havia outra coisa! No final homenagearam-se os que combateram na insensata guerra que custou a vida a cerca de 9 mil soldados e feriu 100 mil. A Bárbara Taveira e a Laura Félix, do 9.º B, declamaram O Menino de Sua Mãe de Fernando Pessoa e alunos do 9.º B e do 9.º C cantaram Aquele Inverno dos Delfins que termina assim… lembrar o que alguém que voltou veio contar… recordar… recordar… Foi o que fizemos!


O Broas28

Parlamento dos Jovens - Ensino Básico

Redes Sociais - Combate à Discriminação Dois dias intensos, na Assembleia da República, começaram com uma viagem algo atribulada por causa do nó de Soutulho. Se não sabe onde é, não se preocupe, nós também não sabíamos e penámos para o saber. Afinal, tem que se sair do IP3, em Vila Chã de Sá, para o encontrar. Fica o aviso. A chuva, em alguns momentos, torrencial, acompanhou a nossa viagem rumo a Lisboa. Esquecido o percalço, chegámos à AR e, após a creditação, os deputados de Vila Real foram Vista geral da 3.ª Comissão

inseridos na 3.ª comissão que integrava deputados de 7 círculos eleitorais e foi presidida por Miguel Tiago, deputado do PCP, ajudado por Pedro Alves, deputado do PS e assessorado por Margarida Rodrigues. Começaram os trabalhos: cada distrito apresentou

o

seu

projeto de

recomendação,

seguindo-se o debate. Ouviram-se ideias e argumentos interessantes. Houve algumas intervenções mais incisivas e surpreendentes Vista parcial da 3.ª Comissão

como a do deputado de Braga que, agastado com as críticas sobre os encargos financeiros de uma das suas medidas, redarguiu assim: Disseram-me para apresentar medidas, não para calcular custos. Um deputado de Setúbal não concordando com a intervenção de um deputado de Castelo Branco que afirmou que pouco se sabia sobre o que era a discriminação, contrariou-o com estas palavras: Se o seu Círculo não sabe o que é a discriminação, penso que não deveria estar aqui. Ainda o mesmo deputado, mais à frente, dirigiu-se à

Os quatro deputados de Vila Real

Mesa afirmando: Quando o deputado de Castelo Branco estava a intervir o tempo não foi contabilizado. É discriminação! Os projetos eram muito idênticos estando uns mais explícitos, mais claros e outros mais difíceis de entender. Após muitas palavras ditas, muitos pedidos de esclarecimento, procedeu-se à votação do projeto final. Todos os deputados tinham que votar pelo menos num projeto, sendo o projeto de recomendação de

A nossa 1.ª deputada - Erica Amaral

Setúbal o grande vencedor.


O Broas29

Parlamento dos Jovens - Ensino Básico

Enquanto decorriam os trabalhos das comissões ocorreu uma visita guiada aos principais espaços da AR para os professores e outra para os jornalistas. Aprendi a história do edifício designado por Palácio de S. Bento, desde as suas origens como mosteiro até à atualidade. Reparei que há muitas figuras femininas, mas não representam nenhuma mulher em concreto, representam ideias, conceitos: república; justiça; lei; eloquência… já os homens representados são pessoas concretas: políticos; grandes oradores; reis; legisladores… Na Sala dos Passos Perdidos foi-nos explicado o porquê desta designação: durante o Estado Novo era muito difícil conseguir falar com os deputados. Por vezes, as pessoas passavam horas naquela sala, à espera, andando de um lado para o outro (passos perdidos) e acabavam por ir embora sem terem falado com quem pretendiam. Eram passos e tempo perdidos! Na figura que representa o Padre António Vieira, o Imperador da Língua Portuguesa, segundo Fernando Pessoa, há um pormenor interessante: um pé não foi pintado. A explicação está no facto do pintor, Columbano Bordalo Pinheiro, ter acordado determinadas condições de trabalho e remuneração que não foram cumpridas. Para se vingar e lembrar a todos a injustiça não pintou o pé, mas em contrapartida, desenhou o seu fantasma num outro fresco, na mesma sala. Nas fotografias que tirei estive atento a tudo, mas em particular aos pequenos pormenores, como os jogos geométricos do soalho, a madeira esculpida das portas, armários, cadeiras… os desenhos dos candeeiros, as flores dos canteiros do claustro, o ninho de um passarinho num arbusto do mesmo claustro… tanta coisa bonita para ver. O lanche, devido à chuva, teve que ser no interior o que não impediu que fosse muito agradável. O programa cultural foi assegurado pela atuação do Grupo Coral Kyrios constituído por jovens de diferentes faixas etárias. Cantaram lindas canções, a que mais agradou e todos pediram bis foi Allelujah de Leonard Cohen. É magnífica e foi muito bem interpretada. O jantar, como a chuva deu tréguas, já decorreu no claustro. Foi animado e a comida era excelente e abundante. As sobremesas eram divinas. Os autocarros levaram-nos para o Inatel de Oeiras, mesmo à beira-mar, onde pernoitámos e descansámos de um dia cansativo e repleto de emoções e coisas novas.


O Broas30

Parlamento dos Jovens - Ensino Básico

Na manhã de terça-feira, decorreu o Plenário, na Sala do Senado. O discurso inaugural, por impedimento da Senhora Presidente da AR, esteve a cargo do vice-presidente, Dr. Guilherme Silva. Seguiu-se a sessão de perguntas e respostas aos deputados de todos os partidos com assento na AR. Houve perguntas e respostas muito interessantes, como esta: Como se separa os interesses dos partidos dos interesses do país? Resposta: O partidarismo é, na realidade, um dos grandes males da democracia, mas há outros interesses, menos evidentes, mas mais nefastos, os da banca, da Troika… afirmou o deputado Miguel Tiago do PCP que acrescentou, mais à frente: A Democracia aqui dentro sem a Democracia lá fora não tem eficácia. A Mesa presidida por Guilherme Vilhais exerceu muito bem as suas funções. O Projeto de recomendação final ficou com nove medidas. Os trabalhos foram encerrados com o discurso do Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, Dr. Ribeiro e Castro.


O Broas31

Parlamento dos Jovens - Ensino Básico

Na Conferência de Imprensa a cargo do Dr. Ribeiro e Castro, foram muitos os jornalistas e as perguntas. Aproveitámos um bocadinho de tempo livre para entrevistar a Dra. Julieta Sampaio, criadora deste projeto. Perguntei-lhe: como surgiu a ideia de criar o Parlamento dos Jovens e qual o balanço que faz deste projeto. Eis as respostas: a ideia surgiu da necessidade que senti, enquanto professora de Matemática, de contribuir para a formação cívica dos alunos, a par da formação curricular. O projeto nasceu em 1995 e chamava-se Escola e Assembleia. Mais tarde, em 2005, fundiu-se com o projeto Hemiciclo do IPJ. O balanço não poderia ser mais positivo. Já encontrei alunos que participaram no projeto a exer-

A Dra. Julieta Sampaio e eu

cerem cargos políticos em juntas de freguesia e câmaras municipais. É muito gratificante. As nossas deputadas, Erica Amaral e Inês Monteiro, resumiram esta experiência extraordinária afirmando: foram dias muito intensos e agradáveis. É bom conhecer outras pessoas e outras perspetivas do mesmo tema. O mais interessante é a sessão de perguntas aos deputados. Pensamos que já sabemos alguma coisa sobre o funcionamento da nossa democracia. Segundo a Professora que nos acompanhou, veterana com quatro presenças na Sessão Nacional: para que tudo fosse perfeito, apesar do nó de Soutulho e da chuva, faltou estarem em flor os milhares de jacarandás de Lisboa. Parece que ela gosta muito de árvores. Eu que balanço faço destes dias memoráveis? Adorei, para o ano quero participar como deputado! João Caramelo Soares - 7.º A

Deputados, professores e repórteres de Vila Real (mais o Senhor Guarda) na hora da despedida


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Computadores - redes sociais - jogos ...

FACEBOOK - Nove formas de te protegeres!

Fonte: Consumer Reports

O Facebook oferece opções de privacidade. Um estudo realizado pelos especialistas Siegel & Gale, em Nova York, considerou que as políticas de privacidade do Facebook e do Google são mais difíceis de entender que o contrato de um cartão de crédito. A nova política de privacidade difundida pelo Google é tão complexa que na opinião de peritos

é impossível escrever uma pergunta apropriada

para testar o grau de compreensão do leitor. As ferramentas do Facebook são quase tão complexas como as do Google. Ficam aqui algumas sugestões para te ajudar: - Pensa antes de colocares informações - Mesmo que elimines uma conta, algumas informações poderão permanecer nos servidores do Facebook até 90 dias. - Atualiza periodicamente como os outros te veem - Vê, todos os meses, a forma como os outros veem a tua página e revê as configurações de privacidade individuais. - Protege as informações básicas - Define o público para os diferentes itens do perfil, tais como: um para amigos e outro para a família. Partilhar informações com amigos de amigos poderá expor informações que não queres. - O que não podes proteger - O teu nome e a tua foto do perfil são sempre públicos. Para protegeres a tua identidade, não uses a tua foto ou utiliza uma que não mostre a tua cara. - Torna o mural privado UnPublic - Define e limita o público-alvo de todas as mensagens publicadas somente para os amigos. - Desabilita a tag Suggest (sugestões) - Se quiseres que não seja reconhecida a tua cara nas fotos, desativa a função nas configurações de privacidade. - Bloqueia as aplicações e sites Snoop (espiões) - A menos que o evites, os amigos podem partilhar as tuas informações pessoais em diferentes aplicações. Para os bloqueares usa os controlos que limitam a informação que cada aplicativo pode ver. - Publica os posts do mural apenas para alguns amigos - Não partilhes todas as mensagens, nem todos os itens do perfil com todos os teus amigos.

- Se tudo falha, desativa a conta - Ao desativares a conta, os dados do perfil permanecem, temporariamente, indisponíveis. Só apagando a conta os dados ficam inacessíveis para sempre. Rúben Clemente - professor de Informática

Os programas CorelDRAW e Photoshop permitem inúmeras possibilidades de exploração da IMAGEM. Durante o mês de junho, no piso 4 da Escola, poderá apreciar os trabalhos realizados com esses programas pelos alunos do 12.º A, 12,º B e do 12.º C na disciplina de Aplicações Informáticas B. OLHE! VEJA! APRECIE! SORRIA!


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Computadores - jogos - redes sociais...

Os jogos de computador podem matar! Tal como outros vícios, o jogo excessivo pode ser mortal. O vício dos videogames é uma patologia em franca propagação. O aumento de viciados está ligado à cada vez maior complexidade dos jogos, os jogadores tendem a ficar mais tempo em frente ao ecrã, deixando de fazer outras atividades. No mundo, a cada momento, surgem notícias ligadas a este problema: um jovem canadiano, 20 anos, Chris Stanford, morreu durante uma maratona de jogos online, no ano passado, devido à formação de coágulos sanguíneos que levaram a uma trombose, depois de jogar 12 horas seguidas. A família informou que jogava das dez da noite até de madrugada. Em muitos países, já existem clínicas especializadas no tratamento dos viciados em jogos de computador. Esta patologia é muito semelhante a outros vícios: exclusão social; ruturas familiares; problemas de saúde, as pessoas tendem a alimentar-se de modo incorreto; descurar da higiene e isolamento. Nem todos os jogadores se tornam dependentes, mas é importante conhecer a perturbação. Os especialistas dão-nos alguns conselhos para evitar o vício: nunca fique horas e horas parado em frente ao ecrã, a cada 50/55 minutos faça uma pausa de 5/10 minutos; não fique sentado, afaste-se do ecrã e caminhe um pouco, aproveite e faça outras coisas. Mais notícias sobre o problema: Em 2009, uma menina de 12 anos ficou com lesões dolorosas nas palmas das mãos. Os médicos descobriram que as mesmas foram causadas pelo uso excessivo de uma consola de controlo. Fonte - British Journal of Dermatology Só na China, quatro milhões de pessoas são viciadas em Internet e 10 milhões são potenciais doentes. A maioria é viciada em jogos online como World of Warcraft (WoW) ou Counter Strike. O aumento de casos foi tão substancial que o governo chinês, em novembro, adicionou o vício da Internet e jogos online na lista de distúrbios clínicos, a par de outros, como álcool e os jogos de azar. Fonte - El Pais O jovem Chen Rong-yu, de 23 anos, morreu este ano, após passar 23 horas seguidas a jogar num pc. Segundo o site Sky News, o jovem taiwanês estava num cyber café na cidade de New Taipei e participava numa maratona de League of Legends, um jogo muito popular inspirado num mapa de Warcraft III: The Frozen Throne. As investigações concluíram que o cansaço físico, aliado ao longo tempo sentado e uma alimentação inadequada, originou um ataque cardíaco fulminante no jovem. Fonte - Youtube Um homem morreu na China, na região de Pequim, depois de ter passado quase três dias seguidos a jogar computador. O Homem de 30 anos passou o tempo todo sem dormir e quase sem comer na frente do computador antes de entrar em coma. Fonte - jovempan.uol.com.br Rúben Clemente - professor de Informática

Os cursos profissionais têm formado técnicos em diversas áreas. Este ano acabam o curso os alunos do curso profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos. Os professores que lhes deram aulas, toda a comunidade escolar e O Broas desejam-lhes felicidade e sucesso no seu futuro e que todos levem gratas memórias dos anos que aqui estudaram. Estes votos são alargados a todos os outros alunos que terminaram o seu ciclo de estudos nesta Escola e não estarão aqui no próximo ano letivo.


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Comunidade de Aprendizagem - O Professor Faz a Diferença

Aprendizagem Cooperativa no Ensino da Geografia - como, para quê? Fathman e Kessler (1993) definem a aprendizagem cooperativa como o trabalho em grupo estruturado cuidadosamente para que os alunos interajam, troquem informações e possam ser ava-

A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta se não chegarem todos. Virgínia Burden

liados de modo individual pelo seu trabalho. A aprendizagem cooperativa é um método de ensino com o qual os alunos se entreajudam no processo de aprendizagem, atuando como parceiros entre si e com o professor, visando adquirir conhecimentos a partir de um problema. Há fatores fulcrais para que se estabeleça um processo cooperativo:

responsabilidade individual

por informações reunidas pelo esforço do grupo; interdependência

positiva;

desenvolvimento

da

capacidade de analisar a dinâmica do grupo e trabalhar a partir dos problemas. A aplicação de estratégias de aprendizagem cooperativa na educação formal é importante para a obtenção de ganhos em relação ao próprio processo de ensino-aprendizagem e na preparação dos indivíduos para situações futuras, em contexto de trabalho. Kaye (1991) resume os seis elementos mais importantes na definição do campo da aprendizagem cooperativa: - é um processo individual, incluindo as interações em grupo e interpessoais; - as interações em grupo e interpessoais envolvem um processo social na reorganização e na modificação dos entendimentos e ainda das estruturas de conhecimento individuais. A aprendizagem é, em simultâneo, um fenómeno privado e social; - aprender cooperativamente implica intercâmbio de papéis (aprendiz, professor, pesquisador de informação, facilitador) em momentos diferentes; - a cooperação envolve sinergia e assume que o todo é maior do que a soma das partes individuais; - nem todas as tentativas de aprender por este processo serão bem sucedidas, certas circunstâncias podem levar à perda do processo; -

aprendizagem

cooperativa

não

significa

aprender sempre em grupo, mas implica a possibilidade de poder contar com os outros e dar retorno, quando necessário, num contexto não competitivo.

Decorrente da possibilidade de dar continuidade, nesta Escola, a um projeto que partilhamos há mais de seis anos, coordenado pela UTAD, agora designado por Comunidade de Aprendizagem: O Professor faz a diferença - desenvolvemos em todas as turmas que nos foram atribuídas, durante um número significativo de aulas, diversas experiências de aprendizagem que respeitam os princípios da Aprendizagem Cooperativa.


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Comunidade de Aprendizagem - O Professor Faz a Diferença

Desta experiência, de resto muito significativa, deixamos em jeito de reconhecimento, à Escola e ao trabalho dos discentes, as notas seguintes:

- os alunos demonstraram, ao longo do percurso, disponibilidade para aprender, colaborando com a docente na resolução das dificuldades; - revelaram empenhamento e responsabilidade; - apostaram, de forma entusiasta, na tentativa de encontrar soluções para os problemas desenhados, nas diferentes experiências de aprendizagem; - a avaliação, quer do trabalho nas equipas quer do trabalho individual, refletiu uma melhoria muito significativa nos resultados escolares, para a maioria dos alunos.

Docente Lurdes Lúcio e alunos de 9.º ano das turmas C - D - E - F e G


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Memórias do Tempo que Passa Somos o que comemos! Comer é uma necessidade fisiológica e um ato social. O Celeirodieta veio à Escola lembrar a importância da alimentação equilibrada e mostrar novas e menos convencionais opções alimentares. Houve lanche com bebida, iogurte, hambúrgueres e sobremesas de soja, entre outras iguarias saudáveis. A palestra dinamizada pela Dr.ª Sara Avellar relembrou aos alunos dos 8.º D e 8.º H e professores acompanhantes alguns conceitos chave de uma alimentação saudável, variada e equilibrada. Alunos do 9.º ano, 11.º de Economia, inscritos em História e 12.º de Humanidades visitaram o quartel do RI 13 a convite desta instituição militar há muitos anos sediada na cidade de Vila Real. O projeto Portas Abertas tem como grandes objetivos estreitar a relação entre o RI 13 e a comunidade vila-realense e dar a conhecer todas as valências que possui. Foi possível conhecer: a sua história visitando o seu Museu e Biblioteca; a sua participação em vários conflitos, como a Guerra Colonial em África; o armamento, equipamento e veículos de combate; o circuito de preparação física... O Dia Internacional dos Museus comemora-se a 18 de maio. Como celebrar este dia? Nada mais óbvio: visitar museus, até porque, neste dia, a entrada é gratuita. Os alunos de Humanidades do 11.º G, acompanhados pela Diretora de Turma e pela professora de História, foram à invicta e sempre leal cidade do Porto descobrir o Museu Romântico - Museu Nacional Soares dos Reis - Mercado Ferreira Borges Palácio da Bolsa e as pontes em ferro D. Luís e D. Maria. Conhecimento, cultura, convívio e alegria, com o Douro sempre por perto, dominaram aquele que foi um dia feliz para todos os participantes. As alunas Inês Rento e Ana Margarida Bulas Cruz, do 11.º A e 11.º C, respetivamente, representaram o distrito de Vila Real na Sessão Nacional do projeto Euroscola, que decorreu na Assembleia da República, nos dias 28 e 29 de maio do presente ano. Neste projeto é apresentado um trabalho que tem uma parte escrita e uma parte oral (apresentação) sobre a União Europeia. No antigo Refeitório da Assembleia da República, decorreu a apresentação dos trabalhos dos 18 distritos. Ficámos em 9.º lugar, mas temos esperança de ainda ir a Estrasburgo. Há muitas escolas que desistem!


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Clube de Preservação Ambiental

Atividades do Clube de Preservação Ambiental - CPA O CPA dinamizou, ao longo do ano letivo, muitas atividades. Aqui fica o registo das principais. Projeto Gincana Rock In Rio – por um mundo melhor, que incluiu atividades direcionadas para a sensibilização dos jovens para a problemática do ambiente, tendo como grandes finalidades: promoção da cidadania e participação ativas; adoção de boas práticas de sustentabilidade. A associação ao festival de música Rock in Rio foi uma estratégia para cativar os jovens. A Escola comprometeu-se a concretizar tarefas, sendo elas: - recolha de embalagens plásticas - venda de pulseiras Por Um Mundo Melhor (o produto das vendas reverteu para a formação musical de crianças) - Escola energeticamente eficiente para reduzir o consumo de eletricidade - Escola eficiente – uso eficiente de água para reduzir o seu consumo - Escola Eletrão recolha de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos. Foi também realizada uma ação de sensibilização a alunos pelo

Eng. Guilherme Marcão da Amb 3E

sobre Resíduos de Equipamentos elétricos e eletrónicos. Outras atividades dinamizadas pelo Clube foram: - Participação na XVII edição das Olimpíadas do Ambiente. Foi apurado para a final nacional o aluno André Oliveira do 12.º B; - Participação nas VII Olimpíadas da Biotecnologia. Foi apurado para a final nacional o aluno André Oliveira do 12.º B que por problemas de saúde não pôde comparecer; - Visita à ETAR de Vila Real pelos alunos do 12.º B no dia 28 de maio. Os objetivos estabelecidos foram: observar e conhecer o funcionamento da ETAR de Vila Real; compreender os processos que intervêm no tratamento das águas residuais;

desenvolver

uma visão integradora da ciência, tecnologia, ambiente e sociedade. A Engenheira do Ambiente, Dra. Ana Sousa, orientou a visita. Informou que o caudal da água que chega à ETAR atinge o valor médio diário de 9000 m3/dia. As variações, ao longo do dia, refletem as rotinas diárias da população.

O tratamento da água implica custos

financeiros elevados; - O jogo Eu sou um Ás do Ambiente foi dinamizado para comemorar o Dia Mundial do Ambiente,

dia 5 de Junho, envolveu

alunos do 8.º ano de escolaridade. A Equipa de Coordenação do Clube


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Artes Visuais

Cumpriu-se a Arte e da Beleza se fez Luz

O grupo de Artes Visuais todos os anos embeleza a Escola com as obras de arte que os alunos do 3.º ciclo produzem nas aulas de Educação Visual e/ou Oficina de Artes. Este ano, sobressaíram pela sua beleza, qualidade e originalidade: - as máscaras expostas no período do Carnaval elaboradas com pasta de sabão, gesso, missangas...; - as telas e T-shirts com reproduções de obras de arte das correntes do início do século XX; - o painel da primavera com as flores, árvores, passarinhos e borboletas de origami que alegraram, com as cores primaveris, o átrio principal da Escola; - os livrinhos ilustrados com a história A Rã e o Escorpião que, no final apresenta uma conclusão útil: As pessoas de maus instintos injetam sempre o veneno nas suas vítimas, os mais fracos. Todos os trabalhos elaborados integrarão uma exposição que se realizará no início do próximo ano letivo. O grupo de Artes Visuais convida toda a Comunidade escolar a visitar essa futura exposição.


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Vi, Gostei e Recomendo

Cinema e Educação Sexual O filme Acusados conta uma história de violação coletiva,

nos anos 80 do século XX, num bar, nos EUA.

Sarah Tobias é uma rapariga de aspeto frágil, vestida de modo provocante e, algo embriagada, que começa a dançar de forma sensual e apelativa num bar. Um dos homens presentes aproxima-se e, quase sem ela se aperceber, empurra-a para cima da mesa de paintball e viola-a perante uma assistência masculina que incentiva e aplaude o crime. Outros se seguem. Durante o julgamento, a credibilidade e estatuto de vítima são postos em causa. O modo como estava vestida, a sua condição social e o estar alcoolizada num bar rodeada de homens, foram argumentos usados pela defesa para conseguir a absolvição dos violadores. O filme levanta questões pertinentes sobre o modo como a justiça lidava/lida com os crimes sexuais. O processo judicial é longo e doloroso para a vítima e, no final, os criminosos não são punidos. Ao sofrimento físico e humilhante junta-se uma fria e sarcástica incompreensão e injustiça dos que administram a lei. Uma mulher não se pode vestir de forma mais ousada? Está a incentivar os atos de assédio sexual ou de violação? Quando uma mulher diz Não é Não que quer dizer. Ponto final! Não digam que disse Não, mas queria dizer Sim. O tema do filme foi debatido na turma e, surpresa, surpresa, não foram os rapazes que manifestaram posições mais controversas. É necessário educar, homens e mulheres. É (pre) conceito os homens pensarem que as mulheres se vestem de modo sensual para os provocar. As pessoas vestem-se, em primeiro lugar, para agradarem a elas mesmas! Alunos de Filosofia A do 12.º E

Vicky Cristina Barcelona é um filme de Woody Allen que foca temas ligados à sexualidade: bissexualidade e homossexualidade feminina e, implícito, promiscuidade sexual. Ninguém ficou incomodado/escandalizado, mas algumas cenas provocaram um ligeiro desconforto. Uma coisa é sabermos que existe, outra é termos imagens diante de nós. Alguns alunos já se depararam, no quotidiano, com cenas do teor do filme e afirmaram que não ficaram incomodados. Os rapazes, dois apenas, afirmaram não ter apreciado a lentidão com que a história se desenrola. O filme torna-se algo monótono e difícil de visualizar para quem está habituado aos filmes de ação by Hollywood. Para alguns tudo deve ser fast. Todos adoraram os atores: o agora casal Javier Bardem e Penélope Cruz e a bela Scarlet Johansson. Alunos de Inglês do 11.º G


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Li, Gostei e Recomendo

Orhan Pamuk Oferecido por uma grande amiga (que, a par disso, é a minha conselheira preciosa e ímpar no campo das leituras que me vai dando a conhecer), o livro O romancista ingénuo e o sentimental prendeu-me desde a primeira palavra! É uma obra que resulta da compilação de seis conferências do escritor turco - Orhan Pamuk proferidas a convite da Universidade de Harvard (as conferências Norton, onde um vulto do mundo literário é convidado, anualmente, a pronunciar-se sobre um tema que lhe mereça reflexão). Pamuk, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2006, cria um fio condutor nessas conferências, dissecando um ensaio filosófico de Schiller sobre a poesia ingénua e sentimental, pretendendo responder a diversas questões que o preocupam: O QUE É LER? O QUE SE PASSA DENTRO DE NÓS QUANDO LEMOS?..., usando o saber que acumulou ao longo de dezenas de anos de leitor ávido e escritor de romances. Começa a sua busca fazendo a distinção entre o que é, segundo Schiller, um leitor ingénuo (ligado à espontaneidade) e um sentimental (ligado à emoção refletida). A forma simples, sem ser simplista, com que aborda os mecanismos do ato de ler e a procura de resposta para a famigerada e dificílima questão: O QUE É LER? deixou-me deliciada! O autor desconstrói o ato de ler duma forma brilhante e que muito me fez pensar. LER UM ROMANCE É INTERROGARMO-NOS CONSTANTEMENTE É surpreendente como Pamuk responde de um modo magnífico, numa frase aparentemente banal, a uma questão tão difícil de ser respondida! É genial... e se atentarmos bem, o ato de ler implica que o leitor folheie, e o folhear a página significa que o leitor quer ver saciada a sua curiosidade, quer saber o que aconteceu a esta ou aquela personagem, quer saber o que vai acontecer!!!... É um interrogar em permanência, mesmo sem que se tenha consciência que se está envolto nesse interrogar!!!!... A leitura é para os curiosos… e são estes que se irão rever nesta definição tão rica! Gostei tanto da dialética à volta do pensamento e da escrita de Pamuk, que não lhe resisti e depois daquela obra mergulhei em Istambul….Esta é

uma

obra de cariz diferente da anterior, dado que se trata de um livro de imagens e de uma luminosidade absolutamente encantadora! A par das memórias pessoais, o escritor vai desfiando a história da própria cidade…. Magnífico!… Anabela Coelho - professora de Ciências Físico-químicas e leitora ávida

Fernão Capelo Gaivota é um livro de Richard Bach que conta a história de uma gaivota diferente. Tinha ânsia de liberdade, do prazer de experimentar novas sensações e modos de voar. As outras gaivotas executam apenas voos rotineiros para se alimentarem, mas Fernão foge à rotina. Voa mais alto e mais longe, ganhando uma visão mais ampla do mundo. Fernão, pela liberdade que experimenta, era diferente, sendo mal compreendido e rejeitado pela sua comunidade. Vive solitário, situação que aceita sem drama. Procura ensinar outras gaivotas, mostrando as virtudes da sua experiência de voo. Um grupo de colegas vai segui-lo. Vivem os novos prazeres e sensações e gostam da liberdade. Um dia, Fernão desaparece, mas a semente da liberdade desenvolve-se nos seguidores. Ana Rita Salgado - 8.º D


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Li, Gostei e Recomendo

Ciência Divertida

Foram várias as maçãs que mudaram o mundo, desde a maçã bíblica, origem do pecado original, até ao ícone de alguns dos gadgets tecnológicos mais apreciados. A crer na lenda, terá sido igualmente uma maçã que mudou (porque acordou...) um dos maiores génios da Humanidade, Isaac Newton (1642 – 1727) e, com isso, a compreensão do Mundo. Perante a simples queda de uma maçã na cabeça (em tempos, um aluno de 11.º ano desabafou que mais valia que tivesse sido um piano ou uma bigorna, que já não tínhamos que o aturar, mesmo depois de morto!), Newton terá pensado algo como: Se a maçã me caiu na cabeça, por que é que a Lua não cai na Terra? De facto, se tal deveria (e deve...) mesmo ocorrer e se tal não acontece (nem vale a pena a preocupação), há de haver, tem que haver explicação. A lógica da maçã explica (explicação simples, como não poderia deixar de ser), assim, como se explica alguma da Ciência presente no nosso dia a dia, fruto da genialidade (e, acrescente-se, do mau feitio) de Newton, e sem a qual a nossa qualidade de vida não seria certamente a mesma! A lógica da maçã, Lisboa: Quidnovi Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas

A Ciência é, provavelmente, a maior proeza da mente humana. Nas palavras do autor desta obra: Este livro tem por ambição pôr ao alcance de todos as grandes descobertas da ciência (…), um livro de cultura geral que se pretende acessível ao grande público do século XXI. A ideia fundamental do texto é mostrar um pouco a evolução da Ciência, salientando-se as suas aplicações no domínio da Tecnologia e em aspetos do nosso quotidiano. Aos alunos (sobretudo de 10.º e 11.º anos) recomenda-se, em particular, a Introdução, o capítulo 2 - A queda dos graves, o capítulo 5 - O mistério da energia, primeiro episódio, e o capítulo 6 - A fada eletricidade. Um pouco de ciência para todos, por Claude Allègre, Lisboa: Gradiva Manuel Salgueiro - Professor de Ciências Físico-químicas


O Broas42

Bárbara Taveira

Georgina Cruz

Pedro Oliveira

Quem Faz o Jornal

Beatriz Matos

Lurdes Lopes

Rosalina Sampaio

Beatriz Morais

José Meireles

Sílvia Meireles

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Fátima Campos

Juliana Nóbrega

Zulmira Peixoto


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7 diferenças...

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Rita Sigre - 12.º A - Aplicações Informáticas B

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Descubra as

PassaTEMPO

Caminho de Ferro

Sabia que...

- O nascimento do caminho-de-ferro está associado ao inglês George Stephenson, mecânico nas minas de Killingworth, que construiu a primeira locomotiva em 1814. - O comboio acelerou a vida dos homens mesmo andando, na altura, a 30 Km, velocidade que assustou as pessoas de então. Desenvolveu o fenómeno das migrações, o aparecimento de novas cidades, a criação de novas indústrias e profissões, como maquinista. Sugestão: Aventure-se e faça uma viagem do Peso da Régua ao Pocinho, passando pelo Pinhão. Descubra as razões que fizeram da região duriense Património Mundial da Humanidade! Deixe-se surpreender e encantar. Respire fundo! Esqueça a Crise!


II

Aplicações Informáticas B - 12.º Ano

a d ipo t go do o a L nt e v n i Re

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