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Editorial

MUITO ALÉM DOS BITS_ Para facilitar a vida dos pais que procuram a melhor a escola para matricular seus filhos, OBemdito lança o especial que está em suas mãos, nas versões impressa e digital. É o primeiro de muitos projetos multiplataforma que pretendemos executar nessa linha. Não se trata de regredir, de voltar no tempo. Seguimos olhando para frente, assimilando e colocando em prática os avanços da tecnologia. Nosso objetivo é dar melhores condições de acesso ao conteúdo jornalístico e aos anúncios cativados pelo setor comercial. E aqui queremos destacar a imensa aceitação da ideia por parte dos anunciantes, a quem somos gratos pela confiança. Mas nada se compara ao papel do leitor, você que nos honra com sua atenção e sua audiência.

Indice

Pág. 10

Como escolher a escola ideal para o seu filho Pág. 14

10 dicas para tomar a melhor decisão Pág. 20

Entrevista com Augusto Cury

“Escola precisa educar a emoção”

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Especialistas ajudam na escolha da melhor escola de línguas para os baixinhos

Graças a você, OBemdito se tornou, já nos primeiros meses de vida (estamos completando 3 anos), o maior portal de notícias do noroeste paranaense, com cerca de 2 milhões de visualizações de páginas (pageviews) por mês. São mais de 300 mil leitores, pelos dados consolidados do Google Analytics. O digital continua sendo a nossa razão de existir, com sua agilidade e multiplicidade de recursos de textos, fotos, vídeos e infográficos animados (um diferencial que em breve fará parte da nossa entrada). Que o conteúdo desta edição seja engrandecedor e facilite a sua vida. Cuidar da educação dos filhos não é tarefa fácil. Buscamos as melhores fontes no tema escolar e sintetizamos as informações de maneira clara, objetiva e didática, com um projeto gráfico limpo e convidativo, seguindo os mandamentos do digital. Ótima leitura. E seguimos conectados 24 horas por dia, 7 dias por semana, no www.obemdito.com.br. Leonardo Revesso Criador e diretor do OBemdito

(LRN PRODUÇÕES DE CONTEÚDO LTDA) Redação (fone e whatsApp): 44 99745-1771 Comercial (fone e whatsApp: (44) 99109-7245 obemdito@obemdito.com.br ESPECIAL EDUCAÇÃO Jornalista responsável e editora: Jaqueline Mocelin (MtB 7627) Editor do projeto Educação: Leonardo Revesso Reportagens: Sergio Santos Projeto gráfico e diagramação: Vinícius Ribeiro Departamento Comercial: Ricardo Aires


Como escolher a escola ideal para o seu filho Segundo especialistas, não existe uma escola ideal, mas sim uma instituição adequada para cada criança ou adolescente.

É

nesta época do ano, quando as instituições abrem o processo de reservas de vagas, que milhares de pais partem em busca da primeira ou de uma nova escola para seus filhos. Além de debater questões práticas, como preço e localização, a família costuma mergulhar num mar de dúvidas e questionamentos, na ânsia de optar pela melhor.

Esse costuma ser, para a maioria, um período de angústia e peregrinação, sempre acompanhado da pergunta: como fazer a escolha certa? Especialistas ouvidos por OBemdito explicam que, em vez de procurarem respostas nos colégios pretendidos, os pais devem voltar suas atenções para dentro de casa e observarem seus filhos. Prestarem atenção no temperamento deles, potenciais, afinidades e limitações. Além disso, precisam ter muito claro quais são seus próprios anseios. Há aqueles que sonham em ver o rebento nas melhores faculdades. Outros querem que eles sejam pequenos artistas, transbordando criatividade. Há, também, quem privilegie o estímulo ao senso crítico e à formação de pessoas capazes de mudar o mundo. E os que não abrem mão de valores religiosos, morais e éticos. Ao promoverem esse exercício, que de fácil não tem nada, o leque de opções se fecha e a via-crúcis de visitas aos colégios pode começar. Com um mantra ecoando nas cabeças materna e paterna: a escola ideal não existe. O que há é a escola adequada para cada pessoa. Ao longo desta reportagem, há uma sugestão de passo a passo com o que deve ser refletido antes de começar as andanças pelas escolas. Também elaboramos um providencial checklist do que avaliar na hora em que a família estiver visitando o colégio pretendido. Ele foi preparado a partir de consultas com uma série de psicopedagogos, pedagogos e psicólogos. Mas quem, ainda assim, ficar inseguro em fazer essa avaliação sozinho, já pode contar com profissionais para auxiliar nesta empreitada. Na escolha, é preciso colocar na balança questões práticas, como transporte e preço,

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e pedagógicas, tão importantes quanto, dependendo das prioridades da família. Mas o critério de desempate número 1 tem de ser o perfil do aluno. Matricular uma criança criativa e sonhadora em um colégio cuja obsessão é o vestibular porque os pais sonham em vê-la estudando numa faculdade pública pode ser arriscado. “Quando é o pai que quer e o filho não se adapta, a frustração do aluno é imensa e o caso pode ir parar numa psicóloga”, alerta a psicopedagoga Andréia Calçada. O casal de comerciantes Letícia e Vicente Prisco teve de trocar o filho de escola para que Vítor Antonio, 15 anos, se sentisse confortável. Insatisfeito no colégio, o menino colecionava notas ruins. Na mudança, a família optou por uma instituição que até ficava um pouco distante de casa, mas estava completamente sintonizada com os anseios do casal e o perfil do garoto. “Queria uma escola boa, que fosse humana”, conta Letícia.” Para quem prefere sair em busca de alternativas, em Umuarama há escolas para todos os gostos, das tradicionais às mais alternativas. A visita ao estabelecimento de ensino é fundamental. Esse é um momento importante tanto para o colégio quanto para as famílias, para eliminar preconceitos e esclarecer dúvidas. Na análise dos especialistas, os pais devem aproveitar muito bem esse espaço e não precisam ter vergonha de perguntar nada. Nem mesmo o salário dos professores. Não há dúvida de que um educador bem preparado, atualizado e satisfeito é ferramenta primordial de promoção de conhecimento.

Critério de desempate número 1 deve ser o perfil do aluno. Visita ao estabelecimento de ensino para conhecer a estrutura é fundamental. Pais não devem ter vergonha de fazer perguntas.

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Como escolher a escola ideal para o seu filho...

10 dicas para tomar a melhor decisão

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Faça uma lista

Antes de tudo, saiba exatamente o que você espera da escola. Elenque aquilo de que não abre mão, como espaço físico, profissionais qualificados, proximidade de casa, opção de período integral, oferta de cursos extracurriculares. Cada família tem seus próprios aspectos a considerar, por isso é bom criar uma lista de prioridades. Ao fazê-la, você visualiza o que deseja - e isso facilita a busca.

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Pesquise muito

Não há número mínino ou máximo de escolas que devem ser visitadas antes de fazer a escolha. Para alguns, pode acontecer logo de cara, na primeira visita. Para outros, leva tempo e muita pesquisa. A decisão final só deve ser tomada quando os pais se sentem realmente seguros e confiantes.

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Em sintonia

Opte por uma escola que tenha a ver com o seu filho e o estilo da família. Não adianta, por exemplo, colocar a criança em um colégio religioso se vocês não são daquela religião.

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Converse

Aproveite a hora de saída ou entrada das crianças para conhecer pais de alunos da instituição. Converse com eles sobre questões básicas como alimentação, rotina, método de ensino... As repostas deles podem confirmar (ou não) suas impressões iniciais sobre a escola.

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Leve a criança

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Além do básico

O colégio deve ir além de apenas passar o conteúdo das aulas e cuidar da criança, mantendo-a limpa e alimentada. Eleja uma instituição que também ensine valores e estimule o desenvolvimento cognitivo, físico e social independentemente da idade do seu filho.

Se você já eliminou diversas opções e ainda está em dúvida entre duas ou três escolas, leve seu filho para visitá-las. Quando a criança vai ao colégio, os pais percebem se ela simpatiza com o ambiente e o tratamento dos profissionais com ela.

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Preço e qualidade

O alto custo de uma escola particular não significa, necessariamente, boa qualidade educacional. Há excelentes instituições públicas com projeto pedagógico interessante.

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Horários

Quando o pai e a mãe trabalham fora, é essencial questionar sobre o que acontece caso se atrasem para buscar a criança. Cada escola tem seu método: há desde as que não aceitam atrasos até as que cobram taxas extras pelo tempo a mais que a criança permanece ali.

A comunidade escolar

Leve em conta o padrão de vida dos alunos: ainda que você possa pagar a mensalidade, talvez não consiga acompanhar os hábitos daquela comunidade. Isso pode ser ruim para a criança, pois ela vai desenvolver um senso de inferioridade: é como se ficasse sempre atrás. Por isso, opte por uma escola que se ajuste ao seu padrão financeiro. Assim, seu filho se sentirá parte do grupo, terá assuntos semelhantes e poderá frequentar os mesmos lugares que os amigos.

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Datas comemorativas

Se você sonha em ver seu filho fazendo apresentações em datas comemorativas como Dia das Mães e dos Pais, busque uma escola que ofereça isso. Algumas não realizam festas nessas datas. Outras fazem as comemorações internamente, só para as crianças. E há, ainda, as que realizam o evento e cobram pelo serviço (desde o figurino usado pelos alunos até os presentes ofertados aos pais).


Augusto Cury

“Escola precisa educar a emoção” A palestra ‘Como Formar Mentes Brilhantes’, com o psiquiatra e escritor Augusto Cury, atraiu centenas de pessoas na noite de 27 de setembro, no Teatro da Unipar. Autor mais lido da última década, com obras publicadas em mais de 70 países e 25 milhões de exemplares vendidos apenas no Brasil, Cury aborda com propriedade e indisfarçável satisfação temas ligados à educação de filhos e alunos, a partir da gestão emocional, a seu ver a chave para o desenvolvimento intelectual e da personalidade humana.

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Em tempos de tantos manuais, como criar crianças com limites, educadas, felizes, prósperas, que sejam menos ansiosas. Onde os pais estão errando? Augusto Cury: Estão errando porque não trabalham as ferramentas mais importantes de gestão de emoção. Não há uma forma correta, não há leis rígidas. O que há são ferramentas para que o eu, que representa a capacidade de escolha e a consciência crítica, se torne autor da própria história. Nós, no Brasil e em mais de 70 países, não estamos preocupados com as habilidades mais importantes para que o ser humano se torne diretor do seu próprio script, para que ele possa proteger sua emoção e gerenciar sua ansiedade. Portanto, não adianta dar broncas, criticar, ser um manual de regras.

da mente e a formação de pensadores. Atualmente, temos 500 escolas conveniadas com mais de 250 mil alunos e mais de 1 milhão de pessoas impactadas. Estamos trabalhando junto à Polícia Federal, adotando algumas das escolas mais violentas do país para dar gratuitamente o programa. Já são mais de cem instituições, incluindo orfanatos, onde o programa é aplicado gratuitamente. Inclusive abrimos mão dos direitos autorais. Nosso sonho é alcançar todos os orfanatos do Brasil e do mundo. Mas falta braço, dinheiro e tempo. Nossa equipe tem cerca de 40 psicólogos. Somos o maior time do mundo de psicólogos especialistas em educação sócio-emocional e de gestão da emoção.

O segredo é evitar boicotar ou bloquear as emoções da criança, seja filho ou aluno?

Quais são os benefícios desse tipo de direcionamento educacional, que leva em conta e prioriza a inteligência emocional da criança?

Augusto Cury: É vital que os pais aprendam as habilidades do Programa Escola da Inteligência, habilidades clássicas, como por exemplo pensar antes de reagir, se colocar no lugar do outro, filtrar estímulos estressantes, ser altruísta, ser solidário, aprender a se reinventar no caos, desenvolver resiliência e dirigir o seu próprio script. Quando aplicamos o programa Escola da Inteligência, que talvez seja o primeiro programa mundial de gestão da emoção para crianças e adolescentes até o ensino médio, o resultado é surpreendente.

Augusto Cury: Depois de três meses de aplicação do programa, uma criança de 7, 8 anos diz para os pais: “papai, você perdeu o autocontrole”, “mamãe, você não está pensando antes de reagir”. É disso que os pais precisam: conhecer ferramentas a partir da mais complexa fronteira da ciência, que é o processo de construção do pensamento e o processo do eu como gestor da mente humana. Caso contrário, fala-se muito em habilidades sócio-emocionais, em educação emocional, mas tudo é como uma nuvem que se dissipa, nada é concreto.

Do que se trata o Programa Escola da Inteligência e em que pé está a aplicação dele nas salas de aula das escolas brasileiras? Augusto Cury: O programa implementa nas instituições de ensino uma cultura para o desenvolvimento da inteligência, da saúde emocional e da construção de relações saudáveis, a partir da aplicação de 1 hora por semana dentro da grade curricular. Ele é fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, que analisa o funcionamento

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Entrevista Augusto Cury

As escolas reclamam muito que os pais estão terceirizando a criação dos filhos. Por outro lado, pais se queixam de, muitas vezes, caber a eles papéis que deveriam ser da escola. Como resolver esse choque, tirando o máximo proveito da função da família e da escola? Augusto Cury: O choque é tão grande que alguns diretores de escola dizem que é melhor lidar com mil alunos do que com dez pais. Há um conflito baseado na responsabilidade compartilhada ou na falta de educação compartilhada. A escola não pode ser mais responsável apenas pelo desenvolvimento cognitivo, pelo raciocínio, pelo pensamento lógico, estratégico, capacidade de resolver problemas, de observar e intuir. A escola precisa educar a emoção, ensinar os alunos a não serem escravos dos medos, a lidarem com a impulsividade, a reciclarem o sentimento de culpa, a reorganizarem a autopunição, a timidez, a dificuldade de ouvir não e de lidar com limites. Escolas que não conseguem educar a emoção dos alunos não estão preparadas para formar mentes brilhantes, apenas para formar repetidores de informação. Qualquer computador, por mais medíocre que seja, consegue reter mais informações e repetir essas informações nas provas do que os melhores alunos. A repetitividade de dados não é fundamental para formar mentes brilhantes. E o papel dos pais, também mudou? Qual passou a ser? Augusto Cury: Os pais não podem ser cartesianos. Se eles são pessoas que apontam falhas, apenas, estão aptos a lidar com máquinas. Se são alguém que eleva o tom de

voz, que critica excessivamente ou que repete comportamentos, se converterão em pessoas entediantes, que traumatizarão os filhos. Quem eleva o tom de voz, critica excessivamente e, reitero, quem repete informações, aciona um fenômeno inconsciente, da minha área de pesquisa, chamado Fenômeno RAM (Registro Automático da Memória). Ele é um biógrafo não autorizado, que arquiva todos os comportamentos agressivos, impulsivos, indelicados e traumatizantes dos pais, gerando janelas killer ou traumáticas. Consequentemente, desertificam o processo de formação da personalidade dos filhos. A partir dessa lógica, o ideal, portanto, seria não criticar? Como lidar com isso sem deixar de educar? Augusto Cury: É quase inacreditável que mais de 90% das correções que os pais fazem para com seus filhos os piora, porque eles criam comportamentos que estimulam esse biógrafo do cérebro a formar janelas traumáticas. Quem repete, por exemplo, duas vezes a mesma coisa, costumo brincar, é um pouco chato. Quem repete três vezes é medianamente chato e entediante. Quem repete quatro vezes é insuportável. Está cheio de pais insuportáveis, executivos insuportáveis, casais insuportáveis. Porque eles não têm autocontrole, não são elegantes, não conseguem elogiar quem erra para depois tocar no erro. Não conseguem dizer para um aluno que acabou de falhar: “Aposto em você. Você não é mais um número nessa classe. Sou um privilegiado de ser seu professor. Agora, reflita sobre o tom de voz com que se dirigiu ao seu colega ou a mim”. A chave é saber gerenciar a própria emoção ao invés de tomar decisões impulsivas que podem acabar comprometendo a forma de reagir do outro? Augusto Cury: Quando nós somos gestores da nossa emoção, nós damos respostas inteligentes nas situações estressantes e arquivamos janelas saudáveis ou light e não killer ou asfixiantes. Por isso mais de 90% das correções que os pais fazem para com seus filhos, os professores

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Entrevista Augusto Cury

para com seus alunos, executivos com seus colaboradores e casais entre si pioram quem eles amam. Nós pioramos as pessoas mais caras a nós porque nosso eu não é autor da própria história. Existe um movimento chamado slow parenting que preconiza a desaceleração dos pais e, consequentemente, das crianças. A questão é que na “vida real”, no mundo lá fora, essas crianças são cobradas de outra forma, de maneira muito acelerada, diferentemente de como aprenderam a viver em casa. Como equilibrar a leveza da criação à cobrança do vestibular, da escolha profissional, cada vez mais precoce, e de um mercado de trabalho extremamente acirrado e competitivo? Não existe um risco grande de se criar um confronto mais tarde, quando a criança virar adulto? Está mais do que provado que uma pessoa calma é uma pessoa que tem tendência para produzir mais raciocínios brilhantes do que quem é estressado. Quem é mais paciente e tolerante consegue dar respostas mais produtivas e ricas do que quem é ansioso e impulsivo. Quem se interioriza, viaja pra dentro de si mesmo, é alguém que tem um raciocínio esquemático, complexo, melhor, mais penetrante do que quem vive mentalmente agitado e tenso. Esses pais desacelerados não têm com o que se preocupar, então? Augusto Cury: Quem é calmo, paciente e tolerante, com alto nível de habilidades para suportar frustrações, é um ser humano que se prepara para ser um profissional feliz e mais produtivo, um pai feliz e mais rico educacionalmente, um marido ou esposa capaz de ter um romance sustentável. Quem é muito agitado pode ser ótimo para a sociedade. Quem é muito ansioso pode ser excelente para sua empresa, mas será um carrasco de si mesmo, carrasco, inclusive, da construção de pensamentos notáveis que podem fazê-lo ser uma pessoa dotada de sucesso, embriagada com uma felicidade e uma emocionalidade sustentável e inteligente.

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O mundo moderno nos obriga a consumir uma quantidade enorme de informações novas o tempo todo. É possível viver integrados à realidade, mas de forma tranquila, mais conectados às nossas emoções? Augusto Cury: Descobri uma síndrome que está acometendo 70%, 80% das pessoas no mundo todo: a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Pensar é bom, mas pensar demais é uma bomba contra a saúde emocional. Uma criança de 7 anos tem mais informações do que o imperador romano no auge de Roma. Isso não é suportável. Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças. Elas têm tempo para tudo, menos para ter infância e formar janelas saudáveis, dar sustentabilidade ao processo de formação da personalidade. E quais são os sintomas dessa síndrome? Augusto Cury: Acordar cansados, ter dores de cabeça, musculares, sofrer por antecipação, dificuldade de conviver com pessoas lentas, baixo limiar para frustração, transtorno do sono, déficit de memória ou esquecimento e assim por diante. Esses sintomas refletem a falência da espécie humana, das sociedades modernas. Por isso, precisamos gerenciar nossa emoção, as crianças precisam aprender a gerenciar a ansiedade, a trabalhar perdas e frustrações, a ousarem, a libertar o imaginário e desenvolver criatividade. Saber proteger a mente e gerenciar a ansiedade é vital para ter uma mente saudável numa sociedade altamente estressante.


Especialistas ajudam na escolha da melhor escola de línguas para os baixinhos A idade para uma criança entrar em uma escola de línguas é aos 3 anos, conforme especialistas ouvidos por OBemdito. Com base em várias entrevistas, elencamos as seguintes dicas:

A criança precisa aprender de forma natural. Por isso, é importante que a escola ofereça aulas 100% em inglês. Os pais podem perguntar o quanto o professor fala de inglês na aula e quanto fala de português para ver como a escola responde. Aulas que são dadas parte em inglês e parte em português não são eficientes. Crianças devem aprender por imersão.

A escola também precisa ter professores fluentes, capacitados, especialistas no ensino de um segundo idioma para crianças e que seguem uma metodologia estruturada e organizada. O ideal é que mais da metade da aula seja preenchida com atividades lúdicas e que o livro sirva apenas como um instrumento de consolidação do que foi ensinado oralmente.

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O professor precisa pronunciar as palavras corretamente, usar canções, brincadeiras e objetos lúdicos. Para que o aprendizado dê certo, é preciso fazer sentido para a criança aprender aquilo. Para certificar-se que as aulas estão acontecendo assim, pergunte ao seu filho como é a aula, se o professor “brinca” e se a aula é divertida. Quanto mais o aluno falar que “brinca em inglês” na aula, mais natural está sendo o método.

O material precisa ser visualmente adequado à faixa etária, ou seja, ter figuras reais de crianças da mesma faixa etária, ter recursos tecnológicos para permitir a continuidade do aprendizado em casa (CD-rom, websites ou aplicativos), ser colorido, atrativo e trazer um conteúdo que faz parte do universo infantil.

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Sobre frequência e duração das aulas depende muito da idade. Crianças de três anos têm um período de concentração de, no máximo, 15 minutos em uma mesma atividade. Alunos de quatro a seis anos já podem se concentrar por um tempo um pouco maior - e a concentração vai aumentando conforme a idade. Acreditamos que em uma aula de 60 minutos é possível passar o conteúdo de forma diversificada, trabalhando com atividades lúdicas e também com a consolidação - sempre promovendo a exposição do aluno ao novo idioma durante todo o tempo da aula.


Como escolher a melhor escola para o seu filho  

Para facilitar a vida dos pais que procuram a melhor a escola para matricular seus filhos, OBemdito lança o especial que está em suas mãos,...

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