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CENTRAIS

JANEIROFEVEREIROMARÇO2012

…”Sob a orientação da Dra. Manuela Eanes foi oferecido por Embaixatrizes de vários países que anualmente faziam na FIL um evento com artigos oriundos dos seus países que vendiam ao público”…

…”Recordo também com saudade a aprendizagem dos jovens nas oficinas sob a orientação de mestres qualificados”…

Conversando com Lucília Rodrigues Ribeiro Uma Senhora com 81 anos

Uma amiga • Santer

Hoje desloca-se acompanhada por pessoas amigas. É uma senhora culta, de gostos requintados. Enquanto gozou de saúde, caminhou muitos anos seguidos para a Obra do Ardina. O Ardina (OA): Durante quantos anos a senhora colaborou no Ardina? Lucília Rodrigues Ribeiro (LRR): Foram muitos anos, mas não me recordo quantos. (OA):A senhora fez parte, durante vários mandatos,do Conselho de Administração. Que outras funções desempenhou? (LRR): Dirigi o curso de culinária e artes domésticas, destinado a rapazes da Obra do Ardina e a raparigas de outras instituições. Fazia as ementas das refeições, provava as iguarias depois de confeccionadas, assistia á preparação das mesas do refeitório e ao decurso das refeições.

Vigiava a higiene dos aposentos de dormir dos rapazes e a lavandaria. (OA): Exercia, pois, funções de coordenação e de disciplina. A Obra do Ardina é uma grande família,com a colaboração de todos os seus membros. Oferece-lhe citar alguém que lhe mereceu maior consideração? (LRR): Exercíamos o trabalho específico com o director da instituição, o Dr. Alexandre Martins, com quem reuníamos periodicamente para tratarmos dos assuntos relacionados com o normal funcionamento da instituição e acordarmos orientações a seguir na melhor resolução de assuntos problemáticos que surgiam no dia a dia. É claro que numa casa com tantos funcionários e tantos rapazes surgem sempre problemas, alguns de difícil resolução, mas com boa vontade,compreensão e por vezes alguma condescendência seguia-se sempre em frente.

(OA): Na Obra do Ardina luta-se, por vezes com grandes dificuldades, para que nada falte às Crianças e aos Jovens. Cite,por favor acontecimentos que lhe deixaram maiores recordações. (LRR): Sim, Deus sabe quão algo difícil era preciso enfrentar… Mas falando de acontecimentos genéricos recordo com satisfação a oferta de um andar sito no Largo Mendonça e Costa em Lisboa. Sob a orientação da Dra. Manuela Eanes foi oferecido por Embaixatrizes de vários países que anualmente faziam na FIL um evento com artigos oriundos dos seus países que vendiam ao público. No ano que a Obra do Ardina fez 50 anos de existência foi, então contemplada com as receitas que obtiveram. O andar recebido foi devidamente preparado e decorado, fundou-se no mesmo um lar de residência

para os jovens mais velhos da instituição. Recordo também com saudade a aprendizagem dos jovens nas oficinas sob a orientação de mestres qualificados. Era um trabalho digno de menção realizado com energia e interesse por jovens da instituição muitos já andados por maus caminhos outros de famílias muito pobres. Ali se esforçavam na aprendizagem de uma profissão, tão importante na sua vida futura. A Obra do Ardina sofreu muitas nuances complicadas. Em 1986 deflagrou um incêndio posto na casa mãe da Rua Dr. Oliveira Ramos. Os jovens que estavam a jantar saíram todos ilesos pelas traseiras de outros prédios acompanhados pela Assistente Social Anabela que com eles jantava. Os jovens foram depois acolhidos no Centro de Observação e Acção Social de Lisboa do Ministério

da Justiça,hoje Centro Educativo da Bela Vista. Lá continuaram a sua formação profissional e formação escolar. (OA): Sabemos que ao receber “O Ardina” se interessa pela sua leitura. Como sente na actualidade a Obra do Ardina? (LRR): Pelo que leio e pelas visitas que tenho feito a instituição continua dentro das possibilidades que vai tendo, registo que continua os seus trabalhos meritórios, mas com graves dificuldades económico-financeiras. (OA): Sra. D. Lucília Bem-Haja pela sua disponibilidade e por todas as atenções, nomeadamente por nunca ter deixado de contribuir com a sua ajuda solidária para a manutenção da instituição que tão necessária é. Fazemos votos para que conte muitos anos com saúde e alegria pelo bem-fazer.

Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome 764 toneladas Rafael Furtado e Rafael Silva dois do milhares de voluntários da Campanha do Banco Alimentar

Uma vez mais, fizemos parte dos muitos voluntários que aderiram à campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome. Porque é cada vez mais premente a ajuda às pessoas que vivem com mais dificuldades, temos a alegria de informar que ajudámos a recolher parte das 764 toneladas de alimentos doadas na área da

grande Lisboa e que posteriormente serão distribuídos por 73 mil pessoas através de 365 Instituições de Solidariedade Social. Ao Dr. Carlos Diogo, ao Sr.Vasconcelos, ao Paulo Emanuel, ao Rafael Silva e ao Rafael Furtado a nossa gratidão por terem mobilizado pessoas e veículo de forma a colaborarem nesta campanha.

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grande Lisboa e que posteriormente se- rão distribuídos por 73 mil pessoas atra- vés de 365 Instituições de Solidariedade So- cial. Ao Dr.Ca...