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APÁGINADAENFERMEIRA

OUTUBRONOVEMBRODEZEMBRO2012

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Enf. Maria de Lourdes Andrade

Os nossos avós… Os mais velhos Texto: Madalena Abreu Docente de Marketing no ISCAC

Esta é a página essencialmente para si que gosta de ler o jornal “O Ardina”. Sinceramente desejo que os assuntos aqui focados o façam pensar, e se houver algum tema que gostaria de ler, falar ou “discutir”, estou disponível. As aulas já começarem, e além do stress normal de um novo ano escolar, há ainda outros assuntos mais importantes que estes, que é bom informado e alerta. 1. Escolha de amigos; amigo verdadeiro a quem possas recorrer em caso de dificuldades escolares, dúvidas, apoio nas matérias, etc. Mas cuidado com aqueles “que se dizem amigos” e são aqueles que levam os pacificadores para o álcool, droga, brigas e desobediência a pais e professores. Destes afasta-te. 2. Casa de pais – Escola de filhos.Aqui começa a Verdadeira Escola da Vida, começa mesmo antes do nosso nascimento. 3. Que ambiente tenho no meu lar. O casamento foi cimentado no amor entre marido e mulher, ou foi uma chama que rapidamente se apagou? Quais os ideais para o futuro? Ou está ele cimentado em riquezas terrenas, usando armas de egoísmo, ganâncias, inveja e vaidade? 4. Um filho é a coisa mais importante da vida de um lar, duma sociedade, dum país. 5.As crianças tudo captam rapidamente, não se lhes podem mentir, empurrando-as para outras pessoas desonestas, oportunistas, podres física e espiritualmente que o grande prazer é somente a destruição do ser humano, tiram-lhes tudo o que de honesto, puro, existe numa criança, através do álcool, droga e sexo. É com muito carinho, que vos desejo, jovens, um ano escolar, cheio de sucesso – o que de positivo armazenares hoje – colherás no futuro.

Sei que já nem se usa dizer, de tão calejado que ficou… mas ainda assim insisto. O nosso processo de envelhecimento é como o do Vinho do Porto: o bom fica melhor e mais doce e o mau azeda, estragando-se. Talvez por estar a viver uma fase da vida em que isto se tornou evidente, o que é certo é que esta metáfora aparece escancarada a meus olhos. E este olhar parece-me tanto mais importante quanto mais fala do que é a vida humana, da imensidade e ternura que ela encerra e do trilho misterioso que nos faz avançar. Os mais velhos, que souberem Crescer, comportam um peso que só a sabedoria transportada ao longo dos anos pode fazer acontecer. E o mais curioso é que se trata de um peso de uma leveza imensa e suave… Talvez seja este mais um dos paradoxos de que são feitas as realidades belas e que nos deixam a sorrir. O olhar profundo e libertador de alguém

mais velho significa uma teia urdida pelo Céu Mesmo que esta pessoa mais velha não identifique quem o foi tecendo. E às vezes dou comigo, nestes encontros e toques impercebíveis aos “olhos do mundo”, a sentir-me quase próxima do Céu. Como se aquela pessoa mais velha ocupasse mais a sua existência plena, e estivesse a distanciar-se da terra. Mas não da sua vida terrena, se é que me faço entender… pois encontra-se mais plenamente aqui, mas mais plenamente no que se há de vir a tornar-se. Sem dúvida, está mais assumida. Quero dizer que estas pessoas mais velhas são para mim uma evidência da eternidade. E permitam-me dizer algo também paradoxal (e quiçá, um imenso disparate) … estas pessoas mais velhas parecem estar de forma animada e tranquila entre duas existências e, por isso, são mais completas… quer dizer, a obra de arte que são chamadas a ser, parece estar perto da sua integração completa. Alguém quer ajudar-me nestas palavras?

Avô português residente em Toronto, transmite valores ao neto Michael

O Poder dos Avós Texto: Isabel Galamba de Castro Advogada

O poder dos avós começa na letra do hino nacional, quando dizemos “os nossos egrégios avós”. Esta frase, inserida num dos símbolos nacionais deveria corresponder a um sentimento integrante da nossa identidade como povo., a admiração por aqueles que nos antecedem e que consideramos distintos, ilustres, e notáveis.A Realidade, no entanto, nem sempre é esta, e assistimos hoje ao aumento da pobreza, do abandono, da falta de assistência daqueles que são os “avós”, e que integram o grupo etário dos “Seniores”, a que chamamos 3.ª idade. Nunca como agora os idosos constituíram um fardo para as famílias, porque estas, antes, tinham um conceito alargado que os integrava, e dessa convivência extraordinária e insubstituível brotava a preservação da memória, a transmissão dos valores, a aprendizagem dos saberes. Diz Bagão Félix, num artigo publicado no jornal “ Público” de 17 de Junho, que “a indigência moral alimenta-se da falta de memória”. Esta memória da ética, daquilo que é moralmente aceitável, do exemplo da persistência perante as dificuldades, vem do convívio dos nossos avós. Eles, que na sua maioria tem mais tempo para os netos, devem ser o nosso exemplo de liderança. Felizmente muitos dos avós hoje cuidam dos seus netos. Sintoma da crise, talvez, mas não à infantário ou pré-escolar que nos bata na generosidade que colocam no cuidar, no ensinar, na gratuidade do seu tempo. Eles estão lá para os pais e para os filhos, para desculpar e para apontar caminhos porque viveram e assistiram a outros momentos que fazem já parte da nossa história recente. Para alem disso são ainda, e em cada vez mais casos, suporte económico quando o trabalho falha, ou o dinheiro é curto. Por tudo isto é preciso sublinhar e reforçar o poder dos avós devem ter no seio de cada família.

A estas Instituições e a todas as outras que não estão aqui mencionadas o nosso Muito Obrigado. Mas um agradecimento muito especial para o Grupo Jerónimo Martins, para o Banco Alimentar e para o Montepio que têm sido fantásticos, fabulosos, e sempre muito generosos.


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