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Seminário O Valor Universal de Óbidos | 11 e 12 de Setembro 2009

ÓBIDOS - PATRIMÓNIO GRÁFICO Sofia Rosa Lã

SÍNTESE O projecto “Óbidos - Património Gráfico do Concelho de Óbidos – tem como base todos os registos gráficos e populares que possam ser entendidos e interpretados como elementos de comunicação urbana e que estejam ao alcance de um qualquer transeunte das ruas e dos caminhos de Óbidos. Pretende-se assim, que qualquer pessoa possa repetir os trajectos temáticos propostos. Numa primeira fase do trabalho, depois de elaborado o guião preliminar e identificadas as áreas do concelho a explorar, procedeu-se ao reconhecimento físico da totalidade do concelho efectuando paralelamente um primeiro levantamento fotográfico – que pretendeu ser exaustivo. Durante este período foram percorridas as 9 freguesias e identificados e fotografados muitos “potenciais” registos - num total de mais de 300 elementos diferentes – tão variados como batentes de portas, números de polícia, pictogramas, letreiros comerciais, paneis de azulejos com variadíssimas formas e finalidades, gradeamentos, frontões, pavimentos, relógios de sol, cantarias e inscrições e gravados em pedra entre outros. A Vila de Óbidos – dividida em duas freguesias, São Pedro e Santa Maria – é de longe a localidade com maior interesse a nível gráfico, tanto pela quantidade como pela variedade dos elementos gráficos. Deste ponto de vista, as freguesias com menos registos gráficos serão a Usseira, com as suas placas comerciais, e o Vau, com as novas esculturas em ferro na sua rotunda principal e alguns relógios. O Sobral da Lagoa oferece belas cantarias; A-dos-Negros os seus relógios de sol – como o que se encontra numa casa particular afastada na estrada de Sancheira Pequena ou o da Igreja Matriz –; O Convento da Amoreira o seu rico frontão e azulejos; O Mosteiro de São Miguel, a Quinta das Janelas e a Casa das Gaeiras, na freguesia homónima, formam por si só, um conjunto de cantarias, gravados em pedra e pinturas de maior relevância; O Olho Marinho tem um conjunto religioso que inclui cruzeiros e vias sacras; Santa Maria e São Pedro, além do que existe dentro da Vila, apresenta vários painéis de azulejos, cantarias e trabalhos em pedra; são estes alguns dos registos que merecem particular referência. Todas as fotografias escolhidas são identificadas pelo nome da rua onde foram tiradas. Tentou-se ser o mais rigoroso possível nesta tarefa, apesar da falta de plantas com a identificação das ruas das várias freguesias e respectivas localidades. As plantas topográficas, cedidas pela Câmara, foram, por isso, fundamentais para o efeito. Assim, não obstante o cuidado que foi posto nesta investigação, poderá acontecer que alguns dos objectos


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fotografados fora da Vila de Óbidos, surjam deficientemente identificados. Nestes casos, optou-se por apresentar unicamente o nome da respectiva localidade. Apesar da relativa modéstia dos registos gráficos que foram encontrados – naturalmente longe da riqueza de outros estudos semelhantes relativos a grandes cidades – e do estado de degradação em que se encontra parte significativa deste material – comprometendo por vezes a sua exposição – o conjunto que agora se identifica não deixa de constituir uma útil contribuição para a análise da evolução do papel que o Concelho de Óbidos assumiu ao longo do tempo em termos da sua importância social, económica e politica na região. Concluída a selecção dos registos gráficos que irão estar presentes na monografia e à sua organização temática, procede-se actualmente á paginação do trabalho. Desta forma poder-se-á elaborar a maqueta da monografia de forma a que, quando for realizada a sessão fotográfica final, já esteja perfeitamente definido o enquadramento de cada um dos objectos a registar.

NOTA BIOGRÁFICA Frequentou o curso de Graphic Design no Montgomery College, Washington D.C., E.U.A., tendo-se licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Concluiu o Master de Museologia e Gestão do Património Cultural, pela Universidade de Barcelona, com distinção. Estagiou na Comissão Europeia, em Bruxelas, na D.G. IX – Informação, Comunicação, Cultura e Audiovisual. Colaborou com diversos museus e galerias de arte na realização de projectos museográficos, design de exposições, coordenação de montagens de exposições e design gráfico. Destes museus destacam-se o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Calouste Gulbenkian, a fundação Ricardo Espírito Santo, Centro Cultural de Belém e a LAG – Galeria de Arte. Concebeu e desenhou a sinalética para o Museu Nacional do Azulejo. Exerceu funções de Web designer na Agência publicitária Publinter/BDDP. Enquanto designer de comunicação e em regime de free lancer realizou ainda vários trabalhos para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Instituto Diplomático, Assembleia da República, para a Câmara Municipal de Cascais bem como para empresas privadas e entidades com carácter de acção social. Integrou a equipa de Musealização da Central Tejo - Museu da Electricidade – EDP, até á sua inauguração. Assessorou o responsável pelo projecto de musealização; desenvolveu o design de diversos núcleos expositivos; coordenou o merchandising do Museu; concebeu e executou diversos elementos gráficos para o Museu e seus serviços.


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Actualmente trabalha na Area Infinitas – Design de Interiores, S.A., no departamento de sourcing onde, além do trabalho de gestão de produto, continua a desenvolver vários trabalhos de design gráfico e de equipamento.


Património Gráfico de Óbidos